Dá um Gosto ao ADN

Queijo, Pão e Vinho na mesa em Quinta do Anjo

Muito queijo, pão e vinho na mostra do mundo rural em Palmela

A localidade de São Gonçalo, na freguesia de Quinta do Anjo, concelho de Palmela, recebe até domingo, a 23.ª edição do Festival Queijo, Pão e Vinho onde, ao longo de três dias, irão estar presentes cerca de meia centena de produtores para dar a conhecer, e a provar, os sabores da região. Além do queijo de ovelha (com destaque para o afamado Queijo de Azeitão), dos vinhos da Península de Setúbal e do pão tradicional, o Festival é palco privilegiado para a fruta, os licores, as compotas, a doçaria, o mel e outras riquezas da gastronomia regional. Trata-se, de acordo com a autarquia, de "um programa de animação diversificado, com música, desporto, corrida de ovelhas e muitas oportunidades para conviver de perto com o mundo rural". Uma iniciativa a não perder, "para momentos especiais, em família". Em simultâneo, decorrem os Fins de Semana Gastronómicos do Queijo de Ovelha, no âmbito do programa “Palmela, Experiências com Sabor!”.
Festival decorre até este domingo, 2 de Abril 

Os melhores sabores da Arrábida promovem-se em São Gonçalo, na freguesia de Quinta do Anjo, até domingo. As portas abriram esta sexta-feira à tarde e atraíram uma pequena multidão que não quiseram perder pitada do melhor queijo de Azeitão (e outros queijos de ovelha), do pão regional, dos vinhos da Península de Setúbal, da gastronomia e da doçaria tradicional.
A organização teve a "benção" de São Pedro e espera mais de 16 mil pessoas. À ADN, Luís Pinto, que chegou de Sesimbra, explica que o Festival do Queijo, Pão e Vinho "já faz parte dos melhores roteiros gastronómicos da região". E não veio sozinho. "Este ano consegui trazer um grupo de amigos da região de Aveiro e, numa primeira análise, estão deliciados e impressionados, pela qualidade dos produtos da nossa região".
Luís, e os amigos de Aveiro ficaram a "provar" um tinto Costa Matos e, mais à frente, Mariana e Adriana - duas irmãs da região de Almada - perdiam-se de olhares pelo Doce da Bina [recentemente distinguida nos Great Taste Awards 2016 pela qualidade dos seus doces]. "É um festival de coisas boas, de muita variedade também", disseram. "Para já estamos rendidas aos sabores e às criações destes doces de Palmela", exaltaram as visitantes do primeiro dia do certame que deixaram, ainda assim, um reparo. "Falta mais zonas de descanso e mais barracas de comida e de prova".
A  23ª edição do Festival Queijo Pão e Vinho, oferece um programa repleto de actividades, com espaços de gastronomia, demonstrações equestres, momentos musicais, actuações de grupos de ginástica, ateliês para as crianças e ainda passeios pedestres e de BTT, numa fusão entre a ruralidade e a inovação. Não faltarão também os doces, a fruta, as compotas, o mel e os licores, num total de quase meia centena de expositores.
Álvaro Amaro, presidente da Câmara de Palmela não tem dúvidas de que o certame é uma mostra dos "produtos de excelência" do concelho de Palmela. "Este festival é uma aposta que vale a pena e as várias parcerias tornam o programa atrativo e apetecível", sublinha, acrescentando que a "gastronomia e o enoturismo são, hoje em dia, veias de desenvolvimento dos territórios que os promovem".
De acordo com Álvaro Amaro, esta é "uma forma de atrair  visitantes ao concelho para redescobrirem estes valores que aqui temos que também fazem parte do nosso património".
     Mostra dos produtos de excelência do concelho
A organização cabe à ARCOLSA – Associação Regional de Criadores de Ovinos Leiteiros da Serra da Arrábida, em articulação com a Câmara de Palmela, que conta atrair 16 mil visitantes, entre nacionais e estrangeiros.
O autarca destaca da programação "as corridas e tosquias das ovelhas, momentos que fascinam as famílias da região e de outros pontos do País que visitam um festival único, com produtos de excelência, para tomar contato com o que de melhor temos em termos de atividades tradicionais". 
"O Festival Queijo, Pão e Vinho promete ser um encontro de amigos, vizinhos e acima de tudo uma forma de as famílias passaram um tempo agradável, brindando e degustando os produtos típicos da região", sublinhou o presidente da Câmara de Palmela, em declarações à PopularFM e à ADN.
    Álvaro Amaro fala das principais expectativas do Festival deste ano                                                                                                                              
Para o responsável pela pasta do Turismo da Câmara de Palmela, Luís Miguel Calha, o Festival do Queijo, Pão e Vinho é uma “excelente oportunidade para os produtores da freguesia e da região mostrarem os produtos de excelência que vão produzindo nos seus espaços”. Segundo o autarca, o certame, além do promover os produtos, contribui para que as tradições da freguesia não se percam com o desenrolar dos anos.
"Trata-se de um festival de paixão pelos excelentes produtos de qualidade que temos e um certame vivido com grande intensidade pelos produtores, que tem um grande orgulho neste evento", garante o vereador. A trilogia pão, queijo e vinho "significa por si só um forte motivo de atração ao território", diz Luís Miguel Calha que garantiu ainda à PopularFM  e à ADN que "a maioria dos visitantes do festival chegam da zona de Lisboa".
  Luís Miguel Calha diz que este é "um festival de paixões" 
As portas do certame abriram esta sexta-feira. No primeiro dia do evento, o destaque foi para uma actuação de tributo ao Cante Alentejano, da responsabilidade do grupo coral ModAlentejo, Mas as atenções estiveram voltadas para o picadeiro, com demonstrações equestres da Escola de Equitação “Quinta dos Barreiros”.
A programação segue no dia 1 de Abril, sábado, com mais demonstrações equestres e tertúlias no auditório com os vários agentes económicos locais. Numa tentativa de “abranger todos os públicos, incluindo as crianças, criámos várias iniciativas para as famílias passarem o dia inteiro no recinto”, explicou Francisco Macheta, membro da organização. Nesse sentido, o programa dá a oportunidade aos mais novos de contactar com os animais, assistir a demonstrações de tosquia e a corridas de ovelhas, no Ovinódromo, um dos pontos mais altos do festival.
"Trata-se de uma corrida única no país e que, desde o início, foi um sucesso imediato", diz Francisco Macheta. A famosa  corrida acontece na tarde de sábado e domingo, às 17h30, e "pára por alguns minutos" a animação do Queijo, Pão e Vinho.
 Francisco Macheta fala da corrida das ovelhas
As crianças podem participar no espaço de animação “Ponho as mãos a mexer… para aprender”, dinamizado pelo Centro Social de Quinta do Anjo, ateliês de produção de queijo de ovelha, no Museu do Ovelheiro, “para perceberem que o leite não vem dos pacotes” e actividades promovidas pelos escuteiros do Agrupamento 504 de Quinta do Anjo do Corpo Nacional de Escutas, que estará acampado no recinto durante todo o fim de semana.
No dia 2 de Abril, domingo, a manhã começa com um passeio de BTT, às 10 horas, estando a tarde reservada às actuações dos grupos de ginástica, como a Academia de Unik Gymdance. Ao final da tarde será conhecido o vencedor do primeiro concurso de queijo de Azeitão DOP, inserido no festival.
Na área da restauração, são várias as propostas de gastronomia regional. Uma das novidades deste ano é a realização do Concurso de Queijo de Azeitão DOP, com entrega de prémios ao final da tarde de domingo.

Fins de Semana Gastronómicos do Queijo de ovelha até dia 24 
A par do Festival, e até 9 de Abril, 24 estabelecimentos de restauração do concelho de Palmela propõem mais uma edição dos Fins de Semana Gastronómicos do Queijo de ovelha, com ementas diversificadas onde os queijos da região têm lugar de destaque.
A organização do festival é da ARCOLSA – Associação Regional de Criadores de Ovinos Leiteiros da Serra da Arrábida e tem o apoio da Câmara de Palmela. 
A entrada no Festival custa um euro.
Consulte aqui o programa completo da 23ª edição do Queijo, Pão e Vinho, em São Gonçalo, a meio caminho entre Palmela e Azeitão.

