Dá um Gosto ao ADN

Sarna detetada em escola da Baixa da Banheira

Quase 20 alunos infetados na EB nº 7 

Quase duas dezenas de casos de sarna foram detetados na Escola Básica nº 7 da Baixa da Banheira, na Moita, disse na sexta-feira à Lusa o presidente da União de Freguesias da Baixa da Banheira e Vale da Amoreira, Nuno Cavaco. "Na escola foram registados primeiro dois casos, mas no total são já 18 os casos de sarna, entre alunos e outras pessoas" do estabelecimento, descreveu o autarca.  Quanto às razões para estar a aumentar o número de casos de sarna em escolas da região de Lisboa, a sub-diretora geral da Saúde, Graça Freitas, disse desconhecer se efetivamente se está a verificar um aumento ou se é um caso de “epidemia mediática”, porque se começou a falar e a noticiar o assunto. Em Fevereiro, uma escola do Barreiro, também confirmou a existência da infeção.  
Casos de sarna em escolas do distrito preocupam autoridades 

De acordo com Nuno Cavaco, a direção do agrupamento a que pertence a escola já informou os encarregados de educação da situação.
"Compreendo a insatisfação e se fosse meu filho também não ia ficar satisfeito. A direção já informou os pais e avisou que caso detetassem alguma coisa deveriam levar as crianças ao médico", afirmou o autarca de freguesia. 
Nuno Cavaco referiu que a escola não tem problemas de limpeza e lembrou que se têm registado casos em várias escolas no país: "Este não é caso único, têm-se registado outros casos de surtos de sarna em outras escolas. A informação que existe é que em casos destes as crianças sejam tratadas e a escola não seja encerrada".
O autarca explicou que, mesmo que a escola seja encerrada, algo que é defendido pelos encarregados de educação, e alvo de uma desparasitação, não existe nenhuma garantia de que o problema seja resolvido de vez."Não é a escola que pode decidir se encerra ou não. O Ministério da Saúde, tendo em conta que já existem casos em várias escolas, devia dar outro tipo de informação aos encarregados de educação. Devia explicar melhor os procedimentos e o que se deve fazer em casos destes", concluiu.
A Lusa tentou contactar a direção da escola, sem sucesso.

Surto também em escola do Barreiro em Fevereiro 
No final de Janeiro, a Direção-Geral da Saúde esclareceu que os casos de sarna nas escolas não justificam o encerramento dos estabelecimentos de ensino, nem quarentena obrigatória de crianças infetadas, por não configurar risco de saúde pública nacional e ser facilmente tratável.
Quanto às razões para estar a aumentar o número de casos de escabiose (sarna) em escolas da região de Lisboa, a sub-diretora geral da Saúde, Graça Freitas, disse desconhecer se efetivamente se está a verificar um aumento ou se é um caso de “epidemia mediática”, porque se começou a falar e a noticiar o assunto.
A verdade, disse à Lusa, é que “há frequentemente” casos de sarna - uma doença de pele contagiosa causada por um ácaro e que dá comichão intensa –, mas que não são noticiados.
Em Fevereiro, a direção da Escola Básica D. Luís de Mendonça Furtado, no Barreiro, frequentada por cerca de 700 alunos, também confirmou a existência de estudantes com sarna, tomando a iniciativa de chamar o delegado de saúde do concelho, mas nem a escola nem a autoridade de saúde revelaram quantos alunos estarão infetados."É uma questão que até pode ser exterior à escola", diz fonte da Delegação de Saúde, admitindo que "qualquer miúdo que seja contagiado com o parasita basta-lhe ser tratado e está o problema resolvido. Isto não é um problema de saúde pública", acrescenta a mesma fonte, que, ainda assim, chama a atenção para sinais de alerta como vermelhidão e comichão.
A sarna ou escabiose, como é apelidada pelos médicos, é uma infeção na pele provocada por um ácaro, manifesta-se por comichão em zonas específicas do corpo e tem efeito contagiante, sendo transmitida pelo contacto sexual ou pelo simples contacto da pele com roupa usadas por quem está infetado.
Os surtos epidémicos ocorrem sobretudo no inverno e estão associados a condições de vida, hábitos higiénicos, migrações ou aglomerados habitacionais. Os sintomas podem surgir até seis semanas após o contacto com uma pessoa infetada ou respetivos bens pessoais.

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Terminal do Barreiro vai ser alvo de mais dois estudos

Ministra do Mar com "contentores de dúvidas" em relação à hipótese do Barreiro 

A ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, afirmou que a decisão sobre o terminal de contentores do Porto de Lisboa no Barreiro deverá ser tomada no início de 2017, considerando que esta opção não está devidamente fundamentada. Na audição conjunta da Comissão de Orçamento e Finanças com a Comissão de Agricultura e Mar, a governante defendeu que o projeto carece de estudos económico-financeiros, acusando o anterior Governo de ter apenas feito “um estudo prévio” com base “num estudo desenvolvido por uma empresa espanhola interessada em fazer investimentos em Portugal nesta área”. O  PSD do distrito de Setúbal, exigiu uma posição clara do Governo sobre esta matéria, até porque “as declarações atabalhoadas e apressadas por parte de dirigentes socialistas locais, que já disseram uma coisa e o seu contrário, nada esclarecem”, diz o deputado Bruno Vitorino. O PS local garante que “nenhuma verba” destinada à construção do novo Terminal de Contentores foi retirada ao Orçamento de Estado de 2016, explicando que primeiro é preciso conhecer os resultados dos estudos.
Ana Paula Vitorino quer "certezas" sobre terminal de contentores 

“É apenas uma primeira abordagem e sem um levantamento efetivo”, afirmou Ana Paula Vitorino, referindo que a decisão de fazer um estudo económico-financeiro ao projeto do Terminal do Barreiro “não é repetir, é fundamentar”.
Segundo a ministra do Mar, os estudos realizados durante o Governo de Passos Coelho só se focam no investimento no terminal de contentores, a cargo dos privados, sem contabilizar os encargos do Estado, nomeadamente as infraestruturas marítimas e terrestres.
Face às críticas do PSD sobre o adiamento da decisão sobre o terminal de contentores, a governante contra atacou, acusando o anterior Executivo de vários erros na área portuária.
“Se há matérias em que só foram feitas ações que prejudicaram o setor foi em matéria portuária. Os elogios que se possam depreender das minhas palavras não são referentes à área portuária”, declarou.
A ministra anunciou que vai ser feito um estudo económico-financeiro ao projeto do Terminal do Barreiro e um outro à área de dragagens, que será realizado pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC).
Ana Paula Vitorino realçou que “o Porto de Lisboa merece ter decisões bem fundamentadas, que invertam o ciclo de decréscimo da procura”.
Há um ano, o Governo liderado por Passos Coelho anunciou que o Barreiro era a única localização em cima da mesa para a instalação do terminal de contentores, avançando agora a candidatura a fundos comunitários para a realização de estudos de impacte ambiental.

