Dá um Gosto ao ADN

Palmela queima Judas este sábado


Judas queimado nas ruas de Palmela Antiga

Palmela acolhe mais uma edição da tradicional “Queima do Judas” no dia 30 de Março, sábado de Aleluia. O desfile das associações locais, acompanhadas pela população, tem início às 21h30, no Largo dos Loureiros e percorrerá o Centro Histórico da Vila, até ao Largo de S. João. Em Palmela, esta tradição pascal, foi recuperada em 1995 – depois de anos de esquecimento –  pela mão da autarquia.

Este sábado, em Palmela, há a queima do Judas no Centro Histórico

À luz dos archotes, com o rufar dos tambores a marcar o ritmo, o movimento associativo do concelho irá ditar o destino dos Judas - bonecos de palha com recheio pirotécnico. Cada Judas ouve a leitura do seu testamento, texto teatral que dá voz à crítica e à sátira social, culminando na Queima, gesto simbólico da expiação de pecados e início de uma nova etapa. No final do percurso, será a vez da Câmara Municipal apresentar o seu testamento.
O “ritual teatral” começa no Largo dos Loureiros e propõe um percurso pela vila, “acompanhado por tambores, com paragens em diversos pontos, onde serão lidos o testamento, texto teatral de tom satírico, que aborda temas da actualidade”, diz fonte da autarquia.
O cortejo desfila à luz dos archotes até ao ponto em que o Judas, boneco de palha com recheio pirotécnico, vai conhecer o seu destino e expia, simbolicamente, os males do mundo no ano que passou.
No final da noite, o Bardoada – Grupo do Sarrafo vai actuar no Largo de São João, seguindo-se um espectáculo de fogo-de-artifício.
A Queima do Judas cruza-se, este ano, com o Manifest'Arte, uma iniciativa desenvolvida por um grupo de jovens de Palmela, com o apoio do Okupa – Espaço Juventude do Centro Social de Palmela e em parceria com o Município e várias entidades da vila, no âmbito do Programa Europeu Juventude em Acção. Durante a Queima, o Manifest’Arte vai ler um testamento e realizar uma Marcha pela Tolerância. 
Recuperado em 1995 pela autarquia, este ritual de origens pagãs, ligado à celebração do equinócio da Primavera, proporciona momentos de convívio e animação no núcleo mais antigo da vila.dodge ram

Percurso da Queima do Judas 2013:
Sociedade Filarmónica Palmelense “Loureiros” | Largo dos Loureiros
AEP Grupo 40 - Palmela| Praça Duque de Palmela
ATA – Ação Teatral Artimanha| Largo D. Afonso Henriques
Largo D. João I
Sociedade Columbófila de Palmela | Cruzamento Rua 31 de Janeiro c/ Rua Hermenegildo Capelo
Okupa| Cruzamento Rua do Passadiço c/ Rua Hermenegildo Capelo
Grupo de Teatro dos Serviços Sociais | Largo Marquês de Pombal
Rua Augusto Cardoso
Sociedade Filarmónica Humanitária | Largo do Passo da Formiga
Bardoada – O Grupo do Sarrafo
Câmara Municipal de Palmela | Largo de São João 

Agência de Notícias 
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Homem mordido por pitbull no Montijo

"Este cão já me tinha assustado há cerca de duas semanas” 

Um pitbull atacou ontem de manhã um homem na cidade do Montijo. O cão – que já outras vezes tinha ameaçado – provocou ferimentos na zona do peito e nos dois pés do homem. O dono tentou auxiliar mas ambos acabaram por abandonar o local. Mais tarde, o animal foi levado para canil municipal. Tão cedo, disse Alexandre, “não me aproximo de cães grandes, fiquei com medo”. Curiosamente, o homem tem um cão de raça caniche. 


Homem mostra ferimentos provocados por pitbull 

Foi o pior susto da vida de Alexandre Balazan, de 43 anos. O homem russo, mas naturalizado português, contou à Sic que “a imagem que eu mais recordo é a de ver o cão vir aos saltos contra mim e derrubar-me com as patas. Depois só pensei em defender-me enquanto ele me mordia".
O homem foi atacado ferozmente por um cão de raça pitbull, na zona do Afonsoeiro, no Montijo. Alexandre foi mordido na zona do peito e nas duas pernas. O cão foi levado para o canil municipal e o seu proprietário, também foi atacado mas não sofreu ferimentos de maior. Foi identificado pela GNR.
O ataque do cão, que segundo a vítima era de grande porte, aconteceu na manhã de ontem e acabou por ser uma prenda indesejada para Alexandre. "Fiz anos no dia anterior e este é o presente que recebo. Tão cedo não me aproximo de cães grandes, fiquei com medo", disse a vítima, que, curiosamente, é dona de um cão de raça caniche. E foi com o seu cão que Alexandre apanhou o primeiro susto. "Este cão já me tinha assustado há cerca de duas semanas. Eu tinha ido à rua passear o meu e só vi o outro correr na minha direção. Só tive tempo de pegar o meu cão ao colo. O dono dizia para eu não ter medo, que o cão dele só queria brincar comigo. E agora vejam o que me aconteceu desta vez".
Alexandre foi atacado mal saiu da porta do prédio, com o objetivo de ir beber café, a cerca de 200 metros de distância de casa. "Mal cheguei à rua vi logo o cão a correr para mim. Só que a porta do prédio já se tinha fechado e não tive tempo de a abrir. O cão atirou-se contra mim e depois mordeu-me um pé, puxou-me e deitou-me ao chão. Só pensei em defender o rosto", relatou a vítima. "O dono veio em meu auxílio mas também foi derrubado". Alexandre acabou por conseguir abrir a porta e fugir. O cão e o dono abandonaram o local.

Agência de Notícias 
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Círio dos Marítimos em Alcochete


Tradição leva meninas “casadoiras” de Alcochete à Atalaia de burro

A população de Alcochete cumpre com a tradição e, de 30 de Março a 2 de Abril, demonstra a sua fé e devoção a Nossa Senhora da Atalaia, com a realização do Círio dos Marítimos. Como pontos mais relevantes, temos o cortejo dos burros desfilando pela parte antiga de Alcochete (no sábado); a missa e a arrematação do guião e das bandeiras na Atalaia; e um novo desfile em Alcochete (no domingo). 

