Dá um Gosto ao ADN

Comboio da ponte há 20 anos a ligar Setúbal à capital

Fertagus retirou 62 milhões de carros da ponte 25 de Abril em 20 anos 

A Fertagus revelou que está a perder um milhão e meio de euros com a introdução dos novos passes sociais. O prejuízo surge numa altura em que a travessia ferroviária na Ponte 25 de Abril celebra 20 anos. Um dia histórico para os caminhos de ferro de Portugal. Foi assim que João Cravinho, então ministro das Obras Públicas, comentava a inauguração que acontecia a 29 de Julho de 1999. O comboio atravessava pela primeira vez a Ponte 25 de Abril, que liga Almada à capital portuguesa. O comboio permitiu retirar 62 milhões de automóveis do tabuleiro rodoviário. Desde então foram transportados 390 milhões de passageiros. O comboio da ponte, como é conhecido, liga os concelhos de Setúbal, Palmela, Barreiro, Seixal e Almada a Lisboa. 
Comboio aproximou península de Setúbal de Lisboa  

Pedro Nuno Santos, ministro das Infraestruturas, já disse que o Estado está satisfeito com o serviço da Fertagus, dando a entender que a concessão será prolongada. Esta terça-feira marca o vigésimo aniversário da travessia de comboios na ponte 25 de Abril.
Segundo a concessionária da travessia ferroviária entre a estação de Roma-Areeiro, em Lisboa, e a estação de Setúbal, numa extensão de 54 quilómetros, nestes 20 anos de serviço, que agora se comemoram, a empresa já transportou 390 milhões de passageiros, o equivalente a 37 vezes a população de Portugal.
O serviço ferroviário de passageiros da Fertagus percorreu nestes dois decénios quatro milhões de quilómetros, que se traduzem em 40 voltas ao planeta Terra.
“A linha ferroviária que atravessa a ponte não só permitiu melhorar o fluxo de transportes de entrada e saída da cidade de Lisboa, como evitou a emissão de 780 mil toneladas de CO2 [dióxido de carbono] nestes 20 anos – cada passageiro representa actualmente apenas 23g CO2/km”, destaca um comunicado da Fertagus.
No primeiro ano de operação, de Julho de 1999 a Julho de 2000, a Fertagus transportou 10 milhões de passageiros. Em 2018, a empresa transportou 21 milhões de passageiros, mais do dobro, a uma razão de 83 mil passageiros por dia.
“A Fertagus, ao longo destes 20 anos, tem investido sempre num serviço de qualidade. Ao longo de 20 anos não existiu nenhum mês em que a Fertagus não tenha cumprido as exigentes metas de pontualidade e regularidade de serviço”, defende a administradora da concessionária, Cristina Dourado.
A empresa opera com 18 Unidades Quádruplas Elétricas (comboios de quatro carruagens), de duplo piso (‘double decker’).
“Nas últimas duas décadas, a Fertagus, que une cinco municípios do distrito de Setúbal à capital, ajudou a mudar o perfil de mobilidade dos passageiros que atravessam a ponte, daí ter a excelente avaliação de 4,5 em 5 pelos clientes. Não só tem sido crescente o número daqueles que o fazem de comboio, como são muitos aqueles que deixam os seus veículos nos mais de 6.200 lugares dos parques [de estacionamento] Fertagus, que estão atualmente com uma taxa média de ocupação de 70 por cento – ao longo de 20 anos, são já mais de 18 milhões de viaturas parqueadas”, destaca o referido comunicado.
A Fertagus é uma empresa do Grupo Barraqueiro, cuja concessão termina a 31 de Dezembro deste ano.

PCP e BE pediram fim da concessão 
Neste momento, o Estado e a empresa encontram-se em negociações para alargar o período de concessão, num processo que está ser liderado por uma comissão de negociações nomeada para o efeito.
A 19 de Outubro do ano passado, um projeto de resolução do grupo parlamentar do PCP a exigir o fim da concessão da Fertagus foi rejeitado na Assembleia da República, apesar dos votos favoráveis do próprio PCP e do Bloco de Esquerda.
Neste momento, tudo indica que a concessão da Fertagus será prolongada, residindo a grande dúvida em saber qual o prazo de prorrogação.
No passado sábado, 27 de Julho, Pedro Nuno Santos, ministro das Infraestruturas e da Habitação, numa entrevista ao jornal ‘Público’, confessava que “não estou insatisfeito com a operação feita pela Fertagus na Ponte 25 de Abril”.
“Há uma comissão a trabalhar para prolongar a concessão. O Estado está satisfeito com aquele serviço”, defendeu Pedro Nuno Santos na referida entrevista.

Agência de Notícias com Lusa
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Governo aprova investimento de 642 milhões em Sines

Novo terminal cria 1350 postos de trabalho e representa 0,28 por cento do PIB nacional 

O Governo aprovou esta semana o lançamento de um concurso público internacional para o novo terminal Vasco da Gama, no porto de Sines, num investimento de 642 milhões de euros, segundo adiantou a ministra do Mar, Ana Paula Vitorino. Depois da reunião do Conselho de Ministros, a governante deu conta de que este investimento terá “um financiamento 100 por cento privado” e que a totalidade do risco será também assumida pelo futuro concessionário, sendo que o empreendimento prevê um aumento da capacidade de Sines de três milhões de TEU (unidade de medida de contentores). 
Sines vai ser o principal porto português 

Este projecto “envolve não só a construção de um cais que vai permitir a atracação simultânea de três navios dos maiores do mundo de contentores, mas também vai ter equipamentos e todas funcionalidades que permitirão colocar esse terminal nas rotas internacionais”, avançou Ana Paula Vitorino.
Num comunicado, o Ministério do Mar detalhou ainda que os estudos apontam para um prazo de concessão de 50 anos.
“Estima-se que a construção do terminal Vasco da Gama gere um impacto económico total de 524 milhões de euros representando 0,28 por cento do PIB [Produto Interno Bruto] e 0,33 por cento do Valor Acrescentado Bruto português. Estima-se que o novo terminal crie 1350 postos de trabalho directos na fase de exploração”, lê-se na mesma nota.
Além disso, o Conselho de Ministros aprovou ainda a alteração das bases da concessão do Terminal XXI, que já existe em Sines, e que contempla um investimento de 547 milhões de euros, “a suportar integralmente pela PSA [concessionária] em Sines”, realçou Ana Paula Vitorino.
As alterações à concessão prevêem a extensão do prazo do contrato em 20 anos, de acordo com o Ministério do Mar e o alargamento irá aumentar a capacidade dos actuais 2,3 milhões para 4,1 milhões de TEU.
Além disso, “a PSA Sines abdica do direito de preferência”, de acordo com o comunicado, através da revogação de uma cláusula que “assegura o afastamento de qualquer direito de preferência ou exclusividade da concessionária deste terminal”.
“O terminal XXI é actualmente o maior empregador da região, com mais de mil postos de trabalho. Este aditamento virá reforçar a criação de emprego, contribuindo para o desenvolvimento socioeconómico da região e do país”, garantiu a tutela.
No mesmo comunicado, o Ministério adiantou que “o impacto no PIB ascende a 118 milhões de euros e promoverá a criação de cerca de 4600 postos de trabalho se considerados os efeitos directos, indirectos e induzidos. Em termos directos prevê-se a criação de 900 novos postos de trabalho” no terminal XXI.
Estes dois projectos aprovados em Conselho de Ministros são justificados pela tutela com o aumento da procura.
“Sines tem vindo a registar importantes índices de crescimento neste tipo de carga, tendo nos últimos 15 anos crescido de 20 mil TEU em 2004 para mais de 1,750 milhões TEU em 2018, o que representa um crescimento de mais 8652,2 por cento a uma taxa média anual de crescimento de mais de 37,6 por cento”, referiu o Ministério do Mar.

