Dá um Gosto ao ADN

CDS exige investimento de 8 milhões no Hospital de Setúbal

"O que vimos aqui foi uma urgência completamente subdimensionada para as necessidades" 


A presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, exigiu a concretização do projeto de investimento de oito milhões de euros no Hospital de São Bernardo, em Setúbal, onde testemunhou doentes em macas nos corredores e uma urgência "completamente subdimensionada". "O que vimos aqui foi uma urgência completamente subdimensionada para as necessidades, muito pequena, com muitas macas nos corredores, com muitas macas no serviço de observação. Mostram-nos tudo, sem nos esconderem nada, precisamente para nos sensibilizarem para a necessidade de haver um investimento nesta área dos serviços de urgência", afirmou Assunção Cristas aos jornalistas.
Líder do CDS-PP quer novas urgências em Setúbal 

A líder centrista visitou o hospital de São Bernardo, cujas necessidades de intervenção estão projetadas e orçamentadas em oito milhões de euros: "Foi pedido ao Ministério da Saúde e ao Ministério das Finanças, o Ministério da Saúde disse que sim, mas as Finanças disseram que não, e, portanto, ainda não têm luz verde para avançar com este investimento".
Assunção Cristas visitou o hospital de São Bernardo no âmbito das jornadas parlamentares do CDS-PP, que hoje terminam em Setúbal, acompanhada pelo líder parlamentar, Nuno Magalhães, as deputadas Ana Rita Bessa, Isabel Galriça Neto e Teresa Caeiro, entre outros deputados.
A líder centrista reiterou que a situação deste e outros hospitais que tem vindo a visitar confirmam que "o Governo consegue atingir determinados resultados [orçamentais] à custa da degradação dos serviços públicos".

Visita à baixa da cidade 
Após a visita, Assunção Cristas seguiu para a praça Bocage, no centro de Setúbal, de onde partiu para uma volta pelas ruas de comércio, entregando aos lojistas e transeuntes o panfleto da iniciativa "Ouvir Portugal", em que convida as pessoas a fazerem chegar ao CDS as suas sugestões, por e-mail, carta ou Facebook.
"Não é campanha, é "Ouvir Portugal", disse a um lojista desiludido com o desempenho do centrista Paulo Núncio enquanto secretário de Estado dos Assuntos Fiscais do Governo PSD/CDS.
O proprietário da ourivesaria, que dizia ter votado em 2011 no PSD, afirmava-se desiludido com a política e os políticos e dirigia sobretudo as críticas à atuação da máquina fiscal, com exigências ao nível da faturação e multas pesadas.
"Eu compreendo que nas dificuldades em que o país estava tivessem de aumentar os impostos, mas o problema foi que foi só para os pequeninos", dizia o proprietário da ourivesaria.
Assunção Cristas demorou cerca de dez minutos com aquele desiludido do anterior Governo, negou que tivesse sido "só para os pequenos", acusou o atual Governo de dar "borlas fiscais à GALP e a EDP", mas também mostrou solidariedade para com as queixas a Paulo Núncio.
"Amigos meus e família também me deram na cabeça e como ministra da Agricultura também sofri com o Paulo Núncio, tentei mudar algumas coisas e resolvi algumas", afirmou.

Agência de Notícias com Lusa  

[ + ]

Cidadãos do Seixal apresentam queixa na UE contra poluição

"15 mil pessoas obrigados a respirar um ar que ninguém ainda lhes garantiu ser respirável"

O movimento de cidadãos 'Os Contaminados', criado no concelho do Seixal, apresentou uma queixa na União Europeia a denunciar problemas ambientais relacionados com a Siderurgia Nacional e a apelar à intervenção internacional para a sua resolução. Na petição, que aguarda agora uma resposta de Bruxelas se é assunto para análise interna do Estado (Portugal) ou da União Europeia, o movimento explica que “são inúmeras as queixas apresentadas pelos habitantes da Aldeia de Paio Pires, concelho do Seixal, sobre os efeitos nefastos da laboração da Siderurgia Nacional. O movimento pede que seja realizada, com a máxima urgência, uma avaliação dos impactos resultantes da poluição atmosférica e sonora produzida pela empresa siderúrgica SN-Seixal, SA, na saúde da população residente na localidade de Aldeia de Paio Pires, bem como nas populações das localidades vizinhas, designadamente no concelho do Barreiro.
Poluição da Siderurgia Nacional chega a Bruxelas 

No texto, o grupo de cidadãos apela ainda a Bruxelas que sejam definidos e implementados os meios técnicos de monitorização da poluição atmosférica e sonora, que permitam avaliar, em permanência, com rigor e independência, os níveis reais das cargas poluentes emanadas da fábrica e que sejam criadas ou alteradas as diretivas consideradas adequadas para a salvaguarda da saúde pública e do meio ambiente.
“No respeito pelo Princípio da Prevenção/Precaução que a UE adota em questões desta natureza, se faça o necessário, e com a máxima urgência, para defender a saúde de uma população sujeita, em permanência, a descargas poluentes que ninguém, até hoje, conseguiu garantir que não afetam o maior bem de qualquer ser humano: a saúde”, refere o movimento na petição.
A empresa começou a funcionar em 1961, foi nacionalizada em 1975 e em 1995 foi privatizada, sendo hoje propriedade do grupo espanhol Megasa, denominando-se “SN – Seixal, SA”.
O movimento queixa-se que as entidades nacionais não dão resposta, que “existe uma enorme condescendência da Agência Portuguesa do Ambiente porque renovou a licença ambiental à Siderurgia sem estudos epidemiológicos feitos a uma comunidade onde se sucedem os casos de carcinoma de pulmão e doença pulmonar obstrutiva crónica”.
“São mais de 15 mil seres humanos obrigados a respirar um ar que ninguém ainda lhes garantiu ser respirável”, refere o movimento na queixa.
Consideram os cidadãos em causa que “estão hoje perfeitamente identificados os malefícios para a saúde pública e para o meio ambiente resultantes da atividade de uma empresa siderúrgica, razão pela qual a fábrica não poderia ser licenciada, na atualidade, neste local”, perto de um núcleo urbano.
“O ar é frequentemente irrespirável, o pó acumula-se em tudo o que está exposto aos elementos, e o barulho da fábrica é audível a vários quilómetros de distância. Apesar disso, e não obstante os contínuos protestos da população, a licença ambiental da fábrica foi renovada em Abril deste ano”, refere o movimento de cidadãos na queixa enviada ao Parlamento Europeu.
Uma fábrica desta natureza, explicam, emite para a atmosfera no processo de fabrico furanos, dioxinas, óxidos de nitrogénio, de enxofre e de carbono, compostos orgânicos voláteis e metais pesados.
O movimento queixa-se que nunca foram realizados quaisquer estudos epidemiológicos ou quaisquer tipos de rastreios junto da população residente junto à fábrica.
“Torna-se ainda mais assustadora e incompreensível quanto é certo que, na linha dos ventos dominantes (Norte/Sul), encontram-se, nessa trajetória, em relação à fábrica - e mesmo debaixo da sua 'linha de fogo' – praticamente todos os equipamentos de ensino básico e pré-escolar, incluindo várias creches e infantários”, escreve o movimento na petição enviada a Bruxelas.

