Dá um Gosto ao ADN

Quinzena de Dança de Almada está de volta

A quiet moment abre quinzena de dança esta sexta-feira com novos formatos

A obra assinada por Bruno Duarte, inaugura, esta sexta-feira, a 28.ª Quinzena de Dança de Almada, que decorre até 11 de Outubro em seis espaços, distribuídos pela cidade. Criado para a Companhia de Dança de Almada, o espetáculo terá lugar às 21h30, com nova exibição no dia seguinte, na sala principal do Teatro Municipal Joaquim Benite, abrindo uma edição que conta, ainda, com quatro espetáculos de companhias convidadas, um workshop vivencial, três mesas-redondas, quatro programas da plataforma, três sessões de vídeo-dança e várias outras atividades, incluindo um percurso pelas ruas da cidade velha.
Dança está de volta a Almada em tempos de pandemia 

A Companhia de Dança de Almada organiza a famosa Quinzena desde 1992. Este ano, foi necessário pensar em novos formatos e assegurar a segurança para todos os envolvidos, mas a programação promete surpreender com quatro espectáculos convidados, um workshop, três mesas-redondas e três sessões de vídeo-dança. O evento arranca esta sexta-feira com A quiet moment, uma criação de Bruno Duarte, na sala principal do Teatro Municipal Joaquim Benite.
“No ano em que comemora 30 anos, a Companhia de Dança de Almada procurou ultrapassar as dificuldades da época e manter a organização da 28.ª Quinzena de Dança de Almada, empenhando-se em corresponder às expectativas do público, continuar a surpreender com novos espetáculos e eventos, alguns em novos formatos, criando ou mantendo as indispensáveis condições de segurança para participantes e assistência”, explicou a organização em comunicado.
Além do espectáculo de abertura, que se repete a 19, estão previstos mais três espectáculos de coreógrafos convidados: Ballroom + Yo Solo Quería Bailar, de Laura Lliteras e Marina Fullana, da companhia espanhola UNAiUNA; Alento, de Pedro Ramos, da Ordem do O; e o espectáculo infantil Do pé para a mão, criado e interpretado por Ângela Ribeiro e Susana Rosendo, da EmbalArte. Mas há mais.
Com quatro programas e representantes de dez países diferentes (Alemanha, Bélgica, Bielorrússia, Espanha, Equador, Holanda, Israel, Portugal e Suíça), destaca-se ainda a plataforma coreográfica internacional, apresentada pela primeira vez em streaming, entre 9 e 11 de Outubro.
Antes, a 3 de Outubro, pelas 15 horas, irá realizar-se um workshop sensorial grátis em Almada, num percurso entre a Casa da Cerca e o Fórum Municipal Romeu Correia, que convida a descobrir novas perspectivas sobre a relação do nosso corpo com o espaço envolvente.
Já a mostra de vídeo-dança, a decorrer entre 2 e 9 de Outubro, vai contar com mais de duas dezenas de filmes de vários realizadores e coreógrafos, inclusive o premiado documentário Danzantes (2019), de Juan Vicente Chuliá. No âmbito dos projectos europeus Up2DANCE e CLASH!, haverá ainda mesas redondas com profissionais convidados, para debater temas pertinentes para os profissionais da dança.
Devido às restrições provocadas pela covid-19, todos os eventos estarão sujeitos às regras de higiene e distanciamento, impostas pela Direção-Geral de Saúde, e as reservas e aquisições de bilhetes devem ser antecipadas. O uso de máscara durante os eventos é obrigatório e a entrada será interdita após o início dos espectáculos.

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Aeroporto do Montijo viola pilares do Pacto Ecológico

Convenção de Berna pede explicações a Portugal por causa de novo aeroporto 

O braço-de-ferro pelo aeroporto do Montijo mantém-se bem aceso. De um lado, o Governo insiste na transformação da Base Aérea n.º 6, no Montijo, o novo aeroporto da área de Lisboa. Do outro, os ambientalistas salientam as implicações ambientais que acarreta. Foram estes últimos que voltaram a atacar, enviando uma queixa contra o projeto para o secretariado da Convenção de Berna, que tem como objetivo a preservação da flora e da fauna selvagens. Agora uma equipa de investigação revela que construir este novo aeroporto viola dois dos principais pilares do Pacto Ecológico Europeu: combater a mudança climática global e reverter a crise da biodiversidade. Para esta organização europeia e africana, o Governo ignora diretrizes ecológicas e de conservação. A Convenção de Berna já pediu explicações a Portugal relativamente aos planos de avançar com a construção do novo aeroporto no Montijo. A convenção apoia os ambientalistas e é contra o projeto. 
Aeroporto coloca em risco a fauna do Tejo 

O aeroporto e a aproximação e descolagem de aeronaves irá perturbar fortemente os milhares de aves que utilizam o estuário do Tejo, reiteram os autores da queixa, a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves e o investigador do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar da Universidade de Aveiro, José Alves.
Além disso, argumentam que o Estudo de Impacto Ambiental do projeto é “claramente deficiente” e que os seus cálculos do nível de perturbação da avifauna pelo ruído são “errados”.
Na queixa, lê-se ainda que o documento “não considera as elevadas implicações internacionais, apesar de milhares de aves migradoras irem ser afetadas, que são partilhadas por pelo menos 20 outros países”.
Caso as obras no Montijo avancem, os ambientalistas garantem que Portugal estará a infringir três pontos da Convenção de Berna.
Segundo José Alves, viola o Artigo 1.º, que diz que os subscritores da convenção devem proteger habitats e a vida selvagem; viola o Artigo 3.º, que obriga os países a “ter em conta a conservação da fauna e da flora selvagens” na sua política de gestão; e viola o Artigo 4.º, no qual há um compromisso “em reduzir ao máximo a degradação das áreas protegidas”, com atenção especial às espécies migradoras.
O estuário do Tejo, de acordo com os queixosos, é “a zona húmida mais importante em Portugal para aves migradoras e um dos sistemas estuarinos mais importantes para pernaltas ao longo da Rota Migratória do Atlântico Leste”. Como tal, o novo aeroporto no Montijo seria “a maior ameaça que enfrentam as populações aquáticas” naquela rota migratória.
Os queixosos enumeram ainda uma extensa lista de espécies que serão particularmente afetadas, incluindo algumas classificadas como “quase ameaçadas”.
No dia 9 de Setembro, o secretariado da Convenção de Berna enviou uma carta ao Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, que representa Portugal na convenção. Nela, são pedidas explicações sobre a “possível ameaça à área protegida do estuário do Tejo por causa do novo aeroporto”.
A Convenção de Berna aponta que esta área é “considerada um habitat de extrema importância para a reprodução, invernada e local de paragem” na rota migratória de várias aves. “Poluição sonora, colisão com aviões e a destruição de habitat” são alguns dos potenciais efeitos negativos.

Governo ignora diretrizes ecológicas e de conservação
O estudo de impacto ambiental do aeroporto do Montijo tem sido, desde que surgiu a proposta, "muito criticado, devido à falta de dados e informação, erros técnicos e adoção de critérios subjetivos", apontam os biólogos.
E as medidas de compensação propostas para as aves "não são eficazes, uma vez que praticamente metade do estuário do Tejo será impactado e não pode ser substituído".
Apesar do impacto da covid-19 teve no tráfego aéreo nos últimos meses, "a empresa privada que promove e financia o aeroporto do Montijo anunciou que permanece firme no seu compromisso de avançar com o projeto e o governo Português anunciou publicamente o seu apoio ao mesmo em Junho, Julho e Setembro, quando as consequências da pandemia na indústria da aviação já eram claras".
Na perspetiva dos especialistas, a decisão do estado Português em avançar com o projeto do novo aeroporto viola dois dos principais pilares do Pacto Ecológico Europeu.
No entender de José Alves e de Maria Dias, "este é um exemplo evidente de uma tentativa de um Estado-membro em desconsiderar diretrizes de conservação, acordos internacionais de proteção de espécies e habitats e os anúncios que o próprio governo faz na promoção de um futuro mais sustentável e sem emissões de carbono".
Nesse sentido, a intenção da publicação deste artigo é "fazer ver que este aeroporto causará impactos que vão muito para lá do estuário do Tejo".
No estudo de impacto ambiental, esta questão não está "bem considerada", mas os autores acreditam que "há outros países que vão ter impactos de forma desfasada". Isto porque estas aves estão numa fase do ano em reprodução em Inglaterra e noutra estão em Portugal.
"Queremos chegar a esses países, mostrar o que se está a passar em Portugal", afirmou José Alves.

