Dá um Gosto ao ADN

Correios do Monte de Caparica já fechou portas

População continua unida e na luta pela "salvação" dos correios 

Cerca de 60 pessoas protestaram, esta segunda-feira, contra o fecho do único posto de correios no Monte de Caparica, em Almada, afirmando que vão “lutar até ao fim” para que permaneça na freguesia. Segundo os CTT, a freguesia terá um novo posto de correio, na Rua de Dentro, que estará aberto aos sábados, contudo, é uma opção que não agrada à população por motivos de segurança. A empresa esclareceu que o fecho do único posto de correios na freguesia do Monte de Caparica, "não está relacionado" com os CTT porque estava entregue a um prestador de serviços. No entanto, a responsável pelo posto, garante que decidiu terminar a prestação de serviços a partir desta segunda-feira, devido à falta de condições. A União de Freguesias da Caparica e Trafaria lançou uma petição contra o encerramento do posto e quer levar assunto a discussão no Parlamento. 
Correios encerraram posto no Monte de Caparica 

“Eu acho isto tudo muito mal feito porque faz muita falta ao povo. [O posto] sempre foi aqui, desde que me lembro, e agora onde é que o querem pôr? Nós não temos vida para pagar os transportes e ir para onde eles querem. Aqui é que faz falta, está no centro do povo. Aqui é que tem de continuar”, defendeu o morador António Roque, de 87 anos.
Naquele que foi último dia de funcionamento do posto dos correios do Monte de Caparica, a população respondeu ao apelo da Junta de Freguesia da União de Freguesias da Caparica e Trafaria e reuniu-se para lutar contra o fecho daquele serviço, gritando: “queremos os correios”.
“Achamos que isto é uma injustiça porque é aqui que as pessoas idosas recebem o seu dinheirinho da pensão e, além disso, tem aqui uma influência muito grande porque esta freguesia tem 12 mil habitantes”, indicou Manuel Palmeira, de 73 anos.
Este é o único posto de correios no Monte de Caparica e está concessionado desde Outubro de 2018 a Alexandra Rocha, que decidiu terminar a prestação de serviços a partir desta segunda-feira, devido à falta de condições.
“Ao fim do sexto mês de contrato, eu quis logo rescindir […] pelo facto de que os valores que eu estava a receber de comissão não me eram sustentáveis, porque eu tenho que pagar a água e a luz do edifício, não consigo empregar ninguém por mais que queira. É impensável, estou a receber cerca de 650 a 700 euros por mês”, adiantou.
Numa resposta escrita enviada à agência Lusa, os CTT esclareceram que o serviço iria encerrar “devido à rescisão contratual por parte do prestador, não estando relacionado com os CTT”.
Contudo, segundo a funcionária, a empresa não só não cumpriu com o aumento estipulado de 110 euros por mês, como também nunca respondeu à proposta de pagamento de uma comissão fixa de 300 euros.
“Em Setembro dou a informação que vou rescindir pela segunda vez, pelo mesmo motivo, por falta de meios, falta de condições, falta de verbas que não estavam a ser suportáveis para pagar tudo e a resposta que dão é que oferecem os 300 euros com data a partir de Outubro, mas eu digo que agora não quero”, explicou.

Novo posto... só ao sábado e em zona insegura 
Segundo os CTT, a freguesia terá um novo parceiro, na Rua de Dentro, que estará aberto aos sábados, contudo, é uma opção que não agrada à população por motivos de segurança.
“É uma zona que temos muito medo. Quando os velhotes forem receber a reforma, podem assaltá-los. Já aqui [no posto do Monte de Caparica] a GNR tem que estar cá umas horas porque eles andam sempre a ver os velhotes a receber a reforma e já foram muitos assaltados, quanto mais agora naquele sítio que é muito escondido”, referiu Manuel Palmeira.
Também a moradora Iolanda Santos, de 43 anos, mencionou que “é complicado para quem não é daquela zona, ter que lá entrar”.
Para a população, a possibilidade de consultar o serviço postal em postos de freguesias próximas, como a Sobreda, também traz inconvenientes porque implica a utilização de transportes públicos.
“Aqui os transportes são muito debilitados e fracos. Agora os velhotes têm os passes dos 20 euros e isso foi muito bom, mas de qualquer forma alguns velhotes não têm mobilidade para ir para tão longe e sair dos carros com aquelas bengalas”, defendeu Manuel Palmeira.
Além disso, Iolanda Santos alertou que se se tiver de ir buscar uma carta registada a outra freguesia “o custo vai aumentar muito”.
Foi por todos estes motivos que a Junta de Freguesia da União das Freguesias da Caparica e Trafaria convocou esta concentração, afirmando que vão “usar todos os meios para impedir que isto aconteça”.
“Esta luta vem desde 2013 quando começou a privatização dos CTT e nós sempre fomos exigindo, mantendo-nos firmes nesta posição de que queremos que o posto volte a funcionar aqui”, sublinhou a presidente da junta de freguesia, Teresa Coelho (CDU).
Na semana passada, a União de Freguesias da Caparica e Trafaria lançou uma petição contra o encerramento do posto, a qual já conta com as “assinatura suficientes para ser entregue à comissão parlamentar”, no entanto, vão prosseguir com o objetivo de chegar às quatro mil  “para ser discutida em plenário”.

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Estudantes europeus rumam a Setúbal esta semana

Alunos de sete países estão na cidade para encontrar soluções de ‘smart tourism’

A 14.ª edição da Business Week’ é dedicada ao conceito de ‘smart tourism’ [turismo inteligente] e o programa de trabalho volta a apostar num contacto direto dos participantes europeus com a cidade que os acolhe. Desafiados a pensar e propor negócios inovadores na área do Turismo que possam contribuir para o aumento da qualidade de vida em Setúbal, até à próxima sexta-feira, 53 estudantes de toda a Europa vão estar no ‘Business Week’, um programa internacional intensivo em empreendedorismo que arrancou esta segunda-feira, organizado pela Escola Superior de Ciências Empresariais do Instituto Politécnico de Setúbal, com coordenação da docente Teresa Costa.
Turismo inteligente discutido em Setúbal 

Esta edição é dedicada ao conceito de ‘smart tourism’ e o programa de trabalho volta a apostar num contacto direto dos participantes com a cidade que os acolhe, razão pela qual será no Mercado do Livramento, local bem emblemático de Setúbal, que decorrem todas as atividades previstas para o primeiro dia. Isto é, a sessão de boas-vindas a uma conversa com empreendedores de sucesso, no auditório do espaço, até ao “piquenique internacional” que vai decorrer na zona das bancas de venda, com toda a ambiência de um mercado tradicional.
Já no dia 22, terça-feira, o grupo ruma à DNA Cascais, agência de empreendedorismo e comércio, para visitar empresas e assistir ao seminário internacional “Empreendedorismo e Inovação”, que reúne vários testemunhos de quem ousou arriscar em novos negócios. Devidamente inspirados, os 53 jovens participantes, vindos da Alemanha, Dinamarca, Bélgica, Holanda, França, República Checa e Portugal, vão depois pôr mãos à obra nas várias sessões do workshop de empreendedorismo que vai decorrer na Escola Superior de Ciências Empresariais ao longo dos dias seguintes.
A semana culmina com um concurso de ideias, no dia 25, sexta-feira, através do qual os estudantes, distribuídos por equipas, serão desafiados a apresentar, na Casa da Baía, as suas propostas de modelo de negócio para produtos e serviços inovadores. Os vencedores serão apurados por um júri composto por professores estrangeiros e nacionais.

