Dá um Gosto ao ADN

Famílias de Fernão Ferro correm "risco elevado"

Marinha fala em "risco elevado", moradores não querem sair

Há dezenas de famílias a viver ilegalmente numa zona de "risco bastante elevado" na área de servidão militar em Fernão Ferro, no Seixal, junto ao Depósito de Munições Nato, segundo a Marinha e a associação de moradores. O diretor do Depósito de Munições Nato de Lisboa, Antunes Pereira, disse à agência Lusa que o manuseamento frequente de explosivos deixa as pessoas numa situação de "risco bastante elevado". O presidente da associação de moradores da zona que abarca a área de servidão militar aponta "falhas graves na fiscalização" e "vendas enganosas e baratas" como os principais motivos para a construção ilegal. "Acho que realmente tem havido falhas graves na fiscalização. Embora tenha havido algumas demolições pontuais, foi insuficiente", comentou Bernardino Milheiras, defendendo uma fiscalização militar mais eficaz.
Moradores em "risco elevado" em zona do Depósito da Nato 

"Fazemos com frequência o manuseamento desses materiais energéticos, neste caso explosivos, e aí o risco é um pouco maior. A Marinha está preocupada com as pessoas. O objetivo é que, se houver um acidente, não haja baixas desnecessárias por estarem numa situação clandestina", afirmou o diretor do Depósito de Munições Nato de Lisboa, Antunes Pereira.
Sobre o motivo que permitiu a fixação de dezenas de famílias na área de servidão militar, através da construção de várias moradias, o comandante referiu tratar-se de um problema que se "arrastou muito no tempo" e considerou que terá começado com a autorização "para construir pequenas infraestruturas de apoio à agricultura".
"Na altura em que foi estabelecida esta servidão salvaguardou-se a necessidade de ser aproveitado aquele espaço para agricultura. Desde o início houve essa preocupação, o que levou a que fossem autorizadas determinadas infraestruturas. Estamos a falar de uma pequena cerca e de uma pequena arrecadação para a guarda das alfaias agrícolas. Quanto a mim, isso levou a que mais tarde começassem a aparecer ilegalmente os aumentos dessas pequenas arrecadações", esclareceu.
Antunes Pereira afirmou que a fiscalização da zona de servidão militar "foi sempre constante" e que depois da modificação do diploma de servidão militar do Depósito de Munições Nato, aprovada em 2017, a Marinha "está a fazer tudo o necessário para tentar reverter a situação".
"Neste momento no processo que está instituído compete ao diretor do Depósito de Munições Nato a fiscalização. Os autos de notícia das anomalias são reportados, através da Marinha, para a Câmara Municipal respetiva, ou Seixal ou Sesimbra. Se não houver resposta da Câmara Municipal nesses 10 dias, em princípio o processo é remetido para o Ministério da Defesa para decisão do ministro", explicou.

Moradores querem fiscalização militar mais eficaz
O presidente da associação de moradores da zona que abarca a área de servidão militar aponta "falhas graves na fiscalização" e "vendas enganosas e baratas" como os principais motivos para a construção ilegal.
"Acho que realmente tem havido falhas graves na fiscalização. Embora tenha havido algumas demolições pontuais, foi insuficiente. As pessoas continuam a comprar e a construir porque os terrenos estão onerados e são vendidos muito mais baratos. Compram e passadas umas semanas começam a construir muros e paredes, continuam a construir", comentou Bernardino Milheiras, defendendo uma fiscalização militar mais eficaz.
Segundo o presidente da Associação de Proprietários de Pinhal de Freiras e Quinta da Lobateira, a infraestruturação que está a ser feita na zona fora da servidão militar, com a colocação de asfalto e serviços de saneamento básico, contribui para a "promoção imobiliária", apesar de todo o trabalho que é feito para "alertar as pessoas para o risco que correm".
"Ao fazermos a infraestruturação do espaço liberto da servidão militar os promotores imobiliários aproveitam para pôr na sua publicidade que a zona vai ser urbanizada e desta forma, por vezes, as pessoas são enganadas. A associação faz toda a informação possível para alertar as pessoas para que não construam porque estão a colocar em risco as suas próprias vidas", alertou.
Irene Silva vive com mais quatro elementos da família numa casa ilegal que diz ter construída sem saber que estava numa "zona protegida pela NATO", mas desvaloriza o perigo que corre porque gosta de ali morar.
"Não sabia que isto era uma zona protegida pela NATO, foi o meu ex-marido que comprou o terreno. O projeto inicial para esta vivenda foi o meu ex-marido que submeteu à Câmara, eu mais tarde fui ver e estava arquivado. Fiz um anexo, tem três quartos, uma cozinha, uma sala e uma casa de banho. Nunca ninguém me impediu", contou.
Só quando fez uma garagem a Câmara do Seixal passou no local, durante as obras, e "deixou um postal".
"Fui falar com o responsável, perguntou-me pelo projeto da outra casa e eu disse que estava na Câmara Municipal arquivado. Ele disse que ia ver, mas até hoje nunca me disseram nada", explicou.
Contactada pela Lusa sobre a construção de habitações nesta área, o município recusou-se a comentar "por se tratar de competências do Ministério da Defesa".
Em Sesimbra, segundo a Marinha, não há casas em situação ilegal.

Agência de Notícias com Lusa
Foto:  MIGUEL A. LOPES/LUSA
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Cartazes de protesto expostos no Barreiro até Junho

Exposição de cartazes da coleção de Pacheco Pereira já foi inaugurada

Uma exposição de cartazes espontâneos intitulada 'O Que Faz falta é Agitar a Malta', do arquivo de José Pacheco Pereira, foi inaugurada no parque empresarial da Baía do Tejo, no Barreiro, estando patente até ao dia 30 de Junho. "Esta exposição, inédita no nosso país, confirma-se como a primeira iniciativa da parceria estabelecida entre a Baía do Tejo e a Ephemera, que prevê o desenvolvimento regular de uma programação cultural que vai resultar em exposições, conferências e debates que vão marcar, numa perspetiva que ultrapassa a dimensão económica e de gestão de parques empresariais, os territórios Lisbon South Bay", refere a Baía do Tejo em comunicado. Pacheco Pereira, citado no comunicado, revelou que "Não me calo", a mensagem de um pequeno cartaz que integra esta exposição, era para ter sido o título da mostra.
Cartazes mostram diferentes protestos no Barreiro 

"A exposição 'O Que Faz falta é Agitar a Malta' é, precisamente, a tradução de que o protesto, a reivindicação e a expressão individual, na sua mais pura essência, são a base de uma democracia saudável, a qual se oporá sempre a uma lógica de falsos consensos", segundo Pacheco Pereira.
Já para Jacinto Pereira, presidente da Baía do Tejo, a inauguração, no espaço da Ephemera no parque empresarial do Barreiro, é "mais um momento de consolidação do cluster de indústrias criativas nos territórios da Baía do Tejo".
"De acordo com as orientações estratégicas que a empresa tem definido, as transformações que estão a acontecer neste território vão definitivamente permitir às populações usufruir destes espaços, que pretendemos sejam, cada vez mais, marcados por uma dinâmica económica e cultural crescentes", defendeu Jacinto Pereira, também citado no comunicado.
Expostos estão cartazes contra Donald Trump, presidente dos EUA, contra o assédio sexual ou contra o Governo por causa dos incêndios de 2017. Para o fundador do arquivo Ephemera, esse é o principal objetivo: "documentar o protesto, sem olhar à sua natureza política." A exposição despertou o interesse do público, com centenas de famílias a visitarem o espaço no feriado do 25 de Abril, o que revela a importância da parceria firmada entre a Ephemera e a Baía do Tejo. "O protocolo permitiu a cedência de um armazém, que servirá de entreposto em relação à sede do arquivo instalado na Marmeleira, em Rio Maior. "Como contrapartida", esclarece Pacheco Pereira, "estão previstas iniciativas culturais, como conferências, debates e visitas escolares".
Helena Sofia Silva, que divide a curadoria da exposição com Pacheco Pereira, destacou, segundo a nota, "a importância da expressão popular nas sociedades atuais" e confirmou que 'O Que Faz falta é Agitar a Malta' vai fazer parte da Porto Design Biennale em 2019.
Por seu turno, Frederico Rosa, presidente da Câmara do Barreiro, destacou "a oportunidade da data para inaugurar esta exposição", que vai estar patente ao público até ao próximo dia 30 de Junho, e pode ser visitada aos sábados, entre as 15 e as 19 horas.

