Dá um Gosto ao ADN

Festival de Música envolve 1500 jovens em Setúbal

Cantora de jazz Beatriz Nunes abre Festival de Música 

Artistas nacionais e internacionais conceituados partilham o palco com mais de 1500 crianças e jovens, entre 23 e 26 de Maio, na nona edição do Festival da Música de Setúbal, com eventos em diversos locais do concelho. A cantora de jazz Beatriz Nunes, o maestro Paulo Lourenço, a Orquestra Sinfónica Portuguesa, Clarence Adoo, John Kenny e Merit Ariane integram o cartaz deste ano do Festival de Música de Setúbal, apresentado esta quarta-feira no Museu do Trabalho Michel Giacometti, local onde se realiza um dos espetáculos do evento. “Casa”, à semelhança do ano passado, é o tema da nona edição do certame, organizado pela Associação Festival de Música de Setúbal, em parceria com a Câmara de Setúbal e The Helen Hamlyn Trust e apoio da Antena 1 e 2 e da Caetano Drive.
Festival foi apresentado esta quarta-feira 

A cantora de jazz Beatriz Nunes abre a 9.ª edição do Festival de Música de Setúbal, no dia 23 de Maio, num espetáculo conjunto com músicos do Conservatório Regional de Setúbal e Coral Infantil de Setúbal, foi anunciado esta quarta-feira. Apresentada como uma cantora versátil na música ligeira, no canto lírico e no jazz, onde é mais conhecida, Beatriz Nunes abre aquele que é considerado um dos festivais de música mais inclusivos, no concerto que tem início às 21 horas do dia 23 de Maio (quinta-feira), no Fórum Luísa Todi.
"Começámos há nove anos, com esse princípio de promover a inclusão social", disse o diretor do Festival de Setúbal, Ian Ritchie, na conferência de imprensa de apresentação da 9.ª edição, que decorre de 23 a 27 de Maio, na cidade de Setúbal.
Ian Ritchie destacou também o trabalho realizado por alguns alunos que participaram na recolha de memórias junto de instituições de apoio à terceira idade, em Setúbal e Azeitão, que permitiram criar novas canções, convicto de que esse esforço irá proporcionar "momentos comoventes e memoráveis".
Na tradição estabelecida por anteriores edições, o Festival de Música de Setúbal, este ano, uma vez mais, inspirado no tema "Home", vai contar com a presença de músicos e artistas reconhecidos a nível internacional, que vão partilhar o palco com jovens da região.
As participações do maestro Paulo Lourenço, da Orquestra Sinfónica Portuguesa, com a maestrina Joana Carneiro, da Camerata do Festival, dirigida por André Gaio Pereira, vencedor do Prémio Jovens Músicos 2017, do trombonista John Kenny e do trompetista Torbjorn Hultmark, bem como da cantora e compositora Merit Ariane e do Ensemble Juvenil de Setúbal, são outros pontos altos do festival que este ano deverá mobilizar mais de 1.500 crianças e jovens de todo o concelho de Setúbal.
Nesta 9.ª edição, a organização destaca também a realização do segundo Simpósio Internacional de Música, Saúde e Bem-Estar, agora alargado a dois dias de apresentações e conversas com especialistas nacionais e internacionais.
Na conferência de imprensa de apresentação do Festival de Música de Setúbal, realizada no Museu do Trabalho Michel Giacometti, a presidente da Câmara Municipal, Maria das Dores Meira, sublinhou o envolvimento de dezenas de estabelecimentos de ensino e instituições de todo o concelho, e admitiu que o orçamento para a edição deste ano poderá ultrapassar os 200 mil euros, contabilizando todo o apoio logístico e o envolvimento de diversos departamentos camarários.
“Há nove anos era altamente improvável ver, por exemplo, a Academia de Música e Belas-Artes Luísa Todi a partilhar o palco com o Rumo ao Sucesso. Este festival mostra que não há limites e que todos podem fazer música”, lembra Maria das Dores Meira.
A autarca reafirma o caráter único do Festival de Música de Setúbal, evento repleto de “significados e estados de espírito”, que se traduz numa “mostra de músicos e de músicas em que se evitam os sons que, por vezes, poluem os nossos quotidianos”.
Maria das Dores Meira salientou ainda que, além do apoio do município, o Festival de Música de Setúbal conta também com apoios financeiros da Fundação Calouste Gulbenkian e da Fundação The Helen Hamlyn Trust.
O Festival de Música de Setúbal mantém como principal linha o princípio que serviu de predicado à sua génese, em 2010, o de contar com o envolvimento da comunidade local, desde o movimento associativo, escolas, estabelecimentos de ensino musicais e pessoas portadoras de deficiência, na participação artística ativa nos espetáculos do programa, muitos deles em estreita parceria com músicos profissionais e consagrados.
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Trabalhadores da TST voltam à greve em 12 e 13 de Junho

Motoristas manifestaram-se em Almada e reclamam 750 euros de ordenado base 

Cerca de 250 trabalhadores da Transportes Sul do Tejo (TST) concentraram-se, esta segunda-feira em protesto, em Almada, contra os “ordenados mais baixos” do setor na Área Metropolitana de Lisboa, reivindicando melhores condições laborais. Os motoristas decidiram voltar a paralisar entre 12 e 13 de Junho, por considerarem que a proposta de aumento salarial da empresa, para 685 euros, é uma “provocação”, informou fonte sindical. “Os trabalhadores decidiram fazer uma nova greve de 48 horas porque não concordam com a proposta feita pela empresa, entendem que é uma provocação tendo em conta os baixos salários praticados e pensam que a TST está em condições para chegar mais além”, adiantou João Saúde, da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações.
Nova greve marcada para 12 e 13 de Junho

“Esta é a empresa das ex-rodoviárias que tem os ordenados mais baixos de toda a Área Metropolitana [de Lisboa]”, disse um motorista de Sesimbra, Francisco Fonseca, adiantando que foi apresentada uma proposta à empresa de “750 euros de ordenado base”.
“É o que estamos a exigir, que tenhamos melhores salários e melhores condições de trabalho para podermos proporcionar à população e aos passageiros que transportamos umas boas condições”, frisou.
Naquele que foi o segundo e último dia de greve dos trabalhadores da TST, cerca de 250 funcionários concentraram-se na rua Dom Nuno Álvares Pereira, em Almada, discursando sobre as condições a que estão sujeitos.
“Nós tivemos uma reunião com a administração da empresa no passado sábado, que finalmente apresentou uma nova proposta que ficou muito aquém daquilo que são as reivindicações”, referiu Fernando Fidalgo, da Fectrans – Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações.
De acordo com o sindicalista, a TST propôs um aumento dos atuais 673 euros para 685 euros e a implementação de um sistema de folgas rotativas, no entanto, para os motoristas isto não é suficiente e, em princípio, vão “rejeitar”, continuando com paralisações de 48 horas, por mês.
“Os trabalhadores reivindicam já e de imediato 700 euros na tabela salarial com retroativos a Janeiro deste ano”, indicou.
O protesto realizou-se entre as 10 e o meio-dia, seguindo-se uma reunião com a presidente da Câmara de Almada, Inês de Medeiros (PS), pelo que o sindicato espera que o executivo “esteja do lado dos trabalhadores” e que “pressione a administração da TST para resolver o conflito”.
“Nós esperamos que a presidente da Câmara de Almada reconheça que a TST é uma empresa que tem prestado um mau serviço aos utentes. Tem uma frota particularmente envelhecida, tem um elevado índice de corte de carreiras, não se preparou para o aumento da taxa de ocupação verificado com os novos passes sociais e têm ficado muitos utentes nas paragens”, mencionou.
Neste protesto também esteve a deputada e vereadora do BE na Câmara de Almada, Joana Mortágua, que realçou como a “degradação do serviço prestado à população” também corresponde à “degradação dos trabalhadores”, que “recebem abaixo da média salarial do seu setor”.
Neste sentido, a bloquista advertiu que a degradação do serviço tem vindo a piorar desde que entrou em vigor o novo passe social, em 1 de Abril, não existindo “nenhum reforço por parte da administração” em termos de carreiras, o que tem causado “queixas de muita gente que fica nas paragens”.
Na concentração também esteve presente o eurodeputado do PCP, João Pimenta Lopes, que, à semelhança de Joana Mortágua, defendeu a “reversão dos processos de liberalização e privatização do setor dos transportes em Portugal”.
Esta é a terceira vez que os trabalhadores paralisam por 48 horas, reivindicando aumentos salariais e a redução da carga horária, tendo registado hoje uma adesão na ordem dos 90 a 95 por cento e a supressão de carreiras entre Setúbal e Lisboa, segundo a Fectrans, apesar de a empresa apenas contabilizar 77,8 por cento.
A TST, detida pelo grupo Arriva, desenvolve a sua atividade na península de Setúbal, com 190 carreiras e oficinas em quatro concelhos, designadamente Almada, Moita, Sesimbra e Setúbal.

