Dá um Gosto ao ADN

Mestres dos barcos do Barreiro desconvocam greves

Desconvocadas greves dos mestres da Soflusa após acordo com Governo

Os mestres da Soflusa, empresa de transporte fluvial entre Barreiro e Lisboa, vão desconvocar as três greves agendadas, avançou hoje o secretário de Estado Adjunto e da Mobilidade, após ter chegado a acordo com os sindicatos. O presidente da Câmara do Barreiro, Frederico Rosa, já manifestou satisfação com o fim das greves mas alertou que o diálogo entre as partes deve continuar. “Assisti ao anúncio do fim das greves e, em nome de todos os barreirenses, foi uma grande satisfação perceber que os constrangimentos foram ultrapassados. Todos estiveram à altura das suas responsabilidades”, disse à agência Lusa Frederico Rosa. 
Passageiros invadiram cais esta manhã 


No âmbito das negociações com os sindicatos, inclusive com o Sindicato dos Transportes Fluviais, Costeiros e da Marinha Mercante, que representa os mestres que estão em greve, o Governo acordou “uma pequena atualização daquele que é o prémio deles pelo facto de serem mestres”, respondendo à revindicação salarial.
De acordo com o governante José Mendes, a desconvocação das três greves - designadamente às horas extraordinárias, ao período da manhã e da tarde na próxima semana, e ao dia de Santo António - vai permitir que o serviço da Soflusa fique normalizado a partir de sábado, uma vez que “estão levantadas todas as greves”.
Além da atualização do prémio pela profissão que exercem como comandantes dos navios, o Governo e os sindicatos “estabeleceram um quadro de colaboração relativamente às escalas e à prestação de trabalho suplementar” por parte dos mestres da Soflusa, no qual entronca as contratações, com o compromisso de acelerar a formação desses profissionais, adiantou o secretário de Estado Adjunto e da Mobilidade.
“A composição do salário do mestre tem várias componentes, uma das quais é também o trabalho suplementar, portanto encontramos um ponto de equilíbrio”, explicou o governante, sem adiantar pormenores, nomeadamente em relação aos valores acordados.
Com a resposta à reivindicação salarial dos mestres e as novas contratações, que incluem quatro mestres e seis marinheiros, o Governo acredita “ter esta classe profissional a trabalhar de forma mais equilibrada”.
“Temos todas as condições para voltar tudo à normalidade, amanhã [sábado] mesmo serão repostas escalas”, declarou José Mendes, assegurando há condições para a normalização do serviço de transporte fluvial da Soflusa, que faz as ligações entre Barreiro e Lisboa.

Sindicato elogia envolvimento do Governo
Confirmando a desconvocação das greves, o porta-voz dos mestres da Soflusa, Pedro Mateus, destacou o envolvimento do secretário de Estado Adjunto e da Mobilidade, no sentido de “valorizar o reconhecimento da categoria profissional” de mestre e de “acelerar o processo de entrada de novos profissionais na empresa”.
Sobre a atualização do prémio de mestre, o representante destes profissionais da Soflusa disse apenas que foi aumentado para valores “justos”, lembrando que esta recompensa salarial já não era atualizada há 14 anos e que as negociações já decorriam há mais de um ano.
Na perspetiva do porta-voz, a aceleração da entrada de novos profissionais, quatro mestres e seis marinheiros pode pôr fim ao caos vivido nos últimos dias no transporte fluvial, com efeitos “já a partir de amanhã [sábado]”.
De acordo com Pedro Mateus, os novos quatro mestres estão em formação, processo que ficará concluído no prazo de cerca de um mês.
“Os constrangimentos pelo excesso de trabalho extraordinário que os mestres estavam a fazer vão deixar de acontecer”, disse.
Em relação aos distúrbios registados no terminal de barcos do Barreiro, em que os passageiros tentaram hoje forçar a entrada, o secretário de Estado lamentou o acontecimento, acrescentando que “a lição a tirar é que, de facto, há uma greve que lesa muito as pessoas”.
Neste sentido, o governante defendeu que é preciso equilibrar o que é uma reivindicação dos trabalhadores e o impacto que a greve causa, considerando que estava “um bocadinho desequilibrado”.
“Estamos a afetar demasiado as pessoas para um problema que podíamos ter resolvido em sede de negociação”, declarou José Mendes, em declarações aos jornalistas, no âmbito da reunião com os sindicatos.
Indicando que “não há supressões por falta de navios”, o responsável pela pasta da Mobilidade explicou que a decisão de novos horários, com redução das travessias, foi motivada pela greve dos mestres, pelo que, na sequência da desconvocação de todas as greves, os horários voltam a ser reajustados.

Autarca do Barreiro satisfeito com resolução do conflito
O presidente da Câmara do Barreiro advertiu que, apesar do acordo, todas as partes devem continuar a conversar para resolver os problemas na empresa, nomeadamente ao nível do quadro de pessoal.
“O problema do pessoal não é novo e agora agudizou-se. Tem de existir um quadro de pessoal adequado ao funcionamento da empresa e é importante que todas as partes mantenham o diálogo para que se possa resolver os problemas”, frisou.
Frederico Rosa lembrou que milhares de pessoas foram afetadas pelas graves e supressões de carreiras na Soflusa desde o dia 10 de Maio, salientando a importância do transporte público em toda a Área Metropolitana de Lisboa e no Barreiro em especial.
“Apesar do acordo, este processo não se deve esgotar e o quadro de pessoal deve ser reforçado em todas as categorias. Se todos percebemos que não se adquire um barco de um dia para o outro, já é mais difícil perceber os problemas do quadro de pessoal. Agora, longe deste mediatismo, tem de se continuar a trabalhar para perceber em que áreas se pode melhorar o serviço”, defendeu.
O autarca garantiu ainda que o município vai continuar a acompanhar o assunto de perto e a manter diálogo com todas as partes envolvidas.

Agência de Notícias com Lusa 
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Suspeita de abuso de menor em Cacilhas era falsa

PJ garante que não houve "qualquer crime" por parte de padre de um centro paroquial sobre criança

A Polícia Judiciária (PJ) de Setúbal garantiu esta quinta-feira que eram "infundadas" as suspeitas de alegado abuso sexual de uma criança de cinco anos por um padre de um centro paroquial do concelho de Almada. "A investigação efetuada permitiu concluir, de forma absolutamente inequívoca, tratar-se de uma suspeita infundada, não se verificando a prática de qualquer crime", garante, em comunicado, a PJ de Setúbal, depois de lembrar que foi a mãe da criança a levantar as suspeitas que deram origem à investigação policial.
O caso foi investigado pela PJ de Setúbal 

No passado dia 8 de Abril, a Diocese de Setúbal, também em comunicado, admitiu que já tinha conhecimento da investigação ao eventual abuso de um menor no Centro Paroquial de Bem-Estar Social de Cacilhas, em Almada, salientando que já tinha adotado "todas as medidas necessárias para a proteção das crianças e utentes" e que estava a colaborar com as autoridades judiciais.

No mesmo comunicado, a Diocese de Setúbal, dirigida pelo Bispo José Ornelas, sublinhava ainda que tomou a iniciativa de contactar o Ministério Público de Almada face aos rumores do alegado envolvimento de um padre no abuso sexual de uma criança e a sua "intransigência perante qualquer situação de abuso de menores".
 Em resposta às declarações da mãe do menor, a direção do Centro Paroquial de Bem-Estar Social de Cacilhas informou também que o padre sob suspeita não se encontrava nas instalações do centro à data dos alegados factos.
 A notícia da investigação do alegado abuso sexual numa creche da igreja em Almada tinha sido avançada pelo jornal 'on-line' Observador, segundo o qual dois meses depois de a mãe da criança ter apresentado queixa na PSP (em Janeiro), os pais ainda não tinham sido ouvidos pelas autoridades.
 O Observador admitia ainda que a informação entretanto entregue pelo bispo de Setúbal ao Departamento de Investigação e Ação Penal de Almada poderia acelerar o caso, que agora terá chegado ao fim, face às conclusões da Polícia Judiciária de Setúbal.