Agência de Notícias com Lusa
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Festas Populares de Paio Pires começam hoje

Largadas de touros, cavalhadas, folclore e muita música animam aldeia até domingo 

As Festas Populares chegam esta quarta-feira, 31 de Julho, à Urbanização do Monte Queimado, em Aldeia de Paio Pires, no concelho do Seixal, e decorrem até dia 4 de Agosto com largadas, cavalhadas, concertos, bailes, folclore e a famosa noite da sardinha assada para todos. As festividades arrancam com uma animação de rua da responsabilidade da orquestra de percussão Tocá Rufar e continuam semana dentro com grupos corais, marchas populares, o 37.º Festival de Folclore do Concelho do Seixal, os Sons da Aldeia, e animação musical que conta, entre outros, com os Banza e os  Los Cavakitos. A procissão em honra de Nossa Senhora da Anunciada marca o início do último dia das festas. 
Cavalhadas continuam a ser tradição nas festas 

As Festas Populares de Paio Pires começam já esta noite e prolongam-se até domingo. E como "prato principal", são servidas meia dúzia de largadas de touros. As primeiras à meia-noite de hoje e amanhã. No sábado há toiros na Avenida José António Rodrigues em dose dupla. Às duas da madrugada e às 10 da manhã. No domingo soltam-se os "touros" a partir das zero horas e às 21h30. Esta última, na Arena Multiusos de Paio Pires. Esta é a única festa do concelho de Seixal que tem como "atração principal", a festa brava popular. E, por isso, atrai muitos aficionados. 
As festividades arrancam com uma animação de rua da responsabilidade da orquestra de percussão Tocá Rufar e, até domingo, oferece muitos outros pontos dignos de interesse, como o festival de grupos corais, habitualmente com muitos adeptos nesta freguesia do concelho do Seixal. 
Realce, também, para o VI Festival Sons da Aldeia. São cabeças de cartaz os Tranz-It, que, lembre-se, alcançaram um 3.º lugar num Concurso de Música Moderna do Rock Rendez-vous, e os The Black Koi, legítimos representantes da nova geração do rock.
O programa integra ainda os Banza, [banda já com lugar cativo nestas festas] no dia 2. Este grupo musical alentejano, fundado em 1981, não precisa de grandes apresentações, seja na região, no país ou além-fronteiras. Saldaram-se em indesmentíveis êxitos as suas actuações fora de portas, como na Suécia, Tunísia, Suíça, Canadá ou Bélgica.
No sábado, pelas 21h30, as atenções concentram-se no 37.º Festival de Folclore do Concelho do Seixal, que convocou o Grupo de Folclore Estrelinhas do Sul, de Paio Pires, o Rancho Folclórico Danças e Cantares de Campanhã, o Rancho Folclórico do Azinhal, de Castro Marim, o Rancho Folclórico de Cabeção, de Mora, e o Rancho Folclórico de São José da Lamarosa, de Coruche.
Destaque também para as cavalhadas, uma tradição que não falta nas festas de Paio Pires, no sábado a partir das 17 horas. No  mesmo dia há a noite da sardinha assada, com muita música popular e charangas a acompanhar a alegria.
Domingo, dia final, depois da procissão em honra da Nossa Senhora da Anunciada, que se põe a caminho às 17h45, pisarão as ruas de Paio Pires os Karma Drums, outra jovem banda de percussão do Seixal que reforça o seu espectáculo após cada apresentação pública.
Festas fecham com chave de ouro com Los Cavakitos, que se estrearam ao vivo em 2015. Trata-se de um conjunto que se consagra à cultura e música Mariachi. Levaram já a sua originalidade musical e grande sentido de humor às maiores e mais prestigiadas salas nacionais. 
Oferecem sempre um espectáculo bem-disposto, mas com a finura musical sempre à espreita. “Este grupo de músicos de várias origens transportam a prova que a Madona é filha de um casal Mariachi que vivia no interior do Grande México”, como gostam de dizer. 
A acompanhar tudo isso há bailes populares, tasquinhas, carroceis, feira franca, presença do movimento associativo local e, claro, a folia e a alegria para celebrar as festas populares da Aldeia de Paio Pires.
"As festas populares juntam-nos em redor da música, nos bailaricos, arraiais, barracas de comes e bebes e divertimentos. Com elas, cumprem-se tradições que ajudam a contar a nossa história. Por estes dias, o quotidiano municipal é marcado por atividades e animação de rua e todas as freguesias do concelho cumprem a sua tradição", diz a autarquia do Seixal em nota enviada a ADN-Agência de Notícias. 
Amora, de 14 a 18 de Agosto e Corroios, de 23 de Agosto a 1 de Setembro, encerram as festas populares deste ano no concelho do Seixal.

Consulte aqui o programa completo das festas populares de Paio Pires.

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Aeroporto do Montijo divide Barreiro e Moita

Barreiro confia no Estudo de Impacte Ambiental, Moita diz que "não há mitigação possível"

O presidente da Câmara do Barreiro disse esta segunda-feira que confia nas entidades envolvidas no Estudo de Impacte Ambiental do futuro aeroporto do Montijo, enquanto o da Moita afirmou que "não há mitigação possível". Para Rui Garcia, autarca da Moita, eleito pela CDU, o aeroporto vai afetar "muitos milhares de pessoas do ponto de vista do ruído e numa zona protegida de elevado valor ambiental". O autarca da Moita continua a optar pela construção de um aeroporto de raiz, no Campo de Tiro. Para  o socialista, Frederico Rosa, presidente da Câmara do Barreiro, "nós confiamos e partimos de um princípio de confiança em relação às entidades envolvidas e nomeadamente aquelas entidades que promovem e fazem o estudo. E, sabendo que não há estudos meio positivos ou meio negativos. Ou é positivo ou é negativo”. 
Localização do aeroporto divide autarcas 

O presidente realçou que ainda não tinha tido oportunidade de analisar o Estudo de Impacte Ambiental, que entrou hoje em consulta pública e pode ser consultado no ‘site’ da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), no entanto, ao ler o resumo já tinha conhecimento dos impactos negativos sobre a avifauna e a saúde da população, devido ao ruído.
“Obviamente olhamos com preocupação para o ruído e para a forma como pode ser mitigado, mas nunca vamos deixar de olhar para a questão como um todo, sabendo obviamente que uma infraestrutura como esta pode trazer um desenvolvimento tremendo para toda esta zona da Margem Sul”, defendeu.
Além da criação de emprego e dinamização do distrito de Setúbal, Frederico Rosa lembrou que fazem parte deste investimento duas pontes rodoviárias entre o Montijo, Barreiro e Seixal, que ajudarão na “redistribuição do trânsito”.
De qualquer forma, o executivo ainda está a analisar o documento e só mais tarde tomará a sua posição.

Moita está contra e critica consulta pública em Agosto
Também o presidente da Câmara da Moita, Rui Garcia (CDU) ainda não tinha conseguido analisar todo o estudo, mas reafirmou aquela que tem sido a sua posição: “Esta solução é má sobre qualquer ponto de vista que se analise, do ponto de vista dos efeitos do país, da expansão da atividade aeroportuária, da região e do ordenamento do território, dos impactos negativos nas populações”.
“Tudo são más notícias quando se fala no aeroporto na Base Aérea N.º 6”, frisou.
O Estudo de Impacte Ambiental aponta diversas ameaças para a avifauna e efeitos negativos sobre a população por causa do ruído, prevendo a aplicação de “medidas ambientais adequadas e indicadas”.
No entanto, para o autarca da Moita, “não há mitigação possível para os impactos que tem para muitos milhares de pessoas do ponto de vista do ruído e numa zona protegida de elevado valor ambiental”.
Rui Garcia criticou também a altura em que o documento foi submetido a consulta pública, quase em Agosto, por ser um mês em que grande parte da população está de férias.
“É posto em discussão na melhor época possível do ano. Até parece que foi de propósito, pôr uma coisa desta importância em discussão durante o mês de Agosto”, frisou.
O autarca reafirmou que o Campo de Tiro de Alcochete é a melhor opção para o futuro aeroporto, defendendo que “nunca é tarde demais para reverter uma má decisão”.
“Nós pensamos que o Estudo de Impacte Ambiental, com as questões que levanta, mesmo que se procure alguma solução milagrosa para as mitigar, vem confirmar que esta é uma má opção e vem dar mais força aos argumentos de quem sente que existe uma alternativa melhor”, defendeu.

