Dá um Gosto ao ADN

Pena Solta por Lia Santos


Mar

Hoje vim recordar o mar...nesta praia desconhecida reparo num pontão largo que se estende pelo mar dentro como se desenha-se a praia a sua forma. caminho sobre ele tentando em pensamento fazer parte dele e sentir esta força...sento-me na ultima pedra ou a primeira que tem o prazer de sentir a primeira onda deste manto de agua salgada...e passado alguns minutos dou por mim a pensar... como me acalma este imenso azul. sinto-me uma miniatura perante esta paisagem.


Como é possível que seja tão insignificante esta força da natureza a muita gente? eu rendo-me a sua beira e com as ondas que ao baterem nas pedras em meu redor trazem com elas o pensamento, a realidade ou fantasia...lembro-me de quando Entoava louvores pela rua, deixando um rasto de sombra por aquela calçada fria...contava cada degrau que se erguia a minha frente, e para traz apenas deixava a saudade...mas se tivesse de cair tornava a retomar o caminho...não cessava o meu canto ao mundo...não poupava a minha carne...mesmo na dor pra mim eu cantava...mesmo que não haja mais peixes no mar eu os recordarei...mesmo que não haja mais estrelas no céu eu vou me sempre lembrar do seu brilho...mesmo que o sol venha escurecer vou ver sempre o caminho a seguir.eu não posso retroceder no tempo mas posso levar o tempo comigo...o meu espirito é de adoradora incansável pela vida, minha alma é regada todos os dias pelas maravilhas que ela me dá e o meu ser esse cresce a cada segundo que respiro...se amo? Amo a vida...se adora? Sim mais que tudo...é como um fogo que arde no meu corpo.
Há uma alegria que invade o meu ser a minha mente.eu não consigo controlar a emoção de querer saltar e correr...há uma chama que queima por dentro, por isso eu não posso parar aqui. quero aproveitar o momento...e vou adora-lo...a cor desta pequena cidade sou eu, é minha...caminho por este vale que não me deixa ver o futuro mas aos poucos me vai mostrando o quanto bom pode ser. a força de onde vem? Ninguém explica mas ela é bonita de se ver e sentir...no silêncio da noite imagino o sol pela manhã...dou mil voltas ao mundo sem sair do meu muro...mas essa estrada tem um ponto final.eu sou a primeira que nela canta, e a cor dessa cidade sou eu... trago pinceis no bolso e a cada cor que encontro pinto uma parede com o meu pensamento...carrego a saudade e deixo parte do seu cheiro no caminho, ela é como um prego que foi arrancado da madeira... procuro o  amor? Não, porque ele não se encontra...acontece!
Porque não se pode prender algo que nasceu para ser  livre... tal como a areia, quanto mais se aperta nas mãos mais ela se escapa entre os dedos. Mas se deixar as mãos entre abertas de forma protege-la ela fica...e se for preciso ficar de guarda então esse será o meu destino...quero me lembrar daqui a uns anos de tudo o que percorri e se tiver mais quedas que momentos erguida então saberei que tive força para continuar até chegar onde estarei...farei da vida um puzzle em que a cada onda juntarei uma peça. Ainda não tenho imagem definida mas os cantos já  estão fixos e eles suportam o meu desejo... Chega a noite e sem dar por isso continuo aqui a admirar o mar...com ela sinto que um pedaço do meu peito esta colado a ele...alguma chave, algum segredo, que me prende na imensidão...o pensamento tem uma maneira perigosa de me conquistar e ao mesmo tempo quente de me abraçar...tudo se perde, se transforma, e ninguém vê.
Eu procuro às vezes nos detalhes uma imagem do meu pensamento...gostava por breves instantes que o tempo não passa-se e recua-se para traz...para poder reviver tantos momentos tantas historias que me arrancaram um sorriso espontâneo...consigo perder-me nesta estrada por minutos...mas é hora de me levantar e ir embora, tenho uma vida há minha espera no início deste pontão, e amanha talvez volte para sonhar mais um pouco...porque um pouco de fantasia na vida é a fonte de alimentação dos sonhos...mas o mar esse me acompanha em todo o meu caminho...e admiro-o tal como amo a vida...e é assim que se faz durar um amor...deixando-o livre mas protegido na mente...



Lia Santos
Lisboa
Pena Solta, uma rúbrica que busca os pensamentos da alma e os cruza com experiências de vida e vivências. Esta semana, excepcionalmente, à segunda-feira, com assinatura de Lia Santos



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Gangue do multibanco foi a julgamento


Carlos Ramos condenado a uma pena de mais de cinco anos
Dois dos doze arguidos do caso conhecido como “gangue do multibanco”, grupo acusado de associação criminosa para roubo e furto de máquinas ATM, foram nesta sexta-feira condenados a penas de prisão efectiva superiores a oito anos. Entre eles, Carlos Ramos, 27 anos, preso em Pinhal Novo em Novembro do ano passado., considerado o cabecilha de um grupo que entre 2007 e 2009 assaltou dezenas de multibancos e roubou cerca de dois milhões de euros. Carlos ficará na prisão durante cinco anos. No entanto, haverá recursos que podem mudar as penas. 

