Dá um Gosto ao ADN

Pingo Doce sem “promoções especiais” no 1º de Maio


Pingo Doce nega descontos de 50% em todos os produtos

Ao contrário do que noticiam alguns jornais, o Pingo Doce não vai repetir amanhã a campanha que no ano passado encheu os 369 supermercados da Jerónimo Martins. A empresa, citada pelo Público, diz que a promoção foi “única, excepcional e irrepetível”.

Campanha de 50 por cento de desconto não volta ao Pingo Doce  

Um ano depois de ter surpreendido o país com uma campanha de 50 por cento de desconto em todos os produtos, em compras superiores a 100 euros, a cadeia de supermercados Pingo Doce nega repetir a dose.
“A campanha que o Pingo Doce fez no dia 1 de Maio de 2012 foi única, excepcional e irrepetível nos termos em que ocorreu”, diz um comunicado oficial da empresa. Os boatos de uma promoção, da mesma dimensão, já circulam nas redes sociais e o Diário Económico escreve que está em preparação uma mega campanha. Foi pedido aos funcionários que chegassem mais cedo ao local de trabalho e as chefias já terão sido informadas da nova acção, refere o jornal.
O gabinete de imprensa da Jerónimo Martins desmente a informação e remete esclarecimentos para o comunicado, onde explica que a campanha do 1.º de Maio de 2012 assinalou o início de uma nova estratégia de negócio, onde os descontos ganharam lugar de destaque.
“Procuramos, desde então, e semana após semana, oferecer oportunidades únicas de poupança real e imediata, onde, a título de exemplo, se inclui a campanha actualmente em vigor de 25 por cento de desconto imediato em todo o peixe e num conjunto alargado de outros produtos”, lê-se. Desde Maio do ano passado que o Pingo Doce passou a apostar nas promoções semanais em categorias específicas de produtos, em vez de ter preços mais fixos.
A promoção do 1.º de Maio, aplicada em compras superiores a 100 euros, custou à Jerónimo Martins dez milhões de euros mas ajudou o grupo a aumentar as vendas em 2,4 por cento no segundo trimestre de 2012, depois de um início de ano com quebras de 0,8 por cento, em comparação com o mesmo período de 2011 (e tendo em conta o mesmo número de lojas).
Em Agosto, a Autoridade da Concorrência (AdC) condenou o Pingo Doce a pagar uma coima de 29.927,88 euros por vendas com prejuízo devido a 15 contra-ordenações praticadas durante a campanha inesperada. Depois de uma fiscalização da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica, a AdC concluiu que foram vendidos 15 produtos com prejuízo, nomeadamente açúcar, arroz, vinho, leite, café, flocos de cereais ou fraldas.

Agência de Notícias 
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Homem do Seixal terá violado 16 crianças


Treinador de futsal violava crianças no balneário


Dezasseis menores apresentaram queixa contra treinador de futsal por abuso sexual. O clube desportivo Águias de Vale de Milhaços, no concelho do Seixal, e o pai de uma das crianças denunciaram o caso. Diogo Guinapo é acusado de atacar pelo menos 16 crianças, negou os abusos sexuais. Já o tinha feito, logo após a denúncia do primeiro menor, e voltou a recusar, diante da PJ e do juiz, ter cometido qualquer crime. De nada valeram porque o juiz decretou-lhe prisão preventiva.
 
Homem ensinava futsal em Vale Milhaços, no Seixal 

Correio da Manhã escreve que "Diogo Guinapo não olhava a meios para cometer os abusos. O ex-treinador da equipa de futsal Águias de Vale de Milhaços, no Seixal, chegou a sujeitar os jogadores menores a atos sexuais nos balneários do clube. Em outras ocasiões, levou as vítimas para sua casa. O pedófilo, de 29 anos, está já na prisão. A PJ de Setúbal identificou 16 vítimas, e os inspetores tentam perceber se outros menores foram abusados. As vítimas eram aliciadas com a hipótese de terem uma carreira de sucesso".
Segundo o mesmo jornal, "o pai de um dos meninos viu uma mensagem no telemóvel do filho, falou comigo e fomos logo falar com a Judiciária. Falei ao telefone com o treinador e disse-lhe logo que não podia continuar e que estava proibido de se aproximar das instalações do clube", conta o presidente da equipa.
O responsável do Águias de Vale de Milhaços ouviu os menores. Perceberam que existiam muitas vítimas, e que os abusos duravam há pelo menos um ano. "Estes meninos são uns heróis. Apesar do trauma, tiveram coragem de denunciar. Estão muito unidos, ouvi tudo o que aconteceu e não tenho dúvidas de que contaram toda a verdade", disse o dirigente, que teve uma reunião com todos os pais. Prometeu que os meninos agora estão seguros.

Diogo nega abusos
Diogo Guinapo, no entanto, negou os abusos sexuais. Já o tinha feito, logo após a denúncia do primeiro menor, e voltou a recusar, diante da PJ e do juiz, ter cometido qualquer crime.
Numa das suas páginas de Facebook, o abusador, de 29 anos e que está em prisão preventiva, também já tinha deixado um comentário sobre o caso.
"Quanto mais se mente, mais se descobre a verdadeira verdade", escreveu o pedófilo duas semanas antes de ser detido, e numa altura em que já tinha sido afastado da equipa desportiva.
Assim que o caso foi denunciado - há cerca de um mês - por um pai de um aluno que viu uma mensagem de Diogo no telemóvel do filho, o pedófilo criou uma nova página no Facebook. Foi aí que começou a redigir alguns comentários, dando conta de que estava a ser alvo de calúnias. Partilhou também muitas fotografias com amigos. "Obrigado... esta simples palavra basta para que saibam como me sinto, é nas horas difíceis que vemos quem são os amigos", escreveu.
Durante as semanas que antecederam à prisão, Diogo Guinapo terá acreditado que iria escapar impune. Foi afastado de imediato do clube, mas convenceu-se de que as 16 crianças não iriam confessar o sofrimento em que viviam há um ano. Mesmo após a detenção, continuou a negar todos os factos e a acusar as crianças de inventarem a história.

