Dá um Gosto ao ADN

Desenrascanço tuga

Uma Luz na Austeridade por Ana Esperança
Desenrascanço tuga

A necessidade aguça o engenho, já diz o nosso povo. Pois bem, e porque o nosso lema é mostrar que todas as coisas más têm o seu lado bom, importa partilhar que esta crise tem vindo a provocar uma volta aos campos. Há muito que, quer por falta de rendimentos suficientes do trabalho, quer por “incentivo” do Governo, o povo português tem vindo a largar a agricultura e a abandonar os campos.  


No entanto, tem sido cada vez mais comum este regresso. Quer por jovens desempregados, herdeiros de campos há muito em pousio, que procuram deste modo contrariar o sentido da vida neste país. Quer mesmo por famílias que, mesmo tendo emprego, procuram desta forma rentabilizar os campos e obter alimentos que de outro modo não poderiam comprar.
Dia após dia, têm vindo a ser notícia inúmeros casos do que refiro, jovens licenciados que ficaram desempregados e usam as suas habilitações para tentar lançar-se no mercado agrícola, tentando primar pela inovação (como é o caso das novas produções de kiwi) e ainda jovens para quem a agricultura é como que “um plano B” para combater esta austeridade e as fortes previsões de desemprego.
Mas, e como tem sido defesa desta rubrica, importa salientar não só este “desenrascanço tuga” mas também todas as boas noticias que daí advêm.
Há cerca de um mês, o Ministério da Agricultura fez saber que no mês de Abril, que agora começa, será lançado um concurso, preferencialmente para os trabalhadores mais jovens do sector, de utilização pública de terras. Na prática, do que se trata? Irá ser permitida a utilização de três mil hectares de terrenos dos Ministérios e, além dos jovens agricultores, dá também prioridade a quem tenha propriedades contíguas.
Mas não fica por aqui, esta "bolsa de terras" permite ainda que particulares que não trabalhem as suas terras as ponham à disposição numa "plataforma informativa" de forma a beneficiarem de um "desagravamento fiscal" do IMI rural. Boas noticias não só para quem quer cultivar como também para quem não quer ou não pode!
Esta iniciativa do Governo surge quando se torna cada vez mais indispensável estimular a reabilitação de terras abandonadas, sobretudo pelas pessoas mais jovens, uma vez que a agricultura pode e deve ser um sector estratégico para o futuro do crescimento económico do País.
Ainda neste sentido, e como todos os bons exemplos são para partilhar, importa referir o caso da Construtora portuguesa DST. Esta empresa está a desenvolver uma iniciativa que pretende ajudar os seus colaboradores a equilibrar os orçamentos familiares. Para tal, decidiu disponibilizar um terreno do seu complexo industrial para que os trabalhadores cultivem produtos hortícolas de base biológica que lhes dêem maior qualidade de vida.
O projecto "Hortas Sociais" conta já com cerca de 50 colaboradores aderentes que, desta forma, podem produzir os seus próprios géneros alimentares e aliviar os encargos económicos dos respectivos agregados. A DST disponibiliza um terreno fértil, água para rega, utensílios apropriados à prática agrícola e garante, a cada equipa inscrita, formação em agricultura biológica.
Podemos então dizer que, juntando o útil ao agradável, além da produção de produtos biológicos, os trabalhadores poderão contribuir para as poupanças domésticas, beneficiar de uma actividade física ao ar livre, compensar o stress do dia-a-dia e ainda fortalecer o espírito de equipa.


Agricultura social: No âmbito ainda de “produzir para sobreviver”, frase minha, a conceituada e reconhecida empresa portuguesa de azeite (Gallo), criou um projecto inovador de apoio á instituição de solidariedade social Centro de Recuperação e Integração de Abrantes.
Este projecto, de responsabilidade social, pretende ajudar a instituição de cariz social de Abrantes, a curto, médio e longo prazo, e consiste numa plantação de oliveiras num terreno da instituição. Para tal seis dezenas de colaboradores da empresa Gallo Worldwide começaram já a plantar 1500 oliveiras e a empresa compromete-se a comprar todos os anos as azeitonas produzidas neste olival e que se prevê possam gerar receitas na ordem dos 25 mil euros por época.
No total será plantado um olival de cerca de 2,5 hectares na zona de Abrantes, onde se situa a unidade fabril da Gallo, ficando a empresa de produção de azeite responsável pela sua plantação e manutenção. O objectivo da iniciativa passa por “retribuir algo” à comunidade onde a empresa iniciou a actividade comercial e produtiva há mais de 150 anos, a ideia é contribuir não com uma simples operação financeira mas com uma ajuda de sustentabilidade a longo prazo.

Nota doce, docinha: Na próxima 3ª feira, uma conceituada marca de gelados vai distribuir gratuitamente no Largo de Camões, em Lisboa, gelados a quem passar por lá. Quem quiser adoçar o seu dia pode passar entre as 12h e as 19h ou em alternativa aguardar a passagem dos carros ecológicos pelas ruas do Cais do Sodré, Bairro Alto e Chiado. Hummmm….
De boca adoçada, só de imaginação ainda, resta-me desejar a todos os leitores boa semana e boas notícias!



Ana Esperança


Pinhal Novo

Nos dias que correm as palavras de ordem são austeridade, crise e contenção…
Pois bem, caros leitores, é minha intenção nestas breves linhas dar-vos conta das boas notícias de que os canais de televisão não falam e as páginas do jornal apenas mencionam em letras tão pequenas que nem damos por elas. Chamemos-lhe “uma luz na austeridade”.
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Anafre juntou 200 mil em Lisboa


Todos contra o corte de freguesias

 A manifestação contra a fusão de freguesias, neste sábado à tarde, em Lisboa, foi um desfile de diversidade, com ranchos folclóricos, associações culturais, recreativas e desportivas de todo o país. A contabilidade de participantes é feita pela Anafre, que reclama 200 mil pessoas presentes. Boa parte dos 600 autocarros que levaram os manifestantes até Lisboa foi paga pelas próprias freguesias.