Agência de Notícias com Lusa
[ + ]

Despedimento em fábrica de Pinhal Novo preocupa PCP

PCP questiona ministério da Economia sobre eventual fecho da Electro-Arco

O PCP questionou o ministério da Economia sobre o eventual encerramento da Electro-Arco, localizada na Venda do Alcaide, Pinhal Novo, detida pela multinacional Lincoln Electric, que no final do ano passado manifestou a intenção de iniciar um processo de despedimento coletivo. Na pergunta enviada na semana passada ao ministério tutelado por Manuel Caldeira Cabral. o PCP começa por referir que em Novembro último a Lincoln Electric, "através de uma carta que dirigiu aos trabalhadores da Electro-Arco, manifestou a intenção de pôr fim ao ciclo de produção" da empresa. Relembre-se que a empresa já anunciou o encerramento da fábrica, previsto para o inicio de Março deste ano e o despedimento de 60 trabalhadores. 
Fábrica de Pinhal Novo quer despedir cerca de 60 trabalhadores 


Nessa carta, dizem os comunistas, "a administração da empresa anunciava o início do processo de despedimento coletivo dos cerca de 60 trabalhadores" e, em 22 de Dezembro, os trabalhadores receberam "nova carta a confirmar a intenção de encerramento da fábrica, previsto para 06 de Março" deste ano e a referir os termos do processo.
A Electro-Arco produz elétrodos para o mercado português e para exportação, "tendo sido em 2016 uma das empresas com maior volume de negócios no distrito de Setúbal" e "é a única unidade fabril" naquele distrito "com este tipo de produção", salienta o PCP.
O Partido Comunista Português (PCP) acrescenta que a administração da empresa justifica a intenção "com a diminuição de encomendas e com a possibilidade de transferir a produção para outras unidades do grupo noutros países, expressando, contudo, o interesse em continuar a ter o monopólio na comercialização deste material" em Portugal.
Como "a defesa da produção nacional e da salvaguarda da atividade industrial do país exige a intervenção direta do Governo, assim como a defesa dos postos de trabalho e dos direitos dos trabalhadores", o PCP questiona o ministério da Economia sobre qual o acompanhamento que está a ser feito relativamente à empresa e que medidas o Executivo vai tomar "para evitar o encerramento e garantir a sua laboração".

Agência de Notícias com Lusa


[ + ]

Bibliotecas escolares inovam formação em Setúbal

"As bibliotecas escolares devem constituir-se como um eixo de inovação pedagógica" 


A importância das bibliotecas escolares como espaços inovadores de aprendizagem e formação foi destacada na sessão de abertura do VI Seminário das Bibliotecas Escolares do Concelho de Setúbal, que decorreu na Escola Secundária D. João II, esta terça-feira. “A revolução digital e a expansão da designada sociedade do conhecimento colocam à escola atual novos desafios, sobretudo no sentido de dotar os jovens de um conjunto de saberes capazes de responder às expectativas da sua vida pessoal, social e profissional”, salientou o vereador com o pelouro da Cultura na Câmara de Setúbal, Pedro Pina, na sessão de abertura do encontro. “Biblioteca Escolar: Desafios para o Sucesso” é o tema da sexta edição do evento, que decorre até dia 31 no auditório da Escola Secundária Dom João II, organizado pelo Grupo de Trabalho das Bibliotecas Escolares do Concelho de Setúbal, com o apoio da autarquia e da Rede de Bibliotecas Escolares.
Importância das bibliotecas escolares discutida em Setúbal 

O objetivo é dar contributos para repensar o sucesso em ambientes de aprendizagem, bem como analisar a escola à luz dos novos normativos e refletir sobre a biblioteca como espaço inovador para o desenvolvimento das literacias.
Perante um auditório cheio de professores e técnicos ligados às bibliotecas escolares, o vereador Pedro Pina agradeceu a disponibilidade e o empenho de todos na partilha de conhecimentos e experiências que “serão uma mais-valia para dar respostas mais eficientes aos desafios que os profissionais enfrentam diariamente” nestas áreas do conhecimento.
“As bibliotecas escolares preparam-se para um novo paradigma, acrescentado aos seus papéis tradicionais outros como o combate à iliteracia da informação, o desenvolvimento de competências na área das tecnologias, e o da pesquisa de informação recorrendo a fontes em diferentes suportes e em diferentes meios de comunicação”.
Tendo em conta este novo paradigma, as bibliotecas escolares “devem constituir-se como um eixo de inovação pedagógica, saber adaptar-se, recriar-se e experimentar novas metodologias”, no que constitui um conjunto de desafios para os quais “todos os educadores devem procurar novas respostas”.
A sessão de abertura, que se iniciou com um momento cultural protagonizado por Susana Félix no papel da divertida bibliotecária Dona Bé, contou ainda com uma intervenção da coordenadora nacional da Rede de Bibliotecas Escolares, Manuela Silva, que sublinhou o facto de Setúbal ter sido um concelho pioneiro no desenvolvimento de um trabalho em rede nesta área.
“Lembro-me muito bem do primeiro encontro de bibliotecas escolares do concelho de Setúbal, em 1994, quando ainda não existia a Rede de Bibliotecas Escolares. Os professores de Setúbal foram os primeiros a criar um movimento desta natureza no país”.
A responsável salientou a importância do tema do VI Seminário das Bibliotecas Escolares do Concelho de Setúbal tendo em conta que, “num mundo em constante mudança, a escola tem de saber adaptar-se, melhorar práticas e consolidar saberes para preparar as crianças e os jovens para serem mais ativas e interventivas”.
Já o diretor do Centro de Formação de Associação de Escolas Ordem de Sant’Iago, António Canhão, lembrou que a biblioteca escolar “é um espaço privilegiado”, uma vez que, além de fonte de pesquisa, reflexão e leitura, “é uma grande plataforma de encontro em que os projetos educativos ganham vida”.
Após a sessão de abertura, os trabalhos continuaram com a conferência “Sucesso educativo e normativos, como harmonizar?”, com intervenções da coordenadora nacional da Rede de Bibliotecas Escolares e da subdiretora-geral da Educação, Maria João Horta, moderadas pelo diretor da Escola Secundária D. João II.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 

[ + ]

Moscatel enriquece Real Gin na Casa Baía em Setúbal

Chegou o novo gin com infusão de uva moscatel da Adega de Pegões

O moscatel e o gin partilham a alquimia de sabores numa nova bebida da DestilReal, uma edição limitada, já disponível no mercado, que foi apresentada na tarde de dia 27 de Janeiro na Casa da Baía, em Setúbal, numa sessão com degustações. As notas quentes de carvalho e o toque adocicado característico da uva moscatel marcam o Real Gin Moscatel, a mais recente aposta da destilaria de Pegões, que, na apresentação, despertou a curiosidade de mais de uma centena de pessoas. O nome também foi inspirado na região, jogando com o facto de a destilaria se situar na EN4, uma antiga Estrada Real que ligava Alcochete ao Montijo, construída a partir de uma via romana. Qualquer pessoa pode visitar a própria destilaria – ficando a conhecer o processo de produção, das infusões ao embalamento e rotulagem feitos de forma manual –, ou provar os gins de diversas formas num bar, aberto à sexta-feira e sábado à noite.
Real Gin foi apresentado na Casa Baía em Setúbal 

