Dá um Gosto ao ADN

Distrito de Setúbal tem 282 doentes covid-19

Almada, Seixal, Barreiro, Setúbal e Moita têm os piores resultados 

A propagação do covid-19 no distrito de Setúbal continua a subir. Nas últimas 24 horas, segundo revelou a Direção Geral de Saúde e de algumas autarquias que informam o número de infetados, , contaram-se 282 pessoas com a doença, mais 37 que na véspera. Tal como tem acontecido desde o início da pandemia, são os concelhos de Seixal e Almada aqueles em que se contam o maior número de infetados, sendo agora 71 em cada um. No Barreiro a situação também não melhorou, havendo a registar 37 infetados, enquanto que em Setúbal o número estacionou nos 25. Na Moita há 22 doentes registados, no Montijo são 14, em Palmela 11, em Sesimbra 10 e em Alcochete quatro. A sul do distrito, no litoral alentejano, Grândola têm oito casos confirmados, de acordo com a autarquia local, enquanto em Santiago do Cacém há seis casos e em Sines há quatro doentes. Apenas Alcácer do Sal volta a aparecer nenhum caso registados. Até esta terça-feira foram registadas 160 mortes causadas por covid-19 (mais 20 do que na segunda-feira) e um total de 7443 pessoas infectadas em Portugal, mais 1035 do que na segunda-feira. Há 627 pessoas internadas e 188 nos cuidados intensivos (mais 24 do que na segunda-feira). 
Cuide de si e fique em casa se puder 

A polémica do dia mora a sul do distrito. Segundo a Direção-Geral de Saúde no seu relatório diário de situação diz que apenas existem três casos confirmados, a câmara municipal anunciou, na segunda-feira, numa publicação na sua página de Facebook, que no concelho de Grândola já foram detetadas oito pessoas portadoras da doença.
Na mesma publicação, diz-se que existe um infetado na freguesia de Melides e sete na de Grândola e Santa Margarida da Serra. Não existem casos positivos no Carvalhal e em Azinheira dos Barros. "No concelho estarão ainda 43 pessoas sob vigilância", realça a autarquia.
O aumento de casos de Covid-19 no distrito de Setúbal acompanha, de resto, a situação nacional. As mais recentes estatísticas dizem que o número de infetados no país é agora de 7443, mais 1035 do que na véspera, o que corresponde a um aumento de 16,1 por cento. Também o número de mortos aumentou, tendo passado de 140 para 160 (aumento percentual de 14,3).
Há 627 pessoas internadas e 188 nos cuidados intensivos (mais 24 do que na segunda-feira). Há ainda 4610 pessoas a aguardar resultados laboratoriais. A maioria das vítimas mortais (84 por cento) tem mais de 80 anos. Por regiões constata-se que o Norte, com 4452 casos e 83 óbitos, continua a ser o local mais crítico. Na zona centro contam-se 911 doentes e 40 mortes, enquanto que em Lisboa e Vale do Tejo há 1799 casos positivos e 35 vítimas mortais. No Algarve as estatísticas apontam para 137 pessoas infetadas e duas mortes. Açores, Madeira e Alentejo não contam com qualquer vítima mortal.

Lisboa lidera casos positivos mas é no norte que há mais casos 
A DGS admitiu nesta terça-feira que pode haver uma “dupla contagem” do número de casos de coronavírus registados por concelho por ser utilizada uma “metodologia mista”, que junta os casos reportados pelas administrações regionais de saúde (ARS) e pelo Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica.
Lisboa é agora o concelho com mais casos confirmados de covid-19: são 505. Segue-se o Porto, que, com a nova contagem, tem 462 casos confirmados; Vila Nova de Gaia com 338, Gondomar com 298, Maia com 293, Matosinhos com 273 e Braga com 220.
O número de pessoas que recuperaram da doença mantém-se inalterado há seis dias: são 43, o que é justificado por se tratar de uma “doença de convalescença lenta” e por ser mais difícil saber da recuperação de quem está a ser tratado em casa, explicou o secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales. Para se declarar oficialmente que uma pessoa está recuperada, são precisos dois testes negativos.

Agência de Notícias 
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Setúbal fecha acesso às praias e zona ribeirinha

Cidade endurece medidas para o recolher obrigatório a partir de quinta-feira 

A Câmara de Setúbal determinou o encerramento da zona ribeirinha da cidade e da estrada de acesso às praias, pela Serra da Arrábida, a partir da meia-noite de 2 de Abril, devido à pandemia da covid-19. O município, em comunicado enviado às redações, explicou que estas novas medidas no concelho, no âmbito da contenção da infeção e contaminação da covid-19, foram tomadas na reunião realizada esta segunda-feira, por videoconferência, da Comissão Municipal de Proteção Civil de Setúbal, com a participação de diversas entidades. A determinação da autarquia abrange o “encerramento da zona ribeirinha da cidade” e da “estrada de acesso às praias, pela Serra da Arrábida, aos acessos pedonais e a todo o tipo de veículos, pode ler-se no comunicado. Em Setúbal há 25 pessoas infectadas. 18 estão no hospital, seis pessoas estão em tratamento em casa e já há um recuperado. 
Zona Ribeirinha e praias vão ser encerradas 

Esta decisão, no âmbito do Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil de Setúbal, ativado pelo município desde o dia 12 deste mês, verifica-se na antiga Estrada Nacional (EN) 379-1, entre o Outão e o cruzamento com a EN 379 -1 (Pinheiro), nas avenidas Jaime Rebelo e José Mourinho e no Parque Urbano de Albarquel, bem como em todos os parques de merendas do concelho.
Excluídos desta proibição de circulação estão “os moradores, os trabalhadores na zona e os veículos devidamente autorizados”, ressalvou o município.
O objetivo destas novas medidas no concelho “é garantir o afastamento das pessoas neste período da Páscoa que se aproxima”, uma vez que, “têm tradicionalmente o hábito de se juntarem em parques e praias”, explicou o vereador com o pelouro da Proteção Civil na Câmara de Setúbal, Carlos Rabaçal, citado no comunicado.
“Pretendemos também garantir que as forças de segurança possam executar o seu trabalho de forma mais efetiva”, acrescentou o autarca.
O município referiu ainda já ter registado “102 pedidos até à data” no âmbito de uma linha que criou para “apoio à entrega domiciliária de bens alimentares e medicamentos à população de risco”, o que constitui “um alerta sobre um aumento crescente de pessoas em carências financeiras extremas”, durante esta pandemia.
O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, já infetou mais de 750 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 36 mil. Dos casos de infeção, pelo menos 148.500 são considerados curados.
Em Portugal, segundo o balanço feito esta segunda-feira pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 140 mortes e 6.408 casos de infeções confirmadas. Dos infetados, 571 estão internados, 164 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 43 doentes que já recuperaram. Em Setúbal há 25 pessoas infectadas. 18 estão no hospital, seis pessoas estão em tratamento em casa e já há um recuperado.

Agência de Notícias com Lusa
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Faurecia de Palmela aplica layoff e segura emprego

Empresa garante segurança aos trabalhadores

A Faurecia, empresa de componentes automóveis instalada no Parque Industrial da Autoeuropa, no concelho de Palmela, vai aplicar o `layoff´ a 178 trabalhadores, mas garante os 520 postos de trabalho da fábrica, apesar da pandemia covid-19, anunciou esta segunda-feira a Comissão de Trabalhadores. Segundo um comunicado da comissão, ao contrário do que deverá acontecer nas restantes unidades industriais da Faurecia em Portugal, a fábrica de Palmela, vai garantir "todos os postos de trabalho" e "está neste momento a tentar encontrar soluções para os trabalhadores temporários". 
Fábrica garante emprego a todos os funcionários 

