Dá um Gosto ao ADN

Barreiro e Moita vão criar gabinete de apoio à vítima

Eleitos têm “responsabilidades sociais acrescidas” perante esta realidade 

A Câmara do Barreiro vai criar um gabinete de apoio à vítima que vai servir os concelhos do Barreiro e da Moita, avançou o município. O protocolo para a territorialização da rede nacional de apoio às vítimas de violência doméstica foi celebrado pelo presidente da autarquia, Frederico Rosa, e pela secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, Rosa Monteiro, em conjunto com outras 17 entidades, como a Câmara da Moita e as comissões de proteção de crianças e jovens dos dois concelhos, numa cerimónia onde esteve também presente a secretária de Estado da Saúde, Raquel Duarte. Citado em comunicado, o presidente da Câmara do Barreiro sublinhou a importância desta decisão e adiantou que o gabinete servirá tanto o concelho do Barreiro, como o da Moita.
Vitimas de violência com gabinete especializado 


Este acordo representa, para Frederico Rosa, um momento “muito importante para a nossa cidade e muito feliz para a Câmara Municipal do Barreiro. Desde o primeiro dia (da tomada de posse), que é um designo para todos nós. Lutámos muito para o Barreiro tivesse esta resposta social”.
Agradeceu a todas as entidades envolvidas e em especial à Rumo que, “tiveram sempre uma palavra para nos apoiar para a concretização desta ação”.
O autarca do Barreiro referiu, ainda, a “imensa satisfação” pelo facto de o protocolo ir para além do Barreiro e abranger o território da Moita. “As duas populações não reconhecem esta fronteira administrativa, é um território uno. É uma população quase gémea e fazia sentido este serviço para os dois concelhos”.
Recordou uma reunião da Assembleia Municipal na qual foram relatados, na primeira pessoa, vários casos de violência. Destacou o caso de uma jovem de 18 anos: “há cerca de 15 anos um agressor no Barreiro fazia as primeiras vítimas, uma das vítimas de hoje tem 18 anos, tinha na época três anos. Nós enquanto sociedade falhámos na resposta a este caso, eu não quero que nenhuma criança que hoje tenha três anos daqui a 15 se encontre na mesma situação. Temos todos de forma concertada, de encontrar respostas”.
Na opinião do presidente "a luta pela igualdade não é só das mulheres. A luta pela igualdade é de todos os que acreditam numa sociedade mais justa, de oportunidades, e de direitos", sublinhou Frederico Rosa.
O autarca prestou um reconhecimento e agradecimento à cidadã Sara Ferreira, “antes de ter tomado posse como vereadora já nos dizia que era fundamental abraçarmos este desafio e só descansava quando o gabinete fosse uma realidade”.

Moita destaca trabalho de cooperação 
Na assinatura do protocolo, que decorreu no Auditório Municipal Augusto Cabrita, no Barreiro, o presidente da Câmara da Moita afirmou que “a violência doméstica não é tolerável. É um problema grave e disseminado na nossa sociedade e só mantém essa presença porque ainda há demasiada complacência para com a agressão e a discriminação, designadamente das mulheres”.
Considerando que os eleitos têm “responsabilidades sociais acrescidas”, Rui Garcia referiu que “um problema desta dimensão convoca-nos, a todos, a tomarmos ações concretas e decisivas e sem qualquer tipo de complacência”. 
Neste sentido, o autarca considera que a assinatura do protocolo “é um passo importante”, realçando o “trabalho de cooperação” entre os dois municípios  e o “papel fundamental” do Governo e da “rede social que vai permitir ter uma intervenção basilar nestes casos”, valorizando ainda a criação de centros de apoio que torna possível que “as vítimas tenham voz e proteção”.

Investimento superior a 80 mil euros 
"A prevenção e combate à violência contra as mulheres exige respostas conjuntas no território, por isso é fundamental o compromisso e empenho ativo dos municípios nesta batalha pela proximidade às populações e pela responsabilidade na gestão e coordenação da rede de serviços e atores que atuam nos territórios. Só assim se potenciam estruturas de atendimento próximas das pessoas e integradas na rede nacional de apoio às vítimas", referiu Rosa Monteiro, secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade à margem da assinatura do protocolo que garante um apoio do Governo de cerca de 40 mil euros por ano, num investimento global, repartido com os municípios do Barreiro e Moita, superior a 80 mil euros por ano.
Com esta nova resposta, 10 dos 13 concelhos do distrito de Setúbal passam a contar com um gabinete de atendimento e apoio às vítimas de violência doméstica, com o Barreiro e a Moita a integrar uma rede de respostas nestes territórios. 
O Gabinete de Apoio à Vítima ficará na Baía do tejo – Parque Empresarial do Barreiro – Rua 19, nº 13, Caixa Postal nº 5063, 2830-138 Barreiro. Telefone/Fax 21 206 49 20/1

Agência de Notícias 

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Setúbal e Tianjin, na China, estreitam relações

Chineses interessados em investir no concelho e fortalecer ligações 

Setúbal e Tianjin, China, assinaram uma carta de intenções com vista à geminação das duas cidades para parcerias em diversas áreas, entre as quais a promoção do desenvolvimento da primeira Oficina Lu Ban em Portugal, no Instituto Politécnico de Setúbal. O documento, assinado entre a autarquia e o Governo de Tianjin, é o ponto de partida para o fortalecimento das relações entre as duas cidades, através do desenvolvimento de intercâmbios e cooperações nas áreas da educação, indústria, portos, formação profissional, turismo, saúde e cultura, e para o estabelecimento de um acordo de geminação. A Oficina Lu Ban permite o intercâmbio de estudantes, docentes e investigadores, a produção conjunta de materiais pedagógicos e a prática de investigação industrial conjunta.
Municípios querem fortalecer contatos 
“A oportunidade que nos dão de assinar este acordo para aproximar a Europa da Ásia, neste caso Portugal, representado por Setúbal, e a China, representada por Tianjin, é motivo de orgulho e de motivação para trabalharmos cada vez mais neste tipo de parcerias”, sublinhou a presidente da Câmara de Setúbal, Maria das Dores Meira, no Salão Nobre dos Paços do Concelho.
“Este acordo tem um grande significado, pois une a ponta oriental da Ásia, Tianjin, à ponta ocidental da Europa, Setúbal, através do estabelecimento de uma relação de amizade. Estamos longe, mas cada vez mais próximos”, vincou o presidente do Governo de Tianjin, Zhang Guoqing.
Um dos principais objetivos da cooperação entre Setúbal e Tianjin centra-se no campo da educação, em especial na formação profissional, com a promoção conjunta do desenvolvimento da Oficina Lu Ban, inaugurada ao final do dia no Instituto Politécnico de Setúbal.
O protocolo para a instalação da Oficina Lu Ban na instituição de ensino setubalense foi assinado na semana passada, entre os dois municípios, numa cerimónia realizada no Palácio Nacional de Queluz, no âmbito da visita do Presidente da República Popular da China, Xi Jinping, a Portugal.
“Quando soube desta visita, há cerca de três meses, decidi que teríamos de inaugurar a Oficina Lu Ban neste dia, como presente para o presidente Xi Jinping e para comemorar os quarenta anos do restabelecimento das relações diplomáticas entre Portugal e a China. Cheguei a duvidar que teríamos tempo para o fazer, mas cá estamos”, sublinhou o presidente do Governo de Tianjin.
A Oficina Lu Ban, projeto do Governo de Tianjin e da Escola Vocacional de Mecânica e Eletricidade de Tianjin, é uma unidade apetrechada com equipamento de ponta destinada à formação técnica em robótica industrial.

