Dá um Gosto ao ADN

Montijo "bloqueia" aeroporto antes das eleições

Autarquia quer mais tempo e mais garantias de investimento na cidade 

O Governo queria fechar o acordo para a localização  no Montijo do aeroporto complementar à Portela, antes das eleições. No entanto "as dúvidas" da Câmara do Montijo travaram esta pretensão. O executivo municipal chefiado pelo socialista Nuno Canta, diz ter recebido o projecto de memorando, da Secretaria de Estado dos Transportes, no dia 18 de Setembro, com pedido de resposta até dia 23, mas a autarquia solicitou esclarecimento de algumas questões. Na passada sexta-feira, o secretário de Estado dos Transportes assegurou que o aeroporto no Montijo vai avançar, independentemente do próximo Governo, pois há “um amplo consenso” entre todos os intervenientes.
Câmara do Montijo adiou acordo para vinda de aeroporto 

De acordo com uma notícia do jornal Público, a Câmara do Montijo respondeu "a dizer que o memorando não cumpria, não clarificava determinadas coisas”, explica Nuno Canta, acrescentando que “há ali questões que estão pouco clarificadas e que nós, Câmara Municipal, apesar de concordarmos com a vinda do aeroporto e com o objectivo geral do memorando, não podíamos assinar de cruz”.
E quais são as dúvidas? Uma das questões que o autarca refere é que o documento expresse o compromisso de que seja a ANA – Aeroportos de Portugal a pagar um conjunto de infra-estruturas, designadamente acessibilidades, que o município inclui num caderno de encargos apresentado anteriormente à tutela.
Uma condição, diz Nuno Canta, “fundamental” para que a autarquia socialista assine o memorando. “Obviamente não ficará logo espelhado o valor das obras, o projecto definitivo ou outro tipo de pormenorização, mas terá de estar [no documento] uma linha e uma filosofia geral, na sequência do que já falámos com a ANA Aeroportos e que, de algum modo, já consensualizámos”, diz o presidente da autarquia.
Segundo o autarca, o texto do memorando é “muito genérico”, diz “apenas” que “a ANA compromete-se a assegurar a adequada conectividade do terminal civil do Montijo”. O que Nuno Canta interpreta como uma referência “somente às ligações nacionais, à Ponte Vasco da Gama, que nós também queremos, mas falta dizer que é preciso também construir avenidas no Montijo, designadamente a circular externa”.
Sobre o momento em que surge o memorando de entendimento para fixação da localização do aeroporto complementar à Portela, o autarca, estabelece uma ligação com as eleições legislativas.
“Sem a Secretaria de Estado ter conversado com a Câmara sobre este assunto, imagine, de repente aparece-nos assim um memorando, sem haver uma conversa ou alguma ligação, percebemos o que está em jogo”, realça o autarca.
Nuno Canta em declarações ao ADN e à PopularFM, em Junho, referiu que o Montijo vai dar o seu apoio "aos necessários estudos ambientais, segurança, ordenamento, protecção civil, por forma a reduzir os possíveis impactos no território”, bem como o seu empenho em “atrair investimento, emprego e infraestruturas públicas para a cidade, de modo a enquadrar as potencialidades turísticas decorrentes da nova infraestrutura aeroportuária” e continuar empenhado em que o município “seja parte activa em todo o processo de construção da nova infraestrutura aeroportuária”.

Projecto não está em causa 
Para Bruno Vitorino, presidente da distrital social-democrata, este "é um processo que está a ser tratado há muito tempo e que será assinado quando estiverem reunidas as condições. As eleições não são a razão para o timing mas também não devem ser um obstáculo. Esperemos que a posição da câmara não tenha motivações eleitorais”, disse o dirigente "laranja" [que é também candidato nas listas da coligação Portugal à Frente em Setúbal, nas eleições de domingo]. Bruno Vitorino disse ainda ao jornal Púbico que acredita  que “a Câmara tenha sido surpreendida com um documento agora”.
Em Julho, o ministro da Economia, que tutela esta questão dos aeroportos, anunciou que a opção era o Montijo. O governante vai estar nesta quinta-feira nesta cidade, como dirigente do CDS-PP e acompanhado por Maria Luís Albuquerque, cabeça-de-lista da coligação Portugal à Frente pelo distrito de Setúbal, numa acção de rua da campanha da coligação. Na passada sexta-feira, o secretário de Estado dos Transportes assegurou que o aeroporto no Montijo vai avançar, independentemente do próximo Governo, pois há “um amplo consenso” entre todos os intervenientes.

CDU diz que aeroporto complementar "não é solução" 
CDU defende aeroporto de raiz no Campo de Tiro de Alcochete 
Visão diferente tem a CDU do concelho. Os comunistas reafirmam a sua discordância por "considerar que a melhor solução para o concelho, a região e o país será a construção por fases dum novo aeroporto no Campo de Tiro localizado nas freguesias de Samora e de Canha", disse José Serra da Graça, membro da CDU na União das  Freguesias do Montijo e Afonsoeiro. 
A hipótese de utilizar a Base Aérea do Montijo como aeroporto civil tem, de acordo com os comunistas, "problemas e inconvenientes de vária ordem, em contrapartida, das vantagens publicamente conhecidas", explica aquele membro da CDU. "Quanto aos benefícios diremos que os graves problemas que esta solução comporta são de tal monta que é impossível compensar com a benesse da construção de mais umas duas ou três vias de acesso", diz o autarca da CDU. 
Relativamente ao turismo "falta demonstrar que o Montijo beneficie, e além disso este será um local de transbordo quer para Lisboa, quer para outros destinos turísticos, sendo ponto de partida e não de chegada", diz Serra da Graça que dúvida ainda da criação de emprego no concelho. "Os postos de trabalho que serão inevitavelmente extintos em Lisboa, esses trabalhadores manterão o seu posto de trabalho e serão naturalmente deslocados para o Montijo", conclui o autarca da CDU.