Em declarações à agência Lusa, Daniel Bernardino, coordenador da Comissão de Trabalhadores, disse que a grande maioria dos colaboradores vai permanecer em casa até ao dia de 30 de Abril, contabilizando todos os dias de saldo que têm disponíveis, de descanso compensatório, férias de 2019 e `downdays´ (dias de não produção sem perda de rendimento) de 2019 e 2020.
Aos 178 trabalhadores que não têm dias disponíveis, será aplicado o decreto-lei aprovado pelo governo (layoff), no período de 31 de Março a 30 de Abril, sendo que para o cálculo dos 2/3 do salário ilíquido que cada trabalhador vai receber, será contabilizado o subsídio de turno.
Segundo Daniel Bernardino, está igualmente garantido que todos os trabalhadores terão "um mínimo de 15 dias de férias no ano de 2020, independentemente dos que já foram utilizados".
"Não foi o acordo ideal, mas reconhecemos que também houve um esforço da empresa para encontrar uma solução consensual, até porque a Faurecia poderia muito simplesmente aplicar o `layoff´ a todos os trabalhadores sem fazer qualquer negociação", disse o coordenador da Comissão de Trabalhadores.
O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 801.400  pessoas em todo o mundo, das quais morreram  38.714. Dos casos de infeção, pelo menos 172.657 são considerados curados.
Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 160 mortes, e 7443 casos de infeções confirmadas.
Dos infetados, 627 estão internados, 188 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 43 doentes que já recuperaram.
Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 2 de Março, encontra-se em estado de emergência até às 23h59 de 2 de Abril.
Além disso, o Governo declarou no dia 17 o estado de calamidade pública para o concelho de Ovar.
Há 245 casos confirmados, nesta segunda-feira, no distrito de Setúbal, pelo novo coronavírus na península de Setúbal e litoral alentejano, de acordo com os dados da Direção-Geral da Saúde e dados das [poucas] autarquias que divulgam os dados oficiais no seu território. A nível de concelhos, a leitura revela que os casos aumentaram, praticamente, em todos. O Seixal e Almada, com 71 ocorrências, são os locais mais problemáticos. Seguem-se Setúbal com 25, Barreiro tem 37, a Moita 22, o Montijo 14 e Sesimbra com 10 testes positivos. Depois surgem também Palmela, com onze, Grândola com 3 e Santiago do Cacém com seis, Sines com três e Alcochete com quatro pessoas em tratamento.

Agência de Notícias com Lusa 
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Montijo investe na saúde e ajuda pessoas vulneráveis

Autarquia apoia Centro Hospitalar e pessoas mais vulneráveis do concelho

Na sequência da crise sanitária devido à Covid-19, o Gabinete de Crise da Câmara do Montijo decidiu a implementação de um conjunto de medidas na área da proteção civil e da saúde, mas igualmente de apoio social e económico, assumindo, nesta fase, "uma estratégia de apoio às pessoas e famílias mais vulneráveis do concelho, encontrando-se em avaliação medidas de recuperação e estímulo económico para aplicação em fase posterior, aquando da estabilização ou erradicação do surto provocado pelo novo coronavirus", diz a autarquia em comunicado. A autarquia pondera baixar o preço da água e já isentou o pagamento das rendas das casas de habitação social municipal e das concessões municipais em cafés e lojas até 30 de Junho. A autarquia vai ainda financiar os testes ao covid-19 em todos os lares do concelho. Montijo conta já com 14 casos positivos para o novo coronavírus.
Cidade prepara-se contra o covid-19

Um apoio financeiro “de 35 mil euros”, diz o presidente da Câmara, Nuno Canta, que preside também ao gabinete de crise, vai ser disponibilizado ao Centro Hospitalar Barreiro-Montijo para a realização de testes de despiste à covid-19 a todos os que acorram às urgências com sintomas da doença.
Material de desgaste rápido, como luvas, máscaras cirúrgicas e produtos de desinfecção hospitalar, é outra das acções de apoio que a edilidade vai levar a efeito, neste caso, para a unidade hospitalar do Montijo.
Já ao Centro de Saúde do Montijo, a autarquia sublinha que vai fornecer telemóveis “para que possa ser feito o acompanhamento diário dos doentes infectados que se encontram em convalescença nas suas residências”.
Foi, igualmente, adquirida uma tenda insuflável e 50 camas desdobráveis "para utilizar como hospital de campanha, tendo sido reforçados os equipamentos de proteção individual para os trabalhadores municipais dos serviços essenciais, proteção civil e bombeiros do concelho", refere a autarquia.
Em curso, lembra a Câmara Municipal, encontra-se “a desinfecção de ruas e locais exteriores abertos ao público (farmácias, centros de saúde, supermercados, entre outros), em articulação com as juntas de freguesia”.

Medidas de apoio social e económico
Ao nível do apoio social e económico, a autarquia vai proceder à isenção de rendas das casas de habitação social municipal até 30 de Junho, numa medida que, sublinha a Câmara do Montijo, "abrange 458 agregados familiares, num total aproximado de 1200 pessoas. Também foi concedida a isenção das concessões municipais (cafés e lojas) até 30 de Junho.
No apoio às micro, pequenas, médias empresas e ao comércio local "procedeu-se à isenção de taxas municipais nos próximos dois meses. Em ponderação encontra-se o apoio a famílias e empresas através da redução do preço da água", diz ainda a autarquia.
Foi criada uma Linha de Apoio Social gratuita, em articulação com as juntas de freguesia, "para que seja possível levar a medicação e as compras de supermercado aos seniores, doentes crónicos e outras pessoas mais vulneráveis", realça o comunicado da autarquia.
Para os alunos economicamente carenciados (escalão A da Ação Social Escolar), a autarquia continua a assegurar as refeições escolares e estão, igualmente, em funcionamento três escolas básicas para acolhimento dos filhos dos profissionais de saúde, de socorro, segurança e outros serviços essenciais.
O Gabinete de Crise da Câmara do Montijo "está em permanente avaliação destas e outras medidas, incluindo futuras medidas de recuperação e estímulo económico às famílias, pequenas e médias empresas e comércio local, a serem aplicadas no âmbito das competências municipais e após a fase de estabilização ou erradicação da covid-19".
Na atual fase do surto, o município do Montijo centra os seus esforços nas "respostas de saúde e proteção civil, bem como no apoio às famílias e pessoas social e economicamente vulneráveis, acreditando que o bom senso, a lucidez e o trabalho em conjunto são fundamentais para salvar a vida dos nossos vizinhos, pais e avós", conclui a autarquia.

Autarquia assegura testes em lares 
Nuno Canta, reuniu esta segunda-feira com os responsáveis das instituições de solidariedade social do concelho que têm lares de 3.ª idade ou residências seniores em funcionamento, para programar a realização de testes ao novo coronavírus aos utentes destes lares.
Participaram na reunião, a Santa Casa da Misericórdia do Montijo, a Santa Casa da Misericórdia de Canha, a União Mutualista Nossa Senhora da Conceição, a Associação Caminho do Bem Fazer e as Residências Montepio.
Ficou acordado que as instituições vão indicar o número de testes necessários em cada lar, tendo o presidente da câmara assegurado "o apoio financeiro a esta ação de saúde pública, que foi concertada com as autoridades de saúde pública locais e decorre das indicações da Direção Geral da Saúde que aconselhou a realização de testes ao novo coronavírus nos lares".

Agência de Notícias 
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Cascais ajuda Setúbal, Seixal, Alcochete e Sesimbra

Autarquia recebeu 10 toneladas de luvas, máscaras, fatos e viseiras e doou parte a municípios do distrito de Setúbal

A Câmara de Cascais recebeu, esta segunda-feira, 10 toneladas de luvas, máscaras, fatos e viseiras vindas da China. Grande parte é para doar a outros municípios da Área Metropolitana de Lisboa, enquanto não chegam outras encomendas. Uma grande parte é, segundo a revista Sábado, para entregar às Câmaras de Setúbal, Seixal, Sesimbra e Alcochete que aceitaram a oferta do autarca da margem Norte do Tejo. Ainda segundo a mesma publicação, o material foi doado através de um grupo de Whatsapp para pôr em contacto todos os presidentes de câmara da Área Metropolitana de Lisboa.
Cascais oferece equipamento ao distrito 

A presidente da Câmara de Setúbal, diz a Sábado, nem hesitou quando viu a mensagem de Whatsapp de Carlos Carreiras. O presidente da Câmara de Cascais estava a usar o grupo criado para pôr em contacto todos os presidentes de câmara da Área Metropolitana de Lisboa para oferecer o material de proteção que tanta falta tem feito nestes dias de combate à epidemia de covid-19.
Maria das Dores Meira aceitou logo a ajuda. E não foi a única: pelo menos, Seixal, Sesimbra e Alcochete vão aproveitar a generosidade do concelho de Cascais.
"Tem havido uma grande solidariedade", diz  a presidente da Câmara de Setúbal, que elogia o gesto de Carlos Carreiras e explica que a ideia será devolver a Cascais o material agora doado quando chegar "uma grande encomenda feita pela Área Metropolitana de Lisboa" que está previsto que chegue "entre dia 5 e 8 de Abril".
A chegada das encomendas de material de proteção, ventiladores e testes para detetar o novo coronavírus tem tido "uma logística muito difícil", como explicou à referida revista Carlos Carreiras, que decidiu aproveitar o facto de já ter recebido 20 toneladas de material na quinta-feira passada para agora partilhar esta nova encomenda com quem mais precisa na Área Metropolitana de Lisboa.
O material que chegou esta segunda-feira num avião russo percorreu 11 mil quilómetros para vir da cidade chinesa de Xiamen para o aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa. São 700 caixas com luvas, máscaras, fatos, viseiras e outros materiais de proteção.
"Gastámos um milhão de euros só nestas encomendas", referiu o presidente da Câmara de Cascais, que conta com um fundo de emergência de cinco milhões de euros e promete não olhar a despesas para fazer face à covid-19.
O problema para Cascais, assegura Carreiras, ainda nunca foi de dinheiro. "Um primeiro problema é haver disponibilidade, o segundo é a logística". E esses são problemas que o autarca espera ultrapassar para receber as encomendas de ventiladores e testes rápidos de deteção do novo coronavírus que também já fez.
Cascais tinha sido a primeira entidade portuguesa a receber uma encomenda deste tipo, na semana passada, um dia antes de chegar o avião com as primeiras encomendas feitas pelo Estado português.
"Esta segunda carga vai também reforçar o stock destes equipamentos [de proteção] aos profissionais de saúde, forças de segurança, proteção civil e dezenas de instituições sociais do concelho [de Cascais]", segundo se lê numa nota enviada pela autarquia liderada pelo social-democrata Carlos Carreiras e que, assim, divide com a proteção civil, forças de segurança e unidades de saúde dos concelhos de Setúbal, Seixal, Alcochete e Sesimbra.

