Dá um Gosto ao ADN

Oito partidos concorrem a Câmara de Setúbal

Oposição quer derrubar maioria comunista na autarquia 

Oito partidos apresentam candidatos à Câmara de Setúbal, governada há oito anos pela comunista Maria das Dores Meira, eleita pela CDU - coligação PCP e Os Verdes e que volta a tentar ganhar as eleições. Os candidatos do PS e do PSD querem quebrar a governação da CDU em Setúbal e acusam a presidente de responsável pela dívida do município. Numa autarquia gerida por uma mulher [a única da península de Setúbal] há outras duas mulheres que também querem "entrar" na discussão política do concelho. Ana Clara Birrento, do CDS-PP e Sandra Cunha, do Bloco Esquerda, querem chegar a vereadoras do executivo. As candidaturas do PAN, liderada por Luís Teixeira, e do PCTP/MRPP, que tem Fernando Firmino como cabeça-de-lista, também procuram alargar a sua base de apoio no concelho de Setúbal. Em Setúbal há ainda uma candidata do PTP, Sandra Isabel da Encarnação, da qual não se conhece nenhuma ideia nem nenhum projeto para o concelho. 
Oito candidatos tentam chegar ao trono da Câmara de Setúbal

Fernando Paulino (PS) e Nuno Carvalho (PSD) têm sido bastante críticos da atual maioria comunista, que responsabilizam também por não querer baixar o Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI).
Entre outros, os socialistas pedem mais atenção às pessoas, designadamente aos mais desfavorecidos, enquanto o PSD reclama um melhor aproveitamento da zona ribeirinha de Setúbal.
Pela CDU, a candidata Maria das Dores Meira promete continuar a requalificar as zonas ribeirinhas que não são utilizadas pela Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra, a construção de baías de retenção de águas na zona da Várzea, para reduzir o risco de inundações na baixa da cidade e melhorar as acessibilidades às praias da serra da Arrábida se for reeleita.
Por seu lado, a candidata do CDS-PP, Ana Clara Birrento, promete trabalhar em prol de uma cidade "sustentável e alicerçada em atividades de mar e de serra" e "mais inclusiva".
Há quatro anos, CDS-PP e PSD concorreram à Câmara de Setúbal em coligação, mas em que o resultado final foi a eleição de apenas um vereador.
A deputada e cabeça de lista do BE às eleições autárquicas para a Câmara de Setúbal, Sandra Cunha, que definiu como prioridades o combate à exclusão social e a melhoria da mobilidade no concelho, vai tentar a eleição do primeiro vereador para a Câmara de Setúbal, partindo de uma base de pouco mais de cinco por cento dos votos obtidos em 2013.
As candidaturas do PAN, liderada por Luís Teixeira, e do PCTP/MRPP, que tem Fernando Firmino como cabeça-de-lista, também procuram alargar a sua base de apoio no concelho de Setúbal. Nas legislativas de 2013, ambos os partidos conseguiram pouco mais de dois por cento de votos cada um.
Em Setúbal há ainda uma candidata do PTP, Sandra Isabel da Encarnação, da qual não se conhece nenhuma ideia nem nenhum projeto para Setúbal e que, apesar de várias solicitações, não se mostrou disponível para revelar os motivos da candidatura.
Nas eleições autárquicas de 2013, a coligação PCP/PEV teve 41,93 por cento dos votos (seis eleitos), o PS 26,41 por cento (quatro eleitos) e a coligação PSD/CDS-PP 12,85 por cento (apenas um vereador eleito). As outras forças políticas nunca tiveram representação no executivo camarário setubalense.
As eleições autárquicas realizam-se a 1 de Outubro.
Veja aqui o vídeo da ADN-Agência de Notícias do Debate de Setúbal
















Agência de Notícias com Lusa 
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Cinco candidatos à conquista da Câmara de Palmela

Candidatos assumem construção de pavilhão na Escola Secundária de Palmela 

Desde 1976, quando se realizaram as primeiras autárquicas depois do 25 de Abril, a Câmara de Palmela foi liderada pela CDU ou outras coligações encabeçadas pelo PCP. Há quatro anos Álvaro Amaro teve 9255 votos e "agarrou" cinco mandatos, a maioria absoluta que já dura há 41 anos. O PS, desde sempre, tenta destronar a maioria comunista sem grandes resultados. Atualmente tem três mandatos e teve 5010 votantes. A coligação PSD/CDS-PP também quer "entrar" nas contas e aumentar os 2252 votos de 2013. O Bloco de Esquerda nunca elegeu vereador em Palmela. Mas este ano há uma "força estranha" na ordem partidária que pode baralhar as contas dos partidos. Chama-se Movimento Independente pela Mudança, liderado por José Calado, que quer "conquistar" o "velho bastião comunista". Palmela teve, em 2013, uma das mais altas taxas de abstenção do país. Apenas 38,5 por cento dos eleitores foram votar. O apelo ao voto, de todos os candidatos, quer levar mais eleitores às mesas de voto, este domingo. 
Palmela teve cerca de  60 por cento de abstenção em 2013 

A CDU, que governa o município de Palmela com maioria absoluta desde as primeiras eleições autárquicas após a revolução de Abril, tem atualmente um total de cinco eleitos no executivo camarário, o PS tem três e a coligação PSD/CDS-PP apenas um vereador.
A Operação Autárquicas 2017 – que o Diário da Região, a PopularFM e a ADN-Agência de Notícias promoveram em Julho e Setembro  - arrancou em Palmela. Frente a frente, na principal sala do concelho, [o cine-teatro São João] estiveram o atual presidente da autarquia e candidato pela CDU, Álvaro Amaro. Raul Cristóvão, pelo PS, Paulo Ribeiro, candidato da coligação ‘Palmela Merece Mais’ (PSD/CDS-PP), Carlos Oliveira, do Bloco de Esquerda e José Calado, candidato do Movimento Independente pela Mudança (MIM).
A grande novidade do debate? Os cinco candidatos a presidente da Câmara de Palmela foram unânimes com um compromisso; pavilhão desportivo que a secundária e a vila esperam há anos, será construído no próximo mandato, seja qual for a contrapartida de responsabilidade por parte do Governo.
Outros temas em debate foram a economia local, a preservação do património, sobretudo o castelo e o centro histórico de Palmela, o estatuto não rural das freguesias de Poceirão e Marateca. A abstenção, que em Palmela atingiu nas últimas autárquicas um dos valores mais elevados de todo o país (cerca de 60 por cento) foi outro dos principais temas de discussão.
O socialista Raul Cristóvão considerou que a participação nas eleições é uma manifestação “também sobre a obra que foi feita [em cada mandato]” e apontou que quem é “responsável há 41 anos é a CDU e não as outras forças políticas, nomeadamente o PS”, até porque “as pessoas votam para o Governo [legislativas] e não votam para as autarquias”. O candidato socialista diz que os políticos “tem obrigação de ser pedagógicos”.
O candidato PSD/CDS-PP defendeu que “abster-se é a mesma coisa que votar CDU”. Paulo Ribeiro disse que “a abstenção só beneficia, só serve quem está no poder” e acrescentou achar “que pelo candidato da CDU não há grande preocupação com a abstenção”.
Carlos Oliveira, candidato bloquista afirmou-se também empenhado no combate à abstenção e defendeu que “o caminho é sairmos das nossas sedes e irmos ao encontro de quem está na rua”.
José Calado disse que “haverá várias razões” que levam as pessoas a não votarem, não sabendo bem qual será a principal, e acrescentou que o MIM nasceu também porque “com 60 por cento de abstenção haverá muita gente que não se revê nas actuais forças políticas”, e prometeu “fazer tudo para levar esses munícipes a votarem”.
Álvaro Amaro recusa a ideia de que a abstenção esteja relacionada com o partido que governa. “Cascais é de outra força política [PSD] e ultrapassou Palmela em Abstenção”, disse o candidato comunista, que expressou a ideia de que é necessário contrariar a imagem que os políticos e a Politica têm actualmente.

