Dá um Gosto ao ADN

São Pedro de Marateca anima Águas de Moura

Festas arrancam hoje com o regresso das Marchas Populares 

As Festas de São Pedro da Marateca 2019 decorrem até 30 de Junho, em Águas de Moura, com o envolvimento do tecido associativo local. Mantêm, como imagem de marca, a realização das suas marchas populares, há mais de 25 anos. Após o interregno de um ano, regista-se o regresso da Marcha de São Pedro e mantém-se a apresentação da marcha infantil dos Cenourinhas, num programa com uma forte componente musical a par da tradição religiosa, com a procissão em homenagem aos santo padroeiro da freguesia do concelho de Palmela. Além dos desfiles das marchas, esta noite, o destaque da festa vai para a atuação de Belito Campos, no sábado às 22h30 e para a procissão em honra de São Pedro no domingo às seis da tarde. 
Festas de São Pedro já começaram 

As Festas de São Pedro da Marateca decorrem durante três dias na aldeia de Águas de Moura e envolvem toda a comunidade de uma das localidades mais antigas do concelho de Palmela.
O presidente da Associação de Festas, José Baeta, disse as festas "têm um orçamento de 15 mil euros" e que “a nossa cabeça de cartaz é a Marcha de São Pedro, que regressa após um ano de ausência, mas vamos ter outras novidades, como a zona das tasquinhas, que são da responsabilidade de duas colectividades da freguesia, a Associação de Fernando Pó e Os Leões de Cajados”.
A presidente da União de Freguesias do Poceirão e Marateca, Cecília Sousa, destaca que “as festas assinalam também o Dia da Freguesia de Marateca, que no dia da inauguração realiza-se a sessão solene e no dia 29 de Junho, teremos uma atividade inédita na Fonte Centenária com uma iniciação ao mergulho e na avenida da Liberdade receberemos os Mercadinhos D’A Moura”.
O regresso da Marcha de São Pedro, que se junta à Marcha Infantil dos Cenourinhas é encarado como “a maior referência das festas, que envolve centenas de pessoas e mais de 60 crianças”, mas “há todo um forte dinamismo da comunidade que quer em cada ano fazer as melhores festas de sempre”, diz José Baeta.
A União das Freguesias é o principal patrocinador das festas com um apoio financeiro de quatro mil euros, sete mil de apoio logístico e cedência de 10 pavilhões contabilizados em dois mil euros.
Recorde-se que a Câmara de Palmela atribuiu à organização do evento um apoio financeiro no valor de 3.500 euros, estimando-se, ainda, uma apoio logístico e em transportes de três mil euros.
Para Álvaro Amaro existe “um trabalho empenhado da Associação com um salutar bairrismo para levar, cada vez mais alto, o estandarte da Marateca”. O presidente da Câmara de Palmela lembra que “existe gente empolgada e que faz acontecer esta reafirmação da tradição de um dos lugares mais antigos do concelho de Palmela” O autarca destaca “o aniversário da freguesia em simultâneo com a vitalidade de projectos onde têm estado em destaque os espaços das lojas dos vinhos e de enoturismo, que contribuem para a valorização do território” e anuncia “vamos avançar com o arranjo dos espaços exteriores de Fernando Pó dentro de duas semanas” para dotar a localidade de melhores condições.

Destaques do programa
 O desfile da Marcha Infantil dos Cenourinhas marca o início dos festejos já esta sextas-feira. A noite termina com o desfile e Marcação da Marcha de São Pedro da Marateca. No sábado, dia 29 de Junho, a manhã terá como destaque os Mercadinhos D’ Moura e a iniciação ao Mergulho na Fonte no âmbito das Comemorações do Dia da Freguesia. A noite começa com sardinhada, pão e vinho, seguindo-se a actuação do Rancho Folclórico de Fernando Pó e terminando com o espectáculo de Belito Campos.
A manhã do ´ultimo dia das festas, domingo, começa com o 3º Passeio de Motorizadas, seguindo-se a missa de São Pedro, presidida pelo vigário geral da Diocese de Setúbal, D. José Lobato e à tarde realiza-se a procissão com homenagem ao Santo Padroeiro São Pedro. O presidente da Associação aproveita para fazer um agradecimento especial à Fanfarra dos Bombeiros Voluntários do Montijo, que irá acompanhar a procissão. As festas terminam com os desfiles e marcações da Marcha Infantil dos Cenourinhas e da Marcha de São Pedro de Marateca.

Programa:
Dia 28 de junho | Sexta-feira

19h00 Sessão Solene – Comemorações do Dia da Freguesia de Marateca
Espaço Cultural Multiusos de Águas de Moura
(Org.: União das Freguesias de Poceirão e Marateca)
20h00 Abertura das Festas
Desfile da Marcha Infantil dos Cenourinhas
(Centro Comunitário de Águas de Moura)
21h00 Marcação da Marcha infantil “Os Cenourinhas”
21h30 Baile com Flávio Oliveira
22h30 Desfile e Marcação da Marcha de São Pedro de Marateca
Continuação do Baile com Flávio Oliveira

Dia 29 de junho | Sábado

09h00 Mercadinhos D’A Moura (até às 13h00)
(Org,: Câmara Municipal de Palmela e União das Freguesias de Poceirão e Marateca)
09h00 Iniciação ao Mergulho na Fonte – no âmbito das Comemorações do Dia da Freguesia
(até às 13h00)
(Org.: União das Freguesias de Poceirão e Marateca com o apoio da Palmela Desporto)
TELA – Serenatas Andejas
19h00 Sardinhada, pão e vinho
20h30 Atuação do Rancho Folclórico e Regional de Fernando Pó
21h00 Baile com Luís Rosa
22h30 Espetáculo com Belito Campos
Continuação do Baile

Dia 30 de junho | Domingo
10h00 3.º Passeio de Motorizadas
11h15 Missa de S. Pedro, presidida pelo Reverendo Padre Vigário Geral da Diocese de Setúbal, José Aires Lobato
13h00 Almoço do Passeio de Motorizadas
18h00 Procissão em Homenagem ao Santo Padroeiro S. Pedro
20h00 Baile com João Tendeiro
21h30 Marcação da Marcha infantil “Os Cenourinhas”
22h00 Marcação da Marcha de S. Pedro da Marateca
Continuação do baile com João Tendeiro até às 00h00

Agência de Notícias com Câmara de Palmela 
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Festival Liberdade atrai milhares a Santo André

Mundo Segundo, Sam the Kid, HMB e Karetus no palco principal 

Vila Nova de Santo André, no concelho de Santiago do Cacém, acolhe, entre sexta-feira e domingo, a 7.ª edição do Festival Liberdade, que espera atrair milhares de jovens ao litoral alentejano. O evento, organizado pela Associação de Municípios da Região de Setúbal, em conjunto com a Câmara de Santiago do Cacém, leva pela primeira vez ao litoral alentejano "centenas de iniciativas dinamizadas pela juventude da região" e concertos no palco principal. Mundo Segundo & Sam the Kid, HMB, Karetus, Papillon, Mishlawi e Bispo que atuam nos dois primeiros dias do festival. O último dia é dedicado ao movimento associativo juvenil do distrito de Setúbal.
HMB atuam no Festival da Liberdade 

"Trata-se de um projeto regional, em parceria com o movimento associativo juvenil, que pretende criar espaços de discussão e participação das estruturas juvenis" para "potenciar o envolvimento" dos jovens "na construção do festival", destacaram hoje os promotores.
Este ano, o festival, que teve a sua primeira edição em 1994, tendo sido retomado em 2014, conta com mais um dia de atividades, no recinto do Centro Equestre de Santo André, na cidade de Vila Nova de Santo André, onde estão previstas iniciativas "ligadas às mais diversas expressões", desde a música, dança e o teatro até ao cinema, desporto e artes visuais.
"Vila Nova de Santo André é a cidade mais jovem do país e talvez das mais jovens da Europa, tem a maior percentagem de jovens do Alentejo, é sinónimo de juventude e, por isso, este é o sítio mais apropriado para se realizar o festival", realçou o presidente da Câmara Municipal de Santiago do Cacém, Álvaro Beijinha.
Ao longo dos três dias, os jovens e as estruturas ligadas à juventude do distrito de Setúbal são convidados a participar no evento, dando a conhecer ao público do festival as suas iniciativas nos espaços temáticos montados para o efeito, como a Mostra Associativa, o palco Paz, o palco Igualdade e a Tenda Juventude.
"Queremos promover o desenvolvimento social dos nossos territórios, fortalecendo o movimento associativo e o dinamismo da cidadania, aproximando a juventude e as autarquias, com uma oferta que é única, genuína e diferenciadora de outros festivais que são mais comerciais", explicou Rui Garcia, presidente da Associação de Municípios da Região de Setúbal.
De acordo com a organização, no palco Paz, serão apresentados projetos musicais que se afirmam como novos valores da música nos vários concelhos do distrito de Setúbal, enquanto que, no palco Igualdade, é dada primazia aos músicos a solo, DJ's e MC's.
O recinto recebe ainda a Tenda da Juventude, que acolhe, durante o evento, projetos mais intimistas nas áreas da música e da dança, e o espaço expositivo Arte em Liberdade, com trabalhos realizados por jovens artistas nas áreas da fotografia, desenho, pintura, gravura, ilustração, banda desenhada, instalação e escultura.
Além da demonstração de diversas atividades desportivas, o programa do festival, que tem entrada livre e campismo gratuito, prevê a realização de encontros, debates e animação de rua.
Pelo palco principal da festa, o palco Liberdade, vão passar artistas como Mundo Segundo & Sam the Kid, HMB, Karetus, Papillon, Mishlawi e Bispo que atuam nos dois primeiros dias do festival.
O Festival Liberdade termina, no domingo, com o Encontro do Movimento Associativo, no qual serão apresentados projetos e experiências do movimento associativo juvenil e dos municípios da região e aprovada uma proposta de resolução.

