Dá um Gosto ao ADN

Sessão com adolescentes fala de amor em Setúbal

"A paixão tem um prazo de validade que é maior do que o dos iogurtes" 

Questões relacionadas com a paixão, a intimidade e o compromisso entre casais estiveram em destaque no dia dos namorados [14 de Fevereiro] num encontro de adolescentes com o psicólogo clínico Nuno Amado, em Setúbal. Será o amor um tipo de loucura ou uma forma de sabedoria? O que é a paixão? O que é o amor? Nuno Amado, psicólogo clínico, professor universitário e investigador, ajudou a encontrar as respostas, na Biblioteca Pública Municipal, numa sessão com alunos do ensino secundário, no âmbito das comemorações do Dia dos Namorados.
Sessão decorreu na Biblioteca Municipal 

No seu livro “Diz-me a verdade sobre o amor. A psicologia da atração, da paixão e das relações amorosas”, da editora Academia do Livro, caracteriza o efeito da paixão. “Estar apaixonado é muito parecido com o efeito de estar sob o efeito de drogas duras”, diz o especialista, pioneiro no estudo da Psicologia do Amor. “Quando se analisa o cérebro da pessoa apaixonada acende-se uma luz na mesma zona que um viciado em cocaína.”
Nuno Amado considera que “a paixão tem um prazo de validade que é maior do que o dos iogurtes e menor do que o de uma lata de conservas”, uma vez “cientificamente está entre os seis meses e os dois anos”.
O psicólogo, em conversa com alunos do Colégio de São Filipe e da Escola Profissional de Setúbal, explicou as diferenças amorosas entre homens e mulheres. “Os homens são mais superficiais e estéticos. Para eles, as mulheres têm de ser boas donas de casa”. O sexo feminino, descrito pelo autor como mais “crítico”, procura “homens que sejam príncipes”.
Em relação às preferências na escolha dos parceiros, Nuno Amado diz que ambos os sexos procuram, por ordem de preferência, companheiros que os amem, sejam de confiança, tenham estabilidade emocional e tenham maturidade.
O psicólogo realça ainda que várias sondagens demonstram que o sexo masculino é mais romântico do que o feminino. “Embora já seja mais comum as mulheres abordarem os homens, grande parte das vezes ainda é o homem que tem a iniciativa, logo tem de seduzir e, por isso, ser o mais romântico. São também eles que acreditam no amor à primeira vista”.
“Diz-me a verdade sobre o amor. A psicologia da atração, da paixão e das relações amorosas” é o primeiro livro de Nuno Amado, autor ainda de “Parem Todos os Relógios”, romance finalista do Prémio Leya, “Manual de Felicidade para Neuróticos”, “À Espera de Moby Dick” e “Ups! Já fiz asneira outra vez”.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 
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Seixal diz que o Estado “tem de agir” sobre Siderurgia

Deputados visitam fábrica esta sexta-feira 

O presidente da Câmara do Seixal, Joaquim Santos, defendeu nesta quinta-feira que o Estado “tem de agir” sobre a Siderurgia Nacional. Em causa está não só a alegada poluição – que tem motivado queixas dos moradores na Aldeia de Paio Pires –, mas também os níveis de ruído causados pela actividade industrial. Uma comissão parlamentar de ambiente visita, esta sexta-feira, as instalações da Siderurgia Nacional, detida pelo grupo espanhol Megasa, e Joaquim Santos espera que o Governo olhe para a questão da poluição como "algo em que tem de intervir". A Siderurgia Nacional, por sua vez,  garantiu que cumpre todos os requisitos ambientais, em resposta às várias denúncias de que a sua atividade está a poluir, com poeiras brancas e negras, a Aldeia de Paio Pires. 
SN garante cumprir todos os requisitos ambientais 

"Nestas últimas semanas houve excedências de forma até bastante acentuada daquilo que são os valores limite de emissão e algo tem de ser feito. Face à inércia dos vários organismos do Estado, a câmara municipal resolveu avançar com quatro estudos. Um está concluído - é o estudo do ruído, que mostrou claramente que em Setembro de 2018 a Siderurgia ultrapassa os limites legais de ruído, portanto o Estado tem de agir sobre a SN - Seixal", defendeu o presidente do município.
"Aquilo que temos vindo a assistir é um certo vazio do Estado, ou seja, as várias entidades que devem licenciar e monitorizar aquilo que é a atividade industrial não o estarão a fazer em toda a sua dimensão e, por isso, as queixas reiteradas da população e também da autarquia face à poluição", explicou Joaquim Santos. 
O município tem neste momento outros três estudos a decorrer, um epidemiológico, uma Carta da Qualidade do Ar e outro sobre os impactos da poluição na saúde dos cidadãos, os quais devem estar concluídos "até Junho deste ano", segundo Joaquim Santos.
O autarca falava à margem da visita do secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, ao terminal fluvial do Seixal, onde o líder comunista defendeu a "fiscalização" da poluição para perceber se a atividade industrial é compatível com o ambiente.
Tanto Jerónimo de Sousa como Joaquim Santos consideraram que a compatibilização é possível, desde que a empresa seja dotada das "melhores tecnologias disponíveis", à semelhança do que é feito na unidade industrial do mesmo grupo em Espanha.
Segundo a Câmara do Seixal, desde o início do ano que os carros e casas na Aldeia de Paio Pires têm estado cobertos por um pó branco difícil de sair, mas desde 2014 que se verifica um pó negro sobre varandas e quintais, o que alegadamente é causado pela atividade da Siderurgia Nacional, atual SN-Seixal.
A Associação da Terra da Morte Lenta, fundada pela sociedade de advogados SPASS, entregou a 6 de Fevereiro uma ação popular cível contra a Siderurgia Nacional do Seixal e a alegada poluição.
Também o grupo de moradores Os Contaminados está a reunir documentos e provas de poluição (imagens e amostras pó negro) para a entrega de outra ação popular em tribunal.

Siderurgia Nacional garante que cumpre todos os requisitos ambientais
A fábrica está no centro da polémica, devido à alegada poluição que a sua atividade industrial está a causar. A administração da SN-Seixal afirma tem acompanhado as entidades da defesa do ambiente.
A Siderurgia Nacional é uma das principais empresas de reciclagem nacional, tem em vigor e cumpre todos os requisitos das licenças, incluindo a ambiental, para desenvolver a sua atividade, bem como dispõe de certificações de ambiente, segurança, qualidade e sustentabilidade”, afirmou a administração da empresa à agência Lusa.
A fábrica, detida pelo grupo espanhol Megasa, tem estado no centro da polémica devido à alegada poluição que a sua atividade industrial está a causar, designadamente as poeiras negras que se acumulam em varandas e quintais desde 2014 e, desde o início do ano, um pó branco difícil de sair das viaturas e habitações.
A administração da SN-Seixal não comentou as denúncias feitas por moradores, município e associações, mas frisou que tem acompanhado “todas as entidades empenhadas na proteção e defesa do ambiente”.
Na semana passada, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo informou que a qualidade do ar em Paio Pires registou, desde o início do ano, 14 excedências ao valor limite diário de partículas inaláveis.
Já a Inspeção-Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território deu “60 dias” à empresa para o cumprimento das condições de licença ambiental.
Segundo um documento a que a Lusa teve acesso, a Megasa já investiu cerca de 400 milhões de euros “na modernização da fábrica” e tem em execução, até 2020, um plano de investimento na ordem dos 80 milhões de euros.
Além disso, a Siderurgia afirma que a fábrica tem adequado as instalações “com as melhores tecnologias disponíveis”, tendo implementado uma nova central de gases, que teve “redução significativa no impacto acústico”.
A Megasa mostra-se empenhada em desenvolver “políticas de descarbonização e de economia circular”, estando previsto, ainda este ano, a plantação de árvores ciprestes, a construção de uma nave para a cobertura de zona de arrefecimento de escória, a instalação de despoeiramento e de placas atenuantes de ruído.


