Dá um Gosto ao ADN

Governo propõe pontes entre Barreiro, Seixal e Montijo

Aeroporto do Montijo potencia plano de 200 milhões de euros na região 

O Plano Nacional de Investimentos 2030 tem previstos 200 milhões de euros para a ligação rodoviária entre os concelhos do Arco Ribeirinho Sul, no distrito de Setúbal, incluindo duas pontes entre o Barreiro, Seixal e Montijo, segundo o Governo. Segundo o documento, o potencial do Programa Arco Ribeirinho Sul, que inclui os concelhos de Almada, Barreiro e Seixal, foi “alavancado pelo novo aeroporto do Montijo” e, por esse motivo, o avanço do projeto “deverá ser coordenado” com a infraestrutura aeroportuária.
Governo avança com pontes no Barreiro, Montijo e Seixal 

“O programa consiste nas intervenções necessárias para assegurar a ligação rodoviária, entre as penínsulas do Seixal e do Barreiro e entre o Barreiro e o Montijo, contemplando as travessias dos braços de rio que existem entre estes territórios”, revelou o relatório divulgado no ‘site’ do Governo.
Para o Governo, este investimento vai contribuir também para desenvolvimento, restruturação urbanística, atratividade e coesão dos territórios do Arco Ribeirinho Sul.
Além disso, defende que a ligação entre os concelhos vai reduzir os “tempos de percurso", a "emissão de Gases com Efeito de Estufa", a "sinistralidade e o congestionamento”.
De acordo com o relatório, trata-se de um investimento de “200 milhões de euros”, que será executado com “recurso a iniciativa privada”.
Prevê-se que as obras se iniciem em 2021 e terminem em 2026.
Em Dezembro, o primeiro-ministro, António Costa, já tinha anunciado que a construção da ponte rodoviária entre os concelhos do Barreiro e Seixal está prevista nas acessibilidades do novo aeroporto do Montijo.
Na semana passada, o Governo enviou ao parlamento o Programa Nacional de Investimentos 2030, que conta com 72 projetos, num investimento de 21.950 milhões de euros.

Agência de Notícias com Lusa
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Sines quer combater insucesso escolar no concelho

Autarquia quer reduzir taxa de alunos com níveis negativos 

A Câmara de Sines, no distrito de Setúbal, anunciou esta quarta-feira a instalação de laboratórios de aprendizagem em duas escolas do concelho, no âmbito de um programa destinado a combater o insucesso escolar. Segundo a autarquia, o primeiro laboratório de aprendizagem já está em funcionamento na sede do Agrupamento de Escolas de Sines, estando o segundo espaço “em fase de instalação” na Escola Secundária Poeta Al Berto. Os promotores pretendem reduzir, pelo menos, "em 10 por cento a taxa de alunos com níveis negativos a pelo menos uma disciplina.
Câmara quer melhorar desempenho dos alunos 


Também designados por “salas de aula do futuro”, os laboratórios de aprendizagem, criados em parceria com o Agrupamento de Escolas de Sines e a Escola Secundária Poeta Al Berto, são “espaços dotados de equipamento tecnológico e digital e de mobiliário escolar adequado a uma sala multifuncional”, explicou o município.
“Os laboratórios permitem a aplicação de várias modalidades de ensino e aprendizagem, além da utilização de recursos digitais e interativos nas várias áreas disciplinares, aliando o espaço e a tecnologia” e “facilitando o trabalho com os alunos dentro e fora da sala de aula”, realçou a autarquia.
A criação dos laboratórios no concelho de Sines, no litoral alentejano, está inserida no programa 'Aprender Fora de Portas', que conta com o apoio de fundos comunitários, para “combater o insucesso escolar e prevenir o abandono e o absentismo", segundo os promotores.
Além da criação dos laboratórios de aprendizagem, o programa, que vai decorrer até ao final deste ano, prevê a realização de 'workshops', seminários, ações de capacitação, atividades de enriquecimento curricular e sessões de musicoterapia.
Os promotores pretendem reduzir, pelo menos, "em 10 por cento a taxa de alunos com níveis negativos a pelo menos uma disciplina, em comparação com os resultados do ano letivo 2016/17, e também diminuir em 25 por cento a taxa de retenção e de desistência".
O programa 'Aprender Fora de Portas' representa um investimento de 555 mil euros e é comparticipado em 85 por cento pelo Fundo Social Europeu, no âmbito do programa operacional Alentejo 2020.
A comparticipação da União Europeia é de 471 mil 463 euros e a comparticipação pública nacional, assegurada pelo município de Sines, totaliza 83 mil 199 euros.

Agência de Notícias com Lusa
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Poluição de Siderurgia incomoda Paio Pires

Seixal exige "resolução urgente" de impactos ambientais provocados pela Siderurgia


O presidente da Câmara do Seixal, Joaquim Santos, defendeu junto do ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, a "necessidade urgente" de resolver os impactos ambientais provocados pela laboração da Siderurgia Nacional no concelho. O autarca que esteve presente numa reunião com o ministro esta semana, referiu que, apesar de a autarquia não ter competências nesta matéria, tem vindo a avançar com uma série de medidas que "são da competência do Governo". Centenas de pessoas vivem praticamente paredes meias com a Siderurgia Nacional na Aldeia de Paio Pires. Os moradores dizem que acordam diariamente com os carros cobertos de partículas de pó que não saem das viaturas. 
Poeiras e mau ambiente preocupa residentes 

Em 2013, no Facebook, nasceu o grupo Os Contaminados onde João Pereira, um dos membros, partilha assiduamente informação sobre o caso que atormenta os moradores de Paio Pires. "Estamos sujeitos 24 horas por dia, 356 dias por ano, a estes poluentes. Não queremos que a fábrica feche mas sim que se sujeite aos regulamentos ambientais a que está obrigada", informa.
"Está em curso desde Setembro de 2018 um estudo epidemiológico, que terá a duração de sete meses, e que conta com o apoio de várias entidades, entre as quais a Universidade Nova de Lisboa e o Instituto Ricardo Jorge", afirmou Joaquim Santos, citado em comunicado da câmara enviado à agência Lusa.
A autarquia do Seixal, solicitou a intervenção do ministro do Ambiente e da Transição Energética junto dos organismos que tutela, sobre um estudo de medição do ruído que aponta níveis superiores aos definidos na lei.
O estudo, realizado por um laboratório técnico, foi pedido pela Câmara do Seixal e "remetido em Setembro de 2018 para diversos organismos, não tendo obtido qualquer resposta das entidades competentes até ao momento".
Joaquim Santos defendeu ainda uma análise às partículas que se depositam em edifícios e viaturas para determinar a sua origem e natureza, estando a desenvolver em conjunto com o Instituto Superior Técnico um estudo sobre esta matéria, que terá de ter a participação de um laboratório internacional, devido à complexidade desta matéria.
Está também a ser elaborada, pela Universidade de Aveiro, a Carta da Qualidade do Ar do Município do Seixal, que permitirá obter um diagnóstico da qualidade do ar e das fontes poluentes.
"A Câmara do Seixal entende a importância do desenvolvimento económico e a importância da indústria para a região e para o país, mas defenderemos sempre em primeira instância a saúde das nossas populações, bem como dos trabalhadores que laboram nestas indústrias", disse o autarca, acrescentando que com o devido acompanhamento pelos organismos competentes é possível compatibilizar a atividade industrial e a qualidade de vida dos habitantes.