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"Setúbal Mais Bonita" está na rua até domingo

Voluntários vão deixar espaço publico ainda mais bonito

A nona edição do projeto municipal de melhoria da imagem urbana do concelho Setúbal Mais Bonita, a realizar este fim de semana, envolve cerca de seis mil voluntários em mais de uma centena e meia de ações de embelezamento. A campanha, promovida pela Câmara de Setúbal em parceria com as juntas de freguesia, com diversos apoios mecenáticos e patrocínios, envolve ações como pinturas de fachadas de habitações e de outras estruturas do espaço público, reparação de mobiliário urbano e remodelação de áreas verdes. A nona edição do Setúbal Mais Bonita vai a todo o concelho e passa pelo território das cinco freguesias e, este ano, além de propostas diversas de munícipes, há um maior envolvimento de projetos dinamizados por funcionários dos vários serviços da Câmara de Setúbal.
Campanha de voluntariado arranca hoje 

A pintura de muros na zona habitacional da Avenida Avelar Brotero, com a criação de uma composição gráfica baseada no tema “Mar, Serra e Sol”, é uma das ações em destaque nesta ação de cidadania ativa.
O coletivo de artistas setubalenses Explicit Citizens volta a partilhar arte urbana e pinta um mural na Rua António José Batista, nas imediações da Praça de Touros Carlos Relvas.
Na frente ribeirinha, na Avenida José Mourinho, o muro na entrada do Parque Urbano de Albarquel também recebe novas cores, tal como o anfiteatro do Azeitão Bacalhôa Parque, beneficiado na nona edição do Setúbal Mais Bonita.
Apesar de começar oficialmente amanhã, a nona edição do Setúbal Mais Bonita já está no terreno, como é exemplo a pintura de um mural temático na Avenida Manuel Maria de Portela, por funcionários da Divisão de Juventude da autarquia, com a colaboração de Ivo Santos, street artist conhecido por Smile.
Estas são apenas algumas das intervenções a realizar durante três dias, algumas delas propostas pelos próprios voluntários e por instituições, com o objetivo de envolver a população no esforço coletivo de embelezamento do concelho, no espírito de município participado.
A campanha inclui ainda cerca de trinta intervenções em estabelecimentos de ensino, asseguradas pela comunidade educativa, de jardins de infância a escolas secundárias, as quais, na grande maioria dos casos, decorrem no primeiro dia da iniciativa, esta sexta-feira, a partir das 10 horas, enquanto o fim de semana é dedicado às beneficiações do espaço público.
O Setúbal Mais Bonita, organizado pela Câmara de Setúbal, conta com o apoio das empresas Barbot, Refrige, Pingo Doce, Jumbo, TST e Águas do Sado.
Para mais informações deve ser consultada a página do projeto, em facebook.com/setubalmaisbonita.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 
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Obra no Porto de Setúbal pode ser anulada

Uma "enorme vitória" para o ambiente depois de tribunal aceitar analisar a obra

O Tribunal Central Administrativo aceitou o recurso do Clube da Arrábida depois de ter sido indeferida, em primeira instância, uma providência cautelar a pedir a suspensão do contrato das dragagens no estuário do Sado, foi anunciado nesta quinta-feira. O presidente do Clube da Arrábida, Pedro Soares Vieira, não podia ter ficado mais satisfeito com a decisão da justiça que confirmou as providências cautelares para travar as dragagens no rio Sado. A justiça entende que existe uma forte probabilidade do processo ser ilegal e, por isso, deu ordem para que o Tribunal Administrativo e Fiscal de Almada analise, outra vez, o pedido de suspensão do contrato. Para Pedro Vieira Soares trata-se de uma grande vitória para o rio Sado e para o ambiente.
Dragagens podem ser suspensas em Setúbal 


"O Clube da Arrábida foi notificado pelo Tribunal Central Administrativo, sobre a decisão deste tribunal de ter dado provimento parcial ao recurso que esta associação interpôs, junto do Tribunal Administrativo e Fiscal de Almada, no passado dia 5 de Março de 2019", refere um comunicado do Clube da Arrábida enviado à agência Lusa.
Segundo a nota, o Tribunal Central Administrativo considerou que o Tribunal Administrativo e Fiscal de Almada (primeira instância) "devia analisar novamente o pedido de suspensão da execução do contrato entre a Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra e a Mota Engil, S. A, já que tudo indica que há uma forte probabilidade de existir ilegalidade do mesmo, e, portanto, deve o Tribunal Administrativo e Fiscal de Almada reanalisar esta matéria relativa ao contrato".
A associação ambientalista tinha apresentado no dia 5 de Março recurso da sentença do Tribunal Administrativo e Fiscal de Almada que indeferiu, em 17 de Fevereiro, os pedidos de providência cautelar apresentados por este organismo.
Estes pedidos foram entregues em Setembro do ano passado com o objetivo de suspender a Declaração de Impacte Ambiental  e a execução do contrato para as dragagens no estuário do Sado.
Para o Clube da Arrábida, "a empreitada das obras de melhoria das acessibilidades do porto de Setúbal constitui o maior atentado ambiental alguma vez perpetuado no rio Sado".
O Clube da Arrábida considera, por isso, que a decisão do Tribunal Central Administrativo representa "uma enorme vitória" e promete continuar a lutar por todas as vias legais contra o que considera ser um "atentado ambiental" que resulta de "um processo turvo e inquinado que nunca deveria ter acontecido".

Clube da Arrábida acredita na suspensão da obra 
"Para nós é uma enorme alegria porque é uma enorme vitória para a posição que nós sempre assumimos desde o princípio: que toda esta obra de melhoria de acessibilidades ao Porto de Setúbal foi um processo obscuro desde que foi lançado até à sua aprovação e o tribunal vem dar razão ao que reclamávamos desde o início", explicou Pedro Vieira Soares em declarações à TSF.
O responsável do Clube da Arrábida promete não baixar os braços, numa luta que considera justa e imprescindível, já que, diz, as dragagens no Sado seriam um atentado ambiental que prejudicaria o ecossistema e a comunidade.
"Esta obra afeta não só as praias e os baixios, que desaparecerão, a comunidade de golfinhos roazes do Sado que pode desaparecer, as pradarias marinhas e toda a comunidade de pescadores que vivem do Sado, que verão o seu modo de vida desaparecer. Se isto não é um atentado ambiental, dificilmente conseguiremos encontrar um maior atentado ambiental no Rio Sado", sublinhou Pedro Vieira Soares.