Paulo Jorge Oliveira (texto) 
Andreia Bronze (Reportagem)
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Bombeiros do Seixal dizem que socorro está em causa

Tribunal "congela" contas e deixa bombeiros sem dinheiro para prestar socorro

A Associação Humanitária de Bombeiros Mistos do Concelho do Seixal afirmou esta quinta-feira que o socorro está posto em causa no concelho e na região, uma vez que as contas foram "congeladas" devido a um processo com um antigo funcionário. "Nesta altura está tudo posto em causa. Fomos notificados que temos as contas 'congeladas' até perfazer o valor definido na indemnização estabelecida pelo tribunal, [cerca de 263 mil euros] e nem para o gasóleo temos verbas. É um dia muito difícil e não podemos assegurar o socorro a toda esta população", disse Maria João Santos, secretária da direção dos bombeiros do Seixal. A falta de verbas coloca em risco muitos postos de trabalho, sobretudo dos 90 bombeiros profissionais a quem a associação paga um salário. 
Bombeiros podem ficam impedidos de socorrer a população 

Esta situação surge depois de um processo em tribunal movido por um antigo funcionário da corporação, que acabou por ser despedido por alegado comportamento menos próprio, tendo este processado os bombeiros e vencido a causa. 
"Por decisão do Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa, Juízo do Trabalho do Barreiro foi estabelecido um Procedimento Cautelar referente ao processo de que é requerente Carlos David Abreu Silva, remetido ao Banco de Portugal e notificada a Associação de Arresto de Depósitos Bancários até ao saldo no montante máximo de 262 mil euros, mantendo-se todas as contas, a partir de 30 de Março, indisponíveis", refere uma nota que a direção da corporação emitiu esta quinta-feira à população e que a Lusa teve acesso. 
O documento acrescenta que, "independentemente de recurso desta decisão e do tempo de reversão da mesma, a aplicação é imediata assim como as suas consequências, não sendo permitidos quaisquer pagamentos de créditos ou movimentos bancários até serem constituídos os valores referidos por decisão judicial". "Temos um advogado a tratar do assunto, mas a conta está sob ordem judicial. Temos um contrato com a Repsol que tem aqui a bomba de gasolina, mas pagamos e agora nem para abastecer temos verbas", explicou Maria João Santos.
A corporação refere que, com as dificuldades financeiras que os bombeiros vivem, não é possível conseguir "nos tempos imediatos a reserva daquela verba à ordem do tribunal e do processo, como é sentenciado". "Perante a irresponsabilidade desta decisão, solicitamos a compreensão dos munícipes se nos tempos imediatos não for possível prestar o socorro nas situações de emergência. Estamos convictos de que a verdade e justiça vão prevalecer", conclui a nota dos Bombeiros Mistos do Concelho do Seixal. 

90 postos de trabalho em risco 
Já em Fevereiro, José Raimundo, Comandante da Associação Humanitária dos Bombeiros Mistos do Seixal,  dizia que "podemos ter que fechar portas e a minha preocupação é que a decisão do Tribunal [da Relação] possa colocar em causa esta instituição".
Segundo a associação, o bombeiro em questão foi alvo de um processo disciplinar em 2011 e despedido com justa causa face às queixas de assédio das pacientes que transportava nas viaturas da corporação. A primeira decisão do Tribunal do Trabalho deu razão ao bombeiro, e a segunda, do Tribunal da Relação, também. Ambas são consideradas injustas por parte destes profissionais, que consideram terem sido "apanhados de surpresa". 
A falta de verbas coloca em risco muitos postos de trabalho, sobretudo dos 90 bombeiros profissionais a quem a associação paga um salário. Em risco estão também as operações de busca e salvamento feitas por três pastores alemães, treinados pela instituição. "Temos cães , como o Heres, preparados para detetar odor humano em escombros na sequência, por exemplo, do desabamento de um prédio". 
"Temos passado por graves problemas financeiros e agora que estamos a equilibrar as contas sofremos este revés, apesar do serviço público que prestamos à população do Concelho do Seixal", diz José Raimundo.

Agência de Notícias com Lusa
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Encontro internacional debate riscos em Setúbal

Especialistas de todo o mundo discutem riscos, segurança e cidadania discutidos no Luísa Todi

Especialistas em proteção civil, portugueses e estrangeiros, analisam até esta sexta-feira, em Setúbal, as orientações estratégicas e as ações a implementar para a redução do risco de catástrofes. Os trabalhos da primeira Conferência Internacional Riscos, Segurança e Cidadania iniciaram-se na quinta-feira, no Fórum Luísa Todi, com uma sessão de abertura em que a presidente da Câmara de Setúbal, Maria das Dores Meira, salientou a importância deste encontro, a decorrer em simultâneo em vários espaços da cidade. “Este é mais um dos contributos que, em Setúbal, quisemos dar para o debate das matérias relacionadas com a segurança, riscos e cidadania, para o aperfeiçoamento dos sistemas de proteção civil e, consequentemente, para a segurança das pessoas e bens”, sublinhou a autarca.
Situações de risco estão a ser debatidas em Setúbal 

Maria das Dores Meira espera que todos os participantes possam sair de Setúbal “mais preparados para responder às questões sempre complexas que se colocam a quem, num quadro de resposta a emergências e catástrofes, tem de tomar decisões sobre o socorro”.
A Conferência Internacional Riscos, Segurança e Cidadania, organizada pela Câmara Municipal em parceria com o Centro de Estudos e Intervenção em Proteção Civil, o Instituto de Geografia e Ordenamento do Território e o Instituto Politécnico de Setúbal integra diversas sessões temáticas, a realizar no Fórum Municipal Luísa Todi, na Casa da Baía, na Biblioteca Municipal, nos Paços do Concelho e na Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra.
O evento conta com a participação de cerca de três dezenas de pessoas, entre as quais peritos provenientes de vários países, numa conferência multidisciplinar, com o objetivo da partilha de conhecimento e da aplicação de diversas metodologias com vista à redução do risco de desastre e com potencial aplicação nos domínios da segurança.
Maria das Dores Meira lembrou que o encontro surge no âmbito de um intenso trabalho que o município de Setúbal tem desenvolvido na área da proteção civil, à qual tem dedicado “especial atenção” com a execução de instrumentos de planeamento e a realização constante de exercícios e simulacros.
A conferência que coloca Setúbal, durante dois dias, no centro das atenções resulta do plano estratégico e da diretiva municipal de Proteção Civil para o mandato 2013-2017.
A autarca acentuou que o evento se inspira, igualmente, nas conclusões da terceira Conferência Mundial para a Redução do Risco de Catástrofes, realizada em Março de 2015, em Sendai, no Japão, da qual saiu o novo Quadro de Ação pós-2015, designado de Quadro de Ação de Sendai para a Redução do Risco de Catástrofes 2015-2030.
“Sendai” aponta como prioridades o aumento da perceção sobre o risco de catástrofes, o fortalecimento da governança na gestão do risco, o investimento na redução do risco de catástrofes em prol da resiliência e a melhoria da preparação para uma resposta efetiva e para “reconstruir melhor” na fase de recuperação, reabilitação e reconstrução, com o retorno da normalidade à vida dos cidadãos.
O Quadro de Ação de Sendai introduziu um novo paradigma na forma como devem ser tratadas estas questões, uma vez que o fundamental passa a ser “um conceito de gestão que implica comportamento pró-ativo face às catástrofes”, em vez de um comportamento reativo.
De salientar ainda que o município de Setúbal, como resposta ao comprometimento com estas novas orientações, subescreveu o documento “O Caminho de Florença”, aprovado no Fórum de Altos Representantes sobre a Implementação do Quadro de Sendai ao Nível Local, realizado naquela cidade italiana, em Junho de 2016.

