Dá um Gosto ao ADN

Quinta da Atalaia, no Seixal, dá vida à Festa do Avante!

Cerca de 200 espetáculos de música, teatro e cinema marcam rentrée do PCP 

Cerca de 200 espetáculos de música, teatro e cinema, atividades para as crianças e artes plásticas compõem a 41.ª Festa do Avante!, de 1 a 3 de Setembro, no Seixal, na ‘rentrée’ do PCP, com mais de 60 debates. Na conferência de imprensa de apresentação da edição deste ano, Alexandre Araújo, dirigente do Partido Comunista Português e um dos responsáveis pela organização, explicou que se trata de “uma festa que é dirigida não aos comunistas, não àqueles que apoiam este partido, mas uma festa que pela sua natureza, pelo seu ambiente, é uma festa dirigida ao povo português e aberta a todos”.

Animação constante marcam os dias do Avante, em Setembro 

Nos dias 1, 2 e 3 de Setembro, nas quintas da Atalaia e do Cabo da Marinha, concelho do Seixal, os visitantes terão disponível um vasto programa cultural e diversas atividades de lazer, com destaque para os concertos de António Zambujo, Rui Veloso, Gisela João, Paulo de Carvalho e Mão Morta, este último uma estreia no Avante!.
A música é umas das componentes principais do evento, que se espalha ao longo dos três dias por mais de 10 palcos, explicando o dirigente histórico comunista e organizador da Festa do Avante! que, “à semelhança do que tem acontecido em anos anteriores”, se fez uma aposta em conciliar dois aspetos.
“Por um lado inovar e por outro lado manter um padrão de respeito cultural por realidades que nos parecerem importantes defender e valorizar novas presenças no panorama no português”, apontou.
“Há de todos os estilos e até alguns estilos que não há em mais parte nenhuma, como seja o concerto de sexta-feira à noite no palco 25 de Abril”, destacou, antecipando que o concerto da Orquestra Sinfonietta de Lisboa, comemorativo dos 100 anos da Revolução de Outubro de 1917, “vai ter novidades”.
A abertura daquela que é a ‘rentrée’ política do PCP está marcada para as 19:00 de 01 de setembro, sexta-feira, na Quinta do Cabo, com o tradicional discurso do secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, que volta a ter uma intervenção no último dia, 03 de setembro, domingo, no comício da festa, marcado para o palco 25 de Abril, às 18 horas.
Para o ‘Avanteatro’ estão previstos mais de 15 espetáculos ao longo dos três dias, com foco especial no centenário do nascimento do autor Romeu Correia, merecendo também destaque a programação do ‘CineAvante!’, em que a produção nacional tem particular preponderância.
O desporto também é já tradição no Avante!, estando previstas atividades de cerca de 30 modalidades — que vão das mais radicais, como a escalada, às mais tradicionais, como a malha e os matraquilhos -, sendo o ponto alto a corrida e caminhada da Festa, que acontece a 03 de setembro, de manhã.
As crianças, os novos públicos da festa, têm especial atenção na programação e, num espaço bastante arborizado, haverá insufláveis, pinturas de cara, yoga para crianças, jogos de água, além de música e teatro dedicado aos mais pequenos.
A bienal de Artes Plásticas da Festa do Avante! comemora este ano a 20.ª edição, “sendo esta a mais antiga do país”.

"O Avante! é um espaço tranquilo"

Questionado sobre se, tendo em conta os últimos atentados em Espanha, estava previsto um reforço de segurança na festa, Alexandre Araújo respondeu que “o Avante! é um espaço tranquilo e todos esses aspetos estão em articulação com as autoridades, nomeadamente com a PSP do Seixal e estão devidamente acautelados”.
Por isso, “serão tomadas as medidas que as entidades oficiais entenderem que são adequadas”.
Sobre o orçamento do evento e o número de visitantes esperados, o responsável comunista escusou-se a precisar, dizendo apenas que “o orçamento é grande, mas a festa é maior” e que são esperados “muitos milhares” de pessoas.
“Esta festa não se fazia, independentemente do orçamento, sem uma componente muito importante de militância, de trabalho voluntário. Não há orçamento que consiga transcrever esta realidade”, disse apenas.

Agência de Notícias com Lusa
Leia outras notícias do dia em 

[ + ]

Greve histórica na Autoeuropa divide sindicatos e empresa

Administração da Autoeuropa marca reunião com sindicatos na próxima semana

Os sindicatos mais representativos na Autoeuropa fizeram hoje um "balanço positivo" da paralisação desta quarta-feira, que dizem ter provocado a paragem da produção na fábrica de automóveis de Palmela, mas não avançam com números concretos sobre a adesão. A empresa diz que a greve teve uma "adesão de 41 por cento do total dos trabalhadores", revelou a administração, em comunicado. Contactada pela Lusa, fonte oficial disse que o "Ministério da Economia está a acompanhar a situação na Autoeuropa e espera que haja acordo entre ambas as partes", isto é, entre os trabalhadores e a administração da empresa. A administração já disse que irá reunir com os sindicatos a 7 de Setembro mas só admite negociar um acordo com a nova Comissão de Trabalhadores que será eleita a 3 de Outubro.  
Trabalho ao sábado motivou greve na maior fábrica do distrito 

“Fazemos um balanço muito positivo da greve. A Autoeuropa não produziu um único carro”, disse à agência Lusa Eduardo Florindo, do Sitesul, Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Sul, afeto à CGTP.
“Ficou demonstrada a unidade, a coesão e a solidariedade dos trabalhadores. E isto significa que os trabalhadores estão com os objetivos da convocatória desta greve”, acrescentou o sindicalista, que remete para a próxima semana um balanço mais detalhado da greve na Autoeuropa.
Questionado pela agência Lusa, Eduardo Florindo escusou-se a adiantar qualquer número sobre a adesão à greve desta quarta-feira por parte dos sindicatos e também não quis comentar os números avançados pela administração da Autoeuropa, que refere uma adesão de 41 por cento do total dos trabalhadores da empresa.
A Autoeuropa refere ainda que, "apesar do impacto negativo desta paralisação, a empresa contínua empenhada em encontrar um compromisso com os trabalhadores que crie, mantenha e assegure o emprego".
"Este compromisso deverá também garantir as encomendas dos nossos clientes para o novo modelo, que requer a laboração contínua em 18 turnos por semana", acrescenta o comunicado.
No documento, a administração da Autoeuropa considera que "para atingir este objetivo, é essencial dar continuidade ao processo de diálogo com uma comissão de trabalhadores (CT) eleita, à semelhança das boas práticas laborais da Volkswagen Autoeuropa e do Grupo Volkswagen" e promete ouvir as partes envolvidas no processo até à eleição da nova CT.

Os sábados da discórdia 

Os trabalhadores da Autoeuropa realizaram esta quarta-feira uma greve histórica e que constitui a primeira paralisação por razões laborais na fábrica de automóveis de Palmela.
A greve foi marcada após a rejeição de um pré-acordo entre a administração e a Comissão de Trabalhadores [que apresentou a demissão e convocou eleições para 3 de Outubro], devido à obrigatoriedade dos funcionários trabalharem ao sábado, como está previsto nos novos horários de laboração contínua que serão implementados a partir do próximo mês de Novembro.
Os trabalhadores alegam que, além do transtorno que a obrigatoriedade do trabalho ao sábado iria provocar nas suas vidas, a compensação financeira atribuída pela empresa também é muito inferior ao que iriam receber pelo trabalho extraordinário aos sábados.
De acordo com o novo modelo de horários, cada trabalhador iria rodar nos turnos da manhã e da tarde durante seis semanas e fará o turno da madrugada durante três semanas consecutivas, com uma folga fixa ao domingo e uma folga rotativa nos outros dias da semana.

