Dá um Gosto ao ADN

Milhares encheram “Terreiro do Paço”


Arménio lança greve geral na maior manifestação da CGTP

Milhares de pessoas vindas de todo o país concentraram-se, este sábado, em Lisboa, para protestar contra as medidas de austeridade impostas pelo governo. A manifestação convocada pela CGTP encheu o Terreiro do Paço, com muitos cartazes, bandeiras e palavras de ordem. O líder da CGTP, Arménio Carlos, anunciou esta tarde a realização de uma "grande greve geral" contra as políticas de austeridade. O tema será discutido num Conselho Nacional Extraordinário no dia 3 de Outubro.


Milhares encheram Terreiro do Paço, em Lisboa 

Cumpriu-se o objectivo de Arménio Carlos, líder da CGTP, de ver o Terreiro do Paço "cheio como um ovo", em dia de luta contra "o naufrágio" de Portugal. Passava pouco das quatro da tarde quando Arménio Carlos subiu ao palco para falar aos milhares de manifestantes e anunciar a intenção de convocar uma "grande greve geral".
Longe de apelos partidários ou sindicais, Arménio Carlos fez questão de frisar a importância da união de todos, mostrando-se aberto a debater a convocação da greve geral com a UGT. "Temos de nos centrar naquilo que é essencial e unirmo-nos para mudarmos as coisas. Temos de dar as mãos e lutar em conjunto", disse o líder da CGTP ao anunciar que no próximo dia 3 de Outubro será reunido o conselho nacional extraordinário para se preparar então uma greve geral.
Em relação à possível data da greve, Arménio Carlos não adiantou qualquer possibilidade, explicando aos jornalistas que tudo dependerá do momento e das condições que se considerarem na reunião de dia 3 como essenciais. É possível que aconteça até ao final do ano.
"Este povo que enche o Terreiro do Paço está ou não de acordo com a decisão de uma greve geral?", perguntou o líder da CGTP, recebendo de volta uma grande ovação. "A vossa resposta foi clara, decisiva e determinante. Nós somos a maioria e a maioria vai-se unir".

"A luta não vai parar e será cada vez mais intensa”
Povo relembrou espírito de Abril... 

Com um discurso várias vezes aplaudido por milhares que encheram a principal praça da capital e ruas envolventes, Arménio Carlos não se conteve nas palavras e lançou duras críticas ao Governo de Passos de Coelho. "Eles têm medo que o povo perca o medo e o povo está a demonstrar que está a perder o medo, que quer lutar pelo presente, salvaguardando gerações futuras", começou por dizer o líder sindical, assegurando estar ao lado não só de todos os trabalhadores como dos estudantes, desempregados e pensionistas.
"A luta não vai parar e será cada vez mais intensa até alcançarmos os nossos objectivos", garantiu Arménio Carlos, pedindo a demissão do primeiro-ministro. "De que está à espera para se ir embora? Vá e leve esta política o mais depressa possível", gritou.

O país inteiro no “Terreiro do Povo”
Não faltaram palavras  - e cartazes - de ordem...

À medida que discursava, o Terreiro do Paço foi ficando cada vez mais repleto de manifestantes. A multidão que se juntou no espaço que Arménio Carlos chamou de "Terreiro do Povo" só não foi maior porque muitas pessoas ficaram pela Rua do Ouro e pela Rua Augusta, que dão acesso ao Terreiro do Paço.
"Eles dizem que têm ouvido o descontentamento, então hoje têm de ouvir e se não ouvirem a bem, ouvem a mal com a exigência da sua demissão", continua Arménio Carlos, acrescentando peremptoriamente que não se pode ter medo quando se estão a reclamar direitos constitucionais.
"É tempo de ir às fortunas colossais dos que têm engordado à custa do povo e do país. Isto tem de ser mudado radicalmente e quanto mais depressa melhor. Agora é altura de o capital pagar", defendeu o líder da CGTP, gritando mais do que uma vez que é "tempo de taxar o capital".
Arménio Carlos saudou ainda, entre outros, os trabalhadores da TAP e da RTP, estes últimos representados na manifestação através da comissão de trabalhadores do canal, mostrando-se atento à sua situação.
A grande manifestação de 15 de Setembro também foi saudada pelo líder sindical, sendo vista como mais uma demonstração do descontentamento dos portugueses. Não aceitamos mais políticas que levem ao naufrágio do nosso país. A luta não vai parar", garantiu Arménio Carlos.

Agência de Notícias 
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PSP faz buscas e detenções em Pinhal Novo


Detidos por burla com prejuízo de milhares de euros

O Comando Metropolitano de Lisboa da Polícia de Segurança Pública, através da Divisão de Investigação Criminal, no âmbito de um processo-crime sobre burlas e falsificação de documentos, realizou quinta-feira uma busca domiciliária na zona do Pinhal Novo tendo apreendido diverso material e prendeu pai e filho, principais suspeitos do esquema.

PSP fez buscas em Pinhal Novo 
A PSP aprendeu uma viatura ligeira de passageiros; um computador; vários carimbos com nomes de empresas e instituições e várias cópias de carimbos de repartições de finanças.
De acordo com a PSP, “a investigação teve início há cerca de dois anos e em que estes indivíduos (pai e filho com 65 e 31 anos de idade, respetivamente) falsificavam vários tipos de documentos desde, declarações IRS, declarações de entidades patrimoniais, recibos de vencimento, entre outros, em nome de toxicodependentes a quem pagavam pequenas quantias em dinheiro e que na posse destes documentos se deslocavam a stands para aquisição de veículos a crédito”.
Ainda segundo a investigação, “após a aquisição dos veículos entregavam-nos aos suspeitos, que depois os vendiam o que lhe permitia ganhos consideráveis”.
Desde o início da investigação presume-se que tenham provocado às empresas de locação financeira prejuízo de diversos milhares de euros através deste método fraudulento.