Agência de Notícias com Lusa 
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Palmela comemora dia do concelho este sábado

Autarquia homenageia mais de 50 entidades, personalidades e trabalhadores do município

A Medalha Municipal de Mérito (nos Graus Ouro, Prata e Cobre) vai, este ano, ser atribuída a cinco dezenas de entidades e personalidades que contribuíram para o desenvolvimento e notoriedade do concelho de Palmela, em diversas áreas. A tradicional Cerimónia de Atribuição de Condecorações Municipais realiza-se a 1 de Junho, às 15 horas, no Cineteatro S. João, em Palmela, integrada nas Comemorações do Dia do Concelho.  A autarquia entrega ainda quatro medalhas de dedicação a funcionários municipais. Esta noite, no mesmo local, pelas 21h30, o Concerto Solene “Palmela Conquista”, dá início às Comemorações do Dia do Concelho que se comemora este sábado.  
Dia do Concelho comemorado a 1 de Junho 

O Concerto Solene “Palmela Conquista”, agendado para esta sexta-feira, às 21h30, no Cineteatro S. João, em Palmela, dá início às Comemorações do Dia do Concelho que se comemora a 1 de Junho.
O espetáculo comemorativo foi concebido e é dirigido pelo Maestro Jorge Salgueiro e vai contar com a participação de quatro solistas, da Orquestra Sinfónica e do Coro Sinfónico Lisboa Cantat. A entrada é gratuita, mediante levantamento de bilhete.
Organizado pela Câmara de Palmela, o concerto integra o “Palmela é Música”, processo de candidatura de Palmela à Rede de Cidades Criativas da Unesco, na área da Música.
A cerimónia maior está marcada para sábado à tarde, a partir das 15 horas, onde dezenas de personalidades do concelho - e não só - irão receber as diferentes categorias das medalhas de mérito municipal. 
Em 2019, assinalam-se os 30 anos da realização, em Palmela, dos Encontros sobre Ordens Militares. É também o ano em que o Município de Palmela formaliza a sua candidatura “Palmela é Música” à Rede de Cidades Criativas da Unesco. Assim, para além dos cidadãos que se destacaram em áreas específicas (Desporto, Associativismo, Cidadania), vai ser distinguido um conjunto de académicos que contribuíram decisivamente para a realização e divulgação dos Encontros sobre Ordens Militares e de personalidades que, através do seu trabalho diário, no ensino musical ou na criação artística, reafirmam a identidade cultural de Palmela. A autarquia entrega ainda quatro medalhas de mérito a funcionários municipais.
Assim, a autarquia vai distinguir, da área do Património, 11 académicos com a Medalha Municipal de Mérito grau ouro e seis grau prata. Na área da Cidadania e Solidariedade as medalhas de grau ouro irão distinguir Alice Mercedes Salvador, Joaquim Martins Sousa (a título póstumo), Margarida Vieira e Miguel Simas.
O futebolista José Carlos Camolas, que faleceu recentemente, será distinguido com a medalha grau ouro na área do Desporto-Carreira, a que se junta Armando Costa e Silva. Na área do Associativismo e Cidadania, a medalha municipal de mérito grau ouro, irá distinguir Francisco Cardoso Reisinho e João Luís Oliveira e Silva.
A medalha grau ouro da Cultura – Palmela é Música distinguirá os maestros Carlos Teixeira de Oliveira, Carlos Cardoso, Isidoro de Matos, Jacinto Montezo, José Edurado Ferreira, João Paulo Quintalo e João Pedro Silva, assim como a maestrina Maria Cândida Borges.
A Comissão Municipal de Condecorações apresentou ainda a proposta para a atribuição de 14 medalhas de mérito grau prata, seis na área do Património, duas no Desporto [onde se destaca as atletas Beatriz Bastos e Beatriz Sanheiro], cinco na Cultura e uma na Economia e Comércio Local.
Há ainda nove medalhas grau bronze, onde será distinguida a equipa de Iniciados do Pinhalnovense, que ascendeu ao campeonato nacional e oito atletas de diversas modalidades desportivas com destaque para Davide Inácio, campeão de BTT do Clube da Volta da Pedra.

Trabalhadores municipais também recebem medalhas de dedicação 

Cerca de sete dezenas de trabalhadores municipais vão ser distinguidos durante a Cerimónia de Atribuição de Condecorações Municipais.
A Medalha Municipal de Dedicação destina-se a "galardoar os trabalhadores que, no cumprimento dos seus deveres, se tenham distinguido exemplarmente, pelo zelo, competência, decisão, espírito de iniciativa e dedicação", refere a Câmara de Palmela em nota enviava à ADN-Agência de Notícias. 
Para a medalha de dedicação municipal grau ouro foram escolhidas as trabalhadoras Dina Isabel Costa Horta, Joana Isabel Ferreira Monteiro e Rita Maria Marques Crespo e o trabalhador Paulo Alexandre Guerreiro. O presidente da autarquia sublinhou que a entrega das medalhas a estes quatro trabalhadores tem por base o “reconhecimento público pelo esforço e valor profissional, pela inovação e criatividade, e pelos resultados objetivos e consistentes do seu trabalho contribuem para o desenvolvimento e notoriedade do concelho” e que “são uma referência para a comunidade em geral”, referiu Álvaro Amaro durante a reunião do executivo, na Volta da Pedra, que aprovou, por unanimidade os nomes propostos 
Durante a cerimónia, vai ainda ser atribuída a Medalha Municipal de Serviço Prestado a 63 trabalhadores que, cumprindo 15 (Grau Cobre), 25 (Grau Prata) e 35 anos (Grau Ouro) de carreira, "tenham revelado, no exercício do seu cargo, assiduidade e comportamento exemplar". 

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BB Blues Fest na Baixa da Banheira começa hoje

O melhor do Blues mundial está no concelho da Moita até domingo 

O BB Blues Fest está de regresso à Baixa da Banheira. O maior evento de blues do país, que decorre a partir desta quinta-feira até domingo, promete ser a melhor de sempre do festival que já colocou a vila da Baixa da Banheira, na Moita no mapa para os amantes deste estilo musical em Portugal e na Europa. Esta oitava edição aposta uma vez mais na elevada qualidade do seu cartaz, apresentando os melhores nomes do blues português e internacional, numa simbiose perfeita que celebra as raízes deste género musical. Budda Power Blues e Kirk Fletcher, a 31 de Maio, e Kyla Brox e Nick Moss, a 1 de Junho, são os nomes principais do programa. No dia 2 de Junho, num registo mais descontraído, realiza-se o Blues Picnic no Parque José Afonso. O evento arranca esta noite na urbanização Vila Rosa, em Alhos Vedros, com a atuação de King Blues & Turbo Dog.

Nick Moss Band sobe ao palco no sábado 

Vão ser quatro dias com o melhor do blues nacional e estrangeiro, com a banda portuguesa mais reconhecida, a mais badalada do mundo na actualidade, duas estreias absolutas em Portugal de grandes nomes do panorama internacional e três nomeados para a ultima edição dos Blues Music Awards, dois dos quais vencedores na gala deste mês da Blues Foundation.
O concerto maior do BB Blues Fest deste ano é com a Nick Moss Band, que fecha a noite de sábado, 1 de Junho, em estreia absoluta em Portugal. A banda integra dois vencedores dos Blues Music Awards. No passado dia 9, Nick Moss foi aclamado como Tradicional Blues Male Artist enquanto Dennis Gruenling foi reconhecido como Best Instrumentalist - Harmónica.
O grupo de Nick Moss, que além do reconhecido guitarrista norte-americano, integra Dennis Gruenling, na harmónica e voz, e Rodrigo Mantovani, no baixo, é considerada a banda de blues do momento.
Dúlio Canário e Rui Guerreiro são a alma do BB Blues Fest e os fundadores da associação organizadora. Nunca trabalharam na área da música mas rapidamente ganharam o conhecimento necessário à gestão e promoção de um evento deste tipo. São amigos de escola que, ao reencontraram-se 20 anos depois, descobrem que tem em comum uma enorme paixão pelos Blues e decidem tentar realizar o sonho de organizar um festival em Portugal. 
Fizeram-no, na sua terra, a Baixa da Banheira, depois de terem garantido o apoio da Câmara da Moita, que acreditou no evento desde o início e que se mantém como parceiro, a par da União de Freguesias da Baixa da Banheira e Vale da Amoreira.
“Quando começámos havia talvez mais dois festivais de blues em Portugal, hoje há mais de 15 um pouco por todo o país e continuam a surgir mais. Conseguimos tornar o Blues mais público, mais visível”, disse em entrevista ao jornal Público, Dúlio Canário, satisfeito também com o impato local da iniciativa. “A Baixa da Banheira é hoje considerada o epicentro dos blues em Portugal”, diz.
Da primeira edição até à actual, o crescimento em assistência foi exponencial, apesar de trazer o público nacional de blues à Baixa da Banheira não ter sido tarefa fácil, apesar da vila estar localizada a apenas 25 minutos de Lisboa.
Ao mesmo jornal, o responsável do evento diz que a média de espetadores das últimas edições é de cinco mil pessoas e claramente repartidas por “duas tribos”.
“Temos os habitantes locais, da Baixa da Banheira e da região, que foram acompanhando o festival ao longo dos anos e ficaram fidelizados. Perceberam que os artistas tem muita qualidade, foram gostando e aparecendo. E, como o festival cresceu em notoriedade e em cartaz, passou a ter a segunda tribo, que é o público nacional, pessoas conhecedoras e apreciadoras de blues, que não abdicam de qualidade e de ver os seus artistas preferidos em solo nacional”.
“Nunca um festival de blues em Portugal teve o impacto que o BB Blues Fest já alcançou. É o mais acarinhado festival pelos amantes de blues, com inegável qualidade de nível internacional. Em termos de cartaz é o maior do país, com nomes reconhecidos e aclamados e o público mais conhecedor. O nosso público é muito exigente, conhece blues e está habituado a concertos de excelência, o que nos coloca o ónus de fazer cada vez mais e melhor”, acrescenta.
A BB Blues Portugal é responsável pelo processo de eleição do representante português no European Blues Challenge, evento que coloca, anualmente, e sempre num país diferente, em concurso as melhores bandas de blues europeias entre 21 países concorrentes. 
O European Blues Challenge 2019 foi em Portugal, em Ponta Delgada, nos Açores, e a vencedora da edição, a britânica Kyla Brox, vem à Baixa da Banheira, no dia 1 de Junho, fazer a primeira parte da noite da Nick Moss Band.