Agência de Notícias 
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Há 245 pessoas com covid-19 no distrito de Setúbal

Distrito de Setúbal já ativou o plano de emergência distrital 

De 226 casos, no domingo, para 245 casos confirmados, nesta segunda-feira, no distrito de Setúbal, eis a evolução do contágio pelo novo coronavírus na península de Setúbal e litoral alentejano, de acordo com os dados da Direção-Geral da Saúde e dados das [poucas] autarquias que divulgam os dados oficiais no seu território. A nível de concelhos, a leitura revela que os casos aumentaram, praticamente, em todos. O Seixal e Almada, com 68 ocorrências, são os locais mais problemáticos. Seguem-se Setúbal com 24, Barreiro tem 23, a Moita 12, o Montijo e Sesimbra com 11 testes positivos. Depois surgem também Palmela, com nove, Grândola e Santiago do Cacém com seis, Sines com quatro e Alcochete continua com três pessoas em tratamento. Alcácer do Sal é, até agora, o único concelho do distrito sem nenhum doente covid-19 conhecido. O distrito de Setúbal já ativou este domingo o plano de emergência distrital devido à pandemia da covid-19, que entrou em vigor às zero horas desta segunda-feira. Foram registadas 21 novas mortes por Covid-19 em Portugal nas últimas 24 horas.
Distrito entrou hoje em emergência distrital 

Novidade na lista de segunda-feira é o equilíbrio de pessoas infetadas nos concelhos de Almada e Seixal que têm até agora 68 casos casos positivos. Setúbal, Barreiro, Sesimbra e Palmela também estão a subir.
A sul do distrito, no litoral alentejano, os números estabilizaram. Santiago do Cacém, Grândola tem seis casos e Sines tem quatro doentes covid-19. Estas localidades, assim como Alcácer do Sal [ainda sem casos conhecidos], estão na dependência do distrito de Setúbal, embora pertençam à região do Alentejo.
O distrito de Setúbal já ativou este domingo o plano de emergência distrital devido à pandemia da covid-19, que entrou em vigor às zero horas desta segunda-feira, depois de uma reunião da Comissão Distrital de Proteção Civil.
Em comunicado, a Comissão Distrital de Proteção Civil refere que o plano "representa um reforço do compromisso de combate à covid-19 na região, com implementação de medidas específicas ainda mais restritivas" e diz que as medidas serão divulgadas em breve.
"Em face das situações que têm sido reportadas em todo o distrito, que colocam em causa as medidas implementadas no estado de emergência, a comissão distrital deliberou ainda que passa a coordenar e dirigir o controlo e o comando operacional de toda a situação no distrito", pode ler-se no documento.
A decisão foi tomada no domingo de manhã, em reunião da Comissão Distrital de Proteção Civil, entre a presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria das Dores Meira, que preside igualmente a entidade, e a secretária de Estado da Administração Interna, Patrícia Gaspar.
A Comissão Distrital de Proteção Civil reforça ainda o apelo das autoridades para que, em particular nesta fase de mitigação da covid-19, a população se mantenha em casa, em isolamento profilático, com vista a travar a disseminação do vírus.
O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, já infetou mais de 667 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 31 mil. Dos casos de infeção, pelo menos 134.700 são considerados curados.

Números devem subir até Maio 
Foram confirmadas 140 mortes e 446 novos casos de contágio por covid-19 em Portugal nas últimas 24 horas, elevando para 6408 o número de pessoas infetadas pela doença, segundo o último boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde. Até ao momento 43 pessoas conseguiram recuperar, número que não se altera há quatro dias.
Há ainda 11482 casos em avaliação pelas autoridades de saúde e 4845 pessoas aguardam resultado laboratorial para saber se estão, ou não, infetadas.
Relativamente a domingo, em que se registavam 119 mortes, esta segunda-feira observou-se um aumento de 17,6 por cento (mais 21). Já os casos de contágio aumentaram 7,48 por cento), face a domingo.
A Direção-Geral da Saúde indica ainda que 571 doentes estão internados em hospitais, 164 dos quais em unidades de cuidados intensivos, segundo informações reportadas pelos Hospitais, Administrações Regionais de Saúde e Regiões Autónomas. A grande maioria dos doentes contagiados está a recuperar em casa.

Vírus descontrolado a norte de Portugal 
No que toca aos óbitos, 74 foram registados no Norte, 30 na região de Lisboa, 34 no Centro e dois no Algarve. O Alentejo e as ilhas continuam a não registar mortes.
A grande maioria das pessoas que morreram depois de terem contraído covid-19 tinham mais de 80 anos (85 pessoas). Entre os casos de contágio há mais mulheres, mas a mortalidade é mais elevada entre os homens.
O Porto destaca-se na lista dos concelhos com mais pessoas infetadas pelo novo coronavírus, segundo o último boletim com a situação epidemiológica em Portugal, da Direção-Geral da Saúde, divulgado esta segunda-feira. De acordo com o documento, no Porto já foram registados 941 casos de infeção por covid-19. Seguem-se Lisboa com 633, Vila Nova de Gaia com 344 (no domingo o valor registado era superior, com 351 casos), Maia com 313, Matosinhos com 295, Gondomar com 276, Ovar com 241, Coimbra com 229, Braga com 213, Valongo com 202, Sintra com 159, Santa Maria da Feira com 154, Cascais com 119 e Vila Real com 115. Estes são os 14 concelhos com mais de 100 pessoas infetadas, neste momento.
Com o número de infetados e mortos a crescer dia após dia no nosso país, aumentam as precauções que devemos ter em relação às outras pessoas. Mas sobretudo, as precauções que devemos ter em relação a nós mesmos, cumprindo sempre à risca as medidas tomadas pelo nosso governo e tentando respeitar ao máximo este período de quarentena.

No distrito existem as seguintes área dedicadas à covid-19
ACES Almada Seixal

Pragal (Almada)
Telefone: 212 725 530
Rua Abel Salazar, 2800-501 Pragal
Dias Úteis das 8H às 20H | Sábado das 8H às 20H | Domingo das 8H às 20H
Início de atividade a 26/03/2020

USF Torre da Marinha (Seixal)
Telefone: 212 274 330
Rua Distrito Lobato – Quinta de Cima, 2840-348 Seixal
Dias Úteis das 8H às 20H | Sábado das 8H às 20H | Domingo das 8H às 20H
Início de atividade a 26/03/2020

ACES Arco Ribeirinho
Samouco - Alcochete 

Telefone: 212 329 600
Rua do Século 46, 2890-232 Samouco
Dias Úteis das 8H às 20H | Sábado das 8H às 20H | Domingo das 8H às 20H
Início de atividade a 30/03/2020

Coina - Barreiro 
Telefone: 212 101 376
Rua Real Fábrica do Vidro, 2830-516 Coina
Dias Úteis das 8H às 20H | Sábado das 8H às 20H | Domingo das 8H às 20H
Início de atividade a 26/03/2020

ACES Arrábida
Setúbal

Telefone: 265 420 290
Centro Hospitalar de Setúbal, Rua Camilo Castelo Branco, 2910-446 Setúbal
Dias Úteis das 8H às 20H | Sábado das 8H às 20H | Domingo das 8H às 20H
Início de atividade a 23/03/2020


Nota: Notícia atualizada às 18 horas desta segunda-feira 
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Alcochete vai reduzir tarifa da água em 35 por cento

Em tempo de pandemia a autarquia baixa preço da água e garante casa a profissionais de saúde, bombeiros e GNR

