Dá um Gosto ao ADN

Central de hidrogénio de Sines cria cinco mil empregos

Mega central de energia solar a caminho do Litoral Alentejano

O projeto para criar uma central de hidrogénio em Sines implica um investimento de 3,5 mil milhões de euros. Este projeto visa produzir hidrogénio a partir de fontes renováveis em Portugal para depois ser exportado para o norte da Europa, nomeadamente a Holanda. As contas constam de uma apresentação feita em Bruxelas a semana passada pelos promotores do projeto. Com o nome de Flamingo Verde, poderá criar cinco mil postos de trabalho e conta com o envolvimento de Portugal, Holanda, Alemanha e Dinamarca.
Sines vai ter mega fábrica de hidrogénio 

O projeto envolve 15 empresas, incluindo o Resilient Group, o banco holandês ABN Amro, a dinamarquesa produtora de turbinas eólicas Vestas, e as portuguesas EDP e Galp.
Quando estiver a funcionar, terá a capacidade de produzir 465 mil toneladas de hidrogénio por ano, eliminando a emissão de 18,6 milhões de toneladas anualmente.
O calendário estabelecido estipula que as propostas para obter financiamento europeu têm de ser apresentadas em Abril em Bruxelas, com os resultados a serem conhecidos em Novembro. A construção do projeto deverá arrancar em Junho de 2021.
O ministro do Ambiente e da Ação Climática defendeu na semana passada no Parlamento o “fomento de uma dinâmica de mercado que incentive o desenvolvimento e a incorporação dos gases renováveis na economia, com particular ênfase no hidrogénio”, destacou João Pedro Matos Fernandes.
Entre os seus objetivos, o Flamingo Verde quer “iniciar a economia portuguesa do hidrogénio ao implementar as infraestruturas necessárias e uma massa crítica económica”, segundo a apresentação feita pelos promotores.
O projeto quer “assegurar uma cadeia de valor sincronizada para a produção de hidrogénio verde, transporte, distribuição, procura, focando-se em alavancar as energias renováveis em Portugal como um fator de competitividade com uma componente de exportação”.
O Flamingo Verde pretende “desenvolver um centro ibérico de exportação de hidrogénio verde, ligado à rota marítima do porto de Sines, a porta de entrada para o mega cluster do setor químico da Europa”, como nos Países Baixos e na Alemanha, pois o hidrogénio é bastante utilizado na indústria química.
“Alavancar as infraestruturas existentes, recursos solares e procura local de hidrogénio no porto de Sines”, pode-se ler no documento.
Como funciona? Basicamente, a eletricidade é usada para dividir água em hidrogénio e oxigénio numa unidade chamada de eletrolisador, num processo químico conhecido por eletrólise. O hidrogénio verde tem depois vários fins: refinar petróleo, tratamento de metais, produção de fertilizantes ou o processamento de alimentos.
Entre as vantagens de Sines para albergar este projeto, está o facto de ser um porto de águas profundas e um complexo industrial químico, de contar com bastante eletricidade produzida a partir de energia solar (nos próximos anos), a existência de “boas” ligações elétricas” e uma “grande quantidade de engenheiros qualificados”.

Agência de Notícias
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Castelo de Palmela cria percursos acessíveis

Investimento de 356 mil euros para melhorar acessos ao monumento nacional  

Visitado por cerca de 100 mil pessoas por ano, o Castelo de Palmela vai ter melhores condições de acesso para ser visitado e admirado por todos que o pretendam. O município de Palmela adjudicou a empreitada para a criação de percursos acessíveis no Castelo de Palmela, num montante de cerca de 356 mil e 700 euros.
Vai ser mais fácil chegar ao castelo de Palmela 

A obra tem como finalidade, explica a Câmara de Palmela, melhorar "os acessos para todos", garantindo a acessibilidade deste monumento nacional e “a circulação de todos os cidadãos sem limitação de barreiras físicas".
A obra contempla a criação de "percursos acessíveis (maioritariamente em pedra) e a utilização de pavimentos confortáveis e antiderrapantes”, que permitirão a visita de pessoas a pé, em cadeiras de rodas ou com carrinhos de bebé.
Nos locais onde não for possível desenvolver estes percursos, devido ao relevo do terreno, "serão criadas rampas e um grande passadiço metálico, devidamente enquadrado no local, através da adoção de uma linguagem discreta e contemporânea. As zonas verdes também serão valorizadas, com recurso a espécies autóctones", explica a autarquia.
Esta empreitada é cofinanciada pelo PORLisboa 2020 e está inserida nos Castelos e Fortalezas da Arrábida, uma candidatura que potencia o oferta turística da região e reúne objetivos de valorização patrimonial, paisagística e social.

Agência de Notícias com Câmara de Palmela 
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Escola de Setúbal atinge “Maioridade Ecológica”

Uma escola preocupada com as várias questões ambientais na cidade 

A Escola Secundária Dom Manuel Martins, de Setúbal, hasteou nesta segunda-feira e pelo 18º ano consecutivo a sua bandeira distintiva de Eco Escola. É um galardão que tem recebido desde que a ele se candidata e que a elege como escola preocupada com as várias questões ambientais e não apenas no seu espaço restrito, mas também na comunidade em que se insere e, afinal, na Sociedade em geral. A presença da EDP Distribuição e de outras forças vivas proeminentes no distrito (autarquias, empresas, instituições particulares de solidariedade social) na cerimónia do hastear da bandeira são prova deste envolvimento bem-sucedido da Escola com a cidade e a região. “Este foi o primeiro estabelecimento escolar a ser eco-escola. Por isso, é um dia muito importante”, referiu o vereador com o pelouro da Educação na Câmara de Setúbal, Ricardo Oliveira.
Secundária Dom Manuel Martins é eco escola há 18 anos

E o que é que esta escola tem de diferente das outras? Uma brigada de limpeza comandada pelos alunos do curso de formação de jardinagem. Um projeto de utilização racional da água. Campanhas de reciclagem e recolha seletiva de pilhas, de tinteiros e de baterias. Doação de roupas em segunda mão a famílias com dificuldades financeiras.
É para premiar estas ações desenvolvidas ao longo do ano letivo pela Escola Secundária D. Manuel Martins em prol de um ambiente mais sustentável que foi hasteada a bandeira verde Eco-Escolas, numa cerimónia com a presença de centenas de estudantes, professores e pais.
A bandeira verde Eco-Escolas, programa internacional da Foundation of Environmental Education, que chegou a Portugal em 1996 através da Associação Bandeira Azul da Europa, pretende encorajar e promover a escola como um local privilegiado para a educação ambiental e sustentabilidade.
“Este foi o primeiro estabelecimento escolar a ser eco-escola. Por isso, é um dia muito importante”, referiu o vereador com o pelouro da Educação na Câmara de Setúbal, Ricardo Oliveira.
Além da Escola Secundária D. Manuel Martins, este programa, destinado a todos os graus de ensino, do pré-escolar ao secundário, é implementado nos jardins de infância O Aquário – Centro Paroquial Nossa Senhora da Anunciada, A Nuvem, Sorriso Maroto e O Arco Íris.
Os colégios S. Filipe e S. Cristóvão, as escolas básicas de Azeitão, Barbosa du Bocage, Luísa Todi e Sant’Ana – Externato, a EB+S Lima de Freitas, a Escola Profissional de Setúbal, a Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental e a Escola de Hotelaria e Turismo de Setúbal são outros dos estabelecimentos envolvidos.

