Dá um Gosto ao ADN

Disparo fere com gravidade homem em Pinhal Novo

Vítima foi avaliada no local e “considerada em estado grave”

Um homem, com cerca de 80 anos, alvejou o vizinho no peito com um tiro de caçadeira, no Pinhal Novo. A vítima, na casa dos 60, ficou ferida com gravidade e transportado para Lisboa, disse fonte policial. O alerta foi dado pelas 17h30 desta quinta-feira, tendo sido mobilizados para o local os Bombeiros do Pinhal Novo e a GNR. O agressor foi detido e irá responder por tentativa de homicídio. Desconhecem-se, para já, as circunstâncias do desentendimento entre vítima e agressor.
Homem foi transportado para o hospital de S. José 

Um homem  foi atingido a tiro esta quinta-feira, pelo vizinho, num prédio no Pinhal Novo. O disparo foi efetuado por um outro homem que já foi detido. 
"Fomos chamados para uma ocorrência por causa da utilização de uma arma de fogo e posso confirmar que existe um ferido, que foi socorrido no local, e fizemos uma detenção", avançou o oficial de comunicação do Comando Territorial de Setúbal da GNR, Nuno Gonçalves.
O agressor, homem com cerca de 80 anos, foi detido pela GNR. O alerta foi dado pouco depois das cinco e meia da tarde para a Avenida Capitães de Abril, na Sul Ponte, e ao local acorreram a GNR, bombeiros e VMER (Viatura Médica de Emergência e Reanimação) do Hospital de São Bernardo, em Setúbal. 
A vítima foi avaliada no local e "considerada em estado grave", tendo sido encaminhada para o Hospital de São José, em Lisboa. No local estiveram os bombeiros do Pinhal Novo, com quatro veículos e dez operacionais, o INEM e a GNR com três viaturas e seis operacionais.
As causas que levaram a este desfecho trágico ainda estão a ser apuradas pelas autoridades. O caso está agora nas mãos da Polícia Judiciária de Setúbal que vai investigar as motivações do disparo.

Agência de Notícias 
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Alcochete festeja tradição do Círio dos Marítimos

Senhoras casadas e solteiras montadas em burros passeiam pelas ruas da vila

É uma das mais antigas tradições da vila de Alcochete. Na Páscoa, os alcochetanos festejam o Círio dos Marítimos de Alcochete, uma festividade única no País que expressa a devoção da comunidade local à Nossa Senhora da Atalaia. Os festejos iniciaram-se no sábado e vão durar até terça-feira. No domingo de Páscoa há um curioso desfile, em que as mulheres percorreram as ruas da vila montadas em burros. A segunda-feira é considerada o dia mais importante pois, após o almoço, realiza-se a missa na Igreja de Nossa Senhora da Atalaia, seguida de procissão e leilão de bandeiras e fogaças. Depois da arrematação, as mulheres regressam a Alcochete para novo cortejo, sempre montadas em burros. A festa conta com o apoio financeiro e logístico da Câmara de Alcochete. 
Tradição liga Alcochete à Atalaia 

A devoção a Nossa Senhora da Atalaia mantém viva em Alcochete uma tradição com mais de cinco séculos. Alicerçada nas raízes marítimas deste povo que durante anos encontrou no Tejo a sua forma de sustento, esta festa tem sido mantida pelos marítimos ou barqueiros, que através de tradição oral, a mantiveram viva até aos nossos dias.
Atualmente, a Festa do Círio dos Marítimos, ou Festa da Páscoa, como também é conhecida, mobiliza muita gente, quer na sua organização, quer no número de devotos, que durante o fim de semana da Páscoa participam ativamente nos rituais muito próprios que ela integra.
As festividades têm início no Sábado de Aleluia, 20 de Abril, prolongando-se por mais três dias numa sequência de momentos únicos de devoção e convívio, que anualmente reúnem centenas de pessoas, naquela que é a festa mais antiga de Alcochete.
O início das festividades é marcado pela música do “Chininá”, tocadores de gaita-de-foles e caixa que percorrem as ruas da vila, no Sábado de Páscoa, anunciando a todos a realização de mais um Círio dos Marítimos de Alcochete.
Na tarde de Domingo de Páscoa realiza-se o primeiro cortejo do Círio, que além das gentes locais, atrai muitos forasteiros à vila ribeirinha. Este desfile de solteiras e casadas, montadas em burros, percorre as principais ruas da vila na segunda e terça-feira seguintes.
Contudo, o momento alto da Festa, tão esperado pelas gentes locais, acontece na segunda-feira, com a realização da Missa na Igreja de Nossa Senhora da Atalaia, seguindo-se a Procissão no adro da Igreja da Atalaia e o leilão de bandeiras e fogaças, no mesmo local.
Durante o leilão são arrematadas mais de 200 bandeiras, que têm estampadas a figura de Nossa Senhora da Atalaia, no entanto o destaque vai para o Guião, a peça que atinge o valor mais elevado.

Município apoia o Círio dos Marítimos 
Para a Câmara de Alcochete, a Festa do Círio dos Marítimos "é uma das festividades de raiz popular mais célebre da identidade cultural do concelho de Alcochete e é com esta premissa que a câmara municipal apoia esta secular tradição", diz a autarquia em comunicado. 
Na reunião de câmara, o executivo municipal aprovou, por unanimidade, conceder apoio logístico, bem como isentar do pagamento de licença especial de ruído e suportar as despesas com a aquisição de estalaria no valor estimado de 492 euros.
A câmara municipal aprovou ainda por unanimidade conceder uma redução de 50 por cento no pagamento das taxas de utilização do pavilhão gimnodesportivo de Alcochete no valor de  mil 299 euros.
“Como vem sendo hábito, o que se propõe é não só concedermos o apoio logístico à realização do Círio dos Marítimos com o fornecimento de fogo de estalaria, mas também isentar do pagamento da licença especial de ruído relativo ao lançamento do fogo. E em relação à utilização do pavilhão de Alcochete propõe-se uma redução de 50 por cento do seu custo” referiu o vereador da Cultura e Identidade Local, Vasco Pinto.
O autarca sublinhou que “é um apoio muito importante para esta festividade de enorme relevância para o nosso concelho e para as nossas gentes” e disse ainda que “estão a decorrer trabalhos de manutenção do Bote Leão para que neste momento festivo a nossa embarcação também participe como respeita a tradição”.
São os marítimos de Alcochete, homens que encontraram no Tejo o seu sustento, que ao longo dos anos têm mantido esta festa alicerçada numa forte devoção a Nossa Senhora da Atalaia.