Agência de Notícias 
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1º de Maio comemorado no Distrito de Setúbal

Manifestação entre o Quebedo e a Avenida Luísa Todi

“Contra o Empobrecimento, uma Vida Melhor” é o lema das acções deste ano desenvolvidas pela CGTP no dia do Trabalhador. No distrito de Setúbal a sindical marcou uma manifestação na capital do distrito, além de algumas intervenções em Alcácer do Sal e Grândola. Por outro lado, a Câmara de Setúbal determinou o encerramento no feriado do 1.º de Maio de estabelecimentos de comércio a retalho localizados no concelho com área de venda igual ou superior a dois mil metros quadrados.

1º de Maio comemorado em Setúbal com manifestação 

A agenda CGTP/União dos Sindicatos de Setúbal para as celebrações do 1.º de Maio no concelho, abrangendo igualmente Palmela, integra uma manifestação marcada para as 16 horas e que vai ligar a Praça de Quebedo à Avenida Luísa Todi, seguindo-se intervenções de vários dirigentes sindicais e momentos de animação musical.
Quanto ao distrito, no concelho de Alcácer do Sal, Santa Suzana, está prevista uma manhã desportiva, pelas 10 horas, e um piquenique pelas três horas da tarde, além de intervenções sobre temas políticos e sociais; em Casebres as festividades da CGTP começam com uma manhã desportiva e prolongam-se por todo o dia.
Em Grândola, no Jardim 1.º de Maio, as intervenções e a música começam às três da tarde e em Santo André há um piquenique pelo meio-dia.
O lema das manifestações deste ano do Dia do Trabalhador é “Contra o Empobrecimento, Uma Vida Melhor – Mudar de Política e de Governo” e a central sindical considera que os problemas do país “não se resolvem com mais pacotes de austeridade e cortes nas funções sociais do Estado”.
“É necessário a ruptura com a política da direita e com o memorando da troika; é necessário o investimento na dinamização da produção nacional e a paragem das privatizações; é necessário taxar o capital, nomeadamente as mais valias e os dividendos financeiros, e defender e melhorar os serviços públicos”, adianta a CGTP na sua mensagem de apelo à participação na manifestação, concluindo: “É possível uma vida melhor, aumentando o poder de compra dos salários, do SMN e das pensões; é possível mais e melhor emprego para todos, a dinamização da contratação colectiva e o reforço da protecção e apoios sociais”.

Câmara obriga comércio a fechar  
A Câmara Municipal de Setúbal determinou o encerramento no feriado do 1.º de Maio de estabelecimentos de comércio a retalho localizados no concelho com área de venda igual ou superior a dois mil metros quadrados.
O despacho da Autarquia especifica que o dia 1 de Maio, feriado nacional que celebra o Dia Internacional do Trabalhador, “deve, no quadro dos valores que representa, ser merecedor do respeito dos diversos parceiros institucionais”.
No texto de enquadramento da resolução camarária é reforçado o facto de o 1.º de Maio constituir “um conjunto de referências simbólicas na esfera da salvaguarda e conquista de princípios consolidados no quadro dos direitos dos trabalhadores”.

Agência de Notícias 
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Setúbal recebe festival Ibérico do Vinho

Festival internacionaliza produtores regionais 
O Festival Ibérico do Vinho reúne no Largo José Afonso, em Setúbal, 40 produtores vinícolas e de iguarias regionais de Portugal e Espanha no próximo fim de semana, com o principal objetivo a passar pela internacionalização dos vinhos regionais. Henrique Soares, presidente da Comissão Vitivinícola Regional da Península de Setúbal, explica que “por o vinho não ser um produto de primeira necessidade, aliado ao facto de os portugueses perderem o poder de compra, este tem de buscar novos mercados”. 

Festival Ibérico do Vinho realiza-se em Setúbal de 3 a 5 de Maio

“Brasil ou Angola podem ser os novos destinos que vêm colmatar a possível quebra no mercado interno”, diz Henrique Soares, para quem a bolsa de contatos a realizar no próximo sábado é uma oportunidade para novos negócios. “A presença de especialistas internacionais do setor do vinho pode abrir perspetivas de negócio para os produtores locais”, explica o presidente da Comissão Vitivinícola Regional da Península de Setúbal. 
O festival, com inauguração agendada para sexta-feira, 3 de Maio, às 15 horas e possui entre os participantes a produtora espanhola Ruta del Vino Ribera del Guadiana e a portuguesa Vidigueira, Cidade do Vinho 2013 em Portugal. Nos expositores da feira, instalada numa tenda com 1400 metros quadrados, no largo José Afonso, contam-se ainda representantes de produtos gastronómicos regionais, como presuntos espanhóis. 

80 por cento dos expositores é da região 
Maria das Dores Meira, presidente da Câmara Municipal de Setúbal, pretende dignificar “um setor de extrema importância na economia portuguesa” e valorizar um produto “que possui particular identidade na Península de Setúbal”. 
“Este certame é um encontro de vinhos com sabores, em harmonia com afamados queijos, enchidos, doçaria tradicional, e outras iguarias ibéricas”, diz a autarca setubalense. Por seu lado, o presidente da Comissão Vitivinícola Regional da Península de Setúbal frisa a particularidade de “Setúbal ter a iniciativa de criar o primeiro festival deste género num âmbito ibérico”, onde mais de 80 por cento dos expositores são da região. 
Jorge Humberto, em representação da Associação Baía de Setúbal, [organizadora do evento] explicou que o festival é constituído por três componentes importantes. “Uma popular, patente na feira de vinho, outra orientada para a promoção do moscatel, através do concurso ibérico, e uma outra destinada à projeção internacional dos nossos vinhos, porque se só forem conhecidos por nós é dizer o mesmo que não são conhecidos de todo.” 
Na realidade, realça Jorge Humberto, a fama latente dos vinhos ibéricos, em especial da região de Setúbal, deve ser materializada, desejando-se “passar do enorme potencial que existe, e que tantas vezes é mencionado, para o real”. 

