Dá um Gosto ao ADN

Pinhal Novo realiza corso na terça-feira à tarde

Amigos de Baco continuam a festejar o Carnaval do povo 

Em Pinhal Novo, no concelho de Palmela, o Grupo Carnavalesco Amigos de Baco promove o já tradicional Corso Carnavalesco, que desfilará pelas ruas da vila no dia 25 de Fevereiro, a partir das 15 horas. O desfile contará com a participação de alguns carros alegóricos, do movimento associativo da freguesia, contando com a participação de várias centenas de figurantes. Para apoiar a realização do Corso Carnavalesco, o município de Palmela atribui um apoio financeiro de mil euros. "Folia, cor e muita diversão são alguns dos requisitos habituais desta iniciativa que, sendo já uma referência na região, mobiliza um elevado número de visitantes, participantes e associações da freguesia que se juntam e animam o desfile", diz a autarquia. A festa só acaba na quarta-feira com o enterro do Bacalhau, que em Pinhal Novo, se chama José Maria. Os bailes populares são outra animação no concelho. 
Carnaval sai à rua na terça-feira 

O Carnaval caramelo, em Pinhal Novo, é assim: uma festa imensamente popular, sem réis nem rainhas e os apoios são escassos para tamanha divulgação da vila, mas há sempre uma grande festa.
É o que garante os Amigos de Baco que organizam um desfile na terça-feira, onde não faltarão muitas beldades e matrafonas para coloriram e animaram o cortejo, que desfila no centro da vila. O movimento associativo reúne-se e faz a festa com muita sátira, muita alegria, dança e momentos de loucura no desfile "mais trapalhão". 
O cortejo mantém o percurso habitual: Avenida da Liberdade, Rua António Santos Jorge, Avenida Alexandre Herculano, Jardim José Maria dos Santos e regressam de onde partiram, aos Bombeiros.
E ainda há tempo para que na quarta-feira de cinzas se cumpra, como sempre, o enterro do bacalhau que na vila de Pinhal Novo se chama simplesmente José Maria, uma homenagem a um dos fundadores da vila.
Os dias de folia em Pinhal Novo que são vividos com a intensidade que os Amigos de Baco entendem e desde de 1992 (então um grupo de amigos da Tasca do Xico) organizam os desfiles e na quarta-feira de cinzas matam o bacalhau – que em Pinhal Novo se chama José Maria – lá para as tantas da noite no coração verde da vila: o Largo José Maria dos Santos.
Há enterro, ladainha, uma viúva a chorar a triste perda e, claro, um testamento que promete este ano distribuir muita “merda” e outras coisas parecidas aos ilustres da terra... no final ninguém levará a mal... enquanto o José Maria Bacalhau arde em lume brando.

Palmela e Quinta do Anjo a bailar... 
Em Palmela, as coletividades fazem a festa durante o fim-de-semana. De 22 a 24 de Fevereiro, a Sociedade Filarmónica Humanitária tem preparadas duas noites de festa, com concertos da Orquestra da Vila e animação a carga do DJ Pedro Monchique.
Há ainda, no sábado, um concurso de máscaras, e as pulseiras estão disponíveis no local e é possível marcar mesa junto da secretaria da colectividade.
Mais acima na vila, na Sociedade Filarmónica Palmelense “Loureiros”, além da marcação de mesas, existe também celebração. Além disso, dia 23, há matiné com um concurso de máscaras para os mais novos.
Na Quinta do Anjo, a Sociedade de Instrução Musical organiza dois bailes, a 22 e 24 de Fevereiro, com animação do Grupo de Baile Amigos da Casa e DJ Tó Patronilho.

Agência de Notícias 
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Carnaval desfila em Alhos Vedros, Moita e Arroteias

“O que queres ser quando fores grande?” é o tema do corso de Alhos Vedros 

“O que queres ser quando fores grande?” é o tema deste ano do Corso de Carnaval de Alhos Vedros que vai sair à rua nos dias 23 e 25 de Fevereiro, pelas 15 horas, enchendo as principais ruas da vila do concelho da Moita com muita cor, alegria e personagens animadas. O Corso de Carnaval, organizado pela Sociedade Filarmónica Recreio e União Alhosvedrense “A Velhinha”, com o apoio da Câmara da Moita, tem início na Praça da República. A 24 de Fevereiro, a partir das 21 horas, tem lugar o Desfile Noturno de Carnaval, na Avenida Teófilo Braga, na Moita, promovido pela Junta de Freguesia e com a participação de figurantes, passistas e bateria d' A Velhinha e da Escola de Samba Unidos do Clube das Arroteias, onde também há um desfile no sábado à noite. A entrada é gratuita. 
Corso volta a animar Alhos Vedros 

Carnaval é sinónimo de festa em Alhos Vedros e este ano não é exceção. Domingo, dia 23 de Fevereiro, e terça-feira, dia 25, as ruas da vila do concelho da Moita são animadas pelo habitual corso carnavalesco. 
Organizado pela Sociedade Filarmónica Recreio e União Alhosvedrense (SFRUA – “A Velhinha”), o corso tem como tema “O que queres ser quando fores grande?”, numa alusão às profissões que todos sonhavam, e os mais pequenos ainda sonham, ser em adultos, que vai sair à rua pelas 15 horas, enchendo as principais ruas da vila do concelho da Moita com muita cor, alegria e personagens animadas. 
A organização explica que “desde costureiras a militares”, o corso terá de tudo. Um dos carros tem como tema “sal e cortiça”, outro “vaidade”, que tem a ver com “cabeleireiras e outras profissões”, o terceiro “com um hotel” e o “carro da rainha do Carnaval será militar”.
Ao longo do corso, que nos dois dias arranca para as ruas de Alhos Vedros às três da tarde, existem muito mais profissões retratadas, numa alusão à temática escolhida.
Em termos de números, desfilam “entre 350 a 400 pessoas”, num trabalho, que, diz a a organização "começou em Agosto e foi todo feito pela prata da casa e anónimos com amor à camisola".
A rainha do Carnaval de Alhos Vedros, eleita em Janeiro, é Camila Rei. A primeira dama é Marta Almeida e a segunda é Cindy Almeida.
O Carnaval no concelho da Moita reparte-se entre os desfiles das escolas e o corso em Alhos Vedros, com entrada grátis. Mas este ano há mais. 
No dia 22 de Fevereiro, sábado, a partir das 21 horas, nas Arroteias, realiza-se o Desfile de Carnaval Noturno, organizado pela Escola de Samba Unidos do Clube das Arroteias, do Clube Recreativo Sport Chinquilho Arroteense.
A 24 de Fevereiro, segunda-feira, a partir das 21 horas, tem lugar o Desfile Noturno de Carnaval, na Avenida Teófilo Braga, na Moita, promovido pela Junta de Freguesia e com a participação de figurantes, passistas e bateria da SFRUA “A Velhinha” e da Escola de Samba Unidos do Clube das Arroteias. Motivos para não estar em casa. Todos os eventos são gratuitos.

Agência de Notícias 
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Mais de mil foliões desfilam no Carnaval de Sesimbra

Bom tempo no melhor Carnaval de praia do distrito de Setúbal 

Reza a história que o Carnaval são três dias, mas em Sesimbra dura uma semana inteira. Temos os desfiles de domingo e terça, [com seis escolas de samba e dois grupos de axé], cegadas, cavalhadas, os bailes, um grupo de Axé feminino que desfila no sábado, o desfile de palhaços na segunda e o enterro do Entrudo, na quarta-feira de cinzas. Os festejos do Carnaval são uma das tradições mais enraizadas na comunidade sesimbrense, que constrói, todos os anos, um dos mais populares e belos carnavais do país. Para além dos desfiles principais, à beira-mar, o corso de palhaços, as populares cegadas e os bailes marcam esta grande festa que atrai milhares de visitantes a esta vila piscatória. A autarquia espera 25 a 30 mil visitantes por dia, numa festa que tem 175 mil euros de orçamento. E o tempo promete ajudar na folia à beira-mar. 
Sesimbra volta a desfilar na Avenida 

O Carnaval de Sesimbra apresenta este ano várias novidades. O local dos desfiles, situado na Marginal da vila, vai ter baias e reforço de segurança para impedir o atravessamento de pessoas enquanto estão a passar as escolas.
Outra alteração prende-se com o fim dos copos de plástico descartáveis e a introdução de copos reutilizáveis, como começa a ser regra nos grandes eventos. Este ano há seis escolas de samba e dois grupos de axé que vão desfilar em Sesimbra no domingo e na terça-feira. No total deverão desfilar mais de mil pessoas.
As previsões meteorológicas apontam para tempo seco e temperaturas de 20 graus, pelo que milhares de pessoas deverão aproveitar o bom tempo para rumar à vila situada na península de Setúbal, que oferece o maior Carnaval de praia mais próximo da Grande Lisboa.
A autarquia espera 25 a 30 mil visitantes, por dia, no domingo, segunda e terça-feira, dias em que se realizam os desfiles das escolas de samba e o já tradicional cortejo dos palhaços. A Câmara de Sesimbra aumentou o orçamento para o Carnaval.
Segundo o presidente da câmara de Sesimbra houve um reforço de 25 mil euros na verba do Carnaval deste ano, para "um total de 150 a 175 mil euros". Francisco Jesus, presidente da autarquia, destaca que houve um aumento dos montantes atribuídos às escolas por passista e por carro alegórico.
O autarca diz ainda que há outras melhorias para fazer aumentar o orçamento, "nomeadamente, a colocação de baias e de mais seguranças, a instalação de uma ‘fan zone’ e também a iluminação da Fortaleza".

