Dá um Gosto ao ADN

Setúbal com parque aquático para atividades radicais

Cidade vai receber o parque "mais louco" do país e da Europa 

Vai nascer um parque temático na Herdade de Santas, junto ao Instituto Politécnico de Setúbal. O Wake Parque Setúbal é uma espécie de parque aquático, mas improvável  na Europa por se destinar principalmente a desportos radicais, sobretudo atividades aquáticas, com destaque para o wakeboard - um desporto que surgiu nos Estados Unidos, na década de 80 - como alternativa ao surf.  Na reunião pública desta quarta-feira, em Setúbal, foi aprovado o envio à Assembleia Municipal de Setúbal da proposta de reconhecimento do interesse público municipal da instalação do parque. A autarquia remeteu um parecer à Entidade Regional da Reserva Agrícola de Lisboa e Vale do Tejo no qual manifesta "o interesse público pelo desenvolvimento das atividades propostas deste parque para a economia local e para a promoção da prática desportiva", diz a autarquia sadina. 
Wakeboard chega a Setúbal em breve 


No entanto, a Entidade Regional da Reserva Agrícola de Lisboa e Vale do Tejo considera que o parecer da autarquia "deve ser acompanhado de uma declaração emitida pela Assembleia Municipal de Setúbal a comprovar que o projeto é considerado de interesse público municipal".
O Wake Park, projeto promovido pela Mir Veika, consiste na instalação de um parque temático, numa área total de 269.400 metros quadrados, dos quais 169 mil destinam-se a infraestruturas de lazer, que têm como tema principal a realização de atividades aquáticas, com especial relevância para o wakeboard, praticado com uma prancha tipo snowboard puxada através de um sistema eléctrico designado cable park, semelhante a um teleférico, em que um cabo puxa os praticantes.
Segundo o Estudo de Impacte Ambiental, para a prática de wakeboard vão ser criados dois lagos, um de grandes dimensões, circular, para praticantes experientes e de competição, e um outro mais pequeno, para aprendizagem.
Entre as várias infra-estruturas, haverá também uma pista de kartings eléctricos, skate park, escalada, slide, BMX e paintball, 25 bungalows para estadias, parque para 17 autocaravanas, restaurante para 200 pessoas, café com esplanada e uma loja de equipamento desportivo.
O investimento de 2,4 milhões de euros, de empresários russos, tem como promotor a empresa Mir Veika e o projecto indica a criação de 15 postos de trabalho.
Segundo os promotores está prevista uma média de 300 utilizadores por dia na época alta, 190 na época média e 80 na baixa.

Um parque amigo da natureza 
Os restantes cerca de 100 mil metros quadrados ficam “afetos à conservação da natureza e biodiversidade, numa zona lagunar de reserva a renaturalizar para a preservação da fauna e flora local”, indica a deliberação camarária.
A Mir Veika escolheu Setúbal para realizar este investimento devido à procura potencial e às condições proporcionadas pela Herdade de Santas, naturais e de inserção urbana, adequadas à instalação do parque, designadamente, morfologia do terreno, disponibilidade de água, boas ligações rodoviárias e proximidade de outros equipamentos.
A deliberação sublinha, igualmente, “a visão relacional de bem-estar, estruturada a partir da mútua interação da natureza, do desporto e da cultura”, proporcionada pelo projeto do Wake Park.
As intervenções previstas caracterizam-se pela sustentabilidade da utilização dos recursos, “pela criação de ofertas geracionalmente integradas e culturalmente adequadas de recreação e lazer, pelo desenho de espaços multifuncionais facilitadores de relacionamentos comunitários e pela promoção direta e indireta da atividade económica local”, sublinha a proposta aprovada.

Impactes positivos no emprego e economia local 
No concelho de Setúbal e na região “não existe um espaço com estas características, totalmente vocacionado para o lazer e práticas desportivas, nas vertentes náutica e terrestre, e acolhendo ainda a vertente turística segundo uma abordagem de sustentabilidade, em linha com os valores da marca turística Destino Portugal que se pretende desenvolver no país”, sublinha a Câmara.
A autarquia considera que o projeto terá impactes "positivos significativos a nível socioeconómico, na criação de postos de trabalho, na dinamização do comércio local e da oferta turística e na promoção da prática desportiva junto da população setubalense".
Nestes termos, o município tem vindo a acompanhar o desenvolvimento do projeto, através de diversas reuniões de trabalho com o promotor, nas quais se exigiu ao promotor a realização de todos os estudos e projetos necessários para atestar a viabilidade do investimento, designadamente o estudo de implantação do empreendimento, o estudo de viabilidade económica e o estudo de impacte ambiental.
O projeto do Wake Park, em processo de licenciamento, tem acolhimento no modelo territorial definido na revisão do PDM de Setúbal, cuja proposta de plano foi apresentada e avaliada pela Comissão Consultiva, no âmbito da conferência procedimental realizada a 28 de Junho deste ano.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 
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“Memórias da Rua das Lojas” em Santiago do Cacém

Cidade recriou vida do comércio local do século XIX na rua onde tudo começou

As memórias associadas ao quotidiano do comércio tradicional da emblemática Rua das Lojas, na cidade de Santiago do Cacém, foram recuperadas com a inauguração de uma exposição e uma recriação histórica. Pelas ruas da cidade, Largo 25 de Abril, pela Rua General Humberto Delgado e pela Rua dos Combatentes da Grande Guerra, em Santiago do Cacém, estão expostas imagens que guardaram para sempre o quotidiano do comércio tradicional e as vivências de quem ali habitou, numa exposição que nos surpreende e que pode ser vista até dia 7 de Janeiro.
Rua voltou aos tempos do século XIX

O presidente da Câmara de Santiago do Cacém, Álvaro Beijinha, explicou que “esta é uma iniciativa que se insere num conjunto de eventos que a autarquia tem vindo a promover no sentido de recuperar as memórias coletivas. Com esta exposição na “Rua das Lojas” pretendemos, igualmente, dinamizar o comércio que ainda hoje tem ali forte tradição, a par de outras vias na Cidade, atraindo os curiosos.” Álvaro Beijinha agradeceu a quem disponibilizou as imagens, porque “este espólio fotográfico traduz a história da nossa cidade”.
A iniciativa, promovida pela Câmara Municipal, tem como objectivo “recuperar a memória de uma importante área comercial” da cidade alentejana que, a partir do século XIX, “recebeu os primeiros cafés, que ofereciam à vila um certo charme cosmopolita”. E uma diversidade imensa de lojas como a alfaiataria, a ourivesaria-relojoaria, o albardeiro-correeiro, as mercearias e as retrosarias, entre muitas outras.
“A história da rua [das lojas] confunde-se com o desenvolvimento do comércio local”, explica o município, em comunicado, recordando a “diversidade” dos antigos espaços comerciais, como a alfaiataria, ourivesaria-relojoaria, albardeiro-correeiro, mercearias e retrosarias, entre muitas outras.
Segundo a autarquia, em meados do século XX, a área “fervilhava de actividade, com várias lojas abertas ao público, promovendo a animação diária da zona” que, com o desenvolvimento urbano “criado a partir do 1.º plano geral de urbanização” acabou por “dispersar o comércio pelos novos arruamentos, mais largos e populares”.
A história desta rua confunde-se com o desenvolvimento do comércio local, para cujo fortalecimento e valorização a exposição “De São Sebastião às Portelas – Memórias da Rua das Lojas” também quer contribuir.
Desde o Largo 25 de Abril, passando pela rua General Humberto Delgado e pela rua dos Combatentes da Grande Guerra, em Santiago do Cacém, nas montras dos estabelecimentos comerciais, serão expostas fotografias das lojas que ocupavam os actuais espaços ou de antigos moradores da Rua das Lojas.
Além da exposição, que vai estar patente até 7 de Janeiro de 2020, e que inclui ainda “algumas das alterações urbanísticas” introduzidas com o passar dos anos, será recriado o ambiente que se vivia nesta rua, na primeira metade do século XX, com um programa de animação que prevê a actuação de cante alentejano e espectáculos musicais.
Pelas artérias vão “espalhar-se” bancas de venda de pão, alcomonias, pinhoadas, mel e enchidos, flores, fruta, latoaria, objectos de cabedal e cortiça, bonecos com trajes típicos do litoral alentejano, bolachas, vidros e barros pintados, carros antigos e castanha assada.

