Dá um Gosto ao ADN

Época balnear já abriu nos concelhos de Sines e Grândola

Vigilância assegurada nas praias da costa alentejana

A época balnear no litoral alentejano já arrancou com a vigilância assegurada nas praias dos concelhos de Sines, Grândola e Odemira, faltando Santiago do Cacém que abre oficialmente no próximo sábado. "O dispositivo de segurança, em termos de nadadores-salvadores, está assegurado nas praias que são consideradas de banhos e apenas Santiago do Cacém abre oficialmente a época balnear no próximo sábado", explicou o comandante da Capitania do Porto de Sines, Manuel Sá Coutinho. À exceção das praias da Costa de Santo André e Fonte do Cortiço, em Santiago do Cacém, toda a costa alentejana tem já o normal dispositivo de segurança, composto pelo posto de praia, sinalização de segurança e primeiros socorros, acrescentou o mesmo responsável. 
Praias do Litoral Alentejano sob vigilância 

A vigilância abrange as praias sob jurisdição da capitania de Sines, entre Melides, no concelho de Grândola (Setúbal), e Carvalhal, em Odemira (Beja), e compreende um total de 92 quilómetros de costa.
O dispositivo foi montado nas praias de Melides (Grândola), Vasco da Gama, São Torpes, Morgavel, Vieirinha, Porto Covo e Ilha do Pessegueiro (Sines), no distrito de Setúbal, e Malhão, Malhão Sul, Farol, Franquia, Furnas Rio, Furnas Mar, Almograve e Almograve Sul, Zambujeira do Mar, Alteirinhos e Carvalhal (Odemira), no distrito de Beja.
"É obviamente uma área extensa, mas nas praias que legalmente estão caracterizadas como praias de banho, o dispositivo de segurança, com a atribuição de nadadores-salvadores, é assegurado pelos concessionários de praias ou pelas câmaras municipais", explicou.
A abertura da época balnear no concelho de Santiago do Cacém está marcada para sábado, com o município a assegurar a colocação de nadadores-salvadores nas praias do Monte Velho (Vacaria) e Fonte do Cortiço (Areias Brancas). Já na Costa de Santo André, a responsabilidade cabe ao concessionário.
Para as zonas que não são designadas como praias de banho, a Capitania do Porto de Sines disponibiliza duas viaturas todo-o-terreno, do projeto 'Seawatch', com militares da Marinha com formação de nadador-salvador, que vão reforçar a segurança e vigilância da costa durante a época balnear.
"Uma das viaturas está distribuída para norte, abrangendo os concelhos de Sines, Santiago do Cacém e Grândola, e outra mais para sul, para o concelho de Odemira", referiu Sá Coutinho.
Este ano, foram colocados "no mínimo 48 nadadores-salvadores" nas praias com vigilância, sendo a grande maioria disponibilizados pela Resgate - associação de nadadores-salvadores do litoral alentejano e pela Seagull Rescue - associação de nadadores-salvadores de Grândola.
No ano passado, no litoral alentejano, não se registaram mortes nas praias vigiadas, durante a época balnear.

Agência de Notícias com Lusa 

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Setúbal discutiu mobilidade urbana inteligente

"Está a crescer lentamente uma nova relação com o automóvel e a mobilidade" 

Os desafios que se colocam à descarbonização da economia, sobretudo na indústria automóvel, para uma nova mobilidade inteligente, estiveram em análise no dia 18, em conferência dinamizada no âmbito do Portugal Mobi Summit, no Fórum Municipal Luísa Todi. “Automotive Sessions” é o tema da segunda sessão de aquecimento do Portugal Mobi Summit, evento de dimensão nacional ligado à mobilidade urbana e que, na iniciativa a decorrer em Setúbal, é organizado pelo Global Media Group e a EDP, em parceria com a Via Verde, a Fidelidade e o CEiiA e o apoio da Volkswagen e da Câmara de Setúbal. A autarquia apresentou ao país o Plano de Mobilidade Sustentável e Transportes. O objetivo principal do plano é a “melhoria da integração da circulação e dos transportes com outros instrumentos de ordenamento do território, ambientais ou outros”, explicou Maria das Dores Meira, presidente do município. 
Especialistas abordaram novas formas de mobilidade 

“Está a crescer lentamente uma nova relação com o automóvel e a mobilidade. Trazemos a Setúbal um conjunto de decisores e investigadores que nos vão ajudar a compreender os caminhos desta mudança”, explicou o administrador executivo do Global Media Group, Afonso Camões, na sessão de boas-vindas do encontro.
Um dos contributos para esta análise foi dado pela presidente do município setubalense, Maria das Dores Meira, que destacou a estratégia de mobilidade sustentável desenvolvida pela autarquia, com a realização de um conjunto de investimentos nos últimos anos e a elaboração do Plano de Mobilidade Sustentável e Transportes de Setúbal.
Maria das Dores Meira sublinhou que o município desenvolveu, nos últimos anos, “as condições de circulação da rede viária”, com medidas que “facilitam a vida a todos os que têm de circular de automóvel na cidade”, mas também de incremento da fruição do espaço público para quem anda a pé.
“Contribuímos decisivamente para a transformação de hábitos e para um melhor espaço público, mas também, e isto é muito importante, para um melhor ambiente. As medidas introduzidas na nossa rede viária provocaram reduções de emissões poluentes já comprovadas”.
No âmbito da revisão do Plano Diretor Municipal de Setúbal, a autarquia desenvolveu, entre outros estudos setoriais, o Plano Diretor de Transportes, no qual é diagnosticada a situação atual do sistema de transportes concelhio e, em paralelo, são apresentadas propostas para desenvolvimento do sistema.
“Se aqui chegámos é porque temos a ideia de que os instrumentos de gestão da mobilidade são elementos essenciais do desenvolvimento urbano”, frisou Maria das Dores Meira.

Setúbal destaca trabalho na mobilidade urbana 
Neste contexto, nasceu a decisão de elaborar o Plano de Mobilidade Sustentável e Transportes, financiado, em parte, por fundos provenientes de uma candidatura ao Fundo de Eficiência Energética – Eixo Mobilidade Sustentável.
O objetivo principal do plano é a “melhoria da integração da circulação e dos transportes com outros instrumentos de ordenamento do território, ambientais ou outros”.
A definição e garantia dos níveis adequados de acessibilidade e mobilidade a todos os cidadãos, o fomento dos transportes coletivos através da melhoria da qualidade do serviço e o reforço da segurança, conforto e qualidade dos espaços prioritários ao peão e aos modos de transporte não motorizados são outros objetivos definidos para o concelho de Setúbal.
Trata-se de um “plano ambicioso” que visa, igualmente, a definição de uma política de gestão de estacionamento eficiente, a melhoria da eficiência e eficácia do custo do transporte de pessoas e bens e a garantia da sustentabilidade económica da oferta.
Reformulação de ruas, passeios maiores e a criação de percursos pedonais, como o que está a ser concretizado em diferentes zonas da cidade entre a Várzea e a frente de rio, são exemplos de ações já implementadas no âmbito da estratégia de mobilidade sustentável para o concelho.
Maria das Dores Meira destacou, igualmente, o programa Arrábida Sem Carros, que incide nas estradas de acesso às praias da Serra da Arrábida e que “devolveu a segurança àquela área em época balnear, enquanto estimulou mais intensa utilização de transportes públicos, com benefícios ambientais e de tranquilidade”.
O chefe da Divisão de Mobilidade e Transportes da autarquia, José Miguel Madeira, que apresentou o Plano de Mobilidade Sustentável e Transportes em detalhe durante a tarde, sublinhou outros projetos fundamentais para a melhoria da mobilidade no concelho, de que é exemplo o futuro Terminal Interface de Setúbal, na Praça do Brasil.
O investimento, superior a quatro milhões de euros, visa “congregar os modos rodoviário e ferroviário no mesmo local, de modo a incentivar o uso do transporte público”.
José Miguel Madeira destacou, igualmente, as novas soluções de estacionamento previstas para o subsolo da cidade, com a construção de três parques subterrâneos que vão libertar espaço público à superfície. “Estamos a trabalhar para uma mudança no paradigma da mobilidade para que seja, de facto, uma mobilidade para todos”.

