Dá um Gosto ao ADN

Primark abre em Almada e já procura colaboradores

Loja chega a Almada Forum no Verão de 2016 

Há mais de um mês que a loja da Toys R Us no piso 0 do centro comercial Almada Forum fechou. Ao lado estava a Ale Hop, que passou para outra zona do mesmo corredor. Qual seria a loja gigante que iria abrir nesse espaço era um dos grandes mistérios da margem sul. Será a nova Primark. A informação foi confirmada pelo Almada Forum, que anunciou na página de Facebook que a marca de roupa vai ocupar o antigo espaço da loja de brinquedos. Uma fonte oficial da Primark confirma que Portugal vai ter mais uma loja da marca irlandesa no Verão do próximo ano. O local escolhido foi o Almada Forum e o espaço terá 2.990 metros quadrados. Esta nova loja será a nona loja em Portugal, depois de três em Lisboa (Colombo, Amadora e Sintra), duas no Porto (Parque Nascente e Norte Shopping), e uma em Braga, outra em Coimbra e mais uma em Portimão. A marca já começou a recrutar para o Almada. 
Primark abre loja no Almada Forum no próximo verão 

A Primark prepara-se para investir de novo em Portugal, com a abertura no próximo ano de uma loja no Almada Forum. Fonte oficial do grupo irlandês confirmou ao jornal Diário Económico que, “nesta fase, a Primark espera abrir uma loja com 2.990 metros quadrados de área de venda no Almada Forum”. Esta opção surge depois de muitos pedidos de consumidores da zona de Almada, os quais chegaram mesmo a criar uma página no Facebook com o nome “Queremos uma Primark na Margem Sul” e que já contabiliza mais de 13 mil seguidores.
Sem revelar o investimento ou os postos de trabalho que irá criar, a mesma fonte realça que a abertura do novo espaço está agendada “para o Verão de 2016”. A marca tem oito espaços em Portugal. 
Entretanto, a marca de vestuário e acessórios Primark está à procura de colaboradores para as vagas de Assistant Manager (Desenvolvimento das lojas), Trainee/Department Manager (Vendas), Manager (Recursos Humanos) e Supervisor (Recursos Humanos). Todas as funções são para tempo inteiro. Pode ver as candidaturas no site da marca
A Primark entrou no mercado português em 2009 e está em Lisboa – no Centro Colombo tem uma das maiores lojas da Península Ibérica –, Porto, Braga, Coimbra e Portimão. Na página de Internet, o grupo refere que detém mais de 290 lojas em funcionamento no Reino Unido, Irlanda, Europa e Estados Unidos.

Única Primark desde a margem sul de Lisboa até ao Algarve
Já o ‘center manager’ do Almada Forum, Carlos Costa, realça ao Diário Económico que “esta negociação já decorria há algum tempo”. “Estamos muito satisfeitos com a sua concretização”, sublinha, adiantando que a loja “contará com uma área de quatro mil metros quadrados e vai situar-se no piso zero, Praça da Natureza, sendo a previsão de abertura o primeiro semestre de 2016”.
O gestor do Almada Forum salienta que “é uma marca muito forte, com soluções para todo o tipo de clientes”, pelo que acredita que a nova loja Primark “irá reflectir-se num acréscimo no número de visitas”. Isto porque vai aumentar a capacidade de atracção do centro.
“Será a única Primark desde a margem sul de Lisboa até ao Algarve, o que vai potenciar a área de actuação [do centro] em toda esta zona, embora pela sua dimensão e variedade de oferta o Almada Fórum já tivesse uma forte presença de clientes vindos de todo o sul do País”, salienta a mesma fonte.
Para preparar a chegada da marca “houve um trabalho inicial de relocalização de lojas, no sentido de criar as condições necessárias à implementação da Primark, uma vez que o espaço não estava vago”. A Primark vai ocupar o antigo espaço da Toys ‘R’ Us, que mudou de piso.
O centro contabiliza cerca de 240 lojas de diferentes sectores de actividade e apresenta uma ocupação muito próxima dos 100 por cento. Sobre a hipótese de receber novas marcas, Carlos Costa sublinha que a oferta de um centro comercial como o Almada Forum “está em melhoria contínua, pelo que poderão surgir novas aberturas”.




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Bebé encontrado em lixeira no Seixal nasceu com vida

Polícia Judiciária tenta perceber origem do bebé 

O bebé encontrado há uma semana morto e desmembrado numa lixeira, no Seixal, nasceu com vida, revela a autópsia. A Polícia Judiciária de Setúbal está a investigar, mas tem a tarefa dificultada: aquele aterro recebe lixo de todo o distrito de Setúbal. Segundo relata a CMTV o bebé, do sexo masculino, era recém-nascido e tinha ainda parte do cordão umbilical. E o que faltava não tinha sido cortado profissionalmente (numa maternidade), mas de forma rudimentar. 
Corpo foi encontrado a 18 de Novembro no aterro da Cruz de Pau 

A autópsia realizada em Almada permitiu apurar que o recém-nascido – o corpo tinha 39 semanas de gestação – respirou. Logo, nasceu com vida. Mas não havia marcas que pudessem afirmar se o bebé foi morto ou se morreu de causas naturais. 
Recorde-se que, tal como o ADN noticiou, o corpo foi encontrado no dia 18 de Novembro, na linha de separação de lixos da empresa Amarsul, na Cruz de Pau, Seixal. Encontrava-se desmembrado, não tinha cabeça, um braço e uma perna. Mas tal não ocorreu em vida. É consequência de o corpo ter passado pelos vários equipamentos do aterro que separam os lixos.
Fonte da Amarsul relatou na altura que a macabra descoberta ocorreu  na zona de separação de lixos urbanos. "Recebemos contentores de resíduos sólidos vindos de nove concelhos de toda a Península de Setúbal. Uma funcionária encontrou o corpo no meio de muitos detritos", explicou.
"Quando foi descoberto pela funcionária da empresa, o corpo já tinha passado por várias máquinas que separam, compactam e destroem o lixo".

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Ministério Público investiga Misericórdia de Setúbal

Instituição suspeita de desviar meio milhão de euros

O Ministério Público está a investigar as contas da Santa Casa da Misericórdia de Setúbal. Em causa estão alegados desvios de despesas não orçamentadas entre 2008 e 2012, cujo montante poderá ascender a meio milhão de euros. O provedor Cardoso Ferreira nega "quaisquer irregularidades" nas contas. A Santa Casa, afirma o provedor, tem "técnico oficial de contas, contas aprovadas em Assembleia Geral, e a Segurança Social vê os números à lupa". Quanto ao milhão de euros de dívida à empresa espanhola Ser Union, que forneceu as refeições até 1 de Março de 2013, o provedor diz que "a dívida está a ser paga e será saldada a 30 de Junho de 2017". António Gomes, ex-gestor da Ser Union, acusa a Misericórdia de "cortar um prato" ao jantar para reduzir despesa. O provedor nega: "Até 2013, o peixe que servia não tinha qualidade, os utentes não comiam, ia para o lixo, e reforçámos a sopa". 
Santa Casa da Misericórdia acusada de dar sopas e sandes ao jantar 