Moradores querem solução para a poluição  
Nas redes sociais são vários os vídeos e fotografias com imagens de partículas, sobretudo em veículos e habitações, com os munícipes a alegarem que o material é proveniente da Siderurgia Nacional, localizada na Aldeia de Paio Pires, no concelho do Seixal.
Nos vídeos disponibilizados é possível ver as pessoas a recorrerem a ímanes para recolherem as partículas em causa.
Ao Correio da Manhã, uma morador de Paio Pires disse que "na semana passada tive de lavar o meu carro com um esfregão palha de aço. Há dias que se tira meio quilo de poeira dos carros", explica José Figueira. "Vivo aqui há 14 anos e nunca dei muita importância mas a semana passada não pude ir logo lavar o carro e agora o pó não sai. Contactei a empresa e o que respondem é como é que eu tenho a certeza que é da Siderurgia". 
Perante a resposta, decidiu apresentar queixa na GNR que recolheu amostras da viatura afectada. As mesmas partículas, que a população afirma virem da Siderurgia Nacional, invadem casas, esplanadas de café e até parques infantis da vila onde os escorregas ficam cobertos de pó. "As pessoas respiram isto todos os dias, crianças e tudo. Temos aqui muitas creches e escolas", afirma José Figueira.

Agência de Notícias com Lusa
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Quase metade dos barcos da margem sul foram suprimidos

Transtejo e Soflusa com 2.500 reclamações e 55% de operacionalidade em 2018

As duas empresas que fazem as ligações fluviais entre o Barreiro, Cacilhas, Seixal, e Montijo com a capital portuguesa, registaram 2.500 reclamações de passageiros em 2018, um ano marcado pela contestação dos utentes, devido a atrasos e supressões, e em que a frota registou uma taxa de operacionalidade de apenas 55 por cento. Numa resposta enviada à agência Lusa, fonte da Transtejo e da Soflusa, (geridas pela mesma administração) referiu que, até 19 de Dezembro, só tinham entrado nos serviços 2.500 reclamações, sem, contudo, especificar os motivos das mesmas. O início do mês de Dezembro foi marcado, à semelhança de outros, por variados protestos dos utentes contra a supressão de barcos, sobretudo na ligação fluvial entre o Seixal e Lisboa, devido à falta de navios para operar. O número de viagens tem vindo a diminuir desde 2015 nas diferentes travessias fluviais. A ligação Barreiro-Terreiro do Paço é aquela que apresenta maior volume de passageiros por dia. 
2018 ficou marcado pelas constantes avarias 

Em 11 de Dezembro, dezenas de pessoas descontentes com a falta de navios invadiram, pela porta de desembarque, um barco da Transtejo que iria fazer a ligação Seixal-Lisboa, tendo este sido impedido de sair pela Polícia Marítima por excesso de lotação.
Na altura, a presidente da Transtejo e da Soflusa, Marina Ferreira, explicou que a ligação fluvial Seixal-Lisboa tinha sido reforçada com um barco desviado de Cacilhas, referindo que as pessoas foram transportadas em segurança.
A responsável reconheceu a falta de navios e de recursos humanos, mas sublinhou que a segurança das pessoas não podia ser colocada em causa.
Segundo a resposta enviada à Lusa, a frota atual da Transtejo/Soflusa é composta por 25 navios e registou, igualmente até ao dia 19 de Dezembro, uma taxa de operacionalidade de 55 por cento.
Os navios que compõem a “frota indisponível para serviço público são navios em reparação (por avaria) e navios em processo de renovação de certificado de navegabilidade”, pode ler-se.

Passageiros sempre a diminuir 
O número de viagens tem vindo a diminuir desde 2015, ano em que se realizaram 134.603 viagens diárias, contra as 133.573 em 2016 e as 130.971 em 2017.
No ano passado, e segundo dados referentes a Outubro fornecidos pelas empresas, tinham sido efetuadas 109.812 viagens nas diferentes travessias fluviais.
A Transtejo assegura as ligações fluviais entre o Seixal, Montijo, Cacilhas e Trafaria/Porto Brandão e Lisboa, enquanto a Soflusa é responsável por ligar o Barreiro à capital.
Quanto aos passageiros transportados, o ano de 2017 foi aquele em que se registou um maior número, com 16.781.042 pessoas a fazerem a ligação entre as duas margens.
A travessia Barreiro-Terreiro do Paço, com sete milhões 955 mil 909 passageiros, foi aquela em que se registou um maior número de utentes.
Em 2015, 15 milhões 583 mil 630 pessoas utilizaram as ligações fluviais, enquanto em 2016 o número subiu para mais de 16 milhões de passageiros.
Em relação a 2018, foram transportados, até Outubro, 14 milhões 700 mil 77 pessoas, igualmente com a ligação entre o Barreiro-Terreiro do Paço a registar um maior número de utentes: seis milhões 931 mil 785.
A Soflusa - Sociedade Fluvial de Transportes é também uma sociedade anónima de capitais públicos, detida a 100 por cento, desde 2001, pela Transtejo - Transportes do Tejo, constituindo-se, assim, como sua participada.
Atendendo ao facto de a Transtejo ser detentora da totalidade do capital social da Soflusa e de ambas as empresas se dedicarem à mesma atividade e de terem sido, desde o primeiro momento, identificados a conveniência e benefícios de uma gestão comum, foi estabelecida a acumulação de cargos, por parte dos membros do Conselho de Administração da Transtejo, nomeados pelo acionista único, nas suas empresas participadas.
Desta forma, em 30 de Dezembro de 2016, o Governo nomeou como membros do conselho de administração da Transtejo Marina Ferreira (presidente) e Sara Murta Ribeiro (vogal).
José Bagarrão foi até Dezembro passado vogal da administração, com responsabilidade pela componente operacional, tendo sido exonerado do cargo pelo Governo.

Utentes defendem aluguer de navios para contornar problemas 
A Comissão de Utentes do Seixal defendeu hoje, além de mais investimento na Transtejo e na Soflusa, o aluguer de navios a portos europeus para contornar os problemas existentes nas ligações fluviais enquanto não chegam os novos barcos.
Em declarações à agência Lusa, António Freitas, representante da comissão, afirmou que aquilo de que as pessoas precisam é de barcos, considerando que as “soluções pecam por tardias”: os novos navios agora anunciados, referiu, são uma solução “para sair daqui a dois anos”.
O Conselho de Ministros aprovou na semana passada o plano de renovação da frota da Transtejo, que inclui a compra de dez novos barcos, devendo o primeiro catamarã entrar em circulação a partir do final do próximo ano.
António Freitas considera que, além do investimento, uma hipótese que se poderia colocar seria o aluguer de navios a “algum porto europeu”, permitindo “suster a situação durante dois anos, até chegarem os novos barcos".
"Tem de haver uma alternativa, não conheço cadernos de encargos. Não posso acreditar que um governante diga que não há alternativa, não podemos ficar à espera de um concurso, se houver um problema com dois ou três participantes no concurso podemos ter um problema para dez anos", referiu.
António Freitas, lembrou à Lusa que os tempos de austeridade “levaram a uma redução de carreiras no Seixal, Montijo e Cacilhas com destino a Lisboa”, referindo que a “degradação culminou há dois anos com falhas técnicas graves dos navios” e com “supressões efetivas e totais de carreiras”.
“No tempo da ‘troika’ havia veículos de reserva que permitiam o serviço regular, as coisas foram passando pelos pingos da chuva. Tudo o que havia de reserva foi utilizado e degradou-se a frota”, explicou, lembrando que na reunião tida com a administração da Transtejo e da Soflusa (gestora das duas empresas) há dois anos a empresa admitiu a existência de um plano de recuperação, “mas que havia contingências do ponto de vista financeiro”.
Enquanto utente da Transtejo, António Freitas questiona ainda como é que se ouve dizer que a partir de abril haverá um novo sistema de mobilidade para a Grande Lisboa, com alteração de tarifários e “numa tentativa de levar mais pessoas a utilizarem os transportes públicos”, e a frota entre as duas margens não sofrerá alteração.
“Pergunto como é possível - não temos frota a funcionar para as viagens diárias, quanto mais funcionar com um novo fluxo de novos passageiros desejáveis do ponto de vista ambiental e da mobilidade da cidade”, referiu. 