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Queixa em Bruxelas contra dragados em Setúbal

Social-democratas querem proteger zona de pesca no Sado 

O vereador do PSD na Câmara de Setúbal, Nuno Carvalho, prometeu ontem apresentar uma queixa à Comissão Europeia se não for alterada a zona para deposição de dragados do projecto de melhoria das acessibilidades marítimas ao porto de Setúbal. “A deposição de dragados no aterro da Restinga, uma zona de pesca importante para centenas de pescadores da região de Setúbal, deve ser revista de forma a não pôr em causa mais de 200 postos de trabalho. Se não o fizerem, eu próprio avanço com uma queixa junto da Comissão Europeia”, anunciou o vereador social-democrata Nuno Carvalho.
Dragagens podem afetar pesca  em Setúbal 

O autarca e presidente da Comissão Política Concelhia do PSD de Setúbal falava à agência Lusa depois de tomar conhecimento da resposta da Comissão Europeia a uma pergunta do deputado do PSD no Parlamento Europeu, Carlos Coelho, sobre a eventual perda de fundos comunitários atribuídos ao projecto de melhoria das acessibilidades marítimas ao Porto de Setúbal, face ao eventual incumprimento de regras nacionais e comunitárias, designadamente dos mecanismos de salvaguarda do património ambiental.
Na resposta ao deputado Carlos Coelho, a Comissão Europeia refere que “contactou as autoridades portuguesas” e que estas “informaram que, no âmbito do processo de avaliação de impacto ambiental, a consulta pública foi realizada em 2017” e que “foram recebidos dois pareceres e nenhum foi negativo”.
De acordo com o Relatório da Consulta Pública, de maio de 2017, a que a agência Lusa teve acesso, das 15 entidades convidadas a participar na consulta pública, em que se incluem associações de defesa do ambiente como a Zero, Quercus, GEOTA e Liga para a Protecção da Natureza (que não se pronunciaram), houve, de facto, apenas dois pareceres, da Direcção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural e do Estado Maior da Força Aérea, sendo que nenhum desses pareceres é negativo.
No entanto, no Título Único Ambiental, datado de Julho de 2017, a Câmara de Setúbal, não obstante não ter dado parecer negativo ao projecto, alerta para os previsíveis impactes, do ponto de vista ecológico e económico, para diversas espécies que habitam o Estuário do Sado e o Parque Marinho Luiz Saldanha, nomeadamente invertebrados marinhos, sobretudo nas espécies de bivalves.

Cartão vermelho do vereador "laranja" 
A Câmara  de Setúbal salienta ainda que “a produção de ostra e apanha de outros bivalves são actividades relevantes na economia setubalense, situação que também se aplica ao polvo e choco”.
“Estes poderão ser impactes ambientais negativos com repercussões sociais nas actividades da pesca profissional, artesanal e costeira com peso significativo no tecido económico da cidade de Setúbal”, refere o parecer do município setubalense, citado no Título Único Ambiental.
Estas preocupações da Câmara de Setúbal são partilhadas pelo vereador social-democrata Nuno Carvalho, que critica o facto de as autoridades portuguesas terem respondido à Comissão Europeia dizendo que “não houve pareceres negativos na consulta pública”, sem referirem que “não foram consultadas as associações e cooperativas de pesca locais, que representam centenas de pescadores”.
“Não percebo porque é que as associações e cooperativas de pesca não são consultadas sobre estas dragagens no rio Sado quando foram consultadas outras entidades, como o Clube de Montanhismo da Arrábida e a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Árvores, que merecem o meu respeito, mas que têm menor presença e importância económica do que a actividade da pesca”, disse Nuno Carvalho.
“Se existisse `vídeo-árbitro´ neste processo a Comissão Europeia já tinha visto que o Governo fez uma falta para cartão vermelho”, acrescentou Nuno Carvalho, reiterando a ideia de que, se não for revista a localização do aterro previsto para na zona da Restinga, avança com uma queixa junto da Comissão Europeia.

Agência de Notícias com Lusa 
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Apreendidos 350 quilos de cocaína no porto de Setúbal

Bananas da Costa Rica escondiam mais de 20 milhões de euros em droga


A Autoridade Tributária apreendeu esta quinta-feira 350 quilos de cocaína dissimulados entre caixas de bananas, que chegaram ao porto de Setúbal a bordo de um navio proveniente da Costa Rica, disse o capitão do porto. Segundo Luís Lavrador, a droga apreendida, com um valor estimado de cerca de 20 milhões de euros, terá sido transportada por um navio proveniente de Puerto Moin, na Costa Rica, e que, entretanto, abandonou o porto de Setúbal na quarta-feira à noite. A Polícia Judiciária foi chamada ao local por ter a competência da investigação do tráfico de estupefacientes, mas remete qualquer esclarecimento para a Autoridade Tributária.
Droga foi apreendida em transporte de bananas 

Ao que foi possível apurar, a inspeção incidiu sobre sete contentores desembarcados do navio Cala Pedra e logo no primeiro foram encontradas dez mochilas desportivas com um total de 350 quilos de cocaína. As mochilas encontravam-se entre a primeira e a segunda fileira de caixas de bananas e ananases, sendo facilmente detetadas, já que normalmente, não é deixado qualquer espaço entre as caixas que se encontram no interior dos contentores. O navio Cala Pedra, proveniente de Puerto Moin, na Costa Rica, saiu do Porto de Setúbal na noite de quarta-feira.
Esta foi a segunda vez, nos últimos três meses, que foi encontrada cocaína num navio afeto à mesma linha de serviços que escala semanalmente no Porto de Setúbal. Em Dezembro, após descarga de um contentor com produto estupefaciente, também cocaína, as autoridades seguiram o trajeto do mesmo e efetuaram detenções em solo espanhol.
Já no último dia de Janeiro, mas em alto mar, a Polícia Judiciária apreendeu 2,5 toneladas de cocaína avaliada em cerca de 125 milhões de euros durante uma operação de combate ao tráfico de droga em alto-mar na madrugada de quarta-feira, com o apoio da Força Aérea e da Marinha Portuguesa.
Além da apreensão da droga proveniente de um país da América latina, foi também apreendido um rebocador de alto-mar registado no Panamá, que terá efectuado o transporte da droga durante grande parte dos percursos, e detidos 11 homens, todos europeus.
Alguns dos 11 detidos, a maioria dos quais de países da Europa de Leste, já têm antecedentes criminais pela prática de diversos crimes relacionados com o tráfico de estupefacientes.
Segundo o director da Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes da Polícia Judiciária, Artur Vaz, a operação, que contou com a participação da Marinha e da Força Aérea Portuguesa, "resultou da troca de informação no quadro do MAOC-N,  uma agência de combate ao tráfico de droga com sede em Lisboa, em que participam diversos países europeus: Portugal, Espanha, França, Reino Unido, Irlanda, Itália e Holanda".
"Foi recolhida informação de que algures no Oceano Atlântico estaria a navegar uma embarcação com uma elevada quantidade de drogas, mais precisamente de cocaína, a bordo, e, na sequência dessa informação e do trabalhar dessa informação, foi possível localizá-la e, posteriormente, interceptá-la, com o apoio da Marinha e da Força Aérea", disse Artur Vaz, em conferência de imprensa que decorreu na Doca dos Pescadores, em Setúbal.
Segundo Artur Vaz, a droga apreendida, em elevado grau de pureza, poderia render cerca de "50 euros o grama" nos países do sul da Europa, mas, "nos países nórdicos, esse valor poderia ascender a cerca de 200 euros o grama".
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Museu ferroviário de Pinhal Novo abre em Novembro