Agência de Notícias
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Almada investe 30 mil euros no bem estar dos animais

Autarquia assina protocolo com Associação Os Amigos dos Animais

A Câmara de Almada e a Associação Os Amigos dos Animais de Almada assinaram, esta semana, um protoloco de colaboração que visa reforçar o controlo da população animal de canídeos no concelho. "Este protocolo surge devido à sobrelotação do Centro de Recolha Oficial de Animais de Almada (com capacidade para cerca de 45 canídeos, o que é manifestamente insuficiente para as necessidades do concelho) e à necessidade de encaminhar animais, com origem em situações urgentes de maus-tratos, negligência ou precariedade social para outros espaços adequados", explica a autarquia em comunicado. 
Almada incentiva à adoção de cães de rua 

No âmbito do protocolo celebrado, a Associação Os Amigos dos Animais de Almada "compromete-se a disponibilizar alojamento nas suas instalações para animais elegíveis para adoção, enviados pelo Serviço Veterinário Municipal de Almada, assim como a promover a adoção destes animais", sublinha o texto do documento.
À autarquia compete a atribuição de 30 mil euros à Associação Os Amigos dos Animais de Almada, proceder à implementação do programa de controlo da população animal através da esterilização e castração dos canídeos, provenientes do concelho de Almada, sob a responsabilidade da associação, assim como colaborar na prestação de cuidados médico-veterinários a esses mesmos animais.
A Associação Os Amigos dos Animais de Almada tem a seu cargo o canil da Aroeira, onde alberga cerca de 220 canídeos, sendo uma referência municipal no âmbito da adoção e apoio a animais em condições críticas.
O Centro Oficial de Recolha do Município de Almada, situa-se na Sobreda de Caparica, e tem como principal prioridade o "desenvolvimento de um espaço de bem-estar animal, com várias áreas de atuação e uma diversidade de serviços prestados, entre os quais se contam o tratamento dos animais recolhidos, as campanhas médicas de profilaxia, o sequestro e quarentena de animais potencialmente perigosos, a adopção de animais, entre outros", explica a autarquia. Tem capacidade para 45 animais mas é "manifestamente insuficiente para as necessidades do concelho", conta a Câmara de Almada.
O bem-estar animal, principal objetivo do Centro Oficial de Recolha, passa por uma melhor informação de todos, pelo que a formação e sensibilização dos intervenientes e interessados é uma pedra basilar na eficácia de todo o processo.
A realização de acções em escolas, centros de convívio e associações fazem parte de um plano mais abrangente de sensibilização, a que se juntam as campanhas contra o abandono de animais, que têm vindo a ser dinamizadas de há alguns anos a esta parte.
Por fim, a "promoção de campanhas de adoção em determinadas alturas do ano, mormente associadas a eventos relevantes realizados no concelho, serão de grande utilidade para a divulgação dos animais com potencial adotivo", conclui a autarquia.

Agência de Notícias com Câmara de Almada 
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Fim do trabalho extraordinário nas urgências em Setúbal

Hospital não vai incluir na escala médicos que já ultrapassaram horas extraordinárias

O Sindicato dos Médicos da Zona Sul anunciou esta quinta-feira que a administração do Centro Hospitalar de Setúbal prometeu não incluir na escala do serviço de urgência médicos que já atingiram o limite anual de trabalho extraordinário. "O hospital comprometeu-se, verbalmente, a respeitar a lei, pelo que ficam suspensas as iniciativas sindicais, e também uma ação judicial, que estavam a ser preparadas", disse Guida da Ponte, do Sindicato dos Médicos da Zona Sul, ressalvando que o sindicato vai estar atento ao cumprimento dos compromissos agora assumidos pelo Centro Hospitalar de Setúbal que engloba o hospital de São Bernardo, em Setúbal, e o hospital Ortopédico Sant'Iago do Outão. 
Médicos com mais horas fora das urgências 

"A administração do Hospital São Bernardo não só se comprometeu a não incluir na escala médicos que já cumpriram o limite máximo anual de 150 horas de trabalho extraordinário até final deste ano e durante o próximo ano de 2020", acrescentou.De acordo com o sindicato, a administração do hospital assumiu este compromisso na passada segunda-feira, em reunião conjunta com o Sindicato dos Médicos da Zona Sul, Direção Clínica e Direção do Serviço de Cirurgia Geral.
A reunião foi pedida pelo Sindicato após uma decisão do Conselho de Administração do Centro Hospitalar de Setúbal que obrigava os médicos de Cirurgia Geral a fazerem mais do que o máximo legal de 150 horas de trabalho extraordinário por ano, por considerar que esse limite não era aplicável ao trabalho suplementar no Serviço de Urgência.Contactado pela agência Lusa, o Conselho de Administração do hospital limitou-se a informar que "a escala do Serviço de Urgência Geral está preenchida até ao final do ano", admitindo que foi "necessário recorrer à prestação de serviços de forma a garantir a qualidade de atendimento aos utentes".A agência Lusa questionou também o Centro Hospitalar de Setúbal sobre eventuais medidas que estivessem a ser ponderadas para evitar a necessidade de recorrer frequentemente à contratação de médicos a empresas de trabalho temporário, mas não obteve resposta.O sindicato recorda que, só em 2018, o Estado português pagou "108 milhões de euros a empresas de prestação de serviços", para a contratação de médicos tarefeiros, e garante que esta opção acaba por custar muito mais ao erário público do que custaria a contratação direta de mais médicos para o Serviço Nacional de Saúde.
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Cães procuram novos donos em Setúbal

Uma cidade inteira "rendida" aos cães que foram tirados das ruas... 

Nove cães acolhidos pelo Centro de Recolha Oficial de Animais de Companhia do município de Setúbal passearam, quarta-feira de manhã pela Baixa da cidade, numa “cãominhada” de apelo à adoção de animais de forma consciente. É a primeira saída de London, Mango, Quinoa, Caetano, César, Tuti, Sky e Smile desde que foram retirados das ruas, provenientes de situações de abandono, a maior parte encontrados em caixotes do lixo por técnicos da Câmara Municipal e levados para o Centro de Recolha Oficial de Animais de Companhia do município de Setúbal. Este centro é composto por boxes para 22 cães e 10 gatos. "Todos os meses são recebidos animais encontrados sozinhos na via pública, a maioria sem identificação, feridos e a precisar de cuidados veterinários", explica a autarquia sadina. Nenhum foi adotado mas... a cidade ficou mais sensibilizada para esta causa.
Cães para adoção foram mostrados à cidade 


Os latidos dos cães, no espaço defronte dos Paços do Concelho, anunciaram o início da “cãominhada”, desenvolvida por técnicos municipais e voluntários que levaram os animais num percurso pela Baixa, Avenida Luísa Todi e Praça de Bocage.
A iniciativa, inserida na campanha municipal com o mote “Leva-me contigo. Estou à tua espera”, teve como objetivo sensibilizar o público para o bem-estar animal e apelar à adoção responsável de cães e gatos.
Ao passeio dos oito animais disponíveis no Centro de Recolha Oficial de Animais de Companhia para adoção imediata juntou-se um antigo companheiro. O pequeno Itchy, de três anos, pelo preto, foi adotado em Janeiro por Mário Alves, que após ter visto fotografias do animal nas redes sociais veio de imediato da Amadora a Setúbal buscá-lo.
“Soubemos que foi levado para o canil para a ser abatido, estava muito debilitado. Quando vim visitá-lo a primeira vez trouxe ração e disponibilizei-me a custear os tratamentos necessários. Hoje está connosco e está bem”, refere Mário Alves.
A Câmara de Setúbal assume a preocupação com o bem-estar animal e, de forma contínua e permanente, através do Centro de Recolha Oficial de Animais de Companhia, tem desenvolvido campanhas de adoção responsável.
Por cada animal adotado no centro de recolha, em funcionamento no Parque Municipal de Poçoilos, todos os dias úteis, entre as 7h30 e as 16 horas, ou após este horário por marcação, a autarquia oferece a colocação do microchip, a vacina da raiva, a esterilização e o boletim sanitário.
A ação foi também acompanhada do treinador de cães Fernando Rodrigues, da Dog Training Expert, empresa especializada no treino canino.
O treinador explica que a maioria das pessoas que devolve animais de companhia nos primeiros dias após a adoção “fá-lo por não por irresponsabilidade, mas por falta de preparação ou puro desconhecimento sobre o animal.
Deste modo, através da colaboração com a autarquia, a Dog Training Expert, disponibiliza-se para a oferta de uma consulta comportamental e encaminhamento durante os primeiros dias de adaptação às novas famílias dos animais adotados no centro de recolha do município.

