Dá um Gosto ao ADN

Zero quer inspeção a obra da Fonte da Telha

Autarquia poderá ter de retirar estrada asfaltada na duna primária 

A Zero informou, esta terça-feira, que apresentou queixa à Inspeção-Geral da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território, para que seja fiscalizada a obra na praia da Fonte da Telha, em Almada. Em comunicado, a associação ambientalista explicou que pretende que "sejam tomadas as necessárias diligências para averiguar a obra em causa e repor a legalidade". Para a Zero, "além do desrespeito pelo normativo da Reserva Ecológica Nacional, a intervenção efetuada pela Câmara de Almada conflitua com regimes de salvaguarda e várias normas gerais e normas específicas do Programa da Orla Costeira de Alcobaça-Cabo Espichel", afirmou. Apesar da polémica, a Câmara prossegue a obra e prepara-se para asfaltar outras estradas de acesso a praias na Costa de Caparica. 
Obra em duna primária está a causar polémica 

Segundo a nota divulgada, a obra em causa "viola" várias disposições "em matéria de proteção dos recursos hídricos, mitigação de riscos, adaptação climática, proteção ecológica, preservação da paisagem e valorização ambiental das praias".
Além disso, indicou, "não está legitimada pelo Plano de Intervenção de Praia da Fonte da Telha", nem tem enquadramento "nas normas previstas no Regulamento de Gestão das Praias Marítimas e do Domínio Hídrico do troço Alcobaça-Cabo Espichel".
Para a associação, persistem ainda dúvidas "sobre a capacidade drenante do pavimento betuminoso utilizado na obra".
"A Zero considera que este é um precedente grave, uma vez que abre a possibilidade a intervenções análogas ao longo das zonas costeiras, aumentando a vulnerabilidade do litoral português", frisou.
A 14 de Junho, a associação ambientalista já se tinha mostrado contra a empreitada por considerar que vai "impermeabilizar de forma dramática um troço considerável junto à linha de água e à arriba fóssil", além de "aumentar o acesso e a implantação de mais atividades numa zona já sensível e vulnerável às alterações climáticas e à subida do nível do mar".

A cronologia dos acontecimentos 
Na última quarta-feira, os vereadores comunistas na Câmara de Almada solicitaram à autarquia, socialista, os documentos que fundamentaram a decisão de colocação de um betuminoso semipermeável na praia da Fonte da Telha.
Numa nota divulgada na sua página da internet, a Câmara de Almada já tinha esclarecido que "não há colocação de alcatrão, mas sim de um betuminoso semipermeável" no acesso viário à praia da Fonte da Telha, o que "está a ser aplicado apenas na estrada já existente [em terra batida] e não na duna".
Neste sentido, explicou que a intervenção em curso tem o objetivo de "ordenar o trânsito e o estacionamento na via já existente", assim como "proteger a duna primária".
Além disso, frisou que a empreitada "cumpre as diretrizes do Programa Orla Costeira Alcobaça - Cabo Espichel", uma vez que a praia da Fonte da Telha está classificada como urbana ou seminatural, consoante a zona.
Segundo o artigo 11.º deste programa, os acessos rodoviários, parques e zonas de estacionamento das praiasseminaturais "devem ser delimitados e ter pavimento permeável ou semipermeável".
A 15 de Junho, a Agência Portuguesa do Ambiente indicou que "não foi emitido qualquer parecer" dos seus serviços sobre a obra em causa, "atendendo a que tal ato não é da sua competência", mas sim da Câmara de Almada.
No entanto, numa nota escrita enviada à Lusa, defendeu que o projeto "pretende promover e valorizar a praia da Fonte da Telha, designadamente o acesso viário à orla costeira, bem como a contenção das áreas de estacionamento desordenado e abusivo, com a implementação de medidas que impeçam a circulação de veículos para fora das áreas estabelecidas".

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Seixal reforça apoio aos bombeiros do concelho

Autarquia entrega equipamentos e um veículo de combate a incêndios florestais

Durante a manhã desta segunda-feira, a Câmara do Seixal assinalou de forma simbólica o Dia Municipal do Bombeiro, homenageando os soldados da paz pelo seu trabalho em prol da proteção, segurança e saúde das populações. Para celebrar a data, a autarquia atribuiu uma comparticipação financeira à Associação Humanitária de Bombeiros Mistos do Concelho do Seixal, no valor de 45 160 euros para apoio à aquisição de um veículo florestal de combate a incêndios e uma comparticipação à Associação Humanitária de Bombeiros Mistos de Amora, no valor de oito mil 949 euros para aquisição de seis aparelhos respiratórios isolantes de circuito aberto, equipamentos essenciais no combate aos incêndios.
Seixal ajuda bombeiros do concelho 

O presidente da Câmara do Seixal, Joaquim Santos, referiu a este propósito que “assinalamos este dia para homenagear os nossos bombeiros e agradecer-lhes, e às suas famílias, todo o trabalho essencial de apoio ao socorro às populações que desenvolvem. Com mais estes equipamentos, reforçam a sua capacidade operacional e a sua segurança nos combates que irão travar por todos nós”.
Importa lembrar que, além de outros apoios atribuídos, no passado dia 25 de Abril a autarquia "ofereceu duas ambulâncias, uma a cada corporação de bombeiros do concelho, num investimento de 130 mil euros", que permitiram reforçar a capacidade de resposta destas associações aos munícipes e "apoiou a construção do Quartel de Fernão Ferro dos Bombeiros do Concelho do Seixal, inaugurado no ano passado em Fernão Ferro, e a construção do novo Quartel dos Bombeiros de Amora, na Cruz de Pau, inaugurado em Novembro passado", disse a autarquia em comunicado.

Agência de Notícias com Câmara do Seixal 
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Detidos por burla com televisores no Montijo

Três homens suspeitos de burlas no valor de 80 mil euros 

O Comando Metropolitano de Lisboa, através da Divisão Policial da Amadora procedeu à detenção de três homens com idades compreendidas entre 24 e os 40 anos, por serem suspeitos da prática dos crimes de falsificação e burla qualificada. No total, para além das três detenções, foi apreendido diverso material resultante de outras burlas, como trotinetes, pneumáticos, carros, e televisões, num valor ainda não totalmente apurado, mas próximo dos 80 mil euros.
Homens terão lesado dezenas de pessoas 

Num comunicado enviado às redações, a PSP revela que os detidos são suspeitos de se fazerem passar por funcionários de empresas de reconhecida dimensão, encomendando televisores de alta gama, num valor superior a 23 mil euros, e enviando comprovativos de pagamentos falsos.
A PSP desenvolveu, entretanto, diligências para conhecer o modusoperandi do trio e descobriu o armazém, assim como outros locais de destino da mercadoria, localizados no concelho do Montijo, tendo procedido às detenções e a várias buscas, onde foi apreendido diverso material resultante de outras burlas, como trotinetes, pneumáticos, carros e televisões, num valor ainda não apurado, mas próximo dos 80 mil euros.
Os detidos já foram, entretanto, presente no Tribunal Judicial da Comarca da Amadora, para 1º interrogatório judicial, onde ficaram obrigados a apresentações periódicas na esquadra mais próxima da sua residência.

