Dá um Gosto ao ADN

Complexo desportivo abre postos de trabalho em Setúbal

50 vagas para administrativos, técnicos de fitness, treinadores pessoais, nadadores salvadores, entre outros

O grupo Supera, impulsionador do Complexo Desportivo Municipal Supera Setúbal, em construção na zona da Praça de Portugal, deu início, com o apoio da autarquia, a um processo de recrutamento para vagas de emprego no novo equipamento. Enquanto as obras do novo Complexo Desportivo Municipal Supera Setúbal continuam a um bom ritmo, são criadas, tal como previsto no contrato público de concessão, as condições para impulsionar novos postos de trabalho no município sadino. Assim, nas próximas semanas, avançam as provas de seleção para, pelo menos, meia centena de vagas, que incluem as funções de comerciais, administrativos, técnicos de sala fitness e de aulas de grupo, treinadores pessoais, nadadores salvadores, técnicos de natação e funcionários de limpeza e de manutenção.
Grupo supera abre as primeiras vagas em Setúbal 

Os interessados devem enviar as candidaturas para o endereço de correio electrónico que, depois de uma primeira avaliação, podem vir ser contactados para a realização de entrevistas individuais e provas, dependendo da vaga a que se candidatam.
A política da Supera, em linha com o comprometido com a Câmara Municipal, é que a grande maioria de trabalhadores resida no município de Setúbal, medida que reforça a atual dinâmica de criação de emprego direto e indireto existente na cidade e no concelho.O novo equipamento reforça a oferta desportiva no concelho com cinco espaços aquáticos, três cobertos e aquecidos e dois no exterior, um spa, sauna, três salas de atividades de grupo e outras de exercício e musculação.
Os interessados devem enviar as candidaturas para o endereço de correio electrónico rrhh@centrosupera.pt.

Complexo muda desporto na cidade 
A infraestrutura, um investimento de cerca de nove milhões de euros, é servida de parque de estacionamento instalado em dois pisos subterrâneos, com capacidade para 140 lugares.
Roberto López Gómez, diretor de comunicação corporativa e marketing da empresa espanhola explica que o novo espaço é para “uso familiar e será um equipamento desportivo de encontro e referência no bairro, bem como um instrumento de gestão da qualidade do meio ambiente, de acordo com a política desportiva municipal”.
Maria das Dores Meira sublinhou que este equipamento, ao reforçar a disponibilidade de instalações para a prática de desporto em Setúbal e “resolver a insuficiência de oferta de piscinas aquecidas no concelho”, será mais “uma importante ajuda” para, no prazo de seis a oito anos, a taxa de prática desportiva regular se fixar nos 60 a 65 por cento.
Outro “aspeto fundamental”, considera, é o facto de dar um “importante contributo para a requalificação e modernização de uma das mais importantes entradas da cidade”, diz a presidente da autarquia sadina.

Agência de Notícias
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Ambientalistas chumbam novo aeroporto do Montijo

Organizações não-governamentais dizem que  existe uma "pressão política inaceitável" 

Várias organizações não-governamentais de ambiente dão parecer negativo ao Estudo de Impacte Ambiental  para o novo aeroporto no Montijo, considerando que existe uma "pressão política inaceitável" para a execução da obra."As organizações não-governamentais de ambiente GEOTA, LPN, FAPAS, SPEA e A Rocha dão parecer negativo ao projeto do aeroporto do Montijo e respetivo Estudo de Impacte Ambiental, considerando que este falha em todas as vertentes relacionadas com a avaliação de impactes, a mitigação e as medidas compensatórias", referem num comunicado conjunto, no dia em que terminou a consulta pública. O local apontando para a construção do novo aeroporto é a Base Aérea n.º 6, que se situa entre o Montijo e Alcochete. 
Ambientalistas contra novo aeroporto no Montijo 

No documento, estas associações ambientalistas consideram que o Estudo de Impacte Ambiental está em desconformidade com "diretivas europeias, legislação nacional e compromissos assumidos pelo Estado português perante tratados internacionais", no que diz respeito à conservação do património natural e ao desenvolvimento sustentável.
As organizações ambientais apresentam diversas falhas ao documento, considerando que não demonstra que esta seja a única solução, além de que "não avalia os impactos na qualidade de vida e na saúde pública das populações que vivem nas áreas que passarão a ser sobrevoadas por aeronaves".
No comunicado conjunto, é ainda referido que o Estudo de Impacte Ambiental desconsidera "habitats e espécies prioritários, bem como áreas protegidas", acrescentando que "não pondera suficientemente" os riscos de colisão com aves.
As organizações frisam que o estudo falha ao propor "medidas de mitigação e compensação de impactes que não o são efetivamente, pois não são proporcionais aos impactos do projeto", lembrando que a zona proposta de implementação do aeroporto está "na região de maior risco sísmico e de tsunami do país".
"Este Estudo de Impacto Ambiental, nas suas fragilidades, vem no seguimento de uma falha com origens mais profundas: considerar projetos desta natureza sem uma Avaliação Ambiental Estratégica é de uma irresponsabilidade que nos dias de hoje não se pode aceitar", salientam, defendendo que sejam estudadas e comparadas todas as alternativas possíveis.
As organizações não-governamentais  destacam que, além das falhas, o Estudo "não apresenta argumentos que expliquem em que medida este projeto irá responder a necessidades nacionais". As organizações consideram ainda que existiu uma "pressão política" para a construção do novo aeroporto no Montijo.
"A pressão política exercida publicamente para a execução da obra Aeroporto do Montijo e respetivas acessibilidades é inaceitável, colocando em causa todo o processo de avaliação ambiental, incluindo a participação pública justa e informada. A assinatura do Acordo entre o Governo de Portugal e ANA [Aeroportos de Portugal] para a construção do novo aeroporto do Montijo, ainda antes da elaboração do Estudo de Impacte Ambiental e do parecer da Comissão de Avaliação, é uma forma de ingerência política em processos de avaliação ambiental que consideramos inaceitável num Estado de direito", conclui.


Moita contra. Barreiro, Montijo e Alcochete a favor  
A consulta pública do Estudo de Impacte Ambiental (EIA) do futuro aeroporto do Montijo terminou esta quinta-feira, tendo a Câmara da Moita (PCP) dado parecer negativo, enquanto o Barreiro, Alcochete e o Montijo (todas do PS) aprovaram a construção da nova infraestrutura naquele local.
O Estudo de Impacte Ambiental, que foi divulgado em Julho e esteve em consulta pública até ontem, tem apontado diversas ameaças para a avifauna e efeitos negativos sobre a saúde da população por causa do ruído, o que se fará sentir sobretudo "nos recetores sensíveis localizados no concelho da Moita e Barreiro".
No passado dia 10, o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), Nuno Lacasta, disse no Parlamento já ter "toda a informação necessária" para a avaliação do Estudo de Impacte Ambiental, com mais de mil contribuições diretas, adiantando que a decisão será conhecida no final de Outubro.
Em 17 de Setembro, a Câmara da Moita, anunciou que tinha aprovado uma posição em que dá parecer negativo ao estudo ambiental do novo aeroporto, devido ao "conjunto de impactes negativos", fundamentando "a sua oposição ao projeto num conjunto de impactes negativos no território, no ambiente, na saúde, na segurança pública e nos valores culturais e patrimoniais existentes", afirmou a autarquia, em comunicado.
Esta decisão foi aprovada na segunda-feira, em reunião do executivo, tendo em conta a existência de "alternativas de localização mais favoráveis", como é o caso do Campo de Tiro de Alcochete, também no distrito de Setúbal.
Para o município, o local escolhido, na Base Aérea n.º 6, que se situa entre o Montijo e Alcochete, traz "riscos reais para a saúde pública causados pela elevada exposição da população ao ruído e às concentrações de poluentes no ar, contrariando todas as diretivas da Organização Mundial de Saúde".
Contrariamente à Moita, no início deste mês as câmaras do Barreiro, Alcochete e do Montijo deram um parecer favorável ao Estudo de Impacte Ambiental considerando que o projeto tem "uma capacidade única" para dinamizar a Margem Sul e que o estudo contempla "as adequadas medidas de compensação ao nível da proteção ambiental".
A ANA e o Estado assinaram em 8 de Janeiro o acordo para a expansão da capacidade aeroportuária de Lisboa, com um investimento de 1,15 mil milhões de euros até 2028 para aumentar o atual aeroporto de Lisboa (Humberto Delgado) e transformar a base aérea do Montijo no novo aeroporto de Lisboa.
A solução Portela+Montijo - aquela que está em marcha com a opção em análise - pode no entanto ter um tempo curto de vida e ficar saturada até ao ano 2035, como tem alertado o antigo bastonário da Ordem dos Engenheiros, Carlos Matias Ramos, socorrendo-se dos números do estudo da Eurocontrol, a Organização Europeia para a Segurança da Navegação Aérea.