 Valores de respeito pelo meio ambiente e da sustentabilidade
A nível de boas práticas ambientais, a Escola Secundária D. Manuel Martins possui um equipamento de retenção de águas pluviais para rega, projeto inovador a nível nacional de boas práticas ambientais em estabelecimentos de ensino.
Além disso, tem o Centro de Interpretação Ambiental das Manteigadas, que nasceu do espírito da iniciativa dos professores daquela escola, que decidiram aproveitar um terreno de três hectares, com características de bosque mediterrânico, onde se encontram várias espécies nativas e exóticas, nas instalações escolares para criar um percurso interpretativo.
“Um projeto muito importante em termos de valores de respeito pelo meio ambiente e da sustentabilidade”, destacou ainda o vereador Ricardo Oliveira.
Já a responsável pelo Clube de Ambiente Viva a Terra, Raquel Brinca, a falar ao lado da diretora da escola, Clemência Funenga, adiantou que, “futuramente, a comunidade escolar irá desenvolver uma campanha para a proteção das pradarias marinhas do estuário do Sado”.
Presentes na cerimónia do hastear da bandeira estiveram também Isabel Quadros, em representação da Junta de Freguesia de São Sebastião, Eugénio Fonseca, presidente da Cáritas Portuguesa, e António Aleixo, da EDP Distribuição.
De salientar que a bandeira verde Eco-Escolas foi erguida no dia em que se comemora, igualmente, o nascimento de D. Manuel Martins, patrono daquele estabelecimento de ensino, e o Dia da Escola, que incluiu um conjunto de atividades entre a manhã e o período da tarde.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 
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Montijo vai rever regulamentos de taxas e tarifas

Competências do Estado para a autarquia obriga a "novos impostos" 

A Câmara do Montijo vai dar início à alteração dos regulamentos de taxas e tarifas para fazer face às novas competências transferidas para o órgão municipal. As propostas foram aprovadas em reunião de câmara. Ricardo Bernardes, responsável pela Divisão de administração organizacional da autarquia, explicou que “mercê da aceitação, por parte do município, das novas competências que foram transferidas pelo estado administração, coloca-se a necessidade da criação de novas taxas para a prestação desses serviços que não existiam, o que implica uma alteração ao regulamento e tabela de taxas”. A taxa, segundo o autarca, não representa um acréscimo da carga fiscal. 
Autarquia estuda novas tarifas e taxas municipais 

O vereador esclareceu ainda que os serviços transferidos para a autarquia já eram sujeitos a taxas. “Como os municípios vão passar a prestá-los para se puderem financiar têm que criar a taxa. Desaparece a taxa que era paga às entidades do estado central e é criada uma nova taxa que a que tudo indica será de valores equivalentes paga ao município. Não há um acréscimo da carga fiscal nos munícipes contribuintes”.
O presidente da Câmara do Montijo, Nuno Canta, sublinhou que a autarquia não tem “taxas e tarifas acima do que são os custos de funcionamento da câmara e esse é o compromisso político que nós temos com os cidadãos”.
“Quando pudemos reduzimos os impostos. Este ano estamos a reduzir o IMI, assim como o fizemos em anos anteriores. O estado para funcionar e prestar um serviço público aos cidadãos tem que ter estes elementos de receita” afirmou Nuno Canta.
A autarquia vai dar início do procedimento realizando um estudo económico financeiro para posteriormente voltar à reunião de câmara com a proposta concreta.
As propostas de alteração aos regulamentos de taxas e tarifas foram aprovadas com os votos favoráveis do PS, os votos contra da CDU e a abstenção do PSD.

Montijo reforça poderes na saúde, educação e cultura
A questão prende-se com a Lei-Quadro da Transferência de Competências para as autarquias locais e para as Entidades Intermunicipais, aprovadas em Fevereiro do ano passado, onde foram estabelecidos os princípios gerais da transferência de competências para os municípios, freguesias e entidades intermunicipais.
De acordo com a proposta, as novas competências irão reforçar e aprofundar a autonomia local, respeitando os princípios da subsidiariedade e da descentralização administrativa como base na reforma do Estado.
O presidente da Câmara do Montijo, Nuno Canta, e o executivo socialista esclareceram que sempre defenderam a transferência de competências para o município, "como forma de aproximar os serviços públicos das populações e como estratégia de afirmação do poder local democrático".
Nos termos da lei são transferidas para os municípios competências em diversas áreas, como a saúde, a educação e a cultura.
Para as entidades intermunicipais, como a Área Metropolitana de Lisboa, os diplomas sectoriais já publicados são seis e referem-se à promoção turística, justiça, projetos financiados por fundos europeus e programas de captação de investimento, apoio aos bombeiros voluntários, educação e saúde.

Agência de Notícias com Câmara do Montijo 
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Confrontos no Bairro da Jamaica foram há um ano

A fama piorou, mas há quem volte para matar saudades deste “bocadinho de África”

Os confrontos entre moradores e agentes policiais há um ano piorou a fama do Bairro da Jamaica, onde vivem agora menos 62 famílias, que foram realojadas, mas que voltam sempre que podem para matar saudades deste “bocadinho de África”. Um vídeo com imagens de confrontos entre moradores e policiais ocorridos a 20 de Janeiro do ano passado correu o mundo das redes sociais e levou às primeiras páginas a Rua 25 de Abril do Vale de Chicharros, conhecido por Bairro da Jamaica, na freguesia da Amora, no concelho do Seixal. O racismo foi o substantivo mais utilizado nos dias seguintes aos confrontos, aos quais se seguiram manifestações violentas em outras zonas da Grande Lisboa de jovens, que protestavam contra a perseguição policial, mas das quais os habitantes do Bairro da Jamaica se demarcaram.
As condições do Bairro não afasta residentes

No seguimento destes eventos no Bairro da Jamaica os habitantes foram surpreendidos com a visita do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e o Ministério Público deduziu acusação contra uma família (mãe e três filhos) e um agente da PSP.
Hoje, os incidentes são assunto de difícil abordagem para quem ainda vive naqueles prédios inacabados que começaram a ser ocupados nos anos 1990, nomeadamente por cidadãos oriundos de países africanos de língua portuguesa.
Essa dificuldade deve-se à má fama do bairro, que ficou ainda pior após as notícias dos confrontos, a qual chega mesmo a ser uma barreira na hora de arranjar emprego.
No dia em que completava 20 anos em Portugal, Manuela Pedro disse à Lusa que desde essa data que sonha com uma casa nova, lamentando as condições atuais de habitabilidade onde a humidade convive com o barulho, os ratos e as baratas.
Em 2019, o bairro assistiu à demolição de um prédio após o realojamento de 62 famílias, que foram as primeiras a receber uma casa e a deixar a Rua 25 de Abril. Restam 183 famílias, entre as quais a de Manuela Pedro, 33 anos, que elege o convívio com os moradores como uma das coisas boas do bairro.
Sobre os incidentes de há um ano, congratula-se com o facto de agora a presença policial ser menor, pois antes “vinham por tudo e por nada”. Mas da má fama os moradores não se livram e agora mais que nunca.
“Quando vou a entrevistas de emprego e descobrem que a minha morada é a Jamaica eu sou rejeitada. Eles anexam-me àqueles comportamentos que são isolados. Nunca tinha havido um incidente desses”, disse.

"O bairro é sempre calmo, desde o início até hoje"

Mas o caso também teve consequências positivas: “Ajudou imenso a revelar os problemas dos moradores. Muita gente desconhecia que em Portugal ainda vivem pessoas nas condições em que nós vivemos. E ainda há quem viva pior, quem não tenha sequer teto. Nós ainda temos um teto. É mau, mas temos um teto”, disse.
Salim Mendes, presidente da Associação de Desenvolvimento Social de Vale de Chicharros, irrita-se quando julgam o bairro sem o conhecer: “O bairro é sempre calmo, desde o início até hoje, apesar dos acontecimentos de há um ano”.
“Trabalhamos quase todos e contribuímos muito para o desenvolvimento deste país”, afirmou, sublinhando que se o bairro não fosse pacífico o Presidente da República não tinha feito uma visita surpresa acompanhado apenas por dois seguranças.
Salim Mendes congratula-se com o realojamento em curso, pois “é bom para a integração destes cidadãos que, com uma nova morada, já não serão postos de parte devido à fama do bairro”.
Este guineense que ainda não perdeu a esperança de um dia voltar ao seu país, de onde saiu há 25 anos para uma estada de um ano, entende bem as saudades que sente quem parte.
“Mesmo vivendo em condições péssimas, quando se sai sente-se vontade de regressar para passear, porque faz parte na nossa história. Aqui é que concentramos as culturas dos PALOP. Temos são-tomenses, guineenses, cabo-verdianos, angolanos, moçambicanos - poucos - e da comunidade cigana”, disse.
E as famílias já realojadas voltam sempre que podem para dois dedos de conversa e para apreciar gastronomia africana ou para admirar a horta com produtos “genuinamente africanos”.
Mas voltam sobretudo para sentir o outro. “Essas pessoas têm muitas saudades da convivência porque nos prédios novos ninguém fala com ninguém. É estranho morar 20 anos com pessoas e não se falarem. Não é bom para o ser humano”, disse.
Para perpetuar esta ligação de décadas, Salim Mendes planeia criar uma associação de antigos moradores para que, pelo menos uma vez por ano, convivam e relembrem a vida no Jamaica.
Até lá, as festas são mais rijas nas datas das independências dos países de origem dos moradores, com comida e música tradicionais.

