Dá um Gosto ao ADN

Urgências Hospitalares na ordem do dia em Palmela

Câmara preocupada com o "caos" nas urgências do distrito de Setúbal 

A Câmara de Palmela aprovou, em reunião pública, uma moção sobre o Serviço Nacional de Saúde e sobre a situação atualmente presenciada nas urgências hospitalares do distrito e do país. Conforme explica o município, este manifesto "exprime a sua solidariedade para com todos os profissionais de saúde, que têm dado o seu melhor neste período de enorme afluência aos cuidados de saúde", expressando a sua inquietação face ao atendimento prestado aos utentes. Nesta moção, apresentada pelo PS, é ainda salientada "a carência de recursos humanos e materiais, as lacunas presentes na área da gestão das políticas públicas da saúde e, em última instância, o desinvestimento contínuo no Serviço Nacional de Saúde". A moção foi aprovada por maioria com os votos da CDU e PS e a abstenção da coligação PSD/CDS-PP. 
Palmela preocupada com situação das urgências hospitalares

A Câmara Municipal de Palmela aprova uma moção, proposta pela bancada socialista, alertando que “nas últimas semanas, o país tem assistido a um clima preocupante de insuficiências generalizadas nas urgências hospitalares face à procura por parte dos e das utentes”. A autarquia “manifesta a sua preocupação pelo deficiente atendimento dos pacientes” nas urgências hospitalares do país e “repudia o abandono do Serviço Nacional de Saúde (SNS)”.
Estas questões que conquistam maior dimensão, em especial, nos serviços de urgência são, segundo o executivo da autarquia, "a base do problema". A triagem de Manchester, empregada pelos hospitais, tem imposto tempos de espera muito para além do aconselhável, sobretudo nas faixas etárias mais vulneráveis.
Outro dos temas em discussão é a inexistência de uma resposta alargada e eficiente por parte dos centros de saúde, extensões e unidades de saúde familiares, que acaba por adensar o número de utentes que se socorrem das urgências hospitalares. "Esta realidade que se traduz em tempos de espera amplificados é, alegadamente, uma das principais razões para a ocorrência de óbitos por falta de assistência rápida", diz a moção aprovada pela autarquia.
A Câmara de Palmela contesta ainda "a assunção de responsabilidades por parte de quem conduz as políticas públicas de saúde, a tutela, face à degradação da resposta às populações, colocando em causa o princípio constitucional de garantia de acesso aos cuidados de saúde".
A moção refere ainda que “no distrito de Setúbal, também se têm assinalado situações de grandes tempos de espera no atendimento das urgências”, as quais “são muito preocupantes, no Hospital Garcia de Orta”, em Almada, “no Hospital do Barreiro” e, em particular, “no Hospital de S. Bernardo”, em Setúbal. O município de Palmela mostra-se, por isso, preocupado com esta situação e “reclama a assunção de responsabilidades por parte de quem conduz as políticas públicas da saúde, à tutela, face à degradação da resposta às populações”.

CDU e PS de acordo. PSD/CDS-PP nem por isso 
Para Natividade Coelho, vereadora socialista que apresentou a proposta, “tem havido desinvestimento no SNS”, como o comprovam “não haver camas, não haver macas e haver uma redução de todas as categorias nos últimos três anos”. A autarca socialista lembra que “foi dito pelo senhor ministro da Saúde que esta era uma situação expectável, mas não houve uma preparação do período que se avizinhava”.
Já o presidente da Câmara de Palmela entende que “este desinvestimento é notório, por muito que sejam importantes agora algumas medidas mitigadoras”. Álvaro Amaro relembra que este Governo pondera "recorrer às urgências privadas e aos hospitais militares” e quem “vai pagar isto, naturalmente, é o público”. Por isso não há dúvidas  que se “devia investir desde o início no público”, concluiu o chefe do executivo municipal de Palmela. 
O vereador da coligação PSD/CDS-PP [que se absteve] reconhece que os números sobre este assunto “fazem soar os alarmes e que há casos de espera que são inaceitáveis”. Paulo Ribeiro apesar de considerar que esta moção “é importante”, absteve-se na votação, por “não concordar com algumas afirmações feitas no documento”, sublinhado que “não houve desinvestimento nem houve abandono do SNS” e o “ministério da Saúde já assumiu algumas responsabilidades”.
A moção deverá agora ser enviada ao Ministro da Saúde, à Ordem dos Médicos, à Ordem dos Enfermeiros, ao Conselho de Administração do Centro Hospitalar de Setúbal e à ACES da Arrábida.

Agência de Notícias

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Forte de Albarquel já foi entregue à Câmara de Setúbal

"Nova vida a um património que é da cidade e da população"


O Forte de Albarquel foi cedido à Câmara de Setúbal que vai avançar, em breve, com um projeto de reabilitação geral da antiga instalação para a reativar com valências culturais. O auto de cedência e de aceitação do Forte de Albarquel, que inclui outra parcela de terreno, nas imediações, foi assinado na manhã de quinta-feira com o Estado português, através dos ministérios da Defesa e das Finanças, em cerimónia realizada no Salão Nobre dos Paços do Concelho. “Estamos perante um momento histórico para a cidade”, salientou a presidente da Câmara Municipal, Maria das Dores Meira, sobre a cedência do Forte de Albarquel, imóvel que será transformado “em sala de visitas da cidade, com componentes museológicas e de acolhimento de pequenos espetáculos”. A transferência do imóvel para a autarquia setubalense permite “dar uma nova vida a um património que é da cidade e da população, instalado numa zona privilegiada de Setúbal e da região”, disse a secretária de Estado Adjunta e da Defesa Nacional.
Estado cede Forte de Albarquel à Câmara de Setúbal 

A intenção da autarquia setubalense é valorizar a antiga instalação militar, localizada junto da Praia de Albarquel, no Parque Natural da Arrábida, de forma a pôr o imóvel ao serviço dos munícipes e dos visitantes, a que acresce a beneficiação urbanística dos espaços exteriores envolventes.
A cedência do equipamento, reforçou a chefe do executivo municipal, “fica registada na história da cidade e deste monumento seiscentista, fechado e degradado e abandonado há largas décadas”, porque assinala “o início de uma transformação que era exigida pelos setubalenses”, diz Maria das Dores Meira.
O Forte de Albarquel, cedido pelo Estado português por um período de 32 anos, prorrogável, será alvo de um projeto de reabilitação geral, um investimento a impulsionar pela autarquia, superior a dois milhões de euros, com o apoio da The Helen Hamlyn Trust.
Uma das componentes do projeto, de índole museológica e expositiva, envolve a instalação de um núcleo museológico permanente e temporário, destinado à fruição cultural e histórica dirigida aos cidadãos em geral, mas sobretudo aos alunos dos diversos níveis de ensino.
Uma segunda valência, para atividades culturais, prevê manifestações culturais e artísticas de caráter mais restrito, incluindo concertos de música de câmara, recitais de poesia, apontamentos teatrais, apresentação de obras literárias e mostras de artes plásticas.
A terceira componente pretendida, vocacionada para receção e acolhimento, visa capitalizar o enquadramento natural do Forte de Albarquel, utilizando o edifício como sala de visitas de Setúbal, para receber individualidades como corpos diplomáticos, delegações estrangeiras, investidores e empresas.

