Dá um Gosto ao ADN

Almada com farmácia solidária e combate ao desperdício

CDS-PP vai gerir "projetos que visam melhorar a qualidade de vida dos almadenses" 

A Câmara de Almada, por proposta do CDS-PP local, vai implementar já a partir do próximo ano, a criação de farmácias solidárias e uma rede municipal de aproveitamento alimentar. Esta medida vai permitir a oferta de medicamentos a cidadãos em situação de carência económica comprovada que não tenham posses para adquirir medicamentos e numa rede municipal de aproveitamento alimentar solidária que chegue às famílias do concelho. Em declarações à ADN-Agência de Notícias, a líder do CDS-PP de Almada, garantiu que a farmácia e o comissariado irão funcionar "num gabinete providenciado pela câmara municipal no centro de Almada". Sara Machado Gomes disse ainda que irá ser feito um "levantamento junto das instituições e IPSS locais", para apurar o número de famílias beneficiárias. Os dois projetos estão previstos e incorporados no orçamento e opções do plano para 2019. 
Farmácia Solidária chega a Almada  


O CDS-PP de Almada, ao longo dos sucessivos orçamentos e opções do plano para o município de Almada, tem vindo a apresentar como sugestão, entre outras propostas nas mais variadas áreas, "a necessidade de se implementar dois importantes projetos que visam melhorar a qualidade de vida dos almadenses, nomeadamente, e na área do social, a criação de farmácias solidárias e a implementação de uma rede municipal de aproveitamento alimentar, com a criação de um Comissariado para a concretização deste projeto", disse à ADN-Agência de Notícias, a concelhia do CDS-PP.
Apesar da importância que estas duas propostas têm para os almadenses, "os anteriores executivos camarários da CDU nunca viram como prioridade a sua implementação", diz a concelhia centrista.
Após as eleições autárquicas de 2017, e com a entrada em funções de um novo executivo que resultou do entendimento entre PS e PSD, "abriu-se finalmente uma oportunidade para que se dê início à constituição e implementação dos dois projetos do CDS-PP, considerando o atual executivo a área social como prioritária em Almada", lembra o partido.
Assim, e de acordo com a posição assumida pelo executivo PS/PSD na Câmara de Almada para com as restantes forças políticas, com o objetivo principal da criação de uma conjuntura favorável ao desenvolvimento do concelho com a contribuição de todos, o CDS-PP e o executivo PS/PSD em Almada chegaram a um acordo que permitiu não só a inclusão no Orçamento e Opções do Plano dos dois projetos – farmácias solidárias e plano municipal de aproveitamento alimentar (Comissariado) –, mas também que esses projetos fiquem sob responsabilidade do CDS-PP.
Reconhece-se assim a disponibilidade que o executivo PS/PSD, e presidido pela socialista Inês de Medeiros, "teve em acolher as duas propostas, ficando as mesmas à responsabilidade do CDS-PP, bem como a disponibilidade da Câmara de Almada para trabalhar em conjunto na sua implementação e execução", sublinha a concelhia democrata-cristã. 
Os dois projetos estão previstos e incorporados no Orçamento e Opções do Plano para 2019, podendo deste modo beneficiar de uma estreita colaboração entre as forças partidárias envolvidas.

Farmácias Solidárias
Consiste num mecanismo articulado entre os parceiros, com recurso a um processo de sinalização e consequente registo, que possibilita a adequação das reais necessidades da população na obtenção gratuita do medicamento.
A cedência de medicamentos destina-se a munícipes com menores recursos sociais e económicos, em contexto de doença crónica, súbita, endémica ou relacionada com o processo de envelhecimento, identificados e sinalizados pelas IPSS e pelas Juntas de Freguesia locais.

Agência de Notícias 

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Setúbal levou projeto da Várzea ao Parlamento Europeu

Autarquia busca financiamento para parque urbano em Bruxelas 

A participação da Câmara de Setúbal numa sessão de esclarecimento realizada a 28 de Novembro no Parlamento Europeu abriu a possibilidade de o audacioso projeto urbanístico e ambiental Parque Urbano da Várzea obter financiamento europeu. Uma equipa do município de Setúbal participou, em Bruxelas, Bélgica, numa sessão de esclarecimento sobre a quarta linha de acesso ao fundo comunitário “Intervenções urbanas inovadoras”, que, numa das suas áreas de financiamento, visa incentivar a promoção de projetos destinados ao uso sustentável do território e soluções baseadas na natureza. Esta reunião informativa constituiu uma oportunidade para a Câmara Municipal de Setúbal recolher e validar as possibilidades de candidatar o projeto do Parque Urbano da Várzea a financiamento comunitário.
Projeto vai revolucionar cidade de Setúbal 

O anteprojeto do Parque Urbano da Várzea, apresentado publicamente em Setúbal na passada sexta-feira, contempla a criação de uma vasta área de lazer, com 19 hectares, que inclui lago artificial, quinta pedagógica, campos desportivos e de aventura, parques infantis, miradouros, quiosques, jardins e zonas de recreio, num total de 17 equipamentos e usos distintos.
O modelo urbanístico propõe um conjunto de soluções contemporâneas de usufruto público, com percursos pedonais que atravessam áreas verdes em formato de bosquetes, e recupera memórias de uma antiga ocupação agrícola, com um extenso laranjal.
O investimento estimado de 4,5 milhões de euros, para o qual a Câmara de Setúbal procura apoio de fundos comunitários, contempla ainda a criação de mais bolsas de estacionamento automóvel e a expansão da Avenida de Moçambique, que passa a estar ligada à Avenida dos Ciprestes.
“Estas são as ideias gerais deste projeto, um parque da cidade, para o futuro, com uma forte componente de inovação”, destacou a presidente da Câmara de Setúbal, Maria das Dores Meira, sobre o projeto elaborado pelos serviços municipais, com arranque previsto para o primeiro trimestre de 2020, quanto à vertente de lazer.
A autarca adiantou que este “é apenas um anteprojeto do futuro Parque Urbano da Várzea, com um conjunto de equipamentos e usos pensados, que podem não ser definitivos”, ainda sem especificidades “que permitam a dinamização de um debate mais alargado para a recolha de contributos”.
O desenho do parque inclui acessos e caminhos, eixos pedonais integrados na estrutura urbana da cidade, áreas temática e equipamentos mobilizadores de vários públicos e uma forte componente de consciencialização ambiental direcionadas para a sustentabilidade e a energia.
No Parque Urbano da Várzea está ainda prevista a criação do “Jardim das Geminações”, um espaço a ser criado nas proximidades da rotunda dos vasos instalada na Avenida da Europa. “Vai ter espécimes das várias cidades com as quais Setúbal é geminada”, revelou Maria das Dores Meira.
No âmbito deste projeto está igualmente prevista a requalificação da Rua Engenheiro Henrique Cabeçadas, o que inclui a possível relocalização da entrada da Escola Básica Barbosa du Bocage para esta via, que ganha uma bolsa de estacionamento para cerca de três centenas de automóveis.
Na vertente paisagista, o projeto aposta em três áreas essenciais, concretamente linhas de água, zonas naturalizadas e um sistema de circulação de água, este último através do dimensionamento e da reutilização de águas pluviais em espelhos e jogos de água recreacionais.
Outras das funções do Parque Urbano da Várzea é o da mitigação do efeito das cheias na cidade, componente assegurada por uma obra estruturante a nível de engenharia hidráulica, atualmente em curso, com ações de alteração topográfica para descida das cotas de terreno e a criação de uma bacia de retenção pluvial, para mais capacidade de armazenamento de água.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 
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Alunos lutam por bar e fecham escola a cadeado no Montijo

Alunos da Escola Básica D. Pedro Varela pedem mais funcionários e mais investimento  

Cerca de uma centena de estudantes da Escola Básica D. Pedro Varela, no Montijo, que protestavam pela falta de funcionários, foram empurrados enquanto permaneciam concentrados junto ao portão. A acção policial sobre os estudantes motivou assistência por parte dos bombeiros locais. Os estudantes contestavam a falta de investimento e desresponsabilização por parte do Governo, "que levou ao encerramento do bar, do polidesportivo e da papelaria por falta de funcionários". A PSP chamada ao local para reabrir escola. Mas ninguém entrou. A falta de pessoal é um problema "antigo" nesta escola sobretudo devido às "baixas médicas". A autarquia está a par do problema e admite, num futuro breve, avançar para a contratação de mais funcionários para "resolver de vez o problema". 
Alunos fecharam escola a cadeado 