O Ministério Público (MP) está a investigar alegadas irregularidades nas contas da Misericórdia de Setúbal, mas o provedor, Cardoso Ferreira, garante que desconhece qualquer inquérito em curso e diz-se disponível para prestar todos os esclarecimentos. 
O inquérito do MP está em segredo de justiça, mas fontes da Misericórdia de Setúbal adiantaram à Lusa que está em causa uma suspeita de utilização indevida de centenas de milhares de euros da instituição.
A polémica na Misericórdia de Setúbal "rebentou" dias antes das eleições [realizaram-se a 26 de Novembro], em que o atual provedor se recandidata a um quinto mandato consecutivo, tendo como adversário o antigo vice-provedor, Nuno Carvalho, eleito em 2012 (na lista de Cardoso Ferreira), mas que se demitiu em Fevereiro de 2014.
Em declarações à Lusa, o empresário Nuno Carvalho, atual presidente da Comissão Política Concelhia do PSD de Setúbal, afirma que, enquanto vice-provedor, procurou tornar a gestão da Misericórdia mais transparente e eficiente, acrescentando que se demitiu quando percebeu que não conseguia alterar a situação.
Nuno Carvalho salientou ainda que, durante muito tempo, nem ele nem os outros membros da Mesa Administrativa tiveram acesso a elementos contabilísticos fundamentais, incluindo os balancetes, acrescentando que, quando finalmente lhe foram disponibilizados esses documentos, constatou a existência de um grande desequilíbrio financeiro nas contas da Misericórdia, que tinha, na altura, "uma dívida superior a dois milhões de euros".
"Procurei tornar a gestão da Misericórdia mais transparente e eficiente. Quando esses desígnios fundamentais, que assumi por inteiro, se tornaram inviáveis por ação e omissão do Provedor, apresentei-lhe a minha demissão", justificou Nuno Carvalho, acrescentando, no entanto, que desconhecia a existência de eventuais "desvios" de dinheiro.
As críticas à gestão de Cardoso Ferreira começaram há mais de três anos, quando o então secretário, Sousa Pinto, denunciou a alegada falta de transparência das contas.
"Se eu tivesse provas na mão, teria feito a denúncia ao Ministério Público, como, provavelmente, agora alguém, que não eu, terá feito. Como não tinha essas provas, limitei-me a alertar que havia algumas despesas que deviam estar orçamentadas, mas que, durante alguns anos, estiveram sempre disfarçadas", disse Sousa Pinto, lembrando que saiu da Misericórdia em Setembro de 2012.
Segundo uma fonte dos órgãos sociais da Misericórdia de Setúbal, o Definitório (Conselho Fiscal) está a tentar investigar eventuais irregularidades que pudessem ter sido dissimuladas nas contas de gestão dos últimos anos.
"O Definitório quer apurar o que se passou, mas, no início deste mês, foi impedido de aceder às contas da Misericórdia", disse a fonte, estranhando o facto de terem sido negados elementos contabilísticos ao órgão que têm a função de fiscalizar as contas da Misericórdia.

Provedor nega "quaisquer irregularidades"
O atual Provedor da Misericórdia de Setúbal, que, para além das suspeitas de alegado desvio de verbas, também é acusado de ter feito adiantamentos de valores avultados a duas diretoras da instituição - Diretora Financeira e Diretora de Recursos Humanos -, garante que estes adiantamentos são legais e que, em determinadas circunstâncias, as Misericórdias têm a possibilidade legal de adiantar dinheiro a funcionários, que depois vão repondo o montante em dívida.
"Neste momento temos mais de 30 funcionários que beneficiam do apoio da Misericórdia", admitiu Cardoso Ferreira, negando qualquer favorecimento das duas diretoras.
Confrontado com o valor da rubrica Deslocações e Estadas do balancete da Misericórdia de Setúbal relativo a 2009, que ascendia a mais de 54 mil euros, valor que alguns elementos dos órgãos sociais consideram excessivo e que não estaria devidamente orçamentado, Cardoso Ferreira disse que a referida rubrica incluía pagamentos a diversos profissionais liberais, que "recebiam parte dos honorários em quilómetros e estadias".
"A partir de Janeiro de 2014, as Finanças mudaram as regras e deixou de ser possível pagar parte dos vencimentos através desta rubrica", justificou Cardoso Ferreira, adiantando que "alguns desses elementos foram integrados no quadro de pessoal e outros passaram a receber os honorários, integralmente, através de recibos verdes".
O Provedor da Misericórdia de Setúbal afirmou ainda que, nos últimos anos, de 2008 a 2015, terá gasto 50 mil euros (valor médio de 595 euros/mês) em deslocações e despesas de representação.
Quanto ao alegado desequilíbrio financeiro e à existência de um passivo de 2,5 milhões de euros na instituição que dirige, Cardoso Ferreira disse tratar-se de uma acusação que não corresponde à realidade, adiantando que o passivo da Misericórdia tem vindo a ser progressivamente reduzido.
Cardoso Ferreira assegurou ainda que vai eliminar, na totalidade, o passivo da Misericórdia de Setúbal, no prazo ano e meio, até Junho de 2017, como tem vindo a anunciar desde o início deste ano.
Para o Provedor da Misericórdia de Setúbal as acusações que lhe são imputadas resultam, apenas, da "proximidade das eleições" para os órgãos sociais daquela instituição de solidariedade social.

Utentes a sopa  e sandes 
Mas ainda há mais evidências contra a instituição. Os utentes dos lares Paula Borba e Acácio Barradas, em Setúbal, tiveram um prato de sopa e uma sandes para jantar, por volta das 18 horas, pelo menos entre 2012 e 2013, denunciou o antigo responsável pela área da alimentação na Santa Casa da Misericórdia de Setúbal.
António Gomes trabalhava na Ser Union, a empresa responsável pelas refeições da instituição, e revoltou-se com a situação. “Em 2012, a Santa Casa da Misericórdia pediu para diminuir os custos que tinha com a empresa e apresentou como proposta a preparação de menos refeições, no período de jantar, nos lares Paula Borba e Acácio Barradas”, relembra ao Jornal de Notícias.
Assim, António Gomes explica que a proposta “passou por acabar com as refeições completas à hora de jantar, servindo apenas uma sopa e uma sandes”. Com este sistema, a Santa Casa da Misericórdia conseguiu passar “dos 35 mil euros” para os “31 mil euros por mês”.
“Quando vi que a Santa Casa da Misericórdia de Setúbal apresentava como gastos de deslocações e de estadias mais 50 mil euros anuais, senti que não podia ficar calado. Afinal, essa verba daria para quase dois meses de refeições para os utentes”, desabafou.
Questionado pelo jornal diário, o provedor Cardoso Ferreira não confirma a denúncia e frisa que “estas situações devem ser discutidas em Assembleia-Geral da Santa Casa”.

