Dá um Gosto ao ADN

Teatro e música em noite de Halloween de Pinhal Novo


Pinhal Novo recria ritual da Queimada

Esta quarta-feira, às 21.30 horas, a vila de Pinhal Novo será palco de uma queimada, recriação de um ritual galego associado ao Inverno e à celebração do Halloween.

Pinhal Novo comemora dia das bruxas, esta noite 

Promovida pelo ATA – Acção Teatral Artimanha com o Bardoada – O Grupo do Sarrafo e a Câmara Municipal de Palmela, a Queimada começa nas ruas de Pinhal Novo, terminando no Jardim José Maria dos Santos, no centro da vila. Dois grupos, constituídos por gaiteiros, percussionistas e jograis, lideram o percurso.
Este ritual tem por base uma bebida alcoólica típica da Galiza – a Queimada – preparada num pote de barro e acompanhada de um esconjuro que, de acordo com a tradição, protege contra feitiços e mantém afastados os espíritos do mal. Na Galiza, a data é comemorada todos os anos, como símbolo da manutenção da abundância de verão nos meses de Inverno.
No Pinhal Novo, onde a dramatização teatral e a música terão papel de destaque, a Queimada será distribuída pelo público, num convite à celebração e ao convívio.

Agência de Notícias 
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Palmela liga a música ao vinho


Novembro traz mais "Sons do Vinho"

"Sons do Vinho" é um projecto que concilia música e vinhos da Península de Setúbal.
Integrado na programação de Palmela Cidade Europeia do Vinho 2012. O objectivo é dar a conhecer onde e como são produzidos os vinhos da região pela voz do produtor, permitindo desfrutar de um momento musical acompanhado dos melhores sabores dos produtos regionais.

Palmela leva música às adegas da região 

A proposta é simples, um final de sábado entre a música e vinho. Os próximos concertos estão previstos para o dia 9 Novembro na adega Sivipa na Pousada do Castelo de Palmela, actuando João Vitor Trio; dia 17 Novembro, na adega Xavier Santana, com o Duo Encore e 24 Novembro na adega Bacalhôa - Vinhos de Portugal, ao som do “Vento D'Alma”.
Em Junho passado coube à Adega Cooperativa de Palmela, receber o grupo Língua Mãe. Em Setembro, em Vila Nogueira de Azeitão, ouviu-se os Logadogue Swing Project, na Casa Museu José Maria da Fonseca. Outubro levou ao centro histórico da vila de Palmela com a Casa Agrícola Assis Lobo os Nylon, e no passado sábado, os Laura D'Alma estiveram na adega da Quinta de Alcube.

Agência  de Notícias 
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Universidade Sénior em Alcácer do Sal


Aulas já começaram no Torrão e em Alcácer


A Universidade Sénior de Alcácer do Sal (USAS) iniciou na passada semana o ano lectivo na vila do Torrão, após três anos de actividade na sede do concelho. A “casa” da universidade será a antiga escola primária situada no jardim de S. Francisco. Esta é uma forma de contribuir para o envelhecimento activo, combatendo a solidão que muitas vezes ocupa a vida das pessoas mais idosas.

Universidade já abriu portas em Alcácer do Sal 

Neste momento, são seis os professores voluntários que oferecem o seu tempo para transmitir conhecimentos aos primeiros 37 alunos inscritos, a título gracioso.
No Torrão, as disciplinas disponíveis são informática (com o apoio do Contrato Local de Desenvolvimento Social), expressão plástica (nas variantes de pintura, desenvolvimento do processo criativo, reciclagem com arte e projectos artísticos e tecnológicos), lavores e bijutaria.
Tal como acontece em Alcácer do Sal, o início do ano lectivo é marcado por uma festa que sublinha precisamente a vertente de convívio e troca de experiências que enriquece a actividade da universidade sénior.
Na sede do concelho, por outro lado, os alunos podem inscrever-se nas disciplinas de psicologia e fundamentos de astronomia, língua portuguesa (dois níveis), inglês (dois níveis), francês, antropologia, literatura portuguesa, expressão plástica, história e património, bijutaria, lavores, biologia, história do século XX e coro.
No ano lectivo anterior, a USAS integrou cerca de 90 alunos, cujas aulas foram dinamizadas por 20 professores voluntários.

Agência de Notícias 
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Reticências da Sociedade por Ana Sofia Horta


Em  memória do avô

Quando fez um ano, já passaram mais, e ainda continuas na minha memória. Nunca conseguirei mostrar e elogiar o que foste para mim, o que eras enquanto pessoa. O destino assim quis. Mas tu ainda sabes…


Faz amanhã um ano,
Que paraste de sofrer,
Que foste para outro lado,
Onde melhor podes viver.
Acredito que aí estás melhor,
Acredito que onde estás nos podes ver,
Acredito ainda no teu amor,
Que a maldita doença conseguiste vencer.
Continuo a pensar em ti,
Continuo a sentir a tua presença,
Fazes-me falta,
Mas prefiro esta tua ausência.
Sei que agora estas melhor
Que acabou o teu sofrimento,
Poderás ter falecido,
Mas continuas em mim vivo cá dentro.
A vida tem de continuar,
Para a frente é o caminho,
Mas todos te continuamos a amar,
Ainda temos o mesmo carinho.
Não te vamos esquecer,
Por mais que estejas afastado,
Só irás mesmo morrer,
Quando todos nós tivermos esta terra abandonado.
“Sou feliz” posso dizer,
Apesar de teres partido,
Pois assim não estás a sofrer,
E mesmo assim continuas comigo.

Nunca te vou esquecer,
Por todos os sentimentos que me despertaste,
Por me teres dado o amor de um pai,
Pelo amor que nunca ignoraste,
Por teres estado sempre ao meu lado,
Pela razão que comigo nunca falhas-te.
Adoro-te por tudo o que me fizeste passar,
Pelo que me fizeste ser
Nunca te vou lembrar,
Porque nunca te vou esquecer..

Palavras unidas
Que formam frases,
Frases sentidas.
Como forma de desabafar..
Só para te dizer que te continuo a adorar!!
Ainda sinto a tua ausência,
Mas seria injusto,
Preferir a tua presença..
Pois a razão de não a ter,
Foi aquela maldita doença,
Que tanto te fez sofrer.

Foi melhor assim,
Foi melhor para ti
Ainda te estamos a sentir
Continuamos-te a adorar,
Para sempre estarás presente,
Com as saudades a aumentar!!

