Dá um Gosto ao ADN

Festival de Teatro de Almada com 17 espetáculos

Um festival com mais dias para compensar redução da lotação das salas

Está de volta o maior festival de Teatro do país. A 37.ª edição do Festival de Almada durará mais tempo que o previsto, para compensar a redução da lotação das salas para metade. O Festival Internacional de Almada, que decorre habitualmente de 4 a 18 de Julho, irá este ano realizar-se de 3 a 26 de Julho, com menos peças, mas mais sessões. No evento, que homenageia o actor e encenador Rui Mendes, estreiam-se também três espectáculos nacionais, a começar por Bruscamente no Verão passado, de Tennessee Williams, numa encenação de Carlos Avilez para o Teatro Experimental de Cascais. Rodrigo Francisco, acrescentou que o cartaz do certame deste ano apenas contará com três espetáculos estrangeiros, provenientes de Espanha e Itália, devido à pandemia de covid-19. "Este não é o festival que gostávamos, mas é aquele que é possível fazer em contexto de pandemia", acrescentou o diretor da Companhia de Teatro de Almada.
Teatro está de volta às salas de Almada 

“Numa altura em que vivemos tempos marcados por uma pandemia que nos assola em diferentes perspectivas e realidades, deixemos o teatro, com o seu papel transformador, ser o nosso escape, para ganharmos forças para uma batalha que se prevê longa”, afirma Inês de Medeiros, presidente da Câmara de Almada.
“Este Festival é de Almada, do país e do mundo. Nestes dias mais sombrios, será certamente uma luz regeneradora que nos devolverá a todos mais esperança no futuro”, refere a autarca.
A decisão foi tomada no início deste mês, após o anúncio das regras oficiais para a reabertura das salas de espetáculos, mas o diagnóstico estava feito desde meados de Abril. No pico da pandemia da covid-19 em Portugal, Rodrigo Francisco e a equipa da Companhia de Teatro de Almada contataram telefonicamente os fiéis espetadores do mais importante festival de teatro do país e a conclusão foi clara: se o Festival de Almada avançasse, a maioria do público não ficaria em casa. “Mais de metade dos nossos espetadores disse-nos que queria que houvesse festival e que, havendo, comprariam a assinatura e viriam”, conta o director artístico do evento.
Este ano, o certame reduz-se a seis espaços em Almada - salas principal e experimental do Teatro Municipal Joaquim Benite, Fórum Municipal Romeu Correia, Sociedade Incrível Almadense, Sociedade Academia Almadense, Teatro-Estúdio António Assunção, e, em Lisboa, o pequeno auditório do Centro Cultural de Belém.
Rodrigo Francisco sublinhou o facto de o Centro Cultural de Belém ser um dos parceiros mais antigos do festival e de "ter estado sempre com a organização do certame mesmo nos momentos de maior incerteza".
"O espetáculo que iremos apresentar no Centro Cultural de Belém não é o que estava previsto, mas mesmo assim o Centro Cultural de Belém não deixou de estar connosco", frisou o diretor da Companhia de Teatro de Almada.
Questionado sobre se a Companhia de Teatro de Almada irá estrear algum espetáculo durante o certame, o diretor da companhia disse que a companhia anfitriã não irá apresentar qualquer estreia.
O certame abre, todavia, com uma estreia portuguesa. "Muitas companhias estavam a ensaiar espetáculos para estrear quando fomos apanhados pela pandemia do covid-19, pelo que este ano vamos ter muitas estreias portuguesas", referiu.

Homossexualidade, sexualidade, populismo e intolerância
Para respeitar as normas impostas pela Direção-Geral de Saúde, as salas, que acolherão os espectáculos em Almada e Lisboa, vão estar com lotação reduzida e haverá lugares marcados, sendo o uso de máscaras obrigatório. A programação, adaptada às naturais limitações decorrentes da pandemia, como as dificuldades de circulação internacional, contempla apenas três peças internacionais, focando-se sobretudo em apoiar o precário tecido teatral português.
Ao todo, vão ser encenados 17 espectáculos, em 90 sessões. Entre os temas abordados, contam-se a juventude, a sexualidade, a herança colonial, a gentrificação, a violência de género, a intolerância religiosa, o crescimento do populismo e até a importância do mundo literário.
O arranque do festival está marcado para 3 de Julho, pelas 21 horas, com a primeira de três estreias nacionais: Bruscamente no Verão passado, de Tennessee Williams, que denuncia a intolerância relativa à homossexualidade na sociedade dos anos 1950.
Entre 16 e 19 de Julho, respectivamente no Fórum Municipal Romeu Correia e no Cine-Teatro da Academia Almadense, estão previstas as estreias dos espetáculos As Artimanhas de Sapin, uma das mais conhecidas comédias de Moliére; e Instruções para Abolir o Natal, de Michael Mackenzie, pela Companhia de Teatro do Algarve, que aborda os efeitos da crise financeira de 2008, mas não só.
Além dos espetáculos, haverá os habituais debates entre os criadores e o público, os chamados Colóquios da Esplanada, que em 2020 serão 14 conversas. Já a exposição “O actor que queria ser sinaleiro”, da autoria de José Manuel Castanheira, estará patente no Teatro Municipal Joaquim Benite, em Almada, durante todo o festival, para recordar o homenageado Rui Mendes, considerado pela organização “um dos mais destacados atores portugueses, com um percurso que abarca o teatro, a televisão e o cinema”, desde a estreia no Teatro do Gerifalto, em 1956, aos 19 anos.
A programação completa está disponível para consulta no site do festival. Para ter acesso a todos os espectáculos, poderá optar pela já conhecida assinatura do Festival de Almada (50 euros), que deverá ser trocada pelos respectivos bilhetes para cada peça na bilheteira do Teatro Municipal Joaquim Benite. Se preferir bilhetes avulso, os preços variam entre os 10 e os 15 euros consoante a sala.

Agência de Notícias 
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Setúbal assegura terreno do Estádio do Bonfim

Operação permite ao Vitória de Setúbal manter a plena utilização do recinto

A Câmara de Setúbal deliberou no dia 1, por unanimidade, em reunião pública, aceitar créditos hipotecários de uma entidade bancária sobre o direito de superfície dos terrenos do Estádio do Bonfim, operação que permite ao Vitória Futebol Clube manter a plena utilização do recinto. Com esta decisão “garante-se que a autarquia assume a posse do direito de superfície dos terrenos onde está edificado o Estádio, permitindo que o clube mantenha a sua plena utilização”, de acordo com a deliberação. O direito de superfície sobre os terrenos do Bonfim é entregue à Câmara Municipal por cedência de um crédito hipotecário detido pelo Banco Comercial Português sobre aqueles bens.
Autarquia adquire terrenos do Bonfim 

O crédito é cedido pelo valor de 300 mil euros, “com pagamento a realizar, em primeira instância, mediante compensação de uma dívida tributária, em concreto, por dedução no valor de Taxa pela Realização, Manutenção e Reforço de Infraestruturas Urbanísticas”, diz a autarquia.
A cedência deste crédito é “condição primeira para garantir que o Estádio do Bonfim continua a ser usufruído pela população e pelo Vitória de Setúbal, assim se impedindo que a aquisição por terceiros viesse a privar os sadinos de tão importante espaço”.
O Estádio do Bonfim encontra-se, desde 2004, “onerado por um direito de superfície, constituído pelo Vitória Futebol Clube a favor de uma sociedade comercial” e, ainda de acordo com o texto deliberativo, sobre este direito de superfície incidem “várias hipotecas e várias penhoras, quer a favor de entidades públicas, quer a favor de entidades privadas”, num valor global superior a 10 milhões de euros.
A Câmara de Setúbal salienta nesta deliberação que é, “desde sempre, parceira leal e permanente do Vitória Futebol Clube”.

