Dá um Gosto ao ADN

ATA – Teatro de Pinhal Novo


Um grupo cada vez mais jovem 


A comemorar 27 anos de existência, o conhecido grupo de teatro ATA – Acção Teatral Artimanha recebeu-nos na sua nova sede. Nas antigas instalações dos CTT de Pinhal Novo, junto da estação de comboios, o ATA aposta agora na renovação e dinamização deste espaço, devolvendo alguma vida a esta zona da freguesia e aproximando a cultura da população.
Durante aproximadamente uma hora, o Novo Impacto conversou com Rui Guerreiro, o actual director deste grupo de teatro amador e um dos seus principais dinamizadores. Falando com grande entusiasmo, Rui Guerreiro descreveu o número crescente de jovens que todas as semanas procura o seu grupo de teatro e “sonha” com uma possível carreira na área da representação. Durante 2010, doze novas caras passaram a integrar a formação do ATA. Jovens das mais diversas faixas etárias, dos 10 aos 16 anos de idade. Todos com grande vontade de aprender, no entanto, e porque estamos em época de contenção, faltam as verbas para a contratação de novos formadores. Como nos confirmou este responsável, no âmbito de um protocolo celebrado com a Câmara Municipal de Palmela, o ATA já deveria ter recebido um novo apoio financeiro (referente a 2010), mas dificuldades várias adiaram a chegada desta preciosa ajuda. Perante este cenário, o grupo de teatro mais conhecido de Pinhal Novo será obrigado a alguma “ginástica” financeira, pelo menos até o inicio do próximo ano, data em que esperam receber o apoio da autarquia de Palmela.
Com um dos seus principais actores ausentes no estrangeiro, recorde-se que Óscar Silva está em formação no Brasil e só regressará no início do próximo ano, as metas definidas pelo ATA são baseadas no futuro próximo. A par deste actor, também Rui Guerreiro apostou na formação, com uma passagem pelo ensino superior, onde o actual director deste grupo estuda representação. O teatro é mesmo a sua grande paixão, mas não tem sido fácil coordenar todo o seu trabalho. Com o director mais ausente, Bruno Gomes assumiu algumas das principais tarefas, nomeadamente a recepção dos novos elementos do grupo e a coordenação de alguns projectos.



ATA prepara nova temporada de estreias 

Com duas peças ainda em cartaz, “Na Terra dos Pinguins” e a “Conquista de Lisboa ao Mouros”, o grupo de teatro amador ATA aposta agora, na itinerância nos seus espectáculos. Depois de uma passagem pelo Entroncamento, prometida para muito breve, “Na Terra dos Pinguins” terá como destino Vendas Novas. Quanto à peça “A Conquista de Lisboa ao Mouros”, projecto que já acompanhámos nas páginas deste jornal, depois de uma rápida passagem por Santa Maria da Feira, será a vez de Lisboa conhecer os encantos dos actores de Pinhal Novo. Prometida fica também uma participação na próxima edição do Festival de Teatro do Lavradio (Barreiro) – SFAL.
Mesmo com duas peças ainda em cena, Rui Guerreiro tem muitos projectos em carteira. Para celebrar a chegadas dos novos elementos ao grupo de teatro, os 12 jovens recém-chegados ficarão inteiramente responsáveis pelo desenvolvimento de uma nova peça. Com encenação e textos da sua autoria, os jovens deverão conseguir apresentar a peça em Dezembro. Um grande desafio, mas também um voto de confiança nas capacidades destes “futuros actores”. 
Um outro projecto passa pela reedição de uma peça apresentada pelo ATA em 1983, “Timidez”, da autoria de Cornélia Guerra e adaptada pelo português Eduardo Garrido, o grupo procura reencontrar-se com um género mais cómico. Nas palavras do director do ATA, uma peça teatral mais “leve”, com uma duração aproximada de 80 minutos e que, em Portugal, terá subido ao palco pela primeira vez no final do século XIX. Apostando num cenário minimalista e com apenas 5 actores em palco, “Timidez” permitirá uma maior mobilidade, com Rui Guerreiro a “sonhar” com novas digressões, ultrapassando os próprios limites do concelho. 

Novos desafios em 2011

Quanto a 2011, o ATA tem novos desafios em “cima da mesa”. Para já, merece destaque a participação nos dois eventos promovidos pela Federação Portuguesa de Teatro (FPTA) (antiga Associação Nacional de Teatro Amador (ANTA). Recorde-se, no âmbito do Festival Nacional de Teatro promovido por esta organização, o ATA alcançou em 2008 o prémio para melhor coreografia, tendo sido convidado para actuar no encerramento deste mesmo festival, no ano seguinte. Agora com novo nome e renovadas ambições, a Federação Portuguesa de Teatro (o ATA é membro suplente da direcção) anunciou a criação de dois novos festivais, o primeiro direccionado para o teatro infantil e o segundo pensado para género de comédia. Tal como seria de esperar, o ATA já confirmou a sua presença e levará a concurso peças destinadas a ambos os géneros teatrais. 
No pensamento do director deste grupo são muitas as peças que gostaria de conduzir, mas a ausência de tempo e alguns problemas de financiamento são os principais obstáculos. Mesmo assim, existe a possibilidade de voltar aos grandes clássicos do teatro mundial, com a representação de trabalhos de Eurípedes e Shakespeare. Outra possibilidade é o recente trabalho de Armando Rosas, “Mary of Magdala”, uma peça recentemente estreada nos Estados Unidos e que discute temas mais agnósticos.
Como metas para o futuro, Rui espera “construir” um grupo mais profissional, pese embora, mantenha a sua estrutura amadora de base, com alguns actores dedicados integralmente ao teatro. Para que tal seja possível, o ATA terá de encontrar um projecto que seja sustentável financeiramente, permitindo a entrega completa dos seus profissionais e que assegure digressões por todo o país.  

