Dá um Gosto ao ADN

Reticências da Sociedade por Ana Sofia Horta


Uma nova experiência

Primeiro vi e achei estranho. Depois ouvi o Ricardo Araújo Pereira nas mixórdias de temáticas. Por fim uma troca de comentários e, voilá, peixes Garra Rufa – os famosos da Turquia – chegaram a Portugal!


Domingo foi dia de experimentar. Fantástico!
Estes peixes foram descobertos por turistas na Turquia em 1960 e desde aí são conhecidos como os “doctor fish”. Estes peixes removem a pele morta suando e não comendo, e ao mesmo tempo produzem uma enzima com efeito de revitalizante: psoríase, acne, eczemas...
Ou seja enquanto estamos de molho os peixinhos vêm automaticamente para a pele que precisa de ser tratada, estão em contacto com a nossa pele transformando num ambiente relaxante e fantástico.
Quanto à desinfecção dos aquários, é feita através de luzes violetas, a alimentação também a têm como os peixes normais.
Agora que é tempo de férias aproveitem para experimentar nem que seja só spa de mãos é indescritível.
Não é nojento. Não sejam ignorantes...
Já pensou em tudo o que se passa numa praia, água e areia?


Ana Sofia Silva Horta 
Educadora de Infância no Desemprego 
Oeiras
 


O terceiro dia semana tem sempre uma reticência. O mundo pula e avança mas, à Terça-feira, Ana Sofia Horta chega ao ADN com uma história de vida ou uma estória pessoal. Uma visão muito pessoal e uma opinião muito real da sociedade. Para ler, saborear, pensar e analisar. 


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Histórias do Mundo: O homem que recupera a visão no cinema


Ida ao cinema traz visão a homem

Um homem de 67 anos que não tinha visão em profundidade passou a ver a três dimensões após ir ao cinema ver o filme "Hugo", em 3D. Um milagre, disseram alguns. Ciência, dizem outros.

"Hugo" traz visão a homem de 67 anos 

Bruce Bridgeman, um neurocientista da Universidade da Califórnia, curou uma condição que o afetava desde criança com uma ida ao cinema. O homem de 67 anos sofria de estrabismo e nunca tinha visto o mundo a três dimensões e com profundidade, como seria normal, mas ainda assim decidiu ir ver um filme em 3D.
Segundo a BBC, logo nos primeiros momentos do filme "Hugo", de Martin Scorcese, a visão de Bridgeman mudou, conseguindo então perceber as diferenças de profundidade nas imagens do ecrã. A alteração nos olhos do neurocientista manteve-se quando este saiu da sala de cinema, e Bridgeman tem, agora, uma visão como qualquer outra.
"Eu fiquei espantado ao ver um candeeiro a destacar-se em relação ao fundo. Árvores, carros, até as pessoas são mais vívidas do que aquilo que alguma vez conheci" relatou Bridgeman numa carta publicada pelo blogue de um neurocientista.
O cérebro torna possível a visão a três dimensões pois envia imagens ligeiramente diferentes para cada olho. É a combinação das duas imagens que faz com que os seres humanos tenham a noção de profundidade.
Uma das teorias é que o cérebro de Bridgeman já tinha capacidade para ver o mundo em 3D, e que as características do filme despertaram essa capacidade. "Hugo" foi um dos poucos filmes realizados em 3D de raiz.

Agência de Notícias 
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Desemprego chega aos 15,4 por cento


 Ministro diz que Governo trabalha para inverter situação  

A taxa de desemprego em Portugal subiu duas décimas para os 15,4 por cento em Junho, mantendo-se estável tanto na zona euro (11,2 por cento), como na União Europeia (10,4 por cento), revelou o Eurostat esta terça-feira. O ministro da Economia disse, esta terça-feira, que as medidas que estão a ser tomadas pelo Governo vão "inverter a situação atual".

Ministro quer inverter números do desemprego 

Os dados mais recentes do gabinete oficial de estatísticas da UE revelam que Portugal continua a ter das mais elevadas taxas de desemprego da Europa, apenas superada por Espanha (24,8 por cento) e Grécia (22,5 por cento, valor referente a Abril).
Na comparação homóloga, verifica-se que a taxa de desemprego em Portugal subiu 2,8 pontos percentuais, de 12,6 por cento em Junho de 2011 para 15,4 por cento em Junho de 2012. Face a maio, a subida é de duas décimas, de 15,2 por cento para 15,4 por cento.
Já a taxa de desemprego entre os jovens com menos de 25 anos permaneceu estável em Junho, mantendo-se em 36,4 por cento, das mais elevadas da União Europeia, e 7,1 pontos percentuais acima do valor registado um ano antes (29,3 por cento).
Em termos gerais, a taxa de desemprego estabilizou na zona euro, nos 11,2 por cento, o mesmo sucedendo no conjunto dos 27 Estados-membros (10,4 por cento), o que significa que atualmente existem 25,1 milhões de desempregados na UE, 17,8 milhões dos quais na zona euro.
Comparando com os dados homólogos, há mais 2,1 milhões de desempregados na UE e mais 2,0 milhões na zona euro.
O Eurostat calcula mensalmente uma taxa harmonizada de desemprego para todos os países da UE. Esta taxa utiliza uma metodologia comum a todos os 27 para permitir comparações. Os resultados do Eurostat não são necessariamente iguais aos obtidos pelo Instituto Nacional de Estatística.

