Dá um Gosto ao ADN

Alcochete festeja tradição do Círio dos Marítimos

Senhoras casadas e solteiras montadas em burros passeiam pelas ruas da vila 

É uma das mais antigas tradições da vila de Alcochete. Na Páscoa, os alcochetanos festejam o Círio dos Marítimos de Alcochete, uma festividade única no País que expressa a devoção da comunidade local à Nossa Senhora da Atalaia. Os festejos iniciaram-se no sábado e vão durar até terça-feira. No domingo de Páscoa há um curioso desfile, em que as mulheres percorreram as ruas da vila montadas em burros. A segunda-feira é considerada o dia mais importante pois, após o almoço, realiza-se a missa na Igreja de Nossa Senhora da Atalaia, seguida de procissão e leilão de bandeiras e fogaças. Depois da arrematação, as mulheres regressam a Alcochete para novo cortejo, sempre montadas em burros. A embarcação tradicional Bote Leão regressa a Alcochete para participar na Festa da Páscoa ou Círio dos Marítimos, que este ano se realiza, entre os dias 31 de Março e 3 de Abril, numa tradição com mais de cinco séculos.
Meninas percorrem as ruas da vila montadas em burros 

A devoção a Nossa Senhora da Atalaia mantém viva em Alcochete uma tradição com mais de cinco séculos. Alicerçada nas raízes marítimas deste povo que durante anos encontrou no Tejo a sua forma de sustento, esta festa tem sido mantida pelos marítimos ou barqueiros, que através de tradição oral, a mantiveram viva até aos nossos dias.
Atualmente, a Festa do Círio dos Marítimos, ou Festa da Páscoa, como também é conhecida, mobiliza muita gente, quer na sua organização, quer no número de devotos, que durante o fim de semana da Páscoa participam ativamente nos rituais muito próprios que ela integra.
As festividades têm início no Sábado de Aleluia, prolongando-se por mais três dias numa sequência de momentos únicos de devoção e convívio, que anualmente reúnem centenas de pessoas, naquela que é a festa mais antiga de Alcochete.
O início das festividades é marcado pela música do “Chininá”, tocadores de gaita-de-foles e caixa que percorrem as ruas da vila, no Sábado de Páscoa, anunciando a todos a realização de mais um Círio dos Marítimos de Alcochete.
Na tarde de Domingo de Páscoa realiza-se o primeiro cortejo do Círio, que além das gentes locais, atrai muitos forasteiros à vila ribeirinha. Este desfile de solteiras e casadas, montadas em burros, percorre as principais ruas da vila na segunda e terça-feira seguintes.
Contudo, o momento alto da Festa, tão esperado pelas gentes locais, acontece na segunda-feira, com a realização da Missa na Igreja de Nossa Senhora da Atalaia, seguindo-se a Procissão no adro da Igreja da Atalaia e o leilão de bandeiras e fogaças, no mesmo local.
Durante o leilão são arrematadas mais de 200 bandeiras, que têm estampadas a figura de Nossa Senhora da Atalaia, no entanto o destaque vai para o Guião, a peça que atinge o valor mais elevado.

Bote Leão regressa a Alcochete para a Festa do Círio dos Marítimos
A embarcação tradicional Bote Leão regressa a Alcochete para participar na Festa da Páscoa ou Círio dos Marítimos, que este ano se realiza, entre os dias 31 de março e 3 de abril, numa tradição com mais de cinco séculos.
Propriedade da câmara municipal, o Bote Leão está atracado na ponte-cais, desde quarta-feira, completamente engalanado, e no sábado, 31, após o almoço, receberá os festeiros acompanhados dos gaiteiros, para um passeio na frente ribeirinha, recriando a chegada dos marítimos a terra.
São os marítimos de Alcochete, homens que encontraram no Tejo o seu sustento, que ao longo dos anos têm mantido esta festa alicerçada numa forte devoção a Nossa Senhora da Atalaia.

Agência de Notícias com Câmara de Alcochete

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Palmela queima Judas, no sábado, no Centro Histórico

Ritual histórico anima época da Páscoa nas ruas de Palmela antiga 

Palmela acolhe mais uma edição da tradicional “Queima do Judas” no dia 31 de Março, sábado de Aleluia. O desfile das 17 associações locais, acompanhadas pela população, tem início às 21h30, no Largo dos Loureiros e percorrerá o Centro Histórico da Vila, até ao Largo de S. João. A cada paragem, as associações locais fazem a dramatização do seu testamento, texto de tom satírico, que aborda temas da atualidade e dita o destino do Judas - boneco de palha, com recheio pirotécnico, que, assim, expia, simbolicamente, os pecados do mundo. O percurso termina no Largo de S. João, com animação musical e um espetáculo de fogo-de-artifício. Em Palmela, esta tradição pascal, foi recuperada em 1995 – depois de anos de esquecimento – pela mão da autarquia. 
Queima do Judas está de volta ao coração de Palmela 

No sábado de Páscoa, dia 31 de Março, o Centro Histórico de Palmela volta a encher-se de gente e de festa para a tradicional Queima do Judas. O ritual teatral já é um dos momentos altos da cultura da vila. Recuperado à 23 anos, a Queima tem sabido crescer e envolver o movimento associativo e as populações locais.
A Queima do Judas foi recuperada em 1995 pelo Município de Palmela e deriva de um ritual de origens pagãs, ligado à celebração do equinócio da primavera e ao início de um novo ciclo de vida. O evento tem, ano após ano, vindo a crescer em número de participantes e visitantes, o que mostra, de acordo com o vereador da cultura da autarquia, "a expressão de uma população participativa e de um tecido associativo muito dinâmico".
À luz dos archotes, com o rufar dos tambores a marcar o ritmo, o movimento associativo do concelho irá ditar o destino dos Judas - bonecos de palha com recheio pirotécnico. Cada Judas ouve a leitura do seu testamento, texto teatral que dá voz à crítica e à sátira social, culminando na Queima, gesto simbólico da expiação de pecados e início de uma nova etapa.
Com animação assegurada pelos Bardoada – Grupo do Sarrafo, o percurso tem início às 21:30, no Largo dos Loureiros e passagem por várias “estações” para a queima do “boneco” e a leitura do seu testamento. Este ano, a Queima conta com um número recorde de 17 grupos: Bardoada – Grupo do Sarrafo (animação), Grupo Coral “Ausentes do Alentejo” (bar), Sociedade Filarmónica Palmelense “Loureiros”, Sociedade Filarmónica Humanitária, Passos e Compassos/ Grupo das Férias Culturais, Grupo de Teatro da Associação dos Serviços Sociais e Culturais dos Trabalhadores do Município de Palmela, ATA – Acção Teatral Artimanha, Associação Teatro Sem Dono, Sociedade Columbófila de Palmela, Associação de Escoteiros de Portugal – Grupo 40 de Palmela, INdiferentes, Associação de Idosos de Palmela, Moto Clube de Palmela, TELA – Teatro Extremamente Louco e Absurdo, Teatro da Vila, Avózinhas e PIA – Projectos de Intervenção Artística (Judas final).
O percurso finaliza no Largo de S. João, onde a Orquestra e os Diabos do Bardoada – Grupo do Sarrafo apresentam uma animação que antecederá o testamento da Câmara Municipal e a Queima do Judas, terminando com um espetáculo de fogo de artifício.
Luís Miguel Calha, vereador responsável pela área da Cultura, sublinha o papel da Queima do Judas enquanto "fator de identidade cultural e memória da comunidade de Palmela", recordando que "a cultura, a história, as tradições e costumes são, cada vez mais, reconhecidos, enquanto valores fundamentais de atratividade turística do nosso território, pelo que a Câmara de Palmela vai continuar a preservar e a fortalecer estas exemplares iniciativas", diz o responsável pela pasta da cultura do concelho.
Recuperado em 1995, o Ritual da Queima do Judas tem origens pagãs, ligadas à celebração da Primavera, e é parte integrante do Programa Municipal de Teatro. A iniciativa continua a inspirar as associações locais e os grupos de teatro de amadores do concelho, contribuindo para a preservação do nosso património cultural.