Agência de Notícias com Lusa
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Semana do Mar reflete sobre lixo marinho em Setúbal

Até 2030, assegurar que todas as embalagens de plástico colocadas no mercado sejam reutilizáveis 

A necessidade de promover o debate sobre as potenciais soluções para reduzir o lixo marinho foi destacada, nesta quinta-feira, numa conferência nacional, na Casa Baía, que marcou o arranque da Semana do Mar Setúbal 2019. A 2.ª Conferência Portuguesa sobre Lixo Marinho e Microplásticos, a decorrer até dia 21, é a primeira de um conjunto de iniciativas da Semana do Mar que visam “dar a conhecer as atividades relacionadas com a Economia Azul, nomeadamente o turismo e as atividades portuárias que contribuem para o desenvolvimento sustentado da região de Setúbal e do país”, sublinhou o vereador Pedro Pina, na sessão de abertura, na manhã de dia 19, na Casa da Baía.
Lixo marinho em destaque na semana do Mar 

O autarca recordou que o aprofundamento da relação da cidade com o rio e o mar tem sido uma das principais orientações do trabalho que a Câmara Municipal tem desenvolvido com o objetivo de construir uma união cada vez mais forte e harmoniosa entre a cidade e o rio.
“Temos trabalhado para que deixem de existir barreiras entre a cidade e o mar, obstáculos que, em tempos não muito distantes, e como muitos de nós bem lembramos, eram muito difíceis de ultrapassar.”
Além da Semana do Mar, organizada em parceria com a APSS – Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra, a Marinha e a Aporvela, Pedro Pina destacou que, para o êxito desta estratégia, têm contribuído vários investimentos municipais, como o Passeio Ribeirinho da Saúde e, mais recentemente, “depois de anos de insistências camarárias, a conquista de novas responsabilidades municipais na gestão das praias”.
O autarca sublinhou, igualmente, o aprofundamento da cooperação entre a Câmara Municipal e a APSS, entidades que “hoje partilham da visão sobre o que pode ser a convivência das funções económicas que habitam as margens ribeirinhas com as necessidades dos que procuram o rio para o lazer e outras atividades”.
Pedro Pina garante que a autarquia vai continuar a trabalhar para melhorar esta relação, mantendo-se sempre atenta à “imperiosa necessidade de preservar e proteger o rio, conjugando de forma harmoniosa esta necessidade com as funções económicas que este espaço natural desempenha”.
O mesmo compromisso é assumido pelo vogal do conselho de administração da APSS, Ricardo Medeiros, que sublinhou que a celebração dos protocolos de gestão partilhada com a Câmara de Setúbal, nos últimos anos, constituem “passos determinantes com vista ao desenvolvimento do concelho e das atividades portuárias”.
A Semana do Mar é, segundo Ricardo Medeiros, outra ação importante que tem contribuído para o aprofundamento da relação entre as duas entidades, mas também para estabelecer outras parcerias, como por exemplo, com a Aporvela, que, desde a primeira edição é coorganizadora do evento.
“Começámos como um pequeno evento e continuamos a caminhar a passos largos para novas edições. Isto significa que estamos no rumo certo”, afirmou o gestor de operações da Aporvela, Filipe Costa.
A última intervenção da sessão de abertura da Semana do Mar coube à presidente da APLM – Associação Portuguesa de Lixo Marinho, Paula Sobral, que deu o mote para a primeira atividade do evento, uma conferência destinada a captar atenções para “um problema global, que atinge todas as pessoas e pelo qual todos são responsáveis”.
Por isso, sublinhou, “só com o esforço de todos é possível potenciar soluções para combater este problema”, algumas das quais em análise, até sábado, na Casa da Baía, no decurso da 2.ª Conferência Portuguesa sobre Lixo Marinho e Microplásticos, organizada pela APLM, em parceria com a Associação Baía de Setúbal, principal patrocinador da conferência, e o apoio da Câmara Municipal de Setúbal.

Perigo do uso do plástico no Mar 
No primeiro painel do encontro, a reflexão incidiu sobre “Soluções Políticas e Sensibilização”, com a diretora do Departamento de Resíduos da APA – Agência Portuguesa do Ambiente, Ana Cristina Carrola, a salientar a importância das medidas legislativas nacionais e comunitárias, tomadas nos últimos anos, para a redução de plástico no ambiente.
A responsável sublinhou que a Estratégia Europeia para os Plásticos na Economia Circular contempla medidas como a Diretiva Plásticos de Uso Único, com o objetivo de, “até 2030, assegurar que todas as embalagens de plástico colocadas no mercado sejam reutilizáveis ou facilmente recicláveis”.
A nível nacional, foi criado um grupo de trabalho que, no final de 2018, apresentou um conjunto de propostas para a redução do uso dos plásticos, como a criação de incentivos no âmbito do apoio à inovação, a realização de campanhas de sensibilização e a manutenção da contribuição paga ao Estado sobre os sacos de plástico leves.
Para Ana Cristina Carrola, um dos grandes desafios consiste em “manter alinhadas as estratégias nacional e comunitária” para que possam conduzir a uma efetiva mudança de comportamentos e hábitos de consumo para tornar ambientalmente sustentável o uso do plástico.
Já a diretora de serviços estratégicos da Direção-Geral de Política do Mar, Conceição Santos, destacou a Agenda 2030, constituída por 17 objetivos de desenvolvimento sustentável a nível internacional, que contempla um objetivo direcionado especificamente para a Vida na Água, com o qual Portugal também se compromete.
“Uma das principais metas consiste em prevenir e reduzir significativamente a poluição marinha, tendo em conta que, 80 por cento do lixo marinho tem origem em atividades em terra e que 60 a 80 por cento são resíduos de plástico”.
No âmbito desta estratégia, foi criado o Programa de Monitorização Nacional do Lixo Marinho que incide em quinze praias, de norte a sul do país, coordenado por Isabel Moura, da APA.
“Tendo em conta os resultados de três campanhas de recolha realizadas, este ano, no inverno, primavera e verão, é possível concluir que 89 por cento dos resíduos recolhidos são plásticos, com destaque para as beatas de cigarros e cotonetes.”
A APA tem, igualmente, como objetivo desenvolver um programa de monitorização de lixo em rios, estando já em curso um projeto piloto na Ribeira de Anha, em Viana do Castelo.