A ANA e o Estado assinaram a 8 de Janeiro o acordo para a expansão da capacidade aeroportuária de Lisboa, com um investimento de 1,15 mil milhões de euros até 2028 para aumentar o atual aeroporto de Lisboa (Humberto Delgado) e transformar a base aérea do Montijo no novo aeroporto de Lisboa.
O projeto do Aeroporto do Montijo e respetivas acessibilidades, além da construção de um novo aeroporto na região de Lisboa, engloba também a construção de um novo acesso rodoviário, que permitirá estabelecer a ligação do futuro aeroporto à A12.
O futuro aeroporto do Montijo deverá ser implantado dentro dos limites da Base Aérea 6, na margem esquerda do rio Tejo, a 25 quilómetros de Lisboa, na sua quase totalidade no concelho do Montijo, na União de Freguesias de Montijo e Afonsoeiro. Uma pequena área da Base Aérea 6, a nordeste, fica integrada no concelho de Alcochete, na freguesia do Samouco, mas que não será afetada pela construção do Aeroporto.
O primeiro-ministro, António Costa, já disse que apenas aguarda o Estudo de Impacte Ambiental para a escolha da localização do novo aeroporto ser "irreversível".

Agência de Notícias com Lusa
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Estudo ambiental viabiliza aeroporto do Montijo

Ameaças às aves e ruído no Lavradio e Baixa da Banheira preocupam responsáveis 

O Estudo de Impacte Ambiental do futuro aeroporto do Montijo, que entrou ontem em consulta pública, aponta diversas ameaças para a avifauna e efeitos negativos sobre a saúde da população por causa do ruído. Do conjunto da documentação disponibilizada no ‘site’ da Agência Portuguesa do Ambiente, consta um aditamento entregue este mês em que se reconhece um impacte "muito significativo" para uma espécie de ave (fuselo), "moderadamente significativo" para nove espécies e "pouco significativo" para 18 outras. Outros dos impactes negativos está associado à perturbação pelo ruído decorrente do atravessamento de aeronaves numa parte do território do Barreiro e da Moita, "que poderá condicionar a expansão urbanística prevista para este território", refere o Estudo de Impacte Ambiental, que prevê que o concelho mais afetado seja o da Moita.
Ruído vai afetar populações do Barreiro e Moita 

Contudo, do ponto de vista do impacto global previsto para a avifauna, os responsáveis pelo documento consideram que "é, em geral, pouco significativo a moderado para a comunidade estudada, e não 'muito significativo', como mencionado no Parecer ao Estudo de Impacte Ambiental".
"De referir ainda que, o impacte global é muito significativo apenas para uma espécie, o que representa apenas cerca de quatro por cento do elenco em causa", acrescentam.
A caracterização efetuada para a fauna permitiu elencar 260 espécies para a área abrangida pelo estudo. Das espécies identificadas, 45 aves apresentam estatuto de proteção.
O estudo diz que os impactes mais importantes na fase de exploração são para as aves e decorrem da circulação de aeronaves sobre o Estuário do Tejo, em especial para norte, e "que irá causar uma elevada perturbação ao nível do ruído nos habitats de alimentação e refúgio para este grupo".
"Estes impactes são mesmo considerados como os mais significativos do projeto", referem os autores do documento, que dizem, no entanto, que uma vez que está em causa a afetação de habitats de refúgio/alimentação de várias espécies importantes, "é proposto um conjunto de medidas de compensação/mitigação que visa a beneficiação de habitats" e que permite "reduzir a significância do impacte identificado".
Já os impactes sobre a mortalidade de aves por colisão com aeronaves (bird strike), concluem que "para o elenco estudado, nenhuma das espécies terá as suas populações afetadas de forma importante pela mortalidade imposta por bird strike".

Moita, o concelho que mais irá sofrer com o ruído 
Outros dos impactes negativos esperado para a fase de exploração do futuro aeroporto do Montijo está associado à perturbação pelo ruído decorrente do atravessamento de aeronaves numa parte do território do Barreiro e da Moita, "que poderá condicionar a expansão urbanística prevista para este território", refere o Estudo de Impacte Ambiental, que prevê que o concelho mais afetado seja o da Moita.
Contudo, prevê igualmente que, "com a aplicação de medidas ambientais adequadas e indicadas para o Ambiente Sonoro, o impacte possa ser, de certa forma, minimizado".
Sublinham que, atualmente, a população desta zona "está maioritariamente exposta ao ruído do tráfego rodoviário e, em menor escala, do tráfego da linha ferroviária do Sado, de movimentação de pessoas em zona de lazer e outras, do tráfego fluvial, de atividades agrícolas e industriais, e das operações aéreas militares da BA6 (Base Aérea n,º6).
"Estimam-se que, dados os níveis sonoros atuais a que a população se encontra exposta, já ocorrem efeitos negativos na saúde", refere o documento, explicando que, dos cerca de 94 mil adultos residentes na área de estudo, se estima que "cerca de 11 a 12 por cento possam sofrer de elevada incomodidade, 17 por cento de incomodidade e cerca de três por cento de elevadas perturbações do sono".
"A incomodidade é entendida como um conjunto de reações negativas como irritação, insatisfação, raiva, ansiedade, agitação ou distração, que ocorre quando o ruído perturba as atividades diárias de um dado indivíduo (...)" e as perturbações do sono abrangem o "adormecer, despertar, duração reduzida do sono, alterações das fases e profundidade do sono, e aumento do número de movimentos corporais durante o sono", explicam também.
Preveem que na fase da construção haja impactes negativos na população da zona envolvente tanto sob o ponto de vista da "elevada incomodidade" como elevadas perturbações do sono.
Já na fase de exploração, por causa do aumento dos níveis sonoros nas aterragens e descolagens, preveem "um aumento da população afetada no que diz respeito ao parâmetro Elevadas Perturbações do Sono, em que se prevê a potencial afetação de 6.555 (2022) a 7.744 (2042) adultos, e ao parâmetro Elevada Incomodidade", com "uma potencial afetação de 12.455 (2062) a 13.723 (2022) adultos".
"Os impactes que decorrem desta afetação resultam em pouco significativos a significativos, sendo os concelhos mais afetados a Moita e o Barreiro", esclarecem.
Ainda na Fase de Exploração, devido à acessibilidade de passageiros ao Aeroporto por via rodoviária e à presença e funcionamento dos novos Acessos, "estima-se que exista um aumento da população afetada no que diz respeito ao parâmetro Elevadas Perturbações do Sono, entre 1.200 (em 2022) a 1.400 (em 2042) adultos, que se traduz num impacte negativo pouco significativo a muito significativo", refere o documento.
O estudo diz ainda que, no que diz respeito ao parâmetro 'Elevada Incomodidade', se prevê "a potencial afetação de cerca de 3.300 (2022) e de 4.200 (2042) adultos, que se traduz num impacte negativo pouco significativo a significativo nos concelhos do Montijo e Alcochete".
Apesar destes impactes negativos sob a saúde da população, o documento diz que "as medidas ambientais propostas para o Ambiente Sonoro servirão também para minimizar os impactes identificados na Saúde Humana devido aos efeitos do ruído".