Agência de Notícias com Lusa
Foto: Baía do Tejo 
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Grândola reduz 40 por cento da dívida total

Gestão dos últimos quatro anos permitiu recuperar capacidade de investimento 

A Câmara de Grândola anunciou que reduziu 40 por cento da dívida total ao longo dos últimos quatro anos de mandato, entre 2013 e 2017. Os números são destacados pela autarquia, que ontem aprovou, por maioria (os vereadores do PS abstiveram-se), o relatório e contas de 2017. A autarquia presidida por António Figueira Mendes adianta que a “rigorosa gestão permitiu recuperar capacidade de investimento e garantiu o acesso ao novo quadro comunitário de apoio para concretização de investimentos estruturantes de mais de 11 milhões de euros, essenciais para o desenvolvimento do concelho e para a melhoria da qualidade de vida da população”.
Boas contas ajudam município a recuperar investimento 


“O documento espelha o trabalho desenvolvido ao longo do mandato autárquico, permitindo reduzir 40% da dívida total, passando de uma dívida de 14 milhões de euros, em 2013, para os 8,8 milhões de euros registados em 2017 – o que representa uma diminuição de 5,2 milhões de euros em quatro anos”, revelou a Câmara em comunicado.
A autarquia presidida por António Figueira Mendes adianta que a “rigorosa gestão permitiu recuperar capacidade de investimento e garantiu o acesso ao novo quadro comunitário de apoio para concretização de investimentos estruturantes de mais de 11 milhões de euros, essenciais para o desenvolvimento do concelho e para a melhoria da qualidade de vida da população”.
No documento, o município destaca a implementação de “uma nova dinâmica em todas as áreas de intervenção”, focando como exemplo “a dinamização da Zona Industrial Ligeira através da captação de novas empresas”, entre as quais a empresa Francesa LAUAK. A autarquia realça ainda a concretização de fortes investimentos no turismo e na agricultura, a conclusão da revisão do Plano Director Municipal, o reforço do sector operacional e consequentemente o aumento da capacidade de intervenção, o reforço da intervenção nas áreas da educação, desenvolvimento social, desporto, cultura e juventude, além da “adopção de uma nova forma de relacionamento com as populações e instituições, potenciando a participação pública, o diálogo e a cooperação”.
O relatório destaca ainda “o reforço de verbas para algumas áreas, comparativamente com o mandato anterior, nomeadamente, aumentos de 15 por cento no desenvolvimento social, 90 por cento no desporto, 20 por cento na Juventude e 65 por cento na Cultura”.

Agência de Notícias com Câmara de Grândola 
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Alcochete aprova regulamento das habitações sociais

Autarquia tem três casas para ser atribuídas a famílias carenciadas 

O regulamento municipal de atribuição das habitações sociais do município de Alcochete foi aprovado por unanimidade pela câmara municipal na reunião realizada em São Francisco e vai estar em consulta pública durante 30 dias. A vice-presidente do Executivo, Maria de Fátima Soares, sublinhou que se trata de um novo regulamento “que se pretende que seja geral para que de cada vez que tenhamos uma habitação livre saibamos o que temos que fazer”. De acordo com a autarquia, "a atribuição das habitações pode ser feita de três formas: por classificação, inscrição ou sorteio, mas vamos apenas prever a classificação e a inscrição porque não temos um parque habitacional para realizar sorteio. Apesar de termos um parque habitacional com 48 casas apenas temos três em condições de serem atribuídas”, acrescentou a autarca. 
Regulamento das habitações sociais foi aprovado  

Sobre esta matéria, o presidente da câmara lamentou que, no século XXI, “ainda exista a triste realidade e necessidade de falar de questões sociais, nomeadamente no que diz respeito à habitação”, disse Fernando Pinto. “
Lamentamos todos profundamente que as nossas condições, no que diz respeito ao parque habitacional, sejam de facto escassas e infelizmente todos os dias gente da nossa terra se nos apresenta com condições muito precárias, alguns por falta de orientação, outros com os mais diversos problemas”, sublinhou o presidente da Câmara de Alcochete.
“O Estado tem uma responsabilidade acrescida nesta matéria e nós enquanto autarcas, defensores daquilo que são os interesses supremos das nossas populações, devemos também sem qualquer dificuldades assumir essas preocupações, na busca incessante de soluções para os problemas que todos os dias nos chegam”, disse o autarca.
“Era importante estarmos dotados de mais equipamentos desta natureza para podermos ter mais capacidade de resposta às inúmeras solicitações que nos chegam, todas elas devidamente fundamentadas mas de facto não temos”, concluiu Fernando Pinto.

Agência de Notícias com Câmara de Alcochete


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Homem terá matado pais com dezenas de facadas no Barreiro

Suspeito de matar pais à facada "sem indicação de quando terá alta"

O homem com cerca de 40 anos é o único suspeito de ter assassinado os pais à facada num prédio no Barreiro e está no hospital "sem indicação de quando terá alta", disse hoje à Lusa fonte policial. "Está no hospital, controlado pela polícia, mas não existe indicação de quando terá alta", admitindo a hipótese de o crime não ter sido cometido no dia de hoje. Segundo os Bombeiros de Salvação Pública do Barreiro, o alerta foi dado às 13h35 e, quando os elementos da corporação chegaram ao local as duas vítimas, um homem de 75 anos e a mulher, de 70, já não apresentavam sinais de vida. O suspeito, filho do casal, também apresentava alguns ferimentos e foi acompanhado ao hospital do Barreiro por elementos da PSP.
Filho é suspeito de matar os pais em casa, no Barreiro 

Um homem, que será toxicodependente, terá matado os pais com dezenas de facadas na residência destes no Barreiro.  O duplo homicídio terá acontecido na quinta-feira, mas o suspeito terá ficado em casa com os pais mortos até esta sexta-feira à hora de almoço, altura em que se terá tentado suicidar, contam alguns jornais.
O suspeito terá agido num quadro de fúria depois da recusa dos pais em lhe dar dinheiro para comprar droga. 
A PSP, a primeira polícia a chegar ao local dos crimes, confirma a ocorrência deste duplo homicídio, adiantando apenas que o filho do casal que perdeu a vida é o principal suspeito. A Polícia Judiciária está agora a investigar o caso.
O comandante dos Bombeiros Voluntários do Barreiro, José Figueiredo, explicou que recebeu um alerta da PSP pelas 13h45 para uma residência no Barreiro, tendo enviado uma ambulância para o local. "Quando chegámos lá deparamo-nos com duas vítimas, uma feminina de 70 anos e uma masculina de 75 anos, que terão sido agredidas com arma branca", afirma, completando que nenhum dos dois apresentava sinais vitais.