SpeedWine Business chega a Setúbal
A primeira edição do Festival Ibérico de Vinhos tem entrada a um euro e funciona no dia inaugural até à meia-noite. No sábado, 4 de Maio, a feira abre às 10 e encerra às 24 horas, enquanto no último dia, domingo, fecha às 19 horas.
No decurso da feira realizam-se várias atividades relacionadas com provas comentadas de vinhos e de demonstrações ao vivo de cozinha gourmet. 
O programa da feira inclui ainda um concerto de fado, com Pedro Lisboa e Inês Duarte, no dia 3, às 22 horas, enquanto no dia seguinte, 4 de Maio, também às 22 horas, é a vez da cultura espanhola animar o recinto, através de um espetáculo de sevilhanas. 
Numa vertente orientada especialmente para o setor profissional, o festival promove no dia 3, na Casa da Baía, o Concurso Ibérico de Vinhos Casta Moscatel 2013, em que os produtos sujeitos à avaliação são analisados por especialistas conceituados ao nível internacional na área vinícola. 
No dia 4 de Maio tem especial destaque a vertente empresarial do certame, com a realização do SpeedWine Business, iniciativa inspirada nos conhecidos speed dates. 
Tal como nos encontros em que solteiros têm oportunidade de conhecer potenciais parceiros em diálogos de curta duração, o SpeedWine Business procura, através de reuniões sucintas, divulgar os produtores e produtos vinícolas da Península Ibérica junto de especialistas do setor, bem como de outros empresários oriundos de diferentes locais do mundo. 
O elenco de especialistas conta com as presenças de personalidades com reputação no meio, casos de Aiping Chen Liu, da China, de Béatrice da Ros, de França, e Isabel Mijares, de Espanha. 
Em paralelo, realizam-se no decurso do festival visitas técnicas a adegas da região. 
Mais informações podem ser consultadas no sítio oficial do certame, em www.fivsetubal.com.

Agência de Notícias 
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Montijo: memórias, identidade e futuro

Museu momentos mais marcantes do Montijo

O Museu Municipal do Montijo tem patente a exposição “Montijo: memórias, identidade e futuro”, dedicada à história do concelho e demonstrativa da vivência sociocultural das diversas ocupações na área do município do Montijo.

Exposição sobre história do Montijo está patente  no museu local 

O percurso integra os momentos mais marcantes da vida no território, desde a pré-história até ao século XX, funcionando como ponto de encontro de múltiplas manifestações culturais, transmitindo os elementos da história mais relevantes para a preservação da identidade local.
Na primeira parte da exposição, o visitante pode realizar uma viagem desde as Origens até à Aldeia Galega, através dos primeiros vestígios arqueológicos que testemunham a presença humana no nosso território, de registos medievais do século XIII, onde já éramos ponto de transbordo de passageiros e mercadorias, até à Aldeia Galega dos séculos XIV e XV.
A segunda parte da exposição – Do Município à República – pretende destacar a conquista da nossa autonomia administrativa. Entre muitos outros aspetos, destaque para a posição estratégica de Aldeia Galega nas comunicações para o sul do país, a história do atual edifício dos Paços do Concelho e o movimento republicano em Montijo.
O Rio Tejo, um passado com futuro é o tema da terceira parte da exposição, onde são abordadas as memórias do rio, do Cais das Faluas e do seu passado, a construção da Ponte Vasco da Gama, a recuperação do Moinho de Maré e o início da requalificação da zona ribeirinha.
A quarta parte é dedicada às atividades socioeconómicas, com destaque para a agricultura, a pesca, a salicultura, a suinicultura, a indústria de transformação de carnes, a indústria corticeira, as artes e ofícios tradicionais, essenciais na construção da nossa identidade cultural.
A quinta e última parte da exposição é um espaço de homenagem à cultura, às nossas principais referências na música, na arte, na tauromaquia, ao património requalificado, às nossas festividades, ao movimento associativo e às nossas tradições.
Pode visitar a mostra “Montijo: memórias, identidade e futuro” de segunda a sexta-feira das 9  às 12h30 e das 14 às 17h30.
Esta é uma exposição de memórias do passado, mas também de projeção do futuro. Uma ótima oportunidade para conhecer a história, a identidade e a cultura do nosso concelho.

Agência de Notícias 
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Aposta no Lousal vale distinção europeia

Autarquia distinguida com Prémio Geoconservação 2013


A Câmara de Grândola foi distinguida com o Prémio Geoconservação 2013 pelo trabalho desenvolvido pela autarquia na reabilitação, conservação, recuperação e promoção do Património Mineiro do Lousal, a nível urbano e social, preservando a diversidade e riqueza geológica da aldeia mineira.

