Dá um Gosto ao ADN

Choco alimenta semana gastronómica em Setúbal

As mil e uma maneiras de comer choco em 67 restaurantes da cidade 

É mais conhecido por nos chegar à mesa frito, acompanhado de batata frígida, uma singela salada de alface, cebola e tomate e meio limão, para uma boa rega de acidez. Contudo, em Setúbal, o choco não é pitéu para se levar ao prato apenas na sua versão frita, em polme de farinha. Vai encontrá-lo na restauração local, assado, em ensopado, com ou sem tinta, ao alhinho, em caldeirada ou em feijoada. A lista de propostas de confeção do molusco típico do rio Sado ao longo da “Semana do Choco 2019” é extensa e variada. Isto entre 23 e 31 de Março. Além das propostas oferecidas por cada um dos 67 restaurantes aderentes, a programação do certame reserva ainda uma aula de culinária e uma degustação comentada na Casa da Baía. 
Choco vai estar em destaque até final do mês 

Assado, em feijoada, servindo ensopados, com ou sem a tinta, a partir deste sábado, cerca de sete dezenas de restaurantes do concelho de Setúbal dão a provar receitas de choco, umas tradicionais, como a versão a frito do molusco, outras inovadoras, num evento gastronómico que arranca no dia 23 com uma aula de culinária na Casa da Baía.
Tradicionalmente frito, assado ou ensopado. Com ou sem tinta. Ao alhinho, em caldeirada ou em feijoada. Acompanhado de batata frita, salada ou no pão. Regado ou não com limão. A lista de propostas de confeção do molusco típico do Sado ao longo da Semana do Choco 2019 é extensa e variada. O resultado final promete ser divinal.
De 23 a 31 de Março, o evento gastronómico dinamizado pela Câmara  de Setúbal e pela Docapesca, com o apoio da Makro, regressa para nova edição, em ambiente primaveril, proporcionando ementas especiais nos estabelecimentos de restauração do concelho.
Além das propostas oferecidas por cada um dos 67 restaurantes aderentes, a programação do certame reserva ainda uma aula de culinária e uma degustação comentada.
No primeiro dia, 23, a chef de cozinha Daniela Polido propõe técnicas de confeção de choco numa lição a decorrer às 10 horas. A fechar a semana gastronómica, a mesma especialista conduz, a 31, às 18 horas, uma degustação comentada.
As atividades, ambas na Casa da Baía, são de participação gratuita mediante inscrição prévia, no primeiro caso até dia 20, no segundo até 27, a qual deve ser feita presencialmente, pelo telefone 265 545 010 ou pelo endereço eletrónico gape@mun-setubal.pt.
Criada em 2012, a iniciativa integra um calendário de eventos gastronómicos dinamizado pelo município no âmbito da marca Setúbal Terra de Peixe com "o objetivo de divulgar sabores e tradições da cozinha setubalense e, em simultâneo, estimular a restauração local e promover o concelho enquanto destino turístico de excelência", diz a autarquia sadina.

Agência de Notícias


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Setúbal vai intervir e valorizar as praias do concelho

Autarquia cria grupo para apoiar desenvolvimento, intervenção e valorização das praias

A Câmara de Setúbal vai criar um grupo de gestão do Litoral Setúbal para apoio ao desenvolvimento, intervenção e valorização da orla costeira do concelho, anunciou a autarquia. Este grupo vai integrar diversas entidades e pretende agilizar os processos de decisão e intervenção na orla costeira do concelho de Setúbal.  "No atual contexto pluri-institucional torna-se difícil a gestão coerente, eficaz e uniforme das praias do concelho, face à multiplicidade de serviços envolvidos e entidades externas com intervenção e competências específicas nesta área", justificou a Câmara num comunicado.
Grupo vai cuidar das praias de Setúbal 

A autarquia frisou ainda no documento a importância de "mecanismos de parceria que estabeleçam procedimentos expeditos de articulação, nomeadamente nos domínios da análise e do controlo administrativo nas matérias respeitantes à orla costeira municipal".
Aquelas entidades vão articular entre si a gestão das respetivas responsabilidades institucionais no âmbito do licenciamento e fiscalização das utilizações do domínio público referentes a apoios de praia e equipamentos, obras de requalificação e conservação, demolições, gestão do risco e segurança.
No comunicado, a Câmara de Setúbal indicou ainda o protocolo de entendimento assinado por aquelas entidades é válido por dois anos, sendo passível de renovação por sucessivos períodos de um ano, e caduca com a efetivação da transferência de competências para os órgãos municipais relativamente à gestão das praias.
Integram o grupo Litoral Setúbal, a Câmara, Agência Portuguesa do Ambiente, a Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra, o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, a Associação Baía de Setúbal e a Capitania do Porto de Setúbal.
A criação do grupo de gestão do Litoral Setúbal foi aprovada na reunião camarária de quarta-feira.

Agência de Notícias com Lusa 
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Veleiro emblemático com escala em Setúbal

Navio-escola alemão Alexander Von Humboldt II chega à cidade no Domingo

O emblemático navio-escola alemão Alexander Von Humboldt II, que proporciona experiências de mar sobretudo para os mais jovens, atraca em Setúbal entre os dias 24 e 26 de Março, e tem uma tarde aberta a visitas públicas. O veleiro de três mastros operado pela Deutsche Stiftung Sail Training, uma fundação sem fins lucrativos que faculta de treino e experiências marítimas, fica atracado no Cais 2 do Porto de Setúbal, junto da Doca dos Pescadores, e está aberto, na tarde de dia 24, entre as 14 e as 16h30, a visitas públicas.

Navio alemão está a caminho de Setúbal 

"A escala deste navio em Setúbal é enquadrada no trabalho desenvolvido pela Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra e pela Câmara Municipal, em colaboração com a Aporvela, para atrair embarcações emblemáticas e proporcionar à população o contacto com a arte de navegação marítima",  refere a autarquia em comunicado.
O Alexander Von Humboldt II, construído no estaleiro “Brenn und Verformtechnik”, em Bremen, na Alemanha, foi lançado à água em 2011 e, desde então, através da Deutsche Stiftung Sail Training, disponibiliza um programa de atividades de formação marítima a pessoas dos 14 aos 75 anos.
"O programa, dirigido particularmente a jovens dos 15 aos 25 anos, foca o ensino de técnicas tradicionais de navegação à vela e desafia, tanto física como mentalmente, os participantes a navegar, em condições de segurança, como antigamente e em todo o tipo de condições meteorológicas", sublinha a autarquia.
O Alexander Von Humboldt II, com 57 metros de comprimento e 36,85 metros de altura, tem três mastros com 24 velas que ocupam uma área de pano com 1360 metros quadrados. Dispõe, ainda, de um motor com 750 cavalos. É operado por uma tripulação permanente com 24 elementos e tem capacidade para acolher 55 formandos.
A embarcação tem o nome de Alexander Von Humboldt, um geógrafo, naturalista e explorador, natural da Prússia, atual Alemanha, que viveu nos séculos XVIII e XIX, tendo realizado várias viagens de caráter científico, sobretudo pelas américas Central e do Sul, bem como pela Ásia Central.
O primeiro navio Alexander Von Humboldt, construído em 1906, esteve igualmente ao serviço da Deutsche Stiftung Sail Training e, nessa missão, ao longo de duas décadas, navegou 560 mil quilómetros, o equivalente a 14 voltas ao Equador, tendo também participado em regatas. Em 2014, foi convertido em hotel e restaurante flutuante.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 
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Setúbal, Palmela e Sesimbra tiveram 615 mil dormidas