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Tribunal do Barreiro revela sentença de seis fuzileiros

Fuzileiros que humilharam colega conhecem hoje sentença

A leitura da sentença do processo de seis fuzileiros da Marinha portuguesa acusados de agredir um outro militar, em 2010, durante o curso na Escola de Fuzileiros de Vale de Zebro, no Barreiro, está agendada para esta quarta-feira depois de almoço. Um dos seis arguidos e o ofendido são fuzileiros e continuam a prestar serviço actualmente na Marinha.
Caso ocorreu em 2010 em Vale de Zebro, no Barreiro 

Um dos episódios de violência, ocorrido a 2 de Agosto de 2010, foi gravado por um dos envolvidos e posto a circular na internet em 2011. Os arguidos, hoje com idades entre 25 e 29 anos, e o ofendido frequentavam o curso de praças, que decorreu de Outubro de 2009 a Agosto de 2010.
Segundo o despacho de acusação do Ministério Público (MP), a que a agência Lusa teve acesso, entre Maio e Agosto de 2010 cinco dos arguidos “começaram a agredir física e psicologicamente, de forma frequente e reiterada”, a vítima, actualmente com 24 anos.
“As agressões ocorriam na cobertura, durante a noite, e nas salas de aulas e traseiras dos edifícios durante o dia. Eram perpetradas por mais do que um arguido, que concertavam entre si a forma de o fazer, designadamente desferindo vários pontapés e murros em todo o corpo do ofendido”, refere a acusação, descrevendo também agressões verbais.
Na madrugada de 2 de Agosto de 2010, na cobertura atribuída aos militares, cinco dos arguidos aproveitaram o facto de o ofendido estar a descansar, semivestido, e decidiram “molestá-lo fisicamente, desferindo-lhe pontapés, murros e joelhadas”, conta o MP.
As agressões, diz a acusação, foram gravadas por um sexto arguido, que guardou o vídeo no seu computador pessoal.
A vítima não recebeu assistência médica imediata, mas foi acompanhada em consultas de psicologia e psiquiatria no Centro de Medicina Naval, no Alfeite, e na Unidade Hospitalar de Santa Clara, tendo-lhe sido diagnosticado transtorno de pós-stress traumático.
As agressões determinaram ao militar 365 dias de doença, 90 dos quais com afectação da capacidade profissional.
“Os arguidos actuaram no intuito de humilhar o ofendido e induzi-lo a desistir do curso que frequentava, fazendo-o crer que não tinha capacidade para o exercício de tais funções”, sustenta o MP.
Os seis elementos estão acusados, em co-autoria, de um crime de ofensas à integridade física qualificada, na forma continuada. Um dos seis arguidos e o ofendido são fuzileiros e continuam a prestar serviço actualmente na Marinha.
A leitura da sentença está agendada para as 14 horas no tribunal de Instância Local do Barreiro.

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Turismo destaca potencial da região de Setúbal

Turismo subiu 10,5 na cidade de Setúbal 

O Dia Mundial do Turismo foi assinalado em Setúbal, numa iniciativa que destacou o potencial e os recursos turísticos do concelho. O ministro da Economia, Pires de Lima, e a presidente da Câmara de Setúbal, Maria das Dores Meira, marcaram presença ao final da tarde de domingo na Escola de Hotelaria e Turismo de Setúbal, numa cerimónia que registou também o início do ano letivo na rede escolar do setor. O evento contou ainda com as participações dos presidentes do Turismo de Portugal, João Cotrim de Figueiredo, e da Confederação de Turismo de Portugal, Francisco Calheiros.
Setúbal recebeu comemorações do dia do turismo 

Maria das Dores Meira destacou na cerimónia, que incluiu o descerrar da placa comemorativa do Dia Mundial do Turismo no estabelecimento de ensino sadino, que o concelho tem atualmente “mais e melhores recursos, mais e melhores serviços”.
A autarca salientou que o desenvolvimento registado nos últimos anos em Setúbal serve de incentivo para que o Executivo municipal continue “a trabalhar para reforçar o posicionamento e a notoriedade desta região como destino turístico, aumentando a perceção de valor de destino por parte de visitantes nacionais e estrangeiros”.
Desenvolvimento que, reforçou a edil, é visível, por exemplo, em dados recolhidos na maioria das unidades hoteleiras do concelho no primeiro semestre de 2015. “Indicam um crescimento de 10,5 por cento do número de dormidas”, aponta a autarca.

Trabalho em parceria 
Neste início simbólico do ano letivo na rede de escolas nacionais do setor marcou também presença o secretário de Estado do Turismo, Adolfo Mesquita Nunes.
A Escola de Hotelaria e Turismo de Setúbal conta atualmente com mais de trezentos alunos e, do total de 14 turmas, seis foram criadas em função do ano letivo que agora se inicia.
Além do plano curricular habitual, o estabelecimento de ensino inclui este ano novos cursos, como o de nível 4 de “Operações Turísticas e Hoteleiras”, especialmente orientado para a área da receção hoteleira.
A oferta da escola de turismo setubalense vai ao encontro, inclusivamente, do potencial turístico sublinhado pela própria presidente da Câmara Municipal.
Maria das Dores Meira sublinhou que Setúbal se está a “afirmar como a grande capital que é com a requalificação urbana da cidade e do concelho”, tendo sempre presente o aumento da atratividade para os visitantes, acrescentando que existe a consciência da necessidade de promover o“desenvolvimento sustentado, para a criação de mais riqueza”.
A autarca destacou que os municípios que partilham o espaço territorial da Arrábida – Setúbal, Sesimbra e Palmela – estão unidos no esforço de potenciar o desenvolvimento e a qualificação do turismo desta região. “Somos um diamante em bruto e que assim tem de continuar em boa parte, pois é precisamente aí que está a nossa beleza”.
Para este ano letivo, a Escola de Hotelaria e Turismo de Setúbal acrescentou o curso “Turismo de Ar Livre”.
As candidaturas para os interessados decorrem até 15 de Outubro e o curso, de nível 5, consiste numa especialização tecnológica predominantemente orientada para candidatos pós-secundário.

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Parque Empresarial da cidade do Barreiro apresentado hoje

Dar uma nova vida ao centro da cidade empresarial 

A abertura do Parque Empresarial ao centro da cidade do Barreiro, estará esta quarta-feira em discussão no auditório da Sede do parque Empresarial do Barreiro.  A sessão de apresentação , que será enquadrada pela Baía do Tejo e dirigida pela RISCO, o reputado gabinete responsável pelo desenvolvimento do projeto, assume um momento importante para o Parque Empresarial e para toda a cidade do Barreiro. "O projeto de requalificação da Rua da União vai transformar toda a área envolvente e, num processo que contará com várias etapas, vai definitivamente marcar a abertura do parque , explica a Baía do Tejo. 
Revitalização do  Parque Empresarial apresentado esta quarta-feira


"A obra terá um impacto positivo para toda a população, para os clientes da Baía do Tejo e para o próprio Parque Empresarial do Barreiro, que se tornará, assim, mais atrativo para acolher novas empresas e mais capaz de proporcionar uma melhor qualidade de utilização a todos os que aqui estão sediados", dizem os responsáveis do projeto.
A intervenção vai reperfilar a Rua da União, tornar acessível à população e dignificar a Casa Museu Alfredo da Silva, importante elemento do núcleo museológico da Baía do Tejo, e criar uma ampla e muito agradável zona de passeio público para uso da comunidade.
Para além dos responsáveis da Baía do Tejo e da RISCO, a sessão pública contará com a presença da Câmara  do Barreiro, bem como de múltiplas entidades e personalidades de relevo do Arco Ribeirinho Sul.
"Esta obra de grande relevo insere-se num dos pilares de atuação que a Baía do Tejo desenvolve e que enquadra na sua missão: a requalificação e valorização dos seus territórios e assume-se como mais um passo na consolidação da estratégia desta administração", conclui a Baía do Tejo.
A Cerimónia Pública, realiza-se esta quarta-feira, às 11h30 no auditório da Sede do parque Empresarial do Barreiro.