A visão estratégica da cidade sobre o papel da Proteção Civil 
Especialistas de todo o mundo estão na cidade a trocar ideias 
A Conferência Internacional Riscos, Segurança e Cidadania é, por isso, apontada como importante para a partilha de conhecimentos e experiências nestas matérias, em diversas sessões que “devem decorrer em ambiente vivo e participado, para que possam sair recomendações com vista à resolução de problemas atuais e futuros”, afirmou José Luís Zêzere, do Instituto de Geografia e Ordenamento do Território.
O especialista vincou que neste encontro se cruzam dois triângulos, relacionados com os temas propostos, que se articulam entre si, e com os agentes envolvidos na organização, que o tornam “um evento único”.
Também o presidente do Centro de Estudos e Intervenção em Proteção Civil, Duarte Caldeira, sublinhou a “interessante trilogia” que está na base desta conferência. “É muito importante esta parceria entre municípios, comunidade académica e sociedade civil, sobretudo num momento em que é preciso consolidar pensamentos para orientar estratégias e implementar ações”.
O responsável recorda que a proteção civil, uma vez que se centra na salvaguarda dos cidadãos, “é uma questão central do exercício da ação política” e, por isso, aplaudiu a iniciativa da Câmara  de Setúbal, que “tem uma visão estratégica de que pensar e agir nesta matéria é assumir uma conduta civilizacional”.
A sessão de abertura contou ainda com a apresentação de um espetáculo cénico, pelo Teatro do Elefante, a que se seguiu o início dos trabalhos da primeira Conferência Internacional Riscos, Segurança e Cidadania.
A Conferência Internacional Riscos, Segurança e Cidadania, que conta com o alto patrocínio da Presidência da República Portuguesa, inclui ainda, ao longo dos dois dias, apresentações temáticas subordinadas aos três temas transversais do encontro, dinamizadas em vários espaços e equipamentos municipais da cidade.
A sessão de encerramento está marcada para as 18h30 do dia 31, no Fórum Municipal Luísa Todi.
O programa completo da Conferência Internacional Riscos, Segurança e Cidadania está disponível na página do evento, nesta ligação.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 
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Cordão humano na Quinta do Conde por nova escola

Cerca de quatro mil alunos reivindicaram a construção de uma escola secundária

Cerca de quatro mil alunos participaram esta quinta-feira num cordão humano organizado para reivindicar a construção de uma escola secundária na Quinta do Conde, em Sesimbra, disse à Lusa fonte da organização. "O nosso objetivo era manter o pretexto e dizer que a escola realmente é imperativa aqui", explicou a presidente da comissão executiva da Associação de Pais da Escola Básica Integrada da Quinta do Conde, Ana Oliveira, que organizou o cordão humano juntamente com as restantes associações de pais da Quinta do Conde, a Junta de Freguesia e a Câmara de Sesimbra. O cordão humano uniu as sedes dos três agrupamentos de escolas da Quinta do Conde - a Escola Básica Integrada da Boa Água, a Escola Básica Integrada da Quinta do Conde e a Escola Básica 2,3+S Michel Giacometti.

Alunos encheram as ruas da Quinta do Conde esta quinta-feira

A construção de uma nova escola secundária na Quinta do Conde já esteve prevista pela empresa pública Parque Escolar e a Assembleia da República também já aprovou vários projetos de resolução, do PS, BE, PCP e PEV, que recomendam a construção daquele equipamento, reclamado pela população há mais de uma década, mas que tarda em ser construído.
A escola secundária que existe na Quinta do Conde - Escola Básica 2,3+S Michel Giacometti - tem capacidade para 900 alunos e "está a abarrotar" com 1400 alunos, neste ano letivo, alguns dos quais têm aulas em "pavilhões provisórios" que ali estão "há vinte anos", indicou Ana Oliveira.
A Associação de Pais  reforça que o número de alunos a frequentar o ensino secundário no concelho regista "crescimento ao longo dos últimos anos", tanto no ensino regular como no profissional, e que as escolas estão sobrelotadas.
A Escola Básica 2,3+S Michel Giacometti, que "não foi concebida, nem construída" para alunos do ensino secundário, recebeu no ano letivo 2016/2017 um total de 20 turmas nesse nível de ensino.
Já a Escola Secundária de Sampaio, em Sesimbra, foi construída para 30 turmas e alberga 34 turmas de ensino secundário, juntamente com mais oito turmas do 9.º ano.
A responsável sublinhou que a principal preocupação das associações de pais é que, ao serem transferidos para escolas da periferia, os alunos tenham de se "levantar muito cedo" para apanhar "três transportes que levam duas horas, no mínimo, para cada lado do percurso".
"Mesmo dentro do agrupamento, para a escola de Sesimbra, eles levam imenso tempo porque não há afluência de transportes. As crianças que saem às 16h30 e só têm transportes às 17h30 ou 17h45", sublinhou Ana Oliveira.  Os alunos em causa têm idades compreendidas entre os 13 e os 16 anos.
A situação agrava-se porque estes alunos, quando chegam às escolas da periferia, têm de se matricular num curso que esteja "disponível" depois das inscrições dos estudantes dessas localidades e não "na opção em que estão mais interessados ou que têm vocação", acrescentou a responsável da Associação de Pais.
Estes fatores conjugados resultam em que os jovens não tenham as "horas de descanso necessárias" nesta faixa etária, andem de transportes públicos "uma data de horas" diariamente e, quando chegam a casa só querem "tomar banho, comer e ir para a cama, não têm cabeça para estar a estudar", considerou Ana Oliveira.

"Os sucessivos governos foram adiando a construção da Escola" 
Após o cordão humano houve um conjunto de intervenções na Escola Básica 2,3+S Michel Giacometti, onde estiveram o presidente da Junta de Freguesia da Quinta do Conde, Vítor Antunes, e a vereadora da Educação da Câmara de Sesimbra, Felícia Costa.
"A vereadora disse que está na luta connosco, que tem feito tudo o que está ao alcance da Câmara. Fizeram várias reivindicações, reuniram com o Ministério da Educação mas a resposta é sempre a mesma: sabe que há necessidade, mas continuam a fazer estudos", explicou a responsável da associação de pais.
"A construção desta escola já estava prevista na primeira carta educativa do concelho, em 2002", sublinhou Felícia Costa, tendo lembrado que apesar de todas as ações promovidas pela comunidade quintacondense, Câmara Municipal e Junta de Freguesia, "os sucessivos governos foram adiando a obra numa freguesia que foi das que mais cresceu em termos demográficos nos últimos anos, e investiu em escolas noutros concelhos, que têm vindo a perder alunos", disse Felícia Costa.
A autarca agradeceu à comunidade o envolvimento na iniciativa frisando que "não é o último momento de luta para obrigar os governantes a perceber que a Quinta do Conde precisa, não só da escola, mas também de outros equipamentos".
A opinião foi partilhada pelo presidente da Junta de Freguesia da Quinta do Conde, Vítor Antunes. "A Junta está solidária e empenhada nesta luta que não é de agora. E a prova disso é que, em 23 de Outubro de 2009, foi assinado um ofício dirigido à Parque Escolar a solicitar uma reunião urgente sobre este assunto mas, apesar de todas as insistências, petições e até da recomendação da Assembleia da República, em Fevereiro de 2016, este assunto tarda em estar resolvido", afirmou o autarca.

Pais aderiram em força ao cordão humano 
População da Quinta do Conde reclama escola nova na vila 
A Câmara de Sesimbra e as associações de pais da Quinta do Conde já entregaram um estudo demográfico com dados que vão desde o número da população, a área onde residem, o facto de estarem bem localizados e haver acessibilidades e ainda os transportes e o número de alunos que vão para as escolas das periferias.
O cordão juntou ainda crianças e idosos do Centro Comunitário da Quinta do Conde, Anime e muitos encarregados de educação, como foi o caso de Gilberto Nifrásio. "Vim hoje porque percebo a urgência da construção da escola. Por isso saúdo esta iniciativa", disse.
Pelo mesmo motivo marcou presença Emília Leite. "Partilho a preocupação dos outros pais relativamente a esta matéria porque considero que a escola é absolutamente necessária. Esta ação é, por isso, mais uma forma de pressionar os governantes para este problema", sublinhou.
A responsável pela Associação de Pais da Escola Básica Integrada da Quinta do Conde concluiu ainda dizendo que querem "apenas um edifício normal, com paredes, portas e chão e que os miúdos tenham condições para estarem a estudar". 
Refira-se que a construção da nova escola secundária da Quinta do Conde está prevista para a Ribeira do Marchante, num terreno cedido pela Câmara  de Sesimbra.