Números superaram expectativas mas é preciso diversificar a oferta de produtos regionais

Os concelhos de Setúbal, Palmela e Sesimbra, inseridos na zona da Arrábida, registaram 615 mil dormidas em 2017 e superaram as melhores expectativas, revelou esta quinta-feira, Jorge Humberto, da Entidade Regional de Turismo de Lisboa.  "De acordo com os últimos dados disponíveis, os concelhos de Setúbal, Palmela e Sesimbra tiveram um total de 615 mil dormidas na hotelaria em 2017 - 300 mil dormidas em Setúbal, 200 mil em Sesimbra e 100 mil em Palmela", disse Jorge Humberto. O responsável falava na `1ª Meia Jornada Agenda Arrábida Sado´, que decorreu em Setúbal. A polémica em torno das dragagens que a Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra pretende fazer para alargar e aumentar a profundidade do canal de navegação do estuário do Sado foi outro tema abordado no encontro. 
Turismo a crescer na região de Setúbal 

Jorge Humberto referiu ainda que o aumento do número de dormidas registados na região nos últimos anos tem vindo a superar as melhores expectativas da Entidade Regional de Turismo de Lisboa, mas advertiu que é preciso diversificar a oferta de produtos regionais, sob pena de não se tirar partido do aumento da procura por parte dos turistas estrangeiros.
"Há uma pedra no caminho: para competirmos a nível nacional e internacional precisamos de mais conteúdos", disse Jorge Humberto, que defendeu a necessidade de uma "maior diversidade" na oferta de produtos característicos da região, desde as caminhadas na serra, circuitos de enoturismo, a observação de golfinhos ou outras, apontando como um bom exemplo a recuperação do Convento de São Paulo pela Associação de Municípios da Região de Setúbal, um equipamento que estava em ruínas e que se transformou numa nova oferta cultural da região de Setúbal e da Arrábida.

As dragagens vão ter impacto no turismo 
A polémica em torno das dragagens que a Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra pretende fazer para alargar e aumentar a profundidade do canal de navegação do estuário do Sado foi outro tema abordado no encontro, em que o porta-voz do Clube da Arrábida, Pedro Vieira, reafirmou a ideia de que a "discussão pública do projeto de melhoria das acessibilidades marítimas ao porto de Setúbal não foi devidamente divulgada junto da sociedade civil".
"Foi afixado um edital na Câmara Municipal e no site Participa e foram convidadas algumas entidades, mas o Clube da Arrábida, que nos últimos anos foi quem mais alertou para o problema do desassoreamento das praias da Arrábida, não foi consultado", disse Pedro Vieira, considerando que não houve uma verdadeira preocupação de ouvir a comunidade local.
O porta-voz do Clube da Arrábida reafirmou também a ideia de que as dragagens previstas para melhoria das acessibilidades marítimas ao porto de Setúbal "vão ter um impacto dramático nas praias da região e na indústria turística, fluorescente, do estuário do Sado".
Por sua vez, o representante da Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra, Ernesto Carneiro, defendeu a legalidade de todo o processo e a necessidade das dragagens de alargamento e aprofundamento do canal de navegação, face à tendência de utilização de navios de maior calado.
Uma ideia corroborada por Pedro Ponte, presidente do Colégio Nacional de Engenharia Naval da Ordem dos Engenheiros, que não só defendeu a necessidade de melhoria das acessibilidades marítimas ao porto de Setúbal como também elogiou os mecanismos de salvaguarda, uma vez que as dragagens "são controladas 'à priori', durante e cinco anos depois de terem sido realizadas".
"Os navios estão a crescer. Ou os portos de adaptam ou perdem importância e ficam fora do circuito" acrescentou Pedro Ponte, que também elogiou o facto de o porto de Setúbal ter sido um dos primeiros a aplicar tarifas em função da eficiência energética dos navios.


Agência de Notícias com Lusa 
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Feto encontrado no centro de tratamento de lixo no Seixal

Cadáver estava dentro de um saco e foi encontrado pelos funcionários do centro 

Um feto, do sexo masculino, foi esta quinta-feira encontrado no centro de tratamento de lixo da Amarsul, em Foros da Amora, no Seixal, que recolhe os resíduos sólidos de alguns municípios da Península de Setúbal. O corpo estava dentro de um saco do lixo e foi descoberto durante a fase de triagem. Há uma possibilidade muito grande de o feto ser fruto de uma interrupção de gravidez, que as autoridades querem saber se foi voluntária ou não. A Polícia Judiciária de Setúbal está a investigar o caso. Para as autoridades é agora importante de onde veio o feto e apurar as circunstâncias do crime. 
Corpo foi encontrado ontem à noite 

De acordo com a CMTV, o saco abriu-se quando a máquina começou a tratar os resíduos. O alerta foi dado pelas 22 horas, tendo sido de imediato mobilizada a PSP, que de seguida chamou ao local a Polícia Judiciária de Setúbal.
O cadáver estava em avançado estado de composição e encontrava-se "despegado", segundo o termo usado pelos inspetores no local. O corpo do feto só foi encontrado pelos funcionários do centro de tratamento de lixo porque o saco se rompeu. 
Esta quinta-feira à noite eram poucos os pormenores relativos a este achado. Desconhecia-se, por exemplo, de que zona do distrito de Setúbal veio o saco com o feto que, segundo as autoridades, não era um recém-nascido. Ou seja, poderá ser fruto de uma interrupção voluntária ou involuntária de gravidez. O feto foi depois posto dentro de um saco, amarrado e deitado num contentor de lixo.   
A Amarsul recebe o chamado ‘lixo comum’ proveniente dos contentores disponibilizados pelas entidades municipais. 
A Polícia Judiciária recolheu vestígios que ajudarão a identificar a origem do feto e a perceber o que aconteceu ao corpo, dado o estado em que este foi encontrado.
O corpo foi transportado à morgue do Hospital Garcia de Orta, em Almada, onde a autópsia será realizada.  Só após a autópsia se poderá encaminhar a investigação, percebendo nomeadamente se o bebé já estava morto ou ainda vivo quando foi atirado ao lixo.
Já em 2015, no mesmo local, um corpo desmembrado de um bebé, que teria um ou dois meses de vida, foi encontrado num aterro. A descoberta foi feita por uma funcionária da Amarsul na linha de separação de lixos urbanos. O corpo estava dentro de um saco e em tão mau-estado que não foi possível sequer determinar se era menino ou menina.