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Hotel Tryp Montijo Parque passa a quatro estrelas

Maior hotel de Montijo ganha uma estrela 

O Hotel Tryp Montijo Parque anunciou que agora é um quatro estrelas. A unidade hoteleira, que se encontra a cerca de 20 quilómetros de Lisboa e a dez quilómetros da Reserva Natural do Estuário do Tejo, oferece 84 quartos divididos nas categorias Tryp, Premium, Fitness e Family.  O Tryp Montijo Parque conta ainda com buffet de pequeno-almoço, um restaurante de especialidades portuguesas, lounge, galeria de arte e área de leitura com jornais internacionais.
Hotel esta localizado no centro da cidade do Montijo 

Além disso, os quartos apresentam-se com uma nova imagem e tipologia. O hotel dispõe de um total de 84 quartos, estando estes divididos em Premium sendo estes mais espaçosos, com luz natural e cama King Size. Os quartos Fitness são destinados aos amantes do exercício físico, apresentam uma bicicleta de manutenção para quem não vive sem o desporto. 
Os quartos Familiares, como o próprio nome indica, permitem hospedar uma família, para além da cama King Size, este quarto tem um beliche para as crianças. Para além dos quartos, o Tryp Montijo apresenta duas salas de reuniões com luz natural e com capacidade para cerca de 100 pessoas. Todos os quartos possuem TV, ar condicionado, Wi-Fi, cofre, minibar e casa de banho completa.
Dispõe de buffet de pequeno-almoço e o seu restaurante – Fragata – apresenta especialidades portuguesas, como uma vasta variedade de mariscos. A área de lounge, o hotel tem uma galeria de arte e uma área de leitura com jornais internacionais.
Recorde-se que o hotel fica localizado no centro da cidade do Montijo, apenas 20 km do centro Lisboa e do Aeroporto. Quase o mesmo tempo da cidade de Setúbal, da serra e das praias da Arrábida.


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Respire fundo e caminhe no interior da Ponte 25 de Abril

Empresa oferece viagem a pé ao interior da Ponte 25 de  Abril 

E quando dizemos caminhar, é caminhar mesmo. A 70 metros de altura, sem carros e apenas com muita adrenalina à mistura.  O Open House Lisboa 2015 abre pela quarta vez as portas à arquitetura da capital e promete ser um dia inesquecível para os mais curiosos e aventureiros. Nos dias 10 e 11 de Outubro vai ser possível visitar gratuitamente vários espaços arquitetónicos da capital e ainda o ‘interior’ da Ponte 25 de Abril, numa visita imprópria para cardíacos e para vertiginosos, mas à medida de todos os que gostam de arquitetura e procuram aventura e adrenalina. Contudo, esta visita a 70 metros de altura do rio Tejo não é para todos. O limite por visita é de 18 pessoas e as inscrições devem ser feitas a partir do dia 2 de Outubro.
Em Outubro 36 pessoas vão passear dentro da Ponte 25 de Abril 

Adrenalina. Esta é a única premissa para aquela que consideramos ser a visita mais cool da quarta edição do Open House Lisboa, que decorre dias 10 e 11 de Outubro. Em que consiste? Simplesmente numa visita radical a uma das maiores pontes suspensas do mundo, a 70 metros do rio, durante cerca de duas horas. 
O truque é não olhar para baixo e desfrutar de uma das melhores vistas deste país. Afinal de contas, a Ponte 25 de Abril é uma autêntica ode à arquitectura e engenharia realizada em Portugal, que todos os dias adormece sob um pôr de sol magnífico no Tejo.
A oportunidade está limitada a 18 pessoas por visita, sendo que uma decorre pela manhã, às 9h30 de dia 10 e outra às 14h30 do mesmo dia. As inscrições abrem no site dia 2 de Outubro e incluem uma explicação ao pormenor sobre a história e engenharia da ponte.
Quanto ao look da visita, escusado será dizer que calçado e roupa confortável são imperativos e que a condição física – além de seres maior de 18 anos – merece ser tida em conta. Capacete, luvas e colete é por conta da entidade Infraestruturas de Portugal, parceira nesta iniciativa e que concede não só o espaço tão peculiar como também as explicações mencionadas acima. “É obrigatório o uso de calçado fechado e de borracha”. Serão ainda “fornecidos pela entidade equipamentos de proteção individual” e “recomenda-se ter boa preparação física”, lê-se no site do Open House Lisboa.
Conhecer por dentro a Ponte 25 de Abril tem muitos requisitos e não é para todos. As visitas são raras. Aliás, raríssimas.
A Infraestruturas de Portugal já abriu a ponte aos visitantes, no âmbito das Jornadas Europeias do Património, este ano dedicadas ao património industrial, em parceria com a APRUPP - Associação Portuguesa para a Reabilitação Urbana e Proteção do Património. Duas visitas, apenas 36 visitantes, dois grupos de 18 pessoas, o máximo permitido, segundo o engenheiro Pedro Abegão, da Infraestruturas de Portugal (IP), empresa que gere a Ponte 25 de Abril, com a Lusoponte.
A visita começa na sede da empresa, resultado da fusão entre a Estradas de Portugal e a Refer, escondida atrás da Praça das Portagens da ponte. Uma colina que só existe porque serviu de aterro às terras que vinham do rio quando a primeira ponte sobre o Tejo em Lisboa foi construída. A história começa a contar-se com um filme (também ele histórico).

A história da Ponte
A Ponte 25 de Abril – outrora Ponte Salazar, por ter sido inaugurada a 6 de Agosto de 1966 – é numa gigantesca construção de lego, cujas peças resultam num total de 72600 toneladas de aço e 263 mil metros cúbicos de betão. Está assente em dois pilares de 190 metros de altura e demorou apenas quatro anos a ser construída. Teve um gasto de 11 milhões de euros e mais tarde, já na década de 90, foi alargada a seis faixas e adquiriu um tabuleiro ferroviário.
Tecnologicamente falando, a Ponte que liga a capital portuguesa a Almada é um elemento tão complexo e magnânimo que possui sensores que, de segundo a segundo, fazem 400 leituras dos seus dados, posteriormente enviados para o LNEC (Laboratório Nacional de Engenharia Civil), para que sejam captados quaisquer desvios ou desequilíbrios.
Por curiosidade, e em termos de números, todos os dias a ponte serve de passagem para cerca de 85 mil passageiros que viajam quer nos seus automóveis quer nos transportes públicos.
Segundo a Trienal de Arquitectura de Lisboa, organizadora do evento, a edição deste ano consiste em olhar Lisboa de três perspectivas diferentes: uma super macro, outra de bairro e outra de edifícios em diferentes escalas. Cabe por isso à Ponte ficar com aquela que nos parece ser a mais acarinhada pelo público. Olhar o Tejo de outra forma com o coração aos saltos.
 A oportunidade é única e vai esgotar. Sê rápido. O limite por visita é de 18 pessoas e as inscrições devem ser feitas a partir do dia 2 de Outubro.



