Dá um Gosto ao ADN

Palmela dedica Maio à segurança da população juvenil

Bombeiros vão testar segurança na EB 2,3 José Maria dos Santos em Pinhal Novo 

“Segurança das Crianças, a Nossa Responsabilidade” é o tema em destaque nas Comemorações do Dia Municipal do Bombeiro, que vão decorrer no concelho de Palmela, de 1 a 19 de Maio, com um programa diversificado, promovido pelo Município de Palmela e as Associações de Bombeiros de Pinhal Novo, de Palmela e de Águas de Moura. No âmbito da rotatividade da organização destas Comemorações, nesta 19.ª edição, é a vez da freguesia de Pinhal Novo acolher a efeméride que, este ano, apresenta um programa mais reduzido, para não colidir com a data das eleições para o Parlamento Europeu, e especialmente focado na cultura de segurança destinada à população juvenil.
Proteção Civil vai testar segurança nas escolas do concelho 

Durante a apresentação pública desta edição, realizada no passado dia 26 de Abril, no auditório da Biblioteca Municipal de Palmela, o presidente da Câmara de Palmela, Álvaro Amaro, afirmou que a realização destas Comemorações contribui para reforçar laços de trabalho e entreajuda, salientando também que, ao longo de três semanas, o papel do Bombeiro na comunidade será evocado e homenageado “com visibilidade e reforço da sua capacidade de intervenção nos diferentes cenários de risco, através da realização de simulacros e exercícios, e também de alguns momentos de convívio entre corporações, corpos dirigentes e população em geral”.
Agendado para dia 14 de Maio, o exercício de atuação conjunta, com participação das três corporações de Bombeiros do Concelho [Pinhal Novo, Palmela e Águas de Moura] e de outros agentes de proteção civil, na Escola Básica 2,3 José Maria dos Santos, Pinhal Novo, será um dos momentos da programação revestido de maior operacionalidade e meios em cenário de exercício, assim como a realização de três simulacros, que vão permitir testar os planos de segurança nas escolas básicas de Aires (Palmela), de Cajados (Águas de Moura) e da Palhota (Pinhal Novo).
No dia 10 de Maio, às 9h30, a Escola Secundária de Pinhal Novo acolhe um seminário subordinado à temática das Comemorações – Segurança das Crianças a Nossa Responsabilidade – com o intuito de fomentar a partilha de conhecimento entre a comunidade educativa, famílias e entidades com responsabilidades no âmbito da proteção civil para que possam ser adotadas atitudes e medidas de prevenção de risco.
As comemorações do Dia Municipal do Bombeiro terminam no dia 19 de Maio, data em que o Município de Palmela vai galardoar, com a atribuição de Medalhas Municipais de Comportamento Exemplar, os Bombeiros e Bombeiras Voluntários que se tenham distinguido pelo zelo, dedicação e comportamento exemplar no exercício do seu cargo. A Sessão Solene realizar-se-á às 11 da manhã, no Auditório Municipal de Pinhal Novo.

Programa:
1 maio | Pinhal Novo
15h30 – Comemorações do 68.º Aniversário dos Bombeiros de Pinhal Novo

10 maio | Escola Secundária de Pinhal Novo
09h30 – Debate/ Seminário “Segurança das Crianças a Nossa Responsabilidade”
(ver programa próprio)

13 maio | Aires, Palmela
10h30 – Simulacro de Sismo na Escola Básica de Aires
Colaboração dos agentes de Proteção Civil

14 maio | E.B. 2,3 José Maria dos Santos, Pinhal Novo
17h30 – Exercício de atuação conjunta envolvendo as três corporações de bombeiros do Concelho

16 maio | Cajados, Águas de Moura
10h30 – Simulacro de Sismo na Escola Básica de Cajados
Colaboração dos agentes de Proteção Civil

17 maio | Palhota, Pinhal Novo
10h30 – Simulacro de Sismo na Escola Básica da Palhota
Colaboração dos agentes de Proteção Civil

19 maio | Quartéis dos Bombeiros de Pinhal Novo, Palmela e Águas de Moura
08h00 – Hastear de Bandeiras com Toque de Sirene

19 maio | Auditório Municipal de Pinhal Novo
10h30 – Receção às entidades oficiais
10h45 – Desfile apeado e motorizado
11h00 – Sessão Solene de Homenagem aos Bombeiros do Concelho com atribuição de Medalhas de Comportamento Exemplar

19 maio | Pinhal Novo
13h00 – Almoço Convívio entre a Câmara Municipal, Juntas de Freguesia, Direções, Comando e Corpos Ativos das Associações de Bombeiros do Concelho

Agência de Notícias com Câmara de Palmela 
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Alcácer do Sal aprova empréstimo de um milhão

Autarquia recorre a empréstimo bancário para concluir Interface de Transportes e Parque Urbano

A Assembleia Municipal de Alcácer do Sal aprovou a contratação de dois empréstimos, num valor superior a um milhão de euros, para financiar as obras do Interface de Transportes e de um Parque Urbano. As duas empreitadas, que têm um custo total de quase 4,5 milhões de euros e um financiamento comunitário de 3,8 milhões de euros, são consideradas "de grande relevância para o concelho e, em particular, para a cidade" de Alcácer do Sal, segundo divulgou esta segunda-feira, o município do litoral alentejano.
Autarquia avança com obra prioritária no concelho 

De acordo com a autarquia, a contratação dos dois empréstimos, aprovada por maioria na mais recente reunião da assembleia municipal, destina-se a "aproveitar os fundos disponibilizados pela União Europeia".
A construção do Interface de Transportes começou em Novembro de 2018 e para o último trimestre deste ano está previsto o arranque da segunda empreitada para a construção do Parque Urbano de Alcácer do Sal.
"A segunda empreitada deve arrancar no último trimestre do ano, após obtenção do visto do Tribunal de Contas (TdC)", indicou a câmara municipal.
Considerando tratar-se de uma "oportunidade única", os dois empréstimos, um no valor de um milhão de euros e outro de 61 mil euros, serão contraídos junto de uma linha de financiamento do Banco Europeu de Investimento e da Caixa Geral de Depósitos, respetivamente.
Segundo o município, a operação será "combinada com a disponibilização de uma linha especial de financiamento do Banco Europeu de Investimento, criada para apoiar projetos comunitários aprovados, aliada "às atuais taxas de juro praticadas pelos bancos".

Parque Urbano de Alcácer do Sal já está em "andamento" 
"Vamos avançar com a reconversão urbanística do parque de feiras da cidade, a maior obra pública realizada pela câmara, que prevê melhorias nas redes de águas e elétrica, iluminação pública, mobiliário urbano e pavimentação, explicou à agência Lusa o presidente da Câmara de Alcácer do Sal, Vítor Proença.
A proposta de adjudicação da obra foi aprovada pela maioria municipal (CDU), com duas abstenções dos vereadores do Partido Socialista (PS).
"Esta é a obra mais volumosa de sempre em empreitadas de obras públicas levadas a cabo pela câmara municipal", realçou o autarca.
A empreitada, que terá "a duração de cerca de dois anos", promete "transformar a imagem" do parque de feiras e exposições, onde atualmente se realiza a PIMEL - Feira do Turismo e das Atividades Económicas, e a zona envolvente à Praça de Touros da cidade com a construção "de um grande parque urbano".
"São intervenções marcantes no degradado parque de feiras, naquele que é o ciclo mais forte de investimento em toda a história do concelho", acrescentou o município.
O projeto prevê ainda a construção de parques de estacionamento e a colocação de equipamento urbano.
A empreitada junta-se ao Interface de Transportes, uma obra superior a milhão de euros, cuja construção já está em curso.

