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Festas de Santo Isidro de Pegões arrancam hoje

Festas em Honra do Padroeiro Santo Isidro animam Pegões Velhos

A partir desta sexta-feira,  terá lugar as Festas em Honra do Padroeiro Santo Isidro, no concelho do Montijo, realizadas pela Direção da Sociedade Recreativa de Pegões Velhos com apoio da União das Freguesias de Pegões e da Câmara do Montijo. Para além da procissão, em honra do santo padroeiro da Freguesia, nas Festas de Santo Isidro de Pegões destacam-se os tradicionais espetáculos de variedades - com David Antunes, Canta Brasil a Função Públika -, os bailes, os jogos tradicionais, as largadas de toiros e as atividades desportivas. A festa, as primeiras do concelho, terminam domingo com fogo-de-artificio. 
Montijo abre época de festas em Santo Isidro 

São as primeiras a arrancar no concelho do Montijo já esta sexta-feira, dia 17 de Maio: as Festas em honra de Santo Isidro chegam e trazem consigo música, largadas, bailes populares e muita animação.
A abertura oficial será no dia 17 de Maio, às 18h30, ao som da Fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Canha. Neste dia, destaque para o concerto de David Antunes, às 23 horas.
No sábado, 18 de Maio, haverá a 3.ª Caminhada Santo Isidro, pelas 18 horas, e o concerto com os Canta Brasil, às 23 horas. Sexta e sábado, a partir das duas e meia da madrugada há toiros na rua.
Para finalizar, no domingo, dia 19 de Maio, às 15 horas terá lugar a procissão em honra de Santo Isidro, às 20 horas um espetáculo com a Banda Função Públika e o encerramento das festas com fogo de artifício.
O presidente da União de Freguesias de Pegões, António Miguéns, mostra-se orgulhoso do trabalho desenvolvido pela comissão. “Quero reconhecer publicamente o trabalho que esta comissão de festas constituída por gente jovem, dinâmica e com grande capacidade empreendedora” afirmou o autarca.
Nuno Canta, presidente da Câmara do Montijo também agradeceu à comissão o “empenhamento, envolvimento e dedicação”.
“As festas em honra de Santo Isidro marcam a nossa tradição, a nossa memória e são fruto do trabalho de muita gente” sublinhou Nuno Canta garantindo que o apoio da autarquia é para continuar “sempre que tivermos possibilidades e condições para isso”, diz o autarca.

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Moita recebe a tradicional Feira de Maio a partir de 23

Feira regional marca o arranque da época de festas no concelho

A vila da Moita está em festa de 23 a 26 de Maio, com a tradicional Feira de Maio que marca também o início do ciclo das festas populares no concelho da Moita. No programa deste ano, não faltam as tradicionais largadas de toiros, na Avenida Dr. Teófilo Braga, uma corrida de toiros, o Espaço de Gastronomia Local, onde irá ter lugar o Almoço da Feira e os habituais divertimentos, com diferentes carrosséis. Ainda há um desfile de moda, concursos de raças de  vacas leiteiras, a mostra de Caprinos leiteiros de raças exóticas e uma mostra de produtos biológicos. O público pode assistir a três largadas, a vários espetáculos musicais e arruadas de bombos, refere a autarquia. Este evento tem como objetivo “dinamizar o comércio local” e “divulgar as tradições da Moita”, nomeadamente as “tradições taurinas”, explica a Câmara da Moita. António Pinto Basto e Micaela são as principais atrações musicais do evento.
Moita prepara Feira de 23 a 26 de Maio 

Quatro dias de muita animação abrem o ciclo das festas populares no concelho da Moita. De 23 a 26 de Maio, a vila da Moita recebe a Feira Regional que conta com um programa diversificado: as tradicionais largadas de toiros na Avenida Teófilo de Braga, exposições, gastronomia e muita música.
Na primeira noite, a 23 de Maio, a Abertura Oficial da Feira Franca, Carrosséis e Divertimentos, bem como do Espaço da Gastronomia e da Mostra de Artesanato, está marcada para as 21 horas.  De seguida, está prevista, entre outras atividades, a realização de um Desfile de Moda com a participação do Comércio Local.
No dia 24 de Maio, pelas 15 horas, realiza-se a Conferência integrada no 20º Concurso Regional da Raça Holstein Frísia da Moita, no Auditório da Biblioteca Municipal Bento Jesus Caraça, e a Abertura Oficial do 20º Concurso Regional da Raça Holstein Frísia da Moita e da 2ª Caprileite – Mostra de Caprinos Leiteiros de Raças Exóticas, no Pavilhão Municipal de Exposições. De salientar que esta iniciativa, que decorre até dia 26 deste mês, agrega algumas das maiores e mais produtivas explorações nacionais.
Ainda no dia 24, a Praça da República recebe o espetáculo de fado com António Pinto Basto, sevilhanas e, na Avenida. Dr. Teófilo de Braga, realiza-se, nessa noite, a 1ª Largada de Toiros.
No sábado, dia 25, às 10 horas abre o “Páteo das Velharias”, no Largo das Palmeiras. À noite, pelas 22 horas, o espetáculo musical é com Micaela, na Praça da República, e tem lugar a 2ª Largada de Toiros na Avenida Dr. Teófilo de Braga.
No domingo, dia 26, realiza-se a 3ª Largada de Toiros, a abertura do Espaço Biofesta 2019 – 15º Mostra de Projetos e Produtos Biológicos, a 2ª Mostra de Caprinos Leiteiros de Raças Exóticas, o  Almoço da Feira, entre outras iniciativas que se prolongam até à noite, com muita animação. Na programação deste dia, está incluída a Corrida de Toiros, na Praça Daniel do Nascimento, no dia 26, pelas 17 horas.
João Moura é o cabeça de cartaz – maestros dos maestros -, António Ribeiro Telles – o embaixador do classicismo – e Luís Rouxinol Jr – no ano de afirmação após a sua primeira temporada como cavaleiro de alternativa -, compõem a terna numa tarde onde as pegas estarão a cargo dos forcados amadores de Vila Franca de Xira e Aposento da Moita, capitaneados respectivamente por Vasco Pereira e Leonardo Mathias. Em tarde de verdadeira competição lidam-se seis toiros da ganadaria Palha. Cada bilhete custa 10 euros. 

A história da Feira de Maio 
Na Sessão da Câmara Municipal de 25 de Fevereiro de 1914 “deliberou-se transferir a feira anual de gados e quinquilharias para o quarto domingo de Maio e segunda-feira seguinte e que se fizesse a propaganda necessária para se tornar conhecida esta deliberação”.  
Passados 105 anos, o ambiente festivo invade novamente a vila da Moita, fazendo a alegria das gentes da terra e dos muitos visitantes que a vila acolhe durante os quatro dias de festa. 
"Hoje, a Feira de Maio continua a ser um local de encontro e convívio entre a população, com os atractivos e a diversidade que os tempos actuais impõem, mas respeitando as tradições que caracterizam a vila da Moita, como é o caso da Feira da Vaca Frísia", revela a organização
Para a autarquia, a Feira de Maio “é um local de convivência” e de “reencontro de amigos”, que não se vêem há algum tempo. A Câmara da Moita revela que “toda a programação da feira” foi realizada em parceria com o “movimento associativo” e com a “comunidade”, que são os “protagonistas das atividades que se vão realizar ao longo dos quatro dias”.
A autarquia lembra que este evento “só por si já atrai um elevado número de pessoas, por ser a primeira feira do município da Moita e por ter uma vertente musical e taurina, sendo as largadas conhecidas a nível nacional”.
A Câmara da Moita ambiciona que durante os quatro dias estejam presentes mais de 100 mil visitantes, caso as condições meteorológicas ajudem de quinta a domingo, os dias de festa rija pelas ruas da vila ribeirinha da Moita.