Governo prepara medidas para travar desemprego
O ministro da Economia, que esteve esta terça-feira presente em Lisboa na cerimónia de assinatura dos contratos mineiros de Jales/Gralheira (no concelho transmontano de Vila Pouca de Aguiar), foi questionado pelos jornalistas sobre a taxa de desemprego em Portugal, em Junho.
Em resposta, Álvaro Santos Pereira afirmou que o Governo continua a trabalhar nos três pilares da agenda do Emprego com vista a inverter a tendência crescente do desemprego em Portugal.
"Considero que estamos criar as condições para invertermos a situação atual. A emigração tem aumentado, a taxa de desemprego tem aumentado porque Portugal não tem crescido, porque até tomarmos posse não havia coragem para implementar as reformas económicas de que precisávamos", disse.
O governante disse ainda que acredita que a entrada em vigor quarta-feira das alterações à legislação vai "certamente dinamizar o mercado de trabalho".

Agência de Notícias 
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Desejos & Pensamentos por Cátia Neves



Terão os sonhos força para algum dia se aproximar da realidade?!

Tenho saudades da nossa amizade, de um tempo que parece cada vez mais distante, de um olhar doce que o tempo teima em não apagar da minha memória. Tenho saudades de todas as palavras, até mesmo juras que juntos trocámos, de como me senti tanta vezes como uma criança feliz, á qual lhe dão um doce e se enche de alegria. Saudades de todas as vezes que os teus lábios se uniram aos meus, num beijo…ai o beijo… Ainda hoje o sinto, tão bom, tão fresco, tão ardente, tão meu, tão teu, tão nosso!



Sinto saudades das noites de amor ou apenas da união de pensamentos, de como me acariciavas, me encantavas e confortavas…
Saio a rua e a minha cabeça teima em me conduzir onde o meu coração quer estar… Olho incansavelmente a tua janela, esperando que dela saia o sinal que preciso para lutar por este sentimento que em mim habita…
Foste tão indefinido, indeciso, manipulador, abandonas-te o meu coração, deixaste-o sozinho a lutar por um amor que um dia foi dos dois. Que pensaste que estavas a fazer?! Que esperavas tu conseguir com essa atitude?! Ontem amas-me e hoje odeias-me?! Que aconteceu?! Que há dentro de ti que não me dizes?! E porque será que sempre que encontro uma saída para este amor, tu mudas de opinião e atitude e voltas a entrar na minha vida, na minha cabeça e no meu coração?!
E então luto…
Luto incansavelmente…
Como fazem todos aqueles que amam e querem encontrar explicações…
E é então que a noite chega, a lua veste-se de gala, tal como tu… à tua volta tudo se ilumina e então caminhas… e pela rua vais colhendo flor que cuidadosamente juntas e ordenas… flores essas que ao chegar a mim me entregas, me beijas, me abraças e me juras amor eterno… e a lua ainda vestida de gala, chama para junto de si todas as estrelas do universo, para juntas contemplarem a união dos nossos corações.
E aqui estou eu pela terceira vez para ser tua!
Mas ao amanhecer vejo que tudo não passou de um sonho e então anseio novamente pela noite que te trás para mim…
Já não sei se terei forças para sozinha lutar por esse amor… se os teus olhos não reflectem mais o nosso amor e se o meu for frágil e não resistir, apenas quero que saibas que tentei lutar por este sentimento e que a saudade me irá sempre acompanhar onde eu for!
Amo-te!

PS: Este texto é dedicado a uma grande amiga que luta incansavelmente por uma resposta para ser feliz!


Lisboa

Desejos & Pensamentos uma rúbrica onde se misturam desejos intensos com pensamentos da vida. Sempre às segundas-feiras ao fim da noite. Para ler, desejar e pensar. Com assinatura exclusiva de Cátia Neves para o ADN. 

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Telma Monteiro caiu ao primeiro combate


Telma não consegue pódio... mas deu tudo

Foi preciso recorrer ao ponto dourado para decidir quem seguia para as meias-finais na categoria de -57kg e Telma Monteiro acabou por soçobrar. A judoca sai "de consciência tranquila". A expectativas de Portugal obter medalhas em Londres já não eram muito elevadas e pior ficaram depois do fracasso no judo porque João Pina também perdeu logo no primeiro combate.


