Dá um Gosto ao ADN

Distrito de Setúbal em festa(s) na passagem de ano

Setúbal, Sesimbra, Almada, Montijo e Seixal recebem novo ano com festas de arromba

Ainda não tem planos para esta passagem de ano? Nós temos várias sugestão. O país já está em contagem decrescente para o último dia do ano. Pelo distrito de Setúbal há muitas - e inovadoras - sugestões para sair de casa para poder celebrar a entrada da década de 20 em grande, na companhia dos seus amigos e família. O Réveillon de Sesimbra é um dos mais procurados e, neste ano, há uma homenagem aos 75 anos de António Variações e às duas décadas do desaparecimento da fadista Amália Rodrigues. Há meia noite dezenas de mergulhadores irão ver os fogos-de-artificio no fundo do mar. O ano de 2020 celebra-se em Setúbal sob o mote de um “Fim de Ano Azul”. A programação estende-se por toda a frente ribeirinha e começa na Doca dos Pescadores com um concerto do cabo-verdiano Dany Silva. Em Almada, o novo ano vai ser recebido com dois concertos e um espetáculo de fogo-de-artifício. Tudo acontece junto à Fragata D. Fernando II e Glória, em Cacilhas, com Ana Bacalhau e Boss AC. No Montijo, 2020 vai ser recebido como sempre na Praça da República, Luís Sequeira e Dj Joana. Los Cavakitos e DJ brasileira Gê Bianchi dão as "boas novas" a 2020 na Baía do Seixal. E é tudo gratuito. Bom 2020! 
Festas de fim de ano animam localidades do distrito 

Setúbal recebe o novo ano com várias festividades, de entrada livre, centradas na frente ribeirinha da cidade, que incluem animação, concertos repartidos por dois espaços e um espetáculo pirotécnico, à meia-noite, sobre a baía do rio Sado.
O Fim de Ano Azul em Setúbal, com o Sado e a Serra da Arrábida como pano de fundo, tem como ponto de encontro obrigatório para familiares e amigos a Doca dos Pescadores, onde o artista Dany Silva faz a despedida de 2019, num concerto entre a 22h30 e a meia-noite. Durante hora e meia, o músico cabo-verdiano revisita em Setúbal clássicos da música como “Crioula de São Bento” ou “Branco, Tinto e Jeropiga”.
À meia-noite em ponto as atenções estão voltadas para o céu, com o fogo de artifício preparado para dar as boas-vindas a 2020 e encher de luz e cor o rio Sado. O espetáculo pirotécnico é visto também noutros locais com vista privilegiada sobre a cidade e a baía, como as Escarpas de Santos Nicolau e o Miradouro de São Sebastião.
Os primeiros acordes musicais de 2020 ficam a cargo do DJ Fridayboyz RFM Pedro Simões, que dá música à Doca dos Pescadores das 00h15 às 1h30.
Além da música e animação oferecidas no palco, ao longo da zona ribeirinha estão espalhadas carrinhas de street food e há a proximidade aos restaurantes e bares, que complementam os requisitos para uma passagem de ano única.
Entre as 22h30 e as 2h30, no Palco Rockalot, instalado na Praia da Saúde, a animação é da responsabilidade de Rui do Cabo Band, banda de Rui do Cabo, Reinado Pinhão e Rui Rosado.
Os festejos, de entrada livre, animam até de madrugada a noite mais longa do ano com música, cuja animação se estende, igualmente, à Avenida Luísa Todi, local onde os bares permanecem abertos até mais tarde e dinamizam programas de animação para os milhares de pessoas que escolhem Setúbal para festejar a entrada em 2020.
O Fim de Ano Azul tem como palco uma das mais belas baías do mundo e atrai, anualmente, cerca de 40 mil pessoas, que passam momentos animados na despedida do ano velho e celebração do novo ano.

Em Sesimbra, há passagem de ano subaquática e homenagem a Variações e Amália
Já é uma tradição em Sesimbra: a cada passagem de ano, os mergulhadores fazem-se ao mar e fazem uma festa subaquática. Este ano não será diferente: quatro escolas de mergulho e meia centena de mergulhadores, irão cumprir a tradição.
Em terra, a animação de rua começa pelas 22 horas e inclui desfile de animadores com fatos temáticos, ao longo da Marginal e na Fortaleza de Santiago. Lá pelas 23 horas a música do dj Pedro Monchike entra em acção e será acompanhada por um espectáculo laser, que irá decorrer ao longo de toda a Marginal, informa a autarquia.
Mas o momento mais esperado será, naturalmente, o show de fogos que acompanhará as doze badaladas, até porque este, promete-se, será diferente do habitual: é um espectáculo piromusical dedicado a dois grandes da cultura portuguesa. A música de António Variações e de Amália Rodrigues irá ouvir-se à entrada do novo ano, assinalando-se assim também os 75 anos do nascimento do cantor (3 de Dezembro), que faleceu em 1984, e os 20 anos do desaparecimento de Amália, que faleceu em Outubro de 1999.
Depois da meia-noite, está garantido espectáculo visual e musical até às duas da madrugada.
A RTP vai despedir-se de 2019 e entrar em 2020 em Sesimbra. No dia 31, o canal público de televisão estará em direto da Praça da Califórnia, entre as 10 da manhã e o final da tarde, para o programa Adeus 2019, conduzido por José Carlos Malato, Joana Teles e Inês Carranca, que darão a conhecer o melhor de Sesimbra. "À noite, o nosso Réveillon voltará a estar em destaque na RTP, ao lado das melhores passagens de ano do país, no programa Viva 2020, que fará diretos a partir da Fortaleza de Santiago", diz a autarquia em comunicado. 

Almada organiza Passagem de Ano com Ana Bacalhau e Boss AC

Com o Tejo e a Fragata D. Fernando II e Glória como cenário, Almada despede-se de 2019 e dá as boas vindas a 2020, na companhia de Ana Bacalhau e Boss AC. E como é tradição não vai faltar o tradicional e espetacular fogo de artifício.
A partir das 22h30, Ana Bacalhau, uma das mais aclamadas intérpretes portuguesas sobe ao palco em 'Nome Próprio', disco que assinala a sua estreia a solo e editado em outubro de 2017.
À meia-noite nas boas vindas ao Ano Novo, o céu e o Tejo iluminam-se, tal como é tradição, com um espetacular e colorido fogo de artifício.
São mais de 25 mil disparos, a partir de quatro pontos de lançamento (cais da Lisnave e rio Tejo), durante 10 minutos, articulados com uma banda sonora original, criada exclusivamente para este espetáculo piromusical.
Já em 2020, a animação musical continua com um dos nomes pioneiros do RAP em Portugal.
Boss AC apresenta-se em Almada com a sua nova tour, num espetáculo reformulado, onde será possível ouvir temas do disco 'Patrão', lançado em Maio de 2018, e recordar outros grandes sucessos do cantor. A entrada é livre. 

Montijo despede-se com Luís Sequeira e recebe 2020 com fogo-de-artifício
Marque já na sua agenda e venha festejar a entrada do Novo Ano no Montijo: no dia 31 de Dezembro há música na Praça da República e fogo-de-artifício na Frente Ribeirinha.
O programa da Passagem de Ano 2019/2020 começa às 21h30, na Praça da República, com DJ Spencer e os músicos Guitos Live (Percussion) e Mr. Vlalen (Violino).
De seguida, às 22h30 e até à meia noite, é a vez do jovem cantor montijense Luís Sequeira, que ficou conhecido pela sua participação no programa da RTP, The Voice.
Luís Sequeira, finalista, em 2014, do programa de The Voice Portugal, onde teve como mentora Marisa Liz (Amor Electro), destacou-se pela sua versatibilidade vocal e actuações memoráveis. Quatro anos depois, lança o seu primeiro single - Se ao menos eu te odiasse - mostrando que aposta na língua portuguesa para expressar um universo repleto de emoções, que irá de certo agradar aos fãs que já conquistou e àqueles que vão agora descobrir a sua música. O tema é um dos mais "ouvidos"da telenovela com maior audiência em Portugal:  Nazaré, na SIC.
À meia noite, na Frente Ribeirinha, um magnifico fogo-de-artifício piromusical. A noite vai prosseguir, novamente, na Praça da República com mais uma atuação de DJ Spencer e dos músicos Guitos Live (Percussion) e Mr. Vlalen (Violino), termina com DJoana. A entrada é livre. 