Zero diz que Estudo Ambiental  levanta incertezas
Quem tem contestado a realização do estudo ambiental é a associação ambientalista Zero, que em Março interpôs uma ação judicial contra a APA para que seja efetuada uma Avaliação Ambiental Estratégica ao novo aeroporto do Montijo, um instrumento mais detalhado, que seria, no entender desta associação, a forma mais eficaz de avaliar verdadeiramente quais os efeitos deste nas questões do ordenamento do território, do ruído e da interferência com as espécies animais.
Em declarações à agência Lusa, a vice-presidente da Zero – Associação Sistema Terrestre Sustentável, Carla Graça, ressalvou que ainda não conseguiu “analisar o estudo em profundidade”, mas do que leu ficou com “muitas dúvidas e incertezas”.
“Temos de saber quais são as medidas de compensação, como vão ser feitas e se serão suficientes. Perante o que está no estudo parece-nos evidente que não”, afirmou, alertando para o historial em Portugal de “ineficácia na fiscalização do cumprimento das medidas de compensação de impactos negativos”.
A ambientalista sublinhou que o relatório do Estudo de Impacte Ambiental “vem confirmar a intenção de expansão do Aeroporto de Lisboa” e que isso reforça a ideia da necessidade de ser realizada uma Avaliação Ambiental Estratégica.
“O relatório indica que o aeroporto do Montijo faz parte da expansão do aeroporto de Lisboa. Isto corrobora aquilo que são as nossas reivindicações, desde o início, que é a necessidade de avaliar em conjunto o funcionamento de um novo aeroporto com o funcionamento do aeroporto de Lisboa, que avaliaria o impacto de uma forma mais alargada do funcionamento das duas infraestruturas em conjunto”, aponta.
Pretendem igualmente que esta avaliação ambiental estratégica evidencie todas as alternativas, incluindo a não construção de um novo aeroporto.

Agência de Notícias com Lusa
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Morte de professora do Montijo com condenados

Diana Fialho e Iuri Mata, casal acusado de matar mãe adotiva, condenados a 24 e 23 anos de prisão

Foi esta segunda-feira conhecida a sentença do coletivo de juízes do tribunal de Almada, que deram como provado o homicídio de Amélia Fialho, no Montijo, em Setembro de 2018. Diana Fialho, filha adotiva da falecida, e Iuri Mata, foram condenados, respetivamente, a 24 e 23 anos de prisão, pelos crimes de homicídio qualificado e profanação de cadáver. Na leitura do acórdão,  o presidente do coletivo de juízes, Nuno Salpico considerou que não houve "qualquer dúvida” na decisão e que a “prova é exuberante”. A defesa do casal acusado de matar a mãe adotiva da arguida pugnou pela absolvição dos seus constituintes por considerar que não ficou provada a participação no crime e vai recorrer da sentença. 
Arguidos ouviram sentença esta segunda-feira 

Neste sentido, condenou Diana Fialho a 24 anos de prisão por homicídio qualificado e profanação de cadáver, uma pena acrescida em relação ao arguido devido à “frieza” e “desrespeito” mostrado pela mãe adotiva.
No entanto, como ficou provado que o crime foi cometido em coautoria, também aplicou uma pena de 23 anos de prisão a Iúri Mata.
Segundo o despacho de acusação do Ministério Público (MP), os arguidos “gizaram um plano para matar Amélia Fialho, de 59 anos, e, ao jantar, colocaram fármacos na bebida da vítima que a puseram a dormir”, tendo depois desferido “vários golpes utilizando um martelo”, que causaram a morte da professora.
Após o homicídio, relata a acusação, os arguidos embrulharam o corpo e colocaram-no na bagageira de um carro, deslocando-se até um terreno agrícola, em Pegões, no Montijo, onde, com recurso a gasolina, “atearam fogo ao cadáver”.
Na visão do coletivo de juízes, a vida da vítima foi “retirada violentamente pelos arguidos”, o que foi verificado através dos vestígios de sangue que chegavam ao teto na casa onde viviam, no carro, nas roupas dos arguidos com ADN da vítima ou nas imagens de videovigilância onde mostra Diana Fialho e Iúri Mata a adquiriram um isqueiro e combustível num garrafão.

A prova testemunhal também ajudou a apurar os factos, mostrando que existia “mau relacionamento” entre os arguidos e Amélia Fialho, pelas exigências de dinheiro e intenção de “assumir o património”, além do depoimento da inspetora da Polícia Judiciária, Fátima Mira, que deu conta de que foi Iúri que fez toda a reconstituição do crime.
Na semana passada, Nuno Salpico tinha dado um prazo às defesas para se pronunciarem sobre o relatório pericial do equipamento informático que os arguidos tinham em casa e hoje decidiu que “não podia ficar indiferente” ao mesmo, por mostrar como o homicídio “era um projeto que já existia”.
Neste documento constam pesquisas como, por exemplo, “como rastrear telemóvel mesmo com GPS desligado”.
O relatório apenas foi incluído no processo um dia antes das alegações finais, em 18 de Julho, pelo que, para a defesa, o documento é “ilegal”.
"Creio que há fundamentação legal de que temos ilegalidade crassa, séria e gravíssima”, afirmou a advogada de Iúri Mata, Alexandra Marques Coelho, em declarações aos jornalistas.
As representantes dos arguidos afirmaram que vão interpor recurso, até porque esta foi uma decisão que “já estava determinada”, segundo a advogada de Diana Fialho, Tânia Reis.
No dia 12 deste mês, nas alegações finais do julgamento, o procurador do MP, Jorge Moreira da Silva, tinha defendido que os arguidos fossem condenados, em coautoria, pelos crimes de homicídio qualificado e profanação de cadáver. O procurador pediu, assim, a pena máxima de 25 anos de prisão pelo crime cometido de forma “escabrosa e maquiavélica, com requintes de barbárie”.
Para Jorge Moreira da Silva, estes factos ficaram provados através da reconstituição do crime efetuada por Iúri Mata à Polícia Judiciária (PJ), do sangue encontrado na viatura e na residência dos arguidos, que “chegava a atingir o teto”, e das imagens nas bombas de gasolina, onde entraram separadamente para comprar combustível e um isqueiro (utilizados para carbonizar o corpo), o que mostra “o calculismo com que ambos funcionaram”.
Já a defesa do casal acusado de matar a mãe adotiva da arguida pugnou pela absolvição dos seus constituintes por considerar que não ficou provada a participação no crime, ocorrido em Setembro de 2018, no Montijo.
O julgamento iniciou-se em 4 de Junho e ambos os arguidos remeteram-se ao silêncio, enquanto uma inspetora da Polícia Judiciária (PJ), Fátima Mira, afirmou que foi o arguido que ajudou a “fazer o reconhecimento do crime”, por se encontrar “arrependido na altura”.
Foi em 7 de Setembro de 2018 que a filha adotiva e o genro da vítima foram detidos e presentes a tribunal, o qual decretou a medida de coação de prisão preventiva. A arguida está no Estabelecimento Prisional de Tires, enquanto o homem no do Montijo.
A vítima, de 59 anos e professora de Físico-Química na Escola Secundária Jorge Peixinho, no Montijo, foi encontrada morta em 5 de Setembro de 2018, em Pegões, no concelho do Montijo.