Nova sede do ATA será espaço cultural
 
Tal como já mencionamos, o antigo edifício dos CTT de Pinhal Novo passou a acolher o grupo de teatro – ATA. Um espaço histórico na freguesia, mas que necessitava de algumas intervenções. Até ao final deste mês, segundo referiu o director deste grupo de teatro, o espaço estará novamente habitável, oferecendo renovadas condições a todos os que o visitarem. Desta forma, para além dos ensaios do grupo, o espaço poderá igualmente acolher outro tipo de eventos culturais, mais orientados para a literatura e/ou música. Um dos objectivos passa por recuperar as famosas sessões de leitura de poesia, praticadas no antigo café/bar “Sol Moi o Pai!”. Em suma, um espaço dinâmico e vocacionado para outro tipo de actividades, que não apenas o teatro.

Grupo procura novos voluntários

No final desta entrevista, Rui Guerreiro quis deixar um apelo. Nas palavras do director do grupo, o ATA necessita de voluntários com capacidades especiais e com gosto pelo teatro. Com mais de 30 elementos, não existe uma grande necessidade de novos actores, até porque os pedidos são muitos, mas faltam elementos que queiram dedicar-se ao trabalho de bastidores, designadamente contacto com possíveis patrocinadores, manutenção e remodelação de todos os conteúdos online, bem como ajudar na divulgação do trabalho do ATA e de toda a sua história. Com 27 anos de história e mais de 40 peças estreadas, o ATA faz já parte da cultura do concelho.

João Agostinho

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Editorial


A crise chega às autarquias

O Orçamento Participativo, antes uma bandeira da Câmara de Palmela,  mostrou o obvio: a Câmara não tem dinheiro para investir. E as poucas obras que vão ser feitas acontecem com recurso a apoio a empréstimos bancários. E as pessoas parecem encolher os ombros. Quem perdeu a noite para assistir às reuniões participadas, gastou o tempo a falar do problema do esgoto da rua, o mau cheiro perto da casa, o barulho que perturba o sono. São problemas importantes para as pessoas mas que, na essência, não servem para a contribuir para a construção de um orçamento municipal. É a prova de que os munícipes já  não acreditam  nos políticos. Sejam de âmbito local ou seja de círculos nacionais.
Hoje, em Portugal, as autarquias gastam muito dinheiro mal gasto e é urgente pôr ordem no poder político local. Basta ver a reportagem desta semana, no Expresso, em que 100 das 308 autarquias estão em “asfixia financeira”. Na verdade sempre foi assim e nunca se fez nada. Em anos de vacas gordas e de forte investimento na construção civil, construíram-se cidades dormitório. Sem condições, sem espaços verdes, sem planeamento, sem se pensar na década seguinte. As autarquias de várias cores políticas encheram “os cofres” e gastaram em pessoal, obra aqui e ali e, sobretudo, em planos de pormenor para requalificar centros urbanos que, afinal de contas, não servem as populações.
É óbvio que os exemplos vêm de cima, e a administração central é tudo menos um bom exemplo. É, aliás, um péssimo exemplo. Trinta e seis anos depois da madrugada de Abril, é confrangedor que o país tenha chegado a este estado de agonia e que o Governo da nação nos venha agora com um orçamento de “salvação nacional” para endireitar aquilo que fizeram mal. Ou me engano muito, ou qualquer dia – há cada vez mais portugueses a fazê-lo, sobretudo nas zonas fronteiriças – começamos a rumar em direcção aos supermercados de Espanha, porque o vento está muito mais moderado.
Mas, concentrando-nos no poder político local que está investido nos municípios portugueses – há autarcas em funções há mais de um quarto de século e forças políticas que nunca saíram do poder desde as eleições democráticas  –, é certo que até 2013 [ano das próximas autárquica] vão ser anos que porá à prova a capacidade de gestão dos autarcas portugueses, que se tem pautado por uma enorme falta de sensatez financeira.
No país em que continua a haver partidos políticos a pagar as quotas dos militantes para captar os seus votos, os vícios transferem-se para os corredores das autarquias e gere-se a “coisa pública” ao sabor do voto.
Enquanto vários milhões de portugueses continuam a empobrecer alegremente, todos nós vemos por aí autarcas, de todas as cores políticas, a esbanjar “milhares de euros” em rotundas, nesse desporto nacional chamado fogo de artifício, em mordomias, em “gente” contratada que nem sequer ousa pensar pela sua própria cabeça, e em obras cuja relação custo/benefício não faz parte do cálculo.
Sabendo-se que com o próximo Orçamento os municípios vão sofrer grandes cortes financeiros, talvez seja esta a altura para aplicar aquele célebre ditado que diz que “a necessidade aguça o engenho”. Em Palmela, por exemplo, a autarquia já sabe que o seu orçamento é de 40 milhões, que do Estado não vai chegar um “tostão”, que as receitas dos impostos municipais está a decair a pique e há, claramente, uma retracção nos investimentos previstos. E com tudo isso só há uma coisa a fazer: começar rapidamente a reduzir a sua factura das despesas. E numa câmara onde os gastos com o pessoal são metade do seu orçamento, há que ter coragem política para intervir.
O que também é preciso é ideias e imaginação, porque as novas tecnologias – há Velhos do Restelo a não quererem entender isso – são actualmente um dos nossos principais aliados para a prática de uma gestão mais verde e com muito menos desperdícios.
Hoje, num país que gasta anualmente 150 milhões de euros em iluminação pública [Palmela, gasta quase 1 milhão] a uma empresa como a EDP, há programas de eficiência energética a que importa aderir rapidamente. No fim de um ano, poupa-se muito dinheiro. Este é só um pequeníssimo exemplo, mas como dizem os antigos “quem não poupa água e lenha, não poupa nada que tenha”.