Vacinas e colocação de micrichip decorre todo os meses 
No seguimento da “cãominhada”, decorreu uma campanha de vacinação antirrábica, promovida pela Direção-Geral de Alimentação e Veterinária, que, em conjunto com as autarquias, desenvolve campanhas periódicas de vacinação e identificação eletrónica dos animais.
Nesta ação, que no Centro de Recolha Oficial de Animais de Companhia se repete mensalmente, sempre na segunda quarta-feira de cada mês, a administração da vacina da raiva nos animais tem o custo de cinco euros, enquanto colocação do microchip é 13 euros. O atendimento é feito por ordem de chegada e o pagamento em numerário.
Os respetivos donos devem fazer-se acompanhar de identificação própria, bem como do boletim sanitário do animal, que devem estar devidamente confinados, com trela, no caso de cães e na caixa transportadora, no caso dos gatos.

Todos os dias chegam novos animais 
O Centro de Recolha Oficial de Animais de Companhia é composto por boxes para 22 cães e 10 gatos. Todos os meses são recebidos animais encontrados sozinhos na via pública, a maioria sem identificação, feridos e a precisar de cuidados veterinários.
"Os animais recebidos no Centro de Recolha Oficial de Animais de Companhia são avaliados clinicamente por um veterinário e aqueles que se diagnostiquem problemas de saúde, os mesmos são tratados nas instalações municipais ou nas clinicas veterinárias que colaboram com o município", explica a autarquia.
Quando os animais possuem coleira ou microchips, os detentores são contactados de imediato. "Os animais que se encontrem saudáveis, mas que não tenham identificação, são desparasitados preventivamente e ficam a aguardar uma família de acolhimento", sublinha a Câmara sadina.
Os interessados em visitar os animais disponíveis para adoção consciente podem contactar o Centro de Recolha Oficial de Animais de Companhia, pelo endereço eletrónico sembea@mun-setubal.pt, pelo telefone 265 729 360, ou através da página no Facebook Adotar um anjo.
De salientar ainda que a autarquia "tem implementado um conjunto de medidas para responder à mudança do paradigma sobre o estatuto dos animais na sociedade, caso da adesão, em 2017, ao programa nacional  Captura, Esterilização e Devolução no controlo de populações de animais errantes, em detrimento da prática da eutanásia", conclui a Câmara de Setúbal.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 
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Alunos da Arrentela e Almada querem "mais investimento"

Estudantes param aulas da manhã e reclamam por "mais investimento na escola"

Os alunos de três escolas dos concelhos de Almada e Seixal, protestam esta quinta e sexta-feira por "mais investimento na escola pública", exigindo obras, a remoção de amianto e a contratação de funcionários", anunciam os estudantes. Esta manhã os alunos da Escola Secundária Doutor José Afonso, na Arrentela, reivindicam "mais funcionários" e a Escola Básica e Secundária Francisco Simões, em Almada, querem "a construção de um pavilhão polidesportivo" e contratação de auxiliares. Já na sexta-feira, às oito da manhã, os estudantes da Escola Secundária Fernão Mendes Pinto, no Pragal, dão continuidade a este protesto contra a "falta de investimento da escola pública", alertando para a necessidade de "obras urgentes".
Alunos querem melhores condições nas escolas 

O motivo que nos leva a fazer esta manifestação é a falta de funcionários. A nossa escola devia ter 20 e tal funcionários, mas só trabalha com nove de manhã e três à tarde, isto para uma escola com quatro pavilhões, que acabam por fechar", disse à Lusa Daniela Fernendes, porta-voz dos alunos da Escola Secundária Doutor José Afonso, no Seixal.
A instituição tem cerca de 1300 alunos, que vão concentrar-se em protesto esta quinta-feira, pelas oito horas, em frente à instituição, questionando ao Governo: "até quando ignorará a necessidade de contratar mais funcionários para corresponder às necessidades da escola?"
No mesmo dia e hora, mas no concelho de Almada, os alunos da Escola Básica e Secundária Francisco Simões vão protestar pela contratação de auxiliares que "são muito poucos" e não conseguem dar resposta a tudo, "comprometendo o bom funcionamento e a segurança da escola", apontaram os estudantes, em comunicado.
Outra das reivindicações é a construção de um pavilhão polidesportivo, porque não existe e são as "condições meteorológicas" que determinam se é ou não possível ter aulas de educação física.
Além disso, afirmam no comunicado que passam frio no inverno "devido à falta de sistema de ar condicionado em funcionamento", o que coloca em causa "o aproveitamento escolar".
À semelhança de outras escolas no país, os alunos consideram ser "urgente" a remoção do amianto do telhado da escola, relembrando que as placas de fibrocimento são "agentes cancerígenos".
Já na sexta-feira, pelas oito da manhã, os estudantes da Escola Secundária Fernão Mendes Pinto, no Pragal, em Almada, dão continuidade a este protesto contra a "falta de investimento da escola pública", alertando para a necessidade de "obras urgentes".
"Passado mais um ano letivo, a escola continua com grandes problemas. Está a precisar de obras urgentes, temos várias portas e estores estragados e o amianto é uma coisa que nos preocupa muito. Por exemplo, no pavilhão de educação física está mesmo em contacto connosco", advertiu à Lusa o porta-voz dos alunos, Tomás Sena Urbano.
A instituição tem cerca de 950 estudantes, que consideram a "falta de funcionários" como outro dos grandes problemas existentes, tendo causado o fecho do pavilhão de educação física durante um mês, no início do ano letivo.
Além disso, a portaria que se situa na parte superior da instituição, útil para quem chega de autocarro, só está aberta às oito da manhã "porque não há funcionários para estar lá no resto do dia".

Agência de Notícias com Lusa 
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Museu Europeu do Ano pode ir para Sesimbra

Museu Marítimo entre os 61 melhores da Europa  e é o único nomeado em Portugal 

O Museu Marítimo de Sesimbra está nomeado para o prémio Museu Europeu do Ano, cujo vencedor será anunciado em Maio, em Cardiff, País de Gales. O Museu Marítimo de Sesimbra é o único museu português numa lista de 61 nomeados. O Prémio Museu Europeu do Ano, atribuído pelo Fórum Europeu dos Museus, foi criado há mais de 40 anos para reconhecer casos de excelência na museológica europeia e é, atualmente, o mais prestigiado galardão atribuído pelo Fórum. O museu de Sesimbra vai disputar o galardão com museus da Alemanha, França, Suiça, Bélgica, Bósnia, entre outros. No último ano, o prémio foi atribuído ao Rijksmuseum Boerhaave, na Holanda.
Museu fica na Fortaleza de Santiago 

O Museu Marítimo de Sesimbra abriu ao público em 2016, na Fortaleza de Santiago, em Sesimbra. Reúne um vasto espólio que dá a conhecer a ligação de Sesimbra ao mar, das quais se destaca um cepo de âncora com cinco mil anos associado à navegação no período romano e um conjunto de anzois e pesos de rede situados entre 2500 e 200 a.C., as peças mais antigas deste espólio.
O seu património ligado ao mar e à pesca é fruto de um trabalho de proximidade feito com a comunidade piscatória, complementado por soluções tecnológicas, entre as quais uma viagem 3D que mostra a formação do território, um aquário virtual, onde se pode espreitar o fundo do mar de Sesimbra, e uma mesa interpretativa digital com registo de mareantes, embarcações e rotas feitas pelos homens do mar de Sesimbra.
Com três anos de funcionamento, o Museu Marítimo recebeu já uma menção honrosa e dois prémios no Prémio Museu do Ano, da Associação Portuguesa de Museologia, e foi segundo classificado no prémio IberMuseus deste ano, com o projeto Museu Fora de Portas. O mesmo projeto recebeu também o Prémio de Mérito Social, no âmbito do Concurso Melhores Municípios Para Viver 2019.
Este ano, o Museu Marítimo passou ainda a integrar a Rede das Organizações dos Museus Europeus (Network of European Museum Organizations).
Entre os 61 nomeados estão o Museu de Herzegovina, na Bósnia, o Museu de Lodève, em França, o Museu Alemão de Espionagem, na Alemanha, a Casa Anne Frank, na Holanda, o Museu Histórico, na Suíça, ou o Museu de África, na Bélgica.
No último ano, o prémio foi atribuído ao Rijksmuseum Boerhaave, Holanda.