Autoeuropa promete ouvir as partes envolvidas no processo
Fabrica de Palmela viveu a primeira greve na sua história 
A administração da Autoeuropa promete ouvir as partes envolvidas no processo, tendo já marcado uma reunião com os sindicatos para as 17 horas do próximo dia 7 de Setembro.
"Esperamos que a administração retire a atual proposta de novos horários e que seja possível negociar uma solução que corresponda aos anseios dos trabalhadores", disse à agência Lusa Eduardo Florindo, do Sitesul, Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Sul.
"Acreditamos que a disponibilidade da empresa para o diálogo vai levar a um entendimento entre as partes", acrescentou o sindicalista.
Questionado pela agência Lusa, Eduardo Florindo disse que os sindicatos não estão preocupados com a possibilidade de a administração da empresa só equacionar a hipótese de um eventual acordo com a futura Comissão de Trabalhadores, considerando que se trata de uma questão "irrelevante" e que "o mais importante é haver acordo, seja com os sindicatos ou com a futura Comissão de Trabalhadores".
O sindicalista garantiu que os trabalhadores da Autoeuropa nunca contestaram a necessidade de laboração contínua na fábrica de Palmela a partir de Novembro, mas apenas a obrigatoriedade de trabalharem ao sábado.
A disponibilidade dos trabalhadores para a laboração contínua na fábrica de automóveis de Palmela já estava, aliás, expressa no Acordo de Empresa para 2015/2016, subscrito pela Comissão de Trabalhadores.
"Para responder aos desafios e necessidades futuras de produção da fábrica, há que considerar a laboração contínua. Neste sentido, a empresa irá criar um modelo de horário(s) de trabalho, a implementar logo que seja necessário e respeitando o enquadramento legal", refere o ponto 12 do documento assinado a 25 de Novembro de 2015.
Quanto à possibilidade de se chegar rapidamente a um novo acordo sobre os horários de trabalho, Eduardo Florindo lembrou que a atual Comissão de Trabalhadores, demissionária, já tinha apresentado uma proposta alternativa a estes horários e admitiu a possibilidade de a administração da Autoeuropa vir a apresentar outras propostas mais vantajosas para os mais de três mil trabalhadores da fábrica de Palmela.
Contactada pela Lusa, fonte oficial disse que o "Ministério da Economia está a acompanhar a situação na Autoeuropa e espera que haja acordo entre ambas as partes", isto é, entre os trabalhadores e a administração da empresa.

[ + ]

Botulismo na origem de morte de várias aves na Moita

Calor e seca podem ter matado "centenas de aves"  na Caldeira da Moita 

O botulismo poderá ser a causa de morte de vários exemplares de aves que ocorreram na confluência do Rio da Moita com a Caldeira da Moita em Julho, anunciou esta quarta-feira a autarquia. "A Câmara Municipal da Moita procurou conhecer as causas deste incidente junto das entidades competentes e a informação técnica do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas indica tratar-se de botulismo, uma doença de natureza tóxica que decorre da ingestão de uma toxina e que é agravada pelas condições meteorológicas, como o calor e seca, que se arrastam há vários meses", refere a autarquia, liderada por Rui Garcia, em comunicado.
Várias aves morreram em Julho na Moita

A Câmara da Moita esclarece ainda que a "toxina em causa afeta somente as aves, não constituindo risco para as pessoas”.
No comunicado, a autarquia acrescenta que as “análises realizadas à água da Caldeira da Moita não revelaram qualquer indício que possa estar na origem deste incidente".
Em Julho, a autarquia anunciou que estava a investigar o surgimento de várias aves mortas na confluência do Rio da Moita com a Caldeira da Moita, junto ao Largo da Feira.
Nas redes sociais surgiram vídeos e fotografias em que é possível ver os animais, em especial patos, muito debilitados ou já mortos na zona da Caldeira da Moita.
O Partido Socialista da Moita e a Quercus também abordaram o assunto, exigindo uma atuação rápida das autoridades competentes para se conhecerem as causas das mortes.
Quando as aves começaram a morrer, um pouco por toda a Caldeira da Moita, a Quercus dizia que deveriam ser realizadas “análises à água dos locais afectados” e deve-se proceder à “detecção de potenciais fontes de poluição”.
A 12 de Julho, a Câmara da Moita anunciou que estava a investigar o surgimento de vários animais mortos, em especial patos, na confluência do Rio da Moita com a Caldeira da Moita, junto ao Largo da Feira.
Na altura, a autarquia referiu que surgiram “muitos exemplares de aves mortas”, informando que já tinha contactado o Serviço de Protecção da Natureza e Ambiente, a Divisão de Alimentação Veterinária de Setúbal e a Direcção de Serviços de Alimentação e Veterinária da Região de Lisboa e Vale do Tejo, tendo também efectuado várias análises com o Laboratório Pró Qualidade para investigar as causas.
“A morte repentina de tão elevado número de animais e a diversidade de espécies afectadas (sendo que os relatos mais recentes identificam patos, pombos e peixes) leva a pressupor que não se trata de uma qualquer doença súbita, mas sim consequência de uma qualquer descarga ilegal de elevada carga poluente, ou técnicas inadequadas e proibidas de controlo de espécies”, explicava a Quercus.
A Câmara Municipal da Moita garante que "vai continuar a acompanhar esta situação junto das entidades competentes".

Agência de Notícias com Lusa
[ + ]

Setúbal reforça estatuto de concelho de excelência

Gastronomia, turismo e planeamento urbano marcam concelho

A Câmara de Setúbal recebe no dia 7 de Setembro a bandeira “Cidades de Excelência – Nível II” pelas práticas inovadoras a nível nacional implementadas localmente nas áreas da regeneração urbana e do turismo. A bandeira, entregue ao município numa cerimónia a realizar às 11 horas, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, traduz o “reconhecimento público do meritório trabalho que esta autarquia tem vindo a desenvolver no âmbito dos trabalhos de qualificação do ambiente urbano”, sublinha o Instituto de Cidades e Vilas com Mobilidade, a entidade que atribui o galardão.
Setúbal recebe bandeira de cidade de excelência 

Os fundamentos desta distinção relacionam-se com “o grau de evolução” da implementação dos Planos de Ação Local propostos para a cidade de Setúbal e para Vila Nogueira de Azeitão quando a autarquia aderiu à Rede de Cidades e Vilas de Excelência, em Julho de 2013.
A implementação de planos de ação para uma “Cidade ou Vila Turística”, na cidade de Setúbal, e para uma “Cidade ou Vila de Regeneração e Vitalidade Urbana”, em Vila Nogueira de Azeitão, justifica a atribuição da bandeira “Cidades de Excelência – Nível II” por se estar na presença de “exemplos de excelência nas áreas do turismo e da regeneração urbana”.
O Instituto de Cidades e Vilas com Mobilidade destaca, no que diz respeito ao eixo “Cidade ou Vila Turística”, a criação da marca “Setúbal Terra de Peixe” para a promoção turística do peixe e da gastronomia local, reforçando o posicionamento local no contexto gastronómico nacional.
Segundo o instituto, o município conseguiu dinamizar e valorizar a gastronomia de mar com medidas como a realização de festivais gastronómicos, recolha e valorização do receituário tradicional da região, abordagens criativas à conceção de pratos de peixe realizadas na Casa de Baía, em alguns estabelecimentos de restauração local e nos espaços públicos do município, e através da promoção de merchandising alusivo à marca.
A sinergia entre o peixe e o vinho da Península de Setúbal também foi conseguida pela presença do vinho da região nas ementas dos restaurantes locais, com especial enfoque nos pratos de peixe, bem como pela promoção de eventos enogastronómicos na Casa de Baía de Setúbal, em alguns estabelecimentos de restauração local e nos espaços públicos do município.
A valorização científica do peixe de Setúbal é outro importante objetivo alcançado, através da realização de seminários sobre culinária e o valor nutricional do peixe e sustentabilidade económica da atividade piscatória em Setúbal e da dinamização de workshops e ações de sensibilização para crianças dedicados à alimentação saudável.
O Instituto de Cidades e Vilas com Mobilidade sublinha igualmente a valorização económica do peixe de Setúbal graças à certificação do pescado local e a promoção da imagem do produto com exposições de artes plásticas dedicadas ao peixe e à pesca, uma mostra de artefactos marítimos e piscatórios e um banco de informação e imagens sobre o peixe e a pesca.