Paulo Jorge Oliveira 
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O Bando estreou peça

Rua de Dentro já está em cena 


O Teatro o Bando estreou a 25 de Novembro, às 21:00 horas, na quinta em Vale dos Barris, em Palmela, o espectáculo “A Rua de Dentro”, com encenação de Sara Castro e João Brites.
O texto é de Ana Vicente, desenvolvido em colaboração com as actrizes Ana Brandão, Crista Alfaiate e Paula Só, que protagonizam a acção. A obra reflecte sobre a condição feminina de três mulheres de idades diferentes.
O espectáculo tem direcção artística de João Brites, Rui Francisco, Jorge Salgueiro e Teresa Lima.
Segundo a autora e a encenadora, “o impulso que nos leva à concepção deste projecto, em última instância, deriva apenas de um único facto: somos mulheres. A importância disso para o projecto é tão significativa como pouco relevante. O próprio paradoxo do feminismo é esse mesmo: existe para que não faça sentido existir. A humanidade busca-se no real, não no especulativo, a universalidade está em cada um de nós. Não procuramos espelhar esse contexto, como uma imitação/ilustração da nossa vida quotidiana de mulheres: aceitamos a premissa de que a arte é artifício. No entanto, trabalhamos a partir das sensações concretas. É nesse paradoxo entre um contexto real e uma expressão cénica simbólica que pensamos encontrar a linguagem para este espectáculo. O teatro não se faz de ideias, faz-se de acontecimentos, do presente, do enigma, do inominável. A concretização caminha ao lado das ideias. À medida que o sonho avança, as ideias esclarecem-se. Todos os dias, nas nossas casas, na rua, no trabalho, na família, somos confrontadas com a incapacidade de redesenhar um novo limite. Queremos que este espectáculo exponha essa nossa contradição diária. As contradições da suposta mulher emancipada que se coloca na posição que teoricamente recusa. A capacidade de nos rirmos de nós próprias é também uma virtude da desconstrução e uma peça essencial para o nosso projecto. Definimos como cenário uma casa, uma casa que se altera, que se redefine pela intervenção das próprias personagens. Procuramos trabalhar com as actrizes (na oralidade, na corporalidade e na interioridade), ao nível do imaginário na sua abordagem ao feminino. As três personagens (uma mulher que foge; uma mulher de meia-idade, dona de casa, sozinha; e uma mulher preocupada e independente) foram assim construídas em função das inquietações e problemáticas das três actrizes (Crista Alfaiate, Paula Só e Ana Brandão), cuja especificidade se tornou causa e consequência dessa mesma criação”, concluem Ana Vicente (autora) e Sara de Castro (encenadora).

Texto ANA VICENTE
Encenação SARA DE CASTRO e JOÃO BRITES
   Oralidade TERESA LIMA
Espaço Cénico JOÃO BRITES
Figurinos CLARA BENTO
Adereços FÁTIMA SANTOS
Música CARLOS BICA
Desenho de Luz JOÃO CACHULO com ANA BRANDÃO, CRISTA ALFAIATE e PAULA SÓ
 Criação TEATRO O BANDO

Paulo Jorge Oliveira 
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Judo SFUA

Judocas trazem medalhas de Espanha

A Secção de Judo da SFUA esteve presente no passado Sábado, 20 de Novembro, nos torneios Copa Absoluta da Andaluzia e torneio Aberto de Cadetes da Andaluzia, esta participação serviu para preparar os campeonatos nacionais que se aproximam e “só foi possível devido à importante colaboração do Centro Social e Paroquial do Pinhal Novo para o qual segue desde já o nosso publico agradecimento pela cedência de uma viatura para a deslocação dos atletas aos respectivos campeonatos permitindo assim que os mesmos continuem a sua preparação como evolução na modalidade pois estas experiências internacionais são fundamentais”, disse Marco Morais, treinador da modalidade.
A SFUA esteve representada por Leonardo Ferreira que obteve um 5º Lugar na categoria -66kg escalão Cadetes.  Na Copa Absoluta Andreia Zeferino sagrou-se vencedora da categoria de -70kg, Carina Gouveia alcançou o 3º Lugar nos menos de 63kg, Diogo Henriques terminou em 5º lugar após ter sido derrotado na final que dava acesso ao 3º Lugar e Duarte António teve uma participação honrosa mas não conseguiu  alcançar os lugares de honra.
“Toda a equipa está de parabéns pois dignificaram o Judo praticado no Pinhal Novo com combates efectuados com muito empenho e garra”, concluiu Marco Morais.
A mesma secção que este mês [6 de Novembro] esteve grandes resultados no Campeonato Zonal de Seniores em Beja, prova que contou com a presença de clubes das Associações de Setúbal, Évora Beja e Algarve e contabilizava pontos para o ranking de apuramento para o Campeonato Nacional do mesmo escalão a realizar dia 5 de Dezembro em Lisboa.
A secção de Judo da SFUA esteve presente com 3 atletas. Carina Gouveia nos 63kg, Paulo Saldanha nos 66kg e Mário Silva nos +90kg que se destacou alcançando um brilhante 2º Lugar sendo assim vice campeão da zona Sul.  Estes atletas vão iniciar agora a sua preparação para a sua participação no Campeonato Nacional.