Telma foi derrotada por uma americana 


A portuguesa Telma Monteiro, uma das favoritas às medalhas foi afastada pela norte-americana Marti Malloy, por yuko, na categoria de -57kg.
A derrota aconteceu na decisão por ponto dourado, no combate disputado na ExCeL North Arena. Telma é a segunda portuguesa, depois de Joana Ramos ter sido eliminada ontem na categoria de-52kg.
A judoca, campeã europeia e segunda classificada no World Masters era a maior esperança portuguesa para conquistar uma medalha em Londres'2012.
No final da prova Telma não escondeu a desilusão. "Dei tudo por Portugal, todos os dias. Merecia um final mais feliz, mas estou de consciência tranquila. Gostava de ter dado uma alegria aos portugueses", sintetizou a judoca lusa. "Estive no meu melhor, infelizmente a americana foi melhor do que eu. É o final de um ciclo que foi espectacular", resumiu sobre o combate e a curta campanha olímpica.

A luta pelas medalhas
Tal como há quatro anos em Pequim, o judo foi a primeira modalidade com boas hipóteses de pódio a entrar em acção. E tal como há quatro anos falhou.
Desta vez, a missão dos judocas era ainda mais complicada, porque reunia a quase totalidade das esperanças de pódio.
Há quatro anos, Portugal tinha um leque alargado de campeões europeus e mundiais ou atletas no topo das respectivas modalidades: havia Nélson Évora, Naide Gomes, Vanessa Fernandes, Álvaro Marinho/Miguel Nunes ou João Rodrigues, citando os melhores exemplos.
Desta vez, os medalhados de Pequim (Évora e Vanessa) estão lesionados, ao que se juntou a ausência de Naide Gomes.
Com as eliminações de Telma Monteiro (quatro vezes campeã da Europa e três vezes vice-campeã do mundo) e de João Pina, que também sonhava com um pódio, as atenções de Portugal centram-se agora principalmente na vela, embora nesta fase não haja um candidato às medalhas da dimensão de Telma Monteiro.

A vela pode ser surpresa
Vela portuguesa em bom plano em Londres 

Álvaro Marinho e Miguel Nunes têm feito bons resultados na classe 470 (entram em competição na quinta-feira), sendo regularmente finalistas em provas internacionais: foram quintos em Sydney, sétimos em Atenas e oitavos em Pequim.
Gustavo Lima ficou à porta do pódio em Pequim, mas só há alguns meses voltou à classe Laser, em que enfrenta concorrentes muito mais novo numa categoria que é muito física.
Na canoagem, Portugal pode esperar uma boa surpresa no K1 1000m (Emanuel Silva e Fernando Pimenta) e no K4 500 (Joana Vasconcelos, Teresa Portela, Beatriz Gomes e Helena Rodrigues).
No atletismo, modalidade que mais medalhas olímpicas deu a Portugal, há várias atletas de bom nível (marcha, maratona, 5000m e 10.000m), mas teoricamente nenhuma delas é candidato ao pódio perante a forte concorrência de americanas, africanas e de potências europeias, como a Rússia.
Desde Barcelona 1992 que Portugal não termina uma edição dos Jogos Olímpicos sem medalhas.

Agência de Noticias 
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Sesimbra recebe Feira do Livro até 19 de Agosto


Livros à beira-mar

Os escritores Fernando Dacosta, José Barata Moura ou Galopim de Carvalho, são alguns dos convidados para o certame cultural, a decorrer na vila de Sesimbra ao longo de três semanas.

Sesimbra convida à leitura à beira mar 

A nona edição da Feira do Livro teve início na passada sexta-feira e prolonga-se até 19 de Agosto. O evento acontece diariamente, no período compreendido entre o meio-dia e a meia-noite.
A praça da Califórnia, ponto privilegiado da vila de Sesimbra, onde todos os dias circulam milhares de veraneantes rumo à praia ou simplesmente para admirar a paisagem, recebe durante três semanas, a 9.ª edição da Feira do Livro, ponto de paragem obrigatória para quem reside ou procura Sesimbra nestas férias de Verão. Aproveitar os livros do dia com descontos especiais, ou conhecer as novidades literárias, são os principais atractivos deste evento cultural, que já vai na sua nona edição.
Para além da leitura, ao longo de mais de vinte dias, não vão faltar motivos para visitar esta feira. Exemplo disso, são os encontros com escritores, casos de Fernando Dacosta, José Barata Moura ou Galopim de Carvalho que já confirmaram a sua presença no certame sesimbrense.
Os Livros do Dia serão revelados no Facebook e no site da Internet da Câmara Municipal. Para além disso, durante o período da Feira, haverá passatempos online e no Facebook da Câmara Municipal, bem como na rádio Sesimbra FM, havendo oferta de livros aos vencedores dos passatempos culturais. Na noite desta segunda-feira, haverá uma animação dedicada aos mais novos, denominada ‘Livros Brilhantes, Histórias Fascinantes’, com a presença de Ana Raquel. Para amanhã, igualmente a partir das 21.30 horas, acontecerá naquela mesma Praça da Califórnia, uma sessão de autógrafos com Galopim de Carvalho.

Agência de Notícias 
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Terminal do Terreiro do Paço quer atrair Loja do Cidadão


 Atrair mais passageiros aos barcos...