Concurso da Raça Holstein Frísia
Integrado na centenária Feira Regional de Maio, o XX Concurso da Raça Holstein Frísia realiza-se nos dias 24, 25 e 26 de Maio, no Pavilhão Municipal de Exposições, na Moita.
Após um interregno de 15 anos, o Concurso voltou a realizar-se a partir de 2017, com vista a "congregar todo o setor de produção leiteira e pecuária e contribuir para a promoção da espécie, ao mesmo tempo que procura ser um encontro entre produtores e fornecedores", explica a Câmara da Moita.
"Potenciar novas ideias na divulgação e defesa desta raça de extrema importância para a nossa região e para o país", é um dos objetivos do certame.
No dia 24 (sexta-feira), decorre uma Conferência que se constitui como um espaço de enriquecimento do conhecimento e de debate sobre temáticas de interesse para os profissionais do setor.
No dia 25 (sábado), às 15 horas  têm lugar as classificações das secções e, às 21 horas, as finais.
O Concurso da Raça Holstein Frísia é organizado pelo município da Moita com o apoio da Associação Portuguesa de Criadores da Raça Frísia e da Associação para o Desenvolvimento da Estação de Apoio à Bovinicultura Leiteira.
Em simultâneo, realiza-se, a 2ª Mostra Caprileite, no dia 26 de Maio, a partir das 10 horas. Esta Mostra tem por objetivo "divulgar as raças caprinas leiteiras exóticas mais utilizadas no país, sendo uma oportunidade para os criadores mostrarem a evolução deste importante setor", realça a autarquia.
Ainda em paralelo, decorre o 2º Concurso de Arroz Doce, no dia 26, às três da tarde. Este evento, aberto ao público em geral, premeia o melhor arroz doce a concurso.

Biofesta dedicada à Dieta Mediterrânica
A 15ª Biofesta - Mostra de projetos e produtos biológicos realiza-se a 26 de Maio, das 10h30 às 18 horas, no Largo Conde Ferreira, na Moita. Esta iniciativa, que integra o programa da Feira Regional de Maio, é dedicada, este ano, ao tema “Dieta Mediterrânica”.
"A diversidade no consumo de alimentos e técnicas culinárias saudáveis são características da Dieta Mediterrânica que incentiva a utilização de alimentos locais e sazonais, o que permite diminuir os custos energéticos, de tempo, embalagem e transporte inerentes à importação de alimentos", sublinha a autarquia da Moita.
Portanto, refere ainda a Câmara, "além ser uma forma de alimentação saudável, recorre a práticas sustentáveis e amigas do ambiente".
A Biofesta é uma aposta da Câmara da Moita e do Centro de Formação das Escolas dos Concelhos da Moita e do Barreiro. Trata-se de um evento que decorre em ambiente informal e descontraído, onde são divulgados os projetos das hortas biológicas escolares, os produtos hortícolas de microprodutores locais e comercializados produtos biológicos diversos, sendo também divulgadas organizações relacionadas com o modo de produção biológicos.
Ao longo do dia, a Biofesta é enriquecida com demonstrações, provas e muita animação.
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Obras tornam Portinho da Arrábida mais atrativo

Autarquia avança para construção de parque de estacionamento para vinte veículos 

A requalificação da área de estacionamento automóvel no Portinho da Arrábida, a iniciar no dia 20 de Maio, é uma das intervenções que a Câmara de Setúbal executa com o intuito de melhorar as condições de usufruto da zona. "A operação, que inclui a repavimentação da zona de estacionamento, que recebe uma nova configuração para acolher cerca de duas dezenas de veículos, é executada por administração direta, ou seja, com recurso a meios técnicos e humanos próprios da autarquia", refere a Câmara sadina em comunicado. 
Obras decorrem até 24 de Maio 

Os trabalhos, com conclusão prevista para o dia 24 de Maio, são "realizados de forma faseada para que o acesso ao parque seja possível, diariamente, após as 20 horas, estando, contudo, salvaguardada a gestão do acesso contínuo de moradores, operadores comerciais e forças de proteção e socorro", explica a autarquia.
Depois da requalificação da área de estacionamento, a Câmara de Setúbal avança com a construção de "um passadiço de frente de mar, executado em toda a extensão do Portinho da Arrábida, concretamente entre o restaurante e uma nova infraestrutura de apoio náutico".
Esta nova área de lazer, criada com pavimento deck e dotada de mobiliário urbano, além da melhoria da imagem e das condições de usufruto tanto para locais como para visitantes, reforça "a componente de segurança, resultado da instalação de guardas de frente de mar", sublinha o mesmo comunicado.
Estas obras são enquadradas num outro investimento camarário realizado no Portinho da Arrábida, concretamente a "criação de uma ponte cais para acostagem de pequenas embarcações de recreio, de utilização permanente durante todo o ano, a funcionar a partir de Junho", conclui a autarquia sadina.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 
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Pediatria no Hospital de Almada preocupa PSD

Falta de pediatras no Garcia de Orta coloca em causa a assistência as crianças em todo o distrito

O deputado e presidente da Distrital de Setúbal do PSD, Bruno Vitorino, diz estar “bastante preocupado” com o futuro da especialidade de Pediatria no Hospital Garcia de Orta, em Almada, devido à falta de médicos. “A possibilidade de encerramento de algumas valências da Pediatria no Hospital Garcia de Orta, nomeadamente da Sala de Cuidados Intensivos Pediátricos, bem como da própria Urgência pediátrica, é um cenário real, que coloca em causa a assistência as crianças em todo o distrito”, sublinha o deputado laranja. O presidente do conselho de administração do Hospital Garcia de Orta, [que tomou posse no inicio deste mês] Luis Amaro, afirmou no parlamento, que vão ser contratados diretamente três pediatras e que no próximo concurso haverá quatro vagas de clínicos para a pediatria.
Falta de pediatras continua a ser problema 

Recentes informações apontam neste sentido, tendo em conta uma recente comunicação do Conselho de Administração do hospital, do dia 7 de Maio de 2019, para a Secretária de Estado Adjunta da Saúde a afirmar a "impossibilidade de assegurar o funcionamento da Sala de Cuidados Intensivos Pediátricos no Hospital Garcia de Orta".
Este hospital serve uma população estimada em cerca de 350 mil habitantes dos concelhos de Almada e Seixal, sendo que em algumas valências a sua zona de influência extravasa largamente estes dois concelhos, estendendo-se a toda a Península de Setúbal, nomeadamente nas áreas de especialidade de Neonatologia e Neurocirurgia.
“Esta é uma situação assustadora, pois o encerramento de valências na área de Pediatria vem colocar em causa o acesso em tempo útil e com qualidade aos cuidados médicos necessários por parte das crianças da região”, explica Bruno Vitorino.
Ainda de acordo com informações vindas a público, não há pediatras disponíveis para contratação face às condições salariais oferecidas e à penosidade das condições de trabalho no Hospital Garcia de Orta, assim como a degradação dos serviços levou à saída dos médicos mais experientes e diferenciados.
Tendo em conta toda esta situação, e por existirem “grandes dúvidas” relativamente ao futuro da área de Pediatria no Hospital Garcia de Orta, os deputados do PSD do distrito de Setúbal vão pedir uma reunião com caráter de urgência ao Conselho de Administração.