Agência de Notícias 
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Município da Moita mostrou-se na BTL

Património do Tejo, Feira Medieval e Romaria a Cavalo estiveram em destaque  

O projeto “Moita, Património do Tejo”, a  Feira Medieval de Alhos Vedros e a Romaria a Cavalo foram apresentados na BTL - Bolsa de Turismo de Lisboa, na FIL, no Parque das Nações, em Lisboa. O município da Moita, inserido na Entidade Regional de Turismo da Região de Lisboa, deu a conhecer as suas potencialidades, através de vários materiais informativos sobre a oferta turística no concelho. De referir que, este ano, além da representação no espaço do turismo de Lisboa [que abrangeu os distritos de Setúbal e Lisboa], a Câmara da Moita teve também um espaço próprio para divulgação da cultura ribeirinha. Os dois espaços foram visitados por milhares de pessoas nos quatro dias do evento.
Moita apresentou romaria a cavalo na BTL 

No dia 15 de Março, o presidente da Câmara Municipal, Rui Garcia, referiu, na apresentação do projeto “Moita, Património do Tejo” que “a cultura ribeirinha é uma riqueza única”, destacando a “relação especial” do concelho da Moita com o rio que “faz parte da identidade das nossas gentes”.
O projeto “Moita, Património do Tejo” pretende valorizar, divulgar e salvaguardar o património associado às tradições flúvio-marítimas do concelho da Moita e das suas gentes, focando-se nas embarcações tradicionais do Tejo e na construção naval.
"Possui como referência a salvaguarda das técnicas de construção tradicional de embarcações em madeira empregues no Estaleiro Naval de Sarilhos Pequenos, através da sua inscrição, numa primeira fase, no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial, visando também uma posterior candidatura à Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade", explicou o autarca.
No âmbito desta apresentação, decorreu a demonstração ao vivo da arte da construção naval tradicional, designadamente no que respeita às pinturas e às velas.

Romaria a Cavalo em Abril
Na apresentação da XIX Romaria a Cavalo Moita-Viana do Alentejo, que decorreu, também no espaço da Entidade Regional de Turismo da Região de Lisboa, no dia 16, participaram, da Comissão Organizadora, Miguel Almeida, da Associação dos Romeiros da Tradição Moitense, Luís Miguel Baltazar, da Associação Equestre de Viana do Alentejo, Bengalinha Pinto, presidente da Câmara de Viana do Alentejo, e Rui Garcia, presidente da Câmara da Moita.
A Romaria a Cavalo Moita-Viana do Alentejo é, como todos os intervenientes referiram, um dos maiores eventos nacionais equestres que conta com a participação de centenas de romeiros vindos de diversos pontos do País.
A Romaria voltou a realizar-se a partir de 2001, depois de um interregno de mais de 70 anos, recuperando no tempo a tradição dos lavradores da Moita, que se deslocavam com os seus animais ao Santuário de Nossa Senhora D’Aires, para pedir proteção e boas colheitas.
Este ano, a Romaria vai decorrer de 24 a 28 de Abril, estando prevista a partida da Moita às nove horas de dia 24. A chegada a Viana do Alentejo, após um percurso de cerca de 150 km, está prevista para as 17 horas de dia 27 de Abril, sendo que, no dia 28, decorre a missa campal.
“Só vivendo a romaria e fazendo todo o percurso se percebe a grandeza desta realização”, referiu Rui Garcia na apresentação, afirmando que “é seguramente o maior evento equestre que se realiza no nosso país”.
O Grupo de Danças Antigas “Alius Vetus” também atuou na BTL com o objetivo de promover a 12ª Feira Medieval de Alhos Vedros, sob a temática “Na Corte de El-Rei D. Fernando, o Formoso”, de 7 a 12 de Junho.
De salientar que, na BTL, o município da Moita divulgou também o novo Percurso Turístico Audioguiado “Gaio, Rosário e Sarilhos Pequenos, Conta-me Histórias”, que dá a conhecer alguns dos lugares mais emblemáticos, conduzindo os visitantes por vários pontos de interesse: Sítio das Marinhas, Sítio Arqueológico e Parque das Canoas, no Gaio; Pátio e Coreto, Antigo Centro de Depuração de Ostras do Tejo, Capela de Nossa Senhora do Rosário e Miradouro e Praia Fluvial, no Rosário; Capela de Nossa Senhora da Graça e Estaleiro Naval de Jaime Costa, em Sarilhos Pequenos.

Agência de Notícias com Câmara da Moita
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Aeroporto no Montijo continua a dividir opiniões

Governo diz que "não há alternativas". Ambientalistas exigem avaliação ambiental estratégica

O deputado do PS Carlos Pereira afirmou esta quarta-feira, no parlamento, que “não há alternativas” à escolha do Montijo para a instalação do novo aeroporto na região de Lisboa, porque “a decisão está tomada” e “é uma decisão política”. Rejeitando a necessidade de uma Avaliação Ambiental Estratégica sobre a instalação de um novo aeroporto na região de Lisboa, o deputado socialista disse que “foram feitos vários estudos, no sentido de perceber onde seria construído o novo aeroporto, que indicavam claramente que a melhor opção seria o Montijo”, esclarecendo que a escolha foi tomada em 2013 e decidida em 2017. No entanto a Associação Zero exige  que Avaliação Ambiental Estratégica do novo aeroporto que inclua alternativas de Alcochete, Beja, Tancos, Monte Real, Alverca e incluindo a não construção de nenhum aeroporto. 
Aeroporto do  Montijo será uma realidade? 

No âmbito de uma audição parlamentar à associação ambientalista Zero, que decorreu na Comissão de Economia, Inovação e Obras Públicas, Carlos Pereira explicou que a realização de uma Avaliação Ambiental Estratégica “seria voltar ao início”, ignorando que, “ao longo de 50 anos”, se estudou “17 alternativas” para a instalação de um novo aeroporto na região de Lisboa.
Relativamente à obrigação legal de existir uma Avaliação Ambiental Estratégica, o socialista considerou que “a lei é clara, mas a interpretação não é consensual”, assegurando que “nunca, em nenhuma circunstância, este Governo optará por infringir a lei, violando matérias desta natureza tão importantes como o impacto ambiental”.
Classificando de “muito grave” a intervenção do deputado do PS, a deputada do PEV Heloísa Apolónia defendeu que os estudos de impacto ambiental são “uma formalidade que tem que se cumprir”, pelo que a falta de uma Avaliação Ambiental Estratégica “torna este procedimento numa fantochada”.
Para a deputada do PEV, “a lei é muito clara” quanto à obrigação de uma Avaliação Ambiental Estratégica, pelo que, “se não há interesses, nem pressão, por trás”, é preciso que o processo seja desenvolvido como credibilidade, em que “não é possível tomar uma decisão sem estudar alternativas à mesma dimensão”.
“Nesta legislatura não há condições para a tomada de decisão de um processo desta natureza”, declarou Heloísa Apolónia.
Contestando a declaração do deputado do PS, o deputado do PCP Bruno Dias lamentou que a lei que obriga a uma Avaliação Ambiental Estratégica seja “uma opção à conveniência do governante”, acusando a opção Montijo de ser “uma cortina de fumo” para se ignorar o que está previsto para o aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa.
Para o deputado do PSD Paulo Rios de Oliveira, “o Governo não está a considerar alternativas nenhumas”, o que faz com que o processo seja realizado de forma “pouco saudável” e com “informação opaca”.
“Não estamos contra, nem a favor” a instalação do novo aeroporto no Montijo, frisou o deputado social-democrata, criticando o desenvolvimento do processo e afirmando que “o princípio de que quem paga, manda, tem que acabar de vez”.
De acordo como o deputado do CDS-PP Helder Amaral, “a construção de um aeroporto não pode ser encarada apenas como uma opção política”, pelo que “não é aceitável nenhum tipo de opacidade neste processo”.
“O Governo não está muito interessado no Montijo, o que o Governo quer é alargar a Portela [aeroporto de Lisboa]”, defendeu o centrista, reforçando que, “para o Governo, não interessa nada estudar outra alternativa”, pelo que “é bem provável” que o processo acabe nos tribunais, diz o deputado centrista.
Da bancada do BE, o deputado Heitor de Sousa referiu que, sem uma Avaliação Ambiental Estratégica sobre o novo aeroporto no Montijo, “é um bocadinho prematuro ser contra ou a favor”.
Considerando “uma questão de bom senso” existirem alternativas de localização para o novo aeroporto na região de Lisboa, o bloquista rejeita que esteja em cima da mesa a opção de não construção, referindo que “existe um risco grave de funcionamento do aeroporto Humberto Delgado [em Lisboa] de acentuar os períodos de caos que já existem em alguns períodos do ano”, concluiu o bloquista.