"Nós encontramos um bocadinho da nossa África" 
Desde 1994 no bairro, Neide Jordão, 35 anos, não esconde que foi feliz no Jamaica, onde agora cria os dois filhos.
“O bairro tem fama que é um bairro problemático, com muita violência, mas não é verdade, muito pelo contrário. As pessoas são trabalhadoras, é só mesmo uma fama má”, disse à Lusa.
Menos bem fala das condições das casas: “Moramos dentro de água. É água que nunca mais acaba. Limpamos e passados cinco minutos já tem água. Temos problemas respiratórios e nos ossos por causa da humidade”.
Por isso, prevê para o dia em que receba a nova casa um sentimento contraditório. Por um lado, vai finalmente viver numa habitação condigna, mas por outro vão ficar as saudades.
“Grande saudade. Saudades mesmo, porque aqui é um bairro onde nós encontramos um bocadinho da nossa África. Vivemos aqui, temos várias culturas, etnias – Cabo Verde, Angola, Guiné, São Tomé… encontramos a nossa África aqui. É um ponto de encontro de África em Portugal”.
Edson José da Silva, 37 anos e nascido em Angola, vive no bairro desde 1994 e não se queixa das pessoas, mas das condições das casas.
“Vivemos em paz e harmonia. Normalmente respeitam-se mutuamente. A parte má são as condições em que vivemos, a humidade…”, desabafou.
Sobre os incidentes de há um ano, remete para a Justiça, a quem cabe “resolver”, mas acredita que ajudaram a conhecer a forma como as pessoas vivem no Jamaica.
Agora, espera pelo dia em que possa receber a sua casa, um T2 para poder receber a filha que vive em Inglaterra, mas que em breve irá visitar o pai.
“Quero dar-lhe todas as condições e privacidade”, disse, mostrando orgulhoso a fotografia da filha sorridente, junto ao passaporte de cidadão português.

Na luta de Maria contra a humidade nem todos os santos ajudam
Humidade, a grande inimiga dos moradores 
Nos poucos e húmidos metros da casa de Maria Nascimento, 66 anos, cabem apertadas as recordações de duas décadas em Portugal, vigiadas por uma Nossa Senhora de Fátima que acompanha a são-tomense na vida difícil que leva no Bairro da Jamaica.
A sexagenária sobe com dificuldade o quinto andar do prédio eternamente por acabar na Rua 25 de Abril de Chicharros, conhecido por Bairro da Jamaica, concelho do Seixal, onde há um ano se registaram confrontos entre moradores e a polícia que as redes sociais pulverizaram e se estenderam a outras zonas da Grande Lisboa.
A luta de Maria Nascimento é contra a humidade que lhe cobre as paredes de preto e se entranha nos pulmões, levando-a com regularidade ao hospital com dificuldades respiratórias.
Tal como 243 famílias, das quais 62 já foram realojadas, a família desta são-tomense mudou-se para esta casa na esperança de receber uma nova.
No final das escadas de cimento, ladeadas por placas de madeira pregadas de improviso, uma porta abre-se para um espaço que divide com outro vizinho e onde trabalha uma máquina de lavar roupa. Ao lado, com um pano africano a fazer de porta, uma casa de banho de reduzidas dimensões acolhe uma sanita, um lavatório e um polibã, em cima do qual um guarda-chuva aberto impede que a água do banho seja a que escorre das paredes, por onde a humidade corre sem obstáculos.
Uma outra porta dá para a casa de Maria: duas assoalhadas mínimas repletas de pertences espalhados por estantes e uma cama que divide com a irmã mais velha.
Neste espaço minúsculo viu os filhos crescer, os quais entretanto “já foram à sua vida”. E é com um esforço cada vez maior, que aumentou com o passar dos anos, que tenta vencer a humidade com a ajuda de tinta azul, perdendo sempre a batalha.
Junto à cama, uma mesa de cabeceira coberta por um 'naperon' de renda assemelha-se a um altar com as figuras em quem Maria do Nascimento deposita a esperança de dias melhores: Nossa Senhora de Fátima, Sagrado Coração de Jesus, João Paulo II, entre outros.
Invadidas pelo preto da humidade, as paredes do quarto seguram com dificuldade dois quadros de anjos, enquanto uma cómoda acomoda pertences e trabalhos infantis onde a palavra “parabéns” é a mais colorida da habitação.
Para Maria do Nascimento, se antes da demolição de um dos prédios do bairro a vida nas casas era difícil, agora está muito pior, pois o imóvel deixou de herança um lençol de água permanente onde os mosquitos se reproduzem e com eles os ratos e as baratas.
“Foi tirado o prédio, mas ficou a lama. Aguardamos pelo dia em que nos tirem daqui”, disse à Lusa com os olhos postos nas manchas pretas da humidade que a obrigam a andar de impermeável dentro de casa.

A má impressão e as saudades 
Maria do Nascimento diz que ficará muito contente no dia em que receber uma casa nova, com condições como as que não tem atualmente, mas acredita que ficará com saudades do bairro.
“A gente volta. Quem saiu volta para ver o Jamaica, os amigos”, afirmou, numa referência às famílias que já foram realojadas e que voltam sempre que podem para conviver com os amigos que ali deixaram.
Talvez por isso não goste de ouvir falar mal do bairro nem dos que lá vivem, nomeadamente após os confrontos entre moradores e agentes policiais no dia 20 de Janeiro de 2019, que resultou na acusação pelo Ministério Público de um agente da PSP e uma família (mãe e três filhos).
“Nós que vivemos aqui temos um perfil, mas quem nos vê de fora às vezes fica com má impressão de nós”, afirmou.
Apesar de reconhecer o peso de pertencer a um bairro com má fama, Maria do Nascimento não esconde o sítio onde vive: “Que remédio tenho eu do que dizer que vivo dentro da Jamaica”.
E sobre o futuro, diz que pode bem passar por regressar a São Tomé, onde vai sempre que pode.
Até lá, Maria sobe e desce as escadas frias e sem luz que a levam de e para casa. Faz parte do grupo de moradores a receber as próximas casas novas. Vai ficar “contente”, mas vai voltar para matar saudades.

Agência de Notícias com Lusa 
Fotos: Mário Cruz/Lusa 
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Autoeuropa investe 103 milhões em Palmela este ano

"Investir na fábrica é investir nas nossas pessoas, na nossa região e no nosso país"

A Autoeuropa vai investir este ano 103 milhões de euros na modernização da operação logística e no aumento da capacidade de produção da fábrica de automóveis em Palmela, anunciou a empresa. A informação divulgada na página oficial da Volkswagen Autoeuropa na rede `Linked in´ salienta que o investimento na fábrica de Palmela significa investir nas pessoas, na região e no país. "Investir na fábrica é investir nas nossas pessoas, na nossa região e no nosso país. Com a nova linha de corte nas prensas e a automatização do armazém de logística interna aceleramos o futuro", refere a empresa do grupo Volkswagen.
Alemães voltam a investir na fábrica de Palmela 

A Autoeuropa vai investir 103 milhões de euros este ano, indicou a empresa na sexta-feira, através da sua conta na rede social Linkedin. Este investimento destina-se, segundo se lê nessa informação, à "modernização da operação logística e ao aumento da capacidade de produção".
Fonte oficial da Autoeuropa indicou que este investimento não significa um aumento da capacidade de volume de veículos a serem produzidos em Palmela. A mesma fonte já tinha indicado ao Negócios que a fábrica se encontra "na sua capacidade máxima".
No ano passado, a empresa já tinha investido um valor de aproximadamente 110 milhões de euros para o reforço da produção.O investimento deste ano destina-se, em grande medida, a uma "nova linha de corte nas prensas e à automatização do armazém de logística interna", diz a mesma nota.
Ao Jornal de Negócios fonte oficial da fábrica da Volkswagen em Palmela tinha referido que "o plano de produção atual é de cerca de 250 mil veículos", um número em linha com os 254.600 produzidos no ano passado.
A Autoeuropa viu a sua produção mais do que duplicar nos dois últimos anos, passando de 110 mil unidades em 2017, ano em que começou a produzir o SUV compacto T-Roc, para mais de 250 mil veículos no ano passado. Aliás, só do T-Roc foram produzidas em 2019 mais de 206 mil unidades. Este volume posiciona a fábrica portuguesa como a quinta maior da marca Volkswagen, com exceção da China.
Em 2020, ano em que celebra 25 anos desde o início da produção, a fábrica de Palmela irá também atingir um marco histórico: a produção do veículo número três milhões. E, com os ritmos de produção da Autoeuropa, essa fasquia deverá ser atingida em Abril deste ano.
A Autoeuropa, que está a funcionar em pleno desde Janeiro de 1995, "contribuiu decisivamente para melhorar as exportações portuguesas e tem sido um fator de atração do investimento estrangeiro, particularmente de outras empresas ligadas ao setor automóvel, muitas das quais estão instaladas no denominado Parque Industrial da Autoeuropa, junto à fábrica da Volkswagen, no concelho de Palmela", diz a empresa. 