Grândola transformou antiga mina em espaço de museu 

O prémio foi entregue ao Município de Grândola por Mário Cachão, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, numa cerimónia realizada esta semana, no Auditório do Centro Ciência Viva do Lousal.
Em nota de imprensa, aquela autarquia refere que ao atribuir este prémio, “a Associação Europeia para a Conservação do Património Geológico está a distinguir Grândola como autarquia modelo na conservação do património geológico, sensibilizando outras autarquias e o público em geral, para a importância de reconhecer o valor deste património como parte integrante do património natural” e recorda que “a origem e desenvolvimento da Aldeia Mineira do Lousal está intimamente ligada à exploração de pirite na Mina do Lousal, que se desenvolveu entre 1900 e 1988, transformando a exploração mineira num marco histórico” do concelho.
Em 2001, situado no antigo edifício da Central Eléctrica, foi inaugurado o Museu Mineiro do Lousal, um espaço que pretende “preservar a memória dos mineiros”, e no qual é possível visitar os locais de exploração, as galerias da mina e os Motores da Central Elétrica.
Em 2010 a autarquia inaugurou o Centro Ciência Viva, instalado num edifício associado à actividade mineira, onde funcionavam o Gabinete de Geologia, o Armazém do Óleo, a Casa do Ponto, a Casa das Lanternas, a Casa dos Equipamentos de Trabalho e o Balneário. O edifício sofreu algumas adaptações para funcionar como espaço de divulgação da cultura científica e tecnológica, dispondo hoje de áreas expositivas e módulos interactivos, a gruta virtual, um laboratório, um experimentarium, um cybercafé, um auditório, espaços lúdicos e um miradouro.
A Aldeia Mineira do Lousal, fica situada na freguesia de Azinheira dos Barros, concelho de Grândola.

Agência de Notícias 
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Explosão na Sapec, em Setúbal, faz três feridos

Feridos continuam em Lisboa mas estáveis

As três pessoas que ficaram feridas numa explosão seguida de incêndio na fábrica Sapec-Agro, em Setúbal, estão em “situação estável”, anunciou hoje a empresa. A explosão ocorreu às 10h30 deste domingo, tendo o incêndio sido dado como extinto cerca de 45 minutos depois e após a actuação da brigada de emergência interna da Sapec-Agro e dos bombeiros sapadores e voluntários de Setúbal.

Explosão fez três feridos na Sapec Agro

As vítimas da explosão que ocorreu na manhã de ontem num armazém da Sapec Agro, fábrica instalada no Parque Industrial da Mitrena, em Setúbal, continuam internadas no Hospital de São José em Lisboa, na unidade de cirurgia plástica reconstrutiva. O departamento de comunicação deste hospital não revela o estado em que as vítimas se encontram, “após terem tentado apagar um incêndio num armazém que continha enxofre”, afirma Paulo Lamego, comandante da Companhia de Bombeiros Sapadores de Setúbal.
“Quando o incêndio deflagrou, os três homens tinham como funções a primeira intervenção no local, mas a explosão da matéria prima que existia no armazém feriu-os com gravidade”, explica o comandante dos Sapadores de Setúbal. Dois dos três homens sofreram queimaduras graves, sendo outro considerado ferido ligeiro.
 A Companhia de Bombeiros Sapadores de Setúbal foi chamada à Sapec Agro pelas 11 horas da manhã de ontem para combater o incêndio, tendo sido envolvidos 18 homens. Os bombeiros voluntários também acorreram ao local, bem como uma viatura do VMER. Os três homens foram transferidos para o Hospital de São José em Lisboa, pelo que a sua alta hospitalar ou transferência para o Hospital de São Bernardo, em Setúbal, deve acontecer em breve diz a empresa em comunicado.
Fonte da fábrica explicou à Lusa que ocorreu "uma explosão de enxofre provocada por uma peça metálica, seguida de incêndio", na fábrica de transformação de enxofre para a agricultura. De acordo com o comandante dos Sapadores de Setúbal, “cabe agora às autoridades competentes investigar o ocorrido”, conclui Paulo Lamego.

Agência de Notícias 
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Hortas proliferam no IC19


Hortas que alimentam centenas de pessoas vão sair da margem da estrada

Nas margens do IC19, que liga Lisboa a Sintra, nasceram há alguns anos, de forma ilegal, hortas sociais que alimentam desempregados e reformados e que já se tornaram parte da paisagem rodoviária daquela que é uma das mais movimentadas estradas portuguesas. Se por um lado ajudam os mais desfavorecidos, por outro a Estradas de Portugal e a Câmara da Amadora querem o fim das mesmas. A Estradas de Portugal alerta para o perigo que as hortas urbanas junto ao IC 19 representam para as estruturas rodoviárias por porem em causa a segurança e estabilidade dos taludes. A autarquia da Amadora estuda um lugar para instalar os novos agricultores de beira de estrada.

Hortas sempre para alimentar centenas de pessoas da Amadora 
Vítor Manuel mexe naquela terra como se já a conhecesse de ginjeira. Tem a sua horta nas margens do IC19 (estrada que liga Lisboa a Sintra) há cerca de dois anos, mas aprendeu a cavar em criança, com apenas oito anos.
Ali planta de tudo um pouco, desde batatas, favas, alhos, cebolas, couve portuguesa, alfaces a feijão-verde.
Conheceu este espaço através de amigos que já ali tinham a sua horta, após ter sido despedido da empresa onde era colocador de vidros.
Este desempregado, residente na Reboleira, vê na horta a oportunidade de poupar algum dinheiro. “No ano passado não comprei cebolas, batatas também não. [Hoje em dia] alfaces não compro, favas tenho aí e ervilhas também”, admitiu à Lusa.
Estas hortas são, por vezes, alvo de vandalismo. “Há muitos estragos nas hortas”, referiu Vítor Manuel, indicando que preferia “dar uma couve para matar a fome” do que ser vítima destas situações.
Uns metros mais ao lado, está o espaço de cultivo de Arnaldo Gaspar. Reformado, este alentejano natural de Aljustrel, distrito de Beja, que se encontra há alguns anos na Amadora, nota que tem menos despesas desde que tem a horta.
“A minha mulher, que é quem faz as compras lá para casa, diz que faz muito jeito”, salientou.

