Dá um Gosto ao ADN

Festa da Aroeira na origem do foco do Bairro da Jamaica

Câmara do Seixal lamenta não ter recebido dados sobre origem e evolução dos casos de covid-19

A Câmara do Seixal acusa a Unidade de Saúde Pública de Almada e Seixal de não ter facultado a informação pedida sobre a origem e evolução dos novos casos de covid-19 no concelho de forma a poder ajudar na contenção. Na sequência do foco do novo coronavírus, em Vale de Chícharos, conhecido como Bairro da Jamaica, a autarquia garante ter manifestado total disponibilidade para intervir de acordo com o que a Unidade de Saúde Pública considerasse necessário. Uma festa realizada no início do mês na Aroeira, no concelho de Almada, terá estado na origem de um foco que já fez 32 novos doentes, 16 deles no Bairro da Jamaica.  Neste bairro vivem cerca de 150 famílias que continuam à espera de realojamento (processo que deverá durar até 2022). A autarquia diz ter sido informada pelas autoridades sanitárias da intenção de apertar as regras no terreno. O concelho já conta com 335 doentes, ainda assim bem longe da realidade dos concelhos da margem norte do Tejo.
Falta de condições adensa perigo de surto de covid-19  


A Câmara Municipal do Seixal pediu esta terça-feira “mais informação e coordenação ao Governo” para combater os focos de infecção no concelho, depois de não ter recebido "a informação sobre a origem dos novos casos que surgem no concelho e a sua evolução” quando solicitada à Unidade de Saúde Pública de Almada e Seixal.
“Lamentamos que essa informação não tenha sido facultada ao município e às instituições que estão na linha da frente e que depois seja conhecida através da comunicação social. Não nos parece que esta seja a melhor forma de combatermos esta pandemia”, pode ler-se na nota enviada à imprensa.
A autarquia adianta ainda que solicitou “com urgência uma reunião à Ministra da Saúde e à Unidade de Saúde Pública”, garantindo que vai continuar a tomar “todas as medidas de segurança” para apoiar a população e “de acordo com as orientações das autoridades de saúde”.
A directora-geral da Saúde, Graça Freitas, afirmou na conferência de imprensa desta terça-feira que há "três pequenos focos comunitários que têm identificadas 32 pessoas como positivas”, um deles no Bairro da Jamaica, no Seixal, onde há 16 casos de infecção confirmados.
As autoridades de saúde, a Câmara do Seixal e outros intervenientes têm "atuado diretamente nos bairros onde se estão a passar estes fenómenos e nos aglomerados familiares destas pessoas para identificar e quebrar cadeias de transmissão”, explicou Graça Freitas. No entanto, a Câmara do Seixal dá conta de dois surtos e a presidente da Câmara de Almada, Inês de Medeiros, esclareceu que o município não tem registo de concentração de contágios.
Neste bairro vivem cerca de 150 famílias que continuam à espera de realojamento (processo que deverá durar até 2022).

Festa na Aroeira provoca surto no Seixal e Almada 
A Câmara do Seixal confirma que foi informada pelas autoridades de saúde, a 14 de Maio, da “existência de alguns casos de moradores” do Bairro da Jamaica que teriam ficado infetados numa festa na Aroeira, em Almada, que aconteceu no início do mês [de 1 a 3 de Maio] onde terão participado jovens de diversos concelhos da Área Metropolitana de Lisboa.
De acordo com o comunicado, foi pedida ajuda ao município “para a realização de acções de sensibilização” nos bairros da Jamaica, na Amora, e de Santa Marta, em Corroios, que foram realizadas a 16 e 18 de Maio, com esclarecimento de dúvidas e distribuição de máscaras aos moradores.
A autarquia diz ainda ter manifestado “toda a disponibilidade para intervir de acordo” com as indicações das autoridades de saúde locais “para a contenção destes pequenos surtos”, tendo sido informada que estas iam “avançar com uma determinação para o encerramento dos bares e que iriam acompanhar o cumprimento do confinamento em articulação com as forças de segurança”.
Os dados desta terça-feira do boletim epidemiológico da Direcção Geral de Saúde dão conta de 335 casos confirmados no Seixal, mais 13 casos que na terça-feira. Nos últimos sete dias, o número de casos no concelho aumentou cerca de 21 por cento. Em
A autarquia lembra ainda que dos 18 concelhos da Área Metropolitana de Lisboa, o Seixal é o 13º em número de infetados (19,30 por 10 mil habitantes). “O Seixal está abaixo da média da Área Metropolitana de Lisboa, que conta com oito mil casos confirmados e tem menos de metade do que o Concelho de Lisboa, onde se registam 2.206 casos confirmados.  O mesmo ocorre na Península de Setúbal, onde nos Concelhos do Barreiro e Almada existem 217 e 361 casos confirmados e onde o número contaminados por 10 mil habitantes é superior, 27,45 e 20,83, respetivamente”, refere ainda o comunicado assinado pelo presidente do município, Joaquim Santos.

Agência de Notícias

[ + ]

Esplanadas do Barreiro isentas de taxas até 30 de junho

Cafés, lojas e restaurantes convidados a virem para a rua 

A Câmara Municipal do Barreiro vai manter em suspenso o pagamento de licenças relativas a esplanadas até ao dia 30 de Junho. A ideia que preside a esta decisão é a de "dar possibilidade aos profissionais da hotelaria, restauração e até outros pequenos comércios, de obterem condições para poderem retomar as suas atividades", explica a câmara do Barreiro. A câmara municipal "quer dar possibilidade aos comerciantes de retomarem a atividade com condições de segurança". refere a autarquia. 
Autarquia facilita expansão das esplanadas 


Na última reunião de câmara foi decidido criar condições especiais para a instalação de mobiliário urbano no concelho, seguindo-se assim as orientações da Direção-Geral de Saúde, que pretende que o acesso aos estabelecimentos de restauração se faça, preferencialmente, em esplanadas abertas, de forma a minimizar os eventuais riscos de contágio da covid-19.
O vereador Rui Braga disse que “queremos comunicar às pessoas que qualquer estabelecimento de restauração, café ou até mesmo lojas que possam ter expositores de outro tipo, como roupas ou sapatos, por exemplo, que tenham espaço e que cumpram as regras, pode vir para a rua”.
A data 30 de Junho foi escolhida, propositadamente, segundo o vereador, "por permitir aos comerciantes a isenção do pagamento de licenciamento de esplanadas".
A Câmara do Barreiro informou também que outras dúvidas que possam surgir sobre a instalação de esplanadas podem ser esclarecidas através do Gabinete de Inovação, Desenvolvimento Económico e Turismo, cujo endereço eletrónico é GIDET@cm-barreiro.pt. 


Agência de Notícias

[ + ]

RioSul Shopping do Seixal doa três mil euros a voluntários

A doação para projeto de responsabilidade social no combate a covid-19 nos lares

O RioSul Shopping, na Torre da Marinha, concelho do Seixal, gerido e comercializado pela consultora imobiliária CBRE Portugal, vai doar um total de três mil euros ao projeto de responsabilidade social ComVidas. O “projeto consiste numa plataforma que reúne voluntários às necessidades de instituições de apoio a idosos, uma das comunidades fortemente impactadas pela pandemia covid-19 e que mais riscos corre”, explica a consultora em comunicado. o valor, dizem os responsáveis "será usado nas diversas instituições integrantes da plataforma com necessidades da zona do Seixal". 
Voluntários com oferta extra do RioSul 