PS quer destronar força que governa a Câmara 
O cabeça-de-lista do PS nas eleições autárquicas para a Câmara de Palmela afirmou-se confiante numa mudança das forças políticas que governam o concelho há 41 anos, defendendo a necessidade de "novas políticas" para o município.
"Espero que seja o momento de mudança das forças políticas que governam o concelho há 41 anos e das políticas seguidas pela autarquia", disse  Raul Cristóvão, defendendo que a autarquia deve ter uma preocupação cada vez maior com o "ordenamento do território, com o desenvolvimento sustentável e com a ligação entre os eleitos e os munícipes".
Presidente da Comissão Política Concelhia e líder de bancada socialista na Assembleia Municipal de Palmela, Raul Cristóvão, de 60 anos, que também é membro da Comissão Nacional do PS, candidata-se à presidência do município de Palmela com a esperança de destronar a maioria CDU.
Licenciado em Geografia e Ordenamento do Território pela FCSH (Faculdade de Ciências Sociais e Humanas) da Universidade Nova e professor de Geografia na Escola Secundária de Palmela há 31 anos, Raul Cristóvão defende também uma aposta na juventude e em políticas que ajudem à criação de mais emprego no concelho.
"Precisamos de atrair mais empresas na área das novas tecnologias, criar condições para haver mais emprego. Temos de conseguir um salto qualitativo na área industrial e no desenvolvimento económico, a exemplo do que já fizeram os jovens enólogos, que, em poucos anos, promoveram um salto qualitativo muito grande dos vinhos da região", disse.
Para conseguir destronar a CDU, força maioritária do concelho de Palmela que governa o município com um total de cinco eleitos no executivo camarário, Raul Cristóvão terá também de conseguir a melhor votação de sempre dos socialistas, segunda força política do concelho, com três vereadores, mais dois do que a coligação PSD/CDS-PP, que tem apenas um eleito.

PSD/CDS-PP quer ganhar eleições em Palmela
O candidato da coligação PSD/CDS-PP à presidência da Câmara de Palmela, Paulo Ribeiro, afirmou que quer ganhar as próximas eleições autárquicas, apesar de reconhecer que não é tarefa fácil num concelho de maioria CDU.
"O objetivo é ganhar as próximas eleições", disse à agência Lusa Paulo Ribeiro, ex-deputado e atual presidente da Comissão Política Concelhia do PSD, que, tal como há quatro anos, se recandidata ao cargo pela coligação PSD/CDS-PP.
"Sabemos que é muito difícil, mas Portugal também nunca tinha ganho o Campeonato da Europa de Futebol e o Festival da Eurovisão", disse Paulo Ribeiro.
Convicto de que a mobilização dos abstencionistas pode fazer a diferença nas eleições autárquicas deste domingo, Paulo Ribeiro recorda que PSD e CDS-PP obtiveram melhores resultados quando houve maior mobilização dos eleitores e que o PSD até já ganhou eleições de âmbito nacional no concelho de Palmela.
"A CDU tem perdido votos, mas, infelizmente, tem perdido esses votos para a abstenção e não para outros partidos", disse, reiterando a ideia de que a coligação PSD/CDS-PP poderá beneficiar de uma diminuição da taxa de abstenção.
Eleito vereador nas últimas eleições autárquicas, num concelho onde o PSD e o CDS-PP não tinham representação no executivo camarário, Paulo Ribeiro diz que a "coligação tem apresentado algumas propostas, muitas chumbadas pela atual maioria CDU", mas acrescenta que "foi graças à coligação PSD/CDS-PP que houve um alívio fiscal, em termos municipais, no concelho de Palmela".

MIM acredita na mudança 
O desenvolvimento do concelho e a melhoria dos serviços prestados aos munícipes são alguns dos objetivos da candidatura do Movimento Independente pela Mudança (MIM) à Câmara  de Palmela, disse  o cabeça-de-lista José Calado.
Empresário do setor imobiliário, atual presidente dos Bombeiros Voluntários do Pinhal Novo e vice-presidente do Clube Desportivo Pinhalnovense, José Calado, de 59 anos, acredita que poderá obter um bom resultado nas próximas eleições autárquicas de 1 de Outubro.
"Inicialmente o meu objetivo era, apenas, retirar a maioria absoluta à CDU, mas, com os apoios que tenho recebido, julgo que tenho algumas possibilidades de vencer", afirmou à agência Lusa José Calado, que diz candidatar-se para "combater a estagnação do concelho na última década e promover o desenvolvimento económico do município".

Bloco de Esquerda à espera de um bom resultado
O Bloco de Esquerda, que nunca elegeu um vereador,  apresenta-se a votos com uma lista composta por cerca de 80 homens e mulheres residentes no concelho respeitando a paridade de género quase a 50/50.
O Bloco de Esquerda sublinha que “ nesta candidatura estão representadas as cinco freguesias, com a participação de todos os grupos etários, de diferentes classes profissionais desde trabalhadores não especializados até trabalhadores especialistas das actividades intelectuais e científicas, sem esquecer os estudantes do ensino superior e os trabalhadores em situação de desemprego. Acresce o facto de que os candidatos são na sua maioria independentes estando nesta qualidade os cabeças de lista para a Assembleia Municipal e também para a Assembleia de Freguesia de Palmela”.

CDU com 400 compromissos para o mandato 
A reeleição para um novo mandato é o objetivo do atual presidente da Câmara de Palmela e cabeça-de-lista da CDU às autárquicas, Álvaro Amaro, que está confiante no reconhecimento dos eleitores pelo trabalho dos últimos quatro anos.
"Sinto que há um reconhecimento das associações, das instituições pelo trabalho que temos desenvolvido nos últimos anos, assente na valorização dos nossos produtos, dos nossos valores naturais e patrimoniais, do turismo, do desenvolvimento económico e na atratividade do concelho", disse à agência o candidato da CDU.
Por isso, sublinhou, é sentida uma responsabilidade de continuar o trabalho que tem sido feito, até porque estão definidos projetos estratégicos importantes.
"A construção do novo centro de saúde do Pinhal Novo, a regularização da vala da Salgueirinha, a recuperação das encostas do castelo e muitos outros projetos de desenvolvimento social e requalificação urbana", apontou o autarca comunista que apresentou 400 compromissos para os próximos quatro anos, convicto de que poderá ser reeleito para um segundo mandato.
Veja aqui o vídeo da ADN-Agência de Notícias do Debate de Almada
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Bastião comunista de Almada que todos querem

Mobilidade, transportes e habitação social no centro das propostas dos candidatos  