Parceria ente autarquia e Vitória desde Fevereiro de 1956 
As evidências desta parceria podem ser encontradas “ao longo dos muitos anos de vida do Vitória; podem, por exemplo, ser encontradas em 19 de Fevereiro de 1956, data em que a Câmara Municipal celebrou com o Vitória a escritura de doação, sob condições, dos terrenos em que se encontra hoje o estádio do Bonfim”.
Nos 64 anos que se seguiram a essa iniciativa, “muitas foram as ocasiões em que o município esteve ao lado Vitória para lhe dar o apoio que estava ao seu alcance”.
Ao longo destes tempos, de acordo com o texto deliberativo, “podem ser encontrados múltiplos exemplos desta aliança, nos quais se podem confirmar a permanente disponibilidade da Câmara Municipal para apoiar o que é considerado um símbolo da nossa cidade”, sublinha a autarquia sadina.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 
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Setúbal reclama obras na Escola Secundária du Bocage

Antigo liceu de Setúbal não tem melhorias há cerca de 20 anos 

A Câmara de Setúbal e a comunidade educativa alertam para o “elevado estado de degradação” da Escola Secundária du Bocage, com mais de 70 anos, e exigem uma intervenção urgente por parte do Governo. A autarquia sadina aprovou, em reunião pública, uma moção para a realização de obras urgentes de requalificação da Escola Secundária du Bocage, associando-se a alunos, professores, funcionários não docentes, pais e encarregados de educação daquele estabelecimento de ensino. Em causa, refere a autarquia num comunicado, está a necessidade de suprir um conjunto de “problemas e patologias” identificados e apetrechar a escola com os “equipamentos e recursos indispensáveis à continuidade do percurso educativo que tem trilhado ao longo dos tempos”.
Autarquia pede ao governo obras urgentes 


Na moção aprovada no dia 1, a autarquia lembra que o edifício da escola, com mais de 70 anos, está há cerca de 20 sem obras de requalificação ou manutenção, colocando em risco a segurança de todas as pessoas que frequentam o estabelecimento.
“O antigo Liceu de Setúbal, instituição com mais de 160 anos de história, apresenta vários problemas estruturais, assim como evidentes sinais de degradação, nomeadamente ao nível da cobertura, que conduzem a infiltrações frequentes nas salas de aula, corredores e noutros espaços”, explica a autarquia.
À lista de preocupações somam-se as caixilharias em mau estado, balneários inadequados e “subdimensionados”, mobiliário, equipamento e materiais "envelhecidos, obsoletos e insuficientes", aponta a autarquia.
Apesar de a Direcção-Geral dos Estabelecimentos Escolares afirmar que não consegue “identificar um calendário para a realização das obras e a abrangência da intervenção”, o município vai reclamar junto do Governo “a necessidade de adoptar as medidas políticas e financeiras indispensáveis à urgente requalificação” do estabelecimento de ensino.
A autarquia setubalense alerta ainda para a falta de pessoal auxiliar, “com reflexos na limpeza das instalações, na vigilância de espaços, na segurança de alunos e no regular funcionamento de vários serviços”, conclui a nota da Câmara de Setúbal.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 
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Marcha pelo emprego esta sexta-feira em Setúbal

Seixal e Almada registam maior número de desempregados no distrito 

A União dos Sindicatos de Setúbal organiza, nesta sexta-feira, uma Marcha Pelo Emprego na cidade do Sado para exigir emprego com direitos e medidas de apoio para os 9.244 trabalhadores despedidos desde Fevereiro no distrito de Setúbal. A Marcha pelo Emprego, que terá início às 10 horas junto à Segurança Social e que segue em direção ao Centro de Emprego de Setúbal, pretende também denunciar o despedimento de milhares de trabalhadores precários, que não beneficiaram dos mecanismos de proteção do emprego, como lay-off, para minimizar os efeitos da pandemia covid-19.
Marcha decorre na manhã desta sexta-feira 


“Só no complexo industrial da Autoeuropa em Palmela, que inclui a fábrica da Volkswagen e dezenas de empresas do parque industrial, estimamos que tenham sido despedidos cerca de dois mil trabalhadores precários”, disse à agência Lusa Luís Leitão, coordenador da União dos Sindicatos de Setúbal.
Segundo o dirigente sindical, no final do passado mês de maio já havia um total de 41.567 desempregados no distrito de Setúbal, o que corresponde a um aumento de 28,6 por cento num período de três meses.
De acordo com os dados da União dos Sindicatos de Setúbal, o concelho do Seixal teve o maior aumento do número de desempregados no distrito, tendo atualmente um registo de 7.870 desempregados, a que se segue o concelho de Almada com 7.690 trabalhadores no desemprego.
A hotelaria, turismo e serviços, ainda de acordo com a União dos Sindicatos de Setúbal, foram os setores mais afetados, em termos de emprego, pela pandemia covid-19 no distrito de Setúbal.

Agência de Notícias com Lusa
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Praias da Arrábida Sem Carros até Setembro

Como ir às praias da Arrábida sem levar o carro

Julho é mês de férias e as praias da Arrábida são um dos principais destinos da região. Mas nem sempre é fácil lá chegar. O programa “Arrábida Sem Carros e em Segurança | Praias de Setúbal para Todos”, desenvolvido pela Câmara de Setúbal desde a segunda quinzena de Junho, "coloca em ação um plano especial de mobilidade destinado a regular, mediante apertados critérios de qualidade e segurança, o elevado fluxo de veraneantes que habitualmente usufrui das zonas balneares da costa da Arrábida dentro do concelho setubalense", disse a autarquia num vídeo publicado esta quarta-feira. O plano inclui ajustes e adatações das praias e dos transportes às atuais exigências sanitárias e destaca, mais uma vez , o programa Arrábida Sem Carros, através de várias interdições à circulação automóvel e um incremento da acção policial para autuar e rebocar viaturas parqueadas irregularmente. 
Autocarro a melhor maneira de chegar às praias 

Entre as várias medidas implementadas, destaca-se a interdição total da circulação automóvel nos dois sentidos de trânsito na antiga EN 379-1, no troço compreendido entre os parques de estacionamento da Praia da Figueirinha e do Creiro, entre as oito da manhã e as oito da noite.
Proibido ao trânsito automóvel, neste caso das oito às 19 horas, está também o acesso ao Portinho da Arrábida, salvo para acesso a embarcações, estabelecimentos comerciais ou alojamento local. Mas os limites à circulação rodoviária não se ficam por aqui. O acesso à Praia de Albarquel também está condicionado diariamente entre as oito e as 20 horas, o que constitui uma novidade neste que é, na verdade, o terceiro ano consecutivo do programa Arrábida Sem Carros.
Nos troços já referidos, a circulação será permitida apenas a viaturas de emergência e socorro e de forças de segurança, transportes públicos regulares, colectivos e escolares em serviço, para tomada e largada de passageiros, veículos motorizados de duas rodas ou rodado duplo, táxis e viaturas ao serviço das plataformas TVDE e veículos autorizados (através de cartões que devem ser requeridos à autarquia através do e-mail praias@mun-setubal.pt), caso de residentes, concessionários e gestores dos estabelecimentos de actividades económicas.


A lotação das praias
O Portinho da Arrábida/Creiro passa a ter uma capacidade potencial de ocupação para 800 pessoas. Galapos e Galapinhos, tendo em consideração a variação da maré, contam com uma ocupação potencial de, respetivamente, 200/300 e 300/400 pessoas.
Para a Praia da Figueirinha está definido uma capacidade potencial de ocupação para 1500 pessoas. Já a Praia de Albarquel/Maria Esguelha apresenta uma capacidade potencial de ocupação de 700 pessoas.
"A retificação dos valores da capacidade de carga das praias resulta numa reorganização da oferta de transporte público disponível, tendo também em conta as restrições de lotação nos transportes públicos a 2/3 da capacidade e os necessários protocolos de desinfeção", garante a autarquia sadina.

