Dá um Gosto ao ADN

Nós e as Cidades por Miguel Macedo


Nascer em Portugal ou ir abortar no Brasil?

Lembrámos-nos de Aníbal Cavaco Silva em 2012, o ano em Portugal com menos bebés de que há registo. Foi o presidente a apadrinhar, em Fevereiro do ano passado, o debate ‘Nascer em Portugal’. Para memória futura ficou, nesse mês, o apelo de Cavaco às políticas de promoção da natalidade para vencer o ‘Inverno demográfico’ que arrefece, ainda mais, a esperança de salvação do Estado social. Enquanto isso... uma menina de 15 anos resolve ir abortar no Brasil...


Presumimos que há um ano, Cavaco Silva se referisse à criação de uma rede séria de creches públicas, incentivos fiscais à maternidade – que não esmolas mascaradas com o nome de abono familiar – e à mudança de mentalidade dos empregadores (mas isso, sabemos, não se faz por decreto).
Transmitam àqueles que nos governaram e governam o que disse há pouco tempo, numa conferência em Fátima, o economista João Ferreira do Amaral: "A crise vai aumentar o envelhecimento da população, porque vai reduzir o número de jovens devido à queda da taxa de fertilidade e aumento da imigração".
Todos os que passaram por São Bento desperdiçaram a oportunidade de fazer ‘Nascer em Portugal’. Com a crise a abocanhar-nos as canelas, mesmo em Fevereiro era já tarde demais. Um ano passou e continua a ser tarde e ninguém de São Bento a Belém fala do assunto. As cidades e nós agradecemos que quem governa comece a pensar.
E com o país a ficar velho eis que uma notícia incomoda a opinião pública. Não é preciso ser pai para ficar arrepiado com as desventuras de uma cantora portuguesa, a que a Lusa chama Maria Adelaide, cuja filha de 15 anos está retida numa instituição para menores em risco no Brasil, após recorrer a pílulas abortivas para pôr fim à gravidez que manteve até aos três meses.
Além da tragédia da jovem, que deu entrada no hospital com hemorragias e cometeu um crime à luz da legislação local, isto sucedeu numa cidade do estado de Mato Grosso, onde a adolescente reside com o namorado seis anos mais velho, que conheceu em Cascais, pelo que se torna fácil ir buscar archotes e forquilhas e seguir em busca da mãe. Não só por aquilo de que a polícia local suspeita - cumplicidade na compra das pílulas abortivas -, mas sobretudo por consentir que a filha mais velha tenha ido viver para o sítio de Cuiabá com o namorado, de quem engravidou antes da idade legal para ter relações sexuais.
Mais difícil é constatar que este caso é só a consequência extrema da ‘vida moderna' nos jovens, para os quais o sexo e a vontade de independência chegam cada vez mais cedo, ainda que caiba aos pais comprar smartphones e assegurar sustento até aos 35 anos. Os ‘sacanas dos putos' já deram o seu ‘Grito do Ipiranga'. E o pobre país fica cada vez mais velho!



Miguel Macedo
Montijo 
[ + ]

Criança morre em queda de 7º andar em Corroios


Estaria sozinho em casa a brincar aos super-herois

Uma criança de quatro anos morreu hoje após cair de um sétimo andar de um prédio em Corroios, no Seixal, disse à agência Lusa fonte do Centro Distrital de Operação de Socorro (CDOS) de Setúbal.

Menino cai do 7.º andar em Corroios, esta tarde


Um menino de quatro anos morreu, ao início da tarde desta quinta-feira, vítima da queda de um sétimo andar, em Corroios, concelho do Seixal. Estaria a brincar, vestido de super-herói, quando caiu da janela. Ainda respirava quando as equipas de socorro chegaram ao local, mas acabou por falecer.
O trágico acidente ocorreu, cerca das 13.44 horas, na Rua 25 de Abril, em Corroios, revelou do Centro Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Setúbal.
Apesar do socorro ter comparecido de forma rápida, as tentativas de reanimação não resultaram, tendo a criança, do sexo masculino, falecido no local.
O menino estava em casa com o pai, que atualmente não trabalha devido a um problema de saúde, mas o homem ausentou-se de casa para ir comprar pão, cerca das 13.30 horas.
A criança, vestida com um disfarce de super-herói, estaria a brincar quando caiu da janela de casa, no sétimo andar. Vizinhos contaram que ainda respirava quando as equipas de socorro chegaram ao local.
A mãe, que trabalha em Lisboa, ficou em estado de choque quando chegou a casa.
O menino de quatro anos era o terceiro de quatro irmãos e o único rapaz.
Estiveram no local bombeiros do Seixal, a PSP de Corroios e a Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) do Hospital de São Francisco Xavier, de Lisboa.
Segundo a mesma fonte, o corpo da criança foi transportado para a morgue do Hospital Garcia de Orta, em Almada.

Agência de Notícias 
[ + ]

Casal alemão ajuda a recuperar azulejos em Setúbal


Painel de azulejos do Mercado do Livramento quase concluído

Um casal de alemão apreciador da azulejaria portuguesa decidiu financiar o restauro do painel de azulejos do mercado do Livramento, em Setúbal, parcialmente destruído aquando da derrocada de uma parede em Fevereiro do ano passado, através da sua fundação, a Fundação Buehler-Brockhaus. Graças ao apoio dos dois alemães, radicados em Setúbal desde 2006, o restauro está quase concluído.

