Dá um Gosto ao ADN

Fábrica de Palmela ameaça parar já esta sexta-feira

Precariedade no porto de Setúbal pode "fechar" Autoeuropa por tempo indeterminado 

A fábrica de Palmela, diz a SIC, se não houver acordo para o porto de Setúbal nas próximas 24 horas, a produção da Autoeuropa vai parar por tempo indeterminado. A ordem chegou da Alemanha. "Esta sexta-feira vamos trabalhar, pelo menos no turno da manhã e no turno da tarde, mas não sabemos mais do que isso. O que sabemos é que a Base Aérea do Montijo, onde já temos milhares de viaturas, está no limite da capacidade e o parque da Autoeuropa no porto de Setúbal também está completamente cheio", disse à agência Lusa um trabalhador da empresa. A notícia foi avançada pela SIC e pela RTP e diz respeito ao conflito que tem oposto sindicatos de estivadores e a administração portuária, que tem afectado o desenvolvimento normal das operações na fábrica de Palmela.

Há milhares de carros para embarcar em Setúbal 

Os trabalhadores da Autoeuropa foram alertados esta quinta-feira para a possibilidade de suspensão da produção devido à acumulação de viaturas provocada pela paralisação do porto de Setúbal, revelaram à agência Lusa funcionários da fábrica de Palmela.
“Todos nós começamos a estar preocupados com o arrastar desta situação que começou com a greve dos estivadores do Porto de Setúbal ao trabalho extraordinário durante o último verão, situação que, lamentavelmente, ainda continua por resolver”, disse um trabalhador da Autoeuropa à Lusa.
De acordo com o Jornal de Negócios, o tempo de paragem poderá chegar a 20 dias e começar mais cedo do que o dia 22 de Dezembro, data a partir da qual estava já programada uma paragem (até 4 de Janeiro de 2019) que, aliás, é normal acontecer esta época do ano. O Negócios acrescenta que a laboração pode parar já no dia 17 de Dezembro e que os fornecedores da unidade de Palmela já estão a ser avisados desta paragem.
A RTP também avançava que a produção podia parar já esta sexta-feira e por tempo indeterminado, isto enquanto não houvesse garantias por parte do Governo de que a situação criada pela greve no porto de Setúbal fosse ultrapassada. Fonte oficial da Autoeuropa não esteve até agora disponível para esclarecer informações que dão conta de uma paragem extraordinária na laboração.
A RTP deu também conta da existência de um descontentamento da administração alemã da Volkswagen com a situação, avançando até a realização de uma reunião entre o CEO do grupo, Herbert Deiss, e o primeiro-ministro português em Bruxelas, aproveitando a deslocação de António Costa ao Conselho Europeu. 
No entanto, o gabinete do primeiro-ministro desmente que esta reunião tenha acontecido ou até que tenha sido pedida: “Desmentimos qualquer reunião em Bruxelas e nos próximos dias também não haverá”. O mesmo para a existência da reunião em Portugal. 
A fábrica de automóveis da Volkswagen em Palmela produz diariamente mais de 800 veículos e já tem mais de 20 mil viaturas parqueadas na Base Aérea do Montijo e no Porto de Setúbal devido à paralisação dos estivadores eventuais, que recusam apresentar-se ao trabalho desde o passado dia 05 de Novembro como forma de pressão para exigirem um contrato coletivo de trabalho.
Um mediador indicado pelo Governo está a tentar resolver o conflito entre as empresas portuárias e o Sindicato dos Estivadores mas, até ao momento, ainda não houve acordo, pelo que se mantém a paralisação do porto de Setúbal.

"A situação é séria e tende a agravar-se"
Na passada quarta-feira, a AISET – Associação Industrial da Península de Setúbal, alertou para as consequências nefastas da paralisação para as empresas da região que estão a ser “asfixiadas” devido à impossibilidade de fazerem exportações e de importarem matérias-primas.
"A situação é séria e tende a agravar-se. Estamos a falar de uma greve que, em relação às horas extraordinárias vem de Agosto, e que provoca uma paralisação total do porto de Setúbal desde o início de Novembro. As grandes empresas da região, mesmo que tenham stock - de combustível, matéria-prima e outras coisas - todos os stocks são, por natureza, limitados e têm de ser geridos. O prolongar de uma situação destas é sério e danoso.Como não vemos o fim a este conflito, é normal que estejamos bastante preocupados. Está uma grande região industrial, fortemente exportadora, a ficar estrangulada na capacidade de cumprir os compromissos que tem para com os seus clientes", explicou diretor-geral da associação, Nuno Maia, aos microfones da TSF. 
O cenário é, na opinião do diretor-geral da associação, "profundamente lesiva para a atividade empresarial, para a economia regional e do país, para o emprego e para o rendimento das famílias. Está a chegar já muito perto de um situação limite que precisa de ser resolvida". 
Nuno Maia espera que a situação possa ser urgentemente resolvida, apelando aos estivadores, empresas e Governo que encontrem uma solução.Entre as empresas mais afetadas pela paralisação do Porto de Setúbal estão algumas das principais exportadoras da região, designadamente a Navigator, a Volkswagen Autoeuropa e a Lusosider.
A agência Lusa tentou ouvir a administração da Autoeuropa sobre a possibilidade de suspensão antecipada da produção, mas até ao momento não foi possível.

Agência de Notícias com Lusa 

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Alcochete anuncia investimentos no Samouco

Infraestruturas desportivas, escolas e rede viária serão prioridades em 2019 

Os investimentos nas infraestruturas desportivas e as obras que a Câmara Alcochete pretende realizar em 2019 na freguesia do Samouco foram os temas da intervenção do presidente do município de Alcochete, no período de antes da ordem do dia da reunião de câmara realizada na vila do Samouco.  Fernando Pinto destacou o investimento já realizado no campo municipal de futebol da Quinta da Praia com a colocação de um campo de relva sintética, em substituição de um pavimento de terra batida, com marcações para futebol de 11, 9 e 7. A autarquia anunciou que a requalificação do pavilhão da vila ficará concluída em Janeiro do próximo ano. O executivo disse ainda que irá requalificar a Escola Básica do Samouco, avançar com obras na rede viária da freguesia e melhorar a eficiência energética na vila.   
Autarquia anuncia obras prioritárias em 2019 