Estudo de impacte ambiental em andamento 
O estudo prévio e de impacte ambiental do futuro terminal de contentores de Lisboa, no Barreiro, está a ser feito por um consórcio português, liderado pela Consulmar, que venceu o concurso internacional.
Este Governo vai ainda alargar o período de consulta pública do projeto do terminal de contentores no Barreiro, que “tinha sido encurtado pelo anterior Governo de 45 para 20 dias”, estando previsto para Agosto.
“É um assunto demasiadamente importante para ser apreciado pelas populações e entidades públicas e privadas de forma rápida enquanto o país está de férias”, explicou na sua intervenção inicial no parlamento.

PSD exige a ministra do Mar mais clarificação
No âmbito da audição da ministra na Assembleia da República, em discussão da especialidade do Orçamento de Estado para 2016, o deputado do PSD do distrito de Setúbal, Bruno Vitorino, exigiu uma posição clara do Governo sobre esta matéria, até porque “as declarações atabalhoadas e apressadas por parte de dirigentes socialistas locais, que já disseram uma coisa e o seu contrário, nada esclarecem”.
“Este projeto é demasiado importante para o Barreiro e exige uma clarificação. Este ziguezaguear constante do PS e do Governo, não deixando clara esta matéria, pode afastar eventuais investidores, para além de não deixar descansadas as populações e as autarquias envolvidas”, sublinha.
“Eventuais atrasos nos estudos não justificam a retirada do projeto do plano de investimentos”, acrescenta o deputado social-democrata.
Bruno Vitorino lembra que o PSD sempre defendeu que o terminal de contentores “é fundamental para o Barreiro e para a região, criando muitos postos de trabalho diretos e atraindo muito mais investimento”. De acordo com o deputado social-democrata, “este projeto, aliado ao trabalho concreto que se tem feito na Baía do Tejo, de requalificação de todo o espaço e aposta na economia, é que é verdadeiramente uma estratégia para o arco ribeirinho sul”, concluiu Bruno Vitorino.

PS Barreiro diz que nenhuma verba foi retirada ao Orçamento de Estado 
Decisão final só deve ser tomada em 2017 
Por sua vez, o PS Barreiro garante que “nenhuma verba” destinada à construção do novo Terminal de Contentores foi retirada ao Orçamento de Estado de 2016, explicando que primeiro é preciso conhecer os resultados dos estudos.
“A não notícia da retirada do Terminal de Contentores no Barreiro do Plano de Investimentos para 2016, por parte do Governo, espelha a ansiedade de alguns em vender jornais e o delírio demagógico de quem semeia más novas para confundir a opinião pública, nomeadamente os barreirenses”, refere o PS Barreiro em comunicado.
Os socialistas salientam que “não existem alterações nenhumas ao que estava previsto”, explicando que no prosseguimento do Concurso Público Internacional do Estudo de Impacto Ambiental e do Estudo Prévio, no âmbito do desenvolvimento da Plataforma multimodal pelo consórcio Via Lisboa, o resultado do concurso foi contestado pelos dois candidatos vencidos na fase final do concurso, após a APL já ter admitido a adjudicação ao consórcio liderado pela Consulmar".
Deste modo, explicam os socialistas, "talvez se perceba melhor a causa de eventuais atrasos na conclusão dos estudos, peça chave para a decisão final do Governo sobre esta matéria. É indispensável recordar o pressuposto de que o referido investimento, a ser concretizado, será de financiamento exclusivamente privado, tal como anunciam os cartazes do anterior governo de má memória”, realça o comunicado.
O PS Barreiro garante que não se desvia dos seus objectivos de “honrar a palavra, credibilizar a política e agir em função do bem comum”.
“Reponha-se a verdade sem hesitação: nenhuma verba destinada à construção desta infraestrutura foi retirada ao Orçamento de Estado de 2016”, conclui a nota do PS do Barreiro.

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Seixal propõe novo modelo de realojamento social

"Política social para a habitação não responde às necessidades das famílias" 

A Câmara do Seixal aprovou, em reunião de câmara, uma tomada de posição por uma habitação condigna, por uma renda compatível com o rendimento familiar e pelo acesso à habitação própria. Entende a autarquia que o acesso a uma habitação condigna está consagrado na Constituição da República Portuguesa como um direito, cabendo ao Estado a adoção de políticas tendentes a estabelecer um sistema de renda compatível com o rendimento familiar e de acesso à habitação própria, em colaboração com entidades públicas e com as populações. Apesar deste facto, Joaquim Santos, presidente da Câmara, considera que “as medidas atuais de política social para a habitação não respondem às necessidades vividas pelas famílias, quer em termos de dimensão, tempo de ação e adequabilidade, dificultando a promoção de medidas de apoio adequadas e, em tempo útil, às famílias mais vulneráveis”.
Seixal defende mudanças nas políticas de realojamento social 

Desta forma, o chefe do executivo municipal considera que “é urgente equacionar-se respostas alternativas, tendo em linha de conta as reais carências habitacionais das famílias e as limitações e imposições financeiras das entidades públicas, criando um novo instrumento de realojamento para famílias residentes em núcleos de habitação degradada inscritos e não inscritos no PER (Programa Especial de Realojamento – 1993)”, realça Joaquim Santos.
Apesar da habitação social não ser uma competência das autarquias, desde o primeiro momento, que a Câmara do Seixal assumiu politicamente a responsabilidade de, em conjunto com o Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU) e os proprietários dos terrenos ocupados, encontrar soluções que permitam "o realojamento das pessoas, por se considerar que o bem-estar dos indivíduos e famílias é condição determinante para o desenvolvimento local, assim como a reabilitação urbana do território é uma questão da maior relevância e do interesse de todos os intervenientes neste processo", explica a autarquia em comunicado enviado ao ADN.
O autarca lembra ainda que sempre esteve disponível para "trabalhar em conjunto e encontrar soluções para as populações, sendo disso exemplo a promoção do Programa PER Famílias, onde a Câmara Municipal comparticipou, a fundo perdido, as candidaturas à aquisição de habitação própria permanente dos inscritos no referido programa, em estreita parceria com o IHRU", sublinha Joaquim Santos.
Pese embora estes esforços, diz ainda o autarca, "subsistem situações de extrema precariedade habitacional, como é o caso de Núcleo de Vale de Chícharos, de muito difícil controlo e resolução devido às estratégias de dissimulação dos moradores e às situações de grave carência socioeconómica dos agregados".

As "exigências" da Câmara 
Assim, a Câmara do Seixal "exige que o Estado garanta o direito constitucional a uma habitação condigna, desenvolvendo a proposta de novo modelo de realojamento social preconizado pelo município"; exorta "o IHRU, enquanto entidade da Administração Central, a assumir as suas competências e atribuições e a cumprir a sua vocação de dinamizador e financiador de programas e projetos, em matéria de política de habitação social, em direto envolvimento com as autarquias" e promover uma "política de proximidade entre as entidades públicas, que permita a ligação permanente aos problemas e à sua resolução que propicie o realojamento condigno das pessoas que vivem em situações precárias de habitabilidade", reivindica a autarquia do Seixal.