Agência de Notícias com Lusa 

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Barreiro melhora atendimento a doentes oncológicos

Centro Hospital vai adquirir novo acelerador linear para Radioterapia

O Centro Hospitalar Barreiro Montijo vai adquirir um novo acelerador linear para o serviço de Radioterapia, num montante de cerca de 2,8 milhões de euros, ao abrigo do Programa Operacional Lisboa 2020. “‘Modernizar para melhor cuidar II’ é o lema da candidatura apresentada em Janeiro último, que prevê a aquisição de um novo acelerador linear para o serviço de Radioterapia, para substituir o atualmente existente já desajustado face à evolução técnica e científica verificada nos últimos anos”, refere a administração dos hospitais do Barreiro e Montijo em comunicado, salientando que já foi publicado o concurso público para aquisição deste equipamento.
Novo equipamento custa 2,8 milhões de euros 

Segundo o documento, o novo acelerador linear permitirá aumentar a capacidade de resposta interna para tratamentos complexos, através da realização de técnicas de radioterapia estereotáxica fracionada, de radioterapia de intensidade modulada e de radioterapia guiada por imagem.
“Com este equipamento será possível aumentar a precisão do tratamento a realizar e a dose de radiação no volume a tratar, reduzir o tempo de tratamento e diminuir os efeitos secundários”, salienta.
De acordo com a Rede Nacional de Especialidade Hospitalar e Referenciação de Radioterapia, o serviço de Radioterapia do Centro Hospitalar Barreiro Montijo dá resposta às necessidades dos doentes do foro oncológico com indicação para tratamentos de radioterapia da área da Península de Setúbal (Hospital Garcia de Orta (Almada), Centro Hospitalar Barreiro Montijo e Centro Hospitalar de Setúbal).
Desde Agosto de 2016, por despacho do secretário de Estado Adjunto e da Saúde, passou também a dar resposta aos doentes da área de referenciação do Hospital de Vila Franca de Xira, representando uma cobertura assistencial de mais de um milhão de habitantes.
O serviço de Radioterapia encontra-se certificado desde 2009, tendo realizado 24.421 tratamentos o ano passado.

Agência de Notícias com Lusa 

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Setúbal organizou primeira feira náutica do concelho

O mundo da náutica atraiu milhares de pessoas no fim de semana 

A náutica de recreio e a pesca desportiva centraram atenções, entre quinta-feira e domingo, em Setúbal, na primeira edição de um certame, com várias atividades, de promoção da oferta de empresas, serviços e operadores destes setores. Exposições, atividades náuticas e de montanha, venda de material e workshops integraram a Feira Náutica de Setúbal, um espaço de negócio e de divulgação de serviços de empresas portuguesas e estrangeiras dinamizado ao longo de quatro dias no Cais 3 do Porto de Setúbal.
Feira realizou-se no fim de semana 

O certame, com embarcações de recreio, equipamentos náuticos e pesca desportiva, contou com mais de duas dezenas de expositores, incluindo material náutico diverso, nomeadamente de caça submarina e mergulho, mas também de atividades desportivas como stand up paddle.
Operadores de turismo náutico e de montanha, assim como os produtores regionais marcaram também presença neste evento organizado pela Câmara de Setúbal, com o apoio da Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra e os patrocínios das empresas Águas do Sado e Caetano Drive Setúbal.
O evento, resultado da reconfiguração da antiga Feira de Pesca e Náutica de Setúbal, que se realizava no Parque Urbano de Albarquel, contou no programa com vários workshops relacionados com a náutica e a pesca desportiva, incluindo um direcionado para a saúde, com suporte básico de vida.
Batismos de mar e passeios de barco foram igualmente proporcionados a grupos escolares e visitantes da Feira Náutica de Setúbal que, no recinto instalado à beira-rio, com uma zona de restauração, contou, no domingo à tarde, com um apontamento musical improvisado por Jorge Nice.
A Feira Náutica de Setúbal contou ainda com atividades desportivas do calendário dos 16º. Jogos do Sado, casos da competição Regata de Vela de Cruzeiro, no sábado, e do passeio de lazer destinado a barcos de remo, caiaques e stand up paddle Alpertuche Nautic Tour, no domingo.
Na vertente de competição desportiva, destaque ainda para a realização, no domingo, da 2.ª etapa do Campeonato Regional de Pesca em Kayak e do Open do Clube de Pesca em Kayak, concursos organizados pela Federação de Pesca Desportiva do Alto-Mar e do Clube de Pesca em Kayak.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 
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Barcos do Barreiro com perturbações até quinta-feira

Utentes pedem entendimento entre sindicatos e Soflusa mas a greve dos mestres continua 
A Comissão de Utentes dos Serviços Públicos do Barreiro pediu um entendimento entre os sindicatos e a Soflusa, de modo a resolver a situação relativa à supressão de embarcações entre Lisboa e a margem sul do Tejo. “O que nós desejamos é que a administração [da Transtejo/Soflusa] se entenda com os sindicatos e que resolvam as reivindicações como entenderem da melhor maneira”, disse o porta-voz da comissão, José Encarnação, durante um protesto que reuniu cerca de 30 pessoas que se manifestaram contra a supressão de barcos no terminal fluvial do Terreiro do Paço, em Lisboa, que faz ligação com o Barreiro. De acordo com José Encarnação, os utentes reclamam a necessidade de mais uma embarcação, explicando que muitos dos constrangimentos, como atrasos nas viagens, se devem à falta de frota e pessoal. A empresa afirma que as perturbações na ligação fluvial entre o Barreiro e Lisboa se vão manter até quinta-feira e apresenta a lista de supressões para os próximos dias. 
Falta de barcos afeta milhares de pessoas no Barreiro 

