Dá um Gosto ao ADN

Festas gratuitas de fim de ano em toda a região

Setúbal, Troia, Almada, Lisboa e Sesimbra recebem 2014 em grande

Uma coisa é certa: não há crise no número de propostas para festejar o adeus a 2013 e o olá a 2014. Setúbal une-se a Troia e o estuário do Sado enche-se de cores à meia-noite em ponto. Nas duas margens do Sado haverá muita música até... o sol raiar. Lisboa e Almada fazem o mesmo nas duas margens do Tejo. Em Sesimbra também há festa grande. Há quem diga que a passagem de ano é sobrevalorizada mas, na nossa opinião, vale a pena ter uma noite memorável. Afinal, é a transição para um novo ano. E para o ajudar a decidir onde passar essa noite deixamos-lhe uma selecção de cinco fantásticos destinos para passar o fim de ano na nossa região. E começar 2014 em grande.
Lisboa e Almada unem fogo de artificio no Tejo 


Com o Estuário do Sado como pano de fundo, as autarquias de Setúbal e Grândola, com o Troiaresort organizam a terceira edição do “Venha Passar um Fim de Ano Azul Numa das Mais Belas Baías do Mundo”. O programa já começou a 28 deste mês e tem o ponto alto na passagem de 2013 para 2014.
O programa, com um orçamento global de 60 mil euros, é “uma das maiores festas de fim de ano de toda a península de Setúbal”, destaca a presidente da câmara de Setúbal.
“É uma clara aposta no crescimento económico e turístico da região”, frisou Maria das Dores Meira, ao enaltecer a importância do Sado. “É um fator de riqueza e um elemento essencial na vida e no desenvolvimento do território”, que funciona como “uma porta aberta ao mundo”.
O êxito das edições transatas eleva as expectativas para a versão deste ano do réveillon setubalense. “Temos confirmado o envolvimento de seis hotéis, de 22 restaurantes e de 25 bares, que dão todas as garantias de que iremos ter uma grande festa, na qual estimamos que participem mais de vinte mil pessoas”, reforçou a presidente da câmara de Setúbal.
O vereador da Câmara de Grândola Fernando Sardinha, ao reforçar que o programa de fim de ano é “um bom exemplo da união de dois municípios em torno de um projeto comum que visa a valorização e promoção do território”, afirmou que a região tem potencial para ser “um destino turístico de excelência”.

De Setúbal a Troia
Setúbal espera 20 mil pessoas 
A noite mais longa do ano decorre, em Setúbal, na Doca dos Pescadores, a partir das 22h30, com um concerto por João da Ilha, que atua até à meia-noite, altura em que 2014 é recebido com um espetáculo pirotécnico sincronizado entre a cidade e Troia, com o Sado como cenário.
Meia hora depois das 12 badaladas, a animação continua na Doca dos Pescadores com um set musical proporcionado pelo DJ Monchike.
Em paralelo, os bares da Avenida Luísa Todi que aderiram ao evento apresentam programação própria de animação que se prolonga pela noite dentro.
Em Troia, o programa da noite de passagem de ano inclui, no espaço “Tenda Azul”, a partir das 21 horas, a atuação do DJ Tó Patronilho e, no Casino de Troia, das 21 horas às cinco da manhã, um set pelo DJ Nebur. A organização espera 20 mil pessoas...

Almada ao ritmo do Projecto Bug
Em Almada, a festa da passagem de ano traz-nos de volta às águas do Tejo. Junto à Fragata D. Fernando II e Glória, em Cacilhas, atua o Projecto Bug que, a partir das 22 horas, vai pessoalmente buscar espetadores à zona de restaurantes da Rua Cândido dos Reis. Os 14 elementos deste grupo sobem ao palco às 23 horas, prometendo um espetáculo de variedades, humor, alegria e outras surpresas.
Este ano o espetáculo de fogo de artifício volta a ser projetado em simultâneo a partir das duas margens, unindo Almada e Lisboa.

Lisboa recebe 2014 no Terreiro do Paço
No outro lado do Tejo, a câmara de Lisboa oferece um grande espetáculo de fogo-de-artifício – “Arco Iris sobre o Tejo”- acompanhado ao ritmo de uma banda sonora especialmente concebida para entrar em 2014. Prepare as passas e o champanhe porque vai haver fogo-de-artifício e muita música na maior praça de Lisboa.
Up Lisboa 2014 abre com a atuação de Herman José, encarregue de preparar o terreno para o espetáculo de pirotecnia que à meia-noite enche de luz e cor Lisboa e Almada, em perfeita sintonia.
Pedro Abrunhosa e o Comité Caviar sobem ao palco em 2014 para “atacar” os seus maiores sucessos e o mais recente “Contramão”. Dança e diversão serão palavras de ordem da noite mais longa do ano.
O convite é geral, a noite promete, Up Lisboa espera por si no Terreiro do Paço com muita música e animação.

Começar 2014 em “alegria” em Sesimbra
Baía de Sesimbra recebe 2014 com 12 minutos de fogo e música 


“A alegria evita mil males e prolonga a vida”. É esta frase de William Shakespeare que inspira o Réveillon de Sesimbra 2014. O triunfo da alegria vai estar presente no espetáculo piromusical, organizado pela autarquia local, em parceria com o Turifórum, que tem como ponto de partida as comemorações do duplo bicentenário do nascimento dos compositores Richard Wagner e Giusepe Verdi.
Ao longo de cerca de 12 minutos vai ouvir-se a força quase bélica da música de Wagner e a explosão de sentimentos das inconfundíveis sonoridades de Verdi.
O fogo de artifício é lançado, uma vez mais, da histórica Fortaleza de Santiago, bem no centro da Baía de Sesimbra.
A animação na Marginal de Sesimbra, que tem início às 22 e termina às 2 horas, é promovida pela câmara de Sesimbra, em parceria com o Contraste Bar e o Velvet Café. A festa prolonga-se nos bares e restaurantes, que vão estar abertos, como é habitual, até de madrugada.
O centro e Escola de Mergulho Haliotis junta-se ao Réveillon de Sesimbra com um conjunto de atividades nos dias 31 de Dezembro e 1 de Janeiro, que inclui uma passagem de ano subaquática.
O início da atividade está previsto para as 22.30 horas e o final para depois da meia noite. A festa dos mergulhadores prosseguirá pela noite dentro no Club Capítulo, no Porto de Abrigo de Sesimbra.A animação de rua, o espetáculo piromusical e as propostas dos hotéis, restaurantes, bares e empresas turísticas são os atrativos que fazem da vila de Sesimbra o lugar eleito por milhares de pessoas para entrar no novo ano.