Autarquia avança com Núcleo Museológico dos Ferroviários na antiga estação 

A antiga estação ferroviária do Pinhal Novo, com um vasto património de azulejos, vai ser transformada num núcleo museológico para recordar a importância da ferrovia no desenvolvimento local, com inauguração prevista para Novembro. "É um compromisso que vem do anterior mandato. Começámos por estabelecer um protocolo de cooperação com a Infraestruturas de Portugal, que nos levou a um contrato de comodato para utilização da gare e do átrio central da antiga estação para um espaço musealizado e visitável", disse o presidente da Câmara  de Palmela,  Álvaro Amaro.
Estação velha vai ser museu ferroviário 

"Vamos criar uma vedação transparente em torno da antiga gare, porque o património ferroviário começa logo ali na própria estação, com um património azulejar de grande qualidade e que merece ser visitado, explicado e compreendido, porque também tem que ver com a história da região", acrescentou o autarca, lembrando que a Câmara de Palmela já lançou o concurso público, com o valor base de 30 mil euros, para a realização das obras.
Segundo Álvaro Amaro, o núcleo museológico ferroviário é "anseio antigo da comunidade ferroviária, muito significativa no Pinhal Novo, que sempre desejou de ter um espaço que evoque a memória de todo o historial ferroviário e do seu contributo para o desenvolvimento local".
Enquanto decorrem as obras para a criação de um acesso para o alçado nascente do edifício e um percurso acessível a cidadãos com mobilidade condicionada - para delimitação do espaço visitável da gare 1, por razões de segurança que se prendem com a eletrificação da via-férrea -, a Câmara de Palmela irá fazer a catalogação e seriação de espólio de natureza ferroviária cedido por particulares, ex-ferroviários, que estará em exposição no futuro espaço museológico.
"Depois teremos uma fase de maior ambição, utilizando plataformas interativas, apoiadas em `software´ informático, que permitam a cada ferroviário e aos seus familiares irem introduzindo dados que permitam enriquecer todo o historial dos ferroviários na comunidade em Pinhal Novo", sublinhou Álvaro Amaro.
O autarca admitiu ser difícil comprometer-se com uma data, mas perspetivou que o núcleo museológico esteja em funcionamento no próximo mês de Novembro, que é a data de restauração do concelho.
Carlos Fernandes, presidente da  IP Património, destaca o novo uso da antiga estação, “pela importância que o setor ferroviário teve neste território”, lembrando que “tratar estes casos que são postos à disposição das pessoas é dar nova vida aos espaços”. Para Carlos Fernandes, “a vila de Pinhal Novo nasceu à volta do comboio, pois em 1930 vieram cinco mil pessoas ligadas ao setor ferroviário e esta cedência foi a melhor solução”.
A estação de Pinhal Novo foi construída nos finais dos anos 30 do século XX. A Estação possui 23 painéis de azulejos datados de 1938, representando diversas paisagens do distrito de Setúbal.
Os temas centrais são da autoria de João Rodrigues – com base em fotografias de Manuel Giraldes da Silva –, a produção de Faiança Battistini de Maria de Portugal – Fábrica de Cerâmica de Lisboa.
A Estação recebeu, em 1946, o 2º Prémio no Concurso das Estações Floridas e diversos 1ºs Prémios, no Concurso das Estações bem cuidadas, ao longo dos anos 70.

Agência de Notícias com Lusa 

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Palmela com muitas sugestões para apaixonados

Dia dos namorados comemora-se com gastronomia romântica, música e serenatas

Até 24 de Fevereiro aqueça o coração e deixe-se cair em tentação... pelo seu amor e por Palmela que lhe oferece, mais um, Fins de Semana Gastronómicos dos Enamorados, para celebrar o dia  dos namorados [que se realiza esta quinta-feira]. Palmela promete conquistar corações durante o mês de Fevereiro com um conjunto de sugestões para o dia de São Valentim, mas… não só! Dos fins-de-semana gastronómicos para os mais “enamorados”, às serenatas dedicadas à pessoa amada até às visitas às adegas locais, Palmela vai continuar a arrebatar emoções com um conjunto de propostas musicais, desportivas e turísticas que não vão deixar ninguém indiferente. 
Palmela quer atrair namorados ao concelho 

Espetáculos nas emblemáticas sociedades filarmónicas, mostras de artesanato e de produtos regionais e rotas turísticas pelas vinhas de Fernando Pó são outras das propostas já agendadas e às quais se soma ainda o Palmela Trail, uma das onze provas do Circuito Lisboa Trail e que no dia 17 de Fevereiro inscreve o Concelho no calendário de trail running (corrida pedestre em natureza).
As propostas para os mais românticos iniciaram-se no dia 11 de Fevereiro, com São Valentim a marcar presença na Filipe Palhoça Vinhos e prossegue, esta quinta-feira, com mais brindes na Casa-Mãe da Rota de Vinhos, Quinta do Piloto, Casa Ermelinda Freitas e Casa de Atalaia.
Para um jantar especial são vários os cardápios locais que apresentam sugestões românticas para este mês com 23 restaurantes aderentes aos fins-de-semana gastronómicos dos “Enamorados” e ainda outros pacotes especiais no restaurante D’Caco ou no Montado Hotel & Golf Resort.
Nestes fins de semana gastronómicos temáticos, alguns estabelecimentos apresentam menus completos pensados especialmente para esta ocasião, para que todos os enamorados possam vir a Palmela conquistar e serem conquistados.
"As ementas apresentadas utilizam produtos regionais de qualidade, aliados a outros produtos de carácter mais inovador, conferindo aos pratos um cunho diferenciador, para que os visitantes possam degustar diferentes especialidades gastronómicas", diz a autarquia.
Os visitantes poderão desfrutar, em qualquer um dos 23 restaurantes aderentes, de um vasto conjunto de propostas gastronómicas, especialmente pensadas e confecionadas para despertar os sentidos e proporcionar uma experiência inesquecível. Há pratos para aguçar o desejo, um beijo romântico, coração aos saltos… Gaspacho de Morangos e quenelle de queijo fresco. Ou goujons de peixe galo num jardim de vegetais e gnoquis de batata ou promessas de amor num tornedó de novilho, arroz cremoso de espargos e Cogumelos, figos assados em Moscatel e, ainda, juras eternas como panacotta de frutos do desejo. Há descobertas quentes e sobremesas de chorar por mais até ao próximo dia 24. Tudo em nome de um coração que se derrete.

