Dá um Gosto ao ADN

Ministro garante continuidade no aeroporto do Montijo

Governo quer investir na obra no distrito de Setúbal para relançar economia 

O ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, considerou esta quarta-feira que os impactos da covid-19 no setor da aviação são conjunturais para garantir que o projeto para o novo aeroporto do Montijo é para continuar. O governante diz que o impacto da pandemia será longo, mas conjuntural, e “não apaga” a necessidade de avançar com o aeroporto complementar na Base Área 6, no Montijo. Uma linha seguida já no inicio deste mês pelo primeiro-ministro, António Costa que garantiu em entrevista que a obra é para avançar. "Este não é o momento de desinvestir, mas sim de investir", argumentou o chefe do governo. Contra este "investimento" no distrito de Setúbal estão as autarquias da Moita, Seixal, Palmela, Sesimbra e Setúbal, todas elas geridas pela CDU.
Turismo deve abrandar nos próximos anos 

"Temos expectativa, ambição e desejo que o setor da aviação recupere a prazo e possamos voltar a ter um nível normal. É um problema, mais ou menos longo, mas conjuntural e não apaga a necessidade de aumento da capacidade aeroportuária em Lisboa", afirmou o governante.
"A solução que defendemos tem muitos obstáculos. Vamos continuar a trabalhar nessa solução porque o país depende do aumento da capacidade aeroportuária", disse o ministro, considerando que "o aeroporto de Beja nunca será solução para servir a região de Lisboa".
Em meados de Abril, António Costa, interrogado se o Governo tenciona manter a construção do novo aeroporto do Montijo, numa fase de previsível redução do transporte aéreo em todo o mundo, o primeiro-ministro defendeu que a projetada quebra não compromete "os cenários de desenvolvimento de uma infraestrutura essencial" como essa em termos de médio prazo.
“Este é um investimento exclusivamente privado que será realizado pela ANA e os contactos que tenho tido com a ANA, não obstante o gigantesco prejuízo diário que a ANA está a ter, é manter o calendário de investimento como previsto”, avançou o primeiro-ministro.
"O novo aeroporto internacional será sempre necessário. Como vimos, no passado, o crescimento ultrapassou muito as previsões. Espero que o calendário se mantenha, porque este não é o momento de se desinvestir, mas de investir. Aliás, há obrigações contratuais nesse sentido e têm de ser criadas as condições institucionais para que esse investimento seja possível de realizar", apontou o líder do executivo.

Quebra no turismo nos próximos anos 
A atual situação de quase encerramento do tráfego aéreo, de acordo com o primeiro-ministro, tem apenas a vantagem de permitir a Portugal "ganhar tempo relativamente ao seu atraso nos projetos de desenvolvimento de expansão da capacidade aeroportuária.
António Costa reconheceu que haverá “seguramente uma quebra no turismo nos próximos anos, mas essa quebra não é uma quebra que comprometa aquilo que são os cenários de desenvolvimento de infraestruturas essenciais como o novo aeroporto internacional”, garante o primeiro-ministro.
António Costa apontou que a “quebra, que é previsível que se mantenha durante algum tempo na aviação, vai ser absorvida pela expansão do aeroporto da Portela e pela diminuição do caos que já vivíamos em muitos dias na Portela”.
Sobre o aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, Pedro Nuno Santos disse que o que está previsto não é uma expansão já que "o investimento previsto não vai ter grande significado". O que vai permitir, disse, "é uma operação no Humberto Delgado mais fluida" e que "funcione como um hub". "Nós não vamos expandir praticamente nada, vamos melhorar a operação no Humberto Delgado, que hoje já tem 40 movimentos por hora", acrescentou o ministro das Infraestruturas.
O Governo tem mantido os diálogos com as câmaras municipais “nomeadamente com a câmara da Moita, tendo em vista a garantia absoluta que os problemas de impacte ambiental serão devidamente mitigados”. Além da Moita, o Seixal, Palmela, Setúbal e Sesimbra [sobre gestão comunista] estão contra esta opção. Montijo, Alcochete, Barreiro e Almada, com gestão socialista, apoiam a escolha do Governo.

Agência de Notícias

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Empresa de Palmela despede 100 trabalhadores temporários

Faurecia, o maior fornecedor da Autoeuropa, despede 100 pessoas 
Cerca de uma centena de trabalhadores temporários da Faurecia, em Palmela, deverão ser despedidos nos próximos dias, juntando-se aos mais de 600 trabalhadores despedidos por diversas empresas do Parque Industrial da Autoeuropa, informou nesta quarta-feira a Comissão de Trabalhadores. A Faurecia retomou a atividade na terça-feira, tal como a Autoeuropa, mas apenas com um terço dos trabalhadores. Os restantes estão em casa, usando os “down-days” ou ao abrigo do “lay-off” simplificado, com redução de um terço nos rendimentos. Esta fábrica não depende exclusivamente da marca alemã. Mas a outra grande cliente, que garante quase 50 por cento da produção, a Jaguar Land Rover, de Inglaterra, também só regressa ao trabalho a 24 de Maio, de forma progressiva.
Pandemia mexeu com a industria automóvel 


“Fomos informados [pela Faurecia] de que os trabalhadores com contrato precário (temporários) serão todos despedidos”, refere um comunicado da Comissão de Trabalhadores da Faurecia, salientando que estes 100 funcionários vão juntar-se aos cerca de 600 que já foram despedidos em diversas empresas do Parque Industrial da Autoeuropa, em Palmela, devido à pandemia de covid-19.
“A adicionar a estes trabalhadores temos outros tantos com perda de rendimentos salariais pela via do ‘lay-off’, desde o final de Março e que se prolongará até ao final de Maio. Ficam os contratados a termo e os efetivos, vamos ver até quando”, acrescenta o comunicado, advertindo para a necessidade de medidas eficazes para a salvaguarda dos postos de trabalho e “proteção aos trabalhadores com a perda de rendimentos”. 
A Faurecia, uma empresa de componentes automóveis instalada no Parque Industrial da Autoeuropa, anunciou no final do passado mês de Março que iria aplicar o lay-off a 178 trabalhadores, mas que tencionava manter os 520 postos de trabalho da fábrica e que estava a tentar encontrar soluções para os trabalhadores temporários. 
No entanto, de acordo com o comunicado da Comissão de Trabalhadores, tudo indica que a empresa não encontrou soluções para os referidos trabalhadores temporários, até porque o cenário do mercado automóvel não é nada animador para o futuro próximo.
“As informações que nos chegaram  na terça-feira, dia 28 de Abril, na reunião com a direção da empresa não são nada animadoras em relação aos clientes. A Autoeuropa a produzir de forma gradual, a Jaguar Land Rover com uma paragem até dia 18 de Maio e com previsão de um retomar da produção com volumes muito baixos, são preocupações em relação ao nosso futuro e dos postos de trabalho”, lê-se no comunicado.
“O mercado automóvel está com perdas de produção bastante acentuadas e com previsões de recuperação que não são nada animadoras”, acrescenta a Comissão de Trabalhadores da Faurecia, considerando que os postos de trabalho estão em causa devido a uma redução drástica do consumo, numa altura em que, devido à pandemia, “comprar um automóvel não será um bem essencial para os que perderam os seus rendimentos e postos de trabalho”.
 “São necessários incentivos para a compra de automóveis. Uma economia sem consumir será um desastre”, sublinha a Comissão de Trabalhadores da Faurecia que manifesta-se muito preocupada com estes despedimentos, a que já se juntam mais outros nas mesmas condições noutras empresas do parque industrial da Autoeuropa, em Palmela, e que já rondam o milhar.
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Números da covid-19 voltam a subir no distrito de Setúbal

De doente em doente a pandemia vai subindo devagarinho na região 

A Península de Setúbal e os municípios do Litoral Alentejo, que integram o distrito de Setúbal, registaram nesta quarta-feira um ligeiro aumento no número de casos confirmados com covid-19. Segundo as informações divulgadas ao meio-dia pela Direcção-Geral da Saúde, a região tem mais 11 pessoas infetadas com o novo coronavírus, fazendo um total no distrito de 732 casos. A três dias do país sair do estado de emergência e adotar o estado de calamidade, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, já veio dizer que nem por isso irão findar as medidas preventivas. “Acaba o estado de emergência, mas não acaba o surto”, disse. Os dados, descritos no relatório de situação diário, mostram que Almada, Seixal e Barreiro continuam a ser os municípios com mais casos. Esta quarta-feira sabe-se que a Moita tem agora mais quatro casos do novo coronavírus. Seixal, Montijo, Palmela e Barreiro os novos casos também subiram ligeiramente. No país, os números também subiram. 973 pessoas não resistiram à doença. 
Apesar dos avisos, a doença continua a progredir