Agência de Notícias
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Triumph está a recrutar costureiros para Lisboa

Oito costureiros para a Thiumph de Lisboa

A marca de lingerie Triumph está a recrutar oito operadores de máquina de costura para o seu departamento de produção na zona de Lisboa com início de funções em 2014.

Marca de lingerie precisa de oito costureiras para a região de Lisboa

De acordo com o anúncio da companhia, os interessados devem possuir, no mínimo, o 9º ano de escolaridade e uma experiência profissional de pelo menos dois anos em funções similares, preferencialmente na indústria de confecção de lingerie. 
Além destes requisitos, a empresa procura encontrar, nos candidatos, uma série de competências pessoais, entre as quais sentido de responsabilidade, bom relacionamento interpessoal e espírito de equipa e dinamismo.
Pretende-se ainda que os futuros trabalhadores da Triumph possuam disponibilidade para a inovação e para a aprendizagem ao longo da vida, capacidade de aprendizagem rápida e de manter organizado o posto de trabalho.
De acordo com a marca, os operadores recrutados terão como funções regular e alimentar um ou mais tipos de máquinas de costura para a confeção de artigos de lingerie, coser total ou parcialmente as peças componentes dos artigos de lingerie e executar outras tarefas similares.
Quem pretender preencher uma das vagas disponíveis deverá enviar o currículo e uma carta de motivação para o e-mail recruiting.pt@triumph.com com a referência "Costura".
A Triumph é uma das maiores fabricantes mundiais de roupa interior. Atualmente, a empresa desenvolve, produz e comercializa os seus produtos de lingerie, bem como roupa de dormir e fatos de banho, em mais de 100 países. 


Agência de Notícias
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Setúbal descobre cantores líricos

Cantores líricos mostram qualidade na cidade de Luísa Todi 

A qualidade marcou a audição final do projeto Luísa Todi – Jovens Clássicos, evento realizado na noite de dia 28, no Fórum Municipal Luísa Todi, em Setúbal, com a participação de seis cantores líricos de vários pontos do país. 

Novos talentos da canção lírica "brilham" em Setúbal 

No espetáculo, os finalistas da primeira edição deste projeto – André Henriques, Bárbara Barradas, Catarina Godinho, Cátia Moreso, Leonel Pinheiro e Sílvia Lobo –, acompanhados ao piano, interpretaram para o público, individualmente, duas obras, em lied e ópera/oratória.
Os seis cantores líricos participantes no concerto final do projeto Luísa Todi – Jovens Clássicos, com idades compreendidas entre os 22 e os 35 anos, foram apurados entre mais de uma dezena de candidatos, selecionados em audições públicas eliminatórias.
A difícil decisão para apurar os finalistas da primeira edição deste projeto, em face da qualidade dos candidatos de diversas proveniências que se apresentaram em Setúbal, coube ao coletivo de jurados composto por João Pereira Bastos, Nuno Lopes, Ana Paula Russo e Jorge Vaz de Carvalho.
A audição final do Luísa Todi – Jovens Clássicos, com mais de uma centena de pessoas a apreciar o talento dos seis cantores ao longo de uma hora de espetáculo, contou com a presença do vereador da Cultura da Câmara Municipal de Setúbal, Pedro Pina.
Na cerimónia de entrega de diplomas, no final do evento, o presidente do júri, João Pereira Bastos, ao sublinhar a importância cultural deste projeto, reforçou que Luísa Todi – Jovens Clássicos pode ser um valioso contributo para a criação de novas carreiras musicais.
O evento, organizado pela Câmara de Setúbal, pretende afirmar-se como uma rampa de lançamento de carreiras nacionais de cantores líricos, nomeadamente com a constituição de elencos para apresentações em salas portuguesas graças a uma articulação com o Prémio Jovens Músicos, da RTP, que seleciona instrumentistas.

Agência de Notícias
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Assalto destrói bomba de gasolina na Amora

Violenta explosão destrói caixa de multibanco e bomba de gasolina


Uma violenta explosão destruiu uma caixa Multibanco numa bomba de gasolina em Foros da Amora, no Seixal. O impacto do rebentamento danificou a estrutura do posto de combustível [que poderá ser demolido] e provocou danos em várias casas das imediações. O assalto aconteceu por volta das três horas e meia da manhã. Os assaltantes terão usado uma botija de gás para fazer explodir a área da caixa multibanco.

Bomba de gasolina de Foros de Amora ficou praticamente destruída 

“Durante a madrugada ocorreu um assalto a uma bomba de gasolina que tinha um multibanco. Terá sido usado gás para o efeito”, disse a mesma fonte à agência Lusa, acrescentando que “a explosão provocou muitos danos no edifício”, que pode mesmo ter de ser demolido, e danos em vivendas nas imediações, que ficaram com os vidros partidos.
A fonte da polícia disse que o assalto ocorreu durante a madrugada nos Foros da Amora, no concelho do Seixal, e existem testemunhas que referem terem visto quatro pessoas a fugir do local numa viatura.
A polícia adiantou que não existem ainda informações se os assaltantes levaram o dinheiro que estava na caixa multibanco ou não.
No local estiveram também elementos da Polícia Judiciária a recolher indícios do crime.
Fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Setúbal disse à Lusa que a ocorrência não causou qualquer ferido.