Agência de Notícias com Lusa 
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Palmela requalifica estrada de acesso à Autoeuropa

94 mil euros para renovar a estrada do parque industrial da Autoeuropa 

O presidente da Câmara de Palmela anunciou, esta semana, o lançamento do concurso público para a reparação da estrada de acesso ao Parque Industrial da Autoeuropa, poucas horas depois de um comunicado das comissões de trabalhadores alertar para o problema. Álvaro Amaro lembra que a autarquia está a trabalhar há meses na resolução do problema. O autarca diz que concurso público no valor de 94 mil euros já foi lançado. O autarca lembra que esta estrada, na freguesia da Quinta do Anjo, e que serve o parque industrial, "é muito utilizada e que por ali passam diariamente milhares de veículos, incluindo muitas centenas de veículos pesados, que contribuem para uma degradação acelerada da via". 
Obras de requalificação estão em concurso público 

“Lançámos [segunda-feira passada] o concurso na plataforma dos concursos públicos, no valor de 94 mil euros, acrescidos de IVA”, confirmou à agência Lusa Álvaro Amaro (CDU), assegurando que o município está a trabalhar no sentido de resolver o problema desde há alguns meses.
Segundo o autarca, a Câmara esperava “já ter lançado este concurso público há algum tempo, mas foi necessário avaliar os detritos da sub-base [do pavimento da estrada]”, para aferir se eram apenas resíduos industriais ou resíduos perigosos. Álvaro Amaro adiantou que as análises efectuadas revelaram que os resíduos utilizados naquela estrada não são considerados perigosos.
A Coordenadora das Comissões de Trabalhadores do Parque Industrial da Volkswagen Autoeuropa havia alertado no mesmo dia, em, comunicado, para a “degradação da estrada de acesso à Volkswagen Autoeuropa, parque industrial, várias empresas circundantes à Autoeuropa e à ATEC, Academia de Formação”.
“Esta estrada, além de apresentar um alto nível de degradação, coloca em risco pessoas e bens pelo elevado risco de acidente que potencia aos seus utilizadores, e coloca em causa a qualidade de algumas peças produzidas”, pode ler-se no comunicado da Coordenadora das Comissões de Trabalhadores, que adianta que no passado dia 18 de Junho o secretário de Estado das Infra-estruturas as informou de que a responsabilidade da reparação da estrada era da Câmara de Palmela.
A Coordenadora das Comissões de Trabalhadores recorda, no entanto, que numa reunião realizada com a autarquia, em 7 de Fevereiro, lhe foi transmitido que a responsabilidade da respetiva estrada pertencia ao Governo, nomeadamente à Infra-estruturas de Portugal, por se tratar de uma intervenção de fundo que o município não tinha condições financeiras para suportar. A Infra-estruturas de Portugal garante, contudo, que a responsabilidade pela manutenção da estrada é do município.

Autarca diz que pode ter havido mal-entendido
Confrontado com esta situação, o presidente da Câmara de Palmela admitiu que pode ter havido um mal-entendido, uma vez que a responsabilidade pela reparação da estrada é, efectivamente, do município, mas considera que “é necessária uma reparação mais profunda e integral das duas circulares do Parque Industrial da Autoeuropa, para qualificar o acesso a importantes áreas de actividades económicas”.
“Ao termos conhecimento da proposta do Plano Nacional de Investimentos 2030, fizemos chegar à tutela esta preocupação e a necessidade de haver um programa específico que permita ao município concorrer a apoios – comparticipando com o seu orçamento também –, para fazer uma requalificação da zona”, disse Álvaro Amaro.
De acordo com o autarca, “a estrada foi feita há muitos anos e agora deixada no domínio público municipal sem qualquer negociação”, sendo que “o Governo tem no Plano Nacional de Investimentos a requalificação de outras zonas industriais semelhantes”.
Álvaro Amaro lembrou ainda que a estrada de acesso à Autoeuropa e ao Parque Industrial, onde trabalham cerca de 10 mil pessoas, 5.600 das quais na fábrica de automóveis da Autoeuropa, é muito utilizada e que por ali passam diariamente milhares de veículos, incluindo muitas centenas de veículos pesados, que contribuem para uma degradação acelerada daquela estrada.

Agência de Notícias com Lusa 
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20 anos de prisão por degolar a mãe em Almada

Juíza acusou jovem de matar a mãe de "forma fria e calculista"

O Tribunal de Almada condenou a 20 anos de prisão um homem acusado de desferir 22 facadas e de degolar a mãe, naquele concelho, após uma discussão, em 27 de Junho do ano passado. Na leitura do acórdão, que decorreu esta quarta-feira à tarde no Tribunal de Almada, a presidente do coletivo de juízes deu como provados a maior parte dos factos que constam da acusação do Ministério Público. O tribunal sublinhou que Nuno Teixeira, atualmente com 24 anos e preso preventivamente no Estabelecimento Prisional de Setúbal, "não manifestou arrependimento pela sua conduta", a qual é de "especial censurabilidade" e o "dolo é direto e intensíssimo". O número de golpes e a violência utilizada contra a sua mãe, Etelvina Silva, à data com 49 anos, são "claramente de enorme raiva e ressentimento", na sequência de uma discussão. A juíza destacou a "forma fria e calculista como o arguido tentou limpar o cenário do crime, enquanto a sua mãe se esvaía em sangue". A defesa vai recorrer da decisão.
Juíza condenou jovem a 20 anos de prisão 

Em 31 de Junho de 2018, no decorrer do primeiro interrogatório judicial, o arguido assumiu ao juiz de instrução criminal que matou a mãe, após uma discussão, tendo dito que desferiu vários golpes no corpo da vítima.
Nas declarações prestadas em fase de instrução, em 19 de Fevereiro deste ano, "sem emoção", referiu que a acusação do MP "não fazia qualquer sentido", pois mantinha com a sua mãe uma relação "praticamente perfeita", acrescentando que só confessou o crime no primeiro interrogatório judicial devido "à pressão que sofreu por parte dos agentes policiais" para que o assumisse.
O arguido explicou, ainda na fase de instrução, que a sua mãe foi morta por pessoas (dois a três elementos) com quem teria uma alegada dívida relacionada com o transporte de droga, as quais o andavam a perseguir e a ameaçar matar a sua mãe.
Em julgamento, reiterou a versão apresentada na fase de instrução, mas, segundo a juíza presidente, já com "algumas discrepâncias".
A presidente do coletivo de juízes sublinhou que "é avassalador o acervo probatório", assim como é "claro e seguro que a primeira versão do arguido" é aquela que corresponde à realidade dos factos.
"A segunda versão apresentada pelo arguido não se mostra minimamente verosímil com as provas recolhidas. Bem mais coerente e consentânea com os elementos probatórios recolhidos está a primeira versão apresentada, incluindo prova pericial", sustentou a presidente do coletivo de juízes.
Assim, o tribunal concluiu, "sem qualquer margem para dúvidas, que foi o arguido que matou a sua mãe". A juíza presidente terminou a leitura do acórdão com um apelo ao arguido: "espero que reflita sobre a sua conduta".