O novo edifício do Terminal Fluvial do Terreiro do Paço irá acolher uma Loja do Cidadão, no âmbito do projeto definido para este espaço onde atracam os navios da Soflusa. Quem o confirma é o presidente do Conselho de Administração da Transtejo/Soflusa, João António Pintassilgo, que admite ser esta uma forma de “atrair pessoas para o transporte público”.
Grupo Transtejo quer loja do Cidadão na Estação do Terreiro de Paço 

João António Pintassilgo recorda que o novo edifício do Terminal Fluvial do Terreiro do Paço entrou em funcionamento em setembro de 2011, após uma 1ª fase de obras de remodelação. “As obras feitas surgiram na sequência das obras a cargo do Metropolitano de Lisboa a pedido do Estado, em que havia que se repor a situação de intermodalidade. Quando o projeto começou a ser elaborado, acompanhámos o esforço de fazer aquele tipo de obra, num edifício que agora vai ser classificado”, explica o responsável do Grupo Transtejo.

Soflusa quer rentabilizar espaço
Esse é, porém, um projeto que “ainda não está concluído”, uma vez que as obras foram interrompidas devido a “dificuldades financeiras”. No que toca à Transtejo, João António Pintassilgo afiança que o grupo fluvial “está a trabalhar para que, a curto prazo, se instale ali uma pequena Loja do Cidadão”.
“Há que ser imaginativo para otimizar todo aquele espaço [com uma área disponível de 3.500 metros quadrados], naturalmente, não me parece que a responsabilidade de exploração de todo aquele terminal tenha que caber exclusivamente à Transtejo para não se correr o risco de, mais uma vez, vir a sobrecarregar-se com custos fixos de infraestrutura ao transporte fluvial”, justifica João António Pintassilgo, perante os espaços comerciais existentes a concessionar.
Para o responsável, são investimentos como este que podem, aliás, “atrair pessoas para o transporte público”. Novas apostas de otimização estão já ser trabalhadas também para o terminal do Montijo (Cais do Seixalinho) - instalação de uma creche –, assim como para a Trafaria. “Vamos ter um investidor na área da restauração que aproveite bem a vista [da Trafaria], como forma de promover a atratividade”, revela o responsável.

Ligações do Montijo regressam ao Terreiro do Paço
Barcos do Montijo podem regressar ao Terreiro do Paço 

De acordo com o projeto de remodelação existente, para além de receber a carreira do Barreiro, o Terminal Fluvial do Terreiro do Paço deverá também passar a contar com a carreira do Montijo, ligação [Montijo – Terreiro do Paço] que, a 1 de outubro de 2006, foi temporariamente desviada para o terminal fluvial do Cais do Sodré, devido ao avanço das obras no Interface do Terreiro do Paço. Esta solução terá, no entanto, lugar somente quando se concluir “o acesso ao terceiro pontão” do terminal.
“Quando o terminal estiver todo concluído” pretendido é, de igual modo, “repor a carreira de Cacilhas, que ficará assim com duas direções [Cais do Sodré e Terreiro do Paço]”, perspetiva o presidente da Administração do Grupo Transtejo. Refira-se que a antiga ligação fluvial Cacilhas - Cais de Alfândega, foi suspensa em novembro de 2001 também devido ao desenvolvimento das obras no Terreiro do Paço, tendo a Transtejo passado a operar a ligação Cacilhas - Cais do Sodré a partir de 5 de dezembro desse ano.
Quanto aos navios do Seixal, o presidente do grupo fluvial não fala num ‘regresso’ ao terminal do Terreiro do Paço. Ainda assim, certo é que, a 3 de junho de 2005, também a ligação Seixal - Terreiro do Paço foi, pelos mesmos motivos, desviada temporariamente para o terminal fluvial do Cais do Sodré.
Refira-se que, segundo dados de 2011, o Terminal Fluvial do Terreiro do Paço regista um movimento médio diário de 37.800 passageiros. Destes, cerca de 22.200 são registados nas horas de ponta.

Agência de Notícias 
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António Costa acredita num poder local forte


Autarquias "vão ser decisivas para o relançamento da economia"

O presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, afirmou que as autarquias "têm ajudado a que o país se afunde menos", referindo que a consolidação orçamental tem sido obtida precisamente na administração local.

 
"Autarquias têm realizado um bom trabalho", diz António Costa

As autarquias "têm seguramente ajudado a que o país se afunde menos, mas estão bastante exauridas das suas forças e não o poderão fazer sozinhas, tem de ser uma estratégia articulada com o Governo", sublinhou o autarca, em entrevista à Lusa, que completa cinco anos sobre a tomada de posse no município na quarta-feira.
Para António Costa, o trabalho desenvolvido pelo poder local é fundamental no "amortecimento geral" a nível económico e também do ponto de vista social, de gestão dos equipamentos e de apoio às famílias.
O socialista criticou alguns aumentos de impostos, como o IVA, e cortes de despesa feitos "de forma cega" pelo Governo PSD/CDS-PP e referiu que não se refletem nos números da execução orçamental e não "não há consolidação", mas antes "mais défice e mais dívida".
"Consolidação tem havido, sim, do lado das autarquias locais. Quando chegarmos ao fim do ano, poderemos comparar o que é que consolidaram as finanças das autarquias locais e o que consolidaram as finanças do Estado", sugeriu.
Por isso, acrescentou, as autarquias "vão ser decisivas para o relançamento da economia".

