Dá um Gosto ao ADN

Comerciantes e moradores da Amora contra a festa

PCP vai divulgar plano de contingência do Avante mas comerciantes fecham estabelecimentos e moradores vão protestar

No Seixal, há mais uma providência cautelar em cima da mesa, uma carta aberta que ameaça com uma queixa-crime e vereadores furiosos. A isso juntam-se mais de 40 comerciantes da zona envolvente à Quinta da Atalaia, na freguesia de Amora, Seixal, que vão encerrar os seus estabelecimentos durante a Festa do Avante!, por “precaução” e para “mitigar o risco” de contágio pelo novo coronavírus. Maria Carvalho, responsável pela cozinha do Restaurante Rota dos Petiscos Terra e Mar, estabelecimento que deu início ao “movimento”, afirmou neste domingo ter apelado ao “bom senso dos comerciantes para que encerrassem portas”, entre 4 e 6 de Setembro, dias em que decorre a 44.ª edição da Festa do Avante!. Moradores do Seixal, vão ainda fazer manifestações de protesto contra o evento já esta quinta-feira. Após Marcelo Rebelo de Sousa criticar, este domingo, o atraso na divulgação das regras para a realização da festa comunista a Direção-Geral de Saúde garantiu ao início da noite de domingo que já entregou as suas recomendações ao PCP e ainda atira para os comunistas a responsabilidade de as divulgar. O PCP já disse que irá divulgar o plano de contingência “ainda hoje”. Em comunicado, o partido queixa-se da “gigantesca operação reacionária” contra a realização deste evento, criticando também a Direção-Geral de Saúde pelas exigências que fez no parecer. 
Comunistas pedem adesão total de militantes  

“Prefiro fechar três dias, ainda que com sacrifício, do que fechar três semanas”, sustentou Maria Carvalho, acrescentando que a “movimentação de pessoas durante “o Avante!” envolve toda a freguesia de Amora, e não apenas a Quinta da Atalaia”, onde decorre o evento anual organizado pelo PCP.
Por precaução e para “mitigar o risco” de contágio pelo novo coronavírus, Maria Carvalho avançou que são já mais de 40, os comerciantes que vão encerrar os seus estabelecimentos, entre os quais agências imobiliárias, oficinas de automóveis, cabeleireiros, ginásios, restaurantes e pastelarias.
“Esta decisão não tem nenhuma conotação político-partidária. Não tenho nada contra a Festa do Avante!”, assegurou a cozinheira, que, juntamente com os filhos, marido e noras, gere o Restaurante Rota dos Petiscos Terra e Mar, e que optou por “salvaguardar a família”.
À Lusa, Maria Carvalho afirmou ainda que são também “vários os moradores” de Amora, no concelho de Seixal,  que ponderam não sair de casa durante os dias da Festa do Avante! por não quererem “correr riscos de saúde pública”.
Um grupo de moradores da freguesia de Amora, concelho do Seixal, vai realizar pelas 18 horas de quinta-feira uma marcha lenta contra a realização da Festa do Avante, marcada para o próximo fim de semana.
Aos jornalistas, os promotores da iniciativa dizem que se trata-se de "um grupo de cidadãos que se afirma ‘supra-partidário’, e que se manifesta contra a realização da festa comunista por questões de saúde pública".
A marcha lenta tem início marcado junto ao quartel dos bombeiros de Amora, com as viaturas a seguirem depois em marcha lenta em direção à Quinta da Atalaia, onde se realiza a Festa do Avante. Recorde-se que este protesto irá acontecer quando já está prometido para sexta, sábado e domingo um outro evento de protesto contra a celebração organizada pelo PCP. 
A par disto há mais uma providência cautelar a ser ponderada, cartas abertas, discussões entre vereadores e acusações de “promiscuidade”, “abusos” e “perseguições”. 
Enquanto o país político (e não só) discute a realização da Festa do “Avante!” marcada para os dias 4, 5 e 6 de Setembro, o Seixal prepara-se para receber os milhares de pessoas - até 33 mil ao mesmo tempo em cada dia - que se prevê que visitem a festa. No município que alberga a Quinta da Atalaia, o clima vai ficando visivelmente mais tenso à medida que a festa se aproxima.
São várias as forças políticas que acusam a Câmara comunista, liderada pelo autarca Joaquim Santos, de prestar informações insuficientes sobre o megaevento ou de, por preferência partidária, favorecer a rentrée do PCP:
 “Há um grande secretismo à volta da festa, e como o município sempre foi governado pelo PCP não temos informação detalhada”, reclama um vereador da Câmara seixalense . Mas as queixas não ficam por aqui. Depois de esta semana um empresário com ligações antigas ao PSD, Carlos Valente, ter interposto uma providência cautelar para travar o evento, o antigo candidato autárquico e ex-vereador do PSD Paulo Edson confirmou ao Expresso estar a ponderar tomar a mesma medida caso esta providência seja indeferida: “É escandaloso fazerem a festa. Este ano, isto representa um perigo para qualquer cidadão do Seixal, com tanta gente a vir de fora”, aponta.
Da  parte da Câmara do Seixal, que anulou os principais eventos do concelho, não é conhecida ainda nenhuma posição oficial. 

Marcelo critica demora da DGS 
Após Marcelo Rebelo de Sousa criticar, este domingo, o atraso na divulgação das regras para a realização da Festa do Avante, a Direção-Geral de Saúde garantiu ao início da noite de domingo que já entregou as suas recomendações ao PCP e ainda atira para os comunistas a responsabilidade de as divulgar.
"A Organização da Festa do Avante solicitou à Direção-Geral da Saúde  um parecer técnico para a realização da habitual Festa do Avante, cuja versão final foi este domingo entregue à organização, tal como estava previamente previsto", escreveu a autoridade de saúde pública em comunicado, cerca de três horas após Marcelo Rebelo de Sousa pôr debaixo de fogo a autoridade de saúde.
A Direção-Geral de Saúde justifica o atraso no estabelecimento das regras sanitárias para o evento com a "multivariedade da componente social do evento, assim como a participação de cidadãos de várias gerações", segundo a Direção-Geral de Saúde, o que torna a análise mais "demorada" e "complexa".
A Direção-Geral de Saúde relembra que foram elaboradas várias reuniões com a organização do Avante para adequar as condições do evento às circunstâncias da pandemia de covid-19.
Em comunicado, a autoridade de saúde pública adianta que o recinto na Quinta da Atalaia, no Seixal, tem "múltiplos espaços" a que se aplicam regras de restauração, eventos culturais e de "circulação de pessoas". "É necessário que estejam assegurados todos os aspetos que permitam salvaguardar não só a saúde dos participantes, mas também da comunidade", lê-se no documento.
Os detalhes deste parecer técnico só poderão ser conhecidos caso o Avante queira divulgá-los, neste caso o Partido Comunista Português (PCP), já que a Direção-Geral de Saúde afirma que "não divulgará o conteúdo".

PCP diz que há uma “pulsão antidemocrática mal disfarçada”
O PCP vai divulgar o plano de contingência da Festa do Avante “ainda hoje”. Em comunicado, o partido queixa-se da “gigantesca operação reacionária” contra a realização deste evento, criticando também a Direção-Geral de Saúde pelas exigências que fez no parecer. Ainda assim, os comunistas consideram que o parecer reconhece a segurança da Festa.
“No seu conteúdo, o parecer traduz a tomada de conhecimento que na Festa do Avante! estão preenchidas condições de segurança iguais ou superiores àquelas que se dispõem na frequência das praias, nos numerosos espetáculos e festivais que se realizam pelo país ou simplesmente nas idas a centros comerciais”, lê-se no comunicado divulgado esta segunda-feira onde o PCP anuncia que vai divulgar o plano de contingência “ainda hoje”.
Apesar de garantir que vai aceitar as exigências da Direção-Geral de Saúde, o PCP queixa-se de que estas são mais duras para a Festa do Avante do que para outros eventos: “Não podemos deixar de assinalar que o Parecer da Direção-Geral de Saúde contém em vários domínios graus de exigência maiores relativamente à Festa do que tem estabelecido para outras iniciativas, particularmente na capacidade e lotação de recintos e espaços fixados, que contrastam seja com os espetáculos que se estão a realizar no país, seja com as feiras do livro atualmente a decorrer em Lisboa e no Porto, seja com outras iniciativas”.
“Tem-se assistido a uma ação orquestrada e articulada a vários níveis, e que envolve transformar as estruturas administrativas sanitárias, a quem cabe pronunciar-se sobre questões de saúde, em entidades que introduzam discriminações“, critica ainda o partido, assegurando que “na preparação da Festa do Avante!, na sua dimensão política e cultural, procurou respeitar-se na multiplicidade de procedimentos organizativos o conjunto de medidas no quadro das disposições legais em vigor”.
O PCP garante ainda que o Plano de Contingência que vai divulgar esta segunda-feira “preenche e respeita o conjunto de normas em vigor”, apesar de não excluir o cenário em que acolhe mais recomendações após ser feita uma avaliação do documento. No entanto, tal terá de ser feito “num quadro em que a garantia de proteção sanitária deve respeitar simultaneamente os direitos, liberdades e garantias constitucionalmente consagradas”.
Quanto à divulgação do parecer da Direção-Geral de Saúde, esta entidade rejeitou divulgá-lo, referindo que cabe à entidade organizador fazer a divulgação do mesmo, se pretender. “A Direção-Geral de Saúde não divulgará o conteúdo deste parecer, à semelhança de todos os pareceres técnicos entregues até ao momento, cabendo à entidade organizadora fazê-lo, se assim o entender", disse este domingo. Anteriormente, o PCP tinha dito que “cabe à Direção-Geral de Saúde dar a conhecer os relatórios, pareceres ou outras reflexões que tenha produzido, esteja a produzir ou venha a produzir”, sinalizando que não iria divulgar nenhum documento.
O comunicado do PCP sobre a Festa do Avante no próximo fim de semana começa por atacar todos os críticos a realização do evento, que poderá incluir até 33 mil pessoas por dia, durante a pandemia. “A realização da Festa do Avante! tem sido pretexto para uma gigantesca operação reacionária que mais que a Festa, visa atacar o PCP e sobretudo abrir caminho à limitação do exercício de direitos e liberdades dos trabalhadores e do povo, designadamente o direito de resistirem à liquidação dos seus direitos como se viu com a campanha contra o 1º de Maio”, afirma o partido.
“Esta pulsão antidemocrática mal disfarçada fica completamente à vista quando, ao mesmo tempo que tudo fazem para impedir a realização da Festa, mentem insistindo na ideia que os festivais estão proibidos e fingem não ver o que se passa, e bem, no país”, considera o PCP, dando o exemplo dos festivais que se estão a realizar, as praias, os centros comerciais e “a peregrinação de Agosto em Fátima com muitos milhares de participantes”.
Os comunistas consideram ainda que “esta operação não ilude que a Festa do Avante!, importante realização política e cultural, está a ser preparada com a garantia de medidas de prevenção e proteção sanitária que salvaguardam o usufruto em condições de segurança e tranquilidade que preenchem e ultrapassam as que existem em múltiplas atividades”. Perante aquilo que diz ser uma “ofensiva”, o PCP “exige resposta”, pedindo aos membros do partido para marcarem presença na Festa “e em particular no comício de domingo, fazendo dessa presença uma afirmação de liberdade e um ato de resistência e luta em defesa dos direitos dos trabalhadores e do povo”.