Agência de Notícias
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Homem de 65 anos morto à pedrada no Seixal

Alegado autor do crime já foi preso pelas autoridades 

Um homem de 65 anos foi morto, nesta segunda-feira, alegadamente à pedrada, num apartamento no Seixal, onde depois deflagrou um incêndio em circunstâncias ainda por apurar, informou fonte da PSP. “Fomos chamados para uma ocorrência por causa de um incêndio em que também haveria uma vítima, mas, quando chegámos ao local constatámos que teria sido um homicídio”, adiantou fonte da PSP de Setúbal. Ao chegar ao local, a polícia falou com algumas testemunhas, que “indicaram a descrição do suspeito”, um homem de 47 anos, que a PSP já conseguiu “intercetar e deter”.
Incidente teve lugar na segunda-feira à tarde 

Segundo a mesma fonte, as testemunhas no local também informaram que “viram o suspeito a bater com pedras na vítima”, um homem de 65 anos.
No entanto, esta informação só poderá ser confirmada “com a análise ao cadáver”, acrescentou a PSP.
De acordo com o Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Setúbal, o alerta para o incêndio foi dado às 13:49, para uma habitação na praceta Almeida Garrett, no Seixal, tendo o edifício sido evacuado de imediato.
Deste incidente, resultaram “14 vítimas transportadas para o Hospital Garcia de Orta”, em Almada, por “inalação de fumos”, além de outras três vítimas que foram assistidas no local e “um cadáver que supostamente sofreu agressões”.
O CDOS indicou também que a vítima mortal era proprietário da residência onde o incêndio começou e que esta habitação “foi a única que ficou danificada”.
Segundo a PSP, a vítima e o suspeito “não tinham parentesco”, mas ainda “não têm conhecimento” sobre qual a relação entre ambos.
Além disso, também não há certezas sobre “o que deu origem ao incêndio”, apenas que “a vítima era um acumulador”.
O alegado agressor encontra-se detido e agora será a Polícia Judiciária (PJ) a fazer a investigação do crime.
A agência Lusa contactou a PJ, que apenas confirmou que “foi reportada uma ocorrência com um morto”, a qual tomaram conta “por se tratar da suspeita de crimes da competência” desta autoridade.

Agência de Notícias com Lusa 
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Secundária do Pinhal Novo quer mais funcionários

Falta de assistentes obriga escola a encerrar às 16 horas 

Alunos da Escola Secundária do Pinhal Novo, em Palmela, concentraram-se esta segunda-feira à entrada daquele estabelecimento de ensino em protesto contra a falta de funcionários. Uma situação que já colocou a escola - e os alunos - em perigo. Há cerca de duas semanas, a 9 de Outubro, um homem aproveitou a falta de assistentes para entrar dentro da escola. "Já tivemos aqui mais de 60 alunos que decidiram juntar-se a este protesto. Alguns seguem normalmente para as aulas, mas outros mostram-se solidários e decidiram juntar-se a esta luta pelo reforço do número de funcionários", disse Catarina Oliveira, aluna do 12.º ano, que integra a organização do protesto. Além da concentração realizada esta segunda-feira de manhã junto ao portão de entrada da escola, os organizadores do protesto prometem enviar um abaixo-assinado ao Ministério da Educação a exigir o reforço de funcionários. 
Alunos protestam junto à escola 

De acordo com a também membro da Juventude Comunista Portuguesa (JCP), a ação de luta foi organizada pela Associação de Estudantes com o apoio da estrutura partidária.
"Consideramos insustentável a atual situação. Esta escola tem mais de 1800 alunos e deveria ter cerca de 30 funcionários ao serviço, mas tem muito menos, até porque há cerca de uma dezena de funcionários de baixa médica", acrescentou.
Segundo Catarina Oliveira, neste momento a Escola Secundária do Pinhal Novo esteve a encerrar às 16 horas, mais cedo do que seria normal, devido à falta de funcionários.
Uma situação que já colocou a escola - e os alunos - em perigo. Há cerca de duas semanas, a 9 de Outubro, um homem aproveitou a falta de assistentes profissionais, para entrar dentro da escola.
No vídeo publicado pelo Jornal de Notícias, o homem mostra dificuldades para manter o equilíbrio e chega junto dos alunos numa área comum da escola, na entrada para as salas, onde acena para os mais novos. Dirige-se depois para a zona do bar escolar, onde é confrontado com um assistente operacional que após algumas tentativas de diálogo, leva-o à saída do recinto escolar. 
O caso nem chegou às autoridades policiais mas a administração da escola decidiu passar a encerrar o recinto a partir das 16 horas, por falta de assistentes operacionais.
Catarina Oliveira referiu que houve já um reforço de dois assistentes operacionais durante a semana passada, o que levou a que a escola voltasse ao horário de funcionamento normal, mas não é suficiente. "Há vários anos que a escola lida com problema da falta de assistentes operacionais e são os alunos mais prejudicados por isso", disse a aluna.
Alunos e pais criticam a falta de limpeza do espaço devido aos poucos assistentes operacionais em funções e até relatam a existência de ratos no recreio. Graça Santinho, mãe de um aluno desta escola juntou-se ao protesto. "Há alguns anos que este problema se arrasta", confessa. "Sabemos de casos de alunos que limpam as próprias salas e enquanto mãe não sinto que esta escola garanta a segurança aos alunos, principalmente no recreio, onde não há vigilância".
O protesto serviu ainda para alertar a direção para a falta de material escolar ao dispor dos alunos. "O curso de artes não tem material indispensável para as aulas e sempre que precisamos de alguma coisa, como projetores, não há", prossegue Catarina Oliveira, aluna do 12º ano.
Além da concentração realizada esta segunda-feira de manhã junto ao portão de entrada da escola, os organizadores do protesto prometem enviar um abaixo-assinado ao Ministério da Educação a exigir o reforço de funcionários de forma a assegurar o normal funcionamento do estabelecimento.
Hoje de manhã, os promotores do abaixo-assinado já tinham recolhido mais de 300 assinaturas.
A agência Lusa fez várias tentativas para contactar a direção da Escola Secundária de Pinhal Novo, o que não foi ainda possível.

Agência de Notícias com Lusa 
Foto: Lusa/Rui Minderico 
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Arte pinta A Nossa Casinha na Bela Vista, em Setúbal

Arte urbana inspirada no crescimento social e educativo

Uma empena do edifício de A Nossa Casinha, na Alameda das Palmeiras, ostenta um mural de arte urbana inspirado no crescimento social e educativo dos jovens deste bairro da zona da Bela Vista, em Setúbal.  À entrada da Alameda das Palmeiras saltam de imediato à vista as cores de um retrato de duas crianças, pintado na parede de um edifício. Uma rapariga, sentada de pernas cruzadas, com um livro aberto no colo, um rapaz a brincar com peças de lego. A nova tela junta-se aos nove murais criados em 2017 no Bairro da Bela Vista, no âmbito do projeto Cara ou Coroa – Street Art Festival, evento que desafiou artistas portugueses e estrangeiros na pintura de fachadas do bairro. 
Nossa Casinha reflete crescimento e educação 

A imagem das duas crianças na empena do edifício de A Nossa Casinha, polo de desenvolvimento de atividades sociais, lúdicas e educativas, destinadas essencialmente a crianças e jovens e a idosos, com o objetivo de a combater o isolamento da população sénior, deu uma nova conotação ao espaço, tornando-o mais acolhedor e dinâmico.
A obra foi pensada pela Comissão de Moradores de A Nossa Casinha e, posteriormente, apresentada e aprovada na sessão plenária do 4.º Encontro de Moradores Nosso Bairro, Nossa Cidade.
O mural tem a assinatura do Projeto Matilha e foi executado com recurso à técnica de graffiti, com spray sobre acrílico, com perto de uma centena de latas de tinta cedidas pela associação artística Riscas Vadias e pela Câmara de Setúbal.
Para o artista Ricardo Romero, do Projeto Matilha, a escolha da representação de figuras humanas no novo mural da Bela Vista justifica-se com as ideias que os moradores têm para o futuro do bairro, que são o crescimento e a vida. “As crianças são o futuro e os legos são a construção desse mesmo futuro”.
Na pintura da tela, que tem ainda patente as questões da pedagogia e da importância da educação na construção da cidadania, Ricardo Romero contou com a mão de Fábio Colaço, artista que assina com o alter ego Robot.
Quem passa agora pela Alameda das Palmeiras não fica indiferente à nova arte executada na parede, com cem metros quadrados de área total. A intervenção contou ainda com a participação ativa dos moradores no apoio ao trabalho.