Agência de Notícias com Câmara de Palmela 



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Seixal animado no fim de semana da Páscoa

Street food, artesanato, produtos biológicos, música e animação no Mundet Mercadito N’ Baía

No Seixal, o fim de semana da Páscoa está cheio de atividades e animação com um mercado de rua, street food, artesanato, atividades para crianças, música e até uma banda itinerante de dixieland. O programa de animação começa na sexta-feira à noite, dia 30 de Março, a partir das 23 horas, com os Living Statues DJ a dar música ao Largo Luís de Camões. No sábado, dia 31, há muitos motivos para visitar o núcleo urbano antigo do Seixal, das 10 às 18 horas, com a realização do Mundet Mercadito na Baía. 
Passeio ribeirinho do Seixal vai receber evento este sábado 

No renovado passeio ribeirinho estarão instaladas carrinhas de street food, artesanato, produtos biológicos, atividades de animação para crianças e até uma aula de ioga para crianças e pais. A Xaral’s Dixie, uma banda itinerante de jazz tradicional, atua das 11h30 às 12h30 e das 15 às 16 horas, trazendo às ruas do Seixal um ambiente único e sempre muito festivo.
Street food, artesanato, produtos biológicos, música e animação são as propostas do Mundet Mercadito N’ Baía. Trata-se de uma iniciativa que vai realizar-se na Avenida D. Nuno Álvares Pereira, no núcleo urbano antigo do Seixal, no dia 31 de Março, das 10 às 18 horas.
Ao longo da zona ribeirinha vai ser possível encontrar carrinhas de street food com gelados, crepes artesanais sem glúten, churritos, donuts ewaffles, bolas de Berlim, merendas, cachorros, hambúrgueres, picanha, bolos de chocolate na caneca, tripas de ovos-moles, bolachas americanas, gin, ginja e licores. Haverá também uma grande variedade de frutas e legumes biológicos, bem como artesanato contemporâneo e alternativo, roupas, calçado e muitas surpresas. Às 11 horas da manhã há animação de rua e, às 16 horas, uma aula de ioga para crianças e pais.
A história do Seixal, intimamente ligada à antiga fábrica de cortiça Mundet, serviu de inspiração para o nome deste projeto.
Assim como a cortiça nacional saía do Seixal para vários mercados no mundo, também o Mundet Mercadito N’ Baía recebe artigos diversificados de vários pontos do país, demonstrando a qualidade dos produtos portugueses.
"O seu objetivo é contribuir para a divulgação e sustentabilidade de pequenos ofícios, artesãos e microatividades e sensibilizar para a aquisição de artigos portugueses de origem artesanal, através da campanha Compro de Quem Faz", diz a Câmara do Seixal.

Agência de Notícias com Câmara do Seixal 

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Forte com Mercado Quinhentista em Setúbal

Três dias para voltar ao século XVI

Exposições, espetáculos de música, dança e fogo, jogos medievais, gastronomia e artesanato dinamizam o Mercado Quinhentista, que se realiza nos dias 30 e 31 de Março e 1 de Abril, no Forte de São Filipe, em Setúbal. O certame temático, organizado pela Alius Vetus – Associação Cultural História e Património, em parceria com a Câmara de Setúbal, conta com várias tendas de comércio de artesanato e de restauração, instaladas ao longo da estrada de acesso, entre o primeiro portão e o largo da entrada principal da fortaleza. 
Forte de Santiago volta atrás no tempo e na história na Páscoa 

Em paralelo, decorrem ao longo dos três dias do evento inúmeras atividades que convidam os visitantes a viajar até ao século XVI. Um povoado rural instalado numa zona específica do recinto recria o quotidiano camponês da época, mas há também exposições temáticas, nomeadamente de ferramentas e utensílios rurais, de instrumentos musicais medievais e de caligrafia.
O Mercado Quinhentista reserva, igualmente, acampamentos com exibição e demonstrações de voo livre de aves de rapina, bem como exposição e demonstração de armas e equipamentos militares ofensivos e defensivos.
A feira, com as exposições, tendas de comércio de artesanato e de restauração e os jogos tradicionais para crianças, abre ao público, nos três dias, às 13 horas, e, a partir das 15 horas, há sempre animações, ao longo da tarde, que levam os visitantes a uma viagem pela época quinhentista.
Às 16h30, realiza-se um atelier de escrita e o grupo Espada Lusitana conduz, às 17 horas, mesas pedagógicas com exposição de armaria e equipamento militar ofensivo e defensivo.
Após demonstrações de voo livre de aves de rapina, às 18 horas, pela Falocaria Lusitana, a Espada Lusitana regressa, nos dias 30 e 31 de Março, às 19 horas, e a 1 de Abril, às 18h30, para dinamizar demonstrações de combate apeado.
A música de inspiração medieval e renascentista dos Gaiteiros da Bardoada anima o recinto sempre às 19h30, enquanto às 20 horas há um espetáculo de danças orientais com inspiração em tabernas, a cargo de Al-Nawar.
Nos dias 30 e 31, o Grupo de Danças Antigas de Alhos Vedros atua às 21 horas, no segundo dia com a companhia da música de inspiração renascentista dos Recanto. Também a 31 de Março, a Espada Lusitana regressa, às 21h30, para a recriação da ronda pelos baluartes do forte, acompanhada pelas danças orientais dos Al-Nawar.
Nos dois dias, com início às 22h30, os Fire Dragons proporcionam espetáculos de fogo, e os Gaiteiros da Bardoada regressam para uma última atuação, a partir das 23h30.
No derradeiro dia do Mercado Quinhentista, 1 de Abril, domingo de Páscoa, os grupos envolvidos nos espetáculos e nas animações de rua participam, em conjunto, na cerimónia de encerramento, com início às 21 horas.
As entradas no certame têm o valor de dois euros por pessoa e o acesso automóvel ao forte só é permitido por autocarro especial, gratuito, que funciona em vaivém entre a Casa da Baía e o Forte de São Filipe.
O primeiro autocarro em direção ao Mercado Quinhentista parte às 13 horas e o último está programado para as 23 horas, nos dias 30 e 31, e para as 20 horas, a 1 de abril.
O último autocarro sai do Mercado Quinhentista às 00h30 nos dois primeiros dias e às 22h30 a 1 de Abril.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 






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Secretário de Estado no Seixal por problemas ambientais

Nova estação de medição da qualidade do ar instalada na zona da Siderurgia Nacional 

A instalação de uma nova estação de medição da qualidade do ar na zona da Siderurgia Nacional, no Seixal, está a ser avaliada, com o secretário de estado do Ambiente a afirmar que é importante para "tranquilizar as pessoas". O secretário de Estado do Ambiente, Carlos Martins, a convite da Câmara do Seixal, esteve esta quarta-feira, em vários locais identificados com passivos ambientais e que necessitam de intervenção de recuperação, acompanhado por elementos da Agência Portuguesa do Ambiente, da Agência para a Competitividade e Inovação e da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo, afirma a autarquia, em comunicado. Autarcas e governante visitaram ainda a área envolvente da Siderurgia Nacional onde, segundo a autarquia, se constatou a "necessidade urgente de descontaminação dos solos e de resolução dos problemas de qualidade do ar e ruído provenientes da atividade industrial desta empresa".
Autarcas e governantes atentos aos problemas ambientais 