PJ de Setúbal investiga duplo homicídio 
O crime ocorreu num prédio na Avenida do Movimento das Forças Armadas, na freguesia do Alto do Seixalinho, concelho do Barreiro.
Fonte policial confirmou que as duas vítimas foram mortas com recurso a uma faca.
"Foi o irmão do homem que morreu que deu o alerta. Tentou contactar o irmão e não conseguiu, como sabia da existência de problemas, contactou a PSP, que descobriu todo aquele cenário", acrescentou.
A mesma fonte referiu que o crime poderá estar relacionado com um quadro de toxicodependência do suspeito, mas explicou que apenas a investigação vai permitir apurar todos os dados relacionados com o caso.
Fonte oficial do Instituto Nacional de Emergência Médica refere que o suspeito terá sido conduzido ao hospital devido a uma tentativa de suicídio, recusando-se a unidade hospitalar a dar informações sobre o estado de saúde do homem. Os profissionais da Viatura Médica de Emergência e Reanimação do Barreiro também estiveram no local e verificaram o óbito do casal. "O INEM também mandou para o local um psicólogo que ainda se encontra a prestar assistência aos familiares das vítimas", diz o INEM.

Agência de Notícias
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Montijo festejou aniversário da Revolução dos Cravos

"É momento de consolidar as competências dos municípios" 

As iniciativas institucionais do 44.º aniversário da Revolução do 25 de Abril de 1974 foram marcadas por um programa diversificado que contou com momentos de cultura, de desporto e a tradicional sessão solene nos Paços do Concelho, no Montijo. Às nove horas teve lugar o hastear da bandeira acompanhado pela Fanfarra dos Bombeiros Voluntários do Montijo à porta do edifício dos Paços do Concelho. 
Montijo celebrou os 44 anos do 25 de Abril 

Pouco depois, na Praça da República, arrancava a V Corrida e Caminhada da Liberdade. À mesma hora, mas no Alto Estanqueiro, tinha início a 13.ª edição do Passeio de BTT Rota Saloia. No, entretanto, junto ao Monumento dos Combatentes do Ultramar (frente ao cemitério de São Sebastião), decorria a Cerimónia de Homenagem aos mortos na Guerra do Ultramar, promovida pelo Núcleo do Montijo da Liga dos Combatentes.
No Salão Nobre dos Paços do Concelho, em sessão solene, interveio o presidente da Câmara do Montijo, Nuno Canta, a presidente da Assembleia Municipal do Montijo, Catarina Marcelino, e os representantes dos partidos políticos com assento na Assembleia Municipal, nomeadamente, João Merino (CDS-PP), António Oliveira (BE), Vasco Fernandes (PSD), Ana Baliza (CDU), Emanuel Martins (PS).
Os intervenientes saudaram os militares, que preparam o movimento militar das forças armadas, foram abordados os valores de Abril e as suas conquistas, mas, também, temas na ordem do dia como a descentralização de competências e o novo aeroporto.
Catarina Marcelino afirmou que este é momento determinante: “A descentralização em curso é uma importantíssima reforma estrutural. É momento de consolidar as competências dos municípios, descentralizando competências da administração central para quem está mais próximo das populações, quem conhece as pessoas e os problemas, quem pode fazer mais e melhor”. Para tal sublinhou a presidente da Assembleia Municipal “essas novas competências devem ser acompanhadas de recursos humanos e financeiros”, conclui a presidente da Assembleia Municipal do Montijo.

Agência de Notícias com Câmara do Montijo 
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Rota náutica aproxima baías de todo o mundo em Setúbal

"É o mar que nos une a todos, porque são os oceanos que afinal ligam entre si as diferentes culturas" 

A criação de uma rota de barco entre países do Clube das Mais Belas Baías do Mundo foi apresentada por Setúbal no XIII congresso mundial da associação, realizado em Vannes e La Baule, na Bretanha, França. O projeto, apresentado em assembleia-geral do Congresso Mundial do Clube das Mais Belas Baías do Mundo, vai agora começar a ser desenvolvido com o objetivo de, numa primeira fase, estabelecer uma rota de barco de ligação das baías europeias que integram a associação a celebrar vinte anos de existência. O novo circuito náutico, destinado a reforçar a visibilidade do clube e das baías, tem início na Bretanha, França, e inclui passagens pelas enseadas portuguesas, casos de Setúbal e Horta, esta no arquipélago dos Açores. Depois desta experiência europeia, o projeto é alargado a outros países em diferentes continentes.
Líderes das mais belas baías do mundo reuniram em França 

Outro dos destaques do congresso resulta no acolhimento de dois novos membros, as baías de Eilat, em Israel, e de Kujukushima, no Japão, decisão que enche de orgulho a presidente do clube e da Câmara  de Setúbal.
“Estas duas baías fizeram o percurso para integrar esta nossa comunidade e comungam dos nossos princípios e ideais. Têm agora a responsabilidade de pertencerem a esta grande família e nós temos a honra e o dever de as acolher de braços abertos”, exaltou Maria das Dores Meira, na assembleia-geral realizada no dia 21.
A revisão dos estatutos do Clube das Mais Belas Baías do Mundo, a apresentação da candidatura da baía de Luanda, em Angola, a membro do clube, e a definição da realização do XIV congresso mundial na baía de Penghu, em Taiwan, foram outras deliberações da assembleia-geral.
“É o mar que nos une a todos, porque são os oceanos que afinal ligam entre si as diferentes culturas e sensibilidades”, afirmou Maria das Dores Meira na intervenção de abertura, para depois frisar que o clube tem conseguido alcançar “um novo patamar de conhecimento e reconhecimento, quer popular, quer junto de outras instituições”.
Uma tarefa que, vincou, pode ser melhorada. “Temos trabalhado para o benefício de todos e volto a desafiar-vos para que trabalhem ainda mais connosco. Com as várias ações que temos executado durante esta presidência, creio que posso afirmar que temos criado valor para o clube e para as suas populações”, referiu a autarca.
Antes da assembleia-geral em La Baule, os 130 delegados em representação de 31 enseadas de todos os quadrantes estiveram reunidos em Vannes, entre os dias 17 e 20, para um conjunto de atividades dinamizadas no âmbito das comemorações dos vinte anos do Clube das Mais Belas Baías do Mundo.
Delegados de França, Canadá, Japão, Camboja, Turquia, Vietname, Guadalupe, Brasil, Marrocos, Espanha, Israel, Taiwan, Coreia do Sul, México, Martinica, Senegal, Cabo Verde, Angola e Portugal marcaram presença no congresso, “o mais participado de sempre”, congratulou-se Maria das Dores Meira no discurso de boas-vindas.
“Certamente porque quiseram vir conhecer a casa onde tudo começou”, frisou, referindo-se ao Golfo do Morbihan, baía de Quiberon, em Vannes. “Foi aqui que três homens se inspiraram para criar um clube que tem vindo a crescer ano após ano e que, passadas duas décadas, regista o assinalável número de 43 baías”.

