Dá um Gosto ao ADN

Libertado padrasto que violou enteada em Palmela

Violou e abusou de enteada durante dois anos e está com pulseira eletrónica

A Judiciária deteve, em Setúbal, um homem, de 42 anos, suspeito de ter violado e abusado sexualmente, durante dois anos, da filha da companheira em Brejos do Assa, no concelho de Palmela. Em comunicado a PJ salienta que, nos últimos dois anos, "o presumível autor, casado com a mãe da vítima, se aproveitou do ascendente e da relação de dependência inerente aos laços de familiaridade e coabitação, para a sujeitar a diversas práticas sexuais abusivas". Foi a própria mãe da menor que resolveu ficar alerta e apanhou o marido em flagrante esta semana. Foi presente a um juiz e já saiu em liberdade com pulseira eletrónica e obrigação de deixar a casa da vítima.
Homem terá violado menor durante dois anos

Um socorrista de uma organização de Setúbal, de 42 anos, foi detido pela Polícia Judiciária por abusos sexuais continuados à enteada, agora com 17 anos, filha da companheira que é bombeira.
Segundo a vítima, os crimes de abuso sexual começaram quando a menor tinha 15 anos e aconteciam na casa do casal, em Brejos do Assa, Palmela.
Foi a mãe da menor que, desconfiada de alguns comportamentos do companheiro para com a filha, resolveu ficar alerta e apanhou o marido em flagrante.
A semana passada, numa tarde de calor, a bombeira saiu da piscina onde estava com a filha mais nova para procurar a jovem e encontrou o companheiro, dentro de casa, em atos sexuais com a adolescente.
Detido pela PJ de Setúbal e levado a juiz, ficou sujeito a apresentações diárias às autoridades, obrigação de deixar a residência e uso de pulseira eletrónica para não se aproximar da vítima.

Agência de Notícias
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Centro de Saúde de Sesimbra pronto em 2022

Nova unidade de saúde vai permitir dar resposta a 11 mil e 400 utentes

A Câmara de Sesimbra já adjudicou a construção da Unidade de Saúde de Sesimbra que vai substituir a atual Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados, que funciona há largas décadas em instalações da Santa Casa da Misericórdia, no Largo 5 de Outubro, e que apresenta diversas lacunas. "A obra de mais de dois milhões de euros tem um prazo de execução de 550 dias e vai servir mais de 11 mil e 400 utentes para além dos utilizadores sazonais", diz a autarquia.
Nova unidade de saúde é desejada há anos 

A obra está orçada em cerca de 2,3 milhões de euros e tem um prazo de execução de 550 dias. Os encargos da obra são repartidos pela Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo – Ministério da Saúde, que comparticipa até ao limite de 950 mil euros, pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, com cerca de 579 mil euros, ao abrigo de uma candidatura apresentada pela Câmara Municipal ao Portugal 2020, e pelo próprio orçamento da autarquia, com uma verba que poderá ser superior a 800 mil euros.
Para além da comparticipação financeira, a autarquia disponibilizou o terreno com cerca de 2200 metros quadrados, no morro do Calvário, desenvolveu o projeto, dinamizou o procedimento concursal, e vai assegurar o acompanhamento e fiscalização da obra.
O equipamento, que deverá estar concluído em 2022, vai ter perto de 1300 metros quadrados, e vai incluir as valências de Unidade de Saúde, Unidade de Recursos Assistenciais Partilhados e Unidade de Cuidados na Comunidade e Unidade de Saúde Pública.
A nova unidade de saúde vai permitir dar resposta a 11 mil e 400 utentes inscritos, bem como ao fluxo de potenciais utilizadores sazonais", explica a Câmara de Sesimbra.
A solução encontrada para esta unidade de saúde permitirá, diz a Câmara de Sesimbra, "substituir a atual Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados, que funciona há largas décadas em instalações da Santa Casa da Misericórdia, no Largo 5 de Outubro, mas que que atualmente apresenta diversas lacunas".

Agência de Notícias
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Detido por furtos a residências do distrito de Setúbal

GNR apanhou homem que assaltou dezenas de casas em todo o distrito 

Um homem de 53 anos foi detido na terça-feira, em Almada, por suspeitas de ter praticado "dezenas de furtos em interior de residências" em vários concelhos do distrito de Setúbal, informou a GNR. Em comunicado, a força de segurança adiantou que o homem "atuava de forma isolada, com grande mobilidade", e que, através do arrombamento, "se introduzia nas residências alvo de furto, inclusivamente com os seus proprietários no interior". O crime foi praticado nos concelhos de Almada, Alcácer do Sal, Moita, Palmela, Sesimbra, Seixal e Setúbal, todos localizados no mesmo distrito, "a fim de subtrair dinheiro e objetos de valor".
Investigação durou oito meses 

A detenção ocorreu na terça-feira no Feijó, em Almada, depois de "uma investigação que durou oito meses", efetuada pelo Núcleo de Investigação Criminal do Montijo.
De acordo com a GNR, a investigação terminou "com a realização de duas buscas" a uma residência e a um veículo, das quais resultou a apreensão de uma viatura, quatro pistolas de alarme, três máquinas fotográficas, dois computadores portáteis e vários outros objetos "destinados à realização dos furtos", como algemas e luvas.
"Estima-se que o valor do material recuperado possa ascender aos três mil euros", revelou.
Segundo a força policial, a companheira do detido, uma mulher de 47 anos, também foi constituída arguida "por coautoria na prática dos referidos ilícitos".
Já o homem, que tinha "antecedentes criminais pela prática do mesmo crime", encontra-se detido nas instalações da GNR já foi presente ao Tribunal Judicial do Barreiro.

Agência de Notícias
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Pré-escolar regressa com desinfeção semanal em Setúbal

Câmara e Juntas de Freguesia preparam salas do pré-escolar para reabrir a 1 de Junho 

A Câmara de Setúbal, com o apoio das juntas de freguesia, está a desenvolver uma operação de larga escala de desinfeção de todos os estabelecimentos de ensino públicos pré-escolar do concelho, que reabrem na próxima segunda-feira, dia da criança.  De acordo com uma nota da autarquia, "o regresso das crianças ao pré-escolar público é feito com todas as condições de segurança e, para isso, o município não poupou esforços, tendo dinamizado um alargado conjunto de ações de desinfeção, interiores e exteriores, nos 17 equipamentos de ensino público pré-escolar do concelho". 
Desinfeções decorrem todas as semanas nas escolas 