Tradição volta às ruas de Alcochete e Atalaia nesta Páscoa 

Entre a vila de Alcochete e a Atalaia são vários os momentos singulares que integram esta festa de marítimos, com destaque para o Domingo de Páscoa, 31 de Março, dia em que se realiza o primeiro cortejo do Círio de solteiras e casadas pelas ruas da Vila. Na segunda-feira de Páscoa, 1 de Abril, regista-se também um dos momentos altos das tradições locais com a realização da Missa na Igreja da Nossa Senhora da Atalaia, seguindo-se a Procissão e o Leilão de Bandeiras e Fogaças.
Outrora e durante, pelo menos, meio milénio, a romaria das confrarias e dos círios ao santuário de Nossa Senhora da Atalaia, no concelho de Aldeia Galega do Ribatejo (Montijo, desde 1930), decorria da Páscoa até Novembro, período do ano em que chovia menos, os caminhos estavam mais transitáveis e as populações rurais se encontravam menos ocupadas nos trabalhos agrícolas.

Segundo a tradição oral, a origem desta festa/romaria remonta ao século XV
Começa na véspera do dia de Páscoa com a chegada por barco dos gaiteiros (grupo de baterista e gaita-de-foles). No dia de Páscoa, os gaiteiros vão de porta em porta convidar as jovens e mulheres do concelho para o almoço.
Na segunda-feira realiza-se a procissão e o leilão das bandeiras, pintadas e bordadas propositadamente, e dos tradicionais doces, Fogaças.
Depois da arrematação, regressa-se a Alcochete, onde tem lugar o desfile das jovens montadas nos burros, pelas ruas da vila.
Nos dias de festa, cabe ao festeiro servir o almoço e o jantar, nos quais participam as pessoas que arrematam as bandeiras e as fogaças.  Antigamente, a festa era organizada por um marítimo que tivesse filhos varões e, até à Atalaia, iam as meninas casadoiras acompanhadas pelos irmãos.
O Círio nunca possuiu casa própria, para acomodar os romeiros, em Alcochete e na Atalaia. Presentemente, em Alcochete, serve-se de instalações cedidas pelo Hotel Al Foz, ao passo que, na Atalaia, a mesma função é desempenhada pela casa do Círio dos Olhos de Água.
A Câmara de Alcochete contribui para a realização do Círio dos Marítimos com apoio logístico e com o fogo da escadaria, apoios que estimam um valor de 744 euros.

Agência de Notícias
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Garcia de Orta auto-suficiente em reservas de sangue


Hospital de Almada regista aumento de dadores de sangue
 
O Hospital Garcia de Orta, em Almada,  é auto-suficiente em reservas de sangue e um dos que regista maior número de dadores, o que faz da unidade de Almada “uma referência” na Grande Lisboa, afirmou esta semana o seu director durante a comemoração do Dia Nacional do Dador de Sangue.

Hospital Garcia de Orta com reservas de sangue repletas 


“Somos um dos poucos hospitais que consegue dar resposta aos seus doentes que necessitam deste acto médico”, afirmava Daniel Ferro, mencionando que os registos da unidade de Almada referem que 24 mil pessoas já ali doaram sangue. Isto num serviço que o próprio director admite que funciona com “algumas dificuldades” devido à falta de espaço do hospital que assiste a um crescente número de utentes. “Gostaríamos que o Hospital Garcia de Orta (HGO) tivesse sido ampliado, mas as dificuldades económicas do país não o permitiram”, disse.
Daniel Ferro defendeu ainda mais atenção do país para com os dadores de sangue, a quem “muitos devem a vida”, e ponderou que algumas decisões políticas para o sector da saúde fizessem diminuir o número de dadores. Mas “o sentimento solidário” foi mais forte e, em 2012, verificou-se um aumento de dádivas.

Mais dadores de sangue
Segundo os dados apontados pela directora de Medicina Transfusional do HGO, o número de doadores regulares inscritos no serviço o ano passado foi de 7166. Quanto ao total de dádivas foi 5990, ligeiramente acima do ano anterior (5975).
Este registo permite à directora deste serviço, Maria Isabel Cunha, afirmar que a unidade de Almada “conseguiu manter a auto-suficiência” em bolsa de sangue e “a 100 por cento em plaquetas para os nossos doentes”. Mais do que isso, o HGO conseguiu contribuir para o Instituto Português de Oncologia, em Lisboa, com “cerca de 1500 unidades de plaquetas”.
“Todos os profissionais de saúde devem expressar grande reconhecimento à consciência cívica dos dadores de sangue”, afirmava a clínica que referia ainda que em 2012 o HGO registou mais 800 novos dadores.
Durante a 21.ª comemoração do Dia Nacional do Dador de Sangue, a 27 de Março, no HGO foram entregues 227 galardões de reconhecimento a dadores, com destaque para 14 dadores que já registam mais de 65 dádivas no total, sendo mais de 30 no HGO.

Agência de Notícias 


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Homem mata mulher grávida à facada

Morte violenta na Ameixoeira, em Lisboa

Um homem de 34 anos matou ontem a namorada, da mesma idade, em Lisboa. De acordo com a PSP da capital, o homem  depois de assassinar a namorada – que estaria grávida de oito meses – à facada  fugiu para o centro de Lisboa  coberto de sangue, onde foi apanhado. Vizinhos e familiares dizem que o homem nos últimos tempos "não dizia coisa com coisa”. A mulher tentou interna-lo e não conseguiu. Ontem deu-se a tragédia que ninguém queria acreditar.   

