Dá um Gosto ao ADN

Barreiro reforça cuidados de Saúde Oral aos munícipes

 “Trazer ainda mais sorrisos à nossa cidade”

A Câmara do Barreiro e Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo vão avançar com um programa de reforço de consultas de saúde oral nos cuidados de saúde primários do Sistema Nacional de Saúde.  Esta medida surge após o protocolo que junta a autarquia do Barreiro e a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo e vai beneficiar diretamente os cerca de 75 mil utentes do Serviço Nacional de Saúde inscritos no Agrupamento de Centros de Saúde do Arco Ribeirinho, no concelho do Barreiro.
Centro de Saúde vai ter dentistas 

Com este protocolo vão ser feitas, também, "obras na zona das consultas de medicina dentária na Unidade de Saúde que integra o Arco-Ribeirinho, reforçados os recursos humanos, bem como o equipamento à disposição de médicos e enfermeiros", explicou a Câmara do Barreiro em comunicado enviado à ADN-Agência de Notícias.
De acordo com o documento, a Câmara do Barreiro compromete-se a investir cerca de 15 mil euros no reforço de equipamentos técnicos.
Para Frederico Rosa, presidente da Câmara do Barreiro, “servir melhor os munícipes passa também pela procura de soluções que vão ao encontro das carências existentes no nosso concelho” acrescentando que “reveste-se de uma oportunidade de dar uma oferta de médicos dentista pelo SNS, que não podíamos deixar passar”.
Esta aposta na “saúde e no bem-estar dos munícipes” é para Sara Ferreira, “um eixo fundamental da nossa ação enquanto executivo”. Segundo a responsável pelo pelouro da Intervenção Social, Igualdade, Saúde e Habitação, esta iniciativa conjunta entre o município do Barreiro e Serviço Nacional de Saúde “terá um enorme impacto social, pois permitirá que mais barreirenses tenham acesso aos cuidados de saúde oral de que necessitam”.
Sara Ferreira, deseja que este protocolo “traga ainda mais sorrisos ao nosso Barreiro”.
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Obra requalifica Avenida Álvaro Cunhal em Setúbal

Autarquia requalifica avenida estruturante da cidade  

"A memória de Álvaro Cunhal é evocada em avenida setubalense, de nome homónimo, agora embelezada com desenhos do líder histórico comunista realizados enquanto preso político e requalificada com novas soluções de mobilidade urbana", explica a Câmara de Setúbal em comunicado. As obras de beneficiação, dotam a Avenida Álvaro Cunhal, no troço compreendido entre as rotundas do Monte Belo e dos Golfinhos (Praça 25 de Abril), "de renovadas condições de usufruto, com o reperfilamento da rede viária e pedonal, incluindo uma ciclovia, o reforço da iluminação e um novo arranjo paisagístico", sublinha a autarquia. O investimento municipal superior a 300 mil euros incluiu intervenções na infraestrutura viária, com estreitamento da faixa de rodagem e a criação de uma zona pedonal no lado norte da avenida. 
Autarquia investe 300 mil euros na avenida 


Na placa central, além de um novo apontamento ajardinado, com áreas de relvado e novos espécimes arbóreos, há agora cinco painéis de grandes dimensões, em madeira e iluminados, com desenhos elaborados por Álvaro Cunhal, entre 1951 e 1959, enquanto preso político do fascismo.
“Desenhos da Prisão” dá título à mostra que é partilhada no espaço público, com parte dos desenhos elaborados durante os sete anos de rigoroso isolamento na Penitenciária de Lisboa e no Forte de Peniche a ser inaugurada precisamente no dia em que o homenageado completaria 105 anos.
“Esta avenida é a singela homenagem setubalense a Álvaro Cunhal, comunista, antifascista, democrata e secretário-geral do PCP, que, ao longo da sua vida, elegeu como combate primordial a luta pela democracia”, sublinhou na inauguração das obras a presidente da Câmara  de Setúbal, Maria das Dores Meira.

Investimento de 300 mil euros 
O investimento municipal superior a 300 mil euros incluiu intervenções na infraestrutura viária, com estreitamento da faixa de rodagem e a criação de uma zona pedonal no lado norte da avenida, que passou, igualmente, a estar dotada de duas novas áreas de atravessamento para transeuntes.
Para a autarca, as beneficiações executadas naquela que é uma das principais entradas da cidade conferiram mais e melhores condições de usufruto e de segurança naquela avenida, sobretudo a nível pedonal, além de uma nova dignidade, reforçada pelo nome que desde 2013 a identifica.
“O nome de um homem que moldou o século XX português e que é, sob qualquer perspetiva, uma das mais importantes personalidades da nossa história contemporânea”, realçou a presidente da autarquia setubalense, para depois destacar a importância das intervenções realizadas.
Maria das Dores Meira frisou que, “por demasiado tempo, [a Avenida Álvaro Cunhal] foi um espaço desqualificado, onde quem anda a pé não era bem-vindo e no qual se praticava o estacionamento abusivo”, situação agora alterada naquela artéria que atravessa as áreas residenciais do Monte Belo.
Paralelamente à requalificação daquele troço da Avenida Álvaro Cunhal impulsionada recentemente pela Câmara Municipal de Setúbal, a Junta de Freguesia de São Sebastião executou na Rua Fernão Lopes, localizada nas imediações, um conjunto de melhorias ao nível de estacionamento, drenagem de águas e mobilidade pedonal.
“Estamos a construir um concelho melhor, com mais oportunidades para todos, com maior capacidade de atração e sempre aberto a todos os que queiram connosco fazer mais cidade, mais Setúbal”, salientou Maria das Dores Meira.
A requalificação inaugurada no dia 10 é o mais recente exemplo desta estratégia, destacou a autarca. “Uma avenida que é símbolo de liberdade, pois é também nas ruas e avenidas, ontem como hoje, que se luta e constrói a esperança que desagua num futuro melhor”, sublinhou Maria das Dores Meira. 
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Agentes de navegação denunciam paragem no porto de Setúbal

Associação quer a intervenção do Ministério Público 


A Agepor [Associação dos Agentes de Navegação de Portugal] constata que não existe trabalho portuário nos terminais de contentores e RO-RO [carga que embarca ou desembarca a rolar] de porto de Setúbal desde a passada terça-feira, dia 6 de Novembro. Tal acontece sem que nenhuma greve ao trabalho em horário normal esteja legitimamente decretada e em vigor", disse, em comunicado, a associação que já pediu a intervenção do Ministério Público. Os agentes de navegação notaram que apenas está decretada uma greve ao trabalho suplementar pelo Sindicato dos Estivadores e da Atividade Logística. 
Agepor quer investigação sobre greve 


"O que nos dizem é que o Sindicato dos Estivadores e da Atividade Logística boicotou a assinatura de 30 contratos de trabalho permanentes que iam ser assinados em Setúbal nos primeiros dias de Novembro e exigiu aos operadores que os contratos, que foram apesar de tudo assinados, sejam rasgados", lê-se no documento.
A associação referiu ainda que tem conhecimento de que "os trabalhadores que querem assinar os contratos e trabalhar são coagidos, bem como as suas famílias", para que não o façam.
"O que nos dizem é que os trabalhadores, sobretudo em Lisboa, durante as greves vão para as baixas médicas para não perderem rendimento", acrescentou.
Face a isto, a direção nacional da Agepor apelou ao Ministério Público que faça uma investigação para averiguar se há coações.
A Agepor pediu ainda "ao Ministério do Trabalho e Segurança Social que investigue se a paragem do trabalho sem greve é legítima, que investigue se as baixas são legítimas; à Autoridade para as Condições de Trabalh que investigue se houve eventuais pedidos de que contratos sejam rasgados [e] às forças da ordem que possam ajudar aqueles que legitimamente querem trabalhar a poderem fazê-lo".
Adicionalmente, a associação quer que o Ministério do Mar interceda junto de outras entidades públicas "para que a verdade" seja apurada.
"Queremos saber mais sobre o que nos dizem e o país também deveria querer", conclui a Associação dos Agentes de Navegação de Portugal.
A greve ao trabalho suplementar, decretada pelos estivadores do Sindicato dos Estivadores e da Atividade Logística, decorre até 1 de Janeiro de 2019 em defesa da liberdade de filiação sindical.
A greve em causa abrange os portos de Lisboa, Setúbal, Sines, Figueira da Foz, Leixões, Caniçal (Madeira), Ponta Delgada e Praia da Vitória (Açores).