Samba no pé, axé, palhaços e cegadas 
Nos fins de semana de Janeiro, Escolas de Samba e os Grupos de Axe saem à rua, para os primeiros ensaios do ano em público. Os seus ritmos inconfundíveis, espalham-se por toda a vila de Sesimbra anunciando a chegada de um dos mais esperados momentos do ano: o Carnaval.
Nas sedes das associações, por esta altura, vive-se uma grande azáfama com os preparativos para os desfiles. Ensaios, construção de fantasias, decoração de viaturas e retoques nos fatos principais juntam centenas de voluntários de todas as idades, que dão todo o seu tempo livre à organização do Carnaval de Sesimbra, considerado um dos mais bonitos do país. A dedicação destas pessoas é, sem dúvida, um dos principais motivos para o sucesso desta grande festa.
Mas não é só nas Escolas de Samba e grupos de Axé que se vive o Carnaval. Nas escolas e jardins-de-infância da rede pública e particular professores, auxiliares e alunos trabalham há muito nos fatos que vão apresentar no desfile das escolas, que reúne centenas de crianças de todo o concelho. Outro dos momentos dedicados aos mais novos é o Concurso de Máscaras, que, de ano para ano, surpreende pela originalidade dos fatos e, talvez por isso, conta cada vez com mais participantes.
As Cegadas, costume centenário das zonas rurais que o concelho de Sesimbra continua a preservar, são já uma imagem de marca desta época. Este ano o grupo de cegantes de…já tem estudadas e ensaiadas as sátiras que vai apresentar em vários pontos do concelho.
Na quarta-feira de cinzas, [26 de Fevereiro], o famoso Enterro do Bacalhau, um cortejo bem-humorado que percorre as ruas da cidade. Este conta com a viúva e as amantes do falecido, estas, descobertas apenas no dia do funeral.
Naturalmente que o Carnaval de Sesimbra já não pode prescindir do corso de palhaços, na segunda-feira, que já foi considerado o maior do mundo, e já chegou a juntar perto de três mil mascarados. Nesta altura, muitos dos foliões já preparam as suas fantasias para sair à rua no grande dia.
Nos últimos anos, a freguesia da Quinta do Conde junta-se também à festa com o Desfile Trapalhão, que reúne centenas de mascarados de todas as idades, que trazem para a rua muita alegria e um sentido de humor bastante apurado.
O Carnaval de Sesimbra não fica completo sem os famosos bailes das coletividades, desde as semanas que antecedem o Carnaval, se reúnem mascarados para noites inesquecíveis de folia.

Programa Carnaval 2020
20 e 21 FEV
Desfile dos Estabelecimentos
de Educação e Ensino
dia 20 | qui | 10.30h
Avenida 1.º de Maio, Quinta do Conde
dia 21 | sex | 10.30h
Avenida da Liberdade, Largo 5 de Outubro
e Rua João da Luz, Sesimbra

22 FEV | sáb | 11h
Concurso Infantil de Fantasias
Fortaleza de Santiago, Sesimbra

22 a 29 FEV
Cegadas
dia 22 | sáb
14.30h | Fortaleza de Santiago, Sesimbra
17h | Rua do Comércio n.º 1, Aldeia do Meco
21.30h | Restaurante Retiro do Conde, Lagoa de Albufeira
dia 23 | dom
16h | Grupo Desportivo União de Azoia
Rua Serra da Arrábida, Pedreiras
17h | Pastelaria O Mel da Manhã, Zambujal de Baixo
21.30h | Restaurante Alfa, Sesimbra
dia 24 | seg
20.30h | Café Carioca, Aiana de Cima
21.30h | Café Baratinha, Caixas
dia 25 | ter
18h | Grupo Desportivo de Alfarim
dia 29 | sáb | 21.30h
Bilhete: 3 €
Destinatários: maiores de 6 anos
Cineteatro Municipal João Mota, Sesimbra

22 FEV | sáb | 15h
Desfile de Carnaval na Quinta do Conde
Largo da Feira Festa, Rua Sacadura Cabral, Avenida Principal e Largo do Mercado, Quinta do Conde
Org.: CM Sesimbra e JF Quinta do Conde

22 FEV | sáb | 16h
Desfile do Grupo Feminino
de Afro-Axé Tripa Mijona
Avenida 25 de Abril, Rua da Fortaleza
e Avenida dos Náufragos, Sesimbra

22 FEV | sáb | 22h
Trio Noite Fantasia
Avenida 25 de Abril, Rua da Fortaleza
e Avenida dos Náufragos, Sesimbra

23 e 25 FEV | dom e ter | 14h
Desfile das Escolas de Samba e Grupos de Axé
Avenida 25 de Abril, Rua da Fortaleza
e Avenida dos Náufragos, Sesimbra

24 FEV | seg | 15h

Cortejo de Fantasias de Palhaço
Praça da Califórnia, Avenida 25 de Abril,
Rua da Fortaleza e Largo da Marinha, Sesimbra

25 FEV | ter | 15h
Cavalhadas
Largo das Forças Armadas, Alfarim
Org.: GD Alfarim | Apoio: CM Sesimbra

26 FEV | qua | 21.30h
Enterro do Bacalhau
Largo 5 de Outubro, Rua Rainha D. Leonor, Rua Cândido dos Reis, Rua Joaquim Fernandes Marques, Rua Professor Dr. Fernandes Marques, Avenida dos Náufragos, Largo da Marinha (1.ª paragem), Rua da Fortaleza, Largo Bombaldes, Largo do Município (2.ª paragem), Rua da República e Largo José António Pereira (3.ª paragem), Sesimbra.

Agência de Notícias com Câmara de Sesimbra 
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Carnaval do Montijo começa esta sexta-feira

Desfiles terão nove carros alegóricos e mais de 1300 participantes 

Até 25 de Fevereiro, a folia está de volta, num Carnaval que se diferencia pela autenticidade e envolvimento da população. Este ano, nos dias 23 (domingo) e 25 de Fevereiro (terça-feira), a partir das 15 horas, os Corsos de Carnaval vão contar com nove carros alegóricos e cerca de 1300 figurantes, provenientes de várias associações do concelho do Montijo, que irão desfilar num percurso pelo centro da cidade. O tema do Carnaval do Montijo, como habitualmente, é livre. “É isto que distingue o nosso Carnaval”, defende a Associação Somos Peixinho, entidade que este ano é responsável pela organização do evento. “Este Carnaval acaba por ser o mais português da região com a sua sátira política e social. Um evento popular, feito para as pessoas”, que em 2020 conta com o apoio de 60 mil euros por parte a Câmara Municipal. 
Carnaval vai ter mais participantes este ano

A folia, a diversão e a sátira voltam a ser os ingredientes principais do Carnaval do Montijo, que vai estar nas ruas do centro da cidade de 21 a 25 de Fevereiro. A entrada é livre. E a organização "espera por si para aquele que é o Carnaval mais genuíno da Margem Sul". 
Para 2020, o Carnaval do Montijo apresenta um pacote global de eventos de entretenimento, que se inicia na sexta-feira, dia 21 de Fevereiro, pelas 10 horas com o Desfile das Escolas, nas principais artérias da cidade, e que conta com a presença de duas mil crianças do Agrupamento de Escolas do Montijo e do Agrupamento de Escolas Poeta Joaquim Serra.
O Corso Carnavalesco vai sair à rua nas tardes de domingo, 23 de Fevereiro, e de terça-feira, 25 de Fevereiro, a partir das 15 horas, num percurso desde a Frente Ribeirinha, passando pela Avenida dos Pescadores e terminando na Praça da República, onde se realizará um Baile Popular.
Nas edições anteriores, "foram milhares de pessoas a marcar presença nas ruas da cidade para celebrar cada dia dos Corsos Carnavalescos. É como nenhum outro na região e, com orgulho, um Carnaval de feições populares, sem muita exuberância e luxúria, mas com muita alegria e folia, num verdadeiro espetáculo animado por diversos carros alegóricos e com a participação de mais de 1300 foliões de mais de 30 clubes, associações e tertúlias da cidade e do concelho do Montijo", diz a organização.
Entre os temas possíveis a Somos Peixinho deixa no ar que, “possivelmente”, a oportunidade de “retratar o aeroporto de outra forma não vai ser deixada em branco” e o que o presidente da Câmara Municipal, assim como o presidente da Junta de Freguesia do Montijo, vão fazer parte dos personagens que integram um desfile.
“Este ano o Carnaval do Montijo recebe mais 200 participantes e mais dois carros alegóricos”. Um acréscimo que a organização caracteriza "como excelente resultado da abertura à participação de associações, fincado, pela primeira vez na história deste Carnaval, todas as freguesias representadas". 
Ao longo dos cinco dias de festa, também, em várias associações da cidade e do concelho decorrem bailes de Carnaval.
O Carnaval do Montijo é organizado pela Associação Somos Peixinho, Sociedade Filarmónica 1.º de Dezembro, Motoclube do Montijo, Clube Desportivo Cultural e Recreativo “Os Unidos”, A Quadrada ACD, A Baixa do Montijo ConVida, ANAU-Associação Náutica Montijense e o Grupo "Os Comilões”, com o apoio da Câmara Municipal do Montijo e da Junta de Freguesia da União das Freguesias de Montijo e Afonsoeiro.