No cruzamento dos números da Direção-Geral de Saúde e de algumas autarquias, a transmissão do novo coronavírus ainda é uma realidade nas diversas comunidades locais e que a precaução deve ser uma realidade para além do estado de emergência que termina no sábado à meia-noite.  
Os números desta quarta-feira mostram que em Almada o número de infetados desceu para 231, enquanto que o Seixal registou mais dois casos confirmados, somando agora 165 casos. O Barreiro tem mais uma pessoa infetada, estando agora com 90 casos positivos em todo o concelho. 
A Moita foi onde a doença mais subiu nesta quarta-feira. O concelho viu o número de casos subir para os 65 (mais 4 do que terça-feira). Em seguida está Setúbal, que há vários dias estabilizou nas 59 pessoas doentes por covid-19. Seguem-se os concelhos do Montijo, com 46 portadores da nova pandemia (mais 2), Sesimbra com 19 casos (menos 1) e Palmela com 18 (mais 2). Alcochete e Santiago do Cacém registam o mesmo número de infetados, ambos com 14 casos. Grândola mantém os sete doentes com o novo vírus e que Alcácer do Sal é o último concelho a estar mencionado, com quatro casos. O município de Sines já não está descrito nas informações da Direção-Geral de Saúde nem na autarquia local. 

Portugal tem 980​ pessoas internadas por covid-19 
Até esta quarta-feira, contavam-se em Portugal 973 mortos de covid-19 - mais 25 do que na terça-feira, o equivalente a uma taxa de crescimento de 2,6 por cento. Estes dados foram divulgados esta quarta-feira no boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde. Ao longo da conferência de imprensa diária, Graça Freitas avançou que, neste momento, 93 por cento das mortes por covid-19 em Portugal ocorreram em meio hospitalar, quatro por cento em lares e três por cento em domicílio.
Desde o início do surto já se identificaram 24.505​​ casos positivos. Desses, 183 foram identificados nas últimas 24 horas, o que corresponde a um aumento de 0,8 por cento face aos números de terça-feira. O número de pessoas dadas como curadas também aumentou: são agora 1470, mais 81 do que na terça-feira.
Sabe-se ainda que estão 980​ pessoas internadas, 169​ em unidades de cuidados intensivos e aqui é um número preocupante porque acima dos mil internamentos a capacidade de resposta dos hospitais, dizem os especialistas, "é francamente mais débil e delicada. E este é um indicador muito importante".
Estão em cuidado domiciliário pelo menos 86 por cento dos casos positivos, afirmou o secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, na conferência de imprensa desta quarta-feira. De acordo com o secretário de Estado da Saúde, o Serviço Nacional de Saúde tem um “parque global” de cerca de 21 mil camas, 11 mil de especialidades médicas e nove mil de especialidades cirúrgicas.
Por regiões, uma das principais constatações é a da progressão da doença em Lisboa e Vale do Tejo, onde já há 5695 infetados e 195 mortos. Este número de vítimas é apenas menos um do que o contabilizado na região Centro (196), que conta com 3340 casos positivos.
No Norte prevalecem, no entanto, as cifras mais negras da pandemia, com 14.715 infetados e 536 mortos. No Algarve contam-se 330 pacientes e 13 óbitos. No extremo oposto encontram-se as regiões do Alentejo e regiões autónomas dos Açores e Madeira. Nos Açores há 125 casos positivos e 12 mortos. No Alentejo há 214 casos positivos e um morto. A Madeira soma 86 casos confirmados e sem mortos a registar.

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​Barco da Soflusa encalha à saída do Barreiro

68 pessoas estiveram "presas" numa praia do Tejo esta tarde

Um barco com mais de 60 passageiros a bordo, que fazia a ligação entre o Barreiro e a capital portuguesa, esteve encalhado no Tejo, no canal do Barreiro. O incidente aconteceu quando a embarcação se deslocava para Lisboa. Por razões que ainda estão por apurar, o barco saiu fora do canal de navegação. Contudo, de acordo com as autoridades marítimas, a maré estava muito baixa na altura do sucedido. Apesar do susto, o comandante da Polícia Marítima, Coelho Gil, garantiu que os passageiros não correram perigo e voltaram ao cais do Barreiro. 
Gil Vicente já está em porto seguro 

Um barco da Soflusa com 68 passageiros a bordo encalhou esta quarta-feira, ao início da tarde, na praia, à saída do Barreiro.
"Todos os passageiros foram desembarcados, em segurança, por volta das 15h30", avança a empresa, em comunicado.
"Foi iniciada, com toda a brevidade possível, uma operação de transbordo, com recurso a outro navio. Contudo, a subida da maré permitiu desencalhar o catamarã “Gil Vicente”, que regressou pelos seus próprios meios ao terminal fluvial do Barreiro", adianta a nota.
Segundo fonte oficial da Transtejo/Soflusa, responsável pelas ligações entre Lisboa a margem sul, o acidente ocorreu cerca das 13 horas com o barco que ia para Lisboa.
"O catamarã “Gil Vicente”, que partiu às 12h55 horas do Barreiro, com destino ao Terreiro do Paço, encalhou pouco minutos depois da partida", refere a empresa.
Não há passageiros feridos e todas as questões de segurança foram garantidas.
Por enquanto não se sabe qual foi a origem deste acidente. A Transtejo/Soflusa está a apurar as causas.

Agência de Notícias 
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Hortelões de Setúbal lançam campanha solidária

Hortas doam bens essenciais a pessoas carenciadas do concelho 

A comunidade de hortelões das Hortas Urbanas de Setúbal está a desenvolver uma iniciativa solidária para doar bens essenciais e material de protecção a instituições sociais e a pessoas carenciadas do concelho. A ideia nasceu da preocupação dos utilizadores das hortas comunitárias, localizadas nos Viveiros Municipais das Amoreiras, com a actual situação provocada pela pandemia de covid-19, que está a levar à quebra de rendimentos em muitas famílias. Depois de no Natal terem promovido uma iniciativa que resultou na entrega de mais de 40 quilos de bens hortícolas produzidos nas Hortas Urbanas, os hortelões decidiram promover uma nova campanha solidária em tempos de muita incerteza. 
Viveiros das Amoreiras ajuda pessoas carenciadas 

Preocupados com a atual situação provocada pela pandemia de covid-19, que está a levar à quebra de rendimentos em muitas famílias, os utilizadores das hortas comunitárias, localizadas nos Viveiros Municipais das Amoreiras, decidiram levar a cabo uma nova campanha solidária.
“A iniciativa solidária destina-se a doar bens essenciais e material de proteção a instituições sociais e a pessoas carenciadas do concelho”, indica a câmara municipal de Setúbal, em comunicado.
Assim, à entrada dos Viveiros Municipais das Amoreiras, junto da vitrina de informações, já foi colocada uma caixa “para que cada um possa entregar produtos recolhidos nas hortas, outros bens alimentares ou de higiene e máscaras sociais para proteção”.
A caixa está disponível para entrega de bens, pelos hortelões, mas também pela comunidade em geral, “que pode contribuir para esta iniciativa solidária”, aos sábados, das 14h30 às 17 horas, às terças, das 16h30 às 19 horas, e às quintas, das nove ao meio-dia.
No primeiro dia foram recolhidos perto de oito quilos de legumes, entre nabos, cebolas, alho francês, couve, alface e repolho, entregues ao núcleo de Setúbal do Centro de Apoio ao Sem Abrigo.
“Todos os produtos angariados vão, posteriormente, ser encaminhados para instituições sociais do concelho e famílias em situação vulnerável”, assegura a autarquia sadina.
Criado em 2013, o projeto das hortas comunitárias, que conta atualmente com 138 hortelões, visa promover a prática da agricultura sustentável e estimular a convivência social e a economia dos agregados familiares.
Os utilizadores têm liberdade para plantar e produzir plantas hortícolas para “autoconsumo ou somente para recreio”, bem como para instalar na sua parcela de 30 metros quadrados, “estruturas necessárias para o apoio às plantações, como sebes e vedações, desde que colocadas dentro do perímetro do espaço e numa altura até 25 centímetros”, acrescenta o município.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 
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Palmela fez ajuste temporário do tarifário da água

