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Ajuda de Setúbal chegou às crianças de Moçambique

Solidariedade distribuí 23 toneladas de bens por Quelimane

Mais de 23 toneladas de bens recolhidos na sequência de uma campanha de solidariedade promovida pela Câmara de Setúbal foram distribuídas pela população mais necessitada e por instituições de Quelimane, Moçambique, na semana passada.  No total, os contributos recolhidos junto da população, de empresas e colégios e infantários sadinos no âmbito da campanha “Setúbal Ajuda Quelimane” traduziram-se em 23,5 toneladas de bens e materiais com diferentes finalidades. O processo de distribuição dos produtos, angariados em 2018, teve o acompanhamento de dois representantes da autarquia portuguesa, que se deslocaram a cinco postos administrativos de Quelimane, entidades equivalentes às juntas de freguesia em Portugal.
Campanha sadina fez sorrir crianças em Moçambique 
Ao longo dos dez dias necessários para a distribuição de todos os bens recolhidos em Setúbal, foram entregues a entidades locais de Quelimane mais de 30 mil peças de vestuário para homem, mulher e criança e mais de 2500 pares de sapatos.Só em brinquedos, os setubalenses fizeram chegar a Quelimane, por via da Câmara de Setúbal, mais de cinco mil produtos, sendo que muitas das crianças moçambicanas a quem a campanha de solidariedade se destinou nunca haviam possuído um único brinquedo.
Na área da Educação, a ação sadina fez chegar mais de 6500 manuais escolares, do 1.º ao 12.º ano, que equipam, agora, três bibliotecas de Quelimane.
A comunidade escolar recebeu, ainda, um elevado número de chapéus, mochilas, pastas e material de papelaria.
Na Saúde, o Hospital Central de Quelimane, a unidade hospitalar mais moderna de Moçambique, recebeu cerca de 1800 caixas de medicamentos, material variado de utilização hospitalar e de enfermagem, duas mil fraldas e 420 pares de sapatos ortopédicos novos para criança.

Setúbal e Quelimane são municípios geminados desde o ano 2000 
No âmbito do protocolo vigente, está atualmente a ser construída, de raiz, uma escola primária em Quelimane, obra apenas possível graças ao apoio mecenático de empresas portuguesas.
Entre o final de 2017 e os primeiros meses de 2018 foram construídos 15 poços de água em Quelimane, fruto, igualmente, da solidariedade de Setúbal.
"Esta ação, que resultou de uma campanha mecenática da Câmara de Setúbal junto do tecido empresarial do concelho sadino, além da melhoria da qualidade de vida da população de Quelimane, procurou, de forma indireta, mitigar o absentismo escolar", explicou a autarquia sadina em comunicado.
Muitas crianças naquele concelho moçambicano não têm possibilidade de frequentar a escola porque estão normalmente incumbidas de buscar água para as famílias a poços de água potável, por norma, demasiado longe das áreas onde habitam.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal  
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Paio Pires ultrapassou durante 13 dias valor limite de poluição

Ministério Público investiga pó que cobre a região 

A Aldeia de Paio Pires, concelho do Seixal, cujos carros e edifícios têm aparecido cobertos de um pó branco, ultrapassou durante 13 dias em Janeiro o valor-limite de partículas inaláveis, adiantou a associação ambientalista Zero. O jornal Público avançou que o Ministério Público está a investigar as amostras de pó branco e poluição, recolhidas em 19 de Janeiro pela GNR, em automóveis e edifícios na Aldeia de Paio Pires, as quais foram encaminhadas para a Agência Portuguesa do Ambiente. Nas redes sociais são vários os vídeos e fotografias com imagens de partículas, sobretudo em veículos e habitações, com os munícipes a alegarem que o material é proveniente da Siderurgia Nacional. O presidente da Câmara do Seixal, Joaquim Santos, esteve reunido com o Ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, tendo defendido a “necessidade urgente” de resolver os impactos ambientais provocados pela laboração da Siderurgia Nacional no concelho. 
Pós vindos da fábrica assustam moradores 

Esta quarta-feira, em comunicado, a associação ambientalista adiantou que os dados “coligidos pela Zero a partir do ‘site’ na internet de divulgação de qualidade do ar da Agência Portuguesa do Ambiente (ainda não validados) mostram que entre 1 e 28 de Janeiro, na estação de Paio Pires, verificaram-se 13 dias, quase metade do período analisado, acima do valor-limite diário de partículas inaláveis de 50 microgramas por metro cúbico (ug/m3), com um máximo horário de 171 ug/m3 e uma média de 51 ug/m3”.
A Zero lembra que a legislação não permite mais de 35 dias por ano de ultrapassagem aos valores-limite diários e a média anual não pode ultrapassar 40 ug/m3.
A associação destaca que “esta é uma situação única, dado que nalguns outros locais do país se verificaram também ultrapassagens do valor-limite diário de partículas, mas em número menos elevado, relacionadas com um outro problema preocupante, mas mais facilmente identificável que é a queima de biomassa em lareiras”.
No entendimento da Zero, os dados mostram “uma situação preocupante que reforça as queixas sistemáticas que nos últimos dias têm sido reforçadas pela população de Paio Pires que tem sido fortemente afetada”.
De acordo com a associação ambientalista, as condições meteorológicas das últimas semanas, com vento fraco e temperaturas baixas deverão também ter sido decisivas para uma maior concentração dos poluentes.
No comunicado, a Zero chama também a atenção para o sistemático atraso na aplicação dos Planos de Melhoria da Qualidade do Ar na região de Lisboa e Vale do Tejo, que identificou como áreas problemáticas o centro de Lisboa e a situação em redor da Siderurgia Nacional em Paio Pires, devido à sistemática ultrapassagem dos valores-limite de partículas inaláveis.

Os pós que assustam a população 
O jornal Público avança que o Ministério Público está a investigar amostras de pó branco e poluição, encontradas em automóveis e edifícios e recolhidas pela GNR na Aldeia de Paio Pires, no Seixal, depois de várias queixas apresentadas pela população.
A GNR detalha que as amostras foram recolhidas no dia 19 de Janeiro e foram encaminhadas para a Agência Portuguesa do Ambiente,  “no sentido de serem efectuadas as respectivas análises”. “A GNR, através do Núcleo de Protecção Ambiental de Almada, está a acompanhar esta situação, estando ainda a decorrer diligências”, acrescenta fonte oficial da GNR, citada pelo mesmo jornal.
As queixas foram motivadas pelas partículas de pó branco que cobrem automóveis e edifícios em Paio Pires. De acordo com relatos de vários moradores, as partículas – brancas e de textura granulosa – não saem dos automóveis com facilidade, o que obrigou muitos residentes a lavar os carros com esfregões palha-de-aço.A Zero salienta também que a única estação de monitorização de qualidade do ar existente em Paio Pires poderá não refletir na totalidade os impactes na qualidade do ar com origem na atividade da Siderurgia Nacional, uma vez que as populações mais afetadas não se encontram nas imediações dessa estação.
O pó branco junta-se ao pó preto, que já existia antes e tem preocupado a população. A actividade da Siderurgia Nacional, actual SN-Seixal, propriedade do grupo espanhol Megasa, que dista apenas 300 metros do centro histórico da Aldeia de Paio Pires, é a de produção de aço e derivados do aço. Para além disso, a fábrica do Seixal tem uma unidade de reciclagem “dedicada à produção de sucata de aço fragmentada resultante da reciclagem de sucatas leves e de veículos fora de uso”, diz o site do Megasa.
O pó preto vem das montanhas de escória (ou ASIC, nome técnico) com vários metros de altura, que se podem ver no terreno exterior da fábrica e que se encontram armazenadas a céu aberto. São materiais com interesse comercial (são usados para a construção e pavimentação), mas são também uma das principais fontes de preocupação da população de Paio Pires.
A associação chama também a atenção para o facto de não se realizarem análises aos metais pesados presentes nas partículas.
Segundo a Zero, os Planos de Melhoria da Qualidade do Ar são da responsabilidade da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo e requerem a aprovação do Ministério do Ambiente.
Um primeiro Plano terminado em 2005 foi aprovado pelo Governo em 2008 e o programa de execução em 2009 (o plano continha medidas e políticas até 2012), segundo a Zero.
“Em Outubro de 2017 um novo plano viria a ser apresentado com medidas até 2020 e arrisca-se a ser aprovado pelo governo já perto da data final de conclusão, havendo ainda depois necessidade de ser definido um programa de execução”, conta a Zero.