Nesta matéria, a autarquia procedeu à limpeza, desinfeção e higienização de todos os estabelecimentos de ensino público pré-escolar, tanto as áreas exteriores como as interiores. No caso dos espaços interiores, é utilizado um processo de ozonização, que não liberta substâncias nocivas para a saúde.
Estas desinfeções, explica a autarquia sadina, "continuam durante o mês de Junho em todos os equipamentos do pré-escolar público, em ações conduzidas semanalmente e direcionadas para os espaços exteriores, dinamizadas pela Câmara Municipal com o apoio das juntas de freguesia".
Assim, a Junta de Freguesia de Azeitão assume as desinfeções nos jardins de infância de Vendas de Azeitão, de Casal de Bolinhos e da Brejoeira, enquanto a Junta de Freguesia de São Sebastião garante as desinfeções nos jardins de infância das Manteigadas e do Bairro da Conceição.
A Junta de Freguesia do Sado trata do jardim de infância do Faralhão, à Junta de Freguesia de Gâmbia-Pontes-Alto da Guerra cabe o jardim de infância de Gâmbia e à União das Freguesias de Setúbal compete a desinfeção dos jardins de infância do Viso e das Amoreiras.
No âmbito desta operação a decorrer durante o mês de Junho, compete à Câmara Municipal a "desinfeção dos jardins de infância dos Arcos, de São Gabriel, da Azeda, da Bela Vista, do Peixe Frito, do Bairro Afonso Costa, do Montalvão e Luísa Todi", inúmera a autarquia.
Para preparar o regresso do pré-escolar, naquela que é mais uma das fases do plano gradual de desconfinamento do Estado de Calamidade, foram ainda desenvolvidas "reuniões com assistentes operacionais desta valência de ensino e também com as direções de todos os agrupamentos de escolas do concelho", sublinha o documento.
Os assistentes operacionais do município afetos às valências de pré-escolar, em formação, pela Marinha Portuguesa, sobre procedimentos relacionados com a desinfeção para proteção contra a covid-19.
"Em todos os estabelecimentos de ensino pré-escolar público estão a ser entregues aos funcionários do município a desempenhar funções nessas escolas equipamentos de proteção individual, como bibes, viseiras, máscaras, aventais de plástico e luvas", diz a autarquia na mesma nota.
Nesta iniciativa são ainda reforçados os materiais e produtos de limpeza e desinfeção nos jardins de infância, com a distribuição de esfregonas, baldes, panos, caixotes lixos, sacos lixo, borrifadores, álcool gel, lixívia e desinfetante.
Além da distribuição destes materiais e equipamentos, a Câmara de Setúbal "tem vindo a reforçar a desinfeção e limpeza destes espaços, tanto no interior como no exterior".
As operações de desinfeção dos estabelecimentos de ensino público pré-escolar "prosseguem, semanalmente, em Junho, num esforço conjunto entre o município setubalense e as juntas de freguesia", aponta o documento.
As ações nestes estabelecimentos de ensino são enquadradas na estratégia municipal para combate à propagação da pandemia da covid-19, traduzida, nos últimos meses, num esforço para limpeza, desinfeção e higienização de todo o concelho.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 
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Seixal ordena fecho de cafés no Bairro da Jamaica

A associação de moradores sugeriu e a câmara municipal optou pelo encerramento de estabelecimentos

Os cafés do Bairro Jamaica, no Seixal vão ter de fechar para tentar conter o numero de casos de infeção por covid-19. A medida será executada esta quinta ou sexta-feira numa operação das autoridades de saúde, proteção civil e polícia, confirmou  o delegado regional de saúde de Lisboa e Vale do Tejo, Mário Durval. A associação de moradores de Vale de Chícharos, no Seixal, defendeu que o bairro, mais conhecido como Jamaica, deveria ser “isolado” e limitado aos moradores, responsabilizando as “pessoas que vêm de outros concelhos” pelo foco de infeção de covid-19. Na terça-feira, a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, informou que foram identificados três focos comunitários na área abrangida pelo Agrupamento de Centros de Saúde Almada-Seixal, com um total de 32 pessoas infetadas, 16 dos quais no Bairro da Jamaica. Segundo as autoridades nacionais, o principal foco de contagio foi uma festa de três dias, na Aroeira, no concelho de Almada, que reuniu centenas de pessoas vindas de municípios da Área Metropolitana de Lisboa. Na altura da festa - de 1 a 3 de Maio - era proibido a deslocação entre concelhos. Ainda assim, a festa realizou-se à revelia das autoridades. Em Almada e no Seixal há 683 pessoas infetadas com o novo coronavírus.
Moradores pediram encerramento dos cafés 

Questionado sobre se esta será a melhor decisão para controlar a propagação da doença, Mário Durval lembra que esta é apenas mais uma das medidas de prevenção. "A principal decisão é sempre o isolamento das pessoas que são covid positivas", ressalva.
A decisão surge na sequência do alerta de moradores, que dizem que o distanciamento social e medidas de segurança não estão a ser seguidos nos cafés, justifica o delegado de saúde.
Os estabelecimentos deverão ser encerrados durante duas semanas, tempo de incubação do vírus, mas admite-se a possibilidade de prolongamento da medida "em função da evolução do surto do bairro".
Há pelo menos 16 casos de infeção com Covid-19 identificados no Bairro da Jamaica. Esta terça-feira, a diretora-geral da Saúde confirmou que este é um dos três focos da doença no distrito de Setúbal.
A associação de moradores de Vale de Chícharos, no Seixal, defendeu esta quarta-feira que o Bairro da Jamaica fosse fechado, permitindo apenas a entrada e saída a moradores, de forma a conter o surto de Covid-19 que surgiu no local.
“Deviam mesmo isolar o bairro e só saía ou entrava quem aqui mora”, disse à Lusa o presidente da Associação de Desenvolvimento Social de Vale de Chícharos, Salimo Mendes, que está preocupado com a aglomeração de pessoas nos cafés que se localizam junto ao bairro, no concelho do Seixal.
“Os cafés ao fim de semana não deixam dormir as pessoas que trabalham, com música e ajuntamento de pessoas que não usam máscara”, relatou.
O morador não sabe quem são as 16 pessoas do bairro que têm covid-19, mas, na sua visão, o foco de infeção teve origem em “pessoas que vêm de outros concelhos”.
“A população que mora aqui tem sempre cuidado, o que me preocupa são as pessoas que vêm de outros concelhos. Ninguém sai de casa, só quem está a trabalhar, só que há pessoas de outros concelhos que vêm aqui frequentar os cafés do bairro”, indicou.

Seixal quer reunir com Governo e Almada diz que não tem focos comunitários 
O município liderado por Joaquim Santos (PCP) indicou na terça-feira que o foco de covid-19 em Vale de Chícharos teve origem “numa festa na Aroeira (Almada) em que participaram vários jovens de diversos concelhos da Área Metropolitana de Lisboa”, entre 1 e 3 de Maio.
Além disso, na nota divulgada, a autarquia lamentou ter conhecimento da realidade do concelho através da comunicação social, pedindo “mais informação e coordenação” ao Governo.
“Lamentamos que essa informação não tenha sido facultada ao município e às instituições que estão na linha da frente e que depois seja conhecida através da comunicação social. Não nos parece que esta seja a melhor forma de combatermos esta pandemia”, frisou.
Por este motivo, a autarquia já solicitou com urgência uma reunião à ministra da Saúde, Marta Temido, e à Unidade de Saúde Pública, de forma a “tomar todas as medidas necessárias para proteger e apoiar a população”.
Já a presidente da Câmara de Almada, Inês de Medeiros (PS), informou através da sua página no Facebook que nenhum dos três focos comunitários mencionados se situa no concelho.
“Almada integra o Agrupamento de Centros de Saúde Almada-Seixal mas não se regista, até ao momento, nenhum surto preocupante no concelho”, escreveu.
Almada e Seixal, registam o número mais preocupante de doentes com o novo coronavírus no distrito de Setúbal. Almada com 361, com um aumento de nove doentes em relação a terça-feira e o Seixal com 322, com 13 novos casos em relação ao dia anterior. Barreiro, com 217 casos e Moita com 146, são outros dos concelhos onde a pandemia se alastra. Montijo com 116 e Setúbal com 97 pessoas infetadas são outros dos municípios com mais casos. Sesimbra (33), Palmela (27) e Alcochete (23), apresentam números muito controlados desde o inicio deste mês.