Sensibilização junto dos pescadores  
A apresentação do projeto “A Pesca por um Mar sem Lixo”, da DocaPesca, culminou as intervenções no primeiro painel da 2.ª Conferência Portuguesa sobre Lixo Marinho e Microplásticos.
Implementado, até ao momento, em 15 portos de pesca de Portugal Continental, entre os quais o de Setúbal, o projeto “tem registado uma boa adesão por parte dos pescadores, que estão cada vez mais sensibilizados para a importância de não deixar lixo no mar”, sublinha Sérgio Faias, da DocaPesca.
No porto de Setúbal há 129 pescadores e 61 embarcações abrangidos por este projeto que, a nível nacional, chega a 2519 profissionais do setor e a 577 embarcações, tendo permitido recolher, desde 2017, 449 metros cúbicos de embalagens e 1023 metros cúbicos de resíduos indiferenciados.
A manhã de trabalhos continuou com o painel “Sensibilização: O Papel da Sociedade Civil”, focado na reflexão de questões relacionadas, entre outros, com os projetos Coastwatch e Educação para o Desenvolvimento Sustentável e a Cidadania Global.
Na parte da tarde, a conferência prosseguiu com o painel “Economia e Sociedade: Aplicação de Soluções”, que incluiu várias sessões, como a dedicada ao tema “Do design ao uso”, com intervenções centradas em temáticas relacionadas, entre outras, com o ecodesign de produtos alternativos e estratégias para o plástico no setor do retalho alimentar.
Já na sessão “A vida do fim de vida”, com reflexões sobre a reciclagem de plástico na economia circular, a reutilização para evitar os descartáveis e os ecopontos foram assuntos em destaque.
O encontro, destinado a encontrar soluções positivas para os plásticos e para a redução do lixo marinho, incluiu, no encerramento dos trabalhos do primeiro dia, uma degustação de petiscos com algas, do projeto Alga4Food, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa.
No dia 20, a conferência começa com o workshop de investigação “Microplásticos”, a decorrer das nove às 13 horas, igualmente na Casa da Baía.
Na parte da tarde, com início às 14h30, o encontro leva os participantes para a “Investigação e Desenvolvimento de Soluções Inovadoras”, com a apresentação de soluções que apontam caminhos alternativos ao uso do plástico, casos dos projetos YPack, SpraySafe e Spawnfoam.
A conferência reserva ainda a sessão “Soluções para Deteção e Prevenção”, com os intervenientes a partilharem conhecimentos sobre os projetos Ocean Clean Sweep e de mapeamento de lixo marinho com recurso a drones low cost.

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Agência de Notícias com Câmara de Setúbal
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Festival de Dança de Almada começa sábado

"Reflexão sobre o tempo" abre Quinzena de Dança a 21 de Setembro 

O festival Quinzena de Dança de Almada começa em 21 de Setembro com a peça "TTTTTT (Time Takes The Time Time Takes)", uma "reflexão sobre o tempo", dos espanhóis Guy Nader e Maria Campos. São considerados "uma das mais interessantes companhias contemporâneas do país vizinho" e vão atuar no Teatro Municipal Joaquim Benite, em Almada, pelas 21h30, desse sábado, segundo a Companhia de Dança de Almada, que organiza o evento. Criado em 1992, o festival promete oferecer ao público "o melhor que se faz pelo mundo em dança contemporânea", estendendo-se até 10 de Outubro, em Almada, com espetáculos e atividades relacionadas com dança, como 'workshops', exposições, encontros ou vídeo-dança.
Dança invade Almada em Setembro e Outubro 


"O espetáculo consiste numa conversa física e dinâmica baseada na repetição coreográfica e tendo como `leitmotiv` o movimento pendular: o mesmo movimento dos mecanismos que medem tempo e espaço", adiantou o Teatro Joaquim Benite, em comunicado.
Os espectadores serão, assim, convidados a entrar numa "verdadeira viagem oscilatória, que proporciona vários encontros em direção a um movimento perpétuo", ou seja, uma "roda mecânica que toma o tempo como um contínuo", explicou a mesma nota.
Esta reflexão sobre o tempo resulta do encontro, em 2006, entre o libanês Guy Nader e a catalã Maria Campos, que formaram juntos uma companhia e já apresentaram espetáculos juntos em várias salas e festivais de todo o mundo.
Desta vez passam pela sala principal do Teatro Municipal Joaquim Benite, pelas 21h30, o que marca o início da 27.ª Quinzena da Dança de Almada.
Criado em 1992, pela Companhia de Dança de Almada, o festival promete oferecer ao público "o melhor que se faz pelo mundo em dança contemporânea", estendendo-se até 10 de Outubro, em Almada, com espetáculos e atividades relacionadas com dança, como `workshops`, exposições, encontros ou vídeo-dança.

Programação de qualidade 
Na edição deste ano, destaca-se também a atuação dos portugueses Jonas & Lander com "Adorabilis", em 22 de Setembro.  São vários os nomes internacionais neste evento, como o Polish Dance Theatre, da Polónia, que, em 26 de Setembro, apresenta "The Harvest", uma peça sobre a natureza e a vida humana, conceptualizada a partir de um ponto de vista etnográfico, antropológico e filosófico. Já em 28 de Setembro, a companhia mexicana Sunny Savoy apresenta dois trabalhos sobre a perceção humana ao longo dos anos, enquanto a Companhia de Dança Contemporânea de Angola dá a conhecer a "alma africana sob a forma de dança contemporânea", no dia 10 de Outubro.
Nesta 27.ª edição também não faltam os artistas portugueses, destacando-se a atuação de Jonas & Lander, com a peça "Adorabilis", em 22 de Setembro, e a presença do jovem grupo EmbalArte que, em 29 de Setembro, apresenta "De lés a lés saberás quem és", um espetáculo de dança direcionado para crianças e famílias.
Esta Quinzena da Dança de Almada - International Dance Festival - conta ainda com uma Plataforma Coreográfica Internacional, que, entre 3 e 6 de Outubro, dá a conhecer 28 trabalhos de vários países, como Itália, Coreia do Sul, Alemanha, Israel ou Tawain.
Neste ano, a iniciativa estende-se até à outra margem do Tejo, com apresentações de vídeo-dança no Instituto Cervantes, na Escola Superior de Dança e na Faculdade de Motricidade Humana, em Lisboa.
Segundo a organização, alguns eventos decorrem em espaços informais e várias apresentações são de entrada livre, o que pode ser consultado na página do evento, assim como toda a programação.

Agência de Notícias com Lusa 
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Setúbal recebe semana do mar durante 10 dias

Mar inspira semana de experiências na frente ribeirinha da cidade 


A Semana do Mar volta à frente ribeirinha da cidade de Setúbal, entre os dias 19 e 29 de Setembro, com um programa eclético que inclui visitas a navios emblemáticos, conferências, passeios em embarcações tradicionais e batismos de mar. O evento, uma organização conjunta da Câmara de Setúbal, da Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra, da Aporvela e da Marinha Portuguesa, com diversas parcerias e patrocínios, celebra a crescente relação da cidade com o rio e promove as atividades relacionadas com a denominada economia azul. A abertura oficial da Semana do Mar 2019 está agendada para esta quinta-feira às 9h30, na Casa da Baía, numa sessão que conta com intervenções dos presidentes da Câmara  de Setúbal, Maria das Dores Meira, da Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra, Lídia Sequeira, e da Aporvela, João Lúcio da Costa Lopes.

