Dá um Gosto ao ADN

Moscatel de Setúbal vai estar à prova em Lisboa

Moscatel faz 111 anos e invade Rua Augusta para provas e harmonizações

Seis produtores de vinho da Península de Setúbal vão dar a conhecer os seus vinhos moscatéis na iniciativa 'Os Reis do Moscatel - Setúbal', entre a Rua do Comércio e o Arco da Rua Augusta, nos dias 21, 22 e 23 de Setembro.  O evento traz à capital alguns dos mais relevantes produtores de Moscatel de Setúbal, “conjugando-o” também com alguma da melhor gastronomia e doçaria regional. A iniciativa terá diariamente uma happy hour de Moscatel de Setúbal, música ambiente e música ao vivo – Live Act de Saxofone –, “sunset”, provas e harmonizações. O evento é dedicado ao público em geral e aos apaixonados pelo Moscatel de Setúbal muito em particular! A entrada é livre. 
Moscatel de Setúbal faz 111 anos 


Portugal era ainda uma monarquia quando o Moscatel de Setúbal viu reconhecida a sua extraordinária qualidade e reputação (logo início do século XX) entre os mais prestigiados vinhos portugueses.
Foi há 111 anos que a região produtiva do Moscatel de Setúbal foi certificada como região demarcada. Para assinalar a data, seis produtores de vinho da Península de Setúbal vão estar presentes com os seus licorosos no trecho entre a Rua do Comércio e o Arco da Rua Augusta, em Lisboa, de 21 a 23 deste mês.
No primeiro 'Os Reis do Moscatel – Setúbal' participam a SIVIPA, José Maria da Fonseca, Casa Agrícola Horácio Simões, Adega Camolas, Casa Ermelinda Freitas e a Adega de Pegões, disponibilizando moscatel a copo ou em garrafa. A entrada no evento é aberta gratuitamente ao público.
A organização vai dinamizar um passatempo para oferecer até seis garrafas de moscatel a quem se deixar fotografar em "pose real" e publicar a fotografia na página de Facebook do evento
"As três que tiverem mais gostos até às 24 horas do dia 25 de Setembro ganharão 3, 2 e 1 garrafas de moscatel de Setúbal, respetivamente", conta a organização.
Para ligar o moscatel à gastronomia da região de Setúbal foram chamados à cena a chef Cristina Sá Marques, que terá um espaço dedicado à gastronomia da região de Setúbal e do país, e Henrique Sousa e da Carolina Santos, da Confeitaria S. Julião. A tarte de moscatel de Setúbal é apenas uma das propostas.
'Os Reis do Moscatel – Setúbal' promovem ainda, todos os dias, as chamadas 'happy hours' do Moscatel de Setúbal (sexta e sábado das 18 às 19 horas e domingo das 17 às 18 horas), animadas pelo DJ Miguel Vital. 
A partir daí têm lugar sessões de saxofone com Pedro Rego. O evento é promovido pela Comissão Vitivinícola Regional da Península de Setúbal, entidade responsável pela certificação deste vinho generoso, que assinala agora 111 anos de vida.

Agência de Notícias
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TST implementa transporte a pedido em Sesimbra

Basta telefonar e reservar a carreira... 

A empresa Transportes do Sul do Tejo, em articulação com a Câmara de Sesimbra, iniciou esta semana, em alguns trajetos do concelho, um modelo de transporte a pedido, que funcionará em períodos específicos. O transporte a pedido arrancou na Carreira 261 (Cabo Espichel – Zambujal). Esta carreira terá horários articulados com a carreira 201 (Sesimbra – Azoia), e vai efetuar-se diariamente. "O atual tarifário não sofrerá alterações", sublinhou a Câmara de Sesimbra em comunicado. Para quem ainda não conhece, é um serviço de transporte público em que o passageiro pode solicitar transporte, mediante reserva prévia da viagem que pretende efetuar dentro dos percursos definidos.
Sesimbra vai ter transportes a pedido 

O passageiro que está ou pretende deslocar-se para uma zona de transporte a pedido deve fazer um contacto prévio através da linha telefónica gratuita 800 500 270, entre as 9 e as 12h30 de qualquer dia útil anterior ao da viagem, indicando o número da paragem e de carreira e um dos horários predefinidos para o percurso pretendido. 
A medida enquadra-se "num conjunto de alterações na rede de transportes cujo objetivo é a otimização da oferta, o aumento da comodidade dos munícipes e o incentivo à utilização dos transportes coletivos em detrimento do transporte individual, com os consequentes benefícios ambientais", conta a autarquia.
Esta modalidade de transporte "será implementada em zonas de baixa densidade populacional onde a procura é reduzida, o que gera impactos ambientais e económicos negativos. Em vez da supressão destas carreiras, o transporte flexível permite reforçar os horários e assegurar mobilidade a um conjunto de passageiros não regulares", diz o comunicado enviado à ADN-Agência de Notícias.

Como funciona o transporte a pedido
O passageiro que está ou pretende deslocar-se para uma zona de transporte a pedido deve fazer um contacto prévio através da linha telefónica gratuita 800 500 270, entre as 9 e as 12h30 de qualquer dia útil anterior ao da viagem, indicando o número da paragem e de carreira e um dos horários predefinidos para o percurso pretendido. 
O pedido é registado numa central e no dia marcado, o motorista passará no local, no horário indicado, com a certeza de que haverá passageiros para transportar.
A entrada em funcionamento do transporte a pedido traduz-se, de imediato, "num aumento dos horários dos transportes nas zonas abrangidas, e num benefício para os utentes, pois permite manter carreiras em zonas onde o número de passageiros é residual", refere a autarquia. 
Ao mesmo tempo, explica ainda o comunicado, "liberta recursos para reforço dos transportes em zonas onde a procura é maior, com especial incidência na população em idade escolar". 
O modelo é usado em vários pontos do país e do mundo, há vários anos, e na Área Metropolitana de Lisboa vai ser testado no concelho de Sesimbra.

Agência de Notícias com Câmara de Sesimbra 
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Nova praça pública está a nascer no Montijo

Regeneração urbana junto à praça de toiros 

Começaram os trabalhos de construção da nova praça pública frente à monumental Praça de Toiros Amadeu Augusto dos Santos, no Montijo. A informação foi dada pelo presidente da Câmara do Montijo, Nuno Canta, em reunião pública. Em declaração, o autarca esclareceu que o empreendimento resulta das obrigações impostas pelo município do Montijo no âmbito das obras de urbanização da Nossa Senhora da Atalaia.
Obras arrancaram esta semana 

“A construção de uma nova e ampla praça num dos pontos mais importantes para a regeneração urbana da cidade assinala uma opção política de grande impacto no concelho” declarou Nuno Canta sublinhando que esta era “uma necessidade há muito aguardada e reconhecida por todos como uma condição essencial de desenvolvimento”.
Esta nova praça resulta, segundo o autarca, de um conjunto de vontades: de uma visão estratégica para o desenvolvimento do Montijo, da solidariedade dos urbanizadores da cidade e dos proprietários dos terrenos a ocupar pela nova praça e da continuidade e a estabilidade das opções políticas e das estratégias fundamentais para o Montijo.
“A construção de uma nova praça pública no Montijo é sem dúvida uma grande realização dos montijenses e ficará como mais um símbolo do Montijo moderno que todos nós nos orgulhamos”, concluiu o autarca.

Autarquia apoia União das Freguesias na intervenção em Parques Infantis
A Câmara do Montijo aprovou ainda, na mesma reunião de câmara, a atribuição de um apoio financeiro à União das Freguesias do Montijo e Afonsoeiro para intervenção em vários parques infantis.
O apoio financeiro no montante de 50 mil euros servirá para a comparticipação nos trabalhos de remodelação/reparação de oito parques infantis instalados ma área geográfica da União das Freguesias.
A proposta, aprovada por unanimidade, segue agora para deliberação da Assembleia Municipal.