Crime bárbaro chocou o bairro da Ameixoeira, em Lisboa  

 O pequeno anexo onde Djilam Sanhá, de 34 anos, morava com o namorado Delide, com a mesma idade, estava esta terça-feira coberto de sangue, como se a vítima tivesse tentado resistir. Djilam terá sido morta à facada por Delide, cerca do meio-dia de ontem, 26 de Março.
A mulher, de 34 anos, grávida de oito meses, e mãe de uma menina de 6 anos, foi brutalmente espancada com um banco de ferro e depois assassinada com um garfo espetado na garganta. O cadáver só foi encontrado ontem e o feto não resistiu. “O parto estava marcado para 5 de Abril”, contam os familiares.  Delide, desempregado há poucas semanas, terá matado a companheira à frente do sobrinho, de apenas 10 anos.
Todas as quatro pequenas divisões do anexo ao prédio na Rua Constança Capdeville, na zona da Ameixoeira, em Lisboa, estavam em desalinho, mas Djilam acabaria por ficar estendida na cozinha.
João Sanhá, cunhado da vítima, contou que Djilam Sanhá veio para Portugal para tratar da filha, de seis anos, que nasceu na Guiné sem reto. Acabou por se empregar nas limpezas e ficar em Portugal. Djilam contou a um familiar que nos últimos tempos o companheiro "não dizia coisa com coisa" e tentou mesmo interná-lo compulsivamente, sem sucesso. Segundo outros familiares, um sobrinho do suspeito, que morava no mesmo anexo, terá assistido a tudo.
De acordo com fonte da PSP, o alegado homicida fugiu em direção ao centro de Lisboa e terá sido detido no Campo Grande, ainda com a roupa ensanguentada.
Cá fora, na rua, estavam dezenas de familiares e amigos que choravam e gritavam o nome de Djilam num lamento que entoava pelas ruas vizinhas.
O homicídio ocorreu cerca do meio-dia, mas só mais tarde uma prima da vítima veio a encontrar Djilam esfaqueada no chão. A familiar contou que tentou ligar à prima várias vezes e, como não obteve resposta, chamou a PSP. O caso está entrega à PJ

Agência de Notícias 
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Lisboa investe forte na recuperação do Capitólio

1,1 milhão para adquirir equipamento para o cineteatro lisboeta  

A Câmara de Lisboa pretende investir 1,1 milhões de euros em equipamentos para o Capitólio, depois de a aquisição de mobiliário para o cineteatro ter levantado críticas da oposição, já que o processo Bragaparques aguarda ainda decisão.

Capitólio está a ser restaurado para  receber espectáculos vários 

Em Outubro, a autarquia aprovou uma aquisição de mobiliário para o equipamento por cerca de 440 mil euros com os votos contra dos vereadores da oposição, que criticaram o investimento pela incerteza quanto ao processo para a anulação da permuta do Parque Mayer (onde se localiza o Capitólio) com a Feira Popular.
O Tribunal Central Administrativo confirmou, há um ano, a invalidade do contrato de permuta do Parque Mayer por metade da Feira Popular (e a hasta pública do terreno remanescente), uma medida da qual a Bragaparques recorreu e cuja decisão final ainda não é conhecida.
Conforme alertaram os vereadores, se a Câmara de Lisboa ganhar o processo, volta a deter os terrenos da Feira Popular, como reivindica, e pode não ser ressarcida pelos investimentos feitos no Parque Mayer.

Assunto debatido amanhã em reunião pública 
O vice-presidente da câmara, Manuel Salgado, vai propor na reunião de quarta-feira a aquisição de bens para “fornecimento, colocação e montagem de equipamentos diversos” no Capitólio à empresa Omnistal Eletricidade, num montante total (com IVA) de cerca de 1,1 milhões de euros com um prazo de execução de 45 dias.
Manuel Salgado recorda que está em curso a segunda fase de reabilitação do equipamento, o que “tem em vista a manutenção do seu uso original enquanto cineteatro, “mas com funcionalidades renovadas, dada a evolução das artes do espectáculo”. Por isso, o também vereador do Planeamento salienta, na proposta a que a agência Lusa teve acesso, “a necessidade de se proceder à aquisição, fornecimento e montagem de todo o material técnico, respeitante ao projecto cénico essencial para que o edifício funcione para o fim pretendido”.
O processo Bragaparques remonta ao início de 2005, quando a Assembleia Municipal de Lisboa aprovou por maioria (com os votos contra da CDU) a permuta dos terrenos do Parque Mayer por uma parte dos terrenos camarários no recinto da antiga Feira Popular, em Entrecampos. O negócio envolveu ainda a venda em hasta pública do lote restante daquele espaço de Entrecampos, que foi adquirido pela mesma empresa. A Bragaparques exerceu então um direito de preferência que viria a ser contestado pela oposição na autarquia lisboeta e passou a deter a totalidade do antigo espaço de diversões.

Agência de Notícias
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Loja “Coisas de Setúbal” já abriu

Loja com mais oferta regional

A loja de produtos turísticos “Coisas de Setúbal”, instalada nos Paços do Concelho, reabriu recentemente ao público mais apelativa e com uma maior variedade de artigos, após obras de remodelação.

Loja tem uma diversa variedade de produtos regionais   

Vinhos regionais, com o moscatel de Setúbal no topo das preferências, conservas, doçaria regional e muitos artigos produzidos com mel da Arrábida podem ser encontrados na remodelada loja “Coisas de Setúbal”, com novos arranjos estéticos e uma nova organização espacial.

Peças artesanais, com azulejos e pratos pintados à mão por artistas locais, produções audiovisuais e muita literatura, de Bocage a Sebastião da Gama, passando por publicações da responsabilidade da própria autarquia, integram, igualmente, o leque de oferta disponível.
As intervenções na loja “Coisas de Setúbal”, realizadas ao longo de cerca de um mês e meio por administração directa, ou seja, com recurso a meios técnicos e humanos da própria Câmara Municipal, consistiram na execução de trabalhos de construção civil e de pintura e na aquisição de novo mobiliário.
A operação, com um custo global de perto de cinco mil euros, além de dotar aquele espaço de uma nova dinâmica de funcionamento e de melhores condições de exposição dos produtos regionais, pretendeu uniformizar a loja com outro espaço turístico municipal de mostra e venda de produtos, instalado na Casa da Baía, na Avenida Luísa Todi.
A “Coisas de Setúbal”, a funcionar de segunda a sexta-feira das 9 às 19 horas e aos sábados das 10 às 13 horas e das 15 às 18 horas, possui uma ligação à Sala do Município, de divulgação do património cultural e histórico da cidade, aberta ao público.