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Direção do Vitória de Setúbal tomou posse na Câmara

Objetivo de Fernando Oliveira passa por unir os vitorianos

Reconduzido na presidência do Vitória de Setúbal, Fernando Oliveira tomou posse para novo mandato de três anos à frente do clube, esta quarta-feira, em cerimónia realizada no Salão Nobre da Câmara de Setúbal. "Os próximos três anos serão de dedicação extrema. O objetivo passa por unir os vitorianos e aproximar o Vitória de Setúbal da cidade e dos setubalenses", disse Fernando Oliveira, assumindo: "Temos projetos ambiciosos que vão ajudar a cumprir o sonho de tornarmos o Vitória num clube com estatuto europeu. Chegou o tempo de agir. Sou e sempre fui um homem de ação, nunca fui um homem de promessas. Não descansarei enquanto não cumprir esses desafios". Na cerimónia marcou também presença a presidente da Câmara, Maria das Dores Meira, garantindo que apoio ao clube que a autarquia "esteve, está e estará sempre presente para apoiar o Vitória, seja quem for que o dirija. Para lá de diferenças de opiniões, manteremos sempre uma relação séria e construtiva com o clube que vai continuar a dirigir". 

Fernando Oliveira foi reeleito para dirigir o clube até 2020  

A nova direção do Vitória de Setúbal é presidida por Fernando Oliveira, que foi reeleito, a 25 de Março, para um novo mandato com um total de 843 votos. Fernando Oliveira derrotou os outros dois candidatos, Vítor Hugo Valente, que alcançou 738 votos, e António Santos, com 340.
“Inicia-se um novo ciclo da vida do clube maior da nossa cidade. Há, contudo, um elemento que permanece inalterado que é a disponibilidade da Câmara Municipal de Setúbal para cooperar com o Vitória Futebol Clube no contexto das suas capacidades e responsabilidades”, exaltou a presidente da autarquia, Maria das Dores Meira.
A autarca reforçou que o município “esteve, está e estará sempre presente para apoiar o Vitória, seja quem for que o dirija”, no apoio financeiro às modalidades, na cedência de terrenos, na ajuda para a reabilitação de instalações ou quando é necessário desbloquear situações complexas.
Maria das Dores Meira sublinhou que, “para lá de diferenças de opiniões”, a Câmara de Setúbal continuará “inteiramente disponível para ajudar o Vitória”, mantendo sempre “uma relação séria e construtiva com o clube”, até porque “a cidade é também o Vitória de Setúbal”.
A presidente da autarquia, que felicitou Fernando Oliveira e a nova direção do Vitória Futebol Clube, saudou “todos os vitorianos que participaram com civismo no ato eleitoral, fosse com o exercício do direito de voto, fosse com o exercício do direito de poder concorrer a ser eleito para cargos diretivos do clube”.
Deixou, igualmente, uma saudação aos outros concorrentes, Vítor Hugo Valente e António Santos, “pela paixão que manifestaram à causa vitoriana”, convicta de que “todos continuarão a trabalhar para o clube, empenhadamente a defender as cores vitorianas e, a cada jogo, sofrer incondicionalmente pelo Vitória”.

"Precisamos de todos os vitorianos" 
Na tomada de posse dos novos órgãos sociais do Vitória Futebol Clube, o presidente da direção do clube, Fernando Oliveira, reeleito para o triénio 2017-2020, salientou “grande satisfação” pela cerimónia ser realizada no Salão Nobre dos Paços do Concelho, “um ato simbólico que reforça a ligação do Vitória à cidade”.
Fernando Oliveira mostrou-se confiante para o novo mandato. “Quem me conhece sabe que sou um homem de ação e não de promessas. Vão ser três anos de profunda dedicação mas também de exigentes desafios, com o compromisso de honrar a aposta, tal como o Executivo municipal, de proporcionar mais e melhor desporto”.
O presidente do clube sadino apelou, igualmente, à união de todos.“Precisamos de todos os vitorianos. Precisamos que se unam com o clube”, vincou, para depois adiantar que a nova direção tem “projetos ambiciosos que vão tornar o clube menos exposto” às circunstâncias atuais.
O presidente cessante da Assembleia-Geral do Vitória, Frederico Nascimento, aplaudiu a realização da tomada de posse no Salão Nobre dos Paços do Concelho e projetou o futuro da nova direção. “As tarefas que têm pela frente nem são poucas nem são insignificantes”.
Além de Fernando Oliveira, reeleito presidente, fazem parte da direção do Vitória Futebol Clube Rui Salas, Fernando Belo, Luís Lourenço, Manuel Ernesto, Armindo Correia, Filipe Caetano, Jorge Ferreira, João Couto, Noel Camoesas, Luís Baião, Júlio Santiago e Maria Luz.
A Assembleia-Geral, anteriormente liderada por Frederico Nascimento, passa a ser presidida por Fernando Ferreira. Este órgão passa ainda a ser constituído por José Martins, Paula Carvalho e Paulo Santos. O Conselho Fiscal, liderado por Ricardo Lopes, é composto por Vítor Dias, Pedro Machado, Pedro Luz e Carlos Sanos.
Já o Conselho Vitoriano, que conta no elenco com um grupo distinto de ilustres vitorianos, é formado por Giovanni Licciardello, Rogério Vaz de Carvalho, Fernando Ferreira, Helena Pereira, Jorge Belo, José Madureira Lopes, Domingos Dinis, Rogério Paixão, Luís Paixão e Paulo Oliveira.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 
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Autoridades impedem morte de 2 mulheres no distrito

GNR e PSP impedem homens de matar mulheres à facada em Abela e Setúbal. Uma delas está grávida  

As autoridades do distrito de Setúbal conseguiram "travar" a tempo duas tentativas de homicídio relacionadas com violência doméstica. Um dos casos, aconteceu na freguesia de Cercal do Alentejo, em Santiago do Cacém, onde militares da GNR local impediram que um homem, com 42 anos, matasse a mulher com uma faca, após uma violenta discussão entre ambos. "A mulher, com um filho menor, refugiou-se na casa de um vizinho até à chegada dos militares, que detiveram o suspeito, evitando assim um desfecho trágico desta situação", conta a GNR. Em Setúbal, esta terça-feira, foi a PSP quem salvou uma mulher grávida que gritava por socorro em sua própria casa. A mulher estaria a ser alvo de várias agressões e após várias tentativas de contacto, a Polícia teve de usar a força e forçar a entrada em casa da vítima e deter o homem em flagrante. A mulher foi transportada para o hospital.
Em ambos os casos houve tentativa de homicídio com arma branca

Uma patrulha da GNR do posto do Cercal do Alentejo, do Comando Territorial de Setúbal, deteve um homem de 42 anos que tentava matar a esposa com uma faca, na sequência de uma discussão entre o casal. A ocorrência teve lugar no último domingo, “em Abela”, sendo que o homem foi presente a tribunal nesta terça-feira, anunciou a GNR em comunicado.
“O Comando Territorial de Setúbal, através do Posto Territorial do Cercal do Alentejo, deteve em Abela, um homem de 42 anos, por tentativa de homicídio em situação de violência doméstica. A patrulha foi alertada para uma situação de violência doméstica em que o homem tinha tentado matar a sua esposa com uma faca após uma discussão entre ambos".
De acordo com os militares da GNR, "a mulher, com o seu filho menor, refugiou-se na casa de um vizinho até à chegada dos militares, que detiveram o suspeito, evitando assim um desfecho trágico desta situação”, revelou o mesmo comunicado. 
Ainda de acordo com a informação da GNR, o tribunal decretou que o detido ficasse proibido “de aceder ou frequentar a casa da vítima, de contactar com a mesma e de se sujeitar a tratamento para adição ao álcool”.