Agência de Notícias
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Vitória quer decisão do TAD no "prazo máximo de 15 dias"

"Querem livrar-se de nós, mas não conseguirão”

O presidente da Mesa da Assembleia-Geral do Vitória de Setúbal entende que o Tribunal Arbitral do Desporto pode decidir no “prazo máximo de 15 dias” sobre o recurso apresentado, evitando que este continue excluído das provas profissionais. Na comunicação publicada no sítio oficial do clube, Cândido Casimiro reitera que a razão está do lado do conjunto setubalense, que, depois de ver rejeitada a providência cautelar apresentada no Tribunal Arbitral do Desporto português, espera que a decisão da Liga Portuguesa de Futebol Profissional de relegar o clube ao Campeonato de Portugal seja avaliada e revertida em breve. Pedro Proença, dirigente máximo da Liga, posicionou-se, na sexta-feira, antes do sorteio dos campeonatos profissionais, sobre a descida ao Campeonato de Portugal do Vitória de Setúbal dizendo que "os pressupostos de natureza financeira são uma obrigatoriedade dos clubes. Atualmente existem dois tipos de campeonato: o campeonato desportivo e o campeonato das contas". E nesse campeonato - os das contas - o Vitória, de acordo com os dirigentes [e nunca desmentido por ninguém] foi impedido pela Direção-Geral da Saúde de realizar a Assembleia Geral para aceitação da doação e oneração de 65 lotes de terreno doados pela Câmara de Setúbal ao Vitória, destinados a serem hipotecados, como garantia de pagamento de dívidas fiscais da SAD. Uma das primeiras consequências foi o fim da equipa sub-23 da Liga Revelação. A formação jovem sadina vão agora competir na segunda divisão distrital. 
Vitória exige resposta em 15 dias 

“O senhor presidente do Tribunal Arbitral do Desporto, que tanta pressão fez para que a decisão fosse tomada no dia 27, para salvar a face da Liga, e diga-se em abono da verdade da Federação, pela não realização do sorteio das competições, tem agora uma possibilidade única de ‘pressionar’ o Colégio Arbitral para decidir, no prazo máximo de 15 dias, a parte principal deste processo, permitindo ao Vitória iniciar a competição, até porque tal é possível”, escreveu.
O advogado Cândido Casimiro considera que em nome da justiça a readmissão do clube tem de ser uma realidade.
“Se o Colégio Arbitral analisar, com o cuidado que se exige, toda a documentação e que foi alegada pelas partes, pode decidir já. É a própria imagem do Tribunal Arbitral do Desporto e dos seus árbitros que está em causa a partir deste momento. Ou fazem justiça e dignificam o Tribunal Arbitral do Desporto, ou fazem a justiça dos ‘donos do futebol’ e dão razão à grande e maioria dos adeptos, que não se revêm na dita justiça desportiva. Esperamos por justiça, com a certeza que a razão nos assiste. Querem livrar-se de nós, mas não conseguirão”, escreveu o líder da Assembleia-Geral dos sadinos.
O dirigente refere que foram tomadas decisões pelo “presidente da Liga [Pedro Proença] e duas das suas diretoras”, porque não tinham “legitimidade e competência para o fazer”.
“O processo contém toda a documentação necessária para que o Tribunal Arbitral do Desporto decida, sem ser necessário fazer a inquirição das testemunhas arroladas, mas, se o quer fazer, tem de trabalhar, pois o que está em causa é apreciar e decidir se as decisões tomadas pelo presidente da Liga e por duas das suas diretoras, são nulas ou anuláveis, porque quem as tomou não tinha legitimidade e competência para o fazer, o que a ser assim decidido prejudica a apreciação das demais questões”, considerou.
O presidente da Mesa da Assembleia-Geral do Vitória de Setúbal acusa o Tribunal Arbitral do Desporto de rejeitar a providência cautelar apresentada com o objetivo de não impedir o sorteio do calendário da I Liga de futebol.
“Pena foi que o tribunal, na ânsia de não decretar a providência cautelar, por forma a não impedir a realização do sorteio das competições, não tenha atentado cuidadosamente nos argumentos e parecer apresentados pelo clube”, disse.
Uma das primeiras consequências foi o fim da equipa sub-23 da Liga Revelação. O Vitória de Setúbal anunciou nesta segunda-feira que irá desistir da Liga Revelação, em função da descida da Liga ao Campeonato de Portugal por incumprimento financeiro.
Em comunicado, os sadinos informam que a medida imposta na secretaria obriga o clube a uma redefinição de estratégias. Nesse sentido, o Vitória informa na mesma nota que inscreveu uma equipa na II Divisão da AF Setúbal, "de forma a permitir uma continuidade e transição no projeto da formação dos jovens atletas formados no clube, em detrimento dos Sub23".

DGS impediu clube de realizar Assembleia Geral 
Voltando atrás no tempo e à origem principal do problema, o Vitória de Setúbal, relegado para o Campeonato de Portugal, desde o início acusa a Liga de clubes de ignorar "as necessidades decorrentes da covid-19" no processo de licenciamento e de "violar o princípio de igualdade entre clubes".
"A Liga não adequou os seus procedimentos às necessidades decorrentes da covid-19, designadamente, a falta de receitas dos clubes da primeira liga, decorrentes da suspensão da competição e do seu reatamento sem público", defende o emblema sadino, numa súmula da defesa a que a Lusa teve acesso, acrescentado que tal é "um exemplo crasso da violação das instruções para flexibilização impostas pela FIFA e pela UEFA".
O Vitória lembra que "A Mesa da Assembleia Geral recebeu, em 31 de Julho último, o pedido da Direção de convocação de uma Assembleia Geral, com caráter de urgência, com vista à ratificação dos atos de gestão do presidente da Direção, na aceitação da doação e oneração (hipoteca) de 65 lotes de terreno doados pela Câmara de Setúbal ao Vitória Futebol Clube, destinados a serem hipotecados, como garantia de pagamento de dívidas fiscais da SAD". 
No texto, assinado pelo presidente daquele órgão, Cândido Casimiro, refere-se que a cidade de Setúbal está integrada na área metropolitana de Lisboa e, por isso, sujeita ao estado de contingência no âmbito do combate à pandemia de covid-19, razão pela qual foi pedida à Direção-Geral da Saúde  autorização para a realização da assembleia e medidas a tomar na mesma.
No entanto, a resposta da Direção-Geral da Saúde foi negativa, decisão perante a qual a Mesa da Assembleia Geral diz conformar-se, mas alertou nesta altura para o facto de a Direção Distrital de Finanças de Setúbal ter exigido a apresentação do registo definitivo dessa hipoteca, apesar de esta já estar registada, ainda que provisoriamente, a seu favor, o que só é possível com a deliberação e ratificação da Assembleia Geral.
Um mês depois a Assembleia Geral para discutir e encontrar soluções que melhor sirvam os interesses do clube ainda não foi marcada. 