Uma Alameda dedicada à arte urbana 
Francisco Rosário, conhecido pelos vizinhos como “O Ti Chico”, é um dos moradores mais conhecidos da Alameda. Oitenta e quatro anos, reformado, conta com orgulho como tem visto acontecerem as melhorias no bairro e como “agora tudo está melhor, mais seguro e mais bonito”.
Qual mestre, avalia a obra. “Tenho vindo aqui todos os dias. Está lindo, bem feito”. E sugere: “Mas para vermos melhor temos de nos afastar. De perto não é a mesma coisa. Ali, do outro lado da rua, é que se vê como está o serviço bem feito”.
A nova tela de arte urbana da Alameda das Palmeiras junta-se aos nove murais criados em 2017 no Bairro da Bela Vista, no âmbito do projeto Cara ou Coroa – Street Art Festival, evento que desafiou artistas portugueses e estrangeiros na pintura de fachadas daquele bairro da cidade.
Os murais pintados em empenas e fachadas de edifícios selecionados abordam diferentes temáticas, como relação intergeracional, natureza, igualdade e multiculturalidade, próprias do programa Nosso Bairro, Nossa Cidade, em desenvolvimento nos cinco bairros da área da Bela Vista.
A Nossa Casinha, que este mês assinalou três anos de portas abertas, está instalada num rés do chão do número 33 da Alameda das Palmeiras. É um "espaço com quatro divisões, cedido pela Câmara Municipal aos moradores, e afirma-se como um polo de concentração de diferentes valências culturais e sociais, gerador de novas dinâmicas para os residentes", diz a autarquia sadina.
"A par das atividades realizadas com regularidade junto de crianças e jovens, uma das zonas de convívio existentes no espaço é destinada aos idosos, a ações na área da saúde e a reuniões de moradores. Tudo isto sob a responsabilidade dos munícipes, com o apoio da autarquia", conclui a nota da Câmara de Setúbal.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal
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Ordem avalia médico de Setúbal na terça-feira

Conselho Disciplinar da Ordem aprecia cinco processos contra médico

O presidente do Conselho Disciplinar do Sul da Ordem dos Médicos, Carlos Pereira Alves, revelou hoje que o órgão a que preside vai apreciar, na terça-feira, os cinco processos pendentes de queixas sobre o médico de Setúbal Artur Carvalho. Segundo Carlos Pereira Alves, "o obstetra Artur Carvalho [que acompanhou a gravidez da mãe de um bebé com malformações, que nasceu dia 7 de Outubro no Hospital São Bernardo, em Setúbal], tem cinco processos pendentes no Conselho Disciplinar, além de outros quatro que já foram arquivados, o que quer dizer que não tinham gravidade". 
Ordem vai analisar queixas contra Artur Carvalho 

"Vamos apreciar, com carácter de urgência, os cinco processos pendentes na terça-feira, mas não vamos apreciar este último caso [do bebé de Setúbal que nasceu com malformações], porque ainda não nos chegou nada. E não podemos avaliar e decidir com base naquilo que ouvimos na comunicação social", disse à agência Lusa o presidente do Conselho Disciplinar do Sul da Ordem dos Médicos.
Carlos Pereira Alves precisou que não está prevista a inquirição do médico de Setúbal na próxima terça-feira, nem há ainda uma data estabelecida para esse efeito, não obstante o pedido público do bastonário dos médicos, Miguel Guimarães, para que o referido clínico seja ouvido rapidamente.
Confrontado com a demora do Conselho Disciplinar do Sul da Ordem dos Médicos na apreciação de pelo menos um dos cinco processos pendentes sobre o médico em causa, uma vez que, um desses processos resulta de uma queixa efetuada há cerca de cinco anos, ainda no mandato do anterior Conselho Disciplinar, Carlos Pereira Alves admitiu que é "muito tempo", e prometeu esclarecer os motivos que levaram a esta demora na apreciação desses processos.
O presidente do Conselho Disciplinar do Sul da Ordem dos Médicos disse ainda que, nos últimos anos, o número de queixas tem aumentado por várias razões, incluindo o facto de ser hoje mais fácil apresentar uma reclamação, o que levou já o Conselho Disciplinar a aumentar o número de relatores.
Disse ainda que, por vezes, é preciso pedir informações e documentação a diversas entidades públicas e privadas, mas, questionado pela Lusa, reconheceu que não costuma haver qualquer resistência das entidades na disponibilização das informações que lhes são solicitadas.

Hospital abriu inquérito 

Além dos cinco processos pendentes no Conselho Disciplinar do Sul, o médico Artur Carvalho deverá também ser alvo de mais uma queixa, dos familiares do bebé que nasceu este mês, com malformações, no Hospital São Bernardo, em Setúbal.
O Centro Hospitalar de Setúbal, a que pertence o Hospital São Bernardo, anunciou na sexta-feira a abertura de um inquérito para apurar se foram efetuados corretamente todos os procedimentos durante o parto do bebé.
"Atendendo à reclamação apresentada por parte da família, o Centro Hospitalar de Setúbal deliberou proceder à abertura de um processo de inquérito, para apurar se tudo foi feito de acordo com a 'legis artis' desde que a parturiente deu entrada no bloco de partos", refere o comunicado do Centro Hospitalar de Setúbal, salientando que o clínico em questão não faz ecografias obstétricas, nem desempenha qualquer cargo ou função de chefia naquela unidade hospitalar.
Na quinta-feira, o Centro Hospitalar de Setúbal já tinha esclarecido que o acompanhamento da gravidez da mulher que deu à luz um menino com várias malformações - sem olhos, nariz e parte do crânio -, no Hospital São Bernardo, em Setúbal, não tinha sido feito naquela unidade hospitalar, onde se realizou apenas o parto.
Segundo os familiares do bebé, o obstetra Artur Carvalho, médico assistente graduado, acompanhou a gravidez da mãe da criança a título particular, numa clínica privada muito próxima do hospital, mas não detetou as referidas malformações nas ecografias realizadas.

Agência de Notícias com Lusa 
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Expansão da TAP depende de aeroporto no Montijo

Sem obras no prazo de três anos a Portela ficará esgotada 

O presidente do conselho de administração da TAP, Miguel Frasquilho, afirmou que a expansão da TAP depende da construção do novo aeroporto no Montijo, algo pela qual a companhia aérea portuguesa "espera ansiosamente'. "Nós esperamos que, em 2022, tal como está previsto", o aeroporto no Montijo "possa ver a luz do dia", defendeu no final de uma conferência promovida pela Associação de Jovens Empresários Portugal-China. 
Aeroporto do Montijo é prioridade para a TAP

"É muito importante para nós porque nos permitirá crescer no aeroporto Humberto Delgado", sublinhou, afirmando que as atuais obras que ali estão a ser realizadas, "se não houver um complemento [Montijo], (...) no espaço de três, quatro anos" a principal infraestrutura aeroportuária nacional "tornará a ficar esgotada", disse Miguel Frasquilho.
"Esperamos ansiosamente" que o novo aeroporto do Montijo "venha a ser uma realidade a breve trecho", insistiu o presidente do conselho de administração da TAP.
O grupo TAP registou, em 2018, um prejuízo de 118 milhões de euros, valor que compara com um lucro de 21,2 milhões de euros registado no ano anterior, conforme foi anunciado em 22 de Março.
Por sua vez, a receita do grupo passou de 2.978 milhões de euros em 2017 para 3.251 milhões de euros em 2018, traduzindo-se num aumento de 273 milhões de euros, mais 9,1 por cento face ao período homólogo.
A ANA e o Estado assinaram em 8 de Janeiro o acordo para a expansão da capacidade aeroportuária de Lisboa, com um investimento de 1,15 mil milhões de euros até 2028 para aumentar o aeroporto Humberto Delgado e transformar a base aérea do Montijo no novo aeroporto de Lisboa.
Em Julho, o então ministro Adjunto e da Economia defendeu no Parlamento que o prejuízo da TAP não está relacionado com a quebra de receitas ou de passageiros, ressalvando que é preciso trabalhar na capacidade de resposta do Aeroporto de Lisboa.
"O prejuízo da TAP, em 2018, não teve a ver com quebra de receitas ou de passageiros. Do lado das receitas, o negócio continua a crescer", referiu Siza Vieira, em resposta aos deputados, numa audição parlamentar de Economia, Inovação e Obras Públicas.
De acordo com o governante, as perdas da transportadora portuguesa estão assim relacionadas com a subida dos preços dos combustíveis e com os atrasos nos voos.
"Temos que continuar a trabalhar para aumentar a capacidade de resposta do aeroporto, independentemente do novo projeto [do Montijo]", concluiu.