Paulo Jorge Oliveira

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Debate Grupo Amigos do Concelho de Palmela

Palmelões querem vida no centro histórico

Os habitantes de Palmela querem “devolver a vida” ao Centro Histórico da vila. Está desertificado, envelhecido. As ruas demasiado estreitas, a falta de estacionamento, de comércio e de serviços, bem como as condições impostas pelo Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR), aquando da reforma dos edifícios, são os principais entraves ao desenvolvimento da zona. É este o ponto de vista de vinte Palmelões que se reuniram na Sociedade Filarmónica “Os Loureiros”, numa organização do Grupo dos Amigos do Concelho de Palmela (GACP), a 20 de Novembro. Para Jorge Mares, presidente da direcção, “Palmela está parada, Palmela não cresceu. Para quem aqui tem raízes isto é uma tristeza”. Acrescentou que a falta de requalificação do parque habitacional faz com que as pessoas procurem outras localidades para viver e passear. Passeios que poderiam ser feitos no Castelo que, segundo o mesmo, está a precisar de obras e de iluminação. Criticou o facto de as visitas no ponto mais alto estarem interditas e de o Posto de Turismo estar fechado ao fim-de-semana, referindo-se ainda ao Parque Venâncio da Costa como “abandonado”. No entanto, afirmou não querer que se pense que Palmela é medonho, lembrando que o concelho é dos mais industrializados do país e considerando que “tem gente com capacidade para fazer muito mais”. No entanto, “pedimos a vossa ajuda para sensibilizar quem de direito”.
Apesar de a plateia ser pequena, não faltaram intervenções, praticamente todas a defender a reabilitação do Centro Histórico. António Barradas, membro da Assembleia de Freguesia de Palmela, referiu a inexistência de casas de banho no Castelo, o que leva os turistas a fazerem as necessidades nas imediações do mesmo. Quanto a jovens habitantes, explicou que estes não querem morar no local, as casas “são muito estreitas”. Assim, falou das limitações que condicionam as obras, considerando que “isto tem de evoluir”. 




A opinião de quem lá vive... 

Eduardo Machado tem a mesma opinião, mas, ainda assim, tem apostado na requalificação da zona, tem 30 inquilinos. Para a falta de estacionamento, sugeriu o matadouro antigo como alternativa. Entre várias opiniões, Anabela Rito foi a única a discordar das afirmações de que o Centro Histórico está envelhecido. Afinal, ela é jovem e mora numa dessas ruas. Observou que há pessoas a visitar Palmela e deu os exemplos das Festas das Vindimas, do Festival do Moscatel e do Festival Internacional de Música – Palmela “terra de cultura”, que passa pela antiga zona. João Garrido, tesoureiro do GACP, respondeu a Anabela Rito, observando que a jovem habita no Centro Histórico, porque mora na casa dos pais, adiantando que a mesma, quando sair, não vai, “quase de certeza”, morar na casa ao lado. Mais uma vez, foi referida a necessidade de remodelar as habitações. Pedro Rosário, presidente da assembleia-geral do GACP, observou que existem edifícios com loja no rés-do-chão e habitação no primeiro andar, mas “para isso há engenheiros e arquitectos, tudo depende da vontade local”.

Vereadores também opinaram  



Apesar de irem assistir ao colóquio como munícipes, as várias intervenções levaram aos discursos dos vereadores da autarquia local, como foi o caso de Natividade Coelho (PS) e Luís Calha (CDU). Segundo Natividade Coelho, o Centro Histórico nunca esteve no top das prioridades autárquicas. De qualquer forma, não ilibou as responsabilidades do Ministério da Cultura e do IGESPAR. Já Luís Calha, argumentou que “não é a lançar campanhas negativas que conseguimos ir ao encontro daquilo que nos une a todos, o desenvolvimento. O desenvolvimento que é um processo que deve ser partilhado”. Destacou que a administração central não vai fazer qualquer investimento no concelho, e informou acerca do projecto de recuperação do Centro Histórico. Tem, até ao momento, 11 parceiros estratégicos, entre bancos, Direcção Regional de Cultura de Lisboa e Vale do Tejo, Agência de Energia da Arrábida, Instituto de Emprego e Formação Profissional. Quanto aos agentes locais, 26 associações estão interessadas em colaborar. “Palmela continua a ser um concelho de oportunidades, mas tem de se conjugar a Câmara com a sociedade civil e as empresas”. No final do encontro, recomendaram-se novas sessões, com o intuito de atrair mais Palmelões, incluindo a população que tem interesses económicos no Centro Histórico, como é caso dos comerciantes.