Zero exige estudo do novo aeroporto que inclua alternativas
A associação ambientalista Zero reiterou a necessidade de uma Avaliação Ambiental Estratégica sobre a instalação de um novo aeroporto no Montijo e as obras no aeroporto de Lisboa, afirmando que é importante estudar alternativas, incluindo a não construção.
"Não estamos contra, nem a favor, precisamos é de mais elementos de base que fundamentem a decisão", declarou a vice-presidente da Zero - Associação Sistema Terrestre Sustentável, Carla Graça, considerando que a Avaliação de Impacte Ambiental "não dá resposta" a um conjunto muito vasto de questões que são estudadas na Avaliação Ambiental Estratégica.
No âmbito de uma audição parlamentar na Comissão de Economia, Inovação e Obras Públicas, a representante da associação Zero disse que "a opção Montijo, efetivamente, nunca foi objeto de uma Avaliação Ambiental Estratégica, nem sequer foi considerada, previamente, em qualquer documento oficial", pelo que surge "de paraquedas", em 2017, no memorando de entendimento assinado entre o Governo e a ANA - Aeroportos de Portugal.
Neste sentido, Carla Graça defende que o plano de instalação de um novo aeroporto no Montijo e de expansão do aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, exige uma Avaliação Ambiental Estratégica, conforme obriga a legislação europeia e nacional, procedimento que, depois de um parecer favorável, determina a realização de um conjunto de Avaliações de Impacte Ambiental, nomeadamente na avifauna e no ruído.
Questionada pelos deputados sobre as alternativas à opção Montijo para o novo aeroporto, a vice-presidente da Zero reforçou que "há imensas alternativas", em que se inclui a não construção de um novo aeroporto, assim como a instalação em Alcochete, Beja, Tancos, Monte Real e Alverca.
Ressalvando que não é contra a opção Montijo, Carla Graça exigiu mais informação sobre a decisão, criticando a opacidade em todo o processo, sobretudo da Agência Portuguesa do Ambiente.

Agência de Notícias com Lusa

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Setúbal apresenta modelo do PDM esta sexta-feira

Primeiros detalhes da revisão do PDM discutidos no Mercado do Livramento

A proposta de plano resultante do processo de revisão do PDM de Setúbal é apresentada a 22 de Março à Comissão Consultiva da Revisão do Plano Diretor Municipal, numa reunião a ter lugar às 9h30, no auditório do Mercado do Livramento, em Setúbal. Nesta fase final do processo de revisão do PDM, a Câmara de Setúbal "apresenta uma proposta de plano que vai ser apreciada pelas 17 entidades públicas que compõem a comissão consultiva, as quais têm depois de emitir pareceres técnicos num prazo que será definido na reunião", diz a autarquia em comunicado.  Os pareceres são, posteriormente, apresentados à autarquia, que, em função do seu conteúdo, pode ter de realizar reuniões de concertação com as diferentes entidades e de fazer alterações ao documento.
Autarquia discute revisão do PDM 

Após a concertação e a introdução de eventuais alterações, a Câmara Municipal inicia o processo de discussão pública da proposta de plano de revisão do PDM, por um prazo de 30 dias, o que deverá acontecer no final de 2019.
Na reunião de 22 de Março, que termina com uma visita ao concelho dos representantes das entidades participantes, é, igualmente, aprovado o regulamento de funcionamento da comissão presidida pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo.
Além da Câmara de Setúbal e da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo, compõem a comissão consultiva da revisão do Plano Diretor Municipal de Setúbal a Assembleia Municipal, as câmaras municipais de Palmela, Sesimbra, Barreiro e Grândola, a Autoridade Nacional de Proteção Civil, o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas e a Agência Portuguesa do Ambiente.
Agência para a Competitividade e Inovação, Turismo de Portugal, Direção Regional de Agricultura e Pescas de Lisboa e Vale do Tejo, Instituto da Mobilidade e dos Transportes, Infraestruturas de Portugal, Direção Regional do Património Cultural e Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra também integram a comissão.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 
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Alcácer do Sal requalifica escolas básicas do concelho

Autarquia investe cerca de 1,6 milhões de euros nas escolas de Telheiras e Açougues


A Câmara de Alcácer do Sal prevê avançar no início do próximo ano com a requalificação da Escola Básica n.º 1 de Telheiros, num investimento de 1,3 milhões de euros, anunciou o município. De acordo com um comunicado da autarquia, o projeto, que visa requalificar e modernizar a escola, “assenta em novas exigências pedagógicas, de segurança e de atualização dos sistemas elétricos e de aquecimento”. “Trata-se da escola com o maior número de alunos do 1.º ciclo de Alcácer do Sal e sem obras de requalificação há dezenas de anos. A empreitada vai permitir melhorar a comodidade das crianças”, explicou hoje à agência Lusa Vítor Proença, presidente da Câmara de Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal. A Escola dos Açougues também irá ser requalificada. 
Autarquia investe nas escolas do concelho 

A obra, que é financiada por fundos comunitários, na ordem dos 85 por cento, contempla “a requalificação e modernização de todo o interior do edifício”, com o objetivo de “melhorar funcionalidades e a mobilidade” da comunidade escolar.
“Com esta obra queremos ainda criar zonas de conforto e novos espaços lúdicos, como a sala multiusos para a realização de atividades artísticas e desportivas, e pensamos que as aprendizagens, a qualidade e a estadia dos professores, alunos e funcionários vai melhorar bastante”, referiu o autarca.
O projeto, que vai ter de aguardar pelo visto do Tribunal de Contas (TdC), já recebeu "luz verde" do executivo municipal, de maioria comunista, com vista à abertura de procedimento para o lançamento da empreitada.
“Esperemos que apareçam candidatos e empresas concorrentes para podermos avançar com a obra no primeiro trimestre de 2020, depois de submeter o projeto ao Tribunal de Contas”, sublinhou.
O projeto, que o autarca estima "estar concluído em Junho de 2021”, prevê ainda a requalificação do espaço exterior, zona de recreio infantil e dos acessos internos e externos ao estabelecimento de ensino.
Durante a obra, adiantou, “haverá uma articulação entre o município e o agrupamento de escolas, no sentido de transitar os cerca de 150 alunos do 1.º ciclo para a Escola Básica Pedro Nunes”, sede do agrupamento de Alcácer do Sal.
Além da Escola Básica n.º 1 de Telheiros, o município vai avançar também com a empreitada de remodelação da Escola dos Açougues, num investimento de 366 mil euros, para melhorar as instalações do edifício onde atualmente funciona a Universidade Sénior de Alcácer do Sal.
A intervenção, que conta igualmente com financiamento comunitário, prevê “trabalhos de melhoramento das instalações em termos de conforto térmico e de salubridade do edifício”, explicou o município.