Agência de Notícias com  Câmara do Montijo 
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Mais de 500 alunos no ensino profissional em Almada

Ministro da Educação quer metade dos alunos no ensino profissional

A Escola Profissional de Almada, em Cacilhas, recebeu a visita do ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, acompanhado pelo secretário de Estado da Educação, João Costa, e pela presidente da Câmara de Almada, Inês de Medeiros. A presidente da Câmara  de Almada, Inês de Medeiros, e vários membros do executivo municipal acompanharam os dois governantes durante a visita às instalações da Escola Profissional de Almada, nomeadamente aos laboratórios, oficinas e salas de aula.
Ministro da Educação visitou Almada 


Alunos, professores e membros da direção da Escola Profissional de Almada deram a conhecer os vários projetos desenvolvidos pela escola, alguns dos quais premiados a nível regional e nacional.
A Escola, em Cacilhas, tem cerca de 300 alunos que frequentam seis cursos (profissionais e de educação e formação).
No final da visita, Tiago Brandão Rodrigues afirmou "a Escola Profissional de Almada é um belo exemplo do Ensino Profissional no País".
Tiago Brandão Rodrigues, reiterou que o grande objetivo do governo é encaminhar 50 por cento dos alunos do ensino secundário para o ensino profissional.
“Nós temos apostado no ensino profissional, um ensino de corpo inteiro e temos apostado em não secundarizar, em não tornar periférico. O ensino profissional permite ter, por um lado, uma certificação académica e, por outro, uma certificação profissional”, disse o ministro da Educação durante uma visita à Escola Profissional de Almada, em Setúbal.
“Hoje vimos aqui um belo exemplo do que fazem as nossas escolas profissionais e temos um grande objetivo: que metade dos nossos alunos que terminem o ensino secundário o possam fazer por vias profissionais”, reiterou.
Durante a visita, que assinalou o arranque do ano letivo, Tiago Brandão Rodrigues sublinhou que tanto sociedade como a economia e o mercado de trabalho “precisam de alunos que saiam do ensino profissional”, reforçando, contudo, que também as “universidades e o ensino politécnico precisam verdadeiramente de alunos que também saiam do ensino profissional”.
De acordo com o ministro da Educação, desde 2012 havia discriminação para os alunos do ensino profissional que pretendessem ingressar num curso superior, mas com o atual governo essas barreiras foram esbatidas.
“O acesso dos alunos do ensino profissional e do ensino artístico era diferenciado e havia uma discriminação marcada quando tentavam entrar no ensino superior, com barreiras sucessivas, tendo mesmo que fazer exames de disciplinas que não eram lecionadas nos seus currículos”, explicou.
Esta semana, cerca de 1,5 milhões de estudantes, do pré-escolar ao ensino secundário, nas escolas públicas e privadas, estão de regresso às aulas.
No concelho de Almada, o universo escolar público abrange cerca de 23 mil alunos.
As duas escolas profissionais privadas a funcionar no concelho (Escola Profissional de Almada e Escola Profissional de Educação para o Desenvolvimento) são frequentadas por mais de 500 alunos.

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Governo elogia a atratividade turística de Setúbal

Exemplo de como o turismo pode mudar uma cidade e trazer novos públicos


Os novos corpos sociais da Entidade Regional de Turismo da Região de Lisboa para os próximos cinco anos, liderados por Vítor Costa, tomaram posse no dia 14 de Setembro, no posto de turismo da Arrábida. A cerimónia contou com a presença da presidente da Câmara Municipal, Maria das Dores Meira, que fez um balanço “muito positivo” dos últimos cinco anos de trabalho da Entidade Regional de Turismo da Região de Lisboa por conseguir entender as especificidades do concelho de Setúbal. Para a secretária de Estado do Turismo, Ana Godinho, Setúbal é “o exemplo paradigmático de como o turismo pode mudar uma cidade, trazer novos públicos e atrair mais investimentos”.

Setúbal tem crescido no turismo 

“A nossa identidade, a nossa diferença e o respeito que nos merecem as nossas populações, orgulhosas do nome da sua cidade e do que representa, são elementos de enorme importância que nos orientam e inspiram. Saber entender o que é único e específico em Setúbal é, garantidamente, enorme mais-valia para a governação do turismo regional”, disse Maria das Dores Meira.
Para a autarca, a Entidade Regional de Turismo da Região de Lisboa, presidida nos últimos cinco anos por Vítor Costa, que assegura o segundo mandato, até 2023, “revelou essa sensibilidade e esse entendimento” através da promoção da centralidade Arrábida, no contexto da região.
Esta estratégia proporcionou ótimos resultados, com Setúbal a apresentar atualmente uma “oferta de 3800 camas turísticas, entre a hotelaria e o alojamento local, onde se registaram 300 mil dormidas”.
Maria das Dores Meira encara estes números com um misto de otimismo, porque “fazem acreditar na evolução positiva da tendência de procura turística em Setúbal”, e de cautela, porque a autarquia não pode parar o trabalho de qualificação da cidade e do concelho e de criação de maior atratividade local para turistas e investidores.
“Vamos continuar este trabalho, que tem produzido excelentes resultados, e vamos continuá-lo com os agentes económicos que souberam acreditar no potencial de Setúbal e que são também eles responsáveis por este crescimento. O turismo em Setúbal deixou de ser hoje uma possibilidade para passar a ser uma realidade”, sublinha a autarca.
A presidente do município sublinha as variadas dimensões da oferta turística do concelho, nomeadamente a Arrábida, o Sado e a comunidade de golfinhos, o enoturismo em Azeitão, as praias da Arrábida, “este ano resgatadas aos carros e entregues às pessoas”, a natureza, os espaços para conferências e congressos, a gastronomia e o mercado com os produtos do mar.

Turismo de Lisboa quer aeroporto no Montijo 
A escolha “feliz e adequada” de Setúbal para a tomada de posse dos novos órgãos sociais da Entidade Regional de Turismo da Região de Lisboa  também foi destacada por Maria das Dores Meira, uma vez que reflete este “bom momento” da atividade e procura turística no concelho.
Os primeiros cinco anos da Entidade Regional de Turismo da Região de Lisboa  foram, assim, marcados pela “colaboração e parceria” com a Câmara de Setúbal, trabalho que a autarca pretende “manter e reforçar” nos próximos cinco anos com Vítor Costa, que assegura o segundo mandato à frente da Comissão Executiva da Entidade Regional de Turismo.
O responsável sublinhou alguns entraves que se colocam ao crescimento turístico da região, nomeadamente a insuficiente capacidade de resposta do Aeroporto de Lisboa.
“O problema do aeroporto é, de facto, um grave condicionante ao nosso desenvolvimento. Temos ouvido vários responsáveis governamentais dizer que a única solução viável é o aproveitamento da Base Aérea do Montijo, em complemento com o aeroporto da Portela”.
O problema, segundo Vítor Costa, é que esta legislatura está a chegar ao fim e, “no momento em que a solução devia estar a ser inaugurada”, ainda se aguarda uma decisão.
A cerimónia, na qual Bernardino Soares tomou posse como presidente da Mesa da Assembleia-Geral e Bernardo Trindade como presidente do Conselho de Marketing, contou, igualmente, com a presença da secretária de Estado do Turismo, Ana Godinho, que destacou a importância do setor como “força motriz do desenvolvimento do país”.
Para a governante, Setúbal é “o exemplo paradigmático de como o turismo pode mudar uma cidade, trazer novos públicos e atrair mais investimentos”.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 
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Terminal do Barreiro poderá ser lançado em 2019

600 milhões de euros que criam mais de 500 de postos de trabalho e visam atrair empresas