Semana do mar arranca esta quinta-feira 


Por se encontrar em reparações, o navio-escola Sagres não atraca no cais 2 do porto de Setúbal este ano, mas é possível visitar o veleiro Fryderyk Chopin, a caravela Vera Cruz, o Galeão Andalucia e o navio Pogoria.
As visitas do público em geral aos veleiros emblemáticos realizam-se a 26, das 20h30 às 23 horas ao Fryderyk Chopin e à caravela Vera Cruz, no dia 27, das 10 às 23 horas, ao Fryderyk Chopin, ao Galeão Andalucia e à Vera Cruz, e a 28, no mesmo horário, juntam-se a estas embarcações o navio Pogoria.
A iniciativa “Veleiros ao Luar: Street Food & Music” acompanha a estadia das embarcações no cais 2, entre os dias 26 e 28, das 17 às 24 horas, sempre com animação musical e petiscos variados.
A presença do Vaivém Oceanário é uma novidade na edição deste ano da Semana do Mar. O projeto de educação ambiental em movimento do Oceanário de Lisboa está aberto para visitas de grupos escolares e do público em geral entre os dias 23 e 28, das 10 às 18 horas, e a 29, apenas da parte da manhã.
De salientar, igualmente, a realização de duas conferências, uma sobre lixo marinho e microplásticos, nos dias 19, 20 e 21, na Casa da Baía, que inclui o workshop de investigação “Microplásticos”, no dia 20, às nove da manhã, e uma ação de monitorização e limpeza na praia de Albarquel, a 21, entre as nove e as 13 horas, no âmbito do Dia Nacional da Limpeza de Praias.
A 26, realiza-se uma conferência com enfoque nas comemorações do quinto centenário da primeira circum-navegação comandada pelo navegador português Fernão de Magalhães. O evento, com inscrições em curso para o email ssandra@portodesetubal.pt, decorre a partir das nove horas, no Fórum Municipal Luísa Todi.
Os passeios no rio Sado, a bordo de embarcações tradicionais, são outro destaque do programa da Semana do Mar Setúbal 2019, com saídas nos dias 26, 27 e 28, às 11 e às 15 horas, mediante inscrições a partir do dia 20, gratuitas, pelo telefone 265 545 010.
A Semana do Mar Setúbal 2019 proporciona ainda batismos de mar numa lancha de fiscalização rápida da Marinha Portuguesa, nos dias 27 e 28, das 10 às 18 horas, com inscrições no stand da APSS instalado no cais 2.
Há ainda, nos dias 27 e 28, das 10 às 18 horas, e a 29, das 10 às 13 horas, piscinas de batismos de mergulho e torres de escalada, dinamizados pela Aporvela e pela Marinha, e a 28, entre as 10 e as 16 horas, é possível participar em experiências náuticas e batismos de mar, gratuitos, mediante inscrições em www.boatcenter.pt. Para mais informações deve ser contactado o número 969 455 033.

Desporto e música acompanham o evento 
As atividades desportivas também estão em destaque com a realização, a 21, da Travessia do Sado a Nado, entre o Parque Urbano de Albarquel e a Marina de Tróia, a partir das 14 horas, com inscrições a decorrer em www.jogosdosado.weebly.com.
No mesmo dia, às 15h30, realiza-se a regata “Formula Windsurfing”, a contar para o Campeonato Regional Windsurf Formula Foil, com inscrições através do endereço de correio eletrónico vchaveca@sapo.pt. Mais informações podem ser obtidas através do telefone 966 337 664.
Já a Regata Cruzeiro Lisboa-Setúbal realiza-se nos dias 27, 28 e 29, com a largada de Lisboa em direção a Setúbal marcada para o primeiro dia, às nove da manhã. A 27 há uma regata no rio Sado, às 13 horas, e no dia seguinte as embarcações saem para Lisboa, às 11 horas. As inscrições podem ser feitas através do contacto telefónico 213 958 910, da Associação Nacional de Cruzeiros.
A música também integra o programa da Semana do Mar Setúbal 2019, com a atuação da Banda da Armada, no dia 25, às 21h30, no Fórum Municipal Luísa Todi. Os convites, no máximo de dois por pessoa, podem ser levantados previamente na bilheteira do fórum.
A 24, às 10 horas, realiza-se o encontro educativo “Há + Mar”, no âmbito do projeto Escola Azul, no Fórum Municipal Luísa Todi, dirigido a grupos escolares e ao público em geral, e uma visita ao Convento de São Paulo, com inscrições através do endereço de correio eletrónico alferrara@amrs.pt.
No dia 28, às 15 horas, realiza-se o leilão tradicional de pescado “Do Mar à Voz”, no edifício da Docapesca.

Agência de Notícias
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Mostra de Artes de Rua de Sines começa esta quinta-feira

Alterações climáticas e refugiados  inspiram espetáculos de rua 


A 3.ª edição da Mostra de Artes de Rua de Sines, que arranca esta quinta-feira, vai abordar questões como as alterações climáticas e a crise dos refugiados em dezenas de espetáculos de rua. Durante três dias, entre quinta-feira e sábado, o público poderá assistir, em diferentes locais da cidade de Sines, no litoral alentejano, a mais de duas dezenas de espetáculos de teatro, circo e dança, ‘performances’ e arte urbana, sob a direção artística e produção da companhia Teatro do Mar. “Este ano abordamos matérias que estão na ordem do dia, como as alterações climáticas, particularmente as alterações atmosféricas, devido ao excesso de poluição que diz respeito à cidade onde vivemos”, explicou hoje à agência Lusa a diretora artística do Teatro do Mar, Julieta Aurora Santos.
Sines destaca três dias às artes de rua 

Além das questões relacionadas com a preservação do planeta, a Mostra de Artes de Rua (M.A.R.) vai debruçar-se sobre a crise dos refugiados e das fronteiras, que será “tratada com muita poesia” e “com grande sentido de humor e subtileza”.
O fogo como arte, a mulher e a essência do feminino, a memória e as relações humanas são outros temas abordados.
Ao todo, serão apresentados 23 projetos artísticos, em 30 apresentações, desde espetáculos de circo, instalação de vídeo, banda desenhada, teatro de rua, dança e manipulação de objetos, apresentados por mais de 100 artistas de Portugal, Espanha, França, Inglaterra, Itália, Grécia e Estados Unidos da América.
“São abordagens disciplinares muito diferentes que vão desde a música de rua à dança, passando pelo teatro de rua, pelo circo e instalação, e temos mais uma vez em conta o facto de a programação se pautar por critérios de qualidade e se dirigir a todos os públicos”, revelou a diretora artística.
O evento, apoiado pela Câmara de Sines, conta com um orçamento de 75 mil euros, é totalmente gratuito e continua a afirmar-se como um ‘porto’ para as artes de rua nacionais e estrangeiras, ao sul do país.
O Jardim das Descobertas, a antiga estação dos comboios, o centro histórico, a Alameda da Paz, o castelo da cidade, o jardim do Rossio, a ribeira e as antigas fábricas romanas são alguns dos 14 ‘palcos de rua’.
Tendo em conta a “grande afluência de público” na edição anterior, que “dificultou a visibilidade de alguns espetáculos”, os promotores decidiram este ano “repetir os espetáculos mais pequenos” e assim “permitir que o público possa escolher os dias sem ficar impedido de assistir a toda a programação”, explicou.
O evento arranca na quinta-feira com um espetáculo de dança urbana, no Largo 5 de outubro, às 21h30, pela companhia francesa Dyptic, seguindo-se uma conversa com o público sobre o processo criativo.
Na sexta-feira, estão previstos nove espetáculos de rua, entre eles ‘performances’ de teatro, circo e dança, em vários locais da cidade, e uma oficina de dança criativa, no pátio das Artes, junto ao Centro de Artes de Sines.
A manhã de sábado é dedicada às famílias com atividades no jardim das descobertas, onde pais e filhos terão contacto com “projetos muito interessantes”, entre eles “uma experiência sensitiva” que convida o público a “entrar numa máquina de cena” e fazer “uma viagem fora do vulgar”.
No mesmo espaço, haverá “300 metros quadrados de jogos interativos e artesanais" com histórias e personagens para “distanciar o público das novas tecnologias”, acrescentou Julieta Aurora Santos.
O último dia será preenchido por um conjunto de espetáculos que prometem "celebrar a rua como espaço de comunhão", estando a festa de encerramento prevista para a madrugada de domingo, no interior do Castelo de Sines, a cargo da dj Caroline Lethô.