Agência de Notícias com Câmara de Sesimbra
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Aulas em contentores há 10 anos em Corroios

Ontem houve novo protesto para que se terminem as obras

Mais de 600 pessoas, entre pais, alunos e professores, exigiram, nesta quarta-feira, a conclusão das obras que duram há dez anos na Escola Secundária João de Barros, em Corroios, no Seixal, e alertaram para a presença de amianto e para a falta de funcionários.“Estamos a fazer uma manifestação para que o Governo nos ouça”, disse à agência Lusa o presidente da Associação de Pais da Escola João de Barros, José Lourenço, referindo que o novo concurso lançado para a obra de requalificação “não teve concorrentes”. BE e PCP apoiaram a manifestação dos estudantes. 
Alunos exigem final das obras 

“O último concurso para a construção da escola ficou vazio, porque foi lançado com um valor completamente desadequado ao mercado, de 7,5 milhões de euros. Fizeram uma consulta a seis empresas de referência no mercado para saber qual o valor e todos se situaram entre 10 e 16 milhões”, explicou.
Na visão de José Lourenço, esta foi uma “manobra dilatória” do Governo, para resolver o problema que já dura há 10 anos e que se acentuou em Abril, quando o empreiteiro responsável suspendeu a obra, levando todo o material.
Devido a este impasse, os alunos continuam a ter aulas em contentores, num espaço escolar “reduzido a um terço para as cerca de 1.500 pessoas que ali estão diariamente”, além de que têm de se deslocar para o exterior da instituição para terem aulas de Educação Física.
Foi este o principal motivo que originou a concentração de mais de 600 pessoas em frente à Escola João de Barros, ontem de manhã, mas também a presença de amianto no telhado do edifício original, que “significa um risco para a saúde pública” e motiva muitas críticas, recordou José Lourenço.
Além disso, frisou, existe um “défice enorme de funcionários auxiliares, que põe em risco não só o funcionamento da Escola João de Barros, mas de todo o agrupamento”.
Segundo a associação de pais, nas instituições do Agrupamento de Escolas João de Barros apenas existem ao serviço 41 assistentes operacionais (para um rácio de 60), dos quais 17 são sexagenários e apenas seis têm menos de 40 anos.
Este é o segundo protesto dinamizado pelos pais e alunos desta escola, que ainda não receberam qualquer resposta do Ministério da Educação sobre as possíveis soluções.
“Duvidamos que o Ministério da Educação nos ouça, porque nem sabemos se temos ministro. O ministro da Educação [Tiago Brandão Rodrigues] não se vê em lado nenhum, não aparece nas televisões, raramente aparece. Pronunciar-se sobre esta situação, não se pronuncia”, criticou.

BE e PCP apoiam manifestação
José Lourenço afirmou que os pais, alunos e professores vão continuar a equacionar “todas as formas de luta até resolverem o problema”, sendo que o próximo passo pode ser “uma manifestação à porta do Ministério da Educação”.
A deputada do Bloco de Esquerda Joana Mortágua, que também esteve presente na manifestação, já entregou um requerimento na Assembleia da República (AR), através do qual questiona quais as soluções para esta escola e qual a previsão de reinício da empreitada.
No documento a que a Lusa teve acesso, a deputada alertou que “a situação é crítica”, até porque os contentores de uso provisório “já ultrapassaram o seu tempo de vida útil”, não tendo condições térmicas nem acústicas.
“Em Novembro de 2019, o recinto da Escola ficou, mais uma vez, completamente alagado devido às chuvas. […] Já anteriormente a escola tinha estado fechada devido à rutura de uma conduta de água. Estas são marcas do abandono a que está votada toda uma comunidade escolar. É preciso uma resposta do Governo para que finalmente se concluam estas obras que já eram urgentes há 10 anos”, refere a deputada, no documento.
Também os deputados do PCP questionaram o parlamento sobre as medidas previstas para a Escola João de Barros, frisando que “é preciso avançar rapidamente com os procedimentos para a publicação da portaria de extensão de encargos que permitam a abertura com a maior brevidade do concurso público”.
Segundo o partido, além de haver "um enorme cansaço" entre professores e funcionários por desempenharem funções "sem condições de trabalho", os estudantes são "penalizados porque não lhes são garantidas condições de ensino e aprendizagem".

Agência de Notícias com Lusa
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Cães e gatos passeiam em Setúbal à procura de novo lar

Caminhada para apelar à adoção responsável de animais de companhia 

Um passeio com cães à procura de um novo lar, a realizar esta quarta-feira de manhã, entre a Praça de Bocage e a Avenida Luísa Todi, apela à adoção de animais de forma consciente.  Na “cãominhada”, inserida na campanha municipal com o mote “Leva-me contigo. Estou à tua espera”, técnicos municipais e voluntários fazem-se acompanhar de cães alojados no Centro de Recolha Oficial de Animais de Companhia do Município de Setúbal. De tarde, no Parque Municipal de Poçoilos, decorre a campanha de vacinação antirrábica, promovida pela Direção-Geral de Alimentação e Veterinária. A vacina custa cinco euros e a colocação de microchip 13 euros.  
Cães vem procurar novos donos em passeio 

O ponto de encontro para o início do passeio é nas arcadas dos Paços do Concelho, a que se segue a passagem pela Baixa da cidade e a Avenida Luísa Todi, com término na Praça de Bocage, com o objetivo de "sensibilizar o público para o bem-estar animal e apelar à adoção responsável de cães e gatos", refere a autarquia em comunicado.
Mais tarde, a partir das 15 horas, no Centro de Recolha Oficial de Animais de Companhia, em funcionamento no Parque Municipal de Poçoilos, decorre a campanha de vacinação antirrábica, promovida pela Direção-Geral de Alimentação e Veterinária, que, em conjunto com as autarquias, desenvolve campanhas periódicas de vacinação e identificação eletrónica dos animais.
Nesta ação, que no Centro de Recolha Oficial de Animais de Companhia se repete mensalmente, sempre na segunda quarta-feira de cada mês, "a administração da vacina da raiva nos animais tem o custo de cinco euros. A colocação do microchip custa 13. O atendimento é feito por ordem de chegada e o pagamento em numerário", informa o comunicado.
Os respetivos donos devem fazer-se acompanhar de identificação própria, bem como do boletim sanitário do animal, que devem estar devidamente confinados, com trela, no caso de cães e na caixa transportadora, no caso dos gatos.
"A Câmara de Setúbal assume a preocupação com o bem-estar animal e, de forma contínua e permanente, através do Centro de Recolha Oficial de Animais de Companhia, tem desenvolvido campanhas de adoção responsável", diz a autarquia.
Por cada animal adotado no Centro de Recolha Oficial de Animais de Companhia, em funcionamento no Parque Municipal de Poçoilos, todos os dias úteis, entre as 7h30 e as 16 horas, ou após este horário por marcação, a Câmara de Setúbal "oferece a colocação do microchip, a vacina da raiva, a esterilização e o boletim sanitário", refere o município em comunicado.
Os interessados em visitar os animais disponíveis para adoção consciente podem contactar o Centro de Recolha Oficial de Animais de Companhia, pelo endereço eletrónico sembea@mun-setubal.pt ou pelo telefone 265 729 360.
De salientar ainda que a autarquia tem implementado um conjunto de medidas para responder à mudança do paradigma sobre o estatuto dos animais na sociedade, caso da adesão, em 2017, ao programa nacional Captura, Esterilização e Devolução no controlo de populações de animais errantes, em detrimento da prática da eutanásia.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 
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Mercado de Natal Amigo da Terra arranca hoje em Almada