Proença diz que "não está quem quer mas quem pode"
Pedro Proença, dirigente máximo da Liga, posicionou-se, na sexta-feira, antes do sorteio dos campeonatos profissionais, sobre a descida ao Campeonato de Portugal do Vitória de Setúbal, por incumprimentos financeiros que acabaram por impossibilitar os sadinos de se inscreverem na Liga.
"Hoje, o futebol profissional tem um conjunto de exigências. Os pressupostos de natureza financeira são uma obrigatoriedade dos clubes. Atualmente existem dois tipos de campeonato: o campeonato desportivo e o campeonato das contas. Para estar nas competições profissionais é preciso estar preparado e apresentar um conjunto de pressupostos financeiros, o licenciamento é muito apertado", disse Pedro Proença, sem mostrar ou dizer, o que e porque falhou no licenciamento sadino.
Apenas disse que não está nas competições profissionais "quem quer, mas quem pode e quem tem um conjunto de responsabilidades a que tem de responder. Temos de evitar alguns cenários como aquilo que se passou no ano passado e temos de aprender com os erros. Não podemos ter equipas na iminência de não terminarem competições profissionais porque não pagam vencimentos", referiu Pedro Proença, reiterando a "credibilidade" como um dos valores que guiam a Liga que já perdeu, por "falta de credibilidade" do seu presidente, o seu patrocinador principal: a NOS.
A saída da operadora de telecomunicações significa um rombo de seis milhões de euros por ano (500 mil euros por mês) nas contas, segundo fonte do organismo que rege os campeonatos profissionais. Valor que terá de ser compensado com a entrada de um novo patrocinador e sponsor, que deverá ser conhecido em 2021.

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Surtos de covid-19 no distrito de Setúbal estão "controlados"

PSD questiona Governo sobre resposta à covid-19 em Setúbal

O PSD entregou na Assembleia da República uma pergunta ao Governo sobre a resposta à pandemia de covid-19 do Centro Hospitalar de Setúbal. O principal partido da oposição refere que naquele distrito, segundo relatos de profissionais de saúde, foram até agora detectados 76 infetados e registados dois óbitos no Centro Geriátrico. Recorde-se que, no distrito de Setúbal, Agosto tem sido o mês mais problemático em relação a casos de covid-19. Num lar do Barreiro, onde quatro utentes morreram continuam a registar-se 32, 27 dos quais residentes e cinco funcionários. Na última sexta-feira estavam três utentes internados. Na Costa de Caparica, em Almada, havia, no final da semana passada, 20 infetados: 13 utentes e sete funcionários, segundo informação da Junta de Freguesia. Toda a população do lar foi já testada. E apesar de estarmos em pleno verão, os surtos no distrito não param. Dois restaurantes na freguesia do Carvalhal, concelho de Grândola, foram encerrados, no espaço de uma semana, devido a um surto de covid-19, que infetou mais de 22 pessoas em Grândola e Alcácer do Sal.
PSD preocupado com meios humanos e técnicos e Setúbal 

Na pergunta dirigida à ministra da Saúde, Marta Temido, e assinada em primeiro lugar pelo deputado Nuno Carvalho, eleito por Setúbal, os social-democratas interrogam se o Centro Hospitalar de Setúbal tem os meios humanos e materiais necessários.
“Em particular o espaço físico das salas de espera que é necessariamente maior devido ao distanciamento social, o material de protecção para os profissionais de saúde são adequados para o actual contexto?”, questionam.
Do mesmo modo, é perguntado sobre se o número de profissionais, dado o período de férias até ao fim do próximo mês de Setembro e atendendo aos entretanto infectados, é o adequado. E, ainda, se está previsto o reforço de meios humanos para o Hospital de São Bernardo, além das equipas de urgência.
Os deputados do PSD interrogam, também, “que plano existe para evitar lacunas nos serviços de onde estão a sair profissionais de saúde para prestar apoio suplementar ao Hospital de São Bernardo”.
Por fim, questionam sobre o cumprimento das normas da Direcção-Geral de Saúde, se foram dadas indicações preventivas à população da comunidade e se existem solicitações para a abertura de novas vagas para profissionais de saúde e quantas estão por preencher.

Surto da Costa de Caparica controlado
Na Costa de Caparica, em Almada, havia, no final da semana passada, 20 infetados: 13 utentes e sete funcionários, segundo informação da Junta de Freguesia. Toda a população do lar foi já testada.  Trata-se de um lar privado e é a quarta instituição do género com casos de covid-19 no concelho de Almada.
Segundo o presidente da Junta, desde finais de Junho que uma equipa multidisciplinar tem visita periodicamente os lares enquanto uma outra acompanha as pessoas infetadas.
Neste último caso, isso acontece tanto para apoio psicológico, como para verificar se está a ser cumprido o isolamento determinado pelas autoridades de saúde.
No lar da Costa de Caparica, os utentes infetados encontram-se num único piso, separados dos restantes idosos.

Agência de Notícias
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Setúbal tem carapau na mesa e prepara a semana da ostra

Iniciativas pensadas pela autarquia para chamar o turismo à mesa da cidade 

Depois da sardinha, está a decorrer até domingo a semana do carapau e a ostra, um dos moluscos mais famosos da região sadina está a começar. O festival gastronómico acontece de 4 a 13 de Setembro, o que significa que tem dez dias para provar várias receitas em cerca de 30 restaurantes do concelho.O evento, organizado pela Câmara de Setúbal e pela Exporsado, com o apoio da Docapesca e da Makro, terá uma degustação comentada conduzida pelo produtor de ostras Exporsado no dia 13 de Setembro, um domingo. O objetivo da iniciativa é promover os produtos da região e a restauração local. Depois da ostra, seguem-se a semana do choco, em Outubro. Iniciativas pensadas pela autarquia para chamar o turismo à mesa. 
Semana da Ostra está a chegar 

A Semana do Carapau, promovida pela Câmara de Setúbal, está a decorrer até ao próximo domingo e envolve mais de quarenta restaurantes do concelho. Trata-se de uma iniciativa para promover a gastronomia local, assim como o turismo.
O evento, que conta com o apoio da Docapesca, tem agendado para o último dia 30 de Agosto, às 18 horas, na Casa da Baía, uma degustação comentada conduzida pela chef Patrícia Borges, especialista em pescado e docente na Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar.
A actividade é de participação gratuita, mediante inscrição prévia, até quinta-feira, a qual deve ser feita pelo endereço eletrónico gape@mun-setubal.pt.

Ostras chegam a 4 de Setembro 
Terminada a Semana do Carapau, são as ostras que vão estar nas ementas de cerca de 30 restaurantes do concelho de Setúbal, entre 4 e 13 de Setembro, sendo este mais um evento enquadrado na estratégia de promoção gastronómica e turística desenvolvida pela Câmara Municipal.
Assim, e durante dez dias, os restaurantes aderentes à iniciativa, vão apresentar várias receitas, umas tradicionais, outras inovadoras, todas elas produzidas com ostras do Sado.
Organizado pela autarquia e pela Exporsado, com o apoio da Docapesca e da Makro, a Semana da Ostra inclui no último dia, às seis da tarde, no Mercado do Livramento, uma degustação comentada conduzida pelo produtor de ostras Exporsado.
Mais uma vez a actividade é de participação gratuita, mediante inscrição prévia, até 10 de Setembro, a qual deve ser feita pelo endereço eletrónico gape@mun-setubal.pt.
A Semana da Ostra integra um calendário de eventos gastronómicos dinamizado pela autarquia no âmbito da marca Setúbal Terra de Peixe com “o objetivo de divulgar sabores e tradições da cozinha setubalense e, em simultâneo, estimular a restauração local e promover o concelho enquanto destino turístico de excelência”, sublinha a Câmara de Setúbal em comunicado.
A lista dos espaços de restauração aderentes inclui 490 Taberna STB, A Casa do Peixe, A Vela Branca, Adega dos Garrafões, Calha Bem, Copa d’Ouro, Ferribote, Flórida, Martroia, Novo Capote, O Batareo, O Tavira e Oficina do Peixe.
Ostradamus, Ostras sobre Rodas, Peixe no Largo, Pérola da Mourisca, Pestisqueira o Manuel, Sab’Amar, Sem Horas, Solar do Marquês, Taberna de Azeitão, Taberna do Largo, Tasca do Xico da Cana e Tasca Kefish completam a lista de restaurantes participantes.
Depois do carapau, da ostra em Setembro, ainda há a semana do choco, em Outubro. Tudo bons motivos para se "deliciar" nas mesas dos melhores restaurantes da cidade. 