A sessão, com a participação do vereador da Câmara de Setúbal Ricardo Oliveira, foi conduzida por Luís Fava, proprietário da DestilReal, e pelo comercial João Ferraria, que revelaram alguns dos segredos da nova bebida da gama Real Gin.
O Real Gin Moscatel, adiantou o empresário, é envelhecido durante quatro meses em barricas de carvalho onde estagia o Moscatel de Setúbal da Adega de Pegões, para apurar o sabor do moscatel e também um pouco da madeira de carvalho.
Na apresentação, Luís Fava, um dos quatro sócios da destilaria, juntamente com Alexandre Fava, Jacinto Policarpo e Raquel Varela, explicou que na etapa final de envelhecimento é feita uma infusão de uva moscatel diretamente nas barricas.
"O gin, produzido com álcool nacional e a partir da infusão de 13 botânicos, entre os quais a laranja, o limão e o pêssego, procura ser um produto diferenciador no mercado dos gins e, em simultâneo, valorizar e refletir a identidade da região", diz o empresário.
A sessão incluiu ainda apresentações sobre a história do Real Gin e da destilaria DestilReal, uma ação subordinada às temáticas de botânicos e aromatização, a par de uma prova de degustação para os participantes da iniciativa.
O Real Gin Moscatel é o segundo da gama Real Gin, marca que desde o lançamento no mercado, em 2016, já conquistou vários distinções, incluindo medalhas de ouro e prata em concursos internacionais e prémios para o design da garrafa e rótulo.
O Real Gin Original foi lançado em Outubro de 2016, numa edição de 4.900 garrafas, e valeu logo à destilaria uma medalha de ouro e outra de prata em dois concursos realizados em Londres. Os prémios estendem-se ao design da garrafa e do rótulo, alvo de “um grande investimento”. O valor inicialmente investido no projeto foi de 70 mil euros.A apresentação da bebida, organizada pela DestilReal em parceria com a autarquia, estreou o programa mensal de eventos de promoção da Loja de Produtos Regionais da Casa da Baía, na qual consta o recente Real Gin Moscatel.
O nome também foi inspirado na região, jogando com o facto de a destilaria se situar na EN4, uma antiga Estrada Real que ligava Alcochete ao Montijo, construída a partir de uma via romana. Qualquer pessoa pode visitar a própria destilaria – ficando a conhecer o processo de produção, das infusões ao embalamento e rotulagem feitos de forma manual –, ou provar os gins de diversas formas num bar, aberto à sexta-feira e sábado à noite.
O espaço, que neste momento se encontra encerrado e reabrirá em Março, pode ainda receber grupos, mediante marcação, e pondera vir a integrar circuitos turísticos como aqueles que se fazem às adegas da região. O Real Gin Moscatel está à venda na Casa da Baía – Centro de Promoção Turística, em garrafeiras de Setúbal, em lojas especializadas e em alguns hipermercados. O objetivo da DestilReal é lançar um produto novo todos os anos.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 



[ + ]

Ordem identifica dificuldades no hospital de Almada

Há problemas "muito graves" no Garcia de Orta na anestesia e especialidades cirúrgicas 

O Conselho Regional do Sul da Ordem dos Médicos visitou no final da semana passada, o Hospital Garcia de Orta, em Almada, onde identificou “algumas dificuldades, algumas muito graves”, nomeadamente na anestesia e nas especialidades cirúrgicas, devido à falta de recursos humanos. Em declarações à agência Lusa, o presidente do Conselho Regional do Sul da Ordem dos Médicos, Alexandre Valentim Lourenço, disse que o hospital de Almada tem tido “constrangimentos a nível de recursos humanos que permitam responder de uma forma eficaz a todas as solicitações, o que nalgumas especialidades põe até em causa a capacidade de formar tantos internos e especialistas como tinham até à data”. Além do hospital, o Conselho Regional do Sul visitou também o Centro de Saúde de Almada.
Ordem dos Médicos detetam problemas graves no Garcia da Orta

“Nos últimos anos, o número de especialistas formados em algumas especialidades cirúrgicas e as capacidades do Hospital Garcia de Orta para os formar têm estado a diminuir, porque o número de cirurgias a realizar e a forma como são realizadas não é a mesma que existia há sete ou oito anos”, declarou Alexandre Valentim Lourenço.
No âmbito da visita à unidade hospitalar, o presidente do Conselho Regional do Sul da Ordem dos Médicos reuniu com a administração do Hospital Garcia de Orta que garantiu que está a resolver alguns dos problemas, transmitindo que nalgumas especialidades os problemas têm solução, mas que noutras “a redução de efetivos e de recursos não tem permitido colmatar com eficiência os serviços recorrendo a médicos do hospital”, pelo que recorrem muitas vezes a empresas externas.
“A Ordem dos Médicos pensa que, na maior parte dos serviços, a utilização de empresas de recursos humanos para contratar médicos para resolver problemas nos hospitais provoca, depois, problemas ao funcionamento dos serviços”, afirmou o representante do Conselho Regional do Sul, advogando que os serviços estão “muito envelhecidos nos quadros de especialistas”.

Ordem no Centro de Saúde de Almada 
Além do hospital, o Conselho Regional do Sul da Ordem dos Médicos visitou ainda o Centro de Saúde de Almada.
“Verificámos que a articulação com os centros de saúde é um pouco incipiente, existe, existem intenções, mas a capacidade de colocar mais urgências e mais atendimentos nos centros de saúde - num concelho onde faltam médicos de família para 40 mil utentes - faz com que muitos dos utentes recorram à urgência por questões agudas que deviam de ser resolvidas no centro de saúde e não no hospital”, advogou Alexandre Valentim Lourenço, manifestando-se contra a criação de concursos para enfermeiros especialistas para os centros de saúde.
De acordo com o presidente do Conselho Regional do Sul , “são cerca de 700 enfermeiros a nível nacional, muitos na região Sul”, profissionais que “estão a sair dos hospitais e a ir para os centros de saúde, deixando os hospitais desprotegidos e nos centros de saúde estão a fazer muitas vezes trabalhos em que concorrem para as funções médicas”.
“Enfermeiros a realizarem funções que, normalmente, são atos médicos”, apontou Alexandre Valentim Lourenço, defendendo que não se pode “substituir o trabalho médico diferenciado dos centros de saúde sob o argumento que há poucos médicos de família”.
Neste âmbito, a Ordem dos Médicos propõe que o investimento nos hospitais, em termos de equipas e de projetos, seja retirada às empresas de recursos humanos que “vendem médicos a avulso” e que seja investido nos serviços e nos projetos que já existem no Hospital Garcia de Orta.
“Queremos que todo o investimento financeiro que é feito nas empresas de recursos humanos, que tapam buracos, seja canalizado para uma boa estrutura e que seja para a estrutura efetiva do hospital”, reforçou o presidente do Conselho Regional do Sul.
Alexandre Valentim Lourenço defendeu ainda que as lideranças médicas devem ter capacidade de implementar projetos para resolver os problemas específicos do hospital, “e que essa capacidade seja real, ou seja, a contratação e os concursos que permitem preencher os quadros hospitalares sejam céleres, sejam imediatos e que permitam construir equipas internas dentro do hospital que, nas várias especialidades, respondam de uma forma corrente e regular”.
“Isto é particularmente importante na criação de condições especiais para a anestesia e para as especialidades cirúrgicas que evitem que o hospital não responda, que tenha listas de espera muito atrasadas e que os doentes tenham que ser tratados em instituições privadas”, avançou o represente da Conselho Regional do Sul  da Ordem dos Médicos.

Agência de Notícias com Lusa

[ + ]

Seixal deverá ter Loja do Cidadão a funcionar em 2020

Investimento de um milhão de euros na Cruz de Pau 

A Câmara do Seixal assina esta terça-feira um protocolo com várias entidades do Estado para a instalação de uma Loja do Cidadão na Amora, Cruz de Pau, disse à agência Lusa o presidente do município. "Este protocolo significa que em 2020 deveremos ter a Loja do Cidadão a funcionar com um total de 33 postos de trabalho, com destaque para a Autoridade Tributária (Finanças), que irá ter 16 postos de trabalho", disse Joaquim Santos. 
Loja do Cidadão será construída em Cruz de Pau, Seixal 

Segundo o presidente da Câmara do Seixal, entre outras valências a Loja do Cidadão terá ainda espaços do Instituto de Registos e Notariado, da Segurança Social, Loja do Munícipe e Espaço Cidadão, estes dois últimos pertencentes ao município.
"Através deste protocolo, que representa um investimento do município de um milhão de euros, vamos conseguir ter esta obra pronta e a abrir, o mais tardar, em 2020", disse Joaquim Santos.
"Trata-se de um segundo protocolo, porque o município já tinha assinado um protocolo com o governo PS em 2009. Mas, em 2010 e 2011, o governo não conseguiu apresentar o projeto para que a Câmara Municipal lançasse a obra. E depois, em 2011, o governo PSD/CDS congelou tudo o que eram lojas do cidadão - e até avançou com um novo modelo que era o Espaço do Cidadão -, mas com o novo governo (PS) conseguimos retomar este processo", acrescentou o autarca do Seixal.
Joaquim Santos lembrou ainda que as Lojas do Cidadão mais próximas para os munícipes do Seixal são em Setúbal e Lisboa, uma vez que nenhum dos concelhos vizinhos do Seixal tem uma infraestrutura do género.
A nova Loja do Cidadão vai ser instalada num espaço com uma área global de 1.150 metros quadrados, que é propriedade da Câmara do Seixal, no primeiro andar do Edifício Alentejo, junto à EN 10, na Amora, Cruz de Pau.
"O protocolo de 2009 não foi cumprido. Esperamos que este seja cumprido. Essa é a nossa expectativa", concluiu Joaquim Santos.
A assinatura do protocolo está marcada paras as 11 da manhã desta terça-feira no auditório dos Serviços Centrais da Câmara do Seixal.