O que é a Convenção de Berna? 
A Convenção sobre a Vida Selvagem e os Habitats Naturais na Europa foi assinada em Berna, na Suíça, a 19 de Setembro de 1979, durante a 3ª Conferência Europeia de Ministros do Ambiente, por um grupo de nove países mais a então Comunidade Económica Europeia (na qual Portugal se incluía). Atualmente, perto de 40 países são Partes Contratantes da Convenção de Berna, que tem sede em Estrasburgo, França. 
Esta Convenção tem um âmbito pan-europeu, estendendo-se a sua influência também ao norte de África para o cumprimento dos objetivos da conservação das espécies migradoras, listadas nos seus anexos, que nesse território passam uma parte do ano.

Agência de Notícias 
Foto: Bandeira Martins
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Pais e alunos querem obras na escola de Corroios

Pais, alunos e professores pedem conclusão da requalificação da Escola João de Barros

Pais, alunos e professores da Escola Secundária João de Barros, em Corroios, no Seixal, manifestaram-se, esta quinta-feira, contra a demora na conclusão das obras de requalificação daquele estabelecimento de ensino, que se arrastam há mais de 10 anos. “A escola João de Barros é sede de um mega-agrupamento, tem 1200 alunos e uma comunidade – alunos, docentes e não docentes – de 1500 pessoas, mas há 10 anos que está em obras, que muitas vezes estão paradas”, disse José Lourenço, da Associação de Pais e Encarregados de Educação. O protesto teve o apoio da União Concelhia das Associações de Pais e Encarregados de Educação do Seixal, a que se juntaram o presidente da câmara municipal, Joaquim Santos, e as deputadas Joana Mortágua (BE) e Paula Santos (PCP). Ainda  não há data para o reinício das obras.  
Alunos lutam por fim das obras há quase uma década 


“A escola João de Barros, para nós, é um case-study daquilo que o Estado não deve fazer. Tem havido um laxismo enorme em relação a esta escola. Tem havido problemas com o aspeto legal da lei dos contratos públicos, a tal lei que diz que quem ganha é o melhor valor, o melhor ou o valor mais baixo. Não interessa se essa empresa é ou não é competente, se está a fazer `dumping´. E o que tem havido é uma sucessão de incumprimentos por parte dos empreiteiros”, acrescentou.
O representante falava à agência Lusa pouco depois de ter terminado a ação de protesto realizada no dia de regresso às aulas, na quinta-feira, que contou com a presença de muitos alunos e professores e teve o apoio da União Concelhia das Associações de Pais e Encarregados de Educação do Seixal, a que se juntaram o presidente da câmara municipal, Joaquim Santos, e as deputadas Joana Mortágua (BE) e Paula Santos (PCP).
Segundo José Lourenço, “a última empreitada, lançada em 2016 ou 2017, tinha o valor base de 9,8 milhões de euros, mas acabou adjudicada por apenas 7,5 milhões de euros, situação que deveria ter acendido logo todas as lanternas, todos os alarmes”.
“Era irrealizável, estava à vista de toda a gente que era irrealizável. E a verdade é que, após um diferendo com o dono da obra, a Parque Escolar, o empreiteiro abandonou os trabalhos de requalificação da escola”, disse.
Em 2019, acrescentou, face ao abandono por parte do empreiteiro, foi lançado mais um concurso público, para concluir o que ainda falta fazer no âmbito do projeto de requalificação, com um valor base de 10,5 milhões de euros.
No entanto, de acordo com o representante dos pais e encarregados de educação, devido à pandemia e a um problema detetado pelos concorrentes, que consideraram insuficientes as verbas previstas para a fiscalização da obra, o concurso público ainda não foi adjudicado e os trabalhos, interrompidos há 17 meses, em Abril do ano passado, continuam parados, “com os prejuízos que daí resultam para alunos e professores, bem como para as atividades letivas”.
“Este nó tem de ser desatado. E não há melhor altura do que esta, no início das aulas, para resolver este problema”, disse José Lourenço, lembrando que também há encargos financeiros desnecessários.
“Só o aluguer de um espaço exterior para que os alunos da João de Barros pudessem ter Educação Física ao longo dos últimos 10 anos custa seis mil euros por mês”, sublinhou José Lourenço.

Obras ainda sem data para começar
O ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, visitou a Escola Secundária João de Barros em Setembro de 2016 para anunciar que o processo para a requalificação daquele estabelecimento estava desbloqueado, mostrando-se convicto de que as obras iriam recomeçar durante o ano letivo de 2016/2017.
“Estamos em condições de dizer que, a breve trecho, a obra se reiniciará para que esta escola possa ter o seu projeto pedagógico potenciado, alavancado, e para que, de certa forma, o desígnio principal da escola pública se possa cumprir nesta escola”, disse, na altura.
A agência Lusa questionou o Ministério da Educação sobre a situação escola e a data prevista para o reinício das obras, mas ainda não obteve resposta.


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Voluntários limpam praias do Litoral Alentejano

"85 por cento do que encontramos nas praias tem a ver com a atividade de pesca"

A Brigada do Mar, uma associação de voluntários que desenvolve ações de proteção da biodiversidade, está a realizar uma operação de limpeza das praias da costa alentejana, que culmina no sábado com a presença do ministro do Mar. O objetivo desta iniciativa, desenvolvida em parceria com o projeto TransforMar, lançado pelo Lidl Portugal, é proceder à "limpeza dos cerca de 65 quilómetros de areal contínuo, entre Tróia e Sines, recolhendo resíduos de grandes dimensões, num total estimado de 12 toneladas", diz a Brigada do Mar. A ação de limpeza, que arrancou na segunda-feira, conta este ano com a participação de 10 voluntários “experientes”, atentos a objetos “maiores do que uma garrafa de água de 1,5 litros” e com o objetivo “de libertar o complexo dunar deste lixo que se deposita, mata a vegetação fazendo com que a duna perca a sua capacidade de defesa da orla costeira”. 

Brigada  do Mar em mega operação de limpeza das praias 

“A primeira ação (em 2009) começou entre Tróia e Melides e depois estendemos até Sines, exceto a Lagoa de Santo André, no concelho de Santiago do Cacém, que é limpa por outra organização, e, este ano, estamos a fazer uma ação que designamos por grandes volumes”, disse à Lusa Simão Acciaioli, um dos dinamizadores da Brigada do Mar, a assinalar 12 anos de existência.
“85 por cento do que encontramos nas praias tem a ver com a atividade de pesca, muitas porque se perdem e outras porque as pessoas deixam no areal o lixo que produzem. Há muitos objetos que são bem mais acima do que uma garrafa de água e por isso, nesta semana, vamos tentar minimizar estes impactos dentro do tempo que temos”, adiantou Simão Acciaioli. 
O lixo recolhido, que o voluntário estima “ficar longe das doze toneladas inicialmente previstas”, será separado e selecionado no recinto da Feira de Melides, no concelho de Grândola, e encaminhado posteriormente para tratamento, divulgou a associação em comunicado.
“Julgo que estamos, felizmente, longe das 12 toneladas porque até agora devemos ter cerca de três toneladas. Isto é um fenómeno que temos verificado, limpeza após limpeza, e temos constatado que, nos últimos 12 anos, a quantidade de lixo que encontramos é mais reduzido”.
Em apenas quatro dias, a Brigada do Mar “já concluiu a limpeza do areal, entre Tróia e Melides”, cerca de 45 quilómetros, seguindo-se, sexta-feira e sábado de manhã, “a limpeza da praia da costa do norte, em Sines”.
“As equipas são mais reduzidas, com 10 elementos e três moto-quatro cedidas pela Yamaha mas, apesar da pandemia de covid-19, não podemos parar porque dificuldades e desafios vão sempre existir”, explica o porta-voz da associação.

Ministro visita voluntários no sábado 
Ao abrigo da parceria com o projeto TransforMar, os resíduos em plástico e metal serão convertidos num valor que será doado a instituições de solidariedade social e o resultado desta ação será conhecido no próximo sábado, a partir das 16 horas numa iniciativa que vai contar com a presença do ministro do Mar, Ricardo Serrão Santos.
“É bastante difícil explicar a quem não conhece a orla costeira, na zona mais selvagem, o nosso esforço, mas é fácil quando alguém chega a um sítio e vê o nosso lixo ao fim de uns dias e percebe a necessidade de limpar. Seguramente temos de arranjar outra forma de não poluir”, realçou.
No Dia Internacional da Limpeza Costeira, que se assinalou nesta quinta-feira, o responsável apela para a importância de mudar comportamentos e para a capacidade de transformação.
Nos últimos 12 anos, a associação já limpou em Portugal mais de 1400 quilómetros de costa, retirou mais de 800 toneladas de lixo do areal e contou com mais de seis mil voluntários, em mais de 350 dias efetivos de iniciativas de limpeza e sensibilização.