Uma festa que também chega à rua e a Alhos Vedros 
Embora o foco do BB Blues Fest seja o mundo próprio desta música, o festival nasceu ligado à Baixa da Banheira, até porque as autarquias locais – Câmara da Moita e União das Freguesias da Baixa da Banheira e Vale da Amoreira – são dos seus mais antigos e importantes parceiros, e mantém essa abertura à comunidade, procurando atrair a população local.
Esse esforço traduz-se, por exemplo nos espectáculos gratuitos e dirigidos ao público em geral. Logo no primeiro dia, a 30 de Maio, o programa vai ao encontro da vila vizinha, Alhos Vedros, para um concerto de entrada livre e ao ar-livre, em plena zona residencial, na urbanização Vila Rosa, com os portugueses King Blues & Turbo Dog.
O contato com a rua e o público é reforçado no último dia de festival, 2 de Junho, com os blues a servirem de acompanhamento a um grande picnic à beira do rio Tejo. O Blues Picnic, no Parque José Afonso, na Baixa da Banheira, promete uma tarde de domingo memorável, ao som de Dog’s Bollocks, Johnny Boy Electric Band, Elsa Frias & MaBelle Band, e BBBF All Stars.

Programa completo
Dia 30 de Maio - 
21:30h, Vila Rosa, em Alhos Vedros
King Blues & Turbo Dog (Entrada Livre)

Dia 31 de Maio, Auditório do Fórum Cultural José Manuel Figueiredo
21:30h - Budda Power Blues (PT)
22:45h - Kirk Fletcher (USA)

Dia 1 de Junho, Auditório do Fórum Cultural José Manuel Figueiredo
21:30h - Kyla Brox (UK)
22:45h – Nick Moss Band (USA)

Dia 2 de Junho – “Blues Picnic” – Parque José Afonso, Baixa da Banheira
15:00h – Dog’s Bollocks (PT)
16:00h – Johnny Boy Electric Band (PT)
17:00h – Elsa Frias & MaBelle Band – participante do último The Voice Portugal (PT)
18:00h – BBBF All Stars (PT)

Bilhete diário - 15 euros | Passe Festival 2 dias - 20 euros (dias 31 de Maio e 1 de Junho). Disponível na bilheteira do Fórum Cultural José Manuel Figueiredo e na Rede Ticketline (nos seus postos de venda, parceiros e online, em www.ticketline.pt).

Agência de Notícias 
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Mundo rural em destaque na feira de Santiago do Cacém

Djodje, Jimmy P, Bárbara Bandeira e Ana Moura animam Santiagro a partir de hoje 

A agricultura, a pecuária e o setor equestre vão estar em destaque na Santiagro - Feira Agropecuária e do Cavalo, que se realiza em Santiago do Cacém, entre esta quinta-feira e domingo, 2 de Junho. Promovida pela Câmara de Santiago do Cacém, que prevê investir 230 mil euros "na maior montra" do litoral alentejano, a 32.ª edição do certame, vai contar com 200 expositores das mais diversas áreas e com um programa preenchido por atividades relacionadas com os setores da agricultura, pecuária, floresta e do cavalo. Djodje, Jimmy P, Bárbara Bandeira e Ana Moura são os cabeças de cartaz do evento.
Feira é das mais importantes do Litoral Alentejano  

"O município investe fortemente nesta feira que é a maior montra do concelho de Santiago do Cacém e da região do litoral alentejano em termos agrícolas e onde há uma aposta clara na divulgação dos produtos locais e nas oportunidades de negócio", disse o presidente da Câmara de Santiago do Cacém, Álvaro Beijinha.
O autarca falava durante uma conferência de imprensa, realizada na cooperativa agrícola AlenSado, em Alvalade, no concelho de Santiago do Cacém, que se dedica à produção de cereais e de hortícolas, com destaque para o tomate, e conta com cerca de 60 associados no ativo e um volume de negócios de cerca de sete milhões de euros.
O programa dos quatro dias da feira agrícola, que se realiza no Parque de Feiras e Exposições de Santiago do Cacém, vai incluir, além do setor expositivo, 'showcooks', demonstração da arte da cocaria, colóquios, provas de vinho e de gin, degustação de cerveja artesanal, ordenha de cabras e garraiadas.
"Certames como este são fundamentais para o desenvolvimento da economia do concelho e o investimento que o município faz nesta feira tem um retorno na economia local muito superior, em especial para o setor do turismo, além da promoção da agricultura", sublinhou o autarca.
O destaque da edição deste ano da Santiagro, que espera ultrapassar a fasquia dos 40 mil visitantes, volta a ser o cavalo, presença assídua no certame, tendo em conta "a forte tradição em Santiago do Cacém", com batismos equestres, torneios de horseball e uma gala equestre, gincana a cavalo, demonstração de volteio e aulas de sela.
"O setor equestre tem vindo a ganhar cada vez mais espaço na feira agrícola, tendo uma forte tradição em Santiago do Cacém que é o único concelho do país com um 'hipódromo romano' com mais de dois mil anos", salientou.
O certame conta também com uma exposição permanente de equinos, ovinos, caprinos e bovinos, suínos e aves, num total de mais de 250 animais.
Para os mais novos, a organização preparou um conjunto de atividades para assinalar o Dia Mundial da Criança (1 de Junho), no Espaço Natura, com espetáculos de teatro e de magia, jogos, ateliers, hora do conto e modelagem de balões.
Desfiles de grupos corais alentejanos, fado, apresentação do primeiro rum alentejano, a cargo da destilaria Black Pig, uma exposição de fotografia sobre a vida animal, passeios de tuk-tuk motorizado e de carroça e 'workshops' de tosquia de ovelhas são outras das propostas da edição deste ano.
O cartaz musical, "focado nos mais jovens", leva este ano à feira os concertos de Djodje (30 de Maio), Jimmy P (31), Bárbara Bandeira e ProfJam (1 de Junho) e Ana Moura (2 de Junho), além das atuações de vários dj, durante as madrugadas do evento.