Agência de Notícias com Lusa
[ + ]

PDM ribeirinho com medidas preventivas em Setúbal

Novas regras de loteamentos para a zona ribeirinha da cidade 

A Câmara de Setúbal aprovou, em reunião pública, o estabelecimento de medidas preventivas para a frente ribeirinha da cidade, no âmbito da revisão do Plano Diretor Municipal. A implementação das medidas preventivas é justificada pela “crescente pressão urbanística na frente ribeirinha, resultante do recente incremento da atividade turística na cidade e da perspetivação de alguns investimentos estruturantes de natureza pública e privada a curto/médio prazo” que “limitam a liberdade de planeamento e podem comprometer ou tornar mais onerosa a execução da unidade e subunidades operativas de planeamento e gestão consignadas na revisão do PDM”, sublinha a autarquia sadina. O executivo aprovou ainda a adjudicação da empreitada de regularização do troço final da Ribeira da Figueira e bacias de retenção, investimento superior a 900 mil euros para prevenção de cheias na cidade.
Setúbal aprovou medidas preventivas para a zona ribeirinha 

A deliberação inclui as propostas resultantes da interpretação jurídica da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região de Lisboa e Vale do Tejo sobre o âmbito e objetivos do mecanismo urbanístico e revoga a resolução aprovada pela autarquia em reunião camarária de 6 de Dezembro de 2017.
O estabelecimento de medidas preventivas para a frente ribeirinha, numa área com 18,9 hectares compreendida entre a zona da Praia da Saúde e a Doca das Fontainhas, vigente por um período de dez meses a contar da publicação em Diário da República e, eventualmente, prorrogável por mais dez meses, determina a suspensão da eficácia do Plano Diretor Municipal e do Plano de Pormenor da Frente Ribeirinha.
Na prática, durante a vigência das medidas preventivas, ficam proibidas operações de loteamento e obras de urbanização, de construção, de ampliação, de alteração e de reconstrução, com exceção das que sejam isentas de controlo administrativo prévio, bem como trabalhos de remodelação de terrenos.
Obras de demolição de edificações existentes, exceto as que, por regulamento municipal, possam ser dispensadas do controlo administrativo prévio, ficam igualmente proibidas, tal como as ações validamente autorizadas antes da entrada em vigor das medidas preventivas e aquelas em relação às quais exista informação prévia favorável ou aprovação do projeto de arquitetura válidas.
A frente ribeirinha de Setúbal corresponde a uma área territorial situada entre o Parque Urbano de Albarquel e a Doca das Fontainhas, heterogénea a nível de usos e funções, estando parcialmente abrangida pela área de jurisdição da Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra.
O território é caracterizado pela existência de vastas áreas de edifícios devolutos e degradados, nomeadamente antigas unidades industriais e armazéns, e por uma ocupação extensiva de estacionamento automóvel irregular.
No âmbito da revisão, em curso, do PDM de Setúbal, foi definida uma unidade operativa de planeamento e gestão para a frente ribeirinha, desagregada em subunidades operativas de planeamento e gestão em função das especificidades funcionais e sociourbanísticas locais, que estabelecem objetivos programáticos e mecanismos de execução adequados à implementação de um processo integrado de requalificação urbanística para o território.
"O reforço da relação da cidade com o rio, a valorização arquitetónica e paisagística da frente ribeirinha, o incremento e a reabilitação da função habitacional, a possibilidade de instalação de uma marina na área da atual Doca do Clube Naval Setubalense e a proposta de interface intermodal de transportes na Doca das Fontainhas são alguns dos objetivos", diz a Câmara de Setúbal.
O "dimensionamento e a disciplina das necessidades de estacionamento, o prolongamento da ciclovia até à Doca das Fontainhas, a relocalização de equipamentos e serviços situados na envolvente da Doca do Clube Naval Setubalense sem funções relacionadas com a náutica de recreio e a valorização do Baluarte do Livramento e da envolvente do Mercado do Livramento são outras ações preconizadas", de acordo com a autarquia sadina.

Empreitada previne cheias
A Câmara de Setúbal aprovou a adjudicação da empreitada de regularização do troço final da Ribeira da Figueira e bacias de retenção, investimento superior a 900 mil euros para prevenção de cheias na cidade.
A empreitada foi adjudicada, após concurso público aprovado a 20 de Setembro de 2017, à empresa Ilhaugusto – Construções, Lda., por ter apresentado o preço mais baixo, no montante de 869 mil e 990,80 euros, acrescido de IVA.
A intervenção, com um prazo máximo de execução de 12 meses, inclui a remodelação da Passagem Hidráulica do Muro, a recuperação do muro da margem esquerda da ribeira e de duas passagens hidráulicas em arco de tijoleira cerâmica ao cutelo.
Da empreitada faz ainda parte a reabilitação de um pequeno aqueduto que liga as duas margens da Ribeira da Figueira, localizado imediatamente a montante da Passagem Hidráulica do Muro e que termina próximo da Quinta de Santana, junto da EN 10.
Esta ação está associada a uma candidatura apresentada pela Câmara de Setúbal no âmbito do Portugal 2020, com financiamento comunitário através do PO SEUR – Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Usos de Recursos.
O projeto tem como "objetivo implementar soluções de melhoria do escoamento pluvial em linhas de água, neste caso, através da melhoria do comportamento hidráulico da Ribeira da Figueira e da bacia de amortecimento em situação de cheia", explica a Câmara de Setúbal
"Esta solução é alcançada com a execução de trabalhos que visam o redimensionamento e a melhoria do comportamento de passagens hidráulicas e a regularização de linhas de água", conclui a proposta aprovada pelo executivo.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 
[ + ]

Novos horários já arrancaram na fábrica de Palmela

Autoeuropa começa um novo ciclo esta semana

Arranca esta segunda-feira  os novos turnos na Autoeuropa, em Palmela,  que serão aplicados até às ferias de verão, em Agosto, estando previstos 17 turnos semanais e onde já estão incluídos os sábados. Ainda assim, o braço de ferro entre a administração da fábrica e os trabalhadores mantém-se. A administração está intransigente em relação à proposta unilateral que apresentou em Dezembro. Compromete-se, no entanto, a pagar um prémio adicional de 100 por cento sobre cada sábado trabalhado (pagamento mensal) e um prémio adicional de 25 por cento sobre os sábados trabalhados no trimestre, de acordo com o cumprimento do volume planeado para o trimestre (pagamento trimestral). "A Autoeuropa deve sentar-se com a comissão de trabalhadores e sindicatos para conversar, ouvir e fazer como deve de ser", afirma o secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, em  entrevista conjunta do Jornal de Negócios e Antena 1.
Novos horários começam esta segunda-feira em Palmela 