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Setúbal mostra-se disponível para acolher refugiados

Cidade sempre soube acolher os que a procuraram

Através de uma moção, aprovada por maioria em reunião ordinária, a Câmara  de Setúbal manifestou a disponibilidade para “cooperar no esforço de integração das vítimas” do drama de refugiados e imigrantes vivido atualmente na Europa. A autarquia sadina aponta que a cooperação setubalense honra “as tradições de solidariedade e humanismo de Setúbal, terra que sempre soube acolher os que a procuraram”. No processo de resolução da crise humanitária de refugiados e imigrantes na Europa, a Câmara de Setúbal “condena frontalmente” a possibilidade de incursões militares no Médio Oriente e em África.

Cidade de Setúbal está pronta para receber refugiados 
A moção realça, igualmente, que o contributo do município de Setúbal deve concretizar-se “no contexto das suas capacidades e responsabilidades e no quadro de políticas nacionais a definir e desenvolver pelo Poder Central”. A Câmara Municipal frisa que os movimentos migratórios e de imigrantes “são autênticas fugas à pobreza, à guerra e à morte”, acrescentando que “o seu alienável direito à vida e à dignidade é um princípio basilar consagrado na Carta das Nações Unidas”.
Setúbal considera que “o Estado português deve, por razões humanitárias e por obrigação constitucional, adotar as necessárias medidas para dar o devido acolhimento a refugiados e imigrantes numa expressão da solidariedade para com os povos vítimas”.
A redação da moção lamenta, ainda, a reacção da União Europeia, “identificando no direito à sobrevivência de milhões de seres humanos uma ameaça, abrindo campo ao racismo e à xenofobia e às ações criminosas de grupos fascistas”.
Trata-se, acusa a autarquia de Setúbal, de uma “visão de total discriminação na resposta a dar aos problemas humanitários colocados a pretexto da distinção entre refugiados e migrantes”.
No processo de resolução da crise humanitária de refugiados e imigrantes na Europa, a Câmara de Setúbal “condena frontalmente” a possibilidade de incursões militares no Médio Oriente e em África.


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Feira Medieval de Palmela recebeu 28 mil visitantes

Palmela regressou ao ano de 1384 para combater castelhanos 

A 2.ª edição da Feira Medieval de Palmela [que decorreu entre sexta-feira e domingo] já terminou, com um balanço muito positivo por parte da organização. Cerca de 28 mil visitantes viajaram no Castelo de Palmela até ao ano de 1384 e participaram nestes três dias de "Paz de Feira", decretados por D. Fernando Afonso de Albuquerque, Mestre da Ordem de Santiago, e recheados de personagens da nossa História, memórias mágicas e quadros vivos de Palmela de outros tempos.
Feira medieval atraiu milhares de pessoas a Palmela 
Dos Torneios, que se disputaram, este ano, no Miradouro do Castelo, aos desfiles participados por centenas de figurantes, passando pelas animações musicais e espetáculos teatrais de grande qualidade - onde se destaca o Ritual Almenara - a Feira Medieval de Palmela "marcou quem por cá passou e é considerada, já, quer por vários expositores, quer por visitantes, como uma das principais Feiras que se realizam em Portugal", diz a Câmara de Palmela, organizadora do evento. 
O vereador Luís Miguel Calha, responsável pelas áreas da cultura e turismo, lembrou que o evento foi planeado e organizado "durante muitos meses e de uma forma muito cuidada, com a Associação Cultural História e Património – Aliusvetus, para subir mais um degrau qualitativo, relativamente à primeira edição". 
Nas suas palavras, a Feira permitiu "aumentar a notoriedade de Palmela, ampliar o conhecimento do território por parte de visitantes e agentes turísticos e proporcionar oportunidades muito importantes de dinamização da economia local", tendo sido particularmente gratificante verificar "a entrada no espírito da Feira Medieval por parte da nossa população e dos milhares visitantes, e a emotividade que se viveu nestes três dias", concluiu Luís Miguel Calha.

Ritual Almenara volta para o ano 
A vila regressou, por três dias, a 1384! Palmela  engalanou-se e preparou-se para o regresso de várias personagens históricas que, noutros tempos, cruzaram estas ruas... Em Setembro de 1384, Lisboa encontrava-se sitiada pelos castelhanos, fruto da crise dinástica criada com a morte de D. Fernando, no ano anterior. A Peste Negra matava 100 a 200 castelhanos por dia; faltavam víveres entre os portugueses.
O Mestre de Avis, cercado por terra e por mar, necessitava de reforços militares.
Regressando vitorioso da batalha dos Atoleiros, no Alentejo, com as suas tropas, Nuno Álvares Pereira desloca-se a cavalo para Palmela, onde mandou acender as almenaras - grandes fogueiras, que promoviam a comunicação entre fortalezas - às quais respondeu o Mestre, em Lisboa.
Em Palmela, vive-se um período de Paz da Feira, que favorece os mercadores que acorrem à vila, por onde circulam, também, muitos pobres, goliardos, saltimbancos e outros visitantes, à procura de víveres e de muita festa! É Mestre da Ordem de Santiago D. Fernando Afonso de Albuquerque, bisneto de D. Dinis.
Uns castelhanos aparecem, vindos de sul, e podem pôr Palmela em perigo... o torneio poderá resolver o problema... um retrato histórico vivido em terras do Castelo de Palmela nestes dias e que já tem "bilhete" de volta para Setembro de 2016. Desta vez a envolver o Castelo de Palmela e o Castelo de São Jorge, em Lisboa.