Governo aprova compra de 10 barcos 
Na semana passado, o secretário de Estado Adjunto e da Mobilidade, José Mendes, adiantou à Lusa que o Governo está a projetar a entrega do primeiro navio “no final de 2020 ou no início de 2021, em princípio no final de 2020”.
“Em 2021 a entrega de três navios e, depois, os seis seguintes serão ao ritmo de dois a cada ano. Significa que, em 2024, teremos os dez navios entregues”, referiu.
O concurso será lançado nas próximas semanas, acrescentou José Mendes, apontando para um investimento de 57 milhões de euros para a aquisição dos barcos e mais de cerca de 33 milhões para a “grande manutenção”, sendo um “investimento global que será da ordem dos 90 milhões de euros”.
A compra das novas embarcações será acompanhada pelas “grandes reparações” de manutenção até 2035, permitindo “que um novo ciclo de serviço público de mobilidade na travessia do Tejo seja um ciclo de qualidade e de eficiência”, assinalou o secretário de Estado.
Em protesto contra a constante supressão de carreiras, em Dezembro, dezenas de pessoas invadiram o único navio que estava disponível no cais do Seixal, quando estava avariado o outro que faz a ligação a Lisboa.
José Mendes assumiu os problemas que existem atualmente na travessia do Tejo, sublinhando que “resultam essencialmente de se tratar de uma frota muito velha”, com navios entre 20 e 40 anos.

Agência de Notícias com Lusa

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Barreiro sem barcos novos na travessia para Lisboa

PSD Setúbal acusa Governo de adiar resolução de problemas da Soflusa

O presidente da distrital de Setúbal do PSD, o deputado Bruno Vitorino, acusou o Governo de estar a adiar a resolução dos problemas da Soflusa, empresa que assegura a ligação fluvial entre o Barreiro e Lisboa. "Novamente, o PS continua a adiar a resolução do problema da Soflusa. Supressões de carreiras sem aviso prévio, embarcações sobrelotadas, atrasos constantes que causam grandes constrangimentos a milhares de pessoas", afirmou Bruno Vitorino, em comunicado. Na última quinta-feira, o Governo aprovou o plano de renovação da frota da Transtejo, que faz as ligações fluviais entre Seixal, Montijo, Cacilhas, Trafaria/Porto Brandão e Lisboa, com a compra de dez novos barcos. O Barreiro, e a Slofusa, ficará sem barcos novos. 
Soflusa não vai receber novos barcos 


Contudo, para a distrital do PSD, o Governo não se pode esquecer que, em 2017, "também em vésperas de eleições", o primeiro-ministro, António Costa, "esteve no Barreiro a prometer a resolução dos problemas da Soflusa".
Além disso, Bruno Vitorino indicou que a ligação entre o Barreiro e Lisboa "é a que movimenta mais passageiros entre as duas margens do Tejo", mas tem sido "constantemente ignorada".
"Apesar de o Governo ter dado a entender que haveria um reforço da frota para a Soflusa, tal não se concretiza. Será que o que se passa no Barreiro não merece a atenção do Governo?", questionou.
Em declarações à Lusa, na semana passada, o secretário de Estado Adjunto e da Mobilidade, José Mendes, explicou que o investimento se concentra na Transtejo, porque a Soflusa "tem uma frota mais recente, os seus navios ainda estão dentro do seu período útil de funcionamento e operam com eficácia, são navios que ainda não atingiram os 20 anos".
De acordo com o governante, o concurso para a Transtejo será lançado nas próximas semanas e tem um investimento de 57 milhões para a aquisição dos barcos e mais cerca de 33 milhões para a "grande manutenção", sendo um "investimento global que será na ordem dos 90 milhões de euros".
Os novos catamarãs, com capacidade para transportar entre 400 e 450 passageiros, serão movidos a gás natural, estimando-se uma diminuição para metade das emissões de dióxido de carbono, uma descida de mais de cinco mil toneladas de dióxido de carbono por ano.

Agência de Notícias com Lusa
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Técnicos ambientais criticam Aeroporto no Montijo

Associação "surpreendida e desiludida" por acordo sem avaliação ambiental

A Associação Portuguesa de Avaliação de Impactes transmitiu esta terça-feira "surpresa e desilusão" pelo acordo entre o Governo e a ANA para concretizar o aeroporto do Montijo, sem avaliação de impacto ambiental, que deve realizar-se antes das decisões. A associação explica que o propósito da avaliação de impacte ambiental é "ser um instrumento de apoio à decisão, como aliás é definido, para permitir processos de decisão participados e transparentes". Um dos seus principais objetivos é "apoiar antecipadamente o desenvolvimento de projetos através da comparação e seleção de alternativas, para ajudar a escolher a opção mais sustentável em termos ambientais, sociais e económicos", sublinha a Associação Portuguesa de Avaliação de Impactes. 
Governo escolheu Montijo sem estudo ambiental 

Foi "com surpresa e desilusão que a APAI [Associação Portuguesa de Avaliação de Impactes] tomou conhecimento do acordo entre o Governo e a ANA, S.A. que se fundamenta na decisão de avançar com o aeroporto do Montijo, cujo procedimento de avaliação de impacte ambiental ainda nem se iniciou", refere um comunicado dos seus dirigentes.
Um dos seus principais objetivos é "apoiar antecipadamente o desenvolvimento de projetos através da comparação e seleção de alternativas, para ajudar a escolher a opção mais sustentável em termos ambientais, sociais e económicos", especifica.
Este instrumento assegura, continua a Associação Portuguesa de Avaliação de Impactes, "também antecipadamente, transparência e participação pública nos processos de decisão, dois princípios reconhecidos em convenções mundiais e em legislações nacionais, incluindo a nacional".
"Quando o público vier a ser consultado e quando a Agência Portuguesa do Ambiente e as restantes entidades da Administração envolvidas na Avaliação de Impacte Ambiental e os seus técnicos derem os seus pareceres, a sua opinião pouco ou nada vai contar, uma vez que a decisão está tomada e todos os pareceres da Administração serão condicionados pela posição do Governo", critica a associação, concluindo que "o procedimento da avaliação ambiental será um pró-forma improcedente".
A associação, que agrupa os profissionais e outros interessados na avaliação de impactes, insiste que "antecipadamente significa antes das decisões fundamentais serem tomadas".
O Estado e a ANA - Aeroportos de Portugal assinaram na semana passada o acordo para a expansão da capacidade aeroportuária de Lisboa, que prevê um investimento de 1,15 mil milhões de euros até 2028, valor que inclui a extensão da atual estrutura Humberto Delgado (aeroporto de Lisboa) e a transformação da base aérea do Montijo em aeroporto civil, cujo início de funcionamento está previsto para 2022.
Para o primeiro ano de funcionamento do novo aeroporto estão previstos sete milhões de passageiros.
A decisão do Governo de avançar com a formalização do acordo sem ser conhecido o estudo de impacte ambiental ou sequer estar entregue na Agência Portuguesa do Ambiente (APA) originou críticas de várias áreas, dos ambientalistas aos partidos da oposição no parlamento.
A Associação Portuguesa de Avaliação de Impactes recorda que um primeiro procedimento de Avaliação de Impacte Ambiental  foi encerrado por insuficiência do estudo de impacte ambiental, sem que este tenha sido tornado público.
Segundo as explicações da associação, o estudo de impacte ambiental "não é apenas um documento que define as medidas de mitigação ou as condicionantes ambientais de um projeto", é sim "o resultado de estudos que servem justamente para informar, e apoiar, um processo de decisão e de seleção de alternativas".
Em Portugal, salienta a APAI, onde é uma obrigação legal desde 1990, o sistema de Avaliação de Impacte Ambiental tem sido considerado um dos mais avançados do mundo devido à sua ação antecipada, com dois níveis de avaliação - fases de Estudo de Impacte Ambiental e de Relatório de Conformidade Ambiental do Projeto de Execução - que aumentam a sua capacidade de apoio à melhoria da qualidade dos projetos de desenvolvimento.