Falta realojar 74 famílias do Bairro 
Atualmente ainda residem 74 famílias em condições precárias nos edifícios inacabados de Vale de Chícharos (lotes 13, 14 e 15), as quais aguardam pela segunda fase de realojamentos, que deveria ter acontecido até Dezembro do ano passado.
A 17 de fevereiro, a Câmara do Seixal informou que o processo se encontrava atrasado devido à especulação imobiliária, apelando ao Governo para reduzir o “grande diferencial” de comparticipação nos realojamentos.
A primeira fase terminou em 20 de Dezembro de 2018, quando 187 pessoas foram distribuídas por 64 habitações em várias zonas do concelho.
O acordo para a resolução da situação de carência habitacional neste bairro foi assinado em 22 de Dezembro de 2017, numa parceria entre a Câmara do Seixal, o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana e a Santa Casa da Misericórdia do Seixal.
No total, a cooperação visa o realojamento de 234 famílias e tem um investimento total na ordem dos 15 milhões de euros, dos quais 8,3 milhões são suportados pelo município.

Agência de Notícias com Lusa 
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Apreendidos 900 quilos de bivalves em Alcochete

Município está disponível para criar barreiras contra mariscadores nas praias e pede ajuda ao Governo 

A GNR apreendeu 900 quilos de amêijoa-japonesa, avaliados em nove mil euros, na terça-feira, na Estrada Nacional 119, em Alcochete, distrito de Setúbal, no âmbito de uma acção de fiscalização rodoviária, foi anunciado nesta quarta-feira. De acordo com a GNR, os militares detectaram um veículo que fazia o transporte dos bivalves, sem qualquer tipo de documentação comprovativa da sua origem, sendo que o proprietário, um homem de 25 anos, também não possuía o cartão de mariscador. O presidente do município de Alcochete, Fernando Pinto, está contra mariscadores que percorrem areais com viaturas. O autarca afirma que " a situação coloca em risco população" e levou o caso ao ministro da Administração Interna. 
Mariscadores usam automóveis nas praias 

Numa nota, as autoridades policiais referiram que o pescado foi aprendido e elaborado o auto de contraordenação, que corresponde a uma coima que pode atingir os 25 mil euros. Por se encontram ainda vivas, as amêijoas foram devolvidas ao seu habitat natural.
Segunda GNR, a apreensão dos bivalves foi feita pela Unidade Nacional de Trânsito e a Unidade de Controlo Costeiro, através do Destacamento de Acção de Conjunto de Lisboa, tendo sido solicitado o apoio ao Subdestacamento de Controlo Costeiro da Fonte da Telha, em Almada.
A GNR alertou ainda que a captura de amêijoa-japonesa, sem que seja sujeita a limpeza ou ao controlo higiossanitário, pode colocar em causa a saúde pública, caso seja introduzida ao consumo.

Autarquia quer controlar mariscadores 
Segundo a Câmara de Alcochete, nas últimas semanas, alguns indivíduos ligados à atividade mariscatória “têm utilizado a zona entre a praia dos Moinhos e a praia do Samouco para se deslocarem em viaturas numa zona que é impensável de acontecer”, confirmou Fernando Pinto, presidente da Câmara de Alcochete, em declarações ao jornal O Setubalense. 
Para o autarca, “esta situação revela ser um dado ambiental bastante gravoso, sendo um perigo para todas as pessoas que utilizam as praias para os seus passeios higiénicos e para passear os seus animais de estimação”. 
De acordo com Fernando Pinto, "não temos nada contra quem desenvolve a atividade de mariscador mas apenas exigimos que as regras sejam cumpridas de igual forma por todos". 
Quando ficou a par da situação, através “de queixas realizadas pelos munícipes de Alcochete”, o presidente da autarquia contatou “imediatamente a Guarda Nacional Republicana, mesmo sabendo que a intervenção no local é da responsabilidade da Polícia Marítima, a administração do Porto de Lisboa, os bombeiros e os presidentes das Juntas de Freguesia do concelho, no sentido de alertar”.
O autarca foi ainda mais longe e pediu uma reunião com o ministro da Administração Interna para dar mostras da preocupação no que diz respeito à "falta de legislação de regulamentação desta atividade e dos problemas colaterais inerentes à falta de um mecanismo legal para que esta seja desenvolvida de forma concertada e com regras”, revela Fernando Pinto. 
O ministro Eduardo Cabrita, refere a autarquia, "comprometeu-se a falar com a Guarda Nacional República e com a Polícia Marítima sobre o caso” que coloca “a saúde pública e ambiental e, também, o desenvolvimento da economia local” em risco. 
“O município está disponível para criar barreiras mas têm de ser estas entidades a avançar pois são as responsáveis pelo espaço e porque a Câmara Municipal não pode, do ponto de vista jurídico, avançar”, sublinhou o autarca. 
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Casa da Música Jorge Peixinho avança no Montijo

Jardim das Nascentes recebe legado do maestro montijense 

O primeiro passo para o início da obra da Casa da Música Jorge Peixinho foi dado com a adjudicação da empreitada, na reunião da Câmara do Montijo. A proposta mereceu os votos a favor do PS e do PSD e a abstenção da CDU. A obra terá um valor global superior a 980 mil euros. A empreitada, classificada “como histórica” pelo presidente da Câmara do Montijo, Nuno Canta, consiste na reabilitação e requalificação de um edifício que é património municipal, classificado como Conjunto de Interesse Municipal, localizado na zona do Pocinho das Nascentes, no mesmo local onde está em curso a obra do Jardim das Nascentes.
Projeto da casa da música Jorge Peixinho foi adjudicado 

O projeto da Casa da Música é dedicado ao Maestro Jorge Peixinho, músico natural do Montijo, criando as condições infraestruturais necessárias ao bom acondicionamento e preservação do seu espólio.
Para além da preservação volumétrica da casa de habitação original, a obra inclui a "edificação de um auditório polivalente para as áreas da música e das artes de palco, orientando o projeto para funcionar como equipamento cultural", explica a autarquia.
O investimento na Casa da Música Jorge Peixinho procura, assim, potenciar a "atratividade do território e do concelho, tanto cultural como turística, contribuindo para facultar aos seus habitantes e a todos os que nos visitam o enriquecimento através do conhecimento e do acesso a atividades culturais e de lazer".  
Para além da vertente cultural, o projeto da Casa da Música Jorge Peixinho irá "contribuir para a agregação dos tecidos urbanos confinantes, incrementando a convivialidade e coesão social, reforçando a relevância local deste património e a sua relação com o desenvolvimento do concelho", explica a autarquia. 
A reabilitação da Casa da Quinta criará condições para o acondicionamento do espólio legado pelo maestro montijense, figura de primeira linha no panorama musical do séc. XX, viabilizando a exposição e a disponibilização do acervo ao público e aos investigadores, sendo complementada pela criação de espaços destinados à realização de espetáculos e ensino na área da música, da representação e expressão artística.

