Dá um Gosto ao ADN

Esta semana há bacalhau com todos em Alcochete

Semana Gastronómica em 38 restaurantes do concelho até domingo  

Já arrancou a segunda edição da Semana Gastronómica de Alcochete “Bacalhau com Todos”, que até ao domingo, 17 de Novembro, propõe a degustação do bacalhau, confecionado de diferentes formas em 38 restaurantes aderentes à iniciativa. Numa organização da câmara municipal em parceria com a Associação do Comércio, Indústria, Serviços e Turismo do Distrito de Setúbal, a segunda edição da Semana Gastronómica arrancou com o showcooking, no Mercado Municipal, pelo “mini chef” Pedro Jorge, participante no Master Chef Júnior.
Bacalhau vai reinar em Alcochete 

Pedro Jorge tem apenas 13 anos e é apaixonado pela cozinha, um gosto que herdou do avô Zé com quem começou as suas experiências na cozinha com apenas 5 anos. Aos 9 anos concorreu ao programa de culinária – Masterchef, que não venceu, mas foi o concorrente que mais se destacou.
O bacalhau está ligado à história de Alcochete nas suas diferentes vertentes: económica com a exploração das marinhas de sal e das indústrias de secagem; na social como elemento identitário; na religiosa como alimento de quaresma, antecedendo a refeição de carne do dia de Natal.
Finalmente, na tradição da quarta-feira de cinzas com a sátira do “enterro do bacalhau”, sendo ao mesmo tempo o culminar do tempo de folia e a entrada na quaresma.
Em Alcochete confeciona-se bacalhau de várias formas: assado na brasa, guisado com grão, lapardana de bacalhau, desfiado com pão muito comum nas zonas da borda-d’água como alimento comum dos marítimos.
Nesta semana do Bacalhau com Todos é "nosso objetivo não só valorizar o bacalhau como produto gastronómico de grande qualidade e versatilidade, mas também homenagear todos aqueles que a seu modo e com o seu trabalho, contribuíram para que a relação dos portugueses com que este peixe se tornasse um casamento inseparável", explica a Câmara de Alcochete em comunicado.
Consulte aqui a ementa e a lista dos restaurantes aderentes. 

Agência de Notícias com Câmara de Alcochete
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Antiga Escola de Arraiados é sede da Inovar Autismo

Associação quer que Pinhal Novo seja o centro da inclusão plena das pessoas com deficiência

A Inovar Autismo – Associação de Cidadania e Inclusão vai utilizar uma área da antiga Escola de Arraiados, em Pinhal Novo, para criação do Centro de Inovação e Desenvolvimento para a Inclusão, um espaço de criação e experimentação de novas metodologias inclusivas no âmbito do autismo e outras neurodiversidades. A parceria entre a Câmara de Palmela e a Inovar Autismo foi formalizada com a celebração de um contrato de comodato que permitirá a cedência do espaço a esta associação sem fins lucrativos.
Escola ganha nova vida com a sede da Inovar 


Para Álvaro Amaro, é “uma honra para o município” fazer parte desta solução e “um modesto contributo” na vida desta jovem Associação, que assume a nobre missão de promover a inclusão das pessoas com autismo e outras neurodiversidades nas suas comunidades de pertença.
Recordando ainda outros exemplos já concretizados no território, o presidente da Câmara de Palmela destacou que esta é "uma resposta que consubstancia um dos compromissos de mandato assumidos: a reconversão de uma escola desativada para funções de relevância social e comunitária".
Com uma afetação parcial do imóvel ao projeto da Inovar Autismo, a Escola de Arraiados reúne ainda condições para acolher novas dinâmicas, nomeadamente no domínio da Proteção Civil.
Agradecendo a aposta da Câmara de Palmela, a presidente da Inovar Autismo, Ana Nogueira, mostrou-se confiante e determinada em tornar Palmela “a centralidade da inovação e da inclusão plena das pessoas com deficiência”, através da realização de um trabalho assente no conceito de uma “sociedade para todos”.
Apologista de que os meios rurais devem ser valorizados, principalmente na Área Metropolitana de Lisboa, Ana Nogueira encara a localização da sede num meio rural como um “grande desafio” e espera que “a Inovar Autismo deixe o seu cunho na sustentabilidade e valorização do território”.
Terapias, atendimento a famílias e pessoas com autismo e outras neurodiversidades, ações de mediação e coaching, programas de formação, projetos inclusivos com recurso designadamente à música, workshops, debates, eventos com as parcerias locais e exposições são as atividades que a Inovar Autismo pretende realizar no seu novo espaço.
O edifício escolar localiza-se na Rua da Escola, no lugar de Arraiados, na freguesia de Pinhal Novo. Insere-se numa zona rural, de baixa densidade populacional e com pouca atividade comercial estabelecida. Está desativada à alguns anos.

Agência de Notícias com Câmara de Palmela 
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Médicos de Setúbal denunciam horas extra além dos limites

Médicos queixam-se de trabalhar a mais no Serviço de Urgência 

O Sindicato dos Médicos da Zona Sul acusou esta terça-feira o Centro Hospitalar de Setúbal de desrespeitar os médicos e impor trabalho extraordinário na Urgência para além dos limites máximos, mas a administração do hospital afirmou que respeita as leis.  Em comunicado, o Sindicato dos Médicos da Zona Sul alega que os médicos de Cirurgia Geral têm vindo a alertar, desde 2017, "para a sua indisponibilidade em realizar trabalho extraordinário em Serviço de Urgência, para além dos limites legalmente exigidos e consagrados nos instrumentos de regulamentação coletiva de trabalho vigentes".
Sindicato quer menos horas extraordinárias na urgência 


De acordo com o sindicato, os médicos, compreendendo a dificuldade de recrutar recursos humanos para responder à escala da urgência, tinham acordado com a administração do hospital continuar a prestar trabalho extraordinário para além dos limites, até ao final do mês de Outubro, mas foram confrontados com uma decisão unilateral da administração do Centro Hospitalar de Setúbal.
"Na última semana daquele mês, os médicos foram confrontados com uma inesperada deliberação do conselho de administração no sentido de impor, unilateralmente, o cumprimento de horas extraordinárias em Serviço de Urgência na escala do mês de Novembro, sustentando-se num parecer jurídico que viola ostensivamente os Acordos Coletivos de Trabalho em vigor, ao considerar que ao trabalho suplementar médico em Serviço de Urgência não são aplicáveis os limites previstos nos referenciados Acordos Coletivos de Trabalho", refere o comunicado.
Para o sindicato, esta "imposição" da administração surgiu como tentativa de colmatar falhas na escala do Serviço de Urgência, que, em alguns dias, não respeitava os critérios da Ordem dos Médicos relativos à constituição das equipas de Cirurgia Geral nos Serviços de Urgência Médico-Cirúrgicas.
O sindicato recorda ainda que, na sequência desta decisão da administração, no final de Outubro um grupo de 12 médicos do Serviço de Cirurgia Geral denunciou a "imposição do cumprimento de horas extraordinárias para além do legalmente exigido em Serviço de Urgência".
"São estas condutas nocivas que propiciam o enfraquecimento do Serviço Nacional de Saúde, com consequente abandono dos médicos e com efeitos nefastos para a pronta assistência, com qualidade, de que devem beneficiar os utentes", refere o sindicato, que promete "exigir junto do Ministério da Saúde e da Ordem dos Médicos uma rigorosa tomada de posição perante as identificadas arbitrariedades protagonizadas pelo conselho de administração".
A agência Lusa contactou o conselho de administração do Hospital São Bernardo, que, numa breve declaração escrita, se escusou a comentar o comunicado, assegurando, no entanto, que "tudo fará no sentido de defender os interesses dos doentes e salvaguardar a qualidade da assistência prestada dentro da legalidade e de acordo com as normas em vigor".
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Almada vai deixar de ter urgência pediátrica à noite