Em declarações ao Jornal i, o vereador da Câmara do Barreiro, Rui Braga, afirmou acreditar que o projecto actual do Terminal do Barreiro (ao contrário do projecto anterior), terá condições para poder ser aprovado, de forma a que o concurso internacional de construção e exploração possa avançar já no próximo ano. "Sabemos que há uma intenção do Governo muito forte em instalar aqui esta unidade operativa e se não houver qualquer objecção durante o processo de consulta pública que vai durar até 26 de Novembro, acredito que a Administração do Porto de Lisboa estará em condições para avançar com o concurso público internacional, algures entre Janeiro e Fevereiro", afirmou o vereador.
Terminal está em consulta pública em Outubro 

Trata-se de um investimento a rondar os 600 milhões de euros e que levará à criação de mais de 500 novos postos de trabalho directos, atraindo assim novas empresas para o concelho, ressalvando o responsável que "ainda não sabemos o número de empresas que poderemos atrair. Queremos fazer um estudo, nem que seja para direccionar medidas no âmbito fiscal para que possamos estimular a vinda de empresas de um sector específico para o Barreiro, fruto da necessidade que o terminal possa abrir", sublinha Rui Braga. 
Em relação à ambição do município de que esteja previsto no caderno de encargos que o consórcio que ganhe a concessão tenha sede no Barreiro, Rui Braga afirma que "ainda não há certeza se isso irá ser contemplado. Só saberemos quando for lançado o caderno de encargos, mas era positivo que isso viesse a acontecer, pois tendo sede no Barreiro, a empresa seria obrigado a pagar aqui os impostos. E com esse pedido não estamos a ignorar os impactos positivos que este projecto tem, nomeadamente na criação de emprego, o que é muito bom tendo em conta a taxa de desemprego que existe no Barreiro".

Terminal pronto em 2024 ou 2025
Rui Braga mostra-se otimista em relação à concretização do investimento, depois do projeto ter sido chumbado pelo anterior autarca em sede de estudo de impacto ambiental, já que o parecer da autarquia tem um caráter vinculativo.
O que mudou? A localização. Ao contrário do projeto inicial, este viabiliza a terceira travessia do Tejo. “O projeto que lideramos prevê o terminal numa nova localização e, com isso, recebe o aval de todos os partidos da autarquia. Também já foram discutidas as acessibilidades rodoviárias e ferroviárias com a Infraestruturas de Portugal”, garante o vereador ao jornal  i.
Rui Braga diz ainda que no estudo de impacto ambiental foram considerados os nós de amarração e as possíveis entradas e saídas na baía do Tejo. “Estou convencido que agora as coisas todas estão compatibilizadas, não só a terceira travessia, mas também o futuro aeroporto do Montijo e para isso é necessário haver ligação Barreiro/Montijo”, refere, acrescentando ainda que a autarquia está a desenvolver, em conjunto com a Administração do Porto de Lisboa, um estudo urbanístico que deverá estar pronto até ao final do ano “para ver qual é a melhor forma de coser os contentores com a malha urbana”.
O vereador adianta ainda que, cumprindo os prazos estipulados, poderá ser possível ter o terminal pronto para funcionar entre 2024 e 2025, altura em que espera ver cumpridos os objectivos de aumentar a capacidade de tráfego e complementar o terminal de Lisboa, adiantando ainda que "além disso, vai contar com outras funcionalidades que o terminal de Lisboa não tem que é a capacidade de receber outro tipo de carga. Outra particularidade diz respeito à instalação de acostagem de barcaças, ou seja, na sua plenitude máxima permite sair por barcaças cerca de 30 por cento do tráfego".

Agência de Notícias 


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Cidade de Setúbal celebrou o dia de Bocage

"Celebramos a cidade que, nos últimos anos, saiu da sombra"

As transformações ocorridas nos últimos anos em Setúbal e as obras estruturantes em curso, que permitem continuar a melhorar a qualidade de vida urbana, foram destacadas nas comemorações do Dia de Bocage e da Cidade. “Celebramos a cidade que, nos últimos anos, saiu da sombra e deixou de ter vergonha de dizer quem era. Celebramos uma cidade orgulhosa da sua identidade de sempre, que sabe redescobrir-se e reinventar-se”, sublinhou a presidente da Câmara de Setúbal, Maria das Dores Meira, na sessão solene do feriado municipal, realizada na manhã de 15 de Setembro, nos Paços do Concelho.
Setúbal comemorou dia da cidade



A autarca apontou as transformações ocorridas na rede viária, nos espaços verdes, na qualificação de equipamentos e na atração de novos investimentos e garantiu que a autarquia vai continuar a “fazer mais e melhor Setúbal”, seja através da melhoria da qualidade de vida urbana, seja através de obras estruturais, como a que está em curso na Várzea para construção de bacias de retenção, integradas num novo parque urbano.
“É uma obra de que alguns duvidaram, ou por puro interesse eleitoral ou por anacrónico ceticismo, mas que hoje é irreversível e desmente todos os que a puseram em causa. Desmente os que acharam que não passaria dos cartazes que foram afixados no local a anunciá-la e que tudo fizeram para dali os retirar”.
A obra na Várzea resolve um “problema central da cidade” ao prevenir as cheias, mas também permite criar um novo e qualificado parque urbano para usufruto da população. “É uma obra estruturante do ponto de vista urbano, diria mesmo que é uma obra histórica, pois transformará profundamente a cidade”.
A autarca destacou, igualmente, as mudanças verificadas este ano no acesso às praias do concelho, com a adoção de medidas que “garantem agora o acesso a estas zonas em segurança e em pleno respeito pelo caráter ambiental único da Arrábida”.
Maria das Dores Meira defende que era “impensável” que se mantivesse “o caos absoluto na circulação e estacionamento naquela via, com evidentes riscos para a segurança e bem-estar dos que por ali circulavam” e que a autarquia não podia continuar a permitir a existência de tão grande risco.
Por isso, em consonância com todos os organismos com responsabilidades naquela área do concelho, foram tomadas medidas que favorecem a utilização de transportes públicos para a Figueirinha e transportes gratuitos para Galapos e Creiro, para que todos possam usufruir daquelas praias.
“Terá sido uma medida arriscada do ponto de vista político, sujeita a incompreensões e a aproveitamentos de vária ordem, mas hoje, quase encerrada a época balnear, estamos plenamente convictos de que fizemos o que tínhamos de fazer e de que ganhámos esta aposta”, sublinha a presidente.
A autarca garante que a Câmara Municipal de Setúbal vai continuar a trabalhar para melhorar as praias com investimentos que passam pela instalação de novos equipamentos e pela melhoria das acessibilidades.

Autarquia quer trabalhadores a ganhar mais 
A sessão solene do Dia de Bocage e da Cidade, que se realizou após a cerimónia do hastear da bandeira, com interpretação do Hino do Município pelo Coro do Município Afina Setúbal e Coro Feminino TuttiEncantus, e a deposição de flores por parte de várias entidades, na estátua do poeta, com declamação de poemas pela Casa da Poesia, incluiu uma homenagem a trabalhadores municipais aposentados, entre Novembro de 2017 e Agosto de 2018, “por uma vida de trabalho ao serviço da autarquia e da causa pública”.
Maria da Dores Meira defendeu que esta distinção é ainda mais merecida num contexto em que os funcionários das autarquias são, muitas vezes, “alvo de tentativas de menorização e de acusações injustas que importa, sempre, corrigir”.
Recordou os “gravosos ataques” dos últimos anos aos direitos e salários, com “poderosas consequências nas condições de vida” dos trabalhadores que, no caso de Setúbal, “garantem o funcionamento de toda a máquina urbana de um concelho de 130 mil habitantes e as naturais exigências que tal condição comporta”.
O congelamento dos salários nos últimos nove anos e os cortes a que estes rendimentos foram sujeitos entre 2011 e 2015, os quais levaram a uma perda do poder de compra dos trabalhadores da administração pública de quase 12 por cento, são exemplos desses ataques.
Por isso, “melhorar as condições salariais destas pessoas é, naturalmente, um assunto que está na ordem do dia” e que terá “consequências na melhoria dos serviços públicos prestados e na maior capacidade de atração de recursos humanos qualificados para a administração local”.