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8,7 milhões para remover resíduos no Seixal

Limpeza de resíduos perigosos no parque industrial já arrancou

A empresa pública Baía do Tejo anunciou que está em curso a remoção de milhares de toneladas de resíduos no parque empresarial do Seixal, numa operação de 8,7 milhões de euros, que deverá estar concluída em 2019. Em comunicado, a empresa refere que a operação, que foi consignada em Agosto deste ano, tem como objetivo a remoção de 21 mil 250 toneladas de lamas da aciaria e de 30 mil 250 toneladas de "pós de goela", que se encontram na zona norte território da antiga Siderurgia Nacional. O secretário de estado do Ambiente, Carlos Martins, vai estar esta segunda-feira nos dois parques empresariais, para visitar o local onde decorre a ligação de resíduos e a empreitada de ligação da rede de saneamento à ETAR.
Investimento para limpar resíduos no Seixal 

"Estes resíduos serão removidos, carregados e encaminhados para o Centro Integrado de Recuperação Valorização e Eliminação de Resíduos Perigosos, propriedade da Entidade Executante EGEO/SISAV. A intervenção terá a duração de seis meses, tendo até ao momento sido removidas cerca de seis mil toneladas de lamas da aciaria", refere, explicando que a operação decorre no âmbito de candidatura aprovada pelo Poseur no valor de 8,7 milhões de euros.
A Baía do Tejo, do universo Parpública (empresas detidas pelo Estado), tem a seu cargo a gestão dos Parques Empresariais localizados no Barreiro, Seixal e Estarreja, bem como o desenvolvimento do projeto Arco Ribeirinho Sul, que prevê a requalificação de antigas áreas industriais da Quimiparque, no Barreiro, da Siderurgia, no Seixal, e da Margueira, em Almada.
A empresa salienta que no parque empresarial do Barreiro já foram executadas intervenções no valor de 5,8 milhões de euros, que permitiram a retirada de 33 mil 330 toneladas de resíduos.
"Nas candidaturas aprovadas para o Barreiro e Seixal foram executadas ou encontram-se em curso operações no valor global de 14,5 milhões de euros e serão lançados este ano novos concursos para estudos no Barreiro e Seixal para áreas considerados como prioritárias pela Agência Portuguesa do Ambiente, que serão objeto de novas candidaturas", explica a Baía do Tejo, num processo que tem estado a decorrer desde 2011, de modo a conseguir a requalificação ambiental dos territórios.

Ligação à ETAR do Barreiro e da Moita 
No caso do parque empresarial do Barreiro, a Baía do Tejo avançou também com uma intervenção de 1,1 milhões de euros, que decorreu ao longo de quatro meses, para ligar o serviço de infraestruturas de saneamento que foram sendo construídas ao longo de 100 anos de laboração do parque industrial, onda estava localizada a antiga CUF, que foi um dos maiores complexos industriais europeu no século passado, à Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Barreiro e Moita.
"Irá permitir encaminhar para a ETAR da Simarsul o efluente produzido, não só pelas cerca de 200 empresas instaladas no Parque empresarial, mas ainda aquele proveniente de algumas zonas da cidade do Barreiro", explica.
Constituída por uma estação elevatória e três descarregadores de tempestade com válvulas de maré, para evitar o refluxo, e perto de um quilómetro de tubagens de compressão, prevê-se que este conjunto de infraestruturas entre em serviço após a aprovação de ligação ao concedente Simarsul.

Agência de Notícias com Lusa 
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Acusado de agredir mulheres no Barreiro há 15 anos

PSD quer acabar com agressões a mulheres e ativar o conselho municipal de segurança 


O caso foi andando em surdina até que jovens agredidas, familiares e amigos se juntaram numa associação. Levaram protestos à porta do Tribunal do Barreiro e testemunhos de raparigas à Câmara do Barreiro. O vereador do PSD na Câmara do Barreiro, Bruno Vitorino, quer reunir com o Conselho Municipal de Segurança para resolver os casos de violência contra mulheres praticados pelo mesmo homem "há 15 anos" no concelho. "Não é possível estas situações ocorrerem no mesmo concelho, há 15 anos, com mais de 50 queixas apresentadas nas autoridades competentes e com muitos outros casos que temos conhecimento em que não foram apresentadas queixas", referiu Bruno Vitorino, em comunicado. 
Homem persegue mulheres há 15 anos 

No documento, o vereador avança que nos últimos 15 anos "mais de 50 mulheres apresentaram queixa às autoridades por terem sido agredidas" no Barreiro e que os crimes são "da autoria da mesma pessoa, que está perfeitamente identificada".
O suspeito encontra-se atualmente no Centro Hospitalar do Barreiro Montijo, onde tem sido "internado compulsivamente na unidade de psiquiatria", segundo a concelhia do PSD.
"A verdade é que o indivíduo já esteve internado muitas vezes e ao sair volta a cometer o mesmo tipo de agressões. Um indivíduo assim constitui um perigo para a sociedade e nunca foi encontrada uma solução definitiva para o caso", defendeu Bruno Vitorino.
O vereador lembrou ainda que, na última reunião da Assembleia Municipal, em 29 de Outubro, várias jovens agredidas relataram o "clima de terror" em que vivem, além das "consequências físicas e psicológicas que perduram".
Para o vereador, este caso é uma "falha no sistema" que precisa de ser colmatada e, por isso, defende que a Câmara Municipal do Barreiro "tem de ajudar a encontrar uma resposta".
Neste sentido, Bruno Vitorino apelou ao presidente do município, Frederico Rosa, que reúna com urgência o Conselho Municipal de Segurança para que, dentro das suas competências, seja possível "ajudar a resolver este problema" e a identificar "a falha que possa ter acontecido".
Em declarações à agência Lusa, fonte do Comando Distrital da Polícia de Segurança Pública (PSP) de Setúbal não conseguiu confirmar se as agressões já duram há 15 anos, dado que nesse período ainda não se efetuavam registos informáticos, mas avançou que, pelo menos desde 2012, existem "várias dezenas de queixas".
Aquela autoridade revelou também que o homem "já foi internado compulsivamente", mas que "é sempre dada alta médica"

Estado falha há 15 anos 
Há anos que há queixas, "haverá umas 50 queixas apresentadas na polícia, ao longo de 15 anos, mas achamos que as mulheres agredidas são pelo menos o dobro", disse Paula da Costa à TSF. Faz parte do movimento cívico Ação Contra a Violência de Género - Barreiro. O grupo decidiu que é tempo de acabar com o silêncio.
"Até agora, as mulheres achavam que não valia a pena apresentar queixa. Os processos eram encerrados ou não davam em nada", Paula da Costa explica que isso mudou. Porquê? "A visibilidade pública."
O passo decisivo foi dado com uma manifestação às portas do Tribunal do Barreiro, no início de Outubro. O seguinte foi a última reunião da Assembleia Municipal. Houve lágrimas e estupefação. As reuniões são transmitidas em direto pela internet e gravadas.
Duas raparigas de 18 e 19 anos decidiram dar a cara, identificam-se e contam como foram agredidas pelo mesmo homem. Identificam o suspeito, um homem com esquizofrenia que cumpre mais um de vários internamentos compulsivos no Hospital do Barreiro.
Uma das raparigas conta que foi seguida do Barreiro até ao Chiado, em Lisboa, e que foi esmurrada no rosto na entrada de um prédio. A polícia foi chamada, mas como não houve flagrante delito o "homem foi em liberdade". Outra conta, entre soluços, que o trauma é pior que as marcas físicas. Deixou o trabalho e tem medo de sair de casa. Ambas perguntam: "O que é preciso acontecer? Há pais, namorados, avós que não hesitariam em fazer justiça...".