Estarás para sempre no nosso pensamento,
No nosso coração;
Através destas palavras demonstro o nosso sentimento,
A falta que fazes,
O vazio que sinto cá dentro..


Sempre e para sempre
Adoro-te avô




Ana Sofia Silva Horta
Educadora de Infância no Desemprego
Oeiras 

O terceiro dia semana tem sempre uma reticência. O mundo pula e avança mas, à Terça-feira, Ana Sofia Horta chega ao ADN com uma história de vida ou uma estória pessoal. Uma visão muito pessoal e uma opinião muito real da sociedade. Para ler, saborear, pensar e analisar. 
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Palmela quer combater isolamento de idosos


“Remodelar a forma como se deve intervir junto da população mais idosa”

A Câmara de Palmela quer combater o isolamento social da população idosa no concelho, principalmente nas zonas rurais das freguesias do Poceirão e Marateca. Este é um desafio que o município quer preparar bem. E para isso estuda medidas que passam pelo trabalho em parceria com diversas instituições do concelho que promovam a melhor inserção na comunidade. Ana Teresa Vicente, chefe do executivo camarário, está atenta “a esta realidade” e aponta para novas dinâmicas no campo da cultura, desporto como pontos cruciais da estratégia de parceria. Uma estratégia que a diretora do Centro Distrital de Setúbal da Segurança Social também aponta.

Isolamento na velhice também já chega ao Centro Histórico de Palmela

“Pessoas com caraterísticas e talentos diferentes merecem uma inserção diferente na comunidade”, conta Ana Teresa Vicente que, no Ano Europeu do Envelhecimento Ativo e Solidariedade Entre Gerações, encontra o pretexto para “remodelar a forma como se deve intervir junto da população mais idosa”.
O papel das Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) na promoção e desenvolvimento de atividades com o objetivo de inserir a população na comunidade é salientado por Ana Clara Birrento, diretora do Centro Distrital de Setúbal da Segurança Social, mas sem nunca esquecer “a importância da sustentabilidade financeira destas”.
 “As respostas dadas à população na temática do envelhecimento ativo apenas são possíveis se as IPSS forem sustentáveis, já que os projetos que a sociedade exige têm uma obrigatoriedade de ser dinâmicos e inovadores”, esclarece Ana Clara Birrento.

“IPSS têm de ser sustentáveis para o futuro”
O Centro Local de Apoio Social de Palmela (CLAS) é um exemplo da necessidade de sustentabilidade e futuro das IPSS, demonstrada por Adilo Costa, presidente da instituição [e vereador da Área Social e Saúde] que sente o concelho de Palmela “preparado para responder às necessidades da população mais idosa”.
“Os projetos, sonhos e programas das IPSS têm de ser sustentáveis para o futuro”, prossegue Adilo Costa, retirando assim o cariz de curto prazo nas atividades implementadas.
A viabilidade destes projetos passa também pelo “trabalho em rede” entre todos os organismos responsáveis pela inserção dos cidadãos, admite a responsável pela Segurança Social do distrito, que vê ainda o envelhecimento “não como um acontecimento mas um processo”.

Palmela também atenta a idosos dos concelhos vizinhos
A ideia do envelhecimento do cidadão como um procedimento ativo em vez de uma eventualidade relacionada à perda de capacidades é defendida por Ana Teresa Vicente, que vê na ausência da rede de apoio ao idoso, tanto no meio social como na família, como o principal obstáculo no combate ao isolamento. “Os serviços e as atividades proporcionadas em Palmela são cada vez mais acessíveis à população”, esclarece a presidente, acrescentando que no próprio centro histórico da vila de Palmela, este fator de isolamento sucede.
Cerca de 18 por cento da população do município é composta por cidadãos com mais de 65 anos, mas não é apenas com estes que a autarquia se preocupa na estratégia de envolvimento da população. “Muitos idosos não residentes procuram Palmela pelos seus serviços e programas, por isso é necessário tornar o concelho ainda mais acessível a todos”, conclui Ana Teresa Vicente.

Agência de Notícias 
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Barreiro defende mais diálogo com Governo

 É preciso “abrir a ex-Quimiparque ao concelho”

Em reação à visita, a 22 de Outubro, dos secretários de Estado Maria Luís Albuquerque e Pedro Afonso de Paulo aos territórios da Baía do Tejo, SA, o presidente da Câmara do Barreiro, Carlos Humberto, disse aos jornalistas “não entender” o motivo pelo qual os eleitos autárquicos do concelho não foram convidados para acompanhar a visita, o que considera “não ser bom” do ponto de vista institucional. Neste prisma, o presidente da Câmara do Barreiro defende mais diálogo entre o Governo e as autarquias e volta a colocar a Terceira Travessia do Tejo como pilar estruturante para a região.

Carlos Humberto defende utilização de terrenos para trabalhar e viver 

Face às declarações destes responsáveis do governo, o autarca defende ainda que os territórios da ex-Quimiparque são “para trabalhar, viver e usufruir”.
Sobre o facto de ter sido admitido durante essa visita que os projetos de urbanização associados ao projeto Arco Ribeirinho Sul (ARS) deixaram “de fazer sentido” na atual conjuntura, Carlos Humberto diz não perceber como é que “a secretária de Estado do Tesouro e das Finanças e o secretário de Estado do Ambiente tomam uma posição sem terem dialogado com os respetivos presidentes de Câmara” dos concelhos em questão – Barreiro e Seixal.
À margem de um encontro no Tejo para assinalar a ligação plena da ETAR, a 27 de Outubro, o presidente da autarquia barreirense defendeu, no âmbito do território da ex-Quimiparque – agora Baía do Tejo – que “planear é indispensável” e sublinhou a importância de “abrir a ex-Quimiparque ao concelho”, de “aproveitar a frente de rio” e de “intensificar a atividade económica” mas também as “atividades complementares”. “Todos estão de acordo que estes territórios têm de ser multi-funções, não podem ser territórios apenas com um objetivo”, frisou.
Questionado se as afirmações dos secretários de Estado podem colocar em causa o Plano de Urbanização da Quimiparque e Áreas Envolventes (PUQAE), o autarca realça que o principal objetivo desse documento seria o de “tornar [esse território] mais atrativo para a atividade económica”, através da criação de riqueza e de emprego, voltando o mesmo “a ter o papel que teve há cem anos atrás”.
“Consideramos que aquele é um território para trabalhar, viver e usufruir e a habitação é sempre complementar, como o próprio plano de urbanização e os índices prevêem, é complementar ao que essencial que é a atividade económica a e essa é mais uma razão para dizer que só as pessoas que não conhecem em pormenor o plano que temos para o território da Quimiparque é que podem fazer afirmações deste tipo”, disse Carlos Humberto.