Reconhecimento a Manuel Marques, Herman José e Joaquim Gomes 
Após a homenagem aos trabalhadores aposentados, a Câmara de Setúbal entregou medalhas honoríficas a um conjunto de vinte cinco personalidades e entidades que se destacam ou destacaram de forma particularmente notória e nas mais diversas áreas, em algum momento da história local, ou continuadamente.
Na classe Cultura, o município distinguiu o ator e encenador Carlos Curto, representado pelo filho, Gabriel, que recebeu a distinção, e o escultor Virgílio Domingues.
O conhecido ator Manuel Marques, também agraciado nesta classe, lembrou que foi na Academia de Belas-Artes Luísa Todi que deu os primeiros passos na carreira artística e no TAS – Teatro Animação de Setúbal que encontrou “inspiração nas primeiras peças” que viu “com saudosos atores, que já faleceram, como Carlos César e Manuel Bola”.
Já o humorista Herman José, igualmente distinguido na classe Cultura, proporcionou um momento animado na sessão solene quando recebeu a medalha das mãos da presidente do município, ao explicar porque, apesar de não ser de Setúbal, é apaixonado pelo concelho. “Fui sendo tomado por estes organismos mágicos vindos de Setúbal e Azeitão e, hoje em dia, corre-me Azeitão e Moscatel nas veias e a minha alma é um aglomerado de choco frito”.
Oliveiros Sobral do Rosário, ensaiador de marchas e promotor de diversos projetos culturais no concelho, a AMEC – Associação Música, Educação e Cultura e o grupo de voluntários do projeto “Memórias – Museu do Trabalho/Arquivo Américo Ribeiro”, constituído por José Pedrosa, entretanto já falecido, representado pelo sobrinho Manuel Pedrosa, Raul Gamito Gomes, Rogério Vaz de Carvalho e Alberto Sousa Pereira, foram também agraciados na classe Cultura.
O fundador da ACM Setúbal, Mário de Melo Pereira, a título póstumo, representado pelo filho, Mário Luís Pereira, foi distinguido com a Medalha de Honra da Cidade na classe de Associativismo e Sindicalismo, enquanto o médico Luís Machado Luciano foi reconhecido na classe Ciência e Tecnologia.
No Desporto, foram distinguidos o Núcleo de Árbitros de Futebol da Cidade de Setúbal, representado por Ricardo Figueiredo, para quem o organismo, com mais de sessenta juízes em atividade em várias competições, neste 15 de Setembro “um dia histórico” por comemorar o 51.º aniversário.
O enfermeiro das seleções nacionais de futebol Carlos Martinho e o diretor da Volta a Portugal em Bicicleta, Joaquim Gomes, também foram distinguidos na classe Desporto.
A Casa Cego, em Vila Nogueira de Azeitão, uma das mais históricas pastelarias do concelho, especializada em tortas de Azeitão, atualmente propriedade de José Augusto Pinto, e o Minimercado Cardoso, fundado em Agosto de 1900, em Vendas de Azeitão, gerido nos dias de hoje por Alexandre Cardoso, bisneto do fundador, receberam a distinção honorífica na classe Comércio.
Na classe Paz e Liberdade foram agraciados o Movimento Democrático das Mulheres, com Mónica Leitão e Regina Marques a agradecerem a distinção “em nome da luta contra as desigualdades”, e a primeira mulher enfermeira paraquedista portuguesa Maria Arminda dos Santos.
O antigo autarca José Manuel Carvalho da Silva, agraciado também nesta classe, recordou os 12 anos em que esteve à frente da Junta de Freguesia da Anunciada e as transformações ocorridas em Setúbal desde 2002.
“Quando conheci esta senhora [Maria das Dores Meira] vi logo que ela ia transformar a cidade. Se Setúbal já era linda, agora ainda é mais. É uma cidade onde temos orgulho de viver”.
O antigo autarca José Manuel de Almeida Miranda, a título póstumo, representado pela viúva, Maria Regina Miranda, e Benjamim Carvalho, um dos fundadores do Partido Socialista de Setúbal, sindicalista e autarca, também já falecido, representado pela filha Dulce Machado, e José Récio, empresário com papel importante no processo de paz e promoção de projetos sociais em Angola, foram igualmente distinguidos com medalhas na classe Paz e Liberdade.
Na classe Indústria, foi homenageado José António Rodrigues, presidente do conselho de administração da Lisnave.
Em Turismo foram agraciados António Maria Saramago, enólogo azeitonense, fundador da empresa António Saramago-Vinhos, Henrique Soares, presidente da Associação de Desenvolvimento Rural da Península de Setúbal e da Comissão Vitivinícola Regional da Península de Setúbal, e a empresa de observação de golfinhos Vertigem Azul, representada pelos sócios Maria João Fonseca e Pedro Narra.
O empresário da náutica de recreio João Barbas de Oliveira, representado pela filha Catarina Miranda, também foi agraciado nesta classe.
“A todos, muito obrigada em nome de Setúbal pelo que fizeram pela nossa terra e por Portugal. Sentimos que, com a entrega desta medalha, cumprimos para convosco um dever. Cumprimos a obrigação de, enquanto comunidade, reconhecer os serviços que prestaram e prestam a Setúbal e ao país”, assinalou a presidente do município, dirigindo-se a todos os homenageados.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 
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Adolescente esfaqueado numa escola da Amora

Aluno detido por esfaquear outro fica proibido de frequentar escolas do Seixal


O jovem de 17 anos detido por esfaquear outro, de 16, esta segunda-feira de manhã, na EB 2/3 Paulo da Gama, na Amora, Seixal, está proibido de se deslocar a escolas do concelho e de contactar a vítima. Tanto o jovem agressor como a vítima são alunos da EB 2/3 Paulo da Gama, na Amora. 
Jovem de 16 anos teve de ser assistido no hospital 

O jovem detido ficou sujeito a Termo de Identidade e Residência, com apresentações diárias às autoridades, após ser presente a juiz, esta segunda-feira à tarde. As medidas de coação incluem ainda a proibição de se deslocar a escolas do concelho e de contactar com a vítima.
O incidente registou-se cerca das 8h30 de ontem, na rua Ana de Castro Osório, dentro do estabelecimento escolar, de acordo com testemunhos recolhidos no local. Segundo escreve o  JN, a situação que espoletou a rixa entre os dois colegas esteve relacionada com publicações nas redes sociais.
Um dos jovens começou por esmurrar o outro, que depois retorquiu, atingindo-o com uma faca nas costas. A vítima, que ainda voltou a reagir contra o colega depois de ser esfaqueada, ficou com três ferimentos ligeiros e foi transportada ao Hospital Garcia de Orta (HGO), em Almada.

