Dá um Gosto ao ADN

Protestos em Setúbal contra dragagens no Sado

Mais de mil pessoas em manifestação contra as dragagens

Ambientalistas e associações de moradores de Setúbal manifestaram-se contra as dragagens no estuário do rio Sado que estão marcadas para começar a meio desta semana. Associação Zero, Movimento SOS Sado e Clube da Arrábida estão unidos desde há um ano contra a obra. Já apresentaram em tribunal quatro providências cautelares e, neste momento, o Tribunal de Almada está a avaliar o caso. As associações alegam que a obra vai destruir o ecossistema do rio, afastar os golfinhos, destruir as praias da Arrábida e as pradarias marinhas. 
Mais de um milhar contra as dragagens 

Mais de mil pessoas manifestaram-se em Setúbal contra as dragagens previstas no projeto de melhoria das acessibilidades marítimas ao porto de Setúbal, que prevê a retirada de 6,5 milhões de metros cúbicos de areia do estuário do Sado.“O que me traz aqui é a preocupação com as gerações futuras. Tenho duas filhas. É pela geração delas que estou aqui hoje”, disse à agência Lusa Filipe Custódio, que se juntou à manifestação por considerar que “não temos o direito de hipotecar o futuro das novas gerações”.
O protesto decorreu entre a Doca dos Pescadores e o edifício da Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra, em Setúbal, e contou, segundo a organização, com cerca de mil pessoas.
Francisco Ferreira, da Associação Zero – uma das entidades promotoras da manifestação, juntamente com a SOS Sado, Clube da Arrábida, Ocean Alive e Greve Climática Portugal -, disse que “não podemos estar a falar da proteção dos oceanos, com Portugal a comprometer-se com mais áreas de rede natura protegidas à escala europeia – uma das quais é o estuário do Sado e a outra é a zona em frente a Troia -, e, ao mesmo tempo, avançar com estas dragagens”.
“É só ouvirmos aquilo que tem sido dito nas Nações Unidas nos últimos dias. Mais importante do que o desenvolvimento e crescimento económico ligado a alguns setores é a riqueza e o valor económico da pesca, do turismo, do lazer, da qualidade de vida e da proteção dos oceanos, aqui e lá fora, porque 60 por cento das espécies que vêm ao estuário do Sado são fundamentais para alimentar o oceano. Isso sim, é um valor económico brutal, que não foi, infelizmente, contabilizado e tido em conta”, disse.
“As dragagens vão fazer com que a luz não chegue aos grandes produtores, que são as pradarias marinhas, as florestas marinhas e o fitoplâncton. Este decréscimo na produção vai afetar toda a cadeia alimentar e, portanto, a riqueza do nosso estuário”, corroborou a bióloga marinha Raquel Gaspar, fundadora do Ocean Alive.
Por outro lado, acrescentou Raquel Gaspar, “as pradarias marinhas são grandes sequestradoras de carbono”.
“E hoje, na situação que vivemos, em que as alterações climáticas correm nas nossas veias de preocupação, proteger estas pradarias por serem um dos habitats do nosso planeta com mais capacidade de o fazer, é essencial. O que está aqui em causa é não destruir um habitat, um sistema natural, que assegura a nossa sobrevivência”, defendeu.

"Até hoje não sabemos qual o verdadeiro impacto" 
Na manifestação contra as dragagens esteve o vereador do PSD na Câmara de Setúbal Nuno Carvalho, que não vê “nenhuma razão para estar a favor, porque não há nenhum esclarecimento sobre aquilo que efetivamente são as dragagens, como é que vão afetar os pescadores, o setor do turismo e como é que vão afetar a cidade”.
“Nós até hoje não sabemos qual o verdadeiro impacto (das dragagens) que ocorre, não há um esclarecimento cabal. E, no período em que foi possível haver um esclarecimento, na consulta pública, ela foi feita de forma super discreta, sem quase ninguém saber e, portanto, não há nenhuma razão que nos permita sentirmo-nos seguros. Nós não sabemos se isto é prioritário para Setúbal. E é demasiado impactante para não haver um esclarecimento cabal e sem qualquer margem de dúvida”, acrescentou.
Pedro Vieira, do Clube da Arrábida, uma das entidades organizadoras da manifestação, disse estar “muito satisfeito” com a adesão das pessoas.
“Foi uma belíssima adesão tendo em conta que hoje houve uma série de eventos em Setúbal, o que mostra que a causa passou de uma causa local para uma causa nacional”, disse Pedro Vieira, que ainda acredita na possibilidade de uma decisão judicial para travar as dragagens no estuário do Sado.
“Há uma providência cautelar do Clube da Arrábida, que não foi decretada pelo Tribunal Administrativo e Fiscal  de Almada, mas nós recorremos para o Tribunal Central Administrativo, que nos deu razão. E o Tribunal Administrativo e Fiscal  de Almada tem que reanalisar essa providência cautelar. Nós estamos convictos de que essa providência cautelar contra a Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra e a Mota Engil pode ser decretada. E se for decretada, a obra pode parar. Mas também pode parar se houver uma decisão política nesse sentido”, concluiu.

Agência de Notícias com Lusa 
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Educação é uma prioridade para a Câmara de Alcochete

"A satisfação é global em relação ao início do ano letivo" 

Após o início de mais um ano letivo, a câmara de Alcochete reitera a ação estratégica definida para o município na área da educação. “Este executivo na sua ação estratégica para o município incide as suas ações, numa primeira instância na área da educação: começámos em 2018 por proceder à requalificação da Escola Básica do Passil e depois seguiram-se outras requalificações em outras estruturas, de outras valências, mas, já no presente ano, desenvolvemos os procedimentos necessários para proceder a várias requalificações nos estabelecimentos de ensino”, começou por dizer Fernando Pinto, presidente da câmara de Alcochete. 
Alcochete revela investimentos nas escolas 

“Na Escola da Restauração colocámos num sítio, outrora um areal, um tapete sintético para a prática desportiva, fizemos uma requalificação de maior monta e apenas referente à primeira fase da intervenção do Município na Escola do Monte Novo. No próximo ano a Escola do Monte Novo volta a ser alvo de intervenção, nomeadamente na criação de um refeitório e depois da configuração em termos de piso, na sua totalidade”, acrescentou o autarca.
Na freguesia de São Francisco e no que respeita ao Centro Escolar de São Francisco o presidente da câmara informou que: “existiam condições para a construção de duas salas novas, abdicando de uma mezzanine existente, e essa requalificação provocaria o término do horário duplo no centro escolar”.
“Iniciámos também a bom ritmo a requalificação e a ampliação da Escola do Valbom, como é do domínio público estamos numa fase adiantada dos projetos, que também foram iniciados no presente ano para requalificação e ampliação da Escola Básica do Samouco, num investimento que à data de hoje rondará qualquer coisa como 900 mil euros”, acrescentou Fernando Pinto, que sublinhou também a importância da escola provisória que vai albergar as crianças que estavam na Escola do Valbom, uma escola cuja requalificação e ampliação tem um prazo de execução da cerca de 9 meses.
O presidente da câmara destacou o investimento significativo, que faz todo o sentido, pois “a educação é a base de toda a convivência entre a comunidade e fazemos um esforço para que as escolas estejam dotadas das condições fundamentais, quer para quem leciona, quer para quem está a aprender”.

Ano letivo começou bem no concelho 

O autarca manifestou ainda um elevado sentimento de gratidão e reconhecimento não só às entidades privadas, contratadas para o desenvolvimento de todas estas ações, mas “pela forma como os nossos trabalhadores se empenharam de uma forma determinada, de uma forma direi mesmo aguerrida, para que nos prazos demasiadamente apertados, conseguíssemos ter as nossas escolas prontas no dia da abertura dos estabelecimentos de ensino”.
A vereadora com o pelouro da educação, Maria de Fátima Soares, destacou que: “A satisfação é global em relação ao início do ano letivo e a todas as alterações que conseguimos fazer no parque escolar, saliento o facto de que todas as escolas já foram intervencionadas, excepto a escola do Samouco, que irá ser ampliada no próximo ano”.
“Acrescento que também fizemos uma intervenção no jardim de infância do Samouco com a colocação de um piso novo, que também estava muito degradado, ainda no decorrer deste ano refiro a impermeabilização do jardim de infância da Restauração e nestas férias letivas também recuperámos o pavilhão da Restauração, pintura e chão, ficou tudo reparado”, disse a vereadora.
“Iniciámos no dia 13 de Setembro a receção à comunidade educativa com o passeio no Bote Leão para docentes e não docentes, e vamos ter ao longo dos meses de Outubro e Novembro, várias atividades dedicadas à comunidade educativa”, concluiu Maria de Fátima Soares.