Agência de Notícias com Lusa 

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Moradores dos bairros sociais de Setúbal traçam metas

Reflexão sobre as mais recentes ações de melhoria dos bairros 

Moradores da zona da Bela Vista, em Setúbal, reuniram-se no dia 27 de Abril para fazer o balanço da execução das mais de oito dezenas de propostas aprovadas em plenário no mais recente encontro do programa municipal Nosso Bairro, Nossa Cidade. A sessão juntou moradores dos cinco bairros abrangidos pelo programa, concretamente Bela Vista, Forte da Bela Vista, Alameda das Palmeiras, Manteigadas e Quinta de Santo António, em reflexão sobre as mais recentes ações de melhoria do território. Do total das 86 propostas aprovadas no 4.º Encontro de Moradores Nosso Bairro, Nossa Cidade, realizado em Novembro do ano passado, 85 por cento estão executadas ou em fase de desenvolvimento. Para a implementação destas propostas, foram constituídas três dezenas de grupos de trabalho, realizadas 226 reuniões de trabalho e eleitos 102 moradores para o desenvolvimento dessas mesmas ações.
Moradores atentos aos problemas dos bairros 

No encontro realizado no Centro Multicultural, com mais de uma centena de participantes e dinamizado no âmbito das comemorações dos 45 anos do 25 de Abril, moradores abordaram as ações mais relevantes de cada um dos cinco bairros.
Na Alameda das Palmeiras, destaque para as atividades desenvolvidas regularmente em A Nossa Casinha, as iniciativas dinamizadas nas festividades de Natal e o programa de eventos ocupacionais Férias no Bairro.
Já a Bela Vista vincou a aposta na ação Interlocutores e Moradores Ativos, bem como na campanha porta a porta de sensibilização para a higiene urbana e o projeto de melhoria da rede de transportes públicos e abrigos no bairro.
A criação do espaço Nosso Bairro, Nossa Cidade no Forte da Bela Vista é uma das principais apostas dos moradores, assim como o desenvolvimento de jogos tradicionais no pátio 10 e a produção de uma peça de teatro infantil de sensibilização ambiental.
Nas Manteigadas, o foco está na criação de uma equipa comunitária de higiene e limpeza urbana, assim como na dinamização de um grupo de dança e de uma iniciativa em que os mais velhos ensinam os mais novos.
A Quinta de Santo de António destacou as atividades do Espaço da Quinta, bem como as ações culturais desenvolvidas no bairro e as iniciativas de melhoria dos espaços comuns do edificado.
O encontro de balanço serviu ainda para agendar o 5.º Encontro de Moradores Nosso Bairro, Nossa Cidade, o qual se vai realizar a 24 de Novembro.
A sessão, com a participação do vereador da Câmara de Setúbal, Carlos Rabaçal, responsável pelo programa municipal Nosso Bairro, Nossa Cidade, contou com vários apontamentos culturais.
Houve música pela Tasca, Tuna Académica de Setúbal Cidade Amada da Escola Superior de Ciências Empresariais do Instituto Politécnico de Setúbal, e pelo grupo de tocadores do Ti Chico e Companhia.
A leitura de poesia por moradores, iniciativa que contou com o apoio da poetisa Alexandrina Pereira, e uma atuação do Grupo de Dança das Manteigadas também fizeram parte do encontro, que incluiu um almoço.
"O programa municipal Nosso Bairro, Nossa Cidade, em desenvolvimento desde 2012, envolve residentes, serviços autárquicos e perto de trinta entidades sediadas no território em ações de melhoria da qualidade de vida da comunidade e do território", diz a autarquia sadina.
O programa estabelece que as ações a realizar devem ser protagonizadas pelos moradores, gerando a participação das pessoas nas decisões que a elas e à sua comunidade dizem respeito, com o objetivo de promover a autonomia, a responsabilidade e o crescimento coletivo.
As pessoas, organizadas em grupos, participam nas decisões e também nas tarefas inerentes à execução das ações, numa lógica de formação de lideranças e de mobilização popular.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 
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Bombeiros de Canha festejam 36.º aniversário

Ambulâncias foram presentes em dia de aniversário 

A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Canha assinalou o seu 36.º aniversário no dia 28 de Abril, em sessão solene onde foi realçado o seu papel no socorro e segurança da população, enaltecido o apoio municipal aos bombeiros do concelho e exigido o reforço dos apoios estatais para o funcionamento das corporações de bombeiros. O contributo da Câmara do Montijo ficou patente nas palavras de todos os intervenientes na cerimónia, mas também na inauguração de mais uma viatura de emergência pré-hospitalar, um investimento municipal de 51 mil euros. Foi, ainda, inaugurada uma viatura de transporte de doentes, que a corporação adquiriu através de fundos próprios.
Canha tem duas novas ambulâncias 

Salvador Herculano, presidente da direção da associação, recordou que “mais de 90 por cento do socorro e emergência em Portugal é prestado pelos bombeiros e que, também, os bombeiros de Canha assumem esse papel, dando o nosso melhor ao serviço da população”.
Reforçando que o “esforço de valorização do pessoal e a modernização de equipamentos só tem sido possível com o apoio de diversas entidades”, como a câmara e as juntas de freguesia de Canha e de Pegões, Salvador Herculano afirmou que os “subsídios oficiais continuam a ser insuficientes e que é, por isso, tempo de pensar numa lei de financiamento dos bombeiros que espelhe a responsabilidade do estado e das autarquias no socorro as populações e o papel preponderante desenvolvido pelos bombeiros”.
“Esta é uma ocasião para recordar o passado desta casa e dirigir uma palavra de gratidão e estímulo aos que estão, hoje, à frente desta associação. Porque não esquecemos os nossos bombeiros e a sua coragem, garantimos os apoios financeiros necessários à sua missão, com novas ambulâncias e assegurando os custos de funcionamento das equipas de intervenção permanentes”, disse o presidente da Câmara do Montijo, Nuno Canta.
O autarca salientou o compromisso “com a proteção civil das populações. Temos cooperado com esta associação, explorando todos os caminhos que possam contribuir para aumentar a sua capacidade operacional. Todos somos indispensáveis para construir um concelho mais seguro”.
Para além do presidente da câmara, a sessão solene contou com as presenças dos presidentes das juntas de freguesia de Canha e de Pegões, de representantes da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, da Liga de Bombeiros Portugueses e da Federação Distrital de Bombeiros.

Agência de Notícias com Câmara do Montijo 
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Praça das Tertúlias embeleza entrada no Montijo

Tertúlias e movimento associativo popular dão nome a nova praça 

Ao todo são 25 bandeiras, a representarem o Montijo, as suas freguesias e o movimento associativo ligado à festa brava e às Festas Populares de São Pedro, que desde o dia da Liberdade, passaram a embelezar uma das principais entradas na cidade do Montijo junto à Monumental Amadeu Augusto dos Santos. Foram içadas durante a inauguração da nova Praça das Tertúlias, resultante da requalificação que permitiu o alargamento da rotunda ali existente e a ampliação, para o dobro, do terreno público na zona. A placa com a designação do renovado espaço foi descerrada por Nuno Canta, presidente da Câmara do Montijo, e pelos promotores urbanísticos José Manuel Rufino e Sesinando Guerreiro, dupla responsável pela totalidade do investimento – na ordem dos 350 mil euros – como contrapartida de uma operação de loteamento em frente à praça de toiros.
Nova Praça situa-se junto à Praça de Toiros 

Numa homenagem ao movimento associativo, a nova Praça das Tertúlias, localizada junto à Praça de Toiros do Montijo, foi inaugurada no dia 25 de Abril, num ato público que reuniu mais de uma centena de pessoas, entre autarcas da câmara, de todas as freguesias do concelho, dirigentes associativos, representantes das tertúlias e população.
Ao som da Fanfarra dos Bombeiros Voluntários do Montijo, foram hasteadas 25 bandeiras, a representarem o município, as juntas de freguesia e as diversas tertúlias e associações ligadas ao mundo da tauromaquia.
“Esta Praça das Tertúlias é um testemunho coletivo da vontade de autarcas, empresários, instituições e povo do Montijo. O que se fez nos últimos 45 anos foi imenso. Hoje temos um Montijo democrático, que dá a voz às pessoas, que garante os direitos sociais, que dá apoio à iniciativa do movimento associativo, que apoia e colabora com as empresas, assegurando a cidadania e a participação de todos”, disse o presidente da Câmara do Montijo, Nuno Canta.
O autarca afirmou, ainda, que “hoje, os grandes ideais de Abril continuam válidos, desafiando a nossa capacidade para os realizar plenamente, ao serviço sempre dos montijenses, que estão presentes aqui nesta praça. Honremos, por isso, hoje, o movimento associativo e os montijenses que nos legaram esse movimento, saibamos também honrar a sua mensagem de igualdade e liberdade, num Abril renovado a todos os jovens e a todas as gerações”.
Recorde-se, que a nova Praça das Tertúlias é um investimento resultante das obrigações impostas pelo Município do Montijo ao promotor da urbanização Nossa Senhora da Atalaia. É uma obra que permite a requalificação daquela zona da cidade e que vai ao encontro da visão de desenvolvimento urbano defendida pela Câmara do Montijo.
Para além das bandeiras do município e das juntas de freguesia, a Praça da Tertúlias apresenta hasteadas as bandeiras da Tertúlia Tauromáquica do Montijo, Grupo Forcados Amadores de Montijo, Associação Cultural e Gastronómica “Casa das Bruxas”, Tertúlia S. Pedro, Escola Taurina do Montijo, Tertúlia Montijense, Tertúlia S. Sebastião, Tertúlia Passa Sede, Tertúlia O Aldeano, Tertúlia Grilo, Tertúlia Dias, Tertúlia Os Fraquinhos, Tertúlia Juventude Taurina, Tertúlia Aldegalega do Gin, Tertúlia Afición, Tertúlia da Amizade e Tertúlia Eu Te Amo.