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Alunos regressam esta quinta-feira à escola em Palmela

Autarquia testou auxiliares de acção educativa e motoristas dos transportes escolares

Milhares de alunos regressam às aulas esta, quinta-feira, no concelho de Palmela. E para a volta às aulas presenciais  - que pararam abruptamente em Março devido à pandemia global - a autarquia liderada por Álvaro Amaro  quer "um regresso à escola em segurança" e avançou  com “um conjunto de medidas e investimentos especiais”, com a prioridade de contribuir “para a segurança da comunidade educativa neste contexto pandémico”, refere a autarquia em comunicado. Para o efeito, “e na sequência de reuniões realizadas com os três agrupamentos de escolas”, foram colocadas em ação diversas práticas de forma a evitar a propagação da covid-19, que “perfazem um investimento superior a 100 mil euros”. Para “garantir que o ano letivo arranca em pleno, o município procedeu, também, à contratação de mais seis assistentes operacionais para o pré-escolar e programa de alimentação escolar, aumentando para 82 as auxiliares de acção educativa”, sublinha a  Câmara de Palmela.
Tudo pronto para um escola diferente 

Entre outras medidas, a Câmara Municipal avançou com  a “testagem das auxiliares de acção educativa, afetas ao pré-escolar e refeitórios e dos motoristas afectos a transportes escolares, à distribuição de máscaras reutilizáveis e à aquisição de tapetes desinfectantes para colocação nas entradas de cada edifício escolar”. 
A autarquia vai, também, ceder “aos agrupamentos 30 portáteis e 75 hotspots para os alunos com carências económicas”, colocar “145 webcams, pares de colunas e auscultadores” e fornecer “refeições a 31 alunos carenciados, em regime de take-away”.
No que diz respeito aos apoios sociais, o município vai oferecer “os cadernos de atividades a todos os 2 266 alunos do 1.º ciclo do ensino básico”, mantendo, ainda, a “atribuição de Bolsas de Estudo a 30 alunos que ingressem ou frequentem estabelecimentos de Ensino Secundário Público, Cursos de Especialização Tecnológica e Ensino Superior”.
Os passes escolares para os alunos que estudam foram do concelho, podem ser carregados mensalmente nos Centros de Recurso para a Juventude e na sede da União de Freguesias de Poceirão e Marateca, enquanto que nos transportes escolares “mantém-se a discriminação positiva da distância casa  escola igual ou superior a dois quilómetros”, diz a autarquia. 
“Após cinco anos de implementação, considera-se consolidado o transporte de alunos do Bairro Alentejano para a Escola Hermenegildo Capelo, em Palmela, continuando-se a alargar, também este apoio, aos alunos da Escola Secundária de Palmela residentes na mesma zona”, refere a autarquia. 

Reforço de pessoal nas escolas geridas pela autarquia 
A nível da Acção Social Escolar, “os alunos dos agregados familiares integrados no primeiro e segundo escalões do abono de família, é aplicado um escalão único, indexado ao valor do escalão A”. Aos estudantes do pré-escolar que se enquadrem nesta medida vão ser oferecidas as refeições, assim como aos alunos do 1.º ciclo do ensino básico, acrescendo, ainda um apoio financeiro para material escolar e visitas de estudo, no montante de 40 euros.
Na educação pré-escolar, por sua vez, “regista-se a manutenção de 35 salas de aula, com a frequência de 820 crianças”, estimando-se que “a despesa global aumente para cerca de 785 mil euros”. Para “garantir que o ano letivo arranca em pleno funcionamento, o município procedeu, também, à contratação de mais seis assistentes operacionais para o pré-escolar e programa de alimentação escolar, aumentando para 82 as auxiliares de acção educativa”, e atribuiu “aos Agrupamentos de Escolas dez euros por aluno, num total de 32 mil 550 euros”, concluiu a nota da Câmara de Palmela. 

Agência de Notícias com Câmara de Palmela 
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Utentes exigem melhoria nos transportes da margem sul

TST passa só a operar em Almada, Seixal e Sesimbra. Nex passa a operar em Alcochete, Moita, Montijo, Palmela e Setúbal 

O porta-voz dos Utentes dos Transportes Públicos da Margem Sul do Tejo afirmou, esta quarta-feira,  que não houve um aumento significativo da oferta de transporte público na região nos últimos dois dias, ao contrário do que foi anunciado pelo Governo. “Nós não vemos no terreno alterações significativas” disse o porta-voz dos utentes, Marco Sargento, durante uma ação de protesto realizada contra a falta de condições nos transportes públicos, para manter o distanciamento e evitar o contágio pela covid-19. “Os problemas dos transportes públicos são, muitos deles, estruturais e não se resolvem com anúncios do governo”, acrescentou Marco Sargento durante o protesto que reuniu cerca de uma centena de utentes, no jardim da Cova da Piedade, em Almada. Esta notícia surge quando já se sabe que a região passa a ter um novo operador na península de Setúbal. A par da TST, controlada pela Arriva, que vai operar em Almada, Seixal e Sesimbra, surge agora a Nex que vai ficar com a operação de transportes em Alcochete, Moita, Montijo, Palmela e Setúbal.
TST perde exclusivo na  Margem Sul 

A ação de protesto foi convocada pela Comissão de Utentes dos Transportes Públicos da Margem Sul com o objetivo de alertar para a “sobrelotação” e para a necessidade de se reforçar os transportes rodoviários, ferroviários e fluviais da região, principalmente em horas de ponta.
O primeiro secretário da Área Metropolitana de Lisboa tinha anunciado uma reposição da oferta de transportes públicos ao nível do que existia antes da pandemia, a partir de meados deste mês de Setembro.
O ministro do Ambiente e Ação Climática, João Matos Fernandes, também já tinha anunciado uma reposição da oferta de transportes públicos, para fazer face ao aumento da procura devido à reabertura das escolas, “mesmo sabendo que a procura vai ser inferior”.
O porta-voz dos Utentes dos Transportes Públicos da Margem Sul do Tejo assegura, no entanto, que na empresa rodoviária que serve a região, TST (Transportes Sul do Tejo), os horários são idênticos aos do passado mês de Fevereiro, mas já há “queixas de muitos utentes de que algumas carreiras não estão a ser realizadas”.
Contactada pela agência Lusa, fonte dos TST garantiu que a partir desta quinta-feira haverá uma reposição a 100 por cento da oferta de autocarros, mas que haverá também algumas alterações em diversas carreiras.
A mesma fonte referiu ainda que, nos próximos dias, poderão ser efetuados mais alguns ajustamentos para tentar corresponder à procura e que os TST vão percorrer o mesmo número de quilómetros que faziam antes da pandemia de covid-19.
Para a Comissão de Utentes dos Transportes Públicos, o problema da insuficiência dos transportes públicos é anterior à pandemia e afeta tanto os transportes rodoviários como o transporte ferroviário [CP e Fertagus] da margem sul, bem como as embarcações que asseguram as ligações fluviais entre as duas margens do Tejo, parte do Barreiro, Cacilhas, Trafaria, Montijo e Seixal para a capital portuguesa. 
“Estamos convictos de que o agendamento da concentração desta quarta-feira, na exigência de melhores transportes públicos, não poderia ter acontecido em melhor altura, porque podemos mostrar às entidades com responsabilidade no setor, quer ao Governo quer a Área Metropolitana de Lisboa, que o setor precisa de ser tratado com respeito, com olhos de quem quer ver”, disse o porta-voz dos utentes.
“É necessário um investimento sério nos meios de transporte, é necessária uma avaliação criteriosa das linhas que fazem falta e, no imediato, um reforço na oferta, quer no transporte ferroviário, quer no rodoviário, quer até mesmo no transporte fluvial”, concluiu o representante dos utentes dos transportes públicos da margem sul do Tejo.

Nex "rouba" lugar à TST em Setúbal, Montijo, Palmela, Moita e Alcochete 
Esta noticia surge quando já se sabe que a península de Setúbal passa a ter um novo operador de transporte público. A par da TST, controlada pela Arriva, que vai operar em Almada, Seixal e Sesimbra, surge agora a Nex que vai ficar com a operação de transportes em Alcochete, Moita, Montijo, Palmela e Setúbal. O júri responsável pelo concurso já enviou o relatório provisório aos concorrentes, que agora têm dez dias para se pronunciarem sobre a classificação que lhes foi atribuída.
O lote 3 trata-se de uma zona que vale cerca de 273 milhões de euros, para a qual a operadora britânica Arriva propôs um preço de 254 milhões, ou seja, menos sete por cento. A TST, que já funcionava neste território da península, vai responder por 116 linhas, sendo 43 delas novas.
O lote 4, o mais pequeno do concurso, envolve os concelhos de Alcochete, Moita, Montijo, Palmela e Setúbal, e deverá ficar com a nova operadora de transportes; a Nex Continental Holdings, detida pela National Express, que apresentou a melhor proposta.
Esta zona vale cerca de 197 milhões de euros, corresponde a 14ª da procura e inclui 111 linhas, sendo 21 novas O contrato proposto pela Nex é de 180,7 milhões de euros, menos 8,3 por cento, e implica o maior desconto do concurso.
Neste concurso não foram concessionados os serviços municipais de transportes de autocarros para serviço público, caso do Barreiro onde opera a TCB – Transportes Colectivos do Barreiro. O mesmo acontece com Cascais e Lisboa que têm prestação por empresas próprias.
As regras do concurso obrigam que, a partir do final de 2021, os autocarros na Área Metropolitana de Lisboa serão amarelos e com a marca Carris Metropolitana. Impõe ainda que no início do contrato nenhum autocarro poderá ter mais de 16 anos sendo a média exigida de oito anos. A partir do quinto ano, nenhum autocarro poderá ter mais de 12 anos, com idade média de oito anos. O contrato é válido por sete anos.