Todos juntos na defesa do ambiente nas cidades 
O Portugal Mobi Summit incluiu ainda, uma reflexão sobre os carros do futuro, em particular conceitos que lhe estão inerentes, como modelos de negócio e a política de partilha, pela administradora do CEiiA – Centro de Engenharia e Desenvolvimento de Produto e Serviço, Helena Silva.
“O CEiiA está a trabalhar no desenvolvimento de novos modelos de mobilidade no futuro que incluem o desenvolvimento de um veículo de mobilidade sustentável, a partir de um modelo de partilha”, revelou a responsável.
O objetivo do CEiiA é trazer para Portugal este projeto que resulta do upgrade tecnológico de um veículo elétrico desenvolvido para a Noruega, cuja utilização “será enquadrada no âmbito de uma plataforma de gestão com uma rede de utilizadores”.
Já o diretor geral da Volkswagen Portugal, Licínio Almeida, defendeu que “o setor automóvel tem sido demonizado em termos de impactes ambientais”, já que, acrescenta, “os automóveis não são responsáveis por mais de 12 a 14 por cento das emissões de CO2”.
Ainda assim, garante que a empresa está a preparar-se para responder aos desafios da descarbonização e tem como ambição até 2013 que “40 por cento das viaturas vendidas sejam totalmente elétricas, ou seja, com emissões zero”.
Segundo o responsável, a Volkswagen tem atualmente em construção, em vários países, dez fábricas destinadas apenas à produção de veículos elétricos, com “o objetivo último de o grupo ficar com pegada zero até 2050”.
Tendo em conta esta evolução do setor automóvel, o administrador da EDP Comercial, António Coutinho, afirma que o setor elétrico tem de “conseguir dar resposta com energia verde para fornecer os veículos e com capacidade de carregamento dos mesmos”.
Para António Coutinho, o setor elétrico é uma peça fundamental na descarbonização da economia, mas, alerta, “a redução de emissões é um processo que toca a todos e ninguém pode ficar de fora”.
O responsável entende que “um dos principais desafios é a alteração de comportamentos” e que “ao Estado cabe a regulação, a qual deve ser menos prescritiva e mais numa lógica de princípios e metas, de forma a dar espaço ao mercado para encontrar caminhos de desenvolvimento”.
Também Frederico Custódio, da CEiiA, considera fundamental uma alteração de comportamentos, para o qual “o papel das cidades é crucial. Têm de ser feitos investimentos com base em estratégias locais muito bem definidas, com o objetivo de tornar as cidades autossustentáveis e com edifícios autossuficientes do ponto de vista energético”.
A conferência “Automotive Sessions” em Setúbal é a segunda de um ciclo de três warm up sessions do Portugal Mobi Summit 2019. Antes, a 4 de Junho, Ovar recebeu o encontro “Smart Cities” e, em Setembro, no dia 19, Faro acolhe a conferência “Road Safety”.
O Portugal Mobi Summit 2019 culmina em Outubro, nos dias 24 e 25, com a Nova School of Business & Economics, em Carcavelos, a receber a cimeira, com sessões plenárias, workshops e experiências de novas soluções de mobilidade urbana.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 
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Bote Leão irá passar a viajar de Alcochete até Lisboa

O "rei dos nordestes" invade a capital... 

A Câmara de Alcochete assinou, nesta terça-feira, um protocolo de colaboração entre o município de Alcochete e a Administração do Porto de Lisboa, com vista à disponibilização de pontos de acostagem do Bote Leão na Cidade de Lisboa, sob gestão do porto da Capital.  Este protocolo passa, a partir de hoje, a permitir a acostagem do “rei dos nordestes” no Pontão Achigã na Doca de Alcântara, Doca de Santo Amaro, Doca de Belém e Doca de Pedrouços, estando prevista para breve a inclusão de novas rotas para os passeios turísticos promovidos pela Câmara Municipal.
Bote Leão navega para Lisboa 

Para o presidente Fernando Pinto, “trata-se de uma medida extraordinária que permite colocar na nossa rota turística outros percursos e, não obstante as dificuldades que temos tido no equilíbrio das contas, responder ao desafio de ficarmos mais virados para o Rio Tejo que tem sido, por vezes e infelizmente, maltratado”.
Vasco Pinto, vereador com o pelouro do turismo, salientou a “importância deste tipo de sinergias e troca constante de ideias para novas oportunidades na exploração turística do Concelho de Alcochete".
Ricardo Medeiros da administração da Administração do Porto de Lisboa, confirmou que este tipo de colaborações é essencial para promover a atividade turística e responder ao interesse crescente pelos passeios no rio e a descoberta dos Concelhos da margem sul do Tejo.
Nesta cerimónia estiveram presentes, do lado da Autarquia, o presidente Fernando Pinto, a vice-presidente Maria de Fátima Soares e os vereadores Pedro Lavrado e Vasco Pinto. A representar a Administração do Porto de Lisboa estiveram Ricardo Medeiros (Conselho de Administração) e Nuno Almeida (Chefe de Divisão de Desporto e Náutica).

A história da embarcação
O Bote Leão é a embarcação tradicional do Tejo, propriedade da Câmara de Alcochete, que está ancorada na história e tradição local e reflete a grande paixão pelo Tejo, orgulhosamente assumida pelas gentes locais.
Objeto de uma candidatura a fundos comunitários e de um apoio mecenático, a embarcação foi construída de raiz no estaleiro naval de Jaime Costa, de acordo com as técnicas utilizadas na construção das antigas embarcações que navegavam no Tejo.
Com a construção da nova embarcação a Câmara Municipal "quis que regressasse ao Tejo uma das mais emblemáticas e recordadas embarcações locais com o objetivo de realizar passeios turísticos no rio, entre a Ponte Vasco da Gama e a Reserva Natural do Estuário do Tejo, viagens que proporcionam aos visitantes imagens únicas num contexto natural e urbano".
O Bote Leão representa igualmente "um incentivo ao regresso ao mar, aos saberes e às experiências dos marítimos e dos pescadores, objetivo que é um desígnio e que está na essência do ser português, bem cimentada localmente na tradição marítima de Alcochete".

Passeios no Bote Leão prometem um sunset diferente
"Este verão queremos que conheça o fantástico pôr do sol de Alcochete, tantas vezes fotografado", a bordo do Bote Leão, a embarcação tradicional propriedade do Município de Alcochete.
"Queremos vê-lo a bordo para uma viagem descontraída e com animação garantida por diferentes agentes locais: Paparocas Bar, Pikolé, Alcach Bar e Riskbar", refere a autarquia.
O arranque acontece já no próximo dia 21 de Junho, com o Tiki Sunset, pelo Paparocas Bar, segue-se a Gin Summer Party, pelo Picolé, no dia 20 de Julho, no último dia de Agosto a festa é brasileira com o Alcach Bar e esta sequência de sunsets on board termina com uma festa havaiana pelo Riskbar.
Os vouchers podem ser adquiridos no Posto de Turismo e nos bares aderentes.
Programação
Data: 21 de junho
Horário: 18h00 às 20h00
Festa temática: Tiki Sunset (Cocktails)
Parceiro: Paparocas Bar

Data: 20 de julho
Horário: 18h00 às 20h00
Festa temática: Gin Summer Party (Gins)
Parceiro: Pikolé

Data: 31 de agosto
Horário: 18h00 às 20h00
Festa temática: Festa Brasileira (Caipirinhas)
Parceiro: Alcach Bar

Data: 21 de setembro

Horário: 18h00 às 20h00
Festa temática: Festa Havaiana (Sangrias)
Parceiro: Riskbar

