Dá um Gosto ao ADN

PAN, BE e PSD contra dragagens no Sado em Setúbal

Partidos querem ouvir ministro do Ambiente na Assembleia da República 


O PAN pediu esta sexta-feira a audição urgente no parlamento do ministro do Ambiente e do presidente da Agência Portuguesa do Ambiente por causa do projeto de dragagem do rio Sado, que tem sido contestado pela população. O PSD e o Bloco de Esquerda também já pediram igualmente a audição do ministro do Ambiente e do presidente da Agência Portuguesa do Ambiente. O Bloco de Esquerda solicitou ainda esclarecimentos à Ministra do Mar. À direita, o PSD pediu "com caráter de urgência" a presença no parlamento do ministro do Ambiente e do presidente da Agência Portuguesa do Ambiente para explicarem o plano de proteção dos golfinhos do estuário do Sado. Também o Clube da Arrábida, que representa centenas de moradores e utentes das praias da Arrábida, e as associações ambientalistas Zero e Quercus, e a cooperativa de pescadores Sesibal, contestam a realização das dragagens de alargamento e aprofundamento do canal de navegação, que dizem ser "o maior atentado ambiental alguma vez cometido no rio Sado".
Obras no porto de Setúbal preocupam partidos 


O PAN (Pessoas-Animais-Natureza) refere em comunicado que "a administração do Porto de Setúbal pretende efetuar dragagens no leito do Estuário da Sado para garantir a entrada de embarcações de grande porte" e que tal "projeto coloca em causa o sistema natural e a fauna local", embora tenha merecido "parecer positivo da Agência Portuguesa do Ambiente".
Nesse sentido, o PAN pretende que sejam prestados esclarecimentos por “uma conduta governativa que parece estar a privilegiar ganhos monetários de curto prazo às custas da sustentabilidade ambiental de longo prazo”, estando em causa o “agravamento” da situação dos golfinhos do Estuário do Sado.
Segundo o PAN, o projeto de dragagem do Rio Sado pode colocar “em causa o sistema natural e a fauna local, nomeadamente os golfinhos”, alertando para o facto do parecer positivo da APA se prender com vantagens económicas.

BE quer explicações da ministra do Mar e da APA
O Bloco de Esquerda vai pedir esclarecimentos à ministra do Mar e ao presidente da Agência Portuguesa do Ambiente sobre as dragagens no canal de navegação no rio Sado, contestadas por vários setores da sociedade civil setubalense, anunciou o partido.
"Entregamos um requerimento a pedir a presença da ministra do Mar e do presidente da APA [Agência Portuguesa do Ambiente] na Assembleia da República, porque não percebemos como é possível que o governo tivesse dado autorização para estas dragagens", disse à agência Lusa Joana Mortágua, deputada do Bloco de Esquerda (BE) eleita por Setúbal.
"A comunidade portuária considera que o canal de navegação garante a sustentabilidade da atividade económica por muitos anos, pelo que não se compreende a realização destas dragagens em nome de um suposto desenvolvimento económico", acrescentou.
Mas, para Joana Mortágua, além de desnecessárias, as dragagens no estuário do Sado também constituem um "crime ambiental" de consequências imprevisíveis.
"Já temos a serra da Arrábida que não foi reconhecida como património da Unesco devido à cimenteira. Se permitirmos que se façam estas dragagens estamos também a colocar em causa o património ambiental do estuário do Sado e qualquer dia não temos nada", frisou.

PSD quer ouvir no parlamento ministro do Ambiente
À direita, o PSD pediu "com caráter de urgência" a presença no parlamento do ministro do Ambiente e do presidente da Agência Portuguesa do Ambiente para explicarem o plano de proteção dos golfinhos do estuário do Sado.
O requerimento para audição do ministro João Pedro Matos Fernandes e do presidente na Agência Portuguesa do Ambiente na comissão parlamentar de Ambiente, Ordenamento do Território, Descentralização, Poder Local e Habitação.
Os deputados do PSD justificam a audição com "caráter de urgência" devido "à relevância" do plano de proteção dos golfinhos do estuário do Sado.
O PSD, citando vários órgãos de comunicação social, adianta que o Ministério do Ambiente terá chumbado a proposta apresentada por um conjunto de biólogos contratos pelo Estado e que defendiam uma classificação ecológica para proteger os golfinhos no Sado.
Segundo os sociais-democratas, esta proposta resultado de estudos realizados durante sete anos e defende que quatro zonas fossem classificadas e incluídas na rede ecológica da União Europeia com o objetivo de proteger cetáceos, nomeadamente os golfinhos do Estuário do Sado.
O PSD refere que foi feita uma discussão pública em 2016, mas nunca existiu uma decisão definitiva, avançando-se em Agosto para uma nova discussão pública para delinear os planos de gestão que definem como serão mantidos os valores naturais das zonas, nomeadamente recifes e bancos de areia, os mesmos que agora vão ser, alegadamente, dragados.
No requerimento, os deputados do PSD referem que das quatro zonas inicialmente propostas só duas vão avançar e as propostas para o Estuário do Sado e a costa próxima de Setúbal acabaram por ser chumbadas.

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Palmela candidata a Cidade Criativa da Música

Município vai submeter candidatura à Unesco no próximo ano

O Encontro “Palmela é Música”, no Cineteatro S. João, em Palmela, assinalou, publicamente, o início do processo da Candidatura de Palmela a Cidade Criativa da Música da Unesco, a apresentar em 2019. A iniciativa, promovida pela autarquia, reuniu vários agentes culturais e artísticos do concelho, em torno de um processo que se quer participado e de partilha, esperando-se que muitos mais se juntem a este projeto ao longo dos próximos meses. "Esta não será uma candidatura a uma mera certificação. Mais do que isso, queremos que seja um compromisso", sublinha Álvaro Amaro, presidente da Câmara de Palmela. 
Palmela quer ser cidade criativa da música

A Rede das Cidades Criativas da Unesco foi criada em 2004, para promover a cooperação entre as cidades que identificavam a criatividade como um fator estratégico de desenvolvimento sustentável, e integra, atualmente, 180 cidades de 72 países. Em Portugal, são cinco as cidades que fazem parte da rede: Amarante, Braga, Barcelos, Idanha-a-Nova e Óbidos.
A candidatura de Palmela a Cidade Criativa da Unesco, a submeter em 2019, abre a perspetiva de "criar um plano de desenvolvimento da música a longo prazo", explica à ADN-Agência de Notícias, a autarquia de Palmela.
O município e os agentes culturais e artísticos estão já a trabalhar na construção de um plano de ação para os próximos quatro anos (2019-2023), que vai integrar a programação musical de referência que já se realiza no concelho e também um conjunto de outras propostas.
A candidatura tem como objetivos "sublinhar a música como fator de promoção e desenvolvimento local; promover a investigação nas várias áreas musicais; cartografar a música no território; inventariar repertórios e documentos", explica a autarquia. 
A aposta "nas infraestruturas" e "criar acessibilidades", ou "identificar e promover relações entre géneros musicais e entre a música e outras manifestações culturais", são ouros dos objetivos do projeto.  
"Incentivar a interação entre o ensino formal e não formal e projetos musicais; potenciar a educação musical e o gosto pela música, bem como uma programação musical regular e ativar Palmela como destino de experiências em torno da música", também fazem parte do plano original arquitetado pela Câmara de Palmela.  
Para além do município e dos agentes culturais e artísticos, outros parceiros vão colaborar na prossecução destes objetivos, nomeadamente, a Universidade de Aveiro, a Universidade Nova de Lisboa, a Associação da Música Portuguesa a Gostar dela Própria, entre outras instituições e particulares.