Barreiro defende mais diálogo entre poder central e poder local
Recordando outros planos já existentes no concelho para a ex-Quimiparque, como o Master Plan, Carlos Humberto chama a atenção para a necessidade de ser tomada uma decisão e de haver maior ligação entre a Administração Central e o Poder Local sobre estas questões. “O país não pode andar a avanços e recuos com esta dimensão e já lá vão 15 anos e o Barreiro não aguenta e a região não pode aguentar e o país, se calhar, está neste estado por medidas e por opções parecidas a estas que não sei quais são e que é preciso clarificar. É preciso salvar o país e não se salva o país, se não se construir pontes permanentes entre a Administração Central, o poder local, as comunidades locais e isso é indispensável. Costas voltadas não resolvem nenhum problema”, considerou Carlos Humberto.

Terceira Travessia do Tejo volta à agenda
Quanto aos grandes projetos, como a Terceira Travessia do Tejo (TTT), infraestrutura que estaria prevista no PUQAE, o autarca entende-a como uma “inevitabilidade”. “Um plano tem de prever a TTT, não se pode construir um plano que não preveja isso. Consideramos indispensável o desenvolvimento de uma cidade região que se desenvolva para sul e a TTT é um elemento estruturante para isso. Agora, se é feita daqui a três, dez ou 15, não sei, mas que tem de estar prevista tem e planear é fazer isso”, advogou.
Aos jornalistas, Carlos Humberto reforçou ainda que PUQAE foi construído “em conjunto com várias entidades”, não se tratando de um “plano executado pela Câmara”.
Para o projeto Arco Ribeirinho Sul, Carlos Humberto defende que é “preciso apurar, perceber, conhecer melhor e é preciso articular uma posição comum entre os presidentes e com todos”, realçando o Arco Ribeirinho Sul como um “projeto para a região e para o país”, concluiu o presidente da Câmara do Barreiro.

Agência de Notícias 
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Garcia de Orta dá a conhecer custos das urgências


“Sensibilizar os utentes para o esforço económico”

O Hospital Garcia de Orta (HGO), em Almada, vai indicar aos utentes que estiverem nas urgências os custos associados aos cuidados de saúde que receberam. Segundo nota da unidade de Almada, este documento é meramente “informativo” e tem por objectivo “dar a conhecer o custo dos serviços e cuidados de que os cidadãos usufruem no âmbito do Serviço Nacional de Saúde” (SNS).  
Hospital informa a partir de hoje custos da saúde, em urgência 

Esta informação começa a ser entregue a partir de hoje, terça-feira, 30 de Outubro, e elenca cada um dos cuidados de saúde que o utente recebeu nas urgências, com o respectivo preço, mas não implica qualquer pagamento para além da taxa moderadora.   
A medida implementada já em oito dos quinze maiores hospitais do país, dá a conhecer à população e aos profissionais de saúde “de forma transparente e clara, os custos dos serviços e cuidados de saúde de que os cidadãos beneficiam no SNS”. Com isto pretende-se “sensibilizar os utentes para o esforço económico que os serviços e cuidados de saúde representam para todos os contribuintes, contribuindo para uma utilização mais racional e adequada dos serviços de saúde”.
A apresentação dos custos será, “preferencialmente”, entregue no momento da alta em qualquer um dos serviços de urgência do HGO: Geral, Pediátrica e Ginecológica/Obstétrica.
Esta informação enquadrada no programa do governo para a área da Saúde, e no Relatório Final do Grupo Técnico para a reforma hospitalar, no sentido de aumentar a eficiência e a eficácia do SNS.

 
Agência de Notícias 
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Navio escola Sagres faz hoje 75 anos


Mais que um navio... uma lenda dos mares 

O Navio-escola Sagres comemora 75 anos, hoje, dia 30 de Outubro. A data em que o emblemático navio foi lançado à água será assinalada com diversas cerimónias culturais e sociais até 1 de Novembro. Durante estes dois dias abertos a visitas, o veleiro vai estar atracado no cais do Jardim do Tabaco, em Lisboa.

Sagres completa hoje 75 anos. Há festa a bordo no Jardim do Tabaco
As comemorações terão início esta tarde, pelas 17h38, com cerimónia a bordo do arriar da bandeira. Às 17h45 a NRP Sagres recebe o Chefe do Estado-Maior da Armada. O início da cerimónia está marcado para as 18h30 com a apresentação do livro “Sagres – Construindo a Lenda”, da autoria do Comandante Manuel Gonçalves. Seguir-se-á a primeira audição da peça musical "Sagres", da autoria de Jonas Runa.
Será ainda apresentado o prato comemorativo, pela PHILAE, e da medalha comemorativa, pela Imprensa Nacional Casa da Moeda, assim como a moeda de 2,5 euros comemorativa. O encerramento está marcado para as 19h30.
A 31 de outubro o Navio-escola estará aberto ao público entre as 10 da manhã até ao meio-dia e das 14 horas até às 17 horas. No dia 1 de Novembro o período de visitas prolonga-se até às 23 horas. Ao longo deste ano já recebeu a visita de mais de 152 mil portugueses.
O Navio-escola Sagres, um dos mais conhecidos veleiros do mundo, foi construído nos estaleiros da Blohm & Voss, em Hamburgo, em 1937, tendo recebido o nome Albert Leo Schlageter. Em 1948 entrou ao serviço da Marinha do Brasil e foi baptizado de Guanabara.
Em 1961 foi adquirido por Portugal com o objectivo de substituir a antiga Sagres, que já não se encontrava em condições de assegurar a continuidade das viagens de instrução, dele herdando todos os símbolos, incluindo o próprio nome.
O Sagres içou pela primeira vez a bandeira portuguesa a 8 de Fevereiro de 1962. Desde então tem assegurado a formação marinheira dos futuros oficiais da Armada, complementando assim as componentes técnica e académica ministradas na Escola Naval.
Nestas funções efectuou mais de 150 viagens, pelos oceanos Atlântico, Pacífico e Índico, mares do Norte, das Caraíbas, do Japão, da China, Mediterrâneo, Arábico, Báltico, Vermelho e Amarelo. Nos 50 anos ao serviço de Portugal e da Marinha Portuguesa já realizou três voltas ao mundo, com 385 visitas a portos e cerca de 600 000 milhas navegadas e é conhecido como um Embaixador Itinerante ao serviço de Portugal.