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Projeto Amigo apoia grupos socio-caritativos de Alcochete

Recolha e reutilização de roupa para "vestir" 108 famílias do concelho 

O Projeto Amigo, que consiste na recolha, reutilização e reciclagem de roupa usada de que resultam proveitos para os grupos socio-caritativos das paróquias, é a substância do protocolo assinado, no final da semana passada, entre a Câmara de Alcochete, a Cáritas Portuguesa e a empresa Tesamco International. Os contentores da Cáritas Portuguesa já colocados em todo o concelho são facilmente identificáveis e a recolha de roupa poderá ajudar cerca de 334 pessoas tanto em Alcochete como em Samouco. “Hoje há muita roupa disponível, fruto da sociedade de consumo e se nós temos demais, se estragamos, porque é que não partilhamos”, conta o responsável pela Cáritas Portuguesa, sublinhando que o projeto Amigo não tem nada de comercial mas pretende “aproveitar bem aquilo que é um desperdício de uma sociedade de consumo excessivamente consumista”.
Protocolo quer ajudar cerca de 334 pessoas do concelho 

Jorge Giro, vereador dos Espaços Verdes e Higiene Urbana da autarquia ribeirinha, destacou a vertente social, económica e ambiental do projeto. “Este protocolo tem várias componentes: social porque permite a criação de postos de trabalho, tendencialmente para jovens e desempregados de longa duração; económica através do apoio efetivo aos grupos socio-caritativos, que prestam um serviço ímpar às famílias carenciadas do nosso concelho; e ambiental porque 95 por cento da roupa que é depositada em aterro pode ser reutilizada e reciclada”, disse o autarca. 
“É fundamental que existam estas sinergias porque sozinhos é muito difícil fazer as coisas” disse Jorge Giro, que apelou à participação da população no projeto para que os objetivos do mesmo sejam alcançados.
A problemática da pobreza foi o ponto central da intervenção do presidente da Cáritas Portuguesa, cujo tema era “Vestir os nus”. “Estar nu não tem só a ver com a roupa que se veste, tem a ver com a dignidade que se reconhece, se promove e que se defende nas pessoas que mais a têm esquecida, menosprezada”, disse Eugénio Fonseca.
“Hoje há muita roupa disponível, fruto da sociedade de consumo e se nós temos demais, se estragamos, porque é que não partilhamos”, questionou o responsável pela Cáritas Portuguesa, sublinhando que o projeto Amigo não tem nada de comercial mas pretende “aproveitar bem aquilo que é um desperdício de uma sociedade de consumo excessivamente consumista”.
Eugénio Fonseca explicou que a roupa que não é aproveitável em Portugal é encaminhada para países onde seja necessária e que uma parte do valor da roupa reciclada reverte para os grupos socio-caritativos das paróquias, para que estes possam fazer ação social em áreas como a alimentação, habitação, educação, saúde dos mais idosos, o que significa “dignificar um recurso que há em excesso no nosso país”.
“Há executivos camarários que têm uma certa aversão áquilo que eles chamam de assistencialismo, o que, no fim de contas, é um erro conceptual porque o que estamos a fazer é evitar o assistencialismo, é ser mais rigoroso na prestação de cuidados de primeira linha”, sublinhou o responsável.
De salientar que os contentores da Cáritas Portuguesa já colocados em todo o concelho são facilmente identificáveis e a recolha de roupa poderá ajudar as 108 famílias (334 pessoas) apoiadas pelo Grupo Socio-Caritativo da Paróquia de São João Baptista (Alcochete), bem como as 50 famílias (150 utentes) apoiadas pelo Grupo Sócio-Caritativo da Paróquia de São Brás (Samouco).
A cerimónia em Alcochete, que incluiu ainda a assinatura de um protocolo entre a Cáritas Portuguesa e o Pingo Doce, esteve inserida na Semana Diocesana da Cáritas que esteve a decorreu até ontem com o lema “Cáritas: Coração da Igreja no mundo”.
O protocolo foi assinado pelo vereador dos Espaços Verdes e Higiene Urbana, Jorge Giro, em representação da Câmara Municipal, pelo presidente da Cáritas Portuguesa, Eugénio Fonseca, e pelo gerente da Tesamco International, Michele Posca.
A cerimónia contou com a presença do pároco de Alcochete, da vereadora da Cultura, do presidente da Assembleia Municipal, dos presidentes dos Grupos Sócio-Caritativos de Alcochete e Samouco, do representante da Santa Casa da Misericórdia de Alcochete e de vários voluntários.


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FITA passa por Grândola e Santiago do Cacém

14 companhias levam o teatro a 7 cidades do Alentejo

O Festival Internacional de Teatro do Alentejo vai passar por Santiago do Cacém e Grândola. O evento, que se realiza entre os dias 1 e 13 de Março, alarga-se este ano a sete cidades, com espectáculos de 14 companhias teatrais portuguesas e estrangeiras, anunciou ontem a organização. De acordo com declarações do director artístico do festival, António Revez, à agência Lusa, um dos objectivos do festival é “crescer no território alentejano” e, por isso, esta edição vai abranger mais três cidades: Santiago do Cacém, Elvas e Vila Nova de Santo André, além de Beja, Évora, Grândola e Portalegre, onde decorreu a segunda edição, em 2015. 
Companhia brasileira trás peça a Santiago do Cacém e Grândola

“Cada vez mais o FITA - Festival Internacional de Teatro do Alentejo -  faz jus ao nome e é, de facto, o festival de teatro do Alentejo”, frisou o responsável do festival, sublinhando que o crescimento no território “só é possível graças às parcerias” que a organizadora, a companhia de teatro Lendias d’Encantar, de Beja, “tem conseguido estabelecer com autarquias e entidades culturais locais”.
Ao contrário da segunda edição, que durou quase um mês e contou com 24 companhias, o FITA deste ano vai durar apenas 13 dias e juntar 14 companhias, “devido à opção” da entidade organizadora “alargar a cobertura geográfica” do festival, mas também por “constrangimentos financeiros e logísticos”, explicou António Revez.
O 3.º FITA vai contar com a participação de sete companhias de teatro de Portugal e sete estrangeiras, oriundas de Brasil, Chile, Cuba, Espanha, México e República Dominicana, que irão apresentar espectáculos para os públicos geral e infantil.
Através do FITA, a Lendias d’Encantar quer oferecer “uma programação de teatro de elevada qualidade artística” e, dessa forma, contribuir para a criação e o desenvolvimento de públicos para o teatro e de um polo de atracção turística no Alentejo.
Segundo a Lendias d’Encantar, o FITA, apesar de ter apenas duas edições, “já se afirmou como evento cultural de referência no quadro regional e a nível nacional consolida-se com rapidez como o maior e melhor festival ibero-americano do País”, facto, reforça a companhia, “comprovado pelo elevado número de propostas e manifestações de interesse em integrar a programação por parte de centenas de estruturas e artistas nacionais”.
“Em termos internacionais, e superando todas as expectativas” da organização, o FITA “está referenciado como um dos festivais mais importantes” de Portugal, “mantendo-se como o único representante português na Red Eurolatinoamericana de Artes Escénicas, composta por 27 dos mais representativos festivais euro-ibero-americanos”, conclui a companhia. 