Agência de Notícias com Câmara de Alcochete 
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Governo avança com nova prisão em Canha, no Montijo

Nova cadeia terá capacidade para 600 a 800 reclusos

A secretária de Estado Adjunta e da Justiça revelou, esta terça-feira,  que o novo estabelecimento prisional no Montijo, em Canha, terá uma capacidade para 600 a 800 reclusos, num investimento entre 40 a 50 milhões de euros. “Neste momento está a decorrer a aquisição do terreno, na Herdade Gil Vaz, que vamos conceder ao Ministério da Justiça um direito de superfície e penso que ainda este ano é lançado o procedimento para a construção do projeto de arquitetura e de especialidade”, revelou Helena Mesquita Ribeiro, em declarações aos jornalistas. A governante falava após a inauguração de um ginásio e dois quartos de visitas íntimas no Estabelecimento Prisional do Montijo, onde adiantou que o estudo dos projetos da nova prisão do Montijo e também de Ponta Delgada, nos Açores, serão apresentados no próximo dia 3 de Julho, numa sessão pública.
Montijo vai ter nova cadeia 

A atual prisão do Montijo tem capacidade para cerca de 190 reclusos, enquanto o novo equipamento terá “entre 600 a 800”, segundo Helena Mesquita Ribeiro, implicando um investimento na ordem dos 40 a 50 milhões de euros.
A secretária de Estado adiantou ainda que todo o processo da prisão do Montijo decorrerá em simultâneo com a de Ponta Delgada.
De acordo com Helena Mesquita Ribeiro, a Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa foi a entidade contratada pelo Ministério da Justiça para efetuar os estudos prévios, o que “antecede a contratação dos projetos”.
A Secretária de Estado Adjunta e da Justiça defendeu o aumento do tempo de contato telefónico dos reclusos com os familiares, não só como forma de reinserção social, mas também para atenuar o tráfico de telemóveis nas prisões.
"Ao nível dos contactos temos que fazer algumas modificações e estamos a trabalhar nesse sentido, não só aumentar o tempo de que os reclusos dispõem para poder falar com as suas famílias, como também terem acesso a mais mecanismos que lhes permita contactar com o exterior. Obviamente só poderão contactar com certas e determinadas pessoas, mas isso é muito importante para a reinserção social", afirmou Helena Mesquita Ribeiro.
"Dar a possibilidade a quem está privado de liberdade de falar com a sua família é muito importante para a saúde mental, para as pessoas que têm saudades, precisam de desabafar, há pessoas com vários filhos, têm mulher e precisam de tempo e dessa possibilidade", explicou.
Além disso, na visão da secretária de Estado, também poderá ajudar a "atenuar" a entrada de telemóveis nas prisões.
"O que nós queremos sobretudo é ajudar quem cá está [na prisão] a ter uma maior facilidade em comunicar com os seus parentes, mas obviamente que também terá esse reflexo, irá diminuir [o tráfico de telemóveis] e há estudos internacionais, nomeadamente em França, em que os resultados foram positivos. Agora erradicar, claro que não vai erradicar", mencionou.

Aumento do tempo de contacto telefónico dos reclusos
Segundo o diretor-geral da Reinserção e Serviços Prisionais, Rómulo Augusto Mateus, estudos internacionais revelam que "cerca de 95 por cento dos reclusos querem o telemóvel para falar com a família" e que, nos países onde foram aumentados os telefones, "o tráfico de telemóveis caiu a pique" e a tensão entre reclusos e guardas prisionais "ficou bastante diminuída".
"Chegou-se à conclusão que facilitar a comunicação regular do recluso com o seu familiar fortalece os laços sociais do recluso, salvaguarda os laços de inclusão com a sociedade e, portanto, tudo o que é bom para a reinserção, é bom para a sociedade", defendeu.
Segundo o responsável, o código de execução de penas "foi escrito há dez anos" e é preciso uma "alteração do paradigma", tendo já proposto ao Ministério da Justiça o aumento da duração de chamada, que neste momento se restringe a uma ligação por dia, durante cinco minutos.
Tendo em conta o caso da prisão que estava a visitar, em que apenas existem dois telefones, Rómulo Augusto Mateus frisou que "é amplamente insuficiente", tendo já ordenado "a instalação de mais 172 telefones das alas comuns dos estabelecimentos prisionais" em todo o país.
Quando questionado sobre os inibidores de comunicações, o diretor-geral avançou que vão lançar este ano dois projetos pilotos onde esta opção será testada, contudo, advertiu que "não é uma solução tecnicamente inócua, que tem muitas dificuldades".

Cadeia do Montijo melhora visita intimas  
Além de um ginásio, nesta visita foram inaugurados dois quartos de visitas íntimas que foram requalificados nos últimos cinco meses pelos prisioneiros, o que levou Rómulo Augusto Mateus a lembrar que os reclusos em prisão preventiva não têm direito a esta opção, equacionando uma proposta de alteração à lei das visitas.
"Penso que é uma solução que temos de olhar para elas. Não vejo obstáculos para que avance", referiu.
Também a secretária de Estado da Justiça mostrou alguma abertura em relação a esta medida: "porque não, se estão privados de liberdade mesmo enquanto estão em sistema de prisão preventiva e ainda por cima nem sequer estão condenados, portanto, quanto mais possibilidades tivermos de lhes garantir uma vida o mais próximo daquilo que tinham cá fora, tanto melhor porque até podem ser absolvidos. Não vejo nenhum obstáculo, vejo com bons olhos", concluiu.

Agência de Notícias com Lusa 
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Suecos burlaram empresas a partir de Setúbal

Casal conseguiu enganar empresas de todo o mundo e desviaram milhões 

Há cerca de dois anos, um casal sueco, procurado no país natal por burlas informáticas, instalaram-se em Setúbal, onde continuaram a praticar os crimes. Michel M., de 38 anos, e Malicka N., de 28, acabaram por ser detidos pela PJ, no ano passado, encontrando-se atualmente em prisão preventiva. De acordo com Jornal de Notícias, Michel e Malicka foram agora acusados pelo Ministério Público de burla, branqueamento e acesso indevido depois de terem conseguido enganar empresas de todo o mundo com roubos de emails, levando-as a fazer transferências bancárias, na ordem de 1,7 milhões de euros. Muitas transferências foram bloqueadas pelos bancos, por suspeitas de origem fraudulenta do dinheiro, mas o casal ainda recebeu 645 mil euros e embolsou 300 mil.
Casal operava a partir de Setúbal 

Um casal de suecos burlou várias empresas multinacionais com um esquema de roubo de emails praticado a partir de Setúbal. Estas empresas chegaram a transferir 1,7 milhões de euros até à detenção do casal.
Michel M., de 38 anos, e Malicka N., de 28 anos, mudaram-se para Portugal em 2017 quando já eram procurados na Suécia por burlas informáticas, conforme o que reporta o Jornal de Notícias.
Instalado em Setúbal, o casal prosseguiu com o esquema fraudulento, conseguindo entrar no sistema informático de diversas empresas multinacionais. Desta forma, tinham acesso aos emails das empresas e identificavam dívidas a terceiros.
"Quando o sistema bancário começou a travar as transferências, os arguidos procuraram pessoas com dificuldades económicas da zona de Setúbal, que abriram dezenas de contas para servirem de ‘mulas’ financeiras", as quais irão agora responder por recetação, conta o mesmo diário.
Numa das vezes, refere o jornal, imediatamente após ter recebido uma transferência de 94 mil euros de uma empresa norte-americana, o casal foi ao casino de Tróia, onde comprou 50 mil euros em fichas de jogo.
O jornal conta, também, que, em Novembro de 2017, o casal sueco conseguiu aceder aos emails da multinacional Miele e levaram duas empresas devedores da firma de eletrodomésticos a fazer-lhes uma transferência de 60 mil euros.
Qual era o "modus operandi"? Simples: com o chamado "phishing", o casal conseguia entrar em caixas de correio eletrónico de empresas, acedia à correspondência comercial e identificava firmas a quem a companhia pirateada devia dinheiro.
Depois, fazendo-se passar pela empresa credora, enviavam emails aos devedores, com o número de conta que controlava, para que estes transferissem o dinheiro em dívida.
Ao todo, cerca de 20 empresas caíram na burla transferindo verbas da ordem dos 1,7 milhões de euros para contas do casal. Muitos destes milhões acabaram bloqueados por suspeitas do sistema bancário. Mas o casal conseguiu amealhar 300 mil euros até ser detido em 2018.
Os dois suecos estão, actualmente, em prisão preventiva, acusados dos crimes de burla, branqueamento de capitais e acesso indevido.
Há ainda outros oito arguidos no processo que estão acusados de serem “mulas financeiras” do casal. Michel é alvo de um mandado de detenção europeu emitido pela Suécia.
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Festival de Teatro de Almada de 4 a 18 de Julho