Advogado recorre para a Relação 
O Tribunal de Almada condenou Nuno Teixeira a 20 anos de cadeia por um crime de homicídio qualificado, mas absolveu-o do crime de ofensa à integridade física qualificada, pelo qual também estava acusado.
O advogado do arguido anunciou, ainda no interior da sala de audiência, que vai recorrer da condenação para o Tribunal da Relação de Lisboa.
Segundo a acusação do Ministério Público, a que a agência Lusa teve acesso, o arguido vivia na residência da mãe juntamente com a sua filha de dois anos e a sua companheira, no concelho de Almada.
Cerca de três semanas após abandonar a casa na sequência de uma discussão entre a mãe e a sua companheira, em 27 de Junho do ano passado, entre as 22 e as 23 horas, Nuno Teixeira deslocou-se à residência para recolher alguns bens pessoais.
O Ministério Público relata que "a certa altura, por motivos não concretamente apurados", filho e mãe "começaram a discutir" e o arguido dirigiu-se à cozinha e pegou numa faca, com uma lâmina com nove centímetros de comprimento.
"Empunhando a referida faca numa das mãos, o arguido regressou ao quarto onde a mãe se encontrava e, com o propósito de lhe tirar a vida, agarrou-a com a mão que tinha livre, desferindo-lhe dois golpes sucessivos no pescoço, mais concretamente, na região carotidiana direita, os quais lhe seccionaram a carótida, jugular e traqueia (...)", descreve a acusação.
De seguida, já com a vítima caída sobre a cama, "o arguido desferiu-lhe diversos golpes com a faca, atingindo-a em diversas partes do corpo, nomeadamente no pescoço, na cabeça, no tórax e nas mãos".
No total, o arguido desferiu 22 golpes com a faca no corpo da sua mãe, que lhe causaram a morte.
"Depois de ter esfaqueado a sua mãe até à morte, o arguido lavou-se, limpou o chão da sala/cozinha da residência, abandonou o local e foi trabalhar no dia seguinte, sem que os factos que acabara de cometer tivessem tido qualquer impacto na sua rotina diária", sustenta a acusação do Ministério Público.

Agência de Notícias com Lusa 
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Reforço do parque escolar na Quinta do Conde

Nova escola é um investimento de quase dois milhões de euros e abre em 2020 

Numa das zonas mais movimentadas da Quinta do Conde vai surgir uma nova escola básica e jardim de infância, que representa um investimento de 1 milhão e 800 mil euros, cofinanciado pelo Portugal 2020 com uma verba a rondar os 620 mil euros. Se tivermos em conta o valor do terreno, avaliado em cerca de 500 mil euros, o investimento municipal é superior a 1 milhão e 650 mil euros. O novo edifício vai ser implantado num terreno situado junto à Estrada Nacional 10, o principal eixo viário da região, a uma zona comercial e aos parques da Vila e da Várzea. Terá seis salas de aula para o primeiro ciclo e duas para jardim-de-infância, biblioteca, sala polivalente, copa, sala de professores e pessoal auxiliar campo de jogos e espaço de recreio no exterior. "O prazo para conclusão da obra está estimado em 420 dias, o que significa que estará em funcionamento no ano letivo de 2020/2021", explica a Câmara de Sesimbra. 
Nova escola está pronta no ano letivo em 2020/2021

O novo edifício funcionará como extensão da Escola Básica n.º 2 da Quinta do Conde e permitirá, diz a autarquia, "reduzir o número de horários duplos atualmente em funcionamento, uma vez que em algumas turmas as salas são partilhadas entre os alunos da manhã e da tarde".
Deste modo, cada turma terá uma sala própria, "o que beneficiará, não só o processo de ensino, como também a resposta às famílias, pois desta forma as crianças passam a poder usufruir das Atividades de Enriquecimento Curricular e Componente de Apoio à Família sem limitações", realça a autarquia de maioria comunista.
No projeto inicial, estava previsto um auditório com cerca de 200 lugares, que, no entanto, não pôde ser enquadrado na candidatura. Deste modo, a autarquia optou por proceder à sua deslocalização para o recinto onde atualmente se realiza a Feira Festa, e "suportar a construção com recurso ao orçamento municipal, por considerar que é fundamental para a freguesia".
Este novo equipamento reforça o investimento na Educação em todo o concelho e que tem "permitido um reconhecimento como referência a nível nacional, quer no âmbito dos equipamentos, quer dos diversos programas fruto do desenvolvimento do projeto educativo concelhio", sublinha a Câmara de Sesimbra.
A par destas intervenções ao nível do ensino básico e jardim-de-infância, da responsabilidade da autarquia, a Câmara de Sesimbra "tem-se empenhado em contribuir para resolver situações urgentes de carência de instalações, da responsabilidade do Ministério da Educação, como é o caso do acordo para requalificação da Escola Navegador Rodrigues Soromenho, em Sesimbra, ou das diversas iniciativas e contactos para desbloquear a construção de uma escola secundária na Quinta do Conde, para a qual o município já disponibilizou um terreno", concluiu a autarquia.

Agência de Notícias com Câmara de Sesimbra 
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Montijo em festa por São Pedro a partir de hoje

Seis dias de emoção, fé, tradição e muita animação

Começa esta quarta-feira a maior festa do concelho do Montijo. De 26 de Junho a 1 de Julho, as ruas do Montijo voltam a receber milhares de pessoas. A Comissão de Festas perspetiva ultrapassar os 300 mil visitantes que, certamente, encontrarão inúmeros atrativos para preencher os seus dias e noites no Montijo, nas ruas e pátios temáticos que estão a ser ornamentados por milhares de flores de papel e outros elementos decorativos. Um programa diversificado, abrangente e amplo, para todas as idades e todos os gostos: das procissões às tradições taurinas, da gastronomia à música, das marchas aos bailaricos. Do bibe eléctrico aos almoços populares. Luís Represas abre o palco principal. Anselmo Ralph chega para o concerto final a 1 de Julho, na Praça da República. A noite da PopularFM realiza-se a 27 de Junho e conta com Belito Santos. Ao todo são mais de um dezena de palcos e quase cinco mil eventos que vão marcar o ritmo das festas. A música vai estar por todo o lado. Há para todos os gostos.
Festas do Montijo começam já quarta-feira 

Seis dias inesquecíveis. E estão mesmo a chegar. Falta tão pouco! As emoções vão estar ao rubro com as Festas Populares de São Pedro 2019. Anselmo Ralph e Luís Represas serão apenas duas das razões para vir ao Montijo, a partir desta quarta-feira. 
"O programa deste ano reflete o valor da diversidade que sempre a cidade do Montijo teve, assim como de abertura para com todas as culturas", sublinhou o presidente da Câmara do Montijo.  Nuno Canta, referiu que “as festas são um resultado coletivo de toda a comunidade montijense, das associações, das coletividades, das nossas tertúlias, dos voluntários, dos elementos da comissão de festas, das instituições económicas, da União de Freguesias do Montijo e Afonsoeiro, entre outros”.
Para Nuno Canta, "longe vai o tempo em que as pessoas, nos dias e noites quentes, se afastavam do Montijo. Agora as festas voltaram a atrair os montijenses e milhares de pessoas de fora. Por isso este ano as festas vão estar centradas na Praça da República e no estuário do Tejo, lugares de história e de memória, mas também de portas abertas para o futuro".
De 26 de Junho a 1 de Julho, Montijo festeja o santo padoreiro dos pescadores: as Festas Populares de São Pedro 2019 trazem Anselmo Ralph, Luís Represas, Belito Campos, procissões, largadas e muito mais para ver e viver!
É esperada a presença de 300 mil visitantes, numas festas que têm abertura oficial agendada para o dia 26 de Junho, às 19 horas frente ao edifício dos Paços do Concelho.
Anselmo Ralph vai atuar no dia 1 de Julho, às 22 horas, na Praça da República e Luís Represas no mesmo local, mas no dia 26 de Junho, pelas 22h30. Quanto a Belito Campos apresenta-se na Noite da Rádio Popular Fm, no dia 27 de Junho, às 22h30, também no palco da Praça da República.
Não há Festas Populares de São Pedro sem momentos religiosos e de fé: assim, no dia 29 de Junho, a procissão fluvial tem saída marcada do Cais dos Vapores às 11h30, a missa solene de S. Pedro tem lugar na Igreja Matriz do Divino Espírito de Santo, às 18 horas e a procissão noturna percorre as artérias principais das festas, a partir das 22 horas.
A corrida de touros na Praça Amadeu Augusto dos Santos decorre no dia 28 de Junho, a partir das 22 horas, com os cavaleiros Luís Rouxinol, Pablo Hermoso de Mendoza e João Moura Caetano e os grupos de forcados da Tertúlia Tauromáquica do Montijo, Amadores do Montijo e Aposento do Barrete Verde de Alcochete.
Este ano, a grande noite de comes e bebes é no dia 28 de Junho, a partir da meia-noite, na Rua Joaquim de Almeida e no Bairro dos Pescadores. O Bibe Elétrico vai sair à rua nos dias 26 de Junho, à meia-noite, e no dia 29 de Junho, às 1h30.
A estes destaques junta-se uma programação vastíssima em vários palcos com artistas, grupos e associações locais, mas também com outros nomes da música nacional como Tó Semedo e Fernando Correia Marques (Palco Dance Fusion).