A campanha digital pretendeu dar a conhecer o projeto e por cada partilha da publicação nas redes sociais o RioSul Shopping doava um euro ao projeto ComVidas. Realizada durante uma semana, o valor agora recolhido “será usado nas diversas instituições integrantes da plataforma ComVidas, com necessidades da zona do Seixal.
“Numa altura em que, aos poucos, começamos a adaptar-nos àquele que será o nosso novo dia-a-dia e nova rotina, não podemos esquecer quem todos os dias optou por largar tudo para ajudar o próximo, muitas vezes de uma forma voluntária. Assim, o RioSul Shopping presta homenagem, através desta doação, a todas estas pessoas e instituições”, lê-se na nota.Em parceria com uma estudante de medicina, uma psicóloga na área do envelhecimento e duas especialistas em comunicação, Rita Almeida e Brito, estudante do quarto ano de enfermagem, criou o Portugal COmVIDas.
 “A nossa missão é compor equipas de voluntários que possamos alocar ao sítio certo, ou seja, queremos que cada lar receba a equipa mais capacitada para as necessidades que apresenta”, diz a jovem. 
A plataforma online do projeto recebe inscrições tanto de lares que precisem de ajuda como de voluntários, entre 18 e 50 anos, que queiram partir em missões de um mês (15 dias no terreno e 15 dias em isolamento) ou colaborar em atividades logísticas como o transporte de materiais e alimentos.
Cada lar deve preencher uma ficha de identificação das necessidades que tem (número de voluntários necessários, tipo de tarefas, alimentos ou materiais em falta) e do tipo de apoio que dá aos voluntários (articulação com a Câmara Municipal, disponibilização de equipamentos de proteção, existência de alojamento).
Ao longo do mês que dura cada missão, os voluntários são acompanhados diariamente por uma equipa de psicólogos. “Aqui não se trata de fazer companhia a pessoas ou ajudar de vez em quando. O trabalho reveste-se de uma grande dureza, por isso o acompanhamento diário da fragilidade que estes voluntários vão encontrar é essencial”, conclui Filipa Paiva Couceiro, psicóloga na área do envelhecimento.


[ + ]

Câmara, PS e BE contra fecho do BCP em Alhos Vedros

Millenium BCP encerra serviços na freguesia. Autarquia e Bloco criticam decisão  

A Câmara da Moita foi surpreendida com o anúncio do encerramento do balcão do Millenium BCP de Alhos Vedros, situação,  diz o presidente da Câmara da Moita, em nota enviada à ADN-Agência de Notícias, a "todos os títulos, incompreensível e lamentável, já que este, sendo atualmente o único banco a operar na freguesia, regista uma procura elevada". O Bloco de Esquerda junta-se ao protesto e "manifestar a perplexidade e repúdio por esta decisão, que prejudicará a população de Alhos Vedros, privando mais de 15 mil habitantes a um serviço público de proximidade". Os socialistas também estão indignados com o fecho do balcão e assumem o compromisso de que os autarcas do partido "irão acompanhar esta situação de perto, e nas reuniões que já estão ou venham a ser marcadas defenderão intransigentemente os interesses da população da Freguesia de Alhos Vedros". 
Todos contra o encerramento do banco 

Os serviços bancários são essenciais e a sua proximidade física condição fundamental para o fácil acesso, sendo, por isso, esta decisão unilateral do Millenium BCP "lesiva para a população de Alhos Vedros", lembra Rui Garcia, presidente da Câmara da Moita.
A banca, particularmente a banca privada, "tem sido objeto de um tratamento de exceção e de apoio por parte do Estado. Milhares de milhões de euros de fundos públicos têm sido mobilizados para a salvar e proteger em períodos de crises sistémicas, na origem das quais têm fortíssimas responsabilidades. No entanto, a sua preocupação continua a ser a maximização do lucro, esquecendo, no primeiro momento, as obrigações para com a economia e as pessoas e não hesitando, como é o caso presente, em reduzir custos operacionais à custa da qualidade do serviço prestado às populações", sublinha o autarca.
Assim, a Câmara da Moita "não pode deixar de condenar o encerramento deste serviço bancário" e, disso mesmo, dará nota "em reunião, com caráter de urgência, que vai de imediato solicitar à Administração do Millenium BCP". 
A Câmara Municipal irá também, no imediato, "propor reuniões com outras instituições bancárias presentes no Concelho, para sensibilizar, incentivar e avaliar conjuntamente a disponibilidade e condições para o reforço da oferta de serviços bancários na freguesia e no concelho, particularmente daqueles que se apresentam como mais facilitadores no dia a dia das populações, como é o caso das caixas automáticas multibanco, serviço que é hoje essencial e que se apresenta também deficitário em Alhos vedros e em alguns outros locais do concelho", conclui Rui Garcia. 

BE lamenta fecho do banco em Alhos Vedros  
Para o BE, que se junta ao manifesto da autarquia comunista, refere à ADN-Agência de Notícias que o "encerramento deste balcão tem também um significado lesivo para toda a vida de Alhos Vedros, afetando o comércio local e os serviços, que fazem parte do nosso quotidiano e constituem um apoio à nossa comunidade".
Ao longo destes últimos tempos Alhos Vedros tem perdido, dizem os bloquistas, "diversas valências, na área da saúde, do comércio e serviços, que deixam a população mais desprotegida, sem acesso a apoios considerados fundamentais para que haja mais qualidade de vida".
O Bloco de Esquerda promete conjugar "todos os esforços, junto dos autarcas, dirigentes associativos, comércio local, de entidades locais, regionais e centrais, para que sejam defendidos os interesses da população, defendendo a manutenção deste equipamento".
A Concelhia do Bloco de Esquerda, manifesta-se "contra este encerramento do Balcão de Alhos Vedros, considerando que é um desrespeito pela população, com todos os reflexos negativos para o desenvolvimento desta Freguesia, num próximo futuro". 

PS quer defesa intransigente da população
Os socialistas também estão indignados com o fecho do balcão. "Confirmaram-se os piores receios, uma vez que além do encerramento deste balcão está previsto também o encerramento das caixas multibanco que actualmente se encontram no edifício onde se encontra instalada a instituição", disse o PS da Moita.
Face a tudo o que está em causa, importa que sejam tomadas, no entender dos socialistas, "rápidas medidas no sentido de tentar preservar os serviços que são actualmente prestados à população e tanta falta fazem".
Este não é "um momento de indecisões, ou de esperar para ver o que acontece, pois fazê-lo poderá levar a que seja já tarde de mais", lembra o PS.
"Assumimos desde já o compromisso de que os nossos autarcas irão acompanhar esta situação de perto, e nas reuniões que já estão ou venham a ser marcadas defenderão intransigentemente os interesses da população da Freguesia de Alhos Vedros", sublinham os socialistas que apoiam o executivo comunista nesta luta. "Caberá à autarquia desenvolver todas as iniciativas que estejam ao seu alcance, com o empenho de todas as forças políticas, no sentido de tentar preservar um serviço que tanto falta faz aos cidadãos, em particular aos que necessitam de recorrer a serviços bancários presenciais e que têm dificuldades em se deslocar até às instituições mais próximas, e que é um elemento vital para o nosso comércio local", concluem os socialistas.