Edifício pode ter de ser demolido
Edifício poderá ter de ser demolido 
As autoridades estão, agora, a fazer o levantamento dos prejuízos e a avaliar a segurança do edifício, que pode ter de ser demolido, dada a violência do rebentamento. Já em Julho do ano passado, também no Seixal, uma caixa multibanco foi roubada com recurso a explosivos, em Fernão Ferro. Nesse assalto, foi utilizada a bateria de um automóvel que os assaltantes deixaram no local.
O assalto desta madrugada é o último de um tipo de crime que, ao longo do ano, originou dezenas de detenções, acusações e condenações em todo o país. Ainda não há números finais para este ano, mas só em 2012 ocorreram 222 assaltos a estas caixas, 65 dos quais realizados com sucesso e 157 sem êxito. Os números são da SIBS, a entidade que gere a rede Multibanco em Portugal.

Agência de Notícias
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Almada quer prolongar Polis da Costa de Caparica

Câmara quer prolongar o Polis até 2017 e deixar a obra concluída

O Município de Almada teme que o Estado dissolva a Costapolis sem concretizar todas as obras previstas e sem corrigir erros graves no que já estão feitos. Desta forma, o executivo presidido por Joaquim Judas quer quer prolongar o programa Polis da Costa de Caparica até 2017, rejeitando a intenção do Governo de dar início ao processo de liquidação já em 2014. O Polis da Costa de Caparica já teve fim previsto para 2006 e 2010. A oposição em Almada [PS e PSD] defende a mesma coisa.


Autarquia quer continuar o projecto de recuperação urbana até 2017

A assembleia geral da Costapolis, a sociedade gestora deste programa, detida pelo Estado em 60 por cento e pela autarquia de Almada em 40 por cento, reúne-se a 31 de Dezembro e o accionista maioritário pretende que ali sejam aprovadas várias decisões respeitantes à dissolução da sociedade.
A câmara de Almada reconhece que o Polis “está longe de estar terminado”, aponta a existência de “não conformidades com o projecto, algumas graves” nas obras executadas e refere a existência de diversos litígios pendentes nos tribunais. Joaquim Judas, presidente da câmara, eleito pela CDU em Setembro, considera 2017 como “um horizonte realista” e “favorável a acolher as alterações do novo quadro comunitário de apoio que permitam realizar, sem interrupções, um conjunto de obras que corrijam aquilo que está mal”.
Entre os erros detectados, o autarca destaca o pavimento do largo das “chulipas” – barrotes de madeiras semelhantes a travessas de caminho-de-ferro – que “empenaram, ficando o espaço praticamente intransitável”. “Ao lado, a zona das palmeiras também não resultou e há várias situações que têm de ser corrigidas nas praias urbanas como, por exemplo, os acessos junto aos apoios de praia na zona junto ao restaurante 'O Barbas'”, acrescenta.
O autarca admite que “nem todos os erros seriam inevitáveis”, mas mais do que apurar responsabilidades, considera urgente “a correcção das falhas”. No que toca aos atrasos na execução das obras previstas, Joaquim Judas afirma “o total empenhamento do município na concretização do projecto”, mas diz que que “o Estado não manteve a necessária continuidade nas diligências necessárias”.
O autarca vai mais longe na acusação: “Houve um largo período de tempo, durante 14 meses, em que só estava presente, no conselho de administração, o administrador indicado pela câmara – o que impedia o funcionamento do conselho – e estas descontinuidades afectaram o andamento do projecto”.

As prioridades para a Costa em 2014
Melhorar acesso às praias e combater avanço do mar são "prioridades"
Entre as prioridades para o futuro próximo, o executivo da câmara de Almada, destaca a concretização de “uma alternativa para maior fluidez do trânsito junto às praias, o combate ao avanço do mar e a melhoria da estrada florestal para combate aos fogos”. Fora das prioridades estão a construção do novo estádio e a transferência de três parques de campismo para um terreno no Pinhal do Inglês. “A sociedade Costapolis desistiu, com o voto contra da câmara, da expropriação do terreno no Pinhal do Inglês. O imbróglio existe por causa de uma providência cautelar do Clube de Campismo de Lisboa”, explica Judas. “A transferência dos parques não é prioritária”, sublinha.
Joaquim Judas teme que a dissolução da Costapolis aconteça “em troca de zero do Estado, que assim se desresponsabilizará do acordo e do desenvolvimento da região”.
O presidente confessa que “não há nada, neste momento, que substitua o Polis como elemento de concretização do Plano Estratégico da Costa da Caparica”. Para o autarca é “legal e materialmente possível” manter a sociedade Costapolis até à conclusão deste plano, ainda que o prazo da sua duração ultrapasse o inicialmente previsto.

PS e PSD ao lado do executivo
A autarquia tem dúvidas acerca da possibilidade de o Estado poder avançar sozinho para a dissolução da 
Costapolis, mas dá como certo o seu voto contra. Esta posição contou com o apoio de toda a oposição camarária, composta pelo PS e pelo PSD. Caso a dissolução vá por diante, a câmara diz que não deixará de "recorrer a todas as instâncias" nacionais e internacionais, incluindo os tribunais.
O Polis da Costa de Caparica já teve fim previsto para 2006 e 2010.

Agência de Notícias
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Barreiro assina acordos com sindicatos

“As 35 horas são um Direito que se defende!"

A Câmara do Barreiro assinou com o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local (STAL) e com o Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública e de Entidades com Fins Públicos (SINTAP), os Acordos Coletivos de Entidade Empregadora Pública. 