Seixal aprova tomada de posição contra a Poluição Industrial
O presidente da Câmara do Seixal, Joaquim Santos, esteve reunido com o Ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, tendo defendido a “necessidade urgente” de resolver os impactos ambientais provocados pela laboração da Siderurgia Nacional no concelho.
“Está em curso desde Setembro de 2018 um estudo epidemiológico, que terá a duração de sete meses, e que conta com o apoio de várias entidades, entre as quais a Universidade Nova de Lisboa e o Instituto Ricardo Jorge”, afirmou Joaquim Santos, citado em comunicado da câmara enviado à agência Lusa.
Esta quarta-feira, em reunião do executivo, a autarquia aprovou a tomada de posição “Melhor Qualidade de Vida – Tolerância Zero à Poluição Industrial”.
Este documento reitera a salvaguarda dos valores ambientais e a qualidade de vida das populações como princípios fundamentais, como tem sido desde sempre a postura da autarquia, contribuindo, de forma empenhada, para a eliminação da poluição industrial.
Por outro lado, exige aos ministérios do Ambiente e da Economia, bem como à SN Seixal/Megasa, a assunção das suas responsabilidades na resolução desta situação totalmente inaceitável.
"Apesar da responsabilidade do licenciamento da atividade e da fiscalização das condições da respetiva exploração e seus impactos na saúde pública e no ambiente ser única e exclusivamente do Estado e de ter sido ignorado o parecer da Câmara do Seixal sobre a renovação da licença ambiental da SN Seixal/Megasa, e face à inércia da Administração Central, são inúmeras as diligências municipais nesta matéria junto destas entidades, visando a resolução das questões ambientais e a melhoria da qualidade de vida das populações", explica o documento.
A autarquia desenvolveu um estudo acústico que teve como principal objetivo verificar a conformidade com o Regulamento Geral de Ruído do funcionamento da atividade industrial SN Seixal, documento que foi remetido à  Agência para a Competitividade e Inovação a 7 de Setembro de 2018.
Sobre este tema, o presidente Joaquim Santos afirmou ainda que “a Câmara do Seixal entende a importância do desenvolvimento económico e a importância da indústria para a região e para o país, mas defenderemos sempre em primeira instância a saúde das nossas populações, bem como dos trabalhadores que laboram nestas indústrias”.
Concluiu que “com o devido acompanhamento pelos organismos competentes, é possível compatibilizar a atividade industrial, com a qualidade de vida da população e dos trabalhadores”.

Agência de Notícias 

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Pescadores de Setúbal revoltados com dragagens

Possível deposição de materiais dragados em zona de pesca ameaça qualidade do peixe 

Associações de pesca e movimentos cívicos de Setúbal estão revoltados com a aprovação da licença para deposição de materiais dragados do canal de navegação de acesso ao porto numa zona de Tróia considerada "fundamental para os pescadores da região". A Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos aprovou uma licença para a deposição de areias e lamas provenientes das dragagens para melhoria das acessibilidades marítimas ao porto de Setúbal, na denominada zona da Restinga, que as associações de pesca de Setúbal e o movimento SOS-Sado dizem ser fundamental para o sustento de cerca de 300 famílias de pescadores, só na cidade de Setúbal.
Pescadores preocupados com dragagens no Sado 

"Foi com enorme estranheza e profunda preocupação que a comunidade piscatória de Setúbal e Sesimbra soube da decisão da Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos através da imprensa, de aprovar o Título de Utilização Privativa de Espaço Marítimo 5, para a zona da Restinga", disse à agência Lusa Ricardo Santos, da Sesibal, Cooperativa de Pesca de Setúbal, Sesimbra e Sines.
Segundo Ricardo Santos, "a deposição de areias e lamas, parte das quais poderá estar contaminada como refere o despacho do organismo que tutela o mar, na zona da Restinga, local onde cerca de 300 pescadores de Setúbal exercem a sua atividade profissional e ganham o sustento das suas famílias, constitui uma ameaça para a qualidade do pescado e para um local de captura de choco, salmonete, raias, sardinha, carapau, cavala e outras espécies".
Por outro lado, acrescenta Ricardo Santos, "as areias e lamas depositadas naquela zona (Restinga) poderão ser arrastadas para as praias de Tróia e provocar um maior assoreamento de toda aquela zona, impossibilitando a navegação em segurança de pequenas embarcações de pesca, que poderão ter de ir à barra de Setúbal e cruzar-se com os grandes navios, para se dirigirem às zonas de captura na costa alentejana, entre Tróia e Sines".
Ricardo Santos adverte ainda que a deposição de sedimentos contaminados também constitui um perigo para as praias de Tróia e para a zona protegida do Parque Marinho Luís Saldanha, bem como para diversas atividades económicas como a restauração, que depende, em grande parte, da qualidade do peixe capturado na região de Setúbal.

SOS Sado ao lado dos pescadores 
As preocupações dos pescadores são partilhadas pelo movimento cívico SOS Sado, que também receia as consequências ambientais que as dragagens para alargamento do canal de navegação do estuário do Sado e a deposição de dragados na Restinga poderão vir a ter para o património natural da região.
Segundo David Nascimento, porta-voz do movimento SOS Sado, "a aprovação do Título de Utilização Privativa de Espaço Marítimo 5 parece significar que não está a ser considerada nenhuma localização alternativa".
"Já houve um pedido para outra licença, a sul da zona da Restinga, mas para uma quantidade consideravelmente mais pequena de dragados (250 mil metros cúbicos), que não será suficiente para aportar todos os sedimentos que querem dragar na primeira fase (Fase A), cerca de 3,5 milhões de metros cúbicos", disse.
"A escolha da zona da Restinga poderá ter a ver com a proximidade da zona de dragagens, o que permite um tempo de transporte muito curto dos dragados e uma redução de custos face ao que seria a deposição de dragados a sul da barra do porto de Setúbal", acrescentou o porta-voz do movimento SOS-Sado.