Agência de Notícias 
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Ourives baleado junto a infantário em Pinhal Novo

Encapuzados ferem homem na perna para roubar 170 mil euros


Três encapuzados balearam um ourives numa perna para lhe roubaram "cerca de 170 mil euros". O caso ocorreu em Pinhal Novo ontem ao princípio da noite [19h30] quando o homem foi buscar o filho ao infantário. Os assaltantes fugiram a pé sem rasto aparente e continuam a monte. O homem teve de ser transportado para o Hospital de Setúbal.  

Assalto ocorreu ontem à noite no Pinhal Novo 

Um ourives foi segunda-feira baleado e roubado por três encapuzados, enquanto estava no parque de estacionamento do infantário onde tinha ido buscar o seu filho, no Pinhal Novo, Palmela, disse à Lusa fonte da GNR.
Os assaltantes abordaram o ourives, de "cerca de 30 anos", pelas 19h30, no parque de estacionamento do infantário, atingiram-no com "um projétil" numa das pernas e roubaram-lhe "cerca de 170 mil euros", acrescentou a mesma fonte da GNR.
O ourives tinha ido com a mãe da criança buscá-la ao infantário e aguardava pelo regresso de ambos estacionado, quando foi roubado por "três encapuzados com uma arma de fogo", indicou a GNR em declarações à agência Lusa.
Os assaltantes fugiram a pé e continuam "em parte incerta", acrescentou a fonte.
A vítima teve de ser transportada para o Hospital de São Bernardo, em Setúbal, para receber tratamento.
O caso foi entregue à Polícia Judiciária, informou a GNR.

Agência de Notícias 
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A realidade dura da velhice em Portugal


Dois em cada três idosos sem rendimentos para pagar o lar

Dois em cada três idosos que vivem em lares têm um rendimento inferior à mensalidade da instituição, tendo de recorrer a poupanças ou à família para conseguir pagar, revela um inquérito da Deco que envolveu 690 portugueses.

1,2 milhões de idosos ganham ente 251 e 500 euros mensais

O estudo da revista Proteste, que decorreu em Março de 2012 em Portugal, na Bélgica, na Espanha e em Itália, envolveu uma amostra da população entre os 50 e os 65 anos, tendo como destinatários familiares de utentes de lares que acompanharam o processo de institucionalização.
A Proteste recebeu 3.130 respostas, sendo 690 portuguesas, a maioria (70 por cento) de filhos de idosos institucionalizados.
Os resultados do inquérito, publicados na edição de Março/Abril da Proteste, indicam que um em cada quatro idosos precisa de mais de 500 euros por mês para completar o valor da fatura.
A estadia num lar custa, em média, 770 euros mensais, um valor que é inflacionado pelas mensalidades das instituições privadas, cuja média ronda os 925 euros. Nas públicas situa-se nos 550 euros.
Dados do Ministério da Solidariedade e Segurança Social, divulgados na base de dados Pordata, indicam que, em 2011, quase 1,2 milhões de pensionistas de velhice do regime geral da Segurança Social (cerca de três quartos do total) auferiam uma reforma entre 251 e 500 euros.
O estudo demonstra que, em mais de metade dos casos (53 por cento) são os familiares que desembolsam o dinheiro em falta. Já 38 por cento dos utentes vão buscar essa parcela às suas poupanças. Na Bélgica, em Espanha e em Itália a tendência é inversa, com 69 por cento, 51 por cento, 50 por cento dos idosos, respetivamente, a recorrerem ao seu pé-de-meia para fazerem face às despesas com o lar.

Família quase não apoia
A esmagadora maioria dos inquiridos que disse apoiar o familiar não tem nenhum tipo de apoio financeiro. Os cerca de 10 por cento que beneficiam recebem, em média, 420 euros.
Além da mensalidade fixa, os lares podem cobrar bens e serviços extras, como fraldas, medicamentos e fisioterapia, que representam, em média, um gasto mensal de 125 euros.
Mais de três quartos dos inquiridos disseram ter de pagar a mensalidade por inteiro quando os familiares se ausentam do lar por longos períodos. Apenas 5 por cento afirmaram estar isentos até um determinado número de dias, fixado pela instituição, e terem beneficiado de um abatimento equivalente ao preço da alimentação.
Os autores do estudo consideram "compreensível que determinadas despesas fixas da instituição tenham de ser cobradas, independentemente de o idoso estar ou não presente", mas defendem que deve haver, pelo menos, uma redução da mensalidade durante esse período.

Caução para entrar nos lares
Cerca de 30 por cento dos idosos pagaram uma caução para serem admitidos, na maioria dos casos a rondar os mil euros, que serve de garantia de pagamento de prestações em dívida ou de eventuais danos causados ao mobiliário ou às instalações.
Contudo, cerca de dois terços revelaram não ter recebido a caução quando os idosos deixaram a instituição, sendo a situação mais frequente nos lares público-privados: oito em cada dez ficaram com o dinheiro.
O inquérito indica ainda que 40 por cento denunciaram problemas relativamente aos "aspetos legais e financeiros do funcionamento dos lares", como custos inesperados, incumprimento de atividades prometidos e aumento inesperado da mensalidade.

Agência de Notícias 

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Luta contra contentores na Trafaria chega ao Parlamento


Autarcas de Almada entregam petição à presidente da Assembleia da República

Os autarcas do concelho de Almada não estão dispostos a dar tréguas ao projecto do Governo que pretende construir um terminal de contentores na Trafaria. E solicitaram à Presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, que agende uma audiência para lhe entregarem em mãos o resultado da petição pública contra este projecto.