"Queremos que a candidatura seja um compromisso"
"Esta não será uma candidatura a uma mera certificação. Mais do que isso, queremos que seja um compromisso", sublinhou o presidente do município, Álvaro Amaro, para quem este projeto representa, sobretudo, a "assunção de uma estratégia partilhada com os agentes culturais e artísticos na promoção da música", com a intenção de "dar maior projeção ao património de Palmela, pelo caminho da música". 
Álvaro Amaro lembrou que "esta não é uma candidatura a um qualquer financiamento", mas acredita que "o património de reconhecimento que gerará tem um valor inestimável".
O Encontro contou também com um espaço de debate e, entre os participantes, foi comum a satisfação de integrar este processo e o reconhecimento da mais-valia que será trabalhar em rede e em partilha.
Os agentes culturais e artísticos podem, até ao final de Novembro, apresentar as suas propostas e contributos para o plano de ação, estando prevista a realização de um novo encontro no início de 2019 e de reuniões setoriais até lá. 
"O objetivo é manter a realização de encontros regulares e, em qualquer momento, outros parceiros podem juntar-se ao processo", concluiu o autarca de Palmela.

Agência de Notícias com Câmara de Palmela
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Alcochete convida operadores turísticos a conhecer vila

Turismo de natureza, cultura e gastronomia para atrair mais turistas 

A Câmara de Alcochete promoveu uma FAM Trip [viagens de familiarização] com o objetivo de promover, junto de operadores turísticos e comunicação social, as potencialidades turísticas locais, assim como as experiências que quem nos visita pode vivenciar. Na receção aos parceiros que decorreu na sala VIP do Freeport o presidente da câmara municipal apresentou Alcochete como uma marca, como um concelho ímpar, que tem uma beleza única, com cultura e tradições únicas que merece uma visita e estadia. “Alcochete tem várias particularidades, temos de olhar para a nossa história, terra de D. Manuel I, o Venturoso, e do Santo Padre Cruz, para a gastronomia de onde se destaca uma boa caldeirada, uma boa doçaria, para uma paisagem natural única com enfoque na Reserva Natural do Estuário do Tejo”, destacou Fernando Pinto.
Alcochete quer atrair mais turistas 

O autarca referiu que o executivo que lidera está orientado para o desenvolvimento sustentado e apostado no incremento do aumento de receita por esta via: “Sentimos que o país está a mudar, não só no aspeto económico, mas na procura de sinergias na área do turismo queremos potencializar as oportunidades temos vindo a encontrar, queremos um crescimento sustentado, para que possamos promover o que de mais belo e genuíno este concelho tem para oferecer, que dista cerca de 20 km em linha reta da capital portuguesa”.
Nuno Oliveira destacou a pertinência da iniciativa promovida pela câmara municipal à qual o Freeport Lisboa Fashion Outlet se associou e que considerou ser do interesse de todos os parceiros com intervenção nesta região. Na sua intervenção o diretor-geral do Freeport fez uma apresentação do VIA Outlets, presente em nove países na Europa, e dos serviços oferecidos pela “empresa que começou no final de 2013 e que este ano é já o segundo maior operador de outlets na Europa”.
Após um tour no mini bus Gray Line pela vila ribeirinha, seguiu-se uma visita à Fundação das Salinas do Samouco orientada pelo técnico e educador ambiental André Batista.
Já a bordo da embarcação tradicional Bote Leão, onde decorreu uma prova de vinhos promovida pela Adega Catapereiro da Companhia das Lezírias, num passeio até à Reserva Natural do Estuário do Tejo, o vereador Vasco Pinto falou da importância desta embarcação, propriedade do município, que nos séculos XIX e XX fez a ligação entre as duas margens no transporte de pessoas e mercadorias, e que atualmente desempenha uma função turística.
“O Bote Leão tem um calendário anual de passeios que pode ser consultado no site da autarquia, e entre os meses de abril a outubro, e condicionado às condições climatéricas está a serviço da população e dos visitantes que o queiram requisitar”, referiu o vereador com o pelouro do turismo.
O autarca salientou que é preciso apostar no turismo porque “entendemos que é a melhor forma de valorizar a marca que é Alcochete, o nosso património cultural e natural mas também valorizar e potenciar o comércio local, as empresas e empreendedores locais”.
“E neste sentido elegemos três eixos muito importantes, o turismo de natureza, a história e a cultura e a gastronomia, mas queremos também associar a estes três eixos estratégicos, porque entendemos que faz parte desta estratégia o desenvolvimento determinados produtos turísticos, o turismo de shopping”, acrescentou Vasco Pinto.

Agência de Notícias com Câmara de Alcochete


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Há falta de enfermeiros no Litoral Alentejano

"Grave carência" de enfermeiros nas urgências de Santiago do Cacém 

A Ordem dos Enfermeiros alertou na semana passada para a “grave carência” de enfermeiros no serviço de urgência da Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano, mas a administração hospitalar garante que “as equipas estão equilibradas”. “Onde deveria existir uma equipa de 63 enfermeiros, 37 para a urgência e 26 para o serviço de observação, existe uma equipa de 47 enfermeiros, sendo que se verifica a existência de quatro ausências prolongadas e um enfermeiro a chefiar”, denuncia a Ordem dos Enfermeiros num ofício enviado ao ministério da Saúde, agora chefiado por Marta Temido que tomou posse como ministra da Saúde, em substituição de Adalberto Campos Fernandes. A Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano assegura que as equipas de enfermagem "estão equilibradas" e que só faltam sete enfermeiros.
Ordem alerta para falta de enfermeiros 

Considerando que faltam 21 profissionais, a Ordem dos Enfermeiros diz que “não é possível garantir a segurança na prestação de cuidados” com uma equipa de 42 enfermeiros no serviço de urgência do Hospital do Litoral Alentejo , em Santiago do Cacém, distrito de Setúbal, que está integrado na Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano.
Segundo a bastonária da Ordem dos Enfermeiros, Ana Rita Cavaco, na Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano também “não existe estratégia e organização” quanto ao transporte de doentes críticos do litoral alentejano para unidades de saúde em Lisboa.
“Na sequência de AVC, que vai ter impacto na vida das pessoas, muitas vezes, não se transportam esses doentes [para Lisboa], porque não há enfermeiros, que são obrigados a escolher entre o transporte ou a permanência na urgência”, exemplificou, em declarações à agência Lusa.
Confrontado pela Lusa com as críticas da Ordem dos Enfermeiros, o presidente da Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano, Luís Matias, assegurou que as equipas de enfermagem "estão equilibradas" e que “não faltam 21 enfermeiros” no serviço de urgência.
“Temos tido dificuldades na contratação de profissionais, mas a situação tem vindo a melhorar desde maio, com a publicação do novo decreto-lei de execução orçamental, e as substituições, que são lentas, melhoraram e as coisas estão equilibradas”, garantiu o responsável.
De acordo com Luís Matias, os cálculos da Ordem dos Enfermeiros são feitos com base na dotação segura, aprovada pela Ordem, que estabelece um máximo de profissionais por serviço e que, no caso da urgência da Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano, aponta para um total de 21 enfermeiros.
“Atualmente, temos as equipas completamente equilibradas para responder à urgência, embora não esteja a ser cumprida a dotação segura, que a Ordem dos Enfermeiros estabeleceu como limite máximo, mas não está aqui e em nenhum sítio do país”, acrescentou.
Aplicando a fórmula “para cálculo único”, segundo Luís Matias, “faltam efetivamente sete enfermeiros para atingir a dotação segura, aquela que é real e não a deles [Ordem dos Enfermeiros], que fizeram dois cálculos, um para as camas de observações e outro separado para o serviço de urgência” da Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano.
“Por lei todos os trabalhadores da administração pública podem fazer 150 horas extraordinárias/ano e isso significa que, dos 43 enfermeiros, se cada um fizer esse número de horas, vão cobrir cinco dos sete enfermeiros que nos faltam”, esclareceu o presidente do conselho de administração da Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano.