“Problema das finanças públicas não está nas autarquias"
Novas esplanadas no Martim Moniz deram nova alma ao bairro 

O autarca disse acreditar, no entanto, que o executivo "já percebeu que o problema das finanças públicas não está nas autarquias", até porque o peso deste nível de poder no conjunto da dívida pública e da despesa é "diminuto".
António Costa destacou a necessidade de os poderes públicos aproveitarem as oportunidades para relançar a economia, a par de manterem o rigor na gestão das contas, e exemplificou com a capital.
"Se ficamos só pelo rigor, a cidade morre. É decisivo termos novas esplanadas no Terreiro do Paço ou no Martim Moniz, como é decisivo para a qualidade de vida das pessoas fazermos jardins em bairros ou, para quem vive em Marvila, termos procedido à demolição do 'corredor da morte' e utilizar esse espaço para a reabilitação. Estas intervenções são da maior importância para a qualidade de vida, para a imagem da cidade e para a sua atratividade", comentou.

Agência de Notícias 
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Distrito bem representado nos Jogos Olímpicos


Telma Monteiro, Arnaldo Abrantes, Edi Maia e Tiago Venâncio são o nosso orgulho  
A judoca Telma Monteiro, a residir em Almada e atleta do Benfica, vai ser a porta-estandarte da missão portuguesa na cerimónia de abertura nos Jogos Olímpicos, esta noite às 21 horas, em Londres. Telma Monteiro (judo) e Arnaldo Abrantes (atletismo), Edi Maia (Salto com Vara) e Tiago Venâncio (Natação) são os representantes do distrito de Setúbal nos Jogos Olímpicos de Londres.  E serão também o nosso orgulho.

Telma Monteiro leva a nossa bandeira na abertura dos jogos, esta noite

 "A escolha obedeceu ao mesmo critério que tem sido aplicado nas últimas edições dos Jogos Olímpicos, premiando, sobretudo, o currículo desportivo dos atletas", informou o COP, em comunicado.
Segundo o COP, ao currículo da atleta junta-se também a atitude de Telma Monteiro fora do tatami: "O atual segundo lugar do ranking mundial e título de campeã da Europa que ostenta foram extremamente importantes nesta escolha, bem como o facto de ser uma cidadã exemplar e responsável, vista, muito justamente, como uma referência para milhões de portugueses".
Aos 26 anos, Telma Monteiro vai para os seus terceiros Jogos Olímpicos como segunda do "ranking" de apuramento olímpico na categoria de -57 kg e tem no currículo, entre outros, quatro títulos europeus, uma medalha de prata e três de bronze - subiu ao pódio sempre que competiu -, três medalhas de prata e uma de bronze em mundiais, tendo ganho ainda o Masters de 2011 e o Grand Slam de Paris de 2012, bem como inúmeras Taças do Mundo.
Telma Monteiro já tinha assumido que seria um "orgulho" e que "ficaria supercontente" se lhe coubesse essa "responsabilidade".

Preparada para tudo
A atleta do Benfica, número dois olímpica e terceira do ranking mundial em -57 kg, afirmou estar "muito bem psicologicamente" e que trabalhou "imenso para estar no máximo" das suas capacidades, mas voltou a refrear os ânimos em torno da conquista de uma medalha.
"Compreendo que existam expetativas, devido aos meus resultados. O que conquistei no passado foi fantástico e, independentemente do que acontecer no dia 30, [dia que entra em prova] as pessoas não se devem esquecer disso. Não posso pensar no que alcancei, mas sim no que quero alcançar", lembrou, antes da partida para a capital inglesa.
A judoca de 26 anos, confessou estar "muito mais preparada do que há quatro anos", em Pequim 2008, e que a presença em Londres "é fruto de muito trabalho e de muita superação".

Almada felicita atletas
Arnaldo Abrantes corre para um bom resultado 

A ligação de Almada ao desporto é reconhecida a nível nacional e mundial, quer seja pelas infraestruturas existentes e do qual são exemplo o Complexo Municipal dos Desportos ou a Pista Municipal de Atletismo, ou pelos atletas aqui nascidos e que representam a cidade e o concelho. Telma Monteiro (judo) e Arnaldo Abrantes (atletismo) são, em 2012, os representantes almadenses nos Jogos Olímpicos.
“Telma Monteiro, atual campeã da europa em judo, é considerada, aos 26 anos, a melhor judoca portuguesa de todos os tempos devido ao seu vasto palmarés, e uma das melhores judocas do mundo”, diz um comunicado da autarquia.  
Nasceu em Lisboa a 27 de Dezembro de 1985, mas sempre viveu em Almada. Praticou atletismo e futebol mas aos 14 anos decidiu experimentar o judo. Começou no CCD das Construções Norte-Sul, coletividade do Feijó. É, atualmente, atleta do Sport Lisboa e Benfica.
Para além do judo, Telma Monteiro estuda na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, onde é aluna da Licenciatura de Educação Física e Desporto. Esta é a terceira participação em Jogos Olímpicos, depois de Atenas 2004 e Pequim 2008.