Carlos Ramos condenado a mais de cinco anos 

O colectivo de juízes aplicou a pena de oito anos e sete meses a Marco Silva, que se encontra em liberdade, e de oito anos e quatro meses a Jonny Pinho, o qual está detido ao abrigo de outro processo. 
Além destas duas condenações, o tribunal decidiu aplicar penas de prisão efectivas a mais três arguidos: Carlos Ramos a cinco anos e dois meses, Fernando Correia a quatro anos e oito meses e Marco Catarino a dois anos e oito meses, todos presos à ordem de outros processos. 
O colectivo de juízes, presidido por Leonor Botelho, condenou ainda um ex-operacional das FP25, a sua companheira e um outro arguido a penas suspensas entre um ano e seis meses e dois anos. Quatro arguidos foram absolvidos de todos os crimes. 
No primeiro julgamento realizado em 2010, que o Tribunal da Relação de Lisboa mandou repetir, o colectivo de juízes decidiu absolver 11 dos 12 arguidos. 
O “gangue do multibanco”, no qual Quinito, Marco d’Aires e um ex-operacional das FP25 são três dos principais arguidos, estava acusado de associação criminosa para roubo e furto de máquinas ATM, com recurso a veículos de alta cilindrada previamente furtados para o efeito.
Um dos últimos assaltos do grupo aconteceu no início de Novembro, numa caixa ATM em Pinhal Novo.

Notícia relacionada: 

Agência de Notícias 
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Tribunal determina que entrega da casa liquida dívida


Sentença de juiz de Portalegre lança tema à discussão

Numa decisão inédita da justiça portuguesa, um juiz do Tribunal de Portalegre determinou que, em caso de incumprimento, a entrega da casa ao banco, por parte de uma família em dificuldades, liquida a totalidade do empréstimo em dívida. A decisão pode fazer jurisprudência e aliviar muitas famílias numa altura em que são devolvidas 25 casas por dia em Portugal. Especialistas em Direito Fiscal já disseram que a sentença “terá resultados perigosos” e “não faz sentido”. O BE, por sua vez, quer que o Parlamento aprove a lei.


Decisão do Tribunal de Portalegre pode mudar a vida a muita gente 

O juiz do Tribunal de Portalegre, numa sentença divulgada neste sábado pelo Diário de Notícias, considerou que havia “enriquecimento injustificado”, por parte dos bancos, pelo facto de avaliarem as habitações por um valor e exigirem, depois, aos devedores, o remanescente resultante da diferença entre o valor da avaliação e o montante obtido com a venda. Esta decisão transitou em julgado e os juristas acreditam que poderá fixar jurisprudência.
Se esta sentença, de Janeiro deste ano, “a única conhecida a decidir daquela forma”, fizer doutrina, poderá vir a mudar a relação entre os bancos e os clientes que devolvem as casas por falta de pagamento.
Até aqui, quem pedisse um empréstimo e falhasse nas suas obrigações seria obrigado a pagar ao banco a diferença entre o valor da avaliação e o preço aplicado na venda do imóvel ao banco. Os tribunais sempre decidiram no sentido de obrigar os devedores a pagar o remanescente.
 Neste caso concreto, o juiz de Portalegre, que ainda é estagiário, reconheceu que teria de dar razão ao banco se aplicasse a jurisprudêcia comum, mas admitiu que o casal divorciado devedor tinha direito a que o tribunal apreciasse a sua perspectiva. O magistrado não validou esta reclamação, contrariando o entendimento comum.
Esta decisão inédita pode fazer toda a diferença para muitas das famílias portuguesas que não conseguem pagar os empréstimos contraídos para a aquisição de habitação própria, numa altura em que, em média, são devolvidas ao banco 25 casas por dia em Portugal por famílias que deixam de ter capacidade para continuar a pagá-las.

Caso com um ano
O caso remonta a Março de 2011 e teve origem num processo de divórcio em que ambas as partes assentaram que a dívida ao banco – referente a um empréstimo para compra de casa – era de 129.521 euros. O imóvel foi avaliado em 117.500 euros, correspondente ao empréstimo no momento da escritura, em 2006. O banco acabou por comprar o imóvel por 82.250 euros, reclamando os restantes 46.356 euros ao casal de devedores. O juiz entendeu que o banco, ao comprar o imóvel pelo preço que estipulou, não podia reivindicar a titularidade ativa do imóvel. A entrega da chave liquidou o empréstimo da casa.


Este ano já foram entregues 2300 casas
Dados da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), no primeiro trimestre de 2012 foram entregues aos bancos 2300 casas, o que resulta num aumento de 74 por cento face ao período homólogo de 2011, sendo que, no ano passado, foram entregues, no total, cerca de 6900 imóveis.
O advogado Pedro Marinho Falcão, especialista em Direito Fiscal, disse, em entrevista à RTP Informação, que a decisão do juiz de Portalegre "não faz sentido", porque o banco "não tem um contrato de partilha de risco com o seu cliente". O advogado explica que, quando o banco assina um contrato de empréstimo com um cliente, o risco de incumprimento é totalmente assegurado pelo cliente.
Pedro Marinho Falcão diz duvidar que este exemplo faça jurisprudência, considerando ainda que, caso faça, terá resultados perigosos, pois irá fazer com que os bancos sejam "muito mais restritos na concessão de crédito".

Espanha já usa esta jurisprudência
BE quer lei que garanta que entrega da chave liquida dívida 

Segundo escreve o Diário de Notícias, em Espanha esta jurisprudência já foi fixada em 2009. Nessa sentença exemplar, os magistrados espanhóis admitem a legitimidade do banco em reclamar o crédito remanescente, mas alertam a atenção para a crise mundial e suas consequências, considerando que muitas famílias foram afetadas por má gestão das entidades financeiras.