26 países unidos pelas mais belas baías do mundo 
Em Vannes, decorreu ainda um desfile de todas as delegações pelas ruas até à sede oficial, para inaugurar uma exposição sobre os vinte anos do clube e homenagear os fundadores Michel Met, Hervé Laigo e Bruno Bodard que, em 1997, deram o passo decisivo para a criação do Clube das Mais Belas Baías do Mundo.
“É nestas paredes que podemos conhecer a história de vinte anos do clube”, salientou Maria das Dores Meira. “Nesta sala cabe um mundo inteiro. São 26 países, de quatro continentes e estão aqui homenageados por algo ímpar que têm para apresentar ao mundo. São 43 baías, das mais belas de todo o planeta”, sublinhou a autarca.
Na exposição, que inclui diversas peças e ofertas ao clube, acrescentou, “são visíveis as diferenças culturais e a diversidade étnica de 26 países”, as quais constituem “a soma de todas as partes que compõem o coração do logotipo do clube e a filosofia e missão desta nossa associação”, disse Maria das Dores Meira.
Do programa do XIII Congresso Mundial do Clube das Mais Belas Baías do Mundo fez ainda parte a realização de várias visitas ao Golfo do Morbihan, baía de Quiberon, em Vannes, e um jantar de gala comemorativo das duas décadas de existência da associação.
A promoção da conservação do meio ambiente e do desenvolvimento sustentável e o estímulo do uso eficiente dos recursos são os principais objetivos desta instituição internacional fundada a 10 de Março de 1997, em Berlim, Alemanha, com a designação Club des Plus Belles Baies du Monde.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 
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Alcochete aprova verbas para investimentos no Concelho

Assembleia Municipal dá "luz verde" para empréstimo bancária 

O pedido de autorização para contração de um empréstimo que vai possibilitar a requalificação da escola do Valbom, em Alcochete, a revisão ao orçamento do município com reforço de verbas para ações de requalificação nas três freguesias do concelho e a aquisição de um conjunto de serviços que vão permitir a autarquia avançar com a revisão do PDM são matérias estruturantes para o concelho de Alcochete e que foram aprovadas pela assembleia municipal durante a reunião que se realizou no salão nobre dos Paços do Concelho. As contas municipais referentes ao ano económico transato também estiveram em apreciação nesta reunião da Assembleia Municipal que aprovou por maioria com os votos favoráveis das bancadas do PS e da CDU, a abstenção da bancada do CDS-PP e os votos contra da bancada do PSD, a prestação de contas e relatório de gestão referentes a 2017.
Alcochete aprova investimentos em Assembleia Municipal 

Os deputados municipais foram unânimes na aprovação do pedido de autorização prévia do investimento a ser financiado por um empréstimo de médio e longo prazo no valor de um milhão 230 mil euros, ou seja, "a ampliação e a requalificação da escola do Valbom, assim como a autorização para a contração desse mesmo empréstimo, com análise de propostas e aprovação de minuta de contrato", explica a autarquia.
Como nota prévia sobre esta matéria, o presidente da câmara municipal, Fernando Pinto, recordou que o pedido de autorização prévia é necessário visto que a ampliação e requalificação da escola do Valbom traduz-se num investimento que “(…) ultrapassa os 10 por cento das despesas do orçamento”.
“Temos consciência que esta obra na escola do Valbom não resolve definitivamente o problema da educação no concelho de Alcochete, mas, estamos convictos e temos dados que nos permitem concluir que, pelo menos, nesta escola conseguimos resolver problemas como a lista de espera para o pré-escolar”, disse o presidente do município de Alcochete acrescentando ainda que esta é a solução possível, visto a câmara municipal não apresentar, a curto prazo, condições sobretudo financeiras para avançar com a construção de um novo centro escolar.
Sobre as condições associadas à contração do empréstimo, Fernando Pinto explicou que o mesmo tem um prazo de 18 anos, contudo, pode ser liquidado parcial ou totalmente sem qualquer penalização para o município.

Os investimentos deste ano 
A requalificação e ampliação da escola do Valbom não foi, contudo, o único investimento abordado durante esta reunião. No âmbito das propostas 1.ª Revisão às Grandes Opções do Plano de 2018 e 1.º Revisão ao Orçamento 2018, o presidente da câmara municipal deu conta das inúmeras rubricas que vão ser reforçadas com verbas com vista a concretizar ações de manutenção e requalificação em equipamentos e espaços públicos já existentes no Concelho.
“Seria mais proveitoso estar aqui hoje a anunciar reforço do orçamento e darmos indicações de um novo centro escolar ou, quiçá, a construção de outro equipamento que não dispuséssemos mas, o que estamos aqui a fazer de uma forma maioritária e por razões aqui já explicadas é requalificar aquilo que já está na nossa posse”, resumiu Fernando Pinto depois de elencar as rubricas que registaram reforço de verbas.
A requalificação dos estabelecimentos de ensino, com especial incidência para a escola de 1.º ciclo e jardim-de-infância do Passil e escola de 1.º ciclo do Valbom; a revisão do Plano Diretor Municipal (PDM) que não é revisto desde 1997; a requalificação da igreja da Misericórdia, para a qual foi submetida uma candidatura e que mereceu parecer favorável; a aquisição de uma viatura RSU’s; a requalificação de infraestruturas desportivas como o pavilhão municipal do Samouco, o campo de futebol Quinta da Praia do Samouco e do polidesportivo de São Francisco e, por último, a requalificação dos parques infantis, com destaque para o parque infantil do Passil foram as intervenções contempladas com reforço orçamental nesta 1.ª revisão.
Quer a 1.ª Revisão às Grandes Opções do Plano de 2018 quer a 1.ª Revisão ao Orçamento de 2018 foram aprovadas por maioria com os votos a favor pelas bancadas do PS e do CDS-PP e as abstenções das bancadas da CDU e do PSD.

Contas aprovadas 
A repartição dos encargos plurianuais para a elaboração da revisão do plano diretor municipal foi aprovada por unanimidade, assim como as repartições de encargos para a aquisição de serviços necessários para esta concretização como Avaliação Ambiental Estratégica e a assistência técnica à elaboração da proposta de delimitação da Reserva Ecológica Nacional (REN) e da Estrutura Ecológica Municipal.
Sobre a revisão do PDM, o presidente da câmara municipal informou que “estamos numa fase inicial da revisão de um instrumento que consideramos fundamental para o exercício das nossas funções”, todavia, o executivo municipal tem a convicção que a sua revisão estará concluída até ao final do próximo ano de 2019, sob pena de, a partir de 2020, o Município de Alcochete não poder apresentar candidaturas aos quadros comunitários.
As contas municipais referentes ao ano económico transato também estiveram em apreciação nesta reunião da Assembleia Municipal que aprovou por maioria com os votos favoráveis das bancadas do PS e da CDU, a abstenção da bancada do CDS-PP e os votos contra da bancada do PSD, a prestação de contas e relatório de gestão referentes a 2017.

Agência de Notícias com Câmara de Alcochete
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Câmara de Setúbal atenta à segurança no trabalho

"Estes riscos são um grande desafio contemporâneo" 

O stress laboral, os riscos psicossociais e os efeitos e as consequências de consumos aditivos nos locais de trabalho estiveram em análise num seminário realizado no dia 24, no Cinema Charlot – Auditório Municipal, em Setúbal. Mais de duas centenas de trabalhadores da Câmara de Setúbal participaram no encontro organizado pela autarquia, com o apoio da  Autoridade para as Condições do Trabalho, no âmbito das comemorações do Dia Nacional de Prevenção e Segurança do Trabalho, assinalado a 28 de Abril. Este serviço municipal, responsável pela avaliação dos postos de trabalho e dos riscos profissionais, realiza auditorias às instalações e aos locais de trabalho e encarrega-se de todas as questões relacionadas com a segurança no trabalho. Na sessão de abertura, a presidente da Câmara  de Setúbal, Maria das Dores Meira, garantiu que a autarquia leva muito a sério as preocupações relacionadas com o stress laboral e os riscos psicossociais no local de trabalho, nomeadamente através do Gabinete de Saúde Ocupacional.
Autarquia discutiu medicina no trabalho 