Agência de Notícias com Lusa 
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Grupo Pestana apreensivo com obras no Porto de Setúbal

Dragagens podem "afundar" turismo na região 

O Pestana Hotel Group emitiu um comunicado em que manifesta a sua “profunda preocupação” quanto às consequências ambientais que as obras de alargamento e aprofundamento do canal marítimo de acesso ao Porto de Setúbal, poderão ter sobre o Estuário do Sado e a Península de Tróia. Em comunicado, o Grupo aponta o dedo ao Estudo de Impacto Ambiental que sustenta este projecto e que, na sua opinião, “valoriza mais os aspectos económicos e o interesse industrial, relegando para segundo plano consequências como o depósito de sedimentos frente a zonas balneares onde se inserem diversos complexos turísticos, o desassoreamento das praias, a afetação das colónias de golfinhos e a destruição de fundos e reservas de pesca”.
Grupo hoteleiro preocupado com dragagens 


O Pestana Hotel Group vem juntar-se às críticas das organizações ambientalistas que temem os efeitos da retirada de areias do estuário do Sado com o projeto de alargamento do canal de acesso ao Porto de Setúbal. A posição é manifestada em comunicado do grupo que põe em causa as prioridades do estudo de impacto ambiental avaliado, com parecer favorável, pela Agência Portuguesa do Ambiente.
As obras do Porto de Setúbal, iniciadas este mês, prevêem a retirada de mais de mais de seis milhões de metros cúbicos de areia do leito do estuário. A Agência Portuguesa do Ambiente, que deu parecer positivo ao estudo de impacto ambiental das dragagens, admitiu que estas vão “criar desequilíbrios na dinâmica natural do delta do estuário do Sado, gerando impactes negativos, diretos e indiretos”.
Ainda assim, justificou a decisão com os ganhos para a economia. “Considerou-se que o fator determinante nesta avaliação é a socioeconomia, e que a geologia e geomorfologia e a hidrodinâmica, a ecologia, os recursos marinhos, o património e e a paisagem são fatores relevantes”, referia a declaração de avaliação de impacto ambiental emitida pela agência.
Consultado no processo, também o Turismo de Portugal não manifestou oposição, considerando que os efeitos positivos da obra vão suplantar os negativos.
Mas o grupo Pestana discorda. E manifesta “profunda preocupação” com as “possíveis consequências ambientais sobre o estuário do Sado e a península de Tróia”.
“Não se percebe como um projeto com este impacto ambiental está a avançar, tendo em conta que, até à data, todos os projetos turísticos desenvolvidos na região foram submetidos a rigorosas restrições ambientais, em função da sua inserção ou proximidade com a Reserva Ecológica ou Rede Natura 2000”, afirma no comunicado José Roquette, responsável pelos projetos do grupo.
O responsável do Pestana junta ainda que a estes projetos “foram impostas, e aceites, grandes limitações no que respeita ao impacto nesta região tão sensível; isto apesar de, obviamente, não serem geradores de quaisquer fatores de poluição”.
Diz ser agora “incompreensível, e de enorme irresponsabilidade, que se ponha em risco todo o ecossistema do estuário do Sado e da península de Tróia”.


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Zbigens deu a palavra à juventude em Sesimbra

Jovens querem mais eventos no concelho 

Um debate com jovens do concelho de Sesimbra, para tentar perceber as dificuldades, constrangimentos e necessidades do seu dia-a-dia, na perspetiva de construir, em conjunto com o Gabinete da Juventude, um grande momento em 2019, que dê a conhecer o trabalho dinamizado por associações juvenis, bem como outros projetos inovadores feitos por jovens, foi o ponto alto de mais um fórum Zbigens, que se realizou no início de Outubro, no Parque Augusto Pólvora. "O encontro serviu também para promover a troca de ideias, a partilha de experiências, reforçar os laços e mostrar o que está a ser feito no plano desportivo, cultural e social", explicou a Câmara de Sesimbra em comunicado enviado à ADN-Agência de Notícias.
Sesimbra tem autocarro original 

Num debate sempre muito participado, os intervenientes sublinharam a "importância de se criarem eventos que vão ao encontro das expetativas das novas gerações", para os envolver mais em "atividades a eles dirigidas", e "enalteceram a criação de vários espaços destinados aos jovens, como o skate parque da Quinta do Conde e, especialmente, o Parque Augusto Pólvora, que oferece um conjunto de equipamentos e espaços que podem ser utilizados durante todo o ano pela comunidade", sublinha a autarquia de Sesimbra.
Um torneio de skate promovido pelo Surf Clube de Sesimbra, que envolveu dezenas de praticantes, um espaço com trikes (veículos de três rodas), que puderam ser experimentados pelos visitantes, um concerto com a banda Espantalho, um showcooking com degustação de sushi, e a pintura ao vivo de um autocarro da Câmara Municipal, com motivos alusivos a Sesimbra, foram outros dos momentos que animaram o segundo Zbigens - Forum Municipal de Juventude de Sesimbra, deste ano, que vai ter novo encontro para recolher mais ideias, desta feita, em Dezembro, na freguesia de Santiago.

O "autocarre" mais "pexite" de Sesimbra
Uma das atividades que despertou maior curiosidade ao longo do fórum foi a decoração de um autocarro da Câmara de Sesimbra pelos primos João Cruz e Maciel Santos. De uma forma descontraída e criativa, os dois artistas recriaram alguns traços da identidade sesimbrense no veículo. A expressão 'Carro da carreira', tão comum entre as gerações mais velhas, imagens de peixes, ou de antigos pescadores sobressaem entre os vários motivos alusivos à identidade “pexita” que, a partir de agora, passam a circular nas estradas da região.
"Foi um desafio engraçado e, ao mesmo tempo, uma brincadeira séria, porque agarrámos no antigo e demos-lhe uma imagem atual, para chegarmos também às gerações mais novas. Ou seja, fomos buscar 'pedaços' da história de Sesimbra, e retratámo-los de uma forma divertida na 'Carreira', não só para vincar que ainda estão bem vivos na nossa comunidade, mas também para não os deixar desaparecer", referem os autores.