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Moita presta homenagem coletiva no Dia do município

“Solidariedade é o cimento de uma sociedade mais justa e mais desenvolvida”

Num ano atípico, a Câmara da Moita assinalou o Dia do Município, a 15 de Setembro, com uma cerimónia pública diferente, realizada na Praça da República, na Moita, que ficou marcada pela homenagem coletiva a todos quantos “nos momentos mais duros do combate à pandemia, quando o isolamento se impôs como regra, a tornar desertas as nossas ruas e as nossas praças” nunca pararam e “garantiram com isso os serviços e as funções essenciais ao bem-estar da comunidade”, não deixando, nas palavras do presidente da Câmara Municipal, “confinar a humanidade”. Rui Garcia, reafirmou, na sua intervenção, que o que marca este ano tão diferente “é a força coletiva e o espírito comunitário que demonstram ser o elemento fundamental da vitalidade de qualquer comunidade”. 

Moita comemorou dia do município 


O autarca justifica, deste modo, o facto deste ano não haver, como habitualmente, homenageados individuais, mas sim um reconhecimento a “centenas de milhares de trabalhadores que demonstraram o seu brio, a sua dedicação, a sua competência e a sua consciência e, por entre dificuldades e riscos, fizeram o que foi necessário para que os bens, os serviços e os apoios não faltassem à população e à economia”.
Rui Garcia começou por referir os profissionais de saúde, “que são afinal os protagonistas mais óbvios quando o que está em causa é a Saúde Pública”, mas acrescentou que “muitos outros setores não pararam e asseguraram as respostas necessárias à normalidade possível do quotidiano, correndo riscos num período em que a generalidade se resguardava”, nomeadamente “aqueles que o fizeram por entrega voluntária à sua comunidade, na Rede Social, que foi chamada a esforço acrescido, nos Bombeiros Voluntários, no movimento associativo ou nas autarquias, muitos foram os que demonstraram como a solidariedade não é uma palavra vã, mas sim o cimento em que tem de assentar a sociedade humanista, mais justa e mais desenvolvida que ambicionamos e pela qual trabalhamos”.
A lista dos profissionais que não pararam é extensa e por isso, disse Rui Garca, “impossível de aqui referir por inteiro. São muitos os setores que não suspenderam a atividade: a produção e o comércio de bens essenciais, a energia e telecomunicações, os transportes de mercadorias e alguns transportes públicos, as forças de segurança, as residências de idosos, as escolas, muito micro e pequenas empresas… e a lista poderia continuar”.
O autarca agradeceu ainda a todos os funcionários da Câmara da Moita. “Uma referência é devida aos trabalhadores da autarquia, designadamente da higiene e salubridade, das águas e do saneamento, mas também da proteção civil, dos mercados, do atendimento, da segurança no trabalho e da medicina do trabalho, do refeitório, dos assuntos sociais, entre outros. Mas importa sublinhar que ainda em maio se iniciou o regresso integral ao trabalho na autarquia, que desde então voltou a assegurar integralmente as suas variadas funções, criando as medidas de segurança e reorganização necessárias para garantir a defesa da saúde dos trabalhadores, dos utentes e da população em geral”.
Em todos estes setores, sublinhou o autarca, “existem milhares de trabalhadores que residem ou trabalham no nosso concelho e é para eles que é dedicada a homenagem do Município neste ano de 2020. Uma homenagem coletiva a todos aqueles que, não tendo nunca parado, deram o melhor de si mesmos para garantir o normal possível nos complexos tempos que nos coube viver”, concluiu o presidente da autarquia.
Nesta cerimónia, um trabalhador da Câmara da Moita, a convite do presidente, descerrou, simbolicamente, uma placa com a inscrição “Aos heróis do quotidiano, protagonistas destas terras notáveis do Concelho da Moita”, que será o tema de uma peça artística a instalar num local público do concelho, no próximo ano.
A iniciativa contou ainda com um momento musical protagonizado pela fadista moitense Milene Candeias.

Agência de Notícias com Câmara da Moita 
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Mural e equipamentos desportivos em Setúbal

Centro Municipal de Natação de Águas Abertas e arte urbana na Nacional 10 à mostra no dia da cidade e de Bocage

A abertura de equipamentos desportivos e a inauguração de um extenso mural, que agora dá as boas-vindas à entrada urbana através da Estrada Nacional 10, na ligação a Azeitão, que torna mais atrativa uma das principais entradas de Setúbal, preencheram parte do programa da tarde das comemorações do Dia de Bocage e da Cidade, assinalado na terça-feira, 15 de Setembro. As festividades associadas ao feriado municipal de Setúbal reservaram ainda a inauguração do novo Centro Municipal de Natação de Águas Abertas, resultado de um investimento de 75 mil euros, fruto de uma parceria estabelecida entre a autarquia e o Grupo Supera. O novo centro desportivo está localizado no Parque Urbano de Albarquel, contíguo à baía da cidade, famosa internacionalmente por reunir as melhores condições para a prática de natação em águas abertas, tendo acolhido várias competições de cariz mundial, inclusivamente, apuramentos para Jogos Olímpicos.
Setúbal com mais um equipamento desportivo 

“É mais um equipamento que resulta diretamente da estratégia municipal de devolver o rio Sado à cidade”, afirmou a presidente da autarquia, Maria das Dores Meira, sublinhando que “a zona ribeirinha de Setúbal é fruída intensamente e, como nunca, por todos os que gostam de mar e ar livre”.
As infraestruturas estão preparadas com balneários e sanitários, cacifos individuais, sala de reuniões e formação, chuveiros exteriores e zona de lavagem de material desportivo.

A inauguração contou com a presença do Executivo municipal, bem como de um conjunto de individualidades, como a diretora-geral da Supera Portugal, Sonia Eady, e de um grupo de jovens nadadores de águas abertas do Remo Clube Lusitano.
Durante a cerimónia, Maria das Dores Meira recordou que, nessa tarde, deveria também ter sido inaugurado o novo Centro Municipal de Atividades Subaquáticas de Setúbal, cerimónia cancelada devido ao recente falecimento de João Pedro Gomes, presidente da SulSub – Associação Náutica e Subaquática do Sul, parceira da autarquia para o desenvolvimento de atividades nestas novas instalações desportivas.
A partir deste equipamento vão começar a ser desenvolvidas, muito em breve, ações de formação especializada e batismos de mergulho, além de atividades relacionadas com a investigação científica subaquática.
“Tal como dissemos, nos últimos anos, que queríamos Mais Setúbal, afirmámos com a mesma insistência que a esta visão estava associada a ideia de ter mais Rio. E aqui estamos hoje a concretizar mais uma etapa dessa visão, cumprindo aquilo com que nos comprometemos perante os setubalenses”, salientou Maria das Dores Meira.
A presidente da Câmara Municipal elogiou o envolvimento e a dedicação demonstrados pelos técnicos municipais mais próximos dos projetos dos novos centros municipais, em particular do de águas abertas. “Perante um orçamento limitado, foi graças a eles, ao seu espírito de iniciativa, que foi possível apetrechar estas instalações tal como as vemos hoje. Quem não souber disto e entrar neste centro desportivo vai pensar que foram as melhores empresas do país a executar os trabalhos”.