A magia de Robert Wilson no maior festival do distrito

O 36.º Festival de Teatro de Almada vai homenagear o encenador Carlos Avilez, numa edição que, entre 4 e 18 de Julho, vai acolher 38 espetáculos, incluindo o regresso ao palco de Maria de Medeiros, anunciou a organização.  “Mary Disse o Que Disse”, com encenação de Robert Wilson, é um dos destaques da edição deste ano do Festival de Almada.  Num festival com uma já habitual intensa presença internacional, Almada vai também assistir às estreias de uma adaptação pela companhia de teatro residente de “Se é Isto um Homem”, de Primo Levi, com encenação de Rogério de Carvalho e interpretação de Cláudio da Silva, bem como de “O Sonho”, de Strindberg, encenado por Carlos Avilez e apresentado pelo Teatro Experimental de Cascais.
Maria de Medeiros vive um amor impossível 

A atriz portuguesa Maria de Medeiros vai partilhar o palco do Teatro Municipal Joaquim Benite com Bulle Ogier (que entrou em filmes como “O Charme Discreto da Burguesia”, de Buñuel, e protagonizou “L’Amour Fou”, de Jacques Rivette) nos dias 7 e 8 de Julho em “Un Amour Impossible”, que parte do romance de Christine Angot, numa encenação de Célie Pauthe que se estreou em Paris em 2017.
Para além das já anunciadas presenças do encenador Robert Wilson e da atriz Isabelle Huppert em “Mary Disse o Que Disse”, de Darryl Pinckney, o Festival de Almada vai receber a estreia nacional de “Macbettu”, encenado por Alessandro Serra, “um ‘Macbeth’ em língua sarda”, como descreve a organização em comunicado, realçando que a peça foi classificada como espetáculo do ano de 2017 pela Associação Nacional de Críticos de Teatro em Itália.
“No futuro, quando olharmos para trás, 2019 será ‘o ano em que veio o Robert Wilson e a Isabelle Huppert’. E, de facto, graças ao esforço conjunto com o Centro Cultural de Belém, o Festival de Almada recupera nesta edição uma das suas características mais distintivas”, sublinha o diretor artístico do festival, Rodrigo Francisco, na mensagem de abertura do programa, referindo-se à capacidade que o evento detém para atrair nomes sonantes do teatro internacional.

Programa de muita qualidade 
O festival vai abrir no dia 4 de Julho, na Escola D. António da Costa, com “A Boda”, de Bertolt Brecht, encenado por Ricardo Aibéo, seguindo-se, nos dias 5, 6 e 7, na Incrível Almadense, “Provisional Figures”, projeto de Marco Martins com não-atores de Great Yarmouth, no Reino Unido.
Também a partir de dia 5, o Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa, vai receber “As Três Sozinhas”, de Anabela Almeida, Cláudia Gaiolas e Sílvia Filipe.
Ao longo da programação são múltiplas as presenças da língua castelhana, começando com “La Partida”, de Vero Cendoya, um espetáculo de rua coreográfico para cinco bailarinas, cinco jogadores de futebol e um árbitro a partir de textos de Eduardo Galeano, que vai ter lugar na Praça São João Baptista, igualmente no segundo dia de festival.
Rafael Álvarez encena “Esquilo, Nacimiento y Muerte de la Tragedia”, enquanto a companhia T4, de Buenos Aires, leva ao palco “Un Poyo Rojo”, havendo ainda espaço para a também argentina “País Clandestino”, de Maëlle Poésy e Jorge Eiro.
O Théâtre de Nîmes, de França, leva à Escola D. António da Costa “Franito”, “uma revisitação brilhante do flamenco” encenada por Patrice Thibaud, enquanto a companhia Non Nova, de Nantes, apresenta “Saison Sèche”, peça estreada no Festival de Avignon do ano passado com encenação e dramaturgia de Phia Ménard e Jean-Luc Beaujault.
Por seu lado, as companhias 1er Temps, de Dakar, e ABC, de Paris, levam a Almada “De Quoi Sommes Nous Faits?!”, uma proposta coreográfica para quatro intérpretes de Andréya Ouamba com encenação de Catherine Boskowitz.
O espetáculo de honra deste ano – escolhido pelo público da edição anterior para que se repetisse em 2019 - cabe a “Dr. Nest”, da alemã Familie Flöz, e vai ser levado à cena no dia 14, no palco grande da Escola D. António da Costa.
O festival vai também receber concertos, uma noite para crianças na esplanada da Escola D. António da Costa no dia 9 de Julho, cursos de formação, exposições e debates.
As assinaturas do festival custam 75 euros, enquanto os preços dos bilhetes para os espetáculos individuais variam consoante a sala em Almada, Lisboa e Cascais.

Agência de Notícias com Lusa 
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Quinta do Freixo ganha parque lúdico em Setúbal

Contributo para a melhoria da qualidade de vida do bairro 

A Quinta do Freixo, na União de Freguesias de Setúbal, conta desde o dia 15 de Junho com um parque lúdico requalificado, que integra no mesmo espaço de lazer vários equipamentos destinados à prática desportiva de toda a população. A obra realizada na Praceta da Quinta do Freixo, concretamente na Rua Damão, junto da urbanização anexa ao Centro Comercial do Bonfim, resulta de um esforço da União de Freguesias de Setúbal, com o apoio da Câmara Municipal. Na inauguração do espaço, a presidente da Câmara Municipal felicitou o presidente da União das Freguesias de Setúbal, Rui Canas, por “evidenciar nesta obra o que é trabalhar para a população”. O investimento foi de 56 mil euros. 
Novo parque foi inaugurada no sábado 

Segundo Maria das Dores Meira, a execução desta infraestrutura é um exemplo do trabalho permanente desenvolvido pelas juntas de freguesia de Setúbal e Azeitão em prol da qualificação e da criação de mais e melhores condições de vida para os munícipes.
“Estamos nós, os autarcas deste concelho, a cumprir a missão para a qual os nossos concidadãos nos escolheram. Este parque constitui um importante fator de qualificação deste bairro, além de responder à aspiração das pessoas que aqui vivem”, sublinhou.
A nova área de lazer da Quinta do Freixo é composta por vários equipamentos, destinados ao público de várias idades, como um parque infantil e uma zona de ginástica geriátrica, para estímulo da prática de atividade física e promoção de um estilo de vida saudável.
Durante a manhã de sábado, o recinto encheu-se de crianças, que se apressaram a experimentar os baloiços e os escorregas, disponíveis no espaço infantil pintado com as cores da União das Freguesias de Setúbal.
A assinalar a data, houve ainda momentos de animação com música e pinturas faciais, promovidas pelo Mundo da Zingarela.
“A transformação positiva que estamos a operar na nossa cidade é uma obra cuja complexidade resulta de pesadas heranças e erros cometidos no passado. É fácil concluir que está em curso uma revolução transformadora, que deixará marcas no desenvolvimento futuro de Setúbal”, afirmou a autarca.
O espaço recuperado da Quinta do Freixo, construído pela União das Freguesias com o apoio da autarquia, numa obra com investimento de 56 mil euros, é destinado ao uso de toda a população.
Para Rui Canas, esta intervenção “feita de braço dado” com o município “é a segunda maior obra” desenvolvida pela União das Freguesias de Setúbal, depois da concretização do projeto de reabilitação do Mercado do Rio Azul.
“A missão dos autarcas é a de fazer com que os munícipes sejam pessoas felizes e este parque é um contributo para a melhoria da qualidade de vida dos milhares de habitantes deste bairro. Cumprimos mais um compromisso”, confirmou o presidente da União das Freguesias de Setúbal.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 
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Voluntários levam música ao hospital de Santiago do Cacém