Agência de Notícias
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Bruno de Carvalho detido na GNR de Alcochete

O ex-presidente do Sporting foi detido por ordem do DIAP de Lisboa, tal como o líder da Juve Leo

O ex-presidente do Sporting, Bruno de Carvalho, foi detido este domingo no âmbito da investigação à invasão de Alcochete. O mesmo aconteceu a Nuno Mendes, conhecido por Mustafá, cabecilha da Juventude Leonina. São ambos suspeitos de envolvimento no caso da invasão da academia do Sporting em Alcochete. O antigo presidente do Sporting Clube de Portugal, de acordo com a TVI, encontra-se no posto da GNR de Alcochete, onde passou a noite e permanece antes de ser presente a juiz. Os dois novos arguidos do caso da Academia devem ser presentes ao tribunal do Barreiro esta terça-feira. São suspeitos de autoria moral do ataque. Neste momento há 38 arguidos em prisão preventiva. 

Ex-presidente foi detido este domingo 

O ex-presidente do Sporting, Bruno de Carvalho e Mustafá, um dos líderes da claque Juventude Leonina, foram este domingo detidos no âmbito da investigação da invasão à academia do clube, em Alcochete. Ambos serão presentes na terça-feira a um juiz de instrução criminal no Barreiro e responderão por terrorismo e autoria moral de crimes como ofensas à integridade física e sequestro.
A detenção de Bruno de Carvalho e de Mustafá foi também confirmada à agência Lusa pela Procuradoria-geral da República, indicando que os detidos "serão oportunamente presentes ao Juiz de Instrução Criminal para aplicação das medidas de coação".
"Ao abrigo do disposto no art.º 86.º, n.º 13, al. b), do Código de Processo Penal, confirma-se que foram efetuadas duas detenções no âmbito do inquérito relacionado com as agressões na Academia do SCP em Alcochete", refere a PGR em resposta à Lusa.
Uma outra fonte judicial disse que os mandatos de detenção foram emitidos pelo Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa (DIAP) e que "decorreram buscas".
De acordo com a TVI, Bruno Carvalho está acusado de 56 crimes, que surgem após a investigação do ataque à Academia de Alcochete, que aconteceu no dia 15 de Maio.
Avança a mesma fonte que o mandado de detenção tem os seguintes crimes: Dois de dano com violência, 20 de sequestro, um de terrorismo, 12 de ofensa à integridade física qualificada, um de detenção de arma proibida e 20 de ameaça agravada.

Presente a juiz na terça-feira no Barreiro 
As buscas em Alvalade terminaram por volta das 21h20. Mustafá saiu acompanhado pela GNR. Já Bruno de Carvalho acompanhou as buscas feitas em sua casa e só mais tarde foi levado pelas autoridades.
De acordo com a CMTV foi encontrada droga durante as buscas à sede da Juve Leo, nomeadamente 20 gramas de cocaína e uma quantidade de haxixe ainda por apurar. Mustafá foi levado pela GNR após as buscas terem terminado para a Unidade de Intervenção da GNR na Pontinha. 
A habitação de Bruno de Carvalho também foi alvo de buscas, de onde foram levados vários objetos como computadores portáteis e tablets para serem analisados.
À saída de Alcochete, ao início da madrugada desta segunda-feira, José Preto, advogado de Bruno de Carvalho, avançou aos jornalistas que para já não se irá pronunciar sobre esta detenção, que em moldes extraordinários decorreu durante o fim-de-semana. No entanto, José Preto confirmou que as condições em que Bruno de Carvalho se encontra não são boas. "É evidente que não", pode ouvir-se. 

Ataque a Alcochete a 15 de Maio
A 15 de Maio deste ano, a equipa de futebol do Sporting foi atacada na Academia do clube, em Alcochete, por um grupo de cerca de 40 alegados adeptos encapuzados, que agrediram alguns jogadores, treinadores e 'staff'.
No dia dos acontecimentos, a GNR deteve 23 pessoas, tendo posteriormente efetuado mais detenções, estando atualmente em prisão preventiva 38 pessoas, entre as quais o antigo líder da claque Juventude Leonina Fernando Mendes.

Os 38 arguidos em prisão preventiva
Os 38 arguidos que aguardam julgamento em prisão preventiva são todos suspeitos da prática de diversos crimes, designadamente de terrorismo, ofensa à integridade física qualificada, ameaça agravada, sequestro e dano com violência.
Bruno de Carvalho, que à data dos acontecimentos liderava o clube, foi, entretanto, destituído em Assembleia-Geral e impedido de concorrer à presidência do clube, atualmente ocupada por Frederico Varandas.

Agência de Notícias



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Fábrica de Palmela aprova subida de salário

Paz social está de volta à Autoeuropa com subida de ordenado e domingos pagos a 100 por cento 

Em 2019 e 2020, os cerca de 5900 operários da fábrica de Palmela vão ter um aumento de 2,9 por cento por ano, com um mínimo de 25 euros. Os trabalhadores da Autoeuropa aprovaram o acordo laboral para os anos de 2019 e 2020. O sim, com 72,8 por cento, venceu o referendo que decorreu entre quinta e sexta-feira na fábrica da Palmela, de acordo com a informação transmitida pela comissão de trabalhadores, liderada por Fausto Dionísio. Mais de 4800 trabalhadores participaram nesta consulta, o que corresponde a 82,6 por cento do universo de funcionários da fábrica de Palmela. “Este acordo representa um marco importante na consolidação do crescimento da fábrica, reconhecendo o desempenho de toda a equipa no processo de transformação da Volkswagen Autoeuropa para uma unidade de grande volume de produção”, refere fonte oficial da empresa em nota enviada às redações.
Trabalhadores com aumentos em 2019 e 2020 

Os trabalhadores da Autoeuropa aprovaram o novo acordo laboral, que prevê aumentos salariais de 2,9 por cento e o pagamento do trabalho aos domingos a 100 por cento, com 72,8 por cento de votos favoráveis e 25,9 por cento votos contra, anunciou a Comissão de Trabalhadores. "Estou muito satisfeito pela participação dos trabalhadores no referendo, a maior de sempre (82,6 por cento), e pela aprovação do acordo por 72,8 por cento dos trabalhadores", disse o coordenador da Comissão de Trabalhadores da fábrica de automóveis da Volkswagen, em Palmela.  Segundo Fausto Dionísio, "trata-se de um ótimo acordo".
"Sempre dissemos que íamos lutar por um bom acordo e foi isso que conseguimos, como os próprios trabalhadores hoje reconheceram", acrescentou o coordenador.
Além do pagamento do trabalho ao domingo a 100 por cento, que era uma das principais reivindicações dos funcionários da Autoeuropa, o novo acordo laboral contempla uma atualização salarial de 2,9 por cento em cada um dos próximos dois anos, com um aumento mínimo de 25 euros para cada trabalhador.
O acordo laboral hoje aprovado garante, também, a integração nos quadros da empresa de 300 trabalhadores contratados a prazo até Julho do próximo ano.
Em nota de imprensa, a que a agência Lusa teve acesso, a administração da Autoeuropa também já se congratulou com a aprovação do novo acordo laboral.
"Os colaboradores da Volkswagen Autoeuropa aprovaram  na sexta-feira o acordo laboral para o período de 1 de Janeiro de 2019 a 31 de Dezembro de 2020", refere o comunicado, salientando que, "num universo de 5.854 colaboradores, 72,8 por cento aceitaram as condições previamente acordadas entre a Comissão de Trabalhadores e a administração da empresa".
Para a administração da Autoeuropa, "este acordo representa um marco importante na consolidação do crescimento da fábrica" e reconhece "o desempenho de toda a equipa no processo de transformação da Volkswagen Autoeuropa para uma unidade de grande volume de produção".