“Nunca vi este sítio tão bonito como está agora”
O envolvimento próximo dos serviços municipais em projetos com impacte significativo na realidade da cidade e do concelho foi também realçado por Maria das Dores Meira na inauguração da reabilitação urbanística e de um mural com 300 metros de comprimento, que agora dá as boas-vindas à entrada urbana através da Estrada Nacional 10, na ligação a Azeitão.
Com trabalho do decorador João Maria e do artista de arte urbana Ivo Santos, conhecido por Smile, o projeto implicou trabalhos profundos de reabilitação da área intervencionada, nomeadamente com arranjos paisagísticos e de espaços verdes, todos executados por equipas municipais.
“Foi feito aqui um grande trabalho da Câmara Municipal em recuperar este espaço verde. Foram os nossos serviços que fizeram este trabalho de recuperação. Por exemplo, as âncoras foram recuperadas nas nossas oficinas, assim como a palavra ‘Setúbal’, adquirida para a Cidade Europeia do Desporto [2016] e guardada nos nossos armazéns”, indicou a presidente da autarquia.
O projeto implicou a recuperação de uma área significativa, contígua à EN 10, à entrada de Setúbal na ligação com Azeitão. Os espaços verdes foram arranjados, muros e imobiliário urbano pintados e recuperados e foram colocados vários elementos decorativos alusivos à cultura setubalense, com ligações especiais ao mar e à Serra da Arrábida.
Âncoras e um pequeno bote adornam a zona ajardinada, dando início à leitura de um mural grafitado por Smile e que se prolonga por uma extensão de 300 metros.
O artista, um dos condecorados com a Medalha de Honra da Cidade nas cerimónias oficiais do Dia de Bocage e da Cidade, explicou que “o objetivo do mural é uma homenagem aos pescadores típicos de Setúbal. Esta temática depois casa com outra importante temática local, a fauna da Arrábida”.
Assim, o extenso mural incorpora várias imagens, desenhadas em estilo ultrarrealista, alusivas a atividades piscatórias e a diferentes animais que incorporam a biodiversidade da Arrábida, caso da raposa.
Vizinhos do novo mural, Hugo e Sara Freitas fizeram questão de marcar presença na inauguração do espaço.
“Há 40 anos que vivo aqui e nunca vi este sítio tão bonito como está agora”, afirmou Hugo Freitas.
A mulher, Sara, sublinhou que “foi um prazer acompanhar a evolução dos trabalhos todos os dias, até mesmo ver o empenho dos vários funcionários, desde os arranjos das flores até à pintura da parede, que está linda”.
Todo o projeto de recuperação urbanística está complementado com um sistema de iluminação, tornando-o visualmente ainda mais impactante durante o período noturno.
As comemorações do 15 de Setembro, feriado municipal, proporcionaram ainda visitas à Casa Bocage e incluíram a realização do peddy paper “Aqui Sou Livre”, centrado nos bairros dos Pescadores e Grito do Povo.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal
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Trabalhadores da Lisnave em Setúbal marcam greve

Funcionários querem aumentos salariais e o "fim do regime de adaptabilidade"

Os trabalhadores da Lisnave Yards do Estaleiro da Mitrena, em Setúbal, cumprem um dia de greve na próxima quinta-feira devido à falta de respostas da administração ao caderno reivindicativo, anunciou a União de Sindicatos de Setúbal. "A greve terá início às 0h30 do dia 17 de Setembro e termo às 0h30 horas do dia 18 de Setembro", refere um comunicado da estrutura sindical afeta à CGTP, que acusa a administração da Lisnave Yards de não dar reposta aos trabalhadores. "Decidiram também marcar greve a todo o trabalho suplementar, mesmo em regime de adaptabilidade, horas que são pagas e não pagas, das 0h30 horas do dia 17 às 0h30 do dia 20 de Setembro 2020", acrescenta o documento. 
Trabalhadores param Lisnave esta quinta-feira 


De acordo com o comunicado da União de Sindicatos de Setúbal, entre outras reivindicações, os trabalhadores da Lisnave Yards, reclamam aumentos salariais, o pagamento da remuneração correspondente quando são chamados a exercer funções superiores e o "fim do regime de adaptabilidade", que dizem ter "muitas horas acima de qualquer outro sistema e da lei".
Contactado pela agência Lusa, o coordenador da União de Sindicatos de Setúbal, Luís Leitão, disse que a Lisnave Yards é uma empresa do universo da própria Lisnave que integrou trabalhadores da antiga empresa pública Gestnave, no âmbito de um acordo de princípio com o Governo português, em 1999.
A Gestnave tinha sido constituída pelo Estado no âmbito do processo de reestruturação da indústria naval, com o objetivo fornecer mão-de-obra à Lisnave e minimizar os impactes sociais decorrentes da redução de trabalhadores nos estaleiros navais de Setúbal e do encerramento dos estaleiros da Margueira, em Almada.
Luís Leitão referiu, no entanto, que os trabalhadores da Gestnave integrados na Lisnave Yards nunca tiveram o mesmo salário e regalias dos trabalhadores da própria Lisnave, empresa de reparação naval que passou a operar apenas nos estaleiros de Setúbal (antiga Setenave) desde o encerramento dos estaleiros da Margueira, em Almada, no final do ano 2000.

Agência de Notícias com Lusa 
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Requalificação da escola básica de Cabanas e Palmela

Investimento de 600 mil euros para requalificar escola na freguesia de Quinta do Anjo  

O processo de requalificação da Escola Básica de Cabanas, no concelho de Palmela,  foi concluído na segunda-feira com a cerimónia simbólica de inauguração da escola, momento que reuniu um conjunto de parceiros da comunidade escolar e equipas técnicas com as quais o município de Palmela tem vindo a dialogar e que contribuíram para o resultado final do equipamento. Na ocasião, o presidente da Câmara de Palmela, Álvaro Amaro, recordou a história e a identidade da escola e o início do processo de requalificação que foi “conturbado”, primeiro com a insolvência da empresa à qual foram adjudicados os trabalhos em 2017 e, depois, pela "dificuldade nos dois concursos subsequentes, para conclusão da obra". Mas a escola, que este ano terá 83 alunos, representa um investimento de mais de 600 mil euros [financiada com fundos europeus] e já pensa no futuro. A autarquia já se reuniu com os proprietários dos terrenos junto à escola para preparar uma ampliação.   
Escola foi inaugurada na segunda-feira 

Álvaro Amaro recordou, ainda, o ciclo de investimentos nesta área, com a conclusão das Escolas de Águas de Moura, António Matos Fortuna, em Quinta do Anjo, Brejos do Assa e Aires, respetivamente. Este foi - e ainda é - "um processo dinâmico, com novos desafios e novas práticas educativas", às quais o município de Palmela tem vindo a responder, posicionando-se “no pelotão da frente” no investimento em equipamentos educativos, explicou Álvaro Amaro.
É nesse sentido, também, que a Câmara Municipal já reuniu com representante dos proprietários do terreno junto à escola, para preparar a hipótese de ampliação do edifício. "Continuamos apostados numa solução que permita juntar as crianças, independentemente de estarmos também a investir na outra escola para, na eminência de decorrer lá a totalidade do ano letivo, terem, também, as melhores condições, inclusivamente com alguns brinquedos do espaço de jogo e recreio, para as turmas que lá vão ficar sediadas", sublinhou o autarca.
Por último, o presidente da Câmara de Palmela desejou a toda a comunidade educativa “um ano letivo tranquilo, sem grandes sobressaltos” e sublinhou o "empenho de todos para que assim aconteça".
A cerimónia que evocou a escola enquanto lugar de identidade e de formação de gerações, fechou com as visitas às instalações agora qualificadas.

Investimento de 602 mil euros
Recorde-se que a Escola Básica de Cabanas abrangerá, este ano letivo, um total de 83 crianças e representa um investimento do Município de Palmela de 602 mil 771 euros, valor que engloba, também, equipamento informático, mobiliário escolar e material didático.
Aquele estabelecimento de ensino integra, como valências, uma sala polivalente para a prática de várias expressões e para atividades físico-motoras, refeitório e biblioteca escolar, duas áreas exteriores de recreio distintas, para o pré-escolar e 1º. ciclo e áreas complementares de apoio, designadamente, sala para os docentes e atendimento, balneários e instalações sanitárias.
A obra foi comparticipada pelo Feder, no âmbito do PORLisboa 2020 - Pacto para o Desenvolvimento e Coesão Territorial da Área Metropolitana de Lisboa. Prioridade de Investimento 10.5 – Investimentos na Educação.

Agência de Notícias com Câmara de Palmela
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Setúbal em festa no dia da cidade e de Bocage

Autarquia lembra o propósito de “fazer melhor cidade, construir mais Setúbal”