Agência de Notícias 
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PS anuncia nova fábrica da LaserPerformance em Setúbal

Empresa com capacidade de produção de três mil barcos e criação de 100 postos de trabalho

Em visita aos concelhos de Setúbal, Alcácer do Sal e Sines, os deputados eleitos pelo distrito de Setúbal, anunciaram que o projeto da LaserPerformance para construir uma nova unidade fabril, em Setúbal, foi aprovado pelo Portugal 2020. A informação foi transmitida aos socialistas pela construtora de veleiros, na semana passada. O investimento deverá apresentar capacidade para produzir “três mil barcos e criar 100 postos de trabalho até final de 2021”, adiantaram ainda os deputados do PS, num comunicado a resumir um périplo que efectuaram pelos três concelhos do distrito. Estes contactos decorrem no contexto do lançamento do Programa de Estabilização Económica e Social apresentado recentemente pelo Governo, que "procura apoiar uma retoma sustentada da atividade económica e social do país", disseram ainda os socialistas. 
A empresa fabrica veleiros desportivos 

A LaserPerformance, empresa dedicada à construção naval, já tinha anunciado no início deste ano,  que vai investir oito milhões de euros em Setúbal nos próximos dois anos com a construção de um Eco-Campus. 
E na primeira fase, que se encontra em processo de licenciamento na Câmara de Setúbal, o projecto irá criar, “aproximadamente 50 postos de trabalho”, disse na altura Valdemar Moura, diretor-geral da empresa líder mundial na construção de veleiros.
O Eco-Campus que representa uma unidade industrial para a produção de veleiros e uma de logística, cada uma com quatro mil metros quadrados, “ficará próximo ao Instituto Politécnico de Setúbal” revela Valdemar Moura, “sendo esse um dos motivos que levou à escolha da localização para o projeto e de Setúbal”.
A isto une-se “a ligação de Setúbal ao rio e mar e as vias de comunicação do concelho com a região”, assume Valdemar Moura.
Quanto ao arranque da construção do Eco Campus “a primeira fase inicia ainda para este ano, apesar das condicionantes que a pandemia actual está a impor ao mercado”, comenta Valdemar Moura.
A primeira fase deve estar concluída “até 2021, tendo sido esse o compromisso assumido com a autarquia”. Mas, para o diretor-geral da LaserPerformance, “o ideal seria que todo o projeto ficasse construído nos próximos dois anos”. Não sendo possível “fica o compromisso de ter a totalidade concluída em 2024”.

Deputados socialistas avaliam empresas do distrito 
Os parlamentares socialistas dividiram-se em duas comitivas: uma composta por Eurídice Pereira, André Pinotes Batista e Fernando José, que se deslocou a Setúbal; e outra que juntou Filipe Pacheco, Sofia Araújo e Clarisse Campos, em Alcácer e Sines.
Em Setúbal, a comitiva socialista – que englobou ainda os vereadores locais Fernando Paulino, Paulo Lopes e Joel Marques – visitou, além da LaserPerformance, a empresa City Print e a Associação de Socorros Mútuos Setubalense.
No litoral alentejano, a outra comitiva dos deputados do PS visitou a freguesia do Torrão – onde reuniu com o executivo da junta local, membros da assembleia de freguesia, a vereadora na Câmara de Alcácer, Mara Marques, e um representante da GNR. 
Seguiu-se a visita Sines, que foi acompanhada pelo presidente da Câmara, Nuno Mascarenhas, entre outros, e que contemplou a deslocação à Gypfor empresa de gessos laminados localizada na Zona Industrial de Sines. 
Conduzidos pelo seu principal acionista, o Eng. Pedro Jordão, a comitiva ficou a conhecer a forma como esta empresa está "a ultrapassar a atual crise, desde logo garantindo os postos de trabalho e procurando diversificar os mercados para exportação", diz a nota de imprensa.
A iniciativa dos deputados do PS, realizada no âmbito dos périplos regulares efetuados pelo distrito, teve por base o lançamento do Programa de Estabilização Económica e Social apresentado recentemente pelo Governo.

Agência de Notícias 
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Sindicato quer enfermeiros no Litoral Alentejano

Época balnear em tempo de pandemia aconselha a reforço na saúde 

O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses exigiu a contratação de mais enfermeiros para a Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano, sobretudo em tempos de pandemia e de época balnear. "O contexto de pandemia, acrescido agora do período de verão, em que há fluxos migratórios para esta zona, agrava aquilo que são as necessidades de prestação de cuidados por parte do hospital e dos centros de saúde da região", disse Zoraima Cruz Prado, dirigente do Sindicato, após um protesto de enfermeiros e utentes junto ao Hospital do Litoral Alentejano, em Santiago do Cacém, no distrito de Setúbal. A Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano serve cerca de 100 mil habitantes dos concelhos de Alcácer do Sal, Grândola, Santiago do Cacém, Sines, no distrito de Setúbal, e Odemira, no distrito de Beja.
Faltam enfermeiros no Litoral Alentejano 

Segundo a sindicalista, à atividade habitual do Hospital do Litoral Alentejano e dos centros de saúde da região, que integram a Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano, "tem de se acrescentar o aumento da população no verão e, este ano em particular, às respostas que se têm de dar no contexto da pandemia de covid-19".
Apesar de ter havido autorização para a contratação de profissionais de saúde, "o saldo de admissões nesta instituição é zero", lamentou.
"Não havendo contratação, preocupa-nos muito o tipo ou a ausência de resposta às necessidades da população neste período em que confluem as três necessidades de saúde", alertou.
Nas contas do SEP, "faltam 100 enfermeiros" para suprirem as necessidades da Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano, que abrange os concelhos de Alcácer do Sal, Grândola, Santiago do Cacém, Sines, no distrito de Setúbal, e Odemira, no distrito de Beja.
Durante o protesto, em que participaram utentes e autarcas da região, o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses alertou ainda para as "dificuldades de fixação dos profissionais que conseguem cativar por intermédio de concurso", atribuindo a situação "à ausência de perspetiva de evolução na carreira e salarial".
"Cerca de 60 por cento dos enfermeiros têm contrato individual de trabalho, o que significa que continuam no início da tabela como se tivessem tirado a licenciatura há um ou dois dias, quando muitos já têm mais de 10 anos de experiência profissional", denunciou a dirigente, apelando à adoção de medidas de incentivo à contratação e à fixação de profissionais de saúde.
O Sindicato entregou ao conselho de administração da Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano um manifesto a exigir a "contratação imediata, recorrendo a medidas de incentivo e diferenciação positiva, fazendo a devida progressão aos enfermeiros como forma de cativar pessoas".

Agência de Notícias com Lusa 
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Lauak mantém despedimentos em Setúbal e Grândola

Empresa avança com despedimento coletivo mas reduz trabalhadores abrangidos

A administração da Lauak Setúbal reduziu de 164 para 161 o número de trabalhadores abrangidos pelo processo de despedimento coletivo em curso naquela unidade industrial de componentes aeronáuticos, revelaram fontes sindicais. "Face à redução de encomendas, devido pandemia covid-19, a fábrica da Lauak em Setúbal, com 531 trabalhadores, avançou com um processo de despedimento coletivo que abrangia inicialmente 197 funcionários, mas depois reduziu esse número para 164 e, na passada quinta-feira, para 161 trabalhadores, disse fonte do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Sul. Na outra unidade industrial da Lauak no distrito de Setúbal, em Grândola, com cerca de 170 trabalhadores, a multinacional da indústria aeronáutica também se propunha fazer um despedimento de 52 trabalhadores, mas já reduziu esse número para 36.
Crise na aviação obriga a reduzir pessoal 

Em comunicado conjunto, o Sitesul e o Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos sublinham a redução do número de trabalhadores abrangidos pelos processos de despedimento coletivo e a melhoria das contrapartidas que são oferecidas aos trabalhadores que vão ser despedidos.
"Foi possível minimizar o número de trabalhadores integrados nestes processos, tendo sido possível na empresa de Grândola reduzir o número de trabalhadores incluídos no despedimento coletivo de 52 para 36 trabalhadores, e na empresa de Setúbal reduzir de 197 para 161 trabalhadores", refere o comunicado, que também lamenta a perda de postos de trabalho.
"Continuamos a considerar que qualquer perda de posto de trabalho é de lamentar e representa uma perda dos rendimentos familiares, em muitos casos já frágeis, do trabalhador alvo do despedimento, pelo que, nunca poderemos concordar com estes processos de despedimento coletivo e continuaremos a desenvolver todas as ações que se considerem necessárias para reverter o processo", acrescenta o documento.
A administração da Lauak não presta declarações sobre o processo de despedimento coletivo em curso.