Agência de Notícias
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Sesimbra recebe comunidade educativa

Autarquia reconhece trabalho e mérito de professores e alunos

A distinção aos alunos que se destacaram no ano letivo 2018-2019, bem como ao pessoal docente e não docente que se aposentou recentemente, foi um dos pontos altos do segundo encontro da Receção à Comunidade Educativa do concelho de Sesimbra, que se realizou no Lugar da Terra, Zambujal. Francisco Jesus, presidente da Câmara de Sesimbra, disse durante a cerimónia que "o sucesso da educação é também o do território e do concelho". O contributo da comunidade educativa mereceu, igualmente, o reconhecimento da vereadora do Pelouro da Educação, Felícia Costa.
Autarquia agradece à Comunidade educativa local 

"Sesimbra está de parabéns pela comunidade educativa de excelência, que é uma das suas riquezas. E, para marcar essa excelência, nada melhor do que estarmos hoje a viver este momento, que serve para homenagear, não só os profissionais que se dedicaram de corpo e alma à educação e a Sesimbra, mas também os alunos pelo seu desempenho, envolvimento e participação cívica", sublinhou Felícia Costa, vice-presidente da Câmara de Sesimbra e vereadora do pelouro da Educação.
Na ocasião, Felícia Costa destacou ainda o investimento em equipamentos e projetos, "para dar continuidade ao caminho de excelência, e qualidade em permanência".
O trabalho da comunidade educativa foi também destacado pela presidente da Junta de Freguesia do Castelo, Maria Gomes, que lançou o desafio às escolas para participarem no concurso de presépios promovido pela Junta.
Este ano, a Receção à Comunidade Educativa iniciou-se em Setembro, na Fortaleza de Santiago. O programa prolongou-se por várias semanas, e incluiu diversas atividades para os agentes educativos, pais e encarregados de educação, tais como visitas guiadas, uma expedição pela Arrábida, horas do conto e sessões interativas para ajudar as famílias a enfrentar duas das etapas mais importantes da vida de crianças e adolescentes.
No discurso de boas-vindas, o presidente da Câmara Municipal, Francisco Jesus, agradeceu o trabalho da comunidade educativa. "Hoje, é um dia de festa, de convívio e de amizade. Mas é também um dia para voltarmos a destacar o vosso contributo para o sucesso da educação no concelho, porque sem ele, isso não seria possível", referiu o autarca, tendo acrescentado que "o sucesso da educação é também o do território e do concelho".
O contributo da comunidade educativa mereceu, igualmente, o reconhecimento da vereadora do Pelouro da Educação, Felícia Costa.
"Estamos gratos por tudo o que têm feito para que Sesimbra seja reconhecida como um exemplo na educação, área que há muito acarinhamos com ações concretas, quer com a construção de equipamentos, quer com a dinamização de projetos pedagógicos, ou no apoio à comunidade educativa". A autarca referiu ainda que o trabalho realizado pela autarquia "vai muito para além das suas competências, por forma a assegurar os meios necessários para uma educação com mais qualidade".

Agência de Notícias com Câmara de Sesimbra 
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Passe único é líder de vendas em Setúbal e Lisboa

Navegante ultrapassou os 720 mil títulos em Setembro 

O passe Navegante Metropolitano é o líder de vendas dos passes para transportes públicos na Área Metropolitana de Lisboa, tendo vindo a aumentar o número de aquisições desde a sua implementação em Abril passado. Este titulo de transporte, que inclui todos os municípios da península de Setúbal, registou em Setembro o valor mais elevado de sempre desde a entrada em vigor dos novos tarifários, com vendas que ultrapassaram os 720 mil títulos. Todas as operadoras registaram "aumentos importantes" no número de passageiros. No entanto, a medida não agrada a todos. Cristina Dourado, administradora delegada da Fertagus, [responsável pela ligação ferroviária entre Setúbal e Lisboa] disse que o passe único foi "um mau negócio" para a empresa. 
Há mais pessoas a usar transportes públicos 

A vigorar desde início de Abril, o Navegante representa a maior alteração tarifária feita em Portugal nas últimas décadas, desde a criação do Passe Social, em 1977, expressando uma redução significativa do preço dos títulos de transportes para a generalidade dos passes, intermodais, próprio e combinados, vendidos mensalmente nos municípios da AML – Área Metropolitana de Lisboa.
Em Setembro, foram vendidos 723 mil 129 passes Navegante, com destaque para o passe Metropolitano, que permite utilizar os serviços de transporte público regular de passageiros em todos os 18 municípios da Área Metropolitana de Lisboa.
Somando à venda destes passes os ingressos na modalidade Navegante +65, os números representam 75 por cento do total de vendas. A restante fatia corresponde a 16 por cento do navegante municipal, 2 por cento do bilhete navegante família e 7 por cento de outros títulos.
Em comparação com Maio, mês em que se tinha registado o maior volume de vendas desde a implementação desta reforma nos tarifários dos transportes públicos na AML, com 687 mil 777 passes Navegante, registou-se um aumento de 5,1 por cento em Setembro.
O número de passes vendidos em Setembro subiu 25,5 por cento face ao mês homólogo de 2018, em que vigoravam apenas os passes sociais.
A AML aponta “a tendência crescente” na procura do Navegante Família, desde a implementação a 22 de Julho. Esta modalidade permite que três ou mais membros de um agregado familiar, com residência na Área Metropolitana de Lisboa, paguem no máximo o valor de dois títulos mensais.
Em Setembro foram ainda vendidos 11 mil 396 passes Navegante 12, que permite a utilização gratuita dos transportes para todas as crianças até aos 12 anos de idade, ou seja, até ao último dia do mês em que a criança celebra 13 anos.
De referir ainda que, nos meses de Abril, Maio e Junho, o número de passes vendidos apresentava um crescimento médio de 4,8 por cento em relação ao período homólogo do ano anterior.

Apesar de os valores revelados serem ainda provisórios, o comunicado da AML sublinha que estes números revelam “a importância da implementação do novo sistema tarifário como medida de incentivo à utilização regular do transporte público”.
Em relação à venda de cartões Lisboa Viva, suporte físico que o possibilita o carregamento dos passes Navegante, registou-se, em Setembro, um aumento de 34 por centro em relação ao ano anterior.
No total, foram vendidos 80.342 cartões Viva em Setembro.
Para a AML, esta tendência significa que “continua a haver, todos os meses, novas adesões, que se traduz em cada vez mais utilizadores frequentes” do serviço público de transporte de passageiros.

Fertagus descontente com acordo... 
Em Agosto, Cristina Dourado, administradora delegada da Fertagus, [responsável pela ligação ferroviária entre Setúbal e Lisboa] disse que o passe único foi "um mau negócio" para a empresa. "Do ponto de vista financeiro foi um mau negócio porque nós estávamos em Março a crescer nove por cento na procura e nove por cento nos proveitos e agora estamos com os proveitos de 2018 (que eram inferiores) e a ter de responder a um aumento da procura", explicou ao Público.
De facto, o número de passageiros da ferroviária - que opera na Ponte 25 de Abril e faz o percurso entre Lisboa e Setúbal - cresceu substancialmente desde que o passe único foi criado: até então transportava 70 mil pessoas por dia, atualmente são 83 mil pessoas que viajam nos comboios. E a verba que auferiu neste ano para colmatar a descida do preço dos passes tem por base a receita do ano passado, mais o acréscimo de tarifário de 2019 (mais dois por cento).
Antes, as receitas provinham dos passes e bilhetes vendidos. Agora, será o número de viagens efetuadas pelos passageiros que determinará as verbas que irá receber.
O passe da Fertagus para Setúbal custava até Abril cerca de 150 euros, agora o Navegante Metropolitano permite ao seu titular viajar de Mafra a Setúbal por apenas 40 euros, em qualquer operadora de transportes. O Navegante Familiar, para toda a família, entrou em vigor em Agosto e custa 80 euros para a Área Metropolitana. Se for municipal, o valor desce para 60 euros.