Agência de Notícias com Lusa  

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Almada rejeita três competências mas aceita oito

Autarquia rejeita competências de atendimento ao cidadão, justiça e bombeiros

A Assembleia Municipal de Almada aprovou a transferência de oito competências da administração central, mas rejeitou três, nas áreas do atendimento ao cidadão, justiça e bombeiros voluntários, informou a autarquia. A Câmara de Almada (PS), revelou que a proposta sobre a descentralização foi aprovada por maioria, com os votos a favor da CDU, PSD, BE, CDS-PP, PAN e dos cinco presidentes das juntas de freguesia do concelho, e apenas um voto contra do deputado independente, Carlos Guedes. Segundo o documento divulgado pela autarquia, o município rejeitou a atribuição de poderes para a instalação de Lojas de Cidadão e Espaços do Cidadão, a instituição e gestão de gabinetes de apoio aos emigrantes e a instalação e gestão de centros locais de apoio e integração de migrantes.
Município acende "luz amarela" à descentralização 

“Na falta de previsão de recursos financeiros que a acompanhem, é difícil configurar um cenário em que o resultado não seja financeiramente negativo para a autarquia”, explicou.
Desta forma, o município aconselhou a que se mantenha a situação actual até 2020, “para se garantir o exercício devido das competências transferidas”.
A Câmara de Almada rejeitou também as competências na área da justiça, participação na definição da rede dos quartéis de Bombeiros Voluntários e na elaboração de programas de apoio às suas corporações.
Para o executivo municipal, a “eventual aceitação apenas poderá ocorrer após deliberação da entidade intermunicipal, da qual resulte a devida clarificação para o respectivo e exercício pleno da competência pelas partes”.
Além disso, considerou “estarem em causa competências dependentes da cooperação entre os órgãos municipais e das entidades intermunicipais”.

CDU critica Inês de Medeiros 
Apesar do voto a favor, a CDU de Almada afirmou, em comunicado, que a presidente da câmara, Inês de Medeiros, não cumpriu o compromisso assumido em Assembleia Municipal, em 13 de Setembro do ano passado.
“Questionamos, e certamente questionam os Almadenses, se foi efectivamente garantida a ‘avaliação total e absoluta’ relativamente às áreas de competências que o executivo municipal está disposto a aceitar, como a senhora presidente assegurou que iria ser feita”, referiu a concelhia.
A CDU frisou, neste sentido, que se a avaliação foi feita, a “Assembleia Municipal desconhece” e que a Câmara de Almada “aceitou a transferência de competências sem” ir à “discussão”.
“Os deputados municipais da CDU reafirmam o seu entendimento de que não se encontram reunidas as necessárias condições para que o município de Almada aceite, em 2019 – e também em 2020 –, a transferência de quaisquer competências da Administração central para o município previstas pelos diplomas legais publicados e em vigor, porquanto não se encontram definidos os quadros de referência relativos aos meios técnicos, financeiros e humanos que suportarão essas transferências de competências”, afirmou.
O Governo aprovou 21 diplomas sectoriais no âmbito da lei-quadro da transferência de competências para autarquias e entidades intermunicipais – num processo gradual de descentralização entre 2019 e 2021 –, faltando ainda aprovar o decreto de novas atribuições das freguesias.
As autarquias e entidades intermunicipais que não quiserem assumir em 2019 as competências dos decretos setoriais publicados terão de o comunicar à Direção-Geral das Autarquias Locais, entre 31 de Janeiro e 2 de Fevereiro – consoante a data da publicação –, após decisão dos respetivos órgãos deliberativos.

Agência de Notícias com Lusa  

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Turismo em Palmela continua a crescer ano após ano

A Marca Palmela é cada vez mais uma referência de qualidade

O concelho de Palmela continua a crescer ao nível do turismo. Prosseguindo a trajetória ascendente dos últimos anos, o número de dormidas nos estabelecimentos hoteleiros do concelho aumentou 5,9 por cento de 2016 para 2017 (de 97.973 para 103.712 dormidas), de acordo com dados do INE – Instituto Nacional de Estatística. Os mesmos dados revelam que também a capacidade de alojamento (em número) nos estabelecimentos hoteleiros do concelho aumentou, na ordem dos 2,1 por cento. De 1.765 para 1.802. Estes números, diz a autarquia, "validam a estratégia de desenvolvimento turístico em curso e estimulam o município e as entidades parceiras nas diversas áreas a fazer cada vez mais e melhor".
Turistas continuam a "encher" Palmela 

Integrado na Centralidade Arrábida, Palmela "tem desenvolvido uma estratégia de estímulo à criação de produtos diversificados e de qualidade. Destacam-se as áreas da gastronomia, touring cultural e paisagístico, desporto de natureza e golfe, a par do já consagrado enoturismo, cuja oferta se tem diferenciado pelo forte investimento dos produtores na valorização da sua atividade vínica, cada vez mais integrada com a gastronomia e a animação turística", explica a autarquia.
O forte calendário de eventos culturais, desportivos e de lazer é outro dos fatores apontados para o "contínuo crescimento turístico do concelho".
"História, natureza e gastronomia são alguns dos fatores de diferenciação do município de Palmela pelo que fica, desde já, um convite para aproveitar o verão e as férias e visitar Palmela", sublinha a autarquia.
Iniciativas diversas, como a Feira Medieval de Palmela, o Palmela Wine Jazz, o Festival do Moscatel ou o Programa “Palmela, Experiências com Sabor!”, a par de eventos coorganizados e apoiados pelo município, como por exemplo, o Festival Internacional de Gigantes, o Festival Queijo, Pão e Vinho, a Mostra de Vinhos de Fernando Pó, o Palmela Run, o Pinhal Novo Night Run ou a Clássica Internacional da Arrábida em Ciclismo, têm contribuído para a projeção deste território e para o sucessivo aumento da procura, permitindo reduzir a sazonalidade.
Ao mesmo tempo, o município "tem procurado captar todo o financiamento europeu disponível no âmbito do atual quadro comunitário para o desenvolvimento de projetos no setor turístico. Entre os investimentos já concretizados e em desenvolvimento estão a valorização de sítios arqueológicos, os projetos “PraArrábida – Espaços de lazer e bem-estar” Serra do Louro ao Cubo, Janela da Arrábida e Castelos e Fortalezas da Arrábida, o reforço da rede wi fi no Centro Histórico de Palmela e Serra do Louro, a criação do espaço Palmela Conquista no antigo edifício Pal e a ação Almenara, que totalizam mais de 1,7 milhões de euros de investimento", diz a autarquia.
Essencial neste processo de desenvolvimento "tem sido o trabalho em rede entre agentes, traduzido na sua capacidade de inovação, empenho e criatividade, que permite o surgimento de sinergias entre empresas de animação e operadores turísticos, restauração, alojamento, artesanato, comércio local e serviços, produtores, movimento associativo, município e Entidade Regional de Turismo, procurando levar sempre mais longe o que de melhor existe no Concelho de Palmela", refere a autarquia.