Paulo Jorge Oliveira 
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Rainha das Vindimas de Portugal eleita em Santarém


Inês Meneses quer suceder a Patrícia Cardoso

O Convento de S. Francisco, em Santarém, vai ser palco da Gala “O Vinho e Mundo rural”, amanhã,  29 de Setembro, às 21h30, que culmina com a eleição da Rainha das Vindimas de Portugal. Patrícia Cardoso, ex-Rainha as Vindimas de Palmela e atual Rainha das Vindimas de Portugal, passará o testemunho a uma das dez candidatas deste ano, entre as quais, Inês Meneses, Rainha das Vindimas de Palmela 2011. Concorrem, também, os municípios de Arruda dos Vinhos, Borba, Cadaval, Cartaxo, Coruche, Lamego, Ponte da Barca, Santarém e Torres Vedras.

Patrícia Cardoso, de Palmela,  é a atual Rainha das Vindimas de Portugal

A 5ª edição deste concurso, com que se pretende continuar a preservar e promover a tradição e cultura rural mais genuína de Portugal, conta com a participação de 10 candidatas, que representam os municípios de Arruda dos Vinhos, Borba, Cadaval, Cartaxo, Coruche, Lamego, Palmela, Ponte da Barca, Santarém e Torres Vedras. A atual Rainha das Vindimas de Portugal é Patrícia Cardoso, de Palmela.
Esta Gala, organizada pela AMPV – Associação de Municípios Portugueses do Vinho, em colaboração com a Câmara de Santarém e a Câmara de Palmela, conta com a colaboração das empresas Viver Santarém, FUSION GLAMOUR de Alexandre Tavares e Perfumaria Anage, responsáveis pelos cabelos e maquilhagem, coreografia de Encarnação Noronha, professora do Círculo Cultural Scalabitano, com o apoio de Nuno Machado e participação da soprano Eduarda Soeiro e do Rancho Folclórico de Vila Nova do Coito.

Palmela em destaque
Palmela, Cidade Europeia do Vinho 2012, terá lugar de destaque no evento, que contará com um espaço de divulgação das nossas atividades, uma prova de Moscatel, a projeção do filme promocional  e a participação de um produtor de vinho do concelho enquanto membro do júri. Também a Presidente da Câmara de Palmela, Ana Teresa Vicente, fará uma intervenção na sessão de abertura, a par do Presidente da RECEVIN – Rede Europeia de Cidades do Vinho, e do Secretário Geral da Associação dos Municípios Portugueses do Vinho.

Congresso Nacional “O Vinho e o Mundo Rural”
A AMPV vai ainda apresentar o Congresso Nacional “O Vinho e o Mundo Rural” que tem lugar no dia 11 de junho de 2013, no âmbito da 50ª Feira Nacional da Agricultura, que concentra as mais importantes entidades do setor agrícola e vitivinícola com o objetivo de debater, dissertar e discutir a temática do mundo rural e o desenvolvimento sustentável dos territórios, tendo como vetor de desenvolvimento o vinho e toda a economia associada a este setor.
A AMPV, representa 73 Municípios das diferentes regiões vitivinícolas nacionais.
A eleição da Rainha das Vindimas de Portugal é uma iniciativa que pretende dar relevância Nacional à tradição dos Municípios que organizam os seus concursos de rainha das vindimas, na defesa das tradições regionais, ligadas à produção do vinho.


Paulo Jorge Oliveira 
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Impressões Digitais por Paulo Jorge Oliveira


E agora, senhora troika, qual conta vamos fazer?


As contas públicas descontrolaram-se. O Governo age desvairado. E a troika esconde-se atrás da sua própria desilusão. Para onde vamos? Que medidas temos de tomar? Aguenta o país mais austeridade? Será esse mesmo o único caminho que nos impõem sem que nós – cidadãos de pleno direito da comunidade europeia – questionamos se o caminho é o certo?