Há pelo menos duas realidades em Almada que se têm mantido ao longo das últimas décadas: o Cristo Rei domina a paisagem e ali é território autárquico da CDU desde o 25 de Abril. Em eleições legislativas, tanto o PS como o PSD já venceram, mas na autarquia o executivo municipal têm-se mantido constante. O atual é constituído por seis vereadores da CDU, três do PS e dois do PSD. Almada é uma das 11 autarquias nos últimos 41 anos sempre foram lideradas pela CDU. As restantes são Palmela, Moita, Seixal, Santiago do Cacém, Arraiolos, Avis, Castro Verde, Montemor-o-Novo, Mora e Serpa. Para "roubar" a autarquia das mãos comunistas há oito candidaturas. Para além do atual presidente de câmara Joaquim Judas (CDU), Nuno Matias candidata-se pelo PSD, Inês de Medeiros é a candidata do PS, António Pedro Maco pelo CDS-PP, o Bloco de Esquerda volta a apresentar Joana Mortágua, Artur Alfama é candidato pelo PAN, Manuel Lima e Silva pelo PCTP-MRPP,  João Patrocínio pelo PNR e Sara Viana Dias pelo PTP. 
Câmara de Almada está à 41 anos nas mãos do PCP 

Almada é o principal concelho da Margem Sul da Área Metropolitana de Lisboa a nível populacional. Moram em Almada 174 mil habitantes, de acordo com os Censos 2011.
No entanto, este é um dos municípios com maior abstenção do país. Nas últimas eleições autárquicas, em 2013, a taxa foi de 59,47 por cento. A CDU conseguiu vencer com pouco mais de 23 mil votos (38,73 por cento) entre quase 150 mil eleitores.
Seguiram-se o PS com 25,72 por cento, o PSD com 13,9 por cento, o Bloco de Esquerda com 5,36 por cento, o CDS-PP obteve 2,48 por cento dos votos e o PAN 2,3 por cento.
Em debate promovido pela ADN-Agência de Notícias, PopularFM e Diário da Região, o Auditório Fernando Lopes-Graça foi pequeno demais para tanta gente curiosa por ouvir as ideias "chave" dos nove candidatos à presidência da autarquia. Sara Viana Dias, do PTP, foi a única a faltar ao debate e da sua candidatura pouco se sabe. 
A mobilidade e transportes dominaram um debate "quente e intenso" mas onde todos querem juntar forças para "resolver" o assunto "para benefício das populações". 
Joana Mortágua, candidata do Bloco de Esquerda identificou os problemas e as respectivas soluções. “Do ponto de vista da mobilidade, Almada tem um problema de falta de coesão do território, porque a mobilidade intra-concelhia não existe e pior ainda não há transportes públicos que sirvam o lado do Arco Ribeirinho Sul”. Como solução, a deputada da Assembleia da República defendeu que na renegociação do contrato de concessão, que termina em 2019, “a Fertagus seja integrada na CP, para que se mantenha o transporte de qualidade, mas que ela deixe de ser privada e passe a ser pública e mais barata”.
Do lado do PS, Inês de Medeiros considerou que Almada está num “momento privilegiado” para repensar toda a questão dos transportes e da mobilidade, com a renegociação próxima de dois grandes contratos de concessão: a CP e a Fertagus. “O que importa é saber como projectamos a cidade futura, ou seja, se vai haver Margueira ou não, se vai haver, então é preciso que o contrato de concessão abra um concurso internacional com um caderno de encargos, que explane a cidade que queremos para o futuro”.
Sobre o mesmo assunto, Nuno Matias, candidato do PSD, realçou que “o PSD defende a extinção da ECALMA (Empresa Municipal Estacionamento e Circulação de Almada), não porque não seja fundamental haver uma regulação do espaço público, mas porque é fundamental haver acessibilidade e mobilidade, que tenha uma relação pedagógica com o cidadão urbano, que necessita de se deslocar para Lisboa, como a polícia municipal”.
António Pedro Maco, do CDS-PP, que afirmou que “existem pontos no concelho de Almada, que não são cobertos pela rede de transportes e que o próximo executivo que ganhar estas eleições tem de ter um poder forte junto das entidades transportadoras e do próprio Governo”.
Já Artur Alfama, o candidato do PAN – Pessoas-Animais-Natureza defendeu uma maior fiscalização da operadora rodoviária TST, que “sistematicamente falha ou suprime carreiras, não tem qualquer respeito pelas pessoas e não responde sequer a queixas”.
Manuel Lima da Silva, do PCTP/MRPP,  sublinhou que “é unânime que o concelho padece principalmente da falta de transporte metropolitano, que fizesse a circulação a todo o concelho”.
João Patrocínio, do Partido Nacional Renovador (PNR) não poupou críticas ao actual executivo de Almada, argumentando que “todos os concelhos da Península de Setúbal  estão na mão de uma força política. Se essa força política não consegue bater o pé e dizer ao Governo central que já era altura de arranjar uma forma quase simbólica para as pessoas que passam e trabalham em Lisboa paguem a travessia da ponte, então ninguém consegue”.
Joaquim Judas, da CDU, actual presidente do executivo camarário e candidato à chefia da autarquia lembrou que “existem vários operadores de transportes, mas não é no serviço municipal que vamos resolver esse problema, o Estado tem de intervir nessa matéria”.

Habitação social preocupa 
Ao longo das mais de quatro horas, o debate de Almada passou por diversos temas. Mas foi a habitação social que mais preocupações gerou entre as diversas forças partidárias. 
Nuno Matias, do PSD lembrou que “não chega dar uma casa às pessoas, mas se devem criar condições para a sua inserção no mercado de trabalho”.
Já Inês de Medeiros, do PS acrescentou que “a erradicação dos bairros deve ser feita com o empenho dos municípios”.
Joana Mortágua afirmou que “o poder político deve dar dignidade às pessoas, que continuam por realojar, não havendo uma intervenção nesses bairros”, realçou a candidata do Bloco. 
João Patrocínio, do PNR afirmou que “todos têm de receber um tratamento igual”, neste caso no que toca às políticas de habitação.
Artur Alfama, candidato do PAN, explicou que em matéria de habitação “a estratégia tem de ser nacional e a execução do âmbito municipal". 
António Pedro Maco, do CDS-PP chamou a atenção para o facto de não haver barracas apenas no bairro do Segundo Torrão e da Cova do Vapor, acrescentando que falta “vontade política” para resolver o problema.
Manuel Lima da Silva, do PCTP/MRPP, "esta é uma questão prioritária para a autarquia" e criticou a falta de respostas de todos os partidos "do arco do poder" tanto na Assembleia da República como nas Câmaras Municipais porque "discutem permanentemente esta situação como se nunca cá tivessem". Algo que mudará, diz o candidato, se o PCTP/MRPP tiver "assento municipal" . 
Joaquim Judas da CDU assumiu as que “a CDU tem particulares responsabilidades e assegurou que as pessoas serão realojadas”.
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Cinco candidatos à Câmara do Montijo

Saúde, aeroporto, finanças locais, mobilidade e urbanismo dominam candidaturas 

Em 2013, 416 votos separaram o Partido Socialista da CDU. O candidato socialista levou a melhor sobre a coligação que une o PCP e "Os Verdes", com os social-democratas a ficarem na terceira posição a 558 votos da liderança da autarquia. Em 2017, os protagonistas são os mesmos e todos querem "ganhar" a única Câmara que não é comunista da Península de Setúbal. Nuno Canta, do PS, pede "maioria absoluta" e critica CDU e PSD.  “Construir um futuro melhor é governar sem o constante bloqueio ao orçamento da Câmara que infelizmente tivemos durante este mandato. É muito importante a eleição da Câmara ser feita com uma maioria clara". Carlos Jorge Almeida, da CDU, assegurou que uma das suas primeiras medidas, se vencer as eleições, é realizar uma “auditoria independente”. A grande bandeira do PSD no Montijo é "construir um hospital com quatro valências", diz João Afonso. A votos irão ainda Cipriano Pisco, do Bloco de Esquerda, e Filipe Rodrigues do PAN que tenta"um lugar no executivo municipal". 
Atual presidente ganhou Câmara com diferença de 416 votos 