Agência de Notícias com Lusa 
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Montijo junta gastronomia, flores, caracóis e moda

Feira da Gastronomia e da Flor na Lançada, arraial do caracol e desfiles de moda na baixa da cidade 

Este é um fim de semana de festa no concelho do Montijo. E há para todos os gostos. A quinta edição da Feira da Gastronomia e da Flor decorre até domingo, 2 de Junho, na Lançada, Sarilhos Grandes. Toy, Belito Campos, Lucas & Mateus e  Nemanus sobem ao palco neste evento que conta com tasquinhas, doçaria tradicional e artesanato já a partir desta quinta-feira. No centro da cidade do Montijo decorre, este sábado, o quarto Arraial do Caracol no Jardim Casa Mora, a partir das cinco da tarde. No domingo, pelo segundo ano consecutivo, há glamour, moda, dança e música no Style in Baixa do Montijo, a partir das 16 horas, na Quinta do Pátio d’ Água. O evento, organizado pela Comissão da Baixa do Montijo, pretende promover o comércio de proximidade, através de um desfile de moda que junta os comerciantes locais à música e à dança.
Feira da Gastronomia e da Flor arranca hoje 

Até 2 de Junho, a localidade da Lançada, no concelho do Montijo, está em festa com mais uma edição da Feira da Gastronomia e da Flor. Este ano, Toy é o cabeça de cartaz e atua no dia da abertura, nesta quinta-feira. No dia seguinte será a vez de Belito Campos, seguindo-se no dia 1 de Junho Lucas & Mateus e, para finalizar, no dia 2 de Junho, o grupo Nemanus. Para além da música, há tasquinhas, bancas de artesanato, flores e muita animação nesta V Edição da Feira da Gastronomia e da Flor.
"Este é um projeto que tem vindo a crescer e a consolidar-se de ano para ano”, diz a organização da festa. 
A “junção interessante entre a gastronomia e a flor, uma que agrada ao paladar e outra à vista, mas o objetivo deste festival é encontrar amigos e partilhar afetos”, diz a Câmara do Montijo que apoia a Feira da Gastronomia e da Flor da Lançada, com um  valor de 2500 euros.

Sábado há arraial do caracol na Casa Mora 
Todos os anos tem sido uma festa e um verdadeiro sucesso e, este não, certamente não será exceção: o quarto Arraial do Caracol vai instalar-se no próximo sábado, 1 de Junho, no Jardim Casa Mora, a partir das 17 horas.
Uma iniciativa de cariz comunitário, promovida pelo Agrupamento 72 Montijo do Corpo Nacional de Escutas, onde o caracol é rei, mas onde há, também, outros petiscos para provar, ao som do grupo de música TGV.
Como habitualmente, o IV Arraial do Caracol tem o apoio da Câmara do Montijo e da Junta da União das Freguesias de Montijo e Afonsoeiro. A entrada é livre. Não perca!

Style in Baixa do Montijo chega este domingo 
Pelo segundo ano consecutivo, há glamour, moda, dança e música no Style in Baixa do Montijo, no dia 2 de Junho, a partir das 16 horas, na Quinta do Pátio d’ Água.
O evento, organizado pela Comissão da Baixa do Montijo, pretende promover o comércio de proximidade, através de um desfile de moda que junta os comerciantes locais à música e à dança.
Este ano, a animação está a cargo dos United Dance Crew, da Anau a Rufar e da banda Acoustic Less, da Escola de Artes Sinfonias & Eventos. Há, também, tasquinhas de comes e bebes.
A partir das 21 horas, o desfile noturno vai contar com 150 modelos que vão desfilar as novidades de moda de dez lojas da baixa da cidade.
Participam na segunda edição do Style in Baixa: Loja Bambil, Ervanária Essencia Nature, Cantinho da João, Petite Cherie, Bacalhau o fiel amigo, Passado Português, Stand Raul Marçal, Lady Malagueta, B Styles, Veludo, Casa Garcia, Mister Kim, Aura Gomes e Double M Project.
O Style in Baixa tem o apoio da Câmara do Montijo e da Junta da União das Freguesias de Montijo e Afonsoeiro. A entrada é livre!

Agência de Notícias 
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Crise nos barcos do Barreiro sem fim à vista

Autarca do Barreiro disposto a ser mediador entre Soflusa e mestres

O presidente da Câmara do Barreiro afirmou que “não se pode adiar mais” a resolução do conflito entre a Soflusa e os mestres da empresa de transporte fluvial, disponibilizando-se para servir de mediadora entre as partes. “Toda a gente já percebeu que o problema que existe não é novo, mas está-se a agudizar. E esta é a janela de oportunidade de se resolver já: a câmara municipal está completamente à disposição para servir de mediadora entre os sindicatos, empresa e o Ministério do Ambiente”, disse Frederico Rosa. O secretário de Estado Adjunto e da Mobilidade já afirmou que os mestres da Soflusa, "querem uma vantagem salarial apenas para a sua categoria e não estão a cumprir o acordado". Os utentes da Soflusa mostraram-se esta semana "cansados" das constantes supressões das ligações fluviais entre o Barreiro e Lisboa, que estão a acontecer durante toda a semana devido à falta de mestres. O cenário vai piorar na próxima semana devido à nova greve parcial, de três horas por turno dos mestres.
Perturbações nas ligações vão continuar  

Desde o dia 10 de Maio que as ligações fluviais entre o Barreiro e Lisboa têm registado várias perturbações devido à falta de mestres, situação que se mantém dia a dia.
Na visão do autarca socialista, a resolução do problema “não é uma prioridade, mas sim uma urgência”, até porque os maiores prejudicados são os utentes, com as constantes supressões nas horas de ponta.
O cenário piorou com a paralisação parcial de dois dias, que ocorreu no final da semana passada, e com a greve às horas extraordinárias, que se iniciou no dia 23 de Maio e se deve prolongar até ao final do ano.
“Não se pode adiar mais o acordo entre empresa e sindicatos. No fim da linha tem que se servir o que de mais importante temos, que são os nossos cidadãos, são eles que estão a sentir na pele os problemas negociais”, advertiu.
Na segunda-feira, dia em que existiram dezenas de supressões, a agência Lusa esteve no terminal do Barreiro, e falou com vários utentes que se mostraram “cansados” de toda esta situação.
Apesar de os mestres e sindicatos responsabilizarem a empresa pela falta de contratação de novos profissionais, em que 17 pessoas “estão a fazer o trabalho de 24”, o presidente do Barreiro considerou que “não é a hora de encontrar culpados, mas sim de resolver”.
“Ninguém está isento de responsabilidade e, se a responsabilidade é de todos, a resolução também tem que partir de todos. Toda a gente tem que pôr os pés no chão e encarar o problema”, frisou.
Através de uma conversa entre todas as partes, com a mediação da autarquia, Frederico Rosa espera que seja possível impedir a nova greve parcial, de três horas por turno, convocada para a semana de 3  a 7 de Junho.

Governo acusa mestres da Soflusa de querem vantagem salarial 
Na terça-feira, o secretário de Estado Adjunto e da Mobilidade, José Mendes, disse à Lusa que os mestres da Soflusa querem uma vantagem salarial apenas para a sua categoria e não estão a cumprir o acordado.
O governante referiu que a greve está a causar problemas a milhares de pessoas, pelo que “devia prevalecer o interesse coletivo” e os mestres “deviam suspender esta greve e voltar à conversa”.
O governante lembrou que têm sido tomadas medidas para resolver a falta de profissionais na empresa, acrescentando que sente por parte das diferentes estruturas sindicais da Soflusa “alguma incompreensão relativamente a este movimento”.
“Não existem problemas de navios na Soflusa e em termos de pessoal existem quatro mestres em baixa prolongada. Foi aberto um concurso com vários candidatos para mestres e vão ser contratados mais seis trabalhadores marítimos. Se os mestres voltarem ao trabalho suplementar, como o faziam até aqui, tudo será regularizado e serão aliviados num futuro próximo”, garantiu.
Sobre a reivindicação salarial, José Mendes defendeu que os mestres já têm um prémio de chefia e que querem esse prémio “fortemente valorizado”.
“Não temos aberta qualquer negociação salarial, porque assinamos todos um acordo válido até ao final deste ano. Quando falamos em aumento dos prémios de chefia, isso afeta o equilíbrio do quadro remuneratório de todas as categorias”, defendeu.
Segundo José Mendes, esta greve dos mestres está a causar problemas a milhares de pessoas e não deixam boa imagem do transporte fluvial.
“Devia prevalecer o interesse coletivo, os mestres deviam suspender esta greve e voltar à conversa connosco. Não contribui para a saúde da empresa e credibilidade do transporte fluvial”, defendeu, apelando a que participem na negociação salarial em relação ao ano que vem.