Casal alemão ajuda a recuperar azulejos do Mercado do Livramento

O painel de azulejos azuis e brancos é da autoria de Pedro Jorge Pinto e representa as lides da pesca, do sal, da lavoura e do próprio mercado, constituindo-se como um importante património cultural da cidade de Setúbal.
"Chegámos em 2006, com uma inclinação para as questões culturais de Portugal e, sobretudo, de Setúbal. Pensámos instituir uma fundação e conseguimos a instalação em 2008", contou à Lusa o presidente da Fundação, Hans-Peter Buehler.
 De acordo com a sua esposa, Marion Buehler-Brockhaus, o casal achou que "a recuperação da parede [do mercado do Livramento] era uma ocasião fantástica para ajudar", e assim foi. "Setúbal tem uma coisa atraente. É como o amor. Não se sabe exatamente porquê, mas julgo que é a sua arquitetura, a paisagem, a serra e tudo o mais", acrescentou.
 Ana Nascimento, da empresa de restauro Esgrafito Mural, disse à Lusa que foi possível recuperar cerca de 85 por cento dos azulejos, mas que cerca de 1.700 tiveram de ser substituídos por réplicas, que já estão a ser colocadas juntamente com os azulejos recuperados. "Os trabalhos de restauro do painel deverão estar concluídos na primeira semana de Fevereiro", antecipou.

Fundação tem desenvolvido várias iniciativas culturais
Já a vereadora das Atividades Económicas na Câmara de Setúbal, Carla Guerreiro, admitiu que a parceria estabelecida com a Fundação Buehler-Brockhaus ajudou a acelerar todo o processo de restauro, que a autarquia teria sempre de fazer.
"A Fundação tem sido um elemento na nossa cidade que tem contribuído para as questões culturais.  Claro que a Câmara de Setúbal teria de fazer esta recuperação, mas esta parceria tornou as coisas muito mais fáceis", reconheceu, acrescentando que a fundação se preocupa "muito com as questões patrimoniais e culturais". 
O restauro do painel de azulejos é somente um exemplo das diversas iniciativas culturais apoiadas pela Fundação Buehler-Brockhaus, que, entre outros contributos, também financiou a escultura colocada à entrada do renovado Fórum Luísa Todi.
Recorde-se que, em Fevereiro de 2012, uma parede com cerca de 50 metros de comprimento ruiu no Mercado Municipal do Livramento - que foi alvo de obras de requalificação no valor de 3,86 milhões de euros -, provocando a morte de cinco pessoas e um ferido ligeiro. 

Agência de Notícias 
[ + ]

A dura história de Eliana, David e Ruben

Mãe espiou filhos antes de os levar para os envenenar

Os dois meninos mortos pela mãe estavam no ATL quando ela os convenceu a entrar no carro, na viagem que terá sido a última . Foi vista a espiar os filhos, quando já sabia que o tribunal lhe retirara a custódia.

Mãe e dois irmãos encontrados mortos na Cruz Quebrada

Depois da separação, há cerca de três anos, agravaram-se as discussões quando Eliana Sanches e Rui Santos falavam da guarda dos filhos, Rúben e David, 12 e 13 anos – que acabaram envenenados pela própria mãe na passada sexta-feira, em Oeiras. Só no ano passado, o ADN sabe que a PSP foi chamada por três vezes a travar a violência entre o casal na presença dos filhos. Os perigos nesta família já eram do conhecimento da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Oeiras desde Maio do ano passado.
O pai das duas crianças mortas, Rui Santos, está em choque: "Ainda não percebi o que aconteceu. Ainda nem consigo falar sobre o assunto", disse ontem ao jornal Correio da Manhã.
A última vez que David, 13 anos, e Ruben, de 12, foram vistos com vida foi na sexta-feira à tarde num ATL que frequentavam, em Linda-a-Velha, onde a mãe, Eliana Sanches,40 anos, os foi buscar no carro em que foram encontrados mortos três dias depois. Eliana foi vista nas imediações, durante a tarde, mas escondia-se cada vez que se sentia descoberta, escreve o Jornal de Notícias. Isto poderá indiciar que já se preparava para levar os filhos para a morte. Eliana terá esperado que os rapazes saíssem do ATL "O Saber" - que frequentavam depois das aulas -, para os convencer a entrar no carro.
Eliana, recorde-se, perdeu o direito à guarda dos filhos por decisão do Tribunal de Família e Menores de Cascais, tomada no dia 23 de Janeiro. Mas a resolução tinha outra faceta ainda mais dura, pois proibia a professora de Artes Visuais no desemprego de voltar a estar com os filhos a sós. E esta terá sido a gota de água que a fez partir para o homicídio e suicídio.
Nas três situações, a PSP enviou os relatórios à comissão. Esta tentou intervir, mas Eliana não aceitou o apoio. Na passada quarta-feira, a professora viu o Tribunal de Cascais tirar-lhe a guarda dos filhos. Acusada por Rui Santos de desleixo e maus-tratos aos filhos, a mulher envenenou os menores na sexta-feira, no Parque Aventura no Jamor, com bolos. A seguir pôs termo à própria vida.

Abandonada por todos
Eliana com os dois filhos 
A escola frequentada pelos dois filhos, a Secundária Professor José Augusto Lucas, em Linda-a-Velha, tinha conhecimento da proibição que incidia sobre Eliana - "o pai avisou-nos e tomámos os devidos cuidados", adiantou uma fonte da escola. Se o ATL tinha ou não conhecimento da interdição é algo que não foi possível apurar.
Sabe-se, isso sim, dos problemas dos dois irmãos na escola, já notados no anterior período escolar, que se agravaram a partir de Setembro, coincidindo com as dificuldades económicas cada vez maiores de Eliana.
Mercê da queixa apresentada na PSP pelos pais de Eliana contra a própria filha por violência, ela tinha deixado de falar com os pais. "Os meninos ficaram depois sempre com ela. A avó, quando os queria ver, ia ao ATL", contou uma testemunha.
Este conjunto de situações acabou por desequilibrar Eliana por completo, remetendo-a para um estado depressivo, que a mulher acabou por deixar expresso nas cartas que deixou aos pais, ao ex-marido e ao atual namorado.