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Câmara aposta no LED em Palmela e Pinhal Novo

Autarquia vai poupar 64 por cento em iluminação pública nos centros urbanos 

A Câmara de Palmela vai poupar milhões de euros em consumo energético graças à substituição da atual rede de iluminação pública pelo sistema LED, no centro histórico de Palmela e no centro urbano de Pinhal Novo, num investimento de 700 mil euros, revelou o município em comunicado. A candidatura, apresentada pelo município ao Programa Operacional Regional de Lisboa 2020, foi aprovada. Esta operação tem um valor global elegível de cerca de 760 mil euros e um cofinanciamento reembolsável em 50 por cento por fundos europeus.
Palmela quer mudar sistema de iluminação pública 

O objetivo, explica a Câmara de Palmela em nota enviada à ADN-Agência de Notícias, é "reduzir os consumos de energia elétrica do município, através da instalação de tecnologia LED em 2.325 luminárias no centro histórico de Palmela e no centro urbano de Pinhal Novo, permitindo um melhor desempenho em matéria de iluminação pública, diminuindo as emissões de gases com efeito estufa e racionalizando os consumos, com uma consequente redução da fatura energética da autarquia".
Em termos práticos, a operação vai permitir a redução do consumo de energia pública e da respetiva despesa em 64 por cento, prevendo-se, assim, "o retorno do investimento, indo ao encontro, ou até mesmo superando, as metas fixadas no âmbito da Política Energética Nacional, que prevêem uma redução de 30 por cento dos consumos energéticos ao nível da administração pública", conta a Câmara de Palmela.
No âmbito do Programa Operacional Regional de Lisboa 2020, o município definiu, desde logo, como prioritário o "investimento na área da eficiência energética dos espaços e edifícios públicos, por forma a apoiar a transição para uma economia com baixas emissões de carbono".
Além desta candidatura, a Câmara de Palmela está a concluir os projetos de execução para o reforço da eficiência energética em edifícios municipais, nomeadamente, nas Piscinas de Palmela e de Pinhal Novo, Cineteatro S. João, Biblioteca Municipal de Pinhal Novo, Mercado Municipal de Pinhal Novo, Centro Cultural de Poceirão e Escolas Básicas Salgueiro Maia, Alberto Valente e Zeca Afonso.
A autarquia liderada por Álvaro Amaro, "tem vindo, igualmente, a instalar iluminação mais eficiente em todos os serviços e a intervir nos equipamentos eletromecânicos, de forma a reduzir os consumos energéticos e, consequentemente, a pegada ecológica", sublinha a Câmara Municipal.

Agência de Notícias com Câmara de Palmela
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Setúbal recebe Dia do Exército até 27 de Outubro

Exército "invade" a cidade para uma semana de festa 

Setúbal serve de quartel-general às comemorações do Dia do Exército 2019, entre os dias 19 e 27 de Outubro, com um programa de actividades culturais e desportivas, exposições e cerimónias militares que aproximam a população deste ramo das Forças Armadas. O evento, organizado pelo Exército português e pela Câmara de Setúbal, dinamiza, ao longo de nove dias, um conjunto de iniciativas centradas no Largo José Afonso, na Avenida Luísa Todi e no Parque Sant’Iago, de participação gratuita, para a população em geral e também para as escolas.
Exercito visita cidade de 19 a 27 deste mês 

“Esta é uma invasão [a Setúbal] consentida e muito agradecida”, afirmou o vice-presidente da Câmara de Setúbal, Manuel Pisco, em conferência de imprensa realizada na Casa da Cultura, para apresentação do programa comemorativo do Dia do Exército 2019, celebrado a 24 de Outubro.
Mais do que uma demonstração de capacidades militares e bélicas, a iniciativa “reforça a identidade nacional” junto da população, uma vez que “partilha as funções do Exército no apoio ao quotidiano das populações e também em missões de representação da pátria portuguesa”, sublinhou o autarca.
A importância de aproximar a atividade militar dos cidadãos foi partilhada pelo chefe de gabinete do Chefe do Estado-Maior do Exército, o major-general Figueiredo Feliciano. “Celebrar o Dia do Exército só tem significado se for com as pessoas, em festa, dentro de uma lógica desta instituição militar”.
Um bootcamp, nos dias 19 e 20, no Parque Sant’Iago, nas Manteigadas, que recebe igualmente uma ação de team building, dá início ao programa. “O bootcamp é destinado a jovens dos 14 aos 16 anos e proporciona a cerca de 250 participantes uma nova experiência em ambiente militar”, explicou o major-general Figueiredo Feliciano.
Aquele responsável militar sublinhou que o grande objetivo do Dia do Exército “é interagir com a sociedade”, apesar de este ano estar “mais virado para a juventude”, com o intuito de “despertar os jovens para esta realidade”, até porque, acrescentou, as “pessoas só aderem aos projetos se os conhecerem”.

Os destaques do programa 
No dia 19, às 17 horas, na Praça Almirante Reis, realiza-se uma homenagem aos antigos combatentes, a que se segue, às 18 horas, no auditório do Instituto Politécnico de Setúbal, a conferência “Portugalidade”, um tema que, de acordo com o vice-presidente da autarquia, Manuel Pisco, “é de particular interesse e importância”.
Um dos atrativos das comemorações do Dia do Exército é a realização, no dia 20, às 16 horas, no Largo José Afonso, de um espetáculo equestre.
Entre os dias 23 e 27, sempre entre as 10 e as 22 horas, o Largo José Afonso e a zona poente da Avenida Luísa Todi recebem demonstrações e exposições das múltiplas capacidades e valências militares do Exército português, com mais de duas dezenas de áreas de interesse.
O Dia do Exército 2019, que envolve perto de dois milhares de militares nas várias ações a realizar ao longo de nove dias na cidade, proporciona ainda, gratuitamente, no recinto instalado na Avenida Luísa Todi, de 23 e 27, entre as nove e as 13 horas e entre as 14 e as 18 horas, atos médicos e veterinários.
No dia 23, às 15 horas, no antigo Quartel de Infantaria 11, atual Escola de Hotelaria e Turismo de Setúbal, decorre o descerramento de uma lápide evocativa dos militares do Regimento de Infantaria 11 mortos na Grande Guerra, um “ato simbólico e de particular relevância para Setúbal”, sublinhou Manuel Pisco.
Ainda a 23, às 16 horas, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, é apresentado o livro “Santo António e o Exército”, de Moutinho Borges. Mais tarde, às 22h00, o Fórum Municipal Luísa Todi recebe um concerto da Banda Sinfónica do Exército, composta por oitenta elementos, com direção de Artur Cardoso.
Um dos pontos altos das comemorações do Dia do Exército 2019 é uma celebração eucarística na Igreja de São Julião, às 10h30, com transmissão em direto na RTP1, a que se segue o evento principal, uma cerimónia militar, às 12 horas, no Largo José Afonso, com a participação de cerca de três centenas de militares.
As comemorações integram ainda, a 24, Dia do Exército, uma evocação e homenagem a D. Afonso Henriques, a realizar pelas 11 horas, na Igreja de Santa Cruz, em Coimbra.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal
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Bebé nasce com malformações graves no hospital de Setúbal

Médico que deixou bebé nascer sem olhos nem nariz tem quatro processos na Ordem

Um médico que acompanhou uma grávida cujo bebé nasceu sem olhos, nariz e parte do crânio têm quatro processos em instrução na Ordem, segundo declarações de uma fonte oficial da instituição. O especialista já tinha sido acusado, em 2011, de um caso com contornos semelhantes mas que acabou por ser arquivado. O caso ocorreu no passado dia 7, no Hospital de São Bernardo, em Setúbal, avançou o Correio da Manhã. A mãe do recém-nascido realizou diversas ecografias durante a gravidez, numa clínica privada, em Setúbal, sempre com o mesmo obstetra, Artur Carvalho. Nunca foi reportada qualquer malformação do feto aos pais. Os pais apresentaram queixa contra o médico no Ministério Público e o Hospital São Bernardo também abriu um inquérito para investigar o caso.
Apesar dos exames médico nunca avisou os pais 