“Atitude de planeamento urbano” em Azeitão 
No que diz respeito a Vila Nogueira, o instituto destaca a “atitude de planeamento urbano”, associada à Operação de Reabilitação Urbana e ao Programa Estratégico de Reabilitação Urbana de Azeitão.
No contexto desta estratégia, foram definidos os quatro eixos estratégicos Qualificação do Ambiente Urbano e Edificado, Revitalização Económica e Social, Valorização da Função Habitacional da Vila e Modelo de Governança, Gestão e Marketing Urbano, que visam a implementação de um conjunto de ações e medidas para qualificar o espaço público e o edificado.
Setúbal foi, em Agosto de 2013, o primeiro município português a ostentar a bandeira da Rede de Cidades e Vilas de Excelência, em reconhecimento pelo trabalho sustentável de melhoria da qualidade de vida das populações desenvolvido no território, indo agora receber o galardão de nível II.
A Rede de Cidades e Vilas de Excelência foi criada com o objetivo de estabelecer uma plataforma de partilha de experiências e de soluções que se constituam como exemplos considerados excelentes de boas práticas urbanas para um desenvolvimento integrado, harmonioso e sustentável do território.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 
[ + ]

Escola Básica n.º 4 de Santo André vai ser renovada

Santiago do Cacém investe forte na educação

A Câmara de Santiago do Cacém continua a sua aposta forte na área da Educação e na renovação do seu Parque Escolar. Na reunião do executivo, foi deliberada a abertura de concurso público para a execução da ampliação e renovação da Escola Básica de 1.º Ciclo n.º 4 de Santo André, no Bairro Pôr do Sol, um investimento no valor de um milhão e sete mil euros, para garantir melhores condições para as cerca de 220 crianças que frequentam o 1º ciclo do ensino básico, o jardim de infância, as atividades de animação e apoio à família e as atividades de tempos livres, bem como para a restante comunidade escolar. 
Câmara de Santiago do Cacém renova escola em Santo André

“Estamos a falar de uma intervenção profunda, que queremos que decorra durante o ano letivo que agora se inicia para que em setembro de 2018 os alunos possam iniciar as aulas na nova escola”, refere o presidente da Câmara Municipal, Álvaro Beijinha.
Neste momento, está praticamente concluída a obra de ampliação e remodelação da Escola Básica n.º 3 de Santo André, para receber os alunos no ano letivo 2017/2018, a partir de Setembro próximo. Decorre, também, a intervenção na Escola Básica de 1.º Ciclo de Ermidas-Sado que se prevê a sua conclusão até final deste ano, mas que não irá impedir o normal funcionamento no próximo ano letivo.
Estas três intervenções rondam os dois milhões de euros e traduzem-se “num esforço que a Câmara Municipal faz, embora tenha uma comparticipação dos fundos comunitários que no conjunto das três intervenções rondará os 50 por cento, mas que a Câmara entendeu serem necessários estes investimentos e faz este esforço no sentido de dotar as escolas de melhores condições de segurança e de conforto”, acrescenta Álvaro Beijinha.
Os investimentos da Câmara de Santiago do Cacém na área da Educação decorrem, em colaboração com Juntas de Freguesia do Município, com a dotação de todas as salas do 1.º ciclo de ar condicionado, o encerramento de pátios, a remodelação das casas de banho da Escola Básica de 1.º Ciclo de São Domingos, o sombreamento e remodelação de alguns parques infantis e intervenções de manutenção do parque escolar .
“O grande objetivo é a defesa da escola pública em primeiro lugar , e para falarmos da sua defesa temos que investir no parque escolar, no reforço das medidas de Ação Social Escolar e Socioeducativas, no complemento de apoio à família, no nosso caso completamente gratuito e a funcionar este ano nos Jardins de Infância já a partir do dia 4 de setembro”, concluiu Álvaro Beijinha.

Agência de Notícias com Câmara de Santiago do Cacém 
[ + ]

Alcochete defende melhores condições de saúde

Centros de Saúde de São Francisco e Passil "não são para abrir", diz ministro 

Com o objetivo de garantir os necessários cuidados de saúde à população do concelho de Alcochete, tem o executivo municipal solicitado de forma continuada reuniões com o ministério da saúde, "de forma a poderem serem abordados os cuidados primários de saúde, diretamente relacionados com os que eram assegurados nas extensões de saúde de São Francisco e Passil, que entretanto foram encerradas, e as consultas externas no centro hospitalar Barreiro/ Montijo", explica a autarquia ribeirinha em comunicado. Relembre-se que a 25 de Julho, a vereadora com o pelouro da saúde, Susana Custódio, reuniu com o ministro da saúde e apresentou as preocupações do município que são também as da população que o município representa.
Executivo municipal exige mais equipamentos de saúde no concelho 

“Considerando o crescimento natural e a dinâmica do nosso território, e neste caso concreto refiro-me a Alcochete e Montijo, e anunciados que estão investimentos, parece-nos sensato que as respostas do Serviço Nacional de Saúde acompanhem também o crescimento perspetivado para este território. Neste sentido e de acordo com o que esteve em tempos consensualizado entre estes dois municípios – a construção de um novo hospital do Montijo - dotado de mais valências e capacitado para dar melhores e mais rápidas respostas à população atual, é aquela que se perspetiva fixar neste território”, defendeu a vereadora com o pelouro da saúde.
“Aproveitámos para reivindicar consultas externas, pelo menos, de algumas especialidades na unidade hospitalar do Montijo. Esta é uma reivindicação que já tínhamos feito junto da administração do Centro Hospitalar Barreiro/ Montijo e para a qual não obtivemos ainda resposta”, acrescentou Susana Custódio.
Sobre as extensões de saúde em São Francisco e no Passil a vereadora referiu que o ministro da Saúde foi perentório: “Não são para reativar, não são para abrir” e que a solução apresentada será uma unidade móvel para as zonas rurais, que no entender de Susana Custódio tem "algumas fragilidades", nomeadamente, conta com os "recursos humanos que já estão afetos ao CSP de Alcochete.

Alcochete espera mais médicos em Outubro ou Novembro 
“Quando confrontei o coordenador do Centro de Saúde de Alcochete sobre esta possibilidade, ele disse-me que não tinha médicos nem enfermeiras para afetar a essa unidade móvel”, advertiu a autarca, que preveniu para a necessidade de criação de vagas para Alcochete nos concursos de afetação de médicos de família ao ACES do Arco Ribeirinho.
“Primeiro temos de abrir vagas para depois se perceber se algum dos médicos manifesta preferência por se vincular a Alcochete. E neste sentido fui informada de que está a ser preparado um novo concurso, que deverá acontecer nos meses de Outubro e Novembro e que contemplará 18 vagas. Vamos ficar atentos para ver se é considerada alguma vaga para Alcochete”, acrescentou Susana Custódio.
Na reunião com o ministro da saúde a vereadora abordou também a questão relacionada com a extensão de saúde de Samouco, em que a câmara de Alcochete aguarda ainda por parte do ministério o valor da empreitada, mediante o acordo firmado com a então ministra da saúde. Uma situação que se arrasta desde 2007/2008 quando a autarquia decidiu avançar para a construção da extensão de saúde naquela freguesia.
“Temos aqui uma porta aberta para resolver este problema e espero que a questão da afetação de recursos humanos se venha a inverter e que acompanhe a evolução do nosso território em termos populacionais”, concluiu Susana Custódio.