Com o bar e papelaria encerrados e com o polidesportivo sem funcionar, os alunos da Escola Básica D. Pedro Varela, no Montijo, fecharam, na manhã desta quinta-feira, as portas do estabelecimento de ensino a cadeado como medida de protesto.
A Polícia de Segurança Pública (PSP) foi chamada ao local reabrindo as portas da escola, mas os alunos com o apoio e a solidariedade de professores e alguns encarregados de educação, optaram por não entrar, concentrando-se à porta do estabelecimento de ensino.
Em causa está a falta de assistentes operacionais, que obrigou ao encerramento do bar por tempo indeterminado, além de outros serviços como o da papelaria que também já teve de fechar.
A situação não é nova nesta escola que, pelo mesmo motivo, já teve este ano também o pavilhão desportivo fechado, impossibilitando que fossem cumpridas aulas de Educação Física.
À ADN-Agência de Noticias, os estudantes explicaram as razões do protesto. "Nós estudantes da Escola Básica D. Pedro Varela, realizámos uma acção de luta contra a falta de funcionários, a existência de amianto e falta de condições na nossa escola".
Os alunos afirmam "que os problemas da escola é consequência sucessivas políticas de desresponsabilização e desinvestimento dos sucessivos Governos PS, PSD e CDS-PP. Foi realizado um plano de transferências de encargos e responsabilidades para a Câmara do Montijo que devem ser da obrigação do Ministério da Educação. Esta transferência veio provar ser um desastre, porque cabe ao Governo assegurar os postos de trabalho dos funcionários e consequentemente assegurar uma Escola Pública com qualidade para todos", referiram em comunicados alunos que não aceitam "a falta investimento Governo na Educação" nem a "falta de funcionários, que levou ao encerramento do bar, da papelaria e do polidesportivo". 

JCP critica força policial 
A falta de assistentes operacionais é um problema antigo desta escola do Montijo. E existem alguns casos "muito preocupantes".Como é o caso de algumas crianças que têm direito a lanches gratuitos, por carências económicas, que desde o fecho do serviço do bar não têm tido acesso a essa alimentação a que têm direito.
A vigilância em alguns dos espaços da escola é outro dos problemas. “A segurança não está acautelada”, dizem os encarregados de educação.
Desde o passado dia 16 de Novembro que o serviço Bar da escola tem estado encerrado, devido à falta de auxiliares de acção educativa. Além do serviço do bar, juntam-se os diversos encerramentos temporários da papelaria, e a degradação do serviço da cantina e de outros serviços.
"À falta de condições humanas é associada a falta de condições materiais na escola, seja ao nível de equipamentos e estruturas como é o caso da falta de aquecimento comprometem a saúde e aprendizagem dos estudantes", lembra a Juventude Comunista Portuguesa (JCP) em comunicado enviado à ADN-Agência de Notícias.
A JCP rejeita "veemente este processo, reclamando que é ao Ministério da Educação que cabe assegurar os postos de trabalho dos funcionários e, consequentemente, possibilitar o bom funcionamento das escolas".
Os jovens comunistas manifestam, no entanto, "o repúdio pelo uso injustificado da força por parte das autoridades. É inaceitável, complemente desproporcional e aprofunda o ataque aos direitos, liberdades e garantias constitucionais destes estudantes, que apenas procuravam denunciar e exigir a resolução dos problemas da sua escola. A participação dos estudantes na procura de resolução de problemas da vida das escolas, deve ser sempre valorizada e nunca alvo de qualquer tipo de violência", sublinha o comunicado. 

Câmara do Montijo admite recorrer a contratação externa 
Em comunicado, a Comissão Concelhia do PCP lembra que “a contratação de pessoal auxiliar é uma responsabilidade da Câmara de Montijo” e já veio acusar a autarquia de “mais uma vez falhar nas suas competências”.
A autarquia, no entanto, lembra que "cumpre com o rácio de pessoal estabelecido por lei para as escolas". 
No entanto, como reconhece a escola e a autarquia, um dos maiores problemas são os "pedidos de baixa médica solicitados por funcionários". 
A vereadora da Educação da Câmara do Montijo já reconheceu que "num futuro próximo a autarquia deverá vir a optar por recorrer à contratação externa para resolver definitivamente o problema da falta de assistentes operacionais", disse Maria Clara Silva.

Agência de Notícias 

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Governo confia que conflito no porto de Setúbal está no fim

Governo, estivadores e empresas continuam a dialogar 


O secretário de Estado das Pescas, José Apolinário, manifestou-se hoje confiante na resolução do conflito laboral no porto de Setúbal, numa altura em que decorre reuniões entre o sindicato dos estivadores e os operadores portuários. O Sindicato dos Estivadores e da Atividade Logística e os operadores portuários estiveram reunidos, nesta quinta-feira, no Ministério do Mar, em Oeiras, para tentar resolver o conflito laboral no porto de Setúbal, que conduziu à paralisação dos estivadores contratados ao turno desde 5 de Novembro. Este foi o segundo encontro que decorre para o efeito, tendo o primeiro ocorrido na segunda-feira, mediado pela ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, que ontem esteve representada pelo secretário de Estado das Pescas. Ainda nesta quinta-feira, A Assembleia da República aprovou, por maioria, votos de BE, PCP e CDS-PP sobre o conflito laboral no porto de Setúbal.
Estivadores perto do acordo de trabalho 

Ao final da tarde de quinta-feira, José Apolinário aproveitou uma pausa nos trabalhos para fazer um balanço do encontro e reiterou a vontade do Governo de ajudar a alcançar um consenso entre patrões e trabalhadores.
“Está a ser uma discussão viva e de aqui a algum tempo espero que haja algum resultado desse trabalho. Temos procurado trocar opiniões sobre os temas que justificam trabalho para um acordo e, portanto, estamos a trabalhar junto das entidades para que se possa chegar a um consenso”, apontou o governante.
José Apolinário lançou a possibilidade de os trabalhos prosseguirem na sexta-feira: “Nós estamos sentados à mesa e vamos prosseguir os trabalhos e se necessário esta sexta-feira”.
Na segunda-feira, dia em que ocorreu a primeira reunião, a ministra do Mar garantiu haver abertura das várias entidades para resolver o problema da precariedade em Setúbal, notando que se mantinha um diferendo quanto aos moldes da negociação.
De acordo com a governante, a maior discordância verifica-se nos moldes da negociação, uma vez que o Sindicato dos Estivadores e da Atividade Logística defende que a mesma deve prosseguir com a paragem total do porto, enquanto os operadores desejam que os estivadores regressem ao trabalho, uma vez que apenas está em vigor um pré-aviso de greve às horas extraordinárias e não à totalidade da carga horária.

O que ainda separa o acordo final 
Para o encontro, o Governo levou um memorando com cinco propostas, englobando “cedências” de todas as partes.
Segundo o documento, a que os jornalistas tiveram acesso, é proposto, entre outros pontos, à Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra a emissão, no prazo de três semanas, de uma recomendação "inequívoca" do número de trabalhadores necessários aos quadros permanentes e aos trabalhadores temporários a suspensão da paralisação.
Na segunda-feira, dia em que ocorreu a primeira reunião, a ministra do Mar garantiu haver abertura das várias entidades para resolver o problema da precariedade em Setúbal, notando que se mantinha um diferendo quanto aos moldes da negociação.
"Neste momento, temos uma vontade e uma abertura para resolver o problema dos precários (…), embora exista uma discrepância entre sindicatos e empresas. Uma parte propõe que sejam 48 novos contratos, da outra parte 30. Julgo que será possível chegar a acordo", disse, na altura, Ana Paula Vitorino aos jornalistas, antes do final da reunião que juntou à mesa o Governo e 13 entidades para discutir a situação laboral dos estivadores eventuais de Setúbal, que não comparecem ao trabalho desde o inicio deste mês. 
Cerca de 90 trabalhadores contratados ao turno, em Setúbal, pela empresa de trabalho portuário Operestiva, alguns há mais de dez e outros há mais de 20 anos, têm efetuado protestos contra a situação de precariedade, exigindo, sobretudo, um contrato coletivo de trabalho.
Paralelamente, está também a decorrer uma greve, dos estivadores afetos ao Sindicato dos Estivadores e da Atividade Logística, ao trabalho extraordinário, que se vai prolongar até Janeiro de 2019, em defesa da liberdade de filiação sindical.
Esta greve abrange os portos de Lisboa, Setúbal, Sines, Figueira da Foz, Leixões, Caniçal (Madeira), Ponta Delgada e Praia da Vitória (Açores).