PSP impede homem de matar mulher grávida em Setúbal 
Um homem de 28 anos colocou uma máquina de lavar a roupa atrás da porta de casa, em Setúbal, para tentar impedir a entrada da PSP, enquanto a mulher, grávida, gritava por socorro depois de ter sido vítima de violência doméstica e alvo de várias agressões. A PSP conseguiu, ainda assim, forçar a entrada e deter o alegado agressor. A ocorrência foi registada esta terça-feira, pelas 20h30, quando a polícia foi alertada para a situação de violência doméstica na cidade.
“Após notícia de que estaria a ocorrer um caso de violência doméstica, uma patrulha da PSP deslocou-se imediatamente para o local. Na residência, após várias insistências dos agentes em bater à porta e tentativas de contacto via telefone com a vítima, ambas revelaram-se infrutíferas”, explica a PSP em comunicado, adiantando que logo após as tentativas de contacto "foram perceptíveis gritos vindos do interior, pelo que os elementos policiais procederam no imediato ao arrombamento da porta de entrada", conta a PSP. 
Uma tarefa que não foi fácil já que o homem colocou uma "máquina de lavar roupa que encontrava-se atrás da porta a dificultar a passagem. Os agentes conseguiram introduzir-se na residência e depararam-se com a vítima a pedir auxílio enquanto o suspeito a tentava agarrar”, conta a PSP, que deteve e manietou imediatamente o agressor.
“A vítima, que se encontrava em estado de gravidez, sofreu ferimentos por agressões, que a impossibilitavam de pedir auxílio, necessitando de assistência hospitalar. O suspeito, que já tinha antecedentes pelo mesmo tipo de crime, foi preso até ser presente em tribunal”, conclui o comunicado da Polícia de Segurança Pública.

Agência de Notícias
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Lisnave distribui 1,2 milhões aos trabalhadores

Trabalhadores irão repartir bolo de 1,2 milhões apesar da queda dos lucros 

Os estaleiros navais da Lisnave registaram um lucro de cerca de 6,7 milhões de euros em 2016, menos de metade do que o resultado líquido do ano anterior (13,6 milhões), informou a empresa de construção naval de Setúbal. O volume de vendas de reparação naval atingiu os 95,7 milhões de euros em 2016, tendo sido reparados 67 navios, refere em comunicado a Lisnave – Estaleiros Navais. Em 2015, o volume de vendas foi de 113,2 milhões, salienta a empresa.  No entanto, os Estaleiros Navais de Setúbal mantiveram o prémio monetário que costumam fornecer aos funcionários, tendo sido distribuídos 1,2 milhões de euros.
Empresa mantêm gratificação aos trabalhadores da empresa 

O Volume de vendas dos estaleiros da Lisnave, em Setúbal, caiu de 113,2 milhões em 2015 para os 95,7 milhões em 2016, o que se traduziu, respetivamente, na descida dos lucros de 13,6 milhões para 6,7 milhões, revela a empresa. Neste enquadramento, a Lisnave vai distribuir aos trabalhadores uma gratificação de 1,2 milhões, refere a Lisnave.
O dividendo a distribuir aos cerca de 200 acionistas da Lisnave será de 6,7 milhões, o que representa o valor global dos resultados líquidos obtidos pela empresa em 2016.
O mercado internacional da reparação naval tornou-se mais difícil em 2016, pois a margem relativa às obras contratadas reduziu-se face aos níveis praticados em anos anteriores, o que se traduz em geral, segundo fontes do sector, em volumes de vendas inferiores.
O sector da reparação naval foi afetado em 2016 pela redução do valor dos fretes de transporte marítimo, que desceram pressionados pelo aumento da oferta mundial de navios que asseguram serviços de transporte.
No entanto, as reparações efetuadas pela Lisnave - com 67 navios reparados, o que corresponde a um número de reparações inferior ao de anos anteriores - tiveram um nível de complexidade superior, o que traduziu em empreitadas com valores superiores aos habitualmente praticados.
Os 67 navios reparados em 2016 na Lisnave pertencem a 39 diferentes clientes, oriundos de 17 países, explica a Lisnave. Liderando o maior número de navios docados na Mitrena, em Setúbal, encontra-se a a Grécia, com 12 navios, seguida por Singapura com 11 navios, a Noruega com oito e a Alemanha com seis. O estaleiro reparou apenas um navio de bandeira portuguesa.
O principal segmento de mercado da Lisnave é o dos petroleiros, onde o estaleiro do Sado é líder europeu - com 51 navios petroleiros docados em 2016 -, seguido pelos porta-contentores (com seis navios).
Entre os seus clientes, a Teekay liderou as encomendas de reparações em 2016, originadas nos seus escritórios de Singapura, Brasil e Noruega. Segue-se a Tsakos Columbia Shipmanagment da Grécia, a American Eagle Tankers, de Singapura, e a venezuelana PDV Marina.

Agência de Notícias 
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Executivo visita Atalaia, Alto Estanqueiro e Jardia

Ligação pedonal do Montijo à Atalaia esteve em discussão 

O presidente da Câmara  de Montijo, Nuno Canta, e o executivo municipal, acompanhados pelo executivo da União de Freguesias, visitaram as localidades de Atalaia, Alto Estanqueiro e Jardia para se inteirarem de alguns problemas importantes para a qualidade de vida das populações locais. O executivo municipal e da junta reuniram com representantes de coletividades, de associações de solidariedade social e visitaram ainda algumas empresas da freguesia, além de terem recebido a população da freguesia. Nesta reunião, explica a autarquia, "foram levantadas várias questões pelos munícipes, destacando-se as relacionadas com a acumulação de águas, a falta de multibanco, a passagem pedonal entre Montijo e a Atalaia, entre outras". 
Executivo visita freguesias rurais do concelho do Montijo 

Nuno Canta, presidente da Câmara do Montijo, recebeu os munícipes da freguesia na Atalaia, (atual sede da União de Freguesias), e informou os presentes que, durante a visita, foram debatidos temas como a instalação de um parque infantil na Jardia, a conclusão do asfaltamento da Estrada do Pinheiro e a transferência dos alunos do pré-escolar para a Escola Básica.
Na reunião com a população foram levantadas várias questões pelos munícipes, destacando-se as relacionadas com a acumulação de águas, a falta de multibanco, a passagem pedonal entre Montijo e a Atalaia, entre outras.
O presidente informou que em relação à acumulação de águas na Atalaia, “particularmente grave ao pé do chafariz, é um investimento que a Simarsul vai ter que realizar. Só um coletor novo irá resolver esse problema. Vamos voltar a insistir na resolução desses problemas”, afirmou Nuno Canta.
Relativamente aos problemas na freguesia relacionados com drenagem das águas, como o existente na estrada municipal 501, Nuno Canta anunciou que a autarquia irá “construir a drenagem e a junta encarrega-se de fazer a sua manutenção”.
Luís Morais, presidente da União de Freguesias de Atalaia/Alto Estanqueiro-Jardia, informou os fregueses que em relação à colocação de um multibanco a União de freguesias está a desenvolver contactos nesse sentido e a procurar uma solução adequada às medidas de segurança exigidas pelas instituições bancárias.A ligação pedonal do Montijo à Atalaia foi outra das preocupações levantadas pelos fregueses.
Nuno Canta realçou que a construção da infraestrutura é também um desejo da autarquia. “Queremos fazer a passadeira e manter a ligação histórica pedonal entre Montijo e a Atalaia”. O presidente explicou ainda que os custos elevados "ainda não permitiram que se concretizasse essa obra".
Quanto às obras da EN4 o presidente informou que “em Janeiro deste ano foi anunciado o concurso público da obra, estando a mesma em fase de adjudicação. Há a indicação de que, o mais tardar em Agosto, vão começar as obras”, concluiu Nuno Canta, na Atalaia.