Agência de Notícias com Lusa
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Seixal diz que "existe um caos" no transporte fluvial

Municípios saúdam investimento na Transtejo mas lamentam "recuperação lenta"

O presidente da Câmara do Seixal, Joaquim Santos, afirmou que "existe um caos" no transporte fluvial no rio Tejo, pedindo ao Governo que cumpra com as promessas efetuadas para a Transtejo e Soflusa. O autarca do Seixal reuniu esta terça-feira com o ministro do Ambiente e da Transição Energética, João Pedro Matos Fernandes. "Apesar de todos os esforços que têm sido desenvolvidos pela autarquia, o caos no transporte fluvial mantém-se. Essa situação foi mais uma vez exposta ao ministro do Ambiente, bem como foi também solicitado que o Governo cumpra as suas promessas", disse Joaquim Santos. O presidente da Associação de Municípios de Setúbal, Rui Garcia, saudou a aprovação do plano de renovação da frota da Transtejo anunciado pelo Governo, mas lembrou que se trata de “uma recuperação muito lenta”.

Falta de barcos incomoda população da  Margem Sul 

O presidente do município referiu que em Junho de 2017 o Ministério do Ambiente anunciou um investimento de dez milhões de euros para o plano de manutenção da frota de navios da Transtejo e Soflusa, "promessa que o Governo reiterou em 2018, mas que não contemplou no orçamento para este ano".
Joaquim Santos defendeu que a falta de fiabilidade do transporte público, seja ele fluvial, ferroviário ou rodoviário, "afasta os munícipes" da sua utilização diária, quando estes "deveriam ser a primeira solução" para quem se desloca na Área Metropolitana de Lisboa.
O autarca destacou o investimento por parte dos municípios no financiamento do passe social, referindo que no caso do Seixal são cerca de dois milhões de euros por ano.
O Conselho de Ministros aprovou na semana passada o plano de renovação da frota da empresa de transporte fluvial, que inclui a compra de dez novos barcos, devendo o primeiro catamarã entrar em circulação a partir do final do próximo ano.
A Comissão de Utentes do Seixal defendeu esta terça-feira, além de mais investimento na Transtejo e na Soflusa, o aluguer de navios a portos europeus para contornar os problemas existentes nas ligações fluviais enquanto não chegam os novos barcos.
Em declarações à agência Lusa, António Freitas, representante da comissão, afirmou que aquilo de que as pessoas precisam é de barcos, considerando que as "soluções pecam por tardias": os novos navios agora anunciados, referiu, são uma solução "para sair daqui a dois anos".

Novos barcos vão demorar bastante tempo
O presidente da Associação de Municípios de Setúbal, Rui Garcia, saudou a aprovação do plano de renovação da frota da Transtejo anunciado pelo Governo, mas lembrou que se trata de "uma recuperação muito lenta".
A Transtejo assegura as ligações fluviais entre o Seixal, Montijo, Cacilhas e Trafaria/Porto Brandão e Lisboa, enquanto a Soflusa é responsável por ligar o Barreiro à capital.
Em declarações à agência Lusa, Rui Garcia saudou a abertura do concurso, lembrando que "era mais do que tempo de se recuperar o enorme atraso e os anos de abandono" a que foram voltados os transportes fluviais na região de Lisboa, mas lamentou a demora do processo.
"É um investimento que é anunciado agora, mas que se vai estender ao longo de vários anos. Vai demorar bastante tempo até que sejam repostas condições aceitáveis da operação da Transtejo", afirmou o líder da associação e da Câmara da Moita.
Segundo Rui Garcia, os problemas a curto prazo não ficam resolvidos, já que "a perspetiva que o Governo aponta é para uma entrega de barcos que se vai prolongar ao longo de cinco, seis anos".

Governo promete novos barcos já para o ano 
Na semana passada, o secretário de Estado Adjunto e da Mobilidade, José Mendes, disse à Lusa que o Governo, liderado pelo socialista António Costa, está a projetar a entrega do primeiro navio "no final de 2020 ou no início de 2021, em princípio no final de 2020".
"Em 2021 a entrega de três navios e, depois, os seis seguintes serão ao ritmo de dois a cada ano. Significa que, em 2024, teremos os dez navios entregues", referiu.
O concurso será lançado nas próximas semanas, acrescentou José Mendes, apontando para um investimento de 57 milhões de euros para a aquisição dos barcos e mais de cerca de 33 milhões para a "grande manutenção", sendo um "investimento global que será da ordem dos 90 milhões de euros".
Os novos catamarãs, com capacidade para transportar entre 400 e 450 passageiros, serão movidos a gás natural, estimando-se uma diminuição para metade das emissões de dióxido de carbono, uma descida de mais de 5 mil toneladas de dióxido de carbono por ano.
Em protesto contra a constante supressão de carreiras, em Dezembro, dezenas de pessoas invadiram o único navio que estava disponível no cais do Seixal, estando avariado o outro que faz a ligação a Lisboa.
José Mendes assumiu os problemas que existem atualmente na travessia do Tejo, sublinhando que "resultam essencialmente de se tratar de uma frota muito velha", com navios entre 20 e 40 anos.

Agência de Notícias com Lusa
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Homem em estado grave após explosão de gás em Setúbal

Fuga de gás fere homem, mata dois cães e causa acidente de viação do INEM 

Um homem sofreu ferimentos graves na sequência de uma explosão de gás ocorrida na sua habitação em Gâmbia, Setúbal, ao início da noite desta terça-feira. De acordo com o Centro Distrital de Operações de Socorro de Setúbal, a vítima foi transportada para o Hospital de S. José, em Lisboa. Além do ferido, a explosão provocou ainda a morte de dois cães de companhia do dono da casa, situada no Beco das Flores. De salientar que um socorrista do INEM, que se dirigia para este acidente de moto, colidiu com uma outra viatura, tendo também sofrido ferimentos graves.
Ferido foi transportado para o São José em Lisboa 

Um homem ficou gravemente ferido na sequência de uma explosão de gás registada esta terça-feira na Gâmbia, em Setúbal, informou o comandante dos Bombeiros Sapadores de Setúbal.
Segundo Paulo Lamego, a explosão ocorreu pouco antes das 19 horas, numa habitação, no Beco das Flores, na Gâmbia, e a vítima aparentava ter ferimentos graves na face e no pescoço.
A explosão terá sido provocada pelo gás libertado por uma botija numa das divisões da habitação, não se tendo verificado nenhum incêndio após o rebentamento. Além do ferido, a explosão provocou ainda a morte de dois cães de companhia do dono da casa, apesar dos esforços dos bombeiros. 
O comandante adiantou que um enfermeiro que ia de mota assistir a vítima da explosão despistou-se e foi transportado para o Hospital de São Bernardo em estado grave.
O acidente deu-se numa rotunda da Avenida da Europa às 19h10 quando o motociclista seguia em marcha de urgência com a viatura médica de emergência e reanimação para uma ocorrência na localidade das Pontes, em Setúbal.
Fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Setúbal informou que o enfermeiro foi assistido no local do acidente, na avenida Europa, na cidade de Setúbal, por uma equipa de emergência médica do Hospital de São Bernardo, unidade de saúde para onde foi posteriormente encaminhado.
Ainda segundo o CDOS, o homem atingido pela explosão na Gâmbia foi avaliado pela equipa de outra Viatura Médica de Emergência e Reanimação, do Barreiro, e transportado para o Hospital de São José, em Lisboa.
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Piloto do Montijo ganha rali África Eco Race