Quinta das Nascentes com nova vida 
O edifício existente é representativo da arquitetura residencial das Quintas que estruturavam a propriedade agrícola e ribeirinha das margens da península de Aldeia Galega. Esta antiga residência rural burguesa conserva pormenores de desenho erudito e de ornamentação de fachadas, incorporando elementos de suave pendor romântico, sob influência das discussões estilísticas da arquitetura e da “casa portuguesa” que marcaram o despontar do séc. XX.
O relevante valor patrimonial da Quinta das Nascentes levou o município a promover um procedimento de classificação como Conjunto de Interesse Municipal, que estabelece as bases da política e do regime de proteção e valorização do património cultural.
A reabilitação do conjunto natural e edificado da Quinta das Nascentes, inserido no Corredor Verde Urbano do Montijo que se desenvolve para norte a partir da Vala Real – junto ao Moinho de Maré das Assentas (ou Nascentes) – vem "reforçar a articulação da malha urbana mais antiga da cidade com as áreas de expansão para nascente, com benefícios para a agregação dos tecidos urbanos envolventes, incrementando a convivialidade, a coesão social e a qualificação das populações", realça a Câmara do Montijo.
Propícia a uma fruição como espaço de natureza e de lazer, adequada para práticas desportivas, culturais e atividades de ar livre, de fácil integração na rede ciclável municipal, a Quinta das Nascentes "vê agora aproveitado o elevado potencial para a implantação de um equipamento de uso coletivo na vertente cultural, em simbiose com a envolvente natural existente e a valorizar, disponibilizando aos cidadãos um novo polo de revitalização urbana", conclui a autarquia.
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Estacionamento pago regressa a Setúbal na segunda-feira

Municipes voltam a pagar parquímetro a partir de 1 de Junho  

A Câmara de Setúbal vai retomar no dia 1 de Junho a cobrança de estacionamento tarifado, que tinha sido suspensa em 17 de Março, no âmbito das medidas sanitárias de contenção da covid-19, anunciou a autarquia. "A normalidade do serviço é retomada na próxima segunda-feira, com a reposição dos serviços de fiscalização e a aplicação das tarifas ou taxas associadas às respetivas zonas de estacionamento", refere uma nota de imprensa da autarquia sadina. A cidade de Setúbal teve um crescimento, nas últimas 24 horas, de sete novos casos de do novo coronavírus. No concelho há registo de 97 casos. No fim deste mês reabrem as igrejas e no primeiro dia de Junho abrem todas as creches e jardins de infância e os grandes centros comerciais do país. 
Tarifas obrigatórias voltam à rotina normal 

O estacionamento tarifado na cidade, que se encontrava suspenso desde 17 de Março no âmbito das medidas sanitárias de contenção da covid-19, é reposto a 1 de Junho em toda a cidade.
Na próxima segunda-feira o pagamento de estacionamento e a fiscalização das zonas de estacionamento com duração limitada voltam à cidade de Setúbal. A Câmara Municipal suspendeu estas tarifas a 17 de Março, no âmbito de um conjunto de medidas restritivas no combate à pandemia covid-19 mas, na segunda fase do desconfinamento e regresso à normalidade, o pagamento de estacionamento está entre as medidas que voltam a vigorar.
Segundo a Câmara de Setúbal, "a limpeza dos parquímetros é garantida pela empresa concessionária do estacionamento tarifado em Setúbal, de acordo com as normas definidas pela Direção-Geral da Saúde para a desinfeção de equipamentos em espaço público".
Portugal contabiliza 1.342 mortos associados à covid-19 em 31.007 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim diário da Direção-Geral da Saúde sobre a pandemia divulgado na terça-feira. A cidade de Setúbal teve um crescimento, nas últimas 24 horas, de sete novos casos de do novo coronavírus. No concelho há registo de 97 casos.
No país, o número de pessoas hospitalizadas baixou de 531 para 513, das quais 71 se encontram em unidades de cuidados intensivos (menos uma). O número de doentes recuperados é de 18 mil e 96 pessoas.
Portugal entrou no dia 3 de Maio em situação de calamidade devido à pandemia, depois de três períodos consecutivos em estado de emergência desde 19 de Março.
Esta nova fase de combate à covid-19 prevê o confinamento obrigatório para pessoas doentes e em vigilância ativa, o dever geral de recolhimento domiciliário e o uso obrigatório de máscaras ou viseiras em transportes públicos, serviços de atendimento ao público, escolas e estabelecimentos comerciais.
O Governo aprovou novas medidas que entraram em vigor no dia 18 de Maio, entre as quais a retoma das visitas aos utentes dos lares de idosos, a reabertura das creches, aulas presenciais para os 11.º e 12.º anos e a reabertura de algumas lojas de rua, cafés, restaurantes, museus, monumentos e palácios.
O regresso das cerimónias religiosas comunitárias está previsto para 30 de Maio e a abertura da época balnear para 06 de Junho. A 1 de Junho abrem todas as creches e jardins de infância e todos os grandes centros comerciais do país.

Agência de Notícias
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Festa da Aroeira na origem do foco do Bairro da Jamaica

Câmara do Seixal lamenta não ter recebido dados sobre origem e evolução dos casos de covid-19

A Câmara do Seixal acusa a Unidade de Saúde Pública de Almada e Seixal de não ter facultado a informação pedida sobre a origem e evolução dos novos casos de covid-19 no concelho de forma a poder ajudar na contenção. Na sequência do foco do novo coronavírus, em Vale de Chícharos, conhecido como Bairro da Jamaica, a autarquia garante ter manifestado total disponibilidade para intervir de acordo com o que a Unidade de Saúde Pública considerasse necessário. Uma festa realizada no início do mês na Aroeira, no concelho de Almada, terá estado na origem de um foco que já fez 32 novos doentes, 16 deles no Bairro da Jamaica.  Neste bairro vivem cerca de 150 famílias que continuam à espera de realojamento (processo que deverá durar até 2022). A autarquia diz ter sido informada pelas autoridades sanitárias da intenção de apertar as regras no terreno. O concelho já conta com 335 doentes, ainda assim bem longe da realidade dos concelhos da margem norte do Tejo.
Falta de condições adensa perigo de surto de covid-19  


A Câmara Municipal do Seixal pediu esta terça-feira “mais informação e coordenação ao Governo” para combater os focos de infecção no concelho, depois de não ter recebido "a informação sobre a origem dos novos casos que surgem no concelho e a sua evolução” quando solicitada à Unidade de Saúde Pública de Almada e Seixal.
“Lamentamos que essa informação não tenha sido facultada ao município e às instituições que estão na linha da frente e que depois seja conhecida através da comunicação social. Não nos parece que esta seja a melhor forma de combatermos esta pandemia”, pode ler-se na nota enviada à imprensa.
A autarquia adianta ainda que solicitou “com urgência uma reunião à Ministra da Saúde e à Unidade de Saúde Pública”, garantindo que vai continuar a tomar “todas as medidas de segurança” para apoiar a população e “de acordo com as orientações das autoridades de saúde”.
A directora-geral da Saúde, Graça Freitas, afirmou na conferência de imprensa desta terça-feira que há "três pequenos focos comunitários que têm identificadas 32 pessoas como positivas”, um deles no Bairro da Jamaica, no Seixal, onde há 16 casos de infecção confirmados.
As autoridades de saúde, a Câmara do Seixal e outros intervenientes têm "atuado diretamente nos bairros onde se estão a passar estes fenómenos e nos aglomerados familiares destas pessoas para identificar e quebrar cadeias de transmissão”, explicou Graça Freitas. No entanto, a Câmara do Seixal dá conta de dois surtos e a presidente da Câmara de Almada, Inês de Medeiros, esclareceu que o município não tem registo de concentração de contágios.
Neste bairro vivem cerca de 150 famílias que continuam à espera de realojamento (processo que deverá durar até 2022).