O ministro das Finanças é o elo de credibilidade do Governo com a troika. Já não o é com o eleitorado. [nem Passos Coelho já é]. Não pode queixar-se: mesmo protestando, o país foi suportando a austeridade. Houve um acto de fé generalizado, cheio de dúvidas e reservas, mas confiamos todos. Até que a medida da TSU rompeu numa sexta-feira de fim de Verão e deitou por terra as esperanças de que isto ia pelo caminho certo. A execução orçamental veio provar o cenário de que todos os entendidos de finanças públicas e economia haviam dito vezes sem conta.  
A credibilidade da política da austeridade deixou de ser uma divergência ideológica, é hoje um problema matemático. Não está a resultar. Como se confia em quem estimava um crescimento de receitas do IVA de 11,6 por cento quando ele afinal cai 2,2? Que credibilidade técnica tem quem em Março anunciava um aumento dos encargos com subsídio do desemprego de 3,8 por cento quando eles em Agosto crescem quase 23? Como se confiará nas previsões para 2013 depois do fracasso em 2012?
A troika devia olhar olhos nos olhos dos portugueses e responder a três perguntas: acredita mesmo que, com mais austeridade generalizada, a economia vai começar a crescer no segundo trimestre do próximo ano? Acredita mesmo que Portugal vai conseguir a redução brutal do défice em cada um dos próximos dois anos depois de ter falhado o deste ano? Acredita mesmo que Portugal conseguirá pagar a sua dívida pública já superior aos fatídicos 120 por cento do PIB?
São perguntas simples, mas entristecidas. Eu não sou economista e até percebo pouco de coisas de números, mas... as contas não quadram. Não batem. Assim não vamos lá.
Este ano, os portugueses fizeram um esforço brutal, suportaram austeridade como nunca imaginaram e ajustaram-se mais do que o Governo desejou, consumindo menos e exportando mais, o que ajudou as contas externas. Mesmo assim, depois de tudo, o défice orçamental (sem receitas extraordinárias) só se reduzirá em dois pontos percentuais em vez dos 3,5 pontos percentuais previstos. E isso se o último quadrimestre não piorar o cenário, coisa que a desastrosa comunicação do Governo com a TSU pode ter estragado, antecipando comportamentos recessivos. Pois mesmo assim chegaremos a um défice, diz quem sabe, de pelo menos 6,1 a 6,2 por cento, o que com receitas extraordinárias (sempre, sempre elas) baixará para 5 por cento. Reduzir de 6,2 por cento para 4,5 em 2013 e 2,5 em 2014? Como? Ou as reformas estruturais estavam todas certas, as empresas desatam a exportar e a economia cresce, ou teremos de manter todas as medidas de austeridade e encontrar mais dois pontos percentuais por ano de novas medidas. Alguém acredita? Eu penso que nem a troika – ou melhor, uns senhores engravatados que de vez em quando passam pelo Terreiro do Paço e chamam lá o Governo inteiro.
Estas perguntas são para a troika. Ao Governo o que se pede é que tome um banho gelado e volte a encaixar a cabeça. Porque o que está a demonstrar já não é falta de capacidade política, é pânico. O recuo na TSU foi uma vitória da sociedade civil sobre um Governo que se julgava protegido por ela, mas mostrou capacidade de recuo. Agora é preciso andar para a frente, não em círculos. O anúncio de mais impostos foi vago e ambíguo. O IRS subirá através dos escalões (pelo menos quatro pontos percentuais a cada português) ou haverá um imposto extraordinário? De quanto? E os funcionários públicos, o que lhes acontece? E os pensionistas? E a despesa, senhores, a despesa do Estado? Semear incerteza revela mais que amadorismo, revela insegurança, revela falta de estratégia, revela incapacidade para liderar um povo que se desfaz em contas.
Falemos à troika, que é co-autora desta política. Meus caros senhores, o Governo não cortou a despesa do Estado como prometera, mas os portugueses toleraram tudo o que V. Exas pediram. Falhou. Esse falhanço também é vosso. E é vossa aqui, é na Grécia, vai ser em Espanha, na Itália e tudo há volta até o mundo tremer.
As alternativas não estão ao dispor do Governo, nem do PS, que faria igual. Estão na troika. Na Europa. A crise é portuguesa, mas o falhanço não é dos portugueses, é europeu. Foi um falhanço consentido. Será mesmo possível pagar a nossa dívida? Uma pergunta que todos sabem mas que ninguém arrisca negociar nada. E pronto... perguntamos até quando isto vai durar.


 


Paulo Jorge Oliveira
Director da ADN – Agência de Notícias 
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Paulo Júlio critica autarquias do distrito


“Câmaras querem evitar  mudanças no poder local”

O Governo acusa os municípios do distrito que não se pronunciam de acordo com a lei da reforma administrativa, no eixo da fusão e agregação de freguesias, de estarem a faltar à responsabilidade social e política por optarem por um caminho “fácil” mas não o melhor. De acordo com Paulo Júlio, secretário de Estado da Reforma Administrativa, “as câmaras municipais e as juntas de freguesia devem pronunciar-se juntamente com a população para terem mais benefícios, senão a comissão técnica entra para aplicar a lei”. As autarquias ainda têm até 15 de Outubro para se prenunciarem.

Secretário de Estado da Reforma Administrativa crítica autarquias da região 

Paulo Júlio é claro: “a controvérsia gerada pelos municípios não tem fundamentação já que o argumento da perda do serviço público às populações é falso”, admite o secretário de Estado da Reforma Administrativa, acrescentando que a unidade técnica da reforma administrativa junto da Assembleia da República já possui o novo mapa administrativo. “Cabe aos municípios pronunciarem-se de acordo com a lei para poderem com isso terem mais dinheiro para as juntas de freguesia e ganharem mais escala”, prossegue. Paulo Júlio esclarece ainda que “aquelas juntas de freguesia que se vão manter no novo mapa territorial ganham mais competências nas suas funções, servindo assim as populações da melhor forma possível”.
 
“Nenhum português vai perder o presidente da junta de freguesia”
Presente em Setúbal para participar na Assembleia de Secção de Setúbal do PSD para fazer uma análise da situação política do país e um balanço dos vários eixos da Reforma da Administração Local, o secretário de Estado da Reforma Administrativa explicou que “o melhor planeamento territorial sempre esteve na base do Documento Verde da Reforma da Administração Local” que fez esta terça-feira um ano desde que fora apresentado publicamente.
“Nenhum português vai perder o presidente da junta de freguesia”, diz Paulo Júlio, que aponta para um melhor serviço público de proximidade executado por estes órgãos. A delegação de competências das câmaras municipais para as juntas de freguesia “vai dar às edilidades e às comunidades intermunicipais mais condições para lutarem pelo principal desafio que se coloca, a competitividade do território”, prossegue o membro do Governo.
“As câmaras municipais devem estar preocupadas essencialmente com a criação de um ambiente propício a que empresários privados se fixem no território, criando assim mais emprego e maior dinamização”.
O secretário de Estado da Reforma da Administração Local acusa mesmo os municípios de manobras políticas por tomarem qualquer caminho que evite “o conjunto de mudanças que se estão a ser promovidos no poder local”.