BE quer garantir que entrega de casa ao banco salda empréstimo
O Bloco de Esquerda (BE) desafiou este sábado o Parlamento a aprovar uma proposta que "garante que entrega de casa ao banco salda o empréstimo", depois de uma decisão do tribunal de Portalegre nesse sentido.
"A importante decisão do tribunal de Portalegre é um passo na direcção certa e reforça a necessidade urgente de clarificação legal neste ponto. Não faz sentido obrigar milhares de famílias, que já nem têm dinheiro para pagar a prestação do seu tecto, a terem que recorrer aos tribunais para evitarem ter de pagar o que já não devem", argumentam os bloquistas, em comunicado.
O Bloco "desafia, por isso, o Parlamento a aprovar o seu projecto de lei, colocando um ponto na final numa prática abusiva da banca e que, de acordo com o tribunal, constitui um 'enriquecimento injustificado' do sistema financeiro".

Paulo Jorge Oliveira 
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Mulher agredida por marido e amante


Violência gratuita no meio da rua

Uma mulher foi agredida em pleno centro de Lisboa pelo marido e pela amante deste. A polícia que chegou ao local, em poucos minutos, também foi injuriada e agredida. A vítima teve de receber tratamento no hospital, para onde foi transportada pelo INEM por apresentar algumas contusões na zona da cabeça e do tórax.

Agressões acontecem em pleno centro de Lisboa 

Quando o alerta de desacatos na via pública chegou à esquadra da PSP, anteontem, vindo de uma moradora da rua Morais Soares, em pleno centro de Lisboa, os agentes deslocaram-se de imediato ao local. Ao chegarem, depararam-se com agressões físicas e verbais a uma mulher. Os atacantes eram marido da vítima e a amante deste. Ao tentar apaziguar os ânimos, os agentes acabaram injuriados. Após as agressões à mulher e as ofensas à polícia, o casal de amantes acabou detido.
Tudo aconteceu ao final da manhã, cerca das 11h20. Um homem de nacionalidade portuguesa e a amante, brasileira, começaram a desferir agressões na mulher daquele, que também é brasileira. Entre gritos e pontapés, o ruído chamou a atenção dos vizinhos, que acabaram por dar o alerta às autoridades.
A PSP chegou ao local poucos minutos depois. Foi aí que os desacatos se alargaram também à polícia, que foi alvo de ofensas e tentativas de agressão por parte do casal de amantes – ambos resistiram às detenções.
Já a vítima teve de receber tratamento no hospital, para onde foi transportada pelo INEM por apresentar algumas contusões na zona da cabeça e do tórax.

Agência de Notícias 
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Uma Luz na austeridade por Ana Esperança


De Ayres Gonçalo à Feira do Livro


Como sempre, caros leitores, tento trazer-vos boas noticias, bons exemplos, boas ideias e até muitos sorrisos. Já por diversas vezes partilhei convosco o valor e distinção de tantos portugueses por este mundo fora. O sapato italiano e a mala francesa já não são “fashion”, a moda agora, felizmente, é usar produtos nacionais. Cada vez mais reconhecemos a nossa qualidade e somos reconhecidos além-fronteiras.


A qualidade paga-se, é certo, mas compensa. Ao contrário das roupas pronto-a-vestir, estes fatos chegam a passar de geração em geração.
Segundo este jovem talento, o seu fascínio por tecidos, agulhas e tesouras veio do avô, Ayres Carneiro da Silva, famoso alfaiate do Porto que durante mais de 70 anos produziu fatos e outras peças. “Dizem que até os ministros se deslocavam de propósito ao Porto para se vestirem”.
Hoje em dia, com 82 anos, o Ayres sénior continua a ser uma referência para o neto. "O meu avô continua a ser uma peça chave, visita o atelier com regularidade e, quando temos dúvidas, sabemos que só o velho Ayres é que pode ajudar”, confessa o jovem alfaiate, sublinhando que o avô tem também “muito orgulho” no trabalho de Ayres Gonçalo e do seu sócio João Paulo Rodrigues.
Mais uma referência, portanto, no que de melhor se faz por cá.

Liberdade de leitura: 25 de Abril de 1974, não foi apenas revolução politica e militar. Foi revolução de conhecimentos, interesses e cultura. Na semana em que celebrámos os 38 anos da Liberdade de um povo oprimido até na sua educação, não pude deixar passar em branco o início da 82ª edição da Feira do Livro de Lisboa.
Sem tabus nem proibições, sem lápis azul nem cortes. Ou melhor, cortes só mesmo nos preços, que isto o tempo não está para gastos.
Com as cargas fiscais, a leitura ficou quase tão inacessível como durante a ditadura, valem-nos as feiras do livro e as campanhas que multiplicam nos híper e nas livrarias…
Mas, nenhuma campanha se compara á Feira do Livro de Lisboa. Os stands, o cheiro dos livros novos, as raridades nos alfarrabistas, os espaços infantis, as sessões de autógrafos e até o maravilhoso cheiro das farturas quentinhas entre linhas e linhas de cultura escrita.
Desde o passado dia 24, véspera da Revolução, até ao próximo dia 13 de Maio, o Parque Eduardo VII terá mais cor e alegria, bem cheio de livros e com descontos e promoções para todos os leitores.
A boa notícia é que, de acordo com o regulamento lançado pela APEL, a grande maioria dos artigos vendidos na feira devem ter um desconto que pode variar entre os 10 e os 30%. As promoções são ainda maiores nos períodos especiais "hora H", a serem devidamente determinados pela organização, e para obras apontadas como o "Livro do Dia" ou "Livro em Promoção".
A feira vai estar aberta de segunda a quinta-feira entre as 12h30 e as 23h e de sexta-feira a domingo das 11h à meia-noite. Conta ainda com um programa repleto de apresentações de livros, sessões de autógrafos e debates. Sem dúvida, um excelente programa para fazer em família, com amigos ou até mesmo sozinho.

Mais uma feira: Falando de feiras, no dia 1 de Maio a partir das 17h, no celebrado Dia do Trabalhador, decorrerá na LX Factory a Feira do Trabalho. Um excelente programa para quem procura trabalho ou tem vagas para oferecer. Alem disso, contará com a presença de peritos que ajudarão a criar currículos e procurar emprego.

