Dá um Gosto ao ADN

Ambiente dá luz verde ao Montijo mas impõe medidas

ANA vai ter que comprar barcos para a Transtejo para construir aeroporto

A Agência Portuguesa do Ambiente emitiu esta quarta-feira a proposta de Declaração de Impacte Ambiental relativa ao aeroporto do Montijo e respetivas acessibilidades, tendo a decisão sido "favorável condicionada", viabilizando o projeto. A agência divulgou um conjunto de medidas de "minimização e compensação ambiental que ascende a 48 milhões de euros". Entre as medidas estão fundos entre 15 a 20 milhões de euros para apoiar ações de isolamento contra o ruído de edifícios públicos e privados, 10 milhões de euros para a compra de dois barcos a entregar à Transtejo para o transporte de passageiros até Lisboa e várias iniciativas de apoio e compensação de habitats para aves. Segundo a APA, foram definidas cerca de 200 condições, incluindo o condicionamento das operações no futuro aeroporto entre as 23 e a zero horas e as seis e as sete da manhã.  A associação ambientalista Zero já se pronunciou contra o avanço deste projeto, anunciando que vai manter a queixa apresentada à Inspeção-Geral do Ambiente, "ponderando providência cautelar".
APA aprovou construção de aeroporto no Montijo 

"A Declaração de Impacte Ambiental é favorável condicionada, viabilizando assim o projeto na vertente ambiental. A declaração inclui um pacote de medidas de minimização e compensação ambiental que ascende a cerca de 48 milhões de euros", refere a APA em comunicado.
Entre as principais preocupações ambientais apontadas pela agência ambiental estão a avifauna, ruído e mobilidade.
No que diz respeito à avifauna, o comunicado revela que existe uma “afetação (direta e indireta) de cerca de 2500 hectares utilizados para nidificação e alimentação das diferentes espécies de avifauna que ocorrem no estuário do Tejo”. Desta forma, a APA anuncia um conjunto de três medidas para “compensar esta afetação significativa”, tais como “áreas de compensação física”, a “constituição de um mecanismo financeiro para a gestão da área afetada com um montante inicial de cerca de 7,2 milhões de euros” e a “dinamização do Centro de Estudos para a Migração e Proteção de Aves”.
Relativamente ao ruído, a agência ambiental compromete-se com uma “minimização dos impactes nos recetores sensíveis”, que passará por “apoio financeiro” e “medidas de isolamento acústico, num valor estimado entre os 15 e os 20 milhões de euros (em edifícios públicos e privados, sobretudo nos concelhos da Moita e do Barreiro)”.
A última das principais preocupações ambientais apontadas pela APA consiste no impacto que o novo aeroporto irá provocar na mobilidade local e regional. Neste âmbito, o comunicado informa que o “projeto inclui a construção de novas acessibilidades rodoviárias até à ponte Vasco da Gama” e, na mobilidade fluvial, “deverá assegurar a aquisição de dois barcos a entregar à empresa pública Transtejo, num valor até 10 milhões de euros”, para reforçar as ligações entre o cais do Seixalinho no Montijo e Lisboa e que ficarão dedicados em exclusivo a esta operação.
Segundo explica a APA no documento, esta declaração vem "na sequência do parecer, igualmente favorável condicionado, emitido pela Comissão de Avaliação composta por dezenas de especialistas e organismos da administração pública".

Zero pondera providência cautelar
A associação ambiental Zero já reagiu ao comunicado da APA, anunciando que vai manter a queixa apresentada à Inspeção-Geral do Ambiente, “ponderando providência cautelar”.
“A ZERO tem uma ação judicial em curso, iniciada em Fevereiro de 2019, por considerar não ter sido realizada, antes da tomada de decisão, uma Avaliação Ambiental Estratégica e pondera agora, face à emissão da Declaração de Impacte Ambiental que permitirá à partida o avanço da obra, interpor uma providência cautelar”, lê-se no comunicado. 
Para além de ponderar avançar com uma providência cautelar, a associação Zero divulga ainda que irá “atualizar junto da Comissão Europeia a queixa formulada em Agosto de 2018 sobre esta matéria”.
Salientando que “nunca concordou com o procedimento de realização de uma Avaliação de Impacte Ambiental”, a Zero declara que a deliberação da APA é “uma decisão expectável e já anunciada, num processo não conforme e com algumas lacunas graves”.
Ainda no comunicado, a associação “considera que o projeto que agora recebe um “parecer favorável condicionado”, não tem a sua urgência demonstrada, nem é compatível com os objetivos de neutralidade carbónica que necessitamos de atingir a nível nacional e global”.
A Zero argumenta ainda “que os promotores não podem alegar que a alternativa apresentada é a única que responde às necessidades aeroportuárias da região de Lisboa, sem apresentar projetos concretos que possam ser desenvolvidos durante a próxima década”.
O projeto em causa neste debate pretende promover a construção de um aeroporto civil na Base Aérea n.º 6 do Montijo, em complementaridade de funcionamento com o Aeroporto de Lisboa, visando a repartição do tráfego aéreo destinado à região de Lisboa e Setúbal e a acessibilidade rodoviária de ligação da A12 ao novo aeroporto.
A 8 de Janeiro, a ANA - Aeroportos de Portugal e o Estado assinaram o acordo para a expansão da capacidade aeroportuária de Lisboa, com um investimento de 1,15 mil milhões de euros até 2028 para aumentar o atual aeroporto de Lisboa (Aeroporto Humberto Delgado) e transformar a base aérea do Montijo num novo aeroporto.

Agência de Notícias
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Quinta do Anjo festeja Todos os Santos até domingo

Festa com mais de 263 anos é a mais antiga do concelho de Palmela

Tradições religiosas, cavalhadas à antiga portuguesa, animações musicais e gastronomia são os atrativos da 263.ª edição das Festas de Todos os Santos, em Quinta do Anjo, no concelho de Palmela, a decorrer entre os dias 31 de Outubro e 3 de Novembro. A Festa de Todos os Santos é um momento alto de celebração da identidade da freguesia de Quinta do Anjo. “Esta é uma das mais antigas festividades do concelho, em resultado de um forte e continuado envolvimento da comunidade, festividade que tem mantido viva a memória da promessa realizada para protecção da aldeia face ao terramoto de 1755”, sublinha a autarquia de Palmela. O concerto acústico com Miguel Gameiro, no último dia do evento, é a grande atração musical da festa. 
Festa arranca esta quinta-feira na Quinta do Anjo 

Até domingo, 3 de Novembro, decorre, em Quinta do Anjo,  mais uma edição da Festa de Todos os Santos, que une a componente religiosa à animação musical e ao desporto.
Organizada pela Associação de Festas de Quinta do Anjo, com o apoio da Câmara de Palmela, esta é uma das mais antigas festividades do concelho, em resultado de um forte e continuado envolvimento da comunidade, que tem mantido viva até aos dias de hoje a memória da promessa de protecção da aldeia de Quinta do Anjo face ao terramoto de 1755.
As Festas de Todos os Santos, uma das mais antigas do concelho de Palmela, começam já esta quinta-feira na Aldeia de Quinta do Anjo ao ritmo da banda da SIM, dirigida pelo novo maestro Carlos Lourenço, e prolongam-se até ao próximo domingo.
Realizam-se há mais de dois séculos e meio (esta é a 263.ª edição) como agradecimento por a aldeia ter sido poupada à destruição do terramoto de 1755, que arrasou Lisboa. Daí que uma das iniciativas mais simbólicas seja a Procissão das Velas que sai de uma quinta particular onde se localiza a Capela do Anjo. De cariz religioso, valoriza a história e as tradições locais, assumindo uma grande importância na vida cultural e religiosa de Quinta do Anjo e estando fortemente enraizada na comunidade.
A par de pontos altos como a Procissão e a Missa de Todos os Santos, a animação musical é constante, com espectáculos no Salão Nobre e na Sala da SIM – Sociedade de Instrução Musical, com a participação de talentosos músicos do concelho e da região. Destaque para o Concerto Acústico com “Miguel Gameiro & Banda”, no encerramento da Festa.
O desporto tem também uma forte presença no programa, com jogos de futebol e um Trail e Caminhada pela Serra, e não podia faltar a gastronomia, com destaque para os produtos locais e regionais.
Recorde-se que o município de Palmela volta a ser parceiro na realização da Festa de Todos os Santos, atribuindo à Associação de Festas "um apoio financeiro no valor de 3500 euros e um apoio logístico estimado em 2500 euros", diz a autarquia.
A Festa de Todos os Santos da Quinta do Anjo tem registado dimensão e ambição crescentes, procurando afirmar a cultura, os valores e os saberes daquela freguesia.