Agência de Notícias com Lusa 
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Associação de coletividades em festa em Setúbal

Valorização e o fortalecimento do movimento associativo do concelho

A Associação das Coletividades do Concelho de Setúbal assinalou, no dia 26, o terceiro aniversário em sessão comemorativa realizada na Feira de Sant’Iago que incluiu um fórum, a apresentação de um guia e a atribuição de distinções e galardões. Na cerimónia, realizada no Espaço dos Sentidos da Feira de Sant’Iago, a Associação das Coletividades do Concelho de Setúbal distinguiu o trabalho de três dezenas de individualidades e entidades, entre as quais o da Câmara de Setúbal, que recebeu a distinção de “Parceiro do Ano”. 
Associação completou três anos 

A presidente da autarquia, Maria das Dores Meira, que recebeu a distinção atribuída ao município, valorizou o trabalho dinamizado regularmente pelo movimento associativo e pelas coletividades no desenvolvimento cultural, desportivo e recreativo do concelho.
“Associativismo na Informação Autárquica”, “Comunicação Social” e “Reconhecimento a Título Póstumo” foram outras distinções entregues na cerimónia na qual participou o vice-presidente da Câmara de Setúbal, Manuel Pisco, a par de presidentes e representantes de juntas de freguesia do concelho.
Participaram igualmente no evento comemorativo da Associação das Coletividades do Concelho de Setúbal, com meia centena de filiados, os presidentes da Confederação Portuguesa das Coletividades de Cultura, Recreio e Desporto, Augusto Flor, e da Federação das Coletividades do Distrito de Setúbal, Diamantino Estanislau.
A Associação das Coletividades do Concelho de Setúbal, fundada a 25 de Julho de 2016, atribuiu ainda um conjunto de galardões nos domínios de “Instrução e Arte”, “Reconhecimento e Homenagem”, “Valor e Mérito”, “Valor e Exemplo”, “Mérito Associativo” e “Reconhecimento Associativo”.
O programa comemorativo do terceiro aniversário da Associação das Coletividades do Concelho de Setúbal incluiu um fórum subordinado ao tema “Salvaguarda dos Arquivos Associativos” e a apresentação do Guia de Boas Práticas para os Arquivos das Associações de Cultura, Recreio e Desporto.
A valorização e o fortalecimento do movimento associativo do concelho é o principal objetivo desta associação promotora da cooperação associativa, da rentabilização de meios e recursos e da formação de dirigentes e que, em simultâneo, fomenta o estabelecimento de parcerias em prol do associativismo.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 
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Fertagus aumenta comboios em Pinhal Novo e Setúbal

Empresa vai reforçar oferta para Lisboa em 10 por cento a partir de Outubro

A partir de Outubro, haverá mais ligações diárias da Fertagus entre Lisboa e Setúbal. A notícia avançada este domingo,  pelo “Dinheiro Vivo” diz que a empresa de transportes vai reforçar a oferta em 10 por cento. Segundo a publicação, “a gestora dos comboios da ponte 25 de Abril terá capacidade para receber mais passageiros através [também] do aumento dos comboios com oito carruagens”. Em declarações ao jornal online, Cristina Dourado, administradora da Fertagus, garantiu: “Vamos fazer mais 16 comboios duplos por dia e mais sete ou oito ligações diretas a Setúbal, com paragem também em Pinhal Novo. Começaremos a fazer os comboios duplos mais cedo, a partir de Setúbal”. Contudo, ainda não foram divulgados os novos horários. A entrada em vigor do passe único, em Abril desde ano, levou a um aumento de 20 por cento dos passageiros. Um novo desafio está a chegar. A 1 de Agosto entra em vigor o Navegante Metropolitano Familiar, com bilhetes a 80 euros para as famílias com três ou mais elementos. 
Mais comboios na hora de ponta para Setúbal 


Os utentes da Fertagus poderão contar com mais oferta a partir de Outubro. A gestora dos comboios da ponte 25 de Abril terá capacidade para receber mais passageiros através do aumento dos comboios com oito carruagens – os chamados comboios duplos – e através do aumento das ligações entre Lisboa e Setúbal. Até ao final do ano, todos os comboios da Fertagus também deverão acomodar mais utentes de pé.
Primeiro, chegarão os comboios com oito carruagens. “Vamos fazer mais 16 comboios duplos por dia e mais sete ou oito ligações diretas a Setúbal. O aumento das ligações entre as duas cidades será feito com o prolongamento de viagens, sobretudo à tarde. Há viagens que começavam ou terminavam em Coina e que vão passar a ter início ou fim na cidade sadina, com paragens ainda em Penalva, Pinhal Novo, Venda do Alcaide e Palmela.  
A Fertagus já tem canal horário disponível para concretizar estas alterações junto da IP, a gestora ferroviária nacional. A Fertagus apenas não tem a data definida para a entrada destes horários “porque obriga a maior disponibilidade de meios humanos. Estamos a fazer contratação interna e a dar possibilidade de os nossos funcionários serem maquinistas. Isto também implica, ao mesmo tempo, alterações na rotação de material e nas escalas de serviço”, diz a administradora da empresa ao Dinheiro Vivo.  
Cristina Dourado, no entanto, deixa uma garantia: “É certo que até Outubro vamos lançar estes horários. Se conseguirmos começar antes, em Setembro, tanto melhor”. 

Menos lugares sentados... e mais em pé...   
Mesmo no final do ano, os 18 comboios do parque de material da Fertagus passarão a ter mais lugares de pé – e menos lugares sentados. Isso irá acontecer se o Instituto da Mobilidade e dos Transportes validar o comboio que a transportadora está a testar desde Maio e que conta com menos 112 lugares sentados e mais 160 lugares de pé; em termos líquidos, são mais 48 lugares por comboio. 
“O comboio vai estar em testes até o Instituto da Mobilidade e dos Transportes dizer que é uma solução possível. Estamos a avaliar as deformações que o comboio possa ter e se não há qualquer problema para a estrutura”, explica a gestora ferroviária. Até agora, “as reações têm sido positivas”. 
A decisão final do Instituto da Mobilidade e dos Transportes será tomada em Setembro, acredita Cristina Dourado. Com o parecer favorável do instituto e sem necessidade de alterações, a Fertagus assegura: “Temos capacidade para modificar todos os comboios em dois meses”. Ou seja, toda a frota ficará renovada até ao final de Novembro. 

Passe Família já pode ser pedido
O aumento da oferta nos comboios da Fertagus é essencial para a transportadora responder ao aumento de procura de 20 por cento desde a entrada do passe único. A empresa integrou o sistema que permite pagar 40 euros por mês para viajar nos operadores de transportes dos 18 concelhos da Área Metropolitana de Lisboa. 
Novo desafio poderá estar a caminho, a partir de quinta-feira, 1 de Agosto. Arranca nesse dia o passe Navegante Metropolitano Familiar, com bilhetes a 80 euros para as famílias com três ou mais elementos. A Fertagus sabe que há “bastante procura” por este novo passe. 
Desconhece, contudo, se “serão ou não as mesmas pessoas a andar nos comboios e que vão passar a pagar menos”, diz Cristina Dourado. 
As famílias que residam num dos 18 concelhos da área metropolitana de Lisboa já podem pedir o novo passe social Navegante Família, que limita a dois o número de passes que passam a ser pagos por uma determinada família, independentemente do número de elementos do agregado familiar.
O pedido deve ser feito por um responsável da família num dos postos de atendimento designados para o efeito. Deve preencher o requerimento e entregar documentação do próprio e dos restantes elementos do agregado, que pode variar. Para validação das pessoas abrangidas pelo desconto, os elementos da família devem ter a mesma morada fiscal, num dos concelhos da área metropolitana.
Certo é que todos os membros da família poderão usufruir do desconto, desde os pais aos sogros do requerente, passando pelos avós e, claro, pelos filhos. No caso do passe Navegante Municipal, cujo passe custa normalmente 30 euros, uma família poderá ter três ou mais passes, pagando apenas 60 euros. No caso do Navegante Metropolitano, que suporta todos os transportes de Lisboa e arredores, uma família pagará, no máximo, 80 euros.
De acordo com a AML, o pedido poderá levar dez dias até ser aprovado. Os novos passes Navegante Família poderão ser adquiridos “entre o dia 26 do mês anterior e o dia 25 do mês de utilização”. Após o pagamento pelo requerente, os restantes cartões Lisboa Viva poderão ser carregados, “todos no mesmo momento ou em momentos e locais distintos”.