Autocarros a preços mais acessíveis
A melhoria da disponibilidade dos transportes públicos a preços mais acessíveis e a utilização de estacionamentos de retaguarda são outras das medidas incluídas na estratégia municipal, que quer continuar a apostar na deslocação de pessoas para as praias da Arrábida em transportes públicos colectivos, com ligações a partir de Setúbal e de Azeitão. 
"O objetivo é promover o distanciamento social, cumprir a lotação de dois terços das viaturas, evitar filas de espera e restabelecer a confiança dos utentes", garante a autarquia.
O serviço de transporte para as praias será, assim, apenas reforçado em termos das frequências na carreiras de forma a gerir com eficácia a disponibilidade das praias e suas lotações.
A carreira 723 Setúbal (estação rodoviária) – Praia da Figueirinha, que permite ligação à rede urbana e suburbana de Setúbal, bem como às carreiras rápidas provenientes da Praça de Espanha e Gare Oriente e ainda o fluxo proveniente dos serviços da Rede Expresso e Rodoviária do Alentejo passa a ter uma frequência de 15 em 15 minutos.
Esta carreira, com tarifa de bordo a 4.15 euros (ida e volta), tem a primeira partida de Setúbal às 8h30 e a última saída da praia às 20 horas. A carreira 723 Setúbal (estação rodoviária) – Praia da Figueirinha e na carreira 726, de acesso à Praia de Albarquel, devido à ausência total de soluções de estacionamento, dimensionando as restantes.
Este ano não será realizada a carreira 723-A Setúbal (estação ferroviária) – Praia da Figueirinha, em virtude da necessidade de contenção de pessoas no areal.
A carreira 726 Setúbal (Casa da Baía) – Praia de Albarquel, a efetuar em regime de vaivém, serve toda a Avenida Luísa Todi. Ao longo do seu percurso, abrange algumas bolsas de estacionamento, permitindo ainda a ligação à rede urbana de Setúbal.
Com uma frequência de 15 em 15 minutos, a primeira partida realiza-se às nove horas e a última saída da praia às 20 horas. A tarifa de bordo (ida e volta) é de 1,40 euros.
Já o serviço vaivém 722 Parque da Secil – Creiro, com paragens na Figueirinha, Galapos, Galapinhos e Creiro, realiza-se de 15 em 15 minutos. A primeira saída do Parque da Secil é às 8h30 e a última saída do Creiro às 19h30.
As tarifas de bordo (ida e volta) custam dois euros, para a totalidade do percurso entre o Parque da Secil e o Creiro. Já nos trajetos Parque da Secil-Figueirinha e Figueirinha-Creiro, a tarifa é de um euro.
A partir do dia 4 de Julho, entram em funcionamento mais carreiras, concretamente a 725 Setúbal (Alegro) – Praia da Figueirinha, e a 727 Brejos de Azeitão – Creiro.
No caso da carreira 725, de ligação entre o Centro Comercial Alegro Setúbal e a Praia da Figueirinha, a qual serve algumas bolsas de estacionamento ao longo do percurso, tem uma frequência de 30 em 30 minutos. A primeira partida do alegro é às 9h20 e a última saída da praia às 19h50. A tarifa de bordo (ida e volta) tem o valor de 4.15 euros.
Já a 727, entre Brejos de Azeitão e o Creiro, tem este ano uma diminuição do número de circulações. Há duas partidas a partir de Brejos de Azeitão, às 08h30 e às 13 horas, e duas saídas do Creiro, às 14 e às 19h30. A tarifa de bordo (ida e volta) é de 4.75 euros.
O Passe Único Navegante é, nesta edição do programa municipal Arrábida Sem Carros, apenas válido nas carreiras 723 Setúbal (estação rodoviária) – Praia da Figueirinha, 725 Setúbal (Alegro) – Praia da Figueirinha e 727 Brejos de Azeitão – Creiro.

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Vida antiga de Sarilhos Grandes mostra doenças

Projeto de Investigação de Sarilhos Grandes entre Dois Mundos está de volta 

O Projeto de Investigação SAND – Sarilhos Grandes entre Dois Mundos, no concelho do Montijo, está novamente no terreno, após a interrupção dos trabalhos devido à pandemia de covid-19. Até 5 de Julho, estão abertas inscrições para o Campo-Escola de Arqueologia e Antropologia, que vai decorrer de 13 de Julho a 2 de Outubro, na Ermida de Nossa Senhora da Piedade e na necrópole e Igreja de São Jorge. A primeira fase deste projeto iniciou-se em 2008, após uma obra, que conduziu à descoberta de 21 enterramentos dos séculos XV-XVII. Desde então, uma equipa multidisciplinar tem realizado estudos com o objetivo de obter informações acerca da dieta e das doenças da população de Sarilhos Grandes.
Vestígios dão pistas sobre dietas e doenças na região 

O campo-escola do Projeto SAND pretende, diz a autarquia, "proporcionar uma oportunidade à comunidade para integrar uma equipa de antropologia e arqueologia e, consequentemente, aprender e praticar metodologias de escavação arqueológica, técnicas de registo arqueológico, tratamento e inventário de materiais arqueológicos e vestígios osteológicos".
Durante todo o campo-escola serão garantidas as condições de segurança e as orientações das autoridades de saúde relativas ao novo coronavírus.
Devido à pandemia de covid-19, os trabalhos no terreno do Projeto SAND foram interrompidos no início do mês de Março, mas os investigadores continuaram, em laboratório, a trabalhar no projeto de investigação, que resulta de uma parceria entre a Câmara do Montijo, a Universidade de Coimbra, a Diocese de Setúbal, entre outras entidades.
A primeira fase deste projeto iniciou-se em 2008, no âmbito de uma intervenção de salvaguarda de uma empreitada da Simarsul, que conduziu à descoberta de 21 enterramentos dos séculos XV-XVII. Desde então, uma equipa multidisciplinar tem realizado estudos com o objetivo de obter informações acerca da dieta e das doenças da população de Sarilhos Grandes.
Os dados alcançados até 2018 permitiram dar a conhecer uma amostra de população ribeirinha cujas investigações levaram à identificação alguns parasitas relacionados com a ingestão de carnes e de águas contaminadas, o consumo de batata, centeio e trigo, feijão ou grão-de-bico entre outros vegetais, bem como de crustáceos. Alguns destes achados, bem como do fungo Candida albicans, foram pela primeira vez identificados em território nacional nas cronologias em estudo.
Com esta nova fase do Projeto SAND, que foi aprovada pela Direção Geral do Património Cultural, "pretende-se aprofundar este estudo histórico, arqueológico e bio-antropológico da população ribeirinha de Sarilhos Grandes, no período medieval e moderno (séc. XII a XVIII)", explica a Câmara do Montijo.