Crianças gostavam de praticar boxe e basquetebol
O silêncio continua a reinar entre os familiares de Eliana. Era na casa dos avós maternos, Ester e Carlos Sanches, na rua de Ceuta, em Linda-a-Velha, a poucos metros da escola, que os irmãos passavam a maior parte do tempo. "O David adorava boxe e o Rúben praticava basquetebol e adorava dançar breakdance. Eles costumavam sair da escola e iam para um centro de estudos ou então para casa dos avós", disse uma amiga. "O pai parece que fazia mergulho e eles também adoravam", disse. As páginas dos irmãos e a do pai, Rui Santos, na rede social Facebook, rapidamente se encheram de pequenas homenagens e mensagens de apoio de familiares e amigos.

Notícia Relacionada: Mãe mata filhos em Oeiras

Agência de Notícias 
[ + ]

RTP pode avançar para despedimento colectivo

Baixar salários e subir audiências são pontos estruturantes 

Não sabe quantos serão, mas o presidente da RTP considera que o grupo público de rádio e televisão tem “trabalhadores a mais”. Por isso, no plano de reestruturação, que agora está a ser ultimado e que a equipa de Alberto da Ponte tem que entregar ao ministro Miguel Relvas até 1 de Março, a redução dos quadros da empresa estará entre as prioridades. Por outro lado, a Comissão de Trabalhadores da empresa já assumiu  querer “impugnar judicialmente a reestruturação que foi preparada, durante muitos meses, de forma ilegal e clandestina”.

Despedimento colectivo paira sobre trabalhadores da RTP

O presidente da RTP admite mesmo recorrer ao despedimento colectivo: “Não excluo, mas custar-me-ia muito enveredar por essa via”, afirmou nesta quarta-feira à noite em entrevista ao canal 1. Na sua cabeça, porém, já estará outra medida: diz que “não deve ser preciso cortar os salários fixos”, deixando no ar que os subsídios serão afectados.
O grupo RTP tem actualmente 2037 trabalhadores, número que, “numa empresa que se pretende enxuta, não é sustentável”, defendeu Alberto da Ponte. Como é que o gestor chega a essa conclusão? Pela comparação com outras televisões – e ainda que “forçosamente” a empresa tenha que ter mais trabalhadores devido às obrigações de serviço público e aos muitos mais canais -, a RTP “pode estar sobredimensionada”. Os custos com pessoal são de 35 por cento das receitas e não deviam exceder os 25/28 por cento. Mas todas as vedetas, contou, aceitaram cortar os ordenados em 30 por cento o seu salário.

Ponte sem números
Ora, apesar dessa certeza, Alberto da Ponte não sabe ainda de quantas pessoas terá que abdicar. Antes, disse, quer actuar noutras áreas, baixando a factura no fornecimento de serviços externos e fazendo uma planificação cuidada. Mas se assim não for possível chegar a uma dimensão de custos ideal, “então esse número terá que ser cortado. Como? Idealmente por rescisões amigáveis – nas últimas semanas recebeu 50 pedidos – , mas Alberto da Ponte não descarta o despedimento colectivo.
O presidente da estação pública está “absolutamente convencido” de que a RTP consegue manter a mesma actividade sem indemnização do Estado e apenas com um orçamento de 180 milhões de euros de taxa e publicidade.
Com uma dívida financeira de 150 milhões de euros, a RTP terá que contrair uma “dívida boa” de mais 42 milhões para financiar esta reestruturação. Boa porque é feita “para investir no futuro”. Que acontece já: ainda neste ano, a RTP terá que ter um parceiro estratégico que lhe permita ser “pioneira em inovação”. Esse “casamento interessante” ainda não estará definido, mas Alberto da Ponte, tal como Miguel Relvas, diz que deve ser aberto a “candidatos internacionais tecnológicos”.

Administrador exibe maior audiência
Alberto da Ponte "espreita" mais audiência para  a televisão pública

O presidente realçou que esta administração funciona com o sistema de “diálogo” – por isso tem falado com os trabalhadores, sindicatos e comissão de trabalhadores (a única que não respondeu ao apelo de sugestões para baixar custo). E sobre a polémica com Nuno Santos realçou que este “não está despedido, está suspenso, continua a ganhar o seu ordenado e o processo [disciplinar com vista ao despedimento] segue os seus trâmites”.
Recordando um episódio caricato da sua vida de gestor de uma cervejeira, Alberto da Ponte avisou o jornalista Vítor Gonçalves: “Não se espante se algum dia eu chegar aqui ao estúdio com uma pistola se as audiências não subirem”. É que o presidente da RTP estabeleceu como objectivo estratégico terminar 2014 com os dois canais a somarem 22 por cento de quota de audiência – em 2012 tiveram 17,3 por cento.

CT ameaça impugnar
Poucos minutos antes de Alberto da Ponte encher o ecrã da RTP, a Comissão de Trabalhadores emitia um comunicado anunciando que tenciona “impugnar judicialmente a reestruturação que foi preparada, durante muitos meses, de forma ilegal e clandestina”. Num documento muito crítico para com o Governo, a CT acusa Miguel Relvas de ter como objectivo prioritário “destruir e despedir” porque “não conseguiu privatizar a seu gosto”.
A CT diz que os 42 milhões de euros servirão para pagar a “guerra contra os postos de trabalho” e para financiar uma nova PPP - um negócio inventado pelo ministro. “Passos Coelho reconheceu que a reestruturação ‘já estava em curso’ e que agora se trata apenas de ‘intensificá-la’.” A reestruturação “relvista", afirma a CT, feita de forma secreta, “aponta ao coração de um projecto de serviço público e aponta a centenas de postos de trabalho na RTP. É esse o seu conteúdo e por esse conteúdo tem de ser travada”.

[ + ]

Cinema do centro comercial Rio Sul já fechou

Cinemas fechados sem interessados


Encontrar soluções viáveis para as 47 salas de cinema [sete delas no concelho do Seixal] que a Socorama Castello Lopes deixou de explorar – por incapacidade financeira – é, agora, a grande preocupação da Sonae Sierra, detentora dos centros comerciais onde funcionavam as salas, que hoje fecharam.