Agência de Notícias com Lusa
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Alegro anuncia investimento no Forum Montijo

Ceetrus investe 4 milhões no novo posicionamento da marca Alegro

O Fórum Sintra e o Fórum Montijo passaram a ser Alegro, uma mudança que tinha sido já anunciada, mas que só agora se torna efetiva. A Ceetrus Portugal, empresa proprietária e gestora dos cinco centros comerciais Alegro, anunciou o investimento de quatro milhões de euros no novo posicionamento da marca. O objetivo deste investimento que tem vindo a ser feito é que os centros comerciais para evoluírem e implementarem a nova marca. "O Alegro vem assumir-se como um espaço que agrega e difunde todas as tendências e paixões do momento", de acordo com Filomena Conceição, Diretora de Marketing, Inovação e Digital da Ceetrus Portugal. A empresa anunciou também que vai trazer novamente a Portugal o "museu mais doce e feliz do mundo", o The Sweet Art Museum, para celebrar esta novidade. Assim, o Alegro Sintra e Alegro Montijo vão receber o Happy Pop's do The Sweet Art Museum de 21 de Setembro a 6 de Outubro. A entrada é gratuita.
Alegro chega ao Forum Montijo 

A Ceetrus Portugal, proprietária e gestora dos cinco centros comerciais Alegro, está a investir quatro milhões de euros no reposicionamento da marca Alegro, anunciou hoje a empresa da Associação Familiar Mulliez.
A Ceetrus Portugal, antiga Immochan, aposta assim no reposicionamento da marca dos centros comerciais Alegro no país e na transição do Forum Sintra e Forum Montijo para Alegro Sintra e Alegro Montijo, num investimento global de quatro milhões de euros que está já em execução e que se estende até ao próximo ano, refere a empresa em comunicado.
A gestora de centros comerciais explica que o ‘rebranding’ da marca Alegro, que já conta com 12 anos de existência, está a ser acompanhado pela apresentação de uma nova identidade visual, nova assinatura e posicionamento.
O conjunto de ativos em questão foram adquiridos em 2018 pela gestora de centros comerciais do grupo Auchan, que no mesmo ano mudou o nome de Immochan para Ceetrus.
Com a adaptação dos centros do Montijo e Sintra, a Alegro passou a ser a marca que possui mais centros comerciais sob o mesmo nome em Portugal, num total de cinco ativos, sendo que no último ano, a Ceetrus Portugal comprou aqueles dois centros comerciais num negócio que envolveu 411 milhões de euros e que contou igualmente com o Sintra Retail Park.
No próximo ano, o projeto de melhoria destes espaços “irá continuar”, refere a Ceetrus Portugal, lembrando também que o posicionamento “Alegro é o lugar onde se vive o aqui e o agora, suporta a nova identidade visual da marca, onde se acrescentam sorrisos”.
O novo logotipo é “a cara do Alegro” e é composto por elementos gráficos que representam as áreas de atuação em cada espaço: “Eat (sorriso), Relax (círculo) e Play (triângulo)”.
“O Alegro Montijo recebe uma ciclovia, um parque de estacionamento coberto, novas ‘sitting areas’ [áreas de estar], playground interior, um ‘food court’ [praça de restauração] renovado e uma aposta em painéis fotovoltaicos e serviços de mobilidade”, revela a empresa proprietária, acrescentando que os dois centros comerciais irão receber também “um novo balcão de informações para receber os clientes, com um leque de serviços alargado a partir da mudança da marca”.
Já o Alegro Sintra contará com quartos de banho (WC) modernizados, um novo acesso à zona de restauração, novas zonas de descanso e a criação de um parque infantil interior.
Em Portugal, a empresa está presente em 13 municípios. Gere mais de 200 mil m2 de área bruta locável
distribuídos por mais de 700 lojas e quiosques em centros comerciais. 
São disso exemplo, os centros comerciais Alegro em Setúbal, Alfragide e Castelo Branco, o Forum Montijo, o Forum Sintra e o Sintra Retail Park, além das Galerias Comerciais Jumbo localizadas em Alverca, Canidelo, Cascais, Famalicão, Maia, Santo Tirso e Sintra.
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Governo anuncia incentivo a empresas de Setúbal

Incentivo à inovação nas empresas do distrito com majoração de 10 por cento 

O Ministro da Economia revelou esta terça-feira que o Governo deverá anunciar ainda esta semana um incentivo à inovação, com uma majoração de 10 por cento  face aos apoios existentes, dirigido às Pequenas e Médias e Micro Empresas da Península de Setúbal. “Suponho que, ainda durante esta semana, vai ser aberto um aviso, no âmbito do sistema de incentivos à inovação do Portugal 2020, especificamente dirigido às Pequenas e Médias e Micro Empresas da Península de Setúbal”, disse Pedro Siza Vieira. “Vamos, nesse incentivo dedicado especificamente a estas empresas, fazer uma majoração de 10 por cento dos apoios, de tal maneira que poderemos ter um nível e uma intensidade de apoio superior àquele que existe normalmente nesta região”, acrescentou o ministro.

Governo apoia empresas inovadoras da região 

Pedro Siza Vieira falava aos jornalistas pouco depois de ter anunciado este incentivo à inovação na sessão de abertura do 2.º Fórum Empresarial da Associação Industrial da Península de Setúbal (AISET), que decorre até esta quarta-feira no Fórum Municipal Luísa Todi, na qual defendeu a importância de se continuar a ajudar as empresas de uma região com grande capacidade exportadora.
“É importante continuarmos a apoiar a modernização das empresas desta região. Há aqui um conjunto de grandes empresas, mas também existem várias pequenas empresas que trabalham, ou nas cadeias de valor que as grandes empresas estimulam, ou para outros mercados. E, nesse sentido, temos de continuar a fazer o apoio à modernização produtiva nesta região”, justificou, escusando-se a revelar o montante global deste novo apoio às empresas da região.
Confrontado com a reivindicação antiga de autarcas e empresários, que reclamam possibilidade de beneficiarem dos fundos estruturais da União Europeia, ao mesmo tempo que contestam o facto de a península de Setúbal não beneficiar desses apoios por estar inserida na Área Metropolitana de Lisboa, Pedro Siza Viera lembrou que o problema poderia ter sido resolvido pelo anterior governo, mas garantiu a disponibilidade do atual executivo para maximizar os apoios possíveis no atual quadro legal.
“Em 2013 poderia ter sido possível apresentar uma proposta à União Europeia, no sentido da delimitação das unidades estatísticas, que o Governo de então não quis fazer. Neste momento, aquilo que podemos fazer é, trabalhando dentro das regras disponíveis, procurar maximizar os apoios que dirigimos às empresas desta região no sentido de continuarem a participar no esforço que estão a fazer e que tornam Setúbal notável no contexto nacional, pela sua capacidade exportadora pela sua intensidade industrial”, esclareceu.
A Reforma do Código do Trabalho, Capital Humano para a Indústria 4.0 e os Desafios à inovação na Península de Setúbal e adaptação à Indústria 4.0 são alguns dos temas propostos para quarta-feira neste 2.º Fórum Empresarial da AISET, que começou ontem com uma conferência sobre A Economia Portuguesa e Internacional 2019-2023, pelo ‘chairman’ da SIBS, Vítor Bento, e um debate com os cabeças-de-lista por Setúbal dos principais partidos políticos às próximas eleições legislativas de 6 de Outubro.

Agência de Notícias com Lusa
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Moita dá parecer negativo ao aeroporto no Montijo

Impactes negativos no território, no ambiente, na saúde e na segurança pública

A Câmara da Moita, aprovou uma posição em que dá parecer negativo ao Estudo de Impacte Ambiental do novo aeroporto do Montijo, devido ao "conjunto de impactes negativos", foi esta terça-feira anunciado. "O município da Moita fundamenta a sua oposição ao projeto num conjunto de impactes negativos no território, no ambiente, na saúde, na segurança pública e nos valores culturais e patrimoniais existentes", afirmou a autarquia, em comunicado. Esta decisão foi aprovada na segunda-feira, em reunião do executivo, tendo em conta a existência de "alternativas de localização mais favoráveis", como é o caso do Campo de Tiro de Alcochete. 
Moita não quer aeroporto no Montijo 

Para o município, o local escolhido, na Base Aérea nº 6, que se situa entre o Montijo e Alcochete, traz "riscos reais para a saúde pública causados pela elevada exposição da população ao ruído e às concentrações de poluentes no ar, contrariando todas as diretivas da Organização Mundial de Saúde".
Além disso, na visão da Câmara da Moita, tem um elevado risco de colisão com aves, degrada a navegabilidade do Canal do Montijo e "concorre para a perda dos principais ativos estratégicos do concelho", que inclui a avifauna ribeirinha, os fundos navegáveis do Estaleiro da Moita e o prejuízo das embarcações tradicionais do Tejo que estão a candidatar-se a património imaterial da humanidade.
"Sobre o argumento de urgência, da perda de receitas e do desígnio estratégico do projeto para o setor do turismo, não é aceitável que, numa região integrada na União Europeia, para benefício do crescimento desse setor em exclusivo na cidade de Lisboa sejam outros territórios, mais periféricos e desfavorecidos, a sofrerem os impactes negativos inerentes à exploração da infraestrutura, sem dela retirarem qualquer proveito", frisou o presidente do município, Rui Garcia (CDU), na nota divulgada às redações.