Agência de Notícias com Lusa 
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Almada promove viagens de transportes a troco de lixo

Iniciativa realiza-se durante a Semana da Mobilidade

A Câmara de Almada vai promover, a 19 de Setembro, no âmbito da Semana Europeia da Mobilidade, a troca de bilhetes nos transportes públicos no concelho por materiais recicláveis, informou a autarquia. “As tão queridas 'Viagens a Troco de Lixo' voltam a fazer parte do programa, prometendo bilhetes para os transportes públicos em troca de materiais recicláveis”, anunciou o município em comunicado. Os cidadãos que queiram participar na iniciativa podem trocar um bilhete, por exemplo, por dez embalagens de metal ou cartão, por 12 garrafas de plástico de 1,5 litros, por dez embalagens de medicamentos ou por um pequeno eletrodoméstico fora de uso.
Campanha decorre esta semana 

Estas eco-trocas são uma parceria entre a autarquia e os operadores de transporte do concelho, mas “estão limitadas até um máximo de três bilhetes por pessoa ou seis por instituição”, explicou a autarquia de Almada.
A iniciativa faz parte do programa que a Câmara de Almada preparou para assinalar a Semana Europeia da Mobilidade, que decorre de 16 a 22 deste mês e que, este ano, tem o tema “Combina e Move-te”, incentivando à multimodalidade de transportes.
Para promover a reflexão sobre a utilização de diferentes meios de transportes nas deslocações diárias, a 16 de Setembro, os habitantes poderão transportar de forma gratuita as suas bicicletas no Metro Sul do Tejo e na Fertagus.
Já no dia 17, se os passageiros combinarem a bicicleta, carro e comboio da Fertagus, poderão estacionar de borla nos parques desta operadora.
Nesta semana celebra-se também, no dia 22, o Dia Europeu sem Carros e para o assinalar, vai regressar o “Almada Cycle Chic”, um passeio de bicicleta pela cidade.
Segundo o município, neste dia os habitantes podem usufruir de “Ciclo-oficinas para pequenos arranjos gratuitos, aulas para aprender a andar de bicicleta em segurança na cidade e música ao vivo no Parque Infantil das Bicicletas”.
A Câmara de Almada procurou ainda sensibilizar os estudantes do concelho para a temática da mobilidade sustentável.
No dia 18 de Setembro será apresentado aos alunos do ensino secundário o Almada Bus Saúde, um novo serviço de mobilidade flexível que permite uma ligação rápida, cómoda e segura entre as unidades de saúde do concelho e que “pode ser uma alternativa para as deslocações entre a casa e escola”, referiu a autarquia no documento.
Ainda neste dia, haverá uma apresentação na Faculdade de Ciências e Tecnologias, no Monte de Caparica, sobre a aplicação Lisboa Viagem e como poderá otimizar os trajetos dos alunos, de uma forma mais sustentável.
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Seixal mostra o “maior cordão de beatas” do mundo

Iniciativa lembra que pontas de cigarro devem ser tratadas como lixo

As pontas de cigarro devem ser tratadas como lixo e não atiradas ao chão, alertou uma associação ambiental, em parceria com a Câmara do Seixal, através de uma exposição que pretende ser o “maior cordão de beatas do mundo”. A exposição “(Re)canto do Tejo” foi apresentada na zona ribeirinha do Seixal, e reúne cerca de 220 mil beatas, recolhidas durante dois anos na baía do Seixal e na Costa de Caparica, em Almada, por mais de 350 voluntários. A iniciativa insere-se nas comemorações da Semana Europeia da Mobilidade, promovida pela Câmara do Seixal, que decorre até 22 de Setembro.
Acção de sensibilização na Baía do Seixal  

“O objetivo desta iniciativa é sensibilizar a opinião pública para a beata lançada pelo fumador para a estrada ou para zonas de passeio, o que constitui um perigo tendo em conta que, neste momento, o microlixo no mar é a beata. A beata socialmente continua a ser um ato automático do fumador, mas não pode continuar a ser algo que se lança para o chão, porque constitui um risco considerável para o ambiente. Tem de ser tratada como lixo”, disse à Lusa o presidente da Associação 10 Milhões na Berma da Estrada, Orlando Martins.
A exposição “(Re)canto do Tejo” foi apresentada na zona ribeirinha do Seixal, e reúne cerca de 220 mil beatas, recolhidas durante dois anos na baía do Seixal e na Costa de Caparica, em Almada, por mais de 350 voluntários.
“Foram mais de 1.500 horas de voluntariado, envolveu mais de 350 pessoas, e procurámos com isto mostrar que no recanto do Tejo apanhámos 220 mil beatas, que estão num cordão de 1.500 metros e que constituem uma candidatura ao Guinness Book”, avançou o responsável.
Segundo Orlando Martins, a exposição corresponde a “32 minutos de beatas que vão para o chão em Portugal”.
A iniciativa alerta, assim, para os perigos de não se tratar as pontas de cigarro como lixo, o que ameaça os ecossistemas, polui os lençóis freáticos e coloca em risco a vida marítima.
“Para o chão não, a beata chega ao mar” é a mensagem que a associação pretende passar.
Orlando Martins sublinhou que a poluição nas praias não acontece apenas pelos fumadores que deitam as pontas de cigarro na areia.
“Muita gente pensa que a beata na praia resulta do fumador que deixa na areia. Não é verdade, porque aqui temos uma praia ribeirinha, em que o principal elemento que encontramos são beatas e não são fumadores que vão ali deixar, são beatas que estão à tona da água, na coluna de água e que são milhões e milhões que vão ter ao mar”, explicou.

A inspiração da professora Adelina
A iniciativa tem uma mascote, a Adele, uma gota de água com rastas constituídas por um cordão de beatas, o que pretende sensibilizar para o arrastamento das pontas de cigarro para o mar.
“A Adele é diminutivo de Adelina. Nós temos no nosso movimento uma senhora muito inspiradora que se chama Adelina. A senhora tem 84 anos e quisemos homenageá-la com a Adele, para mostrar que em qualquer idade há pessoas que estão disponíveis e são verdadeiras ativistas ambientais”, indicou.
A agência Lusa teve oportunidade de falar com Adelina, ex-professora, que contou que já faz reciclagem há 40 anos e que participa neste tipo de eventos sempre que pode.
“Ao princípio as pessoas não sabiam o mal que a beata fazia. Quando chove vai nas águas da chuva, vai ter ao mar e já está a prejudicar bastante os peixes. Isso faz com que a pessoa tenha de pensar no que pode fazer para evitar. Às vezes as pessoas dizem ‘eu faço, mas os outros não fazem’. Alguém tem que começar e continuar”, frisou.

Iniciativa insere-se na semana da mobilidade 
A iniciativa insere-se nas comemorações da Semana Europeia da Mobilidade, promovida pela Câmara do Seixal, que decorre até 22 de Setembro.
“A Semana Europeia da Mobilidade é toda ela dirigida à utilização de práticas suaves, tem tudo a ver com saúde e esta iniciativa enquadra-se perfeitamente nisso, na qualidade de vida, no melhor ambiente. Este apelo para que as pessoas não deitem as beatas no chão é porque depois são transportadas através das águas da chuva para o rio e para o mar, e demoram muito tempo a deteriorar-se”, sublinhou o vereador do Ambiente da Câmara do Seixal, Joaquim Tavares.
O evento é candidato ao Guinness World Book of Records, o que, segundo o autarca, tem o objetivo de sensibilizar um maior número de pessoas: “Até parece que não tem muito sentido termos um galardão de que temos mais beatas, mas tem porque é a forma de projetar a mensagem para que as pessoas vejam o impacto daquilo que é provocado com um pequeno gesto”.
Nos próximos dias as entidades promotoras da exposição saberão se conseguiram atingir o objetivo de ser o “maior cordão de beatas do mundo”.