Poceirão vive momentos românticos com Noite de Serenatas
Dedicar uma serenata à pessoa amada pode ser um presente incomparável. No dia 16 de Fevereiro, às 21 horas, a Noite de Serenatas, já tradicional na aldeia de Poceirão, apresenta essa possibilidade e nem é preciso saber cantar.
A Noite das Serenatas, que percorre as ruas da aldeia, sugere ainda uma visita à exposição “Lenços dos Namorados” e uma dança no “Baile dos Namorados”, com animação pelo grupo Zikhamu e por Leónia de Oliveira. Esta noite, que promete, conta ainda com a participação especial do grupo TELA – Teatro Estranhamente Louco e Absurdo.
A exposição “Lenços dos Namorados”, organizada pela Associação das Artes de Poceirão e pelo Rancho Folclórico de Poceirão, é uma instalação artística que resulta da Oficina de Escultura “Dar a Outra Face” e decorre o Concurso “A janela mais bonita”, patrocinado pela União de Freguesias de Poceirão e Marateca e pode ser vista no Centro Cultural do Poceirão.
Com recursos e produtos de execional qualidade, desde a gastronomia, aos vinhos, ao património cultural e natural, Palmela assume-se assim, cada vez mais, como um concelho inovador que se diferencia pelas inúmeras experiências que proporciona aos seus visitantes e residentes. 
"Este ano, a preparar a candidatura de Palmela a Cidade Criativa da Música da Unesco, o município de Palmela continua a potenciar as mais-valias de um território que não esgota as suas potencialidades turísticas", refere a autarquia. 

Agência de Notícias com Câmara de Palmela

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Há 637 famílias inscritas para habitação social em Setúbal

Volume de candidaturas "excepcionalmente elevado" diz a autarquia 
A Câmara de Setúbal tem disponível para consulta a classificação de candidaturas apresentadas e validadas para atribuição de habitação municipal, no âmbito do Regime do Arrendamento Apoiado. As listagens publicadas são constituídas por 637 candidaturas validadas, das quais 228 destinam-se a habitações de tipologia T1; 254 candidaturas validadas, a tipologia T2; 136 candidaturas a tipologia T3; e 19 para T4. Um volume de candidaturas, explica a autarquia sadina, "excepcionalmente elevado, perante o reduzido número de habitações públicas com probabilidade de ficarem disponíveis no município de Setúbal". 
Há muita procura de habitação social 

Quanto às classificações e respectiva atribuição estão disponíveis para consulta no Posto de Atendimento do Edifício Sado, Rua Acácio Barradas, e na página oficial da autarquia, na área Habitação, ordenadas pelo número de candidatura, com indicação da pontuação respectiva e da posição na ordem de atribuição de fogos, de acordo com as tipologias existentes no património municipal.
As listagens estão sujeitas a actualização permanente pela Divisão de Habitação Pública Municipal em função de novas candidaturas que sejam, entretanto, validadas e de atribuições de habitações que sejam realizadas em cada momento.
Em caso de empate na classificação de candidaturas, de acordo com o Regulamento de Acesso e Atribuição de Habitação Municipal são averiguados quatro critérios de prioridade.
"O primeiro dos quais baseado em famílias com um ou mais elementos com estatuto de vítima de violência doméstica e necessidade de afastamento do agressor", diz a autarquia.
O critério seguinte incide "sobre famílias com um ou mais elementos deficientes. Quanto ao terceiro critério prioriza casos de famílias monoparentais com filhos menores de idade. O quarto critério destaca agregados com um ou mais elementos com idade superior a 65 anos", explica a Câmara de Setúbal.
Para famílias com pessoas com mobilidade reduzida são, diz a autarquia, "atribuídas habitações de piso térreo e com configuração adequada à dimensão familiar, garantindo a mobilidade necessária".
O regulamento municipal contempla, também, a possibilidade de que habitações que tenham ficado disponíveis sejam atribuídas mediante decisão superior e em que as famílias candidatas se encontrem em situação de necessidade habitacional urgente por motivo de catástrofes, calamidades, incêndios ou outras situações de vulnerabilidade, emergência social e perigo físico ou moral.
Também são elegíveis para a atribuição de habitações agregados com necessidade de alojamento por operações urbanísticas, de reabilitação urbana ou outras situações impostas pela legislação em vigor ou, ainda, por inadequação da habitação a concurso ao agregado familiar mais pontuado para essa tipologia, por condições supervenientes e que fundamentem a elegibilidade de outra família classificada para a mesma tipologia.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 



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Santiago do Cacém mantêm de postos da GNR

Secretária de Estado garante guarda em Ermidas-Sado e Alvalade


Álvaro Beijinha, presidente da Câmara de Santiago do Cacém, obteve da secretária de Estado Adjunta e da Administração Interna, Isabel Oneto, a garantia de que os postos da GNR em Ermidas-Sado e Alvalade vão manter-se a operar em pleno, na sequência de uma reunião mantida com a governante, em Lisboa. O autarca frisou à secretária de Estado que “as populações sentem-se desprotegidas” e lembrou “casos de furtos cujas vítimas não apresentam queixa porque têm de esperar pela patrulha de Santiago do Cacém”, recebendo a promessa da governante de que a autarquia seria informada assim que a tutela consiga algum avanço no processo.

População lutou contra fecho de posto da GNR 


O presidente da Câmara de Santiago do Cacém, Álvaro Beijinha, disse ter obtido do Governo a garantia de que os postos da GNR de Alvalade e Ermidas-Sado vão manter-se em funcionamento. "Houve uma decisão de redução do horário de funcionamento dos dois postos apenas para atendimento ao público, que mereceu uma condenação da nossa parte e inclusive uma manifestação popular", lembrou o autarca de Santiago do Cacém, no distrito de Setúbal.
Apesar de a decisão "ter sido revertida", sublinhou, o município manteve o pedido de reunião com o Ministério da Administração Interna "para receber garantias" de que "os postos não iriam encerrar e passar a funcionar em horário reduzido".
"Trouxemos garantias que os postos não vão encerrar, tendo a situação sido reposta. Funcionaram em horário reduzido durante duas semanas, mas tal já não se coloca", acrescentou.Na sequência de uma reunião com a secretária de Estado Adjunta e da Administração Interna, o autarca disse ter transmitido a Isabel Oneto que, "devido à falta de efetivos", os dois postos da GNR, no interior do concelho de Santiago do Cacém, passaram a "funcionar apenas com três guardas".
"Uma situação que já era má agravou-se com a redução do efetivo, com a saída de quatro elementos do posto de Ermidas-Sado e de três do de Alvalade", alertou.
A situação "não será fácil de resolver", admitiu o autarca, frisando que depende da "mobilidade" e da "entrada de novos militares", que "só se perspetiva que venha a acontecer daqui a uns meses".
"Vamos aguardar pelo reforço de militares sem esquecer que as populações se sentem desprotegidas e há um sentimento de insegurança, havendo relatos de furtos que acabam por não ser reportados às autoridades devido às distâncias e à burocracia", disse o autarca em declarações à agência Lusa.