Agência de Notícias 
Foto: Facebook de Arlindo Fragoso 
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Palmela queima Judas, no sábado, no Centro Histórico

Ritual histórico anima época da Páscoa nas ruas de Palmela antiga

Palmela acolhe mais uma edição da tradicional “Queima do Judas” no dia 20 de Abril, sábado de Aleluia. O desfile das 15 associações locais, acompanhadas pela população, tem início às 21h30, Avenida dos Bombeiros Voluntários de Palmela e percorrerá o Centro Histórico da Vila, até ao Largo de S. João. A cada paragem, as associações locais fazem a dramatização do seu testamento, texto de tom satírico, que aborda temas da atualidade e dita o destino do Judas - boneco de palha, com recheio pirotécnico, que, assim, expia, simbolicamente, os pecados do mundo. O percurso termina no Largo de S. João, com animação musical e um espetáculo de fogo-de-artifício. Em Palmela, esta tradição pascal, foi recuperada em 1995 pela autarquia, depois de longos anos de esquecimento. O Ritual da Queima do Judas tem origens pagãs, ligadas à celebração da Primavera e integra o Programa Municipal de Teatro, contribuindo para a preservação do património cultural local.
Queima do Judas anima Palmela na Páscoa 

No sábado de Páscoa, 20 de Abril, o Centro Histórico de Palmela volta a encher-se de gente e de festa para a tradicional Queima do Judas. O ritual teatral já é um dos momentos altos da cultura da vila. Recuperado à 24 anos, a Queima tem sabido crescer e envolver o movimento associativo e as populações locais.
A Queima do Judas foi recuperada em 1995 pelo Município de Palmela e deriva de um ritual de origens pagãs, ligado à celebração do equinócio da primavera e ao início de um novo ciclo de vida. O evento tem, ano após ano, vindo a crescer em número de participantes e visitantes, o que mostra, de acordo com o vereador da cultura da autarquia, "a expressão de uma população participativa e de um tecido associativo muito dinâmico".
À luz dos archotes, com o rufar dos tambores a marcar o ritmo, o movimento associativo do concelho irá ditar o destino dos Judas - bonecos de palha com recheio pirotécnico. Cada Judas ouve a leitura do seu testamento, texto teatral que dá voz à crítica e à sátira social, culminando na Queima, gesto simbólico da expiação de pecados e início de uma nova etapa.
O percurso, com animação assegurada pelo Bardoada – Grupo do Sarrafo, tem início às 21h30, no Largo dos Loureiros e passagem por vários locais onde é realizada “a queima do boneco” e a leitura do seu testamento. 
Este ano, a Queima conta com a participação de 15 grupos: Bardoada – Grupo do Sarrafo (animação), Grupo Coral “Ausentes do Alentejo” (bar), Serviços Sociais e Culturais dos Trabalhadores do Município de Palmela (bar), Passos e Compassos – Grupo Férias Culturais, Associação de Escoteiros de Portugal – Grupo 40, Motoclube de Palmela, Os Indiferentes, As Avozinhas, Sociedade Filarmónica Palmelense “Loureiros”, Teatro Sem Dono, Sociedade Columbófila de Palmela, Sociedade Filarmónica Humanitária, ATA – Teatro Artimanha, Associação dos Idosos de Palmela e Teatro da Vila.
O percurso termina no Largo de S. João, onde a Orquestra e os Diabos do Bardoada – Grupo do Sarrafo apresentam uma animação com fogo de artifício e onde será lido o testamento da Câmara Municipal com a Queima do Judas.
Recuperado em 1995, o Ritual da Queima do Judas tem origens pagãs, ligadas à celebração da Primavera e integra o Programa Municipal de Teatro, contribuindo para a preservação do património cultural local.

Agência de Notícias 
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Estado põe convento à venda em Setúbal

Convento de São Francisco está no mercado por 5 milhões de euros

O Estado colocou, esta semana, o Convento de São Francisco, em Setúbal, à venda por cinco milhões de euros. O convento é um monumento classificado pela Direção-Geral do Património Cultural. O edifício remete ao século XV e tem uma área superior a 62 mil metros quadrados. A Estamo, que gere as propriedades imobiliárias do Estado, colocou um anúncio no seu site para a venda do convento e os interessados têm até ao dia 5 de Maio para garantir a compra. O Convento situa-se na encosta do Forte de S. Filipe, no Parque Natural da Arrábida, e encontra-se já em ruínas. O imóvel é descrito como “a ruína do Antigo Convento de São Francisco e cinco blocos residenciais ou turísticos, construídos nos anos 90 pela Casa Pia”.
Convento está à venda por 5 milhões 


No site oficial da empresa estatal pode ler-se uma descrição do Convento de São Francisco bem como mais-valias do mesmo, apresentadas naquela página como tendo bons acessos e situado numa zona com uma boa rede de transportes.
Para além do caráter histórico do monumento, com 78 mil metros quadrados, a Estamo realça o facto de o mesmo estar localizado a poucos minutos do Hospital da Luz, na Estrada Nacional 10. 
De acordo com a empresa imobiliária do Estado, quem comprar a ruína do Convento de São Francisco vai poder edificar numa área de cerca de 20 mil metros quadrados, predominantemente para habitação, ou optar por usar 27 800 metros quadrados para a construção de um hotel, aparthotel, residência sénior ou para edificação de um equipamento de saúde. 
São estas as opções delineadas pela Estamo, de acordo com o Plano Diretor Municipal de Setúbal.

A história do convento... 
O convento data de 1410, lê-se no site da Direção-Geral do Património Cultural e pertencia a Religiosos Observantes da Província dos Algarves “tendo sido, provavelmente, a primeira ordem estabelecida em Setúbal". 
No século XVII e XVIII, o convento já se encontrava “muito degradado”, tendo passado por “trabalhos de reedificação” entre 1747 e 1749. Em 1755 foi “fortemente atingido” pelo terramoto que abalou Lisboa.
Em 1834, depois da reconstrução, os frades são expulsos do convento e, pouco depois, passa para as mãos da família Torlades, que mandou demolir “a maior parte do mosteiro”. O convento passou por obras no século XIX e foi reconstruído em 1874. Um ano depois foi comprado por padres da Companhia de Jesus, que “concluem as obras, reedificando a igreja e adaptando o edifício para estabelecimento de ensino“.
A igreja e o colégio foram inaugurados a 4 de Outubro de 1876 e, no século XX, converteu-se o convento num quartel. Ficou devoluto anos depois com a saída dos militares. Em 1975, a Direção-Geral do Património Cultural cede o edifício à Câmara de Setúbal que, em 1995, lá coloca a viver famílias desalojadas. 
Um ano depois é cedido à Casa Pia de Lisboa e, em 1997, foi assinado um protocolo entre o Ministério do Equipamento e o Ministério de Solidariedade e Segurança Social do Município de Setúbal no sentido de recuperar o convento para lá instalar um colégio para jovens carenciados.
Finalmente, em 2004, retorna às mãos da Direção-Geral do Património Cultural que, dois anos depois, apresenta uma “proposta de valorização urbanística para a ocupação da área do Convento de São Francisco e sua envolvente”.

Agência de Notícias 
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Mariscar sem Lixo sensibiliza mariscadores do Sado

Voluntários voltam ao estuário para limpar e sensibilizar mariscadores

Todos os anos, a propósito da sexta-feira santa, as famílias da comunidade piscatória do estuário do Sado reúnem-se para celebrar a ocasião em torno da actividade que as une e que sustenta muitas delas. Este ano, e à semelhança do que aconteceu nos últimos dois, vão contar com a companhia dos “voluntários pelo mar” da Ocean Alive, organização que luta pela eliminação do plástico nos oceanos a nível global. Junto dos mariscadores do Sado, em Setúbal e Alcácer do Sal, vão estar voluntários empenhados em provar que “Mariscar Sem Lixo” é possível. Ao abrigo desta campanha, os participantes propõem-se a sensibilizar directamente os pescadores e a dar continuidade à recolha de lixo existente nas margens do estuário do Sado, de forma a evitar que este chegue ao mar.
Ação de limpeza decorre na sexta-feira 