Autarcas de Almada querem impedir porto de contentores na Trafaria

Com esta, a delegação de autarcas composta pelo presidente da Assembleia Municipal de Almada, pela presidente da Câmara e pela presidente da Junta de Freguesia da Trafaria, afirma a “profunda convicção” de que a construção de um mega terminal de contentores naquela localidade “corresponderá a um crime ambiental de lesa pátria”, por isso exigem que o Governo “abandone de imediato” essa intenção.
Os autarcas e população foram apanhados de surpresa no passado dia 22 de Fevereiro com o anúncio feito pelo ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, de transferir toda a linha de contentores existente no lado de Lisboa para a zona da Trafaria. Um projecto que irá ocupar entre 200 a 300 hectares de margem e plano de água no estuário do Tejo.
Além do terminal para cerca de 2 milhões de TEU (unidade de medida padrão equivalente a um contentor de seis metros) a construir entre os silos da Silopor e a Cova do Vapor, está ainda prevista uma ferrovia que, segundo os autarcas, “irá atravessar a Trafaria” avançando “por vales de grande sensibilidade natural inseridos em Reserva Ecológica Nacional”.
Perante isto, logo no dia seguinte, em reunião pública na freguesia, autarcas de todas as forças políticas representadas no município e população aprovaram lançar uma petição contra este projecto.

Petição quer “matar”  projecto do Governo
O documento vinca que os diferentes instrumentos de gestão do território em vigor, Plano Director Municipal e Plano Regional de Ordenamento do Território da Área Metropolitana de Lisboa, “não contemplam este projecto apresentado pelo Governo”.
Sublinha ainda que “a estratégia de desenvolvimento definida para o concelho passa pela aposta no turismo, em especial no eixo Trafaria / Costa da Caparica, pela Investigação e Desenvolvimento e indústrias de base tecnológica no eixo Trafaria/ Almada Nascente.
Dá também destaque à necessidade de desenvolver o sector das pescas, as indústrias criativas e as micro e pequenas empresas potenciadoras de emprego”.
É com base nestes argumentos que a petição exige que o executivo de Passos Coelho “abandone de imediato a intenção de construção de um terminal de contentores na vila da Trafaria”.
Ao mesmo tempo considera que para relançar o emprego no concelho, o poder central tem de dar andamento aos dois projectos estratégicos para o concelho de Almada; um na Costa da Caparica e o outro no Arco Ribeirinho Sul.

Agência de Notícias 
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Despiste no Montijo mata jovem de 21 anos


Filipa morre depois de choque contra árvore em Foros do Trapo 

Uma mulher de 21 anos morreu neste sábado na sequência de um acidente de viação, que ocorreu no concelho de  Montijo.  O mau tempo, sentido na localidade de Foros do Trapo, está na origem do embate. O acidente ocorreu na Estrada Municipal 533, via que tem sido alvo de queixas pelos moradores devido ao mau estado. A jovem residia em Alhos Vedros.

Mau tempo pode estar na origem do acidente

No percurso entre Alhos Vedros, na Moita, onde mora com os pais, e a área de serviço da A13 nas Taipadas, onde estava empregada, despistou-se contra um eucalipto. O carro capotou e a jovem de 21 anos ficou encarcerada. Quando os bombeiros de Canha chegaram ao local, estava em paragem cardiorrespiratória. O óbito acabou por ser declarado no local.
Filipa conduzia um Smart. No chão eram visíveis as marcas da travagem porque a jovem ainda tentou evitar o embate. Desconhecem-se para já as causas do acidente, mas o piso escorregadio, associado ao mau tempo, é a causa mais provável para o despiste.
Norberto Martinho, 68 anos, disse que na Estrada Nacional 533, nos Foros do Trapo, uma pequena localidade no Montijo, é costume haver muitos acidentes. "Todos os dias passam nesta via muitos camiões a uma velocidade excessiva. Os carros até têm de sair para a berma da estrada para não baterem de frente. Nesta situação pode ter acontecido o mesmo. A rapariga deve ter tentado evitar bater na árvore mas não conseguiu", disse.
Fonte dos bombeiros disse, de acordo com o que escreve o Correio da Manhã, que a jovem ainda estava viva quando os meios chegaram ao local e por isso foi acionada uma equipa médica do INEM, que, no entanto, já não chegou a tempo de reanimar Filipa.
O acidente fatal já está a ser investigado pelo Núcleo de Investigação Criminal dos Acidentes de Viação da GNR. No local estiveram dez bombeiros da corporação de Canha, apoiados por quatro viaturas.


Agência de Notícias 
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Atlantic Ferries param amanhã por defesa do serviço público


Trabalhadores contestam despedimento de sete trabalhadores


A transportadora marítima entre Tróia e Setúbal vai parar amanhã [terça feira, 26 de Março] entre as 16 e 19 horas devido a um plenário dos trabalhadores e a realização de uma tribuna pública na sede da Administraçãodos Portos de Setúbal e Sesimbra.

Trabalhadores da Atlantic Ferries param amanhã em protesto 

Luís Leitão, dirigente sindical na União de Sindicatos de Setúbal (USS) da CGTP, entende que o despedimento de sete trabalhadores da Atlantic Ferries vai pôr em causa o “direito do cidadão a um serviço de transporte digno”.
“No pico de verão, a Atlantic Ferries vai colmatar a falta de trabalhadores com outros em regime precário”, acusa Luís Leitão. Após a tribuna pública, o sindicato espera ser recebido na Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra (APSS), já que esta “deve ter uma palavra a dizer sempre com o melhor interesse da população, já que concessiona o serviço à empresa de transporte marítimo”.
 “A Atlantic Ferries continua a manter a mesma atitude sem perceber que o despedimento coletivo dos sete trabalhadores vai ter repercussões no serviço prestado”, adianta Luís Leitão. Com o despedimento dos sete funcionários, “estão em causa duas tripulações para fazer o serviço de transporte marítimo que no verão vai sofrer o maior impacto”, adianta.
O “progressivo aumento das tarifas” do transporte marítimo entre as duas margens também é visto pelo sindicato como uma forma de “afastar a população”.
A administração da Atlantic Ferries opta por não responder às acusações da União de Sindicatos de Setúbal.