Requalificação concluída em 2016 
Maria das Dores Meira acrescentou que, “iniciada a recuperação do monumento”, com conclusão dos trabalhos gerais de reabilitação prevista em 2016, “a requalificação de toda a zona da Praia de Albarquel poderá registar um notável impulso e assim transformar-se num polo turístico de excelência”.
No âmbito deste acordo, o Estado português cedeu ainda ao Município de Setúbal uma parcela de terreno com o objetivo de possibilitar a ligação pedonal da plataforma superior do Parque Urbano de Albarquel com a Praia de Albarquel e de instalar, no futuro, uma unidade hoteleira.
“Modernizamos e qualificamos a cidade com opções como a de não termos desistido de conseguir a entrega deste monumento a Setúbal, tornando-o património de todos”, frisou a presidente da Autarquia, que deu ainda como exemplo os investimentos concretizados no Quartel de Infantaria 11 e no Convento de Jesus.

"Rentabiliza um património de elevado valor histórico"
Autarquia quer recuperar edifício até 2016 
A secretária de Estado Adjunta e da Defesa Nacional, Berta Cabral, destacou que a transferência do imóvel para a autarquia setubalense permite “dar uma nova vida a um património que é da cidade e da população, instalado numa zona privilegiada de Setúbal e da região”.
A governante sublinhou que o ato de cedência do Forte de Albarquel, integrado num plano do Estado para reativação de antigas instalações militares com novas funções, sobretudo “nas vertentes de turismo e economia”, materializa “um sentimento de realização, sobretudo para os responsáveis diretos do Município”.
Já a secretária de Estado do Tesouro, Isabel Castelo Branco, explicou que a cedência oficializada esta quinta-feira cumpre um duplo objetivo. “Rentabiliza um património de elevado valor histórico e confere ao equipamento um uso de excelência ao serviço da população”.
Após a assinatura do auto de cedência e de aceitação, a comitiva visitou os equipamentos que serão intervencionados em breve, o Forte de Albarquel e a zona da bateria militar, na qual ainda se encontram algumas das peças de artilharia, assim como a 7.ª Bataria do Outão, num dos pontos mais elevados da Arrábida.
O Forte de Albarquel, edifício de arquitetura militar seiscentista, integrou a linha defensiva do trecho litoral implementada no reinado de D. João IV, entre 1640 e 1656, e que se estendia de Albarquel a Sesimbra, complementando a defesa da povoação marítima de Setúbal.

Agência de Notícias

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Artistas transformam ruas de Sesimbra em arte

Histórias Perdidas de Mundos Flutuantes venceu a segunda fase do concurso

O trabalho Histórias Perdidas de Mundos Flutuantes, da autoria de Tânia Cardoso, foi o vencedor da segunda fase do concurso Sesimbra é Peixe e Arte na Rua, que contou com a participação de 11 artistas e 22 trabalhos. O anúncio dos resultados foi feito no dia 24 de Janeiro, e contou com a presença dos participantes, do júri e do presidente da Câmara Municipal de Sesimbra, Augusto Pólvora, que entregou os prémios. Com a realização destes trabalhos de arte de rua, assinados por diversos artistas, as portas e as janelas da vila de Sesimbra estão "agora estão mais bonitos", conta o presidente da autarquia que anunciou o lançamento da terceira fase do concurso que deverá ser concretizado ainda no primeiro semestre deste ano e que, para além das portas e janelas, deverá ser alargado a muros.

Obra de Tânia Cardoso ganha concurso

"Este projeto superou as minhas expectativas, não apenas pela forte adesão que suscitou junto dos artistas, mas também pela qualidade dos trabalhos, pelo que quero felicitar todos os que participaram nas duas fases do concurso", referiu o autarca de Sesimbra, que também mostrou a sua satisfação pelas reações positivas da população, e elogiou a disponibilidade dos proprietários dos imóveis, "que agora estão mais bonitos", sublinhou Augusto Pólvora.
Sentimento idêntico foi exprimido pelo presidente do júri, Aleixo Terra-da-Mota. "Este projeto conseguiu estabelecer um diálogo interessante entre o artista e a população", referiu. "Fiquei fascinado com os trabalhos", disse o presidente do júri.
Ausente por se encontrar a trabalhar fora do país, a vencedora esteve representada pelos seus pais, que agradeceram o prémio e saudaram a autarquia por levar por diante uma iniciativa que dá oportunidade aos artistas de mostrarem o seu talento.
O momento serviu ainda para o júri e os participantes trocarem impressões sobre o projeto e o que se poderá fazer para dar maior visibilidade ao mesmo, o que, no entender dos artistas, "poderá passar pela identificação da obra e do seu autor, através de uma placa colocada em cada trabalho, ou por uma divulgação junto das Faculdades de Artes, no sentido de chamar mais artistas, e assim aumentar a qualidade geral das obras".
O sucesso desta ideia levou o júri a anunciar o lançamento da terceira fase do Sesimbra é Peixe e Arte na Rua, que deverá ser concretizado ainda no primeiro semestre de 2015, e que, para além das portas e janelas, deverá ser alargado a muros.

Agência de Notícias


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Associação de Setúbal inova com o cartão branco

Cartão branco para promover boas práticas no futebol

Dizem que as crianças são o futuro do amanhã e, num claro pensamento de desenvolvimento do futuro a Associação de Futebol de Setúbal decidiu começar ´de pequenino` e promover uma série de boas práticas no futebol de formação com respeito pelos valores do fairplay, com a introdução do cartão branco em seis campeonatos distritais, nos escalões de benjamins e infantis, tornando-se assim na primeira associação de Portugal a fazê-lo. De acordo com um comunicado daquela associação, a introdução do cartão branco terá como objetivo "enaltecer condutas eticamente corretas" de jogadores e dirigentes desportivos e espetadores.Caberá ao árbitro a amostragem do cartão branco, sem que este tenha um limite para o número de vezes que o poderá exibir, sendo que no final do campeonato serão atribuídos prémios de 'fairplay' à equipa que tenha 'colecionado' um maior número de cartões. 
AF Setúbal lança cartão fairplay nas camadas jovens do distrito 