A Autoeuropa vai viver mais uma semana de tensão, entre negociações laborais, plenários de trabalhadores, novos horários e ameaças de greves.
O novo foco de tensão na fábrica portuguesa da Volkswagen é agora a proposta de aumentos salariais. Nas negociações que tiveram lugar na passada semana entre a comissão de trabalhadores  e a administração, com vista a um novo acordo laboral, a direcção da unidade de Palmela começou por oferecer aumentos de 2,6 por cento em 2018 e de dois por cento para 2019. Valores que a comissão de trabalhadores rejeitou, dizendo à administração que "são insuficientes e que é imprescindível elevar as condições remuneratórias dos trabalhadores", segundo um comunicado do órgão representativo dos trabalhadores.
Em resposta, a administração avançou com uma proposta de aumentos salariais de três por cento para este ano e de dois por cento para o próximo, voltando a comissão de trabalhadores a reafirmar a sua "posição de insatisfação" com os valores. Recorde-se que, no seu caderno reivindicativo, a Comissão exige aumentos salariais de 6,5 por cento para este ano. Apesar deste impasse, as negociações vão continuar a decorrer esta semana em Palmela.
Entretanto, a comissão de trabalhadores marcou a realização de plenários de trabalhadores para a próxima quinta-feira, 1 de Fevereiro, com o objectivo de discutir o "resultado obtido nas negociações", se já estiverem concluídas, ou fazer o ponto de situação das conversações.Já em relação aos turnos, os trabalhadores vão passar três semanas em cada um, uma vez que foi essa a escolha dos funcionários sondados diretamente pela administração para saber que modelo de turnos preferiam. Isto significa que a partir do final deste mês os trabalhadores passam a ter de cumprir uma semana de cinco dias, com apenas uma folga fixa ao domingo e uma outra rotativa a meio da semana. O primeiro sábado de trabalho arranca já dia 3 de Fevereiro.

Resposta para creches
Já com solução à vista parece a exigência dos trabalhadores que, tal como o i avançou, pretendiam ter creches a funcionar aos sábados, como resposta aos novos horários. A Segurança Social anunciou na semana passada que já tinha identificado as vagas em IPSS onde os trabalhadores da Autoeuropa poderão deixar os filhos nos sábados de trabalho, garantindo também a cobertura dos custos das creches nesses dias.
A Segurança Social irá compensar os encargos das IPSS através do "complemento de horário em creche" no valor de 503,59 euros mensais por criança à IPSS que gere a creche, garante o ministério. Este apoio irá durar "enquanto houver necessidades por parte dos trabalhadores".
Recorde-se que, em Dezembro, após uma reunião conjunta entre o ministro do Trabalho, Vieira da Silva, a comissão de trabalhadores da Autoeuropa e a administração da empresa, o governo garantiu que iria assumir «responsabilidades em algumas dimensões», como a criação e o reforço de «equipamentos sociais de apoio à família», para responder aos novos horários da fábrica.
Uma situação que já levou os trabalhadores do Parque Industrial – empresas que fornecem a Autoeuropa – a exigir as mesmas condições, já que também vão ter de mudar de horário, o que implica trabalhar aos sábados, para responder às necessidades da produção do T-Roc.
Confrontado com esta exigência por parte dos trabalhadores do parque industrial, fonte do ministério diz apenas que "este acordo de cooperação não é exclusivo para os trabalhadores da Autoeuropa".

O conflito interno continua 
A guerra não se limita à implementação dos novos horários de trabalho e estende-se agora à própria Comissão de Trabalhadores. Ainda no dia 21 deste mês, um grupo de trabalhadores fez uma vigília à porta de fábrica, garantindo que não se sente representado pela estrutura liderada por Fernando Gonçalves e já fez um abaixo-assinado para apresentar várias propostas alternativas às solicitadas pela comissão de trabalhadores.
Foi com base nesse documento criado pelo movimento Juntos que os trabalhadores aprovaram dois dias de greve marcados para dia 2 e 3 de fevereiro, altura em que já terão entrado em vigor os novos horários de trabalho, caso a administração da fábrica de Palmela não tenha recuado nas suas intenções. No entanto, para que a paralisação se concretize é necessário que seja convocada pelos sindicatos, como o Site-Sul, que foi o rosto da última greve.
Ao mesmo tempo, este grupo de trabalhadores defende que "em todos os passos no processo de negociação com a administração, a Comissão de Trabalhadores se apresente com um advogado".
O baixo-assinado recorda ainda que «o trabalho por turnos já é uma forma de organização do trabalho prejudicial à vida familiar e à saúde dos trabalhadores», lembrando ainda que, "segundo o contrato coletivo em vigor, a fábrica não tem permissão para impor laboração contínua e trabalho ao sábado à noite sem o consentimento dos trabalhadores".

CGTP diz este é um processo que se vem deteriorando nos últimos anos

"A Autoeuropa deve sentar-se com a comissão de trabalhadores e sindicatos para conversar, ouvir e fazer como deve de ser", afirma o secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, em entrevista conjunta ao Jornal de Negócios e Antena 1. O líder da CGTP considera que ainda há margem para chegar a um acordo mas aponta o dedo à Autoeuropa pelo extremar de posições.
"O processo da Autoeuropa é muito simples. É um processo que nas relações do trabalho se vem deteriorando nos últimos anos. Não foi de agora. Já vem de trás. Porque já anteriormente houve uma ou duas vezes que a administração da Autoeuropa impôs unilateralmente determinado tipo de condições. E os trabalhadores contestando acabaram por acatar. E agora deu-se o processo que conhecemos. Esta greve que se realizou em Agosto do ano passado é o resultado da falta de sensibilidade social de quem está à frente da Autoeuropa para encontrar soluções, em primeiro lugar, e depois, da pouca maleabilidade para perceber qual foi o sentimento dos trabalhadores", argumenta Arménio Carlos.
Para o sindicalista não restam dúvidas: "a versão verdadeira sobre a Autoeuropa não chega à maior parte das pessoas".
O secretário-geral da CGTP diz ainda que a questão da fábrica de Palmela tem sido “manipulada” para evitar que se mexa na legislação do trabalho. E desafia o Governo a dialogar com a Volkswagen para que trace o futuro da Autoeuropa num horizonte temporal mais largo.

Agência de Notícias 
[ + ]

Alcochete "preocupado" com apanha de bivalves no Tejo

"Preocupa-me a degradação e sujidade existente no espaço público"

O presidente da Câmara de Alcochete, Fernando Pinto, manifestou a sua preocupação com a apanha ilegal de bivalves no rio Tejo, referindo que a atividade causa prejuízos para a economia, segurança e saúde pública. "Preocupa-me a degradação e sujidade existente no espaço público, os problemas que são criados por via do desassoreamento do Tejo, os estragos existentes na ponte cais e no pontão, na praia dos Moinhos, em Alcochete, e na praia do Samouco", disse o presidente, citado em comunicado da autarquia enviado à agência Lusa.
Alcochete quer solução para a apanha ilegal de ameijoa 

Fernando Pinto refere que já reuniu com a Administração do Porto de Lisboa para tentar encontrar uma solução para o problema, explicando que a situação está a "atingir um nível bastante preocupante".
"O exercício desta atividade elenca crimes ambientais, económicos e de saúde pública e não se confina apenas à apanha ilegal da amêijoa, mas também a problemas de ordem pública, nomeadamente, na falta de pudor na via pública", frisou o presidente da Câmara de Alcochete.
O autarca salientou que a atividade relacionada com a apanha ilegal de bivalves tem contribuído de forma bastante célere e visível para a degradação da ponte cais e do pontão, que já não reúne as condições de segurança para a acostagem da embarcação municipal Bote Leão.
"A ponte cais começa a registar níveis preocupantes de degradação, porque os seus pilares começam a ficar desgastados e a requerer manutenção", disse o presidente da autarquia, que sublinhou que "a rampa de acesso ao pontão já não tem as travessas que garantia maior segurança a quem a atravessasse, provavelmente para facilitar o transporte das sacas dos bivalves".
Fernando Pinto disse que transmitiu à Administração do Porto de Lisboa as suas preocupações e que obteve a garantia de que a preocupação da autarquia será transmitida à ministra do Mar.
"A apanha de bivalves é um problema que tem de ser alvo de uma análise profunda e cuidada, porque envolve muitas famílias portuguesas, além de muitas pessoas oriundas de outros países e é um problema de segurança", alertou o autarca.