Agência de Notícias 

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Nós e as Cidades por Miguel Macedo


É preciso mudar a mentalidade aos jovens

Vi na televisão uma reportagem comparando várias profissões em Portugal e na Alemanha, quer em termos do que ganhavam e gastam como no modo de vida. Também mostrava o dia-a-dia de estrangeiros a viverem em Portugal há 20 anos. Além da diferença abismal dos ordenados, o mais interessante foi ver que quer na Alemanha, quer os alemães em Portugal tinham como normal e salutar os jovens trabalharem nas férias para ganharem o seu dinheiro e não percebiam porque é que tal não acontecia em Portugal.


Da mesma forma se ouvirmos qualquer entrevista, a primeira coisa que os portugueses dizem é que querem dar tudo aos filhos e não conseguem. É este espírito que norteou a educação das gerações mais recentes. E o resultado está à vista. Numa crise profunda, estes jovens – onde me incluo –  não conseguem sequer equacionar aceitar empregos que não estejam ao nível dos seus cursos. Mas a maior parte destes cursos não só não têm colocação como qualquer qualidade. Só por exemplo, A procura pelos cursos de ciências da comunicação e jornalismo continua a aumentar, apesar da crise que atinge os media tradicionais, chegando o número de candidatos a superar em dez vezes as vagas existentes, li esta semana num jornal semanário.
Resultado? As hipóteses de encontrarem emprego são muito reduzidas e tendo sido criados com acesso a tudo, mesmo que esse tudo custasse aos pais muitos sacrifícios, não sabemos viver sem telemóveis e computadores topo de gama, carro ou mota, tudo aquilo que erradamente nos foi dado em vez de termos trabalhado nas ditas férias para os adquirirem.
Felizmente pertenço a uma família que desde muito cedo me habitou a responsabilizar-me; ou seja se eu quero um carro sei que tenho de trabalhar para o ter e para pagar a gasolina, o seguro e a manutenção. Por isso trabalho desde os 17 anos em conciliação com o meu curso. E mobilidade nas cidades também se faz assim, a qualidade de vida também a isso obriga.
Como vai ser possível mudar esta situação não sei. Mas a verdade é que com crise ou sem ela, os jovens desempregados continuam a encher as noites de Lisboa, a abarrotarem de gente nos passeios que lá dentro já esta tudo cheio. Quem paga estas saídas, pergunto eu?

PS: aproveito para desejar ao ADN – que também considero um bocadinho meu – os parabéns pelo primeiro aniversário. Tenho visto uma evolução positiva em todas as áreas do site e sobretudo uma abrangência maior de temas discutidos. Na sociedade de hoje, este é o caminho. E o caminho trilha-se com discussão, factos e saberes. Ao Paulo Jorge Oliveira, o meu director, deixo um grande abraço pela coragem e pela dedicação enorme a um projecto deste tipo. E o obrigado por me deixar escrever e reflectir o “meu mundo” com os restantes leitores.


Miguel Macedo
Estudante de Arquitectura
Montijo 

(Nós e as Cidades é uma rubrica sobre urbanismo, reflexões,  mobilidade e bem-estar, que será publicado às terças-feiras no ADN)
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Visita de Merkel pode "descambar em violência"

“"É bastante provável que o nível de contestação social aumente”


O Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo (OSCOT) considera "bastante provável" que a contestação social aumente durante a visita da chanceler alemã Angela Merkel, a 12 de Novembro, a Portugal e receia que alguns protestos possam vir a "descambar em violência".

Especialistas temem "violência" na visita de Merkel a Portugal 

A visita da chefe do governo alemão a Portugal, prevista para 12 de Novembro, é uma visita de alto risco e já está a ser preparada ao mais alto nível pelas forças e serviços de segurança portuguesas.
Em declarações à agência Lusa, o porta-voz do OSCOT, Felipe Pathé Duarte, disse ser "bastante provável" que o nível de contestação social nas ruas "suba para outro patamar" devido à "forte carga simbólica" que a visita de Angela Merkel terá.
"É bastante provável que o nível de contestação social aumente e que esta ascenda a um patamar mais violento, já que se vai tentar chamar a atenção da própria Angela Merkel para a situação portuguesa. E isso pode descambar em violência", afirmou.
Esta visita, lembrou, decorre num altura em que Portugal atravessa momentos de "forte contestação social e política" - e relatórios, quer do Serviço de Informações de Segurança (SIS), quer do Sistema de Segurança Interna, apontam para a possibilidade de haver violência associada às manifestações sociais.
"Atravessamos um momento difícil em que estão todas as condições reunidas para que isso possa acontecer", garante Pathé Duarte, ressalvando, contudo, que Portugal "não tem uma tradição de contestação social violenta" como existe na Grécia, Espanha ou Itália.

Angela, o "símbolo da austeridade"
Um eventual aumento da violência associada aos protestos, a registar-se em Portugal, acontecerá "sempre de forma pontual e espontânea", refere este especialista, que, contudo, duvida que possam surgir atos violentos organizados "contra o Governo ou a própria Angela Merkel".
Mesmo assim, Felipe Pathé Duarte sublinha o "efeito mobilizador" da chanceler alemã, que acaba por ser um "símbolo da austeridade".
"A contestação vai subir de patamar também porque é muito mais mobilizador. Mesmo que nem todos que fazem da austeridade a sua razão de luta - reconheçam Angela Merkel como a responsável ou arqui-inimiga", precisou.
A chefe do governo alemão desloca-se a Portugal para se reunir com o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, e com o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho. Merkel, que se fará acompanhar de uma comitiva de empresários, vai participar também numa conferência de investidores, em Lisboa.
Pathé Duarte lembrou que da mesma forma que as diversas plataformas, organizações e movimentos ligados aos protestos de rua já estão organizar as ações, as autoridades também já preparam minuciosamente essa visita, que vai decorrer sob "apertadas medidas de segurança".
"Não tenho sombra de dúvidas que as forças e serviços de segurança já estão atentos a essa situação e estarão à altura" da mesma, concluiu.