Agência de Notícias 
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ArteViva estreia peça de teatro no Barreiro


Desemprego e emigração como tema central

A companhia de teatro barreirense ArteViva vai abordar, a partir desta noite,  o tema da emigração e os problemas associados, sendo a saudade, a esperança e o emprego algumas das questões evidenciadas na peça de Luís Mourão, “Viemos todos de outro lado”. A história de dois irmãos que viajam para um novo país em busca de trabalho é algo que para Dário Valente, encenador da companhia artística, “diz respeito a muitos portugueses”.

Viemos Todos do Mesmo Lado estreia esta noite no Teatro do Barreiro

“Há sempre alguém na família que emigra pela pior das razões, obrigado pela necessidade”, acrescenta Dário Valente. O encenador da ArteViva refere que a própria companhia de teatro “tem tido algumas complicações tendo em conta o atual período de crise em que vive”, mas espera “muita adesão populacional” na estreia da peça.
Esta é a primeira vez que o grupo de teatro realiza uma encenação com base nos textos de Luís Mourão, apesar de já terem sido trabalhadas as peças do autor no contexto da escola de teatro do ArteViva. Dário Valente, refere que o autor revelou ser “uma pessoa muito acessível” e que esta é “uma peça do agrado da companhia”.
 “Viemos todos de outro lado” tem estreia marcada para esta noite, 28 de Setembro, às 21h30, no Teatro Municipal do Barreiro. A peça estará em cena todas as sextas feiras e sábados. O projeto faz parte da programação da anterior temporada e decorrerá até ao mês de Outubro. Preço único: 5€ (desconto para grupos com mais de 10 pessoas: 3€).

Ficha técnica
"Viemos todos de outro lado" conta com a interpretação de Rui Martins e Vítor Nuno.
Sobre o autor: Luís Mourão nasceu em 1958. É professor, mas trabalha no teatro, de uma forma ou de outra, desde 1977. Nas duas últimas décadas, o texto dramático ocupou toda a sua actividade nesta área. Trabalhou e escreveu para diversas companhias, entre as quais a ACTA, “Efémero” Companhia de Teatro de Aveiro, “O Nariz. Teatro de Grupo” ou o Teatro da Trindade de quem foi durante alguns anos dramaturgo residente.

Agência de Notícias 
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64.683 portugueses procuram trabalho na Europa


Suiça e Noruega entre os mais procurados

Em menos de um ano, há mais 45 por cento de portugueses que procuram emprego fora do país. Engenheiros, informáticos, cozinheiros e empregados de mesa não têm dificuldades em encontrar trabalho, sobretudo no Norte da Europa. Suiça e Noruega são os países que mais atraem os "novos imigrantes" portugueses.  

Cada vez mais portugueses procuram trabalho fora do país 

Com o desemprego em 15 por cento e as perspectivas sombrias no mercado de trabalho nacional, o número de portugueses com vontade de sair do país não pára de aumentar. Segundo o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), o número de cidadãos nacionais inscritos na rede Eures – que dá acesso a ofertas de emprego em toda a Europa – subiu quase 45 por cento, em menos de um ano. Hoje, há 64.683 candidatos portugueses a procurar trabalho fora do país.
Além do sistema Eures, as solicitações de trabalho estão também a inundar as representações de países estrangeiros em Portugal. “Há uma grande procura de emprego na Suíça por parte de cidadãos portugueses. A nossa embaixada recebe diariamente pedidos de ajuda na procura de emprego na Suíça”, dizia Patrick Durrer, responsável pelo Departamento de Negócios da Embaixada da Suíça em Portugal, ao jornal SOL.
Já existem mais de 225 mil portugueses no país – na construção 28 por cento da mão-de-obra na Suíça já é oriunda de Portugal. E também não é raro haver acções de recrutamento para hotelaria, restauração e profissões na área da saúde. “A taxa de desemprego absolutamente invejável da Suíça situa-se hoje abaixo de 3 por cento. Isto não significa que haja propriamente falta de mão-de-obra local, e sim que continua a haver oportunidades”, acrescenta.
Além de casos específicos como militares ou polícias, os portugueses podem candidatar-se a qualquer emprego no país. Regra geral, apenas é necessário o documento de identificação, cabendo à entidade empregadora tratar da autorização de residência e de trabalho, explica Patrick Durrer.
                
14 mil engenheiros a caminho da Noruega
O interesse de portugueses está a ir muito além dos tradicionais destinos de emigração. “Recebemos muitas perguntas de pessoas que querem viver e trabalhar na Noruega”, refere, por exemplo, a embaixada da Noruega, que criou uma página específica no seu site para responder às dúvidas de trabalhadores. Em cada semestre, este país nórdico publica uma lista com as profissões com falta de mão-de-obra e, mais uma vez, as engenharias aparecem entre as mais requisitadas. Na segunda metade deste ano, há 14 mil vagas para engenheiros de diversos ramos. E com uma vantagem: “Para certas profissões, por exemplo os engenheiros, é suficiente ser fluente em inglês para trabalhar na Noruega”, frisa a embaixada.
A procura por profissões qualificadas mostra que o perfil de emigrantes também está a mudar e há uma segmentação cada vez maior. Por um lado, continua a haver muita procura de trabalhos na construção civil, hotelaria e restauração, bem como na indústria. Mas há uma faixa em nítido crescimento: a dos jovens com habilitações superiores. Hoje, 35,2 por cento do total dos candidatos na Rede Eures têm, pelo menos, o bacharelato, e 56,3 por cento tem menos de 35 anos. A grande maioria (89,3 por cento do total) está desempregada.