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Rio Frio está no calendário dos grandes eventos equestres

Herdade de Rio Frio assume-se como a capital do Cavalo 

Os Concursos Nacional e Internacional de Endurance que se realizaram no passado fim de semana, no Polo Equestre de Rio Frio, reuniram 110 participantes em representação de sete países, afirmando a Herdade e a Região no calendário das provas internacionais. Para o diretor das provas, o cavaleiro Filipe Cacheirinha o evento superou todas as expetativas, “quer pelo número de cavalos participantes, oriundos de diferentes países, entre os quais, Portugal, Espanha, França, Qatar, Emirados Árabes Unidos, China e também Hong Kong, quer pela forma como correram as provas, não se registando quaisquer incidências”.
Rio Frio recebeu prova internacional de endurance equestre 

“Rio Frio oferece as melhores condições para a prática do desporto equestre, quer pela qualidade dos solos, da paisagem e das instalações, e acredito que aliada à proximidade ao Aeroporto o Polo Equestre assume-se como uma porta de entrada na Europa e afirma-se no calendário das grandes organizações mundiais”, acrescentou o responsável técnico do Polo Equestre de Rio Frio.
O espanhol Gil Berenguer Carrera, com T’aime De Couer, foi o vencedor do CEI, na distância de 160 km, o espanhol, Rafael Filipe, com Razizka La Majorie e o cavaleiro português Luís Pimenta, com Embaixador Da Ameira, foram outros vencedores da prova de Rio Frio.
No CEP 80 Km destacou-se na primeira posição Miguel Gonçalves, com Elvas, João Marques, com Fadista, venceu o CEP 40 km e o CEPI 20 km foi ganho por Inês Lourenço com Efemeride.
O Polo Equestre será novamente palco, já no próximo dia 10 de Outubro, do Concurso Completo de Equitação, CCE 1, em Novembro, entre os dias 27 e 29 realiza-se mais um Festival Internacional de Endurance, e está em preparação o Campeonato Nacional Completo da GNR, num total de 8 fins-de-semana desportivos ainda no primeiro ano de atividade do Polo Equestre.
A programação de Rio Frio 2016 já está em andamento, arrancando a 3 de Janeiro com a realização do Raides dos Reis, que vai integrar uma homenagem ao Engenheiro José Samuel Lupi, personalidade da Região com uma longa carreira na arte equestre, estando já a ser preparada em parceria com a Federação Equestre Portuguesa a candidatura para a organização do Campeonato Europeu de Endurance de Juniores.


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Family Party encerrou animação de Verão em Setúbal

Verão com despedida em festa na Bela Vista

A dança, a música e a gastronomia marcaram a Family Party, realizada no dia 26 de Setembro, na Alameda das Palmeiras, zona da Bela Vista, em Setúbal, festa de final de verão na qual participaram duas centenas e meia de pessoas. O programa municipal, que abrange o território dos bairros da Bela Vista, Alameda das Palmeiras, Forte da Bela Vista, Manteigadas e Quinta de Santo António, assenta na premissa de que todas as ações devem ser protagonizadas pelas próprias pessoas, promovendo a autonomia, a responsabilidade e o crescimento coletivo.
Animação e música uniu jovens dos bairros de Setúbal 

O convívio e a boa disposição foram uma constante no evento dinamizado no âmbito do programa municipal “Nosso Bairro, Nossa Cidade”, que juntou moradores não só da Alameda das Palmeiras mas também dos bairros da Bela Vista, Forte da Bela Vista e das Manteigadas.
A festa, com organização de moradores da Alameda das Palmeiras e apoio da Câmara Municipal de Setúbal e da Junta de Freguesia de São Sebastião, incluiu vários momentos de animação proporcionados por jovens talentos da zona da Bela Vista.
Na dança, a animação esteve a cargo das formações Las Guitas e As Poderosas, ambas das Manteigadas, e das Poderosas Cor-de-Rosa, da Alameda das Palmeiras, enquanto a música contou com a presença de Young Mc, de Lisboa, e da pequena Clarinha.
A iniciativa de promoção do convívio na Alameda das Palmeiras, com animação até depois da meia-noite, contou com várias tasquinhas com gastronomia multicultural, com destaque para a cachupa de Cabo Verde e para o frango com molho de amendoim da Guiné-Bissau.
Na Family Party, certame que assinalou o final do verão e na qual marcou presença o presidente da Junta de Freguesia de S. Sebastião, Nuno Costa, foi mais um dos exemplos do espírito de participação ativa que caracteriza o “Nosso Bairro, Nossa Cidade”.
O programa municipal, que abrange o território dos bairros da Bela Vista, Alameda das Palmeiras, Forte da Bela Vista, Manteigadas e Quinta de Santo António, assenta na premissa de que todas as ações devem ser protagonizadas pelas próprias pessoas, promovendo a autonomia, a responsabilidade e o crescimento coletivo.

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Autoeuropa estende concessão no porto de Setúbal

Ampliação de terminal dedicado à Fábrica de Palmela  em estudo 

A Autoeuropa vai assinar hoje o contrato de prolongamento do contrato de concessão do terminal que opera no porto de Setúbal por mais 15 anos, ou seja, até 2030. "São mais 15 anos. O anterior contrato terminou e é assinado este novo", disse Vítor Caldeirinha, presidente da Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra, que vai estar presente hoje na cerimónia de assinatura deste contrato, escreve o Jornal Diário Económico. Vítor Caldeirinha adiantou ainda que este contrato inclui um projecto de ampliação do terminal dedicado à fábrica de Palmela, já ponderado há vários anos, em função da evolução da economia mundial e do mercado automóvel global em particular.
Autoeuropa continua a apostar forte no Porto de Setúbal 

De acordo com este responsável, a renda cobrada pela Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra, ao fabricante germânico de automóveis "mantém os valores em torno de meio milhão de euros para seis hectares e acesso ao cais ‘ro-ro' [‘roll on-roll off']", especializado na movimentação de automóveis. Tendo em conta que esta verba é anual, a Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra, conseguiu com este contrato garantir receitas mínimas de 7,5 milhões de euros da Autoeuropa ao longo do prazo desta nova concessão deste terminal portuário em Setúbal.
Mas Vítor Caldeirinha adiantou que este contrato inclui um projecto de ampliação do terminal dedicado à Autoeuropa, já ponderado há vários anos, em função da evolução da economia mundial e do mercado automóvel global em particular. "Existe a possibilidade de expansão até 10 hectares, podendo ir a 12 hectares ou mais, caso seja necessário", garantiu, em entrevista ao Diário Económico, o presidente da unidade portuária de Setúbal. Esta opção de expansão irá elevar o valor da renda cobrada pela Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra à fábrica de Palmela.
Vítor Caldeirinha esclarece ainda que "a ampliação do cais ‘ro-ro' permite manter espaço para a importação em caso de expansão futura da área da Autoeuropa".
No entanto, as incertezas sobre o futuro da Autoeuropa adensaram-se na última semana, uma vez que a casa-mãe, a Volkswagen foi envolvida num escândalo de falsificação de dispositivos de leitura de emissões poluentes dos automóveis das diversas marcas do grupo, o que deverá implicar custos gigantescos em indemnizações a pagar, em quebra de vendas e de reputação e na necessária reestruturação do construtor automóvel alemão.

