Dá um Gosto ao ADN

“Queimada” vai iluminar Pinhal Novo no Dia das Bruxas

Pátio Caramelo prepara-se para uma noite de terror


O Dia das Bruxas vai ser celebrado, em Pinhal Novo, com pirotecnia, danças e música, no evento da “Queimada”, organizado pela Acção Teatral Artimanha, Bardoada-Grupo do Sarrafo, Câmara de Palmela e Junta de Freguesia de Pinhal Novo. Esta quarta-feira, saem à rua bruxas, magos e odaliscas, que vão desfilar ao longo da Avenida Alexandre Herculano, em Pinhal Novo, a partir das 21 horas. Passam pelo principal jardim da vila e acaba na penumbra do Pátio Caramelo que, hoje à noite, será o palco de todos os terrores e de todos os mistérios da grande "queimada". Um evento que promete... 
Queimada realiza-se esta noite 

O desfile terá três paragens: no anfiteatro do Jardim José Maria dos Santos, onde a população poderá assistir a danças, a cargo da Flor de Lotus, seguidamente no coreto, onde a magia continua com uma actuação de fogo, e finalmente, na entrada do Pátio Caramelo, onde a organização dará início ao ritual da queimada, ao som de música medieval e gaiteiros dos Bardoada.
Este ritual tem por base uma bebida alcoólica típica da Galiza – a Queimada – preparada num pote de barro e acompanhada de um esconjuro que, de acordo com a tradição, protege contra feitiços e mantém afastados os espíritos do mal. Na Galiza, a data é comemorada todos os anos, como símbolo da manutenção da abundância de verão nos meses de Inverno.
No Pinhal Novo, onde a dramatização teatral e a música terão papel de destaque, a Queimada será distribuída pelo público, num convite à celebração e ao convívio.
As expectativas são “tantas como as do ano passado, o convívio é o mais importante” explicou Rui Guerreiro, membro do ATA, na edição do ano passado. Este ano, espera-se o mesmo.
E o que é a Queimada Mística? O ATA-Acção Teatral Artimanha explica:
"Manda já a tradição que nesta noite esconjurem todos os males, maldecências e fuxicos destas terras caramelas. Ao toque das gaitas e bombos toda a população será convidada a participar. O fogo convida à festa que culminará com o esconjuro e a bebida Queimada que até o próprio mafarrico gostaria de poder provar! Agora meus senhores é dançar, é pular que este terreiro está livre de todos os males, demónios e maus olhados. As bruxas e bruxinhas, músicos, cantores e todos os demais olham e protegem estas terras caramelas".
A edição deste ano contará ainda com o apoio dos Bardoada – Grupo do Sarrafo, Flor de Lótus, Gaiteiros da Bardoada, Os Indiferentes e BONC - Bouta o Oubido no Carril que encerram a noite dos sustos com um concerto nas arcadas da Casa Santa Rosa (Pátio Caramelo). 

A história do Halloween
O primeiro registo do termo Halloween tem a data aproximada de 1745. No Cristianismo existia o costume de celebração das chamadas Vésperas. Na Antiga Religião celta existia o Samhain,a Festa dos Mortos (no Cristianismo é celebrado dia 2 de Novembro).
Entre o pôr-do-sol do dia 31 de Outubro e 1° de Novembro, ocorria a noite sagrada (hallow evening, em inglês), acredita-se que assim se deu origem ao nome atual da festa: Hallow Evening Hallowe'en Halloween. Rapidamente conclui-se que o termo Dia das bruxas não é utilizado pelos povos de língua inglesa, sendo essa uma designação apenas dos povos de língua (oficial) portuguesa.
Outra teoria sobre a noite das bruxas conta que a igreja católica, ao eliminar o dia de Martinho Lutero, que foi o fundador da igreja protestante, disse que a salvação é pela graça e não pela obra. Este dia seria conhecido nos países de língua inglesa como Day of Martin Luther.A designação perpetuou-se e a comemoração do Halloween, levada até aos Estados Unidos pelos emigrantes irlandeses no século XIX, ficou assim conhecida como "dia das bruxas", uma lenda histórica.

Agência de Notícias 
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Agentes da PSP condenados por sequestro em Setúbal

Penas suspensas para os polícias que sequestraram jovem 

Os três agentes da PSP envolvidos num processo de agressão e sequestro de um jovem de 18 anos, em Setúbal, foram condenados pelo tribunal por sequestro agravado. Dois dos agentes foram ainda condenados por ofensas à integridade física graves. Os agentes ficaram com pena suspensa e foram suspensos de funções. O caso remonta a 2016. Um jovem afirmava ter sido brutalmente agredido por três agentes da PSP de Setúbal. No entanto, durante a investigação, nenhuma das testemunhas, nem mesmo a vítima, conseguiram identificar com certeza quem eram os agressores.
Jovem acusa policia de sequestro 

Dois agentes da PSP foram condenados a cinco anos de prisão, pena suspensa, por crime de sequestro agravado e ofensas à integridade física. Outro agente policial foi condenado a quatro anos e dois meses de prisão suspensa por crime de sequestro agravado, tendo sido ilibado da acusação de ofensas à integridade física. Os três agentes ficam proibidos de exercer funções na Polícia durante o período de pena suspensa.
O tribunal classifica o comportamento dos agentes “como de violência gratuita e injustificada”, praticado “com grave abuso de autoridade". Mais tarde os juízes sublinham que os polícias, a quem imputam três crimes de ofensa à integridade física, demonstraram “um claro desrespeito pelo ser humano e pela sua dignidade”.
O tribunal justifica assim a suspensão das penas de prisão: “Ainda que não se desvalorize a gravidade da conduta e que nenhum arrependimento os arguidos revelaram, haverá que ponderar a factualidade relativa às condições de vida - favoráveis - de cada um, a idade dos arguidos, a sua inserção social e a inexistência de antecedentes criminais”.

Defesa vai recorrer 
O caso remonta à madrugada de 4 de Dezembro de 2016, quando os agentes da PSP intervieram em desacatos que decorriam em frente à discoteca BK, em Setúbal, agredindo três dos envolvidos. Um deles, de 18 anos, foi algemado e colocado na bagageira da viatura policial e levado para uma fábrica abandonada a alguns quilómetros de distância, onde foi agredido e abandonado.
“Retiraram-lhe as algemas e projectaram-no para o chão, enquanto lhe desferiam um número indeterminado de pontapés que o atingiram nas costas, abdómen e face”, descreve o acórdão. Antes de abandonaram a vítima lançaram-na “como se de lixo se tratasse, para cima de destroços e de entulho”, escrevem os juízes.
"Parece-me uma sentença ajustada e equilibrada porque tudo indica que os agentes policiais tiveram uma conduta perfeitamente inaceitável. O meu constituinte, Luís Contente, um jovem de 18 anos, trabalhador-estudante, foi tratado de uma maneira inaceitável, ainda que pudesse ser alvo de alguma censura, porque tudo isto surgiu na sequência de uma zaragata à porta de um estabelecimento de diversão noturna", disse à Lusa, José Paulo Dias, advogado da vítima.
"É lógico que a polícia tem de intervir para restaurar a paz pública, mas, daí a exercer agressões gratuitas sobre o jovem, que estava no chão manietado com as mãos atrás das costas, a colocá-lo na bagageira do carro, caraterizado, da polícia - um tratamento perfeitamente desumano -, e, não contentes com isso, abandonando-o às cinco da manhã nos arrabaldes da cidade numa noite de Dezembro, é perfeitamente inaceitável", acrescentou
O advogado dos três agentes, Gonçalo Gaspar, promete recorrer da decisão. “Infelizmente não foi feita justiça. Os meus clientes não estiveram naquele local naquela hora nem cometeram os factos pelos quais vieram a ser acusados”, garante o defensor.

