Dá um Gosto ao ADN

Mostra de Vinhos em Fernando Pó no início de Maio

Aldeia vinhateira recebe mostra dos melhores vinhos de Palmela

Fernando Pó já é um "destino" obrigatório no roteiro do bom vinho da região de Palmela. Volta no fim de semana de 3 a 5 de Maio e trás "boas novidades" a um evento que já é "uma referência" a nível local e regional. A freguesia de Marateca, vai estar em festa com visitas às adegas, caminhadas nas vinhas, cicloturismo e um cozido à portuguesa que convida todas as mães. Um programa integrado na 24º Mostra de Vinhos de Fernando Pó. A organização decidiu “antecipar a data da Mostra, de forma a não coincidir com a realização do Mercado Caramelo, em Pinhal Novo, criando, assim, espaço para as duas festividades no calendário anual”, explicou Bruno Pedroso, representante da organização. O copo para as provas custa três euros.
Fernando Pó volta a ser a capital do vinho de Setúbal 


As terras encantadas de Fernando Pó, no concelho de Palmela, é terra de vinhos e conhecida pela qualidade das suas uvas. Uma região de microclima temperado, dividida em pequenas quintas desde a chegada do caminho-de-ferro em 1861. Um território que se distingue pela camada de areias macias a cobrir o solo de barro.
Uma terra que de 3 a 5 de Maio vai estar em festa com a 24ª Mostra de Vinhos de Fernando Pó e que reúne produtores como Filipe Palhoça Vinhos (Poceirão), Casa Ermelinda Freitas (Fernando Pó) e Fernão Pó Adega.
Este ano, estarão em prova 26 vinhos tintos e 14 brancos, entre os quais vão ser escolhidos, em prova cega, pela Câmara de Provadores da Comissão Vitivinícola Regional da Península de Setúbal, os 10 premiados, a divulgar no último dia.
Serão 24 os expositores presentes, 12 dos quais vitivinicultores, e ainda outros produtos regionais, como queijos, enchidos e doçaria.
Na Mostra há gastronomia regional, uma exposição de equipamentos relacionados com a vinha e um programa de animação que inclui provas comentadas, Show Cooking, animação musical e também actividades de enoturismo, passeios pedestres e visitas a adegas são outros atractivos para os cerca de 7.500 visitantes esperados.
Com entradas a dois euros e, o copo oficial da Mostra, por três euros, é possível provar todos os vinhos, tanto os da prova e como os dos expositores.
A Mostra realiza-se, pelo segundo ano, no renovado pavilhão da Associação Cultural e Recreativa de Fernando Pó - fruto de uma candidatura do município ao Portugal 2020, no âmbito do projecto Centro Rural Vinum - que “é hoje um espaço melhor preparado para receber a Mostra” salientou o presidente da Câmara de Palmela, Álvaro Amaro.
A Câmara Municipal atribui um apoio financeiro no valor de 2.500 euros e apoios logísticos e técnicos estimados em 7.600 euros. “Temos aqui agentes, produtores e parceiros empenhados, com visão, com qualidade, com determinação e, portanto, acreditamos que vai ser uma excelente edição”, referiu o autarca.
Cecília Sousa, presidente da União das Freguesias de Poceirão e Marateca, que também apoia a Mostra, considera, igualmente, que o certame é o resultado da união de vontades “das autarquias, produtores, parceiros e agentes da terra que, ao longo do tempo, têm elevado o nível de qualidade deste evento”.
Também presentes na apresentação estiveram João Palhoça, da Associação de Viticultores do Concelho de Palmela, e Henrique Soares, presidente da Comissão Vitivinícola Regional da Península de Setúbal. Ambos reconhecem o caminho que a Mostra ajudou os vitivinicultores desta região a trilhar ao longo destes 24 anos e apontam agora como principal desafio criar valor e sustentabilidade para o sector. 

Destaques do programa das adegas 
Desta forma, de 1 a 5 Maio (8h30 às 12h30 e das 13h30 às 19 horas), decorre a “Abertura Especial Vinho Novo” no produtor Filipe Palhoça Vinhos.
Um programa que inclui a prova do vinho novo retirado diretamente das cubas, com possibilidade de encher garrafões próprios.
A prova fica nos cinco euros por garrafão, com oferta de uma garrafa de vinho novo especial por cliente. Não necessita de reserva prévia.
Já a 4 de Maio (8h30), o convite é para uma “Caminhada pelos Jardins de Vinhas”. O ponto de encontro é Casa Ermelinda Freitas. Um programa que inclui acolhimento na vinha pedagógica da Casa Ermelinda Freitas. Participação na atividade “Abertura Especial do Vinho Novo”, com prova de vinho na adega Filipe Palhoça Vinhos. Visita guiada à Fernão Pó Adega, com prova de vinho e de tostinhas com compota.
Uma visita que inclui um percurso: Extensão pedestre de 11 quilómetros com duração efetiva de três horas. O percurso inclui os guias, visita a três adegas, entrada na Mostra de Vinhos de Fernando Pó e seguro de acidentes pessoais. O valor por pessoa é 12,50 euros.
Informações e Reservas pelo telefone 966 589 269.
Também a de 4 Maio (9h52), decorre o programa “Rotas das Vinhas do Pó”, com partida de Lisboa Oriente, chegada ao Apeadeiro em Fernando Pó, passeio pelo “jardim de vinhas” e prova de Moscatel de Setúbal com o produtor Filipe Palhoça Vinhos, visita guiada à adega com prova de vinhos na Fernão Pó Adega e almoço com vista panorâmica sobre as vinhas na Casa Ermelinda Freitas.
Um programa com um valor por pessoa de 75 euros (crianças dos 4 aos 12 anos pagam 51 euros). Informações e reservas pelo telefone 212 334 398.
Ainda a 4 maio (15 horas), o Dia da Mãe é celebrado na Casa Ermelinda Freitas com uma visita guiada à adega, com prova de vinhos. Oferta de 10 por cento de desconto nas compras efetuadas. Uma proposta grátis para mães. Informações e reservas pelo telefone 212 334 398.créditos: Lifestyle
Por seu turno, a 5 de Maio (oito horas), vai decorrer a “Pedalada pelos Jardins de Vinhas”,com encontro na Fernão Pó Adega.
Haverá uma prova de Moscatel de Setúbal e Fogaça de Palmela na pérgula da Quinta do Monte Alegre. Os participantes serão convidados à “Abertura Especial do Vinho Novo”, com prova de vinho na adega Filipe Palhoça Vinhos. Visita guiada às vinhas da Casa Ermelinda Freitas, com prova de vinhos e queijo.
O percurso terá uma extensão de 20 quilómetros e inclui guias, viatura de apoio, visita a quatro adegas, prova de vinhos, entrada na Mostra de Vinhos de Fernando Pó e seguro de acidentes pessoais.
Valor por pessoa: 15 euros. Menores de 18 anos: 10 euros. Informações e Reservas pelo telefone 265 501 621.
Finalmente, a 5 Maio (11 horas) decorre um “Cozido à Portuguesa para a Mãe” na Vinha da Fernão Pó Adega. O programa sugere uma visita à adega e às vinhas e almoço na vinha confecionado em panelas de barro e em fogo de chão. Inclui bilhete de entrada na 24ª Mostra de Vinhos de Fernando Pó.
Valor por pessoa: 25 euros. Crianças 6-12 anos: 12,50 euros. Informações e reservas pelo telefone 212 334 398.