Agência de Notícias com Câmara de Alcochete
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GNR apreende 550 quilos de amêijoa no Montijo

Amêijoa ilegal apanhada em operação STOP este domingo 

A GNR apreendeu 550 quilos de amêijoa, no Montijo, proveniente de apanha ilegal, durante uma fiscalização aleatória, disse este domingo à agência Lusa fonte do Comando Geral. Os militares detetaram a amêijoa num veículo, no âmbito de uma operação realizada entre as 20 horas de sábado e as oito da manhã deste domingo, que envolveu diversas ações no país. Duas pessoas foram detidas por tráfico de droga, tendo sido apreendidas 37 doses de haxixe, de acordo com informação divulgada em comunicado. A GNR efetuou ainda 27 detenções por condução sob o efeito de álcool e sete por condução sem carta.
Operação ocorreu em vários pontos do país 

No âmbito da fiscalização rodoviária, foram detetadas 535 infrações, 212 das quais por excesso de velocidade.
Em 23 acidentes, registaram-se 11 feridos, um dos quais com gravidade.
A GNR anunciou também este domingo, em comunicado, que vai lançar uma campanha de sensibilização para a segurança rodoviária, em parceria com a Infraestruturas de Portugal, sob o lema: "Vamos Refletir".
A partir de segunda-feira, a iniciativa passa pelos distritos de Lisboa, Setúbal, Porto, Braga, Coimbra, Évora e Faro, com palestras em escolas e ações no exterior, destinadas a alertar para a importância de medidas de proteção.
Em 2018, a GNR registou 3.950 atropelamentos, que provocaram 70 vítimas mortais e 202 feridos com gravidade, mais 11 por cento relativamente ao ano anterior no que diz respeito a "vítimas graves".
A grande maioria das vítimas (75 por cento) tinha mais de 50 anos.

Agência de Notícias com Lusa
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Embaixadores promovem Setúbal no país e no mundo

Cidade tem 106 novos embaixadores para defender "o que é ser setubalense" 

Mais de uma centena de personalidades, entre desportistas, médicos, artistas, professores, cientistas ou empresários, foram empossadas a 26 de Setembro na qualidade de Embaixador de Setúbal, título que confere a responsabilidade de promoção do nome do concelho. “Estou nervosa. Sabem o que é olhar para vocês e perceber o que esta cidade representa?”, desabafou a presidente da Câmara de Setúbal, Maria das Dores Meira, no início da cerimónia de tomada de posse de 106 novos embaixadores de Setúbal. O comendador Rui Nabeiro, o treinador de futebol José Couceiro, a apresentadora Maya, o cantor Nuno Guerreiro, o bispo D. José Ornelas, a jornalista Sara Chaves e o antigo presidente do município espanhol de Almendralejo José Garcia Lobato são apenas algumas das personalidades que passam a defender os valores e as virtudes de Setúbal.
Cidade tem novos embaixadores 

“O embaixador é um emissário, um enviado, um mensageiro, embora possamos garantir, com total confiança, que somos, todos, embaixadores de um estado de alma que é ser setubalense”, frisou Maria das Dores no discurso de abertura da cerimónia realizada na Quinta do Cerrado e que teve a duração de quase quatro horas.
Esta iniciativa da autarquia sadina não é nova, tratando-se da segunda edição, depois de o projeto ter sido lançado em 2017, na altura com a tomada de posse de 76 individualidades.
“É uma honra, um orgulho, sentir este reconhecimento por uma cidade pela qual me sinto adotado”, confessou José Couceiro, sublinhando que já levava Setúbal consigo para onde fosse.
Maria das Dores Meira frisou que a tomada de posse dos novos embaixadores significa “entregar a todos e a todas a incumbência de transportar nas palavras e nos atos o sentimento do que é ter nascido nesta terra ou de pertencer a Setúbal mesmo não tendo aqui nascido”.
O leque de personalidades eleitas para a representação do concelho inclui vários cidadãos que não têm Setúbal como berço e, inclusivamente, também não nasceram em Portugal.
Esse é o caso de Igor Khashin, natural da Rússia, que, depois de migrar para Setúbal, criou na cidade de adoção a Edinstvo – Associação do Imigrantes dos Países de Leste. “Esta é uma excelente ideia. Melhora a imagem do município no país e no estrangeiro. Espero com esta honra conseguir trazer ainda mais gente para Setúbal”.

Vocalista dos Ala dos Namorados "apaixonado" pela cidade
Uma honra e uma responsabilidade também apontada pela própria presidente da Câmara Municipal. “A partir de hoje são embaixadores de Setúbal para relembrarem que somos uma grande cidade, que somos herdeiros de passado extraordinário e construtores de futuro. São agora embaixadores certificados da cidade que trabalha e produz riqueza, da cidade que gera valorosos homens e mulheres”, enalteceu Maria das Dores Meira.
Como lembrança, além de um diploma autenticado com o novo título, cada embaixador recebeu do Executivo municipal uma “mala diplomática”, preenchida com objetos que remetem para algumas das mais-valias do concelho de Setúbal.
A mala inclui, entre outras coisas, um roteiro turístico de Setúbal, uma drive USB com vídeos promocionais do concelho e uma garrafa de moscatel. “Ninguém pode beber outra bebida que não esta. Nem água”, brincou Maria das Dores Meira.
O cantor Nuno Guerreiro, que recentemente escolheu a cidade sadina para viver, frisou que “através da música não existem fronteiras”.
O vocalista do grupo Ala dos Namorados acrescentou que veio para Setúbal “por acaso e de repente”, mas, acrescentou, já está “apaixonado pela cidade”.
Nuno Guerreiro fez questão de sublinhar que “é feliz em Setúbal”. Apesar de não esquecer as suas raízes, sente-se “um algarvio louletano setubalense”.
A professora e diretora do Coral Infantil de Setúbal, Isabel Mendes, foi também agraciada com o novo título “diplomático”. Sublinhou estar honrada pela iniciativa, mas também salientou que a encara com naturalidade. “Esta é uma ideia muito boa, que reúne gente de muito valor e que gera uma enorme mais-valia para a cidade. Defender esta terra é algo que já faço com naturalidade há muitos anos. Assim continuarei”, garantiu.
E é isso mesmo que o concelho de Setúbal espera dos seus novos embaixadores, defendendo-o e enaltecendo-o como há muito tempo o têm vindo a fazer.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 
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Feira Medieval regressa ao castelo de Palmela

Feira recria “inauguração da torre de menagem no reinado de D. Dinis”

Até domingo, 29 de Setembro, a Feira Medieval de Palmela recria, no Castelo e Centro Histórico da Vila, a época da “Inauguração da Torre de Menagem no Reinado de D. Dinis”, numa viagem até ao final do século XIII, período de consolidação da paz em Palmela, após os confrontos do início do século. Organizada pela Câmara de Palmela e pela Alius Vetus - Associação Cultural História e Património, “a Feira tem como grandes atractivos os desfiles, torneios, espectáculos de fogo, dança e música da época, falcoaria, acampamentos temáticos e oficinas, a par da gastronomia, artesanato e mercado medieval”, sublinha a autarquia. Destaque para o espectáculo de Dança no Ar “Ho/menagem”, pela DançArte, na Torre de Menagem. Destaque ainda para a apresentação de um novo doce com sabor medieval. O preço dos bilhetes é de três euros por dia, e a pulseira de acesso para os três dias custa seis euros. As crianças até aos 12 anos têm entrada gratuita, e podem ser adquiridos no local. 
Feira medieval invade ruas e castelo 