Boa semana, boas notícias e boas leituras!


Ana Esperança
Pinhal Novo

Nos dias que correm as palavras de ordem são austeridade, crise e contenção…
Pois bem, caros leitores, é minha intenção nestas breves linhas dar-vos conta das boas notícias de que os canais de televisão não falam e as páginas do jornal apenas mencionam em letras tão pequenas que nem damos por elas. Chamemos-lhe “uma luz na austeridade”.
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Desvarios por Paula Carvalho


Humildade

Humilde não é aquele, que se humilha aos outros;
Humilde não é aquele, que se despreza;
Humilde não é aquele, que se esquece de si mesmo;
Mas, sim aquele, que mantém a serenidade perante os outros;
Aquele, que ultrapassa as provações com nobreza;
Aquele, que é humilde dentro de si mesmo.


Negro, é o reflexo do céu no mar;
Negro, como carvão se avista o horizonte;
As águas agitam-se, parecem espadas a “esgrimar”;
Batem as ondas, nas pedras do molhe ao longe;
Os teus olhos, não vejo sorrir;
A tua boca, não sinto falar;
Esquecem-se palavras no sentir; 
E houvem-se as notas de teu encantar.


Humilde não é aquele, que se humilha aos outros;
Humilde não é aquele, que se despreza;
Humilde não é aquele, que se esquece de si mesmo;
Mas, sim aquele, que mantém a serenidade perante os outros;
Aquele, que ultrapassa as provações com nobreza;
Aquele, que é humilde dentro de si mesmo.

Negro, é o reflexo do céu no mar;
Negro, como carvão se avista o horizonte;
As águas agitam-se, parecem espadas a “esgrimar”;
Batem as ondas, nas pedras do molhe ao longe;
Os teus olhos, não vejo sorrir;
A tua boca, não sinto falar;
Esquecem-se palavras no sentir; 
E houvem-se as notas de teu encantar.


P.C.
Açores 

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Palco ADN – 4 de Nylon


Nascidos para tocar guitarra

São quatro mas não um “quarteto”. São, simplesmente, os 4 de Nylon. Nasceram para música, pela primeira vez, no Auditório Municipal de Pinhal Novo – em Janeiro deste ano – onde encheram uma sala cheia de amigos e onde o público saiu satisfeito com o trabalho dos quatro virtuosos da guitarra. Eles voltam a subir ao palco. É já hoje, nos bombeiros Voluntários de Pinhal Novo, para mais uma noite de boa música, muito boa onda e grande talento. O ADN foi conhece-los na Escola de Música Classe Guitarra, em Pinhal Novo.

Banda deu primeiro concerto a 14 de Janeiro 

Todos são estudantes, todos tocam na Orquestra Nova de Guitarras, e todos são, acima de tudo, amigos e apaixonados pela guitarra clássica. Fazem música por puro prazer, têm planos para o futuro. E querem chegar longe ou, como dizem, “até onde o público quiser”. Afinal a música é para massas – mesmo que uma minoria – e os projectos dependem das vontades de quem os ouve.
Miguel Madaleno, Nuno Murteira, Miguel Silva e André Issa são os protagonistas desta história com música dentro e guitarras a tocarem baixinho. Sãos os 4 de Nylon no Palco ADN.
A história dos quatro começou a escrever-se no verão passado quando a ideia começou a dedilhar entre os dedos. Todos já se conheciam há algum tempo e nutrem uma paixão intensa pela área da música.
“Estamos todos envolvidos na Orquestra Nova de Guitarras, e queremos os quatro enveredar pelo caminho da música em termos profissionais”, explicou Miguel Madaleno ao ADN.
Depois de várias conversas cruzadas, de ensaios de guitarras e muitas outras cumplicidades, “achamos que seria muito interessante a criação deste quarteto até pelo gosto qeu temos pelo instrumento que nos une na música”, frisou Miguel Madaleno. O projecto ganhou raízes sólidas, o estilo foi escolhido e as portas da criação começaram a abrir-se devagarinho.

Mistura de ritmos
Como diz Nuno Murteira, “somos os quatro parecidos e, ao mesmo tempo, os quatro diferentes” na abordagem a cada tema. Juntaram as diferenças, remisturaram os que os une e uniram a amizade para fazer nascer e crescer o projecto 4 de Nylon.
As influências variam muito de músico para músico. Música espanhola para uns, ritmos mais modernos para outros e, claro, as sonoridades mais clássicas. “Tudo isso faz parte da nossa cultura enquanto músicos”, diz Miguel Silva.
O repertório não se resume a um estilo, é uma mistura de muitos estilos. Há tangos, música clássica e adaptações de temas actuais à sonoridade da guitarra. “Esta é a nossa mistura”, contava Nuno Murteira.
E, como diz André Issa, “queremos chegar o mais longe possível, até onde o público nos quiser”. E até agora, banda e público têm mostrado empatia. As pessoas gostam do trabalho da banda e os quatro amigos gostam do “aplauso” e do “carinho” do público. Isto também acontece, diz André Issa, porque “as pessoas se identificam com o nosso reportório”.