Oficinas, gastronomia, música e animação até 22 de Dezembro 

O Mercado de Natal Amigo da Terra, o primeiro mercado de Natal sustentável do país, cresceu, ocupando o centro da cidade de Almada durante 12 dias. A inauguração é já esta quarta-feira às 17 horas, na Oficina da Cultura e na Praça S. João Baptista. O evento acontece de 11 a 22 de Dezembro e recebe uma seleção de quase 100 artesãos e marcas de todo o país, com presentes de Natal mais sustentáveis e solidários. "Há propostas de prendas a partir de um euro, algumas produzidas por utentes de oito instituições particulares de solidariedade social do concelho presentes", garante a Câmara de Almada. Em paralelo, há um vasto programa de oficinas, espetáculos, showcookings e animação para toda a família. A entrada é livre.
Mercado sustentável em Almada até 22 deste mês 

Em 2019, o Mercado de Natal Amigo da Terra cresceu. Pela primeira vez num período mais alargado, até 22 de Dezembro, este mercado volta a reunir, no centro de Almada, uma seleção de artesãos e marcas de todo o país.
No Mercado de Natal Amigo da Terra participam artesãos, marcas, produtores e criativos de todo o país, bem como várias instituições de solidariedade do concelho.
Ao longo de 12 dias há muito para ver, fazer e provar neste Mercado de Natal. "Para participar, há mais de seis dezenas eco oficinas gratuitas onde pode experimentar e aprender a construir os seus próprios presentes e decorações de Natal, dando vida nova a materiais que iriam acabar no lixo, ou utilizando materiais naturais. Não é necessária inscrição prévia. Basta aparecer", diz a autarquia de Almada.
Para comer, há sugestões natalícias vegetarianas, até produtos e doçaria regionais, passando por vinho quente e pão acabado de fazer. Aproveite, ainda, as aulas de cozinha que acontecem na Tenda Cook, instalada na Praça S. João Baptista.
Para ver e ouvir, há bandas e DJ a animar o evento em atuações intimistas, além de peças de teatro, marionetes e animação de rua para todas as idades que fazem, também, parte do programa a descobrir.

Ciclo asseio solidário e aposta na "pegada ecológica" 
Em paralelo, decorre um vasto programa com mais de 150 atividades, totalmente gratuitas, entre oficinas,espetáculos, showcookings, tasquinhas, animação, eco-conversas, a decorrer em diferentes espaços – Tenda Planeta, Tenda Sabores, Palco Terra e Palco Floresta de Natal.
Destaque também para o ciclo passeio solidário Dois Pedais Mais Natais, no sábado, dia 21 de Dezembro. Esperam-se muitos ciclistas vestidos com cores e acessórios de Natal, cada um com a sua contribuição para a Refood (bens alimentares não-perecíveis), a distribuir pelas famílias carenciadas do concelho.
Com o propósito de "mudar hábitos" será possível, nas "oficinas, construir as próprias prendas e decorações de Natal, dando vida nova a materiais que iriam acabar no lixo. Nos showcookings, o desafio é aprender receitas saudáveis e sustentáveis para a ceia de Natal, mas também para os restantes dias do ano", explica a autarquia.
A Agência Municipal de Energia de Almada traz pela primeira vez o 'Carrega a Pedal'. Quem estiver com o seu telemóvel com falta de bateria basta pedalar e com a energia do movimento, está feito.
E porque o Mercado de Natal Amigo da Terra está empenhado em ser um evento com "menor pegada ecológica e carbónica", a iluminação é de baixo consumo. "Existe recolha seletiva, inclusive para orgânicos, as embalagens de plástico descartáveis são substituídas por embalagens degradáveis e de origem vegetal, e as bebidas são servidas em copos reutilizáveis", de acordo com a Câmara de Almada. 
No final, os materiais de decoração utilizados que não puderem ser reaproveitados são recolhidos por quem os queira reutilizar, com o apoio da Circular Economy Portugal.

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Agência de Notícias com Câmara de Almada 
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Tribunal suspende dragagens em Setúbal

Administração do porto de Setúbal vai contestar da decisão

O Tribunal Administrativo e Fiscal de Almada suspendeu provisoriamente o início das dragagens no estuário do Sado, mas a decisão não é definitiva, revelou o porta-voz da associação SOS Sado, David Nascimento. “O tribunal não decretou a providência cautelar da SOS Sado, que deu entrada na passada sexta-feira e já citou a Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra e a Agência Portuguesa do Ambiente e intimou a administração portuária a não iniciar as obras”, disse David Nascimento. O porta-voz da SOS Sado reconheceu, no entanto, que “a administração portuária ou a APA têm a possibilidade de alterar esta decisão muito rapidamente se apresentarem argumentos convincentes para o tribunal”. As dragagens iriam começar esta quarta-feira. 
Dragagens suspensas até nova ordem do tribunal 

Contactada pela agência Lusa, fonte oficial da Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra confirmou a receção da citação do Tribunal Administrativo e Fiscal de Almada, adiantando que a administração portuária de Setúbal “está a trabalhar para superar os efeitos da mesma”.
A administração portuária tinha anunciado que as dragagens no estuário do Sado, no âmbito do projeto de melhoria das acessibilidades marítimas ao porto de Setúbal, iriam começar esta quarta-feira, no canal da barra de Setúbal.
Segundo a associação SOS Sado, caso a Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra ou a APA decidam contestar a suspensão das dragagens, como fizeram com outras providências cautelares anteriores, tudo depende da avaliação que o tribunal fizer das justificações que apresentarem para que os trabalhos se possam iniciar.
As dragagens no estuário do Sado (retirada de um total de 6,5 milhões de toneladas de areia, sendo 3,5 milhões de toneladas na primeira fase) estão a ser fortemente contestadas por diversas associações cívicas e de defesa do ambiente, que consideram tratar-se de um `atentado ambiental´ e uma ameaça real para o equilíbrio de todo o ecossistema do rio Sado.
A Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra enfrenta também a contestação das associações de pesca de Setúbal, que não se conformam com a deposição de dragados na zona da Restinga, perto de Tróia, precisamente uma das zonas indicadas para esse efeito na Declaração de Impacte Ambiental emitida pela APA.
A Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra, que defende a necessidade das dragagens para capacitar o porto de Setúbal para receber navios maiores, garante que “tem estado particularmente atenta às preocupações manifestadas pelas associações de pescadores, com as quais está a trabalhar no sentido de encontrar uma solução que, assegurando o cumprimento da Declaração de Impacte Ambiental, salvaguarde os interesses da comunidade piscatória de Setúbal”.
As associações de pesca de Setúbal advertem que a colocação de dragados na zona da Restinga não só constitui uma ameaça para o sustento de muitos pescadores e para a biodiversidade, designadamente para espécies como o choco, linguado, raia, polvo, pregado, salmonete, sardinha e cavala”, como também poderá colocar em causa a navegabilidade numa zona utilizada habitualmente pelas embarcações de pesca.

Agência de Notícias com Lusa 
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Teleassistência apoia população idosa em Palmela

50 idosos com resposta imediata em situações de emergência

A Câmara de Palmela vai disponibilizar um Serviço Municipal de Teleassistência. O projeto é gratuito, tem a duração de um ano e vai abranger 50 idosos, "privilegiando pessoas em situação de vulnerabilidade social, com insuficientes redes de apoio formais, familiares ou comunitárias", explicou a autarquia. Este é um projeto que envolve também os municípios de Setúbal e Sesimbra. Lembre-se que no final do mês passado, a autarquia organizou o XI Fórum Social Palmela, este ano dedicado ao envelhecimento ativo.  
Idosos mais protegidos em Palmela 


Instalado o dispositivo (um telefone, por exemplo), este serviço, diz a Câmara de Palmela, "garante uma resposta imediata em situações de emergência ou solidão, a qualquer hora do dia, todos os dias, bastando ao idoso acionar um botão".
Para garantir a melhor qualidade, o município "adquiriu este serviço a uma empresa especializada em Teleassistência que, em estreita articulação com a Autarquia e com o envolvimento dos parceiros locais, instala e monitoriza os dispositivos", diz ainda a Câmara de Palmela.
O Serviço Municipal de Teleassistência é uma das ações previstas na candidatura PRIA - Percursos em Rede para a Inclusão Ativa, cofinanciada no âmbito do Portugal 2020 e já aprovada.
"Esta candidatura reúne Palmela, Setúbal e Sesimbra numa estratégia intermunicipal, que procura responder às necessidades da população de idade maior, com destaque para as questões da saúde, do envelhecimento ativo e do bem-estar", conclui o comunicado da Câmara de Palmela. 