Agência de Notícias com Lusa 
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Empresa de biocombustíveis cria trabalho em Palmela

Vale de Cantadores recebe investimento de 33 milhões de euros numa fábrica de biocombustíveis avançados

O concelho de Palmela irá receber  uma fábrica de produção de biocombustíveis avançados. O empreendimento da Hardlevel deverá estar pronto a operar no segundo semestre de 2021, implica um investimento de 33 milhões de euros e deverá empregar 50 pessoas. A  aposta da Hardlevel aponta para o mercado chinês, mas também para o norte da Europa. A escolha de Palmela para instalação da nova unidade foi estratégica, uma vez que o local onde será feita a obra, em Vale de Cantadores, "fica localizada a dez minutos do porto de Setúbal, próxima da via ferroviária e junto à autoestrada que liga o sul e o norte do país", diz a empresa. 
Empresa quer trabalhar com combustíveis saudáveis 

De acordo com o administrador da empresa, Salim Karmali, citado pelo jornal Semmais, a unidade projetada irá produzir cerca de 50 mil toneladas por ano de biocombustíveis avançados. Serão processadas matérias primas como cascas de frutos, óleos virgens, óleo de cachos, óleos e gorduras provenientes de lamas de depuração de Etar’s.
Ainda segundo o responsável da empresa a escolha de Palmela para instalação da nova unidade foi estratégica, uma vez que o local onde será feita a obra, em Vale de Cantadores, fica localizada a dez minutos do Porto de Setúbal, próxima da via ferroviária e junto à autoestrada. “A exportação para países do norte da Europa é um dos objetivos, daí que seja importante a proximidade ao porto de Setúbal”, sublinhou Salim Karmali. 
O responsável revelou ainda que a empresa, com a entrada de um novo investidor, prevê expandir o negócio para China e também para o continente americano, operações que deverão ocorrer, no primeiro caso, ainda durante este ano e, no segundo, no decurso do segundo semestre de 2021, precisamente quando se prevê que seja inaugurada a fábrica de Palmela.
Um dos donos da Hardlevel salientou que a fábrica do Vale dos Cantadores vem de encontro às novas diretivas europeias, nomeadamente da que diz respeito a renováveis. Essa diretiva estabelece que, entre 2020 e 2030 os países membros de União Europeia irão consumir 32 por cento de energias provenientes de fontes renováveis, pelo que o processo de incorporação de biocombustíveis (como os que serão produzidos na nova unidade) nos combustíveis fósseis irá aumentar significativamente.
Os 50 postos de trabalho previstos são destinados a pessoas com especialização, nomeadamente a técnicos de laboratório e técnicos de produção. 

Uma empresa em crescimento 
Apostada na recolha seletiva dos óleos usados e na sua transformação e valorização de modo a que se obtenham biocombustíveis avançados, a Hardlevel, que também tem centros logísticos e empresas subsidiárias em Portugal, Espanha, Holanda, Bélgica e Malásia, prevê poder chegar ao final do presente ano com mais de 100 mil toneladas processadas e comercializadas, valor esse que até poderia ser superior, não fossem os contratempos causados pela pandemia de covid-19.
A Hardlevel tem capital 100 por cento português e foi fundada em 2006. Terá sido, em 2017, a empresa responsável pela criação da primeira rede organizada de recolha de óleos alimentares usados, a Rede Nacional de Oleões.
 Em 2019 a empresa terá tido um volume negocial de 58 milhões de euros.

Agência de Notícias
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GNR travou festa privada com 40 pessoas na Comporta

Depois de alertada por denúncias, a GNR teve de interromper ajuntamentos em casa 

Depois de um festa no Parque de Campismo na Galé, em Grândola, que já infetou mais de 22 pessoas oriundas de localidades de Setúbal, Pinhal Novo e Lisboa. Eis outra festa onde "o perigo andou à espreita".  A GNR fez cessar uma festa privada que decorria com 40 pessoas na Comporta, concelho de Alcácer do Sal, em infração às regras definidas para o combate à pandemia da COVID-19, revelou este sábado aquela força de segurança. Segundo um comunicado do Comando Territorial de Setúbal da GNR, a festa, que decorria na quinta-feira, foi terminada por intervenção de militares do Destacamento Territorial de Grândola. 
GNR com muito trabalho para travar festas 

Após uma denúncia de que estaria a decorrer uma festa privada, com a presença de algumas dezenas de pessoas, os militares da guarda deslocaram-se ao local, refere o comunicado.
"Já na zona onde estaria a decorrer a referida festa, uma moradia vedada, foi possível constatar a presença de cerca de 40 pessoas, tendo os militares da GNR procedido à identificação do responsável pelo evento, fazendo igualmente cessar o mesmo", adianta o comunicado.
De acordo com a Guarda Nacional Republicana (GNR), o responsável pela festa foi informado que "não é permitido o ajuntamento superior a 20 pessoas, em respeito pelas normas em vigor".
Após terem sido abordadas pelos militares da GNR, as pessoas presentes no evento acataram as indicações e terminaram a festa, acrescenta o comunicado.
As medidas de isolamento social em vigor impedem ajuntamentos de mais de 20 pessoas e o consumo de bebidas alcoólicas na rua, fora de um espaço de restauração habilitado.
No Algarve aconteceu o mesmo na última noite. A GNR de Faro interrompeu, na sexta-feira, duas festas ilegais em Lagos e em Albufeira, depois de ter sido chamada aos locais onde várias dezenas de pessoas se encontravam em estabelecimentos e na rua a consumir bebidas alcoólicas, ajuntamentos proibidos pelas medidas de contenção motivadas pela pandemia da covid-19. 
De acordo com um comunicado de imprensa da GNR de Faro citado pela TVI, “na primeira situação, após uma denúncia de ruído, os militares da Guarda deslocaram-se ao local e verificaram a existência de música ao vivo e dezenas de pessoas na rua e esplanada a consumir bebidas alcoólicas junto a um estabelecimento de bebidas, dificultando a passagem quer de peões quer de veículos”.
“Perante essas circunstâncias, os militares procederam à identificação do proprietário do estabelecimento”, diz a GNR.
Noutra das festas, os agentes da GNR também responderam a uma denúncia de ruído e, quando chegaram ao local, “constataram a presença de várias dezenas de jovens na via pública que, após a chegada dos militares da GNR, acataram a ordem de dispersar”.