Festa na Aroeira provoca surto no Seixal e Almada 
A Câmara do Seixal confirma que foi informada pelas autoridades de saúde, a 14 de Maio, da “existência de alguns casos de moradores” do Bairro da Jamaica que teriam ficado infetados numa festa na Aroeira, em Almada, que aconteceu no início do mês [de 1 a 3 de Maio] onde terão participado jovens de diversos concelhos da Área Metropolitana de Lisboa.
De acordo com o comunicado, foi pedida ajuda ao município “para a realização de acções de sensibilização” nos bairros da Jamaica, na Amora, e de Santa Marta, em Corroios, que foram realizadas a 16 e 18 de Maio, com esclarecimento de dúvidas e distribuição de máscaras aos moradores.
A autarquia diz ainda ter manifestado “toda a disponibilidade para intervir de acordo” com as indicações das autoridades de saúde locais “para a contenção destes pequenos surtos”, tendo sido informada que estas iam “avançar com uma determinação para o encerramento dos bares e que iriam acompanhar o cumprimento do confinamento em articulação com as forças de segurança”.
Os dados desta terça-feira do boletim epidemiológico da Direcção Geral de Saúde dão conta de 335 casos confirmados no Seixal, mais 13 casos que na terça-feira. Nos últimos sete dias, o número de casos no concelho aumentou cerca de 21 por cento.
A autarquia lembra ainda que dos 18 concelhos da Área Metropolitana de Lisboa, o Seixal é o 13º em número de infetados (19,30 por 10 mil habitantes). “O Seixal está abaixo da média da Área Metropolitana de Lisboa, que conta com oito mil casos confirmados e tem menos de metade do que o Concelho de Lisboa, onde se registam 2.206 casos confirmados.  O mesmo ocorre na Península de Setúbal, onde nos Concelhos do Barreiro e Almada existem 217 e 361 casos confirmados e onde o número contaminados por 10 mil habitantes é superior, 27,45 e 20,83, respetivamente”, refere ainda o comunicado assinado pelo presidente do município, Joaquim Santos.

Agência de Notícias

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Esplanadas do Barreiro isentas de taxas até 30 de junho

Cafés, lojas e restaurantes convidados a virem para a rua 

A Câmara Municipal do Barreiro vai manter em suspenso o pagamento de licenças relativas a esplanadas até ao dia 30 de Junho. A ideia que preside a esta decisão é a de "dar possibilidade aos profissionais da hotelaria, restauração e até outros pequenos comércios, de obterem condições para poderem retomar as suas atividades", explica a câmara do Barreiro. A câmara municipal "quer dar possibilidade aos comerciantes de retomarem a atividade com condições de segurança". refere a autarquia. 
Autarquia facilita expansão das esplanadas 


Na última reunião de câmara foi decidido criar condições especiais para a instalação de mobiliário urbano no concelho, seguindo-se assim as orientações da Direção-Geral de Saúde, que pretende que o acesso aos estabelecimentos de restauração se faça, preferencialmente, em esplanadas abertas, de forma a minimizar os eventuais riscos de contágio da covid-19.
O vereador Rui Braga disse que “queremos comunicar às pessoas que qualquer estabelecimento de restauração, café ou até mesmo lojas que possam ter expositores de outro tipo, como roupas ou sapatos, por exemplo, que tenham espaço e que cumpram as regras, pode vir para a rua”.
A data 30 de Junho foi escolhida, propositadamente, segundo o vereador, "por permitir aos comerciantes a isenção do pagamento de licenciamento de esplanadas".
A Câmara do Barreiro informou também que outras dúvidas que possam surgir sobre a instalação de esplanadas podem ser esclarecidas através do Gabinete de Inovação, Desenvolvimento Económico e Turismo, cujo endereço eletrónico é GIDET@cm-barreiro.pt. 


Agência de Notícias

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RioSul Shopping do Seixal doa três mil euros a voluntários

A doação para projeto de responsabilidade social no combate a covid-19 nos lares

O RioSul Shopping, na Torre da Marinha, concelho do Seixal, gerido e comercializado pela consultora imobiliária CBRE Portugal, vai doar um total de três mil euros ao projeto de responsabilidade social ComVidas. O “projeto consiste numa plataforma que reúne voluntários às necessidades de instituições de apoio a idosos, uma das comunidades fortemente impactadas pela pandemia covid-19 e que mais riscos corre”, explica a consultora em comunicado. o valor, dizem os responsáveis "será usado nas diversas instituições integrantes da plataforma com necessidades da zona do Seixal". 
Voluntários com oferta extra do RioSul 

A campanha digital pretendeu dar a conhecer o projeto e por cada partilha da publicação nas redes sociais o RioSul Shopping doava um euro ao projeto ComVidas. Realizada durante uma semana, o valor agora recolhido “será usado nas diversas instituições integrantes da plataforma ComVidas, com necessidades da zona do Seixal.
“Numa altura em que, aos poucos, começamos a adaptar-nos àquele que será o nosso novo dia-a-dia e nova rotina, não podemos esquecer quem todos os dias optou por largar tudo para ajudar o próximo, muitas vezes de uma forma voluntária. Assim, o RioSul Shopping presta homenagem, através desta doação, a todas estas pessoas e instituições”, lê-se na nota.Em parceria com uma estudante de medicina, uma psicóloga na área do envelhecimento e duas especialistas em comunicação, Rita Almeida e Brito, estudante do quarto ano de enfermagem, criou o Portugal COmVIDas.
 “A nossa missão é compor equipas de voluntários que possamos alocar ao sítio certo, ou seja, queremos que cada lar receba a equipa mais capacitada para as necessidades que apresenta”, diz a jovem. 
A plataforma online do projeto recebe inscrições tanto de lares que precisem de ajuda como de voluntários, entre 18 e 50 anos, que queiram partir em missões de um mês (15 dias no terreno e 15 dias em isolamento) ou colaborar em atividades logísticas como o transporte de materiais e alimentos.
Cada lar deve preencher uma ficha de identificação das necessidades que tem (número de voluntários necessários, tipo de tarefas, alimentos ou materiais em falta) e do tipo de apoio que dá aos voluntários (articulação com a Câmara Municipal, disponibilização de equipamentos de proteção, existência de alojamento).
Ao longo do mês que dura cada missão, os voluntários são acompanhados diariamente por uma equipa de psicólogos. “Aqui não se trata de fazer companhia a pessoas ou ajudar de vez em quando. O trabalho reveste-se de uma grande dureza, por isso o acompanhamento diário da fragilidade que estes voluntários vão encontrar é essencial”, conclui Filipa Paiva Couceiro, psicóloga na área do envelhecimento.