Programa
31 de Outubro

20h30 – Recepção às entidades oficiais e convidados, com a participação musical da Banda da SIM, dirigida pelo Maestro Carlos Lourenço

21h00 – Inauguração oficial da Festa de Todos os Santos 2019 (Salão Nobre da SIM)

21h30 – Concerto pelo Ensemble de Saxofones do CRP/SFH, com direcção musical do Professor João Pedro Silva (Salão Nobre da SIM)

22h30 – Concerto pela Orquestra Ligeira da SIM, dirigida pelo Maestro Carlos Cardoso (Sala da SIM)

00h30 – Café Concerto com o Grupo “Abba Mia” (Sala da SIM)

1 de Novembro
10h30 – Celebração da Missa de Todos os Santos (Igreja da Nossa Senhora da Redenção)

15h30 – Procissão (saída da Igreja da Nossa Senhora da Redenção)

17h00 – Café Concerto com a Banda “X-Ato” (Salão Nobre da SIM)

21h00 – Concerto pela Banda Filarmónica da SIM, dirigida pelo Maestro Carlos Lourenço (Salão Nobre da SIM)

22h30 – Actuação da “Lisbon Swing Band”, dirigida pelo Maestro Jacinto Montezo (Sala da SIM)

1h00 – Café Concerto com a Banda “Radio Five” (Sala da SIM)

2 de Novembro
8h00 – Quintajense FC / Vasco da Gama – Infantis B (Campo de Jogos Leonel Martins)

9h00 – Trail e Caminhada pela Serra (saída do Clube dos Portais da Arrábida)

Org.: Agrupamento 504 de Quinta do Anjo e Clube dos Portais da Arrábida)

10h30 – Romagem ao Cemitério (saída da Igreja da Nossa Senhora da Redenção)

11h00 – Quintajense FC / S. 21 – Benjamins A (Campo de Jogos Leonel Martins)

15h00 – Cavalhadas (Sobral de Quinta do Anjo)

15h00 – Quintajense FC / EF Setúbal – Sub 19 Feminino (Campo de Jogos Leonel Martins)

17h00 – Actuação do Grupo Coral “Seixal Vocalis”, dirigido pelo Maestro Jacinto Montezo(Salão Nobre da SIM)

18h00 – Procissão das Velas (Saída da Capela de Quinta do Anjo)

19h00 – Missa (Igreja da Nossa Senhora da Redenção)

21h15 – Café Concerto com o Grupo “Fado Lelé” (Sala da SIM)

22h45 – Actuação da Banda “Brazil Dub” (Sala da SIM)

00h30 – Café Concerto com a Banda “Não Há 2 Sem 3” (Sala da SIM)

3 de Novembro
10h30 – Missa (Igreja da Nossa Senhora da Redenção)

15h00 – Quintajense FC / ACRUT Zambujalense – Seniores Masculinos (Campo de Jogos Leonel Martins)

17h15 – Actuação do Grupo de Guitarras da SIM (Salão Nobre da SIM)

21h00 – Café Concerto com “Conceição Silva Quarteto” (Sala da SIM)

22h30 – Final da Festa – Concerto Acústico com “Miguel Gameiro & Banda” (Sala da SIM)

Agência de Notícias com Câmara de Palmela 
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Detido por maus-tratos a animais no Barreiro

GNR encontrou o suspeito na posse de armas proibidas e um o cadáver de um animal de companhia

O Comando Territorial de Setúbal, através do Posto Territorial de Santo António da Charneca, deteve um homem, de 48 anos, por posse de arma proibida e por maus-tratos a animais, na localidade de Vila Chã, no concelho do Barreiro, informaram as autoridades, num comunicado enviado às redações. A GNR encontrou o cadáver de um gato baleado e apreendeu quatro espingardas de pressão de ar, uma pistola de alarme e uma mira telescópica do suspeito.
GNR continua atenta aos maus tratos de animais 

Na origem da detenção esteve uma denúncia por maus-tratos a animais. Quando os militares chegaram ao local, deparara-se com o cadáver de um gato, num terreno baldio, e um médico Veterinário Municipal do Barreiro constatou que o óbito terá ocorrido em sequência de maus-tratos. A investigação contou ainda com elementos do Núcleo de Protecção Ambiental do Montijo.
Ao que tudo indica o gato foi baleado. No entanto, o cadáver ainda se encontra a ser analisado para serem apuradas as circunstâncias da morte.
A GNR acabou por apreender quatro espingardas de pressão de ar, uma pistola de alarme, munições e uma mira telescópica do suspeito.
O homem foi constituído arguido, estando neste momento a ser presente ao Tribunal Judicial do Barreiro, para aplicação de medidas de coação. 

Distrito de Setúbal com  mais queixas por maus-tratos a animais
As denúncias recebidas pelas autoridades policiais relativas a maus-tratos e abandono de animais de companhia aumentaram em 2018 face ao ano anterior. Deste ano ainda são conhecidos os números das denúncias.
De acordo com dados fornecidos pela GNR e PSP, foram registadas 2054 queixas, mais 38 de que em 2017. O aumento dos números globais refletiu-se essencialmente na área de jurisdição da GNR, já que a PSP registou uma diminuição do número de inquéritos crime, passando dos 1091 para os 1052.
O comando da GNR de Setúbal é o que mais recebe denúncias relativas aos crimes de maus-tratos e abandono de animais em todo o país. De acordo com dados fornecidos pela GNR, só no ano passado, em comparação com outros comandos territoriais, Setúbal (236) recebeu mais denúncias que Faro (81), Lisboa (73) e Braga (71) juntos, o segundo, terceiro e quarto comandos onde mais queixas chegaram.
"Estas denúncias são recebidas não só através da Linha SOS Ambiente e Território da GNR, mas também pelos postos territoriais, bem como através das situações detetadas diretamente pelos militares da Guarda, no âmbito das ações de patrulhamento e fiscalização", avança fonte oficial da GNR.