“Muitos dos constrangimentos que se estão a verificar no transporte fluvial entre o Barreiro e Lisboa decorrem da falta de mestres, da falta de marinheiros, da falta de maquinistas”, salientou José Encarnação, adiantando que “a frota está muito curta” e que “das oito embarcações há uma que está em grande recuperação há cerca de três meses”.
A Comissão de Utentes dos Serviços Públicos do Barreiro pede ainda urgência em resolver as reivindicações dos utentes.
A comissão reuniu-se com a administração da Soflusa, à qual entregou um memorando em que elenca alguns problemas no serviço, desde a falta de embarcações, avarias e falta de pessoal.
Segundo José Encarnação, na reunião foram apresentadas as preocupações e reclamações dos utentes.
Por seu lado, Aurora Mousinho, utente da Soflusa, garantiu que as condições dos serviços se têm degradado nos últimos sete anos, especificando que há “avarias constantes” e que há “barcos suprimidos sem aviso”, obrigando os utentes a esperar, muitas vezes, cerca de 20 minutos para poderem ir para casa.
“Há atrasos praticamente a toda a hora. Más condições em alguns barcos, más condições no terminal fluvial do Barreiro”, realçou Aurora Mousinho, pedindo à Soflusa que fale com os utentes, os trabalhadores e o Governo, de modo a resolver a situação.
À agência Lusa, a utente defendeu que deve ser encontrada uma solução, uma vez que a população do Barreiro não tem outros meios para chegar a Lisboa.
“Nós queremos é que seja encontrada uma solução. Nós, no Barreiro, não temos autocarros para Lisboa; nós, no Barreiro, não temos comboios para Lisboa. Para virmos para Lisboa temos de vir de barco do Barreiro. Nós não temos alternativa”, frisou. A Soflusa é responsável por fazer a ligação entre o Barreiro e Lisboa, enquanto a Transtejo, que faz parte do mesmo grupo, assegura as ligações fluviais entre o Seixal, Montijo, Cacilhas e Trafaria/Porto Brandão e Lisboa.
Sindicatos não cancelam greves
Os mestres da Soflusa anunciaram mais dias de greve parcial. São 3h/turno nos dias 23 e 24, quinta e sexta-feira Além disso, no dia 23 entra em vigor o pré-aviso de greve às horas extraordinárias que pode prolongar-se até ao fim do ano.As paralisações vão agravar ainda mais a circulação de barcos entre as duas margens, que já tem sido muito complicada na última semana, devido à falta de pessoal. Dezenas de ligações foram suprimidas até ao momento, provocando múltiplos protestos dos passageiros.
A administração da empresa assume que não tem trabalhadores suficientes para garantir todas as escalas e normalmente recorre a trabalho extraordinário, trocas ou prolongamento de serviços. No entanto, nos últimos tempos os mestres têm recusado essas alternativas, insistindo em fazer o seu trabalho em horário normal.Uma forma de pressão para tentar que as reivindicações sejam atendidas. Em declarações à rádio Renascença o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Fluviais e Costeiros, revelou que o ano passado os mestres da Soflusa fizeram quatro mil horas extraordinárias, o que na opinião de Carlos Costa, seria suficiente para pagar os vencimentos de oito novos trabalhadores.
Neste momento o quadro da Soflusa tem 24 mestres mas para garantir as escalas completas seriam necessários pelo menos mais quatro. No entanto só 21 estão no ativo, já três estão com baixa e um deles, prolongada.
O aumento do número de carreiras posto em prática desde o dia 1 de Abril, altura em que entraram em vigor os novos passes sociais, ainda obrigou a maior sobrecarga.
A empresa abriu concurso interno para quatro mestres, que vêm da carreira de marinheiro, mas ainda deverá ser insuficiente.

Finanças autoriza contratações mas poucas
Na reunião com os sindicatos representativos dos trabalhadores da Soflusa o Secretário de estado Adjunto e da Mobilidade, José Mendes, anunciou que o Ministério das Finanças tinha autorizado a contratação de seis marinheiros. Ou seja, menos de metade dos trabalhadores que a empresa tinha pedido: doze marítimos (marinheiros e maquinistas práticos de 1ª classe) e três comerciais, para as bilheteiras.
Além disso, há um pré-acordo com o Secretário de Estado do Tesouro para autorização imediata de contratação de trabalhadores para substituir os que abandonam a empresa, por reforma.
Entretanto, a Soflusa também lançou um concurso interno para quatro mestres, que saiem da carreira de marinheiro.

Lista de supressões até quinta-feira
A greve da Soflusa vai estender-se até dia 23, quinta-feira desta semana. Na página na Internet, a empresa afirma que as perturbações na ligação fluvial entre o Barreiro e Lisboa se vão manter e apresenta a lista de supressões para os próximos dias. Nos dias 20 e 22 de Maio, segunda e quarta-feira, no trajeto Barreiro-Lisboa vão ser canceladas as ligações da 0h05, 5h20 e 23h30. No sentido Lisboa-Barreiro vão ser suspensos apenas dois serviços 00h30 e 05h50
Quanto aos dias 21 e 23 de Maio, terça e quinta-feira, no sentido Barreiro-Lisboa vão ser suprimidas as ligações das 00h30 01h30 e 05h20. No sentido contrário, Lisboa-Barreiro 00h00, 01h00, 02h00 e 05h50.

Agência de Notícias com Lusa 

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Fertagus estuda soluções para transportar mais pessoas

Fertagus recusa ser "arma de arremesso político" e critica declarações de Rangel 

A Fertagus [empresa que assegura a ligação ferroviária dos concelhos de Setúbal, Palmela, Barreiro, Seixal e Almada à capital] recusou servir de “arma de arremesso político” nas eleições, mostrando-se disponível para conversar com todos os partidos sobre as soluções que possam garantir a qualidade de serviço dos seus comboios. “A Fertagus reitera que se recusa a servir de arma de arremesso político em qualquer eleição e mostra-se disponível para conversar com qualquer partido político sobre possíveis soluções que venham a garantir a qualidade de serviço dos comboios da Fertagus”, lê-se em comunicado. Os comboios da Fertagus vão ter menos bancos para levar mais 20 por cento de passageiros. Pondera melhorar horários ou aumentar o número de carruagens. O Metro também  já tomou medidas no primeiro mês de passe único.
Passageiros duplicaram ao fim de semana 

Na quinta-feira à noite, em Viseu, durante uma ação de campanha para as eleições europeias de 26 de Maio, o cabeça de lista do PSD, Paulo Rangel voltou ao tema dos “cortes e das cativações do primeiro-ministro António Costa”, dizendo que descobriu o truque “que o governo faz para cumprir as metas europeias” que disse estarem a atingir a dignidade e a decência.
Exemplo disso, afirmou, é a supressão de 57 comboios da Linha de Sintra em dois dias e a intenção anunciada pela Fertagus, que assegura o comboio entre Lisboa e Setúbal, de retirar bancos das carruagens para poder ter mais 20 por cento de passageiros.
“Hão de viajar sem bancos e todos de pé que é para caberem mais?”, criticou, considerando que a baixa dos preços dos passes sociais sem prevenir o aumento da oferta de transporte causou “o caos”.
Em nota enviada à Lusa, a Fertagus lamenta as declarações do candidato social-democrata sobre “as medidas que estão a ser analisadas pela empresa para garantir a qualidade de serviço prestado, considerando o aumento de mais de 20 por cento de clientes que, desde Abril, passaram a utilizar a linha ferroviária que liga Setúbal a Lisboa”.
Embora reconheça que “vê com agrado” o aumento de clientes, já que é consequência direta de uma medida que teve como objetivo aumentar a procura do transporte público, a empresa lembra que sempre disse que seria necessário procurar soluções de curto e médio prazo para garantir os níveis de qualidade.
“A Fertagus garante que qualquer medida implementada para fazer face a este aumento terá sempre como objetivo manter a qualidade do serviço e, não o contrário”, é referido na nota.

Comboios vão ter menos bancos para levarem mais passageiros
Na semana passada, o Diário de Notícias informou que a Fertagus vai alterar o interior dos comboios para poder responder ao aumento do número de pessoas que estão a utilizar a ligação ferroviária entre Lisboa e Setúbal pela Ponte 25 de Abril e que, até ao final do mês, iriam ser retirados alguns bancos das carruagens, o que vai possibilitar o transporte de mais passageiros em pé.
Fonte da empresa adiantou ao DN que está ainda a ser estudado com o fabricante das carruagens, a Alstom, a hipótese de ser adicionada uma quinta composição no conjunto de quatro unidades que agora circulam.
Além disso, acrescentou a fonte, está a ser preparado "um novo horário com o objetivo de responder melhor às situações de maior concentração de procura, que venham a demonstrar-se efetivamente necessários durante o mês de Maio, primeiro mês de aplicação em exclusivo dos títulos Navegante, na Fertagus".
É que só durante o primeiro mês dos novos passes únicos já houve mais 500 mil validações de títulos do que em Abril do ano passado. Durante o fim de semana, o aumento no número de passageiros chega aos 50 por cento. 
Mas os números têm de ser lidos com cautela, sublinha a Fertagus ao Diário de Notícias: os dados “carecem de validação e uma maturação do sistema, uma vez que o mês de Abril foi um mês atípico” por causa do número de feriados, lembra a fonte da empresa. Ainda assim, a “reformulação do interior dos comboios” vai mesmo avançar e pode avançar “no decorrer deste mês” para melhorar as condições do transporte.
A Fertagus não é a primeira empresa a implementar novas medidas para responder ao aumento de passageiros com o passe único. O Metropolitano de Lisboa diz ter implementado novos horários em meados de Abril nas linhas Amarela, Vermelha e Azul, às horas de ponta da manhã e da tarde. Isso “possibilitou o aumento da velocidade para 60 km/h, o consequente aumento da frequência dos comboios e a inerente redução dos tempos de espera”, garante o Metro.