Agência de Notícias com Câmara do Montijo 
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PCP já oficializou festa do Avante no Seixal

Uma festa no epicentro da pandemia no distrito de Setúbal 

A Festa do Avante vai mesmo avançar apesar da pandemia. Esta quarta-feira, o PCP divulgou os nomes que vão atuar na Quinta da Atalaia, no Seixal, entre os dias 4 e 6 de Setembro. Todos os artistas são portugueses ou de países de lusofonia. Da lista fazem parte nomes como Xutos e Pontapés, Mão Morta, Capicua com Lena d'Água, Camané e Mário Laginha, Blasted, o DJ Stereossauro, a fadista Aldina Duarte, Peste e Sida, Costa Neto, de Moçambique, Dino D'Santiago e a caboverdiana Maria Alice. Na edição desta quinta-feira, o Avante, jornal oficial do partido, dedica quatro páginas aos artistas da festa e revelou também os nomes nas redes sociais. O número de infetados com o novo coronavírus no distrito de Setúbal continua a subir. Esta quarta-feira, de acordo com os dados do relatório da Direção-Geral de Saúde, existe um total de 2425 casos positivos, mais 40 que os registados no dia anterior. Seixal, onde se realiza a festa do Avante, é o concelho com mais casos. Almada vem a seguir. 
Avante avança mesmo com a pandemia 

É [quase] oficial. Na região - e no país - as festas populares, tão importantes para as localidades e para a economia local, estão "proibidas" e "adiadas" para 2021, assim como todos os festivais de verão no país devido à pandemia e ao bom senso das autarquias e organizações festivas. Mas o Avante, na Quinta da Atalaia, no Seixal [onde também não há as festas populares deste ano] vai em frente por não ser considerado um festival, mas sim uma ação partidária dos comunistas. 
O Avante, jornal oficial do PCP, publica na sua edição de quinta-feira quatro páginas sobre os artistas da festa que os comunistas continuam a preparar, apesar da pandemia de covid-19, disponibilizando ainda a informação nas redes sociais Facebook, Twitter e Instagram.
Na página da festa do Avante na Internet são divulgadas as medidas sanitárias para responder ao surto epidémico a quem se deslocar à Quinta da Atalaia, no Seixal, que este ano, segundo o PCP, terá uma área útil de mais 10 mil metros quadrados para os visitantes de forma a cumprir as regras de distanciamento.
São “mais de 30 hectares de espaço verde, de sombras, fruto das centenas de árvores que foram plantadas nos últimos anos” para uma festa que os comunistas querem que seja “uma grande afirmação do estímulo à cultura, à arte, ao desporto, ao convívio, ao lazer, à solidariedade tão necessária à fruição da vida nos dias de hoje”, segundo um comunicado o gabinete de imprensa da festa do Avante divulgado esta quarta-feira.
Jerónimo de Sousa, secretário-geral do PCP, tem dito nas últimas semanas que "a vontade" do partido é realizar a festa, mas a sua realização dependerá das circunstâncias, ou seja, da evolução do surto do novo coronavírus até Setembro.
"O PCP tem sempre acompanhado, respeitado aquilo que são medidas de proteção sanitária em todas as circunstâncias. Esta é a garantia que damos", reafirmou Jerónimo de Sousa há uma semana, à margem de um encontro com a Confederação Portuguesa das Micro, Pequenas e Médias Empresas na sede do partido, em Lisboa.

Seixal e Almada lideram números da pandemia no distrito 
Do total de 2425 casos positivos, os concelhos do Seixal [onde se realiza a festa] e de Almada continuam a ser os mais fustigados, registando uma subida de 14 e cinco novos infetados, respetivamente.
O número de infetados com o novo coronavírus no distrito de Setúbal continua a subir. Esta quarta-feira, de acordo com os dados do relatório da Direção-Geral de Saúde, existe um total de 2425 casos positivos, mais 40 que os registados ontem.
O município do Seixal, segundo a mesma fonte que não refere o número de recuperados por concelho, conta com 604 casos (+14), e Almada com 593 (+5). Seguem-se o Barreiro com 337 (+2), Moita com 309 (+4), Setúbal com 194 (-4), Montijo com 168 (+5), Palmela com 66 (+2), Sesimbra com 65 (+1) e Alcochete com 28.
A Direção-Geral de Saúde diz ainda que nos concelhos do Litoral Alentejano integrados no distrito de Setúbal se contabilizam  23 em Santiago do Cacém, 20 em Grândola, 10 em Alcácer do Sal e oito em Sines.
Também segundos os dados das autoridades de saúde, o número de vítimas mortais em Portugal devido ao novo coronavírus aumentou para 1.579, mais três óbitos face a ontem, quando estavam contabilizados 1.576.
O número de infetados (casos confirmados) aumentou 0,74 por cento para 42.454, o que representa 313 novos casos em 24 horas.
Na região de Lisboa e Vale do Tejo registaram-se 218 novos casos (contra 188 de terça-feira), o que representa 70 por cento do total de novos casos no país.
Em Portugal, morreram 1.579 pessoas das 42.454 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.
No que diz respeito aos doentes recuperados, existem agora 27.798 casos, mais 293 do que o reportado terça-feira (27.505).
Os dados indicam que dos mais de 42 mil casos confirmados, 503 estão internados em hospitais, o que corresponde a uma subida de 12 face ao dia anterior (491). Os doentes internados representam 1,18 por cento do total de casos reportados e encontram-se no valor mais alto desde 30 de Maio, superando pela primeira vez as cinco centenas desde essa data.
A pandemia de covid-19 já provocou mais de 511 mil mortos e infetou mais de 10,5 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Agência de Notícias com Lusa

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Rixa faz um morto no bairro de Vale Figueira, em Almada

Suspeitos já foram identificados pelas autoridades, mas encontram-se em fuga

Um homem, de 33 anos, foi morto com golpes de arma branca, ao início da madrugada desta quarta-feira, em circunstâncias ainda por apurar, em Vale de Figueira, concelho de Almada. O alerta foi pelas 00h45. A vítima ainda foi alvo de tentativas de reanimação por uma equipa da Viatura Médica e de Reanimação do Hospital São Francisco Xavier e pela tripulação de uma ambulância dos Bombeiros Voluntários de Cacilhas, mas não resistiu aos ferimentos e acabou por morrer.  A GNR esteve no local e ainda não se registaram detenções, a PJ de Setúbal está agora a investigar o caso.
Crime ocorreu esta madrugada 

Um homem de 33 anos morreu esta quarta-feira de madrugada na sequência de um esfaqueamento durante uma rixa no bairro de Vale Figueira, em Almada, noticia a TVI 24, adiantando que os desacatos terão começado pelas 00h45.
Entretanto, fonte da GNR adiantou à agência Lusa que os militares foram alertados por chamada telefónica para "vários disparos na via pública", mas, ao chegarem ao bairro, encontraram "uma vítima já cadáver no chão com ferimentos de faca no tórax", adiantou à Lusa fonte da GNR.
Segundo a força policial, a morte deverá ter sido causada pelo esfaqueamento e o óbito foi declarado no local pelo médico da Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER).
Apesar do alerta para os disparos, "as patrulhas não conseguiram verificar indícios ou vestígios da utilização da arma de fogo", indicou.
Durante as diligências, a GNR isolou a zona onde o crime ocorreu e inquiriu "todas as testemunhas que estavam no local e que alegadamente presenciaram a situação".
"Terá sido uma rixa entre o falecido e mais duas ou três pessoas, sendo que duas delas foram identificadas por testemunhas que residem no bairro", mencionou.
O caso está agora entregue à Polícia Judiciária (PJ) que também esteve no local "a fazer perícias", referiu a GNR.