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Fado itinerante vai de porta em porta em Setúbal

Susana Martins leva fado à União das Freguesias este sábado à noite 

A fadista Susana Martins leva a canção da saudade ao território da União das Freguesias de Setúbal na noite de sábado, naquele que é o segundo espetáculo do ciclo Fado em Setúbal – Porta a Porta. Este apontamento musical, com início às 21 horas, integra o projeto da Câmara de Setúbal que, "em tempo de crise sanitária motivada pela pandemia da covid-19, constitui uma alternativa para que as pessoas possam usufruir, cumprindo as regras de distanciamento social, de pequenos momentos de lazer", sublinha a autarquia sadina. 
Susana Martins leva o fado às ruas da cidade 


O ciclo de espetáculos itinerantes ao ar livre, que aproxima a cultura dos munícipes, em particular população sénior, mais afetada pela situação de confinamento, é também, diz a Câmara de Setúbal, "uma forma de continuar a apoiar os artistas locais, muito penalizados em virtude da crise pandémica".
Maria Caetano abriu, na noite de 20 de Junho, no Sado, o ciclo Fado em Setúbal – Porta a Porta, que se prolonga até Agosto com apontamentos musicais itinerantes ao ar livre por todas as freguesias do concelho.
A noite amena serviu de mote perfeito para o primeiro serão musical do projeto Fado em Setúbal – Porta a Porta, organizado pela Câmara Municipal. Maria Caetano foi o nome que levou, à freguesia do Sado, a canção da saudade em pequenos concertos, ao vivo, que puderam ser apreciados pelos munícipes a partir das próprias casas. Segue-se agora, no último sábado de Junho, a atuação de Susana Martins.Em Julho, há atuações de Maria do Céu Freitas, a 11, na freguesia de Azeitão, de Joana Lança, a 18, em Gâmbia-Pontes-Alto da Guerra, e de Carla Lança, a 25, na freguesia de São Sebastião.
Este novo formato do programa Fado em Setúbal prossegue em Agosto, logo no dia 1, com Sara Margarida a dar música aos residentes da União das Freguesias de Setúbal.
Há ainda apontamentos musicais com Nuno Rocha, a 8, na freguesia do Sado, com Carlos Zacarias, a 15, em Azeitão, com Deolinda de Jesus, a 22, no território de Gâmbia-Pontes-Alto da Guerra, e com Inês Pereira, a 29, novamente em São Sebastião.
O Fado em Setúbal – Porta a Porta está integrado no programa municipal Setúbal em Casa com Arte, com "um conjunto de iniciativas culturais especialmente pensadas para o tempo de crise sanitária provocada pela pandemia de covid-19", diz a autarquia.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 


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Deputada do distrito de Setúbal deixa o PAN

Cristina Rodrigues deixa o partido em divergência com o líder. Passa a deputada não inscrita
 
A deputada Cristina Rodrigues, eleita pelo PAN em Setúbal nas últimas eleições legislativas, desvinculou-se do partido e passa a deputada não inscrita. Cristina Rodrigues acusa a direção do partido de a silenciar e condicionar a "capacidade de trabalho". A deputada considera que a estratégia definida pela direção tem-se afastado dos "princípios estruturais do PAN". No espaço de uma semana, o Pessoas Animais Natureza perdeu seis elementos, alegando divergências com a direção nacional. À RTP, André Silva afasta o cenário de uma crise no PAN. O líder do partido garante que a liderança não está posta em causa.
Eleita pelo PAN é agora deputada não inscrita 

A deputada Cristina Rodrigues, eleita por Setúbal nas últimas eleições legislativas, desvinculou-se do PAN e vai passar ao estatuto de não inscrita, acusando a direção do partido de a silenciar e condicionar a sua "capacidade de trabalho".
"Hoje, de coração extremamente apertado, decidi desvincular-me do PAN, após ter dado tanto de mim a este partido. Infelizmente, não consigo adiar mais esta decisão e apenas a tomo por não ver outra saída e por acreditar que, ao adiá-la, poderia vincar ainda mais as divergências existentes e ser mais prejudicial para o partido, para mim e para as causas com que continuo a identificar-me", afirma a parlamentar numa nota enviada à agência Lusa.
Cristina Rodrigues diz já não conseguir "lidar com a forma como o PAN tem sido orientado" e considera não ser possível "inverter esse rumo através dos atuais mecanismos internos".
"Fui sentindo cada vez mais a minha voz silenciada e a minha capacidade de trabalho condicionada, o que culminou com o meu recente afastamento da Comissão Política Permanente do PAN, feito à minha revelia e sem aviso prévio", indica também.
A deputada refere igualmente que se mantém na Assembleia da República como deputada não inscrita afirmando acreditar que pode "fazer a diferença", orientando-se daqui para a frente "pelos princípios e valores" que a levaram "à causa pública e ao desafio parlamentar".
Além de deputada, Cristina Rodrigues integrava a Comissão Política Nacional do PAN.
Entre os argumentos para a sua saída do partido, aponta que "já há algum tempo que a estratégia definida pela direção tem primado por um afastamento face a princípios estruturais do PAN" e fala numa "clara centralização do poder" em que deixou de haver "tolerância para com a diferença" e em que "qualquer opinião divergente é rotulada de desleal".

"Distanciamento face a medidas estruturais"
"Passou-se de um discurso construtivo, positivo, imbuído da vontade de fazer pontes e de dialogar, para um discurso agressivo que chega a colocar em causa pessoas e não ideias, algo que contraria os estatutos do partido", considerou a deputada, que era coordenadora do grupo parlamentar do PAN em várias comissões parlamentares.
Por outro lado, acusa a direção de "distanciamento face a medidas estruturais", como o Rendimento Básico Incondicional, considerando que este tema "sempre viu a sua discussão bloqueada, algo que se tornou ainda mais evidente durante a primeira fase da pandemia".
"O mesmo sucede com a causa animal. Embora continue a ser abordada, é-o de forma residual, deixou de ser uma causa prioritária para o partido", critica, assinalando que também quanto à Lei do Clima, "uma das bandeiras de campanha do PAN", não foi tomada "qualquer diligência para a fazer avançar" depois de baixar a comissão.
"Encontramo-nos no final da primeira sessão legislativa e o partido tem descurado a possibilidade de dar cumprimento a este ponto do seu programa", insiste.
No comunicado enviado à agência Lusa, Cristina Rodrigues assinala que os exemplos que deu "são três de vários que denotam alguma quebra do compromisso assumido para com os eleitores".
"Também os funcionários do partido se podem, justamente, sentir defraudados, pois o PAN não aplica internamente medidas que defende, como a redução do horário de trabalho e o direito à desconexão profissional", acusa.
Na nota, a dirigente salienta que esta decisão incluiu-se no lote daquelas "profundamente difíceis de tomar" e refere foi o culminar de uma situação de "desgaste".
A saída de Cristina Rodrigues acontece depois de o PAN ter perdido a representação no Parlamento Europeu, com a desfiliação (na semana passada) do seu único eurodeputado, Francisco Guerreiro, que era também membro da Comissão Política Nacional.
No mesmo dia, também a deputada municipal em Cascais, membro da Comissão Política Nacional e mulher do eurodeputado, Sandra Marques, se desvinculou desta força política. Já na quarta-feira, o PAN perdeu também a representação na Madeira depois de os membros da Comissão Política Regional do arquipélago terem deixado o partido.
Todos estes dirigentes deixaram críticas à atuação da atual direção do PAN, liderada pelo porta-voz, André Silva.