Barreiro, Alcochete e do Montijo deram parecer favorável 
Contrariamente à Moita, no início deste mês as Câmaras do Barreiro, Alcochete e do Montijo deram um parecer favorável ao Estudo de Impacte Ambiental considerando que o projeto tem "uma capacidade única" para dinamizar a Margem Sul e que o estudo contempla "as adequadas medidas de compensação ao nível da proteção ambiental".
O Estudo de Impacte Ambiental foi divulgado em Julho e está em consulta pública até 19 de Setembro, tendo apontado diversas ameaças para a avifauna e efeitos negativos sobre a saúde da população por causa do ruído, o que se fará sentir sobretudo "nos recetores sensíveis localizados no concelho da Moita e Barreiro".
Na semana passada, no parlamento, o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) disse já ter "toda a informação necessária" para a avaliação do Estudo de Impacte Ambiental, com mais de mil contribuições diretas, pelo que a decisão deverá ser conhecida no final de Outubro.
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Paços do Concelho de Palmela vai para obras

Obra de recuperação do Salão Nobre e Paços do Concelho adjudicada por 725 mil euros 

A Câmara de Palmela adjudicou a empreitada de recuperação do Salão Nobre e Paços do Concelho, por cerca de 725 mil euros. A recuperação das pinturas murais do salão nobre é um dos objetivos da obra que vai decorrer no edifico datado do século XVI. Trata-se de uma obra fundamental para Palmela. "De grande delicadeza e incidindo num edifício de grande beleza e impacto, inserido no Centro Histórico de Palmela, esta obra teve projeto aprovado pela Direção-Geral do Património Cultural e prevê o recurso a diversas especialidades e a ações reversíveis e pouco intrusivas, o que justifica a opção do Município pelo concurso de prévia qualificação", explica a autarquia. 
Edifício da Câmara de Palmela vai ser remodelado

Os trabalhos incluem a recuperação do Salão Nobre, para eliminação de patologias e conservação e restauro da galeria de retratos dos reis de Portugal, do Conde D. Henrique a D. Manuel , de modo a assegurar a preservação histórico-patrimonial deste legado.
Integram, também, a reabilitação, conservação e restauro do terraço, colunas e pilastras que "compõem o acesso, através da fachada principal, e a reabilitação de fachadas e coberturas, entre outras intervenções de conservação e restauro", diz a autarquia.
Outra importante intervenção é a criação de uma entrada de nível para que qualquer pessoa possa aceder ao salão nobre, independentemente da sua condição física. Defesa do património histórico-artístico, promoção das acessibilidades e reabilitação urbana conjugam-se, numa obra com recurso a técnicas pouco intrusivas, que mereceu a aprovação da Direção Geral do património Cultural.
A empreitada inclui duas áreas de intervenção. A primeira área inclui a reabilitação das fachadas e coberturas, saguão, zona da arcada, galeria e pátio exterior poente. Este conjunto de intervenções é cofinanciado por fundos comunitários, no âmbito do Portugal 2020.
A segunda área de intervenção, precisamente a reabilitação do Salão Nobre e áreas adjacentes nos pisos zero e um, é financiada, exclusivamente, pela Câmara Municipal.
É de sublinhar, também, a promoção da acessibilidade ao Salão Nobre, que se situa no primeiro andar, através da criação de uma nova entrada de nível, bem como a melhoria do desempenho energético do edifício.
Trata-se de uma obra, sublinha a autarquia de Palmela, "essencial para a conservação do imóvel, que se julga remontar ao século XVI, e onde terão funcionado, ao longo dos séculos, o Tribunal de Palmela, a Câmara, o Açougue e a Prisão. Além do elevado valor patrimonial, cultural e turístico, também a qualificação do serviço prestado às populações é um fator a ter em consideração, ao dotar o edifício de melhores condições de trabalho para os diversos setores da organização que aí funcionam".
De modo a assegurar a preservação histórico-patrimonial do Salão Nobre, o restauro das pinturas existentes será uma das principais ações a realizar. "A intervenção contempla ainda a criação de uma entrada de nível que vai garantir, a todos os cidadãos, o acesso a este espaço municipal", diz a autarquia. 

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Aeroporto do Montijo entra no debate entre o PS e PSD

Costa acusa Rio de "pôr em causa" concessão feita no governo de Passos

António Costa acusou Rui Rio de pôr em causa o governo anterior, liderado pelo PSD de Pedro Passos Coelho, ao pôr em causa a construção do Aeroporto do Montijo. No debate entre os dois líderes partidários, que aconteceu esta segunda-feira, o secretário-geral do PS disse que "é preocupante a inconsistência do PSD sobre temas fundamentais". Durante o debate para a RTP, SIC e TVI, António Costa disse que "não está prevista qualquer terceira travessia do Tejo nos próximos anos" e Rui Rio explicou o investimento na ferrovia e na criação de "um comboio de alta velocidade". 
Costa e Rio encerraram debates nas televisões 

O PSD põe em causa a concessão feita no governo anterior [liderado pelo PSD de Passos Coelho] e o trabalho realizado nestes quatro anos", disse António Costa.
"Acho que é preocupante a inconsistência do PSD sobre temas fundamentais", sublinhou António Costa, lembrando as diferentes posições que o partido teve sob a liderança de Marques Mendes e Passos Coelho.
Mais, o secretário-geral do PS não tem dúvidas de que se a construção do Aeroporto de Montijo não se concretizar "o desenvolvimento do país será atrasado muito significativamente".
O Aeroporto de Lisboa está com a capacidade para lá do limite, se tivermos de voltar tudo atrás atrasaremos muito significativamente o desenvolvimento do país."
Rio afirmou que o PSD não tem dúvidas, o que pode suscitar dúvidas é "o estudo de impacte ambiental".
"É evidente que é cómodo para Portugal se se conseguir resolver com o Montijo, mas não se pode passar por cima do estudo de impacte ambiental", frisou.
Ainda sobre o capítulo das obras públicas, o presidente do PSD explicou que está no programa do partido não um TGV, mas "um comboio de alta velocidade", que apresente "uma velocidade a mais de 200 km/hora em toda a linha".
António Costa rejeitou ainda a ideia de uma nova ponte sobre o Tejo, entre Barreiro e Lisboa.

Agência de Notícias 
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Seixal aprova redução do IMI no próximo ano

Autarquia baixa IMI para 0,38 por cento em 2020

A Câmara do Seixal, no distrito de Setúbal, aprovou pelo quinto ano consecutivo a redução do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), que se fixará nos 0,38 por cento em 2021, anunciou a autarquia. "Esta nova redução da taxa de IMI, a quinta consecutiva, significa abdicar de quase sete milhões de euros que os munícipes não terão de pagar", adiantou a autarquia, em comunicado. A decisão foi tomada em reunião do executivo, implicando a descida do IMI dos prédios urbanos dos atuais 0,39 para 0,38 por cento, em 2020. Segunda a legislação, esta percentagem pode ser definida entre 0,3 e 0,45 por cento. Já em 2018 a taxa do IMI tinha baixado de 0,4 por cento (em 2017) para 0,395 por cento.
IMI volta a descer no concelho do Seixal 