A estreia acolhedora
Tangos, ritmos modernos e clássicos são o reportório dos 4 Nylon   
Estrearam-se a 14 de Janeiro, um sábado, no Auditório Municipal de Pinhal Novo. E logo com casa cheia. A estreia foi “muito importante” porque revelou, desde logo, um grande interesse pelo trabalho da banda. E os quatro não desiludiram em nada. Concentrados e descontraídos, atentos e soltos, exigentes e em sintonia com o público, o espectáculo foi a rampa de lançamento para o primeiro capitulo do sucesso e para a tão desejada dose de confiança que um concerto assim transmite. 
“Grande parte do público já nos conhecia de outros trabalhos e tiveram curiosidade em saber como seria este novo projecto”, garante Miguel Madaleno.
O ambiente familiar ajudou em muito. “Foi muito importante ser assim em dia de estreia. O ambiente acolhedor deixou-nos à vontade o que tornou o momento ainda mais especial para nós”, recordou Miguel Madaleno ao ADN.
Está dado o primeiro pontapé de saída para outros voos e outras aventuras mais longe do “seu público”. Miguel Silva refere que a banda “prefere tocar em salas de espectáculos”. É aí que a banda ganha toda a força. A banda explica. “É sempre diferente. Até pelo instrumento que é, pela acústica, pela atenção do público a alguns pormenores que na rua seriam diferentes”.

Música na Rua, no Porto

Banda tem apostado no Música na Rua, no Porto 

Ainda assim, a rua, é também uma aposta dos 4 Nylon. Até porque a banda de Pinhal Novo anda a dar cartas na capital do Norte, no Porto, onde está a participar na "Música na Rua". Um concurso promovido pela Câmara do Porto, Metro do Porto, Casa da Música e a SPOT, que visa procurar novos talentos e promove animação cultural nas estações da rede do metro.
À semelhança do que sucede nos sistemas de metropolitano de cidades como Londres, Paris, Nova Iorque ou Barcelona, também no Metro do Porto a música passa a ter um lugar reservado e os novos talentos musicais encontram condições para actuar regularmente perante um público entusiasta e participativo. Na rede do Metro do Porto circulam diariamente cerca de 200 mil pessoas - 60 por cento das quais com idades compreendidas entre os 15 e os 35 anos. Os 4 Nylon aproveitaram a oportunidade e estão a conseguir resultados. Ultrapassaram os castings e já vão a caminho da final. “Está a ser uma experiência fantástica, uma oportunidade de nos mostrarmos para outro público e tem sido muito agradável” diz a banda. Os 4 de Nylon prometem “representar condignamente a Vila de Pinhal Novo e elevar o bom nome do concelho de Palmela”, nos concertos que estão a fazer no Porto.
E apesar da terna idade da banda, as aventuras já são algumas. Que o diga o Miguel Silva que a tocar na Ribeira do Porto teve, em espaço de minutos, “dois presentes” de gaivotas. Memórias para mais tarde recordar.

A história dos 4 Nylon
4 Nylon porquê? Miguel Madaleno explica. “Bem, tínhamos uma preocupação: não usar no nome quarteto pra não ser igual a tantos”. As voltas não foram muitas e depressa chegaram ao resultado final. Eram quatro e nylon é a principal característica das cordas da guitarra clássica, o seu instrumento de trabalho; onde tudo começa e acaba.
Os dados estão lançados, as guitarras já estão prontas, a imaginação dos 4 Nylon está no auge da criação. É um projecto inovador, diferente de outros projectos, envolvente, às vezes cúmplice, outra tranquilizante. E sempre bem tocado.
Sobem ao palco dos Bombeiros de Pinhal Novo, esta noite a partir das 21.30 horas e, no dia 26 de Maio, estarão em Montemor-o-Novo. A música não pára.

Vota nos 4 Nylon
Concurso de Bandas no Porto - Musica na Rua, no qual está a decorrer uma votação para eleger uma banda. Através deste link todos podem votar nos 4 de Nylon fazendo um "gosto" no vídeo.
http://www.youtube.com/4deNylonTV
Mais informação: ´
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Assalto a carinha dos CTT na Quinta do Anjo


Homens espancam motorista e deitam fogo à carrinha cheia de encomendas

Um grupo de três homens assaltou uma carrinha de transporte de correio dos CTT à entrada de Quinta do Anjo, no Concelho de Palmela, na quinta-feira ao início da noite. Os homens, segundo a GNR, não terão roubado qualquer valor da carrinha mas agrediram a soco e a pontapé o motorista e roubado o veículo que foi encontrado em chamas um quilómetro à frente e grande parte das encomendas que estavam no interior ficaram totalmente destruídas. Os Correios de Portugal remetem uma explicação para segunda-feira.

Motorista foi surpreendido à estrada de Quinta do Anjo por 3 homens 

O funcionário dos CTT tinha acabado de sair da Autoeuropa com a carrinha cheia de encomendas. Mas assim que entrou na estrada para a Quinta do Anjo, Palmela, pelas 20h15 de anteontem, foi interceptado por três homens armados que atravessaram um Honda Civic à sua frente.
A vítima foi obrigada a sair do veículo e espancada a murro e pontapé por dois dos elementos do grupo. Depois, foi deixado na berma da estrada. Estava quase inconsciente quando foi encontrado.
A carrinha dos CTT, uma Peugeot Partner, foi encontrada cerca de um quilómetro depois. No entanto, segundo fontes policiais, o grupo de ladrões não terá roubado nada do interior do veículo, que foi encontrado em chamas numa zona de mato. Apesar da rápida intervenção dos bombeiros de Palmela, a carrinha e grande parte das encomendas que estavam no interior ficaram totalmente destruídas.
A GNR tomou conta da ocorrência, mas a investigação do caso transitou para a Unidade Nacional Contra Terrorismo da Polícia Judiciária, que está a investigar os contornos do crime. Os CTT remeteram qualquer esclarecimento para a próxima segunda-feira.