Foi hás 10 dias: 7 de Outubro. Era para ser um dia feliz para fica ficar registado na história de vida de um jovem casal, residente no concelho de Palmela, tornou-se no maior pesadelo da família. Nasceu, no hospital de São Bernardo, em Setúbal, Rodrigo nasceu sem olhos, nariz e parte do crânio.
A mãe do recém-nascido realizou diversas ecografias durante a gravidez, numa clínica privada, em Setúbal, sempre com o mesmo obstetra, Artur Carvalho. Nunca foi reportada qualquer malformação do feto aos pais.
Artur Carvalho trabalha no Hospital São Bernardo, em Setúbal, e numa clínica privada que fica junto à unidade hospitalar. O obstetra que não detetou malformações graves no bebé e já tem quatro processos em curso no conselho disciplinar da Ordem dos Médicos.
O Centro Hospitalar de Setúbal diz que o acompanhamento da gravidez da mãe do bebé não foi feito naquela unidade.
"O acompanhamento da gravidez desta utente não foi efetuado no Centro Hospitalar de Setúbal. Os meios complementares de diagnóstico e terapêutica também não foram realizados no hospital", informou o centro, que integra o Hospital São Bernardo, numa nota.
"Apenas o parto da utente decorreu no São Bernardo, tendo sido no momento detetada a situação", acrescentou a administração, salientando que, desde o nascimento, no passado dia 7 de Outubro, "a criança e a família têm sido acompanhadas no Serviço de Pediatria com o apoio da Equipa Intra-Hospitalar de Suporte em Cuidados Paliativos Pediátricos do Centro Hospitalar de Setúbal".

Médico não detetou malformações 
Segundo outras fontes hospitalares, o obstetra Artur Carvalho, que alegadamente não detetou malformações graves no bebé, trabalha no Centro Hospitalar de Setúbal, mas também exerce numa clínica privada muito próxima do hospital e fez o acompanhamento da gravidez a título particular.
De acordo com o jornal, os pais do bebé fizeram três ecografias com o médico em causa, sem que lhes tivesse sido reportada qualquer malformação.
Só num exame feito noutra clínica, uma ecografia 5D, os pais foram avisados para a possibilidade de haver malformações. Questionaram o médico que os seguia, que lhes garantiu que estava tudo bem, conta o jornal, citando a madrinha do bebé.
O bebé, chamado Rodrigo, completa hoje 10 dias, apesar de o prognóstico inicial lhe dar apenas algumas horas de vida.
As complicações só foram detetadas depois do parto e os pais apresentaram queixa ao Ministério Publico contra o médico. Entretanto, o Correio da Manhã relata que o Hospital de São Bernardo abriu um inquérito para averiguar este caso.
Segundo o Correio da Manhã, o Ministério Público já tinha investigado o médico, num processo de 2011, num caso de contornos semelhantes de malformações, num caso que acabou arquivado.
Os pais do bebé apresentaram queixa ao Ministério Publico.
"Confirma-se a receção, muito recentemente, de uma queixa apresentada pela mãe. A mesma deu origem a um inquérito que corre os seus termos no Ministério Público do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Setúbal", referiu fonte oficial da Procuradoria-geral da República à Lusa.

Há muitos médicos a fazer ecografias sem “competência”
O presidente da Sociedade Portuguesa de Obstetrícia lamenta que haja muitos médicos a fazer ecografias a grávidas sem a devida competência, lembrando que ter a especialidade de obstetrícia não é suficiente para realizar ecografias obstétricas.
"Infelizmente há muitos colegas meus a fazerem ecografia, nomeadamente morfológica - que diagnostica malformações - e que não têm competência para isso. Isso não é uma competência adquirida pelo facto de ter a especialidade, é pós-graduada em relação à especialidade”, afirmou o médico obstetra e presidente da Sociedade, Luís Graça, em declarações à agência Lusa.
Luís Graça escusou-se a comentar o caso concreto hoje noticiado pelo Correio da Manhã sobre o bebé que nasceu em Setúbal este mês sem olhos, nariz e parte do crânio, uma vez que desconhece a situação.
Contudo, o presidente da Sociedade de Obstetrícia indica que um bebé sem olhos nariz e parte do crânio deveria ser identificável numa ecografia.
Ainda assim, Luís Graça defende que a Ordem dos Médicos devia criar, dentro do colégio de ginecologia e obstetrícia, uma competência específica para a ecografia obstétrica, nomeadamente a morfológica, que deve ser feita no segundo trimestre, pelas 20 ou 22 semanas de gestação.
Luís Graça presidiu ao colégio de obstetrícia da Ordem entre 2000 e 2009 e afirma ter tentado a criação dessa competência, mas o assunto exigia consenso entre a especialidade de obstetrícia e a área da radiologia, o que acabou por não ocorrer.
Há muitos colegas meus que têm a especialidade e não têm verdadeiramente competência para realizar ecografias obstétricas, sobretudo morfológicas. Eu próprio não tenho e por isso socorro-me de colegas que têm e trabalham comigo”, afirmou à Lusa.
Ainda sem se referir ao caso noticiado pelo Correio da Manhã, Luís Graça recorda que as malformações “mais grosseiras” ou evidentes podem ser detetadas antes da ecografia morfológica, ou seja, na ecografia que costuma ser realizada por volta das 12 semanas de gravidez.
A ecografia que se realiza no primeiro trimestre de gravidez avalia a viabilidade do feto, a sua frequência cardíaca e estudo a anatomia externa e interna de forma básica. É nesta ecografia que são avaliados marcadores como a translucência da nuca ou os ossos do nariz e que, em conjunto com mais exames, permite ter um cálculo de risco de anomalias de cromossomas.
Na ecografia morfológica, são feitas avaliações mais rigorosas da anatomia com objetivo de detetar eventuais malformações congénitas.

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Montijo, Barreiro e Alcochete já recebem comida pela Uber

Escolher o melhor prato está à distância de um simples click

Continua a expansão do Uber Eats, serviço de entrega de refeições da Uber. Já existia em Almada, Seixal e em Setúbal, pelo que a maior abrangência de zonas do distrito de Setúbal era uma das "prioridade" da cadeia norte-americana. Agora, o Barreiro, Montijo e Alcochete são os novos concelhos a contar com os estafetas que entregam refeições em motas ou bicicletas. Chegou a Lisboa em Novembro de 2017 para ligar pessoas a restaurantes, através de uma app que, de forma simples e conveniente, potencia a descoberta gastronómica dos seus utilizadores. Desde então, o Uber Eats, serviço de entrega de refeições da Uber, expandiu-se para outras áreas da região metropolitana de Lisboa e do Porto, onde já conta com cerca de 250 restaurantes parceiros, onde é possível encomendar refeições para todos os gostos, ocasiões e locais, sempre sem valor mínimo por encomenda todos os dias do meio dia à meia noite (com horário de noite alargado em algumas áreas).
Uber Eats já chegou ao distrito de Setúbal 

Montijo, Barreiro e Alcochete são os três novos concelhos em que dá para receber comida pela Uber. A aplicação Uber Eats chegou esta quarta-feira a novas localizações do distrito de Setúbal. Há 27 cidades portuguesas que já têm acesso a este serviço da plataforma norte-americana.
A entrega de comida de empresas como o McDonald’s, H3, Pizza Hut, KFC, Vitaminas, Wok to Walk, Pateo Cozinha Portuguesa, Steak n’Shake e Joshuas está garantida nos três concelhos, segundo a nota de imprensa. Mas dentro de cada um dos três novos concelhos com serviço da Uber Eats há opções mais particulares.
No Barreiro, será possível encomendar comida de restaurantes como o Fondue, Talho Central e À Portuguesa. Nesta cidade, estão abrangidas as freguesias de Alto do Seixalinho, Santo André e Verderena; Barreiro e Lavradio; Palhais e Coina; e Santo António da Charneca.
Quem mora no Montijo poderá encomendar refeições do Café Havanesa, da Pizzaria Kitsch e do La Piazza. No Montijo, este serviço vai chegar às freguesias de Atalaia e Alto Estanqueiro-Jardia; Canha; Montijo e Afonsoeiro; União das Freguesias de Pegões; e Sarilhos Grandes.
Em Alcochete, haverá opções como Joana Come, Tapa e Al’Kawa Sushi Bar. O serviço de entrega chega à vila ribeirinha e ainda a Samouco, São Francisco, Passil ou Fonte da Senhora.
O serviço Uber Eats está disponível em mais 2500 restaurantes de 27 concelhos em Portugal, entre o meio-dia e a meia-noite. A comida é entregue, em média, menos de meia-hora depois do pedido de encomenda.
Esta solução da plataforma norte-americana está disponível nos concelhos de Lisboa, Porto, Oeiras, Cascais, Amadora, Loures, Leça da Palmeira, Matosinhos, Almada, Seixal, Sintra, Coimbra, Braga, Setúbal, Faro, Olhão, Loulé, Quarteira, Albufeira, Aveiro, Évora, Guimarães, Portimão, Lagos, Famalicão, Seixal, Barreiro, Montijo e Alcochete.