A Câmara de Alcochete, que regista três casos confirmados de doentes covid-19, anunciou novas medidas no âmbito da prevenção da pandemia mundial. Uma das medidas, tendo em conta a situação de excecionalidade causada pelo vírus, foi pensada para “aliviar os orçamentos das famílias e empresas”, explica Fernando Pinto, presidente da Câmara de Alcochete, em comunicado. Além da redução da tarifa de água, a autarquia vai também dar alojamento a profissionais de saúde, bombeiros e GNR. A autarquia anunciou ainda que, a partir desta segunda-feiram, o centro de Saúde do Samouco vai passar a funcionar apenas como Área Dedicada à Covid-19. 
Alcochete baixa tarifa da água 

Fernando Pinto, presidente da Câmara de Alcochete, confirmou a decisão do Governo. “Tudo o que tem a ver com os sintomas de Covid-19, constipação, tosse, febre será centralizado na extensão do Centro de Saúde do Samouco. Todas as restantes questões serão tratadas no Centro de Saúde de Alcochete”, disse o autarca.
As consultas e restantes serviços que eram prestados até agora na unidade do Samouco vão assim ser concentrados no Centro de Saúde de Alcochete. Samouco passa a ser uma unidade de saúde única e exclusivamente vocacionada para atendimento e despiste a casos suspeitos de infeção do novo coronavírus, aberta à população do concelho e também de concelhos limítrofes, [Montijo e Moita] nesta fase de mitigação.
A decisão tomada esta quinta-feira pelo ACES Arco Ribeirinho foi comunicada ao autarca, acompanhada de justificação.
“Em primeiro lugar para proteger a população mais idosa do Samouco. Estão mais vulneráveis e por conseguinte mais próximos de um atendimento eficaz [neste contexto]”, revelou Fernando Pinto, em declarações ao jornal O Setubalense, adiantando: “como em Alcochete existem muitas baixas médicas e vacinas [para administrar] optaram pelo Samouco”. 
Uma notícia que apanhou a junta de freguesia do Samouco descontente e que emitiu um comunicado na página que administra na rede social Facebook.
“O Centro de Saúde do Samouco encerra para os cuidados de saúde à população, algo que muito lamentamos e nos deixa apreensivos”, pode ler-se no comunicado.
“Não esquecemos que a população do Samouco tem uma grande percentagem de pessoas incluídas no chamado grupo de risco que, além de necessitarem de cuidados básicos de saúde, não têm também, muitas delas, capacidade para fazer deslocações àquele que passa a ser o Centro de Saúde de referência, em Alcochete”, acrescenta a junta, sublinhando que já contactou com o ACES Arco Ribeirinho “para apurar quais os motivos para esta decisão”, diz a junta de Freguesia.
A Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo decidiu criar 35 áreas dedicadas à covid-19 na região, cinco das quais inicialmente previstas para a Península de Setúbal, sendo que todas (excepção feita ao Centro Hospitalar de Setúbal) deveriam ter entrado em funcionamento na passada quinta-feira. Mas, no espaço de um dia, foram feitas alterações ao plano inicial, de acordo com o que foi e está publicado na página oficial da ARS de Lisboa e Vale do Tejo  na Internet, inclusivamente no que toca ao arranque de duas destas áreas dedicadas à covid-19.

Redução da tarifa da água por tempo indeterminado
A Câmara de Alcochete anunciou novas medidas no âmbito da prevenção da pandemia mundial. Uma das medidas, tendo em conta a situação de excecionalidade causada pelo vírus, foi pensada para “aliviar os orçamentos das famílias e empresas”, explica Fernando Pinto, presidente da Câmara de Alcochete, em comunicado
Por tempo indeterminado, a autarquia vai reduzir em 35 por cento a tarifa total de água para consumo doméstico e 30 por cento para consumo não-doméstico. Alcochete vai também reforçar o apoio social junto da população mais vulnerável, assegurando a entrega de bens essenciais e medicamentos, em articulação com os serviços de saúde. A autarquia promete ainda assegurar a continuidade da confeção e distribuição de refeições sociais escolares.
No que toca ao apoio a profissionais da área da saúde, bombeiros e GNR, o concelho refere que irá disponibilizar alojamento numa unidade hoteleira da zona. “Esta unidade dispõe de 32 quartos, permitindo assim que estes homens e mulheres possam descansar entre turnos sem necessidade de se deslocarem às suas residências. Esta medida visa ainda evitar que as famílias destes profissionais estejam expostas a riscos de contágio pela covid-19”, indica Fernando Pinto. 
Estas novas medidas juntam-se às anteriormente anunciadas, incluindo à lavagem, limpeza exterior e desinfeção dos contentores de deposição de resíduos indiferenciados, assim como dos espaços públicos do concelho. 
O presidente da Câmara de Alcochete indica ainda que o município continuará a avaliar a situação e “tomará outras medidas que venham a ser necessárias, quer no âmbito da segurança e higiene pública, quer no apoio às famílias e empresas”.

Agência de Notícias 
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Almada interdita acesso a praias e encerra parques

Praias fechadas e parques de campismo encerrados em todo o concelho 

A Câmara de Almada decidiu interditar o acesso ao paredão e às praias da Costa de Caparica até 9 de Abril, assim como encerrar todos os parques de campismo do concelho.  Esta decisão foi tomada pela Comissão Municipal de Proteção Civil depois de avaliar o atual estado epidemiológico no concelho, tendo sido decretada a "situação de alerta até 9 de Abril", informou a autarquia em comunicado. O concelho tinha até a meia-noite deste domingo, 64 casos de pessoas infetadas com o novo coronavírus. Em Lisboa, neste domingo à tarde, a PSP voltou, como no sábado, a montar uma nova operação stop antes da Ponte 25 de Abril, no sentido Lisboa-Almada, o que impediu "uma enchente" na Margem Sul. A fiscalização irá continuar. 
Câmara mandou fechar praias até 9 de Abril 

Neste âmbito, foram tomadas "medidas excecionais" para ajudar a combater a pandemia da covid-19, como a "interdição do paredão e das respetivas praias anexas da frente urbana da Costa de Caparica, entre a Praia do Norte e a Nova Praia", indica a autarquia.
Além disso, o município decidiu encerrar todos os parques de campismo, caravanismo, áreas de autocaravanas e "todas as instalações de ocupação ilegal destinadas à prática de campismo e caravanismo".
Contudo, a Câmara de Almada esclareceu que os utentes que "residam a título permanente nestes estabelecimentos turísticos, podem neles permanecer para assegurar a resposta à necessidade habitacional".
Para que esta situação excecional possa acontecer, as entidades gestoras dos parques e as pessoas que residam a título permanente em instalações de ocupação ilegal apenas têm que enviar um despacho para a autarquia a identificar a necessidade, explica o comunicado.
O município alertou ainda que "a desobediência e resistência às ordens legítimas das entidades competentes, quando praticadas na vigência e no âmbito da situação de alerta declarada, são sancionadas nos termos da lei penal".
"A Câmara Municipal de Almada apela à compreensão e colaboração de todos, para que juntos, possamos ultrapassar esta pandemia", lê-se no comunicado.

Fiscalização na Ponte 25 de Abril "impediu" invasão à Margem Sul 
Em Lisboa, neste domingo à tarde, a PSP voltou, como no sábado, a montar uma nova operação stop antes da Ponte 25 de Abril, no sentido Lisboa-Almada.
O Ministério da Administração Interna pediu este domingo aos automobilistas que só circulem onde e quando for absolutamente imperioso e aconselhou que quando o façam tenham comprovativos da necessidade de o fazerem, como declarações dos empregadores ou comprovativos de residência.
"As declarações emitidas por algumas entidades empregadoras, não sendo obrigatórias, facilitam a comprovação pelos cidadãos de que se estão a deslocar de ou para o local de trabalho, tal como a comprovação de local de residência justifica a deslocação", afirma o  Ministério da Administração Interna, em comunicado.
"No âmbito do estado de emergência em vigor, as forças de segurança têm legitimidade não só para restringir a circulação rodoviária ou interromper vias, como também para determinar o regresso a casa em todos os casos de manifesta violação do dever geral de recolhimento".
O ministério cita como exemplo os comprovativos da necessidade de atravessar a Ponte 25 de Abril, que liga Lisboa ao sul, "para o regresso a casa".
Aquela ponte foi um dos locais onde as forças policiais intensificaram no sábado o controlo da circulação de pessoas e viaturas, em intervenções que, segundo o Ministério, prosseguem até à Pascoa, um pouco por todo o país.
O mesmo comunicado diz que no mesmo período (da meia-noite de 22 de Março até às 18 horas de domingo) foram encerrados 1546 estabelecimentos por incumprimento das normas estabelecidas - portanto mais 37 do que até às 18 horas de sábado (1519, no total).