Agência de Notícias com Câmara de Sesimbra
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Semana do Mar com atividades atrativas em Setúbal

Mar é "aposta séria" da autarquia sadina 

A Semana do Mar 2018 atraiu milhares de pessoas à zona ribeirinha de Setúbal, entre os dias 8 e 14, para visitas a navios emblemáticos e passeios de barco, entre outras atividades. O evento, uma organização conjunta da Câmara Municipal, da Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra, da Aporvela e da Marinha Portuguesa, voltou a captar atenções, sobretudo pela oportunidade de visitar embarcações emblemáticas. O navio-escola Sagres, da Marinha, a caravela Vera Cruz, da Aporvela, e o navio Portugal Mar, do IPMA – Instituto Português do Mar e da Atmosfera, estiveram abertos para visitas escolares, no dia 12, e públicas, a 13.
Semana do Mar voltou a ser sucesso 

Passeios no Sado a bordo de embarcações tradicionais, veleiros ao luar com street food e música, batismos de mar numa lancha de fiscalização rápida da Marinha Portuguesa e experiências náuticas integraram ainda o programa do evento que, devido à tempestade Leslie, contou com iniciativas canceladas no dia 13 à noite, como um espetáculo de fogo de artifício.
A iniciativa, que “tem sido um enorme sucesso”, centrou atenções na zona ribeirinha, pelo quarto ano consecutivo, numa parceria que a presidente da Câmara de Setúbal, Maria das Dores Meira, considera decorrer de “forma correta e eficaz” na valorização da crescente relação da cidade com o rio.
A autarca sublinhou, num jantar de boas-vindas a bordo do Sagres, a importância económica do mar para Setúbal, nas suas diversas vertentes.
Maria das Dores Meira apontou as transformações ocorridas na zona ribeirinha de Setúbal, nos últimos anos, em resultado da “séria aposta” que a autarquia tem feito na revitalização e na reabertura da cidade ao mar.
“Em vez de velhos armazéns abandonados que obstruíam o acesso ao rio, em vez de infraestruturas portuárias já inúteis e obsoletas, temos, em resultado da persistência municipal, um espaço aberto onde todos podem passear e praticar desporto. Esta Semana do Mar é um exemplo dessa prática”.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 
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Montijo recebe estudantes da Universidade Aberta

Centro Local de Aprendizagem recebeu novos alunos 

O Centro Local de Aprendizagem do Montijo da Universidade Aberta realizou um evento de receção aos estudantes no passado dia 13 de Outubro, nas instalações da Quinta do Saldanha. O presidente da Câmara do Montijo, Nuno Canta, marcou presença neste momento e deixou uma palavra de incentivo aos alunos: “realço o vosso empenho e dedicação ao estudo. Nem sempre é fácil arranjar tempo para nos autovalorizarmos e enriquecer o nosso conhecimento, que é, no fundo, a maior riqueza que temos”, disse o autarca. 

CLA do Montijo começou ano letivo

Nuno Canta afirmou, ainda, a importância decisiva que o município do Montijo dá à educação e que levou à criação do Centro Local de Aprendizagem do Montijo, naquilo que considerou como uma “parceria muito frutuosa” com a Universidade Aberta.
Por parte da Universidade Aberta esteve presente o professor Mário Negas, diretor do departamento de Ciências Sociais e de Gestão, que deu às boas vindas, em particular, aos novos alunos e agradeceu a disponibilidade do “Montijo para abraçar este desígnio de todos procurarmos saber mais, num claro fortalecimento da cidadania”.
Mário Negas revelou, também, que o Centro Local de Aprendizagem do Montijo é dos que tem mais alunos e deixou o desafio de ampliação deste projeto, na procura de novas dinâmicas entre a Universidade Aberta e a Câmara do Montijo.
Os Centros Locais de Aprendizagem são estruturas da Universidade Aberta que desenvolvem ações no âmbito da aprendizagem ao longo da vida e apoiam os estudantes da universidade, facultando suporte logístico e instrumental aos estudantes residentes nos concelhos da sua área de abrangência.
Para além de divulgar a oferta pedagógica formal da Universidade Aberta, o Centro Local de Aprendizagem do Montijo faculta suporte logístico e instrumental aos estudantes residentes nos concelhos da sua área de abrangência. É responsável, ainda, pela organização e coordenação do processo de avaliação presencial dos estudantes.
Este centro presta apoio aos estudantes da Universidade Aberta residentes nos concelhos do Montijo, Alcochete, Almada, Barreiro, Moita, Palmela, Seixal, Sesimbra e Setúbal.

Agência de Notícias com Câmara do Montijo 
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Centenas protestaram contra dragagens em Setúbal

"Isto é um atentado ao rio Sado. Os golfinhos vão desaparecer"

Mais de 500 pessoas entoaram palavras de ordem numa manifestação em defesa do rio Sado e contra as dragagens no estuário do Sado, que decorreu em Setúbal. "Custe o que custar, doa a quem doer, o Sado é para defender" foi uma das palavras de ordem entoadas pelos manifestantes. O Estuário do Sado é o local de férias de uns, a morada e emprego de outros. É as praias e os golfinhos. É uma paisagem natural. E assim se deve manter segundo os mais de 500 cidadãos que se juntaram, este sábado no jardim Luís da Fonseca, em Setúbal, às associações ambientalistas Zero, Quercus e Clube da Arrábida para pedir o fim das obras de alargamento do canal portuário e a demissão da ministra do Mar, Ana Paula Vitorino. A Liga para a Protecção da Natureza negou qualquer envolvimento na organização da manifestação contra as dragagens no rio Sado, “por não ter tomado posição aquando da Avaliação de Impacte Ambiental”.
Mais de 500 pessoas não querem dragagens 

"Isto é um atentado ao rio Sado. Os golfinhos vão desaparecer, a retirada da areia do fundo do mar vai fazer desaparecer a flora e o rio vai morrer, porque vão retirar o alimento aos golfinhos e aos peixes", disse o jovem Rui Venâncio, de 19 anos, um setubalense que reside em Aljustrel, mas que vem regularmente à cidade onde nasceu e que hoje fez questão de marcar presença na manifestação.
"As dragagens vão prejudicar o ecossistema do estuário do Sado e eu não quero que isso aconteça. Pelo que tenho lido, é isso que poderá acontecer no estuário do Sado, caso se concretizem as dragagens para retirar cerca de 6,5 milhões de metros cúbicos de areia do fundo do estuário do Sado", corroborou a setubalense Ana Isabel, manifestando o receio de que os decisores políticos ignorem o protesto da população.
Para João Cabanas, de 45 anos, a presença na manifestação foi uma forma de demonstrar a sua solidariedade no protesto contra as dragagens. "Eles [decisores políticos] não podem decidir tudo sozinhos, têm de ouvir as pessoas. Estão aqui cerca de 500 pessoas mas há muitas mais contra as dragagens no estuário do Sado".
Em declarações aos jornalistas durante a acção de protesto contra as dragagens, o presidente da associação Zero, uma das entidades organizadoras da manifestação, afirmou que o estuário do Sado "é um ecossistema a único que não está vocacionado para um porto de águas profundas".
"O próprio Estudo de Impacte Ambiental é muito claro: diz que os golfinhos do Sado, roazes corvineiros, estão em perigo, estão em risco durante as dragagens - e a sua zona de alimentação também - e, em particular, os indivíduos mais jovens. Há exemplos da Escócia, onde as dragagens afectaram a vida destes animais, desta comunidade única, que é extremamente sensível", acrescentou.
"Esta área devia ser Rede Natura, portanto classificada à escala europeia, e só não é porque as pressões do porto de Setúbal e de outros sectores levaram a que essa classificação não fosse atribuída, contrariando a recomendação dos cientistas", disse, acrescentando que a retirada de areia para alargamento e aprofundamento do canal de navegação do porto de Setúbal também irá afectar as praias da Arrábida e colocar em risco o desenvolvimento turístico de toda a região.