Agência de Notícias com Câmara do Montijo 

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Benfica atento à poluição da Siderurgia em Paio Pires

Clube quer apurar se o centro de estágio do Seixal é atingido por poluição

O Sport Lisboa e Benfica comunicou ao Tribunal de Almada que fará as diligências necessárias para apurar se o seu Centro de Estágio, no Seixal, é atingido pela poluição eventualmente gerada pela Siderurgia Nacional. Num requerimento entregue na semana passado, o clube refere que embora não acompanhe a ação popular cível sobre a poluição atmosférica em Paio Pires, que decorre neste tribunal, não é indiferente “à questão da poluição e da salubridade do meio ambiente de milhares de jovens que praticam desporto no Centro de Estágio do Benfica (Caixa Futebol Campus)”. O clube afirma que respeita a sobrevivência da Siderurgia Nacional, tendo em conta a relevância económica da empresa para a região e os municípios locais, mas sublinha a necessidade de assegurar a máxima observância das regras de proteção do ambiente na região e, em particular, no seu Centro de Estágio.
Benfica atento ao nível de poluição 

Para garantir esse desiderato, o Benfica afirma que adotará por iniciativa própria, as diligências necessárias “para apurar se o seu Centro de Estágio é atingido pela poluição eventualmente geral pela Siderurgia Nacional”.
No mesmo requerimento, o clube afirma que não pretende o encerramento daquela unidade industrial, mas que “não prescinde da garantia de adoção das adequadas e imprescindíveis medidas de eliminação de todo e qualquer foco de poluição que seja suscetível de atingir a saúde dos atletas e a salubridade do ambiente, onde eles se formam e se preparam para as competições desportivas”.
Para o clube, a ação popular apresentada pela associação Terra da Morte Lenta não garante as preocupações do Sport Lisboa e Benfica.
No Tribunal Judicial da Comarca de Almada foi intentada uma ação civil contra a Siderurgia Nacional do Seixal, devido à poluição atmosférica alegadamente causada por esta indústria.
Na ação cível, a associação “Terra da Morte Lenta” pede a suspensão imediata da atividade até serem resolvidas as questões básicas e administrativas em causa e uma indemnização no valor de 500 milhões de euros.
O valor pedido tem em conta o número de habitantes nesta zona e destina-se a um fundo que será explorado por entidades, como a Câmara do Seixal, o Instituto Ricardo Jorge, ou Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo, com o objetivo de melhorar a qualidade do ar.
A ação cita mais de 50 entidades como as câmaras do Seixal, Almada e Barreiro, sindicatos de várias entidades e até o Benfica, visto que o centro de estágios se localiza a poucos metros da unidade industrial.

Agência de Notícias com Lusa 

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Ministro espera que estudo ambiental viabilize Montijo

Governo diz que não escolher o Montijo para novo aeroporto "será sempre muito pior"

O ministro das Infraestruturas está otimista quanto ao resultado da avaliação de impacto ambiental do novo aeroporto do Montijo e refere que outra alternativa será pior em termos de prazos e custos. Uma solução alternativa ao Montijo para um novo aeroporto de Lisboa será sempre “muito pior em termos de prazo e de custos”, disse esta sexta-feira o ministro das Infraestruturas e Habitação, Pedro Nuno Santos. “Se a avaliação de impacto ambiental for negativa, Portugal obviamente não pode estar sem aeroporto. Não há ilusões quanto a isso”, referiu, salientando “será sempre muito pior em termos de prazo e custos [outra alternativa] do que a solução a que nós chegámos”.

Governo quer decisão rápida em nome da economia 

Pedro Nuno Santos, que esteve presente na apresentação da ampliação do caminho de circulação do aeroporto do Porto, garantiu que está otimista quanto ao resultado da avaliação de impacto ambiental, que está nas mãos da Agência Portuguesa do Ambiente (APA).
“Acreditamos que o impacto ambiental não será suficientemente forte que nos impeça de fazer aquele investimento. Fazer um aeroporto é sempre um investimento com impacto, nós temos é que garantir o equilíbrio e as medidas mitigadoras necessárias para diminuir” os efeitos no meio ambiente, salientou.
Para o governante, “o país já está a perder décadas de investimento aeroportuário na região de Lisboa”, que se traduz em efeitos negativos no turismo e nos voos. “A localização no Montijo começa com o Governo anterior e acreditamos que é a melhor solução. Precisamos de não estar permanentemente num pára-arranca”, realçou o governante.
Pedro Nuno Santos reiterou também que o Governo não irá avançar com o projeto caso seja chumbado pela APA: “A lei é clara e somos obrigados a respeitar o resultado. O aeroporto avança se houver declaração de impacto ambiental”, garantiu.
A ANA disse à Lusa em 12 de Abril que o Estudo de Impacte Ambiental do aeroporto do Montijo estava concluído. “A ANA confirma que, de acordo com o prazo previsto, o Estudo de Impacte Ambiental  está finalizado e a ser submetido, sendo a submissão feita através de carregamento do estudo na plataforma da Agência Portuguesa do Ambiente”, afirmou fonte oficial da gestora dos aeroportos portugueses.
O Governo não acredita que a avaliação ambiental seja negativa, mas, no caso de tal vir a acontecer, serão então pensadas outras soluções. “Não haja dúvidas de que Portugal não pode ficar sem aeroporto. Mas será sempre muito piores em termos de prazo e de custos do que a solução a que chegamos”, afirmou o ministro. Mas caso o estudo chumbe o Montijo, a hipótese Campo de Tiro de Alcochete ganha novo fôlego.

Agência de Notícias com Lusa 

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Greve pára fábrica de papel ATF em Setúbal até terça-feira

Trabalhadores querem aumento de 30 euros. Empresa não responde

Cerca de 300 trabalhadores da fábrica de papel ATF (About The Future) em Setúbal iniciam, na passada sexta-feira, uma greve por aumentos salariais e aproximação dos vencimentos aos dos trabalhadores de outras fábricas do grupo Navigator Company, refere fonte sindical. "A greve na ATF, marcada para os dias 26, 27, 29 e 30 de Abril, poderá parar por completo a produção na nova fábrica de papel de Setúbal, a exemplo do que já aconteceu com a greve realizada em Janeiro e Fevereiro deste ano", disse Diogo Marques, da Comissão de Trabalhadores. No âmbito da atividade do Bloco de Esquerda no Distrito de Setúbal, a deputada à Assembleia da República, Sandra Cunha, vai estar esta segunda-feira, pelas 15h30, em contato com os trabalhadores da empresa da Mitrena. 
Trabalhadores exigem mais salário 


"Apresentámos à administração do grupo Navigator Company uma proposta de atualização salarial de três por cento, com um mínimo de 30 euros para cada trabalhador, a par de uma aproximação progressiva aos salários de trabalhadores de outras fábricas do grupo, designadamente da Navigator em Setúbal e Navigator Brands, na Figueira da Foz, que, em alguns casos, ganham mais 500 euros que os trabalhadores da ATF com as mesmas funções", acrescentou o representante dos trabalhadores.
Após os quatro dias de greve em Janeiro e Fevereiro, houve negociações entre o SITESUL, Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Ambiente do Sul, e a administração do grupo Navigator Company no passado mês de Março, mas não houve acordo entre as partes.
"A empresa oferecia um aumento salarial de apenas dois por cento, sem valor mínimo", disse Diogo Marques à agência Lusa, acrescentando que a "Navigator deu as negociações por encerradas".
Na sequência desta decisão da Navigator, os trabalhadores voltaram a reunir em plenário e decidiram exigir a reabertura das negociações e avançaram com um novo pré-aviso de greve para os dias 26, 27, 29 e 30 de Abril.
A agência Lusa contactou a administração da Navigator Company, o terceiro maior exportador nacional, logo a seguir à Petrogal e à fábrica de automóveis Autoeuropa, em Palmela, mas os responsáveis do grupo português escusaram-se a prestar declarações sobre a greve dos trabalhadores da ATF.