O estuário do Sado, recebe na sexta-feira a campanha "Mariscar Sem Lixo", destinada a sensibilizar os mariscadores lúdicos para o problema das embalagens de plástico utilizadas na captura do lingueirão. A campanha de sensibilização e de limpeza do rio Sado, a cargo da Ocean Alive, é realizada desde 2016 para "encontrar soluções para o problema das embalagens de sal" que são deixadas na maré pelos mariscadores, "eliminando um comportamento que se arrasta desde os anos 80" do século passado, explicou Raquel Gaspar, cofundadora da Ocean Alive.
A ação de sensibilização, que se realiza na sexta-feira Santa, dia em que é tradição as famílias da comunidade piscatória se reunirem no rio Sado, [em Setúbal e Alcácer do Sal] envolve mais de mil mariscadores lúdicos, oriundos de vários pontos do país, que são alertados para o impacto ambiental da atividade.
Um comportamento que a responsável pela campanha "Mariscar Sem Lixo" garante "estar a mudar", graças a um "trabalho de persistência" de centenas de voluntários, que, todos os anos, se envolvem numa das maiores ações de sensibilização da Ocean Alive.
"Este mar de embalagens de sal que entrava todas as sextas-feiras Santas mudou e notamos que na maior parte dos sítios de mariscagem há uma diminuição muito grande no número de embalagens que são deixadas na maré", referiu.
Outro dos indicadores da diminuição do lixo nas pradarias marinhas é "a redução dos locais na zona do estuário" para realizar as campanhas de sensibilização.
O desafio passa agora "por manter estes comportamentos nos dias chave", porque, "hoje em dia, as pessoas estão muito mais sensíveis à questão do plástico no oceano do que quando começámos esta ação", acrescentou.
"A Ocean Alive tenta, através das Guardiãs do Mar, uma rede de mulheres da comunidade piscatória que sensibiliza diretamente os mariscadores profissionais e lúdicos, estar presente ao longo do ano, sobretudo nas grandes marés, entre a primavera e o outono", sublinhou.
Segundo os promotores, na sexta-feira, a intenção é conseguir o maior número de voluntários para sensibilizar diretamente os mariscadores, entre as 8h30 e as 11h30, e participar na limpeza das margens do estuário, entre as 10h30 e as 13h30.
Na última ação de limpeza, realizada em Março do ano passado, participaram apenas 74 voluntários que sensibilizaram mais de 600 mariscadores e recolheram das margens do rio 3.681 embalagens de sal.
A campanha, que tem como parceiro o Comité Nacional para o Programa Internacional de Geociências da UNESCO, envolveu, ao longo de três anos, mais de 3.440 voluntários, tendo permitido retirar do estuário do Sado, desde 2016, 54 mil embalagens de sal e 48 toneladas de lixo, das quais apenas sete toneladas foram encaminhadas para reciclagem.
No decorrer das últimas iniciativas foram apanhadas 48 toneladas de lixo, um número que não surpreendeu Raquel Gaspar, bióloga e co-fundadora da Ocean Alive. “Nós tínhamos noção que haveria dezenas a centenas de milhares de resíduos deixados ao longo de mais de 30 anos. Encontrámos mesmo invólucros emblemáticos, como os de margarina Planta, da Sumol e de sal Vatel, dos anos 70 e 80”.
Desde 2017, a Ocean Alive é apoiada pela Fundação Oceano Azul e pelo Oceanário de Lisboa para a realização de ações de sensibilização e criação de uma rede de agentes de sensibilização.

Agência de Notícias com Lusa 
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Setúbal sem autocarros para Lisboa na quinta-feira

TST corta autocarros na Margem Sul do Tejo por falta de gasóleo

Numa declaração enviada à agência Lusa, a rodoviária informou que as carreiras rápidas números 561, 562, 563, 564 e 565 [que ligam Setúbal à capital, quer pela ponte Vasco da Gama quer pela ponte 25 de Abril, bem como as ligações de Palmela e Pinhal Novo] serão suprimidas, pelo que os passageiros que pretendam ir para Lisboa terão de procurar um meio de transporte alternativo. As restantes ligações operadas pela TST na Península de Setúbal na quinta-feira “vão circular de acordo com o horário de sábado”, pelo que existirão menos carreiras e horários disponíveis, adianta a empresa. Ainda assim, em Palmela, a TST assegura uma ligação entre a estação rodoviária e a estação ferroviária, para minimizar o impacto nos utentes.
Passageiros sem autocarros esta quinta-feira 

Devido à falta de combustível, a TST tem vindo ao longo do dia de hoje a suprimir alguns serviços, inclusive as carreiras que ligam Setúbal, Palmela e Pinhal Novo a Lisboa, por cerca de duas horas, tendo o serviço sido retomado às 16h30 apenas no sentido de Lisboa para a Margem Sul, de forma a “assegurar o regresso dos clientes”.
Hoje de manhã, a rodoviária informou que serviços vão continuar a ser “progressivamente reduzidos ou suprimidos, à medida que as reservas de combustível da empresa se forem esgotando”.
A TST desenvolve a sua atividade na Península de Setúbal, com 190 carreiras e oficinas em quatro concelhos, designadamente Almada, Moita, Sesimbra e Setúbal.

Empresas de transportes de passageiros avisam para “supressão de serviços”
A Associação Nacional de Transportadores Rodoviários de Pesados de Passageiros, refere que “se não houver abastecimento” os autocarros de passageiros vão ter de parar.
“Se as empresas não forem abastecidas, naturalmente que a tendência será para ir encurtando serviços e, no limite, pararem”. Este é o relato de Luís Cabaço Martins, presidente da Associação Nacional de Transportadores Rodoviários de Pesados de Passageiros assume que “se não houver abastecimento não haverá alternativas”.
As empresas responsáveis pelos transportes privados como os Transportes Sul do Tejo  ou a Rede Expressos, alerta que “temos a informação de que a TST já vai começar a suprimir serviços a partir de amanhã, vão começar a alterar os horários”.
O presidente da associação afirma que “isto é uma situação que vamos ter de gerir dia-a-dia”, e que a associação tem “vindo a falar com o Governo para nos incluirmos nos abastecimentos extraordinários nesta fase. Ainda não tivemos essa garantia, se a tivermos a situação ficará controlada, mas se não a tivermos, vamos com certeza fazer a supressão de serviços”.
A greve dos motoristas de matérias perigosas, que começou às zero horas de segunda-feira, foi convocada pelo Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas, por tempo indeterminado, para reivindicar o reconhecimento da categoria profissional específica.
Na terça-feira, gerou-se uma corrida aos postos de abastecimento de combustíveis, provocando o caos nas vias de trânsito.
A Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas (Apetro) informou hoje que não foi ainda retomado o abastecimento dos postos de combustível, apesar da requisição civil, e que já há marcas “praticamente” com a rede esgotada.
O primeiro-ministro admitiu hoje alargar os serviços mínimos e adiantou que o abastecimento de combustível está “inteiramente assegurado” para aeroportos, forças de segurança e emergência.