Ambientalistas contra obra no rio 

O presidente da Zero lembrou ainda que o estuário do Sado só não integra a Rede Natura devido às pressões da administração portuária e de outros sectores de actividade e apelou à ministra do Mar para que retroceda neste processo, a exemplo do que fez relativamente à localização do terminal de contentores do Barreiro.
A par das preocupações ambientais, o presidente do Núcleo Regional da Quercus de Setúbal, Paulo do Carmo, alertou também para as consequências que as dragagens no estuário poderão ter para o turismo, área em franco desenvolvimento em toda a região de Setúbal.
"Tem-se apostado tanto no turismo, que não faz sentido fazer uma obra desta dimensão naquela que é considerada uma das mais belas baías do mundo. Estamos a apostar cada vez em Tróia, há uma aposta forte dos investidores no turismo. Esperamos que a ministra do Mar e a presidente da Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra reflictam e discutam com as associações", disse o dirigente da Quercus.
Para Pedro Vieira, do Clube da Arrábida, a manifestação deste sábado "superou todas as nossas melhores expectativas".
"A manifestação de sábado veio trazer-nos a notoriedade necessária para mostrar que não somos um grupo de arruaceiros, como nos apelidaram durante semana. Foi uma demonstração da sociedade civil, de pessoas que estão contra um crime ambiental que se vai realizar no rio Sado", disse Pedro Vieira.
"Agora vamos aguardar pela decisão da providência cautelar e há ainda a possibilidade de avançarmos com uma outra providência cautelar", acrescentou Pedro Vieira, satisfeito com a "receptividade e o apoio de muitos setubalenses, que temem pelo futuro do rio e do estuário do Sado".

Liga para a Protecção da Natureza quer saber mais 
A Liga para a Protecção da Natureza negou qualquer envolvimento na organização da manifestação contra as dragagens no rio Sado marcada para sábado, “por não ter tomado posição aquando da Avaliação de Impacte Ambiental”.
“É-nos incómodo tomar posição quando não nos pronunciámos sobre a Avaliação de Impacte Ambiental, tendo sido convidados para o fazer”, disse à agência Lusa Miguel Geraldes, da direcção da Liga para a Protecção da Natureza.
“Estávamos num processo eleitoral e houve algumas coisas que, lamentavelmente, nos escaparam. Julgo que eticamente não seria correto tomar posição agora quando não o fizemos durante a discussão pública da Avaliação de Impacte Ambiental”, justificou.

Agência de Notícias com Lusa 
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Aeroporto do Montijo pode obrigar a radar para aves

Só estudo do impacto pode mudar propostas para o novo aeroporto 

O ministro do Ambiente disse sexta-feira que só com o estudo de impacto ambiental, será feita, se for o caso, uma proposta de minimização de impactos, desmentindo a instalação de um radar de aves no novo aeroporto do Montijo. “Não há nenhuma proposta da Agência Portuguesa do Ambiente, nem de radar nenhum. Não há sequer um estudo de impacto ambiental. E, portanto, só quando o estudo de impacto ambiental chegar é que o Ministério do Ambiente se pode pronunciar e fazer um conjunto de propostas de minimização de impactos, se for o caso”, afirmou.
Pilotos preocupados com as aves 


Em declarações à margem de uma conferência sobre Justiça Ambiental, no Porto, João Matos Fernandes, sublinhou que “o Ministério do Ambiente aguarda que o promotor do projeto entregue o estudo de impacto ambiental na Agência Portuguesa do Ambiente para ser avaliado como qualquer outro projeto”.
Em causa a notícia avançada pela TSF que dá conta que a grande população de aves na zona do novo aeroporto do Montijo poderia obrigar à instalação de um radar para sinalizar a presença das aves e que levou os pilotos a recomendar a reavaliação do projeto.
A Associação de Pilotos Portugueses de Linha Aérea teme que, devido às aves existentes na Reserva Natural do Estuário do Tejo, o novo aeroporto complementar de Lisboa tenha de interromper o funcionamento com frequência.
O presidente desta associação revelou à TSF que receia que os pássaros condicionem a segurança e a eficiente utilização do aeroporto, adiantando que as instalações que atualmente possuem este tipo de radar são de menor dimensão e não precisam de estar em constante funcionamento.
O piloto Miguel Silveira refere que este aeroporto não será como os restantes, onde o aparecimento de aves é pontual, e que o radar poderá não ser uma boa solução.
“Ali nós vamos certamente ter esse sistema a avisar com frequência pois as aves estão lá, vai existir ruído, elas entram em período migratório, etc., e estamos na eminência de ter um aeroporto em que todos os dias, sistematicamente, vai estar a dar alertas", declarou.
Segundo a mesma fonte, o primeiro estudo de impacto ambiental feito pela Ana-Aeroportos está a ser reformulado por ordem da Agência Portuguesa do Ambiente, nomeadamente por falhas na análise da população de aves nas imediações, pedindo que o futuro aeroporto tenha um radar que monitorize, em tempo real, a movimentação das aves detetadas no local, algumas delas espécies protegidas da Reserva Natural do Estuário do Tejo.

Agência de Notícias com Lusa 
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Seixal atrai investimento de mil milhões diz autarquia

Concelho atrai neste momento residentes e investidores

Joaquim Santos, presidente da Câmara do Seixal, em entrevista ao Jornal Económico, revelou que o município vai ter o primeiro grande projeto industrial de arranque da “Lisbon South Bay” – o grande território que abarca os antigos terrenos industriais da Siderurgia, Quimigal e da Lisnave na Margem Sul, nos concelhos do Seixal, Barreiro e Almada. Um investimento de 200 milhões de euros de uma empresa nacional que irá criar 200 postos de trabalho. O autarca prevê que nos próximos meses entrem no concelho mais de mil milhões de euros de investimentos privados, nacionais e estrangeiros, no setor hoteleiro e turístico, mas também na indústria farmacêutica e em infraestruturas. 
Seixal espera novos investidores no concelho 


Em entrevista ao Jornal Económico, o autarca que lidera o concelho que esteve em destaque na última edição do SIL – Salão Imobiliário de Lisboa destaca que o "boom imobiliário e turístico, se está a refletir também no crescimento exponencial do alojamento local no concelho". 
O aumento da procura do mercado imobiliário tem-se feito sentir no concelho do Seixal, estando a surgir empreendimentos de elevada qualidade de construção, não só em áreas próximas da Baía do Seixal, como é o caso da Quinta da Trindade, como no interior do município, na proximidade de áreas mais naturalizadas, como são os casos dos empreendimentos da Quinta do Pinhão e do Monteverde.
"Até 2012, no núcleo urbano antigo do Seixal, os preços no imobiliário eram baixos, mas a partir do momento em que a Câmara começou a reabilitar e requalificar o casco histórico isso gerou forte interesse por parte dos privados e uma pressão sobre os preços. Agora é quase proibitivo comprar um edifício mesmo em muito mau estado no centro do Seixal. Pedem-se 1.200 euros/m2 por uma casa em ruína!", sublinha o autarca. 
No núcleo antigo do Seixal "40 por cento do edificado está ainda por reabilitar e ocupar. Na Arrentela e Amora, o caso é bem pior, estamos a falar porventura de 80 por cento do edificado", revela o presidente da Câmara. 