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Câmara do Barreiro reduz fatura da água este ano

Investimento na eficiência dos serviços permite reduzir valor

O município do Barreiro, tal como anunciou em 2019, vai reduzir este ano a fatura da água. A autarquia que mais uma vez viu confirmada a qualidade da água captada e fornecida para consumo humano, e que foi recentemente distinguida com o Prémio Selo da Qualidade da Água, pela entidade reguladora, anunciou a redução em última reunião pública de Câmara de 2019, enaltecendo o esforço desenvolvido para a garantia da qualidade do serviço. João Pintassilgo, vereador responsável pelo departamento de Águas e Higiene Urbana, sublinhou que fatores como “o superavit das receitas, graças a um ligeiro aumento de consumo, e o esforço investido na eficiência dos serviços”, tais como o controlo das perdas de água e energia, afluências indevidas ao sistema de saneamento e a produção de resíduos, como “medidas responsáveis para a redução das tarifas de água e saneamento neste ano”.
Autarquia baixa preço da água no concelho 

Esta situação, explicou João Pintassilgo, terá “um efeito de redução na factura, considerando os três serviços – águas, saneamento e resíduos, na ordem de um a 1,45 por cento na tarifa doméstica e de 0,8 a 1,4 por cento na tarifa não doméstica”.
Em relação às tarifas especiais, destaque para a tarifa social doméstica, com uma redução entre 1,46 e 1,56 por cento. Na tarifa não doméstica para as pequenas empresas, os valores situam-se entre os 0,8 e os 1,4 por cento, e na tarifa para instituições e associações, esta redução varia entre 1,75 a 1,80 por cento.
Considerando que a Câmara do Barreiro tem um tarifário equilibrado que garante a cobertura de custos, interessa também salientar, diz o autarca, "que a partir de 2020 os tarifários especiais são suportados pela autarquia deixando de pesar como deficit no cálculo do tarifário (promovendo assim a redução da tarifa)". 
A autarquia destaca ainda que, através da redução da fatura do serviço de água, saneamento e resíduos, pretende “partilhar com os barreirenses os resultados do esforço em tornar os serviços mais eficientes, não esquecendo e incentivando a diminuição do desperdício e da produção de resíduos, por questões de sustentabilidade ambiental e contra as alterações climáticas”.

Água de boa qualidade no último trimestre do ano passado
Entretanto, no âmbito da execução de um plano de amostragem para avaliação da qualidade da água e em cumprimento do Programa de Controlo de Qualidade, aprovado pela Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos, a câmara municipal informou que no último trimestre de 2019, “todas as análises realizadas apresentaram resultados em cumprimento dos valores paramétricos, pelo que se evidencia, deste modo, a boa qualidade da água distribuída em todas as zonas de abastecimento”, nomeadamente, no Alto da Paiva, Coina, Penalva, Sete Portais e Vila Chã. 
De assinalar que a “gestão da qualidade da água no sistema de abastecimento do município do Barreiro, desde a origem até à torneira do consumidor, é garantida através da aplicação de inúmeras medidas, tais como o recurso a tecnologias de tratamento adequadas face à qualidade da água captada e à qualidade da água que se pretende para consumo humano, aplicação de práticas de manutenção preventiva e corretiva, monitorização em contínuo de parâmetros da qualidade da água em locais estratégicos do sistema de abastecimento e a realização de estudos ou projetos visando a melhoria da qualidade da água abastecida”, explica a autarquia do Barreiro.

Agência de Notícias com Câmara do Barreiro 
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Estivadores ameaçam parar em Setúbal e Lisboa

Em causa está o incumprimento do contrato coletivo de trabalho

O Sindicato dos Estivadores e Atividade Logística revelou que vai entregar já esta segunda-feira um pré-aviso de greve no porto de Setúbal e ameaça fazer o mesmo no porto de Lisboa."Os trabalhadores do Porto de Setúbal decidiram avançar com um pré-aviso de greve de duas semanas ao trabalho suplementar para a empresa Sadoport, do grupo Yilport, e os estivadores de Lisboa também poderão decidir formas de luta na próxima segunda-feira, devido ao incumprimento das atualizações salariais acordadas e pagamento de salários em prestações", disse à agência Lusa o presidente do Sindicato dos Estivadores e Atividade Logística. 
Estivadores à beira de nova luta

Segundo António Mariano, no porto de Setúbal está em causa o "incumprimento do Contrato Coletivo de Trabalho pela empresa Sadoport, do grupo Yilport, o qual recusa cumprir as disposições do referido contrato que garantem uma distribuição equitativa do trabalho portuário pelos trabalhadores eventuais".
"A greve dos trabalhadores do Porto de Setúbal conta com a solidariedade dos estivadores do porto de Lisboa que, em plenário realizado na quinta-feira, decidiram não operar qualquer navio ou carga desviados de Setúbal para Lisboa", acrescentou o dirigente sindical, adiantando que a data do início da greve deverá ser anunciada nesta segunda-feira.
Segundo António Mariano, a Sadoport - ao contrário de todas as outras empresas de estiva de Setúbal que estão a respeitar o acordo - tem vindo a afirmar repetidamente que não pretende cumprir as referidas disposições do Contrato Coletivo de Trabalho  que visam assegurar a distribuição equitativa do trabalho, apesar de ter assinado o acordo laboral, mediado pelo Ministério do Mar, na presença da então ministra Ana Paula Vitorino".
O acordo laboral assinado em 14 de Dezembro de 2018 permitiu pôr termo à paralisação do porto de Setúbal provocada pela recusa dos estivadores eventuais em se apresentarem ao trabalho desde o dia 5 de Novembro desse ano.
No final de 2018, os trabalhadores eventuais do porto de Setúbal, alguns em situação de precariedade há mais de 20 anos, constituíam cerca de 90 por cento da mão-de-obra disponível naquela infraestrutura portuária.
De acordo com o sindicato, a situação do porto de Lisboa também não está a ser fácil para os estivadores que, na passada quinta-feira, decidiram fazer "um ultimato" às empresas portuárias, face ao "pagamento de salários a prestações" desde há mais de um ano.
"As empresas do porto de Lisboa não só não estão a cumprir o acordo que previa a aplicação de um aumento salarial de quatro por cento em 2018 e uma atualização de 1,5 por cento em 2019, como estão a pagar os salários a prestações. Ao longo dos últimos 16 meses, os trabalhadores do Porto de Lisboa receberam os salários em 46 prestações, o que consideramos ser uma situação insustentável e que não se pode prolongar", disse António Mariano.
Face ao alegado incumprimento das empresas portuárias de Lisboa, o presidente do Sindicato dos Estivadores e Atividade Logística admite a possibilidade de os estivadores da capital poderem aprovar eventuais formas de luta no próximo plenário, que está agendado para esta segunda-feira, e não exclui a possibilidade de essas formas de luta se estenderem a outros portos nacionais.

Agência de Notícias com Lusa 
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Palmela volta a ter experiências com Sabor

A Fogaça e a devoção das gentes de Palmela abre os fins de semana gastronómicos

A Fogaça de Palmela, um bolo tradicional que tem por base massa de pão, inspira dois fins de semana gastronómicos em Janeiro. Não faltará um workshop com os segredos da confeção desta especialidade local. A Fogaça de Palmela tem honras de abertura do programa para 2020 da iniciativa “Palmela, Experiências com Sabor!”. Desta forma, nos fins de semana de 17 a 19 e de 24 a 26 de Janeiro, aquele bolo, historicamente associado às festas de Santo Amaro, vai inspirar as ementas de 14 restaurantes do concelho. Os Fins de Semana Gastronómicos temáticos são já uma imagem de marca do “Palmela - Experiências com Sabor!”. Queijo de Ovelha, a Sopa Caramela, a Fruta e o Vinho de Palmela, o Coelho à Moda de Palmela, o Moscatel de Setúbal e, este ano pela primeira vez, o Arroz Carolino do Sado são "petiscos" para degustar nos principais restaurantes do concelho até ao final do ano em Palmela, Pinhal Novo, Quinta do Anjo, Marateca e Poceirão. 
Gastronomia de Palmela em experiência todo o ano

Sugestões que nos pratos principais incidem, principalmente, no casamento da fogaça com o bacalhau (exemplo bacalhau com crosta de fogaça). Nas sobremesas as propostas são várias. Como exemplo, as peras com moscatel em cama de fogaça, o cheesecake de frutos vermelhos com base de Fogaça de Palmela.
A 25 de Janeiro, às 10 horas, o doceiro Nuno Gil, da Confraria Gastronómica de Palmela orienta um workshop sobre Fogaça de Palmela. A participação na atividade implica a inscrição prévia, através do e-mail turismo@cm-palmela.pt ou telefone 212 336 668.
A Fogaça de Palmela, tal como nos é explicado pelo gastrónomo Virgílio Gomes, incorpora, na sua confeção, massa de pão, açúcar amarelo, farinha, banha de porco, ovos, sumo e raspa de laranja, aguardente, canela e erva-doce.