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Tribunal condena Vitória de Setúbal ao Campeonato de Portugal

A queda de um clube histórico na secretaria. Câmara e clube lamentam decisão 

A presidente da Câmara de Setúbal, Maria das Dores Meira, lamentou a decisão do Tribunal Arbitral do Desporto, de rejeitar a providência cautelar do Vitória de Setúbal para evitar descida ao terceiro escalão decretada pela Liga Portugal, mas promete ajudar o clube na procura da "viabilidade" futura. O Tribunal Arbitral do Desporto considera que a rejeição da providência cautelar se deveu ao facto de não ter conseguido apresentar provas da ausência de dívidas e de regularidade da situação contributiva, ao contrário do que diz o clube e a autarquia. "O Vitória não vai acabar. Os sócios vão-se unir, talvez até duplicar o número de sócios, e mostrar a força deste clube e desta cidade", afirmou o presidente dos sadinos, Paulo Gomes, em conferência de imprensa esta quinta-feira, sublinhando que "o Vitória vai ter razão neste processo, pode é não ser em tempo útil". Já que o processo continua no Tribunal Arbitral do Desporto até decisão final. 
Descida ainda não é decisiva 


"Lamentamos profundamente a decisão do Tribunal Arbitral do Desporto (de rejeição da providência cautelar do Vitória para suspender a decisão de desclassificação) tomada a propósito de um clube com a importância do Vitória Futebol Clube, que nos representa em muitas ocasiões e é um verdadeiro símbolo da nossa cidade. Como sempre tem acontecido, e já o voltámos a demonstrar muito recentemente, continuaremos ao lado do clube para o apoiar na procura das melhores soluções que assegurem a sua viabilidade futura", escreveu a presidente do município no Facebook.
Ainda no mês passada, a Câmara de Setúbal auxiliou o principal clube da cidade e da região ao ceder 65 lotes de terrenos localizados na zona de Praias do Sado, de valor global superior a 800 mil euros. "A cooperação dá resposta a um pedido de apoio que foi endereçado para resolver dificuldades financeiras emergentes do clube. A autarquia entendeu ser fundamental dotar o Vitória FC de meios que lhe garantam maior capacidade para assegurar a continuidade das múltiplas atividades", explicou Maria das Dores Meira. No entanto, devido à pandemia da covid-19, a Assembleia Geral para os sócios aceitarem o negócio foi impedido de se realizar por imposição da Direção-Geral de Saúde.
Na altura, a presidente frisou que a "cooperação tem sido uma prática constante" ao longo dos anos entre a autarquia e o Vitória de Setúbal, e destaca a importância que o clube tem na comunidade: "As atividades relacionadas com a promoção da prática desportiva que desenvolve revestem-se de particular importância, uma vez que o Vitória é uma entidade de prestação de serviços de relevante interesse público à comunidade".

Vitória fala de "crime público e social" 
"É um crime público e social o que estão a fazer ao Vitória." Foi assim que o presidente do clube sadino, Paulo Gomes, reagiu à decisão do Tribunal Arbitral do Desporto, que rejeitou a providência cautelar que pretendia travar a descida ao Campeonato de Portugal, decretado pela Liga Portugal, por incumprimento no processo de licenciamento nas competições profissionais.
O Vitória de Setúbal tinha garantido a manutenção na última jornada do campeonato 2019-20, mas desceu depois dois degraus na secretaria. "É um dia muito triste para o Vitória e para a cidade [...] Este clube tem problemas graves, que estamos a tentar resolver, mas trabalhamos sempre com manta curta", desabafou o presidente do emblema do Bonfim.
Com 110 anos de história, três Taças de Portugal (1964-65, 1966-67, 2004-05), uma Taça da Liga (2007-08) e 77 presenças no escalão principal, o Vitória foi condenado ao terceiro escalão. Segundo o líder sadino, os prejuízos "rondarão sempre os dois milhões de euros por ano, porque são os compromissos que o Vitória tem com os credores". No total, a dívida da SAD vitoriana é de 24 milhões de euros.
"Apresentámos pressupostos à Liga e não podemos ser feridos numa decisão que ganhámos em campo. Não querem deixar o clube respirar", disse Paulo Gomes, olhando para o futuro: "O Vitória não vai acabar. Os sócios vão-se unir, talvez até duplicar o número de sócios, e mostrar a força deste clube e desta cidade. Nunca imaginei estar aqui, não estou agarrado a este lugar, mas vou estar na linha da frente para lutar".
Para já, é preciso "abrir o estado de emergência do clube" e "tomar decisões difíceis". Para já, o treino desta quinta-feira foi suspenso e os jogadores vão ser contactados um a um. Segundo a lei, os atletas podem rescindir livremente, mas neste caso também é interesse do clube libertar os atletas para diminuir encargos financeiros.
"Os jogadores serão tratados caso a caso, sempre defendendo os interesses do Vitória, que é maior do que o seu presidente ou um atleta. Queremos que a decisão final do tribunal seja antes de o campeonato iniciar. Mesmo com as dificuldades que teremos até lá chegar. Obviamente, a preparação alterou-se depois desta decisão. Também estamos inscritos nos sub-23 e temos de pensar o que fazer e qual a melhor forma de fazer", informou o líder sadino.

A (pouca) explicação do Tribunal
O Tribunal Arbitral do Desporto considera que a rejeição da providência cautelar se deveu ao facto de não ter conseguido apresentar provas da ausência de dívidas e de regularidade da situação contributiva
O Vitória de Setúbal, que terminou a edição de 2019/20 da I Liga no 16.º lugar, acima da zona de despromoção, foi impedido de se inscrever nas competições profissionais, depois de a Comissão de Auditoria da Liga Portuguesa de Futebol Profissional ter reprovado os processos de licenciamento, tendo recorrido da decisão para o Conselho de Justiça da Federação, que se declarou incompetente para apreciar o recurso e remeteu o processo para o Tribunal Arbitral do Desporto, que anunciou agora ter rejeitado esse recurso.
Numa decisão a que a Lusa teve acesso, o Tribunal Arbitral do Desporto deliberou "julgar o presente pedido cautelar improcedente por não provado".
Em causa estavam pressupostos financeiros incumpridos: o clube não conseguiu apresentar prova de "inexistência de dívidas a sociedades desportivas", a "inexistência de dívidas a jogadores, treinadores e funcionários", assim como "a regularidade da situação contributiva perante a Autoridade Tributária", segundo a Liga.
Em relação aos pontos oito e nove do Manual de Licenciamento para as Competições, inexistência de dívidas a sociedades desportivas e inexistência de dívidas a jogadores, treinadores e funcionários, respetivamente, os juízes referem que essa inexistência não está provada pelos sadinos.
"Não cremos, pois, que resulte indiciariamente provado o "fumus boni juris" (sinal de bom direito) relativamente a este segmento da análise dos pontos 8 a 9.8 do Manual de Licenciamento constantes da ata 74, a cujos fundamentos aderiu a decisão de exclusão aqui recorrida, cuja suspensão foi requerida", refere a deliberação.
Já em relação ao ponto 12, a regularidade da situação contributiva perante a Autoridade Tributária e a Segurança Social, o tribunal salienta que a declaração apresentada é "insuficiente" perante as normas.
"Sendo os requisitos do decretamento da providência cautelar cumulativos (...) entendemos que falece à presente providência cautelar a prova da probabilidade séria da existência do direito "fumus boni juris", colhida a partir de análise sumária "summaria cognitio" atento um juízo de verosimilhança, de o direito invocado e a acautelar já existir ou de vir a emergir de ação constitutiva, já proposta", refere.
Com esta decisão, o Portimonense, que tinha descido na temporada passada e que cumpria com os pressupostos financeiros exigidos, foi convidado a participar na próxima edição da I Liga, cujo sorteio está agendado para sexta-feira, enquanto o Vitória de Setúbal desce ao Campeonato de Portugal.

Agência de Notícias
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Sesimbra vigia rede solidária do concelho para evitar surtos

Equipa multidisciplinar visita regularmente residenciais da rede solidária e privada do concelho

Desde esta semana, e até final do ano, estão a ser realizadas visitas a todas as estruturas residenciais da rede solidária e privada do concelho de Sesimbra, com a "finalidade de verificar a implementação das medidas preventivas, identificar inconformidades ou situações criticas na prevenção da doença e prestar apoio técnico na implementação de medidas corretivas", disse a Câmara de Sesimbra em comunicado. A medida tem-se revelado eficaz porque Sesimbra não registou casos de covid-19 nas estruturas residênciais da rede solidária e privada.
Sesimbra na linha da frente para prevenir pandemia 

Estas visitas, calendarizadas desde início de Agosto, "surgem no âmbito do Plano de Acompanhamento a Estruturas Residenciais da Península de Setúbal, elaborado e aprovado pela Comissão Distrital de Proteção Civil, e vão ser realizadas por uma equipa multidisciplinar, constituída por profissionais da Autoridade de Saúde, Centro Distrital de Segurança Social e Gabinete Municipal de Proteção Civil da Câmara Municipal", diz a Câmara de Sesimbra.
As ações dão continuidade ao trabalho realizado desde o início da pandemia pela autarquia, que "disponibilizou equipamento de proteção individual a todas as estruturas, criou Centros de Acolhimento Temporário para serem usados no caso de necessidade de evacuação de uma destas unidades, e apoiou a testagem dos funcionários", sublinha a autarquia em comunicado.
"Até ao momento Sesimbra não registou casos de covid-19 nas estruturas residênciais da rede solidária e privada", realça a câmara Municipal.

Agência de Notícias com Câmara de Sesimbra 
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Surtos de covid-19 em quatro municípios do distrito de Setúbal

Lares em Setúbal e Barreiro e restaurantes em Grândola e Alcácer do Sal em vigilância  


Em Setúbal, um residente de um lar morreu nas últimas 24 horas devido à covid-19, existindo 76 casos ativos relacionados com o surto na instituição, indicou a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo. Na segunda-feira tinha morrido outro utente do Centro Geriátrico de Setúbal. Onde há ainda nove utentes no hospital. Noutro lar, no Barreiro, onde quatro utentes morreram nas duas últimas semanas, continuam a registar-se 32 casos ativos de covid-19, 27 dos quais residentes e cinco funcionários, estando três utentes internados. E apesar de estarmos em pleno verão, os surtos no distrito não param. Dois restaurantes na freguesia do Carvalhal, concelho de Grândola, foram encerrados, no espaço de uma semana, devido a um surto de covid-19, que já infetou 18 pessoas em Grândola e Alcácer do Sal, disse esta quarta-feira o delegado de saúde local. “O primeiro estabelecimento foi encerrado, no dia 20 deste mês, quando verificámos a existência de casos positivos. Depois, surgiu outro estabelecimento, na mesma zona, com casos positivos, que foi encerrado esta quarta-feira”, referiu Ismael Selemane, delegado de saúde de Grândola.