Carnaval do Montijo 2020 é Ecoevento
E se brincar ao Carnaval é essencial, não menos importante é brincar respeitando o meio ambiente: pela primeira vez o Carnaval do Montijo será um Ecoevento. A Junta da União das Freguesias de Montijo e Afonsoeiro, em parceria com a Amarsul e com o apoio voluntário de jovens de uma turma de 11º ano da Escola Secundária Jorge Peixinho, "vai implementar um sistema de recolha seletiva de embalagens durante o evento e sensibilizar os participantes e o público presente para boas práticas de prevenção, reutilização e reciclagem de resíduos", revela a autarquia do Montijo em comunicado.
Posteriormente, o material recolhido "será encaminhado para tratamento e valorização na Central de Triagem da Amarsul. Os desperdícios resultantes dos carros alegóricos serão, igualmente, recolhidos e encaminhados. Em função da quantidade entregue, parte da receita da reciclagem irá reverter para uma instituição ou projeto social da freguesia", explica o mesmo comunicado.

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Dez mil pastéis "foliões" vão "adoçar" Carnaval de Sines

Cidade convida a brincar ao Carnaval com dois mil foliões e muitos doces

Cerca de dez mil “foliões”, uma variedade de pastéis de nata, vão ser confecionados em Sines, no distrito de Setúbal, a partir de sábado, para serem degustados pela população e visitantes numa homenagem ao Carnaval da cidade. O pastel de nata “O Folião”, assim batizado numa alusão à “velha” mascote do Carnaval de Sines, foi criado em 2014, por uma pastelaria local, para “adoçar” a festa mais tradicional desta cidade do litoral alentejano. Serão confecionados perto de 2.500 "foliões" por dia e vão ser oferecidos "aos clientes e a todos os mascarados e vendidos, com um desconto de 50 por cento para quem quiser comprar e levar para casa". Os festejos, que se celebram em Sines desde 1926, vão contar com a participação de cinco escolas de samba, 17 carros alegóricos, 15 grupos alegóricos e oito foliões e mais de duas mil pessoas, que, durante os três dias de folia, desfilam na principal avenida da cidade, transformada num sambódromo, em nome da tradição carnavalesca. Os desfiles acontecem no domingo e terça-feira à tarde e na segunda-feira à noite. A folia encerra na quarta-feira de cinzas. 
Sines tem desfile nocturno na segunda-feira 

"Durante quatro dias, entre sábado e terça-feira, assinalamos o ‘dia d’O Folião’, aumentamos a produção dos pastéis, que são oferecidos aos clientes e a todos os mascarados e vendidos, com um desconto de 50 por cento para quem quiser comprar e levar para casa”, explicou à agência Lusa um dos proprietários da pastelaria Vela D’Ouro, Manuel Figueiredo.
Por dia, serão confecionados perto de 2.500 “foliões”, um bolo “derivado do pastel de nata”, uma das especialidades da casa, que nasceu das mãos do pasteleiro Manuel Figueiredo, há seis anos, quando foi desafiado pela antiga Comissão de Carnaval de Sines a tornar a festa “mais doce”.
Há muitas pessoas que gostam e aproveitam estes dias de folia para comprar o bolo. Como nesta altura Sines recebe muitos visitantes, esta é uma oportunidade para provar este pastel que é confecionado com menos açúcar, mais natas e é um pouco mais leve do que o nosso certificado pastel de nata”, explicou.
O “Folião”, a imagem que representa o Carnaval de Sines, é um palhaço desenhado e “batizado” há quase 50 anos pelo pintor e caricaturista Emmerico Nunes.
De acordo com o presidente da Associação de Carnaval de Sines, Rui Encarnação, o pastel “mais folião dá um sabor diferente a um dos carnavais mais tradicionais e divertidos do país”.
O bolo ‘Folião’ é sempre divulgado em todos os eventos que realizamos ao longo do ano. No Carnaval temos sempre mais exemplares para dar a provar às pessoas um doce que é uma brincadeira com o pastel de nata e quem sabe poderá tornar-se num doce típico da região”, acrescentou.

Festa começa hoje e só encerra na quarta-feira
Com um orçamento a rondar os 180 mil euros, a festa carnavalesca, que tem o apoio do município, inclui quatro desfiles, o primeiro acontece já esta sexta-feira, na avenida General Humberto Delgado, com o Carnaval dos Pequeninos, este ano, dedicado ao tema “A Vida Marinha”, com a participação de cerca de 1.300 crianças.
No dia seguinte, sábado, pela manhã, os reis do Carnaval são apresentados à população, numa “cerimónia” que terá lugar junto ao castelo, com a entrega da chave da cidade, seguida de um desfile para “cumprimentos aos súbditos” pelas ruas do centro histórico.
O Carnaval de Sines mantém os habituais desfiles diurnos e noturnos, entre domingo e terça-feira, com a folia aliada à sátira, “religiosa e política”, que os grupos foliões “emprestam” à maior festa do litoral alentejano. 
Os festejos, que se celebram em Sines desde 1926, vão contar com a participação de cinco escolas de samba, 17 carros alegóricos, 15 grupos alegóricos e oito foliões e mais de duas mil pessoas, que, durante os três dias de folia, desfilam na principal avenida da cidade, transformada num sambódromo, em nome da tradição carnavalesca.
No desfile noturno, o mais antigo do país, que acontece na segunda-feira, já é tradição recebermos mais de 1.500 pessoas mascaradas, oriundas de vários pontos da região, que se juntam aos dois mil participantes, enchendo o recinto de muita cor e alegria, numa festa que dura até de madrugada”, sublinhou.
Desfile de matrafonas, baile de máscaras sénior, torneio de futebol trapalhão e bailes noturnos completam o programa do Carnaval que encerra, no dia 26, com o enterro do Entrudo.

Agência de Notícias com Lusa 
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Setúbal já se prepara para brincar ao Carnaval

Um concelho inteiro a festejar a alegria de 23 a 25 de Fevereiro 

Setúbal festeja por todo o concelho o Carnaval de 2020, com um programa repleto de animação e que tem como ponto alto a Praça de Bocage, no centro da cidade, nos dias 23 e 25. O espírito circense marca o ritmo das festividades do programa central setubalense, a decorrer nos dias 23, domingo, e 25, dia de Carnaval, com uma trupe de malabaristas, acrobatas, contorcionistas e palhaços a revirar por completo o ritmo habitual da Praça de Bocage. No Faralhão há desfile do corso de Carnaval no domingo e terça-feira a partir das 15 horas. Ainda há um jogo de futebol de matrafonas nos Ídolos da Praça e o tradicional Carnaval no Troino. E depois há bailes por todo o concelho. Todas as atividades do programa central são de participação gratuita.
Setúbal festeja Carnaval a partir do dia 23 

O programa central, organizado pela Câmara Municipal e produzido pela empresa de espectáculos Mr. Milk, inclui, em ambos os dias, entre as 14h30 e as 16 horas, várias actuações de animação de rua em diferentes pontos da Praça de Bocage.
Também a 23 e a 25, entre as 16 e as 17h30, realizam-se workshops inspirados nas performances artísticas do programa, com ateliers sobre magia/malabarismo, hula hoops, ginástica acrobática, expressão dramática “clown”, pinturas faciais e bolas de sabão gigantes.
Pelo restante território do concelho de Setúbal o Carnaval também invade as ruas com espírito de festa.
Em Azeitão, no dia 21, com início às 10h30, realizam-se dois desfiles de carnaval da comunidade escolar.
Em Vila Nogueira, a parada infantil percorre um trajeto entre a Escola Básica de Azeitão e o Rossio, local para onde está agendado um espetáculo para os pequenos foliões.
O segundo desfile escolar do programa azeitonense, organizado pela junta de freguesia, em parceria com a Câmara Municipal, incide entre a Escola Básica da Brejoeira e o Parque do Morango, em Brejos de Azeitão, jardim onde também se realiza um espetáculo infantil.
A Junta de Freguesia do Sado e o Grupo de Danças e Cantares Regionais do Faralhão promovem o desfile “Foliões do Sado” no dia 23, a partir das 15 horas, na Estrada de Santo Ovídio, entre o Alto do Faralhão e a Rua de Santo Ovídio.
O corso repete-se no Entrudo, também com início às 15 horas, mas, desta vez, na Rua Principal de Praias do Sado, entre as ruas Gomes Leal e da Escola.
Na freguesia de São Sebastião, o Grupo Desportivo Independente reserva, nas instalações da coletividade, para o dia 15, às 21h30, as Cegadas de Carnaval 2020, atuação desenvolvida em parceria com a associação ACTAS e que se repete nos dias 16, às 16 horas, e 21, às 21h30.
Para as instalações do Independente estão, ainda, agendados bailes de carnaval animados por João Tendeiro para os dias 22 e 24, sempre com início às 22 horas.
No Núcleo Desportivo e Recreativo Ídolos da Praça, decorre uma matiné dançante também com João Tendeiro, entre as 15 e as 19 horas do dia 21, enquanto, a 22, entre as nove e as 11 horas, há um jogo de carnaval entre pais e filhos, às 11h30, zumba de carnaval, e, das 21h30 à 1h00, baile com Hélder Cardoso.