Agência de Notícias


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Peditório auxilia crianças e jovens com Autismo


Mil esco(u)teirós pedem em nome do autismo

No âmbito do protocolo assinado a 18 de Junho de 2011 entre a APPDA-Setúbal, Associação Portuguesa para as Perturbações do desenvolvimento e Autismo, a Junta Regional de Setúbal do Corpo Nacional de Escutas (CNE) e a Chefia Regional da Região Além do Tejo da Associação dos Escoteiros de Portugal (AEP), irá decorrer nos próximos dias 3 e 4 de Novembro, um peditório de âmbito distrital a favor da APPDA-Setúbal, que se traduzirá numa jornada de solidariedade.

Dias 3 e 4 de Novembro distrito recebe peditório para ajuda de autismo

O evento que decorrerá em 7 concelhos e 19 localidades do distrito de Setúbal (Setúbal, Palmela, Azeitão, Corroios, Quinta do Conde, Montijo, Charneca da Caparica, Costa da Caparica, Lavradio, Barreiro, Quinta do Anjo, Almada, Arrentela, Trafaria, Cacilhas, Seixal, Sesimbra, Palhais e Fernão Ferro), envolvendo mais de mil jovens esco(u)teirós. A acção “visa contribuir para a angariação de fundos para a edificação de um futuro equipamento misto que funcione como Lar Residencial e Centro de Atividades Ocupacionais, visto não existir em todo o distrito de Setúbal nenhum equipamento ou resposta social exclusiva para a problemática do autismo”, diz a organização.
Participam nesta atividade os Grupos da AEP: 206 (Setúbal), 40 (Palmela), 123 (Montijo), 173 (Charneca da Caparica), 231 (Azeitão), 232 (Quinta do Conde), 210 (Fernão Ferro) e 242 (Corroios) e os Agrupamentos do CNE: 651 (Azeitão), 504 (Quinta do Anjo), 72 (Montijo), 1011 (Lavradio), 467 (Charneca da Caparica). 325 (Sesimbra), 719 (Arrentela), 372 (Trafaria), 510 (Cacilhas), 74 (Barreiro), 586 (Palhais), 555 (Almada), 1359 (Sado), 585 (Corroios) e 253 (Seixal), o que totaliza um acrescimento de cerca de 21 por cento em relação à participação do ano passado.
Momento histórico
“Este é de facto um momento histórico dado que, mais uma vez e sem qualquer interferência do poder público, as duas grandes associações de esco(u)teiros a nível regional, uniram-se pela inclusão das crianças e jovens com Perturbação do Espectro do Autismo”, conta a organização. Os esco(u)teiros recolherão as contribuições em latas devidamente identificadas com o símbolo da APPDA-Setúbal.
“A APPDA-Setúbal reconhece o papel determinante do movimento esco(u)tista na edificação de uma sociedade mais justa, altruísta e solidária e congratula-se com esta parceria que dá um novo sinal de esperança em tempos tão difíceis para todos nós”, refere a associação, agradecendo o apoio da Cáritas Diocesana de Setúbal, que facultou à APPDA-Setúbal 100 latas para a realização do Peditório.

Agência de Notícias 
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PSP de Setúbal deteve cinco pessoas por tráfico de droga


Droga de diversas variedades, muito dinheiro e diversos automóveis apreendidos

Três homens e duas mulheres, suspeitos de tráfico de estupefacientes, foram detidos por elementos da PSP de Setúbal, no decorrer de uma operação levada a cabo na passada semana. Os detidos foram presentes a Tribunal e a quatro deles foi-lhes aplicada prisão preventiva como medida de coacção.
PSP apreendeu diversas quantidades de droga em Setúbal 

Elementos da Esquadra de Investigação Criminal da PSP de Setúbal realizaram, na passada semana (durante 12 horas), uma operação de busca e detenção, denominada por Operação Kuskus, que culminou com a detenção de três homens e duas mulheres, com idades entre os 23 e os 29 anos de idade, assim como na apreensão de diversas quantidades de produto estupefaciente, dinheiro, viaturas e outros artigos, nomeadamente relacionados com o tráfico de droga.
 Esta operação, que foi o culminar de um investigação que vinha sendo realizada desde Abril do corrente ano, decorreu na Estrada da Graça, numa área conhecida por Quinta da Parvoíce, na cidade de Setúbal, numa desactivada zona industrial e parcialmente ocupada por várias habitações ilegais.
Segundo informação da PSP, a referida operação, que contou com a presença de mais de 100 elementos policiais com apoio da Unidade Especial de Policia (Corpo de Intervenção e Grupo Operacional Cinotécnico), equipas de Intervenção Rápida e equipas de Investigação Criminal das restantes Divisões do Comando Distrital de Setúbal, divisões do Barreiro, Seixal e Almada, foi montada pela Esquadra de Investigação Criminal de Setúbal em coordenação com a Divisão e Núcleo de Investigação Criminal de Setúbal e foi finalizada com o cumprimento a vários mandados de busca e detenção.

Heroína, cocaína e haxixe apreendidas  
No decorrer da mesma, foram efectuadas buscas em nove residências e seis viaturas o que resultou na apreensão de 1.380 doses de heroína, 1.200 doses de cocaína, 70 doses de haxixe, uma balança de precisão, 2.600 euros em dinheiro, quatro viaturas, sete telemóveis, diversos artigos em ouro e vários documentos.
As cinco pessoas detidas foram presentes ao Tribunal de Setúbal, para primeiro interrogatório, tendo sido decretada a medida cautelar de prisão preventiva a quatro dos cinco arguidos
Ainda segundo a informação prestada pela PSP aos detidos “não lhes era conhecida qualquer actividade laboral, suspeitando-se que os mesmos se dedicassem em exclusivo ao tráfico de estupefacientes, negócio no qual conseguiam elevado rendimento” pelo que, com esta operação, a PSP de Setúbal acredita ter desmantelado “uma rede organizada que se dedicava ao tráfico de estupefacientes na cidade”, conclui a PSP.

Agência de Notícias

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Barreiro recebeu comunidade escolar

“Não há país desenvolvido se não se apostar nos jovens”

No dia 26 de Outubro, a Escola Superior de Tecnologia (EST) do Barreiro abriu as portas ao anual lanche da Comunidade Educativa, encontro que proporcionou o habitual convívio dedicado ao pessoal docente, não docente e representantes das Associações de Pais de todos os ciclos de ensino do concelho.