Administração compromete-se com contratação direta de 3 pediatras
A urgência pediátrica do Hospital Garcia de Orta estava em risco de encerrar devido à falta de médicos. No próximo concurso, serão ainda abertas vagas para mais quatro pediatras.
“A primeira reunião que este novo conselho de administração teve foi com o serviço de pediatria, primeiro com o doutor Anselmo Costa [diretor demissionário da pediatria e da urgência pediátrica] e depois com todo o serviço. O compromisso assumido vai na sequência de o conselho garantir três contratos diretos de médicos pediatras e, no próximo concurso, que não é só de pediatras, garantir quatro vagas para a pediatria”, disse Luis Amaro.
O representante falava na Comissão de Saúde, na sequência de um requerimento do PSD para obter esclarecimentos sobre as “atuais condições de funcionamento, em especial no serviço de pediatria e urgência pediátrica, e assim conhecer as medidas tomadas para garantir a qualidade e segurança nos cuidados prestados às crianças e jovens que ali acorrem”.
De acordo com Luis Amaro, a ministra da Saúde, Marta Temido, também se comprometeu com a administração da unidade hospitalar em relação às vagas para a contratação de pediatras. “Três contratos estão aprovados. O trabalho a seguir, e que já encetámos, foram as entrevistas com pediatras para os cativar a vir trabalhar connosco”, adiantou.
Em 4 de Abril, o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses advertiu que a urgência pediátrica do Hospital Garcia de Orta estava em risco de encerrar a partir de 13 de Abril, devido à falta de médicos. Seis dias depois, a administração referiu que estavam a ser tomadas medidas para combater a falta de médicos na urgência pediátrica, garantindo serviços mínimos, com três especialistas.
Na altura, a Comissão de Utentes da Saúde do Conselho do Seixal alertou para a falta de pediatras no Hospital Garcia de Orta e defendeu reabertura dos Serviços de Atendimento Permanente  nos centros de saúde dos concelhos de Almada e Seixal.
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Quercus diz que aeroporto no Montijo tem menos impactos

Ambientalistas preocupados com ruído do novo aeroporto quer compensar habitantes

O ruído produzido pelo novo aeroporto no Montijo preocupa os ambientalistas da Quercus, que sugeriram aos deputados criar um fundo de compensação para os habitantes da zona [sobretudo no Lavradio e Baixa da Banheira] insonorizarem as habitações. Numa audição no parlamento, o presidente da Associação Nacional de Conservação da Natureza Quercus, Paulo do Carmo, disse ser "aceitável" a escolha da localização Montijo, quando comparada com a localização da mesma infraestrutura em Alcochete. "Um aeroporto em Alcochete seria uma situação catastrófica em termos ambientais", defendeu o ambientalista, considerando que um novo aeroporto de Lisboa nesta localização "seria muito mais desfavorável e com mais impactos" em termos ambientais.
Quercus fala sobre aeroporto no Montijo 

"Montijo parece-nos aceitável", afirmou, argumentando que esta localização, comparada com a de Alcochete, "é um mal menor, desde que cumpridos requisitos de proteção do impacte" ambiental da nova estrutura.
A Quercus disse ainda que a acessibilidade principal ao aeroporto do Montijo devia ser ferroviária e insistiu que a maior preocupação é o ruído.
"Estamos a falar de uma densidade populacional bastante grande, as casas não têm condições de insonorização. E há muitas pessoas que vivem da reforma e não têm dinheiro para obras em casa", afirmou Paulo do Carmo, sugerindo a criação de um fundo de compensação "para adaptar" as casas a essa poluição sonora.
"Não defendo [a escolha da localização] o Montijo. Mas se o resultado do estudo de impacte ambiental for positivo e foram tomadas medidas, penso que é um mal menor", concluiu.
O Bloco de Esquerda (BE), que requereu a audição da Quercus, criticou o Governo por ter anunciado não existir plano B se não avançar no Montijo o projeto do novo aeroporto.
"O Governo procurou acelerar passos na resolução de aumentar a capacidade aeroportuária da região de Lisboa. Mas não existe apenas uma alternativa para atacar o problema. Há uma condicionante errada produzida pelo governo, a de que não há plano B", afirmou o deputado do BE Heitor de Sousa.
Em meados de Abril, a ANA - Aeroportos de Portugal anunciou estar concluindo o Estudo de Impacte Ambiental do aeroporto do Montijo, mas as conclusões não são ainda conhecidas, nem pelos ambientalistas nem pelos deputados.
A ANA e o Estado assinaram a 8 de Janeiro o acordo para a expansão da capacidade aeroportuária de Lisboa, com um investimento de 1,15 mil milhões de euros até 2028 para aumentar o atual aeroporto de Lisboa (Humberto Delgado) e transformar a base aérea do Montijo no novo aeroporto de Lisboa.
Em 4 de Janeiro, o então ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, assegurou que vão ser integralmente cumpridas eventuais medidas de mitigação definidas no estudo de impacto ambiental.
O primeiro-ministro, António Costa, por seu turno, afirmou que apenas aguarda o Estudo de Impacte Ambiental para a escolha da localização do novo aeroporto ser "irreversível".
Em 11 de Janeiro, António Costa admitiu que "não há plano B" para a construção de um novo aeroporto complementar de Lisboa caso o Estudo de Impacte Ambiental chumbe a localização no Montijo e voltou a garantir que "não haverá aeroporto no Montijo" se o estudo não o permitir.

Agência de Notícias com Lusa
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Passageiros contra supressão de barcos no Barreiro

Autarca do Barreiro considera "imperioso" contratação de mestres

A PSP foi chamada a reforçar o policiamento no terminal do Barreiro, depois de vários passageiros terem forçado as portas para apanhar o barco para Lisboa. Esta é uma situação que se tem registado nos últimos dias. A Soflusa suprimiu várias ligações entre o Barreiro e Lisboa devido à greve dos mestres [agendada até ao último dia deste ano] e à falta de tripulantes habilitados para o desempenho da função. No terminal do Barreiro foi afixado um aviso a dar conta de que haverá dias com perturbações por causa da greve e da falta de barcos, mas sem especificar os horários. O presidente da câmara do Barreiro considera “imperioso” o reforço dos recursos humanos na Soflusa, através da contratação de mais mestres, de forma a que as ligações fluviais entre Barreiro e a capital não sejam colocadas em causa.
 Falta de barcos é frequente no Barreiro 

“No que diz respeito ao reforço dos recursos humanos é imperioso que seja feito. Se toda a gente percebe que um barco não se adquire de um dia para o outro, e não há nenhum passageiro que não perceba isso, acho que ninguém percebe que existam barcos e não existam mestres para os conduzir”, disse Frederico Rosa, em declarações à Lusa.
A Soflusa anunciou na terça-feira não conseguir prever quando vai repor as ligações fluviais entre Barreiro e Lisboa, que começaram a ser suprimidas desde sexta-feira devido à greve às horas extraordinárias dos mestres, por faltarem 24 destes profissionais.
De acordo com o autarca eleito pelo Partido Socialista, o reforço dos recursos humanos “é de uma responsabilidade e de uma resposta bem mais rápida que a aquisição de um navio”.
“O que se passa hoje é inamissível e nós, estrategicamente, não podemos ter um serviço baseado nas horas extraordinárias que os mestres decidam fazer. Tem de haver um equilíbrio. Previsibilidade, as pessoas têm de saber que, quando vão apanhar o barco, podem contar com aquele meio de transporte para fazer a sua vida profissional e fazer a gestão da sua vida pessoal”, frisou.
Segundo Frederico Rosa, a autarquia do Barreiro “não tem participação ativa na Soflusa, como muitas pessoas pensam”, acrescentando que a autarquia está a reformular a sua frota de transportes coletivos de forma a “aumentar a oferta de 39 autocarros para 60 e contratar mais 20 motoristas para ter mais oferta na rua”.
“Na Soflusa estamos a assistir ao percurso inverso”, lamentou o autarca.

Utentes responsabilizam administração da Soflusa
A Comissão de Utentes dos Serviços Públicos do Barreiro defendeu que os problemas na Soflusa são “inteiramente da responsabilidade da administração” da empresa que pretende “atirar a culpa para cima dos trabalhadores”.
Em comunicado, a comissão lembra que já tinha alertado para os problemas na empresa, adiantando que “persiste a degradação do serviço dos transportes fluviais da Soflusa nas ligações Barreiro-Lisboa-Barreiro”.
“São constantes os atrasos e a supressão de carreiras, sobretudo às primeiras horas da manhã. Centenas de utentes veem assim a sua vida prejudicada e com sérios prejuízos no cumprimento dos seus horários de entrada nos seus empregos e escolas ou universidades”, salientam em comunicado.
Segundo a comissão, há utentes “a quem é descontado o tempo de atraso sem que isso corresponda a qualquer responsabilidade sua”, frisando que a responsabilidade “é inteiramente da Administração da Soflusa e dos sucessivos governos que não tomaram, em devido tempo, as medidas de renovação da frota e o necessário aumento do quadro de pessoal da empresa”.
“De pouco serve a administração da Soflusa vir, sucessivamente, pedir desculpas aos utentes alegando constrangimentos de ordem laboral. Esta justificação, precária, mas não ingénua, pretende atirar a culpa para cima dos trabalhadores da Soflusa”, acrescentam no documento.
A Comissão de Utentes dos Serviços Públicos do Barreiro “não aceita tais desculpas e exige, em nome dos utentes e com a legitimidade de quem, reiteradamente, tem vindo a alertar para as constantes falhas, a resolução dos problemas estruturais existentes”.
“Como forma de reforçar o seu protesto e as suas reivindicações, a Comissão de Utentes dos Serviços Públicos do Barreiro reiterou o pedido para que se realize, o mais urgente possível, uma reunião com o Conselho de Administração da Soflusa”, pode ler-se ainda no documento.
A Comissão de Utentes acrescentou ainda que pediu reuniões com as administrações de várias empresas de transportes com intervenção na região.
A comissão, juntamente com outras comissões de utentes, irá estudar formas de luta e protesto a propor aos utentes na convicção de que “não pode aceitar a inércia e falta de vontade em resolver os problemas dos cidadãos”, referem.