Agência de Notícias com Lusa 
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Grândola recebe feira do Chocolate este fim de Semana

O certame "mais doce do Alentejo" está de volta com muitas surpresas 

A Feira de Chocolate está de regresso a Grândola para a sua 12.ª edição, prometendo um fim de semana doce e recheado de muita animação entre esta sexta-feira e domingo. O Parque de Feiras e Exposições vai acolher mais de 60 expositores de mostra e venda de chocolate, além da gastronomia regional no espaço das tasquinhas e da presença de conceituados 'chefs', que durante os três dias do certame vão dinamizar o espaço do 'Show Cook'. José Malhoa, reconhecido cantor português de música popular, promete animar a primeira noite com os seus temas mais antigos, enquanto no sábado a boa disposição e o humor estão garantidos com o Rouxinol Faduncho. No domingo, 11, o magusto nas Tasquinhas é a principal atração, com a presença de António Santos,  recordista do Guinness com a estátua alusiva ao São Martinho. Esta é a feira mais doce do Alentejo e, muito provavelmente, do distrito de Setúbal. 
Feira decorre até domingo 



A vila de Grândola vai dedicar três dias ao chocolate, entre sexta-feira e domingo, com uma feira que, este ano, assinala também o São Martinho.
Na 12.ª edição da Feira de Chocolate, que se realiza no Parque de Feiras e Exposições de Grândola, não vão faltar “tentadores motivos” para visitar a vila alentejana, num fim de semana “doce” e “recheado de muita animação”, segundo divulgou o município, promotor do certame.
“Todos os anos temos novidades tanto na mostra como na venda de chocolate e uma animação de rua itinerante com estátuas, gigantones e bobos de chocolate, marionetistas e animação circense para animar os visitantes”, realçou à agência Lusa Carina Batista, vereadora da Câmara de Grândola.
Chocolates artesanais, bombons, espetadas de fruta e chocolate, bolos, licores, crepes e outras tentações à base de chocolate, produzidas de norte a sul do país, podem ser encontradas nos mais de 60 expositores presentes no certame.
“Todos os anos procuramos apresentar chocolates diferentes e misturas desta iguaria com ingredientes tradicionais da região e outros que não são usuais. Por isso, quem visitar esta feira vai embarcar numa descoberta de sabores”, acrescentou a autarca.
O município investe anualmente “cerca de 30 mil euros” para promover um dos ingredientes mais usados no mundo, mas que “não tem tradição” em Grândola, contudo constitui uma temática que a autarquia diz ser “apetecível”.
“Agrada aos crescidos e aos mais pequenos e enquanto feira temática já está consolidada, com um público fiel e que todos os anos ganha novos visitantes, precisamente, porque o chocolate é universal e surge numa altura do ano em que as pessoas aproveitam para fazer algumas compras de Natal”, referiu.
O certame vai contar também com a presença de vários chefes, que, durante os três dias, vão dinamizar o espaço do ‘show cook’, onde serão confeccionadas “autênticas iguarias” à base de chocolate.
“Este ano, o espaço do ‘show cook’ vai ser transferido para a nave central do recinto e vamos contar com alguns chefes que são residentes na feira, chefes de restaurantes do concelho e, pela primeira vez, o chefe do Hotel Sublime Comporta que vai trazer algumas iguarias”, adiantou a autarca.
Além da animação musical, a Feira de Chocolate vai juntar os sabores do São Martinho com um magusto, no último dia do certame, com a participação das associações do concelho e de um vendedor de castanhas “especial”, o recordista do ‘Guinness’ com a estátua alusiva ao São Martinho.
Durante a primeira quinzena deste mês está a decorrer também a Semana Gastronómica do Chocolate e São Martinho em 17 restaurantes do concelho e onde não faltam ementas onde “o chocolate, as castanhas, a batata doce e o vinho novo” são os atractivos.

Agência de Notícias com Lusa 


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Festival do Moscatel regressa a Palmela no fim de semana

Vêm aí dois dias dedicados a um dos melhores moscatéis do mundo... 


A 10 e 11 de Novembro, a vila de Palmela, tem agenda cheia com a realização de mais uma edição do Festival do Moscatel. O evento de entrada livre conta com mercado, mostra de vinhos, demonstrações de cozinha e atividades para o público em geral tendo como mote a bebida generosa, uma das marcas da região.O Festival será também momento para provar e adquirir produtos regionais confecionados com Moscatel, assim como participar em atividades paralelas, como provas de vinhos comentadas, harmonizações vínicas, sessões e demonstrações de cozinha, animações musicais e um debate, no dia 11, organizado com a Associação Portuguesa de Enologia, sobre “O Papel do Enólogo na Atualidade”.

São Martinho ao sabor do melhor moscatel 

Com organização conjunta da Câmara de Palmela e da Associação da Rota de Vinhos da Península de Setúbal, decorre, nos dias 10 e 11 de Novembro, na vila de Palmela, mais uma edição do Festival do Moscatel.
O evento, de entrada livre, conta com um Mercado, no dia 10, das 15 às 23 horas e no dia 11, das 15 às 20 horas, no qual o visitante encontrará uma Mostra permanente de vinhos Moscatel e poderá provar e comprar Moscatel de Setúbal, Moscatel Roxo e brancos e espumantes produzidos com esta casta.
Esta é também uma oportunidade única para contactar diretamente com os produtores. Vão estar presentes a Adega Camolas, a Adega de Palmela, a Casa Agrícola Assis Lobo, a Casa Agrícola Horácio Simões, a Casa Ermelinda Freitas, a Cooperativa Agrícola de Santo Isidro de Pegões, a Damasceno, a Malo Wines, a Quinta do Monte Alegre, a Sivipa, a Venâncio da Costa Lima e a Adega Xaxier Santana.
O Festival terá a presença de fabricantes de produtos regionais confecionados com Moscatel e várias atividades paralelas, como provas de vinhos comentadas, harmonizações vínicas, workshops, showcooking, animações musicais e um debate, no dia 11, organizado com a Associação Portuguesa de Enologia, sobre “O Papel do Enólogo na Atualidade”.
O copo de prova oficial do Festival tem o valor de 1,50 euros (oferta de uma prova de Moscatel de Setúbal), sendo necessária a sua aquisição para participar em algumas atividades.
Estas atividades decorrem entre o Cineteatro S. João, a Casa Mãe da Rota de Vinhos e a Biblioteca Municipal.
O Festival do Moscatel em Palmela é um "evento bienal na área do Enoturismo, que objetiva contribuir para a valorização da produção de Moscatel de Setúbal e da sua aplicação a produtos inovadores de gastronomia e doçaria, divulgando o conhecimento e a apreciação desta casta de caraterísticas únicas", explica a autarquia de Palmela.
Para mais informações, consulte o programa detalhado em turismo.cm-palmela.pt.