A afirmação de Setúbal como concelho atrativo, mais qualificado e com acrescida qualidade de vida, resultado de políticas expansivas e de investimentos municipais estruturantes concretizados nos últimos anos, foi destacada , nesta terça-feira, Dia de Bocage e da Cidade. Na sessão solene evocativa do feriado municipal, realizada no Fórum Municipal Luísa Todi, a presidente da Câmara de Setúbal, Maria das Dores Meira, assinalou o trabalho “dedicado a transformar, a melhorar, a requalificar e, mais importante, a qualificar o concelho para novos desafios, tornando-o mais atrativo e funcional”. Da regeneração urbana à mobilidade para todos, da sustentabilidade ambiental à defesa e valorização do património cultural, a transformação no concelho abrange diversas esferas da sociedade, afirmou a autarca, com o propósito de “fazer melhor cidade, construir mais Setúbal”. A autarca abordou ainda o momento particularmente difícil que o Vitória de Setúbal atravessa. “A Câmara não tem, nem pode querer ter, as chaves que desbloqueiam todos os problemas do clube. Tem, contudo, o dever moral, histórico e político de defender uma instituição que é um símbolo”. 
Dia de Bocage relembra cidade atrativa 
Nesta matéria, destacou a cidade “ambientalmente sustentável”, na qual “as regras urbanísticas são agora mais respeitadas e aperfeiçoadas e em que a rede viária é adaptada para corresponder a novas necessidades de mobilidade, com a integração de modos suaves e a criação de mais espaços pedonais”.
A aposta em investimentos estruturantes, como o Terminal Interface de Setúbal, em construção na zona da Praça do Brasil, a criação de bacias de retenção naquele que vai ser o futuro Parque Urbano da Várzea e a requalificação do Convento de Jesus, foi acetuada por Maria das Dores Meira.
“Em Outubro, além do Convento de Jesus e do Museu da Cidade, teremos concluída a operação de requalificação de toda a envolvente daquele magnífico monumento, com um largo renovado e um novo espaço para estacionamento nas traseiras do convento que servirá todo o centro da cidade”, anunciou.
Da vasta transformação da cidade faz ainda parte a reabilitação da frente ribeirinha e “um investimento sem precedentes nos equipamentos culturais”, com espaços museológicos qualificados e, entre outros, um novo polo de irradiação cultural, concretamente o espaço A Gráfica.
O Dia de Bocage e da Cidade realiza-se, este ano, “no meio de algo inédito, em plena pandemia, com uma nova normalidade, em cumprimento de regras sanitárias que, mais do que uma obrigatoriedade, são um dever, mas que não podem impedir de viver, de conviver e de celebrar”, afirmou.
Neste contexto, saudou “todo o trabalho desenvolvido pelas autoridades e pelos profissionais de saúde pelo espírito de sacrifício e elevado empenho demonstrado no combate ao vírus”, agradecimento alargado “a todos os que estiveram, e estão, profundamente envolvidos” na luta.
Também a autarquia, com as contingências impostas pela crise sanitária, esteve na “primeira linha deste combate com a proteção civil, os serviços de apoio social e muitos outros profissionais, no qual foi acompanhada, sempre e com notório empenho, por todas as juntas de freguesia”, enalteceu.
A autarca abordou ainda o momento particularmente difícil que o Vitória Futebol Clube atravessa. “A Câmara não tem, nem pode querer ter, as chaves que desbloqueiam todos os problemas do clube. Tem, contudo, o dever moral, histórico e político de defender uma instituição que é um símbolo”.
Em matéria de apoios ao clube, destacou a recente operação municipal que permitiu resguardar o Estádio do Bonfim de interesses alheios. “Fizemos o que podíamos e devíamos fazer pelo Vitória. Agora, urge procurar novos modelos de governação que devolvam o clube à cidade”.
Sobre este assunto, acrescentou que o Vitória “não pode ser alvo de tentativas de instrumentalização, seja a mando de interesses financeiros, seja a mando de vontades políticas ou partidárias”, para depois reafirmar que o município “está, desde sempre, do lado das soluções, seja quem for que dirija a associação desportiva”.

Autarquia homenageia personalidades e instituições da cidade 

A sessão solene do Dia de Bocage e da Cidade contou com uma homenagem aos trabalhadores que se aposentaram no último ano da Câmara Municipal de Setúbal, a quem Maria das Dores Meira endereçou um agradecimento especial “pelo empenho que colocaram no serviço” que prestaram à população setubalense e à autarquia.
Às mais de três dezenas de funcionários que entretanto se aposentaram, a autarca deixou um agradecimento e um desejo. “Estamos profundamente gratos a todos e a todas, desejando-lhes que, nesta nova fase da vida, possam usufruir de mais tempo livre e possam gozar melhor a cidade que também ajudaram a edificar.”
Na cerimónia do feriado municipal, a Câmara Municipal de Setúbal agraciou com medalhas honoríficas personalidades e entidades que se destacam ou destacaram de forma particularmente notória e nas mais diversas áreas da sociedade, tendo sido atribuídas, este ano, mais de uma centena de distinções.
O Clube Naval Setubalense, principal dinamizador dos desportos náuticos e aquáticos na cidade e prestigiada instituição desportiva nacional, a escrever mais uma página de história, com a celebração do centenário da sua fundação, foi agraciado com a Medalha de Prata da Cidade, a qual foi entregue ao presidente da instituição, Hugo O’Neill.
A Medalha de Prata da Cidade foi igualmente atribuída à Marinha, entidade que tem sido um parceiro estratégico de Setúbal em eventos como o Dia da Marinha, a Semana do Mar e a atribuição do nome “Setúbal” a um navio de patrulha. Recebeu-a o chefe do Estado-Maior da Armada, António Calado.
No que respeita à Medalha de Honra da Cidade foi repartida por diferentes classes, consoante os quadrantes do panorama social em que se destacaram personalidades e instituições.
Na classe Atividades Culturais, a autarquia distinguiu os atores Paulo Martins, Idalina Veríssimo e Sara Prata, o cineasta e crítico cinematográfico Lauro António, o artista Smile, como é conhecido o street artist Ivo Santos, e a bailarina e coreógrafa Iolanda Rodrigues, presidente da Associação de Dança Contemporânea de Setúbal.
As fadistas Deolinda de Jesus, Piedade Fernandes e Carla Lança, o cantor Clemente, o escritor e investigador Ruy Ventura, o músico e compositor Manuel Zorro, o encenador e professor de teatro Carlos Zacarias, a autodidata e criativa Isabel Castan e a Galeria Ratton, a única no país dedicada em exclusivo ao azulejo e que desenvolveu diversas intervenções artísticas em edifícios e locais públicos de Setúbal, de que é exemplo o Túnel do Quebedo, foram igualmente agraciados na classe Atividades Culturais.
Na classe Desporto, os homenageados foram a Aporvela – Associação Portuguesa de Treino de Vela, que organiza, em conjunto com a autarquia, a Semana do Mar, a antiga estrela de futebol do Vitória Futebol Clube Herculano do Carmo Santos Oliveira, o treinador de atletismo Fernando Ferreira e a ex-atleta de natação e andebol Adelaide Botelho, que pertence à direção do Clube Naval Setubalense.
Foram ainda atribuídas medalhas ao ex-futebolista e atual treinador de futebol João de Deus [atual treinador ajunto do Benfica] e ao antigo atleta e destacada figura do desporto motorizado Carlos Velez.
A Associação Unitária dos Reformados, Pensionistas e Idosos de Azeitão, a associação de solidariedade social Garrrbage, criada no âmbito do programa municipal Nosso Bairro, Nossa Cidade, a União Cultural Desportiva e Recreativa Praiense e a União Desportiva e Recreativa das Pontes foram reconhecidas na classe Associativismo e Sindicalismo.
Nesta categoria foi igualmente distinguido, a título póstumo, o médico e dirigente associativo Júlio Adrião, bem como Rui Peixoto, entusiasta da história azeitonense e do associativismo, e Rogério Silva, da Associação de Moradores Grito do Povo.
Os presidentes da Andegerações – Associação de Antigos Praticantes, Dirigentes e Amigos do Andebol, Carlos Ribeiro da Silva, e da Associação de Pesca Artesanal – Setúbal Pesca, Daniel Ferreira, receberam igualmente medalhas honoríficas na classe Associativismo e Sindicalismo.
O dirigente associativo António Martins, da Sociedade Musical Capricho Setubalense, e os presidentes da administração do Conservatório Regional de Setúbal, da Universidade Sénior de Setúbal e da Universidade Sénior de Azeitão, António Fernandes, Arlindo Mota e Ana do Vale, respetivamente, integraram também o rol de personalidades galardoadas.
Do leque de homenageados em Associativismo e Sindicalismo fazem ainda parte o diretor do Jornal de Azeitão, Bernardo Ramos, o antigo sócio fundador e dirigente do Estrelas do Faralhão Futebol Clube Joaquim Cláudio, a bióloga e cofundadora do movimento Feel4Planet Carolina Saramago e, a título póstumo, o fundador do Alto da Guerra Sport Clube, António Lourenço.
Também o coordenador da Proteção Civil Municipal de Setúbal e presidente da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Setúbal, José Luís Bucho, o comandante operacional distrital, Elísio Oliveira, a Unidade Militar de Emergência espanhola e a Associação Espanhola de Luta Contra o Fogo, que têm colaborado com Setúbal em matéria de proteção civil, foram igualmente reconhecidos nesta classe.
Na classe Paz e Liberdade foram distinguidos, a título póstumo, o antigo presidente da Junta de Freguesia de Santa Maria da Graça Ralfo Formiga, a militante histórica do PCP Sílvia Maldonado e o antigo pároco da Anunciada padre Manuel Vieira, falecido em Julho.
O bispo de Setúbal e presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, D. José Ornelas, o pároco emérito de São Paulo padre José Gusmão, o pároco de São Paulo, padre Luís Ferreira, o diretor da Casa do Gaiato de Setúbal, padre Acílio Fernandes, e o vigário-geral da Diocese de Setúbal, padre José Lobato, também foram condecorados nesta classe.
A categoria Paz e Liberdade incluiu ainda os nomes de Reinaldo Tomásio, que se destacou na luta pela melhoria do Serviço Nacional de Saúde na freguesia do Sado, Justino Marques, antigo presidente da Junta de Freguesia de São Julião, Ricardo Santos, presidente da Associação de Reformados, Pensionistas e Idosos de São Sebastião, e Luís Custódio, antigo presidente da Junta de Gâmbia-Pontes-Alto da Guerra e atual presidente da Associação de Solidariedade Social daquela freguesia.
Nesta lista constam ainda Rui Pereira, uma das maiores autoridades nacionais em matéria de segurança e ex-ministro da Administração Interna, o antigo vereador da Câmara Municipal de Setúbal e ex-presidente da Junta de Freguesia do Sado Eusébio Candeias, o antigo vice-presidente da Assembleia-Geral do Vitória Futebol Clube e da delegação local da Ordem dos Advogados Luís Fuzeta da Ponte, a notária Maria Teresa Oliveira, Bento Passinhas, da Junta de Freguesia de Azeitão, e Jerónimo Claudino Matias, da Câmara Municipal de Setúbal, responsável pela reorganização e gestão do Parque Municipal de Poçoilos.
Os empresários setubalenses João Raposo, Eurípedes Ferreira, Alberto Pereira, Marília Sousa, António Resende, Cecília Lourenço, Horácio Cipriano e Carlos Encarnação, as pastelarias Capri, Abrantes e Bambu, a Adega dos Garrafões, o restaurante O Ramila, a Tasca do Galo, a Ourivesaria Pedroso e o Salão Bocage foram agraciados na classe Comércio.
Na classe Indústria, o município homenageou o diretor de viticultura da Bacalhôa Vinhos, João Canhoto, a diretora-geral da Casa Ermelinda Freitas, Leonor Freitas, a presidente da APSS – Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra, Lídia Sequeira, e a diretora-geral da Águas do Sado, Ana Oliveira Morais.
As empresas Joaquim de Sousa Brito – Empreiteiro de Obras Públicas e Particulares e Fornecimento de Agregados, Bacalhôa Vinhos, Coca-Cola European Partners, Carmona, de serviços ambientais de limpeza e gestão de resíduos perigosos, e Gonvarri – Produtos Siderúrgicos foram também condecoradas na classe Indústria.
Já a Medalha de Honra da Cidade na classe Ciência e Tecnologia foi entregue ao diretor operacional da Fundação Champalimaud, António Chumbinho, ao médico e diretor do Serviço de Infeciologia do Centro Hospitalar de Setúbal, José Poças, à antiga diretora executiva do Agrupamento dos Centros de Saúde da Arrábida, Bárbara de Carvalho, e ao diretor-geral do Património Cultural, Bernardo Alabaça.
Integram ainda esta lista o comandante da Escola de Fuzileiros, Joel Santos Formiga, o ex-capitão do Porto de Setúbal Luís Nicholson Lavrador, a empresária chinesa Ming Chu Hsu, que tem investido em Setúbal, e Jorge Carvalho, provedor da Santa Casa da Misericórdia de Azeitão.
As medalhas honoríficas na classe Ciência e Tecnologia foram também entregues à farmacêutica Sália Tiago, aos diretores dos agrupamentos de escolas de Azeitão, Clara Félix, de Luísa Todi, António Dias, e de Sebastião da Gama, Maria Fernanda Oliveira, e ao Centro de Estudos e Intervenção em Proteção Civil da Universidade Nova.
Por último, na classe Turismo foram distinguidos a empresária e proprietária da Viagens Marranita, Paula Marranita, o diretor-geral da Associação Turismo de Lisboa e presidente da Entidade Regional de Turismo da Região de Lisboa, Vítor Costa, assim como a José Fernando, com uma carreira ligada ao desporto e ao turismo na Câmara de Setúbal.