Futebol de matrafonas nos Ídolos da Praça e Carnaval no Troino 
O tradicional jogo de futebol de matrafonas está marcado para o recinto dos Ídolos da Praça, com início às 10 horas do dia 23. A empolgante e criativa partida mantém o espírito intercoletividades, envolvendo participantes dos Ídolos da Praça, do Grupo Desportivo “Os Amarelos” e do Núcleo de Amigos do Bairro Santos Nicolau.
Precisamente nas instalações do Núcleo do Bairro Santos Nicolau decorre, nos dias 21 e 25, entre as 21h30 e as 22h30 de ambos os dias, a Cegada de Carnaval.
Esta coletividade acolhe, a 22, entre 22 horas e as 23h30, o espetáculo Especial Carnaval com Alex, enquanto, nos dias 22, a partir das 20 horas, e 23, às 16 horas, há sessões de karaoke.
O núcleo promove, ainda, a 23, com início às 15 horas, um desfile carnavalesco pelas ruas do Bairro Santos Nicolau, e, a 26, a partir das 21h30, a cerimónia “fúnebre” do Enterro do Bacalhau, animação que desfila entre as instalações de “Os Amarelos” e do Núcleo dos Amigos do Bairro Santos Nicolau.
Na União das Freguesias de Setúbal, há bailes de carnaval no dia 21, às 14h30, no Polo da Anunciada do Centro Comunitário da junta de freguesia, e, às 21h30, no Clube Recreativo da Palhavã.
João Carlos dinamiza outro baile carnavalesco, dia 22, a partir das 21h30, na Associação de Moradores do Casal da Figueiras, à mesma hora que tem também início outro serão dançante no Clube Recreativo Palhavã.
Um baile de máscaras, com Luís Rosa, anima a Sociedade Musical e Recreativa União Setubalense, a partir das 15h30, o mesmo horário para que está previsto o início outro baile de carnaval, com Francisco José, nas instalações da Associação de Moradores do Bairro da Anunciada.
A terminar o dia, com início às 21h30, Eurico André e João Carlos dinamizam mais um baile, desta feita na Associação de Moradores de Casal das Figueiras.
Os bailes prosseguem no dia 24, às 21h30, nas instalações da associação do Casal da Figueiras, agora sob a condução e João Carlos, e, também às 21h30, no Clube Recreativo Palhavã.
O dia de entrudo na União das Freguesias de Setúbal tem início às 15 horas, no bairro da Fonte Nova, com o “Carnaval no Troino”, desfile de mascarados com muita animação garantida numa iniciativa organizada pela junta de freguesia e o movimento associativo local.
O Alfa Trio toca no baile carnavalesco agendado para o dia 25, às 15h30, na Associação de Moradores do Bairro da Anunciada, e Eurico André e João Carlos atuam no baile previsto para as 21h30, na Associação de Moradores do Casal das Figueiras.
O Enterro do Bacalhau na União das Freguesias de Setúbal, organizado pelo Grupo Desportivo Fonte Nova, está marcado para as 20h30, no bairro da Fonte Nova.
Os bailes são também tónica forte nas festividades programadas para a freguesia de Gâmbia-Pontes e Alto da Guerra, com o primeiro a decorrer no dia 15, às 22 horas, no pavilhão do Grupo Desportivo, Cultural e Recreativo da Gâmbia, ao som da acordeonista e vocalista Nicole Viviana.
A artista atua igualmente no dia 22, a partir das 22 horas, para novo baile, mas no Alto da Guerra Sport Club.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal
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Cidade do Conhecimento projeta futuro em Setúbal

Investidor indiano quer investir 800 milhões de euros no Vale da Rosa 


O projeto Cidade do Conhecimento, avaliado como um investimento de quase 800 milhões de euros, foi proposto à Câmara de Setúbal pelo investidor e filantropo Sam Pitroda. A nova cidade ficará localizada no Vale da Rosa, se todas as obrigações impostas pela autarquia no caderno de encargos forem aceites, e terá a chancela do arquiteto Norman Foster. De acordo com o arquiteto Fernando Travassos, que está a trabalhar com o executivo da autarquia e a equipa do investidor indiano, “a dupla Pitroda e Foster irá colocar Setúbal no mapa internacional, através de um projeto para 180 hectares que inclui polos de investigação científica, habitação, hotelaria e espaços de lazer, com vista a uma sustentabilidade total”. A celebração de um protocolo para a elaboração do Plano Estratégico da “Cidade do Conhecimento”, já foi deliberado na reunião do executivo nesta quinta-feira. Para a presidente da Câmara este é "um grande investimento" mas que ainda precisa de ser "aprovado". 
Cidade volta a atrair investimento estrangeiro 



O protocolo de cooperação é celebrado entre o município e o The Pitroda Group LLC, entidade que pretende desenvolver em Setúbal a “Cidade do Conhecimento”, projeto que visa criar um ambiente propício à inovação e à troca de conhecimento entre diferentes agentes económicos, sociais, culturais, de ensino e investigação, num espaço geográfico especificamente concebido para o efeito.
O local escolhido é uma área de 180 hectares na zona do Vale da Rosa, na proximidade das instalações do BlueBiz Global Parques e do campus do Instituto Politécnico de Setúbal, correspondendo à zona ocidental da área de intervenção do Plano de Pormenor do Vale da Rosa e Zona Oriental de Setúbal.
De acordo com a deliberação camarária, são objetivos gerais da “Cidade do Conhecimento” criar um local onde “as pessoas e as empresas vivem, trabalham, colaboram e inovam em conjunto”, bem como uma “plataforma que concentra geograficamente os stakeholders de um determinado setor, permitindo a troca de conhecimentos entre todos de modo eficaz”.
As áreas a instalar neste cluster de conhecimento serão definidas “tendo em consideração aquelas nas quais Portugal, e em particular a região de Setúbal, pode afirmar-se como um centro de excelência a nível internacional”.
O projeto “Cidade do Conhecimento” enquadra-se na estratégia definida no Plano Estratégico de Desenvolvimento de Setúbal 2026 e na Revisão do Plano Diretor Municipal de Setúbal, “contribuindo para a concretização dos desafios traçados nestes dois instrumentos”.
O protocolo a celebrar entre a Câmara de Setúbal e o The Pitroda Group LLC visa a elaboração do Plano Estratégico da “Cidade do Conhecimento”, que terá uma primeira fase de diagnóstico a que se segue a fase de proposta.
Este plano será elaborado por uma equipa técnica contratada pelos investidores indianos, com o acordo da Câmara de Setúbal, e os trabalhos serão acompanhados e orientados conjuntamente pelas duas entidades.

Autarca com entusiasmo controlado  
Sustentabilidade será de facto a palavra chave no plano estratégico deste projecto que, por essa via, se destaca face à “Nova Setúbal”, que deveria ocupar o mesmo lugar no Vale da Rosa, e que iria prever apenas habitação e um novo estádio para o Vitória Futebol Clube. “Esse projeto deixaria aquela zona como um dormitório, distante de acessos e sem mais-valias para a sua rentabilização”, explica Fernando Travassos.
“Com a Cidade do Conhecimento vamos ter o oposto. Um conjunto de serviços que se complementam entre si e integram outras valências da região”.
É o caso do Instituto Politécnico de Setúbal que ganha a possibilidade de colocar polos de investigação académica na nova Cidade do Conhecimento. “Assim como a Universidade Nova de Lisboa, que devido ao polo de investigação científica no Monte de Caparica, em Almada, será uma das entidades parceiras chamadas a integrar esta cidade, a par de outras instituições académicas de renome internacional”, afirma o arquiteto.
Quanto à Cidade do Conhecimento ainda não há previsão de quando começará a ser construída, tendo em conta a fase inicial em que o processo se encontra e os caminhos que há a percorrer até lá chegar. 
Tudo porque o Vale da Rosa está classificado como prédio rústico, propriedade do fundo imobiliário da Millenium Gestão de Activos, e só poderá ser o lugar da Cidade do Conhecimento “se a sustentabilidade do projecto ficar comprovada”, defende a presidente da Câmara de Setúbal, Maria das Dores Meira.
Por isso, diz a autarca, há um “entusiasmo, sim. Mas contido. Este projeto pode colocar Setúbal no mapa internacional, mas também pode não acontecer, se o plano estratégico não respeitar exigências mínimas”. Maria das Dores Meira vê na Cidade do Conhecimento a resolução para uma área onde, no passado, a Nova Setúbal não vingou.
A autarca explica que, “esta não é a primeira vez que Setúbal é procurada por investidores internacionais com ideias fantásticas, que depois não são exequíveis no terreno, como o projeto da marina, apresentado pelo grupo do macaense David Chow, que veio a ser adaptado e repartido por vários investidores”.
A autarca aguarda pelo plano final do investidor, que deverá ter em conta “uma lista extensa de obrigações e um plano estratégico que não será fácil cumprir, para garantir a total sustentabilidade do projeto”.
Apesar do entusiasmo ponderado sobre a futura Cidade do Conhecimento, a autarca reconhece que o projeto resolverá “a amalgama de ideias que estava a gravitar em torno daquela área e que agora pode criar uma unidade, com aquilo que já está a ser desenvolvido, como o projeto do Wake Park, cuja construção deve ser iniciada ainda este ano”.
Uma coisa fica certa, a vontade férrea de Sam Pitroda investir em Setúbal. “Porque antes mesmo de contatar a autarquia, Pitroda já tinha no terreno uma equipa de consultores a trabalhar na aquisição e nos possíveis condicionantes do ponto de vista ambiental e do ordenamento do território”, sublinha a autarquia.
A nova "cidade" terá a chancela do arquiteto Norman Foster, autor de projetos como o Estádio de Wembley, o edifício da Câmara de Londres, o Aeroporto Internacional de Hong Kong ou o projeto do novo estádio do Real Madrid.