Agência de Notícias com Lusa 

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Tutela estuda transportes no Aeroporto do Montijo

Faixa de transportes públicos na Vasco da Gama em estudo 

O Governo quer "garantir a máxima fiabilidade do serviço entre o novo aeroporto do Montijo e Lisboa". Para isso, está a estudar a criação de um corredor na ponte dedicados aos transportes públicos. O aeroporto do Montijo vai fazer surgir uma saída específica na Ponte Vasco da Gama para dar acesso à nova infraestrutura. Mas não só. O Governo está, também, a estudar a possibilidade de criar um canal dedicado aos transportes públicos, com o objetivo de “garantir a máxima fiabilidade do serviço entre o Montijo e Lisboa”, avançou fonte do Ministério das Infraestruturas e Habitação ao Diário de Notícias.  
Novo aeroporto vai trazer mais trânsito  

O CEO da ANA, Thierry Ligonnière, já tinha, também, falado na ideia de criar um corredor de transportes públicos, que facilitasse a travessia do Tejo pela via rodoviária. Contudo, ainda não se sabe como é que deverá funcionar a circulação de trânsito naquela que é uma das principais vias de acesso à capital portuguesa. Todos os dias, passam na Vasco da Gama cerca de 62 mil carros.
Quando o aeroporto do Montijo estiver pronto, os acessos ao centro de Lisboa vão fazer-se, também, através do rio. De acordo com a equipa do ministro Pedro Nuno Santos, “as ligações fluviais entre Lisboa e o cais do Seixalinho [Montijo] estão a ser devidamente ponderadas em articulação com o Ministério do Ambiente e da Transição Energética”.
A criação do novo aeroporto do Montijo vem combater a falta de capacidade do aeroporto da Portela, que está no limite.
A nova infraestrutura aeroportuária - cujo arranque das operações deverá acontecer em 2022 - deverá movimentar até 20 milhões de passageiros, o que abre a porta a um reforço do transporte fluvial. No entanto, "é ainda prematuro identificar o modelo de implementação de ajustamentos ao serviço", diz o governo, acrescentando que, neste momento, "atendendo à sua distribuição ao longo do dia e à sua repartição pelos múltiplos modos no acesso ao aeroporto, não se colocam problemas relevantes de capacidade do sistema de transporte fluvial, centrando-se a questão sobretudo no padrão do serviço".

À espera do estudo de impacto ambiental
O governo está confiante de que os elementos necessários para a conclusão do estudo de impacto ambiental vão ser entregues até ao final deste mês. Cabe à ANA - gestora aeroportuária em Portugal - fazer seguir os elementos em falta e que são fundamentais para que a Agência Portuguesa do Ambiente possa avaliar o impacto que a reconversão da atual base aérea número 6 num aeroporto civil terá na região. No topo das preocupações está a flora e as aves. A gestora detida pelos franceses da Vinci ainda não confirmou a data de entrega.
O governo já fez saber que não tem plano B para a criação de uma nova alternativa complementar à Portela, que está no limite da sua capacidade. Vítor Costa, presidente da Região de Turismo de Lisboa, sublinhou recentemente, em declarações ao DN/Dinheiro Vivo, que a "Portela é decisiva" e que o seu encerramento seria prejudicial para o turismo na região.
O presidente do turismo da região de Lisboa lembrou que, se o Montijo não avançar, toda a atividade turística terá de repensar a sua ambição. "Se quisermos ficar assim já temos nove milhões de turistas, não sei quantos hotéis, as taxas de ocupação são boas, e as rentabilidades são boas, podemos ficar aqui. Mas se quisermos passar para outro patamar precisamos de resolver o problema do transporte aéreo".

Agência de Notícias  
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Alunos do Seixal reivindicam melhor escola pública

Cinco escolas do concelho saem hoje à rua em manifestação  

Esta quarta-feira de manhã há uma greve de alunos das cinco escolas secundárias do concelho de Seixal. Exigem melhores condições globais para todos os estabelecimentos de ensino, e obras especificas em cada escola. "Nós não esquecemos o passado e reafirmamos a atualidade em defesa da Escola Pública e as Escolas Públicas do Concelho do Seixal não são exceção da política de desinvestimento e desresponsabilização dos sucessivos Governos na Educação. As consequências estão à vista e denunciamos todos os problemas, humanos e materiais, que, infelizmente, são cada vez mais a regra e não a exceção", dizem os jovens que esta manhã ameaçam "parar" as escolas secundárias Manuel Cargaleiro, João de Barros, Amora, José Afonso e Alfredo Reis Silveira. 
Alunos protestam hoje no Seixal 

Os alunos das escolas públicas do Seixal estão hoje na rua numa manifestação em “defesa da Escola Pública”, respondendo assim a um apelo nacional.
Convocada por associações de estudantes de cinco escolas secundárias, esta marcha de protesto vai partir de cada um dos estabelecimentos de ensino às 8h30 e dirigir-se ao edifício da Câmara Municipal.
Consideram os alunos que as escolas têm sido alvo de “políticas de desinvestimento e desresponsabilização dos sucessivos governos (PS, PSD e CDS) na educação”, sendo as consequências actualmente visíveis ao nível “humano e materiais”.
No pacote de reivindicações que colocam sobre o Governo em abaixo-assinado exigem que sejam "contratados mais funcionários diminuição da carga horária para os Cursos Profissionais, mais equipamentos materiais tecnológicas e melhores condições em wc e balneários".
Para além deste conjunto global de soluções que querem ver respondidas pelo Governo, os alunos vão apresentar reivindicações concretas para cada estabelecimento de ensino.
No caso da Escola Secundária Manuel Cargaleiro, João de Barros e Alfredo Reis Silveira exigem que sejam retirados os telhados de fibrocimento e amianto. Para a Manuel Cargaleiro e Alfredo Reis Silveira pretendem ainda obras nos edifícios e, a estas três escolas acrescem a Dr. José Afonso para reclamarem a instalação de sistema de aquecimento e climatização.
Por fim querem que o Governo lhes garanta, e construa, um pavilhão gimnodesportivo na Escola Secundária João de Barros e melhoramento dos espaços gimnodesportivos da Escola Alfredo Reis Silveira e do campo sintético da Dr. José Afonso.
Fora da lista de exigências específicas a cada escola fica a Escola Secundária de Amora, que também participa na organização desta manifestação “Estudantes em Defesa da Escola Pública”.
"Este ano, a 25 de Abril, comemora-se os 45 anos da Revolução dos Cravos, pondo fim a uma ditadura fascista. O dia 24 de Março, Dia Nacional do Estudante, é a homenagem a essa corajosa luta dos estudantes que não baixaram os braços e também a sua ação foi importante para o derrube do fascismo. Há 45 anos, conquistou-se a perspetiva de uma vida melhor, mais justa e livre, por exemplo, com o direito de associação e reunião e uma Escola Pública de qualidade para todos", refere o movimento de estudantes do Seixal.