Presidente reeleito 
Liquidar o passivo até 2017, requalificar o Lar Acácio Barradas e assumir a gestão do Externato Diocesano são objectivos para o próximo mandato
O actual provedor da Santa Casa da Misericórdia de Setúbal, Cardoso Ferreira, foi reeleito na quinta-feira, com 117 votos a favor, 20 votos nulos e seis votos brancos. Para o próximo mandato, o provedor aponta como meta no campo financeiro ter, “em 2017, o passivo completamente pago”, prosseguindo o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido, “sem despedimentos e mantendo as requalificações e os investimentos”.
É também ambição dos órgãos recém-eleitos para o mandato que agora se vai iniciar a requalificação e modernização do Lar Acácio Barradas, para “dar melhor qualidade de vida aos utentes”, refere. Cardoso Ferreira adianta que “a Misericórdia já sinalizou ao bispo de Setúbal a sua disponibilidade para vir a relançar o Externato Diocesano de Setúbal”, actualmente encerrado, e aguarda uma resposta. “Sendo um equipamento que está ligado à Igreja, ninguém melhor que uma instituição também ligada à Igreja para o assumir”, considera.
Cardoso Ferreira mostra-se “preocupado com a questão das políticas sociais”. “Não sabemos quais vão ser as orientações do novo Governo na área social, estamos expectantes sobre como podem afectar as misericórdias”, sublinha o provedor. 
Sobre as informações que têm sido veiculadas por suspeita de desvio de dinheiro, Cardoso Ferreira afirma que “as questões internas da Misericórdia são discutidas nos órgãos próprios” e “não podem andar na praça pública”, pois tal “causa inquietação e incerteza” ao funcionamento da instituição. Esta segunda-feira, vai realizar-se uma assembleia geral e o provedor apela a que “todos os irmãos que tenham dúvidas ou críticas compareçam e as coloquem”.
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Corrida ilegal na Vasco da Gama detectada por GNR

Corrida entre Alcochete e Lisboa a 200 km/hora 

A GNR aprendeu na madrugada de sexta-feira quatro veículos e levantou diversos autos de contraordenação, na sequência de uma ação de fiscalização na Ponte Vasco da Gama, entre Montijo e Lisboa, para prevenir as corridas ilegais. "Por volta das duas horas foi detetada uma corrida na Ponte Vasco da Gama, sentido Sul/Norte, com veículos automóveis e diversos motociclos. Tendo sido mobilizados os meios disponíveis, foram intercetados e fiscalizados os cinco veículos automóveis envolvidos na corrida", refere a GNR em comunicado. Os militares levantaram 22 autos de notícia por contraordenação ao Código da Estrada por transformação de veículos e por existência de veículos com características não averbadas no Documento Único Automóvel. "Quatro veículos automóveis apreendidos por alterações às características construtivas e notificados para ser submetidos a Inspeção Extraordinária", concluiu o documento.
GNR de Setúbal apanha "street racing" na Ponte Vasco da Gama 

Cinco carros e várias motos avançavam pela ponte Vasco da Gama, a velocidades superiores a 200 quilómetros/hora, pelas duas da madrugada de sexta-feira, quando foram surpreendidos por duas patrulhas da GNR. As motos conseguiram escapar todas. Mas os carros foram travados e os seus condutores acabaram multados por terem alterado as características das viaturas – um deles mudou mesmo o motor por completo. 
Segundo explicou fonte da GNR, o Destacamento de Trânsito de Setúbal fazia uma fiscalização na ponte Vasco da Gama quando se apercebeu da corrida ilegal. Os cinco carros e as motos foram seguidos desde Alcochete – a corrida ilegal fazia-se no sentido para Lisboa.
"Não fizemos a interceção no tabuleiro porque a velocidade excedia os 200 km/h", afirma a GNR. Os carros só foram travados já na Segunda Circular, em Lisboa, numa estação de serviço. "Fiscalizámos carros e condutores.
As motos fugiram", disse. A fiscalização da GNR contava com duas patrulhas que procuravam especificamente corridas ilegais, conhecidas pelos praticantes como ‘street racing’. "A ponte Vasco da Gama é um local onde essas corridas acontecem com frequência. São eventos muito rápidos e, por vezes, não os conseguimos apanhar", disse a fonte da GNR.
Entre os carros utilizados estava um Honda Civic, cujo motor tinha sido mudado para outro com maior cilindrada. Um Ford Focus e um Peugeot 206 foram outras das viaturas apanhadas. Quatro carros foram apreendidos e vão ser submetidos a uma inspeção extraordinária.
No total, foram passadas 22 multas por transformação de veículos. "Vamos continuar atentos a este fenómeno e as fiscalizações são para manter", assegurou a fonte da GNR.

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Montijo é mais familiarmente responsável pela sexta vez

Único município do distrito de Setúbal  familiarmente responsável 

E vão seis! A Câmara do Montijo voltou a ser distinguida como Autarquia + Familiarmente Responsável pelo sexto ano consecutivo. A cerimónia de entrega das distinções – atribuídas pelo Observatório das Autarquias Familiarmente Responsáveis –, contou com a presença da vereadora Maria Clara Silva, responsável pelos pelouros da Educação e da Acção Social, a receber a Bandeira Verde em representação do município montijense.
Montijo volta a ser distinguida como autarquia familiarmente responsável  

“Este ano, o Observatório das Autarquias Familiarmente Responsáveis distinguiu 41 municípios. Mais uma vez, a autarquia montijense foi a única da região de Setúbal a obter esta distinção, que é atribuída às câmaras que promovem políticas de apoio às famílias e aos seus funcionários, destacando-se pelas boas práticas adoptadas no sentido de criar um futuro sustentável para o seu município”, afirma o município.
O reconhecimento, de acordo com a autarquia, “resulta de um inquérito realizado pelo Observatório das Autarquias Familiarmente Responsáveis a nível nacional”.
“Um total de 104 autarquias responderam ao inquérito, onde foram analisadas as políticas de família dos municípios em diferentes áreas de actuação como são exemplo o apoio à maternidade e paternidade; o apoio às famílias com necessidades especiais; a educação e formação; a prestação de serviços básicos, a saúde; a cultura; a cooperação e participação social; e as medidas facilitadoras de conciliação entre trabalho e família, incluindo as boas práticas das autarquias para com os seus funcionários”, explica a autarquia do Montijo.
Receber novamente a Bandeira Verde de Autarquia + Familiarmente Responsável, constitui “um incentivo” na prossecução das “políticas de apoio às pessoas e às famílias do concelho e para continuar a prestar um serviço público de qualidade em áreas tão diversas como a educação, a acção social ou a cultura”, sublinhou Maria Clara Silva na cerimónia de entrega da bandeira, na cidade de Coimbra.

Observatório distingue 41 autarquias amigas das famílias 
O Observatório das Autarquias Familiarmente + Responsáveis distinguiu 41 autarquias por promoverem práticas que incentivam uma maior responsabilidade familiar. Na sétima edição destes prémios, o Observatório elevou para 32 os municípios que são distinguidos por três ou mais anos consecutivos, entre eles o de Montijo.
A prestação das autarquias foi avaliada através de um inquérito feito a nível nacional, cuja participação é voluntária, tendo o Observatório recebido resposta de 104 câmaras municipais.
Para a atribuição da bandeira verde de “Autarquia + Familiarmente Responsável 2015” foram avaliadas áreas como o apoio à maternidade e paternidade, apoio às famílias com necessidades especiais, serviços básicos (consideração do agregado familiar na cobrança de água e saneamento, por exemplo) e educação e formação.
Habitação e urbanismo, transportes, saúde, cultura, desporto, lazer e tempo livre, cooperação e participação social, facilitadores (como gabinete da família ou cartão de família numerosa) e medidas de conciliação entre trabalho e família foram outros fatores ponderados.
Foram ainda analisadas as boas práticas das autarquias para com os seus funcionários autárquicos em matéria de conciliação entre trabalho e família.
Segundo Teresa Ribeiro, membro do Observatório, “este prémio tem como principal objetivo dar visibilidade às autarquias com boas práticas e incentivar as restantes a fazerem mais e melhor no âmbito das políticas de apoio à família”.
Este ano foram distinguidas, entre outras, as câmaras municipais de Montijo, Lisboa, Águeda,  Coimbra, Sintra, Vila Real de Santo António, Torres Novas, Vila de Rei, Póvoa de Lanhoso, Santarém, Torres Vedras, Vila Franca de Xira, Braga, Angra do Heroísmo, Guarda, entre outras.