No ano passado, a oposição referiu que esta redução tinha sido uma exigência dos partidos que não têm a gestão camarária.
Para o presidente da Câmara do Seixal, Joaquim Santos (CDU), citado na nota divulgada, esta é "uma medida de desagravamento fiscal com equidade, abrangência e impacto transversal a todos os proprietários de imóveis no concelho".
Nesta sessão de câmara também foi aprovado o lançamento da Derrama e a participação percentual variável no Imposto sobre o Rendimento Singular (IRS), mantendo-se as taxas de 1,5 e cinco por cento respetivamente.
"Estas verbas devem ser aplicadas de forma solidária e responsável, a favor da população e do bem comum, concorrendo para o reforço do investimento público nas mais diversas áreas de intervenção da Câmara do Seixal, no sentido de melhorar a qualidade de vida de todos os munícipes", frisou o autarca.
As propostas do IMI e Derrama ainda serão submetidas à apreciação da Assembleia Municipal do Seixal, na qual a CDU não tem maioria absoluta.
Na reunião, o município aprovou ainda uma posição sobre o ano letivo que se está a iniciar, em que irá investir seis milhões de euros na requalificação e alargamento do parque escolar do concelho nos vários níveis de ensino.
Neste âmbito, a Câmara do Seixal irá construir uma nova escola básica e secundária em Fernão Ferro, pavilhões desportivos nas escolas básicas de Pinhal de Frades, Corroios, Cruz de Pau, Vale de Milhaços e João de Barros, e requalificar várias escolas, como a Paulo da Gama, Cruz de Pau, Manuel Cargaleiro e Alfredo dos Reis Silveira.
"Investir na educação é primordial para garantir que o indivíduo exerça sua cidadania e alcance o pleno desenvolvimento", frisou Joaquim Santos.

Agência de Notícias com Lusa
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Lauak vai produzir em Grândola peças do Airbus

Fábrica vai criar 274 postos de emprego directo no concelho 

A Lauak, fabricante de peças para a indústria aeroespacial, com o investimento de 33 milhões de euros em Grândola deverá gerar encomendas junto das empresas nacionais em torno dos quatro milhões de euros, em 2023, ano cruzeiro do investimento, revela o despacho que aprova as minutas do contrato, publicado esta segunda-feira em Diário da República. A implementação da unidade industrial vai permitir criar 274 postos de trabalho diretos, 69 dos quais com grau de qualificação correspondente ao ensino superior. Mas também que dê origem a um volume de negócios anual na ordem dos 30 milhões de euros. 
Franceses investem no concelho de Grândola 

“Prevê-se que o Projeto possa gerar externalidades positivas nos fornecedores de matérias-primas, de pequenos componentes e de ferramentas, nas empresas de prestação de serviços de informática, de apoio e manutenção dos equipamentos produtivos, bem como na restauração e no mercado imobiliário, entre outros. Estima-se, assim, que o valor de fornecimentos e de serviços externos prestados por empresas nacionais à Lauak Grândola corresponda, em 2023, ano cruzeiro, a mais de 4,1 milhões de euros”, lê-se no despacho assinado pelo ministro da Economia e pelo secretário de Estado da Internacionalização.
A Lauak Grândola foi constituída em 2016 e integra o grupo francês Lauak, que “é atualmente um dos principais fornecedores de componentes metálicos, permutadores de calor, tanques de combustível e conjuntos estruturais para a indústria aeroespacial, tendo entre os seus clientes os principais fabricantes de aeronaves, as empresas líderes em aeroestruturas e os grandes fornecedores de equipamentos para a indústria aeronáutica”. A empresa vai investir 32,9 milhões de euros, com um apoio de 7,9 milhões do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.
A implementação da unidade industrial vai permitir criar 274 postos de trabalho diretos, 69 dos quais com grau de qualificação correspondente ao ensino superior. Mas também que dê origem “a um volume de negócios anual na ordem dos 30 milhões de euros, correspondendo este valor também ao volume de negócios internacional da Lauak Grândola, visto que toda a produção da empresa se destina à exportação”.
A fábrica de Grândola vai ter três linhas autónomas de produção, sendo a primeira vocacionada para a produção de peças destinadas ao avião A320 da Airbus, estando também previsto posteriormente o fornecimento de componentes para o modelo A330 e o Falcon.
A Lauak, que já tem uma unidade de produção em Setúbal, vai produzir a partir de Grândola materiais compósitos e portas de bagageira de carga para a Airbus.
O Despacho revela ainda que as minutas do contrato preveem que o “projeto o alcance, no ano de 2027, de um volume de vendas e prestação de serviços de cerca de 223,9 milhões de euros e de um valor acrescentado bruto de cerca de 112,8 milhões de euros, ambos em valores acumulados desde 1 de Janeiro de 2018″.

Autarquia aplaude investimento 
O presidente da Câmara de Grândola, António Figueira Mendes (CDU), considerou que o investimento "vai alterar o paradigma de desenvolvimento" no concelho e que vai "ter impacto regional" a nível da criação de emprego.
"Provavelmente nós não vamos ter capacidade de resposta para os empregos que se vão criar aqui, isto vai ter um impacto regional, sobretudo aqui no litoral alentejano", afirmou, satisfeito com a fixação da unidade fabril e da sede da empresa em Grândola.

Agência de Notícias
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Setúbal comemorou dia de Bocage e da cidade

"Novas dinâmicas económicas impulsionadas por políticas de investimento municipal" 

A evolução do concelho de Setúbal nos últimos anos, com obras estruturantes que se traduziram em melhor qualidade de vida, aliadas a novas dinâmicas económicas, impulsionadas por políticas expansivas de investimento municipal, foi destacada a 15 de Setembro, Dia de Bocage e da Cidade de Setúbal, pela autarquia. “Celebramos os feitos coletivos e a renovação acelerada da cidade e do concelho que, nos últimos anos, deu nova luz e brilho a esta terra”, sublinhou a presidente da Câmara de Setúbal, Maria das Dores Meira, na sessão solene evocativa do feriado municipal. Regeneração urbana, segurança, ambiente, transportes e os setores ligados à cultura, o desporto e, em particular, o turismo, que tem registado um crescimento exponencial, são exemplos de "sucesso" para a cidade. 
Cerimónia reuniu centenas de setubalenses 

A autarca, confrontando opiniões baseadas “em análises parcelares” que destorcem a verdade e que apontam Setúbal como uma das regiões mais pobres de Portugal, apresentou um conjunto de argumentos que demonstram uma conjuntura drasticamente diferente. “A dinâmica económica, induzida expressivamente por políticas expansivas de investimento municipal, não só recuperou [o concelho] da crise que se acentuou, a partir de 2011, com a intervenção da troika, como conseguiu reduzir, em números consideráveis, o desemprego, colocando-o num patamar inédito nos últimos 15 anos”.
Maria das Dores Meira sublinhou que Setúbal é “uma região que acolhe algumas das mais importantes empresas do país e que mais contribui para o Produto Interno Bruto, da redução permanente do desemprego que fez com que o concelho tivesse registado, em Junho de 2019, o menor número de desempregados inscritos no Instituto de Emprego de Setúbal desde 2004”.
Um resultado que, frisou, se deve igualmente “à dinâmica económica gerada por muitos empresários, e não só, que, bastante motivados pela força das intervenções municipais, acreditaram que Setúbal podia ser muito mais do que aquele diamante em bruto que todos admirávamos e desejávamos lapidar”.
A evolução positiva destacada por Maria das Dores Meira materializa-se em diferentes dimensões, seja da regeneração urbana, à segurança, como do ambiente aos transportes, mas também em setores como a cultura, o desporto e, em particular, o turismo, que tem registado um crescimento exponencial.
Este desenvolvimento, enumerou a autarca, traduz-se de diferentes formas, tais como novas infraestruturas rodoviárias, muitas delas já operacionais, e projetos prontos para arrancar a muito breve prazo, de que é exemplo “o terminal intermodal da Praça do Brasil”, a que se junta a “forte aposta na valorização das infraestruturas turísticas e das praias”.