Desempregados com direito ao tarifário social na água 

A Câmara Municipal de Palmela anunciou um “ajustamento temporário dos tarifários dos serviços municipais de águas e de resíduos” até 30 dias após o fim do estado de emergência, devido à pandemia de covid-19. Segundo um comunicado da autarquia, estas medidas, com efeitos retroativos a 1 de Abril, "prevêem o acesso dos desempregados ao tarifário social para contratos de água de utilizadores domésticos, um prazo adicional de 90 dias para pagamento de água face à data limite da fatura e a suspensão dos cortes no abastecimento de água por 90 dias". A Câmara de Palmela decidiu também alargar o primeiro escalão da tarifa variável de água de abastecimento até 15 metros cúbicos por período de 30 dias. Esta medida irá beneficiar 27 mil utilizadores do concelho. IPSS, micro, pequenas e médias empresas também têm água mais barata.
27 mil famílias com água mais barata por 2 meses

No comunicado, a autarquia refere ainda que as IPSS – Instituições Particulares de Solidariedade Social, coletividades e outras entidades de interesse público do concelho, que já estavam abrangidas pela tarifa social para utilizadores não domésticos, vão também beneficiar da “isenção das tarifas fixas de disponibilidade dos serviços de água de abastecimento, águas residuais domésticas e resíduos urbanos”.
Esta isenção aplica-se também aos contratos com contadores até 25 milímetros de diâmetro, utilizados, principalmente, por micro, pequenas e médias empresas.
A autarquia, diz ainda em comunicado, "avança com esta discriminação positiva, reconhecendo que o confinamento das famílias e o incremento das medidas de higiene está a implicar um aumento do consumo de água, com o consequente aumento da fatura na componente da tarifa variável". 
A Câmara Municipal lembra que os tarifários de águas e de resíduos são já dos "mais baratos da Área Metropolitana de Lisboa e do país". Ainda assim, a autarquia considera pertinente, neste contexto e extraordinariamente, "implementar medidas adicionais, que reduzam as despesas das famílias, sem pôr em causa a sustentabilidade dos sistemas, mas discriminando positivamente, sobretudo, aquelas que mais necessitam".
Assumindo, desde o início desta pandemia, uma posição proativa, a Câmara, de gestão CDU,  tinha já determinado, em Março, "um prazo adicional de 90 dias para o pagamento da água ao município, face à data limite da fatura, uma medida que vai ao encontro e até ultrapassa o legislado na Assembleia da República sobre esta matéria".
A par das medidas relativas ao consumo de água, o município de Palmela alertou também os munícipes para eventuais abusos nos preços praticados na venda de diversos produtos e apelou à denúncia de eventuais casos de especulação económica junto da ASAE, Autoridade de Segurança Alimentar e Económica.

Agência de Notícias com Câmara de Palmela 
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Os dias difíceis dos jogadores do Olímpico do Montijo

Autarquia apoia jogadores africanos com comida face ao atraso salarial

Quatro jogadores africanos do Olímpico do Montijo receberam bens alimentares através da causa solidária organizada por futebolistas do Campeonato de Portugal, enquanto atravessam a pandemia de covid-19 desiludidos pelo incumprimento salarial dos últimos três meses. “Temos um frigorífico para conservar o peixe e as carnes e deram-nos um pouco de tudo, incluindo produtos essenciais que temos de consumir rápido ou podem-se estragar. Por acaso, estamos bem servidos neste momento”, contou o defesa cabo-verdiano Hidélvis Jardim, de 28 anos, que divide um apartamento alugado pela SAD ‘aldeana’ com o nigeriano Patrick Igwe e os angolanos José Miranda e Vumi Mpasi. A ausência de jogos veio agravar a sustentabilidade de uma instituição fundada em 2007, cuja administração da SAD, liderada pela investidora chinesa Mia Chunyan, tem falhado o pagamento dos ordenados a jogadores, treinadores e funcionários desde o início do ano, gerando diversas “situações urgentes”. A investidora está na China à espera de uma autorização que permita regressar ao Montijo
Pandemia trouxe o caos ao Olímpico do Montijo 

O apoio foi desencadeado pelo companheiro de equipa Evandro Roncatto, avançado brasileiro que representou Belenenses e Paços de Ferreira há uma década na I Liga, e que solicitou donativos alimentares à iniciativa “Do Futebol para a Vida”, entregues em 15 de Abril pelos promotores Paulinho e Sandro Silva, defesas do Real Massamá.
Com a interrupção do futebol em 12 de Março, motivada pela pandemia do novo coronavírus, o restaurante que servia refeições aos estrangeiros do Olímpico do Montijo precisou de três dias para fechar as portas por tempo indefinido, deixando o quarteto de atletas numa “situação complicada”, amenizada pela ajuda de adeptos, empresários e dirigentes.
“No dia em que o restaurante fechou, levei algum dinheiro que a SAD tinha disponível. Foi tudo tão rápido que esse era o passo mais fácil de dar. Pedi aos futebolistas que me voltassem a contactar mal esse dinheiro acabasse, para que depois lhes pudéssemos levar alimentos”, recordou à agência Lusa o diretor desportivo Paulo Ribeiro.
Alguns dias depois, o vice-presidente da Câmara do Montijo disponibilizou um local com bens essenciais que podem ser consumidos pelos jogadores africanos “quando quiserem”, enquanto “a pandemia não for resolvida e o restaurante estiver fechado”, opção que não os inibiu de acederem à ação solidária erguida por companheiros de profissão.
Os ‘canarinhos’ jogaram pela última vez em 8 de Março, quando a goleada sofrida no terreno do líder Olhanense (5-0) permitiu a aproximação do Sacavenense, o primeiro clube na zona de descida da Série D do Campeonato de Portugal, com os mesmos 21 pontos, numa prova não profissional cancelada a 8 de Abril pela Federação Portuguesa de Futebol.

Investidora chinesa "retida" na China 
A ausência de jogos veio agravar a sustentabilidade de uma instituição fundada em 2007, cuja administração da SAD, liderada pela investidora chinesa Mia Chunyan, tem falhado o pagamento dos ordenados a jogadores, treinadores e funcionários desde o início do ano, gerando diversas “situações urgentes”, que “vão sendo resolvidas” aos poucos.
“O salário de Dezembro foi pago a 8 de Janeiro. Mas como foram sempre certinhos connosco, tínhamos esperança de que nos pagariam a qualquer hora. Nem chegámos a pensar numa greve enquanto jogávamos, até porque nessa altura só tínhamos um ou dois meses em atraso e ninguém previa o que está a acontecer”, observou Hidélvis Jardim.
Desde Janeiro de 2019 à frente do Olímpico do Montijo, a sociedade anónima foi justificando as dívidas com o regresso de Mia Chunyan à China, onde solicitou, em 17 de Outubro, um visto que permitisse a continuidade das suas funções em Portugal, alegando ainda não ter obtido qualquer resposta por parte da embaixada lusa em Pequim.
“Naturalmente, não me é possível conhecer a fundo e gerir as situações e dificuldades que o clube vem atravessando. Face ao exposto, foi decidido suspender temporariamente o financiamento do clube, até que eu consiga obter o visto para regressar”, lê-se numa carta dirigida à estrutura montijense a 7 de Abril, a que a agência Lusa teve acesso.
Além de receber 9.650 euros através do fundo de garantia salarial do Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol, os ‘aldeanos’ já recorreram este mês à linha de crédito federativa, que prevê empréstimos até 35 mil 250 euros por cada clube do Campeonato de Portugal, de modo a atenuar os efeitos económicos da covid-19.
“Enquanto o sindicato não adiantou dinheiro, alguns jogadores com habitação própria comunicaram-me problemas sérios. Nenhum estava relacionado com rendas e todos foram resolvidos. Só que todos continuam a precisar de salários e falta saber quando chega a investidora, para tentarmos levar isto a bom porto”, apontou Paulo Ribeiro.
Até ver, os 23 jogadores vão depositando confiança no diretor desportivo, a contactar a um ritmo quase diário com uma pessoa da SAD que reside no Montijo e “não está integrada no grupo de investidores”, mas dispõe de uma “procuração” de Mia Chunyan para “poder resolver problemas de qualquer ordem e assinar contratos”.
Entre essas recomendações, a sociedade anónima comprometeu-se a prolongar todos os pagamentos da residência alugada, passando a assumir as despesas de água, luz e gás, que foram liquidadas até ao início de Abril pelos quatro estrangeiros, quase sem familiares na cidade do distrito de Setúbal, muito menos dinheiro para enviar para casa.
“O Patrick tem o pai doente na Nigéria e não consegue ajudá-lo. Deste apartamento sou o único com trabalho fora do futebol. Sou embalador num armazém de distribuição e é isso que me tem safado”, frisou o central Hidélvis Jardim, a representar o sucessor do histórico Clube Desportivo de Montijo, com três presenças na I Divisão nos anos 70.