Este serviço municipal, responsável pela avaliação dos postos de trabalho e dos riscos profissionais, realiza auditorias às instalações e aos locais de trabalho e encarrega-se de todas as questões relacionadas com a segurança no trabalho.
Segundo Maria das Dores Meira, o gabinete tem desenvolvido um trabalho de“combate à sinistralidade laboral e doenças profissionais, apostando na prevenção”.
O Gabinete de Saúde Ocupacional promove ações de sensibilização antes do início da jornada laboral, formação em sala, consultas de medicina e enfermagem do trabalho, visitas aos locais de trabalho, avaliações de riscos profissionais e fornecimento de fardamentos e equipamentos de proteção individual.
Em 2017, o gabinete realizou 710 exames médicos periódicos e ocasionais, oito visitas aos postos de trabalho e 33 ações de formação na área da saúde e segurança no trabalho, nas quais participaram 239 trabalhadores. Foram ainda realizados 4691 exames de enfermagem do trabalho, como despistes visuais e eletrocardiogramas, medição de tensão e vários tipos de rastreios.
“Se vos falo nestes números é apenas para vos transmitir uma noção do que é o trabalho constante que a autarquia, através do Gabinete de Saúde Ocupacional, desenvolve nesta área”, referiu a autarca.
Após a sessão de abertura, Maria de Lurdes Gomes, técnica da Unidade Local de Setúbal da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT), deu início aos trabalhos do seminário com uma comunicação que abordou “A problemática dos riscos psicossociais nos locais de trabalho”.
A técnica da ACT sublinhou a importância da prevenção para “promover a saúde física e mental e o bem-estar dos trabalhadores”, uma vez que os riscos psicossociais podem ter “consequências graves” a nível psicológico, fisiológico e comportamental.
“Estes riscos são um grande desafio contemporâneo. São riscos que não são visíveis, mas podem provocar depressão, ansiedade, cansaço, transtornos musculosqueléticos e digestivos, desmotivação e isolamento e podem conduzir ao consumo de substâncias psicotrópicas e álcool. A avaliação destes riscos deve ser uma prioridade nas organizações.”
Alguns fatores indutores de riscos psicossociais apontados por Maria de Lurdes Gomes são stress, violência no trabalho, cargas de trabalho excessivas e jornadas de trabalho longas, precariedade, difícil conciliação entre a vida familiar e profissional e elevadas exigências emocionais no trabalho.
O II Seminário de Segurança no Trabalho “Somos Câmara de Setúbal, Somos Segurança” contou ainda com intervenções de Sofia Ferreira, técnica superior de Segurança no Trabalho da Câmara Municipal, que abordou um estudo de caso relativo a stress laboral na autarquia.
De seguida, o chefe da Divisão de Recursos Humanos, António Pinto, apresentou o Regulamento Municipal de Prevenção do Trabalho Sob o Efeito do Álcool, Estupefacientes ou de Substâncias Psicotrópicas e a médica do trabalho, Manuela Martins Sousa, e a enfermeira Patrícia Batista, ambas da Câmara Municipal de Setúbal, abordaram os efeitos do consumo dessas substâncias no local de trabalho.
“A intervenção da assistente social no acompanhamento dos trabalhadores” foi o tema abordado pela técnica municipal Célia Silva.
O encontro terminou com um período de debate sobre as os temas abordados ao longo da manhã, a que se seguiu uma sessão de encerramento pelo vereador dos Recursos Humanos, Manuel Pisco.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 
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Fábrica do Barreiro prepara despedimento de 60 pessoas

Sindicato alerta para risco de despedimento de trabalhadores na Fisipe

O Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Sul (SiteSul) acusou esta terça-feira, 24 de Abril, a administração da Fisipe, no Barreiro, de querer avançar com um despedimento coletivo de 60 trabalhadores até ao próximo mês de Agosto. "Os trabalhadores foram informados da intenção da Fisipe de proceder ao despedimento coletivo, que deverá ter lugar até ao mês de Agosto, alegadamente porque a empresa pretende fechar a linha de produção de fibra acrílica, mas nós pensamos que a empresa poderia recorrer a outras medidas previstas na Lei e que poderiam evitar os despedimentos", disse à agência Lusa Esmeralda Marques, do SiteSul. 
Sindicato acusa Fisipe de querer despedir trabalhadores 

"A administração comunicou aos trabalhadores que pretende continuar a apostar na fábrica do Lavradio, com uma linha de produção de fibra de carbono, pelo que poderia manter estes 60 trabalhadores, dar-lhes formação ou aproveitá-los para alguns serviços que são contratados a empresas externas", acrescentou.
Segundo Esmeralda Marques, a empresa não só comunicou a intenção de proceder ao despedimento coletivo de 60 trabalhadores como também manifestou a intenção de retirar o apoio médico que dá a ex-trabalhadores. "Alguns desses trabalhadores têm doenças profissionais contraídas ao serviço da empresa", disse.
Esmeralda Marques referiu ainda que já foram solicitadas reuniões com a Câmara do Barreiro, mas também com o Ministério da Economia e com o Ministério do Trabalho.
"Pensamos que é preciso avaliar bem a situação, até porque a Fisipe beneficiou, há cerca de cinco anos, de fundos comunitários para desenvolver alguns projetos", disse a dirigente do SiteSul, que não foi capaz de precisar que tipo de projetos e qual o financiamento comunitário que terá sido atribuído à empresa do concelho do Barreiro.
Num plenário realizado no passado sábado, os trabalhadores decidiram avançar desde já com uma ação de protesto contra o despedimento coletivo, que passa por uma concentração e realização de um novo plenário junto à entrada da empresa, a partir das nove horas do próximo dia 2 de Maio.
A Fisipe é uma empresa produtora de fibras têxteis standard e de fibras acrílicas especiais, nomeadamente fibras pré-tintas, funcionais e para aplicações técnicas, que exporta quase toda a produção (99 por cento).
Como refere a própria empresa na página oficial na internet, a Fisipe pretende fazer a conversão gradual de algumas linhas de produção de fibras têxteis já existentes para a produção destas novas fibras de elevada qualidade.                

Agência de Notícias com Lusa 
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Munícipes fazem concelho de Setúbal mais verde

780 crianças participaram em intervenções de embelezamento nas escolas

Cinco escolas e onze espaços públicos do concelho foram alvo de intervenções no âmbito da iniciativa “Seja Jardineiro Por Um Dia!”, de requalificação de espaços verdes, durante o mês de Abril. A ação, que integra o projeto municipal “Setúbal: Rio Azul, Cidade Verde”, contou com o envolvimento de mais de 780 crianças em intervenções de embelezamento nas escolas e com cerca de uma centena de voluntários que ajudaram a transformar onze locais devolutos do concelho em pequenos jardins. 
Crianças colocam escolas mais bonitas 

No total foram plantados quatro dezenas árvores e mil arbustos, a par da colocação de tela, estilha, sistemas de rega e restantes materiais necessários à construção de espaços verdes. As intervenções contemplaram, entre os dias 9 e 18, as escolas básicas de Gâmbia, da Azeda, da Brejoeira, do Faralhão e de S. Gabriel. Houve ainda uma ação no exterior da Escola Secundária D. Manuel Martins.
No dia 14, realizaram-se ações de embelezamento no Parque de Vanicelos e foram construídos espaços verdes, com plantação de arbustos, nas ruas Augusto António Coelho, António Maria de Carvalho e do Fisco, em Vila Nogueira de Azeitão.
Na Quinta de Santo António, um grupo de voluntários plantou hibiscos, laranjeiras, leandros e olaias na Praceta das Figueiras. Na Rua do Antigo Olival, na Bela Vista, foram plantados leandros.
No último fim de semana, as condições atmosféricas obrigaram a adiar algumas das intervenções previstas, mas, ainda assim, foram transformados em zonas verdes pequenos espaços na Estrada da Morgada e na Rua Principal da Praias do Sado.
As restantes ações previstas, na Rua do Mormugão, na Praça do Brasil e na Quinta da Amizade, realizam-se noutro programa municipal assente no voluntariado, o “Setúbal Mais Bonita”, que decorre entre 18 e 20 de Maio, enquanto outra intervenção programada, na zona do Casal das Figueiras, será efetuada entretanto pelos jardineiros da autarquia.
A campanha “Seja Jardineiro Por Um Dia!”, do projeto municipal “Setúbal: Rio Azul, Cidade Verde”, visa a qualificação de espaços abandonados ou melhoramento de pequenos espaços verdes, com a participação voluntária dos munícipes.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 
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Repsol investe 60 milhões na fábrica de Sines