Forum social dedicado à idade maior 
Lembre-se que no final do mês passado, a autarquia organizou o XI Fórum Social Palmela, este ano dedicado à população mais velha. Parceiros da Rede Social, representantes de instituições e profissionais marcaram presença nesta edição que privilegiou a troca de experiências sobre o envelhecimento ativo, em que a qualidade de vida e o bem-estar deverão ser requisitos obrigatórios.
Para além de uma importante Conferência sobre “Envelhecimento demográfico e políticas para a longevidade”, os painéis “Envelhecimento – urgência de um pensamento e de uma ação integrada”, “Comunidades Idade +” e “Estratégias futuras nas Comunidades de Todas as Idades”, estiveram na génese deste dia de reflexão e que fomentaram o conhecimento e a partilha de novas metodologias e práticas.
Neste âmbito, e para combater situações de fragilidade social, vivenciadas muitas vezes por pessoas de idade maior, o município de Palmela "acredita que a resposta passa por uma política social transversal, concertada entre todas as organizações, desde o poder local à administração central, às entidades privadas e organizações da sociedade civil", disse o presidente da Câmara de Palmela, Álvaro Amaro, na altura.

Agência de Notícias com Câmara de Palmela 
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Palmela, um destino turístico em crescimento na região

Autarquia "estabiliza" Castelo de Palmela e anuncia museu ferroviário em Pinhal Novo 

No ano em que Palmela assinala 30 anos de investigação das Ordens Militares, mais de 200 pessoas marcaram presença na última edição do Fórum Turismo Palmela para debater e partilhar conhecimento em torno do tema “As Ordens Religioso-Militares na Valorização dos Destinos Turísticos”. A importância que o património histórico e cultural pode assumir no desenvolvimento turístico de um território foi uma ideia transversal às intervenções apresentadas neste Fórum, que já é uma referência na agenda anual do concelho e da região. O responsável da pasta do Turismo, no concelho diz que "Palmela é um destino turístico com crescente notoriedade". A autarquia garante que "investiu" 12 milhões neste setor com destaque para intervenção nas encostas do Castelo de Palmela e no Núcleo Museológico Ferroviário de Pinhal Novo, previsto para a antiga estação. 
Palmela é cada vez mais procurada por turistas 

Na sessão de abertura, o vice-presidente do município de Palmela, Adilo Costa, começou por referir que o trabalho municipal em torno das Ordens Militares levou o Município "a assumir o desafio de continuar a aprofundar a reflexão em torno do Património Cultural", tema já trabalhado em 2018, Ano Europeu do Património Cultural.
Adilo Costa recordou ainda que, nas últimas décadas, o município de Palmela "tem incentivado a investigação, a produção de conhecimento e a publicação de uma extensa bibliografia sobre Ordens Militares, sendo considerado, internacionalmente, como uma referência neste campo".
Ao longo de vários séculos, e até à sua extinção (séc. XIX), Palmela foi sede histórica da Ordem Militar de Santiago. A presença dos freires-cavaleiros em Palmela deixou profundas marcas culturais, sociais e económicas no território, assim como um vasto e rico património, que tem vindo a ser investigado e valorizado por parte do Município de Palmela.
A par do trabalho desenvolvido noutros segmentos turísticos, como o enoturismo e o turismo de natureza, e tendo como elemento âncora o Castelo de Palmela - Monumento Nacional desde 1910 - Palmela tem vindo a apostar na valorização do seu património enquanto experiência turística.

Investimento municipal de 12 milhões no turismo 
Neste contexto, o vereador do Turismo, Luís Miguel Calha, frisou que um dos objetivos da estratégia municipal é, precisamente, "a criação de ativos turísticos a partir de recursos endógenos associados historicamente à Ordem de Santiago".
O autarca sublinhou ainda que "Palmela é um destino turístico com crescente notoriedade", Luís Miguel Calha destacou o forte investimento municipal na área do Turismo. Com 37 candidaturas a fundos comunitários e outros financiamentos externos em curso, que direta ou indiretamente estão ligados à atividade turística, um investimento global na ordem dos 21 milhões de euros, com investimento próprio de 12 milhões de euros, pela Câmara Municipal, o autarca destacou a intervenção nas encostas do Castelo de Palmela, assim como a criação de melhores acessibilidades, que vai permitir transformar este monumento num "exemplo ao nível das acessibilidades, bem como o Núcleo Museológico Ferroviário de Pinhal Novo, previsto para a antiga estação dos caminhos-de-ferro.
No âmbito da programação cultural, a continuidade do projeto Almenara, em parceria com o município de Lisboa, vai assegurar a dinamização de iniciativas culturais que potenciam o conhecimento da história do Castelo de Palmela.
Para além destas e outras ações que têm vindo a consolidar a vocação turística do concelho de Palmela, a Câmara Municipal, numa lógica de trabalho conjunto com parceiros e agentes turísticos locais, está empenhada em continuar a acrescentar valor à oferta turística. Nesta senda, está o desenvolvimento de novas produtos turísticos em torno do Caminho de Santiago e "o lançamento de uma rota turística cultural em torno das Ordens Religioso Militares", um desafio que o município de Palmela irá propor a outros territórios.
O Fórum Turismo Palmela contou também com as intervenções de representantes das Câmaras Municipais de Serpa, Tomar, Avis e Aracena, Universidade Nova de Lisboa, Direção-Geral do Património Cultural, Escola Superior de Artes Aplicadas do Instituto Politécnico de Castelo Branco, Museu Municipal do Crato e Associação de Hotelaria de Portugal.

Agência de Notícias com Câmara de Palmela 
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“Natal em Grândola” com programa para toda a família

Dinamizar com magia e diversão a quadra Natalícia 

Mercadinho, animação de rua, concertos, animação infantil, workshops e cinema são destaques do programa “Natal em Grândola” promovido pelo Município de Grândola que irá decorrer até 5 de Janeiro em todo o concelho com o objetivo de dinamizar "com magia e diversão esta quadra Natalícia", diz a autarquia. A envolver todas as iniciativas, as luzes de Natal já iluminam com muita cor a vila morena. Este ano são cerca de 150 mil lâmpadas led que dão luz a peças decorativas de grande dimensão, colocadas em espaços públicos emblemáticos e centrais. Mas há mais. Para quem gosta da boa cozinha alentejana, a batata-doce é o ingrediente comum às duas dezenas de pratos que vão ser servidos até ao dia 15 de Dezembro, em sete restaurantes do concelho.
Em Grândola a festa do Natal é para todos 

Assim a estrela de Natal está instalada na rotunda, há uma árvore de Natal com 15 metros de altura, a bola gigante no Jardim 1º de Maio, e as iluminações no Coreto e no edifício dos Paços do Concelho.
O tradicional Mercadinho de Natal já abriu portas ao público na Rua Dr. Jacinto Nunes e oferece uma vasta oferta de artesanato e produtos regionais. Funciona de segunda a sábado.
O Largo São Sebastião, no centro tradicional da vila, tem em permanencia uma instalação natalícia pelo agrupamento de escolas de Grândola. O mesmo espaço, recebeu este sábado o “Natal à Mesa” com degustação e venda de iguarias tradicionais de natal. Na mesma manhã, em vários pontos do comércio local houve música ao vivo com o Grupo Coral e Instrumental do Núcleo dos Amigos do Concelho de Barrancos.
No dia 14, no Largo São Sebastião, a partir das 10 horas há mostra e venda de produtos regionais pelo movimento associativo e produtores locais e em vários pontos do comércio local haverá música ao vivo pelo Ensemble da Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense.
O “Natal em Grândola” foi pensado nas famílias e em particular nas crianças. O dia 21 de Dezembro é dedicado aos mais novos com a grande festa “Aqui há Natal” que decorre a partir das 14h45 no Largo São Sebastião e zona envolvente com várias atividades: Parada de Natal, “A Família Natal” pelo ao Luar Teatro, Saltimbancos, Grupos de Dança, Gigantones e Pinhata, Canhão de Neve e Insufláveis, Glutões Doces e os ateliers de Pinturas Faciais da Associação Pattel e da Biblioteca Municipal.
O cinema para as crianças está agendado para dia 14 de Dezembro, com a exibição às 15 horas, no Cine Granadeiro, do filme Frozen 2 – O Reino do Gelo.
A música é outro dos destaques do programa de Natal. Os concertos de Natal vão realizar-se em todas as freguesias do concelho, com espectáculos no Cine Granadeiro, Igreja Matriz de Grândola, Igreja de S. Jorge, no Lousal, Igreja Matriz S. Pedro de Melides, Igreja Matriz de Azinheira dos Barros, Pavilhão Polivalente do Carvalhal e na Igreja de Santa Margarida da Serra.