Largadas com três toiros 
Naturalmente que têm, também, nota de realce os momentos tradicionais ligados à classe piscatória e que decorrem no dia 30 de Junho, Dia de S. Marçal: a “Lavagem”, pelas nove da manhã, na Quinta do Saldanha; a Arrematação de Bandeiras e Imagem de S. Pedro, às 11 horas, frente à sede da Sociedade Cooperativa União Piscatória Aldegalense e o Almoço da Classe Piscatória, às 13 horas, no mesmo local.
Quanto a novidades destaca-se a introdução de três toiros em cada uma das sete largadas, que terão lugar na Rua Joaquim de Almeida, nos dias 26, 27, 28, 29, 30 de Junho e 1 de Julho. Este ano, as Festas Populares de São Pedro reforçam, também, o seu cariz solidário. 
A Comissão de Festas entregou 600 chapéus de palha à CERCIMA, que irá vendê-los durante as festas pelo valor simbólico de dois euros e, assim, angariar dinheiro para a construção do Lar Residencial para os seus utentes.
A apresentação oficial das Festas Populares de S. Pedro decorreu no dia 18 de Junho, no Museu Municipal Casa Mora, que foi pequeno para acolher todos os que quiseram saber em primeira mão o programa das festas.

Destaques do programa
No dia inaugural das festividades, além de Luís Represas e Bibe Eléctrico, vai contar ainda com uma demonstração de artes marciais e outras actuações artísticas (Ensemble da Escola de Música da AMUT, Santos da Casa, Pão com Manteiga, BOND, e Los Gaboneros).
Uma demonstração cinotécnica, pela manhã, organizada por elementos da BA6, seguida de uma arruada com os Batucando, assim como, a partir das 21h30, o espectáculo musical a cargo da universidade e academias seniores do Montijo, as actuações de Persona 77, Belito Campos (na Noite da Popular FM), Nélio Pinto e Los Desperados marcam a agenda de quinta-feira.
De sexta-feira, além da “Grande Noite de Comes e Bebes” e do “Grande Churrasco do Pescador”, destacam-se a Noite de Actividades da Sociedade Filarmónica 1.º de Dezembro e as actuações de Ana e Luís Vicente (ao final da tarde), Absentia, Tributo aos Xutos, Tó Semedo, Batucando ‘Led Orquestra’ e Jorge Nice.
Além da vertente religiosa, com as Procissões Fluvial e Nocturna, o programa de sábado contempla ainda diversas propostas de animação, como bailes populares com Cristiano Ricardo (na Tertúlia Amigos dos Copos) e Paulo Gamito (no Jardim da Casa Mora) e as actuações de DJ Chami & Friends e a banda Priece Mentiera, entre outros.
Uma caminhada solidária, a favor da Liga Portuguesa Contra o Cancro, o IV Concurso de Barcos Engalanados, o almoço “Pé na Areia”, o I Cruzeiro em Honra de S. Pedro Montijo-Seixal, promovido pela ANAU, o desfile motorizado de bombeiros, o concerto de bandas filarmónicas, o desfile de marchas populares e a actuação de Fernando Correia Marques também marcam a agenda de domingo.
As festas encerram na segunda-feira, 1 de Julho, com o habitual espectáculo piromusical e a tradicional queima do batel na zona ribeirinha, depois da actuação de Anselmo Ralph.

Agência de Notícias
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Sines avança com construção de novo canil

Autarquia quer travar aumento de animais errantes

A Câmara de Sines, no distrito de Setúbal, vai avançar este ano com a construção de um canil municipal para fazer face ao aumento de animais errantes no concelho, revelou o presidente do município. "Finalmente conseguimos adjudicar a execução do Centro de Recolha Oficial de Animais, que vai dar resposta aos problemas que temos tido com cães e gatos na cidade e queremos que esta seja uma primeira resposta a esta necessidade urgente", afirmou o presidente da Câmara de Sines, Nuno Mascarenhas.
Autarquia quer dar uma casa nova a cães de rua 

O investimento, de 180 mil euros, é "totalmente financiado pelo município", que prevê arrancar com "os trabalhos preparatórios" da obra em Julho para concluir a construção do futuro centro "entre o final deste ano e o início de 2020", assegurou.
O novo Centro de Recolha Oficial de Animais vai ser construído em terrenos municipais, "na zona da Costa do Norte", em Sines, numa área que está sob jurisdição da administração portuária, referiu o autarca, considerando importante esta localização, uma vez que "permite estar próximo da cidade e devidamente distante das habitações".
O projeto prevê a construção de um edifício de raiz com um "conjunto de boxes" para albergar os animais, gabinetes para os técnicos e de espaços para receber as pessoas que tragam animais para o canil, que irá servir igualmente de apoio ao futuro Centro de Recolha Oficial Intermunicipal previsto para Santiago do Cacém, no litoral alentejano.
Nuno Mascarenhas lembrou as "dificuldades em adjudicar a obra" do futuro canil municipal, em virtude dos "concursos ficarem desertos", para justificar os atrasos na resolução de "um problema que já se arrasta há muitos anos" e que tem conduzido ao aumento de matilhas de cães e de colónias de gatos na cidade de Sines.
"É um problema que já se arrasta há muitos anos e este executivo [PS], pela sensibilidade que temos e pela capacidade [financeira] que neste momento já dispomos, quer dar uma resposta adequada a um problema que continua a subsistir e que queremos ver resolvido o mais rapidamente possível", concluiu.

Agência de Notícias com Lusa 
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Deputada municipal do PAN acusada de xenofobia na Moita

Criticas à forma como ciganos tratam cavalos vale demissão 

O PAN (Animais-Pessoas-Natureza) desvincula-se "total e perentoriamente" da sua deputada municipal da Moita que numa recomendação sobre maus-tratos a cavalos faz referência a "uma etnia que se multiplicou" e que "anda empilhada em cima de carroças" puxadas por estes animais. O partido "lamenta profundamente a situação" e pede desculpa a todos os que se possam ter sentido "discriminados ou desidentificados com esta referência imprópria". O parágrafo da autoria de Fátima Dâmaso, do PAN, não especifica a etnia, mas no PCP, com maioria na assembleia municipal, houve logo quem apontasse de que se tratava de uma referência xenófoba. A recomendação foi retirada por quem a propôs e será reformulada. O objetivo da moção era defender o bem-estar dos cavalos, por vezes subnutridos, abandonados ou até agredidos. Fátima Dâmaso já pediu a demissão da Assembleia Municipal da Moita. E foi aceite.
Deputada criticou maus-tratos a cavalos

Embora Fátima Dâmaso não tivesse usado a palavra ciganos quando leu a sua proposta, foi imediatamente acusada pela assembleia municipal, nomeadamente pelos eleitos da CDU, de xenofobia. Esta terça-feira ao início da noite, o partido liderado por André Silva emitiu um comunicado a afirmar que esta referência é "contra os princípios defendidos pelo PAN" e que os valores do partido "se pautam pela igualdade plena e pela não-discriminação".
Acrescenta que a Comissão Política Permanente contactou de imediato a deputada municipal da Moita Fátima Dâmaso, que colocou o cargo à disposição - o que foi aceite,"uma vez que não existem condições políticas para a prossecução das suas funções".
"Apesar de serem legítimas e reais as preocupações em relação a maus tratos a animais num contexto de alto desgaste local por continuadas denúncias ignoradas pela lei e pelas autoridades, tal facto em nada se interliga com grupos, comunidades ou determinadas etnias, mas sim com comportamentos individuais que carecem de sensibilização e com vazios legais que têm de ser resolvidos com urgência", lê-se no comunicado do PAN.
O que dizia o parágrafo da proposta de recomendação da deputada municipal que gerou polémica? "Aqui na Moita verifica-se que existe uma etnia que se multiplicou e que todos os dias se passeiam pela Moita e arredores, empilhados em cima de carroças, puxadas por um único cavalo subnutrido, espancado a desfazer-se em diarreias por não ser abeberado e alimentado sequer e que por vezes caem na via pública, não suportando mais..."
Perante o burburinho que a recomendação causou esta segunda-feira à noite na assembleia municipal, a proposta acabou por ser retirada, com Fátima Dâmaso a prometer reformulá-la e a apresentá-la novamente em Setembro. O que, com a sua saída, já não acontecerá.