Agência de Notícias com Lusa 
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Pedra Furada e Golfinhos em risco em Setúbal

Associações apresentam queixa à APA contra destruição de património natural 

A obra de destruição da parte submersa da Pedra Furada de Setúbal, no âmbito das obras de dragagens para ampliação do Porto de Setúbal, continua a gerar polémica na cidade. Depois de os trabalhos da Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra terem sido denunciados pela Associação SOS Sado, na semana passada, o movimento cívico apresentou uma queixa formal ao comandante do Porto de Setúbal. Segundo a associação, as obras são ilegais e prejudiciais para a comunidade de roazes corvineiros do Sado. O Clube da Arrábida também já entregou, esta terça-feira, à Agência Portuguesa do Ambiente uma queixa contra a Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra pela destruição da zona submersa da Pedra Furada, com mais de dois milhões de anos.
Dragagens continuam a levantar dúvidas no Sado  

 "Com esta queixa agora apresentada, o Clube da Arrábida espera que a APA obrigue a Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra a parar os restantes trabalhos da obra (melhoria das acessibilidades marítimas ao porto de Setúbal) devido a este procedimento ilegal", refere um comunicado do Clube da Arrábida, adiantando que deu conhecimento da referida queixa à Câmara de Setúbal, Instituto da Conservação da Natureza e Direção-Geral do Património Cultural."O Clube da Arrábida espera igualmente que a presidente da Câmara de Setúbal se prenuncie sobre este atentado ao património municipal e mande avaliar os impactos causados à Pedra Furada, assim como os possíveis impactos na já seriamente ameaçada colónia de golfinhos roazes do Sado, que constituem o maior e mais valioso cartão-de-visita de Setúbal", acrescenta o documento.
A queixa apresentada pelo Clube da Arrábida surge na sequência de uma denúncia do movimento SOS Sado, na semana passada, que, entretanto, também já apresentou uma queixa pela destruição do geomonumento Pedra Furada junto do comandante do Porto de Setúbal.
Na altura, confrontada pela agência Lusa com as acusações de que estaria a destruir um monumento geológico com dois milhões anos, a Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra afirmou que estava a cumprir integralmente a autorização emitida pela APA e que "a remoção do afloramento arenítico (Pedra Furada) foi prevista no projeto de execução e no Estudo de Impacte Ambiental, tendo este sido objeto de Avaliação de Impacte Ambiental e de Declaração de Impacte Ambiental favorável, sem qualquer observação por parte da Comissão de Avaliação, quer num e noutro estudo".
O Clube da Arrábida garante, no entanto, que "não encontrou nos referidos documentos qualquer referência à demolição deste geomonumento, pelo que considera a intervenção" realizada "à margem da lei".
O comunicado do Clube da Arrábida refere ainda que "a demolição, que durou mais de uma semana, foi feita através da técnica designada 'pile driving', uma espécie de martelo hidráulico subaquático, que emite um barulho ensurdecedor colocando em risco a comunicação entre a colónia de golfinhos roazes do Sado".
"Um dos pontos mais polémicos referido na Declaração de Impacte Ambiental, é a contestação da própria Câmara de Setúbal sobre o barulho causado pelas dragas", indica o comunicado, lembrando que a autarquia sadina alertou para a possibilidade de o ruído das dragagens provocar o "mascaramento dos sinais de comunicação" dos golfinhos do estuário do Sado e de "introduzir forte perturbação na dinâmica social e comportamental da população de golfinhos roazes".
Ao Correio da Manhã, o capitão do Porto de Setúbal confirmou a receção da queixa mas admite que as competências da capitania são limitadas. "As responsabilidades de capitão de Porto cingem-se à garantia da segurança da navegação e pessoas, no decorrer da obra, e isso foi e está acautelado", diz Luís Lavrador. A queixa vai no entanto ser analisada. 

Obras para alargar porto de Setúbal 
Segundo a Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra, as obras iniciadas em Março junto ao terminal Tersado, em Setúbal, destinam-se à remoção de um afloramento arenítico, ou seja, a parte submersa da Pedra Furada, e pretendem permitir a obra de dragagens no rio Sado. 
O ruído proveniente da destruição da pedra, debaixo de água, preocupa a associação, que na semana passada gravou o barulho provocado pela obra com um hidrofone. O som, garante a SOS Sado, é prejudicial à comunidade de golfinhos."Estão em curso um conjunto de intervenções no âmbito do Projeto de Melhoria da Acessibilidades Marítimas ao Porto de Setúbal, cumprindo integralmente o disposto na autorização emitida pela APA recebida na Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra.
A administração portuária de Setúbal referiu ainda que as intervenções em causa incluíam a preparação do local que serviria de apoio a todas as operações de remoção do afloramento arenítico, junto ao terminal de contentores, e transporte da pedra para a construção da estrutura de contenção do aterro que irá ser realizado na zona adjacente ao terminal 'ro-ro'.

Agência de Notícias com Lusa 
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Centro histórico de Cercal do Alentejo vai ser requalificado

Autarquia de Santiago do Cacém investe 450 mil euros no Cercal 

A Câmara de Santiago do Cacém vai avançar com a requalificação do espaço público do centro histórico de Cercal do Alentejo, no interior do concelho, num investimento de 450 mil euros, revelou o presidente do município. A empreitada, que vai incidir na zona envolvente à Igreja Matriz e em alguns arruamentos da zona histórica da vila de Cercal do Alentejo, está inserida no Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano desenvolvido pelo município de Santiago do Cacém, do litoral alentejano.
Centro histórico vai ser requalificado 

"Vamos dar mais mobilidade às pessoas numa estratégia em que temos vindo a apostar, em que o turismo ganha cada vez mais importância. Ao requalificar as nossas vilas, aldeias e cidades, estamos a contribuir para atrair pessoas ao nosso território", explicou à agência Lusa o presidente da Câmara de Santiago do Cacém, Álvaro Beijinha.
O projeto, financiado por fundos comunitários, inclui intervenções ao nível das infraestruturas elétricas, rede de águas e pluviais e alterações na zona de circulação rodoviária, que "passa a calçada em granito" e, nas zonas para peões, "com lajes em granito", explicou o autarca.
Serão alvo de requalificação as ruas da Parreira, Aldegalega e Guerra Junqueiro, no centro histórico de Cercal do Alentejo.
"Do ponto de vista turístico, Cercal do Alentejo é uma das freguesias com maior importância no concelho de Santiago do Cacém, integrando o percurso da Rota Vicentina, por onde passam milhares de turistas e esta é também uma forma de embelezar aquela zona que precisa de ser reabilitada", frisou o autarca.
Álvaro Beijinha disse prever que a operação de requalificação possa arrancar "até ao final deste ano", após o lançamento, "ainda durante o mês de Maio", do concurso público da empreitada.
O município alentejano anunciou ainda um investimento de 155 mil euros na reabilitação do Mercado Municipal de Cercal do Alentejo e zona envolvente, com a construção de uma nova cobertura, novas bancas, casas de banho e acessos, além da requalificação da rede elétrica do edifício.
"Prevemos lançar em Maio o concurso público para a requalificação do Mercado Municipal de Cercal do Alentejo, que, de todos os equipamentos do concelho, é o que está em piores condições, tendo um prazo de execução de quatro meses", concluiu o presidente da Câmara de Santiago do Cacém.

Agência de Notícias com Lusa 
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Governo já admite aeroporto alternativo ao Montijo

"Se estudo ambiental chumbar aeroporto no Montijo será escolhido outro local"

O ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, assegurou esta terça-feira que, caso o novo Aeroporto do Montijo não passe no Estudo de Impacte Ambiental entregue pela ANA, será escolhida uma outra localização. Não há ainda aqui conclusão nenhuma. O Estudo de Impacte Ambiental entrou na sexta-feira passada, está neste momento a ser lido, está neste momento a ser criada a Comissão de Avaliação e não haja a mais pequena dúvida: se, de facto, não passar na avaliação de impacte ambiental, não passará e, portanto, terá que ser, obviamente, encontrada e escolhida uma outra localização”, disse Matos Fernandes no parlamento, onde foi ouvido pela Comissão do Ambiente.
Aeroporto continua sem destino anunciado 