Procura tende a aumentar

Novas gerações procuram oportunidades na Suiça e Noruega 

O IEFP diz que “a procura dos serviços Eures tem vindo a crescer de forma consistente nos últimos anos” e tem havido “algum sucesso nas acções e projectos de recrutamento feitos com empregadores de outros países”. Por norma, as iniciativas mais bem sucedidas são as directamente mediadas por conselheiros Eures, que envolvem uma confirmação posterior do recrutamento.
Por ano, há cerca de 200 portugueses colocados desta forma. O instituto estima, porém, que tenha havido 2.100 colocações entre Junho de 2011 e Maio de 2012, se forem tidas em conta as colocações em que os candidatos estabelecem um contacto directo com os empregadores.
O top das profissões com mais saída, embora dependa de país para país é ocupado por engenheiros de sistemas, informáticos, engenheiros mecânicos, chefes e empregados de mesa ou cozinheiros. Soldadores e maçariqueiros, vendedores e especialistas de marketing são também requisitados.
Para quem esteja interessado em sair do país, o IEFP deixa o conselho: “É fundamental estar na posse de uma boa informação sobre o país de destino”. As pessoas devem preparar-se “adequadamente” para uma nova cultura e língua e, antes de viajar, devem informar-se sobre legislação laboral, sistema de protecção social, fiscalidade, sistemas de saúde e de ensino, custo de vida e oferta de alojamento.

Agência de Notícias 
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Ministério da Educação corta verbas a ensino especial


Crianças com necessidades educativas especiais com apoios reduzidos em Lisboa


As 15 instituições associadas da Federação Nacional das Cooperativas de Solidariedade Social (Fenacerci), que tinham suspendido o apoio a crianças com necessidades educativas especiais de Lisboa, decidiram esta quinta-feira reiniciar aquele serviço. Vão, no entanto, reduzi-lo às situações consideradas prioritárias e que estejam cobertas pelo “financiamento com cortes” aprovado pela Direcção Regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo (DRELVT), em guerra aberta com o Ministério da Educação e Ciência.

Crianças do ensino especial com menos apoios do estado 

 O sistema é semelhante em todo o país: com a chamada escola inclusiva, os alunos que antes frequentavam o ensino especial passaram a estar integrados no ensino regular, recebendo apoio especializado dos Centros de Recursos para a Inclusão (CRI). Estes, por sua vez, são geridos por organizações como a Associação de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental ou as Cooperativas para a Educação e Reabilitação dos Cidadãos Inadaptados (as CERCI, que suspenderam a actividade em Lisboa). 
No Norte, Centro, Alentejo e Algarve ter-se-á mantido o financiamento atribuído no ano passado aos CRI para a prestação de apoio às crianças nas áreas da psicologia, fisioterapia, terapia da fala, entre outras. Mas o mesmo não se verificou na área coberta pela Direcção Regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo (DRELVT), segundo a Fenacerci, que considerou não estarem reunidas as condições para iniciar a actividade “com qualidade”.

Ministério acha “lamentável e inaceitável” atitude da Fenacerci
Nesta quinta-feira – depois de as CERCI terem reunido, de manhã, e decidido fazer os serviços prioritários – o Ministério da Educação e Ciência (MEC) divulgou um comunicado, através do gabinete de imprensa, em que considera “lamentável e inaceitável a decisão” da Fenacerci (da qual tinha conhecimento desde o dia 11) de suspender o serviço de apoio. 
Isto porque, justifica o ministério, “a secretária de Estado do Ensino Básico e Secundário autorizou, por despacho, o financiamento dos Planos de Acção dos CRI em valor igual ao atribuído em 2011/2012”, “até ao termo da reavaliação dos planos de acção para os CRI”, altura em que, “como é natural, o montante do financiamento poderá ser sujeito a alterações”.

“As instituições não podem funcionar de acordo com valores hipotéticos”
Rogério Cação, dirigente da Fenacerci, reagiu com indignação ao documento, considerando que “inaceitável é a nota de imprensa do MEC”. “As instituições não podem funcionar de acordo com valores hipotéticos e com base em despachos que não são aplicados. O que conta é o que está aprovado pela DRELVT, ou seja, cortes de 238 mil euros para 163 mil, numa associação; de 102 mil para 85 mil, noutra; ou de 104 mil para 74 mil numa terceira e só à laia de exemplo”, disse. 
Para Rogério Cação, “as instituições não podem esperar por reavaliações”. E acrescentou: “Já tivemos de iniciar os processos de rescisão com terapeutas da fala, psicólogos, fisioterapeutas".
Na nota enviada à comunicação social, o MEC reafirma que “está empenhado em garantir o apoio a todas as crianças que dele necessitam”. Não informa quando estará concluída a reavaliação, finda a qual serão redefinidos os financiamentos para o funcionamento dos CRI.

Agência de Notícias 
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PSD quer Fundo de Socorro Social em Canha


 Misericórdia “não pode ser posta em causa”

Deputados do PSD esperam que Misericórdia de Canha possa vir a beneficiar do Fundo de Socorro Social. Em visita a Cana, Maria das Mercês Borges diz que as Misericórdias “são espaços que prestam um grande apoio às pessoas fragilizadas”. A estrutura local social-democrata acusa a autarquia de Montijo de “não apoiar a instituição, dificultando mesmo a sua existência”.

Deputados do PSD estiveram na Santa Casa da Misericórdia de Canha

Em visita à Santa Casa da Misericórdia de Canha, no Concelho de Montijo, os deputados do PSD do Distrito de Setúbal, acompanhados por membros da Comissão Política de Secção do Montijo, foram informados pela Provedora de que a instituição se tinha candidato ao Fundo de Socorro Social, para fazer face às dificuldades diárias, estando a aguardar uma resposta por parte do Ministério da Solidariedade e Segurança Social.
A deputada do PSD, Maria das Mercês Borges sublinha que, no contexto actual de grave crise económico-financeira, são muitas as pessoas que procuram ajuda nas Misericórdias.
A social-democrata acredita que as instituições do distrito que se tenham candidato ao Fundo de Socorro Social, e que venham a receber o mesmo, utilizem essa verba para criar condições para continuar a assegurar e melhorar os serviços prestados nas diversas valências, nomeadamente a idosos, crianças e famílias carenciadas.
 “Este são espaços que prestam um grande apoio às pessoas fragilizadas. Uma instituição que não pode ser posta em causa”, refere a deputada, acrescentando que os deputados do PSD “estão muito empenhados em ajudar na obtenção deste apoio”.