Parlamento aprova votos sobre conflito laboral 
A Assembleia da República aprovou esta quinta-feira, por maioria, votos de BE, PCP e CDS-PP sobre o conflito laboral no porto de Setúbal. Foram apresentados três textos diferentes sobre o conflito: dois votos de BE e PCP de solidariedade para com os estivadores e um do CDS-PP de preocupação pela situação no porto de Setúbal.
O texto do Bloco foi aprovado, por maioria, com o voto contra do PSD e a abstenção do CDS-PP e o voto do PCP recebeu a abstenção dos sociais-democratas e dos democratas-cristãos.
O voto de preocupação do CDS-PP teve os votos favoráveis do PSD, dos centristas, do PAN, o voto contra de PCP, BE e PEV e o PS absteve-se.
No texto, o BE salienta que, no porto de Setúbal, "90 por cento dos trabalhadores têm atualmente contratos ao dia, sem acesso a proteção social, nem a qualquer tipo de estabilidade" e defende que "o trabalho à jorna e a precariedade não podem ser a norma das relações de trabalho nos portos portugueses".
O parlamento apela "a que se encontre uma solução para o porto de Setúbal que passe pelo respeito pelos direitos dos trabalhadores e pela recusa da precariedade extrema a que têm estado sujeitos, reafirmando o seu compromisso com os preceitos constitucionais que garantem a liberdade de filiação sindical, o direito à greve e o direito de contratação coletiva", é referido no texto dos bloquistas.
No seu voto, o PCP considera "urgente que o Governo e as autoridades intervenham" neste conflito de forma a que sejam respeitadas as leis laborais do país.
Com a aprovação do voto dos comunistas, os deputados expressam a "sua solidariedade para com os trabalhadores, pronunciando-se pela urgente necessidade de combater a precariedade, reduzir o número de eventuais e promover a sua passagem aos quadros das empresas onde trabalham diariamente há muitos anos, garantindo que a sua atividade profissional é desenvolvida em condições de trabalho dignas e seguras".
Já no voto do CDS-PP é manifestada a preocupação do partido pelo "impacto negativo" que o conflito tem e poderá ter para a economia nacional, com os democratas-cristãos a reconhecerem igualmente "situações de precariedade abusiva" no porto de Setúbal.
"A Assembleia da República manifesta preocupação com o arrastar da situação laboral no porto de Setúbal e insta as partes e o Governo a chegarem a um entendimento, através do diálogo social, e no respeito da Constituição da República Portuguesa e cumprimento da Lei", é referido no texto dos democratas-cristãos.


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Comemorações de Natal e Ano Novo animam Sesimbra

Autarquia prepara-se para um mês de muita animação 

Mostras de doces, uma casa do pai Natal, música, teatro, oficinas e muita animação para os mais novos são algumas das propostas da Câmara de Sesimbra e das juntas de freguesia para assinalar da melhor forma a quadra natalícia no concelho. A Casa do Pai Natal acontece no Largo das Forças Armadas, em Alfarim, dia 1, no Parque Augusto Pólvora, na Maçã, dia 2, na Fortaleza de Santiago, na vila de Sesimbra, dia 8, e no Parque da Vila, na Quinta do Conde, dia 9. A autarquia também já prepara a grande festa do Ano Novo. Este ano, o espetáculo piromusical do Réveillon de Sesimbra presta homenagem a duas grandes divas da música, Aretha Franklin e Montserrat Caballé, que nos deixaram este ano. 
Casa do Pai Natal regressa este sábado 

Rodeada de neve e de muita animação, a Casa do Pai Natal vai regressar ao concelho. Depois do enorme sucesso dos últimos anos, atraindo centenas de crianças, a iniciativa volta a contar com muitas surpresas para os mais pequenos, que vão poder conversar com o Pai Natal e com os seus simpáticos ajudantes, e deixar a sua carta no marco de correio do Polo Norte.
A Casa do Pai Natal acontece em Alfarim e na Maçã, já este sábado e domingo. A 8 e 9 de Dezembro o Pai Natal estará na vila de Sesimbra e na Quinta do Conde.
No segundo fim de semana de Dezembro, realiza-se a Mostra de Doces de Natal, uma tradição do programa natalício do concelho. Broas de Alfarim, coscorões, sonhos, fatias albardadas e azevias são algumas das especialidades que marcam presença na iniciativa.
Os doces, confecionados por dezenas de doceiras e pastelarias do concelho, podem ser adquiridos por um valor simbólico de um euro. Este ano, a verba arrecadada reverte para a Associação de Beneficência, Amizade e Solidariedade e para a Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo – Polo da Quinta do Conde. A Mostra de Doces realiza-se na Fortaleza de Santiago, no dia 8, sábado, pelas 14 horas, e no Parque da Vila, no dia seguinte, à mesma hora.
A animação musical está a cargo do pianista japonês Michio O’Hara, no Espaço Multiusos da Fortaleza de Santiago, dos grupos corais locais, na Igreja de Nossa Senhora da Esperança, na Quinta do Conde, e do Grupo Coral de Sesimbra, no Cineteatro Municipal.
O programa conta ainda com uma Festa de Natal, no Parque da Vila, organizada pela Junta de Freguesia da Quinta do Conde, uma pista de gelo, no Parque Augusto Pólvora, na Maçã, promovida pela Junta de Freguesia do Castelo, e muitas atividades para os mais novos.
Destaque ainda para as iluminações de Natal, que "são um dos elementos mais caraterísticos desta época do ano e dão um brilho especial ao concelho", sublinha a autarquia em nota enviada à ADN-Agência de Notícias.

Mergulho no ano novo 
Este ano, o espetáculo piromusical do Réveillon de Sesimbra presta homenagem a duas grandes divas da música, Aretha Franklin e Montserrat Caballé, que nos deixaram em 2018. E se a música vai, certamente, emocionar os milhares de pessoas que habitualmente escolhem Sesimbra para entrar no novo ano, o fogo-de-artifício promete prender todos os olhares no céu da Baía de Sesimbra.
Já a animação musical centra-se no Largo da Marinha e no Largo de Bombaldes e decorre entre as 22 e as duas da manhã. Depois disso, a festa continua, como é habitual, nos restaurantes e bares da vila que vão estar abertos até bem perto do nascer do sol.
A última noite de 2018 só fica completa com a passagem de ano subaquática, que já se realiza desde 2007, e é uma das imagens de marca de Sesimbra. Por volta das 22h30, os mergulhadores vão sair do Clube Sesimbrense e passar por entre a multidão, antes de se dirigirem para o Porto de Abrigo, onde vão entrar na água e dar continuidade a uma das passagens de ano mais originais do país.

Agência de Notícias com Câmara de Sesimbra
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“Viva o Natal em Palmela” arranca este sábado

Presépio, diversões infantis, mercado de doçaria e artesanato animam época natalícia 

Entre os dias 1 de Dezembro e 6 de Janeiro, a Câmara de Palmela promove o programa “Viva o Natal em Palmela”, que pretende dinamizar o Centro Histórico da Vila, através da promoção do comércio local, da valorização do património e da atratividade turística. A vila de Palmela volta a iluminar-se com a decoração alusiva a esta época festiva e o presépio da artista plástica Teresa Martins, que conjuga as figuras religiosas com personagens de cariz etnográfico. O Centro Histórico de Palmela irá encher-se de luz, música e animação e, para quem quiser fazer as compras da quadra, pode visitar o Mercado de Natal.