Agência de Notícias 
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Setúbal, Sesimbra e Sines querem pescar mais sardinha

Organizações ibéricas da sardinha exigem mais toneladas para este ano

A Sesibal, que representa Setúbal, Sesimbra e Sines, foi uma das cerca de 25 organizações da pesca da sardinha portuguesas e espanholas que decidiram esta terça-feira, em Peniche, num encontro inédito, exigir para este ano uma quota de pesca superior a 15.425 toneladas face à melhoria do ‘stock’ da sardinha no mar ibérico.  O sector “entende que, para 2019, os governos de Portugal e Espanha devem adoptar como ponto de partida um total de capturas de 15.425 toneladas para os dois países, susceptível de serem aumentadas ainda no decorrer de 2019”, disse em conferência de imprensa Humberto Jorge, presidente da Associação das Organizações de Produtores da Pesca do Cerco, anfitriã do encontro, em Peniche, e da qual faz parte a Sesibal. 
Pescadores querem mais sardinha este ano 

Assim, o total de capturas ficaria acima do de 2018, ano em que foi de cerca de 12 mil toneladas, reduzidas ao longo do ano para nove mil, mas ainda assim abaixo das possibilidades de pesca definidas para 2017.
Esta posição, a enviar aos governos dos dois países, foi assumida tendo em conta “os bons resultados científicos obtidos em 2018 pelos cruzeiros de investigação científica”, ao apontarem para um aumento de 70 por cento da biomassa da sardinha com mais de um ano, entre 2017 e 2018.
As 15.425 toneladas, a repartir pelos dois países, correspondem a 10 por cento da estimativa de ‘stock’ existente, fixada em 154.254 toneladas no último parecer do Conselho Internacional para a Exploração do Mar (ICES, na sigla em inglês) para 2019.
“A sustentabilidade do recurso não está posta em causa, porque está a recuperar, mas a sustentabilidade económica e social do sector está em causa, porque as empresas começam a estar numa situação difícil e as pessoas começam a abandonar o sector”, alertaram.
As organizações da pesca do cerco dos dois países decidiram ainda convocar num novo encontro ibérico para 1 de Abril, em Lisboa, por ocasião de uma reunião do ICES, também na capital portuguesa, para avaliar o plano de gestão da sardinha, apresentado pelos dois países.
Estiveram representadas cerca de 15 organizações espanholas, associadas da Organização de Produtores de Pesca e da Associação de Armadores do Cerco da Comunidade Autónoma da Galiza e da Federação Andaluza de Confrarias de Pescadores.
Do lado de Portugal, estiveram presentes 10 organizações, oito das quais são associadas da ANOP Cerco: Vianapesca (de Viana do Castelo), Apropesca (Póvoa do Varzim), Propeixe (Matosinhos), Centro Litoral (Figueira da Foz), Opcentro (Peniche), Sesibal (Sesimbra, Setúbal e Sines), Barlapescas (Portimão) e Olhãopesca (Olhão).
Para proteger o ‘stock’ da sardinha, e na sequência da recomendação do ICES, de pesca zero, Portugal e Espanha, com acordo da Comissão Europeia, definiram um plano de pesca, no qual ficou estabelecido que o limite de capturas, a dividir entre os dois países, deveria ser de 12.028 toneladas até Setembro de 2018, reduzidas para nove mil toneladas durante o decorrer do ano.
Desde Setembro de 2018 que os pescadores de Portugal e Espanha estão sem poder pescar sardinha, situação que se vai prolongar até Maio. Para compensar a paragem temporária da pesca, o Governo português estipulou o pagamento de 2.040 euros ao mestre da embarcação e 1.920 euros aos demais pescadores.

Agência de Notícias com Lusa  

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Alcochete requalifica Igreja da Misericórdia

Autarquia investe no património histórico e patrimonial da vila 

A câmara de Alcochete deu início aos procedimentos associados ao concurso público para a empreitada de requalificação da Igreja da Misericórdia de Alcochete, onde funciona atualmente o Núcleo de Arte Sacra do Museu Municipal de Alcochete. Imóvel de elevado valor histórico e patrimonial, que ostenta uma importante coleção de pintura, com destaque para o retábulo do altar-mor e ainda a bandeira da Misericórdia, uma das mais antigas do país, apresenta um avançado estado de degradação, que condiciona inclusivamente a realização, na plenitude desejada, de algumas iniciativas. O investimento será de quase 180 mil euros. 
Igreja da Misericórdia vai ser requalificada  


“Vamos fazer uma intervenção num equipamento classificado, que possui obras de elevado valor e que durante vários anos se viu privado de duas salas, que foram mantidas fechadas, e apresentam falta de condições para acolher o espólio existente, que desta forma ficou sujeito a humidade e infiltrações, correndo sérios risco de deterioração”, explicou o vereador Vasco Pinto.
“A intervenção visa essencialmente corrigir algumas anomalias que foram identificadas, tais como infiltração de água, muito por força da proximidade daquele equipamento ao rio e às intempéries vindas de norte, que tem provocado, nas várias faces da fachada, fissuras que no fundo levam a que hajam muitas infiltrações, principalmente na nave central”, adiantou o vereador da cultura.
A requalificação do imóvel integra intervenções na cobertura, nas fachadas e também nos pisos flutuantes das duas salas superiores, que dão acesso à galeria da Igreja da Misericórdia, nos sistemas de vigilância e segurança, assim como a deslocalização do Posto de Turismo para a área da Galilé.
O projeto de requalificação e o procedimento de concurso público para a empreitada de requalificação da Igreja da Misericórdia foram aprovados, por unanimidade, na sessão de câmara que decorreu na Fonte da Senhora.
Refira-se ainda que a obra pública objeto do contrato a celebrar é co-financiada, no âmbito do Quadro Comunitário de Apoios Financeiros Portugal 2020, o prazo de execução está estimado em quatro meses e tem uma estimativa orçamental de 179 mil 904 euros (valor base sem iva).

Agência de Notícias com Câmara de Alcochete 
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Passe único em Lisboa em Setúbal a partir de Abril

Governo assina passe único com valor máximo de 40 euros

É uma das maiores revoluções de sempre nos transportes da Área Metropolitana de Lisboa e está quase a chegar: a partir de 1 de Abril, entra em vigor o passe único que vai abranger os distritos de Setúbal e Lisboa. Isto quer dizer que os cidadãos passam a pagar um máximo de 30 euros por mês para viagens em todos os transportes dentro do concelho e 40 euros se se deslocam entre municípios. Mas há uma parte, a do passe familiar, que está atrasada e ainda vai demorar.  É ainda criado o Navegante Metropolitano +65, destinado a maiores de 65 anos, reformados e pensionistas, que poderão usar todos os transportes públicos em toda a Área Metropolitana de Lisboa por 20 euros por mês. Os miúdos até aos 13 anos não vão pagar para usar os transportes públicos mas precisam de um cartão, o Navegante 12, válido também para toda a área metropolitana. As autarquias vão contribuir com 12 milhões de euros para o Programa de Apoio à Redução Tarifária, em vez dos dois milhões pedidos pelo Governo. Verba total é, afinal, de 116 milhões de euros.
Passe vai ficar mais barato a partir de Abril 