Los Cavakitos e DJ brasileira Gê Bianchi no Seixal 
Seixal celebra a chegada de 2020, com um programa de passagem de ano para toda a família, de entrada livre, em que não faltará música e um espetáculo pirotécnico, à meia-noite, na Baía do Seixal.
O cartaz das festividades tem início na última noite deste ano, a partir das 22h30 horas, ao som de Los Cavakitos, um coletivo de seis músicos em que o bom humor e o som do México está sempre presente, tanto pelo seu ritmo, sonoridade e polifonias vocais, como pelo repertório tradicional mexicano. Los Cavakitos também apresentam versões de músicas de artistas como Madonna, AC/DC, Xutos & Pontapés, Ana Moura, Bob Marley, entre outros.
À meia-noite em ponto, as atenções estarão voltadas para o céu, com um magnífico fogo de artifício preparado para dar as boas-vindas a 2020 e encher de luz e cor a Baía do Seixal.
No primeiro dia do ano, a DJ brasileira Gê Bianchi brindará os presentes, até às duas horas da manhã, com músicas que irão atravessar várias gerações, desde o funk e house music, à música dos anos 80. Gê Bianchi tem marcado presença em vários eventos nacionais e internacionais, espalhando talento através das suas misturas. Entrada livre.

Agência de Notícias 


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Urgência pediátrica do Litoral Alentejano fechada

Crianças de Santiago do Cacém, Sines, Grândola, Alcácer do Sal sem atendimento na passagem de ano 

Mais uma urgência pediátrica fechada do distrito de Setúbal. Desta vez é a urgência pediátrica do Hospital do Litoral Alentejano, em Santiago do Cacém, que deverá encerrar nos dias 31 de Dezembro e 1 de Janeiro. O Sindicato Independente dos Médicos afirmou que mesmo nos outros dias aquela urgência não tem condições já que o atendimento é feito por médicos que não são pediatras. A administração do hospital garantiu que as crianças são bem atendidas e disse que está ainda a tentar tudo para conseguir escalar médicos para a passagem de ano. O Sindicato Independente dos Médicos avisa ainda que a situação pode agravar-se com a aproximação do pico da gripe. O hospital atente os utentes dos concelhos de Santiago do Cacém, Sines, Grândola, Alcácer do Sal  [no distrito de Setúbal] e do município de Odemira, no distrito de Beja. 
Fecho de urgência pediatra é preocupante 

Depois de terem fechado no Natal, as urgências pediátricas do Hospital do Litoral Alentejano vão estar encerradas no ultimo dia deste ano e no primeiro de 2020.
Dinis Silva, da Comissão de Utentes do Litoral Alentejano, explicou à RTP que o hospital justifica esta situação com a falta de pessoal e pediu ao Ministério da Saúde que olhe para este caso em particular.
O presidente do conselho de administração do Hospital do Litoral Alentejano, Luís Matias, negou, em declarações ao jornal Observador, que esta unidade de saúde esteja sem urgências pediátricas durante este fim de semana, como afirmou o secretário-geral do Sindicato Independente dos Médicos. 
Estamos a trabalhar neste fim de semana sem nenhuma interrupção, com toda a normalidade e tranquilidade, igualzinha aos outros dias todos”, disse o responsável.
Na manhã deste domingo, em declarações à TSF, o dirigente revelou que o Hospital do Litoral Alentejano, em Santiago do Cacém, estava sem urgências pediátricas durante este fim de semana. “Não recebem as crianças, não há urgência pediátrica”, disse.
Agora, o presidente do conselho de administração do Hospital do Litoral Alentejano vem garantiu que “tudo” está “a funcionar normalmente”. “Estamos aqui com constrangimentos de escalas no dia 31 e 1, na área de atendimento de crianças, que não sabemos se conseguimos ainda resolver, esta segunda-feira, alguns destes turnos”, admitiu, adiantando: “No dia de Natal, estávamos com constrangimentos e conseguimos resolver”.
Jorge Roque da Cunha adiantou que, “no país, particularmente na zona de Lisboa”, “há dezenas de macas acumuladas”. O secretário-geral detalhou à TSF que há “cerca de 50 macas no [Hospital de] Santa Maria” e que, ali, “os tempos de espera das pulseiras verdes ultrapassam as 6, 7, 8, 9 horas”. “A situação não é uma situação conjuntural, é estrutural. Dada a carência de profissionais, dada a exaustão”, disse ainda.
Lembre-se que este hospital serve a população [de cerca de 100 mil pessoas] de Alcácer do Sal, Grândola, Santiago do Cacém e Sines, no distrito de Setúbal, e ainda o concelho de Odemira, no distrito de Beja. Sem esta "resposta", as crianças terão de ser atendidas nos hospitais de Setúbal, Beja ou nos hospitais do Algarve.

Agência de Notícias 
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Comboios entre Setúbal e Lisboa com mais lugares de pé

Fertagus reduz lugares sentados em todos os comboios da travessia do Tejo

A Fertagus, concessionária da travessia ferroviária na Ponte 25 de Abril, entre Lisboa e Setúbal, vai reduzir o número de bancos para criar lugares em pé em todos os comboios, até ao final de Janeiro, anunciou, esta quinta-feira, a empresa. Tiram-se 116 bancos e cria-se um espaço total para 172 pessoas”, indicou a presidente executiva da Fertagus, Cristina Dourado, referindo que este foi o modelo de teste implementado num dos 18 comboios da empresa, que circula desde Agosto com esta alteração. Esta modificação vai abranger os restantes 17 comboios, mas“não irá retirar tantos lugares sentados”, ressalvou a administradora da Fertagus, apontando para menos cerca de 80 lugares sentados em cada comboio. A ideia é “criar zonas de clareiras, que permitem às pessoas circularem melhor e acomodarem-se melhor”. 
Menos lugares sentados no comboio da ponte 

Provavelmente, no final de Janeiro conseguimos ter todos transformados”, perspetivou Cristina Dourado, adiantando que se trata de “um investimento que ronda os 200 mil euros”.
Falando à margem do acordo de reposição do equilíbrio financeiro do contrato de concessão da travessia ferroviária na Ponte 25 de Abril, assinado esta quinta-feira entre o Estado português e a Fertagus, em Lisboa, a presidente executiva da Fertagus disse que a ideia é “criar zonas de clareiras, que permitem às pessoas circularem melhor e acomodarem-se melhor”, assim como “aumentar a capacidade” de passageiros, uma vez que, neste momento, todos os lugares são sentados.
Cada comboio é composto por duas [carruagens] motoras, uma à frente e outra atrás, e duas carruagens intermédias. O que estamos a fazer é a alteração do número de lugares nas duas carruagens intermédias e vamos fazer essas alterações de forma a criar zonas mais amplas, para as pessoas poderem circular, entrar e sair, mais rapidamente do comboio, circularem melhor”, explicou a administradora da Fertagus.
Desde Agosto deste ano que um dos 18 comboios está a circular com este ‘layout’, destacando-se as alterações no interior da unidade, que passam por retirar bancos e criar espaços maiores de circulação, “porque as unidades são de dois pisos e há uma grande acumulação dos passageiros nas plataformas”.
Temos estado a testar para ver que melhorias e que adaptações podem ser feitas para generalizar às restantes unidades”, referiu Cristina Dourado, revelando que, relativamente à satisfação com a alteração que está a ser feita, “a maior parte dos clientes dá 3 ou mais”, numa escala de 1 a 5, ou seja, “2/3 dos clientes que foram questionados sobre a medida concordam”.
Além da alteração do interior dos comboios, a Fertagus está a trabalhar na informação aos passageiros, para que possam consultar de forma mais eficiente a oferta de transporte disponível, bem como a analisar os horários e a distribuição das pessoas pelos diversos horários, para ver melhor se é possível fazer alguns ajustamentos.
Com ajustamento de horário em Setembro, [com reforço de mais comboios para o Pinhal Novo, Palmela e Setúbal], a empresa pretende voltar a avaliar a situação em Janeiro, no sentido de ver se “ainda é possível fazer algum reforço de alguma oferta”, reconhecendo que tal “é muito difícil”.