Palmela com animação neste Natal 

De acordo com a autarquia, as figuras do presépio "falam das gentes, dos ofícios e da vida de Palmela noutros tempos". Fruto, diz ainda a autarquia, de "uma recolha realizada pelo Museu Municipal". Este ano, o Presépio conta com duas novas figuras: a Mestra Telegrafista e Agripino Pacheco.
A este Presépio – que convida a uma visita mais demorada ao núcleo antigo da Vila – junta-se, todos os fins de semana de Dezembro, o Mercado de Natal, com divertimentos infantis, animações diversas promovidas pelo associativismo local, apontamentos musicais, passeios de charrete pelo Centro Histórico ou visitas orientadas ao Presépio e figuras etnográficas.
O programa “Viva o Natal em Palmela” integra, ainda, outras propostas, como a Fábrica da Magia – Creative Center, as férias culturais e uma aula aberta de dança especial Natal, promovidas pela Associação Passos e Compassos, uma recolha de donativos realizada pelo Moto Clube de Palmela, para entrega à “Quintinha ABC” – Associação Protetora dos Animais, a atividade “Pompos em Ação”, pelo Contrato Local de Desenvolvimento Social 3.ª Geração de Palmela, a exposição e venda de trabalhos do ateliê de costura da Associação de Idosos de Palmela e as animações promovidas pela Associação Educativa “A Casa do Castelo”.
A par destas iniciativas ainda pode visitar as duas Pop Up Stores - lojas de caráter temporário -  que estão a funcionar no Centro Histórico de Palmela, desde dia 7 de Agosto, dando a "empreendedores e criadores a oportunidade de exporem e testarem o potencial comercial dos seus produtos", diz a autarquia.
Esta iniciativa, promovida pela Câmara e Palmela, tem em vista a "dinamização económica e social da vila e a sua revitalização".
Ao promover a ocupação de lojas temporariamente, "incentiva a reabilitação, atraindo investidores e criando fluxos de visitantes nas principais artérias do Centro Histórico", explica a autarquia.
As Pop Up Stores funcionam até dia 6 de Janeiro de 2019, aos sábados, das nove às 18 horas (consultar horários alargados no local), nas lojas com os números 123 da Rua Hermenegildo Capelo e 71 da Rua Contra Almirante Jaime Afreixo, onde se pode encontrar artigos e produtos diversos: biológicos e locais, cosmética, escultura em madeira e artesanato, entre outros.

Feiras do livro em Pinhal Novo e Palmela 
Até 15 de Dezembro, a Câmara  de Palmela volta a dinamizar as Feiras do Livro de Natal, no Mercado Municipal de Pinhal Novo e na Biblioteca Municipal de Palmela.
No Mercado Municipal de Pinhal Novo, a Feira vai decorrer até 2 de Dezembro, das 8h30 às 13 horas. Na Biblioteca Municipal de Palmela, a Feira estará patente ao público de 11 a 15 de Dezembro, durante o horário de funcionamento da Biblioteca (de terça a sexta-feira, das 10h30 às 19 horas, e ao sábado, das 14 às 19 horas).
As Feiras do Livro de Natal têm como objetivo a promoção do livro e de hábitos de leitura, em particular, junto do público mais jovem. Mais informações através da Rede Municipal de Bibliotecas Públicas do Concelho de Palmela.

Agência de Notícias com Câmara de Palmela 
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Detidos por matarem dono de café na Cova da Piedade

Jovens são suspeitos de vários crimes no distrito de Setúbal

A Polícia Judiciária de Setúbal deteve dois jovens de 19 e 23 anos, suspeitos do homicídio do proprietário de um café na Cova da Piedade, Almada,  na sequência de uma tentativa de assalto, em Junho deste ano. Os dois jovens detidos na terça-feira pelo homicídio de um septuagenário, dono de uma pastelaria, constituem o núcleo duro de um grupo que terá efetuado vários assaltos na região sul, revelou esta quarta-feira o diretor da Polícia Judiciária de Setúbal, Vítor Paiva.
PJ prendeu os suspeitos na terça-feira 

Estes dois indivíduos integravam um grupo muito organizado e de composição variável, que utilizava viaturas furtadas ou roubadas pelo método de `carjacking´, usavam luvas e gorros nos assaltos e tinha o cuidado de não utilizar os telemóveis. Encontravam-se presencialmente quando queriam preparar algum assalto".
O homicídio na pastelaria da Cova da Piedade, concelho de Almada, no passado mês de Junho, esteve na origem da investigação que culminou com uma operação conjunta da PJ e da GNR, em que foram detidos os dois jovens, de 19 e 23 anos, no Monte Caparica, no mesmo concelho do distrito de Setúbal.
Segundo revelou o diretor da PJ de Setúbal, além do tiro que atingiu mortalmente um septuagenário, que tentava defender a mulher durante o assalto à pastelaria, o grupo terá efetuado outros disparos em diversos assaltos, embora sem provocar mais vítimas.
Os arguidos que terão participado em diversos assaltos entre Abril e Junho deste ano e que estão indiciados pelos crimes de homicídio qualificado, associação criminosa, roubo agravado, furto e dano, vão ser presentes ao Tribunal Judicial de Almada para a eventual aplicação de outras medidas de coação.
A PJ de Setúbal prossegue a investigação para tentar identificar e localizar os restantes elementos do grupo.

Assalto que correu mal 
O crime ocorreu a 8 de Junho. Nessa sexta feira, os suspeitos entraram no café Anita, Cova da Piedade, e dirigiram-se à caixa registadora para levar o dinheiro proveniente das apostas do Euromilhões, que tinham acabado de encerrar. Hermenegildo Varela, 70 anos, interveio e acabou por ser atingido com um tiro no abdómen, que se revelou fatal. No estabelecimento, estavam clientes, mas mais ninguém sofreu ferimentos.
Os assaltantes puseram-se em fuga. Os bombeiros voluntários de Cacilhas foram chamados ao local e transportaram a vítima para o Hospital Garcia de Orta, em Almada, onde esta viria a sucumbir aos ferimentos durante uma intervenção cirúrgica.

Agência de Notícias com Lusa 
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Enfermeiros do Hospital do Barreiro em protesto

40 enfermeiros protestaram pela progressão de carreiras

Vários enfermeiros do Centro Hospitalar do Barreiro, no Montijo, manifestaram-se exigindo o descongelamento das progressões de carreira. A dirigente Nacional do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, Zoraima Prado, diz que foi entregue um abaixo-assinado e que, se as exigências não forem cumpridas, o sindicato irá admitir novas formas de luta. A paralisação de duas horas juntou mais de 40 enfermeiros dos hospitais do Barreiro e do Montijo.   
Enfermeiros querem progressão de carreiras 

“Junto do conselho de administração reivindicamos apenas uma única questão, que tem a ver com a progressão dos enfermeiros que não está concretizada nos termos que a lei define, não aplicaram a lei do Orçamento de Estado, o que faz com que muitos enfermeiros ainda não tenham progredido. E quando digo muitos, são mesmo a larga maioria”, avançou à Lusa a dirigente nacional do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, Zoraima Cruz Prado.
De acordo com a responsável, nesta unidade hospitalar trabalham 580 enfermeiros e o documento entregue hoje reúne “cerca de 400 assinaturas”.
A concentração decorreu entre as 10 horas e o meio-dia, na quarta-feira, e, segundo Zoraima Cruz Prado, alguns serviços do hospital acabaram por funcionar com os “serviços mínimos”.
“Afetou funcionamento do hospital apenas no decurso da mesma, embora os enfermeiros tenham tentado substituir-se para não se sentir tanto impacto nos serviços, mas obviamente que, enquanto estivemos concentrados, alguns serviços ficaram com os serviços mínimos”, explicou.
A dirigente nacional do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses revelou que, após o protesto, a administração marcou uma reunião para 5 de Dezembro, contudo, se não existirem avanços, os enfermeiros não descartam a hipótese de convocar uma greve.
“Se nesse dia não decidirem avançar com a correta contabilização dos pontos que permite a progressão, os enfermeiros vão avançar para outras formas de luta”, afirmou a responsável sindical.