A Fogaça e a devoção das gentes de Palmela
A história da Fogaça, um biscoito aromático, cujas receitas centenárias passam de geração em geração nas famílias palmelenses, está intimamente ligada à vivência das gentes da vila e à devoção a Santo Amaro.
No início do ano, a população confeccionava fogaças com formas diversas, desde os animais domésticos à fruta produzida nos pomares da região, passando por membros e órgãos do corpo humano, com o propósito de pedir saúde e protecção das colheitas e animais.
Estas fogaças eram, depois, cozidas nos fornos comunitários da vila e a 15 de Janeiro, Dia de Santo Amaro, eram levadas à Igreja de S. Pedro para a tradicional Bênção das Fogaças. Um ritual que acontece todos os anos.
Surpreendente em pratos principais ou realçada, na sua doçura, em sobremesas requintadas, a Fogaça de Palmela" mostra-se versátil e é presença incontornável nas mesas do concelho, em particular, nos momentos festivos, acompanhada de um cálice de Moscatel", realça a Câmara de Palmela.

Arroz Carolino do Sado é o "novo sabor" em 2020
O calendário de 2020 abre já em Janeiro com uma programação especial dedicada à Fogaça de Palmela. Os Fins de Semana Gastronómicos temáticos são já uma imagem de marca do “Palmela - Experiências com Sabor!”.
Ao longo deste ano, saboreie os melhores produtos que Palmela tem para oferecer. O calendário de 2020 do programa de promoção gastronómica “Palmela - Experiências com Sabor!” continua a divulgar os produtos locais de qualidade, este ano com uma novidade: os Fins de Semana Gastronómicos do Arroz Carolino do Sado, no mês do Natal.
Ao longo do ano, vão destacar produtos como a Fogaça de Palmela, o Queijo de Ovelha, a Sopa Caramela, a Fruta e o Vinho de Palmela, o Coelho à Moda de Palmela, o Moscatel de Setúbal e, este ano pela primeira vez, o Arroz Carolino do Sado.
Os Concursos de Sopa Caramela e de Doçaria de Palmela completam o conjunto de iniciativas a decorrer ao longo do ano.
O “Palmela - Experiências com Sabor!” foi lançado em 2010 pela Câmara de Palmela e pela Associação da Rota de Vinhos da Península de Setúbal, com o objetivo de "promover a notoriedade da marca turística Palmela como território associado à gastronomia, aos produtos locais de qualidade e às boas experiências que proporciona a quem o visita", explica a Câmara.
O programa aposta no trabalho de parceria com os agentes económicos do setor da restauração. Os eventos de promoção gastronómica realizados já resultaram, por exemplo, na criação de algumas centenas de sugestões, que são incluídas nas ementas regulares dos estabelecimentos aderentes.


Calendário 2020 do Palmela - Experiências com Sabor!

Especial Fogaça de Palmela 
17 a 19 e 24 a 26 de Janeiro | Estabelecimentos aderentes
Fins de Semana Gastronómicos da Fogaça de Palmela
25 de Janeiro | 10h00 | Casa Mãe da Rota de Vinhos, Palmela
Workshop de Fogaça de Palmela

14 a 16 e 21 a 23 de Fevereiro | Estabelecimentos aderentes
Fins de Semana Gastronómicos dos Enamorados

27 a 29 Março e 3 a 5 de Abril | Estabelecimentos aderentes
Fins de Semana Gastronómicos do Queijo de Ovelha

1 a 3 e 8 a 10 de Maio | Estabelecimentos aderentes
Fins de Semana Gastronómicos da Sopa Caramela

3 de Maio
Concurso de Sopa Caramela

12 a 14 e 19 a 21 de Junho | Estabelecimentos aderentes
Fins de Semana Gastronómicos do Petisco

17 a 19 e 24 a 26 de Julho | Estabelecimentos aderentes
Fins de Semana Gastronómicos da Fruta de Palmela

28 a 30 de Agosto e 4 a 6 de Setembro | Estabelecimentos aderentes
Fins de Semana Gastronómicos do Vinho de Palmela

2 a 4 e 9 a 11 de Outubro | Estabelecimentos aderentes
Fins de Semana Gastronómicos do Coelho à Moda de Palmela

6 a 8 e 13 a 15 de Novembro | Estabelecimentos aderentes
Fins de Semana Gastronómicos do Moscatel de Setúbal

8 de Novembro
Concurso de Doçaria de Palmela
4 a 6 e 11 a 13 de Dezembro | Estabelecimentos aderentes
Fins de Semana Gastronómicos do Arroz Carolino do Sado
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Circulo de Jazz Fest Setúbal arranca esta sexta-feira

Mário Laginha Trio abre ciclo dedicado ao Jazz até 25 de Janeiro 

A 9º edição do Circulo de Jazz Fest Setúbal, organizado pela Câmara Municipal, realiza-se de 17 a 25 de Janeiro de 2020 com Mário Laginha Trio, Carlos Bica & Azul, Mário Delgado & Carlos Barretto, entre muitos nomes reconhecidos no panorama do jazz. Mário Laginha Trio abre a 9ª edição do Circulo de Jazz Fest em Setúbal, no Fórum Municipal Luísa Todi, com um projeto ímpar na área do jazz. Mário Laginha no piano, Bernardo Moreira no contrabaixo e Alexandre Frazão na bateria propõem-se a realizar um concerto que se destaca pela diversidade, sugerindo ao público uma viagem em torno do jazz mais tradicional, registos mais mainstream ou world music.
Mario Laginha atua esta noite em Setúbal 

A iniciativa, que decorre nos dois últimos fins-de-semana do mês, tem início, dia 17, às 21h30, com a actuação de Mário Laginha Trio no Fórum Municipal Luísa Todi. Com Mário Laginha ao piano, Bernardo Moreira no contrabaixo e Alexandre Frazão na bateria, trata-se de "um projecto único que desafia os parâmetros do jazz", revela a Câmara de Setúbal numa nota à imprensa.
Ainda a 17, a noite continua na emblemática Sociedade Musical Capricho Setubalense, às 23 horas, com o quarteto composto por Rodrigo Amado, Ricardo Toscano, Hernâni Faustino e João Lencastre.
No segundo dia do festival, o projecto The Rite of Trio – com André Silva, Filipe Louro e Pedro Melo Alves – abre, às 21h30, a noite de concertos no Fórum Municipal Luísa Todi. Segue-se, uma hora depois, a actuação de André Rosinha Trio, em que João Paulo Esteves da Silva (piano), André Rosinha (contrabaixo) e Bruno Pedroso (bateria) "percorrem novos caminhos do jazz, com espaço para a improvisação".
A Big Band Júnior é outros dos projectos convidados a participar no festival. Dedicado aos mais novos, actua no dia 19, às 16 horas, no Fórum Municipal Luísa Todi.
O concerto de Mário Delgado (guitarra) e Carlos Barretto (contrabaixo) – dois músicos 'veteranos' e com "um percurso marcante no jazz português" – abre o segundo o fim-de-semana do festival. É no dia 24, às 21h30, no Cinema Charlot – Auditório Municipal. Segue-se, no mesmo espaço, a actuação do Desidério Lázaro Quarteto, a partir das 23 horas.
A concluir a programação desta edição do Círculo de Jazz Fest, Setúbal recebe pela primeira vez o reconhecido Carlos Bica e o seu trio Azul, composto ainda pelo alemão Frank Möbus (guitarra) e o norte-americano Jim Black (bateria). A actuação tem lugar às 21h30 no Cinema Charlot – Auditório Municipal.
Os bilhetes individuais para os concertos oscilam entre os dez e os 12 euros, sendo que, no dia 19, a entrada é gratuita para crianças até aos 14 anos. A autarquia informa que haverá ainda um passe que faculta o acesso a todos os concertos do Círculo de Jazz Fest 2020, à venda na Casa da Cultura por 25 euros.