As companhias do FITA
Lendias d’Encantar, Teatromosca (Sintra), Teatro Extremo (Almada), O Gato S.A (Vila Nova de Santo André), Teatro Noroeste – Centro Dramático de Viana (Viana do Castelo), AL Teatro (Silves) e Um Colectivo (Elvas) são as companhias de teatro portuguesas que vão apresentar espectáculos no FITA deste ano.
As companhias estrangeiras são: Cia Afeta e Teatro Porque Não? (Brasil), Teatro Babel (México), Casa de Teatro (República Dominicana), Teatro Ddos (Cuba), Viajeinmóvil (Chile) e Unahoramenos (Espanha).
O Cine Granadeiro Auditório Municipal, em Grândola, recebe três espectáculos: 
Talvez eu me Despeça” pela companhia Cia Afeta (Brasil) sobe ao palco no dia 5 de Março e “Say Hello para o Futuro” pelo Teatro Por que Não? (Brasil) no dia 11. “Guerra é Guerra” do Teatro Extremo (Portugal) é o espectáculo agendado para dia 8, com várias sessões direccionadas para escolas.
O Auditório António Chainho, em Santiago do Cacém, recebe a peça "El Deseo Macbeth, Fiesta Documental”, dos cubanos Ddos, a 4 de Março e a 13 de Março, vocacionado para as escolas, há "Os três erres", dos portugueses Al Teatro para ver. Em Santo André, a 11 de Março, chega o "Talvez eu me Despeça” pela companhia Cia Afeta, do Brasil.
Consulte aqui o programa completo do FITA 2016.


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Barreiro e Moita com novo canil intermunicipal em Março

Uma nova casa para os animais sem dono dos dois concelhos 

Prevê-se para Março, a conclusão das obras do Centro Intermunicipal de Recolha de Animais Errantes dos concelhos do Barreiro e da Moita. Decorrem, neste momento, trabalhos nos pavimentos e coberturas das boxes, seguindo-se os trabalhos de arranjos exteriores. Este centro ficará localizado junto ao Mercado Abastecedor do Barreiro, na Quinta das Rebelas. De salientar que o Centro Intermunicipal de Recolha de Animais Errantes vai contemplar 33 boxes para cães, três celas de quarentena, um gatil, e um espaço administrativo. "O novo equipamento é um importante passo para os dois municípios, no que respeita à questão ambiental, proporcionando melhores condições aos animais abandonados", realçam as duas autarquias.
Novo Centro vai dignificar a vida dos cães e gatos abandonados 


Na Reunião Pública de Câmara do Barreiro, a vereadora Sofia Martins, responsável pelas obras municipais, salientou “a qualidade de conforto” que será proporcionada aos animais quando este equipamento estiver em pleno funcionamento, para além de vir a permitir renovadas condições para os seus visitantes e de trabalho para os seus funcionários.
“O Centro está numa fase final de obra e esperamos que possam estar terminadas em Março. Depois começam a ser feitos preparativos para mudar os animais. Esperamos que muito em breve o novo edifício, muito bonito, possa estar concluído e que permita melhores condições de acolhimento aos animais”, afirmou a autarca barreirense.
Após a conclusão das obras, vão começar os trabalhos de adaptação e mudança das instalações e equipamentos para permitir a entrada em funcionamento do novo equipamento.
A obra, adjudicada à empresa construtora “Betonit” no valor superior a 267 mil euros, contempla 33 boxes para cães, três celas de quarentena, um gatil, três gabinetes de trabalho, copa, sala de tosquias e eutanásias, instalações sanitárias e armazém.
A procura de melhores condições originou a parceria intermunicipal entre estes municípios através do Protocolo de Cooperação assinado em 2015.
Aquando a assinatura do protocolo, o presidente da Câmara do Barreiro disse que "há muito que as nossas instalações são desadequadas e há muito que estudávamos uma solução. Já a encontrámos e procuramos, assim, resolver um problema dos dois concelhos", contou Carlos Humberto.
O presidente da Câmara da Moita, Rui Garcia, também se mostrou satisfeito pelo acordo conseguido e afirmou que o trabalho conjunto deve ser algo para continuar.
"É um bom exemplo que devemos replicar noutras ocasiões. Procuramos resolver problemas que são sentidos nos dois concelhos e juntar esforços e este acordo é bom exemplo de juntarmos esforços e recursos para prestar um melhor serviço público", defendeu o autarca.
De acordo com  protocolo assinado entre os dois municípios, as despesas irão obedecer a uma repartição de 60 por cento para o município do Barreiro e de 40 por cento para o da Moita.


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Setúbal quer recuperar Palácio da Comenda

Classificação de imóvel de interesse público vai avançar em breve 

A Casa da Quinta da Comenda, na Serra da Arrábida, vai entrar em fase de classificação, após a Câmara de Setúbal aprovar, em reunião pública ordinária, a abertura de um processo nesse sentido. A deliberação esclarece que se trata da abertura de procedimento para classificação do edifício, conhecido como Palácio da Comenda, como Imóvel de Interesse Municipal. O Palácio da Comenda era propriedade dos Condes D’Arman, amigos pessoais dos Kennedy. Aquando do assassinato do presidente dos EUA, John F. Kennedy, a viúva Jacqueline Kennedy recolheu-se com os filhos aqui no palácio junto dos seus amigos, os condes D’Arman. Atualmente o palácio está em abandono total e à venda, numa imobiliária, por 50 milhões de euros. 

Autarquia quer classificar edifício como de interesse público 

O texto sublinha, porém, existir a “expectativa de que a entidade da Administração Central competente, neste caso a Direção-Geral do Património Cultural, no âmbito da apreciação a que será chamada a fazer por força do enquadramento legal deste procedimento, venha a considerar a Casa da Quinta da Comenda como bem cultural com interesse supramunicipal e, como tal, suscetível de merecer uma classificação superior”.
O imóvel foi projetado como casa de veraneio em 1903 após encomenda do conde Abel Henri Armand, e, destaca a proposta aprovada, é “um edifício de características artísticas e arquitetónicas notáveis, com um enquadramento paisagístico único no conjunto da obra concebida pelo arquiteto Raul Lino”.
Além da qualidade estilista, a casa, atualmente em estado devoluto, motiva o processo de classificação igualmente pelos materiais e sistemas construtivos empregues, assim como pelos jogos volumétricos e códigos formais de expressão tradicionalmente portuguesa.
“Esta perspetiva e forma de projetar constitui-se, à época, profundamente inovadora, na medida em que contrariava o quadro cultural vigente, com modelos revivalistas e ‘afrancesados”, realça a resolução camarária.
Painéis azulejares da autoria do ceramista José António Jorge Pinto, muitos deles em estado de degradação, decoram diferentes áreas do edifício.
A proposta alerta que a Casa da Quinta da Comenda, além de obras “descaracterizadoras, mas completamente reversíveis”, após a transferência da propriedade nos anos 80 da família Armand para António Xavier de Lima, entrou, desde a morte deste, num “processo de abandono e degradação que se considera urgente reverter”.