Câmaras de Almada e do Seixal querem soluções para a urgência pediátrica que pode fechar dia 18

A Ministra da Saúde, Marta Temido, admite que o encerramento todas as noites da urgência pediátrica do Hospital Garcia de Orta, em Almada, "é uma hipótese que está ainda em estudo". Marta Temido garante que "está a ser articulada" pelo conselho de administração do Hospital Garcia de Orta, pela Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo e por outros hospitais da região "a melhor solução para o funcionamento da pediatria de várias urgências da Área Metropolitana de Lisboa". A situação não é do agrado das autarquias do Seixal e de Almada que exigem "respostas urgentes" e já pediram uma reunião com o Governo. 
Fecho da urgência pediatrica está em estudo 

A Câmara de Almada anunciou que pediu uma reunião com “caráter de urgência” ao Ministério da Saúde sobre a situação do Hospital Garcia de Orta, salientando que têm de ser encontradas soluções para a urgência pediátrica, que vai fechar portas à noite a partir do próximo dia 18.
A autarquia tem mantido contactos regulares com o conselho de administração do Hospital Garcia de Orta, demonstrando a sua preocupação e afirmando a necessidade imperiosa de serem encontradas ações concretas para a manutenção desta resposta pública na área da saúde”, refere a autarquia, liderada pela socialista Inês de Medeiros, em comunicado.
No documento, a câmara acrescenta ter recebido informações de que o “prolongado encerramento noturno da urgência pediátrica não se confirma”, estando a ser analisadas hipóteses para solucionar os problemas existentes.
A autarquia refere que já pediu uma reunião com caráter de urgência à tutela, na procura de soluções para um problema que “tanto afeta a vida dos almadenses”.
A Câmara de Almada teve oportunidade de reforçar junto do conselho de administração do Hospital Garcia de Orta a sua total disponibilidade para colaborar neste processo dentro, naturalmente, dos limites das suas competências e responsabilidades”, frisa.

Seixal pede soluções à ministra da Saúde
Já o presidente da Câmara do Seixal afirmou à Lusa que a ministra da Saúde deve procurar soluções para que a urgência pediátrica do Hospital Garcia de Orta funcione em pleno, rejeitando qualquer possibilidade de encerramento.
Em vez de se pensar se a urgência pediátrica do Garcia de Orta encerra à noite ao fim de semana ou também durante a semana, o que se devia pensar era em soluções para não encerrar em nenhum período”, disse Joaquim Santos.
O autarca referiu que as populações não podem ficar sem um serviço “importante e de referência.
A ministra da Saúde [Marta Temido] deve estar muito preocupada e deve tomar todas as diligências para manter a urgência pediátrica aberta. A hipótese que surgiu de seis meses de encerramento no período noturno é impensável”, defendeu.
Joaquim Santos frisou que vai solicitar uma reunião urgente junto do Ministério da Saúde.
Já tínhamos reunido sobre esta questão, informaram-nos que iam tomar medidas, mas o que acontece é que o problema se agravou. Têm de ser encontradas soluções que não passem pelo encerramento”, reiterou, acrescentando que o ofício vai ser enviado em breve.
O autarca eleito pelo PCP disse ainda que reuniu com a Comissão de Utentes do Seixal, que lhe transmitiu que a urgência pediátrica ia passar a encerrar todas as noites a partir de 18 de Novembro.
O que me informaram é que pretendem efetuar uma vigília de protesto no dia 18 de Novembro, em que conto estar presente em solidariedade. Disseram ainda que a unidade de cuidados intensivos da pediatria do Hospital Garcia de Orta está encerrada há três meses, algo que desconhecia”, salientou.
Joaquim Santos lembrou ainda a importância de se avançar na prática com a construção do hospital do Seixal, considerando que esta nova unidade vai “aliviar” o Hospital Garcia de Orta.
A falta de pediatras no Garcia de Orta já afeta o hospital há mais de um ano, quando saíram 13 profissionais. Atualmente, trabalham 28 médicos no serviço de pediatria do hospital que serve os concelhos de Almada e Seixal.
Segundo noticiou a RTP, a ministra da Saúde, Marta Temido, diz que ainda estão a ser estudadas várias alternativas para responder à falta de pediatras e que o encerramento durante a noite é apenas uma possibilidade.

Agência de Notícias com Lusa
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ANA pede mais tempo para analisar aeroporto no Montijo

Decisão sobre aeroporto vai demorar mais tempo

A ANA - Aeroportos de Portugal pediu à Agência Portuguesa do Ambiente (APA) uma prorrogação do prazo para analisar as medidas de mitigação propostas pela entidade na Declaração de Impacto Ambiental do futuro aeroporto do Montijo. Numa declaração enviada à agência Lusa, a gestora dos aeroportos nacionais recordou que recebeu a "minuta de Declaração de Impacte Ambiental, que propõe a aplicação de 159 medidas de medidas de mitigação e de compensação". As principais preocupações prendem-se com a avifauna, ruído e mobilidade.
ANA quer mais tempo para viabilizar aeroporto 

Face a este cenário, "para exercício do contraditório e maior aprofundamento sobre as implicações e exequibilidade destas medidas, a ANA solicitou à Agência Portuguesa do Ambiente, nos termos da lei, uma prorrogação de prazo, que aguarda resposta".
No dia 30 de Outubro, a APA emitiu a proposta de Declaração de Impacto Ambiental  relativa ao aeroporto do Montijo e respetivas acessibilidades, tendo a decisão sido "favorável condicionada", viabilizando o projeto e decorrendo um "período de 10 dias úteis para audiência de interessado".
"A Declaração de Impacto Ambiental  é favorável condicionada, viabilizando assim o projeto na vertente ambiental. A DIA inclui um pacote de medidas de minimização e compensação ambiental que ascende a cerca de 48 milhões de euros", referiu a APA em comunicado.
Entre as principais preocupações ambientais na DIA estão a avifauna, ruído e mobilidade.
A Declaração de Impacto Ambiental aponta a avifauna, o ruído e a mobilidade como “três preocupações ambientais principais”, e entre o conjunto de medidas de compensação constam 7,2 milhões de euros mais 200 mil euros por ano para o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas investir na protecção das aves, 15 a 20 milhões de euros para os custos de insonorização de edifícios, tanto públicos como privados, e até 10 milhões de euros a pagar à Transtejo para que esta empresa melhor a mobilidade no Tejo através da aquisição de dois novos navios.
No dia seguinte, a ANA disse, em comunicado, que via "com surpresa e apreensão algumas das medidas propostas, que avaliará detalhadamente dentro do prazo legal definido".
A empresa informou ainda que, "em conformidade com o procedimento aplicável", irá analisar "a exequibilidade, equilíbrio e benefício ambiental dessas medidas, bem como as suas implicações, tendo por base os pressupostos acordados anteriormente para o projeto".
O projeto pretende promover a construção de um aeroporto civil na Base Aérea n.º 6 do Montijo (BA6), em complementaridade de funcionamento com o Aeroporto de Lisboa, visando a repartição do tráfego aéreo destinado à região de Lisboa e a acessibilidade rodoviária de ligação da A12 ao novo aeroporto.
A 8 de Janeiro, a ANA e o Estado assinaram o acordo para a expansão da capacidade aeroportuária de Lisboa, com um investimento de 1,15 mil milhões de euros até 2028 para aumentar o atual aeroporto de Lisboa (Aeroporto Humberto Delgado) e transformar a base aérea do Montijo num novo aeroporto.