Agência de Notícias com Lusa 
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Pandemia cancela Queijo, Pão e Vinho em Quinta do Anjo

Mercado realizava-se em São Gonçalo neste fim de semana e no próximo 

O Mercado do Queijo, Pão e Vinho, agendado para os fins-de-semana de 27 e 28 de Junho e 4 e 5 de Julho, na Quinta do Anjo, em Palmela, foi agora cancelado pela organização devido “à situação epidemiológica da covid-19 na Área Metropolitana de Lisboa”. A decisão tomada pela organização teve em conta “a necessidade de reforçar a contenção da transmissão comunitária do vírus”. O festival estava marcado para o inicio de Abril, foi reagendado para o fim de Maio mas acabou por não se realizar nos moldes normais. Voltava agora com uma versão 'Mercado do Queijo Pão e Vinho' e voltou a ser cancelado. Se tudo correr bem, o festival volta a São Gonçalo, na freguesia de Quinta do Anjo, em 2021. 
Evolução da pandemia impede mercado 

A decisão, anunciada pela Câmara de Palmela através de comunicado, foi tomada tendo em conta o “quadro dos últimos dados da pandemia, que orientam para a necessidade de reforçar a contenção da transmissão comunitária do vírus”, sendo que “a organização considerou fundamental e prioritário a segurança e saúde pública”.
A iniciativa, organizada “em conjunto pela Câmara de Palmela, Junta de Freguesia de Quinta do Anjo e Associação Regional de Criadores de Ovinos Leiteiros da Serra da Arrábida, tinha por objetivo a realização de um mercado de produtores, com vista à comercialização e ao escoamento dos produtos endógenos, num ano em que o Festival do Queijo, Pão e Vinho foi cancelado”, lê-se na mesma nota.
Ainda de acordo com o comunicado, a autarquia de Palmela continuará "a defender a produção local e os produtores, bem como, a valorizar o queijo, o pão e o vinho enquanto recursos fundamentais de identificação territorial e de desenvolvimento económico-social, acreditando que em parceria se ultrapassarão obstáculos e caminhará para um futuro melhor".
O certame, realiza-se há 27 anos, é promovido pela Associação Regional de Criadores de Ovinos Leiteiros da Serra da Arrábida, com o apoio do Município de Palmela. O Festival Queijo, Pão e Vinho sempre foi uma montra privilegiada do melhor que a região tem para oferecer, com destaque para o Queijo de Azeitão DOP, um dos mais afamados e requintados do país. Outros queijos de ovelha e manteiga de ovelha, os vinhos regionais, o pão tradicional, a doçaria, a fruta, o mel e a gastronomia completam o leque de iguarias a (re)descobrir durante os dias do festival. 
As originais corridas de ovelhas no “Ovinódromo”, a demonstração de tosquia e ordenha, provas de produtos comentadas, passeios pedestres e de BTT, espetáculos equestres e animação musical são alguns dos principais destaques da programação normal que voltará, esperamos todos, no próximo ano.

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Grândola aguarda resultados de testes a festa na Galé

Festa "ilegal" em parque de campismo com jovens de Setúbal e Pinhal Novo gera surto 

O autarca de Grândola disse esta quinta-feira aguardar com preocupação os resultados dos testes aos contactos dos envolvidos no surto de covid-19, com origem numa festa de jovens no parque de campismo da Galé, que infetou pelo menos 20 pessoas.  “Temos receio que alguns deles possam ter infetado pessoas de Grândola. Por isso, aguardamos com alguma preocupação os resultados dos testes para ver se transmitiram a alguém do concelho, o que é provável que possa ter acontecido”, disse à agência Lusa António Figueira Mendes, presidente da Câmara de Grândola. De acordo com o autarca, “as autoridades de saúde estão a acompanhar muito mais de perto” a situação “desde domingo”, quando foram conhecidos os primeiros casos de covid-19, do grupo de jovens, entre os 15 e os 20 anos, residentes em Setúbal, Pinhal Novo e alguns do distrito de Lisboa. A festa foi feita à revelia do parque. 
Parque de campismo foi encerrado depois do surto

O autarca apelou à compreensão dos jovens para “fazerem mais um esforço” e “evitarem estes ajuntamentos e convívios”, que originam “uma transmissão muito elevada” da doença.
“Isto pode levar a que os bons resultados que estávamos a ter em Portugal, e em particular em Grândola, possam vir a ter influência na nossa vida futura a curto prazo”, alertou.
O parque de campismo da Galé, em Grândola, no litoral alentejano, foi encerrado na sequência de um surto de covid-19 com origem numa festa de jovens e que infetou pelo menos 20 pessoas, segundo as autoridades locais.
“Decidimos fechar o parque, mas já recebemos a ordem de encerramento, para rastrearmos todos os funcionários que estão nos bares, restaurante e no supermercado que possam ter tido algum contacto com pessoas infetadas, que possivelmente andaram pelos serviços”, explicou hoje à agência Lusa Catarina Gomes, proprietária do parque de campismo da Galé
O grupo de jovens, entre os 15 e 20 anos, e alguns pais, oriundos dos distritos de Lisboa e Setúbal, ocuparam equipamentos permanentes e terão decidido “reunir-se, sem autorização e sem nos consultarem, numa das casas”, relatou a responsável, indicando que o caso ocorreu entre os dias 10 e 14 deste mês.
“Essas pessoas são proprietárias de casas pré-fabricadas ou de 'roulottes', com espaço permanente no parque. São jovens que frequentam a mesma escola, em Setúbal, e lidam entre eles diariamente. Com certeza alguns já vieram infetados e quando se reuniram com outras pessoas deu-se a proliferação”, frisou.
O grupo de pessoas, que a proprietária não soube contabilizar, “esteve reunido, durante uma tarde, numa das casas, no aniversário de uma das jovens”.
Desde essa altura, o parque manteve-se em funcionamento e, “quando tivemos conhecimento da situação, apertámos um bocadinho mais o cerco em termos de medidas, mas depois para termos a certeza que aqui no parque não existem colegas que possam estar a transmitir aos outros, decidimos encerrar”, explicou.
Numa primeira fase, frisou, vai ser feita despistagem a todos os funcionários, "quando as autoridades reunirem as condições para isso, porque é um processo que tem o seu protocolo”.
Portugal contabiliza pelo menos 1.549 mortos associados à covid-19 em 40.415 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim da Direção-Geral da Saúde.