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Esta segunda-feira há greve nos Transportes Sul do Tejo

Adesão à greve na TST entre os 61% da empresa e mais de 90% do sindicato

A greve de dois dias na Transportes Sul do Tejo (TST) registou este domingo uma adesão de "entre 90 e 95 por cento", segundo estima fonte sindical, enquanto a empresa afirma que aderiram 61 por cento dos trabalhadores em luta por aumentos salariais. "A greve, como nas paralisações anteriores, está a ter uma adesão de entre 90 e 95 por cento, com a empresa a recorrer em algumas carreiras a trabalhadores contratados a prazo", afirmou à Lusa João Saúde, da Fectrans - Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações. O sindicalista estimou que, em consequência da greve decretada para domingo e segunda-feira, se encontrem parados "cerca de 700 autocarros" da empresa que opera principalmente nos concelhos da península de Setúbal.
Greve prologa-se até à meia noite de hoje 

Os números apontados pelo sindicato estão acima da estimativa avançada pela TST, que através de uma assessora disse à Lusa que apenas "61 por cento dos colaboradores" aderiram à greve.
O elemento da Fectrans contrapôs que a paralisação afeta toda a península da margem sul do Tejo, com particular incidência em Setúbal e Almada, "e que a empresa também sabe, pois já apresentou uma nova proposta aos trabalhadores".
Segundo João Saúde, perante a exigência de um aumento salarial para 750 euros, a TST avançou com uma contraproposta "de um aumento para 685 euros de salário base" e da adoção de um sistema de "folgas rotativas para os trabalhadores que não folgam ao sábado e ao domingo".
De acordo com o sindicato, à semelhança das greves realizadas em Março e Abril, entre os motivos que levaram à convocação da atual paralisação estão o aumento de salários e a sobrecarga horária.
Perante as reivindicações e greves, em Abril, a TST indicou que a proposta de aumento salarial até 750 euros representa um impacto de mais de dois milhões de euros acima dos valores já aplicados em 2019, considerando incomportável para o plano de negócios da empresa.
No início do mês de Maio, os trabalhadores reuniram-se com um elemento da administração responsável pela parte financeira e económica da empresa que, de acordo com a Fectrans, não trouxe nada de novo.
A anterior greve na TST, em Abril, teve uma adesão de 95 por cento, segundo o sindicato, e de 75 por cento, de acordo com a empresa, e levou à supressão das carreiras de Setúbal para Lisboa, via autoestrada, e nas pontes Vasco da Gama e 25 de Abril.
A TST, detida pelo grupo Arriva, desenvolve a sua atividade na Península de Setúbal, com 190 carreiras e oficinas em quatro concelhos, designadamente Almada, Moita, Sesimbra e Setúbal.

Agência de Notícias com Lusa 
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Abertura da lagoa de Albufeira ao mar ainda sem data

APA garante ligar a lagoa ao mar antes da abertura da época balnear 

A Agência Portuguesa de Ambiente está a preparar a abertura da lagoa de Albufeira, em Sesimbra, ao mar, operação que está atrasada mais de um mês e que motivou já uma reclamação da Câmara de Sesimbra, na semana passada. A Agência Portuguesa de Ambiente diz que está a decorrer o concurso público para abertura da lagoa ao mar e fala em “normal arranque” da época balnear. A época balnear, nas praias de Sesimbra, começa no dia 30 de Maio. O atraso compromete a época balnear, adensa, diz a Câmara de Sesimbra, "o descontentamento de todos os que habitam e visitam a Lagoa de Albufeira, e coloca em causa o próprio ecossistema, as tradições históricas e culturais e o desenvolvimento económico deste território, muito assente no turismo".
Abertura devia ser sido realizada há um mês 

A Agência Portuguesa de Ambiente prevê a finalização do procedimento, e posterior contratualização, nas próximas semanas. Só depois disso há condições "para dar início aos trabalhos de abertura da lagoa, imediatamente após a fase de contratualização, de forma a garantir o normal arranque da época balnear", diz o organismo público. A obra será efetuada “em parceria com a Câmara de Sesimbra”.
A Agência Portuguesa de Ambiente reconhece que a abertura da lagoa ao mar é "determinante para a qualidade da água e para a viabilização das actividades humanas e económicas que aí se desenvolvem e que dependem da qualidade deste sistema natural” e acrescenta que essa importância “tem exigido a intervenção do organismo no âmbito da realização periódica de operações de abertura de uma barra de maré".
Na semana passada, a Câmara de Sesimbra referiu que a abertura da lagoa de Albufeira ao mar está com mais de um mês de atraso, relativamente ao habitual todos os anos, e que o estado da águas estagnadas ameaça o ambiente, a época balnear e a actividade económica, que depende muito do turismo.
A operação deve ser feita em finais de Março ou principio de Abril e, segundo a autarquia, nas últimas duas décadas, devido a “dificuldades e demoras dos organismos da Administração Central”, tem sido o município a intervir para “minimizar os prejuízos ambientais e económicos decorrentes das demoras”. A competência é do Ministério do Ambiente, e este ano, “depois de muitos contactos e insistência” por parte do município, o processo passou para a Agência Portuguesa de Ambiente, mas a meio de Maio, o trabalho ainda não foi feito, nem há previsão de abertura.
A autarquia diz ainda de que existe  uma “enorme desigualdade de tratamento” relativamente a outros sistemas lagunares, de norte a sul do país, onde é o Estado que desempenha essa função, e alerta para o agravar do problema, com o passar dos dias.
O atraso relativo ao procedimento de abertura compromete a época balnear, adensa, diz a Câmara, "o descontentamento de todos os que habitam e visitam a Lagoa de Albufeira, e coloca em causa o próprio ecossistema, as tradições históricas e culturais e o desenvolvimento económico deste território, muito assente no turismo".
A Câmara de Sesimbra tem acompanhado de perto o processo e insistido para a urgência da intervenção. "Apesar disso, continua a não existir um calendário de atuação por parte do Ministério do Ambiente e a Lagoa de Albufeira permanece fechada, com os impactes e danos no ecossistema que se avolumam e intensificam com o aumento da temperatura atmosférica".