Moscatel dá o mote aos próximos fins de semana gastronómicos
No âmbito do projeto municipal de promoção gastronómica “Palmela, Experiências com Sabor!”, os próximos Fins de Semana Gastronómicos são dedicados ao Moscatel de Setúbal. Nos dias 9, 10, 11, 16, 17 e 18 de Novembro, serão 26 os estabelecimentos de restauração e bebidas do concelho a proporcionar experiências gastronómicas inovadoras, onde o Moscatel de Setúbal dá o mote na criação de pratos e sobremesas que combinam, na perfeição, com o outono.
Esta parceria entre a Câmara de Palmela e a Associação da Rota de Vinhos da Península de Setúbal continua a apostar na divulgação da gastronomia local e na dinamização do tecido económico do setor.
O programa “Palmela, Experiências com Sabor!” 2018 encerra nos dias 14,15,16, 21, 22 e 23 de Dezembro, com os Fins de Semana Gastronómicos Natalícios.

Agência de Notícias 
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Câmara de Almada vai contratar 70 funcionários

Orçamento de seis milhões de euros para a limpeza urbana em 2019

A vereadora da higiene urbana na Câmara de Almada, Teodolinda Silveira (PS), revelou nesta quinta-feira, um orçamento para 2019 de seis milhões de euros para a limpeza do concelho, além de nova frota e contratação de 70 funcionários. "Temos em orçamento seis milhões de euros, verba nunca existente nesta câmara para a área da limpeza urbana", disse a autarca.  Além disso, a vereadora avançou que vão chegar em breve oito viaturas para a recolha de resíduos, provenientes de um concurso público de "há quase dois anos" e de outros sete veículos para a limpeza urbana.

Câmara vai reforçar limpeza urbana 
Segundo Teodolinda Silveira, a câmara de Almada dispunha de 23 viaturas, mas apenas nove continuam operacionais.
Outra necessidade da autarquia são os recursos humanos, até porque, de acordo com a vereadora, estes estavam "completamente desajustados das necessidades do município", informando que está em curso o recrutamento "de cerca de 70 cantoneiros e motoristas".
Em declarações à agência Lusa, a CDU de Almada apontou que este primeiro ano de mandato do Partido Socialista tem sido caracterizado por "inúmeros problemas e dificuldades" na gestão da limpeza urbana.
A concelhia indicou, assim, que há uma "ineficiente atuação ao nível da recolha de resíduos", situações de acumulação de lixo e que o município não conseguiu "garantir a recolha diária de resíduos" no verão passado.
A vereadora da câmara de Almada contrapôs esta ideia, afirmando que "não existe nenhum problema de limpeza em Almada", mas sim que o concelho teve um aumento populacional no verão, o que, aliado a uma frota "completamente obsoleta", criou constrangimentos pontuais.
Teodolinda Silveira negou também a acusação de que nem sempre foi efetuada a recolha de resíduos.
"Todos os dias saem nove viaturas, que são as que podemos meter na rua, não temos mais. Às vezes até prolongam o seu trabalho para podermos responder, portanto, há obviamente recolha diária. A afirmação carece de fundamento. Se me perguntar se é feito tudo como gostaríamos, não é, mas no fim do ano que vem vamos de certeza fazer tudo para que o serviço que estamos a prestar seja com mais qualidade", sublinhou.

Novos trabalhadores para os quadros 
Para a CDU, os principais problemas são a "falta de recursos humanos e meios técnicos" para assegurar este serviço, referindo que o atual executivo "despediu 51 trabalhadores" que atuavam nesta área.
A vereadora explicou, neste sentido, que a falta de recursos humanos é um problema que está a ser colmatado com a contratação de novos funcionários, frisando que o despedimento de 51 pessoas "foi uma situação criada pela CDU", no anterior executivo.
"Quando cá chegamos encontrámos 51 trabalhadores em contratos sazonais precários e essa é outra situação que nós queremos acabar. E estes 70 que estamos a recrutar são contratos no quadro", informou.
Segundo Teodolinda Silveira, no próximo ano a autarquia também pretende realizar campanhas junto dos munícipes de forma a sensibilizar para a reciclagem, assim como alargar o projeto porta-a-porta (que recolhe materiais reciclados) e expandir o número de contentores enterrados.
"Estamos convencidos de que no próximo ano vai dar os primeiros frutos e que alterámos para melhor a limpeza urbana do concelho, que é uma das vertentes mais importantes. É a cara do município", afirmou.

Agência de Notícias com Lusa 
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Câmara remove construções ilegais em Setúbal

Construções da  Azinhaga dos Espanhóis estão a ser demolidas 

A Câmara de Setúbal deu início, nesta quinta-feira, à demolição de um conjunto de construções ilegais, devolutas e em situação precária, existentes em terrenos municipais, operação destinada à melhoria da segurança e da imagem urbana. A intervenção, liderada pela autarquia e com a participação de várias entidades, é executada de forma coerciva, depois de os proprietários e antigos ocupantes de sete construções existentes num terreno municipal na Azinhaga dos Espanhóis terem sido notificados pelos serviços camarários para a demolição das mesmas.

Demolições começaram ontem 

As construções, na generalidade edificadas de forma precária, estavam devolutas, e em situação de insegurança e, nalguns casos, de insalubridade, o que motivou, depois de decorridos os trâmites legais, a intervenção da Câmara  de Setúbal, que se realiza, previsivelmente, até dia 13.
"A operação, que junta vários serviços camarários e entidades externas, conta com a participação de uma equipa especializada na remoção de algumas placas de fibrocimento que se encontravam nos telhados das construções, posteriormente encaminhadas para tratamento adequado", explica a autarquia em comunicado.
No âmbito desta intervenção, que visa "a melhoria da imagem urbana" e, em simultâneo, "o reforço das condições de segurança e salubridade do espaço público", é igualmente demolida "uma construção ilegal, também situada em terreno municipal, na Rua Flávio Resende", diz a autarquia sadina.
As situações de demolição dos edifícios "estão a ser devidamente acompanhadas do ponto de vista social", conclui a Câmara de Setúbal.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 
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Santiago do Cacém aprova orçamento de 35,7 milhões

Cultura, desporto e educação são prioridades da autarquia em 2019 

A Câmara de Santiago do Cacém aprovou com os votos a favor da maioria comunista e contra da oposição o orçamento municipal para 2019 de 35,7 milhões de euros, superior em 3,38 milhões ao deste ano. "Este crescimento deve-se a um aumento da despesa de capital, com as grandes obras que temos previstas e algumas delas já em curso, com financiamento comunitário, que têm um peso significativo em termos de investimento", explicou Álvaro Beijinha, presidente da Câmara de Santiago do Cacém, no distrito de Setúbal.  Considerado pelo autarca "o maior orçamento dos últimos anos", em resultado de "uma gestão rigorosa" do município, o documento resulta de uma "estratégia planeada" de aproveitamento dos fundos comunitários.
Autarquia aprovou orçamento municipal 