A visita surgiu na sequência de um conjunto de várias reivindicações do município com vista ao desenvolvimento de ações de requalificação ambiental e à urgente eliminação dos passivos ambientais históricos existentes no concelho.
Durante a manhã de ontem foi visitada a área envolvente da Siderurgia Nacional onde se constatou a necessidade urgente de descontaminação dos solos e de resolução dos problemas de qualidade do ar e ruído provenientes da atividade industrial desta empresa.O presidente da Câmara do Seixal, Joaquim Santos, referiu que a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo está a "avaliar a possibilidade de instalar mais uma estação de medição de qualidade do ar e vai informar a população para dar conta do que foi feito e do que há a fazer para melhorar esta situação".
Carlos Martins afirmou, citado pela autarquia em comunicado, que com a instalação desta nova estação "podemos tranquilizar aqueles que vivem nas imediações da Siderurgia Nacional".
O movimento de cidadãos 'Os Contaminados', criado no concelho do Seixal, apresentou uma queixa na União Europeia a denunciar problemas ambientais relacionados com a Siderurgia Nacional e a apelar à intervenção internacional para a sua resolução.
Na petição, que aguarda agora uma resposta de Bruxelas se é assunto para análise interna do Estado (Portugal) ou da União Europeia, o movimento explica que "são inúmeras as queixas apresentadas pelos habitantes da Aldeia de Paio Pires, concelho do Seixal, sobre os efeitos nefastos da laboração da Siderurgia Nacional.
A Direção-geral da Saúde  garante que está a ser feita uma avaliação de risco na zona de Paio Pires, Seixal, junto à Siderurgia Nacional, e adianta que tomará medidas para que a população seja devidamente esclarecida.

Problemas também em Corroios e Amora 
No dia de quinta-feira foram ainda visitados antigos areeiros onde durante muitos anos foram depositados hidrocarbonetos, terrenos contaminados da antiga SPEL - Sociedade Portuguesa de Explosivos, na freguesia de Corroios, e ainda o Poço do Talaminho, na freguesia de Amora.
Sobre estes locais foi transmitido que "existe uma possibilidade de financiamento por fundos europeus para desenvolver estudos que depois possam originar ações de recuperação destes passivos", referiu Joaquim Santos.
Em forma de balanço desta visita, o secretário de Estado, Carlos Martins, citado no comunicado da autarquia, afirmou que o Governo está "muito interessado" na resolução dos problemas ambientais e "muito satisfeito com este trabalho conjunto com o Município do Seixal onde as relações têm sido muito positivas, tendo como objetivo ultrapassar os problemas ambientais existentes".

Agência de Notícias com Lusa
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Terminal do Barreiro será mais pequeno e multiusos

Câmara anuncia que a Quimiparque vai receber novo terminal de contentores

A ministra do Mar garantiu que o projecto do terminal do Barreiro voltará a ser submetido à avaliação de impacto ambiental até ao Verão. Mas será diferente. Além da redução da área de ocupação, vai receber mais do que contentores. A Ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, revelou que o novo terminal de contentores no Barreiro deverá estar pronto “em 2022 ou 2023, dependendo do que sair da avaliação de impacto ambiental”. A governante disse ainda que, além do terminal de Sines, investidores chineses “têm-se mostrado” interessados em investir neste novo terminal.  Ao que tudo indica, ficou já estabelecida a localização do futuro terminal de contentores a ser edificado no Barreiro, de acordo com informações avançadas ontem por Frederico Rosa, presidente da câmara do Barreiro, o novo terminal está projectado para o parque empresarial da Quimiparque, uma decisão sustentada por dois fundamentos basilares: não impedir um futuro corredor da Terceira Travessia sobre o Tejo e não prejudicar a zona urbana e respectivas paisagens.
Governo estuda zona da Quimiparque para Terminal do Barreiro

O parque empresarial da Quimiparque vai receber o novo terminal de contentores do Barreiro, revelou o presidente da câmara, Frederico Rosa. A par do anúncio, o autarca referiu que no próximo mês de Julho deverá entrar para consulta pública o novo estudo de impacte ambiental para o início do projeto, avançou o Correio da Manhã.
Frederico Rosa explicou que a localização do novo terminal de contentores foi definida de forma a não impedir o corredor de uma futura ponte sobre o Tejo, assim como não entrar na zona urbana limítrofe da cidade e afetar a paisagem.
Rui Braga, vereador do Desenvolvimento Económico e Estratégico, referiu que “o terminal encolheu um bocadinho, mas com uma redução na capacidade”, de forma a acomodar contentores. O responsável afiançou a possibilidade de 30 por cento do tráfego sair por barcaças no rio Tejo, por forma a reduzir a circulação de camiões entre margens.
Recorde-se que a avaliação de impacto ambiental de um primeiro projecto esteve já nas mãos da Agência Portuguesa do Ambiente, mas o processo foi interrompido depois da Câmara Municipal do Barreiro se ter mostrado contra a localização prevista.
O projeto entrou então numa fase de reconfiguração física, que levou a uma nova localização mas também a um redimensionamento do terminal e até a mudanças a nível de operacionalidade, admitiu a Ministra.
Ana Paula Vitorino confirmou que se decidiu "deixar de ser terminal só de contentores para ser um terminal multisusos", podendo assim movimentar carga contentorizada mas também graneis sólidos e carga ro-ro.
A Ministra do Mar garantiu que neste processo "não existe nenhuma circunstância anómala, são coisas normais nos projectos de grandes infra-estruturas", adiantando que, a nível de localização, se decidiu "deslocar para montante o terminal e ter uma ligeira rotação de forma a não ser impactante do ponto de vista da área urbana do Barreiro".

Investidores chineses interessados 
A Ministra do Mar assegura que “em 2022 ou 2023, dependendo do que sair da avaliação de impacto ambiental, teremos o novo terminal do Barreiro. “Os investidores chineses têm-se mostrado mais interessados no novo terminal de Sines, mas também no do Barreiro. Temos tido manifestações de interesse de grandes operadores mundiais e também de investidores que não têm um percurso na área portuária, mas que têm interesse nas áreas relacionadas com os portos, principalmente para os portos de Sines, Lisboa e Leixões”, afirmou Ana Paula Vitorino, em entrevista à TSF e Dinheiro Vivo.
Na mesma entrevista, a ministra indicou que têm existido demonstrações de interesse de “grupos do norte da Europa [sobretudo da Dinamarca] que pretendem instalar-se em Portugal e que estão a começar a analisar o mercado”. “Acham que este pacote de investimento nos portos vai criar oportunidades não só na atividade portuária mas em todas as atividades conexas”, disse. Porém, escusou-se a revelar nomes: “Os privados, quando quiserem anunciar, anunciam”.
Questionada sobre o que falta para a economia do mar dar “o grande salto económico” que há muito é prometido, Ana Paula Vitorino disse que falta “fazer acontecer”. “Já foram feitas muitas estratégias. Eu tomei logo uma decisão no início que foi não fazer mais nenhuma estratégia, ou seja, vou assumir como boa a estratégia que existe e que foi desenvolvida pelo governo anterior, até 2020. Depois, se houver algum ajustamento a fazer, faz-se. Exatamente para que se possa começar a não perder tempo a fazer a enésima estratégia, mas a preparar os projetos”.
O novo terminal do Barreiro será um terminal multiúsos, não só para contentores mas também para “suporte em termos de movimentação portuária”. Para Ana Paula Vitorino "é uma melhoria de uma infra-estrutura que é suposto durar mais de 100 anos".
O Governo está também a negociar a “ampliação” do terminal de Sines e melhorias no porto de Setúbal.