Câmara de Montijo “esqueceu e abandonou” freguesias rurais
Reconhecendo também a importância da Santa Casa da Misericórdia de Canha, não só para a freguesia, mas para todo o concelho, o presidente do PSD do Montijo, Paulo Gomes da Silva, acusa a autarquia de “não apoiar a instituição, dificultando mesmo a sua existência”.
O dirigente social-democrata lamentou ainda o “abandono e o esquecimento” das freguesias rurais por parte da força política que gere a Câmara Municipal do Montijo.

Agência de Notícias 
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Barreiro Solidário com trabalhadores da EMEF


Fecho da unidade do Barreiro deixa 100 pessoas desempregadas

A Câmara do Barreiro reunida em sessão pública, no dia 19 de Setembro, aprovou a Moção “Pela Manutenção do Trabalho Ferroviário no Barreiro”, na qual “solidariza-se com os trabalhadores da Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário (EMEF)”.

Oficinas do Barreiro podem fechar já em 2013 

A autarquia apoia, desta maneira, os trabalhadores da EMEF “nas lutas que venham a realizar pela defesa e reforço do Pólo Ferroviário no Barreiro, pela defesa dos seus postos de trabalho, no superior interesse da economia nacional, para a qual o concelho do Barreiro pretende responsavelmente contribuir”.  
Esta Moção, aprovada pela maioria comunista e pelo BE, com votos contra do PS e PSD, surge após a intenção pública da EMEF de encerrar o Parque Oficinal Sul no Barreiro, levando ao despedimento de 100 postos de trabalho.
Segundo o documento, “a eventual desactivação desta unidade será certamente um golpe no aparelho produtivo nacional, na dinamização económica local e nacional, sobretudo quando se reconhece que a aposta na produção nacional pode ser um factor decisivo para colectivamente ultrapassarmos a dinâmica recessiva”.
De salientar que a ferrovia no Barreiro tem mais de 150 anos de História e de património histórico-cultural.

Agência de Notícias 
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Críticas Soltas por Joana Teófilo Oliveira


A “Tourada” do Governo e as “touradas” da Casa dos Segredos

Este é o resumo dos dias depois de Pedro Passos Coelho ter posto Portugal a precisar de ansiolíticos. O primeiro-ministro fez um anúncio ao País. O Pedro, no Facebook. Vítor Gaspar confirmou que as medidas vão ser mesmo bestiais e o senhor da troika disse que apreciava como íamos pegar pelos cornos a desgraça. Pior que isso... só mesmo a Casa dos Segredos em horário nobre!


Vieram depois os empresários dizer que é balela a criação de emprego através do aumento da TSU. Veio o líder do maior partido da oposição falar, falar, falar, quando já se ouviam os outros partidos a dizer - como sempre - que tudo o mais são tretas.
Falaram os notáveis do partido eleito a denunciar que nos levavam ao engano. E, no final da semana, lá falou Paulo Portas para dizer que não havia crise na coligação mas que também ele não concordava.
Todos falaram e não adiantaram solução alguma. Neste país de canções e cançonetistas, isto merece ser acompanhado por ‘A Tourada' - cantada por Fernando Tordo. Está no YouTube.
À indignação portuguesa bastam duas frases - "O governo é como o meu marido! Não sabe o caminho mas não pára para perguntar". Estava escrito num cartaz, na manifestação da Troika que se lixe, em Coimbra.
Miguel Sousa Tavares, na SIC, já disse: “quando um estiver na cozinha a mexer em facas é bom que o outro fique de olho!”. Meus senhores, muito cuidado com a violência doméstica.

E agora a Casa dos Segredos
No tempo das aldeias, do falar no lavadouro, na taberna ou à porta da igreja, a curiosidade pela vida alheia nascia e morria pelo passa-palavra. A curiosidade corresponde à necessidade de saber como é a vida. Há-a boa e má: entre a troca de informações e a coscuvilhice vai um passo.
Depois veio a individualização dos indivíduos na vida de cidade. Vive-se em prédios ou vivendas sem conhecer os vizinhos. Muitas vezes, depois de um crime, vizinhos e mesmo familiares dizem que não desconfiavam de nada; muitas pessoas morrem sozinhas e só o cheiro, que não conhece fronteiras sociais, dá o aviso.
Os media compensaram o isolamento contemporâneo com informações privadas, frívolas e coscuvilhice. Em vez do passa-palavra, passou-se ao vira-páginas cor-de-rosa ou ao zapping entre canais para saber coisinhas de vidas privadas. Partilhando a privacidade dos "conhecidos", as pessoas sós julgam ficar menos sós, e ficam-no, de algum modo.
Mudou estruturalmente a informação divulgada. De conversa no lavadouro, a curiosidade tornou-se global nos ecrãs e no papel impresso. E se, há cem anos, os jornais informavam apenas o lado público da vida privada, hoje os media tendem a relatar a intimidade. Interessam menos as férias do parlamento do que mostrar a sua presidente em biquíni. As fotos de Kate Middleton em topless, sem qualquer interesse público, exemplificam esta degradação do carácter da curiosidade, resultando de devassa de propriedade privada e invasão da intimidade.
A Casa dos Segredos 3, na TVI, representa a mesma inclinação colectiva para o pior da curiosidade. O programa é bem feito tecnicamente, mas eticamente é lamentável, o que ser "mero entretenimento" não deve obscurecer. Tem uma construção manipulada da narrativa para promover a expulsão dos concorrentes menos "interessantes", aumentando suspense e audiências. Sendo um jogo, não tem regras fixas até ao final; ninguém controla a veracidade das "votações". A escolha dos concorrentes e a construção da narrativa, beneficiando da supercompetente Teresa Guilherme no género, baseiam-se na exibição da intimidade e nas hipóteses de haver sexo ao vivo, relações pseudo-amorosas e escândalos no estúdio em forma de "casa". Um concorrente foi escolhido por anunciar ter um pénis "anormalmente grande" e prometer exibi-lo. Outro porque gosta “dos mamilos” do próprio. Outro ainda que diz "encornar" a namorada [que também está na casa] muitas vezes. E por ai a fora...
A produtora, Endemol, apresentou queixa contra o "acto de pirataria" dum anónimo que sacou da Internet as suas fichas secretas de concorrentes. Não poderia haver acção judicial mais patética, porque a Casa dos Segredos é ela mesma um acto de pirataria contra valores éticos da sociedade.