Agência de Notícias 
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Festas de Santo Isidro de Pegões arrancam hoje

Festas em Honra do Padroeiro Santo Isidro animam Pegões Velhos

A partir desta sexta-feira,  terá lugar as Festas em Honra do Padroeiro Santo Isidro, no concelho do Montijo, realizadas pela Direção da Sociedade Recreativa de Pegões Velhos com apoio da União das Freguesias de Pegões e da Câmara do Montijo. Para além da procissão, em honra do santo padroeiro da Freguesia, nas Festas de Santo Isidro de Pegões destacam-se os tradicionais espetáculos de variedades - com David Antunes, Canta Brasil a Função Públika -, os bailes, os jogos tradicionais, as largadas de toiros e as atividades desportivas. A festa, as primeiras do concelho, terminam domingo com fogo-de-artificio. 
Montijo abre época de festas em Santo Isidro 

São as primeiras a arrancar no concelho do Montijo já esta sexta-feira, dia 17 de Maio: as Festas em honra de Santo Isidro chegam e trazem consigo música, largadas, bailes populares e muita animação.
A abertura oficial será no dia 17 de Maio, às 18h30, ao som da Fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Canha. Neste dia, destaque para o concerto de David Antunes, às 23 horas.
No sábado, 18 de Maio, haverá a 3.ª Caminhada Santo Isidro, pelas 18 horas, e o concerto com os Canta Brasil, às 23 horas. Sexta e sábado, a partir das duas e meia da madrugada há toiros na rua.
Para finalizar, no domingo, dia 19 de Maio, às 15 horas terá lugar a procissão em honra de Santo Isidro, às 20 horas um espetáculo com a Banda Função Públika e o encerramento das festas com fogo de artifício.
O presidente da União de Freguesias de Pegões, António Miguéns, mostra-se orgulhoso do trabalho desenvolvido pela comissão. “Quero reconhecer publicamente o trabalho que esta comissão de festas constituída por gente jovem, dinâmica e com grande capacidade empreendedora” afirmou o autarca.
Nuno Canta, presidente da Câmara do Montijo também agradeceu à comissão o “empenhamento, envolvimento e dedicação”.
“As festas em honra de Santo Isidro marcam a nossa tradição, a nossa memória e são fruto do trabalho de muita gente” sublinhou Nuno Canta garantindo que o apoio da autarquia é para continuar “sempre que tivermos possibilidades e condições para isso”, diz o autarca.

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Moita recebe a tradicional Feira de Maio a partir de 23

Feira regional marca o arranque da época de festas no concelho

A vila da Moita está em festa de 23 a 26 de Maio, com a tradicional Feira de Maio que marca também o início do ciclo das festas populares no concelho da Moita. No programa deste ano, não faltam as tradicionais largadas de toiros, na Avenida Dr. Teófilo Braga, uma corrida de toiros, o Espaço de Gastronomia Local, onde irá ter lugar o Almoço da Feira e os habituais divertimentos, com diferentes carrosséis. Ainda há um desfile de moda, concursos de raças de  vacas leiteiras, a mostra de Caprinos leiteiros de raças exóticas e uma mostra de produtos biológicos. O público pode assistir a três largadas, a vários espetáculos musicais e arruadas de bombos, refere a autarquia. Este evento tem como objetivo “dinamizar o comércio local” e “divulgar as tradições da Moita”, nomeadamente as “tradições taurinas”, explica a Câmara da Moita. António Pinto Basto e Micaela são as principais atrações musicais do evento.
Moita prepara Feira de 23 a 26 de Maio 

Quatro dias de muita animação abrem o ciclo das festas populares no concelho da Moita. De 23 a 26 de Maio, a vila da Moita recebe a Feira Regional que conta com um programa diversificado: as tradicionais largadas de toiros na Avenida Teófilo de Braga, exposições, gastronomia e muita música.
Na primeira noite, a 23 de Maio, a Abertura Oficial da Feira Franca, Carrosséis e Divertimentos, bem como do Espaço da Gastronomia e da Mostra de Artesanato, está marcada para as 21 horas.  De seguida, está prevista, entre outras atividades, a realização de um Desfile de Moda com a participação do Comércio Local.
No dia 24 de Maio, pelas 15 horas, realiza-se a Conferência integrada no 20º Concurso Regional da Raça Holstein Frísia da Moita, no Auditório da Biblioteca Municipal Bento Jesus Caraça, e a Abertura Oficial do 20º Concurso Regional da Raça Holstein Frísia da Moita e da 2ª Caprileite – Mostra de Caprinos Leiteiros de Raças Exóticas, no Pavilhão Municipal de Exposições. De salientar que esta iniciativa, que decorre até dia 26 deste mês, agrega algumas das maiores e mais produtivas explorações nacionais.
Ainda no dia 24, a Praça da República recebe o espetáculo de fado com António Pinto Basto, sevilhanas e, na Avenida. Dr. Teófilo de Braga, realiza-se, nessa noite, a 1ª Largada de Toiros.
No sábado, dia 25, às 10 horas abre o “Páteo das Velharias”, no Largo das Palmeiras. À noite, pelas 22 horas, o espetáculo musical é com Micaela, na Praça da República, e tem lugar a 2ª Largada de Toiros na Avenida Dr. Teófilo de Braga.
No domingo, dia 26, realiza-se a 3ª Largada de Toiros, a abertura do Espaço Biofesta 2019 – 15º Mostra de Projetos e Produtos Biológicos, a 2ª Mostra de Caprinos Leiteiros de Raças Exóticas, o  Almoço da Feira, entre outras iniciativas que se prolongam até à noite, com muita animação. Na programação deste dia, está incluída a Corrida de Toiros, na Praça Daniel do Nascimento, no dia 26, pelas 17 horas.
João Moura é o cabeça de cartaz – maestros dos maestros -, António Ribeiro Telles – o embaixador do classicismo – e Luís Rouxinol Jr – no ano de afirmação após a sua primeira temporada como cavaleiro de alternativa -, compõem a terna numa tarde onde as pegas estarão a cargo dos forcados amadores de Vila Franca de Xira e Aposento da Moita, capitaneados respectivamente por Vasco Pereira e Leonardo Mathias. Em tarde de verdadeira competição lidam-se seis toiros da ganadaria Palha. Cada bilhete custa 10 euros. 

A história da Feira de Maio 
Na Sessão da Câmara Municipal de 25 de Fevereiro de 1914 “deliberou-se transferir a feira anual de gados e quinquilharias para o quarto domingo de Maio e segunda-feira seguinte e que se fizesse a propaganda necessária para se tornar conhecida esta deliberação”.  
Passados 105 anos, o ambiente festivo invade novamente a vila da Moita, fazendo a alegria das gentes da terra e dos muitos visitantes que a vila acolhe durante os quatro dias de festa. 
"Hoje, a Feira de Maio continua a ser um local de encontro e convívio entre a população, com os atractivos e a diversidade que os tempos actuais impõem, mas respeitando as tradições que caracterizam a vila da Moita, como é o caso da Feira da Vaca Frísia", revela a organização
Para a autarquia, a Feira de Maio “é um local de convivência” e de “reencontro de amigos”, que não se vêem há algum tempo. A Câmara da Moita revela que “toda a programação da feira” foi realizada em parceria com o “movimento associativo” e com a “comunidade”, que são os “protagonistas das atividades que se vão realizar ao longo dos quatro dias”.
A autarquia lembra que este evento “só por si já atrai um elevado número de pessoas, por ser a primeira feira do município da Moita e por ter uma vertente musical e taurina, sendo as largadas conhecidas a nível nacional”.
A Câmara da Moita ambiciona que durante os quatro dias estejam presentes mais de 100 mil visitantes, caso as condições meteorológicas ajudem de quinta a domingo, os dias de festa rija pelas ruas da vila ribeirinha da Moita.

Concurso da Raça Holstein Frísia
Integrado na centenária Feira Regional de Maio, o XX Concurso da Raça Holstein Frísia realiza-se nos dias 24, 25 e 26 de Maio, no Pavilhão Municipal de Exposições, na Moita.
Após um interregno de 15 anos, o Concurso voltou a realizar-se a partir de 2017, com vista a "congregar todo o setor de produção leiteira e pecuária e contribuir para a promoção da espécie, ao mesmo tempo que procura ser um encontro entre produtores e fornecedores", explica a Câmara da Moita.
"Potenciar novas ideias na divulgação e defesa desta raça de extrema importância para a nossa região e para o país", é um dos objetivos do certame.
No dia 24 (sexta-feira), decorre uma Conferência que se constitui como um espaço de enriquecimento do conhecimento e de debate sobre temáticas de interesse para os profissionais do setor.
No dia 25 (sábado), às 15 horas  têm lugar as classificações das secções e, às 21 horas, as finais.
O Concurso da Raça Holstein Frísia é organizado pelo município da Moita com o apoio da Associação Portuguesa de Criadores da Raça Frísia e da Associação para o Desenvolvimento da Estação de Apoio à Bovinicultura Leiteira.
Em simultâneo, realiza-se, a 2ª Mostra Caprileite, no dia 26 de Maio, a partir das 10 horas. Esta Mostra tem por objetivo "divulgar as raças caprinas leiteiras exóticas mais utilizadas no país, sendo uma oportunidade para os criadores mostrarem a evolução deste importante setor", realça a autarquia.
Ainda em paralelo, decorre o 2º Concurso de Arroz Doce, no dia 26, às três da tarde. Este evento, aberto ao público em geral, premeia o melhor arroz doce a concurso.