Agência de Notícias com Câmara de Palmela 


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Escola e Batucando premeiam alunos no Montijo

Secundária Jorge Peixinho e Batucando distinguiram melhores alunos   

A Escola Secundária Jorge Peixinho, no Montijo, celebrou o mérito dos seus alunos numa sessão comemorativa no dia 25 de Janeiro, no Cinema-Teatro Joaquim d’ Almeida. Com casa cheia, o Dia da Escola Jorge Peixinho serviu para prestar homenagem aos alunos do quadro de honra e valor.  "Foi um dia de celebração para alunos, professores, pessoal não docente, pais e todos aqueles que constroem o quotidiano daquela escola", afirmou o presidente da Câmara do Montijo, Nuno Canta, assim como a diretora da Escola Secundária Jorge Peixinho, Maria João Serra. Por sua vez, pelo terceiro ano consecutivo, a Orquestra de Percussão Batucando distinguiu os seus membros mais empenhados e com melhores resultados escolares, através da entrega das Bolsas de Mérito. 
Jovens da Jorge Peixinho foram distinguidos 

Um dia, igualmente, de exaltação da Escola Pública no Montijo e da importância de uma “escola inclusiva, que prepare os jovens para a vida”, disse Maria João Serra, com Nuno Canta a salientar que “o debate sobre a educação interessa a todos. Todos temos uma palavra a dizer, é necessário que todos colaborem para a construção da Escola Pública, que tem um valor decisivo para o nosso desenvolvimento”.
Na sessão comemorativa foram distinguidos os alunos do quadro de honra e valor, bem como os estudantes que se destacaram pela participação em outros projetos e atividades, como o desporto ou a robótica.
Todos os anos, nesta cerimónia é atribuída uma distinção a um antigo aluno da escola. Este ano, o homenageado foi Ricardo Pereira, ex-guarda redes da Seleção Nacional de Futebol que, apesar de ausente por motivos profissionais, gravou uma mensagem em vídeo onde expressou o seu agradecimento e referiu a importância que a Escola Jorge Peixinho teve no seu percurso de vida.
Em palco, houve, ainda, momentos de dança, pelo Conservatório Regional de Artes do Montijo, e de escrita criativa e música por alunos da própria escola.
A Escola Secundária Jorge Peixinho começou a ser construída em 1957 e no ano letivo 1957/1958 matriculou alunos pela primeira vez. A 20 de Janeiro celebra o seu dia, por ocasião do nascimento do seu patrono, o Maestro Jorge Peixinho.

Batucando entrega Bolsas de Mérito
Pelo terceiro ano consecutivo, a Orquestra de Percussão Batucando distinguiu os seus membros mais empenhados e com melhores resultados escolares, através da entrega das Bolsas de Mérito Batucando, numa cerimónia que decorreu no dia 26 de Janeiro, no Salão Nobre da Junta da União das Freguesias de Montijo e Afonsoeiro.
O evento contou com as presenças do presidente da Câmara do Montijo, Nuno Canta, e do presidente da Junta da União das Freguesias de Montijo e Afonsoeiro, Fernando Caria.
Os dois autarcas foram unânimes na importância do contributo da Orquestra de Percussão Batucando para a cultura e para o movimento associativo montijenses, com Nuno Canta a afirmar que “não eramos capazes de desenvolver a dimensão cultural da nossa cidade senão tivéssemos associações como o Batucando, que com esforço e empenho vão construindo o nosso associativismo”.
As Bolsas de Mérito Batucando são atribuídas através de uma parceria com a União das Freguesias de Montijo e Afonsoeiro porque “enquanto junta quisemos dar um incentivo a quem nos dá cultura e premiar quem consegue conciliar os estudos com a atividade do Batucando”, afirmou Fernando Caria.
Os premiados com as Bolsas de Mérito Batucando, referentes ao ano letivo 2017/2018, foram Pedro Pereira (1.º lugar), Catarina Vilelas (2.º lugar) e Inês Fernandes (3.º lugar). Foram, ainda, entregues troféus e menções honrosas pelo cumprimento total de objetivos, atuações e ensaios do grupo.
O Batucando - Orquestra de Percussão é um grupo amador, com características escolares que, como tal, está englobado numa estratégia pedagógica e objetivos específicos. A frequência no Batucando é gratuita e voluntária.

Agência de Notícias com Câmara do Montijo 
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Sesimbra com investimentos de quase 6 milhões de euros

Autarquia apresentou 11 candidaturas ao Portugal 2020

No final do ano passado, a Câmara de Sesimbra apresentou 11 candidaturas ao Portugal 2020, ao abrigo do Programa Operacional Regional de Lisboa. As operações enquadram-se no Pacto para o Desenvolvimento e Coesão Territorial da Área Metropolitana de Lisboa e no Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano e,  "contemplam áreas como a reabilitação de edifícios e espaços de usufruto público, a melhoria da eficiência energética em vários equipamentos, e a construção de percursos pedonais. No conjunto, estão orçadas em 5,8 milhões de euros e, com um cofinanciamento de cerca de 1,9 milhões de euros, o que significa que a maior fatia desta verba, ou seja, cerca de 3,9 milhões, será suportada pelo orçamento municipal", explica a Câmara de Sesimbra em comunicado enviado à ADN-Agência de Notícias. 
Sesimbra apresentou caderno de investimentos à Europa 

Entre as operações propostas, a que envolve o maior investimento, superior a 1,8 milhões de euros, é a reabilitação do bloco habitacional do Largo 2 de Abril, também conhecido como Bloco da Mata, na vila de Sesimbra, que irá dar lugar a 20 fogos e quatro lojas. 
Esta intervenção, diz a autarquia, "complementa um projeto mais amplo de valorização paisagística e ambiental da zona norte da vila, estimado em perto de 850 mil euros que compreende, não só, a requalificação do o Largo 2 de Abril, mas também, na Mata da Vila Amália, a constituição do futuro Parque Urbano da Vila Amália". 
Neste conjunto de candidaturas encontra-se a Capela de São Sebastião, um dos edifícios mais antigos da vila, que a autarquia pretende recuperar, pela importância histórica e cultural. Neste caso, o investimento ronda os 709 mil euros.
A melhoria a eficiência energética nos pavilhões municipais de Sampaio e da Quinta do Conde, na Piscina de Sesimbra, no Mercado Municipal da Quinta do Conde, no edifício dos serviços operacionais na Fonte de Sesimbra, e nos Paços do Concelho foi também objeto destas candidaturas. 
"As ações previstas estão orçadas em mais de 1,2 milhões de euros, e incluem, entre outras medidas, a substituição de sistemas de iluminação e instalação de soluções de climatização e de aquecimento de águas", sublinha a Câmara de Sesimbra.

Mobilidade urbana e sustentável
Por fim com vista a melhorar as condições de circulação pedonal na Quinta do Conde e na Azoia foram entregues candidaturas no quadro do Plano de Ação de Mobilidade Urbana Sustentável, do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano.
Na Quinta do Conde a operação considera a mobilidade entre blocos residenciais, espaços de comércio, equipamentos públicos e paragens de transportes públicos coletivos e abrange um troço no limite urbano norte, paralelo à EN 10, de conexão com outros municípios, para acesso à plataforma intermodal da estação ferroviária de Coina, no âmbito do projeto intermunicipal HUB 10 e do projeto intermunicipal CICLOP 7, respetivamente, perfazendo um investimento total de 795 mil euros.
Na Azoia, a obra, envolve uma verba na ordem dos 350 mil euros, e compreende a construção de passeios numa faixa de 2,5 quilómetros da Estrada Municipal 569, entre a Azoia e a Aldeia Nova da Azoia.
"O objetivo é permitir a circulação pedonal em modos suaves, facilitar as deslocações de curta distância, e a ligação à rede de transportes públicos e estabelecimentos comerciais", conclui a comunicado da autarquia.