Greve dos mestres às horas extraordinárias só acaba no fim do ano 
A Soflusa anunciou na terça-feira não conseguir prever quando vai repor as ligações fluviais entre Barreiro e Lisboa, que começaram a ser suprimidas desde sexta-feira devido à greve às horas extraordinárias dos mestres, por faltarem 24 destes profissionais.
Em resposta por escrito a questões colocadas pela agência Lusa, a Soflusa esclareceu na terça-feira que “dada a escassez de tripulantes habilitados a exercer a função de mestre, ainda que existam esforços da empresa e um diálogo permanente com a comissão de trabalhadores e sindicatos, não pode prever a reposição da normalidade operacional”.
As supressões de horários, no período noturno, “resultam do agravamento das limitações de recursos humanos na empresa”.
Em falta, detalhou a Soflusa, estão 24 mestres para “assegurar a totalidade dos horários comerciais”.
Além disso, os mestres estão em greve às horas extraordinárias, depois do pré-aviso de greve do Sindicato dos Transportes Fluviais Costeiros e da Marinha Mercante, a qual se prolonga até 31 de Dezembro deste ano.
A empresa adiantou ainda que abriu concurso para as vagas de mestres e “aguarda, a todo o momento, autorização para a contratação” de mais trabalhadores.
A Soflusa é responsável por fazer a ligação entre o Barreiro e Lisboa, enquanto a Transtejo assegura as ligações fluviais entre o Seixal, Montijo, Cacilhas e Trafaria/Porto Brandão e Lisboa.

Agência de Notícias com Lusa 
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Praias da Arrábida com reforço de limpeza

Autarquia sadina quer praias mais limpas este verão 

As condições de higiene das praias da Arrábida são melhoradas esta época balnear com um reforço do sistema de recolha de resíduos sólidos e de novos equipamentos de limpeza do areal, num investimento da Câmara de Setúbal. A colocação de 32 novos contentores de recolha de resíduos e de novas papeleiras nos parques de estacionamento das praias do Parque Natural da Arrábida, a partir desta semana, "são ações a executar neste âmbito, possibilitando o melhoramento das condições de higiene naquela zona com grande afluência durante a época balnear", explica a Câmara sadina. 
Câmara de Setúbal investe na limpeza das praias 

A par do reforço do número de contentores convencionais de superfície, está englobado nesta operação o serviço diário de recolha de resíduos e a colocação de novos ecopontos para a deposição diferenciada de plástico e metal e de papel e cartão nas praias da Saúde, da Figueirinha e do Creiro e no Parque Urbano de Albarquel.
Esta ação de melhoria da higiene e limpeza no Parque Natural da Arrábida, que materializa um investimento camarário da ordem dos 66 mil euros, "engloba também a colocação de vidrões na Praia de Albarquel, no Parque de Merendas da Comenda e na zona do Portinho da Arrábida", refere a autarquia.
No âmbito da preparação da época balnear, com início a 15 de Junho, a Câmara de Setúbal realiza ainda "ações de limpeza dos areais das praias, assegurando, igualmente, a manutenção destes locais, todos os dias durante o verão, com recurso a uma máquina de limpeza", sublinha o comunicado.
O equipamento, atrelado a um trator, efetua, desde 2013, a limpeza através de um sistema de crivagem que recolhe os detritos. O serviço é realizado diariamente, entre 1 de Junho e 30 de Setembro, nas praias da Saúde, de Albarquel, da Figueirinha e do Creiro.
Já a limpeza da Praia de Galapos é assegurada pelo concessionário com recurso a uma máquina cedida pela autarquia.
Uma outra máquina, adquirida este ano pelo município, permite proceder à limpeza dos espaços localizados entre as áreas concessionadas.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 
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Lagoa de Albufeira ainda não foi aberta ao mar

Câmara de Sesimbra responsabiliza Administração Central pelo atraso 

A Câmara de Sesimbra culpa a Administração Central pela demora na abertura da lagoa de Albufeira ao mar. Segundo explica a autarquia gerida pela CDU, "nas últimas duas décadas, face a dificuldades e demoras dos organismos públicos em proceder à abertura da Lagoa da Albufeira, a Câmara de Sesimbra tem sido chamada a intervir, no sentido de minimizar os prejuízos ambientais e económicos decorrentes das demoras de atuação das entidades competentes nesta matéria que, no entanto, procedem à abertura de vários sistemas lagunares, de norte a sul do país". Lembre-se que a abertura da Lagoa de Albufeira ao mar deveria ter ocorrido no equinócio da primavera, em Março. "O atraso compromete a época balnear e coloca em causa o próprio ecossistema, as tradições históricas e culturais e o desenvolvimento económico deste território, muito assente no turismo", conta a autarquia em comunicado enviado à ADN-Agência de Notícias. 
Lagoa de Albufeira ainda não está ligada ao mar 

Apesar de já ter existido um protocolo de cooperação para o efeito, em 2017 e 2018, a operação foi "realizada pela autarquia, com uma comparticipação financeira assegurada através de uma candidatura submetida e aprovada pelo Fundo Ambiental, contudo sem a perspetiva de financiamento para os anos seguintes", refere a autarquia.
Para tentar corrigir esta situação, que revela enorme desigualdade de tratamento em relação a operações similares conduzidas em território nacional, o presidente da Câmara Municipal, Francisco Jesus, solicitou, em Abril de 2018, uma reunião com Ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, com carácter de urgência, para o estabelecimento de uma solução para a abertura anual do canal de ligação entre a Lagoa de Albufeira e o Oceano.
Na reunião, que se realizou a 10 de Maio de 2018, e teve como interlocutora a secretária de Estado do Ordenamento do Território e da Conservação da Natureza, Célia Ramos, e em contactos posteriores entre a autarquia e organismos do Ministério do Ambiente, ficou estabelecido que a operação de abertura da Lagoa em 2019 "seria financiada e desenvolvida pela Agência Portuguesa de Ambiente, a quem a Câmara Municipal disponibilizou informação e peças processuais, bem como a experiência adquirida nas operações em anos anteriores", diz a autarquia.
Apesar das garantias dadas, "estamos a pouco mais de um mês do verão, e a duas semanas do início da época balnear, e esta operação que, do ponto de vista histórico-cultural e ambiental deveria ter sido realizada por ocasião do equinócio da primavera, aliás como acontece noutros sistemas lagunares nacionais, ainda não aconteceu, nem há no presente momento qualquer indicação por parte da Administração Central da data de realização da operação de abertura da Lagoa de Albufeira ao mar, apesar de ser do conhecimento da autarquia que se encontram em curso diligências visando o lançamento do procedimento para aquisição de serviços para o efeito", explica ainda a autarquia.
O atraso relativo ao procedimento de abertura compromete a época balnear, adensa, diz a Câmara, "o descontentamento de todos os que habitam e visitam a Lagoa de Albufeira, e coloca em causa o próprio ecossistema, as tradições históricas e culturais e o desenvolvimento económico deste território, muito assente no turismo".
A Câmara  de Sesimbra tem acompanhado de perto o processo e insistido para a urgência da intervenção. "Apesar disso, continua a não existir um calendário de atuação por parte do Ministério do Ambiente e a Lagoa de Albufeira permanece fechada, com os impactes e danos no ecossistema que se avolumam e intensificam com o aumento da temperatura atmosférica", conclui o comunicado.