O ministro salientou ainda que desconhece o estudo entregue pela ANA e voltou a realçar que “o aeroporto que já existe no Montijo é o que causa menos impacte”, admitindo que a criação de uma nova infraestrutura possa ter consequências de ruído e para a avifauna.
A ANA – Aeroportos de Portugal disse à Lusa que o Estudo de Impacte Ambiental do aeroporto do Montijo estava concluído e “a ser submetido, sendo a submissão feita através de carregamento do estudo na plataforma da Agência Portuguesa do Ambiente”.
O ministro salientou ainda que desconhece o estudo entregue pela ANA e voltou a realçar que “o aeroporto que já existe no Montijo é o que causa menos impacte”, admitindo que a criação de uma nova infraestrutura possa ter consequências de ruído e para a avifauna.
O estudo de impacte ambiental ao novo aeroporto no Montijo, identificou potenciais problemas em termos de ruído para as populações vizinhas e riscos para várias espécies de aves, noticiou o jornal Sol, que consultou o documento. O estudo identificou vários problemas, o que não agrada nem ao Governo nem à Vinci. As principais questões detetadas pelo estudo são o ruído para as populações que residem nas proximidades da base aérea [Lavradio, Barreiro e Baixa da Banheira] e a ameaça às espécies de aves que habitam aquela zona do estuário do rio Tejo.
O jornal Sol teve acesso ao documento que já está nas mãos da Agência Portuguesa do Ambiente. E avança que, apesar do relatório não ser do agrado do executivo e da empresa proprietária da "ANA Aeroportos", vão ser procuradas soluções para os problemas identificados. Alverca e Monte Real são alternativas que não estão a ser levadas em consideração.
Por isso, mantém-se a intenção de fazer construir o Aeroporto no Montijo e resolver a saturação do Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, por onde, só nos primeiros três meses do ano, passaram seis milhões de passageiros.

Um aeroporto... com avanços e recuos
Em causa está a Avaliação de Impacte Ambiental do projeto Aeroporto Complementar do Montijo e Respetivas Acessibilidades, que foi encerrado pela APA em 25 de Julho, a pedido da ANA, que justificou esta solicitação com a necessidade de aprofundamento do estudo.
Em 29 de Março, a ANA disse à Lusa que o estudo de impacte ambiental do aeroporto do Montijo estava em conclusão e seria entregue à Agência Portuguesa do Ambiente até ao final da segunda semana de Abril.
A mesma fonte referiu, na altura, que, apesar de não haver qualquer prazo, a gestora dos aeroportos estava “a fazer o necessário para entregar brevemente o estudo de impacte ambiental à APA, correspondendo, assim, à estimativa apontada no início do ano”.
A ANA e o Estado assinaram em 8 de Janeiro o acordo para a expansão da capacidade aeroportuária de Lisboa, que prevê um investimento de 1,15 mil milhões de euros até 2028 e inclui a extensão da atual estrutura Humberto Delgado (em Lisboa) e a transformação da base aérea do Montijo.
A 4 de Janeiro, o então ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, assegurou que serão cumpridas integralmente as eventuais medidas de mitigação que venham a ser definidas pelo estudo de impacto ambiental para o aeroporto complementar do Montijo.
O primeiro-ministro, António Costa, também já disse que apenas se aguarda o estudo ambiental para ser "irreversível" a solução aeroportuária Portela + Montijo, considerando haver consenso nacional sobre o projeto.
Em 11 de Janeiro, António Costa admitiu que "não há plano B" para a construção de um novo aeroporto complementar de Lisboa caso o estudo de impacto ambiental chumbe a localização no Montijo e voltou a garantir que "não haverá aeroporto no Montijo" se o estudo de impacte ambiental não o permitir.
Em Março, a associação ambientalista Zero anunciou que tinha interposto uma ação judicial contra a APA, para que seja efetuada uma Avaliação Ambiental Estratégica ao novo aeroporto do Montijo.
Em comunicado divulgado na altura, a Zero referiu que desde o início do processo para a escolha de um local para a construção do novo aeroporto tem alertado para a necessidade de uma Avaliação Ambiental Estratégica, em vez de uma Avaliação de Impacto Ambiental.

Agência de Notícias com Lusa 


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Seixal quer ter decisão sobre água e saneamento

Autarquia defende autonomia do poder local na prestação dos serviços públicos essenciais

A Câmara do Seixal aprovou, em reunião de câmara, uma tomada de posição pela defesa da autonomia do poder local na prestação dos serviços públicos essenciais. Em causa está a atribuição à Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos da competência para aprovar um regulamento tarifário a estabelecer regras de definição, fixação, revisão e atualização dos tarifários de abastecimento público de água e de saneamento de águas residuais urbanas, quando, no entender de Joaquim Santos, presidente do município, "a mesma deveria limitar-se a emitir recomendações, a acompanhar o setor e a servir de instrumento de apoio à atividade dos municípios, tendo por base o cumprimento das suas atribuições e competências".
Seixal quer gerir preço da água no município 




A Câmara do Seixal não está de acordo que a Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos tenha a competência de “aprovar um regulamento tarifário a estabelecer regras de definição, fixação, revisão e atualização dos tarifários de abastecimento público de água e de saneamento de águas residuais urbanas”.
Considera a autarquia que esta entidade deveria “limitar-se a emitir recomendações, a acompanhar o setor e a servir de instrumento de apoio à atividade dos municípios, tendo por base o cumprimento das suas atribuições e competências”.
Entende o presidente da Câmara do Seixal, que esta situação “viola a autonomia do poder local, retirando margem de decisão e opção, procurando afastar este serviço central das populações da decisão do poder local e impondo aumentos das tarifas aos utentes”.
Para Joaquim Santos é ponto assente que “a gestão da água e do saneamento deve ser parte do processo de desenvolvimento local, e os eleitos autárquicos e a população têm direito a tomar decisões sobre estes serviços e não serem apenas meros executantes em nome da entidade reguladora ou da tutela”.
A isto acrescenta ainda que “devem ser os municípios a definir a quem deverão ser aplicadas as tarifas e quem pode aceder a medidas de discriminação positiva, como as tarifas sociais”.
Recorde-se que o Seixal surge com as tarifas mais baixas de água, saneamento e resíduos das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, após análise aos respetivos tarifários publicada pela DECO – Associação Portuguesa para a Defesa dos Consumidores.
Analisando especificamente a Área Metropolitana de Lisboa, verifica-se que no Seixal, para além de uma água de grande qualidade, os munícipes encontram uma das tarifas mais baixas do país, existindo também uma tarifa social.

Comboio solar chega à Baía do Seixal 

Durante a mesma reunião de Câmara, o executivo aprovou o caderno de encargos para a contratação pública para a aquisição de um comboio elétrico solar, no âmbito do desenvolvimento do projeto referente ao Laboratório Vivo para a Descarbonização da Baía do Seixal.
Foi ainda decidida a realização de um protocolo com a Associação das Coletividades do Concelho do Seixal, com o objetivo de apoiar o Campeonato de Futsal do concelho, através da atribuição de uma verba no valor de oito mil euros.
Aprovada foi também a celebração do contrato-programa de desenvolvimento desportivo com a Associação de Moradores dos Redondos, com vista à atribuição de uma comparticipação financeira no valor de sete mil  995 euros, de forma a garantir o apoio necessário à obtenção e instalação de um praticável para o desenvolvimento da modalidade de ginástica acrobática, no âmbito da promoção da atividade física e do desporto.