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Cabaz do Peixe em Sesimbra, Palmela e Arrentela

O melhor peixe de Sesimbra a preços únicos 

Promover a pesca artesanal e as espécies menos valorizadas e fazer chegar ao consumidor peixe fresco a um preço mais acessível são as principais vantagens do Cabaz do Peixe, promovido pela Associação de Armadores de Pesca Local e Artesanal do Centro e Sul, que pretende promover a comercialização de proximidade entre o pescador, produtor e o consumidor. O cabaz tem o valor único de 20 euros, com cerca de três quilos, e inclui três ou mais espécies. Entre as disponíveis, o cliente pode indicar três que não pretende receber. O peixe é entregue amanhado e o pagamento é feito no ato da entrega. Atualmente este cabaz é entregue em Sesimbra, Palmela e Arrentela, Seixal. 
Cabaz do Peixe tem atraido cada vez mais clientes 


O cabaz varia entre os 2,5 quilos, peso bruto do Cabaz Leve, que inclui duas ou mais espécies pelo valor de 13 euros, e os 4 quilos, peso bruto do Cabaz Família, que inclui três ou mais espécies pelo valor de 20 euros.
Sardinhas, carapaus, abróteas, cantarilhos, pescadas, cavalas e polvos, são algumas das 23 espécies da lista, podendo o cliente indicar três que não pretende receber. Todo o peixe entregue aos clientes é amanhado logo que chega a terra, o que constitui uma garantia de frescura e qualidade.
Dinamizado pela Associação de Armadores de Pesca Local e Artesanal do Centro e Sul, o Cabaz do Peixe é um projeto pioneiro em Portugal que tem como objetivo promover a pesca artesanal e as espécies menos valorizadas, fazendo-as chegar ao consumidor a "um preço mais acessível através da comercialização de proximidade entre o pescador e o consumidor, que contribui para valorizar o pescado capturado maioritariamente por pequenas embarcações de pesca artesanal sesimbrense", diz a associação.
"Trata-se de um produto bastante interessante, com um conjunto de vantagens quer para o consumidor, quer para a Associação dos Armadores da Pesca Artesanal e Local do Centro e Sul", diz a organização. "Para o consumidor, pela facilidade de compra, pelo acesso a variedades desconhecidas e por melhores preços pela diminuição da cadeia de comercialização. Para a Associação, pelo aumento da receita provocado devido ao aumento da procura e pelo escoamento de espécies de pescado, até aqui, com difícil comercialização", referem os responsáveis pelo Cabaz do Peixe, por terras de Sesimbra, Quinta do Conde, Palmela e de Arrentela, no concelho do Seixal, onde chegou no final do ano passado.
"Todos os peixes que integram o cabaz são comprados pela associação no próprio dia de captura, e de seguida são escamados e eviscerados, a fim de serem entregues aos consumidores preparados para cozinhar", explica ainda a Associação de Armadores de Pesca Local e Artesanal do Centro e Sul.

Iniciativa já conta com uma menção honrosa 
O secretário de Estado do Mar, durante a apresentação da iniciativa, destacou a importância do projeto. “É uma iniciativa que contribui para valorizar o pescado semibreves e que, tenho a certeza, terá muito sucesso”.
Já Augusto Pólvora, presidente da Câmara de Sesimbra, entidade que apoia o projeto, sublinha que o Cabaz do Peixe “promove a diminuição das rejeições, contribui para reforçar a ligação entre o pescador e o consumidor, e tem o mérito de dinamizar a pesca artesanal sem aumentar o esforço de pesca”.O Cabaz do Peixe de Sesimbra recebeu uma Menção Honrosa na 4ª edição do Prémio Nacional Agricultura 2015, uma iniciativa do Banco BPI e do Grupo Cofina, com apoio do Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, que distingue projetos nas áreas da agricultura e agro-indústria, pescas e aquacultura, e florestas e pecuária.
O prémio foi entregue no dia 20 de Janeiro, em Lisboa, numa cerimónia onde também foram reconhecidas outras iniciativas de todo o país.

Horários e locais de entrega

Sesimbra
Moagem de Sampaio, junto à rotunda de Santana
Sextas, das 17 às 19h
(encomendas até às 14 horas de quarta-feira)

Quinta do Conde
Rua Pedro Álvares de Cabral, junto à Junta de Freguesia da Quinta do Conde
Quintas, das 17h30 às 19h
(encomendas até às 14 horas de terça-feira)

Palmela
Espaço Fortuna Artes e Ofícios
Sábados, das 10h30 às 12h
(encomendas até às 14 horas de quinta-feira)

Arrentela / Seixal
Largo 25 de Abril, junto à Junta de Freguesia da Arrentela
Quartas-feiras, das 17h30 às 19h
(encomendas até às 14 horas de segunda-feira)

Mais informações em www.cabazdopeixe.pt ou pelo telefone 21 228 05 86.
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Sala cheia em dia de festa na Academia Sénior no Montijo

"Academia é uma resposta aos problemas dos idosos desta freguesia"

Foi na presença de várias dezenas de idosos, convidados e amigos que a Academia Sénior da Atalaia, do Alto Estanqueiro  e Jardia festejou o seu segundo ano de existência no passado dia 23 de Fevereiro no edifício da antiga Junta de Freguesia do Alto-Estanqueiro/Jardia. A cerimónia foi marcada também pela apresentação da Agenda Sénior. A Academia tem mais de 100 alunos e "revela-se essencial no combate ao isolamento das pessoas mais idosas”, constatou o presidente da Câmara do Montijo, Nuno Canta. 
Academia Sénior completou segundo ano na Jardia 

O presidente da Câmara do Montijo recordou que os espaços rurais “pelo afastamento que têm das aglomerações urbanas apresentam um maior risco de exclusão social e isolamento das pessoas idosas. A academia, hoje, com mais de 100 alunos, proporciona uma resposta aos problemas dos idosos desta freguesia e revela-se essencial no combate ao isolamento das pessoas mais idosas”, disse Nuno Canta.
O autarca agradeceu o empenho de todos os envolvidos no projeto, sublinhando que “a Academia representa o que de melhor se faz nas respostas sociais para os idosos do nosso concelho”.
Depois da apresentação de um filme retrospetivo das atividades da academia foram homenageados os professores voluntários.
A responsável pela área social da Câmara do Montijo, Gabriela Guerreiro, fez a apresentação da Agenda Sénior 2016 que comemora oito anos de existência.
Gabriela Guerreiro revelou que este ano a autarquia optou por uma forma diferente de apresentar a agenda, que habitualmente tem lugar no Cinema Teatro Joaquim d’Almeida para a levar a todo o concelho. “Estamos a fazer um roteiro pelas freguesias. A semana passada tivemos em Canha e Pegões, começámos pelas zonas que estão mais afastadas da cidade e iremos terminar no montijo, a freguesia que habitualmente tem maior acesso à informação”, disse a responsável pela área social da autarquia.
A Agenda Sénior compila todas as atividades mensais que a autarquia, em conjunto com diversos parceiros locais, desenvolve dirigido à comunidade sénior do montijo, tendo por objetivo combater o isolamento social e promover um envelhecimento ativo, através da promoção de iniciativas recreativas e sessões de informação ao longo de todo o ano.
A festa da Academia Sénior terminou com música à capela proporcionada pelo Grupo Coral da Academia e um lanche convívio.
A cerimónia contou com a presença de Nuno Canta, presidente da Câmara  do Montijo, da vereadora Maria Clara Silva, de Tolentino Gomes, secretário da União das Freguesias da Atalaia e Alto-Estanqueiro/Jardia, e João Martins, presidente da Direção da Associação para a Formação Profissional e Desenvolvimento do Montijo, entre outros.