O castigo faz parte do futebol. Cartão amarelo e vermelho são coisas habituais para jogadores, treinadores e dirigentes. Pune-se o violento, o agressivo, tudo o que é à margem das leis. Numa clara desmistificação da figura do árbitro e da imagem do cartão e tentando promover uma série de boas práticas em campo, a Associação de Futebol de Setúbal criou o cartão branco/fairplay, precisamente o oposto daquilo que existe, atualmente, num jogo de futebol, e que visa "reconhecer, destacar e recompensar as atitudes e comportamentos eticamente relevantes por praticantes, treinadores, dirigentes e, também, espetadores", diz a Associação de Futebol de Setúbal que inicia o projeto piloto já em Março.
O organismo que tutela o futebol na região, numa atitude inovadora, decidiu instituir o uso de um cartão branco. Ao invés da figura castigadora dos cartões no futebol, este cartão visa motivar e premiar o comportamento correto dentro e fora do campo em relação ao adversário, tanto pelos jogadores como pelos treinadores e dirigentes.
Lançado no decorrer da presente época o Cartão Branco e a atribuição dos prémio Fairplay serão aplicados em "todos os jogos das fases finais dos campeonatos distritais de futebol de 7 (sub 10,11,12 e 13) e Futsal (Infantis e Benjamins)", organizados pela Associação setubalense.
A responsabilidade da atribuição do cartão branco pertence, como é habitual, ao árbitro do jogo, "de acordo com o seu próprio critério" e deverá recorrer à sua mostragem "sempre que durante o jogo se observe uma ação ou comportamento merecedora da mesma".
Aqui surge, desde logo, uma lista peculiar e que foge completamente ao que estamos habituados em matéria de futebol e cartões, e que mais não são do que regras éticas e cívicas de comportamento, como "considerar os adversários desportivos como parceiros e não como inimigos" ou "respeitar o seu próprio corpo, bem como o dos adversários, preservando-os de qualquer ofensa à sua integridade física e mental", diz a associação. 
São também premiados os repúdios à "dopagem", o reconhecimento do "valor dos adversários" bem como a felicitação "quando eles ganham o jogo/competição" e a recusa e denúncia de "fraude ou manipulação de resultados, defendendo sempre a verdade desportiva".
O objetivo é "saber utilizar a derrota como fator de melhoria" e "aprender a vencer", numa série de ações que se aplicam aos jogadores, aos treinadores e também aos dirigentes. Os cartões brancos, que não têm número limite numa partida, apenas podem ser mostrados quando o jogo estiver parado.
Tudo isto culmina no final da época com uma distinção para a equipa que tenha recebido mais cartões e, quem sabe, tornar o futebol num desporto mais solidário.
Recentemente, a introdução do cartão branco tem vindo a ser defendida pelo presidente da UEFA, Michel Platini, como forma de penalizar atitudes eticamente reprováveis dos jogadores, que são do desagrado dos adeptos, ideia que no entanto tem sido `rejeitada' pela FIFA, que não parece disposta a efetuar mudanças radicais no regulamento da modalidade.

Agência de Notícias

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Moita reticente com delegação de competências municipais

 "Conjunto de soluções que são manifestamente inaceitáveis"

A Câmara da Moita tomou uma posição sobre a delegação de competências nos Municípios, nas áreas sociais, que o Governo aprovou em Conselho de Ministros, a 15 de Janeiro. A tomada de posição foi aprovada por unanimidade na reunião pública da Câmara Municipal que decorreu na quarta-feira. O Governo prevê entregar às autarquias locais a gestão das escolas secundárias e dos equipamentos de saúde. O Município da Moita está "disponível para considerar um processo de descentralização de competências se for ponderado, amplamente consensualizado, territorialmente equilibrado, apto a contribuir para um modelo global de aproximação da administração às necessidades e aspirações da população, acompanhado da afetação dos recursos materiais e humanos adequados", conclui o documento aprovado pela autarquia. 
Escolas Secundárias podem passar para a gestão das autarquias 


Além de expressar o seu total desacordo face ao regime jurídico de transferência de competências para os municípios, a Câmara da Moita "considera que este regime jurídico deveria resultar de um processo de discussão e de um quadro de consensualização (não verificado), desde logo no plano municipal, capaz de reconhecer as especificidades locais e de integrá-las num todo nacional que, tendo em conta as matérias em causa, consiga responder à necessidade de desenvolvimento do país a uma única velocidade, minorando discrepâncias, diferenças e desigualdades".
O modelo da delegação de competências para os Municípios aprovado pelo Governo prevê um conjunto de soluções que, para o Município da Moita, são manifestamente inaceitáveis. Entre estas estão, por exemplo, a gestão curricular e pedagógica, passando pela gestão de recursos humanos, gestão financeira e gestão de equipamentos e infraestruturas dos estabelecimentos de ensino de segundo ciclo que, explica a autarquia ao ADN, "tendo em conta as condições definidas, visa, no essencial, transferir custos para as autarquias".
O executivo da Moita está ainda contra "a perda de autonomia e de competências das direções dos agrupamentos e escolas não agrupadas, em detrimento do crescimento das competências municipais e supra municipais sobre as mesmas matérias".
O afastamento dos municípios dos processos de discussão e decisão nas matérias de segurança social, reforçando "um caminho que se afigura, no essencial, apostado em que os municípios sejam meros executores de um serviço de apoio social sem que tenham a possibilidade de definir políticas locais nesta área", é outra das medidas aprovadas em Conselho de Ministros que o município da Moita rejeita. 
O sector da Saúde é outra delegação que a autarquia não quer. O Governo prevê  nas áreas da saúde, a delegação de competências de recrutamento, gestão, formação e avaliação de técnicos superiores, técnicos superiores de saúde, técnicos de diagnóstico e terapêutica, assistentes técnicos e assistentes operacionais, numa listagem da qual apenas se exclui o pessoal médico e enfermeiro. 
A gestão das unidades de saúde (apoio domiciliário,UCC e URAP), "prevendo-se aqui a '… execução de intervenções…' o que implica a gestão de espaços e projetos, além da gestão de infraestruturas dos Agrupamentos de Centros de Saúde", considera a autarquia.
O Município da Moita está "disponível para considerar um processo de descentralização de competências se for ponderado, amplamente consensualizado, territorialmente equilibrado, apto a contribuir para um modelo global de aproximação da administração às necessidades e aspirações da população, acompanhado da afetação dos recursos materiais e humanos adequados", conclui o documento aprovado pela autarquia.