Salas de cinema fechadas sem investidores à vista 

Segundo Susana Lourenço, porta-voz da Sonae Sierra, “a Castello Lopes acumulou uma dívida de valor muito elevado” e não conseguiu reunir “outras condições necessárias à viabilização da operação dos cinemas”.
“Gostaríamos que as salas, ou pelo menos algumas, voltassem a exibir cinema, mas isso é algo que não podemos garantir”, diz ainda, acrescentando que ainda não houve contactos com potenciais interessados.
Fonte oficial da Zon, que fechou 2012 com 56,4 por cento de quota de mercado, rejeita a ideia de que esteja já a analisar o cenário de exploração de algumas das salas encerradas.
Para a Associação do Comércio Audiovisual de Obras Culturais (ACAPOR), a causa para estes fechos é a partilha ilegal de conteúdos na internet e endereçou às exibidoras – menos a Zon – o convite para avançarem com uma queixa contra o Estado. Em causa, está a “gritante inércia no combate à pirataria na internet” e a ausência de respostas legais.
Sobre o tema, fonte da Zon diz que a pirataria “tem-se agravado” e está a atingir “volumes que colocam em risco a própria sobrevivência do negócio de distribuição de conteúdos”.

Agência de Notícias 
[ + ]

Jumbo de Setúbal encerra cinemas na primavera


Cidade de Setúbal vai ficar só com uma sala a partir de Maio

O auditório municipal Charlot será a única sala para ver cinema em Setúbal entre Maio, mês previsto para o encerramento das quatro salas de cinema da Castello Lopes no Centro Comercial Jumbo, e o último trimestre de 2014, a data prevista para a inauguração do novo Alegro com as dez novas salas da Cinema City.

Charlot passa a ser a única sala de cinema de Setúbal, a partir de Maio

As obras que vão transformar o actual centro comercial Jumbo no novo Alegro, um investimento na ordem dos 110 milhões de euros, iniciar-se-ão muito em breve. A implantação deste espaço levará ao fim do contrato entre a Immochan, empresa imobiliária do Grupo Auchan, e a Socorama-Castello Lopes. Em Maio, os trabalhos vão obrigar a fechar os cinemas e terminar um ciclo de vinte anos de actividade cinematográfica dos cinemas Jumbo. Este encerramento juntar-se-á então à lista de fechos de cerca de metade das salas da distribuidora Castello Lopes, que inclui ainda o fecho já hoje de sete salas do Centro Comercial Rio Sul, no Seixal.
Mário Costa, director-geral da Immochan, explica que “foi acordado que a Castello Lopes se manteria em funcionamento no centro comercial até ao início das obras na galeria, que se estima ser em Maio”. O hipermercado Jumbo e algumas lojas manter-se-ão em funcionamento durante as obras. “Temos já definido o cronograma das obras, a seu tempo informaremos”, acrescenta a mesma fonte.
De acordo com o responsável da Immochan, a negociação com a Socorama “correu muito bem”. “A decisão foi ao encontro do interesse das duas partes”, garante Mário Costa.

Alegro com 10 salas totalmente digitais
Eyal Edery, director-geral da New Lineo Cinemas de Portugal (NLC), empresa que detém os Cinema City em Portugal, confirma que a empresa fechou negócio com a Immochan para explorar o espaço dos cinemas no Alegro Setúbal. “O negócio já está fechado e estamos prontos para avançar com a exploração dos cinemas quando o Alegro estiver concluído”, assegura o director-geral da NLC. Mário Costa acrescenta que este acordo já está fechado há 10 meses.
De acordo com o projecto da Immochan, o cinema ocupará 2.835 metros quadrados, área que será dividida em 10 salas de cinema totalmente digitais.

Agência de Notícias
[ + ]

Transportes concessionados até final do ano

Governo consulta mercados sobre concessão de empresas de transporte



O ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, anunciou esta quarta-feira que será feita uma consulta ao mercado em Março sobre o processo de concessão das empresas de transportes, um processo que o Governo espera concluir até Dezembro.

Álvaro Santos Pereira quer privados a gerir transportes públicos

"Estamos a tentar estabelecer um modelo para conseguirmos lançar essas concessões. Será feita uma consulta ao mercado em Março de 2013 e a conclusão do processo deverá ser feita até Dezembro de 2013", disse o ministro.
Álvaro Santos Pereira está a ser ouvido esta quarta-feira de manhã na comissão parlamentar de Economia e Obras Públicas e respondia a uma questão da deputada do Bloco de Esquerda, Ana Drago, sobre as intenções do Governo de concessionar as empresas públicas de transportes.
Santos Pereira afirmou que "a intenção das concessões dos transportes é a de aumentar o dinamismo e assegurar a sustentabilidade destas empresas".
O governante referiu que as empresas do setor têm dívidas superiores a 17 mil milhões de euros, o equivalente a 10 por cento do Produto Interno Bruto (PIB).
"O peso da dívida destas empresas no PIB tem um impacto muito substancial e avançar com concessões é para assegurar a eficácia, a mobilidade e para que os problemas do setor sejam ultrapassados", reiterou Santos Pereira.

Metro, Caris e Soflusa/Transtejo na linha da frente 
Recorde-se que o secretário de Estado das Obras Públicas, Transportes e Telecomunicações, Sérgio Monteiro, disse no início deste ano que “ a concessão a privados dos transportes públicos em Lisboa deverá estar concluída ainda este ano”.
“As linhas urbanas e suburbanas da CP podem ser mais complicadas, mas no Metropolitano, Carris e Soflusa/Transtejo não há razão para que ainda este ano não esteja o processo concluído”, adiantou o governante.
Na ocasião, o secretário de Estado alertou que nem todos os prazos estão dependentes do Governo, uma vez que o processo ainda tem de passar pelo regulador IMT (Instituto da Mobilidade e dos Transportes) e pelo Tribunal de Contas.
O governante referiu ainda que está à espera dos estudos que estão a ser elaborados para definir qual o melhor modelo de concessão a privados, mas adiantou que neste momento todos os cenários são possíveis no caso do metro e da Carris: um operador para as duas empresas ou dois operadores para cada uma das empresas.
“Mas certamente haverá dois contratos de concessão diferentes”, afirmou Sérgio Monteiro.
As linhas de  Cascais e do Sado, no sector ferroviário, podem ser as primeiras a ser privatizadas ou concessionadas a privados. Questionado acerca dos STCP, no Porto, Sérgio Monteiro disse que o processo também está a decorrer, lembrando que, como já há uma concessão, o procedimento será mais simples.