Biofesta dedicada à Dieta Mediterrânica
A 15ª Biofesta - Mostra de projetos e produtos biológicos realiza-se a 26 de Maio, das 10h30 às 18 horas, no Largo Conde Ferreira, na Moita. Esta iniciativa, que integra o programa da Feira Regional de Maio, é dedicada, este ano, ao tema “Dieta Mediterrânica”.
"A diversidade no consumo de alimentos e técnicas culinárias saudáveis são características da Dieta Mediterrânica que incentiva a utilização de alimentos locais e sazonais, o que permite diminuir os custos energéticos, de tempo, embalagem e transporte inerentes à importação de alimentos", sublinha a autarquia da Moita.
Portanto, refere ainda a Câmara, "além ser uma forma de alimentação saudável, recorre a práticas sustentáveis e amigas do ambiente".
A Biofesta é uma aposta da Câmara da Moita e do Centro de Formação das Escolas dos Concelhos da Moita e do Barreiro. Trata-se de um evento que decorre em ambiente informal e descontraído, onde são divulgados os projetos das hortas biológicas escolares, os produtos hortícolas de microprodutores locais e comercializados produtos biológicos diversos, sendo também divulgadas organizações relacionadas com o modo de produção biológicos.
Ao longo do dia, a Biofesta é enriquecida com demonstrações, provas e muita animação.
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Obras tornam Portinho da Arrábida mais atrativo

Autarquia avança para construção de parque de estacionamento para vinte veículos 

A requalificação da área de estacionamento automóvel no Portinho da Arrábida, a iniciar no dia 20 de Maio, é uma das intervenções que a Câmara de Setúbal executa com o intuito de melhorar as condições de usufruto da zona. "A operação, que inclui a repavimentação da zona de estacionamento, que recebe uma nova configuração para acolher cerca de duas dezenas de veículos, é executada por administração direta, ou seja, com recurso a meios técnicos e humanos próprios da autarquia", refere a Câmara sadina em comunicado. 
Obras decorrem até 24 de Maio 

Os trabalhos, com conclusão prevista para o dia 24 de Maio, são "realizados de forma faseada para que o acesso ao parque seja possível, diariamente, após as 20 horas, estando, contudo, salvaguardada a gestão do acesso contínuo de moradores, operadores comerciais e forças de proteção e socorro", explica a autarquia.
Depois da requalificação da área de estacionamento, a Câmara de Setúbal avança com a construção de "um passadiço de frente de mar, executado em toda a extensão do Portinho da Arrábida, concretamente entre o restaurante e uma nova infraestrutura de apoio náutico".
Esta nova área de lazer, criada com pavimento deck e dotada de mobiliário urbano, além da melhoria da imagem e das condições de usufruto tanto para locais como para visitantes, reforça "a componente de segurança, resultado da instalação de guardas de frente de mar", sublinha o mesmo comunicado.
Estas obras são enquadradas num outro investimento camarário realizado no Portinho da Arrábida, concretamente a "criação de uma ponte cais para acostagem de pequenas embarcações de recreio, de utilização permanente durante todo o ano, a funcionar a partir de Junho", conclui a autarquia sadina.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 
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Pediatria no Hospital de Almada preocupa PSD

Falta de pediatras no Garcia de Orta coloca em causa a assistência as crianças em todo o distrito

O deputado e presidente da Distrital de Setúbal do PSD, Bruno Vitorino, diz estar “bastante preocupado” com o futuro da especialidade de Pediatria no Hospital Garcia de Orta, em Almada, devido à falta de médicos. “A possibilidade de encerramento de algumas valências da Pediatria no Hospital Garcia de Orta, nomeadamente da Sala de Cuidados Intensivos Pediátricos, bem como da própria Urgência pediátrica, é um cenário real, que coloca em causa a assistência as crianças em todo o distrito”, sublinha o deputado laranja. O presidente do conselho de administração do Hospital Garcia de Orta, [que tomou posse no inicio deste mês] Luis Amaro, afirmou no parlamento, que vão ser contratados diretamente três pediatras e que no próximo concurso haverá quatro vagas de clínicos para a pediatria.
Falta de pediatras continua a ser problema 

Recentes informações apontam neste sentido, tendo em conta uma recente comunicação do Conselho de Administração do hospital, do dia 7 de Maio de 2019, para a Secretária de Estado Adjunta da Saúde a afirmar a "impossibilidade de assegurar o funcionamento da Sala de Cuidados Intensivos Pediátricos no Hospital Garcia de Orta".
Este hospital serve uma população estimada em cerca de 350 mil habitantes dos concelhos de Almada e Seixal, sendo que em algumas valências a sua zona de influência extravasa largamente estes dois concelhos, estendendo-se a toda a Península de Setúbal, nomeadamente nas áreas de especialidade de Neonatologia e Neurocirurgia.
“Esta é uma situação assustadora, pois o encerramento de valências na área de Pediatria vem colocar em causa o acesso em tempo útil e com qualidade aos cuidados médicos necessários por parte das crianças da região”, explica Bruno Vitorino.
Ainda de acordo com informações vindas a público, não há pediatras disponíveis para contratação face às condições salariais oferecidas e à penosidade das condições de trabalho no Hospital Garcia de Orta, assim como a degradação dos serviços levou à saída dos médicos mais experientes e diferenciados.
Tendo em conta toda esta situação, e por existirem “grandes dúvidas” relativamente ao futuro da área de Pediatria no Hospital Garcia de Orta, os deputados do PSD do distrito de Setúbal vão pedir uma reunião com caráter de urgência ao Conselho de Administração.

Administração compromete-se com contratação direta de 3 pediatras
A urgência pediátrica do Hospital Garcia de Orta estava em risco de encerrar devido à falta de médicos. No próximo concurso, serão ainda abertas vagas para mais quatro pediatras.
“A primeira reunião que este novo conselho de administração teve foi com o serviço de pediatria, primeiro com o doutor Anselmo Costa [diretor demissionário da pediatria e da urgência pediátrica] e depois com todo o serviço. O compromisso assumido vai na sequência de o conselho garantir três contratos diretos de médicos pediatras e, no próximo concurso, que não é só de pediatras, garantir quatro vagas para a pediatria”, disse Luis Amaro.
O representante falava na Comissão de Saúde, na sequência de um requerimento do PSD para obter esclarecimentos sobre as “atuais condições de funcionamento, em especial no serviço de pediatria e urgência pediátrica, e assim conhecer as medidas tomadas para garantir a qualidade e segurança nos cuidados prestados às crianças e jovens que ali acorrem”.
De acordo com Luis Amaro, a ministra da Saúde, Marta Temido, também se comprometeu com a administração da unidade hospitalar em relação às vagas para a contratação de pediatras. “Três contratos estão aprovados. O trabalho a seguir, e que já encetámos, foram as entrevistas com pediatras para os cativar a vir trabalhar connosco”, adiantou.
Em 4 de Abril, o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses advertiu que a urgência pediátrica do Hospital Garcia de Orta estava em risco de encerrar a partir de 13 de Abril, devido à falta de médicos. Seis dias depois, a administração referiu que estavam a ser tomadas medidas para combater a falta de médicos na urgência pediátrica, garantindo serviços mínimos, com três especialistas.
Na altura, a Comissão de Utentes da Saúde do Conselho do Seixal alertou para a falta de pediatras no Hospital Garcia de Orta e defendeu reabertura dos Serviços de Atendimento Permanente  nos centros de saúde dos concelhos de Almada e Seixal.
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Quercus diz que aeroporto no Montijo tem menos impactos