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Navio Sagres deslumbra crianças em Setúbal

“Olhem, que ‘volante’ tão grande”

A comunidade escolar de Setúbal visitou no dia 25, de manhã, o navio-escola Sagres, acostado na frente ribeirinha da cidade para as comemorações da Semana do Mar 2015. A visita a um dos mais emblemáticos navios da Marinha Portuguesa contou com a presença de centenas de crianças de jardins de infância e escolas do 1.º ciclo do concelho e, ainda, de jovens dos cursos de formação da Lisnave – Estaleiros Navais.

Crianças visitaram Navio escola Sagres em Setúbal 

À chegada desta atividade do programa Semana do Mar 2015, organizado pela Câmara Municipal e pela Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra, os olhares centram-se na beleza do navio-escola. Os primeiros a chegar, alunos da EB do Faralhão, não sustêm a exclamação: “É enorme!”
Depois de subirem à embarcação, a primeira zona a visitar, a proa, exibe a figura do Infante D. Henrique, impulsionador dos Descobrimentos portugueses.
“Este sino serve para quê?”, pergunta uma das crianças da EB do Faralhão. “Serve para aqueles senhores [os cadetes] se chamarem uns aos outros”, explica a professora.
“Olhem, que ‘volante’ tão grande”, exclama Pedro, 8 anos, apontando para uma das três rodas do leme da embarcação, que ostenta a frase “A pátria honrai que a pátria vos contempla”.
No tombadilho, Yara, Cíntia e Magda, de 9 anos, divertem-se a descobrir alguns dos equipamentos do navio. As atenções do grupo de raparigas da EB da Bela Vista centra-se numa girobússola. “Este equipamento permite obter o rumo da embarcação”, explica um dos cadetes.
Durante a visita ao navio-escola, as crianças tiveram oportunidade de visitar a casa de navegação, os alojamentos e a cozinha e apreciar a grandeza dos mastros, as balsas salva-vidas, a carta eletrónica, equipamento que possibilita associar os dados de sistemas de posicionamento GPS e de outros sensores, e, ainda, a agulha magnética, um dos mais antigos instrumentos de navegação.
O navio Sagres foi construído em 1937 nos estaleiros Blohm & Voss, em Hamburgo, Alemanha. Além da missão, desde 1962, relacionada com a instrução dos cadetes, é utilizado regularmente na representação da Marinha e do País, funcionando como embaixada itinerante de Portugal.
O Sagres permaneceu acostado na frente ribeirinha de Setúbal até domingo. O mesmo sucedendo em relação ao navio Creoula, também da Marinha, e à caravela Vera Cruz, da Aporvela.

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Adote um cão e ajude o canil de Sesimbra

Figuras públicas apoiam campanha de adoção de animais

O humorista Rui Unas, os músicos Sérgio e Nelson Rosado, dos Anjos, o director do Correio da Manhã, Octávio Ribeiro e o sesimbrense Diogo Marcelino, que participou recentemente num Reality Show, são algumas das figuras públicas que se associaram à campanha de adoção de cães Maré de Afetos, lançada pelo Canil Municipal de Sesimbra, a partir de uma sugestão da taróloga Maya, que para além de se ter envolvido na organização, também participou na sessão fotográfica, ao lado da cadela “Joia”. "Participe nesta causa e use os seus talentos em favor da mudança na vida destes animais. Faça parte desta maré de afetos", apela a Câmara de Sesimbra. Até porque o canil municipal está sobrelotado: tem cerca de 40 cães em 12 celas. 
Irmãos Rosado são algumas das figuras públicas que apoiam iniciativa

A ideia surgiu quando Maya procurava o “Talisca”, cão que a família acarinha, e que desapareceu. Dirigiu-se então ao Canil Municipal e ali estava ele, bem tratado, com esterilização já marcada, rodeado dos carinhos da trabalhadora do canil – uma verdadeira encantadora de cães - e de uma equipa de voluntários.
Percebeu então que havia muitos cães abandonados e a única forma de se conseguir mais espaço e condições para estes e outros animais, que surgem diariamente, seria organizar uma campanha de sensibilização e adoção. "Fez a sugestão, que foi prontamente aceite, e disponibilizou os seus conhecimentos e experiência em comunicação, como forma de recompensa pelo tratamento dado ao seu 'Talisca' e pelo modo exemplar como o Canil Municipal de Sesimbra trata os animais", refere a autarquia de Sesimbra em nota enviada ao ADN.
A partir daí, fez contactos com amigos, também eles apaixonados pelos animais, que se associaram de imediato à acão. "A campanha, que está nas ruas do concelho e na Internet pretende ser, não apenas um incentivo à adoção, mas essencialmente, uma forma de sensibilizar a opinião pública para esta temática e para a importância que o apoio de cada um de nós representa para o bem-estar destes animais", explica a Câmara de Sesimbra que deixa um apelo: "participe nesta causa e use os seus talentos em favor da mudança na vida destes animais. Faça parte desta maré de afetos".
Com o canil em sobrelotação é "urgente"a adoção. Se quer ter um cão "não pense no óbvio e não pense só num animal pequeno. Este animais são muito sociáveis - não temos cá animais agressivos - e estão com necessidade urgente de uma casa e de uma família", diz Liliana Carvalho, responsável pelo Canil que neste momento tem cerca de 40 cães em 12 celas. "A utilização do espaço é critica mas queremos dar a estes animais uma vida nova, uma família que os acolham porque temos muito mais para ajudar", refere a responsável do Canil de Sesimbra  

Sesimbra dispões de postos veterinários municipais
site da autarquia explica que o canil municipal não se encontra aberto ao público "por razões de logística",  no entanto serão aceites visitas sob marcação através do telefone : 21 228 85 00 ou  93 998 20 40 ou pelo e-mail: canil@cm-sesimbra.pt. 
Em caso de restituições de canídeos (em alojamento no canil) estas serão efetuadas às quartas feiras entre as 10 e as 12 horas após pagamento das taxas de captura e alojamento (em caso de necessidade será também necessário o pagamento de vacinação antirrábica e colocação de chip).
O registo e licenciamento anual dos cães é obrigatório e deve ser feito nas juntas de freguesia. 
Além do canil municipal, a autarquia de Sesimbra dispõe ainda de três postos veterinários municipais [em Sesimbra, Fonte de Sesimbra e Quinta do Conde] que fornecem este serviço durante todo o ano para vacinação, consultas de rotina e colocação de microchip que agora é obrigatório em todos os cães. O preço da colocação do microchip é de 13 euros, nos postos veterinários municipais que funcionam todos os dias úteis da semana das 10 ao meio-dia.
Veja aqui o video da reportagem da campanha na CMTV

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Setúbal recupera Casa das Quatro Cabeças