Agência de Notícias
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Palmela candidata a Cidade Criativa da Música

Candidatura da autarquia à Rede das Cidades Criativas aceite

A Câmara de Palmela,  anunciou que a candidatura que o município fez à Rede das Cidades Criativas da Unesco, na área da música, foi aceite. "Ultrapassada a primeira fase, junto da Comissão Nacional da Unesco, e a pré-triagem técnica, a candidatura de Palmela concluiu, com êxito, o seu processo de inscrição. Em conformidade com o processo de admissão, a candidatura será submetida a avaliação, com apresentação dos resultados em Novembro", explica a autarquia, em comunicado. A iniciativa, promovida pela autarquia, reuniu vários agentes culturais e artísticos do concelho, em torno de um processo que se quer participado e de partilha. "Esta não será uma candidatura a uma mera certificação. Mais do que isso, queremos que seja um compromisso", sublinhou Álvaro Amaro, presidente da Câmara de Palmela, na apresentação da candidatura. 
Palmela pode ser cidade criativa da música 

A nota refere que o objetivo desta candidatura é "projetar o potencial criativo de Palmela", e "trabalhar a música como um dos elementos estratégicos para o desenvolvimento sustentável do território".
A Rede das Cidades Criativas da Unesco foi criada em 2004, para promover a cooperação entre as cidades que identificavam a criatividade como um fator estratégico de desenvolvimento sustentável, e integra, atualmente, 180 cidades de 72 países. Em Portugal, são cinco as cidades que fazem parte da rede: Amarante, Braga, Barcelos, Idanha-a-Nova e Óbidos.
A candidatura de Palmela a Cidade Criativa da Unesco,  abre a perspetiva de "criar um plano de desenvolvimento da música a longo prazo", explica a autarquia de Palmela.
"Fruto de uma colaboração estabelecida entre a Câmara de Palmela, associações e agentes culturais locais, a candidatura à Rede das Cidades Criativas é o culminar de um trabalho de investigação que envolveu pesquisas documentais, registos fonográficos e a recolha de mais de uma centena de testemunhos", sublinha a autarquia.
A candidatura tem como objetivos "sublinhar a música como fator de promoção e desenvolvimento local; promover a investigação nas várias áreas musicais; cartografar a música no território; inventariar repertórios e documentos", explica a autarquia. 
A aposta "nas infraestruturas" e "criar acessibilidades", ou "identificar e promover relações entre géneros musicais e entre a música e outras manifestações culturais", são ouros dos objetivos do projeto.
"Incentivar a interação entre o ensino formal e não formal e projetos musicais; potenciar a educação musical e o gosto pela música, bem como uma programação musical regular e ativar Palmela como destino de experiências em torno da música", também fazem parte do plano original arquitetado pela Câmara de Palmela.
Para além do município e dos agentes culturais e artísticos, outros parceiros vão colaborar na prossecução destes objetivos, nomeadamente, a Universidade de Aveiro, a Universidade Nova de Lisboa, a Associação da Música Portuguesa a Gostar dela Própria, entre outras instituições e particulares.

"Queremos que a candidatura seja um compromisso"

"Esta não será uma candidatura a uma mera certificação. Mais do que isso, queremos que seja um compromisso", sublinhou o presidente do município, Álvaro Amaro, para quem este projeto representa, sobretudo, a "assunção de uma estratégia partilhada com os agentes culturais e artísticos na promoção da música", com a intenção de "dar maior projeção ao património de Palmela, pelo caminho da música".
Álvaro Amaro lembrou que "esta não é uma candidatura a um qualquer financiamento", mas acredita que "o património de reconhecimento que gerará tem um valor inestimável".
A Câmara de Palmela refere ainda que já recebeu dezenas de declarações de apoio de associações, instituições nacionais e internacionais, autarquias músicos e formações musicais.
O município criou um `site` na internet em que os interessados poderão encontrar toda a informação relacionada com este processo de candidatura.
No concelho de Palmela situa-se o único museu da Música Mecânica do país. Fica em Arraiados, na zona rural da freguesia de Pinhal Novo.

Agência de Notícias
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Ambientalistas pedem proteção do Sado e Arrábida

Associações e turismo apelam ao Governo para parar dragagens

Um grupo de associações ambientalistas do distrito de Setúbal apelou este sábado ao Governo para que faça todos esforços para preservar a costa da Arrábida e o Estuário do Sado, desistindo das dragagens previstas para o alargamento do porto. Num comunicado conjunto, o Clube da Arrábida, o Oceans Alive, a Associação Zero, o Pestana Troia, o Eco Resort e o SOS Sado defendem a necessidade de se dar prioridade à salvaguarda de duas zonas protegidas, num momento em que se “enfrenta novamente um perigo avassalador, as dragagens do Sado. Não podemos deixar desaparecer as zonas que suportam a nossa sobrevivência e que são cruciais para a conservação da natureza em Portugal e na Europa”, refere a nota. Este comunicado surge na véspera de se assinalarem 43 anos da constituição do Parque Natural da Arrábida.
Dragagens volta a unir ambientalistas e empresas 

Ambientalistas de Setúbal pediram ao Governo para que tente preservar a costa da Arrábida e o Estuário do Sado. Em causa está o projeto de melhoria das acessibilidades marítimas ao porto de Setúbal.
“A costa da Arrábida e o estuário do Sado são duas zonas protegidas que têm um papel chave na manutenção da biodiversidade marinha através dos seus serviços de maternidade e zona de alimentação”, apontam, exemplificando com as pradarias marinhas, com os recifes rochosos e com as florestas de algas. “São habitats que suportam espécies emblemáticas, como o boto, o cavalo marinho, as baleia anã, raias, tubarões e golfinhos”, enumeram.
Nesse sentido, os signatários do comunicado pedem que o Governo aprove o alargamento do Sítio de Interesse Comunitário (SIC) ao Estuário do Sado e crie o SIC Costa de Setúbal, integrando ambos na rede ecológica europeia. As associações pedem, igualmente, ao Governo que desista de realizar as dragagens previstas para o alargamento do porto de Setúbal. “As extensas dragagens previstas terão o potencial impacto de aumentar drasticamente a erosão costeira, de fazer desaparecer as pradarias marinhas que ainda subsistem no estuário do Sado e de contaminar a cadeia alimentar”, alertam os subscritores da proposta.
Em causa está o projeto de melhoria das acessibilidades marítimas ao porto de Setúbal, que a Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra pretende levar a cabo, e que prevê a retirada de 6,5 milhões de metros cúbicos de areia do estuário do Sado, para alargamento e aprofundamento do canal de navegação.

Agência de Notícias com Lusa
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Sesimbra candidata-se a Estação Náutica

Um passo importante para garantir a qualidade do produto turístico no concelho 

A Câmara de Sesimbra apresentou uma candidatura ao Fórum Oceano - Associação de Economia do Mar, com o objetivo de "obter a certificação do concelho como Estação Náutica de Portugal", disse a autarquia à ADN-Agência de Notícias. A candidatura é encabeçada pelo município, e assenta "numa rede protocolada que envolve 22 parceiros, entre eles operadores marítimo-turísticos, alojamento, associações e escolas", explica o mesmo comunicado. 
Decisão é conhecida em Novembro 

A obtenção deste reconhecimento é "importante para garantir a qualidade do produto turístico e dos serviços prestados, acrescentar valor, criar experiências diversificadas ao visitante, e fortalecer a imagem do território de Sesimbra", sublinha a Câmara Municipal.
Este processo dá continuidade à aposta da autarquia na promoção das atividades, direta ou indiretamente associadas ao mar, "uma das principais fontes de riqueza e desenvolvimento do concelho, e é assumido no quadro da estratégia de promoção turística do concelho e no combate à sazonalidade, importante para o tecido económico", conta a autarquia liderada por Francisco Jesus.
Integradas no projeto Portugal Náutico, desenvolvido pela Associação Empresarial de Portugal, em cooperação com a Fórum Oceano e um vasto conjunto de entidades, as Estações Náuticas são redes de oferta turística náutica de qualidade, organizadas a partir da valorização integrada dos recursos dos territórios, que inclui alojamento, restauração, atividades náuticas e serviços relevantes para a atração turística. O objetivo é dinamizar a fileira do turismo náutico em Portugal.
Neste momento existem 16 Estações Náuticas e cinco em fase de análise, entre elas, a de Sesimbra. A decisão será anunciada em Novembro, na Alfândega do Porto. A certificação como Estação Náutica é válida por cinco anos, findos os quais é feita uma nova avaliação.