Câmara do Barreiro quer manter 35 horas de trabalho por semana 

Estes acordos, assinados dia 20, visam, diz a autarquia barreirense em comunicado, “a negociação de normas mais vantajosas em matéria de horários de trabalho”. No caso concreto, o objetivo é manter as 35 horas semanais para os trabalhadores do Município e dos serviços municipalizados.
“A luta e o combate por um direito civilizacional”, referiu o presidente, Carlos Humberto, lembrando que “demorou séculos a conquistar e que criou alguns mártires pelo caminho. É preciso respeitar esse passado, projetá-lo para o futuro e fazer um esforço para que os direitos alcançados não sejam agora postos em causa”.
Carlos Humberto disse que “como cidadão e como presidente da câmara sinto-me satisfeito por se alcançar este objetivo”. Ainda de acordo com o chefe do executivo, “a defesa das 35 horas é um combate que não está terminado. Mas o que aqui fizemos é um passo indispensável para continuarmos este processo. Desejo que se vença a batalha das 35 horas porque isso é bom para o povo português em geral e bom para os trabalhadores da Câmara e dos Transportes Colectivos em particular. É preciso continuarmos a cooperar para consolidarmos os passos que já demos”, conclui Carlos Humberto.

Moção contra as 35 horas
Estes Acordos Coletivos de Entidade Empregadora Pública, agora assinados, surgem na sequência da linha de trabalho desenvolvida quer pelo executivo municipal, quer pela Assembleia Municipal, local onde, refira-se, a 16 de Dezembro último, foi aprovada por maioria a Moção – Pela Manutenção das 35 horas e 7 horas diárias dos trabalhadores das Autarquias e da Administração Central.
No texto da Moção pode ler-se que “o Governo impôs aos trabalhadores da Administração Pública, e em particular aos da Administração Local, medidas que eliminam e reduzem direitos laborais e sociais inalienáveis, conquistados ao longo de décadas pela luta dos trabalhadores. Estas medidas resultam em desvalorizações nos salários dos trabalhadores, na medida em que existe um aumento de horário semanal sem o consequente aumento do vencimento”.

Governo tem palavra final
Relembre-se que os Acordos Coletivos de Entidade Empregadora Pública, são o instrumento legal que possibilita a negociação de normas mais vantajosas em matéria de horários. São celebrados entre as entidades empregadoras e os sindicatos e, para entrarem em vigor, têm de ser depositados na DGAEP (Direção Geral da Administração e Emprego Público), aceites e depositados por esta entidade (ou devolvidos para retificação de algum aspeto que não esteja correto) e, posteriormente, publicados em Diário da República.
Além do Barreiro, também os municípios de Alcácer do Sal, Palmela e Moita estão à espera da reposta final do Governo.

Agência de Notícias
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Exposições no concelho de Palmela até 2014

Fotografia, multimédia e outras artes para ver em Palmela, Pinhal Novo e Quinta do Anjo

A Galeria da Biblioteca Municipal de Palmela e o Foyer do Auditório Municipal de Pinhal Novo acolhem, até 3 de Janeiro, um conjunto de exposições, integradas na iniciativa Mês da Fotografia ImaginArte Almada. Há também exposições em Quinta do Anjo e no Cineteatro S. João, na vila de Palmela.

Templo dos Macacos, no Nepal. Uma das fotos em exposição 

A mostra “O Mundo é Pequeno”, de Carlos Marques da Silva – “registos de estados de espírito, de ambientes e de gentes” captados em viagens, do Vietname à Síria, da Rússia aos Estados unidos, passando pelo Nepal, índia e Egipto –  pode ser apreciada em Palmela, no horário habitual da biblioteca de Palmela.
Em Pinhal Novo, estão patentes ao público o vídeo de Carlos Ribeiro, “Cosmos” (“a história deste Universo”) e a exposição ”Interior/exterior, caminhos na aldeia”, de Luís Miranda, que evidencia “aspetos ou detalhes que caracterizam os espaços, surgidos pela ação do tempo e pelas utilizações humanas”.

4 artes e ofícios para ver na Quinta do Anjo
O Espaço Fortuna – Artes e Ofícios, em Quinta do Anjo, é palco, até 5 de Janeiro, de “4 Artes & Ofícios”exposição coletiva que conjuga quatro tipos de arte – a cerâmica, a escultura, a pintura e o restauro. Participam nesta coletiva Carlos Rocha, Francisco Sicho, Hélio Sacramento, Pedro Botelho, Pedro Marques e Teresa Machado.
Até 6 de Janeiro, está patente no Foyer do Cineteatro S. João, em Palmela, a exposição “Imagens Avulsas” de Francisco Colaço, organizada pelo município de Palmela. Professor de pintura na Universidade da Terceira Idade do Barreiro, desde 2011, Francisco Colaço nasceu em S. Miguel do Pinheiro, Mértola, em 1943. Licenciado em Engenharia Mecânica pelo Instituto Superior Técnico, foi responsável técnico em várias empresas de construção metalomecânica até se reformar. Na área artística, deu aulas de desenho e aprendeu pintura em tela, tendo produzido, até ao momento, cerca de meia centena de trabalhos, com predominância para os óleos.

Agência de Notícias
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Greve na Carris e TST com adesão elevada

Sindicato acusa administração da TST de  pressão

A Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans) fala de uma "grande adesão" na greve da Carris. A sul, o Sindicato Nacional dos Motoristas (SNM), que convocou a greve dos trabalhadores dos Transportes Sul do Tejo, estimou em cerca de 75 por cento a adesão dos motoristas à paralisação, na véspera e dia de Natal.