Agência de Notícias com Lusa 

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São Francisco volta a ter acesso a caixa multibanco

Câmara de Alcochete e Crédito Agrícola garantem multibanco na freguesia

O presidente da Câmara de Alcochete e a administração da Caixa de Crédito Agrícola de Entre Tejo e Sado, conjuntamente com o presidente da Junta de Freguesia de São Francisco, já assinaram, o protocolo para a instalação de uma máquina de multibanco na freguesia de São Francisco. O ato simbólico, precisamente realizado na data em que este Executivo Municipal celebrou um ano de mandato, decorreu no salão nobre do edifício dos paços do concelho e contou com a presença dos vereadores e do executivo da Junta de Freguesia de São Francisco.
ATM volta a estar disponível na freguesia 


O presidente da Câmara de Alcochete destacou a importância do ato para o município, para a junta de freguesia e para a população de São Francisco relativamente a um processo que tem sido “moroso”, em boa parte devido aos vários contactos infrutíferos mantidos com outra entidade bancária para que recolocasse de novo um ATM em São Francisco.
O cariz social do Crédito Agrícola, o facto de ter sido sempre um parceiro da Câmara de Alcochete na realização de várias atividades e de uma larga maioria da população de São Francisco ser cliente deste banco foram argumentos que pesaram na escolha desta instituição bancária por parte do município.
“O Crédito Agrícola de Entre Tejo e Sado foi sensível ao nosso apelo e não quis deixar de fazer connosco esta parceria, servindo uma vez mais a nossa população e neste caso em particular a população de São Francisco e de quem possa utilizar a respetiva máquina”, disse Fernando Pinto.
Também o administrador executivo da Caixa de Entre Tejo e Sado, Luís Marques, destacou que “o Crédito Agrícola, para além do negócio bancário, tem também uma responsabilidade social” e que “é nesse sentido que estamos a colaborar, tal como já o fizemos também no passado em relação a Alcochete”.
Na assinatura do protocolo estiveram, por parte da Caixa de Crédito Agrícola de Entre Tejo e Sado, o presidente do Conselho de Administração, Dr. Júlio Pires, e o administrador executivo, Dr. Luís Marques, que se fizeram acompanhar pelo responsável da Agência de Alcochete, André Cunha, e pelo responsável pelo Planeamento e Marketing, José Canelas.

Agência de Notícias com Câmara de Alcochete 

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Seixal preside à Rede dos Municípios Saudáveis

Municípios Saudáveis assumem compromisso com a saúde local 


O Município do Seixal, que preside à Rede Portuguesa de Municípios Saudáveis, esteve, em Lagoa, nos Açores, para participar nas Comemorações do aniversário da Rede Portuguesa de Municípios Saudáveis. O evento teve como objetivo promover estratégias e políticas de governação para a saúde, o qual contou com a reunião ordinária da assembleia intermunicipal e com o VII fórum desta associação de municípios. Participaram 34 municípios portugueses que ressalvaram uma vez mais o seu compromisso com a promoção da saúde da população. O presidente da Câmara  do Seixal, Joaquim Santos, que preside igualmente à Rede Portuguesa de Municípios Saudáveis, saudou os 21 anos de serviço desta rede, salientando que "atingimos este ano 55 municípios associados, que abrangem quase 40 por cento da população nacional, e é nosso objetivo continuar a crescer". 
Seixal  é um dos 55 municípios saudáveis 

O autarca acrescentou ainda que "no próximo ano comemoramos 40 anos do Serviço Nacional de Saúde (SNS), pelo que julgamos que é tempo suficiente para avaliar os aspetos positivos, como o alargamento generalizado do direito à saúde a toda a população, os ganhos civilizacionais e de melhoria da saúde e condição de vida alcançados, mas também para identificar e corrigir insuficiências no sentido de potenciar o SNS ao serviço das populações, tornando-o mais equitativo e sustentável".
Joaquim Santos lembrou ainda que "estamos perante um quadro de descentralização de competências em 23 áreas, do Governo para as autarquias, onde sobressai a área da saúde e todos sabemos que se existe área crítica, é a área da saúde, e por isso este processo tem de ser encarado com o máximo de responsabilidade e de transparência de modo a que no final do processo ganhem as pessoas".
Durante dois dias, os 34 municípios associados debateram e partilharam boas práticas de promoção da saúde e definiram prioridades de ação para o futuro desta associação de municípios. De destacar a adesão de cinco novos associados: Avis, Coimbra, Cuba, Porto e Santo Tirso.
Estes dois dias de trabalho culminaram com a assinatura da Declaração de Lagoa, Açores, que expressa o claro compromisso dos Municípios Saudáveis com a governação local para a saúde enquanto fator determinante para uma liderança sustentada no compromisso político com a saúde e qualidade de vida.
No ano em que se assinala o 30.º aniversário do Movimento Cidades Saudáveis da Organização Mundial de Saúde  e o 21.º aniversário da Rede Portuguesa de Municípios Saudáveis, os autarcas desta associação de municípios subscreveram um conjunto de compromissos que compaginam com a visão para o futuro deste movimento da Organização Mundial de Saúde assente nos pilares Pessoas, Lugar, Participação, Prosperidade, Paz e Planeta, alinhada com a Agenda para o Desenvolvimento Sustentável 2030 das Nações Unidas.
Esta declaração, que constitui o compromisso dos 55 municípios que integram, actualmente, a Rede Portuguesa de Municípios Saudáveis, uma associação de promoção da saúde presidida pelo Município do Seixal, pode ser consultada na pagina oficial da organização.
Além do Seixal, também fazem parte da Rede Portuguesa de Municípios Saudáveis no distrito de Setúbal, os municípios de Palmela, Sesimbra, Montijo, Almada, Setúbal e Barreiro

Agência de Notícias com Câmara do Seixal 
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Aeroporto traz turismo e emprego ao distrito de Setúbal

Aeroporto no Montijo trará crescimento económico para os vários concelhos do distrito

A construção do novo aeroporto na Base Aérea n.º6, no Montijo, poderá ser a oportunidade para aumentar o turismo e o emprego no distrito de Setúbal, defendem os comerciantes e moradores da região, apesar do receio quanto ao ruído. "O aeroporto do Montijo vai ter muito interesse para a Península de Setúbal, uma vez que vai trazer um setor em que somos extremamente carentes que é o da hotelaria e turismo. Temos restauração, mas falta-nos hotelaria considerável para podermos aumentar o turismo da região", defendeu Francisco Carriço, presidente da Associação do Comércio, Indústria, Serviços e Turismo do Distrito de Setúbal. 
Aeroporto pode trazer desenvolvimento há região  

Para o responsável, todo o turista, seja nacional ou internacional, "gosta de usufruir dos produtos típicos do comércio tradicional" e, por isso, o novo aeroporto no Montijo será uma oportunidade para dar a conhecer a gastronomia da região, assim como os vinhos caseiros "únicos".
Francisco Carriço lembrou, porém, que, para ser "mais fácil os turistas usufruírem destes produtos", é necessário "aumentar o número de hotéis" na Península de Setúbal.
A agência Lusa tentou perceber qual a opinião dos comerciantes e moradores da zona acerca de um possível aeroporto no Montijo.
A funcionária de uma peixaria da vila de Alcochete, Sandra Camilo, de 36 anos, defendeu que um aeroporto vai proporcionar o desenvolvimento tanto da cidade, como do país, criando "mais trabalho".
Quando questionada se um aeroporto naquela zona iria ser benéfico para o negócio, nem pensou duas vezes: "com certeza, vou vender mais peixe, vai haver desenvolvimento, mais pessoas a ir e vir".
Também o taxista José Sandro apontou que "vai trazer muito emprego" e que "faz muita falta na região".
É consensual que um aeroporto no Montijo trará crescimento económico para os vários concelhos do distrito de Setúbal, porém, também há quem defenda que os impactos ambientais, como o aumento de ruído, serão prejudiciais para a população.