Agência de Notícias com Câmara de Palmela
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Moita tem dois hotéis de insetos no Vale da Amoreira

Joaninhas, borboletas e zangões em vez de pesticidas para cuidar do parque horticultura 

A nova zona ecológica do Parque Hortícola do Vale da Amoreira, no concelho da Moita, recebeu recentemente unidades hoteleiras para as mais desejadas populações do momento; insetos que possam combater pragas e ajudar à polinização. Os dois hotéis de insetos, construídos por crianças e monitores do grupo de Actividades de Tempos Livres do Centro de Idosos e Reformados do Vale da Amoreira, destinam-se, explica a Câmara da Moita, "a atrair e acolher temporariamente abelhões, joaninhas, borboletas, crisopas e zangões para que ajudem a preservar o equilíbrio do ecossistema". A autarquia garante que a ideia também irá chegar aos jardins públicos do concelho. O Parque Hortícola do Vale da Amoreira, tem 80 hortas urbanas e foi recentemente beneficiado com uma nova zona de protecção ecológica criada pela Câmara da Moita, num investimento de 122 mil euros com apoio financeiro do programa comunitário Portugal 2020. 
Hotéis para insetos ajudam meio ambiente 

Dois “hotéis de insetos”, construídos pelo ATL do Centro de Idosos e Reformados do Vale da Amoreira com o apoio da Câmara da Moita, foram colocados na Zona Ecológica do Parque Hortícola do Vale da Amoreira. Trata-se de uma zona contígua à área reservada a hortas que foi criada em 2018, com apoio financeiro do Programa Lisboa 2020, tendo como objetivo "principal proteger a linha de água aí existente e construir uma galeria ripícola, ou seja, uma zona naturalizada de vegetação com árvores, arbustos e herbáceas que estabiliza as margens e atua como filtro biológico de depuração da água. Esta área inclui também um percurso interpretativo para visitação e educação ambiental", diz a autarquia. Os “hotéis de insetos” são estruturas construídas em madeira e outros materiais, para abrigo de diversos insetos que podem ser úteis no controle de pragas ou na polinização, tais como joaninhas, crisopas, borboletas, abelhas e zangões.
Segundo a Câmara da Moita, a colocação dos primeiros dois hotéis na zona ecológica correu “muito bem”. O vereador do Ambiente explica que nos primeiros dias não será muito perceptível a ocupação dos abrigos, uma vez que poderá até demorar alguns meses. Miguel Canudo diz ainda que o município está a preparar a colocação de mais quatros hotéis de insetos em várias zonas verdes do concelho.

Abrigos são muito comuns no Europa do Norte 
Os hotéis de insetos, construídos em estruturas de madeira, imitam a complexidade de pequenos habitats naturais, por isso são feitos com preponderância de materiais recolhidos na natureza, como canas, pinhas ou pequenos ramos. 
Embora ainda pouco vistos em Portugal, estes abrigos são muito comuns e populares noutros países, designadamente da Europa central e do norte, onde são colocados em jardins, tanto públicos como privados, e usados na agricultura biológica.
Entre os muitos tipos e espécies de insetos e outros organismos que se podem abrigar nestas estruturas há dois grupos principais; os polinizadores, como as abelhas e abelhões, e os que se alimentam de de outros organismos considerados pragas.
Embora quase passe despercebida, neste grupo dos insetos que combatem pragas, tem particular destaque a joaninha. Este "bicho colorido" é considerado benéfico e auspicioso em muitas culturas por ser um poderoso ajudante ou auxiliar na agricultura, sobretudo nos modos de produção mais sustentáveis sem pesticidas de síntese, como a agricultura biológica. 
A joaninha é um poderoso predador de pequenos insetos nefastos para as culturas, da família dos afídeos, que “sugam” a seiva das plantas, alimentando-se destes animais tanto no estado adulto como no estado mais jovem, de larva.
O terreno contíguo às hortas foi preservado com o objetivo de "proteger a linha de água e construir uma galeria ripícola", de acordo com a autarquia. Esta galeria é uma zona natural de vegetação, com árvores, arbustos e herbáceas que ajudam a estabilizar as margens da ribeira e atuam como filtro biológico para a depuração da água.
A linha de água foi regularizada, com estabilização das margens e protecção contra a erosão, e neste conjunto ecológico foi criado também um percurso interpretativo, para visitas e educação ambiental, especialmente dirigido às crianças de escolas e jardins-de-infância, mas aberto também à população em geral.




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Costa interrompido por jovens contra aeroporto do Montijo

"A nossa cidade e as futuras gerações nada têm para celebrar"

O discurso do secretário-geral do PS, António Costa, no 46.º aniversário do seu partido, foi esta segunda-feira interrompido pela inesperada intervenção de um grupo de jovens que protesta contra o novo aeroporto no Montijo. De forma inesperada, quatro jovens aproximaram-se do palco dos oradores, na antiga Feira Internacional de Lisboa, e lançaram aviões de papel, mostrando também um cartaz onde se podia ler "Mais aviões só a brincar". "Lamentamos estragar a vossa festa, mas o rio Tejo, aqui ao lado, a nossa cidade e as futuras gerações nada têm para celebrar", escreveram num comunicado os mesmos membros do grupo de jovens, que não se identificou. Em menos de meio minuto, os jovens foram retirados do palco e António Costa prosseguiu o seu discurso.
Jovens interrompem discurso de António Costa 

Invadiram o palco e interromperam o discurso de António Costa no 46º aniversário do PS. Ao jornal Observador disseram que protesto foi um "apelo ao primeiro-ministro para dizer a verdade" sobre novo aeroporto.
Ao mesmo jornal, um dos participantes no protesto relatou o que se passou, garantindo que entraram “pacificamente” e “com todo o respeito por todas as pessoas que lá estavam”:
"O que fizemos foi no contexto da rebelião internacional Extinction Rebellion. Tem havido em vários pontos do mundo ações todos os dias desde a semana passada - em defesa do planeta Terra e da nossa existência e da existência de outros no planeta", referiu o jovem.
O intuito do protesto era “apelar ao primeiro-ministro para dizer a verdade às pessoas sobre o impacto do acordo que ele próprio assinou com a multinacional Vinci para a construção de um novo aeroporto em Lisboa e para ampliação da aeroporto da Portela. O aeroporto do Montijo vai ser construído no Estuário do Tejo, em plena reserva natura. Vão fazê-lo antes de haver estudo de impacto ambiental”, apontou.
Não vou dar detalhes sobre como decorreu. Entrámos e fizemos uma ação absolutamente pacífica, confraternizámos e tentámos passar a mensagem para todos os que lá estavam e para os filhos das pessoas presentes. Estavam lá muitos jovens”, referiu o participante, que preferiu manter o anonimato dos quatro jovens envolvidos na ação de protesto.
O Extinction Rebellion é um movimento de ativismo ecológico internacional que defende as ações de desobediência civil pacíficas como estratégia para sensibilizar os responsáveis políticas para a emergência e gravidade da crise ambiental atual. 
Em Londres, cidade na qual o protesto mobilizou mais ativistas, foram detidas mais de mil pessoas durante uma semana de acampamentos e bloqueio de estradas, pontes e praças centrais da cidade.
Em Portugal, o movimento originou na última semana nove iniciativas de protesto, entre as quais invasões pacíficas à CMTV e EDP, bloqueio da entrada da refinaria da Galp e várias ações de rua.
Neste jantar do 46.º aniversário do PS, foi homenageado o antigo líder parlamentar socialista Alberto Martins pelos 50 anos da Crise Académica de 1969, contestação estudantil ao regime do Estado Novo que este ministro dos governos de António Guterres e José Sócrates chefiou enquanto presidente da Associação Académica de Coimbra.