Motoristas da TST voltam a parar na véspera e dia de Ano Novo 

Em greve na terça-feira, após as 18 horas, e durante todo o dia de Natal, a TST (Transportes Sul do Tejo), dificultou a vida a quem quis se deslocar no Distrito de Setúbal. De acordo com o Sindicato Nacional dos Motoristas (SNM), houve cerca de 75 por cento a adesão dos motoristas à paralisação, "apesar das pressões" da empresa. "A percentagem [de adesão] é elevadíssima, apesar das pressões que têm existido por parte da empresa aos associados do SNM. A empresa está a obrigar os trabalhadores a ficarem em casa, a vedar-lhes o direito ao trabalho, alegadamente por estarem em descansos compensatórios", disse à Lusa Manuel Oliveira, do SNM"Isto é uma falácia, porque a empresa já deveria ter concedido estes créditos aos trabalhadores e não concedeu. A TST está a usar este tipo de artifício para tentar desmobilizar os trabalhadores da greve", disse.
O sindicalista explicou que, desde que o Código do Trabalho prevê a atribuição de um dia de descanso compensatório por cada 32 horas de trabalho extraordinário, essa norma nunca foi aplicada pela empresa aos trabalhadores, o que motivou um processo judicial do sindicato contra a TST.
Manuel Oliveira acrescentou que "esta imposição" de descanso compensatório na TST motivou um forte descontentamento entre os trabalhadores, que na terça-feira levou mesmo à concentração de cerca de 20 motoristas frente à sede da empresa, em Almada, em protesto. "Não estiveram mais por causa da intempérie", afirmou o sindicalista.
Os motoristas da TST voltam a parar a 31 de Dezembro e 1 de Janeiro. A greve nos TST foi justificada pelo sindicato dos motoristas como a forma que os trabalhadores encontraram para se "manifestarem pelo facto de serem ignorados pela empresa".
A Lusa contactou a TST, mas não foi possível obter qualquer reacção.

Carris em serviços mínimos 
Manuel Leal, da Fectrans, não quis avançar números concretos da greve na Carris porque “essa guerra com o conselho de administração da Carris não adianta”, e disse que vai ainda ser ponderado com os órgãos representativos dos trabalhadores a eventual divulgação de percentagens de adesão à paralisação no final da greve. As carreiras, “de forma geral”, funcionaram apenas em serviços mínimos, avançou à Lusa.
Segundo o sindicalista, as paralisações nos autocarros de Lisboa ocorrem como protesto contra o Orçamento do Estado para 2014 e os cortes nos salários aos trabalhadores. Estes estão em greve ao longo de todo o dia e voltam a parar a 31 de Dezembro e a 1 de Janeiro.
Apesar de ainda se aguardar a definição dos serviços mínimos para o primeiro dia do ano de 2014, a Carris já informou que vão ser assegurados metade das seguintes carreiras: 703, 708, 735, 736, 738 742, 751, 755, 758, 760, 767.
Apenas no dia 31 está ainda garantida metade do funcionamento das carreiras 781 e da rede da madrugada. A Lusa tentou contactar a Carris para saber quais os números da empresa relativos à adesão à greve, mas tal não foi possível.
Agência de Notícias
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Setúbal reforça prestígio internacional

IX Congresso das Mais Belas Baías do Mundo

Setúbal viu reforçado o prestígio internacional no IX Congresso das Mais Belas Baías do Mundo, encontro realizado no início de Dezembro no Cambodja. Para a cidade de Setúbal - e para o país - é mais um reconhecimento a nível mundial e uma promoção turística importante. 


Delegação de Setúbal foi ao Cambodja, na Ásia 

A presidente da Câmara de Setúbal, Maria das Dores Meira, que é, simultaneamente, vice-presidente do Clube das Mais Belas Baías do Mundo, levou até ao sudeste asiático as potencialidades e as linhas estratégicas de desenvolvimento do concelho, apresentadas na conferência “Cidade Verde, Mar Azul”.
No IX Congresso das Mais Belas Baías do Mundo, com representantes de mais de trinta delegações dos diversos países que integram este clube, marcou também presença o vereador André Martins, presidente da Associação Baía de Setúbal.
A baía de Setúbal encontra-se dentro do limite da REN – Reserva Ecológica Nacional, pertencendo ao estuário do Sado, local que é o habitat natural do roaz-corvineiro, uma das raras comunidades sedentárias de golfinhos na Europa.
A orla costeira da baía sadina, enriquecida pela imponência da serra, alberga tesouros da natureza como o Portinho da Arrábida, votado pelo País como uma das 7 Maravilhas Naturais de Portugal, e a Pedra da Anixa, considerada Reserva Zoológica.
Setúbal pertence desde 14 de Novembro de 2002 ao restrito Clube das Mais Belas Baías do Mundo, o qual é constituído por mais de três dezenas de enseadas distribuídas um pouco por todo o planeta.

Horta também entre as baías mais bonitas
Portugal é representado nesta organização apenas por dois locais. Além de Setúbal, está também, desde 2011, a baía da Horta, no Faial, Açores, aceite no clube após uma candidatura apadrinhada por Setúbal.
O clube procura promover a troca de experiências entre os membros ao nível de políticas de proteção, conservação e desenvolvimento sustentado das baías, bem como a partilha de intercâmbios culturais, sociais, desportivos, económicos e industriais entre os habitantes das regiões das baías.
O Clube das Mais Belas Baías do Mundo foi constituído a 10 de março de 1997, em Berlim, com a designação “Club des Plus Belles Baies du Monde”, sendo uma associação que se rege segundo a legislação francesa.

Agência de Notícias
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Câmara da Moita ouviu comissões de utentes

Acesso à saúde preocupa populações da Moita

Inserida no Roteiro da Saúde, realizou-se, no dia 17 de Dezembro, em Alhos Vedros, uma reunião entre o Presidente da Câmara da Moita, Rui Garcia, e as três comissões de utentes de saúde do concelho da Moita, na qual foi feito um ponto de situação sobre as condições de acesso à rede de serviços públicos.
 
Presidente da câmara da Moita ouviu comissões de utentes de saúde 

Pela voz das comissões de utentes, a autarquia da Moita, confirmou as preocupações com o elevado número de utentes que não têm médico de família e também com os problemas existentes há vários anos nas infraestruturas de saúde, mantendo-se atuais as reivindicações por novas instalações, na Baixa da Banheira, e por obras, em Alhos Vedros, entre outras melhorias.
Deste encontro, saiu ainda uma outra preocupação que se prende com o acesso à rede hospitalar, “nomeadamente sobre as consultas de especialidade e também sobre outras medidas entretanto impostas, no âmbito das urgências hospitalares em período noturno na Área Metropolitana de Lisboa que, mais uma vez, colocam em causa o direito de todos à Saúde”, diz fonte da câmara da Moita.
Rui Garcia informou sobre os passos seguintes do Roteiro da Saúde, assumindo o compromisso de pedir uma reunião com a Administração Regional de Saúde, com caráter de urgência, para exigir a resolução dos problemas que afetam os utentes e prejudicam os serviços públicos na área da saúde como, por exemplo, a retoma dos atendimentos complementares em todos os centros de saúde do concelho, além do aumento de médicos e enfermeiros.