Agência de Notícias com Lusa
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Ecopista de Pinhal Novo até ao concelho do Montijo

Autarquia investe 350 mil euros na ciclovia da antiga linha de caminho-de-ferro

A segunda fase da Ecopista de Pinhal Novo foi inaugurada no dia 10 de Novembro, com a presença de autarcas, técnicos do município de Palmela, munícipes, do Grupo dos Amigos das Pasteleiras, do BTTascaduXico e do atleta de triatlo Rui Narigueta que, a pé e de bicicleta, percorreram o trajeto de cerca de quatro km (ida e volta) da nova Ecopista. Construída a partir do canal da antiga linha de caminho-de-ferro, a segunda fase da Ecopista liga a zona da Urbanização Vila Serena ao entroncamento com a Estrada dos Quatro Marcos, na fronteira entre o concelho de Palmela e o de Montijo. 
Ecopista foi inaugurada este domingo 

A obra, com um valor total elegível de 350 mil euros e um apoio financeiro da União Europeia de 175 mil euros, integrou o projeto intermunicipal Ciclop 7 - Rede Ciclável da Península de Setúbal, cofinanciado no âmbito do Portugal 2020.
"Para além de possibilitar aos munícipes uma alternativa de mobilidade em segurança e mais sustentável, esta obra veio valorizar toda aquela zona, fazendo a transição entre o espaço urbano e a zona rural poente, com uma orla verde", refere a autarquia.
O presidente do município, Álvaro Amaro, realçou que a Câmara Municipal "tem apostado em, progressivamente, criar corredores que permitissem devolver espaços à população", nomeadamente, o espaço da antiga linha de caminho-de-ferro. "É um trabalho ao qual assumimos, em 2014, dar continuidade e escala", referiu, lembrando que este era também "um desejo antigo dos pinhalnovenses", agora concretizado.
Este novo troço vem juntar-se à 1.ª fase da Ecopista (1,6 km), inaugurada em Setembro de 2014, que liga, a sul, com a ciclovia de Val´Flores e, a nordeste, com a ciclovia de Vila Serena. A utilização do antigo ramal ferroviário foi possível no âmbito de um protocolo entre o município e a atual Infraestruturas de Portugal, que o cedeu, em comodato, por um período de 30 anos.
Também no âmbito do projeto Ciclop 7, está praticamente concluída a Ciclovia de Quinta do Anjo (faltam apenas algumas questões relacionadas com a iluminação pública) e estão também previstas as ligações de Quinta do Anjo a Cabanas e de Aires a Padre Nabeto e a Setúbal. 
Álvaro Balseiro Amaro acredita que, no âmbito dos próximos fundos comunitários Portugal 2030, "teremos trabalho para continuar a fazer no concelho" nesta matéria.

Agência de Notícias com Câmara de Palmela 
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Estudante com voz para o fado vence em Setúbal

Menina de Queluz vence Concurso de Fado na Capricho Setubalense

Catarina Dionísio, 17 anos, venceu, no dia 16, o XI Concurso de Fado de Setúbal, numa gala com seis cantores em competição, perante o salão esgotado da Sociedade Musical Capricho Setubalense. A jovem estudante do ensino secundário, residente em Queluz, convenceu o júri da prova com a interpretação dos fados “Marcha do Marceneiro” e “Fado Tamanquinhas”, consagrando-se, assim, vencedora da edição deste ano do Concurso de Fado de Setúbal. Maria Passarinho, de Fernão Ferro, Seixal e Raquel Faria, de Palmela, ocuparam o segundo e terceiro lugar do concurso. Pedro Conceição recebeu a menção honrosa. 
Interpretação de Catarina Dionísio conquistou júri 

“Nasci no fado. Os meus avós cantavam, a minha mãe também canta. Sempre ouvi fado”, comenta Catarina Dionísio, que, desde Setembro, canta duas vezes por semana na casa de fados O Forcado, no Bairro Alto, Lisboa.
Sobre ter vencido o XI Concurso de Fado de Setúbal, a jovem fadista, que recebeu o galardão das mãos do vereador da Cultura da Câmara de Setúbal, Pedro Pina, diz que foi “um misto de sentimentos, entre alegria e surpresa”, por não estar habituada a participar em competições.
“Desde o dia da final que a ideia que me ocorre é a de que quero, de facto, fazer do fado a minha vida. É o meu sonho. Quero que seja a minha profissão”, refere.
Catarina Dionísio arrecadou um prémio monetário no valor de 600 euros e o convite para a participação na Feira de Sant’Iago 2020.
O segundo lugar foi atribuído a Maria Passarinho. A jovem, natural de Fernão Ferro, recebeu o prémio de 400 euros e ainda o convite para cantar na Feira de Sant´Iago 2020.
O júri do concurso atribuiu o terceiro lugar a Raquel Faria, que acumulou igualmente o “Prémio do Público”. A jovem natural de Palmela recebeu a quantia total de 450 euros, referentes ao valor de 300 euros pelo terceiro lugar e de 150 euros pela eleição do público.
A menção honrosa para o melhor vencedor do concelho de Setúbal foi entregue a Pedro Conceição.
O evento teve também em competição os fadistas Tiago Conceição, de Fernão Ferro, José Ferreira, de Setúbal, e Sara Coito, de Lisboa. Estes finalistas receberam, cada um, um prémio no valor de 100 euros.
O XI Concurso de Fado de Setúbal foi organizado numa parceria entre a Câmara de Setúbal e a Capricho Setubalense. Na noite de sábado ouviu-se ainda a voz da fadista Teresa Tapadas, artista convidada.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal
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Mulher mata companheiro à facada na Moita

Mulher justifica crime por ser vítima de violência doméstica

Uma mulher de 54 anos entregou-se esta segunda-feira no posto da GNR da Moita, confessando ter matado à facada um homem de 27 anos, alegadamente seu companheiro, informou fonte daquela força de segurança. Segundo a GNR, o homicídio ocorreu de manhã, resultando numa "vítima por esfaqueamento", que alegadamente teria uma relação amorosa com a agressora. A força de segurança confirmou também que foi a mulher que se entregou às autoridades, confessando o crime. A GNR não adiantou mais pormenores por o crime ser da competência da Polícia Judiciária (PJ), que já tomou conta da ocorrência. A mulher alega que era vitima de violência doméstica.
Mulher entregou-se à GNR 

Uma mulher esfaqueou o companheiro até à morte, durante a manhã desta segunda-feira, na Moita. De seguida, entregou-se no posto da GNR daquela localidade. O crime terá ocorrido no rés-do-chão de um prédio e a mulher, com marcas de violência, justificou o crime por dizer ser vítima de violência doméstica.
A mulher de 54 anos esfaqueou até à morte o companheiro de 27 anos na habitação que o casal partilhava, na Moita, confirmou fonte da Guarda Nacional Republicana (GNR) de Setúbal. 
O homicídio aconteceu esta manhã. A mulher apresentou-se no posto da GNR da Moita onde confessou o crime e se entregou.
No local estiveram os agentes da GNR, acompanhados pelos bombeiros locais e pelo INEM que confirmou que o homem morreu no local. 
Segundo algumas fontes, a mulher, que golpeou o homem com uma faca, apresentava marcas de violência e justificou o crime dizendo ser vítima de violência doméstica.
De acordo com a TVI, a mulher depois de ter cometido o crime terá ido levar o filho à escola, foi ainda à casa da irmã, em Sarilhos Pequenos, onde contou o sucedido. Só depois disso se entregou às autoridades locais. 
As agressões já ocorriam à algum tempo. A mulher já teria confidenciado a amigos e a vizinhos que era vítima de maus tratos pelo companheiro.
O caso foi entregue à Polícia Judiciária que irá investigar.