"A câmara criou um plano estratégico de desenvolvimento urbano, apresentou a estratégia a financiamento comunitário, que foi aceite, e agora queremos aproveitar ao máximo esta oportunidade, porque não sabemos o que nos espera no futuro", acrescentou Álvaro Beijinha (CDU), reiterando a necessidade de apostar na requalificação.
Por parte da oposição, o vereador do PS Óscar Ramos disse à Lusa que o orçamento do próximo ano "não tem em conta o futuro" do concelho de Santiago do Cacém, lamentando que o documento não tenha sido construído com algumas das propostas apresentadas pelos socialistas que "acautelavam e precaviam eventuais constrangimentos".
Defendendo a requalificação da Escola Secundária Padre António Macedo, em Santo André, a construção de uma circular em Santiago do Cacém e mais investimento no centro histórico da sede de concelho, o autarca socialista considerou que as verbas comunitárias deviam ser aproveitadas em prol do "bem-estar e segurança das populações".
Já o vereador da coligação PSD/CDS-PP, Luís Santos, criticou o orçamento por "não trazer nada de novo" e que se "baseia apenas em requalificações", prevendo "a continuidade das políticas que têm vindo a ser implementadas ao longo dos anos".
"Estamos muito dependentes da plataforma industrial e logística de Sines e precisamos de captar investimento privado", disse Luís Santos, preconizando a introdução do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) familiar e a redução da participação do IRS como "indicadores" que podem favorecer a instalação de "iniciativa privada" no concelho.
Entre os investimentos para 2019 da maioria comunista estão as requalificações da avenida Manuel da Fonseca e zona envolvente ao Mercado Municipal, em Santiago do Cacém, num investimento de dois milhões de euros, do Bairro do Pinhal e Zona Industrial de Santo André (2,4 ME) e dos centros históricos de Alvalade e Cercal do Alentejo.
"Todas estas obras têm um peso significativo, mas temos mais investimentos na cultura, desporto e educação com a construção de campos de jogos, colocação de quadros interativos nas escolas do 1.º ciclo e ar condicionado nas salas do pré-escolar e 1.º ciclo", acrescentou o autarca comunista Álvaro Beijinha.
A pavimentação de cerca de 13 quilómetros de caminhos rurais em seis das oito freguesias do concelho, num investimento superior a 400 mil euros, e a modernização administrativa são outros dos projetos inscritos no orçamento municipal do próximo ano.

Agência de Notícias com Lusa 
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Seixal defende redução do IVA na iluminação pública

Autarquia gastou meio milhão no IVA da  iluminação pública e refeições escolares 

A Câmara do Seixal defende a reposição da taxa reduzida de IVA de seis por cento na prestação de serviços essenciais para a população, como a iluminação pública e as refeições escolares. Em comunicado, o município afirmou que o aumento da taxa na iluminação pública de seis para 23 por cento, e nas refeições escolares de 13 para 23 por cento, "prejudicam a população do concelho do Seixal".
Seixal quer IVA da iluminação mais barato 

"No ano de 2017, a autarquia entregou ao Estado, por via da taxa de IVA na iluminação pública e nas refeições escolares, mais de 500 mil euros. Ora se a taxa de IVA na prestação destes serviços públicos essenciais fosse reduzida, o município do Seixal passaria a dispor no seu orçamento de mais 350 mil euros que poderiam ser investidos na melhoria da qualidade de vida da população", explicou o presidente da autarquia, Joaquim Santos.
Além disso, a Câmara do Seixal considerou "inadmissível e caricato" o pagamento da contribuição para o audiovisual na tarifa da iluminação pública e de equipamentos municipais com contador autónomo, como é o caso de cemitérios, sistemas de rega ou semáforos, por "desviar dinheiros que podiam ser aplicados em investimento municipal".
Assim, solicita também "a revogação da taxa de audiovisual cobrada em equipamentos municipais".
A Associação Nacional de Municípios Portugueses aprovou, na terça-feira, um parecer em que defende que o Orçamento de Estado para 2019 contemple uma diminuição do IVA para a taxa reduzida das refeições escolares e iluminação pública, com o objetivo de recuperar e reforçar a capacidade financeira dos municípios.
Esta quinta-feira, a Associação Nacional de Municípios Portugueses é ouvida na Assembleia da República sobre a proposta para o Orçamento do próximo ano.

Agência de Notícias com Lusa 
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Hospital do Barreiro cuidou de 29 doentes em casa

“Humanizar” apresentou o seu trabalho à comunidade

A Unidade Domiciliária de Cuidados Paliativos “Humanizar” realizou uma reunião para apresentar o seu trabalho à comunidade, no auditório do Hospital de Nossa Senhora do Rosário, no Barreiro. Trata-se de um projeto inovador pois a equipa é constituída por elementos dos dois níveis de cuidados: cuidados de saúde primários (ACES Arco Ribeirinho) e cuidados hospitalares (Centro Hospitalar Barreiro Montijo). Iniciou a sua atividade em 1 de Março de 2018 e até ao momento acompanhou 29 doentes.
Unidade funciona desde Março em quatro concelhos 

De acordo com Sara Ferreira, vereadora da Intervenção Social, Igualdade, Saúde e Habitação da Câmara do Barreiro, "graças ao trabalho integrado de vários profissionais pertencentes aos cuidados primários e hospitalares, as nossas populações irão ter acesso a cuidados paliativos ainda mais próximos e mais humanos. O nome desta Unidade Domiciliária de Cuidados Paliativos descreve perfeitamente o seu trabalho: 'Humanizar'”, sublinha a autarca.
A Unidade Domiciliária de Cuidados Paliativos surgiu como projeto inserido no Programa de Incentivo à Integração de Cuidados e à Valorização dos Percursos dos Utentes no Serviço Nacional de Saúde, e tem por finalidade "a prestação de cuidados paliativos na comunidade, de forma a garantir aos doentes com necessidades paliativas a permanência no seu ambiente comunitário e familiar, promovendo o conforto, a dignidade e a humanização dos cuidados", explica a organização.
A reunião de apresentação promovida pelo Conselho de Administração do Centro Hospital Barreiro e Montijo e direção executiva do ACES Arco Ribeirinho, contou com a presença de diversas entidades dos concelhos do Barreiro, Moita, Montijo e Alcochete, nomeadamente autarquias, misericórdias, unidades da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados e Ligas de Amigos.

Agência de Notícias com Câmara do Barreiro 
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Sesimbra homenageou campeões de futebol de praia

GD de Alfarim e GD de Sesimbra recebem medalhas de mérito municipal 

Visão, coragem, persistência, vontade e “coração”, foram algumas das qualidades mais enfatizadas na homenagem da Câmara de Sesimbra às equipas de futebol de praia do Grupo Desportivo de Alfarim e do Grupo Desportivo de Sesimbra, pela conquista dos títulos de campeão e vice-campeão nacional, respetivamente, na época 2017/2018. A cerimónia decorreu no Cineteatro Municipal João Mota, e contou com a presença de autarcas, representantes dos clubes homenageados, do movimento associativo e das estruturas distritais e nacionais ligadas ao futebol, do treinador nacional de futebol de praia, e de familiares e amigos dos atletas.
GD Alfarim ganhou este ano o campeonato 