Elisabete Jacinto vence pela primeira vez um dos ralis mais difíceis do mundo 

Elisabete Jacinto, do Montijo, tornou-se a primeira mulher a vencer uma prova de todo o terreno ao volante de um camião. A alemã Jutta Kleinshmidt conquistou a edição de 2001 do Paris Dakar, mas em automóveis. Foi a primeira vitória em dez participações no África Eco Race, depois dos segundos lugares alcançados em 2011 e 2012, e o terceiro grande troféu internacional depois das vitórias nos ralis de Marrocos e da Tunísia. Na etapa da consagração, realizada nas margens do Lago Rosa, em Dakar, o MAN de Elisabete Jacinto, José Marques e Marco Cochinho despediu-se com um quarto lugar.  "Se há coisa que chateia os meus adversários é ficar à frente deles, por ser mulher”, disse a piloto do Montijo em entrevista à PopularFM, em Novembro do ano passado. 
Primeira mulher a vencer uma prova em camião 

"Quando foi dada a partida para os camiões fizemos um bom arranque e andámos bem. Mas, o Ginaf depressa nos apanhou e acabámos em quarto da categoria. No entanto, como sempre foi uma especial gira, muito alegre e com toda a gente a festejar o facto de ter chegado ao fim. Tivemos imensos portugueses aqui à chegada que nos fizeram uma festa imensa com direito a champanhe e tudo. Estamos muito felizes com o que fizemos nesta prova. Recebemos um troféu enorme e pesado e não cabemos em nós com tanto orgulho. Foram 16 anos de trabalho para chegarmos a este dia. Tudo isto é fruto de muito trabalho, empenho e dedicação e por isso a vitória sabe ainda melhor", contou Elisabete Jacinto, depois de ter vencido o mais difícil rali do mundo.
“Foi um dia histórico para o desporto motorizado internacional pois é a primeira vez que uma mulher vence uma longa maratona de todo-o-terreno ao volante de um camião. A alemã Jutta Kleinshmidt foi pioneira entre os automóveis, ao vencer em 2001 o Paris Dakar aos comandos de um Mitsubishi. Agora Elisabete Jacinto torna-se precursora nos camiões”, destacou em comunicado a assessoria de imprensa da piloto.
A piloto portuguesa tem no seu historial vários triunfos entre os T4 (camiões) nas mais diversas provas africanas (Rali de Marrocos e Rali da Tunísia), mas nesta longa maratona de todo-o-terreno, uma das maiores da atualidade, a sua melhor classificação tinha sido até agora o segundo lugar da classe que alcançou em dois anos consecutivos, 2011 e 2012.
O trio português, composto por Elisabete Jacinto, José Marques e Marco Cochinho, acrescentou ao seu currículo o sexto pódio alcançado nesta grande competição, em 10 participações.
“Elisabete Jacinto alimentava há já vários anos o objetivo de vencer o Africa Eco Race, já que na sua carreira já tinha triunfos em importantes corridas internacionais como o Rali de Marrocos ou o Rali da Tunísia. Em 2000, quando ainda competia de mota, venceu também a taça das senhoras no rali Dakar Cairo, feito que repetiria em 2001”, lê-se no comunicado.
Nesta edição do África Eco Race, a equipa portuguesa alcançou também o seu melhor resultado de sempre na classificação conjunta com os automóveis ao conquistar o quinto lugar da geral.
A 11.ª edição do África Eco Race coroou o francês Jean Pierre Strugo com o primeiro lugar da classificação geral nos automóveis e o italiano Alessandro Botturi venceu nas motas.

A mulher que chateia os homens no deserto 
Elisabete Jacinto é uma mulher no mundo de homens 
Elisabete Jacinto está “muito feliz" por ter sido a primeira mulher a vencer a África Eco Race, prova automóvel todo-o-terreno sucessora do Rali Dakar no continente africano, ao volante de um camião. "Se há coisa que chateia os meus adversários é ficar à frente deles, por ser mulher. Muitas vezes, na oficina, os mecânicos não me levavam a sério e, por via disso, cheguei a ter problemas. Tenho claro que se fosse homem tinha muitas facilidades. Mas se a minha vitória inspirar as mulheres a sentirem-se mais curiosas e a experimentarem o desporto, fico muito contente”, disse a piloto do Montijo em entrevista à PopularFM, em Novembro do ano passado.
Elisabete Jacinto nasceu no Montijo em 1964 e teve uma infância igual à de tantas outras meninas. “Sou de uma família muito tradicional. Enquanto criança brincava com bonecas, bordados, actividades muito femininas. O facto de a minha educação ter sido assim, carregou-me de medos e inseguranças. Quando comecei a andar de moto, percebi que esses medos eram imaginários”.
Fez toda a educação no Montijo, antes de se mudar para Lisboa, onde tirou a licenciatura em Geografia. Começou a dar aulas ainda antes de terminar o curso, função que desempenhou até 2003. Foi apenas com 27 anos que a piloto teve o primeiro contacto com o mundo das corridas, através de uma revista da especialidade: “Estava com o meu marido Jorge, em Lisboa, e ele pegou numa revista e sugeriu que tirássemos a carta de moto. Nessa altura, nem a carta de carro tinha. Por brincadeira comprámos uma moto e decidimos fazer um passeio. Foi assim que tudo começou”.
A compra impulsiva abriu a porta do universo motorizado a Elisabete que, em 1992, participou na primeira prova, a Grândola 300: “Não cheguei a acabar. Num dos rios caí, não consegui levantar a moto da água. Mas, no fim da corrida, a pessoa mais feliz era eu porque fiz mais do que alguma vez pensei”.
O “bichinho” foi crescendo e Elisabete tomou uma decisão que mudaria a sua vida: participar no Rali Paris Dakar. A primeira tentativa não correu bem, com a portuguesa a desistir a meio da prova. Tentou novamente, com o mesmo resultado. “As motas exigiam imenso. Achava que as pessoas não reconheciam o meu esforço. Fiz o Dakar em péssimas condições. E depois pensei em começar a fazer camião”.
A primeira experiência no veículo pesado correu mal, mas Elisabete percebeu que seria ali, naquela categoria, que triunfaria: “Tive a minha primeira tentativa no camião e foi um desastre. Mas soube que seria muito mais competitiva do que nas motos”. O palpite foi certeiro e a piloto portuguesa foi somando vários triunfos ao longo da carreira.
“Houve várias coisas que contribuíram para o resultado diferente deste ano. Em primeiro lugar, os aspectos técnicos no camião: o motor, os amortecedores e as jantes de alumínio. Com esse tipo de melhorias consegui fazer as zonas de areia mole sempre a andar, não precisando de escavar”.
A piloto do Montijo destaca também o forte trabalho de uma equipa composta por José Marques e Marco Cochinho que, por ser mista, oferece outras vantagens. “O facto de termos diferentes visões, ajuda. Foi o que nos ajudou a ultrapassar outras equipas com mais dinheiro do que a nossa”, disse a piloto ao jornal Público. 