Agência de Notícias 
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Montijo compra antiga fábrica do Izidoro

Imóvel vai dar lugar a empreendimento habitacional para famílias do concelho 

No âmbito da proposta de aquisição aprovada na reunião de câmara, o presidente da Câmara do Montijo, Nuno Canta, já assinou a escritura de compra e venda da antiga fábrica do Izidoro pelo valor de 297 mil 887 euros e 38 cêntimos. A antiga fábrica localizada no Bairro da Calçada, junto ao centro do Montijo, ocupa uma área de cerca de 1,1 hectare. A antiga fábrica estava avaliada em mais de 1,2 milhões de euros e irá dar lugar a um empreendimento habitacional, com casas a custos controlados e rendas acessíveis para as classes média e média/baixa. O autarca classifica a aquisição como “o melhor negócio na história do município”.
Edifício vai ser reabilitado para casas a rendas controladas  

A autarquia exerceu o direito de preferência na compra da antiga fábrica do Izidoro, localizada no Bairro da Calçada, junto ao centro do Montijo, foi avaliada por uma auditoria independente em 1 milhão, 206 mil e 700 euros.
"A intenção da compra realizada pela câmara é a concretização do compromisso político com a construção de habitação a custos controlados ou rendas acessíveis, dirigida às classes média e média/baixa, indo assim ao encontro da Nova Geração de Políticas de Habitação", diz a Câmara do Montijo, em comunicado.
A partir desta aquisição, os edifícios passam "para a propriedade municipal e a câmara irá desenvolver esforços junto das entidades nacionais para a construção dos referidos fogos", realça a autarquia. 
“O imóvel apresenta alguns pavilhões em excelentes condições e vamos ver se os podemos salvaguardar, como espaços museológicos – que permitam preservar a memória da fábrica que chegou a ser uma das maiores da Europa na transformação de carnes – e ainda acolher alguns serviços municipais”, sublinha a autarquia. 
A cidade do Montijo, tal como a região de Lisboa, está hoje confrontada com a falta de habitação para as classes média e baixa, para os casais jovens e pessoas com rendimentos inferiores, que não têm acesso à habitação por via dos preços praticados no mercado.
Neste sentido, este é um contributo do município para concretização do direito à habitação consagrado na Constituição da República Portuguesa.
"Esta intervenção, em edifício situado no Bairro da Calçada, insere-se dentro do processo de reconversão do tecido urbano, de reabilitação do centro da cidade e é o início da requalificação de toda uma Frente Ribeirinha da cidade, outrora espaço industrial e operário", diz a Câmara. 
A construção habitacional deverá ser assegurada por “uma empresa pública” que assumirá a gestão do empreendimento. “Estamos a encontrar parceiros para erguer um bairro moderno”, disse Nuno Canta, na altura da aprovação da compra da antiga fábrica, em reunião pública do executivo.
O autarca reforçou, na altura, que a autarquia está apostada no desenvolvimento de uma estratégia de “reabilitação do centro urbano e de toda a frente ribeirinha” da cidade.

Câmara vai comprar armazéns da Sanfer 
Mas esta não é a única "aquisição" da autarquia no centro da cidade. A autarquia, diz o jornal O Setubalense,  já tem garantida a compra do armazém da antiga Sanfer, localizado na Rua da Bela Vista, junto às oficinas municipais.
Segundo o jornal, a autarquia “exerceu também o direito legal de preferência” e vai desembolsar “27 mil euros” para adquirir o referido imóvel, que “tem mais de mil metros quadrados de área e que foi entregue à banca para saldar uma dívida superior a 600 mil euros”.
Este espaço deverá vir a ser utilizado “ou para a instalação de serviços municipais ou para a criação de um equipamento cultural, para artistas”, admitiu o presidente da Câmara.
O armazém da Sanfer será o quinto imóvel a passar para o património municipal do Montijo este ano, depois de a autarquia ter assegurado a compra do edifício da antiga Trabatijo (200 mil euros), do imóvel frente aos Paços do Concelho para instalação da Loja do Cidadão (191 mil euros), da antiga fábrica do Izidoro (quase 298 mil euros) e do lote de terreno contíguo à Galeria Municipal (65 mil euros).
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“Lugares de José Afonso na geografia de Setúbal”

Livro pretende “refazer espaços e trajetos” do cantor na cidade e no concelho à venda na próxima semana

Quarenta e dois locais estão referenciados em “Lugares de José Afonso na geografia de Setúbal”, um roteiro que, segundo o prefácio, pretende “caminhar com José Afonso” e “refazer espaços e trajetos” do cantor na cidade e no concelho. Integrado nas comemorações dos 90 anos do nascimento de José Afonso – assinalados em 2 de Agosto último – e dos 45 anos do 25 de Abril de 1974, o roteiro é editado pela Associação José Afonso com a colaboração da Câmara Municipal e do Instituto Politécnico de Setúbal e estará disponível ao público a partir da próxima semana, disse  fonte da Associação José Afonso.
Livro mostra lugares de José Afonso na cidade 

O antigo Liceu Nacional de Setúbal (atual Escola Secundária de Bocage) – onde o Estado Novo colocou José Afonso como professor, em 1967, e onde lecionava quando o mesmo Estado Novo o expulsou do ensino pouco tempo depois – e o Círculo Cultural de Setúbal, de que foi um dos fundadores, em 1968, contam-se entre os locais referenciados no roteiro – que são acompanhados por um código QR, que remeterá para informações disponibilizadas pela Associação José Afonso na sua página a internet, constam dos locais referenciados.
O Clube Naval Setubalense, em cujo pavilhão o autor de “Grândola, Vila Morena” começou a praticar judo logo que chegou à cidade, onde foi um dos oradores do primeiro comício do 1.º de Maio de 1974 e que, em Março de 1975, também foi palco de confrontos durante o Período Revolucionário Em Curso (PREC), tendo dado origem ao tema “Foi na cidade do Sado”, incluída no disco “Viva o poder popular” então editado, é outro dos locais referenciados pelo roteiro.
A sede da PIDE/DGS (Polícia Internacional e de Defesa do Estado/Direção-Geral de Segurança), naquela cidade da margem sul do Tejo, onde o cantor foi chamado várias vezes a prestar declarações e onde, “por atividades contra a segurança do Estado”, foi preso, em Outubro de 1971, consta também dos 42 locais catalogados no roteiro.
Os cafés de Setúbal frequentados por José Afonso, que eram palco de convívio entre o cantor e jovens, estudantes e lutadores antifascistas, a serra da Arrábida onde gostava de passear, Vila Nogueira de Azeitão, onde o autor de “Utopia” fixou residência, em 1979, a Escola Secundária de S. Julião – em cujo pavilhão decorreu o velório do cantor que morreu em 23 de Fevereiro de 1987 – e a campa rasa onde, a seu pedido, foi sepultado no cemitério de Nossa Senhora da Piedade, em Setúbal, são outros dos 42 locais do roteiro.
Resultante de um trabalho do professor e investigador do Instituto Politécnico de Setúbal Albérico Afonso Costa, a publicação conta com testemunhos de, entre outros, Helena Afonso, a filha mais velha do autor, de uma antiga aluna sua no então Liceu Nacional de Setúbal e de amigos pessoais do cantor assim como de documentos da PIDE/DGS sobre o cantor e a sua atividade política até à Revolução dos Cravos.

Agência de Notícias com Lusa
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Casal roubou 200 mil euros na Charneca de Caparica

PJ deteve duas pessoas suspeitas de furtarem 200 mil euros a familiar

A Polícia Judiciária (PJ) de Setúbal deteve um homem e uma mulher suspeitos de terem furtado cerca de 200 mil euros a uma familiar, no passado mês de Janeiro, na Charneca de Caparica, em Almada, foi anunciado esta quarta-feira. A vítima é a mãe da suspeita, que aproveitou uma ausência para levar ouro, prata e relógios. O casal terá convencido um menor a simular roubo à habitação da vítima, que se encontrava no Brasil. Os dois suspeitos de roubo terão, entretanto, decidido iniciar uma nova vida na zona de Viseu, onde foram detidos. Os arguidos foram esta tarde presentes ao Tribunal de Almada para aplicação de eventuais medidas de coação.
Casal suspeito de roubar familiar 