 “Está concluída a 1.ª fase de uma obra com uma envergadura substancial para acabarmos com o lamaçal com que se debatiam dia após dia, mês após mês, ano após ano, as mais de 150 pessoas da freguesia do Samouco e arredores que, por via da Associação Desportiva Samouquense, praticam futebol no recinto”, disse o autarca, dando conta que uma segunda intervenção, a realizar em 2019, incluirá a “requalificação dos balneários, da bancada e do muro envolvente e o reaproveitamento dos espaços disponíveis no interior do recinto”.
“O novo “sintético” da Quinta da Praia ocupa as dimensões máximas possíveis com as obras já realizadas e com as que se vão desenvolver no próximo ano fica em condições para acolher qualquer jogo de futebol nacional e inclusivamente de âmbito internacional”, acrescentou.
O presidente da Câmara informou também que as obras de requalificação do pavilhão desportivo do Samouco deverão estar concluídas no próximo mês de Janeiro, se o clima assim o permitir. Sobre esta obra, o autarca referiu o seguinte “O pavilhão municipal não recebia nenhuma intervenção de relevo desde a sua inauguração em 2000 (…) e estava com variadíssimas infiltrações quer na cobertura, quer numa das paredes laterais. Neste momento, toda a cobertura já está impermeabilizada, o pavilhão está a ser pintado no interior e no exterior, foi colocado um novo piso sobre o que existia (…) com o cuidado de que permitisse a prática das modalidades que ali se desenvolvem, com especial destaque para a patinagem artística, e está também a ser impermeabilizado o terraço”.
O pavilhão fica ainda adaptado para a prática de ginástica, futsal, andebol e basquetebol e foi dotado de um novo sistema de tabelas de basquetebol para substituir “um sistema em completo desuso, com um peso brutal”, disse. “Este investimento é grande mas vale a pena porque recuperar escolas, recuperar infraestruturas desportivas, pensando nas crianças e nos graúdos, nas pessoas que utilizam estes espaços, é trabalhar para a população e neste caso para a população do Samouco”, sublinhou Fernando Pinto.

Escolas, rede viária e iluminação na agenda de trabalho de 2019 
O autarca deu ainda conta dos projetos e obras para a freguesia do Samouco a implementar a partir de Abril de 2019, depois da aprovação da prestação de contas de 2018. “Estamos a verificar junto dos serviços a viabilidade de ampliação da Escola Básica do Samouco para mais duas salas (…) mas independentemente disso a atual escola vai ser completamente requalificada ao nível da pintura interior e exterior, substituição das janelas de madeira por pvc com vidro duplo e a colocação de aparelhos de ar condicionado”, afirmou.
“Depois da Escola Básica do Passil, a escola que se segue é a Escola Básica do Samouco. Estou convicto que ao longo de 2019 iremos fazer um trabalho que não só vai melhorar as condições de conforto e proporcionar uma aprendizagem mais efetiva às crianças como vai também criar melhores condições para os pais, os professores e as equipas que trabalham neste estabelecimento de ensino”, disse o presidente da câmara, acrescentando que será igualmente incluído no orçamento de 2019 a requalificação do polidesportivo ao ar livre, contíguo à escola do Samouco.
Fernando Pinto adiantou que a câmara vai avançar com a repavimentação das ruas Capitães de Abril, do Poder Local e do Mercado na freguesia do Samouco no próximo ano.
Quanto à rede viária, o autarca sublinhou que “há muito mais para fazer, não só no Samouco, mas em todo o concelho”. “É importante que a população do Samouco saiba que temos a nossa rede viária numa degradação completa”, disse, referindo, no entanto, que mais do que falar “é preciso agir” e que por isso no orçamento para 2019 "há uma verba de 700 mil euros destinada à requalificação da rede viária do concelho", explicou o autarca.
O presidente da câmara deu ainda conta do processo relativo à implementação do projeto InteGrid na zona da Quinta da Caixeira, freguesia do Samouco, por parte da EDP, empresa que vai instalar na próxima semana 25 luminárias na referida urbanização e vai reunir em breve com o Executivo da Junta de Freguesia do Samouco para dar seguimento ao projeto. “A instalação dessas 25 luminárias vai provocar uma redução do consumo energético e baixar o custo da eletricidade que o município paga e acho que este projeto que está a ser desenvolvido pela EDP é um projeto inovador, que beneficia o concelho de Alcochete”, afirmou o autarca.

Agência de Notícias com Câmara de Alcochete 
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Projeto “Mecenas de Palmela” continuou a crescer em 2018

Empresas apoiam cada vez mais os projetos culturais do concelho 

O Encontro Mecenas de Palmela 2018, promovido pelo município de Palmela, na Adega ASL Tomé, em Pinhal Novo, reuniu várias dezenas de empresários do concelho que, ao longo deste ano, se associaram a esta iniciativa e apoiaram diversos projetos municipais e do movimento associativo local.  De acordo com a autarquia, os mecenas apoiaram, este ano, mais de 30 projetos culturais do concelho, com cerca de 50 mil euros. O Encontro foi um momento de agradecimento aos parceiros, de balanço do trabalho realizado em 2018 e de apresentação dos projetos que poderão ser apoiados em 2019.
FIG regressa ao Pinhal Novo em 2019 

Criado em 2015, o projeto “Mecenas de Palmela” continua a crescer em todas as dimensões. Em 2018, registou-se a participação de cerca de quatro dezenas de mecenas, que "apoiaram perto de três dezenas de projetos, em áreas cada vez mais diversificadas: ambiente, centro histórico, cultura, desporto, educação, eventos, intervenção social, juventude, participação, património, proteção civil e turismo", revelou a autarquia. Também o valor angariado cresceu, "ultrapassando, este ano, os 50 mil euros", garante a Câmara de Palmela.
O presidente do município, Álvaro Amaro, sublinhou que, com este projeto, procurou-se "valorizar e incentivar o (re)investimento, por parte de um conjunto de agentes económicos, no nosso território", considerando importante que os empresários que investem no concelho "possam dedicar parte da sua mais-valia a uma outra mais-valia, nomeadamente o conjunto de manifestações, que também contribuem para a identidade e pujança do concelho".
Este contributo é tão mais valioso tendo em conta a enorme dinâmica da comunidade local, sendo os recursos municipais, por vezes, "insuficientes para distribuir por tão grande capacidade de realização", referiu o autarca. Álvaro Amaro agradeceu a todos o "excelente contributo a este projeto nos últimos quatro anos", sublinhando que este está a ser um "processo de responsabilidade social benéfico para toda a comunidade". 
Em 2019, Palmela espera continuar a contar com a colaboração dos mecenas num vasto conjunto de projetos, apresentado na ocasião, nas áreas do ambiente, centro histórico, cultura, desporto, educação, intervenção social, juventude, património cultural, proteção civil e turismo e atividades económicas. Destaque para algumas novidades, como a instalação em meio urbano de um equipamento que acumula energia através de painéis solares e permite o carregamento de dispositivos eletrónicos móveis e o Cabaz Solidário Saudável, ou para o FIG – Festival Internacional de Gigantes, que regressa em 2019, ao Pinhal Novo e o VIII Encontro Sobre Ordens Militares, que vai assinalar os 30 anos de realização do evento.