Agência de Notícias com Lusa 
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Bramcamp no Barreiro com propostas de cinco milhões

Requalificação da Quinta histórica da cidade pode mesmo avançar

Há duas empresas na corrida à requalificação da Quinta Braamcamp, no Barreiro. A autarquia anunciou que ambas as propostas são superiores a cinco milhões de euros, sendo uma delas da empresa Calatrava Grace LLC, que tem por trás o arquiteto e engenheiro espanhol Santiago Calatrava. A segunda proposta pertence à empresa com sede em Leiria, Saint Germain. O projeto com 21 hectares prevê 95 por cento de espaços verdes e cinco por cento de habitação. Para a plataforma cidadã, a Quinta do Braamcamp deveria ser um “bem comum” e de “usufruto de toda a população”, preservando o património histórico e natural. No entanto, segundo uma sondagem divulgada pela Câmara do Barreiro, em Junho do ano passado,76,5 por cento dos munícipes “concordaram com a alienação dos terrenos”.
Tribunal deu luz verde para a venda da quinta 

Ambas as candidaturas superaram os cinco milhões de euros, valor base do concurso que foi aberto em Janeiro, e vão agora ser analisadas por um júri, diz a Câmara do Barreiro em comunicado. Uma das propostas foi apresentada pela empresa portuguesa Saint-Germain – Empreendimentos Imobiliárias e a outra pela Calatrava Grace LLC, que tem como CEO Michael Calatrava, filho de Santiago Calatrava.
O arquiteto espanhol é conhecido no país pelo projeto da Gare do Oriente, no âmbito da Expo98. Por sua vez, a Saint-Germain é especializada na compra e venda de bens imobiliários. “Além de muito prestigiantes, estas propostas reforçam a nossa convicção de que é possível e desejável devolver a Quinta Braamcamp aos barreirenses. Estamos empenhados na construção de um Novo Barreiro”, diz Rui Braga, vereador do Planeamento.
Os 21 hectares de terreno em questão, localizados na Quinta Braamcamp, vão ser futuramente ocupados em 95 por cento por zonas desportivas, espaços verdes e de lazer, sendo que os restantes cinco por cento serão destinados a habitação.

Barreiro aprova resolução fundamentada para poder realizar a venda
A Câmara do Barreiro aprovou uma resolução fundamentada para poder continuar com a venda da Quinta do Braamcamp, na zona ribeirinha do concelho, estando em fase de seleção de propostas. “Colocamos esta quarta-feira à votação a ratificação da resolução fundamentada que apresentámos em tribunal, a qual passou com os votos contra da CDU e a abstenção do PSD”, adiantou à Lusa o vereador do Planeamento.
Em causa está uma providência cautelar interposta pela Plataforma Cidadã Braamcamp é de Todos, aceite pelo Tribunal de Almada no início do mês, que suspendia “todo e qualquer ato de execução da deliberação de venda da Quinta do Braamcamp, designadamente a receção de propostas da hasta pública”. 
Para fazer face a esta situação, a autarquia solicitou mais 20 dias para responder e entregou uma resolução fundamentada para poder abrir as propostas, “com fundamentos de que a não persecução do ato prejudicaria não só o projeto, mas também aquilo que é o interesse público”.
Apesar de só ter sido ratificada agora pelos vereadores, o documento já tinha sido entregue no tribunal na semana passada, tendo “efeitos imediatos no levantamento da suspensão da providência cautelar”. “O ponto de situação ao dia de hoje é que temos um ato lícito, perfeitamente legal, e o próximo passo é responder à providência cautelar e ficar à espera que o juiz se pronuncie”, indicou.
Neste sentido, para Rui Braga “ficou claro que a CDU está ao lado da plataforma cidadã, numa busca para encontrar algum erro, para que o processo eventualmente caia”. No entanto, afirmou que o município, liderado por Frederico Rosa, vai continuar “com a mesma posição de sempre”, que agora é reforçada com a “credibilidade das empresas que estão envolvidas”.
O autarca já tinha adiantado que será um júri a “avaliar o mérito” das empresas durante as próximas semanas. “O júri é composto pelo diretor de departamento de urbanismo da câmara municipal e convidámos também dois professores da Universidade de Arquitetura de Lisboa para avaliá-las. São dois membros independentes nomeados pela faculdade para nos dar alguma isenção”, avançou, na ocasião.

Plataforma cidadã discorda da venda 
Para a plataforma cidadã, a Quinta do Braamcamp deveria ser um “bem comum” e de “usufruto de toda a população”, preservando o património histórico e natural. No entanto, segundo uma sondagem divulgada pela Câmara do Barreiro, em Junho do ano passado,76,5 por cento dos munícipes “concordaram com a alienação dos terrenos”. Além disso, segundo a autarquia, apenas cinco por cento do terreno deverá ser utilizado para “construção de habitação”, enquanto os restantes 95 por cento devem ser constituídos por zonas desportivas, espaços verdes e de lazer.
A quinta foi fundada pela família holandesa Braamcamp, num terreno com grande diversidade de fauna e flora, onde atualmente ainda permanece o maior moinho de maré do concelho e vestígios de dois palacetes, assim como da antiga fábrica da Sociedade Nacional de Cortiça.

Agência de Notícias com Lusa 
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Galp pondera reabrir refinaria de Sines em Junho

A petrolífera espera que as refinarias possam voltar a funcionar normalmente em Junho

A refinaria da Galp em Sines poderá estar parada apenas um mês e voltar a funcionar já em Junho. A decisão irá depender de como se desenvolver a procura por combustíveis na reabertura da economia, segundo explicou o CEO da petrolífera Carlos Gomes da Silva, esta segunda-feira numa conferência com analistas. Depois de ter suspendido temporariamente a atividade de produção da refinaria de Matosinhos no inicio de Abril, na semana passada a petrolífera anunciou que ia alargar a paragem à unidade de Sines. A suspensão da atividade de produção em Sines vai começar a 4 de Maio e deverá durar, assim, um mês. Na base da decisão está a forte queda da procura por produtos petrolíferos devido à paragem da economia, que teve também impacto nas contas da Galp relativas aos três primeiros meses.
Empresa espera parar só um mês 

“Tivemos uma redução na refinação de combustíveis no Porto já em Abril e estamos planear parar Sines durante Maio. Estas paralisações são consequência da baixa expectativa de procura e dos já elevados níveis de inventários”, disse Gomes da Silva.
Era já sabido que, depois de Matosinhos, também Sines vai ser encerrada a partir de 4 de Maio. Apesar de a empresa não estar a recorrer ao mecanismo de lay-off, as refinarias estão a ser paradas devido constrangimentos no mercado nacional e internacional, numa altura em que a pandemia está a levar a procura global por combustíveis a afundar.
“Dependendo de como evoluir o cenário macro, estamos a pensar reabrir Sines em Junho", sublinha o CEO, na conferência que se seguiu à apresentação de resultados do trimestre. Entre Janeiro e Março -  período em que o preço do petróleo afundou –, os lucros da Galp tombou 72 por cento, para 29 milhões de euros nos três primeiros meses do ano.
A petrolífera explica que a margem de refinação diminuiu para 1,9 dólares por barril, face a 2,3 dólares por barril no período homólogo. Já as vendas de produtos petrolíferos diminuíram 13 por cento.
Apesar de considerar que a Galp tem “robustez” para se manter sólida, Carlos Gomes da Silva explicou que a pandemia poderá ter um impacto de mil milhões de euros nos próximos dois anos.
“Este é o cenário mais pessimista, mas temos de preparar o pior e esperar o melhor”, defendeu o gestor. “Os nossos resultados serão afetados. No entanto, penso que ainda é cedo para rever o outlook operacional”, acrescentou.
A petrolífera afirmou que "a medida não terá impacto nos salários dos cerca de 500 funcionários da refinaria de Sines, para já nenhum trabalhador será colocado em 'lay-off'".
A empresa assegura que esta paragem planeada não terá impacto nas pessoas afetas à refinaria da Galp, estando assegurado o abastecimento das necessidades de mercado. "Esta paragem já está a ser planeada e resulta também das exigências de segurança no que diz respeito às restrições técnicas que afetam a operação", esclarece a empresa.