Agência de Notícias
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Liga Portuguesa Contra o Cancro em Alcácer do Sal

Câmara cede espaço para doentes com cancro no concelho 

Alcácer do Sal vai ter uma delegação da Liga Portuguesa Contra o Cancro. A autarquia vai disponibilizar um espaço, localizado na Rua da República, que irá funcionar de segunda a sexta, uma a duas horas por dia nesta primeira fase. De acordo com a Mandatária local da associação o espaço agora cedido pela autarquia de Alcácer do Sal vai ser de “grande utilidade para toda a população do concelho de Alcácer do Sal e de Grândola porque vai ter acompanhamento psicológico e outros serviços ao seu dispor”.
Câmara cede instalações à Liga Portuguesa Contra o Cancro 

O presidente da Câmara Municipal, Vítor Proença, recebeu hoje uma delegação da Liga constituída por Pedro Arvelos – Diretor Executivo da Liga Portuguesa Contra o Cancro; Cristina Gonçalves Ferreira, Mandatária para os Grupos e Delegações e duas voluntárias de Alcácer do Sal da Liga, Maria Augusta Vacas de Carvalho e Maria José Lince.
“Concretizámos hoje um sonho que já vem desde 2009”, afirmou Cristina Ferreira no final da reunião, satisfeita com a decisão da autarquia em ceder o espaço, que vai ser de “grande utilidade para toda a população do concelho de Alcácer do Sal e de Grândola porque vai ter acompanhamento psicológico e outros serviços ao seu dispor”.
Após a instalação na delegação, a Liga Portuguesa Contra o Cancro pretende iniciar uma campanha sobre bons hábitos de alimentação nas escolas do concelho e passará a ter condições para desenvolver atividades de rastreio e sensibilização contra o cancro, reforçou Pedro Arvelos, que agradeceu igualmente à autarquia o gesto que teve.
Um em cada quatro portugueses sofre de cancro. O número é assustador. Morrem por ano 42 mil pessoas com cancro em Portugal. A estatística é da Liga Portuguesa Contra o Cancro.
Pedro Arvelos deixou ainda outro alerta. “Se não forem tomadas medidas na prevenção a nível mundial, na Europa e mesmo a nível nacional, a Organização Mundial da Saúde estima que o número de mortes aumente para o dobro”. A prevenção é por isso essencial e o bem mais valioso da Liga reside nos voluntários. Em todo o país a Liga Portuguesa Contra o Cancro tem dois mil voluntários, provenientes de todas as classes sociais, profissões e idades.
Em Alcácer do Sal, Maria Augusta Vacas de Carvalho e Maria José Lince dedicam-se ao voluntariado. Satisfeitas com as instalações, as voluntárias referiram que “a partir de agora, os doentes com cancro do concelho passam a ter mais conforto e apoio”.

Agência de Notícias
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Inovação e empreendedorismo em debate em Setúbal

Rota da inovação teria “necessariamente que começar em Setúbal”

A inovação e o empreendedorismo e, principalmente, estratégias e ferramentas para os gerir foram o ponto de partida do primeiro encontro Rotas da Inovação Empresarial, realizado na quarta-feira, no Fórum Municipal Luísa Todi, em Setúbal. A iniciativa, promovida pela empresa Gastão Cunha Ferreira, com o apoio da Câmara de Setúbal, reuniu num único local responsáveis de empresas e instituições que representam diferentes caminhos possíveis para assegurar que novos empreendedores garantam o êxito de investimentos assumidamente inovadores. A vereadora Carla Guerreiro, com o pelouro das Atividades Económicas, salientou que uma rota da inovação teria “necessariamente que começar em Setúbal”, concelho com um grande polo industrial e empresarial e onde, por exemplo, a atividade turística teve um aumento de 17 por cento no ano passado quando comparada com 2013". 
Setúbal está na rota da inovação e do empreendedorismo

David Serras Pereira, da Gastão Cunha Ferreira, sublinhou que a principal novidade deste ciclo de encontros, a realizar em todas as capitais de distrito,“é que nestes, quando comparados com outros eventos do género, são fornecidos vários inputs diferentes aos empresários sobre inovação, empreendedorismo e proteção da propriedade intelectual”.
Na abertura do encontro de Setúbal, para o qual se inscreveram cerca de trezentas pessoas, a vereadora Carla Guerreiro com o pelouro das Atividades Económicas salientou que a Autarquia “tinha de se associar a este evento”, uma vez que é “com estas redes de empresários que se estão a criar que se ajudará o país a desenvolver”.
Carla Guerreiro assinalou que uma rota da inovação teria “necessariamente que começar em Setúbal”, concelho com um grande polo industrial e empresarial e onde, por exemplo, a atividade turística teve um aumento de 17 por cento no ano passado quando comparada com 2013.
A autarca referiu igualmente que a Câmara tem ao serviço da população o Ninho de Novas Iniciativas Empresariais de Setúbal, “importante ponto de apoio para quem deseja iniciar ou dar um seguimento sólido a um projeto”.
A pereirapisco.criativity, um dos casos de sucesso com base nesse polo, foi apresentada ao público presente no encontro.
Paulo Pisco, fundador do projeto com início em 2014, salientou que, “mesmo se tratando de uma pequena ou microempresa, é importante que existam objetivos de expansão”, apontando que faz parte do horizonte o eventual crescimento da pereirapisco.criativity nos mercados nacional e internacional.
“Este projeto, orientado para áreas como arquitetura, urbanismo, marketing, o branding e até a realização de eventos, é familiar e nasceu de uma paixão conjunta por esta região. Por isso, acreditamos que devemos mostrar a todos o sítio onde estamos, quer o escolham para viver ou, simplesmente, para o visitar”.

Polos de novas ideias 
Carla Guerreiro explicou as medidas de apoio à inovação 
O encontro de ontem, que incluiu vários períodos de debate, contou com os contributos de representantes de instituições académicas, como do Instituto Politécnico de Setúbal (IPS) e da Universidade Nova de Lisboa, de empresas e até do setor bancário, repartidos por painéis temáticos.
No primeiro, dedicado ao “Empreendedorismo e Inovação”, Filipe Cardoso, pró-presidente do IPS, sublinhou que o instituto sadino nutre uma preocupação especial pela captação e desenvolvimento de novas ideias.
“O IPS Challenge, por exemplo, é um desafio lançado sobretudo para ver o que os alunos do ensino secundário têm para oferecer. Mas o instituto olha também com muita atenção para a própria comunidade do politécnico e, por isso, vai inaugurar já em fevereiro uma incubadora de novas empresas”, adiantou.
A importância da inovação e diferenciação de novos projetos foi também sublinhada por João Pimentão, da Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT) da Universidade Nova. “Talvez por isso e porque fazemos as coisas bem, a taxa de desemprego dos recém-formados na FCT ronde os 0,5 por cento. O maior problema que enfrentamos é levar a que os alunos terminem os mestrados, pois começam a ser aliciados pelas empresas logo a partir do quarto ano”, concluiu  João Pimentão.
“Estratégias de crescimento empresarial”, “Internacionalização com sucesso” e “Experiências na exportação” foram os restantes temas em debate ao longo do encontro, que incluiu, ainda, um showroom com mostra gratuita de produtos de diferentes empresas.