Agência de Notícias com Lusa 
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CDS-PP quer balneário social em Almada

Centristas insistem na necessidade da criação do balneário social e comunitário no concelho 

Seguindo alguns exemplos de outros concelhos pelo país, o CDS-PP defende que Almada deve ampliar as suas respostas sociais, para dar resposta às necessidades da população, num trabalho de proximidade que permite conhecer aquelas que são as principais vulnerabilidades económicas e sociais das famílias. Neste sentido, no entender da concelhia do CDS-PP, o município liderado pela socialista Inês de Medeiros, deve avançar com um balneário social, criando "uma nova valência, para ajudar quem mais precisa a ter um espaço discreto e digno para assegurar a higiene básica de pessoas com mais carências e necessidades ou que, por diversos motivos, se vejam incapacitadas de fazer a sua higiene diária em comodidade e em segurança". O CDS-PP diz ainda que o espaço poderá contemplar um barbeiro e um cabeleireiro social. 
CDS quer que autarquia crie balneário social 

Os denominados balneários sociais que atendem diariamente os mais desfavorecidos um pouco por todo o país nomeadamente aqueles que não têm um tecto e que vivem nos mais diversos e imaginativos lugares que a condição humana e a necessidade busca ou que atendem aquelas pessoas que mesmo tendo um lar passam por inúmeras dificuldades e não têm capacidade financeira suficiente para ter nas suas casas uma qualidade de vida mínima e digna no seu dia-a-dia.
Esta preocupação, de acordo com a concelhia democrata-cristã de Almada, "deve fazer parte do rol de soluções ao nível das políticas sociais e solidárias do concelho". 
As dificuldades de orçamento, o desemprego, a velhice, as doenças e outras patologias, a exclusão e outros conflitos sociais deixam muitas das vezes, "marcas físicas e notórias da sua condição social desprotegida que se agudiza com a ausência de uma ajuda", sublinha a concelhia do CDS-PP de Almada.
"Os balneários sociais não só ajudam a colmatar as necessidades básicas do cidadão ao nível do seu aprumo pessoal contribuindo para a melhoria da sua saúde e bem-estar como servem também como um espaço de convívio, de partilha de experiências, e sobretudo, como um espaço de sinalização de pessoas em dificuldade ou de identificação de diversas carências sociais", diz ainda o partido. 
O CDS-PP em Almada entende que "a constituição de alguns espaços adequados e adaptados às realidades das diversas localidades com os seus problemas e necessidades especificas, apoiadas ainda nas diversas entidades e instituições de cariz social seria benéfico para os cidadãos mais necessitados, por exemplo os sem-abrigo, como serviria como uma medida social capaz de homogeneizar a qualidade de vida no que diz respeito aos mais básicos e elementares direitos de cada cidadão no que respeita à sua dignidade e qualidade de vida", explicou a concelhia do CDS-PP à ADN-Agência de Notícias.

 Barbeiro e cabeleireiro social também no topo das prioridades 
"A falta de uma habitação condigna em condições de segurança, a falta de acesso ou por vezes condicionada ao gás que limita e até nalguns casos impossibilita mesmo o acesso a banhos quentes nomeadamente nas estações mais frias, pode ser minimizado com a utilização do balneário social e a sua utilização para a restante higiene pessoal, num espaço que poderia complementar ainda com um barbeiro e cabeleireiro social", reforça a concelhia democrata-cristã.
A autarquia juntamente com as demais instituições sociais públicas e privadas e restantes entidades entre elas as associações e colectividades do concelho que se queiram constituir como parceiras neste projecto "terão um papel preponderante na criação deste apoio social a quem mais precisa alargando o leque de respostas perante uma população necessitada", diz a concelhia liderada por Sara Machado Gomes.
A criação do balneário social e comunitário é uma das propostas que o CDS-PP tem vindo a insistir para o concelho de Almada tendo a mesma constado do programa eleitoral nas autárquicas de 2017.
"As políticas sociais devem ser prioritárias em qualquer autarquia ainda mais nas autarquias que têm inúmeras assimetrias e injustiças sociais, relembrando mais uma vez, que a proposta em questão deve funcionar como um complemento a outras tantas respostas e políticas que as autarquias, o Estado e a comunidade em si deve acautelar para melhorar a curto e médio prazo a qualidade de vida e integração das pessoas em dificuldades na sociedade", conclui a nota do CDS-PP de Almada.

Agência de Notícias  

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Moradores recolhem provas de poluição em Paio Pires

Deputados da comissão parlamentar de Ambiente visitam Siderurgia Nacional na sexta-feira 

O grupo Os Contaminados está a recolher provas da alegada poluição causada pela Siderurgia Nacional, na Aldeia de Paio Pires, no Seixal, apelando aos moradores para guardarem amostras de pó negro e para não lavarem as viaturas, informou o administrador. “O objetivo deste apelo é constituir prova física, para mostrar os níveis de poluição que nos afeta. Essas provas acompanharão a ação popular que vamos apresentar no tribunal e têm também a finalidade de mostrar à delegação de deputados que nos visita na sexta-feira para que veja como é a vida real”, disse João Carlos Pereira, do grupo de moradores. Na sexta-feira, pelas 15 horas, deputados da comissão parlamentar de Ambiente visitam a Siderurgia Nacional no Seixal e reúnem-se com o presidente da Câmara do Seixal, com a Junta de Freguesia de Paio Pires e com o grupo Os Contaminados.
População queixa-se poluição da SN Seixal 

A este propósito, o grupo de moradores lançou um apelo na página do Facebook para que a população não lave as viaturas, recolha amostras de limalhas e pó negro e que as entregue até dia 14 de Fevereiro na Sociedade Musical 5 de Outubro, para que a poluição que afeta a localidade seja visível.
Esta é uma ação importante, segundo João Carlos Pereira, porque a Siderurgia Nacional, detida pelo grupo espanhol Megasa, “já lavou todas as ruas” e no dia da visita “vai estar a trabalhar a 0,5 por cento”.
“Na sexta, os deputados vão visitar a fábrica e vai estar tudo bem. Vai ser muito semelhante ao palácio da gata borralheira no dia em que foi experimentar o sapatinho”, afirmou o morador à Agência Lusa.
É por este motivo que, Os Contaminados vão tentar transmitir em reunião com a comissão parlamentar “como é a vida cá fora” e convidar os seus elementos a dar uma volta pela freguesia para que possam “falar com os poluídos”.
Alguns moradores mostraram vontade de realizar um protesto em frente à Siderurgia Nacional na sexta-feira, porém, Os Contaminados demarcaram-se de qualquer manifestação que possa existir.
“Não convocamos nenhuma manifestação. Nunca iríamos convocar uma ação destas sem termos atrás de nós a vontade expressa da maioria da população, sem falarmos com as pessoas, propormos o movimento e sem sabermos se aceitam ou não. Assim não há expressão”, explicou.
João Carlos Pereira relevou também que o grupo já tem “muitas amostras”, desde recolhas de poeiras, imagens e vídeos.