Agência de Notícias 
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Os melhores do BMX estão hoje no Poceirão


Pista do Forninho recebe campeonato nacional pela primeira vez

Esta tarde, a pista de BMX do Forninho, freguesia do Poceirão, em Palmela, é palco do Campeonato Nacional de BMX Race 2012, numa organização da Federação Portuguesa de Ciclismo com a Associação de Ciclismo de Setúbal, o Forninho Futebol Clube e o Núcleo de Bicross de Setúbal, e o apoio da Câmara Municipal de Palmela.


Forninho recebe campeonato nacional de BMX Race 2012
Esta prova destina-se exclusivamente a atletas federados, de nacionalidade portuguesa. Os treinos oficiais decorrem entre as 14 e as 15 horas, com o início das corridas às 16 horas.
O Campeonato Nacional de BMX Race é considerado a prova mais importante da época, onde serão atribuídos cinco títulos de Campeão Nacional 2012 desta especialidade (entrega de camisola e medalha) nas categorias de Cadetes, Juniores, Elites, Masters e Cruisers. Além da competição pelos títulos de campeão nacional, irão desenrolar-se provas nos escalões de escolas de ciclismo.
A 3ª etapa da Taça de Portugal, realizada no mesmo local, no passado fim de semana, serviu de preparação aos atletas nacionais para este campeonato. 

Programa
Sábado | 28 de abril


14h00 - 15h00 Confirmação das inscrições e verificação das licenças
14h00 - 14h30 Treinos livres
14h30 - 14h45 Treinos com grelha de saída: BLOCO 4
14h45 Cruisers: 1ª manga de final
14h50 - 15h05 Treinos com grelha de saída: BLOCO 1
Cruisers: 2ª manga de final
15h10 - 15h25 Treinos com grelha de saída: BLOCO 2
Cruisers: 3ª manga de final
15h30 - 15h45 Treinos com grelha de saída: BLOCO 3
16h00 Início da competição
18h00 Cerimónia protocolar de entrega de prémios

Agência de Notícias 
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Vítima de sequestro acaba presa… quando tenta deter assaltantes


Sequestro de pai e filho [com menos de 1 ano de idade] para roubar 4 mil euros

Esta é mais uma história com contornos dignos de um filme americano. Ontem de madrugada, um homem foi sequestrado com um bebé com menos de um mês em Santa Iria da Azóia, concelho de Vila Franca de Xira e conduzido até à Cruz de Pau, no Seixal. Pai e filho, conseguiram escapar naquela localidade da Margem Sul e, de táxi, tiveram tempo de passar por Lisboa [pelo café onde é dono] pegar numa arma, voltar a sua casa, em Santa Iria da Azóia, onde os raptores já estavam para roubar a casa. O homem, de 32 anos, ainda surpreendeu os ladrões com um disparo mas… estes conseguiram fugir com quatro mil euros. O homem, sequestrado com o filho, deixado na Margem Sul, e assaltado foi preso pelo PSP… por disparo de arma ilegal.



Estacionou o carro à porta de sua casa, na Póvoa de Santa Iria, Vila Franca de Xira, já ao início da madrugada de ontem. E preparava-se para pegar no filho, bebé de colo, quando se viu atacado por três homens armados e encapuzados, que obrigaram pai e filho a entrar numa carrinha – sequestrados até à Cruz de Pau, Seixal – sem as chaves de casa. Objectivo: roubar dinheiro que ali estava guardado.
3 homens sequestraram pai e filho de meses para roubar 4mil euros 
Um homem de 32 anos, e o bebé com menos de um ano ao colo, voltaram de táxi para trás, até ao café de que é dono nos Olivais, Lisboa. Foi buscar um revólver – e seguiu para casa, que sabia estar a ser revirada pelo gang.
"Acordei às 4 horas com o som de dois tiros no interior do prédio. Fui à janela só vi o homem de pistola, a gritar: ‘Chamem a polícia. Eu e o meu filho fomos sequestrados", recordou uma testemunha, citada pelo Correio da Manhã, na Póvoa de Santa Iria.
Segundo contou à PSP, ‘o homem ainda surpreendeu dois assaltantes a sair da sua casa e disparou duas vezes, mas não acertou.
Os ladrões conseguiram fugir com quatro mil euros em dinheiro e o homem vítima do assalto, acabou detido pela PSP porque o seu revólver está ilegal. O bebé foi entregue à mãe. O caso está agora a ser investigado pela Judiciária.

Agência de Notícias 
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Obvibeja arranca hoje, em Beja


Certame sem medo da crise

Começa hoje a maior feira da agricultura do Alentejo. A 29ª edição da Ovibeja, Organizada pela ACOS – Agricultores do Sul, deve levar ao recinto do Parque de Feiras e Exposições de Beja, mais de 300 mil visitantes até ao primeiro dia de maio. Para ver "todo o Alentejo deste mundo", há quase mil expositores. As entradas custam 6 euros por dia e, de acordo com as contas da organização, podem ser arrecadados 1,8 milhões de receitas. Áurea, a cantora alentejana, abre esta noite os espectáculos musicais. Tony Carreira passa por lá amanhã à noite e, na segunda-feira, a cidade de Beja recebe Bob Sinclair. Passos Coelho e a ministra da Agricultura também estarão por lá na segunda-feira.

Certame arranca hoje e espera 300 mil visitantes 

A organização está confiante e não tem medo da crise. "A crise não tem afetado, nem vai afectar a Ovibeja. Achamos que a afluência de pessoas se irá manter e, chegando a hora, estamos convencidos que quem nos tem visitado continuará a vir ‘marcar o ponto’ à Ovibeja", diz o presidente da comissão organizadora, Manuel Castro e Brito, não escondendo que o tema deste ano visa servir de apelo para que os agricultores produzam mais.
Em simultâneo, para exigir "que o Estado cumpra o que prometeu" e "finalizar o regadio de Alqueva". Um "recado" que deve ser transmitido em discurso direto por Castro e Brito durante a visita que o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, e a ministra da Agricultura, Assunção Cristas, farão à feira na segunda-feira. Antes passarão pela Ovibeja o secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro, Carlos Moedas, e o secretário-geral do PS, José Seguro.