Mestres querem mais prémios... de chefia 
Os mestres da Soflusa, num comunicado divulgado na sexta-feira, responsabilizaram a empresa pelo conflito laboral e lamentam as críticas de que estão a ser alvo.
Os profissionais referem ainda que ganham “pouco mais de mil euros” e querem aumento do prémio de chefia.
“Sabemos e temos consciência que muitos de vós não ganham este valor, mas como referimos, pelas funções e responsabilidades que temos a bordo e pelo que outras empresas do mesmo setor abonam aos seus funcionários, garantimos que é pouco”, acrescentam.
Os mestres consideram que o prémio de chefia que auferem, 49,44 euros mensais, é baixo, pelo que deve ser aumentado.

Utentes prejudicados e com poucas alternativas 
Na terça-feira, a Soflusa anunciou que vai entrar em vigor um novo horário a partir de 8 de Junho, o qual será praticado “até ser retomada a normalidade de serviço” na ligação fluvial.
Os utentes da Soflusa mostraram-se esta semana "cansados" das constantes supressões das ligações fluviais entre o Barreiro e Lisboa, que estão  a acontecer durante todo o dia devido à falta de mestres.
"Já estou a ser prejudicado há anos", disse à Lusa o passageiro Alexandre Custódio, de 34 anos, que chegou ao terminal do Barreiro, perto das 8h30 e deu de caras com uma ligação suprimida, mesmo sem a ocorrência de uma greve, o que o obrigou a aguardar junto de outras centenas de pessoas fora da zona de validação do bilhete.
"Estou neste momento a considerar tirar o dia de férias pelo atraso que já está verificado na minha previsível chegada, porque depois disto ainda temos Carris com problemas, metro com problemas, CP com problemas. É aleatório, tanto posso demorar uma hora como duas a chegar ao trabalho, bem como a voltar", explicou.
Na mesma situação estava Fátima Marques, de 54 anos, que frisou que esta é uma situação que "já se arrasta há imenso tempo", afetando bastante a vida pessoal dos utentes.
Os passageiros têm de chegar mais cedo ao terminal porque a hora de partida dos barcos nunca é certa, indicou.
"Eu entro às 9h30 em Lisboa e costumo apanhar o barco das 8h40, no horário normal, sem supressões e sem greves, mas repare, estou aqui [08h20] e à noite é a mesma confusão, sempre. [...] afeta muito a vida pessoal. Não tenho chegado atrasada, mas para não o fazer tenho de prescindir do meu tempo pessoal", sublinhou. Está já prevista uma nova paralisação parcial, de três horas por turno, entre 3 e 7 de Junho.
"Na semana passada praticamente não utilizei porque tive boleia de alguém e não foi necessário, mas desde que começaram as greves tem sido terrível. Mesmo que consigamos, o barco enche ou então, mesmo que ainda não seja o horário dele, acaba por partir e ficam aqui centenas e centenas de pessoas à espera", adiantou Carla, de 51 anos.
Foi exatamente isso que se verificou no período em que a Lusa esteve no terminal do Barreiro, entre as oito e as 9h40, em que se realizaram cinco carreiras e três foram suprimidas, fazendo com que a lotação dos navios de esgotasse antes da hora prevista de partida.
Apesar de os utentes considerarem que as constantes supressões da Soflusa são já um problema "crónico", nas últimas semanas o terminal tem registado uma maior concentração porque os barcos não são suficientes para escoar e os meios de transporte alternativos, como a Fertagus (comboio), "não são válidos" por se situarem longe do concelho.
Perante estes constrangimentos, os passageiros consideram que a situação "é absolutamente inadmissível do lado da administração".
"Pelo que me tenho apercebido, nem é a questão da greve às horas extraordinárias, falta efetivamente gente para fazer as carreiras", considerou Alexandre Custódio.
Também Carla realçou que "os mestres têm razão" e que existe "pouca diferença entre o ordenado dos mestres e dos marinheiros", o que faz com que os segundos profissionais não concorram aos concursos para ascender na carreira, uma vez que o salário não aumenta muito, mas "a responsabilidade é maior".
Segundo a Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (Fectrans), na Soflusa trabalham 21 mestres, dos quais três se encontram de baixa médica, mas são necessários pelo menos 24 para o serviço funcionar com qualidade.

Agência de Notícias com Lusa 

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Festas de São Gonçalo mantêm tradição em Cabanas

Festa começa no dia da espiga e promete muita animação 

De 30 de Maio a 2 de Junho, as Festas de São Gonçalo, em Cabanas, Quinta do Anjo, vão celebrar a quinta-feira da espiga e manter a tradição desta localidade. O certame é organizado pela Associação de Festas de São Gonçalo e conta com o apoio da Câmara de Palmela. O programa das Festas conjuga a componente religiosa, de homenagem ao padroeiro São Gonçalo, com as já habituais largadas de touros, atividades desportivas, equestres e dirigidas ao público infantil (para comemorar o Dia Mundial da Criança) e também bailes e vários espetáculos musicais, com destaque para os artistas Belito Campos, no sábado, e Miguel Azevedo, no encerramento. Tudo isto acompanhado pela gastronomia, vinhos e doçaria da região.
São Gonçalo em festa até domingo 


Diz o calendário que as tradicionais festas de São Gonçalo comecem, este ano, na quinta-feira da espiga. As tradicionais Festas de São Gonçalo vão animar aquela localidade, em Cabanas, freguesia de Quinta do Anjo, entre os dias 30 de Maio e 2 de Junho. O certame é organizado pela Associação de Festas de São Gonçalo, contando com o apoio do Município de Palmela.
A forte adesão dos comerciantes no livro das Festas “contribuiu para termos um bom e diversificado programa, que terá como cabeça de cartaz Belito Campos”, revelou a presidente da Associação, Maria Lúcia Granadas que destaca que o programa "inclui diversas atividades no Dia da Criança, 1 de Junho". 
As Festas de São Gonçalo têm um vasto programa onde se destacam largadas de touros, espetáculos com a Orquestra Típica e Cantares de Azeitão, X-Acto, Kromosomas, Belito Campos, Fun Parra e Miguel Azevedo, enquanto os bailaricos serão animados pelo organista André Patrão. 
Nos três dias do evento, os visitantes podem ainda assistir a aulas de zumba, passeios a cavalo e à tradicional procissão e missa. 
A gastronomia, os petiscos, os melhores queijos certificados acompanhados dos vinhos premiados da Quinta do Anjo e do concelho de Palmela e da doçaria regional desde os bombons de Arrabidine, as tortas de Azeitão e o doce típico São Gonçalo irão fazer a delícia dos apreciadores.