BE visita hoje os trabalhadores em greve 
No âmbito da atividade do Bloco de Esquerda no Distrito de Setúbal, a deputada à Assembleia da República, Sandra Cunha, vai estar  esta segunda-feira, 29 de Abril, pelas 15h30 horas em contato com os trabalhadores da About the Future (ATF), empresa do Grupo The Navigator Company (ex- Grupo Portucel Soporcel), em Mitrena, Setúbal.
"Este contato visa manifestar a solidariedade do Bloco de Esquerda com a paralisação decretada pela maioria dos trabalhadores de paragem total das instalações da ATF entre 26 e 27 de Abril e entre 29 e 30 de Abril, como forma de mostrarem a sua insatisfação perante o impasse nas negociações entre os seus órgãos representativos e a administração, exigindo desta uma negociação séria e objetiva na resolução das reivindicações apresentadas pelos seus ORT’s, contra a precariedade, por emprego digno e com direitos", sublinha o BE em nota enviada à ADN- Agência de Notícias.

Agência de Notícias com Lusa 
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Festa do Senhor das Chagas arrança hoje em Sesimbra

Cuca Roseta, Mia Rose e HMB animam maior festa do concelho até 12 de Maio 

A edição deste ano da tradicional Festa das Chagas, em Sesimbra, que decorre associada às celebrações religiosas em honra do Senhor Jesus das Chagas, vai realizar-se num novo recinto, na zona do terminal rodoviário, e com um novo figurino, do qual se destaca um palco com um cartaz musical bastante diversificado, e de grande qualidade. A festa inicia-se na noite desta sexta-feira com um concerto dos HMB e decorre até 12 de Maio, dia em que será lançada, no stand da Câmara Municipal, a Quinzena Gastronómica Sesimbra é Peixe. No dia 4, Feriado Municipal, sobe ao palco a fadista Cuca Roseta, uma das grandes vozes do fado. Mia Rose, Eterna Galé, Orquestra Ligeira do Exército, uma grande noite de fado, uma noite dedicada ao folclore e uma noite com DJ completam o cartaz do palco da Festa. A procissão do Senhor Jesus das Chagas, protetor dos pescadores, decorre a 4 de Maio.
Procissão realiza-se na tarde de 4 de Maio 

O programa da Festa, organizado pela Irmandade do Senhor Jesus das Chagas decorre até 12 de Maio.  Neste período haverá também várias atividades associadas ao mar fora do recinto, tais como a primeira etapa da Taça de Portugal de Fotografia Subaquática, uma parceria entre a Câmara de Sesimbra e a Federação Portuguesa de Atividades Subaquáticas. A entrada é gratuita.
Haverá a habitual zona de divertimentos, uma área destinada a tasquinhas do mar, com gastronomia ligada ao peixe e mariscos de Sesimbra, dinamizada por associações locais, esplanada, stands de entidades ligadas ao mar e às pescas e um espaço da Câmara Municipal, com promoção da marca Sesimbra e Yes Sesimbra.Milhares de fiéis percorrem, todos os anos, no dia 4 de Maio, feriado municipal, as ruas da vila de Sesimbra para prestar devoção ao Senhor Jesus das Chagas, protetor dos pescadores. A procissão, que se realiza há mais de cem anos, é uma das mais antigas do sul do país e começa desde a Igreja Matriz até à Capela da Misericórdia. Segue-se depois um Sermão no Largo da Marinha e bênção ao mar e às embarcações. 
O culto ao Senhor Jesus das Chagas, cujo início a tradição oral coloca em 1534, quando um grupo de pescadores sesimbrenses encontrou uma imagem de Jesus Crucificado, é a festividade mais importante para a comunidade marítima sesimbrense, demonstrada pela enorme devoção que ainda se mantém bem viva nos sesimbrenses, que prestam homenagem ao seu protetor no dia 4 de Maio, Feriado Municipal.
A primeira procissão de que há registo aconteceu em 1895 e nos anos seguintes as comemorações atingiram grande esplendor.
As festividades atingem o seu auge com a procissão que percorre as ruas da vila de Sesimbra, engalanadas para o efeito, com o chão coberto por alecrim e as colchas nas varandas.
Na Baía de Sesimbra, as embarcações saúdam o Senhor que abençoa a terra e o mar, num culminar de emoções que envolve não só a população sesimbrense mas também centenas de crentes que visitam a vila para assistir à procissão.

Uma festa que começou numa lenda 
A lenda do Senhor das Chagas. No séc. XVI houve uma revolta contra a igreja católica. Nessa altura a rainha mandou encaixotar todas as imagens que estavam nas igrejas e deitá-las ao mar.
Arrastados pelas correntes os caixotes foram levados mar fora e foram ter aos sítios mais diversos. Um deles veio ter à praia de Sesimbra.
Estavam alguns pescadores à beira mar quando viram aquele caixote a boiar junto à pedra que fica do lado nascente da fortaleza.
Trouxeram-no para a praia, abriram-no e viram uma imagem de Jesus Cristo e ficaram muito admirados sem saberem o que fazer com ela.
Pensaram um pouco e trouxeram-no para o terreiro da Misericórdia, onde hoje em dia é um jardim, mas não tinham sítio onde o colocar. A imagem não ia ficar no chão, nem à chuva nem ao vento, por isso resolveram levantar uma tenda e fingir que aquilo era uma pequena capela, pois um dia fazer-se-ia uma a sério.
Todos repararam que faltava um braço à imagem, mas também sabiam que no caixote não estava. E a imagem continuou assim na pequena capela improvisada onde toda a gente ia venerá-la. Ora era costume, e ainda hoje há quem o faça, ir à praia buscar lenha para levarem para a lareira. Naquele dia, uma velhinha apanhava uns pequenos troncos na praia. Ao chegar a casa colocou os troncos no braseiro e sentou-se ali ao pé para se aquecer.
Começou a reparar que toda a madeira ardia menos aquele tronco mais grosso. A ele nem o lume chegava perto.
Intrigada pegou nele e mirou-o com atenção. Viu, então, que aquele pedaço de madeira tinha a forma de um braço.
Correu até à capela, mostrou-o ao padre e concluíram que aquele tronco especial era realmente o braço da imagem do Senhor Jesus.
Todos gritaram “milagre”, prometeram fazer todos os anos uma festa em honra do Senhor e mandaram edificar a capela da Misericórdia onde fizeram um altar para colocar a imagem do Senhor Jesus das Chagas.
Todos os anos no dia 4 de Maio faz-se uma procissão que atravessa as ruas da vila de Sesimbra e que no largo da Marinha abençoa o mar para que este nunca falte com o peixe que era, até há poucos anos, o principal sustento das pessoas de Sesimbra.