O centro da festa
Ovibeja inclui várias exposições temáticas que envolvem a participação dos visitantes e conta com animação diária, com concursos e campeonatos nacionais equestres, a tradicional Corrida de Touros e ainda uma mostra de aves, concursos com cães, entre muitas outras iniciativas que fazem da Ovibeja a mais participada feira agro-pecuária do País.
No Pavilhão “Vinhos e Azeites” podem ver-se exposições temáticas interactivas sobre estes dois produtos de excelência agro-alimentar e participar em workshops denominados “Ciência do Vinho e do Azeite”, promovidos pela Fábrica – Centro de Ciência Viva de Aveiro. A par destes workshops há mostra, degustação e provas comentadas de vinhos, azeites e azeitonas. Bom companheiro à mesa, o vinho conta – sempre pela tarde – com uma tertúlia diária, aberta aos visitantes, com a participação de enólogos, a Confraria dos Enófilos do Alentejo, Confraria Gastronómica do Alentejo e comunicação social.
O azeite conta ainda com uma cerimónia de entrega dos prémios do II Concurso Internacional de Azeite Virgem Extra podendo os visitantes fazer prova dos azeites submetidos ao concurso.
A Alameda Principal da Feira é este ano enriquecida com a exposição temática que assinala o tema principal desta edição da Feira: “+ PRODUÇÃO”.

Os burros…
Os espaços da Ovibeja vão ainda ser decorados com outra exposição, desta vez, sobre “Fé nos Burros”. A par da mostra que pretende dar a conhecer ao público a importância histórica e cultural dos burros na sua relação com o homem, vão estar disponíveis quatro burros para passeios e outras actividades dirigidas às crianças.
O tema de cada uma destas exposições vai ser discutido em colóquios a realizar no decorrer da Ovibeja.

Os cavalos…
Os cavalos vão brilhar na Ovibeja com um Concurso Nacional de Saltos, o Campeonato Nacional de Horseball e o Campeonato Nacional de Equitação do Trabalho. E todas as noites são realizadas garraiadas. Na Ovibeja vai ainda acontecer animação diária cultural e recreativa promovida pelos municípios do Baixo Alentejo e Alentejo Litoral e o encontro de grupos etnográficos da responsabilidade da Fundação Inatel. A Grande Feira do Sul conta ainda com a 17ª Mostra de Aves num pavilhão específico para o efeito. Das actividades culturais e desportivas são ainda de realçar uma demonstração de Body Combat, pelo Serpa Fighting Team, demonstrações com cães, um concurso regional de Rafeiros do Alentejo, um concurso nacional de reprodutores Limousine, uma gincana equestre para cavaleiros especiais, demonstrações de tosquia, entre outras acções.

Áurea a abrir. Bob Sinclair a fechar
A música é um dos maiores atractivos. Hoje, o grande destaque vai para a portuguesa Áurea. Amanhã à noite é esperada "casa cheia" para ouvir Tony Carreira. Domingo é noite de tunas académicas e segunda-feira é esperada nova enchente para a actuação do DJ francês Bob Sinclair.

Paulo Jorge Oliveira 
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Conselho de Ministros aprovou novo imposto


Fundo Sanitário e de Segurança Alimentar Mais terá “impacto reduzido”

O Governo aprovou, esta quinta-feira, um decreto-lei que cria uma taxa a aplicar aos estabelecimentos de comércio alimentar, por grosso e a retalho, de valor não estabelecido, destinada a financiar um fundo sanitário e de segurança alimentar. Confederação do Comércio e Serviços de Portugal, Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição e Jerónimo Martins já frisaram que a taxa é inoportuna e que os preços vão, inevitavelmente, subir.

Novo imposto pode fazer subir o preço da alimentação 

De acordo com o comunicado do Conselho de Ministros, "com a criação desta taxa é estendida a todos os operadores da cadeia alimentar - e não apenas a alguns, como acontecia - a responsabilidade do financiamento dos custos dos programas de controlo, na medida que todos são destes beneficiários".
Além desta nova taxa, o Fundo Sanitário e de Segurança Alimentar Mais que vai ser criado inclui as "diversas taxas já existentes" e destina-se "a apoiar a missão da Direção-Geral de Alimentação e Veterinária" e "é um fundo financeiro que assegurará a execução de todo o programa de saúde animal e a garantia da segurança dos produtos de origem animal e vegetal", refere o mesmo comunicado.
Segundo o Governo, "é assim assegurada a elevada qualidade e segurança alimentar ao consumidor, reforçando as boas práticas ao longo da cadeia alimentar".
Assunção Cristas, que falava após o Conselho de Ministros no qual foi aprovada a criação da nova taxa, afirmou que o valor será fixado por portaria anual mas não deverá ultrapassar os "cinco a oito euros por metro quadrado/ano".