Estado estende concessão da travessia no Tejo até 2024 
Esta quinta-feira, Estado e Fertagus assinaram um acordo de reposição do equilíbrio financeiro do contrato da travessia ferroviária na Ponte 25 de Abril, que prevê a prorrogação desta concessão até 2024.
A Fertagus, empresa do Grupo Barraqueiro, tem a concessão ferroviária entre Lisboa e Setúbal desde 1998, prevendo o acordo que agora vai ser assinado a sua prorrogação por mais quatro anos e nove meses, até 30 de Setembro de 2024.
Para a presidente executiva da empresa, Cristina Dourado, esta prorrogação do contrato de concessão “vai permitir a manutenção de um serviço público ferroviário de transporte de passageiros entre Lisboa e Setúbal de qualidade”.
Esta assinatura ocorre depois de, em 19 de Dezembro ter sido publicado em Diário da República o diploma que determina a prorrogação o contrato de concessão até Setembro de 2024.
A concessão ferroviária na Ponte 25 de Abril foi atribuída à Fertagus na sequência de um concurso público internacional. Os comboios da Fertagus fazem a ligação entre as estações de Roma-Areeiro (em Lisboa) e a cidade de Setúbal, realizando uma média de 149 viagens por dia, o que permite retirar diariamente da ponte cerca de 30 mil carros, com estações nos concelhos de Almada, Seixal, Barreiro, Palmela, Setúbal e na capital portuguesa.
Este ano, a Fertagus transportou diariamente mais de 98 mil passageiros, o que traduz um aumento de 40 por cento face ao ano anterior. O comboio é ainda "importante" nas ligações interconcelhias na península de Setúbal.


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Seixal critica falta de respostas da ministra da Saúde

"Não há data para reabertura da urgência pediátrica no Garcia de Orta"

O presidente da Câmara do Seixal disse não haver data para a reabertura da urgência pediátrica do Hospital Garcia de Orta, em Almada, que se encontra fechada no período noturno desde meados de Novembro. "Não há uma data para a reabertura da urgência pediátrica ao contrário daquilo que eram as nossas expetativas. Há um mês, quando reunimos com a ministra da Saúde ela transmitiu que estava a trabalhar em soluções e que seria para breve a reabertura. Hoje, com grande tristeza e insatisfação, recebemos a notícia de que não se perspetiva para breve", disse Joaquim Santos. O autarca, eleito pelo PCP, falava após uma reunião com a ministra da Saúde, Marta Temido, em Lisboa, para um ponto de situação sobre a urgência pediátrica do Hospital Garcia de Orta. Na semana passada, a presidente da Câmara de Almada, Inês de Medeiros, anunciou que a urgência pediátrica poderia reabrir já em Janeiro depois da entrada de mais especialistas. A ministra ainda nada disse. 
Ainda não há data para reabertura de urgência 

Desde Novembro que a urgência pediátrica deste hospital tem encerrado diariamente no período noturno, entre as 20 e as oito horas, devido à falta de especialistas para assegurar a escala.
No entanto, a falta de pediatras já afeta o hospital há mais de um ano, quando saíram 13 profissionais, e, segundo o Sindicato dos Médicos da Zona Sul, nem o lançamento de concursos foi suficiente para colmatar a carência porque "ninguém concorreu".
De acordo com Joaquim Santos, a ministra da Saúde "está a tomar medidas" para a contratação de profissionais, "mas ainda não conseguiu fazê-lo na medida" necessária para a "reabertura da urgência".
"Mais de um mês depois do encerramento, em 18 de Novembro, todos os dias à noite a população não tem uma resposta do Serviço Nacional de Saúde (SNS) da área da residência e tem de se deslocar para outros hospitais da rede pública em Lisboa ou recorrer a privados", disse o autarca.
Joaquim Santos diz que este problema "é uma menoridade do SNS", mas sublinha que o sistema devia "ter todas as condições para, em primeiro lugar, prestar o direito das crianças à saúde e também daqueles que não podem recorrer ao setor privado".
O autarca adiantou que ficou já agendada uma nova reunião com a ministra para Janeiro, para avaliar a situação, acrescentando que houve já um primeiro concurso para a contratação de duas pessoas, tendo sido lançado esta segunda-feira novo concurso com mais cinco vagas.
Na semana passada, a presidente da Câmara de Almada, Inês de Medeiros (PS), anunciou que a urgência pediátrica do Garcia de Orta poderia reabrir já em Janeiro depois da entrada de mais especialistas.
"O compromisso é que as urgências pediátricas em período noturno vão reabrir", afirmou Inês de Madeiros (PS), depois de uma reunião com a ministra da Saúde, indicando que o serviço pode voltar à normalidade "já no inicio do ano".
Segundo a autarca, esta possibilidade resulta da contratação de duas recém-especialistas, uma das quais entrou ao serviço este mês, enquanto a outra começará a 6 de Janeiro.

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PJ investiga morte suspeita de idosa no Barreiro

Mulher de 96 anos asfixiada até à morte dentro de casa no dia de Natal 

Uma mulher foi asfixiada até à morte, esta quarta-feira, na sua casa, no Barreiro. Segundo o Jornal de Notícias, a polícia acredita que tudo se tratou de um assalto violento, uma vez que foi furtado o dinheiro que a vítima, com cerca de 96 anos, tinha em casa. A mulher, a viver sozinha, foi encontrada por um familiar com sinais vitais e transportada para o Hospital do Barreiro, acabando aí por morrer. A Polícia Judiciária (PJ) de Setúbal está a investigar o caso.
Alegado assalto terá corrido mal diz PJ 

Uma mulher de 96 anos foi asfixiada até à morte, no dia de Natal, dentro de casa, no Barreiro. A Polícia Judiciária (PJ) está a investigar o homicídio por asfixia, na sequência de um eventual furto.
O alerta foi recebido às 13h30 pela PSP, tendo a PJ chegado ao local por volta das 15 horas. Suspeitando-se que o crime tenha ocorrido“umas horas antes”.
A mulher, a viver sozinha, foi encontrada por um familiar com sinais vitais e transportada para o Hospital do Barreiro, acabando aí por morrer.
O interesse dos autores do crime seria furtar dinheiro, mas, segundo fonte da PJ à Lusa, algo "correu mal", tendo em conta a idade e a ausência de poder económico da vítima, o que não justificaria os sinais de violência detetados.
Além dos sinais de asfixia, a vítima tinha ainda hematomas no corpo que indiciam violência, adiantou.
Só a autópsia poderá ajudar a determinar com exatidão a causa da morte. A PJ continua a investigar o caso, depois de ter recolhido indícios na casa da vítima, onde o crime ocorreu.

Agência de Notícias com Lusa
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Detido por ter matado o cão da ex-companheira no Montijo

Não aceitou fim da relação e matou o cão... acabou detido pela PSP e solto pelo tribunal

A PSP deteve um homem, de 38 anos, por ter matado, esfolado e esquartejado o cão da ex-namorada, por não aceitar o fim do relacionamento, no Montijo. Este crime remonta ao passado dia 22 de Dezembro. Depois de serem alertados para um caso de maus tratos a um animal, os agentes da PSP dirigiram-se à cada da ex-namorada do suspeito e depararam-se com o cenário do crime. O homem foi imediatamente detido pela PSP.  O suspeito, que também está indiciado por crimes de violência doméstica contra a ex-namorada, ficou em liberdade sujeito à medida de coação de termo de identidade e residência.
PSP prendeu imediatamente o suspeito 

A Polícia de Segurança Pública (PSP) deteve no último domingo um homem de 38 anos por maus tratos animais, no Montijo. O homem terá matado o cão da ex-companheira.
Num comunicado enviado às redações, a PSP esclarece que a esquadra local foi chamada à casa da ex-companheira do indivíduo, onde "os polícias encontraram um cenário macabro".
Segundo o mesmo comunicado, o homem terá sido motivado pelo fim da relação amorosa que levava com a dona do animal, tendo sido detido no local.
Crime de maus-tratos a animal foi motivado "pela vontade de mostrar à sua ex-namorada o ressentimento pelo final da relação", diz ainda a polícia.
"Presente à autoridade judiciária, foi-lhe imposta a medida de coação de termo de identidade e residência, aguardando o desenvolvimento do processo criminal em liberdade", pode ler-se nesse mesmo comunicado.
O homem era já suspeito de ter incidido em outros crimes contra a ex-companheira, a quem a PSP está agora a averiguar a situação de risco e possível necessidade de "medidas de segurança adicionais".