Helena Correia 
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Perfil: Jorge Caleira

Caleira e o canto dos canários

Chamavam-no “o puto meio maluco” pois, aos 22 anos, já tinha apreendido que a criação de pássaros não depende unicamente de uma carteira recheada mas de uma “certa sensibilidade”. Hoje, com 37, nada mudou.



Eram 10:30 da manhã quando o Novo Impacto se encontrou com o ornitólogo que concilia esta actividade com o trabalho na Faurecia, empresa fornecedora de assentos para automóvel. Os raios de sol amornavam as ruas toscas da zona antiga de Palmela e faziam esquecer a chegada do frio e dos dias sisudos. A caminho da casa do falecido avô, local onde abriga a”bicharada”, encontramos o tratador Avelino Silva que acaba de dar uma mãozinha na pintura das gaiolas: “se não fosse a ajuda deste senhor não conseguia manter este vício”.           
Entramos na casa e ainda cheira a tinta. É uma moradia antiga repleta de troféus que foi ganhando ao longo do percurso pela ornitologia, isto é, mostra de aves nas mais diversas classes.
Contrariamente a alguns criadores italianos que herdaram grandes canários, Caleira começou praticamente do zero. “O meu avô tinha alguns periquitos e dois casais de canários. Comecei por iniciativa própria, conhecendo pessoas influentes mas cedo me apercebi de que era preciso um suporte financeiro e uma grande disponibilidade para se atingir um bom nível, o que não tenho neste momento”, admite.

“O puto meio maluco”


Aos 22 anos, o hobby cresce com a criação de aves exóticas de pequeno porte. Era intitulado “o puto meio maluco" porque já tinha outra visão e gostava de qualidade e, em 1997, estreia-se com Bengalins do Japão e Diamantes-estrela no Distrital de Setúbal onde arrecadou 7 prémios, dos quais 4 primeiros.
Mas, com o passar dos anos, a ideia de criar exclusivamente canários torna-se mais aliciante, apesar de, em 2001, ter obtido a melhor vitória de sempre com exóticos: 5 medalhas no Campeonato do Mundo, em Santa Maria da Feira.

“Um trabalho de 48 horas”

Hoje confessa viver uma fase mais pacata, abdicando de participar em competições, apesar dos convites para o efeito. Apenas um objectivo: o de ganhar o campeonato mundial em brancos, os seus preferidos, que irá decorrer, em 2012, na França. "Será extremamente difícil. Vou competir sem a ilusão de que poderei ganhar medalhas", mentaliza-se.
Presentemente, abriga cerca de 16 casais de brancos e 5 de amarelos, mas chegou a ter 35 casais. “É um trabalho de 48 horas” e o facto de não competir tanto não significa que não tenha sempre tudo em ordem: “sou demasiado perfeccionista”. O sótão está artilhado de diversas tecnologias que proporcionam as melhores condições aos seus “hóspedes”, incluindo um rádio antigo que dá música aos canários.

A busca pela “quase” perfeição


Para se ser um bom criador, não conta apenas a vertente monetária. Fora a dedicação, é preciso desenvolver-se uma “certa sensibilidade” e “visão”. E depois, citando Mourinho, “a sorte também conta”, salienta.
Jorge Caleira é apologista dos produtos naturais, argumentando que “compensa comprar papas e rações de qualidade porque se poupa nos medicamentos mais tarde". Ainda assim, lamenta a falta de um sistema nacional de vacinação contra a varíola para canários o que evidencia “o atraso de Portugal comparativamente a alguns países europeus.”
Sócio dos Clubes Ornitológicos de Setúbal e Almada, Caleira explica que a procura pela perfeição nos concursos é grande, ainda que a mesma não exista. Daí que seja rara a atribuição de pontuações máximas que, por norma, variam entre 93 e 94%. “Não existem aves perfeitas, mas existem aves com uma boa plumagem”, referindo que os critérios de avaliação vão desde a postura à limpeza das penas e bico.

“Apanhar pássaros é coisa de primitivos”

Quanto às novas gerações, Caleira pede aos mais novos que respeitem a fauna silvestre: "se vão tanto à Internet, verão que apanhar pássaros no seu habitat é coisa de primitivos. Ao invés de destruírem as aves selvagens, espero que consigam ser criadores que dignifiquem o país e a região”.

Ana Cristina Rodrigues
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Encontro da Palavra Dita de Pinhal Novo

“Por vezes também me julgo ser poeta”