Agência de Notícias 
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Segurança mostra Setúbal mais segura até 1 de Março

“Setúbal Resiliência+ Os Dias da Segurança” começa esta sexta-feira

As comemorações do 234.º aniversário da Companhia de Bombeiros Sapadores de Setúbal, nesta sexta-feira, marcam o arranque do “Setúbal Resiliência+ Os Dias da Segurança”, a decorrer até 1 de Março, com conferências, ações de sensibilização e exposições. O “Setúbal Resiliência+ Os Dias da Segurança”, organizado pelo segundo ano consecutivo pela Câmara de Setúbal em parceria com várias entidades, foi apresentado na Casa da Baía, em conferência na qual a presidente da autarquia, Maria das Dores Meira, destacou a pertinência da iniciativa. Por tudo isto, acrescentou o coordenador da Proteção Civil Municipal, José Luís Bucho, “O Setúbal Resiliência+ Os Dias da Segurança”, constitui-se como “uma iniciativa multissetorial e multifuncional, que envolve vários agentes de proteção e socorro, sociedade civil e academia, este ano com a componente internacional”.
Segurança e resiliência em debate em Setúbal  


“Falar de proteção civil e de bombeiros é falar de um enorme conjunto de competências e de capacidades de análise e, por isso, traçámos uma rota que nos conduz a abordagens mais detalhadas das várias tarefas que contribuem para a construção de uma cidade mais resiliente”, realçou Maria das Dores Meira.
A autarca afirmou que “o atual desenvolvimento socioeconómico do território se funda na promoção permanente do bem-estar da população” e que, por isso, o “Setúbal Resiliência+ Os Dias da Segurança”, inclui “uma série de iniciativas direcionadas para o debate de temas que contribuem para uma cidade mais segura”.
Nesta matéria, clarificou Maria das Dores Meira, “estão subjacentes, enquanto matrizes primárias e edificadoras, os conceitos de segurança, de sustentabilidade e de resiliência”, que, aliás, pautam a rede mundial das Cidades Resilientes, promovida pelas Nações Unidas, à qual Setúbal pertence desde 2014.
Para guia e orientação das cidades, naquele quadro de consenso internacional a que Portugal aderiu foi definido o Quadro de Ação de Sendai para a Redução do Risco de Catástrofes 2015-2030, assente precisamente nos conceitos de segurança, sustentabilidade e resiliência que Setúbal se comprometeu a aplicar.
Resiliência, enfatizou, é entendida “enquanto capacidade de um sistema, comunidade ou sociedade exposta a perigos de resistir, adaptar-se, transformar e recuperar dos efeitos de um perigo de forma oportuna e eficiente, incluindo a preservação e restauração das estruturas e funções básicas essenciais”.

Programa inclui conferências, debates e ações de sensibilização 
A segunda edição do “Setúbal Resiliência+ Os Dias da Segurança” começa esta sexta-feira com as comemorações do 234.º aniversário da Companhia de Bombeiros Sapadores de Setúbal, cuja sessão solene, que inclui a cerimónia de hastear da bandeira nos Paços do Concelho, se realiza na Praça de Bocage.
Segue-se, a 22, a partir das nove  horas, na Escola de Hotelaria e Turismo de Setúbal, o 2.º Encontro das Unidades Locais de Proteção Civil, “para balanço do trabalho realizado em 2019 desta importante base da proteção civil municipal”, explicou o coordenador do Serviço Municipal de Proteção Civil e Bombeiros, José Luís Bucho.
No dia 23, às nove da manhã, a partir do Jardim da Algodeia, realiza-se o peddy paper “Segurança, Desporto e Cultura”, num percurso plano com cerca de 4500 metros que no qual são revelados aspetos culturais e patrimoniais da cidade, assim como partilhados medidas de autoproteção para a população.
A 24, a Casa da Baía acolhe duas conferências. A primeira, no período da manhã, a partir das nove, é subordinada ao tema “Do Risco à Segurança – A Educação Invisível”, enquanto à tarde, às 14 horas, está em análise “A Resiliência das Infraestruturas Críticas”.
No dia 27, às 11 horas, é inaugurada no Mercado do Livramento a exposição “As Mulheres na Proteção Civil – Retratos de Homenagem”, que reúne um conjunto de fotografias captadas pela lente de Maria Isabel Silva, membro da Vost Portugal. A mostra está patente até dia 27 de Março.
Igualmente a 27, entre as 10 e as 23 horas, no auditório do Mercado do Livramento, realizam-se sessões ininterruptas de esclarecimento à população sobre o coronavírus Covid-19, que “procuram desmistificar questões relacionadas com o novo surto”, esclareceu José Luís Bucho.
No dia seguinte, a 28, a partir das 10 horas e ao longo de todo o dia, o auditório do Mercado do Livramento recebe o encontro “Segurança Integral nas Cidades Portuárias”, que reúne um painel de especialistas em reflexão sobre os custos e os benefícios de ter portos marítimos nas cidades.
“Proteção do Património Móvel e Imóvel” dá tema ao encontro de dia 29, a partir das nove, no Museu do Trabalho Michel Giacometti, no qual participa, entre outros, Javier Ruiz de Azúa, que explana sobre a conservação do património do município espanhol de Córdoba.
O último dia da iniciativa, a 1 de Março, reserva uma demonstração de meios e atividades de vários agentes de proteção civil, incluindo ações de informação e sensibilização para a população, a qual se realiza ao longo de todo o dia na Avenida José Mourinho, na zona da Praia da Saúde.
Participam nesta atividade o Serviço Municipal de Proteção Civil e Bombeiros de Setúbal, a Companhia de Bombeiros Sapadores de Setúbal, a PSP, a Polícia Marítima, a Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra e a Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Setúbal.
Cruz Vermelha Portuguesa – Delegação de Setúbal, Centro Hospitalar de Setúbal, ACES Arrábida, Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, serviços municipais de proteção civil de Sesimbra, Palmela e Grândola e unidades locais de proteção civil também marcam presença no evento.
Todas as informações sobre o programa que decorre ao longo de 11 dias pode ser consultado aqui.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 
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Moita e Seixal condenam revisão de quadro legal

O Governo "está a apostar em passar por cima de tudo e de todas as opiniões" para construir aeroporto


Os presidentes das câmaras da Moita e do Seixal condenaram a proposta do ministro das Infraestruturas de revisão do quadro legal para a certificação do aeroporto no Montijo, acusando o Governo de estar disposto “a passar por cima de tudo”. As declarações não me surpreenderam porque vêm mostrar algo que está cada vez mais evidente: o Governo está a apostar em passar por cima de tudo e de todas as opiniões, de todos os pareceres, de todos os problemas, para aceder aos interesses e à vontade da Vinci [dona da ANA - Aeroportos de Portugal]”, disse o presidente da Câmara da Moita, Rui Garcia.
Aeroporto continua à espera de decisão definitiva 

O autarca referia-se à intervenção do ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, que esta quarta-feira na Assembleia da República afirmou que o quadro legal para certificação do aeroporto no Montijo pela Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC) “tem obviamente de ser revisto” e que era “incompreensível que fosse o presidente da Câmara da Moita a negar” uma oportunidade que afeta o país.
O governante falava depois de ter sido questionado pela deputada do Bloco de Esquerda Joana Mortágua e pelo deputado do PCP Bruno Dias sobre a notícia da TSF que avança que a ANAC é obrigada a chumbar o novo aeroporto no Montijo, uma vez que carece de parecer positivo de todos os municípios afetados.
Moita é um dos municípios que não deu parecer favorável à construção na Base Aérea n.º 6, no Montijo e, na visão do presidente da autarquia, a posição do ministro é “do mais condenável que se pode admitir”. “Perante um quadro legal que dá voz a quem gere os seus territórios para decidir e participar sobre uma infraestrutura com tão grandes impactos como um aeroporto, é condenável que o Governo admita, pura e simplesmente, retirar essa voz aos municípios para poder fazer aquilo que quer”, criticou o autarca comunista,