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Barreiro sem barcos para Lisboa nas horas de ponta

Trabalhadores da Soflusa em greve parcial por nova escala de serviço 

A Soflusa, empresa de transporte fluvial entre o Barreiro e Lisboa, informou que a greve parcial de segunda-feira registou uma adesão de 45 por cento dos trabalhadores, assegurando que o aumento da oferta não implicou alterações nas escalas de serviço, suprimindo o transporte de passageiros entre o Barreiro e o Terreiro do Paço, em Lisboa, da 1h30 às 10 horas. A paralisação continua esta terça-feira da 1h30 até às 10 manhã e de tarde partir das 18 até às 22 horas. A greve nas horas de ponta serve, diz o sindicato, para "os trabalhadores reivindicar uma nova escala de serviços e a contratação de profissionais". 
Greve começou na segunda e termina hoje à noite 

Nesta paralisação de dois dias, que continua na terça-feira, os trabalhadores pedem uma nova escala de serviços e a contratação de profissionais para diminuir a sobrecarga de trabalho, que, segundo a Fectrans - Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações, se acentuou em Abril, depois de se ter aumentado a oferta "com o mesmo número de efetivos" - uma afirmação negada pela empresa.
"Os ajustes introduzidos no horário comercial, desde o passado dia 1 de Abril, não constituem uma sobrecarga das atuais tripulações, considerando que o aumento da oferta não implicou qualquer alteração ao regime dos horários de trabalho (escalas de serviço)", indicou a transportadora.
Em resposta às reivindicações, a Soflusa esclareceu também que já foram contratados cinco novos profissionais.
"Mediante despacho do secretário de Estado do Tesouro, datado de 7 de Dezembro de 2018, a empresa foi autorizada a contratar cinco trabalhadores (quatro marítimos e um auxiliar de terra), os quais já se encontram ao serviço", informou.
A Lusa tentou contactar a Fectrans para confirmar a adesão à greve, mas até ao momento não foi possível obter declarações.
Na semana passada, Carlos Costa, da Fectrans, tinha indicado à Lusa que os trabalhadores pretendem com este movimento "negociar a alteração à escala", que está a sobrecarregar sobretudo os mestres e maquinistas da empresa.
A greve continua na terça-feira e, segundo comunicação da Soflusa, no seu 'site', o serviço será realizado em apenas três horários, entre as 0h05 e 1h30, as 10h15 e as 17h45 e das 22 horas às 23h30.
"Durante os períodos de interrupção do serviço, os terminais fluviais estão encerrados, por motivos de segurança", informou.



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Romaria entre Moita e Viana do Alentejo inicia "viagem"

Centenas de romeiros partem da Moita na quarta-feira

Centenas de romeiros, oriundos de vários pontos do país, vão voltar a cumprir a tradição e participar na Romaria a Cavalo que, todos os anos, liga Moita a Viana do Alentejo. A iniciativa, que decorre de 24 a 28 de Abril, é uma organização conjunta das câmaras municipais de Moita e de Viana do Alentejo, da Associação dos Romeiros da Tradição Moitense e da Associação Equestre de Viana do Alentejo. A partida está marcada para a manhã desta quarta-feira após a bênção da imagem de Nossa Senhora da Boa Viagem, junto à Igreja Paroquial da Moita. O percurso de cerca de 150 quilómetros é feito pela antiga Canada Real, mais conhecida por Estrada dos Espanhóis, através de quintas e caminhos de terra batida, seguindo o carro-andor que transporta a imagem da Nossa Senhora da Boa Viagem, padroeira da Moita. Os romeiros vão pernoitar nas localidades de Poceirão, Casebres, Alcáçovas e junto ao Santuário de Nossa Senhora de Aires. A chegada a Viana do Alentejo, um dos pontos altos da romaria, acontece por volta das cinco da tarde, no dia 28 de Abril. Nesta edição do certame são esperados cerca de mil cavalos e três mil romeiros.
Romaria a cavalo parte esta quarta-feita 

Retomada em 2001, após um interregno de mais de 70 anos, a iniciativa conta, anualmente, com centenas de romeiros, oriundos de vários pontos do país, segundo os organizadores.
A romaria recupera uma antiga tradição de caráter religioso existente na vila de Moita, quando "os lavradores se deslocavam com os seus animais ao Santuário de Nossa Senhora D'Aires", em Viana do Alentejo, para "pedirem proteção e boas colheitas", lembrou a câmara municipal alentejana.
Na edição deste ano, os participantes vão partir da vila do distrito de Setúbal no dia 24, às 9h30, transportando a imagem de Nossa Senhora da Boa Viagem, que se irá juntar à imagem de Nossa Senhora D'Aires à chegada dos romeiros a Viana do Alentejo, prevista para dia 27, por volta das 17 horas.
Com a atriz Alexandra Lencastre como madrinha da 19.º Romaria a Cavalo, as centenas de romeiros vão cumprir a tradição de ligar as duas vilas numa viagem de 150 quilómetros, por caminhos de terra batida, com passagem por diversas localidades.
O presidente da Câmara da Moita, Rui Garcia lançou o desafio para que todos façam “a ligação entre o Tejo e o coração do Alentejo”, passando “pelos caminhos e pela essência do que é este território entre o Tejo e o Alentejo”.
O presidente, Rui Garcia, afirmou que “a organização pretende que, ano após ano, este evento cresça e que os mais de 600 cavaleiros e cavalos que no ano passado chegaram a Viana do Alentejo, sejam superados”. “Fica o convite a todos, para que não percam esta experiência, não há outra igual em Portugal”, concluiu o autarca.
Para o presidente da Câmara de Viana do Alentejo, a Romaria assume-se como “um dos eventos mais importantes para a economia local”. Bernardino Pinto aproveitou a oportunidade para agradecer a “todos aqueles que tornam possível o evento, sem esquecer as centenas de romeiros que, ano após ano, se juntam à Romaria a Cavalo”, fazendo votos para que “ a edição de 2019 seja ainda melhor que a do ano anterior”.
No que toca ao turismo, o evento ganha cada vez mais notoriedade para as duas regiões. A propósito e numa altura e que o turista procura experiências diferenciadoras, Rui Garcia, lançou o desafio “para que façam esta ligação entre o Tejo e o coração do Alentejo a cavalo”, acrescentando que será uma “aventura atravessar mais de 150 quilómetros através dos campos do Alentejo, ligando duas regiões, num cenário inolvidável, pelos caminhos e herdades”.Os participantes são quase todos apaixonados por cavalos e natureza. Na cavalgada de quatro dias seguirá, como sempre, o carro-andor puxado por dois cavalos com a imagem de Nossa Senhora da Boa Viagem.
A partida da romaria está marcada para a manhã de quarta-feira depois da bênção da imagem de Nossa Senhora da Boa Viagem, junto à Igreja Paroquial da Moita. O percurso será feito pela antiga canada real, mais conhecida por Estrada dos Espanhóis, passando os romeiros pelas localidades de Pinhal Novo, Valdera, Poceirão, Landeira, Casebres, S. Cristóvão, Casa Branca e S. Brás do Regedouro. A chegada a Viana do Alentejo é um dos pontos altos da romaria.

A festa da chegada a Viana do Alentejo 
Como é habitual, a Câmara de Viana do Alentejo preparou um programa cultural para dia 27, "para receber os muitos visitantes" esperados na sede de concelho, mas a animação começa logo na noite anterior, em Alcáçovas, já neste município alentejano, onde os romeiros vão pernoitar, com atuações de grupos de sevilhanas e flamenco, além de baile.
Em Viana do Alentejo, no dia de chegada da romaria, a partir das 15h30, está prevista "festa" pelas ruas da vila, com atuações de cante alentejano, de grupos de música popular e do Grupo de Bombos Toca a Bombar.
Na noite de sábado e também no domingo, o "clima de festa" passa para a Tenda Tradições, junto do Santuário de Nossa Senhora D'Aires, com música, baile, dj, sevilhanas, flamenco e a Tuna do Polo de Viana do Alentejo da Universidade Popular Túlio Espanca da Universidade de Évora.
A vertente religiosa do evento, indicou a câmara, inclui duas procissões, uma na noite de sábado, às 21 horas, e outra no domingo de manhã, seguida de missa campal no santuário, a partir das 10 horas.
A exposição "Olaria & Cerâmica: percursos de aprendizagem", no antigo Posto de Turismo, vai poder ser visitada pelo público durante o certame, explicou a câmara, acrescentando que, até dia 18, estão ainda abertas inscrições para o Concurso de Janelas, Varandas e Montras Engalanadas, promovido no âmbito da Romaria a Cavalo, evento que conta com o financiamento da Turismo do Alentejo e Ribatejo.