Agência de Notícias com Lusa 
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Sapadores de Setúbal protestaram frente à Câmara

Autarquia recusa escala de serviço anual nos Sapadores e refuta acusações

O vereador da Proteção Civil na Câmara de Setúbal, Carlos Rabaçal, disse esta terça-feira ser impensável o regresso a uma escala anual nos Bombeiros Sapadores e desmentiu todas as acusações feitas ao executivo camarário e ao comandante Paulo Lamego. “Acabámos com esse modelo de uma escala anual há sete anos. Encontrámos uma solução de gestão racional em que os bombeiros fazem as horas extraordinárias que são efetivamente necessárias, com respeito por todos os seus direitos”, disse Carlos Rabaçal, acrescentando que o regresso a uma escala anual, não só não é necessário como representava um encargo adicional de 690 mil euros para o município. Cerca de duas dezenas de bombeiros sapadores de Setúbal concentraram-se junto à câmara municipal com o STAL para exigir melhores condições de trabalho e o fim do "ambiente de repressão que se vive no quartel".
Sapadores protestam por melhores horários 

“Por outro lado, são falsas todas as afirmações feitas no comunicado do STAL (Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local) que serviu de base à convocação da ação de protesto que teve lugar hoje [terça-feira] de manhã em frente à Câmara de Setúbal”, acrescentou o autarca, em resposta às acusações do STAL e de alguns bombeiros.
O referido comunicado do STAL reivindica “horários justos e dignos e uma escala de serviço anual”, ao mesmo tempo que critica a alegada “desregulação horária” na companhia de Sapadores Bombeiros de Setúbal, que dizem penalizar a vida pessoal dos elementos da companhia.
Confrontado com as acusações de alegadas arbitrariedades do comandante da corporação na gestão de pessoal e distribuição de trabalho, Carlos Rabaçal assegurou que as mesmas “não têm qualquer fundamento” e que o comandante faz a gestão do pessoal com base em “critérios técnicos, de eficácia e de eficiência”.
Paulo Pires, bombeiro há 20 anos na corporação considera que chegou a hora de dizer basta e admite que há um clima de divisão dentro da companhia. A autarquia nega qualquer repressão e represálias, depositando inteira confiança no comandante, e critica o STAL por não exigir ao Governo aquilo que "é realmente importante", a aprovação do Estatuto Profissional dos Bombeiros das Autarquias Locais.
Para Paulo Pires, "há os que acatam as ordens do comandante Paulo Lamego e são beneficiados por isso e há os que são colocados de castigo quando não cumprem aquilo que lhes é exigido, como a realização de exercícios dentro do quartel que vão para além do exigido na avaliação dos profissionais". O castigo, refere o bombeiro, passa pela recusa do pagamento de horas extraordinárias, a alteração de horários de forma arbitrária, ou a recusa do gozo de licenças de paternidade nos moldes em que a lei permite.

Autarquia promete novo quartel  
Carlos Rabaçal negou ainda que alguma vez tivessem sido retirados dois bombeiros que estariam a participar no combate a um incêndio para irem buscar uma delegação da Câmara Municipal ao aeroporto de Lisboa, contrariando a informação avançada esta terça-feira de manhã por alguns bombeiros que estiveram na concentração em frente à Câmara de Setúbal.
Os bombeiros queixam-se ainda de em Dezembro terem sido realizadas promoções internas que beneficiaram aqueles que estavam do lado do comandante, porém, Carlos Rabaçal explica que essa promoção foi uma medida que já estava planeada. "Nessa altura ativámos um mecanismo legal para a mobilidade intercategorias, de ​​​​​​​sub chefes para chefes, e estamos agora prestes a lançar novo concurso público para aqueles que ficaram de fora".
O autarca assegurou ainda que a câmara tem vindo a fazer os trabalhos de manutenção indispensáveis ao atual quartel dos bombeiros, mas lembrou que a autarquia pretende dotar a companhia de Bombeiros Sapadores de num novo quartel, que deverá ficar instalado junto ao nó da via rápida de acesso à A2 com a estrada da Graça, numa zona que permite um acesso rápido a toda a cidade.

Agência de Notícias com Lusa 
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Hospital de Santiago do Cacém investe 5,7 milhões de euros

Hospital do Litoral Alentejano melhora instalações e compra novos equipamentos

O Hospital do Litoral Alentejano, no concelho de Santiago do Cacém, vai ser alvo de um investimento de 5,7 milhões de euros para renovação de instalações e equipamentos, revelou esta terça-feira a administração. A candidatura, apresentada pela Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano, que gere o hospital, ao programa Alentejo 2020, garantiu financiamento comunitário na ordem dos 85 por cento, sendo os restantes 15 por cento de comparticipação nacional. “Temos um hospital, dada a sua idade, a necessitar de uma grande intervenção ao nível de equipamentos e instalações e, por essa razão, apresentámos uma candidatura que foi contemplada na totalidade”, disse o presidente do conselho de administração do hospital de Santiago do Cacém, Luís Matias.
Hospital melhora condições para utentes 

O financiamento comunitário "vai permitir intervir em áreas que são fundamentais para o hospital, designadamente o bloco operatório, em termos de equipamentos, com investimentos avultados, e a renovação de quase todo o equipamento de monitorização porque o antigo está em fim de vida”, sublinhou.
A candidatura aprovada inclui o financiamento da nova urgência, cuja obra já foi concluída e “está em fase de instalação do equipamento”, e a construção de uma nova farmácia e de um hospital de dia polivalente, além da reabilitação das instalações onde funciona a atual urgência hospitalar.
“Estamos a falar de um valor de cerca de dois milhões de euros para a nova urgência, contando equipamento e as obras, enquanto para a nova farmácia, que prevê a reabilitação da área da antiga lavandaria, estimamos um custo na ordem dos 600 mil euros”, explicou.
Quanto à construção do hospital de dia polivalente, cujo valor não foi quantificado, a candidatura prevê a “reabilitação das instalações onde funciona atualmente a farmácia e parte das instalações onde ainda funciona a urgência”, realçou.
Na área do bloco operatório, o projeto vai permitir a aquisição de “grandes equipamentos”, nomeadamente “novas marquesas operatórias, transferes e portas das salas” e uma intervenção ao nível dos pavimentos, “que se encontram degradados”, assim como alterações “ao sistema de acesso”, adiantou.
“Vamos também comprar equipamento diverso de monitorização e imagiologia, sobretudo ecógrafos”, acrescentou.
De acordo com Luís Matias, a “maturidade da obra da nova urgência” permitirá a sua “inauguração dentro de pouco tempo”, seguindo-se a execução da construção da farmácia, uma vez “que o projeto está aprovado pelo Infarmed”.
“No caso da reabilitação da urgência e da criação do hospital de dia, ainda estão numa fase inicial, mas o projeto na sua totalidade é para executar até ao final do próximo ano e seguramente que o conseguiremos fazer antes disso”, referiu.
A Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano tenciona apresentar uma outra candidatura, no âmbito do Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso dos Recursos, no valor de três milhões de euros, com vista à eficiência energética do Hospital do Litoral Alentejano e dos centros de saúde do litoral alentejano.
Lembre-se que este hospital serve a população de Alcácer do Sal, Grândola, Santiago do Cacém e Sines, no distrito de Setúbal, e ainda o concelho de Odemira, no distrito de Beja.

Agência de Notícias com Lusa 
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Buzinão na Ponte 25 de Abril foi há 25 anos

Participante no bloqueio de há 25 anos recorda momento como "novo paradigma dos protestos"

O bloqueio da ponte sobre o Tejo, contra o aumento de 50 por cento das portagens, há 25 anos, marcou o princípio do fim do “cavaquismo”, num clima de confronto entre o Governo PSD e o Presidente Mário Soares. Pouco antes das sete da manhã de 24 de Junho de 1994, seis camiões bloquearam o acesso sul da ponte 25 de Abril num movimento de contestação popular, após dias de “buzinão” de automobilistas contra o aumento, que acumularam filas e mais filas de carros às horas de ponta, todas as manhãs. As televisões, além da RTP, estavam já no ar, a SIC e a TVI, que fizeram horas de emissões em direto, nesse dia e nos seguintes, mostrando imagens dos engarrafamentos que atingiram quase 50 quilómetros, até Setúbal, primeiro, e depois os confrontos com a polícia.
Bloqueio da ponte 25 de Abril já fez 25 anos 