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Alcochete e Loures defendem mais acessos à Vasco da Gama

Autarcas defendem melhores ligações a Sul e a Norte do Tejo 

O presidente da Câmara de Alcochete defendeu a "necessidade imperiosa" de construção de mais um acesso à Ponte Vasco da Gama no seu concelho, enquanto o presidente de Loures realçou que também Sacavém está mal servida de ligações. Fernando Pinto, presidente da Câmara de Alcochete, no distrito de Setúbal, onde a ponte amarra em terra na margem sul, defendeu que faz falta no seu concelho uma nova acessibilidade à Vasco da Gama, o “que deveria ser resolvido com a maior brevidade possível”. 
Autarcas das duas margens defendem melhores acessos 

O autarca sublinha ainda que “Alcochete tem apenas um acesso à Ponte Vasco da Gama, que afunila junto à praça das portagens, mas há uma necessidade imperiosa que, num curto espaço de tempo, essa acessibilidade seja maior”.
Fernando Pinto explicou, por outro lado, que “ainda continuam a existir em Alcochete pessoas que, para acederem à ponte têm de dar um passo atrás para depois darem um passo em frente” e assim conseguirem chegar à Vasco da Gama.
“Julgo que, no nosso território, temos condições soberbas para podermos criar, pelo menos, mais um acesso à Ponte Vasco da Gama, o que eu acho que, simultaneamente, também vai contribuir para a fluidez do tráfego rodoviário que se sente praticamente todos os dias”, defendeu.
A construção da Ponte Vasco da Gama, há 20 anos, “alterou radicalmente a zona Oriental de Loures e de Lisboa, criando novas e importantes acessibilidades”, o que, “juntamente com a Expo’98, permitiu uma regeneração junto ao rio muito importante”, salientou, pelo seu lado, Bernardino Soares (autarca da CDU), atual presidente da Câmara de Loures.
Apesar da ligação facilitada dos concelhos de Lisboa e de Loures ao sul, de acordo com o autarca de Loures, o projeto deixou ainda por resolver algumas acessibilidades.
“Ficaram ainda por resolver alguns problemas que novas vias sempre trazem, com o isolamento no acesso a algumas dessas vias de certas zonas do nosso concelho, em particular na cidade de Sacavém, que não ficou tão bem servida como devia de ligações quer à 2ª Circular ou ao Eixo Norte-Sul ou ao IC2”, disse.
Questionado se defenderia a mesma localização para a ponte Vasco da Gama, caso fosse na altura presidente da Câmara de Loures, Bernardino Soares respondeu afirmativamente, ressalvando que “poderia ter existido melhores soluções nalgumas localizações que permitissem uma melhor acessibilidade e um menor fechamento das localidades que foram mais afetadas pela ponte Vasco da Gama”.
“De toda a forma, julgo que foi um momento de avanço de ligação das duas margens do Tejo e infraestruturação de uma Área Metropolitana que estava a precisar desse tipo de equipamento”, sublinhou.

Os dados da Ponte Vasco da Gama 
Foi inaugurada a 29 de Março de 1998, há exatamente 20 anos, com festa, feijoada (realizada uma semana antes) com direito a entrar no Guiness e um fogo de artifício inesquecível para quem viu. A Ponte Vasco da Gama celebra duas décadas de vida com números abaixo do esperado no que diz respeito à passagem de automóveis, mas um dos principais objetivos cumpridos: aproximar as duas margens do Rio Tejo.
Mais de 62 mil carros passam diariamente pela Ponte Vasco da Gama, número oficial que ainda assim fica longe das previsões que motivaram a construção de uma das maiores ponte da Europa (e do Mundo). A ideia do investimento de quase 900 milhões de euros era retirar carros à Ponte 25 de Abril, sempre congestionada, mas ainda hoje quem passa nas duas pontes sente a diferença: a Vasco da Gama com trânsito normalmente fluído, a 25 de Abril sempre com mais movimentação, tecnicamente mais do dobro.
Ainda assim, os 17,2 quilómetros de ponte, inaugurados semanas antes da Expo 98, cumpriram um dos seus grandes objetivos, como destacam os autarcas de Montijo e Alcochete.
Antes de 29 de Março de 1998, chegar a Lisboa de Alcochete ou do Montijo demorava entre uma a duas horas de carro, hoje demora 20 minutos ou meia hora. Em 20 anos, duplicou a população residente nestes concelhos do distrito de Setúbal e dispararam os preços das casas, criou-se uma nova centralidade.
O preço pode influenciar: hoje, um veículo ligeiro paga 1,80 para atravessar a Ponte 25 de Abril e 2,80 de portagem pela travessia da Vasco da Gama (um veículo de categoria 4, a maior, já paga 12 euros. Quando inaugurou, ainda se pagava em escudos mas custava o equivalente a 1,60 euros. A extensão total da nova ponte é de 17,2 kms, dos quais 10 sobre as águas do Tejo e os restantes em terra.
Na obra foram utilizadas 100 mil toneladas de aço, 730 mil toneladas de betão e foram empregadas 150 vigas-tabuleiro pré-fabricadas.
A ponte tem uma esperança de vida de 120 anos, tendo sido projetada para suportar velocidades do vento de 250 km/h e resistir a um sismo 4,5 vezes mais forte ao Terramoto de Lisboa, em 1755.

Agência de Notícias com Lusa
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Zero exige avaliação ambiental ao aeroporto do Montijo

Ambientalistas exigem Avaliação Ambiental Estratégica do novo aeroporto 

A associação ambientalista Zero defendeu, esta quarta-feira, uma Avaliação Ambiental Estratégica ao novo aeroporto do Montijo e afirmou que, se tal não acontecer, avançará com queixas à justiça portuguesa e à Comissão Europeia. "A Zero considera absolutamente necessário que se proceda a uma Avaliação Ambiental Estratégica que considere as diferentes possibilidades de implantação e evolução de uma infraestrutura destas no território", avança a Associação Sistema Terrestre Sustentável - Zero, em comunicado. A nota da associação de defesa do ambiente surge na "sequência das notícias mais recentes que dão conta da realização de um Estudo de Impacte Ambiental, o que não corresponde à necessidade legal e a uma boa prática de avaliação, transparência e participação", pode ler-se.
Ambientalistas da Zero querem mais rigor na avaliação ambiental 

Segundo a legislação que regula a Avaliação Ambiental Estratégica, encontram-se sujeitos a esta avaliação os "planos e programas para os sectores da agricultura, floresta, pescas, energia, indústria, transportes, gestão de resíduos, gestão das águas, telecomunicações, turismo, ordenamento urbano e rural ou utilização dos solos".
A associação ambientalista acrescenta que "os projetos de construção de aeroportos cuja pista de descolagem e de aterragem tenham um comprimento de pelo menos 2.100 metros são obrigatoriamente sujeitos" a este instrumento.
A Zero especifica alguns aspetos fundamentais que devem ser esclarecidos. Uma das questões prende-se com uma eventual substituição do aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, pelo aeroporto a instalar no Campo de Tiro de Alcochete e a outra com o papel que o aeroporto do Montijo terá relativamente a estas duas estruturas.
A saúde pública é também um dos eixos de preocupação dos ambientalistas, que questionam as medidas que serão tomadas em relação à "redução do ruído através da existência de períodos noturnos de total interrupção do tráfego aéreo".
A Avaliação Ambiental Estratégica defendida pela Zero deve "avaliar rigorosamente" a compatibilização do aumento do transporte aéreo e o impacto nas alterações climáticas com o objetivo de descarbonização do país até 2050; a avaliação de incidências territoriais; a conservação da natureza; o ruído e qualidade do ar e as acessibilidades ao novo aeroporto.
De acordo com a associação, se além de um Estudo de Impacte Ambiental não se realizar uma Avaliação Ambiental Estratégica, conforme obriga a legislação, a Zero fará uma queixa à Comissão Europeia e à justiça portuguesa.