Pinhal Novo - Palmela<br>6º Encontro da Palavra Dita 

Na tarde fria do último sábado, a Sociedade Filarmónica União Agrícola (SFUA) foi pequena demais para tanta gente. Gente anónima e gente conhecida. Talvez cinco centenas de pessoas ou talvez mais. Vieram os amigos e os amigos dos outros amigos. As mulheres, os filhos, os netos… Quase todos trouxeram uma recordação debaixo do braço e um sorriso largo entre os lábios para oferecer. Porém, só 29 trouxeram poesia para contar a quem quisesse ouvir. E foram muitas as histórias – e estórias também – que em formato de poesia do povo alegraram o coração das gentes. 
A acompanhar a poesia esteve o chá, os bolos e a boa disposição, sempre a boa disposição. “Afinal é por isso que cá estamos. Pelo convívio, pela poesia e pela gente amiga”, dizia ao Novo Impacto, Augusta Maria que foi ouvir a “melhor amiga” contar poesia. “Já somos uma família que se encontra nestas ocasiões aconchegantes”.
 “Uma tarde muito bem passada”, definiu Manuel Lagarto, Presidente da junta de freguesia de Pinhal Novo, entidade organizadora do evento. No entanto, disse o autarca,
“foi bastante interessante porque tivemos aqui pessoas que se deslocaram de diversos sítios do concelho de Palmela e um participante que veio de Santarém, o que é significativo”. Isto é, para o presidente, “sempre um motivo de orgulho para a Junta de Freguesia poder contribuir para o desenvolvimento e para que estas pessoas se sintam bem”.
Rafael Rodrigues, um dos mais antigos poetas populares da vila, homenageou a poesia: “Por vezes também julgo ser poeta”...  Os momentos poéticos abordaram histórias de infância, solidão, um melro cantador, alegria, saudade, desejo. Fizeram-se rimas com as condições sociais do país e do mundo, em nome da infância e da vida, em pleno. Dedicou-se poesia ao Pinhal Novo e dos ferroviários, ao amor e às mulheres bonitas que “podem trazer desilusões” e a quem “nasceu para amar”. 
Mas poesia é também uma arma de protesto e de agitação. “A orquestra da finança, por vingança, que batuca em quem trabalha para mandar e o povo vai sonhando... não alcança”. Dizia um poeta quase a acabar. Para pensar! 

Palavras que ficam escritas…
   
A palavra não fica apenas dita, também fica escrita, para sempre, em livro. As edição deste ano, a número  5 e 6  da colecção, reúne poesia dita em 2008/9. Entre a Danças das Palavras, Manuel Lagarto reconhece que o “investimento ainda é grande”. Mas Tudo Está na Palavra e... de acordo com o presidente, as edições “vão ser publicadas de dois em dois anos para minimizar custos”. Ainda assim, a palavra dita: “a iniciativa é para continuar”. Desta forma para o ano haverá mais palavra – e poesia – dita a quem quiser escutar. 

Paulo Jorge Oliveira 
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Palmelense Futebol Clube 3 – 1 Beira-Mar de Almada

8ª jornada do Distrital da AFS

Palmelense Futebol Clube 3 – 1 Beira-Mar de Almada


Tiago, o homem golo...


O Palmelense Futebol Clube derrotou, ontem, o Beira-Mar de Almada com um “hat trick” inspirado do camisola 37, Tiago, em jogo a contar para a 8ª jornada do Distrital da Associação de Futebol de Setúbal. A equipa da casa soma, assim, a segunda vitória consecutiva, seguindo com 16 pontos na tabela classificativa.

A partida, que decorreu no Complexo Desportivo de Palmela, começou melhor para a composição encarnada que logo aos cinco minutos arrancou palmas das bancadas depois de um remate bem colocado do número 17 Ricardo e que obrigou a uma grande defesa do guarda-redes do Beira-Mar.
Durante a primeira parte, o Palmelense trocou melhor a bola e efectuou por diversas vezes remates à baliza da equipa de Almada, acabando mesmo por marcar aos vinte minutos, por intermédio de Tiago. O jogador superou a defensiva adversária no jogo aéreo, cabeceando alto para a baliza, na sequência de um cruzamento de Celestino.
Os ataques do Beira-Mar raramente surtiram efeito. Faltavam menos de 10 minutos para  o final da primeira parte quando Rosa, o camisola 9 do Almada, cabeceou baixo sem perigo para o Palmelense.
Mesmo a fechar a primeira parte, a equipa de Palmela consegue uma boa recuperação de bola a meio campo, aproveitada por Tiago. O jogador cabeceou novamente para a baliza de Frade, fazendo o segundo golo e levando ao rubro os adeptos do Palmelense.
No início do segundo tempo, o Almada entra melhor, gozando de uma maior posse de bola mas os remates continuam fracos e mal direccionados. Nesta altura, o treinador da formação almadense, João Luis, tira Paulo Ferreira e faz entrar Nilton.
Mesmo a ganhar por duas bolas a zero, o Palmelense demonstrava alguma ansiedade, perdendo muitas bolas a meio campo e permitindo ao Beira-Mar aproximar-se da grande área. Aos 60 minutos, Augusto remata forte e obriga Nilton a fazer uma boa defesa, atirando a bola para fora das quatro linhas. Na sequência do pontapé-de-canto, o capitão do Palmelense, Anderson, joga claramente a bola com o braço na grande área, acabando por ser expulso do jogo por acumulação de cartões amarelos. O árbitro Fábio Varanda assinala penálti a favor do Beira-Mar de Almada, oportunidade que o capitão da equipa Augusto não desperdiça.
No sentido de reorganizar o jogo, Carlos Ribeiro, orientador da formação palmelense, faz entrar Ferreira e Sadido, substituindo Cortês e Ricardo, respectivamente. Poucos minutos depois, Luís Ribeiro vê o cartão amarelo na sequência de uma falta menor, não tivesse já sido avisado pelo árbitro segundos antes.
Nesta altura, o jogo encontra-se partido, com o Beira-Mar à procura do empate, tentando beneficiar da superioridade númerica. Mas, aos 35 minutos, Tiago empurra mais uma vez a equipa para a frente, acabando por ser o autor do terceiro golo, sem hipóteses de defesa para o guarda-redes. Foi um  jogo inspirado de Tiago que faz, assim, um “hat trick” frente ao Beira-Mar.
Resta salientar o excelente jogo do camisola 10, Celestino, que se apresenta em boas condições físicas e esteve envolvido nos ataques do Palmelense durante toda a partida.