Promoção de 2 por 1 está disponível no distrito 
Os beneficiários do Uber Eats não são apenas os utilizadores, mas também os restaurantes, para quem o serviço funciona como uma expansão das suas salas de refeições. “Aquilo que vemos nos restaurantes é que conseguimos potenciar as oportunidades de negócio que conseguem servir mais pessoas e chegar a outras zonas da cidade sem estarem constrangidos pelo tamanho da sua sala de refeições”, explicou Rui Bento, diretor geral para o Uber Eats para a região do Sul da Europa.
Além disso, os estafetas entram também na proposta de valor do Eats, porque “são uma parte fundamental do negócio”, disse Bento, acrescentando que estes podem trabalhar quando querem.
A taxa de entrega é de 2,90 euros, o que encarece bastante o valor dos pedidos, mas, caso estejam para fazer a vossa primeira encomenda no Uber Eats, podem usar o nosso código eats-cwyhis e garantem logo oito euros de desconto.
De relembrar ainda que, até dia 20 de Outubro, o Uber Eats tem a decorrer uma promoção de 2 por 1 em restaurantes seleccionados. Na prática, o que acontece é que alguns pratos podem ser pedidos a dobrar, mas apenas se paga um.
Esta promoção é algo volátil, uma vez que podem ser adicionados ou retirados restaurantes à lista de 2 por 1. Como é de esperar, cada cidade tem os seus restaurantes aderentes. 
De acordo com a plataforma, a promoção também já está disponível nos concelhos do Barreiro, Montijo e Alcochete e nos serviços de entrega de Setúbal, Seixal e Almada.

Agência de Notícias 
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Hospital do Seixal pode estar concluído até 2023

Problemas com o Garcia de Orta acelera novo hospital na região  

O novo hospital do Seixal vai ser uma das "prioridades" no novo Governo. Em declarações à Rádio Renascença, o secretário de Estado da Saúde, estima que “entre o final de 2022 e 2023” possa estar em funcionamento o novo Hospital do Seixal, localizado no Fogueteiro. Francisco Ramos admite que a população tem razão em reivindicar o atraso na construção desta unidade, mas garante que o processo está a seguir o andamento normal. “2020 será o ano de realização do projeto de arquitetura e espera-se que de abertura do concurso para a construção”, diz o governante. A nova unidade deverá ser construída numa zona de pinhal à beira da A33.
Hospital é desejo de décadas no Seixal 

Os encerramentos forçados das urgências pediátricas do Hospital Garcia de Orta, em Almada, vieram reforçar os argumentos da Câmara do Seixal que há 20 anos pede um novo hospital.
Em 2009, o Estado assinou um acordo estratégico com a autarquia para a construção de uma unidade neste concelho, mas o processo não chegou a avançar. Em 2012, o projeto foi posto na gaveta pelo então Governo PSD/CDS-PP.
Só em 2017, o Orçamento do Estado destinou uma verba para o lançamento do concurso público para este projeto. Tanto o secretário de Estado da Saúde como a presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo afirmaram publicamente que o equipamento estaria ao serviço da população até ao final de 2019. As promessas foram-se repetindo. Já passaram vários governos, mas mais de 10 anos depois o novo Hospital do Seixal ainda não saiu do papel.
Joaquim Santos, presidente da Câmara do Seixal, lamenta que apesar de a Assembleia da República ter determinado, em 2016, que era urgente construir o Hospital do Seixal, tenham passado quatro anos e nem sequer o projeto de execução tenha sido adjudicado.
"De facto, o concurso está ainda a ser preparado. Não há ainda nenhuma adjudicação e o que lamentamos é que apesar de a Assembleia da República ter determinado em 2016 que era urgente construir o Hospital do Seixal, passaram quatro anos e nem sequer o projeto de execução foi adjudicado".
O autarca sublinha que "para além da comprovação empírica de todos os dias das necessidades de pessoas que ocorrem aos serviços hospitalares onde não têm a resposta adequada", há ainda a evidência científica dos números: o ratio nacional em termos de camas hospitalares por mil habitantes é de 3,4, e na Península de Setúbal, com quase um milhão de habitantes, é de 1,7.

Utentes prometem não baixar os braços 
Os utentes também andam descontentes com a falta de médicos na pediatria e na clínica geral  e consideram "que as necessidades de urgência não seriam tão prementes ao nível do Hospital Garcia de Orta" com outra unidade na região.
José Lourenço, da Comissão de Utentes de Saúde do Seixal, lembra que ao então ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, entregou em mão um manifesto em que questionava o poder político sobre "a retirada de camas de cuidados paliativos, como estava previsto, porque é que as especialidades foram diminuídas em quase metade e porque é que os utentes do concelho de Sesimbra foram retirados do âmbito de influência deste novo hospital".
Ainda não obtiveram resposta, mas deixam uma garantia. "Estamos habituados a ser ludibriados, consecutivamente. Mas que o poder central tenha a certeza de uma coisa. Podem contar com a enorme capacidade de resistência e de resiliência por parte da população do Seixal".
Este novo equipamento de saúde, adianta o Governo na portaria, caracteriza-se como Hospital de Proximidade, visando aproximar a prestação de cuidados diferenciados à população abrangida e desenvolvendo a sua atividade em ambulatório com consultas externas, cirurgias de ambulatório e meios complementares de diagnóstico e terapêutica diferenciados.
O Governo prevê ainda a existência de espaços que permitam a utilização partilhada entre o Agrupamento de Centros de Saúde Almada-Seixal e o novo hospital, bem como outras instituições ou entidades, visando o estabelecimento de parcerias para o desenvolvimento de projetos em algumas áreas, nomeadamente, doenças crónicas (diabetes, hipertensão, reabilitação cardíaca), promoção da vida ativa e envelhecimento saudável.
A nova unidade deverá ser construída numa zona de pinhal à beira da A33, no Fogueteiro.
O Garcia de Orta, que tem sido notícia pelo encerramento recorrente da urgência pediátrica, serve uma população estimada de 450 mil pessoas [de Almada e Seixal] e, por isso, está sujeito a uma grande pressão.

Agência de Notícias
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Correios no Monte de Caparica só ao sábado

Encerramento dos correios prejudica a população

Os CTT esclareceram, esta quarta-feira, que o fecho do único posto de correios na freguesia do Monte de Caparica, em Almada, "não está relacionado" com a empresa, porque estava entregue a um prestador de serviços. A empresa adianta que irão passar a prestar o serviço "nas instalações de um novo parceiro, que estará aberto ao sábado, localizado na Rua de Dentro, na Loja 2A, a 1,7 quilómetros do antigo posto de correios". A população está contra e protestou ontem de manhã. A concelhia de Almada do PCP sublinha que o encerramento do posto dos Correios no Monte de Caparica implicará a deslocação dos utentes, "para outra freguesia, nomeadamente a Sobreda, na qual a rede de transportes é diminuta", denunciam os comunistas. Por sua vez, o Bloco de Esquerda questionou o Governo através do Ministério do Planeamento e das Infraestruturas sobre o encerramento desta estação de correios já a partir de segunda-feira.
População revoltada com o fecho dos correios 


"Relativamente ao Posto de Correios do Monte da Caparica, o mesmo irá encerrar devido à rescisão contratual por parte do prestador, não estando o encerramento relacionado com os CTT", garantiu a empresa, numa resposta escrita enviada à Lusa.
Segundo os CTT, "não se trata de uma Loja CTT", mas sim de uma parceria com uma entidade privada, onde os clientes "podem aceder a todos os serviços previstos no contrato de concessão e ao pagamento de reformas, por vezes em horários alargados".
Segundo o PCP de Almada, o posto de correios do Monte de Caparica, que se encontra concessionado desde Maio, anunciou recentemente, através de um papel na porta, que vai encerrar no dia 21 de Outubro.
No entanto, a população não está satisfeita por perder este serviço, tendo a Junta de Freguesia lançado uma petição contra o fecho e o PCP de Almada convocado uma concentração para quarta-feira, pelas 8h30, em frente ao posto.
Para o partido, perder este serviço na freguesia traz "prejuízos para a população" e, sobretudo, para os mais idosos que terão dificuldade em levantar as suas reformas e pensões, porque o posto mais próximo encontra-se na freguesia da Sobreda, a cerca de cinco quilómetros e para onde "não há transportes públicos com a frequência desejada".
Os comunistas sublinham ainda que "os CTT são um instrumento insubstituível para a coesão social, económica e territorial" do País, do concelho de Almada e da União de freguesias de Caparica e Trafaria". 