Ruído afeta Baixa da Banheira, Lavradio e Samouco 
Uma plataforma cívica contra a infraestrutura tem vindo a defender que o ruído será, em alguns casos, superior ao recomendado pela Organização Mundial de Saúde, afetando principalmente a zona da Baixa da Banheira, na Moita, e o Lavradio, no Barreiro, pela proximidade à zona prevista de descolagem e aterragem.
Além destes territórios, também o Samouco, em Alcochete, sofrerá os efeitos sonoros, pois é a freguesia mais próxima da Base Aérea n.º6.
"Isso é uma coisa que não tem como fugir. Em qualquer lugar que existe um aeroporto as pessoas têm que se habituar a isso e têm que ver a outra parte da história: o desenvolvimento, o empreendimento, que vai trazer muita fonte de trabalho para todos", lembrou Sandra Camilo.
Pelo contrário, uma moradora da Baixa da Banheira, Conceição Ribeiro de 69 anos, mostrou-se descontente e preocupada com as consequências.
"Não vou gostar dessa situação, aliás tive a oportunidade de vê-los a passar e não estou de acordo. E depois tenho muito medo quando passam os barulhos, se cai um avião perto ou em cima da minha casa, porque vão passar perto. Fossem para outros sítios mais descampados, sem ser ao pé das populações e das habitações", frisou.
Já a funcionária de uma florista no Samouco, Conceição Nunes com 75 anos, aprontou-se a dizer que o aeroporto será bem-vindo e que o ruído "é uma questão de hábito".
"Muitas pessoas dizem 'Conceição gostas de o aeroporto vir aqui para o Samouco?' e eu gosto. Eu não moro cá, moro no Montijo, mas estou aqui desde manhã à noite. Eu digo, 'porque não?' Dizem que vai haver muito barulho, mas também já ouvi que o maior barulho será na Baixa da Banheira e Alhos Vedros", referiu.
A lojista contou até que, na altura dos Santos Populares, o verso que criou sobre o novo aeroporto foi dos mais pedidos para colocar no manjerico.
"No ano de 2022 isto vai ficar num oito, porque a vila do Samouco vai ter o aeroporto", declamou.
Outro morador do Samouco, António Louro de 72 anos, reconheceu os benefícios do aeroporto para a região, mas defendeu a alternativa Campo de Tiro de Alcochete, entre Montijo e Benavente (no distrito de Santarém).
"Eu achava melhor que o aeroporto fosse para o Campo de Tiro, porque o Montijo iria também ter vantagem e nós aqui vivíamos mais sossegados, porque o barulho vai ser imenso. A minha opinião é que devia ser no Campo de Tiro de Alcochete porque não há habitações, não há nada, era só avançar a autoestrada mais um bocadinho, porque também está perto de Lisboa, mas os políticos é que sabem", frisou.

Agência de Notícias com Lusa
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Barcos do Barreiro em greve parcial esta quarta-feira

Greve de trabalhadores da Soflusa sem serviços mínimos

O tribunal arbitral decidiu, não fixar serviços mínimos para o transporte de passageiros na greve dos trabalhadores da área comercial da Soflusa, marcada para os dias 31 de Outubro e 5 de Novembro. O Conselho Económico e Social  publicou na sua página na internet a decisão do tribunal arbitral de não fixar os serviços mínimos para o transporte de passageiros da Soflusa, empresa responsável pelas ligações fluviais entre o Barreiro e Lisboa, por considerar “não ter sido demonstrada a existência de necessidades sociais impreteríveis”. 
Barcos voltam a parar na quarta-feira 

O tribunal decretou apenas a prestação dos serviços “de natureza urgente”, como o transporte de doentes, médicos ou outras entidades de proteção civil em ação de socorro, e o funcionamento de “serviços tidos como necessários”, para garantir a segurança e amarração dos navios atracados.
“A conclusão a que se chega é que não se afigura adequado, ao abrigo dos critérios constitucionais e legais, a definição de serviços mínimos proposta pela entidade patronal, por se tratar de uma greve de curta duração, de dois dias interpolados”, justificou.
Segundo o Código do Trabalho, uma greve que implique o risco de paralisação do serviço de transportes deve ser acompanhada de serviços mínimos. Porém, esta medida leva a “uma limitação do direito fundamental à greve”.
Neste sentido, o tribunal arbitral considerou que os serviços mínimos não seriam necessários, uma vez que existem “outros meios alternativos de transporte” para o acesso a cuidados de saúde, escolas e serviços de segurança.
De acordo com o ‘site’ da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações, os trabalhadores da área comercial da Soflusa vão estar em greve parcial nos dias 31 de Outubro e 5 de Novembro.
A Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações justifica que a paralisação visa reivindicar a valorização da carreira de agente comercial, a formação nas novas aplicações a nível da bilheteira e a contratação de novos trabalhadores.

Agência de Notícias com Lusa
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Associação em Almada faz esterilizações a gatos de rua

Onde há Gato não há Rato faz esterilizações para evitar a sobrepopulação

Onde há Gato não há Rato é o nome da associação que, há cinco anos, faz esterilizações a gatos de rua, em Almada, evitando a sobrepopulação destes animais. É uma associação sem fins lucrativos, funciona num espaço cedido pela Câmara de Almada, com trabalho voluntário e donativos, tudo com um objetivo: controlar as colónias de gatos do concelho. “Nós não somos contra nem queremos acabar com os gatos de rua, nós queremos é controlar esta sobrepopulação”, explicou uma das fundadoras e presidente da direção, Lurdes Soares.