Comunidade escolar do Barreiro recebida em festa 

Otília Dias, diretora desta escola de ensino superior do Instituto Politécnico de Setúbal, fez as honras da casa, na presença do diretor regional adjunto da Direção Regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo (DREL), João Passarinho, de presidentes ou representantes das Juntas de Freguesia do concelho, vereadores e do presidente da Assembleia Municipal do Barreiro. O presidente da Câmara do Barreiro, Carlos Humberto, agradeceu a abertura da EST Barreiro à comunidade, bem como a participação de todos aqueles que se reformaram do ensino e “ajudaram a formar muitos jovens”.
No âmbito do trabalho efetuado nas escolas do Barreiro, que a autarquia “tem procurado melhorar”, o autarca enalteceu o Serviço Municipal Educativo como resultado da “articulação entre vários serviços da Câmara em prol dos jovens”. Segundo Carlos Humberto confirmou, “este projeto reúne atualmente 43 ações” dedicadas às turmas do 1º ciclo do ensino básico, estando “inscritas mais de 600 sessões por solicitação das escolas” no atual ano letivo.
O autarca deixou ainda um “muito obrigado” a professores, técnicos e auxiliares perante o “desafio enorme” que continua a ser a aposta na formação dos mais novos. “Não há país desenvolvido se não se apostar nos jovens”, referiu o presidente, admitindo a necessidade de lhes dar condições para estes “porem as suas potencialidades em prática” em Portugal.

Projetos educativos  dentro e fora de portas
Na iniciativa, que contou com animação musical, foram entregues diplomas aos docentes e funcionários reformados no último ano letivo.
O Serviço Educativo Municipal desenvolve, mais uma vez neste ano letivo, um vasto leque de atividades culturais e educativas para o público escolar, numa perspetiva de aprendizagem não formal, construtiva e crítica. A programação foi elaborada mediante o Projeto Educativo Municipal ‘Eu Sou! Nós Somos!’ subordinado ao tema da cidadania.
As atividades são divididas em dois blocos: Dentro-de-Portas (as que se desenvolvem dentro do espaço da escola) e Fora-de-Portas (as que decorrem fora do espaço da escola). De salientar que este Serviço procura criar uma interligação entre vários serviços municipais: Arquivo, Bibliotecas e Educação; Cultura, Património Histórico e Museológico; Sustentabilidade Ambiental; Deporto e Juventude.

Agência de Notícias 
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Agente da PSP atropelado durante perseguição já teve alta

Agente efectuava perseguição a veiculo roubado

O agente da PSP atropelado durante uma perseguição no Monte de Caparica, Almada, já teve alta hospitalar e o autor do atropelamento ficou sujeito a apresentações bissemanais no posto da GNR da sua residência, informou fonte da PSP.

Fugitivo atropelou agente da PSP, em Almada, na sexta-feira 

A mesma fonte explicou que a PSP detetou na noite de sexta-feira uma viatura suspeita e constatou que tinha sido furtada. Ao tentar mandar parar o veículo, o condutor não obedeceu, iniciando-se uma perseguição.
Na praça Aristides Mendes, no Monte da Caparica, o homem de 20 anos que estava ao volante da viatura furtada seguiu em direção às autoridades e atropelou um agente da PSP que seguia numa mota.
"O indivíduo veio contra o motociclo e o agente e a moto foram arrastados vários metros. Outros agentes, ao aperceberem-se das intenções do homem ainda efetuaram três disparos para o ar", acrescentou a mesma fonte.
O agente ferido foi transportado para o hospital, tendo sido sujeito a uma intervenção cirúrgica, mas já teve alta hospitalar, disse a fonte policial.
O homem que atropelou o agente acabou por ser detido no local, tendo também recebido tratamento hospitalar devido a lesão na cabeça provocada pelo embate.
O detido foi presente a tribunal e ficou sujeito a apresentações bissemanais no posto da GNR da sua área de residência.

Tentativa de atropelamento a GNR no Pinhal Novo
Este é o segundo caso de tentativa de atropelamento a autoridades, este mês. O primeiro aconteceu há 10 dias, quando um militar da GNR do Pinhal Novo, foi alvo de tentativa de atropelamento durante uma operação de fiscalização rodoviária. Os dois ocupantes da viatura escaparam, mas sofreram um acidente, tendo o condutor sido detido.
Ao que foi possível apurar, a operação stop da GNR do Pinhal Novo foi montada numa das entradas da localidade. O condutor da viatura onde seguiam os dois suspeitos desrespeitou a ordem de paragem dos militares, e acelerou. Um guarda teve de saltar para escapar ao atropelamento.
O veículo civil foi logo perseguido pelos militares, vindo a chocar com uma árvore. Os dois ocupantes fugiram e só um deles foi preso.


Agência de Notícias


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Impressões Digitais por Paulo Jorge Oliveira


ADN: um ano a criar identidade

Fitzgerald, no Great Gatsby, dizia qualquer coisa como: “A vida começa de novo quando chega o frio de Outono”. Esta adaptação livre da frase do romancista americano serve para explicar um pouco a origem deste projecto. Não é novo, porque já entramos  orgulhosamente no primeiro ano de vida, mas apresenta muitas novidades e muita vontade de começar de novo. Com frio ou calor é este o sentimento que traz cada mudança de estação – ou de ano – muda a natureza, mudamos nós, renova-se o ADN.