Joana Teófilo Oliveira
Estudante de Ciências da Educação
Quinta do Anjo 

O homem que não aceita crítica não é verdadeiramente grande. É tão incomum isso na nossa imprensa que as pessoas acham que é ofensa. Crítica não é raiva. É crítica. Às vezes é estúpida. Outras irónicas. Tantas vezes desiludida e incompreendida. O leitor que julgue. Acho que quem ofende os outros é o jornalismo em cima do muro, que não quer contestar coisa alguma. O tom das Críticas Soltas às vezes é sarcástico. Pode ser desagradável. Mas é, insisto, uma forma de respeito, ou, até, se quiserem, a irritação perante a vida, a política, a sociedade… o mundo, enfim. À quinta-feira por Joana Teófilo Oliveira para o ADN. 
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Histórias do Mundo: Brasileira está a leiloar a virgindade


Proposta mais alta chega a… 102 mil euros

O Brasil nunca foi conhecido por ter 'tabus' sexuais, mas ainda assim o caso está a chocar o país. Uma jovem brasileira de 20 anos e um rapaz russo de 21 aceitaram leiloar a sua virgindade para participarem num filme de uma produtora australiana. As licitações já chegaram aos 155 mil dólares (cerca de 102 mil euros), no caso de Catarina. Para ele… a proposta mais alta é de 900 euros.


Jovem quer doar o dinheiro para construção de habitações sociais

Catarina Migliorini é uma estudante brasileira residente na Austrália. Tem 20 anos, mas já está no projecto do documentário ‘Virgins Wanted’ há dois. Com o dinheiro da “experiência” quer ajudar instituições de caridade e estudar medicina na Argentina.
O documentário, pensado por um jovem realizador australiano, pretende acompanhar o dia-a-dia dos dois jovens, antes e depois de perderem a virgindade, passando por todo o processo do leilão.
“Eles filmam o meu dia-a-dia, os meus novos amigos aqui, as conversas com a minha mãe, as minhas reacções”, explicou Catarina ao site brasileiro G1, referindo-se à experiência do primeiro mês de filmagens em Bali, Indonésia.
Desde que o estranho leilão arrancou, Catarina conseguiu, até ontem, propostas de 13 candidatos espalhados um pouco por todo o mundo, num valor que ultrapassa os 100 mil euros.
Já Alexandre Stepanov, o jovem russo de 21 anos também escolhido para integrar o ‘Virgins Wanted’, reúne até agora apenas 5 candidatos, entre homens e mulheres, sendo que a licitação mais alta até ontem era de cerca de 900 euros.
Ao jornal brasileiro Folha de São Paulo, Catarina disse que conta com o apoio da família, especialmente da mãe, e defende-se dizendo que é “maior de idade, e responsável pelos [seus] actos”.
Alexandre e Catarina "leiloam" virgindade para documentário 

A jovem brasileira esclareceu ainda que o dia D deverá acontecer dez dias depois do fim do leilão, que termina no próximo dia 15, e o acto será consumado num avião, algures entre a Austrália e os EUA, para evitar problemas legais. Problemas que, de resto, já começam a bater à porta do realizador.
Catarina afirma que pretende usar o dinheiro para construir habitações sociais, ajudar uma organização não-governamental e estudar medicina na Argentina. A primeira noite de sexo não será filmada, somente todo o processo de leilão e preparação para o voo. Enquanto isso, a menina lê livros de filosofia, conversa com a mãe e amigos pela internet e dá entrevistas. 
Em entrevista a uma televisão brasileira, esta terça-feira, a jovem de Santa Catarina, demonstrou não se importar com a opinião pública e, diferentemente da maioria das meninas da sua idade, não está preocupada com a falta ou a presença de romantismo na sua primeira noite de amor. "Não preciso da opinião alheia para leiloar a minha virgindade. É um negócio, não espero que seja nada romântico", disse a catarinense, que também garante que não se importará se o lance final for dado por uma mulher.


Paulo Jorge Oliveira 
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Semana de Acolhimento para novos estudantes de Setúbal


Muita música para receber… caloiros

Quinta do Bill, Expensive Soul, Skalibans, Jaimão e Primative Reason são os cabeças de cartaz da Semana de Acolhimento no Instituto Politécnico de Setúbal (AAIPS), que arranca no próximo dia três de outubro e estende-se até ao dia seis, proporcionando aos novos estudantes do IPS a “melhor oportunidade para se integrarem no novo ciclo académico”.