Agência de Notícias
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Almada pode ficar sem urgência pediatrica à noite

Presidente da Câmara do Seixal diz que ministra da Saúde deve encontrar soluções 

O presidente da Câmara do Seixal afirmou à Lusa que a ministra da Saúde deve procurar soluções para que a urgência pediátrica do Hospital Garcia de Orta funcione em pleno, rejeitando qualquer possibilidade de encerramento. “Em vez de se pensar se a urgência pediátrica do hospital de Almada encerra à noite ao fim de semana ou também durante a semana, o que se devia pensar era em soluções para não encerrar em nenhum período”, disse Joaquim Santos. O autarca referiu que as populações não podem ficar sem um serviço “importante e de referência". Recorde-se que a ministra da Saúde, Marta Temido, disse que o encerramento todas as noites da urgência pediátrica do Hospital Garcia de Orta "é uma hipótese que está ainda em estudo".
Almada pode perder urgência pediatrica à noite 

“A ministra da Saúde [Marta Temido] deve estar muito preocupada e deve tomar todas as diligências para manter a urgência pediátrica aberta. A hipótese que surgiu de seis meses de encerramento no período noturno é impensável”, defendeu.
Joaquim Santos frisou que vai solicitar uma reunião urgente junto do Ministério da Saúde.
“Já tínhamos reunido sobre esta questão, informaram-nos que iam tomar medidas, mas o que acontece é que o problema se agravou. Têm de ser encontradas soluções que não passem pelo encerramento”, reiterou, acrescentando que o ofício vai ser enviado em breve.
O autarca eleito pelo PCP disse ainda que reuniu sexta-feira com a Comissão de Utentes do Seixal, que lhe transmitiu que a urgência pediátrica ia passar a encerrar todas as noites a partir de 18 de Novembro.
“O que me informaram é que pretendem efetuar uma vigília de protesto no dia 18 de Novembro, em que conto estar presente em solidariedade. Disseram ainda que a unidade de cuidados intensivos da pediatria do Hospital Garcia de Orta está encerrada há três meses, algo que desconhecia”, salientou.
Joaquim Santos lembrou ainda a importância de se avançar na prática com a construção do hospital do Seixal, considerando que esta nova unidade vai “aliviar” o Hospital Garcia de Orta.
A Comissão de Utentes do Seixal disse esta sexta-feira que a urgência pediátrica do Hospital Garcia de Orta, em Almada, vai passar a encerrar todas as noites, a partir de 18 de Novembro, por seis meses.
“A partir de dia 18 passa a encerrar todas as noites dos sete dias da semana”, anunciou à Lusa José Lourenço, da Comissão de Utentes de Saúde do Concelho do Seixal, depois de uma reunião com a administração do Garcia de Orta.

Encerramento todas as noites em estudo 
O presidente do conselho de administração do Hospital Garcia de Orta, em Almada, afirmou horas depois que estão em estudo várias hipóteses para a urgência pediátrica, recusando confirmar o encerramento deste serviço à noite a partir de dia 18.
Em declarações aos jornalistas no hospital, Luís Amaro admitiu que o encerramento naquele período a partir do dia 18 é “uma das possibilidades que está em cima da mesa”, mas garantiu que “há várias outras possibilidades” em estudo e que não há uma decisão tomada.
O administrador remeteu para a próxima semana, em princípio, uma decisão sobre esta matéria.
Também a ministra da Saúde, Marta Temido, declarou que o encerramento todas as noites da urgência pediátrica do Hospital Garcia de Orta "é uma hipótese que está ainda em estudo".
Este serviço encerrou por diversas vezes durante a noite em Outubro por falta de especialistas, levando o hospital a implementar um modelo de encerramento no período noturno aos fins de semana, até 18 de Novembro.
A falta de pediatras no Garcia de Orta já afeta o hospital há mais de um ano, quando saíram 13 profissionais e, segundo o Sindicato dos Médicos da Zona Sul, nem o lançamento de concursos foi suficiente para colmatar a carência porque "ninguém concorreu".
Atualmente, trabalham 28 médicos no serviço de pediatria, dos quais sete fazem urgência e apenas quatro podem fazer noites porque têm menos do que 55 anos.
A 26 de Outubro, o presidente do Hospital Garcia de Orta informou que a urgência pediátrica deve normalizar "daqui a seis meses", depois do lançamento de um novo concurso e do preenchimento das três vagas por contratação direta, autorizadas pelo Ministério da Saúde.
O Hospital Garcia de Orta serve os concelhos de Almada e Seixal.

Agência de Notícias com Lusa 
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Palmela reabilita Capela de São João Baptista

Capela do Largo de São João irá ser recuperada por 420 mil euros

A Câmara de Palmela, a Diocese de Setúbal e a Fábrica da Igreja Paroquial das Freguesias de Santa Maria e São Pedro de Palmela formalizaram a parceria que vai permitir a requalificação da Capela de São João Baptista, no Largo de São João. O objetivo é que "este valioso edifício volte a estar ao serviço da comunidade, promovendo o estudo, conservação, valorização e divulgação do património histórico-cultural e religioso local e regional", diz a autarquia de Palmela, em comunicado. A obra deverá avançar em 2020, estimando-se um investimento na ordem dos 420 mil euros. 
Capela está localizada no centro da vila 

Numa cerimónia realizada no Auditório da Biblioteca Municipal de Palmela, foi assinado o contrato de comodato através do qual a Fábrica da Igreja Paroquial cede ao município, em comodato, o edifício da Capela, para que a autarquia possa realizar as intervenções de requalificação necessárias. Na mesma ocasião, foi celebrado o Protocolo de Cooperação entre o município, a Diocese e a Fábrica da Igreja Paroquial, que define as responsabilidades de cada um na gestão futura deste equipamento.
O presidente da Câmara de Palmela, Álvaro Amaro, realçou a importância de “preservar um património que é comum e devolvê-lo à comunidade, através do seu usufruto“. O autarca explicou que o projeto de estabilização estrutural da Capela, com um preço base de cerca de 20 mil euros, "estará pronto até ao final de Novembro e que a obra deverá avançar em 2020, estimando-se um investimento na ordem dos 420 mil euros".
Entretanto, a Câmara de Palmela vai entregar, até Dezembro, uma candidatura a financiamento comunitário, através do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano / Plano de Acção para a Regeneração Urbana, que poderá garantir um co-financiamento de 50 por cento, sendo os restantes 50 por cento assumidos pela autarquia e pela Diocese (valor máximo de 50 mil euros).
A obra de requalificação vai decorrer em duas fases: os trabalhos de contenção dos elementos estruturais da Capela, entretanto já identificados como estando em risco de queda e, posteriormente, a completa reabilitação e restauro do edifício.
O Bispo de Setúbal, D. José Ornelas Carvalho, considera que esta parceria representa o “juntar de vontades para atender às necessidades e fragilidades” deste importante património, no âmbito de uma “responsabilidade comum".
O Padre da Paróquia das Freguesias de Santa Maria e São Pedro de Palmela, José Miguel Barata Joaquim, acredita que as três entidades, ao unirem esforços, estão a prestar um “importante serviço à beleza e ao bem comum desta vila”.

Capela com enorme valor histórico 
Localizada no Largo de São João, no Centro Histórico da vila, a Capela de São João Baptista foi templo do Balio de Leça, Ordem dos Hospitalários de São João de Jerusalém ou Ordem de Malta e está classificada como Valor Concelhio, sendo propriedade da Diocese de Setúbal. 
Dessacralizada em 1910, o imóvel tem vindo a degradar-se progressivamente, tendo deixado de ser usado para a realização de eventos culturais, devido ao estado de conservação.
O uso do imóvel pela comunidade local, pelo município de Palmela, pela Paróquia e pela Diocese, pretende fazer da Capela de São João Baptista "um equipamento cultural aberto ao público, no âmbito de uma rede de espaços visitáveis no concelho de Palmela e na Diocese de Setúbal, que valorize o património histórico, cultural e religioso, e seja veículo de educação patrimonial e de turismo cultural e religioso, quer através de um espaço museológico permanente dedicado à Arte Sacra, quer de exposições, conferências, recitais e artes performativas ou de outros eventos destinados à identificação, estudo, conservação e restauro, valorização e promoção de colecções locais e regionais", explica a Câmara de Palmela.