O Cinema teatro Joaquim d’ Almeida encheu para o debate [organizado pelo Diário do Distrito, PopularFM e ADN-Agência de Notícias] entre os principais candidatos à autarquia, além da saúde, o aeroporto foi um dos assuntos em destaque num confronto em que as finanças municipais, o urbanismo, limpeza da cidade e transportes públicos também mereceram abordagem. Faltou o candidato do PAN que, na altura, ainda não tinha candidatura. 
A saúde foi o tema mais discutido entre os candidatos. João Afonso, da Coligação Mais Montijo (PSD/CDS-PP), foi o primeiro a falar do tema Saúde, prometendo um novo hospital no Montijo, num investimento de cinco milhões de euros. O candidato afirmou que essa é uma das suas prioridades e que com esse montante a autarquia pode construir um hospital com quatro valências; consultas, análises clínicas, imagiologia e Serviço de Atendimento Permanente (SAP), que seria depois gerido em parcerias com Instituições Particulares de Solidariedade Social. 
Sobre saúde, Nuno Canta, do PS, constatou que todos estão “de acordo” que se trata de um direito constitucional, mas recordou que  “a Câmara do Montijo não abdica do Centro Hospitalar Barreiro-Montijo”.
Para o presidente recandidato, foi a luta do PS que conseguiu “manter as urgências no Hospital do Montijo, através do protocolo” celebrado entre a autarquia e a Administração Regional de Saúde. “Não perdemos tudo, ganhámos a Cirurgia de Ambulatório, que é considerada uma das referências no país”, atirou Nuno Canta.
O candidato Socialista diz que não se pode afirmar que “o protocolo não é cumprido” acrescentou ainda não estar “completamente satisfeito” pelo que o PS está a trabalhar para conseguir outras valências para o hospital, nomeadamente uma nova ambulância e o aproveitamento de uma ala para instalação de um centro de saúde.
O candidato da CDU, depois de considerar que a Saúde no Montijo é “desastrosa”, defende que o papel do município deve ser de reivindicação e exigência para com o Governo, que tem as atribuições e competências em matéria de saúde.
“O município pode exigir, por parte dos governos, o cumprimento do direito de acesso à Saúde”, que está previsto na Constituição, e a “recuperação de todas as valências do hospital do Montijo”, disse Carlos Jorge de Almeida. O cabeça-de-lista da CDU lembrou ainda que os grandes centros hospitalares nunca foram apologia do seu partido e argumentou que a oferta de saúde no concelho, incluindo centros de saúde, “está aquém” do direito previsto. 
Cipriano Pisco, do BE, diz que “o problema do hospital [do Montijo] já vem de há muito tempo” e que “começa nos centros de saúde”, sustentando que “não é por acaso que há tantas pessoas sem médico de família”. O candidato bloquista recorda que a maternidade no Montijo fechou “no tempo de Leonor Beleza” como ministra da Saúde.
A proposta do Bloco de Esquerda para a saúde passa por o município “exigir mais condições e mais valências” para o hospital do Montijo. Quanto à proposta de um novo hospital, apresentada por João Afonso, o cabeça-de-lista do BE deixa duas perguntas: “Depois [de construído] como funciona? Quem é que pode ir para o novo hospital?”

Aeroporto divide candidatos 
Nuno Canta disse que “a Câmara do Montijo enquadra o aeroporto numa perspectiva de criação de riqueza e emprego”, argumentando que a aviação civil na BA6 iria criar “dinâmica turística no Arco Ribeirinho Sul” e que os candidatos deveriam estar mais preocupados em “discutir a estratégia para aproveitar o aeroporto para desenvolver o concelho”.
O autarca recandidato, defendeu ainda que a valência aeroportuária tem muito a ver com as raízes históricas da antiga Aldeia Galega, da Mala-Posta, local de passagem para Lisboa.
Carlos Jorge Almeida a defende que a nova infra-estrutura é uma “oportunidade que se oferece ao Montijo”, mas defendeu a construção do novo aeroporto em Canha como melhor opção do que a utilização da base Aérea n.º 6 para aeroporto complementar à Portela.
“Reparem, o grande aeroporto de Lisboa, um dos maiores da Europa, poder vir para o Montijo, é uma coisa extraordinária”, exultou o candidato comunista que sustentou depois essa que considera a “melhor solução” com os pareceres de diversas especialidades.
“É por isso que somos favoráveis à opção Canha”, concluiu o candidato da CDU, sustentando ainda que quem tem que custear o investimento é a empresa concessionária dos aeroportos (ANA).
João Afonso desvalorizou a importância do aeroporto, argumentando que nada está ainda definido e que de pouco ou nada vale a nova infra-estrutura se o concelho não estiver preparado para tirar partido dessa localização.
“Nós, montijenses, não precisamos de aeroporto. Se vier, é bem-vindo, mas o que nós precisamos é de um bom projecto autárquico, de melhor Saúde, Educação e Mobilidade, que são as questões que interessam às pessoas”, defendeu. O candidato da coligação de direita argumentou que a proximidade, em si mesma, não é sinónimo de desenvolvimento e deu o exemplo de Camarate. “É a localidade mais próxima da Portela, mas alguém aqui quer ir viver em Camarate?”, questionou. 
Já Cipriano Pisco reservou uma posição do BE, sobre a localização do aeroporto, para quando for conhecido o “resultado dos estudos de impacte ambiental” da instalação na BA6, mas, relativamente ao argumento do emprego que a nova estrutura pode gerar, deixou uma pergunta: “E as pessoas que estão a trabalhar no aeroporto da Portela vão para onde?”


Contas municipais, reabilitação urbana e transportes
O debate entre os candidatos abordou diversos outros temas, como, por exemplo, as finanças municipais, os transportes públicos – tanto internos como de ligação a Lisboa – e a reabilitação urbana da cidade.
Quanto às contas municipais, vingou a ideia, perpassada por Nuno Canta, de que o município terá uma boa saúde financeira – com os candidatos da CDU e PSD/CDS-PP a contarem até com a capacidade de endividamento da autarquia para concretizarem os seus projectos – mas, ainda assim, Carlos Jorge Almeida assegurou que uma das suas primeiras medidas, se vencer as eleições, é realizar uma “auditoria independente”.
No caso dos transportes públicos, todos os candidatos defenderam a melhoria das condições a ligação fluvial a Lisboa, sendo que, neste caso, serviu de ponto, a promessa de João Afonso de criar uma BRT (Bus Rapid Transit).
A reabilitação urbana foi uma das matérias introduzidas pelas perguntas do público. Os candidatos, de forma geral, mostraram-se sensíveis ao problema e apontaram a zona ribeirinha como a área de intervenção prioritária no concelho. 