Agência de Notícias com Câmara de Sesimbra
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A Cidade da Água em Almada já foi apresentada

Arrancou o maior projeto de requalificação urbana depois da Expo-98

Foi apresentado esta terça-feira em Almada aquele que é considerado o maior projeto de requalificação urbana do país desde a Expo 98. Nos antigos terrenos da Lisnave vai nascer a Cidade da Água, para onde está prevista a construção de casas, comércio, serviços, espaços culturais, uma marina, um terminal fluvial, um novo hotel, um museu e um centro de congressos. A apresentação ficou a cargo do Grupo Baía do Tejo, participada com mandato para gestão e promoção imobiliária de ativos da Parpública, a quem pertence o terreno. Inês de Medeiros, presidente da Câmara de Almada, diz que esta "Cidade da Água" vai obrigar ao reforço das vias de acesso e à transferência do terminal fluvial. Segundo Sérgio Saraiva, administrador da Baía do Tejo, o promotor imobiliário que ficar com o projeto terá de suportar “uma série de obrigações”, nomeadamente todos os custos das infraestruturas que serão construídas, incluindo a construção da marina e do terminal fluvial.
Cidade da Água vai revolucionar Almada 

"Estamos a falar da construção da marina, do terminal fluvial, da ligação ao Metro Sul do Tejo, estradas, no fundo das infraestruturas necessárias ao desenvolvimento do maior projeto imobiliário em Portugal desde a Expo98", disse o administrador da Baía do Tejo, empresa pública que tem a responsabilidade de requalificar os territórios das antigas áreas industriais da Quimiparque, no Barreiro, da Siderurgia, no Seixal, e da Margueira, em Almada.
"O que está definido é que será o promotor a suportar o custo das infraestruturas. O plano define claramente as responsabilidades das várias entidades em jogo. E, nesse sentido, está definido que o promotor tem uma série de obrigações se quiser desenvolver aquele plano", acrescentou o administrador da Baía Tejo
Sérgio Saraiva falava a cerca de uma centena de pessoas na apresentação do projeto Cidade da Água a representantes de grupos económicos nacionais e estrangeiros, alguns dos quais poderão, eventualmente, participar no concurso público que deverá ser lançado ainda no primeiro semestre deste ano.
Segundo a Baía do Tejo, o projeto Cidade da Água, que será desenvolvido numa área global de 630.246 metros quadrados nos antigos estaleiros da Margueira, além do parque habitacional, tem igualmente prevista a instalação de um hotel, um museu e de um centro de congressos, ligados entre si por praças e canais, dando origem a um conjunto de novos espaços públicos.

"Cidade da Água" vai obrigar ao reforço dos acessos a Almada
Inês de Medeiros, presidente da Câmara de Almada, diz que esta "Cidade da Água" vai obrigar ao reforço das vias de acesso e à transferência do terminal fluvial.
"Está previsto a transferência do terminal dos barcos para aquela zona. Terá que haver um grande reforço. O mais complicado - e que ainda estamos a rever - é o facto de as pessoas poderem aceder mais facilmente ou à ponte ou, eventualmente, um novo túnel, que a ser seria na Trafaria", explica a autarca. 
Inês de Medeiros estima que cerca de 30 mil pessoas poderão viver na "Cidade da Água". Contudo, explica, o objetivo não é que seja um dormitório, "é um sítio para as pessoas viverem, mas também para trabalharem".
O projeto está aprovado há uma década, mas só agora vai avançar. O concurso público internacional deve ser lançado até ao verão. Está previsto que o projeto demore 14 anos a ficar concluído.

Cidade de duas margens 
Na apresentação do projeto, Sérgio Saraiva salientou ainda a "excelência da localização" da Cidade da Água, apenas a 2,5 quilómetros da Praça do Comércio (em linha reta), a dez quilómetros das praias da Costa da Caparica e a 20 quilómetros do aeroporto internacional de Lisboa, bem como o facto de se tratar de uma zona ligada pelo Metro Sul do Tejo ao Hospital Garcia de Orta e ao campus Universitário de Almada.
“São duas centralidades, que pretendemos em dialogo”, diz Sérgio Saraiva, explicando que o conceito que subjaz a construção é o da grande metrópole de duas margens.
Os responsáveis acreditam que o grande empreendimento vai “reforçar Lisboa como destino turístico e de investimento” e responder às necessidades de habitação e de escritórios cuja oferta escasseia já na capital portuguesa.
Na apresentação desta terça-feira estiveram presentes cerca de uma centena de pessoas, incluindo grupos económicos portugueses e estrangeiros. A sessão tinha como objetivo atrair potenciais interessados a desenvolver o projeto.
Há um ano, a presidente da Câmara de Almada, Inês de Medeiros, referiu que havia “muitas manifestações de interesse” no projeto, revelando que estava a preparar uma visita à Coreia do Sul, de onde eram originários alguns dos investidores interessados. 
Os números do investimento deverão oscilar entre 1,5 e dois mil milhões de euros.

Agência de Notícias

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Poeira negra que cobre Paio Pires não é nociva

Estudo revela que pó nas varandas e automóveis não é perigoso 

As partículas negras que cobrem a Aldeia de Paio Pires, no Seixal, foram estudadas pelo Instituto Superior Técnico, que concluiu que têm uma composição semelhantes “às encontradas numa zona industrial”. Mas são precisos mais estudos para determinar com certeza a fonte de emissão. Segundo o estudo, "o pó depositado nas varandas e nos automóveis em Paio Pires, perto da siderurgia, não constitui perigo para a saúde, mas não foram analisadas as partículas mais pequenas e potencialmente perigosas.". As conclusões da pesquisa pedida pela Câmara do Seixal foram apresentadas nas instalações do Clube do Pessoal da Siderurgia Nacional.
Poluição  no limite legal dizem especialistas 

"Uma coisa muito importante e que é preciso ficar bem clara, é que as partículas que analisámos têm uma grande granulometria, uma dimensão muito elevada. Não são partículas que penetrem muito profundamente no aparelho respiratório, elas não penetram e, portanto, não têm perigosidade, não representam um problema [para a saúde das pessoas]", disse Marta Almeida, autora do estudo encomendado pela Câmara do Seixal ao Centro de Ciências e Tecnologias Nucleares do Instituto Superior Técnico.
Marta Almeida falava perante algumas dezenas de pessoas no Clube de Pessoal da Siderurgia Nacional para dar a conhecer os resultados das análises efetuadas por um laboratório especializado na Hungria às amostras recolhidas no final do ano passado na aldeia de Paio Pires.
"O que verificamos é que é um pó com uma granulometria muito elevada, ou seja, um diâmetro muito elevado, o que significa que a sua origem está aqui muito próxima, porque as partículas com um diâmetro muito grande não conseguem permanecer muito tempo na atmosfera e não percorrem grandes distâncias".
"Quando comparamos a composição dessas partículas com partículas recolhidas em zonas rurais e zonas urbanas com siderurgia, as características das nossas partículas assemelham-se mais às características de uma zona industrial com siderurgia. Parece-nos que a fonte destas partículas se localiza no parque industrial, mas interessa-nos saber exatamente qual é a fonte concreta destas partículas", acrescentou.
Marta Almeida referiu ainda que este estudo é apenas o primeiro de um trabalho com outras etapas a desenvolver nos próximos meses, com o objetivo identificar a origem deste foco de poluição, mas também avaliar outro tipo de partículas mais pequenas, que, essas sim, podem ter consequências para a saúde pública.
"A nossa ideia é contactar as empresas do parque industrial, conseguir fazer uma amostragem de materiais que estão no parque industrial e comparar as características desses materiais com o pó que nós recolhemos, para tentar identificar, sem dúvida, qual é a fonte desse pó", disse.