Agência de Notícias com Câmara de Alcochete

[ + ]

Seixal e Sesimbra exigem requalificação da EN378

Autarquias pedem intervenção urgente na Estrada Nacional em Fernão Ferro 

As autarquias do Seixal e Sesimbra exigiram esta terça-feira a requalificação da Estrada Nacional 378, que faz a ligação entre os dois concelhos, e solicitaram uma reunião ao ministro do Planeamento e das Infraestruturas para discutir o assunto. A decisão de solicitarem a reunião foi tomada depois de um encontro entre autarcas dos dois concelhos, que consideram a via como "fundamental para a mobilidade das populações".
EN 378 atravessa a  localidade de Fernão Ferro 

"A EN 378, em Fernão Ferro, é uma via com tráfego muito intenso, graves problemas de segurança rodoviária onde acontecem muitos acidentes e onde é preciso intervir de forma urgente na sua requalificação, de forma a garantir um melhor nível de serviço e também de segurança rodoviária", disse Joaquim Santos, presidente da Câmara do Seixal.
O vereador Sérgio Marcelino, com o pelouro das Obras Municipais na Câmara de Sesimbra, acrescentou que "é urgente a requalificação da EN 378", uma vez que se trata de "uma das vias prioritárias para o concelho de Sesimbra, sendo a ligação principal para a autoestrada e acessos ferroviários".
"É por aqui que a grande maioria da população transita", defendeu o autarca.
Joaquim Santos frisou que, com esta iniciativa, as autarquias pretendem assinalar a necessidade de requalificação da estrada.
"Esta solicitação tem mais de 10 anos e não foi ainda concretizada. Neste sentido, vamos em conjunto pedir uma reunião ao ministro responsável pelas Infraestruturas de Portugal para que procedam à requalificação da EN 378 e que nos transmitam qual a perspetiva para a mesma requalificação, assim como os prazos de execução destas obras, que são fundamentais para a população dos dois concelhos", frisou.
O autarca do Seixal acrescentou que a beneficiação e a requalificação desta via, num trajeto de quase sete quilómetros, está prevista no Plano de Obras de Proximidade 2015-2019, das Infraestruturas de Portugal, previsto para ser lançado em 2017, mas "ainda sem qualquer contacto com ambos os municípios".
A EN 378 é uma estrada nacional, sob gestão da Infraestruturas de Portugal, S.A, considerada estrada complementar no âmbito do Plano Rodoviário Nacional 2000 (PRN2000), e que estabelece a ligação entre o Seixal e Sesimbra.

Agência de Notícias com Lusa

[ + ]

Salsa tempera festival de ritmos em Setúbal

Setúbal Salsa Experience vai colocar tudo a mexer até domingo

Dança, música, workshops e festas temáticas são atrativos do Setúbal Salsa Experience, festival a realizar entre 31 de Agosto e 3 de Setembro, com atividades gratuitas e pagas em vários espaços públicos e equipamentos culturais da cidade. O evento, organizado pelo Projeto Enclave da Associação Oridanza – Cultura em Movimento e pela Câmara de Setúbal, começa no último dia de Agosto com a festa de lançamento “Viva Cuba”, que inclui, entre as 20 e as três da madrugada, no Made In Café, no Parque Urbano de Albarquel, cocktails e música ao vivo com Nuadis Santa Cruz. 
Ritmos quentes da Salsa vão invadir a cidade até 3 de Setembro 

Em Setembro, a 1, os destaques do primeiro dia de festival vão para “Cuban Roots”, uma masterclass de rumba e afrocubano com o dançarino Angel Rojas, às 19 horas, no auditório do Mercado do Livramento, e para a “Festa Salsando SSE Edition”, com o DJ Sergi, de Paris, França, a partir das 23 horas, no Bar Decibel Live Music Bar. Ambos os eventos são pagos.
No dia seguinte, a 2, os ritmos latinos invadem o Fórum Municipal Luísa Todi num espetáculo que traz a Setúbal música e dança com a orquestra Yuvisney Aguilar & Afrocuban Jazz Quartet. As entradas para o evento, com início às 21h30, custam dez euros para a plateia e sete para o balcão.
No mesmo dia decorrem ainda os workshops, pagos, “Salsa Improvers” e “Salsa Challenge”, que se realizam, respetivamente, no auditório do Mercado do Livramento e no Club Setubalense, ambos das 14h45 às 19 horas por Daniel Castillo, Carlos & Ekaterina, Lilian Rivera & Rui Nascimento e Raquel Santos & João Fanha.
A “Festa Salsa 7 Party”, que inclui várias atuações de dança dedicadas aos ritmos latinos e animação musical pelos DJ Nuno Melo e Luís Soares, das 23 às quatro horas da manhã no Club Setubalense, encerra a segunda noite do festival Setúbal Salsa Experience. A entrada é paga.
Fazem ainda parte do programa do festival a atividade “Setúbal Urban Tour”, com visitas guiadas, de participação gratuita, pelo centro histórico da cidade, no dia 2, às 11 horas. A atividade de pedestrianismo cultural e de lazer, com a duração de cerca de uma hora, começa na Praça de Bocage.
O Setúbal Salsa Experience reserva ainda uma formação intensiva com o dançarino Daniel Castillo, atividade de participação paga que decorre nos dias 1, das 19h00 às 20h30, na Galeria Pólvora d’Cruz, e a 2, das 11 às 13h30, no auditório do Mercado do Livramento.
No âmbito do festival decorrem ainda, no dia 2, das 16 às 19 horas, três workshops de iniciação aos ritmos latinos. Estas oficinas, de participação gratuita, realizam-se no Made In Café, no Parque Urbano de Albarquel, espaço de lazer e de recreio à beira-rio no qual decorre o encerramento do evento.
Praia, atividades desportivas como canoagem e voleibol, música e dança fazem para da festa de despedida do Setúbal Salsa Experience “Farewell Beach Party”, de participação gratuita, que se realiza no dia 3, das 14 às 21 horas.
Mais informações sobre o festival Setúbal Salsa Experience podem ser consultadas na página oficial do evento.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 
[ + ]

Escultura homenageia Manel Bola em Setúbal

Cidade inaugura escultura em homenagem a ator Carlos Rodrigues

Uma escultura dedicada ao ator e poeta Carlos Rodrigues, mais conhecido por Manel Bola, falecido em Dezembro último, é inaugurada a 3 de Setembro, de manhã, dia do aniversário do homenageado, na Avenida Luísa Todi, em Setúbal. "A obra de arte, que a Câmara  de Setúbal encomendou ao artista plástico Jorge Pé-Curto, instalada na placa central da avenida, defronte do Fórum Municipal Luísa Todi, representa Manel Bola a corpo inteiro a fazer uma vénia com a boina na mão, num gesto que lhe era característico", pode ler-se no comunicado da autarquia do concelho onde o ator e poeta morreu.
Estátua de Manel Bola ficará junto ao Forum Luísa Todi