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Pena Solta por Lia Santos

Amar-me...

Existe uma história esperando um coração para escrever. E eu estou aqui tentando apenas pegar as estrelas. Quando a alma e o coração se tocam num olhar. Não há força que os separe. Há uma porta. Há um beijo que ninguém vai impedir. Pensamentos me deixam levar por ai. E fácil viver mais. Há uma estação onde este tem que parar. Sem limites para sonhar, pois só assim se pode inventar o amor. Hoje descobri, finalmente! sou apaixonada por mim . Sem rodeios ou poemas, rosas ou prendas, complicações e grandes conversas de desvio. Já vivi grandes amores de juras eternas ou simplesmente sem planos, acordei nas nuvens como de repente entrava numa escuridão. Foram lições. hoje acordo sem pressas de amores desconhecidos, juras ou promessas. Acordo sem medos de me perder por alguém. Pois já me perdi! Por mim. Simplesmente apaixonada pelo que sou. 

Confesso que gosto da minha própria companhia de rir sozinha da minha mente ou dos tempos que já lá vão. Gosto de mim. Sou uma sonhadora. Finalmente sei o que e ter-me por inteiro sem querer mudar nada, vagueio pelas estações admirando as paisagens ate chegar ao destino, sem relógios ou pressas. Vou admirando o caminho que percorro repleto de saudades e momentos. O ser humano e muito complexo, muitas das vezes não damos valor a nossa essência, a nossa cor, ao nosso espaço. E não damos conta que o que de mais puro existe e amarmo-nos como somos. 
Não me envolvo com sombras ou desenhos coloridos que se vê por páginas e cópias da realidade, não me enfeitiço por sabores. Por vezes travo batalhas entre a realidade e a ilusão, tento acreditar na pureza mas não consigo, a minha essência esbarra se com a minha mente e ai paro! Não vou mudar de linha, quero dar a volta ao mundo, como se estivesse num lindo balão de ar quente deixando a vida me guiar. Transporto comigo o meu amor, talvez um dia alguém mo vá roubar, mas terá de ser mais forte que eu para isso. E se não acontecer só me posso desapegar a quem não me acrescenta nada. 
Já dei muitos passos atrás para poder seguir em frente, já tentaram mudar a minha vida. Não quis ou talvez não fosse da melhor forma. O ser humano não é objeto que se molde a qualquer estado ou estação, somos muitos complexos e completos para sermos iguais. Mas há algo que seja de que cor for bate da mesma forma. O coração. Esse quando falha sabe que chegou o fim. São incontroláveis as emoções que nele habitam. Não me preocupo em cair ou amanha andar na chuva. Tenho medo sim de um dia acordar e não me amar mais. Se no meu caminho alguém roubar meu amor então que me respeite e não me tente mudar. Ai sim posso partilhar este sentimento. Gosto de estar comigo, foi muito tempo a aprender a gostar de mim, e se não fosse assim não teria capacidade para gostar de mais alguém. 
Amo a vida e tudo o que ela trás, alguns dizem que o amor é um rio que afoga a relva macia. Alguns dizem que o amor é uma navalha, que deixa sua alma a sangrar outros dizem que o amor é uma fome, uma necessidade infinita. Dor. Eu digo que o amor é uma flor onde a sua única semente é o nosso ser. É o coração com medo de quebrar e que nunca aprende a dançar por completo. É o sonho com medo de acordar em lugar incerto. E onde nunca a alma com medo de morrer que aprende a viver. Quando achares que o amor e apenas para os sortudos, quando a noite tiver sido muito solitária. Lembra-te que mesmo sobre a neve fria encontra-se uma semente que com o amor do sol da primavera torna-se uma rosa. 
Às vezes penso que vivo num barril de pólvora rodeado de faíscas, mas depois deparo me com o mundo. Não há sentimentos iguais. Existe sim aqueles que se completam. Mas será que um dia deixarei roubarem meu amor. Amo-me demais para deixar de viver. Quero continuar neste balão lindo a observar o mundo. As loucuras e dissabores que nele habitam. Quero acompanhar o tempo sem parar nas estações. Até que... um dia entendemos que o tempo afinal tudo muda, que o tempo não e inimigo e que tudo vem no tempo que deve. Não adianta espernear nem nos esconder-mos da vida, mas sim entender que o que sonhamos ou queremos para acontecer muitas vezes tem de prevalecer sobre sentimentos e momentos, que muitas das vezes podem apenas ser pequenas rasteiras que nos façam desviar dos objetivos, mas o tempo mostra o que é ou não certo.
A fuga não e a melhor saída e que no fim de contas nos acabamos por agradecer tudo o que passou, porque o tempo... ahhh o tempo... esta sempre ao nosso lado para nos mostrar o que realmente vale a pena. O tempo muda géneros, o tempo mal-entendido já não é a mesma coisa, e quem sabe o dia em que alguém te diga "quero-te". Será o mesmo que eu dizer: "quis-te". Até poderei amar algo durante 50 anos, nada me vale se não o mostrar. Já pensei no quanto era lindo esse sentimento, o tempo... ahh o tempo... que tornou aquela folha verde em papel e mudou os caminhos de quem o interpretou mal. O tempo passa. Os sentimentos mais belos ficam. Mas os objetivos continuam a construir-se. Eu continuo mesmo sabendo que os defeitos pioram com a idade e as qualidades viram hábito do dia-a-dia. 
Já me desfiz em mil pedaços a espera que o tempo me junta-se. Quando tentamos parar o tempo vejo o futuro a tentar repetir o passado e isso nao e certo. e o que não der certo que se perca nas minhas memorias e me de caminho para andar. pois a verdade é que um dia seremos apenas um retrato na estante de alguém e depois. Nem isso. Pois a vida não oferece garantias. Ela dá possibilidade e oportunidades, mas eu prefiro viver da oportunidade que da possibilidade de existir o amanha. Ohhhh baby it´s a wild world. Muitas das vezes ter uma pessoa dentro de nós significa muito mais que ter uma ao lado. Lindo não é?, mas é o tempo que faz com que aconteça. 
O tempo tudo muda, aspecto, formas e ate pensamentos. O tempo não perdoa. Apenas passa e repassa nas mudanças, é possível sim que as coisas voltem mas não estou a espera que elas estejam como as deixei, claro que mudam. Resta saber que a folha torna se numa linda árvore ou num simples bloco de papel. Não perco tempo a edificar muralhas em torno do meu coração porque haverá sempre alguém que as poderá derrubar, mas o tempo trata de edifica lo com sonhos e desejos. Gosto de me sentir livre. Pois muitas vezes no perder se encontra o ganho, pois o tempo trata de colocar tudo no seu devido lugar. 
Antes eu tinha tantas palavras, mas não tinha coragem. Hoje prefiro atitudes a palavras repetidas. Sou dona dos meus actos mas não dos meus sentimentos. sou culpada pelo que faço mas não pelo que sinto. Mas eu comando os meus sonhos junto com o tempo ate haver alguém me mo faças esquecer. Hummm e então folha ou papel?! O tempo decidirá porque não me estaciono em becos sem saída. 
E se não me amasse?! Talvez vivesse escondida. Nunca sabemos a nossa força até um dia a temperatura nos testar. O coração não e um relógio para ter tempo, pois ele e sensível demais as contagem. Não há tempo para amar. Continuo a tentar pegar as estrelas com um coração a escrever. Pois e ele que me despe a alma e a toca com um único olhar.