Os campeões nacionais foram condecorados com a medalha de mérito municipal grau prata, e os vice-campeões foram galardoados com a medalha de mérito municipal grau bronze, o que evidencia bem a importância que a autarquia atribui ao feito das equipas que, "para além das brilhantes conquistas no plano desportivo, foram exemplos maiores no querer, no coração com que se empenharam, e na forma como honraram os respetivos clubes, e dignificaram o concelho e o desporto", sublinhou o presidente da Câmara Municipal, Francisco Jesus.
Estas conquistas, continuou, "devem-se ao mérito dos atletas, técnicos e dirigentes e clubes, mas também é importante salientar, por um lado, a visão do antigo presidente da Câmara Municipal, Augusto Pólvora, que apostou na construção de um campo permanente para o futebol de praia e, por outro, o contributo do Sesimbra Summer Cup, onde muitos dos atletas aqui presentes deram os primeiros passos na modalidade". Francisco Jesus agradeceu ainda a colaboração da Associação de Futebol de Setúbal e da Federação Portuguesa de Futebol, duas entidades parceiras no sucesso do futebol de praia "num concelho onde as conquistas são de todos", complementou o autarca de Sesimbra.
Clubes agradecidos pelo reconhecimento 
As condições para a prática da modalidade foram igualmente destacadas pelos presidentes do Grupo Desportivo de Alfarim, José Fernando Dias, e do Grupo Desportivo de Sesimbra, Sebastião Patrício.
"A conquista deste título, que é único e histórico, deve-se à coragem que tivemos quando, em 2013, decidimos criar uma equipa de futebol de praia. Mas este sucesso é igualmente fruto do investimento da Câmara Municipal, na construção do campo de futebol, e da Junta de Freguesia do Castelo, que teve um importante papel no desenvolvimento do futebol de praia através do Sesimbra Summer Cup", referiu José Fernando Dias, que no final da intervenção entregou a medalha de campeão nacional ao presidente da autarquia. "O senhor também é campeão nacional por tudo o que tem feito em prol do futebol de praia", disse.
Por sua vez, Sebastião Patrício destacou o investimento feito no município que tornou possível as conquistas "de dois clubes de eleição que honraram o concelho", e dirigiu um agradecimento à sua equipa. "Desde o sorteio que o grupo sentiu que era possível atingir o objetivo. Com muita determinação conseguimos um título memorável, que vai ficar na história do clube", sublinhou o líder do Grupo Desportivo de Sesimbra. 
O dirigente lembrou os contributos de Augusto Pólvora e de Francisco Jesus, que foram determinantes para a promoção da modalidade e para o sucesso dos dois emblemas, e deixou uma palavra de reconhecimento à Associação de Futebol de Setúbal.
Em representação da Federação Portuguesa de Futebol, Paulo Lourenço felicitou os clubes pela subida à Divisão de Elite. "Graças às condições oferecidas, Sesimbra tem sido a anfitriã de grandes eventos de futebol de praia". 
Na cerimónia interveio ainda o presidente da Associação de Futebol de Setúbal, Francisco Cardoso. "Recordo o dia da final como um momento recheado de grandes emoções", referiu o dirigente.
Os dois clubes do concelho preparam-se agora para disputar a Divisão de Elite de futebol de praia na época 2018-2019, onde vão continuar a prestigiar o desporto e a elevar bem alto o nome de Sesimbra.

Agência de Notícias com Câmara de Sesimbra 
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Marcelo visita sem-abrigo no distrito de Setúbal

Presidente da República quer corrigir assimetrias na região

Marcelo Rebelo de Sousa, esteve em Setúbal para se inteirar do trabalho realizado e das dificuldades existentes na área dos sem-abrigo.O chefe de Estado participou numa reunião de trabalho dos Núcleos de Planeamento e Intervenção Sem-Abrigo do Distrito de Setúbal, realizada na Casa da Baía, e visitou a Cáritas Diocesana de Setúbal e a Casa-Centro de Apoio ao Sem-Abrigo. O encontro, que serviu para o Presidente conhecer a realidade e as preocupações da situação dos sem-abrigo nos concelhos de Setúbal, Almada, Seixal e Barreiro e para avaliar os recursos da estratégia nacional disponíveis para uma resposta integrada, contou, igualmente, com as presenças da secretária de Estado da Segurança Social, Cláudia Joaquim, e de vereadores e técnicos municipais das quatro autarquias.
Marcelo com população sem-abrigo em Setúbal 

O Presidente da República agradeceu o esforço dos Núcleos de Planeamento e Intervenção Sem-Abrigo do distrito de Setúbal, assinalando que se trata de uma região sacrificada na atribuição de fundos europeus e com assimetrias que importa corrigir. "Queria agradecer aos municípios o que estão a fazer aqui em Setúbal, uma subárea da Área Metropolitana de Lisboa, que, de alguma maneira, é sacrificada pelo facto dos cálculos para efeitos de fundos europeus serem cálculos globais da Grande Lisboa. E isso nem sempre torna presente as desigualdades, as assimetrias que existem e que importa que sejam rapidamente corrigidas", disse o Presidente da República. 
Marcelo Rebelo de Sousa falava aos jornalistas após uma reunião de trabalho com os Núcleos de Planeamento e Intervenção Sem-Abrigo do distrito de Setúbal, em que sublinhou algumas especificidades dos sem-abrigo na região face ao que se verifica noutras zonas do país.
"Foi muito clara a ideia de que aqui o problema dos sem-abrigo se coloca de uma forma um pouco diferente daquela que aparece noutras áreas onde temos estado. Não há tanto - embora exista também - o sem-abrigo na rua. Há, sim, situações de sem-abrigo que não têm condições de um telhado condigno e que, portanto, acabam por percorrer caminhos muito diversos, que vão desde uma passagem precária pela estrutura hospitalar, por acolhimentos temporários, por circulação na Área Metropolitana como um todo ou por soluções de acolhimento em instituições por períodos muito superiores aos que estavam previstos nessas instituições", frisou o chefe de Estado.
No encontro, que decorreu na Casa da Baía, em Setúbal, participaram os presidentes das câmaras municipais de Setúbal, Almada, Barreiro e Seixal, e a secretária de Estado da Segurança Social, Cláudia Joaquim, que sublinhou a importância da colaboração das autarquias e de diversas instituições sociais numa resposta integrada ao problema dos sem-abrigo.
"Estivemos a fazer uma análise, essencialmente, sobre os Núcleos de Planeamento e Intervenção Sem-Abrigo destes quatro concelhos, que reflectirão, muito provavelmente, a realidade do distrito de Setúbal, que é uma realidade distinta de outras áreas do país no que se refere a esta problemática", declarou Cláudia Joaquim.
A secretária de Estado acrescentou que não seria possível obter bons resultados sem a colaboração das autarquias e das instituições sociais, "por muitas estratégias que se definissem".
O núcleo de Setúbal da Casa – Centro de Apoio ao Sem-Abrigo, a Vale de Acór, de Almada, e a Criar-t, Seixal, bem como elementos do Instituto de Segurança Social e a diretora do Centro Distrital de Segurança Social de Setúbal também participaram a reunião.

Agência de Notícias com Lusa 

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Dragagens explicadas à população de Setúbal

Há risco de acidentes com navios de grandes dimensões no Sado 

Um piloto da barra alertou para o risco de acidentes e encalhe de grandes navios no estuário do Sado se não houver uma alteração nas dragagens previstas para melhorar as acessibilidades aos cais do porto de Setúbal. "Os pilotos da barra nunca foram consultados [Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra] ", lamentou José Guia, piloto da barra há 27 anos.  No mesmo dia da sessão de esclarecimento pública sobre a melhoria das acessibilidades marítimas ao porto de Setúbal, o Tribunal Administrativo e Fiscal de Almada recusou o pedido do movimento de cidadãos SOS Sado para suspender as dragagens no Sado. As obras, que têm sido amplamente contestadas, pretendem melhorar a acessibilidade marítima ao local, para que navios de maior envergadura entrem no porto de Setúbal.
Porto de Setúbal explica dragagens 