Associação esteriliza gatos de rua  

Um mês depois de ter entrado em vigor a lei que proíbe o abate dos animais nos canis municipais, a responsável defendeu que a melhor alternativa a essa prática “criminosa” é simples: Capturar, Esterilizar e Recolocar.
“Uma colónia de gatos controlada e esterilizada é equilibrada, importante para o ecossistema e para as pessoas, afasta pragas de baratas, de ratos e é possível viver em harmonia”, frisou.
Com a colaboração do Canil Municipal e de outros veterinários do concelho, por mês, a Onde há Gato consegue esterilizar e devolver ao seu território “entre 30 a 40 animais”.
Em 19 de Outubro, o parlamento rejeitou um projeto de lei para criar uma rede nacional de centros de recolha de animais de companhia e esterilização de animais errantes.
Desde 2013, a Onde há Gato não há Rato dedica-se a este trabalho em Almada, mas, segundo Lurdes Soares, é preciso fazer mais, até porque a sobrepopulação de gatos de rua se tem agravado com o abandono de animais.
“Nós encontramos muitos animais abandonados e são prioritários. O grande descontrolo vem daí e não das colónias”, explicou.
O abandono de animais foi o que levou à criação de um novo projeto: Capturar, Esterilizar e Integrar.
Quando a Lusa visitou o Centro de Acolhimento Temporário da associação, encontravam-se naquele espaço cerca de 90 gatos, dos quais mais de metade correspondiam a animais abandonados.
“Quando eu encontro um animal que teve casa e está na rua, esse animal está traumatizado, está deprimido e doente e, por isso, acabamos por dar prioridade”, revelou.
Esta necessidade trouxe, no entanto, um novo problema: o espaço da associação está a tornar-se pequeno.
“Temos aqui três vezes mais animais do que os que devíamos ter”, lamentou.
Apesar de reconhecer o contributo da autarquia ao nível da cedência do espaço e esterilizações gratuitas, Lurdes Soares defendeu que a câmara municipal “tem que ter um centro oficial de recolha, um gatil”.
A Onde há Gato não há Rato enfrenta alguns desafios, mas mantém a confiança de que faz o melhor para ajudar os gatos do concelho e, no final de contas, o que interessa são os pequenos “milagres”.
“O Palito estava praticamente cadáver. Achávamos que não tinha salvação possível, todo o seu canal auditivo estava despegado. Todo ele era um palito. Ele evoluiu tanto e hoje está um tronco, está obeso e feliz. Foi um milagre”, concluiu Lurdes Soares.

Agência de Notícias com Lusa
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Médicos denunciam falhas nos dados clínicos no Barreiro

Sindicato pede demissão da administração do Centro Hospitalar 

O Sindicato dos Médicos da Zona Sul pediu esta segunda-feira a demissão do conselho de administração do hospital do Barreiro, por considerar que permitiu o acesso irregular a dados clínicos de doentes. O sindicato considera que "esta administração, que gera desconfiança, alarme social e permite o acesso a dados clínicos confidenciais a profissionais não credenciados para tal, não tem condições para manter as suas funções", informou em comunicado.
Divulgação de dados denunciado 


Para o Sindicato dos Médicos da Zona Sul, a postura do conselho de administração é marcada por uma atitude de "não assumir a responsabilidade", imputando "as culpas" aos médicos que trabalham na instituição e aos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde.Por este motivo, o sindicato pede agora "a demissão da administração" do Centro Hospitalar Barreiro Montijo, em defesa de um Serviço Nacional de Saúde, que "proteja os seus doentes e os seus trabalhadores".O sindicato apelou também à ministra da Saúde, Marta Simões, que atue rapidamente na resolução desta situação "intolerável", não permitindo que os responsáveis da gestão de instituições públicas "delapidem dinheiro dos contribuintes".
Além disso, alertou que deve ser apurada a alegada responsabilidade dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, pois, caso a perda de confidencialidade de dados tenha acontecido devido ao sistema informático, então "o caso do Centro Hospitalar Barreiro Montijo não será único".
O problema da confidencialidade dos dados clínicos dos doentes tratados no Centro Hospitalar do Barreiro Montijo foi levantado em Abril pelo Sindicato dos Médicos da Zona Sul, que dizia ter conhecimento de que profissionais não médicos acediam à aplicação informática com "perfil" médico.
Nessa altura, a administração do hospital garantia que cumpria todas as regras de acesso ao sistema, alertando que cabe a cada profissional de saúde não fornecer os seus dados a terceiros.
No entanto, este mês, a Comissão Nacional de Proteção de Dados aplicou uma coima no valor de 400 mil euros ao hospital do Barreiro, o qual está a preparar uma contestação judicial.

Agência de Notícias com Lusa
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Grândola satisfeita com venda da Herdade da Comporta

Autarquia avisa que há investimentos por “concretizar” no Carvalhal

A Câmara de Grândola congratulou-se pela assinatura do contrato promessa de compra e venda dos ativos imobiliários da Herdade da Comporta com o consórcio Vanguard Properties e Amorim Luxury. Em comunicado, a autarquia deu a conhecer a sua satisfação “pela conclusão deste processo, que se arrastava há vários anos”. A câmara liderada por António Figueira Mendes espera agora “que os novos proprietários possam concretizar os importantes investimentos previstos para o concelho”. A freguesia do Carvalhal, em Grândola, integra parte dos ativos imobiliários da Herdade da Comporta, que se estendem também para o concelho de Alcácer do Sal.
Venda da Comporta agrada a Grândola 



O município liderado por António Figueira Mendes “congratula-se” com a venda de dois activos do fundo imobiliário da Comporta ao consórcio da Vanguard Properties, Port Noir e Amorim Luxury. Quer reforçar-se como “destino turístico de excelência”.


Grândola está satisfeita com a venda do terreno da Herdade da Comporta que está localizada na sua freguesia do Carvalhal. Contudo, avisa que espera que os novos proprietários possam vir a concretizar o que está por concluir há anos.

Foi assinada esta terça-feira, 23 de Outubro, o contrato de promessa compra e venda dos principais activos do fundo imobiliário da Comporta entre a Gesfimo, gestora do fundo, e o consórcio que junta Paula Amorim, Port Noir e Vanguard Properties, de Claude Berda. Ainda falta comunicar à assembleia de participantes do negócio, mas já há uma posição por parte do município comandado por António Figueira Mendes.

"A confirmar-se esta notícia, a Câmara de Grândola congratula-se pela conclusão deste complexo processo, que se arrastava há vários anos, esperando que os novos proprietários possam concretizar os importantes investimentos previstos para o concelho de Grândola – mais concretamente na freguesia de Carvalhal", indica um comunicado enviado às redacções.

Segundo a nota, a edilidade espera que a transacção possa vir a contribuir "para o desenvolvimento, sustentável e harmonioso, do território e para a afirmação e reforço do concelho de Grândola enquanto destino turístico de excelência".

Há dois grandes activos a serem vendidos nesta operação, que ainda terá de ser tema numa assembleia de participantes (em que a Rioforte e o Novo Banco são os principais nomes).

A avaliação dos dois activos imobiliários ascende a 202 milhões de euros, 68 milhões para o localizado em Grândola, que carece de desenvolvimento das infra-estruturas e que tem licenças caducadas, e a maioria do valor para o terreno de Alcácer do Sal, este já com infra-estruturas montadas e com licenças prolongadas. As propostas no anterior processo ficaram aquém dos 160 milhões de euros. Não se sabe qual o valor proposto pelo consórcio da Amorim Luxury, Port Noir e Vangard Properties.
Agência de Notícias 
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Aeroporto no Montijo divide autarcas do distrito de Setúbal

Base Aérea n.º6 ou Campo de Tiro? Autarquias divididas.... 