Agência de Notícias com Câmara de Palmela 
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Município de Setúbal recebe troço de estrada da Mitrena

Via estruturante passa para a autarquia que garante obras de melhoramento 

A Estrada Nacional (EN) 10-4, que liga Setúbal à Mitrena, vai passar para a alçada do Município de Setúbal que pretende avançar com a requalificação da via, com a ajuda financeira da Infraestruturas de Portugal. O acordo a celebrar entre o município e o Estado foi aprovado na ultima reunião do executivo municipal e prevê que a empresa pública financie o custo de reparação da estrada até um máximo de dois milhões de euros. Já o custo da elaboração do projecto da obra será financiado pelas empresas instaladas na Mitrena. Estas empresas comprometem-se a pagar até 100 mil euros. De acordo com a autarquia, é necessário também o reperfilamento da via, tendo em conta a “proximidade à cidade, de forma a dotá-la de características mais urbanas, nomeadamente com a construção de passeios e ciclovias que permitirão a deslocação em modos suaves em segurança”.
Estrada vai ser gerida pela autarquia 

Um troço da estrada de acesso à Península da Mitrena vai integrar a rede viária do município de Setúbal e ser alvo de obras de requalificação, após a celebração de um acordo de mutação dominial com o Estado.
O acordo a celebrar com a Infraestruturas de Portugal, aprovado na reunião pública de 12 de Dezembro da Câmara de Setúbal, tem por objeto a integração na rede viária do município de um troço da EN10-4, numa extensão total de 5817 metros, entre os quilómetros 15,255 e 21,072.
O entendimento entre as duas partes prevê, igualmente, a execução de obras de requalificação neste troço, pelo que foi também aprovada, na mesma reunião pública, a celebração de um contrato administrativo para a elaboração de um projeto de infraestruturas com um conjunto de empresas instaladas na Mitrena.
A península da Mitrena constitui a principal zona industrial do concelho e uma das mais importantes do distrito e do país, ao contar com a presença de algumas das maiores empresas nacionais, entre as quais a The Navigator Company, a Lisnave, a Sapec e a Allstom Portugal, salienta a autarquia.
É também naquela zona do concelho que se localiza a área de gestão da Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra e os seus terminais logísticos.
O troço da EN10-4 objeto de acordo entre a Câmara Municipal e a Infraestruturas de Portugal garante os acessos às várias unidades industriais instaladas naquela área, bem como às instalações do porto de Setúbal, o que “constitui um importante polo gerador de tráfego com impacto significativo na economia e nas exportações nacionais”.
Da análise conjunta efetuada pelas duas entidades, verifica-se que a intensa procura e a pressão rodoviária a que a via está sujeita durante todo o ano obriga a uma requalificação profunda, “ao nível do reforço de pavimentos e da reformulação dos nós de interseção”, refere a deliberação camarária referente ao acordo de mutação dominial.
É, igualmente, necessário o reperfilamento da via, tendo em conta a “proximidade à cidade, de forma a dotá-la de características mais urbanas, nomeadamente com a construção de passeios e ciclovias que permitirão a deslocação em modos suaves em segurança”.
Neste contexto, o acordo de mutação dominial prevê uma comparticipação financeira por parte da Infraestruturas de Portugal para a execução das obras, mais concretamente no troço compreendido entre o quilómetro 15,249 e o quilómetro 20,164, no qual se inclui também a requalificação do ramal viário de acesso ao estaleiro da Mitrena, até ao montante máximo de dois milhões de euros.
Por outro lado, a The Navigator Company, a Lisnave Estaleiros Navais, a Sapec Parques Industriais e a Allstom Portugal manifestaram interesse na realização das respetivas obras de beneficiação da via e na contratação da empresa que irá elaborar o projeto de execução.
Através de um contrato administrativo a celebrar com a autarquia, as quatro empresas comprometem-se a suportar os encargos financeiros e as despesas inerentes à elaboração do projeto de execução até ao montante total de 100 mil euros, “em conformidade com os termos de referência que serão disponibilizados pela Câmara Municipal”, refere a deliberação camarária que autoriza a celebração do contrato.
No âmbito deste contrato, a autarquia assume a coordenação e articulação com as entidades de cujo parecer depena a correta e adequada elaboração do projeto de execução.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 
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Utentes querem mais barcos na Margem Sul

Utentes queixam-se de que transporte fluvial na região "vai de mal a pior"

Apressados para chegar a horas ao trabalho, os utentes do transporte fluvial na Margem Sul, que embarcavam e desembarcavam esta quarta-feira, de manhã, na estação do Cais do Sodré, queixam-se de que “o serviço vai de mal a pior”. Para Sónia Madeira, uma utente da Transtejo, “o serviço que está a ser prestado é péssimo. Alguém tem que fazer alguma coisa com isto, ou seja, neste caso, o Governo, porque isto é ao Estado que pertence, não é uma entidade privada”, disse a passageira que utiliza o barco diariamente nas deslocações de casa para o trabalho, através da travessia Cacilhas – Lisboa. Segundo esta utente, a situação de degradação do transporte fluvial “arrasta-se há meses, de dia para dia está cada vez pior”, com supressões “quase diariamente”. Autarcas, deputados e utentes alertam para sucessivas supressões dos barcos no Tejo e exigem "mais barcos" que podem só chegar em 2022. 
Utentes querem mais barcos 