Agência de Notícias
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Dois anos para estudo de impacte ambiental do Barreiro

Estudo ambiental para terminal no Barreiro apresenta lacunas

A Agência Portuguesa do Ambiente estabeleceu um prazo de dois anos para a realização do estudo do impacte ambiental do novo terminal de contentores no Barreiro. Apesar disso a agência considera que a proposta de definição do âmbito de Estudo de Impacte Ambiental do projeto “Terminal de Contentores do Barreiro” apresenta “lacunas significativas em capítulos fundamentais”, nomeadamente na “descrição do projeto”, das “alternativas” e dos “projetos associados”. A agência aponta ainda “falhas na identificação das questões significativas” e nas “propostas metodológicas de caraterização do ambiente afetado” e de “avaliação de impacte”, as quais, segundo a agência, “não permitem deliberar adequadamente sobre o conteúdo do Estudo de Impacte Ambiental", cujo concurso público internacional vai ser lançado em Fevereiro deste ano. 
Estudo de Impacte Ambiental encontrou "lacunas" e "falhas"

Em comunicado, a Administração do Porto de Lisboa "congratula-se com a decisão tomada que inclui conteúdos positivos e observações que vão ser tidas em conta, agradecendo os valiosos contributos das diversas entidades legalmente chamadas a pronunciar-se relativamente à proposta de definição de âmbito apresentada".
Acrescenta ainda que esta metodologia "permitiu que estejam agora reunidas as condições técnicas e legais para um exercício exemplar de transparência e profundidade no estudo e precaução dos riscos ambientais que venham a ser identificados no âmbito do projeto de Novo Terminal de Contentores do Barreiro pelo EIA-Estudo de Impacte Ambiental cujo concurso público internacional vai ser lançado em Fevereiro de 2015".
Em relação ao Estudo de Impacte Ambiental, a Agência Portuguesa do Ambiente considerou que a proposta apresenta "lacunas significativas em capítulos fundamentais, nomeadamente na descrição do projeto, das alternativas e dos projetos associados", sustenta a agência na decisão divulgada na sua página da internet.
A agência aponta ainda falhas "na identificação das questões significativas e nas propostas metodológicas de caracterização do ambiente afetado e de avaliação de impactes", as quais, segundo a agência, "não permitem deliberar adequadamente sobre o conteúdo do EIA".
"Outro aspeto que importa ressalvar é o facto de se ter mencionado na Proposta de Definição do Âmbito que o projeto do Terminal de Contentores do Barreiro será submetido a Avaliação de Impacte Ambiental em fase de Estudo Prévio para que se possa analisar, desde uma fase mais inicial do desenvolvimento do projeto, as melhores soluções construtivas e selecionar de entre estas a que configura a melhor solução em termos técnicos, económicos e ambientais", acrescenta o parecer.
A Comissão de Avaliação deixa ainda uma recomendação à Administração do Porto de Lisboa: "pode constituir uma mais-valia a consideração de outros tipos de alternativas, além das alternativas de construção, nomeadamente alternativas de localização, de dimensão, de configuração quer para o projeto e respetivas componentes, quer para os projetos associados e complementares".

Agência de Notícias

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Deputada do PCP visita Escola Profissional em Almada

"Governo  é responsável por atrasos inaceitáveis no financiamento às Escolas Profissionais"

Na passada segunda-feira, a Deputada do PCP na Assembleia da República, Rita Rato esteve na Escola Profissional para a Educação e Desenvolvimento, no Monte da Caparica, em Almada, onde reuniu com a Direcção da Escola e com a Associação de Estudantes. Esta visita, explicou o PCP em comunicado, "integra-se no trabalho regular de contacto dos eleitos comunistas com as instituições e forças vivas das regiões, visando conhecer melhor a realidade para intervir na denúncia e resolução dos problemas concretos". De acordo com a deputada do PCP, aquela escola profissional do Monte da Caparica, à semelhança de outras escolas do concelho de Almada, "aguarda ainda pelo pagamento do Ministério da Educação e Ciência referente a Setembro de 2014, o que cria dificuldades ao seu normal funcionamento tendo em conta a necessidade de pagamento de salários e despesas fixas com fornecedores". 
Rita Rato, deputado do PCP no Parlamento, visitou escola em Almada


A deputada comunista, Rita Rato, em visita à Escola Profissional para a Educação e Desenvolvimento, no Monte da Caparica, abordou "o problema gravíssimo dos atrasos da transferência das verbas de financiamento público a estas escolas e dos impactos daqui decorrentes". 
Esta situação, explica Rita Rato ao ADN, "é análoga aos atrasos na transferência das verbas para as escolas de música e conservatórios regionais com contrato de patrocínio".  De acordo com a deputada do PCP, aquela escola profissional do Monte da Caparica, à semelhança de outras escolas do concelho de Almada, "aguarda ainda pelo pagamento do Ministério da Educação e Ciência referente a Setembro de 2014, o que cria dificuldades ao seu normal funcionamento tendo em conta a necessidade de pagamento de salários e despesas fixas com fornecedores". 
Ao longo destes 38 anos, diz a deputada, "as políticas de direita aplicadas por PSD/PS/CDS têm traçado um caminho de desvalorização da Escola Pública e do ensino profissional. O regime de financiamento destas escolas, na sua maioria propriedade de entidades privadas, não assegura a garantia dos apoios a todos os estudantes que necessitam, desde logo porque reduz o financiamento em caso de abandono escolar dos alunos, degradando ainda mais a capacidade de responder a este problema". 
Também o regime de acesso ao ensino superior cria dificuldades acrescidas aos estudantes do ensino profissional pois, na opinião do PCP, "confronta os estudantes com um exame nacional com conteúdos curriculares que não tiveram no seu percurso académico e com a obrigatoriedade de ter 9,5 valores na nota do exame nacional.  Mais uma vez, aqui é demonstrado o carácter injusto deste modelo de avaliação, que não serve o interesse e o sucesso dos estudantes". 

Os problemas mais graves da escola 
As preocupações colocadas pela Direção e pela Associação de Estudantes da Escola Profissional para a Educação e Desenvolvimento do Monte da Caparica prenderam-se, maioritariamente, com o regime de financiamento; a redução de cinco por cento no ano anterior e os atrasos na transferência das verbas no presente ano letivo; a limitação da comparticipação do Ministério da Educação no âmbito da Ação Social Escolar e a transferência deste custo para a escola. 
Durante a reunião com a Associação de Estudantes, a deputada Rita Rato valorizou o processo de constituição da Associação de Estudantes, que pela primeira vez existe naquela escola. 
Para a JCP, "o ensino profissional tem um papel muito importante para o desenvolvimento do país, pelo que deve ser valorizado nas suas condições e asseguradas condições de dignidade e igualdade no tratamento dos estudantes e dos profissionais", concluem os jovens comunistas.