Associação entrega ação popular  e pede 500 milhões para melhorar ar 
Em breve, Os Contaminados vão apresentar uma ação popular em tribunal contra a Siderurgia Nacional, mas ainda se encontram a reunir provas e vão efetuar primeiro uma reunião com os habitantes, o que só terá uma data prevista após a visita dos deputados.
A Associação da Terra da Morte Lenta, criada pela sociedade de advogados SPASS, já entregou uma ação contra a fábrica do Seixal, exigindo a suspensão imediata da atividade e 500 milhões de euros para a criação de um fundo para melhorar a qualidade do ar.
"Já demos entrada de uma ação popular cível nos tribunais comuns contra a Siderurgia Nacional no Seixal em que pedimos, além da suspensão imediata da atividade até ver resolvida as questões básicas e administrativas em causa, pedimos também o valor de 500 milhões de euros", adiantou à agência Lusa Fabiana Pereira, da SPASS. 
De acordo com a responsável, também moradora na Aldeia de Paio Pires, o valor pedido tem em conta o número de habitantes nesta zona, "cerca de 100 mil pessoas" e destina-se a um fundo que será explorado por entidades, como a Câmara do Seixal, o Instituto Ricardo Jorge, ou Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo, com o objetivo de "melhorar a qualidade do ar".
Segundo Fabiana Pereira, a ação entregue cita "mais de 50 entidades que estão ao redor da Siderurgia e que podem ser prejudicadas pela sua atividade", como as câmaras do Seixal, Almada e Barreiro, sindicatos de várias entidades e até o Benfica, visto que o centro de estágios se localiza a poucos metros da unidade industrial.
Além disso, solicita que sejam consideradas todas as provas em investigação, como a recolha feita em Paio Pires pela brigada ambiental da GNR, o estudo epidemiológico, a Carta da Qualidade do Ar e inclusive, opiniões médicas.
"Se as poeiras são tão difíceis de tirar dos carros, das casas e roupas, imaginemos então no pulmão e na saúde humana", afirmou.
De acordo com a Câmara do Seixal, desde o início do ano que os carros e casas de Paio Pires têm estado cobertos por um pó branco difícil de sair, mas desde 2014 que se verifica um pó negro.
A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo  informou que a estação de qualidade do ar de Paio Pires registou, desde o início do ano e até 5 de Fevereiro, 14 excedências ao valor limite diário de partículas inaláveis.
Já a Inspeção-Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território revelou que a empresa tem “60 dias” para o cumprimento das condições de licença ambiental.

Agência de Notícias com Lusa 
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Litoral alentejano quer reforços de meios na GNR

Sines, Santiago do Cacém, Alcácer do Sal, Grândola querem "fortalecer a capacidade de resposta" 

O presidente da Comunidade Intermunicipal do Alentejo Litoral, Vítor Proença, exigiu hoje ao Governo "o reforço de meios", humanos e materiais, para "fortalecer a capacidade de resposta" da Guarda Nacional Republicana (GNR) nesta região. "Há uma falta de efetivos gritante e de veículos motorizados em todos os concelhos do litoral alentejano", disse o autarca comunista.  O também presidente da Câmara de Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal, deu como exemplo as "duas viaturas ligeiras e uma todo-o-terreno" que se encontram "inoperacionais" no posto da GNR de Alcácer do Sal e denunciou a "falta de verbas" para a aquisição de "materiais de limpeza, consumíveis e apetrechamento do parque informático".
Autarcas pedem mais policiamento 

"São os militares que têm de fazer a limpeza pontual do posto da guarda, depois da saída da mulher que fazia a limpeza das instalações, quando deviam estar aptos para garantir a segurança e proteção das populações", afirmou o autarca a agência Lusa.
Além de "défices enormes de recursos humanos e de viaturas", o autarca apontou também "problemas" nos quartéis da GNR de Vila Nova de Santo André, no concelho de Santiago do Cacém, Grândola, e de Vila Nova de Milfontes, no concelho de Odemira.
"Não há no horizonte datas concretas para o início das obras e, nos casos de Vila Nova de Santo André e de Grândola, nem sequer para o lançamento dos respetivos concursos", criticou o autarca.
Considerando a situação, no litoral alentejano, "muito má", Vítor Proença, indicou que existem zonas "onde a criminalidade aumentou", entre 2013 e 2018, "não sendo alheio o défice de militares, a falta de equipamento apropriado e de viaturas".
A situação foi comunicada numa reunião, realizada recentemente em Grândola, que juntou os presidentes das cinco câmaras que compõem a Comunidade Intermunicipal do Alentejo Litoral, Sines, Santiago do Cacém, Alcácer do Sal, Grândola e Odemira, e o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita.
No encontro, Vítor Proença defendeu ainda "urgência" na colocação de uma ambulância de Suporte Imediato de Vida no Serviço de Urgência Básica de Alcácer do Sal e alertou para "a necessidade de reforço do apoio" aos Bombeiros Mistos de Alcácer do Sal e para "a situação perigosa" no acesso à praia da Comporta no período do verão.

Agência de Notícias  com Lusa 
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Onda Azeitão destaca-se em competição de Natação

Equipa de Tiago Venâncio brilha em Meeting Internacional

A equipa Onda Azeitão alcançou cinco finais num campeonato internacional de natação que decorreu nos dias 9 e 10 de Fevereiro, em Lisboa.  Para o XI Meeting Internacional de Lisboa WOS, no Complexo de Piscinas do Jamor, a equipa de natação de Vila Nogueira de Azeitão fez-se representar por 14 atletas, nove masculinos e cinco femininos, dos escalões juvenis, juniores e seniores.
Equipa de Azeitão levou 14 atletas 

David Lopes foi o atleta em maior destaque, com quatro finais alcançadas, uma final A e três finais B, nas provas de 50 e 100 metros livres e de mariposa.
No escalão feminino, a nadadora Filipa Cazeiro marcou presença na final B dos 200 metros mariposa.
Já o nadador Diogo Mateus, na prova de 100 metros bruços, assegurou a participação nos Campeonatos Nacionais Absolutos de Verão, em Agosto, no Funchal.
O XI Meeting Internacional de Lisboa WOS, prova organizada pela Associação de Natação de Lisboa, contou com a participação de 644 atletas em representação de 74 clubes nacionais e internacionais.
A Onda – Associação Orientadora para a Natação Desportiva em Azeitão, com o antigo nadador olímpico Tiago Venâncio no cargo de técnico principal, é responsável pela gestão da valência de natação desportiva nas Piscinas Municipais de Azeitão por protocolo de colaboração celebrado com a Câmara de Setúbal.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 
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Estação do Pinhal Novo vai receber núcleo museológico

Câmara lança concurso público para iniciar as obras 

A Câmara de Palmela lançou concurso público para obras na antiga Estação de Pinhal Novo, tendo em vista a instalação do núcleo museológico dedicado aos ferroviários e à importância da ferrovia no contexto do desenvolvimento local. A intervenção, diz a autarquia, "decorrerá no átrio central e na gare, tem um valor base de 30 mil euros". O Contrato de Subconcessão de Uso Privativo Parcial do referido edifício foi celebrado entre a Câmara de Palmela e a IP Património – Administração e Gestão Imobiliária, no verão de 2017 mas só agora é que o projeto recebeu "luz verde" para avançar. 
Antiga estação vai ganhar nova vida 