A abertura oficial está marcada para as 19 horas desta sexta-feira e, ao longo dos três dias, a animação será constante em vários espaços da Feira, como as Igrejas de Santiago e Santa Maria, o Revelim Norte, o Terraço Sul, a Praça de Armas, a Liça, o Anfiteatro ou a Torre de Menagem.
A Feira Medieval de Palmela 2019 parte da pressuposta construção da Torre de Menagem nos finais do século XIII, no reinado de D. Dinis. É, para Palmela, um período de consolidação da paz após os confrontos do início da centúria, que culminaram com a tomada de Alcácer do Sal e o recuo das forças muçulmanas para sul.
A fortaleza é reparada e reestruturada, a vila cresce, com os seus habitantes cristãos, judeus e mouros forros. O poder concelhio cimenta-se, sob a proteção do rei, o comércio dinamiza-se, a par das práticas artesanais, agrícolas, pastoris e pesqueiras.
O Rei D. Dinis, conhecido pelas suas boas qualidades de governante, toma medidas para fortalecer a defesa do reino: um programa de reparação e edificação de castelos e torres por todo o país. A Torre de Menagem do Castelo de Palmela terá sido uma dessas iniciativas, dotando a vila de um símbolo maior do poder concelhio. Adossada à muralha da alcáçova, virada à povoação, imponente, anunciava uma liderança cristã, um alcaide sediado no castelo com a sua guarnição, a garantia de defesa da população associada às obrigações dos peões e cavaleiros de servirem militarmente.
Em 1218, a sede da Ordem de Santiago é transferida para Alcácer do Sal e, em meados da centúria, para Mértola, acompanhando o ritmo da Reconquista. Em Palmela, permanece o comendador e alguns freires, nas instalações da alcáçova do castelo. D. Dinis desenvolve uma política de controlo das ordens militares e presta especial atenção à Ordem de Santiago, procurando autonomizá-la de Castela. 
Em 1288, através da bula Pastoralis Officii, emanada pelo papa Nicolau IV, logra obter autorização para eleger mestre provincial da ordem em Portugal. O primeiro mestre português será D. João Fernandes.
Em 12 de Setembro de 1297, D. Dinis assina o Tratado de Alcanices com D. Fernando IV de Castela, importante ato que definiu as fronteiras entre o reino de Portugal e os reinos de Castela e Leão. 
Consulte aqui o programa da Feira Medieval de Palmela.

Palmela já tem doce medieval
Sultanas, nozes, abafado, açúcar, cacau, ovos e limão são alguns dos ingredientes que estão na base da confeção deste produto artesanal, com a chancela “Palmela Conquista”.
Segundo o seu autor, o pasteleiro Domingos Cruz, da empresa Doces Afectos, o doce “é diferente de todos os outros que já fiz. Baseei-me nalguns ingredientes utilizados na época medieval e tentei transformá-los num pastel com cor e com sabor”.
Para Luís Miguel Calha, vereador da Câmara de Palmela com o pelouro do turismo “é uma honra e privilégio terem aceite este desafio formulado pelo presidente da Câmara”. Um “doce de excelência, associado à Feira Medieval de Palmela” e que vai contribuir para a sua afirmação no contexto das “feiras medievais no nosso país”, acrescentou o autarca.
Este produto artesanal vem também contribuir para a consolidação da marca Palmela enquanto território de experiências com sabor e com legado gastronómico que, nos dias de hoje, é fonte de inspiração e inovação para novas receitas que valorizam o cardápio da gastronomia e doçaria locais.
O Pastel Medieval já se encontra à venda na Casa Mãe da Rota de Vinhos (Largo de São João, Palmela) e será a estrela da doçaria na próxima Feira Medieval de Palmela, que terá lugar no Castelo durante o próximo fim de semana.

Agência de Notícias com Câmara de Palmela 
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Festa em Honra de Nossa Senhora do Cabo Espichel

Festa mais antiga do concelho de Sesimbra está na rua até segunda-feira

Desde o Século XV, a partir de 1430 que o Cabo Espichel, em Sesimbra, se tornou um centro de romarias e procissões por Círios de oito freguesias da margem sul, um da capital e trinta dos arredores de Lisboa. Hoje esta festa realiza-se anualmente no Santuário do Cabo Espichel no último fim de semana de Setembro com a procissão da imagem da santa, e reúne o maior numero de Círios, alguns fora do concelho. Atualmente, é tida como a festividade mais antiga do concelho, a Festa em Honra de Nossa Senhora do Cabo Espichel realiza-se até ao último dia de Setembro. O ponto alto desta festa é a Procissão, no domingo, dia 29, às 16 horas, que percorre todo o Santuário. Os festejos encerram no dia seguinte, 30 de Setembro, com a Missa de Sufrágio aos Antigos Romeiros.
Festa do Cabo é a mais antiga do concelho 


A Ermida da Memória, elemento central do Santuário do Cabo Espichel, foi, segundo a lenda, o local onde apareceu em 1410 a imagem da Virgem que deu origem ao culto a Nossa Senhora do Cabo. Terá sido a esta construção, ou outra que lhe antecedeu, mas da qual não há registos, que se dirigiram as primeiras peregrinações, que atingiram o seu auge no séc. XVIII, envolvendo as 26 freguesias do círculo saloio num ciclo anual de comemorações de cariz religioso e lúdico.
O seu interior é revestido por dez painéis de azulejos, onde são ilustradas as cenas relativas à lenda, ao transporte da Virgem no dorso de uma mula (mua em português arcaico) gigante pela escarpa, à construção da Igreja e das hospedarias e do arraial no terreiro. No exterior, dois painéis representam os santos peregrinos.
No último fim de semana de Setembro, a Festa em Honra de Nossa Senhora do Cabo Espichel, a mais antiga celebração do concelho, com mais de 600 anos, continua a atrair a este lugar singular centenas de romeiros que aproveitam estes dias para um tempo de reflexão espiritual.
Antigamente cada freguesia responsabilizava-se pelos festejos anuais em honra da Nossa Senhora na sua Igreja do Cabo, no primeiro Domingo após a ascensão do Senhor. O passar dos anos fez com que as freguesias deixassem de se deslocar ao Santuário do Cabo Espichel e a festejarem anual e rotativamente, Nossa Senhora do Cabo nas suas respetivas igrejas paroquiais. 
O momento mais importante da festividade é a procissão, no domingo, às 16 horas, que percorre todo o Santuário. Os festejos terminam na segunda-feira com a Missa de Sufrágio aos Antigos Romeiros.

Programa
Dia 27 | sexta

21h30h
O Nosso Fado - Património de Sentidos
com Carlos Zacarias e Carla Lança
• Custódio Magalhães (guitarra Portuguesa)
• Jerónimo Mendes (Viola de Fado)
Igreja do Cabo

23h30h
Animação Musical com o DJ Thiagu

Dia 28 | sábado
15h30h
Aula de Zumba com a instrutora Mónica Almeida e convidadas

17h
Roda de Capoeira com o grupo Alto Astral

22h
Baile Popular com o Trio PJ

Dia 29 | domingo
15h
Atuação do Grupo Folclórico e Humanitário do Concelho de Sesimbra

16h
Missa e Procissão em Honra de Nossa Senhora do Cabo Espichel

18h
Baile Popular com Bruno Marques

Dia 30 | segunda
10h
Missa pelos Antigos Romeiros

11h
Encerramento

Agência de Notícias com Câmara de Sesimbra 
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Campanha de limpeza em 33 praias do distrito de Setúbal

165 toneladas de resíduos retirados das praias de Almada, Sesimbra e Setúbal

Uma campanha desenvolvida em 33 praias das zonas de Almada, Sesimbra e Setúbal, entre 22 de Junho e 15 de Setembro, permitiu recolher 165 toneladas de resíduos para reciclagem, foi anunciado esta quinta-feira. A campanha Ecopraias - “Vamos Reciclar à Beira-Mar” 2019 foi promovida pela empresa de resíduos Amarsul, uma das concessionárias do grupo Empresa Geral de Fomento, e envolveu mais de 400 entidades. Mais de 22 mil crianças apanharam 50 toneladas de plástico e metal, 35 toneladas de papel e cartão e 80 toneladas de vidro foram tiradas das praias do distrito. 
Ações de limpeza retiraram toneladas de lixo 