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Câmara, PS e BE contra fecho do BCP em Alhos Vedros

Millenium BCP encerra serviços na freguesia. Autarquia e Bloco criticam decisão  

A Câmara da Moita foi surpreendida com o anúncio do encerramento do balcão do Millenium BCP de Alhos Vedros, situação,  diz o presidente da Câmara da Moita, em nota enviada à ADN-Agência de Notícias, a "todos os títulos, incompreensível e lamentável, já que este, sendo atualmente o único banco a operar na freguesia, regista uma procura elevada". O Bloco de Esquerda junta-se ao protesto e "manifestar a perplexidade e repúdio por esta decisão, que prejudicará a população de Alhos Vedros, privando mais de 15 mil habitantes a um serviço público de proximidade". Os socialistas também estão indignados com o fecho do balcão e assumem o compromisso de que os autarcas do partido "irão acompanhar esta situação de perto, e nas reuniões que já estão ou venham a ser marcadas defenderão intransigentemente os interesses da população da Freguesia de Alhos Vedros". 
Todos contra o encerramento do banco 

Os serviços bancários são essenciais e a sua proximidade física condição fundamental para o fácil acesso, sendo, por isso, esta decisão unilateral do Millenium BCP "lesiva para a população de Alhos Vedros", lembra Rui Garcia, presidente da Câmara da Moita.
A banca, particularmente a banca privada, "tem sido objeto de um tratamento de exceção e de apoio por parte do Estado. Milhares de milhões de euros de fundos públicos têm sido mobilizados para a salvar e proteger em períodos de crises sistémicas, na origem das quais têm fortíssimas responsabilidades. No entanto, a sua preocupação continua a ser a maximização do lucro, esquecendo, no primeiro momento, as obrigações para com a economia e as pessoas e não hesitando, como é o caso presente, em reduzir custos operacionais à custa da qualidade do serviço prestado às populações", sublinha o autarca.
Assim, a Câmara da Moita "não pode deixar de condenar o encerramento deste serviço bancário" e, disso mesmo, dará nota "em reunião, com caráter de urgência, que vai de imediato solicitar à Administração do Millenium BCP". 
A Câmara Municipal irá também, no imediato, "propor reuniões com outras instituições bancárias presentes no Concelho, para sensibilizar, incentivar e avaliar conjuntamente a disponibilidade e condições para o reforço da oferta de serviços bancários na freguesia e no concelho, particularmente daqueles que se apresentam como mais facilitadores no dia a dia das populações, como é o caso das caixas automáticas multibanco, serviço que é hoje essencial e que se apresenta também deficitário em Alhos vedros e em alguns outros locais do concelho", conclui Rui Garcia. 

BE lamenta fecho do banco em Alhos Vedros  
Para o BE, que se junta ao manifesto da autarquia comunista, refere à ADN-Agência de Notícias que o "encerramento deste balcão tem também um significado lesivo para toda a vida de Alhos Vedros, afetando o comércio local e os serviços, que fazem parte do nosso quotidiano e constituem um apoio à nossa comunidade".
Ao longo destes últimos tempos Alhos Vedros tem perdido, dizem os bloquistas, "diversas valências, na área da saúde, do comércio e serviços, que deixam a população mais desprotegida, sem acesso a apoios considerados fundamentais para que haja mais qualidade de vida".
O Bloco de Esquerda promete conjugar "todos os esforços, junto dos autarcas, dirigentes associativos, comércio local, de entidades locais, regionais e centrais, para que sejam defendidos os interesses da população, defendendo a manutenção deste equipamento".
A Concelhia do Bloco de Esquerda, manifesta-se "contra este encerramento do Balcão de Alhos Vedros, considerando que é um desrespeito pela população, com todos os reflexos negativos para o desenvolvimento desta Freguesia, num próximo futuro". 

PS quer defesa intransigente da população
Os socialistas também estão indignados com o fecho do balcão. "Confirmaram-se os piores receios, uma vez que além do encerramento deste balcão está previsto também o encerramento das caixas multibanco que actualmente se encontram no edifício onde se encontra instalada a instituição", disse o PS da Moita.
Face a tudo o que está em causa, importa que sejam tomadas, no entender dos socialistas, "rápidas medidas no sentido de tentar preservar os serviços que são actualmente prestados à população e tanta falta fazem".
Este não é "um momento de indecisões, ou de esperar para ver o que acontece, pois fazê-lo poderá levar a que seja já tarde de mais", lembra o PS.
"Assumimos desde já o compromisso de que os nossos autarcas irão acompanhar esta situação de perto, e nas reuniões que já estão ou venham a ser marcadas defenderão intransigentemente os interesses da população da Freguesia de Alhos Vedros", sublinham os socialistas que apoiam o executivo comunista nesta luta. "Caberá à autarquia desenvolver todas as iniciativas que estejam ao seu alcance, com o empenho de todas as forças políticas, no sentido de tentar preservar um serviço que tanto falta faz aos cidadãos, em particular aos que necessitam de recorrer a serviços bancários presenciais e que têm dificuldades em se deslocar até às instituições mais próximas, e que é um elemento vital para o nosso comércio local", concluem os socialistas.

Agência de Notícias
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EDP vai apoiar música e festas populares este ano

Empresa dá palco à música tradicional portuguesa com o Let’s Go Portugal 

E de repente a pandemia "matou" todas as festas populares e festivais de música por todo o país até, pelo menos, 30 de Setembro. Será um verão sem bailaricos, gastronomia local, tradições ou concertos. Têm surgido algumas iniciativas durante este período excecional para a sociedade e para a cultura portuguesa. A mais recente chega por parte da EDP, que quer apoiar músicos portugueses e ajudar a manter os festejos tradicionais tão característicos de Portugal. Empresa apoia a cultura nacional com desafios. Basta enviar ideias com “essência”, diz a electrica portuguesa. 
EDP quer dar palco à música nacional 

Com o objectivo de apoiar a música, os artistas e as tradicionais festas portugueses, a EDP lançou, durante este período excepcional para a sociedade e cultura do país, o Let’s Go Local, desafio incluído no Portugal #EntraEmCena, que quer "dar palco a músicos" portugueses.
“Do cante alentejano à música popular, passando pelo folclore, a EDP desafia os artistas portugueses, a apresentarem um conceito criativo para a celebração da música tradicional portuguesa. Os artistas interessados devem também enviar um vídeo com a sua atuação e indicar o local e as necessidades técnicas para a concretização da sua ideia”, lê-se em comunicado da empresa.
As ideias dos artistas têm de ser apresentadas até 12 de Junho no site do Portugal #EntraEmCena e as que tiverem mais impacto e melhor refletirem a essência da música portuguesa podem ainda ser implementadas em 2020.
“Este é um ano desafiante e todos tivemos que nos adatar a uma nova realidade. Também a EDP teve de se reinventar no seu apoio à música. Agora, mais do que nunca, é importante estar ao lado dos portugueses, apoiar o que é nosso, a nossa música e a nossa cultura e por isso, a EDP decidiu investir neste território. Com esta iniciativa, queremos desafiar todos os artistas de música tradicional portuguesa a apresentarem a sua ideia para levar a música a vários recantos do nosso País”, diz Paulo Campos Costa, Diretor de Marca, Marketing e Comunicação da EDP.
O movimento Portugal #EntraEmCena, lançado em Abril, conta com várias entidades além da EDP, que têm uma história de ligação e investimento em cultura, existindo ainda o apoio estatal do Ministério da Cultura.
A plataforma, que tem como objectivo salvaguardar a cultura e os seus intervenientes num momento crítico, permite que os artistas lancem ideias e conseguiam investimento para conceber e desenvolver projectos. Empresas, públicas e privadas, podem escolher propostas artísticas ou lançar novos desafios, escolhendo depois quais financiar.
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Regresso do pré-escolar em preparação em Setúbal

Autarquia e estabelecimentos preparam regresso à pré-escola no Dia Mundial da Criança  

A Câmara de Setúbal está a desenvolver um conjunto de ações para o regresso das crianças, com todas as condições de segurança, ao pré-escolar público a 1 de Junho. O município não poupa esforços para garantir que, na próxima segunda-feira, dia mundial da criança, tudo esteja preparado para receber as crianças em idade pré-escolar, naquela que é mais uma das fases do plano gradual de desconfinamento delineado pelo Governo no âmbito do Estado de Calamidade. A Câmara de Setúbal conta com o apoio da Marinha Portuguesa para "limpeza, desinfeção e higienização" das salas de pré-escolar do concelho. 
Regresso das crianças está a ser preparado 