Agência de Notícias com Lusa
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Marcelo cumpre tradição de Natal na Moita e no Barreiro

Presidente visita Raríssimas e saúda o "fim feliz" da polémica. Depois, foi para a ginjinha 


Todos os anos, na véspera de Natal, os barreirenses saem à rua para beber uma ginjinha. Uma tradição que o Presidente da República cumpre há quatro anos. O percurso arrancou na Tasca da Galega, um estabelecimento emblemático do Barreiro. "O que é muito impressionante é que é uma tradição, que penso que é única, no nosso país e revela de facto um calor humano muito grande", disse Marcelo Rebelo de Sousa. Nas ruas do Barreiro, o Presidente distribuiu votos de Boas Festas e deixou-se fotografar. Estar junto das pessoas é será sempre uma prioridade deste mandato, disse o chefe de Estado, que realçou o caráter informal desta iniciativa popular, realizada no Barreiro no dia 24 de Dezembro antes da noite de consoada. Antes, o Presidente da República saudou o apoio do anterior Governo e do atual à Raríssimas, na Moita, e congratulou-se com o "fim feliz" desta associação na sequência das denúncias de irregularidades na sua gestão em 2017. 
Marcelo voltou à Tasca da Galega 


Da Moita, o chefe de Estado seguiu para o Barreiro, juntando-se pelo quarto ano consecutivo à ginjinha de Natal, no centro da cidade, rodeado por uma multidão que o fez levar quase duas horas e meia a percorrer algumas dezenas de metros até à Tasca da Galega, onde atrás do balcão brindou "por Portugal", a pensar especialmente nos portugueses "que infelizmente estão doentes ou numa situação de sofrimento" nesta época festiva.
Como manda a tradição no Barreiro, desde há mais de 20 anos que, no dia 24 de Dezembro, antes da consoada, a população Barreirense sai à rua para ir beber uma Ginjinha à Tasca da Galega, na baixa da cidade.
A tradição tem origem nos trabalhadores da noite em bares do Barreiro, que se começaram a juntar em diversos locais ao fim da tarde para celebrar o Natal com uma ginjinha. Não demorou muito até que os Barreirenses começassem a aderir em massa. Atualmente o número de “participantes” a aderir àquilo que se tornou uma tradição, hoje de cariz social, é cada vez maior.
Este evento, que une o espírito natalício a várias gerações, leva a reencontros inesperados entre amigos de longa data que não se viam há algum tempo.
"A Ginjinha de Natal” é já uma tradição no Barreiro que, em vez de ser desde o fim da tarde até à hora da consoada como era há uns anos, há já quem comece pelas 16 horas. Como jovem Barreirense que adora a sua cidade e participante há meia dúzia de anos na tradição, acho por bem este encontro entre gerações neste dia especial. Na minha opinião cultiva amizades, com um convívio fraterno em torno de um copo, mantendo vivo o que é ser barreirense", dizia um jovem à porta da "mítica" Tasca da Galega.

Presidente vê Casa dos Marcos "mais feliz" na Moita 
Presidente satisfeito com apoio do Governo 
Em véspera de Natal, como tinha feito no ano passado e há dois anos, Marcelo Rebelo de Sousa visitou o Centro de Desenvolvimento e Reabilitação da Casa dos Marcos, no concelho da Moita, uma das instalações da Raríssimas - Associação Nacional de Deficiências Mentais e Raras, onde chegou meia hora antes do previsto.
O provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Edmundo Martinho, e o secretário de Estado da Segurança Social, Gabriel Bastos, acompanharam-no na visita à Raríssimas, que aconteceu num momento de transição entre a direção dos últimos dois anos, presidida por Margarida Laygue, e a nova direção da Raríssimas, que tem como presidente Maria João Trincão, que irá tomar posse no dia 3 de Janeiro.
À saída da Casa dos Marcos, em declarações aos jornalistas, o Presidente da República disse que "estas histórias, em muitos casos, não terminam bem", numa alusão às irregularidades denunciadas numa reportagem da TVI que levaram à destituição da antiga presidente, Paula Brito da Costa, que foi constituída arguida.
"Houve muitas dificuldades para manter unido o projeto, para manter uma equipa muito vigorosa à frente, para ter a Segurança Social a apoiar, para ter a Santa Casa da Misericórdia a apoiar, para ter a Aga Khan a apoiar, para ultrapassar o afastamento dos mecenas", referiu.
Marcelo Rebelo de Sousa destacou o "apoio espetacular, quer das famílias, quer dos trabalhadores, todos, da casa, que fizeram um esforço muito grande para manter aquilo que era fundamental".
"Depois, era preciso preparar o futuro, e fez-se isso tudo em dois anos. Não foi uma tarefa fácil. E eu tenho que cumprimentar o Governo, o anterior e o atual, por isso, o senhor provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, que foi um entusiasta deste projeto, e a Aga Khan", acrescentou.
O Presidente da República cumprimentou também todos os elementos desta direção cessante da Raríssimas, concluindo: "Agora é futuro. Agora é ano novo, vida nova. Na continuidade do esforço dos últimos anos, mas vida nova com outras perspetivas".
Antes, o chefe de Estado fez uma curta intervenção no átrio de entrada da Casa dos Marcos, ao qual foi dado o nome do ex-ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, José António Vieira da Silva, congratulando-se com o "fim feliz" deste "mandato extremamente difícil" na Raríssimas.
"Foi possível, passo a passo, fazer sobreviver a instituição - mas foi mesmo passo a passo", disse.
Segundo o Presidente da República, nestes dois anos foi decidido "a Santa Casa assumir um papel ainda mais vigoroso e ativo, sempre com o apoio da Segurança Social", que "continua inabalável".
"Por isso, este Natal é um Natal muito diferente do Natal de há dois anos. É mais Natal este ano", considerou.

Agência de Notícias com Lusa
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Barreiro terá Mercado Municipal no campo do Luso

“Vazio urbano” na Verderena dá origem a nova centralidade urbana e desenvolvimento local

A Câmara do Barreiro aprovou, em reunião pública, a “minuta de contrato de urbanização, respeitante à operação urbanística para a parcela de terreno do antigo Campo do Luso, na Verderena”, que vai permitir à Câmara do Barreiro aproveitar “a oportunidade de obra, para resolver o problema das infraestruturas de subsolo de águas e saneamento, há muito identificado”, segundo explicou o vereador Rui Braga, responsável pelas Obras Municipais. Mas as mais valias para o concelho não ficam por aqui, para aquela parcela de terreno do antigo campo do Luso que é atualmente um “vazio urbano incapaz de contribuir para a regeneração daquela área da cidade”, na opinião do autarca. No local, que será totalmente requalificado, irá nascer um novo mercado municipal. O promotor da obra irá ainda melhorar o campo do Santo Antoniense Futebol Clube. 
Zona do antigo campo do Luso vai ser requalificada 

Segundo explicou, esta oportunidade, surgiu na sequência da aquisição dos terrenos do campo do Luso por uma entidade privada, que ali vai instalar uma superfície comercial. Neste sentido, o município barreirense entendeu proceder à remodelação das infraestruturas de águas e saneamento, até por se considerar a zona como “crítica” para a cidade por se tratar de um corredor no qual passam as principais condutas do concelho.
Para além da remodelação na rede de águas e saneamento, a autarquia vai proceder ainda à requalificação do espaço público, na zona, através da construção de um novo mercado municipal de raiz e de melhores acessibilidades, naquela que é uma das principais artérias da cidade. Neste âmbito, Rui Braga recordou as diversas carências funcionais existentes no mercado municipal 25 de Abril, instalado do outro lado da rua Miguel Bombarda, quer para quem ali desenvolve a sua atividade, quer para os munícipes que o frequentam.
A Câmara Municipal “acredita que a construção desta superfície comercial e mercado, irão impulsionar o surgimento de novas atividades económicas complementares, ajudando a dar uso a vários espaços comerciais atualmente encerrados”, diz o autarca.