Agência de Notícias com Lusa
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Montijo não avança sem aval dos municípios

"Temos este bloqueio que falta resolver" diz o ministro das Infraestruturas e da Habitação

Avançar, ou não, para a construção do aeroporto do Montijo? Governo diz que sim, a ANA mantém-se disponível, alguns ambientalistas nem querem ouvir falar do projeto assim como as autarquias comunistas do distrito de Setúbal que preferem que o estado invista no campo de tiro de Alcochete. A obra é necessária e, quase nada  avança. Esta terça-feira o ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, voltou a reforçar a importância da obra mas que nada está decidido. “São necessários pareceres dos municípios e há uma parte dos municípios da área afetada pelo aeroporto [do Montijo], positiva e negativamente, que ainda não mudaram a sua posição. […] Temos este bloqueio que falta resolver”, afirmou Pedro Nuno Santos, na comissão de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação, na Assembleia da República.
Aeroporto ainda sem acordo nem negociação 

“Em última instância precisaríamos obviamente do parlamento para repensar a forma como se decide e se condiciona a decisão. […] Até agora, não nos pareceu que houvesse disponibilidade para alterar [a lei que obriga a parecer positivo de todos os municípios afetados], por isso, dependemos do parecer favorável de vários municípios”, acrescentou o governante.
Pedro Nuno Santos disse ainda que o projeto para aumentar o Aeroporto Humberto Delgado, na Portela, Lisboa, está condicionado pela resolução do problema do Montijo.
“É uma solução fechada com os dois [projetos] e, por isso, uma depende da outra”, esclareceu.
No dia 4 de Março, após uma “reunião de emergência”, que decorreu em Lisboa, com os autarcas da Moita, Seixal, Barreiro, Alcochete, Montijo e Lisboa, destinada a “encontrar pontos de entendimento” sobre a construção do aeroporto do Montijo, o primeiro-ministro, António Costa, disse que se deve “respeitar a continuidade contratual” quanto à construção do aeroporto do Montijo.
“Não faz sentido discutir o que já foi discutido antes de 2014”, afirmou o primeiro-ministro, recusando voltar à discussão sobre a localização do novo aeroporto, tema que foi abordado ao longo dos últimos 60 anos, com 17 localizações em estudo.
Sobre o parecer desfavorável de alguns autarcas, António Costa referiu, na ocasião, que a solução passa por “minorar os impactos” da localização Montijo.
“Agora não é, obviamente, legítimo qualquer município poder bloquear uma obra que é de interesse nacional por razões que extravasam aquilo que são as competências próprias dos municípios”, apontou António Costa, referindo que as autarquias têm o direito de se pronunciarem sobre as limitações ao direito de construção e os impactos ambientais nos territórios, mas reiterando que a questão da localização, neste momento, “não está em cima da mesa”.
Indicando que a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) já definiu as medidas de mitigação dos impactos ambientais, o chefe do Governo reforçou que “é absolutamente legítimo” os municípios querem discutir e trabalhar com o Governo na melhoria das condições para diminuir o impacto ambiental nos seus concelhos.
Segundo a Declaração de Impacto Ambiental do aeroporto do Montijo, cinco municípios comunistas do distrito de Setúbal emitiram um parecer negativo à construção do aeroporto no Montijo (Moita, Seixal, Sesimbra, Setúbal e Palmela) e quatro autarquias de gestão socialista (Montijo, Alcochete, Barreiro e Almada, no mesmo distrito) deram um parecer positivo.
A 8 de Janeiro de 2019, a ANA e o Estado assinaram o acordo para a expansão da capacidade aeroportuária de Lisboa, com um investimento de 1,15 mil milhões de euros até 2028 para aumentar o atual aeroporto de Lisboa e transformar a base aérea do Montijo num novo aeroporto.


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Moita melhora resultados na recolha seletiva de resíduos

"Este ano cada habitante do concelho irá separar 48 quilos de resíduos" 

Dados divulgados recentemente pela Amarsul, a entidade responsável pela recolha dos resíduos urbanos nos nove municípios da Península de Setúbal, revelam resultados muito animadores relativamente à evolução das práticas de deposição seletiva da população do concelho da Moita. De acordo com a autarquia, de "2019 para 2020, estima-se que a variação na recolha seletiva de resíduos por parte da Amarsul no concelho da Moita represente um aumento de 61,9 por cento", o que significa que, em média, "este ano, cada habitante do concelho irá separar 48 quilos de resíduos, superando a meta definida por aquela entidade que se situa nos 45 quilos por habitante". 
Moita melhora na seletiva de resíduos urbanos 

Este aumento na deposição seletiva é, explica a Câmara da Moita, "mais expressivo ao nível dos resíduos de plástico e metal com mais 87 por cento em relação a 2019 (mais 480 toneladas) e nos resíduos de papel e cartão, com mais 76, 8 por cento, relativamente ao ano anterior (mais 718 toneladas)"
O pior é mesmo a recolha de vidro. Ainda assim a população do concelho usou mais o vidrão.  "O aumento na recolha de vidro usado é apenas de 12,7 por cento, com mais 72 toneladas do que em 2019", de acordo com a projeção efetuada para o fecho do ano 2020, com dados reais até ao final de Maio.
Estes resultados positivos estarão relacionados com a multiplicação dos pontos de recolha seletiva implementada pela Amarsul, mas também com a melhoria da sensibilização e das boas práticas da população do concelho da Moita. 
Recorde-que o Município da Moita, nos últimos três anos, tem vindo a promover campanhas de sensibilização ambiental, com o lema “Todos Juntos por Um Melhor Ambiente”, cuja última fase, lançada na Semana Europeia do Ambiente, no passado mês de Novembro, foi precisamente dedicada à separação dos resíduos.
A Câmara da Moita congratula-se naturalmente com esta "melhoria" e agradece a "colaboração dos munícipes", recordando que muito mais há a melhorar, "não só por parte das entidades que gerem estas matérias no território do concelho, mas por toda a população, melhorando continuamente as nossas práticas diárias, por um melhor ambiente para o concelho da Moita", diz a autarquia em comunicado. 

Agência de Notícias com Câmara da Moita
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Artes Performativas regressam a Setúbal

Dezenas de espetáculos gratuitos de 2 a 10 de Julho em vários palcos da cidade 

A Mostra de Artes Performativas realiza-se pela segunda vez em Setúbal, entre 2 e 10 de Julho, com dezenas de espetáculos gratuitos que abordam a igualdade de género, o consumo ou a corporalidade, já foi anunciado. A edição deste ano vai acontecer em vários locais da cidade e será "inteiramente composta por 'performances' nacionais de múltiplas manifestações artísticas", adiantou a Câmara de Setúbal, em comunicado. O certame visa promover a "interação, a fruição e a valorização do património através da apresentação de espetáculos que fomentam o acesso às artes, que asseguram a diversificação, a descentralização e a difusão da criação artística e incentivam a captação de diferentes públicos", diz ainda a autarquia sadina.
Artes performativas invadem a cidade 