“Não há trabalho, então fazemos isto para nos divertirmos”
O reformado garante ainda que o seu cantinho de terra funciona como um passatempo, já que se não estiver ali, está “no café a gastar dinheiro”.
Num caminho de terra improvisado, encontra-se a horta de Humberto Andrade, um cabo-verdiano que vive há sete anos na Amadora.
“Estamos aqui para nos tentarmos distrair e não nos preocuparmos com as coisas que se estão a passar”, disse para explicar porque mantém aquele espaço.
Como “não há trabalho, então fazemos isto para nos divertirmos”, adiantou.
Humberto Andrade ficou desempregado depois de a empresa onde estava deixar de pagar os salários aos trabalhadores. Hoje em dia, faz da horta a sua rotina. “Venho para cá três vezes por semana”, contou.
“Os produtos daqui são bons”, disse, garantindo que a poluição envolvente causada pela passagem de milhares de veículos todos os dias não afeta o que ali semeia.
Contudo, queixa-se de falta de apoio da Câmara da Amadora a estas hortas. “Se nos dessem um espaço maior, era bom. Nós aproveitávamos todos os mecanismos, todas as facilidades”, assegurou Humberto Andrade.
Numa outra horta plantada nas margens do IC19, perto de um parque industrial, o hortelão João Mendes explicou que “a única rega [da sua plantação] é a água da chuva”, visto que naquela zona não existe outra possibilidade.
Ao seu lado, fica a plantação da horticultora Siza Pereira que, apesar dos seus 75 anos, continua a ir à horta regularmente. Com um filho desempregado e um rendimento de 200 euros mensais, as hortas são a sua forma de sustento da casa.
Para Siza Pereira, uma ajuda camarária era essencial aos hortelãos da zona, sendo que, no seu caso, pede ajuda sobretudo na questão da rega dos terrenos, visto que já não consegue “carregar água para regar” e que “o terreno está todo seco”.
Tânia Esteves e Maria José Rato, do Rio de Mouro, costumam comprar por estas hortas do IC19 batatas, alhos e cebolas. As favas agora também saem bem. Diz Tânia, “o preço compensa sem dúvida mas a qualidade também”.

Estradas de Portugal querem acabar com as hortas
Câmara da Amadora e Estradas de Portugal querem fim das hortas 
Mas se é verdade que as hortas ajudam pessoas a comer, também é verdade que são tidas como perigosas para a Estradas de Portugal (EP). A empresa alerta para o perigo que as hortas urbanas junto ao IC 19 representam para as estruturas rodoviárias por porem em causa a segurança e estabilidade dos taludes.
"A atual ocupação dos terrenos é ilegal e constitui um perigo para a segurança dos condutores que circulam no IC 19 referiu fonte oficial da EP, acrescentando que "a existência destas hortas junto às estradas põe em causa a estabilidade dos taludes das próprias estruturas rodoviárias".
A mesma fonte indicou que "a Estradas de Portugal tem mantido contactos regulares com a Câmara Municipal da Amadora e com a Polícia Municipal da Amadora com o objetivo de encontrar a melhor solução para esta situação".
Além da questão legal, a EP disse ter em consideração "o lado social inerente a esta situação, dada a importância que as hortas têm para as pessoas que as utilizam", normalmente desempregadas e sem outros rendimentos.
A mesma fonte assegurou que "a EP irá repor a legalidade desta situação, removendo as hortas, em colaboração com as entidades camarárias", mas não adiantou prazos para o fazer.

Câmara da Amorada não apoia estas hortas
Em declarações à agência Lusa, o vereador da Câmara da Amadora com o pelouro da gestão urbanística e das obras municipais, Gabriel Oliveira, disse que esta é "uma situação que dura há muito tempo" e defendeu que a EP "podia atuar mais rapidamente".
Para Gabriel Oliveira, o principal problema destas zonas de cultivo consiste no perigo que representa para os condutores. "Pode cair uma pedra, pode cair uma pessoa", alertou o vereador, reforçando a esperança de que "não haja, um dia, um acidente grave".
Gabriel Oliveira salientou também a questão ambiental: "Aquilo que colhem ali está contaminado", uma vez que passam no local milhares de viaturas que emitem gases tóxicos.
A autarquia tem apostado em solucionar o problema, através de um projeto, que ainda está em fase de estudos, para criar hortas comunitárias.
De acordo com Gabriel Oliveira, o município está ainda a estudar a melhor localização, mas à partida deverão situar-se na "quinta de Almarjão, junto ao [bairro do] Zambujal".
Segundo o vereador, estão por resolver questões administrativas e de cedência dos terrenos, o que justifica a demora da concretização do projeto.

Agência de Notícias 
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Siderurgia Nacional ameaça sair de Portugal


Preço elevado da electricidade e greves da CP podem afastar gigante do aço do Seixal 

A Siderurgia Nacional, de capitais totalmente espanhóis e com unidades transformadoras na Maia e no Seixal, admite encerrar em Portugal e transferir a sua atividade para Espanha [onde já tem uma fábrica]. Uma ameaça que já é do conhecimento do Governo, segundo o jornal Expresso. Em cima da mesa estão os custos enérgicos elevados, taxas portuárias pouco atractivas e dificuldades logísticas acrescidas devido às várias greves da CP Carga. Se a empresa fechar portas, deixa 750 trabalhadores sem emprego.  