Há mais procura por prédios a reabilitar ou por construção nova?
"A grande procura é de pequenos investidores que querem criar hostels, gelatarias, restaurantes, bares, etc. Em particular nas zonas ribeirinhas, alguns dos quais em parceria com a Câmara. E essa corresponde à nossa visão: fazer da Baía a 'Praça Central' do Município. Será em torno dela que o Seixal terá o seu ‘ex-libris’ cultural, patrimonial e de vivência das populações", conta Joaquim Santos.
Depois existe "um segundo anel com um conjunto de novas urbanizações, de que a Quinta da Trindade, junto ao Centro de Estágios do Sport Lisboa e Benfica, é um exemplo, a qual está ainda em 40 por cento da sua construção. Outro empreendimento residencial de qualidade é o Seixal Baía que vai entrar numa segunda fase de desenvolvimento". 

Turistas "invadem" concelho 
Atualmente, é interessante constatar que o Seixal "vive uma nova dinâmica em termos sociais e habitacionais. Exemplo é o número de cidadãos estrangeiros que têm vindo a escolher o concelho para residir, em particular franceses e suecos, e que tem vindo a aumentar de ano para ano, por verem no concelho um território com grande qualidade de vida às portas de Lisboa", refere Joaquim Santos. 
A perspetiva é que o número de residentes estrangeiros venha a aumentar substancialmente nos próximos tempos, tendo em conta que "o município tem recebido a visita de inúmeras delegações estrangeiras que pretendem visitar o concelho tanto para residir como para investir", realça Joaquim Santos. 
 A participação do concelho em vários certames pelo país tem também levado a que muitos nos queiram visitar e conhecer. 
"O nosso clima, a nossa localização geográfica, a poucos minutos de Lisboa e em especial a nossa Baía do Seixal são grandes atrativos que têm feito com que muitos cidadãos estrangeiros escolham o Seixal e não outras localidades para residir. Desde o início de 2017, até à data atual, podemos falar da instalação de cerca de 200 novos agregados familiares estrangeiros, no Seixal, essencialmente, franceses, suecos e suíços", diz o autarca. 

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Um super filme de ação vai ser gravado em Setúbal

Baixa e Arrábida recebem filmagens para Bollywood

Tiros, perseguições de carros e muitas, muitas e sonoras explosões vão abalar as ruas da Baixa de Setúbal. A capital do Sado vai ser, a 23 e 24 de Outubro, o palco de um movimentado filme de ação idealizado pelos estúdios de Bollywood, localizados na cidade indiana de Mumbai. Os cenários da produção asiática, ainda sem título ou atores conhecidos, são montados a partir desta segunda-feira, com vários obstáculos e paredes falsas. As filmagens irão ainda desenrolar-se na serra da Arrábida, na estrada que liga as praias da Figueirinha e dos Coelhos, além de outros locais espalhados pelo País.
Trabalhos de preparação arrancam hoje 

Setúbal foi escolhida para a filmagem de cenas de perseguições, em particular de moto, a realizar nos dias 23 e 24, no âmbito de uma longa-metragem indiana de Bollywood com estreia mundial prevista para Março de 2019.
As características de Setúbal inspiraram a YRF/AAG, produtora do filme rodado em Portugal, Itália, Suíça e Índia, para a gravação de algumas cenas de perseguições na Baixa sadina e na Arrábida, neste caso no troço de estrada entre as praias da Figueirinha e dos Coelhos.
Os cenários começam a ser preparados já nesta segunda-feira, dia 15, e incluem a montagem de obstáculos, como andaimes, e de uma estrutura de proteção no Largo da Misericórdia para permitir que uma moto possa saltar por cima dos bancos.
Na Travessa do Garim, o cenário inclui a construção de uma parede que causará um acidente com um dos motociclos, o qual acaba por entrar numa loja, também fictícia, a instalar na interseção com a Rua Major Afonso Pala.
Além destes locais, as perseguições motorizadas e outras apeadas ao estilo parkour na Baixa de Setúbal passam pelas ruas Arronches Junqueiro, Álvaro Castelões, Dr. Paula Borba, Antão Girão, Luís Sardinha, dos Almocreves, Álvaro Luz, Estêvão Vasconcelos, dos Correeiros e do Romeu e pela Travessa do Palhão. Nestes pontos não há necessidade de montagem de cenários.
"A realização deste tipo de produções em Setúbal é muito importante, pela visibilidade que dá à cidade", explica fonte da autarquia. "Este movimento começou em 2015 com as gravações da novela ‘Mar Salgado’ (SIC), tendo conseguido bons resultados em termos de atratividade turística". Atualmente, na TVI, roda a novela Jogo Duplo, com parte da história a desenrolar-se em Setúbal, Tróia e Alcácer do Sal.
Sem qualquer tipo de custos, segundo a mesma fonte, a autarquia terá como receita uma taxa municipal diária em redor dos 700 euros.
A equipa de filmagens realiza depois um período de ensaios entre os dias 19 e 22 e as gravações decorrem a 23 e 24.
A longa-metragem de Bollywood, que tem Setúbal como um dos cenários principais, integra ainda cenas rodadas em Lisboa, Serra da Estrela, Porto, Coimbra, e Cabo Espichel e Praia da Ribeira do Cavalo (Sesimbra).
Outras cenas de exteriores são gravadas em Itália e na Suíça, enquanto os interiores são assegurados nos estúdios de Bollywood em Mumbai, Índia.
A apresentação oficial do filme está marcada para o início do próximo ano e a estreia mundial prevê-se para Março.

A maior indústria de cinema do mundo 
1986 foi o número de filmes realizados o ano passado na Índia, mantendo o país como a maior indústria cinematográfica a nível mundial.
A junção das palavras Bombay (Mumbai), cidade onde estão localizados os maiores estúdios indianos, e Hollywood, deu origem ao termo Bollywood.
As receitas de bilheteira para os filmes produzidos este ano no subcontinente indiano poderão chegar aos dois mil milhões de euros, firmando um novo recorde.

Agência de Notícias
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Encontro da Canção de Protesto em Grândola

Vila Morena recorda José Afonso até 14 de Outubro

Grândola, no distrito de Setúbal, vai dedicar quatro dias à música de intervenção e de protesto, entre quinta-feira e domingo, com exposições, concertos e o lançamento de um CD-Livreto dedicado a José Afonso. Promovido pelo Observatório da Canção de Protesto e Câmara de Grândola, a primeira edição do evento "Sem Muros Nem Ameias" presta uma homenagem “sentida e sincera” ao cantor José Afonso, enquanto “figura maior da cultura nacional”, explicou Alcides Bizarro, responsável da divisão de cultura do município. O programa, que vai servir igualmente para promover as atividades do Observatório da Canção de Protesto, arrancou, esta quinta-feira, com a exibição do 'DVD' referente ao espetáculo "José Afonso ao vivo no Coliseu" e prolonga-se até domingo com diferentes propostas culturais.
Encontro tem como base canções de José Afonso 