Empresa melhora eficiência energética e inovação tecnológica

A Repsol vai realizar um investimento de 60 milhões de euros no Complexo Industrial de Sines, anunciou a petrolífera espanhola em comunicado, adiantando que para este projecto foram contratados "serviços a cerca de 55 empresas especializadas. "Os trabalhos serão desenvolvidos durante uma paragem planeada, que decorrerá entre os meses de Maio e Junho, e que incidirá especialmente na melhoria da competitividade das instalações ao nível da eficiência energética, inovação tecnológica, inspecção e manutenção", acrescenta. A Repsol adianta que serão realizadas mais de 20 mil horas de formação" e "haverá uma Equipa de Coordenação de Segurança e Ambiente, constituída por 70 pessoas de diferentes áreas do complexo, bem como pelos responsáveis da área de Segurança e Ambiente das empresas prestadoras de serviço".
Empresa espanhola  vai investir 60 milhões na fábrica de Sines 


A Repsol anunciou esta segunda-feira que vai investir cerca de 60 milhões de euros no complexo industrial de Sines, um investimento que tem como objetivo melhorias ao nível da eficiência energética, inovação tecnológica, inspeção e manutenção.
Os trabalhos serão desenvolvidos durante uma paragem planeada, que decorrerá entre Maio e Junho em todas as fábricas do complexo, com um trabalho previsto de mais de 500 mil horas, com a colaboração de 1500 pessoas e de 55 empresas auxiliares, avança a Repsol em comunicado.
A empresa sublinha que “a segurança de todos os trabalhadores, quer próprios, quer dos prestadores de serviços, é uma prioridade absoluta para a Repsol e, por isso, serão realizadas mais de 20 mil horas de formação”.
Além disso, haverá uma equipa de coordenação de segurança e ambiente, constituída por 70 pessoas de diferentes áreas do complexo, bem como pelos responsáveis da área de Segurança e Ambiente das empresas prestadoras de serviço.
O investimento é feito depois de a Repsol ter registado os lucros mais elevados dos últimos seis anos.

Agência de Notícias com Lusa 
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Romaria entre Moita e Viana do Alentejo inicia "viagem"

Três mil pessoas na maior romaria a cavalo do país 

Centenas de romeiros, oriundos de diferentes pontos do país, partem da vila de Moita, esta quarta-feira, para a tradicional Romaria a Cavalo até Viana do Alentejo numa viagem de quatro dias pelo campo. O evento, que termina no domingo, no dia seguinte à chegada dos participantes à vila alentejana, é promovido pelas câmaras municipais de Moita e de Viana do Alentejo e pelas associações dos Romeiros da Tradição Moitense e Equestre de Viana do Alentejo. A 18.ª edição da Romaria a Cavalo, explicou hoje o município alentejano, recupera uma antiga tradição religiosa existente na vila de Moita, quando os lavradores, com os seus animais, se deslocavam ao Santuário de Nossa Senhora d'Aires, em Viana do Alentejo. Os romeiros pretendiam que os animais fossem benzidos durante uma procissão em honra de Nossa Senhora d'Aires, padroeira dos animais, e pediam proteção e boas colheitas.
Romaria vai percorrer a antiga Estrada dos Espanhóis 

Esta Festa da Romaria vai contar com gastronomia, artesanato, divertimentos para crianças e animação musical, e irá realizar-se no dia 20 de Abril, entre as 21 e as 24 horas, no dia 21, das 10 à uma da madrugada. No dia 22, das 10 às 24 hora,  no dia 23, das 14 às 24 horas. No dia 24, das 14 à uma da madrugada, e no dia 25 de Abril, das nove às 24 horas.
A Romaria a Cavalo Moita - Viana do Alentejo, que este ano decorre entre 25 e 29 de Abril, foi apresentada à comunicação social e ao público em geral,  na Bolsa de Turismo de Lisboa, no espaço da Entidade Regional de Lisboa e Vale do Tejo e no espaço da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo.
O evento, fruto de uma organização conjunta das câmaras municipais de Moita e de Viana do Alentejo, da Associação de Romeiros da Tradição Moitense e da Associação Equestre de Viana do Alentejo, atrai centenas de romeiros de vários pontos do país, que percorrem, a cavalo ou de charrete, os cerca de 150 quilómetros que separam as duas vilas. Nesta edição do certame são esperados à chegada a Viana do Alentejo mais de mil cavalos e três mil romeiros.
Na ocasião, o presidente da Câmara da Moita, Rui Garcia lançou o desafio para que todos façam “a ligação entre o Tejo e o coração do Alentejo”, passando “pelos caminhos e pela essência do que é este território entre o Tejo e o Alentejo”. 
O presidente, Rui Garcia, afirmou que “a organização pretende que, ano após ano, este evento cresça e que os mais de 600 cavaleiros e cavalos que no ano passado chegaram a Viana do Alentejo, sejam superados, assim como os que vão partir da Moita, no dia 25 de Abril”. “Fica o convite a todos, para que não percam esta experiência, não há outra igual em Portugal”, concluiu o autarca. 
Para o presidente da Câmara de Viana do Alentejo, a Romaria assume-se como “um dos eventos mais importantes para a economia local”. Bernardino Pinto aproveitou a oportunidade para agradecer a “todos aqueles que tornam possível o evento, sem esquecer as centenas de romeiros que, ano após ano, se juntam à Romaria a Cavalo”, fazendo votos para que “ a edição de 2018 seja ainda melhor que a do ano anterior”.
No que toca ao turismo, o evento ganha cada vez mais notoriedade para as duas regiões. A propósito e numa altura e que o turista procura experiências diferenciadoras, Rui Garcia, lançou o desafio “para que façam esta ligação entre o Tejo e o coração do Alentejo a cavalo”, acrescentando que será uma “aventura atravessar mais de 150 quilómetros através dos campos do Alentejo, ligando duas regiões, num cenário inolvidável, pelos caminhos e herdades”.