Segundo revelou à agência Lusa fonte da PJ de Setúbal, os dois suspeitos, um homem de 42 anos e uma mulher de 45, aproveitando-se da ausência da mãe da arguida, que se encontrava no Brasil, apropriaram-se de cerca de 200 mil euros em ouro, prata e relógios, que eram propriedade da referida mulher e do companheiro.
De acordo com a PJ, o companheiro da mulher que foi vítima do furto efetuado pela própria filha dedicava-se à venda de artigos em ouro e prata e declarava os artigos vendidos de acordo com a legislação em vigor, o que terá ajudado a investigação policial.
O casal suspeito, certo de que a mãe da arguida iria dar pela falta dos artigos furtados logo que regressasse a Portugal, terá instrumentalizado o filho da arguida, com cerca de 15 anos, para simular um roubo com arma de fogo à residência da avó materna.
O jovem terá relatado à GNR que o referido assalto - que na realidade nunca existiu - teria sido efetuado por três homens encapuzados e com luvas, pelo que o caso transitou de imediato para a PJ, por se tratar de um crime de roubo à mão armada.
Os dois suspeitos terão, entretanto, decidido iniciar uma nova vida na zona de Viseu, tendo adquirido vários objetos, incluindo mobiliário, televisões e outros objetos, com o dinheiro da venda de parte dos artigos furtados.
A encenação dos dois arguidos acabou por ser desmontada pela investigação da Polícia Judiciária de Setúbal, que, na terça-feira, deteve os dois suspeitos em Viseu e apreendeu grande parte dos artigos roubados e outros que foram adquiridos com o produto da venda de alguns artigos furtados.

Agência de Notícias com Lusa
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Finanças detetam “despesas ilegais” na Câmara de Almada

1,6 milhões em investigação na Câmara de Almada


Entre 2014 e 2016, a Câmara de Almada terá gasto ilegalmente mais de um milhão e meio de euros. A denuncia é da Inspecção Geral de Finanças que analisou as contas num período em que a autarquia ainda estava nas mãos da CDU e o comunista Joaquim Judas era presidente da Câmara. De acordo com o jornal Público, entre as irregularidades encontradas, haverá indicios de infracções de natureza penal e financeira, o que levará a que o relatório seja entregue às autoridades judiciais. Para chegar ao milhão e 600 mil euros de despesas ilegais, a Inspecção Geral de Finanças analisou uma amostra de contratos. Entre eles, o da compra de relógios e telemóveis, no valor de 163 mil euros, para oferecer aos funcionários com mais de 25 anos de casa. Uma compra que as Finanças declara não ter respeitado os princípios do interesse público. Jerónimo de Sousa, secretário-geral do PCP, reagiu e acusou o PS de querer denegrir a marca da CDU em Almada.
Auditoria revela gastos ilegais ente 2014 e 2016 

“Despesas ilegais” no valor de 1,6 milhões de euros foram encontradas nas contas da Câmara de Almada numa auditoria da Inspeção-Geral das Finanças, noticiou o jornal Público. O valor em causa foi detetado nas contas compreendidas entre os anos de 2014 e 2016, durante a presidência do comunista Joaquim Judas, mas este pode ser ainda maior, já que a auditoria analisou apenas uma parte dos contratos.
A CDU de Almada diz que existem “diferentes interpretações” sobre a aplicação da lei e que as acusações de ilegalidade são “excessivas”.
“Diversas irregularidades e insuficiências de natureza administrativa, bem como indícios de infrações de natureza penal e financeira” foi aquilo que os inspetores das Finanças detetaram ao analisar as contas do município e depois remeteram as mesmas “às entidades judiciais competentes”; o Ministério Público e o Tribunal de Contas, entenda-se.
Um dos casos detetados que ilustram as irregularidades prende-se com a compra de relógios e telemóveis para oferecer a trabalhadores com mais de 25 anos de casa. Contratos potencialmente danosos são outros dos casos identificados como estando associados a estas alegadas despesas ilegais.
Num comunicado citado pelo Público, a CDU defende é “excessivo” considerar ilegal “uma decisão de pura gestão política”.

Jerónimo acusa PS de denegrir "honestidade e competência" da CDU
O secretário-geral comunista acusou o PS de denegrir a "honestidade e competência" da Coligação Democrática Unitária (CDU) na gestão de autarquias, especificamente na Câmara de Almada, referindo-se ao relatório da Inspeção-Geral das Finanças. 
"Percebemos perfeitamente os objetivos do PS que, através da Câmara Municipal, procura denegrir aquilo que é uma marca da CDU de que o PS não se pode gabar - a honestidade, o trabalho e a competência. Nesse relatório não estão reconhecidas nenhumas barbaridades nem ilegalidades. É estranho que o PS agarre numa questão que se tratou de um trabalhador com 25 anos receber como registo do seu trabalho um relógio e transformá-lo num caso político", disse Jerónimo de Sousa.
O líder do PCP respondia a perguntas dos jornalistas após uma reunião com representantes da Associação Intervenção Democrática, que integra habitualmente a CDU na sede nacional do PCP, em Lisboa.
"Sabemos ao que o PS vem, mas em relação à forma como a CDU gere os municípios seria uma boa lição e ensinamento para alguns setores do PS", sublinhou.
Jerónimo de Sousa desconfiou ainda das intenções por trás do referido relatório de auditoria em causa, insinuando que aquela instituição não é imparcial, numa referência ao facto de o irmão da atual líder parlamentar socialista, Ana Catarina Mendes, ser o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, António Mendonça Mendes.
"Quem está à frente da entidade...? Valia a pena ver quem é que está à frente dessa instituição. Não, não é nada independente, pelo menos a pessoa que dirige", acusou.
Questionado pela agência Lusa, Jerónimo de Sousa assumiu estar a referir-se ao secretário de Estado dos Assuntos Fiscais.

Agência de Notícias com Lusa
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Santiago do Cacém investe 2 milhões em Santo André

Investimento para requalificar a Área de Acolhimento Empresarial

A Câmara de Santiago do Cacém adjudicou a empreitada de qualificação e valorização da área de acolhimento empresarial de Santo André, num investimento de 2,1 milhões de euros. O projeto, apoiado por fundos comunitários na sequência de uma candidatura ao Programa Operacional Alentejo 2020, vai permitir resolver “os problemas de infraestruturação” do parque empresarial, instalado na cidade de Vila Nova de Santo André, no concelho de Santiago do Cacém. A adjudicação da empreitada foi decidida em reunião do executivo municipal, com os votos favoráveis da maioria comunista e três abstenções dos vereadores do PS e da coligação PSD/CDS-PP.

Obras melhoram zona industrial 

“A zona está com vários problemas ao nível das infraestruturas e, apesar de ter sido feita alguma expansão, ainda há arruamentos que necessitam de ser concluídos e as infraestruturas existentes de uma reformulação”, explicou à agência Lusa o presidente do município, Álvaro Beijinha.
Após o visto do Tribunal de Contas, que “deverá demorar cerca de dois meses”, segundo o autarca, “tudo indica que a obra possa arrancar em janeiro do próximo ano”.
A intervenção, que terá a duração de um ano, prevê a construção de arruamentos e respetiva infraestruturação, uniformização de ruas, requalificação de áreas de circulação pedonal, definição de áreas de estacionamento e acessos a lotes e a repavimentação de zonas degradadas.
“Temos várias zonas onde não existem passeios ou foram executados pelos próprios empresários, sem uma coerência urbanística, e áreas onde o arruamento está ainda em terra batida”, exemplificou.
Além de criar “algumas dezenas” de novos lotes, a empreitada, no maior parque empresarial do concelho de Santiago do Cacém, contempla ainda, segundo Álvaro Beijinha, a reestruturação dos espaços verdes e a colocação de mobiliário e de equipamento urbano.
“Ao infraestruturar os lotes vamos criar mais oferta para quem queira fixar-se no parque industrial e isto representa um grande investimento para a dinâmica da freguesia de Santo André”, acrescentou. A empreitada prevê ainda uma “componente de dinamização e promoção da área de acolhimento empresarial”, através do centro de apoio às empresas de Santiago do Cacém.
“A cidade de Vila Nova de Santo André está ligada ao desenvolvimento do porto de Sines e com as fortes possibilidades de ampliação da infraestrutura portuária pode ser uma primeira linha de resposta às empresas que operam no complexo industrial e no porto”, afirmou o autarca.
O município pretende também lançar no próximo ano uma candidatura para a requalificação e “possível expansão” do parque empresarial de Santiago do Cacém com vista a resolver “os problemas gravíssimos ao nível das infraestruturas”.