Anafre juntou 200 mil pessoas contra corte de freguesias 


Hoje, Lisboa foi verdadeiramente a capital do país ao acolher grupos folclóricos, fanfarras e 'Zés Pereiras' vindos de sul a norte de Portugal numa manifestação que pretende convencer os partidos com assento parlamentar a voltarem atrás quanto à fusão de freguesias.
Entre bandeiras das suas freguesias, os manifestantes também usam bonés e camisolas, muitas delas pretas, numa alusão ao luto pelo fim das muitas freguesias impostas pela vontade da Troika e por vontade do Governo.
A música ambiente também é uma mostra das tradições populares portuguesas e faz-se ouvir com bombos, gaitas-de-foles e outros instrumentos que viajaram até Lisboa ao longo de várias horas e ainda mais quilómetros.
O protesto, organizado pela Associação Nacional de Freguesias (Anafre), é "uma grande afirmação da cultura e da etnografia" do povo português, demonstrativa das raízes, da riqueza e da representatividade das freguesias, e também "um grande brinde à cidade de Lisboa", disse o presidente da associação, Armando Vieira.
A iniciativa, agendada há algumas semanas, decorreu um dia depois de o grupo parlamentar do PSD ter apresentado uma proposta à Anafre segundo a qual os municípios podem fundir menos 20 por cento das freguesias em relação aos critérios definidos inicialmente na reforma administrativa, que previa a agregação de 1.000 a 1.500 destas autarquias.

200 mil a protestar

O presidente da Associação Nacional de Freguesias (Anafre) Armando Vieira esteve no Rossio, em Lisboa, a agradecer ao “mais de 200 mil portugueses” que se manifestaram hoje em defesa das freguesias.
No seu discurso, proferido enquanto ainda estavam manifestantes a descerem a avenida da Liberdade, o dirigente afirmou que “a causa primeira é a da gente com rosto”.
“São os que nos estendem a mão que apertamos, os que nos contam os seus problemas, que partilhamos e gente anónima para outros, mas a quem chamamos pelos nomes”, disse.
Armando Vieira garantiu que o caminho a seguir “não é por ali” numa alusão à reforma que o Governo quer seguir, que passa por reduzir o número de freguesias existentes.
A Anafre garante ter consciência que já levou a sua mensagem a todos os responsáveis e decisores do país e que esta reforma deve ser promovida com as freguesias.
Sobre a manifestação de hoje, que segundo a organização juntou na capital cerca de 200 mil pessoas, caracterizou-a como “grande afirmação” cultural, etnográfica, demonstrativas das raízes, da riqueza e da representatividade das freguesias”.
Entre gritos “Portugal, Portugal” e cartazes onde se lêem "O coveiro das freguesias" e "Relvas é piegas", Armando vieira concluiu que a manifestação foi, acima de tudo, “uma grande lição de força e humildade”.

Seguro quer que Governo oiça autarcas
Lisboa foi hoje a capital das freguesias 


O secretário-geral do PS desafiou o Governo a ouvir os autarcas e os «representantes da população» que se manifestaram em Lisboa contra a proposta de extinção de freguesias.
Já que o Governo não quis ouvir o PS, que agora, ao menos, ouça os milhares de autarcas e representantes da população que desfilaram em Lisboa”, afirmou António José Seguro.
A seguir, o líder dos socialistas reiterou as suas críticas ao Governo sobre o processo de extinção de freguesias.Durante tantos meses, o Governo não quis ouvir a proposta do PS para a reforma do Poder Local e não quis ouvir o PS a chamar a atenção para o disparate que estava a fazer com a proposta de extinção de freguesias, feita a régua e esquadro”, diz o líder do PS.
Para Seguro, ao longo dos últimos meses, o Governo “nunca se preocupou com a organização do território e com o respeito pela vontade das populações”.

Relvas tenta flexibilizar proposta

A primeira proposta do Governo, que também convida os municípios a juntarem-se, foi aprovada no Parlamento na generalidade, mas estava ainda em discussão na generalidade.
Os autarcas - principalmente eleitos de juntas de freguesias, mas também de câmaras municipais - têm mostrado esperança num volte-face por parte do Governo e dos partidos que sustentam a maioria.
Na sexta-feira, depois da reunião da Anafre com o PSD, Armando Vieira disse que a manifestação de hoje se manteria e que ajudaria a sensibilizar os deputados quanto "à necessidade de refletirem melhor, mais aprofundadamente, sobre esta matéria".
Segundo um documento distribuído aos jornalistas após o encontro, a proposta do PSD prevê "atribuir à assembleia municipal uma margem de flexibilidade de 20 por cento no resultado de redução de freguesias no respetivo município - só é aplicável à primeira pronúncia da assembleia municipal".
Armando Vieira apontou ainda que, apesar de "os parâmetros de flexibilidade serem de 20 por cento sobre os indicadores que constam da lei, pode haver situações que, devidamente fundamentadas, possam indiciar uma maior amplitude dessa flexibilidade".
Entre as alterações estão também "aumentar a barreira delimitadora do nível um para 1.000 habitantes por quilómetro quadrado (era de 500 habitantes por quilómetro quadrado)" e "aumentar de três para quatro o número de referência de freguesias por município em que não é obrigatória a agregação de freguesias".
Foi igualmente clarificado que "o resultado de redução em cada município é global e que há flexibilidade da assembleia municipal para alcançar o mesmo resultado com diferentes proporções", ou seja, um município que tenha de reduzir dez freguesias, das quais seis urbanas e quatro não urbanas, pode reduzir as mesmas dez, mas, por exemplo, quatro urbanas e seis rurais.

Agência de Notícias 
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Reportagem de Sábado à Tarde: Onda de crime continua no distrito



Setúbal, no trio da frente nos casos de crime

No dia em que as autoridades mostram em números que a criminalidade desceu durante o ano passado, a Reportagem de Sábado à tarde descobriu que esta semana, no distrito, os assaltos violentos continuam e que o ouro continua a ser alvo “apetecível” para quem rouba. Dados do Relatório Anual de Segurança Interna apontam para o decréscimo da criminalidade. Mas em Setúbal, o crime por causa do ouro e o crime violento cresceu. E não faltam casos, só nesta semana, que comprovam isso. 