Aposta ganha no Turismo 
Esta aposta turística, “absolutamente ganha”, frisou a autarca, teve como aliado o programa Arrábida sem Carros que, entre outros, implementou um novo esquema de acessos que valoriza o transporte público e reduz a utilização do transporte particular numa zona protegida particularmente sensível.
“Ganha o meio ambiente, ganham os utentes das praias e, acima de tudo, ganha a segurança de todos os que vão a banhos em Setúbal, agora a preços muito mais reduzidos se forem de autocarro, graças à criação do Passe Navegante, medida assumida, idealizada e financiada pelos municípios da Área Metropolitana de Lisboa”.
Nesta matéria, Maria das Dores Meira frisou a “mudança histórica de valorização do transporte público de passageiros na AML”, para a qual o município de Setúbal investe, anualmente, dois milhões e 61 mil euros, e que, em breve, recebe um “concurso para a nova concessão que trará mais oferta, melhor rede e mais qualidade”.

Várzea vai mudar a cidade e a região 
Já “a grande e histórica obra das bacias de retenção da Várzea, iniciativa municipal financiada por fundos comunitários, além de resolver o velho e grave problema da cidade em matéria de cheias, aposta no respeito ambiental de uma zona urbana com funções ecológicas e que será ainda mais valorizada com a futura construção do Parque Urbano da Várzea”.
Esta ação é acompanhada “pela plantação de milhares de árvores e arbustos, prática que, de resto, se estende a todo o concelho e até com programas de participação das populações na plantação de novas árvores nas suas zonas de residência, a par da manutenção cuidada da estrutura verde do concelho”.
A presidente da Câmara de Setúbal alertou, contudo, para a necessidade de revisão da classificação da península no que respeita à Nomenclatura das Unidades Territoriais para Fins Estatísticos, “de forma a que se promova uma distribuição dos fundos comunitários de acordo com as reais necessidades da região e do país”.
Nesta matéria, realçou, “Setúbal é, no contexto dos 18 municípios da Área Metropolitana de Lisboa, um dos concelhos com maior taxa de execução” de fundos comunitários, em particular em ações de regeneração urbana, no qual Setúbal surge como o “quarto município com mais fundos já aplicados”.

Agência de Notícias 
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Seixal quer realojar mais 74 famílias ainda este ano

Autarquia espera realojar mais de 200 pessoas do Bairro da Jamaica até final do ano 

O realojamento de famílias com dificuldades no Seixal está em curso, apesar da subida dos preços das casas. O presidente da Câmara do Seixal adiantou que está a “meio caminho” a compra de habitações para realojar 74 famílias que vivem no Bairro da Jamaica, o que espera que possa acontecer “ainda este ano”. Em declarações à agência Lusa em Vale de Chícharos, mais conhecido como Bairro da Jamaica, no Seixal, Joaquim Santos (CDU) explicou que, neste momento, o município ainda não tem todas as habitações necessárias para realojar as 74 famílias que residem nos edifícios inacabados.
Mais 74 famílias vão ser realojadas 

O mercado imobiliário está muito dinâmico, os preços subiram de forma significativa, a portaria que define os valores máximos de comparticipação estão a ficar cada vez mais distantes daquilo que são os preços de mercado e toda a questão relacionada com o Tribunal de Contas. É um processo complexo e eu diria que estamos a meio caminho para conseguir realojar [de três edifícios] mais 74 famílias, mais de 200 pessoas”, explicou.
Ainda assim, segundo o autarca, o objetivo é que esta segunda fase de realojamentos se concretize “ainda este ano”. “No ano passado também conseguimos mesmo no final, em Dezembro, antes do Natal. Estamos a tentar cumprir esse objetivo”, frisou.
Em 20 de Dezembro do ano passado terminou a primeira fase de realojamentos dos moradores do lote 10, em que 187 pessoas foram distribuídas por 64 habitações em várias zonas do concelho, segundo a Câmara do Seixal.
O acordo para a resolução da situação de carência habitacional neste bairro foi assinado em 22 de Dezembro de 2017, numa parceria entre a Câmara do Seixal, o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana e a Santa Casa da Misericórdia do Seixal.
No total, a cooperação visa o realojamento de 234 famílias e tem um investimento total na ordem dos 15 milhões de euros, dos quais 8,3 são suportados pelo município.
O bairro começou a formar-se na década de 90, quando populações que vinham dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa começaram a fixar-se nas torres inacabadas, fazendo puxadas ilegais de luz, água e gás.

Agência de Notícias com Lusa
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60 personalidades contra aeroporto no Montijo

"É essencial avaliar as diferentes alternativas"

Mais de 60 personalidades da vida política e cultural, assim como de associações ambientalistas, divulgaram este sábado o manifesto "Poupem o Montijo", defendendo "um aeroporto sustentável para Lisboa", cuja localização deve ser decidida após uma avaliação ambiental estratégica. "Será muito difícil, no século XXI, pedir que se encontre uma localização adequada para o aeroporto de Lisboa que não tenha efeitos desproporcionados nos ecossistemas e na saúde das pessoas?", lê-se no manifesto, publicado este sábado no jornal Público, sobre a construção de um novo aeroporto no Montijo. 
Ilustres lançam "poupem o Montijo" 


Entre os subscritores do manifesto "Poupem o Montijo" constam nomes como Ana Zanatti, António Garcia Pereira, António Pedro Vasconcelos, Camané, Carlos Antunes, Carlos do Carmo, Carlos Marques, Carlos Pimenta, Eunice Muñoz, Francisco Ferreira, José Macário Correia, Mário Tomé, e Viriato Soromenho Marques.
Indicando que a Avaliação de Impacte Ambiental sobre a construção de um novo aeroporto no Montijo está em consulta pública até 19 de Setembro, os signatários apelam para o contributo da população e das entidades competentes "para ajudar o poder executivo a corrigir a sua visão sobre este projeto insensato", considerando que tal pode condicionar a vida dos portugueses durante os próximos 40 anos.
"É essencial avaliar as diferentes alternativas de modo a selecionar aquela que responde, não às exigências das companhias low-cost e da multinacional Vinci, mas às necessidades de segurança aérea, de promoção da saúde pública e da biodiversidade, de integração na rede ferroviária e de mitigação e adaptação às alterações climáticas", avançou o manifesto "Poupem o Montijo".
Na perspetiva dos subscritores desta carta aberta sobre o futuro aeroporto para a região de Lisboa, a decisão tem de ser tomada "de forma sistemática, recorrendo a uma avaliação ambiental estratégica, como prevê a legislação nacional e comunitária", lembrando que a expansão do aeroporto da Portela, em Lisboa, não foi alvo de Avaliação de Impacte Ambiental.
O manifesto recorda, ainda, a decisão do Governo britânico de abandonar a ideia de construir em Londres, em 2014, um novo aeroporto numa zona de estuário, "por representar um risco desproporcionado para os passageiros aéreos e ser difícil de compaginar com as normas europeias de conservação da natureza".

Subscritores querem menos tráfego aéreo e mais comboio 

Sobre a escolha do Montijo para a construção de um novo aeroporto, os subscritores chamam à atenção para os "três milhões de voos de aves no corredor de aproximação à pista norte", registados durante um ano, assim como a poluição sonora e os efeitos das alterações climáticas, nomeadamente a subida do nível do mar, com impacto no estuário do Tejo, que "colocará em risco a viabilidade da infraestrutura aeroportuária".
"O estudo de impacte ambiental torna evidente que os impactos negativos são mais significativos que os impactos positivos, pelo que é expectável o chumbo do projeto pela APA - mas, mesmo que a decisão fosse favorável, os promotores teriam de realizar um estudo mais completo sobre o risco de colisão com aves", referem os signatários.
Além da localização do Montijo, o manifesto critica o projeto de expansão do atual aeroporto de Lisboa, interrogando-se sobre o futuro do turismo, da mobilidade e do direito à habitação e à cidade.
"As estatísticas mostram que, na última década, os aeroportos de Paris, Madrid, Munique e Roma transportaram mais passageiros com menos aviões. Se a melhoria da qualidade de vida para todos permitir receber mais turistas, é possível fazê-lo mantendo ou reduzindo o tráfego aéreo", adiantou o manifesto "Poupem o Montijo", propondo, assim, outras formas de mobilidade, inclusive o transporte ferroviário.

Agência de Notícias com Lusa
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