Agência de Notícias 
[ + ]

Lisboa adia decisão sobre proibição de bares em zonas históricas


Plano de urbanização dos bairros históricos vai ser melhorado

A Câmara de Lisboa adiou ontem a votação às propostas de alteração ao Plano de Urbanização do Núcleo Histórico da Mouraria, Bairro Alto, Bica, Alfama, Colina do Castelo e Madragoa para que possa ser alcançado um maior consenso sobre a matéria. A proposta da autarquia visava não autorizar mais estabelecimentos de bebidas ou com espaços de dança naqueles núcleos históricos da capital.
Lisboa não quer mais bares nos centros históricos da capital 

Por proposta do vereador Vítor Gonçalves, do PSD, irá ser criado um grupo de trabalho restrito que alcance “uma forma consensual o mais rapidamente possível para se obter uma proposta mais consistente que valorize as pessoas”.

O subscritor das propostas, o vereador do Urbanismo, Manuel Salgado, aceitou “de bom gosto” a sugestão e propôs o adiamento da votação, que foi aceite.
As propostas de alteração do plano de urbanização daqueles bairros históricos visam harmonizar a atividade económica lá existente com os residentes.
Afirmando que o “ponto sensível que tem dado origem a grandes discussões é como compatibilizar as atividades económicas com a residência”, Manuel Salgado disse que uma das propostas é a proibição de se abrirem novos bares e discotecas naqueles bairros.
“Bares e discotecas só se admitem onde já existem e são legais e não são permitidos novos”, afirmou.
Contudo, são permitidos cafés, pastelarias e casas de chá, desde que a sua localização “impeça qualquer prejuízo para o uso residencial”.
A câmara admite autorizar novos estabelecimentos de restauração e casas de fado desde que também “não apresentem prejuízo para a qualidade ambiental urbana, nomeadamente circulação, ruído e segurança para os utentes e residentes”.


As dúvidas do CDS-PP e PSD
O vereador do CDS-PP António Carlos Monteiro disse ter “as maiores dúvidas” acerca deste documento por faltarem estudos acerca do nível do ruído, uma das principais queixas dos residentes naqueles bairros.
“Ninguém consegue sobreviver com ruído constante durante toda a noite e sem conseguir dormir. Também não ignoramos que a atividade económica exercida é importante para a economia de quem a tem, mas também para a economia da cidade. Mas é importante ter indicação de onde está o ruído”, frisou o vereador democrata-cristão.
Também a vereadora do PSD, Mafalda Barros, mostrou reservas para com as propostas, afirmando que “abrem a porta à descaracterização” daqueles bairros históricos.

Moradores querem mão firme da autarquia
Em declarações à Lusa, antes do documento ter sido adiado, Ana Andrade, do movimento de moradores do Cais do Sodré e Bairro Alto “Aqui Mora Gente”, mostrou-se “bastante satisfeita” com esta proposta. “São alterações muito positivas. A câmara não permite mais estabelecimentos de venda de bebidas. Só vão ficar os que estão licenciados”, frisou.
“Vão ser permitidos também restaurantes, cafés, pastelarias e casas de chá, mas espaços de dança e de diversão vão ser interditos. Isto é bastante positivo porque acabam por ser medidas com um menor impacto para os habitantes”, acrescentou.
Reafirmando estar “bastante satisfeita” com as alterações, Ana Andrade sublinhou que “valeu a pena o empenhamento dos moradores neste processo”. “E não posso deixar de destacar que a câmara levou em conta e aceitou alguns dos nossos argumentos”, disse.
O “Aqui Mora Gente” foi criado há uns meses, para alertar para os problemas que os moradores no Cais do Sodré e no Bairro Alto sentem por causa das discotecas e dos bares.

Agência de Notícias 
[ + ]

Homem morreu em casa de alterne no Barreiro

José terá morrido de causas naturais… mas o dinheiro desapareceu e alternadeiras também

Um homem de cera de 50 anos faleceu no domingo à noite numa casa de alterne na cidade do Barreiro. Segundo as alternadeiras do  Clube Nocturno, o homem sentiu-se mal depois de ter sexo com uma delas. A PSP investiga o facto porque o homem não tinha identificação nem dinheiro consigo, o que levanta indícios de um possível roubo antes ou depois da morte. Para aumentar as suspeitas, o dono do bar e as suas funcionárias desapareceram da rua Miguel Pais. A identificação do cliente foi conseguida apenas devido à ajuda de conhecidos.

Homem terá morrido depois de noite de sexo com mulher de alterne

Quando o INEM chegou ao bar de alterne Clube Nocturno, na rua Miguel Pais, Barreiro, domingo de madrugada, o cliente com cerca de 50 anos estava já em paragem cardiorrespiratória, minutos depois de ter ali mantido relações sexuais. E, apesar das manobras de reanimação, não resistiu. As funcionárias disseram que o homem, depois de ter tido sexo com uma delas, pedira para descansar e sentiu-se mal. Descreveram-no à polícia como "cliente habitual da casa".
A verdade é que o homem chegou à morgue do hospital de São Bernardo, em Setúbal, sem identificação. Também não tinha dinheiro com ele, o que leva a PSP a investigar se a vítima foi roubada após ter sofrido o ataque.
De acordo com uma notícia do Jornal Correio da Manhã, o dono do bar de alterne do centro do Barreiro e as funcionárias do estabelecimento nunca mais foram vistos. A identificação do cliente foi conseguida apenas devido à ajuda de conhecidos.
José trabalha no mercado do Barreiro - onde carrega caixas aos vendedores -, mas nunca mais foi visto. Os amigos estranharam e alertaram ontem a polícia. "O ‘Zé' morava com o pai e uns irmãos e ajudava lá no mercado, sem trabalho fixo. Os vendedores é que lhe davam algum dinheiro", conta uma conhecida.
"Desde domingo que nunca mais ouvimos aqui barulho, nem vimos qualquer movimento. Costumo já estar deitada quando começa aqui a animação, que só termina por volta das seis da manhã", disse uma moradora que vive perto da casa de alterne.