As prioridades do PAN
O PAN - Pessoas-Animais-Natureza anunciou Filipe Rodrigues será o seu candidato à presidência da Câmara do Montijo, nas eleições autárquicas de 1 de Outubro.
O PAN apresentou um programa com vários eixos de intervenção para o Montijo, como os transportes públicos, acessibilidades, eficiência energética, hortas urbanas e o abandono de herbicidas e pesticidas.
Filipe Rodrigues vai encabeçar a lista do PAN à Câmara do Montijo, num concelho onde o partido não tem representação nos órgãos autárquicos.
A Câmara  do Montijo é liderada pelo socialista Nuno Canta, que venceu as últimas eleições com uma maioria relativa.
O executivo tem três elementos socialistas, dois comunistas e dois social-democratas.
Veja aqui o vídeo da ADN-Agência de Notícias do Debate do Montijo















Agência de Notícias
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Sesimbra vai a votos para escolher novo presidente

As eleições no concelho com maior abstenção do país têm cinco candidatos 

Sesimbra foi o concelho que nas últimas eleições locais teve mais abstenção: 62,2 por cento das pessoas não foi votar. Ganhou a CDU com 6536 votos e que lhe valeu a maioria absoluta. Nestas eleições PS, a coligação PSD/CDP-PP, BE e o Movimento Sesimbra Unida, querem quebrar a governação da CDU. Como forma de aproximar os cidadãos da política, apontou-se a criação de um provedor do munícipe, medida que a maioria da CDU rejeita. A abstenção, os impostos, as vias por arranjar, a falta de equipamento escolares e de saúde e a aposta na atratatividade para trazer mais turistas ao concelho fizeram parte do debate politico em Sesimbra. Há quatro anos a CDU elegeu quatro mandatos, contra dois do Partido Socialista e um da coligação de direita. 
Sesimbra teve em 2013 mais de 62 por cento de abstenção 

Paula Espírito Santo, especialista em sociologia e comportamento político do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, crê que, porém, que o facto de Francisco Jesus, o candidato da CDU, ser um rosto novo pode ajudar a travar o crescimento da abstenção no concelho, nestas eleições de 1 de Outubro. Contudo, a professora universitária não hesita em apontar o domínio incontestado da CDU a nível local como uma das prováveis causas para uma abstenção tão elevada em 2013: “Uma das primeiras causas que pode apontar-se centra-se na racionalização ou utilidade do voto”, explica.
“Ou seja, se está garantida a continuação do partido na sede do poder, então não vale a pena o reforço da votação.” Que é como quem diz, quando já é praticamente certo que a vitória está assegurada para a CDU, até mesmo os sesimbrenses mais idosos, que sempre apoiaram o Partido Comunista, hesitam em fazer os 800 metros (a subir) até à escola Navegador Rodrigues Soromenho para votar. “Se pusessem as urnas aqui em baixo, ajudava. Em dia de eleições, num domingo com sol, toda a gente está aqui na marginal”, diz um pescador, sugerindo a Sociedade como uma boa assembleia de voto alternativa.
E meio a brincar, meio a sério o candidato da CDU concorda. "Se as pessoas não vão votar é porque já sabem quem irá ganhar", disse Francisco Jesus. 
Como forma de aproximar os cidadãos da política, apontou-se a criação de um provedor do munícipe, medida que a maioria da CDU rejeita.
Francisco Jesus diz que “a posição do executivo da CDU não é favorável à existência da figura do provedor. Achamos que do nosso ponto de vista, não são apenas os vereadores, mas todos os eleitos municipais e de freguesia devem ser provedores do munícipe”.
“Há um problema de participação e a abstenção em Sesimbra é de 62 por cento mas não é só em Sesimbra, é em todo o distrito de Setúbal, o que significa que é um problema de fundo do poder autárquico. O modelo de debate, fixado em ataques pessoais afasta as pessoas do poder local”, realçou Adelino Fortunato, do Bloco de Esquerda. 
Francisco Luís, do PSD/CDS-PP,  considerou que “o modelo de participação e as opções participadas está esgotado, temos de reeinventá-lo. O provedor do munícipe não resolve os problemas da participação, mas ajuda muito. Porque este distanciamento que tem em relação ao poder autárquico a fazer valer a voz dos munícipes pode ser o pontapé de saída para um modelo de participação cívica mais eficaz”.
O socialista Américo Gegaloto, sublinha a defesa de um provedor do munícipe como “uma entidade imparcial que não é vereadora, que intercede pela população, dando razão ou não”.
Argentina Marques explicou que “há que fazer chegar a informação às pessoas, há que colocar na internet as assembleias, as sessões de câmara, colocando as Tecnologias da Informação e da Comunicação ao serviço das populações”.

O que foi feito e o que não foi feito em Sesimbra? 
O Cineteatro Municipal João Mota, em Sesimbra, foi pequeno para o debate promovido pela ADN-Agência de Notícias, PopularFM e Diário da Região,  com os candidatos à Câmara de Sesimbra.  
Francisco Jesus, candidato da CDU, lembra que “ao longo dos últimos quatro anos, mesmo com todas as dificuldades financeiras foram feitos investimentos em infra-estruturas, nomeadamente ao nível do saneamento, reabilitação da rede viária e um conjunto de equipamentos para valorização do património”, como o Museu Marítimo e a requalificação do Cabo Espichel.
Já Américo Gegaloto, candidato do PS sublinha que “se estivesse tudo bem não tínhamos problemas de estacionamento na vila de Sesimbra e na Cotovia, já haveria um canil e um gatil municipais, um pavilhão multiusos na Quinta do Conde, um auditório, uma biblioteca e um novo centro de saúde, em Santiago”.
Adelino Fortunato (BE), que considera que “melhorou em alguns aspectos, mas globalmente outros continuam por resolver. Há um problema de coesão a vários níveis do concelho e um problema básico de construção de um núcleo de actividades económicas fortes e estruturadas, que permitam criar emprego e desenvolver Sesimbra”, acusando a maioria da CDU de “querer apresentar obras feitas, mas não pensar na forma de dinamização das novas infra-estruturas”.
O candidato da coligação PSD/CDS-PP Sesimbra Mais, Francisco Luís apontou “a existência do plano estratégico do turismo elaborado pelo gabinete do professor Augusto Mateus, que tem o trabalho todo feito, do ponto de vista da avaliação feita ao concelho de Sesimbra e em termos prospectivos o que é necessário fazer para que Sesimbra se torne ainda mais um concelho de grande atractividade turística”.
Argentina Marques, candidata independente do MSU (Movimento Sesimbra Unida) esclareceu a diferença entre crescimento e desenvolvimento. “Se formos falar em crescimento, dizemos que Sesimbra cresceu mais que não seja em população, com a Quinta do Conde no topo das freguesias mais jovens”. No entanto, o desenvolvimento das infra-estruturas não acompanhou essa vaga de crescimento.
“A freguesia da Quinta do Conde cresceu, mas não tem escolas para os filhos dos casais mais jovens, não tem um centro de saúde em condições e não tem as redes viárias e os passeios suficientes para a circulação de pessoas”.