Em comunicado, a Empresa Geral de Fomento explica que esta campanha “teve um foco especial nas crianças que vão à praia com as colónias de férias”, visando sensibilizá-las para as boas práticas ambientais e consciencializá-las para a separação adequada dos resíduos de embalagens. No total, foram envolvidas nesta campanha 22.700 crianças, num total de 91.400 pessoas.
A recolha das embalagens foi assegurada com uma rede de ecoponto, juntamente com os mochileiros da Amarsul, que percorreram as praias e recolheram 50 toneladas de plástico e metal, 35 toneladas de papel e cartão e 80 toneladas de vidro”, refere a nota.
Os dados desta campanha  foram apresentados esta quinta-feira no concelho de Almada, numa sessão onde foi  lançado o programa Ecovalor, que pretende dar a conhecer as boas práticas ambientais junto da comunidade escolar.
Programa de sensibilização direcionado às escolas e aos alunos premeia com 0,50 euros cada saco de embalagens de plástico, metal e pacotes de bebida bem separados e entregues pelo estabelecimento de ensino.
Em 2018, o programa Ecovalor envolveu “quase oito mil ações” de sensibilização, no qual participaram mais de 20 mil participantes de todo o país, que contribuíram para a recolha de “1160 toneladas de resíduos, dos quais 619 toneladas foram de plástico e metal, 111 toneladas de vidro e 430 toneladas de papel e cartão”, revela a empresa.A Empresa Geral de Fomento é composta por 11 empresas concessionárias, responsáveis pela gestão de resíduos sólidos urbanos em 174 municípios do país, servindo uma população de 6,2 milhões de pessoas.

Agência de Notícias com Lusa 
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Manifestação contra dragagens em Setúbal no sábado

Associações voltam a protestar contra as dragagens do Sado 

Associações cívicas e de defesa do ambiente promovem no sábado uma manifestação contra as dragagens do estuário do Sado, obras previstas no âmbito de um projeto da administração portuária de melhoria das acessibilidades marítimas ao porto de Setúbal. "Ainda há tempo de parar e salvar o Sado desta loucura. Basta haver coragem política para ouvir a população. Sábado, mais do que nunca, é importante a participação ativa e mobilização de todos os que têm no Sado um modo de vida. É tempo de vir para a rua gritar bem alto: sim ao Sado, não às dragagens!", refere um comunicado das associações.
Cidade quer o fim das dragas no Sado 

Clube da Arrábida, SOS Sado, Associação Zero, Ocean Alive e Greve Climática Portugal, são as cinco entidades organizadoras da manifestação, que será antecedida de uma vigília de jovens do movimento Greve Climática Global, na Praça do Bocage, junto à Câmara Municipal, durante toda a noite de sexta-feira para sábado.
Clube da Arrábida, SOS Sado, Associação Zero, Ocean Alive e Greve Climática Portugal são as cinco entidades organizadoras da manifestação, com início às 15h30, junto à doca dos pescadores de Setúbal.
As associações consideram que "o desenvolvimento social e económico previsto através desta obra compromete os esforços conseguidos no sentido da qualidade de vida das pessoas e do desenvolvimento sustentável de Setúbal" e lembram que a "melhoria da qualidade da água do estuário do Sado tem permitido manter os serviços da natureza que suportam empregos, o desenvolvimento de estruturas e uma nova identidade de Setúbal, como destino do turismo de natureza e 'terra de peixe'".
O comunicado salienta ainda que, "de acordo com a Agência Portuguesa do Ambiente, esta obra que atravessa a Reserva Natural do Estuário do Sado, o Parque Marinho Luíz Saldanha em pleno Parque Natural da Arrábida, assim como outras sete áreas de proteção ambiental, terá efeitos irreversíveis para toda a biodiversidade que depende destes habitats".
"Serão afetadas, por exemplo, a manutenção e qualidade das areias das praias, que são o 'ex-líbris' desta região, as pradarias marinhas imprescindíveis na fixação de carbono e sobrevivência de várias espécies, assim como as populações de roazes-corvineiros e de cavalos-marinhos", acrescentam os promotores da manifestação, que advertem também para as consequências negativas das dragagens para a "maternidade de vida marinha" que é o estuário do Sado.
"As dragagens afetarão todo o peixe e o marisco que fazem a marca desta região, colocando as comunidades de pescadores e mariscadores locais em drástico risco de sobrevivência. Toda a indústria hoteleira, de restauração e marítimo-turística, que tem no rio Sado o seu maior cartão de visita, verá a sua atividade seriamente afetada", defendem as associações.
Em declarações à agência Lusa, Pedro Vieira, do Clube da Arrábida, lembrou que nos últimos 12 meses foram interpostas seis providências cautelares contra as dragagens no estuário do Sado, mas que nenhuma foi decretada e duas nem sequer foram aceites pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Almada.
Pedro Vieira precisou ainda que o Clube da Arrábida recorreu para o Tribunal Central Administrativo Sul relativamente à decisão do tribunal de Almada de não decretar uma dessas providências cautelares.
"O Tribunal Central Administrativo deu-nos razão e mandou devolver a referida providência cautelar ao Tribunal para que fosse reavaliada, mas, entretanto, a Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra recorreu para o Supremo Tribunal Administrativo e, desde então, não houve qualquer evolução do processo", disse Pedro Vieira, que apelou para uma grande participação dos setubalenses na manifestação.

Agência de Notícias com Lusa  
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Consumo sustentável de peixe em destaque em Setúbal

Cidade recebe na sexta-feira a primeira Fish Day a decorrer em Portugal

Setúbal é o primeiro concelho português a integrar uma iniciativa relacionada com o consumo responsável e sustentado de pescado, numa ação a decorrer ao longo do dia 27 de Setembro em vários restaurantes da cidade. A primeira Fish Day a decorrer em Portugal, organizada pela Associação Natureza Portugal, representante nacional da World Wildlife Fund, com o apoio da Câmara de Setúbal, assenta no mote “Peixe e Marisco Sustentável para a Natureza e para as Pessoas”. Em Setúbal, este projeto tem o envolvimento de vários restaurantes da cidade e visa "sensibilizar para o consumo sustentável de produtos do mar, ao mesmo tempo que propõe a alteração de comportamentos dos consumidores", diz a organização. 
Dia do Peixe chega a Setúbal esta sexta-feira 


A iniciativa decorre no âmbito do projeto internacional Fish Forward, conduzido pela World Wildlife Fund, a maior organização não governamental na liderança de projetos de conservação do meio ambiente, e visa implementar uma maior consciência ambiental e ecológica junto da população.
Em Setúbal, este projeto tem o envolvimento de vários restaurantes da cidade, nomeadamente, A Casa do Peixe, Casa do Mar, Martróia, Novo 10, O Miguel, Rebarca, Restaurante Miami, Ribeirinha do Sado, Sangue na Guelra, Tasca da Fatinha, Tasca Xico da Cana e Tasca Kefish.
Ao longo do dia, os doze estabelecimentos envolvidos estão assinalados com a sinalética da iniciativa e apresentam uma “Ementa Fish Day”, com sugestões de pratos em que é valorizado o consumo responsável e sustentável de peixe, tendo em conta as preocupações de sustentabilidade, como dimensão da espécie e origem e certificação do pescado.
Na manhã de 27 de Setembro, Dia Internacional do Turismo, a primeira edição nacional do Fish Day arranca na Casa da Baía às 10h30, com a apresentação do projeto Fish Forward, numa conferência com a presença da presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria das Dores Meira, e da CEO da WWF – Associação Natureza Portugal, Ângela Morgado.
O Projeto Fish Forward, co-financiado pela União Eurpeia, sensibiliza para o consumo sustentável de produtos do mar, ao mesmo tempo que propõe a alteração de comportamentos de consumidores e empresas na Europa, com base numa maior consciencialização e maior conhecimento das implicações que o consumo e o fornecimento de pescado têm sobre as pessoas e os oceanos nos países em desenvolvimento.
Os objetivos passam igualmente por, até 2020, garantir que consumidores e empresas assumam a responsabilidade da escolha de produtos do mar sustentáveis, para, assim, contribuírem ativamente para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis, bem como para a mitigação e adaptação às alterações climáticas.
Mais informações sobre o Projeto Fish Forward podem ser consultadas no site do evento.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 
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Setúbal e Seixal "reprovam" aeroporto no Montijo