Agência de Notícias 
[ + ]

Urgências lotadas em Almada e Barreiro


Seis horas nas urgências à espera de consulta

Dezenas de doentes passaram, no início desta semana, horas nas Urgências do hospital Garcia de Orta, em Almada, e no Nossa Senhora do Rosário, no Barreiro, até serem atendidos. Em alguns casos, os doentes que se inscreveram no hospital do Barreiro acabaram por procurar consulta em Almada. No mesmo dia, segunda-feira, mais de oito dezenas de trabalhadores da saúde e activistas sindicais da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções “tomaram de assalto” o átrio do Ministério da Saúde, em Lisboa, exigindo melhores soluções para a saúde.


Urgências entupidas em Almada e Barreiro

Isabel Piedade, de 43 anos, foi uma das utentes que tiveram de esperar várias horas para serem atendidas na Urgência do Barreiro. "Sou doente oncológica, dei entrada às 11 horas porque estava com diarreia e vómitos. Tive de esperar cerca de seis horas até ser atendida", escreve o Correio da Manhã.
Na Urgência do Barreiro, Liliana Simões, de 21 anos, queixava-se da demora no atendimento. "Eu já cá tinha estado na semana passada, e o tempo de espera foi tão longo que acabei por me ir embora. Estou com muitas dores, tenho problemas de coluna. Estou cá há duas horas e só me disseram que ainda tenho treze pessoas à minha frente, por isso estou a contar com pelo menos mais duas ou três horas de espera".
A administração do Centro Hospitalar Barreiro-Montijo reconheceu dificuldades de atendimento no Serviço de Urgências, justificando a situação com o "aumento dos episódios de urgência que recorrem ao serviço" e também com o aumento da permanência de doentes com situações clínicas mais graves em observação.

Assalto ao “ministério da Saúde”
E com os hospitais lotados de gente e de tempo de espera, na segunda-feira, cerca de oito dezenas de trabalhadores da saúde e activistas sindicais da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções (FNSTF)  “tomaram de assalto” o átrio do Ministério da Saúde, em Lisboa, exibindo faixas e bandeiras negras e gritando palavras de ordem contra o governo, sob o olhar atento de agentes da PSP.
Os trabalhadores abandonaram as instalações do ministério após a intervenção da PSP e cortaram aquela artéria da Avenida João Crisóstomo durante algum tempo. Luís Pesca, dirigente da FNSTF, afirmou que os trabalhadores pretendem entregar ao ministro da Saúde, Paulo Macedo, um caderno reivindicativo e pedir o agendamento de uma reunião para negociar as carreiras e vínculos laborais. “Lutamos pelos postos de trabalho e em defesa do Serviço Nacional de Saúde”, afirmou Luís Pesca.
Segundo o dirigente, há mais de um ano que esperam uma reunião com a tutela e nunca obtiveram resposta a esse pedido.
Luís Pesca critica ainda o recurso aos desempregados, sem formação na área, para desempenharem tarefas de trabalhadores a quem não são renovados os contratos a termo. “Esses trabalhadores que estão no desemprego e vão ganhar o subsídio de refeição são dispensados quando termina o contrato de um ano. Depois contratam outros desempregados”, sublinhou o dirigente.

Luta pela “defesa do Serviço Nacional de Saúde”
Uma delegação de trabalhadores entregou à chefe de gabinete do ministro Paulo Macedo um caderno reivindicativo no qual constam a questão dos vínculos, carreiras e horários de trabalho, o abono para falhas, a exigência da formação profissional e a necessidade da revisão e reestruturação das carreiras do Instituto Nacional de Emergência Médica.
Os trabalhadores do sector da saúde, que incluem os administrativos e assistentes operacionais, entregaram ainda uma moção em defesa do Serviço Nacional de Saúde, defendendo a retoma da negociação do Acordo Colectivo de Trabalho para os hospitais com gestão privada (EPE), a regulamentação dos horários de trabalho, o fim da precariedade de emprego e a renovação dos contratos de trabalho.
Guida Rodrigues, 37 anos, trabalha como administrativa há mais 15 anos, no centro de saúde da Amora, no Seixal. A trabalhadora diz que participa no protesto porque o “futuro é incerto e em defesa da saúde pública”.
Outro trabalhador, Carlos Ohen, 53 anos, administrativo há 33 anos no Hospital Garcia de Orta, em Almada, luta pela “defesa do Serviço Nacional de Saúde”.

Agência de Notícias 
[ + ]

Lucros da Portucel chegam aos 211 milhões


Empresa de Setúbal cresceu 7,6 por cento em 2012

Os resultados líquidos da Portucel aumentaram 7,6 por cento em 2012, de 196,3 para 211,2 milhões de euros, ultrapassando os 1,5 mil milhões em vendas, segundo comunicado enviado nesta terça-feira à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).