Surtos de covid-19 continuam ativos na região 

O surto “foi despoletado a partir de um caso positivo, diagnosticado na última quinta-feira (20 de agosto), entre os funcionários dos estabelecimentos, pertencentes ao mesmo proprietário”, adiantou o responsável. As 18 pessoas infetadas residem no concelho vizinho de Alcácer do Sal.
“Temos um total de 18 casos positivos, 12 funcionários no primeiro restaurante, dois no segundo restaurante e ainda quatro familiares relacionados com este foco, mas ainda não temos todos os resultados”, avançou à Lusa a delegada de saúde de Alcácer do Sal, Tamara Prokopenko.
O primeiro restaurante a ser encerrado “tem 20 funcionários” e o segundo “conta com um total de 15 funcionários”, acrescentou.
“Um funcionário do primeiro restaurante fechado coabita com outros funcionários do segundo restaurante, daí descobrimos esta ligação e decidimos testar todos os funcionários do segundo restaurante”, relatou.
Segundo a delegada de saúde de Alcácer do Sal, estão a ser feitos “testes a todos os funcionários e todos os casos positivos, assim como os familiares, foram colocados em quarentena e em vigilância ativa”. De acordo com Tamara Prokopenko, “estamos tentar conter o surto o máximo possível”. 
Na origem do surto “estão estabelecimentos localizados na freguesia do Carvalhal, concelho de Grândola, que envolvem pessoas que residem nas localidades de Possanco, Carrasqueira e Comporta, no concelho de Alcácer do Sal", esclareceu à Lusa o presidente da Câmara de Alcácer do Sal, Vítor Proença.
“De acordo com a autoridade de saúde, é uma situação preocupante e já alertámos a autoridade policial porque há muito poucos efetivos no posto da GNR da Comporta. As pessoas que estão identificadas e assintomáticas são obrigadas ao confinamento e não podem andar na rua, Por isso, compete às autoridades acompanhar o assunto”, alertou.
Para o autarca, “este surto tem origem num aumento exponencial de procura que as praias da Comporta, desde Tróia até à costa de Santo André [concelho de Santiago do Cacém], têm tido este verão e que teve reflexos nos estabelecimentos, nos restaurantes, na rua e tantas e tantas vezes as pessoas não respeitarem as regras básicas de disciplina”.

Lar do Barreiro ainda tem 32 casos ativos 
De acordo com a atualização da situação nos lares enviada à Lusa pela Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, no Lar de São José, no Barreiro, onde quatro utentes morreram nas duas últimas semanas, continuam a registar-se 32 casos ativos de covid-19, 27 dos quais residentes e cinco funcionários, estando três utentes internados (menos um do que na segunda-feira).
O surto no Lar de São José foi detetado no início do mês e contabilizou no total 52 casos positivos (38 em residentes e 14 em trabalhadores).
O  presidente do município, Frederico Rosa referiu que “os casos estão estabilizados” e que quando se verifica o “aumento de temperatura corporal as pessoas são de imediato levadas ao hospital para fazer a monitorização”.
“As coisas estão controladas, mas é preciso sempre alguma cautela porque o ‘controlado’ são situações momentâneas”, afirmou.
Apesar desta situação, Frederico Rosa disse que os casos ativos no concelho “estão a diminuir” em relação aos últimos meses, em que se registou entre 100 a 120 casos ativos de covid-19.
“Neste momento, das últimas informações que tenho da saúde pública, estamos com cerca de 80 casos ativos, sendo que metade se referem à situação da Misericórdia do Barreiro [Lar São José].

Agência de Notícias com Lusa 
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Obras condicionam trânsito junto à estação ferroviária de Setúbal

Construção do novo terminal rodoviário vai originar o encerramento de toda a frente da estação de comboios

As obras para a construção do novo terminal rodoviário de Setúbal vão condicionar, a partir desta quarta-feira, a circulação automóvel na Avenida dos Ciprestes, onde se localiza a estação ferroviária, informou a câmara municipal. Em comunicado, o município de Setúbal explicou que a intervenção, “necessária para o desenvolvimento do novo Terminal Interface”, vai originar “o encerramento de toda a zona defronte da estação de comboios, utilizada normalmente como praça de táxis e local de tomada e largada de passageiros” O objetivo da obra, conta a autarquia, "é congregar a intermodalidade na atual estação de comboios da Praça do Brasil, ao reunir, num único polo, opções de transporte coletivo rodoviário e ferroviário e que, atualmente, funcionam em locais distintos da cidade" 
Obra vai mudar transportes da cidade 


Neste sentido, indicou também que o condicionamento de trânsito vai decorrer “por tempo indeterminado, até à conclusão das obras de construção” da infraestrutura.
No entanto, para evitar constrangimentos à população, a autarquia informou que a tomada e largada de passageiros pode continuar a ser feita na Avenida dos Ciprestes, mas “especificamente imediatamente após a passadeira semaforizada situada a norte, no troço de saída da estação, em local devidamente sinalizado pelos serviços de trânsito”.
Já a praça de táxis, passa a acontecer “na paragem de autocarros situada entre a estação e a Praça do Brasil”.
Estas soluções, que tiveram parecer favorável das Infraestruturas de Portugal no que diz respeito à mitigação do desconforto para o utente da atual estação de comboios da Praça do Brasil, mantêm-se até ao final da obra”, mencionou.
Segundo a Câmara de Setúbal, a empreitada, que está a ser executada pela empresa Alexandre Barbosa Borges, consiste na construção do novo terminal rodoviário junto da estação ferroviária, um parque de estacionamento subterrâneo e outras infraestruturas de apoio.
“O objetivo é congregar a intermodalidade na atual estação de comboios da Praça do Brasil, ao reunir, num único polo, opções de transporte coletivo rodoviário e ferroviário e que, atualmente, funcionam em locais distintos da cidade”, explicou.
Além disso, revelou, o novo terminal terá uma área de quase 3.500 metros quadrados, uma capacidade para 14 autocarros e um parque de estacionamento com 117 lugares.
De acordo com o município, trata-se de um investimento de 4,4 milhões de euros, em que metade resulta da comparticipação de fundos comunitários, enquanto a outra parte provém de uma candidatura ao Portugal 2020, no âmbito dos Planos Estratégicos de Desenvolvimento Urbano.

Agência de Notícias 
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Empresário de Palmela tenta travar Avante no tribunal

Empresário entrega providência cautelar no Tribunal do Seixal

Deu entrada esta segunda-feira no Tribunal do Seixal uma providência cautelar contra a realização da Festa do Avante. O pedido foi interposto pelo empresário palmelense Carlos Valente, distribuidor de uma marca internacional de equipamentos de som para festivais. À SIC, Carlos Valente, que também é presidente do Palmelense há um ano diz que a providência cautelar nada tem de político. "Em nome pessoal, entendi como ato de cidadania travar a atividade económica, não a política, da festa do Avante".  Os comunistas defendem que a providência cautelar faz parte da “campanha reacionária” contra a festa comunista e apelam à participação de todos no evento para “dar resposta à operação antidemocrática contra a liberdade, a cultura e os direitos dos trabalhadores e do povo”.
Festa em tribunal... comunistas confiantes 

O empresário de 50 anos concorda com as medidas restritivas à realização de festivais e outras concentrações para impedir a propagação do covid-19 e mostra "indignação" por a festa do Avante se realizar.
"Se temos as discotecas fechadas, os festivais adiados, indigno-me perante a realização de um evento como o Avante que vai reunir mais de 33 mil pessoas que vão partilhar o mesmo espaço durante três dias, comer juntos e acampar durante a noite", disse.
Carlos Valente preconiza mesmo que se houver um surto grande na Área Metropolitana de Lisboa devido à Festa do Avante, regressa o estado de emergência e "todo o esforço que os empresários estão a fazer para que as atividades económicas regressem em segurança no próximo ano perde o efeito".
O empresário palmelense considera mesmo que "se os privados estão impedidos de realizar as atividades económicas, a organização do Avante também tem que o fazer, já que afinal, não há diferença entre o Meo Sudoeste e a Festa do Avante".
Carlos Valente foi até 2013 diretor geral de uma marca de equipamentos de som e desde então é o distribuidor em Portugal. O empresário [que já foi filiado no PSD mas deixou o partido em rota de colisão com a liderança de Pedro Passos Coelho]  salientou na providência cautelar que não está contra atividade política, mas sim a atividade económica na Festa do Avante e considera que a palavra chave é a "coerência".
O empresário adianta ainda que esta é uma ação urgente, devendo agora o juiz ouvir a organização da Festa para decidir se aceita ou não a providência. Caso seja aceite, o evento pode mesmo ser suspenso, ainda que partido tenha sempre a possibilidade de impugnar a decisão.