A escolha do Montijo para receber o futuro aeroporto divide os autarcas do distrito de Setúbal entre os que estão a favor, como Alcochete e Montijo e os que estão contra, como Moita e Seixal. É na Base Aérea n.º6, no Montijo, que esta infraestrutura pode ser instalada e, em declarações à agência Lusa, o presidente da Câmara Municipal, Nuno Canta, não podia mostrar mais satisfação com essa possibilidade. "Esta é uma infraestrutura que nos vai permitir um novo período de desenvolvimento, um novo período de criação de empregos e, particularmente, uma nova abordagem a uma das atividades económicas que hoje mais predomina no país e na região de Lisboa, que é o turismo”, avançou.
Localização de aeroporto divide autarquias 

Com vista para o estuário do Tejo, onde se encontravam centenas de flamingos, Nuno Canta explicou que o novo aeroporto está pensado para, “pelo menos, 50 anos” e que não será ‘low cost’, mas sim “ponto-a-ponto, entre as cidades europeias e a capital portuguesa”.
Uma questão polémica em redor do novo aeroporto são os impactos ambientais que esta infraestrutura poderá causar no Montijo e concelhos envolventes, nomeadamente quanto ao aumento de ruído, ao perigo para as aves e ao risco de colisão com as mesmas.
Para o autarca a resposta é simples: “os riscos são questões que têm que ser acautelados, minimizados e até, no fundo, debelados”.
Além disso, considera que o risco com as aves na aviação “é uma questão muito comum”, que também acontece em Lisboa e que apenas é colocado em discussão “para alarmar as pessoas”.
Também junto ao rio Tejo, mas com vista para Lisboa, o presidente da Câmara de Alcochete, Fernando Pinto (PS), mostrou à Lusa que apoia a construção desta infraestrutura no Montijo, até porque “é o possível de momento para curar a ferida existente no aeroporto Humberto Delgado”.
Contudo, revelou que, a seu ver, a solução ideal seria a construção de uma cidade aeroportuária.
“Esta solução aeroportuária não é uma solução para remediar, é uma solução que terá um princípio, meio e fim de vida, mas até lá encontraremos soluções e capacidade financeira para construirmos aquilo que eu gostaria de ver construído, que era de facto uma cidade aeroportuária, com condições e características diferenciadoras daquilo que eventualmente possa vir a ser integrado aqui na Base Aérea n.º 6”, comentou.
Para Fernando Pinto, o novo aeroporto será uma alavanca para o desenvolvimento da região e trará, sobretudo, mais empregabilidade e vai dinamizar a economia local, “que são aspetos da sustentabilidade de um concelho francamente positivos”.

Moita e Seixal contra o projeto do Montijo 
Em oposição a estes dois municípios, o da Moita tem-se manifestado contra o novo aeroporto no Montijo, defendendo a alternativa Campo de Tiro de Alcochete, que se situa entre o Montijo e Benavente, nos distritos de Setúbal e Santarém.
“Tenho defendido a posição de que a Base Aérea no Montijo não é a melhor opção. Não é seguramente do ponto de vista dos interesses nacionais porque precisamos de um aeroporto que dê resposta às necessidades do país durante décadas e esta solução não tem duração temporal para isso”, referiu o autarca e presidente da Associação de Municípios da Região de Setúbal, Rui Garcia (CDU).
Para o responsável, a opção Montijo terá “consequências pesadas do ponto de vista ambiental” para a Moita e, sobretudo, para a zona da Baixa da Banheira, que se encontra próxima de uma das pistas.
“Vamos estar sobre os canais de voo, portanto de aproximação à aterragem do aeroporto, com as consequências que isso tem do ponto de vista da elevação dos níveis de ruído e do acréscimo de risco”, sublinhou o presidente da Câmara da Moita.
O Campo de Tiro de Alcochete seria, assim, para Rui Garcia, “a melhor opção” pelas condições de construção, por não ter zona habitacional próxima e pelas possibilidades de crescimento.
Com a Baía do Seixal como fundo, o presidente deste município, Joaquim Santos (CDU), demonstrou uma posição semelhante à da autarquia da Moita.
“De facto, há oito anos estudaram várias opções, entre as quais o Montijo, e concluíram que a melhor opção das sete estudadas era Alcochete. Essa é a nossa posição. O que pensamos é que vão investir mil milhões de euros que se podia perfeitamente fazer num local com futuro. Investir mil milhões de euros no Montijo é investir num aeroporto que está com um prazo anunciado de 10 ou 15 anos”, defendeu.
Joaquim Santos reconheceu que haverá impactos positivos com a construção do aeroporto no Montijo, porém, considerou que “seriam ampliados se fosse em Alcochete”.

Agência de Notícias com Lusa
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Ministro rejeita avaliação ambiental especial ao Montijo

Aeroporto “não requer” avaliação ambiental estratégica

Depois de a associação Zero ter interposto uma providência cautelar a exigir uma Avaliação Ambiental Estratégica do aeroporto do Montijo, o ministro do Ambiente disse que isso não é preciso. O ministro do Ambiente e da Transição Energética disse este sábado que o novo aeroporto do Montijo “não requer Avaliação Ambiental Estratégica”, ao contrário do defendido pela associação ambientalista Zero, que anunciou um processo judicial para garantir essa avaliação. “Isto é o que diz a lei e as autoridades ambientais não exigem a nenhum promotor mais do que aquilo que diz a Lei”, sublinhou João Matos Fernandes.
Governo recusa estudos especiais no Montijo 


Questionado pela Lusa sobre o anúncio da associação ambientalista Zero que vai avançar com um processo judicial para exigir que a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) dê informação sobre o projeto do aeroporto do Montijo e que haja uma Avaliação Ambiental Estratégica, João Matos Fernandes afirmou que esta avaliação é requerida quando se está a decidir “se um aeroporto se localiza num sítio A, num sítio B ou num sítio C“.
Nesse sentido, “a partir do momento em que se sabe qual é a localização, o que é preciso é fazer-se um estudo de impacte ambiental para aquele projeto, uma avaliação de impacte ambiental que não é estratégica, é para aquele projeto em concreto”, declarou.
Em declarações à agência Lusa, Carla Graça, da Zero - Associação Sistema Terrestre Sustentável, já havia explicado que será interposta brevemente na justiça portuguesa uma “intimação judicial para a APA fornecer informação”, assim como será “exigido que seja realizada uma Avaliação Ambiental Estratégica”. “Após estas diligências daremos entrada com uma ação judicial, não uma providência cautelar, no sentido de obrigar o Estado, a administração, a [realizar] uma avaliação de impacto estratégica, relativamente ao processo do aeroporto”, acrescentou a ambientalista.
“Isto é o que diz a lei e, como imaginam, as autoridades ambientais que tenho a honra de tutelar não exigem a nenhum promotor mais do que aquilo que diz a Lei”, sublinhou João Matos Fernandes.

De estudo em estudo... 
Há cerca de um mês, o primeiro-ministro, António Costa, afirmou que apenas se aguardava o estudo de impacto ambiental para ser “irreversível” a solução aeroportuária Portela + Montijo, considerando haver consenso nacional sobre o projeto. O início da operação conjunta Lisboa + Montijo tem sido apontada para 2022. Segundo a Zero, o recurso aos tribunais foi decidido depois de solicitada informação ao Ministério do Planeamento e Infraestruturas.
O secretário de Estado das Infraestruturas, “ao fim de algumas insistências, remeteu para a APA, informando que estava em curso um procedimento de avaliação de impacto ambiental”, relatou Carla Graça à Lusa.
A associação endereçou depois o pedido à APA, tal como o “alerta de que, quer a legislação nacional, quer a europeia implicam que uma decisão [sobre o aeroporto] requer uma Avaliação Ambiental Estratégica e não uma mera Avaliação de Impacto Ambiental”. “Vamos recorrer às vias judiciais através de uma intimação para prestação de informação, que nós solicitámos, por várias vezes, e não nos foi dada, e fazer o requerimento para que seja realizada uma Avaliação de Impacto Estratégica”, resumiu.