Dados apontam que crime baixou em Portugal 

Começamos pelo Barreiro onde na manhã de ontem, um homem roubou cerca de oito mil euros e vários artigos em ouro num assalto a um estabelecimento comercial na cidade.
"O homem entrou na loja de compra e venda de ouro pelas 11 horas e, com uma faca, ameaçou a funcionária. Fugiu do local com oito mil euros em dinheiro e algumas peças em ouro, cujo valor ainda não está contabilizado", referiu fonte da PSP à agência Lusa.
O assaltante levou também o sistema de videovigilância do estabelecimento, que se localiza na rua Miguel Bombarda, uma das principais do centro da cidade do Barreiro. A PSP esteve no local e a Policia Judiciária está a investigar a ocorrência.
O aumento do preço do ouro e a facilidade com que o metal precioso é vendido após um assalto fez disparar os roubos por esticão e os assaltos à mão armada na via pública no ano passado. De acordo com os dados revelados ontem no Relatório Anual de Segurança Interna (RASI 2011), - apresentada ontem – 7918 pessoas foram vítimas de um roubo por esticão e outras 8396 tiveram armas apontadas antes de serem assaltadas.
E foi, precisamente por esticão que uma mulher foi assaltada esta quinta-feira, na cidade de Setúbal. O roubo ocorreu cerca das duas da tarde na praça de Quebedo, altura em que o assaltante se acercou da senhora e roubou-lhe, pelo método de esticão, a mala que a vítima transportava a qual continha várias peças em ouro, no valor de 2.605 euros, assim como mil euros em dinheiro. A mulher, tinha 27 anos, e é funcionária de uma loja de compra de artigos em ouro.
No momento do roubo, um cidadão que passava pelo local apercebeu-se do crime e conseguiu retirar a mala ao assaltante. No entanto, a PSP foi de imediato chamada a intervir, acabando por deter, cerca das 14 horas, o autor do crime na avenida Luísa Todi. Os artigos e o dinheiro foram recuperados na sua totalidade e o indivíduo foi presente a Tribunal. Um caso com desfecho feliz.
Entretanto, no dia anterior, última quarta-feira, a PSP de Setúbal registou um outro roubo a uma senhora, de 60 anos de idade, quando a mesma circulava na rua José Luciano de Carvalho, por volta das 12.30 horas. A vítima foi abordada por dois indivíduos que lhe puxaram os brincos de ouro (no valor de 175 euros) que a senhora trazia, tendo-lhe provocado ferimentos com alguma gravidade, facto pelo qual foi necessário transportar a senhora para o Centro Hospitalar de Setúbal, onde recebeu assistência.


"Portugal é um país seguro"
O crime aumentou no distrito de Setúbal 

Segundo o secretário-geral do Sistema de Segurança Interna, o juiz desembargador Antero Luís, estes valores representam 74 por cento do crime violento registado pela PSP, GNR e Polícia Judiciária e reflectem um aumento de 21,2 por cento em relação a 2010.
Apesar destes números, o RASI mostra que a criminalidade participada desceu 2 por cento (405 288 participações, menos 8312 queixas do que no ano anterior) e o crime violento baixou 1,2 por cento - em 2011 foram registados 24 154 crimes violentos e graves, menos 302 casos do que em 2010.
O documento mostra ainda que os distritos onde mais subiu a criminalidade foram Bragança e Portalegre, seguidos de Leiria, Vila Real, Guarda, Beja e Évora, quase todos no Interior do País. Setúbal também teve um aumento de ocorrências criminais (mais 3,4 por cento), aproximando-se cada vez mais de Lisboa e Porto. Para Antero Luís, "estes são os melhores números dos últimos três anos" e mostram que "Portugal é um país seguro".


Encapuçados atacam homem na Cruz de Pau

Pode ser “mais seguro” em números. Mas no dia a dia, o medo instala-se e os jornais e as televisões retratam outras realidades diferentes. Olhamos, por exemplo, o que se passou esta semana a Ricardo, funcionário do Bingo do Benfica, na Cruz de Pau, no concelho do Seixal.
De acordo com os relatos, o funcionário do Bingo foi atacado por dois homens encapuzados que o ameaçaram com uma caçadeira. Além de ameaçado, Ricardo foi agredido com violência e ficou sem a mochila que transportava. Lá dentro tinha cinco mil euros.
O roubo ocorreu pela uma hora da manhã, de quinta-feira, na Praceta Celestino Ribeiro, Cruz de Pau. De férias, Ricardo foi a uma casa situada naquela praceta do concelho do Seixal, tendo saído da mesma ao início da madrugada.
Na mochila que transportava tinha cinco mil euros em numerário, um telemóvel e uma carteira com documentos pessoais. Os dois ladrões levaram a cabo o ataque quando este se preparava para entrar no seu automóvel. "Foi de imediato agredido a murro e pontapé e, com uma caçadeira apontada, forçado a entregar a mochila que transportava", explicou a polícia.
Os ladrões fugiram a pé. Foi a própria vítima a chamar a PSP e socorro médico, tendo sido assistida no local a várias escoriações por técnicos do INEM. O caso está a ser investigado pela Polícia Judiciária de Setúbal.

Ataque no Metro Sul do Tejo

Segurança atacado no Metro Sul do Tejo


Apesar dos números do Relatório Anual de Segurança Interna apontarem para uma quebra de 1,2 por cento nos crimes violentos a nível nacional, relativamente à criminalidade violenta e grave, Setúbal registou um aumento percentual de 3,4 por cento (mais 106 ocorrências), enquanto Lisboa desceu 1,6 por cento (menos 175 ocorrências) e no Porto menos 2,1 por cento (menos 76 ocorrências).
O que se passou em Almada, ontem de manhã, explicam as razões do aumento do crime grave e violento. Rui Abrantes, vigilante numa empresa de segurança, foi esfaqueado três vezes na estação do Metro Sul do Tejo (MST) do Pragal, Almada. Foi assistido no Hospital Garcia de Orta . Teve alta a meio da manhã.
"Por sorte não foi mais grave, mas eu e os meus colegas somos ameaçados todos os dias com armas de fogo, bastões e até cadeados e correntes", lamenta Rui Abrantes.
"Isto é uma selva e não temos ninguém que se preocupe. Corremos risco de vida todos os dias. Somos ameaçados na nossa sala dentro da estação", contam vários colegas de Rui Abrantes.
Um deles foi agredido há cerca de dois anos por 15 elementos do gang de Sandro Bala – ‘o rei da Margem Sul’ – que entretanto fugiu para o Brasil, mas deverá ser julgado à revelia. Mas todos já foram agredidos. Ontem "foi a gota de água", porque quem me agrediu anda todos os dias no metro sem pagar", conta Rui.
Desde há cerca de dois anos e meio que o MST deixou de ter funcionários próprios para fazerem a fiscalização dos títulos de transporte dentro e fora das carruagens. Esse trabalho é agora feito por funcionários de uma empresa de segurança.
"Vínhamos para acompanhar a fiscalização e acabamos por fazer segurança e fiscalização em equipas de duas pessoas”.
O Metro Sul do Tejo atravessa todo o concelho de Almada e do Seixal. "Eles vêem aos bandos e quando entram nas carruagens mandam sair toda a gente. Dizem que ‘quem manda aqui somos nós’", afirmam os colegas de trabalho.