Agência de Notícias 
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Barreiro contra fecho de Correios na Quinta Grande

Autarquia apela à administração dos CTT para não fechar correios na Quinta Grande

No período da ordem do dia da última reunião pública de Câmara do Barreiro, um elemento do Sindicato dos Trabalhadores das Comunicações admitiu que este sindicato “vai fazer tudo para impedir” o encerramento da Estação de Correios da Quinta Grande, no Barreiro. A autarquia – com os votos a favor de CDU e PS – aprovou uma moção que critica o fecho da estação dos Correios na freguesia da Verderena. 

Fecho de posto de Correios da Quinta Grande preocupa Câmara 

Face ao que referiu ser uma intenção da administração dos CTT – Correios de Portugal de “encerrar 200 estações de correios por todo o país, até ao final do Verão”, o representante do Sindicato lembrou que a estação da Quinta Grande, localizada na freguesia da Verderena, é “a maior do Barreiro, ainda que não seja considerada a principal”.
“Em termos de volume de negócios, de trabalhadores e de densidade populacional a que dá resposta, esta é a maior estação de correios do concelho”, sublinhou, corrigindo que a possibilidade já ouvida de se encerrar a estação existente no Lavradio está fora de questão.



Autarquia aprova moção contra encerramento
Neste contexto, e na própria reunião pública de Câmara, de 20 de Março, o executivo da Câmara aprovou, por maioria, um documento apresentado pelo presidente desta autarquia, Carlos Humberto, contra o encerramento deste importante serviço de proximidade para a população. Admitindo que a Câmara do Barreiro “teve conhecimento pela Direção dos CTT de que a Estação de Correios da Quinta Grande irá encerrar”, Carlos Humberto sublinhou que essa medida “é, no mínimo, incompreensível”.
O presidente recordou que, “até 2025, existe um contrato com os CTT que estipula para aquele espaço funções ao serviço das populações”. Carlos Humberto frisou ainda que esta é uma das Estações de Correios que serve uma grande camada da população do concelho, nomeadamente das freguesias da Verderena e do Alto do Seixalinho.
Demonstrando o “desacordo com a posição da administração dos CTT” sobre esta matéria, o documento expressou a solidariedade da autarquia barreirense para com todas as ações de protesto que vierem a ser levadas a cabo.

CDU e PS a favor, PSD contra
O vereador socialista Amílcar Romano frisou que, perante “pequenos crimes” como este, a Câmara do Barreiro “tem que ser mais ativa”. A vereadora social-democrata Olga Paredes considerou que a decisão da administração se relaciona com “o volume de tráfego de correio e de movimentos registados”.
O documento apresentado foi aprovado pela CDU, pelo PS, mas com o voto contra da vereadora social-democrata.

Agência de Notícias 
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Atirador que atingiu atriz era porteiro em Corroios

Didi, o fora da lei, atirou contra Ana Brito e Cunha

Ana Brito e Cunha está a "recuperar bem", mas os amigos não escondem a revolta pelo facto de a atriz ter sido atingida por uma bala enquanto se divertia na noite, em Lisboa. O atirador, conhecido por ‘Didi’, segurança da discoteca RS, em Corroios, concelho do  Seixal, foi apanhado na semana passada pela polícia. Didi foi, entre outras coisas, um dos principais mentores da Máfia Brasileira que atuava em Portugal junto do negócio da noite.

Homem que disparou contra Ana Brito e Cunha é porteiro no Seixal

"É bom que as autoridades estejam atentas a estas situações para evitar que se repitam", desabafou António Machado, que contracena com a atriz na peça ‘Toc Toc’.
A atriz Marina Albuquerque é da mesma opinião. "É incrível saber que podemos estar a divertir-nos com amigos e sermos atingidos por um tiro", revelou. Também Maria Henrique ficou em choque com a situação. "Felizmente a Ana está bem e, à partida, não ficará com sequelas, mas podia ter sido muito mais grave. Ela está positiva e confiante na recuperação", conclui a atriz.

Didi caçado pela PJ
Nanituma Mvanbanu é conhecido por ‘Didi' no meio criminal. Quando se sentou em 2011 no banco dos réus do Tribunal do Seixal, o leque de crimes era vasto - entre associação criminosa, segurança ilegal e falsificação de documentos. ‘Didi', 40 anos, que de 2006 a 2010 era um dos operacionais do grupo ‘Máfia Brasileira' na imposição, sempre pelo terror, de segurança ilegal em bares e discotecas, foi preso  pela PJ de Lisboa por ter disparado três tiros à porta do bar Guilty, tendo um deles acertado na atriz Ana Brito e Cunha. 
Na madrugada do último dia 15, ‘Didi' ignorou que a esplanada do Guilty estivesse cheia, pelas três da manhã, e num ato de vingança contra um rival pegou num revólver e disparou. Depois fugiu. O pânico instalou-se. "Quando as pessoas perceberam que havia ali tiros, deitaram-se no chão", contou Olivier, proprietário do bar Guilty.

Um dos operativos da Máfia Brasileira
Quinta-feira de manhã, ‘Didi' não escapou à investigação da secção de homicídios da PJ, em articulação com a Unidade Especial de Combate ao Crime Especialmente Violento do DIAP -, que desmantelara a ‘Máfia Brasileira'. No processo da ‘Máfia Brasileira', pode ler-se que ‘Didi' era operacional do grupo de Sandro Bala e estava incumbido de traçar rotinas dos donos de discotecas para depois exercer pressão sobre as vítimas para que estas aceitassem os seus serviços de segurança ilegal. Em 2009, esteve envolvido no esfaqueamento de um elemento de um grupo de Chelas. Pelos tiros no Guilty, será julgado em breve. Desconhece-se, para já, se vai aguardar pelo julgamento na prisão ou em casa.