Projeto chinês no Politécnico de Setúbal
Zhang Guoqing quer que a oficina instalada na Escola Superior de Tecnologia do Instituto Politécnico de Setúbal, a segunda na Europa e a sexta em todo o mundo, seja um modelo para todas as outras, a nível mundial.
“O Governo de Tianjin vai apoiar ao máximo esta oficina para que seja a mais avançada a nível mundial e para que receba jovens provenientes de todo o mundo”.
“Orgulhosa” por Setúbal ter sido escolhida para receber a única Oficina Lu Ban instalada em Portugal, a presidente da autarquia considera que o projeto vai ser um polo de atração para jovens de todo o mundo, além de contribuir para o aprofundamento de relações “mutuamente profícuas” entre os dois municípios.
A inauguração da Oficina Lu Ban contou, igualmente, com a intervenção do secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, João Sobrinho Teixeira, que garantiu “todo o apoio do governo português na difusão deste projeto que demonstra a capacidade tecnológica da China”.
O governante espera que o novo recurso disponível no Instituto Politécnico de Setúbal permita a “troca de experiências e a mobilidade de estudantes, que seja promotor de práticas pedagógicas e tenha efeitos na valorização da região”.
O presidente do Instituto Politécnico de Setúbal, Pedro Dominguinhos, quer “partilhar este projeto inovador com a comunidade” e torná-lo numa “referência a nível mundial”.
As oficinas Lu Ban, que perpetuam o nome do carpinteiro e inventor chinês da dinastia Zhou, são plataformas de colaboração tecnológica entre a China e os países destinatários, inscrevendo-se na estratégia de internacionalização do país.
Num espaço único e agregador de várias áreas disciplinares, em torno do paradigma da indústria 4.0, a oficina está apetrechada com tecnologia de ponta na área da robótica industrial para permitir o ensino profissionalizante e a investigação aplicada.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 
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Governo avança para novo quartel da GNR na Moita

Autarquia e Estado assinaram protocolo na semana passada 

O presidente da Câmara da Moita, Rui Garcia, e o Secretário Geral do Ministério da Administração Interna, Carlos Ramos, assinaram no Ministério da Administração Interna, o Contrato de Permuta de um terreno municipal para a construção do novo Quartel da GNR – Posto Territorial da Moita pelo edifício do antigo Quartel dos Bombeiros Voluntários da Moita. A assinatura de uma permuta de terreno do antigo Quartel dos Bombeiros permite agora projectar a construção de um novo posto da GNR na Moita. "A construção de um novo Posto Territorial da GNR tem sido uma antiga reivindicação do município da Moita que, ao longo de vários anos, tem solicitado a sua contemplação no Orçamento de Estado, sem nunca se ter concretizado", sublinha a autarquia em comunicado enviado à ADN-Agência de Notícias. 
Moita vai ter novo quartel da GNR 

Rui Garcia manifestou satisfação com a assinatura deste contrato de permuta por significar o primeiro passo para a resolução de um problema há muito identificado no concelho.
“O Posto da GNR tem funcionado em instalações municipais que não são as mais adequadas em termos de localização, espaço, segurança e acessibilidades”, comentou o autarca, referindo ainda que a Câmara Municipal tem manifestado, ao longo de anos, junto dos sucessivos Governos, “muita preocupação com as condições físicas com que a GNR desenvolve o seu trabalho e sempre estivemos disponíveis para encontrar soluções para resolver esta situação”, realça Rui Garcia.
As forças de segurança no concelho da Moita – PSP e GNR – funcionam em instalações municipais, cedidas gratuitamente pela Câmara da Moita e sem qualquer contrapartida.
Em comunicado a Concelhia do Partido Socialista salienta que, a “resolução deste processo tornará possível a construção de raiz de um novo posto da GNR”. Uma solução que permitirá a melhoria das condições de trabalho dos militares daquela força policial e “uma medida reconhecida por todos como muito importante, que representa para o Estado um investimento de 1 milhão de euros”.
De referir que o Ministério da Administração Interna adquiriu o edifício do antigo Quartel dos Bombeiros, em 2009, com o objetivo de aí instalar o Posto Territorial da GNR, o que nunca veio a acontecer. Desde a sua aquisição, que as antigas instalações dos Bombeiros se encontram abandonadas, tendo sido objeto de atos de vandalismo, ocupação indevida e com evidentes sinais de degradação, uma situação que a autarquia tem tentado resolver, colocando, desde logo, a hipótese de permuta de um terreno municipal para a construção do Posto Territorial da GNR e chamando à sua posse aquele edifício, classificado já como edifício em ruínas.
O terreno municipal, permutado para a construção do novo Quartel da GNR – Posto Territorial da Moita, situa-se na freguesia da Moita (Loteamento Municipal da Mãe D’Água Sul), tem uma área de 8 447m2 e um valor patrimonial de mais de dois milhões de euros.

Freguesias da Moita querem mais segurança
As Juntas de Freguesia do concelho da Moita decidiram que "vão mais uma vez continuar a manter as taxas e tarifas no mesmo valor, não sofrendo estas qualquer aumento para 2019", disseram as freguesias em comunicado. 
As juntas de freguesia, da Moita, Baixa da Banheira, Vale da Amoreira, Alhos Vedros, Gaio- Rosário e Sarilhos Pequenos "manifestam ainda a sua preocupação com a redução do número de agentes das forças de segurança (GNR e PSP) ao serviço da população da Moita, bem como na redução dos meios técnicos e materiais ao seu dispor, que colocam em causa a segurança pública no concelho da Moita".
Tendo conhecimento desta situação, as Juntas de Freguesia, "reivindicam junto do Governo o reforço de efectivos, meios técnicos e materiais e a construção dos novos quartéis da GNR e PSP no concelho", conclui o comunicado assinado por todos os presidentes de junta do concelho da Moita.

Agência de Notícias 


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Câmara de Setúbal regulariza vínculos a precários

Autarquia contrata 138 trabalhadores 'precários' até final do ano 

A Câmara de Setúbal está a admitir perto de uma centena e meia de trabalhadores em regime de contrato de trabalho em funções públicas, por tempo indeterminado, no âmbito do Programa de Regularização Extraordinária de Vínculos Precários da Administração Pública. Na sequência da publicação da lei, a 29 de Dezembro do ano passado, a autarquia assumiu o compromisso de integração de um total de 138 trabalhadores que satisfazem necessidades permanentes, com sujeição à hierarquia e horário completo do serviço, sem vínculo jurídico adequado, em diversas áreas funcionais.
Autarquia dá boas-vindas a funcionários 