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Farmacêutica vai criar 200 empregos no Seixal

Projeto é apresentado esta terça-feira e é um investimento de 200 milhões de euros 
Empresa de investigação na área farmacêutica vai construir fábrica no Seixal. Investimento ronda os 200 milhões de euros e deverá criar duas centenas de postos de trabalho diretos. A apresentação pública do que, até ao momento, é o maior investimento na região gerida pela empresa pública Baía do Tejo, será efetuada esta terça-feira, no centro de escritórios do Parque Empresarial da Baía do Tejo. Este investimento será apresentado por Jacinto Pereira, presidente da Baía do Tejo; Guy Villax, CEO da Hovione e Joaquim Santos, presidente da Câmara do Seixal. A fábrica prevê a criação de 200 postos de trabalho diretos, que serão, sobretudo destinados a trabalhadores altamente qualificados.
Empresa vai criar postos de trabalho qualificados 

O Parque Industrial do Seixal vai receber a nova fábrica da multinacional de investigação farmacêutica Hovione. O projeto que também envolveu a autarquia seixalense e a empresa Baía do Tejo, envolverá um investimento de 200 milhões de euros por parte da empresa que tem sede em Loures. Há também a expectativa de criar 200 postos de trabalho diretos, com trabalhadores altamente qualificados.

Os pormenores deste acordo só serão conhecidos esta manhã, mas nos últimos meses de 2018 o presidente da Câmara do Seixal, Joaquim Santos, fez várias declarações públicas sobre os investimentos que espera ver concretizados este ano e nos próximos no concelho e nomeou sempre que estava a ser negociado um acordo com uma empresa da área farmacêutica para que esta instalasse uma unidade fabril em terrenos da autarquia. Nessas intervenções foi revelando o valor do investimento - 200 milhões de um total de mil milhões de euros que envolvem apostas no turismo e hotelaria -, mas recusou sempre dizer o nome do investidor. Agora com o anúncio da cerimónia desta terça-feira fica público que será a Hovione. A apresentação dos planos para a fábrica será feita pelo CEO da firma Guy Villax, marcando também presença Jacinto Pereira, presidente da Baía do Tejo e Joaquim Santos, presidente da Câmara do Seixal.
Este investimento, um dos mais importantes dos últimos anos no distrito de Setúbal, é feito na construção de uma unidade industrial de alta tecnologia que vai ajudar a desenvolver a capacidade da empresa na investigação e desenvolvimento de processos químicos e dispositivos médicos além da produção de princípios ativos para a indústria farmacêutica mundial.
A Hovione é uma empresa farmacêutica fundada em Loures por quatro refugiados húngaros, que está presente em vários países.
Além desta aposta no Seixal, a Hovione - que tem fábricas em Loures, China, Estados Unidos e Irlanda -, inaugurou em Setembro um centro de investigação e desenvolvimento em Nova Jérsia (EUA) onde investiu 30 milhões de euros.
Este negócio faz ainda parte do projeto de desenvolvimento dos parques industriais existente no Seixal, Barreiro e Almada que tem vindo a ser desenvolvido pela empresa Baía do Tejo e que é conhecido como Lisbon South Bay.
No caso do arco ribeirinho da capital a empresa tem sido responsável, por exemplo, pela requalificação dos terrenos na antiga Quimigal, no Barreiro, onde se têm instalado dezenas de empresas. 
Outro dos projetos emblemáticos é a Cidade da Água, que nascerá nos antigos terrenos da Lisnave, em Almada, para onde está projetada a construção de habitação, comércio, um hotel, uma marina e um terminal fluvial.

Agência de Notícias 


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Cripta Arqueológica em Alcácer do Sal atrai milhares

Monumento recebeu 83 mil visitantes em 10 anos

A Cripta Arqueológica do Castelo de Alcácer do Sal recebeu, nos últimos 10 anos, desde que abriu, cerca de 83 mil turistas e 'bateu', em 2018, o recorde anual de visitas, revelou a câmara do distrito de Setúbal. Segundo o município, a Cripta Arqueológica fechou 2018 com um total de 8.829 visitantes, valor que ultrapassa os valores anuais "dos dez anos anteriores" e que constitui, assim, um "recorde".
Cripta situa-se no interior do castelo de Alcácer 


O período entre Abril e Setembro foi aquele em que foi registado o maior número de visitas, de acordo com o relatório divulgado pelo Gabinete de Arqueologia da autarquia.
Desde que foi aberta, há 10 anos, a Cripta Arqueológica do Castelo da cidade alentejana "já foi visitada por cerca de 83 mil turistas nacionais e estrangeiros", congratulou-se o município.
"A grande promoção efetuada pela câmara tem provocado um aumento da procura [turística] da cidade, como revelam este e outros relatórios" acerca "dos muitos pontos de interesse do concelho", indicou a autarquia.
Escavada no subsolo do Castelo e do antigo Convento de Aracoelli, atualmente transformado em pousada, a cripta é hoje um dos marcos patrimoniais mais visitados do concelho.
O monumento, de acordo com o município, "proporciona uma leitura diferenciada de 27 séculos de história que se entrecruzam no mesmo espaço subterrâneo".
"Nos corredores em forma de claustro subterrâneo encontra-se um conjunto de vitrinas que convida a admirar as peças mais relevantes" dos vários períodos históricos de Alcácer do Sal.
No interior, acrescentou, existe ainda "um conjunto de estruturas, muros, pavimentos e silos que espelham a ocupação" do espaço.

As origens da Cripta Arqueológica
Vinte e sete séculos de história cruzam-se na Cripta Arqueológica do Castelo de Alcácer do Sal, inaugurada a 18 de Abril de 2008. O subterrâneo, escavado no subsolo da fortaleza e do antigo Convento de Aracaelli, que hoje acolhe a pousada D. Afonso II, oferece uma verdadeira viagem no tempo. Numa atmosfera única é possível ver vestígios de todos os povos que viveram na colina aos pés da qual se ergue a cidade e aí deixaram a sua marca.
Esta descoberta deu-se em meados dos anos 90, com o projeto de recuperação das ruínas e a sua conversão para o turismo. As escavações então levadas a cabo pelo saudoso arqueólogo e vereador da autarquia, João Carlos Faria e pelo arqueólogo António Cavaleiro Paixão revelaram vestígios da Idade do Ferro que remontam ao século VII a.C., bem como estruturas do período romano e da ocupação islâmica, abrangendo uma área considerável.
Na área intervencionada do Convento encontraram-se muros medievais e também da época cristã pós-reconquista, alicerçados parcialmente em paredes romanas que, por sua vez, se sobrepõem a estruturas pré-existentes mais antigas, datadas da Idade do Ferro. Convivem, assim, no mesmo espaço achados com mais de 2600 anos de intervalo entre si.
Para além da diversidade temporal, os vestígios mostram uma multiplicidade de tipologias. A par de inúmeros objetos está um arruamento com uma largura de 3,50 metros e que, no início da ocupação romana, foi provido de uma vala de esgotos, construções com alguma imponência que poderão traduzir a existência de uma zona nobre do aglomerado urbano, assim como um santuário da idade do ferro e romano, cujas estruturas imbricam num conjunto arquitetónico extremamente raro.
O maciço de ruínas, devidamente limpas e preparadas, fornece então uma leitura diferenciada das épocas que ali se sobrepõem, das mais antigas, no século V a.C. às mais modernas, no século XVII.