16 mil sem médico de família
Lembre-se que no princípio do mês, autarquia reuniu com o director executivo do Agrupamento de Centros de Saúde do Arco Ribeirinho. Deste encontro, a autarquia avançou que há 16 mil pessoas sem médico de família no concelho da Moita. Além da falta de médicos, existem ainda carências nos cuidados primários de saúde e um número reduzido de enfermeiros em serviço no concelho. O presidente da câmara da Moita reclamou a necessidade da construção de um novo centro de saúde na Baixa da Banheira e requalificação na unidade de Alhos Vedros.
Com esta iniciativa, a câmara da Moita “reforça o seu compromisso de defesa e valorização do Serviço Nacional de Saúde, através de uma atitude conhecedora da situação vivida pelos utentes e de envolvimento das populações e agentes na defesa de direitos consagrados”, conclui a autarquia.

Artigo relacionado: 16 mil utentes sem médico de família na Moita

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Pai Natal Solidário ajuda crianças de instituições

Meninos pedem brinquedos e empregos para os pais  

O Pai Natal Solidário é uma iniciativa dos CTT. Até 6 de Janeiro qualquer pessoa pode fazer com que crianças apoiadas por 49 instituições tenham a prenda que pediram. Elas pedem a “Nancy” e a “Princesa Sofia”. Eles preferem carrinhos, tablets e smartphones. Mas há quem apenas peça ao Pai Natal “uma camisola quentinha” ou um simples “emprego para o pai”. Ainda há meninos à espera.

Pai Natal já está a caminho para oferecer milhares de presentes 
A Nancy está na moda. A Diana, de cinco anos, quer uma e muitas outras meninas também. Os Beyblades continuam a encher as medidas a muitas crianças – o Rafael, o Nuno e o Miguel são alguns dos meninos que os inscreveram na lista de desejos para este Natal. Até ao final da semana, estas e outras crianças continuavam à espera que um benfeitor anónimo clicasse em "Apadrinhar a Carta", colocada junto ao seu pedido, na página do Pai Natal Solidário na Internet, uma iniciativa dos CTT – Correios de Portugal que há cinco anos anda a concretizar os desejos natalícios de crianças institucionalizadas ou carenciadas.
 Não há mistério. "Os meninos pedem o que todas as outras crianças pedem", explica Miguel Salema Garção, director de comunicação dos CTT e gestor da iniciativa solidária, ao jornal Público. Por isso, as cartas de pedidos dos meninos das 49 instituições inscritas no Pai Natal Solidário pedem bonecos e jogos, carrinhos e helicópteros, PSP e Nintendos, tablets e smartphones, Nancys, Nenucos, Princesas Sofia, bolas e skates. Mas também há quem acrescente ao pedido "uma camisola quentinha", "um vestido de Inverno", "umas luvas" e "que o pai arranje emprego".
Este último será, provavelmente, dos poucos desejos que os CTT não conseguirão satisfazer. Os brinquedos, por outro lado, antes ou depois do dia de Natal, devem chegar às mãos das crianças. "Esta iniciativa tem uma coisa muito importante e inovadora – nem a criança sabe quem é o padrinho nem o padrinho sabe quem é a criança. As pessoas dão pelo simples gesto de dar e a experiência que temos é que o povo português é solidário", diz Miguel Salema Garção.
Até ao final da semana passada, mais de 50 por cento das 1832 cartas inscritas no Pai Natal Solidário já tinham sido apadrinhadas. Mas vários meninos ainda continuavam à espera de alguém que quisesse oferecer-lhe o presente mais desejado.
A noite e o dia de Natal podem passar sem que a prenda sonhada apareça, mas a iniciativa mantém-se activa até 6 de Janeiro, dia de Reis, e a experiência do gestor do projecto é que ninguém fica esquecido. Mesmo quando o que está em causa são presentes mais caros, como equipamentos electrónicos ou de telecomunicações. Há empresas que dão uma ajuda e os funcionários dos CTT também participam. "Os presentes mais caros também costumam ser apadrinhados e, normalmente, até é dentro dos CTT. Cada um dos funcionários das diferentes direcções da empresa contribui com o que quiser e consegue-se. A minha direcção apadrinhou quatro cartas e tentamos sempre ir aos presentes mais caros. Além disso, há algumas empresas que nos contactam, porque têm grupos de trabalhadores que querem apadrinha", o gestor dos Correios de Portugal.

Faça uma criança feliz...
Os pedidos que ainda não foram apadrinhados podem ser encontrados online (painatalsolidario.ctt.pt) ou em lojas seleccionadas dos CTT (também identificadas na página da Internet). Assim que seleccionar a carta ou cartas que lhe interessam, esta fica "reservada", durante três dias úteis, o tempo para que possa adquirir a prenda escolhida e entregá-la nos Correios.
Não vale a pena embrulhar o presente – os CTT oferecem o embrulho e o transporte até à instituição e, se chegar a uma estação de Correios com o presente embrulhado, este será desfeito, para verificar se o que está lá dentro corresponde, de facto, ao brinquedo solicitado.
Depois, é deixar tudo nas mãos dos CTT. Eles farão chegar o presente à criança que o pediu, através da instituição que a representa. E na noite de Natal ou noutro dia qualquer, o menino ou a menina que apadrinhou há-de arregalar os olhos de alegria, como qualquer outra criança, porque a Nancy saltou do embrulho. Ou o Beyblade. Ou o helicóptero telecomandado. Ou o carrinho. Ou até uma camisola quentinha.