Ambientalistas preocupados com ruído do novo aeroporto quer compensar habitantes

O ruído produzido pelo novo aeroporto no Montijo preocupa os ambientalistas da Quercus, que sugeriram aos deputados criar um fundo de compensação para os habitantes da zona [sobretudo no Lavradio e Baixa da Banheira] insonorizarem as habitações. Numa audição no parlamento, o presidente da Associação Nacional de Conservação da Natureza Quercus, Paulo do Carmo, disse ser "aceitável" a escolha da localização Montijo, quando comparada com a localização da mesma infraestrutura em Alcochete. "Um aeroporto em Alcochete seria uma situação catastrófica em termos ambientais", defendeu o ambientalista, considerando que um novo aeroporto de Lisboa nesta localização "seria muito mais desfavorável e com mais impactos" em termos ambientais.
Quercus fala sobre aeroporto no Montijo 

"Montijo parece-nos aceitável", afirmou, argumentando que esta localização, comparada com a de Alcochete, "é um mal menor, desde que cumpridos requisitos de proteção do impacte" ambiental da nova estrutura.
A Quercus disse ainda que a acessibilidade principal ao aeroporto do Montijo devia ser ferroviária e insistiu que a maior preocupação é o ruído.
"Estamos a falar de uma densidade populacional bastante grande, as casas não têm condições de insonorização. E há muitas pessoas que vivem da reforma e não têm dinheiro para obras em casa", afirmou Paulo do Carmo, sugerindo a criação de um fundo de compensação "para adaptar" as casas a essa poluição sonora.
"Não defendo [a escolha da localização] o Montijo. Mas se o resultado do estudo de impacte ambiental for positivo e foram tomadas medidas, penso que é um mal menor", concluiu.
O Bloco de Esquerda (BE), que requereu a audição da Quercus, criticou o Governo por ter anunciado não existir plano B se não avançar no Montijo o projeto do novo aeroporto.
"O Governo procurou acelerar passos na resolução de aumentar a capacidade aeroportuária da região de Lisboa. Mas não existe apenas uma alternativa para atacar o problema. Há uma condicionante errada produzida pelo governo, a de que não há plano B", afirmou o deputado do BE Heitor de Sousa.
Em meados de Abril, a ANA - Aeroportos de Portugal anunciou estar concluindo o Estudo de Impacte Ambiental do aeroporto do Montijo, mas as conclusões não são ainda conhecidas, nem pelos ambientalistas nem pelos deputados.
A ANA e o Estado assinaram a 8 de Janeiro o acordo para a expansão da capacidade aeroportuária de Lisboa, com um investimento de 1,15 mil milhões de euros até 2028 para aumentar o atual aeroporto de Lisboa (Humberto Delgado) e transformar a base aérea do Montijo no novo aeroporto de Lisboa.
Em 4 de Janeiro, o então ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, assegurou que vão ser integralmente cumpridas eventuais medidas de mitigação definidas no estudo de impacto ambiental.
O primeiro-ministro, António Costa, por seu turno, afirmou que apenas aguarda o Estudo de Impacte Ambiental para a escolha da localização do novo aeroporto ser "irreversível".
Em 11 de Janeiro, António Costa admitiu que "não há plano B" para a construção de um novo aeroporto complementar de Lisboa caso o Estudo de Impacte Ambiental chumbe a localização no Montijo e voltou a garantir que "não haverá aeroporto no Montijo" se o estudo não o permitir.

Agência de Notícias com Lusa
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Passageiros contra supressão de barcos no Barreiro

Autarca do Barreiro considera "imperioso" contratação de mestres

A PSP foi chamada a reforçar o policiamento no terminal do Barreiro, depois de vários passageiros terem forçado as portas para apanhar o barco para Lisboa. Esta é uma situação que se tem registado nos últimos dias. A Soflusa suprimiu várias ligações entre o Barreiro e Lisboa devido à greve dos mestres [agendada até ao último dia deste ano] e à falta de tripulantes habilitados para o desempenho da função. No terminal do Barreiro foi afixado um aviso a dar conta de que haverá dias com perturbações por causa da greve e da falta de barcos, mas sem especificar os horários. O presidente da câmara do Barreiro considera “imperioso” o reforço dos recursos humanos na Soflusa, através da contratação de mais mestres, de forma a que as ligações fluviais entre Barreiro e a capital não sejam colocadas em causa.
 Falta de barcos é frequente no Barreiro 

“No que diz respeito ao reforço dos recursos humanos é imperioso que seja feito. Se toda a gente percebe que um barco não se adquire de um dia para o outro, e não há nenhum passageiro que não perceba isso, acho que ninguém percebe que existam barcos e não existam mestres para os conduzir”, disse Frederico Rosa, em declarações à Lusa.
A Soflusa anunciou na terça-feira não conseguir prever quando vai repor as ligações fluviais entre Barreiro e Lisboa, que começaram a ser suprimidas desde sexta-feira devido à greve às horas extraordinárias dos mestres, por faltarem 24 destes profissionais.
De acordo com o autarca eleito pelo Partido Socialista, o reforço dos recursos humanos “é de uma responsabilidade e de uma resposta bem mais rápida que a aquisição de um navio”.
“O que se passa hoje é inamissível e nós, estrategicamente, não podemos ter um serviço baseado nas horas extraordinárias que os mestres decidam fazer. Tem de haver um equilíbrio. Previsibilidade, as pessoas têm de saber que, quando vão apanhar o barco, podem contar com aquele meio de transporte para fazer a sua vida profissional e fazer a gestão da sua vida pessoal”, frisou.
Segundo Frederico Rosa, a autarquia do Barreiro “não tem participação ativa na Soflusa, como muitas pessoas pensam”, acrescentando que a autarquia está a reformular a sua frota de transportes coletivos de forma a “aumentar a oferta de 39 autocarros para 60 e contratar mais 20 motoristas para ter mais oferta na rua”.
“Na Soflusa estamos a assistir ao percurso inverso”, lamentou o autarca.

Utentes responsabilizam administração da Soflusa
A Comissão de Utentes dos Serviços Públicos do Barreiro defendeu que os problemas na Soflusa são “inteiramente da responsabilidade da administração” da empresa que pretende “atirar a culpa para cima dos trabalhadores”.
Em comunicado, a comissão lembra que já tinha alertado para os problemas na empresa, adiantando que “persiste a degradação do serviço dos transportes fluviais da Soflusa nas ligações Barreiro-Lisboa-Barreiro”.
“São constantes os atrasos e a supressão de carreiras, sobretudo às primeiras horas da manhã. Centenas de utentes veem assim a sua vida prejudicada e com sérios prejuízos no cumprimento dos seus horários de entrada nos seus empregos e escolas ou universidades”, salientam em comunicado.
Segundo a comissão, há utentes “a quem é descontado o tempo de atraso sem que isso corresponda a qualquer responsabilidade sua”, frisando que a responsabilidade “é inteiramente da Administração da Soflusa e dos sucessivos governos que não tomaram, em devido tempo, as medidas de renovação da frota e o necessário aumento do quadro de pessoal da empresa”.
“De pouco serve a administração da Soflusa vir, sucessivamente, pedir desculpas aos utentes alegando constrangimentos de ordem laboral. Esta justificação, precária, mas não ingénua, pretende atirar a culpa para cima dos trabalhadores da Soflusa”, acrescentam no documento.
A Comissão de Utentes dos Serviços Públicos do Barreiro “não aceita tais desculpas e exige, em nome dos utentes e com a legitimidade de quem, reiteradamente, tem vindo a alertar para as constantes falhas, a resolução dos problemas estruturais existentes”.
“Como forma de reforçar o seu protesto e as suas reivindicações, a Comissão de Utentes dos Serviços Públicos do Barreiro reiterou o pedido para que se realize, o mais urgente possível, uma reunião com o Conselho de Administração da Soflusa”, pode ler-se ainda no documento.
A Comissão de Utentes acrescentou ainda que pediu reuniões com as administrações de várias empresas de transportes com intervenção na região.
A comissão, juntamente com outras comissões de utentes, irá estudar formas de luta e protesto a propor aos utentes na convicção de que “não pode aceitar a inércia e falta de vontade em resolver os problemas dos cidadãos”, referem.