22 detidos na Moita e Barreiro
No capítulo da investigação criminal, diz ainda o Relatório Anual de Segurança Interna, realizaram-se 385.319 inquéritos, 9.172 buscas, das quais 6.663 domiciliárias, 11.440 escutas telefónicas e apreendidas 2.911 armas e 26.333 munições. Realizaram-se ainda 21.350 detenções. O relatório indica ainda que em 2011 havia 12.681 reclusos (mais 1.068 face a 2010), dos quais 2.548 eram estrangeiros.
E as autoridades querem, cada vez mais, aumentar o sentimento de segurança. E para que isso aconteça crescem as rusgas e as buscas. Foi o que aconteceu ontem à noite e esta madrugada nos concelhos do Barreiro e Moita.
Vinte e duas pessoas foram detidas durante uma operação policial realizada nos concelhos do Barreiro e da Moita, em que foram fiscalizados estabelecimentos comerciais e viaturas, disse este sábado fonte da PSP.
A operação foi coordenada entre a GNR e a PSP, com o apoio da Policia Judiciária, do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica, da Autoridade Tributária e da Autoridade para as Condições do Trabalho.Estiveram envolvidos cerca de 350 elementos policiais e 45 inspectores das diversas entidades. 
Entre as 21 horas e as duas da madrugada, fiscalizaram diversos estabelecimentos nos concelhos do Barreiro e da Moita, "com especial enfoque para as zonas urbanas sensíveis e para os estabelecimentos de diversão nocturna", acrescentou a mesma fonte. No total, foram fiscalizados cerca de 30 estabelecimentos e duas mil viaturas.
Além das detenções, as autoridades efectuaram 104 autos por infracções ao Código da Estrada e 24 a estabelecimentos, tendo ainda notificado quatro cidadãos estrangeiros para "abandono voluntário do território nacional".


Paulo Jorge Oliveira
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É esta a justiça que defendemos?

Críticas Soltas por Joana T. Oliveira
É esta a justiça que defendemos?

E assim vai o meu país! Podia escrever mil e uma histórias. Umas bonitas, outras de encantar. Mas não. São histórias de um governo que gasta o dinheiro do Parque Escolar sabe-se lá onde e ninguém é culpado por isso. O buraco é de mil milhões! De gente corrupta e que desvia dinheiro e usa as pessoas em proveito próprio. Os “burlões das Farmácias”, enganaram o Sistema Nacional de Saúde em 100 milhões e o Ministério Público diz que não faz mal! Finalmente o caso de um menino de 17 anos que espanca, tortura, queima e mata um outro jovem e... bem, porque é menor não pode ser julgado! Que justiça é a nossa?


Começo por Tiago. De acordo com os jornais de ocasião, Tiago, de 17 anos, era um aluno mediano que não se metia em aventuras perigosas. O melhor amigo, Márcio, de 19 anos, passou a odiá-lo - porque desconfiou que Tiago lhe tentara assaltar e violar a namorada, de 15 anos. Era mentira, história inventada pela Pitinha para justificar a falta de 200 euros. Márcio e Joana faziam declarações de amor no Facebook: "Eu amo esta porca" - escreveu ele. Ofendido com o amigo, Márcio resolveu matá-lo. Mas não se atreveu a fazê-lo sozinho. Levou um conhecido comum, de 15 anos, a acompanhá-lo. Torturaram e espancaram Tiago até à morte: desferiram-lhe várias facadas, queimaram-lhe as pernas e esmagaram-lhe o crânio com uma pedra. Estamos conversados sobre a selvajaria do crime.
O rapaz de 15 anos, como é menor, fica a salvo da Justiça penal - que o dá, imagine-se, como inimputável. Não pode ser preso. Está à guarda dos pais - e o pior que pode acontecer ao “anjinho” é ficar internado num centro de reeducação onde pode fazer mais ou menos o que lhe apetece. Só com 16 anos seria condenado como gente grande.


Máfia das Farmácias há solta

Outro caso. Este bem recente e publicado nas páginas electrónicas do ADN. A Máfia das Farmácias. O caso prometia: um magnata das farmácias, suspeito de burlas em série no valor de 100 milhões de euros, deixou gente na ruína, armazenistas falidos e bancos com dívidas de cobrança duvidosa. 
O juiz do Tribunal Central de Instrução Criminal, ficou pacientemente à espera que lhe levassem o milionário – e preparou-se para mais uma prolongada sessão para decidir se o deixava em liberdade ou mandava em prisão preventiva. Esperou em vão. O Ministério Público, afinal, não tinha nenhum detido. A procuradora Maria João Costa, do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), limitou-se a passar uns mandados de busca e de apreensão de uma frota de 14 carros de luxo e dois magníficos iates. O suspeito agradece tanto zelo. Afinal ficar sem 14 popós topo de gama e um iate é chato. Temos de ser compreensivos com o senhor!
Por muito menos do que recai sobre o farmacêutico está muita gente em prisão preventiva – e o caso faz recordar a velha suspeita que não deixa de perseguir a Justiça portuguesa: os mais fracos e pobres são tratados com toda a intransigência; os poderosos e ricos continuam a merecer alguma compreensão.

Desvios do Parque Escolar sem castigo

E ainda há mais uma história nestas Críticas Soltas de hoje. A Parque Escolar – uma empresa pública criada pelo Governo de Sócrates – tinha dois generosos objectivos: injectar dinheiro na economia e remodelar 332 escolas em todo o País. Mas de boas intenções está o inferno cheio. A Parque Escolar, a avaliar pelo que já se sabe, não se limitou a despejar dinheiro na economia: acabou por desperdiçar fundos públicos em benefício de uns tantos particulares. Apuradas as contas, gastou-se 1,3 mil milhões de euros a mais – e isto apenas em 106 das 332 escolas do plano. O buraco não é de 10 mil, nem de 100 mil, ultrapassa os mil milhões – cinco vezes mais do que inicialmente previsto. E perante isso que faz a justiça? Nada! Depois um pobre com fome rouba uma lata de salchichas e um pacote de massa de um supermercado e arrisca-se a uma pena, efectiva, de prisão de ano e tal. Será esta a justiça que todos querem e defendem? Quem tem dinheiro... deve ser!



Joana Teófilo Oliveira
Estudante de Ciências da Educação
Quinta do Anjo 


(Escreve todas as sextas-feiras na rubrica Criticas Soltas)
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Mercado Gourmet este fim de semana em Lisboa


Mercado tradicional destaca produtos nacionais no Campo Pequeno

Um mercado tradicional português vai mostrar entre sexta-feira e domingo, na Praça do Campo Pequeno, em Lisboa, produtos típicos nacionais, uma iniciativa da Associação Empresarial de Portugal (AEP) para estimular as micro-atividades produtivas.