As situações apuradas correspondem a 113 postos de trabalho na situação de regime de aquisição de serviços e 25 postos de trabalho na situação de Contrato Emprego Inserção e Inserção+.
"Após a realização dos procedimentos concursais necessários com vista à assinatura de contratos de trabalho em função pública por tempo indeterminado já foram admitidos, entre 1 de Outubro e 6 de Dezembro, 120 trabalhadores em diversas carreiras e categorias, das quais 63 assistentes operacionais, 28 assistentes técnicos e 29 técnicos superiores", diz a câmara de Setúbal em comunicado.
Até ao final do ano, deverão ser regularizadas os restantes 18 trabalhadores, ao abrigo do Programa de Regularização Extraordinária de Vínculos Precários da Administração Pública
Os “novos” trabalhadores municipais foram recebidos em sessões de acolhimento e de boas-vindas, realizadas a 1 de Outubro, a 1 de Novembro, a 3 e a 6 de Dezembro, que contaram, igualmente, com uma ação de formação relacionada com as respetivas especificidades contratuais em funções públicas e com questões de higiene e segurança no trabalho.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 
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Barreiro dá aval a novo terminal mas deixa alerta

Autarquia aprova vinda de contentores mais exige garantias  

A Câmara do Barreiro aprovou um parecer que confirma a sua concordância com a localização do futuro terminal de contentores, mas alerta para várias “condicionantes”, sobretudo ambientais e de acessibilidades, incluindo a necessidade da terceira travessia no Tejo. O parecer sobre o Estudo de Impacte Ambiental do Terminal Multimodal projetado para o município, presidido pelo PS, foi solicitado pela Agência Portuguesa do Ambiente no âmbito da consulta pública que está a decorrer até sexta-feira. O documento - que sublinha que o atual processo de consulta pública se refere apenas à plataforma portuária e não inclui as acessibilidades à infraestrutura, ainda em estudo - foi aprovado com os votos favoráveis do PS e do PSD e com a abstenção da CDU.
Terminal vai mudar a face da cidade 


“O atual executivo reitera a sua concordância com a localização desta infraestrutura no Barreiro e reconhece a oportunidade de desenvolvimento do município, […] a presente proposta salvaguarda os principais problemas identificados na proposta de 2017”, indica o parecer, a que a Lusa teve acesso.
O presidente da autarquia, Frederico Rosa, tinha já afirmado que o principal constrangimento do projeto - a localização indicada no ano passado - estava ultrapassado.
No parecer, o município recorda que em causa está a “concretização de uma estrutura de acostagem para navios e outra para barcaças, um terrapleno portuário e um feixe de triagem ferroviário”, e sublinha que houve uma alteração da extensão do cais (de 1.500 para 1.325 metros) e um reposicionamento de cerca de 750 metros para nascente, na zona industrial, permitindo libertar as vistas sobre Lisboa na Avenida Bento Gonçalves/Passeio Augusto Cabrita.
“Esta solução não compromete a terceira travessia sobre o Tejo, nem a concretização da ligação ao Montijo, tendo sido estudado pela IP – Infraestruturas de Portugal o novo corredor mais para nascente, garantindo assim a compatibilização das infraestruturas e a exequibilidade da terceira travessia”, descreve o documento.
Durante a reunião, o parecer recebeu alguns novos contributos: “Foram reforçadas as preocupações sobre o ruído e as acessibilidades, embora sabendo que esta última questão vai ser ainda sujeita a um estudo de impacto ambiental e a uma discussão pública a realizar pela IP. Foram também realçadas as questões sobre a área de reserva que fará a integração urbanística entre a infraestrutura do terminal de contentores e a malha da cidade”, explicou Frederico Rosa à Lusa.
O documento indica que a solução rodoviária em estudo pela IP para aceder ao terminal (através do Itinerário Complementar 21 e da Avenida das Nacionalizações) “não deverá agravar a barreira artificial que hoje segmenta” aquele território e terá de envolver obras em todo o traçado do itinerário complementar, incluindo a criação de um corredor para pesados e rotundas nos nós de Galitos e Hospital.
São também apontadas vias alternativas à Avenida das Nacionalizações, para aliviar o trânsito nesta importante artéria, bem como a importância de um estudo cromático dos pórticos e da criação de áreas verdes urbanas.

Presidente não desiste da Terceira Travessia do Tejo 
“As questões relacionadas com resíduos, efluentes e emissões na fase de exploração deverão ser objeto de um Plano de Contingência para Derrames do Terminal”, é referido.
A autarquia destaca também a importância de concretizar ligações rodoviárias transversais entre o Barreiro e os concelhos vizinhos, bem como a necessidade de detalhar a acessibilidade ferroviária da carga na fase de projeto, para articular com o alinhamento da terceira travessia sobre o Tejo (com transporte ferroviário de passageiros) e para minimizar o seu impacto no território, sobretudo ao nível do ruído.
Para melhorar a proposta, propõe-se, entre outros, permitir a “refuncionalização do atual porto da Baía do Tejo para funções mais urbanas”, “aproveitar a oportunidade das dragagens para o eventual reforço do areal em diversos pontos do concelho” e “permitir a criação de áreas de enquadramento paisagístico do terminal” que sejam uma mais-valia para quem vive na cidade.
Na sua declaração de voto, Frederico Rosa afirmou não aceitar que o projeto (um investimento superior a 500 milhões de euros) ponha em causa a terceira travessia sobe o Tejo ou outras infraestruturas com impacto no desenvolvimento do Barreiro, sublinhando que a câmara acompanhará o processo até ao concurso público internacional.
“Se houver interessados, que se construa rapidamente. Se não houver interessados, que se feche esta porta. O Barreiro não pode continuar a viver de eternas possibilidades que se arrastam por décadas”, disse.

Agência de Notícias com Lusa 
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Aldeia de Natal chegou ao centro histórico do Seixal

As luzes já se acenderam e há um comboio e uma pista de gelo para celebrar

Até 23 de Dezembro o núcleo urbano antigo do Seixal transforma-se num local mágico para celebração do Natal, dirigido a todas as famílias. Os mais novos podem visitar as casas do Pai Natal e dos duendes, viajar no carrossel francês e patinar na pista de gelo natural. Há ainda muita animação, com pinturas faciais e workshops. Para além da iluminação da época e das árvores de Natal, haverá selfie points para registar o momento, bem como um comboio de Natal para viajar pela zona ribeirinha. No Mercado de Natal, espaço para a gastronomia e artesanato, não faltará a doçaria da época e ideias de presentes para este Natal. A Aldeia Natal do Seixal estará aberta de segunda a quinta-feira, das 14 às 19 horas, e de sexta-feira a domingo, das 11 às 22 horas. Integrado no programa da Aldeia Natal, no próximo dia 15, às 16 horas, na Sociedade Filarmónica União Seixalense, realiza-se o Natal do Hospital no Seixal. 
Seixal já entrou na festa de Natal 