Providência contra a Festa do Avante! não tem “fundamento”
O Partido Comunista (PCP) considera que a providência cautelar para impedir a realização da Festa do Avante é “desprovida de qualquer fundamento”. Os comunistas defendem que a providência cautelar faz parte da “campanha reacionária” contra a festa comunista e apelam à participação de todos no evento para “dar resposta à operação antidemocrática contra a liberdade, a cultura e os direitos dos trabalhadores e do povo”.
“A providência cautelar agora divulgada é desprovida de qualquer fundamento só justificável pelo que visa de animação artificial da campanha reacionária contra a Festa do Avante”, indica o gabinete de imprensa do PCP, num comunicado enviado às redações, em reação à providência cautelar que foi entregue esta segunda-feira no tribunal do Seixal por Carlos Valente, empresário que fornece equipamento para festivais e discotecas.
Os comunistas reiteram que a argumentação de que os festivais estão proibidos “é absolutamente falsa” e que a demonstrar isso estão “os inúmeros eventos que se estão a realizar por todo o país”. Isto porque, a lei que proíbe a realização os festivais até ao final de Setembro, devido à pandemia da covid-19, abre uma exceção para festivais ou espetáculos de “iniciativa política, religiosa e social”.
“A operação para impedir a Festa do Avante foi derrotada. Impõe-se agora que cada um dos que não prescindem do exercício de direitos políticos e liberdades, faça da sua presença numa Festa onde estão garantidas condições de segurança e tranquilidade, a resposta a essa operação antidemocrática contra a liberdade, a cultura e os direitos dos trabalhadores e do povo”, sublinha o partido liderado por Jerónimo de Sousa.
A Festa do Avante tem data marcada para os dias 4, 5 e 6 de Setembro, na Quinta da Atalaia, no concelho do Seixal, e vai contar com medidas de segurança sanitárias apertadas. Este ano, a Festa do Avante, que marca anualmente a rentrée do PCP, terá uma área disponível de 30 mil metros quadrados (mais dez mil do que na edição anterior) e vai contar com uma lotação limitada a 33 mil pessoas por dia.
A Direção-Geral de Saúde  tem uma equipa própria que está a analisar o conjunto de medidas de prevenção e segurança propostas pela comissão organizadora da Festa do Avante espera ter “resultados em breve”.
Um dos maiores críticos da realização do evento tem sido o presidente do PSD. Rui Rio já disse que não faz sentido juntar 33 mil pessoas por dia na Quinta da Atalaia, na freguesia de Amora, numa altura em que o país enfrenta uma pandemia do novo coronavírus.

Agência de Notícias 
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Montijo e Alcochete autorizam comércio a alargar horário

Evolução favorável da pandemia do covid-19 permite alargamento de horário até às 22 horas 

A Câmara do Montijo autorizou os estabelecimentos comerciais do concelho, a alargar o horário de funcionamento até às 22 horas, foi esta semana anunciado. Numa nota publicada na sua página da internet, o município adiantou que o novo horário teve em conta “a evolução favorável da situação epidemiológica no concelho”, que mostrou que “uma medida tão lesiva em direitos fundamentais, como a restrição horária, não se justifica em termos de proporcionalidade”. Para a aprovação da medida, a Câmara do Montijo consultou a autoridade local de saúde e as forças de segurança, que deram um “parecer favorável”. No concelho vizinho, em Alcochete, as regras para serviços e comércio também já mudaram. Os estabelecimentos comerciais de Alcochete podem funcionar entre as 10 da manhã e as 10 da noite. 
Ordem para fechar até às 22 horas 


No entanto, a autarquia frisou que “a decisão em causa pode ser revertida se existir um agravamento da situação epidemiológica ou em caso de incumprimento dos procedimentos de segurança relativos à covid-19 por parte de todos ou alguns estabelecimentos comerciais”.
Por este motivo, indicou, as autoridades de segurança e proteção civil municipais vão continuar a “fiscalizar diariamente o cumprimento dos horários e das regras de funcionamento decretadas pela Direção-Geral da Saúde”.
 Para a aprovação da medida, a Câmara do Montijo consultou a autoridade local de saúde e as forças de segurança, que deram um “parecer favorável”.
O Conselho de Ministros decidiu atribuir aos presidentes de Câmara dos 18 municípios da Área Metropolitana de Lisboa, que se mantém em estado de contingência devido à pandemia de covid-19, a permissão de alteração dos horários de funcionamento dos estabelecimentos comerciais, competência que tinha sido retirada aos municípios no âmbito da pandemia. 
No concelho vizinho, em Alcochete, as regras para serviços e comércio também já mudaram. Os estabelecimentos comerciais de Alcochete podem funcionar entre as 10 da manhã e as 10 da noite, indicou uma nota publicada na página de internet da câmara municipal.
“Autorizo que os estabelecimentos de comércio a retalho e de prestação de serviços existentes no concelho possam funcionar no período compreendido entre as 10 e as 22 horas”, lê-se no documento que a Câmara de Alcochete publicou.
No entanto, advertiu, todos os proprietários e responsáveis pelos estabelecimentos devem “dar cumprimento às normas e recomendações emanadas quer pelo Governo, quer pela Direção-Geral da Saúde, quer por quaisquer outras autoridades competentes para o efeito”.
Segundo o documento, a medida obteve os “pareceres favoráveis” da autoridade local de saúde e das forças de segurança.

Governo deu luz verde aos municípios para mudar horário 
A decisão do Conselho de Ministros permite às autarquias fazer alterações de acordo com parecer das forças de segurança e da autoridade local de saúde, deixando de vigorar a obrigatoriedade de abrirem às 10 e encerrarem às 20 horas.
Até agora, apenas os supermercados podiam permanecer abertos até às 22 horas (mas sem vender bebidas alcoólicas depois das 20 horas), enquanto os restaurantes podiam admitir clientes até à meia-noite, tendo de encerrar à uma da manhã.
Os 18 municípios que integram a AML são Alcochete, Almada, Amadora, Barreiro, Cascais, Lisboa, Loures, Mafra, Moita, Montijo, Odivelas, Oeiras, Palmela, Seixal, Sesimbra, Setúbal, Sintra e Vila Franca de Xira.
No distrito de Setúbal já todos os municípios alteraram o horário do comércio. Todos encerram às 22 horas. Em Palmela e Sesimbra, a abertura passa a ser às nove da manhã. Nos restantes concelhos da península de Setúbal, a abertura é às 10 horas.
A pandemia de Covid-19 já provocou pelo menos 805 mil mortos e infetou mais de 23 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
Em Portugal, morreram 1.796 pessoas das 55.597 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.
A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de Dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Agência de Notícias 
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Novo horário abrange cafés, pastelarias em Setúbal

"Trabalhar até mais tarde é muito importante nesta fase"


A Câmara de Setúbal esclareceu que o novo horário dos estabelecimentos comerciais, prolongado até às 22 horas, também abrange os cafés, pastelarias e geladarias localizadas no concelho. O município decidiu alargar os horários de cafés, pastelarias e geladarias, incluindo os demais estabelecimentos cujo funcionamento está a ser transitoriamente regido pelos normativos aplicáveis a este setor de atividade, que ficam autorizados a funcionar das 10 da manhã às 22 horas", indicou a autarquia, em comunicado. No entanto, avisa a autarquia, os estabelecimentos "não podem funcionar mais de 12 horas em cada período, pelo que, caso pretendam iniciar o funcionamento antes das 10 horas devem proceder ao respetivo ajuste de horário de funcionamento". Os proprietários agradecem porque "trabalhar até mais tarde neste fase é vital para a nossa sobrevivência".
Cafés e esplanadas podem abrir 12 horas por dia 

Na mesma nota, o município explicou que a decisão "surge na sequência de um esclarecimento do Governo, a pedido da autarquia, para clarificação da competência conferida aos presidentes de câmara para proceder à adaptação dos horários de funcionamento dos diversos estabelecimentos".
No entanto, a autarquia também determinou que os estabelecimentos "não podem funcionar mais de 12 horas em cada período, pelo que, caso pretendam iniciar o funcionamento antes das 10 horas devem proceder ao respetivo ajuste de horário de funcionamento".
A 17 de Agosto, a Câmara de Setúbal já tinha autorizado os "estabelecimentos de comércio a retalho e de prestação de serviços instalados no concelho" a funcionar entre as 10 e as 22 horas, deixando de vigorar a obrigatoriedade de encerramento às oito da noite.
"Esta decisão traduz um prolongamento do horário para aqueles estabelecimentos específicos, enquanto os restantes continuam sob as regras especiais aplicáveis ao respetivo setor de atividade previstas anteriormente pelo Governo", informou, na ocasião.
Segundo a autarquia, esta medida foi tomada no âmbito da nova competência atribuída pelo Governo aos presidentes de câmara da Área Metropolitana de Lisboa (AML), mas reuniu "os necessários pareceres favoráveis da autoridade local de saúde e das forças de segurança".
A 13 de agosto, o Conselho de Ministros decidiu atribuir aos presidentes de câmara dos 18 municípios daAML, que se mantém em estado de contingência devido à pandemia de covid-19, a permissão de alteração dos horários de funcionamento dos estabelecimentos comerciais, competência que tinha sido retirada aos municípios no âmbito da pandemia de covid-19.
A decisão do Conselho de Ministros permitiu às autarquias fazer alterações nos horários de funcionamento dos estabelecimentos comerciais, de acordo com parecer das forças de segurança e da autoridade local de saúde, deixando de vigorar a obrigatoriedade de abrirem às 10 da manhã e encerrarem às 20 horas.
Até agora, apenas os supermercados podiam permanecer abertos até às 22 horas (mas sem vender bebidas alcoólicas depois das 20 horas), enquanto os restaurantes podiam admitir clientes até à meia-noite, tendo de encerrar à uma da manhã.
Os 18 municípios que integram a AML são Alcochete, Almada, Amadora, Barreiro, Cascais, Lisboa, Loures, Mafra, Moita, Montijo, Odivelas, Oeiras, Palmela, Seixal, Sesimbra, Setúbal, Sintra e Vila Franca de Xira.
No distrito de Setúbal já todos os municípios alteraram o horário do comércio. Todos encerram às 22 horas. Em Palmela e Sesimbra, a abertura passa a ser às nove da manhã. Nos restantes concelhos da península de Setúbal, a abertura é às 10 horas.