A escultura é feita em bronze e tem 2,15 metros de altura, sendo uma forma de "Setúbal evocar uma das principais figuras da cultura local, falecida aos 72 anos após uma longa carreira ligada ao teatro, cinema, televisão e, nos últimos anos, à poesia".
A inauguração, marcada para as 11:00, vai contar com a presença da presidente da Câmara de Setúbal, Maria das Dores Meira, do autor da obra e de familiares e amigos do ator.
Elementos do Teatro de Animação de Setúbal e da Associação Cultural TOMA vão ler poemas, enquanto a música vai estar a cargo da fadista Piedade Fernandes, acompanhada por Vítor Pereira, Pedro Marques e Vítor Pereira Júnior.
Nascido a 3 de Setembro de 1944, Manuel Bola foi ator residente do Teatro de Animação de Setúbal (TAS) e entrou em várias séries de televisão, nomeadamente "Gente fina é outra coisa", "Os malucos do riso", "A banqueira do povo", "Nico d´obra", "Nós os ricos", "A loja do Camilo", "Jardins Proibidos" e "Inspetor Max".
Em 1977, foi galardoado com o Prémio Melhor Ator Ibérico atribuído pelo III Festival de Cinema Ibérico.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 
[ + ]

Palmela prepara-se para celebrar as Vindimas

Cultura da vinha e do vinho em celebração cultural

A Câmara de Palmela espera “muitos milhares de visitantes” na 55ª edição da Festa das Vindimas, que vai realizar-se entre os dias 31 de Agosto e 5 de Setembro. Cuca Roseta, Amor Electro e Quim Barreiros são alguns dos nomes que compõem o cartaz musical do certame. O evento vai contar com momentos tão marcantes e tradicionais como a eleição da Rainha das Vindimas, o Cortejo dos Camponeses, a Pisa da Uva e a Bênção do 1.º Mosto e os Cortejos alegóricos diurno e nocturno. A Festa das Vindimas aposta ainda na gastronomia e nos produtos locais, bem como no desporto, na cultura e na animação infantil. O certame é organizado pela Associação de Festas de Palmela – Festa das Vindimas, com o apoio da Câmara  de Palmela.
Festa das Vindimas começa sempre com eleição da Rainha 

Para muitos a última quarta-feira do mês de Agosto representa o início da Festa da Vindimas. Em nome da vinha, do vinho, da uva e, sobretudo, em nome, de uma Palmela com tradição e dos homens e das mulheres que fazem a vindimas por essas vinhas a perderem de vista.
Hoje em dia, as Festas das Vindimas, são um evento que leva até à vila peregrinações de gente de todos os lados do País.

Este ano, a 55.ª edição está marcada entre 31 de Agosto e 5 de setembro. Aliás, ainda no dia 30 é eleita a rainha das Vindimas. Em nome deste emaranhado de coisas e sentimentos, a eleição da Rainha das Vindimas é, desde os primeiros tempos das festas imaginadas por Álvaro Cardoso e Jacinto Pereira, o momento mais alto da “cultura palmelense”. Maria Angelina Rodrigues abriu a galeria mágica das rainhas em 1963. Depois dela a galeria foi crescendo e as meninas de Palmela e tudo há volta trazem nos sonhos e nos olhos a “secreta esperança” de serem, por um ano, a Rainha das Vindimas.
A partir daí, são seis dias de festa, 24 horas por dia. A organização espera este ano muitos milhares de visitantes, que, todos os anos animam “esta celebração da cultura da vinha e do vinho, fortemente enraizada nesta região”.
A Eleição da Rainha das Vindimas, da Pisa da Uva e Bênção do 1º Mosto, do Cortejo dos Camponeses, dos Cortejos Alegóricos e do Espetáculo Pirotécnico no Castelo, são alguns dos momentos mais simbólicos desta festa, que se orgulha de conjugar "tradição e modernidade".
Um dos locais mais apetecíveis do recinto será o espaço Adegas Wine Lounge, no Largo de S. João, onde os visitantes podem provar e adquirir os melhores vinhos produzidos pelas várias adegas da região. Ao início da tarde de domingo, às 16 horas, neste local, a Associação de Municípios Portugueses do Vinho apresenta o livro “Territórios Vinhateiros de Portugal” e terá lugar, também, a entrega de prémios do Concurso Internacional de Vinhos “La Selezione del Sindaco” 2017, onde os vinhos de Palmela voltaram a estar em destaque, sendo o município português mais medalhado.

Amor Electro, Cuca Roseta, Quim Barreiros e Átoa em Palmela 

O Largo de São João enche-se de barraquinhas de moscatel, há vários palcos espalhados pela zona, DJ’s, pisa da uva, cortejos, largada de touros e venda de roupa, calçado e acessórios. As festas terminam com o já tradicional fogo de artifício, que este ano tem um simulacro de incêndio no Castelo de Palmela.
O programa completo ainda não está fechado, mas os artistas principais já foram divulgados. A 31 de Agosto sobe ao palco Amor Electro e no dia seguinte é a vez de Diana Lima, Mishlawi e David Antunes animarem os presentes. No sábado, 2 de Setembro, Cuca Roseta dá um concerto, seguindo-se de Quim Barreiros no domingo. Já no penúltimo dia das Festas, 4, os Átoa vão cantar. Para encerrar o evento, a 5 de Setembro, a organização convocou os Fado Lelé e Miguel Azevedo.
[ + ]

Greve confirmada para esta quarta-feira na Autoeuropa

"Há objetivo de intensificar a exploração", diz sindicato

A greve dos trabalhadores da Autoeuropa marcada para quarta-feira mantém-se depois da realização do plenário desta segunda-feira. Os trabalhadores recusam a proposta da administração de alteração de horário no seguimento da produção no novo T-Roc na fábrica de Palmela da Volkswagen, em Palmela. A proposta de alteração do horário consiste na obrigatoriedade de trabalhar ao sábado, com essa folga a ser compensada durante a semana num sistema de rotatividade – num período de dois anos e meio. Na posição dos trabalhadores assumida por Rogério Silva, o coordenador da Federação Intersindical da Indústria (afeta à CGTP) acrescentou que "há sempre hipótese de desconvocar a greve, mas que isso depende de a administração retirar esta proposta", salientando que "o tempo começa a escassear".
Trabalhadores avançam mesmo para uma greve na quarta-feira 

Não há marcha atrás. Os trabalhadores da Autoeuropa vão mesmo fazer greve entre as 23h30 de terça-feira e a meia-noite de quarta. Quem o confirmou foi Rogério Silva, do Sindicato das Indústrias Eléctricas do Sul e Ilhas, que acusa a administração da empresa de querer "embaratecer custos" e "intensificar a exploração". Os trabalhadores realizaram esta segunda-feira plenários para discutir a proposta da administração. “Vai ser uma grande greve”, diz.
“Foi um plenário de afirmação e solidariedade dos funcionários da Autoeuropa”, afirmou o responsável em declarações à SIC. Neste plenário, os trabalhadores mantiveram “a rejeição dos horários de trabalho que a empresa pretende impor”. Neste sentido, a greve agendada para 30 de Agosto vai mesmo acontecer.
Rogério Silva diz que os horários que a administração pretende aplicar “são horários de segunda a sábado. Prejudicam os trabalhadores e prejudicam a empresa”. 
A administração vai ter de interpretar que os trabalhadores estão contra estes horários. Desregula os trabalhadores que querem ter direito a estar com a família, querem o seu tempo pessoal. Querem manter a produção, mas não a troco de intensificar os horários de trabalho, os ritmos…”, disse o sindicalista.
Os trabalhadores “recusam a intenção da administração de implementar horários de segunda a sábado com obrigação do sábado. Estes horários têm enorme rotatividade. Vão prejudicar a saúde dos trabalhadores”, diz.. 
Quanto às intenções da administração, Rogério Silva fala em embaratecimento da mão-de-obra. "A administração da Autoeuropa quer embaratecer os custos da mão-de-obra. Se o sábado passar a ser um dia obrigatório de trabalho, as pessoas perdem. Até aqui, quando trabalhavam ao sábado, era de forma voluntária, eram retribuídos com trabalho suplementar. Assim deixa de o ser. Há aqui um encaixe de milhões, para além daqueles que resultam dos investimentos que já estão anunciados, na ordem dos 700 milhões de euros, que também o Estado português participa. Há este objetivo no fundo de intensificar a exploração". 