Setúbal critica ausência de avaliação ambiental estratégica e Seixal quer aeroporto em Alcochete 

A Câmara de Setúbal ratificou nesta quarta-feira o parecer desfavorável do município sobre o Estudo de Impacte Ambiental do aeroporto do Montijo, no qual critica a ausência de uma avaliação ambiental estratégica e um plano de adaptação às alterações climáticas. A proposta foi aprovada pela maioria CDU, com votos contra de PS e PSD. A Câmara de Setúbal entregou o parecer dentro do prazo da consulta pública, que terminou a 19 de Setembro, mas só ontem procedeu à sua ratificação em reunião pública de câmara. Por sua vez, a Câmara do Seixal aprovou uma tomada de posição em defesa do novo aeroporto de Lisboa no Campo de Tiro de Alcochete, considerando que o Montijo “não é solução”. Além das autarquias de Setúbal e do Seixal, também as Câmaras da Moita e Palmela [todas com gestão do PCP] estão contra a opção da Base Aérea 6. Por sua vez as câmaras do Barreiro, Alcochete e do Montijo, [de gestão socialista] deram parecer favorável ao estudo ambiental. 
Futuro aeroporto continua a dividir autarquias  

O Estudo de Impacte Ambiental, diz a autarquia sadina, "não integrou um Plano de Adaptação às Alterações Climáticas, sugerindo apenas a sua realização futura, não considerou com maior prudência o risco de elevação do nível médio das águas, nem a vulnerabilidade do local a cheias resultantes de fenómenos climatéricos excessivos, cuja ocorrência se torna cada vez mais frequente", refere a proposta aprovada pela maioria CDU, com votos contra de PS e PSD.
A autarquia salienta que o Estudo de Impacte Ambiental "não considera suficientemente os riscos para o movimento das aeronaves, da existência no local de uma avifauna de grande variedade e densidade".
"A decisão de expansão da capacidade aeroportuária de Lisboa, através da construção do aeroporto do Montijo, não sendo antecedida de uma avaliação ambiental estratégica, indispensável à seleção da solução mais adequada a nível ambiental, territorial, económico e social, assegurando a satisfação das necessidades da região e do país de uma forma sustentável e de longo prazo, não sendo esta decisão acompanhada de uma revisão ao Plano Regional de Ordenamento do Território da Área Metropolitana de Lisboa, como deveria ter sido, em virtude das transformações territoriais profundas que irá gerar na Área Metropolitana de Lisboa, merece o parecer desfavorável do município de Setúbal", acrescenta o documento.
A autarquia sadina considera ainda que a decisão de construir o novo aeroporto do Montijo exigia que tivesse sido feita uma revisão ao Plano Regional de Ordenamento do Território da Área Metropolitana de Lisboa face às "transformações territoriais profundas que [o novo aeroporto] irá gerar na Área Metropolitana de Lisboa".
Os vereadores do PS apresentaram uma declaração em que justificam o voto contra o parecer desfavorável do município setubalense e salientam a urgência de se construir um novo aeroporto aproveitando a infraestrutura já existente no Montijo.
Por outro lado, consideram que a construção do novo aeroporto no campo de tiro de Alcochete teria um custo incomportável para o país.
O vereador do PSD na Câmara de Setúbal, Nuno Carvalho, também votou contra o parecer desfavorável do município, mas criticou o processo de decisão, designadamente o facto de a obra ter sido formalmente anunciada antes do Estudo de Impacte Ambiental ter sido validado pela Agência Portuguesa do Ambiente.

Seixal defende construção do novo aeroporto em Alcochete
A Câmara do Seixal aprovou, esta quarta-feira, uma tomada de posição em defesa do novo aeroporto de Lisboa no Campo de Tiro de Alcochete, considerando que o Montijo “não é solução”.
“Esta é uma questão que há várias décadas se discute e dos vários estudos efetuados pelos governos, desde 2008 que a solução escolhida foi a construção de um novo aeroporto internacional nos terrenos do designado Campo de Tiro de Alcochete”, refere a autarquia do Seixal, liderada por Joaquim Santos (PCP), em comunicado.
Segundo o documento, aprovado na reunião de câmara, após a privatização da ANA – Aeroportos de Portugal, os governos “esqueceram os estudos realizados e decidiram que, em vez de construírem o projeto selecionado, iriam avançar com uma das hipóteses chumbadas - o aeroporto no Montijo”.
Joaquim Santos, citado no comunicado, defendeu a opção do novo aeroporto no Campo de Tiro de Alcochete, rejeitando a escolha da Base Aérea n.º 6 no Montijo.
“Este é um projeto sem futuro, extremamente oneroso para o nosso país, para uma solução que daqui por alguns anos estará esgotada, enquanto na primeira fase do novo aeroporto de Lisboa no Campo de Tiro de Alcochete far-se-ia mais obra pelo valor que se prevê para a opção Montijo”, afirmou.
O autarca considerou ainda que a opção pelo Montijo vai causar problemas à população e ao ambiente, frisando que não é a “opção mais adequada para a região nem para o país”.
“A opção pelo aeroporto do Montijo atinge milhares de pessoas, estima-se que entre 30 a 35 mil habitantes, cujas residências se situam no cone de aterragem e de descolagem previsto, da Quinta do Conde, de Coina/Palhais, da Baixa da Banheira, do Vale da Amoreira e do Lavradio”, salientou.
Joaquim Santos explicou que também existem zonas residenciais do concelho do Seixal, sobretudo em Fernão Ferro e na Aldeia de Paio Pires, que ficam contíguas à área afetada pelo referido cone, “nas quais o ruído ultrapassará em muito o que é admissível, colocando em causa a saúde e bem-estar das populações”.

Moita e Barreiro os mais "penalizados" 
As Câmaras da Moita e de Palmela deram parecer negativo ao estudo, enquanto as câmaras do Barreiro, Alcochete e do Montijo, deram parecer favorável.
O Estudo de Impacte Ambiental foi divulgado em Julho e esteve em consulta pública até 19 de Setembro, tendo apontado diversas ameaças para a avifauna e efeitos negativos sobre a saúde da população por causa do ruído, o que se fará sentir sobretudo "nos recetores sensíveis localizados no concelho da Moita e Barreiro".
No parlamento, o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) disse, este mês, já ter "toda a informação necessária" para a avaliação do Estudo de Impacte Ambiental, com mais de mil contribuições diretas, pelo que a decisão deverá ser conhecida no final de Outubro.
A ANA e o Estado assinaram em 8 de Janeiro o acordo para a expansão da capacidade aeroportuária de Lisboa, com um investimento de 1,15 mil milhões de euros até 2028 para aumentar o atual aeroporto de Lisboa (Humberto Delgado) e transformar a base aérea do Montijo num novo aeroporto.

Agência de Notícias com Lusa 
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Alcácer do Sal reforça posição de destino turístico

Belezas do concelho distinguidas  pela National Geographice pelo The Wall Street Journal

O concelho de Alcácer do Sal está a afirmar-se como destino turístico de referência, somando diversas referências na comunicação social internacional, a exemplo da National Geographic, que escolheu recentemente a cidade de Alcácer do Sal como uma das 10 cidades portuguesas “mais instagramáveis”, isto é, mais presentes na rede social Instagram. O artigo destaca em particular a reserva natural do estuário do Sado e o cais palafítico da Carrasqueira como um dos muitos pontos a visitar e a fotografar. Outros jornais de referência no mundo também colam o concelho como "destino obrigatório". 
Carrasqueira atrai turistas 

“Desde a beleza da sua paisagem natural ao riquíssimo património arqueológico, o concelho de Alcácer do Sal possui mil e um motivos de visita pelos quais tem vindo a afirmar-se cada vez mais como um destino turístico de excelência para e pelos turistas, mas também pela imprensa nacional e internacional”, sublinha a autarquia de Alcácer do Sal, num comunicado enviado à imprensa.
No artigo da National Geographic, Alcácer do Sal é apontada como uma das 10 cidades nacionais “mais instagramáveis”, com destaque para a reserva natural do estuário do Sado e o cais palafítico da Carrasqueira, que são apontados como alguns dos “muitos pontos a visitar e a fotografar” na cidade.
Além da cidade, também outros destinos do concelho de Alcácer do Sal têm merecido referência na comunicação social internacional, a exemplo da Comporta, que foi recentemente intitulada de “Hamptons de Portugal” pelo jornal “Financial Times”.
A Comporta esteve também em destaque no The Wall Street Journal, que considerou que o destino tem potencial para ser a “nova Ibiza”, e foi apontada ainda como destino de visita obrigatório pelo “Daily Mail”, pela sua tranquilidade e simplicidade.