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VillaMix previsto para Outubro no Seixal foi adiado

Baía do Seixal recebe maior festival de música brasileira em Outubro de 2021

Prometia ser o grande festival do início de Outubro no distrito de Setúbal mas, devido à pandemia de covid-19 e ao risco "elevado de propagação do vírus", o Villamix, que acontecia pela primeira vez na baía do Seixal, a 2 e 3 de Outubro só volta ao concelho do Seixal em Outubro do próximo ano. O festival passará para 1 e 2 de Outubro de 2021, e os bilhetes deste ano poderão ser utilizados, sem necessidade de os trocar. O festival vai ter dois palcos de grande dimensão e uma tenda eletrónica. O evento deste ano incluía no cartaz Seu Jorge, Luan Santana, Gusttavo Lima e Pedro Sampaio. O VillaMix é um festival de divulgação música do Brasil com 22 edições em nove anos, e realiza-se em Portugal desde 2018 e já juntou 40 mil visitantes na Altice Arena, na capital portuguesa.
Seixal ia receber festival este ano mas foi adiado para 2021 


Depois de quase 10 anos no Brasil, com várias edições por ano, em várias cidades do país, o festival Villamix estreou-se na Europa em Outubro de 2018. Após duas edições de lotação esgotada na Altice Arena, em Lisboa, o Villamix anunciava no início deste ano que se ia mudar para o Seixal.
Agendado para 2 e 3 de Outubro, seria a primeira edição em Portugal ao ar livre, na Baía do Seixal. Porém, e como tem acontecido com tantos eventos e festivais, esta segunda-feira, 24 de Agosto, a organização anunciou a decisão de adiar o evento para o próximo ano.
“Já estamos a trabalhar para uma edição ainda mais grandiosa em 2021 no novo cenário da Baía do Seixal, com novidades que anunciaremos ao longo dos próximos meses”, refere o diretor do VillaMix Lisboa, Pedro Neto. O cartaz, que contava com Seu Jorge, Luan Santana, Gusttavo Lima e Pedro Sampaio, mantém-se inalterado.
O festival passará para 1 e 2 de Outubro de 2021, e os bilhetes deste ano poderão ser utilizados, sem necessidade de os trocar. O festival vai ter dois palcos de grande dimensão e uma tenda eletrónica.
O primeiro dia será uma noite mais pequena, com capacidade para cerca de 15 mil pessoas. Será uma festa da floresta - como acontece na maior edição mundial, em Goiânia - no parque em frente da antiga fábrica da Mundet. O segundo vai acontecer na zona ribeirinha em frente da Baía do Seixal, com vista para Lisboa.

Seixal quer manter festival por muitos anos 
Em Fevereiro deste ano, quando o festival anunciou a mudança para a Baía do Seixal, o presidente da Câmara do Seixal, Joaquim Santos, disse que o objetivo é reforçar a oferta cultural no Seixal, "continuar a contribuir para o desenvolvimento do concelho, mas, acima de tudo, olhar para a região de Lisboa como um todo, sem considerar o rio Tejo como uma barreira física, mas sim como um fator atrativo".
Joaquim Santos frisou ainda que o desejo da autarquia é que o Villamix "permaneça durante vários" anos naquele local. Falou-se ainda da possibilidade de existirem sinergias entre os vários concursos e iniciativas culturais que existem no Seixal e o festival brasileiro.
O plano de mobilidade pretendia incluir horários extra nos autocarros e barcos que habitualmente fazem a travessia entre Lisboa e o Seixal. 
Foi ainda referido que cerca de 35 por cento dos bilhetes vendidos nas últimas edições foram comprados no estrangeiro, seja por brasileiros que vivem noutros países europeus, ou por fãs de outras nacionalidades.
Pedro Neto, responsável pelo Villamix, contou como é que surgiu a oportunidade de se mudarem para o Seixal. “Nós já tínhamos nos nossos planos fazer um evento numa área exterior, e estávamos a pesquisar várias áreas, que fossem perto de Lisboa. E ao mesmo tempo a câmara do Seixal estava à procura de um grande evento que pudesse estar presente no município”.
E acrescenta: “Tivemos muita sorte: este é um local especial, com esta beleza natural, com esta vista para o rio Tejo e a própria cidade de Lisboa, que nos deixou com a certeza de que tínhamos escolhido o lugar correto. Vai ser algo bastante impactante”.
Planos que a pandemia "arruinou" para o outono deste ano. Mas um dos maiores festivais do mundo (e alguns recordes do Guiness), promete voltar em 2021 ainda com mais "animação". Por agora, diz a organização, "é tempo de cuidar uns dos outros e cuidar da saúde de todos, por todos nós". 
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Festa do teatro invade Setúbal até final do mês

Festival Internacional de Teatro já está nos palcos da cidade 

O Festival Internacional de Teatro de Setúbal – XXII Festa do Teatro começou no Jardim Multissensorial das Energias, numa cerimónia que contou com a atuação do projeto musical Fado Bicha. Até dia 29, domingo, a festa faz-se em vários equipamentos e espaços públicos da cidade, com perto de três dezenas de eventos que “abraçam as artes cénicas e outras atividades” e “constituirão um marco nestes tempos estranhos em que vivemos”, destacou a presidente da Câmara  de Setúbal, Maria das Dores Meira. Numa altura em que “o maior desafio é repensar a forma de criar e fazer cultura”, devido à pandemia covid-19, a autarca louvou o Teatro Estúdio Fontenova pela apresentação da 22.ª edição do Festival Internacional de Teatro de Setúbal, que se constitui como “prova de persistência na permanente construção de uma cidade com mais teatro, mais cultura”, sublinha a autarca. 
Teatro em festa até 29 de Agosto 

Para Maria das Dores Meira, o festival mostra que “é possível promover a readaptação a realidades adversas”, pois “reinventou-se” com um programa que comprova que “a cidade continua em movimento, mesmo com todas as medidas de saúde e de segurança necessárias ao cumprimento obrigatório das regras impostas pela prevenção da pandemia”.
A autarca destacou que a Câmara Municipal também teve de repensar vários eventos com a realização de “centenas de ações quer online, mas financiadas desde a primeira hora, porque mais do que promoção, é trabalho artístico, quer com a continuação do apoio às estruturas”.
Assim que as condições o permitiram, a programação regular dos equipamentos culturais municipais foi retomada, “sempre com a adoção de medidas rigorosas”, porque a saúde é primordial, mas também “o bem-estar e qualidade de vida são basilares para os munícipes e visitantes e estes são valores que só se tornam tangíveis se a cultura fizer parte das vidas de todos”, disse a autarca.
Ainda assim, desde Março foram suspensas ou adiadas mais de 250 iniciativas em Setúbal, de que são exemplos, recordou a autarca, a Feira de Sant’Iago, o EXIB Música, o Festival de Música de Setúbal, as Marchas Populares e todas as festas populares das freguesias do concelho.

Festival esteve na  iminência de não se realizar
A XXII Festa do Teatro “esteve na iminência de não se realizar”, recorda Graziela Dias, da direção do Teatro Estúdio Fontenova, mas, com algumas alterações, acabou por concretizar-se com um programa eclético que inclui perto de três dezenas de eventos num que inclui espetáculos cénicos, atuações musicais e de dança, exposições, conversas de teatro e sessões de curtas-metragens.
“Tivemos de reagendar alguns compromissos e reduzir o programa das secções Oficial e Mais Festa. Mas apesar de todas as restrições conseguirmos concretizar a festa e trazer duas companhias estrangeiras”, vincou.
Graziela Dias agradeceu o envolvimento de dezenas de voluntários na construção do festival e, sobretudo, o apoio da Escola Secundária Sebastião da Gama e da Câmara de Setúbal, o principal parceiro na organização do evento, com um apoio financeiro de 36 mil euros nesta edição.
Como referiu a presidente da Câmara Municipal, Maria das Dores Meira, “há que somar o envolvimento logístico da equipa municipal, que, não sendo só da Divisão da Cultura, acompanha e apoia, desde o primeiro momento, toda a montagem e desmontagem da festa, apoia na comunicação e faz o necessário acompanhamento técnico e de logística”.
A cerimónia de abertura da XXII Festa do Teatro, na sexta-feira ao fim da tarde, contou com a atuação da dupla Fado Bicha, com Tiago Lila, na voz, e João Caçador, na guitarra elétrica, marcada por uma nova abordagem ao fado. A subversão da tradição passa por incorporar o amor homossexual na temática das canções.
O primeiro fim de semana do festival registou “lotações quase sempre esgotadas”, o que acalmou as incertezas do Teatro Estúdio Fontenova sobre a reação do público neste momento de restrições face à pandemia de covid-19.
“Os espetáculos têm lotações reduzidas e mesmo assim achámos que poderiam não encher. Mas estiveram quase todos esgotados e as pessoas cumpriram as normas de distanciamento e de higiene e segurança. É muito gratificante ver o público reagir desta forma e a enviar-nos mensagens de apoio”, sublinha Graziela Dias.