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Caldeirada em festival gastronómico em Setúbal

À mesa com o melhor peixe da costa sadina

A partir do dia 27 e até 5 de Maio, a caldeirada vai ser rainha à mesa de 36 restaurantes do concelho de Setúbal. Uma iniciativa que culmina com uma degustação na Casa da Baía, comentada pelo chefe de cozinha Rui Praxedes. A caldeirada, prato historicamente associado às comunidades marítimas, vai estar em destaque em mais uma semana temática que lhe é dedicada em Setúbal. Mais de três dezenas de restaurantes participam entre 27 de Abril e 5 de Maio numa campanha que vai levar à mesa peixes como o salmonete, safio, tamboril, charroco ou pata roxa, espécies tradicionalmente associadas a este comer de tacho. 
Caldeirada volta a ser rainha em Setúbal 

A Semana da Caldeirada 2019, dinamizada pela Câmara de Setúbal, com o apoio da Docapesca e da Makro, com início nesta sexta-feira, proporciona ementas especiais em 36 restaurantes do concelho, confecionadas com o melhor peixe apanhado na costa sadina.
No último dia, às 18 horas, na Casa da Baía, o chef Rui Praxedes, do restaurante “O Praxedes”, explica como confeciona a caldeirada, numa sessão que inclui degustação deste prato típico.
A atividade é de participação gratuita, mediante inscrição prévia, até 2 de maio, a qual deve ser feita presencialmente, pelo telefone 265 545 010 ou pelo endereço eletrónico gape@mun-setubal.pt.
As caldeiradas são como as namoradas dos pescadores: há uma em cada porto. E a verdade é que não há ninguém que bata os pescadores a confecionar este prato. Mas, se caldeiradas há muitas, a setubalense é um caso à parte.
Há até quem diga, e nós não desmentimos, que não há caldeirada melhor do que esta. É uma iguaria sem segredos, mas há regras a cumprir se a queremos fazer a preceito.
Segundo a tradição, este prato começou a ser cozinhado a bordo das embarcações de pesca pelos homens do mar para os ajudar a recuperarem as energias gastas na faina. Era feito com os peixes que tinham menor valor comercial e a água usada era a do mar! Nunca se sabia de que era feita a caldeirada do dia.
Quem hoje a faz em terra, sem as dificuldades de outros tempos, pode escolher. Safio, tamboril, pata-roxa, raia e charroco são presenças obrigatórias. Convém saber que não se aproveitam as partes finas da raia nem os olhos do charroco. Já os fígados do tamboril e da pata-roxa, verdadeiras relíquias, são como o caviar deste prato e não se podem desperdiçar. O peixe tempera-se com sal meia hora antes de ir para o tacho.
Ora, os peixes estão tratados, vamos ao resto. Vamos precisar de cebolas, tomates, batatas, alhos, pimentos, louro e coentros… Sabe qual é o grande segredo? "Usar os ingredientes de forma simples mas frescos, muito frescos", dizem os pescadores locais.
A Semana da Caldeirada integra um calendário de eventos gastronómicos dinamizado pelo município no âmbito da marca Setúbal Terra de Peixe com o "objetivo de divulgar sabores e tradições da cozinha setubalense e, em simultâneo, estimular a restauração local e promover o concelho enquanto destino turístico de excelência", explica a autarquia sadina.
Entretanto, a lista dos espaços de restauração aderentes à “Semana da Caldeirada 2019” inclui A Casa do Peixe, A Vela Branca, Adega do Zé, Adega dos Garrafões, Baía do Sado, Baluarte do Rio, Bombordo, Café com C, Cais 56, Casa do Mar, Casa Lagarto, Churrasquinho do Sado, Copa d’Ouro, Duarte dos Frangos, Mar Salgado, Nova Taberna o Pescador e Novo 10.
Bote, Cantinho dos Petiscos, Convés, Douradinho, Pescador II, Praxedes, Saca-Rolhas, Saveiro, Velho Fernando, O Miguel, Poço das Fontainhas, Restaurante Bar Mar, Restinguinha, Retiro da Algodeia, Ribeirinha do Sado, Solar do Marquês, Taberna de Azeitão, Tasca da Fatinha e Tasca do Xico da Cana completam a lista de participantes.

Sardinha, salmonete e carapau para provar em “Setúbal Terra de Peixe”
Até ao fim deste ano, Setúbal presta homenagem aos seus produtos do mar. O festival gastronómico “Setúbal Terra de Peixe” já arrancou com o choco, continuando com a caldeirada, sardinha, ostra, salmonete e as caldeiradas. Uma iniciativa que inclui demonstrações de cozinha, debates e bons argumentos à mesa.
O choco animou as mesas dos restaurantes de Setúbal nos primeiros dias da Primavera, mas até Novembro deste ano, a cidade à beira Sado reserva todo um calendário de comeres com produtos do mar.
O calendário da iniciativa “Setúbal Terra de Peixe” abarca diferentes temáticas tendo como mote as tradições culinárias locais. Desta forma, de 27 de Abril a 5 de Maio, a Caldeirada fará a mesa, seguindo-se no elenco de festivais gastronómicos, de 24 de Agosto a 1 de Setembro, dois peixes com larga história de captura e consumo em Setúbal, o carapau e a sardinha. Mais tarde, de 5 a 13 de Outubro, é a ostra que assume o protagonismo, para já em Novembro, de 1 a 10, ceder a vez ao salmonete.
Além de contarem com a participação de dezenas de restaurantes que dão a provar pratos tradicionais e inovadores confecionados com pescado capturado na costa setubalense, as semanas gastronómicas incluem sessões de culinária ao vivo e degustações comentadas.
Desta forma, “Mar à Conversa” é o ciclo de palestras a realizar entre 23 de Maio e 18 de Outubro, sempre às 14h30, na Casa da Baía, para debater temas relacionados com a atividade piscatória.
O “Setúbal Terra de Peixe” inclui um conjunto de palestras animadas nas escolas do concelho, entre Março e Maio, com o “Zeca Faneca” e a “Graça da Praça” a explicarem aos mais novos o circuito do pescado, desde o momento em que é capturado até chegar ao prato.
A Semana do Mar e do Pescador, a decorrer entre 25 de Maio e 2 de Junho, também integra o Setúbal Terra de Peixe, com um conjunto de iniciativas de que se destaca uma exposição de canas artísticas de Nuno Paulino, “Pesca com Arte”, patente no Parque Urbano de Albarquel.

Agência de Notícias 
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Grândola celebra Abril a comer flores até 5 de Maio

13 restaurantes da Vila Morena celebram Abril com flores à mesa

Amores-perfeitos, pétalas de rosa e de cravo, capuchinhas, violetas e margaridas são algumas das flores comestíveis em destaque na mostra gastronómica "Em Abril Flores Mil" que decorre, em Grândola, no distrito de Setúbal. A iniciativa, que vai na 5.ª edição e decorre até 5 de Maio, é promovida pela Câmara de Grândola e coincide com as comemorações dos 45 anos do 25 de Abril neste concelho do litoral alentejano. A mostra gastronómica, segundo o município, conta com a participação de 13 restaurantes do concelho, que vão incluir nas suas ementas “quatro dezenas de pratos culinários” com “sabores e fragrâncias coloridas”, como a flor de borragem, flor de alecrim, flor de carqueja, rosas, begónias ou brincos de rainha.
Experiência gastronomia decorre em 13 restaurantes 

Além de explorar a coincidência do símbolo da revolução do 25 de Abril ser um cravo vermelho e das celebrações anuais “ocorrerem em plena primavera”, a mostra procura focar-se nas “tendências da nova cozinha”, que “recorre cada vez mais à inclusão de produtos novos, como as flores comestíveis, nas mais variadas criações de pratos culinários”, referiu a autarquia.
Bochechas de porco com cerveja e migas de espargos com flor de sálvia, pataniscas de couve e salada de bacalhau com capuchinha, tamboril frito com farinha de milho, espargos verdes e flor de mel, salada de favinhas com bacalhau, laranja e flores comestíveis, tártaro de atum com abacate e flores exóticas e picantes são algumas das propostas nas ementas dos restaurantes.
Para os apreciadores de sobremesas, não faltam iguarias como a mousse de limão com brincos de rainha, gelado de pinhão com migas doces, 'huacatay' e flor de borragem, bolo de chocolate e menta com flores de sardinheira ou o cheesecake de pêssego, tomilho-limão e pétalas de rosa vermelha.
O programa da mostra gastronómica contempla ainda atividades ao ar livre com oficinas de cozinha, 'workshops' sobre o significado das flores (4 de Maio) e passeios pedestres pela Rota Serra de Grândola.
A praia da Aberta Nova, na freguesia de Melides (Grândola), recebeu no domingo de Páscoa uma ação de “amostragem de insetos”, dirigida pela equipa de investigadores do projeto Lista Vermelha de Invertebrados, com o objetivo de “contribuir para a amostragem da diversidade de insetos em Sítios de Importância Comunitária” da Rede Natura 2000.
A mostra, que propõe comemorar Abril com flores à mesa, conta ainda com uma Oficina de Cozinha, no dia 27 deste mês, a cargo do chefe Jorge Rodrigues, que vai ensinar os participantes a “combinar a cozinha regional e tradicional portuguesa com toques mediterrânicos e a cozinha criativa”, que introduz novos ingredientes, sabores e texturas frescas e saborosas. Nesta Oficina de Cozinha, o Chef vai confecionar: Sangria de Cidra, Flor de Courgette Crocante com Flor de Courgette e Flores de Begônia, Lascas de Bacalhau com Espargos com Folhas de Calêndula, Magret de Pato com Amor-Perfeito, Begônia, Borago, Brinco de princesa e Folhas de Rosa e Risotto de Cogumelos com Manjericão Fresco.
O evento "Em Abril Flores Mil" despede-se com um desfile de gigantones, a 5 de Maio, às 10h30, no Largo São Sebastião, em Grândola.
Consulte aqui a lista completa dos restaurantes aderentes.