Agência de Notícias 
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José Mourinho de Setúbal para o mundo


“Para nós é o Mourinho de Setúbal” 

A forte ligação de José Mourinho a Setúbal, cidade onde nasceu, ficou bem patente  na inauguração, esta manhã em Setúbal,  de uma exposição que a Câmara organizou em homenagem pelos 50 anos do “melhor” treinador de futebol do mundo. José, o filho da cidade, agradeceu, mostrou imagens inéditas e disse que a exposição – patente na galeria municipal –  é um exemplo para “os miúdos setubalenses, que, como eu, têm de ter sonhos. O meu era este, e espero que estes mesmos miúdos, como eu fui há 40 anos, lutem pelos seus sonhos e que acreditem que é possível”.  
 

José Mourinho inaugurou hoje uma exposição sobre si em Setúbal  
 “Setúbal é especial para mim. É o único local onde me tratam como eu gosto de ser tratado. Gosto de ir na rua e de não me chatearem, de estar tranquilo, que me chamem de ‘zé’, de ser uma pessoa normal”, confidenciou, emocionado, o treinador setubalense na inauguração da exposição “José Mourinho – 50 anos”, patente na nova Galeria Municipal do Quartel do 11, na cidade de Setúbal. 
Apesar do espírito aventureiro, que tem levado Mourinho de cidade em cidade, de país em país, há um porto seguro no qual se sente verdadeiramente bem, no qual se sente plenamente em casa, onde se sente bem. “Setúbal é o único ponto de retorno fixo. Setúbal vibra com os sucessos profissionais e sente aquilo que de mau me acontece”, diz o técnico do Real Madrid.  
A exposição fotográfica e documental apresenta várias imagens, muitas delas inéditas, de momentos importantes da vida pessoal de Mourinho, assim como da carreira de treinador, constando diversos instantes retratados através da objetiva do fotógrafo Jorge Monteiro. 


“Recordo tudo o que aconteceu para conseguir vencê-los”
De acordo com Mourinho, “disse que sim a esta exposição principalmente pelos miúdos setubalenses, que, como eu, têm de ter sonhos. O meu era este, e espero que estes mesmos miúdos, como eu fui há 40 anos, lutem pelos seus sonhos e que acreditem que é possível”.  
Além das imagens, que retratam o percurso profissional vitorioso pelo FC Porto, Chelsea, Inter de Milão e Real Madrid, a mostra inclui inúmeros troféus conquistados por José Mourinho, como a Bola de Ouro de 2010 de melhor treinador do mundo, assim como objetos pessoais do técnico, entre o quais o icónico sobretudo e o bloco de apontamentos. 
“Sou pouco materialista quanto a estes objetos. Ao ver esta exposição recordo da mesma maneira o primeiro e o último troféu conquistados, as vitórias e as derrotas. Recordo, sim, tudo o que aconteceu para conseguir vencê-los”, explicou o “Special One”, enaltecendo a mostra. “Muito bonita e elaborada com muito bom gosto”, disse à presidente da Câmara de Setúbal, Maria das Dores Borges.  

“Pai és um campeão”
Exposição está patente até 26 de Maio na Galeria Municipal de Setúbal

Na visita à exposição, algumas surpresas, como a redação de um texto e um desenho, ainda nos tempos de escola, sobre o rio Sado, numa alusão à cidade. “Já não me recordava disto. Sabia que era um desastre a desenhar”, soltou, a sorrir, para depois ver aquele que considera ser a “taça mais importante”, um troféu, em lugar de destaque na mostra, que refere: “Pai és um campeão”.  

“Espero que esta exposição seja visitada por muitas pessoas, com um sentimento profundo. A mim bastam-me as recordações. Os objetos são dos meus filhos e futuros netos”, disse José Mourinho, espantado, no final da exposição, ao ver uma foto inédita, pouco conhecida, em ambiente familiar, captada pela sua filha. 
“A minha filha e a mãe são mais talentosas a registar momentos fotográficos, enquanto eu e o meu filho somos mais voltados para o futebol”, salientou, deixando um desafio: “Espero que daqui a dez anos possamos estar a fazer uma outra exposição com novos momentos”.  

“A estrela” de volta a casa
A ligação de José Mourinho com Setúbal foi, igualmente, destacada pela presidente da Câmara “No ano em que comemora 50 anos, a Autarquia entende que é de toda a justiça homenagear o treinador que nas ruas sadinas se fez homem e nos campos pelados e relvados setubalenses se fez treinador”.  
Maria das Dores Meira, com humor, salientou que “não pode dar as boas-vindas a quem já está em casa”, acrescentando que esta é a cidade de Mourinho, “da qual continua a ser munícipe, na qual continua a viver e a ter prazer com tudo o que ela tem para oferecer”. 
A presidente teceu ainda rasgados elogios à carreira profissional do melhor treinador de futebol do Mundo. “Com a sua competência, a sua forma especial de lidar com o processo futebolístico, no qual, muitas vezes, se reproduz a própria vida, com as alegrias e contrariedades, vitórias e derrotas, será, para sempre, especial para todos os que amam o futebol mas também para todos os que fazem de Setúbal a sua terra”.  
A autarca deixou ainda um elogio especial para o homem que a cidade viu nascer há 50 anos. “Para nós é o Mourinho de Setúbal e, com toda a justiça, um dos mais prestigiados e qualificados treinadores de futebol de todo o mundo”, disse Maria da Dores Meira, destacando a homenagem promovida pela Câmara Municipal. “Hoje, queremos que seja a estrela da cidade que o viu nascer, da cidade que gosta sempre de ter de volta a casa os seus filhos diletos”.  
No final, Mourinho com amigos e personalidades convidadas recebeu uma fotografia antiga em que se vê o pai, o também futebolista, Mourinho Félix, numa oferta da Autarquia. 
A exposição “José Mourinho – 50 anos”, de entrada livre, encontra-se patente até 26 de Maio, podendo ser vista de terça a sexta-feira das 11 às 13 horas e das 14 às 19 horas e aos sábados e domingos das 14 às 19 horas, na Galeria Municipal do 11, no antigo Quartel do 11, imóvel adquirido pela Autarquia e cedido para a instalação da Escola de Hotelaria e Turismo de Setúbal.