Agência de Notícias com Lusa 
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Parlamento recomenda Centro de Saúde no Feijó

4278 assinaturas obrigam partidos a rever posição para nova unidade de saúde 

Os três projetos de resolução do BE, PEV e PCP que recomendam a construção de um novo centro de saúde no Feijó, em Almada, foram aprovados pela Assembleia da República. Tanto as propostas do BE como do PCP foram aprovadas com a abstenção do PS, tendo votos favoráveis dos restantes grupos parlamentares. Já o documento do PEV foi aprovado nas mesmas condições, mas também reuniu votos favoráveis de cinco deputados socialistas. Na semana passada, o tema já tinha sido debatido devido à petição da Plataforma Pela Construção do Centro de Saúde do Feijó, que deu entrada no parlamento em 24 de Julho de 2019, com 4278 assinaturas, e aos projetos de resolução do BE, PEV e PCP. A "recomendação" segue agora para o Governo que quer concluir projeto até final desta legislatura. 
Feijó luta por nova unidade de saúde 

Neste debate, os grupos parlamentares mostraram um consenso sobre a necessidade de se construir a nova infraestrutura, apesar de o PSD considerar que “há falta de vontade política” dos socialistas.
A petição foi apresentada pela deputada do BE Joana Mortágua, que explicou que a União de Freguesias do Laranjeiro e Feijó apenas tem um centro de saúde para 47 mil utentes, dos quais metade “não têm médico de família”.
“O Centro de Saúde de Santo António do Laranjeiro é conhecido por não ter recursos humanos há muitos anos, por ter falta de condições físicas e materiais, tempos de espera longos e por ser distante das populações”, sublinha a deputada bloquista.
Para a deputada, é “urgente resolver este problema” com a construção de uma nova infraestrutura e a reorganização da que já existe, até porque a carência tem causado “uma sobrelotação do Hospital Garcia de Orta”, localizado no concelho.
José Luís Ferreira, do PEV, mencionou que, “há muitos anos, a Câmara de Almada disponibilizou um terreno no Centro Cívico do Feijó para a construção deste centro de saúde” e que a pandemia da covid-19 “mostrou a necessidade de reforço no Serviço Nacional de Saúde”.
Também o CDS-PP afirmou que “acompanha estas iniciativas e votará favoravelmente todas as que estiveram em discussão”, uma vez que as preocupações dos peticionantes “não se esgotam nesta freguesia e acabam por ter consequências no Hospital Garcia de Orta, no seu congestionamento”.
Já Fernanda Velez, do PSD, apontou que a construção do novo centro de saúde “tem de ser uma prioridade”, mas criticou o Governo porque esta necessidade já tinha sido identificada pelo Ministério da Saúde em 2017.
“Aqui chegados, ao fim de cinco Orçamentos do Estado viabilizados pelo PS e pelos partidos de esquerda parlamentar, cinco Orçamentos do Estado sem que tenha sido elaborado um projeto para o terreno que já existe e que reúne condições para receber o equipamento. Falta o quê senhores deputados? Falta vontade política do Governo socialista”, sublinhou a social-democrata no debate.

PS abstém-se mas quer incluir obra até 2023 
No mesmo debate, o deputado do PS, Filipe Pacheco, afirmou que o grupo parlamentar “está totalmente solidário com as revindicações”, mas notou que os projetos de resolução apresentados “esquecem ou fingem esquecer que esta construção do centro de saúde do Feijó não está prevista em lado nenhum”.
De acordo com os socialistas, “esses peticionários merecem ser tratados com respeito e seriedade, mas tratá-los com respeito e seriedade não é garantir que a construção é uma intenção ou recomendação, é garantir que ela entra efetivamente nos planos de investimento no horizonte desta legislatura, é isso que é o compromisso do PS”, realçou o socialista. 
O novo equipamento "passou" no Parlamento com os votos favoráveis do PCP, BE, PEV, PSD e CDS-PP e abstenção do Partido Socialista. Ainda assim os deputados socialistas Sofia Araújo, Catarina Marcelino, Clarisse Campos, Filipe Pacheco e Eurídice Pereira, votaram favoravelmente na proposta dos 'Os Verdes'. 

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Boas práticas de Setúbal reconhecidas lá fora

Redução de riscos de desastres e medidas eficazes face à pandemia reconhecidas por especialistas

A postura inovadora na redução de riscos de desastres e as medidas eficazes face à pandemia covid-19 assumidas pelo município de Setúbal estão em destaque na revista internacional “Geosciences”, publicação de referência na área da geociência. Um artigo científico intitulado “Construção de Cidades Resilientes: o caso de estudo de Setúbal – Portugal” analisa a estratégia seguida no concelho para a redução de riscos de desastres naturais e as boas práticas de segurança em prol do quotidiano da população. "Setúbal foi escolhida como caso de estudo devido à localização geográfica, com praias com falésias instáveis e uma área urbana caracterizada, na maioria, por prédios antigos e industrial", explica a Câmara de Setúbal em comunicado. 
Cidade reconhecida pelas boas práticas 

A análise centra-se nos quatro principais desastres naturais mais propícios de afetar a região, concretamente deslizamentos de terras, inundações, terramotos e risco de tsunami, e aponta, entre outras, as práticas implementadas no território que envolvem a instalação de equipamentos, como sinais de emergência e painéis eletrónicos de divulgação de informação em tempo real.
Sob responsabilidade técnica do Serviço Municipal de Proteção Civil e Bombeiros de Setúbal e científica de investigadores do Instituto de Geografia e Ordenamento do Território da Universidade de Lisboa e do Comité de Dados do Conselho Internacional de Ciência alemão, o artigo avalia ainda a estratégia do município perante a covid-19.
Setúbal é apontada como exemplo por ter “implementado uma variedade de medidas práticas e inovadoras que poderiam ser utilizadas como modelo” para serem aplicadas noutros municípios portugueses e também em áreas urbanas de outros países.
Perante o controlo da propagação da covid-19, o documento refere que as práticas adotadas e a experiência local “foram eficazes para mitigar o impacte do vírus” na população.
O artigo lembra que Setúbal sofreu graves danos e fatalidades devido a terremotos passados: 1755, 1858, 1909 e 1969, com o terremoto de 1755 a ser o pior da sua história.  Após esse terremoto, um incêndio atingiu a cidade, mostrando a vulnerabilidade dos edifícios a incêndios urbanos. Após esse grande terremoto, o centro histórico de Setúbal foi reconstruído e, até hoje, possui muitos prédios antigos e ruas estreitas. Além disso, de acordo com o Censo (2011), 30 por cento da população residente do centro histórico tem mais de 64 anos. 
"Por esses motivos, se ocorrer uma emergência na área, especialmente um terremoto ou incêndio, os serviços de emergência não fornecerão ajuda rápida e eficiente aos residentes", dizem os autores do estudo. 
Dadas estas razões, o Plano Municipal de Intervenção para o Centro Histórico foi implementado em 2010 "para aumentar a resiliência dos cidadãos e fornecer aos residentes ferramentas práticas para uma evacuação segura". O plano de intervenção "consiste principalmente em um mapa de evacuação da área histórica". 
Bastante inovadora é, para os autores do estudo, "a implementação de uma variedade de equipamentos em toda a área do centro da cidade: cinco painéis de informações, 11 colunas de emergência e 10 pontos de encontro. O painel de informações permite a disseminação de mensagens escritas em tempo real. O equipamento instalado é um caso único em Portugal e deve servir de orientação para outros municípios e países, bem como em Portugal", diz o estudo.
A “Geosciences” é uma revista internacional interdisciplinar de acesso aberto, especializada em geociência e ciência planetária e publicada online, mensalmente, pela MDPI, editora académica de acesso livre sediada em Basileia, na Suíça.
O artigo “Construção de Cidades Resilientes: o caso de estudo de Setúbal – Portugal”, pode ser consultado aqui

Agência de Notícias
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Reabilitação urbana continua em Alcácer do Sal

Medida já beneficiou em 78 edifícios do concelho 

O centro histórico da cidade de Alcácer do Sal está a ser alvo de regeneração em virtude dos incentivos proporcionados pelo município com a delimitação da Área de Reabilitação Urbana. "Entre Abril de 2015 e Abril de 2019, já foram abrangidos 78 edifícios pelos benefícios previstos e foram isentadas de pagamento taxas municipais no valor de 22 mil 344 euros", diz a Câmara de Alcácer do Sal.  
Requalificação é para continuar em Alcácer do Sal 