Agência de Notícias
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Palmela comemora dia mundial do turismo

Visitas a adegas de Fernando Pó e Feira Medieval animam concelho de 27 a 29 de Setembro 

 “Tourism and Jobs: a better future for all” foi o tema selecionado pela Organização Mundial do Turismo para comemorar o Dia Mundial do Turismo, a 27 de Setembro. Não faltarão motivos para visitar o concelho de Palmela que, nesta data, sugere um tour por algumas adegas do Concelho e uma visita à Feira Medieval de Palmela que convida a uma viagem ao Reinado de D. Dinis. Fernão Pó, Casa Ermelinda Freitas, Filipe Palhoça Vinhos, Sivipa e Xavier Santana são as adegas que aliam-se à comemoração deste dia com promoções, provas de vinhos (Fernão Pó Adega e Casa Ermelinda Freitas) e visita guiada à adega (Casa Ermelinda Freitas). 
Palmela prepara feira medieval no castelo 

Sendo este um dia de celebração e promoção turística, o Posto de Turismo de Palmela, a Casa Mãe da Rota de Vinhos da Península de Setúbal e os estabelecimentos de hotelaria darão as boas vindas a todos os visitantes com oferta de Moscatel de Setúbal e Fogaça de Palmela.
Aos adeptos de enoturismo não podem perder o “Especial Vindimas de Comboio até Fernando Pó” que a partir do dia 14 de Setembro, e até 28, convida a uma viagem de comboio, rumo a Fernando Pó, para vivenciar experiências como a apanha da uva, o processo de vinificação de um vinho, almoço regional e prova de vinhos acompanhadas pelo enólogo.
Do enoturismo ao património histórico do concelho, de 27 a 29 de Setembro, o Castelo de Palmela viaja no tempo com mais uma Feira Medieval de Palmela, este ano dedicada ao tema “Inauguração da Torre de Menagem no Reinado de D. Dinis”.
Esperam-se três dias repletos de história, cultura e animação com bailes, dança aérea, torneios, jograis, falcoaria, mercado medieval, danças antigas, jogos e combates.

Programa:
27 SETEMBRO
DIA MUNDIAL DO TURISMO

Posto de Turismo de Palmela, Casa Mãe da Rota de Vinhos da Península de Setúbal e Estabelecimentos de Hotelaria
Oferta de Moscatel de Setúbal e Fogaça de Palmela
Info.: turismo@cm-palmela.pt
Org.: Câmara Municipal de Palmela

27 a 29 SETEMBRO | CASTELO DE PALMELA
FEIRA MEDIEVAL DE PALMELA

“INAUGURAÇÃO DA TORRE DA MENAGEM NO REINADO DE D. DINIS”
Org.: Câmara Municipal de Palmela e Alius Vetus

27 SETEMBRO
ESPECIAL ADEGAS

16h00 | Fernão Pó Adega, Fernando Pó
Prova de um vinho Fernão Pó Reserva e tostinhas com doce da casa
Gratuito
Org.: Fernão Pó Adega

16h00 | Casa Ermelinda Freitas, Fernando Pó
Visita guiada à adega com prova de vinho Terras do Pó Reserva
Gratuito
Org.: Casa Ermelinda Freitas

9h00-13h00 e 14h00-18h00 | Filipe Palhoça Vinhos, Poceirão
Consulte promoções
Org.: Filipe Palhoça Vinhos

10h00-12h00 e 15h00-16h30 | Sivipa, Palmela
Consulte promoções
Org.: Sivipa

10h00-12h00 e 14h30-17h00 | Xavier Santana, Palmela
Consulte promoções
Org.: Xavier Santana

14 | 21 | 28 SETEMBRO
ESPECIAL VINDIMAS DE COMBOIO ATÉ FERNANDO PÓ


28 Setembro | Fernando Pó
Embarque Lisboa Oriente: 9h52. Regresso: 17h38
Dia 14 - Filipe Palhoça Vinhos
Dia 21 - Fernão Pó Adega
Dia 28 - Casa Ermelinda Freitas
Experiências “Apanha da uva” e “Processo de vinificação de um vinho”, almoço regional e prova de vinhos comentadas pelo enólogo
Valor/pessoa: 90€ (crianças 4-12 anos: 65€; pack família (2 adultos e 2 crianças até 12 anos): 250€)
Org.: On Innovation, Casa Ermelinda Freitas, Fernão Pó Adega e Filipe Palhoça Vinhos
Apoio: Câmara Municipal de Palmela, Entidade Regional de Turismo – Região de Lisboa e Rota de Vinhos da Península de Setúbal.
Parceria: CP - Comboios de Portugal

Agência de Notícias
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IRA recolhe e trata égua cega e esquelética no Montijo

Animal foi resgatado e está a ser tratado depois ser servido de propaganda política do PSD local

O IRA – Intervenção e Resgate Animal, anunciou na sua página de Facebook que resgatou e tratou uma égua abandonada num acampamento próximo do Montijo. A associação criticou ainda o facto do animal [subnutrido, ferida e cega] ter sido utilizado para "propaganda política" do PSD local. A denúncia já havia sido feita nas redes sociais há alguns dias. Num descampado no Montijo, estava uma égua ferida e subnutrida que precisava de ajuda. O animal foi então retirado do descampado pelos elementos do IRA, estando agora a ser tratada por um veterinário.
Égua abandonada num descampado 

Várias pessoas recorreram às redes sociais para denunciar a situação e pedir ajuda, mas não foram os únicos. O vereador social-democrata da Câmara do Montijo, João Afonso, acompanhado por um militante da Juventude Social-Democrata, deslocou-se ao dito descampado e lamentou que esta “não seja uma situação nova no Montijo”.
Este animal, dizia o vereador do PSD, "está num estado lamentável", referindo que a égua é “vítima de maus-tratos”, tendo, inclusivamente, uma “ferida aberta”.
João Afonso defendeu que estes animais “têm de ser recolhidos, colocados à guarda da câmara e tratados por veterinários da autarquia” e garantiu que já abordou o tema com o presidente da Câmara do Montijo, [o socialista Nuno Canta], mas que ainda não obteve resposta.
“É miserável como isto acontece no Montijo. Os animais são maltratados por pessoas sem a mínima dignidade e o mínimo respeito”, acrescentou o vereador social-democrata.

IRA retira égua do descampado
Ora, finda a reportagem, o vereador veio embora, o elemento da juventude do partido veio atrás e a égua, doente, ferida e subnutrida, continuou sozinha e sem cuidados no descampado. A notícia chegou ao movimento IRA – Intervenção e Resgate Animal, que já resgatou o animal.  
Numa publicação no Facebook, os responsáveis pelo IRA criticaram o facto de a égua ter sido utilizada para“propaganda política”.
“Sabem que o país desceu demasiado o nível quando o sofrimento dos animais para nada mais serve senão angariação de votos e lavagem de roupa suja em vídeos comerciais no Facebook”, lê-se naquela rede social, acusando os “indivíduos do vídeo” de terem “encontrado, pavoneado e deixado esta menina [no local] e (…) cega de um olho, com uma ferida infetada, esquelética e com uma hemorragia”.
O animal foi então retirado do descampado pelos elementos do IRA, estando agora a ser tratada por um veterinário, de acordo com informação mais recente do movimento de defesa e apoio dos animais:
“’Teve muita sorte’. Foram as primeiras palavras do veterinário após o primeiro diagnóstico. Aquele ferimento tem vários dias, causado possivelmente por um ferro que perfurou pela parte inferior e saiu pela parte superior, não tendo atingido qualquer órgão ou vaso importante, não tendo uma septicemia e ainda estando viva”.