Agência de Notícias 

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Grândola reforça apoio a 600 idosos no concelho

Autarquia quer "minimizar os efeitos do isolamento". Concelho tem seis casos confirmados 

A Câmara de Grândola está a monitorizar semanalmente cerca de 600 idosos de todo o concelho, sobretudo nas localidades mais afastadas. O objetivo desta tarefa social é "apurar quais as carências mais prementes desta faixa da população e, em simultâneo, minimizar os efeitos do isolamento", diz a autarquia. Segundo o último relatório da Direção-Geral da Saúde,[neste domingo], Grândola, a par de Santiago do Cacém, é o segundo concelho do Alentejo com mais infetados, contabilizando seis casos confirmados. Com a ajuda dos donos da Comporta, o Hospital do Litoral Alentejano, em Santiago do Cacém, vai ter um novo equipamento de RX portátil, anunciou a Câmara de Grândola. O hospital serve o concelhos de Alcácer do Sal, Grândola, Santiago do Cacém, Sines e ainda o município de Odemira, no distrito de Beja. 
Grândola quer ajudar pessoas mais isoladas 

Na primeira semana deste novo serviço municipal, denominado Grândola mais Solidária, a linha sénior registou 25 chamadas. Foram entregues bens alimentares a oito pessoas e medicamentos a 15.
Nos contactos telefónicos, efetuados pelos técnicos municipais, é aferida a necessidade de bens ou medicamentos, propostas pequenas atividades físicas de modo a que os idosos não percam a mobilidade e prestado apoio emocional fundamental para a redução da ansiedade, solidão e frustração e angústia.
Todas as situações que a equipa municipal considere passíveis de intervenção são encaminhadas para os serviços de psicologia.
Segundo o último relatório da DGS Grândola era o segundo concelho do Alentejo com mais infetados, contabilizando 6 casos confirmados. A câmara municipal em relação a situações que considere necessária uma intervenção mais específica a nível emocional, irá encaminhar esses casos para a psicologia para ser feito o devido acompanhamento psicológico.
Segundo o último relatório da Direção-Geral da Saúde, Grândola, a par de Santiago do Cacém, é o segundo concelho do Alentejo com mais infetados, contabilizando seis casos confirmados. Sines, também no litoral alentejano, conta com quatro doentes convid-19.
"A câmara municipal em relação a situações que considere necessária uma intervenção mais específica a nível emocional, irá encaminhar esses casos para a psicologia para ser feito o devido acompanhamento psicológico". 

Donos da Comporta oferecem material ao Hospital 
Com a ajuda dos donos da Comporta, o Hospital do Litoral Alentejano, em Santiago do Cacém, vai ter um novo equipamento de RX portátil, anunciou a Câmara de Grândola. 
“No âmbito da pandemia covid-19, a Câmara de Grândola tem estabelecido diversos contactos com investidores do concelho, de forma a conseguir apoios para reforçar os serviços de saúde do concelho e da região. 
Em resposta a este apelo, a empresa Vanguard Properties respondeu positivamente e disponibilizou-se para oferecer ao Hospital do Litoral Alentejano um moderno e eficiente equipamento de RX portátil (com um valor superior a 80 mil euros)”, comunicou a autarquia. 
Trata-se de um “equipamento de grande importância”, que permitirá reforçar a resposta daquela unidade de saúde, que serve toda a região. “O equipamento será entregue nos próximos dias, para grande satisfação do Município e do Hospital do Litoral Alentejano”, acrescenta a autarquia.
O hospital serve o concelhos de Alcácer do Sal, Grândola, Santiago do Cacém, Sines e ainda o município de Odemira, no distrito de Beja.

Agência de Notícias 
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Distrito de Setúbal tem agora 188 doentes com covid-19

Coronavírus chega a [quase] todo o distrito no dia onde se chegou aos 100 mortos 

Agora só Alcácer do Sal, no litoral Alentejano, não tem casos conhecidos de pessoas com o novo coronavirus. Palmela e Santiago do Cacém, que ainda não tinham dados registados na Direção-Geral de Saúde já apresentam as primeiras pessoas positivas para o covid-19. No dia em que Portugal chegou à centena de vítimas mortais, no distrito de Setúbal os números disparam. Até às 24 horas de sexta-feira a Direção Geral de Saúde  contabilizou 185 casos, quando na véspera eram 95, número a que se somam mais três, divulgados pelo município de Santiago do Cacém, totalizando 188. Os concelhos do Seixal e Almada são os mais atingidos, contando, respetivamente, com 59 e 53 infetados. Seguem-se o Barreiro, com 18 testes positivos, e Setúbal, com 15. Depois surgem também a Moita (10), Montijo (9), Sesimbra (7), Palmela (5), Grândola (6) e Alcochete (3). Constata-se assim que a confirmação da propagação da doença ocorreu em quase todos os concelhos do distrito. A ministra da Saúde, Marta Temido, na apresentação diária do relatório sobre a pandemia no país, declarou que se prevê que o pico da doença se faça sentir no final de Maio.
Distrito com mais casos confirmados 

A estes números, há também que juntar os três casos divulgados, este sábado, pelo presidente da Câmara de Santiago do Cacém (município fica na região Alentejo mas pertence ao distrito de Setúbal). Segundo Álvaro Beijinha, o estado de saúde destas pessoas é considerado estável.
A Direção Geral de Saúde informa ainda que na lista diária dos casos detetados por concelho, só são referidos aqueles que têm um mínimo de três doentes confirmados.
Graça Freitas, da Direção-Geral da Saúde, tinha revelado na sexta-feira que a entidade alterou o método de recolha dos dados, que passa a ser feita diretamente junto dos hospitais e não nas administrações regionais de saúde como até aqui. O novo método já está refletido no boletim de hoje, pelo que os dados poderão não ser diretamente comparáveis como os dos últimos dias.
De acordo com o boletim da situação epidemiológica no país divulgado este sábado pela Direção-Geral da Saúde, o número de infetados com o novo coronavírus aumentou para 5170, dos quais 418 estão internados e 89 em cuidados intensivos. O número de recuperaçõesaté ao momento mantém-se: 43.
A aguardar resultado laboratorial estão ainda 4938 casos suspeitos e 19.927 estão sob vigilância das autoridades de saúde. Desde o início da pandemia em Portugal, houve mais de 32 mil suspeitas.
O número de mortos registou um aumento de 24 (na sexta-feira, o aumento tinha sido de 16), de 76 para 100 mortes: 44 registaram-se no Norte, onde há 3035 casos de infeção, 27 na Grande Lisboa (1287 infetados), 28 na região Centro (647 infetados) e 1 no Algarve (106 infetados).
Na zona do Alentejo contabilizam-se 34 infetados. Madeira e Açores continuam também sem mortos registados, com 31 e 30 casos de infeção, respetivamente.

Mais de metade dos óbitos em pessoas com mais de 80 anos
No total de casos confirmados há 1003 idosos com mais de 70 anos e 56 crianças com menos de 10.
O concelho do Lisboa (366) voltou este sábado a ultrapassar o do Porto (343) na tabela da caracterização demográfica dos casos confirmados, seguindo-se Gaia (262), Maia (219), Matosinhos (189) e Gondomar (153).
O número de mortes no país chegou, entretanto, aos 100. A maior parte (44) foi registada na região Norte. A região centro tem 28, Lisboa e Vale do Tejo contabiliza 27 e o Algarve um.
Com o número de mortos a crescer acima dos casos confirmados de infetados, a taxa de letalidade continua assim a subir, tal como tinha já sido antecipado pela Direção-Geral da Saúde.
A ministra da Saúde disse em conferência de imprensa que nos doentes com mais de 70 anos a taxa de letalidade é de 7,9 por cento.  Mais de metade dos óbitos em pessoas com mais de 80 anos
Segundo o boletim,  há 44 mortos no Norte, 27 na região de Lisboa e Vale do Tejo, 28 no centro e 1 no Algarve. Os Açores, Madeira e Alentejo continuam sem vítimas mortais a lamentar.
Entre as 100 vítimas mortais, 58 têm mais de 80 anos, 21 entre 70 e 79, 14 entre 60 e 69, cinco entre 50 e 59 e dois com idade entre 40 e 49 anos. 38 são mulheres e 62 homens.
A ministra da Saúde, Marta Temido, na apresentação diária do relatório sobre a pandemia no país, declarou que se prevê que o pico da doença se faça sentir no final de Maio.
Entretanto continua a chegar a Portugal diverso equipamento médico tido como fundamental. Ontem à noite aterrou em Lisboa, proveniente da China, um avião com 24 toneladas de máscaras, luvas e fatos de proteção. Faltam chegar mais 12 toneladas, na maior parte constituídas por ventiladores.