Agência de Notícias com Lusa 

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Setúbal avança com parques de estacionamento subterrâneos

Autarquia entrega exploração de nove mil lugares a empresa que terá de construir os parques

A Câmara de Setúbal aprovou, em reunião pública, a abertura de um concurso público internacional para a concessão da gestão de lugares de estacionamento pago à superfície e para a construção de parques de estacionamento subterrâneos. Está Prevista a construção de dois parques de estacionamento no subsolo na Avenida Luísa Todi nascente e poente, com 300 lugares cada, e um na Praça de Touros, com capacidade para 240 lugares. O concurso prevê, igualmente, a concessão da gestão, exploração e manutenção do parque de estacionamento subterrâneo com 120 lugares a construir pela autarquia no futuro Terminal Intermodal de Setúbal, na Praça do Brasil, que junta os modos ferroviário e rodoviário.
Cidade vai  ter mais de 900 lugares subterrâneos 

A Câmara de Setúbal aprovou o lançamento do concurso público para a concessão do estacionamento tarifado na cidade e a construção de três parques de estacionamento subterrâneo. A concessão, pelo prazo de 40 anos, improrrogável, é para a exploração, manutenção e fiscalização do estacionamento pago nas freguesias de S. Sebastião e União de Freguesias de Setúbal, e para a construção e respectiva exploração dos quatro parques subterrâneos; dois na Avenida Luísa Todi, um junto ao Hospital de São Bernardo e à Praça de Touros e o outro na Praça do Brasil, na futura estação rodoviária e ferroviária.  Actualmente existem 1.487 lugares tarifados e o concurso refere um aumento para 8300 lugares.
O estacionamento subterrâneo será 10 por cento (cerca de 900) do total de lugares da cidade. Cada um dos novos parques da Avenida Luísa Todi terá capacidade para 300 lugares e o do hospital será para 200 viaturas. Na Praça do Brasil irão caber 120 automóveis.
A presidente da Câmara, Maria das Dores Meira, justificou a entrega da gestão do estacionamento com a necessidade de “maior disciplina” e de “dar resposta” à pressão de arrumação de carros que “a via pública já não comporta”.
Segundo a autarca, o estacionamento implica obras “profundas” e “investimentos avultados” que justificam a concessão. O município arrecadará dois milhões de euros de “retribuição contratual” mais 20 por cento da receita mensal do estacionamento pago.
O concurso, com a aprovação das respetivas peças, composto por programa de procedimento, caderno de encargos e caracterização técnica, além de anexos, tem um prazo de 120 dias para apresentação de propostas, a partir da data de publicação do anúncio no Jornal Oficial da União Europeia.
O procedimento é lançado no âmbito da revisão do Regulamento Municipal de Estacionamento Público Tarifado e de Duração Limitada no Concelho de Setúbal e da definição de uma estratégia de estacionamento para o concelho por uma equipa externa especializada.
Esta equipa teve como missão a "definição de um novo modelo de gestão de estacionamento, com a elaboração de um estudo de viabilidade económica, para o lançamento da concessão de três parques de estacionamento subterrâneos associada ao estacionamento tarifado na via pública", disse a autarquia.
Neste sentido, é lançado um concurso público internacional para a concessão da gestão, exploração, manutenção e fiscalização de lugares de estacionamento pago na via pública à superfície na cidade de Setúbal e para a constituição do direito de superfície em subsolo para a conceção, construção e exploração de parques de estacionamento no subsolo.
Tendo em conta que “é desejável a simplificação de procedimentos e a otimização de meios e custos na realização de um procedimento concursal desta importância e dimensão” foi, igualmente, aprovada em reunião pública a constituição de um agrupamento de entidades adjudicantes entre a Câmara de Setúbal e a Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra.
As duas entidades acordam agrupar-se com vista ao lançamento de um único procedimento de concurso público, com publicitação no Jornal Oficial da União Europeia, para a contratação da concessão da gestão do estacionamento pago à superfície e da construção e exploração dos parques subterrâneos.
O objetivo é estreitar a colaboração entre a cidade e o porto de Setúbal com vista à “integração dos planos de ordenamento e melhoria das condições de utilização das áreas urbanas, com efeitos no planeamento estratégico e promoção de sinergias”, sublinha a deliberação camarária.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 

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Pop da Revolução celebra 25 de Abril no Seixal

Uma viagem no tempo, de 1974 até à atualidade para aproximar jovens da revolução

Todos os anos, há festa pelo País na noite que antecede o feriado de 25 de Abril. Na quarta-feira, 24, não vai ser diferente. O Seixal está a preparar um mega espetáculo que inclui concertos de vários nomes da música nacional. A partir das 22 horas, na zona ribeirinha do Seixal, atua Carlão, Aurea, Marisa Liz, Fernando Ribeiro, Homens da Luta e Tatanka. Há ainda uma segunda parte do concerto com nomes como Chullage, Celina Piedade, Russa e Projecto Omiri. O evento Pop da Revolução conta ainda com a presença, embora digital, dos artistas Simone de Oliveira, Jorge Palma, Paulo de Carvalho, Teresa Salgueiro e Marco Rodrigues. A entrada é grátis.
Seixal quer atrair jovens para celebrar o 25 de Abril 


O Seixal vai celebrar os 45 anos do 25 de Abril com uma produção de fôlego que junta actuações ao vivo, duetos virtuais, tambores, corais, multimédia. Os músicos Rui Júnior (Tocá Rufar) e Tiago Pais Dias (Amor Electro) são os diretores deste espectáculo.
Desafiado, em Fevereiro de 2018, a pensar numa proposta para os 45 anos do 25 de Abril, Rui Júnior não aceitou logo. Porque não se imaginava a fazer algo fora dos seus objetivos. “Diminuir aquilo que ambiciono como produto artístico seria surrealista”, disse o músico em entrevista ao jornal Público, já muito depois de estar em marcha o programa. Mas na altura começou a pensar no que é tradicionalmente associado ao 25 de Abril, e às habituais comemorações, e achou que dificilmente isso chega a muitos jovens. “É a imagem de uns velhos a dizer: vocês não sabem nada, não viveram isto. Mas há tantas coisas de valor, tantas mensagens, tanta coisa fantástica, que nós, gerações mais velhas, muito gostaríamos que os jovens sentissem algo idêntico. Só não conseguimos comunicar”.
Entre muitas ideias a ideia principal surgiu quando ia a ouvir no carro o último disco dos Amor Electro. “Temas antigos tão giros, para mim tão nostálgicos, mas com um arranjo pop. E pensei: isto é que é ir buscar a memória, a essência daquilo que lá está, e trazer para uma linguagem actual. As letras continuam a ser lindíssimas, a forma de comunicar é que já não é a mesma”, afirma o músico. Mas há um paralelismo que ele sublinha: “Quando um jovem levanta a voz, defende os mesmos valores que nós defendíamos, é uma questão civilizacional”. 
O desafio era: “Como é que nós, artistas, poderemos transmitir toda a emoção deste percurso? Cantando, da melhor forma, com um produto artístico fantástico”. Daí partiu-se para a ideia de reunir artistas de várias gerações. E isso só foi possível, até por razões de agenda dos envolvidos, com recurso a gravações.
O alinhamento conta com a interpretação vários temas que marcaram a história do país e da música portuguesa, tendo como banda de apoio os Amor Electro.
Pelo palco vão passar Marisa Liz, Aurea, Carlão, Fernando Ribeiro, Homens da Luta e Tatanka, mas muitos outros vão estar presentes, ainda que de forma virtual.
Em ecrã gigante, vão passar as interpretações de Simone de Oliveira, Teresa Salgueiro, Paulo de Carvalho, Jorge Palma e Marco Rodrigues.
"Um exuberante espetáculo multimédia, com imagens, vídeo, efeitos visuais e pirotécnicos que acompanham uma viagem no tempo, de 1974 até à atualidade, com Abril no Coração", diz a organização.
Ouvir-se-ão ainda temas como Canção de embalar, de José Afonso (por Jorge Palma e Teresa Salgueiro, ambos pré-gravados em vídeo), Depois do adeus (por Paulo de Carvalho, que originalmente a cantou em 1974 no Festival da Canção e que serviu de primeira senha ao 25 de Abril), Maré Alta, de Sérgio Godinho (por Fernando Ribeiro), Que amor não me engana, de José Afonso (por Mariza Liz),Liberdade, As portas que Abril abriu, FMI (por Carlão), Tanto mar, Traz um amigo também (por Tatanka), Com uma arma com uma flor, Festa da vida (Aurea) e muito mais. 
O espetáculo conta ainda com a participação da Orquestra Tocá Rufar, dos Karma Drums e de grupos locais: Coro infantil do Pólo do Seixal da Escola Artística de Música do Conservatório Nacional, Grupo Coral Alentejano da Associação dos Serviços Sociais dos Trabalhadores das Autarquias do Seixal e Grupo Coral Seixal Vocalis.