 Semanas Gastronómicas com sabor a batata-doce 
A batata-doce é o ingrediente comum às duas dezenas de pratos que vão ser servidos até ao dia 15 de Dezembro, em sete restaurantes do concelho.
“Polvo à Gomes de Sá com batata-doce”, “Coelho frito com batata-doce”, “Bacalhau escondido com batata-doce frita”, “Bochechas no tacho com batata-doce”, “Lagartos de porco preto com migas de batata-doce”, “Cataplana de polvo com batata-doce” ou “Cozido à portuguesa com batata doce” são as propostas de pratos principais que constam nas ementas dos restaurantes aderentes. Para sobremesa há deliciosas sugestões: “Pudim de batata-doce com caramelo, “Bolo de batata-doce” ou “azevias de batata-doce”.
As “Semanas Gastronómicas” são promovidas pelo Município de Grândola e "pretendem dar a conhecer e a saborear, ao longo do ano, os produtos mais característicos de cada mês", diz a Câmara da vila Morena.

Agência de Notícias com Câmara de Grândola 
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Setúbal requalificou bairros históricos da cidade

Dois milhões para dar "melhores condições" aos Pescadores e Grito do Povo 

A Câmara de Setúbal investiu dois milhões de euros nas obras de requalificação urbana dos bairros dos Pescadores e Grito do Povo, inauguradas no último sábado, anunciou esta segunda-feira o município setubalense. Segundo uma nota de imprensa da autarquia sadina, a requalificação urbana dos dois bairros, financiada a 50 por cento através do Programa Operacional Regional Lisboa 2020, permitiu criar novas zonas de circulação e espaços verdes, bem como a instalação de novo mobiliário urbano. Nestes bairros moram mais de 1500 habitantes, a grande maioria famílias com ligação às actividades da pesca e da indústria conserveira. 
Bairro tem uma das melhores vistas da cidade 

O espaço público dos bairros dos Pescadores e Grito do Povo foi devolvido à população com condições renovadas, resultado de uma operação de reabilitação de larga escala, liderada pelo município, com o envolvimento dos moradores.
A festa fez-se a caminhar, por ruas que ganharam novos e condignos acessos pedonais, entre escarpas limpas e desmatadas, agora transformadas em jardins que vão ainda florescer, passando por novas áreas destinadas ao lazer e também ao recreio, com parques infantis e máquinas geriátricas.
Uma caminhada feita de sorrisos estampados nos rostos de velhos e novos, orgulhosos pelos bairros renovados, que também têm arte, requalificados numa profunda operação urbanística. Foram também renovados os sistemas de saneamento, abastecimento de água e das redes de drenagem de águas pluviais, bem como os caminhos pedonais, designadamente as escadas de acesso aos dois bairros, agora designadas de Caminho dos Pescadores.
A presidente da Câmara de Setúbal, Marias das Dores Meira, salienta no comunicado que se trata de uma intervenção urbanística realizada em conjunto com os moradores, após dezenas de reuniões e visitas técnicas em que foram definidas acções prioritárias, porque a “transformação do espaço público só se faz com quem o usa e o vive”.
“Em 2014 decidimos priorizar o investimento técnico e financeiro neste território rico em história e em marcas físicas que interligam o rio à serra, com percursos e escadas cujo limite quase chega ao céu, azinhagas e becos, muralhas e castelos, casas abarracadas e moradias”, acrescentou Maria das Dores Meira no discurso que proferiu na cerimónia de inauguração da requalificação dos dois bairros setubalenses.

Vista de excelência para a malha urbana citadina
Destaque para o espaço público junto da EB do Viso, agora com um renovado campo de jogos, que serve também a escola, duas estações com equipamentos infantis e uma obra de arte que materializa um dos traços identitários e que une os bairros dos Pescadores e Grito do Povo.
“Uma iniciativa que torna funcional um espaço desportivo, muito ambicionado pela comunidade e também pela escola”, agora com “lazer dirigido à infância, onde se pode estar e conviver, e mais valorizado com um elemento artístico”, adiantou a presidente da Câmara de Setúbal.
“Setúbal Conserva” dá nome à escultura materializada numa lata de sardinhas executada em fibra de vidro pelo Parque Éden. “Uma extraordinária peça artística que marca e deixa marca, naquela que é uma referência à indústria e às profissões associadas à vida” setubalense, frisou a autarca.
A “Caminhada Setúbal Conserva”, que, no percurso, contou com um conjunto de apontamentos culturais com estátuas vivas e atuações de Bombo’Sapiens, da APPACDM de Setúbal, da ESTuna e da Sociedade Filarmónica Perpétua Azeitonense, culminou na Rua Grito do Povo, que exibe um mural que exprime o grito, embora silencioso, de todos.
Aquele local, com uma vista de excelência para a malha urbana citadina, abraçada por uma das mais belas baías do mundo, foi um dos beneficiados, ao receber um novo parque infantil e zonas de lazer, incluindo mobiliário urbano com jogos tradicionais integrados, e máquinas geriátricas.
De acordo com a Câmara de Setúbal, os bairros dos Pescadores e Grito do Povo, situados numa zona alta da cidade, no Viso, são constituídos por zonas habitacionais construídas entre os anos 60 e 70 e têm mais de 1500 habitantes, a grande maioria famílias com ligação às actividades da pesca e da indústria conserveira.

Agência de Notícias 
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BE pede requalificação urgente de escola na Arrentela

Bloco questiona degradação e amianto na escola básica 2,3 Dr. António Augusto Louro


Os deputados do Bloco de Esquerda defendem a requalificação urgente da escola básica 2,3 Dr. António Augusto Louro, na Arrentela, Seixal, considerando que as atuais condições, entre as quais a presença de amianto, "põem em causa a saúde e segurança". O grupo parlamentar do BE propõe que a Assembleia da República recomende ao Governo que proceda a obras de requalificação da escola, apresente a calendarização prevista para as obras de requalificação desta escola e para a intervenção urgente de remoção de amianto, e que envolva toda a comunidade educativa no processo de requalificação.
Escola tem amianto e precisa de obras urgentes 



Segundo o BE, a escola em causa, localizada na Arrentela e com cerca de 900 alunos, tem 38 anos e "nunca foi alvo de intervenções de requalificação", encontrando-se "muito degradada".
"Apresenta várias anomalias estruturais que necessitam de solução urgente. O revestimento da cobertura dos pavilhões e das passagens cobertas é em fibrocimento, contendo amianto, e encontra-se bastante degradado", refere o documento a que a agência Lusa teve acesso.
O BE acrescenta ainda que existe um telheiro em fibrocimento em "avançado estado de deterioração" localizado no meio do pátio e que as instalações sanitárias, o bar e sala do aluno estão "muito degradadas e sem mobiliário adequado".
O documento salienta que as espaço exterior destinado à prática de educação física é inadequado e que as salas de aula também necessitam de uma intervenção. Para além disso, os balneários de apoio “não possuem água quente nem uma cobertura de proteção, expondo os alunos ao frio, à chuva e a outras intempéries”, diz fonte do partido. 
As salas de aula “necessitam de pintura, requalificação, mobiliário e equipamento e o piso do espaço exterior é muito irregular e encontra-se extremamente esburacado, o que impede o seu usufruto por parte dos alunos e já provocou vários acidentes, um dos últimos envolvendo uma criança em cadeira de rodas”.
O Bloco de Esquerda vai também questionar o Governo sobre quais as medidas que o Ministério da Educação vai tomar para responder à "situação de emergência" da escola básica 2,3 Dr. António Augusto Louro.
O BE lembra que o Ministério da Educação já foi "alertado para os problemas em várias ocasiões", afirmando que recentemente "várias telhas de fibrocimento partiram-se e caíram no espaço frequentado por alunos, funcionários e professores".
As duas iniciativas parlamentares do BE a que a agência Lusa teve acesso e que deram entrada na Assembleia da República esta segunda-feira.