Em ano de crise, empresa com lucro de 211 milhões de euros 

De acordo com a produtora de papel, as exportações representaram 95 por cento do total de vendas, fixando-se em 1.249 milhões de euros, tendo sido dada continuidade à "fase inicial do projeto de investimento em Moçambique", cujos resultados "têm sido muito encorajadores".
A Portucel realizou uma "primeira campanha de produção de plantas clonais de eucalipto", que vai permitir uma produção - "pela primeira vez na sua história" - na ordem de seis milhões de plantas clonais.
"Com a conclusão deste investimento, o grupo fica dotado do maior viveiro de plantas florestais certificadas da Europa, com uma capacidade de produção anual de 12 milhões de plantas", acrescentou a empresa sediada em Setúbal.
Apesar do "ambiente recessivo na Europa e nos EUA", o comportamento do mercado chinês tem vindo a equilibrar a procura, referiu o grupo presidida por Pedro Queiroz Pereira.
O grupo registou um EBITDA (resultados antes de juros, impostos, amortizações e depreciações) de 385,4 milhões de euros no ano passado, em linha com o verificado em 2011.
"O grupo tem efetuado um esforço permanente no sentido de alargar os seus mercados e reposicionar o seu 'mix' de produtos nos mercados tradicionais. (...) Nesse sentido, o grupo tem ganho quota nos seus mercados tradicionais e aumentado significativamente a sua presença em novos mercados, nomeadamente no leste da Europa, no Norte de África e no Médio Oriente", esclareceu a empresa já relativamente às perspetivas para este ano.

Agência de Notícias 
[ + ]

Seixal fica sem cinema a partir de quinta-feira


As sete salas do Centro Comercial Rio Sul vão fechar

A Socorama Castello-Lopes vai encerrar até quinta-feira 49 das suas 106 salas de cinema, levando ao despedimento de 75 trabalhadores, disse na terça-feira à agência Lusa um dos responsáveis da empresa. Desses 49 ecrãs, todos integrados em centros comerciais da Sonae Sierra, oito representam a inexistência de exibição cinematográfica no arquipélago dos Açores (quatro salas) e no distrito de Viana do Castelo (quatro salas), ficando também Covilhã, Loures, São João da Madeira, Guia e Seixal sem cinemas (32 salas). A Sonae Sierra, em comunicado, diz estar a analisar "opções de exploração destes espaços" na expectativa de que reabram "a curto prazo".

Cinemas do Rio Sul, no Seixal, fecham a partir de amanhã 

"Apesar do apoio dado, a [Socorama Cinemas] Castello Lopes acumulou uma dívida de valor muito elevado e não reuniu outras condições necessárias à viabilização da operação dos cinemas", afirmou o grupo Sonae Sierra em comunicado enviado à agência Lusa.
Contactada pela Lusa, fonte da comunicação do grupo empresarial não quis adiantar o montante da dívida em causa, referindo que estão agora em cima da mesa várias opções de uso das salas de cinema que irão encerrar.
"Não está nada decidido, estamos em negociações com outros operadores e a analisar diferentes opções, que incluem outro tipo de uso [das salas de cinema] que não seja só cinema", disse a mesma fonte.
O encerramento das salas de cinema implicará o despedimento de 55 trabalhadores e a não renovação de contrato de outros 20 funcionários.
Em declarações à agência Lusa, fonte do Sindicato Nacional dos Trabalhadores das Telecomunicações e Audiovisual (SINTTAV) disse que ainda não se reuniu com a administração da exibidora e que iria tomar conhecimento de toda a situação laboral dos trabalhadores ao longo do dia de hoje.
Na página oficial na Internet, a exibidora em causa apresenta-se como empresa Socorama - Cinemas SA que "opera na área de exibição de cinema sob a insígnia Castello Lopes Cinemas".
Porém, o distribuidor José Manuel Castello Lopes, há várias décadas ligado ao cinema em Portugal, demarcou-se hoje da decisão de encerramento dos cinemas, apesar do apelido de família estar ligado àquela exibidora.
"A circunstância da Castello Lopes ter a sigla Castello Lopes - Cinemas, colocada nas paredes exteriores das salas que a Socorama explora, significa apenas um 'apport' publicitário a pedido da dita Socorama e legalizado por contrato, aliás com condicionantes no sentido da cessação desse mesmo contrato", explica o distribuidor em comunicado.
A Socorama detém 106 salas de cinema e em 2012 registou 12,6 milhões de euros de receita bruta de bilheteira.
Apesar de ser a segunda maior exibidora, atrás da Zon Lusomundo Cinemas, a exibidora registou uma quebra de 1,7 milhões de euros em relação a 2011.
Quanto ao número de espetadores, de acordo com dados do Instituto do Cinema e Audiovisual de 2012, a empresa registou também quebras - por retração do consumo dos portugueses - de cerca de 375 mil bilhetes vendidos.

Agência de Notícias 
[ + ]

Assaltantes de estudantes presos em Almada

Três jovens detidos por assaltarem estudantes


Três jovens suspeitos de vários assaltos a estudantes na via pública ocorridos em Janeiro, em Almada, vão ficar em prisão preventiva, informou esta terça-feira a Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa. A PJ prendeu ainda, no passado sábado, dois jovens acusados de assaltos violentos em cafés e restaurantes de Sintra e Almada.

Assaltantes violentos apanhados em Almada 

Segundo o comunicado, os três arguidos, de 21, 20 e 19 anos, deslocavam-se de Loures para Almada para cometer roubos, com agressões às vítimas e uso de armas brancas, tendo sido encontrados em posse de duas dessas armas, diversos telemóveis e outros bens roubados às vítimas.
"O alarme levou a PSP de Almada a pronta atuação no terreno e, em contacto com vítimas, a recolher a indicação da aparência dos agressores, por essa via localizados, intercetados e detidos, em quase flagrante delito em posse das armas e bens roubados", refere o documento.
De seguida, a PSP identificou as possíveis vítimas, restituindo a estas os bens encontrados na posse dos arguidos, e recolheu depoimentos.
Os arguidos estão indiciados por dez crimes de roubo, em coautoria, tendo sido decretada a prisão preventiva pelo Ministério Público de Almada.
"O inquérito prossegue tendo em vista identificar outras possíveis vítimas, tendo em atenção que aos arguidos foram apreendidos bens cuja proveniência ainda não se mostra esclarecida", concluiu o documento.