De ano para ano o Natal é cada vez mais tempo de festa no Seixal. Iluminação e muita diversão unem crianças e adultos a uma tradição a que não faltam os símbolos da época. E mais uma vez vai ser reivindicado o Hospital no Seixal
À espera de miúdos e graúdos, a Aldeia Natal é um espaço fantástico que até 23 de Dezembro vai dar outra cor ao núcleo antigo do Seixal. A desafiar a curiosidade e brincadeira, todos vão puder visitar a casa do Pai Natal e a dos duendes, e a Ilha das Guloseimas, viajar no carrossel francês, e patinar na pista de gelo natural.
Especial vai ser também Mercado de Natal onde há artesanato, gastronomia, muita doçaria e ideias de presentes para este Natal. E por falar em doçaria, está a decorrer o Concurso de Doçaria de Natal que tem por objectivo promover a doçaria tradicional desta época festiva. Participam pastelarias, padarias e doceiros particulares, que têm de entregar os seus doces a concurso até às 15 horas de dia 8 no salão nobre da Associação Náutica do Seixal para serem apreciados pelo júri. A prova, bem como a cerimónia de entrega dos prémios, realiza-se a partir das 16 horas.
O prémio a atribuir ao vencedor, no montante de mil euros, será oferta do Município do Seixal, sendo atribuído ainda um Prémio Turismo, a cargo da Entidade Regional de Turismo da Região de Lisboa. Serão entregues certificados de participação a todos os concorrentes.
Com muita iluminação e magia, a Aldeia de Natal do Seixal vai estar aberta todos os dias da semana até 23 de deste mês.
A Aldeia Natal está aberta de segunda a quinta-feita das 14 às 19 horas e de sexta-feira a domingo das 11 às 22 horas. A entrada no evento é livre, mas o acesso à pista do gelo (2,5 euros por meia hora), globo de neve (1,5 euros) e carrossel (2 euros) são pagas.

Natal do Hospital a 15 de Dezembro 
Integrado no programa da Aldeia Natal, no próximo dia 15, às 16 horas, na Sociedade Filarmónica União Seixalense, realiza-se o Natal do Hospital no Seixal. Trata-se de uma iniciativa que se realiza todos os anos, que marca a reivindicação por uma unidade que população e autarcas consideram “necessária”. É a forma de “transmitir ao Governo que a Comissão de Utentes de Saúde, os órgãos autárquicos, a Plataforma Juntos pelo Hospital e a população não esqueceram as promessas [do próprio primeiro-ministro, António Costa] e pretendem continuar a lutar por este equipamento de saúde”, refere a autarquia em comunicado.
Para além de reivindicação, o Natal do Hospital no Seixal “é também um momento de união, partilha e solidariedade ao qual se juntam artistas locais e nacionais para um espectáculo musical único”.
No palco vão estar nomes como Maria de Lourdes, Fernando Viegas, Mário Barradas, Ricardo Mestre, Vasco Duarte, Manuela Sameiro, David Ventura, Eduardo Santana, Dany Silva, Elisabete, Banza, Vítor Paulo, David Antunes e Samuel.
Entretanto, até ao próximo dia 16, decorre a 30.ª edição dos concertos de Natal que vai levar música a várias igrejas do concelho, ao Moinho de Maré de Corroios e à Quinta da Fidalga. Com a participação de diversos grupos corais, coros e bandas do concelho, os Concertos de Natal evocam o espírito natalício através da música, nesta quadra em que se celebra a família e a solidariedade.

Agência de Notícias 
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A magia do Natal anda à solta no concelho de Alcochete

Festejos de Natal envolvem população de todo o município 

Até  6 de Janeiro de 2019 a magia do Natal envolve Alcochete com uma programação diversificada para miúdos e graúdos, onde não vai faltar uma grandiosa árvore de Natal, o tradicional presépio, o mercado de Natal, um comboio que passa pelas freguesias do concelho, o ciclo de concertos de Natal, a tradicional música nas ruas ornamentadas e muitas outras surpresas. A árvore de Natal, no largo de São João, convida a uma visita, assim como o Mercado de Natal, instalado no Jardim do Coreto, apresenta doçaria e artesanato alusivos à época e tem programação própria. São mais de duas dezenas de participantes e um vasto programa de animação com destaque para animações de leitura e animações de rua. O presidente da autarquia deu conhecimento dos festejos promovidos pelo município nesta quadra natalícia que visam "atrair mais pessoas ao núcleo antigo da vila e promover e divulgar o comércio tradicional", sublinhou Fernando Pinto. 
Alcochete apresenta um Natal mágico 

Fernando Pinto recordou que as iniciativas de Natal do ano passado tiveram “um grande sucesso junto da opinião pública”, circunstância que “foi motivo de alento para no presente ano dar um novo passo, cumprindo aquilo que está na nossa génese e que é, no fundo, incentivar, motivar as pessoas a virem à rua, a desfrutarem daquilo que de belo o Natal tem para oferecer: a paz, o amor e a solidariedade”.
“No presente ano está previsto um conjunto de ações para que a magia do Natal se reflita em todo o concelho e em particular na zona mais histórica da vila entre os dias 1 de Dezembro e 6 de Janeiro”, disse o autarca. 
Fernando Pinto salientou também a aposta numa “árvore de Natal, no largo de São João, diferente dos anos anteriores, única, com cerca de 10 metros de altura e que vai fazer as delícias das famílias pois permite que se entre nela e que se possa fotografar uma das igrejas mais bonitas do País que é a igreja matriz”. O autarca referiu que o município também assegura, à semelhança do ano anterior, a colocação de árvores de natal e do presépio nas freguesias de São Francisco e de Samouco e a existência de presépios nas localidades do Passil e da Fonte da Senhora.
O presépio na vila de Alcochete, beneficiado este ano com mais duas figuras, vai estar posicionado no adro da igreja matriz e terá uma pequena vedação “para evitar algumas faltas de civismo que ocorreram no ano passado”, disse.
Como medidas de incentivo ao comércio local, o município vai distribuir, “este ano com maior abrangência do que no ano passado” tapetes vermelhos para serem colocados à entrada dos estabelecimentos comerciais, ao mesmo tempo que promove a 1.ª Mostra de Montras de Natal que, segundo o presidente do município, é já uma iniciativa com “sucesso garantido”, uma vez que se inscreveram cerca de uma centena estabelecimentos, dos quais seis localizados na freguesia de Samouco e oito na freguesia de São Francisco.
Fernando Pinto destacou também a realização do Mercado de Natal no jardim do coreto de Alcochete durante os três primeiros fins de semana de Dezembro, que vai decorrer numa tenda para proteger os 28 participantes de condições climatéricas adversas. Segundo o autarca, o conceito do Mercado de Natal mantém-se com a doçaria, gastronomia e o artesanato e há também toda a programação associada a esta iniciativa “com apontamentos que acabam por ser mágicos com malabarismo, a própria magia, pinturas faciais, balonismo, animação musical itinerante, atuações de coros e animação da leitura na galeria municipal”. O Mercado de Natal conta com o apoio financeiro de três mil euros do Instituto de Emprego e Formação Profissional.
O autarca salientou a descentralização do Ciclo de Concertos de Natal, de entrada gratuita, que vai decorrer na igreja de São Brás no Samouco, no edifício sede da Junta de Freguesia de São Francisco, no núcleo de arte sacra (igreja da Misericórdia) e no fórum cultural de Alcochete e a possibilidade de (re)ver a exposição de pais natais da coleção de Ana Pérola, este ano na galeria municipal dos Paços do concelho, que inclui ainda um presépio em concha de ostra do artesão alcochetano António Cruz.