Agência de Notícias com Lusa
[ + ]

Aeroporto do Montijo pode ter vida curta

Novo aeroporto pode estar esgotado em 2035

Aeroporto atual estará esgotado até 2030 e Montijo pode não ajudar. Governo quer low cost no distrito de Setúbal mas a solução Portela+Montijo pode ter um tempo curto de vida e saturar até 2035, alerta o ex-bastonário da Ordem dos Engenheiros, Carlos Matias Ramos, socorrendo-se dos números do estudo da Eurocontrol, a Organização Europeia para a Segurança da Navegação Aérea. O Ministério do Planeamento e Infraestruturas admite que "a construção de um novo aeroporto [totalmente de raiz] , no campo de Tiro em Alcochete, mantém-se, porém, como reserva estratégica e poderá ser decidida, nas próximas décadas, se a evolução do tráfego apontar no sentido do esgotamento da solução agora apresentada".
Novo aeroporto do Montijo pode ter vida curta 

Em Julho de 2016, no Parlamento, o ministro Pedro Marques avisava que competia "evitar estrangulamentos económicos, das empresas e da mobilidade dos cidadãos", sublinhando que o aeroporto de Lisboa tinha atingido em 2016 os 22,4 milhões de passageiros, "seis anos antes do previsto". Em 2017, os números são ainda mais elevados - foram 26,7 milhões, as previsões eram de 18 milhões.
Ora, escreve o Diário de Notícias, Carlos Matias Ramos recusa que o limite seja 2050, como se tem defendido, a partir do estudo da Eurocontrol. O antigo presidente do Laboratório Nacional de Engenharia Civil cita o relatório desta organização onde se lê "que o Aeroporto Humberto Delgado [Portela] estará saturado até 2030", indicando ainda que "outras melhorias que melhorem a capacidade de ocupação da pista são críticos para atingir os 48 movimentos horários projetados" para esse aeroporto. A Eurocontrol reconhece que "ainda há capacidade disponível no Montijo, pelo que alguns dos movimentos em excesso podem ser acomodados neste aeroporto".
Um futuro aeroporto no Montijo tem uma capacidade limite de 24 movimentos por hora, sublinha Matias Ramos. Conjugado com a Portela, o engenheiro aponta para uma saturação até 2035 da "solução dual", Portela+Montijo. Antevendo uma construção que se prolongue até 2022/2023, o tempo de vida útil desta solução seria para uns 12, 13 anos. Parece curto para tamanho investimento.
O Ministério do Planeamento e Infraestruturas admite que "a construção de um novo aeroporto [totalmente de raiz] mantém-se, porém, como reserva estratégica e poderá ser decidida, nas próximas décadas, se a evolução do tráfego apontar no sentido do esgotamento da solução agora apresentada".

"As sete razões fundamentais para a opção pelo Montijo"
Segundo o gabinete de Pedro Marques, num documento que já tem quase um ano (é de 15 de Fevereiro de 2017) "os estudos existentes são os que conduziram à decisão de solicitar à concessionária (ANA) uma proposta de expansão da capacidade aeroportuária de Lisboa assente na manutenção da Portela e da adaptação para uso civil da Base Aérea do Montijo".
Ao Diário de Notícias fonte oficial do ministério disse que, "na prática, esses estudos procuraram perceber, à luz do contrato de concessão existente, qual o melhor cenário: a construção de um novo aeroporto; o projeto Portela + 1, e, dentro deste, qual o melhor cenário para aeroporto complementar".
O Governo insiste que "o aeroporto complementar no Montijo será especialmente vocacionado para a operação das designadas companhias low cost e para serviços de médio curso, tendo a pista principal condições para receber os aviões usados neste tipo de operações", apesar das incertezas sobre se as transportadoras passarão para lá (por exemplo, a EasyJet já manifestou que não está interessada).
Do lado do executivo argumenta-se com "sete razões fundamentais para a opção pelo Montijo", sublinhando que é "a única infraestrutura aeronáutica da região de Lisboa que acumula" as tais sete condições:
"Permite uma utilização simultânea com a pista principal do Aeroporto Humberto Delgado; permite duplicar a capacidade atual, para 72 movimentos por hora e 50 milhões de passageiros por ano; a utilização civil é compatível com o uso militar, garantindo a operacionalidade da Força Aérea na região de Lisboa; é uma solução com um custo mais reduzido; é de execução bastante mais rápida (previsão de abertura: 2021); tem um tempo de vida de várias décadas; tem boa acessibilidade a Lisboa".

Decisão conhecida até ao verão
Depois de abandonada a opção da Ota, em detrimento do Campo de Tiro de Alcochete, este também deixou de ser opção, por causa das contas públicas do país. "Ao longo de 2016, perante a escassez de estudos realizados anteriormente pelo Estado sobre esta matéria e face à evolução do tráfego no Aeroporto de Lisboa, o Governo desencadeou uma série de iniciativas com vista a uma decisão tecnicamente sustentada", que passa pelo Montijo.
Carlos Matias Ramos contesta esta opção. "Foi à balda, foi porque sim." E acrescenta: "Há que ter um cuidado excecional na definição política de investimentos públicos". Para questionar as opções tomadas: "Não é um privado que decide o que é bom ou mau para o país", diz, referindo-se ao memorando de entendimento assinado com a ANA. Até ao final deste semestre se conhecerá a decisão.

Agência de Notícias
Fonte: Diário de Notícias 
[ + ]

Câmara de Setúbal premeia Desporto do concelho

Rampa da Arrábida foi o melhor evento desportivo no ano passado 

A Rampa da Arrábida, prova de automobilismo regressada após onze anos de interregno, foi distinguida como Melhor Evento Desportivo de 2017 no concelho na 2.ª Gala do Desporto de Setúbal. O presidente do Clube de Motorismo de Setúbal, Fernando Matias, que recebeu o prémio das mãos do treinador de futebol Hélio Sousa, mostrou-se emocionado com a distinção e revelou novidades que animam a organização do evento em 2018. A cerimónia, organizada pela Câmara de Setúbal, atribuiu 15 prémios a atletas, dirigentes, clubes e outras individualidades em destaque no panorama desportivo do concelho, avaliados por uma comissão criada para o efeito. Para o vereador do Desporto da autarquia, Pedro Pina, esta é a forma de “prestar homenagem a todos os que, ao longo do ano 2017, contribuíram para valorizar o desporto no concelho”.
Vitória de Setúbal foi o clube homenageado na gala 

“A Rampa da Arrábida é candidata a integrar o Campeonato Nacional de Montanha este ano, levando Setúbal ao mais alto patamar do automobilismo, de onde nunca devia ter saído. Agradecemos muito à Câmara Municipal por ser nossa parceira e ter feito esta aposta connosco”, disse o presidente do Clube de Motorismo de Setúbal.
Fernando Matias garante que a edição 2018 da prova “será melhor e mais forte”, pois o Clube de Motorismo de Setúbal está a “desenvolver esforços para trazer mais equipas e mais pilotos”, bem como a “reforçar a segurança do evento”.
A 26.ª Rampa da Arrábida – Liberty Seguros, realizada a 23 de Setembro, foi uma das três nomeadas para este prémio na segunda Gala do Desporto de Setúbal, juntamente com outros dois eventos de relevo, os Trilhos do Javali 2017, prova de trail running realizada a 9 de Dezembro com perto de sete centenas de atletas, e a Setúbal Triathlon, que juntou, a 9 de Abril, cerca de quatrocentos participantes no Parque Urbano de Albarquel.
A cerimónia, organizada pela Câmara Municipal de Setúbal, atribuiu 15 prémios a atletas, dirigentes, clubes e outras individualidades em destaque no panorama desportivo do concelho, avaliados por uma comissão criada para o efeito.
Para o vereador do Desporto da autarquia, Pedro Pina, esta é a forma de “prestar homenagem a todos os que, ao longo do ano 2017, contribuíram para valorizar o desporto no concelho”.
É o caso do Vitória Futebol Clube, que jogou no dia 27 a final da Taça da Liga frente ao Sporting Clube de Portugal, distinguido com o prémio de Clube Desportivo do Ano, numa categoria em que estava nomeado juntamente com o Clube de Rugby de Setúbal e o Scalipus Clube de Setúbal.
O presidente do Vitória, Vítor Hugo Valente, considera que esta distinção é “uma honra para o clube” e confessou sentir-se orgulhoso pelos prémios atribuídos, ao longo da noite, a atletas vitorianos de várias modalidades.
“O Vitória é um clube eclético. Temos cerca de dois mil jovens a praticar as várias modalidades e é esse pulsar que nos dá motivação para formar um Vitória Futebol Clube melhor”.
A equipa de atletismo de trail do União Futebol Comércio e Indústria, vencedora do Campeonato Nacional de Trail em 2017, foi considerada a Melhor Equipa do Ano, numa categoria em que foram ainda selecionadas a equipa de Team Gym, do Clube de Ginástica de Portugal, o remo double soul do Clube Naval Setubalense e a Ginástica de Trampolim do Vitória Futebol Clube.
Já o Melhor Treinador do Ano é José Martinez, que levou a equipa de Team Gym do Clube de Ginástica de Portugal e do Clube Naval Setubalense a sagrar-se campeão nacional de seniores masculinos e campeã nacional de juniores femininos em 2017.
O técnico agradeceu a distinção, que considera ser “mais coletiva do que individual”, pois só é possível graças ao trabalho de equipa “dedicado e empenhado de técnicos e ginastas que se esforçam diariamente para obter bons resultados”.