Agência de Notícias com Câmara do Seixal 
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Trotinetes chegaram à Costa de Caparica e Almada

Uma nova forma de mobilidade urbana já chegou ao concelho 

Almada é o quinto concelho em Portugal a receber uma empresa de partilha de trotinetes. A empresa alemã Flash está a testar desde quinta-feira passada este serviço neste concelho do distrito de Setúbal, que se junta a Lisboa, Faro, Coimbra e Maia na oferta de micromobilidade. A Flash garante que vai haver descontos para quem deixar as trotinetes nos locais recomendados. “A Flash torna-se é a primeira empresa de micromobilidade a operar em dois concelhos da Área Metropolitana de Lisboa, abrindo portas para novas oportunidades, nomeadamente a integração no sistema de transportes da região. Todos os dias, milhares de pessoas viajam entre Almada e Lisboa, através dos transportes públicos e estou confiante que as trotinetes passam a ser um transporte complementar entre as estações de comboio, barco ou autocarros e os destinos finais dos passageiros”, destaca Felix Petersen, diretor-geral da Flash em Portugal.
Já se pode alugar uma Trotineta em Almada 


Para já, a empresa apenas tem trotinetes disponíveis na Costa de Caparica, a tempo do Surf Fest, que se realiza até 20 de Abril. Nesta primeira fase, acrescenta a Flash em comunicado, estão disponíveis 11 pontos de partilha distribuídos pelo espaço do evento. Depois disso, e juntamente com a WeMob, a empresa de mobilidade de Almada, a rede será alargada a outros locais do concelho.
“Esta fase será ainda de período experimental para que a empresa, em conjunto com a autarquia e as autoridades policiais possam perceber as necessidades da população e dos turistas e oferecer as melhores soluções de mobilidade”, alerta a Flash, acrescentando que este alargamento vem reforçar o estatuto de operadora de trotinetes elétricas que opera em mais cidades portuguesas. Uma notícia emitida pela Câmara de Almada refere que estão disponíveis mais de 100 veículos na Costa de Caparica.
Em Almada a Flash vai contar com dois modelos de trotinetes, incluindo o modelo que a própria empresa criou, “desenhado para permitir uma experiência de condução mais segura e completa, com suspensões reforçadas, travões duplos, leds de sinalização e rodas maiores”, tendo também um suporte para o copo e carregador USB para o telemóvel. Estas trotinetes vão também estar, em breve, disponíveis na Trafaria, em Cacilhas e na Caparica (zona da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa).
Os preços de viagem nas trotinetes da Flash são os mesmos cobrados na concorrência: um euro para desbloquear o veículo e 15 cêntimos por minuto de utilização. No entanto, e à semelhança do que já fez para as outras cidades, a empresa dá um desconto de 50 por cento no desbloqueio para os utilizadores que estacionarem corretamente as trotinetes numa das zonas de estacionamento existentes.
Para conseguir uma trotinete, o utilizador precisa de fazer download da app da Flash. De seguida, surge um mapa com os locais onde os veículos estão disponíveis, tendo o utilizador que utilizar um QR code para desbloquear o veículo.
No final da viagem, o preço é descontado da conta do utilizador, ou seja, não precisa de ter um montante carregado antes. Através da app, os utilizadores podem ver quais são os pontos de estacionamento mais indicados para poderem deixar as trotinetes. A equipa assegura ainda que “contará com equipas próprias que vão assegurar diariamente o carregamento das baterias, a verificação da segurança das trotinetes, o seu correto estacionamento e a sua colocação nas zonas de estacionamento estabelecidas”, diz a empresa.
Fundada em 2018, a Flash recebeu recentemente uma ronda de financiamento série A no valor de 55 milhões de euros para expandir o seu mercado. Em Portugal, a empresa tem como concorrentes a Lime, a Voi, a Hive, a Tier, a Bungo, a Bird e a Frog.

Agência de Notícias

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Motoclube do Montijo lançou primeira pedra da futura sede

Investimento de 120 mil para a "nova casa" do Motoclube da cidade 

A construção da nova sede do Motoclube do Montijo, localizada na Alameda Pocinho das Nascentes, está em curso. A construção das instalações que irão acolher a associação representa um investimento superior a 120 mil euros, revelou o presidente da Câmara do Montijo, Nuno Canta, adiantando que o apoio da autarquia vai ainda mais longe.O investimento será suportado, em maior parte pelo Motoclube do Montijo, já que o município irá comparticipar o investimento. “Em princípio está estabelecido o acordo para que a Câmara Municipal também assuma um apoio financeiro para parte da obra. Iremos apoiar com pouco mais de 40 mil euros do valor do investimento. Será submetida uma proposta em reunião de câmara para um apoio nesse montante”, sublinhou o autarca. 
Nova casa do Motoclube já arrancou 

Dezenas de sócios do Motoclube, amigos e parceiros desta associação presenciaram o momento em que o presidente da direção do Motoclube, Carlos Marques, e o presidente da Câmara do Montijo, Nuno Canta, depositaram a caixa com o pergaminho que noticia a colocação da primeira pedra, num testemunho que fica para as gerações futuras.
Recordando a longevidade do processo de construção da nova sede, o presidente do Motoclube afiançou que “a sede irá dar a autonomia e a estabilidade que necessitámos para continuar a nossa atividade. Graças ao apoio da câmara, da junta de freguesia, dos sócios e das mais variadas empresas conseguimos reunir condições para iniciar a obra, mas vamos precisar de mais apoios para conseguirmos concluí-la”.
“Este é um ato de grande simbolismo para o futuro do Motoclube”, disse o presidente da Câmara do Montijo, assegurando que “desde a primeira hora, a câmara apoiou e continuará sempre a apoiar o Motoclube e as restantes associações do Montijo porque são essenciais para a nossa coesão e desenvolvimento,para nos sentimos mais ligados e identificados com a nossa terra”, sublinhou Nuno Canta.
A nova sede do Motoclube, situada junto ao Pingo Doce, na zona do Alto das Vinhas Grandes, está a ser construída em terreno cedido pelo Município do Montijo, que já isentou a associação do pagamento das taxas urbanísticas, no valor de 12 mil e 781 euros.
A futura sede do Motoclube do Montijo deverá contemplar “um espaço amplo, com área para a direção, e um espaço polivalente”, acrescenta o Motoclube. O terreno onde serão construídas as instalações apresenta uma área total de 2 762 metros quadrados e uma área bruta de construção de 352 metros quadrados.

Agência de Notícias com Câmara do Montijo 
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Casal encontrado morto em casa na Amora

Intoxicação por monóxido de carbono foi a causa mas o casal deixou carta à família 

Um casal de idosos foi encontrado morto esta segunda-feira na Amora, Seixal. Não existe indício de crime. O casal, ambos com mais de 80 anos, terá ainda deixado uma carta com indícios de que ambos se queriam suicidar. A mulher sofria de alzheimer e estava dependente de ajuda de terceiros. As vítimas foram encontradas por uma mulher que se dirigia todos os dias à habitação para ajudar o casal nas tarefas diárias. Junto aos corpos, no quarto, estava uma braseira. Monóxido de carbono poderá ter sido a principal causa da morte. O Correio da Manhã já avançou tratar-se de um pacto de morte entre o casal.  
O INEM já não conseguiu salvar o casal 


Um casal de idosos, com 84 e 82 anos, faleceu esta segunda-feira vítima de intoxicação por monóxido de carbono em casa na Amora, concelho do Seixal.
O alerta foi dado sete minutos depois do meio-dia para a Avenida Alexandre Herculano e ao local acorreram meios dos bombeiros voluntários da Amora e do INEM
A primeira informação, de acordo com fonte deste organismo, dizia respeito a um homem de 84 anos que se encontrava em paragem cardiorrespiratória, mas chegados ao local, os tripulantes da Viatura Médica de Emergência e Reanimação do Hospital Garcia de Orta, Almada, depararam-se com o casal sem vida num dos quartos da habitação.
Foi a empregada doméstica que alertou as autoridades. Dentro de casa encontrava-se um braseiro aceso, que pode ter sido a causa da morte. Numa primeira avaliação feita pelas autoridades, não existem indícios criminais, mas ainda assim, a Polícia Judiciária de Setúbal foi acionada para investigar o sucedido.
Os corpos foram transportados para a morgue do Hospital Garcia de Orta, onde serão autopsiados para que seja determinada a causa da morte, dado essencial para a investigação.