Proibição de venda de álcool é “exagerada”,  diz responsável do bar

Apesar da proibição de venda de álcool em recintos desportivos não ser de agora, a GNR de Setúbal parece ter apertado o cerco aos responsáveis dos bares daqueles espaços.
No caso do bar do Palmelense Futebol Clube, a pressão parece ter surgido na sequência dos desacatos que ocorreram no jogo com o Futebol Clube Barreirense. Quem o diz é a responsável daquele bar, Anabela Dias que considera, naturalmente, a medida “exagerada”. “Se assim é devia ser proibido em todos os lugares. Não é  num bar destes que as pessoas apanham bebedeiras. É o comportamento das pessoas que faz as situações, não o álcool”, justifica. Com efeito, Anabela Dias acredita que esta medida irá prejudicar “e muito” o negócio, adiantando que “se as coisas continuarem assim, mais vale nem existirem bares”.
Na tentativa de ouvir o lado da GNR, o Novo Impacto contactou o departamento da GNR de Setúbal que  remeteu explicações para o preâmbulo da lei.“Não estou em condições de responder a essa pergunta [motivos da proibição de venda de álcool] que deveria, antes, ser esclarecida pelos legisladores”, reiterou o major Tavares Belo, adiantando apenas que, a partir de agora, “quem prepara os jogos é que deverá ter essas preocupações”.
Quanto aos adeptos, as opiniões divergem. Álvaro Manuel, sócio do clube, concorda com a nova lei “porque há pessoas que não conseguem beber com moderação e podem dar problemas”. Já Estevão Graça, de 67 anos, não vê o porquê da medida, dado o recindo estar vedado. “Os clubes pequenos já não ganham muito e fazer estas proibições só vem piorar as coisas”, afirmou, salientando o facto de em muitos  estádios continuar a verificar-se a venda de álcool.


Ana Cristina Rodrigues

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Taça de Portugal – 4ª Eliminatória

Pinhalnovense 2 – 0 Tirsense
 Pinhanovense nos oitavos de final...

Quatro eliminatórias ultrapassadas – todas em casa –, 12 golos marcados e nenhum sofrido. É com este registo que a equipa do Pinhalnovense que agora joga a passagem às "meias" no Estádio do Mar, em Matosinhos, ante o histórico Leixões. 

Na última época os ‘azuis e brancos’ fizeram história ao chegar aos quartos-de-final, mas o treinador Paulo Fonseca quer mais. “Temos a ambição de chegar às ‘meias’. Para isso teremos de voltar a vencer”. Em Pinhal Novo já tinham “caído” o Micaelense, o Maria da Fonte e o Fafe. O Tirsense, que já andou pela primeira divisão, aparentava ser um adversário complicado. No passaporte trazia o carimbo de liderança da Zona Norte da 2º Divisão [a mesma que o Pinhalnovense] e muita ambição. António Rocha, treinador dos Jesuítas [como os homens de Santo Tirso são conhecidos] tinha mesmo dito que a sua equipa era “claramente favorita”. Tanto, que o seu público compareceu em bom número ao estádio Santos Jorge com uma tarja a dizer: “Temos um sonho. Rumo ao Jamor”.
Mas, na verdade, o Tirsense nunca chegou a acordar e só não foi goleado porque o Pinhalnovense, em espaços, não teve a serenidade suficiente para “humilhar” o líder da Zona Norte. Foi fácil demais, disseram alguns. A equipa do Pinhal Novo foi, ao longo de todo o jogo, superior a um adversário que se expôs demasiado e evidenciou falhas defensivas que os locais, mais rápidos, não desperdiçaram e materializaram numa vitória que até tem números lisonjeiros para os visitantes.



Jogo de sentido único


Ainda antes do primeiro quarto de hora já se justificaria a vantagem para a equipa do Sul. Aos quatro minutos o Pinhalnovense podia ter inaugurado o marcador quando Miran amorteceu no peito e assistiu Mustafa para o primeiro remate perigoso da partida.
Com os Jesuítas atarantados com tanta velocidade azul-e-branca, o golo foi normal. Miran a ganhar a bola aos defesas,  a deixa-los nas “covas” e a ultrapassar Pedro Albergaria que só teve tempo de agarrar os pés do “bom gigante” brasileiro.  Grande penalidade e teria valido uma expulsão se o árbitro de Portalegre não tivesse sido tão “amigo”.
Quinaz foi chamado a marcar e não desiludiu. Estava feito o primeiro da tarde. Depois deste rombo esperava-se uma reacção positiva dos homens do Norte. Mas nada. Nem um pouquinho. Os do Norte pareciam arredados do jogo e só dava Pinhalnovense. Antes do intervalo Pedro Alves ainda marca mas terá feito em  fora de jogo e por isso não contou.
Depois do intervalo, o Tirsense voltou igual. Ou seja: lento, previsível e sem chama para sacudir o jogo. Pedro Alves [mais um grande jogo], Quinz, Mustafá , Miguel Soares e Semedo [o motor da equipa] davam show de bola. Com o jogo nesta toada de sentido único, acabou por não surpreender o segundo golo da equipa da casa. E foi de novo Pedro Alves que, aos 63 minutos, ganhou a linha de fundo pelo lado direito e cruzou para a cabeça de Miran, que fez o golo que gelou o sonho dos adeptos de Santo Tirso.
Até final, com as substituições, nada se alterou. Os do Norte sem força para incomodar o nº1 de Pinhal Novo e a equipa do Sul [a única em campo] com posse de bola, dinâmica e a jogar bonito. Merecia-se ver mais golos. Que venha o próximo.