Doentes com cancro do Litoral Alentejano com direito a música ao vivo

Um grupo de voluntários tem levado a cabo a iniciativa “Música no Hospital” no serviço de oncologia e sala de quimioterapia do Hospital do Litoral Alentejano, em Santiago do Cacém. Esta iniciativa é dirigida tanto a doentes oncológicos como aos seus familiares e profissionais que lhes prestam cuidados de saúde no dia-a-dia. "O objetivo deste projeto é tornar, a todos, mais leve a sua passagem ou permanência na sala de tratamentos de quimioterapia do hospital", diz o grupo. 
Música agrada a quem faz tratamento


"O que distingue esta iniciativa de outras do mesmo género é o facto de esta oferecer sessões musicais mensais, não se tratando apenas de sessões ocasionais, mas de uma preparação e programação anual das mesmas, envolvendo artistas residentes nos vários concelhos do litoral alentejano", conta o grupo de voluntários.
Não são por enquanto conhecidos projetos deste género, com o mesmo tipo de organização e programação, em mais nenhum hospital público no país, existindo apenas, por exemplo, em hospitais no Uruguai, Brasil ou Espanha.
As sessões têm envolvido vários géneros musicais, desde concertos de harpa, violino, guitarra, acordeão, música tradicional portuguesa, blues, entre outros.
As sessões de “Música no Hospital” irão prosseguir, em princípio, também durante "o ano de 2020, incluindo mais intérpretes e géneros musicais no programa, de modo a ir ao encontro das preferências de todas as pessoas", referem os voluntários.

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Ribeira da Salgueirinha requalificada em Pinhal Novo

Empreitada de 2,5 milhões regula a linha de água e chega com 40 anos de atraso 

A cerimónia de lançamento da primeira pedra da empreitada de Regularização da Ribeira da Salgueirinha – troço de Pinhal Novo, assinalou simbolicamente, o arranque de uma obra há muito desejada e que vem resolver problemas ambientais e contribuir para melhorar a qualidade de vida da população.  O secretário de Estado do Ambiente apadrinhou o inicio da obra.  “Não tínhamos a ideia de quanto importante era esta requalificação” começou por referir João Ataíde, em resposta à intervenção comovida do presidente da Câmara de Palmela. Álvaro Amaro apresentou a colocação da primeira pedra como “o final de uma batalha” de uma “guerra que ainda tem muitos dias de luta pela frente”, referindo ao prazo de execução da empreitada, que é de 510 dias. O Secretário de Estado do Ambiente destacou “a intervenção de extrema relevância”, e sublinhou “a exigência do Fundo Ambiental na verificação dos seus propósitos e de certeza” para concluir que se a obra foi aprovada é por revelar “mérito”.
Obra já foi lançada em Pinhal Novo 

Dá-se, assim, início a cerca de dois anos de obra, abrangendo uma extensão de cinco quilómetros, entre a zona de confluência da Ribeira do Alecrim e a Barragem da Brejoeira. A empreitada tem o valor de  dois milhões 556 mil euros, os trabalhos são comparticipados em 85 por cento pelo Fundo Ambiental (Agência Portuguesa do Ambiente), cabendo o restante ao município, que assumiu também a responsabilidade do desenvolvimento do processo.
Esta intervenção tem três objetivos principais: "prevenir inundações na vila de Pinhal Novo e na respetiva bacia hidrográfica, repor as condições naturais de drenagem pluvial e potenciar a requalificação da paisagem. Além da regularização do leito, limpeza e desobstrução, a empreitada inclui a substituição de 11 atravessamentos hidráulicos (dois deles sob a linha férrea), uma passagem hidráulica sob a EN 252 e dois troços cobertos", explica a Câmara de Palmela. 
O presidente da Câmara Municipal avançou que, com este compromisso em andamento, "o município está já a trabalhar na criação de condições para a utilização regrada do corredor verde que se estende ao longo da Ribeira, transformando-o num grande Parque Verde Urbano de Pinhal Novo, para usufruto da população".

"Concretização de um sonho antigo" 
Álvaro Amaro sublinhou, com emoção, que este é um "momento marcante e simbólico da nossa vida local". Após "cerca de quatro décadas de problemas, contrariedades e muita luta e resiliência", o avanço da obra representa a "concretização de um sonho antigo, que muitos duvidaram que pudesse chegar, algum dia, a bom porto". 
No entanto, lembrou que "este é o final de uma batalha, mas sabemos que a guerra ainda tem muitos dias de luta pela frente", apelando à compreensão da população face aos constrangimentos que esta intervenção complexa vai, necessariamente, causar, com a certeza de que o resultado final vai trazer melhores condições para todos
"É com muita satisfação e alegria que estou aqui a partilhar convosco este momento", declarou o Secretário de Estado do Ambiente, reconhecendo que esta é "uma intervenção de extrema relevância". João Ataíde lembrou que "o Fundo Ambiental é extremamente exigente na verificação dos seus propósitos e de certeza que, ao reconhecer mérito a esta candidatura, é porque tem grande impacto".
O arranque da obra de Regularização da Ribeira da Salgueirinha foi assinalado na semana em que se comemorava o Dia Mundial do Ambiente (5 de Junho) e em que o município apresentou a nova campanha de comunicação para a área do ambiente, intitulada “Município Palmela Inspira Ambiente”.

Obra resulta de processo complexo
Os trabalhos integram a substituição de onze atravessamentos (dois sob a linha de caminho de ferro), a substituição de dois troços cobertos, a regularização do leito e limpeza e desobstrução da ribeira.
A regularização da Ribeira da Salgueirinha "concilia as dimensões ambiental, rural e urbana da freguesia de Pinhal Novo, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida da população, para o desenvolvimento socioeconómico local e para a requalificação da paisagem", sublinha a Câmara de Palmela. 
O contrato de financiamento do projeto, recorde-se, foi celebrado entre as duas entidades em Março de 2017 e a adjudicação da empreitada foi aprovada em Novembro de 2018, cujo início ficou, então, pendente do visto do Tribunal de Contas, que só agora, no final do passado mês de Maio, chegou.

Uma obra reclamada há 40 anos
Trata-se de um investimento reclamado há vários anos pelos pinhalnovenses e discutido ao longo dos vários mandatos dos executivos de Palmela com os diversos governos que tomaram conta dos destinos do país.
Para trás, em mais de 40 anos de avanços e recuos, ficaram cheiros nauseabundos, desvios de trânsito, estradas submersas, inundações em quintais, campos e até em habitações. 
A solução que agora avança começou a ser construída desde que o município procurou, em particular, a partir de 2013 (e apesar de esta não ser uma competência sua), um caminho propositivo, uma estratégia de negociação e partilha de responsabilidades, tendo encontrado, do outro lado, os interlocutores certos. A oportunidade surgiu em 2014, por via do Fundo de Proteção de Recursos Hídricos da Agência Portuguesa do Ambiente (hoje denominado Fundo Ambiental).
A execução do projeto e a aprovação pelas várias entidades intervenientes arrancaram em 2015 e deram início a uma nova fase do desenrolar deste processo complexo, que implicou negociações com os proprietários dos terrenos que a Ribeira atravessa, alteração da REN e do PDM, iniciada em 2015, mas só concluída, por via da aprovação pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo, em Janeiro deste ano.
Paralelamente, e após a celebração do Contrato de Financiamento entre a Câmara de Palmela o e o Estado Português, em Março de 2017, foi lançado, em Novembro desse ano, concurso limitado por prévia qualificação, seguindo-se uma sequência de concursos que ficaram desertos. 
O município decidiu, em Outubro do ano passado, a abertura de um ajuste direto, com adjudicação da empreitada a 7 de Novembro. Desde então, aguardava o visto do Tribunal de Contas, que só chegou no final de Maio, após publicação da portaria de extensão de encargos.