Agência de Notícias 
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54 milhões para produzir mirtilos em Alcácer do Sal

Investimento cria 200 empregos directos e 2500 temporários 

A antiga fábrica da Torrinha, em Montalvo, no município de Alcácer do Sal, vai ser requalificada para integrar um investimento na produção biológica de mirtilos. A Carsol Fruit Portugal é a empresa por detrás do investimento que está estimado em 54 milhões de euros e que inclui os campos adquiridos e as plantações, assim como os edifícios, a área de plantação será de 400 hectares, sendo que entrarão em produção total no ano de 2025. Esta produção, completamente biológica, permitirá colher uma média de nove mil toneladas de mirtilo por ano, que se destinam essencialmente a exportação, mas também ao preenchimento das necessidades nacionais. Este investimento permitirá criar 200 postos de trabalho na região, estimando-se que no pico da campanha de mirtilo o número de postos de trabalho temporários ronde os 2500.
Mirtilos vão ser produzidos no Litoral Alentejano 

O concelho de Alcácer do Sal, vai realizar um investimento na área da produção biológica de mirtilos. Este investimento poderá potenciar o concelho como uma referência na produção deste fruto, contribuindo para tornar Portugal numa referência a nível internacional.
“Esta produção, completamente biológica, permitirá colher uma média de nove mil toneladas de mirtilos por ano, que se destinam essencialmente a exportação, mas também ao preenchimento das necessidades nacionais”, segundo a autarquia de Alcácer do Sal.
O investimento vai acontecer na antiga fábrica da Torrinha, em Montalvo, que será requalificada, segundo um comunicado da autarquia de Alcácer do Sal.
Trata-se de um investimento na ordem dos 54 milhões de euros realizado pela empresa Carsol Fruit Portugal, detida em partes iguais pela família do empresário Filipe de Botton e pela família Carrasco.
O valor de investimento neste projeto inclui a aquisição dos campos e plantações, além dos edifícios que irão servir para a refrigeração e embalamento do fruto.
A rega dos pomares de mirtilos será realizada pelo sistema gota-a-gota, com origem de água em 10 captações de água subterrânea, do tipo furo vertical e armazenamento a efectuar em três reservatórios.
No comunicado, a câmara municipal de Alcácer do Sal revela que até 2022 a área de plantação contará com 400 hectares, com o início da produção previsto para 2025. “Esta produção, completamente biológica, permitirá colher uma média de nove mil toneladas de mirtilos por ano, que se destinam essencialmente a exportação, mas também ao preenchimento das necessidades nacionais”, segundo a autarquia.
O município adianta que vão ser criados 200 postos de trabalho definitivos no concelho, mas que no pico da campanha do mirtilo, ou seja, na apanha do fruto, o número de empregos temporários pode chegar aos 2500.

Será o mirtilo o superalimento que cura todos os males?
Não, não é vermelho. Aliás o mirtilo distingue-se sobretudo pela sua forte tonalidade roxa, mas ainda assim é um dos 'frutos vermelhos' que maior destaque tem conquistado na nossa alimentação nos últimos tempos.
Além dos seus poderes antioxidantes e imunizantes contra várias doenças, o mirtilo é "um fruto com um teor calórico interessante do ponto de vista do controle de peso, tendo 57 kcal por 100g de alimento, rico em vitaminas C e K e beta – caroteno, um precursor da vitamina A", explica Filipa Teixeira Morgado.
E acrescenta a nutricionista: "Têm, como a maioria dos frutos vermelhos, um valor calórico pouco significativo, são ricos em diversas vitaminas, como já referido, ricos em compostos fenólicos (função) e carotenoides (que têm uma função antioxidante)".
O mirtilo é um arbusto baixo da família das Ericaceae, nativo da Europa e Ásia, onde abunda nos campos e nas cidades. É uma planta de inverno forte, com gelo e neve, que renasce na primavera e se enche de pequenos bagos azuis. O mirtilo também é conhecido como uva-do-monte ou arando.
A nutricionsita Filipa Teixeira Morgado enfatiza ainda que estes pequenos e poderosos frutos são ricos em antocianinas que, de acordo estudos recentes, demonstram ter benefícios na redução do risco de Doenças Cardiovasculares, recomendando-se, para este efeito, o consumo diário de 50 g a 100g de frutos vermelhos.

Por serem ricos em antioxidantes os mirtilos são:
Antimicrobianos e Anti – inflamatórios – podendo ajudar no alívio de sintomas relacionados com infeções do trato urinário, por exemplo, não sendo essa a sua principal função.;
Anticancerígenos e Anti – mutagénicos – existe já evidência científica relevante que demonstra o efeito anticancerígeno dos compostos fenólicos, em que os mirtilos são ricos, na prevenção de alguns tipos cancro;
Neuroprotetores – apresentam impacto na memória, aprendizagem e função cognitiva tendo efeitos em Doenças Neurodegenerativas, como por exemplo a Doença de Alzheimer.

Agência de Notícias
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Golfinhos e aves encontrados mortos em Setúbal

Morte de golfinhos no Sado está relacionada com "condições climatéricas extremas"

A Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra afastou esta tarde de quinta-feira qualquer responsabilidade dos trabalhos das dragagens no Sado na morte de quatro golfinhos costeiros em Dezembro, cujos cadáveres deram à costa nas praias entre o Carvalhal e Comporta. Nenhum dos golfinhos pertence à comunidade de roazes corvineiros residente no Estuário do Sado. O porto de Setúbal apoia-se em informação recebida pelo Instituto de Conservação das Naturezas e Florestas para apontar como causa da morte dos golfinhos costeiros "as condições climatéricas extremas que se verificavam à época. Em nenhum dos casos se verifica qualquer ligação às operações inerentes ao Projeto de Melhoria das Acessibilidades Marítimas ao Porto de Setúbal", adianta em comunicado a administração do porto.  A 13 de Janeiro foi avistado por pescadores, fora do Estuário do Sado, um outro golfinho morto, que não foi recolhido pelo que não se conhecem as causas da morte desconhecendo-se o seu paradeiro.

Morte de golfinhos não tem a ver com dragagens 

“Face às notícias transmitidas recentemente, relativas à morte de 4 golfinhos no Estuário do Sado, vem a Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra, esclarecer que segundo informação recebida por parte do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas: Foi registado o arrojamento de quatro golfinhos oceânicos comuns, entre o Carvalhal e a Comporta, no final do mês de Dezembro, sendo que a morte destes mamíferos se prende com as condições climatéricas extremas que se verificavam à época”, começa por referir o comunicado.
“A 13 de Janeiro foi avistado por pescadores, fora do Estuário do Sado, um cetáceo morto, que não foi recolhido pelo que não se conhecem as causas da morte desconhecendo-se o seu paradeiro; Em nenhum dos casos se verifica qualquer ligação às operações inerentes ao Projeto de Melhoria das Acessibilidades Marítimas ao Porto de Setúbal”, acrescenta.
Recorde-se que a SOS animal utilizou as redes sociais para denunciar a morte de vários animais nos últimos dias no Rio Sado e convocou os partidos a investigar.
"No seguimento das preocupações manifestadas pela SOS Animal sobre as consequências devastadoras das dragagens do Sado no ecossistema local, tomámos conhecimento, através do nosso parceiro SOS Sado, de quatro golfinhos arrojados, mortos, entre Comporta - Carvalhal, sendo que três deles foram encontrados juntos. Hoje [dia 13] foi encontrado um quinto golfinho, morto, nas águas de Setúbal", escreveram no Facebook, acrescentando ainda que foram encontradas "gaivotas moribundas ou já mortas, na costa de Tróia".
Também a SOS Sado emitiu um comunicado a exigir às autoridades competentes "todos os esclarecimentos acerca dos contornos destas mortes", assim como "a garantia de que as mesmas não indiciam qualquer perigo para a saúde pública".
"Quanto às coincidências temporais destas ocorrências com o projeto de alargamento do Porto de Setúbal caberá às equipas de monitorização deste projeto o seu cabal esclarecimento", referiram ainda os ambientalistas.
Na quarta-feira, o Instituto de Conservação da Natureza e Florestas tinha esclarecido apenas que os animais encontrados mortos não eram golfinhos roazes e, por isso, não pertenciam à comunidade do Estuário do Sado.
Esta quinta-feira, a Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra realça ainda na mesma nota que “de acordo com o previsto na Declaração de Impacte Ambiental, desenvolveu um numeroso conjunto de estudos, tendo contratado especialistas de reconhecido mérito nestas matérias que trataram de forma exaustiva e científica todas as questões relativas aos impactes no ecossistema, seja ele na microfauna ou macrofauna existente no estuário. A execução da obra tem sido acompanhada pela implementação de um Plano de Monitorização que abrange diversos descritores, nomeadamente, valores ecológicos e conservação da natureza; qualidade da água e arqueologia e património”.