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Quatro mil sopas servidas em Santiago do Cacém

Cidade foi a capital da sopa no fim de semana passado 

Expectativas superadas. À semelhança das três primeiras edições, o IV Festival de Sopas foi um sucesso a todos os níveis, com mais de quatro mil sopas servidas nos Pavilhões de Feiras e Exposições em Santiago do Cacém, que registaram uma enchente na tarde e noite do dia 20 de Fevereiro. Pedro Guimarães, pároco de Santiago do Cacém e organizador do evento, fala em “expectativas superadas. Mais uma vez, para nossa alegria – e até compromisso – sentimos que aquilo que estávamos à espera foi largamente ultrapassado". 
Enchente no Festival da Sopa em Santiago do Cacém  

Com um forte cariz social e tradicional, o evento organizado pela Paróquia de Santiago do Cacém, pelo Agrupamento 722 do Corpo Nacional de Escutas, pela Câmara  de Santiago do Cacém e pela União de Freguesias de Santiago do Cacém, Santa Cruz e São Bartolomeu da Serra juntou pessoas de todas as idades. Sopa de cação, sopa de coentros, sopa da pedra, creme de favas e coentros, creme de beterraba, sopa de peixe,  sopa caramela ou sopa do malagueiro foram algumas das sugestões que os visitantes puderam experimentar, entre as 40 variedades à disposição, mais do que em qualquer dos outros anos.
Pedro Guimarães, pároco de Santiago do Cacém, fala em “expectativas superadas. Mais uma vez, para nossa alegria – e até compromisso – sentimos que aquilo que estávamos à espera foi largamente ultrapassado. A nossa previsão era atingir as quatro mil sopas. Acabámos por passar esse número, porque houve instituições com muito boa vontade (e sacrifício até) que trouxeram mais do que aquilo que foi pedido. A quase totalidade das sopas acabaram e, por isso, as quatro mil doses foram seguramente ultrapassadas”, destacou.
O pároco enaltece a superação de objetivos em toda a linha, quer “na vertente comunitária, de convívio, de interajuda, ou da causa social. É um evento que se quer de todos e para todos. Este é o grande motor que mobiliza e cria esta noite extraordinária em Santiago”. Pedro Guimarães sublinha ainda o facto de, uma vez mais, terem acorrido ao festival “pessoas que vieram de longe, de Lisboa por exemplo. Os dois pavilhões estavam cheios e sentimos que, à semelhança do número de sopas servidas, também o número de pessoas que participam é cada vez maior”.
A animação, a cargo de Luís Godinho, foi “uma aposta ganha. Para um serão onde o convívio é a nota dominante, o baile acaba por permitir uma interação maior entre as pessoas”. Pedro Guimarães faz ainda “um agradecimento geral” a todas as instituições e entidades que se associaram ao Festival, com “um profundo reconhecimento pelos contributos de todos”.
As entradas para o IV Festival de Sopas em Santiago do Cacém eram livres e, por apenas cinco euros, cada visitante teve direito a degustar quatro sopas e pão, levando para casa uma malga de barro alusiva ao evento.


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Setúbal celebra Dia Olímpico a 23 de Junho

Por a cidade no centro dos acontecimentos desportivos em Portugal e na Europa

As celebrações oficiais do Dia Olímpico e um Programa de Educação Olímpica são iniciativas previstas no protocolo assinado ontem entre a câmara sadina e o Comité Olímpico de Portugal após a escolha de Setúbal como Cidade Europeia do Desporto 2016. De acordo com o protocolo, as celebrações do Dia Olímpico, a 23 de Junho, incluem uma exposição que retrata a história do Olimpismo e do Movimento Olímpico, a realização de uma caminhada lúdico-desportiva para todos, uma conferência e a dinamização de experiências olímpicas junto de crianças e jovens das escolas do concelho, mas também junto da população de Setúbal.
Setúbal é a cidade europeia do desporto em 2016 


Atividades desportivas, uma conferência e uma exposição, a par de um programa educativo para as escolas, são iniciativas das celebrações do Dia Olímpico, efeméride assinalada, este ano, em Setúbal, no âmbito da Cidade Europeia do Desporto 2016.
Os eventos comemorativos do Dia Olímpico 2016 a dinamizar na urbe sadina foram revelados na manhã de ontem, na cerimónia de assinatura de um protocolo de cooperação entre a Câmara  de Setúbal e o Comité Olímpico de Portugal, ato realizado no Salão Nobre dos Paços do Concelho.
“Estou convicta de que este protocolo e o que dele resultará constituirão marcos fundamentais neste ano em que Setúbal é Cidade Europeia do Desporto, com claros benefícios para todos”, afirmou a presidente da autarquia sadina, Maria das Dores Meira na cerimónia.
O protocolo, o primeiro a ser firmado por aquela entidade com um município detentor do título de Cidade Europeia do Desporto, inclui a dinamização de um vasto conjunto de atividades comemorativas, a par de um programa de educação olímpica, direcionado para a comunidade escolar.
Este programa educativo, desenvolvido com as escolas, é dinamizado através da distribuição de conteúdos pedagógicos que abordam “diferentes áreas do movimento olímpico” e que promovem, ao mesmo tempo, “a formação de professores” nesta vertente, explicou a autarca.
A esta valência educativa junta-se, no âmbito das celebrações do Dia Olímpico 2016, uma exposição que procura valorizar socialmente o desporto e o olimpismo, e que dá a conhecer, através de um conjunto de objetos e de testemunhos de atletas e dirigentes, a história e o movimento olímpico.
A mostra, patente ao público entre 30 de Abril e 22 de Maio, na Galeria Municipal do 11, reúne um vasto conjunto de peças do espólio do Comité Olímpico de Portugal que retratam o movimento e temáticas como as tochas olímpicas.
No programa comemorativo consta também a Caminhada/Corrida do Dia Olímpico, agendada para 29 de Maio, às 10h30, num percurso com cinco quilómetros pelo centro da cidade. A iniciativa lúdico-desportiva pretende mobilizar a comunidade local em torno das celebrações da efeméride.
Já a atividade Experiências Olímpicas proporciona um primeiro contacto com diversas modalidades desportivas, iniciativa direcionada para o público em geral e, sobretudo, para crianças e jovens das várias escolas setubalenses, a realizar nos dias 29 e 30 de Maio, no Parque Urbano de Albarquel.