Casa do Bairro do Troino vai servir para realojamento temporário 

A Casa das Quatro Cabeças, classificada como Imóvel de Interesse Municipal desde 1977 e localizada no centro histórico de Setúbal vai realojar temporariamente residentes em Setúbal que necessitem de um local para ficar durante o período de obras coercivas por ou iniciativa própria, de edifícios de que são proprietários ou arrendatários. O imóvel histórico que está a ser recuperado desde Dezembro de 2014 pela Câmara de Setúbal foi sujeito a uma candidatura para o programa “Reabilitar para Arrendar”, promovido pelo Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana, com o objetivo de recuperar imóveis antigos. O projeto de Regulamento de Utilização da Casa das Quatro Cabeças vai ser submetido a consulta pública por um período de trinta dias, após publicação no Diário da República.
Casa histórica de Setúbal está totalmente recuperada 
De acordo com a autarquia as unidades habitacionais da Casa das Quatro Cabeças podem ser ocupadas em regime de Alojamento de Apoio Temporário, “constituindo-se como uma resposta de otimização do edifício e uma contribuição para a promoção sociocultural e revitalização do centro histórico de Setúbal, através da criação de incentivos à permanência, ainda que de curta duração”.
A gestão da utilização e ocupação da Casa das Quatro Cabeças vai ser assegurada por uma comissão escolhida pela presidente da Câmara de Setúbal, que aprecia e avalia os pedidos de alojamento e que, entre outros, é responsável pela administração das partes comuns do imóvel.
O realojamento será feito mediante a apresentação de um requerimento, documento apreciado num prazo máximo de sete dias, com os serviços municipais a poderem solicitar uma vistoria ao imóvel do beneficiário a reabilitar. A deliberação final é comunicada num prazo máximo de trinta dias.
De salientar que o realojamento temporário corresponde apenas ao período estritamente necessário para a execução de obras, não podendo exceder os dois anos, prazo que pode ser prorrogado por mais um ano em casos devidamente fundamentados. Já no regime de Alojamento de Apoio Temporário, a ocupação não deverá exceder o prazo máximo de nove meses.
A ocupação do edifício de três pisos, no bairro Troino, está sujeita ao pagamento de uma renda mensal, cujo valor é fixado anualmente pela autarquia sadina, ou de uma retribuição nos casos de ocupação em regime de Alojamento de Apoio Temporário.
O projeto de Regulamento de Utilização da Casa das Quatro Cabeças vai ser submetido a consulta pública por um período de trinta dias, após publicação no Diário da República.

Autarquia investe 221 mil euros na recuperação 
Neste acordo, o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU) concede à autarquia “um empréstimo, sob a forma de abertura de crédito, até ao montante máximo de 221 mil 923 euros”, correspondente exatamente a metade do investimento global previsto na obra. A verba é disponibilizada num limite máximo de dois desembolsos.
O montante do empréstimo a disponibilizar à Autarquia através do IHRU é obtido junto do Banco Europeu de Investimento, no âmbito do programa de financiamento da reabilitação urbana e o seu arrendamento para fins habitacionais.
A Câmara de Setúbal procede ao reembolso do capital em “prestações contantes, anuais e consecutivas, vencendo-se a primeira no dia 15 de Março de 2017 e a última no dia 15 de Março do ano em que termine um período de trinta anos, contados a partir da data de desembolso”, refere o acordo.
O contrato de financiamento sob a forma de abertura de crédito a celebrar entre a Autarquia e o IHRU incide na requalificação de um dos edifícios mais peculiares do centro histórico da cidade, classificado, desde 1977, como Imóvel de Interesse Municipal.
Integrado na malha urbana do Bairro do Troino, a Casa das Quatro Cabeças é um edifício de três pisos, de planta quadrangular e com cunhais bem marcados em cantaria. A arquitetura foi modificada ao longo dos tempos, mas o edifício mantém as características essenciais das diferentes épocas de construção, com destaque para os testemunhos manuelinos ao nível do piso térreo e os traços gerais dos séculos XVII e XVIII.


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Mulher caiu do 4º andar no Monte da Caparica

Crime de violência doméstica, acidente ou suicídio em analise 

A Polícia Judiciária de Setúbal está a investigar as circunstâncias da morte de uma mulher de 44 anos que caiu no sábado do quarto andar de um prédio no Monte da Caparica, no concelho de Almada. Todos os cenários, crime, acidente ou suicídio, estavam em aberto ao final da tarde de ontem. A mulher, de acordo com algumas testemunhas, tinha ferimentos de arma branca. Milita, como era conhecida na localidade, foi encontrada nas traseiras do prédio e deixa um filho menor. O alerta partiu de um vizinho que chamou a GNR da Trafaria para denunciar um crime de "violência doméstica".  
Mulher morreu após queda de um 4º andar no Monte da Caparica 

Segundo escreveu o jornal Correio da Manhã, o alerta foi às 6h30 de sábado, com o telefonema de um vizinho para a GNR da Trafaria dando conta de "violência doméstica".  Fonte policial confirma que há testemunhos de uma discussão entre Maria Esperança, conhecida como Milita, e o marido. 
A Polícia Judiciária de Setúbal procura confirmar se o marido estava dentro de casa quando ocorreu a queda ou se já tinha saído. A mulher tinha ferimentos ligeiros de faca, a arma encontrada junto ao cadáver. A vítima tinha um cabeleireiro no Bairro Branco do Monte da Caparica e um filho menor.
Quando a GNR chegou, já Milita estava morta, no patamar das traseiras do prédio. Caiu da varanda de casa, no quarto andar.
Familiares ainda a tentaram socorrer e o corpo foi movido antes da chegada das autoridades. O marido foi levado para a GNR e interrogado pela Polícia Judiciária de Setúbal, que fez perícias no local e ouviu testemunhas. Ao início da tarde de ontem não havia detenções.

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Palmela investe três milhões no novo ano letivo

Concelho com clara aposta na valorização da escola pública 

O investimento da Câmara de Palmela, no ano letivo que agora se inicia, ultrapassa os três milhões de euros, nos apoios às famílias e aos estabelecimentos de ensino, de forma a garantir uma escola de qualidade e em iguais condições de acesso a todas as crianças e jovens do concelho. O apoio para livros e materiais escolares foi aumentado em 30 por cento, por iniciativa da autarquia. No início de mais um ano letivo, a Câmara reitera, uma vez mais, a "necessidade de garantir a construção de Pavilhões Desportivos na Escola Secundária de Palmela e na Escola Básica José Saramago, em Poceirão, por parte do Ministério da Educação e Ciência, estando o município disponível para efetuar contratos-programa com o ministério, com a garantia de utilização daqueles equipamentos por parte da comunidade", diz Adilo Costa, responsável pelo pelouro da Educação. A Câmara de Palmela recorda ainda "a necessidade da construção de uma nova EB 2,3 em Pinhal Novo, em conformidade com a Carta Educativa". 
Palmela tem 143 salas de aulas do pré-escolar e 1º ciclo