Agência de Notícias
[ + ]

EDP vai apoiar música e festas populares este ano

Empresa dá palco à música tradicional portuguesa com o Let’s Go Portugal 

E de repente a pandemia "matou" todas as festas populares e festivais de música por todo o país até, pelo menos, 30 de Setembro. Será um verão sem bailaricos, gastronomia local, tradições ou concertos. Têm surgido algumas iniciativas durante este período excecional para a sociedade e para a cultura portuguesa. A mais recente chega por parte da EDP, que quer apoiar músicos portugueses e ajudar a manter os festejos tradicionais tão característicos de Portugal. Empresa apoia a cultura nacional com desafios. Basta enviar ideias com “essência”, diz a electrica portuguesa. 
EDP quer dar palco à música nacional 

Com o objectivo de apoiar a música, os artistas e as tradicionais festas portugueses, a EDP lançou, durante este período excepcional para a sociedade e cultura do país, o Let’s Go Local, desafio incluído no Portugal #EntraEmCena, que quer "dar palco a músicos" portugueses.
“Do cante alentejano à música popular, passando pelo folclore, a EDP desafia os artistas portugueses, a apresentarem um conceito criativo para a celebração da música tradicional portuguesa. Os artistas interessados devem também enviar um vídeo com a sua atuação e indicar o local e as necessidades técnicas para a concretização da sua ideia”, lê-se em comunicado da empresa.
As ideias dos artistas têm de ser apresentadas até 12 de Junho no site do Portugal #EntraEmCena e as que tiverem mais impacto e melhor refletirem a essência da música portuguesa podem ainda ser implementadas em 2020.
“Este é um ano desafiante e todos tivemos que nos adatar a uma nova realidade. Também a EDP teve de se reinventar no seu apoio à música. Agora, mais do que nunca, é importante estar ao lado dos portugueses, apoiar o que é nosso, a nossa música e a nossa cultura e por isso, a EDP decidiu investir neste território. Com esta iniciativa, queremos desafiar todos os artistas de música tradicional portuguesa a apresentarem a sua ideia para levar a música a vários recantos do nosso País”, diz Paulo Campos Costa, Diretor de Marca, Marketing e Comunicação da EDP.
O movimento Portugal #EntraEmCena, lançado em Abril, conta com várias entidades além da EDP, que têm uma história de ligação e investimento em cultura, existindo ainda o apoio estatal do Ministério da Cultura.
A plataforma, que tem como objectivo salvaguardar a cultura e os seus intervenientes num momento crítico, permite que os artistas lancem ideias e conseguiam investimento para conceber e desenvolver projectos. Empresas, públicas e privadas, podem escolher propostas artísticas ou lançar novos desafios, escolhendo depois quais financiar.
[ + ]

Regresso do pré-escolar em preparação em Setúbal

Autarquia e estabelecimentos preparam regresso à pré-escola no Dia Mundial da Criança  

A Câmara de Setúbal está a desenvolver um conjunto de ações para o regresso das crianças, com todas as condições de segurança, ao pré-escolar público a 1 de Junho. O município não poupa esforços para garantir que, na próxima segunda-feira, dia mundial da criança, tudo esteja preparado para receber as crianças em idade pré-escolar, naquela que é mais uma das fases do plano gradual de desconfinamento delineado pelo Governo no âmbito do Estado de Calamidade. A Câmara de Setúbal conta com o apoio da Marinha Portuguesa para "limpeza, desinfeção e higienização" das salas de pré-escolar do concelho. 
Regresso das crianças está a ser preparado 

Nesta matéria, a autarquia está a "proceder à limpeza, desinfeção e higienização de todos os estabelecimentos de ensino público pré-escolar, tanto as áreas exteriores como as interiores. No caso dos espaços interiores, é utilizado um processo de ozonização, que não liberta substâncias nocivas para a saúde", explica  a autarquia em comunicado.
Com vista à preparação do regresso do pré-escolar, a Câmara de Setúbal "está a desenvolver reuniões com assistentes operacionais desta valência de ensino e também com as direções de todos os agrupamentos de escolas existentes no concelho".
Os assistentes operacionais do município afetos às valências de pré-escolar, em formação, pela Marinha Portuguesa, sobre procedimentos relacionados com a desinfeção para proteção contra a Covid-19, recebem ainda equipamentos de proteção individual e fardamento.
As ações nestes estabelecimentos de ensino são enquadradas na estratégia da Câmara de Setúbal para combate à propagação da pandemia da covid-19, "traduzida, nos últimos meses, num esforço sem precedentes para limpeza, desinfeção e higienização de todo o concelho", conclui a autarquia.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 
[ + ]

Turismo quer retoma no aeroporto no Montijo

Aeroporto tem de ser retomado “com a maior brevidade” 

O Conselho Diretivo da Confederação do Turismo de Portugal defende que, face ao impacto do covid-19, o projeto do aeroporto complementar do Montijo deverá ser retomado “com a maior brevidade”, assegurando a recuperação económica do país. O presidente da Confederação do Turismo de Portugal afirmou que, apesar da pandemia, “os pressupostos que estavam na origem da decisão de avançar mantêm-se” e, por isso, a infraestrutura não deixou de ter o seu “irrefutável benefício” para a economia.
Turismo aponta aeroporto para o Montijo 

“No seguimento da avaliação da atual situação e desafios futuros colocados pelo covid-19, o conselho diretivo da Confederação do Turismo de Portugal considera que a recuperação económica do país depende do aumento da sua capacidade aeroportuária. Nesse sentido, o projeto do aeroporto complementar do Montijo deverá ser retomado com a maior brevidade”, indicou, em comunicado, esta confederação.
Para a Confederação do Turismo de Portugal, o aumento da capacidade aeroportuária de Lisboa vai permitir um crescimento de até 50 milhões de passageiros, potenciando também o hub da TAP à América do Norte e do Sul, assim como a proximidade aos países da diáspora portuguesa.
No documento, a confederação do turismo lembrou que, em Janeiro, a Agência Portuguesa do Ambiente emitiu a sua declaração de impacte ambiental final, dando “luz verde” à construção do aeroporto complementar do Montijo, apesar de ir contra às autarquias da Moita, Seixal, Palmela, Setúbal e Sesimbra que continuam a defender a construção do aeroporto de raiz no Campo de Tiro de Alcochete.
Citado em comunicado, o presidente da Confederação do Turismo de Portugal afirmou que, apesar da pandemia, “os pressupostos que estavam na origem da decisão de avançar mantêm-se” e, por isso, a infraestrutura não deixou de ter o seu “irrefutável benefício” para a economia.
“Este é o momento de avançar para a única solução que responde em termos de custos, eficácia e competitividade a um problema que se arrasta há mais de 50 anos e não o de recuperar outras opções de localização que já foram amplamente discutidas e abandonadas”, afirmou Francisco Calheiros.
A 8 de Janeiro de 2019, a ANA e o Estado assinaram o acordo para a expansão da capacidade aeroportuária de Lisboa, com um investimento de 1,15 mil milhões de euros até 2028 para aumentar o atual aeroporto de Lisboa e transformar a base aérea do Montijo num novo aeroporto.

Agência de Notícias com Lusa 
[ + ]

Distrito de Setúbal segundo no número de novos casos

Setúbal ultrapassa Porto no número de novos casos de covid-19 no país 

Uma semana depois da reabertura de restaurantes, cafés, esplanadas, praias, creches e aulas presenciais para os alunos do 11 e 12º anos, o número da pandemia continua a crescer no distrito de Setúbal. De acordo com as autoridades de saúde nacionais, a Península de Setúbal e os quatro concelhos do Litoral Alentejo, que compõem o distrito de Setúbal é agora o segundo com mais novos casos de covid-19, passando o Porto para terceiro lugar, indica um relatório desta terça-feira que revela que 36 por cento das pessoas contagiadas têm entre os 20 e os 39 anos. O número de casos aumentou em cinco dos 13 concelhos do distrito, com o Seixal, Moita, Almada, Barreiro e Setúbal a registarem novamente subidas. Um indicador que já vem de semanas anteriores. O distrito tem, nesta segunda-feira, 1335 pessoas doentes com o novo coronavírus.  Portugal regista hoje 1330 mortos e 30 mil 788 casos confirmados. Todavia, dos 14 óbitos hoje registados no relatório, apenas seis aconteceram nas últimas 24 horas. Apesar de tudo, após o fim de semana de sol, o Governo lembra: "desconfinar não é descontrair". 
Novos casos continuam a crescer no distrito 