Agência de Notícias 

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Não há plano B. Montijo é a escolha de António Costa

Ruído e aves podem afastar aeroporto da Base Aérea? 

António Costa afirmou no Parlamento que Alverca, Beja e Monte Real não seriam hipóteses para o novo aeroporto complementar ao da Portela. O Montijo é a escolha do primeiro-ministro. Em declarações no Parlamento, António Costa parece decidido em que o aeroporto complementar ao da Portela fique no Montijo. O primeiro-ministro afirma que serão adotadas as “medidas de mitigação” previstas nas conclusões do estudo de impacto ambiental feito pela ANA – Aeroportos de Portugal. Apesar do estudo ter apontado problemas na construção do aeroporto no Montijo, António Costa garante que a única solução viável é adotar as tais medidas de mitigação. O estudo da ANA aponta problemas relacionados com o ruído, no Barreiro, Lavradio e Baixa da Banheira e com riscos para espécies de aves que habitam o estuário do Tejo. Para o ministro das Infraestruturas o "aeroporto é exemplo dos prejuízos de avanços e recuos nos investimentos", sublinhou Pedro Nuno Santos. 
Estudo coloca dúvidas na localização 

Segundo o jornal Sol, para António Costa não é tempo de tomar uma decisão política, mas sim de fazer uma avaliação técnica do plano de construção do aeroporto complementar. O primeiro-ministro português refere que “não há solução B” e que o Montijo é também a escolha partilhada pela concessionária Vinci.
A escolha de Costa não foi bem acolhida por todos, nomeadamente André Silva, deputado do PAN, Partido-Animais-Natureza, que defende que Beja é a melhor solução. O primeiro-ministro refutou, insistindo que a melhor escolha possível a tomar é “a combinação de otimização da Portela com um segundo aeroporto no Montijo”.
Caso não seja seguida a solução do Montijo, Costa diz que o único plano que resta será regressar à estaca zero, ou seja, “voltar atrás e fazer em Alcochete“. Desta forma, o líder executivo afasta as outras alternativas que foram propostas anteriormente, como Alverca, Beja e Monte Real.
O ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, concorda com Costa, defendendo que o Montijo “é o que causa menos impacto ambiental”. No entanto, o ministro diz que caso o Montijo seja “chumbado” pelo estudo da ANA, será necessário escolher uma nova localização para o aeroporto.
“Se, de facto, não passar na avaliação de impacte ambiental, não passará. Não passará e, portanto, terá que ser, obviamente, encontrada e escolhida uma nova localização”, disse Matos Fernandes. O estudo da ANA foi terminado há duas semanas e está agora a ser analisado pela Agência Portuguesa do Ambiente.
O presidente do Aliança, Pedro Santana Lopes, defendeu que o aeroporto complementar ao de Lisboa deve ficar situado em Alverca, apontando para “ganhos ambientais e socioeconómicos” para sustentar a posição. “Não há nenhuma razão que torne o Montijo preferível do que esta solução óbvia que é Alverca. Alverca é a solução mais lógica e racional”, afirmou o líder da Aliança.

Exemplo dos prejuízos de avanços e recuos nos investimentos
O ministro das Infraestruturas afirmou, no parlamento, que os avanços e recuos em matérias de investimentos constituem um prejuízo para as gerações futuras, sublinhando que o novo aeroporto é um exemplo disso.
Os avanços e recuos em matérias de investimento público causam prejuízos sérios às gerações futuras e não me refiro apenas aos recuos motivados por crises orçamentais, refiro-me a necessidade sistemática de tentarmos impor a nossa visão pessoal ou partidária aos outros", afirmou Pedro Nuno Santos, no parlamento, durante a sua intervenção inicial na audição pública Programa Nacional de Investimentos 2030.
Para o governante, a construção do novo aeroporto é um "exemplo paradigmático" dos avanços e recuos em matéria de investimentos.
"Andamos há décadas a discutir diferentes localizações e continuaremos a fazê-lo enquanto as obras não arrancarem", referiu.
Pedro Nuno Santos lembrou que "por causa de adiamentos, indecisões e atrasos, temos hoje um aeroporto saturado, que não consegue aceitar todos os voos que o procuram".
O ministro das Infraestruturas e da Habitação considerou importante "fazer um esforço sincero" para compreender as tomadas de posição sobre os investimentos estruturantes, recordando que os ciclos de investimento abrangem mais do que uma legislatura.
"As infraestruturas uma vez construídas ficam connosco e marcam o território durante décadas e mesmo séculos, [por isso] ou procuramos posições comuns ou continuamos num para arranca", acrescentou.
Pedro Nuno Santos vincou ainda que o Programa Nacional de Investimentos (PNI) 2030 constitui um conjunto de escolhas, ressalvando que não é possível não ter em conta "o custo dos investimentos e se o país os pode suportar".
O governante reconheceu também que o país teve, durante muito tempo, uma opção pelas estradas e pelo transporte individual e poluente, deixando para trás a ferrovia, enquanto em países como Espanha investia-se "em novas linhas, comboios e competências industriais" para um setor que defendeu estar em expansão.
"Este Governo, esta maioria, bem como o anterior governo PSD-CDS já mostraram ao país que a ferrovia não faz parte do passado, mas do futuro", concluiu.
O Programa Nacional de Investimentos 2030, que se insere no Portugal 2030, define os investimentos infraestruturais estratégicos prioritários, nos setores da mobilidade e transportes, ambiente e energia.
De acordo com a informação disponível na página do Portugal 2030 na internet, o Programa Nacional de Investimentos  abrange as infraestruturas localizadas em Portugal Continental e estrutura-se por projetos ou programas com investimentos superiores a 75 milhões de euros.
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Palmela exige requalificação de infraestruturas rodoviárias

Autarquia quer fim das portagens, variantes em Quinta do Anjo e Pinhal Novo e acessos à Autoeuropa 

No inicio deste ano, o Governo anunciou  que Plano Nacional de Investimentos 2030 tem previstos 200 milhões de euros para a ligação rodoviária entre os concelhos do Arco Ribeirinho Sul, no distrito de Setúbal, incluindo duas pontes entre o Barreiro, Seixal e Montijo. No entanto, o executivo municipal de Palmela não aceita que o município não tenha sido contemplado com nenhuma obra. A requalificação das circulares Sul e Norte nos acessos à Autoeuropa, a execução da circular regional exterior à margem sul, para ligação dos principais centros urbanos mais periféricos e áreas de acolhimento empresarial, a construção das variantes às Estradas Nacionais 252 [Pinhal Novo] e 379 [Quinta do Anjo], além da eliminação das portagens do nó A2 entre Palmela e Setúbal "são propostas consideradas estruturantes para o município de Palmela e que não foram previstas no Plano Nacional de Investimentos 2030", sublinha a autarquia numa mocão aprovada pelo executivo. 
Executivo e oposição pedem fim das portagem 