Turismo no centro do debate 
O turismo, um dos setores mais produtivos do concelho, foi outro dos temas abordados pelos cinco candidatos. O candidato do Bloco de Esquerda,  Adelino Fortunato, diz que “a sazonalidade extrema, que só cria postos de trabalho não qualificados. Não é com esses empregos que vamos fixar a juventude, os jovens que fizeram cursos superiores, mestrados e doutoramentos, não vão fixar-se em Sesimbra. Nós precisamos de um modelo de turismo que crie empregos qualificados e é este o problema da melhoria ou não do concelho de Sesimbra”.
Argentina Marques, candidata do Movimento Sesimbra Unida, explica que “temos de apostar no desenvolvimento do nosso concelho. Se ele estiver desenvolvido, está preparado para receber qualquer turista”.
Já Américo Gegaloto (PS) referiu que o plano estratégico do turismo elaborado pelo gabinete do professor Augusto Mateus “foi direccionado para ter um certo resultado, tem lá uns indicadores e é uma boa base de trabalho, mas deve ser alavancado num conjunto de investimentos imobiliários da autarquia”.
Francisco Luís, da coligação Sesimbra Mais [PSD/CDS/PP] acrescentou que se deve “diversificar a oferta turística para criar mais turismo”.
Francisco Jesus explicou que “o que resulta da estratégia da CDU é a identificação do concelho de Sesimbra com o seu potencial turístico. Hoje temos uma melhoria do turismo e os dados não são nossos, são do instituto do turismo. Há de facto uma melhoria, mas não se deve apenas à melhoria da conjuntura económica. A requalificação na marginal, reabilitação urbana, a instalação do museu marítimo e inclusivamente a negociação e posse da fortaleza por um período significativo são contributos, que aliados à melhoria da conjuntura conduziram ao desenvolvimento económico do concelho”.

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Oito candidatos lutam pela Câmara do Barreiro

Desenvolvimento económico e a criação de emprego no centro da discussão

Com o atual presidente "fora de jogo", a expetativa é grande no Barreiro. Há quatro anos, 14380 pessoas deram a maioria à equipa de Carlos Humberto, líder da CDU local, que, por limite de mandatos, não pode candidatar-se nestas eleições. Cabe a Sofia Martins, atual vice-presidente da autarquia, lutar pela manutenção da maioria absoluta. E contra si terá sete candidatos "ávidos" pelo lugar. Frederico Rosa, do PS, Bruno Vitorino, do PSD, Jorge Teixeira, do CDS-PP, Mário Durval, do Bloco de Esquerda, Durval Salema, do PAN, e ainda os candidatos do Partido Nacional Renovador e do PCTP-MRPP. O desenvolvimento económico e a criação de emprego estiveram no centro da discussão no debate entre os candidatos à Câmara do Barreiro. 
Criação de emprego e economia  são prioridades no Barreiro 

No debate promovido pelo Diário da Região, PopularFM e ADN-Agência de Notícias, não estiveram Carlos Gomes do PCTP-MRPP [que apresentou a candidatura depois] e José Almeida do PNR [que não compareceu].
O desenvolvimento económico e o emprego estiveram no centro da discussão, com o socialista  Frederico Rosa a defender que é necessário que se seja pró-activo para seduzir investimentos. “Temos que ser uma cidade amiga do investimento”, salientou, defendendo uma maior ligação com o ensino superior, o apoio a pequenas empresas para candidaturas a fundos comunitários, um simplex autárquico e a criação de uma Agência de Desenvolvimento Local.
O social-democrata, Bruno Vitorino, disse que a autarquia “trata mal os que cá estão” e deixou criticas a CDU e PS por terem sido favoráveis ao Forum Barreiro. O candidato defendeu a criação de uma incubadora de empresas, considerando o desenvolvimento económico uma prioridade, e referiu que é preciso acabar “com as barreiras ideológicas”, salientando também "um choque fiscal para as empresas com menos taxas" e "um gabinete do munícipe nos mercados municipais".
Mário Durval, do Bloco de Esquerda, centrou a sua intervenção na importância que o rio e o mar podem ter para a economia no futuro, salientando que tem muitas oportunidades que podem ser utilizadas para atrair empresas e famílias. Lembrou ainda que o Barreiro perdeu 20 mil pessoas com o fim da CUF e que “essa depressão ainda não foi curada”.
Jorge Miguel Teixeira, candidato do CDS-PP, defende que é difícil investir no Barreiro quando o concelho “tem dos IMI mais altos, a derrama no máximo e não se devolve IRS”. O candidato defendeu que o Barreiro não pode ficar preso ao passado e deixou criticas à falta de classificação do património e à demolição do antigo posto médico da CUF.
Pelo PAN, Durval Salema, diz que o corredor de protecção para a terceira Travessia sobre o Tejo tem sido um problema, considerando que é espaço “ocupado por nada”, e afirmou que é preciso ter em atenção as empresas que estão a fechar no concelho. Defendeu a revitalização dos mercados municipais, a preferência a empresas locais na adjudicação de serviços e uma aposta na melhoria das acessibilidades para pessoas com mobilidade reduzida.
Sofia Martins, cabeça de lista pela CDU, salienta que não viu as forças politicas dos candidatos “fazerem oposição ao desmantelamento do tecido industrial” e defendeu a aposta da autarquia em infra-estruturas para acolher investimentos, salientando a importância projectos estruturantes para alavancar o emprego no Barreiro. A candidata defendeu a aposta numa economia mista e lembrou que a região foi a NUT III que mais divergiu da União Europeia, considerando que faltam grandes investimentos para atrair desenvolvimento económico na margem sul.

As ideias chave de cada candidato 
Bruno Vitorino, candidato do PSD, diz quer mudar o Barreiro, lembrando o trabalho que tem desenvolvido na autarquia enquanto vereador com pelouros. O candidato considerou que o modelo da CDU “falhou” e que está preparado para assumir os destinos da autarquia, apresentando algumas propostas.
O candidato do CDS-PP, Jorge Miguel Teixeira, referiu que é preciso reflectir sobre o estado do Barreiro nas ultimas décadas e salientou que é preciso trabalhar para tratar o que existe no concelho e que só depois é que se pode pensar nos grandes projectos “muitos anunciados e poucos concretizados”.
Mário Durval, candidato do BE, defende que o partido pretende centrar a sua actuação nas pessoas, garantindo que vai avançar com o Orçamento Participativo e com referendos para questões centrais, como o terminal de contentores, referindo que as decisões “não podem ficar nos corredores do poder”.
Frederico Rosa, do PS, defendeu que o projeto do partido tem vindo a ser construído nos últimos anos e garantiu que é preciso ter um Barreiro com desenvolvimento económico, “rompendo com a resignação económica e dando um novo impulso”, considerando que o potencial do concelho “não pode ficar por concretizar”.
Durval Salema, candidato do PAN, defendeu que o partido tem a premissa que o homem não está no centro de tudo e salientou a necessidade de haver preocupações com o ambiente ou os animais. Apresentou também um conjunto de 10 eixos que considera fundamentais em diversas áreas. 
Já Sofia Martins, actual vice-presidente e candidata da CDU, considerou que o desenvolvimento económico é um ponto central e que estão a trabalhar em soluções, defendendo o investimento nos serviços públicos, que é elevado mas “essencial para o futuro do Barreiro”, e salientando a aposta na participação.
Os candidatos abordaram ainda a questão de se apostar no turismo e no seu desenvolvimento, em complementaridade com Lisboa e apostando no património existente, sendo unânimes em manifestar-se contra o terminal de contentores em frente à avenida da praia.
Os cabeça de listas demonstraram também algumas preocupações com a possível localização do novo aeroporto complementar na base aérea do Montijo e os seus impactos para o concelho, abordando também a extinção de freguesias no Barreiro ou a implementação de um Orçamento Participativo.