APA vai requerer relatório ambiental 
Segundo o 'site' da Agência Portuguesa do Ambiente, a Avaliação Ambiental Estratégica requer a preparação de um relatório ambiental com os efeitos significativos sobre o ambiente e as alternativas identificadas e a realização de consultas a autoridades ambientais, público e eventualmente outros Estados-membro.
Requer também que o relatório ambiental  e os resultados das consultas sejam tidos em consideração antes da aprovação de um programa, que depois da aprovação desse plano a informação relevante seja disponibilizada aos interessados e que "os eventuais efeitos significativos da execução do plano sejam controlados e corrigidos".

Agência de Notícias com Lusa
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Maior mural de Vhils fica no Barreiro

Nova alameda abre cidade à zona industrial


O Barreiro inaugurou no domingo passado, a nova alameda que resultou da requalificação da histórica Rua da União e que se apresenta agora como uma artéria ampla, com espaços pedonais e de estar e uma vincada componente artística assente na maior obra já feita, até hoje, por Alexandre Farto, “AKA” Vhils. O artista plástico pintou um extenso mural, que cobre as fachadas dos edifícios do Bairro de Santa Bárbara, sobranceiro à nova alameda da Rua da União. Esta intervenção de requalificação, que implicou um investimento de 1,5 milhões de euros, provenientes dos resultados da exploração operacional da Baía do Tejo, estende-se por dois hectares e envolveu reperfilamento da rua, nova via, passeios e arruamentos totalmente remodelados, sendo que metade desta área é ocupada por zonas verdes. Segundo Jacinto Pereira, presidente do Conselho de Administração da Baía do Tejo, há vários factores que contribuem para que esta nova alameda seja “muito importante” para a cidade.
Este passa a ser o maior trabalho de arte urbana de Vhils 

Após as obras de requalificação, a nova alameda da Rua da União foi inaugurada e reaberta à população e à circulação de trânsito entre o Barreiro e Lavradio, a 25 de Março. O momento ficou assinalado com o descerramento de uma placa localizada no pórtico do parque empresarial Baía do Tejo, pelo presidente da Câmara do Barreiro, Frederico Rosa, e pelo presidente do Conselho de Administração da Baía do Tejo, Jacinto Pereira.
Frederico Rosa sublinhou a importância de "aproximar os territórios que estavam murados ao centro da cidade, ficando assim mais próximos dos barreirenses”. E, desta forma, os barreirenses e a cidade ganham uma nova “zona lindíssima”. Segundo o autarca este é o primeiro passo para aproximar esses territórios (como por exemplo os referentes ao património ferroviário) e colocá-los ao serviço dos barreirenses.
Frederico Rosa, sublinhou ainda que com a abertura da nova alameda o Barreiro “está a expandir-se para territórios que estavam inacessíveis às pessoas. Neste momento estamos a colocar a cidade mais próxima desta zona”.
“Um dia especial para a Baía do Tejo e para o Barreiro” foram as palavras de Jacinto Pereira. Esta obra significa um "abraço definitivo do parque empresarial ao Barreiro e aos barreirenses".
“Um dos pilares desta obra é criar condições de acesso ao parque, para todos os clientes e empresas que a ele precisem de ter acesso”, disse Jacinto Pereira na inauguração, acrescentando que neste momento “estão instaladas cerca de 200 empresas nesta zona industrial”.
Outro dos objectivos é criar novos espaços que permitam “vivenciar o território com qualidade”, tornar acessível a Casa Museu Alfredo da Silva e instalar novos equipamentos nesta área do concelho, ao mesmo tempo que se concretiza, em definitivo, a abertura do território das antigas fábricas à cidade.
“Pretendemos criar melhores condições para todos os barreirenses, para que todos possam usufruir na totalidade deste espaço”, salientou o presidente do Conselho de Administração da Baía do Tejo.
A requalificação ambiental e urbanística do Parque Empresarial faz parte da missão da Baía do Tejo, visando proporcionar “melhores condições de utilização do território aos clientes do Parque empresarial e à população do Barreiro”.

Homenagem ao passado industrial do Barreiro e às memórias dos barreirenses
Mural reflete a memória fabril da cidade do Barreiro 
Seguiu-se a inauguração da obra de Vhlis, um mural, de grandes dimensões, com cerca de 150 metros, localizado numa das entradas do Bairro de Santa Bárbara, no Barreiro. A obra reflete a visão do artista sobre o território da Baía do Tejo, a sua história e sua importância na identidade e memórias dos barreirenses.
“Além desta construção, é inaugurado aquilo que eu considero que venha a ser uma extraordinária sala de visitas, a partir de hoje, e que venha a ser um dos principais ícones do Barreiro, que é a obra do artista Vhils”, destacou Jacinto Pereira na cerimónia, justificando a ausência de Alexandre Farto, verdadeiro nome do artista, por se encontrar em Hong Kong, China.
De acordo com Jacinto Pereira, esta mais recente obra de Vhils faz parte da parceria que a empresa tem com o artista e insere-se no desenvolvimento do núcleo de industrias criativas que a Baía do Tejo procura consolidar nos seus parques empresariais e que conta já, além do estúdio de trabalho de Vhils, com o arquivo da associação cultural Ephemera, de Pacheco Pereira, e a editora musical Hey Pachuco.
As obras de requalificação geraram polémica, no ano passado, por envolveram a demolição do edifício do antigo posto médico da CUF, contestada por um grupo de cidadãos que defendia a sua preservação e classificação como Património Arquitectónico.
O prédio não integrou a lista de património da antiga CUF que está em vias de classificação pela Direcção Geral do Património Cultural e foi mesmo demolido.
A nova Alameda, refira-se, está agora ajardinada, passou a ter largos passeios para a circulação de peões, zonas verdes, com bancos, e um espaço próprio para pequenos espetáculos, enquadrado pelo mural do artista que cresceu no concelho vizinho, no Seixal. 
“A obra estende-se por cerca de 150 metros e visa interpretar e fazer sobressair as vivências do complexo industrial e o ADN fabril e empresarial que marca definitivamente este território”, referiu o administrador da Baía do Tejo, concluindo que se trata de uma intervenção que faz “a ponte entre a modernidade e a herança que há cerca de 100 anos marca presença na margem esquerda do Tejo”.
No mesmo dia foi reaberta a circulação de trânsito na Rua da CUF que faz ligação à Rua da União.
A CUF foi fundada em 1865 pelo empresário Alfredo da Silva, e no complexo industrial do Barreiro, que integrava diversas fábricas, de adubos, sabão, produtos químicos, rações, óleos e azeite, chegaram a trabalhar 11 mil pessoas. A empresa foi nacionalizada em 1975 e os antigos territórios são actualmente geridos pelo Estado através da Baía do Tejo.