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Brasileiros e asiáticos visitaram Almada, Seixal e Barreiro

Baía do Tejo mostra oportunidades de investimento a embaixador do Qatar e empresários brasileiros

O embaixador do Qatar em Portugal e um grupo de empresários brasileiros visitaram os territórios da Baía do Tejo, com o objetivo de conhecer oportunidades de investimento, anunciou a empresa. “Os ativos da Baía do Tejo presentes nos concelhos de Almada, Barreiro e Seixal receberam recentemente duas importantes visitas que valorizam estes territórios e que permitem que as suas mais-valias sejam confirmadas, cheguem aos mais diversos destinos e se registem no radar de potenciais investidores”, refere a Baía do Tejo em comunicado. 
Cidade da Água em Almada atrai investidores 

A Baía do Tejo é uma empresa pública que tem a responsabilidade de requalificar os territórios das antigas áreas industriais da Quimiparque, no Barreiro, da Siderurgia, no Seixal, e da Margueira, em Almada, em conjunto com as autarquias, conhecido como projeto do Arco Ribeirinho Sul ou 'Lisbon South Bay', nome utilizado na promoção internacional.
Em Almada está a avançar o projeto de requalificação da antiga área industrial da Margueira, conhecido como “Cidade da Água”.
A “Cidade da Água” tem prevista uma área de construção de 630.000 m2 e, além do parque habitacional, está prevista a instalação de um hotel, um museu e de um centro de congressos, ligados entre si por praças e canais, dando origem a um conjunto de espaços públicos únicos.
O projeto, que tem dois quilómetros de frente ribeirinha, contempla também uma marina e um novo terminal fluvial intermodal, estando previsto que seja efetuado de forma faseada.
Já no Barreiro e no Seixal, a Baía do Tejo tem dois parques empresariais, com a espaço do Seixal a ter maior vocação industrial.
A visita, conduzida pela administração da Baía do Tejo, contou com a representação dos municípios envolvidos, com passagens pelos três territórios.
“O objetivo é dar a conhecer as oportunidades de investimento, bem como as vantagens e as facilidades oferecidas neste território a todos quantos queiram instalar as suas empresas na margem esquerda do Tejo, uma região de forte ADN industrial e que se afirma como extensão natural de Lisboa para acolher novos projetos industriais”, acrescenta o documento.
No caso da comitiva brasileira, ficou o convite às entidades da Baía do Tejo e à Invest Lisboa para participarem nas próximas edições das feiras empresariais que se realizam no Estado de São Paulo, no Brasil.
“De ambas as visitas ficou a promessa de que toda a informação recolhida ia ser difundida nos canais próprios e enviada diretamente a vários grupos e a todas as associações empresariais locais de maior expressão”, concluiu.

Agência de Notícias com Lusa 
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Disparo fere com gravidade homem em Pinhal Novo

Vítima foi avaliada no local e “considerada em estado grave”

Um homem, com cerca de 80 anos, alvejou o vizinho no peito com um tiro de caçadeira, no Pinhal Novo. A vítima, na casa dos 60, ficou ferida com gravidade e transportado para Lisboa, disse fonte policial. O alerta foi dado pelas 17h30 desta quinta-feira, tendo sido mobilizados para o local os Bombeiros do Pinhal Novo e a GNR. O agressor foi detido e irá responder por tentativa de homicídio. Desconhecem-se, para já, as circunstâncias do desentendimento entre vítima e agressor.
Homem foi transportado para o hospital de S. José 

Um homem  foi atingido a tiro esta quinta-feira, pelo vizinho, num prédio no Pinhal Novo. O disparo foi efetuado por um outro homem que já foi detido. 
"Fomos chamados para uma ocorrência por causa da utilização de uma arma de fogo e posso confirmar que existe um ferido, que foi socorrido no local, e fizemos uma detenção", avançou o oficial de comunicação do Comando Territorial de Setúbal da GNR, Nuno Gonçalves.
O agressor, homem com cerca de 80 anos, foi detido pela GNR. O alerta foi dado pouco depois das cinco e meia da tarde para a Avenida Capitães de Abril, na Sul Ponte, e ao local acorreram a GNR, bombeiros e VMER (Viatura Médica de Emergência e Reanimação) do Hospital de São Bernardo, em Setúbal. 
A vítima foi avaliada no local e "considerada em estado grave", tendo sido encaminhada para o Hospital de São José, em Lisboa. No local estiveram os bombeiros do Pinhal Novo, com quatro veículos e dez operacionais, o INEM e a GNR com três viaturas e seis operacionais.
As causas que levaram a este desfecho trágico ainda estão a ser apuradas pelas autoridades. O caso está agora nas mãos da Polícia Judiciária de Setúbal que vai investigar as motivações do disparo.

Agência de Notícias 
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Alcochete festeja tradição do Círio dos Marítimos

Senhoras casadas e solteiras montadas em burros passeiam pelas ruas da vila

É uma das mais antigas tradições da vila de Alcochete. Na Páscoa, os alcochetanos festejam o Círio dos Marítimos de Alcochete, uma festividade única no País que expressa a devoção da comunidade local à Nossa Senhora da Atalaia. Os festejos iniciaram-se no sábado e vão durar até terça-feira. No domingo de Páscoa há um curioso desfile, em que as mulheres percorreram as ruas da vila montadas em burros. A segunda-feira é considerada o dia mais importante pois, após o almoço, realiza-se a missa na Igreja de Nossa Senhora da Atalaia, seguida de procissão e leilão de bandeiras e fogaças. Depois da arrematação, as mulheres regressam a Alcochete para novo cortejo, sempre montadas em burros. A festa conta com o apoio financeiro e logístico da Câmara de Alcochete. 
Tradição liga Alcochete à Atalaia 