Autarquias apoiam a festa 
O vereador da Cultura da Câmara de Palmela, elogiou a Associação das Festas pelo “programa diversificado e de qualidade, que contempla as vertentes religiosas, culturais, desportivas, numa interajuda e parceria com várias instituições e com o apoio do tecido económico local”. 
Para Luís Miguel Calha, “a herança que estes homens e mulheres estão a preservar faz com que acreditemos que haverá um acréscimo de visitantes”. 
O responsável pela pasta da cultura e do turismo, em Palmela, deixou ainda uma pergunta que não quis calar:  “o que seria deste concelho sem os dirigentes associativos, que fazem as festas em parceria com as juntas de freguesia e o município?”.  
A Câmara de Palmela, diz Luís Miguel Calha, vai atribuir um apoio financeiro no valor de "mil euros à Associação de Festas de São Gonçalo, como comparticipação à edição de 2019 do certame". Para além do apoio financeiro, disponibiliza apoios logísticos estimados em  cinco mil e 500 euros, que incluem infraestruturação elétrica e de águas, limpeza e recolha de resíduos. 
Para António Mestre, presidente da Junta de Quinta do Anjo, “o apoio dado à Associação de Festas, no montante de mil e quinhentos euros, não é uma despesa, mas um investimento na cultura e na tradição” e “o trabalho desta equipa estende-se a toda a freguesia”.

Programa

30 de Maio
20h00 - Inauguração das festas com entidades oficiais
21h00 - OTCA - Orquestra Típica e Cantares de Azeitão

31 de Maio
17h00 - Largadas de touros
21h00 - Espetáculo musical com X-Acto
23h00 - Espetáculo musical com Kromosomas

1 de Junho
10h00 - Dia Mundial da Criança (Planetário)
10h00 - Aulas abertas de Zumba e Fitness (incluídas no plano de atividade Ginásio para tod@as)
Apoio: Junta de Freguesia de Quinta do Anjo e Câmara Municipal de Palmela
15h00 - Dia Mundial da Criança (insufláveis, jogos tradicionais e pinturas faciais)
Apoio: Junta de Freguesia de Quinta do Anjo e Câmara Municipal de Palmela
17h00 - Largadas de touros
20h30 - Baile com André Patrão
22h30 - Espetáculo musical com Belito Campos
00h00 - Baile com André Patrão

2 de Junho
08h30 - II Passeio a Cavalo
15h00 - Procissão em Honra de São Gonçalo
17h00 - Missa na Capela de São Gonçalo
18h00 - Leilão
19h00 - Espetáculo musical com FunParra
21h00 - Espetáculo musical com Miguel Azevedo
00h00 - Encerramento das festas


Agência de Notícias



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Cidadãos contra venda da Braamcamp no Barreiro

Limpeza para sensibilizar a população para a importância histórica do espaço

Um grupo de cidadãos do Barreiro está a promover uma ação de limpeza para sensibilizar a população para a importância histórica da Quinta do Braamcamp e impedir que seja vendida e transformada em apartamentos. Numa conferência de imprensa realizada , nesta terça-feira, junto à entrada da quinta, na zona ribeirinha do Barreiro, o grupo “A Quinta do Braamcamp é de Todos” deu a conhecer o “Dia B”, uma ação de limpeza e convívio que se realiza no próximo sábado, com o objetivo de alertar a população de que a venda deste imóvel “é um erro histórico”.
Autarquia quer vender a quinta histórica 

“A venda do terreno baseia-se num Plano Diretor Municipal (PDM) que prevê a construção de 180 fogos e está completamente desatualizado porque foi feito em 1994”, explicou Carla Santos, daquele movimento.
A responsável advertiu que devem ser estudados os impactos das alterações climáticas no território porque “a quinta vai ficar debaixo de água daqui a 100 anos, daqui a uma ou duas gerações”.
Nesse sentido, frisou que “era importante a elaboração de um Estudo de Impacte Ambiental”.
Devido aos elevados riscos ambientais, o grupo de cidadãos discorda da venda e intenção de construção turística e habitacional nesta zona, defendendo a integração de uma estratégia sustentável que mantenha o património natural e possa ser utilizado pelos habitantes.
“É fundamental que a Quinta do Braamcamp fique no domínio público e represente o respeito pelo ambiente”, disse André Carapinha, também do movimento “A Quinta do Braamcamp é de Todos”.
Neste sentido, os membros não acreditam na promessa do executivo socialista, liderado por Frederico Rosa, de que a venda terá um “caderno de encargos muito exigente”, que salvaguardará o direito de usufruto daquela zona pela população do Barreiro.
“Quem está a vender o terreno é uma câmara, mesmo sabendo que as alterações climáticas são uma realidade. Só para um chico-esperto é que isto é um bom negócio”, criticou Carla Santos.
Para consciencializar os barreirenses, o grupo vai também promover, no dia 6 de Junho, o seminário “Que futuro para a quinta do Braancamp?”, no Anfiteatro do Sindicato dos Ferroviários, no Barreiro, entre as 9h15 e as 17h30, onde estarão presentes vários especialistas que estudaram a história deste património, apresentando alternativas à venda e construção.
Já no dia 9 de Junho, vai dinamizar outra sessão pública para esclarecimento dos cidadãos, na associação Paivense, pelas 17 horas.
A Quinta do Braamcamp foi fundada por uma família holandesa, com o mesmo nome, tem 21 hectares, grande diversidade de flora, o maior moinho de maré do concelho e vestígios de dois palacetes, assim como da antiga fábrica da Sociedade Nacional de Cortiça.
Foi em 2016 que o anterior executivo comunista adquiriu o terreno ao BCP, por 2,9 milhões de euros.
Já no início deste ano, a Câmara do Barreiro anunciou a intenção de venda porque o terreno se encontrava sem utilização e “não se sabe quando será possível disponibilizar cinco, seis ou sete milhões para a requalificação”.

Agência de Notícias com Lusa 
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Sesimbra, Palmela e Setúbal valorizam Arrábida

Autarquias apresentam hoje projeto intermunicipal para valorizar a serra

As câmaras de Palmela, Sesimbra e Setúbal apresentam esta quarta-feira um conjunto de projetos que estão a ser desenvolvidos para promover e valorizar a Arrábida, um território partilhado pelos três municípios. A conservação, valorização e promoção do património histórico e cultural da Arrábida, a melhoria das acessibilidades e a criação de uma rede ciclável na Península de Setúbal são alguns dos principais investimentos no âmbito do Projeto Território Arrábida, que serão cofinanciados pelo União Europeia no âmbito do Portugal 2020.
Autarquias querem valorizar Arrábida 


"Assumimos o compromisso de promover e valorizar esta centralidade da Arrábida e temos estado fortemente apostados na criação desta marca da Arrábida através de um conjunto de projetos intermunicipais, focados nas pessoas e no contínuo natural e patrimonial que este território tem", disse à agência Lusa o presidente da Câmara de Palmela, Álvaro Amaro.
Segundo Álvaro Amaro, baseado nisto, decidiu-se "conceber uma estratégia comum, com grandes linhas de desenvolvimento social e para o desenvolvimento sustentável da região, seja em matérias de acessibilidades, na inclusão e no turismo sustentável, com um grande de enfoque no desenvolvimento económico assente nos valores endógenos deste território".
Para o presidente da Câmara de Palmela, estas parcerias intermunicipais permitem "maior eficiência e eficácia" dos recursos humanos e dos meios financeiros disponíveis para financiar os projetos.
A apresentação do projeto intermunicipal Território Arrábida está marcada para as 17h30, no Convento da Arrábida, em Setúbal.