São quatro dias dedicados à música de intervenção e de resistência promovidos pelo Observatório da Canção de Protesto criado em 2015 através de um acordo de parceria entre a Câmara de Grândola, a Associação José Afonso, o Instituto de Etnomusicologia – Centro de Estudos em Música e Dança e o Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e a Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense com o objectivo de "promover o estudo, salvaguarda e divulgação do património musical tangível e intangível da canção de protesto, produzido ao longo dos séc. XX e XXI, e da sua divulgação através da realização de iniciativas culturais diversas", conta a Câmara de Grândola.
“Pretendemos que este evento passe a ser realizado com regularidade, porque estas propostas culturais saem do âmbito local e destinam-se a todos os amantes da música nacional e da canção de intervenção e de protesto”, frisou Alcides Bizarro.
O “momento mais emblemático” do programa, segundo a organização, é o lançamento do CD-Livreto "Grândola, vila morena – Para sempre, José Afonso", no domingo, no Cineteatro Grandolense, no âmbito das comemorações do Dia do Município.
“É um CD editado pelo município com 14 versões da canção 'Grândola, vila Morena' de grandes nomes da música portuguesa e figuras internacionais, que inclui um pequeno livro que traça a passagem de Zeca Afonso por Grândola e a importância que a canção adquiriu ao longo dos anos”, adiantou a responsável da divisão de cultura do município
A sessão de apresentação vai contar com António Manuel Ribeiro, vocalista dos UHF, que participa no CD com uma versão de "Grândola, vila morena", Arturo Reguera, um dos organizadores do concerto de José Afonso na Galiza, Espanha, e Carlos Martins, músico de Grândola e autor da versão "Revolução Romântica".
José Mário Branco, responsável pela orquestração e produção musical do tema, Francisco Fanhais, músico com participação ativa na gravação da canção, e Rui Vieira Nery, musicólogo com produção académica sobre a obra de José Afonso, também participam no lançamento do trabalho discográfico.
Após o lançamento do CD-Livreto, serão interpretadas algumas versões da canção "Grândola, vila Morena", juntando em palco Francisco Fanhais, UHF, o Ensemble de sopros e percussão da Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense e o Grupo Coral Etnográfico Vila Morena.
O concerto do cantautor Allen Hallowen, na sexta-feira, no Parque de Feiras e Exposições, e o espetáculo luso-russo "A Música e a Revolução", no sábado, com a participação do barítono Alexandr Jerebtzov, o baixo João Miranda e o pianista Duncan Fox, no Cineteatro Grandolense, são outras das propostas musicais.
No último dia são inauguradas exposições de pintura de Fátima Madruga, dedicadas a Zeca Afonso, patentes ao público no Cineteatro Grandolense, em Grândola.
Criado em 2015, o Observatório da Canção de Protesto tem com o objetivo promover o estudo, salvaguarda e divulgação do património musical tangível e intangível da canção de protesto, produzido ao longo dos séculos XX e XXI, e a sua divulgação através da realização de iniciativas culturais diversas.
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Câmara do Seixal reduz IMI para 0,390% em 2019

Descida pelo quatro ano consecutivo 


A Câmara do Seixal aprovou, na quarta-feira, a redução da taxa do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) para 0,390 por cento em 2019, o que implica uma diminuição de verbas na ordem dos quatro milhões de euros, informou a autarquia. A opção por uma nova redução na taxa do IMI não irá colocar em causa a sustentabilidade das contas públicas e permite prosseguir uma política de investimento na qualidade de vida da população do concelho”, refere a autarquia. A taxa do IMI no Seixal em 2018 foi de 0,395 por cento. O presidente Joaquim Santos afirmou que o objectivo é conseguir “reduzir progressivamente” a taxa de IMI nos próximos anos.
IMI vai voltar a descer no Seixal 

“Pelo quarto ano consecutivo, a Câmara do Seixal irá diminuir do valor da taxa do Imposto Municipal sobre Imóveis, que se situará, em 2019, nos 0,390, descendo dos 0,395 por cento”, avançou o município em comunicado.
Em 2018, a taxa do IMI no Seixal, foi de 0,395 por cento, enquanto em 2017 foi de 0,4 por cento.
Segundo o documento divulgado, a decisão de reduzir o IMI foi aprovada em reunião de câmara e implicará “o não recebimento de quase quatro milhões de euros de receitas”.
O presidente do município, Joaquim Santos (CDU), referiu que a medida “assume forma de compromisso com a população para este mandato autárquico”.
Em relação ao lançamento da derrama e à participação percentual variável do IRS, o município avançou que foram fixadas as taxas de 1,5 e cinco por cento, respetivamente.
“Estas verbas devem ser aplicadas de forma solidária e responsável, a favor da população e do bem comum, concorrendo para o reforço do investimento público nas mais diversas áreas de intervenção da Câmara do Seixal, no sentido de melhorar a qualidade de vida de todos os munícipes”, frisou o autarca.
Os municípios têm liberdade para fixar a taxa de IMI entre o intervalo de 0,3 e 0,45 por cento.

Agência de Notícias com Lusa 
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Mar une cidade e porto em Setúbal apesar das críticas

“Cidade e o porto estão bem condenados a viver de braços dados”

A sintonia existente nas estratégias de desenvolvimento para o concelho de Setúbal entre a Câmara Municipal e o Porto de Setúbal foi vincada numa conferência integrada na Semana do Mar 2018, a decorrer na cidade sadina. A presidente da autarquia, Maria das Dores Meira, e a presidente da Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra, Lídia Sequeira, participaram na sessão de abertura da conferência “Conhecer o mar: investigação e inovação”, na Casa da Baía, iniciativa da Semana do Mar 2018, a decorrer até domingo.  Na sessão de abertura do encontro, Maria das Dores Meira afirmou que o investimento feito no sentido de reforçar o porto sadino, “com o que isso significa para Setúbal, mas, acima de tudo, para o país e para a melhoria das suas capacidades produtivas, é, de facto, algo que agrada muito [à Câmara Municipal] e motivo de regozijo para a cidade”.
Há harmonia entre cidade e porto de Setúbal 


Esta harmonia existente nas políticas de desenvolvimento sustentável para o concelho, território ladeado pela Reserva Natural do Estuário do Sado e pelo Parque Natural da Arrábida, é também considerada fulcral por Lídia Sequeira, que considera que “Setúbal e o porto estão bem condenados a viver de braços dados”, diz a autarca.
Maria das Dores Meira recordou o contexto atual que a zona portuária sadina atravessa, um “momento em que o porto deu início a um processo de modernização e ampliação das suas capacidades”.
A autarca sublinhou que a posição do município sobre esta estratégia do reforço portuário tem sido coerente sempre que foi consultado nesse sentido, apoiando, consistentemente, o desenvolvimento do setor.
“Estamos certos de que esta estratégia é tão importante e, manifestamos, desde já, a nossa vontade de cooperar com o Governo e com o Porto de Setúbal para que, com a manutenção da parceria que temos animado nos últimos anos no debate das questões portuárias, possamos alcançar este objetivo”.
Maria das Dores Meira assegurou que a Câmara Municipal deposita “plena confiança na competência e no saber dos responsáveis portuários e dos técnicos no que diz respeito à estratégia de desenvolvimento traçada para o porto”.
Espírito de parceria e de confiança mútua patente em atividades de organização conjunta, tais como a Semana do Mar que agora está a começar e que, afirmou Lídia Sequeira, “já tem tradições no concelho”.
A conferência “Conhecer o mar: investigação e inovação” reuniu um conjunto de intervenções sobre áreas de interesse do setor portuário e fluvial de Setúbal.