Comboio especial de Natal circula no concelho
A grande novidade deste ano é o comboio de Natal, com 18 metros de comprimento, composto por uma locomotiva e três carruagens, que vai estar em funcionamento até 6 de Janeiro com paragem no largo de São João e que também se deslocará às freguesias de Samouco e São Francisco, nestes dois casos para proporcionar passeios às crianças do pré-escolar e do 1.º ciclo, sendo que os habitantes das zonas rurais, incluindo as crianças, terão transporte assegurado para virem à vila ver os festejos de Natal e andar no comboio.
“Acho que o comboio vai fazer as delícias não só dos mais pequenos, mas também sobretudo dos mais idosos e de uma vez por todas vamos poder afirmar convictamente que Alcochete vai ter também o seu respetivo comboio”, disse, em tom divertido, o autarca, salientando que o comboio estará ao serviço da população, com percursos pré-definidos, em horários diferenciados durante a semana e aos fins de semana.Para as crianças do pré-escolar e do 1.º ciclo da rede pública e colégios privados do concelho com pré-escolar, a câmara municipal vai proporcionar no dia 7 de Dezembro, em duas sessões no pavilhão de Alcochete, um espetáculo de circo. “Tal como no ano passado, todas as crianças receberão um lanche e assistirão a um espetáculo da família Cardinali com duração de cerca de 1h30”, explicou o autarca, manifestando a convicção de que o espetáculo “vai fazer as delícias das crianças e de quem as acompanha”.
Para Fernando Pinto, os festejos natalícios no concelho significam “um investimento na promoção e divulgação da marca “Alcochete”, daquilo que é o comércio local e é um investimento nas famílias para que possam desfrutar daquilo que temos para oferecer”.
“Continuamos a ser o concelho da região com menos investimento financeiro na quadra natalícia, mas estamos a dar passos importantes”, disse o autarca. “Ainda assim, estamos muito orgulhosos do trabalho que estamos a desenvolver em relação ao Natal e mais orgulhosos ficaremos se toda a magia que em nós irradia se possa propagar de forma abrangente a todas as famílias do concelho de Alcochete e a todos os que nos honram com a sua visita”, concluiu.

Agência de Notícias com Câmara de Alcochete 
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Exposição revela alfaiate e artista em Setúbal

História do pai de Toy chega ao museu do Trabalho 

Uma exposição que junta fotografias e artefactos ligados à profissão de alfaiate está patente entre 8 de Dezembro e 31 de Janeiro, no Museu do Trabalho Michel Giacometti, em Setúbal.  “António da Costa Ferrão – alfaiate e artista”, com inauguração agendada para sábado, às 15 horas, revela memórias e histórias da vida de uma personagem multifacetada, costuradas entre artes. O homenageado, natural de Ançada, Mangualde, atualmente com 94 anos, iniciou-se no ofício de alfaiate aos 11, uma vez concluída a antiga 4.ª classe, profissão à qual se dedicou durante 75 anos, primeiro em Lisboa, cidade onde cumpriu o serviço militar, depois em Setúbal, onde chegou em 1951. É o pai do cantor Toy.  

Fez-se sócio da Sociedade Musical Capricho Setubalense e da Sociedade Musical e Recreativa União Setubalense, onde aprendeu solfejo e tocou trompete nas respetivas bandas filarmónicas.Dedicado de corpo e alma às suas artes, de dia era o alfaiate António Ferrão, com estabelecimento num 1.º andar da Travessa do Postigo da Pedra, à noite era o Ferrão músico, que tocava guitarra elétrica, violino, contrabaixo, banjo e viola-baixo acústica em conjuntos de bailes, orquestras e grupos de cantares.
A exposição patente no Museu do Trabalho Michel Giacometti resulta da doação do espólio relacionado com instrumentos de trabalho ligados à Alfaiataria Ferrão, pelos filhos Maria Leonor Neves Ferrão Machado e António Manuel Neves Ferrão, o cantor Toy.
A mostra é inaugurada a 8 de Dezembro, às 15 horas, com um programa que inclui memórias, histórias e poesia por Victor Gaspar e José Raposo e pelos filhos do homenageado, assim como um apontamento musical por Toy e pelo Grupo de Cantares Populares e Tradições da Junta de Freguesia de São Sebastião.
“António da Costa Ferrão – alfaiate e artista”, organizada pela Câmara de Setúbal, pode ser visitada, até 31 de Janeiro, de terça a sexta-feira das 9h30 às 18 horas e ao sábado e domingo das 14 às 18 horas.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 

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Transporte de mercadorias revoluciona porto de Sines

Novo modelo de gestão de mercadorias quer acabar com tempo de esperas 

Foi apresentado esta semana um novo modelo de gestão das mercadorias para o Terminal de Contentores do porto de Sines. Este modelo com base rodoviária, contempla o ordenamento dos acessos ao terminal, nomeadamente no que respeita à sinalização e à criação de zonas de espera para veículos pesados, assim como a melhoria do processo de controlo de identidade e confirmação de autorização de acesso dos motoristas. O modelo foi apresentado pela Administração do Porto de Sines e pela concessionária do Terminal XXI do porto de Sines, numa sessão que contou com a presença de cerca de 50 representantes de várias empresas transportadoras. 
Novo modelo arranca em 2019 em Sines 

Um novo modelo de entrega e recolha de mercadorias, por modo rodoviário, vai ser lançado, no início de 2019, no terminal de contentores do porto de Sines, com o objetivo de reduzir o tempo das operações.
De acordo com um comunicado divulgado pela Administração do Porto de Sines, o novo modelo permitirá “o ordenamento dos acessos ao terminal”, melhorando a sinalização, a criação de zonas de espera para veículos pesados e o controlo de identidade e confirmação de autorização no acesso dos motoristas ao terminal do porto alentejano.
Com a entrada em funcionamento do novo modelo, a PSA Sines, concessionária do terminal de contentores do porto, prevê “reduzir os tempos de operação” e “potenciar uma maior eficiência na alocação” e “utilização de recursos do terminal e dos transportadores”.
O projeto-piloto vai contar com o contributo de algumas empresas transportadoras, do concessionário do terminal e das autoridades competentes, tendo sido apresentado aos vários “stakeholders” num evento que se realizou esta semana e que contou com a presença de cerca de 50 representantes do setor.
“Numa fase seguinte, o modelo poderá ser alargado a outros transportadores e instalações portuárias”, refere a APS, considerando que o projeto “contribuirá para a melhoria das condições de competitividade” do porto de Sines e do “serviço prestado aos clientes”.