Feira abriu hoje as portas 

Patés, compotas, queijos, charcutaria, azeite, vinho, licores, chocolates, doçaria, mel, produtos biológicos, especiarias, pão, chás e conservas são alguns dos produtos "de origem exclusivamente nacional" que estarão à venda no primeiro 'Mercado Gourmet do Campo Pequeno'.
O evento, com entrada gratuita entre as 11 e as 21 horas "pretende recriar o espírito dos mercados tradicionais portugueses de outros tempos", divulgou a organização.
A iniciativa decorre no âmbito do programa da AEP 'COMPRO o que é nosso' e pretende "contribuir para a divulgação, estímulo e sustentabilidade de micro-atividades produtivas nacionais, que, pela sua reduzida dimensão, têm dificuldade em penetrar nos circuitos comerciais".
A AEP quer ainda "sensibilizar o público para a aquisição de produtos de origem portuguesa, estimulando atividades da micro-economia nacional, a preços justos", e contribuindo assim para a criação de emprego e para o desenvolvimento sustentado da economia nacional.

Agência de Notícias 
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Auditório de Pinhal Novo recebe teatro esta noite

Teatro Brinca apresenta Grafia em Fronteira em Pinhal Novo

Hoje no Pinhal Novo (Auditório) e amanhã no Bairro Alentejano, o Grupo amador Teatro Brinca – o grupo de teatro da Sociedade Recreativa e Cultural do Povo do Bairro Alentejano, na freguesia da Quinta do Anjo – vai levar ao palco a peça Grafias em Fronteira. A peça está integrada na programação do dia do Teatro da Câmara de Palmela. As entradas são gratuitas e as portas abrem às 21 horas

Auditório de Pinhal Novo recebe Teatro Brinca 


SINOPSE

Grafias em Fronteira consiste num rizoma elaborado por um conjunto de propostas de criação individuais que co-existem num mesmo espaço. No "espaço entre" existirá uma janela que permite, dentro do movimento do momento, encontrar desarticulações que formam passagens, ecos, ressonâncias, procurando sobreviver e potenciar relações estáveis dentro de um espaço frágil e liminar não muito propício à comunicação e aí encontrar o Outro. Esta proposta consiste numa performance de pesquisa transdisciplinar elaborada pelos caminhos emergentes encontrados e explorados por cada um dos elementos do Teatro Brinca.

Ficha Técnica


Encenação e Dramaturgia: Paulo Proença
Intérpretes: André Santos, Gonçalo Jorge, Inês Pinto, Rute Pascoal, Tâmara Silva, Tiago Jorge.
Equipa técnica: Valdemar Fernandes.

Agência de Notícias 
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Burla nas Farmácias continua a ser comentada


“É fácil defraudar o SNS” através das Farmácias alerta Sindicato Nacional dos Profissionais de Farmácia e Paramédicos

Os oito detidos pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção (UNCC) da Polícia Judiciária (PJ) saíram em liberdade, depois de serem presentes ao Tribunal Central de Investigação Criminal. O Sindicato Nacional dos Profissionais de Farmácia e Paramédicos diz que é “fácil defraudar o SNS”.
Sindicato diz que é fácil lesar o SNS através das Farmácias 
Segundo as primeiras informações, das duas mulheres e seis homens suspeitos de fraude, dois saíram sujeitos a caução e os restantes com Termo de Identidade e Residência.
Segundo a PJ, as investigações que já duravam há vários meses, culminaram terça-feira com uma operação que incluiu buscas, a detenção de oito suspeitos e a apreensão de quatro viaturas.
A UNCC revelou que em causa estão a prática de crimes de falsificação de documentos, burla qualificada e de associação criminosa contra o Estado. Ainda segundo os investigadores, a operação permitiu "desmantelar este grupo criminoso que terá lesado o Serviço Nacional de Saúde (SNS) em várias centenas de milhar de euros, prosseguindo a investigação no sentido de determinar o real prejuízo". Ao que tudo indica, ultrapassa muitos milhões de euros.

Sindicato acusa ministério da saúde de pouco fazer
 

O presidente do Sindicato Nacional dos Profissionais de Farmácia e Paramédicos (SIFAP), Diamantino da Silva Elias, disse à Agência Lusa que "é fácil defraudar o SNS e responsabilizou a tutela pelas fraudes detetadas no setor, por "não ter criado um sistema seguro". 
O presidente do SIFAP lembrou que aquela estrutura há vários anos que vem alertando o Ministério da Saúde para a "inexistência de um sistema que impeça as fraudes", envolvendo as farmácias e as comparticipações dos medicamentos.
O responsável explicou que "basta que um utente vá a uma farmácia e não avie toda a receita". O que deixa a dúvida sobre se os medicamentos que não foram aviados foram, ou não, faturados ao SNS.
Apesar de sublinhar que não tem conhecimento de fraudes concretas em farmácias, o dirigente sindical alerta para a inexistência de um estatuto profissional que assegure que nas farmácias só trabalhem pessoas devidamente qualificadas.
A operação da PJ, que incluiu 11 buscas na zona da Grande Lisboa e a apreensão de veículos, resultou de denúncias feitas pelo Ministério da Saúde relacionadas com comparticipações fraudulentas de medicamentos. Os alertas do ministério enviados para a PJ sobre as possíveis fraudes foram confirmados pelo próprio secretário de Estado da Saúde, Manuel Pizarro

Agência de Notícias 
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Queijo, Pão e Vinho sobre a mesa em Palmela


Quinta do Anjo abre esta tarde  programa oficial da Cidade Europeia do Vinho

Entre hoje e domingo, o Queijo, o Pão e o Vinho convidam a visitar S. Gonçalo, freguesia de Quinta do Anjo, e a descobrir os melhores sabores da região. Produtos tradicionais de grande qualidade, workshops de degustação e programas de animação para toda a família, no cenário privilegiado da serra da Arrábida - candidata a Património Mundial - justificam uma visita ao 18º Festival Queijo, Pão e Vinho. 