Os dados da divisão de epidemiologia e estatística da referentes ao período entre 13 e 21 de Maio e revelados este domingo pela ministra da Saúde mostram que, utilizando uma amostra de 1504 casos, correspondente a 80 por cento de todos os casos novos de covid-19 infetados no mesmo período, 48 por cento eram mulheres e que 36 por cento ocorreram no grupo etário os 20 e os 39 anos.
A análise estatística conclui também que mais de metade dos novos casos (55 por cento) ocorreram no distrito de Lisboa e que "o distrito de Setúbal passou a ser o segundo com mais novos casos de contágio, com 13 por cento do total, passando o Porto a ser o terceiro, com 11 por cento”, revelou Marta Temido na conferência de imprensa diária relativa ao ponto de situação da covid-19 em Portugal.
Dos novos casos de contágio, metade das pessoas sentiram sintomas e 33 por cento estavam assintomáticas.
A amostra revelou ainda que 45 por cento das infestações terão sido contraídas no domicílio, 19 por cento em ambiente laboral, 11 por cento ocorreram em lares de idosos e que 10 por cento das pessoas foram contagiadas em ambiente social, “uma percentagem que se mantém relativamente estável ao longo das semanas”, segundo Marta Temido.
Questionada sobre o aumento de casos no distrito de Setúbal, a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, explicou que “não há um grande surto, não há um padrão de uma epidemia em curso”, mas sim “pequenos contextos, localizados, e alguns casos são casos isolados em ambiente familiar e domiciliário”.
“Há pequenos focos, alguns aconteceram por concentração de pessoas, incluindo em ambiente domiciliário, mas que vieram para dentro do domicílio por pessoas de outros ambientes, portanto há ‘clusters’ relacionados com este tipo de concentração”, explicou Graça Freitas.
“É uma situação mista, que as autoridades de saúde identificaram muito bem, localizaram, estão a trabalhar com as forças locais e estão a incidir muito naquilo que chamamos na educação para a saúde junto destas comunidades para informar dos riscos e minimizar que esses riscos continuem a verificar-se”, acrescentou.
Dos 1504 casos da amostra, 244 tinham profissão registada, sendo que 80 eram profissionais de saúde, dos quais 14 enfermeiros.

Almada, Seixal, Barreiro e Moita na linha da frente 
O número de casos com covid-19 no distrito de Setúbal subiu hoje para 1335. Mais 40 do que domingo. As informações divulgadas no relatório de situação pela Direcção-Geral da Saúde indicam que os concelhos de Almada, Seixal e Moita registam novamente as maiores subidas. Em Almada existem 352 casos (+9), seguido do Seixal, com 318 (+11), do Barreiro, com 203 (+5), e da Moita, com 141 infectados (+10). O Montijo estabilizou nos 116, enquanto Setúbal viu o número casos subir para 88 (+5). 
Mais calma, mas ainda assim "vigilante" encontram-se os concelhos de Sesimbra, com 32 casos, Palmela, com 27, Alcochete, com 23. Em nenhum destes três concelhos houve novos casos nesta segunda-feira. 
A sul do distrito, no Litoral Alentejano, Santiago do Cacém ocupa a linha da frente com 17 pessoas doentes. Grândola, com 11, e Alcácer do Sal, com  sete, são os municípios com menos casos de covid-19. Sines, continua a ser o único concelho sem doentes infetados do distrito.  
Na região de Lisboa e Vale do Tejo existem 9 567 casos (+144) Nesta região acabaram por falecer mais seis pessoas, refazendo um total de 322 óbitos. 
A nível nacional, estão infectadas 30 788 pessoas (+165). O número de pessoas recuperadas subiu para 17 mil 822, registando-se mais 273 casos de sucesso. Por sua vez, o número de óbitos aumentou para 1330, mais 14 do que domingo. Contam-se também menos cinco internados e menos seis internamentos em unidades de cuidados intensivos.
Apenas seis dos novos óbitos ocorreram nas últimas 24 horas. Os restantes "resultam da verificação dos certificados de óbito levada a cabo pela Direção-Geral da Saúde", disse António Lacerda Sales.
O secretário de Estado da Saúde lembrou que "desconfinar não é descontrair; normalizar não é desresponsabilizar. Temos o dever cívico de nos proteger e de proteger os outros. A nossa saúde continua a depender de todos".
[ + ]

Caparica cheia de banhistas mas à "distância adequada"

Praias cheias e (quase) todos a cumprir as regras nesse novo tempo 

Quase parece um verão "normal" na praia de São João de Caparica, em Almada, que esteve este domingo cheia de banhistas, mas com respeito pela "distância adequada" entre pessoas e chapéus. “Este ano é a primeira vez que venho à praia. Viemos ver como é que isto estava, mas a praia está agradável e as pessoas mais ou menos estão a cumprir as obrigações. Estão afastadas umas das outras e não se vê ninguém ao monte, como se costuma dizer”, disse José Martins, de 60 anos. O banhista mora mesmo em frente à praia, para onde costuma vir a pé com a família, e reconheceu que está “muito menos gente” no areal, quando comparado com anos anteriores.
Quase parece um "verão normal" 

Pelas 15 horas , o termómetro marcava quase 30 graus e a praia de São João estava cheia de famílias ou grupos de amigos que aproveitavam para apanhar banhos de sol e de mar.
Também Nuno, de 48 anos, indicou que o número de banhistas “está similar” a anos anteriores, mas defendeu que o espaçamento entre chapéus está adequado à fase em que estamos a viver”, com a pandemia da covid-19.
“O tempo também está a ajudar que as pessoas estejam fartas de estar em casa”, considerou.
O banhista encontrava-se a dar um passeio pela beira de água e lembrou que há cuidados acrescidos ao chegar ao areal este ano, como “verificar o espaçamento entre chapéus” e estar com “grupos pequenos”.
“Seguros nunca estamos e não sabemos o que está à nossa volta, mas penso que sim, porque as pessoas tentam afastar-se umas das outras. Eu estou a dar uma caminhada junto ao mar para evitar esse tipo de aglomeração”, mencionou.
Um pouco à frente, Carolina, de 21 anos, estava deitada na toalha com as amigas e mostrou-se surpreendida pelo facto de as pessoas estarem a respeitar as regras de segurança.
“Por acaso, é a primeira vez que estou nesta praia e é a primeira vez que venho este ano, mas não estava à espera que as pessoas estivessem a aderir tanto ao distanciamento por causa do vírus”, referiu.
As atividades desportivas como raquetes ou volley não estão permitidas, mas, talvez por desconhecimento, havia alguns grupos a praticá-las à beira da água, como foi o caso de João Heitor de 24 anos.
“Noto que as pessoas estão um bocadinho com medo umas das outras. Há bocado estivemos a jogar raquetes na água e noto que as pessoas não apanham a bola ou desviam-se para o lado”, relatou à Lusa.
No entanto, o banhista apontou que nem sempre é fácil respeitar as regras de segurança quando “as pessoas estão na brincadeira entre amigos”.
A época balnear só se inicia em 06 Junho, mas o bom tempo fez com que muitas pessoas saíssem hoje de casa para aproveitar a praia que, no caso da de São João, se manteve sem ações de sensibilização por parte da Polícia Marítima.
Portugal contabiliza 1.316 mortos associados à covid-19 em 30.623 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim diário da Direção-Geral da Saúde sobre a pandemia.
Almada tem o pior número de infetados do distrito de Setúbal, com 343 doentes. Já morreram oito pessoas no concelho devido à pandemia.
O país entrou no dia 3 de Maio em situação de calamidade devido à pandemia, depois de três períodos consecutivos em estado de emergência desde 19 de Março.