O bloqueio da Ponte 25 de Abril que ocorreu há 25 anos, em protesto contra o aumento das portagens, foi, segundo os promotores, “o ponto mais alto e de referência do exercício da cidadania em Portugal".
A afirmação é de Aristides Teixeira, participante nos protestos contra o aumento das portagens de 100 para 150 escudos, que culminaram, no dia 24 de Junho de 1994, com o bloqueio da praça da portagem da Ponte 25 de Abril.
"Este movimento de cidadãos na Ponte 25 de Abril criou um novo paradigma dos protestos - a partir daí as populações adotaram o buzinão, os trocos [dificultados com notas de elevado valor] e as marchas lentas como forma de protesto em diversas causas - e foi o ponto mais alto e de referência do movimento de cidadania e do exercício da cidadania", disse à agência Lusa Aristides Teixeira, que alguns dias depois do bloqueio se tornou presidente da nova Associação Democrática de Utentes da Ponte 25 de Abril.
O bloqueio da ponte (que liga Lisboa e Almada) começou ainda de madrugada quando um grupo de camionistas começou a circular em marcha lenta na autoestrada A2 e imobilizou seis camiões carregados de brita junto às portagens.
Muitos automobilistas e `motards´ juntaram-se de imediato ao protesto dos camionistas contra o aumento (de 50 por cento) das portagens, que tinha sido aprovado cerca de cinco meses antes pelo Governo de Cavaco Silva, mas que só entrou em vigor em 18 de Junho de 1994.
O bloqueio apanhou o então primeiro-ministro, Cavaco Silva, na Grécia, numa cimeira europeia, e foi o ministro da Defesa, Fernando Nogueira, a responder à crise. Dias Loureiro, com a tutela das polícias, foi à ponte para falar com os organizadores do protesto, e tentar um acordo. Em vão.
Dias Loureiro admitiu que apesar de “algum protesto genuíno e espontâneo”, havia “uma mão política escondida” atrás da organização. E Cavaco Silva acrescentou que os responsáveis podem ser “pessoas ligadas ao Partido Comunista ou aos partidos da extrema-esquerda”.

A carga policial e a suspensão de portagens até Setembro... 
Como recorda Aristides Teixeira, "o então ministro das Obras Públicas, Ferreira do Amaral, justificou o aumento das portagens com a necessidade de se observar o princípio do utilizador-pagador, mas os utentes defendiam, já nessa altura, que as portagens se destinavam apenas a pagar a construção da ponte, tal como tinha sido anunciado pelo anterior regime, que previa a extinção das mesmas quando o custo da obra estivesse liquidado, o que, na realidade, nunca aconteceu".
Segundo o Governo de então, o aumento servia para financiar a construção da linha férrea até Setúbal, na ponte 25 de Abril e a construção da Ponte Vasco da Gama, que liga o Montijo à capital.
Embora os primeiros protestos tivessem começado em 18 de Junho, com muitos automobilistas a buzinarem sempre que atravessavam a ponte, o bloqueio terá apanhado o Governo de surpresa.
"Isto apanhou o Governo desprevenido. Os membros do Governo já se tinham esquecido do que tinham decidido há cinco meses e aquilo caiu-lhes quase como um presente envenenado, porque se aproximavam eleições. Não era conveniente", disse Aristides Teixeira.
"Com Mário Soares [Presidente da República] a dizer que tínhamos direito a manifestar a nossa indignação, o Governo estava perfeitamente aflito, não sabia o que fazer e a decisão que tomou só podia ser a de suspender as portagens", acrescentou.
O bloqueio só viria a terminar ao final do dia, após uma carga policial que ocorreu depois de o então ministro da Administração Interna, Dias Loureiro, ter aterrado de helicóptero na praça da Portagem e de ali ter permanecido durante algum tempo.
A carga policial que se seguiu provocou vários feridos. Um jovem, na altura apenas com 18 anos, foi atingido por um disparo de arma de fogo, que o deixou paraplégico, mas nunca se apurou quem tinha sido ao autor desse disparo.
Três dias depois do protesto, o executivo de Cavaco Silva acabou mesmo por suspender o aumento das portagens, até Setembro, enquanto os utentes e a Associação Democrática de Utentes da Ponte 25 de Abril, formalmente constituída já depois do bloqueio, reclamavam aumentos não superiores à taxa de inflação e soluções de pagamento com descontos significativos a partir de um determinado número de travessias da ponte. Algumas dessas soluções foram mesmo implementadas e ainda se mantêm em vigor. Mas em Setembro desse ano, os protestos e businão voltou. E havia quem pagasse a portagem com moedas de um escudo e outros com notas de 10 contos de réis, para desespero das pessoas das cabines da ponte que atendiam os automobilistas. 

Entre o princípio do fim do “cavaquismo” e o “direito à indignação” de Soares
Há 25 anos, à data do bloqueio, Portugal tinha saído de umas eleições europeias, em 12 de Junho, em que o PS ganhara ao PSD por uma margem mínima (meio ponto percentual). O que levou o então deputado do PSD Pacheco Pereira a ironizar com “a vitórinha” dos socialistas.
Nessa altura, o país estava a ser governado, há nove anos, por Cavaco Silva e pelo PSD, com uma segunda maioria absoluta, conseguida nas eleições de 1991. Um resultado que apanhou de surpresa Mário Soares, o fundador e líder histórico do PS que chegou à Presidência da República em 1986, que, nessa altura, já criticara os tiques de autoritarismo da maioria laranja.
Depois de um primeiro mandato pacífico entre São Bento e o Palácio de Belém, as relações Cavaco-Soares azedaram e ganharam contornos de confrontação mais ou menos aberta, por exemplo, durante a chamada “Presidência Aberta” em 1993, em que o Presidente “destapou” casos de pobreza na região de Lisboa.
O bloqueio da ponte ditou mais algumas conversas tensas entre Cavaco Silva e Mário Soares, com o Presidente a criticar abertamente a estratégia do Governo na gestão da crise. E foi em 22 de Setembro que o Chefe do Estado falou e fez a defesa do “direito à indignação” dos cidadãos, no seminário “O Estado de Direito, o Advogado e a Proteção dos Direitos do Cidadão”.
Faltavam poucos meses para o final do ano e as legislativas estavam previstas para o outono de 1995, numa altura em que o PS já mudara de líder, em 1992, e era agora chefiado por António Guterres. Álvaro Cunhal era líder do PCP e Manuel Monteiro estava à frente de um CDS que gostava de ser chamado PP, de Partido Popular.
Depois de, em Maio de 1993, ter dito que não sabia se iria recandidatar-se nas eleições, em Outubro o semanário Expresso noticiou o famoso “tabu” e titulou: “Cavaco pode deixar a liderança do PSD”.
Cavaco Silva deixou mesmo o PSD, o partido e Fernando Nogueira perderam as eleições e Guterres e o PS, que se autointitulavam de “nova maioria”, ganhou as legislativas, com maioria relativa.

Os números da ponte 25 de Abril 
A Ponte 25 de Abril foi inaugurada em 6 de Agosto de 1966, apenas com um tabuleiro rodoviário, e, tal como previsto desde o início da construção, acabou por ter também um tabuleiro ferroviário, a partir de 29 de Julho de 1999, por onde circulam diariamente mais de uma centena de comboios.
Ao nível do fluxo rodoviário, em 1970 atravessaram a ponte cerca de seis milhões de veículos (6.133.000), enquanto em 2015 foram mais de 50 milhões de viaturas (50.564.545).
Porém, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), foi em 2005 que se verificou a mais elevada afluência de que há registo, com a circulação de mais de 57 milhões de viaturas (57.028.695).
Quando a ponte foi inaugurada, em 1966, o preço da portagem para uma viatura de classe 1 era de apenas dez escudos. Atualmente, o mesmo tipo de viaturas paga 1,85 euros (o equivalente a cerca de 370 escudos na antiga moeda portuguesa) pela travessia, no sentido sul-norte.
A agência Lusa tentou ouvir o então ministro das Obras Públicas, Ferreira do Amaral, que desde 2008 é membro não-executivo do conselho de administração da Lusoponte, mas não foi possível.