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População reclama novo centro de saúde em Corroios

Obra programada para abrir este ano... continua sem sair da gaveta 

Dezenas de pessoas juntaram-se, esta quarta-feira, numa vigília para exigirem um novo centro de saúde em Corroios, no Seixal, dado que o atual está instalado num prédio de quatro andares sem condições para o atendimento de doentes com mobilidade reduzida. "A construção de um novo centro de saúde é absolutamente necessária porque o atual está instalado num prédio de quatro andares, sem elevador e com escadas muito estreitas. Os médicos têm de descer ao piso inferior para atenderem as pessoas com mobilidade reduzida e já não querem vir trabalhar para esta unidade de saúde", disse José Lourenço, coordenador da Comissão de Utentes da Saúde do Seixal. O Governo, em Maio do ano passado, garantia a abertura no novo centro para o final deste ano. Em Dezembro de 2018, ainda nem concurso há. 
Governo prometeu abrir unidade este ano 

Segundo José Lourenço, "o Ministério da Saúde já lançou dois concursos públicos para a construção do novo centro de saúde de Corroios, mas por um preço muito baixo - 1,6 milhões de euros - em função do volume de construção", pelo que até a comissão percebeu que "não iria aparecer nenhuma empresa interessada".
"Os dois concursos públicos ficaram desertos", acrescentou.
José Lourenço adiantou que a vigília, ao final da tarde de quarta-feira, mobilizou cerca de 70 utentes e pretendeu sensibilizar o Governo para a urgência de um novo centro de saúde, numa comunidade de cerca de "36 mil utentes, 20 mil dos quais sem médico de família".
"O Ministério da Saúde devia lançar de imediato um novo concurso público, mas, desta vez, com valores realistas, para que possamos ter o novo equipamento construído e a funcionar quanto antes, se possível antes do final do próximo ano, uma vez que o prazo de execução das obras nos concursos anteriores era de 200 dias", defendeu.
José Lourenço referiu ainda que a Câmara do Seixal já adjudicou, por  quase 300 mil euros, os arranjos exteriores do terreno que a própria autarquia cedeu ao Ministério da Saúde para a construção do novo centro de saúde de Corroios.

Autarquia critica atrasado na obra 
Este concurso foi adjudicado em Novembro com , o presidente da Câmara do Seixal, a criticar "a demora" do governo para avançar com a obra do centro de saúde que ficou contratualizada em Maio do ano passado. Joaquim Santos, lamentou que "o processo de construção deste equipamento, que é tão necessário para a população, continue sem desenvolvimento". A autarquia já pediu uma reunião com a nova ministra da Saúde mas ainda não obteve resposta.
O autarca lembrou que "em Maio de 2017 foi celebrado um acordo de colaboração para a instalação desta unidade de saúde, subscrito pelo secretário de Estado da Saúde, pelo presidente do conselho diretivo da Administração Regional de Saúde da Região de Lisboa e Vale do Tejo e pelo presidente da Câmara do Seixal e infelizmente já foram anulados pelo Ministério da Saúde dois concursos públicos para a sua construção e consequentemente adiado o compromisso assumido com a população. A autarquia do Seixal solicitou em Outubro nova reunião à ministra da Saúde, não tendo obtido resposta até ao momento".
Nesse acordo assinado ficou definido que a Administração Regional de Saúde da Região de Lisboa e Vale do Tejo assumiria a construção do novo Centro de Saúde de Corroios e que a Câmara do Seixal assumiria a construção dos acessos e arranjos exteriores, tendo ficado estabelecido como data de abertura do novo equipamento de saúde o ano de 2018. Hoje foram aprovados em reunião de câmara os referidos arranjos exteriores, ficando em falta a parte assumida pelo Governo.
"Importa lembrar que a construção do Centro de Saúde de Corroios é urgente pois o serviço continua a funcionar num edifício de habitação adaptado para o efeito com quatro andares, sem elevador e sem o mínimo de condições para assegurar a acessibilidade plena dos cerca de 50 mil habitantes desta freguesia", notou Joaquim Santos.

Governo prometia abertura no final deste ano 
Em Maio de 2017, o então secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado, reconheceu o atual centro de saúde "é de facto uma situação que não oferece confiança aos utentes ou qualquer condição de trabalho para os profissionais”.
Manuel Delgado frisou ainda que “apesar das dificuldades financeiras que ainda temos, as opções do Governo têm que ser tomadas em função das necessidades mais prementes que os cidadãos têm e aqui estávamos perante uma necessidade efetiva, pelo que o Governo assumiu que este centro de saúde tinha que ser construído. E cá estamos para o fazer com todo o gosto e com muita satisfação. Esperemos que, como a placa diz, mais para o fim de 2018, possamos inaugurar o centro de saúde e eu cá estarei com todo o gosto a ajudar nesse momento importante”. A verdade, em Dezembro de 2018, ainda nem o concurso público foi lançado. E já o titular da pasta foi afastado do cargo. E, claro, os problemas dos tentos do Centro de Saúde adensam-se.

Agência de Notícias com Lusa 
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Novo passe favorece mobilidade em Setúbal

Autarquia apresentou passe social único que entra em vigor a 1 de Abril 

A implementação do Passe Social Único em Setúbal em Abril de 2019, no âmbito da reestruturação do serviço de transportes públicos atualmente em curso para a Área Metropolitana de Lisboa, foi apresentada pela autarquia sadina. A presidente da Câmara de Setúbal, Maria das Dores Meira, acompanhada do vice-presidente, Manuel Pisco, deu conta, em conferência de imprensa, das novidades previstas ao nível dos transportes públicos no concelho, tanto ao nível da bilhética, quanto da própria gestão do serviço. Em Abril entra em circulação um passe individual de âmbito municipal no valor de 30 euros e um outro, de âmbito metropolitano, com o preço de 40 euros. As famílias, independentemente do tamanho do agregado, terão ao dispor duas modalidades de passes familiares, um exclusivo para o território do concelho, de 60 euros, e outro, abrangente a toda a área metropolitana, de 80 euros.
Passe social terá valor de 30 euros 

A Câmara de Setúbal, como destacou a autarca, “foi a primeira a aprovar o contrato interadministrativo de delegação de competências na Área Metropolitana de Lisboa”.
Com esta deliberação, assinalou, “deu-se um passo importantíssimo para que se venha a concretizar uma melhoria efetiva no serviço público de transporte de passageiros, que há tantos anos é reclamada pelas populações e pelos municípios”.
O serviço público de transportes a implementar em Setúbal, fruto da reestruturação prevista para toda a Área Metropolitana de Lisboa, [composta pelos municípios dos distritos de Lisboa e Setúbal] contempla, ainda, passes gratuitos para crianças até aos 12 anos de idade e a integração dos transportes escolares na rede da oferta pública existente.
O vice-presidente da autarquia, Manuel Pisco, alertou, porém, que os utentes não devem estranhar a subida do valor dos bilhetes e passes que se vai registar antes de Abril de 2019.
“Esse será o aumento natural, previsto para o início de todos os anos, em Janeiro, de atualização dos preços devido à inflação. Só depois os valores vão baixar, com a implementação destas medidas em Abril”, frisou.
Esta reformulação no sistema de transportes públicos no concelho de Setúbal é o resultado direto da Lei n.º 52/2015, responsável pela redefinição do regime jurídico do serviço público de transporte e pela extinção das Autoridades Metropolitanas de Transportes nas regiões de Lisboa e do Porto.
Os concelhos integrados nas respetivas áreas metropolitanas passam, assim, a ser responsáveis pelos serviços de transportes ao nível local, ou seja, as carreiras intramunicipais, enquanto as ligações entre municípios, as carreiras intermunicipais, ficam da competências das áreas de Lisboa e do Porto.