O médico mais rápido de Portugal
Arnaldo Abrantes nasceu a 27 de Novembro de 1986, na Cova da Piedade, tendo começado a sua carreira desportiva em 1999 no Núcleo Desportivo e Juvenil do Laranjeiro. É atleta do Sport Lisboa e Benfica.
 Especialista nos 100 metros, nos 200 metros e nos 4x100 metros, é uma grande esperança da velocidade nacional e promete dar o seu melhor nestes Jogos Olímpicos para superar o 52º lugar obtido na sua estreia nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008.
 Antes do atletismo, Arnaldo Abrantes praticou natação, futebol, judo e karaté.  Arnaldo Abrantes é médico interno no Centro Hospitalar Lisboa Ocidental.
   
Edi Maia no Salto à Vara
Edi Maia promete saltar o mais alto que conseguir 

Edi Maia começou a sua carreira no Atletismo na difícil e muito técnica disciplina do Salto com Vara, no GD Independente de Setúbal em 2003. Em 2007 sagra-se Campeão Nacional e no fim da temporada transfere-se para o Sporting.
Em 2008 volta a conquistar o Título de Campeão Nacional e sagra-se de igual modo Campeão Nacional de Pista Coberta, feitos que viria a repetir em 2009.
Em 2010 obtém a sua primeira grande prestação internacional nos Campeonatos Ibero-americanos em San Fernando, Espanha onde conquista a Medalha de bronze.
Em 2011 ano em que se colocou num patamar bastante elevado ao nível do desempenho e dos resultados alcançados, Edi Maia estabeleceu o seu Recorde Pessoal em 5,60 metros .
Sagra-se novamente Campeão Nacional ao ar livre e em pista coberta e vence o Circuito de Meetings Premium da Federação Portuguesa de Atletismo, circuito este que contou com a realização de 9 competições um pouco por todo o país.
A 26 de Fevereiro de 2012 bateu o Recorde Nacional do Salto com Vara, que remontava ao ano de 1996, ultrapassando a fasquia dos 5,64m.
Nos Campeonatos de Portugal de 2012 disputados em Julho no Estádio Universitário de Lisboa, sagrou-se Campeão Nacional do Salto com Vara, com a marca de 5,28m.


Tiago Venâncio também em Londres 
Tiago Venâncio quer melhorar as marcas de Atenas e Pequim 

Tiago Venâncio, de Setúbal, foi um dos últimos a ter passaporte olímpico. Tiago Venâncio, que foi 40.º em Pequim2008, quer melhorar o lugar em Londres e, já que chegar às meias-finais é difícil, quer bater o seu próprio recorde dos 200 metros livres.
“Cada vez que nadamos é para fazer a nossa melhor marca, mas mesmo alcançando o recorde vai ser muito difícil entrar nas meias-finais. Por isso, todo o lugar `abaixo` do 32.º será muito bom. Com recorde seria ainda melhor”, afirmou, em Londres, o nadador português de 25 anos.

Setúbal aprova voto de louvor ao atleta
A Câmara Setúbal apresentou, em reunião pública, um voto de louvor a saudar o nadador Tiago Venâncio pelo apuramento para os Jogos Olímpicos de Londres 2012.
“A participação deste setubalense nas Olimpíadas é motivo de orgulho para a nossa cidade e para o nosso concelho”, salienta o texto.
Tiago Venâncio, refere o louvor, “mostra a vitalidade de Setúbal, cidade capaz de, ao longo dos tempos, produzir múltiplos talentos em variadíssimas áreas”. O atleta setubalense, presente na prova de 200 metros livres, participa na terceira olimpíada, depois de Atenas, em 2004, e Pequim, 2008.
“Ao nadador, a Câmara Municipal e a sua cidade desejam os melhores sucessos”, indica a saudação.


Paulo Jorge Oliveira 
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Críticas Soltas por Joana Teófilo Oliveira


Justiça vergonhosa

Em Portimão, um juiz mandou embora um pedófilo que engravidou uma menina de 13 anos. “Não há perigo de fuga” diz o juiz. E é preciso fugir? No Barreiro, ao fim de quase sete anos de investigação, o caso Freeport, um dos mais importantes casos de corrupção na história judicial portuguesa, terminou em nada! Que justiça, por cá, temos senhores juízes?