Agência de Notícias com Câmara de Sesimbra
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Ritmos brasileiros aquecem noites da vila de Sesimbra

O maior festival de samba da Europa já começou 

Para todos aqueles que pensam que o Carnaval é vivido apenas em Fevereiro, [ou Março, de acordo com o calendário], mas Sesimbra prova que no verão português também se samba nas ruas da vila. Nos meses de verão, as escolas de samba e grupos de axé saem à rua para animar as noites da vila de Sesimbra. Considerado um dos momentos mais alegres e coloridos desta época do ano, o Carnaval de Verão realiza-se no dia 27 de Julho, sábado, a partir das 22 horas, e percorre a Avenida dos Náufragos até ao Largo da Marinha. O evento atrai todos os anos centenas de visitantes e torna mais animada a estadia dos veraneantes que escolhem Sesimbra para passar férias. A partir desta quinta-feira realiza-se também o festival MegaSamba, o maior evento de samba da Europa, que trás a Sesimbra centenas de escolas de samba. O evento termina no domingo com a apresentação da mega bateria.

Sesimbra desfila ao ritmo do Carnaval em Julho 

Porque a animação não morre no verão, as escolas de samba e os grupos de axé animam as noites de Sesimbra com um desfile do Carnaval de Verão que é realizado no dia 27 de Julho depois das 10 da noite, e é uma excelente oportunidade para matar saudades de uma das épocas do ano vividas mais intensamente pela comunidade sesimbrense. 
Para ver de perto cada participante, o público reúne-se ao longo da Avenida dos Náufragos e no Largo da Marinha, transformando aquela zona da marginal numa enorme moldura humana. Depois de terminado o desfile, junto à Fortaleza de Santiago, e tal como é habitual, a animação continua até de madrugada.
Nos dias 25, 26, 27 e 28 de Julho são as baterias que dão espetáculo MegaSamba - Encontro europeu de baterias promovido pela Escola de Samba Bota no Rego com o apoio da Câmara de Sesimbra.
A sesimbrense Ana Alves, passista revelação do Carnaval do Rio de Janeiro, o brasileiro George Louzada, diretor, coordenador e coreógrafo da ala de passistas mais premiada do Carnaval brasileiro dos últimos anos, Claudinho e Selminha Sorriso, o maior casal da história da escola de samba Marquês de Sapucaí, e Tércio Borges, cavaquinista de renome, cantautor e fundador do Clube do Choro de Lisboa, são alguns dos convidados da edição deste ano do MegaSamba.
O programa termina no domingo à tarde com o momento mais esperado da semana, a apresentação da MegaBateria, que conta com a participação de dezenas de músicos e sambistas.
Nos últimos anos, o MegaSamba, organizado pelo Bota, a escola de samba mais antiga do país, tem conquistado um lugar de destaque na programação de verão do concelho. Ao longo de quatro dias, os ritmos brasileiros invadem a vila de Sesimbra, atraindo centenas de pessoas para as várias atuações e workshops.
Localizada a apenas 40 km de Lisboa, a vila piscatória é um dos principais destinos turísticos de Portugal e é reconhecida pelo seu rico património histórico, gastronomia - onde se destaca a qualidade única do seu peixe, suas praias de águas calmas e uma simbiose perfeita entre o mar e o Parque Natural da Arrábida.
A somar a tudo isto, Sesimbra é também hoje conhecida pela sua tradição no samba."Com um historial de mais de 40 anos e um acervo de cerca de 200 composições que ao longo dos tempos musicaram os diferentes enredos de diversos carnavais, Sesimbra é hoje um caldeirão rítmico marcado pelo samba carioca das escolas e os ritmos baianos expressados pelos seus blocos de axé", diz a organização do festival.
Para abrir as portas ao mundo, o GRES Bota no Rego "tem promovido ao longo da sua já longa história (desde 1976) diversas iniciativas de exaltação ao samba, promovendo a comunhão entre povos de diferentes culturas, onde o seu festival é a expressão máxima", conta a escola de samba.
Consulte aqui o programa completo do MegaSamba deste ano.

A história do festival 
Convidados cariocas já chegaram 
Neste momento o MegaSamba é já considerado "um dos maiores e mais importantes eventos culturais da Europa e uma referência do género", explica GRES Bota do Rego.
O MegaSamba surgiu da ideia de um elemento da escola de samba que, após ter emigrado para a Suíça, teve a visão de fazer um evento que unisse percussionistas de toda a Europa para se apresentarem em Sesimbra sob a forma de uma mega batucada – a Megabateria.
"O processo foi evoluindo para outros patamares e o MegaSamba é hoje um festival que se caracteriza pelo seu ecletismo, tendo como objetivos principais o convívio, a partilha de conhecimentos e a amizade entre diversos povos em torno desta cultura universal que é o Samba. Com o propósito inicial de somente reunir percussionistas de diversos países numa Megabateria, o MegaSamba é hoje muito mais que isso, pois une compositores, cantautores, percussionistas, coreógrafos, passistas, casais de Mestre-sala e Porta-bandeira além de outros representantes de escolas de samba de diversas partes do globo", revela a Bota do Rego.
Tendo como “palco” a beleza da baía de Sesimbra, o festival oferece um programa rico, variado e muito dinâmico. Durante o evento são ministrados vários workshops, palestras de percussão, samba no pé, composição, harmonia, dança de salão (gafieira), entre outros. O festival tem contado sempre com uma equipa de monitores com vasta experiência, pedagogicamente preparados para diferentes níveis de aprendizagem, o que faz com que o evento proporcione uma harmoniosa aquisição de conhecimentos.
Existem ainda diversos shows no decorrer dos quatro dias do evento, ensaios da Megabateria e no último dia do evento uma atuação conjunta da Megabateria com todos os participantes sambistas e passistas.

Agência de Notícias
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Substância encontrada em Coina “não é explosiva”

Populares chegaram a alertar para uma alegada explosão, mas GNR garante que não 

A GNR garantiu esta quinta-feira que a substância suspeita encontrada em dois caixotes do lixo em Coina, no concelho do Barreiro, “não é explosiva”, apesar do alerta de populares para uma alegada explosão. “Não conseguimos saber ainda que material é, mas sabemos que não é explosivo, isso está garantido”, revelou o comandante da GNR de Almada, Luís Maciel, acrescentando que o material será agora enviado para análise. 
GNR interditou a área desde manhã 

Segundo esta força de segurança, foram populares que deram o alerta para uma “alegada explosão num caixote do lixo”, na Rua Cidade de Setúbal, em Coina, tendo sido enviada uma equipa para realizar uma “avaliação técnica”. Os militares acabaram por detetar um segundo contentor na mesma rua, a cerca de 600 metros, com “material idêntico”.
O porta-voz da GNR, Hélder Barros, tinha avançado à Lusa que o primeiro caixote do lixo encontrado continha alegadamente explosivos civis, utilizados em pedreiras, contudo, ao longo da tarde os profissionais foram realizando testes que despistaram esta hipótese.
“O que os populares comunicaram foi uma explosão, mas nós não conseguimos provar isso”, explicou Luís Maciel, adiantando também que “não há vestígios de queimado”.
Por não se tratar de material explosivo, será a GNR a continuar a investigação para apurar a origem da substância, o que ainda é desconhecido, segundo o militar.
A rua onde foi encontrado o material suspeito esteve encerrada entre as 11 e as 18h30, hora em que ainda se encontrava uma patrulha junto de cada contentor porque o Grupo de Intervenção de Proteção e Socorro (GIPS) estava a terminar a recolha da substância.
O comandante da GNR do Montijo, Ricardo Samouqueiro, esteve no local e adiantou à Lusa que “não há nem houve qualquer risco para as populações”, dado que foi logo isolada toda a área envolvente.