Agência de Notícias com Câmara de Sesimbra 

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Hospital de Santiago do Cacém só com metade dos médicos

Bastonário dos Médicos defende "incentivos adequados" para regiões periféricas

O bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, revelou esta terça-feira que vai propor ao Governo uma "adaptação" à política de contratação de profissionais e "incentivos adequados" para resolver o problema das regiões periféricas. O bastonário alertou também para o facto de o Hospital de Santiago do Cacém estar a funcionar com um quadro de pessoal que "só está preenchido a cerca de 50 por cento", que "depende muito das horas suplementares" e "recorre em demasia" às empresas prestadoras de serviços, afirmou o bastonário, no final de uma visita ao Hospital do Litoral Alentejano. Para o bastonário, "sem uma verdadeira política de incentivos", o país "não vai conseguir resolver o problema das regiões mais periféricas e desfavorecidas" e passará a ter "doentes de primeira e doentes de segunda".
Há falta de médicos no Litoral Alentejano 

 "Vamos propor uma política de contratações que tem de se adaptar aos tempos modernos para que as regiões periféricas possam contratar os seus médicos rapidamente, mas também uma política de incentivos adequada", afirmou o bastonário.
"O acesso aos cuidados de saúde dentro do Serviço Nacional de Saúde  não pode nem deve depender do código postal", disse Miguel Guimarães, em declarações aos jornalistas, após uma reunião com o conselho de administração da Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano e com a equipa médica do Hospital do Litoral Alentejano.
Considerando os profissionais que prestam serviço em Santiago do Cacém, "uns heróis", o bastonário alertou ainda para "os vários problemas" no que respeita "às estruturas físicas do hospital" e ao "capital humano".
"Estes médicos são de facto uns heróis, porque têm uma pressão muito grande para dar resposta às necessidades desta população e devido à falta de médicos muito marcada em áreas como a gastroenterologia e a otorrinolaringologia, entre outras especialidades", realçou.
O bastonário alertou também para o facto de o Hospital do Litoral Alentejano estar a funcionar com um quadro de pessoal que "só está preenchido a cerca de 50 por cento", que "depende muito das horas suplementares" e "recorre em demasia" às empresas prestadoras de serviços.
"Este hospital tem cerca de 90 médicos especialistas e cerca de 40 médicos em formação. Se, porventura, aquilo que são as horas extraordinárias e o que são as horas pagas em prestação de serviços fossem transformadas em contratos individuais de trabalho com os médicos a fazerem 40 horas estes valores dariam para contratar 82 médicos", defendeu.

Época balnear preocupa hospital 

A este respeito e durante a visita, a diretora clínica do hospital, Alda Pinto, reconheceu "o esforço que tem sido feito" para conseguir dar resposta às necessidades dos cerca de 100 mil utentes, que aumentam durante a época balnear.
"A questão da sazonalidade cria dificuldades acrescidas e na nossa unidade estamos muito dependentes de protocolos com outras instituições do SNS e com as prestações de serviço para completar o quadro médico", afirmou.
Outro dos constrangimentos, segundo a diretora clínica, prende-se com "a área territorial" da Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano, com cinco centros de saúde e 27 extensões de saúde, distribuídos pelos concelhos de Sines, Santiago do Cacém, Grândola, Alcácer do Sal e Odemira, no litoral alentejano.
Questionado sobre a diminuição de 43 por cento das cirurgias programadas no Hospital do Litoral Alentejano, entre 2017 e 2018, o bastonário da Ordem dos Médicos referiu "a falta de recursos humanos", médicos e enfermeiros, e a questão "da segurança clínica".
"Se não tivermos aqui um corpo clínico, nas várias especialidades, que permita dar continuidade de cuidados a doentes que façam cirurgias maiores, temos alguma limitação em fazer cirurgias maiores por médicos que venham fazer uma tarefa e depois corremos o risco de não ter médicos da mesma especialidade para seguir os doentes", justificou.
Além de considerar a diminuição das cirurgias programadas, no espaço de um ano, "muito preocupante", o bastonário defendeu que esta é uma situação "que tem de ser corrigida imediatamente" para que "a qualidade das pessoas e da medicina possa ser melhor" para a população do litoral alentejano.
Por seu lado, Armindo de Sousa Ribeiro, do Sindicato Independente dos Médicos, que também participou na visita, reforçou a necessidade de "mais incentivos" para "resolver os problemas que existem" na Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano e criticou "a falta de recetividade" do Governo nesta matéria.

Agência de Notícias com Lusa  
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Câmara vai abater e tratar palmeiras no Pinhal Novo

Compromisso de tratamento de palmeiras e replantação de outras árvores

A Câmara de Palmela promoveu, uma reunião com os moradores da Avenida Natália Correia, em Pinhal Novo. Neste encontro, que decorreu na Junta de Freguesia de Pinhal Novo e abrangeu as Urbanizações de Vila Serena e Monte Novo, foram apresentadas as conclusões do estudo realizado pelo laboratório de Patologia Vegetal “Veríssimo de Almeida”, do Instituto Superior de Agronomia, relativamente às condições fitossanitárias das palmeiras existentes no local. Assim, de acordo com a autarquia, a intervenção passa, em alguns casos, pelo "abate" das árvores mas também "pelo tratamento imediato mensal das palmeiras" e ainda, "pela replantação de outras espécies". O tratamento implica 132 árvores e um investimento de 30 mil euros anuais da autarquia.
Autarquia e moradores discutiram futuro das palmeiras 

As palmeiras do concelho de Palmela, em espaço público e privado, não escaparam à degradação generalizada que se tem verificado um pouco por toda a Europa, devido à praga do Escaravelho da Palmeira. No final do ano passado, a autarquia reconhecia a "urgência de proceder à avaliação fitossanitária e de risco de rotura de 156 palmeiras da vila de Pinhal Novo, para definir a real necessidade de abate". Avançou-se, de imediato, para alguns abates mas nem toda a população aceitou isso e a autarquia pediu novos dados e novos estudos que, no final da semana passada, foram apresentados à população do Pinhal Novo.
De acordo com o estudo - que abrangeu três espaços: Avenida Natália Correia, Urbanização dos Mochos e Avenida dos Ferroviários – a intervenção da autarquia passará, "quer pelo abate, quer pelo tratamento imediato mensal das palmeiras" e ainda, "pela replantação de outras espécies", explica a autarquia em comunicado.
"O tratamento, em modo biológico, abrangerá 132 exemplares e representa um investimento da autarquia de cerca 30 mil euros anuais", explica a Câmara de Palmela.
Para a replantação, que terá em linha de conta a sustentabilidade, o interesse público e aspetos paisagísticos, serão analisadas seis espécies de árvores, além das palmeiras: alfarrobeiras, oliveiras, ciprestes, amieiros, olaias e liquidambares. A Câmara Municipal voltará a reunir com os moradores no final de Fevereiro, para apresentação da proposta final e qual serão as árvores a plantar. 
Considerando que as palmeiras são uma árvore originária de climas mais quentes e secos – ficando, por isso, mais vulneráveis em solo europeu – e que é aconselhável a valorização das espécies autóctones, o município é "favorável à substituição gradual das palmeiras por outras espécies mais resistentes e adaptadas ao nosso clima".
Recorde-se que os técnicos do Laboratório realizaram, em Outubro do ano passado, uma sessão de esclarecimento em Pinhal Novo alertando para o risco de rotura das palmeiras nas referidas urbanizações e para a necessidade urgente de intervenção.
A praga do Escaravelho da Palmeira mereceu, pela sua nocividade, a aplicação de medidas de emergência pela União Europeia, que considerou esta praga de luta obrigatória, tendo aprovado a decisão contra a introdução e propagação desta praga na comunidade. Os sintomas, aquando da infestação, só se manifestam quando a palmeira já está muito afetada, tornando quase impossível a recuperação da planta, cuja fragilidade passa a constituir perigo para a segurança.
No entanto, ao longo da última década, o município de Palmela "gastou milhares de euros no tratamento dos muitos exemplares existentes no concelho, através de micro-injeções e aplicação dos produtos aconselhados pela União Europeia, apostando, também, na prevenção e divulgação junto dos particulares que possuem exemplares em espaços privados", diz a autarquia.