O edifício da antiga estação ferroviária de Pinhal Novo irá acolher um núcleo museológico sobre a atividade ferroviária. Na altura da assinatura do contrato de subconcessão entre  o IP Património – Administração e Gestão Imobiliária e a autarquia, dizia-se que o museu abriria portas em Maio do ano passado. Um prazo que não foi cumprido.
Só agora, em Fevereiro deste ano, a autarquia lança o concurso público para as obras para o Núcleo Museológico dos Ferroviários. 
A intervenção "decorrerá no átrio central e na gare"e visa, explica a autarquia, "criar um percurso acessível a cidadãos com mobilidade condicionada delimitar o espaço visitável da gare 1, por razões de segurança que se prendem com a eletrificação da via férrea e criar um acesso para o alçado nascente do edifício, a partir da gare 1, para permitir a observação dos painéis de azulejos aí situados, que ficaram inacessíveis com a construção da nova estação ferroviária". 
Em Julho de 2017, aquando a apresentação publica do projeto, Álvaro Amaro, presidente da Câmara de Palmela, recordou o contexto da criação deste núcleo, integrado no Programa Museológico Municipal e "que reflete a importância deste meio de transporte e comunidade profissional na génese da vila de Pinhal Novo", disse o autarca. 
"Trata-se de um projeto que reflete trabalhos já iniciados há alguns anos pelo Museu Municipal – nomeadamente, a exposição Caminhos de ferro e ferroviários em Pinhal Novo e o livro Memórias de Ferroviários em Pinhal Novo - para a História da Vila e da Comunidade Ferroviária - que abre uma linha de investigação permanente em torno do tema", disse o autarca.
A abertura do espaço ao público, com uma exposição de longa duração, o estabelecimento de parcerias com a Fundação Museu Nacional Ferroviário e com o Centro Nacional de Documentação Ferroviária são os próximos passos perspetivados pela Câmara de Palmela para um dos espaços mais emblemáticos da vila de Pinhal Novo.
Na ocasião, Carlos Fernandes, presidente da  IP Património, destacou a iniciativa “pela importância que o setor ferroviário teve neste território”, lembrando que “tratar estes casos que são postos à disposição das pessoas é dar nova vida aos espaços”. Para Carlos Fernandes, “a vila de Pinhal Novo nasceu à volta do comboio, pois em 1930 vieram cinco mil pessoas ligadas ao setor ferroviário e esta cedência foi a melhor solução”.A estação de Pinhal Novo foi construída nos finais dos anos 30 do século XX. A Estação possui 23 painéis de azulejos datados de 1938, representando diversas paisagens do distrito de Setúbal.
Os temas centrais são da autoria de João Rodrigues – com base em fotografias de Manuel Giraldes da Silva –, a produção de Faiança Battistini de Maria de Portugal – Fábrica de Cerâmica de Lisboa.
A Estação recebeu, em 1946, o 2º Prémio no Concurso das Estações Floridas e diversos 1ºs Prémios, no Concurso das Estações bem cuidadas, ao longo dos anos 70.

Agência de Notícias 
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Ferrovia aproxima porto de Sines da Europa

Costa não quer Alentejo a "ver os comboios passar"

O primeiro-ministro, António Costa, considerou, esta segunda-feira, "fundamental" que o Alentejo não fique a "ver os comboios passar" com a linha ferroviária do Corredor Internacional Sul Sines-Elvas (Caia) e defendeu a fixação de empresas na região. Trata-se de uma obra "absolutamente essencial" para "melhorar a competitividade externa" e a "coesão interna" do país, realçou o chefe do Governo, em Redondo, no distrito de Évora, na cerimónia de adjudicação da empreitada de construção de um dos troços desta linha ferroviária de mercadorias.
Governo quer atrair investimento ao Alentejo 

Segundo António Costa, que já antes tinha ouvido o presidente da Câmara de Redondo, António Recto, a alertar para a importância de o projeto contribuir para o desenvolvimento da região e de os alentejanos não ficarem a "ver passar os comboios", esta linha ferroviária "é uma oportunidade" para "criar uma maior coesão interna".
"E é por isso que é fundamental que esta linha que atravessa toda esta grande planície alentejana não seja uma obra para que quem cá vive fique, como disse o senhor presidente, a ver os comboios passar", assinalou o primeiro-ministro.
Pelo contrário, defendeu, "tem que ser mais uma oportunidade para que as empresas aqui se fixem e possam ver nesta infraestrutura uma melhor oportunidade de, instalados no Alentejo, terem melhores condições de exportar para a Europa ou exportar para todo o mundo a partir do Porto de Sines".
Após a sessão na vila alentejana, o primeiro-ministro foi questionado pelos jornalistas sobre o partido Aliança, presidido por Santana Lopes e cujo congresso fundador decorreu em Évora, este fim de semana, mas António Costa limitou-se a apontar para uma das mãos e a responder: "Eu, aliança só tenho esta".
A cerimónia realizada na segunda-feira assinalou a adjudicação pela Infraestruturas de Portugal (IP) da empreitada para a construção do novo troço Évora Norte/Freixo, o primeiro de três da ligação Évora Norte/Elvas, no Corredor Internacional Sul que vai ligar o Porto de Sines à fronteira do Caia, no concelho de Elvas.
A obra, numa extensão de 20,5 quilómetros e num valor de 46,6 milhões de euros, tem um prazo de execução de 540 dias e está inscrita no Programa Ferrovia 2020.

Uma linha com viagem [de ida e volta] de Sines para a Europa 
No discurso, o primeiro-ministro insistiu na importância de aproveitar o projeto para promover a coesão interna: "Basta olhar para o mapa para compreender que é difícil encontrar um sítio mais atrativo, mais bem servido de infraestruturas para localizar a produção de bens para exportação" do que "todo o eixo servido por esta nova linha férrea".
E, destacou António Costa, fruto da renegociação do Portugal 2020, "dos cinco mil milhões de euros que vão reforçar o financiamento para o investimento empresarial, 1.700 milhões estão reservados" para os concelhos do interior.
Em termos da competitividade externa, acentuou, a nova linha ferroviária de mercadorias "vai potenciar a ligação do Porto de Sines à Europa", mas também "a ligação da Europa ao Porto de Sines", permitindo reforçar a ligação de Portugal ao território europeu e ao mundo.
Reafirmando que esta é "a maior obra ferroviária" lançada em Portugal "nos últimos 100 anos", o chefe do Governo também a considerou "essencial" para o país "dar prioridade efetiva à descarbonização da economia", no âmbito da mitigação das alterações climáticas.
"Quando estamos a investir na ferrovia, estamos a retirar mil camiões das estradas e estamos a retirar muitas toneladas de CO2 da nossa atmosfera", frisou.