Cidade de Bocage em festa

Antes da sessão solene do Dia de Bocage e da Cidade, decorreu a cerimónia do hastear da bandeira nos Paços do Concelho, acompanhada da interpretação do Hino do Município por Marcos Santos e pelo Coro do Município Afina Setúbal, a que se seguiu a deposição de flores na estátua de Bocage com leitura encenada de poemas pelo grupo Toma.
Além dos eventos da manhã dia 15, que continuaram ao longo da tarde com um conjunto de inaugurações, incluindo um novo centro desportivo e uma requalificação urbana, o programa das Comemorações Bocagianas deste ano inclui, ao longo do mês, um conjunto de iniciativas culturais para a população.
Destaque, entre outras, para um concerto de Tito Paris, ontem à noite, no Fórum Luísa Todi, sala que recebeu ainda os espetáculos “Beethoven e a sua Época – Bontempo”, por Musicamera, a 11, e “Giochi di Uccelli”, com o maestro Pedro Amaral e a Orquestra Metropolitana de Lisboa, a 12.
Do leque de atividades constou ainda, a 5, o peddy paper El Mano Sadino, no Moinho de Maré da Mourisca, e o evento de cinema e música Bocage à Solta, a 11, na Casa da Baía, espaço que acolheu a inauguração, a 12, da exposição de Ana Pêgo “Plasticus Maritimus: Uma Espécie Invasora”.
Uma edição especial da Mostra de Saberes e Sabores de Setúbal defronte da Casa da Baía, entre os dias 12 e 15, um encontro de capoeira no Parque Urbano de Albarquel e o 16.º Festival de Bandas Filarmónicas da Cidade de Setúbal, ambos a 12, também integraram o programa comemorativo.
As comemorações contaram ainda com a sessão das Tertúlias Bocageanas intitulada “A clandestinidade da poesia de Bocage”, no Largo da Misericórdia, igualmente a 12, assim como a cerimónia de entrega de prémios do XXI Concurso Literário Manuel Maria Barbosa du Bocage, a 13, no Salão Nobre dos Paços do Concelho.
O programa reserva ainda no dia 18, defronte da Casa da Cultura, o concerto gratuito, sujeito a marcação, “Pedro e os Lobos”, do guitarrista e compositor Pedro Galhoz, que apresenta o álbum “Depois da Tempestade”, evento do ciclo Emergências. Reservas pelo telefone 265 236 168 ou pelo endereço casacultura@mun-setubal.pt.
“Simplex”, ópera cómica multimédia interativa sobre os desafios trazidos pela tecnologia numa aldeia do interior do país, numa interpretação do Quarteto Contratempus, pode ser vista a 19, às 21h30, no Fórum Municipal Luísa Todi, com preços a 12,5 e 15 euros. É necessária reserva pelo telefone 265 522 127 ou pelo e-mail bilheteira.fmlt@mun-setubal.
Nos últimos dois dias do programa, a 19 e 20, as Comemorações Bocagianas 2020 acompanham o centenário do nascimento de Amália Rodrigues.
A 19, às 15 horas, no Cinema Charlot – Auditório Municipal, realiza-se a conferência “Abraçar Amália é Abraçar Portugal”, de entrada gratuita, mediante reserva.
Já a 20, às 17h30, no Fórum Municipal Luísa Todi, há um concerto de tributo à fadista, com Ana Laíns, Carla Lança, Carla Pires, Deolinda de Jesus, Inês Pereira, Paulo Rocha, Pedro Moutinho, Teresinha Landeiro e Tiago Correia. As entradas custam cinco euros.
Antes do espetáculo, às 16 horas, também no Fórum, é inaugurada a exposição “Amália Canta-me o Fado”, da coleção privada de Ricardo Jorge Melo Nunes.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal
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Surto de covid-19 assusta em Santiago do Cacém

Há 46 pessoas infestadas no concelho. Autarquia fechou equipamentos municipais e adiou regresso à escola 

A Câmara de Santiago do Cacém suspendeu a utilização dos equipamentos municipais desportivos e culturais, no dia em que subiu para 46 o número de casos ativos de covid-19 no concelho, disse o presidente da autarquia, Álvaro Beijinha. A decisão foi tomada em reunião da Comissão Restritiva de Proteção Civil, após serem recebidos seis novos resultados positivos de testes ao novo coronavírus, realizados nos últimos dias neste concelho do distrito de Setúbal, que vão motivar a realização de “mais cerca de 400 testes” até  esta terça-feira. “Existe alguma preocupação relativamente a alguns equipamentos municipais que vão suspender a atividade, pelo menos até ao final da semana, até percebermos qual vai ser a evolução da situação e porque estamos à espera de resultados de mais testes”, referiu Álvaro Beijinha. O regresso às aulas, no concelho, foi também adiado para a próxima semana. 
Covid-19 ataca em força no Litoral Alentejano 

O autarca sublinhou, por outro lado, que os resultados recebidos de testes realizados nos últimos dias em equipamentos como lares de terceira idade “foram todos negativos, até ao momento”, e que na última semana, entre segunda-feira e domingo, “foram feitos mais de dois mil testes” à população do concelho.
“A situação é, naturalmente, preocupante, mas parece estar relativamente controlada. Os testes que estão a ser realizados, neste momento, são localmente e têm a ver com escolas, ATL [atividades de tempos livres] e uma ou outra empresa. Em todos os locais onde esteja ligada uma pessoa que testou positivo, vamos lá e fazemos um rastreio generalizado”, explicou o presidente da câmara.
A Comissão Restritiva de Proteção Civil inclui, além da câmara municipal, a Autoridade Local de Saúde, Guarda Nacional Republicana, Segurança Social e as quatro corporações de bombeiros do concelho, Santiago do Cacém, Santo André, Cercal do Alentejo e Alvalade do Sado.