185 mil cartas para o Pólo Norte...
Correios portugueses recebem milhares de cartas para o Pai Natal 
Aos CTT chegam, anualmente, milhares de outras cartas dirigidas ao Pai Natal. São escritas, sobretudo, pelas crianças das escolas e são "as únicas que circulam na rede dos Correios sem selo", explica Miguel Salema Garção. Basta que estejam dirigidas ao Pai Natal (seja no Pólo Norte, Atrás da Estrela Polar ou em qualquer outro lado em que ele se possa esconder), e vão parar direitinhas às mãos das 12 pessoas que, nesta época, se dedicam especificamente a estas cartas e às do Pai Natal Solidário.
As cartas ao Pai Natal, que partem das escolas ou de qualquer casa em que exista uma criança, chegaram às 185 mil, no ano passado. A expectativa dos CTT é que, este ano, o número seja o mesmo. "Estas cartas são também um incentivo à escrita, ao desenvolvimento da Língua Portuguesa e acaba por ser um contributo junto do target mais jovem para o que é a simbologia da escrita. Eu diria que 99 por cento delas são muito parecidas, com os pedidos habituais, mas também há as que pedem saúde para os avós ou para os pais", diz o responsável.
Ao contrário do Pai Natal Solidário, os pedidos destes meninos não serão satisfeitos pelos CTT, mas fica pelo menos uma garantia. "Todas as cartas recebem uma resposta do Pai Natal e um gift", diz Miguel Salema Garção. E o que é? "Isso não digo, senão os meninos ficavam a saber...” E a surpresa ainda é o melhor presente para as crianças!

Agência de Notícias
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Atlântico "ceifa" 12 vidas numa semana

12 mortes no mar do Meco e da Costa de Caparica em menos de uma semana 

O mar voltou a roubar vidas. No espaço de uma semana, 12 pessoas não resistiram à força mortífera das ondas cavaleiras no mar do distrito de Setúbal. Os avisos das autoridades continuam a ser desvalorizados e quem se arrisca não sabe ao que vai Uma embarcação de pesca desportiva naufragou no sábado, na Costa da Caparica, em Almada, e matou seis dos sete tripulantes que seguiam a bordo. Foi a segunda tragédia em sete dias depois de, mais a sul, numa praia do Meco, seis estudantes terem sido levados por uma onda - e onde as autoridades já conseguiram resgatar o corpo de quatro das vítimas. Falta apenas resgatar um corpo do mar. Em ambos os incidentes houve apenas um sobrevivente.

12 pessoas perderam a vida este mês no mar do Meco e da Costa 

Infeliz coincidência: em sete dias, 12 pessoas foram traídas pelas 'ondas cavaleiras' que atingem a costa portuguesa com mais incidência nesta altura do ano. No Meco - sete jovens universitários da Lusófona foram arrastados por aquele fenómeno marítimo e apenas um escapou com vida. E, sábado, à noite, outros números iguais - bem perto daquele local, na Costa de Caparica, sete pescadores lúdicos naufragaram quando se aproximaram da zona de rebentação deste tipo de ondas. Cinco morreram agarrados à embarcação e dois chegaram à margem - embora só um tenha sobrevivido -, aumentando-se, assim, a cifra negra para 12.
Nenhum corpo das seis vítimas do naufrágio ocorrido, este sábado, na Costa de Caparica, Almada, tinha colete, apesar de a embarcação ter coletes salva-vidas, segundo a Polícia Marítima.
O barco de recreio com sete pessoas a bordo afundou-se ao princípio da noite, junto à Praia do CDS, na Costa de Caparica. Seis pessoas morreram. O único sobrevivente do acidente, um homem de 37 anos, conseguiu nadar até à praia onde pediu auxílio. Passou a noite no Hospital Garcia da Orta e regressou a casa ontem à tarde.
“Ele não consegue falar, agarra-se às pessoas a chorar”, contou o amigo José Alberto Saraiva à TVI.
Seis dos sete tripulantes viviam no Barreiro. A embarcação Cochicho saiu de uma garagem no alto do Seixalinho onde Michel é mecânico na oficina do pai. Ali trabalhava também o amigo que ainda tentou salvar.
“Conseguiu arrastar um colega dele de trabalho até à areia mas faltaram-lhe as forças ou o outro desistiu de viver. Houve alguém que o ouviu pedir socorro e que o foi salvar dentro de água ainda”, disse o amigo do sobrevivente.
Aos dois mecânicos juntavam-se quase todos os fins de semana um antigo serralheiro, de 60 anos, o proprietário de um talho, além de outros três amantes da pesca, todos na casa dos 50.
O barco Cochicho tinha sido alugado em Peniche e vinha do Cabo Espichel, em Sesimbra, para o Barreiro, de onde eram todos os homens, passando pela Cova do Vapor. A tarde fora passada a pescar na Arrábida e nas geladeiras que mais tarde deram à costa, juntamente com canas de pesca partidas, havia robalos e douradas. Por razão que está por explicar, disse o chefe Pacheco Antunes, da Capitania de Lisboa, a embarcação aproximou-se demasiado da costa e das ondas altas, o que terá provocado o desgoverno e afundamento.

Autarcas lamentam perdas de vida
 Seis tripulantes do Cochicho perderam a vida na Costa de Caparica 
O presidente da Junta da Caparica, Ricardo Martins, admitiu também que o acidente ficou a dever-se à forte agitação marítima.
Apesar de a embarcação ter coletes salva-vidas nenhum dos corpos tinha colete, notou o chefe Pacheco Antunes, concluindo que a polícia marítima já comunicou o caso ao Ministério Público.
Foi cem metros a norte da praia do CDS que apareceu o primeiro corpo, cerca das 20 horas. Os outros cinco apareceriam mais tarde na areia da praia Nova, em frente ao bar Dragão Vermelho, o mesmo local onde os Bombeiros de Cacilhas depositaram o "Cochicho".
Um deles, há alguns anos, num acidente semelhante foi o único sobrevivente num grupo de três pessoas. Sobreviveu 12 horas no mar à espera de ajuda. Morreu no sábado agarrado ao barco com a praia à vista.
O presidente da Câmara do Barreiro, Carlos Humberto, lamentou hoje a morte de seis pescadores do concelho na sequência do naufrágio. "Mais um acidente no mar deixou o presidente da Câmara do Barreiro, consternado e lamentando profundamente o desfecho do naufrágio na Costa de Caparica", refere a autarquia, em comunicado.
"O autarca apresenta sentidas condolências aos familiares e amigos das pessoas que perderam a vida", conclui o comunicado.