“As pessoas compram o passe, mas depois os serviços são péssimos. Não há barcos. A solução só passa por ter novos barcos, porque isto assim não dá. Isto é até acontecer uma desgraça aqui no rio [Tejo], seja com Seixal, seja com Cacilhas, seja com Montijo, ou seja, com todos os utentes que, diariamente, têm que usar este serviço, este mau serviço”, alertou Sónia Madeira, reforçando que “o serviço vai de mal a pior”.
A passo apressado, após desembarcar no Cais do Sodré vindo de Cacilhas, João Gaspar disse que o barco que costuma apanhar, diariamente, “que é o das 9h10, está sempre suprimido”, o que faz com que chegue “um bocadinho mais tarde ao trabalho”, situação que “há três ou quatro meses tem sido frequente”.
“Deviam arranjar novos barcos ou arranjar os que têm, porque a desculpa que dão é a de que o barco das 9h10 está avariado e que não pode fazer a viagem”, indicou o utente.
A correr para conseguir apanhar o barco para Cacilhas, onde trabalha, Beatriz Lourenço chega à estação do Cais do Sodré e depara-se com dois barcos suprimidos, o das 9h22 e o das 9h47, situação que diz ser “frequente”.
Insatisfeita com o serviço prestado pela empresa Transtejo/Soflusa, esta utilizadora do transporte fluvial na região de Lisboa critica as condições existentes, referindo que “está tudo danificado”, o que afeta, também, a segurança dos utentes.
De segunda a sexta-feira, Maria Viegas é uma das utentes da travessia Montijo – Lisboa, que utiliza para se deslocar até ao emprego. Relata à Lusa que o serviço é “mau”, porque “está, constantemente, com avarias”, pelo que “há necessidade de novos barcos”.
“As pessoas vão, por exemplo, apanhar o barco das seis [da tarde] e depois só há às seis e meia. Acaba por ser um bocado perturbador para as pessoas. Eu falo por mim, que tenho os miúdos para ir buscar à escola, ao ATL, que fecha às sete, se eu não tiver lá, tenho que pagar mais por isso”, contou a utilizadora, manifestando-se “muito insatisfeita” com o serviço de transporte fluvial.
Com experiências de “uma hora à espera” de um barco para Lisboa, Maria Viegas reclamou que “a entidade patronal também não está constantemente a aceitar esta situação".
Do Seixal, Maria Manuel, que utiliza o barco há 30 anos, caracterizou como “degradante” o transporte fluvial na região de Lisboa, defendendo que “os serviços não têm vindo a melhorar, estão um caos, não há condições”, e os casos de supressão de travessias “já vêm há muitos anos”.
“Tivemos algumas expectativas que com este Governo as coisas iriam melhorar, mas defraudaram-nos as expectativas. O que é um facto é que continua tudo, até vou lhe dizer mais, pior do que na ‘troika’, porque na ‘troika’ não existia isto, […] não é só uma questão de falta de barcos, também é uma questão, por vezes, de recursos humanos”, quando há férias de trabalhadores, e “situações pontuais que não têm combustível”.

Protesto do coletes laranja não avançou 
Na terça-feira, o primeiro-ministro, António Costa, disse que o concurso para aquisição de dez novos navios para reforçar a frota da Transtejo e Soflusa, empresas que garantem a travessia do Rio Tejo, “será aberto em Janeiro”, revelando que “já foram investidos 18 milhões de euros para fazer a reparação integral de todos os navios, porque todos eles precisavam, em maior ou menor dimensão”.
Utentes da travessia fluvial entre o Seixal e Lisboa, autarcas e deputados alertaram para a necessidade urgente de reparação dos barcos que fazem o serviço e consideraram “insustentável” para as populações as sucessivas supressões das carreiras provocadas por avarias.
Desde segunda-feira que a travessia entre o Seixal e Lisboa é feita com constrangimentos devido à avaria de um dos dois barcos que deviam assegurar o serviço, situação que provocou protestos dos passageiros.
Uma situação recorrente, segundo a Comissão de Utentes dos Transportes do Seixal, e que diariamente tem impacto na vida das pessoas que usam este meio de transporte para se deslocaram para Lisboa.
Para ontem, foi lançado o repto para uma ação simbólica de os utentes vestirem um colete laranja semelhante a um colete salva-vidas.
Segundo Anabela Vicente, da Comissão de Utentes dos Transportes do Seixal, o objetivo da iniciativa era alertar para a necessidade de haver um investimento na reparação e manutenção dos atuais barcos, de forma que as populações não sejam diariamente prejudicadas com supressões de carreiras por avarias sucessivas.
Os constrangimentos fluviais foram iguais aos de terça-feira, quando alguns passageiros protestaram num dos barcos do período da manhã e também junto à administração da Transtejo, no Cais do Sodré, mas esta quarta-feira foram poucos os que aderiram à ação simbólica.
No cais do Seixal, o ambiente era tranquilo, apenas a presença de três pessoas com colete laranja, de jornalistas, de autarcas e de deputados evidenciava a existência de uma ação de protesto.

Autarcas, deputados alertam para sucessivas supressões dos barcos no Tejo
Novos barcos podem só chegar em 2022 
No local, esteve o presidente da Câmara do Seixal e as deputadas Joana Mortágua, do Bloco de Esquerda (também vereadora da autarquia de Almada, um dos concelhos afetados pelos constrangimentos na travessia fluvial), e a deputada Paula Santos, do Partido Comunista Português.
Em declarações à agência Lusa, o presidente da Câmara do Seixal, Joaquim Santos, disse estar preocupado com a situação que se arrasta há pelo menos dois anos, com barcos insuficientes e com avarias sucessivas, não só pelo impacto que tem no presente, mas também por colocar em causa o passe social intermodal a baixo custo que deverá ser lançado em Abril de 2019.
“Enorme preocupação no presente, mas também no futuro, porque os municípios da Área Metropolitana de Lisboa vão, a partir de Abril, lançar um novo sistema de passe social intermodal a baixo custo para todos os operadores, para que as pessoas deixem o automóvel em casa e passem a usar transportes públicos. Mas para isso é necessário que haja transportes públicos”, disse.
“Tememos que a procura crescente que prevemos para Abril fique prejudicada com o que se está a passar. Nos municípios, estamos a fazer o nosso trabalho, gostaria que o Governo também o fizesse”, frisou.
Questionado sobre o concurso para Janeiro para a compra de novos barcos, anunciado pelo primeiro-ministro, o presidente da Câmara disse que esse processo vai demorar tempo e que “as pessoas não podem esperar”.
“Em Janeiro, abre o concurso, em Abril, recebe propostas, adjudica em Outubro, depois vai para Tribunal de Contas, em Janeiro 2020 dá parecer, assina contrato, faz encomenda, o barco demora um ano a construir, talvez só em 2022. As pessoas não podem esperar, estamos em 2018”, disse.
Nestes dois anos, sustentou, têm de ser tomadas medidas de curto e médio prazo para resolver um problema que afeta milhares de pessoas.
A deputada do Bloco de Esquerda Joana Mortágua também se manifestou preocupada com a sucessão de falhas que afeta as populações de vários concelhos, considerando ser uma consequência “de um desinvestimento brutal ao longo de anos”.
“Não esquecer que em 2012 se anunciava a privatização da Trastejo Soflusa. Esse desinvestimento teve um objetivo por parte do PSD e do CDS de privatização dos transportes públicos, mas a verdade é que este Governo já tem três anos e o investimento anunciado promete barcos para 2020. A população da margem sul não pode esperar até 2020”, disse.
A deputada considera que foram feitos avisos ao longo do tempo e que agora é necessário resolver.
“Um transporte fluvial é essencial para esta margem do rio e este desinvestimento é um desinvestimento no direito das pessoas à mobilidade. Faz com que tenhamos um rio fechado e isso é uma preocupação para as pessoas e para os autarcas também”, disse.
Paula Santos, deputada do Partido Comunista Português, frisou também a necessidade de ser dada resposta imediata aos problemas da frota de barcos, lembrando que o seu partido fez uma proposta, no âmbito do Orçamento do Estado, para garantir a operacionalidade dos navios e que foi rejeitada.
“O que se exige é que o Governo tem de assumir de uma vez por todas o investimento público para garantir a mobilidade das populações”, disse, adiantando que são necessárias medidas eficazes para dar resposta aos problemas identificados.
Para a deputada, este é um grande prejuízo para a população deste concelho e de todos os concelhos da área metropolitana.