Agência de Notícias com Lusa 

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Cartas abertas no Montijo preocupa PSD e CDS-PP

Abertura de cartas de autarcas da oposição na câmara chega à Tutela 

CDS-PP e PSD enviaram esta quarta-feira uma pergunta ao Governo para questionar a legalidade da decisão da câmara do Montijo, de mandar abrir as cartas dos vereadores da oposição, que consideram ser “um comportamento da maior gravidade”. Na carta, assinada pelos deputados Nuno Magalhães (CDS-PP) e Bruno Vitorino (PSD) e enviada ao Ministério da Administração Interna, questiona-se se a Direção Geral das Autarquias Locais tem conhecimento do regulamento interno que terá dado luz verde ao executivo presidido por Nuno Canta (PS) para abrir as cartas. Os social-democratas e centristas consideram que “esta prática, além de desrespeitosa, viola o estatuto da oposição”. Em comunicado, o presidente da autarquia, refere que irá manter a decisão de que as "cartas institucionais da oposição devem ser abertas".
Abertura de cartas divide executivo e oposição 


Os deputados do CDS-PP e do PSD consideram que “esta prática, além de desrespeitosa, viola o estatuto da oposição” e pode ser um “eventual crime de violação de correspondência, previsto e punido no Código Penal com pena de prisão até um ano ou com pena de multa até 240 dias”. Em comunicado, o presidente da autarquia, refere que irá manter a decisão de que as "cartas institucionais da oposição devem ser abertas".
No texto da pergunta, questionam ainda se a Direção Geral das Autarquias Locais considera que o regulamento “é legal e não configura, no mínimo a violação do estatuto da oposição, e no máximo até um crime de violação de correspondência”.
“Independentemente das perguntas” feitas, Nuno Magalhães e Bruno Vitorino perguntam “que medidas tomou, ou vai tomar, a Direção Geral das Autarquias Locais relativamente a esta situação”.
O DN noticiou, em 23 de Novembro, que o presidente da câmara do Montijo mandou abrir todo o correio que entra e sai da câmara originando um protesto do vereador do PSD, que anunciou uma queixa no Ministério Público.
O autarca Nuno Canta é citado pelo jornal alegando que a decisão é a bem da transparência e da eficiência da vida autárquica.

Oposição avança para tribunal
Recorde-se que, na última reunião pública do executivo, João Afonso, vereador social-democrata eleito pela coligação PSD/CDS-PP, acusou Nuno Canta de violar a correspondência dos vereadores da oposição e assumiu que iria recorrer a tribunal para pedir justiça.
Tal como o vereador social-democrata, Carlos Jorge de Almeida, vereador eleito pela CDU, também teceu na altura fortes críticas ao comportamento da maioria socialista liderada por Nuno Canta, vindo a admitir igualmente que iria solicitar a apreciação do caso ao Ministério Público.

Nuno Canta mantém que cartas institucionais devem ser abertas
O Gabinete de Apoio ao presidente da Câmara do Montijo reagiu, na segunda-feira, às acusações dos vereadores da oposição, que se queixam de terem sido alvo de violação de correspondência por ordem directa do chefe do executivo. Num comunicado com cinco pontos, a autarquia faz a diferença  entre correspondência institucional e privada, considerando que a medida adoptada encontra-se sustentada quer em relação ao regimento interno da autarquia quer no que toca às normas legais.
“A abertura da correspondência institucional, que verse sobre matérias que assumam foro institucional, como foi o caso do oficio da GNR dirigido à Câmara Municipal, cumpre as normas internas homologadas em 2011, 2012 e 2014, respeita as normas legais e o direito de oposição, e não contende com o direito à liberdade da acção política de quem quer que seja”, pode ler-se no último dos pontos do comunicado, que acrescenta: “Tal como todas as cartas institucionais dirigidas ao presidente da Câmara, Nuno Canta, são abertas, também todas as cartas institucionais dirigidas a um senhor vereador, com pelouros ou sem pelouros, devem ter igual tratamento institucional, em respeito pelo princípio da legalidade”.
Ao mesmo tempo, acusa a oposição de agir ao arrepio das normas legais e infra-legais, salientando uma “prática corrente” que considera “ilícita” no que toca à correspondência expedida pelos vereadores sem pelouros.
“Os serviços afectos aos senhores vereadores da oposição expediram correspondência para outros organismos públicos, usando os serviços e os dinheiros municipais, em carta fechada, sem o devido registo ou arquivo da mesma, além do abuso de poder na assinatura de documento por quem é legalmente incompetente para tal. Assim, o ofício enviado pelo senhor vereador do PSD em papel timbrado da Câmara do Montijo para a Agência Portuguesa do Ambiente desrespeitou as normas internas e violou as normas legais a que o signatário estava sujeito”, escreve a autarquia.
O Gabinete de Apoio ao presidente lembra também que “assinar e visar a correspondência da Câmara Municipal para organismo oficial é da exclusiva competência do presidente da Câmara”, à excepção de quando existe “delegação da competência” num vereador. E considera que a questão foi “deliberadamente confundida” pela oposição.
“Uma coisa é a correspondência privada, a qual está sujeita a sigilo e que não pode ser violada, atendendo à lei e à defesa da privacidade. Outra coisa é a correspondência institucional da Câmara Municipal e dos membros eleitos do órgão, do presidente e dos vereadores, que deve ser obrigatoriamente registada e arquivada, através do serviço de expediente, e assim ser susceptível de escrutínio pelos montijenses”, sublinha a autarquia.

Agência de Notícias
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Palmela investe 22 mil euros em festivais de música

Festival de Saxofones e festival da Música Alternativa com apoio municipal até 2021 

O município de Palmela assinou dois protocolos,  com associações locais,  para apoiar o Festival de Saxofones, em Palmela e da Música Alternativa, em Pinhal Novo. Na ocasião, o presidente da autarquia, aproveitou para destacar o processo “Palmela é Música”, da candidatura de Palmela a Cidade Criativa da Música da Unesco, que está em curso. "Temos agentes no território com um vasto património de trabalho no domínio cultural", disse Álvaro Amaro que elogiou o trabalho "consistente, rigoroso e de qualidade" das colectividades e associações locais, que têm "conseguido projetar Palmela", no país e no mundo. Ao todo os dois festivais vão receber, até 2021, cerca de 22 mil euros. 
Festival Bardoada/AJCOI decorre em Pinhal Novo 

O município de Palmela e a Sociedade Filarmónica Humanitária assinaram, no Auditório da Biblioteca Municipal de Palmela, um protocolo de cooperação, para apoio à realização do Festival Internacional de Saxofone de Palmela. O protocolo, explica a Câmara de Palmela, "define a atribuição de um apoio financeiro da autarquia às duas próximas edições do festival, no montante de 13 mil 500 euros.
seis  mil euros, em 2019, e 7.500 euros, em 2021. A Câmara Municipal disponibiliza, ainda, o Cineteatro S. João e o Auditório da Biblioteca Municipal de Palmela, bem como os respetivos equipamentos técnicos de som, luz e imagem, para apoio à realização das diversas ações do Festival.
Festival de Saxofones de Palmela "já se afirmou como um grande festival, único a nível da Europa" e, com este protocolo, pretende-se "dar uma relação de confiança e segurança", referiu Álvaro Amaro. 
Para o autarca, “Palmela é com toda a convicção e justeza terra de música” e lembrou a candidatura de Palmela a Cidade Criativa da Música em que "temos a convicção que seja qual for o resultado sabemos que o nosso território tem massa criativa e, algumas, singularidades". Álvaro Amaro garantiu ainda que “nem na terra do homem que deu origem ao saxofone, na Suíça, tem havido tanto destaque e projecção por via deste Festival”.
Tiago Costa, presidente da Direção da Sociedade Filarmónica Humanitária, mostrou-se satisfeito pela renovação deste apoio, que considera "fundamental para o Festival ter conseguido crescer e chegar onde chegou hoje". Tiago Costa anunciou ainda que “as próximas edições do evento irão alargar-se a outros locais da vila, para além da Humanitária”.