Santo António ganha relvado sintético 
Entre as mais valias que a entidade promotora da operação urbanística se compromete, incluiu-se um conjunto de intervenções a concretizar no campo do “Santo Antoniense Futebol Clube” (instalação de relvado sintético e respetivo sistema de rega).
Uma parceria elogiada por Rui Braga por permitir “potenciar a atividade desportiva no âmbito do Município, noutra ponta da cidade com encargos do lado privado”, disse.
São boas notícias para a cidade, investimento em Santo António, um novo mercado municipal, uma nova artéria, uma preocupação clara com a mobilidade, melhoria do espaço público e dinamização da economia local, numa junção entre investimento privado e investimento autárquico, principalmente nas infraestruturas de subsolo tão necessárias”, concluiu o responsável pelas Obras Municipais.

Agência de Notícias com Câmara do Barreiro 
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Seixal exige "conclusão urgente" das obras

Secundária João de Barros, em Corroios, com aulas em contentores há 10 anos

A Câmara do Seixal voltou a exigir em reunião pública, a "conclusão urgente" das obras na Escola Secundária João de Barros, no concelho, que já duram há 10 anos e têm condicionado os alunos a aulas em contentores. Em comunicado, o município explicou que a escola, que se situa em Corroios, começou a ser intervencionada em Outubro de 2010, prevendo-se a conclusão da empreitada no prazo de um ano e meio, no entanto, em 2011 parou pela primeira vez e, desde aí, os trabalhos têm sido "interrompidos e os prazos sucessivamente adiados, sem um fim à vista". A Associação de Pais lembra que são 1500 pessoas, que coabitam diariamente com "esta indigência e indignidade funcional", que classifica de "terceiro-mundista".
Todos reclamam o fim da obras  


A Câmara Municipal do Seixal aprovou, em reunião de câmara, uma tomada de posição pela conclusão urgente das obras da Escola Secundária João de Barros. As obras de modernização desta escola começaram em Outubro de 2010 e ainda estão por concluir.
 "É inquestionável a necessidade de modernização de uma escola instalada na freguesia de Corroios desde 1986, mas é igualmente inquestionável a necessidade de resolução de um problema que se arrasta há nove anos e que penaliza cerca de 1200 alunos, docentes e funcionários de forma injusta, sem que se vislumbre uma solução que conclua um processo iniciado em 2010", disse o presidente da Câmara do Seixal, Joaquim Santos.
O autarca acrescentou ainda que "apesar de as obras serem há muito reivindicadas pelas autarquias e pela comunidade educativa, não existe nenhum desenvolvimento, nem uma perspetiva de plano excecional de calendarização de intervenções por parte do Ministério de Educação, tendo em conta a urgência da situação existente".
As obras de requalificação da Escola Secundária João de Barros, intervenção da responsabilidade do Parque Escolar, encontram-se suspensas desde Abril de 2019, data em que a obra foi novamente interrompida, não existindo qualquer informação concreta sobre a previsão do reinício dos trabalhos.
Devido a este impasse, os alunos continuam a ter aulas em contentores, num espaço escolar “reduzido a um terço para as cerca de 1.500 pessoas que ali estão diariamente”, além de que têm de se deslocar para o exterior da instituição para terem aulas de Educação Física.

Alunos, país e professores unidos na luta 
Já no inicio deste mês, mais de 600 pessoas, entre pais, alunos e professores, exigiram, a conclusão das obras e alertaram para a presença de amianto e para a falta de funcionários. “Estamos a fazer uma manifestação para que o Governo nos ouça”, disse à agência Lusa o presidente da Associação de Pais da Escola João de Barros, José Lourenço, referindo que o novo concurso lançado para a obra de requalificação “não teve concorrentes”.
Na visão de José Lourenço, esta foi uma “manobra dilatória” do Governo, para resolver o problema que já dura há 10 anos e que se acentuou em Abril, quando o empreiteiro responsável suspendeu a obra, levando todo o material.
Foi este o principal motivo que originou a concentração de mais de 600 pessoas em frente à Escola João de Barros, ontem de manhã, mas também a presença de amianto no telhado do edifício original, que “significa um risco para a saúde pública” e motiva muitas críticas, recordou José Lourenço.
Além disso, frisou, existe um “défice enorme de funcionários auxiliares, que põe em risco não só o funcionamento da Escola João de Barros, mas de todo o agrupamento”.
Segundo a associação de pais, nas instituições do Agrupamento de Escolas João de Barros apenas existem ao serviço 41 assistentes operacionais (para um rácio de 60), dos quais 17 são sexagenários e apenas seis têm menos de 40 anos.
Este foi o segundo protesto dinamizado pelos pais e alunos desta escola, que ainda não receberam qualquer resposta do Ministério da Educação sobre as possíveis soluções.
“Duvidamos que o Ministério da Educação nos ouça, porque nem sabemos se temos ministro. O ministro da Educação [Tiago Brandão Rodrigues] não se vê em lado nenhum, não aparece nas televisões, raramente aparece. Pronunciar-se sobre esta situação, não se pronuncia”, criticou.

Agência de Notícias 
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Museu Europeu do Ano pode ir para Sesimbra

Museu Marítimo entre os 61 melhores da Europa  e é o único nomeado em Portugal 

O Museu Marítimo de Sesimbra está nomeado para o prémio Museu Europeu do Ano, cujo vencedor será anunciado em Maio, em Cardiff, País de Gales. O Museu Marítimo de Sesimbra é o único museu português numa lista de 61 nomeados. O Prémio Museu Europeu do Ano, atribuído pelo Fórum Europeu dos Museus, foi criado há mais de 40 anos para reconhecer casos de excelência na museológica europeia e é, atualmente, o mais prestigiado galardão atribuído pelo Fórum. O museu de Sesimbra vai disputar o galardão com museus da Alemanha, França, Suiça, Bélgica, Bósnia, entre outros. No último ano, o prémio foi atribuído ao Rijksmuseum Boerhaave, na Holanda.
Museu fica na Fortaleza de Santiago 

O Museu Marítimo de Sesimbra abriu ao público em 2016, na Fortaleza de Santiago, em Sesimbra. Reúne um vasto espólio que dá a conhecer a ligação de Sesimbra ao mar, das quais se destaca um cepo de âncora com cinco mil anos associado à navegação no período romano e um conjunto de anzois e pesos de rede situados entre 2500 e 200 a.C., as peças mais antigas deste espólio.
O seu património ligado ao mar e à pesca é fruto de um trabalho de proximidade feito com a comunidade piscatória, complementado por soluções tecnológicas, entre as quais uma viagem 3D que mostra a formação do território, um aquário virtual, onde se pode espreitar o fundo do mar de Sesimbra, e uma mesa interpretativa digital com registo de mareantes, embarcações e rotas feitas pelos homens do mar de Sesimbra.
Com três anos de funcionamento, o Museu Marítimo recebeu já uma menção honrosa e dois prémios no Prémio Museu do Ano, da Associação Portuguesa de Museologia, e foi segundo classificado no prémio IberMuseus deste ano, com o projeto Museu Fora de Portas. O mesmo projeto recebeu também o Prémio de Mérito Social, no âmbito do Concurso Melhores Municípios Para Viver 2019.
Este ano, o Museu Marítimo passou ainda a integrar a Rede das Organizações dos Museus Europeus (Network of European Museum Organizations).
Entre os 61 nomeados estão o Museu de Herzegovina, na Bósnia, o Museu de Lodève, em França, o Museu Alemão de Espionagem, na Alemanha, a Casa Anne Frank, na Holanda, o Museu Histórico, na Suíça, ou o Museu de África, na Bélgica.
No último ano, o prémio foi atribuído ao Rijksmuseum Boerhaave, Holanda.