Queijo, pão e vinho para provar até domingo 

Mais de três dezenas de expositores de queijo, vinho, pão, doçaria, mel e fruta participam nesta edição do certame, que abre a programação oficial “Palmela Cidade Europeia do Vinho 2012”. Nesse sentido, a presença do vinho está reforçada, com a criação de um novo espaço, onde estarão as empresas que integram a Rota de Vinhos da Península de Setúbal/ Costa Azul.
Organizado pela ARCOLSA – Associação Regional de Criadores de Ovinos Leiteiros da Serra da Arrábida com a Câmara de Palmela, o Festival Queijo, Pão e Vinho “valoriza o mundo rural e constitui uma oportunidade privilegiada para todos, miúdos e graúdos, contactarem com os animais e conhecerem os ciclos de produção do queijo”, diz fonte da autarquia de Palmela.


Viagem ao mundo rural
Ovelha continua a reinar na Quinta do Anjo 


São exemplo disso as apresentações das escolas equestres da região, as demonstrações de tosquia ou de cão pastor, as exposições de ovinos leiteiros, as divertidas corridas de ovelhas no “Ovinódromo” e a possibilidade de uma visita ao “Museu do Ovelheiro”, instalado no recinto.
Para quem deseja conhecer mais sobre as características do vinho ou do queijo e descobrir como os harmonizar entre si ou com chocolate, a proposta vai para os Laboratórios do Gosto e para as provas comentadas por enólogos convidados, numa organização da Rota de Vinhos, e para os Workshops com formadores da Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril.
Gastronomia, animação musical e desportiva, passeios a cavalo e concursos são mais alguns dos atrativos deste Festival, que brinda à Primavera com os sabores da terra.
A não perder, ainda, os Fins de Semana Gastronómicos do Queijo de Ovelha, que abrem o ciclo de Fins de Semana temáticos 2012. Dezanove estabelecimentos do concelho participam na iniciativa, que decorre nos dias 30 e 31 de março e 1, 6 7 e 8 de abril, no âmbito do projeto “Palmela, Experiências com Sabor”, com a apresentação de menus criativos e requintados, onde o queijo de ovelha é ingrediente indispensável, quer na confeção dos pratos principais, quer na criação de sobremesas surpreendentes.


Programa Festival Queijo, Pão e Vinho:

Dia 30 março | sexta-feira

15h00  Abertura do Festival

18h00  Inauguração oficial do Festival Queijo, Pão e Vinho

19h30  Workshop: "Harmonia do Vinho: o que lhe diz o Queijo e o Chocolate?"
Auditório; Duração: 2 horas | Nº participantes: 10 (mínimo): 30 (máximo)
Inclui provas/degustação | Formadores: Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril

21h00  Atividades equestres | Picadeiro

22h00  Animação musical com Jorge Nice | Auditório

00h00  Encerramento

Dia 31 março | sábado

09h30  Passeio BTT – Trilhos do Queijo, Pão e Vinho
Inscrições no clube ou pelo 212 888 144
Org.: Quintajense Futebol Clube

10h00  Abertura do Festival

10h00  XXIII Qualificativa de machos reprodutores de ovinos “Ille-de-France”

13h00  Entrega de prémios da XXIII Qualificativa

16h00  Demonstração do Cão Pastor | Picadeiro

15h00  Workshop: "Quando o Queijo, o Pão e o Vinho são os ingredientes do Chef"
Auditório; Duração: 3 horas | Nº participantes: 10 (mínimo): 30 (máximo)
Inclui provas/degustação | Formadores: Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril

17h30  Corrida de Ovelhas | Ovinódromo
19h00  Laboratórios do Gosto do Queijo, Pão e Vinho | Auditório
Uniões perfeitas entre queijo e vinho: As Denominações de Origem do queijo de Azeitão e dos vinhos da Península de Setúbal. Técnicas de análise sensorial de queijos e de vinhos. Seis queijos e quatro vinhos em prova. Sessão com prova de vinhos da Península de Setúbal comentada, acompanhada por degustação de queijo de Azeitão. Duração: 1h30  Valor: 10€ por pessoa.
Reservas: 
info@rotavinhospsetubal.com ou 212 334 398. Atividade limitada a 20 pessoas por sessão.
Org.: Rota de Vinhos da Península de Setúbal.
19h00  Demonstração Equestre | Picadeiro

21h30  Animação Musical | Auditório

00h00  Encerramento

Dia 1 abril | domingo

09h00  Passeio a cavalo “Por terras do Queijo, do Pão e do Vinho”
            Concentração junto ao Picadeiro do Festival

10h00  Abertura do Festival

12h00  Laboratórios do Gosto do Queijo, Pão e Vinho | Auditório
Uniões perfeitas entre queijo e vinho: As Denominações de Origem do queijo de Azeitão e dos vinhos da Península de Setúbal. Técnicas de análise sensorial de queijos e de vinhos. Seis queijos e quatro vinhos em prova.
Sessão com prova de vinhos da Península de Setúbal comentada, acompanhada por degustação de queijo de Azeitão. Duração: 1h30  Valor: 10€ por pessoa.
Reservas: 
info@rotavinhospsetubal.com ou 212 334 398. Atividade limitada a 20 pessoas por sessão.
Org.: Rota de Vinhos da Península de Setúbal.
17h30  Corrida de Ovelhas | Ovinódromo

18h00  Demonstração de Tosquia | Picadeiro

19h00  Demonstração Equestre | Picadeiro

23h00  Encerramento do Festival

Sábado e Domingo
Provas Comentadas
Provas de vinhos da Península de Setúbal dirigidas por enólogos das adegas convidadas. Participação gratuita mediante reserva através de 
info@rotavinhospsetubal.com
ou telefone 212 334 398. A realizar ao longo da tarde.
Atividade limitada a 30 pessoas por prova. Duração: 30-45 minutos
Org.: Rota de Vinhos da Península de Setúbal e adegas aderentes.


Entrada: 1 (um) euro por pessoa.


Encontre-nos na Quinta de S. Gonçalo,
freguesia de Quinta do Anjo, concelho de Palmela.
GPS – 38º 33’  14’40’’ N    8º 59’  07’76’’ O


Agência de Notícias 
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Ministério da Saúde acompanha inquérito a erro médico


Inspeção-Geral das Atividades em Saúde segue Garcia da Orta

 A Inspeção-Geral das Atividades em Saúde abriu um processo de acompanhamento ao inquérito que o Hospital Garcia de Orta instaurou ao corte de uma artéria em vez de uma veia que levou à amputação da perna de uma doente.