750 postos de trabalho em risco na Siderurgia Nacional 

O administrador Álvaro Almodóvar garante que a empresa já não consegue suportar os custos energéticos que considera "completamente desajustados da realidade".
Citado na edição do semanário, o responsável explica que, "em Espanha, onde também temos uma unidade, na Galiza, os custos por megawatt hora são 21 euros mais baixos e isso faz muita diferença". E, remata, ou há uma revisão dos custos energéticos para as empresas ou "simplesmente" fecham e vão produzir para outro lado, nomeadamente para Espanha".
A Siderurgia é o principal consumidor de energia em Portugal, com uma fatura a variar entre os 55 e os 60 milhões de euros por ano. Algo que começa a ser “insuportável” para a viabilidade da empresa que em Espanha terá custos muito menores. Desta forma, diz Álvaro Almodóvar, ou há uma revisão dos custos energéticos para as empresas do Seixal e da Maia ou “simplesmente fechamos e vamos produzir para outro lado, nomeadamente para Espanha”.

Greves da CP atropelam interesses da empresa
A logística é outro dos factor de grande instabilidade da empresa. A Siderurgia Nacional quer transportar toda a sua produção por comboio até aos portos de Setúbal e Leixões, queixa-se de que a CP Carga só assegura 30 por cento das suas necessidade, em parte por causa da multiplicidade de greves. Todo o resto da mercadoria é transportado por empresas de camionagem que, segundo a empresa, “ficam mais caros para além de serem uma maior fonte de emissão de dióxido de carbono”.
Álvaro Almodóvar diz ainda que continuam demasiado elevadas as taxas portuárias, que fazem com que os portos portugueses sejam cada vez menos competitivos.

Governo em silêncio
Apesar da Siderurgia Nacional ser a principal produtora de aço da Península Ibérica, e uma referência mundial neste sector, o administrador explica que já há vários concorrentes a colocar em Portugal “mais barato do que nós cá produzimos. E, nestas condições, não conseguimos estar no mercado”.
O assessor da administração da empresa do Seixal, António Cavalheiro, faz questão de afirmar que, “numa altura onde se fala tanto na necessidade de atrair investimento estrangeiro, talvez não fosse má ideia começar por tentar assegurar o que cá está”.
Até ao momento, apesar de estar a par das “ameaças” da empresa em deixar Portugal, o ministério da Economia, liderado por Álvaro Santos Pereira, não quis comentar o assunto.
A Siderurgia Nacional emprega 750 trabalhadores nas duas fábricas portuguesas e exporta 80 por cento da produção para mais de 40 países. Em 2012, a empresa facturou 750 milhões de euros.

Agência de Notícias 
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TST lança campanha de desconto nas tarifas de bordo


 Tarifa de bordo mais barata até 30 de Junho

A Transportes Sul do Tejo (TST) anunciou esta semana uma campanha de descontos de 10 por cento nas tarifas de bordo em várias das suas ligações rodoviárias, com o objetivo de cativar novos clientes e combater o decréscimo de utilizadores. De acordo com a empresa, durante os primeiros meses de 2013, existem menos pessoas a circular nos autocarros.
 
TST querem atrair mais clientes e reduzem tarifas de bordo 

Até 30 de Junho, os passageiros que utilizam as carreiras rápidas entre Setúbal, Palmela e Pinhal Novo até Lisboa, bem como os que usam a carreira entre Alcochete (Freeport) e Barreiro vão ter descontos. Os descontos vão também abranger outros troços em Alcochete, Montijo, Moita e Barreiro.
 "Esta campanha é elaborada para as tarifas de bordo da TST. Isto é, os descontos destinam-se aos passageiros que, para viajarem na TST, adquirem o bilhete de bordo/bilhete simples ao motorista na viatura", disse à agência Lusa fonte oficial da empresa.
Segundo a mesma fonte, os valores dos descontos variam consoante as carreiras em causa, mas em termos médios o desconto é de 10 por cento, o que, na prática, numa viagem de ida e volta, pode significar uma poupança média de 60 cêntimos.
"O objetivo desta campanha é cativar novos clientes para os seus serviços e simultaneamente promover a utilização mais frequente dos transportes públicos por parte dos atuais clientes ocasionais. Sabemos que estas carreiras têm potencial de crescimento e, por isso, queremos apostar nesta estratégia", salientou.
Fonte dos TST referiu ainda que tem vindo a registar um decréscimo de utentes nos primeiros meses de 2013.
"A TST tem vindo a registar um decréscimo na utilização dos seus serviços, com uma maior expressão em determinadas carreiras", concluiu.

Agência de Notícias 
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Barreiro saiu à rua no 25 de Abril


“Esta receita não serve” diz Carlos Humberto de Carvalho 

Mais de um milhar de pessoas participaram no Desfile da Liberdade, no Barreiro, na noite de 24 de Abril, que partiu da Avenida de Santa Maria, até ao Parque da Cidade. As largas centenas assistiram ao espetáculo de “Diabo na Cruz”, com a participação do Coro Juvenil do Barreiro “B-Voice”. Após o Concerto, o Presidente da Câmara do Barreiro saudou a população que encheu o Parque da Cidade com “um abraço de Liberdade e Democracia e um brinde à Revolução, à combatividade e à afirmação de luta, um brinde à resistência, ao desenvolvimento, aos direitos, à qualidade de vida”.