Festival Bardoada/AJCOI também com apoio municipal 
O segundo protocolo envolveu a continuação de apoio aos Bardoada/AJCOI, para organizar o Festival de Música Alternativa, que decorre em Outubro, no Pinhal Novo, nos próximos três anos, num montante de nove mil euros.
De acordo com o protocolo, o município garantirá apoio financeiro a este evento de música alternativa, até 2021. A Autarquia disponibiliza também o Espaço Contrafacção – Tenda da Salgueirinha, apoio logístico e de divulgação do Festival.
Álvaro Amaro referiu ainda que o Festival Bardoada & AJCOI tem atraído muitas pessoas a Pinhal Novo e já conquistou o seu espaço próprio, por isso, para além do apoio logístico, "precisava deste conforto financeiro para poder dar o salto".
O autarca esclareceu que "na mesma lógica da criatividade, da socialização e da cultura da pluralidade de expressões artísticas tem trazido muita gente ao Pinhal Novo com bandas de culto e este Festival é uma bandeira do município". 
"Sempre tivemos o apoio da Câmara Municipal, desde o dia 1 [em 2013]  e, este ano, damos mais um passo no fortalecimento do Festival que, assim, tem outras condições para poder crescer", agradeceu Igor Azougado, presidente da Direção da AJCOI.

Agência de Notícias com Câmara de Palmela

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Parque Urbano da Várzea apresentado em Setúbal

População aprova mas manifesta preocupação com estacionamento e segurança

A autarquia garante que o futuro Parque Urbano da Várzea vai resolver o problema das cheias e dotar a cidade de um grande espaço verde vai permitir uma melhor vida à população e tornar Setúbal mais atractiva. O futuro Parque Urbano da Várzea promete ser um grande espaço de diferenciação da cidade de Setúbal. Para além da regularização da Ribeira do Livramento, irá resolver os problemas de cheia no casco urbano construído numa zona geográfica para onde convergem várias ribeiras, e criar um grande núcleo arborizado onde passam a existir áreas com dezassete usos e equipamentos distintos para lazer da população. São 19 hectares, correspondente à superfície de 40 campos de futebol, que vão transformar o visual de Setúbal. Agora falta convencer Bruxelas ajudar "a pagar a conta". 
Várzea vai ser o pulmão verde da cidade 

O anteprojeto do futuro Parque Urbano da Várzea, equipamento inovador que alia as funções de lazer e de prevenção de cheias na cidade, foi apresentado publicamente em sessão no Fórum Municipal Luísa Todi.
Um lago artificial, uma quinta pedagógica, campos desportivos e de aventura, parques infantis, miradouros, quiosques, jardins e áreas de recreio são alguns dos 17 equipamentos e usos distintos preconizados para os 19 hectares do futuro Parque Urbano da Várzea, considerado “O Coração de Setúbal”.
O futuro parque urbano propõe um conjunto de soluções contemporâneas de usufruto público, com percursos pedonais que atravessam áreas verdes em formato de bosquetes, e recupera memórias de uma antiga ocupação agrícola, com um extenso laranjal.
O investimento estimado de 4,5 milhões de euros, para o qual a Câmara de Setúbal procura apoio de fundos comunitários, contempla ainda a criação de mais bolsas de estacionamento automóvel e a expansão da Avenida de Moçambique, que passa a estar ligada à Avenida dos Ciprestes.
“Estas são as ideias gerais deste projeto, um parque da cidade, para o futuro, com uma forte componente de inovação”, destacou a presidente da Câmara de Setúbal, Maria das Dores Meira, sobre o projeto elaborado pelos serviços municipais, com arranque previsto para o primeiro trimestre de 2020, quanto à vertente de lazer.
A autarca adiantou que este “é apenas um anteprojeto do futuro Parque Urbano da Várzea, com um conjunto de equipamentos e usos pensados, que podem não ser definitivos”, ainda sem especificidades “que permitam a dinamização de um debate mais alargado para a recolha de contributos”.
O desenho do parque inclui acessos e caminhos, eixos pedonais integrados na estrutura urbana da cidade, áreas temática e equipamentos mobilizadores de vários públicos e uma forte componente de consciencialização ambiental direcionadas para a sustentabilidade e a energia.
No Parque Urbano da Várzea está ainda prevista a criação do “Jardim das Geminações”, um espaço a ser criado nas proximidades da rotunda dos vasos instalada na Avenida da Europa. “Vai ter espécimes das várias cidades com as quais Setúbal é geminada”, revelou Maria das Dores Meira.
No âmbito deste projeto está igualmente prevista a requalificação da Rua Engenheiro Henrique Cabeçadas, o que inclui a possível relocalização da entrada da Escola Básica Barbosa du Bocage para esta via, que ganha uma bolsa de estacionamento para cerca de três centenas de automóveis.
Na vertente paisagista, o projeto aposta em três áreas essenciais, concretamente linhas de água, zonas naturalizadas e um sistema de circulação de água, este último através do dimensionamento e da reutilização de águas pluviais em espelhos e jogos de água recreacionais.

Ministro do Ambiente "aprova" obra  
As bacias de retenção do futuro Parque Urbano da Várzea, em Setúbal, vão ajudar a diminuir o risco de cheias na cidade, disse o ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, durante uma visita às obras, em Julho deste ano.
"O que está a ser feito é a criação de uma bacia de retenção muito grande, no próprio leito da ribeira, que vai fazer que, quando existirem cheias, uma grande quantidade de água fique aqui retida, sem transtornar ninguém", referiu o ministro do Ambiente.
Trata-se uma bacia de água com "mais de duzentos mil metros cúbicos", que "reduz bastante o risco de cheias na cidade", explicou.
Além da criação de bacias de retenção, a obra inclui também a elaboração de novas passagens hidráulicas, ações de desobstrução e regularização do troço final da Ribeira do Livramento.
Para João Pedro Matos Fernandes, este é um projeto "de grande inteligência", por estar desenhado para conviver com as cheias e proteger a cidade, ao mesmo tempo que é também "uma zona de convivência".

Retenção das águas em época de chuva intensa 
As linhas de água constituem um elemento estruturante e focalizador da paisagem, de riqueza, de diversidade paisagística e de valorização cénica, constituindo redes que interligam espaços diversificados e que potenciam a própria sustentabilidade do parque urbano.
As zonas naturalizadas são criadas através da instalação de uma galeria ripícola ao longo das linhas de água e de espécimes autóctones nos taludes intervencionados. Neste caso, o objetivo passa por interligar os espaços urbanos e rurais e, em simultâneo, criar áreas de lazer e acessíveis a todos.
A requalificação da zona da Várzea, na qual se enquadra o parque urbano, inclui uma obra estruturante a nível de engenharia hidráulica atualmente em curso, com ações de alteração topográfica para descida das cotas de terreno e a criação de uma bacia de retenção pluvial, para mais capacidade de armazenamento de água.
O grande desafio na criação do futuro Parque Urbano da Várzea, um equipamento de referência nacional e internacional, está relacionado com a “adaptação e transformação deste projeto de engenharia hidráulica”, explicou Nuno Viterbo, do Gabinete de Gestão, Requalificação e Imagem Urbana.
O objetivo, apontou o técnico municipal, “é ter um equipamento de usufruto público e disponível durante cerca de dez meses durante o ano e que sirva, se necessário, para funcionar como uma enorme bacia de retenção de água aquando dos períodos críticos de pluviosidade”.
Nuno Viterbo acrescentou que o projeto hidráulico é concretizado em harmonia com o futuro Parque Urbano da Várzea e que terá um “efeito de alguidar”. “Queremos um parque com um alguidar lá dentro e não um alguidar com um parque lá dentro”.
Esta primeira fase de beneficiação do território da Várzea, essencialmente relacionada com a prevenção de cheias na cidade, já a cumprir parcialmente o seu objetivo, tem conclusão prevista para o segundo semestre do próximo ano. Inclui, no imediato, a plantação de cerca de sete centenas de árvores e de 30 mil arbustos previstas no desenho do futuro parque.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 

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Acordo para o porto de Setúbal pode estar para breve