Agência de Notícias com Lusa 
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Barreiro defende que novo aeroporto tem prós e contras

Plataforma diz que Barreiro será uma das zonas mais afetadas pelo novo aeroporto do Montijo 

O presidente da Câmara do Barreiro defende que o novo aeroporto na Base Aérea n.º 6 no Montijo, tem constrangimentos, mas também oportunidades, revelando que autarquia ainda não tem uma posição definitiva. Uma plataforma cívica contra o novo aeroporto, no Montijo, disse a semana passada que o Barreiro, será uma das zonas mais afectadas por esta infraestrutura e pretende promover um debate junto da população. A Plataforma Cívica Aeroporto BA6 - Montijo Não reuniu-se com o presidente da Assembleia Municipal do Barreiro, André Pinotes Batista, para dar a conhecer o movimento e convidar a um debate com os habitantes locais.
Novo aeroporto continua em discussão  

"Fizemos um pedido junto do presidente da Assembleia Municipal para que se encontre uma forma de promover o debate junto da população acerca desta problemática do aeroporto do Montijo, tendo em conta que o Barreiro vai ser uma das zonas mais afectadas por diversas razões, quer na poluição, ruído ou outros problemas ambientais", avançou à Lusa um dos membros da plataforma, José Encarnação.
Segundo o responsável da plataforma, o presidente da Assembleia Municipal do Barreiro, eleito pelo PS e deputado na Assembleia da República, "mostrou uma certa abertura" a esta iniciativa.
"Para já, a assembleia não tem uma posição assumida, não é a favor nem contra, mas está sensível a esta questão do debate", indicou.
A plataforma cívica foi apresentada em Julho e defende a construção do novo aeroporto no Campo de Tiro de Alcochete.
Nessa ocasião, o engenheiro e membro do movimento Carlos Matias Ramos defendeu que a construção no Montijo "não é uma opção pensada" e que "não há um documento que sustente a decisão".
Carlos Matias Ramos explicou na ocasião que "os mitos constantes têm sido a base da fundamentação" por parte do Governo, defendendo que o aeroporto do Montijo não é uma opção mais barata, nem rápida, até porque "83 por cento da zona de circulação tem de ser intervencionada" e a pista 01 da base aérea "tem de ser prolongada em 300 metros".
O responsável sublinhou também que o aeroporto do Montijo tem "um risco ambiental" ao ser "construído sobre lodo".
Em declarações à Lusa, José Encarnação levantou outra questão sobre as alegadas consequências da construção do novo aeroporto no Montijo.
"Não estão contabilizados quais os custos, não só económicos e financeiros, mas também os sociais, de transferir cerca de 900 pessoas que trabalham na base aérea do Montijo. Toda a gente já percebeu que se o aeroporto for para ali não é compatível com as operações militares", apontou.
De acordo com o membro, a plataforma cívica não obteve até agora qualquer resposta por parte do Governo, liderado pelo socialista António Costa, mas já foi recebida pelo PCP, pelo PAN, e pelo Bloco de Esquerda.
Além disso, vão tomar a iniciativa de pedir encontros com o primeiro-ministro e com o presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues.

Autarquia ainda sem posição definitiva

O presidente da Câmara do Barreiro defende que o novo aeroporto na Base Aérea n.º 6 no Montijo, tem constrangimentos, mas também oportunidades, revelando que autarquia ainda não tem uma posição definitiva.
“Não temos uma posição definitiva, porque também não conhecemos o projeto definitivo. Há duas coisas que nós sabemos: que a localização do aeroporto do Montijo pode trazer constrangimentos, mas com certeza traz também oportunidades e é neste balanço que temos que equacionar a nossa posição”, diz o presidente da câmara do Barreiro, Frederico Rosa.
À margem de uma visita realizada aos territórios da ‘Lisbon South Bay’, na margem sul do Tejo, o autarca avançou que não tem dúvidas de que o novo aeroporto, a ser localizado no Montijo, e através de uma ligação rodoviária, “colocará o concelho numa rota de crescimento e criação de emprego”.
“A nossa posição é de medir os prós e os contras e tentar tomar uma decisão informada, equilibrada, sem medo de qualquer constrangimento e com os olhos postos na evolução do Barreiro”, frisou.
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Santiago do Cacém isenta derrama a pequenas empresas

Medida de incentivo à economia local

A Câmara de Santiago do Cacém, distrito de Setúbal, decidiu manter, em 2019, a isenção de derrama para as empresas sediadas no concelho cuja faturação anual não ultrapasse os 150 mil euros, anunciou o município. Em comunicado, a autarquia, de maioria CDU, adianta que para as empresas que não se enquadram neste requisito será de 1,5 por cento a taxa de derrama, imposto municipal que incide sobre o lucro tributável das pessoas coletivas. A decisão da câmara vai ainda ser sujeita à votação da Assembleia Municipal de Santiago do Cacém.
Pequenas empresas não pagam derrama 


A decisão, aprovada em reunião do executivo municipal, constitui "mais uma medida de incentivo à economia local", sendo "uma das formas para ajudar as pequenas e microempresas", disse o presidente da câmara municipal, Álvaro Beijinha, citado num comunicado da autarquia.
Segundo o autarca, ao nível dos parques empresariais, "tem sido seguida uma política de investimento e apoio".
"Disponibilizamos terrenos às empresas que se queiram fixar no município a preços bastante reduzidos, muito abaixo do que são os custos das infraestruturas dessas mesmas zonas empresariais", referiu.
Medidas que, segundo Álvaro Beijinha, "fazem com que, nos últimos anos, se tenha assistido a uma forte dinâmica empresarial com novos projetos e a fixação de empresas, assim como ao crescimento dos negócios já existentes, criando mais postos de trabalho e riqueza".
O município apresentou uma candidatura a fundos comunitários, que, caso seja aprovada, representará um investimento na ordem dos 2,5 milhões de euros nos parques empresariais do concelho.
"A estratégia da câmara foi a de criar uma rede de parques empresariais, o que permite alcançar o objetivo do nosso projeto político de combate às assimetrias para que as pessoas não deixem as freguesias do interior", sublinhou Álvaro Beijinha.
No concelho, existem seis áreas empresariais em Alvalade, Cercal, Ermidas, Santiago do Cacém, Santo André e Vale de Água.

Agência de Notícias com Lusa 
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Incêndio deixa três pessoas desalojadas em Almada

18 pessoas ficaram feridas após fogo em prédio de sete andares 

O incêndio urbano que deflagrou este domingo de manhã no Pragal, concelho de Almada,  provocou 18 feridos, um dos quais em estado grave, e três desalojados, disse fonte da Proteção Civil. O Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Setúbal indicou, neste balanço final, que oito dos feridos foram transportados para o Hospital Garcia de Orta, em Almada. Segundo a mesma fonte, outras 10 pessoas foram assistidas no local. O segundo comandante dos Bombeiros de Almada, Jorge Delgado, disse que o ferido grave é um jovem de 17 anos, que estava num quarto no apartamento onde ocorreu o incêndio, tendo "entrado em paragem cardiorrespiratória" e sido transportado para o hospital, em "estado grave".
Fogo destruiu apartamento em Almada 


Um incêndio num prédio de sete andares no Pragal, no concelho de Almada, provocou este domingo 18 feridos, um deles em estado grave, e obrigou à retirada de 30 pessoas. O fogo não chegou a colocar em risco os edifícios contíguos.
O incêndio começou pelas 9h16 e teve origem numa fração do terceiro andar do n.º 2 da Rua de São Domingos, perto da estação de comboios do Pragal, obrigando à evacuação de todos os habitantes do edifício. Foi dado como controlado perto de uma hora depois, tendo os bombeiros levado a cabo operações de ventilação do edifício.
Dos 18 feridos, dez foram assistidos no local e oito tiveram de ser transportados para o hospital devido à inalação de fumo, confirmou Jorge Delgado, segundo comandante do Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Almada. Uma das vítimas, um jovem de 17 anos, está em estado grave. O rapaz foi encontrado na casa onde deflagrou o fogo em paragem cardiorrespiratória e foi reanimado. Está neste momento internado na unidade de cuidados intensivos do Hospital Garcia de Orta, em Almada, com queimaduras nas vias respiratórias, sendo o prognóstico muito reservado.
"As pessoas já regressaram às habitações, à exceção da família que habita na fração do 3.º andar onde ocorreu o incêndio, uma mulher e dois filhos, um dos quais é o ferido grave, que ficaram desalojados, temporariamente, sendo realojados em habitação de familiares, visto que a casa ficou sem condições de habitabilidade", adiantou a mesma fonte. 
De acordo com o segundo comandante dos Bombeiros de Almada, o jovem ferido, em estado grave, "estava sozinho na habitação, num quarto, quando ocorreu o incêndio, que começou na sala".