Agência de Notícias com Câmara do Montijo
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Feira Quinhentista reabre forte de Setúbal

Rei chega hoje ao Forte de S. Filipe 

A chegada do rei a Setúbal para construção do Forte de S. Filipe, no final do século XVI, inspira a Feira Quinhentista, certame, de 30 de Março a 2 de Abril, que marca a reabertura ao público do monumento nacional. O certame temático, organizado pela Alius Vetus – Associação Cultural História e Património, em parceria com a Câmara de Setúbal, conta com várias tendas de comércio de artesanato e de restauração, instaladas ao longo da estrada de acesso ao forte, desde o primeiro portão até ao largo da entrada principal da fortificação. Em paralelo, decorrem ao longo dos quatro dias do evento inúmeras atividades, protagonizadas por cerca de meia centena de artistas, que convidam os visitantes a viajar até ao século XVI.
Feira quinhentista reabre Forte de São Filipe em Setúbal 


Um povoado rural instalado numa zona específica do recinto recria o quotidiano camponês da época, enquanto, no túnel de acesso ao edifício, uma das áreas que agora reabrem ao público, está patente a exposição “Tortura Medieval”, na qual se exibem instrumentos e aparatos utilizados nas práticas de tortura durante a Idade Média. O certame inclui outras exposições temáticas, nomeadamente de ferramentas e utensílios rurais, de instrumentos musicais medievais, de caligrafia e iluminura da época, assim como uma mostra de armas e de jogos de tabuleiro típicos daquele período.
A Feira Quinhentista reserva, igualmente, "acampamentos com exibição e demonstrações de voo livre de aves de rapina, bem como de exposição e demonstração de armas de combate e de cães de grande porte. As animações temáticas proliferam por vários pontos do Forte de S. Filipe, incluindo a área que agora reabre ao público, nomeadamente o referido túnel de acesso e a esplanada que proporciona uma vista panorâmica sobre Setúbal e a baía do rio Sado", diz a Câmara de Setúbal em comunicado.
A Feira Quinhentista abre ao público no dia 30, às 19 horas, até ao derradeiro dia, 2 de Abril, domingo, que se desenrola entre as 13 e as 19h30.
As entradas no certame têm o valor de dois euros por pessoa. Grupos de seis pagam quatro euros e crianças até aos 12 anos têm entrada livre.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 
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Centro Hospitalar de Setúbal prepara 100 despedimentos

Sindicato protesta contra despedimento de funcionários do São Bernardo 

A CGTP organizou  um protesto com assistentes operacionais do Centro Hospitalar de Setúbal contra o despedimento de uma centena de funcionários. Segundo o sindicato, a administração daquele centro hospitalar  prepara-se para despedir, no dia 31 de Março, mais de 100 trabalhadores, evocando o fim do plano de contingência da gripe. As estruturas sindicais alertam para o facto de os trabalhadores em questão estarem contratados desde Janeiro de 2016, e não exclusivamente para o plano de contingência, ocupando desde esse período postos de trabalho "permanentes" e "de natureza essencial" para o serviço que o Hospital de São Bernardo e o do Outão prestam. A administração do centro hospitalar refuta as criticas e responde que só há 57 funcionários neste regime e afirma que já pediu ao Governo "a contratação definitiva" de 42 trabalhadores. 
No final deste mês haverá despedimentos no hospital de Setúbal 

Luís Leitão, dirigente sindical da União de Sindicatos de Setúbal refere que muitos destes assistentes operacionais estavam ao serviço desde Janeiro de 2016, subcontratados através de empresas de trabalho temporário. "Desde Outubro passado foram contratados para reforçar os serviços no âmbito do plano de contingência da gripe e agora a administração simplesmente despede-os sem perceber que fazem falta para o trabalho do dia a dia no hospital". 
Administração do Centro Hospitalar refuta o número avançado pelo sindicato, esclarecendo que são 57 e não 100. "Ao abrigo do Plano de Contingência foram disponibilizadas 25 camas adicionais para internamento de doentes, o que gerou a necessidade de novas admissões temporalmente circunscritas, autorizadas e acordadas com os trabalhadores até 31 de Março de 2017. O número de trabalhadores nestas circunstâncias é de 57 e não 100 como a versão dos sindicatos refere no seu comunicado", sublinha o centro hospitalar que gere os dois hospitais da cidade, em Setúbal e no Outão. 

Trabalhadores iniciaram a atividade no hospital em Janeiro de 2016
A assistente operacional Sandra Nogueira foi uma das trabalhadoras que recebeu a notificação da cessação do contrato com o Centro Hospitalar de Setúbal (que engloba o Hospital de São Bernardo e o Hospital do Outão) no final do mês de Março e que marcou presença na concentração de ontem à tarde, junto à entrada principal do Hospital São Bernardo, em que participaram duas a três dezenas de trabalhadores.
“Assinei um contrato de cinco meses, em novembro de 2016, mas já estava a trabalhar no hospital desde Dezembro de 2015, através de uma empresa de trabalho temporário", disse à Agência Lusa Sandra Nogueira, convicta de que os trabalhadores que terminam contrato em Março continuam a ser necessários nos serviços onde exercem a atividade.
Uma opinião corroborada pelo coordenador da União de Sindicatos de Setúbal que acusou os responsáveis da saúde de quererem manter a precariedade dos vínculos laborais de trabalhadores que deveriam integrar o quadro de pessoal.
"Alguns destes trabalhadores iniciaram a atividade no hospital em Janeiro de 2016, através de uma empresa de trabalho temporário, depois estiveram até Setembro através da mesma empresa de trabalho temporário. Mais tarde foram contratados ao abrigo do plano de contingência da gripe e agora são despedidos", disse à Agência Lusa Luís Leitão, coordenador da União de Sindicatos de Setúbal, afeta à CGTP.

Tempos de espera podem aumentar
"O que está aqui em causa, além dos postos de trabalho, é o Serviço Nacional de Saúde. Estes trabalhadores são essenciais ao serviço do hospital e estão a ser recrutados por motivos falsos: não é para substituir ninguém, é porque fazem falta ao serviço", acrescentou o sindicalista, defendendo a abertura de concursos para o preenchimento dos lugares em causa.
O despedimento destes trabalhadores vai pôr em causa a qualidade de serviço prestado às populações e aumentar os ritmos de trabalho dos restantes trabalhadores, aumentado a carga horária, alertam os sindicatos acrescentando que, com menos trabalhadores, "os utentes, que actualmente têm que esperar três ou quatro horas para o atendimento, podem ver aumentado esse tempo de espera". 
A mesma opinião tem outro funcionário do Hospital de Setúbal para quem,  "esta falta de funcionários vai causar uma bola de neve que pode acabar na ausência de prestação de socorro em Setúbal, Sesimbra e Palmela devido à retenção das macas das ambulâncias no hospital por não haver ajuda suficiente para promover um melhor fluxo de pessoas nas urgências".

Administração espera autorização para contratar 42 pessoas  
Despedimentos podem afetar o serviço de urgência do hospital 
Confrontada com as críticas da União de Sindicatos e dos trabalhadores, a administração do Centro Hospitalar de Setúbal informou, em comunicado, que foram disponibilizadas 25 camas adicionais para internamento de doentes ao abrigo do Plano de Contingência para temperaturas extremas - módulo de Inverno e que a abertura de novas camas "gerou a necessidade de novas admissões temporalmente circunscritas, autorizadas e acordadas com os trabalhadores até 31 de Março de 2017".
O Centro Hospitalar de Setúbal refere ainda que estão em causa 57 trabalhadores e não 100, como refere um comunicado do sindicato.
Por outro lado, a administração do Centro Hospitalar adianta que, face ao aumento da atividade assistencial que, entretanto, se verificou nos hospitais de Setúbal, decidiu pedir a "a contratação definitiva" de 42 dos 57 trabalhadores em causa, acrescentando que espera ver esse pedido autorizado até final do mês, de forma a evitar a desvinculação dos trabalhadores em causa.