O Ministério Público de Portimão nem se deu ao trabalho de promover a prisão preventiva de um pedófilo que engravidou a sobrinha de 13 anos.
Não sei se o procurador, ou procuradora, entendeu que não havia perigo de fuga e achou suficiente tão pertinente razão para deixar o monstro à solta.
Nem por um minuto terá ocorrido a quem assim decidiu duas outras razões de não menos peso para retirar o suspeito do aconchego do lar. O sério perigo de continuação da actividade criminosa e o alarme social não contam para a prisão preventiva? Não é necessário ser muito versado em Direito para perceber que sim. É, de resto, do mais meridiano bom senso.
Este homem – tio exemplar – abusou da sobrinha menor durante pelo menos os últimos dois anos e engravidou a menina. Está agora em liberdade, num bairro nos limites de Portimão, relativamente perto da casa da vítima. Levada em conta a natureza do crime, é comum o perigo de reincidência e a comunidade, sabendo-o à solta, vive naturalmente com receio de tão indesejável vizinho. Há magistrados que vivem em redomas... ou então não sei onde tiraram o curso de juíz…
Ao fim de quase sete anos de investigação, o caso Freeport, um dos mais importantes casos de corrupção na história judicial portuguesa, terminou como se suspeita: com os dois únicos arguidos, Charles Smith e Manuel Pedro, declarados inocentes santos mártires.
Este caso tem uma particularidade: o Ministério Público, que os acusou de tentativa de extorsão e perdeu tempo e dinheiro a levá-los a julgamento, acabou por pedir a absolvição dos mártires.
Das duas uma: ou a acusação foi ousada ou o procurador que acompanhou o julgamento recusou bater-se pela condenação. Nunca iremos saber. O que sabemos é que a acusação não foi nada arrojada: a investigação começou por suspeitas de corrupção na alta política, acabou na tentativa de extorsão.
Houve de tudo: uma miserável gestão política das denúncias na PJ de Setúbal, um criminoso adormecimento do caso durante um par de anos… até que José Sócrates, vencedor absoluto das eleições de 2005, serviu-se do poder para condicionar o desfecho final. Se a Justiça fosse séria, este processo teria um resultado diferente. E agora querem acusar o ex-primeiro-ministro para quê? Brincamos aos tribunais? Ou será este mais um exemplo de que a justiça não é igual para todos? Isto é, quem é influente e tem dinheiro para pagar a bons advogados consegue aproveitar todos os buracos que o Código de Processo Penal oferece. Já a desgraçada, passe o populismo, que rouba uma lata de conservas num supermercado para não morrer de fome é apanhada e engavetada sem apelo nem agravo.

Joana Teófilo Oliveira
Estudante de Ciências da Educação
Quinta do Anjo 

O homem que não aceita crítica não é verdadeiramente grande. É tão incomum isso na nossa imprensa que as pessoas acham que é ofensa. Crítica não é raiva. É crítica. Às vezes é estúpida. Outras irónicas. Tantas vezes desiludida e incompreendida. O leitor que julgue. Acho que quem ofende os outros é o jornalismo em cima do muro, que não quer contestar coisa alguma. O tom das Críticas Soltas às vezes é sarcástico. Pode ser desagradável. Mas é, insisto, uma forma de respeito, ou, até, se quiserem, a irritação perante a vida, a política, a sociedade… o mundo, enfim.

 
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"Praia" dos descontentes montada frente ao Ministério das Finanças


Frente Comum manda Passos Coelho para a “Praia do Descontentamento”  

Caricaturas de Passos Coelho e dos ministros do actual Executivo sentados à volta de uma piscina ao sol foi o cenário montado pela Frente Comum, esta quinta-feira, em frente ao Ministério das Finanças. O protesto em forma de sátira tinha o corte nos subsídios de férias dos funcionários públicos como alvo.

Sindicalistas montam praia a porta do ministério das Finanças

Os cerca de 100 dirigentes e delegados sindicais que marcaram presença no Terreiro do Paço, em Lisboa, pretendem com esta acção simbólica “alertar a opinião pública para o que está em causa, que não são só os subsídios, é um conjunto de funções sociais que estão a desaparecer”, esclareceu Ana Avoila, da Frente Comum.
Os sindicalistas instalaram em frente ao Ministério das Finanças um piscina insuflável sem água onde estavam colocadas representações de todo o Governo.
A dirigente sindical denunciou o fosso entre as férias dos ministros e dos trabalhadores do sector público, afectados pelo corte nos subsídios, para demonstrar as desigualdades sociais no país. “Os ministros continuam a ir a boas praias, ter boa comida, tudo o que é bom e os trabalhadores apenas têm uma toalha no chão”, disse Ana Avoila, numa alusão à acção de protesto, intitulada “Praia do nosso descontentamento”, rejeitando que a culpa da crise seja dos funcionários públicos. 
A responsável da Frente dos Sindicatos da Administração Pública refere que este protesto satírico tem "objectivos sérios". "Esta acção de luta consiste numa sátira política cujo objectivo é denunciar o descontentamento dos trabalhadores por causa do roubo do subsídio de férias", afirmou.
"A alteração à legislação laboral, no sentido de aumentar o horário de trabalho, de reduzir direitos, de rescindir contratos", também motivou o protesto junto ao Ministério, referiu a sindicalista.