Agência de Notícias
Fotos: Câmara do Barreiro 
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Mulheres abordam novas profissões em Setúbal

Os novos desafios das mulheres portuguesas em debate 

A forma como as mulheres se enquadram e são encaradas pela sociedade em profissões tradicionalmente associadas aos homens dinamizou uma Tarde Intercultural do Museu do Trabalho Michel Giacometti, em Setúbal, realizada no dia 24 de Março. Mulheres, mas também homens, debateram os vários aspetos que influenciam a vida das mulheres que optaram por carreiras que a tradição social construiu como universos masculinos. A Tarde Intercultural, iniciativa da Câmara de Setúbal,  integrada no programa comemorativo Março Mulher, contou com o contributo da vereadora Eugénia Silveira, que partilhou com o público a experiência pessoal vivenciada ao longo da carreira profissional enquanto arquiteta. Muitas outras experiências, de outras mulheres, foram partilhadas durante o encontro.
Mulheres falaram dos desafios das novas profissões 

Num vídeo, produzido pela Câmara sadina intencionalmente para o evento, foram visionados os relatos da única motorista, entre oitenta profissionais, de veículos pesados na autarquia setubalense, de uma motorista dos TST e de quatro tatuadoras.
O curto documentário incluiu, ainda, uma entrevista a Maria Arminda Santos, setubalense que integrou o primeiro conjunto de enfermeiras paraquedistas formadas pelas Forças Armadas para participar em contexto de guerra, no caso, em África, onde serviu durante oito anos.
No encontro estiveram também presentes mulheres como Cecília Gomes, poetisa que ao longo da vida trabalhou em ofícios tão distintos como na construção civil ou enquanto tratadora de cães, Sandra Lázaro, pescadora, Catarina Garcia, agente da PSP, Carla Marono, militar da GNR e fadista, e ainda Marina Silva, alemã radicada em Portugal e que é intérprete de guitarra portuguesa.
Aproveitando o contexto do Museu do Trabalho Michel Giacometti, localizado numa antiga fábrica de conservas, os participantes partilharam histórias e ideias relacionadas com as lutas industriais travadas pelas mulheres ao longo da sociedade moderna.
Nesse contexto, Mónica Leitão, representante do Movimento Democrático das Mulheres, expôs uma resenha da evolução da empregabilidade das mulheres em Portugal desde a aurora da I República até 2012.
A sessão do Março Mulher contou ainda com apontamentos culturais protagonizados por algumas das participantes, nomeadamente leitura de poesia por Cecília Gomes e momento de fado por Carla Marono, acompanhada à guitarra por Marina Silva.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 
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Encontro sobre Orçamento Participativo em Almada

Debate discute propostas para a cultura 

A Câmara de Almada e a Agência para a Modernização Administrativa convidam os munícipes do concelho para um Encontro Participativo, dedicado à Cultura, no Cine Incrível, em Almada, esta quarta-feira, 28 de Março, às 19 horas. "Esta é uma sessão de debate presencial entre cidadãos para apresentação de propostas para o Orçamento Participativo Portugal 2018", explica a Câmara de Almada. O tema desta sessão é a Cultura. A entrada é livre. O Orçamento Participativo é um processo democrático deliberativo, direto e universal, através do qual as pessoas podem decidir como investir cinco milhões de euros. Até 24 de Abril, decorre a primeira fase, para apresentação de propostas.
Almada recebe hoje o Orçamento Participativo de Portugal 

O aumento de três para cinco milhões de euros da dotação do Orçamento participativo de Portugal, que pela primeira vez é alargado a “todas as áreas da governação”, foi comunicado pelo gabinete da Secretária de Estado Adjunta e da Modernização Administrativa, Graça Fonseca.
A segunda edição desta iniciativa, segundo a qual os cidadãos candidatam propostas de investimento e votam nos projectos a realizar pelo Governo, vai evocar a Revolução dos Cravos, com o “roteiro de encontros participativos” pelo país a “reproduzir geograficamente locais relevantes para a acção militar do 25 de Abril, levado a cabo pelo Movimento das Forças Armadas”.
Os encontros, que decorrerão na rede de bibliotecas públicas e municipais e de Espaços Cidadão, começaram em Lagos, a 20 de Fevereiro, e culminam em Lisboa, no dia 24 de Abril, passando por 16 outros locais, de norte a sul e ilhas.
A secretária de Estado Adjunta e da Modernização Administrativa, Graça Fonseca, exemplificou com uma proposta vencedora em 2017 de âmbito nacional intitulada “Cultura para Todos” cujo objetivo passa por todos os jovens que façam 18 anos em 2018 tenham acesso gratuito a equipamentos culturais. “Ao teatro, à musica, ao ballet, à arquitetura. Há todo um conjunto de espaços e edifícios disponíveis a partir do mês de Abril tem acesso gratuito a esses equipamentos”.
Segundo a responsável, neste momento o esforço do Governo passa por um lado “garantir que as propostas de 2017 sejam concretizadas o mais rapidamente possível” e por outro “que a segunda edição tenha propostas tão boas ou melhores que as do ano passado” e foi nesse sentido que o Executivo procurou em 2018 “alargar um pouco o espectro” sendo possível comprovar consultando o site app.gov.pt onde “já surgem muitas questões relacionadas com o ambiente, com a água, saúde e educação”, afirmou a secretária de Estado.
Orçamento participativo de Portugal, é aberto a todos os cidadãos portugueses com idade igual ou superior a 18 anos que podem apresentar propostas de índole regional, intermunicipal ou nacional a serem financiadas pelo Governo e, mais tarde, votar no projeto que gostariam de ver concretizado.
Até 24 de Abril todos podem apresentar propostas no portal do Orçamento participativo de Portugal, ou nos encontros participativos, em diferentes locais do País. A votação começa no dia 11 de Junho. Até dia 30 de Setembro todos podem escolher, através do voto, como vão ser investidos os cinco milhões de euros do Orçamento participativo de Portugal. 
As propostas podem ser submetidas desde dia 24 de Janeiro através da página do Orçamento participativo na internet.
Em Outubro são divulgados os projetos vencedores.
"É certo que cada região do país terá sempre assegurada a existência de projetos vencedores do Orçamento Participativo Portugal no seu território", diz o governo. 
Por isso, lança-se o desafio aos "cidadãos com mais de 18 anos, para participar neste processo de decisão, apresentando o seu projeto para o concelho de Almada", sublinha a Câmara de Almada.

Agência de Notícias 

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Sesimbra elegeu Assembleia Municipal de Jovens

Jovens entram na política local com "empenho" de mudar 

Maria Cunha, da Escola Básica Integrada da Quinta do Conde, foi eleita a presidente da mesa da 15.ª edição da Assembleia Municipal de Jovens de Sesimbra. A votação teve lugar no Cineteatro Municipal, no dia 20 de Março, e juntou alunos dos cinco agrupamentos de escolas do concelho. Viviane Marcondes, da Escola Secundária de Sampaio, e Tomás Costa, da Escola Navegador Rodrigues Soromenho, foram os escolhidos para primeiro e segundo secretário. "Contem com o meu empenho, dedicação e seriedade em prol do nosso concelho". Foi com estas palavras que Maria Cunha, a nova presidente da Assembleia Municipal de Jovens, agradeceu o voto de confiança dos colegas e professores que a elegeram. Viviane e o Tomás garantiram também dar o seu melhor nas funções de secretários.
Sesimbra já elegeu presidente da Assembleia Municipal de Jovens 