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Quinta do Conde exige construção de nova escola

Cordão humano de quatro mil alunos vai ligar três escolas da freguesia

São esperados, esta quinta-feira, 30 de Março, cerca de quatro mil alunos no cordão humano que vai ligar três escolas da Quinta do Conde, em Sesimbra, que, juntamente com a Câmara de Sesimbra e a Junta de Freguesia, exigem a construção de uma escola secundária. Atualmente, na Quinta do Conde há apenas uma escola a receber os estudantes deste nível de ensino. Está "sobrelotada", adianta a vice-presidente da Câmara de Sesimbra, Felícia Costa. A Escola Básica 2,3 Michel Giacometti tem capacidade para 400 alunos mas acolhe 1400. Vinte turmas do secundário têm aulas em contentores, "com mais de 20 anos, que vieram da Cidade Universitária", diz Felícia Costa. O cordão começa a formar-se às 10 horas na EBI da Boa Água, passa EBI Quinta do Conde e termina na Michel Giacometti. 
Câmara já cedeu terreno mas falta a construção da escola 


O Cordão Humano pela Escola Secundária da Quinta do Conde, que vai ligar a Escola Básica Integrada da Boa Água, a Escola Básica Integrada da Quinta do Conde e a Escola Básica 2,3+S Michel Giacometti, realiza-se no dia 30 de Março, quinta-feira, às 10 horas.
A ação, inicialmente agendada para 26 de Janeiro, e adiada devido ao mau tempo, é promovida pelas associações de pais das escolas da Quinta do Conde, Câmara  de Sesimbra e Junta de Freguesia da Quinta do Conde. O objetivo é reivindicar a construção de uma Escola Secundária na freguesia.
O cordão começa na Escola Básica Integrada da Boa Água, passa pela Escola Básica Integrada da Quinta do Conde e termina na Escola Básica 2,3+S Michel Giacometti, onde às 11h30 horas terá lugar uma concentração com intervenções de autarcas e representantes da comunidade educativa.
A construção de uma escola secundária na Quinta do Conde é há muito reivindicada pela Câmara Municipal, Junta de Freguesia e comunidade escolar, "uma vez que a única escola com ensino secundário da freguesia, a EB 2,3+S Michel Giacometti, encontra-se sobrelotada, o que obriga muitos alunos a terem de estudar noutros concelhos, e com sinais de degradação evidentes", sublinha a autarquia. 
A sobrelotação obrigada a que diariamente mil alunos passem "quatro horas em três transportes públicos", diz Ana Oliveira, presidente da Associação de Pais da Escola Básica da Boa Água. A comunidade escolar vive preocupada com estes alunos, que estudam noutros concelhos como Setúbal, Seixal, Moita e Montijo. "Os pais temem pela segurança dos filhos que, em muitas situações, têm de passar duas horas sem aulas à espera do próximo transporte para regressarem a casa", diz a responsável. 

Câmara cedeu terreno e Governo quer encontrar respostas 
A Câmara de Sesimbra disponibilizou inclusivamente um terreno para o equipamento, e a construção esteve prevista para 2011. Contudo, o processo foi interrompido pelo Ministro da Educação. "Apesar da construção e gestão de escolas secundárias não ser uma responsabilidade da autarquia (que tem a seu cargo o pré-escolar e primeiro ciclo), a ausência de uma resposta de qualidade ao nível deste grau de ensino é uma preocupação para a Câmara de Sesimbra, que nos últimos anos tem feito uma forte aposta no ensino e atingiu um patamar de mérito a nível nacional", conta Felícia Costa. 
Em Janeiro, o Ministério da Educação explicava que está a desenvolver esforços "no sentido de encontrar resposta para a necessidade identificada, tendo já reunido com a Câmara de Sesimbra com vista a analisar esta e outras questões relativas à rede educativa e às necessidades de oferta e intervenção no parque escolar, a suprir a médio e longo prazo". 

Agência de Notícias com Câmara de Sesimbra 
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Nova Extensão de Saúde de Alvalade está em construção

Centro de Saúde nasce numa antiga escola do concelho de Santiago do Cacém 

A nova extensão de saúde de Alvalade, no concelho de Santiago do Cacém,  está a ser construída na antiga escola do 1.º ciclo da vila. O novo equipamento vai trazer condições renovadas para utentes e profissionais de saúde, uma forte reivindicação da população e das autarquias nos últimos anos, como salientou Rui Madeira, presidente da Junta de Freguesia de Alvalade. “A obra já começou e é mais um exemplo da recuperação de edifícios que temos feito em Alvalade, que estão ocupados por várias associações com serviços estruturais para a freguesia”. A obra.no valor de 300 mil euros, foi visitada esta semana, pelo executivo municipal de Santiago do Cacém, pelo presidente do Conselho Diretivo da ARS Alentejo, José Alberto Robalo, e pelo presidente da Junta de Freguesia de Alvalade. 
Autarcas visitam obras no novo centro de Saúde em Alvalade 

A obra é o reaproveitamento do edifício municipal do antigo refeitório da escola do 1.º ciclo de Alvalade, cedido pela Câmara de Santiago do Cacém. As atuais instalações há muito que não oferecem as condições necessárias para a função que desempenham junto da população. Segundo Álvaro Beijinha, presidente da Câmara Municipal, “a ideia de reaproveitar o edifício é um assunto que já há vários anos tinha sido abordado, infelizmente não foi tão rápido como todos nós gostaríamos, mas o que importa é que agora está-se a avançar e esperamos que a obra seja concluída o mais rápido possível. As pessoas precisam, em particular os mais idosos e as que têm mais dificuldade de mobilidade”.
A da obra, no valor total de 300 mil euros, está a cargo da Administração Regional de Saúde do Alentejo e está a ser executada pela empresa Consdep. A adaptação de edifícios para serviços de saúde é uma prática que tem sido utilizada pela ARS Alentejo, como referiu o seu presidente, José Robalo: “muitos deles são escolas que deixaram de ser ocupadas, que têm construções de boa qualidade e que podem garantir equipamentos adequados para as necessidades na área da saúde. Esperamos que esta obra esteja concluída rapidamente porque as pessoas têm direito a espaços dignos de atendimento”.
O novo equipamento vai trazer condições renovadas para utentes e profissionais de saúde, uma forte reivindicação da população e das autarquias nos últimos anos, como salientou Rui Madeira, presidente da Junta de Freguesia de Alvalade. “Há muitos anos que este equipamento é reivindicado pela população e autarquias. Já tinha sido lançado concurso há alguns anos e não avançou pelas vicissitudes que o país atravessou na altura. A obra já começou e é mais um exemplo da recuperação de edifícios que temos feito em Alvalade, que estão ocupados por várias associações com serviços estruturais para a freguesia”.
Álvaro Beijinha, relembrou a reunião mantida com o Secretário de Estado da Saúde, na qual o autarca sublinhou a necessidade da construção do novo Centro de Saúde em Santiago do Cacém, para o qual a Câmara Municipal já disponibilizou terreno, e a questão do Centro de Saúde de Vila Nova de Santo André, com a necessidade de intervenção ao nível da cobertura. O Ministério da Saúde referiu que irá avançar, em 2018, com estes novos investimentos, no âmbito do novo quadro comunitário.

Agência de Notícias com Câmara de Santiago do Cacém 
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Lagoa de Santo André aberta ao mar esta segunda-feira

Lagoa encontrou-se com o mar na presença de centenas de pessoas

Os trabalhos finais de remoção de areia para abrir o canal que liga a lagoa de Santo André, no concelho de Santiago do Cacém, ao mar decorreram esta segunda-feira sob o olhar atento de centenas de curiosos. Durante cinco dias, duas máquinas giratórias cavaram um canal pelo cordão dunar que separa as águas da lagoa e do mar, tendo os derradeiros trabalhos culminado ao final da tarde de ontem, com a remoção das últimas línguas de areia. Anualmente, a ocasião traz centenas de pessoas à Lagoa de Santo André, que não querem perder um espetáculo de rara beleza. A abertura da Lagoa ao mar visa a renovação da água da lagoa, a limpeza e lavagem do seu fundo e a entrada de algumas espécies piscícolas, com destaque para os alvins e enguias. O processo, outrora feito pela força de “braços e bestas”, foi substituído já há vários anos por "bestas sem braços", as máquinas.
Vários surfistas "apanharam as primeiras ondas" da ligação ao Mar  