Agência de Notícias com Lusa 

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PJ desmantela organização criminosa no Vale da Amoreira

Suspeito de rapto de filho de um funcionário guineense foram detidos 

A Polícia Judiciária deteve, esta terça-feira, cinco suspeitos do rapto do filho do alto funcionário da Guiné, em Lisboa, que ocorreu no final de Janeiro. A notícia é avançada pela TVI que revela ainda que os raptores tinham como objetivo a extorsão de dinheiro. Segunda a mesma publicação, a vítima foi mantida em cativeiro durante três dias, sob ameaças de morte e violência, numa casa no Vale da Amoreira, na Moita. As agressões terminaram quando o pagamento do resgate, no valor de cinco mil euros, foi efetuado. Desde então, a Unidade Nacional de Contraterrorismo começou a investigar o caso, chegando agora à identificação dos suspeitos. Os suspeitos poderão responder pelos crime de rapto, extorsão, coação e posse ilegal de armas e poderão ser mantidos em prisão preventiva até ao início do julgamento.
Suspeitos foram detidos pela PJ 

A Polícia Judiciária (PJ) deteve esta terça-feira quatro suspeitos do rapto do filho de um alto funcionário da Guiné-Bissau. O jovem esteve em cativeiro durante três dias na Moita, tendo sido pedido um resgate de cinco mil euros para a sua libertação. O caso diz respeito ao mês de Janeiro deste ano.
Em comunicado enviado às redações, lê-se que "a Polícia Judiciária, através da Unidade Nacional Contra-Terrorismo, no âmbito de inquérito titulado pelo DIAP da Moita, desencadeou, dia 28 de Maio, uma operação com vista ao desmantelamento de um grupo criminoso responsável pela prática do rapto de um cidadão da Guiné-Bissau".
Segundo as autoridades, "a vítima foi raptada na via pública com contornos de grande violência, tendo sido mantida em cativeiro durante três dias" e submetida a "constantes ameaças e agressões de modo a coagirem os seus familiares ao pagamento de resgate".
A TVI24 avança o valor de cinco mil euros como pagamento para libertação da vítima, um empresário, filho do diretor nacional dos Serviços de Imigração da Guiné.
O rapto terá acontecido no concelho da Amadora, tendo o jovem sido depois transportado para uma residência no concelho da Moita, "onde se manteve em cativeiro até ao dia da sua libertação", de acordo com as autoridades. O homem terá cerca de 30 anos, reside no estrangeiro, mas efetua visitas regulares a Portugal.
A PJ deteve três homens e uma mulher, com idades compreendidas entre os 40 e os 49 anos. Foram também apreendidos "relevantes elementos de prova, designadamente, equipamentos de telecomunicações, vestuário e outros".
Os detidos serão presentes, num período máximo de 48 horas, a um primeiro interrogatório judicial para a aplicação da medida de coação tida por conveniente junto do Tribunal de Instrução Criminal do Barreiro.

Agência de Notícias com Lusa 

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Circulação ferroviária entre Coina e Fogueteiro numa via

Queda de catenária interrompe circulação dos comboios da Fertagus e CP 

A circulação ferroviária no troço entre Coina e Fogueteiro, interrompida desde segunda-feira devido à queda de uma catenária, está a fazer-se a partir das 6h30 em via única, disse fonte da Fertagus. “A reparação não está completa e por isso a circulação está a ser feita em via única, o que deverá provocar fortes perturbações”, adiantou a fonte. A queda de uma catenária no troço ferroviário entre Coina e Fogueteiro interrompeu na segunda-feira, cerca das 18:45, em ambos os sentidos, a circulação na linha do Sul.
Comboios só circulam em via única 

Segundo a mesma fonte, as ligações ferroviárias funcionam entre Roma/Areeiro e Fogueteiro, e entre Coina e Setúbal, em ambos os sentidos, mas entre Fogueteiro e Coina estão a ser utilizados transportes rodoviários para fazer as ligações.
Os trabalhos continuavam às seis da manhã a decorrer no local, de acordo com a mesma fonte, que não avançou quanto tempo poderá demorar a normalização da circulação ferroviária.
Eram 18h30 desta segunda-feira quando uma catenária se partiu na linha férrea entre as estações do Fogueteiro e Coina (sentido Lisboa-Setúbal), impedindo a transferência de energia, disse fonte da Fertagus, a empresa responsável por este troço ferroviário.
Além da impossibilidade de circulação ferroviária entre o Fogueteiro e Coina, houve comboios parados na linha e os passageiros retirados das composições e transportados em autocarros durante toda a noite. 
A Infraestruturas de Portugal - a entidade responsável pelas linhas férreas - , pelas 1h30, não tinha ainda uma previsão de quando seriam repostos os 400 metros de catenária (cabo de alta tensão que “alimenta” os comboios eléctricos) que tinham caído.
Dois comboios da Fertagus viram destruídos os seus pantógrafos (equipamento no tecto das composições que recebe a energia eléctrica da catenária) e tiveram de ser rebocados por uma locomotiva a diesel para as oficinas da empresa em Coina.
Por esse motivo, a empresa poderá não conseguir ter a sua frota operacional para realizar todos os comboios durante a manhã. A Fertagus conta com 18 Unidades Quádruplas Eléctricas.
O incidente, ocorrido à hora de ponta, prejudicou centenas de passageiros que ficaram retidos nos comboios da CP e da Fertagus e que tiveram de ser evacuados em autocarro. 
Um Alfa Pendular proveniente de Faro ficou várias horas parado no Fogueteiro e teve de ser rebocado para Lisboa. E o Intercidades de Évora para Lisboa teve de realizar um percurso alternativo, via Vendas Novas e Setil, para chegar à Estação do Oriente.
Foi nomeada um comissão de inquérito, com elementos da Infraestruturas de Portugal e da Fertagus, para apurar as causas do incidente.
Entretanto, a Infraestruturas de Portugal já reforçou o número de funcionários no local para fazer a reparação da catenária, prevendo-se que seja demorada, informaram.

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Autarquia instala casa para gatos de rua em Almada

Câmara quer controlo das colónias de gatos no concelho 

A Câmara de Almada  já inaugurou o abrigo para colónias de gatos, no Jardim do Rio, em Almada. Para breve, está prevista a instalação de outros abrigos semelhantes no concelho. Margarida Martins é a primeira cuidadora formal do abrigo para colónias de gatos instalado junto ao Elevador Panorâmico, no Jardim do Rio, num "projeto que visa envolver os cuidadores, associações e a população para, em conjunto com a autarquia, criar uma rede mais organizada para a promoção do bem-estar animal", como evidenciou Nuno Matias, vereador dos Espaços Verdes, Ambiente e Energia.
Almada tenta controlar colónias de gatos 



Esta iniciativa insere-se na estratégia municipal de controlo de colónias de gatos, desenvolvida em articulação com as associações de defesa do bem-estar animal. Os principais objetivos, de acordo com a autarquia, são o controlo da população de gatos, o melhor enquadramento na comunidade, e a saudável convivência entre animais e humanos.
"Vamos colocar no concelho outros abrigos como estes. Em paralelo, estamos a criar melhores condições no próprio Serviço Veterinário Municipal, que vai passar a ter também espaços para cães e gatos em situações de emergência, bem como, futuramente, um banco alimentar para apoiar quer as associações, quer os cuidadores. Ainda este ano, queremos aumentar o número de esterilizações realizadas e vamos finalizar o estudo prévio do novo Centro de Bem-estar Animal", adiantou o autarca.
O abrigo instalado no Jardim do Rio é para uso específico de gatos. A interação com a população é feita através do cumprimento das regras estabelecidas, sendo a manutenção deste equipamento realizada por cuidadores reconhecidos pelo município.
A primeira estrutura destinada a uma colónia de gatos foi instalada na zona da Romeira, na Cova da Piedade. Em perspetiva, está a instalação de outros abrigos, estando em estudo as melhores soluções para cada um dos casos.
O controlo da população de gatos no concelho tem vindo a ser realizado pela autarquia através do método CED (Capturar – Esterilizar – Devolver). "Após a identificação das colónias, segue-se o contacto com os cuidadores, o estabelecimento de regras de funcionamento e o apoio à manutenção e controlo das colónias onde, além das esterilizações que o município já faz, está prevista a colocação de alguns abrigos", lembra a autarquia. 
E porque uma colónia saudável permite o controlo de pragas e promove o respeito pela biodiversidade, é essencial respeitar as seguintes regras: "alimentar os animais com ração seca, não dar restos alimentares, utilizar comedouros e bebedouros adequados,  manter o espaço limpo" e não "abandonar animais no local", realça a Câmara de Almada.

Agência de Notícias com Câmara de Almada
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Cartão de Visita do Facebook

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