Operadores portuários lamentam que sindicato tenha recusado propostas

A Associação dos Agentes de Navegação e Empresas Operadoras Portuárias e a Associação Marítima e Portuária esperam chegar em breve a acordo com o sindicato dos estivadores de Setúbal. As associações que representam os operadores portuários de Setúbal lamentaram esta terça-feira a recusa, por parte do sindicato dos estivadores, da proposta apresentada para resolver a precariedade no porto de Setúbal, que previa a contratação de 56 trabalhadores. Por sua vez, o presidente do Sindicato dos Estivadores e Atividades Logística adiantou que os estivadores e as empresas de trabalho portuário deverão chegar a um acordo entre ambos os lados até esta sexta-feira, de forma a colocar um ponto final na paralisação que já dura desde o dia 5 de Novembro, faltando ainda acertar “pequenos aspetos”. 
Paralisação pode acabar esta semana 

Numa carta aberta a que a agência Lusa teve acesso, a Associação dos Agentes de Navegação e Empresas Operadoras Portuárias (Anesul) e a Associação Marítima e Portuária dizem que a proposta "defende os trabalhadores do porto de Setúbal, ao mesmo tempo que assegura a competitividade e sustentabilidade deste porto".
A proposta foi apresentada numa reunião convocada pelo Governo e que juntou à mesa o Ministério do Mar e 13 entidades, para discutir a situação laboral dos estivadores eventuais de Setúbal, que não comparecem ao trabalho desde o início do mês.
"Inexplicavelmente o sindicato não aceitou a proposta e teima em manter uma greve e uma paralisação tentando justificar as mesmas com uma alegada solidariedade com os trabalhadores do Porto de Leixões, representados em cerca de 90 por cento por um outro sindicato, integrado numa Federação Nacional de Trabalhadores Portuários", afirmam as associações.
Na carta aberta, a Anesul e a Associação Marítima e Portuária afirmam: "Continuamos a aguardar que esta proposta seja aceite pelo Sindicato, revendo a sua posição, na defesa do trabalho, dos nossos trabalhadores e do nosso Porto de Setúbal".
Em declarações na segunda-feira antes do final da reunião, a ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, garantiu haver abertura do sindicato, dos operadores e da administração dos portos para resolver o problema da precariedade em Setúbal, embora se mantenha um diferendo quanto aos moldes da negociação.
"Neste momento temos uma vontade e uma abertura para resolver o problema dos precários (...), embora exista uma discrepância entre sindicatos e empresas. Uma parte propõe que sejam 48 novos contratos, da outra parte 30. Julgo que será possível chegar a acordo", disse a governante.

Sindicato avança que acordo pode estar para breve
O presidente do Sindicato dos Estivadores e Atividades Logística adiantou esta terça-feira que os estivadores do porto de Setúbal e as empresas de trabalho portuário deverão chegar a um acordo entre ambos os lados até esta sexta-feira, de forma a colocar um ponto final na paralisação que já dura desde o dia 5 de Novembro, faltando ainda acertar “pequenos aspetos”, revelou António Mariano, citado pelo jornal Público.
Segundo o líder do sindicato da estiva, já terá sido definido um número de trabalhadores com quem estabelecer um contrato de trabalho sem termo: em vez dos 30 propostos inicialmente pela Operestiva, Empresa de Trabalho Portuário de Setúbal, serão 56 trabalhadores. “Não aceitavam contratar mais de 30 mas agora já assinam 56”, disse António Mariano, falando ainda sobre as negociações com a empresa e com o Ministério do Mar, que se iniciaram esta segunda-feira: “Não aceitavam negociações sem cancelamento da paralisação mas já reunimos”, disse o presidente do Sindicato dos Estivadores e Atividades Logística.
O que falta ainda resolver, revela  António Mariano, é a questão relativa aos contratos que a Operestiva já celebrou com dez trabalhadores. “Querem dar tratamento privilegiado a quem na sombra travou esta luta”, afirmou o sindicalista, sublinhando que o Sindicato dos Estivadores e Atividades Logística não aceita que esses dez já sejam incluídos no total de 56 que aceitaram contratar.

Operestiva considera proposta do governo "razoável" 

Entretanto, num comunicado emitido esta terça-feira, a Operestiva, empresa para quem trabalham os estivadores do Porto de Setúbal parados desde o início do mês, considera que a proposta do Governo para reduzir os eventuais naquele porto resolve todas as questões levantadas pelo sindicato.
A empresa diz que a proposta apresentada na segunda-feira pelo Ministério do Mar para diminuir o número de trabalhadores eventuais no porto de Setúbal era "razoável" e que, se fosse aceite pelo Sindicato dos Estivadores e da Atividade Logística, "solucionaria todas as questões suscitadas pelos trabalhadores eventuais".
A Operestiva afirma que a proposta do Governo foi aceite tanto por si como pelos operadores portuários de Setúbal e pelas associações que os representam e lamenta que o Sindicato dos Estivadores e da Atividade Logística a tenha recusado.

Agência de Notícias com Lusa
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O melhor Natal do país já chegou às ruas de Setúbal

O Pai Natal já declarou aberta a época natalícia na cidade 

Setúbal assistiu, no dia 24, à chegada do Pai Natal e ao espetáculo de inauguração das iluminações de Natal, no início do programa Setúbal Christmas Fest, a decorrer até 6 de Janeiro. O Pai Natal chegou no Largo da Misericórdia ao início da tarde e seguiu em arruada acompanhada por centenas de pessoas até ao Parque do Bonfim, onde ouviu os desejos dos mais pequenos para esta quadra. O cortejo até à Casa do Pai Natal, que contou com a participação da presidente da Câmara de Setúbal, Maria das Dores Meira, e da embaixadora do Setúbal Christmas Fest, a apresentadora de televisão Maya, seguiu depois para o coreto da Avenida Luísa Todi onde decorreu o concerto “Christmas Brothers”, pela United Visionary Arts.
O pai Natal já anda pelas ruas da cidade 

Uma multidão concentrou-se nesta zona da cidade, que recebe uma árvore de Natal com o recorde de 34 metros de altura, onde foram oficialmente ligadas ao final da tarde as iluminações natalícias espalhadas por vários locais da cidade.
O evento, adiantou Maria das Dores Meira, tem o objetivo de “continuar a contribuir para a revitalização da zona do centro histórico da cidade e inscrever Setúbal na rota dos principais eventos natalícios do país”.
“Vai ser um Natal muito diferente do que estamos habituados a fazer”, garantiu Maria das Dores Meira sobre a iniciativa, que, este ano, abrange mais vias da cidade com iluminação alusiva à quadra e que prolonga as áreas de atividades do certame para mais zonas além dos tradicionais arruamentos da Baixa Comercial, nomeadamente o Parque do Bonfim.
A variedade e qualidade das propostas apresentadas ao público, a somar ao desenvolvimento que se tem feito sentir nos últimos anos na cidade, com efeitos na qualidade de vida da população, reforça a convicção de Maya de que o Setúbal Christmas Fest “vai ser o Natal a marcar a diferença este ano e o Natal que todos vão querer ter em 2019”.
A programação especial setubalense da quadra natalícia reserva uma árvore de Natal com 34 metros de altura, bem visível na placa central da Avenida Luísa Todi, próximo do coreto, presépios no Largo de Santa Maria, junto da Sé, e na Rotunda dos Quatro Caminhos e, uma das principais atrações deste ano, o Natal no Parque, feira de diversões e espetáculos localizada no Parque do Bonfim.