Agência de Notícias 

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Escritora do Montijo lançou romance de época

Obra de Raquel Silva recebida com sala cheia

No dia 12 de Janeiro teve lugar, no Museu Municipal Casa Mora, no Montijo, a apresentação do livro “O Legado Oculto” de Raquel Matos Silva. Foram muitos os amigos, familiares e curiosos que estiveram na apresentação da primeira obra da jovem autora montijense. Editado pela Chiado Books, “O Legado Oculto” é um romance policial, que combina o suspense com conturbadas relações interpessoais, passado na alta sociedade londrina do século XIX.
Escritora assina livro na Casa Mora 

Raquel Matos da Silva nasceu no Montijo, em 1988, cidade onde estudou até 2006 e onde reside atualmente. Com Mestrado em Psicologia Clínica Dinâmica, o seu gosto pela literatura manifestou-se desde tenra idade e a grande paixão pela escrita reflete-se neste seu primeiro livro.
O presidente da Câmara do Montijo, Nuno Canta, elogiou a autora da obra afirmando: “Se escrever é uma arte então estamos perante uma artista”.
“Todos somos indispensáveis na construção da cidade e também a autora está a servir a nossa terra, a nossa cultura” disse o presidente que enaltecendo o esforço e o empenho da autora.
A João Chambel, professor, coube a função de apresentar da obra e a sua autora. O docente não poupou elogios a Raquel Matos da Silva retratando-a como “sensível, apaixonada, determinada, inteligente, observadora, sonhadora, perseguidora de sonhos e surpreendente”.
“A intensidade dos sentimentos e o amor incondicional familiar é o seu traço de escritora. Como ela é reflete-se na sua obra” explicou João Chambel sublinhando a leitura simples e ‘cinematográfica’ do livro: “Consegue trazer os leitores para dentro da história e cativá-los, mantendo o interesse a cada capítulo, que se interligam no espaço e no tempo, em diferentes cenários que se compõe como um puzzle”.

Agência de Notícias com Câmara do Montijo 

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Loja chinesa em Paio Pires escondia 24 pessoas

GNR encontra indícios de tráfico de seres humanos 

A GNR de Almada realizou, na sexta-feira, uma operação de fiscalização a uma loja chinesa na Aldeia de Paio Pires, no Seixal. Suspeitas de trabalho ilegal e insalubridade pública motivaram o início desta investigação. As autoridades acabaram por encontrar outra coisa: indícios de tráfico de seres humanos. Segundo o Jornal de Notícias, a GNR encontrou no local a residir 17 cidadãos de nacionalidade nepalesa, quatro cidadãos de nacionalidade chinesa, um romeno, uma brasileira e um português. Foram ainda encontrados, segundo a publicação, indícios do crime de maus tratos a animais. Não houve detenções e o caso está agora no Ministério Público do Seixal vai agora decidir a abertura ou não de um inquérito criminal pelo crime de tráfico de seres humanos. O "Hipermercado" chinês foi inaugurado recentemente. 
GNR terá encontrado indícios de trafico humano 

A Guarda Nacional Republicana encontrou indícios do crime de tráfico de seres humanos durante uma ação de fiscalização a uma loja em Paio Pires, Seixal, na tarde de sexta-feira, disse à Lusa fonte da autoridade policial.
A operação foi realizada pelo destacamento da GNR de Almada, juntamente com a Autoridade para as Condições de Trabalho e a Autoridade Tributária, a um “hipermercado” chinês, inaugurado recentemente, tendo sido encontrados no local 17 cidadãos nepaleses, três dos quais a viver ilegalmente em Portugal e com indicação para abandonar o território.
Do total de cidadãos nepaleses, 14 foram realojados pela Segurança Social, tendo as autoridades detetado também a viver no local quatro cidadãos chineses, um romeno, um brasileiro e um português.
De acordo com o comando da GNR de Setúbal, durante a operação foram ainda identificadas duas situações possíveis de maus tratos a animais, dois cães que partilhavam o espaço sem condições de higiene, e levantados 36 autos de contraordenação laboral.
O cenário que encontraram pode indiciar tráfico de seres humanos, devido ao número de pessoas de diferentes nacionalidades que ali estavam a viver.
Não houve detenções, tendo o expediente sido enviado para o Ministério Público do Seixal que vai agora avaliar os indícios recolhidos e decidir pela abertura de inquérito pelo crime de tráfico de seres humanos.

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Barreiro oferece pós-graduação a 30 técnicos

Autarquia vai dar formação superior aos seus técnicos 

A Câmara do Barreiro vai oferecer uma pós-graduação em Desafios Autárquicos a 30 técnicos superiores por ano, uma medida que tem o objetivo de "aumentar a capacidade de resposta" do município, anunciou a autarquia. Segundo Frederico Rosa, a pós-graduação em Desafios Autárquicos e Desenvolvimento Local foi criada em parceria com o Instituto Universitário de Lisboa e "terá uma duração de dez meses, com sessões semanais que começam já no final deste mês", disse o presidente da Câmara do Barreiro. 
Autarquia aposta na formação no trabalho
"É a primeira vez que o Instituto Universitário de Lisboa vai fazer uma pós-graduação fora do 'campus'. Nesta primeira edição vão participar todos os nossos dirigentes, que são mais de 20, e depois dar continuidade de forma a envolver, ano após ano, todos os técnicos superiores que temos na autarquia", explico Frederico Rosa.
O curso vai decorrer na Biblioteca Municipal do Barreiro, mas o local pode ser flexível dentro da cidade, consoante os conteúdos a abordar.
"O mais importante é trabalharmos temáticas gerais sobre o contexto da nossa cidade, porque é aqui que as pessoas vão ter de ter capacidade de resposta e vamos ter de atuar em conjunto", frisou o autarca.
De acordo com Frederico Rosa, os conteúdos a abordar são "transversais", passando pelas transformações do território, políticas públicas ou gestão de espaços públicos e serão sempre "muito direcionados para a prática".
"A diversidade de dirigentes é muito grande, tanto vamos ter os dirigentes das águas e dos resíduos, como do urbanismo, da comunicação ou informática. Por isso, as temáticas são transversais e cada um vai contribuir com a visão específica do seu trabalho, mas também vai poder extrair a visão dos outros para enriquecer ainda mais a sua", indicou.
Para Frederico Rosa, um dos grandes problemas das organizações, e inclusive de um município como este com centenas de funcionários, é "cada um pensar isoladamente do outro".
"A autarquia tem de responder como um todo e não ter respostas seccionadas. É esse o desafio que temos que ultrapassar e a pós-graduação vai contribuir de forma decisiva para isso", sublinhou o autarca eleito pelo PS.
Além deste curso, a Câmara do Barreiro vai promover dez formações este ano, também no âmbito da temática da pós-graduação, abertas a todos os trabalhadores da autarquia.

Agência de Notícias com Lusa 
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Estacionamento tarifado com regulamento em Setúbal

Praça do Brasil e zona sul da Avenida Luísa Todi com novas regras de estacionamento 

O Projeto de Regulamento Municipal de Estacionamento Público Tarifado e de Duração Limitada no concelho de Setúbal vai ser submetido a consulta pública para recolha de opiniões. O documento, aprovado em reunião pública da Câmara, que vai substituir o atual regulamento em vigor desde 2016, tem uma fase de consulta pública “no prazo de 30 dias úteis contados de notificação para o efeito”. A proposta da nova regulamentação determina a implementação das três zonas de estacionamento limitado e tarifado previstas no regulamento atualmente em vigor e a expansão do estacionamento tarifado da cidade à envolvente das estações de caminho de ferro. As principais mudanças vão acontecer na Praça do Brasil, sul da Avenida Todi e em algumas zonas residenciais. 
Autarquia vai disciplinar estacionamento pago 


O Plano de Mobilidade Sustentável e Transportes de Setúbal, aprovado no ano passado, estabelece a gestão do estacionamento como uma das principais ferramentas para alterar comportamentos ao nível da escolha modal dos cidadãos.
A contribuição para um modelo de repartição modal mais equilibrado e para a qualificação do espaço público em contexto urbano são definidas como prioridades das políticas de estacionamento com o objetivo de permitir ao município “começar a inverter o predomínio do automóvel individual na mobilidade”, sublinha a deliberação camarária.
Nesse sentido, o Plano de Ação para o Estacionamento contido no Plano de Mobilidade Sustentável e Transportes de Setúbal prevê como principais ações a implementar a organização da oferta de estacionamento, o controlo do estacionamento de longa duração, a reserva de oferta para utilizadores específicos, a melhoria da eficácia da fiscalização do estacionamento ilegal e a formalização da oferta de estacionamento na via pública.
A organização da oferta de estacionamento na zona central de Setúbal é, deste modo, uma das prioridades da estratégia preconizada neste plano, com a definição de medidas que obrigariam a alterações “estruturantes e profundas” ao atual Regulamento Municipal de Estacionamento Público Tarifado e de Duração Limitada no Concelho de Setúbal.
Neste contexto, a autarquia decidiu “reformular totalmente este instrumento de forma a dar resposta a todas as necessidades e recomendações” feitas no plano.