Agência de Notícias com Câmara de Palmela 
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Seca aflige produção de arroz em Alcácer do Sal

Se não chove, as barragens não enchem e quem paga a fatura da água mais cara são os produtores 

Os produtores de arroz são os mais afetados pela falta de água nas barragens de Vale de Gaio e Pego do Altar, em Alcácer do Sal, e ainda têm de suportar custos acrescidos pelos transvases da barragem do Alqueva. O problema não é novo nas duas barragens do vale do Sado, que apresentam um nível de armazenamento abaixo dos valores mínimos razoáveis, e já levou a que nos últimos anos tivessem sido dados alguns passos para permitir recargas a partir da grande barragem do Alqueva, o maior lago artificial da Europa. No entanto, dizem os produtores, a água é mais cara, o que afeta e muito a produção de arroz.
Barragens do Sado estão a perder caudal 

No ano passado, a falta de água no Pego do Altar foi ainda mais evidente do que este ano e deixou visível uma ponte submersa há 18 anos, mas basta olhar agora para as marcas do nível da água nas duas margens para se perceber que a capacidade de armazenamento da barragem, e também na de Vale de Gaio, continua muito aquém do que é necessário para a atividade agrícola e, principalmente, para a cultura do arroz naquela região alentejana.
Neste momento já é possível fazer recargas da barragem de Vale de Gaio a partir do Alqueva e está também prevista uma ligação para permitir a recarga da barragem do Pego do Altar, mas, para agricultores como José Emídio, além de se resolver o problema da falta de água, é preciso resolver o problema do preço.
“Temos tido sempre alguma dificuldade no abastecimento de água, porque a água é reduzida. Já temos tido limites na quantidade de água para regar. E se tivermos o azar de ultrapassar esses limites, [a campanha] termina por ali, porque não há água suficiente”, reconhece José Emídio.
Agora, diz, com o abastecimento do Alqueva, através dos transvases para Vale de Gaio, já há disponibilidade de água, mas esta é mais cara, o que afeta e muito a produção de arroz.
“Em termos de preços, a água proveniente do Alqueva pode ser mais cara 12 a 13 cêntimos por metro cúbico”, lembra, salientando que este agravamento do preço da água, que pode significar um encargo adicional de cerca de mil euros numa campanha, constitui “um valor significativo para os agricultores, que não conseguem vender o arroz a mais do que 60 cêntimos”.
Embora tenha uma produção anual de 90 a 100 toneladas, José Emídio garante que, depois de devidamente escolhido, o arroz para venda não ultrapassa as 60 toneladas, pelo que qualquer agravamento de custo dos fatores de produção vai reduzir drasticamente as margens de lucro já muito estreitas dos pequenos e médios agricultores.

Pego do Altar quer ajuda do Governo 
Pior estão os agricultores junto à barragem do Pego do Altar, que ainda não tem ligação à barragem do Alqueva.
O coordenador da Associação de Regantes e Beneficiários do Vale do Sado, Gonçalo Faria, aponta a ligação para recargas da barragem do Pego do Altar como uma prioridade para os agricultores da região.
“É preciso finalizar ou concretizar a ligação do Alqueva ao Pego do Altar, que, pelo sabemos, é um projeto do Programa de Desenvolvimento Regional 20/30″, afirma Gonçalo Faria, sublinhando que a Associação de Regantes e Beneficiários do Vale do Sado também já tem duas candidaturas aprovadas, uma de 16 milhões de euros e outra de nove milhões, para a reabilitar os canais de rega e melhorar a distribuição de água a centenas de produtores agrícolas.
A Associação de Agricultores do Distrito de Setúbal considera a situação atual nas barragens do Pego do Altar e Vale de Gaio “muito grave, porque as reservas de água estão muito em baixo”, e defende que a água disponível no Alqueva possa ser utilizada em benefício dos agricultores, tendo em conta as necessidades da cultura do arroz.
“Cabe ao Estado português fornecer água em alta, em igualdade de circunstâncias a todos os agricultores”, afirma Joaquim Manuel Lopes, técnico da associação, acrescentando que “a única solução é o Estado português assumir a distribuição da água em alta, e ao mesmo preço, a todos os agricultores, estejam em Viana do Castelo ou no Algarve”.

Problema também nas bacias do Tejo 
Especialista em Hidráulica e Recursos Hídricos, o docente da Escola Superior de Tecnologia do Barreiro (do Instituto Politécnico de Setúbal) Nélson Carriço reconhece que é difícil reduzir consumos de água na produção de arroz, mas lembra que há outras culturas que podem utilizar sistemas de rega mais eficientes, com menor consumo de água.
“Do ponto de vista dos recursos hídricos, da disponibilidade de água, o que podemos fazer é ser mais eficientes na utilização do recurso, ou seja, ter agricultura com sistemas de rega mais precisos. Existem outras culturas que podem ter sistemas de rega mais eficientes”, sublinha o docente.
Confrontado com a situação de outros rios portugueses, designadamente com a diminuição de caudais no rio Tejo, Nélson Carriço afirma que não estão a ser respeitados os caudais mínimos previstos na Convenção de Albufeira, que estabelece um conjunto de regras para a gestão das bacias hidrográficas de rios internacionais que atravessam os dois países da península Ibérica.
“Nós somos um país de jusante, ou seja, a água vem de Espanha. E Espanha controla o caudal que entra para Portugal. Obviamente que na Convenção de Albufeira estão previstos os caudais mínimos, mas, muitas vezes, no verão, esses caudais mínimos não são verificados, ou seja, há uma violação clara dos acordos. Obviamente que o Governo português pode sempre intervir junto do Governo espanhol, chamar a atenção, mas o que tem acontecido recorrentemente é a violação dos caudais [mínimos] do Tejo”, acrescenta.
O docente do Instituto Politécnico de Setúbal recorda ainda que a redução dos caudais no Tejo já levou um conjunto de agricultores de Santarém a apresentar um projeto – Médio Tejo – que poderia ajudar a minimizar o problema, porque iria aumentar a capacidade hídrica através da construção de alguns açudes. Contudo, também suscita algumas questões ambientais.

Agência de Notícias com Lusa 
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Autarcas visitam escolas no Montijo e Afonsoeiro

Executivo conhece a realidade das escolas e anuncia investimentos 

Os executivos da Câmara do Montijo e da Junta de Freguesia da União das Freguesias de Montijo e Afonsoeiro iniciaram um conjunto de visitas às escolas básicas do 1.º ciclo, procurando aprofundar a proximidade com a comunidade educativa e apurar as principais intervenções necessárias em cada estabelecimento de ensino. Este périplo iniciou na EB Liberdade, onde a coordenação da escola agradeceu a rapidez e disponibilidade na resolução de alguns problemas e indicou a necessidade de reparação da cerca das hortas escolares e a criação de uma separação na sala multiusos para a criação de um espaço sensorial para os alunos com necessidades especiais. Areias, Esteval, EB Joaquim de Almeida, EB Rosa dos Ventos e EB Afonsoeiro também mereceram a visita dos autarcas. 
Visita às escolas só termina esta segunda-feira 