Agência de Notícias com Câmara de Palmela 

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Farmacêutica cria centenas de postos de trabalho no Seixal

Empresa farmacêutica vai construir nova unidade no Parque Empresarial Baía do Tejo

O investimento da Hovione, multinacional portuguesa na área química-farmacêutica, no Seixal foi apresentado esta segunda-feira como um marco na transformação industrial no distrito de Setúbal, por tratar-se de uma primeira grande unidade de uma empresa ligada à investigação e ao conhecimento científico. A multinacional comprou um terreno de 44 hectares no Parque Empresarial da Baía do Tejo para a instalação de uma nova unidade industrial num investimento nunca inferior a 200 milhões de euros e com um quadro de trabalhadores altamente qualificados acima das duas centenas. A dimensão final da fábrica, assim como o total de postos de trabalho a criar, não foi revelada porque a estratégia da empresa é construir por fases, num período de dez anos, à medida da expansão da sua actividade empresarial em Portugal.
Hovione quer emprego especializado no Seixal 

“O investimento que realizamos e que hoje anunciamos, a compra de um terreno de 44 hectares, e que visa a instalação de uma nova unidade no concelho do Seixal, é reflexo e consequência do crescimento sustentado da Hovione e da aposta em Portugal como base de crescimento”, explicou o Guy Villax, CEO da empresa, sem divulgar o investimento que será feito.
A multinacional portuguesa tem sede em Loures, no distrito de Lisboa, está presente na Irlanda, EUA e Macau, e agora vai abrir uma nova unidade no Parque Empresarial da Baía do Tejo, no Seixal.
O responsável falava numa apresentação do projeto, que decorreu na Câmara Municipal do Seixal, onde realçou que este investimento “é muito mais do que uma fábrica” e, se as condições o permitirem, vai criar “centenas” de postos de trabalho qualificados.
“Ao longo dos próximos anos vamos criar centenas de postos de trabalho que exigem qualificações e especialização, onde o conhecimento ganha escala industrial e contribui para melhorar os cuidados de saúde pelo mundo inteiro através da introdução de medicamentos inovadores”, frisou.
De acordo com Guy Villax, a mão-de-obra jovem e qualificada e a localização privilegiada foram os motivos que levaram à escolha do Seixal para a localização da nova unidade industrial.
“E porque razão escolher o Seixal? Além das razões já equivocadas, a mão-de-obra jovem e altamente qualificada e especializada, acreditamos no Seixal devido à sua localização privilegiada, servida por uma múltipla rede de transportes, a 30 minutos dos aeroportos, tanto os atuais como o planeado e com universidades e institutos politécnicos nas imediações, que garantem a proximidade a instituições de ensino de renome”, afirmou.
“Estamos a investir num dos mais jovens concelhos de Portugal, numa zona onde a indústria tem tradições enraizadas e é parte da história do nosso país”, acrescentou o CEO da empresa.
O responsável não revelou qual o investimento nesta nova unidade, mas deixou a promessa de ajudar a “fazer crescer o Seixal ao longo das próximas décadas”, como um polo assente no conhecimento e a “exportar para o mundo novos medicamentos que melhoram a saúde de milhões de pessoas”.
Contudo, Guy Villax alertou que o investimento “não se realizará de um dia para o outro”, uma vez que dependem “das circunstâncias do mercado” e porque é necessário acautelar os interesses dos acionistas e dos cerca de 1700 trabalhadores da multinacional.

Autarquia aplaude projeto 
Para o presidente da Câmara do Seixal, Joaquim Santos (CDU), a instalação de uma nova unidade industrial no concelho corresponde à sua visão de “desenvolvimento”.
“Na nossa perspetiva, o reforço da matriz industrial no concelho corresponde não só à garantia de fixação de população no município, como ao necessário contributo para a produção nacional. Esta nova unidade, pela sua dimensão, nível tecnológico e especialização poderá significar o início de um novo ciclo no concelho do Seixal, sendo o incremento na indústria fundamental para o desenvolvimento da região e do país”, sublinhou o autarca. 
Satisfeito com a chegada da Hovione ao Seixal, o autarca Joaquim Santos diz que a nova unidade “corresponde integralmente à visão de desenvolvimento da câmara municipal” e reforça a “matriz industrial e produtiva” da região do Arco Ribeirinho Sul onde está em curso o “maior projecto de reconversão industrial do país”.
O presidente do município  acredita que a primeira fase da fábrica seja uma realidade ainda no atual mandato. “O processo de licenciamento poderá ficar concluído este ano e a construção começar no próximo ano”, indica Joaquim Santos.
Já o presidente da Baía do Tejo, Jacinto Pereira, referiu que este projeto poderá “ser uma âncora” para novos investimentos de muitas empresas que poderão contribuir para a dinamização do tecido social e dos territórios da Lisbon South Bay (Seixal, Barreiro e Almada). 
O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior aproveitou o exemplo da Hovione, o maior empregador privado de doutourados em Portugal, com 320 técnicos e cientistas, para destacar o ojectivo do Governo de em dez anos atingir os três do PIB em despesa com investigação .
“Hoje a despesa global com investigação é de 2500 milhões e euros por ano – 52 por cento do sector privado e 48 por cento do público – e a convergência [com a Europa] implica duplicar esse valor”, disse Manuel Heitor.
A Hovione é uma empresa farmacêutica fundada em Loures por quatro refugiados húngaros, que está presente em vários países.
Além desta aposta no Seixal, a Hovione - que tem fábricas em Loures, China, Estados Unidos e Irlanda -, inaugurou em Setembro um centro de investigação e desenvolvimento em Nova Jérsia (EUA) onde investiu 30 milhões de euros.
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Setúbal nunca discutiu a presença da PSP na Bela Vista

Autarquia não tem uma posição sobre a presença de uma esquadra no bairro 

O vereador da Proteção Civil na Câmara de Setúbal esclareceu esta segunda-feira que a autarquia não tem uma posição nem nunca discutiu sobre a presença de uma esquadra da PSP na Bela Vista. “Há quem coloque essa questão e é uma dúvida que se coloca das vantagens e desvantagens de ter ali a esquadra, mas é uma matéria sobre a qual o município não tem opinião, não tem posição definida e nem sequer discutiu esse assunto”, disse Carlos Rabaçal. O vereador explicou que os atos de vandalismo na cidade no últimos dias foram feitos por "jovens numa lógica de imitação". O autarca  garantiu que o bairro é “sereno e seguro” e que os moradores afirmam que “ninguém irá parar este processo de grande transformação social”.
Bela Vista continua a ser um bairro calmo 