Agência de Notícias com Lusa 
[ + ]

PCP alerta para "situação dramática" em Sines

Jerónimo de Sousa uniu-se à marcha pelo emprego que juntou 300 pessoas

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, alertou para "a situação dramática" em que vivem muitos trabalhadores do complexo industrial de Sines, no distrito de Setúbal, que devido aos vínculos precários perderam o emprego. O líder dos comunistas falava aos jornalistas à margem de uma manifestação pelo emprego e contra a precariedade, que se realizou em Sines, onde demonstrou a sua “solidariedade para com os trabalhadores”, em particular, os prestadores de serviços, no setor da manutenção, na refinaria de Sines da Petrogal.
PCP quer mais emprego em Sines 

“Deixar trabalhadores sem empregos, sem salários e sem direitos numa empresa como a Petrogal, que vai continuar a necessitar de reparação, de revisão e de material, e recorrendo a empresa de trabalho temporário, fazer uma limpeza geral com todas as consequências sociais e laborais que tem uma medida desta natureza”, criticou.
Jerónimo de Sousa pediu a intervenção da Autoridade para as Condições do Trabalho, “para verificar não só da legalidade, mas da moralidade de uma empresa desta envergadura que usa estes subterfúgios, através de uma empresa de trabalho temporário, para afastar muitos trabalhadores”.
“É inaceitável, é da dignidade do trabalho e da vida de quem trabalha que estamos a tratar e por isso merecem a nossa profunda solidariedade”, criticou.
A Marcha pelo Emprego, que reuniu cerca de 300 pessoas, foi convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Sul (Site -Sul), que exige “a readmissão de todos os trabalhadores despedidos, o fim da precariedade e a passagem dos trabalhadores a efetivos nas várias empresas”.
O Site-Sul defende ainda que “a cada posto de trabalho permanente, deve corresponder um posto de trabalho efetivo” garantindo estabilidade no emprego e que “deve ser dada preferência aos trabalhadores locais” no momento da admissão.
A atribuição do subsídio de desemprego para todos os trabalhadores sem qualquer exceção e o a atualização do valor hora pago a cada trabalhador para 21 euros, são outras das reivindicações do sindicato.

Agência de Notícias com Lusa 
[ + ]

Trânsito automóvel proibido nas praias da Arrábida

Autarquia restringe carros nos acessos às praias e donos de restaurantes criticam medida 

A Câmara de Setúbal interditou a circulação e o estacionamento de automóveis na estrada de acesso às praias da Arrábida, no troço entre a Praia da Figueirinha e o Creiro, até ao início da época balnear.  “A medida determinada pela Câmara Municipal de Setúbal enquadra-se numa estratégia de prevenção com objetivos de redução da vulnerabilidade e exposição ao risco decorrente de incêndios florestais e de mitigação de propagação da pandemia da covid-19”, refere uma nota de imprensa divulgada pela autarquia sadina. Um medida que não agrada a todos. Os donos dos restaurantes dizem que decisão vai afastar os clientes e prejudicar o regresso ao negócio. 
Praias sem acesso na Arrábida 

“A decisão é igualmente justificada pela situação registada nos dias 16 e 17 Maio, fim de semana em que, em virtude das medidas graduais de desconfinamento, se verificou uma “deslocação massiva em veículos automóveis, motociclos, veículos sem motor e a pé”, acrescenta a autarquia.
A Câmara de Setúbal refere ainda que a situação verificada no passado fim de semana provocou “um forte congestionamento à circulação automóvel, o qual, associado a um estacionamento desordenado e caótico, colocou em causa a capacidade de prestação de socorro e acesso de veículos de emergência”.
A interdição determinada pelo município é, na prática, uma antecipação de algumas medidas restritivas à circulação automóvel que serão aplicadas durante a época balnear, no âmbito do programa “Arrábida Sem Carros”, que tem sido implementado desde há alguns anos, com o objetivo de assegurar a proteção de pessoas, bens e património natural da Arrábida.
A exemplo do que já aconteceu em anos anteriores, durante a época balnear, que terá início no próximo mês de Junho, logo que esteja esgotada a capacidade de estacionamento junto às praias, está prevista a proibição de circulação de viaturas particulares entre a praia da Figueirinha e o Creiro, sendo apenas permitida a passagem de transportes públicos, veículos de emergência e residentes.

Proprietário de restaurantes descontentes 
Quem, a partir de agora, quiser desfrutar de uma refeição no restaurante da praia de Galapos, por exemplo, terá de deixar o carro na Figueirinha e andar cerca de três quilómetros a pé. O proprietário daquela concessão garante que irá perder clientes. "Ninguém vai andar a pé para ir almoçar. Já tenho mais empregados e stock comprado. A autarquia tem de pensar que aqui existem negócios que já estiveram dois meses a ser prejudicados com a pandemia", explicou Paulo Ribeiro, proprietário de um restaurante ao jornal Correio da Manhã.
Com a proibição do trânsito entre a Figueirinha e o Creiro, ele e os clientes terão de dar a volta à serra. Há alternativa, no seu caso, mas ainda assim não está satisfeito e garante não ter sido avisado pela autarquia. "Cheguei aqui e vi as baias e ninguém me deixou passar. Vou perder clientes, temos uma corda ao pescoço. Quando vierem os impostos, também vou colocar uma baia para os impedir", disse outro proprietário de um restaurante no Portinho da Arrábida.
"A decisão de encerrar a ligação entre a Figueirinha e o Creiro enquadra-se numa estratégia de garantia da capacidade de prestação de socorro e de acesso de veículos de emergência, bem como de redução da vulnerabilidade e exposição ao risco decorrente de incêndios florestais e de mitigação de propagação da pandemia da covid-19", sublinha a câmara de Setúbal.

Agência de Notícias com Lusa 
[ + ]

Rixa em Paio Pires provoca um morto e um ferido grave

PJ investiga crime que ocorreu no inicio da noite 

Uma rixa envolvendo armas de fogo ocorrida ao final deste domingo em Paio Pires, concelho do Seixal, provocou um morto e um ferido grave, disseram fontes da GNR e da Proteção Civil. Um homem foi assassinado a tiro e outro ficou ferido gravemente num tiroteio entre dois grupos rivais, ocorrido ao início da noite deste domingo no bairro da Cucena, em Paio Pires, concelho do Seixal. No local estiveram elementos da GNR e dos bombeiros. O alerta foi dado às 20h20. A Polícia Judiciária de Setúbal vai ficar encarregue de investigar o caso.
Confrontos originaram um morto e um ferido grave  

Fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Setúbal indicou que a rixa ocorreu na Rua da Amizade, no Bairro da Cucena, em Paio Pires, tendo o óbito de um homem sido declarado no local.
A mesma fonte adiantou que o ferido em estado grave foi transportado para o Hospital Garcia de Orta, em Almada.
Segundo fonte do Comando Geral da GNR, após o alerta as autoridades deslocaram-se ao local de imediato para uma "averiguação mais cuidada", passando a investigação do caso para a alçada da Polícia Judiciária.
O alerta para o CDOS foi dado às 20h20, tendo sido mobilizados bombeiros das corporações do Seixal e de Sesimbra e uma viatura médica de emergência e reanimação (VMER) do hospital Garcia de Orta, além da GNR.
[ + ]

Artistas de Almada e Setúbal fazem vigília pela cultura

A cultura “devia ser encarada como um bem essencial”

Os profissionais das artes de Almada concentraram-se esta quinta-feira em frente à câmara municipal, apelando para que os governantes tomem “decisões estruturais” e a cultura passe a ser considerada como um “bem essencial”. Nesta quinta-feira de manhã encontravam-se quatro profissionais em frente ao município, que, tal como noutros concelhos do país, questionavam através de cartazes: “E se tivéssemos ficado sem cultura?”. Nesta concentração esteve também o presidente da Associação Gandaia, Jorge Torres, que criticou a Câmara de Almada por “não fazer nada pela cultura nestes tempos”. Em Setúbal juntou-se o vereador da Cultura, Pedro Pina, e a presidente da Câmara de Setúbal, Maria das Dores Meira, que leu uma carta aberta à ministra da Cultura, Graça Fonseca. O documento sublinha a “estranheza” da autarquia pelo facto de ficar a conhecer pela comunicação social as medidas anunciadas pelo Ministério da Cultura relativas à reabertura e funcionamento das salas de espetáculos e dos eventos ao ar livre em plena pandemia.
Cultura reclama atenção dos governantes 