A devoção a Nossa Senhora da Atalaia mantém viva em Alcochete uma tradição com mais de cinco séculos. Alicerçada nas raízes marítimas deste povo que durante anos encontrou no Tejo a sua forma de sustento, esta festa tem sido mantida pelos marítimos ou barqueiros, que através de tradição oral, a mantiveram viva até aos nossos dias.
Atualmente, a Festa do Círio dos Marítimos, ou Festa da Páscoa, como também é conhecida, mobiliza muita gente, quer na sua organização, quer no número de devotos, que durante o fim de semana da Páscoa participam ativamente nos rituais muito próprios que ela integra.
As festividades têm início no Sábado de Aleluia, 20 de Abril, prolongando-se por mais três dias numa sequência de momentos únicos de devoção e convívio, que anualmente reúnem centenas de pessoas, naquela que é a festa mais antiga de Alcochete.
O início das festividades é marcado pela música do “Chininá”, tocadores de gaita-de-foles e caixa que percorrem as ruas da vila, no Sábado de Páscoa, anunciando a todos a realização de mais um Círio dos Marítimos de Alcochete.
Na tarde de Domingo de Páscoa realiza-se o primeiro cortejo do Círio, que além das gentes locais, atrai muitos forasteiros à vila ribeirinha. Este desfile de solteiras e casadas, montadas em burros, percorre as principais ruas da vila na segunda e terça-feira seguintes.
Contudo, o momento alto da Festa, tão esperado pelas gentes locais, acontece na segunda-feira, com a realização da Missa na Igreja de Nossa Senhora da Atalaia, seguindo-se a Procissão no adro da Igreja da Atalaia e o leilão de bandeiras e fogaças, no mesmo local.
Durante o leilão são arrematadas mais de 200 bandeiras, que têm estampadas a figura de Nossa Senhora da Atalaia, no entanto o destaque vai para o Guião, a peça que atinge o valor mais elevado.

Município apoia o Círio dos Marítimos 
Para a Câmara de Alcochete, a Festa do Círio dos Marítimos "é uma das festividades de raiz popular mais célebre da identidade cultural do concelho de Alcochete e é com esta premissa que a câmara municipal apoia esta secular tradição", diz a autarquia em comunicado. 
Na reunião de câmara, o executivo municipal aprovou, por unanimidade, conceder apoio logístico, bem como isentar do pagamento de licença especial de ruído e suportar as despesas com a aquisição de estalaria no valor estimado de 492 euros.
A câmara municipal aprovou ainda por unanimidade conceder uma redução de 50 por cento no pagamento das taxas de utilização do pavilhão gimnodesportivo de Alcochete no valor de  mil 299 euros.
“Como vem sendo hábito, o que se propõe é não só concedermos o apoio logístico à realização do Círio dos Marítimos com o fornecimento de fogo de estalaria, mas também isentar do pagamento da licença especial de ruído relativo ao lançamento do fogo. E em relação à utilização do pavilhão de Alcochete propõe-se uma redução de 50 por cento do seu custo” referiu o vereador da Cultura e Identidade Local, Vasco Pinto.
O autarca sublinhou que “é um apoio muito importante para esta festividade de enorme relevância para o nosso concelho e para as nossas gentes” e disse ainda que “estão a decorrer trabalhos de manutenção do Bote Leão para que neste momento festivo a nossa embarcação também participe como respeita a tradição”.
São os marítimos de Alcochete, homens que encontraram no Tejo o seu sustento, que ao longo dos anos têm mantido esta festa alicerçada numa forte devoção a Nossa Senhora da Atalaia.

Agência de Notícias 
Foto: Facebook de Arlindo Fragoso 
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Palmela queima Judas, no sábado, no Centro Histórico

Ritual histórico anima época da Páscoa nas ruas de Palmela antiga

Palmela acolhe mais uma edição da tradicional “Queima do Judas” no dia 20 de Abril, sábado de Aleluia. O desfile das 15 associações locais, acompanhadas pela população, tem início às 21h30, Avenida dos Bombeiros Voluntários de Palmela e percorrerá o Centro Histórico da Vila, até ao Largo de S. João. A cada paragem, as associações locais fazem a dramatização do seu testamento, texto de tom satírico, que aborda temas da atualidade e dita o destino do Judas - boneco de palha, com recheio pirotécnico, que, assim, expia, simbolicamente, os pecados do mundo. O percurso termina no Largo de S. João, com animação musical e um espetáculo de fogo-de-artifício. Em Palmela, esta tradição pascal, foi recuperada em 1995 pela autarquia, depois de longos anos de esquecimento. O Ritual da Queima do Judas tem origens pagãs, ligadas à celebração da Primavera e integra o Programa Municipal de Teatro, contribuindo para a preservação do património cultural local.
Queima do Judas anima Palmela na Páscoa 

No sábado de Páscoa, 20 de Abril, o Centro Histórico de Palmela volta a encher-se de gente e de festa para a tradicional Queima do Judas. O ritual teatral já é um dos momentos altos da cultura da vila. Recuperado à 24 anos, a Queima tem sabido crescer e envolver o movimento associativo e as populações locais.
A Queima do Judas foi recuperada em 1995 pelo Município de Palmela e deriva de um ritual de origens pagãs, ligado à celebração do equinócio da primavera e ao início de um novo ciclo de vida. O evento tem, ano após ano, vindo a crescer em número de participantes e visitantes, o que mostra, de acordo com o vereador da cultura da autarquia, "a expressão de uma população participativa e de um tecido associativo muito dinâmico".
À luz dos archotes, com o rufar dos tambores a marcar o ritmo, o movimento associativo do concelho irá ditar o destino dos Judas - bonecos de palha com recheio pirotécnico. Cada Judas ouve a leitura do seu testamento, texto teatral que dá voz à crítica e à sátira social, culminando na Queima, gesto simbólico da expiação de pecados e início de uma nova etapa.
O percurso, com animação assegurada pelo Bardoada – Grupo do Sarrafo, tem início às 21h30, no Largo dos Loureiros e passagem por vários locais onde é realizada “a queima do boneco” e a leitura do seu testamento. 
Este ano, a Queima conta com a participação de 15 grupos: Bardoada – Grupo do Sarrafo (animação), Grupo Coral “Ausentes do Alentejo” (bar), Serviços Sociais e Culturais dos Trabalhadores do Município de Palmela (bar), Passos e Compassos – Grupo Férias Culturais, Associação de Escoteiros de Portugal – Grupo 40, Motoclube de Palmela, Os Indiferentes, As Avozinhas, Sociedade Filarmónica Palmelense “Loureiros”, Teatro Sem Dono, Sociedade Columbófila de Palmela, Sociedade Filarmónica Humanitária, ATA – Teatro Artimanha, Associação dos Idosos de Palmela e Teatro da Vila.
O percurso termina no Largo de S. João, onde a Orquestra e os Diabos do Bardoada – Grupo do Sarrafo apresentam uma animação com fogo de artifício e onde será lido o testamento da Câmara Municipal com a Queima do Judas.
Recuperado em 1995, o Ritual da Queima do Judas tem origens pagãs, ligadas à celebração da Primavera e integra o Programa Municipal de Teatro, contribuindo para a preservação do património cultural local.