"Parabéns a todos, desejo-vos um excelente trabalho e, no dia 28 de Abril, estaremos juntos para debater as propostas que vão ser apresentadas por cada grupo. Agradeço, aos alunos e professores pelo interesse e empenho neste projeto", disse Odete Graça, presidente da Assembleia Municipal de Sesimbra e a grande mentora da Assembleia Municipal de Jovens.
"Deixo também uma palavra de apreço aos diretores dos agrupamentos pela disponibilidade para estarmos aqui hoje reunidos", disse a autarca.
Durante o dia, e antes da eleição da mesa, os jovens alunos envolvidos no projeto visitaram o Parque da Várzea, na Quinta do Conde, o Santuário do Cabo Espichel e o Museu do Mar. Depois do almoço, assistiram a uma sessão interativa, promovida pela Amarsul, sobre a importância da reciclagem, no Auditório Conde de Ferreira.
Pegando na temática da reciclagem Carla Ribeiro, da Amarsul, um dos parceiros da Assembleia Municipal de Jovens, lançou um desafio aos jovens e aos professores presentes. "A partir de hoje e até Maio estão convidados a recolher o máximo de resíduos, seja plástico, papel ou cartão, e tudo o que conseguirem. Por cada tonelada de resíduos irão receber um apoio para a vossa escola investir onde considerarem importante", realçou. "Património – sim, Lixo – não!", finalizou Carla Ribeiro.

Assembleia Municipal de Jovens a 28 de Abril 
Património, Cultura, Futuro - A Noss@ Identidade Cultural, no âmbito do Ano Europeu do Património Cultural, é a temática que serve de inspiração à 15.ª edição da Assembleia Municipal de Jovens, projeto de cidadania cuja a sessão decorre no dia 28 de Abril, às 15 horas, no Castelo de Sesimbra.
"Fomentar a participação das novas gerações, reforçar o espírito de cidadania, contribuir para a sua formação através do desenvolvimento da personalidade e do caráter, e proporcionar maior conhecimento sobre a realidade local e das instituições democráticas", são os principais objetivos da Assembleia Municipal de Jovens, dinamizada pela Assembleia Municipal de Sesimbra desde 2006.
De acordo com Odete Graça, a assembleia "possibilita aos alunos e professores uma melhor perceção da realidade da comunidade sesimbrense e permite a conceção e partilha de propostas, com o objetivo de os formar cidadãos ativos e participativos da comunidade local e na sociedade em geral".
A autarca salienta ainda "o sentido crítico dos mais jovens que tem vindo a evoluir ao longo dos anos com destaque para as propostas que apresentam de forma responsável e participada com o objetivo de reanimar o município de Sesimbra".
"Tem sido um privilégio para esta Assembleia Municipal cooperar com os jovens e professores dos Agrupamentos do município, reconhecendo que os objetivos a que nos propomos assumir, têm sido verdadeiramente alcançados", diz a presidente da Assembleia Municipal.
A partilha de conhecimentos que "estes jovens e professores têm vivenciado ao longo dos anos demonstram de forma muito positiva o quanto tem sido útil e adequada a sua integração neste projeto", conclui a autarca lembrando ainda o contato com os eleitos locais, quando integrados na ação do “Eleito por um dia” têm permitido aos jovens vivenciar a vida do Poder Local.

Agência de Notícias com Câmara de Sesimbra
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Palmela pede abolição de portagens na A2 até Setúbal

 Impacto negativo na vida dos cidadãos residentes no concelho 

A Câmara de Palmela aprovou, em reunião pública, uma moção para exigir ao Governo a abolição da portagem no troço da A2 entre Palmela e Setúbal. Em alternativa, propõe a suspensão das taxas até que sejam construídas variantes às Estradas Nacionais 379 e 252, estradas que, de acordo com a autarquia, "deveriam ter cada vez menos características de estrada nacional, dado o contínuo urbano em que se inserem, nomeadamente nas zonas de Palmela, Aires, Volta da Pedra e Pinhal Novo". CDU, PS, a coligação PSD/CDS-PP e o Movimento Independente pela Mudança aprovam a reivindicação. "As políticas de mobilidade têm hoje um alcance que vai muito para além da esfera estrita da capacidade de deslocação, transação e comunicação. Os sistemas viários e de transportes têm um papel central nas questões da sustentabilidade ambiental e coesão social, cabendo-lhes garantir soluções eficazes mas também seguras, acessíveis e sustentáveis, com respeito pela saúde humana e pelo meio ambiente", refere o texto da moção.

Palmela defende abolição de portagens no concelho 

No documento que será remetido ao Governo e à Infraestruturas de Portugal, entre outras entidades, o município alerta para o "notório aumento dos movimentos pendulares, com grande acréscimo de tráfego na Estrada Nacional (EN) 252, entre Pinhal Novo e Setúbal, e na EN379, entre Palmela e a Volta da Pedra, onde as duas vias confluem, sujeitando-as, bem como às vias adjacentes, a cargas de utilização para as quais não foram concebidas".
Para este aumento de tráfego nas estradas do concelho, contribuem também os desvios feitos por automóveis ligeiros e pesados de mercadorias para evitarem as portagens, resultando num "forte impacto negativo na vida dos cidadãos e das cidadãs residentes e automobilistas, devido ao elevado volume de trânsito, em particular nas horas de ponta", diz a moção aprovada por todas as forças políticas do concelho.
A Câmara de Palmela realça que os sistemas viários e de transportes "têm um papel central nas questões da sustentabilidade ambiental e coesão social" e que, pese embora os investimentos realizados pelo município «na promoção de uma mobilidade mais sustentável", cabe à Administração Central, entre outras responsabilidades, "resolver o problema do trânsito nas estradas nacionais".
O município insiste que é um dever dos poderes públicos, cada um na sua esfera de competências, promover o uso do transporte público, soluções de mobilidade suave e, entre outras medidas, investir na rede ferroviária e rodoviária.
"Essa é a forma de retirar tráfego dos núcleos urbanos, reduzir a sinistralidade e os congestionamentos e favorecer as deslocações com segurança, conforto e menos impacto negativo para as pessoas, as instituições e o ambiente", sublinha o documento.
De acordo com a autarquia, "as estradas nacionais 252 e 379 deveriam ter cada vez menos características de estrada nacional, atento o contínuo urbano em que se inserem, nomeadamente nas zonas de Palmela, Aires, Volta da Pedra e Pinhal Novo", apesar "das insistentes propostas do município, de há vários anos, continuam por implementar as variantes a estas estradas nacionais nestas localidades". 
Assim, a Câmara Municipal "delibera exigir a abolição imediata da portagem para quem circula entre Palmela e Setúbal e vice-versa, ou a sua suspensão até à construção de vias variantes à Estrada Nacional 379 e à Estrada Nacional 252". Para a autarquia, "a existência de portagens no troço da A2 entre Setúbal e Palmela contribui para aumentar o tráfego nestas localidades, com fortes consequências negativas para as pessoas, as instituições e o ambiente".