Um milhar entoou Grândola Vila Morena no Barreiro 

No discurso na noite de 24 de Abril, Carlos Humberto de Carvalho lembrou que no Barreiro “aprendemos a intervir, a combater, a lutar, a não desistir, a não cruzar os braços. Foi quase sempre assim. A nossa história coletiva é feita de construção, de trabalho e de conquistas”. E salientou que “somos um povo que se soube posicionar no País, que se disponibilizou e continua a disponibilizar para construir o desenvolvimento da sua terra e da sua Pátria. Portugal pode contar com o Barreiro e com o seu povo”.
Segundo o gabinete de imprensa da Câmara do Barreiro, 39 anos depois da data histórica do 25 de Abril de 74, “na atual situação do País não há grandes motivos para alegrias. A conjuntura nacional, e mesmo internacional, é de mais insegurança”. Carlos Humberto de Carvalho criticou, segundo o site da autarquia, “aqueles que nadam em águas turvas apresentam os tempos de crise como momentos de oportunidade, claro!  Oportunidade sim, mas para acelerar a concentração neoliberal capitalista, o esmagar os trabalhadores, as camadas médias da população, a diminuição dos direitos políticos e sociais, o apagamento do cidadão, da pessoa humana. Quem os viu com o seu ar triunfante, apregoando para Portugal soluções que não vingaram em lugar algum”.
“Esta receita não serve”, afirmou o chefe do executivo barreirense. “O mundo começou a dar conta do grande logro dessa receita; os espoliados tomam cada vez mais consciência disso, e estão na rua por toda a parte. A Democracia, apesar dos ataques, funciona. E este é um legado do 25 de Abril: a liberdade de reunião, de expressão, de organização, de manifestação”.

Carlos Humberto de Carvalho salientou ainda que “queremos uma Democracia política, económica, social e cultural. Por isso não estamos apenas em época de comemoração, mas também de reflexão, de contestação e de luta. Não fosse a Democracia instituída em Abril, essas ações seriam mais difíceis, como bem se lembram os mais antigos, como bem se lembram os determinados resistentes contra a ditadura. Mas porque nenhuma obra humana resiste se não for cuidada, a nossa Democracia tem de ser cuidada e sobretudo vivida e defendida”.
“Quem sabe faz a hora e faz acontecer! Por isso continuamos a intervir quotidianamente para construir o Barreiro como centralidade da Área Metropolitana de Lisboa, atrair atividade económica e emprego, requalificar o território da Quimiparque e zonas adjacentes, melhorar o sistema de mobilidade e acessibilidades do Concelho à Região, dar sustentabilidade e maior qualidade aos Transportes Colectivos do Barreiro, requalificar a frente ribeirinha do Tejo e Coina, melhorar o sistema de água, de águas residuais e resíduos”, salientou o Presidente do município em nota divulgada à imprensa.
39 anos depois da revolução, diz o presidente, “não há machado que corte a raiz ao pensamento”.

Hastear da Bandeira
Autarcas desfilaram ao lado do povo no 25 de Abril 
No dia 25 de Abril, decorreram os hasteares da bandeira em todas as freguesias do Concelho do Barreiro. Nos Paços do Concelho, a cerimónia contou com as atuações da Banda Municipal do Barreiro e dos alunos das Atividades Extra Curriculares da Escola Básica José Joaquim Rita Seixas e a participação das Fanfarras das duas corporações de Bombeiros Voluntários do Barreiro.
Na iniciativa, o Presidente da Câmara voltou a lembrar que há 39 anos atrás “gritámos de forma unida que o povo unido jamais será vencido. Hoje, fruto da evolução, fomos obrigados a voltar à rua e gritar novamente o povo unido jamais será vencido”. Conscientes das dificuldades, do desemprego, das injustiças sociais, “aprendemos que é preciso continuar a lutar, a combater pelos ideais do desenvolvimento, pela independência da nossa Pátria”, referiu. Carlos Humberto de Carvalho afirmou que “queremos dizer ao País e ao povo português que contem com o Barreiro para defender a liberdade e o desenvolvimento”.
O programa comemorativo do 39º aniversário do 25 de Abril de 1974 prolonga-se até ao final do mês de Abril. As restantes iniciativas são as seguintes:

Exposições
OS PRIMEIROS DIAS DE LIBERDADE
8 de abril a 4 de maio | Mercado Municipal 1º de Maio

DO 25 DE ABRIL AO 1º DE MAIO
8 de abril a 4 de maio | Paços do Concelho

LENÇOS DA LIBERDADE
22 de abril a 4 de maio | Antigo Espaço Mercadinho, Mercado Municipal 1º de Maio

Teatro
“O MEDO E A IRA”, pelo Projéctor – Companhia de Teatro do Barreiro
26 e 27 de abril |21h30 | Auditório Municipal Augusto Cabrita
Encenação: Abílio Apolinário
Duração: 1h45 (aprox.) s/ intervalo
M/16
Ingressos: 5€
Informações e venda de ingressos: Auditório Municipal Augusto Cabrita (T. 21 214 7411/10)

Visita
ROTA DA RESISTÊNCIA          
28 de abril | 10h00 às 12h30
Um percurso pelas ruas do Barreiro que marcam a história da Resistência no Concelho.
Inscrição de 15 a 26 de abril no Posto de Turismo da CMB de 3ªf a sáb., das 9h30 às 13h00 e das 14h30 às 18h00 (T. 21 099 08 37, Mercado Municipal 1º de Maio, Av. Alfredo da Silva).

Desporto
1º PASSEIO INFORMAL DO BARREIRO EM BTT
28 de abril | 9h00 às 13h00 | Partida da sede da Associação de Cicloturismo Fidalbyke e percurso pelo Concelho do Barreiro e limítrofes

Consulte o programa completo, que inclui as atividades organizadas pelas Juntas de Freguesia e Movimento Associativo do Concelho, em www.cm-barreiro.pt.

Agência de Notícias 
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Telma Monteiro conquista bronze na Hungria

Telma diz o bronze teve sabor a ouro
 
A portuguesa Telma Monteiro, a competir na categoria de -57 quilos, conquistou ontem a medalha de bronze no Campeonato Europeu de judo que decorre em Budapeste, na Hungria. A judoca do Benfica considerou que tal proeza foi como se tivesse "conquistado a de ouro".