Apetece-me recordar os primeiros dias deste projecto. O nascimento da Agência de Notícias foi, para todos os que nele se envolveram, o princípio de uma longa história. De uma vida, talvez. E que em cada trabalho, em cada pergunta, em cada ideia, em cada imagem, em cada erro também, esteja um bocadinho de cada um de nós oferecido a quem nos quiser ter. Um bocadinho da nossa região, histórias do mundo, reflexões, pitadinhas de moda, fotografia e videoclips. Só isso. Tudo isto.
Dito assim, parece simples. Mas não é! O ADN, tal como é, representa um desafio a todos nós e, ao mesmo tempo, marca a nossa matriz e a nossa génese: um site de informação generalista livre e com ideias próprias.
Agarrei num projecto que, como se sabe, existia com outro nome e voltei à origem das coisas. Tomamos banho para nos vestirmos para a festa da vida depois de tantos sobressaltos. Este projecto encara o trabalho como um desafio de mudar um conceito que já fez sentido noutros tempos. No nosso caso, a viagem ainda agora começou. Passamos a barreira “psicológica” do primeiro ano. Partimos, muito pequeninos, com o propósito de fazer um produto diferente dos que existem. Pelo meio do caminho, conquistamos amigos, colaboradores que se juntaram a nós neste sonho. E também houve aqueles que só apanharam a boleia do ADN para se promoverem a si mesmos e procurarem com isso alavancar os seus próprios desejos mas, infelizmente, o mundo também é feito destas coisas e o importante é seguir sempre em frente e continuar a trilhar bons caminhos.
Na leitura dos nossos trabalhos juntam-se jovens e idosos; diversas classes sociais; homens e mulheres; conservadores e progressistas; direita e esquerda. O ADN procura traçar, dia após dia, uma imagem fiel da região onde se insere.
Na verdade, o nosso ADN é feito de trabalho, inovação e criação pura e dura. Quando se fecha uma porta, abre-se uma janela – então prefiro olhar para a janela que se abre e não ficar parado a ver a porta fechar-se. É assim que encaro este projecto. Como uma oportunidade. Recomeçar é começar de novo. É jogar fora, destruir, remover tudo que não foi bom, que não valeu a pena, que foi feito errado, e com o que sobrou, reconstruir. É fazer novas paredes, no lugar daquelas que os erros encheram de buracos e rachaduras. Até as mais pequenas imperfeições no reboco tem que ser removidas, para que as novas estruturas possam ser sólidas.
No caminho do segundo ano – que agora começa – quero fazer muito mais. Aumentar a qualidade, trazer mais rubricas, apostar ainda mais na inovação, puxar mais cronistas, reforçar a rubrica ADN Moda [que tem de serviço de rampa de lançamento de candidatos a modelos, a fotógrafos e uma referência para outros trabalhos] é outras das apostas para este ano. A beleza e a criatividade estão no nosso ADN mas o restante trabalho é de grande peso nem nos dá descanso, nem queremos. Queremos trabalhar e bem!
Somos uma marca que já habitou os leitores ao seu estilo, mas também os habituou a um contacto próximo e fácil. Só assim se pode construir um site generalista, de dentro para fora mas também de fora para dentro.
O ADN – Agência de Notícias – é um projecto que nasceu pequeno e tem, um ano depois, mais de 135 mil leituras. A esses juntam-se os que nos seguem as letras e as fotografias pelo Facebook [com cinco mil amigos] e outros que nos seguem via youtube através da rúbrica ADN Moda. A tudo isso, junta-se o nosso maillist que leva as notícias em tempo real a milhares de pessoas por dia. Este é o universo ADN.
Partilho o sucesso com quem nos acompanhou neste primeiro ano, mesmo com aqueles que só nos acompanham de vez em quando e ainda com aqueles que nunca nos acompanharam de todo. Somos um pequeno rio. Queremos crescer e engrossar o nosso caudal informativo, tornando-o o mais completo e diversificado, assim queiram os leitores. Este é um projecto sonhado, pensando e cumprido. As pessoas que tornaram este projecto real têm em comum este gosto em fazer de cada momento de trabalho um momento de prazer. Esperamos que o ADN seja todo assim – feito com prazer e profissionalismo – e que os leitores tenham, ao passar na nossa página, o mesmo gosto que tivemos ao produzi-las.
Agradecido pela cumplicidade destes meses...
Vamos trabalhar.



Paulo Jorge Oliveira
Director da Agência de Notícias 
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Visteon de Palmela cria 110 novos empregos


Empresa quer cem técnicos especializados e dez engenheiros

Num tempo fortemente marcado por anúncios de fecho de empresas e do crescimento do desemprego, essa é a melhor notícia do dia: a Visteon, em Palmela, vai criar 110 postos de trabalho até Maio do próximo ano. A criação de postos de trabalho resulta de um acordo de transferência de equipamentos e materiais de produção provenientes da Hungria. O delegado sindical da empresa “aplaude” iniciativa e refere as “qualidades e competências dos trabalhadores portugueses” determinantes para o processo. A Visteon já emprega mais de um milhar de pessoas em Palmela.  

Multinacional volta a investir na mão de obra portuguesa, em Palmela

Paulo Ribeiro, dirigente sindical da Visteon, refere que “a transferência deste setor para Portugal deve-se às qualidades e competências dos trabalhadores portugueses que, mesmo em situações complicadas, sempre souberam manter a qualidade de produção”. O processo de recrutamento para a Visteon será iniciado após a deslocação total dos equipamentos e vai visar a contratação de cem técnicos especializados e dez engenheiros.
A deslocação do ramo eletrónico da multinacional para Palmela é para Paulo Ribeiro “uma oportunidade que vai beneficiar a própria fábrica com trabalhadores treinados e qualificados”, ao mesmo tempo que “vai revelar que a Autoeuropa não é a única empresa significativa na região”. O delegado sindical destaca o efetivo de cerca de mil pessoas empregadas, a capacidade de exportação, dentro e fora do país, que “tem registado resultados líquidos muito positivos” e o recente plano de instalação de um setor eletrónico que “vai trazer maior potencialidade para o desenvolvimento do país”.

Aumento da eletricidade e dos impostos preocupa trabalhadores
Com o aumento das tarifas de eletricidade tendo em conta a instalação dos novos meios de produção eletrónicos nas instalações da Visteon de Palmela,  revela o delegado sindical, “vão surgir novas complicações devido ao aumento dos custos”. Paulo Ribeiro acrescenta ainda que “Portugal não é um exemplo de país que facilite as receitas das empresas” e critica as políticas do Governo de “criação de mais impostos para os trabalhadores que não vão levar a economia para a frente”.
Face ao aumento das taxas de desemprego em Portugal, Paulo Ribeiro considera que “a criação de postos de trabalho tem uma responsabilidade acrescida” sendo uma “oportunidade para empregar mais trabalhadores com grandes competências na área do desenvolvimento de novas tecnologias”. O representante dos trabalhadores acredita que “esta é uma verdadeira mais valia e um projeto de importância significativa para a empresa que pretende não só gerar emprego mas atingir a sustentabilidade financeira”.

Agência de Notícias 
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Jovens querem ' mudar Lisboa'

Caixotes do lixo e bancos de jardim embrulhados a 'mudar Lisboa'


Caixotes do lixo e bancos de jardim começaram a surgir em vários locais de Lisboa embrulhados em papel celofane transparente, envoltos com uma fita-cola com a palavra 'frágil' e um aviso escrito a tinta: "A Mudar Lisboa".