Nesta matéria, a autarquia está a "proceder à limpeza, desinfeção e higienização de todos os estabelecimentos de ensino público pré-escolar, tanto as áreas exteriores como as interiores. No caso dos espaços interiores, é utilizado um processo de ozonização, que não liberta substâncias nocivas para a saúde", explica  a autarquia em comunicado.
Com vista à preparação do regresso do pré-escolar, a Câmara de Setúbal "está a desenvolver reuniões com assistentes operacionais desta valência de ensino e também com as direções de todos os agrupamentos de escolas existentes no concelho".
Os assistentes operacionais do município afetos às valências de pré-escolar, em formação, pela Marinha Portuguesa, sobre procedimentos relacionados com a desinfeção para proteção contra a Covid-19, recebem ainda equipamentos de proteção individual e fardamento.
As ações nestes estabelecimentos de ensino são enquadradas na estratégia da Câmara de Setúbal para combate à propagação da pandemia da covid-19, "traduzida, nos últimos meses, num esforço sem precedentes para limpeza, desinfeção e higienização de todo o concelho", conclui a autarquia.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 
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Turismo quer retoma no aeroporto no Montijo

Aeroporto tem de ser retomado “com a maior brevidade” 

O Conselho Diretivo da Confederação do Turismo de Portugal defende que, face ao impacto do covid-19, o projeto do aeroporto complementar do Montijo deverá ser retomado “com a maior brevidade”, assegurando a recuperação económica do país. O presidente da Confederação do Turismo de Portugal afirmou que, apesar da pandemia, “os pressupostos que estavam na origem da decisão de avançar mantêm-se” e, por isso, a infraestrutura não deixou de ter o seu “irrefutável benefício” para a economia.
Turismo aponta aeroporto para o Montijo 

“No seguimento da avaliação da atual situação e desafios futuros colocados pelo covid-19, o conselho diretivo da Confederação do Turismo de Portugal considera que a recuperação económica do país depende do aumento da sua capacidade aeroportuária. Nesse sentido, o projeto do aeroporto complementar do Montijo deverá ser retomado com a maior brevidade”, indicou, em comunicado, esta confederação.
Para a Confederação do Turismo de Portugal, o aumento da capacidade aeroportuária de Lisboa vai permitir um crescimento de até 50 milhões de passageiros, potenciando também o hub da TAP à América do Norte e do Sul, assim como a proximidade aos países da diáspora portuguesa.
No documento, a confederação do turismo lembrou que, em Janeiro, a Agência Portuguesa do Ambiente emitiu a sua declaração de impacte ambiental final, dando “luz verde” à construção do aeroporto complementar do Montijo, apesar de ir contra às autarquias da Moita, Seixal, Palmela, Setúbal e Sesimbra que continuam a defender a construção do aeroporto de raiz no Campo de Tiro de Alcochete.
Citado em comunicado, o presidente da Confederação do Turismo de Portugal afirmou que, apesar da pandemia, “os pressupostos que estavam na origem da decisão de avançar mantêm-se” e, por isso, a infraestrutura não deixou de ter o seu “irrefutável benefício” para a economia.
“Este é o momento de avançar para a única solução que responde em termos de custos, eficácia e competitividade a um problema que se arrasta há mais de 50 anos e não o de recuperar outras opções de localização que já foram amplamente discutidas e abandonadas”, afirmou Francisco Calheiros.
A 8 de Janeiro de 2019, a ANA e o Estado assinaram o acordo para a expansão da capacidade aeroportuária de Lisboa, com um investimento de 1,15 mil milhões de euros até 2028 para aumentar o atual aeroporto de Lisboa e transformar a base aérea do Montijo num novo aeroporto.

Agência de Notícias com Lusa 
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Distrito de Setúbal segundo no número de novos casos

Setúbal ultrapassa Porto no número de novos casos de covid-19 no país 

Uma semana depois da reabertura de restaurantes, cafés, esplanadas, praias, creches e aulas presenciais para os alunos do 11 e 12º anos, o número da pandemia continua a crescer no distrito de Setúbal. De acordo com as autoridades de saúde nacionais, a Península de Setúbal e os quatro concelhos do Litoral Alentejo, que compõem o distrito de Setúbal é agora o segundo com mais novos casos de covid-19, passando o Porto para terceiro lugar, indica um relatório desta terça-feira que revela que 36 por cento das pessoas contagiadas têm entre os 20 e os 39 anos. O número de casos aumentou em cinco dos 13 concelhos do distrito, com o Seixal, Moita, Almada, Barreiro e Setúbal a registarem novamente subidas. Um indicador que já vem de semanas anteriores. O distrito tem, nesta segunda-feira, 1335 pessoas doentes com o novo coronavírus.  Portugal regista hoje 1330 mortos e 30 mil 788 casos confirmados. Todavia, dos 14 óbitos hoje registados no relatório, apenas seis aconteceram nas últimas 24 horas. Apesar de tudo, após o fim de semana de sol, o Governo lembra: "desconfinar não é descontrair". 
Novos casos continuam a crescer no distrito 

Os dados da divisão de epidemiologia e estatística da referentes ao período entre 13 e 21 de Maio e revelados este domingo pela ministra da Saúde mostram que, utilizando uma amostra de 1504 casos, correspondente a 80 por cento de todos os casos novos de covid-19 infetados no mesmo período, 48 por cento eram mulheres e que 36 por cento ocorreram no grupo etário os 20 e os 39 anos.
A análise estatística conclui também que mais de metade dos novos casos (55 por cento) ocorreram no distrito de Lisboa e que "o distrito de Setúbal passou a ser o segundo com mais novos casos de contágio, com 13 por cento do total, passando o Porto a ser o terceiro, com 11 por cento”, revelou Marta Temido na conferência de imprensa diária relativa ao ponto de situação da covid-19 em Portugal.
Dos novos casos de contágio, metade das pessoas sentiram sintomas e 33 por cento estavam assintomáticas.
A amostra revelou ainda que 45 por cento das infestações terão sido contraídas no domicílio, 19 por cento em ambiente laboral, 11 por cento ocorreram em lares de idosos e que 10 por cento das pessoas foram contagiadas em ambiente social, “uma percentagem que se mantém relativamente estável ao longo das semanas”, segundo Marta Temido.
Questionada sobre o aumento de casos no distrito de Setúbal, a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, explicou que “não há um grande surto, não há um padrão de uma epidemia em curso”, mas sim “pequenos contextos, localizados, e alguns casos são casos isolados em ambiente familiar e domiciliário”.
“Há pequenos focos, alguns aconteceram por concentração de pessoas, incluindo em ambiente domiciliário, mas que vieram para dentro do domicílio por pessoas de outros ambientes, portanto há ‘clusters’ relacionados com este tipo de concentração”, explicou Graça Freitas.
“É uma situação mista, que as autoridades de saúde identificaram muito bem, localizaram, estão a trabalhar com as forças locais e estão a incidir muito naquilo que chamamos na educação para a saúde junto destas comunidades para informar dos riscos e minimizar que esses riscos continuem a verificar-se”, acrescentou.
Dos 1504 casos da amostra, 244 tinham profissão registada, sendo que 80 eram profissionais de saúde, dos quais 14 enfermeiros.