Família que vivia na casa ficou desalojada
A casa onde a vítima vivia com a mãe e o irmão ficou “sem condições de habitabilidade”, disse à Agência Lusa fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Setúbal. A família, temporariamente desalojada, terá de ficar em casa de familiares.
Para combater o incêndio estiveram no local 33 operacionais do corpo de bombeiros de Almada e de Cacilhas, juntamente com PSP de Almada, o serviço de proteção civil da Câmara de Almada e o INEM. As causas ainda não foram apuradas. 
A Polícia Judiciária tomou conta da ocorrência e irá investigar o que esteve na origem do fogo.

Agência de Notícias com Lusa 
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Prisão para autor de atropelamento mortal na Moita

Atropelamento que matou irmã de Djaló terá sido intencional

Açucena Patrícia, irmã do futebolista Yannick Djaló, foi vítima, juntamente com outras cinco pessoas, de um atropelamento nas Festas da Moita, durante a madrugada deste sábado. A jovem de 17 anos foi transportada ainda com vida para o Hospital Garcia de Orta, em Almada, mas acabou por morrer. As outras cinco vítimas do atropelamento sofreram ferimentos ligeiros e foram todas assistidas no local, tendo algumas sido depois encaminhados para o Hospital do Barreiro. O condutor foi presente esta manhã a primeiro interrogatório judicial, no Tribunal Judicial do Barreiro, tendo-lhe sido aplicada a medida de coação de prisão preventiva. Está indiciado em doze crimes: um de condução perigosa; dez de homicídio qualificado na forma tentada e um de homicídio qualificado. 
Feridos foram para o hospital do Barreiro 

O condutor do automóvel que atropelou seis pessoas na madrugada deste sábado, entre elas a irmã do jogador Yannick Djaló, foi colocado em prisão preventiva. De acordo com o Jornal de Notícias, o incidente foi intencional.
O jovem condutor, de 21 anos, ficou em prisão preventiva enquanto o processo avança, decretou este sábado o juiz do tribunal do Barreiro, em Setúbal.
De acordo com o diário, o suspeito terá atropelado as pessoas de forma intencional, tendo sido detido por militares da GNR instantes depois do sucedido.
Em comunicado enviado à ADN-agência de Notícias, a Guarda Nacional Republicana explica que quando o homem se preparava para fugir, os militares “avançaram sobre o carro, conseguindo imobilizar a viatura e o seu condutor, evitando assim mais danos e vítimas”.
“No local foi necessário efetuar um perímetro de segurança, no sentido de salvaguardar a integridade física do autor do atropelamento, manter a ordem pública e garantir a rápida assistência médica às vítima”, acrescentaram as autoridades.

Como tudo aconteceu 
O atropelamento aconteceu junto a um bar da Moita, na Travessa do Açougue, uma rua que estava com restrições ao trânsito devido às festas em honra de Nossa Senhora da Boa Viagem, que terminam este domingo. Por causa deste condicionamento de trânsito, as pessoas circulavam à vontade naquela zona, explicou o Major Gonçalves, responsável pelas comunicações públicas do Comando Territorial da GNR de Setúbal.
A viatura seguia pela Rua Silva Evaristo e colidiu com um poste que se encontrava à entrada da Travessa do Açougue. O veículo ligeiro ficou imobilizado no local, mas não sem antes atropelar seis pessoas. O condutor foi detido ainda dentro da viatura, pela GNR que se encontrava a policiar a zona, confirmou o militar. O condutor, que esteve a ser ouvido no Tribunal do Barreiro desde as 10 horas deste sábado, teve como medida de coação prisão preventiva.
O bombeiro Francisco Jesus, que vive perto do local, ouviu o estrondo provocado pelo acidente e deslocou-se ao local, onde a GNR já se encontrava a fazer o perímetro de segurança, contou aos jornalistas. Prestou os primeiros cuidados a Açucena Patrícia enquanto esperavam pelos Bombeiros da Moita e pelas Viaturas Médicas de Emergência e Reanimação (VMR), que chegaram pouco depois, do Barreiro, Setúbal e Almada.
Francisco Jesus conta que teve de ajudar a libertar as vias respiratórias da jovem que estava a sufocar devido ao sangue que estava a perder. Ao bombeiro, que encontrou a jovem inconsciente e enrolada no chão, parece que a mesma terá sido projetada contra uma parede devido ao embate do automóvel.
A GNR não confirmou a identidade das vítimas, se o condutor se encontrava alcoolizado ou outras causas possíveis do acidente. 

Jovem morre no Hospital de Almada 
Carro usado no atropelamento 
A jovem de 17 anos, Açucena Patrícia, ficou em estado grave, com múltiplas fracturas nos braços e pernas e danos internos no tórax e abdómen, e foi transportada para o Hospital Garcia de Orta, em Almada, onde acabou por morrer devido aos ferimentos. As outras cinco vítimas sofreram apenas ferimentos ligeiros, mas quatro delas foram também encaminhadas para o hospital do Barreiro. Uma não precisou de receber assistência hospitalar mas apenas no local. Ali estiveram, além do INEM, os bombeiros da Moita e do Montijo. 
Fonte da GNR especificou que o condutor foi detido de imediato ainda dentro do próprio carro e não ofereceu resistência, mas não pôde revelar se foi ou não detectado álcool no sangue. Desconhecem-se as razões do acidente, que foi alvo de peritagem pelo núcleo de investigação da GNR.
Na Moita decorrem as festas de Nossa Senhora da Boa Viagem e na noite de sexta-feira para sábado realizou-se, a partir da uma da manhã, a última das habituais largadas de touros nocturnas na Avenida Teófilo Braga, uma das principais artérias da vila e situada a apenas 150 metros do local do acidente. O centro da vila costuma, por isso, estar vedado ao trânsito e o piso das ruas por onde passam os animais (e os populares em fuga ou que os toureiam) é coberto por uma camada de terra (que também não facilita a circulação e condução dos veículos).
Para conseguir chegar ao local com a viatura, o condutor teve que passar por ruas fechadas com baias e grades de segurança.  Naquela zona da vila da Moita, junto ao cais, há ruas muito estreitas, boa parte delas apenas com um sentido, com casas antigas, e a Travessa do Açougue, em cuja esquina com a Rua Silva Evaristo se deu o acidente, é uma delas.
Os militares do destacamento do Montijo foram os primeiros a chegar ao local porque eram a equipa que se encontrava a fazer o policiamento da festa. Os militares do destacamento de intervenção de Setúbal tinha já sido, entretanto, enviados para o local, seguidos do Núcleo de Investigação Criminal de Acidentes de Viação. 
Como existiu uma vítima mortal no atropelamento, a Polícia Judiciária também foi notificada da ocorrência. Cabe ao Tribunal do Barreiro decidir quem continuará as investigações, explicou o Major Gonçalves: se for um acidente de trânsito com mortos será a GNR, se for considerado um homicídio será a Polícia Judiciária.
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Governo negoceia reforço do serviço da Fertagus a Setúbal

Governo estuda reforço da Fertagus à cidade mas a autarquia quer integra-la na CP 