Agência de Notícias 
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Estado põe convento à venda em Setúbal

Convento de São Francisco está no mercado por 5 milhões de euros

O Estado colocou, esta semana, o Convento de São Francisco, em Setúbal, à venda por cinco milhões de euros. O convento é um monumento classificado pela Direção-Geral do Património Cultural. O edifício remete ao século XV e tem uma área superior a 62 mil metros quadrados. A Estamo, que gere as propriedades imobiliárias do Estado, colocou um anúncio no seu site para a venda do convento e os interessados têm até ao dia 5 de Maio para garantir a compra. O Convento situa-se na encosta do Forte de S. Filipe, no Parque Natural da Arrábida, e encontra-se já em ruínas. O imóvel é descrito como “a ruína do Antigo Convento de São Francisco e cinco blocos residenciais ou turísticos, construídos nos anos 90 pela Casa Pia”.
Convento está à venda por 5 milhões 


No site oficial da empresa estatal pode ler-se uma descrição do Convento de São Francisco bem como mais-valias do mesmo, apresentadas naquela página como tendo bons acessos e situado numa zona com uma boa rede de transportes.
Para além do caráter histórico do monumento, com 78 mil metros quadrados, a Estamo realça o facto de o mesmo estar localizado a poucos minutos do Hospital da Luz, na Estrada Nacional 10. 
De acordo com a empresa imobiliária do Estado, quem comprar a ruína do Convento de São Francisco vai poder edificar numa área de cerca de 20 mil metros quadrados, predominantemente para habitação, ou optar por usar 27 800 metros quadrados para a construção de um hotel, aparthotel, residência sénior ou para edificação de um equipamento de saúde. 
São estas as opções delineadas pela Estamo, de acordo com o Plano Diretor Municipal de Setúbal.

A história do convento... 
O convento data de 1410, lê-se no site da Direção-Geral do Património Cultural e pertencia a Religiosos Observantes da Província dos Algarves “tendo sido, provavelmente, a primeira ordem estabelecida em Setúbal". 
No século XVII e XVIII, o convento já se encontrava “muito degradado”, tendo passado por “trabalhos de reedificação” entre 1747 e 1749. Em 1755 foi “fortemente atingido” pelo terramoto que abalou Lisboa.
Em 1834, depois da reconstrução, os frades são expulsos do convento e, pouco depois, passa para as mãos da família Torlades, que mandou demolir “a maior parte do mosteiro”. O convento passou por obras no século XIX e foi reconstruído em 1874. Um ano depois foi comprado por padres da Companhia de Jesus, que “concluem as obras, reedificando a igreja e adaptando o edifício para estabelecimento de ensino“.
A igreja e o colégio foram inaugurados a 4 de Outubro de 1876 e, no século XX, converteu-se o convento num quartel. Ficou devoluto anos depois com a saída dos militares. Em 1975, a Direção-Geral do Património Cultural cede o edifício à Câmara de Setúbal que, em 1995, lá coloca a viver famílias desalojadas. 
Um ano depois é cedido à Casa Pia de Lisboa e, em 1997, foi assinado um protocolo entre o Ministério do Equipamento e o Ministério de Solidariedade e Segurança Social do Município de Setúbal no sentido de recuperar o convento para lá instalar um colégio para jovens carenciados.
Finalmente, em 2004, retorna às mãos da Direção-Geral do Património Cultural que, dois anos depois, apresenta uma “proposta de valorização urbanística para a ocupação da área do Convento de São Francisco e sua envolvente”.

Agência de Notícias 
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Mariscar sem Lixo sensibiliza mariscadores do Sado

Voluntários voltam ao estuário para limpar e sensibilizar mariscadores

Todos os anos, a propósito da sexta-feira santa, as famílias da comunidade piscatória do estuário do Sado reúnem-se para celebrar a ocasião em torno da actividade que as une e que sustenta muitas delas. Este ano, e à semelhança do que aconteceu nos últimos dois, vão contar com a companhia dos “voluntários pelo mar” da Ocean Alive, organização que luta pela eliminação do plástico nos oceanos a nível global. Junto dos mariscadores do Sado, em Setúbal e Alcácer do Sal, vão estar voluntários empenhados em provar que “Mariscar Sem Lixo” é possível. Ao abrigo desta campanha, os participantes propõem-se a sensibilizar directamente os pescadores e a dar continuidade à recolha de lixo existente nas margens do estuário do Sado, de forma a evitar que este chegue ao mar.
Ação de limpeza decorre na sexta-feira 

O estuário do Sado, recebe na sexta-feira a campanha "Mariscar Sem Lixo", destinada a sensibilizar os mariscadores lúdicos para o problema das embalagens de plástico utilizadas na captura do lingueirão. A campanha de sensibilização e de limpeza do rio Sado, a cargo da Ocean Alive, é realizada desde 2016 para "encontrar soluções para o problema das embalagens de sal" que são deixadas na maré pelos mariscadores, "eliminando um comportamento que se arrasta desde os anos 80" do século passado, explicou Raquel Gaspar, cofundadora da Ocean Alive.
A ação de sensibilização, que se realiza na sexta-feira Santa, dia em que é tradição as famílias da comunidade piscatória se reunirem no rio Sado, [em Setúbal e Alcácer do Sal] envolve mais de mil mariscadores lúdicos, oriundos de vários pontos do país, que são alertados para o impacto ambiental da atividade.
Um comportamento que a responsável pela campanha "Mariscar Sem Lixo" garante "estar a mudar", graças a um "trabalho de persistência" de centenas de voluntários, que, todos os anos, se envolvem numa das maiores ações de sensibilização da Ocean Alive.
"Este mar de embalagens de sal que entrava todas as sextas-feiras Santas mudou e notamos que na maior parte dos sítios de mariscagem há uma diminuição muito grande no número de embalagens que são deixadas na maré", referiu.
Outro dos indicadores da diminuição do lixo nas pradarias marinhas é "a redução dos locais na zona do estuário" para realizar as campanhas de sensibilização.
O desafio passa agora "por manter estes comportamentos nos dias chave", porque, "hoje em dia, as pessoas estão muito mais sensíveis à questão do plástico no oceano do que quando começámos esta ação", acrescentou.
"A Ocean Alive tenta, através das Guardiãs do Mar, uma rede de mulheres da comunidade piscatória que sensibiliza diretamente os mariscadores profissionais e lúdicos, estar presente ao longo do ano, sobretudo nas grandes marés, entre a primavera e o outono", sublinhou.
Segundo os promotores, na sexta-feira, a intenção é conseguir o maior número de voluntários para sensibilizar diretamente os mariscadores, entre as 8h30 e as 11h30, e participar na limpeza das margens do estuário, entre as 10h30 e as 13h30.
Na última ação de limpeza, realizada em Março do ano passado, participaram apenas 74 voluntários que sensibilizaram mais de 600 mariscadores e recolheram das margens do rio 3.681 embalagens de sal.
A campanha, que tem como parceiro o Comité Nacional para o Programa Internacional de Geociências da UNESCO, envolveu, ao longo de três anos, mais de 3.440 voluntários, tendo permitido retirar do estuário do Sado, desde 2016, 54 mil embalagens de sal e 48 toneladas de lixo, das quais apenas sete toneladas foram encaminhadas para reciclagem.
No decorrer das últimas iniciativas foram apanhadas 48 toneladas de lixo, um número que não surpreendeu Raquel Gaspar, bióloga e co-fundadora da Ocean Alive. “Nós tínhamos noção que haveria dezenas a centenas de milhares de resíduos deixados ao longo de mais de 30 anos. Encontrámos mesmo invólucros emblemáticos, como os de margarina Planta, da Sumol e de sal Vatel, dos anos 70 e 80”.
Desde 2017, a Ocean Alive é apoiada pela Fundação Oceano Azul e pelo Oceanário de Lisboa para a realização de ações de sensibilização e criação de uma rede de agentes de sensibilização.