No distrito existem as seguintes área dedicadas à covid-19
ACES Almada Seixal
Pragal (Almada)
Telefone: 212 725 530
Rua Abel Salazar, 2800-501 Pragal
Dias Úteis das 8H às 20H | Sábado das 8H às 20H | Domingo das 8H às 20H
Início de atividade a 26/03/2020

USF Torre da Marinha (Seixal)
Telefone: 212 274 330
Rua Distrito Lobato – Quinta de Cima, 2840-348 Seixal
Dias Úteis das 8H às 20H | Sábado das 8H às 20H | Domingo das 8H às 20H
Início de atividade a 26/03/2020

ACES Arco Ribeirinho
Alcochete
Telefone: 212 349 330
Rua Capitão Salgueiro Maia, 2890-041 Alcochete
Dias Úteis das 8H às 20H | Sábado das 8H às 20H | Domingo das 8H às 20H
Início de atividade a 26/03/2020

Barreiro
Telefone: 212 101 376
Rua Real Fábrica do Vidro, 2830-516 Coina
Dias Úteis das 8H às 20H | Sábado das 8H às 20H | Domingo das 8H às 20H
Início de atividade a 26/03/2020

ACES Arrábida
Setúbal

Telefone: 265 420 290
Centro Hospitalar de Setúbal, Rua Camilo Castelo Branco, 2910-446 Setúbal
Dias Úteis das 8H às 20H | Sábado das 8H às 20H | Domingo das 8H às 20H
Início de atividade a 23/03/2020

Agência de Notícias 

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Distrito de Setúbal tem agora 106 pessoas com covid-19

Distrito tem 5 unidades de saúde abertas para casos suspeitos e doentes moderados

Portugal entrou, dizem os especialistas, na fase mais perigosa da doença. Há 3544 pessoas com teste positivo para a covid-19, o que representa um aumento de 18,3 por cento face ao dia anterior. Há agora 60 mortos e 43 casos recuperados em todo o país. No distrito de Setúbal, os últimos dados do ministério da Saúde, referem que há, no total, 106 infetados, mais sete pessoas do que ontem. Só Setúbal teve um novo caso [tem agora 13 no total] e houve uma "explosão" de casos no concelho de Grândola, com seis doentes confirmados para o novo coronavírus. Todos os restantes concelhos mantêm o número de doentes de quarta-feira. A saber: Barreiro com seis, a Moita com cinco, Montijo e Sesimbra, ambos com quatro, Alcochete com três pessoas infetadas e Sines com um caso. Palmela, Santiago do Cacém e Alcácer do Sal estão, por agora, "limpos" de casos de covid-19. Mas de acordo com fonte oficial, os números da Direção-Geral de Saúde "por concelho têm uma diferença de 48 horas". No distrito já existem cinco Áreas Dedicadas à Covid que, entre centros de saúde, tendas e outras unidades de cuidados de saúde primários estão dedicadas exclusivamente a suspeitos e doentes. Funcionam em Setúbal, Almada, Torre da Marinha (Seixal), Alcochete e Coina, no Barreiro. 
Apesar da pandemia há uma vida dentro de casa

A Administração Regional de Saúde (ARS) de Lisboa e Vale do Tejo abriu esta quinta-feira, no distrito de Setúbal, cinco áreas dedicadas à covid-19 denominadas, nos cuidados de saúde primários, em Setúbal, [que servem utentes dos concelhos de Sesimbra, Palmela e Setúbal], Almada, Torre da Marinha (Seixal), Alcochete e Coina, no Barreiro. Entre centros de saúde, tendas e outras unidades de cuidados de saúde primários, estes espaços estão dedicadas exclusivamente a suspeitos e doentes.
"O objetivo é evitar deslocações aos hospitais ou centros de saúde com doentes comuns, diminuindo assim o risco de contágio da covid-19", diz a ARS de Lisboa e Vale do Tejo.
A medida está contemplada no plano para a fase de mitigação de combate à doença que entrou em vigor esta quinta-feira. 
De acordo com Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, os recursos humanos e materiais foram reorganizados e cada área dedicadas à covid-19 terá um médico, um enfermeiro, um assistente operacional, um administrativo e uma equipa de limpeza.
Estes espaços, "estão preparadas para receber utentes com suspeitas de ter contraído o vírus, evitando assim as deslocações aos hospitais ou a centros de saúde comuns, onde o risco de propagação da doença é mais elevado". 
Além de casos suspeitos, como explicou na quarta-feira a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, vai haver a partir de agora “quatro situações diferentes de doença”, sendo uma delas, a de “casos moderados”, atendida nas áreas dedicadas à covid-19  Os doentes ligeiros ficam no domicílio, os graves, mas não críticos, são atendidos e avaliados nos hospitais, e os críticos são internados.
A ARS de Lisboa e Vale do Tejo avisa ainda que “deverão aceder às áreas dedicadas à covid-19, preferencialmente, os utentes com sintomas respiratórios e que previamente tenham contatado a Linha SNS 24 (808 24 24 24)”.
Os hospitais Garcia de Orta, em Almada, São Bernardo, em Setúbal, e Nossa Senhora do Rosário, Barreiro, estão também no centro das respostas à pandemia mundial. 
Os concelhos do distrito de Setúbal, tal como a generalidade dos do país, mantém os níveis de alerta máximo nesta fase da pandemia, onde estão ativos vários planos de apoio social e higienização dos locais públicos, promovidos pelas autarquias locais.

No distrito existem as seguintes área dedicadas à covid-19
ACES Almada Seixal
Pragal (Almada)
Telefone: 212 725 530
Rua Abel Salazar, 2800-501 Pragal
Dias Úteis das 8H às 20H | Sábado das 8H às 20H | Domingo das 8H às 20H
Início de atividade a 26/03/2020

USF Torre da Marinha (Seixal)
Telefone: 212 274 330
Rua Distrito Lobato – Quinta de Cima, 2840-348 Seixal
Dias Úteis das 8H às 20H | Sábado das 8H às 20H | Domingo das 8H às 20H
Início de atividade a 26/03/2020

ACES Arco Ribeirinho
Alcochete
Telefone: 212 349 330
Rua Capitão Salgueiro Maia, 2890-041 Alcochete
Dias Úteis das 8H às 20H | Sábado das 8H às 20H | Domingo das 8H às 20H
Início de atividade a 26/03/2020

Barreiro
Telefone: 212 101 376
Rua Real Fábrica do Vidro, 2830-516 Coina
Dias Úteis das 8H às 20H | Sábado das 8H às 20H | Domingo das 8H às 20H
Início de atividade a 26/03/2020

ACES Arrábida
Setúbal

Telefone: 265 420 290
Centro Hospitalar de Setúbal, Rua Camilo Castelo Branco, 2910-446 Setúbal
Dias Úteis das 8H às 20H | Sábado das 8H às 20H | Domingo das 8H às 20H
Início de atividade a 23/03/2020

Agência de Notícias 
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Pandemia cancela Festival Músicas do Mundo em Sines

Evento realizava-se em Julho com artistas e público de todo o mundo 

A edição deste ano do Festival Músicas do Mundo, previsto entre 18 e 25 de Julho, em Sines, distrito de Setúbal, foi hoje cancelada por não estarem garantidas as condições sanitárias e logísticas, devido à covid-19. Em comunicado, a Câmara de Sines, entidade organizadora, anunciou o cancelamento do festival de ‘world music’ por não estar garantido que, em Julho deste ano, “estejam reunidas as condições sanitárias e logísticas necessárias para realizar” a 22.ª edição do festival.  “Um festival que envolve a participação de artistas de todo o mundo, muitos deles de países em que a pandemia ainda se poderá agravar ao longo dos próximos meses, não seria uma experiência segura para quem nela participasse dos dois lados do palco”, refere o município.
Este ano não há Músicas do Mundo em Sines 

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Câmara de Sines, Nuno Mascarenhas, avançou que, na sequência das várias medidas que o município tem tomado nos últimos dias, face à pandemia da covid-19, “em cima da mesa sempre esteve o cancelamento” do Festival Músicas do Mundo.
“Com o cancelamento de toda a atividade desportiva e cultural no concelho de Sines, é natural que o Festival Músicas do Mundo seria uma das atividades a cancelar. Aguentámos o máximo possível mas sendo um dos festivais que requer uma preparação muito atempada chegou o momento de tomar uma decisão”, acrescentou.
De acordo com o autarca, “nesta fase o mais importante é evitar que o vírus se propague e que não existam muitos casos no concelho e no país e seria contraproducente avançar com a realização deste festival que traz a Sines muitos milhares de pessoas de todas as partes do mundo”.
Tratando-se de um festival em recinto aberto, vivido nos centros urbanos de Sines e Porto Covo, no concelho de Sines, em contacto com a população, o perigo de propagação do vírus seria redobrado, sublinhou o município que garante o regresso do festival em 2021.
“Embora o país pudesse recuperar, até lá nada nos garantiria que nos outros países do mundo que estariam representados nesta edição do Festival Músicas do Mundo isso não acontecesse. Para o bem de todos e dos funcionários da autarquia, que são a grande força de realização deste festival, e para os festivaleiros, e artistas era importante tomar a decisão de cancelar esta edição”, ressalvou.
No anúncio público, o município adianta que, em breve, dará mais informações a respeito do reembolso dos bilhetes adquiridos para a edição deste ano.
O festival contava no cartaz deste ano com Amadou & Mariam and Blind Boys of Alabama (Mali/EUA), Ava Rocha (Brasil), Mon Laferte (Chile), Niño de Elche (Espanha), Nitin Sawhney (Reino Unido), Rasha Nahas & Band (Palestina), Rhiannon Giddens with Francesco Turrisi (EUA / Itália) e Third World (Jamaica).