A negociação em curso da concessão da operadora ferroviária Fertagus passa pelo reforço do serviço da transportadora à cidade de Setúbal e apontam para a integração da participada do Grupo Barraqueiro no regime dos passes sociais. A revelação foi feita esta semana por Pedro Marques, ministro do Planeamento e das Infraestruturas, na audição na Comissão Parlamentar de Economia, Inovação e Obras Públicas, na assembleia da República. No entanto, a  Câmara de Setúbal aprovou, em reunião pública, uma moção que defende o fim da exploração de transporte ferroviário pela Fertagus e a integração do serviço na CP - Comboios de Portugal, sublinha o município. 
Fertagus pode aderir aos passes sociais 

“Está em curso um processo de renegociação no âmbito da concessão, nomeadamente por causa dos aumentos da taxa de utilização da infraestrutura, da não atualização de tarifas e por medidas de política pública que nós entendemos positivas. O reforço do serviço a Setúbal é um dos desígnios e outro é a integração daquele serviço Fertagus no contexto dos apoios à mobilidade, nomeadamente no contexto dos passes sociais”, garantiu Pedro Marques.
Segundo o governante, “havendo esse trabalho em curso, [de uma] comissão que havia sido ativada, que não tinha produzido resultados, que está agora a trabalhar”, “qualquer coisa que eu diga mais no meio de uma negociação desta natureza não é oportuno do nosso ponto de vista”.
“O que é oportuno é fazer a renegociação da parceria e, depois, eventualmente, fazer qualquer tipo de decisão sobre a questão futura", explicou Pedro Marques.
A Fertagus, detida pelo Grupo Barraqueiro, é a única operadora ferroviária de transporte de passageiros privada a funcionar em Portugal, fazendo a ligação entre Roma-Areeiro, na cidade de Lisboa, com Setúbal, na travessia na ponte 25 de Abril, com passagens pelos concelhos de Almada, Seixal, Barreiro e Palmela. 

Câmara de Setúbal defende fim de concessão ferroviária à Fertagus
A Câmara de Setúbal aprovou, em reunião pública, uma moção que defende o fim da exploração de transporte ferroviário pela Fertagus e a integração do serviço na CP - Comboios de Portugal, informou o município. 
"A autarquia insta o Governo a adotar as medidas necessárias para integrar na CP o serviço de transporte público de passageiros atualmente prestado pela Fertagus", referiu o município em comunicado. A Fertagus assegura a ligação ferroviária entre o distrito de Setúbal e Lisboa, atravessando a Ponte 25 de Abril, num percurso de 57 minutos entre Setúbal e Roma-Areeiro. 
O executivo comunista da Câmara de Setúbal defendeu que este serviço "pode e deve ser gerido pelo operador público de transporte ferroviário", acrescentando que, com o fim do contrato de concessão à Fertagus em 2019, "está aberta uma oportunidade para o fazer". 
Em Junho, a Comissão de Utentes de Transportes da Margem Sul criou um manifesto em que exige o fim da parceria público-privada com a Fertagus. A Câmara de Setúbal subscreveu agora este documento, tendo em conta a "defesa do interesse público e de transportes de qualidade" para os habitantes da península de Setúbal. 
O manifesto em causa defende que, através da integração da empresa privada na CP, o Estado passaria a beneficiar das receitas em vez da Fertagus - que utiliza comboios, linhas e estações ferroviárias públicas -, os utilizadores teriam tarifas mais reduzidas e os trabalhadores melhoravam os seus direitos e qualidade de vida. 
O documento reúne o apoio de mais de 200 entidades, entre as quais as Câmaras do Seixal, Palmela, Moita e Sesimbra. O manifesto foi entregue, em 17 de Julho, na residência oficial do primeiro-ministro, António Costa, ao vice-presidente da Assembleia da República Jorge Lacão e aos grupos parlamentares. Na ocasião, um dos membros da comissão, Marco Sargento, disse à agência Lusa que "o Governo assumiu estar a analisar este assunto", mas ainda não tinha "uma decisão tomada".

Agência de Notícias
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Obras põe em risco as praias e os golfinhos em Setúbal

Obras no Porto de Setúbal vão custar 24,5 milhões e terminam em Maio

As obras de alargamento do porto de Setúbal vão ficar concluídas em Maio de 2019, prevê o governo. As obras, que vão rondar os 24,5 milhões de euros - 14,8 milhões são verbas comunitárias -, estão a provocar polémica devido às dragagens. De acordo com as associações ambientalistas, que ponderam recorrer aos tribunais, as dragagens vão provocar o desaparecimento de praias e trazer riscos para o habitat do Sado. Lídia Sequeira, presidente do conselho de administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra, garante que "o impacto será mínimo" na população de golfinhos do Sado. Já a ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, diz que o objetivo é que Setúbal compita com outros portos portugueses e se torne um dos portos preferenciais das regiões espanholas da Estremadura e da Andaluzia.
Obras podem afastar golfinhos do Sado 


Numa cerimónia que decorreu esta quinta-feira, no Ministério do Mar, em Lisboa, a ministra Ana Paula Vitorino oficializou o contrato que vai permitir construir esta infraestrutura portuária, que terá um financiamento comunitário de cerca de 14,8 milhões de euros.
A intervenção irá incidir nos canais da Barra e Norte, alargando-os e permitindo, assim, o acesso ao Porto de Setúbal de "navios maiores e mais modernos", melhorando, igualmente, a navegabilidade e a segurança da navegação.
"Esta nova configuração do Porto de Setúbal vai permitir aumentar a segurança e eficiência do transporte e garantir a competitividade do tecido empresarial ao potenciar a captação de mais tráfego", explicou, durante a sua intervenção, a presidente do conselho de administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra, Lídia Sequeira.
A responsável ressalvou que esta intervenção teve em atenção os impactos no ecossistema do Sado, nomeadamente nos golfinhos roazes, assegurando que "o impacto será mínimo".
"Este é o período indicado para proceder a esta obra sem prejudicar o habitat das espécies do Sado", apontou a ministra.
Posição contrária tem a associação ambientalista Quercus  que está preocupada com os impactos ambientais. "A própria Declaração de Impacto Ambiental reconhece que o projeto pode criar uma dinâmica costeira complicada em praias como o Portinho da Arrábida e Galápos, já muito afetadas com a diminuição de areia", contou Nuno Sequeira, da Quercus. 
Também a população de 30 exemplares de golfinhos roazes-corvineiros que habita no Sado pode ser afetada. "A Declaração de Impacto Ambiental refere que o ruído subaquático produzido pelos trabalhos irá afetar as presas dos roazes e há o risco de presas e predadores se afastarem da área". Também "o aumento do movimento de navios pode fazer com que os golfinhos se vão embora", avisa João Branco, presidente da Quercus. 
Segundo a Declaração de Impacto Ambiental, a dragagem vai também deixar "os fundos e as pradarias marinhas completamente devastadas". A Quercus estranha que a discussão pública do projeto, que ocorreu o ano passado, tenha passado ao lado dos setubalenses.

Obra torna porto de Setúbal mais competitivo 
Por seu turno, a ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, destacou a importância desta obra, sublinhando que "mais do que o valor envolvido importa realçar os benefícios que terá para o sistema portuário e para a região".
"É uma obra que vai marcar a diferença. Vai aumentar a competitividade do Porto de Setúbal e tornar as cadeias logísticas mais competitivas e com menos custos", sublinha a titular pela pasta do Mar.
Segundo Ana Paula Vitorino, ao melhorar a oferta portuária do Porto de Setúbal, permitindo que ali atraquem navios de maior dimensão, será possível ambicionar competir com outros portos portugueses e torná-lo um dos portos preferenciais das regiões espanholas da Estremadura e da Andaluzia.
O governo perspetiva que esta obra irá permitir aumentar em 60 por cento a carga total do Porto de Setúbal e 181 por cento a carga contentorizada.
 Esta obra tem um prazo de execução de 180 dias.

Agência de Notícias

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