O que vai mudar na Praça do Brasil e sul da Luísa Todi
A Praça do Brasil assume-se, no âmbito da estratégia de mobilidade municipal, como a principal interface multimodal existente, cuja importância “será acrescida por via da deslocalização prevista do terminal rodoviário, convertendo-se a zona de estacionamento de duração limitada de reduzida rotação numa zona de rotação média”.
Em complemento, esta zona será ampliada para nascente e para sul da cidade, de modo a evitar a procura gerada pela nova interface, com o consequente estacionamento ilegal, nas zonas residenciais e na sua envolvente.
O Projeto de Regulamento Municipal de Estacionamento Tarifado e de Duração Limitada no Concelho de Setúbal contempla, igualmente, a expansão da zona de estacionamento tarifado da cidade à zona a sul da avenida Luísa Todi, o que antecipa a já prevista gestão desta área pela Câmara Municipal.
Outra medida é a criação de uma nova oferta de estacionamento em parque ou bolsa, através da formalização de alguns espaços que são atualmente utilizados como bolsas de estacionamento informal e que terão tarifas mais reduzidas para promover a sua utilização quotidiana.
A criação da nova oferta será, diz a autarquia, "complementada com a implementação de sinalização de encaminhamento para os vários arruamentos ou bolsas e com uma maior fiscalização".
A instituição de bolsas de estacionamento formal associadas às funções residenciais, em resultado da requalificação de alguns espaços expectantes, é outro dos aspetos estruturantes do presente documento.
"Tendo em conta esta prioridade será estudada a implementação de zonas de acesso automóvel condicionado, apenas disponíveis a residentes e comerciantes nas zonas do centro histórico, e a implementação progressiva de lugares reservados a residentes em zonas onde o défice de estacionamento é mais acentuado", sublinha o documento aprovado pela autarquia.
Qualquer interessado poderá participar, por escrito, sugestões sobre quaisquer questões que possam ser consideradas relevantes no âmbito do procedimento, dirigidas à presidente da Câmara Municipal de Setúbal, via correio normal (Paços do Concelho, Praça do Bocage 2901-866 Setúbal) ou por correio eletrónico (seag@mun-setubal.pt).
O projecto está disponível para descarga nesta ligação.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 
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Almada apresentou programa cultural deste ano

Mais de 50 produções no Teatro Municipal Joaquim Benite em 2019

O Teatro Municipal Joaquim Benite, em Almada, vai acolher este ano 52 produções, de teatro, dança, música e oficinas para a infância, entre as quais quatro novas criações da Companhia de Teatro de Almada.  Segundo o director artístico da Companhia de Teatro de Almada, residente do Teatro Municipal Joaquim Benite, cuja programação para 2019 foi apresentada no inicio do ano, aquela estrutura irá acolher, "em apenas nove meses, 52 distintas produções de teatro, dança, música e oficinas para a infância, contabilizando um total de 197 sessões, e em Julho decorrerá a 36.ª edição do Festival de Almada". Além do teatro, também a música passa pela principal sala do concelho. Aline Frazão, Manel Cruz , David Fonseca e Fernando Tordo são apostas até Maio. 
Aline Frazão em Almada no sábado 

A programação inclui quatro novas criações da Companhia de Teatro de Almada ( Fenda, Reinar depois de morrer, Se isto é um homem e Händel) que, de acordo com o director artístico, Rodrigo Francisco, "desenham uma viagem que atravessa várias épocas e aborda temas bem prementes".
Fenda, com encenação de Rodrigo Francisco e que estará em cena entre 15 de Março e 7 de Abril, trata-se de "um texto contemporâneo sobre a informação televisiva, que conta o drama de uma jornalista a braços com o remorso de ter cortado com o seu passado familiar".
Inserido na Mostra Espanha 2019, de 25 de Outubro a 17 de Novembro estará em cena Reinar depois de morrer, com encenação de Ignacio García, "um texto do Siglo de Oro espanhol, em estreia absoluta em Portugal, interpela o amor de D. Pedro e D. Inês de Castro por meio da tensão existente entre a razão individual e a razão de Estado".
Se isto não é um homem, uma encenação de Rogério de Carvalho a partir de um texto de Primo Levi, "levado à cena pela primeira vez [em Portugal], justamente no ano em que se assinala o centenário do nascimento de Primo Levi", que é apresentado entre 29 de Novembro e 15 de Dezembro, "constitui um contributo para que as novas gerações conheçam o Holocausto, numa época em que vai sendo tão urgente relembrar os horrores do totalitarismo".
Händel: espectáculo de água e reais fogos de artifício, com encenação de Teresa Gafeira e que poderá ser visto de 30 de Novembro a 15 de Dezembro, "celebra a música de Georg Friedrich Händel (1685-1759)", criando "um universo musicalmente lúdico para as crianças, entusiasmando-as para descobrir o insuperável virtuosismo do mestre do Barroco musical".

A programação deste ano 
A programação de 2019 arrancou no sábado com um Concerto de Ano Novo, pela Orquestra Sinfónica Portuguesa, uma das estruturas que apresentarão espectáculos no Teatro Municipal Joaquim Benite este ano.
Entre os outros nomes que vão passar por Almada estão a Companhia Nacional de Bailado, que "inicia no mês de Maio uma colaboração com o Teatro Municipal Joaquim Benite que se prolongará até ao final do ano", o Teatro Nacional São João, que leva em Fevereiro a Almada Uma noite de futuro, uma encenação de Nuno Carinhas a partir de textos de Samuel Beckett e Gil Vicente, ou os Artistas Unidos, cuja peça Do alto da ponte, uma encenação de Jorge Silva Melo de um texto de Arthur Miller, estará em cena em Fevereiro.
Da programação fazem também parte projectos da Companhia de Teatro de Braga (A antiga mulher, em Março, um texto de Roland Schimmelpfennig com encenação de Toni Cafiero), do Teatro do Noroeste (O autómato, em Março, a partir da obra Tic-Tac, O Autómato que tinha um parafuso a menos!, de Fernando de Paços, com co-criação e encenação de Graeme Pulleyn), do Teatro de Marionetas do Porto (Pelos cabelos, em Maio, textos de Edgard Fernandes, Isabel Barros e Rui Queiroz de Matos, com encenação de Isabel Barros) e do Teatro do Bairro (Como saber o que não dizer, em Outubro, texto de Luísa Costa Gomes com encenação de António Pires).
De fora de Portugal, chegam produções da companhia alemã Familie Flöz (infinita, a 25 de Janeiro, de Björn Leese, Benjamin Reber, Hajo Schüler e Michael Vogel e direcção de Hajo Schüler e Michael Vogel) e da coreógrafa francesa Maguy Marin (Ligne de Crête, a 4 de Maio).
A programação do Teatro Municipal Joaquim Benite para 2019 inclui também concertos como Aline Frazão (19 de Janeiro), Manel Cruz (13 de Abril), David Fonseca (28 de Setembro) e Fernando Tordo (11 de Maio).

Agência de Notícias com Lusa 
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