No sábado, no discurso de abertura do Roteiro para uma Educação Antirracista, dinamizada pelo Instituto Politécnico de Setúbal, Carlos Rabaçal referiu que alguns dos incidentes que ocorrem no bairro acabam por ter mais impacto pela presença de uma esquadra da polícia.
“Nós temos uma ideia de que se não tivéssemos uma esquadra da polícia na Bela Vista, não teria havido nenhum daqueles incidentes, porque estas situações no bairro são sempre de jovens contra a esquadra, com polícia de intervenção na esquadra, mas nunca tivemos ações de grande complexidade, sempre a polícia a defender a esquadra”, mencionou.
Contudo, segundo Carlos Rabaçal, nunca foi considerada pela câmara municipal a hipótese de saída da esquadra da PSP e o que pretendia era “fazer uma referência a opiniões” que vai ouvindo nas reuniões de moradores do bairro da Bela Vista, tendo em conta que “todos os acontecimentos se focam à volta da esquadra” e que o “aparato policial que é mobilizado, no essencial, é para proteger a esquadra”.
Também no sábado, o autarca referiu que os últimos acontecimentos na Bela Vista “não foram miúdos a reagir a problemas racistas ou a violência policial naquela zona, foi uma coisa de mimetismo de gente branca”.

Vandalismo no bairro foi "por imitação" 
Na conversa desta segunda-feira, o vereador explicou que apenas pretendia fazer referência a “um comportamento de mimetismo, isto é, de imitação por parte de jovens do bairro da Bela Vista”, garantindo que o lançamento de ‘cocktails molotov’, incêndios em caixotes do lixo e a um autocarro foram reações de jovens “numa lógica de imitação”.
“É habitual depois de acontecimentos como aqueles no Seixal, haver reações de grupos organizados com uma perspetiva política, estruturada, pensada, que atuam em função de uma ação solidária. No caso concreto da Bela Vista, tanto quanto conseguimos perceber, isso não aconteceu assim. Tratou-se de atos isolados que nós dissemos desde o início, de jovens muito jovens do bairro, com uma lógica de imitação. Decidiram devolver este tipo ações numa permanente litigação com a polícia e à volta da esquadra”, esclareceu.
Além disso, com a expressão “gente branca”, queria realçar que os desacatos “não incluía jovens negros, eram todos jovens brancos”, reforçando a ideia de que o grupo identificado “não era estruturado, organizado politicamente e nem sequer correspondem à mesma etnia, como aconteceu noutros momentos no bairro”.
Carlos Rabaçal lembrou também o programa Nosso Bairro Nossa Cidade, dinamizado entre a autarquia e cerca de quatro mil moradores que identificam e decidem em conjunto sobre a resolução de problemas existentes.
“Nós acompanhamos e apoiamos. Isso tem provocado uma relação nos moradores e uma vida comunitária muito próxima, muito intensa e uma grande proximidade de todas as etnias, visto que toda a gente e todas as idades participam de facto com responsabilidades. Há prédios inteiros que elegem uma pessoa cigana, uma pessoa negra, uma pessoa branca, uma mulher, pessoas mais velhas, elegem jovens. Qualquer morador pode ser eleito”, explicou.
Além disso, garantiu que o bairro é “sereno e seguro” e que os moradores afirmam que “ninguém irá parar este processo de grande transformação social”.

Agência de Notícias com Lusa 
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Bombeiros Voluntários do Montijo celebram 110 anos

"Os bombeiros voluntários são a coluna vertebral do nosso sistema" 

No cumprimento do lema “Vida por Vida”, a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Montijo festejou 110 anos ao serviço dos montijenses, com uma sessão solene no dia 27 de Janeiro, presidida pelo ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita. Futuro foi a palavra dominante no discurso de Eduardo Cabrita, que abordou o novo modelo de proteção civil que tem estado na ordem do dia: “o que é fundamental hoje é olhar para o futuro, perceber que os desafios são complexos e que é necessário dar prioridade à prevenção, à qualificação técnica e especializada e ao profissionalismo”. O presidente da Câmara Municipal, Nuno Canta, também marcou presença na cerimónia e reafirmou a confiança e apoio incondicional da autarquia aos bombeiros da cidade. 
Ministro presente no aniversário dos bombeiros 

“No novo modelo de proteção civil é necessário interligar todas as forças. Os bombeiros voluntários são a coluna vertebral do nosso sistema e, por isso, terão cada vez mais uma palavra a dizer naquilo que é o futuro da proteção civil, no respeito pela sua autonomia de organização e no respeito pelo seu modelo de comando”, sublinhou o ministro.
O presidente da Câmara do Montijo, Nuno Canta, também marcou presença na cerimónia e reafirmou a confiança e apoio incondicional da autarquia aos bombeiros: “no Montijo temos feito da proteção civil um movimento de aproximação aos problemas das pessoas e, por isso, fomos construindo com os nossos bombeiros, ao longo dos últimos anos, uma resposta de socorro e de emergência, cada vez mais, qualificada, criando uma corrente de cumplicidades assente no princípio da solidariedade institucional”.
Pela corporação dos Bombeiros Voluntários do Montijo, o comandante Américo Moreira e o presidente da direção, Amável Pires, deixaram palavras de agradecimento ao esforço e competência dos seus bombeiros, agradeceram o apoio da Câmara Municipal do Montijo e abordaram a necessidade de continuar a dotar os bombeiros com mais recursos, tendo em conta o desafio do novo Aeroporto do Montijo.
O presidente da direção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Montijo solicitou, ainda, o apoio do ministro Eduardo Cabrita para a concretização do projeto de ampliação do atual quartel.
Como habitualmente, a sessão solene contou com promoções e condecorações de bombeiros e associados e com a distinção de entidades e empresas que colaboram regularmente com os Bombeiros Voluntários do Montijo. Foi, igualmente, batizada a nova ambulância de transporte de doentes, adquirida com o apoio financeiro da Câmara do Montijo.

Agência de Notícias com Câmara do Montijo 
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Desacatos em Setúbal foram reações de “miudismo”

“Temos um orgulho de ser um território multicultural”

O vereador da Proteção Civil na Câmara de Setúbal disse este domingo que os desacatos que têm ocorrido nos últimos dias no bairro da Bela Vista não são reações a “problemas racistas” e sim “miudismo de gente branca”. Carlos Rabaçal discursava na abertura do Roteiro para uma Educação Antirracista, que começou domingo, em Setúbal, e vai decorrer em várias sessões até Junho, dinamizado pela Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal, o qual classificou como “muito oportuno”. O autarca diz que a cidade “tem um orgulho de ser um território multicultural”.
Ataque a autocarro foi o caso mais grave na cidade 