Autarcas do Oeste lembram compensações prometidas
Os autarcas do Oeste pediram este domingo que o Governo decida rapidamente avançar com a provável construção do aeroporto complementar de Lisboa no Montijo e lembraram as compensações que continuam por receber por aquele ter estado previsto para a Ota. “Para nós, a melhor [localização] seria a Ota. Não sendo a Ota, que seja o Montijo, mas que seja tomada a decisão de uma vez por todas e que se avance rapidamente na construção do novo aeroporto”, afirmou à agência Lusa Pedro Folgado, presidente da Câmara de Alenquer e da Comunidade Intermunicipal do Oeste.
O autarca enfatizou que o atual aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, “está esgotado” e “há cada vez mais reclamações que, com o crescimento do turismo, não fazem sentido”.
O autarca reclamou pelas compensações prometidas à região, no ‘Plano de Ação do Oeste’. “Deveríamos ter sido beneficiados por tantos anos de indefinição e nunca o fomos, porque todas as intenções [de investimentos] nunca foram implementadas”, retorquiu Pedro Folgado, para quem o que se passou foi “lamentável”.
Em Janeiro de 2008, o Governo chefiado por José Sócrates abandonou a opção pela Ota e optou por Alcochete, após um estudo coordenado pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil, que indicava como mais favorável a localização do Campo de Tiro de Alcochete.A localização do Aeroporto Internacional de Lisboa na Ota esteve prevista pelo Governo entre a década de 1960 e 2008, tendo a discussão em torno da infraestrutura aeroportuária estado mais acesa durante os Governos de António Guterres e José Sócrates.
Dezasseis câmaras municipais da zona Oeste e da Lezíria assinaram o chamado Plano de Ação do Oeste, que contemplava investimentos na ordem dos 2,1 mil milhões de euros até 2017, para compensar os municípios pela deslocalização do futuro aeroporto de Lisboa da zona da Ota (Alenquer) para o campo de Tiro de Alcochete.
O acordo foi assinado com os doze municípios do Oeste (Alcobaça, Alenquer, Arruda dos Vinhos, Bombarral, Cadaval, Caldas da Rainha, Lourinhã, Nazaré, Óbidos, Peniche, Sobral de Monte Agraço e Torres Vedras) e mais quatro da Lezíria do Tejo (Santarém, Cartaxo, Azambuja, Rio Maior).

Agência de Notícias com Lusa

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Um morto em atropelamento em Pinhal Novo

Jovem com 20 anos morreu atropelado na Estrada Nacional 252

Um homem morreu após ser atropelado na estrada nacional 252 no Pinhal Novo, disseram fontes do Centro Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Setúbal e dos bombeiros locais. A vítima foi assistida no local pelos Bombeiros de Pinhal Novo e pela viatura médica do hospital do Barreiro, mas acabou por falecer no local do acidente”, refere a corporação numa mensagem na rede social Facebook. Fonte do CDOS de Setúbal confirmou que a vítima mortal é um homem e que mais duas pessoas foram assistidas no local. “Além da assistência à vítima de atropelamento, foram ainda assistidas duas vítimas no local do acidente por doença súbita. Tratou-se da mãe da vítima mortal e do condutor da carrinha envolvida no atropelamento”, afirmou.
Acidente ocorreu na passada sexta-feira 

Cláudio Miguel Caçoete, saiu à rua para despejar o lixo, atravessou a estrada nacional, para aceder ao contentor, e, no regresso, não viu uma carrinha que o colheu mortalmente. O acidente aconteceu à saída do Pinhal Novo, em direcão ao Montijo, antes do acesso que liga à auto-estrada.
A mãe do jovem, que se encontrava à frente da casa, assistiu ao trágico acidente que vitimou o filho, ficou em estado de choque e teve de ser também assistida, por doença súbita. O condutor da carrinha foi igualmente assistido.
“Além da assistência à vítima de atropelamento, foram ainda assistidas duas vítimas no local do acidente por doença súbita. Tratou-se da mãe da vítima mortal e do condutor da carrinha envolvida no atropelamento”, disse fonte do CDOS de Setúbal à agência Lusa.
Ao que foi possível apurar, o jovem tinha saído de casa para despejar o lixo nos caixotes do outro lado da estrada e, quando regressava, fora da passadeira, foi colhido por uma carrinha Ford Transit.
O alerta foi dado às 13h09 horas de sexta-feira e ao local acorreram bombeiros do Pinhal Novo, com cinco veículos e 12 elementos, bem como a VMER do Hospital do Barreiro e a GNR, que vai apurar agora os contornos do acidente.
A mãe da vítima, que assistiu ao embate, teve necessidade de ser assistida no hospital, bem como o condutor do veículo, homem com cerca de 50 anos, que às autoridades disse estar em pânico.
Cláudio Miguel Caçoete tem sido recordado nas redes sociais como aficionado que era pela festa brava. “Um dos mais destemidos recortadores das ruas do Ribatejo. Toureiro de rua”. Foi também atleta nas camadas jovens do CD Pinhalnovense.
No local estiveram elementos dos bombeiros do Pinhal Novo, a Viatura Médica de Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) do hospital do Barreiro e a GNR, que tomou conta da ocorrência.

Agência de Notícias
Foto: Bombeiros do Pinhal Novo 

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Já há um pré-acordo na fábrica de Palmela

Trabalhadores da Autoeuropa com sábados e domingos pagos a 100 por cento

A Comissão de Trabalhadores da Autoeuropa e a administração da empresa chegaram esta quinta-feira, 25 de Outubro, a pré-acordo. O entendimento de partida entre os representantes dos trabalhadores e a administração prevê aumentos salariais de 2,9 por cento em 2019 e 2020 (num aumento mínimo de 25 euros), assim como o pagamento de um prémio de 100 por cento ao domingo (tal como já acontece ao sábado). Deverão ainda passar a efetivos, até Julho do próximo ano, cerca de 300 trabalhadores com contratos a prazo. "É um ótimo acordo" disse o coordenador da Comissão de Trabalhadores, Fausto Dionísio, adiantando que este deverá ser votado entre 5 e 9 de Novembro, na fábrica de Palmela. 
Acordo final é votado em Novembro 

A Comissão de Trabalhadores e a administração da Autoeuropa já chegaram a um pré-acordo laboral, que terá ainda de ser aprovado pelos trabalhadores da empresa em plenários, indicou esta quinta-feira  à Lusa o coordenador da Comissão de Trabalhadores, Fausto Dionísio.
"O pré-acordo já foi fechado e prevê o pagamento de um prémio de 100 por cento ao domingo, aumentos salariais de 2,9 por cento em cada um dos próximos dois anos e a passagem a efectivos, até Julho de 2019, de 300 trabalhadores com contratos a prazo", sublinhou o dirigente.
Desta forma, o pré-acordo garante aos trabalhadores da fábrica de Palmela o pagamento de um prémio de laboração contínua de 100 por cento ao domingo, tal como já sucede ao sábado, que era uma das principais reivindicações.
Já os aumentos salariais ficam abaixo da exigência que constava no caderno reivindicativo aprovado pelos trabalhadores em Julho, o qual apontava para aumentos de quatro por cento no próximo ano, com um valor mínimo de 36 euros.
Também a passagem de trabalhadores com contratos a prazo para efectivos fica abaixo do número que constava das reivindicações, que era de 400, embora a data seja antecipada de Setembro para Julho de 2019.