Impacto reduzido diz ministra
A ministra considera que terá "um impacto diminuto" pois só será aplicada aos estabelecimentos com superfícies superiores a dois mil metros quadrados e fica, ainda assim, "bem abaixo de 0,1 por cento da faturação" das empresas da grande distribuição.
Assunção Cristas explicou que esta taxa "não é confundível com um imposto", tratando-se antes de uma "contribuição especial" destinada a proporcionar "estabilidade financeira" ao sistema de sanidade e segurança alimentar que beneficia essencialmente as grandes superfícies, pois "se não tiverem os bens em condições de serem vendidos" serão os primeiros a ser afetados pela desconfiança dos consumidores.
A governante sublinhou ainda que, "no passado recente", o Estado foi falhando nos pagamentos às entidades que promovem estas ações sanitárias, como as organizações de produtores, cujas dívidas rondavam os 4,5 milhões de euros.
"Há entidades que vão desenvolvendo ações mesmo que não lhes paguem", salientou, adiantando que se essa colaboração fosse interrompida poderia haver riscos de segurança alimentar ou de embargos às exportações, pois os planos são obrigatórios.
A responsável que tutela os setores da Agricultura e Veterinária observou, no entanto, que "nalguns casos se tem verificado que há análises e controlos excessivos", situação que está a ser revista.
"Temos de fazer tudo o que é necessário, mas só o que é necessário", declarou.
Sem querer detalhar quanto é que o Estado vai poupar com estas medidas e qual vai ser o montante do Fundo Sanitário e de Segurança Alimentar Mais, que incluirá diversas taxas, Assunção Cristas afirmou apenas que "terá poucas dezenas de milhões de euros" e que a nova taxa contribuirá para menos de 50 por cento do Fundo.
O objetivo da criação deste Fundo, esclareceu, foi "ter uma solução estável para o futuro", repartindo os custos com os planos de segurança alimentar obrigatórios por toda a cadeia alimentar: produção, indústria e distribuição.
O Fundo vai ser gerido pela Direção Geral de Alimentação e Veterinária.


Preços vão subir diz Confederação do Comércio e Serviços de Portugal
O presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), João Vieira Lopes, alertou, esta quinta-feira, para o facto de a nova taxa sobre a distribuição ir ter impacto junto dos preços no consumidor.
"Não vejo grande possibilidade de, em termos comerciais, se poder vir a absorver essa margem, por isso a tendência vai ser para se repercutir no consumidor", afirmou João Vieira Lopes à Lusa, depois do anúncio feito em Conselho de Ministros pela ministra da Agricultura, Assunção Cristas.
O valor da nova taxa de segurança alimentar vai situar-se entre os cinco e oito euros por metro quadrado, aplicando-se apenas às grandes superfícies, anunciou a ministra.
A ministra considera que terá "um impacto diminuto" pois só será aplicada aos estabelecimentos com superfícies superiores a 2.000 metros quadrados e fica, ainda assim, "bem abaixo de 0,1% da faturação" das empresas da grande distribuição.
"A questão fundamental e o que nos preocupa é que estando explícito no acordo de concertação social que o Governo iria tentar baixar os custos às empresas, os chamados custos de contexto, nas últimas semanas só temos tido más notícias", lamentou João Vieira Lopes, que acrescentou que a CCP está a olhar "com bastante apreensão" as posições do Executivo no contexto do acordo de concertação social.
Apesar de o limite ter sido estabelecido nos 2.000 metros quadrados pelo Governo, acima do inicialmente previsto e em linha com o traçado pela legislação europeia, o presidente da CCP afirmou que "tudo o que seja um custo" vai ter impacto.
João Vieira Lopes declarou, ainda, não acreditar que se trata de uma taxa, por não haver uma contrapartida, e corresponde a um imposto que teria de ser discutido na Assembleia da República.

Taxa inoportuna, diz dono do Pingo Doce

A nova taxa de segurança alimentar, aprovada em Conselho de Ministros, é "injustificada, inoportuna e socialmente injusta", disse à Lusa fonte oficial da Jerónimo Martins, dona da rede de supermercados Pingo Doce.
"Dado que ainda não conhecemos o texto final do diploma aprovado hoje em Conselho de Ministros não podemos saber com rigor qual a base de incidência da nova taxa nem o valor final que se aplicará. No entanto, em nosso entender, e do pouco que se conhece sobre esta nova taxa, parece-nos estarmos mais perante um novo imposto do que perante uma taxa, na medida em que não nos parece existir um serviço efetivamente prestado aos operadores sobre os quais a mesma incidirá", adiantou fonte do grupo.
Nesse sentido, "é uma medida que nos parece injustificada, inoportuna e socialmente injusta", acrescentou.
Isto porque "tememos estar perante o pior cenário, que é o de um novo imposto sobre o consumo de bens alimentares, num momento particularmente difícil para os consumidores portugueses, com especial gravidade para os mais carenciados, que são, por definição, quem tem a maior percentagem do rendimento disponível alocado à compra de alimentação".
Segundo a mesma fonte, "será sobre o consumidor final que esta taxa acabará por incidir também, por via indireta, na medida em que os preços não poderão deixar de refletir o impacto económico desta medida".

Prejudicial para os consumidores, diz a Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição
Também a Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) considerou que a nova taxa de saúde e segurança alimentar vai ter um impacto negativo no setor e prejudicar os consumidores.
"A medida aprovada recai não só sobre os associados da APED, mas também sobre todos os consumidores e no preço final dos alimentos, num contexto económico de já tão grandes dificuldades como o que vivemos, com fortes penalizações sobre o rendimento e restrição do consumo das famílias", escreveu a APED em comunicado.
A nova taxa, segundo a APED, vai acarretar efeitos negativos sobre "todos os operadores económicos desde o setor agrícola, ao agroalimentar até à distribuição, afetando toda a cadeia de abastecimento".
A associação alertou, também, para a possibilidade de, ao utilizar como critério o metro quadrado, o Governo ter que vir a garantir que a taxa "só se poderá aplicar às áreas de venda de produtos alimentares, excluindo toda a área afeta a outros produtos e mercadorias", ou seja, deixando de fora os produtos não-alimentares.

Paulo Jorge Oliveira 
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