Judiciária apanha ladrões violentos
Encapuzados, fortemente armados e muito violentos. Os dois ladrões, de 25 anos, atacaram com três amigos. Entraram primeiro na cafetaria e depois no restaurante. Foi no final do passado mês de Novembro, em Sintra e Almada, e os assaltos foram no mesmo dia, separados por poucas horas. O grupo lançou o terror nos dois locais, entre funcionários e clientes. Alguns deitaram-se no chão, outros entraram em pânico face à proximidade das armas.
Presos no sábado pelos inspetores da Polícia Judiciária de Lisboa, os dois jovens – com um extenso cadastro por crimes semelhantes e tráfico de droga – ficaram presos. Os restantes já tinham sido detidos há cerca de um mês por outros assaltos idênticos e estão em prisão preventiva. Neste caso, o grupo atacou primeiro em Almargem do Bispo, Sintra, e depois em Mina, Amadora. Levaram todo o dinheiro da caixa e dos clientes, tendo o primeiro roubo sido bastante mais produtivo: cerca de 30 mil euros, porque também levaram um carro de um cliente, enquanto no assalto seguinte apenas levaram 300 euros.
A PJ continua a investigar o grupo e acredita que serão responsáveis por outros roubos.

Agência de Notícias 
[ + ]

Fertagus apoia duas causas sociais

4500 euros para causas de solidariedade social


As compras nas galerias comerciais das estações Fertagus contribuíram para a aquisição de brinquedos para as crianças da Associação Acreditar, e para a doação de 2500 euros para a Fundação do Gil, valor que também resultou das ofertas que a empresa costumava atribuir aos seus funcionários, e que este ano aplicou numa causa social.


Fertagus ajuda em causas sociais 

A Fertagus, empresa do Grupo Barraqueiro, concessionária da gestão e exploração da linha ferroviária do Eixo Norte/Sul, que inclui a travessia do Tejo através da Ponte 25 de Abril em comboio entre Setúbal e Lisboa, assume-se como empresa socialmente responsável e apoiou duas iniciativas de solidariedade social que representam o envolvimento da empresa com a comunidade e a sua preocupação com a qualidade de vida da população.
Esta promoveu, ao longo dos meses de Novembro e Dezembro de 2012, em parceria com a Associação Acreditar, uma iniciativa de solidariedade social, através da qual as compras equivalentes ou superiores a cinco euros, nas lojas das Galerias comerciais das estações, revertiam, em 10 cêntimos, para a aquisição de brinquedos para as crianças em tratamento no IPO e também para a criação de um atelier de costura para as mães das crianças com cancro.
Todos aqueles que contribuíram para esta iniciativa de angariação de fundos puderam ver o seu nome nos painéis colocados nas estações da Fertagus, preenchendo os autocolantes entregues no ato de compra e colando no respectivo painel.
Por último, a Fertagus doou 2500 euros à Fundação do Gil, valor que resulta das ofertas de Natal que a empresa atribuía a colaboradores e parceiros e que, este ano, preferiu transformar num donativo que irá reverter para as crianças em tratamento na Casa do Gil. A empresa realizou na passada quinta-feira, uma visita à casa onde conheceu melhor o projecto, e contactou com a realidade das crianças que habitam nesta instituição.
Margarida Pinto Correia foi a anfitriã e realçou a importância destes apoios para que a instituição continue a garantir o tratamento com dignidade a quem dela necessita.

Agência de Notícias 

[ + ]

Provedor de Justiça quer Metro acessível a todos


Metro de Lisboa obrigado a investir na mobilidade para todos


O Provedor de Justiça deu seis meses ao Metropolitano de Lisboa e à autarquia para comunicarem as medidas que tomaram para melhorar as condições de acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida.

Provedor de Justiça quer Metro com acessibilidade 

Em meados de Novembro, um relatório da Provedoria de Justiça, resultado de várias inspecções, dava conta de que o Metropolitano de Lisboa não tinha um plano específico de evacuação de passageiros de cadeiras de rodas em situações de emergência nem previa a retirada de passageiros a partir do interior das carruagens ou das galerias.
As visitas de inspecção feitas pela Provedoria de Justiça tinham como objectivo aferir as condições de acessibilidade para as pessoas com mobilidade reduzida, especialmente os portadores de deficiência e os idosos.
Na altura, a Provedoria disse ser necessária a elaboração de um “protocolo de colaboração com as forças de segurança e com o Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa, por forma a acautelar a realização periódica de simulações de acidente e de acções de formação aos respectivos funcionários e para o estabelecimento de preventivos de articulação e sinalização, em caso de emergência”.
Agora, o provedor Alfredo José de Sousa pede que o presidente do conselho de administração do Metropolitano de Lisboa e o presidente da Câmara Municipal de Lisboa lhe comuniquem o resultado das diligências na sequência do relatório.
O provedor de Justiça diz ter considerado “muito satisfatório o acolhimento genérico” das propostas feitas por si, mas reiterou ao Metropolitano de Lisboa que é importante que todas as anomalias identificadas nos terminais sejam sinalizadas e que essa informação seja disponibilizada via Internet.
Volta a frisar que é necessário que os modelos de comunicação e auxílio das pessoas com necessidades especiais sejam melhorados, a partir do interior das estações e até à entrada nas carruagens.
Alfredo José de Sousa aproveita igualmente para reiterar ao Metro e à autarquia de Lisboa que, no que diz respeito ao ambiente exterior, a elaboração de estudos, projectos de arquitectura ou a execução de novas estações deve incluir os serviços técnicos tanto da autarquia como da empresa de transportes.
Pede também que a remoção das barreiras arquitectónicas seja feita com a participação do Instituto Nacional de Reabilitação e que a Câmara de Lisboa faça o levantamento e inventariação de todos os acessos exteriores às estações de metro.

Agência de Notícias 
[ + ]

Cartão de Visita do Facebook

Anúncios

Se quiser anunciar neste site entra em contato com publicidadeadn@gmail.com
 
ADN-Agência de Notícias | por Templates e Acessórios ©2010