Município “é um parceiro que inspira confiança”
Autarquia e COP assinaram protocolo ontem em Setúbal 
Os ideais e os valores olímpicos da atualidade estão em reflexão e análise por um painel de individualidades da sociedade, de desportistas a escritores, de jornalistas a académicos, numa conferência a realizar a 23 de Junho, data em que se assinala o Dia Olímpico.
Para o presidente do Comité Olímpico de Portugal, José Manuel Constantino, a realização destas celebrações na cidade sadina constitui “um testemunho de apreço e de reconhecimento daquilo que Setúbal tem dado ao desporto nacional, em particular através do apoio ao movimento associativo”.
A escolha de Setúbal para receber as celebrações do Dia Olímpico não foi aleatória. “É uma terra com uma profunda história desportiva”, vincou aquele responsável, que elogiou o Poder Local Democrático setubalense pela“mudança que tem introduzido na dinamização do desporto”.
José Manuel Constantino acrescentou que o Município de Setúbal “é um parceiro que inspira confiança”.
Por essa razão, o Comité Olímpico de Portugal decidiu, pela primeira vez, firmar um protocolo com uma urbe portuguesa que ostenta o título de Cidade Europeia do Desporto.
Setúbal Cidade Europeia do Desporto 2016, com programa organizado pela Câmara Municipal, inclui até ao final do ano um vasto conjunto de atividades desportivas, entre competições oficiais e provas de caráter popular, a par de iniciativas que fomentam o conhecimento e a qualificação individual.
Maria das Dores Meira realçou que o título europeu serve de pretexto “para apostar no reforço de iniciativas e dar continuidade à aposta na promoção da saúde pela prática da atividade física e desportiva”, assim como para “ampliar a oferta desportiva e melhorar as condições de prática do desporto no concelho”.
A autarca afirmou que o protocolo com o Comité Olímpico de Portugal assinado esta quinta-feira “é uma importante peça para concretizar estes objetivos e, em simultâneo, incutir nos jovens a pureza do espírito olímpico que a tantos serve de guia orientador”.

Agência de Notícias
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Montijo e Santiago são os melhores em transparência

Ranking nacional revela Índice de Transparência Municipal nas autarquias 

O Município do Montijo atingiu o primeiro lugar no distrito de Setúbal no Índice de Transparência Municipal, sendo o terceiro melhor município ao nível da Área Metropolitana de Lisboa. O ‘ranking’ divulgado pela “Transparência e Integridade Associação Cívica”, que avalia a informação disponível nos websites dos municípios portugueses, apresenta ainda Santiago do Cacém e Grândola entre os cem melhores classificados no país. Para a autarquia do Montijo, estes resultados devem “orgulhar todos os montijenses e constituem um indicador de que estamos no caminho certo", diz o presidente da Câmara. Os piores classificados do Distrito de Setúbal são os municípios de Setúbal e Sesimbra, que ocupam o lugar 210 e 213 respectivamente. 
Montijo é o município mais transparente do distrito de Setúbal 

Em declaração proferida na reunião de câmara, o presidente da Câmara do Montijo, Nuno Canta, referiu que “em 2015, apesar de descer para o 74.º lugar a nível nacional, o município do Montijo alcançou uma pontuação de 56,18 pontos percentuais, garantindo o primeiro lugar no Distrito de Setúbal e o terceiro lugar na Área Metropolitana de Lisboa”.
“Desde 2013, data em que pela primeira vez fomos avaliados, a pontuação do Município do Montijo tem sempre melhorado. Em 2013 registava 38 pontos percentuais, em 2014 obteve 52,20 pontos percentuais e em 2015 alcançou 56,18 pontos percentuais”, acrescentou o chefe do executivo municipal.
Para o autarca socialista, estes resultados devem “orgulhar todos os montijenses e constituem um indicador de que estamos no caminho certo. Apesar de estarmos na vanguarda da Transparência Municipal no país, consideramos que temos de continuar a trabalhar para garantir o princípio democrático de uma administração local transparente, com uma governação mais próxima, responsável, aberta e participada”.
O Índice de Transparência Municipal, promovido pela TIAC – Transparência e Integridade, Associação Cívica, organização não-governamental, avalia o grau de transparência de cada município, medido através de uma análise da respetiva página na Internet, nomeadamente o volume e o tipo de informação disponibilizada aos munícipes sobre a estrutura da autarquia, o seu funcionamento e atos de gestão, entre outros tópicos.

Santiago do Cacém e Grândola também sobem
Santiago do Cacém, município presidido pelo comunista Álvaro Beijinha, figura no 76.º posto, com 55,91 pontos, melhorando significativamente o resultado registado no ano passado (126.º, então penúltimo do distrito). Entre os mais bem classificados da região, segue-se Grândola, que é gerida por António Figueira Mendes (CDU), tendo obtido o 82.º lugar, com 54,94 pontos. Estes foram, de resto, os únicos municípios da região que não ficaram abaixo dos 50 pontos. Digno de registo também é o facto de os quatro municípios do litoral alentejano ocuparem lugar entre os cinco melhores classificados do distrito, surgindo apenas atrás do município montijense.
Esta é a terceira vez consecutiva que a TIAC apura este Índice de Transparência Municipal, composto por 76 indicadores, agrupados em sete áreas. A saber: informação sobre organização, composição social e funcionamento do município; planos e relatórios; impostos, taxas, tarifas, preços e regulamentos; relação com na sociedade; contratação pública; transparência económico-financeira; e transparência na área do urbanismo.

Os menos transparentes da região 
Santiago do Cacém ocupa a segunda posição no distrito 
Alcácer do Sal, sob a gestão de Vítor Proença (CDU), surge no 101.º posto, com 49,72 pontos, tendo registado uma queda acentuada em relação a 2014 (51.º, com 45 pontos); e Sines, município liderado por Nuno Mascarenhas (PS) também baixou na tabela consideravelmente, apresentando-se agora no 113.º lugar (foi 57.º no ano passado).
Moita, Seixal e Almada também caíram na classificação deste índice, relativamente ao ano anterior. O município da Moita, liderado por Rui Garcia (CDU), figura este ano no 133.º posto (43,81 pontos); Seixal, presidido por Joaquim Santos (CDU), ocupa agora o 136.º lugar (foi o melhor da região em 2014, ao surgir no 10.º posto) com 43,40 pontos; e o município de Almada, chefiado por Joaquim Judas (CDU) encontra-se classificado no 137.º lugar (80.º em 2014).
O município de Alcochete, presidido por Luís Miguel Franco (CDU), ocupa o 159.º; Barreiro, com gestão do comunista Carlos Humberto é 180.º classificado; e Palmela, município liderado por Álvaro Amaro (CDU), regista a 182.ª posição. Os piores classificados do Distrito de Setúbal são os municípios de Setúbal (210.º lugar) e Sesimbra (213.º lugar), presididos, respectivamente, por Maria das Dores Meira  e Augusto Pólvora, ambos da CDU.
Dos 308 municípios, o município de Alfândega da Fé volta a ocupar o primeiro lugar, sendo seguido Arcos de Valdevez e Carregal do Sal.