Almada, Seixal, Barreiro e Moita na linha da frente 
O número de casos com covid-19 no distrito de Setúbal subiu hoje para 1335. Mais 40 do que domingo. As informações divulgadas no relatório de situação pela Direcção-Geral da Saúde indicam que os concelhos de Almada, Seixal e Moita registam novamente as maiores subidas. Em Almada existem 352 casos (+9), seguido do Seixal, com 318 (+11), do Barreiro, com 203 (+5), e da Moita, com 141 infectados (+10). O Montijo estabilizou nos 116, enquanto Setúbal viu o número casos subir para 88 (+5). 
Mais calma, mas ainda assim "vigilante" encontram-se os concelhos de Sesimbra, com 32 casos, Palmela, com 27, Alcochete, com 23. Em nenhum destes três concelhos houve novos casos nesta segunda-feira. 
A sul do distrito, no Litoral Alentejano, Santiago do Cacém ocupa a linha da frente com 17 pessoas doentes. Grândola, com 11, e Alcácer do Sal, com  sete, são os municípios com menos casos de covid-19. Sines, continua a ser o único concelho sem doentes infetados do distrito.  
Na região de Lisboa e Vale do Tejo existem 9 567 casos (+144) Nesta região acabaram por falecer mais seis pessoas, refazendo um total de 322 óbitos. 
A nível nacional, estão infectadas 30 788 pessoas (+165). O número de pessoas recuperadas subiu para 17 mil 822, registando-se mais 273 casos de sucesso. Por sua vez, o número de óbitos aumentou para 1330, mais 14 do que domingo. Contam-se também menos cinco internados e menos seis internamentos em unidades de cuidados intensivos.
Apenas seis dos novos óbitos ocorreram nas últimas 24 horas. Os restantes "resultam da verificação dos certificados de óbito levada a cabo pela Direção-Geral da Saúde", disse António Lacerda Sales.
O secretário de Estado da Saúde lembrou que "desconfinar não é descontrair; normalizar não é desresponsabilizar. Temos o dever cívico de nos proteger e de proteger os outros. A nossa saúde continua a depender de todos".
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Caparica cheia de banhistas mas à "distância adequada"

Praias cheias e (quase) todos a cumprir as regras nesse novo tempo 

Quase parece um verão "normal" na praia de São João de Caparica, em Almada, que esteve este domingo cheia de banhistas, mas com respeito pela "distância adequada" entre pessoas e chapéus. “Este ano é a primeira vez que venho à praia. Viemos ver como é que isto estava, mas a praia está agradável e as pessoas mais ou menos estão a cumprir as obrigações. Estão afastadas umas das outras e não se vê ninguém ao monte, como se costuma dizer”, disse José Martins, de 60 anos. O banhista mora mesmo em frente à praia, para onde costuma vir a pé com a família, e reconheceu que está “muito menos gente” no areal, quando comparado com anos anteriores.
Quase parece um "verão normal" 

Pelas 15 horas , o termómetro marcava quase 30 graus e a praia de São João estava cheia de famílias ou grupos de amigos que aproveitavam para apanhar banhos de sol e de mar.
Também Nuno, de 48 anos, indicou que o número de banhistas “está similar” a anos anteriores, mas defendeu que o espaçamento entre chapéus está adequado à fase em que estamos a viver”, com a pandemia da covid-19.
“O tempo também está a ajudar que as pessoas estejam fartas de estar em casa”, considerou.
O banhista encontrava-se a dar um passeio pela beira de água e lembrou que há cuidados acrescidos ao chegar ao areal este ano, como “verificar o espaçamento entre chapéus” e estar com “grupos pequenos”.
“Seguros nunca estamos e não sabemos o que está à nossa volta, mas penso que sim, porque as pessoas tentam afastar-se umas das outras. Eu estou a dar uma caminhada junto ao mar para evitar esse tipo de aglomeração”, mencionou.
Um pouco à frente, Carolina, de 21 anos, estava deitada na toalha com as amigas e mostrou-se surpreendida pelo facto de as pessoas estarem a respeitar as regras de segurança.
“Por acaso, é a primeira vez que estou nesta praia e é a primeira vez que venho este ano, mas não estava à espera que as pessoas estivessem a aderir tanto ao distanciamento por causa do vírus”, referiu.
As atividades desportivas como raquetes ou volley não estão permitidas, mas, talvez por desconhecimento, havia alguns grupos a praticá-las à beira da água, como foi o caso de João Heitor de 24 anos.
“Noto que as pessoas estão um bocadinho com medo umas das outras. Há bocado estivemos a jogar raquetes na água e noto que as pessoas não apanham a bola ou desviam-se para o lado”, relatou à Lusa.
No entanto, o banhista apontou que nem sempre é fácil respeitar as regras de segurança quando “as pessoas estão na brincadeira entre amigos”.
A época balnear só se inicia em 06 Junho, mas o bom tempo fez com que muitas pessoas saíssem hoje de casa para aproveitar a praia que, no caso da de São João, se manteve sem ações de sensibilização por parte da Polícia Marítima.
Portugal contabiliza 1.316 mortos associados à covid-19 em 30.623 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim diário da Direção-Geral da Saúde sobre a pandemia.
Almada tem o pior número de infetados do distrito de Setúbal, com 343 doentes. Já morreram oito pessoas no concelho devido à pandemia.
O país entrou no dia 3 de Maio em situação de calamidade devido à pandemia, depois de três períodos consecutivos em estado de emergência desde 19 de Março.

Agência de Notícias com Lusa 
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PCP alerta para "situação dramática" em Sines

Jerónimo de Sousa uniu-se à marcha pelo emprego que juntou 300 pessoas

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, alertou para "a situação dramática" em que vivem muitos trabalhadores do complexo industrial de Sines, no distrito de Setúbal, que devido aos vínculos precários perderam o emprego. O líder dos comunistas falava aos jornalistas à margem de uma manifestação pelo emprego e contra a precariedade, que se realizou em Sines, onde demonstrou a sua “solidariedade para com os trabalhadores”, em particular, os prestadores de serviços, no setor da manutenção, na refinaria de Sines da Petrogal.
PCP quer mais emprego em Sines 

“Deixar trabalhadores sem empregos, sem salários e sem direitos numa empresa como a Petrogal, que vai continuar a necessitar de reparação, de revisão e de material, e recorrendo a empresa de trabalho temporário, fazer uma limpeza geral com todas as consequências sociais e laborais que tem uma medida desta natureza”, criticou.
Jerónimo de Sousa pediu a intervenção da Autoridade para as Condições do Trabalho, “para verificar não só da legalidade, mas da moralidade de uma empresa desta envergadura que usa estes subterfúgios, através de uma empresa de trabalho temporário, para afastar muitos trabalhadores”.
“É inaceitável, é da dignidade do trabalho e da vida de quem trabalha que estamos a tratar e por isso merecem a nossa profunda solidariedade”, criticou.
A Marcha pelo Emprego, que reuniu cerca de 300 pessoas, foi convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Sul (Site -Sul), que exige “a readmissão de todos os trabalhadores despedidos, o fim da precariedade e a passagem dos trabalhadores a efetivos nas várias empresas”.
O Site-Sul defende ainda que “a cada posto de trabalho permanente, deve corresponder um posto de trabalho efetivo” garantindo estabilidade no emprego e que “deve ser dada preferência aos trabalhadores locais” no momento da admissão.
A atribuição do subsídio de desemprego para todos os trabalhadores sem qualquer exceção e o a atualização do valor hora pago a cada trabalhador para 21 euros, são outras das reivindicações do sindicato.

Agência de Notícias com Lusa 
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