Seixal continua determinado no aeroporto em Alcochete
Também o município do Seixal expressou descontentamento com a proposta do governante. “Achamos que o senhor ministro devia estar mais preocupado, em primeiro lugar, com as populações e, em segundo, com o futuro aeroportuário da região e do país, do que propriamente em contornar uma lei”, frisou o presidente da Câmara do Seixal, Joaquim Santos (CDU).
Para o autarca, o Governo, liderado pelo socialista António Costa, deveria era explicar “por que razão insiste nesta opção do Montijo”, em vez do Campo de Tiro de Alcochete (em grande parte localizado no concelho vizinho de Benavente, no distrito de Santarém). “Mais do que contornar leis, o senhor ministro devia era explicar por que razão está a colocar o Montijo à frente de Alcochete, quando Alcochete já tinha sido estudado anteriormente e até já tem Declaração de Impacte Ambiental aprovada e em vigor. Por que razão não explica isso? Essa é a questão-chave”, salientou Joaquim Santos.
O autarca garante que o município do Seixal não vai mudar o seu parecer negativo enquanto “for provado que é mais barato fazer em Alcochete e que tem menos impactos sobre a população e ambiente”. “A não ser que o senhor ministro nos venha explicar o contrário, nós somos pessoas inteligentes. Os pássaros não são, mas nós somos pessoas inteligentes e conseguimos perceber”, mencionou.
Na terça-feira, o secretário de Estado Adjunto e das Comunicações, Alberto Souto de Miranda, escreveu um artigo de opinião no jornal Público, em defesa do aeroporto do Montijo, onde reconhece que o risco mais sério é o ‘bird strike’ (risco de colisão entre uma aeronave e pássaros), conhecido em vários aeroportos. “Não há aeroportos sem impactos (…). Os pássaros não são estúpidos e é provável que se adaptem. E este postulado arriscado é tão cientificamente sólido como o seu contrário: o de que eles não vão encontrar paragens estalajadeiras, como no Mouchão. Ciência sem dados comprovados não é ciência”, disse.
A 8 de Janeiro de 2019, a ANA - Aeroportos de Portugal e o Estado assinaram o acordo para a expansão da capacidade aeroportuária de Lisboa, com um investimento de 1,15 mil milhões de euros até 2028 para aumentar o atual aeroporto de Lisboa e transformar a base aérea do Montijo, na margem sul do Tejo, num novo aeroporto.
O aeroporto do Montijo poderá ter os primeiros trabalhos no terreno já este ano, depois da emissão da Declaração de Impacto Ambiental e da reorganização do espaço aéreo militar e após os vários avanços registados em 2019. Para tal, a tal lei que exige unanimidade na decisão, terá ser revista. Além da Moita e do Seixal, também os municípios de Setúbal, Palmela e Sesimbra estão contra a decisão do aeroporto no Montijo.

Agência de Notícias com Lusa
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Urgência pediátrica de Almada pode reabrir em Abril

Os utentes do Hospital Garcia de Orta podem ter de esperar mais do que o previsto

O presidente do conselho de administração do Hospital Garcia de Orta, em Almada, admitiu que a urgência pediátrica poderá reabrir durante a noite a partir de Abril. Mas será um regresso ao funcionamento de forma gradual e na fase inicial só deverá estar a funcionar as 24 horas ao fim-de-semana. “Se todas estas condições se vierem verificar, entendemos que em Abril podemos ter condições para começar por abrir [a urgência pediátrica] ao fim-de-semana. E à medida que se captarem recursos podermos efectivar o funcionamento em pleno da urgência”, afirmou o presidente Luís Amaro na comissão de saúde, onde foi ouvido a pedido do PSD e do PCP por causa do encerramento nocturno da urgência pediatria desde 18 de Novembro. O responsável já tinha dito numa entrevista ao Observador que não lhe parecia realista abrir a urgência pediátrica à noite em Março, como a ministra Marta Temido tinha previsto. 
Urgência pode reabrir em Abril 

As urgências pediátricas noturnas do Garcia de Orta, em Almada, encerradas desde Novembro por falta de médicos, podem reabrir progressivamente, "se tudo correr bem", a partir de Abril, disse o presidente do hospital.
O presidente do Conselho de Administração do Hospital Garcia de Orta, Luís Manuel Martins Amaro, foi quarta-feira ouvido na Comissão de Saúde, no parlamento, numa audição requerida pelo PSD, "a propósito da degradação das condições de funcionamento dos hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS)", e pelo PCP, que o quis questionar "sobre o encerramento das urgências pediátricas no período noturno do Hospital Garcia de Orta".
Luís Amaro salientou que a anterior administração e a atual têm tentado contornar a falta de médicos pediatras desde 2016, uma situação que levou à necessidade de encerramento das urgências pediátricas durante o período noturno e aos fins de semana em Novembro de 2019.
"Com o trabalho de todos, eu direi que não é possível retomar de imediato a urgência, mas, tanto quanto possível, e na sequência do próximo concurso de Abril, se tudo correr como nós acreditamos que irá correr, teremos condições, de uma forma faseada, para abrir a urgência pediátrica 24 horas", disse.
O Ministério da Saúde anunciou em Janeiro que vai avançar com a contratação direta de cinco pediatras para este hospital.
Luís Amaro salientou que, desde 2016 e até agora, saíram do Hospital Garcia de Orta, em Almada, 14 pediatras, a generalidade porque "há um apelo muito significativo por parte de unidades privadas que abriram na grande Almada e na grande Lisboa que levaram à saída dos melhores através de ordenados" que o serviço público "não consegue acompanhar" e duas por aposentação.
Em contrapartida, foram contratos três recém-especialistas no mesmo período, sublinhou.
Luís Amaro salientou que a administração está a "mostrar as potencialidades do serviço", no sentido de cativar novos médicos recém-especialistas para áreas como neonatologia, subespecialidades de pediatria e o centro de desenvolvimento da criança, que também farão urgências.
Está também a trabalhar para pôr em prática um protocolo que já está assinado, pelo que "em breve" o Garcia de Orta terá o apoio junto dos hospitais de Santa Maria e de D. Estefânia. Negociações semelhantes estão a decorrer com o Centro Hospitalar de Lisboa Central, acrescentou.
"Se todas estas condições se vierem a verificar, entendemos que, em Abril, poderemos ter condições - não diria para os sete dias da semana - mas para começarmos a abrir eventualmente ao fim de semana e, à medida que formos captando recursos, podermos abrir o funcionamento em pleno da urgência", reiterou.

41 crianças transferidas para Lisboa em quatro meses
Devido à falta de especialistas, a urgência pediátrica daquela unidade hospitalar, localizada em Almada, começou por fechar todos os fins de semana em Outubro do ano passado, entre o final de sexta-feira e a manhã de segunda-feira.
Desde 18 de Novembro de 2019 que este serviço voltou a abrir ao fim de semana, durante o dia, mas passou a estar encerrado todas as noites, entre as oito da noite e as oito da manhã.
Hoje, o responsável sublinhou no parlamento que "nunca esteve em causa o funcionamento em termos definitivos" da urgência, devido à responsabilidade do hospital em se articular com os hospitais da península de Setúbal.
Luís Amaro salientou ainda que o alargamento do horário de funcionamento dos centros de saúde de Almada e Seixal para ajudar a minimizar a situação "não é a resposta desejável".
"O número de crianças que foram transferidas neste período de encerramento, de 18 de Novembro até 16 de Fevereiro, [de centros de saúde] para serviços de urgência foram apenas de 41, o que representa 1,8 por cento das crianças atendidas nos cuidados de saúde primário", afirmou.
No mesmo período, no atendimento complementar de Almada e do Seixal, entre as 10 e as 17 horas, aos fins de semana e diariamente das oito às 24 horas foram atendidas um total de 2298 crianças, acrescentou.
Isto dá nota de que é forçoso que todos os hospitais em geral têm de "pensar na melhor forma de reorganizar as urgências", porque "continuamos a ter um número muito significativo de situações não urgentes que poderiam ser atendidos noutras unidades de cuidados de saúde primários, considerou.
Luís Amaro destacou ainda que o orçamento destinado ao Garcia de Orta aumentou em relação a 2018 "à volta de dois milhões de euros, sendo este ano à volta de 169 milhões de euros, "porque foram identificadas várias carências".
Entre elas, salientou um investimento de 10 milhões de euros com cofinanciamento com fundos de programas europeus para adquirir uma nova ressonância magnética e um novo TAC, "que está para autorização do Tribunal de Contas", além de "um conjunto de necessidades em termos de obras".