Preocupações com a pesca da sardinha 
João Nuno Lourenço, do IPMA – Instituto Português do Mar e da Atmosfera, fez uma apresentação sobre o novo navio de investigação do Estado português, o “Mar Portugal”, embarcação que marca presença em Setúbal, para visitas do público, durante a Semana do Mar.
Ricardo Morgado, em representação da ASM Industries, empresa de fabrico de equipamentos de aço para a indústria das energias renováveis e marinha, destacou o trabalho da holding portuguesa realizado recentemente, em parceria com a Lisnave, no porto de Setúbal.
A ASM Industries está a liderar a nível mundial, através de um conjunto de parcerias, o setor da criação de equipamentos para exploração do recurso eólico em águas profundas, sendo que a unidade de montagem da empresa está localizada no porto de Setúbal.
Sobre o setor das pescas, Susana Garrido, investigadora do IPMA, apresentou o projeto Sardinha 2020, candidatura de âmbito nacional cofinanciada por fundos europeus através do Programa Operacional Mar 2020 e que vai estudar cientificamente as dinâmicas associadas à população da sardinha na plataforma continental portuguesa.
No final do estudo, no qual a investigadora é uma das coordenadoras, deverá ser possível perceber os impactes nas populações de sardinha causados por fatores como pressões da pesca, mudanças climáticas e outros de âmbito ambiental ou biológico inerentes à própria espécie.
Outro objetivo relevante do Sardinha 2020 é a criação de um plano de gestão para a pesca do cerco da sardinha e tecer recomendações para a gestão das principais espécies capturadas por esta arte de pesca.
O período de intervenções, dedicado ao tema “Projetos de investigação e inovação em recursos ligados ao mar”, terminou com o contributo de Isabel Ventura, subdiretora-geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos.
Isabel Ventura aflorou questões relacionadas com o setor da aquicultura, nomeadamente na região de Setúbal, destacando que os atuais 55 estabelecimentos em atividade na Península de Setúbal são responsáveis pela produção de 900 toneladas de peixe e moluscos, ou seja, 10 por cento da produção nacional.
“A aquicultura vai constituir um importante contributo para abastecer o mercado no futuro, mediante as crescentes dificuldades associadas à captura tradicional de pescado”, sublinhou.
A responsável salientou, ainda, alguns projetos em desenvolvimento na Península de Setúbal e que a Direção-Geral apoia devido à inovação, nomeadamente para produção de ostras de forma sustentável, medição da qualidade ambiental ao nível local e produção de pepinos em água.
Com palestras, visitas a embarcações ao navio-escola Sagres, à caravela Vera Cruz e ao navio de investigação Mar Portugal, passeios em barcos tradicionais, batismos de mar, estabelecimentos de street food, concertos e fogo de artifício, a Semana do Mar está a decorrer até dia 14, na zona do Cais 2 do Porto de Setúbal, na frente ribeirinha da cidade.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 
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Instituto Politécnico de Setúbal qualificou distrito

Secretária de Estado lembra contributo do IPS para a “transformação do distrito de Setúbal”

“Hoje é um dia para lembrar como seria tão diferente a vida deste território se o Politécnico de Setúbal não existisse, a história da transformação de Setúbal é também a história do Instituto Politécnico de Setúbal, afirmou a secretária de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Maria Fernanda Rollo, que presidiu à sessão solene comemorativa do dia do Instituto Politécnico de Setúbal, este ano realizada na Escola Superior de Tecnologia do Barreiro. A instituição, que assinalou simultaneamente a abertura do novo ano académico, bem como o arranque das comemorações dos 40 anos da instituição de ensino superior, a governante aproveitou para manifestar a sua “homenagem e gratidão” ao conjunto dos politécnicos portugueses, pelo seu trabalho em prol da “coesão territorial e social”, dando especial ênfase ao Politécnico de Setúbal, cujo desempenho na área da formação de jovens tem sido “verdadeiramente impressionante”. 
IPS comemora este ano o 40º aniversário 

Isto num contexto geográfico, assinalou Maria Fernanda Rollo, em que continua ainda a ser “muito recorrente a não prossecução de estudos no ensino superior”, à semelhança do que sucede no todo nacional, com dois terços dos jovens a optar por não ir mais longe na sua formação.
“Esta é seguramente a cruzada mais difícil que nós temos que enfrentar no futuro. Neste momento, não estamos a formar os recursos suficientes para pôr o nosso país a funcionar”, alertou a governante.
Maria Fernanda Rollo lembrou ainda duas outras missões, fruto do avanço dos tempos e da revolução que está a ocorrer no mercado de trabalho, na era do digital, que o  Instituto Politécnico de Setúbal tem sabido desempenhar. Por um lado, a formação ao longo da vida, “em cumplicidade com o tecido produtivo da região” e, por outro, a sustentabilidade do território envolvente, área em que o Instituto Politécnico de Setúbal se tem revelado, “não só exemplar, como também inspirador”. “Veja-se a forma como acolheu os seus alunos, através da ação que desempenhou muito recentemente, de recolha de lixo no estuário do Sado”, lembrou.
Na sua intervenção, o presidente do Instituto Politécnico de Setúbal, Pedro Dominguinhos, assinalou um arranque de ano letivo marcado pelo “crescimento sustentado do número de novos estudantes” em todos os ciclos de formação, dos Cursos Técnicos Superiores Profissionais aos mestrados, e também por uma “maior atratividade internacional, com o maior número de estudantes incoming alguma vez atingido”, num total de 144. É também uma boa notícia, acrescentou, o “número significativo de titulares de Cursos Técnicos Superiores Profissionais que ingressaram em licenciaturas”, potenciando a entrada no ensino superior a muitos estudantes vindos do ensino profissional e “promovendo, desta forma, a justiça e a equidade social”.

Os 40 anos do Politécnico de Setúbal
Quanto ao programa comemorativo dos 40 anos do Politécnico de Setúbal, que vai prolongar-se até Outubro de 2019 e que terá uma marca própria, apresentada na ocasião, o responsável sublinhou o seu propósito de “reflexão sobre nós próprios enquanto instituição, que é mais do que a soma das suas cinco escolas” e de partilha com a comunidade envolvente.
Entre as iniciativas previstas, contam-se um congresso, um roteiro por todos os concelhos do distrito de Setúbal, atividades desportivas, a publicação de um livro, um concurso e uma exposição de fotografia, uma semana internacional, e ainda concertos, teatro, ciclos de conferências e ações de desenvolvimento organizacional.
Além das intervenções das presidentes do Conselho Geral do  Politécnico de Setúbal, Paula Ferreira, e da Associação Académica, Inês Silva, a cerimónia do Dia do Instituto Politécnico de Setúbal contou ainda com um momento de reconhecimento institucional com a entrega de medalhas aos trabalhadores docentes e não docentes que completam 20 anos ao serviço da instituição, aos já aposentados, e aos novos doutorados e professores especialistas.
Foram igualmente atribuídas distinções de mérito académico aos estudantes e diplomados com melhor desempenho e ainda os prémios Poliempreende e Carreira alumniIPS, que este ano ficou nas mãos do diplomado Hugo Silva (Engenharia Informática), cujo trabalho inovador na área do processamento de sinais fisiológicos tem granjeado reconhecimento mundial.

Agência de Notícias
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