PCTP-MRPP e PNR também vão a votos 
O PCTP-MRPP anunciou que Carlos Gomes vai ser o seu candidato à Câmara do Barreiro, nas eleições autárquicas deste domingo.
Carlos Gomes, de 63 anos, desempregado, é o candidato escolhido à Câmara Municipal, enquanto Jorge Silva, maquinista, de 53 anos, é o cabeça de lista à Assembleia Municipal do Barreiro, órgão no qual o partido elegeu um deputado nas eleições autárquicas de 2013.
"O nosso partido elegeu um deputado à Assembleia Municipal do Barreiro, do qual desgraçadamente não soube tirar o proveito político e organizativo que poderia e deveria ter tirado", acrescenta.
A candidatura do PNR ao Barreiro, "uma cidade onde se sente o ambiente de intimidação e medo semeado pelo Partido Comunista na população, uma cidade ao abandono, parada no tempo e sugada pela gestão comunista", explicou José Almeida, na apresentação da candidatura.
“Passados quarenta e três anos, a liberdade chega ao Barreiro”! A partir de agora, o "Barreiro contará com a presença do PNR que, bem o sabemos, está a causar grande desconforto nos adversários políticos. Este é, pois, o ponto de partida numa cidade que, em termos eleitorais, não será mais a mesma, e cujo ponto de chegada será no dia em que a câmara municipal for PNR", referiu o candidato.
Veja aqui o vídeo da ADN-Agência de Notícias do Debate do Barreiro
















Agência de Notícias

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Cinco candidatos concorrem à Câmara de Alcochete

Contas municipais e educação foram a debate 

A autarquia de Alcochete, a mais periférica do distrito de Setúbal, é liderada pela CDU, num executivo que tem também representação do PS e do CDS-PP. Após Luís Miguel  Franco atingir o limite de mandatos, candidata-se agora pela CDU José Alfélua, contra Vasco Pinto (CDS-PP/PSD), Fernando Pinto (PS), Paulo Machado (independente) e Luís Gonçalves (PCTP/MRPP). A necessidade de investimento nas infra-estruturas e no equipamento das escolas do concelho foi o aspecto mais consensual do debate entre os candidatos à Câmara de Alcochete. Os concorrentes reconheceram que o parque escolar está degradado. Outra ideia marcante da campanha foi que as contas do município já estão melhores 
Câmara de Alcochete irá mudar de presidente 

O fórum Alcochete recebeu quatro dos cinco [faltou o representante do Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses]. À PopularFM, Diário da Região e ADN-Agência de Notícias, os candidatos explicaram e "colocaram a nu", os problemas dos parques escolares do concelho e da educação em geral.
Vasco Pinto, da candidatura ‘Alcochete de Alma e Coração’ (CDS-PP/PSD), afirmou que “as escolas [do concelho] são poucas , estão em condições precárias, e as obras realizadas apenas visam as necessidades actuais”. O candidato lembrou que “ao fim de 12 anos continuamos a ter crianças a terem aulas em contentores”.
O cabeça-de-lista centrista e social-democrata referiu que “todos sabem as dificuldades financeiras da Câmara de Alcochete” e acrescentou que pretende “aproveitar o Quadro Comunitário de Apoio para construir mais uma escola”. Vasco Pinto sugeriu ainda a criação de programas que transmitam aos alunos a tradição e cultura próprias de Alcochete.
Fernando Pinto, prometeu a requalificação de “todas as escolas” durante os “quatro anos de próximo mandato”. O cabeça-de-lista do PS avançou também a ideia da criação de um serviço de “intervenção S.O.S.” para resolver problemas básicos como pequenas reparações nos estabelecimentos municipais, sem olhar a que tutela pertence a escola.
O candidato socialista disse ainda que quando o PS governou a autarquia “investiu 1,5 milhões na educação e conseguiu a escola secundária para Alcochete”.
José Luís Alfélua, da CDU, recordou que o actual executivo fez “o Parque Escolar de S. Francisco”, que foi “a maior obra realizada no concelho, e replicou que, quanto à escola secundária “nem sequer o Estado reconhece a titularidade” porque não chegou a ser devidamente feita a respectiva recepção.
O cabeça-de-lista da CDU acrescentou ainda que “só agora tivemos condições para fazer intervenção no parque escolar”.
Paulo Machado, candidato independente pela candidatura ‘Somos Alcochete’ defendeu que “Educação não é infra-estruturas” e sustentou que o município deve começar por colocar a funcionar os instrumentos municipais para o sector, como o Conselho Municipal de Educação, e ir à substância do ensino com “políticas municipais que assegurem educação para todos”.
Não é a infra-estrutura que faz a Educação”, repetiu o candidato independente, acusando os adversários de só falarem “em quanto se investe, quanto pagam”.

As contas da autarquia entram em campanha 
O primeiro a falar no assunto foi o candidato da CDU (actual vice-presidente da Câmara), logo na sua intervenção inicial. “Passámos pela maior crise das últimas décadas – por culpa dos governos PS e PSD/CDS-PP -, que se reflectiu nas finanças da Câmara de Alcochete e levou a aprovação de plano de saneamento financeiro da Câmara Municipal, aprovado por todas as forças políticas”, disse José Luís Alfélua, que envolveu todos.
“O plano passou a ser prioridade para todos e todos estávamos conscientes que haveria medidas penalizadoras para todos, trabalhadores e munícipes”, disse, concluindo que “ninguém pode sacudir a água do capote”.
O candidato da CDU transmitiu ainda a ideia de que o saneamento financeiro está concluído, dizendo que as finanças da autarquia “são confortáveis neste momento”, que a divida é de oito milhões, e que o município está novamente em condições de voltar a investir.
Fernando Pinto mostrou não estar convencido quanto ao equilíbrio financeiro do município afirmando que tenciona fazer uma “verificação “ às contas municipais. “Tenho duvidas nas contas apresentadas, nesse conforto financeiro”, afirmou o candidato socialista argumentando que o parecer dos revisores colocou reservas às contas por não haver transparência nos dados apresentados e que essa incerteza é patente também no relatório da Direcção-geral das Autarquias Locais. 
“Se os Revisores Oficiais de Contas têm estas duvidas, que certezas é que um candidato pode ter?”, questionou Fernando Pinto.
Apesar destas duvidas, Fernando Pinto comprometeu-se pessoalmente, com um “comprometo-me aqui eu, Fernando Pinto”, a “requalificar as infra-estruturas escolares nos próximos quatro anos”.
Vasco Pinto disse depois que “a recuperação financeira deveu-se a um plano de saneamento financeiro, ao aumento das despesas e à ausência de investimento”, e arrancou uma salva de palmas quando deixou claro que “quem equilibrou as contas de Alcochete fomos todos nós, munícipes”.
O candidato da coligação CDS-PP/PSD, juntamente com o independente Paulo Machado, foram os que falaram menos sobre as finanças municipais. .
O aeroporto, o apoio ao movimento associativo e a reabilitação urbana foram outros temas em debate, dos muitos que passaram pela discussão no Fórum Cultural, alguns colocados pela moderação e outros suscitados pelas muitas intervenções do público presente.
O PCTP-MRPP anunciou que Luís Gonçalves será o seu candidato à Câmara Municipal de Alcochete, nas eleições autárquicas.
"Foi a primeira vez que o PCTP/MRPP apresentou uma candidatura à câmara daquele importante concelho da margem esquerda do Tejo. A candidatura à Câmara  de Alcochete é presidida pelo camarada Luís Gonçalves e agrupa um total de dez candidatos, sete efetivos e três suplentes", refere o MRPP em comunicado.
O PCTP-MRPP refere que mais de metade dos candidatos nasceu, reside ou trabalha em Alcochete, com Luís Gonçalves, técnico de audiovisuais, a ser o escolhido como candidato à presidência da autarquia.