Agência de Notícias
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Costa da Caparica já tem praias cheias de areia

Em mês e meio foram colocados um milhão de metros cúbicos de areia

Os trabalhos de alimentação das praias da Costa de Caparica e de São João da Caparica, no concelho de Almada, terminaram esta terça-feira, duas semanas antes do previsto, anunciou a Agência Portuguesa do Ambiente. Esta empreitada, que teve início em 13 de Agosto, representou um investimento total de cerca de 5,8 milhões de euros, sendo financiada por fundos comunitários. Inicialmente, a data prevista para a conclusão dos trabalhos era o dia 12 de Outubro. 
Obras terminam duas semanas antes do previsto 

Em comunicado a Agência Portuguesa do Ambiente referiu que “os trabalhos correram sem quaisquer contratempos” e puderam ser concluídos antes do prazo previsto graças aos meios de dragagem utilizados.
“Durante os próximos dias, será realizada a desmobilização e retirada dos equipamentos terrestres, nomeadamente das tubagens metálicas e das escavadoras giratórias e bulldozers”, conclui a nota da Agência Portuguesa do Ambiente
Na altura em que se iniciaram as obras, a Agência Portuguesa do Ambiente explicou que a obra teria lugar durante o verão, período de maior afluência, uma vez que “a operação de dragagens e bombeamentos de areia só pode realizar-se em período de baixa ondulação (menos de dois metros) e sempre respeitando as marés”.
As praias da Costa da Caparica e de S. João da Caparica receberam, ao todo, um milhão de metros cúbicos de areia para "contrariar a tendência erosiva e repor, o mais possível, o equilíbrio nas zonas de berma e de espraiamento, promovendo simultaneamente a utilização balnear".
Esta intervenção abrangeu a Nova Praia, a Praia da Saúde, a Praia Nova, a Praia do Dragão Vermelho, a Praia do CDS, a praia do Tarquínio-Paraíso, a Praia de Santo António e a Praia de São João, todas no concelho de Almada.

Agência de Notícias com Lusa
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Fundo do Crédito Agrícola compra Montijo Retail Park

Grupo português resgata espaço comercial da cidade das mãos dos alemães 

Dez anos depois, o Montijo Retail Park voltou a mudar de mãos. O espaço comercial localizado no Pau Queimado, Afonsoeiro, e na zona onde é suposto nascer o novo aeroporto, foi comprado pelo fundo imobiliário aberto CA Património Crescente, do Crédito Agrícola, à alemã Commerz Real - que era dona do ativo desde 2009. Os valores do negócio não foram divulgados, mas alguns jornais de economia escrevem que terão rondado os 15,5 milhões de euros. As principais marcas presentes no retail, é a Conforama, de artigos para casa e jardinagem, a Leroy Merlin, a britânica Sports Direct e a empresa de móveis portuguesa Espaço Casa.
Retail Pak comprado por fundo português 

O Montijo Retail Park, que soma 17.700 metros quadrados de espaço de comércio e 803 lugares de estacionamento, abriu as portas ao público em Maio deste ano, depois de cerca de uma década fechado.
O valor da operação agora fechada não foi revelado pelas partes envolvidas, mas no mercado fala-se que rondou os 15,5 milhões de euros, segundo escreve o ECO, o que corresponderá a cerca de metade do que pagou a Commerz Real pelo imóvel em 2009, com base na informação, por sua vez, publicada pelo PropertyEU.
A diferença, de acordo com fontes ouvidas pelo ECO, é explicada pela expetativa que existia nessa época quanto à valorização dos retail park - sendo que do Montijo só agora começou a funcionar, num momento em que o mercado imobiliário se está a valorizar na zona devido ao projeto do aeroporto.
A crise que atingiu a economia portuguesa travou o investimento dos retalhistas e o centro comercial não conseguiu atrair lojistas, permanecendo como um "elefante branco" à entrada da cidade do Montijo. 
Ao Jornal de Negócios, David Lopes, "partner" e consultor no departamento de investimento da Cushman & Wakefield, indicou que a consultora imobiliária "desafiou o proprietário, no ano passado, a relançar o retail park face ao interesse e apetência que constatámos existir por aquela área".
"Abordámos retalhistas que complementassem a oferta já existente naquela zona, primeiro as lojas âncora e depois outras marcas para espaços mais reduzidos, até conseguirmos a ocupação total", disse ao jornal.
A consultora apostou na reconversão do "layout" do retail park, reduzindo o número de lojas para metade e criando espaços comerciais de maior dimensão, correspondendo ao que era solicitado pelos potenciais locatários.
E, referiu, a possibilidade da abertura do aeroporto no Montijo foi "um fator extra, embora não o mais importante, para atrair as marcas". Essencialmente é "um fator que poderá gerar mais valor no futuro caso se venha a concretizar", acrescentou.
Com uma área bruta locável de 17.700 mil metros quadrados (m2), o retail park conta como principais lojas a Conforama, a Leroy Merlin e a Sports Direct. As outras insígnias presentes no centro comercial são o Espaço Casa, o Calçado Guimarães e o Ginásio Be-Fit. O Montijo Retail Park conta ainda com 803 lugares de estacionamento.
O outro grande espaço comercial do Montijo, o agora Alegro Montijo e antigo Forum Montijo, também mudou de mãos recentemente. No ano passado, a Ceetrus, braço imobiliário do grupo Auchan, comprou o centro comercial da cidade juntamente com o Forum Sintra, agora Alegro Sintra, e o Sintra Retail Park. A operação envolveu um montante global de 411 milhões de euros.


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Turismo oferece mundo de experiências em Setúbal

Visitas guiadas, um passatempo de fotografia e um sorteio de experiências no dia do Turismo 

Um mundo de experiências está à descoberta em Setúbal, a 27 de Setembro, Dia Mundial do Turismo, com um conjunto de iniciativas, de participação gratuita, que revelam a riqueza singular do património do concelho setubalense. Visitas guiadas, um passatempo de fotografia e um sorteio de experiências fazem parte do role de atividades que a Câmara de Setúbal propõe para assinalar o Dia Mundial do Turismo. Um passatempo de fotografia na rede social Instagram, subordinado ao tema “Setúbal é Um Mundo de Natureza”, é outro dos atrativos das comemorações locais do Dia Mundial do Turismo, neste caso para desafiar a captação dos melhores instantâneos inspirados na Serra da Arrábida, no Estuário do Sado e na Baía de Setúbal.
Setúbal prepara dia do Turismo 

Na Casa da Baía realiza-se uma visita guiada ao Centro Interpretativo do Roaz do Estuário do Sado, que apresenta a fauna e a flora do Parque Natural da Arrábida e da Reserva Natural do Estuário do Sado, com particular ênfase para a comunidade residente dos golfinhos do Sado. Inclui uma degustação de Moscatel de Setúbal.
Já no Moinho de Maré da Mourisca, a visita guiada leva os participantes ao espaço museológico da Sala das Mós e aos trilhos da Herdade da Mourisca, para a descoberta de um dos locais mais emblemáticos da região, com quatro séculos de história, para contemplação da natureza da Reserva Natural do Estuário do Sado.
As atividades na Casa da Baía e no Moinho de Maré da Mourisca, ambas com sessões às 10h30 e às 14h30, têm um limite máximo de vinte pessoas por atividade.
Já no Centro Histórico de Setúbal, no Bairro da Fonte Nova, a Mercearia Confiança do Troino, fundada em 1926 e reabilitada num projeto municipal, propõe uma viagem no tempo para a descoberta de utensílios e máquinas que fazem parte da memória coletiva da cidade. Esta visita tem um limite máximo de 15 pessoas por atividade, com sessões às 10h30 e às 14h30.
As exposições “Indústria Conserveira”, “Encontro do Povo” e “Mercearia Liberdade”, que perpetuam a importância do turismo ligado aos patrimónios cultural, económico e social, dão-se a conhecer no Museu do Trabalho Michel Giacometti, em visitas guiadas às 10h00 e às 14h30, com um limite máximo de 25 pessoas por atividade.
O programa que assinala em Setúbal o Dia Mundial do Turismo inclui ainda uma visita guiada ao Convento da Arrábida, fundado no século XVI, considerado um dos principais testemunhos históricos, paisagísticos e arquitetónicos do território setubalense.
As visitas, às 9h30 e às 15h30, têm um limite de 30 participantes por atividade. O ponto de encontro é na Casa da Baía, local do qual sai, às 8h45 e às 14h30, um transporte gratuito para o Convento da Arrábida.
Já em Azeitão, a Casa Museu José Maria da Fonseca abre portas, às 15h30 para uma visita guiada que leva à descoberta de técnicas enológicas ancestrais e, em particular, da Adega dos Teares Velhos, na qual repousam alguns dos mais antigos moscatéis de Setúbal.
Esta atividade, para um máximo de trinta participantes, tem como ponto de encontro a Casa da Baía, local do qual sai, às 14h30, um comboio turístico, gratuito, em direção à adega localizada em Vila Nogueira.