Agência de Notícias
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Abril celebra conquistas em tempo de união em Setúbal

"Juntos valemos mais do que a manta de retalhos de um mundo dividido" 

O Serviço Nacional de Saúde, valiosa conquista de Abril e, hoje, na linha da frente no combate à covid-19, foi exaltado pela presidente da Câmara de Setúbal nas comemorações dos 46 anos da Revolução dos Cravos. “Vivemos um tempo difícil, que nos une num combate severo para defender a vida de todos”, sublinhou Maria das Dores Meira, ao afirmar que esta é uma nova razão para recordar que a liberdade e a dignidade têm um preço. “A defesa do bem comum, uma sociedade mais justa, mais solidária, inovadora, criativa e corajosa”, sublinhou a autarca que, pela primeira vez na história, não celebrou o dia da liberdade na rua. “Ontem, a Revolução dos Cravos mereceu-nos o reconhecimento e a admiração da comunidade internacional. Hoje somos elogiados pela forma serena, mas determinada, como combatemos a pandemia”, disse ainda o presidente da Assembleia Municipal, André Martins. 
Um 25 de Abril diferente mas sempre livre 

A pandemia do coronavírus covid-19, apontou a autarca, “obriga-nos a meditar que nada nesta vida é garantido se não soubermos defender as conquistas que Abril nos trouxe e, de entre elas, está o Serviço Nacional de Saúde, que protege e cuida de todos os portugueses”, lembrou Maria das Dores Meira.
As valiosas conquistas da Revolução dos Cravos perduram. “Nesta data, há 46 anos, se fez a mudança que nos devolveu a liberdade e a dignidade.” Contudo, advertiu, este é um caminho que não está terminado. "Há tanto por concretizar numa sociedade em que todos, sem exclusão, usufruam de uma vida digna.”
A saudação das comemorações do 25 de Abril de 1974 foi, pela primeira vez, partilhada por Maria das Dores Meira por um meio audiovisual, algo que a presidente da autarquia espera que não se repita mas, devido ao distanciamento social a que população está sujeita, foi necessário para celebrar a liberdade.
“Ao cumprirmos as regras do Estado de Emergência protegemos o bem maior que é a vida de todos nós, louvando a coragem e a dedicação de todos os profissionais do Serviço Nacional de Saúde, forças de segurança, proteção civil, bombeiros, serviços municipais e freguesias, instituições e voluntários que estão na linha da frente no combate contra um inimigo invisível mas implacável”.
A presidente da Câmara de Setúbal frisou ainda que na adversidade vale muito mais a união. “A doença contagiosa que varre todo o planeta vem-nos ensinando como juntos valemos mais do que a manta de retalhos de um mundo dividido, arrogante, destrutivo e sem cooperação”, sublinhou a presidente da Câmara de Setúbal.

Os ensinamentos portugueses - e setubalenses - ao mundo 
Os 46 anos da Revolução dos Cravos, salientou o presidente da Assembleia Municipal de Setúbal, André Martins, em intervenção na sessão solene difundida ao final da noite de dia 24 em vídeo nos canais digitais, são assinalados num momento em que o país enfrenta a maior crise sanitária da democracia.
“Apesar dos condicionalismos que vivemos e com a convicção de que o 25 de Abril se deve comemorar no espaço público, a Assembleia Municipal de Setúbal, respeitando as regras do confinamento e do isolamento social, não quis deixar de assinalar o Dia da Liberdade”, indicou.
“Ontem como hoje, a nossa luta como povo continua. Em 25 de Abril de 1974 saímos à rua para derrubar a ditadura e o fascismo e afirmar a liberdade na construção de um Estado democrático. Hoje ficamos em casa para combater o coronavírus. Assumimos responsavelmente a luta pela defesa da vida”.
André Martins elogiou o cumprimento generalizado “das exigências de confinamento e isolamento social” motivadas pela covid-19 e deixou uma saudação especial pelo “esforço e dedicação de todas e de todos os que, com risco da própria vida, continuam a trabalhar para o bem comum”.
Num paralelismo entre o passado e o presente, o presidente da Assembleia Municipal de Setúbal enalteceu o prestígio português. “Ontem, a Revolução dos Cravos mereceu-nos o reconhecimento e a admiração da comunidade internacional. Hoje somos elogiados pela forma serena, mas determinada, como combatemos a pandemia”.
Assim, salientou, estas são razões para que nos sintamos orgulhosos de ser portugueses “e, por maioria de razão, setubalenses e azeitonenses, nestas terras onde Abril floriu”, para depois desafiar a população para, às 15 horas, a partir de casa, em nome da Liberdade, ir à janela para cantar “Grândola, Vila Morena”.
O filme da sessão solene contou ainda com intervenções de representantes de todas as forças partidárias com assento na Assembleia Municipal. Esta sessão especial começou com a Marcha do MFA e terminou com o Grândola, Vila Morena cantado com vozes feminina e masculina e o Hino Nacional.
As comemorações dos 46 anos do 25 de Abril incluíram, no período da manhã, a cerimónia protocolar de hastear da bandeira nos Paços do Concelho e a deposição de flores no monumento à resistência antifascista na Avenida Luísa Todi, com a União de Resistentes Antifascistas Portugueses.
Da parte da tarde, a festa de Abril, este ano afastada das ruas de Setúbal, é assinalada de forma inédita com um programa que exalta a celebração da Liberdade em casa, com um conjunto de atividades no âmbito da iniciativa Dentro de Casa, integrada no programa Setúbal em Casa com Arte.
Este programa cultural intenso, eclético e dinamizado a pensar na população, é disponibilizado gratuitamente nas páginas oficial e de facebook da Casa da Cultura.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 
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Pandemia acelerou no distrito de Setúbal no fim de semana

Mais 80 novos casos no sábado e no domingo. Almada dispara números e confirma mais um morto. Testes arrancam hoje em lares da região 

A pandemia da covid-19 continua a progredir no país, mesmo que de modo mais ligeiro. Em Almada, onde se multiplicam as operações de controlo em lares, o número de infetados já é de 231. Em 13 concelhos contam-se agora com mais de 700 infetados. Este acréscimo, que de resto se estende a todo o país, confirma os avisos recentes dos responsáveis da Direção-Geral de Saúde que, mesmo no final do terceiro período de emergência, sempre alertaram para o facto de os perigos de contágio permanecerem. Numa altura em que nem o Presidente da República nem Governo parecem não estar inclinados para prolongar o estado de emergência que termina no próximo sábado [2 de Maio] e com a indicação que alguns estabelecimentos comerciais vão "voltar a reabrir progressivamente" na próxima semana, a indicação das autoridades de saúde é clara: "o vírus continua entre a comunidade". Seixal, Barreiro, Moita, Setúbal e Montijo continuam com números "controlados" mas "as medidas preventivas não podem afrouxar". Funcionários e utentes de lares e residências de todo o distrito vão ser testados à covid-19 a partir desta segunda-feira. É uma mega operação que arranca em Setúbal com os primeiros 500 testes.
Lares começam a ser testados esta segunda-feira 


Os nove concelhos da Península de Setúbal e os quatro municípios do Litoral Alentejano somam [números de domingo]  720 infetados, mais 29 que na véspera, onde se registaram 50 novos casos. O pico da pandemia já terá sido ultrapassado, mas "as medidas preventivas não podem afrouxar", dizem as autoridades de saúde. 
Este número representa, tal como nos últimos dias, um aumento dos casos positivos detetados. A situação mais preocupante regista-se em Almada, que tem quase um terço de todos os casos positivos no distrito. 
O relatório diário da Direção-Geral de Saúde constata-se que é no concelho de Almada que subsiste o número mais elevado de doentes. As autoridades oficiais dizem que são 231. A autarquia confirmou ainda a terceira morte do concelho devido à covid-19. 
A prevalência da doença em Almada fica a dever-se, em boa parte, aos inúmeros casos detetados em lares de terceira idade, onde as autoridades sanitárias estão a ultimar os preparativos para ali realizarem, entre utentes e funcionários, os reclamados testes de despistagem.
O acréscimo de doentes no Seixal também parece agora menos pronunciado. As estatísticas referem 160 infetados, sendo este o segundo concelho com maior incidência no distrito. No Barreiro, por sua vez, foram contados 89 pacientes.
A Moita, com 61 casos, e Setúbal, com 59, integram um segundo grupo de concelhos onde a doença parece ter estabilizado. Segue-se o Montijo, com 44 doentes confirmados e, depois, Sesimbra, com 20, Palmela, com 16, e Alcochete, com 14.
A sul, no Litoral Alentejano, a Direção-Geral de Saúde diz que há 14 doentes em Santiago do Cacém, sete em Grândola e quatro casos positivos em Alcácer do Sal. Também a câmara de Sines diz ainda ter uma pessoa infetada pelo novo coronavírus. 
No país morreram, até às zero horas de domingo, 880 pessoas (mais 26 que na véspera). O número de doentes confirmados também subiu 2,6 por cento, cifrando-se agora nos 23.392. Há 1040 pessoas internadas, estando 186 em unidades de cuidados intensivos, enquanto que o número de recuperados é agora de 1277.