O presidente da câmara, Nuno Canta, garantiu que a obra do espaço sensorial seria executada na pausa letiva do Natal e deu conhecimento que a EB Liberdade "será alvo de obras de ampliação a curto prazo, estando prevista a criação de mais quatro salas de aulas para o 1.º ciclo e, previsivelmente, o aumento do espaço de refeitório".
Os autarcas da câmara e da junta seguiram para a EB Areias onde verificaram o melhoramento que foi efetuado no espaço exterior e o novo mobiliário colocado no refeitório. Entre outras pequenas intervenções, a coordenadora da escola solicitou a reparação de uma caleira no telheiro de acesso ao edifício principal, para impedir a entrada de chuva no local.
O primeiro dia de visitas terminou na Escola Básica Integrada do Esteval, onde durante o próximo ano será realizada uma empreitada de trabalhos diversos, na ordem dos 73 mil euros, para reparação de tetos falsos, pintura geral do exterior, substituição de portas, entre outros. As professoras pediram para ser colocado um toldo no acesso entre o refeitório e o auditório, bem como obras de adaptação de sala de aula para a unidade de ensino estruturado.
Estas visitas prosseguiram na EB Joaquim de Almeida, na EB Rosa dos Ventos e na EB Afonsoeiro.
Na EB Joaquim de Almeida foi possível verificar, in loco, as obras em curso de requalificação do estabelecimento de ensino, que incluem a ampliação de refeitório e os arranjos exteriores. A previsão é que os trabalhos estejam concluídos no final deste ano.
A coordenação da EB Rosa dos Ventos informou da necessidade de intervenções diversas, como a limpeza da horta escolar, a manutenção do piso sintético do polidesportivo, o arranjo de uma casa de banho e pinturas exteriores, em particular do pré-escolar.
Por último, na EB Afonsoeiro o presidente da câmara deu conhecimento da obra de requalificação que será executada, previsivelmente, no início do verão de 2020. Trata-se de uma intervenção profunda que vai dotar o estabelecimento de três salas de pré-escolar, biblioteca, sala polivalente, conferir melhores condições ao edifício de Plano Centenário e reformular o espaço exterior, com um novo polidesportivo e com arranjos exteriores.
A visita dos executivos da câmara e da junta às escolas básicas do território da União das Freguesias de Montijo e Afonsoeiro termina esta segunda-feira, dia 11 de Novembro, com as deslocações à EB Ary dos Santos, EB Luís de Camões e EB Caneira.

Agência de Notícias com Câmara do Montijo 
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Setúbal dedica fim de semana ao turismo de Natureza

Maior feira de turismo da natureza acontece este sábado e domingo

De passeios de barco para observação de aves e golfinhos a visitas guiadas, caminhadas, concursos, música e debates, a maior feira de turismo da natureza de Setúbal garante dezenas de atividades para toda a família no sábado e domingo. Com atividades centradas no cais 3 do porto de Setúbal, mas também na Herdade da Mourisca, na Casa da Baía, no rio Sado, no Parque Urbano de Albarquel e em Tróia, o ObservaNatura proporciona mais de trinta atividades dedicadas ao turismo de natureza. Voltado para o turismo ornitológico, uma modalidade do turismo de natureza com destaque para a observação de todo o tipo de aves, em estado puro, com recurso a binóculos ou a telescópios de campo, o evento pretende ainda dar a conhecer o património do Parque Natural da Arrábida e da Reserva Natural do Estuário do Sado.
Feira realça o melhor da natureza 

Nesta 11.ª edição, o ObservaNatura, organizado pela Câmara Municipal de Setúbal, pelo Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas e pela TroiaNatura, desenvolve passeios, workshops, ateliers para crianças, palestras, minicursos, sessões de anilhagem e inúmeras atividades de educação ambiental.
Uma feira instalada no cais 3 do porto de Setúbal, aberta ao público, promove um encontro entre mais de duas centenas de empresas de turismo de natureza e de animação, associações e organismos públicos, além de produtores locais, com vinhos da região, doçaria, conservas, ostras e artesanato.
Um dos momentos altos neste fim de semana, de 9 e 10, é a possibilidade de contemplação de aves emblemáticas do Estuário do Sado, destino privilegiado e considerado um paraíso para a observação de diversas espécies, atraindo todos os anos praticantes nacionais e estrangeiros de birdwatching.
Nos dois dias de evento, o público tem então a possibilidade de admirar flamingos, águias-pesqueiras, pernilongos, colhereiros e garças, em passeios de barco, com a duração de uma hora e um custo de 15 euros para adultos, dez euros para jovens dos 11 aos 15 anos e cinco para crianças dos seis aos 10 anos.
Com partidas de hora a hora, entre as 11 e as 15 horas, no porto palafita junto do Moinho da Maré da Mourisca, os passeios a bordo da embarcação tradicional Mirasado têm reservas disponíveis através do endereço info@mirasado.com ou do telefone 910 723 964.
Nos dias 9 e 10, entre as 11 e as 12h30, o público pode também descobrir as aves das salinas e do estuário através de um passeio de dificuldade baixa, orientado pela Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves. Para participar, basta inscrever-se, gratuitamente, através do 213 220 430 ou do endereço spea@spea.pt.
Há ainda, a 9, às 14 horas, um passeio realizado numa viatura de oito lugares para visita ao Moinho de Maré da Mourisca e para observação de aves, com ponto de encontro no cais 3 do porto de Setúbal. As inscrições custam 15 euros e podem ser feitas pelo 938 122 190 ou dorotasdosal@gmail.com.
Outro dos destaques do evento vão para os passeios de observação de golfinhos na baía de Setúbal, realizados em ambos os dias e com preços diferentes consoante o operador turístico.
No âmbito das atividades do ObservaNatura, o público pode também visitar o Centro Interpretativo do Roaz do Estuário do Sado, a funcionar na Casa da Baía. O transporte é gratuito e efetua-se através de um comboio turístico que sai do cais 3 do porto de Setúbal no dia 9 às 15 horas e a 10 a partir das 16 horas. 
A programação da ObservaNatura prevê também uma visita guiada por um arqueólogo às ruínas de Troia, onde funcionava o maior centro industrial de salga de peixe do império romano. De participação gratuita, a atividade realiza-se no dia 9, às 16 horas.
Mais informações podem ser obtidas através do endereço arqueologia@troiaresort.pt ou do telefone 939 031 936.

Ateliers, debates e palestras
A 11.ª edição do ObservaNatura aposta, à semelhança dos anos anteriores, em ateliers pedagógicos e sempre em contacto com a natureza, num espaço próprio, instalado no cais 3 do porto de Setúbal, onde as crianças podem desenvolver atividades de pintura, modelagem e colagem de materiais reciclados ou assistir a teatro de fantoches e a horas do conto.
Um dos momentos altos da programação para os mais novos é a atividade “Endemismos Lendários”, jogo desenvolvido no âmbito do projeto Lendas & Biodiversidade, da ilha do Príncipe, com o apoio da Sociedade Portuguesa de Entomologia.
Esta sessão realiza-se entre as 15 e as 18 horas de dia 9, no stand da Sociedade Portuguesa de Entomologia, instalado no cais 3 do porto de Setúbal, onde, no dia seguinte, à mesma hora, decorre o jogo de tabuleiro “Vamos aprender com jogos com insetos?”
Também mantendo a aposta das edições anteriores, o ObservaNatura deste ano volta a contar, no dia 10, das 8h30 às 12h30, na Herdade da Mourisca, com uma sessão de anilhagem de aves, uma das ferramentas mais utilizadas para estudar as migrações. As inscrições devem feitas até dia 7 através do gce@icnf.pt.
No Parque Natural da Arrábida estão previstas uma tour através da observação paisagística desde o topo da serra e do forte de São Filipe, nos dias 9 e 10, com reservas pelo telefone 917 158 168, e uma subida ao Formosinho, a 10, com a duração de cinco horas e inscrições através de www.biotrails.pt ou de 914 760 638.
O ObservaNatura inclui, a 9, entre as 10 e as 18 horas, sessões de stand up paddle dirigidas a grupos de quatro a oito pessoas, com saídas a partir do Parque Urbano de Albarquel. As inscrições custam 7,5 euros e devem ser formalizadas através do endereço geral@zarpa.pt ou do telefone 915 421 259.
Já no ciclo de debates e palestras, a realizar no cais 3 do porto de Setúbal, tanto se pode saber mais sobre programas de monitorização de avifauna e espécies de serpentes presentes no território nacional, como conversar sobre a defesa da floresta contra incêndios ou sobre experiências sustentáveis.
O evento de turismo de natureza reserva, ainda, para o dia 9, entre as 16 e as 19 horas, um minicurso de fotografia de vida selvagem, organizado por Diogo Oliveira Photography.
O ObservaNatura conta com as parcerias de Associação Baía de Setúbal, Porto de Setúbal, TroiaCruze, Transportes Luísa Todi, Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, Oceanário de Lisboa, Fundação Oceano Azul, Biotrails, Vertigem Azul, Sado Emotion, Nature Affairs, Rotas do Sal, Zarpa, Dolphin Bay e Mirasado.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal
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Feira do Chocolate arranca esta sexta-feira em Grândola