Câmara quer mais estudos
Segunda Marta Almeida, está igualmente prevista "uma amostragem de partículas PM 2.5 (mais pequenas), aquelas que realmente fazem mal à saúde, fazer a sua caracterização química - que nos diz muito acerca da fonte de poluição - e utilizar modelos para conseguir perceber qual é a contribuição das fontes".
"A terceira [aproximação] é perceber qual é a distribuição geográfica dos poluentes, utilizando técnicas de biomonitorização. E aqui queremos saber qual é o alcance destas partículas que estão a afetar a zona. Utilizamos líquenes e folha de morangueiro (que têm grande capacidade de absorção dos poluentes). É uma aproximação muito interessante porque vai envolver a população", acrescentou.
O vereador e vice-presidente da Câmara do Seixal, Joaquim Tavares, justificou a decisão do município de fazer este estudo com a ausência de respostas por parte de diversas entidades da administração central.
"Face a essa inércia do poder central, a Câmara Municipal decidiu substituir-se ao poder central", disse Joaquim Tavares, salientando que além do estudo que hoje foi apresentado, e que será aprofundado nos próximos meses, está também a decorrer um estudo epidemiológico, que está a ser feito pela Escola Nacional de Saúde Pública em parceria com o Instituto Ricardo Jorge, que deverá estar concluído no próximo mês de Junho.
Descontentes com a falta de soluções para o problema do pó, alegadamente proveniente da siderurgia do grupo espanhol Megasa, no parque industrial de Paio Pires, o grupo cívico Os Contaminados decidiu, no passado mês de Março, colocar uma ação em tribunal contra o Estado para "fazer respeitar as normas ambientais".

Agência de Notícias com Lusa 
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Voluntários vão dar “2 (de)mãos por Palmela”

Autarquia convida todos a tornar o Centro Histórico mais bonito

Já estão abertas as inscrições de voluntários para participar na 6.ª edição do projeto “2 (de)mãos por Palmela” que, a 18 de Maio, vai ajudar a tornar o Centro Histórico de Palmela mais bonito e atrativo. A edição deste ano vai decorrer das nove às 13 horas e das 15 às 18 horas, com ponto de encontro na Alameda 25 de Abril, em Palmela, às nove da manhã. Dirigido à intervenção estética, em espaços públicos ou privados, o projeto é aberto à "participação de moradores, investidores e de mecenas, reforçando a responsabilização dos privados na melhoria da qualidade de vida das comunidades", explica a Câmara de Palmela. 
Iniciativa realiza-se este sábado 

Os espaços a intervencionar, com trabalhos de pintura, são os muros da Alameda 25 de Abril, da Fonte do Carvacho (ambos os lados), junto às escadinhas da Residencial Varanda Azul / Largo Marquês de Pombal, do reservatório da Rua de Nenhures e Travessa de Nenhures e do Largo do Passo da Formiga, o murete junto ao estacionamento dos “Loureiros” e o Lavadouro de Sant’Ana e muro junto à sede do Motoclube de Palmela.
O projeto municipal conta com o apoio da Junta de Freguesia de Palmela e do Programa Mecenas de Palmela e com o patrocínio da Magjacol.
Desenvolvido desde 2014, o “2 (de)mãos por Palmela” pretende qualificar a imagem do Centro Histórico, sensibilizando para a importância de cuidar do património edificado, e desafia a população e a comunidade a envolverem-se ativamente, investindo o seu tempo no cuidado e qualidade da imagem da Vila de Palmela.
O investimento dos voluntários e mecenas envolvidos neste projeto será devolvido a todos, na melhoria da qualidade de vida deste núcleo habitacional e potenciando a captação de novos moradores e investidores.
As inscrições podem ser efetuadas através dos contactos grch@cm-palmela.pt ou 212 336 647.
Ajude a tornar o Centro Histórico mais bonito, com a participação de todos.

Agência de Notícias 
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Alcácer do Sal apresenta Museu moderno e interativo

Museu Pedro Nunes com 1.400 visitantes desde a reabertura

Cerca de 1.400 pessoas visitaram o renovado Museu Municipal Pedro Nunes, em Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal, desde a sua reabertura no início de Abril e após obras de requalificação. Segundo a Câmara de Alcácer do Sal, que considerou o número de visitantes "bastante entusiasmante", o espaço museológico recebeu a visita de 666 turistas, 304 residentes no concelho alentejano e 430 visitas correspondentes a deslocações de índole escolar e pedagógica. O município explica, em comunicado, que, entre o público total, contam-se 1.305 pessoas de nacionalidade portuguesa, sendo as restantes estrangeiras, com destaque para os visitantes oriundos de países como Inglaterra, Espanha, Alemanha, França, Brasil e Itália.
Museu reabriu em Abril passado 

"A faixa etária de maior realce situa-se acima dos 60 anos, seguida pela faixa compreendida entre os 20 e os 40 anos", acrescentou o município do litoral alentejano, que durante o primeiro ano de funcionamento do renovado museu não vai cobrar entradas ao público em geral.
As obras de requalificação do Museu Municipal Pedro Nunes, que esteve fechado ao público durante 12 anos, devido ao seu estado de degradação, permitiram recuperar o núcleo museológico com "a renovação do coro-alto existente" e instalar uma nova rede elétrica e de iluminação interior ambiental.
Financiadas por fundos comunitários, as obras, num montante de 1,5 milhões de euros, tiveram início em Março de 2017 e obrigaram a um "profundo restauro" do edifício da antiga Igreja do Espírito Santo, onde está instalado o museu.
“Numa altura em que praticamente ninguém no país inaugura museus, Alcácer preparou-se para abrir as portas do Museu Municipal Pedro Nunes, que mostra o passado desta terra magnífica visto à luz da modernidade”, disse o Presidente da Câmara de Alcácer do Sal, Vítor Proença, na reabertura do museu. O recurso a aplicações interativas, que facilitem a transmissão do conhecimento e potenciem a experiência do visitante é uma das apostas deste museu. “No fundo, pretende-se que o utilizador sinta que entrou numa viagem no tempo, cujo limite é a sua imaginação”, disse o autarca, que referiu ainda que, a par do material exposto e de um guia em papel da exposição, os visitantes poderão assistir a um vídeo de making-off do museu, uma experiência maximizada que estará em exibição na zona do coro-alto.
O renovado museu, que ostenta o nome do matemático Pedro Nunes, nascido em 1502, em Alcácer do Sal, está localizado na Praça do Município, junto ao rio Sado, antigo porto estratégico para as trocas comerciais.
Os visitantes têm a oportunidade de ficar a conhecer a importância do rio Sado e o desenvolvimento de Alcácer do Sal ao longo de várias épocas, com recurso "a realidade aumentada e conteúdos interativos", sendo, do ponto de vista formativo e educativo, "extraordinariamente importante para a região e para o país", segundo a autarquia.
O museu acolheu, entre 2008 e 2011, um ciclo de escavações a cargo do setor de Arqueologia e Museologia da Câmara de Alcácer do Sal, que deu a conhecer a ocupação humana desde o século IV a.C. até ao século XVIII.