Susana Costa, melhor Atleta Feminina
A atleta de triplo salto Susana Costa, distinguida com o prémio Melhor Atleta Feminina, dirigiu-se ao público presente no Fórum Municipal Luís Todi através de uma mensagem gravada, uma vez que, por motivos profissionais, encontra-se ausente no estrangeiro.
Susana Costa, atleta do Sport Lisboa e Benfica desde 2013, garantiu estar “muito contente” com a distinção para a qual estava nomeada juntamente com Rita Ribeiro, atleta do Sporting Clube de Portugal, Patrícia Matias, do judo do Vitória Futebol Clube, e Inês Marques, do trail do União Futebol Comércio e Indústria.
“Nada me deixa mais feliz do que ser reconhecida pelo que faço”, referiu na mensagem reproduzida em ecrã gigante, enquanto o técnico Vítor Duarte, que a orientou nos primeiros anos de carreia no Grupo Desportivo Independente, recebia o prémio em palco.
No setor masculino, o prémio de melhor atleta na Gala do Desporto de Setúbal foi para o judoca João Martinho, do Sport Lisboa e Benfica, que agradeceu o reconhecimento e lembrou o clube onde deu os primeiros passos.
“Obrigado ao Vitória Futebol Clube, onde estive durante 14 anos. Sem a formação que obtive neste clube seria impossível chegar a este patamar”, disse o atleta, nomeado com Diogo Marques, tenista do Clube de Ténis de Setúbal, e João Bola, ginasta do Clube Naval Setubalense e Clube de Ginástica de Portugal.
Também os Atletas Esperanças foram reconhecidos na cerimónia, com Inês Borba, do atletismo do Vitória Futebol Clube, a conquistar o prémio na categoria feminina.
A jovem, campeã nacional de juvenis nos 1500 metros e que bateu, em 2017, recordes do atletismo regional com mais de vinte anos, agradeceu a iniciativa da Câmara Municipal de Setúbal, que considera ser uma “motivação adicional para os atletas setubalenses”.
Garantiu que pretende prosseguir a senda dos bons resultados para “continuar a representar bem esta linda cidade”.
Inês Borba estava nomeada juntamente com outras duas esperanças setubalenses, as jovens Neuza Besugo, do futsal do Sporting Clube de Portugal, e Rita Machita Santos, atleta de triatlo do Remo Clube Lusitano.
O prémio de masculinos foi para o ginasta Rui Domingos, do Vitória, campeão nacional júnior elite de duplo minitrampolim, que agradeceu à família e a todos quantos no clube o ajudaram a motivar-se para “alcançar tão bons resultados”.
Rui Domingos encontrava-se nomeado juntamente com André Ribeiro, do BMX do Núcleo Bicross de Setúbal, e Gonçalo Moreira, da equipa de tumbling da Sociedade Filarmónica Estrela Moitense,

Desporto adaptado com distinção 

Desporto adaptado também foi reconhecido pela autarquia 
No desporto adaptado, o Melhor Atleta Feminino de 2017é Sandra Pinto, da equipa de remo do Clube Naval Setubalense, que se confessou “emocionada” e “surpreendida” com um prémio que “reconhece o trabalho coletivo de todos os atletas e técnicos”.
Beatriz Bastos, do basquetebol do Scalipus Clube de Setúbal, e Raquel Silva, da equipa de boccia da APPACDM de Setúbal, eram as outras nomeadas nesta categoria.
No setor masculino, Filipe Ferreira, das equipas de andebol e de atletismo da APPACDM de Setúbal, foi o vencedor e deixou a garantia de que vai continuar a treinar e a “trabalhar muito para ser o melhor”.
O atleta, campeão europeu no andebol adaptado, estava nomeado juntamente com Ângelo Pais, também da APPACDM de Setúbal, e David Gézero, da equipa de ténis de mesa em cadeira de rodas do Vitória Futebol Clube.
António Estêvão, presidente do Clube de Ténis de Setúbal, foi o preferido do júri na categoria Melhor Dirigente Desportivo, superando António Carvalho, presidente do CCDBA, e Mário Mestre, presidente do Clube Desportivo Os Pelezinhos.
“Este é um prémio coletivo. Por isso, agradeço a todos os colegas dirigentes, atletas, trabalhadores e sócios por toda a dedicação e esforço. É um orgulho seremos reconhecidos desta forma”, referiu o vencedor.

Homenagem a Mourinho Félix 
Um dos momentos mais emocionantes da noite foi a revelação do Prémio Carreira, que distinguiu Mourinho Félix, antigo guarda-redes e treinador do Vitória de Setúbal, falecido no ano passado.
No vídeo exibido, com testemunhos de amigos e familiares, são de salientar as palavras do filho, José Mourinho, que, visivelmente emocionado, agradeceu a distinção.
“Agradeço à cidade e à Câmara  de Setúbal este momento bonito que muito me honra a mim e à minha mãe”, referiu o técnico do Manchester United.
No mesmo vídeo, a presidente da Câmara Municipal, Maria das Dores Meira, sublinhou a importância de Mourinho Félix para Setúbal. “Provou que para se ser setubalense não é obrigatório nascer em Setúbal. Basta amar esta terra como ele a amou.”
A autarca não tem dúvidas de que o antigo jogador do Vitória Futebol Clube“conquistou um lugar na memória da comunidade setubalense, que é ocupado apenas pelos melhores”.
Júlia Mourinho, que subiu ao palco para receber a homenagem ao marido, confessou estar “muito comovida” e garantiu que Mourinho Félix foi um setubalense de corpo e alma.
“O meu marido foi mais setubalense do que eu e adorou o Vitória como poucos. Não é fácil conviver com quem vive tão intensamente o futebol, mas são momentos como este que fazem todos os sacrifícios valer a pena”.
Na cerimónia, o galardão de Melhor Artigo Jornalístico Desportivo distinguiu o Serviço Municipal de Comunicação e Imagem da autarquia pelo número dois do jornal “Setúbal Inspira”, edição que fez o balanço do segundo semestre do programa Setúbal Cidade Europeia do Desporto 2016.
Já Tiago Venâncio, aluno que obteve, em 2016-2017, a melhor nota na licenciatura de Desporto da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal, recebeu o prémio Mérito Académico.
Houve ainda lugar à entrega de um troféu especial, não previsto inicialmente no regulamento, mas que é justificado pelos bons resultados obtidos pela equipa de futsal feminino do Agrupamento de Escolas Sebastião da Gama, treinada por Carlos Chaby, que venceu recentemente o Campeonato Nacional de Futsal de Desporto Escolar.
Além da entrega de prémios, a Gala do Desporto de Setúbal contou ainda com um apontamento musical pelo cantor Toy e com um momento de dança protagonizado pelo grupo de dança da professora Ana Cruz.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 
[ + ]