Lia Santos 
Lisboa 
Pena Solta, uma rúbrica que busca os pensamentos da alma e os cruza com experiências de vida e vivências, com assinatura de Lia Santos


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Aldeia de Santo André em festa este fim de semana

Feira centenária destaca tradições e produtos regionais do Alentejo

A Feira Anual de Santo André, uma organização da Junta de Freguesia local, com o apoio da Câmara  de Santiago do Cacém, vai ter lugar este fim de semana, 28 e 29 de Novembro, na Aldeia de Santo André. As tradições voltam a estar em evidência na edição deste ano da Feira −, já centenária −, que se apresenta com uma disposição no espaço renovada, mais atrativa para feirantes e visitantes. 
Aldeia de Santo André, em Santiago do Cacém,  promove feira  

“Os expositores vão estar mais juntos, o que ajuda a que os nossos visitantes possam visitar todas as bancas”, destaca Jaime Cáceres, presidente da Junta de Freguesia de Santo André. Vão estar representados vários ramos de atividade, com os produtos alimentares em evidência, onde sobressaem as doçarias regionais ou os frutos frescos e secos. 
As expectativas são boas e a Feira promete soluções interessantes e com um cunho bem tradicional para as prendas neste Natal.
A Junta de Freguesia de Santo André, à semelhança dos anos anteriores, aposta em “continuar a dar um novo incremento à Feira” e Jaime Cáceres destaca, este ano, o regresso da“exposição e venda de artesanato na casa de convívio”.Habitualmente “colada” ao entretanto extinto feriado do dia 1 de Dezembro, a Feira Anual de Santo André realiza-se este ano em novas datas, por deliberação da Junta de Freguesia, que passa a organizar o evento “no fim de semana mais próximo do antigo feriado”, explica o presidente da Junta de Freguesia de Santo André, no sentido de“favorecer os feirantes e os visitantes”.

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Autarquia defende manutenção da urgência no Montijo

Câmara defende manutenção do serviço de urgência na cidade 

A Câmara  do Montijo defendeu ontem  a manutenção da urgência básica no Hospital local, criticando o despacho divulgado na semana passada que visa redefinir os pontos da rede de urgência em todo o país. O presidente da autarquia, Nuno Canta, apresentou uma moção que foi aprovada por unanimidade, deixando criticas a um despacho do Ministro da Saúde, que estava de saída, de 20 de Novembro, que pretende redefinir os pontos da Rede de Urgência e Emergência.
Autarca socialista não quer fim do serviço de urgência no Montijo 

"É a segunda tentativa de encerramento do Serviço de Urgência Básica no Hospital do Montijo, na dependência da orientação da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo", afirmou Nuno Canta.
O autarca socialista refere que o despacho do último Governo [que abandonou funções esta semana] tem como objetivo "o encerramento arbitrário de serviços hospitalares no Montijo", obrigando os utentes a deslocarem-se para o "congestionado" serviço de urgência do hospital do Barreiro.
A moção exige a revogação do despacho e o cumprimento do protocolo celebrado em 24 de Fevereiro de 2007, entre a Câmara Municipal do Montijo e a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, que garantia o funcionamento da urgência básica no Montijo.
O documento afirma, igualmente, a necessidade de se efetuar uma verdadeira reforma hospitalar com racionalidade, participação e transparência, exigindo que as autarquias e as populações sejam ouvidas numa eventual reforma hospitalar e do Serviço Nacional de Saúde.
"O Serviço Nacional de Saúde é um fator de coesão social e um avanço civilizacional que não é compatível com medidas avulsas, pontuais e casuísticas, sem qualquer estratégia de sustentabilidade e que neguem qualquer perspetiva de reforma e de articulação entre os vários níveis de prestação de cuidados de saúde", concluiu.

Urgência nas "mãos" da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo
Quase quatro anos depois de uma comissão de especialistas ter proposto uma nova rede de urgências, o Ministério da Saúde publicou inesperadamente na última sexta-feira o mapa dos serviços que vão continuar a ter este estatuto em Portugal. São 78 serviços de urgência e emergência que funcionam em hospitais e centros de saúde de Norte a Sul do país, menos 11 do que os que constam da rede definida em 2008. O novo mapa entra em vigor dentro de seis meses. No despacho, o ministro da saúde, [dias antes da sua saída] deixa o funcionamento do serviço de urgência básica no Hospital de Montijo na vontade e dependência de "orientação" da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo.



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Conforama abre loja em Almada em 2017

Grupo sul-africano quer expandir-se no distrito de Setúbal 

A Conforama, marca de mobiliário inserido no universo do grupo sul-africano Steinhoff, quer continuar a apostar em Portugal. Depois de Setúbal, o grupo pretende investir novamente no distrito, mais concretamente em Almada. O plano de expansão prevê atingir as 12 lojas, com vendas de 200 milhões de euros, no primeiro semestre de 2017, abrindo mais quatro espaços. Para tal, o grupo pretende investir 40 milhões de euros, adiantou Manuel Estevez, director-geral da Conforama Ibérica, ao Diário Económico. Para instalar as novas lojas previstas nesta expansão, a Conforama tem vindo a apostar nos espaços antes ocupados pela marca portuguesa Moviflor, que foi alvo de um processo de insolvência.
Marca de mobiliário anuncia abertura de loja em Almada em 2017

A Conforama quer expandir-se em Portugal até 2017 e aponta à abertura de mais quatro lojas, com a região a estar de novo debaixo dos radares de investimento da marca de mobiliário que pertence ao grupo sul-africano Steinhoff.
Depois de Setúbal, Almada perfila-se agora como uma das localizações já identificadas pela marca para a instalação de um dos novos espaços comerciais que pretendem ver de portas abertas ainda no primeiro semestre de 2017. Quem o diz é o director-geral da Conforama Ibérica, Manuel Estevez, que, em declarações exclusivas ao Diário Económico, revelou o plano de a marca ter como prioridade a abertura de lojas em Almada, Bobadela, Coimbra e Aveiro.
A estratégia desta expansão passa – tal como aconteceu em Setúbal e mais recentemente em Rio de Mouro, Sintra – pela instalação da Conforama em espaços onde anteriormente operou a marca portuguesa Moviflor, depois de adquiridos, conforme admitiu ao Diário Económico o responsável espanhol.
O objectivo da Conforama, adiantou ainda Manuel Estevez àquele periódico, visa ter em funcionamento nos primeiros seis meses de 2017 12 lojas , perpectivando-se que a marca possa alcançar então uma facturação superior a 200 milhões de euros no nosso País.
Para isso, a marca imobiliária está disposta a investir, no total, cerca de 40 milhões de euros. Para já, a Conforama conta com oito espaços comericias abertos em Portugal, sendo que o Manuel Estevez mostra-se confiante na meta definida alcançar daqui por pouco mais de ano e meio.
O montante a investir em Portugal, porém, nunca será inferior às quatro dezenas de milhões de euros, confirmou o espanhol ao Diário Económico, sublinhando que essa verba irá “depender” do grupo poder “recair pela compra ou aluguer de espaços” antigos da Moviflor.
De qualquer das formas, avançou, o investimento a efectuar no nosso País será sempre “em torno os 40 milhões de euros”.
A ambição da Conforama, reforçou o director-geral da Conforama Ibérica, é mesmo a de adquirir, no mínimo, três lojas da Moviflor, o que poderá causar alguma demora, já que a marca lusa passou por um processo de insolvência.
A Conforama está representada em Portugal desde 1991, sendo que a primeira loja do grupo foi aberta em Cascais.