Ministério da Saúde quer seguir de perto Garcia da Orta

 A doente foi submetida a uma operação às varizes, mas na cirurgia foi cortada uma artéria em vez de uma veia, o que, após várias intervenções, obrigou à amputação da perna, pouco abaixo do joelho.
Fonte hospitalar disse à Agência Lusa que a médica responsável pela intervenção encontra-se de baixa psicológica e que está a correr um processo de inquérito aos acontecimentos que conduziram à amputação.
A Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) instaurou um processo de acompanhamento ao inquérito do Hospital Garcia de Orta, o qual visa avaliar a investigação hospitalar. Para este processo, a IGAS deverá recorrer ao corpo de peritos deste organismo do Ministério da Saúde.
Fonte do Ministério da Saúde disse à Lusa que o Hospital Garcia de Orta já foi informado desta iniciativa da IGAS.
Lembre-se que ontem, ao ADN, Ana França, directora clínica do Hospital Garcia da Orta disse que “o hospital está a avaliar” o que aconteceu de verdade. "Em mais de 400 cirurgias anuais deste tipo no hospital, nunca aconteceu nada de semelhante", disse a médica.
Disse ainda a directora clinica que “assim que foi detectado o erro, foi tentada a reversão. Mas sempre que se tentava a revascularização, a lesão criava trombos [coagulação de sangue no interior do vaso sanguíneo]”. Terça-feira, Anabela foi sujeita à sexta intervenção cirúrgica após ter entrado no hospital: é amputada da perna esquerda, dez centímetros abaixo do joelho. "Tem fortes hipóteses de recuperar a função de marcha, com uma prótese", refere Ana França.

Paulo Jorge Oliveira 
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Vinhos da região divulgados na capital


Viva o Vinum chega a Lisboa e... volta a Setúbal

Passeios, visitas guiadas, degustações, workshops e tertúlias são algumas das iniciativas que enriquecem o “Viva o Vinum”, projeto da Câmara de Setúbal destinado a promover os vinhos da Península de Setúbal e apresentado no dia 28, na ViniPotugal, em Lisboa.


Setúbal levou o melhor vinho a Lisboa

“É extremamente importante que se divulgue o que é bom e o que é nosso”, sublinhou a presidente da Autarquia, Maria das Dores Meira, na apresentação realizada ao final da tarde de quarta-feira.
“A Câmara de Setúbal está profundamente interessada na promoção e divulgação desta que é uma das melhores riquezas da região”, salientou, acrescentando que é “um desígnio estratégico o de promover as capacidades e potencialidades turísticas” regionais, entre as quais, destacou, o enoturismo “é seguramente uma dessas potencialidades”.
O “Viva o Vinum”, “parte fundamental dessa estratégia”, promove entre abril e outubro um conjunto muito diversificado de iniciativas, que incluem, por exemplo, a possibilidade do público poder participar no Dia da Adiafa, como é tradicionalmente conhecido o último dia das vindimas, em setembro.

Turismo de Lisboa e Vale do Tejo dá apoio

A importância do projeto “Viva o Vinum” foi igualmente destacada pelo presidente da Entidade de Turismo de Lisboa e Vale do Tejo, Joaquim Rosa do Céu, para quem “iniciativas como esta ajudam a promover a região não só no País, mas também internacionalmente”.
O esforço desenvolvido pela autarquia sadina foi, de resto, enaltecido pelo presidente da Comissão Vitivinícola da Região da Península de Setúbal, Henrique Soares, sublinhando que “há já uns anos que a Câmara de Setúbal promove os vinhos da região”, acrescentando que o concelho é um destino turístico de eleição. “Recomendo uma visita a Setúbal, onde é impossível ficar triste”, resumiu.
A apresentação realizada no dia 28 nas instalações da ViniPortugal, localizadas na Sala Ogival, em pleno Terreiro do Paço, contou ainda com a presença dos representantes de alguns dos produtores parceiros do “Viva o Vinum”.

“A festa não seria a mesma sem os produtores”
Melhores produtores da região marcaram presença 


Ermelinda Freitas, Malo Tojo, Herdade da Comporta, Sivipa, Herdade do Cebolal e Venâncio da Costa Lima, todos produtores vinícolas da Península de Setúbal, apresentaram alguns dos melhores vinhos produzidos na região.
Em todas as intervenções foi unânime a opinião de que a fertilidade das terras das margens do Sado permite o desenvolvimento de marcas de elevada qualidade e distintas das demais, tanto em vinhos tintos, brancos e moscatéis, como, em apostas mais recentes, também em espumantes.
Com o objetivo de “fortalecer o posicionamento de Setúbal no mapa das rotas enoturísticas”, Maria das Dores Meira reforçou que o “Viva o Vinum” é “a grande festa do vinho” no Concelho.
O programa, que tem por mote “Sentir os vinhos da Península de Setúbal”, incorpora sete projetos diferentes.
Através do “Vinum Senses”, seis adegas da região promovem, com o apoio da Câmara de Setúbal, atividades de promoção das suas marcas de vinhos. A principal finalidade é o conjugar de experiências de lazer com o envolvimento dos sentidos, como passeios de jipe, charrete ou a cavalo, peças de teatro e encontros de pintura.
O “Viva o Vinum” inclui circuitos enoturísticos, com visitas guiadas a adegas que associam a cultura à gastronomia. O primeiro destes circuitos realiza-se a 21 de abril.
Cursos de iniciação à prova de vinhos na Casa do Baía, o Dia do Moscatel, o Dia do Vinho, que se associa à campanha beba com moderação, tertúlias vínicas e a Festa Báquica, que incluirá ações de degustação de vinhos da região, completam os eventos previstos até outubro no âmbito do “Viva o Vinum”.
“A festa não seria mesma, claro, se não tivesse a ativa participação dos produtores de vinho e de todos os agentes turísticos que têm sabido integrar as atividades de turismo ativo com este setor”, sublinhou a presidente da Câmara de Setúbal ao congratular todos os parceiros do “Viva o Vinum”.

Agência de Notícias 
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Poceirão e Setúbal contra fim do TGV


Autarcas descontentes... população nem por isso

O presidente da Junta de Freguesia do Poceirão, José Silvério, lamentou o abandono definitivo do TGV (comboio de alta velocidade). Em Setúbal, e executivo municipal – com os votos contra do PSD – aprovou uma moção que critica o governo pelo fim do projeto. Mas entre a população há quem se mostre satisfeito com a decisão do governo.