Agência de Notícias com Lusa 
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GNR atinge homem a tiro durante rusga em Palmela

Investigação da GNR culmina com alegado agressor baleado em Vila Amélia 

Um homem de 43 anos, suspeito de roubos com violência, apontou uma caçadeira aos agentes da GNR que o tentavam deter, em Vila Amélia, no concelho de  Palmela. Os guardas reagiram com tiro que o atingiu no braço. O incidente ocorreu quando um dispositivo da GNR procurava dar cumprimento a mandados de busca domiciliária. Em comunicado a GNR confirmou a ocorrência e revela ainda que o detido apontou uma caçadeira de canos serrados na direção da equipa de intervenção tática da Força do Grupo de Intervenção de Operações Especiais, o que obrigou os militares a efetuar o disparo.
GNR obrigada a disparar para deter o suspeito 

No âmbito de uma investigação de roubos com violência o Grupo de Intervenção de Operações Especiais da GNR actuou em Palmela com mandados de busca domiciliária. No decorrer das operações um homem foi baleado.
Um homem que apontou uma caçadeira a militares da GNR durante uma operação de busca domiciliária efectuada ontem de manhã em Vila Amélia, concelho de Palmela, foi baleado num braço por elementos da corporação, revelou a GNR em comunicado.
De acordo com a GNR, o incidente ocorreu cerca das sete da manhã quando os militares se preparavam para efectuar uma busca domiciliária, munidos de respectivo mandado de busca, no âmbito de uma investigação pela prática de crimes de roubo com violência.
“No momento em que a Força do Grupo de Intervenção de Operações Especiais se preparava para entrar numa das residências, dando cumprimento a um mandado de busca, um homem de 43 anos, que estava no seu interior empunhando uma caçadeira de canos serrados, apontou-a, a partir da janela, na direção da equipa de intervenção táctica dos militares da guarda”, refere o comunicado.
A GNR acrescenta que os militares foram obrigados a efectuar um disparo “por haver perigo iminente de morte ou ofensa grave à integridade física” dos elementos da corporação, adiantando ainda que o disparo atingiu o suspeito num braço.
Segundo o tenente-coronel Hélder Barros, porta-voz da GNR, “depois de ter sido atingido num braço, o suspeito foi imediatamente assistido e acompanhado por um militar do GNR até à chegada de uma equipa do INEM, Instituto Nacional de Emergência Médica”, uma vez que, todas as equipas do Grupo de Intervenção de Operações Especiais têm um elemento especializado em cuidados de emergência médica em ambiente tático.
O porta-voz da GNR escusou-se a adiantar mais pormenores sobre o caso, alegando que ainda há diligências em curso no âmbito da mesma operação policial.

Agência de Notícias com Lusa 


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Deputados do CDS-PP visitam escola em Almada

Secundária Fernão Mendes Pinto necessita urgentemente de obras

Nuno Magalhães, deputado do CDS-PP, eleito pelo circulo de Setúbal à Assembleia da República, ouviu da directora da Escola Secundária Fernão Mendes Pinto, no Pragal, concelho de Almada. O deputado apela  "à necessidade urgente da requalificação" daquela escola. A instituição “não tem obras há 40 anos”, tendo principalmente problemas estruturais, ao nível da canalização e de roturas. Neste ano letivo, os alunos já "fecharam" a escola duas vezes [Outubro e Janeiro] reclamando pela falta de condições e da falta de pessoal não docente. No entanto, segundo os deputados centristas, nem tudo é mau naquele estabelecimento de ensino. A segurança e o sucesso educativo são marcas "que orgulham" os cerca de mil alunos da Escola Secundária Fernão Mendes Pinto. 
Comitiva do CDS vê in loco os problemas da escola 

Remoção de placas de fibrocimento que tardam, canalização a necessitar de obras, o piso em mau estado, a falta de funcionários, a necessidade de renovação de equipamento, em concreto de ginásio, tal como um balneário condigno para que os alunos possam praticar educação física em perfeitas condições, são alguns dos problemas que Nuno Magalhães, Ana Rita Bessa, também deputada do Grupo Parlamentar na área da Educação, tal como a  presidente da estrutura local do CDS-PP, Sara Machado Gomes, ouviram da responsável da escola.
"Umas obras de fundo que tardam, visto a tutela reconhecer as necessidades existentes, mas considera a mesma como não prioritária", disse o partido num comunicado enviado à ADN-Agência de Notícias.
A falta de indicações no exterior da escola e sinalização nomeadamente a rodoviária em condições de segurança, foram outras das queixas ouvidas pelo CDS-PP.
Contudo, nem tudo é negativo na Fernão Mendes Pinto, no Pragal, antes pelo contrário. "A escola é um sucesso ao nível da aprendizagem, da integração e da socialização, apresentando-se mesmo como uma escola-modelo e com muita procura, tendo ainda como ponto forte, o ensino do Turismo, uma disciplina muito importante para o concelho e para o país", explicou Nuno Magalhães.
A segurança ao redor e no interior da escola "melhorou significativamente" e há um "acompanhamento constante da comunidade educativa de professores e encarregados de educação junto dos alunos num escola que tem como referência entre alunos e ex-alunos, músicos, futebolistas, judocas, políticos, artistas entre outros, que estudam ou se formaram na escola do Pragal", diz o deputado centrista.
"O CDS-PP continuará a acompanhar a situação da Fernão Mendes Pinto, nomeadamente no que diz respeito às exigências que devem ser feitas junto do Ministério da Educação", garante Nuno Magalhães.
Na mesma visita na comitiva do CDS-PP esteve também presente José Coutinho, Presidente da JP de Almada.

Alunos protestaram em Janeiro 
Em Janeiro, os estudantes da Escola Secundária Fernão Mendes Pinto, voltaram a protestar pela realização de obras nas casas de banho, canalizações e remoção de amianto.
"Apontamos problemas a nível da instalação da escola, falta de funcionários e necessidade de maior verba para a limpeza, mas o principal é a necessidade de realização de obras nas casas de banho, nas canalizações e a remoção do fibrocimento que ainda existe em algumas coberturas da escola", explicou Beatriz Mendes, na altura.
De acordo com a aluna, devido aos problemas nas canalizações, há uma casa de banho "que se encontra encerrada há vários meses", uma situação que já se verificava no último protesto dos estudantes, em Outubro do ano passado.
Outra das prioridades é a mudança do pavimento do pavilhão de educação física, que, segundo a estudante, "é de madeira, está danificado e não é o mais indicado para a prática de ginástica".
Os alunos receberam a indicação de que as obras começam este ano, no entanto, não querem "promessas" mas sim "concretizações".
"Houve uma confirmação por parte da entidade responsável que as obras na canalização iriam avançar este ano, mas foi uma promessa e nós queremos realmente ver isso concretizado e ter a certeza que vai acontecer. São problemas que estão a ficar muito graves e é urgente serem resolvidos", sublinhou.
Além da manifestação, os estudantes elaboraram uma carta a exigir ao Governo a resolução de problemas da escola pública, como a "elevada carga horária, o elevado número de alunos por turma, a falta de investimento no ensino nas vias profissionalizantes e os constrangimentos no acesso ao ensino superior".
Segundo Beatriz Mendes, a direcção da escola tem apoiado os alunos, mas estes problemas têm que ser resolvidos pelo Estado.
"A direcção tem-se mostrado sempre disponível para ouvir os problemas dos alunos e faz tudo o que pode, mas realmente há questões que não estão ao seu alcance e que só podem ser resolvidas com um aumento do financiamento por parte do Governo e do Ministério da Educação", apontou a aluna na altura.
A Escola Fernão Mendes Pinto tem atualmente cerca de mil estudantes, mas, segundo a porta-voz, “este número é superior ao que a escola foi pensada para ter”.

Agência de Notícias 

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