Agência de Notícias com Lusa 
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Carl Zeiss Vision despede 60 pessoas em Setúbal

CGTP condena decisão lamentável de uma empresa que opera na cidade há 70 anos

A empresa fabricante de lentes e material óptico oftálmico Carl Zeiss Vision procedeu ao despedimento de 60 trabalhadores, em regime temporário, na sua fábrica em Setúbal. A empresa, a laborar no concelho há mais de 70 anos, tem atualmente cerca de 250 trabalhadores, Os funcionários, “a trabalhar na sua grande maioria em regime temporário”, foram dispensados em plena “crise epidemiológico, altura de medo e de dúvida”, afirma Luís Leitão, coordenador da União dos Sindicatos de Setúbal da CGTP-IN. Uma medida também já contestada pelo PCP. A empresa ainda não prestou nenhuma declaração pública sobre o caso. 
Trabalhadores vão ser dispensados 

Para o sindicalista, “esta decisão é condenável”. Ao invés de dispensar os trabalhadores, “a empresa deveria de adotar os respectivos planos de contingência de forma a que se possa laborar com segurança e saúde do trabalho”.
Na opinião do sindicato, o que devia de ter sido aplicado era o “fomento de um afastamento social para reduzir o contacto entre trabalhadores” e, em simultâneo, “o fornecimento dos necessários equipamentos de protecção individual exigidos nesta altura de pandemia”, sublinhou Luís Leitão.
“Se as pessoas perdem os seus rendimentos em virtude de perderem o seu trabalho o que será delas?”, questiona o sindicalista. 
Com esta decisão, diz ainda Luís Leitão, “só se está a acrescentar mais crise à crise já existente. Não é despedindo os trabalhadores temporários que já por si só têm um regime precário que é a solução. A empresa deveria de ter aqui mais responsabilidade”.
No que diz respeito a atribuir responsabilidades, “a empresa vai poder recorrer aos apoios disponibilizados pelo Estado porque vai sempre alegar que não foi ela que procedeu aos despedimentos, mas sim a empresa de trabalho temporário. Não existem penalizações para este estilo de decisões, mas deveriam de existir”, conclui o coordenador da União dos Sindicatos de Setúbal da CGTP-IN.
Em comunicado, o secretariado da comissão concelhia de Setúbal do Partido Comunista Português “repudia o anunciado despedimento de 60 trabalhadores que ocupam postos de trabalho permanentes e que têm sido ilegalmente mantidos na precariedade”.
“Num momento em que os trabalhadores e as suas famílias enfrentam grandes dificuldades, este despedimento revela, mais uma vez, o caráter do capital que vê na situação da pandemia covid-19 uma oportunidade para despedir trabalhadores”, sublinham os comunistas.

Agência de Notícias 
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Ventiladores e máscaras doados ao Hospital de Setúbal

Costureiras das marchas, empresas da região e população apoiam hospital 

Dois ventiladores e centenas de equipamentos de proteção individual foram doados recentemente ao Centro Hospitalar de Setúbal por empresas e particulares, num gesto de ajuda ao combate à pandemia de covid-19, foi esta quinta-feira, anunciado. Num comunicado, a administração do hospital indicou que, "além de equipamentos de suporte respiratório - dois ventiladores -, com a ajuda das mais diversas entidades e a coordenação do Serviço Municipal de Proteção Civil já foi possível angariar por doação e manufatura um conjunto de equipamentos de proteção individual". Parte desse equipamentos de proteção individual foi feito nos últimos dias pelas costureiras das marchas populares de Setúbal que já entregaram 100 botas aos profissionais de saúde. Uma linha de solidariedade que promete "não parar" e que reúne as maiores empresas do distrito e a população. Em Setúbal, até ao final da tarde, estavam 12 doentes confirmados com o covid-19, sendo que metade está hospitalizado. Cinco casos estão a ser acompanhados em casa e já há um caso curado. 
Solidariedade entre linhas em Setúbal 

Habituadas a conceber os adereços e trajes para as marchas, Antónia Nascimento e Cecília Candeias decidiram meter mãos à obra e começaram a produzir protetores de botas e máscaras em tecido especial e adequado para ambiente hospitalar.
"Estávamos a falar, um pouco aborrecidas, por não sabermos se vai haver marchas este ano, e a minha colega sugeriu que fizéssemos máscaras para o Hospital São Bernardo", disse à agência Lusa Antónia Nascimento, adiantando que fizeram um contacto prévio com a Câmara Municipal e que o próprio hospital disponibilizou um tecido apropriado para os equipamentos de proteção individual.
"Começámos na terça-feira com o material que nos deram e, na quarta-feira, já entregámos 100 protetores de botas ao hospital. Acredito que esta quinta-feira ainda conseguiremos entregar cerca de 200 máscaras", acrescentou Antónia Nascimento, que se afirma "feliz por poder ajudar quem está a ajudar os outros".
De acordo com a Proteção Civil Municipal, o contributo das duas costureiras não deverá ficar por aqui, uma vez que deverão integrar um grupo de mais algumas costureiras, que, entretanto, também manifestaram disponibilidade para ajudar o Centro Hospitalar de Setúbal e que vão fazer "batas, calças e outros equipamentos de proteção individual para os profissionais de saúde".

Melhores empresas do distrito a ajudar o hospital 
No comunicado, o Centro Hospitalar de Setúbal agradece a todas as empresas e particulares que têm contribuído para dotar o Hospital São Bernardo com melhores condições de trabalho para os profissionais de saúde que estão na linha da frente do combate à covid-19.
São cerca de duas dezenas de empresas as que têm contribuído, nas quais as incluem as maiores do distrito de Setúbal, como a Navigator, Autoeuropa, Secil, Sapec e Visteon, entre outras, mas também instituições de ensino como o Instituto Politécnico de Setúbal.
O Centro Hospitalar de Setúbal, que integra o Hospital São Bernardo, em Setúbal, e o Hospital Ortopédico Sant'Iago do Outão, não refere, mas fonte da Proteção Civil Municipal revelou à agência Lusa que os dois ventiladores, portáteis, foram oferecidos pela empresa petrolífera Galp, e já estarão disponíveis no Serviço de Infecciologia do Hospital São Bernardo.
A Autoeuropa é uma das melhores fábricas do grupo VW em matéria de impressão 3D. Graças a essa competência, e com a laboração suspensa e a fábrica vazia, há voluntários que continuam a ir para a empresa onde têm produzido viseiras.
Em Palmela, os trabalhadores da empresa voluntariaram-se para produzir viseiras, que vão ser entregues ao profissionais médicos do Hospital de São Bernardo, em Setúbal, e ao Hospital Nossa Senhora do Rosário, no Barreiro. A primeira entrega, de cerca de 70 equipamentos aconteceu na quarta-feira.
Além destas ajudas, tem havido também uma mobilização de diversos grupos de pessoas para a recolha de donativos financeiros, que, segundo o Centro Hospitalar de Setúbal, serão depositados numa conta da Liga de Amigos do Hospital Ortopédico Sant'Iago do Outão, com o IBAN PT50001000006023412000219.
O Centro Hospitalar de Setúbal promete divulgar oportunamente o montante e o destino dado aos fundos recolhidos.