Agência de Notícias com Lusa
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VillaMix Lisboa muda-se para o Seixal e decorre ao ar livre

Baía do Seixal recebe maior festival de música brasileira em Outubro

O festival VillaMix Lisboa, que este ano traz a Portugal os brasileiros Gustavo Lima e Seu Jorge, muda-se na 3.ª edição, marcada para Outubro, para o Seixal e realiza-se pela primeira vez ao ar livre, foi anunciado esta quarta-feira.  “Pela primeira vez ao ar livre, o VillaMix Lisboa, agora na baía do Seixal, pretende proporcionar ao público português a grandiosidade de experiências que já o distinguem no Brasil”, refere a organização do festival, cujas duas primeiras edições em Portugal aconteceram em 2018 e 2019, na Altice Arena, em Lisboa. Este ano, além do dia de festival, a 3 de Outubro, “existirá um dia de festa anterior – o VillaMix na Floresta, a 2 de Outubro”. Depois de sete anos no Brasil, com cerca de 30 edições por ano em várias cidades do país (e alguns recordes do Guiness), o festival Villamix estreou-se na Europa em Outubro de 2018. 
Festival reúne alguns dos maiores artistas brasileiros 

A terceira edição do evento brasileiro em Portugal foi anunciada esta quarta-feira, 19 de Fevereiro. Vai acontecer a 2 e 3 de Outubro num recinto ao ar livre, mais próximo do ambiente que existe nos festivais do Brasil.
Desta vez o Villamix vai ter dois palcos de grande dimensão e uma tenda eletrónica. O primeiro dia, 2 de Outubro (sexta-feira), será uma noite mais pequena, com capacidade para cerca de 15 mil pessoas. Será uma festa da floresta  - como acontece na maior edição mundial, em Goiânia - no parque em frente da antiga fábrica da Mundet.
O dia principal é 3 de Outubro, um sábado, na zona ribeirinha em frente da Baía do Seixal, com vista para Lisboa. Esperam-se 50 mil pessoas para 12 horas seguidas de música. Já foram confirmados os primeiros cinco nomes do cartaz: Seu Jorge, Luan Santana, Gustavo Lima, Alok e Pedro Sampaio.
Tanto vai haver nomes brasileiros no alinhamento como músicos portugueses e de origem africana, de forma a reforçar o Villamix como um evento da lusofonia e não só da música brasileira. O novo recinto será muito diferente daquele que os fãs encontraram na Altice Arena.
Vai haver um camarote VIP, um mercado, uma roda gigante, duas zonas de restauração e uma área de campismo que vai ficar entre a zona da Mundet e o resto do festival. O tema desta edição é o “Futuro”.

Seixal quer manter festival por muitos anos 
O presidente da Câmara do Seixal (autarquia que apoia o evento), Joaquim Santos, disse que o objetivo é reforçar a oferta cultural no Seixal, "continuar a contribuir para o desenvolvimento do concelho, mas, acima de tudo, olhar para a região de Lisboa como um todo, sem considerar o rio Tejo como uma barreira física, mas sim como um fator atrativo".
Joaquim Santos frisou ainda que o desejo da autarquia é que o Villamix "permaneça durante vários" anos naquele local. Falou-se ainda da possibilidade de existirem sinergias entre os vários concursos e iniciativas culturais que existem no Seixal e o festival brasileiro.
O plano de mobilidade vai incluir horários extra nos autocarros e barcos que habitualmente fazem a travessia entre Lisboa e o Seixal  - apesar de as medidas ainda estarem a ser pensadas.
Marcos Araújo, da organização do Villamix, disse que este ano a ideia será implementar uma estrutura maior no palco, em comparação com a Altice Arena, mas que ainda não se pode pensar em bater recordes mundiais de tamanho de palco. Foi ainda referido que cerca de 35 por cento dos bilhetes vendidos nas últimas edições foram comprados no estrangeiro, seja por brasileiros que vivem noutros países europeus, ou por fãs de outras nacionalidades. Os bilhetes serão colocados à venda em Março e os preços irão variar entre os 40 e os 100 euros.
Pedro Neto, outro dos responsáveis pelo Villamix, explicou à NiT como é que surgiu a oportunidade de se mudarem para o Seixal. “Nós já tínhamos nos nossos planos fazer um evento numa área exterior, e estávamos a pesquisar várias áreas, que fossem perto de Lisboa. E ao mesmo tempo a câmara do Seixal estava à procura de um grande evento que pudesse estar presente no município”.
E acrescenta: “Tivemos muita sorte: este é um local especial, com esta beleza natural, com esta vista para o rio Tejo e a própria cidade de Lisboa, que nos deixou com a certeza de que tínhamos escolhido o lugar correto. Vai ser algo bastante impactante”.

Agência de Notícias 
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Moita e Seixal "travam" aeroporto no Montijo

ANAC obrigada a chumbar obra. Ministro diz que quadro legal tem de ser revisto

Esta quarta-feira, a rádio TSF avançou que a Autoridade Nacional da Aviação Civil é obrigada a chumbar o novo aeroporto no Montijo, uma vez que carece de parecer positivo de todos os municípios afetados. Moita e Seixal têm sido os municípios que têm contestado a construção do aeroporto complementar de Lisboa por considerarem ser afetadas a nível ambiental, adianta a rádio. As autarquias de Sesimbra, Palmela e Setúbal também deram o seu parecer negativo. De acordo com a notícia está em análise a necessidade de criar um enquadramento regulatório específico para este novo aeroporto, de forma a contornar o decreto-lei que exige que todos os pareceres municipais sejam positivos. O ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, diz que "não deve ser o presidente da Câmara da Moita a decidir pelo país". 
Construção de aeroporto volta a sofrer entraves  

Esta quarta-feira, na Comissão de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação, na Assembleia da República, o ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, foi questionado pela deputada do Bloco de Esquerda, Joana Mortágua, e pelo deputado do PCP, Bruno Dias, sobre esta notícia da TSF.
“O quadro legal que regula estas matérias tem obviamente de ser revisto, porque é absolutamente incompreensível que fosse o presidente da Câmara da Moita a negar” uma oportunidade que afeta o país, defendeu o ministro.
“Não deve ser o presidente da Câmara da Moita a decidir pelo país, pela região de Lisboa e já agora, se nos quisermos aproximar mais, por Alcochete, Barreiro e Montijo”, acrescentou o governante com a pasta das infraestruturas.
Em Janeiro de 2019, a ANA - Aeroportos de Portugal e o Estado português assinaram o acordo para a expansão da capacidade aeroportuária de Lisboa, com um investimento de 1,15 mil milhões de euros até 2028 para aumentar o atual aeroporto de Lisboa e transformar a base aérea do Montijo, na margem sul do Tejo, num novo aeroporto.
O projeto recebeu a luz verde ambiental final já este ano, mas ainda falta o projeto de execução que terá seguir todas as condicionantes impostas pela Agência Portuguesa do Ambiente. Por outro lado, há outras autoridades que têm de licenciar o aeroporto, entre elas a ANAC (Autoridade Nacional da Aviação Civil). E é neste processo que o regulador tem de recolher os pareceres das câmaras.
E já se sabe, pela consulta pública do estudo de impacte ambiental, que duas autarquias estão contra - Seixal e Moita, além de Palmela, Setúbal e Sesimbra, todas lideradas pelo PCP que é manifestamente contra o aeroporto complementar do Montijo, a favor da construção de um aeroporto de raiz em Alcochete. Já o Barreiro, cuja população é das mais afetadas, juntamente com a Moita, mas cuja câmara é liderada por um socialista, deu parecer favorável. Alcochete, Almada e Montijo, lideradas por socialistas, são "pró-aeroporto".
O aeroporto do Montijo poderá ter os primeiros trabalhos no terreno já este ano, depois da emissão da Declaração de Impacto Ambiental e da reorganização do espaço aéreo militar e após os vários avanços registados em 2019.

Agência de Notícias com Lusa
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Seixal defende aumento de comparticipação para realojar

Preços das habitações dispara no realojamento do Bairro da Jamaica 

A Câmara do Seixal defende que o Governo deve reduzir o "grande diferencial" de comparticipação nos realojamentos do Bairro da Jamaica, uma vez que os preços das habitações "estão acima dos valores da portaria". Segundo a autarquia, "na segunda fase dos realojamentos, a câmara ficava com cerca de 72 por cento dos custos e o Estado com 28 por cento, mas esta situação não condiz com o programa do Governo, o Prohabita, que dizia que era no mínimo 45 por cento do Estado e 55 por cento da autarquia", explicou o presidente do município, Joaquim Santos. Além disso, acrescentou, o novo programa de acesso à habitação que o Governo lançou, o 1.º Direito, "também diz que o diferencial deverá ser menor", sublinhou o autarca. 
Pessoas do Bairro da Jamaica ainda sem casas novas  

O autarca falava à Lusa depois de uma reunião com a secretária de Estado da Habitação, Ana Pinho, na qual apresentou este "grande diferencial de comparticipação" no processo de realojamento de 74 famílias, que vivem em condições precárias em Vale de Chícharos, mais conhecido como Bairro da Jamaica, no Seixal.
"Ficámos de fazer um trabalho de adaptação ao novo programa do Governo e de fazer uma nova análise, para depois reunirmos novamente e ver se existem ou não melhorias em relação ao desequilíbrio que existe hoje", adiantou.
Segundo o autarca, o Governo "demonstrou um grande empenho em resolver o problema", mas a reunião acabou por ser "inconclusiva".
O município contava ter começado a segunda fase de realojamentos dos lotes 13, 14 e 15 até ao fim do ano passado, mas, em Dezembro, avançou à Lusa que o processo está atrasado devido às "burocracias" e especulação imobiliária.
"Ainda não adquirimos praticamente habitações nenhumas. Temos 60 frações em aquisição neste momento e temos outras identificadas, mas o problema é que as habitações hoje estão a um preço acima dos valores da portaria do anterior programa [Prohabita]", explicou Joaquim Santos.
Ainda assim, o autarca mantém a esperança de que "com a redução do diferencial de comparticipação" se possa concretizar a compra das habitações.
"Sem esta questão estar ultrapassada é difícil, mas diria que durante o próximo mês de Março, se tudo correr bem, poderemos ter novidades relativamente a este processo", adiantou.
A 20 de Dezembro de 2018 terminou a primeira fase de realojamentos dos moradores do lote 10, em que 187 pessoas foram distribuídas por 64 habitações em várias zonas do concelho, segundo a Câmara do Seixal.
O acordo para a resolução da situação de carência habitacional neste bairro foi assinado em 22 de Dezembro de 2017, numa parceria entre a Câmara do Seixal, o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana e a Santa Casa da Misericórdia do Seixal.
No total, a cooperação visa o realojamento de 234 famílias e tem um investimento total na ordem dos 15 milhões de euros, dos quais 8,3 milhões são suportados pelo município.
O bairro começou a formar-se na década de 90, quando populações que vinham dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) começaram a fixar-se nas torres inacabadas, fazendo puxadas ilegais de luz, água e gás.