Greve dos mestres às horas extraordinárias só acaba no fim do ano 
A Soflusa anunciou na terça-feira não conseguir prever quando vai repor as ligações fluviais entre Barreiro e Lisboa, que começaram a ser suprimidas desde sexta-feira devido à greve às horas extraordinárias dos mestres, por faltarem 24 destes profissionais.
Em resposta por escrito a questões colocadas pela agência Lusa, a Soflusa esclareceu na terça-feira que “dada a escassez de tripulantes habilitados a exercer a função de mestre, ainda que existam esforços da empresa e um diálogo permanente com a comissão de trabalhadores e sindicatos, não pode prever a reposição da normalidade operacional”.
As supressões de horários, no período noturno, “resultam do agravamento das limitações de recursos humanos na empresa”.
Em falta, detalhou a Soflusa, estão 24 mestres para “assegurar a totalidade dos horários comerciais”.
Além disso, os mestres estão em greve às horas extraordinárias, depois do pré-aviso de greve do Sindicato dos Transportes Fluviais Costeiros e da Marinha Mercante, a qual se prolonga até 31 de Dezembro deste ano.
A empresa adiantou ainda que abriu concurso para as vagas de mestres e “aguarda, a todo o momento, autorização para a contratação” de mais trabalhadores.
A Soflusa é responsável por fazer a ligação entre o Barreiro e Lisboa, enquanto a Transtejo assegura as ligações fluviais entre o Seixal, Montijo, Cacilhas e Trafaria/Porto Brandão e Lisboa.

Agência de Notícias com Lusa 
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Praias da Arrábida com reforço de limpeza

Autarquia sadina quer praias mais limpas este verão 

As condições de higiene das praias da Arrábida são melhoradas esta época balnear com um reforço do sistema de recolha de resíduos sólidos e de novos equipamentos de limpeza do areal, num investimento da Câmara de Setúbal. A colocação de 32 novos contentores de recolha de resíduos e de novas papeleiras nos parques de estacionamento das praias do Parque Natural da Arrábida, a partir desta semana, "são ações a executar neste âmbito, possibilitando o melhoramento das condições de higiene naquela zona com grande afluência durante a época balnear", explica a Câmara sadina. 
Câmara de Setúbal investe na limpeza das praias 

A par do reforço do número de contentores convencionais de superfície, está englobado nesta operação o serviço diário de recolha de resíduos e a colocação de novos ecopontos para a deposição diferenciada de plástico e metal e de papel e cartão nas praias da Saúde, da Figueirinha e do Creiro e no Parque Urbano de Albarquel.
Esta ação de melhoria da higiene e limpeza no Parque Natural da Arrábida, que materializa um investimento camarário da ordem dos 66 mil euros, "engloba também a colocação de vidrões na Praia de Albarquel, no Parque de Merendas da Comenda e na zona do Portinho da Arrábida", refere a autarquia.
No âmbito da preparação da época balnear, com início a 15 de Junho, a Câmara de Setúbal realiza ainda "ações de limpeza dos areais das praias, assegurando, igualmente, a manutenção destes locais, todos os dias durante o verão, com recurso a uma máquina de limpeza", sublinha o comunicado.
O equipamento, atrelado a um trator, efetua, desde 2013, a limpeza através de um sistema de crivagem que recolhe os detritos. O serviço é realizado diariamente, entre 1 de Junho e 30 de Setembro, nas praias da Saúde, de Albarquel, da Figueirinha e do Creiro.
Já a limpeza da Praia de Galapos é assegurada pelo concessionário com recurso a uma máquina cedida pela autarquia.
Uma outra máquina, adquirida este ano pelo município, permite proceder à limpeza dos espaços localizados entre as áreas concessionadas.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 
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Lagoa de Albufeira ainda não foi aberta ao mar

Câmara de Sesimbra responsabiliza Administração Central pelo atraso 

A Câmara de Sesimbra culpa a Administração Central pela demora na abertura da lagoa de Albufeira ao mar. Segundo explica a autarquia gerida pela CDU, "nas últimas duas décadas, face a dificuldades e demoras dos organismos públicos em proceder à abertura da Lagoa da Albufeira, a Câmara de Sesimbra tem sido chamada a intervir, no sentido de minimizar os prejuízos ambientais e económicos decorrentes das demoras de atuação das entidades competentes nesta matéria que, no entanto, procedem à abertura de vários sistemas lagunares, de norte a sul do país". Lembre-se que a abertura da Lagoa de Albufeira ao mar deveria ter ocorrido no equinócio da primavera, em Março. "O atraso compromete a época balnear e coloca em causa o próprio ecossistema, as tradições históricas e culturais e o desenvolvimento económico deste território, muito assente no turismo", conta a autarquia em comunicado enviado à ADN-Agência de Notícias. 
Lagoa de Albufeira ainda não está ligada ao mar 

Apesar de já ter existido um protocolo de cooperação para o efeito, em 2017 e 2018, a operação foi "realizada pela autarquia, com uma comparticipação financeira assegurada através de uma candidatura submetida e aprovada pelo Fundo Ambiental, contudo sem a perspetiva de financiamento para os anos seguintes", refere a autarquia.
Para tentar corrigir esta situação, que revela enorme desigualdade de tratamento em relação a operações similares conduzidas em território nacional, o presidente da Câmara Municipal, Francisco Jesus, solicitou, em Abril de 2018, uma reunião com Ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, com carácter de urgência, para o estabelecimento de uma solução para a abertura anual do canal de ligação entre a Lagoa de Albufeira e o Oceano.
Na reunião, que se realizou a 10 de Maio de 2018, e teve como interlocutora a secretária de Estado do Ordenamento do Território e da Conservação da Natureza, Célia Ramos, e em contactos posteriores entre a autarquia e organismos do Ministério do Ambiente, ficou estabelecido que a operação de abertura da Lagoa em 2019 "seria financiada e desenvolvida pela Agência Portuguesa de Ambiente, a quem a Câmara Municipal disponibilizou informação e peças processuais, bem como a experiência adquirida nas operações em anos anteriores", diz a autarquia.
Apesar das garantias dadas, "estamos a pouco mais de um mês do verão, e a duas semanas do início da época balnear, e esta operação que, do ponto de vista histórico-cultural e ambiental deveria ter sido realizada por ocasião do equinócio da primavera, aliás como acontece noutros sistemas lagunares nacionais, ainda não aconteceu, nem há no presente momento qualquer indicação por parte da Administração Central da data de realização da operação de abertura da Lagoa de Albufeira ao mar, apesar de ser do conhecimento da autarquia que se encontram em curso diligências visando o lançamento do procedimento para aquisição de serviços para o efeito", explica ainda a autarquia.
O atraso relativo ao procedimento de abertura compromete a época balnear, adensa, diz a Câmara, "o descontentamento de todos os que habitam e visitam a Lagoa de Albufeira, e coloca em causa o próprio ecossistema, as tradições históricas e culturais e o desenvolvimento económico deste território, muito assente no turismo".
A Câmara  de Sesimbra tem acompanhado de perto o processo e insistido para a urgência da intervenção. "Apesar disso, continua a não existir um calendário de atuação por parte do Ministério do Ambiente e a Lagoa de Albufeira permanece fechada, com os impactes e danos no ecossistema que se avolumam e intensificam com o aumento da temperatura atmosférica", conclui o comunicado.

Agência de Notícias com Câmara de Sesimbra
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