Agência de Notícias com Lusa
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Cinco escolas fechadas na Caparica devido à greve

Sindicatos param escolas e pedem reforço de trabalhadores não docentes

O Agrupamento de Escolas da Costa de Caparica, em Almada, que conta com cinco estabelecimentos de ensino, encerrou esta terça-feira de manhã devido à greve dos trabalhadores não docentes, que reivindicam o reforço de funcionários, informou fonte sindical. “Queremos que chegue ao conhecimento do senhor ministro da Educação e ao Governo de que este problema é grave e que se arrasta há vários anos e não é resolvido. As pessoas não são máquinas, são pessoas e têm limites”, afirmou Paula Bravo, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul. 
Cinco escolas aderiram à greve 

Segundo a responsável, a paralisação dos funcionários, entre as sete e as 10 horas motivou o encerramento da Escola Secundária do Monte de Caparica, da Escola Básica 2,3 Costa de Caparica e das escolas primárias José Cardoso Pires, Costa de Caparica e Vila Nova de Caparica, em Almada.
Além disso, a partir das oito horas, realizaram também uma “forte concentração” em frente à escola básica Costa de Caparica, onde estiveram cerca de 50 funcionários, que contaram com o apoio de “alunos, professores e pais”, adiantou a dirigente.
“Esta falta de trabalhadores afecta toda a comunidade e não só os professores. Os trabalhadores são o elo mais fraco. Sente-se na sua saúde física e psicológica a sobrecarga de trabalho que têm em cima e depois afecta tudo, como a questão da segurança dos jovens e crianças”, explicou.
Já na segunda-feira, em declarações à Lusa, Paula Bravo tinha referido que os funcionários estavam a chegar a um ponto de rotura. “São 2041 alunos para muito poucos funcionários. Isto atingiu um ponto de rotura. Os trabalhadores que têm vindo a entrar são poucos e não são suficientes para colmatar as saídas dos últimos anos”, contou, na ocasião.
De acordo com Paula Bravo, devido à falta de pessoal não docente têm estado a ser encerrados serviços das escolas, como bibliotecas, centros de recursos, reprografias, papelarias e até ginásios. “A partir das 16h não há Educação Física, porque não há funcionários para assegurar o ginásio. Por exemplo, só na escola da Caparica faltam nove funcionários: três saíram para a reforma, três estão de baixa e outros três passaram para o serviço administrativo”, explicou.
Se nada mudar depois da paralisação e protesto de hoje, a dirigente sindical promete continuar e alargar a luta. “Nós vamos ter que continuar se o problema não for resolvido, não sei se a nível de uma luta geral, porque isto passa-se em diversas escolas do país”, advertiu.

Agência de Notícias com Lusa
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Irregularidades na clínica que seguiu bebé de Setúbal

Bastonário pede explicação rápida sobre questão da convenção da clínica

O presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo afirmou, esta terça-feira, que há indícios de irregularidades na clínica que realizou ecografias à mãe do bebé que nasceu com malformações graves em Setúbal. Luís Pisco disse a jornalistas que a clínica Ecosado não tinha nem tem qualquer convenção com a Administração Regional de Saúde ou com o SNS mas que aceitava credenciais de exames de utentes encaminhados pelos serviços públicos. Foi este pelo menos o caso da mãe do bebé Rodrigo, que realizou ecografias na clínica, com o médico Artur Carvalho, através de credenciais passadas pelo SNS. O Bastonário pede explicação rápida sobre questão da convenção da clínica de Setúbal. 
ARS investiga irregularidades da clínica de Setúbal  

O Secretário de Estado da Saúde admitiu que é necessário reforçar a fiscalização das clínicas e unidades de saúde privadas. Em causa estão suspeitas levantadas pelo presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo.
Luís Pisco afirmou que há indícios de irregularidades na clínica que realizou ecografias à mãe do bebé que nasceu com malformações graves em Setúbal. O presidente da ARS de Lisboa e Vale do Tejo revelou que a clínica aceitou uma credencial passada pelo Serviço Nacional de Saúde, apesar de não ter qualquer protocolo com o Estado.
"Essa entidade não tem qualquer convenção com a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo. O que é certo é que a pessoa fez lá e não pagou, o que indicia que há alguma irregularidade nesta situação, que é o que está a ser investigado neste momento. Já tínhamos aberto um inquérito e, com muita brevidade, obviamente que daremos os resultados desse inquérito", explicou Luís Pisco.
Confrontado com estes indícios de irregularidades, o secretário de Estado da Saúde afirmou que o Governo pediu celeridade no inquérito da ARS de Lisboa e Vale do Tejo e reconheceu que é necessário reforçar a área da fiscalização, não só das convenções. António Sales admitiu que para isso é necessário dotar de mais meios a entidade reguladora da saúde.
A ARS tem um inquérito em curso desde que surgiram as primeiras notícias sobre o caso do bebé Rodrigo, sabendo-se que a mãe tinha sido acompanhada num centro de saúde e que faria as ecografias numa clínica ao abrigo de supostas convenções com o Estado.

Ordem dos Médicos quer respostas rápidas 
O bastonário dos Médicos manifestou-se surpreendido com a informação de que a clínica que seguiu a mãe do bebé que nasceu com malformações graves não tinha convenção com o Estado apesar de realizar exames de pessoas encaminhadas pelos serviços públicos, nomeadamente a mulher grávida do bebé que nasceu com malformações graves em Setúbal.
Miguel Guimarães voltou a alertar para a importância de fiscalizar as convenções e as unidades privadas que têm convenções com o SNS: “Coloca-se aqui a questão do que é feito da fiscalização e do controlo que deve existir nas situações em que existem contratos [com o Estado]”.
“A situação está a ser investigada. Espero que os resultados sejam conhecidos muito rapidamente. Não podemos ficar com dúvidas sobre o controlo da qualidade que tem de ser feito pela Entidade Reguladora da Saúde ou as Administrações Regionais de Saúde (...) se existirem clínicas que, à margem de potenciais convenções que existam com clínicas maiores, as pessoas estejam lá a fazer os exames sem o Estado saber”, afirmou Miguel Guimarães.
O bastonário voltou a considerar inaceitável o tempo excessivo que o conselho disciplinar do Sul demorou a analisar os processos do obstetra Artur Carvalho e entende que é necessário priorizar os processos relativos a queixas mais graves.
Miguel Guimarães disse não ter tido ainda “uma explicação cabal” da parte do conselho disciplinar do Sul sobre os processos pendentes em relação ao obstetra que não identificou as malformações graves no bebé que nasceu em Setúbal.
“É demasiado tempo a analisar processos”, vincou o bastonário, sublinhado que “é inaceitável ter tantos processos há tanto tempo sem ter tido uma conclusão”.
O bastonário afirma que o conselho disciplinar do Sul necessita de um plano de recuperação dos processos que tem pendentes, cerca de 1500, e que deve fazer um trabalho para priorizar as queixas potencialmente mais graves.
O conselho disciplinar da região Sul da Ordem dos Médicos, que tem autonomia em relação ao bastonário, tem sete processos pendentes em análise em relação ao obstetra Artur Carvalho, alguns desde 2013.