O derradeiro esforço das máquinas foi acompanhado atentamente por uma moldura humana de centenas de pessoas que se estendeu ao longo dos cerca de 300 metros de comprimento do canal, entre as quais aguardavam atentamente alguns surfistas, na expectativa de conseguir apanhar a onda que se forma com a força da água que sai da lagoa em direção ao mar.
"Desde que eu faço este trabalho, vêm centenas de pessoas que acham graça, isto de facto é um acontecimento histórico e é normal", disse hoje em declarações à agência Lusa Isabel Pinheiro, responsável do departamento de recursos hídricos do litoral da Administração Regional Hidrográfica do Alentejo.
A abertura da lagoa permite a renovação das águas e a exportação de matéria orgânica e nutrientes para a faixa costeira, assegurando também a entrada de sedimentos arenosos e organismos (peixes e invertebrados), que garantem a continuidade da atividade piscatória na lagoa.
A empreitada é feita artificialmente no equinócio da primavera desde o século XVII, antigamente com a força do homem e de animais e, mais recentemente, com o recurso a máquinas, numa empreitada promovida pela Agência Portuguesa do Ambiente, através da Administração Regional Hidrográfica do Alentejo.
O processo é executado anualmente nesta altura do ano porque é "a altura em que as marés são mais favoráveis e porque estamos no período da lua nova", explicou  Isabel Pinheiro.
"Na lua nova a diferença entre a maré cheia e a maré vazia é maior, ou seja as amplitudes das marés é maior e favorece o esvaziamento e depois o reenchimento [da lagoa]", ou seja, "favorece a eficiência de toda a operação", esclareceu.
Após ter permanecido aberta "menos de dez dias" no ano passado e com uma previsão de "dez dias" de abertura para este ano, a intenção é manter "o canal aberto pelo menos um mês" de forma a "cumprir os objetivos de qualidade", disse a responsável da Administração Regional Hidrográfica do Alentejo.
Para isso, a Agência Portuguesa do Ambiente, planeia pela primeira vez "uma reabertura", caso "venha a ser necessário", ou seja, se o canal for fechado naturalmente nos próximos 30 dias.

A maior lagoa da costa Alentejana 
Centenas de pessoas juntam-se  para verem a abertura ao mar
No passado a componente balnear não tinha expressão, mas hoje não é de descurar. “Ao melhorarmos a qualidade da água das lagoas isso reflecte-se positivamente. Muitas pessoas procuram aqueles locais”, sublinha o diretor regional do Alentejo da Agência Portuguesa do Ambiente. 
Este é um procedimento se faz há vários séculos: para evitar que se torne um pântano, a lagoa é aberta artificialmente no início das marés-vivas da Primavera.
Outrora com recurso à força de braços e tracção animal, hoje com maquinaria pesada, é aberto um canal na areia das dunas. “Vêem-se coisas muito interessantes como espécies de peixes a subir. Eles notam a diferença de salinidade (a água doce a ir para o mar) e tentam migrar e isto é visível a olho”, conta André Matoso.
O momento da abertura e as horas que se seguem são de uma “beleza invulgar” e, é por isso, que são cada vez mais os que comparecem para assistir ao acontecimento.
Considerada como o maior sistema lagunar da costa alentejana, a lagoa está classificada como Zona Húmida de Importância Internacional (sítio Ramsar) e faz parte da Reserva Natural das Lagoas de Santo André e da Sancha, criada em 2000, estendendo-se na zona costeira de parte dos concelhos de Santiago do Cacém e de Sines, no litoral alentejano.
Este ano, a abertura da lagoa de Melides, no concelho vizinho de Grândola, decorreu no mesmo dia, por volta das 16h15, algo que não costuma acontecer, até porque, neste caso, nem sempre é necessário recorrer a métodos artificiais para renovar as águas, já que, por vezes, a própria lagoa rompe naturalmente o cordão dunar.

Agência de Notícias com Lusa
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Almada quer levar Metro Sul do Tejo ao Barreiro

Autarquia quer metro de superfície nos concelhos vizinhos

A Assembleia Municipal de Almada vai pedir ao Governo um investimento para alargamento da rede do Metro Sul do Tejo, avança o jornal O Seixalense. Em reunião camarária, os deputados da autarquia de Almada consideraram o alargamento do Metro Sul do Tejo como fundamental para um melhor funcionamento da mobilidade no concelho e, por conseguinte, uma melhor qualidade de vida para os munícipes. O pedido ao Governo vai, por isso, solicitar um alargamento da rede metropolitana ao Seixal e Barreiro, tal como estava já previsto no contrato assinado entre o Estado e a concessionária do Metro. Os deputados exigem ainda “um novo interface multimodal na cidade da Costa de Caparica, que permita a articulação entre os vários transportes públicos, incluindo a articulação com o comboio de praia, Transpraia”.
Almada quer que o Estado alargue rede do Metro Sul do Tejo 


A extensão do Metro Sul do Tejo ao Seixal e Barreiro, tal como ficou previsto nas bases de concessão assinada entre e o Governo e a concessionária Metro Transportes do Sul, e o prolongamento da rede até à Costa de Caparica, são algumas das exigências que a Assembleia Municipal de Almada vai apresentar ao Governo.
A Assembleia pede ainda ao Estado um “novo interface multimodal na cidade da Costa de Caparica, que permita a articulação entre os vários transportes públicos, incluindo a articulação com o comboio de praia, Transpraia”.
Esta não é uma ideia nova porque  no final do ano passado, o presidente da Câmara de Almada, Joaquim Judas, considerava que se trata de um projeto de futuro, atendendo aos "desafios colocados pelas alterações climáticas, que apontam para a importância deste tipo de meios de transporte menos poluentes".
O autarca defendia, no entanto, que a sustentabilidade do Metro Sul do Tejo depende da extensão da rede aos concelhos do Barreiro e da Moita, tal como estava previsto inicialmente.
"O Metro de superfície tem uma boa ligação ao comboio no Pragal, mas é uma promessa adiada naquilo que são outras zonas de grande concentração populacional - Arrentela, Amora, Cruz de Pau, Charneca de Caparica, Trafaria e Costa de Caparica -, para já não falar do facto de não ter chegado a outros concelhos como estava previsto, designadamente aos concelhos do Barreiro e da Moita", lembrava o presidente da Câmara de Almada.
No caso da extensão do Metro à Costa de Caparica, os deputados municipais de Almada consideram que a linha deverá ter continuidade “desde o campus da Universidade Nova de Lisboa”, no Monte de Caparica, num traçado que “passe pela Vila da Trafaria, em canal próprio já definido nos instrumentos de gestão do território, e conforme o Plano de Desenvolvimento Estratégico da Costa da Caparica expressamente prevê”.
A moção realça ainda a iniciativa da autarquia de proceder ao estudo da viabilidade técnica para a “introdução de um sistema de transporte de grande capacidade, e em via própria, para a Charneca de Caparica, devidamente articulado com a rede Metro Sul do Tejo e com os restantes meios de transporte público que operam no concelho”.

Comerciantes da cidade reclamam  indemnizações antigas
Apesar de reconhecer as vantagens do Metro, em termos de mobilidade, o presidente da delegação de Almada da Associação de Comerciantes do Distrito de Setúbal, Gonçalo Paulino, lembra que alguns comerciantes do centro da cidade ainda hoje reclamam o pagamento de indemnizações pelos prejuízos que sofreram durante a realização das obras.
"Ainda está a correr uma ação judicial movida por alguns comerciantes que exigem ser ressarcidos pelos elevados prejuízos que sofreram durante a realização das obras do Metro", afirma o representante dos comerciantes de Almada, depois de recordar que "o calendário do período de obras não foi cumprido, alguns comerciantes foram muito prejudicados devido à dificuldade de acesso aos seus estabelecimentos e perderam-se cerca de 400 a 500 lugares de estacionamento".
"Só recentemente a autarquia repôs cerca de uma centena de lugares de estacionamento num espaço que antes tinha sido transformado em a zona pedonal, entre a Praça João Baptista e a avenida D. Afonso Henriques", acrescenta.
Gonçalo Paulino garante, no entanto, que o comboio na ponte e o Metro de superfície não tiveram qualquer impacto significativo para a maioria dos comerciantes, além das vantagens que lhes trouxeram, enquanto cidadãos, de poderem usufruir de novos meios de transporte.

Agência de Notícias
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