Os municípios que constituem a Área Metropolitana de Lisboa (AML) assinaram , em cerimónia realizada na Gare do Oriente, em Lisboa, contratos interadministrativos que tornam realidade a partir do dia 1 de Abril um único tarifário, subordinado a apenas um sistema de passe, válido para os 18 concelhos.
Além dos presidentes das câmaras municipais que constituem a AML, a cerimónia contou com as presenças do primeiro-ministro, António Costa, do ministro do Ambiente e da Transição Energética, João Matos Fernandes, e do ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos.
Fernando Medina, da Câmara de Lisboa, apresentou, na qualidade de presidente da Área Metropolitana de Lisboa, as principais novidades do sistema de passes, os quais, denominados “Navegante”, se regem por duas configurações.
O Navegante Municipal, que no concelho setubalense terá a designação “Navegante Setúbal”, custa 30 euros e permite viagens nos transportes públicos coletivos dentro do território sadino.
O “Navegante Metropolitano”, com o valor de 40 euros, possibilita deslocações na rede de transportes públicos de toda a Área Metropolitana de Lisboa.
A estas modalidades, acessíveis já a 1 de Abril, acrescenta-se, a partir de Julho, os passes válidos para famílias, independentemente da dimensão do agregado, com o valor de 60 euros para os títulos circunscritos a um único concelho, e de 80 euros, para os que darão acesso a deslocações em toda a área metropolitana.
Todos os passes são de periodicidade mensal e permitem recarregamentos efetuados a partir da rede Multibanco. Existe, ainda, o “Navegante 12 anos”, gratuito, para crianças até 12 anos, e o “Navegante +65”, com o valor fixado em 20 euros, para pessoas com mais de 65 anos.
A implementação desta reforma nos tarifários dos transportes públicos na AML implica um investimento da parte de cada município.

Setúbal e Barreiro destacam "melhorias" para as populações 
A Setúbal coube um investimento inicial de dois milhões 61 mil 275 euros do orçamento total metropolitano de mais de 31 milhões de euros. Como regra, os municípios terão de assumir um crescimento progressivo destes encargos, atingindo um aumento limite de vinte por cento em 2021.
Fernando Medina anunciou que o modelo que entra agora em funcionamento elimina os mais de 700 sistemas de passes atualmente espalhados pelo território da AML, termina com os passes combinados e uniformiza, num só, os mais de quatro mil tarifários que, até ao final de Março, vigoram pelos 18 concelhos que constituem a AML.
“A circulação automóvel, hoje, na Área Metropolitana de Lisboa, não é privilégio dos mais abastados, mas uma necessidade da classe trabalhadora”, observou Fernando Medina, sublinhando, ainda, que“o tarifário é um verdadeiro obstáculo à utilização dos transportes públicos”.
A presidente da Câmara de Setúbal, Maria das Dores Meira, salientou, no final da cerimónia, que “hoje é um dia importante, pois representa uma melhoria muito grande na qualidade de vida das pessoas”, referindo-se à poupança superior a cem euros que, num elevado número de casos, os utentes passam a fazer com os novos tarifários.
A autarca alertou, porém, que “não basta ter passes baratos se as pessoas não tiverem instrumentos de ligação entre municípios. De pouco valerá um passe tão acessível se for necessário ficar à espera duas horas por um autocarro”.
Maria das Dores Meira enfatizou que, apesar do trabalho que ainda é necessário fazer para melhorar o sistema de transportes públicos coletivos na AML, está confiante de que estas mudanças, a começar pelo novo passe metropolitano, vão conseguir corresponder às necessidades da população da Área Metropolitana de Lisboa, com quase três milhões de habitantes.
“Estão a ser tomadas medidas. Vai ser lançado um concurso metropolitano para os novos operadores que vão gerir o material circulante. O Governo tem assumido a responsabilidade de aumentar o número de barcos e de comboios. E, só na Carris, já está a circular boa parte dos 250 novos autocarros, mais ecológicos, que estão a reforçar a frota da empresa. Este tipo de medidas também faz toda a diferença em termos ambientais”, destacou a presidente da Câmara de Setúbal.
Para Frederico Rosa, presidente da Câmara do Barreiro, presente nesta assinatura, tratou-se de um “momento histórico, possível, graças uma grande vontade política de todos os presidentes de câmara que compõem a AML. Traduz-se num apoio ás famílias, não só a quem trabalha, como a quem estuda e usa diariamente os transportes públicos e é uma medida que tem um grande impacto, não só do ponto de vista da mobilidade interna, mas também do ponto de vista ambiental, porque pretendemos fomentar cada vez mais o uso do transporte público e o abandono do transporte particular, seja nas viagens particulares, seja nas de trabalho dentro da AML”, explicou o autarca.

A maior revolução na área dos transportes públicos
Protocolo foi assinado na Gare do Oriente em Lisboa 
O primeiro-ministro frisou que está a ser feito o reforço das estruturas associadas ao serviço público de transportes coletivos, tais como a aquisição de veículos e de outros equipamentos, além da própria reformulação e modernização do sistema de bilhética.
António Costa realçou, igualmente, que os impactes desta medida, e de outras, como a reformulação semelhante a implementar nos próximos meses na rede de transportes públicos da Área Metropolitana do Porto, representam “um passo extraordinário”.
Salientou que “cumpre outro objetivo importante, o da mitigação das alterações climáticas. As áreas metropolitanas são, reconhecidamente, as maiores produtoras de dióxido de carbono”.
O chefe do Governo garantiu que a solução celebrada hoje para a AML “será, seguramente, a maior revolução na área dos transportes públicos na Área Metropolitana de Lisboa desde que os passes sociais foram criados no final da década de 70”.
Já o ministro João Matos Fernandes destacou que a reformulação em marcha nos transportes públicos das áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto abrange 85 por cento da população do país.
O ministro do Ambiente recordou que o Governo tem em curso um programa de redução de preços de âmbito nacional, a que já aderiram as 23 comunidades intermunicipais, que, dentro de poucos meses, abrange a totalidade da população do país.
Só com a aposta nos transportes públicos na AML, Fernando Medina adiantou que se estima, por ano, uma diminuição de 175 mil toneladas de emissão para a atmosfera de dióxido de carbono, o desagravamento em seis mil viaturas importadas e a redução de compra de 75 milhões de litros de combustível.
Fernando Medina adiantou, ainda, que até ao final do ano espera ter a operar a TML – Transportes Metropolitanos de Lisboa, responsável pela gestão dos transportes públicos de ligação intermunicipal dentro do território da AML, sendo que, em 2020, deverá surgir a marca unificadora do serviço para todo o território, a Carris Metropolitana.

Qual é o passe que mais se adequa às minhas necessidades?
Ao contrário do que acontecia anteriormente, as centenas de títulos de transporte combinados vão dar lugar a apenas duas modalidades de passe.
A opção mais simples é o passe Navegante Municipal , com o custo de 30 euros, para quem pretende deslocar-se dentro de apenas um concelho.
Esta modalidade é válida para qualquer viagem, em todos os transportes públicos de passageiros, desde que seja dentro de apenas um dos 18 municípios que constituem a Área Metropolitana de Lisboa, previamente escolhido por si.
Se, por outro lado, precisa de ir mais além, pode ainda optar pelo passe Navegante Metropolitano, que custa 40 euros e permite deslocações em toda a Área Metropolitana de Lisboa, composta pelos municípios de Alcochete, Almada, Amadora, Barreiro, Cascais, Lisboa, Loures, Mafra, Moita, Montijo, Odivelas, Oeiras, Palmela, Seixal, Sesimbra, Setúbal, Sintra e Vila Franca de Xira.