Agência de Notícias
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PSD quer novas esquadras em Setúbal e na Moita

Deputados do PSD vão pedir à ministra novas instalações para PSP e GNR

Os deputados do PSD do distrito de Setúbal querem reunir com a ministra da Administração Interna, Anabela Rodrigues, sobre a área da segurança no distrito de Setúbal, nomeadamente a necessidade da requalificação/construção de novas infraestruturas. Após um mês dedicado à área da segurança no distrito, com reuniões entre os comandantes da PSP e da GNR da região, visitas a várias infraestruturas, os social-democratas pretendem levar as situações mais urgentes a Anabela Rodrigues. A necessidade de novas instalações para o Comando Distrital de Setúbal da PSP e para a GNR da vila da Moita vão ser duas questões centrais a serem abordadas com a ministra da tutela.
Deputados visitaram esta semana a esquadra de Corroios 

Os deputados do PSD dedicaram o mês de Janeiro à segurança do distrito de Setúbal. Visitaram o Comando da PSP e as chefias da GNR no distrito. Estiveram com agentes da autoridade e realçam o bom que já foi feito e sublinharam as principais carências das forças policiais.
“Este Governo tem procurado, apesar das fortes restrições financeiras dar melhores condições aos elementos das forças de segurança, como é exemplo o novo Quartel da GNR em Palmela e a nova Esquadra da PSP em Corroios”, sublinha o deputado Bruno Vitorino.
No entanto, considera que existem situações “prementes e que necessitam de ser resolvidas”, pedindo para isso um “esforço extra ao Governo” para resolver situações que “não são dignas para os profissionais e que não permitem que o trabalho se faça nas condições ideais”.
O Comando Distrital de Setúbal da PSP e, sobretudo, o Posto da GNR da Moita são as "prioridades" que os deputados vão colocar à ministra da Administração Interna, Anabela Rodrigues.
Em visita ao Posto da GNR Moita, os deputados eleitos por Setúbal na Assembleia da República, deparam-se com  a falta  de "condições" e  falta de "funcionalidade" do actual posto.
“Não existe privacidade para as vítimas, o espaço de atendimento é exíguo, as condições de segurança para o desempenho do trabalho dos militares não são as adequadas”, explicou Bruno Vitorino.
O deputado do PSD realça que o antigo quartel dos Bombeiros Voluntários da Moita tem sido apontado como alternativa, sendo necessárias as respectivas obras de remodelação, sendo este um equipamento que pertence ao Ministério da Administração Interna. “Este seria um espaço digno, com todas as condições necessárias para albergar a GNR”, acrescenta o deputado.

“Esforço e o trabalho” dos agentes da PSP e dos militares da GNR
Os deputados do PSD salientam ainda o “esforço e o trabalho” dos homens e mulheres das forças de segurança na diminuição progressiva da criminalidade, na região, em especial da mais violenta, cujos números eram demasiado elevados e que levavam ao aumento do sentimento de insegurança das populações.
Para os social-democratas, a segurança não só constitui pressuposto indispensável do exercício, pelos cidadãos, dos seus direitos e liberdades fundamentais, bem como à preservação da estabilidade da própria sociedade e o normal desenvolvimento da actividade económica depende da sua garantia.
“A tranquilidade e a segurança de Portugal e dos portugueses é uma tarefa que o PSD tem considerado como uma das grandes prioridades da acção governativa”, consideram os deputados.
Os social-democrata referem que “apesar dos condicionalismos orçamentais, e das restrições financeiras, muito tem sido feito pela GNR e pela PSP”, acrescentando ainda que Setúbal é um dos distritos mais populosos do país.
“As forças de segurança são constituídas por homens e mulheres que, exercendo uma função tão nobre, merecem todo o respeito da sociedade e do poder politico”, sublinhou o deputado Paulo Ribeiro.
Importa referir que, na segunda-feira, os deputados do PSD visitaram as esquadras da PSP de Corroios (Seixal) e da Bela Vista (Setúbal).

Agência de Notícias







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Montijo dá posse ao Conselho Municipal da Juventude

Fórum para discutir os problemas dos jovens no concelho do Montijo 

Os membros do Conselho Municipal de Juventude do Montijo tomaram posse na passada segunda-feira, no auditório da Galeria Municipal, no primeiro ato para a entrada em pleno funcionamento deste órgão consultivo sobre assuntos relacionados com os jovens do concelho. Nuno Canta, presidente da Câmara do Montijo, expressou a sua alegria pelo momento e defendeu “a necessidade de criar os meios e os instrumentos que permitam aos jovens participar na construção de sociedades mais livres e mais democráticas”. O Conselho Municipal de Juventude  foi criado em Outubro de 1998, tendo funcionado até 2004. "A sua reativação é uma forma de garantir a existência de um espaço de debate crítico, global e independente sobre o desenvolvimento da política municipal de juventude", explica a autarquia. 
Conselho Municipal da Juventude tomou posse na segunda-feira


Na tomada de posse do Conselho Municipal de Juventude do Montijo, o chefe do executivo municipal lembrou que “não podemos esquecer a situação concreta dos jovens no Montijo e o papel que podem desempenhar na cidade”, afirmou o autarca, salientando que é no Conselho Municipal de Juventude “um observador atento. Quero sentir os vossos problemas e a atitude com que os enfrentam. Este é um fórum para aprendermos, uns com os outros, novas maneiras de pensar a democracia e o Montijo”, disse Nuno Canta. 
Em nome da autarquia, o presidente da Câmara Municipal  foi um dos elementos a tomar posse e, naturalmente, empossou os restantes membros, nomeadamente o vereador Francisco dos Santos, também, em representação da câmara, e os representantes dos grupos do PS, PSD e BE na Assembleia Municipal, assim como os elementos das juventudes partidários do PS e PSD.
Foram, ainda, empossados os representantes das associações de estudantes da Escola Secundária Poeta Joaquim Serra, da Escola Profissional do Montijo; da Associação Omnis Factum; da Academia Juvenil Desporto, Cultura e Recreio do Montijo; do Grupo 123 do Montijo da Associação dos Escoteiros de Portugal e do Agrupamento 967 de Pegões do Corpo Nacional de Escutas. Os membros ausentes tomarão posse nas próximas sessões do Conselho Municipal de Juventude.
Entre os vários assuntos em debate nesta primeira reunião, destaque para as propostas de dinamização de atividades dirigidas aos jovens do concelho, nomeadamente a Semana da Juventude que decorrerá no mês de maio.
A próxima reunião do Conselho Municipal de Juventude do Montijo terá lugar no dia 28 de Abril. O órgão  foi criado em Outubro de 1998, tendo funcionado até 2004. "A sua reativação é uma forma de garantir a existência de um espaço de debate crítico, global e independente sobre o desenvolvimento da política municipal de juventude", garante a autarquia.