Partida no dia da Liberdade 
A partida da romaria está marcada para dia 25 de Abril, pelas nove horas, na Moita. Os romeiros partem do Pavilhão Municipal de Exposições, na Moita, rumo à Igreja Paroquial da Moita e, após a bênção da imagem de Nossa Senhora da Boa Viagem, seguem para Viana do Alentejo. Pelo caminho, os romeiros vão pernoitar nas localidades de Poceirão, Casebres, Alcáçovas e junto ao Santuário de Nª Srª. de Aires. A chegada a Viana do Alentejo, um dos pontos altos da romaria, acontece por volta das 17h30, no dia 28 de Abril.
Em Viana do Alentejo, de acordo com o município, vai haver animação de rua, cerimónias religiosas e a Tenda Tradições, junto ao Santuário de Nossa Senhora d'Aires, com um programa cultural que assenta nas tradições locais e que engloba música, cante alentejano e dança.
A Romaria a Cavalo é um dos maiores eventos equestres nacionais que voltou a realizar-se em 2001, depois de um interregno de mais de 70 anos, recuperando no tempo a tradição dos lavradores da Moita, que se deslocavam com os seus animais ao Santuário de Nossa Senhora D’Aires, para pedir proteção e boas colheitas.
O percurso de cerca de 150 quilómetros é feito pela antiga Canada Real, mais conhecida por Estrada dos Espanhóis, através de quintas e caminhos de terra batida, seguindo o carro-andor que transporta a imagem da Nossa Srª da Boa Viagem, padroeira da Moita.
Apesar do carácter religioso que está na sua génese, a romaria assume hoje uma vertente mais lúdica que privilegia o convívio entre os participantes.
A XVIII edição da Romaria a Cavalo é organizada pela Associação dos Romeiros da Tradição Moitense, pela Associação Equestre de Viana do Alentejo e pelas Câmaras Municipais da Moita e de Viana do Alentejo, com o apoio das entidades regionais de turismo do Alentejo e de Lisboa e Vale do Tejo.

Agência de Notícias 
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Médicos denunciam falhas nos dados clínicos no Barreiro

Hospital remete para médicos responsabilidade sobre dados dos doentes

O Sindicato dos Médicos da Zona Sul denunciou, esta segunda-feira, que a confidencialidade dos dados clínicos dos doentes tratados no Hospitalar Barreiro-Montijo está posta em causa porque a aplicação que contém estes dados está acessível a profissionais não médicos. Em comunicado, o Sindicato dos Médicos da Zona Sul considera que esta situação representa "um grave desrespeito pelos direitos dos doentes, configurando também uma inaceitável usurpação de perfis e prerrogativas médicas". Por seu lado, a administração hospitalar nega que tal aconteça e afirma que, a acontecer, fica a dever-se aos próprios médicos que partilham os dados de acesso à base de dados. O Centro Hospitalar Barreiro-Montijo garantiu que cumpre as "regras de acesso ao sistema que contém os dados dos doentes" e diz que "cabe a cada profissional de saúde não fornecer os dados a terceiros". 
Dados confidenciais dos pacientes "em risco" no Hospital do Barreiro

Mais especificamente, lê-se no comunicado divulgado nesta segunda-feira, o Sindicato assegura que há “outros profissionais que não médicos” que acedem à aplicação informática do hospital, onde estão todos os dados dos pacientes, através de um utilizador e password atribuídos ao pessoal médico.
Os tais “profissionais não médicos não só passaram a ter acesso a toda a informação médica, confidencial e que está protegida por segredo médico, como também ficam registados na aplicação como médicos, assumindo uma identidade e competências que não detêm”.
Mais. O Sindicato denuncia ainda que “estes profissionais” registam “observações dos doentes como se de um médico se tratasse”, alertando para o facto de que “estes dados clínicos devem ser absolutamente confidenciais”, até porque são “protegidos por normas legais e pelo segredo profissional médico”.
“O acesso aos dados clínicos não pode ser facilitado. O Sindicato dos Médicos da Zona Sul considera que essa prática é ilegítima e ilegal, mesmo se determinada por medidas administrativas ou de gestão por parte da hierarquia”, remata o Sindicato.

Hospital desmente Sindicato
A administração do hospital garantiu que cumpre as regras de acesso ao sistema que contém os dados dos doentes e diz que cabe a cada profissional de saúde não fornecer os dados a terceiros.
O Centro Hospitalar Barreiro-Montijo respondia desta forma a uma denúncia feita esta segunda-feira pelo Sindicato dos Médicos da Zona Sul, segundo a qual a confidencialidade dos dados clínicos dos doentes tratados no Centro Hospitalar Barreiro-Montijo está posta em causa porque a aplicação que contém estes dados está acessível a profissionais não médicos.
O centro hospitalar assegurou que apenas os médicos têm acesso ao 'perfil médico' no Sistema de Informação Clínico, a plataforma SClinico desenvolvida pelos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde.
"Em nenhum momento é atribuído 'perfil médico' a profissionais não-médicos, pelo que o acesso através de perfil médico por profissional não-médico apenas é possível se o médico, contrariando todas as regras e normas de segurança, fornecer os seus dados de acesso a terceiros", sublinha a administração do centro hospitalar numa resposta escrita enviada à Lusa.
O centro hospitalar explica que este sistema é acedido através da utilização de "nome de utilizador" + "palavra passe" específicos para cada utilizador, sendo a palavra passe definida pelo próprio utilizador de acordo com as regras de funcionamento do sistema.
O acesso à informação do SClinico é diferenciado por perfis de utilizador, sendo definido um perfil para os médicos, e atribuído apenas aos profissionais médicos, e um conjunto de perfis distintos para outros profissionais de saúde, como enfermeiros, técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica, psicólogos, assistentes sociais e nutricionistas, atribuídos de acordo com a área profissional em que se enquadram.
O Sindicato dos Médicos da Zona Sul diz que teve conhecimento que profissionais não médicos do hospital acedem à aplicação informática com 'perfil médico', registando observações dos doentes como de um médico se tratasse.
"Deste modo, estes profissionais não só passaram a ter acesso a toda informação médica, confidencial e que está protegida por segredo médico, como também ficam registados na aplicação como médicos, assumindo uma identidade e competências que não detêm", afirma o sindicato em comunicado.
Para o sindicato, estes dados devem ser "absolutamente confidenciais", lembrando que "são protegidos por normas legais e pelo segredo profissional médico".
"A garantia dessa confidencialidade está dependente do acesso por perfil médico e palavra-passe individuais, mecanismos de segurança que estão a ser ultrapassados", sublinha.

Agência de Notícias com Lusa


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Montijo vai ter novo centro de saúde em 2019

Resolver o problema do excessivo número de famílias sem médico de família

A Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, o Centro Hospitalar Barreiro Montijo e a Santa Casa da Misericórdia do Montijo assinaram, no final da semana passada, na sede da Santa Casa, o acordo de cedência de utilização de uma ala desocupada do Hospital do Montijo para a instalação de um novo Centro de Saúde. Num investimento público de meio milhão de euros, a Unidade de Saúde Familiar – USF Aldegalega irá abranger cerca de 13 mil 500 pessoas, terá sete médicos de família e entrará em funcionamento durante o próximo ano. Todas as entidades envolvidas e interessadas nesta questão, incluindo o presidente da Câmara do Montijo, Nuno Canta, que esteve presente na cerimónia, foram unânimes em assumir que o novo centro de saúde vai permitir melhor os cuidados de saúde no concelho, através da integração dos cuidados primários com os cuidados hospitalares.
Hospital recebe nova unidade de saúde familiar no Montijo 