Agência de Notícias com Lusa 
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Presidente da TAP diz que “Montijo é muito pequeno”

 “Portela vai ser sempre a ligação principal de Lisboa nos próximos 10 anos” 

O presidente executivo da TAP, Antonoaldo Neves, afirmou esta terça-feira que o “Montijo é muito pequeno” para a companhia aérea, pelo que é preciso “resolver” o problema da Portela, que “vai ser sempre o ‘hub’ de Lisboa” na próxima década. Antonoaldo Neves falava na conferência ‘Sucesso Made in Portugal’, organizado pelo  jornal Dinheiro Vivo, por ocasião do seu sétimo aniversário, que decorreu em Lisboa. O Montijo é “uma solução pontual, a Portela vai ser sempre a ligação principal de Lisboa nos próximos 10 anos”, sublinhou o presidente executivo da TAP. 
Opção Montijo não agrada à TAP 


O gestor começou por dizer que “o país tem de fazer uma escolha: se quer ser um ‘hub’ [plataforma] global” ou um “‘hub’ secundário global”. “Estamos muito atrasados” e a questão principal não é se a a escolha [para o aeroporto] é o Montijo ou não, “é tudo, o investimento em controlo do tráfego aéreo, o investimento em legislação, temos uma legislação muito atrasada em diversos aspetos”, apontou Antonoaldo Neves.
Além disso, o investimento em infraestruturas “leva tempo a maturar”, sublinhou. Antonoaldo Neves disse que a questão do aeroporto de Lisboa não é como um casamento que não resulta e, perante isso, uma das partes escolhe um novo ou nova parceira.
O gestor disse que a questão não é “namorar” o Montijo, mas antes o “casamento” com a Portela, atual Aeroporto Humberto Delgado. “Eu preciso de resolver o meu problema com a Portela, o Montijo é muito pequeno para a TAP”, salientou.
O Montijo é “uma solução pontual, a Portela vai ser sempre o ‘hub’ [a plataforma que permite as conexões de voos] de Lisboa nos próximos 10 anos”, prosseguiu o presidente executivo da TAP. “O que sei é que o investimento na Portela é maior do que no Montijo, mas a realidade é que o nosso desafio enquanto país é a Portela”, disse, salientando, porém, que construir a estrutura aeroportuária do Montijo é importante como apoio ao aeroporto de Lisboa.
“A Portela transporta mais passageiros do que o Galeão [aeroporto internacional do Rio de Janeiro]. O país precisa de discutir a Portela e eu não sei quais os planos da Portela”, comentou o homem forte da TAP.

Agência de Notícias com Lusa 
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Ponte entre o Seixal e Barreiro na "corda bamba"

Autarcas divididos na construção da ponte clicável que ia unir os dois municípios 

A vereação da Câmara do Seixal subscreveu, por unanimidade, a tomada de posição que reclama a construção da Ponte Pedonal e Ciclável Seixal-Barreiro. Este documento reitera a necessidade absoluta de concretização desta ponte para a ligação pedonal e ciclável entre o Seixal e o Barreiro, conforme compromisso escrito assumido entre os dois municípios, em 2017, fundamental para aproximar os dois municípios, facilitar a circulação das suas populações, bem como garantir as ligações de atividades económicas à rede local, regional, nacional e internacional. O documento teve o "voto favorável" dos socialistas do Seixal mas, no Barreiro, a autarquia, gerida pelo PS, já fez saber que é preciso “reequacionar o projecto”.  Em causa está a "derrapagem" do custo inicial da obra em mais dois milhões de euros. 
Seixal reclama ainda uma ponte rodoviária 

A decisão foi tomada na reunião de Câmara e esteve em suspense até ao fim o debate. Durante a discussão os quatro vereadores socialistas ‘esconderem’ qual a sua posição. Mas votaram a favor apesar da autarquia Câmara do Barreiro [gerida pelo PS] ter recuado na intenção de fazer a obra. Frederico Rosa, que ao ser confrontado com o inesperado aumento do custo desta ligação em mais de dois milhões de euros, passou por cima do protocolo assinado por Joaquim Santos, presidente da Câmara do Seixal, e o então presidente do município do Barreiro, Carlos Humberto, e veio dizer que tem de “reequacionar o projecto”.
Para Joaquim Santos, "este investimento é uma prioridade, pois trata-se de uma infraestrutura que facilitará a deslocação dos nossos munícipes, tendo em conta que os dois concelhos estão a cerca de 800 metros de distância em linha reta, contudo, sem esta ponte, essa distância aumenta para 13 quilómetros. Estamos disponíveis para resolver e ultrapassar qualquer constrangimento que possa surgir no âmbito da concretização deste projeto, tendo em conta que se trata de uma infraestrutura de extrema importância na mobilidade do concelho e que liga as zonas ribeirinhas do Seixal, Arrentela e Amora ao centro do Barreiro".
Para o autarca, os eleitos do PS no Seixal "estão a ‘barreirizar-se’ em vez de defenderem os interesses da nossa população”, sublinha o presidente da Câmara do Seixal, Joaquim Santos. Os autarcas socialistas confessam-se “a favor” da construção desta ligação entre os dois concelhos, mas entendem as razões do executivo do Barreiro sobre existirem outras prioridades.
"Todos concordamos que se faça a ponte na rede suave de mobilidade, mas uma coisa é custar quatro milhões de euros e, por erro do projecto, ascender para seis milhões de euros”, disse o socialista Marco Teles, em reunião pública.
Para além da ponte pedonal e ciclável, a tomada de posição da Câmara do Seixal, exige que o Governo avance com a ponte rodoviária entre os dois concelhos, inscrita no Plano Rodoviário 2000, conforme está previsto no Plano Rodoviário e no contrato de concessão do Metro Sul do Tejo.