Administração só negocia com Comissão de Trabalhadores 
A vontade do SITE Sul, esbarra, no entanto, nas pretensões da administração da Autoeuropa, que já veio a público afirmar que apenas negoceia com a comissão de trabalhadores, formalmente demissionária a partir desta segunda-feira.
Para responder à procura pelo T-Roc, o novo veículo utilitário desportivo (SUV) da Volkswagen, a Autoeuropa quer que a fábrica passe a funcionar em 18 turnos, seis dias por semana, a partir de Fevereiro e que os trabalhadores passem a laborar entre segunda-feira e sábado, com uma folga fixa ao domingo e uma folga rotativa a meio da semana. Em troca, a administração liderada por Miguel Sanches elaborou um pré-acordo com a Comissão de Trabalhadores e que previa um aumento mínimo do salário de 16 por cento, um bónus de 175 euros, a redução do horário de trabalho para 38,2 horas e a atribuição de mais um dia de férias.
O pior é que a administração apenas aceita negociar propostas salariais com a comissão de trabalhadores, que será eleita apenas no final de Setembro. Se não conseguir convencer os trabalhadores e não se chegar a acordo, o gigante automóvel já admite deslocalizar parte da produção para outras fábricas do grupo na Alemanha. Cenário no qual o sindicato não acredita que venha a ocorrer.
Quer o grupo alemão, quer o Governo português esperam que a administração e os trabalhadores da Autoeuropa, que vale um por cento do PIB português, cheguem rapidamente a um consenso. “Estou certo que será possível chegar a um entendimento e a uma solução satisfatórias para todas as partes”, manifestou o ministro da Economia, em declarações ao Dinheiro Vivo. Manuel Caldeira Cabral esteve reunido com o presidente da marca Volkswagen, Herbert Diess, horas antes da apresentação do novo SUV, na quarta-feira.
A fábrica portuguesa do grupo Volkswagen prevê montar um total de 240 mil carros em 2018, mais do dobro dos números de 2016 (85 125 veículos). O T-Roc irá contribuir para este número. O novo modelo fabricado na Autoeuropa deverá ter um preço base de 25 mil euros no mercado português e contará com versões a gasolina, gasóleo e híbrido plug-in (ligado à corrente). O SUV será vendido em todo o mundo, exceto na China e EUA.
[ + ]

Festival levou milhares ao teatro em Setúbal

“Muito público e espetáculos de grande qualidade”

Mais de quatro mil pessoas assistiram às cerca de três dezenas de iniciativas culturais do Festival Internacional de Teatro de Setúbal – XIX Festa do Teatro, que terminou no dia 27, com casa cheia no Fórum Municipal Luísa Todi. Teatro de sala e de rua, artes circenses, dança, música, cinema e manifestações artísticas emergentes contribuíram, entre 18 e 27 de Agosto, para o sucesso da XIX Festa do Teatro, evento organizado pelo Teatro Estúdio Fontenova e pela Câmara de Setúbal. O diretor artístico do certame, José Maria Dias, sublinha que o balanço desta edição “só pode ser muito positivo”, não apenas em termos de adesão do público, que “em alguns casos superou as expectativas”, mas também pelo aumento da qualidade dos espetáculos.
Festival Internacional de Setúbal atraiu milhares de pessoas 


Um dos exemplos apontados por José Maria Dias é a peça que encerrou o certame, “Hamlet”, da companhia espanhola Teatro Clasico de Sevilla, que praticamente esgotou o Fórum Municipal Luísa Todi, ontem à noite, a que se seguiu uma sessão de encerramento do certame que contou com a presença do vereador da Cultura da autarquia, Pedro Pina.
“É um espetáculo de altíssimo nível, galardoado com mais de vinte prémios em Espanha, que ficará para sempre na memória da Festa do Teatro. É uma peça de topo mundial”, sublinha o diretor artístico de um certame que “é uma referência a nível nacional e internacional”.
No entanto, o êxito de mais uma edição do Festival Internacional de Teatro de Setúbal não afasta as preocupações de José Maria Dias em relação ao reduzido orçamento do certame e apela à contribuição dos agentes económicos locais.
“A Câmara de Setúbal faz um esforço enorme no apoio financeiro ao festival e tem sido um parceiro inexcedível. Mas precisamos de mais apoios porque temos um orçamento muito curto, comparado com outros certames semelhantes que se realizam no país”, sublinha Pedro Pina.

Espectáculos de grande qualidade invadiram a cidade 

A estreia da nova produção do Teatro Estúdio Fontenova “Voz dos Pássaros”, com encenação de José Maria Dias e interpretação de Cátia Terrinca e Eduardo Dias, foi outro ponto alto da XIX Festa do Teatro, com duas sessões lotadas no Fórum Municipal Luísa Todi, nos dias 18 e 19.
Samsara, Mundanal Ruido Teatro, de Espanha, TrêsMaisUmTeatro, UmColetivo, Circo no Ato, do Brasil, Companhia de Teatro Contemporâneo, Compagnia Naturalis Labor, de Itália e L.A.M.A. foram outros grupos que se apresentaram este ano na Secção Oficial do festival.
A Secção Off  “Mais Festa” tem sido uma “aposta ganha” nas últimas edições do certame e este ano voltou a contar com a adesão de “muito público e espetáculos de grande qualidade”.
O vencedor desta secção, que abre as portas a jovens criadores e a novos projetos teatrais que usufruem da logística e promoção do certame, foi a companhia açoriana Cães do Mar, com a peça “Os Amores Encardidos de Padi e Balbina: Uma Dúbia História do Revenge”, que cruza a mímica, a música, a dança, o clown e a slapstick comedy.
A par do teatro, com espetáculos de sala e de rua e encontros, o festival proporcionou outras iniciativas culturais, como a exibição de curtas-metragens e apontamentos musicais.
Fórum Municipal Luísa Todi, Casa da Cultura, Convento de Jesus, Escola Secundária Sebastião da Gama, Praça de Bocage, Parque do Bonfim e largos da Ribeira Velha e do Sapalinho foram os locais que receberam as cerca de três dezenas de eventos da XIX Festa do Teatro.
No evento apresentaram-se companhias nacionais e estrangeiras, entre as quais quatro de Espanha, uma de Itália e uma do Brasil.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 

[ + ]

Catamarã choca com barco em Setúbal e causa sete feridos

Atlantic Ferries abre inquérito a incidente com catamarã

A empresa concessionária do transporte marítimo entre Setúbal e Tróia abriu um inquérito interno para apurar as causas do embate do catamarã, que nesta segunda-feira seguia com 84 passageiros a bordo, e um navio mercante fundeado no rio Sado. Do embate, de acordo com a Atlantic Ferries, resultaram sete feridos, cinco dos quais transportados para o hospital de Setúbal com ferimentos ligeiros. A Atlantic Ferries refere que a embarcação envolvida no incidente, autorizada pela Capitania, navegou por meios próprios do cais de Tróia para a Doca do Comércio, em Setúbal, onde permanece, tendo a operação dos catamarãs ficado normalizada a partir das 16 horas de ontem. 
Catamarã chocou com outra embarcação no Rio Sado 

"Há que salientar que foram cumpridos todos os protocolos de segurança, em colaboração com as entidades oficiais, nomeadamente a Autoridade Marítima e GNR em Tróia", frisa a empresa, acrescentando que "relativamente às embarcações, construídas em 2007, são navios modernos equipados com a tecnologia e equipamentos atualmente disponíveis no mercado. Todas as embarcações estão abrangidas por um plano de manutenção, sendo regularmente inspecionadas pelas entidades competentes".
Este não é o primeiro incidente com embarcações da Atlantic Ferries no Rio Sado. Ainda este ano, em Fevereiro, um ferryboat ficou parado três horas no Sado por avaria no motor e em Dezembro de 2014, também um ferryboat que transportava viaturas entre as duas margens do Sado abalroou uma embarcação de pesca.