Bloco de Esquerda e PAN questionam governo 
O Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda apresentou esta quinta-feira ao governo através do Ministro do Ambiente e Ação Climática, um requerimento sobre arrojamento de cetáceos e aves mortas no Estuário do Sado e zonas contíguas.
"Desde o início das operações de dragagem no estuário do rio Sado, a 13 de Dezembro de 2019, foram relatados arrojamentos de cetáceos e avistadas aves mortas ou moribundas em áreas contíguas ao estuário", diz o Bloco,
Além dos cetáceos, a população e organizações locais relataram o aparecimento de aves mortas ou moribundas, sem lesões físicas visíveis. Estas aves foram avistadas nos bancos de areia localizados nas imediações do local no qual tem sido feita a deposição de dragados provenientes das operações da Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra. Existem também relatos de aves mortas ou moribundas em zonas da restinga do estuário do rio Sado, assim como nas praias da península de Tróia.
O Bloco de Esquerda pede esclarecimentos públicos ao Ministro do Ambiente e da Ação Climática sobre as causas de morte destes animais. "Existe a legítima preocupação da população e organizações locais de que as operações de dragagem no estuário do rio Sado possam estar a causar problemas graves de saúde pública através da morte destes animais, além dos já conhecidos impactes negativos nos ecossistemas marinho e estuarino locais", conclui o partido em nota enviada à ADN-Agência de Notícias.
No seguimento desses acontecimentos, o PAN questionou também o Ministro do Ambiente e Acção Climática, João Pedro Matos Fernandes, que tutela a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, sobre “as circunstâncias da morte destes animais, os números exactos de animais mortos, quem os recolheu e se estão a ser analisadas as verdadeiras causas destas ocorrências”.
Segundo um comunicado do partido, para além destas situações, o PAN tem “sido alertado por diversas associações ambientalistas para a alteração na coloração da água do rio, que poderá ser consequência do aumento de sedimentos em suspensão, os quais poderão afectar grandemente a qualidade da água do rio”.

Agência de Notícias 
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Assembleia Municipal aprova orçamento em Sesimbra

56 milhões de euros representa o maior ciclo de investimento no concelho

O Orçamento, as Grandes Opções do Plano e o Mapa de Pessoal foram aprovados pela Câmara e pela Assembleia Municipal de Sesimbra. São três instrumentos de política e gestão que têm em conta a realidade do concelho e o contexto económico nacional, e que, pelos objetivos e programas definidos, voltam, explica a Câmara de Sesimbra, "a demonstrar, de forma inequívoca, a preocupação do município na melhoria contínua dos serviços prestados, na saúde financeira e no rigor". Educação, saúde, habitação, limpeza e higiene urbana, abastecimento público, mobilidade, cultura, património, ambiente e sustentabilidade, e bem-estar animal, são as áreas estratégicas da autarquia para este ano. 
Sesimbra aprova orçamento de investimento 


Nestes documentos, a autarquia deixa refletido "o empenho em cumprir os compromissos assumidos, alguns dos quais relacionados com investimentos de enorme relevo para a comunidade, sobretudo nas áreas da educação, saúde, habitação, limpeza e higiene urbana, abastecimento público, mobilidade, cultura, património, ambiente e sustentabilidade, e bem-estar animal".
Assim, para 2020, o orçamento ronda os 56 milhões de euros, superando em pouco mais de um milhão de euros o de 2019, e em quase cinco milhões, o de 2018, mantendo-se, desta forma, na linha dos objetivos estratégicos definidos para o horizonte temporal 2017-2021, "significando um dos maiores ciclos de investimento no concelho", explica a autarquia em nota de imprensa.
No que respeita aos grandes investimentos e atividades previstas nas Grandes Opções do Plano, os valores ascendem a mais de 25 milhões de euros. Por sua vez, o investimento ronda os 16 milhões de euros, cerca de 1,4 milhões de euros acima do de 2019, e mais de 4 milhões em relação ao de 2018, o que traduz dinâmica, capacidade de planeamento, realização e visão de futuro.
Por áreas, "a educação representa mais de 20 por cento em termos globais, o que se deve, fundamentalmente, à ampliação da Escola Básica do Conde 2, e da Escola Navegador Rodrigues Soromenho. Neste último caso, a Câmara terá uma forte participação financeira, embora seja uma obra da responsabilidade da Administração Central", sublinha o documento.
A habitação terá também um dos maiores investimentos nos últimos anos, cerca de 2,5 milhões, devido, principalmente, "à construção do novo edifício de habitação do Bloco da Mata", realça o município.
Em matéria de cultura e património, a prioridade é a reabilitação da envolvente ao Santuário do Cabo Espichel e do aqueduto, a reabilitação da Capela de São Sebastião e a construção do Auditório da Quinta do Conde.

Unidade de Saúde vai avançar este ano
Em 2020, merece ainda destaque a construção da "nova Unidade de Saúde de Sesimbra, que também vai contar com um investimento significativo por parte do município, apesar de se tratar de uma obra da Administração Central", sublinha o documento.
De notar que a autarquia também "já assumiu o investimento com a requalificação da envolvente ao novo Edifício de Justiça, em Sampaio, embora esta intervenção ainda não esteja inscrita neste orçamento, aguardando-se o desenvolvimento do processo para a construção do equipamento, por parte do Ministério da Justiça".
A melhoria da rede de abastecimento de água, "a conclusão do Centro de Recolha Oficial de Animais de Companhia, na Aiana, a construção de percursos pedonais na freguesia do Castelo, no âmbito do Plano de Ação de Mobilidade Urbana Sustentável, e do HUB 10, na Quinta do Conde, o reforço dos meios de limpeza, o projeto porta-a-porta, a abertura do Parque Operacional na Quinta do Conde, a melhoria das condições de trabalho, e a dinamização de acontecimentos de âmbito desportivo, cultural e turístico, são outras das prioridades para 2020", diz a autarquia.
Para além disso, a Câmara Municipal "continuará atenta e empenhada na resolução de processos importantes para o bem-estar da população do concelho, como a Unidade de Saúde da Quinta do Conde, o novo Hospital do Seixal, o aterro no Zambujal, ou a construção do Lar do Centro Comunitário da Quinta do Conde".
Em traços gerais, "os documentos previsionais aprovados visam dar reposta às necessidades das populações e concretizar projetos essenciais para que Sesimbra seja, cada vez mais, um concelho com níveis elevados de qualidade de vida, onde vale a pena trabalhar, residir e desfrutar de tudo o que este território tem para oferecer", conclui a autarquia. 

Agência de Notícias com Câmara de Sesimbra
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Turismo feliz pela opção do Montijo para novo aeroporto

Declarações de ministro são "muito positivas"

A Confederação do Turismo de Portugal considera "muito positivas" as declarações do ministro das Infraestruturas e Habitação, que afirmou que "não há tempo nem dinheiro para estudar novas localizações e que o Montijo é a melhor solução". No âmbito da apreciação na especialidade do Orçamento do Estado para 2020, as declarações de Pedro Nuno Santos vieram confirmar que o Governo está empenhado no dossiê do novo aeroporto, referindo que não há tempo nem dinheiro para estudar novas localizações e que o Montijo é a melhor solução", refere Francisco Calheiros, presidente da entidade, citado no comunicado divulgado nesta quarta-feira. A decisão final é conhecida na próxima terça-feira. 
ANA decide Aeroporto a 21 de Janeiro 

A Confederação do Turismo de Portugal "congratula-se com estas afirmações, que vão ao encontro do que temos vindo a defender, e esperamos que sejam sinónimo de que as obras vão avançar rapidamente", acrescenta o líder da organização.
O presidente da Confederação do Turismo de Portugal afirma que "é urgente dar início aos trabalhos no Montijo" e que, "se as obras do aeroporto não arrancarem este ano, o crescimento do turismo fica comprometido"."Não podemos esperar mais. Os estudos estão feitos, analisados e discutidos. É necessário passar à ação", defendeu.
Os patrões do turismo português consideram, assim, "muito positivas as recentes declarações" de Pedro Nuno Santos sobre o novo aeroporto.
Na terça-feira, 13 de Janeiro, Pedro Nuno Santos afirmou, no parlamento, que o novo aeroporto de Lisboa no Montijo "é crítico" para Portugal, considerando que não se tem o "direito de continuar a adiar o desenvolvimento do país".
"Para um país periférico como Portugal o investimento aeroportuário, o novo aeroporto na região de Lisboa, é determinante, é crítico para que o nosso povo possa viver melhor", afirmou o ministro numa audição parlamentar, no âmbito da apreciação na especialidade do Orçamento de Estado para 2020.
Pedro Nuno Santos salientou que o atual aeroporto de Lisboa não tem capacidade para receber todos os voos e que a localização da nova infraestrutura no Montijo é a solução.
"Não temos o direito de continuar a adiar o desenvolvimento do país", afirmou o governante, que salientou: "Todos os investimentos em infraestruturas têm impacto ambiental, que não haja ilusão nenhuma sobre isso".
O que é preciso "é garantir um equilíbrio" entre a preservação do ambiente e qualidade de vida, mas permitindo que o país continue a desenvolver-se, apontou o ministro, na sua intervenção inicial.
"Estamos já neste momento a perder dezenas de milhões de euros, centenas todos os dias, porque aeroporto de Lisboa não pode receber a quantidade de voos que procuram todos os dias" aquela infraestrutura, "são menos receitas, são menos empregos, perde o povo português", salientou.
A 8 de Janeiro de 2019, a ANA e o Estado assinaram o acordo para a expansão da capacidade aeroportuária de Lisboa, com um investimento de 1,15 mil milhões de euros até 2028 para aumentar o atual aeroporto de Lisboa (aeroporto Humberto Delgado) e transformar a base aérea do Montijo num novo aeroporto.
No dia 30 de Outubro, a Agência Portuguesa do Ambiente emitiu a proposta de Declaração de Impacto Ambiental relativa ao aeroporto do Montijo e respetivas acessibilidades, tendo a decisão sido "favorável condicionada".
A decisão final deverá ser conhecida na próxima terça-feira, dia 21 de Janeiro.