A autarquia do distrito de Setúbal diz que “o interesse demonstrado pelos munícipes e outros interessados que contactam os serviços municipais tornam expectável a manutenção ou até mesmo subida das reabilitações promovidas”.
A fixação da Área de Reabilitação Urbana do Centro Histórico de Alcácer do Sal ocorreu em 2015 e veio criar uma área territorialmente delimitada que, em virtude da insuficiência, degradação ou obsolescência dos edifícios, infraestruturas, equipamentos, espaços urbanos e verdes de utilização coletiva "justifique uma intervenção integrada através de uma operação de reabilitação urbana aprovada em instrumento próprio ou em plano de pormenor de reabilitação urbana", diz a autarquia.
Com a aprovação da Área de Reabilitação Urbana, os proprietários que promovam obras de reabilitação urbana nos imóveis nela compreendidos podem candidatar-se a diversos apoios e incentivos fiscais e financeiros, que podem ser consultados na página da autarquia dedicada ao urbanismo e requalificação urbana.
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Festa na Galé infeta jovens de Setúbal e Pinhal Novo

Festa de jovens num parque de campismo em Grândola na origem de novo surto de covid-19

Uma festa de jovens, com idades entre os 15 e os 20 anos, no parque de campismo da Galé, em Grândola, terá originado um surto de infeção pela covid-19, avançou esta noite a SIC. Há 20 pessoas infetadas. Alguns dos casos confirmados, revela ainda o canal, fazem parte do grupo de adolescentes. Estes terão estado a acampar naquele local nos feriados deste mês de Junho. Os jovens são oriundos de Setúbal, Pinhal Novo e Lisboa. Os funcionários do Parque da Galé deram negativo, explicou a autoridade de saúde de Grândola à estação de televisão.
Festas ilegais nas praias geram preocupação 

Uma festa de jovens no parque de campismo da Galé, localizado em Grândola, terá estado na origem de um surto de infeção por covid-19, segundo noticia da SIC.
O surto terá surgido em consequência de um encontro de jovens, com idades entre os 15 e os 20 anos. A festa realizou-se durante o fim de semana prolongado de 10 a 14 de Junho.  
O foco já inclui 20 pessoas infetadas, e entre elas constam alguns adolescentes deste grupo e que são oriundos de Setúbal, Lisboa e Pinhal Novo.
Junto da autoridade de saúde de Grândola, a SIC conseguiu ainda apurar que, com garantias desta entidade, que foram "rastreados todos os contatos dos infetados, nomeadamente os funcionários do referido parque de campismo que entretanto deram negativo". 
Fonte do parque de campismo que, apesar de a praia da Galé ser frequentada na sua maioria por campistas, não é certo que os participantes da festa estivessem acampados no parque, uma vez que esta tem acesso ao público e não é de uso exclusivo dos campistas.
Ainda segundo uma investigação do Jornal de Notícias, "nenhuma queixa foi feita à Polícia Marítima de Setúbal sobre a permanência de grupos de jovens na praia da Galé durante o período referido".
Este episódio vem juntar-se aos recentes ocorridos em Carcavelos e no Algarve, nos quais os jovens e as festas ilegais são o denominador comum. Comportamentos de risco que contrariam as indicações da Direção-Geral de Saúde e que despoletam surtos graves.
Recorde-se que na situação de Carcavelos, a PSP foi obrigada a intervir para dispersar uma multidão de cerca de duas centenas de pessoas – algumas menores de idade – que estavam numa festa na praia.
O outro evento ocorreu em Odiáxere, concelho de Lagos, do qual resultaram cerca de 100 casos de infeção por covid-19.
No passado fim de semana, a Autoridade Marítima Nacional anunciou uma operação de fiscalização noturna nas praias da Arrábida, no concelho de Setúbal, durante a qual dispersou ajuntamentos de jovens.
“Os elementos da Polícia Marítima detetaram dezenas de aglomerados de jovens que se concentravam nos areais, junto de rochedos e vegetação das praias da Arrábida, designadamente no Creio (Portinho da Arrábida), Coelhos, Galapinhos, Figueirinha e Albarquel, em convívio”, adiantou na altura a Autoridade Marítima Nacional.
A nota acrescenta que a Polícia Marítima de Setúbal “abordou os jovens no sentido de os sensibilizar para o cumprimento das regras” e que estes “acataram as indicações das autoridades e acabaram por dispersar”.

Agência de Notícias 
Foto: Arquivo DR 
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ATL's de Setúbal abrem em segurança a 29 de Junho

Autarquia reuniu com direções para definir as condições de abertura 

A Câmara de Setúbal identificou, em reuniões de trabalho, as necessidades e as condições de funcionamento dos centros de atividades de tempos livres que integram as escolas, valências que reabrem a 29 de Junho. O vereador com o pelouro da Educação, Ricardo Oliveira, em representação da autarquia, liderou uma comitiva que se reuniu com as direções de ATL integradas em estabelecimentos escolares do 1.º ciclo e respetivas direções dos agrupamentos de escolas. As ações, diz a autarquia sadina, "tiveram como objetivo encontrar, em conjunto, as melhores soluções para dar resposta às necessidades das famílias no período das férias escolares, garantindo as condições de segurança adequadas às características de cada estabelecimento escolar". 
ATL's reabrem a 29 de Junho 

Nas reuniões, desenvolvidas no quadro da prática de permanente e estreito relacionamento com a comunidade educativa do concelho, estiveram presentes as direções dos ATL das escolas básicas de S. Gabriel, da Azeda, dos Arcos e das Areias, geridos pelas respetivas associações de pais.
As direções dos ATL das básicas Luísa Todi e n.º 9 do Casal das Figueiras, da responsabilidade da Federação Concelhia de Setúbal das Associações de Pais e Encarregados de Educação e da Associação de Professores e Amigos das Crianças do Casal das Figueiras, respetivamente, também participaram nestes encontros.
As reuniões também permitiram que a Câmara de Setúbal ficasse a "conhecer as ações implementadas em cada ATL, confirmando a aplicação das diretrizes de segurança e de saúde pública definidas pela Direção-Geral da Saúde, no que diz respeito, por exemplo, à limpeza e higienização dos espaços e dos objetos e à circulação de pessoas".
A reabertura dos centros de atividades de tempos livres no próximo dia 29 levou a que o município reunisse igualmente com as direções dos agrupamentos de escolas Luísa Todi, Sebastião da Gama, Barbosa du Bocage e de Azeitão.
No diálogo estabelecido com as direções dos ATL e dos agrupamentos de escolas, o vereador Ricardo Oliveira procurou "conhecer, além dos planos de contingência e propostas de atividades a desenvolver no regresso aos centros, as preocupações sentidas e as principais necessidades das famílias", esclarece a autarquia em comunicado.
Neste sentido, a Câmara Municipal de Setúbal transmitiu preocupação, solidariedade e reiterou disponibilidade no quadro das suas competências.
Inicialmente, a reabertura dos ATL estava programada para 1 de Junho, no mesmo dia em que voltaram a funcionar as instituições do pré-escolar e respetivas atividades de apoio à família.
No entanto, o Governo optou por adiar este regresso para 15 de Junho para os centros de ATL que não estiverem integrados em escolas, adiando também as atividades de apoio à família e de ocupação de tempos livres dos restantes ciclos, que serão retomadas depois do final do ano letivo, que termina a 26 de Junho.
Por decisão conjunta, os ATL integrados em estabelecimentos escolares reabrem no próximo dia 29, no âmbito das orientações resultantes do desconfinamento em contexto da pandemia de covid-19.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 
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Venda da Braamcamp no Barreiro suspensa