Setúbal investe dois milhões de euros 
No contexto da Área Metropolitana de Lisboa, esta transferência de competências traduz-se numa comparticipação global dos 18 municípios que a constituem de 31,2 milhões de euros, cabendo ao de Setúbal uma verba anual de  dois milhões 061 mil euros para a viabilização da operacionalização do sistema.
São mais dois milhões de despesas, sem qualquer contrapartida na receita, que a Câmara de Setúbal considera muito bem gastos pelos grandes benefícios que trazem a uma grande parte da população, com enorme redução dos custos dos transportes para quem tem de fazer deslocações regulares”, sublinhou Maria das Dores Meira.
Em paralelo, os autarcas setubalenses deram conta do desenvolvimento dos trabalhos no âmbito da constituição da  Empresa Metropolitana de Transportes e da adoção da marca única do serviço de transportes públicos para todo o território dos distritos de Setúbal e Lisboa, a Carris Metropolitana de Lisboa.
A presidente da Câmara de Setúbal adiantou que, para a Área Metropolitana de Lisboa, fruto do contributo de cada município, “prevê-se já uma melhoria de cerca de 34 por cento da oferta de transportes”.
A autarca acrescentou que o plano de trabalhos da Área Metropolitana de Lisboa prevê que a definição total da Rede Pública de Transportes deve estar concluída em Fevereiro e, até Dezembro, devem estar adjudicados os novos serviços municipais de transportes, uma vez terminadas as concessões atuais.
Independentemente de as novas gestões, metropolitana e municipais, do serviço público de transportes estarem ou não em funcionamento, o Passe Social Único entra, garantidamente, em vigor em Abril de 2019.
“A Câmara Municipal de Setúbal considera que, apesar dos elevados custos para o orçamento municipal destas medidas, se prestará, assim, um serviço de enorme impacte na melhoria da qualidade de vida dos setubalenses”, afirmou Maria das Dores Meira.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 
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Alcácer do Sal sem ambulância de Suporte Imediato de Vida

Autarquia pede ambulância há mais de seis anos 

O presidente da Câmara de Alcácer do Sal, Vítor Proença, insiste na necessidade "urgente" de colocação de uma ambulância de Suporte Imediato de Vida no Serviço de Urgência Básica da cidade. “Consideramos que é urgente o INEM [Instituto Nacional de Emergência Médica] e o Ministério da Saúde dotarem o centro de Saúde de Alcácer do Sal de uma viatura  Suporte Imediato de Vida, porque as distâncias são muito longas com pontos que distam cerca de 90 quilómetros da sede da Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano, em Santiago do Cacém”, disse o autarca, em declarações à agência Lusa.
Autarca quer SUB local com ambulância equipada 

Numa carta dirigida ao presidente do conselho diretivo do INEM, Luís Meira, o autarca defendeu a necessidade urgente de uma ambulância Suporte Imediato de Vida em Alcácer do Sal para fazer face à “escassez de meios” e “distâncias enormes” que as viaturas de socorro têm de percorrer “devido à grande extensão territorial do concelho”.
No documento, Vítor Proença diz que a ausência de uma ambulância de  Suporte Imediato de Vida, "reclamada nos últimos seis anos”, coloca uma “pressão permanente sobre as viaturas das associações de bombeiros” do concelho.
“Estamos a falar da diferença entre a vida e a morte e não basta a Viatura Médica de Emergência e Reanimação, que é para outras funções e não para responder ao suporte imediato de vida. Entendemos que o Ministério da Saúde tem de concretizar urgentemente, através do INEM, a colocação de uma viatura nova afeta ao Serviço de Urgência Básica de Alcácer do Sal", sublinhou.
Afirmando que "não cabe às associações de bombeiros efetuar o trabalho que compete ao Estado”, o autarca disse não encontrar explicações para uma situação que considera “prioritária”, mas que se arrasta há vários anos “com a desculpa da crise”.
“Efetivamente não tem explicação, mas não nos desviamos da nossa rota que é lutar por respostas de saúde para a população”, acrescentou.
O também presidente da Comunidade Intermunicipal do Alentejo Litoral adiantou à Lusa que os cinco autarcas da região já solicitaram também uma reunião à ministra da Saúde “para colocar vários problemas relacionados com a carência de profissionais de saúde”.
O litoral alentejano compreende os concelhos de Alcácer do Sal, Grândola, Santiago do Cacém, Sines e Odemira, com uma população que ronda os 100 mil habitantes.
A Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano conta com um Serviço de Urgência Médico Cirúrgica, no hospital de Santiago do Cacém, e dois Serviços de Urgência Básica nos centros de saúde de Alcácer do Sal e de Odemira.

Agência de Notícias com Lusa 
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Setúbal recorda S. Francisco Xavier e sua obra

Padroeiro continua a ter grande importância para a cidade

A importância da preservação do passado como afirmação da identidade cultural foi sublinhada no dia 3 de Dezembro, em Setúbal, na cerimónia de deposição de flores em honra de S. Francisco Xavier, padroeiro da cidade. “Este é um momento solene, mas também um momento importante porque representa o lugar de Setúbal no mundo”, salientou a vereadora Carla Guerreiro durante a cerimónia de deposição de flores na estátua em homenagem ao missionário, no Jardim da Beira-Mar. Na cerimónia, que contou com a participação do bispo de Setúbal, D. José Ornelas, e do presidente da Liga dos Amigos de Setúbal e Azeitão, Francisco Borba, a vereadora Carla Guerreiro destacou que “S. Francisco Xavier continua a ter grande importância para Setúbal”.
Cidade homenageou padroeiro 

A passagem do padre jesuíta por Setúbal, na primeira metade do século XVI, quando partiu para o Oriente em missão de evangelização, marcou a população sadina ao ponto de esta pedir que fosse proclamado padroeiro da cidade, facto que se consumou em 1703.
“Não há dúvida que aquilo que perdura, não só na Índia, mas em muitos outros locais do Oriente e do mundo, tem muito da nossa identidade. Isso deve-se a homens, da Igreja ou não, entre eles S. Francisco Xavier”, afirmou D. José Ornelas.
O bispo de Setúbal realçou, igualmente, que quando as raízes de um povo “assentam no passado, estão lançadas as bases para a construção de um futuro melhor, com paz e tolerância”.
Esta ponte entre o passado e o futuro foi também realçada pelo presidente da Liga dos Amigos de Setúbal e Azeitão, entidade que organiza as comemorações de S. Francisco Xavier juntamente com a Câmara de Setúbal.
Francisco Borba salientou que o programa comemorativo, que incluiu, ao início da manhã, uma eucaristia presidida por D. José Ornelas em memória do missionário na Igreja de S. Julião, tem o objetivo de “preservar a memória que esteve na base da construção desta cidade”.
O responsável pela Liga dos Amigos de Setúbal e Azeitão afirmou que são iniciativas como as comemorações a decorrer durante o dia de hoje que contribuem para “a preservação das memórias do passado, de forma a que a cidade não perca a sua identidade”.
O programa comemorativo reservou, ainda, um simpósio sobre S. Francisco Xavier. O encontro, intitulado “São Francisco Xavier –História, Arte e Literatura”, conta com as participações dos professores José Eduardo Franco, Porfírio Pinto, Maria João Pereira Coutinho, Sílvia Ferreira, Inês Gato de Pinho e Paulo de Assunção, bem como do padre Casimiro Henriques.
Francisco Xavier nasceu a 7 de Abril de 1506, na região de Navarra, junto dos Pirenéus franceses.
Depois de ordenado sacerdote, o padre jesuíta partiu em missão de evangelização dos povos do Oriente, como Índia, Japão e China. Foi nessa viagem, com início em 1540, que Francisco Xavier passou por Setúbal.
S. Francisco Xavier morreu na ilha chinesa de Sanchoão a 3 de Dezembro de 1552, com 46 anos de idade. Foi canonizado em 1622.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 
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Barreiro recebe 60 novos autocarros no próximo ano