Agência de Notícias
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PCP quer construção de novo hospital no Seixal

 Jerónimo de Sousa critica atraso na obra 

O secretário-geral do PCP advertiu para a necessidade de se avançar com a construção do hospital do Seixal, uma vez que os utentes são obrigados a "grandes deslocações" em caso de urgência. No almoço comemorativo do 98.º aniversário do PCP, que decorreu no Pavilhão do Clube do Pessoal da Siderurgia Nacional, no Seixal, Jerónimo de Sousa defendeu que o Serviço Nacional de Saúde é há muito "alvo de uma grande ofensiva". Para Jerónimo de Sousa "é uma grave situação aquela que existe e os passos dados desde 2016 são manifestamente insuficientes para inverter o rumo de desinvestimento, para resolver os problemas, mas também para concretizar necessidades urgentes de equipamentos, seja de novos centros de saúde, seja a construção do novo hospital do Seixal". 
Obra do novo hospital está atrasada 

Para o líder comunista, os problemas no setor da saúde ampliaram-se com o Governo PSD/CDS-PP, devido ao "desinvestimento" e "favorecimento do negócio privado", o que teve consequências na resposta dos serviços públicos de saúde, na falta de médicos de família e na carência de meios humanos e técnicos nos hospitais, obrigando os utentes a "grandes deslocações" para ter acesso a cuidados de saúde.
Este é o caso do concelho do Seixal, que não tem nenhuma unidade hospitalar e os utentes, em caso de urgência, são obrigados a deslocar-se ao Hospital Garcia de Orta, em Almada, ou ao Hospital de São Bernardo, em Setúbal.
O processo de criação do novo hospital remonta a 2009, quando o Estado assinou um acordo com a Câmara do Seixal, mas o processo não teve desenvolvimentos nessa altura.
Após alguns avanços e recuos, no Orçamento do Estado para 2017 veio contemplada uma verba para o lançamento do concurso público do projeto de arquitetura e especialidades técnicas para a construção da unidade.
Segundo a autarquia do Seixal, o Governo comprometeu-se com a abertura do concurso público no primeiro semestre de 2017 e tanto o secretário de Estado da Saúde, como a presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo afirmaram publicamente que o equipamento estaria ao serviço da população até ao final de 2019.

Hospital estará vocacionado para os cuidados em ambulatório
O concelho é servido pelo Hospital Garcia de Orta, em Almada, que foi projetado para 150 mil habitantes e serve atualmente 450 mil, residentes nos concelhos do Seixal, Almada e Sesimbra. "Este equipamento encontra-se sobrelotado, com elevados tempos de espera nas urgências, consultas externas e nos exames complementares de diagnóstico", destaca Joaquim Santos, presidente da Câmara do Seixal.
O hospital no Seixal, um equipamento de proximidade, "irá permitir descongestionar o Hospital Garcia de Orta que, apesar de ser um hospital de referência, não tem recursos suficientes para responder a tantos utentes", sublinha o autarca.
O equipamento no concelho representa um investimento total de 60 milhões de euros. Será construído em terreno do Estado, no Fogueteiro, com o apoio da Câmara do Seixal através da isenção do pagamento de taxas municipais e a construção de acessos e infraestruturas, num valor próximo dos dois milhões de euros.
Estará vocacionado para os cuidados em ambulatório, com serviço de urgência básica 24 horas. Prevê a realização de consultas externas diferenciadas, com meios complementares de diagnóstico e terapêutica e exames técnicos em várias especialidades.
Terá 72 camas, 60 de convalescença e 12 de cuidados paliativos, 23 especialidades e unidades de cirurgia em ambulatório, de apoio domiciliário e de medicina física e de reabilitação.
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Lagoas de Santo André e de Melides abertas ao mar

Chegada da Primavera abre lagoas ao Atlântico 

A abertura das lagoas de Santo André e de Melides ao mar, nos concelhos de Santiago do Cacém e Grândola, respectivamente, é feita esta terça-feira, numa operação que pretende melhorar a qualidade da água e renovar as espécies, divulgou a Administração da Região Hidrográfica do Alentejo. "Escolhemos esta altura do ano por estar associada ao equinócio da primavera, com marés de grande amplitude que permitem renovar as massas de água que entram nas lagoas, melhorar a qualidade da água e contribuir para a manutenção da fauna", explicou André Matoso, diretor da Administração da Região Hidrográfica do Alentejo, integrada na Agência Portuguesa do Ambiente. A operação consiste na abertura de um canal entre o corpo lagunar e o mar e é coordenada pela Agência Portuguesa do Ambiente em articulação com o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas. 
Abertura ao Mar atrai centenas de pessoas 

Habitualmente com muitas pessoas a assistir, a abertura artificial da Lagoa de Santo André, no concelho de Santiago do Cacém, e da Lagoa de Melides, no concelho de Grândola, ambas no distrito de Setúbal, é de "extrema importância para os ecossistemas e gestão dos recursos hídricos", sublinhou o responsável.
A operação, que consiste na abertura de um canal entre o corpo lagunar e o mar, com "recurso a maquinaria pesada" e "escavado abaixo da cota de fundo", é coordenada pela Agência Portuguesa do Ambiente em articulação com o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas e a colaboração da Capitania do Porto de Sines.
"Escolhe-se o alinhamento do canal preferencial de escoamento da água para o mar, através de meios mecânicos, para se tornar mais rápido o processo que se fazia há alguns séculos com recurso às juntas de bois e a pás", relatou.
A Agência Portuguesa do Ambiente prevê que o rompimento da barra arenosa, que separa do mar o corpo lagunar da Lagoa de Melides, em Grândola, aconteça entre as 14h30 e as 15h30, estando previsto entre as 15h30 e as 16 horas a conclusão da abertura da Lagoa de Santo André, em Santiago do Cacém.
Este ano, devido à falta de chuva, segundo André Matoso, a Lagoa de Santo André "tem menos água acumulada", prevendo-se, por isso, que "o volume de água que vai ser transferido para o mar seja menor do que nos anos anteriores".
"Do ponto de vista da espetacularidade, quem se deslocar à Lagoa de Santo André para assistir à abertura certamente não terá a oportunidade de ver a mesma quantidade de água de outros anos, mas mesmo assim vai ser importante a renovação da massa de água", frisou.
O baixo nível da água da zona lagunar permite antever que o canal, entre a Lagoa de Santo André e o mar, esteja aberto durante um período mais curto do que no ano passado.
"No ano passado, o canal manteve-se aberto durante algumas semanas, mas depende de muitos fatores como a chuva, a quantidade de água que sai da lagoa e do estado do mar, que pode encarregar-se de fechar rapidamente o canal, embora esteja prevista nova reabertura caso isso aconteça", esclareceu.
A abertura da lagoa permite a renovação das águas e a exportação de matéria orgânica e nutrientes para a faixa costeira, assegurando também a entrada de sedimentos arenosos e organismos (peixes e invertebrados), que garantem a continuidade da atividade piscatória no local, inserido na Reserva Natural das Lagoas de Santo André e da Sancha. A ligação da lagoa de Santo André ao mar é igualmente aproveitada pelos surfistas locais que não perdem a oportunidade de surfar a onda estática criada pelo encontro das águas.

Agência de Notícias com Lusa 
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