Tribunal declara ineficácia da venda e dá razão à Plataforma Cidadã Braamcamp é de Todos

O processo de venda da Quinta do Braamcamp, no Barreiro, está novamente suspenso devido a uma declaração de ineficácia, no âmbito de uma providência cautelar aceite pelo Tribunal de Almada, informou esta terça-feira a plataforma cívica que contesta o negócio. "Face à decisão do tribunal, a abertura de propostas está suspensa, assim como a decisão do júri", anunciou a Plataforma Cidadã Braamcamp é de Todos, em comunicado. Segundo a autarquia, o projeto de requalificação "obriga os compradores a cumprirem o que está previsto para a zona", em que 95 por cento serão ocupados por zonas desportivas e espaços verdes, sendo que apenas "cinco por cento serão destinados à construção de habitação". Estava ainda previsto para a zona um hotel com 178 camas além de toda a requalificação daquela área que está abandonada há décadas.  
Venda foi suspensa e quinta continua abandonada 

O movimento de cidadãos já tinha interposto uma providência cautelar para impedir a venda do imóvel histórico, com 21 hectares, na zona ribeirinha do Barreiro, o que foi aceite em Abril pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Almada.
A Câmara do Barreiro apresentou então uma resolução fundamentada para poder abrir as propostas de compra, com a justificação de que "a não-persecução do ato prejudicaria não só o projeto, mas também aquilo que é o interesse público".
No entanto, para a plataforma, o documento apresentado pela autarquia "não tem qualquer base legal", o que motivou a entrega do pedido de ineficácia dos atos, que foi aceite pelo tribunal.
"A resolução assentava em pressupostos que não são verdadeiros e procurava justificar a venda da Quinta do Braamcamp com a situação financeira provocada pela covid-19", defendeu.
Além disso, a plataforma apontou que "o usufruto público prometido de 95 por cento da quinta não é verdadeiro", tendo em conta um "vídeo de propaganda" apresentado pelo executivo municipal.
Segundo a autarquia, o projeto de requalificação "obriga os compradores a cumprirem o que está previsto para a zona", em que 95 por cento serão ocupados por zonas desportivas e espaços verdes, sendo que apenas "cinco por cento serão destinados à construção de habitação".
"A Plataforma Cidadã Braamcamp é de Todos considera que o Barreiro merece um processo sério, conduzido de forma transparente, para a reabilitação da Quinta do Braamcamp, sem malabarismos oportunistas", frisou.
Neste sentido, os cidadãos indicaram que querem contribuir para "reabilitar os edifícios de forma sustentável, renaturalizar espaços significativos da quinta, harmonizando o usufruto daquele espaço com o impacto das alterações climáticas e com a vida natural de fauna e flora".

Saint Germain ganhou concurso e tem vontade de investir na cidade 
A 17 de Abril, a Câmara do Barreiro adiantou que recebeu duas propostas "acima de cinco milhões de euros" das empresas Calatrava Grace e Saint Germain para a alienação do imóvel. Estes últimos acabaram por "garantir" a quinta.
No início deste mês, Rui Braga, vereador do Planeamento e da Gestão Territorial, estava “entusiasmado” com a decisão, acrescentando que a compra ultrapassou os cinco milhões de euros e que está confirmado que 82 por cento daquele território “vai voltar para o domínio da autarquia”, tendo o concorrente “preenchido este requisito que estava no nosso caderno de encargos, ficando apenas com os lotes que vai construir”, sublinhou.
Na mesma altura, o autarca acrescentou ainda que “o investimento estimado está perto dos 40 milhões de euros, com a construção de 185 fogos”, sendo que a unidade hoteleira prevista para o local terá a capacidade de 178 camas. Na mesma altura, o vereador adiantou que “a caldeira vai voltar à posse da câmara, bem como a zona de sapal, o que é um bom sinal, até porque sempre dissemos que queríamos ver a autarquia a comandar o território da Braamcamp e podermos todos usufruir daquela área”. 
Com a venda do espaço, que ocupa 21 hectares à beira-Tejo, também o moinho ali existente “vai ser requalificado e será colocado ao dispor da população, porque o acesso tem de ser público”, sublinhou ainda o autarca.  
A venda do terreno foi anunciada no início de 2019 pelo município, liderado por Frederico Rosa (PS), justificando que os 21 hectares na zona ribeirinha se encontravam sem utilização há décadas e que não se sabia quando haveria verbas para o requalificar.
A quinta foi fundada pela família holandesa Braamcamp, num terreno com grande diversidade de fauna e flora, onde atualmente ainda permanece o maior moinho de maré do concelho e vestígios de dois palacetes, assim como da antiga fábrica da Sociedade Nacional de Cortiça. 
E se nada for feito - nem privado nem público - o Barreiro arrisca-se a perder mais tempo num património que viu "afundar" sem nada fazer décadas a fio. 
  
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Fábrica de Palmela em layoff até 17 de Julho

Trabalhadores vão receber salários na íntegra garante empresa 

A administração da Volkswagen Autoeuropa, em Palmela, prolongou o recurso ao lay-off até 17 de Julho, mas os trabalhadores vão receber os salários na íntegra, anunciou a Comissão de Trabalhadores. A medida abrange cerca de mil trabalhadores do turno de fim de semana que irão continuar em casa. Recorde-se que a Volkswagen decidiu suspender a produção na fábrica de automóveis da Autoeuropa em Palmela, no dia 17 de Março, devido à pandemia de covid-19. Este novo período de recurso ao layoff na fábrica de automóveis de Palmela deverá ser o último, uma vez que os trabalhadores iniciam o período de férias imediatamente a seguir, de 22 de Julho a 16 de Agosto.
Empresa tem mais de 5600 funcionários e não quer despedir

A administração da Volkswagen Autoeuropa prolongou o recurso ao `layoff´ até 17 de Julho, mas os trabalhadores vão receber os salários na íntegra, anunciou a Comissão de Trabalhadores.
Em comunicado interno, a que a agência Lusa teve acesso, a Comissão de Trabalhadores informa que, face à intenção da empresa de prolongar o recurso a um terceiro período de 'layoff', de 19 de Junho a 17 de Julho, "defendeu que deveriam ser mantidas as condições atuais de complemento dos salários".
De acordo com a Comissão de Trabalhadores essa proposta já foi aceite pela administração da fábrica, pelo que, todos os trabalhadores abrangidos - cerca de mil trabalhadores do turno do fim de semana - vão receber os salários na íntegra.
Fonte da Comissão de Trabalhadores adiantou também à agência Lusa que este novo período de recurso ao `layoff´ na fábrica de automóveis de Palmela deverá ser o último, uma vez que os trabalhadores iniciam o período de férias imediatamente a seguir, de 22 de Julho a 16 de Agosto. A produção plena só deverá ser retomada após este habitual período de descanso, com quatro equipas em laboração.
A Volkswagen decidiu suspender a produção na fábrica de automóveis da Autoeuropa em Palmela, no distrito de Setúbal, no dia 17 de Março, devido à pandemia da covid-19. 
A atividade só voltou a ser retomada, de forma gradual, no final de Abril. A empresa já admitiu, em diferentes momentos, ter registado quebras no volume de encomendas.

Agência de Notícias com Lusa 
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