Agência de Notícias com Lusa
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Setúbal com campos desportivos renovados

Cidade requalificou campo Municipal Vítor Batista

Três renovados equipamentos desportivos que reforçam a qualidade da oferta no concelho de Setúbal foram inaugurados, numa cerimónia com a presença de Pedro Pauleta e de outros dirigentes desportivos. Esta operação, num investimento de meio milhão de euros, foi suportada financeiramente pelo grupo Supera, no âmbito das contrapartidas contratuais pela instalação de um megacomplexo desportivo, em construção na zona da Praça de Portugal. O antigo jogador setubalense Vítor Batista dá o nome ao renovado campo municipal da Cova da Canastra, que, após obras de requalificação, ficou dotado de relvado sintético de última geração e de vedação nova em todo o perímetro, bem como de bancadas e balneários requalificados. "Esta é uma homenagem merecida da cidade" ao ex-jogador do Vitória, Benfica e Seleção Nacional.  
Cidade melhora infraestruturas desportivas  

A aquisição de novas balizas e de novos bancos de suplentes, o reforço da iluminação e a melhoria dos acessos foram também contemplados na requalificação do Campo Municipal Vítor Batista, num investimento total de 380 mil euros.
Na cerimónia de inauguração, a presidente da Câmara de Setúbal, Maria das Dores Meira, recordou o antigo jogador como “especial”, cuja memória deixada faz parte do património ligado a Setúbal.
“Essa é a memória que hoje aqui fixamos, neste campo de futebol que agora leva o nome do menino pobre que se fez jogador rico. Recordamos hoje neste campo o homem e o jogador que foi. Com toda a justiça damos o nome dele a este renovado campo”, afirmou.
Perante os olhares atentos dos irmãos do antigo jogador, Idaliano e Eduardo, e de outros familiares, a autarca destacou Vítor Batista “como setubalense de corpo inteiro”, que “no campo sabia sempre de onde partia e onde queria chegar” e fora dele “tropeçava nas barreiras que ia encontrando pelo caminho”.
Na cerimónia de inauguração do Campo Municipal Vítor Batista, estiveram o diretor da Federação Portuguesa de Futebol Pedro Pauleta, o presidente do Vitória Futebol Clube, Vítor Hugo Valente, e o vice-presidente do Benfica Domingos Almeida Lima, os dois clubes que jogador representou em vida.
“É uma justa homenagem de Setúbal a Vítor Batista. Não tive oportunidade de o ver jogar, mas já vi imagens e ouvi muitas histórias dele. É um jogador que toda a gente conhece no mundo do futebol. Por isso, é uma satisfação enorme estar aqui presente”, referiu Pedro Pauleta.
Já Vítor Hugo Valente e Domingos Almeida Lima recordaram os tempos em que viram Vítor Batista dentro das quatro linhas enquanto jogador do Vitória e do Benfica.
“Com a qualidade do Vítor no futebol de hoje, seriam poucos os que se poderiam chegar-lhe”, afirmou Vítor Hugo Valente, que ofereceu aos irmãos do antigo jogador e a Maria das Dores Meira camisolas com o nome de Vítor Batista.
Para Domingos Almeida Lima, que recordou que “O Maior” fez 64 golos em 150 jogos de águia ao peito, “se surgisse agora, como jogador de futebol não teria preço. Aliava à capacidade física, quase ultra-humana, uma capacidade técnica fantástica”.
O Campo Municipal Vítor Batista, gerido pela autarquia e utilizado pelos clubes S. Domingos e Sadinos, visa criar uma nova centralidade com uma oferta desportiva de qualidade numa zona desfavorecida da cidade e promover, de forma inovadora, o desenvolvimento desportivo do concelho e o apoio ao movimento associativo.

Melhor iluminação nos Campos de Ténis de Vanicelos
No decorrer da manhã do dia 26 foram ainda inaugurados mais dois equipamentos desportivos renovados, que reforçam a qualidade da oferta no concelho de Setúbal, nas Amoreiras e em Vanicelos.
Os Campos de Ténis de Vanicelos receberam piso, redes e vedações novas, além de as antigas luminárias terem sido substituídas por iluminação LED.
Uma intervenção com um custo de cerca de 80 mil euros, que, para a Câmara de Setúbal, requalifica “com grande apuro” um equipamento desportivo degradado pela ação das raízes da florestação envolvente.
A cerimónia contou, nomeadamente, com a presença do gerente da Academia de Ténis de Setúbal, Pedro Coquenim, a entidade gestora dos campos, que instalou dois monoblocos climatizados, onde funcionam um “club house” e os balneários do complexo.
Para Maria das Dores Meira, “estão criadas as condições de prática do ténis de elevada qualidade, com mais conforto, num dos mais bonitos parques verdes da cidade, resultantes do empenho do concessionário, mas também da procura municipal de dotar Setúbal dos melhores equipamentos” para a prática desportiva.

Polidesportivo das Amoreiras com desporto para todos 
Já no Polidesportivo das Amoreiras, gerido pela APPACDM de Setúbal, representada pelo presidente, José Salazar, as intervenções tiveram como objetivo travar a degradação do equipamento e melhorar as condições da prática desportiva, com a colocação de relva sintética e de balizas novas e a pintura de muro, num investimento de cerca de 23 mil euros.
Para a autarca, a entrega deste polidesportivo à APPACDM, “permitirá o desenvolvimento de atividades com os seus utentes e uma utilização regrada do espaço por parte dos munícipes em geral”.
Maria das Dores Meira considera que esta zona da cidade ficou agora com mais e melhores condições para a prática desportiva.
“Tenho o dever de agradecer à Supera, empresa que, através da construção do novo Complexo Desportivo Municipal Supera Setúbal, a inaugurar em 2020, na Praça de Portugal, viabilizou a requalificação destes três campos, assim como as beneficiações de outros equipamentos desportivos”, concluiu.
No âmbito destas contrapartidas com a Supera, será ainda construído o novo skate parque de Setúbal, na zona norte da Algodeia.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal
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Autarca de Sines pede reunião ao Governo

Câmara quer saber mais sobre a cessação da produção da central de carvão 

O presidente da Câmara de Sines solicitou, esta segunda-feira, uma reunião com caráter de urgência ao secretário de Estado da Energia, na sequência do anúncio da cessação da produção da central a carvão de Sines em 2023. Nuno Mascarenhas é favorável "à descarbonização da economia" e mostra interesse "na transição de um paradigma energético" e "num desenvolvimento económico mais sustentável, minimizando os efeitos" na região, o autarca do PS defendeu que "os impactos sociais devem ser tidos em consideração". A medida vai afetar 650 trabalhadores, dos quais 350 em Sines, 200 no Pego e 100 no porto de carvão.
Fecho motiva perguntas ao Governo sobre futuro 