As razões do Barreiro para não avançar na ponte 
Em Junho de 2017 os dois presidentes, ambos da CDU, assumiam construir esta ligação dividindo verbas municipais. Seriam quatro milhões de euros, tendo dois milhões de comparticipação.
E porque o Barreiro mudou de ideia em ligação à ponte? Diz o presidente da Câmara do Barreiro  “por erro de projecto, e antes de sair do papel, a obra verifica já uma derrapagem de 100 por cento, apenas no que respeita ao município do Barreiro, passando dos anunciados cerca de 850 mil euros de investimento, não comparticipado, para  um milhão e 850 euros, aproximadamente”. O valor total da obra de “quatro milhões de euros passa para seis milhões de euros”.
Frederico Rosa “não põe em causa o mérito do projecto, mas não abdica de gerir com rigor os dinheiros públicos confiados à Câmara do Barreiro, sabendo que no concelho existem outras prioridades ao nível de mobilidade, que carecem de resolução, tal como a zona da Recosta e o acesso ao Terminal rodo-ferro-fluvial”, disse o autarca citado pelo jornal O Setubalense/Diário da Região.
Devido a isso, explica o autarca do Barreiro, a “vontade que a Câmara tem em efectuar esta ligação não pode nunca toldar a capacidade de decidir com critério, protegendo o interesse e os dinheiros públicos, e de hipotecar a capacidade de investimento do município”, sublinha o autarca do Barreiro.
Recorde-se que a Administração do Porto de Lisboa (APL) recusou o projecto da ponte alegando que esta tinha de ser elevada mais 20 metros, passando para os 60 metros para assegurar a passagem de certos navios. Uma avaliação que o vereador comunista Joaquim Tavares chamou de ‘burricracia’, é que os maiores navios que vão passar por debaixo da ponte são os da Soflusa, e estes passam”. Para o vereador da CDU a verdadeira razão é que "o Governo socialista não quer esta ponte".

Agência de Notícias 
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Greve em Setúbal adia exportação de porcos

Estivadores em greve "adiam" negócio de milhões 

A exportação de carne de porco portuguesa  para a China, cujo início estava previsto para Dezembro, só deve iniciar-se em Janeiro devido ao“tráfego de contentores” provocado pela greve dos estivadores eventuais de Setúbal, disse o diretor da federação de suinicultores. Neste momento estamos com algumas dificuldades logísticas para a colocação de contentores nos portos e, passando essa fase, daremos início à exportação”, o que deverá ocorrer em Janeiro, disse o diretor da Federação Portuguesa de Associações de Suinicultores, Nuno Correia.
Greve pára exportação de carne de porco 

De acordo com o responsável, “o tráfego de contentores” nos portos nacionais está “a trazer algumas dificuldades” à exportação de carne de porco, um negócio que vai movimentar cerca de 100 milhões de euros de exportações no primeiro ano e 200 milhões no segundo.
Em causa está a greve dos trabalhadores eventuais do porto de Setúbal que não comparecem ao trabalho desde dia 5 de Novembro.
Paralelamente, está a decorrer uma greve dos estivadores afetos ao Sindicato dos Estivadores e da Atividade Logística ao trabalho extraordinário, cujo final está previsto em Janeiro de 2019 ou até patrões e sindicato chegarem a acordo.
Esta greve abrange os portos de Lisboa, Setúbal, Sines, Figueira da Foz, Leixões, Caniçal (Madeira), Ponta Delgada e Praia da Vitória (Açores).
Nuno Correia adiantou que as encomendas estão fechadas e “assim que os certificados sanitários forem emitidos e a situação logística for ultrapassada” as exportações terão início.
“Para o início do ano que vem serão [exportados] cerca de dez mil porcos por semana”, reiterou.
Segundo o diretor da federação de suinicultores, os grupos ICM, Agpmeat e Montalva “farão a exportação e darão a dimensão necessária para um mercado tão grande como a China”.
“A China é um mercado de grandes volumes, é o maior produtor e importador de porcos. Aquilo que nós fizemos em Portugal foi unir esforços entre as três empresas para poder conseguir satisfazer as necessidades. Uma empresa, por si só, não consegue dar resposta a tudo aquilo que a China precisa”, sublinhou o dirigente.
Por outro lado, a Agrupalto, da qual Nuno Correia é administrador, comprou o matadouro de Reguengos de Monsaraz (Maporal) que vai passar a trabalhar, em exclusivo, para o mercado chinês.
A aquisição envolveu um investimento inicial de quatro milhões de euros e, posteriormente, vai implicar um reforço de seis milhões de euros, destinado ao aumento de produção. No total vão ser criados 150 novos postos de trabalho nesta unidade, no Alentejo.
Numa fase inicial, só neste matadouro, vão ser abatidos quatro mil animais por semana e, até ao final de 2019, ascenderá a dez mil animais por semana.
O acordo foi celebrado com o ACME Group, estando já a decorrer encontros para alargar o negócio. Adicionalmente, dentro de seis meses, vai ocorrer uma nova vistoria para tentar homologar mais três matadouros em Alcanede, Montijo e Lisboa.

Agência de Notícias com Lusa  
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Fórum Turismo Palmela foi um sucesso

Concelho aposta forte enoturismo, gastronomia, natureza, cultura e no golfe 

O Fórum Turismo Palmela, que decorreu na segunda-feira, no Cineteatro S. João, contou com mais de três centenas de participantes, com uma forte presença de jovens, alunos de escolas da região. A iniciativa, organizada pela Câmara de Palmela, com o apoio da Entidade Regional de Turismo da Região de Lisboa e da Rota de Vinhos da Península de Setúbal, promoveu a partilha de exemplos e práticas de sucesso em torno do tema “Turismo e Património Cultural – Valorização dos Territórios”. Em 2017, o concelho ultrapassou a barreira das 100 mil dormidas e também o número de alojamentos locais tem vindo a aumentar. Números, diz o presidente da autarquia, Álvaro Amaro, provam que "Palmela tem vindo a afirmar-se como um destino turístico em franco crescimento".
A cultura é um dos pilares do turismo local 