Um programa para todos os públicos 
Os espetáculos do primeiro fim de semana da festa incluíram uma apresentação da ACTA – Companhia de Teatro do Algarve, no dia 21, que forneceu “Instruções para Abolir o Natal”, no Fórum Luísa Todi, e Et Toi Michel, projeto a solo de João Mota, compositor e músico setubalense das bandas Delamotta e Um Corpo Estranho, que atuou em frente da Casa da Cultura.
No dia 22, o Teatro Extremo levou a “Lenda das Amendoeiras em Flor” ao Bonfim, enquanto a 33 Ânimos apresentou “Fake News: Naked News” no ginásio na Secundária Sebastião da Gama. Houve ainda uma performance musical em frente da Casa da Cultura por Noitibó, projeto musical de Pedro Banza.
A 23, a companhia Partículas Elementares apresentou “O Ninho” num espetáculo com casa cheia no auditório da Escola Secundária Sebastião da Gama que surpreendeu a organização.
“É um evento para toda a família, com crianças, e achámos que seria complicado ter muito público. Mas o auditório esgotou e ficámos muito felizes. Tudo isto mostra que a cultura está viva na nossa cidade.”
O dia 23 foi, igualmente, marcado por uma apresentação dos Artistas Unidos, que levaram ao Fórum Municipal Luísa Todi “Uma Solidão Demasiado Ruidosa” e pela estreia de “Lugar-Abrigo”, por Ricardo Guerreiro Campos, em A Gráfica – Centro de Criação Artística.
A programação da XXII Festa do Teatro continou no dia 24 com o Monstro Colectivo a abordar “Liquefacção – Natureza Viva com Frutas” e a Companhia Mascarenhas-Martins e apresentar “Há Dois Anos que Eu Não Como Pargo”, respetivamente.
“Amores na Clandestinidade”, do grupo Hotel Europa, estreia-se a 26, às 22 horas, no ginásio da Escola Secundária Sebastião da Gama.
No mesmo dia, Carla Madeira interpreta “Maman”, em A Gráfica, às 19 horas, enquanto o Teatro do Noroeste mostra o seu “Rottweiler”, a 27, às 21h30, no Fórum Luísa Todi.
No dia 28, pelas 18 horas, Filipa Santana pinta o auditório da Sebastião da Gama de “Azul”, e Algures – Colectivo de Criação encena “No Fio do Azeite”, igualmente naquele equipamento escolar, a partir das 21 horas.
A 29, Loup Solitaire leva ao Fórum “Damas da Noite, Uma Farsa de Elmano Sancho”, às 21h30, e o Teatro Plage canta “lá lá lá lá lá” a bebés dos 6 aos 36 meses, no auditório da Sebastião da Gama, às 11 horas.
A Festa do Teatro conta com duas participações espanholas, concretamente a companhia Albadulake, que sobe ao palco do Fórum Luísa Todi com “Genoma B”, a 25, às 21h30, e Edu Manazas com o espetáculo de circo performativo “Out Of Stock”, no pátio da Sebastião da Gama, a 27.
O certame proporciona ainda a oportunidade de assistir a cinco curtas-metragens, nomeadamente “Flumen”, “O Tapete Mágico”, “Tivessem Ficado em Casa, Seus Anormais”, “Equinox” e “Time To Be a Boy”, no dia 25, a partir das 23h00, em A Gráfica, numa parceria com o Young South Film Festival.
Há ainda conversas sobre a arte do teatro a 26, às 16h30, na Casa da Baía, um apontamento musical do setubalense Renato Sousa, a 28, a partir das 23 horas, em frente da Casa da Cultura, e uma sessão de “Contos do Mediterrâneo” por Rita Sales, a 29, pelas 18 horas, no Bonfim.
Já as atividades paralelas incluem a instalação “Passo a Passo” e “Vozes que Pulsam”, de Paula Moita, ambas na Escola Secundária Sebastião da Gama.
O encerramento da Festa do Teatro 2020 – XXII Festival Internacional de Teatro de Setúbal é feito com o tango de Remexido, na Casa da Cultura, a partir das 23 horas.
Todos os espetáculos estão sujeitos a bilhete, incluindo os de entrada livre, como medida de proteção de saúde pública.
Os ingressos para atuações da Secção Oficial custam oito euros. Estudantes, menores de 25 anos, maiores de 65 e profissionais do setor das artes, pagam seis euros.
De forma a assegurar o cumprimento das medidas de salvaguarda da saúde e da segurança pública, o festival tem bilheteira aberta na Escola Secundária Sebastião da Gama, até 29 de Agosto, das 18 às 21 horas.
Para espetáculos no Fórum Municipal Luísa Todi, a compra dos bilhetes pode ser feita de terça-feira a domingo, das 13 às 20 horas, ou pelo endereço bilheteira.fmlt@mun-setubal.pt.
As reservas e compras antecipadas devem ser efetuadas, preferencialmente, até 24 horas antes do dia do espetáculo, na bilheteira e através do endereço bilheteirafits@gmail.com.
O programa completo da Festa do Teatro 2020 pode ser consultado aqui.

Agência de Notícias 
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Autarca aguarda projeto de hidrogénio verde em Sines

Investimento de milhão e meio que criará emprego no concelho 

O presidente da Câmara de Sines, aguarda com expectativa o desenvolvimento do projeto de hidrogénio verde considerando ser "fundamental" a criação de emprego na região do litoral alentejano. "Vejo com expectativa o desenvolvimento deste projeto, que será fundamental para o concelho e toda esta região, uma vez que estamos a falar de um investimento na ordem dos 1,5 mil milhões de euros que irá criar emprego", afirmou Nuno Mascarenhas, presidente da Câmara. O autarca considera que projeto "será fundamental para o concelho e toda a região" já que se trata de um investimento de "1,5 mil milhões de euros que irá criar emprego". 
Autarquia quer mais criação de emprego na região 

Para o autarca, o projeto industrial de produção de hidrogénio verde em Sines enquadrado na Estratégia Nacional para o Hidrogénio, publicada em Diário da República, na passada sexta-feira, "poderá absorver parte da mão de obra disponível" não só pelo anúncio do encerramento da central termoelétrica de Sines como pelo impacto causado pela covid-19.
"Poderá absorver parte da mão de obra disponível na região não só em virtude do encerramento da central termoelétrica, mas também devido aos impactos negativos que esta pandemia tem trazido para as empresas da região", frisou.
As metas definidas "são exigentes para um país como o nosso e impõem uma profunda alteração ao nosso paradigma energético. O hidrogénio verde assume um papel importante em toda esta estratégia nacional, visa a criação de uma verdadeira economia relacionada com o hidrogénio em Portugal, valorizando a produção e o consumo", adiantou.
De acordo com Nuno Mascarenhas, este projeto "integra, em simultâneo, várias dimensões", além da produção inclui "também processamento, armazenamento, transporte, consumo interno e externo".

Uma transição importante para o país e para a região
Considerando a estratégia do Governo, no que respeita a transição energética, "muito importante para a região de Sines", o autarca defende que "não se pode ambicionar ter uma menor dependência das energias fósseis e ao mesmo tempo ser contra o progresso e o desenvolvimento de novas soluções".
Novas soluções "podem ajudar-nos nesta transição que é tão importante não apenas para Sines como para Portugal e para o mundo. Vejo com bons olhos todo esse desenvolvimento e espero sinceramente que este projeto seja concretizado no mais curto espaço de tempo", apontou.
No entender de Nuno Mascarenhas, o impacto deste projeto a nível local "será tremendo" não só ao nível do emprego direto, como na componente da investigação e desenvolvimento "que vai atrair mão de obra qualificada e desenvolver novas áreas de negócio que não existem na região".
"Estamos a falar de uma fileira na área de investigação e desenvolvimento que irá ter um impacto em toda a região [do litoral alentejano], toda a parte relacionada com o transporte, embora seja uma tecnologia que vai evoluir nos próximos anos, além das empresas que estarão dependentes deste investimento", afirmou.
A opção de "produzir hidrogénio a partir da água, não tendo qualquer utilização de outro tipo de combustíveis, que não sejam as energias renováveis, é algo inovador para nós, até porque Sines e toda esta região tem pago um preço de certa forma elevado pelos impactos negativos da instalação de várias unidades industriais", reforçou.
"Temos de estar preparados não só ao nível da formação da mão de obra como de outras áreas que são desafiantes, uma vez que estamos a falar em investimentos avultados que irão trazer mais pessoas para a região. Para a autarquia é importante investir em áreas como a habitação e outras de interesse para as pessoas que possam, eventualmente, fixar-se na região", concluiu o autarca de Sines.

Agência de Notícias com Lusa 
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