Jovens querem passar mensagem positiva a quem passa em Lisboa

Os responsáveis são dois jovens lisboetas, que começaram no início deste mês um projeto para mostrar que é possível fazer-se mudanças, sem sair do mesmo sítio.
"Usámos a fita [com a palavra] 'frágil' e o celofane para embrulharmos as coisas e mostrar às pessoas que estamos em mudança, mas que não é preciso ir lá para fora. É mudar cá e mudar a nossa mentalidade", disse Miguel Martins, de 22 anos, à agência Lusa. "Aludir à mudança", mas "não a uma mudança que seja necessariamente geográfica", reforçou Isabel Pereira, de 21 anos.
A primeira ideia de muitos jovens estudantes universitários e recém-licenciados quando concluem os cursos é emigrar, e os amigos de Isabel e Miguel não são exceção.
Foi numa das muitas conversas entre amigos que se lembraram de criar o "A Mudar Lisboa".

“Cá temos muitas coisas boas e podemos criar, recriar, refazer, ajudar”
"Tentamos mostrar que se calhar não é isso [o caminho]. Cá temos muitas coisas boas e podemos criar, recriar, refazer, ajudar. Lisboa é uma cidade incrível", referiu Isabel.
Desde 7 de outubro, Isabel e Miguel já fizeram cerca de 30 intervenções, embrulhando caixotes do lixo, bancos de jardim, pilaretes, ecopontos e até um carro.
A Lusa acompanhou Isabel e Miguel em duas intervenções na zona do Chiado e, nos dois casos, eram muitos os que paravam para tentar perceber o que ali se passava.
Miguel garante que o 'feedback' tem sido bastante positivo, mas que são mais os turistas quem os aborda a perguntar o que é "A Mudar Lisboa".
Para os mais tímidos, Miguel e Isabel criaram uma página na rede social Facebook e um blogue, dedicados ao projeto.
Aí, é possível acompanhar, através de fotografias e vídeos, as várias intervenções, ficar a conhecer o conceito, e até contactar os autores.
Quando questionados sobre que o objeto que mais gostariam de embrulhar na cidade, esta estudante de Direito e este recém-licenciado em Design respondem: "o Marquês de Pombal".
"É um pilar grande de Lisboa, um grande símbolo. Ao embrulharmos os caixotes, bancos, carros, as pessoas acham piada e tentam conhecer o projeto. O Marquês é uma coisa grande e vão ver logo. Depois é ir subindo e embrulhar a Câmara ou uma outra estátua, um prédio", disse Miguel.
O jovem lisboeta lembra que o 'A Mudar Lisboa' é "um dos vários avisos que artistas fazem na cidade em relação à crise e ao que é preciso mudar". A ideia anda por Lisboa e, oxalá, se estenda ao país…

Agência de Notícias 
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Alcochete vai ter duas cantinas sociais


“Não há razão para que as famílias  em Alcochete passem fome”

O concelho de Alcochete vai ter em funcionamento duas cantinas sociais, uma medida inserida no Programa de Emergência Social implementado pelo Governo para garantir às pessoas ou famílias que mais necessitam o acesso a refeições diárias gratuitas. Ainda no capítulo da solidariedade, a Biblioteca de Alcochete disponibilizou 175 manuais escolares a 45 famílias no âmbito do Projecto Dar de Volta, uma iniciativa promovida pela Associação de Municípios da Região de Setúbal, à qual a Câmara de Alcochete aderiu neste ano lectivo. 

Concelho de Alcochete vai ter duas cantinas sociais 

Em Alcochete, a Santa Casa da Misericórdia de Alcochete e a Fundação João Gonçalves Júnior vão assegurar o funcionamento das duas cantinas sociais, na sequência da assinatura dos respectivos protocolos com o Ministério da Solidariedade e da Segurança Social, no decorrer de uma cerimónia realizada ontem, dia 24 de Outubro.
Na reunião descentralizada da Câmara Municipal no Passil, realizada ontem, dia 24, o Vereador da Educação, também presidente da Direcção da Fundação João Gonçalves Júnior, informou o Executivo da assinatura dos referidos protocolos.
“As cantinas sociais funcionam em instituições que têm disponíveis refeições que variam entre custo zero e um euro, valor máximo da refeição, para todos aqueles que estejam em situação de dificuldade, refeições feitas para serem consumidas em casa”, explicou Paulo Alves Machado.
Segundo o autarca, a Santa Casa da Misericórdia funcionará como cantina social 7 dias por semana, com almoço e jantar, e a Fundação João Gonçalves Júnior só fornecerá almoços de segunda a sexta-feira.
“Com estas duas instituições, não há razão para que as famílias  em Alcochete passem fome”, disse o responsável, destacando que “quem precisar de utilizar este serviço tem que se dirigir à Divisão de Educação, Desenvolvimento Social e Saúde (Escola Conde Ferreira, no Jardim do Rossio) ou ao Centro Comunitário Cais do Sal (Bairro da Coophabital em Alcochete), onde é feita a avaliação e o encaminhamento das pessoas”.


"Dar de Volta" beneficiou alunos do Concelho com 175 manuais escolares  
Projecto Dar a Volta distribuiu 175 livros escolares em Alcochete

Ainda no capítulo da solidariedade, a Biblioteca de Alcochete disponibilizou 175 manuais escolares a 45 famílias no âmbito do Projecto Dar de Volta, uma iniciativa promovida pela Associação de Municípios da Região de Setúbal, à qual a Câmara de Alcochete aderiu neste ano lectivo. 
Esta informação foi prestada pela Vereadora da Cultura, Susana Custódio, ao Executivo Municipal, no decorrer da reunião de Câmara. Em colaboração com as famílias e as escolas, o projecto Dar de Volta incentivou e proporcionou aos munícipes a reutilização dos manuais escolares que estavam em condições de ser reaproveitados por outros alunos do 2.º e 3.º ciclos dos Ensinos Básico e Secundário, tendo-se obtido a doação de cerca de 3000 manuais do 1.º Ciclo ao Ensino Secundário, com a condicionante de que 70 por cento dos manuais tinham data de edição anterior a três anos lectivos.
A pedido de dois professores foram entregues 12 manuais do 7.º ano da disciplina de História e 11 manuais de 5.º, 6.º e 7.º anos de Educação Moral Religiosa e Católica na Escola E.B. 2,3 El-Rei D. Manuel I para os alunos.
A Biblioteca de Alcochete tem ainda disponíveis para empréstimo 57 manuais escolares do 5.º, 6.º, 8.º e 9.º anos, adoptados pelo Agrupamento de Escolas de Alcochete, e procedeu ao envio dos restantes manuais, que não foram passíveis de empréstimo por diversas razões, para Luanda (700 manuais para a Sociedade Mineira de Catoca) e para Nampula (2100 manuais para a Escola Comunitária Maria Riviê).


Agência de Notícias 
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