A manhã foi dedicada ao painel “Turismo como fator de valorização cultural dos territórios”, com a apresentação de projetos de várias regiões do país, entre os quais “Idanha a Nova – Cidade Criativa da Música”, numa altura em que Palmela prepara também a sua candidatura a Cidade Criativa da Música da Unesco. “O Caminho de Santiago – Perspetivas de Desenvolvimento Turístico-Cultural” deu o mote aos trabalhos do período da tarde. O tema reveste-se de especial importância para Palmela, que foi sede da Ordem de Santiago em Portugal, até à sua extinção.
O presidente do município, Álvaro Amaro, sublinhou, durante a sessão de abertura do Fórum, que "Palmela tem vindo a afirmar-se como um destino turístico em franco crescimento", com destaque para as áreas do enoturismo, gastronomia, touring cultural e paisagístico, desporto de natureza e golfe. Em 2017, o concelho ultrapassou a barreira das 100 mil dormidas e também o número de alojamentos locais tem vindo a aumentar, sendo já uma centena e meia.
Álvaro Amaro realçou também que a autarquia tem procurado captar todo o financiamento europeu disponível no âmbito do atual quadro comunitário para o desenvolvimento de projetos no setor turístico. Entre os investimentos já concretizados e em desenvolvimento estão a valorização de sítios arqueológicos, os projetos “PRArrábida – Espaços de lazer e bem-estar” Serra do Louro ao Cubo, Janela da Arrábida e Castelos e Fortalezas da Arrábida, o reforço da rede wi fi no Centro Histórico de Palmela e Serra do Louro, a criação do espaço Palmela Conquista no antigo edifício da Rádio Pal e a ação Almenara, que totalizam mais de 1,7 milhões de euros de investimento.
"O nosso objetivo para o futuro é muito claro: queremos posicionar Palmela como um destino em que o casamento entre o turismo e o património cultural é uma aliança feliz", afirmou o vereador do Turismo, Luís Miguel Calha, a quem coube encerrar o Fórum. Para o vereador, "o intercâmbio de experiências, a aprendizagem aqui germinada e os resultados desta iniciativa serão determinantes para continuarmos a construir caminhos de futuro".
O forte calendário de eventos culturais, desportivos e de lazer é outro dos fatores apontados para o contínuo crescimento turístico do Concelho. Iniciativas diversas como a Feira Medieval de Palmela, o Palmela Wine Jazz, o Festival de Moscatel, o Mercado Caramelo, no Pinhal Novo, o recente Itinerário Turístico das Igrejas e Capelas do Centro Histórico de Palmela ou o Programa “Palmela, Experiências com Sabor!”, a par de eventos coorganizados e apoiados pelo município, em conjunto com associações e entidades diversas, dos quais se indicam, por exemplo, o Festival Internacional de Gigantes, (Pinhal Novo), O Festival Internacional de Artes de Rua (Palmela), o Festival Queijo, Pão e Vinho, (Quinta do Anjo), a Mostra de Vinhos de Fernando Pó, o Palmela Run, o Pinhal Novo Night Run e a Granfondo Arrábida, o Projeto Almenara, cuja parceria com o Município de Lisboa, através da Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural, contribui para a otimização dos fluxos turísticos a partir do castelo de S. Jorge, em Lisboa,  para o castelo de Palmela, têm contribuído para a projeção deste território e para o sucessivo aumento da procura, permitindo reduzir a sazonalidade.

Agência de Notícias com Câmara de Palmela 

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Indústrias de Setúbal apelam a acordo para parar greve

Economia viabilizada da região "foi drasticamente reduzida"

A paralisação no porto de Setúbal está a “agravar criticamente” a situação das principais indústrias exportadoras da região. Em comunicado divulgado esta terça-feira, a Associação da Indústria da Península de Setúbal, sublinha que muitas empresas têm tido sobrecustos muito relevantes para movimentar os seus produtos por outros portos, “estando algumas a entrar em situações de incumprimento contratual com clientes”. Por outro lado, o conflito do porto de Setúbal, que dura desde o início de Novembro, está a deixar várias unidades industriais fortemente condicionadas na sua capacidade de produção e armazenamento, “enfrentando já situações de sério risco de abastecimento de combustíveis, matéria-prima e escoamento de produto acabado”.
Greve está a arruinar empresas da região 

A AISET – Associação das Indústrias da Península de Setúbal apelas às partes envolvidas – sindicatos de estivadores e operadores portuários – “para concluírem urgentemente um acordo que permita encerrar este conflito e ser possível retomar a normalidade económica da região”.
Num comunicado divulgado na terça-feira, a AISET denuncia que “o prolongamento da greve dos estivadores no porto de Setúbal está a agravar criticamente a situação das principais indústrias da península de Setúbal, de forte pendor exportador.
Segundo as últimas estimativas, relativas a 2015, as principais indústrias da península de Setúbal devem valer cerca de 3,5 por cento do Produto Interno Bruto em termos de faturação e devem rondar cerca de 10 por cento do Produto Interno Bruto no que respeita a exportações nacionais.
A AISET conta como seus associados com as empresas Autoeuropa (Volkswagen) Fisipe, Lusosider, The Navigator Company (Portucel), Sapec, Aicep Global Parques, Visteon, Secil, Vanpro (Faurecia), Laval, Alstom, AVE – Gestão Ambiental e Valorização Energética e Lauak, entre outras.
“Estas empresas têm tido sobrecustos muito relevantes para movimentar os seus produtos por outros portos, estando algumas a entrar em situações de incumprimento contratual com clientes, e a ficar fortemente condicionadas na sua capacidade de produção e armazenamento, enfrentando já situações de sério risco de abastecimento de combustíveis, matéria-prima e escoamento de produto acabado”, destaca o comunicado da AISET.
O mesmo documento acrescenta ainda que “o forte condicionamento sentido nestas empresas pode originar a breve trecho, em algumas delas, paragens pontuais, caso não seja encontrada rapidamente uma solução negociada para o conflito que opõe estivadores às empresas de trabalho portuário neste porto relativamente à quantidade de trabalhadores efetivos e eventuais, devendo esta discussão restringir-se apenas e só ao porto de Setúbal e não a outros portos nacionais”.
A Autoeuropa, em Palmela, é uma das empresas mais prejudicadas, com mais de 22 mil carros fabricados, parados à espera de embarque para os países de destino.
“Este estrangulamento do porto de Setúbal afeta toda a economia da região, do país, os operadores portuários, os prestadores de serviços às empresas e os armadores marítimos, que cessarão a sua atividade em caso de paragem forçada, para além de provocar danos ao porto de Setúbal, um exemplo de crescimento na última década”, acusa a AISET.
“O desnecessário e incompreensível prolongamento do conflito laboral retira valor a toda a economia portuguesa, prejudicando em primeiro lugar os trabalhadores das empresas e suas famílias, que verão de imediato o seu rendimento mensal diminuído em caso de paragem das principais empresas, não ficando o próprio porto de Setúbal e os seus trabalhadores isentos de consequências negativas devido à perda de rotas e contratos”, sublinham as empresas do distrito de Setúbal. 