Durante uma semana serão "múltiplas manifestações artísticas" gratuitas e "dirigidas a vários públicos", que pretendem não só promover a interação e a fruição, mas também a "valorização do património através da apresentação de espetáculos que fomentam o acesso às artes", sublinha a autarquia sadina.
A abertura, a 2 de Julho, às 19 horas, no antigo Armazém de Papéis do Sado, agora denominado A Gráfica – Centro de Criação Artística, é feita com a exposição “CTRL + ALT + ERROR”, pela Revista FOmE, em continuidade com uma instalação do artista João Fortuna.
Esta mostra imersiva, patente até dia 8, procura colocar o observador num estado de profunda reflexão, através de uma narrativa que viaja entre passado, presente e futuro.
Numa constante diluição e sobreposição do tempo e dos assuntos, o olhar do visitante saltita entre as tribos primitivas da Amazónia e a superindústria do século XXI.
No primeiro dia, 2, a mostra é também palco da estreia absoluta, às 21h30, em A Gráfica – Centro de Criação Artística, de “Poema à Duração”, projeto encenado por Jean Paul Bucchieri a partir do texto homónimo do austríaco Peter Handke, Prémio Nobel da Literatura em 2019.
Com interpretação de João Lagarto e colaboração dramatúrgica de David Antunes, esta peça teatral, que se assume como uma reflexão filosófica sobre o conceito de duração e de tempo, regressa àquele local no dia 8 de Julho às 21h30.
Uma performance de dança por Beatriz Dias, intitulada “Musculus”, decorre no dia seguinte, a 3, pelas 21h30, igualmente em A Gráfica, no âmbito da primeira edição da plataforma Interferências, de apoio à criação artística da Companhia Olga Roriz.
No mesmo dia e no mesmo local, a Mostra de Artes Performativas dedica uma conversa sobre “Programar em Espaços Não Convencionais”, a partir das 19 horas, organizada pela Revista FOmE.
A 4 de Julho, às 15 e às 17 horas, no Jardim do Bonfim, Catarina Requeijo interpreta “Muita Tralha Pouca Tralha”, e, às 16 e às 18 horas, no mesmo local, o Teatro Só apresenta “Sómente”, peça teatral sem diálogos, que faz o retrato de um homem que permaneceu jovem de coração, mas que está preso num corpo desgastado pela passagem do tempo.
Ainda da programação de dia 4 no Jardim do Bonfim destaca-se, às 19 horas, a performance artística de Ricardo Guerreiro Campos “Que sabemos nós da multidão?”, que se repete nos dias 7, às 20h30, em A Gráfica, e 9, às 19 horas, na Praça de Bocage.
O espetáculo insere-se numa linha de investigação visual e performativa, centrada no questionamento do corpo enquanto mecanismo de produção e interpretação de imagens.
No dia seguinte, 5, às 15 e às 17 horas, em A Gráfica, há “Photomaton”, espetáculo do compositor e multi-instrumentista Fernando Mota, que parte de uma enorme mala de onde vão saindo objetos, sons e histórias que nem sempre precisam de palavras.
Entre as 19 e as 20h30, na Baixa e no centro histórico, realiza-se o espetáculo musical “Nessun Dorma. Que ninguém durma! Que ninguém durma!”, composto por árias de ópera do século XVII ao XIX, com direção artística de Jorge Salgueiro e produção pela Associação Setúbal Voz.

Uma semana cheia de artes  
A Gráfica é o equipamento onde as performances acontecem no dia 6, das 19 às 22 horas, com Rita Vilhena e Yael Karavan, em “MA-MA”, uma reflexão, entre outros, sobre o planeta Terra, as mudanças climáticas e o aquecimento global.
A 7, das 19h30 às 20h30, e a 8, de 19 às 23 horas, há um eco da performance da dupla de artistas com a instalação “MA-MA”.
Ainda no dia 6, às 22 horas, é tempo de assistir a “Fâmtome Mechant”, de Ana Rita Teodoro.
A Mostra de Artes Performativas de Setúbal reserva para dia 7, pelas 21h30, em A Gráfica, “EX(AM)”, uma peça teatral de Tiago Bôto e Wagner Borges, que se assume como uma proposta de exame numa reflexão ficcional e real, em formato de observatório.
Em cena está uma dupla de atores disposta a ser julgada através de uma jornada perspetiva de cada corpo, essência, ritmo e dinâmica, graças a um dispositivo cénico que cruza a biografia, em fotografias, contra os corpos reais, dando a cada espetador a oportunidade de adivinhar as respostas certas a meia centena de perguntas.
“Asas d’Areia”, espetáculo/instalação da companhia sineense Teatro do Mar, que funde o vídeo documental e o conceptual com o circo contemporâneo, nomeadamente a arte do equilíbrio, no arame e na corda bamba, a dança e as formas animadas, realiza-se a 9, às 21h30, na Praça de Bocage.
Antes, pelas sete da tarde, o certame proporciona, em A Gráfica, a oportunidade de “Ser artista emergente na linha do Sado”, conversa dinamizada pela Revista FOmE.
A Mostra de Artes Performativas encerra a 10, às 19 horas, em A Gráfica, com “Movimento Zebra”, projeto de formação teatral do Teatro O Bando, que integra “Setúbal, Território Intercultural – Conceção e Implementação do Plano Municipal para a Integração de Migrantes”.
Mais informações sobre o evento cultural podem ser obtidas através do endereço de correio eletrónico maps@mun-setubal.pt.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 
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Zero quer inspeção a obra da Fonte da Telha

Autarquia poderá ter de retirar estrada asfaltada na duna primária 

A Zero informou, esta terça-feira, que apresentou queixa à Inspeção-Geral da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território, para que seja fiscalizada a obra na praia da Fonte da Telha, em Almada. Em comunicado, a associação ambientalista explicou que pretende que "sejam tomadas as necessárias diligências para averiguar a obra em causa e repor a legalidade". Para a Zero, "além do desrespeito pelo normativo da Reserva Ecológica Nacional, a intervenção efetuada pela Câmara de Almada conflitua com regimes de salvaguarda e várias normas gerais e normas específicas do Programa da Orla Costeira de Alcobaça-Cabo Espichel", afirmou. Apesar da polémica, a Câmara prossegue a obra e prepara-se para asfaltar outras estradas de acesso a praias na Costa de Caparica. 
Obra em duna primária está a causar polémica 

Segundo a nota divulgada, a obra em causa "viola" várias disposições "em matéria de proteção dos recursos hídricos, mitigação de riscos, adaptação climática, proteção ecológica, preservação da paisagem e valorização ambiental das praias".
Além disso, indicou, "não está legitimada pelo Plano de Intervenção de Praia da Fonte da Telha", nem tem enquadramento "nas normas previstas no Regulamento de Gestão das Praias Marítimas e do Domínio Hídrico do troço Alcobaça-Cabo Espichel".
Para a associação, persistem ainda dúvidas "sobre a capacidade drenante do pavimento betuminoso utilizado na obra".
"A Zero considera que este é um precedente grave, uma vez que abre a possibilidade a intervenções análogas ao longo das zonas costeiras, aumentando a vulnerabilidade do litoral português", frisou.
A 14 de Junho, a associação ambientalista já se tinha mostrado contra a empreitada por considerar que vai "impermeabilizar de forma dramática um troço considerável junto à linha de água e à arriba fóssil", além de "aumentar o acesso e a implantação de mais atividades numa zona já sensível e vulnerável às alterações climáticas e à subida do nível do mar".

A cronologia dos acontecimentos 
Na última quarta-feira, os vereadores comunistas na Câmara de Almada solicitaram à autarquia, socialista, os documentos que fundamentaram a decisão de colocação de um betuminoso semipermeável na praia da Fonte da Telha.
Numa nota divulgada na sua página da internet, a Câmara de Almada já tinha esclarecido que "não há colocação de alcatrão, mas sim de um betuminoso semipermeável" no acesso viário à praia da Fonte da Telha, o que "está a ser aplicado apenas na estrada já existente [em terra batida] e não na duna".
Neste sentido, explicou que a intervenção em curso tem o objetivo de "ordenar o trânsito e o estacionamento na via já existente", assim como "proteger a duna primária".
Além disso, frisou que a empreitada "cumpre as diretrizes do Programa Orla Costeira Alcobaça - Cabo Espichel", uma vez que a praia da Fonte da Telha está classificada como urbana ou seminatural, consoante a zona.
Segundo o artigo 11.º deste programa, os acessos rodoviários, parques e zonas de estacionamento das praiasseminaturais "devem ser delimitados e ter pavimento permeável ou semipermeável".
A 15 de Junho, a Agência Portuguesa do Ambiente indicou que "não foi emitido qualquer parecer" dos seus serviços sobre a obra em causa, "atendendo a que tal ato não é da sua competência", mas sim da Câmara de Almada.
No entanto, numa nota escrita enviada à Lusa, defendeu que o projeto "pretende promover e valorizar a praia da Fonte da Telha, designadamente o acesso viário à orla costeira, bem como a contenção das áreas de estacionamento desordenado e abusivo, com a implementação de medidas que impeçam a circulação de veículos para fora das áreas estabelecidas".