“Estamos à frente da presidência da Câmara de Almada porque a nossa intenção não é sensibilizar pessoas. Viemos para o sítio onde se tomam as decisões relativas às políticas públicas”, disse o ator Henrique Frazão, que organizou a vigília no concelho e defende que a cultura “devia ser encarada como um bem essencial”.
Percebemos que muitos dos problemas de hoje em dia, incluindo a emergência climática, a forma como as pessoas estão completamente alienadas da realidade, dos valores, da ética, tudo isso tem raízes e uma delas é a falta de cultura e a falta de apoio a essa cultura”, apontou Henrique Frazão.
Segundo o ator, este movimento que decorreu nesta quinta-feira a acontecer noutras 15 cidades portuguesas, com o objetivo que se tomem “decisões estruturais”, porque a precariedade que se vive nesta área “não permite a sobrevivência apenas com remendos”.
“A precariedade dos artistas e da cultura em geral no nosso país é evidente e sempre se foi agudizando. Não é uma questão pontual, é uma questão estrutural e este vírus meteu a nu precisamente essas lacunas de apoio tanto ao nível das autarquias, como da estratégia pública que existe”, referiu.
Mesmo ao lado, mas com máscara e com a distância que se exige, a atriz Ana Sampaio alertou para as dificuldades que vários colegas passaram durante o estado de emergência, devido à pandemia da covid-19.
“Esta área já é um bocadinho mais restrita e não tem tanta saída, mas tem sido doloroso ver colegas meus a procurarem trabalho em supermercados e call centers, porque de facto não há resposta para nada e precisam de pagar as contas, muitos têm filhos”, relatou.
Também o ator de teatro César Melo indicou que tem colegas que trabalham há anos nesta área, mas que “agora ficaram sem nada, sem projetos e iniciativas, e não têm qualquer tipo de sustento”.
“Nós não queremos nada a mais do que os outros, não queremos regalias diferentes dos outros, só queremos que percebam que estamos numa situação precária e que queremos ser ouvidos”, frisou.

Artistas criticam silêncio da Câmara de Almada 
Nesta concentração esteve também o presidente da Associação Gandaia, Jorge Torres, que criticou a Câmara de Almada por “não fazer nada pela cultura nestes tempos”.
Há uma ausência da câmara, não responde e parece que desapareceu. Ainda ontem [quarta-feira] houve uma reunião de 25 associações e todos estamos na mesma situação: a câmara não responde”, lamentou.
Segundo o responsável, há vários espetáculos que este ano a autarquia não vai poder realizar, poupando “centenas de milhares de euros”, mas até agora não existe qualquer apoio para as associações culturais.
A 7 de Maio, a Câmara de Almada aprovou “a manutenção de todos os contratos, protocolos e apoios de âmbito cultural, desportivo e familiar, no valor de 800 mil euros”.
Além disso, em comunicado, adiantou que já está a decorrer a 1.ª fase de candidaturas aos apoios no âmbito do Regulamento Municipal ao Movimento Associativo “que totalizam, até ao final de 2020, 600 mil euros, ao qual acrescem os 200 mil euros previstos como medida complementar”.
No entanto, Jorge Torres criticou o município que faz “afirmações públicas, mas depois não acontece nada”.
“É por causa disso que estou aqui. Não estamos à espera de mais, esperamos é tão simplesmente o que sempre aconteceu”, disse.
Além de Almada, decorreram vigílias semelhantes em Lisboa, Funchal, Faro, Caldas da Rainha, Setúbal,  Porto, Aveiro, Évora, Vila do Conde, Coimbra e Santa Maria da Feira.
Segundo a organização, o objetivo é mostrar que os trabalhadores das artes “continuam a existir” apesar de os espaços culturais estarem encerrados e com a programação suspensa desde meados de Março.

Setúbal escreve carta aberta à ministra da Cultura 
Em Setúbal  juntou-se o vereador da Cultura, Pedro Pina, e a presidente da Câmara de Setúbal, Maria das Dores Meira, que leu uma carta aberta à ministra da Cultura, Graça Fonseca.
O documento sublinha a “estranheza” da autarquia pelo facto de ficar a conhecer pela comunicação social as medidas anunciadas pelo Ministério da Cultura relativas à reabertura e funcionamento das salas de espetáculos e dos eventos ao ar livre em plena pandemia.
“Esta estranheza resulta de terem sido anunciadas medidas publicamente sem ter havido nenhuma forma de contacto com os municípios. Não tivemos qualquer oportunidade de dar contributo para o enriquecimento e melhoria das medidas, já que as autarquias são as principais responsáveis pela gestão da grande maioria de salas de espetáculos do país”, diz a autarquia sadina.
Sendo os municípios os principais responsáveis pela atividade cultural, animação e espetáculos, bem como pelo apoio das estruturas e agentes culturais, Maria das Dores Meira lamentou o facto de a autarquia não ter recebido “nenhum documento oficial sobre o assunto”, o que demonstra “um total desprezo e desrespeito”.
A carta aberta à ministra Graça Fonseca assinala que o município ficou a conhecer pelos jornais, a 13 de Maio, os procedimentos que o Governo pretende implementar e que tinham sido solicitados contributos a algumas estruturas do setor das artes até 15 de Maio.
“Mais uma vez, sem referência às autarquias e com prazos completamente impossíveis de cumprir para quem pretende ter uma opinião baseada em princípios que acautelam a segurança de todos”.
A Câmara de Setúbal manteve os seus apoios financeiros às estruturas com base em protocolos firmados, reagendou mais de 250 ações no sentido de evitar cancelamentos e criou programas de apoio financeiro, através de programação na internet e open call artísticos.
“Cabe aos municípios, desde há muito, uma fatia considerável no apoio financeiro às artes, à criação artística e à gestão de diversos equipamentos culturais”, relembra a carta.
“Há pessoas a receber 60 euros por mês da Segurança Social. Quem é que consegue subsistir apenas com este dinheiro? É impossível”, referiu Fernando Casaca, um dos membros da comissão organizadora da Vigília pela Cultura e pelas Artes em Setúbal, em parceria com Patrícia Paixão, Miguel Assis, Leonardo Silva e Fernanda Rodrigues.

Agência de Notícias com Lusa 
[ + ]

Santiago do Cacém quer mais meios de vigilância nas praias

Distanciamento entre pessoas "poderá afastar os banhistas das zonas vigiadas"

O presidente da Câmara de Santiago do Cacém, no litoral alentejano, defendeu o reforço dos meios para a vigilância da costa, sublinhando que vai acompanhar de "forma atenta e serena" o arranque da época balnear. O autarca de Santiago do Cacém, no distrito de Setúbal, considerou que as regras para a próxima época balnear, anunciadas pelo Governo na sequência da pandemia de covid-19, são “as medidas precisas para tentar evitar a transmissão do vírus” e o reflexo de algumas das preocupações manifestadas pelos municípios do litoral alentejano. O autarca lembrou que a obrigatoriedade do distanciamento entre pessoas "poderá afastar os banhistas das zonas vigiadas", fazendo aumentar o risco de afogamento.
Autarquia quer praia em segurança nesse verão 