Regresso à escola foi adiado 
Na sequência deste surto, o município anunciou no domingo que foi informada pelo diretor do Agrupamento de Escolas de Santiago do Cacém que o ano letivo não se iniciaria esta semana “por o delegado de saúde considerar não estarem reunidas as condições de segurança”.
“Visto o momento epidemiológico que estamos a viver na cidade de Santiago do Cacém, recomendamos que não seja iniciado o ano letivo 2020/21 para todos os níveis do agrupamento no dia 14, adiando-o para 17, caso se verifiquem condições para tal”, comunicou via ‘e-mail’ o delegado de saúde, Joaquín Toro, de acordo com o município. Segundo a câmara, ficam também suspensas as atividades de animação e apoio à família.
Já no sábado, o Agrupamento de Escolas de Santiago do Cacém tinha decidido cancelar o início do ano letivo para os alunos do 1.º ciclo que estava também prevista para o inicio da semana.
Este surto do novo coronavírus, em Santiago do Cacém está relacionado com um outro que teve origem em Sines, detetado em 27 de Agosto, que motivou rastreios também nos concelhos vizinhos de Alcácer do Sal e Grândola.
Designado pelas autoridades locais como "surto 'Champions'", este teve origem num grupo de pessoas com "grau de proximidade elevado" que se juntaram em Sines para assistir pela televisão à final da Liga dos Campeões de futebol e "ficaram contagiadas", de acordo com a responsável da unidade local de saúde pública, Fernanda Santos.

Portugal com 425 novos casos e 4 óbitos nas últimas 24 horas
Portugal contabiliza mais quarto mortos relacionados com a covid-19 e 425 novos casos de infeção com o novo coronavírus, segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde divulgado nesta terça-feira. Desde o início da pandemia, Portugal já registou 1.875 mortes e são agora 18.784 os casos de infeção ativa.
A Direção-Geral da Saúde avança também que nas últimas 24 horas 177 doentes recuperaram, totalizando 44.362 pessoas dadas como recuperadas desde o início da pandemia em Portugal.
O número de internados voltou a subir, sendo agora 478 (mais 21); o número doentes em internamento nas Unidades de Cuidados Intensivos desceu para 59 (menos dois). Em vigilância estão 36.955 contactos, mais 197 em relação a segunda-feira.
A Direção-Geral da Saúde indica que duas mortes foram registadas na região do Norte e as outras duas na região de Lisboa e Vale do Tejo e Algarve.
O número total de novos casos hoje registados é o mais baixo dos últimos sete dias. Os dados indicam ainda que 478 pessoas com covid-19 estão internadas nos hospitais (mais uma em relação a segunda-feira), das quais 59 (menos duas) em unidades de cuidados intensivos.
Na região de Lisboa e Vale do Tejo, onde se verifica o maior número de infeções no país, foram notificados 227 novos casos, contabilizando 33.297 casos de infeção e 706 mortes desde o início da pandemia.

Agência de Notícias com Lusa 
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Ostras foram pérolas em semana de sabor em Setúbal

O melhor sabor da ostra esteve à prova no Mercado do Livramento

Uma degustação comentada, com uma série de pratos especiais servidos, no dia 13, no Mercado do Livramento, em Setúbal, assinalou o encerramento da Semana da Ostra, evento que colocou aquele molusco em destaque nas ementas dos restaurantes de Setúbal. Nuno Ferreira, da Exporsado, produtora que organizou a iniciativa em parceria com a Câmara Municipal, dinamizou a degustação especial, na qual participaram 21 pessoas, lotação imposta pelas medidas de contenção da pandemia, o que levou a que mais de seis dezenas de interessados não pudessem marcar presença.
Degustação comentada em Setúbal 

A importância da ostra na economia local e uma resenha histórica sobre esta indústria no concelho de Setúbal foram temas abordados na sessão de degustação comentada pelo responsável da Exporsado, um dos principais produtores da região.
Ostra ao natural, com lima, leite de coco, chutney de manga e salicórnia, ao vapor, à Bulhão Pato, ao alhinho e com sabayon de Moscatel de Setúbal foram as seis receitas servidas durante o encontro, que assinalou o desfecho desta semana gastronómica.
Entre os dias 4 e 13, com os apoios da Docapesca e da Makro, 25 restaurantes do concelho incluíram nas ementas pratos especialmente preparados com ostra como ingrediente principal.
"A iniciativa faz parte da estratégia da Câmara de Setúbal de promoção da gastronomia local a partir de ingredientes típicos e de excelência no concelho", diz a autarquia.
De 2 a 11 de Outubro decorre nova ação gastronómica, desta feita a Semana do Choco. Tudo bons motivos para se "deliciar" nas mesas dos melhores restaurantes da cidade.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal
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Mercado Municipal 25 de Abril já abriu no Barreiro

"Barreirenses que passam a ter uma oferta de qualidade num sítio mais central"

O novo edifício do Mercado Municipal 25 de Abril, localizado na Rua Miguel Bombarda, antigo Campo de Luso FC, no Barreiro, abriu as suas portas na semana passada, com mais e melhores condições para comerciantes e clientes. O mercado vem “dar uma vida nova a toda esta zona”, salientou Frederico Rosa. O presidente da Câmara do Barreiro está convicto que este será “mais um complemento de âncora para esta área que foi, integralmente, remodelada e que vai dar um contributo merecido para todos”. Peixe, charcutaria, fruta e produtos hortícolas serão comercializados no típico mercado tradicional de bairro, que funcionará entre as sete e as 14 horas, de terça-feira a sábado.
Autarquia em peso na abertura de mercado municipal 

“Os concessionários e a população merecem um equipamento novo. Os concessionários dispõem, agora, de novas condições (câmaras de congelação e refrigeração e mais condições de higiene), para exercerem a sua atividade”, referiu o presidente do município.
Totalmente equipado, o mercado veio responder às expetativas dos comerciantes que transitaram do anterior edifício, localizado ao lado do Nicola, a funcionar desde 1982, em elevado estado de degradação, para o novo, cuja visibilidade e acessos, com novo estacionamento e paragem de Transportes Coletivos do Barreiro, à porta, são algumas das mais-valias destacadas por quem vende.
Para quem compra, as instalações tornam-se mais próximas, centrais e acessíveis, “a meio caminho de casa ou do trabalho”, com condições dignas de higiene, salubridade e garantia de produtos ainda mais frescos e de confiança.

Uma oferta de qualidade

“Um dia feliz para todos, para os concessionários e para os barreirenses que passam a ter uma oferta de qualidade, num sítio mais central”, destacou o vereador Rui Braga.
Este momento significa para o autarca “o cortar de uma meta de uma grande equipa da Câmara Municipal do Barreiro”. Deixou uma palavra de agradecimento pelo “envolvimento dos nossos funcionários de vários setores que hoje veem o abrir de uma infraestrutura nova, do novo mercado municipal, que serve os barreirenses e a nossa cidade e nos enche de orgulho”.
De acordo com Carlos Raposinho, presidente da União de Freguesias do Alto do Seixalinho, Santo André e Verderena, este mercado representa “um sonho realizado que vem melhorar as condições de trabalho dos nossos concessionários e dos nossos fregueses, que têm agora melhores condições de acesso e de deslocação, pois investimos muito dinheiro na mobilidade. É um orgulho para mim e para a cidade do Barreiro”.
Peixe, charcutaria, fruta e produtos hortícolas serão comercializados no típico mercado tradicional de bairro, que funcionará entre as sete e as 14 horas, de terça-feira a sábado.
Está dotado de duas ilhas, 16 bancas e duas lojas. Dispõe, ainda, de uma arca frigorífica e uma de congelação, um espaço de armazenamento e um cais para cargas e descargas.
O presidente da Câmara do Barreiro, Frederico Rosa, inaugurou este equipamento, na presença do vereador Rui Braga, responsável pelas áreas do Desenvolvimento Económico, Planeamento, Gestão Territorial e Equipamentos, do Presidente da União de Freguesias do Alto do Seixalinho, Santo André e Verderena, Carlos Raposinho, e dos concessionários e trabalhadores deste mercado.

Agência de Notícias com Câmara do Barreiro 
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