Agência de Notícias com Câmara de Palmela 
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Acessos às praias da Arrábida condicionados até Setembro

Estradas da serra voltam a estar cortadas ao trânsito este verão 

O acesso às praias da Arrábida está condicionado deste 15 de Junho até ao dia 15 de Setembro, de modo a evitar os congestionamentos de trânsito provocados pelo estacionamento desordenado. A medida foi aprovada pela Câmara de Setúbal pelo segundo ano consecutivo, no âmbito da Estratégia Municipal para a Mobilidade Acessível, Segura e Sustentável para Todos nas Zonas Balneares de Setúbal. O documento prevê um conjunto de restrições à circulação automóvel e uma aposta no acesso às praias da Arrábida através de transportes públicos. Segundo o plano, logo que esteja esgotada a capacidade de estacionamento junto às praias, o acesso de veículos estará condicionado entre a praia da Figueirinha e o Creiro. Com esta restrição, apenas é permitida a passagem de residentes, transportes públicos e veículos de emergência em caso de acidente ou de um incêndio na serra da Arrábida.
Setúbal quer estradas da Arrábida sem carros 

Pelo segundo ano consecutivo, os eleitos da CDU aprovaram na reunião de câmara a “Estratégia Municipal para a Mobilidade Acessível, Segura e Sustentável para Todos nas Zonas Balneares de Setúbal”, que prevê um conjunto de restrições à circulação automóvel e uma aposta no acesso às praias da Arrábida através dos transportes públicos.
O objetivo é evitar os "congestionamentos de trânsito provocados pelo estacionamento desordenado, de forma a permitir a circulação de viaturas de emergência em caso de acidente ou de um incêndio na serra da Arrábida, que poderia colocar em risco a vida de milhares de veraneantes", sublinha a autarquia sadina.
Assim, até 15 de Setembro, a exemplo do que já aconteceu na última época balnear, logo que esteja esgotada a capacidade de estacionamento junto às praias, está prevista a proibição de circulação de viaturas particulares entre a praia da Figueirinha e o Creiro, sendo apenas permitida a passagem de transportes públicos, veículos de emergência e residentes.
PS e PSD votaram contra a proposta e a vereadora socialista Teresa Andrade acusou mesmo a maioria CDU na autarquia sadina de ter aprovado uma medida “paternalista” que afasta os setubalenses das praias da região.
"Acho que se transitou de uma solução em que não havia qualquer tipo de regulamentação, e as pessoas estacionavam à vontade, para uma situação extremada, em que se proíbem as pessoas de terem liberdade de acederem às praias como bem entendem", disse.
Na opinião de Teresa Andrade, “nem sequer se deu a possibilidade de as pessoas terem um meio-termo, em que pudessem pagar algum acesso mais limitado à praia”.
“Partiu-se do pressuposto de que as pessoas não são capazes de aceder à praia de uma forma civilizada. Isto é paternalismo", defendeu.

TST garante autocarros de 20 em 20 minutos
O vice-presidente da Câmara de Setúbal, Manuel Pisco, contesta os argumentos da vereadora socialista, referindo que o estacionamento numa das bermas da estrada de acesso às praias, como defendeu a vereadora socialista, "iria dificultar, ou mesmo impedir, a passagem dos autocarros e de veículos prioritários ou de socorro".
"Essa experiência está feita, esses argumentos são pretextos para dizer que não, para votar contra, quando a população, as entidades públicas e os técnicos já reconheceram que esta solução, já implementada no passado, foi uma boa solução. E o ano passado não houve quebra do número de utentes nas praias", afirmou Manuel Pisco.
Confrontado com outra crítica do PS, partilhada igualmente por alguns setubalenses, de que, por vezes, há uma demora excessiva no transporte dos utentes das praias no regresso a Setúbal, Manuel Pisco admitiu alguns casos, mas garantiu que a autarquia e o operador de transportes públicos (TST - Transportes Sul do Tejo) têm estado a dialogar no sentido de melhorar a prestação do serviço.
"É uma questão de frequência das carreiras, de fazer os desdobramentos necessários. O operador de transportes, [que] vai ter o pagamento por utente transportado - não é por quilómetro -, vai querer transportar o maior número de pessoas", acrescentou.
"O ano passado houve alguns dias em que isso aconteceu, houve alguma espera, mas não foi sempre assim. Os autocarros são de 20 em 20 minutos. Se, por vezes, as pessoas tiverem de esperar até 30 minutos, não é demais. A partir daí será um exagero. É preciso ter cuidado para ter uma frequência de carreiras para que as pessoas não tenham de esperar muito tempo", adiantou o vereador comunista.
Manuel Pisco garantiu ainda que os TST também estão empenhados em melhorar este aspeto, para além da garantia de que não ficará ninguém nas praias devido à falta de transporte.
O autarca lembrou ainda que, este ano, os detentores dos novos passes sociais, municipais ou metropolitanos, poderão utilizar os transportes públicos para as parais da Arrábida sem qualquer encargo adicional.

Agência de Notícias 
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Faltam autocarros na Moita, Montijo e Alcochete

Socialistas querem reforço das carreiras dos TST  na ligação a Lisboa 

Os deputados socialistas eleitos pelo círculo de Setúbal acompanharam algumas das carreiras dos TST, durante a passada semana, com especial incidência na Moita, Lançada e na estação do Oriente [em Lisboa] nos circuitos com destino a Alcochete, Montijo e Moita. O objetivo, dizem, foi “averiguar no terreno a qualidade do serviço prestado aos utentes”, tendo em conta as mensagens que lhes chegaram sobre o serviço prestado pela operadora de transportes públicos. Horários que não respondem às horas de ponta, autocarros que antecipam as partidas e circulação ‘empastelada” na Gare do Oriente, foram alguns problemas que os eleitos do PS apontaram no seu caderno de questões para ajudar a redesenhar a circulação de carreiras dos TST no distrito. 
Socialistas atentos às carreiras da TST 

Este acompanhamento cumpre também a disponibilidade que os deputados dizem ter manifestado ao presidente do Conselho Metropolitano e à Comissão Executiva da Área Metropolitana de Lisboa AML), para ajudar a desenhar o “reajustamento das carreiras da TST que, com a introdução do novo sistema tarifário – passe Navegante –, começou a ter uma procura acrescida.
A comitiva coordenada por Eurídice Pereira, acompanhada pelos autarcas Carlos Albino e Paula Póvoas, e ainda por Emanuel Costa, secretário da Comissão Executiva da AML, concluiu que os problemas existentes em horas de ponta na Gare do Oriente, entre as 17h30 e as 20h30, “podem resumir-se a que a cadência até às 19h30, ocorra de 10 em 10 minutos, havendo horários onde deva ser feito reforço por forma a evitar esperas de 20 a 30 minutos sempre que as filas se adensam”.
E quando em dias de chuva e vento, “o local de espera é claramente desconfortável pelo que só a resposta adequada quanto à frequências dos autocarros melhorará a situação. Portanto, é notória a necessidade de reforço”, contam os deputados do PS.
A isto acrescentam que “entre as 19h30 e as 20h30 o problema coloca-se com o intervalo de 40 minutos de cadência. Ou seja, o número de utentes é superior à capacidade dos autocarros disponíveis. Há que haver mais resposta entre as 19h30 e as 20h30”.