"Face ao anúncio do primeiro-ministro de que, a partir de 2023, a central termoelétrica de Sines iria ser progressivamente desativada, a primeira medida que tomei foi pedir uma reunião com caráter de urgência ao secretário de Estado da Energia porque temos várias preocupações", disse Nuno Mascarenhas à agência Lusa.
Afirmando-se favorável "à descarbonização da economia" e mostrando interesse "na transição de um paradigma energético" e "num desenvolvimento económico mais sustentável, minimizando os efeitos" na região, o autarca defendeu que "os impactos sociais devem ser tidos em consideração".
"Temos de ter em consideração os impactos sociais que tal medida pode acarretar para os trabalhadores, famílias e empresas que estão na região", afirmou o autarca.
Considerando que o município de Sines, no litoral alentejano, tem tido "um papel relevante ao longo dos anos na produção de energia para o país", o autarca remeteu para depois da reunião com o secretário de Estado da Energia, João Galamba, uma posição pública sobre o assunto.
"Face a este anúncio queremos saber exatamente o que vai acontecer para depois disso tomarmos uma posição pública sobre o assunto", frisou.
O primeiro-ministro anunciou no sábado que o seu novo Governo está preparado para encerrar a central termoelétrica do Pego, em Abrantes, no final de 2021 e fazer cessar a produção da central de Sines em Setembro de 2023.
António Costa destacou esta medida no discurso que proferiu após o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, ter dado posse ao XXII Governo Constitucional, numa cerimónia no Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa.
"Estou em condições de anunciar que iremos mesmo antecipar o encerramento da central termoelétrica do Pego para o final de 2021, e que a produção da central de Sines cessará totalmente em Setembro de 2023, garantidas condições de perfeita segurança de abastecimento, após a conclusão das barragens do Alto Tâmega e de uma nova linha de alta tensão que abasteça o Algarve, já planeada e prevista para meados de 2022, e que permitirá iniciar o encerramento faseado de Sines", declarou.
No programa eleitoral do PS, o calendário previsto para o encerramento destas centrais era mais distante: "Preparar o fim da produção de energia elétrica a partir de carvão, dando início a esse processo durante a legislatura, com vista ao encerramento ou reconversão das centrais termoelétricas do Pego até 2023 e de Sines entre 2025 e 2030".
No seu discurso na cerimónia de posse do Governo, António Costa repetiu a ideia de que o seu "compromisso fundamental" na nova legislatura passa por responder a quatro grandes desafios estratégicos, a começar no das alterações climáticas.

Agência de Notícias com Lusa
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Moita discutiu culturas ribeirinhas no fim de semana

"Reafirmar a história de uma terra que cresceu com o rio e se projeta no Tejo"

Foi com salas sempre cheias que decorreram os três dias do IV Encontro de Culturas Ribeirinhas (25 a 27 de Outubro) que contou, pela primeira vez, com a contribuição de participantes estrangeiros, da Galiza e do País Basco. O encontro foi acolhido com muito entusiasmo por todos os participantes. “Sente-se que há uma dinâmica crescente em torno do património marítimo-fluvial”, afirmou o presidente da Câmara da Moita, Rui Garcia, a propósito deste encontro que considerou "muito enriquecedor". O evento teve como objetivo principal "evidenciar e reafirmar a história singular de uma terra que cresceu com o rio e se projeta no Tejo", explicou a autarquia. 
Autarquia quer valorizar património fluvial 

De acordo com Rui Garcia, o encontro "permitiu que fosse transmitido conhecimento entre convidados de várias zonas do país e de Espanha e que fossem dados a conhecer projetos e pontos de vista muito interessantes que podem trazer algo à nossa experiência”.
O presidente da Câmara da Moita, salientou ainda o compromisso da autarquia em continuar a manter vivo este património, “elemento identitário da nossa cultura, que são os barcos tradicionais do Tejo, que é o Tejo, que é a cultura ribeirinha”.
O encontro abriu com a apresentação do documentário “A Construção Naval Tradicional e os Estaleiros das Associações Náuticas do concelho da Moita” e o colóquio com o tema “As Associações Náuticas e a Preservação do Património Cultural Flúvio-Marítimo”, com a participação das diferentes associações náuticas do concelho: a Associação de Desportos Náuticos Alhosvedrense “Amigos do Mar”, a Associação Naval Sarilhense, o Centro Náutico Moitense e a secção de vela do Beira Mar Gaiense, seguindo-se um debate, com a participação do Professor Carvalho Rodrigues, o impulsionador da criação da Marinha do Tejo e considerado por muitos como “embaixador” das embarcações tradicionais do Tejo.

Construção naval em madeira
O tema “A Construção Naval Tradicional em Madeira e a Preservação do Património Cultural Imaterial” esteve em reflexão, ao longo do dia 26 de Outubro, no Moinho de Maré, em Alhos Vedros. O colóquio contou com a participação de especialistas em arquitetura e construção naval e de representantes de municípios nacionais – Sesimbra, Vila do Conde, Estarreja, Murtosa e Seixal –, e de Espanha, que desenvolvem também projetos nesta área da preservação do património náutico.
O encontro terminou com um dia dedicado ao Estaleiro Naval de Sarilhos Pequenos, um passeio no varino municipal “O Boa Viagem” e uma visita ao Cais da Moita.
No final desta iniciativa o presidente da Câmara da Moita, Rui Garcia, deu a conhecer um conjunto de Painéis Interpretativos “Moita Património do Tejo” que vão ser brevemente colocados junto ao novo Ancoradouro da Moita, “a grande montra das embarcações tradicionais do Tejo”, que vão funcionar como “um pequeno museu ao ar livre”, com informação sobre as embarcações e o património do Tejo.

Agência de Notícias com Câmara da Moita 
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António Costa em Almada para um café e uma promessa

Primeiro-ministro cumpriu a primeira promessa eleitoral num café do Pragal 

O primeiro-ministro foi nesta segunda-feira de manhã beber café à estação ferroviária do Pragal, em Almada, para concretizar uma promessa feita a duas funcionárias na campanha eleitoral, afirmando que o que combinou com os portugueses “é para cumprir”. “Tinha sido a primeira combinação, se ganhasse as eleições vinha cá tomar um café”, referiu António Costa, em declarações aos jornalistas, no Ponto do Café, onde se encontrou com as duas funcionárias a quem fez a promessa, em 24 de Setembro. O primeiro-ministro deslocou-se de comboio até Almada e foi por este meio que regressou a Lisboa, mas, se a viagem para o distrito de Setúbal se revelou tranquila, o mesmo não se pôde dizer do regresso. Quase às 10 da manhã, Costa entrou numa carruagem da Fertagus que se encontrava praticamente lotada, e teve que viajar em pé e próximo da porta de saída. 
Costa prometeu e cumpriu. Veio pagar um café... 

“É sobretudo um bom indício de que aquilo que combinamos com os portugueses é para cumprir”, sublinhou. Ainda assim, o primeiro-ministro não foi o único a concretizar promessas, mas também as duas funcionárias, que, nas eleições de 6 de Outubro, votaram PS em vez de PSD.
“Parabéns. Nós prometemos que votávamos em si e votamos as duas em si. Tenho que dizer a verdade, nunca pensei que cá viesse, mas fico tão feliz e contente”, mencionou Filipa Jacinto.
António Costa considerou que começou bem os primeiros dias da nova legislatura, lembrando que se seguem outras promessas, “que levam mais tempo a cumprir, que são mais exigentes”.
“Acho que é um bom começo e ainda bem que estamos contentes e vamos assim para quatro anos, passo a passo a cumprir o que prometemos”, frisou.
A funcionária Maria do Carmo, que trabalha há 20 anos neste café da estação do Pragal, em Almada, aproveitou para passar uma mensagem do patrão: “Diga que o Centeno foi maravilhoso para os vossos ordenados, para a estabilidade”.
Neste sentido, o governante indicou que Almada “até é uma zona com muito movimento, mas nas zonas com menos movimento o IVA estava a asfixiar completamente os proprietários”.
Segundo Maria do Carmo, a redução do IVA na restauração dos 23 para 13 por cento fez com que o seu trabalho estabilizasse, apelando ao primeiro-ministro para que Mário Centeno permaneça como ministro das Finanças.
“A primeira pergunta, se querem saber se ele ficava, já está. Agora vamos ver. Vou recomendar para vir cá beber um café”, referiu o governante.
Quando questionado se o debate sobre o programa do Governo será tão fácil como esta promessa, António Costa admitiu que não, mas lembrou que que a Assembleia da Republica “é a casa da democracia” e que, por isso, “é natural que estejam lá a pluralidade das opiniões dos portugueses expressas pelos representantes”.
O primeiro-ministro deslocou-se de comboio até Almada e foi por este meio que regressou a Lisboa, mas, se a viagem para o distrito de Setúbal se revelou tranquila, o mesmo não se pôde dizer do regresso.
Quase às 10 horas, António Costa entrou numa carruagem da Fertagus que se encontrava praticamente lotada, tendo que se deslocar em pé e próximo da porta de saída.