O Transporte Escolar abrange os alunos matriculados em estabelecimentos de ensino da sua área de residência, mantendo a autarquia a descriminação positiva da distância casa escola igual ou superior a dois quilómetros, (a legislação define 4 quilómetros). "Estima-se que o custo da rede atinja este ano letivo o valor de 1.244.339 euros, com uma previsão de receita de 164 mil 194 euros, provenientes das transferências do governo. A rede abrangerá 2562 alunos, sendo 2287 integrados em circuitos públicos, e 275 em circuitos municipais", explica a autarquia.
Os apoios no âmbito da Ação Social Escolar referem-se aos Auxílios Económicos Diretos (apoio para livros e material escolar) dos alunos do 1º ciclo do ensino básico e fornecimento de refeições escolares para as crianças da educação pré-escolar e 1º ciclo do ensino básico, da rede pública.
Aos alunos dos agregados familiares integrados no primeiro e segundo escalão do abono de família é aplicado um escalão único, através de descriminação positiva e beneficiam de refeição gratuita (pré-escolar) e refeição gratuita e apoio financeiro para livros e material escolar (1º ciclo do ensino básico).
No âmbito do apoio financeiro para livros e material escolar, o Conselho Municipal de Educação, sob proposta do município, aprovou, este mês, "uma recomendação para aumento do valor unitário do apoio a atribuir aos alunos beneficiários de ação social escolar, de 50 para 65 euros. A proposta, aprovada por unanimidade em reunião pública de câmara, representa um aumento de 30 por cento neste apoio prestado pela autarquia", diz ainda o gabinete de informação da Câmara de Palmela.
Em relação ao Programa de Alimentação Escolar, destinado aos alunos do 1ºciclo e da educação pré-escolar, o número mantem-se nas 3.000 refeições diárias, quer através de confeção local, quer de refeições transportadas. Prevê-se uma despesa anual de cerca de 920 mil euros e estima-se, igualmente, receitas no valor de 498 mil euros.
O município mantem o Regime da Fruta Escolar, através da disponibilização de duas peças de fruta, por semana, aos alunos do 1º ciclo, a iniciar nesta segunda-feira, dia 28 de Setembro, prevendo-se uma despesa de 23 mil 728 euros, totalmente comparticipada pelo IFAP.

Concelho com 32 salas de pré-escolar e 111 do 1º ciclo 
A Rede Escolar Pública do concelho integra 32 salas de educação pré-escolar e 111 salas do 1º ciclo, verificando-se um ligeiro decréscimo no número de crianças nos jardins-de-infância e a manutenção nos restantes níveis de ensino.
Na Educação Pré-Escolar, em todos os jardins de infância públicos do concelho realizar-se-ão atividades de animação e apoio à família, abrangendo cerca de 80 por cento das crianças que frequentam esta valência. "Fruto de um trabalho de articulação entre o Município e os agrupamentos de escolas, será promovido o alargamento dos horários destinados à dinamização das atividades em seis dos 14 jardins-de-infância, indo ao encontro das necessidades apresentadas pelas respetivas famílias", conta a autarquia. 
As atividades a realizar variam de acordo com a especificidade de cada jardim-de-infância e com a avaliação final do ano letivo anterior, mantendo-se as atividades então proporcionadas - Música, Movimento e Dança, Motricidade, e Yoga para crianças ou Expressão Dramática. Estima-se que a despesa global com a dinamização das atividades seja de 340 mil euros e a comparticipação dos pais e do Ministério da Educação e Ciência totalize cerca de 270 mil euros. Para o presente ano letivo o município mantém a comparticipação familiar com o valor mínimo de 2,75 euros e máximo de 55 euros.
O Executivo aprovou, para o ano letivo 2015/2016, "o aumento do valor anual do apoio financeiro para funcionamento dos estabelecimentos de educação e ensino de 6,50 euros para oito euros/aluno, num total de 25 mil 736 euros.

Obras de beneficiação custaram mais de 97 mil euros 
Beneficiação de escolas foi a forte aposta do executivo municipal  
No âmbito da beneficiação do Parque Escolar, realizou-se um conjunto de obras, que totalizaram um investimento de 97 mil 595 euros. Recorde-se, também, que o Município de Palmela transferiu 304 mil 489 euros para as Juntas de Freguesia, através dos acordos de execução estabelecidos entre as partes, para realização de trabalhos de conservação de escolas.
Ao nível da ação socioeducativa e pedagógica, destacam-se os projetos Aprender a Nadar e Fantasiarte, em estreita articulação com a comunidade educativa local, a par do desenvolvimento de outros projetos nas áreas do ambiente, animação do livro e da leitura, cidadania e participação, desporto e saúde, educação pela arte, património e segurança.
Do programa da Receção à Comunidade Educativa, destaca-se o Momento Convívio quedecorrerá no dia 22 de Outubro, no Teatro O Bando, em Vale de Barris, Palmela, com a homenagem aos docentes e não docentes aposentados no último ano.

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Autarcas do Montijo visitam vacaria em Canha

Câmara do Montijo quer mais investimento na agricultura 

O presidente da Câmara do Montijo visitou a empresa Agroleite, situada na freguesia de Canha, com o objetivo principal de aproximar a autarquia ao tecido empresarial local. Acompanhado pela vereadora Maria Clara Silva, pelo presidente da Junta de Freguesia de Canha, Armando Piteira, e pelo presidente da União das Freguesias de Pegões, António Miguéns, Nuno Canta foi recebido pelos proprietários da empresa que deram a conhecer o trabalho desenvolvido e os projetos futuros. Dina Duarte, administradora da Agroleite, realizou uma visita guiada pela propriedade de 90 hectares onde são criados bovinos para a produção de leite. A exploração agropecuária tem 560 vacas que produzem, diariamente, 20 mil litros de leite.
Exploração agropecuária  de Canha tem  cerca de 560 vacas de leite

Neste momento, está a ser realizado um novo investimento na propriedade que vai permitir aumentar esta produção: “um projeto de requalificação com o objetivo de otimizar a exploração da atividade, aumentar o circuito de economia circular e, simultaneamente, reduzir os impactos ambientais da exploração e aumentar o bem-estar animal”, explicou Dina Duarte.
O presidente Nuno Canta teve a oportunidade de realçar a importância das “atividades do sector primário para a economia do concelho” e expressar a disponibilidade da câmara em cooperar com a Agroleite no desenvolvimento económico do Montijo.
O autarca e a administradora da Agroleite abordaram, ainda, a importância da investigação para o sector primário e a necessidade de reforçar as políticas nacionais nesta área “para evitar consequências no futuro do país”, afirmou Nuno Canta.
A Agroleite surgiu em Canha, em 1997. É uma empresa agropecuária que se dedica à produção de leite destinado à produção de lacticínios, nomeadamente, queijo pela empresa Montiqueijo – Queijos de Montemura, Lda, que é dos mesmos proprietários da Agroleite.

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