Na moção apresentada pelo presidente Álvaro Amaro e subscrita por todos os vereadores exige-se que o Governo altere a decisão e inclua nos Investimentos no sector da Mobilidade e Transportes, “os contributos propostos que não foram contemplados a nível da requalificação das acessibilidades rodoviárias às áreas de acolhimento empresarial". 
A autarquia lembra que as "infraestruturas rodoviárias propostas são fundamentais para permitir a circulação das mercadorias e a facilitação do acesso aos destinos de (re)venda e do tráfego de outras trocas comerciais, quer do ponto de vista do cluster automóvel, quer do ponto de vista das transações e capitalização de outras atividades económicas instaladas nas diversas zonas industriais, permitindo, assim, ligações mais diretas, a partir das vias municipais até às grandes vias estruturantes nacionais como a A2 (Ponte 25 de Abril), a A12 (Ponte Vasco da Gama), a A13 (Marateca ligação A1) e a A33 (circulação interna da Península de Setúbal)".
O município de Palmela, com uma localização privilegiada na Península de Setúbal e na região de Lisboa e um dos principais clusters da indústria automóvel da Europa e do mundo, tendo por base a instalação da Autoeuropa e o seu parque de fornecedores (desde 1995) e um conjunto de diversas zonas industriais, com destaque para a Zona Industrial das Carrascas, a Zona Industrial do Vale do Alecrim, a Zona Industrial de Vila Amélia, a Zona Industrial da Biscaia e a Futura Plataforma Logística do Poceirão, procura, diz o texto da moção, "assegurar um ecossistema empreendedor favorável ao desenvolvimento da atividade empresarial e económica no concelho, para qualificar, vocacionar, expandir, criar ou requalificar infraestruturas de acolhimento empresarial inseridas numa ótica de coerência, racionalidade e complementaridade no seio da rede regional e supramunicipal, com as necessárias ligações ao exterior".
Só a Autoeuropa, diz ainda a moção, é "reconhecida como a grande empresa de produção e loja da Europa em matéria de veículos ligeiros, é responsável por cerca de 75 opor cento da produção de automóveis ligeiros em Portugal (223.240 unidades), com uma produção diária de 885 viaturas, exportadas sobretudo para a Alemanha, Espanha, Reino Unido e Itália, o que fez quintuplicar, desde 2017, o numero de viaturas pesadas a circular no território concelhio". 
Numa altura em que se definem quais as prioridades a apresentar no âmbito do Portugal 2030, o presidente do município de Palmela, Álvaro Amaro, reforçou que este é o "momento para refletir sobre estas questões, até porque muitas medidas para a Península de Setúbal têm vindo a ser proteladas, o que não pode continuar a verificar-se tendo em conta as atividades económicas que se consolidam na Região e necessitam de uma rede de suporte ao nível de infraestruturas e acessibilidades".
Álvaro Amaro lembrou ainda ao Governo que deve “aproveitar a estabilidade do país para aprovar propostas que interessam ao concelho e à região, porque a Península de Setúbal merece mais investimento face as necessidades que tem”.

Abolição de portagens para Setúbal volta à discussão 
Sobre a gestão comunista, a CDU não esteve só na discussão do tema. A oposição [PS e a coligação PSD-CDS-PP] uniu-se para exigir "mais investimento" ao Governo de António Costa e focaram-se, sobretudo, na eliminação das portagens entre Pinhal Novo, Palmela e Setúbal para “descongestionar o trânsito na Volta da Pedra”.
Pedro Taleço, vereador do PS,  reconheceu “ser difícil a eliminação das portagens que estão concessionadas”, mas destaca que “é preciso fazer alguma coisa, que ajude a descongestionar o trânsito na Volta da Pedra”. O autarca socialista defende “existem questões que deviam ser resolvidas de imediato para tirar o tráfego das nossas vilas, que afeta a vida dos cidadãos”. 
Paulo Ribeiro, vereador do PSD/CDS-PP, foi mais longe ao sugerir “a abolição das portagens, enquanto não se avançar com a requalificação da 379 e 252” e lembrou “já votámos uma moção em que deviam ser eliminados os pagamentos das portagens”, que “não teve acolhimento no seio do Governo”.
Ainda antes da votação por unanimidade da moção, Álvaro Amaro deixou a sugestão ao Governo para que “equacione a hipótese de transformar o troço entre Palmela e Setúbal numa circular, tendo em consideração os custos com a variante da 252, em Pinhal Novo”.

Governo investe 200 milhões em acessibilidades no distrito 
O Plano Nacional de Investimentos 2030 tem previstos 200 milhões de euros para a ligação rodoviária entre os concelhos do Arco Ribeirinho Sul, no distrito de Setúbal, incluindo duas pontes entre o Barreiro, Seixal e Montijo, segundo o Governo.
“O programa consiste nas intervenções necessárias para assegurar a ligação rodoviária, entre as penínsulas do Seixal e do Barreiro e entre o Barreiro e o Montijo, contemplando as travessias dos braços de rio que existem entre estes territórios”, revelou o relatório divulgado no ‘site’ do Governo.
Segundo o documento, o potencial do Programa Arco Ribeirinho Sul, que inclui os concelhos de Almada, Barreiro e Seixal, foi “alavancado pelo novo aeroporto do Montijo” e, por esse motivo, o avanço do projeto “deverá ser coordenado” com a infraestrutura aeroportuária.
Para o Governo, este investimento vai contribuir também para desenvolvimento, restruturação urbanística, atratividade e coesão dos territórios do Arco Ribeirinho Sul.
Além disso, defende que a ligação entre os concelhos vai reduzir os “tempos de percurso", a "emissão de Gases com Efeito de Estufa", a "sinistralidade e o congestionamento”.
De acordo com o relatório, trata-se de um investimento de “200 milhões de euros”, que será executado com “recurso a iniciativa privada”. Prevê-se que as obras se iniciem em 2021 e terminem em 2026.
Em Dezembro, o primeiro-ministro, António Costa, já tinha anunciado que a construção da ponte rodoviária entre os concelhos do Barreiro e Seixal está prevista nas acessibilidades do novo aeroporto do Montijo.

Agência de Notícias 
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Dia Mundial da Dança comemorado em Almada

Dança invade a cidade de 26 de Abril a 3 de Maio 

A Companhia de Dança de Almada vai apresentar um programa de espetáculos e atividades entre 26 de Abril e 3 de Maio para assinalar o Dia Mundial da Dança, que se comemora a 29 de Abril. De acordo com a programação, as atividades iniciam-se na sexta-feira, em Almada, com a realização de um laboratório internacional decorrente do projeto CLASH!, apoiado pelo programa Europa Criativa, subordinado ao tema "O clássico e o contemporâneo na formação de bailarinos". O Dia Mundial da Dança, instituído pelo Comité Internacional da Dança da UNESCO, em 1982, é celebrado a 29 de Abril, data de nascimento do bailarino, mestre de bailado e autor da obra teórica "Lettres sur la Dance", Jean-Georges Noverre (1727-1810).
Dia mundial da dança comemora-se em todo o mundo 

Na sexta-feira e no sábado, serão desenvolvidas oficinas práticas e debates teóricos que contam com a participação de profissionais de dança das companhias parceiras: Balletto di Roma (Itália), Polish Dance Theatre (Polónia), 420 People Dance (República Checa), Derida Dance Center (Bulgária) e Sapienza Università di Roma (Itália).
O projeto CLASH! foi criado para estudar o estado da arte na Europa no que respeita ao encontro entre a dança clássica e a contemporânea nas questões estéticas e artísticas, formação de bailarinos, desenvolvimento de públicos e gestão das companhias de dança.
No sábado, a Companhia de Dança de Almada estreia um programa composto por duas novas criações: "Qu'ils mangent de la brioche: #publicperception", coreografado por Luís Malaquias com base na história de Maria Antonieta, rainha francesa guilhotinada durante a Revolução Francesa, numa decisão do tribunal revolucionário que marcou a história do país.
Será também apresentada uma criação resultante de uma residência artística da coreógrafa sueca Julia Ehrstrand, com título ainda por anunciar.
No próprio Dia Mundial de Dança, a 29 de Abril, segunda-feira, no Cine Teatro Sede da Academia Almadense, realiza-se uma sessão comemorativa para reflexão sobre o impacto das atividades da Companhia de Dança de Almada (Ca.DA) ao longo de quase 30 anos de trabalho na cidade, com a presença da fundadora e diretora, Maria Franco.
Nesta sessão serão apresentados alguns vídeos sobre o trabalho da companhia e extratos coreográficos ao vivo.
No dia seguinte, também em Almada, será apresentado o resultado dos projetos de formação e integração social desenvolvidos pela Ca.DA com a comunidade local.
Com coreografias de Rita Judas e Susana Rosendo, os alunos da turma de Dança e Movimento para seniores da Ca.DA Escola/Almasénior e um grupo de crianças do Centro Juvenil Padre Amadeu Pinto apresentam um espetáculo inspirado em cenas de filmes que marcaram a História do cinema.
A terminar o programa, a 3 e 4 de Maio, a Ca.DA apresenta "Óptima", um espetáculo resultante do projeto coreográfico, criação da professora e coreógrafa Maria José Bernardino.
A Companhia de Dança de Almada iniciou atividade como companhia profissional de dança contemporânea em 1990 e desenvolve a sua atividade essencialmente nas vertentes da criação artística, formação em dança e programação cultural.
Tem em reportório mais de uma centena de peças de coreógrafos nacionais e estrangeiros, entre eles Clara Andermatt, Peter Michael Dietz, Benvindo Fonseca, Paulo Ribeiro, Jean Paul Bucchieri, Filipa Francisco, Cláudia Dias, Guillermo Horta Bettencourt, Daniel Cardoso, Ricardo Ambrózio, Luís Marrafa e São Castro.
Apresenta-se com regularidade em digressão no país e no estrangeiro, nomeadamente na Europa (Espanha, França, Suíça, Itália, Grécia, Croácia, Polónia, República Checa), África (Cabo Verde), América (Brasil) e Ásia (China).