Agência de Notícias

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IHRU coloca à venda terreno no Monte da Caparica

Venda destinada à instalação de uma unidade comercial

O Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana iniciou na passada terça-feira um concurso para a venda de um terreno destinado à instalação de uma unidade comercial no Monte da Caparica, em Almada, com objetivo de contribuir para a "dinamização sócio-económica do território". O terreno em causa situa-se no extremo poente do Plano Integrado de Almada e na charneira com a zona antiga do Monte da Caparica e com os Polos Universitário e Tecnológico. 

Terreno situa-se junto ao polo universitário do Monte da Caparica 

Segundo o IHRU - Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana - pode candidatar-se ao concurso qualquer pessoa singular ou coletiva, esta última legalmente constituída, sendo o preço base de 500 mil euros.
“A área de intervenção será de 12.808 m2, para a qual o Município de Almada emitiu um parecer favorável à implantação de um edifício com uma área de implantação máxima de 2.800 m2 e mínima de 1.500 m2, sendo a área remanescente destinada a tratamento paisagístico, integrando troços das redes pedonal e ciclável de Almada”, refere o IHRU em comunicado.
Além do desenvolvimento sócio-económico do território em causa, O Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana pretende também, com a venda deste terreno, “contribuir para o processo de requalificação e regeneração urbana, incrementando a disponibilização de espaços verdes, refletindo uma preocupação de integração harmoniosa com a malha urbana pré-existente”.
Nesse sentido, refere a entidade, a proposta arquitetónica a submeter à aprovação da autarquia de Almada “deverá ser simultaneamente sóbria e apelativa, fruto da visibilidade da localização, valorizando, na sequência dos equipamentos recentemente construídos, a imagem do território”.
Os interessados devem entregar as respetivas propostas em envelope fechado até às 17 horas do dia 29 de maço ao cuidado da Direção de Gestão do Sul do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana, localizada no edifício-sede do Instituto, em Lisboa.

O que é o IHRU? 
O IHRU é um instituto público de regime especial e de gestão participada, integrado na administração indireta do Estado, dotado de autonomia administrativa e financeira e património próprio.
De entre as suas principais atribuições, na concretização da política definida pelo Governo para as áreas da habitação e da reabilitação urbana, destaca-se uma vertente marcadamente económico-financeira e com repercussões no âmbito do desempenho da sua missão e atribuições.
Com efeito, o IHRU, concede "comparticipações e empréstimos, com ou sem bonificação de juros, destinados ao financiamento de ações de natureza pública, privada ou cooperativa", designadamente relativos à aquisição, construção e reabilitação de imóveis e à reabilitação urbana, gere a concessão pelo Estado de bonificações de juros aos empréstimos e, quando necessário, presta garantias em relação a operações de financiamento da habitação de interesse social e da reabilitação urbana, e pode participar em sociedades, fundos de investimentos imobiliário, consórcios, parcerias público-privadas e outras formas de associação que prossigam fins na sua área de intervenção, dos quais se destacam as sociedades de reabilitação urbana.

Agência de Notícias

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IPS prepara semana da empregabilidade em Setúbal

Mais de 70 empresas nacionais e internacionais participam no evento 

No dia 29 de Fevereiro, às nove horas, a Secretária de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Maria Fernanda Rollo, vai estar presente na abertura da Semana da Empregabilidade do Instituto Politécnico de Setúbal, que decorre até 4 de Março. A sessão pretende dar a conhecer aos estudantes finalistas quais as tendências do mercado de trabalho, os resultados dos estudos efetuados pelo IPS relativos à inserção dos seus diplomados nos últimos três anos e a partilha da perspetiva da política governativa na área da promoção da empregabilidade dos diplomados do ensino superior.
Semana da empregabilidade decorre a partir de 29 deste mês  

Tal como na edição anterior, que contou com a participação de mais de dois mil estudantes e diplomados do Instituto Politécnico de Setúbal, durante a Semana da Empregabilidade estão previstas várias ações que visam apoiar a integração dos estudantes no mercado de trabalho e incentivar a criação do próprio emprego. Nos dias 2 e 3 de Março decorrerá a Feira de Emprego na qual marcam presença mais de 70 empresas nacionais e internacionais de diferentes setores.
Estas organizações, na área dos Recursos Humanos, Logística, Saúde, Tecnologias de Informação, Financeira, Engenharias, Comunicação e Marketing, vão realizar sessões de apresentação e recrutamento, proporcionando aos participantes o contacto com o meio profissional e a oportunidade de explorarem várias áreas de negócio de forma próxima e dinâmica.
Entre as várias conferências e workshops, uma das novidades na 2ª edição da iniciativa é a atividade “À Mesa com …”, que consiste num momento de conversa informal entre os participantes e vários representantes de entidades e empresas. Aqui os estudantes e diplomados podem trocar ideias, esclarecer dúvidas sobre o meio profissional e conhecer melhor o trabalho das organizações.
No âmbito da sua política de promoção da empregabilidade, o Instituto Politécnico de Setúbal lança também nesta semana o “Passaporte para o Emprego”, dirigido aos estudantes daquela unidade de ensino com "o objetivo de potenciar a aquisição de competências transversais, através da participação em seminários, workshops e conferências. Estas atividades constarão no Suplemento ao Diploma, instrumento fundamental para a visibilidade da diferenciação dos percursos individuais de cada diplomado", explica o Instituto Politécnico de Setúbal.

Agência de Notícias
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Mariscador desaparece no Tejo junto ao Barreiro

Homem apanhado com a subida da maré 

Um mariscador de cerca de 50 anos desapareceu, na quarta-feira à hora de almoço a, no rio Tejo, entre o Barreiro e o Seixal. O homem, de Vale da Amoreira, estava a apanhar amêijoa com um colega quando tudo aconteceu, disse fonte da capitania do porto de Lisboa. Segundo a mesma fonte, os dois homens estariam a regressar a terra, depois de terem estado a apanhar amêijoa, "quando foram surpreendidos pela subida da maré". Um dos mariscadores conseguiu chegar a terra e dado o alerta, mas o outro está desaparecido. No local estiveram 20 elementos da Polícia Marítima, entre os quais uma equipa de mergulhadores forenses, apoiados por três embarcações. As buscas prosseguem esta manhã. 
Homem apanhava ameijoa junto ao Barreiro quando desapareceu 

Um homem de cerca de 50 anos, residente no Vale da Amoreira, na Moita,desapareceu esta quarta-feira na zona de Palhais, Barreiro, quando apanhava amêijoas no rio Tejo, segundo fonte da Polícia Marítima, acrescentando que o alerta foi dado à hora de almoço.
O homem, que aproveitava a maré baixa para apanhar amêijoas, terá sido "apanhado pela subida repentina da água", disse à agência Lusa o comandante da capitania do porto de Lisboa e da Polícia Marítima, Malaquias Domingues.
O alerta foi dado por um outro homem, que também se encontrava no local a apanhar amêijoas.
As buscas, que decorreram desde o início da tarde - quer na zona do rio em Palhais, quer do lado de paio Pires, perto da Siderurgia Nacional, no Seixal  - foram interrompidas às 19 horas e serão retomadas às 7h30 desta quinta-feira, avançou o responsável da Polícia Marítima.
No local estiveram duas embarcações, uma da capitania e outra da Polícia Marítima.

Agência de Notícias


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