"Vivemos numa região onde as praias e o turismo são extremamente importantes e não nos passaria pela cabeça um cenário de encerramento total das praias, porque, ao contrário de outras zonas do país, onde as praias são de arribas e pequenas, temos um extenso areal", afirmou Álvaro Beijinha, em declarações à agência Lusa.
"Este ano não vai ser seguramente igual aos anos anteriores, a forma como estávamos habituados a ir à praia, e tem de haver uma compreensão coletiva para, cumprindo as regras, evitar comportamentos de risco que façam com que voltemos atrás. Acho que estamos no caminho do desconfinamento e esse caminho deve continuar de forma cautelosa", afirmou.
Tendo em conta a extensão do areal no litoral alentejano, Álvaro Beijinha disse acreditar que não deverão existir problemas, mas alertou para a necessidade de o Governo reforçar os meios de vigilância da costa, nomeadamente com nadadores-salvadores.
"Esperemos que a administração central coloque os meios necessários para esta nova realidade, nomeadamente os nadadores-salvadores, através dos concessionários, que também estão apreensivos com a questão económica porque não vão ter o mesmo número de pessoas na praia e, por isso, vamos, de uma forma atenta mas também serena, ver como é que as coisas vão decorrer", frisou.
Na opinião do autarca, os primeiros dias, após o arranque da época balnear, vão servir “de barómetro de como as coisas vão decorrer".
Com duas praias de uso balnear no concelho (Fonte do Cortiço e Costa de Santo André), o presidente da Câmara de Santiago do Cacém lembrou que a obrigatoriedade do distanciamento entre pessoas "poderá afastar os banhistas das zonas vigiadas", fazendo aumentar o risco de afogamento.
"Esta equação não é fácil, mas terá de haver uma maior vigilância, não apenas dos nadadores-salvadores, como também da Polícia Marítima. Por isso, todos temos de ter uma consciência diferente e não ir à praia tantas vezes, e tanto tempo, fazendo estadas mais curtas para permitir que todos consigamos desfrutar da beleza das nossas praias", concluiu.
O início da época balnear está previsto para 20 de Junho no concelho de Santiago do Cacém.

Agência de Notícias com Lusa 
[ + ]

Autarca de Setúbal visita escolas e creches do concelho

Reabertura progressiva das creches das aulas do 11 e 12º ano vistoriadas pela Câmara Municipal 

A Câmara de Setúbal inteirou-se, em visitas de trabalho, das medidas adotadas pelas escolas e creches do concelho no âmbito do regresso à atividade presencial educativa. O vereador com o pelouro da Educação, Ricardo Oliveira, em representação da autarquia, liderou uma comitiva que se deslocou a estabelecimentos de ensino que reabriram em virtude do retorno do regime presencial dos 11.º e 12.º anos de escolaridade e dos 2.º e 3.º anos dos Cursos de Dupla Certificação do Ensino Secundário.
Autarca atento à reabertura de cresches e escolas 

A ação, desenvolvida no quadro da prática de permanente e estreito relacionamento com os agrupamentos de escolas e as escolas não agrupadas do concelho, integrou visitas às secundárias Sebastião da Gama e du Bocage.
Ricardo Oliveira, acompanhado do diretor da Escola Secundária du Bocage, Pedro Tildes, e da diretora do Agrupamento de Escolas Sebastião da Gama, Fernanda Oliveira, apurou a forma como os estabelecimentos se adaptaram ao regresso às aulas.
As visitas permitiram que a Câmara de Setúbal ficasse a conhecer, em pormenor, "as ações implementadas em cada escola, confirmando a aplicação das medidas de segurança e de saúde pública definidas pela Direção-Geral de Saúde e pelo Ministério da Educação", disse a autarquia em nota de imprensa.
A reabertura progressiva da atividade das creches levou a que fossem ainda contactados o berçário e creche “A Colina”, da Associação de Professores e Amigos das Crianças do Casal das Figueiras, e o Centro Social Nossa Senhora da Paz, da Cáritas Diocesana de Setúbal.
No diálogo estabelecido com os profissionais e responsáveis dos estabelecimentos abordados, o vereador Ricardo Oliveira "procurou conhecer, além da forma como se está a processar esta nova fase, as dificuldades sentidas ou expectáveis", esclareceu a autarquia.
Neste sentido, a Câmara de Setúbal transmitiu "solidariedade e reiterou disponibilidade no quadro das suas competências".

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 
[ + ]

TST em Almada ainda com poucos passageiros

Comportamento exemplar dos passageiros e ainda poucas carreiras 

O terminal rodoviário de Cacilhas, em Almada, "nem parece o mesmo" de outros tempos, porque a Transportes Sul do Tejo (TST) continua com poucos passageiros, que demonstram um "comportamento exemplar", sempre de máscara e com distância social. "Cinco estrelas, está a correr perfeitamente. As pessoas têm respeitado, fizeram reforço de carreiras e até agora está a correr muito bem", disse a motorista Paula, de 48 anos, que se encontrava a fazer uma pausa de "dois minutos" antes de voltar ao serviço. A operadora ainda trabalha com metade da sua capacidade máxima e não há previsões do "regresso ao normal". A empresa ainda tem 32 por cento dos trabalhadores em regime de 'lay-off' e a quebra do número de passageiros em 90 por cento durante o estado de emergência "traduz-se num prejuízo por mês de mais de dois milhões de euros", revelou a diretora comercial da rodoviária, Rita Lourenço. 
O lento regresso à normalidade possível 

Já passava das oito da manhã de quarta-feira, mas as paragens do terminal de Cacilhas, em Almada, mantinham-se praticamente desertas, sendo que apenas duas tinham cerca de uma dezena de pessoas a aguardar transporte.
"No estado de emergência tivemos uma redução de passageiros na ordem dos 90 por cento, o que efetivamente hoje podemos confirmar aqui, que os passageiros ainda continuam a ser bastante reduzidos", constatou a diretora comercial da rodoviária, Rita Lourenço.
Na segunda-feira, os TST retomaram as carreiras com ligação ao Areeiro, Cidade Universitária e Marquês de Pombal, em Lisboa, e um conjunto de ligações escolares, mas a procura não correspondeu à oferta, segundo a responsável.
"Nós temos uma oferta instalada de 50 por cento, sendo que a percentagem de passageiros ronda os 15 por cento. Esta segunda-feira era expectável que houvesse uma retoma, mas isso infelizmente não aconteceu", lamentou.
Também ao nível das carreiras escolares, "a procura tem sido muito reduzida" e há mesmo "algumas circulações que andam sem ninguém", indicou.
Ainda assim, Rita Lourenço frisou que os passageiros "têm tido um comportamento exemplar, inclusivamente no que respeita à utilização de máscara", pelo que "não tem havido problemas".

Utentes dão "um satisfaz" à operadora 
Em declarações à Lusa, os utentes que se encontravam no terminal de Cacilhas mostraram-se compreensivos face à realidade em que vivemos, com a pandemia da covid-19.
"Tem corrido tudo bem, está a funcionar normal, às vezes atrasa um bocadinho, mas é coisa pouca, de dez ou cinco minutos", disse o utente André, de 33 anos.
Segundo o passageiro, as pessoas têm respeitado a obrigatoriedade de uso de máscara e "sentam-se em lugares diferentes, afastadas umas das outras", até porque senão "os fiscais impedem a entrada no autocarro".
Já o utente Jefferson, de 24 anos, queixou-se de que "ainda há poucos horários" e tem que entrar mais tarde no trabalho porque a carreira que costumava apanhar "era um bocadinho mais cedo e ainda não está a passar".
Pelo contrário, Ana Jorge, de 50 anos, considerou que o serviço dos TST "está um bocadinho melhor", porque já foram repostas as carreiras com ligação a Lisboa.
"Eu estive sempre a trabalhar, porque trabalho na área da saúde e durante o tempo em que houve o estado de emergência foi extremamente complicado porque faltaram autocarros. Eu costumava apanhar o expresso, mas deixou de existir. Tive de me adaptar. Agora a pouco a pouco, principalmente esta semana, noto que há mais transportes", apontou.

32 por cento dos trabalhadores ainda em lay-off
No entanto, para a TST, ainda é incerto quando é que o serviço pode ser retomado integralmente, porque a empresa ainda está "numa fase de aprendizagem" e "o retorno a 100 por cento significa apenas uma capacidade de transporte de 60 por cento", devido à limitação de dois terços da ocupação da viatura.
"Nós queremos muito que aconteça o mais breve possível, no entanto, têm de ser criadas condições por parte da Área Metropolitana de Lisboa para que as empresas possam fazer essa retoma", defendeu Rita Lourenço.
A empresa ainda tem 32 por cento dos trabalhadores em regime de 'lay-off' e a quebra do número de passageiros em 90 por cento durante o estado de emergência "traduz-se num prejuízo por mês de mais de dois milhões de euros", revelou.
A TST, detida pelo grupo Arriva Portugal, desenvolve a sua atividade na Península de Setúbal, com 190 carreiras e oficinas em quatro concelhos: Almada, Moita, Sesimbra e Setúbal.