Testes em lares começa esta segunda-feira no distrito 
A operação de testagem ao novo coronavirus em todos os lares e residências do distrito arranca esta segunda-feira no concelho de Setúbal, prevendo-se um total de 500 recolhas por dia, no caso da península. Os responsáveis do município sadino já tinham realizado visitas, no final da semana passada, aos primeiros oito lares alvo deste programa.
Os testes aos funcionários começam a ser efetuados na segunda-feira, nas próprias instituições sociais, por técnicos da Faculdade de Ciências, do Instituto Superior Técnico e do Instituto de Medicina Molecular, todos da Universidade de Lisboa, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa e da Cooperativa de Ensino Egas Moniz.
A medida, que abrange toda a região metropolitana de Lisboa, num total de oito mil profissionais de lares de idosos e serviços de apoio domiciliário, permitir assegurar, na primeira semana, cerca de 500 testes por dia.
Os testes seguem-se, durante esta e próxima semana, nos concelhos de Almada, Palmela, Seixal, Montijo, Sesimbra, Moita, Barreiro e Alcochete.
O critério para elaboração desta ordem teve a ver com “o carácter territorial dos concelhos, grandeza e dimensão” das várias instituições que operam neste setor social. “Estamos a fazer visitas prévias aos lares e residências do concelho, e aferir as condições para avançar na terça-feira com os primeiros testes”, escreve o jornal Semmais que citou António Godinho, responsável pela Comissão de Proteção Civil de Almada.
Em cada instituição solidária, designação dada pela Segurança Social, sejam públicas e privadas, ou residências de infância, juventude e deficiências, os primeiros a serem testados são os profissionais, calculando-se um total entre os dois mil e os 2500 só na Península de Setúbal. O número de utentes, que serão testados numa segunda fase, deverá atingir alguns milhares, uma vez que existem entre a Rede Solidária e Rede Lucrativa (privados), mais de cinco mil idosos residentes.
Por outro lado, de acordo com reunião ocorrida quinta-feira entre todos os representante dos concelhos da Área Metropolitana de Lisboa com o secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Duarte Cordeiro – responsável do Governo pela gestão da execução do Estado de Emergência nesta área territorial – o programa tem por objetivo aplicar estes “testes preventivos”, nesta primeira fase, apenas em lares e residências onde ainda não ocorreu nenhum caso suspeito nem nenhum registo positivo de infeção.
O número de testes nesta primeira fase é de 500 por dia, estando previsto um aumento deste número que será medido “após esta fase” de modo a atingir “a totalidade do universo de instituições solidárias”.  Estão igualmente incluídas no programa instituições consideradas ilegais ou de cariz clandestino, tal como defendeu a maioria da autarquias da península de Setúbal.  
A medida, que abrange toda a região metropolitana de Lisboa, num total de oito mil profissionais de lares de idosos e serviços de apoio domiciliário. Nas semanas seguintes, será possível aumentar a capacidade de realização de testes devido ao envolvimento do Instituto Politécnico de Setúbal e da Fundação Champalimaud.

Agência de Notícias
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Obras na secundária de Sesimbra já começaram

Uma nova vida para a escola Navegador Rodrigues Soromenho

A requalificação da Escola Básica 2,3 Navegador Rodrigues Soromenho, na vila de Sesimbra, já se iniciou. Nesta primeira fase será feita a ampliação para o terreno contíguo, cedido pela Câmara Municipal, com a construção de um novo bloco, que incluí também um pavilhão desportivo. Esta primeira intervenção está orçada em cerca de 2,8 milhões de euros. "A segunda fase, que contempla a requalificação das atuais instalações, e cujo concurso será lançado em 2021, está orçada em cerca de 1,4 milhões de euros", informa a Câmara de Sesimbra em comunicado. 
Esta irá ser a nova escola de Sesimbra 

Em tempos de pandemia mundial, com todos os alunos em casa e ainda sem data para voltar à escola, as obras de requalificação na escola secundária de Sesimbra arrancaram este mês.
No total, diz a autarquia, "a ampliação e requalificação da Escola Navegador Rodrigues Soromenho terá um valor de cerca de 4,2 milhões de euros, beneficiando de uma comparticipação três milhões de euros ao abrigo de um contrato programa com o Ministério da Educação, e de 176 mil euros, ao abrigo de uma candidatura apresentada pela Câmara Municipal, ao Portugal 2020".
Apesar da competência desta intervenção ser do Ministério da Educação, a Câmara  de Sesimbra, presidida pelo comunista Francisco Jesus, "assumiu esta responsabilidade, ao abrigo do acordo assinado em Novembro de 2017, entre o presidente da Câmara de Sesimbra e a então secretária de Estado Adjunta e da Educação, Alexandra Leitão, para o conjunto de intervenções das duas fases, o desenvolvimento de projeto de arquitetura e de especialidades, lançamento, acompanhamento e fiscalização da obra".
No total, para além da cedência do terreno, a autarquia de Sesimbra vai investir do seu orçamento municipal cerca de 1,4 milhões de euros.
"Trata-se de um investimento há muito aguardado por toda a comunidade educativa, que esteve na linha da frente, juntamente com as autarquias do concelho, na reivindicação, junto da tutela, para que esta obra se concretizasse", explica Francisco Jesus. O prazo de execução desta primeira fase é de 540 dias.

Caraterísticas do novo edifício
O novo edifício será composto por sete salas de aulas, três salas para as artes, três laboratórios, biblioteca, gabinete médico, pavilhão gimnodesportivo e instalações de apoio. O projeto tem várias particularidades, de onde se destaca a cobertura ligeira do pavilhão e painéis em vidro na fachada sul do pavilhão e das salas, por forma a permitir a entrada de luz natural, e um terraço com cobertura ajardinada.
A secretaria será deslocada para um espaço de ligação ao novo edifício, e o atual pavilhão irá funcionar como sala polivalente. A obra engloba ainda a execução de arranjos exteriores e criação de estacionamento na envolvente.
Esta escola, em Sesimbra, tem mais de 50 anos, foi projetada para 350 alunos mas hoje conta com perto do dobro, o que obriga a que algumas das aulas sejam dadas no próprio refeitório. As 16 salas que dão resposta a 24 turmas e os pavilhões pré fabricados, com cerca de 40 anos e cobertura de amianto, estão em avançado estado de degradação.

Agência de Notícias com Câmara de Sesimbra 
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PCP acusa hospital de Setúbal de prejudicar enfermeiros

Comunistas denunciam ameaças a profissionais do Centro Hospitalar de Setúbal, administração nega

O PCP de Setúbal acusa o Centro Hospitalar de Setúbal de ameaçar marcar faltas injustificadas a enfermeiros e outros trabalhadores da saúde em casa para assistência aos filhos, mas a administração nega dizendo que “tem apoiado todos os seus enfermeiros que se encontram em situação de isolamento profilático” e pagando na integra quem precise ficar em casa a cuidar dos filhos. Os comunistas dizem o contrário e informa, em comunicado, que o hospital de Setúbal ameaça enfermeiros e outros trabalhadores da saúde do Hospital de São Bernardo com faltas injustificadas por estarem a prestar assistência aos filhos menores de 12 anos, adiantando que há vários “casos que se verificaram com famílias monoparentais, ou em que ambos os pais são enfermeiros”.
PCP denuncia abusos contra enfermeiros 

De acordo com o PCP, também há casos de trabalhadores da saúde - em que o outro progenitor também tem uma profissão essencial, - aos quais está a ser negado o direito a assegurar os cuidados aos seus filhos menores de 12 anos sob pena de terem faltas injustificadas.
“O Estado de Emergência Nacional não é carta branca para que se instale no nosso país a lei da selva”, acrescenta o comunicado do PCP de Setúbal.
Contactado pela agência Lusa, o Centro Hospitalar de Setúbal, que integra o Hospital de São Bernardo e o Hospital Ortopédico do Outão, diz não ter conhecimento de qualquer informação que confirme marcação de faltas injustificadas em situações de assistência a filhos menores e garante que tem cumprido “toda a legislação recentemente publicada no âmbito do covid-19”.
O Centro Hospitalar de Setúbal salienta ainda que “tem apoiado todos os seus enfermeiros que se encontram em situação de isolamento profilático”, incluindo as situações de dois profissionais de saúde em que, estando um deles em isolamento, o outro teve de ficar em casa a prestar assistência ao filho menor, “sem qualquer prejuízo em termos de vencimento”.
O Centro Hospitalar de Setúbal diz também que estabeleceu procedimentos de comunicação interna para, em articulação com o Serviço de Saúde Ocupacional, identificar todos os casos [de profissionais de saúde] que necessitam de isolamento profilático.
A administração do hospitais de Setúbal e Outão referem que “não existem quaisquer registos de imposição a recurso a banco de horas, folgas ou férias, para profissionais que se encontram em isolamento decorrente da atividade que exercem”.
Portugal cumpre o terceiro período de 15 dias de estado de emergência, iniciado em 19 de Março, e o Governo anunciou a proibição de deslocações entre concelhos no fim de semana prolongado de 1 e 3 de Maio.