Agência de Notícias com Lusa 
Foto: Orlando Teixeira/Arquivo DN

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Marchas desfilam brio bairrista em Setúbal

Milhares na Avenida para ver passar as marchas populares

As Marchas Populares de Setúbal desfilaram no dia 22, à noite, na Avenida Luísa Todi perante uma multidão que ficou a conhecer as oito coletividades participantes e as três extraconcurso que compõem a edição 2019 do tradicional evento setubalense. A festa dos santos populares regressou à emblemática avenida da cidade para um espetáculo de entrada gratuita que deu a conhecer temas, coreografias e músicas dos grupos que vão marchar pela vitória em desfiles a concurso a realizar nos dias 28 e 29 na Praça de Touros Carlos Relvas.
Marchas voltam a desfilar a 28 e 29 de Junho 

O desfile começou com as participações extraconcurso, a marcha da APPACDM de Setúbal, com “A música do meu silêncio!”, e as marchas infantis da Sociedade Filarmónica Perpétua Azeitonense e do Núcleo Bicross de Setúbal, com as temáticas “Moinhos da nossa terra” e “Ligeiras vão saltitando”, respetivamente.
O brio bairrista que irá brilhar em concurso deu continuidade à noite de marchas na Avenida Luísa Todi, com o desfile da União Desportiva e Recreativa das Pontes, com o tema “Setúbal Varina, num Perfeito Dialeto”, e do Núcleo dos Amigos do Bairro Santos Nicolau, que desfilou “Tradições de um Povo num Rio Beijado pelo Sol”.
Seguiram-se as marchas do Clube Recreativo Palhavã, com “P’ra que Horas é o Aviso?”, da União Cultural, Recreativa e Desportiva Praiense, que apresentou a coreografia “Com o Mar Aqui tão Perto”, e da Sociedade Filarmónica Perpétua Azeitonense, que desfilou com o tema “Música Maestro”.
O Núcleo Bicross de Setúbal apresentou “No Coração, a Nossa Marcha é Rainha”, o Grupo Desportivo Setubalense ‘Os 13’, “Das Salinas aos Bailaricos pelo Meio um Namorico”, e o Grupo Desportivo Independente inspirou a marcha na temática “Choco Frito, o Sabor que só Setúbal tem”.
O desfile de apresentação das marchas na Avenida Luísa Todi abriu e encerrou com a Grande Marcha “Calafate, o Cantador da Cidade”, com letra de Natália Abreu e música de Artur Jordão, tema interpretado por Joana Lança, madrinha das madrinhas da edição 2019 do certame.
A presidente da Câmara de Setúbal, Maria das Dores Meira, esteve presente no desfile de apresentação das Marchas Populares de Setúbal 2019, assim como outros elementos do Executivo camarário, a par de presidentes e representantes das juntas de freguesia do concelho sadino.
O ator Fernando Luís preside ao júri do concurso, do qual fazem ainda parte Ricardo Crista, para a categoria Cenografia, Diana Vieira, Coreografia, Rita Melo, Figurino, Ester Correia, Letra, e António Laertes, Música, conjunto que avalia as coletividades a concurso em desfiles agendados para os dias 28 e 29, às 22 horas, de entrada paga, na Praça de Touros Carlos Relvas.
Nos desfiles em competição, as entradas simples em ambos os dias do concurso organizado pela Câmara Municipal, com o apoio da Europrol, custam 2,50 euros. Os bilhetes para lugares sentados têm o valor de 3,50 euros, enquanto os acessos aos camarotes têm o preço de quatro euros por pessoa. As crianças até 10 anos de idade têm entrada livre.
“Expressão maior do associativismo e da cultura popular da cidade”, as marchas de Setúbal “movimentam, em cada território, bairro e freguesia, um número de pessoas tão diferentes”, vincou o vereador Pedro Pina, aludindo aos marchantes e ao pessoal responsável pela construção do certame, como as costureiras, os carpinteiros e os soldadores.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 

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Agentes da PSP de Setúbal, Almada e Seixal acusados

Polícias vendiam passes gratuitos da TST a 90 euros

Mais de 250 agentes da PSP do Seixal, Setúbal e Almada foram acusados de peculato e falsificação de documentos. Em causa está um esquema de troca de passes de transportes por dinheiro. Isto, porque os passes de transportes são gratuitos para os agentes. Segundo noticiou  o jornal o Público, os arguidos entregavam as suas requisições – que permitiam carregar os passes de forma gratuita – em guichés dos Transportes Sul do Tejo e em troca recebiam verbas que podiam chegar ao 90 euros. O presidente do Sindicato Unificado da Polícia, citado pelo Público, confirmou que foram acusadas "perto de 300 pessoas, incluindo oficiais". Esta segunda-feira, o Ministério Público acusou 271 arguidos, a maioria polícias, de peculato e falsificação de documentos num esquema de troca de passes. O esquema fraudulento existe há vários anos e funciona como complemento salarial dos agentes. O comandante distrital da PSP de Setúbal, Manuel Dias, disse que irá investigar a situação, que classifica como “anómala e estranha”. Enquanto a TST garante não ter conhecimento da troca das requisições por dinheiro nas suas bilheteiras, prática que diz não ter autorizado. 
Autoridades apanhadas em esquema de venda de passes 

Segundo a  Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa , entre os 271 arguidos que o Ministério Público requereu julgamento em tribunal coletivo, estão diversos agentes da Polícia de Segurança Pública e trabalhadores de bilheteiras de uma empresa concessionária de serviço público de transportes coletivos, os Transportes Sul do Tejo.
A  Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa  refere que, entre 2014 e 2015, os 271 arguidos acordaram trocar a requisição mensal do transporte pelo correspondente valor em dinheiro, montante que os agentes da PSP faziam seus.
Para tal, os funcionários das bilheteiras da empresa não registavam a requisição, não inseriam a venda daquele título e o correspondente valor, e o cartão do agente não era carregado com o título de transporte correspondente à requisição apresentada.
No entanto, estes funcionários validavam as requisições e apresentavam-nas no ato de prestação de contas, procedendo a empresa à sua faturação e envio à PSP para pagamento, fazendo crer que o valor cobrado correspondia a títulos de transportes efetivamente carregados e utilizados.
O Ministério Público considera que os arguidos violaram os deveres funcionais e de serviço público que sobre si impediam, causando um prejuízo ao erário público no valor de 66 mil 951 euros, uma vez que foram pagos títulos de transporte não utilizados.
O presidente do Sindicato Unificado da Polícia de Segurança Pública, Peixoto Rodrigues, disse à Lusa que entre os arguidos estão agentes e oficiais da PSP, sendo sobretudo polícias das esquadras da zona do Seixal, Setúbal e Almada, mas também há elementos da Unidade Especial de Polícia.
Peixoto Rodrigues referiu que há quatro anos não existia qualquer portaria que regulamentasse os passes gratuitos para os elementos da PSP, passando este regime a estar regulamentado a partir de 2017.
Os arguidos encontram-se sujeitos à medida de coação de Termo de Identidade e Residência, tendo o Ministério Público deduzido o pedido de indemnização civil em montante correspondente ao valor global do prejuízo causado.
O inquérito foi dirigido pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa.

Como funcionava o esquema...
Diz o jornal Público que o polícia aproxima-se das bilheteiras empunhando a requisição que lhe dá direito a carregar o passe para o autocarro sem pagar. Quando recebe os papéis, a funcionária do guichet é lesta a abrir a caixa e a tirar as notas, que lhe entrega de forma dissimulada, dentro de um folheto informativo. Não carregou o título de transporte: limitou-se a entregar-lhe 89 euros, menos 20 do que o valor do passe a que o agente tem direito. É a sua comissão.
O esquema fraudulento há-de repetir-se ao longo do dia e enquanto durar o período de revalidação dos passes mensais nas bilheteiras dos Transportes Sul do Tejo (TST) de Cacilhas. E se aparecem polícias que efetivamente carregam os passes de autocarro, muitos há que ali se deslocam apenas para receberem o dinheiro. A maioria pertence às esquadras dos concelhos de Almada, Seixal e Setúbal, mas o passa-palavra fez com que também já aqui venha gente que presta serviço em Lisboa.
A PSP reembolsa depois a transportadora da totalidade dos cartões carregados em cada mês, cujo valor varia consoante a zona de residência do agente. À excepção do erário público, ganham todos: o agente, que ou não necessita do passe ou consegue viajar no autocarro dos TST sem pagar, pelo menos quando está fardado, e os funcionários da transportadora, que ficam com comissões variáveis, consoante o custo de cada título de transporte trocado por dinheiro.