BE questionou o Governo 
O Monte de Caparica situa-se numa das maiores freguesias do concelho de Almada que, segundo o Censos 2011, tinha uma população residente de 26 mil 150 habitantes. A necessidade e utilidade da estação dos CTT existente naquela freguesia é, diz o Bloco de Esquerda, "reconhecida e é considerada imprescindível, no âmbito do serviço público universal dos correios, pelas populações e pelos autarcas da União de Freguesias e do município".
De acordo com o BE, em comunicado enviado à ADN- Agência de Notícias, "a menos de dois anos do fim do contrato de concessão, a administração dos CTT quer tornar este caminho irreversível. Nos últimos meses multiplicaram-se o anúncio ou mesmo o encerramento de dezenas de Estações de Correio, que já são mais de 50, e que violam compromissos anteriormente assumidos com o Estado e as populações".
Estes encerramentos em catadupa são, no entender do Bloco de Esquerda, "absolutamente intoleráveis e colocam as populações em sobressalto, parecendo integrar-se numa estratégia de pressão sobre as autarquias para que se substituam aos CTT na prestação de um serviço que lhe está contratualmente consagrado: o serviço público de correios, nos mesmos exatos termos com que o receberam das mãos do Estado. Aqui a responsabilidade política da direita é absolutamente clara e inequívoca: cabe ao PSD e CDS-PP a decisão de privatização dos CTT e de entrega a privados de um serviço de carácter público e de proximidade".
Assim, o Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda quer saber se o Governo tem "conhecimento do anúncio do encerramento da estação dos correios do Monte de Caparica" e se está a tutela "disponível para instar a Administração dos CTT a parar com o encerramento de estações de correio de modo a que seja plenamente respeitado o serviço público postal universal".
O BE quer saber ainda se o Governo pondera "intervir junto da Administração dos CTT para evitar o encerramento da estação do Monte de Caparica". Por fim, os bloquistas desafiam ainda o executivo liderado por António Costa, a refletir sobre o estado da empresa postal. "Considera o Governo que todas estes exemplos de fuga à responsabilidade de assegurar o serviço público postal a que os CTT estariam obrigados não são razões mais do que suficientes para que o Estado seja chamado a recuperar o controlo público do serviço público universal dos correios com a maior urgência possível?", pergunta o Bloco.

CTT garante nova loja no Monte da Caparica... só ao sábado  
No entanto, os CTT adiantaram que irão passar a prestar o serviço "nas instalações de um novo parceiro, que estará aberto ao sábado, localizado na Rua de Dentro, na Loja 2A, a 1,7 quilómetros do antigo posto de correios".
Além disso, indica outras alternativas na envolvência, como o posto de correios A Aldeia, a dois quilómetros, ou outros quatro estabelecimentos de correio postal, que se localizam a cerca de três quilómetros do posto do Monte de Caparica.
Em Junho, o presidente da Comissão Executiva dos CTT, João Bento, garantiu no parlamento que a empresa não ia encerrar mais lojas e que até iria reabrir algumas, o que foi reafirmado hoje.
"Os CTT confirmam, conforme foi anunciado pelo CEO dos CTT, João Bento, em Junho deste ano no parlamento, que os CTT não vão encerrar mais lojas e que vão reabrir lojas anteriormente encerradas. A primeira loja já foi reaberta, no passado dia 23 de Setembro, em Vila Flor, distrito de Bragança", indicou.
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Sesimbra recupera aqueduto do Cabo Espichel

Autarquia requalifica património do Santuário

A primeira fase da obra de recuperação do aqueduto de abastecimento à Casa da Água, no Cabo Espichel, foi adjudicada na reunião de Câmara de Sesimbra e vai avançar dentro de poucas semanas. A obra, diz a autarquia em comunicado, "representa um investimento de cerca de 575 mil euros, com uma comparticipação pelo Portugal 2020, de 50 por cento da despesa elegível", diz autarquia. Esta intervenção dá continuidade ao programa de reabilitação do Santuário de Nossa Senhora do Cabo Espichel, cujo exemplo mais recente é o restauro da Casa da Água, e insere-se na estratégia de recuperação e valorização do património do concelho, desenvolvida pela Câmara de Sesimbra.
Obras no aqueduto começam em breve 

A obra, refere a Câmara de Sesimbra, "compreende a consolidação da alvenaria, a reposição da cobertura do canal e respetiva cumeeira, a execução de rebocos com argamassa de cal e areia, semelhante à que originalmente revestia esta estrutura e a criação de uma ponte de atravessamento, sobre o aqueduto, em madeira laminada tratada, para a praia dos Lagosteiros".
Os trabalhos, explica ainda a autarquia, "abrangem cerca de 1,2 quilómetros da parte elevada desta estrutura de 2,5 quilómetros, ficando a parte subterrânea para uma segunda fase".
O objetivo é "restabelecer a linha de água, desde a nascente, na Azoia, até à Casa da Água", sublinha a Câmara de Sesimbra em comunicado enviado à ADN-Agência de Notícias.
De referir que, antes desta obra, foi efetuado o diagnóstico da estrutura e do sistema hidráulico. Este estudo, explica o documento, é "fundamental para perceber o estado de conservação, incluiu o levantamento de linhas, cotas, inclinações, e o registo vídeo da parte subterrânea, o que permitiu detetar, por exemplo, a existência de diversas calcificações e obstruções no canal".
Importa ainda salientar que a autarquia vai também levar a cabo um conjunto de melhoramentos no estacionamento e na envolvente do cercado da horta, neste caso, no âmbito de outra obra.

Investimento de 1,3 milhões para requalificar santuário  
Esta intervenção dá continuidade ao programa de reabilitação do Santuário de Nossa Senhora do Cabo Espichel, aprovada em 2018, no valor global de 1,3 milhões de euros, com um investimento elegível de 854 mil euros, comparticipado em 50 por cento pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, foi aprovada.
Segundo fonte da autarquia, esta operação tem como objectivo “valorizar este monumento emblemático do município e da região, através da intervenção em alguns dos seus espaços mais importantes e, ao mesmo tempo, melhorar as condições de visita ao conjunto, tanto no edificado e em áreas públicas de utilização comum, como na organização dos circuitos de acessibilidade e requalificação de estruturas musealizadas”.
Neste âmbito, estão englobadas a reabilitação do edificado poente da Ala Sul das Hospedarias, o restauro da Casa da Água, uma obra que ficou concluída em 2017 e que foi suportada pelo orçamento municipal, a recuperação e restauro do troço aéreo do aqueduto e do seu sistema hidráulico setecentista, a ligação do cercado da Casa da Água e do Horto ao terreiro do Santuário.
Na lista de reabilitação está também o reordenamento do estacionamento junto à entrada do farol e o espaço de visitação envolvente à Casa da Água, horto e tanques, promovendo ainda a recuperação de espaços edificados, estruturas funcionais, motivos arquitectónicos e zonas de acesso, de modo a "assegurar a conservação do património, reforçar a sua atractividade turística, e valorizar a sua inclusão na centralidade Arrábida", refere a autarquia.

Agência de Notícias
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