Carência de autocarros no concelho da Moita 
Uma das carreiras que acompanharam foi a 333, que faz o circuito entre Vale da Amoreira e a Gare do Oriente, e que recentemente foi reforçada devido ao aumento de procura devido ao novo passe. “Observámos uma melhoria, mas é necessário afinar frequências e apurar um período de hora de ponta mais alargado”.
Para os deputados é ainda necessário “garantir a pontualidade dos autocarros” e “partidas antes do horário”, isto em vários circuitos. Mais ainda, consideram necessário reajustar o estacionamento e partidas dos autocarros na Gare do Oriente para que estes “não se empatarem”.
Na procura de melhores soluções para o serviço de transporte rodoviário público, diz Eurídice Pereira que esta iniciativa pretende “saber qual o resultado da avaliação recente relativamente à procura do autocarro 333, e quais as respostas necessárias da AML”. 
Outro plano que pretende apurar é se a avaliação feita pela AML “coincide com o apuramento dos deputados”, bem como “qual é o plano da AML relativamente à cadência do autocarro e respetivos horários, na ida para Lisboa e volta para o concelho da Moita”.

Agência de Notícias
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Bebé de 15 meses espancado na Cova da Piedade

Mãe acusa ama de bater no filho bebé. Hospital confirma agressão 

Quando o bebé de 15 meses deu entrada no Hospital Garcia de Orta, em Almada, pelas mãos da mãe, foi de imediato analisado e os médicos não hesitaram em apontar uma agressão como causa para os hematomas que o menino tinha na cara, nas costas, nas nádegas e nos braços. A mãe acusa uma ama, de 23 anos e da zona da Cova da Piedade, como a agressora. O caso foi comunicado à PSP de Almada. O relatório do hospital já foi entregue à polícia e refere "agressão", sendo que as autoridades vão agora investigar em que circunstâncias decorreram as agressões.
Garcia de Orta confirma agressão 

A revolta de Tatiana Rodrigues é notória nas redes sociais. Na passada sexta-feira, deixou o filho, um bebé de 15 meses, numa ama da Cova da Piedade, em Almada, durante algumas horas. Quando o foi buscar, o menino tinha “a cara cheia de hematomas e os olhos negros”.
"Deixei o meu filho lá pelas 12 horas e fui buscá-lo pelas 18h20 de sexta-feira. Quando entrei, vi-o sentado no sofá a comer uma bolacha. Só depois reparei que a cara dele estava cheia de creme, toda vermelha, e a ama disse para não me preocupar. Justificou-se dizendo que ele tinha feito uma grande birra e que caiu várias vezes", explicou a mãe do bebé ao Correio da Manhã.
A mesma publicação refere que a alegada agressão foi desvendada já em casa. "Despi-o e vi que tinha as costas e o rabo todos negros. Até sangue pisado tinha dentro da orelha. No hospital disseram-se que terá sido de um puxão de orelhas".
Tatiana dirigiu-se de imediato para o Hospital Garcia de Orta. Nessa unidade hospitalar,  em Almada, o bebé foi examinado por médicos que no relatório entregue à mãe, para esta poder apresentar queixa nas autoridades, apontaram uma “agressão” como causa dos hematomas.
No Facebook, Tatiana Rodrigues conta que o caso já foi comunicado às autoridades e garante que vai levar a ama a tribunal.
Na mesma publicação onde revela o caso, a jovem partilha fotos da ama, que cuida de outras crianças, o relatório médico e fotos dos hematomas do menino. “Este é o meu filho que tem apenas 15 meses e foi brutalmente espancado por este monstro”.
Entretanto, Tatiana Rodrigues partilhou, também nas redes sociais, conversas com outras mães que deixavam os filhos ao cuidado da mesma ama. Uma das mulheres chega mesmo a admitir apresentar queixa nas autoridades, depois de partilhar uma foto do filho, onde é possível ver alguns hematomas.
O relatório do hospital já foi entregue à polícia e refere "agressão", sendo que as autoridades vão agora investigar em que circunstâncias decorreram as agressões.

Agência de Notícias
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DJ Merche Romero no Anim’art Montijo este sábado

Cidade com comercio de portas abertas até madrugada 

Música, dança, arte, animação de rua, gastronomia e moda são as actividades que integram a programação do projecto municipal “Anim’art Montijo”, que vai decorrer no próximo sábado, 15 de Junho, na baixa da cidade. A iniciativa, que acontece pelo sexto ano consecutivo, entra pela madrugada dentro e apresenta desta vez como cabeça-de-cartaz a DJ Merche Romero, cuja actuação está marcada para as 23 horas junto à Galeria Municipal. Este ano, uma das novidades é a Rota pela Restauração, na qual participam 14 restaurantes do centro da cidade que, neste dia, têm um prato especial Anim’art no seu menu.
Merche Romero anima a noite do Montijo 

“Como habitualmente, o Anim’art Montijo vai começar com a abertura da exposição “(a)mar, enquanto o barro não dorme” de António Vasconcelos Lapa, às cinco da tarde, na Galeria Municipal do Montijo”, anuncia a Câmara do Montijo, salientando que diversos estabelecimentos comerciais do centro da cidade vão estar abertos até às duas da manhã, participando na ‘Rota pelo Comércio Local’ e “promovendo momentos culturais, artísticos, desportivos ou de simples entretenimento junto às suas portas”.
A partir desta hora e até às duas da madrugada, diversos estabelecimentos comerciais do centro da cidade participam na Rota pelo Comércio Local e estarão abertos pela noite dentro, promovendo momentos culturais, artísticos, desportivos ou de simples entretenimento junto às suas portas.
A animação de rua estará a cargo da Charanga da Rambóia, um grupo constituído por dez elementos com oito instrumentos de sopro e percussão, músicos com experiência na animação de rua, tasquinhas, romarias, procissões, sardinhadas e eventos de caráter social. 
Os Led Flowers, também, vão estar a animar as ruas do eixo central da cidade, numa performance singular e interativa.
Às 18 horas, junto à Galeria Municipal, a Comissão da Baixa do Montijo apresenta um espetáculo musical de humor, poesia e canções, onde os temas principais são o Montijo e as suas gentes, a Baixa e as Festas Populares de São Pedro. 
Os temas são originais, com letras de Ti Maria Albertina e músicas de Maria Marques Jacinto e João Marques Jacinto, com direção musical e acompanhamento à guitarra de Filipe Silva, da Escola de Artes Sinfonias & Eventos.
No mesmo palco junto à Galeria Municipal, a partir das 23 horas, a DJ Merche Romero traz a sua música ao centro da cidade do Montijo.
Este ano, uma das novidades é a Rota pela Restauração, na qual participam 14 restaurantes do centro da cidade que, neste dia, têm um prato especial Anim’art no seu menu.
O Anim’art Montijo é um evento que conquistou montijenses e visitantes, "registando todos os anos a presença de centenas de pessoas", explica a autarquia.  Para além de promover a cultura e a arte locais, o evento "pretende reforçar o papel do comércio local na criação dos seus próprios eventos, valorizando o centro histórico da cidade como local de encontros", sublinha a Câmara do Montijo.