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Escola de Quinta do Conde em projeto-piloto nacional

Sem disciplinas, nem toques ou TPC. Escolas da Boa Água reduziram chumbos e não têm indisciplina

O projecto-piloto “EduLabs” transformou a forma de ensinar nas escolas do Agrupamento da Boa Água, na Quinta do Conde, em Sesimbra, acabando com as disciplinas, com os trabalhos de casa e até com os toques. E os resultados são positivos. Este Agrupamento de Escolas é um dos que integra o projecto-piloto de inovação pedagógica que foi lançado pelo Ministério da Educação e que, neste ano lectivo de 2019/2020, envolve mais de 70 escolas. Estas escolas têm autonomia para tomarem decisões, em termos de currículo e da forma como se ensina, com o intuito de reduzir os chumbos e o abandono escolar.
Há aulas diferentes na Boa Água, em Quinta do Conde 

No Agrupamento da Boa Água, numa das freguesias mais populosas do concelho, Quinta do Conde, o projecto “EduLabs” começou mais cedo, com a imposição de várias mudanças que surtiram os resultados desejados.
“Não temos português, matemática, inglês. Temos trabalho individualizado, projecto, tutoria”, explica o director do Agrupamento, Nuno Manta, à Rádio Renascença. “Não faz sentido dividir em disciplinas, porque a vida não tem essa divisão e, além disso, o que queremos é que eles se concentrem naquilo que estão a fazer“, explica.
“Temos aulas de 100 minutos e não é preciso toques. Os alunos têm um plano individual que tem de ser cumprido”, revela ainda Nuno Manta.
Os alunos desta escola “trabalham em grupos interactivos, têm tertúlias para trabalhar a literacia da língua e outros projectos que chegam a incluir os encarregados de educação”, esclarece a Renascença.
O projecto durou três anos e conseguiu passar os chumbos de 10,9 por cento para apenas dois por cento no terceiro ciclo. Uma das novidades, neste âmbito, foi o facto de se ter permitido aos alunos retidos por várias vezes que repetissem apenas as disciplinas onde não tiveram aproveitamento e não o ano lectivo completo.
“Quando os alunos estão interessados e envolvidos a trabalhar na sala de aula aprendem mais”, analisa Nuno Manta, frisando que os bons resultados também se reflectiram nos exames nacionais.
“As turmas piloto dos ‘EduLabs’ que chegaram ao 9.º ano tiveram melhores resultados,acima da média nacional, foi a primeira vez que aconteceu”, aponta o director do Agrupamento.
“Segredo é manter alunos com interesse em aprender”.
Os bons resultados do projecto-piloto de inovação pedagógica são abrangentes e não apenas caso único do Agrupamento de Sesimbra, verificando-se nas seis escolas do país que implementaram a medida até ao final do ano lectivo passado. Todas estas escolas que tinham taxas de retenção e de abandono escolar elevadas conseguiram reduzir os chumbos em todos os ciclos de ensino básico.
“Em todos os anos dos três ciclos do ensino básico, as taxas de retenção diminuíram. Mas, no segundo ciclo, houve uma evolução fantástica, há um agrupamento que passa dos 10,3 para os zero por cento de retenção", salienta a professora Estela Costa, do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa, que coordenou o estudo que avaliou o projecto.
“Não é facilitismo, é resultado de um trabalho diferente”, considera a professora, notando que “o segredo é manter os alunos na escola com interesse em aprender”.

Agência de Notícias
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Costa de Caparica, Gaio Rosário e Sado em risco

Localidades junto ao Tejo e Sado podem ficar debaixo de água

O Coordenador do Plano Metropolitano de Adaptação às Alterações Climáticas fala numa situação crítica que exige medidas imediatas. Toda a costa portuguesa vai ser afetada pelas alterações climáticas e pela subida do nível da água, mas o concelho de Almada, nomeadamente na Costa de Caparica, será o caso mais grave se não forem implementadas medidas. O alerta é dado por um dos coordenadores do Plano de Adaptação às Alterações Climáticas, da Área Metropolitana de Lisboa. Mas o novo aeroporto do Montijo, Gaio-Rosário e Sarilhos Pequenos, na Moita e a Freguesia do Sado, em Setúbal, são as localidades onde há mais preocupação. Há prédios no concelho de Almada que vão ter de ser relocalizados. 
Subida do Mar coloca em risco Costa de Caparica 

O estudo, que foi encomendado pela autarquia de Lisboa e foi apresentado na sexta-feira, conclui que, em muitas localidades, as populações vão ter de aprender a conviver com cheias frequentes e problemas de saúde decorrentes do calor. Muitas habitações e projetos públicos, como o possível futuro aeroporto do Montijo, podem ficar inundados.
De acordo com o jornal Público, que avançou a notícia, a erosão costeira e o recuo da linha de costa irá afetar sobretudo o concelho de Almada.
Segundo o especialista, a subida do nível das águas do mar é um dos pontos prioritários e avança que esta cidade do concelho de Almada deverá enfrentar uma relocalização de algumas áreas edificadas.
"A curto prazo o que mais me inquieta é a questão costeira, nomeadamente o caso de Almada. Temos até compromissos de retirada de algumas áreas edificadas que estão críticas, expostas ao risco de galgamento e inundação. Já está consagrado e inclusivamente o Governo aprovou", avançou.
De acordo com Sérgio Barroso, as "implicações da subida das águas do mar dentro dos estuários do Tejo e das águas do Sado representam um problema para o qual não estamos preparados".
À Rádio Renascença, Nuno Matias, vereador do Ambiente da câmara de Almada, explica que a autarquia já identificou as necessidades de realojamento de habitantes em zonas de risco. "Uma das coisas que a câmara tem vindo a desenvolver é, exactamente, a identificação das necessidades de realojamento reais de bairros que estão situados em zonas de risco", esclarece.
Para Francisco Ferreira, da Zero, a preocupação deveria ser nacional, pois as alterações climáticas vão afetar toda a costa litoral portuguesa.
“Esta questão é transversal a todo o território. Estamos a ver que as casas, as indústrias e a ocupação junto ao mar e nos estuários estão em risco e vai custar muitos milhões para conseguirmos retirar muita da ocupação que essas zonas têm atualmente ou para procurar minimizar esses efeitos”, argumenta.

Moita e Setúbal também em risco elevado 
Até 2100, os estuários do Tejo e do Sado devem subir cerca de 90 centímetros. A subida das águas em quase um metro é grave porque as entidades e as pessoas “não estão minimamente preparadas para isto” e persiste uma “cultura de ocupação” das zonas próximas aos rios.
“Estes efeitos são mais novos porque não temos memória, não há registos, e é difícil até as pessoas compreenderem que isto vai mesmo acontecer”, disse Sérgio Barroso, responsável técnico pelo estudo.
Há concelhos que tem freguesias onde a totalidade da população está em risco de ficar debaixo de água. Além da freguesia da Costa de Caparica (em Almada), a União de Freguesias do Gaio-Rosário e Sarilhos Pequenos, na Moita e a Freguesia do Sado, em Setúbal, são os casos "mais graves". Cascais, Oeiras, Sintra, Loures e Odivelas [no distrito de Lisboa] são outros municípios em risco.
O nível do mar subiu 1,7 milímetros por ano durante todo o século XX, num total de 20 centímetros, e essa subida acelerou bastante nas últimas décadas. Na década de 90, a subida anual duplicou, para os 3,6 milímetros por ano, e na década seguinte, entre 2000 e 2013, já era de 4,1.

Agência de Notícias com Lusa 
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