Evento alia gastronomia e vinhos aos sabores do chocolate

A animação está garantida no evento mais doce do Alentejo. A 13.ª Feira do Chocolate de Grândola abre as portas esta sexta-feira para uma edição que quer aliar a gastronomia e os vinhos alentejanos aos sabores do chocolate, com propostas para todos os gostos. Esta noite sobem ao palco os Irmãos Verdades com os ritmos quentes africanos e, no sábado, a cantora Micaela promete contagiar o público com a sua enorme energia. Ao longo dos três dias os visitantes vão poder assistir a espetáculos de performance de manipulação de fogo e animação circense, teatro e concertos de rua. Quem andar pelo recinto do certame vai ainda cruzar-se com os gigantones de Chocolate e as estátuas vivas. Carrosséis, insufláveis e a casinha de Chocolate com um conjunto de atividades dirigido aos mais novos completam o programa da edição deste ano da Feira de Chocolate. 
Feira mais doce do Alentejo decorre até domingo 

O certame, organizado pela Câmara de Grândola, vai contar com a presença de vários 'chefs' portugueses, que, entre sexta-feira e domingo, vão confecionar vários pratos tendo o chocolate como ingrediente principal.
"O espaço do 'showcook' é sempre muito requisitado pelos visitantes do certame e, este ano, mais uma vez, vamos contar com a presença de 'chefs' conceituados, alguns pela primeira vez, outros repetentes, mas que de certo vão surpreender na confeção de cada prato", disse à agência Lusa Carina Batista, vereadora da Câmara de Grândola, no litoral alentejano.
Salada de pintada, legumes assados, tomate fresco, frutos secos e chocolate, bola de batata com bacalhau assado, molho de amêijoas e camarão à Bulhão Pato, polvo em aroma de tinto regional, abóbora, alho porro,acelgas e crocante de cacau vão ser confecionados ao vivo pelos 'chefs' Vítor Sobral, Marcelo Bento, Manuel Alexandre e Tony Salgado.
A "delícia" de chocolate merengado de cacau com baunilha de bourbon de amêndoa, da 'chocolatier' Céu Carvalho, ou a mousse de chocolate, gelado de caramelo e amêndoas caramelizadas com creme mascarpone, do 'chef' Marcelo Bento, são outras das propostas dos 'showcooks'.
Este ano, a organização vai assinalar também o Dia do Enoturismo, no sábado, com uma prova de chocolates com vinhos produzidos no concelho e, no dia da abertura, os visitantes vão ter a oportunidade de assistir "à preparação do típico bolo das rosas, ao qual será acrescentado chocolate, o ingrediente rei", adiantou.
O evento, que se realiza no Parque de Feiras e Exposições de Grândola, conta com a presença de mais de 60 expositores e tasquinhas "com uma oferta diversificada" para os visitantes, além do programa com animação circense e de rua, gigantones, mascotes, estátuas vivas e espetáculos musicais.
Chocolates artesanais, bombons, espetadas de fruta e chocolate, bolos, licores, crepes e outras tentações à base de chocolate, produzidas de norte a sul do país, farão as delicias do público.
"Este produto é sempre muito apetecível e por ser uma altura do ano com menos oferta é sempre um bom motivo para as pessoas, em família, nos visitarem e aproveitarem para fazer algumas compras de Natal e temos conseguido atrair público de toda a região", frisou a autarca.
O certame vai contar igualmente com a presença dos 'chocolatiers' Marlene Alexandre e Humberto Lavos, que, durante os três dias da feira, vão esculpir em chocolate a Igreja de Santa Margarida da Serra, no interior do concelho de Grândola, classificada como Monumento de Interesse Público.
Em simultâneo, decorre a Semana Gastronómica do Chocolate e São Martinho em 12 restaurantes do concelho com ementas à base de chocolate, castanhas, batata doce e vinho novo.

Agência de Notícias com Lusa 
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Setúbal mantém taxa máxima de IMI para 2020

Autarquia aprova "taxa máxima" em todos os impostos municipais 

A Câmara de Setúbal aprovou a aplicação da taxa de IMI para 2020, mantendo os 0,45 por cento. Trata-se do valor máximo permitido por lei. A proposta, aprovada pelos votos da maioria CDU, não apresenta quaisquer beneficiários para as famílias. Os socialistas e social-democratas defendiam a "redução progressiva" do IMI e, por isso, votaram contra. Recorde-se que Setúbal é o único concelho do distrito com taxa máxima do Imposto Municipal sobre Imóveis. Nos 308 municípios portugueses é apenas um dos 13 que paga a taxa máxima. O executivo comunista explica que "enquanto não for pago o Fundo de Equilíbrio Financeiro [dinheiro que o Estado emprestou à autarquia] o valor do IMI não poderá baixar". A Câmara de Setúbal também não irá devolver à população qualquer verba que recebe do IRS. As empresas também irão pagar a Derrama pelo máximo [1,5 por cento dos lucros]. Não há isenção para as pequenas e médias empresas, ao contrário do que todas as autarquias do distrito fazem.
Cidade tem os impostos mais altos do país 

Os valores do IMI – Imposto Municipal sobre Imóveis a aplicar em 2019 e a liquidar em 2020, que vão submetidos a apreciação pela Assembleia Municipal, foram aprovados esta semana. O IMI aplicável no concelho de Setúbal terá, como base, taxas de 0,45 por cento para os edifícios urbanos e de 0,8 para prédios rústicos. A taxa máxima permitida por lei.
Além disso, explica a autarquia, "as políticas municipais referentes à reabilitação urbana, que incluem o combate à desertificação, o incentivo ao mercado de arrendamento e a promoção da revitalização urbana, contribuíram para o estabelecimento de coeficientes de incentivos e de penalizações".
No âmbito dos incentivos, para imóveis localizados nas áreas de reabilitação urbana de Setúbal e Azeitão mantém-se a minoração em 30 por cento nos casos de prédios urbanos conservados após obras, considerando-se como tais os que subam um nível e obtenham o estado de conservação de “Excelente” ou “Bom”.
Para os edifícios que, após obras de conservação, mantenham o valor anterior nas avaliações do estado de conservação de “Excelente” e “Bom” a minoração da taxa do IMI é de 15 por cento.
Há também uma minoração da taxa do IMI que ascende a 50 por cento caso o estado de conservação do imóvel suba uma categoria e obtenha a avaliação de “Excelente” ou “Bom” após obras de reabilitação e, cumulativamente, se encontre arrendado.
O mesmo valor máximo de minoração legalmente aceite, 50 por cento, pode ser aplicado a prédios classificados como de interesse público, de valor municipal ou património cultural.
No caso de prédios urbanos igualmente arrendados e que, após obras de reabilitação, mantenham o nível anterior nas avaliações do estado de conservação de “Excelente” e “Bom” o valor do incentivo é de 25 por cento.