Agência de Notícias com Câmara de Sesimbra
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Cidadania e inclusão discutidos no Montijo

Governo elogia trabalho com pessoas com deficiência no Distrito de Setúbal 

A Associação de Paralisia Cerebral de Almada Seixal realizou a Conferência Final do Projeto “Youth Lab 4 Inclusion”, no Cinema-Teatro Joaquim d’ Almeida, no Montijo, momento que contou com a presença de centenas de jovens de todo o distrito de Setúbal. O “Youth Lab 4 Inclusion” é um projeto co-financiado pela Secretaria de Estado para a Cidadania e Igualdade que visa fomentar a cidadania e a inclusão como direitos universais, fomentando a participação ativa dos jovens, com ou sem deficiência, entre os 12 e os 23 anos. Em 2018 e no corrente ano estiveram envolvidas 24 escolas do distrito de Setúbal, com 25 grupos de jovens. Montijo participou através Escola Secundária Poeta Joaquim Serra.
Projeto envolve 24 escolas do distrito de Setúbal 


A conferência contou com a apresentação dos vários projetos, levados a cabo por diversas escolas e do testemunho dos seus intervenientes. O artista Virgul e o grupo de dança wheel Dance da Associação de Paralisia Cerebral de Almada Seixal animaram o evento.
O presidente da Câmara do Montijo, Nuno Canta, foi o orador na sessão de abertura da conferência, referindo ser “uma alegria poder acolher este evento de jovens e professores que criaram projetos para que outros sejam mais felizes. Um exemplo que deve ser reproduzido e incentivado em todas as escolas a nível nacional e porventura no mundo inteiro”.
“Sempre acreditámos na necessidade de criar os meios que permitem, aos jovens, participar na construção de cidades mais livres e democráticas. Este projeto e este evento são um passo nessa direção”, afirmou o presidente.
Ana Sofia Antunes, secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência, encerrou a cerimónia sublinhando que a Associação de Paralisia Cerebral de Almada Seixal “é uma associação pequena, comparada com muitas que há por este país fora, de apoio a pessoas com deficiência, mas tem esta capacidade de pensar fora da caixa, no fundo, de concretizar os desafios que nós, no governo, planeamos e planificamos”.
“Acredito que, dentro de alguns anos, esta vossa geração vai ter uma visão diferente e uma maior abertura para trabalhar com pessoas muito diferentes”, afirmou a secretária de estado.

Agência de Notícias com Câmara do Montijo 
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Barcos novos para Seixal, Montijo e Cacilhas atrasados

Utentes da Transtejo questionam sobre anulação de concurso de compra de barcos

As comissões de utentes de transportes de Almada, Montijo e Seixal querem saber o que vai fazer o Governo para mitigar os problemas do transporte fluvial depois da anulação do concurso para a compra de 10 navios. O secretário de Estado da Mobilidade. Eduardo Pinheiro, adiantou esta semana que o concurso foi anulado devido "à não demonstração pelos concorrentes do cumprimento dos requisitos de capacidade técnica exigidos, estando previsto o lançamento de um novo procedimento no mês de Janeiro, mas agora para a compra de barcos 100 por centro elétricos". Os novos barcos destinam-se às ligações de Lisboa a Cacilhas, Seixal e Montijo, e vão começar a ser entregues em 2022 (quatro), mas o processo ficará concluído até 2024, como estava anteriormente previsto”, sublinhou o secretário de Estado.
Concurso para compra de novos barcos foi cancelado  

Em comunicado, as comissões de utentes adiantam que enviaram uma carta ao primeiro-ministro, António Costa, a perguntar que medidas vai o Governo tomar quanto ao transporte fluvial depois do anúncio pelo executivo, ao Jornal de Negócios, da anulação do concurso.
As comissões “querem saber o que está planeado para garantir a manutenção das atuais frotas da Transtejo e Soflusa, agora que o concurso público para a aquisição de 10 novos barcos foi anulado por decisão governamental e foi anunciada a abertura de um novo concurso no início do próximo ano, implicando o atraso de 12 meses na chegada dos primeiros barcos, agora apontada para 2022”.
O Ministério do Ambiente e da Ação Climática esclareceu, entretanto, à Lusa que esta não foi uma decisão governamental, mas do júri do concurso.
A Comissão de Utentes do Cais do Seixalinho (Montijo), a Comissão de Utentes de Transportes do Seixal e a Comissão de Utentes de Transportes da Margem Sul (Almada), todas na distrito de Setúbal, querem saber ainda o que fez o Governo para dotar aquelas empresas de meios para garantir que o serviço público não volta a ser interrompido, nomeadamente quantos trabalhadores foram contratados e que verba foi destinada ao setor da manutenção.
A frota das duas empresas, recordam, é composta, na sua grande maioria, por navios com mais de 20 anos de serviço.
As comissões salientam que estas questões são colocadas num momento em que “os dados mais recentes indicam que o volume de passageiros no transporte fluvial subiu, levando os utentes a recear que as interrupções do serviço possam ter graves impactos na vida de todos aqueles que necessitam diariamente de atravessar o rio Tejo”.
Em declarações à Lusa, Carlos Costa, do Sindicato dos Transportes Fluviais, Costeiros e da Marinha Mercante, também lamentou a situação.
"Já estávamos à espera da anulação. Temos vindo a receber informações por parte da empresa que apontavam para esse sentido", disse, acrescentando que ao nível do serviço público há, assim, um atraso de toda a programação de no mínimo 12 meses.
Carlos Costa espera que a situação nos transportes fluviais "não piore", lembrando que parte da frota está já bastante envelhecida e é "claramente insuficiente para o número de passageiros que os utiliza".
"Vai demorar muito tempo. Toda a construção arquitetónica e física demora o seu tempo. Um navio é uma coisa complicada e demorada de fazer. Enfim, neste momento não podemos fazer mais nada a não ser aguardar", frisou.

Anulação de concurso de barcos na Transtejo
Conforme noticia do jornal Negócios, o concurso lançado no início deste ano para a compra de 10 navios movidos a gás natural foi anulado devido “à não demonstração pelos concorrentes do cumprimento dos requisitos de capacidade técnica exigidos, estando previsto o lançamento de um novo procedimento no mês de Janeiro, mas agora para a compra de barcos 100 por cento elétricos”.
O secretário de Estado da Mobilidade, Eduardo Pinheiro, adiantou ao Negócios estar previsto que a adjudicação ocorra "no início do segundo semestre de 2020, sendo que, ao contrário do primeiro concurso, este não irá prever uma fase de pré-qualificação de forma a conseguir reduzir-se ao máximo os prazos do concurso”.
Os novos barcos destinam-se às ligações de Lisboa a Cacilhas, Seixal e Montijo, e vão começar a ser entregues em 2022 (quatro), mas o processo ficará concluído até 2024, como estava anteriormente previsto”, assegurou o secretário de Estado.
O governante esclareceu que “no procedimento anterior estava prevista uma entrega ainda em 2021, mas agora chegarão mais navios em 2022”.
Eduardo Pinheiro explicou que, após uma análise técnica realizada pela Transtejo foi concluído que a “solução 100 por cento elétrica é viável para a operação e, por outro lado, que se enquadra no orçamento disponível”.
O valor base do novo concurso será equivalente ao que foi lançado em Janeiro, de 90 milhões de euros, dos quais 57 milhões são para os navios e 33 milhões para a manutenção durante um período de cinco anos.

Agência de Notícias com Lusa 
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Dragagens em Setúbal decididas esta sexta-feira

PSD, BE, PEV e PAN defendem suspensão das dragagens no Sado 

O PSD, BE, PEV e PAN defenderam esta quinta-feira, no parlamento, a suspensão das dragagens no porto de Setúbal e o esclarecimento da população sobre o projeto, enquanto o PS assegurou que "o Governo está a fazer as coisas bem". Ao mesmo tempo que cerca de uma centena de pessoas se manifestava contra as dragagens no Sado, junto à Assembleia da República, em Lisboa, o socialista André Pinotes Batista disse que o projeto de melhoria das acessibilidades marítimas ao porto de Setúbal "é estratégico, mas também sensível", garantindo que foi respeitada a Declaração de Impacte Ambiental e defendida "uma intervenção de compromisso ambiental". Os documentos apresentados pelos partidos serão votados esta sexta-feira.
População não desiste da luta 