Paulo Jorge Oliveira 
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Fernando Nobre passou por Palmela

Candidato quer mais apoio social

O périplo que Fernando Nobre, candidato a Presidente da República, pelo distrito de Setúbal incluiu uma visita ao concelho de Palmela, no dia 2 Novembro. Passou pela Associação de Reformados de Palmela, conversou com a Adega Cooperativa de Palmela e a caminho do Montijo parou para uma curta pausa para café no centro de Pinhal Novo.
Numa tarde soalheira, distribuiu folhetos, beijinhos e conversas de ocasião. Entre sorrisos e conversas rápidas o candidato ao palácio de Belém ficou a conhecer melhor a realidade “do concelho de Palmela”. Em conversa com o Novo Impacto, Nobre  admitiu que  “o Orçamento de Estado prejudica as famílias, vai originar mais desemprego, mais pobreza”. Até hoje, continuou o candidato, “não ouvi ninguém dizer que era um bom orçamento, ouvi dizer que era mau, que era muito mau”.
Fernando Nobre, sente a preocupação de muitos pais afectados pelos cortes nos abonos de família. “Pode acontecer que crianças tenham que deixar de frequentar as Creches.
Há uma grande preocupação das famílias com o corte nos Abonos de Família, que vão afectar famílias com rendimentos de 625 euros, o que é sinceramente muito mau”, contou Fernando Nobre.
Também  os idosos merecem a preocupação no programa eleitoral de Nobre às Presidenciais de Janeiro de 2011. “Estou triste. Há muitos idosos com reformas de 200 e até 75 euros, já encontrei situações destas. Há uma injustiça profunda perante um grupo importante da nossa população que trabalhou a vida inteira e que agora vive com reformas de mendicidade que não dá para nada”. Perante isso só há uma coisa a fazer: “melhorar a reforma dos nossos idosos e criarmos uma política demográfica que sustente o futuro da Segurança Social para todos”.

Candidato apoia greve geral


“É preciso chamar os cidadãos. É preciso que nos mobilizemos. É preciso que nos ergamos e que façamos tudo para inverter a marcha, duma sinfonia macabra que nos está a ser tocada há muitos anos, já, por isso, eu, sinceramente, tenho afirmado e reafirmado, mais de uma vez, que compreendo a greve de 24 de Novembro”, contou Fernando Nobre ao Novo Impacto. “Acho que um candidato presidencial é um cidadão, está a viver em Portugal, está consciente dos problemas que os portugueses estão a viver, e, não é ser populista, é, sim, transmitir uma preocupação humana, para com milhões de portugueses que estão a ver o seu futuro hipotecado.
Por isso, eu digo, pessoalmente, enquanto cidadão e simultaneamente enquanto candidato presidencial, faço questão de no dia 24 de Novembro estar ao lado dos trabalhadores. Vou estar junto com as centenas de milhares de portugueses que nesse dia irão manifestar a sua preocupação, o seu desalento e a sua tristeza”.  
Reagindo às declarações do Presidente da República no ‘facebook’ e no ‘twitter’, em que o Chefe do Estado afirmava ver “com muita apreensão o desprestígio da classe política” e a “impaciência com que os cidadãos assistem a alguns debates”, Fernando Nobre apelou a uma maior contenção dos políticos portugueses. “Eu apelo a todos os partidos e a todos os políticos no activo para que haja alguma contenção no discurso e na postura. Não vale a pena irmos para certas atitudes extremamente agressivas”, disse.

Mandatário distrital de corpo e alma



O mandatário distrital de Fernando Nobre, Carlos de Sousa, concorda com o candidato às presidenciais e afirma mesmo que “o ser humano não foi feito para viver como vive actualmente em Portugal”. Sobre o apoio a Fernando Nobre, o ex-presidente das câmaras municipais de Palmela e Setúbal [nas listas da CDU] justifica-o dado o “apartidarismo e percurso de vida, repleto de escolhas complexas”, do candidato a Belém, bem como pelo facto de não estar mais ligado ao PCP, de onde saiu, depois de um período “de imensa reflexão”, em Outubro de 2008.

Paulo Jorge Oliveira

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Desejos & Pensamentos por Cátia Neves



Cátia Neves
Lisboa


Desejos & Pensamentos uma rúbrica onde se misturam desejos intensos com pensamentos da vida. Sempre às segundas-feiras ao fim da noite. Para ler, desejar e pensar. Com assinatura exclusiva de Cátia Neves para o ADN. 

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Reticências da Sociedade por Ana Sofia Horta




Ana Sofia Silva Horta 
Educadora de Infância no Desemprego 
Oeiras 

O terceiro dia semana tem sempre uma reticência. O mundo pula e avança mas, à Terça-feira, Ana Sofia Horta chega ao ADN com uma história de vida ou uma estória pessoal. Uma visão muito pessoal e uma opinião muito real da sociedade. Para ler, saborear, pensar e analisar. 



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