Agência de Notícias 
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Medway vai investir um milhão na zona logística de Sines

Empresa de transporte ferroviário quer captar novos negócios

A Medway, do Grupo MSC – Mediterranean Shipping Company, vai investir cerca de um milhão de euros na Zona Industrial e Logística de Sines. O contrato foi assinado na passada sexta-feira, dia 12 de Abril, entre a empresa de transporte ferroviário de mercadorias, resultante da privatização da CP Carga, e a aicep Global Parques – Gestão de Áreas Empresariais e Serviços, S. A., empresa pública responsável pela gestão da Zona Industrial e Logística de Sines. Segundo um comunicado da Medway, este investimento “vai permitir alargar a prestação dos seus serviços no complexo portuário, logístico e industrial de Sines”.
Gigante ferroviário entra em Sines 

“Com uma área superior a 30 mil metros quadrados, por um período de 20 anos e com um investimento de cerca de um milhão de euros, a Medway fica assim provida de uma maior capacidade para prestação dos serviços logísticos, necessária para a captação de novos negócios e clientes”, explica um comunicado da empresa do Grupo MSC, o segundo maior armador mundial.
De acordo com Carlos Vasconcelos, presidente do conselho de administração da Medway, “a nossa presença em Sines, apesar de expressiva, estava a ficar aquém das nossas necessidades”.
“Numa perspetiva de melhoramento da capacidade de resposta e alargamento de serviços, entrámos em negociação com a aicep Global Parques e assinámos um contrato de expansão que nos permite ir ao encontro do nosso objetivo de reforçar a presença da Medway em Sines”, defendeu aquele responsável.
Já para o presidente da comissão executiva da aicep Global Parques, Filipe Costa, “este novo investimento da Medway acompanha e dinamiza o aumento de produção das unidades petroquímicas instaladas na Zona Industrial e Logística de Sines, essenciais para alimentar a indústria transformadora em Portugal”.

Agência de Notícias



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Supera vai criar 120 empregos em Setúbal e Barreiro

Cadeia de ginásios espanhola está a investir 16 milhões em equipamentos desportivos nas duas cidades 

A Câmara do Barreiro vai construir um novo complexo desportivo, num investimento de sete milhões de euros que permitirá a criação de 50 postos de trabalho no concelho, anunciou a autarquia. Em comunicado, a Câmara do Barreiro adiantou que o projeto se vai situar junto do campo do Galitos Futebol Clube, no Lavradio, e que "contará com piscinas (interior e exterior), ginásio, SPA e um pavilhão de basquetebol". Segundo a autarquia, o prazo de execução desta obra é de 12 meses, numa parceria entre o município e o grupo espanhol Supera. "Uma parceria que não só muda a imagem de uma das entradas da cidade, como ajuda na fixação da população mais jovem, além do desenvolvimento da atividade económica e da criação de postos de trabalho", disse o presidente da Câmara do Barreiro, Frederico Rosa. Em Setúbal, a cadeia de ginásios espanhola vai abrir o complexo desportivo integrado [em construção na Praça de Portugal] num investimento de nove milhões de euros. O grupo gere mais 30 centros na Península Ibérica e espera criar cerca de 70 empregos, na capital de distrito. 
Grupo espanhol investe na região 

A construção do novo complexo desportivo junto ao campo de futebol do Galitos Futebol Clube vai arrancar em breve, segundo a Câmara do Barreiro. O projecto do grupo Supera inclui na sua estrutura uma piscina interior e exterior, ginásio, SPA e um pavilhão de basquetebol, num investimento de 7 milhões de euros que permitirá criar 50 postos de trabalho no concelho.
Com um prazo de execução de 12 meses, o projecto para a construção do novo Complexo Desportivo do Barreiro, junto ao campo do Galitos Futebol Clube surge após a assinatura de um protocolo entre a Câmara Municipal do Barreiro e o grupo espanhol.
Segundo a autarquia, o resultado desta parceria “não só muda a imagem de uma das entradas da cidade, como ajuda na fixação da população mais jovem, para além do desenvolvimento da actividade económica e da criação de postos de trabalho”, explica Frederico Rosa, presidente da Câmara do Barreiro.
Já o vereador do Planeamento, Gestão Territorial e Equipamentos, Rui Braga, explicou que a empresa "fez o pagamento das taxas de construção", o que significa que nos próximos dias a obra vai começar "com todas as vantagens que resultam do investimento e da criação de postos de trabalho no concelho".
O valor médio para usufruto do complexo desportivo será de 49 euros, por família, uma vez que o empreendimento é direccionado, em grande parte, para o público familiar.
A construção do novo aeroporto no Montijo, a edificação de novas ligações rodoviárias, a localização do território do Barreiro ser central na área metropolitana de Lisboa com 2,82 milhões de habitantes e a proximidade com a cidade de Lisboa estiveram na base desta decisão por parte da Supera, que considerou que o concelho “tem o potencial necessário para um equipamento deste género”.

Supera investe nove milhões cria 70 empregos em Setúbal
Em Setúbal a Supera já deu início à construção de um complexo desportivo, num projecto idêntico do que está a ser desenvolvido no Barreiro.
O futuro Complexo Desportivo Integrado de Setúbal está a ser construído junto à Praça de Portugal e a aposta é que esteja concluído em Novembro deste ano, representando um equipamento que vem reforçar a oportunidade de prática de desporto no concelho.
Este projecto integra cinco novos espaços aquáticos, três cobertos e aquecidos e dois no exterior. E, à semelhança do projecto em eminente desenvolvimento no Barreiro, o complexo de Setúbal terá ainda um spa, sauna, três salas de actividades de grupo e de exercício e musculação.
Inicialmente o Complexo Desportivo Integrado de Setúbal previa apenas uma piscina, à semelhança do projecto previsto para o Barreiro. Contudo, após avaliação foram decididas cinco áreas aquáticas. Pablo Vidan Estevez, director comercial e de expansão do Grupo Supera justifica esta decisão pelo facto de as piscinas serem uma parte importante do complexo.
Segundo o caderno de encargos desta obra, durante todo o tempo da concessão, que tem a duração de 40 anos, deve ser facultado o acesso gratuito às piscinas para a realização de actividades promovidas pela Câmara de Setúbal com alunos das escolas de 1º ciclo do ensino básico e população sénior.
Roberto López Gómez, diretor de comunicação corporativa e marketing da empresa espanhola explica que o novo espaço é para “uso familiar e será um equipamento desportivo de encontro e referência no bairro, bem como um instrumento de gestão da qualidade do meio ambiente, de acordo com a política desportiva municipal”.
Maria das Dores Meira sublinhou que este equipamento, ao reforçar a disponibilidade de instalações para a prática de desporto em Setúbal e “resolver a insuficiência de oferta de piscinas aquecidas no concelho”, será mais “uma importante ajuda” para, no prazo de seis a oito anos, a taxa de prática desportiva regular se fixar nos 60 a 65 por cento.
Outro “aspeto fundamental”, considera, é o facto de dar um “importante contributo para a requalificação e modernização de uma das mais importantes entradas da cidade”, diz a presidente da autarquia sadina.
No total dos dois concelhos, a Supera está a investir 16 milhões de euros e prevê a criação de 120 postos de trabalho.
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Estudo identifica problemas ambientais no Montijo