Veja aqui o vídeo da ADN-Agência de Notícias do Debate de Alcochete 


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Moita com seis candidatos à Câmara Municipal

Requalificação urbana e potencialidades do rio Tejo no centro do debate político 

O poder local democrático existe há 41 anos, tantos quanto o tempo que as forças ligadas ao Partido Comunista - agora em coligação com "Os Verdes - estão no poder. Em 2013 conquistou 45,5 por cento dos votos e cinco mandatos que lhe garantiram uma maioria absoluta confortável. O PS veio atrás, com menos quase cinco mil votos, elegeu dois mandatos e o Bloco de Esquerda manteve-se como terceira força política no concelho. Elegeu um mandato. Os partidos de direita [PSD e CDS-PP] que concorreram sozinhos não elegeram qualquer vereador e sobrevivem apenas com dois deputados na Assembleia Municipal. Concorrem à Câmara da Moita: Ruí Garcia (CDU), Luís Chula (PS), Joaquim Raminhos (BE), Luís Nascimento (PSD/CDS-PP/MPT), Leonel Coelho (PCTP-MRPP) e Hélder Silva (PAN).
Câmara da Moita foi sempre liderada pela CDU 

A requalificação urbana do concelho e a necessidade de se aproveitar as potencialidades do rio Tejo para o desenvolvimento económico foram dois aspectos que marcaram o debate entre os candidatos da vários forças política à liderança da Câmara da Moita, que decorreu na biblioteca municipal, numa organização da PopularFM, ADN-Agência de Notícias e Diário da Região.
Em relação ao rio Tejo, Luís Chula, do PS, considera que o Tejo é “uma estrada que pode abrir caminhos”, mas lembrou que existe a limitação de só existir água em determinadas horas do dia. Defendeu a ideia de se apostar mais no turismo em diversas áreas, entre elas a gastronómica.
O candidato do Bloco de Esquerda, Joaquim Raminhos, aponta o Tejo com um pilar central e uma oportunidade que de deve aproveitar, deixando a ideia que se podem apostar em projectos até de nível intermunicipal, com os concelhos vizinhos como parceiros.
Luís Nascimento, que lidera a coligação que une o PSD, CDS-PP e MPT,  também defendeu a aposta no rio e nas potencialidades da zona ribeirinha, considerando imprescindível que se melhore o nível socioeconómico do concelho e defendendo que a Moita “deve deixar de estar nas notícias pelos piores motivos”.
O candidato do PAN, Hélder Silva, defendeu também a aposta no rio Tejo, com a criação de "condições para que o concelho receba mais embarcações". Defendeu também "uma maior aposta na área da restauração temática".
Rui Garcia considera que a Moita é a “grande bandeira do rio Tejo”, lembrando os barcos típicos existentes, e garantiu que a construção do novo ancoradouro vai estar concluída ainda antes das Festas da Moita.

Candidatos prometem requalificação urbana  
Joaquim Raminhos, candidato do BE, abordou, desde logo, as questões relacionadas com a requalificação urbana do concelho, referindo que existem “casas a cair ou emparedadas”. Nesta área, diz o candidato do Bloco, “falta fazer muita coisa. Por exemplo Alhos Vedros tem o núcleo central em escombros. A autarquia lançou um projecto mas as coisas têm estado paradas”, considerou.

Luís Chula, candidato do PS, referiu que a reabilitação urbana é uma ferida grave no concelho, considerando que Alhos Vedros é o seu maior exemplo.
“Metade de Alhos Vedros está a cair e é preciso uma forma mais actuante de resolver os problemas. O gabinete da autarquia não se deve limitar responder, tem que estar no terreno a conversar com as pessoas e a apontar soluções. Mas a autarquia tem que dar o exemplo e começar a reabilitar os seus espaços, existindo mesmo casos que são inexplicáveis”, disse.
A reabilitação urbana dos espaços públicos foi também abordada pelos candidatos, em especial do Vale da Amoreira, que também se debruçaram sobre a necessidade de se apostar no rio Tejo.
Sobre a requalificação dos espaços públicos no Vale da Amoreira, os vários candidatos assumiram que é preciso fazer mais, lembrando a existência de vários espaços degradados. Rui Garcia afirmou que o estado “fez as casas no meio da areia e foi embora”, referindo que a autarquia tem estado a fazer, a pouco a pouco, intervenções no local.
Luís Nascimento, candidato apoiado pelo PSD, CDS-PP e MPT, referiu que é um critico do IMI que se paga no concelho, mas defendeu que para as casas abandonadas, o IMI é baixo demais.
“A reabilitação urbana é um problema grave e a autarquia tem que encontrar soluções. Temos que trazer pessoas e investir nos centros das vilas”, defendeu o candidato, lembrando também a situação do Vale da Amoreira e a necessidade de se reabilitarem diversos espaços públicos.
Hélder Silva, candidato do PAN, defendeu que pretende "conversar com as pessoas para conhecer os seus problemas" e saber o que é "preciso para que as pessoas avancem para a reabilitação urbana" e se" fixem nos centros das vilas do concelho".
Rui Garcia, actual presidente e candidato da CDU, afirmou que a reabilitação urbana é um problema grave em todo o país, rejeitando a ideia que um agravamento do IMI resolvesse o problema.
“Nas casas abandonadas temos casos de pessoas com dificuldades e um agravamento do IMI não me parece justo nem uma solução. Temos áreas de reabilitação urbana definidas, com inventivos fiscais, mas a maioria são privados e não públicos”, sublinhou.
Sobre a requalificação dos espaços públicos no Vale da Amoreira, os vários candidatos assumiram que é preciso fazer mais, lembrando a existência de vários espaços degradados. Rui Garcia afirmou que o estado “fez as casas no meio da areia e foi embora”, referindo que a autarquia tem estado a fazer, a pouco a pouco, intervenções no local.

Tauromaquia é um não assunto na Moita  
O tema da piscina municipal da Moita também esteve sobre a mesa, mas nenhum candidato se comprometeu com a sua construção.
Luís Nascimento e Luís Chula levantaram também o facto de a Moita estar em último lugar nas estatísticas que medem a qualidade de vida dos munícipes, garantindo que é algo que querem alterar.
Joaquim Raminhos defendeu a aposta no património histórico do concelho e da necessidade de lhe dar utilidade pública, enquanto Rui Garcia anunciou candidaturas a fundos comunitários para intervenções essenciais no concelho.
Já Hélder Silva defendeu o fim das actividades relacionadas com a tauromaquia no concelho, numa intenção em que não foi apoiado pelos restantes candidatos, que reconheceram a sua importância histórica no concelho.
A votos vai ainda o PCTP-MRPP [que em 2013 teve 660 votos]. Leonel Coelho, reformado, é o candidato escolhido à Câmara da Moita enquanto Manuel Carvalho, técnico tributário, é o cabeça de lista à Assembleia Municipal da Moita.
"O camarada Leonel Coelho e a sua equipa de Alhos Vedros conquistaram cerca de 80 candidatos para as listas do partido nos municípios da Moita, Barreiro e Montijo", acrescenta o partido, que também vai avançar com um candidato à União das Freguesias da Baixa da Banheira e Vale da Amoreira.


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