Agência de Notícias com Lusa 
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Diversidade cultural em festa em Setúbal

Quando a Europa de Leste se juntou a África num largo da cidade

A partilha intercultural deu a tónica a um conjunto de iniciativas, com música, dança, gastronomia e apontamentos históricos, que afirma Setúbal como um território de portas abertas à diversidade individual e comunitária. O Mundos ao Largo foi um dos eventos em destaque dinamizado no âmbito do Maio Diálogo Intercultural, programa organizado pela Câmara de Setúbal em parceria com várias entidades e associações de imigrantes, a decorrer até ao início de Junho. Em ambiente de festa, o Largo da Ribeira Velha recebeu um desfile de trajes tradicionais, com mais de oito dezenas de participantes, que mostrou e partilhou com a cidade um pouco das raízes culturais e identitárias de imigrantes que escolheram Setúbal para ser a sua casa.
Iniciativa aproxima comunidades da cidade 


O desfile contou com o envolvimento da Edinstvo – Associação dos Imigrantes dos Países de Leste, da 4 AS – Associação de Angolanos e Amigos de Angola, da Associação Cultural Busuioc dos Cidadãos Moldavos da Península de Setúbal da Mica Romanie e do Centro Cultural Africano.
A iniciativa, dinamizada com o apoio do Instituto das Comunidades Educativas e da Associação De Mãos Dadas, contou ainda com apontamentos de música e de dança.
A Casa da Cultura recebeu uma noite intercultural com um jantar temático e concerto pelo músico oriundo da Gâmbia Mbye Ebrima.
Já no 12, foi a vez de Setúbal se dar a conhecer às comunidade de imigrantes num passeio pelo centro histórico conduzido pelo chefe da Divisão de Bibliotecas e Museus na autarquia, José Luís Catalão.
A atividade, com a participação de mais de duas dezenas de pessoas oriundas de países africanos, do Leste europeu e da América do Sul, revelou, ao longo de duas horas, cantos, histórias e curiosidades da cidade sadina.
O passeio, com início na Praça de Bocage, levou os participantes por vários locais de interesse histórico na Baixa setubalense, incluindo uma visita à Galeria Municipal do Banco de Portugal, com a atividade a terminar no Miradouro de São Sebastião, com uma vista privilegiada que une a cidade, ao rio Sado e à Serra da Arrábida.
O Maio Diálogo Intercultural, a decorrer desde o início do mês, inclui até 6 de Junho um concerto de iniciativas abertas à população, com música, cinema, exposições, workshops, palestras e um seminário.
Já no dia 18, entre as 12h30 e as 18h30, na Praça Machado dos Santos, na Fonte Nova, realiza-se o Arraial Março Mulher 19 com o tema “Estórias de (Des)Igualdade”, com artesanato, gastronomia, jogos tradicionais, música e animação variada.
Entre as várias iniciativas, destaque para “Outros Rituais”, a 19, entre as 11 e as 14 horas, no Centro Multicultural, com a recriação de um ritual de casamento de acordo com as tradições e costumes da Moldávia.
Já entre os dias 19 e 23, o Espaço 50 Cuts recebe as exposições “Coisas do Mundo”, composta, sobretudo, por objetos musicais, e “Princesas do Nada”, por Diana Lima, com fotografias de mulheres de São Tomé e Príncipe, ambas com entrada gratuita e patentes entre as 11 e as 13h30 e as 15h30 e as 18h30.
O Seminário Setúbal – Território Intercultural, a 6 de Junho, entre as nove e as 17 horas, no Cinema Charlot – Auditório Municipal, que procura refletir sobre a interculturalidade como conceito, metodologia e estratégia na gestão da diversidade cultural no território, encerra o programa.
O Maio Diálogo Intercultural é uma iniciativa organizada desde 2008 de afirmação da interculturalidade como uma componente essencial ao desenvolvimento do território e na construção de uma sociedade justa, solidária e respeitadora da diversidade individual e comunitária.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 
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Almada quer resolver problemas habitacionais

Autarquia tem prioridade em resolver o Segundo Torrão e as Terras da Costa

A Câmara de Almada quer resolver os problemas habitacionais do concelho, onde existem 62 bairros degradados, num horizonte de 10 anos, tendo aprovado a Estratégia Local de Habitação, que permite a candidatura ao programa 1.º Direito. Segundo a vereadora da Habitação, Maria Teodolinda Silveira, neste documento o município identificou que são precisos cerca de quatro mil fogos para realojar não só as cerca de 2200 famílias que vivem nos 62 bairros degradados, como outras pessoas que também estão em situação de precariedade habitacional. O Bloco de Esquerda saudou a criação da estratégia de habitação, sobretudo neste concelho "com graves problemas", mas na votação do documento acabou por se abster.
Almada quer resolver problemas habitacionais 

Em declarações à agência Lusa, a autarca adiantou que a Estratégia Local de Habitação, aprovada em reunião de câmara, corresponde à primeira fase de candidatura ao programa 1.º Direito, dinamizado pelo Governo, que a Câmara de Almada, no distrito de Setúbal, considera como "uma oportunidade para pensar a habitação" do concelho.
"A estratégia tem um horizonte temporal de 10 anos, com uma etapa intermédia de seis, que é aquilo que o programa 1.º Direito prevê, mas nós fizemos um bocadinho mais alargado, porque também alargámos a visão sobre a habitação", explicou.
Nesse sentido, o município considera prioritários não só o realojamento de bairros degradados, como o Segundo Torrão e as Terras da Costa, mas também a reabilitação das habitações municipais.
"Temos 2400 habitações do município e sabemos agora, porque acabámos de ter o relatório, que temos várias casas que não estão habitadas porque não estão em condições e outras que estão habitadas, mas que também precisam de uma grande intervenção", declarou.
Estas estão entre as 10 medidas classificadas como primeira prioridade, de acordo com um documento a que a Lusa teve acesso.
O mesmo documento refere ainda como medidas a oferta de habitação municipal para arrendamento, a reabilitação edifícios degradados privados, apoio financeiro temporário para encargos com habitação, o programa de alojamento e apoio a pessoas sem-abrigo ou o programa de arrendamento intergeracional.

Bloco de Esquerda concorda mas absteve-se
Em declarações à Lusa, a vereadora do Bloco de Esquerda, Joana Mortágua, saudou a criação da estratégia de habitação, sobretudo neste concelho "com graves problemas", mas na votação do documento acabou por se abster.
"Nós achamos que deve haver uma estratégia, mas há duas coisas que nos causam preocupação naquele documento. Uma é não haver calendarização nem nenhum prazo para a concretização das várias medidas elencadas, ou seja, quando se diz que se vai criar um subsídio ao arrendamento (...) nunca se quantifica. Nós sabemos que temos oito mil pessoas para realojar em 10 anos, mas em nenhum momento se explica quantas pessoas por ano é que vão ser realojadas ou a recorrer a cada medida em concreto", explicou.
Maria Teodolinda Silveira justificou que só depois da candidatura será possível escolher "qual o caminho a seguir", assim como a "concretização e previsão de montantes de financiamento".
Joana Mortágua manifestou concordância em relação à necessidade de reabilitação do parque habitacional do município, mas advertiu para a "total ausência de referências à necessidade de construção de habitação social".
"Nós estamos em crer - e acho que em geral o executivo também sabe isso - que sem construção nova é impossível resolver este problema no médio prazo", defendeu a vereadora do Bloco.
A este propósito, a vereadora da Habitação do município presidido por Inês de Medeiros (PS) esclareceu que, neste momento, não se pretende "cortar nenhuma hipótese", esclarecendo que a construção de novas habitações "é a última" medida a que pretendem recorrer.

Agência de Notícias com Lusa 
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"Preparatória" de Pinhal Novo testa segurança esta tarde

Bombeiros do concelho participam em exercício conjunto na Escola Básica 2,3 José Maria dos Santos

“Segurança das Crianças, a Nossa Responsabilidade” é o tema em destaque nas Comemorações do Dia Municipal do Bombeiro, que estão a decorrer no concelho de Palmela, até 19 de Maio, com um programa diversificado. Agendado para esta terça-feira, o exercício de atuação conjunta, com participação das três corporações de Bombeiros do Concelho [Pinhal Novo, Palmela e Águas de Moura] e de outros agentes de proteção civil, na Escola Básica 2,3 José Maria dos Santos, Pinhal Novo, será um dos momentos da programação revestido de maior operacionalidade e meios em cenário de exercício, assim como a realização de três simulacros, que vão permitir testar os planos de segurança nas escolas básicas de Aires (Palmela), de Cajados (Águas de Moura) e da Palhota (Pinhal Novo).
Simulacro decorre esta tarde em Pinhal Novo 