“Os últimos acontecimentos não foram miúdos a reagir a problemas racistas ou violência policial naquela zona, foi uma coisa de ‘miudismo’ de gente branca, miúdos entre os 12 e os 16 anos, que andavam por ali a fazer rebeldia com a polícia”, indicou Carlos Rabaçal.
Após a intervenção policial no bairro da Jamaica, no Seixal, na semana passada, ocorreram vários incidentes no bairro da Bela Vista, em Setúbal, como o lançamento de ‘cocktails molotov’, caixotes do lixo e um autocarro incendiado.
Segundo o vereador, depois destas ocorrências, a autarquia reuniu com os moradores e representantes de cada prédio e “todos condenaram os acontecimentos e afirmaram publicamente que nada parará o processo de reabilitação urbana em que estão envolvidos”.
Carlos Rabaçal admitiu que na Bela Vista existem “problemas com etnias”, mas realçou que estão a ser enfrentados através de um programa que incentiva a participação e envolvimento dos moradores”.
“É preciso colocar cada coisa no seu sítio e se temos problemas com etnias, temos, mas estamos a enfrentar para qualificar. Até porque muitas das coisas mais difíceis que ali temos resultam da dificuldade de vida das pessoas, quer do salário, quer da comida ou da roupa para vestir. Esses problemas têm que ser engrenhados porque a sua resolução atenua um pouco, do nosso ponto de vista, a situação e gera uma vida comunitária mais consistente”, explicou.
Além disso, na visão de Carlos Rabaçal, alguns dos incidentes que ocorrem no bairro acabam por ter mais impacto pela presença de uma esquadra da polícia.
“Nós temos uma ideia de que se não tivéssemos uma esquadra da polícia na Bela Vista, não teria havido nenhum daqueles incidentes, porque estas situações no bairro são sempre de jovens contra a esquadra, com polícia de intervenção na esquadra, mas nunca tivemos ações de grande complexidade, sempre a polícia a defender a esquadra”.
Na ocasião, o vereador lembrou ainda que o distrito e concelho de Setúbal registou a maior redução da criminalidade no país nos últimos anos, apesar dos conflitos da última semana.
“Nós temos uma informação da PSP, o relatório da Segurança Interna, que diz que o crime em Portugal baixou e que foi no distrito de Setúbal que se deu a maior redução, e dentro dele, foi em Setúbal município. Já a esquadra da Bela Vista foi a que mais melhorou os índices de segurança. O projeto comunitário que está em curso, está a criar condições de segurança real”, frisou.
Carlos Rabaçal garantiu ainda que Setúbal não está disponível “para continuar a aumentar o estigma do bairro da Bela Vista”.
“Temos um orgulho de ser um território multicultural”, afirmou.

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Seixal diz que conflito na Jamaica foi “caso pontual”

Principal preocupação dos moradores é a conclusão do processo de realojamento 

A vereadora da Habitação na Câmara do Seixal afirmou que os moradores no bairro de Vale de Chícharos (conhecido pelo Bairro da Jamaica) são pessoas pacíficas e trabalhadoras e que o incidente com a polícia foi um caso pontual. Manuela Calado disse não ter conhecimento de outros incidentes recentes naquele bairro e considerou que está a haver “algum empolamento” do incidente e também algum “aproveitamento” por parte de pessoas que nada têm a ver com o bairro da Jamaica. O Presidente da República admitiu a possibilidade de ir visitar o Bairro na Jamaica, no Seixal, palco da polémica intervenção policial no passado dia 20 de Janeiro. Pela segunda noite consecutiva, os bombeiros foram chamados a apagar chamas, ateadas propositadamente a contentores do lixo e ecopontos nas ruas do concelho. 
Moradores só pensam em sair da Jamaica 


Para a vereadora da Câmara do Seixal, a principal preocupação dos moradores é a conclusão do processo de realojamento e não a organização de manifestações, das quais já se demarcaram.
“A Comissão de Moradores já se demarcou [da manifestação], até porque o incidente que aqui ocorreu no passado fim de semana foi uma coisa pontual. Há muitos anos que nós não temos relato de problemas aqui no bairro. As pessoas que aqui vivem são pacíficas, trabalhadoras. O que querem é que os seus filhos possam ter melhores condições de vida do que eles têm. É um processo que a Câmara do Seixal que continuar a fazer com a comissão e com todos os moradores”, disse.
“Já realojámos o lote 10. Estamos a iniciar todos os procedimentos para o lote 13, com 38 famílias, e pensamos que podemos fazer, ao mesmo tempo, o realojamento dos lotes 14 e 15. O processo de realojamento deverá decorrer até 2022, mas, se puder ser feito mais cedo, tanto melhor, para a Câmara Municipal, para os moradores, para todos”, acrescentou Manuela Calado.
A vereadora da Habitação na Câmara do Seixal acredita também que o processo de realojamento das famílias que vivem no bairro da Jamaica será “exemplar”, até porque foi seguida uma nova estratégia que visa promover uma maior inclusão social das famílias.
“Não quisemos construir um novo bairro de habitação social, retirar estas pessoas daqui e colocá-las nesse novo bairro social, porque isso ia fomentar novos guetos. Para que haja uma inclusão social destas famílias, elas que têm que ir viver na comunidade. A estratégia deste projecto foi procurar habitações disponíveis no mercado, dentro dos requisitos exigidos por lei”, conclui Manuela Calado.

Marcelo admite visitar Bairro da Jamaica 
O Presidente da República admitiu a possibilidade de ir visitar o Bairro na Jamaica, no Seixal, palco da polémica intervenção policial no passado dia 20 de Janeiro.
“Não é uma impossibilidade lá ir [Bairro da Jamaica] mais dia, menos dia, como tenho estado em inúmeros bairros na Área Metropolitana de Lisboa e do Porto”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa numa entrevista à agência Lusa.
Ainda sobre o que se passou naquela zona do Seixal, o chefe de Estado sublinhou que não se devem fazer generalizações, porque há “factos singulares que merecem investigação e responsabilização, nomeadamente criminal”, que deverá ser feita, “quanto mais rápido melhor”.
Para Marcelo Rebelo de Sousa, a questão que importa reter é a de que “radicalismo atrai radicalismo”. “Aquilo que temos de evitar na sociedade portuguesa é que, precisamente através de uma radicalização no tratamento destas e de outras questões, acabar por sacrificar o tecido social em termos de coesão, porque se acaba por semeando ventos colher-se tempestades”, acrescentou.

Vandalismo em duas noites seguidas no concelho do Seixal 
Pela segunda noite consecutiva, os bombeiros do Seixal foram chamados a apagar chamas, ateadas propositadamente a contentores do lixo e ecopontos nas ruas do concelho. Na noite deste domingo, o alvo foi um ecoponto instalado na Rua Alves Redol, em Miratejo.
Os bombeiros do Seixal foram alertados por volta das 23h30 e as chamas foram rapidamente extintas, revela fonte da corporação.
No sábado, seis ecopontos localizados na mesma rua na localidade de Corroios, arderam durante a madrugada, em duas ocorrências distintas, revelou à agência Lusa a Protecção Civil.
O Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Setúbal explicou que, às 0h35, os bombeiros receberam alerta para a primeira ocorrência, um incêndio que destruiu três ecopontos.
Por volta das duas da madrugada, os bombeiros foram mobilizados para a outra ocorrência, em que mais três ecopontos arderam, na mesma rua de Corroios, acrescentou o CDOS.
Em ambos os casos, "as chamas foram extintas e não se propagaram" à zona envolvente, frisou o CDOS.
Para cada um dos incidentes, explicou, foram mobilizados cinco operacionais, apoiados por duas viaturas, incluindo os meios dos bombeiros e da PSP.
Uma moradora partilhou no Facebook um vídeo que mostra as chamas e pergunta: "Até quando?".
Contactados pela Lusa, tanto o Comando de Setúbal como a Direcção Nacional da PSP escusaram-se a prestar quaisquer esclarecimentos sobre esta situação.
Ao longo desta semana têm havido relatos de caixotes do lixo, ecopontos e também viaturas incendiadas nos distritos de Lisboa e Setúbal. 
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Cartão de Visita do Facebook

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