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Setúbal lembra Zeca Afonso e Michel Giacometti

Cidade recorda vida e obra de dois mestres ligados à música 

“Abraço ao Zeca pelos Amigos de Coimbra” é o nome de um tributo a um dos maiores nomes da música portuguesa, que se realiza no sábado, 28 de Novembro, às 21h30, no Fórum Municipal Luísa Todi, em Setúbal.  O espetáculo reúne um conjunto de intérpretes contemporâneos de José Afonso, numa abordagem ao fado de Coimbra e à transição para a balada, géneros que marcaram a primeira fase do percurso artístico do homenageado. Esta noite, a cidade evoca a passagem dos 25 anos sobre a morte do etnólogo francês Michel Giacometti com um evento cultural que inclui música, vídeo e palestra a partir das 21 horas, no Museu do Trabalho. 
Zeca Afonso recordado amanhã no Forum Municipal Luísa Todi

No palco do Fórum Municipal Luísa Todi vão passar diversas personalidades, companheiros e acompanhantes de José Afonso durante o período inicial da carreira, nomeadamente Camacho Vieira, Carlos Carranca, Fernando Rolim, Sutil Roque, Jorge Tuna, Durval Moreirinhas, Octávio Sérgio, Lopes d’Almeida, David Leandro, Levy Baptista e Rui Pato. Participa ainda Francisco Fanhais.
O espetáculo, organizado pela Associação José Afonso, presta um tributo a um dos mais importantes cantautores de língua portuguesa, que a partir da fase coimbrã assumiu um percurso musical marcadamente inovador, a par de um trajeto político de luta pela liberdade em Portugal.
Os bilhetes para o espetáculo “Abraço ao Zeca pelos Amigos de Coimbra” custam 11 euros para a plateia e 8,5 para o balcão.

Setúbal recorda Michel Giacometti
Setúbal evoca a passagem dos 25 anos sobre a morte do etnólogo francês Michel Giacometti com um evento cultural, a realizar, esta sexta-feira, que inclui música, vídeo e palestra.
A homenagem ao homem que desenvolveu um importante trabalho de investigação da música popular portuguesa, nos campos e recantos do País, decorre a partir das 21 horas, no Museu do Trabalho Michel Giacometti, com cante alentejano, projeção de vídeo e intervenção do escritor Modesto Navarro.
A iniciativa, organizada numa parceira da Câmara Municipal de Setúbal com a Associação Conquistas da Revolução, de participação gratuita, evoca a passagem sobre os 25 anos do falecimento de Michel Giacometti, ocorrido a 24 de Novembro de 1990, numa altura em que este já vivia em Portugal há mais de trinta anos.
O etnólogo corso estabeleceu-se em Portugal em 1959, onde recolheu informações etnográficas em mais de seiscentas freguesias. Fez programas de rádio e televisão, editou discos, em parceria com o compositor Fernando Lopes-Graça, e um cancioneiro popular português.
O Museu do Trabalho de Setúbal, fundado em 1987, possui a coleção etnográfica etnográfica recolhida pelos estudantes do Serviço Cívico Estudantil coordenados por Michel Giacometti em 1975.
Instalado na antiga fábrica de conservas Perienes, cujo edifício foi adquirido, em 1991, pela Câmara Municipal, o espaço, após obras de remodelação, reabriu a 18 de Maio de 1995, com o nome de Museu do Trabalho Michel Giacometti, em homenagem ao investigador.


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Santiago do Cacém lançou mapa turístico do concelho

Concelho aponta ao crescimento do setor turístico 

A Câmara Municipal organizou o 1.º Encontro de Agentes de Turismo do Município de Santiago do Cacém. O Auditório Municipal António Chainho juntou mais de 170 participantes num amplo debate em torno daquilo que pode reforçar as ligações entre os agentes turísticos locais e regionais, na promoção de um funcionamento em rede e em complementaridade, gerando um conhecimento mais profundo entre profissionais e empresários no ramo da restauração, hotelaria, empresas de animação turística, ou agências de viagem. O evento serviu ainda para o lançamento do novo Mapa Turístico de Santiago do Cacém. 
Câmara de Santiago do Cacém discutiu setor do Turismo 

“O balanço é claramente positivo, tivemos uma participação bastante significativa, com mais de 170 pessoas presentes, sendo que a grande maioria eram empresários do município de Santiago do Cacém, mas não só, também vieram empresários de concelhos vizinhos”, congratula-se Álvaro Beijinha, o presidente da Câmara de Santiago do Cacém.
“Foi um dia bastante intenso. Pudemos assistir a um conjunto de intervenções de empresários locais, que foram apresentar os seus projetos e dá-los a conhecer aos seus colegas que também têm negócios na área do turismo. Foi um dia muito proveitoso para todos, pois ficámos a conhecer melhor a realidade do nosso município nesta área, bem com as suas potencialidades”, sublinha o autarca. 
Álvaro Beijinha realça o facto de o turismo ser “uma área económica que tem vindo a crescer muito em todo o país, em particular no Alentejo e na nossa Região, com percentagens muito significativas de crescimento. E isso não é obra do acaso. Tem vindo a ser desenvolvido um trabalho muito interessante e que tem dado os seus resultados”, explicou o presidente da Câmara de Santiago do Cacém.

Novo mapa turístico do Município elogiado pelos operadores locais
O novo Mapa Turístico de Santiago do Cacém foi apresentado  durante o 1.º Encontro de Agentes de Turismo do Município, e recebeu nota de destaque por parte dos operadores turísticos locais.
“Tínhamos um mapa turístico já com alguns anos, que já não respondia às necessidades atuais dos turistas que nos procuraram. Desenvolvemos um mapa com uma filosofia diferente daquilo que tínhamos. Fizemos um mapa ilustrado, que evidencia os monumentos mais significativos”, sublinha Álvaro Beijinha  que destaca “a opinião muito relevante dos operadores turísticos do município, que foi francamente positiva. Deram os Parabéns à Câmara Municipal”. 
Esta é, na opinião do autarca, “mais uma ferramenta muito interessante e facilitadora para quem nos visita. Quem consulta este mapa percebe facilmente aquilo que tem para visitar no município de Santiago do Cacém”.