Autarquia prepara reforço nas carreiras na urbanização dos Fidalguinhos 

Os Transportes Coletivos do Barreiro vão receber 60 novos autocarros no início do próximo ano, anuncio o vice-presidente da Câmara do Barreiro. “Vamos investir 14 milhões de euros. No primeiro semestre vamos reforçar a rede com 60 novos autocarros amigos do ambiente. Vamos adequar a rede TCB às necessidades da população, conferindo uma maior fiabilidade e conforto no serviço de transporte prestado, bem como contribuir para uma melhor qualidade do ar e da redução da poluição sonora”, revelou João Pintassilgo. O vice-presidente da autarquia avançou que a medida ocorre “face ao aumento significativo da procura”, em cerca de 10 por centro. O anuncio foi feito depois de começar a circular na cidade, uma petição com cerca de 300 assinaturas que exige a reposição de circuitos, sobretudo na urbanização dos Fidalguinhos. Os utentes consideram que a supressão de carreiras está a prejudicar milhares de pessoas.
Novos autocarros chegam em 2019 

Segundo o autarca, será reposto o percurso das carreiras 1 e 2, e reforçadas a 14 e 15 na urbanização dos Fidalguinhos, além da criação de uma nova carreira que permita ligar a Estrada da Amizade com Santo André e o centro do concelho.
A agência Lusa falou com o vice-presidente do Barreiro na sequência do lançamento de uma petição com cerca de 300 assinaturas, que exige a reposição das carreiras números 1 e 2 na urbanização dos Fidalguinhos.
O porta-voz deste documento, José Manuel Almeida, que em 2017 foi candidato pelo PNR à presidência da Câmara do Barreiro, disse à Lusa que a supressão das carreiras está a “prejudicar milhares de utentes”, que têm que andar a pé cerca de 800 metros para terem acesso a um autocarro.
Uma situação que, segundo o responsável, causa grande transtorno a crianças e jovens, que por vezes chegam à escola “completamente encharcados”.
De acordo com José Manuel Almeida, a supressão das carreiras aconteceu por decisão do anterior executivo CDU, liderado por Carlos Humberto.
“A anterior gestão camarária tomou uma decisão que fez com que os Transportes Coletivos do Barreiro passassem também a beneficiar uma área da Moita, o que ajuda os habitantes desse concelho, que não tem uma empresa de transpores coletivos, mas, por outro lado, veio prejudicar grande parte da população do lado ocidental do Barreiro”, defendeu.
José Manuel Almeida ressalvou, também, que “passados dois anos” a situação está na mesma, uma vez que o atual executivo, do PS, liderado por Frederico Rosa, não alterou a decisão.
“O discurso é o mesmo, dizem que estão à espera de novos autocarros, o que vai acontecer no início de 2019”, referiu.
O vice-presidente da autarquia, João Pintassilgo, confirmou que houve uma “reformulação da rede” em 2016, a qual alterou os percursos das carreiras números 1 e 2 e reforçou o percurso dos autocarros 14 e 15.
Apesar das reivindicações da petição, o autarca afirmou que, devido ao aumento da procura, consideram a medida “um êxito”. Isto porque expandiu-se o serviço dos TCB ao concelho da Moita, mantendo a oferta no concelho do Barreiro”, garantiu.
José Manuel Almeida está a aguardar uma resposta do município sobre a petição e equaciona convocar um protesto caso não existam avanços.
“Estamos a equacionar sim, porque há apoio por parte de associações de pais de escolas secundárias e associações de estudantes para nos concentrarmos junto da Câmara Municipal do Barreiro, numa atitude pacífica, mas, ao mesmo tempo, de protesto, para que percebam que vendem um passe, mas há serviços que não estão a ser cumpridos”, frisou.
Os Transportes Coletivos do Barreiro operaram em todo o concelho do Barreiro e nas freguesias de Vale da Amoreira, Baixa da Banheira e Alhos Vedros, no concelho da Moita.

Agência de Notícias com Lusa 
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1.º de Dezembro cumpre tradição no Montijo

Coletividade tem um papel insubstituível na educação artística da cidade 

A Sociedade Filarmónica 1.º de Dezembro, do Montijo, comemorou 164 anos de existência. À semelhança de anos anterior a secular sociedade começou ao nascer do dia as suas festividades. O desfile de cumprimentos às Entidades Oficiais, coletividades e população do Montijo antecedeu a Sessão Solene onde foram entregues diplomas e emblemas a 22 sócios com mais de 25 e 50 anos de Associados. Durante a cerimónia, o presidente da instituição, Joaquim Baliza, referiu que ao longo dos anos a coletividade tem assistido “ao enriquecimento do seu património com várias remodelações na sua sede social e à integração de novas atividades culturais recreativas e desportivas”.
1.º de Dezembro é um património cultural da cidade 

Joaquim Baliza referiu-se à associação como uma “verdadeira universidade popular” enaltecendo o desempenho “dos maestros, dos músicos, dos coralistas, dos professores e alunos de todas as atividades” e agradecendo o apoio das “entidades oficiais e particulares que connosco têm elevado o nome da Sociedade Filarmónica 1.º de Dezembro”.
O presidente da Câmara do Montijo referiu que é necessário “cada vez mais revigorar o movimento associativo” acentuando que a associação “tem desempenhado um papel insubstituível, na educação artística, como conservatório do povo para gerações de montijenses e é hoje um património que faz parte da nossa memoria coletiva da nossa terra”, sublinhou Nuno Canta.
“O respeito pela autonomia das associações é a nossa maior homenagem aos que há 164 anos se uniram para erguer esta grande associação. É o momento de renovar a confiança que a câmara tem naqueles que estão à frente dos destinos da 1.º de Dezembro, e dar uma palavra de estímulo para continuar este grande projeto do associativismo montijense que nos orgulha todos”, salientou o autarca recordando que a câmara, recentemente, votou e aprovou de mais de 40 mil euros de apoio à coletividade.
As comemorações terminam no dia 16 de Dezembro, com um Concerto de Natal com Coro Polifónico da Sociedade Filarmónica 1.º de Dezembro orientado pelo Maestro João Branco, na Igreja Matriz de Montijo.

A história da 1.º de Dezembro
A Sociedade Recreativa foi fundada em 1854 pela elite de Aldegalega, a qual veio dar origem, em 1868, àquela que foi inicialmente a Academia Phylarmonica 1.º de Dezembro. Para além da música, a sua atividade incluía ainda várias outras manifestações culturais e artísticas; tal como no presente. Desde muito cedo, tradição que ainda hoje se mantém: todos os anos, a 1 de Dezembro, dia da Restauração da Independência, os filarmónicos percorrem as ruas da cidade e tocam o Hino da Restauração.
Ao longo destes 164 anos foram muitos os momentos marcantes, uma história que nem todos conhecem. Uma história que tem sido feita por todos os sócios, músicos, dirigentes, maestros, alunos e professores que têm colaborado para manter a Coletividade viva. Revisitar a história da 1.º de Dezembro é uma forma de, simultaneamente, revisitar a história desta terra. De Aldegalega a Montijo.

Agência de Notícias com Câmara do Montijo 
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