Comboio faz mais falta - diz a população do Poceirão 
"Com este governo começámos a ouvir dizer que o TGV e o novo aeroporto não iam avançar. E com isso o projeto da plataforma logística do Poceirão também tem estado parado", disse à Lusa José Silvério, chefe do executivo da Junta de Freguesia local.
"O que é certo é que era uma das coisas que ia fazer desenvolver o Poceirão. E o Poceirão ficou parado", acrescentou o autarca, uma das poucas vozes que se ouviram no Poceirão contra a decisão do governo.
As preocupações de José Silvério são partilhadas por José Alegria, proprietário do `Café Jovem`. Embora convicto de que iria ser prejudicado, por ter o estabelecimento junto à linha férrea, José Alegria acredita que o TGV seria "uma oportunidade" para o Poceirão.
"A decisão de abandonar o projeto prejudica a população, porque o TGV permitia o desenvolvimento da povoação", disse José Alegria.
"Mas para mim era pior, porque estou aqui à beira da passagem de nível. Iam construir aqui uma ponte e eu ficava bloqueado", acrescentou.

"O que nós precisávamos aqui era de comboios”

Satisfeito com a decisão do governo ficou Fernando Lourenço, de 63 anos, que nunca acreditou nos benefícios que a construção da linha do TGV entre o Poceirão e Caia (Espanha) poderia trazer para a localidade.
"Não sei, mas acho que se o TGV passasse aqui ia empatar muita gente. Não acho que fosse importante para o desenvolvimento da região", disse. "O que nós precisávamos aqui era de comboios [não do TGV] com horários para aqui e para ali. Ainda há dias precisei de um comboio às 7.00, para ir a Lisboa, e não havia", acrescentou.
Uma ideia corroborada pelo sobrinho, Vítor Lourenço, que considera não ser o momento certo para avançar com um projeto tão dispendioso. "Deixem o País melhorar e depois ponderem outra vez essa possibilidade", disse Vítor Lourenço, que também manifestou muitas dúvidas quanto a eventuais benefícios que a construção do TGV pudesse trazer para o Poceirão.
"Ainda se tivéssemos aqui uma paragem, mas eu acho que o TGV não ia parar aqui. Se calhar para nos montarmos nele, (no TGV), tínhamos de ir a Évora ou a Lisboa", concluiu.

Setúbal também critica “morte” da Alta Velocidade

Fim do TGV indigna autarcas 

A decisão da Administração Central de abandonar definitivamente o projeto de Alta Velocidade Ferroviária é também criticada pela Câmara Municipal de Setúbal, que manifestou a “veemente oposição” a esta medida através de uma moção aprovada em reunião pública.
“A aposta na construção de infraestruturas é, decisivamente, uma das formas que mais pode contribuir para a prossecução do desenvolvimento económico e social do País, na criação de riqueza e no aumento do bem-estar dos portugueses”, salienta a moção apresentada pelo PS, aprovada por maioria, com votos favoráveis da CDU e contra do PSD.
A concretização do projeto de Alta Velocidade Ferroviária, adianta o documento, permitiria “um enorme desenvolvimento das potencialidades do País e em particular do distrito de Setúbal”, que funcionaria como “a grande região logística de Portugal, porta de entrada e de saída de mercadorias e de pessoas”.
O documento sublinha que o desenvolvimento deste projeto permitiria potencializar “competências já adquiridas dos Portos de Sines, de Setúbal/Sesimbra e de Lisboa” e “construir uma das mais essenciais infraestruturas da Região, a nova travessia do Tejo (Rodo-Ferroviária), entre o Barreiro e Chelas”.
A moção reforça que com a linha de Alta Velocidade, com ligação prevista entre Lisboa e Madrid, dar-se-ia “um passo decisivo na concretização do Plano Estratégico para o Desenvolvimento da Península de Setúbal, subscrito pela maioria dos Autarcas da Região e promovido pela Associação dos Municípios da Região de Setúbal”.

Agência de Notícias 
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Heloísa Apolónia quer respostas do Governo


Centro de Saúde da Baixa da Banheira em más condições

A Deputada Heloísa Apolónia, do Grupo Parlamentar “Os Verdes”, entregou na Assembleia da República uma pergunta em que questiona o Governo, através do Ministério da Saúde, sobre a situação do Centro de Saúde da Baixa da Banheira, Concelho da Moita, uma unidade de saúde com poucos médicos e que funciona em condições precárias.


A líder parlamentar d’Os Verdes, Heloísa Apolónia, denunciou na terça-feira as más condições do Centro de Saúde da Baixa da Banheira. Uma unidade, diz a parlamentar de esquerda, “com poucos médicos e que funciona em condições precárias”. Heloísa Apolónia quer, por isso, saber quais as medidas que o Governo pretende implementar na Baixa da Banheira para melhorar as condições do Centro de Saúde da vila do concelho da Moita que “funciona num edifício destinado a habitação, com 6 pisos”. 
“Apesar de obras pontuais de adaptação do edifício, ele não responde às necessidades de mobilidade e de eficácia de um centro de saúde. A partir do 1º piso as escadas não permitem a passagem de mais de uma pessoa de cada vez, a rampa construída tem uma inclinação exagerada, superior à legalmente indicada, o elevador encontra-se recorrentemente avariado, isto para já não falar da própria falta de condições de alguns gabinetes médicos”, denuncia a deputada.



Falta de médicos é preocupante

Heloísa Apolónia acrescenta ainda que além das limitações do edifício, “constata-se que mais de 60 por cento dos utentes não têm médico de família, num universo de 32 mil habitantes. De registar que aquela unidade de saúde já contou com 23 médicos e até ao final do ano prevê-se que o número não seja superior a 10, o que em muito explica o défice de capacidade de acesso dos doentes aos cuidados de saúde primários naquela freguesia”.
A deputada lembra que o município da Moita e a Junta de Freguesia da Baixa da Banheira “têm procurado que se encontrem soluções que tardam em chegar da parte de quem tem competência para o efeito – o Ministério da Saúde. Não obstante, a Câmara Municipal disponibilizou terreno para a construção de um novo centro de saúde e suportou os custos do projeto”.

As perguntas que o ministro ainda não respondeu

E perante esta cedência do município e aos gastos públicos já assumidos, a deputada de “Os verdes” pergunta: “vai o Governo desperdiçá-los ou aproveitá-los?”.
E pergunta mais Heloísa. “Tem o Ministério da Saúde consciência das condições precárias em que funciona o centro de saúde da Baixa da Banheira?”. “O que tem o Ministério a dizer quanto à falta de condições do edifício para suportar um centro de saúde, frequentado por um número elevado de pessoas diariamente?”. “Confirma o Ministério que, no final do ano, a previsão é que este centro de saúde, que serve 32 mil habitantes, não terá mais do que 10 médicos?”.
Perguntas e esclarecimentos que, até agora, Paulo Macedo, o ministro dono da pasta da Saúde em Portugal, ainda não respondeu. 

Paulo Jorge Oliveira
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