Agência de Notícias com Lusa
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Almada, Palmela, Sesimbra e Moita festejam à janela

A criatividade faz-nos festejar o dia da liberdade sem sair de casa...  

Mesmo em casa, as autarquias não deixam de celebrar o 25 de Abril. Em Almada, a festa faz-se com o projecções de videomapping, poesia, concertos online e ainda com a Grândola Vila Morena à janela.  À semelhança dos anos passados, o município de Palmela está a ultimar um vasto programa para comemorar os 46 anos sobre a Revolução do Cravos. A lógica dos eventos é a mesma de outros tempos, à exceção de um pormenor essencial nos dias que correm: para marcar presença, as gentes do município não podem sair de casa, aliás, até podem, mas o mais longe até onde têm caminhar vai ser, mesmo, a varanda ou a janela. O mesmo se passa no concelho da Moita que  já apelou à população para que naquela data se coloque à janela para cantar “Grândola, Vila Morena”, tema de Zeca Afonso que marcou a Revolução dos Cravos, assim como o hino nacional.  Em Sesimbra, a formula é igual e passa pela sofá de cada e por cantorias de Abril à janela. Setúbal, Barreiro, Montijo, Alcochete, Seixal e os quatro municípios do Litoral Alentejano irão ter esta sexta-feira e sábado. Uma forma diferente de festejar o dia da liberdade em tempo de estado de emergência por causa da pandemia do covid-19. 
Vamos comemorar a liberdade à janela 

Em 46 anos de Liberdade, o 25 de Abril foi sempre assinalado na rua, e em confraternização. Este ano, porém, uma pandemia mundial confina-nos às nossas casas impedindo as tradicionais comemorações a que estamos habituados. A importância da data justifica, porém, que nos unamos e, com toda a criatividade e entreajuda, consigamos assinalar mais um Dia da Liberdade.
Eu Canto Abril da Minha Janela é o nome do programa online com que Sesimbra vai comemorar os 46 anos da Revolução de Abril. Um conjunto de músicos do concelho aceitaram o desafio da Câmara Municipal e vão fazer versões de temas marcantes da Revolução dos Cravos, à sua escolha, registados em vídeo a partir das suas casas, para disponibilizar na noite de 24 para 25 de Abril, via Internet.
No dia 25 haverá, também online, duas Horas do Conto, para os mais novos, inspiradas na Revolução, e uma aula de ioga. Durante o dia serão disponibilizados nas redes sociais e sites da autarquia mais temas da revolução interpretados pelos artistas de Sesimbra. Às 15 horas o município associa-se à iniciativa Cantar Grândola à Janela, que decorre por todo o país.
Davide Zaccaria, Maria Anadon, Nuno Reis, Luís Taklin, Zé Lã, Riclas, Diogo Sargedas, Diogo Dias, Lili, Apolónio Alves, Ricardo Chora, Se7 e Mário Oliveira são os nomes que preenchem a componente musical deste programa, que conta ainda com mensagens, a partir de suas casas, dos presidentes de junta de freguesia, Assembleia Municipal e Câmara Municipal, e termina com uma instalação videográfica com música original de Nuno Reis e imagens do Arquivo Municipal, sobre o 25 de Abril em Sesimbra.

Um cravo na varada e Grândola Vila Morena na voz em Palmela 
A Câmara de Palmela está a convidar todos os munícipes a enfeitarem as fachadas com cravos, até dia 24. Ainda assim, para pendurar as flores não é necessário ir à florista, e correr riscos desnecessários, basta seguir um vídeo publicado pela autarquia nas redes sociais que ajuda a dar forma ao símbolo da revolução.
Esta sexta-feira à noite é dia de concerto, transmitido em direto a partir do Cineteatro S. João: às 22h30 tem início o live, através do Facebook, do YouTube e do site da câmara municipal. Em cima do palco vão estar vários artistas a homenagear os cantores de Abril.
Dia 25 de manhã, sábado, nova transmissão online da sessão solene que assinala o aniversário sobre a Revolução.
À tarde, os músicos do concelho interpretam, cada um na própria casa, o tema "Grândola Vila Morena", de Zeca Afonso. Carros com colunas vão passar por diferentes ruas do concelho, com o resultado final, a convidar cada morador a ir à janela cantar um verso, ou mais, do hino da liberdade.
A iniciativa da Câmara Municipal de Palmela foi dinamizada na sequência das restrições impostas por Governo e autoridades de saúde, devido ao surto de Covid-19 que continua a afetar Portugal.

Abril para derrotar vírus na Moita 
No concelho da Moita, as comemorações do 46º aniversário do 25 de Abril também irá ser à janela e a cantar. Este foi o apelo da autarquia para que no sábado se coloque à janela para cantar “Grândola, Vila Morena”, tema de Zeca Afonso que marcou a Revolução dos Cravos, assim como o hino nacional.
O momento de celebração está marcado para as 15 horas, dentro de casa, em todas as freguesias do concelho e pretende desta forma assinalar a data, com as iniciativas normalmente realizadas pelas autarquias e movimento associativo a serem canceladas, de que é exemplo o habitual Desfile da Liberdade e a largada de pombos na vila. 
“Não festejamos o 25 de Abril nas ruas, mas podemos sempre celebrar a Democracia e a Liberdade”, afirma a este propósito o município, que está ainda a preparar outras actividades que “podem ser acompanhadas e vividas em casa durante esta semana”.
Numa mensagem endereçada por correio à população do concelho, Rui Garcia, presidente daquela câmara municipal, lembra que “ninguém imaginava, há pouco mais de um mês atrás” que Abril seria vivido deste modo e marcado por várias “restrições, medos” e pela “tristeza de um distanciamento social forçado, de receio de uma crise económica e social que sabemos inevitável, mas de dimensão que ninguém pode, ainda, com certeza, antecipar”.
O autarca sublinha que “é demasiado cedo para pensar que a batalha está ganha” e que “seria um tremendo erro se uma falsa sensação de segurança levasse ao incumprimento crescente das medidas de protecção individual e colectiva que estão em vigor”.
Por último, Rui Garcia afirma à população que o momento é decisivo “porque é o que fizermos neste Abril que vai determinar, em grande parte, quando e como vamos ultrapassar esta pandemia e ganhar a batalha contra o vírus”.

Videomapping, poesia, concertos online em Almada 
Em Almada, a festa faz-se com o projecções de videomapping, poesia, concertos online e ainda com a Grândola Vila Morena à janela.
As celebrações começam com o Festival à Janela que, entre as 21 e as 23 horas dos dias 24 e 25, traz música e artistas portugueses aos habitantes da cidade, com excertos de concertos projectados nos edifícios das principais artérias de Almada – um projecto da empresa Ocubo, responsável por espectáculos de videomapping.
A partir das 23 horas desta sexta-feira, esteja atento que vão soar pelas ruas de Almada as Senhas da Revolução. Já no feriado, às 15 horas, acontece a iniciativa Cantamos Juntos e o ponto de encontro será à janela de cada casa para que se cante Grândola Vila Morena.
E não se faz a festa sem música. Entre 25 de Abril e 1 de Maio, sempre às 21h30 e durante 45 minutos, há concertos transmitidos ao vivo – os acessos para cada transmissão serão disponibilizados a cada dia, previamente, na página de Facebook da Câmara de Almada.
No dia 25, o espectáculo As Portas que Abril Abriu está nas mãos de Rui Andrade e Paulo Cavaco, e no dia seguinte serão Marisa Liz e Tiago Dias a darem música. A 27, acontece o Lugar ao Fado com Amélia Muge, Paulo Bragança, André M. Santos, Hugo Edgar e Rodrigo Serrão.
No dia seguinte, Jorge Camacho e Paulo Gaspar compõem o duo de clarinetes, e a 29 de Abril será a vez de Jéssica Ângelo e da sua banda. Magano é um espectáculo de Nuno Ramos, Francisco Brito e Sofia Ramos apresentado no dia 30 e, para rematar, Carlão faz-se acompanhar de um DJ e fecha os concertos no dia 1 de Maio.
Numa parceria entre a Companhia de Teatro de Almada e a autarquia, estão previstas sessões de poesia, lida por quem a faz, ainda com dias e horários a serem anunciados. Além de toda a programação, a autarquia desafia os almadenses (e não só) a usarem a criatividade e a decorarem as suas varandas e casas com cravos artesanais – só precisa de folhas de guardanapo, atilhos, tesoura e caneta de feltro vermelha.
Outro dos desafios lançados à população requer cantorias, por isso se tem uma versão de uma música de intervenção pode enviá-la (palcoemalmada@gmail.com) até 30 de Abril, que a autarquia vai dar voz a essas participações.