Corpos aparecem no Meco
Às portas do Natal, o mar começa a devolver “os meninos do Meco” à família. As autoridades encontraram nesta segunda-feira mais três cadáveres do sexo feminino perto da praia do Meco. Segundo a Marinha, tudo indica que poderão ser elementos do grupo de jovens desaparecidos a 15 de Dezembro naquela praia do concelho de Sesimbra. Às 17h45, continuava por resgatar o corpo de um rapaz.
Segundo a informação disponibilizada pela Marinha na sua página de Internet, o primeiro dos três corpos foi recolhido às 10h30 pela corveta Jacinto Cândido, que está envolvida nas operações de busca no mar, retomadas ao início desta manhã depois de interrompidas devido a agitação marítima.
O corpo foi localizado pela lancha de fiscalização Águia, em coordenação com o Centro de Busca e Salvamento Marítimo de Lisboa e a Capitania do Porto de Setúbal, a cerca de 2300 metros em frente à praia do Meco. Os outros dois foram localizados durante a tarde pela Polícia Marítima, que continua a patrulhar a área, a 300 metros do local do acidente.

Corpos ainda por identificar 
Apenas falta encontrar um dos cinco corpos desaparecidos no Meco 

Já no domingo tinha sido recolhido em frente à praia da Pipa o corpo de outra mulher, que também deverá ser uma das jovens desaparecidas. No entanto, depois de oito dias no mar, o corpo está irreconhecível e nenhuma das famílias conseguiu identificá-lo. "Quando o corpo permanece tantos dias dentro de água, há o desluvamento da pele [que impossibilita, nomeadamente, a recolha das impressões digitais] ao qual se junta a acção da fauna marinha", explica o director da delegação do Sul do Instituto de Medicina Legal, Jorge Costa Santos.
Nestes casos, o reconhecimento visual não é possível. Em alternativa, foi pedido às famílias dos jovens que indicassem os sinais particulares das vítimas que possam continuar preservados. Está também a ser elaborado o registo das fichas dentárias. Mas a prova de "confirmação e identificação positiva" só será possível através da comparação de perfis de ADN, em laboratório.
"É um procedimento que só deverá estar concluído daqui por duas semanas", diz Jorge Costa Santos. Ou seja, só em Janeiro é que as famílias terão a confirmação acerca da identidade dos corpos.
O mar, apesar de bonito, é sempre “muito perigoso” nesta altura do ano na costa atlântica. E no Natal, as autoridades apelam, mais, uma vez para ventos fortes e agitação marítima violenta. Não arrisque.

Agência de Notícias
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Festa junta 1500 sem abrigo em Lisboa

Cada vez mais famílias carenciadas procuram apoio

Mais de 1500 pessoas juntaram-se neste domingo em Lisboa numa festa de Natal que serviu refeições, juntando à mesa homens e mulheres sem-abrigo, mas também famílias inteiras carenciadas que a crise "levou" à festa.

Número de sem abrigo não pará de aumentar nas cidades portuguesas

Esta foi a 25ª festa de Natal organizada pela Comunidade Vida e Paz, mas como reconhece o presidente da organização, Henrique Joaquim, a festa já não é o que era.
"Houve anos, se calhar nos anos 1990, com maior incidência de pessoas se calhar com problemas de toxicodependência, pessoas mesmo sem tecto", e hoje, numa festa que é aberta, há "muitas pessoas sem tecto, sem abrigo, mas também muitas famílias carenciadas". Para o responsável, esta diversidade é "reflexo da situação em que o país está a viver". "Famílias inteiras, mesmo com crianças, vêm aqui à procura de ajuda, mas também à procura de alimentação e de roupa", explica.
A Comunidade Vida e Paz, de cariz religioso, foi criada em 1998 para apoiar sem-abrigo ou outras pessoas em situação vulnerável. A festa de Natal dura três dias e terminou neste domingo com uma missa conduzida pelo patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente.
Só no sábado, mais de mil pessoas acorreram à cantina da Cidade Universitária de Lisboa, onde além de 826 refeições se distribuíram 4274 peças de roupa, se leram livros ou se fizeram consultas médicas. Dezenas de pessoas receberam apoio técnico.
Na sexta-feira, segundo Henrique Joaquim, houve um aumento de procura de cerca de 30 por centoem relação ao ano passado, e no sábado o aumento foi entre cinco a 10 por cento. Neste domingo, pelas contas do presidente, não estava menos gente do que no domingo antes do Natal do ano passado, quando foram servidos 1500 jantares.

O mesmo espírito de sempre
"A festa de domingo já não é o que era há 25 anos, porque infelizmente somos mais procurados, mas no espírito é cada vez mais uma festa de criar o afecto e o carinho que permita às pessoas sentirem e serem o que elas são, pessoas", diz Henrique Joaquim.
Depois de 25 anos de trabalho na rua, o serviço prestado pela Comunidade Vida e Paz "infelizmente continua a ser necessário". Por isso, a organização promete manter "o espírito de ir mais à procura e ao encontro das necessidades das pessoas", adequando as respostas e modernizando o serviço prestado.
D. Manuel Clemente agradeceu todo este trabalho, disse que todas as experiências comunitárias são "experiências de Deus" e que a Comunidade é "uma experiência religiosa de primeira".
No domingo, houve missa e cânticos. E muitos jovens vestidos com camisolas brancas e amarelas, voluntários da comunidade, mesas corridas e tabuleiros com água e sumos, iogurtes, frango, salgados e doces. Tudo por um Natal mais solidário.

Agência de Notícias
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