Agência de Notícias
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Executivo municipal visitam freguesias rurais em Grândola

Autarcas em contato direto com populações isoladas do concelho 

A Freguesia de Grândola e Santa Margarida da Serra e a Freguesia de Azinheira dos Barros receberam nos dias 20 e 23 de Janeiro, as primeiras visitas do executivo municipal, no âmbito da iniciativa “Ao Encontro das Populações – Ouvir, Debater, Esclarecer”. Neste contato direto com as populações do concelho, António Figueira Mendes e a sua comitiva tiveram a possibilidade de reunir com as associações locais, conhecer as dificuldades com que se confrontam e definir possíveis formas de colaboração e visitar algumas das obras e projetos que estão em desenvolvimento.

Presidente da Câmara ouviu população de freguesias do concelho

Para António Figueira Mendes, presidente da Câmara de Grândola, estas visitas terminaram com saldo bastante positivo: “A forma entusiasta com que fomos recebidos nas localidades que visitámos é a prova que estamos no caminho certo. O forte envolvimento das populações nas conversas que tivemos e a participação ativa nas reuniões que promovemos possibilitou uma importante troca de opiniões e partilha de ideias para, que todos juntos, possamos trabalhar em prol dum futuro melhor para as freguesias e para o concelho”.
Neste contato direto com as populações do concelho, António Figueira Mendes e a sua comitiva tiveram a possibilidade de reunir com as associações locais, conhecer as dificuldades com que se confrontam e definir possíveis formas de colaboração e visitar algumas das obras e projetos que estão em desenvolvimento.
No final destas duas primeiras vistas as população e instituições felicitaram o Executivo Municipal pela iniciativa que vai decorrer até ao final do mês de Fevereiro.
O contacto com as populações prossegue no dia 30, na Freguesia de Melides, com visita à aldeia sede de freguesia, a Vale Figueira e à Praia de Melides, terminando num encontro com a população na sede da Junta de Freguesia.

Agência de Notícias

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Pedidos de demissão mantêm-se no Hospital de Almada

Chefes das urgências do hospital Garcia de Orta continuam demissionários 

A demissão dos chefes das urgências do Hospital Garcia de Orta, em, Almada, volta a estar em cima da mesa. Na terça-feira de tarde chegou a ser noticiado que os responsáveis pela Urgência tinham recuado.  Mas não! O presidente do Conselho de Administração do Hospital Garcia de Orta, Daniel Ferro, anunciou ontem um conjunto de medidas para melhorar o atendimento nas urgências, mas os sete chefes do Serviço de Urgências reafirmam que continuam demissionários. "Na sequência de reunião com o Conselho de Administração, vimos reafirmar a nossa posição demissionária. Aceitámos participar ativamente em reuniões de organização e reestruturação do Serviço de Urgência, contudo ainda não se desenham resultados e a nossa posição mantém-se inalterada", afirmam, em comunicado enviado à Lusa, os sete chefes do Serviço de Urgências do Garcia de Orta que pediram a demissão na segunda-feira. O ministro da Saúde também assegurou que a situação nas urgências de Almada ficará resolvida brevemente e aponta a transferência de doentes para outros hospitais do distrito. O presidente da Câmara de Almada diz que os problemas no hospital são consequência de escolhas erradas de Paulo Macedo e insiste que a solução para esta questão passa por construir um novo hospital no Seixal. 
Médicos do Garcia de Orta continuam com pedido de demissão

Em conferência de imprensa, o presidente do Conselho de Administração do Hospital Garcia de Orta, Daniel Ferro, anunciou ao final da tarde de ontem que os sete clínicos iam colaborar na reorganização da urgência daquele hospital, tendo mesmo anunciado um conjunto de medidas concretas, com o acordo dos chefes do serviço de Urgências que tinham apresentado o pedido de demissão.
"Vamos aumentar a capacidade de internamento médico em mais 16 camas, de forma a permitir tratar em regime de alta resolução - em que este hospital tem uma boa experiência - cerca de 800 a 900 doentes por ano", disse Daniel Ferro, adiantando outras medidas concretas que, alegadamente, teriam merecido o acordo dos sete clínicos demissionários.
A contratação de três ou quatro médicos especialistas e mais seis enfermeiros, melhor articulação com os Centros de Saúde de Almada e do Seixal, foi outra garantia dada aos sete médicos, que vão trabalhar na implementação das medidas acordadas com a administração do hospital.
Após a reunião com os chefes do Serviço de Urgências realizada ontem à tarde, Daniel Ferro anunciou ainda a intenção de "melhorar a articulação, de forma permanente, com a rede de cuidados continuados e com a Segurança Social, de modo a reduzir, se possível a zero, os casos de doentes com alta clínica, a aguardarem internamento, ou a aguardar vaga na rede de cuidados continuados ou em lares".
"Obtivemos a colaboração da Administração Regional de Saúde de Lisboa e da Segurança Social de Setúbal e já começamos a transferir doentes, esperando que dentro de 24 a 48 horas, ter esta situação resolvida", acrescentou o administrador do hospital.
Daniel Ferro referiu ainda que nas últimas semanas houve mais uma centena de internamentos do que era habitual no mesmo período em anos anteriores, situação que terá contribuído decisivamente para a sobrelotação nas urgências daquela unidade hospitalar.

Hospital teve um aumento de afluência de cinco por cento
Daniel Ferro anunciou medidas de melhoria 
A Administração Regional de Saúde (ARS) de Lisboa e Vale do Tejo, através de um comunicado, informou também que se reuniu ainda durante o dia de segunda-feira com o presidente do conselho de administração do Hospital Garcia de Orta “para analisar a situação decorrente da demissão dos Chefes de Equipa da Urgência” e “procurar, no respeito pelas competências próprias do referido Conselho de Administração, um conjunto de medidas para melhorar a capacidade de resposta do serviço de urgência da unidade de saúde”.
De acordo com os dados desta ARS, o hospital teve um aumento de afluência de cinco por cento. “A par deste aumento, verificou-se igualmente um acréscimo muito significativo, de cerca de 30 por cento, do número de doentes internados a partir do Serviço de Urgência, sobretudo doentes maioritariamente idosos e com múltiplas patologias e que necessitam, por isso, de cuidados médicos diferenciados, aos quais o Hospital tem conseguido dar resposta atempada e eficaz”, salienta a nota.
A ARS garante que a unidade já está a delinear medidas para conseguir aumentar a capacidade de internamento, ao mesmo tempo que trabalha com os centros de saúde daquela zona para reforçar o apoio no domicílio e a resposta a casos de doença aguda.

Ministro da Saúde quer desviar doentes 

O ministro da Saúde assegurou ontem que a situação no Hospital Garcia de Orta ficará resolvida brevemente. Sem assinalar uma data concreta, Paulo Macedo referiu que poderia ser entre hoje e a próxima semana.
Explicou ainda que, caso seja necessário, os utentes poderão ser desviados para outras unidades hospitalares.  O governante explicou que as autoridades estão particularmente atentas aos casos sociais de pessoas que estão a ocupar camas sem problemas clínicos que o justifiquem.
"Um segundo aspecto é resolver o caso dos doentes que têm indicação clínica para cuidados continuados e não para permanecerem nos hospitais", continuou.
Esta foi a reacção do ministro à demissão dos sete chefes de serviço das urgências do Garcia de Orta. Paulo Macedo recordou que "o hospital recrutou um conjunto muito importante de enfermeiros recentemente e está a aguardar a finalização de alguns concursos de especialidades hospitalares. "Estes últimos deverão ficar concluídos nas próximas semanas", disse o ministro. 