Uma fábrica em crescimento 

A unidade de Palmela, liderada por Miguel Sanches, começou a laborar aos domingos no passado dia 26 de Agosto, com as negociações ainda em curso. Com mais dois turnos, a estratégia passa por incrementar a quantidade de automóveis que saem da fábrica, com destaque para o novo modelo T-Roc, cujo principal destino é a Alemanha.
Antes, a Autoeuropa já tinha conhecido dois outros impulsos – com a introdução do terceiro turno aos dias de semana (em Outubro), e a laboração de dois turnos aos sábados (em Fevereiro) –, não sem a contestação e instabilidade laboral, que incluiu a queda de uma comissão de trabalhadores e o afastamento do primeiro responsável da actual comissão, Fernando Gonçalves. A própria laboração aos sábados avançou sem o estabelecimento de um acordo que envolvesse os trabalhadores.
Neste momento, os trabalhadores estavam a receber mais 62,5 por cento por cada sábado e domingo de trabalho.
Para se ter uma ideia do incremento de produção, em Setembro do ano passado (já com o T-Roc em fase de arranque de montagem) saíram 9003 veículos da fábrica, quando em Setembro deste ano o valor foi já de 22.955 unidades.
Nos sete primeiros meses, a produção chegou às 165.819 unidades, mais 143 por cento face ao mesmo período do ano passado, de acordo com os dados da associação do sector, a ACAP.
Além do T-Roc, o novo modelo que começou a ser fabricado no segundo semestre de 2017, a Autoeuropa produz ainda o Sharan (cujo maior mercado é a China) e o Seat Alhambra. A última estimativa conhecida da empresa apontava para a produção de cerca de 183 mil  T-Roc este ano, de um total de perto de 240 mil unidades.
A quase totalidade da produção vai para o estrangeiro, pelo que o incremento do número de veículos tem vindo a reflectir-se no crescimento das exportações, com impacto na balança comercial do país.

Autoeuropa pára na próxima semana
Os plenários para a votação do pré-acordo apenas se realizarão em Novembro, uma vez que a Autoeuropa irá parar na próxima semana, referiu Fausto Dionísio.
A fábrica de Palmela, escreve o Jornal de Negócios, interrompe a laboração este sábado, 27 de Outubro, e esta apenas será retomada no sábado seguinte, 3 de Novembro.
Segundo o responsável, a paragem de produção deve-se à "falta de motores". Esta situação, que afecta outras fábricas da Volkswagen, deve-se à falta de componentes que enfrentam as fábricas que produzem os motores.

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Utentes da Margem Sul denunciam falta de barcos

Passageiros exigem reforço do investimento na Transtejo e Soflusa

A Comissão de Utentes de Transportes da Margem Sul informou que denunciou ao Governo a falta de embarcações da Transtejo e da Soflusa e a sucessiva supressão de ligações, exigindo que o Estado passe de “anúncios a ações”. “Estas últimas semanas têm sido críticas no serviço prestado pela Transtejo, com a sucessiva supressão de ligações entre Cacilhas e o Cais do Sodré, pelo que é urgente dotar esta empresa de mais barcos, da séria manutenção dos equipamentos existentes e de mais trabalhadores”, mencionou a organização em comunicado.
Falta de barcos continua a preocupar 


Na segunda-feira, a Soflusa, empresa responsável pelas ligações fluviais entre o Barreiro e Lisboa, anunciou que, devido a um “incidente inesperado” com uma embarcação, as carreiras entre as duas margens poderiam sofrer “atrasos ou supressões”, uma vez que passariam a operar apenas com cinco navios.
Perante esta situação, a comissão de utentes enviou ao Governo, aos Grupos Parlamentares e à Área Metropolitana de Lisboa uma “denúncia do que se tem estado a passar”.
Para os utentes, os problemas têm vindo a “agravar-se” e, por isso, exigiram que o Governo “passe dos anúncios às ações”.
A organização referia-se ao anúncio da aquisição de dez novos navios para a Transtejo e Soflusa, ao reforço de verbas para a manutenção da frota e à proposta do Orçamento do Estado para 2019, que prevê 875 mil euros para estas empresas.
“Os utentes da Transtejo e da Soflusa não atravessam o rio com anúncios de futuros barcos, de futuras manutenções, da futura contratação de trabalhadores”, defenderam.
A comissão referiu ainda que, apesar de valorizarem a adesão dos responsáveis da Área Metropolitana de Lisboa a um passe intermodal único nesta região, “os utentes de transportes estão cheios de anúncios e exigem respostas concretas aos problemas do setor”.
“Não se pode esperar que as pessoas prefiram utilizar o transporte público em detrimento do transporte individual, quando este não é minimamente fiável, como se passa com o serviço que tem sido prestado pela Transtejo e Soflusa”, afirmou.
Também o Sindicato da Marinha Mercante defendeu, na segunda-feira, que a falta de embarcações na empresa deve ser “resolvida o mais rápido possível”.
“Deviam ser sete as embarcações ao serviço e estavam seis, ou seja, já estava no limite. Agora são cinco os barcos disponíveis, o que vai causar perturbações na circulação, em especial nas horas de ponta do período da manhã”, apontou.
Na mesma ocasião, a Soflusa garantiu que tomou “de imediato” todas as medidas necessárias para “repor a normalidade da operação tão breve quanto possível”.
A Transtejo realiza o transporte fluvial entre Lisboa e o Seixal, o Montijo, Cacilhas e Trafaria/Porto Brandão. E a Soflusa faz a ligação entre o Barreiro e a capital portuguesa.

Agência de Notícias com Lusa
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Balanço positivo da época balnear em Almada

Investimento da vigilância nas praias melhorou segurança 

A Câmara de Almada e a Autoridade Marítima Nacional, dois dos parceiros da iniciativa Praia Protegida 2018, fizeram um balanço "extremamente positivo" da época balnear no concelho destacando a boa coordenação entre entidades. "Esta época teve um resultado extremamente positivo. Todas as entidades estiveram empenhadas neste projeto e digamos que este ano foi um passo bastante significativo, porque abrangeu um conjunto de entidades que anteriormente não tinham trabalhado juntas", avançou o responsável da Autoridade Marítima Nacional, Rodrigues Barroso, no posto de turismo da Costa de Caparica. Para a vereadora da Câmara de Almada com o pelouro da Proteção Civil, Francisca Parreira, o principal objetivo, deste trabalho em equipa, é que "as pessoas que frequentam as praias do nosso concelho se sintam seguras". 
Ano tranquilo nas praias da Costa 

Para o responsável da Autoridade Marítima Nacional, um dos aspetos positivos, que reflete a "coordenação excecional" neste projeto foi o facto de, em 253 ocorrências no concelho, apenas duas terem resultado em vítimas mortais durante a época balnear.
Rodrigues Barroso frisou que "é obvio que se deve lamentar as duas mortes", mas explicou que um destes incidentes resultou de "doença súbita".
A segunda vítima mortal foi um jovem que se afogou em 25 de Setembro na praia da Cova do Vapor, que se trata de uma área restrita, com "correntes fora do comum" e que "a rápida intervenção das equipas" evitou mais mortes, adiantou.
Ainda assim, o reforço da vigilância de praias fluviais não vigiadas, como o Porto Brandão, a Trafaria, o Primeiro e Segundo Torrão e a Cova do Vapor, foi identificado como um dos aspetos a melhorar, dada a grande afluência no verão.
Segundo Rodrigues Barroso, durante a época balnear registaram-se 35 salvamentos em praias vigiadas e 25 em praias não vigiadas.
O maior número de autos foi levantado a nadadores-salvadores, 15 dos quais por deixarem a concessão sem vigia, e às concessionárias, sendo que em 26 casos por falta de licença.
Rodrigues Barroso defendeu ainda que quer as concessionárias, quer as associações de nadadores-salvadores, devem "ter equipamentos móveis redundantes".
"Aconteceu várias vezes terem os equipamentos avariados e nós enviávamos equipamento para colmatar, mas devem pensar em ter novos meios", considerou.