Governo “não tem condições para gerir uma mercearia”
Os manifestantes entregaram no ministério uma resolução em que acusam o Tribunal Constitucional de “dar uma mãozinha ao Governo”, permitindo a manutenção no corte dos 13.º e 14.º meses. O documento questiona ainda o respeito que Cavaco Silva e a maioria PSD/CDS-PP têm pela Constituição. Apresenta um conjunto de reivindicações que pretendem a manutenção dos direitos dos trabalhadores.
Neste sentido, Ana Avoila afirmou que o executivo “não tem condições para gerir uma mercearia, quanto mais um país”, apelando à “unificação da luta em torno da função social do Estado e do que está na Constituição”, mas para tal ressalvou que “as pessoas vão ter de se mexer para salvaguardar alguns direitos”, concluiu.

Paulo Jorge Oliveira 
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Pavilhão Atlântico tem novo dono


Consórcio de Luís Montez compra por 21,2 milhões de euros

O consórcio Arena Atlântico, constituído por Luís Montez, dono da Música no Coração, Álvaro Ramos, da Ritmos & Blues, e a actual equipa de gestão do Pavilhão Atlântico ganhou o concurso de compra daquele pavilhão, por 21,2 milhões de euros.

Pavilhão Atlântico foi comprado por 21,2 milhões de euros  

O vencedor foi escolhido essencialmente pela questão do preço, já que as propostas se equilibravam nas restantes exigências do caderno de encargos, especificou a ministra da Agricultura, Mar e Organização do Território, Assunção Cristas, no final da reunião do Conselho de Ministros.
Luís Montez, genro de Cavaco Silva, deixa assim para trás o consórcio liderado pela CIP – Confederação da Indústria Portuguesa, que integra também a consultora Cunha Vaz & Associados e a Normex, e ainda a empresa multinacional AEG, que opera na área do entretenimento.
Com a venda ao consórcio Arena Atlântico por 21,2 milhões de euros, o Estado consegue mesmo encaixar quase o valor máximo da avaliação que fora feita, entre os 17,4 e os 21,5 milhões de euros. O consórcio liderado pela CIP ofereceu 18,5 milhões de euros, enquanto a multinacional AEG propôs 16,5 milhões de euros.
Pavilhão construído por 50 milhões
A construção do pavilhão, uma das obras emblemáticas da Expo-98, custou na altura o equivalente a cerca de 50 milhões de euros e estima-se que o orçamento da sua manutenção anual ascenda aos 600 mil euros.
Em termos formais, o negócio inclui a venda da sociedade Atlântico – Pavilhão Multiusos de Lisboa, S.A., proprietária do pavilhão, e da empresa de bilhética associada, a Blueticket, S.A.

Além do melhor preço, o caderno de encargos exigia que as propostas promovessem a “estabilidade da gestão do imóvel”, bem como preservassem “a vocação de sala de espectáculos com uma programação activa, relevante, diversificada”, para que a infraestrutura fosse “um pólo dinamizador da economia local e nacional”, realizando grande eventos, descreveu Assunção Cristas. Os concorrentes tiveram que entregar um plano de negócios a quatro anos, detalhado, para as duas empresas, que deveria incluir garantias de financiamento bem como projectos de investimento e expectativas quanto ao quadro de funcionários.
“O critério que nos permitiu fazer melhor seriação e desempate foi o da maximização do encaixe financeiro”, afirmou, já que os três concorrentes cumpriam na plenitude todos os critérios, incluindo as garantias financeiras. O comunicado do Conselho de Ministros diz que a proposta vencedora destacou-se também "por apresentar um sólido compromisso de realizar um plano de actividades coerente, de preservar os postos de trabalho, de assegurar uma estrutura accionista e de assumir um plano de estabilidade e garantia que acautelam a estabilidade da gestão" do pavilhão e a preservação da sua vocação.
O apoio da banca
Para além de Luís Montez - que apesar de dono da promotora de espectáculos Música no Coração entra no consórcio a título individual - e da Ritmos & Blues, e da actual equipa de gestão do Atlântico - liderada por Jaime Fernandes e Jorge Silva -, o consórcio vencedor integra, na vertente financeira, um fundo de capital de risco do Banco Espírito Santo, o BESPME. Além de financiar a operação, o BES também esteve ao lado de Luís Montez na qualidade de assessor financeiro do empresário, enquanto o Banco BIG, de Carlos Rodrigues, foi o consultor da equipa de quadros do pavilhão que se aliou ao consórcio vencedor e da Ritmo & Blues.

Parque Expo com dívidas de 200 milhões
Realçando ter sido um “processo aberto” e que não estava obrigado a ser decidido em Conselho de Ministros, a ministra contou que foram “contactadas 27 entidades com perfil comercial ou financeiro que poderia ser interessante para este equipamento”. A Parque Expo registou várias consultas e no final recebeu três propostas concretas de aquisição do pavilhão, que passaram à fase de negociação. Essa fase de negociação foi conduzida pela Parque Expo, com o apoio de assessores financeiros e jurídicos – modelo que aliás será seguido em todas as privatizações que o Estado tenciona levar a cabo.
“O grupo Parque Expo tem uma dívida de 200 milhões de euros, daí a decisão de realizar activos, vendendo conjunto de património relevante sobre o qual o Estado não tem função pública crucial a prosseguir”, argumentou Assunção Cristas.

Agência de Notícias 
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