Agência de Notícias
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Sesimbra celebra Santos Populares até 6 de Julho

Marchas populares, bailes, ruas enfeitadas e sardinhas assadas animam concelho 

Até 6 de Julho, Sesimbra festeja os Santos Populares com uma vasta programação que tem como ponto alto o desfile das marchas populares. Os grupos mostram-se à população, nos dias 22 e 28, na Quinta do Conde e, a 23 e 30, em Sesimbra. Os desfiles, que reúnem mais de duas centenas de participantes, serão organizados pelo Centro Comunitário da Quinta do Conde, Grupo Desportivo e Cultural do Conde 2, Grupo Encontra a Esperança, Associação de Pais da Escola Básica Integrada da Quinta do Conde e Catequese da Paróquia de Santiago. As ruas e largos do concelho apresentam-se decorados com criatividade. Animação, música, festa e sardinhadas até meados de Julho. Na Quinta do Conde, de 29 de Junho a 2 de Julho, realiza-se também o Festival do Caracol, que ano após ano tem conquistado mais adeptos.
Já começou a animação dos Santos Populares 

De acordo com a autarquia de Sesimbra, ao longo deste mês,  "a cor, a alegria e o ritmo dos Santos Populares prometem transformar ruas e largos do concelho em espaços de verdadeira criatividade e imaginação".
As ruas ornamentadas são outro dos atrativos do programa. Apesar da tradição já não ser o que era, algumas ruas e largos da vila de Sesimbra, como as ruas Capitão Leitão, Pescadores e António Augusto de Aguiar, os largos da Marinha e José António Pereira, a Associação da Cotovia e o Largo da Junta de Freguesia da Quinta do Conde continuam a manter vivo este costume típico da quadra.
Os ornamentos, que começam a ser preparados "com semanas de antecedência, envolvem centenas de voluntários de todas as idades", diz a Câmara Municipal, salientando que na vila de Sesimbra "há ruas enfeitadas com flores, balões e motivos em papel e outros materiais, que apresentam um tema escolhido, livremente, pelas associações locais ou moradores".
Na Quinta do Conde, o largo da junta de freguesia assume-se como “autêntico arraial popular” e para freguesia do Castelo está reservada animação musical, na Rua Central do Meco, no Largo de Alfarim, na Moagem de Sampaio, “que mais uma vez será dinamizada pelos Saltaricos do Castelo”, e na Associação Cultural e Desportiva da Cotovia.
As freguesias de Santiago e da Quinta do Conde vão, de resto, encher-se de “animação, música, festa e sardinhadas” nos tradicionais festejos populares.
Na Quinta do Conde, de 29 de Junho a 2 de Julho, realiza-se também o Festival do Caracol, que ano após ano tem conquistado mais adeptos.

Museu Marítimo mostra memórias dos Santos  
Este ano, o Museu Marítimo de Sesimbra também é associado às festividades. “No dia 22, sábado, às 21h30, a Rua dos Pescadores, uma das mais genuínas da vila, que há décadas continua a ser enfeitada de acordo com a tradição, recebe a iniciativa Sesimbra, Memória e Identidade desta vez intitulada de Memórias das Ruas Enfeitadas, das Marchas e das Caldeiradas”, destaca o município, acrescentando que no sábado seguinte, na mesma rua, entre as 15 e as 18 horas, tem lugar uma oficina, gratuita e aberta à população em geral. 
Esta oficina permitirá ensinar aos participantes “alguns dos passos para enfeitar e embelezar uma das mais tradicionais ruas da vila de Sesimbra”, que tem como temática ‘Os Pescadores e as Armações’, conclui a autarquia. 

Programa
dia 16 | sexta
21.30h | Sara Pessoa
Local: Largo da Junta de Freguesia da Quinta do Conde

22h | Jorge Espada
Local: Largo da Marinha, Sesimbra

dia 17 | sábado
21.30h | Noélia Costa
Local: Largo da Junta de Freguesia da Quinta do Conde

22h | Jorge Nice
Local: Rua Capitão Leitão, Sesimbra

22h | Jorge Espada
Local: Largo da Marinha, Sesimbra

dia 18 | domingo | 21.30h
Hélder Costa
Local: Largo da Junta de Freguesia da Quinta do Conde

dia 19 | segunda | 21.30h
Ricardo Alcaide
Local: Largo da Junta de Freguesia da Quinta do Conde

dia 20 | terça | 21.30h
Luís Casanova
Local: Largo da Junta de Freguesia da Quinta do Conde

dia 21 | quarta | 21.30h
Paulo Gamito
Local: Largo da Junta de Freguesia da Quinta do Conde

dia 22 | quinta | 21.30h
Vítor Ginga
Local: Largo da Junta de Freguesia da Quinta do Conde

dia 23 | sexta
21.30h | Os ARA
Local: Largo da Junta de Freguesia da Quinta do Conde

22h | Jorge Espada
Local: Largo da Marinha, Sesimbra

dia 24 | sábado
21.30h | Duo Musical JP
Local: Largo da Junta de Freguesia da Quinta do Conde

22h | Jorge Espada
Local: Largo da Marinha, Sesimbra

dia 25 | domingo | 21.30h
Susana Vinagre
Local: Largo da Junta de Freguesia da Quinta do Conde

dia 26 | segunda | 21.30h
Nuno Rupio
Local: Largo da Junta de Freguesia da Quinta do Conde

dia 27 | terça | 21.30h
Luís Rouxinol
Local: Largo da Junta de Freguesia da Quinta do Conde

dia 28 | quarta | 21.30h
César Silva
Local: Largo da Junta de Freguesia da Quinta do Conde

dia 30 | sexta | 22h
Jorge Espada
Local: Largo da Marinha, Sesimbra

Agência de Notícias 
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Munícipes aprovam venda da Braamcamp no Barreiro

Sondagem da autarquia diz que 76,5 por cento aprova venda da Quinta 

A Câmara do Barreiro revelou, esta sexta-feira,  uma sondagem em que 76,5 por cento dos munícipes aprovam a venda da Quinta do Braamcamp, na zona ribeirinha do concelho, onde está prevista a construção de 180 fogos. O imóvel foi adquirido pelo anterior executivo comunista, em 2016, mas no início deste ano a atual autarquia, liderada por Frederico Rosa, anunciou a intenção de venda porque o terreno se encontrava sem utilização e não sabia quando teria verbas disponíveis para o requalificar.Para saber qual a opinião dos cidadãos sobre esta medida, o município solicitou uma sondagem à Aximage, tendo concluído que 76,5 por cento dos entrevistados "concordam com a alienação dos terrenos", enquanto 91,1 por cento "consideram importantes as mudanças previstas" no terreno.
Venda deverá mesmo avançar 

No entanto, em Março, foi constituída a plataforma "A Quinta do Braamcamp é de todos", por um grupo de cidadãos que quer impedir a venda do imóvel e a sua transformação em apartamentos, devido aos riscos ambientais que pode comportar.
Segundo Carla Santos, daquela plataforma, a venda do terreno baseia-se no Plano Diretor Municipal de 1994, que "está completamente desatualizado", prevendo a construção de 180 fogos num local que pode estar "debaixo de água daqui a 100 anos".
Contudo, a autarquia já garantiu que o projeto de requalificação "obriga os compradores a cumprirem o que está previsto para toda a zona".
"Dos 21 hectares de terrenos, 95 por cento serão ocupados por zonas desportivas e espaços verdes, com a edificação de um campo de futebol, zonas de lazer e de desporto náutico. Os restantes cinco por cento serão destinados à construção de habitação", avançou.
Na visão do município, os resultados do estudo vêm comprovar que os inquiridos "acreditam que o projeto é uma mais-valia para o Barreiro e para quem mora no concelho".
"Este é um projeto de extrema importância para a cidade. Aquilo que vier a crescer neste espaço influenciará o futuro coletivo de todos. Aproveitar esta oportunidade, onde temos investidores interessados e exigir condições que possibilitem salvaguardar o interesse dos barreirenses é o objetivo que permitirá devolver, com qualidade, este espaço à população", mencionou o vereador do Planeamento e Gestão Territorial, Rui Braga, no comunicado.
A Quinta do Braamcamp foi fundada por uma família holandesa, com o mesmo nome e tem grande diversidade de flora, o maior moinho de maré do concelho e vestígios de dois palacetes, assim como da antiga fábrica da Sociedade Nacional de Cortiça.

Agência de Notícias com Lusa  
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