Autarquia destaca o investimento na segurança 

Na mesma ocasião, a vereadora da Proteção Civil da Câmara de Almada, Francisca Parreira, informou que o investimento do município na segurança dos banhistas tem vindo a aumentar, passando de 16 mil e 100 euros em 2016 para 56 mil 440 euros este ano.
Francisca Parreira reconheceu igualmente o trabalho das várias entidades nesta época balnear.
"De facto, a conjugação de esforços deu resultados bastantes positivos. Há pontos a corrigir, que têm de ser revistos, e vamos começar já a trabalhar", declarou a autarca.
A vereadora Francisca Parreira afirmou ainda que "todos os parceiros do Praia Segura vão trabalhar no reforço deste programa, tendo em vista a época balnear 2019". A autarquia quer antecipar a preparação da época balnear do ano que vem e o alargamento do dispositivo, com o envolvimento de outras entidades e instituições.
Francisca Parreira, o principal objetivo, deste trabalho em equipa, é que "as pessoas que frequentam as praias do nosso concelho se sintam seguras".
A iniciativa Praia Protegida 2018 é um plano municipal de apoio à vigilância e assistência aos banhistas em Almada durante a época pré-balnear, balnear e pós-balnear, firmado entre a câmara, Autoridade Marítima Nacional, Capitania do Porto de Lisboa, corporações de bombeiros de Cacilhas e da Trafaria, e pelas associações de nadadores-salvadores Ancora e Atlântico.

Agência de Notícias com Lusa
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Gesfimo acorda venda da Herdade da Comporta

Amorim e Vanguard são os novos donos da maior herdade do litoral alentejano 

A Gesfimo, entidade gestora da Herdade da Comporta, assinou um “contrato promessa de compra e venda” da propriedade com o consórcio Amorim/Vanguard, adiantou a sociedade em comunicado enviado à Lusa. A venda da Herdade da Comporta, nos concelhos de Alcácer do Sal e Grândola, foi decidida há cerca de três anos, após o colapso financeiro do Grupo Espírito Santo. Fonte próxima do processo disse que o contrato foi assinado esta terça-feira. 
Herdade da Comporta foi vendida esta semana 

“A Gesfimo – Espírito Santo Irmãos Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Imobiliário, SA, na qualidade de entidade gestora do Herdade da Comporta – Fundo Especial de Investimento Imobiliário Fechado, informa que assinou com o consórcio constituído pela Amorim Luxury SA e Port Noir Investments [mais conhecido por Vanguard Properties], um contrato promessa de compra e venda de activos que integram o património do fundo, no âmbito de um processo de venda assessorado pela Deloitte”, lê-se no comunicado.
Fonte próxima do processo disse à Lusa que o contrato foi assinado esta terça-feira. A Gesfimo avançou ainda que “a sociedade gestora do Fundo irá comunicar ao Ministério Público e ao Tribunal Central de Instrução Criminal os termos deste acordo”.
“Será dado conhecimento aos titulares das unidades de participação dos termos e condições do acordo acima referido em assembleia de participantes a convocar para o efeito”, realçou ainda o documento, sem avançar data para a reunião.
O consórcio Amorim/Vanguard terá sido o único a entregar uma proposta à compra da Herdade da Comporta, no dia 20 de Setembro.
Pelo contrário, a aliança Victor de Broglie e Global Asset Capital acabou por não avançar, como já tinha dado a entender.
O grupo Oakvest, Portugália e Sabina, que inicialmente venceu um concurso lançado em Maio, já tinha comunicado que não estava disponível para entrar neste novo procedimento.
A venda da Herdade da Comporta, do universo do antigo Grupo Espírito Santo, tem-se revelado um processo complicado. O resultado do concurso de Maio foi rejeitado numa assembleia-geral em Julho de 2018. Nessa reunião, a proposta foi rejeitada pelo voto combinado do Novo Banco e da Rioforte, a que se juntaram mais alguns participantes.
O agrupamento Oakvest, Portugália e Sabina ameaçou fazer valer "os seus direitos legais", em comunicado, sem detalhar que medidas estava a estudar. Entretanto, os accionistas decidiram avançar com um novo concurso.
Nessa altura, o outro interessado, o consórcio Victor de Broglie e GAC adiantou que, no seu entendimento, havia “falta de transparência e profissionalismo no processo conduzido pela Gesfimo e que não foram garantidas as condições para um procedimento equitativo, estando assim objetiva e materialmente impedido de apresentar uma nova oferta, sequente à já apresentada em 4 de Maio de 2018”.
As entidades envolvidas nesta candidatura diziam, a menos de oito dias da entrega das propostas, que ainda não tinham obtido acesso ao 'data room' [base de dados] da Comporta.
Assim, o agrupamento, liderado por Louis-Albert de Broglie, concluiu “que não estão reunidas as mínimas condições de transparência, profissionalismo e boa-fé exigíveis num processo desta natureza e dimensão”, referiu.
A Herdade da Comporta já fez parte da então Companhia das Lezírias do Tejo e do Sado, tendo sido vendida à empresa britânica The Atlantic Company, em 1925, e depois comprada, em 1955, pela família Espírito Santo.

Agência de Notícias com Lusa

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Um ano sem fogos na Mata da Machada no Barreiro

Medidas de prevenção fundamentais para não existirem incêndios este verão 

A vigilância, as intervenções no terreno por parte do Instituto da Conservação da Natureza e Florestas e da Câmara  do Barreiro e a coordenação entre várias entidades, foram aspetos essenciais para mais um ano sem incêndios na Mata da Machada. O vereador da Câmara do Barreiro, responsável pela Reserva Natural Local do Sapal do Coina e da Mata Machada, Bruno Vitorino, considera que o planeamento atempado das ações para a prevenção dos fogos florestais permite diminuir riscos e preparar uma resposta em caso de emergência. 
Vigilância ajudou a preservar a Mata da Machada 

“É com esse objetivo que no inicio do ano reúnem várias entidades para que se possa acertar as medidas a tomar, tais como a regularização dos caminhos, limpeza do aceiros e o reforço da vigilância”, sublinha o autarca em comunicado enviado à ADN-Agência de Notícias.
Foram várias as ações realizadas, para que os utentes da Mata da Machada pudessem usufruir do espaço com a maior segurança possível, nomeadamente ao nível da reparação de alguns pontos da rede viária e a sua manutenção, a desrama de pinheiros mansos, em colaboração com a Escola de Fuzileiros, com o objetivo de aliviar a carga combustível em determinadas zonas da Mata Nacional da Machada, entre outras.
Aliado a tudo isto, a vigilância também assume um papel preponderante, com a instalação de um posto avançado de bombeiros, o reforço do patrulhamento por parte dos fuzileiros e com dezenas de jovens voluntários no âmbito do programa “Machada em Alerta”.
O Machada em Alerta surge na sequência da aprovação da candidatura feita pelo Centro de Educação Ambiental da Câmara Municipal do Barreiro ao programa “Voluntariado Jovem para a Natureza e Florestas”, da responsabilidade do Instituto Português do Desporto e da Juventude, que teve a duração de três meses e contou com a presença de dezenas de jovens.
“É com muita satisfação que registamos mais um ano sem incêndios na Mata da Machada. Este é um trabalho contínuo, e que não é feito somente nos meses de verão. Mas para que tudo continue a correr bem, também é necessário que os utilizadores da Mata protejam este espaço e que cumpram as regras”, afirma Bruno Vitorino.

Agência de Notícias com Câmara do Barreiro 
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