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Seixal reforça apoio aos bombeiros do concelho

Autarquia entrega equipamentos e um veículo de combate a incêndios florestais

Durante a manhã desta segunda-feira, a Câmara do Seixal assinalou de forma simbólica o Dia Municipal do Bombeiro, homenageando os soldados da paz pelo seu trabalho em prol da proteção, segurança e saúde das populações. Para celebrar a data, a autarquia atribuiu uma comparticipação financeira à Associação Humanitária de Bombeiros Mistos do Concelho do Seixal, no valor de 45 160 euros para apoio à aquisição de um veículo florestal de combate a incêndios e uma comparticipação à Associação Humanitária de Bombeiros Mistos de Amora, no valor de oito mil 949 euros para aquisição de seis aparelhos respiratórios isolantes de circuito aberto, equipamentos essenciais no combate aos incêndios.
Seixal ajuda bombeiros do concelho 

O presidente da Câmara do Seixal, Joaquim Santos, referiu a este propósito que “assinalamos este dia para homenagear os nossos bombeiros e agradecer-lhes, e às suas famílias, todo o trabalho essencial de apoio ao socorro às populações que desenvolvem. Com mais estes equipamentos, reforçam a sua capacidade operacional e a sua segurança nos combates que irão travar por todos nós”.
Importa lembrar que, além de outros apoios atribuídos, no passado dia 25 de Abril a autarquia "ofereceu duas ambulâncias, uma a cada corporação de bombeiros do concelho, num investimento de 130 mil euros", que permitiram reforçar a capacidade de resposta destas associações aos munícipes e "apoiou a construção do Quartel de Fernão Ferro dos Bombeiros do Concelho do Seixal, inaugurado no ano passado em Fernão Ferro, e a construção do novo Quartel dos Bombeiros de Amora, na Cruz de Pau, inaugurado em Novembro passado", disse a autarquia em comunicado.

Agência de Notícias com Câmara do Seixal 
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Detidos por burla com televisores no Montijo

Três homens suspeitos de burlas no valor de 80 mil euros 

O Comando Metropolitano de Lisboa, através da Divisão Policial da Amadora procedeu à detenção de três homens com idades compreendidas entre 24 e os 40 anos, por serem suspeitos da prática dos crimes de falsificação e burla qualificada. No total, para além das três detenções, foi apreendido diverso material resultante de outras burlas, como trotinetes, pneumáticos, carros, e televisões, num valor ainda não totalmente apurado, mas próximo dos 80 mil euros.
Homens terão lesado dezenas de pessoas 

Num comunicado enviado às redações, a PSP revela que os detidos são suspeitos de se fazerem passar por funcionários de empresas de reconhecida dimensão, encomendando televisores de alta gama, num valor superior a 23 mil euros, e enviando comprovativos de pagamentos falsos.
A PSP desenvolveu, entretanto, diligências para conhecer o modusoperandi do trio e descobriu o armazém, assim como outros locais de destino da mercadoria, localizados no concelho do Montijo, tendo procedido às detenções e a várias buscas, onde foi apreendido diverso material resultante de outras burlas, como trotinetes, pneumáticos, carros e televisões, num valor ainda não apurado, mas próximo dos 80 mil euros.
Os detidos já foram, entretanto, presente no Tribunal Judicial da Comarca da Amadora, para 1º interrogatório judicial, onde ficaram obrigados a apresentações periódicas na esquadra mais próxima da sua residência.

Agência de Notícias 
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PS anuncia nova fábrica da LaserPerformance em Setúbal

Empresa com capacidade de produção de três mil barcos e criação de 100 postos de trabalho

Em visita aos concelhos de Setúbal, Alcácer do Sal e Sines, os deputados eleitos pelo distrito de Setúbal, anunciaram que o projeto da LaserPerformance para construir uma nova unidade fabril, em Setúbal, foi aprovado pelo Portugal 2020. A informação foi transmitida aos socialistas pela construtora de veleiros, na semana passada. O investimento deverá apresentar capacidade para produzir “três mil barcos e criar 100 postos de trabalho até final de 2021”, adiantaram ainda os deputados do PS, num comunicado a resumir um périplo que efectuaram pelos três concelhos do distrito. Estes contactos decorrem no contexto do lançamento do Programa de Estabilização Económica e Social apresentado recentemente pelo Governo, que "procura apoiar uma retoma sustentada da atividade económica e social do país", disseram ainda os socialistas. 
A empresa fabrica veleiros desportivos 

A LaserPerformance, empresa dedicada à construção naval, já tinha anunciado no início deste ano,  que vai investir oito milhões de euros em Setúbal nos próximos dois anos com a construção de um Eco-Campus. 
E na primeira fase, que se encontra em processo de licenciamento na Câmara de Setúbal, o projecto irá criar, “aproximadamente 50 postos de trabalho”, disse na altura Valdemar Moura, diretor-geral da empresa líder mundial na construção de veleiros.
O Eco-Campus que representa uma unidade industrial para a produção de veleiros e uma de logística, cada uma com quatro mil metros quadrados, “ficará próximo ao Instituto Politécnico de Setúbal” revela Valdemar Moura, “sendo esse um dos motivos que levou à escolha da localização para o projeto e de Setúbal”.
A isto une-se “a ligação de Setúbal ao rio e mar e as vias de comunicação do concelho com a região”, assume Valdemar Moura.
Quanto ao arranque da construção do Eco Campus “a primeira fase inicia ainda para este ano, apesar das condicionantes que a pandemia actual está a impor ao mercado”, comenta Valdemar Moura.
A primeira fase deve estar concluída “até 2021, tendo sido esse o compromisso assumido com a autarquia”. Mas, para o diretor-geral da LaserPerformance, “o ideal seria que todo o projeto ficasse construído nos próximos dois anos”. Não sendo possível “fica o compromisso de ter a totalidade concluída em 2024”.

Deputados socialistas avaliam empresas do distrito 
Os parlamentares socialistas dividiram-se em duas comitivas: uma composta por Eurídice Pereira, André Pinotes Batista e Fernando José, que se deslocou a Setúbal; e outra que juntou Filipe Pacheco, Sofia Araújo e Clarisse Campos, em Alcácer e Sines.
Em Setúbal, a comitiva socialista – que englobou ainda os vereadores locais Fernando Paulino, Paulo Lopes e Joel Marques – visitou, além da LaserPerformance, a empresa City Print e a Associação de Socorros Mútuos Setubalense.
No litoral alentejano, a outra comitiva dos deputados do PS visitou a freguesia do Torrão – onde reuniu com o executivo da junta local, membros da assembleia de freguesia, a vereadora na Câmara de Alcácer, Mara Marques, e um representante da GNR. 
Seguiu-se a visita Sines, que foi acompanhada pelo presidente da Câmara, Nuno Mascarenhas, entre outros, e que contemplou a deslocação à Gypfor empresa de gessos laminados localizada na Zona Industrial de Sines. 
Conduzidos pelo seu principal acionista, o Eng. Pedro Jordão, a comitiva ficou a conhecer a forma como esta empresa está "a ultrapassar a atual crise, desde logo garantindo os postos de trabalho e procurando diversificar os mercados para exportação", diz a nota de imprensa.
A iniciativa dos deputados do PS, realizada no âmbito dos périplos regulares efetuados pelo distrito, teve por base o lançamento do Programa de Estabilização Económica e Social apresentado recentemente pelo Governo.