Agência de Notícias 

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Abril online em Grândola, Setúbal, Seixal e Montijo

Comemorar 25 de Abril "em condições especiais"

O 25 de Abril vai ser celebrado na vila de Grândola através das plataformas digitais com um programa virtual preenchido com concertos, documentários e mensagens de artistas portugueses e estrangeiros, divulgou o município alentejano do distrito de Setúbal. No Montijo e em Setúbal a data também é comemorada em casa com diversas iniciativas disponíveis nas redes sociais dos município. Diogo Piçarra vai dar um concerto no âmbito das comemorações do 46º Aniversário do 25 de Abril, promovidas pelo município do Seixal. O espetáculo está marcado para esta sexta-feira, às 21h30, e será feito a partir da sua casa, através da página de Facebook do município. 
Este ano o 25 de Abril comemora-se em casa

Na terra da senha do 25 de Abril, este ano, "em condições especiais" devido à pandemia de covid-19, que priva a população da "liberdade de ir para a rua festejar", o município de Grândola, a Vila Morena, comemora os 46 anos da revolução dos cravos, com recurso às novas tecnologias, em plataformas digitais como o Facebook, Instagram e Youtube.
O programa virtual, divulgado pela Câmara de Grândola inclui concertos, documentários, mensagens de artistas nacionais e internacionais e sugestões de música, filmes e de livros sobre Abril.
Um dos momentos altos da programação acontece na sexta-feira à noite, véspera do dia da revolução dos cravos, com um concerto exclusivo comemorativo, às 22 horas, com o letrista, compositor e intérprete Luis Galrito.
Às 00h20 de sábado serão lançados 25 morteiros, acompanhados pela música de José Afonso "Grândola Vila Morena".
Outro dos destaques do programa recai na iniciativa "Dá mais força à Liberdade - Mensagens para Grândola", que reúne um conjunto de artistas portugueses e estrangeiros, os quais, em confinamento, gravaram "mensagens para Grândola" a transmitir, às 21 horas, de sexta-feira e sábado.
Mário Lúcio (Cabo Verde), The Last Internationale (EUA), Golosa la Orquestra (Chile), Sérgio Godinho, Carlão, Rui Reininho, Samuel, Afonso Dias, Albano Nunes, António Manuel Ribeiro, Quem te viu, quem te vê -- Instituto Memória Musical Brasileira, Luis Galrito, António Duarte, Rui Pato, Grafonola Voadora, Viriato Teles e José Fanha são os artistas participantes.
No sábado, as comemorações oficiais começam a ser transmitidas, às 10h40, com uma arruada virtual da Banda da Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense, seguido, às 11 horas, pelo Hastear da Bandeira nos Paços do Concelho, com mensagens dos presidentes da Câmara e da Assembleia Municipal de Grândola.
Outro dos pontos altos das comemorações, segundo a autarquia, ocorre pelas 15 horas, altura em que a população é convidada a cantar, nas suas janelas e varandas, o tema "Grândola, Vila Morena" e o Hino Nacional.
As comemorações do 25 de Abril em Grândola prosseguem no domingo, às 15 horas, com a divulgação do documentário "Se fores preso, camarada", com "testemunhos de grandolenses perseguidos e presos durante o Estado Novo", numa produção do município local.
A câmara lançou ainda dois desafios 'online' aos munícipes, um deles para escreverem uma frase, um texto, um poema ou fazerem uma ilustração ou uma colagem para expor no dia 25 de Abril nas suas janelas, varandas, muros ou portões, como forma de "mostrar que, mesmo em casa, a Liberdade está a passar por aqui".
O segundo desafio, "Cartas a Abril", consiste em escrever uma pequena carta à Liberdade e enviar para o endereço eletrónico da Biblioteca Municipal de Grândola, biblioteca@cm-grandola.pt, e que serão divulgadas no domingo.

Setúbal comemora 25 de Abril online
Setúbal, à semelhança de outras cidades do país, vai este ano celebrar o 25 de Abril online. Para evitar ajuntamentos que podem ajudar à propagação do covid-19, a câmara municipal anunciou que as iniciativas previstas podem ser vistas por todos, bastando para tal aceder às páginas disponibilizadas para o efeito.
A sessão solene que assinala os 46 anos da revolução começa com a marcha do MFA e um texto em voz off, ao qual se seguem depois as intervenções do presidente da Assembleia Municipal, de representantes de diversas forças partidárias e da presidente da Câmara de Setúbal. Será igualmente difundida a canção “Grândola Vila Morena” e, naturalmente, o Hino Nacional.
A autarquia, ciente da importância da data, exorta a população a cantar, a partir das 15 horas, a “Grândola Vila Morena”, música que Zeca Afonso imortalizou e que simboliza o fim do antigo regime.
“Setúbal em Casa com Arte” é o nome do programa municipal que pretende demonstrar que o município continua a associar as atividades culturais ao espírito da revolução. Nele se incluem as projeções do ciclo “Curtas 25 de Abril – Eurico Coelho – Venham mais 10 ou 11” e a curta-metragem “Gastão Era Perfeito”.
Às 21h30, ainda nas redes sociais municipais, haverá a oportunidade de todos escutarem “Grito de Liberdade”, um concerto comemorativo que conta com a atuação de vários artistas setubalenses.
Estas iniciativas e outras poderão ser vistas acedendo a www.facebook.com/casadaculturasetubal/ e a www.casadacultura-setubal.pt.

Música, poesia e discursos de Abril no Montijo 
O Montijo vai assinalar o 46.º Aniversário do 25 de Abril com iniciativas digitais, incluindo a sessão comemorativa com as intervenções dos representantes dos partidos políticos com assento na Assembleia Municipal.
As diversas iniciativas vão estar disponíveis nas redes sociais do Município do Montijo (Facebook e Facebook do CTJA – Cinema-Teatro Joaquim d’ Almeida), entre 24 e 26 de Abril.
O programa comemorativo arranca esta sexta-feira às 21h30, no Facebook do CTJA com a 2.ª parte do espetáculo “As canções da minha vida”, onde Fernando Tordo recorda os grandes temas e as memórias da sua vida artística. O espetáculo, que subiu ao palco do Cinema-Teatro Joaquim d’ Almeida nas comemorações do 25 de Abril de 2019, juntou Fernando Tordo à Banda da Sociedade Filarmónica 1.º de Dezembro.
No dia 25 de Abril, no Facebook do Município, às 15 horas, vai ser disponibilizada a Sessão Comemorativa do 25 de Abril. O momento vai contar com as intervenções do presidente da Câmara do Montijo, Nuno Canta; da presidente da Assembleia Municipal do Montijo, Catarina Marcelino; e dos representantes dos partidos políticos com assento na Assembleia Municipal.
Pelas 21h30, também na página municipal na rede Facebook, tem lugar o concerto “Emoções de Abril - do longe se faz perto". A convite da Câmara do Montijo, a Escola de Artes Sinfonias e Eventos desafiou os professores a abrir a porta dos seus lares à comunidade montijense, compondo e gravando, a partir das suas casas, temas alusivos à Revolução dos Cravos.
Juntando a música à magia da poesia e a um apontamento original de banda desenhada, este concerto é uma mensagem de esperança na recuperação rápida de uma das principais conquistas de Abril de 74 - a nossa Liberdade!
Para finalizar, no dia 26 de abril, às 21h30, o Facebook do CTJA vai apresentar o espetáculo “Liberdade, Minha”, da autoria de Fábio Simões e produzido pela United Visionary Arts.
Este é um espetáculo multidisciplinar onde a palavra liberdade é a chave para retratar o antes, o durante e o após o 25 de Abril. O espetáculo esteve em cena no CTJA, nas comemorações de 2019 da Revolução dos Cravos.
Mesmo de outra forma, mesmo à distância é fundamental continuar a relembrar todos aqueles que lutaram pela democracia em Portugal, a comemorar a liberdade e os valores de Abril.

Agência de Notícias
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