Chefias da PSP e TST nada sabiam 
O comandante distrital da PSP de Setúbal, Manuel Dias, disse ao jornal Público que irá investigar a situação, que classifica como “anómala e estranha”, por ela não ser “consentânea com a qualidade de agente da autoridade”. E assegura que “todo e qualquer indício relevante” que lhe chegue ao conhecimento sobre este assunto “dará imediatamente origem a processos-crime e a processos disciplinares”.
“Temos todo o interesse em resolver o problema”, assegura, adiantando estar neste momento a ser implementado um “novo sistema de carregamento dos passes” que é “mais seguro para o erário público”, sublinha o comandante.  
Também a administração dos TST garante não ter conhecimento da troca das requisições por dinheiro nas suas bilheteiras, prática que diz não ter autorizado. Os administradores adiantam ainda que vão levantar um inquérito de averiguações e que as bilheteiras da transportadora irão deixar de vender títulos de transporte aos agentes da PSP. “Estamos em contacto com a competente área administrativa da PSP para que os títulos passem a ser vendidos directamente no portal Viva da Internet”, acrescentam os responsáveis pela transportadora rodoviária de passageiros. 
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Arquivo mostra importância do Barreiro nos descobrimentos

Governo inaugura arquivo dos Portos de Lisboa, Setúbal e Sesimbra na Baía do Tejo

As ministras do Mar e da Cultura inauguraram esta segunda-feira, no Barreiro, o novo Centro de Documentação dos Portos de Lisboa, Setúbal e Sesimbra, um investimento de 300 mil euros, que reúne um acervo documental desde os Descobrimentos à atualidade. O novo centro é composto por coleções de fotografias e desenhos desde o século XIX até à atualidade.  O espaço, no Parque Empresarial da Baía do Tejo procura recordar a história dos Descobrimentos e as naus que foram construídas no Barreiro. Tratas-se de um investimento de 300 mil euros para aquisição do edifício e de todo o mobiliário para arquivo, e ainda um custo de deslocalização dos outros arquivos para este, de quase 200 mil euros.
Governo quer mostrar mundo português no Barreiro  

“Este investimento tem duas temáticas que gostaria de abordar. A primeira é ser no Barreiro, porque o Barreiro tem uma história de vida ligada à primeira industrialização do país, e muito ligada ao mar, ligada à atividade portuária”, disse à agência Lusa a ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, pouco depois de presidir à cerimónia de inauguração do novo espaço, em conjunto com a ministra da Cultura, Graça Fonseca.
“Faz todo o sentido que algo relacionado com o mar, com os portos, seja no Barreiro”, acrescentou Ana Paula Vitorino, salientando que o Centro de Documentação, no Parque Industrial do Barreiro, é equidistante dos três portos – fica a cerca de 30 quilómetros dos portos de Lisboa, Setúbal e Sesimbra.
No que respeita à infraestrutura do novo Centro de Documentação na zona industrial da antiga CUF, a ministra do Mar considerou tratar-se de um “avanço notável” daquilo que é o património histórico dos três portos e até dos Descobrimentos.
“Foi nesta área do Barreiro, e também de Lisboa, que foram construídas as naus que foram utilizadas nos Descobrimentos. Desde então, até agora, há uma série de projetos, monografias, fotografias notáveis, que estavam escondidas em salas – porque, como se sabe, ao longo de décadas, os arquivos eram sempre colocados nos sítios mais recônditos dos diferentes serviços – e agora estamos a recuperar e a fazer a digitalização de todo o acervo histórico dos três portos”, justificou.
“É uma marca de modernidade mas também de aproximação aos cidadãos, que poderão consultar estes documentos de uma forma fácil através da Internet”, sublinhou Ana Paula Vitorino, referindo ainda que é preciso continuar a investir na digitalização e nos programas informáticos que vão fazer a gestão de toda a informação portuária.
Para o presidente da Câmara do Barreiro “este centro documental dos Portos de Lisboa, Setúbal e Sesimbra vem enriquecer aqui uma estratégia que faz parte do Barreiro, que é, o "Barreiro Cidade dos Arquivos", Frederico Rosa, deixa no ar uma vontade para este espaço, "desejo, acima de tudo, mais do que um centro onde estão depositados diversos documentos e diversos trabalhos (…) que este seja um centro vivo para que a história possa ser trabalhada porque tenho a certeza de que o amanhã vai ser muito melhor se todos conhecermos o passado".

A ligação entre a cultura portuguesa e o mar
Por sua vez, a ministra da Cultura, Graça Fonseca, destacou a ligação que existe entre a cultura portuguesa e o mar. “Pensei no melhor exemplo, para além deste, que podia dar sobre a ligação entre a cultura e o mar. E lembrei-me da dupla Porfírio Pardal Monteiro/Almada Negreiros. Naturalmente, estou a falar das gares marítimas de Alcântara, [onde] esta dupla (…) tem aqueles painéis extraordinários”, disse.
“[O novo Centro de Documentação dos Portos de Lisboa e de Setúbal e Sesimbra] é de facto um dos projetos que temos vindo a trabalhar para dar o próximo passo, mostrar como a cultura e o mar têm muito mais a ver, na sua origem e na forma como se cruzam, do que muitas vezes pensamos”, acrescentou Graça Fonseca.
De acordo com uma nota de imprensa distribuída aos jornalistas, “os quatro mil metros lineares do acervo documental do Centro de Documentação dos Portos de Lisboa, Setúbal e Sesimbra integram documentos desde o século XIX até à atualidade”.
Entre outros documentos do acervo, o Ministério do Mar destaca as “séries documentais Atas do Conselho de Administração (1907-2014)”, uma “coleção de cartografia antiga, constituída por cerca de 16.800 desenhos”, e “coleções de fotografia antiga (datada da primeira metade do século XX) e de fotografias datadas das décadas de 60, 70, 80 e 90 do século passado”.
O fundo bibliográfico, constituído por 6.800 títulos (monografias, obras de referência, relatórios, estudos e artigos), é outro exemplo da importância do acervo do novo Centro de Documentação dos Portos de Lisboa, Setúbal e Sesimbra.

Agência de Notícias com Lusa 
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Fest'Asso anima Setúbal até 7 de Julho

Duas semanas de festa grande no Largo José Afonso

Gastronomia, música, espetáculos, atividades desportivas e artesanato animam o Fest’Asso, certame de promoção e divulgação do movimento associativo, que decorre até 7 de Julho, no Largo José Afonso, em Setúbal. A festa do movimento associativo da União das Freguesias de Setúbal, que conta com o apoio da Câmara Municipal, promete um leque variado de atividades durante duas semanas. “Este projeto não se resume a tasquinhas gastronómicas e a música. Uma componente importante é o objetivo de mostrar as atividades do movimento associativo”, sublinhou o presidente da União das Freguesias de Setúbal, Rui Canas. 
Fest'Asso começou no sábado em Setúbal 


No dia de abertura do Fest’Asso, a 22, o programa musical contemplou atuações de Cantares do Sado e Trio Abel Geada. O Grupo Típico Alentejano Banza passou por lá ontem.
Esta segunda-feira, 24, os Irmãos Cabanas animam a noite no Largo José Afonso, e a 25 é a vez da música de Castro e Salgueiro Rock Alentejano animar o certame.
A festa prossegue no dia 26 com a animação musical de Toy e a Sua Banda e, a 27, a vez da voz de André Patrão.
Com a chegada do fim de semana, na noite de dia 28 do Fest’Asso é animada por João Tendeiro. Sábado, a música é de Os Klássicos e a 29 sobem ao palco Os Alcorrazes.
Jorge Nice é o protagonista da noite de dia 1 de Julho. Já dia 2 é a vez de Luís Portela e dia 3 Ricardo Laginha passa pelo certame.
Dia 4 de Julho há hip hop no Fest’Asso, pela Associação Cultural Music and Movement e, depois, segue a sonoridade de Fiesta Lusa.
A marcha do Clube Recreativo da Palhavã passa pelo certame ao início da noite do dia 5. De seguida, Star Band apresenta-se no palco. A música de dia 6 é da responsabilidade de Nuggyland.
O último dia do Fest´Asso 2019 arranca com um Festival de Ginástica, no Auditório José Afonso. A fechar há Noite de Fado, com as vozes de Deolinda de Jesus, Susana Martins, Carla Lança, Fernando Machado e Octaviano Sales.
Entre 22 de Junho e 7 de Julho, o certame inclui ainda áreas de animação infantil, mostras de artesanato e produtos locais e demonstrações das atividades desenvolvidas pelas coletividades, nomeadamente no desporto.

Evento importante para o movimento associativo 
O evento é organizado pela União das Freguesias de Setúbal com o envolvimento de coletividades, que durante o certame dão a conhecer o seu trabalho e asseguram o funcionamento de tasquinhas gastronómicas. “Mas é também uma parceria muito forte com as associações. Elas fazem o Fest’Asso. Aliás, essa é uma marca da junta de freguesia. Não faz nada sozinha, nem apenas para ela própria. Trabalha sempre com todos e para todos”, realçou Rui Canas na edição do ano passado.
O Fest’Asso conta com o envolvimento de mais de duas dezenas de coletividades com presença na União das Freguesias de Setúbal.
“Esta riqueza não pode ser desperdiçada”, sublinhou a vereadora das Atividades Económicas da Câmara de Setúbal, Carla Guerreiro, salientando, ainda, “o programa muito rico, muito completo e muito ambicioso” do certame.
O evento, reforçou a autarca, é um motivo de orgulho para o concelho, uma vez que “a festa popular é também um espelho da identidade local, além de que o envolvimento do movimento associativo, com um conhecimento profundo do que se faz localmente e da maneira de sentir das pessoas, permite uma festividade cada vez melhor”.

Agência de Notícias 
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