Expensive Soul recebem "caloiros" em Setúbal 


Bruno Roldão, vice presidente da Associação Académica do IPS (AAIPS), explica que a escolha dos artistas “não podia ser a melhor” para um evento desta natureza.
“O principal objetivo da organização passa por incutir um espírito de união e entreajuda nos alunos que ingressam pela primeira vez no instituto politécnico”, afirma Bruno Roldão, ciente das diferenças existentes entre o ensino superior e secundário. Para além dos artistas cabeças de cartaz, os estudantes vão poder contar com a animação musical de DJ’s como Monchique, Alvim, Gregor Salto e Diego Miranda.
A coordenação entre todas as escolas do IPS para a realização da Semana de Acolhimento, além da coordenação na escolha dos artistas e na preparação do certame académico para o cumprimento dos objetivos é o mote que a AAIPS lança para combater eventuais imprevistos. Ao contrário do que se passou na Semana Académica, o horário de funcionamento do recinto, no campus do IPS, foi reduzido para as três horas da madrugada, algo que não faz a organização baixar as “muito altas expetativas para a duração do evento”.

Horário não impede festa rija
O prolongamento do horário de funcionamento do recinto até mais tarde durante a Semana Académica de Setúbal em duas horas é uma “exceção dada pela câmara municipal dado à importância fulcral do evento”, afirma o vice presidente da AAIPS, não querendo relegar, com isto, para segundo plano, a Semana de Acolhimento. “Se tudo correr conforme o previsto pela organização do certame, a questão do horário não vai impedir que os estudantes desfrutem da festa”, conta Bruno Roldão.
Os preços de entrada na Semana de Acolhimento variam entre os cinco e os 18 euros, com os sócios da Associação Académica a poderem usufruir da pulseira semanal por cinco euros, enquanto os estudantes têm a opção de entrada diária por oito euros e pulseira para todos os dias por 12 euros.
Já a população não estudante paga dez euros por bilhete diário e 18 por semanal. Neste ponto, Bruno Roldão, encontra uma “justiça” nos preços praticados face à “qualidade” dos artistas em palco na semana onde centenas de jovens chegam às universidades de Setúbal.

Agência de Notícias





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Crew Hassan volta a abrir em Lisboa


Nasceu a casa do debate político…

A antiga Crew Hassan fechou portas há dois anos.  Da velha associação - paredes meias com o Coliseu de Lisboa - fica a memória dos sofás velhos onde se bebia cerveja, dos graffitis e das muitas festas que por lá existiam noite dentro. A associação lisboeta reabriu no Bairro Alto, em parceria com os Precários Inflexíveis. Chamam-se agora MOB e querem que o novo espaço "se baseie no espírito associativo e não seja apenas um sítio para beber copos e ir embora”.




Há dois anos, quando os membros da associação voltaram de férias, as portas da Crew Hassan estavam fechadas e não voltaram a abrir. O andar tinha mudado de fechadura e de proprietário e não havia dinheiro para alugar outro espaço. Assim foi durante dois anos, até quinta-feira passada, quando a Crew Hassan voltou a abrir portas com outro nome em pleno Bairro Alto. O Mob, assim se chama o novo espaço, resulta de uma parceria entre a Crew Hassan e a Associação de Combate à Precariedade – Precários Inflexíveis, que também andava à procura de um novo sítio, descontente com a sua pequena sede em São Bento.
“Andávamos à procura de um espaço que fosse diferente dos outros e que não fosse apenas um bar”, conta em entrevista ao jornal I, Marco Marques, de 29 anos. “Precisávamos de um ponto de encontro para todas as pessoas que se mobilizam hoje em dia, um espaço político”.  Falaram com “o pessoal da Crew Hassan”, onde se costumavam reunir desde 2007, e tiveram a sorte de descobrir o número 33 da Travessa Queimada.
Para entrar no Mob é preciso ser sócio, mas não é isso que o vai desmotivar a lá ir. A quota é simbólica, 2 euros por ano, que lhe dão direito a um cartão de sócio. “A ideia é que as pessoas façam parte do espaço e que proponham actividades”, continua Marco. “Que se baseie no espírito associativo e não seja apenas um sítio para beber copos e ir embora”.

A casa do debate político
MOB quer assumir-se como local de debate de ideias 

Na Crew Hassan faziam-se jantares vegetarianos e conseguia-se petiscar alguma coisa a altas horas. Por enquanto o Mob só tem um bar, com cerveja a 1,20 euros. Mas actividades não faltam.
“Agora estamos a pedir a todas as pessoas que tenham fotos da manifestação de 15 de Setembro para nos enviarem para o mail [moblisboa@gmail.com], para fazermos uma exposição”, diz Marco. O prazo de entrega termina a 5 de Outubro e a exposição prolonga-se até fim de Novembro.
Os debates políticos também prometem ser frequentes e já houve um “sobre o 15 de Setembro”. No sábado será apresentado o livro “Guia Trabalho Temporário dos Precários Inflexíveis”, às 22h00, seguido de um DJ set.
O espaço estende-se por dois pisos. Na entrada, onde as pessoas se tornam sócias, há uma pequena livraria com vários tipos de livros, desde romances a “livros alternativos que discutem o percurso político de Portugal”. No piso de cima, além do bar e de mesas e cadeiras – a mobília antiga da Crew Hassan (sim, os tais sofás recolhidos do lixo) também estão lá – e há um palco para concertos e peças de teatro.
E como não podia deixar de ser, a imagem de marca do Mob são os graffitis, pintados por Feijão, onde se vê, por exemplo, a Pussy Riot mais gira e o cão das manifestações gregas.
Travessa da Queimada, 33, Bairro Alto, Lisboa. Quinta, sexta e sábado, das 18 às três da manhã. A  nova casa do debate político da capital. 

Agência de Notícias 
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