“Com esta assinatura vamos ter mais um centro de saúde no Montijo e, com isso, pretende-se resolver o problema do excessivo número de famílias montijenses sem médico de família”, afirmou Nuno Canta. O autarca deu enfâse, ainda, à integração vertical dos cuidados de saúde que “permite conjugar esforços, servir melhor as pessoas e alargar, substancialmente, o acesso à saúde”.
Para Pedro Lopes, presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar Barreiro Montijo, a assinatura do acordo é o concretizar “daquilo que sentimos todos os dias, que é a necessidade de servir a população de uma forma integrada e partilhada porque a saúde não tem níveis de cuidados”.
O presidente da ARS Lisboa e Vale do Tejo, Luís Pisco, confessou que já há algum tempo que era procurada uma solução para a instalação de um novo centro de saúde e que a integração de cuidados “é boa porque permite, no fim de contas, criar um Parque de Saúde. A ARS Lisboa e Vale do Tejo compromete-se a adequar e a equipar o espaço, oferecendo melhores condições aos profissionais de saúde, mas sobretudo condições condignas aos utentes”, acrescentando que “o presidente da câmara está, também, de parabéns porque sempre pugnou por esta solução”.
Enquanto proprietária do imóvel onde está instalado o Hospital do Montijo, o provedor da Santa Casa da Misericórdia do Montijo, José Manuel Braço Forte, manifestou que a instituição “está a colaborar na melhoria dos problemas de saúde da população do Montijo originados pela falta de médicos de família”, ressalvando que “este acordo não resolve todos os problemas de saúde dos montijenses que continuam a necessitar de um novo hospital”.
Recorde-se que, junto do Ministério da Saúde, da ARS Lisboa e Vale do Tejo, do Centro Hospitalar Barreiro Montijo e do ACES do Arco Ribeirinho, o Município do Montijo já tinha defendido a criação de um novo Centro de Saúde na ala desocupada do Hospital do Montijo, por acreditar que esta é uma solução que permite otimizar equipamentos e recursos, cumprindo uma política de verticalização de cuidados de saúde primários e hospitalares para acrescentar racionalidade às escolhas e às preferências dos cidadãos e garantir o direito à saúde.

Agência de Notícias com Câmara do Montijo 
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Sequestrou ex-companheira em Grândola e foi condenado

Tribunal condenou arguido a 12 anos e meio de prisão efetiva 

O tribunal de Setúbal condenou, esta segunda-feira, a 12 anos e meio de prisão o homem acusado de sequestro, violação e tentativa de homicídio da ex-companheira em Janeiro de 2017 em Azinheira de Barros, no concelho de Grândola. 
Homem foi condenado a 12 anos  e meio de cadeia 

O arguido, que foi condenado pelos crimes de sequestro agravado, violação e homicídio simples, na forma tentada, terá ainda de pagar uma indemnização de 25 mil euros à vítima. O filho do agressor, que estava indiciado por cumplicidade na prática do crime de sequestro, acabou por ser absolvido pelo tribunal e saiu em liberdade.
O principal arguido no processo sequestrou a ex-companheira à saída do trabalho e obrigou-a a permanecer com ele durante alguns dias, período em que terá consumado o crime de violação.
Depois de ter obrigado a vítima a acompanhá-lo numa viagem de automóvel por diversas zonas do sul do país, o arguido regressou à sua residência, em Azinheira de Barros, Grândola, onde viria a ser capturado.
Antes da detenção, o arguido apercebeu-se da presença das forças policiais no exterior da residência e tentou asfixiar a vítima, crime que só não foi consumado devido à intervenção de elementos da Polícia Judiciária de Setúbal.

Agência de Notícias com Lusa 
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Avança construção do posto de GNR na Moita

MAI autorizou permuta com a autarquia para construção de novo posto da guarda

O Ministério da Administração Interna anunciou que foi autorizado o processo de permuta do antigo quartel dos Bombeiros Voluntários da Moita, propriedade do Estado, com um terreno municipal, onde será instalado o novo posto da GNR. O novo posto da Guarda Nacional Republicana da Moita deverá ser construído num terreno, na Urbanização `Mãe D'Água´ sul, que a Câmara da Moita irá ceder ao Estado no âmbito da referida permuta com o antigo quartel dos bombeiros. Segundo revelou à agência Lusa fonte do Ministério da Administração Interna, "encontram-se reunidas as condições, por parte da Administração Interna, para dar início ao lançamento do projeto de execução, cujos procedimentos já se encontram prontos".
Governo começou a intervir no antigo quartel em Março 


No passado mês de Março, o Ministério da Administração Interna deu por concluído o emparedamento dos vãos inferiores e a reparação de rebocos em muros exteriores do antigo quartel dos bombeiros, para minimizar a degradação do imóvel, devido a situações de intrusão e atos de vandalismo.
O antigo quartel dos Bombeiros Voluntários da Moita tinha sido adquirido pelo Ministério da Administração Interna, em 2009, com o objetivo de ali instalar o futuro posto da GNR, o que nunca se concretizou.
Os militares da GNR da Moita continuam instalados num edifício cedido pela Câmara Municipal, mas que não reúne as condições necessárias para o funcionamento normal da corporação.

Autarquia exigia resposta desde o final do ano passado 

No final do ano passado, a Câmara da Moita exigiu uma solução para o antigo quartel de bombeiros no centro da vila, referindo que aguarda que o Ministério da Administração Interna avance com uma decisão sobre o processo.
O Ministério da Administração Interna adquiriu as antigas instalações do quartel da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Moita, em 2009, com o objetivo de aí instalar o posto da GNR, na Moita, cumprindo uma promessa feita pelo então Ministro da Administração Interna aquando da inauguração do novo quartel dos Bombeiros, em Outubro de 2007.
“Desde essa data, o imóvel encontra-se vazio tendo sido objeto de vários atos de vandalismo, transformando-se num local de reconhecida perigosidade em pleno centro da Moita, situação que a par da crescente degradação do edifício preocupa e desagrada às autarquias, entidades e população em geral”, refere o documento aprovado pelo executivo municipal.
Após vários avanços e recuos, o Ministério da Administração Interna assumiu nos últimos dois governos, quer no governo PSD/CDS-PP quer com o atual governo do PS, que "o antigo quartel dos bombeiros não reúne as condições necessárias para o funcionamento do posto da GNR, tendo a Câmara Municipal apresentado uma proposta que permite resolver a situação do antigo quartel, bem como a necessidade de um novo posto para aquela força de segurança", sublinhava a autarquia. 
Neste âmbito, a autarquia presidida por Rui Garcia  propôs a "permuta do antigo quartel pela cedência de um lote de terreno no loteamento municipal da Mãe d’Água, na Moita, que permitirá a construção de num novo posto da GNR de raiz", salienta.
No documento, a autarquia diz que já passou mais de um ano desde a última comunicação do MAI e que não tem conhecimento de qualquer desenvolvimento do processo.
“A Câmara da Moita decidiu tomar uma posição de contestação ao atraso verificado na permuta, o que nos impede de tomar quaisquer medidas relativamente ao edifício do antigo quartel dos Bombeiros”, concluia o documento que foi aprovado por todas as forças políticas [CDU, PS, BE e a coligação PSD/CDS-PP/MST) que compõem  o executivo municipal.

PS diz que é "uma boa noticia para a Moita" 
GNR vai ter casa nova na Moita 
Ao jornal Diário da Região, a deputada municipal do PS, e deputada no Parlamento eleita por Setúbal, Eurídice Pereira diz que o anúncio feito pelo MAI é “uma boa noticia para a Moita. É um passo muito importante num processo que leva uns anos significativos”, disse a socialista recordando que a permuta “levou seis anos a ficar concluída. O processo começou a ser falado no último governo socialista [quando Eurídice Pereira era Governadora Civil de Setúbal], e que e a intenção era construir o novo quartel da GNR e ajudar os Bombeiros da Moita a pagarem o seu novo quartel mas na anterior legislatura nada avançou”, afirmou.
Eurídice Pereira sublinha a acção de reivindicação levada a cabo pelos deputados do PS ao longo dos últimos anos para que este acordo fosse possível, embora reconheça que “não foi um exclusivo dos deputados do PS” e que houve “outras forças politicas que também falaram no assunto”.
O PS espera agora, diz a responsável, que o município “seja célere” na adopção dos procedimentos ainda necessários à conclusão da permuta, designadamente a aceitação por parte da Assembleia Municipal.

Agência de Notícias 
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