Agência de Notícias com Lusa 
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Supera Setúbal qualifica desporto na cidade

"Uma família pode usufruir dos nossos serviços por cerca de 60 euros"

O Complexo Desportivo Municipal Supera Setúbal, que se constitui como um equipamento qualificador e de atração de novos investimentos, em construção na zona da Praça de Portugal, tem abertura agenda para o primeiro trimestre de 2020. “Este é um espaço-âncora que valoriza a cidade e que acrescenta qualidade de vida ao município”, destacou a presidente da Câmara de Setúbal, Maria das Dores Meira, em visita à obra do complexo desportivo, um investimento global superior a nove milhões de euros. O complexo setubalense vai criar perto de seis dezenas de postos trabalho e o diretor do grupo espanhol garante que "uma família pode usufruir dos serviços por cerca de 60 euros", disse Guillermo Druet. 
Obra deve estar concluída em Março de 2020 

No que respeita à valorização, a autarca acrescentou que com a obra do Complexo Desportivo Municipal Supera Setúbal “foi possível atrair mais investidores, como o grupo Edge, que vai avançar, em breve, nesta zona [Praça de Portugal], com a construção de sete blocos com oito andares para habitação e comércio”.
Maria das Dores Meira, ao acrescentar que a obra vai permitir também executar a requalificação da zona envolvente ao complexo, frisou que o equipamento se constitui como “um importante centro de natação, fitness e recreio”, ao concentrar num único local “um conjunto de valências diferenciadoras” para a população.
O equipamento, com mais de nove mil metros quadrados dedicados ao desporto e ao lazer, inclui quatro zonas de piscinas, duas climatizadas interiores e duas exteriores, uma ludoteca, uma área spa, quatro espaços para aulas de grupo com 600 metros quadrados e uma sala de fitness com mil metros quadrados.

Criar seis dezenas de postos trabalho
O diretor do Grupo Supera, Guillermo Druet, presente na visita à obra, elogiou o apoio da Câmara de Setúbal no desenvolvimento do projeto. “Em poucas câmaras de todo o mundo encontrámos tanto apoio para fazer uma obra”.
O responsável adiantou que o Supera Setúbal, tal como todos os outros centros do grupo, “é pensado para o cliente comum, o munícipe”, adiantando que “a relação qualidade/preço praticada é acima da média”. E exemplificou: “Em Setúbal, uma família pode usufruir dos nossos serviços por cerca de 60 euros”.
A heterogeneidade de utilização das mais de meia centena de centros Supera foi vincada por Guillermo Druet. “30 a 40 por cento dos nossos clientes são famílias e 30 por cento são seniores”, vincou, para depois reforçar o complexo setubalense vai criar perto de seis dezenas de postos trabalho.
Em Setúbal, com cerca de 600 horas mensais de atividades, o complexo está aberto durante todo o ano, com as exceções dos dias 25 de Dezembro e 1 de Janeiro, e funciona de segunda a sexta-feira das 6h30 às 22 horas e aos fins de semana e feriados das nove às 14 horas.
A presidente da autarquia, Maria das Dores Meira, sublinhou que no âmbito de um protocolo firmado com o Grupo Supera, “crianças e população sénior vão poder usufruir, gratuitamente e em horários previamente estabelecidos, das várias valências do moderno complexo”.
A autarca destacou ainda o apoio do Grupo Supera a várias obras realizadas na cidade, casos das requalificações do Campo Municipal da Cova da Canastra, agora Campo Municipal Vítor Baptista, e dos campos desportivos de ténis de Vanicelos, e da criação do futuro skate park na zona da Algodeia.
O Complexo Desportivo Municipal Supera Setúbal, servido por um parque de estacionamento com cerca de 130 lugares, já tem inscrições abertas para as atividades que disponibiliza, com inscrições a decorrer num stand instalado nas imediações da obra.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal
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Almada entrega prémios literários e poéticos

Samuel F. Pimenta e Maria Francisca Macedo vencem prémios literários da cidade 

Samuel F. Pimenta venceu a 31.ª edição do Prémio Literário Cidade de Almada/Poesia e Maria Francisca Macedo o Prémio Literário Maria Rosa Colaço/Literatura Infantil, na sua 14.ª edição, foi anunciado este sábado.  A obra “Ascensão da Água” valeu o prémio a Samuel F. Pimenta e o original “Histórias de Enc(o)ntar de um Lobo que não Gostava de Matemática" deu o galardão a Maria Francisca Macedo, divulgou a Câmara de Almada. Os galardões foram entregues no Fórum Municipal Romeu Correia, naquela cidade. A cada um dos autores premiados a autarquia atribuiu um prémio monetário no valor de cinco mil euros, tendo concorrido aos dois prémios um total de 277 obras, anunciou a câmara almadense.
Almada premeia literatura nacional 

“Ascenção da água”, segundo nota da edilidade, “apresenta um conjunto de poemas com uma arquitetura elegante e uma dicção poética conseguida, as quais geram uma relação muito cativante com o próprio potencial imaginativo do leitor”.
“É melancólico o olhar que o poeta lança sobre o mundo. Contudo, há nos poemas um êxtase contemplativo que capta a atenção, reforçando, ao mesmo tempo, a eficácia comunicativa das imagens e das palavras”, segundo o júri, citado pela câmara.
Samuel F. Pimenta nasceu a 26 de Fevereiro de 1990, em Alcanhões, no Ribatejo, tendo começado a escrever aos 10 anos. Licenciou-se em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa.
O autor tem participado em vários encontros literários nacionais e internacionais, e colabora com publicações em Portugal, no Brasil, em Angola, em Moçambique e na Galiza, assinala a autarquia, segundo a qual a sua obra está presente em diversas antologias, em Portugal e no estrangeiro, tendo alguns dos seus livros dado origem a peças de teatro e teses académicas.
“Histórias de Enc(o)ntar de um Lobo que não Gostava de Matemática” é “um texto bem-humorado, construído a partir de uma sequência numérica ou dos algarismos de um a dez e da mobilização de figuras-tipo do acervo tradicional oral, tais como o lobo, os três porquinhos ou os sete cabritinhos, entre outros”, segundo a Câmara de Almada.
“O sugerido jogo intertextual, o discurso dialógico, um certo ‘nonsense’ (muito atrativo, aliás), uma linguagem simples e um estilo peculiar permitem situar este numerário literário, distinto pela reconhecida qualidade estética, no domínio da escrita de potencial receção infantil”, prossegue a autarquia.
O Prémio Literário Maria Rosa Colaço pretende “homenagear a ilustre escritora e incentivar a criatividade literária de autores portugueses, nos domínios da literatura infantil e juvenil”, afirma a câmara de Almada.
Maria Francisca Macedo é natural de Lisboa e viveu alguns anos em Macau, onde começou o seu gosto pela escrita, “através das cartas e histórias que trocava com o seu avô”, segundo o comunicado.
De regresso a Portugal estudou Biologia, área na qual fez um mestrado, e a partir de 2011 seguiu o Ensino. O ano passado iniciou uma Pós-Graduação em Livro Infantil.
“Durante este percurso, criou ferramentas didáticas para pais, alunos e professores, fundindo criatividade e conhecimento, tendo assim nascido a coleção de aventuras juvenis O Clube dos Cientistas”, refere o município liderado pela socialista Inês de Medeiros.

Agência de Notícias com Lusa 
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