Agência de Notícias 
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Lisnave dá um milhão de euros a trabalhadores

Lisnave registou aumento nas vendas de reparação naval em 2012

Os acionistas da Lisnave aprovaram hoje o relatório e contas de 2012 e aceitaram também a atribuição de uma gratificação de um milhão de euros a distribuir pelos trabalhadores, até ao limite de 1,5 salários. O administrador da Lisnave, Frederico Spranger, revelou hoje que a empresa registou um ligeiro aumento no volume de vendas de reparação naval em 2012, face aos 80 milhões de euros realizados no ano anterior. 



Lucro da Lisnave, em Setúbal, distribuído pelos trabalhadores  

Foi aprovado esta sexta-feira, pelos acionistas da Lisnave, o relatório e contas de 2012 e aceitaram também a atribuição de uma gratificação de um milhão de euros a distribuir pelos trabalhadores, até ao limite de 1,5 salários.

De acordo com o documento, a Lisnave conseguiu um volume de vendas de reparação naval idêntico ao do ano anterior - 79,9 milhões de euros em 2012 e 80,8 milhões de euros em 2011 -, apesar da progressiva "degradação do mercado", conseguindo, assim, um resultado líquido de 31,2 milhões de euros, mais 990 mil euros que no ano anterior.
A redução das taxas de frete médias diárias, devido à entrada em operação de muitos navios novos, bem como a elevada cotação do euro face ao dólar, são algumas das razões apontadas para as dificuldades da reparação naval, setor onde também não se vislumbra qualquer perspetiva de melhoria nos primeiros meses de 2013.
Apesar das dificuldades, a Lisnave conseguiu assegurar o ano passado a reparação de um total de 101 navios - o mesmo número de navios que tinha reparado em 2011 -, de 60 clientes oriundos de 23 países.

Accionistas e trabalhadores recompensados
Como também refere o relatório de contas aprovado esta sexta-feira pelos acionistas da Lisnave, em 2012 houve uma redução do número de consultas para reparação, que foi o mais baixo desde 2009 (520 consultas em 2009 e apenas 483 no ano passado).
Neste cenário de grande desafio para a empresa de reparação naval instalada na península da Mitrena, em Setúbal, os acionistas da Lisnave mostram-se satisfeitos com os resultados alcançados, que lhes vão permitir receber um total de quatro milhões de euros em dividendos.
Sinal da satisfação com o resultado líquido dos estaleiros navais da Mitrena, em Setúbal, os acionistas aprovaram também uma gratificação de um milhão de euros a distribuir pelos 298 trabalhadores da Lisnave e pelos 140 trabalhadores que integram a Lisnave Yards.
Segundo o porta-voz da empresa, Humberto Bandeira, cada trabalhador irá receber, no mínimo, 80 por centro de um salário e, no máximo, um mês e meio, consoante a avaliação das chefias.


Agência de Notícias
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Ambientalistas reprovam projecto da Mata de Sesimbra


Mega empreendimento com fortes impactes negativos na região”

Três organizações não governamentais de defesa do ambiente deram hoje um parecer desfavorável ao Estudo de Impacto Ambiental (EIA) do empreendimento turístico da Mata de Sesimbra, que consideram ser um atentado contra o ambiente e ordenamento do território. O mega empreendimento da Mata de Sesimbra, no entender dos ambientalistas, a ser concretizado, vai alterar profundamente a paisagem e os ecossistemas existentes no local e poderá pôr em causa o projeto de Candidatura da Arrábida a Património Mundial da Humanidade.
 
Maqueta do projecto turístico previsto para a Mata de Sesimbra  

A Liga para a Proteção da Natureza (LPN), Associação Nacional de Conservação da Natureza (Quercus) e Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente (GEOTA) acusam a Câmara de Sesimbra de insistir num mega empreendimento com fortes impactes negativos na região e garantem que o EIA não faz uma avaliação dos impactes cumulativos de todos os empreendimentos turísticos previstos para a Península de Setúbal.
Assegurando que já existe "oferta excessiva" para toda a península, para onde está previsto um total de sete campos de golfe e de 30 mil camas, os ambientalistas dizem que se está "em presença do planeamento da construção de um `continuum´ urbano do Seixal até Sesimbra, com impactes sobre as áreas classificadas e as populações, que não foram avaliados”.
Só o empreendimento turístico da Mata de Sesimbra sul prevê um total de 17 mil camas turísticas, a maioria das quais em moradias, e de três campos de golfe, o que para a LPN, Quercus e GEOTA "significa a construção de uma verdadeira cidade, numa zona até agora de uso florestal".

Empreendimento vai alterar profundamente a paisagem e os ecossistemas
Para as associações ambientalistas, o EIA também não avalia devidamente os impactes sobre o ordenamento do território (acessibilidades e dinâmica territorial), limitando-se a enunciar algumas condicionantes.
"O Plano de Acessibilidades para o concelho de Sesimbra, afirma claramente que, mesmo com todas as medidas preconizadas, não seria possível garantir as acessibilidades para o nível de ocupação que este empreendimento pressupõe", referem os ambientalistas.
As associações consideram também que não foi feita uma avaliação rigorosa dos impactes sobre os recursos hídricos, abastecimento de água e saneamento básico, nem avaliados os impactes na biodiversidade e no património natural, designadamente sobre o Sítio de Importância Comunitária "Fernão Ferro" e sobre a Zona de Proteção Especial para as Aves "Lagoa Pequena".
Além de tudo isto, os ambientalistas reiteram que a oferta turística existente na região é mais do que suficiente e está longe de uma ocupação a 100 por cento, mesmo nas épocas altas, salientando ainda que, de acordo com os Censos de 2011, só no concelho de Sesimbra existem 2.836 alojamentos devolutos, o que significa uma capacidade habitacional na ordem das 10 mil pessoas.
Os ambientalistas da LPN, Quercus e GEOTA advertem ainda que o mega empreendimento da Mata de Sesimbra, a ser concretizado, vai alterar profundamente a paisagem e os ecossistemas existentes no local e poderá pôr em causa o projeto de Candidatura da Arrábida a Património Mundial da Humanidade.


Agência de Notícias




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