Agência de Notícias com Lusa 
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Setúbal sem autocarros para Lisboa na quinta-feira

TST corta autocarros na Margem Sul do Tejo por falta de gasóleo

Numa declaração enviada à agência Lusa, a rodoviária informou que as carreiras rápidas números 561, 562, 563, 564 e 565 [que ligam Setúbal à capital, quer pela ponte Vasco da Gama quer pela ponte 25 de Abril, bem como as ligações de Palmela e Pinhal Novo] serão suprimidas, pelo que os passageiros que pretendam ir para Lisboa terão de procurar um meio de transporte alternativo. As restantes ligações operadas pela TST na Península de Setúbal na quinta-feira “vão circular de acordo com o horário de sábado”, pelo que existirão menos carreiras e horários disponíveis, adianta a empresa. Ainda assim, em Palmela, a TST assegura uma ligação entre a estação rodoviária e a estação ferroviária, para minimizar o impacto nos utentes.
Passageiros sem autocarros esta quinta-feira 

Devido à falta de combustível, a TST tem vindo ao longo do dia de hoje a suprimir alguns serviços, inclusive as carreiras que ligam Setúbal, Palmela e Pinhal Novo a Lisboa, por cerca de duas horas, tendo o serviço sido retomado às 16h30 apenas no sentido de Lisboa para a Margem Sul, de forma a “assegurar o regresso dos clientes”.
Hoje de manhã, a rodoviária informou que serviços vão continuar a ser “progressivamente reduzidos ou suprimidos, à medida que as reservas de combustível da empresa se forem esgotando”.
A TST desenvolve a sua atividade na Península de Setúbal, com 190 carreiras e oficinas em quatro concelhos, designadamente Almada, Moita, Sesimbra e Setúbal.

Empresas de transportes de passageiros avisam para “supressão de serviços”
A Associação Nacional de Transportadores Rodoviários de Pesados de Passageiros, refere que “se não houver abastecimento” os autocarros de passageiros vão ter de parar.
“Se as empresas não forem abastecidas, naturalmente que a tendência será para ir encurtando serviços e, no limite, pararem”. Este é o relato de Luís Cabaço Martins, presidente da Associação Nacional de Transportadores Rodoviários de Pesados de Passageiros assume que “se não houver abastecimento não haverá alternativas”.
As empresas responsáveis pelos transportes privados como os Transportes Sul do Tejo  ou a Rede Expressos, alerta que “temos a informação de que a TST já vai começar a suprimir serviços a partir de amanhã, vão começar a alterar os horários”.
O presidente da associação afirma que “isto é uma situação que vamos ter de gerir dia-a-dia”, e que a associação tem “vindo a falar com o Governo para nos incluirmos nos abastecimentos extraordinários nesta fase. Ainda não tivemos essa garantia, se a tivermos a situação ficará controlada, mas se não a tivermos, vamos com certeza fazer a supressão de serviços”.
A greve dos motoristas de matérias perigosas, que começou às zero horas de segunda-feira, foi convocada pelo Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas, por tempo indeterminado, para reivindicar o reconhecimento da categoria profissional específica.
Na terça-feira, gerou-se uma corrida aos postos de abastecimento de combustíveis, provocando o caos nas vias de trânsito.
A Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas (Apetro) informou hoje que não foi ainda retomado o abastecimento dos postos de combustível, apesar da requisição civil, e que já há marcas “praticamente” com a rede esgotada.
O primeiro-ministro admitiu hoje alargar os serviços mínimos e adiantou que o abastecimento de combustível está “inteiramente assegurado” para aeroportos, forças de segurança e emergência.

Agência de Notícias com Lusa 
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Pedra Furada e Golfinhos em risco em Setúbal

Associações apresentam queixa à APA contra destruição de património natural 

A obra de destruição da parte submersa da Pedra Furada de Setúbal, no âmbito das obras de dragagens para ampliação do Porto de Setúbal, continua a gerar polémica na cidade. Depois de os trabalhos da Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra terem sido denunciados pela Associação SOS Sado, na semana passada, o movimento cívico apresentou uma queixa formal ao comandante do Porto de Setúbal. Segundo a associação, as obras são ilegais e prejudiciais para a comunidade de roazes corvineiros do Sado. O Clube da Arrábida também já entregou, esta terça-feira, à Agência Portuguesa do Ambiente uma queixa contra a Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra pela destruição da zona submersa da Pedra Furada, com mais de dois milhões de anos.
Dragagens continuam a levantar dúvidas no Sado  

 "Com esta queixa agora apresentada, o Clube da Arrábida espera que a APA obrigue a Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra a parar os restantes trabalhos da obra (melhoria das acessibilidades marítimas ao porto de Setúbal) devido a este procedimento ilegal", refere um comunicado do Clube da Arrábida, adiantando que deu conhecimento da referida queixa à Câmara de Setúbal, Instituto da Conservação da Natureza e Direção-Geral do Património Cultural."O Clube da Arrábida espera igualmente que a presidente da Câmara de Setúbal se prenuncie sobre este atentado ao património municipal e mande avaliar os impactos causados à Pedra Furada, assim como os possíveis impactos na já seriamente ameaçada colónia de golfinhos roazes do Sado, que constituem o maior e mais valioso cartão-de-visita de Setúbal", acrescenta o documento.
A queixa apresentada pelo Clube da Arrábida surge na sequência de uma denúncia do movimento SOS Sado, na semana passada, que, entretanto, também já apresentou uma queixa pela destruição do geomonumento Pedra Furada junto do comandante do Porto de Setúbal.
Na altura, confrontada pela agência Lusa com as acusações de que estaria a destruir um monumento geológico com dois milhões anos, a Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra afirmou que estava a cumprir integralmente a autorização emitida pela APA e que "a remoção do afloramento arenítico (Pedra Furada) foi prevista no projeto de execução e no Estudo de Impacte Ambiental, tendo este sido objeto de Avaliação de Impacte Ambiental e de Declaração de Impacte Ambiental favorável, sem qualquer observação por parte da Comissão de Avaliação, quer num e noutro estudo".
O Clube da Arrábida garante, no entanto, que "não encontrou nos referidos documentos qualquer referência à demolição deste geomonumento, pelo que considera a intervenção" realizada "à margem da lei".
O comunicado do Clube da Arrábida refere ainda que "a demolição, que durou mais de uma semana, foi feita através da técnica designada 'pile driving', uma espécie de martelo hidráulico subaquático, que emite um barulho ensurdecedor colocando em risco a comunicação entre a colónia de golfinhos roazes do Sado".
"Um dos pontos mais polémicos referido na Declaração de Impacte Ambiental, é a contestação da própria Câmara de Setúbal sobre o barulho causado pelas dragas", indica o comunicado, lembrando que a autarquia sadina alertou para a possibilidade de o ruído das dragagens provocar o "mascaramento dos sinais de comunicação" dos golfinhos do estuário do Sado e de "introduzir forte perturbação na dinâmica social e comportamental da população de golfinhos roazes".
Ao Correio da Manhã, o capitão do Porto de Setúbal confirmou a receção da queixa mas admite que as competências da capitania são limitadas. "As responsabilidades de capitão de Porto cingem-se à garantia da segurança da navegação e pessoas, no decorrer da obra, e isso foi e está acautelado", diz Luís Lavrador. A queixa vai no entanto ser analisada. 

Obras para alargar porto de Setúbal 
Segundo a Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra, as obras iniciadas em Março junto ao terminal Tersado, em Setúbal, destinam-se à remoção de um afloramento arenítico, ou seja, a parte submersa da Pedra Furada, e pretendem permitir a obra de dragagens no rio Sado. 
O ruído proveniente da destruição da pedra, debaixo de água, preocupa a associação, que na semana passada gravou o barulho provocado pela obra com um hidrofone. O som, garante a SOS Sado, é prejudicial à comunidade de golfinhos."Estão em curso um conjunto de intervenções no âmbito do Projeto de Melhoria da Acessibilidades Marítimas ao Porto de Setúbal, cumprindo integralmente o disposto na autorização emitida pela APA recebida na Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra.
A administração portuária de Setúbal referiu ainda que as intervenções em causa incluíam a preparação do local que serviria de apoio a todas as operações de remoção do afloramento arenítico, junto ao terminal de contentores, e transporte da pedra para a construção da estrutura de contenção do aterro que irá ser realizado na zona adjacente ao terminal 'ro-ro'.

Agência de Notícias com Lusa 
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