Feridos vistos em Tróia pelos Bombeiros de Alcácer do Sal 

Sete pessoas sofreram ferimentos esta segunda-feira devido à colisão de um catamarã, que fazia a ligação fluvial Setúbal/Tróia, com um navio fundeado no rio Sado. Fonte do CDOS de Setúbal confirmou a colisão com uma outra embarcação, "da qual não sabemos o tipo". "Causou sete vítimas. Duas não necessitaram de transporte e cinco feridos leves foram encaminhados para o hospital de Setúbal", referiu a fonte. À agência Lusa, o capitão do porto de Setúbal revelou que "o acidente ocorreu cerca das 14 horas".
O catamarã apresenta alguns danos na proa, mas que não põem em causa as condições de segurança de navegação", acrescentou Luís Lavrador, adiantando que a embarcação completou o percurso até Tróia, e, entretanto, já regressou a Setúbal para ser avaliada por peritos da capitania.
As causas do acidente ainda não estão apuradas mas, de acordo com as primeiras informações recolhidas pelo capitão do porto de Setúbal, "poderá ter sido um erro na manobra logo à saída do cais de embarque em Setúbal".As vítimas foram assistidas em Tróia pelos bombeiros das corporações de Grândola e Alcácer do Sal.
O piloto do catamarã pertencente à empresa Atlantic Ferries, empresa que assegura a ligação fluvial entre as duas margens do rio Sado, já foi inquirido pela Polícia Marítima de Setúbal.

Agência de Notícias com Lusa


[ + ]

Trabalhadores da Autoeuropa decidem hoje se fazem greve

Novo SUV da fábrica de Palmela está em ponto morto 

Vivem-se dias de expectativa na Autoeuropa. Para esta segunda-feira estão marcados dois plenários de trabalhadores que poderão ser decisivos para desconvocar a greve de 30 de Agosto. É verdade que a empresa já iniciou a produção em série do T-Roc, o novo veículo utilitário desportivo da marca Volkswagen. Só que parte da produção pode estar em causa se não houver acordo com a administração da fábrica de Palmela e os trabalhadores mantiverem a recusa de trabalhar ao sábado. Por outro lado, o sindicato afeto à CGTP só retira pré-aviso de greve se administração fizer marcha atrás à proposta de trabalhar ao sábado. 
Trabalho ao sábado divide trabalhadores e administração 

Em declarações à agência Lusa, Eduardo Florindo, dirigente do SiteSul, referiu não acreditar que a marca alemã deslocalize a produção do T-Roc.
"Essa pressão que está a ser feita pelos responsáveis da VW vem no sentido de pressionarem os trabalhadores a aceitarem a proposta que fizeram. Até porque quando a empresa começar a produzir a 100 por cento, que é só em Fevereiro de 2018, esperamos que as coisas se resolvam e que as partes cheguem a um acordo".
Em entrevista ao Jornal de Negócios, o director-geral da Autoeuropa, Miguel Sanches, admitiu que a deslocalização de parte da produção é "um cenário que pode estar em cima da mesa, mas tanto a administração, como a equipa da Autoeuropa irão fazer todo o possível para evitar esse cenário e manter toda a produção do carro em Portugal".
A greve foi marcada para contestar as propostas de alteração de horário, recordou o dirigente sindical, indicando estar em causa a "obrigatoriedade de trabalhar aos sábados durante dois anos, fora os domingos e os feriados de que ninguém fala, pelo que na prática os trabalhadores passam o tempo todo na fábrica a trabalhar".
"E o desgaste da saúde que isto provoca, numa empresa que cada vez mais tem doenças profissionais", referiu o sindicalista.
A poucos dias da realização da greve, o responsável indicou que nenhuma das partes tentou qualquer contacto, explicando que as conclusões do plenário de segunda-feira deverão ser enviadas à administração.
O plenário vai servir para "esclarecer as dúvidas dos trabalhadores sobre os horários e preparar a greve do dia 30", acrescentou o sindicalista.
Eduardo Florindo admitiu que se a empresa não alterar a sua posição poderá ser marcada, "mais para a frente", uma outra reunião de trabalhadores para "discutir outras formas de luta, se for necessário".
Na quinta-feira, o Sindicato das Indústrias Metalúrgicas e Afins (SIMA) informou que se vai juntar à greve de 30 de Agosto, ainda que "por razões diferentes".

Os avanços e recuos nas negociações 

No final de Julho, a Comissão de Trabalhadores da Autoeuropa decidiu convocar uma greve a todos turnos para 30 de Agosto, depois de a empresa ter anunciado que era preciso adoptar novos horários para assegurar a produção de 200 mil unidades do novo modelo T-Roc na fábrica de Palmela, quase triplicando a produção atingida em 2016.
Esta situação levou a empresa a decidir a abertura de um sexto dia de produção e a contratação de cerca de dois mil colaboradores, dos quais 750 são para implementar um sexto dia semanal de operação.
A Comissão de Trabalhadores e a administração chegaram então a um pré-acordo para os novos horários e turnos, que incluía uma compensação financeira de 175 euros acima do valor previsto na legislação. No entanto, esta proposta foi rejeitada pelos trabalhadores da empresa, tendo contado apenas com 23,4 por cento de votos favoráveis num universo de 3.472 votantes, o que motivou a demissão da Comissão de Trabalhadores.
O SIMA dirigiu um pré-aviso de greve ao Conselho de Administração da empresa e aos ministérios do Trabalho e da Economia a informar que a paralisação vai ocorrer "da meia noite às 24 horas" da próxima quarta-feira, dia 30 de Agosto, tendo o secretário-geral do sindicato, José Simões, explicado à Lusa que esta greve terá lugar "por razões diferentes".
"Nós temos um contrato colectivo assinado no sector e os outros não têm contrato colectivo nenhum. O que se passou foi que houve uma reunião com a administração da empresa, em que nos apresentaram uma proposta, depois nós apresentámos as nossas alterações e, até agora, não houve resposta", explicou José Simões na quinta-feira, sem referir quantos trabalhadores da Autoeuropa estão representados pelo SIMA.

O novo T-Roc já foi apresentado 
O novo modelo construído em Palmela foi apresentado este mês 
A administração defende que só com a fábrica a funcionar seis dias por semana é que Palmela poderá responder às expectativas de procura do T-Roc. Para 2018, a fábrica portuguesa do grupo Volkswagen prevê montar um total de 240 mil carros, mais do dobro dos números de 2016 (85 125 veículos). 
Se não conseguir convencer os trabalhadores e não se chegar a acordo, o gigante automóvel já admite deslocalizar parte da produção para outras fábricas do grupo na Alemanha. “Não acreditamos que a Volkswagen faça isso. É uma chantagem”, responde o SITE Sul. 
Até lá, quer o grupo alemão quer o Governo português esperam que a administração e os trabalhadores da Autoeuropa, que vale um por cento do PIB português, cheguem rapidamente a um consenso. “Estou certo que será possível chegar a um entendimento e a uma solução satisfatórias para todas as partes”, manifestou o ministro da Economia, em declarações ao Dinheiro Vivo. Manuel Caldeira Cabral esteve reunido com o presidente da marca Volkswagen, Herbert Diess, horas antes da apresentação do novo SUV, na quarta-feira. 
O T-Roc foi apresentado pela primeira vez esta semana e irá competir com modelos como o Nissan Juke, o Renault Captur ou mesmo o Seat Arona, do próprio grupo Volkswagen. O novo modelo fabricado em Palmela deverá ter um preço base de 25 mil euros no mercado português e contará com versões a gasolina, gasóleo e híbrido plug-in (ligado à corrente). O SUV será vendido em todo o mundo, exceto na China e EUA.