Agência de Notícias com Lusa 
[ + ]

Dragagens voltam a Setúbal em Novembro deste ano

“Cerca de 80 por cento da dragagem” está já concluída

As dragagens no rio Sado, ao largo de Setúbal, estavam a decorrer na “perfeita normalidade”, mas foram suspensas por motivos técnicos e, depois, devido à pandemia, prevendo-se que sejam retomadas em Novembro, disse esta quarta-feira a Agência Portuguesa do Ambiente. “Quando for retomada, sê-lo-á também na completa normalidade, trata-se de uma dragagem obedecendo ao mais altos padrões internacionais”, afirmou o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente, Nuno Lacasta, no âmbito de uma audição, por videoconferência, com a comissão parlamentar de Ambiente, Energia e Ordenamento do Território, na Assembleia da República. Questionado pela deputada do PAN, Cristina Rodrigues, sobre a morte de 11 animais, inclusive cinco golfinhos, o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente assegurou essas ocorrências “nada tiveram a ver com os trabalhos de dragagem”.
APA garante regresso das dragagens no outono 

De acordo com o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente, a obra foi suspensa por motivos técnicos e, depois, no âmbito do confinamento devido à pandemia, mas “cerca de 80 por cento da dragagem” está já concluída.
“Está previsto, em princípio, que a obra retorne em Novembro”, adiantou Nuno Lacasta.
Apesar de a obra não estar ainda finalizada, o responsável da Agência Portuguesa do Ambiente reforçou que “a dragagem estava a correr na perfeita normalidade”, destacando o nível de atenção aos possíveis impactos, “que excedeu o ‘standard’ nestas matérias”, com dezenas de interações com o promotor, a Câmara de Setúbal, o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, a Direção-Geral do Património Cultural, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera e o Laboratório Nacional de Energia e Geologia.
Além da escolha dos locais para deposição de sedimentos, o Projeto de Melhoria das Acessibilidades Marítimas do Porto de Setúbal, que inclui as dragagens do Sado, teve o cuidado de não perturbar as comunidades de roazes (golfinhos), com equipas de biólogos a participar constantemente na monitorização dos trabalhos, e de preservar os valores patrimoniais presentes naquela zona, com a presença permanente de um arqueólogo.

Morte de golfinhos não foram causadas por dragagens
Questionado pela deputada do PAN Cristina Rodrigues sobre a morte de 11 animais, inclusive cinco golfinhos, o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente assegurou essas ocorrências “nada tiveram a ver com os trabalhos de dragagem”.
Sobre o procedimento pós-avaliação de impacto ambiental do projeto, Nuno Lacasta indicou que a auditoria será concretizada após a conclusão dos trabalhos, por uma entidade externa certificada.
“Do ponto de vista de dragagens desta natureza, não temos, nos últimos anos, memória de algo tão acompanhado”, considerou o responsável, reforçando que este foi um dos projetos mais analisados.
Relativamente à atividade piscatória, nomeadamente a proteção de comunidades de bivalves e pescado, a Agência Portuguesa do Ambiente decidiu “redefinir locais de depósito para atender às preocupações dos pescadores com a restinga (maternidade de espécies)”.
Neste momento, existem três locais em que foi feito uma afinação do que estava previsto no projeto, em articulação com os pescadores, “reduzindo substancialmente, quer a área, quer a quantidade de dragados depositados”.

Agência de Notícias com Lusa 
[ + ]

Cédric doa material médico à urgência do Montijo

Futebolista a jogar em Inglaterra ajuda cidade onde viveu muitos anos  

O futebolista Cédric Soares, que atua no Arsenal, [em Londres], ofereceu material médico e de apoio ao serviço de urgência básica do Montijo, para ajudar na luta contra a pandemia da covid-19. Cédric, de 28 anos, nasceu na Alemanha, mas mudou-se muito jovem para o Montijo, onde fez a sua infância. Em 2016, o lateral recebeu a medalha de honra da cidade, devido a ter ajudado Portugal a conquistar o Euro2016. No concelho do Montijo há 112 pessoas com o novo coronavírus. Mais um gesto bonito em tempos de pandemia mundial. A doença já matou mais de 328 mil pessoas em todo o mundo. No contexto da atual pandemia de covid-19, a Câmara do Montijo tem em funcionamento uma Linha de Apoio Psicológico disponível para todos os munícipes que necessitem deste tipo de resposta. 
Hospital do Montijo recebe ajuda de jogador de futebol 

Num vídeo disponibilizado nas redes sociais, é explicado que o internacional português disponibilizou dois monitores cardíacos, uma marquesa elétrica, um carro multifuncional, um carro de urgência, dois bancos de punção, dois suportes de braço para punção, quatro termómetros, uma televisão, dois cadeirões de pausa, três cadeiras de apoio, seis cadeiras de secretária, uma máquina de água quente e 50 socas aos profissionais serviço de urgência básica do Montijo.
Cédric, de 28 anos, nasceu na Alemanha, mas mudou-se muito jovem para o Montijo, onde fez a sua infância. Em 2016, o lateral recebeu a medalha de honra da cidade, devido a ter ajudado Portugal a conquistar o Euro2016.
O antigo jogador do Sporting está atualmente no Arsenal, em Londres [Inglaterra] por empréstimo do Southampton, mas ainda não se estreou pelos ‘gunners’.
A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 328 mil mortos e infetou mais de cinco milhões de pessoas em 196 países e territórios. Mais de dois milhões de doentes foram considerados curados.
A pandemia entrou também numa nova fase, com a América Latina a ultrapassar os Estados Unidos e a Europa, e a tornar-se o novo epicentro do contágio, depois de uma semana a reportar o maior número de novos casos em todo o mundo.
A região - com o Brasil a ser um dos países mais atingidos - agregava um terço dos 91 mil novos contágios no início da semana, com a Europa e os EUA a congregarem somente pouco mais de 20 por cento. Na Europa, esta semana, é na Suécia onde se registam mais mortes.
Em Portugal, morreram 1.247 pessoas das 29 mil 660 confirmadas como infetadas, e há 6452 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde. No concelho de Montijo há 112 pessoas com o novo vírus.  
A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de Dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Montijo criou Linha de Apoio Psicológico
No contexto da atual pandemia de covid-19, a Câmara do Montijo tem em funcionamento uma Linha de Apoio Psicológico disponível para todos os munícipes que necessitem deste tipo de resposta.
A Linha de Apoio Psicológico funciona de segunda a sexta-feira, das nove às 12h30 e das 14 às 17h30, através do contacto 917 865 964.
"O afastamento social e as mudanças profundas provocadas pela covid-19, coloca os cidadãos sobre uma pressão psicológica que, em alguns casos, necessita de intervenção de profissionais com competência nesta matéria", pelo que a Câmara Municipal "ativou esta resposta no âmbito da saúde mental no quadro da pandemia", sublinha a autarquia do Montijo em comunicado.
Consciente das alterações significativas na vida das pessoas, das famílias e no trabalho, a Linha de Apoio Psicológico "procura contribuir para promover a resiliência psicológica dos cidadãos, através de uma resposta que promove o diálogo e a verbalização dos problemas ou dificuldades, incentivando as pessoas a expressar o que pensam e sentem, recorrendo a métodos de comunicação assertiva, fortalecedora e afetiva", conclui a autarquia.
[ + ]

Cartão de Visita do Facebook

Anúncios

Se quiser anunciar neste site entra em contato com publicidadeadn@gmail.com
 
ADN-Agência de Notícias | por Templates e Acessórios ©2010