Setúbal é Um Mundo de Natureza no Instagram
Um passatempo de fotografia na rede social Instagram, subordinado ao tema “Setúbal é Um Mundo de Natureza”, é outro dos atrativos das comemorações locais do Dia Mundial do Turismo, neste caso para desafiar a captação dos melhores instantâneos inspirados na Serra da Arrábida, no Estuário do Sado e na Baía de Setúbal.
Os interessados em participar no passatempo, a decorrer até 27, podem concorrer com um máximo de três fotografias, que devem ser carregadas no Instagram e identificadas com os hashtags #SetubaleumMundodeNatureza, #SetubaleumMundodeExperiencias e #visitsetubal.
O evento, que atribui prémios às três melhores imagens, nomeadamente uma câmara digital, um fim de semana em bungalow no EcoParque do Outão e um passeio no rio Sado para observação de golfinhos, é analisado por um júri composto por Carlos Mata, pró-presidente do Instituto Politécnico de Setúbal, Fernando Pinho, docente na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal e pelo fotógrafo profissional André Areias.
O programa comemorativo do Dia Mundial do Turismo propõe, igualmente, um sorteio de experiências, que incluem um passeio a cavalo e atividades de stand up paddle, coasteering, sightseeing, observação de golfinhos e de degustação vínica.
Na página municipal dedicada ao Dia Mundial do Turismo, além de informações detalhadas sobre cada uma das propostas para festejar o Dia Mundial do Turismo em Setúbal, é possível realizar as inscrições para as visitas guiadas e consultar os regulamentos do passatempo de fotografia e do sorteio de experiências.
Paralelamente, as comemorações locais do Dia Mundial do Turismo incluem, no dia 27, às 9h30, uma receção de boas-vindas da Câmara Municipal a alunos da Escola de Hotelaria e Turismo de Setúbal e, entre os dias 27 e 29, das 10 às 23 horas, na Casa da Baía, a Mostra de Saberes e Sabores de Setúbal.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal
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Ação apela a mobilidade sustentável em Setúbal

É possível “usar a cidade de uma forma diferente”


Mais de uma centena de voluntários participaram no dia 22 de Setembro numa ação de sensibilização para a adoção de soluções de mobilidade sustentável, no âmbito da Semana Europeia da Mobilidade, à qual Setúbal se associou. O Dia Europeu Sem Carros, assinalado no domingo, foi o ponto alto da Semana Europeia da Mobilidade, este ano com o tema “Caminhar e pedalar em segurança” e o slogan “Caminha Connosco”. Para sublinhar a importância da utilização dos modos de transporte ativos, designadamente andar a pé e de bicicleta, que traz benefícios à saúde, ao ambiente e à paisagem urbana, a autarquia assinalou este dia com a ação “40-40-40”.
Cidade apela ao uso do transporte sustentável 

O objetivo foi "apelar ao uso de modos de transporte suaves, em detrimento do automóvel particular, para uma cidade mais atraente, com menos congestionamento rodoviário e melhor qualidade de vida", explicou a Câmara de Setúbal.
A ação consistiu em comparar o espaço ocupado por 40 automóveis, 40 bicicletas e um autocarro com 40 passageiros, na Avenida Luísa Todi, junto da passadeira de acesso à Praça de Bocage.
Rui Murta, Martins Carvalho e Henrique e Luísa Melo integraram o grupo de 40 automobilistas participantes na iniciativa e, ainda o relógio não marcava as nove, já haviam “estacionado” na faixa de rodagem. No momento de comentar a ação, a opinião dos quatro foi unânime.
“Estamos aqui com muito gosto. Achamos que não deviam estar aqui 40 carros. Devia estar toda a avenida repleta de carros, para que a população perceba o real efeito no nosso quotidiano”, indicou Martins Carvalho.
A música dos tambores do grupo Gres – Rio Azul anuncia a chegada dos ciclistas. O pelotão composto pelas 40 bicicletas, que após a retirada dos automóveis da avenida ocupou o mesmo local, iniciou o passeio em Palmela e percorreu as principais ruas de Setúbal até à Baixa da cidade.
Para António Carvalho, do grupo Setúbal de Bicicleta, a celebração do Dia Europeu Sem Carros “não só é dia de promover a mobilidade ativa, como de celebrar”, uma vez que através desta ação é possível “usar a cidade de uma forma diferente”.

Importância do transporte público 
Após o registo fotográfico das bicicletas, foram colocadas em duas filas paralelas no meio da via, o protagonismo foi dado aos utilizadores de transportes públicos, com um grupo de 40 passageiros, composto por alunos do Agrupamento de Escolas Barbosa du Bocage, a posar ao lado de um autocarro parado na via.
“É importante esta consciencialização por parte dos jovens, e não só. A nossa escola há 20 anos que integra o Programa Eco-Escolas. Faz todo o sentido contribuirmos para estas iniciativas”, frisa Manuela Marques, professora do agrupamento.
Da Avenida Luísa Todi os ciclistas pedalaram rumo ao Parque Urbano de Albarquel, todos devidamente identificados com um kit distribuído pela autarquia, composto por uma mochila amarela com faixa refletora, e que incluía um mapa da cidade, água, e folhetos informativos.
Enquanto isso, no Passeio Ribeirinho da Saúde, na Avenida José Mourinho, já decorria uma ação de formação de bicicletas, dirigida à população que pretende usar este modo de transporte com maior frequência, autonomia, conforto e segurança nas deslocações diárias ou em viagens.
Ao lado, crianças de várias idades aprendiam os primeiros passos para andar de bicicletas, enquanto outras, recebiam conselhos sobre como podem pedalar em segurança em ambiente urbano.
Henrique Rodrigues, 11 anos, foi um dos participantes na ação “porque é importante preservar o meio ambiente e mostrar que Setúbal é uma cidade ecológica”.
Com destreza a pedalar, o jovem relembra que foi o pai quem o ensinou a andar de bicicleta, mas não esquece a dificuldade inicial.
“Foi difícil a parte do equilíbrio e até ganhar confiança. Agora é fácil. É o meu meio de transporte preferido, imagino-me mais velho a usar a bicicleta diariamente”, comenta.

Cidade tem apostado na mobilidade sustentada 
O programa da Semana da Mobilidade em Setúbal, organizado pela autarquia com diversos apoios e parcerias, incluiu ainda outras atividades, a caminhada Temos Pedalada, no sábado, com um circuito pelo Centro Histórico de Setúbal, e, na sexta-feira, a Bike to Work, que apelou aos colaboradores municipais e à população em geral a utilização da bicicleta no trajeto diário entre a casa e o local de trabalho.
As comemorações da Semana Europeia da Mobilidade integraram também uma mostra de veículos amigos do ambiente, no Passeio Ribeirinho da Saúde.
"A Câmara de Setúbal tem realizado, nos últimos anos, um importante investimento na área da mobilidade urbana, com a conclusão do Plano de Mobilidade Sustentável de Setúbal e a promoção dos modos suaves de transportes, com a requalificação de importantes artérias, tornando-as mais amigas do peão, e com ciclovias dedicadas", explica a autarquia sadina em comunicado.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal
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