Agência de Notícias com Lusa

[ + ]

Terminal de Contentores terá outra localização no Barreiro

Zero satisfeita com possibilidade de novo local para terminal de contentores

A ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, pediu que o estudo de impacto ambiental do terminal do Barreiro fosse suspenso, depois de a autarquia ter manifestado descontentamento quanto à localização da infraestrutura. Recorde-se que a Câmara do Barreiro defende o novo terminal de contentores no concelho, mas rejeita a hipótese de a vista da marginal no centro da cidade vir a ser afectada pela infraestrutura, assim fez saber o executivo municipal do Barreiro no início do passado mês de Junho. As reclamações da autarquia foram tidas em conta pelo Governo. A Zero/Associação Sistema Terrestre Sustentável já manifestou satisfação pela decisão de se efetuar novo estudo de impacto ambiental para o Terminal de Contentores do Barreiro e de equacionamento de novo local.

Governo aceita sugestão da autarquia e desvia terminal  

Em comunicado, os ambientalistas consideram que a suspensão da avaliação de impacte ambiental do Terminal de Contentores do Barreiro e o estudo de um novo local, noticiado pelo jornal Expresso no sábado, permitirá um repensar e uma reavaliação do projeto.
"Esta opção irá certamente melhor servir o interesse público e das populações, podendo vir a garantir uma efetiva requalificação de toda a zona envolvente e proteja o ecossistema do Estuário do Tejo, um recurso valioso para as populações ribeirinhas", salienta a associação.
A Zero lembra que o local agora descartado foi alvo de uma consulta pública que terminou em 16 de junho, tendo esta associação considerado que a infraestrutura proposta não estava suficientemente justificada e enquadrada à escala regional e nacional e teria impactes negativos irreversíveis que causariam incumprimentos da legislação nacional e europeia em determinados domínios e pondo em causa objetivos de longo prazo do país.
"A Zero, não obstante entender que existiam aspetos positivos associados ao projeto, selecionou um conjunto de elementos que nos pareciam críticos, nomeadamente ao nível das dragagens e impactes no Estuário do Tejo, na paisagem e estrutura ecológica da região, na qualidade do ar e emissões de gases com efeitos de estufa e no ruído, e que nos levaram a considerar que o projeto, com as características que tinha, merecia um parecer desfavorável da nossa parte", argumenta a associação.
A associação ambientalista considerou, ainda, que a infraestrutura proposta tinha impactes negativos irreversíveis que conduziriam Portugal ao incumprimento de legislação nacional e europeia.
Segundo a associação ambientalista, os valores calculados para os poluentes, partículas em suspensão (PM10) e dióxido de azoto (NO2) mostravam que haveria na área da infraestrutura, e em zonas residenciais próximas, um incumprimento, por vezes extremamente elevado, dos valores-limite, o que não é admissível face ao cumprimento de legislação nacional e europeia nesta matéria.

Ruído preocupa ambientalistas 
Quanto ao ruído, a Zero refere que, tendo em conta a ultrapassagem atualmente verificada dos valores-limite dos indicadores Lden e Ln presentes nos mapas de ruído em áreas ainda significativas no concelho do Barreiro, parece demasiado otimista admitir que o agravamento aquando da fase de construção e depois de exploração do terminal causaria apenas uma excedência dos valores-limite em determinados locais e de forma ligeira.
"Com o ruído proveniente dos navios, das operações de carga/descarga e do tráfego intenso de camiões (25 na fase de construção e 229 na fase 2 de exploração), o incómodo e o incumprimento quase certo dos valores-limite dos parâmetros citados será certamente grave e merece medidas de minimização assertivas e uma avaliação muito mais cuidada do problema", acrescentou a Zero.
Segundo o Expresso, a ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, pediu que o estudo de impacto ambiental do terminal do Barreiro fosse suspenso, depois de a autarquia ter manifestado descontentamento quanto à localização da infraestrutura.
Recorde-se que a Câmara  do Barreiro defende o novo terminal de contentores no concelho, mas rejeita a hipótese de a vista da marginal no centro da cidade vir a ser afectada pela infraestrutura, assim fez saber o executivo municipal do Barreiro no início do passado mês de Junho.
Ao que parece as reclamações da autarquia foram tidas em conta pelo Governo.

Agência de Notícias com Lusa

[ + ]

Quinta do Conde vai ter espaço fitness

Negreiros Fitness Park abre no dia 30

O Negreiros Fitness Park, na Quinta do Conde, abre ao público no dia 30 de Agosto, quarta-feira, às 18 horas. O espaço, localizado na Avenida de Negreiros, dispõe de vários equipamentos destinado à prática e atividade física, e pode ser utilizado todos os dias. O Fitness Park resulta de uma parceria entre a Câmara de Sesimbra e a Junta de Freguesia da Quinta do Conde, e liga ao corredor pedonal que está em construção numa cota superior à estrada de acesso à zona da Ribeira do Marchante, e que tem como objetivo garantir uma maior segurança de todos os que utilizam esta zona para corrida e caminhadas.
Espaço fitness quase pronto em Quinta do Conde 

Os equipamentos de fitness já se encontram instalados no Fitness Park da Quinta do Conde, um novo espaço destinado à prática de atividade física, que se localiza na Avenida de Negreiros. "Para além dos equipamentos a vedação está igualmente concluída, e neste momento estão a ser feitos os últimos arranjos para que o parque possa abrir em breve ao público", explica a Câmara de Sesimbra. O Fitness Park resulta de uma parceria entre a Câmara de Sesimbra e a Junta de Freguesia da Quinta do Conde, e liga ao corredor pedonal que está em construção numa cota superior à estrada de acesso à zona da Ribeira do Marchante, e que tem como "objetivo garantir uma maior segurança de todos os que utilizam esta zona para corrida e caminhadas", sublinha a autarquia de Sesimbra.
Este caminho irá ligar futuramente a um percurso que se estende até ao Cabeço do Melão, por iniciativa da Câmara de Sesimbra, que "complementa o corredor pedonal e nalguns troços, ciclável, que ligará a zona sul da vila até à fronteira com o Barreiro, na EN10, e a partir daí prossegue até à estação ferroviária de Coina", explica a autarquia.
Este corredor tem passagem pelo Parque da Vila, Parque da Várzea, Jardim do Pinheiro Manso, Polo de Leitura, Skate Parque, zona comercial da Cova dos Vidros e terrenos para onde está prevista a futura Escola Secundária e a Escola Básica do Conde 2, e faz parte de um projeto intermunicipal, com candidatura ao Portugal 2020, para criação de uma rede pedonal e ciclável em toda a Península de Setúbal.

Agência de Notícias com Câmara de Sesimbra 
[ + ]

Cartão de Visita do Facebook

Anúncios

Se quiser anunciar neste site entra em contato com publicidadeadn@gmail.com
 
ADN-Agência de Notícias | por Templates e Acessórios ©2010