Agência de Notícias com Lusa 
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Distrito de Setúbal com quase 100 pessoas com covid-19

Hoje começa a fase mais critica da doença. Fique em casa. Não arrisque

Subiu para 99 o número de casos confirmados de pessoas infetadas com o Covid-19 no distrito de Setúbal. De acordo com as estatísticas da Direção Geral da Saúde, a maior parte dos casos já referenciados localizam-se nos concelhos de Almada e Seixal. A lista divulgada pelo ministério da Saúde revela que em Almada foram contabilizados 35 casos positivos e no Seixal 29. Setúbal com 12, o Barreiro com seis, a Moita com cinco, Montijo e Sesimbra, ambos com quatro, Alcochete com três pessoas infetadas e Sines com um caso são os concelhos referenciados. Palmela e três concelhos do sul do distrito [Alcácer do Sal, Grândola e Santiago do Cacém] continuavam, até às 23h30 desta quarta-feira, sem casos confirmados. Lembre-se que estamos no período de mitigação [contágio comunitário], sendo esta a fase mais grave de contágio que começa, dizem os especialistas, esta quinta-feira. Fique em casa. Não arrisque. Nas últimas 24 horas morreram 43 pessoas. Os dados nacionais mostram também que a doença está a vitimar, sobretudo, pessoas com mais de 70 anos, pelo que se repetem os apelos para se manter o afastamento social e se redobrarem as precauções sanitárias nos contatos com os mais idosos.
Numero de casos aumenta no distrito 

Portugal tem 2995 infetados, 43 mortos e 22 recuperados da infeção causada pelo novo coronavirus, segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde desta quarta-feira (25 de Março), que inclui os dados recolhidos até às 24 horas do dia anterior. Nas últimas 24 horas, foram confirmados mais 630 casos - um aumento 27 por cento face ao dia de ontem - e registadas mais 10 mortes. E é com estes dados que o país entrará na terceira fase da pandemia, a de mitigação, que já prevê o contágio comunitário.
"Portugal está prestes a entrar na terceira fase da pandemia - a de mitigação - o que envolve mais esforços", disse o Secretário de Estado da Saúde António Lacerda Sales, durante a conferência de imprensa diária no ministério da Saúde, esta quarta-feira. 
"Quer isto dizer que temos transmissão comunitária, não exuberante, mas temos. É por isso que à meia-noite vai entrar um novo plano. A fase transição pode ter alguma turbulência, mas estamos aqui para resolver os obstáculos e contamos com todos", clarificou a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas.
O Plano Nacional de Preparação e Resposta ao novo coronavírus estabelece três níveis e seis subníveis, de acordo com a avaliação de risco para a covid-19 e o seu impacto para Portugal. Segundo o documento da Direção-Geral da Saúde, a fase de mitigação, nível vermelho de alerta e de resposta três (a mais elevada de uma escala de três), corresponde à presença de casos de covid-19 em território nacional e divide-se entre os subníveis de "cadeias de transmissão em ambientes fechados "e "cadeias de transmissão em ambientes abertos".
E na prática o que muda? Segundo a diretora-geral da Saúde se nas primeira fases os doentes eram encaminhados para instituições hospitalares de referência, agora as respostas serão mais alargadas. "Abrimos o processo", diz Graça Freitas. Ou seja, os infetados passam a poder ser acompanhados em casa (cerca de 80 por cento), no centros de saúde mais próximos da sua residência, no caso de "um grupo de doentes com sintomas um bocadinho mais graves" e só os casos críticos (aproximadamente cinco por cento) serão internados na rede alargada de hospitais. Ao dia de quarta-feira, estão hospitalizadas 276 doentes, destes 61 encontram-se em alas de cuidados intensivos.
A resposta é dada de acordo com a proximidade do local onde se encontra o doente, sem olhar à dicotomia público ou privado e tentando sempre que possível isolar os infetados com covid-19 dos restantes doentes. A pensar nisso, os três institutos portugueses de oncologia (IPO de Lisboa, Porto e de Coimbra) não deverão receber nenhuma pessoa suspeita de infeção, como medida de proteção dos seus doentes imunodeprimidos.

Almada e Seixal com números preocupantes 
A região mais afetada do país continua a ser o norte (1517 casos, 20 mortes), depois Lisboa e Vale do Tejo (992, 12 mortes). Seguem-se o centro (365, 10 mortes), o Algarve (62, uma morte), a Madeira (16 casos), os Açores (17) e o Alentejo (12).
Numa análise mais fina da caracterização demográfica, Lisboa (187 casos), Porto (137), Maia (119), Vila Nova de Gaia (83) e Valongo (71) são os concelhos onde existem o maior número de infetados com o novo coronavírus. Quatro destes cinco pertencem à Administração Regional de Saúde do Norte, onde o vírus está mais ativo. 
No distrito de Setúbal, os casos de Almada e do Seixal [com 35 e 29 casos respetivamente] são os concelhos com "maior risco de contágio", até porque também são os mais populosos. Setúbal, já chegou à dúzia de casos positivos e é expectável que os casos continuem a subir até meados de Abril. Barreiro e Moita seguem a seguir com seis e cinco casos, respetivamente. Sesimbra e Montijo apresentam quatro casos. Alcochete com três doentes confirmados e, nesta quarta-feira, o novo coronavírus chegou ao sul do distrito. Sines, tem o primeiro caso confirmado. Palmela, Alcácer do Sal, Grândola e Santiago do Cacém ainda não registam qualquer caso confirmado.
É preciso, no entanto, ter em conta que estes últimos dados, relativo à distribuição de casos por concelhos foram preenchidos apenas por 54 por cento dos concelhos, como informa o boletim. Segundo Graça Freitas isto acontece porque ao contrário dos óbitos - que são de registo obrigatório - este género de informação pode não ter sido preenchida e, por isso, ainda não se encontra disponível. Dependem do fator humano, ou seja, se os técnicos tiveram ou não disponibilidade de registar na plataforma oficial.

Três distritos em alerta laranja devido à Covid-19
O comandante da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), Duarte Costa, referiu, esta quarta-feira, que há três distritos em alerta laranja, por concentrarem um maior número de infetados pelo novo coronavírus. Em causa estão os distritos de Porto, Lisboa e Braga. Os restantes estão em alerta amarelo.
"Com toda esta situação que começou a criar-se com a pandemia da covid-19, a primeira atitude que nós tomámos foi, de imediato, elevar o estado de alerta especial logo para amarelo para todo o país; e temos, neste momento, três distritos em alerta laranja: Porto, Lisboa e Braga", adiantou Duarte Costa.
Segundo o responsável, estes últimos são os locais "onde as maiores incidências dos riscos e as maiores incidências dos casos" obrigam a ANEPC a "maior coordenação, a uma atividade mais próxima relativamente àquilo que são os agentes da proteção civil" e àquilo que é de si esperado "para para mitigar tudo aquilo que tem que ver com os efeitos da covid-19".

Idosos são os mais afetados
Apesar da faixa etária que revela o maior números de infetados em Portugal ser a dos 50-59 anos (535 casos) e de existirem muitas confirmações entre os mais novos, a maioria dos doentes tem mais de 70 anos.
"Quase 80 por cento dos casos de covid-19 até à data são entre pessoas com mais de 70 anos", afirmou António Lacerda Sales, durante a conferência de imprensa. Também a "letalidade desta doença é de facto muito maior entre os idosos", assumiu o Secretário de Estado da Saúde, alertando que a preocupação cresce nos lares. A ministra da Saúde anunciou no sábado a preparação de medidas mais robustas de apoio a estas instituições, sem especificar ainda quais.
Ainda de acordo com o boletim epidemiológico desta quarta-feira, aguardam resultados laboratoriais 1591 cidadãos e 13 624 estão em vigilância pelas autoridades de saúde.
Quanto aos sintomas, estes tornaram-se mais intensos nos últimos dias. Mais de metade das pessoas (62 por cento) revelam tosse, 51 por cento febre, 36 por cento dores musculares, 28 por cento cefaleia, 23 por cento fraqueza generalizada e 19 por cento dificuldades respiratórias.

As prioridades que entram em vigor hoje
A Direção-Geral da Saúde estabeleceu uma cadeia de prioridades para um cenário em que "não seja possível testar todos" os suspeitos. Doentes para internar, recém-nascidos, grávidas e profissionais de saúde sintomáticos são as prioridades para a realização de análise biológicas ao novo coronavírus.
Quais são as prioridades? A Direção-Geral da Saúde determina a seguinte prioridade: primeiro, os doentes com critérios de internamento hospitalar; segundo, os recém-nascidos e as grávidas; e terceiro, os profissionais de saúde sintomáticos.
Na cadeia de prioridades seguem-se doentes com comorbilidades (como asma, insuficiência cardíaca ou diabetes), doentes em situações de maior vulnerabilidade, como residência em lares e unidades de convalescença, e, finalmente, doentes com contacto próximo com as pessoas anteriormente referidas.
Neste momento, segundo o Secretário de Estado da Saúde António Lacerda Sales estão a ser realizados seis mil testes diários para despistar a covid-19 no Serviço Nacional de Saúde (SNS) e cerca de dois mil no setor privado e social. 
Para os próximos dias estão disponíveis 24 mil kits para efetuar as análises biológicas, informa a tutela, acrescentando que esta tarde ocorrerá uma reunião no Instituto Português Ricardo Jorge para reavaliar a capacidade de testes no país.

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