Agência de Notícias com Lusa 
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UHF e Stereossauro marcam celebrações em Grândola

Dia da Liberdade comemorado na Vila Morena com muita música 

Concertos dos UHF e de Stereossauro e um espetáculo de fogo-de-artifício são destaques das comemorações do 25 de Abril em Grândola, visando “recordar os valores da Revolução dos Cravos”, disse o presidente do município. António Figueira Mendes, destacou que o programa comemorativo dos 45 anos do 25 de Abril – uma parte do qual já foi concretizado - tem como objetivo “reavivar a memória e trazer aos mais jovens um pouco da história recente” do país e do concelho, salientou o autarca. 
Grândola dedica festa ao 25 de Abril 

Esta quarta-feira, a Festa da Liberdade, que vai decorrer no Parque de Feiras e Exposições da “vila morena”, a partir das 20h15, arranca com animação de rua, a cargo da Fanfarra da ‘Música Velha’, seguindo-se a tradicional Corrida da Liberdade, que este ano conta com mais de 300 participantes. O percurso inclui principais artérias da localidade.
À noite, as atenções estão “centradas na música” e no concerto “40 anos numa noite”, que celebra quatro décadas de existência da banda rock UHF, liderada por António Manuel Ribeiro.
Neste concerto, o grupo, que atua a partir das 22h30, vai revisitar os seus maiores sucessos, como “Cavalos de Corrida” ou “Rua do Carmo”, e tocar temas do seu mais recente álbum, “A Herança do Andarilho”, inspirado na obra de José Afonso, “músico e poeta que ligou, para sempre, o nome de Grândola aos ideais da liberdade”, adiantou o município.
O palco da Festa da Liberdade, a seguir à meia-noite, já no dia 25, “ganha uma nova dimensão” e recebe o músico Stereossauro, “apaixonado pela reinvenção da música portuguesa” e que vai interpretar a música de Zeca Afonso, Sérgio Godinho, Amália Rodrigues ou Carlos Paredes.
Segundo a organização, em Grândola, o músico português vai apresentar o novo álbum, “Bairro da Ponte”, um disco que “se move no território do hip-hop, do fado e da música eletrónica”, decorrendo ainda, às 0h20, um espetáculo de fogo-de-artifício e música.
O Dia da Liberdade, na quinta-feira, é assinalado com a cerimónia de hastear da bandeira, com a sessão solene comemorativa dos 45 anos do 25 de Abril e uma festa popular com grupos do concelho, na praça D. Jorge.
“Terminamos as comemorações com uma atividade cultural e popular no centro da vila, com as responsabilidades acrescidas não só pelo papel que tivemos na luta contra o fascismo, mas também naquilo que o poeta [José Afonso] nos deixou de herança com a senha de 'Grândola, Vila Morena' que deu lugar à revolução”, destacou o autarca.
No âmbito das comemorações, o município promoveu um colóquio sobre os 50 anos da crise académica de Coimbra, tem patente uma exposição sobre a vida e obra de Alves Redol e apresentou o documentário “Se Fores Preso, Camarada…”, realizado por Tiago Pereira e produzido pela associação a Música Portuguesa A Gostar Dela Própria, a partir de entrevistas de ex-presos políticos de Grândola.

Agência de Notícias com Lusa 

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Moita tem dois hotéis de insetos no Vale da Amoreira

Joaninhas, borboletas e zangões em vez de pesticidas para cuidar do parque horticultura 

A nova zona ecológica do Parque Hortícola do Vale da Amoreira, no concelho da Moita, recebeu recentemente unidades hoteleiras para as mais desejadas populações do momento; insetos que possam combater pragas e ajudar à polinização. Os dois hotéis de insetos, construídos por crianças e monitores do grupo de Actividades de Tempos Livres do Centro de Idosos e Reformados do Vale da Amoreira, destinam-se, explica a Câmara da Moita, "a atrair e acolher temporariamente abelhões, joaninhas, borboletas, crisopas e zangões para que ajudem a preservar o equilíbrio do ecossistema". A autarquia garante que a ideia também irá chegar aos jardins públicos do concelho. O Parque Hortícola do Vale da Amoreira, tem 80 hortas urbanas e foi recentemente beneficiado com uma nova zona de protecção ecológica criada pela Câmara da Moita, num investimento de 122 mil euros com apoio financeiro do programa comunitário Portugal 2020. 
Hotéis para insetos ajudam meio ambiente 

Dois “hotéis de insetos”, construídos pelo ATL do Centro de Idosos e Reformados do Vale da Amoreira com o apoio da Câmara da Moita, foram colocados na Zona Ecológica do Parque Hortícola do Vale da Amoreira. Trata-se de uma zona contígua à área reservada a hortas que foi criada em 2018, com apoio financeiro do Programa Lisboa 2020, tendo como objetivo "principal proteger a linha de água aí existente e construir uma galeria ripícola, ou seja, uma zona naturalizada de vegetação com árvores, arbustos e herbáceas que estabiliza as margens e atua como filtro biológico de depuração da água. Esta área inclui também um percurso interpretativo para visitação e educação ambiental", diz a autarquia. Os “hotéis de insetos” são estruturas construídas em madeira e outros materiais, para abrigo de diversos insetos que podem ser úteis no controle de pragas ou na polinização, tais como joaninhas, crisopas, borboletas, abelhas e zangões.
Segundo a Câmara da Moita, a colocação dos primeiros dois hotéis na zona ecológica correu “muito bem”. O vereador do Ambiente explica que nos primeiros dias não será muito perceptível a ocupação dos abrigos, uma vez que poderá até demorar alguns meses. Miguel Canudo diz ainda que o município está a preparar a colocação de mais quatros hotéis de insetos em várias zonas verdes do concelho.

Abrigos são muito comuns no Europa do Norte 
Os hotéis de insetos, construídos em estruturas de madeira, imitam a complexidade de pequenos habitats naturais, por isso são feitos com preponderância de materiais recolhidos na natureza, como canas, pinhas ou pequenos ramos. 
Embora ainda pouco vistos em Portugal, estes abrigos são muito comuns e populares noutros países, designadamente da Europa central e do norte, onde são colocados em jardins, tanto públicos como privados, e usados na agricultura biológica.
Entre os muitos tipos e espécies de insetos e outros organismos que se podem abrigar nestas estruturas há dois grupos principais; os polinizadores, como as abelhas e abelhões, e os que se alimentam de de outros organismos considerados pragas.
Embora quase passe despercebida, neste grupo dos insetos que combatem pragas, tem particular destaque a joaninha. Este "bicho colorido" é considerado benéfico e auspicioso em muitas culturas por ser um poderoso ajudante ou auxiliar na agricultura, sobretudo nos modos de produção mais sustentáveis sem pesticidas de síntese, como a agricultura biológica. 
A joaninha é um poderoso predador de pequenos insetos nefastos para as culturas, da família dos afídeos, que “sugam” a seiva das plantas, alimentando-se destes animais tanto no estado adulto como no estado mais jovem, de larva.
O terreno contíguo às hortas foi preservado com o objetivo de "proteger a linha de água e construir uma galeria ripícola", de acordo com a autarquia. Esta galeria é uma zona natural de vegetação, com árvores, arbustos e herbáceas que ajudam a estabilizar as margens da ribeira e atuam como filtro biológico para a depuração da água.
A linha de água foi regularizada, com estabilização das margens e protecção contra a erosão, e neste conjunto ecológico foi criado também um percurso interpretativo, para visitas e educação ambiental, especialmente dirigido às crianças de escolas e jardins-de-infância, mas aberto também à população em geral.


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