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Assembleia Municipal aprova Orçamento no Montijo

PSD e BE ajudam PS a aprovar orçamento municipal 

Um ano depois a Câmara do Montijo volta a ter orçamento aprovado. Há um ano, comunistas e social-democratas "juntaram-se" para não aprovar o orçamento do executivo socialista que gere a autarquia do Montijo em minoria. O PSD manteve, na Assembleia Municipal do Montijo, o sentido de voto (abstenção) que havia permitido a viabilização do Orçamento Municipal para 2016 na Câmara e os documentos previsionais para o próximo ano foram ratificados na passada segunda-feira. A posição da bancada social-democrata era suficiente para que o orçamento passasse na Assembleia Municipal, ainda assim a maioria socialista viu essa posição reforçada com a abstenção do Bloco de Esquerda, contabilizando-se apenas os votos contra da CDU, tal como já havia sucedido na Câmara Municipal. O orçamento será de 25,8 milhões de euros. A autarquia promete investimento em todas as freguesias. 
Montijo aprovou orçamento de 25,8 milhões para 2016

Um ano depois, o Montijo volta a ter Orçamento Municipal, já que os documentos previsionais para 2015 mereceram, na Câmara Municipal, o chumbo da oposição – os votos favoráveis da gestão socialista (três) presidida por Nuno Canta foram então insuficientes perante a votação contra os quatros votos contra dos vereadores da CDU (2) e do PSD (2).
Foi a primeira vez, neste mandato, que os social-democratas viabilizaram o orçamento. A CDU tinha viabilizado, pela abstenção, o orçamento no primeiro ano da presidência de Nuno Canta.
O orçamento para 2016 apresenta um valor total de 25 milhões e 809 mil euros, montante inferior em cerca de um milhão de euros relativamente ao de 2014.
Para 2016, o município espera arrecadar, através da receita corrente, pouco mais de 25 milhões de euros, dos quais 11 milhões e 850 mil euros correspondem a impostos directos (IMI, IMT, IUC e Derrama). Os impostos indirectos atingem um valor pouco superior a 693 mil euros e as transferências correntes o montante de 7 milhões e 817 mil euros. As receitas de capital totalizam 807 mil e 480 euros.
No documento, estão previstos três milhões e 536 mil euros de despesas de capital em investimentos como a construção de espaços verdes e reabilitação de parques infantis no Alto das Vinhas Grandes, a reabilitação e pavimentação de diversas vias – como o acesso ao Bairro da Bela Colónia –, a substituição da cobertura em fibrocimento da Escola Básica da Atalaia, a recuperação da Ermida de Santo António no Pátio de Água, a aquisição de trator e alfaias para a freguesia de Sarilhos Grandes, a reabilitação do Largo da Feira em Canha e a construção de um monumento de homenagem aos ex-combatentes do Ultramar. A despesa corrente ascende a 22 milhões e 272 mil euros.

“A defesa dos superiores interesses dos munícipes”
Nuno Canta considera que o orçamento reflecte “equilíbrio”, não obstante o contexto financeiro, económico e social “muito difícil”. Para o presidente da Câmara, o Orçamento Municipal agora aprovado é um documento que “politicamente assegura um caminho para a igualdade de oportunidades entre todos os montijenses”, diz o presidente da Câmara.
“Nos nossos dias, a igualdade de oportunidades e a qualidade de vida é o que continua a atrair as pessoas para o Montijo. Igualdade de oportunidades para os montijenses e para as suas famílias, a oportunidade para trabalhar, o acesso à escola pública, ao ambiente, à cultura, a igualdade para realizarem os seus sonhos”, disse o socialista, realçando que “boas contas inspiram maior confiança das empresas, permitem a criação de mais emprego, a defesa da escola pública, sustentam o investimento público em infra-estruturas, diminuem o serviço da dívida e aumentam a capacidade de resposta numa economia em crise”, refere o autarca.

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Setúbal intervém no Bairro Santos Nicolau

"Estamos apenas a pedir que todos deem um bocadinho de si e do seu tempo"

Vários moradores do Bairro Santos Nicolau responderam ao desafio da Câmara de Setúbal para serem interlocutores e indicarem à Autarquia questões a solucionar naquela zona da cidade. A presidente, Maria das Dores Meira, reuniu na sede do Grupo Desportivo “Os Amarelos” com cerca de meia centena de moradores do bairro, a quem fez uma apresentação sobre situações que a Autarquia tem sinalizado localmente, assim como de projetos a implementar com o objetivo de melhorar aspetos da malha urbana. Os voluntários destacados pelos moradores vão ser, assim, pontes privilegiadas de comunicação entre a Câmara de Setúbal e a população do bairro.
Bairro Santos Nicolau dinamiza moradores 

O encontro, no qual também participou o presidente da Junta de Freguesia de S. Sebastião, Nuno Costa, além de servir para serem indicadas questões locais, teve a finalidade de reunir voluntários de entre os moradores para que, a partir de agora, sirvam de interlocutores junto da Câmara Municipal para apresentar, de forma mais célere e precisa, casos em que a população sinta necessidade de intervenção autárquica.
“Não estamos a pedir que paguem alguma coisa. Estamos apenas a pedir que todos deem um bocadinho de si e do seu tempo. É da união que se fazem grandes coisas. Só assim teremos um bairro melhor. E só assim se faz uma cidade melhor”, sublinhou Maria das Dores Meira.
Vários moradores aceitaram no decurso da reunião o desafio feito pela autarca e vão começar a representar desde já as ruas ou zonas do bairro onde residem.
A primeira ação a contar com a participação dos voluntários ficou marcada para 15 de Dezembro, dia em que realiza uma visita ao bairro juntamente com os presidentes e técnicos da Câmara Municipal e da Junta de Freguesia, para se observar, no local, questões que, para serem ultrapassadas, necessitam de intervenções das autarquias ou, até, da parte dos próprios cidadãos.
Este envolvimento da população como agente ativo na resolução de necessidades sentidas na cidade resulta de uma política de participação cidadã, transversal a todo o trabalho municipal, que tem vindo a ser implementada noutros pontos do concelho, como na zona da Bela Vista, onde vários moradores têm desenvolvido uma profunda cooperação com a Câmara Municipal para a resolução de problemas de génese urbana, mas, também, de cariz social.
“Já mostrámos o que podemos fazer por vós, mas vocês têm que nos dizer quem poderá fazer de ligação com a Câmara Municipal, para que possamos atuar mais rapidamente e com mais qualidade”, apelou Maria das Dores Meira à plateia de moradores.
O desafio parece ter surtido efeito, pois a comitiva que no dia 15 vai realizar a visita ao bairro conta já com um total de 12 pessoas.

Jardim Multissensorial das Energias
Os voluntários destacados pelos moradores vão ser, assim, pontes privilegiadas de comunicação entre a Câmara de Setúbal e a população do bairro.
“O levantamento está feito e há questões que necessitam de diferentes abordagens. O envolvimento dos moradores será uma ajuda muito importante para que a maioria destas questões seja ultrapassada”, garantiu o presidente da Junta de S. Sebastião no final do encontro.
Entre as questões levantadas na sessão, tanto por moradores, como pela apresentação feita por Maria das Dores Meira, a autarca referiu, ainda, projetos que estão previstos para o Bairro Santos Nicolau.
Um deles é a criação do Jardim Multissensorial das Energias.
O projeto, a concretizar no Jardim Camilo Castelo Branco, representa um investimento de 300 mil euros e está a ser desenvolvido em colaboração com várias associações representantes de pessoas com deficiência.
O principal objetivo é criar um jardim acessível a todos, pensado para cidadãos com mobilidade reduzida, mas que inclua também estímulos diversos, como cores e sons.
O espaço deverá ser incorporado por um percurso pedagógico e interpretativo, através do qual se promoverá a interação dos visitantes com temáticas de natureza ambiental, com referências, por exemplo, a diferentes tipos de energias, como solar, hídrica, eólica e geotérmica.