Destaques no programa de Natal 
O programa do Setúbal Christmas Fest inclui o habitual Mercado de Natal, que também foi inaugurado no dia 24, com venda de artesanato e produtos de gastronomia na Praça de Bocage, disponível até 24 de Dezembro, diariamente das 10 às 19 horas.
O mercado, dinamizado com o apoio da associação ACTAS – Academia Cultural de Teatro e Artes de Setúbal, inclui um insuflável para os mais novos.
Mesmo ao lado da Praça de Bocage, pelas ruas da Baixa, realizam-se animações itinerantes, em Dezembro, nos dias 1, 2, 8 e 9 e entre 15 e 24. As atividades, nas quais se incluem a Fábrica de Brinquedos do Pai Natal no Largo da Misericórdia, decorrem entre as 15 e as 19 horas, com exceção do dia 24, em que terminam às 16 horas.
Uma das principais atrações do programa natalício deste ano é o Natal no Parque, feira de diversões e espetáculos localizada no Parque do Bonfim, onde funciona uma pista de gelo com 250 metros quadrados.
Os preços para patinar variam entre os 3 e os 5 euros para períodos de 20 e de 50 minutos, respetivamente, para crianças até aos 12 anos. Maiores de 12, incluindo adultos, pagam entre 4 e 6 euros, conforme as opções recaiam entre períodos de 20 ou de 50 minutos.
O Natal no Parque inclui muitos mais aliciantes, como a Casa do Pai Natal, de entrada gratuita, a Mini Disco, discoteca para os mais novos, com bilhetes de 2 euros até aos 12 anos de idade e de 3 para o restante público.
O Parque do Bonfim acolhe, igualmente, várias diversões ecológicas, como arborismo, carrossel, mini roda-gigante e insufláveis, destinadas apenas a crianças até aos 12 anos e com entradas sempre a 2 euros.
Além de uma Zona Lounge, para descansar um pouco de todas as atividades propostas, e da Christmas World Boardgames, área de acesso apenas a maiores de 6 anos e destinada a sessões de jogos de tabuleiro, o Natal no Parque reserva, ainda, um pequeno comboio que fará um circuito pelo Parque do Bonfim.
As viagens de crianças até aos 12 anos custam 1 euro, enquanto, a partir dessa idade, os bilhetes têm o valor de 2 euros.
O Natal no Parque funciona, aos dias de semana, entre as 15 e as 21h30, e, aos fins de semana, das 10 às 22 horas. Nos dias 24 e 31 de Dezembro fecha mais cedo, às 16 horas e está encerrado ao público nos dias de Natal e de Ano Novo.
O programa do Parque do Bonfim reserva, também, vários espetáculos infantis, desenvolvidos especificamente para Setúbal, com várias referências ao concelho.
Os espetáculos, de entrada livre, realizam-se às 15 e às 18 horas, em Dezembro, nos dias 1, 2, 8, 9, 15, 16, 22 e 23.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 

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FBI denunciou jovem de Setúbal por falsas ameaças

Jovem queria pôr uma bomba no estádio do Sporting e na Escola Sebastião da Gama

A revista 'Sábado' avança esta segunda-feira na edição online que o Federal Bureau of Investigation (FBI) alertou a Polícia Judiciária em Novembro de 2015 para um jovem que queria colocar uma bomba no estádio do Sporting. A mesma fonte refere que a polícia norte-americana informou as autoridades portuguesas de que um perfil português na rede social "Twitter" teria uma intenção de aderir ao Estado Islâmico dado que, em pelo menos três "posts", mencionou esse facto ao mesmo tempo que solicitou à organização terrorista duas coisas: explodisse com a sua escola, a secundária Sebastião da Gama, em Setúbal, e o estádio de Alvalade. O Ministério Público ouviu o jovem que reside em Setúbal mas arquivou o caso.
Jovem ameaçava explodir estádio de Alvalade 

A mesma publicação adianta que o rapaz, com 15 anos à altura e com o perfil "skater" na referida rede social, foi investigado pela Unidade Nacional Contra Terrorismo da Polícia Judiciária. Com recurso a um mandado judicial, as autoridades fizeram uma busca à casa dos pais, recolhendo um computador e um telemóvel. Os resultados das perícias não revelaram nada de incriminador e o caso foi arquivado.
O jovem foi ouvido pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) com a presença do seu pai. De acordo com o despacho de arquivamento, o "suspeito" do FBI confirmou ter sido o autor dos "tweets", mas que "tudo não passou de uma brincadeira, pois nunca teve intenção de aderir a uma organização terrorista, nem que a sua escola e o estádio do Sporting Clube de Portugal explodissem".
A 'Sábado' revela ainda a conclusão do procurador do processo: "Perante toda a factualidade apurada, entende o Ministério Público, em conformidade com a Unidade Nacional Contra Terrorismo da Polícia Judiciária, de que o indivíduo em causa ao agir como agiu, colocando no Twitter aqueles posts, apenas agiu com o intuito de dizer uma 'piada'", como "tantas outras patentes nos seus perfis de redes sociais".
A mesma publicação explica também que a investigação detectou que o rapaz era dado ao humor, "sendo possível caracterizar todo este comportamento como atitudes irreflectidas de um adolescente, de certa forma adequadas à imaturidade natural própria da idade".

Agência de Notícias 
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Trabalhadores da Washclean em vigília no Barreiro

BE denuncia salários em atraso e problema social urgente dos trabalhadores 

O Grupo Parlamentar do BE teve conhecimento que os trabalhadores da lavandaria Washclean, no Barreiro, têm estado, em vigília, à porta da empresa, desde o dia 6 de Novembro, em virtude dos salários em atraso e com vista a impedir a retirada de material, tendo em conta a ameaça de insolvência. De momento, "importa ainda garantir a atribuição do subsídio desemprego com a máxima celeridade possível", explica o Bloco de Esquerda que já questionou o Governo, através do Ministério do Trabalho e da Segurança Social. A situação arrasta-se desde o inicio do mês. A União de Sindicatos de Setúbal, sublinha que o dono da empresa é proprietário de outras lavandarias e pode vir a tirar material das instalações, sem pagar aos trabalhadores pelo trabalho efectuado.
Trabalhadores querem receber salários em atraso 


Esta empresa, disse o Bloco de Esquerda em comunicado enviado à ADN-Agência de Notícias, "tem famílias inteiras a trabalhar e existem vários casos verdadeiramente dramáticos do ponto de vista social, atenta a falta de suporte que lhes permita fazer face a necessidades básicas de alimentação e de pagamento de despesas fixas de água, luz e renda". 
Na verdade, assume ainda os deputados do BE, "só têm subsistido graças à generosidade e solidariedade dos restantes trabalhadores havendo casos de risco de fome dos descendentes a cargo.
Desta maneira, torna-se "imperioso uma resposta social urgente, nomeadamente através da indicação de um técnico de serviço social que faça o despiste e triagem das situações que requerem uma intervenção mais expedita. De momento, importa ainda garantir a atribuição do subsídio desemprego com a máxima celeridade possível, bem como o tratamento das situações individuais com a dignidade que merecem", explica o Bloco de Esquerda que já questionou o Governo, através do Ministério do Trabalho e da Segurança Social. 
Os deputados querem saber se o Ministério "tem conhecimento desta situação" e quais "as medidas que foram tomadas pela tutela com vista a garantir a resposta social adequada aos trabalhadores da empresa". 
Os bloquistas perguntam ainda se o Governo pode garantir "a indicação de um técnico de serviço social para fazer a triagem das situações sociais que merecem uma intervenção mais rápida", tal como a "atribuição do subsídio do desemprego com carácter de urgência a estes trabalhadores". 

União de Sindicatos de Setúbal denunciou caso no inicio do mês 
O caso já foi denunciado pela União de Sindicatos de Setúbal no inicio de Novembro. De acordo com Luís Leitão, dirigente da União de Sindicatos de Setúbal, a empresa Washclean Laundries, sediada no parque da Quimigal (Barreiro), deve aos trabalhadores um conjunto de pagamentos em atraso considerável e a sua postura tem sido de pagar os salários aos 'bochechos', o que mantém os trabalhadores vinculados à empresa mas "sem dinheiro e em situações difíceis".
O dirigente explicou ainda à publicação Abril Abril  que, "ao efectuar o mesmo [150 euros a cada], os trabalhadores estão impedidos de evocar salário em atraso, quando o patrão deve vários subsídios, e o contrato não pode ser suspenso, pois foi paga uma parte do salário, ainda que mínima".
Perante os protestos, o patrão quis "passar uma declaração aos trabalhadores com o intuito de suspender o vínculo" de trabalho, a pretexto de os libertar para outras "oportunidades", o que é entendido pelo sindicato como uma forma de pedir mais tarde a insolvência.
Em comunicado, a União de Sindicatos de Setúbal exige que o proprietário da empresa, inclusive dono de outras lavandarias, pague o que é devido aos trabalhadores e que "se comporte como deve de ser e não recorra a esquemas para prejudicar quem está em condições de vida difícil, fruto da sua má gestão".

Agência de Notícias 
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