Agência de Notícias com Lusa
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Lavradio arranca hoje para quatro dias de festa

O regresso das festas em honra de Santa Margarida

A partir desta quinta-feira, - e até domingo, dia 28 -, vão decorrer as Festas Populares do Lavradio, em Honra de Santa Margarida. Durante quatro dias, os munícipes vão poder visitar a Feira das Tasquinhas e Artesanato, assistir a diversos concertos no palco principal, participar na procissão ou no programa cultural e desportivo. Da programação destaca-se também o encontro de Ranchos Folclóricos, as noites Popular FM, [esta quinta e sexta-feira] com a actuação de vários artistas, a subida ao palco, para encerrar as festividades, no domingo, de Romana. A inauguração da estátua do Salineiro, no Mercado do Lavradio e a procissão em honra de Santa Margarida, no domingo à tarde, são outros dos destaques da festas desta localidade do concelho do Barreiro. 
Festas do Lavradio honram Santa Margarida 

Nos dias 25, 26, 27 e 28 de Julho vão decorrer as Festas do Lavradio, em Honra de Santa Margarida. As festas "voltaram" no ano passado recuperando assim uma tradição de outrora, sendo “exigida” há muito pelos Lavradienses que ali podem reencontrar amigos, recordar histórias antigas, renovar a sua fé ou reforçar laços de amizade, diz a União das Freguesia de Barreiro e Lavradio.
"Lavradio, zona fértil, de história rica, feita de homens e mulheres que, através da extração do sal, foram construindo família e património, é hoje uma vila com passado, aparentemente adormecida, de enorme potencial, que importa revitalizar", diz Gabriela Guerreiro, presidente da União das Freguesia de Barreiro e Lavradio.
Depois de anos sem festa, 2018 marcou o regresso das festividades que superaram todas as expectativas. Importa, por isso, diz a autarca, "devolver a com dignidade a quem pertencem: à população do Lavradio, que tanto anseia por este momento para reencontrar amigos, recordar histórias antigas, renovar a sua fé e reforçar laços de amizade". 
A Comissão de Festas, a qual a União das Freguesia de Barreiro e Lavradio preside, organizou as festividades onde, durante quatro dias, poderão visitar a Feira das Tasquinhas e Artesanato, assistir a diversos concertos no palco principal, dar um pezinho de dança nos bailes populares do “palco da piscina”, assistir ao encontro de Ranchos Folclóricos, participar na Procissão em Honra de Santa Margarida [no domingo] e nas diferentes celebrações religiosas ou apoiar o movimento associativo, assistindo e participando no programa cultural e desportivo.
A Popular FM é a rádio oficial das Festas, fazendo a sua cobertura durante os quatro dias e transmitindo em direto desde o Recinto das Festas, trazendo também uma “mão-cheia” de artistas que vão abrilhantar as noites de quinta e sexta-feira. 
Esta noite, sobem ao palco Fernando Correia Marques, Cristina Ardisson, Pedro Cruz e Luís Rouxinol. Na sexta, a rádio da música portuguesa, aposta em Clemente, Neal, Susana & André e Tiago Neto & Paulo Fragoso. Sempre a partir das 22h30. 
Destaca-se do programa outros artistas como Apolo Sete [que atuam esta noite] ou dos fadistas André Vaz e Rute Soares [na sexta-feira], a noite da juventude , com DJ Mauro, na madrugada de sábado, e Romana que abrilhantará o encerramento das Festas no domingo.
A Abertura Oficial das Festas do Lavradio em Honra de Santa Margarida, vai realizar-se esta quinta-feira, pelas 19 horas, junto à Igreja do Lavradio. As Festas vão decorrer no Largo do Mercado, Largo da Piscina e artérias adjacentes. A fanfarra dos Bombeiros Voluntários do Sul e Sueste acompanha o cortejo institucional, que decorrer após a cerimónia de abertura.
A procissão em honra de Santa Margarida está agendada para o dia 28 de Julho, a partir das 18 horas.

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Rio veta Maria Luís Albuquerque em Setúbal

Direção do PSD afasta antiga ministra das Finanças da Assembleia da República 

A distrital do PSD de Setúbal já tem a certeza de que o presidente do partido não conta com Maria Luís Albuquerque nas listas. A antiga ministra das Finanças ficará fora do Parlamento contra a vontade da distrital liderada por Bruno Vitorino. E este processo está longe do fim, porque a estrutura está, por agora, paralisada e a aguardar o desfecho das listas e a realização de uma reunião da distrital, já adiada por duas vezes, por causa deste impasse. O também deputado queria a ex-governante como número dois e, na equipa de Setúbal, o seu nome era consensual, tendo sido indicado pela concelhia de Almada. A reunião desta semana com a direção de Rio foi lida pelas estrutura como afastamento da ex-governante, ainda que a própria não quisesse ficar em número dois, a solução apontada na distrital, depois da escolha do cabeça-de-lista ter recaído no vereador de Setúbal, Nuno Carvalho. Bruno Vitorino também pode ficar de fora dos lugares legíveis. 
Rio não quer Maria Luís nas eleições por Setúbal 

De acordo com fontes distritais, para o PSD Setúbal Maria Luís Albuquerque teria de ser "pelo menos" número dois, depois de o seu nome ter sido aprovado por quase unanimidade numa reunião da distrital realizada a 26 de Junho, e de o presidente do PSD, Rui Rio, ter anunciado como cabeça de lista por este círculo o vereador Nuno Carvalho.
Por essa razão, as mesmas fontes distritais consideram que a escolha de Negrão para número dois pela direção "é um afastamento" da ex-ministra das Finanças, que não aceitaria ser candidata a deputada por outro círculo.
Contactada pela Lusa, fonte da direção do PSD confirmou a indicação do líder parlamentar do PSD para segundo candidato por Setúbal e que o nome de Maria Luís Albuquerque "não consta" dos restantes nomes propostos pela distrital.
Ora, a tensão aumentou em Setúbal por dois motivos. Primeiro, Bruno Vitorino, diz o jornal i, está a equacionar todos os cenários, incluindo a demissão do cargo; segundo, a distrital ainda não reuniu para receber o feedback das reuniões com a direção. De facto, esteve prevista uma reunião, adiada por duas vezes, na última semana. Mais, de acordo com informações só haverá reunião quando a comissão permanente do PSD clarificar o processo em Setúbal. Para já, está fechado que o número dois será Fernando Negrão.
Em número três está a ser apontado o nome de Lina Lopez, uma indicação dos TSD, a par de Fernanda Velez, do concelho da Moita. E, no quarto lugar, antecipa-se já a hipótese de ser uma figura do concelho do Seixal: Bruno Vasconcelos. Em nenhum destes casos surge o nome de Bruno Vitorino, aprovado pela concelhia do Barreiro e líder da distrital. O que significa que Vitorino pode ficar nas listas em lugar inelegível.
Acresce que há mal-estar interno e uma possível divisão na distrital, como frisaram várias fontes do PSD. 
A Lusa tentou contactar a ex-ministra das Finanças, até agora sem sucesso.

Agência de Notícias com Lusa
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