José Guia falava na primeira sessão de esclarecimento pública sobre a melhoria das acessibilidades marítimas ao porto de Setúbal, que decorreu no auditório da Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra e que contou com a participação de mais de uma centena de pessoas.
"Alertei [a administração portuária] para o risco de acidentes com navios de grandes dimensões, de cerca de 300 metros de comprimento", disse José Guia, reiterando que os pilotos da barra deviam ter sido ouvidos neste processo, porque são eles que têm a responsabilidade de evitar eventuais acidentes.
Já a Bivalmar, uma associação de pesca de bivalves, criticou que o Estudo de Impacte Ambiental sobre as dragagens não tivesse uma única linha sobre eventuais consequências para as cerca de 300 embarcações de pesca e mais de 600 pessoas que dependem dos bancos de bivalves, que poderão ser fortemente afetados pela deposição dos dragados.
Segundo Carlos Pratas, da Bivalmar, o local previsto inicialmente para a deposição dos dragados vai transformar os bancos de bivalves num cemitério, como reconhece o próprio IPMA - Instituto Português do Mar e da Atmosfera.
"O que nos preocupa é que ainda não vislumbramos nenhuma solução, não obstante reconhecermos que a presidente da Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra, Lídia Sequeira, está a fazer um esforço para tentar um consenso e evitar a deposição de dragados na zona da restinga, que consideramos um crime ambiental", disse Carlos Pratas.
A sessão de esclarecimento ficou ainda marcada por várias intervenções críticas da estratégia da Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra de melhoria das acessibilidades marítimas ao porto de Setúbal e pelo receio dos impactes ambientais das dragagens.
A presidente da Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra garantiu que a administração portuária cumpriu todos os requisitos legais para salvaguarda das questões ambientais, mas alertou também para a necessidade de modernização do porto de Setúbal.
"Há aqui pessoas que consideram que Setúbal não precisa de um porto. Eu considero que é necessário modernizar o porto de Setúbal. Hoje, quem não se moderniza, desaparece", salientou Lídia Sequeira, defendendo que a modernização dos portos é fundamental para a captação de novas indústrias e para o desenvolvimento das regiões onde se inserem.
As dragagens para alargamento e aprofundamento do canal de navegação do porto de Setúbal prevêem a retirada de cerca de 6,5 milhões de metros cúbicos de areia do estuário do Sado.

Tribunal recusa pedido de suspensão de dragagens
O Tribunal Administrativo e Fiscal de Almada indeferiu o pedido do movimento de cidadãos SOS Sado para suspender as dragagens com vista à melhoria das acessibilidades marítimas ao porto de Setúbal, revelou o movimento cívico.
"O Tribunal Fiscal de Administrativo de Almada considera que não há urgência em travar a obra que vai originar as dragagens no rio Sado, em Setúbal, e por isso mesmo indeferiu a providência cautelar", refere, em comunicado, o movimento SOS Sado.
O movimento SOS Sado promete continuar empenhado na "batalha jurídica"contra as dragagens, bem como no esclarecimento da população e na exigência de prestação de contas por parte das entidades envolvidas - Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra, APA e Ministérios do Mar e Ambiente - sobre o que considera serem "os gravíssimos prejuízos sociais e ambientais identificados nos vários estudos e pareceres emitidos sobre as dragagens".
No comunicado em que dá conta da decisão desfavorável do Tribunal Administrativo e Fiscal de Almada, que recusou a suspensão provisória das dragagens, o movimento SOS Sado critica também a postura da Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra, por ter marcado uma sessão de esclarecimento, para segunda-feira  "apenas com 48 horas de antecedência, em horário laboral, e sem qualquer tipo de promoção".

Agência de Notícias com Lusa 
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Fábrica Palmela discute pré-acordo esta semana

Trabalhadores votam acordos na quinta e sexta-feira

Os trabalhadores da Autoeuropa  estão esta quarta-feira reunidos em plenário para discutir o pré-acordo alcançado entre a administração da fábrica de Palmela e a Comissão de Trabalhadores. Em cima da mesa o pagamento do trabalho aos sábados e domingos a 100 por cento e aumentos salariais de 2,9 por cento em cada um dos próximos dois anos. Nestes dois dias vão-se realizar quatro plenários e a votação ocorrerá nos dias 8 e 9 de Novembro. Para o coordenador da Comissão de Trabalhadores, Fausto Dionísio, trata-se de “um ótimo acordo”. Ainda assim, não cumpre o que foi pedido no caderno reivindicativo que entregou à administração da empresa. Uma outra opinião tem o movimento Juntos pelos Trabalhadores da Autoeuropa ao lembrar que a empresa só cedeu nos aumentos salariais depois das providências cautelares que este grupo de trabalhadores interpôs ao alegar que os novos horários não cumpriam a legislação em vigor. 
Pré-acordo é votado esta semana em Palmela 

Os 5.900 funcionários da Autoeuropa deram esta terça-feira início a dois dias de plenários para debater o pré-acordo laboral que a Comissão de Trabalhadores e a administração fecharam no passado dia 25 de Outubro.
As votações terão lugar a partir das 18 horas de quinta-feira e prolongam-se até às 21 horas do dia seguinte.
O acordo entre os funcionários e a fábrica da Volkswagen, em Palmela, prevê o pagamento do trabalho ao sábado e domingo a 100 por cento e aumentos salariais de 2,9 por cento em cada um dos próximos dois anos.
“Os trabalhadores são soberanos, mas estamos confiantes de que [o acordo] será aprovado”, salientou Fausto Dionísio em declarações à agência Lusa.
O mesmo responsável da estrutura que representa os trabalhadores referiu, em 25 de Outubro, que este é um “ótimo acordo”, que inclui um aumento mínimo de 25 euros e a integração de 300 trabalhadores com contratos a prazo no quadro da empresa.
No caderno reivindicativo que entregou à administração da empresa, a Comissão de Trabalhadores da Autoeuropa reclamava um aumento mínimo de 36 euros e a passagem de 400 trabalhadores contratados a efetivos.
A administração da empresa só deverá fazer qualquer comentário depois da votação do pré-acordo laboral nas reuniões plenárias.

Movimento aponta tribunal para explicar acordos 
Uma outra opinião tem o movimento Juntos pelos Trabalhadores da Autoeuropa ao lembrar que a empresa só cedeu nos aumentos salariais depois das providências cautelares que este grupo de trabalhadores interpôs ao alegar que os novos horários não cumpriam a legislação em vigor, designadamente o período mínimo de descanso de 35 horas entre o final de um dia de trabalho e o reinício da atividade após um dia de folga nos tribunais de Sintra e do Barreiro. Aliás, este último proferiu uma decisão preliminar, aceitando a argumentação dos oito trabalhadores. No entanto, os efeitos aplicam-se apenas a este grupo.
“Se não fosse a providência cautelar organizada por centenas de trabalhadores, não teríamos o aumento de compensações que está em cima da mesa. Por outro lado, não temos dúvidas que o aumento de compensações tem o objetivo de levar os trabalhadores a aceitarem um horário que a administração não pode impor. Isto não pode acontecer, não podemos vender o nosso futuro”, diz este grupo.
De acordo com o movimento Juntos pela Autoeuropa tem de estar explícito o período de duração deste horário, após o qual acabará o acordo dos trabalhadores para este tipo de horário. Tem de estar salvaguardado que em caso de existirem condições mais favoráveis para o trabalhador na lei geral ou na contratação coletiva que prevalecem estas e não este acordo. E tem de estar explícito, em caso de necessidade, qual será a ordem dos turnos a retirar”, acrescentando que deverá ser: tarde de domingo, manhã de domingo, tarde de sábado, manhã de sábado e noites. “Não podemos dar a possibilidade de o turno da noite acabar primeiro que os turnos de fim de semana”, salienta.
O grupo defende ainda que no acordo não deve estar previsto o trabalho obrigatório aos fins de semana. “A administração pretende introduzir para sempre um modelo de laboração que acaba com os fins de semana de descanso para os trabalhadores, impondo horários mais prejudiciais à saúde e à conciliação do trabalho com a vida social e familiar dos trabalhadores. Por outro lado, ao fazer depender a produção de turnos e não de capacidade produtiva instalada, o futuro dos postos de trabalho estão ameaçados. Todos entendemos que é mais fácil acabar com turnos, do que ter um investimento não rentabilizado. Aqueles que pensam que os turnos de fim de semana garantem os seus postos de trabalho, estão redondamente enganados”, conclui.

Agência de Notícias 

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