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Julgamento de antigos trabalhadores da Siderurgia

Testemunhas ouvidas pela primeira vez em processo que começou há 13 anos

O julgamento do processo interposto por trabalhadores despedidos da Siderurgia Nacional Serviços, no Seixal, em 2001, foi retomado no Tribunal do Barreiro, com a audição de testemunhas dos autores e dos réus. O julgamento iniciou-se no Tribunal do Barreiro no dia 21 de Setembro deste ano, depois de cerca de 13 anos da entrada do processo, mas em Outubro a audiência que estava agendada acabou por ser adiada devido à substituição de um advogado, com o julgamento a ser retomado esta semana. 
Trabalhadores despedidos em 2001 ainda estão à espera de justiça 

“É um alívio que o julgamento tenha sido hoje retomado dentro da normalidade, pois este processo, com os anos que já leva e os vários adiamentos, causa muita tensão em todos nós”, disse António Fernandes, representante dos trabalhadores que avançaram com o processo.
Segundo explicou o responsável, foram despedidos da Siderurgia Nacional Serviços 200 trabalhadores, que assinaram, em 2001, a rescisão dos seus contratos, no quadro do encerramento da actividade siderúrgica da empresa pública, com a promessa de que entre seis meses a um ano depois frequentariam cursos de formação profissional e seriam integrados em novas empresas.
Como tal não aconteceu, mais de 100 daqueles trabalhadores avançaram com um processo em tribunal há cerca de 13 anos, mas algumas dezenas de autores, entretanto, já desistiram do processo.
António Fernandes referiu que os trabalhadores que avançaram com o processo acreditam que vão vencer a acção.
“No dia de já foram ouvidas testemunhas dos autores e testemunhas dos réus. Nós não temos dúvidas que vamos ganhar este processo”, defendeu.
Este processo judicial tem sido conturbado e com algumas peripécias, chegando a tribunal quase 12 anos depois, em 2013.
"Por duas vezes foi considerado fora de prazo em primeira instância pelo Tribunal de Almada, o que não percebemos. Recorremos depois para a Relação, que mandou o processo para primeira instância e fomos a julgamento em Janeiro de 2013", disse um dos muitos trabalhadores despedidos da Siderurgia Nacional, no Seixal, em 2001. A verdade é que o processo voltou a encontrar demoras e, quase 15 anos depois, ainda anda nos tribunais à espera de uma decisão. "Espero que seja agora", disse um dos trabalhadores.


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Alunos de Setúbal marcham pela prevenção da diabetes

Dezenas caminham em nome da diabetes 

"Não à diabetes" é o lema de uma caminhada de cerca de 200 alunos que terá lugar na próxima sexta-feira na baixa de Setúbal, com o objetivo de sensibilizar a população para a prevenção da diabetes do tipo 2. A iniciativa, promovida e divulgada pelo movimento rotário FRAD - Frente Rotária Anti Diabetes, pretende alertar para a realidade de mais de dois milhões de portugueses adultos, que se encontram em risco de contrair a doença.
Mais de 1 milhão de pessoas sofrem de diabetes em Portugal 

O principal objetivo é sensibilizar as pessoas para a necessidade de uma mudança de comportamentos, nomeadamente no que se refere à alimentação e ao exercício físico, com a adoção de hábitos de vida saudáveis.
No âmbito do projeto, de dimensão nacional, o Rotary Club de Setúbal tem vindo a realizar, desde 2012, um conjunto de ações de prevenção da diabetes em escolas do concelho com o objetivo de sensibilizar a comunidade educativa.
Na sequência do trabalho desenvolvido nas escolas, a caminhada, que terá lugar a partir das 10h30, entre a Praça de Bocage e o Largo da Misericórdia, deverá contar, segundo a organização, com cerca de 200 alunos, acompanhados de professores e pessoal não docente, da Escola Básica du Bocage e das Escolas Secundárias do Bocage e Lima de Freitas.

Número de portugueses com diabetes ultrapassou um milhão em 2014
Mais de um milhão de pessoas têm esta doença crónica mas 40 por cento não o sabem. O ministro da Saúde, Leal da Costa, defende a prevenção.
Todos os dias há 150 portugueses diagnosticados com diabetes, uma doença crónica que aumenta com o envelhecimento e que representa uma das maiores despesas para o setor da saúde em Portugal. O relatório anual do Observatório Nacional da Diabetes destaca os 54167 mil doentes diagnosticados e um novo recorde na despesa, de 1300 a 1550 milhões de euros, a que não é estranho um aumento do volume de doentes. Mais de um milhão de pessoas (13,1 por cento) tem diabetes, mas hoje há menos complicações, internamentos e mortes associados à doença.
A doença silenciosa, que muitas vezes parece esquecida, apesar do impacto que tem no País, é uma consequência dos estilos de vida, da epidemia da obesidade, da redução da atividade física e do próprio envelhecimento. A diabetes tipo 1, que se manifesta desde cedo, tem um padrão diferente. Tem uma origem autoimune e obriga desde cedo a injeções de insulina.
Este tipo teve um aumento ligeiro até aos 19 anos, para 3365 casos, mas a prevalência parece estabilizar. No cômputo global, e pela primeira vez em vários anos, há uma aparente redução/estabilização do número de casos totais da doença. José Manuel Boavida, o diretor do Programa Nacional para a Diabetes, diz que ainda é cedo para se tirar conclusões, mas parece que "estamos a conseguir ter resultados com a prevenção, a avaliação do risco de ter diabetes nos centros de saúde, programas como o Desafio da Gulbenkian". Um sinal de que "parece que é possível ter resultados a curto prazo se combatermos a doença".

Portugueses ainda não ligam muito à doença 
A 1,1 milhão de doentes podem juntar-se mais dois milhões de pessoas em risco de vir a ter diabetes, e são estas que podem controlar os estilos de vida ou avaliar o risco da doença nos centros de saúde. Se os casos novos estão a estabilizar, o país vai acumulando mais casos de doença ao longo dos anos. Em 2009, a prevalência era de 11,7 por cento entre os 20 e os 79 anos e agora atinge 13,1 por cento. Mas quase metade (40 por cento) nem sequer sabem que estão doentes, o que aumenta o risco de virem a sofrer das complicações da doença (olhos, rim, parte vascular). Uma condição a que não é estranho o facto de muitos portugueses não irem ao serviço de saúde.
O ministro da Saúde, Fernando Leal da Costa, diz que, no ano passado, dois milhões de utentes não foram à consulta, apesar de terem médico de família atribuído
O documento anual destaca muitos aspetos positivos. "Temos uma grande redução das complicações e dos internamentos na sua sequência, já que atingimos o valor mais baixo de sempre", diz José Manuel Boavida. "Em 2014, houve 1385 amputações dos membros inferiores, quase menos 200 do que no ano anterior. Temos de chamar a atenção para o papel dos enfermeiros nesta área, já que são muito dedicados".
Já nas complicações de menor gravidade, como é o caso do pé diabético, a situação não é tão positiva: "Falta implementar as vias verdes nos serviços, aumentar as consultas de pé diabético. Há uma capacidade limitada na resposta".


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