Agência de Notícias com Lusa 
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Glovo já está disponível na cidade de Setúbal

Pode encomendar choco frito para comer em casa ou bilhetes para um espetáculo no Luísa Todi 

A Glovo anuncia que acaba de chegar à capital do choco frito, Setúbal. Os restaurantes do bom peixe da cidade portuária estão agora disponíveis através da app da Glovo. Cerca de 91 mil setubalenses podem, a partir de agora, ter acesso a todos os petiscos da cidade, mas não só. Em destaque, entre os Local Heroes – o termo utilizado pela Glovo para denominar estabelecimentos populares entre os locais -, estão a Taberna 490 STB, assim Pizzaria La Milagrosa, Don Peppone, Burguesa Burger & Gin, Sushi class e Sushi-Come. As habituais cadeias McDonald’s, Pizza Hut e Subway estão naturalmente presentes na aplicação tal qual como acontece noutras cidades em que Glovo opera.
Cidade já recebe em casa a... Glovo 

Ricardo Batista, Country Manager da Glovo em Portugal salienta: “Estamos muito satisfeitos por comunicar mais uma expansão e chegar a Setúbal, uma cidade com propostas culturais e gastronómicas excepcionais, alinhadas com os nossos valores, e por oferecer aos setubalenses toda a variedade e qualidade a que os estabelecimentos desta terra nos habituaram, mas também outros serviços, tudo através da app”.
Se a ideia for usufruir de toda uma oferta cultural com que Setúbal sempre nos brindou e assistir a um dos espetáculos no Fórum Luísa Todi, ou até mesmo quando assistir a um jogo de futebol no Bonfim, pode pedir que a Glovo lhe trate de tudo, desde a compra dos bilhetes à entrega.
Se pensar em fazer uma almoçarada em casa com os amigos, não são necessárias deslocações para ter acesso aos produtos que lhe fazem falta, seja na sua mercearia preferida ou o parceiro da Glovo, o hipermercado Continente, mas também os famosos mariscos dos viveiros de Setúbal. Em terra de Bocage pode ainda querer provar as ostras, com a ajuda da Glovo, desde que o estabelecimento disponha de serviço de take-away.
A aplicação pretende, à semelhança do que acontece noutras cidades em que opera, ser um facilitador da vida no dia a dia e permitir que os utilizadores resolvam uma série de questões como a recolha de documentos, das chaves de casa esquecidas, flores ou um leite para o bebé.
A Glovo pretende mais uma vez ser um parceiro dos estabelecimentos de restauração que contribui para o aumento do negócio, tornando possível encomendar refeições de qualquer restaurante, mas também consolidar a posição de aliado em todas as situações, tendo em conta que é possível pedir qualquer coisa desde que esteja dentro das medidas que a Glovo pode transportar.
Os parceiros locais voltam mais uma vez a apostar na Glovo enquanto forma de chegar a mais utilizadores e a Glovo procura, com a ajuda destes estabelecimentos, corresponder à diversidade de gostos e necessidades de todos os setubalenses.
“Esta expansão dos serviços da Glovo em Portugal é demonstradora da enorme aposta que a Glovo está a fazer em país, mas também do potencial económico e gastronómico da região ”, conclui Ricardo Batista.
Em Portugal, a aplicação passa a estar presente em 24 cidades, nomeadamente em Amadora, Almada, Braga, Cascais, Coimbra, Covilhã, Faro, Funchal, Guimarães, Lisboa, Maia, Matosinhos, Oeiras, Porto, Ponta Delgada, Queluz, Rio Tinto, Sintra, Torres Vedras, Vila Nova de Gaia, Vila Real e agora Setúbal.

Agência de Notícias 
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“O Alfaiate” recorda a história em Pinhal Novo

Coleção de Vítor Gaspar no Foyer do Auditório Municipal até 28 de Fevereiro 

Até 28 de Fevereiro, visite a Exposição Temporária “O Alfaiate - uma coleção de Vítor Gaspar”, inaugurada no dia 10 de Janeiro, no Foyer do Auditório Municipal de Pinhal Novo, e fique a conhecer melhor a arte da alfaiataria e a coleção particular e história de vida deste alfaiate aposentado. Para o presidente da Câmara de Palmela, Álvaro Amaro, "é um privilégio começar o ano com o usufruto da partilha dos conhecimentos e vivências de Vítor Gaspar". O autarca realçou ainda a "importância de uma exposição desta natureza para vários públicos", desde os seniores aos alunos das escolas.
História da costura em exposição 

A inauguração contou com casa cheia, reunindo, para além de autarcas e técnicos municipais, vários participantes nos projetos “Clique Sem Idade” e “(A)Linhas - Costura Criativa Entre Gerações” e professores das Escolas Secundárias de Palmela e de Pinhal Novo. Vítor Gaspar partilhou com todos um pouco da sua história de vida e conduziu os convidados numa visita guiada à Exposição, deixando transparecer o amor que tem pelo seu ofício.
Vítor Gaspar nasceu em Setúbal, em 1934. Na Academia Maguidal, frequentou, em 1957, o curso de Corte de Vestuário de Homem e, no ano seguinte, concluiu, com distinção, o curso de Vestuário Género Alfaiate para Senhoras. Em 1958, em Setúbal, abriu a Alfaiataria Vítor Gaspar, conhecida como uma das melhores da cidade, que acabou por fechar as portas em 1989, numa altura em que o pronto-a-vestir desviou a clientela.
Em exposição no Auditório de Pinhal Novo, estão alguns instrumentos de trabalho que o alfaiate utilizava no seu dia a dia (tesoura, linha de alinhavar, livro de medidas, entre outros), tecidos, fatos que confecionou e fotos que retratam momentos importantes da sua vida. É também possível apreciar a coleção de telas “O Alfaiate através do tempo”, um trabalho recente de Vítor Gaspar que, aos 86 anos, decidiu também dedicar-se à pintura, retratando a evolução da sua profissão.
Ao mesmo tempo, a mostra pretende dar a conhecer a história da alfaiataria, da ascensão à queda, numa oportunidade para refletir sobre a indústria têxtil, os Direitos Humanos e a sustentabilidade. No Auditório, serão também exibidos documentários sobre estas temáticas, dirigidos a alunos do Ensino Secundário.
Organizada pela Câmara de Palmela e por Vítor Gaspar, com o apoio do Victoria & Albert Museum, a Exposição, de entrada gratuita, pode ser visitada de terça a sexta-feira, das 10 às 19 horas, e ao sábado, das 14 às 19 horas (encerra aos feriados).

Estendal de Memórias aguarda o seu contributo
"Aproveite a visita à Exposição e partilhe também os seus testemunhos, histórias e memórias sobre a moda, dos anos 50 aos dias de hoje, em prosa ou em poesia, no Estendal de Memórias - 'Histórias d’Entre a Moda'. Neste estendal improvisado, todos os interessados podem partilhar as suas memórias sobre o vestuário na infância e juventude, o vestuário de trabalho, de cerimónia ou dias de festa, o vestuário de praia, as costureiras, os alfaiates e o pronto-a-vestir, os cursos de costura, as primeiras revistas de moda, os blogues de moda, entre tantos outros temas", sublinha a Câmara de Palmela.
Esta iniciativa realiza-se no âmbito do projeto “(A)Linhas - Costura Criativa Entre Gerações”, desenvolvido pela autarquia, em articulação com as Escolas Secundárias de Palmela e de Pinhal Novo, desde Maio de 2019, e inserido nos Percursos em Rede para a Inclusão Ativa.

Agência de Notícias com Câmara de Palmela
www.adn-agenciadenoticias.com
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