"Não vemos motivo para a suspensão destas dragagens", afirmou o deputado do PS André Pinotes Batista, indicando que todos os requisitos para avançar com o projeto foram cumpridos e que foram investidos dois milhões de euros em estudos.
Na reunião em plenário, estiveram em debate três projetos de resolução sobre as dragagens no Porto de Setúbal, apresentados pelo BE, PEV e PAN, e uma petição, subscrita por 13.075 pessoas e entregue em Janeiro na Assembleia da República, que pede a adoção de medidas de defesa da Reserva Natural do Sado.
"Suspendam as dragagens, esclareçam a população", apelou o deputado do PSD Nuno Carvalho, considerando que a fonte do problema é a consulta pública, procedimento "que tem regras", nomeadamente ouvir municípios, juntas de freguesia e pescadores, mas "a freguesia do Sado não foi consultada".
Acusando o PS de "teimosia", porque "não sabe assumir os erros", o social-democrata pediu à bancada socialista "uma solução para colmatar as falhas na consulta pública" e que explique como é que a obra no porto de Setúbal pode coexistir com o turismo e a pesca.
Em resposta, o deputado socialista André Pinotes Batista lembrou que PSD quando estava no governo "defendia o dobro do que agora vai ser feito" no Sado, reforçando que os compromissos do PS são "realistas" e preveem preocupações ambientais e impactos em atividades económicas, inclusive a pesca.
Com um projeto de resolução que recomenda a suspensão das dragagens no porto de Setúbal, a deputada do BE Sandra Cunha considerou que o projeto "tem tudo o que é de mau", antecipando-se um "desastre" a nível ambiental, nomeadamente nas cerca de 200 espécies de aves e na comunidade de golfinhos, o que coloca em causa o ecossistema do estuário do Sado.
Para a bloquista, a decisão do Governo, liderado pelo socialista António Costa, sobre o projeto do porto de Setúbal "estava tomada antes do estudo de impacte ambiental", tal como aconteceu noutros projetos, nomeadamente o aeroporto do Montijo, classificando como "uma farsa" o processo de consulta pública.
Da bancada do PEV, José Luis Ferreira saudou e subscreveu as exigências dos peticionários sobre a adoção de medidas de defesa da Reserva Natural do Estuário do Sado, indicando que "é a primeira vez que se pretendem fazer dragagens tão profundas", sem ter em conta interesses e valores a preservar como duas das quatro zonas identificadas num estudo para que fossem classificadas para proteger faunas.
"Uma parte desse estudo foi ignorada para que não se colocassem obstáculos", criticou o deputado do PEV, apelando para a suspensão do processo das dragagens no Sado e à promoção de um amplo debate público com informação atualizada.
Por parte do PAN, Cristina Rodrigues lamentou que se venda à população a ideia de crescimento económico, "omitindo que tal ocorrerá às custas da sua saúde".
Para que "o rio Sado não seja vítima de mais um crime ambiental", o PAN quer que sejam retiradas as considerações económicas nos estudos sobre o projeto do Porto de Setúbal, porque se trata de "recursos de todos utilizados para benefícios de alguns".
Exigindo uma compatibilização entre desenvolvimento económico e respeito pelo ambiente, a deputada do PCP Paula Santos disse que não se opõe às dragagens no Sado, apesar das críticas apontadas pela Câmara de Setúbal (CDU, coligação PCP-PEV), que "não foram consideradas" no projeto. Os documentos apresentados pelos partidos serão votados apenas nesta sexta-feira.
O projeto de melhoria das acessibilidades marítimas ao porto de Setúbal prevê a retirada de 6,5 milhões de metros cúbicos de areia do estuário do Sado em duas fases, a primeira das quais, para a retirada de 3,5 milhões de metros cúbicos de areia, já adjudicada pela Administração dos portos de Setúbal e Sesimbra e em fase de execução desde 12 de Dezembro.

Uma centena protesta junto ao parlamento 
Cerca de 100 pessoas estiveram concentradas junto à Assembleia da República, em Lisboa, para contestar as dragagens no estuário do Sado.
Este protesto ocorre no dia em que o parlamento discute em plenário três projetos de resolução e uma petição que visam a suspensão das dragagens no rio Sado.
"Custe o que custar, doa a quem doer, o rio Sado é para defender" é a principal mensagem, proferida pelos manifestantes, que têm cartazes, tarjas, megafones e chapéus de chuva, num dia de mau tempo em todo o país.
"A dimensão da contestação é tal que decidiram enfrentar este tempo para estar aqui hoje para defender o Sado", sublinhou à agência Lusa David Nascimento, da SOS Sado.
Para o porta-voz da associação, as dragagens no rio Sado "são uma ambição irrealista do porto de Setúbal e do Governo" e, por isso, "devem ser suspensas".
"O Governo deve repensar este atentado ambiental. Iremos continuar a lutar nas ruas e nos tribunais, pois esta é uma causa ambiental", apontou.
A acompanhar os manifestantes esteve também o deputado do partido Pessoas-Animais-Natureza, André Silva, que alertou para as consequências negativas das dragagens.
"Esta atividade económica pode aumentar o valor de negócio, mas pode pôr em causa atividades como o turismo. Portanto, pretendemos a revogação das autorizações para as dragagens", afirmou.
Entretanto, no interior do parlamento, alguns manifestantes e representantes de associações de defesa ambiental sentaram-se nas galerias do parlamento para acompanhar a discussão dos projetos de resolução e da petição sobre esta matéria.
A administração portuária, dizem, pode lançar novo concurso público para a realização da segunda fase, uma vez que essas obras já estão licenciadas.
Por resolver continua ainda o problema da deposição de uma parte dos dragados na denominada zona da Restinga, que tem a oposição das organizações de pescadores de Setúbal por se tratar de uma zona de pesca e ser considerada de grande importância para a reprodução de várias espécies.
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Mau tempo suspende barcos e condiciona pontes

Barcos parados, comboios alternados, as duas pontes com trânsito condicionado e já morreu uma pessoa no Montijo 

A circulação na Ponte 25 de Abril, em Almada, e Vasco da Gama, no Montijo, estão dificultadas esta quinta-feira devido ao mau tempo. Na 25 de Abril, a circulação rodoviária está condicionada a motas e camiões com lona, e as ligações ferroviárias estão a ser alternadas. As ligações fluviais no  Rio Tejo, entre Lisboa e o Montijo, Cacilhas, Seixal e Barreiro, foram suspensas temporariamente. Os barcos só devem voltar a navegar na madrugada desta sexta-feira. Tudo o que se está a passar no país por causa do mau tempo e já há duas vítimas mortais. Uma delas no Montijo; um condutor que teve um despiste na sequência da queda de uma árvore.
Mau tempo dificulta ligações ao distrito

“Face ao agravamento das condições atmosféricas, neste momento, por motivos de segurança, estão suspensas todas as ligações fluviais da Transtejo e Soflusa, com exceção de Cacilhas”, adiantou fonte da empresa à agência Lusa ao início da tarde.
No entanto, ao final da tarde, a ligação fluvial entre Cacilhas, em Almada, e o Cais do Sodré, em Lisboa, também foi suspensa devido ao agravamento das condições atmosféricas.
"As condições atmosféricas não melhoraram, pelo contrário, agravaram-se neste espaço de tempo e tivemos que suspender também a ligação de Cacilhas", em Almada, adiantou fonte da empresa à agência Lusa.
Segundo a Transtejo/Soflusa, o transporte fluvial apenas será retomado quando “se verificar uma melhoria das condições atmosféricas que permitam retomar a operação em segurança”. "De momento, não é possível prever a retoma do serviço", lê-se ainda na página da internet da empresa.
A Transtejo assegura as ligações fluviais entre o Seixal, Montijo, Cacilhas e Trafaria/Porto Brandão a Lisboa, enquanto a Soflusa garante a travessia entre o Barreiro e o Terreiro do Paço (Lisboa).

Pontes 25 de Abril e Vasco da Gama com limite de velocidade 
O trânsito rodoviário na Ponte 25 de Abril está condicionado para motas e camiões com lona. De acordo com a Proteção Civil informou ainda que, para já, não está previsto o encerramento da mesma.
“Está interditada a circulação de veículos pesados de mercadorias com lona, assim como ciclomotores na Ponte 25 de Abril [que liga Lisboa a Almada]”, adiantou também à Lusa o comandante Rui Laranjeira, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil. 
Também tem
Rui Laranjeira referiu ainda que, de acordo com a Lusoponte, as pontes 25 de Abril e Vasco da Gama [entre Lisboa e Montijo] "estão com restrições às velocidades máximas de circulação".
Fonte da Lusoponte, concessionária das duas infraestruturas, adiantou que não se pode circular a velocidade superior a 80 quilómetros/hora na Ponte Vasco da Gama. Já na Ponte 25 de Abril, a velocidade está limitada a 60 quilómetros/hora.
“Estamos a acompanhar o evoluir das condições meteorológicas e faremos alterações de acordo com a situação”, acrescentou a fonte.
Já sobre as ligações ferroviárias na ponte, informa a Fertagus que estas estão a decorrer de forma alternada - em situações de climatéricas adversas não é possível ter dois comboios a circular em simultâneo, explica a empresa -, o que pode gerar alguns atrasos nas ligações entre a capital e os concelhos de Almada, Seixal, Barreiro, Palmela e Setúbal. 
Na Linha do Sado [entre Setúbal e Barreiro] também há supressão de comboios. Relatos contam que entre a Moita e o Barreiro tem havido problemas. 