Ruído para as populações e ameaça às espécies de aves não pára aeroporto 

O estudo de impacte ambiental ao novo aeroporto no Montijo, identificou potenciais problemas em termos de ruído para as populações vizinhas e riscos para várias espécies de aves, noticiou o jornal Sol, que consultou o documento. Ainda assim, o Governo e a concessionária Vinci não vão desistir de avançar com o aeroporto na Base Aérea nº. 6.  O estudo identificou vários problemas, o que não agrada nem ao Governo nem à Vinci. As principais questões detetadas pelo estudo são o ruído para as populações que residem nas proximidades da base aérea [Lavradio, Barreiro e Baixa da Banheira] e a ameaça às espécies de aves que habitam aquela zona do estuário do rio Tejo. Mas, em vez de voltar atrás com o projeto de construção do aeroporto, o Governo e a empresa concessionária vão procurar soluções para os problemas identificados no relatório e avançar com a construção do novo aeroporto.

Estudo aponta para potenciais riscos 

“A ANA confirma que, de acordo com o prazo previsto, o estudo de impacte ambiental está finalizado e a ser submetido, sendo a submissão feita através de carregamento na plataforma da Agência Portuguesa do Ambiente”, afirmou fonte oficial da gestora dos aeroportos portugueses em resposta à agência Lusa.
Ruído excessivo e riscos para várias espécies de aves, são as principais conclusões do Estudo de Impacte Ambiental sobre a construção do novo aeroporto no Montijo.
O jornal Sol teve acesso ao documento que já está nas mãos da Agência Portuguesa do Ambiente (APA). E avança que, apesar do relatório não ser do agrado do executivo e da empresa proprietária da "ANA Aeroportos", vão ser procuradas soluções para os problemas identificados.
Alverca e Monte Real são alternativas que não estão a ser levadas em consideração.
Por isso, mantém-se a intenção de fazer construir o Aeroporto no Montijo e resolver a saturação do Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, por onde, só nos primeiros três meses do ano, passaram seis milhões de passageiros.
Em causa está a Avaliação de Impacte Ambiental do projeto Aeroporto Complementar do Montijo e Respetivas Acessibilidades, que foi encerrado pela APA em 25 de Julho, a pedido da ANA, que justificou esta solicitação com a necessidade de aprofundamento do estudo.
Em 29 de Março, a ANA disse à Lusa que o estudo de impacte ambiental do aeroporto do Montijo estava em conclusão e seria entregue à Agência Portuguesa do Ambiente até ao final da segunda semana de Abril.
A mesma fonte referiu, na altura, que, apesar de não haver qualquer prazo, a gestora dos aeroportos estava “a fazer o necessário para entregar brevemente o estudo de impacte ambiental à APA, correspondendo, assim, à estimativa apontada no início do ano”.
A ANA e o Estado assinaram em 08 de Janeiro o acordo para a expansão da capacidade aeroportuária de Lisboa, que prevê um investimento de 1,15 mil milhões de euros até 2028 e inclui a extensão da atual estrutura Humberto Delgado (em Lisboa) e a transformação da base aérea do Montijo.
A 4 de Janeiro, o então ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, assegurou que serão cumpridas integralmente as eventuais medidas de mitigação que venham a ser definidas pelo estudo de impacto ambiental para o aeroporto complementar do Montijo.
O primeiro-ministro, António Costa, também já disse que apenas se aguarda o estudo ambiental para ser "irreversível" a solução aeroportuária Portela + Montijo, considerando haver consenso nacional sobre o projeto.
Em 11 de Janeiro, António Costa admitiu que "não há plano B" para a construção de um novo aeroporto complementar de Lisboa caso o estudo de impacto ambiental chumbe a localização no Montijo e voltou a garantir que "não haverá aeroporto no Montijo" se o estudo de impacte ambiental não o permitir.
Em Março, a associação ambientalista Zero anunciou que tinha interposto uma ação judicial contra a APA, para que seja efetuada uma Avaliação Ambiental Estratégica ao novo aeroporto do Montijo.
Em comunicado divulgado na altura, a Zero referiu que desde o início do processo para a escolha de um local para a construção do novo aeroporto tem alertado para a necessidade de uma Avaliação Ambiental Estratégica, em vez de uma Avaliação de Impacto Ambiental.

Agência de Notícias com Lusa 
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Demolição do Bairro da Jamaica é para continuar

Autarquia quer 74 famílias realojadas até ao fim do ano

A demolição do Bairro da Jamaica, no Seixal, foi retomada na passada sexta-feira, depois de três meses parada devido a uma providência cautelar interposta pelo proprietário, Urbangol. Até ao fim do ano, 74 famílias dos dois lotes adjacentes ao lote dez, que está vazio desde Dezembro, vão sair para as novas casas que a autarquia e o Governo, com o apoio da Santa Casa da Misericórdia do Seixal, estão a adquirir. Joaquim Santos, presidente da Câmara do Seixal, destaca a "postura do proprietário que permitiu um entendimento entre as partes para que fosse retomada a demolição do lote dez". O processo foi arquivado há duas semanas no Tribunal Administrativo e Fiscal de Almada depois de em Janeiro o proprietário ter impugnado os trabalhos de demolição. Neste período de tempo, a autarquia tinha que pagar 20 mil euros mensais a uma empresa de segurança para garantir que o edifício não era reocupado.
Bairro começou a ser demolido 

“Esperemos que daqui a três ou quatro semanas o edifício esteja completamente em baixo. É um sinal importante para dar esperança à restante população que aqui está de que o processo não está parado”, referiu Joaquim Santos.
A demolição do lote dez, com sete andares, será feita por um processo de desmonte que irá demorar cerca de 45 dias. Iniciou-se com a retirada do recheio, como paredes interiores, libertação de infraestruturas de alimentação ao edifício, seguindo-se depois o corte da estrutura de betão armado por peças que serão trituradas e tratadas.
De acordo com a autarquia do Seixal, tendo em conta as questões de segurança associadas quer ao tipo de construção quer às construções vizinhas, este é o processo mais adequado para a demolição do lote, de forma controlada e segura.O autarca adiantou também que o município já está a programar a segunda fase de realojamentos, o que espera que aconteça ainda este ano.
“Até ao final do ano queremos concretizar o realojamento de mais 74 famílias e a demolição de mais três edifícios”, avançou.
Em 20 de Dezembro do ano passado terminou a primeira fase de realojamentos dos moradores do lote 10, em que 187 pessoas foram distribuídas por 64 habitações de várias zonas do concelho, segundo a Câmara do Seixal.
O acordo para a resolução da situação de carência habitacional neste bairro foi assinado em 22 de Dezembro de 2017, numa parceria entre a Câmara do Seixal, o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana e a Santa Casa da Misericórdia do Seixal.
No total, esta cooperação visa o realojamento de 234 famílias e tem um investimento total na ordem dos 15 milhões de euros, dos quais 8,3 são suportados pelo município.
O bairro começou a formar-se na década de 90, quando populações que vinham dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa começaram a fixar-se nas torres inacabadas, fazendo puxadas ilegais de luz, água e gás.
Findo o processo de realojamento e demolição, está prevista a construção de novos edifícios de habitação, bem como um parque urbano e uma zona comercial.

Agência de Notícias com Lusa 
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