No âmbito das comemorações do Dia Municipal do Bombeiro, a decorrer, realiza-se, esta terça-feira, às 17h30, em Pinhal Novo, um exercício de atuação conjunta na EB 2,3 José Maria dos Santos, promovido pelos bombeiros do concelho, Serviço Municipal de Proteção Civil e GNR, envolvendo meios de resposta reais.
O exercício, que tem como cenário de atuação um incêndio na cozinha da escola, envolvendo um adulto e duas crianças, tem como principais objetivos testar a capacidade de organização dos bombeiros do concelho e treinar os procedimentos operacionais associados à intervenção e de coordenação entre os agentes de proteção civil no teatro de operações e na sala de operações do CDOS Setúbal.
Recorde-se que, durante esta semana, estão também a decorrer simulacros de sismo na Escola Básica de Aires, na Escola Básica de Cajados e na Escola Básica da Palhota, para testar os planos de segurança daqueles estabelecimentos de ensino.
Durante a apresentação pública desta edição, que tem o epicentro no Pinhal Novo, o presidente da Câmara de Palmela, Álvaro Amaro, afirmou que a realização destas Comemorações contribui para reforçar laços de trabalho e entreajuda, salientando também que, ao longo de três semanas, o papel do Bombeiro na comunidade será evocado e homenageado “com visibilidade e reforço da sua capacidade de intervenção nos diferentes cenários de risco, através da realização de simulacros e exercícios, e também de alguns momentos de convívio entre corporações, corpos dirigentes e população em geral”.
“Segurança das Crianças, a Nossa Responsabilidade” foi o tema das Jornadas que se realizaram a 10 de Maio, na Escola Secundária de Pinhal Novo, integradas nas Comemorações do Dia Municipal do Bombeiro.
Estas Jornadas pretenderam promover o debate, a partilha de conhecimentos e experiências entre todos os agentes, criando instrumentos base para a gestão da emergência nas escolas e comunidade educativa.
“Cuidar e educar: a criança ou jovem no centro dos projetos em saúde e cidadania”, “O papel da GNR na segurança da comunidade escolar”, “Tecnologias de Informação – internet segura” e “Comportamento dos alunos na escola” foram os temas em debate, com a contribuição de profissionais das áreas da segurança, educação e saúde.
As Jornadas foram organizadas pela Câmara Municipal de Palmela e Associações Humanitárias de Bombeiros do Concelho, com a colaboração do Comando Distrital de Operações de Socorro de Setúbal e da Junta de Freguesia de Pinhal Novo.
"Desde cedo, que grande parte da atividade e programação do Dia Municipal do Bombeiro se centrou na comunidade escolar e educativa e nos estabelecimentos escolares, onde a segurança deve assumir uma importância especial", explica a Câmara de Palmela. 
"Evitar e prevenir comportamentos de risco, conhecer e identificar as ameaças e saber agir em situações de emergência são conhecimentos e competências que podem evitar acidentes graves e através dos quais se constrói uma verdadeira cultura de segurança", sublinha ainda a autarquia. 
As comemorações do Dia Municipal do Bombeiro terminam no dia 19 de Maio, data em que o Município de Palmela vai galardoar, com a atribuição de Medalhas Municipais de Comportamento Exemplar, os Bombeiros e Bombeiras Voluntários que se tenham distinguido pelo zelo, dedicação e comportamento exemplar no exercício do seu cargo. A Sessão Solene realizar-se-á às 11 da manhã, no Auditório Municipal de Pinhal Novo.

Programa:
14 Maio | E.B. 2,3 José Maria dos Santos, Pinhal Novo
17h30 – Exercício de atuação conjunta envolvendo as três corporações de bombeiros do Concelho

16 Maio | Cajados, Águas de Moura
10h30 – Simulacro de Sismo na Escola Básica de Cajados
Colaboração dos agentes de Proteção Civil

17 Maio | Palhota, Pinhal Novo
10h30 – Simulacro de Sismo na Escola Básica da Palhota
Colaboração dos agentes de Proteção Civil

19 Maio | Quartéis dos Bombeiros de Pinhal Novo, Palmela e Águas de Moura
08h00 – Hastear de Bandeiras com Toque de Sirene

19 Maio | Auditório Municipal de Pinhal Novo
10h30 – Receção às entidades oficiais
10h45 – Desfile apeado e motorizado
11h00 – Sessão Solene de Homenagem aos Bombeiros do Concelho com atribuição de Medalhas de Comportamento Exemplar

19 Maio | Pinhal Novo
13h00 – Almoço Convívio entre a Câmara Municipal, Juntas de Freguesia, Direções, Comando e Corpos Ativos das Associações de Bombeiros do Concelho

Agência de Notícias
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Abrigo quer acolhimento para crianças no Montijo

Associação defende melhores políticas de incentivo à natalidade

O V Forum Abrigo decorreu no Cinema-Teatro Joaquim d’ Almeida, no Montijo. Entre debate e reflexão sobre as novas realidades e desafios na área da intervenção infantil, o presidente da direção da Abrigo, Jacinto Pereira, revelou a intenção da instituição avançar com a construção do centro de acolhimento temporário. “O Montijo viu nascer a Abrigo e os seus projetos. Sabemos que a autarquia entende muito bem a importância da nossa intervenção social e dos nossos projetos, pelo contributo que dão ao desenvolvimento social do concelho e à melhoria significativa da qualidade de vida das crianças da nossa terra. É com base nesta convicção que anuncio hoje, aqui, a intenção da Abrigo avançar com o projeto, e consequente licenciamento, da primeira fase de construção do edifício que há muito sonhamos, em terreno cedido pelo município do Montijo”, disse Jacinto Pereira.
Abrigo debateu papel social na infância 

No evento foi, ainda, apresentado um estudo caracterizador das crianças em risco e perigo em Alcochete e no Montijo, como vetor de conhecimento sobre a sociedade local e de que forma as políticas e as leis podem ser adaptadas a regiões específicas.
O líder da Abrigo considera que o estudo pode e deve ser alargado também “ao Seixal, Almada, Barreiro e Moita” abordando deste modo “toda a realidade do arco ribeirinho sul”.
Um estudo que o presidente da Abrigo destaca como “preconizador no país, na área da protecção social de crianças e jovens, não havendo conhecimento de outra investigação com o mesmo objectivo a nível nacional”.
Sobre mudanças e reflexões essenciais à sociedade, Jacinto Pereira defende melhores políticas de incentivo à natalidade, “que permitam à mulher viver essa experiência com segurança, porque uma sociedade sem crianças e jovens não será sustentável, não terá crescimento e inovação, nem manterá estruturas públicas como a segurança social e saúde pública”.
Afirmando os progressos alcançados no Montijo na promoção dos direitos da criança, como o ensino pré-escolar público para todas as crianças a partir dos três anos, o presidente da Câmara do Montijo, Nuno Canta, abordou também os novos desafios “que exigem a nossa intervenção enquanto comunidade, como o combate ao abandono escolar, à pobreza infantil, aos maus tratos e à exploração sexual das crianças. Temos a responsabilidade coletiva de unir esforços e acordar uma agenda exigente em favor das nossas crianças”.
Também presente na sessão de abertura esteve a procuradora-geral da República, Lucília Gago, focou o seu discurso no esforço coletivo das diversas entidades para fazer face a fenómenos atuais como a delinquência juvenil, a indisciplina na escola, o bullying ou a violência no seio familiar: “urge reconhecer cada vez mais como capital o papel da prevenção, no qual a educação ocupa lugar primordial. O Ministério Público permanece, como é seu dever, fortemente empenhado na defesa do supremo interesse da criança, dando o seu contributo sempre numa lógica de incremento no âmbito das suas atribuições legais. Muito caminho já foi feito, mas muito caminho permanece por percorrer”, afirmou.
Sob o tema “Que crianças queremos, que adultos teremos? Novas realidades, novos desafios: novas respostas?”, ao longo de todo o dia, o V Forum Abrigo reuniu especialistas na área da intervenção infantil, entre os quais o professor Daniel Sampaio e o diretor do Refúgio Aboim Ascenção, Luís Villas-Boas. 
No evento foi, ainda, apresentado o tema oficial da Abrigo, intitulado “Crescer a Sorrir” da autoria do músico Rodrigo Leão.

Agência de Notícias com Câmara do Montijo 
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Cartão de Visita do Facebook

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