Elsa faz vitima mortal no Montijo 
Confirma-se mais um morto devido ao mau tempo. Fonte da GNR de Viseu acabou de confirmar que uma pessoa morreu na sequência do desabamento de uma casa em Codeçais, no concelho de Castro Daire. Não foram reveladas mais informações, desde logo sobre a identidade da vítima.
Antes, tinha sido já confirmada uma vítima mortal no Montijo, um condutor que teve um despiste na sequência da queda de uma árvore.
A queda de uma árvore no Montijo, matou esta quinta-feira o condutor de um veículo pesado, revelou a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil. 
"Temos o registo de vítima mortal em Canha, concelho do Montijo, devido à queda de uma árvore sobre um veículo pesado de mercadorias, às 15h55 de hoje", disse o comandante Rui Laranjeira.
Segundo o Comando-Geral da GNR, a vítima tem 50 anos e o acidente, um despiste, ocorreu na sequência da queda de uma árvore.
Foram contabilizadas 2.941 ocorrências devido ao mau tempo, entre as 15 horas de quarta-feira, quando se iniciou o alerta especial emitido pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, e as 17 horas desta quinta-feira.
A passagem da depressão Elsa por Portugal provocou pelo menos 22 desalojados e há milhares de pessoas sem energia elétrica.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou hoje sob aviso vermelho nove distritos - Viseu, Guarda, Castelo Branco, Aveiro, Coimbra, Braga, Porto, Vila Real e Viana do Castelo - em diferentes períodos do dia, devido à previsão de chuva forte e rajadas de vento superiores a 100 quilómetros por hora.
No Alentejo, Beja e Portalegre integram o ‘lote’ de distritos sob aviso laranja para precipitação, vento ou agitação marítima, enquanto o distrito de Évora está só com avisos amarelos.
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil alertou na quarta-feira a população para o agravamento das condições meteorológicas, com precipitação forte e persistente, vento forte nas terras altas e agitação marítima forte em toda a costa.

Agência de Notícias com Lusa 
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Cidadãos de Seixal tentam travar aeroporto no Montijo

Providência cautelar para suspender Avaliação de Impacto Ambiental do novo aeroporto

Um grupo de cidadãos do Seixal constituiu uma associação na semana passada e apresentou uma providência cautelar destinada a travar a construção do novo aeroporto do Montijo. No texto da providência cautelar, o novo aeroporto é classificado como uma “atrocidade ambiental” e a Avaliação de Impacto Ambiental como uma “mera formalidade” que não teve em conta todos as dimensões que podem ser prejudicadas pela construção daquela infraestrutura. A título de exemplo, os autores da providência alertam para o facto de não terem sido “tidos em conta todos os impactos para o descanso, para a saúde e para a qualidade de vida física e mental das populações do Montijo, Barreiro, Moita e Seixal, cuja residência e ou local de trabalho se localiza debaixo dos corredores de aproximação ao novo aeroporto”. Os proponentes defendem que a infraestrutura deve ser desviada para Beja ou feita de raiz em Rio Frio [Pinhal Novo] ou em Alcochete.
Ninguém quer ficar a ver passar aviões...

Um grupo de cidadãos do Seixal interpôs na quarta-feira uma providência cautelar no Tribunal Administrativo de Lisboa que visa suspender a Avaliação de Impacto Ambiental relativa ao novo aeroporto do Montijo, avançou à Lusa o advogado do processo.
“É um procedimento cautelar popular administrativo que foi intentado por um grupo de cidadãos (…) que tem em vista, por um lado, a suspensão da Avaliação de Impacto Ambiental relativamente ao processo do aeroporto do Montijo”, disse o advogado Miguel Santos Pereira. Por outro lado, a ação quer que “não seja emitida a Declaração de Impacto Ambiental que foi proposta no sentido favorável, mas condicionada, com algumas medidas de mitigação”.
Com este procedimento cautelar, preliminar à ação popular administrativa a intentar, o que se pretende “exatamente” é “suspender este ato administrativo, que é a Avaliação de Impacte Ambiental, e de forma a que não seja emitida a Declaração de Impacte Ambiental até que se perceba exatamente todos os vícios que estão neste estudo de impacto ambiental”, sustentou o advogado.
Miguel Santos Pereira ressalvou que esta ação “não visa dizer qual deve ser o caminho”, mas apenas que “estes estudos de impacto ambiental e a avaliação que foi feita ao estudo proposto pela ANA [Aeroportos de Portugal] está mal feito e, como tal, deve ser rejeitado”.
“Não pode ser de outra forma, segundo o direito interno e segundo o direito da União Europeia”, vincou, defendendo que há outras soluções para o novo aeroporto, como Rio Frio, [em Pinhal Novo], Alcochete ou mesmo Beja.
“As únicas pessoas que podem estar interessadas neste aeroporto são com certeza os autarcas, que acham que vai ser muito bom para os seus munícipes, que vai desenvolver a economia e, sobretudo, se forem autarcas que, infelizmente, sofram de ‘partidarite’, ou seja, que sejam da mesma cor do Governo”, criticou.
Segundo Miguel Santos Pereira, “a vantagem desta ação é que não tem base partidária, nem nenhum tipo de ‘clubito’, nem agenda escondida”.
O autor da providência cautelar é uma associação com o nome “Negociata – Ninguém Espere Grandes Oportunidades Com Investimentos Anti-Ambiente”, que foi formalmente criada na quinta-feira da semana passada. Segundo explicou o advogado Miguel dos Santos Pereira, que representa o grupo, a associação é formada por “cidadãos do Município do Seixal”.

Populações teme stress, barulho, perda de memória... 
A providência começa por questionar a opção pela construção de um aeroporto complementar ao de Lisboa em vez da construção de um novo aeroporto que permita afastar do centro da cidade o tráfego aéreo.
A título de exemplo, os autores da providência alertam para o facto de não terem sido “tidos em conta todos os impactos para o descanso, para a saúde e para a qualidade de vida física e mental das populações do Montijo, Barreiro, Moita e Seixal, cuja residência e ou local de trabalho se localiza debaixo dos corredores de aproximação ao novo aeroporto”.
“Uma exposição continuada à poluição sonora causa, nas populações residentes nas áreas envolventes, designadamente, stress, depressão, perda da capacidade de audição, incluindo surdez, agressividade, perda de atenção e concentração, perda de memória, dores de cabeça, aumento da pressão arterial, cansaço, gastrite e úlcera crónicas, quebra do rendimento escolar e no trabalho. Sendo ainda causa de transtornos do sono, ansiedade, mal-estar, agressividade, agitação, mudanças de personalidade, diminuição do desejo sexual, disfunção sexual feminina e disfunção eréctil, etc. Que são, frequentemente, factores de problemas conjugais e familiares e de desintegração familiar. Aliás, os efeitos nocivos da poluição sonora são tão graves que atingem outros seres vivos para além dos seres humanos”, afirma mesmo a providência cautelar.
“No fundo são cidadãos que se cansaram um pouco de todo este tema, de todo este conjunto de reuniões, de comunicação na internet, criação de plataformas sem ninguém avançar para tribunal e pediram-nos para avançarmos para tribunal para se fazer alguma coisa”, concretizou.
O procedimento cautelar popular administrativo é contra a APA - Agência Portuguesa do Ambiente e o Ministério do Ambiente e da Ação Climática e o Ministério das Infraestruturas e da Habitação
Tem como entidades contrainteressadas a ANA, a Autoridade Nacional da Aviação Civil e os municípios de Alcochete, Almada, Amadora, Barreiro, Cascais, Lisboa, Loures, Mafra, Moita, Montijo, Odivelas, Oeiras, Palmela, Seixal, Setúbal, Sintra, Vila Franca de Xira e Benavente.
A APA emitiu em Outubro a proposta de Declaração de Impacte Ambiental relativa ao aeroporto do Montijo e respetivas acessibilidades, tendo a decisão sido "favorável condicionada", viabilizando o projeto.

Agência de Notícias com Lusa 
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