Agência de Notícias com Lusa
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Grupo que assaltava na Charneca de Caparica detido

GNR detém rede criminosa que atuava de Bragança a Setúbal

A GNR desmantelou uma rede criminosa que assaltou vários estabelecimentos comerciais na Charneca de Caparica, no concelho de Almada, tendo detido, na terça-feira, cinco homens com idades entre os 18 e os 34 anos, foi anunciado esta quarta-feira.  Numa investigação que decorria há seis meses, a GNR detetou a "existência de uma rede que se dedicava à prática reiterada dos crimes de furto em estabelecimentos comerciais", nomeadamente bombas de gasolina, restaurantes e habitações, adiantou a força policial, em comunicado.
Suspeitos atacaram de norte a sul do país 


Os crimes foram praticados em vários locais, como Bragança, Faro, Lisboa e Santarém, mas sobretudo na Charneca de Caparica, em Almada, estando o material furtado "avaliado em cerca de 450 mil euros e os danos em cerca de dez mil euros".
Nesta sequência, a GNR montou uma operação com cinco mandados de detenção e 12 mandados de busca domiciliária, que resultaram na apreensão de "diversas peças de vestuário utilizadas nas práticas dos crimes" e "diversas chaves de residências e comandos de garagem".
"Com esta operação, a GNR desmantelou uma rede responsável pela prática de inúmeros crimes, o que em muito contribuiu para o aumento do sentimento de insegurança da população do concelho de Almada, em particular da Charneca de Caparica", referiu a força policial, na nota divulgada.
Os detidos encontram-se nas instalações da força de segurança e já foram presentes ao primeiro interrogatório judicial para aplicação das medidas de coação.
A operação foi realizada pelo Núcleo de Investigação Criminal de Almada da GNR, em colaboração com os Destacamentos Territoriais de Almada e Grândola e da Unidade de Intervenção da GNR, num total de 70 efetivos.

Agência de Notícias com Lusa 
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Holandeses unem-se contra aeroporto no Montijo

Aeroporto em zona protegida mete a ave nacional da Holanda em perigo

Uma associação para a defesa das aves da Holanda e a BirdLife Europe, uma Organização Não Governamental, criaram um novo abaixo-assinado contra a construção do Aeroporto do Montijo. A petição intitulada "Maçarico Sim! Aeroporto Não!" defende principalmente a proteção das aves que, em período migratório, passam pelo estuário do rio Tejo, na rota entre África e a Holanda. Em causa está a espécie do maçarico-de-bico-direito que, segundo a associação holandesa, se alimenta na zona onde está prevista a obra. Os holandeses acreditam que “os maçaricos [a ave nacional do país das tulipas] podem não ter força suficiente para a restante viagem até à Holanda e podem até chegar tarde para criar seus filhos”. O texto, que conta já com mais 26 mil assinaturas, faz o apelo ao governo português para abandonar o projeto localizado na área da Rede Natura 2000. Para o secretário de Estado Adjunto e das Comunicações, Alberto Souto de Miranda, os pássaros do Montijo “não são estúpidos” e podem adaptar-se ao novo aeroporto. 
Maçarico-de-bico-direito ficá em risco com aeroporto

A associação para a defesa das aves da Holanda, em parceria com a Organização Não Governamental BirdLife Europe, está a promover uma petição contra o novo aeroporto no Montijo. O texto altamente crítico para o projeto já reuniu 26 mil assinaturas.
O abaixo-assinado, promovido pelos holandeses, tem por título "Maçarico Sim! Aeroporto Não!" e tem como objetivo proteger as centenas de milhares de aves do estuário do rio Tejo e em particular uma espécie: o maçarico-de-bico-direito, a ave nacional da Holanda, país por onde passam, uma vez por ano, cerca de 85 por cento dos animais desta espécie. 
À TSF, o porta-voz da associação explicou que o "maçarico-de-bico-direito passa o Inverno na África Ocidental, perto da Serra Leoa e Guiné, e vem até à Holanda reproduzir-se, passando por Portugal e por Espanha, parando, para 'se reabastecer', digamos assim, perto de Lisboa, nos campos de arroz", detalha Thijs den Otter.
Thijs den Otter acrescenta que a área perto de Lisboa é crucial e se há um problema a meio caminho entre África e a Holanda é grande o risco de consequências graves para o maçarico.
A viagem "tão cansativa para um pássaro tão pequeno" pode ser prejudicada fazendo com que as aves cheguem à Holanda numa fase em que não encontram comida.
Os defensores das aves na Holanda ficaram "chocados" quando souberam que existia o plano para construir o aeroporto no Montijo, um projeto que afetará, acreditam, não apenas os maçaricos como as centenas de milhares de outras aves que passam pela zona.
Sobre o maçarico-de-bico-direito a associação sublinha que "o aeroporto vai perturbá-los, afugentando-os, podendo significar o fim de uma espécie que já está ameaçada": "O estuário do Tejo é essencial para esta ave migrar da África para a Holanda e estes campos de arroz são vitais para a sua sobrevivência".

Como fazer um aeroporto numa zona protegida
Admitindo-se "estupefacta", a associação que defende as aves não percebe como é que o Governo português planeia uma obra destas numa zona que faz parte da Rede Natura 2000, ou seja, uma rede de áreas designadas para conservar os habitats e as espécies selvagens raras, ameaçadas ou vulneráveis na União Europeia, falando-se mesmo num eventual "desastre ecológico".
Os cientistas estimam que entre Janeiro e Fevereiro o Estuário do Tejo seja usado como abrigo e fonte de alimento por cerca de 50 mil maçaricos-de-bico-direito.
Uma das críticas feitas durante a participação pública sobre o Estudo de Impacto Ambiental do novo aeroporto sublinha que "podem existir conflitos nas aproximações pelo cone norte e descolagens para norte, face à existência de várias concentrações de aves acima dos 10 mil indivíduos na trajetória de voo das aeronaves, apenas a dois mil pés de altitude". "A maioria dessas aves", salienta-se, "são maçaricos-de-bico-direito que voam frequentemente a alturas muito superiores a dois mil pés".

"Os pássaros não são estúpidos" diz secretário de estado
A construção do aeroporto do Montijo tem gerado alguma controvérsia, colocando o Governo e os ambientalistas frente a frente. O secretário de Estado adjunto e das Comunicações, Alberto Souto de Miranda, apontou, num artigo de opinião no jornal ‘Público’, os sete elementos pelos quais o Montijo deve ser considerado como “uma opção de futuro”, sendo que os pássaros da zona “não são estúpidos e é provável que se adaptem”.
O estudo de impacto ambiental realizado para saber se seria seguro fazer o segundo aeroporto na zona sul do Tejo apontou que as aves estariam em risco, embora tenha oferecido medidas alternativas para que estas não fossem tão afetadas pelos motores das aeronaves em circulação.
No sexto ponto da sua opinião, Alberto Souto de Miranda defende que foram confrontados com o risco de desaparecimento dos caranguejos, uma vez que estes circulam de forma lenta. “Um dos riscos do projeto é o da mortandade provável dos ditos que, porque lentos, talvez não consigam fugir a tempo das máquinas…”, lê-se na coluna de opinião do secretário de Estado, acrescentando que aqui “é o princípio da precaução levado ao risível”.
“Mais sério é o bird strike, risco conhecido em vários aeroportos e com medidas mitigadoras em todos. Não há aeroportos sem impactos”, escreve Alberto Souto de Miranda, assumindo que “os caranguejos podem ser lentos, mas não estão em extinção. É um impacto não mitigável”.
Escrevendo ainda sobre as aves afetadas pela construção naquele local, o secretário de Estado escreve que “os pássaros não são estúpidos e é provável que se adaptem”, adiantando que estes devem encontrar outras rotas migratórias como alternativa ao Estuário do Tejo.
No início do texto, o secretário de Estado faz ainda referência ao “grupo de Alverca”, que pretende que o aeroporto seja instalada na zona que dá nome ao grupo, apontando que este mesmo grupo “tem prestado um péssimo serviço ao país” por causar “alarmismo e a ocultação dolosa de verdades técnicas”.
Alberto Souto de Miranda volta a sustentar que “Alverca não é opção. É uma obsessão”. “Confrange-me, sinceramente, até pela admiração que tenho por alguns dos oito subscritores, vê-los a emprestarem o prestígio do seu nome a uma opção flagrantemente falhada pelas mais elementares regras de projeto”, lê-se no texto escrito no ‘Público’.

Agência de Notícias 
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