Agravamento do imposto para edifícios abandonados 
Já as majorações do IMI penalizam para o triplo, ou seja, 200 por cento, prédios urbanos que se encontrem devolutos há mais de um ano ou em ruína, e para o sêxtuplo, ou seja, 500 por cento, prédios urbanos que se encontrem devolutos há mais de dois anos, quando localizados em zonas de pressão urbanística.
Há, por outro lado, majorações de 30 por cento nos casos dos prédios urbanos degradados em que o estado de conservação seja avaliado como “Péssimo” ou “Mau” e que não cumpram satisfatoriamente a sua função ou coloquem em risco a segurança de pessoas e bens.
A autarquia decidiu ainda "prorrogar a isenção do pagamento do IMI por mais cinco anos nos imóveis localizados nas áreas de reabilitação urbana afetos a arrendamento para habitação permanente ou a habitação própria e permanente".
De realçar que, em face de alterações no Estatuto dos Benefícios Fiscais em sede do Orçamento do Estado, passaram a ser "incentivadas ações de reabilitação urbana e outras intervenções de beneficiação de edifícios".
Neste âmbito, "há isenção de IMI por três anos, com possibilidade de renovação por mais cinco, nos prédios urbanos ou frações autónomas concluídos há mais de trinta anos ou localizados em áreas de reabilitação urbana desde que, sendo objeto de intervenções de reabilitação específicas, adquiram um estado de conservação de pelo menos “Bom” e subam dois níveis acima da posição obtida anteriormente", explica a autarquia.
Após a deliberação deste órgão autárquico, as taxas fixadas são comunicadas à Autoridade Tributária e Aduaneira, por transmissão eletrónica de dados, até 31 de Dezembro.

Autarquia não devolve IRS 
O lançamento para 2020 de uma participação variável de cinco por cento no IRS dos sujeitos passivos com domicílio fiscal no concelho foi também aprovado pela autarquia.
"A deliberação que fixa em cinco por cento a participação variável no IRS dos sujeitos passivos residentes no concelho relativa aos rendimentos de 2019 vai ser submetida à apreciação da Assembleia Municipal de Setúbal". 

Derrama de 1,5 por cento para empresas 
O lançamento da derrama em 1,5 por cento para 2020 foi aprovado no dia 6, em reunião pública, pela Câmara de Setúbal. E, ao contrario do que acontece em outras autarquias que isentam as pequenas e médias empresas de pagar este imposto, em Setúbal todos pagam por igual, a taxa máxima.
A derrama é o imposto municipal que incide sobre o lucro tributável sujeito e não isento de IRC – Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas gerado no concelho em resultado de uma atividade de natureza comercial, industrial ou agrícola.
A taxa é afeta às despesas de investimento incluídas no Plano Plurianual de Investimentos, no Plano de Atividades Municipais e nas restantes despesas orçamentais.
Todas as decisões vão ser agora discutidas na Assembleia Municipal.

Agência de Notícias 
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Setúbal investe em novos centros de saúde

"Em 2025 teremos uma renovada rede de centros de saúde no concelho"

A necessidade da adoção de uma política de saúde centrada nos cuidados primários, com a construção de novos equipamentos no concelho, foi destacada, esta quinta-feira, na abertura das 4.as Jornadas de Enfermagem do Centro Hospitalar de Setúbal. O encontro, a decorrer até esta tarde, no Fórum Municipal Luísa Todi, com o tema “Compreender o presente. Evoluir para melhor cuidar”, teve início com uma sessão de abertura na qual a presidente da Câmara de Setúbal, Maria das Dores Meira reiterou o parecer da autarquia de assumir o compromisso de defender “intransigentemente” o Serviço Nacional de Saúde. “Hoje, como ontem, rejeitamos o encerramento de centros de saúde e defendemos a manutenção de todas as valências no Centro Hospitalar de Setúbal, a par do desenvolvimento da rede de cuidados continuados”, revelou a autarca. 
Autarquia quer melhorar saúde no concelho 

Na abertura das Jornadas de Enfermagem do Centro Hospitalar de Setúbal, organizadas com o apoio do município, a autarca defendeu ainda que “é fundamental haver maior investimento no Serviço Nacional de Saúde, a par do aumento do número dos profissionais em todas as áreas dos cuidados de saúde”.
Maria das Dores Meira salientou a necessidade da adoção de uma política de saúde centrada nos cuidados primários, o que implica a construção de novos centros de saúde, no caso de Setúbal nomeadamente em Azeitão e no Bairro Santos Nicolau, assim como a criação de outro que alivie os equipamentos da Beira-Mar e de Vale de Cobro.
“Quanto a Azeitão, apresentámos, na semana passada à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo uma candidatura, no âmbito do PorLisboa, no valor de cerca de três milhões de euros, para a construção deste equipamento”, cujo objetivo passa por inaugurar o espaço no final do segundo semestre de 2021.
O financiamento da construção do novo centro de saúde de Azeitão será assegurado em 50 por cento por fundos comunitários e o restante pelo Estado. “A Câmara de Setúbal cede o terreno, faz a fiscalização da obra e assegura os projetos de especialidades”.
No que diz respeito ao processo do centro de saúde do Bairro Santos Nicolau, referiu estar a trabalhar com a ARS-Lisboa e Vale do Tejo, seguindo o processo idêntico, em que a autarquia, além de ceder o terreno, garante o apoio noutras fases da obra.
Sobre o aumento da capacidade de resposta do Centro de Saúde de Vale do Cobro, para a instalação de nova Unidade de Saúde Familiar, Maria das Dores Meira indicou que está “em fase de conclusão uma intervenção da responsabilidade da ARS-Lisboa e Vale do Tejo”.
A Câmara Municipal e a ARS-Lisboa e Vale do Tejo estão a trabalhar em simultâneo para lançar o processo de construção de um novo centro de saúde para aliviar o equipamento da Beira-Mar, o qual deverá ficar situado em terreno cedido pelo município, na Praceta Maria Lamas, perto da Escola Secundária de Bocage.
“Estamos a trabalhar para que até 2021 avancem todos estes processos, partindo do pressuposto de que o Governo assumirá as suas responsabilidades em matéria de financiamento. Acreditamos que em 2025 teremos assim uma renovada rede de centros de saúde no nosso concelho para melhor servir as nossas populações”.

Centro Hospitalar de Setúbal com boas respostas 
A abertura da sessão contou ainda com a intervenção do presidente do concelho de administração do Centro Hospitalar de Setúbal, Manuel Roque, que considerou o encontro como “uma iniciativa de interesse social e científico e também a demonstração do empenho determinado do Centro Hospitalar de Setúbal e dos seus profissionais”.
Para Carla Silva Mendes, enfermeira-diretora do hospital de São Bernardo, também interveniente na abertura, a quarta edição das Jornadas de Enfermagem de Setúbal constituem dois dias centrados numa profissão que está em constante mudança.
Tal facto, “exige uma adaptação profissional, para responder com qualidade às novas necessidades dos cidadãos, cada vez mais informados e exigentes”, apenas possível de garantir numa lógica de busca constante pela melhoria do desempenho profissional.
A enfermeira-diretora considera igualmente que a enfermagem “cresceu em muitos sentidos, apresentando-se hoje como um grupo profissional mais competente e diferenciado, sedimentado pelo grande investimento na investigação, prestando cuidados de maior complexidade e qualidade”.
A abertura das Jornadas de Enfermagem do Centro Hospitalar de Setúbal incluiu também intervenções do representante da Ordem dos Enfermeiros Marto Batista e da diretora executiva do ACES Arrábida, Bárbara Carvalho, que representou o presidente da ARS-Lisboa e Vale do Tejo, Luís Pisco.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal
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