Presidente da Câmara de Almada exige demissão de Paulo Macedo
O presidente da Câmara  de Almada exige a demissão do ministro da Saúde. Joaquim Judas diz que os problemas no Hospital são consequência de escolhas erradas de Paulo Macedo e insiste que a solução para esta questão passa por construir um novo hospital no Seixal.
“O que é necessário é que aqueles que têm responsabilidades nestas ocorrências as assumam plenamente. Aí é que se deviam ter verificado as demissões”, afirma, acrescentando que: “as responsabilidades são do Ministério e do ministro”.
A crise nas urgências do Garcia de Orta levou ao pedido de demissão dos sete chefes das urgências daquele hospital. Depois de promessas de medidas por parte da administração, os médicos afirmaram que vão esperar para ver resultados, mas recusaram tirar a demissão de cima da mesa.
Segundo Joaquim Judas, Paulo Macedo sabe “que várias vezes foram pedidas entrevistas que tinham a ver com a forma de se abordar esta questão. Não quis ouvir, como nunca quis ter em conta nenhum estudo técnico”.
“Até estranhamos que, sendo um Governo que diz ter tanto cuidado na aplicação dos recursos, tenha aplicado cerca de 120 milhões de euros no hospital Garcia de Orta quando todos os estudos mostram que o que é necessário é a construção de um hospital no Seixal” que, de acordo com as câmaras do Seixal e de Almada, custaria cerca de 60 milhões de euros.
“Os investimentos com certeza que são justificados, mas em relação ao atendimento dos doentes, não resolveram nada”, conclui o presidente da Câmara de Almada.

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Agência de Notícias

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Terminal do Barreiro relança novas pontes na região

Barreiro e Seixal defendem construção de pontes com a vinda do terminal 

Agência Portuguesa do Ambiente recebeu pareceres e recomendações das autarquias do Barreiro e do Seixal a sublinhar a necessidade de construir pontes e estradas em torno do terminal. O projecto do Governo para o novo terminal de contentores do Barreiro deu um novo fôlego para os autarcas do distrito de Setúbal voltarem a exigir a construção de várias pontes no estuário do Tejo, de ligação entre o Montijo, Barreiro, Seixal e Almada. Trata-se de uma aspiração de há várias décadas, reavivada com a construção da Ponte Vasco da Gama, em 1998, nunca satisfeita. Há cerca de dois anos, a Lusoponte apresentou uma proposta às autarquias interessadas que não vingou. Mas com a deslocação do terminal de contentores da capital para a cidade do Barreiro, as pontes [e até um túnel] voltam a estar na ordem da agenda política da região.
Terminal de contentores no Barreiro pode trazer novas pontes  

As autarquias do Barreiro e do Seixal voltaram a pedir ligações e infraestruturas entre os municípios da margem sul do Tejo. Para emitir um parecer sobre a proposta de definição de âmbito (PDA) de um estudo de impacto ambiental (EIA) para o novo terminal no Barreiro a APA - Agência Portuguesa do Ambiente solicitou a opinião a diversas entidades externas. Na resposta, a Câmara do Barreiro sublinhou que "a importância da concretização de ligações rodoviárias transversais entre o Barreiro e os concelhos adjacentes - como sejam a ligação Barreiro-Seixal e as extensões para os territórios a nascente (Moita) e a poente (Almada) ou mesmo uma eventual ligação directa Barreiro-Montijo sai reforçada". A autarquia presidida por Carlos Humberto assinala ainda a necessidade de "despender particular atenção às obras de beneficiação a desenvolver" no IC21, "em toda a sua extensão, de modo a acautelar o incremento de tráfego expectável, em especial de veículos pesados, com origem e destino no futuro terminal de contentores do Barreiro e no pólo empresarial e logístico que será desenvolvido na sua envolvente".
A Câmara do Barreiro tenta até recuperar o ‘dossier' da Terceira Travessia do Tejo, projecto que foi suspenso pelo actual Governo em 2011. "Em fase de EIA devem ser ponderados alguns aspectos base da PDA que não são descritos de forma rigorosa, designadamente a referência à Terceira Travessia do Tejo Barreiro/Lisboa que, actualmente, continua a ser uma infra-estrutura metropolitana considerada no modelo territorial de desenvolvimento da AML [Área Metropolitana de Lisboa] e, por esse motivo, deve estar bem presente em todos os trabalhos a realizar no território em causa", defende o parecer da autarquia do Barreiro enviado à APA.
Em consulta pública da PDA do terminal de contentores do Barreiro, também a Câmara do Seixal insistiu na necessidade de construir pontes entre os dois municípios. Em carta enviada à APA, o presidente da autarquia, Joaquim Santos, reafirma "a necessidade de maximizar a influência do projecto do terminal de contentores do Barreiro com a concretização da ponte Seixal/Barreiro, no quadro das acessibilidades rodoviárias preconizadas, permitindo induzir maior procura sobre os 505 hectares, actualmente expectantes, que constituem, o território da área da ex-Siderurgia Nacional, onde cerca de 400 hectares são propriedade do Estado português".
O autarca do Seixal realça  nessa carta que "a construção da ponte Seixal/Barreiro concorrerá de forma fundamental, permitindo não só o fecho da malha viária, como também garantir a promoção de dinâmicas associados ao desenvolvimento económico, social e ambiental".

Ligação ao Montijo também na agenda política 
A ligação entre o Barreiro e o Montijo é uma revindicação antiga das autarquias da região e volta agora à agenda das autarquias do distrito. Já se fizeram projetos e traçados, já se apontou a pontes e rodovias para ligar as duas cidades do Tejo mas, até agora, nada avançou no terreno. Agora, o presidente da Câmara do Montijo sugere que a ligação seja feita em túnel. Uma ideia que agrada aos presidentes das câmaras da Moita e do Barreiro. O chefe do executivo da Moita, Rui Garcia, já disse que “essa foi a posição que nós tivemos desde o principio. O projeto que a Lusoponte nos apresentou há alguns anos atrás, mereceu-nos muitas reservas do ponto de vista de impactos ambientais". Carlos Humberto, presidente da Câmara do Barreiro, refere que “a hipótese por túnel não o desagrada, demonstrando abertura para conversa sobre o assunto”. Quem não gosta da ideia de túnel é a distrital social-democrata que prefere que a ligação seja feita em via rodoviária, através da Base do Montijo.

Agência de Notícias
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