Remoção de resíduos no Barreiro e Seixal em 2019

Governo "limpa" terrenos da Quimiparque e Siderurgia e apresenta Almada a investidores estrangeiros 

O Secretário de Estado do Ambiente afirmou esta quinta-feira que o processo de remoção de resíduos do passivo ambiental no Arco Ribeirinho do Tejo, designadamente na Quimiparque, no Barreiro, e na siderurgia, no Seixal, deverá estar concluído em 2019. "É grato saber que estamos a messes de ver estes projetos concluídos e saber que já estão bem encaminhados os projetos e os estudos que permitirão eliminar e fazer intervenções em pequenas bolsas que não foi possível detetar nos estudos iniciais", disse o secretário de Estado do Ambiente, Carlos Martins, durante uma visita aos trabalhos de descontaminação na zona da Quimiparque, no Barreiro. Segundo o presidente do Conselho de Administração da Baia do Tejo, Jacinto Guilherme Pereira, há cinco investidores estrangeiros que já formalizaram o interesse no projeto Almada Nascente, com um investimento global estimado de um a 1,5 mil milhões de euros, designadamente um grupo norte-americano, outro britânico e outro chinês, para além de dois consórcios portugueses.
Terrenos de antigas fábricas vão ser descontaminados 

O governante disse esperar "que esses estudos tenham informação suficiente para lançar empreitadas ainda neste Quadro Comunitário de Apoio, porque ainda há disponibilidade de cerca de 15 milhões de euros para solos contaminados em Portugal", acrescentando que já foram disponibilizados cerca de 500 mil euros para esses estudos.
Para além dos trabalhos de descontaminação em curso na Quimiparque, de onde de já foram retiradas 17,3 mil toneladas de pirites verdes, está em fase adiantada a remoção de 16 mil toneladas de lamas de zinco e igualmente prevista a eliminação de cerca de 51,5 toneladas de lamas de aciaria e pós de goela, junto à siderurgia do Seixal.
"É um investimento no total de 13 milhões de euros, com um significado muito importante e, sobretudo, com um significado quase decisivo para concluirmos aquilo que eram a situações criticas e prioritárias", disse Carlos Martins.

Cinco investidores estrangeiros mostram  interesse no projeto Almada Nascente
Referindo-se aos terrenos dos antigos estaleiros da Margueira, em Almada, para onde está previsto o Plano de Urbanização Almada Nascente, Carlos Martins lembrou que o Ministério do Ambiente já publicou a legislação que permitiu delimitar os territórios e definir quem poderá interagir sobre eles, acrescentando que, a partir de agora, "cabe à Parpública, à Baía do Tejo e aos municípios envolvidos, conduzir aquilo que é o processo de gestão do território".
A Baía do Tejo, do universo Parpública (empresas detidas pelo Estado), tem a seu cargo a gestão dos Parques Empresariais localizados no Barreiro, Seixal e Estarreja, bem como o desenvolvimento do projeto Arco Ribeirinho Sul, que prevê a requalificação de antigas áreas industriais da Quimiparque, no Barreiro, da Siderurgia, no Seixal, e da Margueira, em Almada.
Segundo o presidente do Conselho de Administração da Baia do Tejo, Jacinto Guilherme Pereira, há cinco investidores estrangeiros que já formalizaram o interesse no projeto Almada Nascente, com um investimento global estimado de um a 1,5 mil milhões de euros, designadamente um grupo norte-americano, outro britânico e outro chinês, para além de dois consórcios portugueses.
"Aquilo que é a nossa expetativa é que até ao fim do primeiro semestre deste ano - um pouco mais talvez - seja lançado o concurso para alienação do território, com o comprometimento de que qualquer investidor, e esse é um fator fundamental que eu gosto de sublinhar sempre - que venha a adquirir a propriedade daquele território, será com a condição de desenvolvimento do projeto", disse Jacinto Guilherme Pereira.
"Não será nunca para especulação imobiliária. Será com esse compromisso e com essa condição de desenvolvimento do projeto num determinado prazo que está a ser delineado e que andará entre os dez e os quinze anos, que é o que está, à partida, previsto no Plano de Urbanização Almada Nascente", concluiu o presidente do Conselho de Administração da Baía do Tejo.

Agência de Notícias com Lusa 
[ + ]

Município de Setúbal vai gerir acesso às praias do concelho

"Interessa que as praias do concelho tenham maior qualidade e atratividade"

A estrada de acesso às praias de Setúbal, no Parque Natural da Arrábida, vai passar para gestão municipal, após a autarquia ter aprovado no dia 24 de Janeiro, em reunião pública, a celebração de um acordo de gestão da via com o Estado. O acordo, a celebrar em breve com a Infraestruturas de Portugal, contempla ainda outro troço, o acesso rodoviário à Praia do Portinho da Arrábida, zona balnear eleita como uma das 7 Maravilhas Naturais de Portugal. O município de Setúbal está “ciente das necessidades especiais nos troços de via objeto de transferência, em particular durante a época balnear”, pelo que é “interesse municipal a gestão direta dos mesmos, não só pela aposta num desenvolvimento turístico de qualidade, como pelo empenho da melhoria das condições de segurança de circulação e aposta no uso do transporte público e modos suaves”, sublinha a autarquia setubalense. 
Estradas das praias da Arrábida geridas pela autarquia 

A Câmara de Setúbal vai assinar com a Infraestruturas de Portugal um acordo de gestão para a conservação e operação do troço da EN 379-1 correspondente à via que dá acesso às várias praias setubalenses da Serra da Arrábida, entre a Gávea e a Rotunda do Pinheiro, a seguir ao Portinho.
Neste lanço de estrada encontram-se as praias da Figueirinha, regularmente galardoada com Bandeira Azul, e de Galapinhos, eleita em 2017 como Melhor Praia da Europa, além de Galapos e dos Coelhos.
Os troços em causa, tratando-se dos principais acessos às praias de Setúbal, estão sujeitos a elevada utilização e procura das pessoas, o que, destaca a proposta aprovada, conduz a uma grande pressão sobre o pavimento daquela estrada, bem como das respetivas áreas envolventes.
O uso excessivo destes troços rodoviários dificulta a normal circulação viária, a qual, salienta a proposta, acaba também por ser prejudicada devido ao “estacionamento indevido ao longo de toda a faixa de rodagem, em especial nos meses de Junho a Setembro”.
O acordo a assinar entre as partes define que a gestão dos troços fica na competência da Câmara de Setúbal entre 1 de Maio e 31 de Outubro de cada ano, durante três anos, prazo automaticamente renovável por períodos de um ano.
Durante as épocas balneares, a autarquia acumula um conjunto de responsabilidades juntamente com a conservação dos troços, entre as quais prestar informações aos utentes da via e garantir adequadas condições ambientais, de segurança rodoviária, conforto e fluidez do tráfego, incluindo a realização de ceifas.
Outras competências a assumir pelo município de Setúbal são colocar, conservar e remover os equipamentos e a sinalização especialmente adequados à regulação do trânsito no período de vigência do acordo, proceder à desobstrução e limpeza da via e dos órgãos e equipamentos marginais e executar as reparações após incidentes ou acidentes necessárias para manter ou repor a funcionalidade dos troços.
“Interessa que as praias do concelho tenham maior qualidade e atratividade e sejam dotadas de meios que garantam as boas condições de segurança dos utentes e um bom aspeto estético e paisagístico da envolvente e das infraestruturas aí existentes”, assinala a Câmara  de Setúbal.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 


[ + ]

Cartão de Visita do Facebook

Anúncios

Se quiser anunciar neste site entra em contato com publicidadeadn@gmail.com
 
ADN-Agência de Notícias | por Templates e Acessórios ©2010