A atleta de Almada conquistou medalha de bronze em Budapeste 
A judoca de Almada falhou a revalidação do título europeu conquistado no ano passado em Chelyabinsk (2012), na Rússia, mas cumpriu com o objetivo de terminar a competição com uma medalha.
Derrotada nas meias-finais pela francesa Automne Pavia, Telma Monteiro foi remetida para o combate que decidia o lugar mais baixo no pódio, tendo então superado a holandesa Sanne Verhagen.
Antes de chegar às meias-finais, Telma Monteiro deixou pelo caminho as atletas do Kosovo, Nora Djakova, e da sérvia Jovana Rogic. 

A vontade de Telma
A atleta do Benfica não escondeu a satisfação depois de ter conquistado, em Budapeste, a nona medalha em nove campeonatos europeus disputados.
Estou muito contente. São tantos anos consecutivos a ganhar medalhas que é difícil assimilar este momento. Tive uma preparação complicada, com problemas pessoais e uma lesão no ombro, sabia que ia ser uma competição dura e foi assim. O meu combate foi uma coisa do outro mundo. Mas pus-me à prova e consegui ultrapassar os desafios e conquistar a nona medalha em nove europeus”, disse em declarações à Antena 1, manifestando ainda o sentimento de dever cumprido:
Vim com o objetivo de lutar combate a combate, fui disputar a meia-final e era mais um que queria ganhar. Lutei bem mas cometi um erro e a adversária tirou vantagem disso. Foi importante, depois disso, manter-me concentrada, porque é difícil vir de uma derrota, e ir buscar esta medalha de bronze, que para mim é ouro”.
Segue-se o próximo objetivo: “O Campeonato do Mundo é o principal objetivo deste ano. Tenho um masters daqui a um mês e vou com o objetivo de subir ao pódio e, depois, apostar forte na preparação para o Mundial”, finalizou Telma Monteiro.
A judoca portuguesa, que deixou registado o facto de esta medalha ter sido a nona que conquista em Europeus, contou ter sentido, a determinado momento do primeiro combate, que a sua prova "ia terminar ali", mas que tal não aconteceu porque a sua "vontade de ganhar foi maior".

Melhor portuguesa de sempre
Telma já é a melhor judoca portuguesa de sempre 

A melhor de judoca portuguesa de sempre, campeã da Europa 2006, 2007,  2009 e 2012 - as duas primeiras em -52 kg -, subiu sempre ao pódio nas suas  nove participações, juntando aos títulos uma medalha de prata e quatro de  bronze. 
Com as suas quatro presenças no lugar mais alto do pódio, a judoca do  Benfica é a portuguesa com mais títulos europeus, suplantando João Pina  (-73 kg), campeão em 2010 e 2011. Além destes, também João Neto (-81 kg),  em 2008, Michel Almeida (-73 kg), em 2000, e Nuno Delgado (-81 kg), em 1999,  fizeram soar o hino português. 
Nuno Delgado foi, aliás, o primeiro judoca português a conquistar um  título europeu e é também o único a ter uma medalha olímpica no palmarés,  com a conquista do bronze nos Jogos Olímpicos Sydnei2000. 
Antes dele houve a primeira subida ao pódio em Europeus, na cidade polaca  de Gdansk, em 1994, por intermédio da judoca Justina Pinheiro, medalha de  bronze na categoria de -48kg, num período que abriu caminho às primeiras  medalhas portuguesas. 
A partir desse ano Portugal foi conseguindo, com uma exceção ou outra,  medalhas em quase todos os Europeus, mas foi em Lisboa, em 2008, que o país  mais vezes subiu ao pódio, com um ouro (João Neto) e três bronzes (Ana Hormigo,  Pedro Dias e Yahima Ramirez). 
Apenas em 2011, em Istambul, a seleção conseguiu o seu segundo melhor  resultado, com a medalha de ouro de João Pina (-73kg), e as medalhas de  prata de Joana Ramos (-52kg) e de Telma Monteiro (-57kg). 

 Medalhas portuguesas em Europeus:
BUDAPESTE 2013
-57kg Telma Monteiro (bronze) 
CHELIABINSKI 2012
- 57kg Telma Monteiro (ouro)
ISTAMBUL 2011
 -73kg João Pina (ouro); -57kg Telma Monteiro (prata); -52kg Joana Ramos  (prata)
VIENA 2010
-73kg João Pina (ouro); -57kg Telma Monteiro (bronze)
TBILISI 2009
-57kg Telma Monteiro (ouro)
LISBOA 2008
-81kg João Neto (ouro); -48kg Ana Hormigo (bronze); -66kg Pedro Dias (bronze);  -78kg Yahima Ramirez (bronze)
BELGRADO 2007
-52kg Telma Monteiro (ouro)
TAMPERE 2006
-52kg Telma Monteiro (ouro)
ROTERDÃO 2005
-52kg Telma Monteiro (bronze)
BUCARESTE 2004
-52kg Telma Monteiro (bronze)
DUSSELDORF 2003
-81kg Nuno Delgado (prata)
MARIBOR 2002
+100kg Pedro Soares (prata); Open Pedro Soares (bronze)
WROCLAW 2000
-73kg Michel Almeida (ouro)
BRATISLAVA 1999
-81kg Nuno Delgado (ouro); -52kg Paula Saldanha (prata)
OOSTENDE 1997
-60kg Pedro Caravana (bronze)
 HAIA 1996
 -95kg Pedro Soares (prata)
 BIRMINGHAM 1995
-95kg Pedro Soares (bronze)
GDANSK 1994
-48kg Justina Pinheiro (bronze)
Resumo:   26 medalhas: 9 ouro; 6 prata; 11 bronze.   /PRE

Agência de Notícias 
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