Agência de Notícias com Câmara de Palmela 
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Passil com Unidade Móvel de Saúde esta semana

População com acesso médico de 15 em 15 dias

No próximo dia 29 de Março, a Unidade Móvel de Saúde inicia as consultas no Passil, no âmbito do protocolo estabelecido entre a câmara de Alcochete e o Aces do Arco Ribeirinho. As consultas neste lugar terão uma periodicidade quinzenal e decorrem entre as oito e as 13 horas, à quinta-feira. Através desta parceria, "os munícipes deste lugar vão poder assim usufruir de cuidados de saúde de proximidade, uma resposta que será uma realidade através da presença da Unidade Móvel de Saúde que, constituída por um médico especialista em medicina geral e familiar e uma enfermeira especialista em saúde comunitária, estará disponível quinzenalmente para a população residente deste lugar", refere a Câmara de Alcochete.
População do Passil vai ter serviço móvel de Saúde 

A população do Passil, no concelho de Alcochete, vai ter um posto de saúde móvel a partir desta quinta-feira. Para poderem beneficiar deste atendimento, os utentes "devem efetuar inscrição prévia até à véspera da deslocação da Unidade Móvel, junto das antigas instalações do posto de saúde, onde se encontra, para o efeito, uma técnica da câmara municipal", refere a autarquia em comunicado.
Em Fevereiro, a vice-presidente da autarquia, dizia que "esta carrinha terá um serviço médico e de enfermagem também, uma mais-valia para a população que, neste momento para se deslocar ao centro de saúde, como todos sabemos, tem que ser em transporte próprio”, adiantou Fátima Soares.
Para o presidente da câmara municipal, Fernando Pinto, esta é uma solução que “já peca por tardia”, na medida em que se trata de um serviço fundamental “não só para as gentes do Passil, mas para todas as pessoas da Barroca d’Alva, do Monte Laranjo e de toda a zona mais ruralizada que se encontra a uma grande distância quer do centro de saúde de Alcochete, quer do Montijo”.
Fernando Pinto explicou também que a utilização da viatura móvel, em detrimento das instalações da câmara municipal neste lugar, foi uma opção dos profissionais de saúde.
“Disponibilizamos o espaço físico para sala de espera e inscrições mas o atendimento será realizado numa viatura devidamente apetrechada não só para o exercício das consultas médicas, mas também para a prática de enfermagem”, referiu o autarca destacando ainda que a câmara de Alcochete já preparou o edifício para estas valências.
O serviço de saúde móvel terá uma periodicidade quinzenal, às quintas-feiras, no entanto, há abertura por parte do centro de saúde de Alcochete e Arco Ribeirinho de alterar esta periodicidade para semanal, caso se justifique.

Agência de Notícias com Câmara de Alcochete 


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Aeroporto de Lisboa esgotado acelera Montijo

Novo aeroporto pode entrar em consulta pública em Abril

Foram ultrapassados todos os quatro fatores que permitem desencadear uma solução alternativa para o aeroporto de Lisboa, com a construção de um outro aeroporto. O Jornal de Negócios adianta que já foi criada a comissão que vai renegociar o contrato de concessão com a ANA, aeroportos de Portugal, depois de terem sido batidos, em 2017, todos os critérios para avançar para um novo aeroporto. Essa solução alternativa poderá passar pela instalação de um aeroporto complementar no Montijo. A construção de um novo aeroporto depende apenas dos estudos de impacte ambiental que estão quase prontos. O Governo pondera colocar o projeto em discussão pública já em Abril.
Aeroporto do Montijo é cada vez mais uma possibilidade real 

O jornal cita um despacho da Unidade Técnica de Acompanhamento de Projectos publicado sexta-feira em Diário da República, que constitui a comissão de renegociação do contrato de concessão com a ANA – Aeroportos de Portugal, onde é referido que em 2017 “se verificaram todos os quatro fatores de capacidade”.
De salientar que o contrato entre o Estado e a operadora responsável pelo aeroporto da capital previa o desencadeamento do processo após a verificação, num só ano, de três dos quatro “triggers”previstos, que são um total anual de passageiros superior a 22 milhões, o total anual de movimentos acima dos 185 mil, o total de passageiros no trigésimo dia de maior procura superior a 80 mil e o total de movimentos no trigésimo dia mais movimentado acima dos 580.
Qualquer destes quatro fatores terá já sido alcançado, sendo que fonte oficial da ANA garantiu ao Jornal de Negócios que a empresa já comunicou formalmente ao Governo da sua verificação em 2017.
A solução poderá passar pela instalação de um aeroporto complementar no Montijo, o que está dependente, contudo, da realização de um estudo de impacto ambiental, que segundo o Jornal de Negócios estará quase pronto, podendo mesmo entrar em consulta pública em Abril.
Se esse prazo se confirmar, e tendo em conta os 60 dias de consulta pública, e que só depois a Agência Portuguesa do Ambiente poderá emitir a declaração de impacto ambiental, o calendário para a tomada de uma decisão por parte do Governo já só é esperada para o segundo semestre deste ano.

As dúvidas da opção Montijo 
Recorde-se que, apesar de os argumentos a favor do Montijo serem muitos, tudo serviu até hoje para dizer também o contrário. Aves, subida do nível do mar, igrejas e monumentos, ruído em algumas freguesias da Moita e do Barreiro, foram questões levantadas no decorrer do ano passado.
Quando se fala num novo aeroporto em Portugal tiram-se da arca estudos e muitos problemas. O Montijo não foge à regra. Ambientalistas, pilotos e câmaras protestaram e surgiram estudos para todos os gostos. Uma vez são as aves, outra é o Cristo Rei e até uma igreja no Montijo surgiu na rota dos aviões.
Há um ano, Pedro Marques, ministro do Planeamento e das Infraestruturas, adianto, na comissão parlamentar de Economia, Inovação e Obras Públicas, que o facto de o aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, estar perto do limite da capacidade obrigou o governo a “tomar decisões rápidas relativas à expansão da capacidade”. No entanto, o que não faltaram foram posições contra. Foram levantadas questões ambientais, de favorecimento político-partidário, de falta de capacidade para juntar uso militar e uso comercial. Mas, a somar a tudo o que já vem sendo dito, surgiu ainda o facto de o Cristo Rei ser um obstáculo e até o nível do mar quis comprometer a solução Portela+Montijo.
Acima de tudo, Pedro Marques, o ministro responsável pela gestão dos aeroportos portugueses, sublinhou que a solução Montijo+Portela é a opção financeiramente mais comportável: “O custo pode ser integralmente suportado através das receitas aeroportuárias, mantendo a competitividade destes aeroportos face aos principais aeroportos concorrentes”.
No entanto, a insistência do governo nas vantagens da solução encontrada continua a não afastar críticas e novas questões sobre a mesma.
A verdade é que, segundo os investigadores da Faculdade de Ciências, ainda que o Montijo não esteja entre as situações mais preocupantes, há uma parte da base aérea que é vulnerável a esta possível subida do mar.
Em resposta a esta questão, fonte do Ministério do Planeamento e Infraestruturas explicou que todas as avaliações feitas têm um horizonte temporal que não ultrapassa os 40 anos. A mesma fonte explica ainda que a possibilidade de subida do nível médio do mar será tratada no estudo ambiental.
Mas esta não foi a única questão levantada. Março de 2017 ficou ainda marcado por notícias que davam conta de que o Cristo Rei era considerado um obstáculo nas zonas de aproximação e descolagem.
O certo é que estas questões apenas se juntaram a muitas outras que criaram polémica desde muito cedo. Ambientalistas, pilotos, municípios do distrito de Setúbal e até engenheiros contestaram a ideia de um aeroporto complementar no distrito de Setúbal.
Depois de muitos ambientalistas colocarem vários contras como a poluição do ar ou a conservação da natureza, foi a vez de os municípios da região de Setúbal contestarem a ideia de um aeroporto no Montijo.
Também os pilotos avisaram que a base no Montijo jamais poderá ser usada como alternativa nos voos de longo curso caso uma das pistas do aeroporto de Lisboa seja desativada. A esta posição da Associação dos Pilotos Portugueses de Linha Aérea  juntou-se também o Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil.
Além dos pilotos, o bastonário da Ordem dos Engenheiros também fez saber que os acessos ao novo aeroporto devem ser tidos em conta.

Agência de Notícias 
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