Agência de Notícias 
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Sindicato quer enfermeiros no Litoral Alentejano

Época balnear em tempo de pandemia aconselha a reforço na saúde 

O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses exigiu a contratação de mais enfermeiros para a Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano, sobretudo em tempos de pandemia e de época balnear. "O contexto de pandemia, acrescido agora do período de verão, em que há fluxos migratórios para esta zona, agrava aquilo que são as necessidades de prestação de cuidados por parte do hospital e dos centros de saúde da região", disse Zoraima Cruz Prado, dirigente do Sindicato, após um protesto de enfermeiros e utentes junto ao Hospital do Litoral Alentejano, em Santiago do Cacém, no distrito de Setúbal. A Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano serve cerca de 100 mil habitantes dos concelhos de Alcácer do Sal, Grândola, Santiago do Cacém, Sines, no distrito de Setúbal, e Odemira, no distrito de Beja.
Faltam enfermeiros no Litoral Alentejano 

Segundo a sindicalista, à atividade habitual do Hospital do Litoral Alentejano e dos centros de saúde da região, que integram a Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano, "tem de se acrescentar o aumento da população no verão e, este ano em particular, às respostas que se têm de dar no contexto da pandemia de covid-19".
Apesar de ter havido autorização para a contratação de profissionais de saúde, "o saldo de admissões nesta instituição é zero", lamentou.
"Não havendo contratação, preocupa-nos muito o tipo ou a ausência de resposta às necessidades da população neste período em que confluem as três necessidades de saúde", alertou.
Nas contas do SEP, "faltam 100 enfermeiros" para suprirem as necessidades da Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano, que abrange os concelhos de Alcácer do Sal, Grândola, Santiago do Cacém, Sines, no distrito de Setúbal, e Odemira, no distrito de Beja.
Durante o protesto, em que participaram utentes e autarcas da região, o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses alertou ainda para as "dificuldades de fixação dos profissionais que conseguem cativar por intermédio de concurso", atribuindo a situação "à ausência de perspetiva de evolução na carreira e salarial".
"Cerca de 60 por cento dos enfermeiros têm contrato individual de trabalho, o que significa que continuam no início da tabela como se tivessem tirado a licenciatura há um ou dois dias, quando muitos já têm mais de 10 anos de experiência profissional", denunciou a dirigente, apelando à adoção de medidas de incentivo à contratação e à fixação de profissionais de saúde.
O Sindicato entregou ao conselho de administração da Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano um manifesto a exigir a "contratação imediata, recorrendo a medidas de incentivo e diferenciação positiva, fazendo a devida progressão aos enfermeiros como forma de cativar pessoas".

Agência de Notícias com Lusa 
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Lauak mantém despedimentos em Setúbal e Grândola

Empresa avança com despedimento coletivo mas reduz trabalhadores abrangidos

A administração da Lauak Setúbal reduziu de 164 para 161 o número de trabalhadores abrangidos pelo processo de despedimento coletivo em curso naquela unidade industrial de componentes aeronáuticos, revelaram fontes sindicais. "Face à redução de encomendas, devido pandemia covid-19, a fábrica da Lauak em Setúbal, com 531 trabalhadores, avançou com um processo de despedimento coletivo que abrangia inicialmente 197 funcionários, mas depois reduziu esse número para 164 e, na passada quinta-feira, para 161 trabalhadores, disse fonte do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Sul. Na outra unidade industrial da Lauak no distrito de Setúbal, em Grândola, com cerca de 170 trabalhadores, a multinacional da indústria aeronáutica também se propunha fazer um despedimento de 52 trabalhadores, mas já reduziu esse número para 36.
Crise na aviação obriga a reduzir pessoal 

Em comunicado conjunto, o Sitesul e o Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos sublinham a redução do número de trabalhadores abrangidos pelos processos de despedimento coletivo e a melhoria das contrapartidas que são oferecidas aos trabalhadores que vão ser despedidos.
"Foi possível minimizar o número de trabalhadores integrados nestes processos, tendo sido possível na empresa de Grândola reduzir o número de trabalhadores incluídos no despedimento coletivo de 52 para 36 trabalhadores, e na empresa de Setúbal reduzir de 197 para 161 trabalhadores", refere o comunicado, que também lamenta a perda de postos de trabalho.
"Continuamos a considerar que qualquer perda de posto de trabalho é de lamentar e representa uma perda dos rendimentos familiares, em muitos casos já frágeis, do trabalhador alvo do despedimento, pelo que, nunca poderemos concordar com estes processos de despedimento coletivo e continuaremos a desenvolver todas as ações que se considerem necessárias para reverter o processo", acrescenta o documento.
A administração da Lauak não presta declarações sobre o processo de despedimento coletivo em curso.

Agência de Notícias com Lusa 
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Empresa de biocombustíveis cria trabalho em Palmela

Vale de Cantadores recebe investimento de 33 milhões de euros numa fábrica de biocombustíveis avançados

O concelho de Palmela irá receber  uma fábrica de produção de biocombustíveis avançados. O empreendimento da Hardlevel deverá estar pronto a operar no segundo semestre de 2021, implica um investimento de 33 milhões de euros e deverá empregar 50 pessoas. A  aposta da Hardlevel aponta para o mercado chinês, mas também para o norte da Europa. A escolha de Palmela para instalação da nova unidade foi estratégica, uma vez que o local onde será feita a obra, em Vale de Cantadores, "fica localizada a dez minutos do porto de Setúbal, próxima da via ferroviária e junto à autoestrada que liga o sul e o norte do país", diz a empresa. 
Empresa quer trabalhar com combustíveis saudáveis 

De acordo com o administrador da empresa, Salim Karmali, citado pelo jornal Semmais, a unidade projetada irá produzir cerca de 50 mil toneladas por ano de biocombustíveis avançados. Serão processadas matérias primas como cascas de frutos, óleos virgens, óleo de cachos, óleos e gorduras provenientes de lamas de depuração de Etar’s.
Ainda segundo o responsável da empresa a escolha de Palmela para instalação da nova unidade foi estratégica, uma vez que o local onde será feita a obra, em Vale de Cantadores, fica localizada a dez minutos do Porto de Setúbal, próxima da via ferroviária e junto à autoestrada. “A exportação para países do norte da Europa é um dos objetivos, daí que seja importante a proximidade ao porto de Setúbal”, sublinhou Salim Karmali. 
O responsável revelou ainda que a empresa, com a entrada de um novo investidor, prevê expandir o negócio para China e também para o continente americano, operações que deverão ocorrer, no primeiro caso, ainda durante este ano e, no segundo, no decurso do segundo semestre de 2021, precisamente quando se prevê que seja inaugurada a fábrica de Palmela.
Um dos donos da Hardlevel salientou que a fábrica do Vale dos Cantadores vem de encontro às novas diretivas europeias, nomeadamente da que diz respeito a renováveis. Essa diretiva estabelece que, entre 2020 e 2030 os países membros de União Europeia irão consumir 32 por cento de energias provenientes de fontes renováveis, pelo que o processo de incorporação de biocombustíveis (como os que serão produzidos na nova unidade) nos combustíveis fósseis irá aumentar significativamente.
Os 50 postos de trabalho previstos são destinados a pessoas com especialização, nomeadamente a técnicos de laboratório e técnicos de produção. 

Uma empresa em crescimento 
Apostada na recolha seletiva dos óleos usados e na sua transformação e valorização de modo a que se obtenham biocombustíveis avançados, a Hardlevel, que também tem centros logísticos e empresas subsidiárias em Portugal, Espanha, Holanda, Bélgica e Malásia, prevê poder chegar ao final do presente ano com mais de 100 mil toneladas processadas e comercializadas, valor esse que até poderia ser superior, não fossem os contratempos causados pela pandemia de covid-19.
A Hardlevel tem capital 100 por cento português e foi fundada em 2006. Terá sido, em 2017, a empresa responsável pela criação da primeira rede organizada de recolha de óleos alimentares usados, a Rede Nacional de Oleões.
 Em 2019 a empresa terá tido um volume negocial de 58 milhões de euros.

Agência de Notícias
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