Ministra espera acordo nos próximos dias 
Em entrevista ao ‘Jornal de Negócios’ e ‘Antena 1’, a Ministra do Mar abordou a temática quente do conflito da estiva em Setúbal, que se vem arrastando desde o passado dia 5 de Novembro. Segundo Ana Paula Vitorino, "a próxima reunião formal e pública será, com certeza, para fechar um acordo".
Ficou assim patente a confiança da líder da pasta do Mar na obtenção de paz social no porto sadino: "Tem havido reuniões bilaterais entre a mediação e cada uma das partes, julgo que está a evoluir bem», declarou. Recorde-se que o acordo esteve perto de se consumar, mas, na sua visão, a insistência do Sindicato dos Estivadores e Actividades Logísticas em discutir outros portos inviabilizou um cenário de resolução imediata do dossier de Setúbal.
Segundo afirmou Ana Paula Vitorino, deve haver "consciência de que não se pode resolver tudo ao mesmo tempo", sob pena de se prejudicarem soluções imediatas. O conflito da estiva, que tem afectado o porto sadino, tem um impacto (directo e indirecto) de "cerca de 300 milhões de euros" anualmente. Esse impacto duplica se a ele acrescentarmos o peso da componente induzida pelo porto de Lisboa, explicou.
"Neste momento, a movimentação no porto de Setúbal, portanto, a economia que é viabilizada através do porto de Setúbal, foi drasticamente reduzida e cada semana que passa mais reduzida assim é", observou. 
"Já fizemos as contas, se isto continuar até ao final do ano vamos ter uma redução de cerca de 70 por cento no valor directo e indirecto do volume de negócios produzido pelo porto de Setúbal", antecipou a governante.
A ministra lembrou, no entanto, que se "nos próximos dias" um acordo for atingido, poderá ser possível "recuperar alguma coisa até ao final do ano", admitindo, ainda assim que "cada vez existe mais dificuldade em recuperar rotas perdidas para outros países".
Em declarações ao Jornal Económico, na semana passada, Diogo Marecos, administrador da Operestiva, um dos operadores portuários de Setúbal, revelou que três armadores internacionais – a McAndrews, Tarros e Arkas – já tinham trocado o porto de Setúbal por concorrentes espanhóis, em particular pelos portos de Vigo e de Santander, prevendo que a quebra de mercadorias movimentadas no porto sadino provocada por esta greve ascenda a 70 por cento face ao movimento normal.
A AISET apela, por fim, às partes em confronto para “concluírem urgentemente um acordo que permita encerrar este conflito e ser possível retomar a normalidade económica da região”.

Agência de Notícias


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Passageiros contra a falta de barcos na ligação Seixal

Utentes dos barcos ameaçam com mais protestos

A supressão de barcos na ligação fluvial entre o Seixal e Lisboa, que se verificou esta terça-feira, deve repetir-se esta quarta-feira por falta de navios, afirmou a comissão de utentes, que prevê novos protestos. Membros da Comissão de Utentes dos Transportes do Seixal foram recebidos pela presidente da Transtejo/Soflusa, Marina Ferreira, depois dos constrangimentos ocorridos durante a manhã de ontem, que levou muitos passageiros a reclamarem junto à sede da empresa, no Cais do Sodré. A Transtejo não tem solução, porque não tem navios. "Os navios estão avariados, têm de ir para reparação. Supostamente houve dois barcos que avariaram e pelos vistos tiraram alguns navios da carreira de Cacilhas para reforçar a carreira do Seixal. Sem ovos não se conseguem fazer omeletes", disse, no final do encontro, António Freitas, da comissão de utentes. O CDS-PP Almada está preocupado com os incidentes com utentes da Transtejo e exije "mais e melhores transportes para os passageiros da margem sul". As perturbações devem manter-se esta quarta-feira. 
Utentes reclamam mais barcos e mais ligações 

"Estão à espera que um dos navios, que está na zona do Barreiro, seja reparado, porque meteu água e tinha outros problemas técnicos, e então estão à espera desse navio que possa chegar, ou não, ainda hoje", afirmou António Freitas.
Não há garantias”, disse, salientando que a administração está “a estudar a possibilidade de alugar um veículo a um armador que tenha disponível”.
Para António Freitas, a solução passa pela aquisição de barcos, porque os atuais “estão todos no limite”, os cacilheiros já têm “cerca de 50 anos” e os “catamarans já têm uma idade bastante avançada”.
O Governo vem anunciar que rapidamente vamos ter passes sociais que vão fazer uma oferta de mobilidade aos utentes com aquilo que tem à disposição: meios velhos, barcos velhos e sem solução. Se os barcos não servem as necessidades das pessoas que hoje os usam, irão no futuro suprir as necessidades daqueles que vão largar a ponte 25 de Abril ou Vasco da Gama para voltarem para os transportes?”, questionou.
Na sua página na rede social Facebook, a Câmara do Seixal “considera que não é aceitável que continuem a ser diariamente suprimidas carreiras, prejudicando as populações.
A autarquia “exige ao Governo que resolva com urgência os problemas nas ligações fluviais entre o Seixal e Lisboa, que se têm arrastado ao longo dos últimos anos”.
Em declarações à Lusa, o presidente da União de Freguesias do Seixal, Arrentela e Paio Pires,  alertou para o impacto negativo das sucessivas supressões de barcos na travessia do Tejo para a vida profissional da população do concelho, realçando que esta "é uma situação recorrente".
A supressão de barcos que fazem a travessia Seixal-Cais do Sodré, obrigou os passageiros a faltar ao trabalho, a consultas médicas e a exames na faculdade, segundo a comissão de utentes.
Dezenas de pessoas descontentes com a falta de navios invadiram terça de manhã, pela porta de desembarque, um barco da Transtejo que fazia a ligação Seixal-Lisboa e este foi impedido de sair pela Polícia Marítima por excesso de lotação.

Transtejo garante normalidade na quinta-feira 
Segundo a presidente da Transtejo/Soflusa, Marina Ferreira, a ligação fluvial Seixal-Lisboa foi reforçada com um barco desviado de Cacilhas, garantindo que as pessoas foram transportadas em segurança.
Neste momento, penalizando a ligação de Cacilhas, desviámos um navio para reforço, o que é muito penalizador para os passageiros de Cacilhas. Contudo, o que podemos garantir é que os passageiros estão a ser transportados em segurança e nenhum fica em terra”, disse à Lusa.
A responsável explicou que no domingo houve um problema com o catamarã que faz a ligação ao Seixal.
"Esta quarta-feira teremos dificuldades novamente, pois continuamos só com um navio em vez de dois. O navio está em reparação e só na quinta-feira é que o teremos disponível. Temos dificuldades de recursos humanos e não podemos pôr em causa a segurança das pessoas", concluiu.
Em Abril, o ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, anunciou no parlamento que iria ser lançado até ao final do verão um concurso para a aquisição de 10 novos navios para reforço da frota da Transtejo.
João Matos Fernandes referiu que a aquisição destes 10 novos navios, que deverão estar disponíveis até 2022, representa um investimento de 50 milhões de euros, dos quais 15 serão financiados com fundos comunitários.
O governante apresentou uma calendarização da aquisição destes navios, perspetivando quatro para 2020, três para 2021 e outros três em 2022.
A Transtejo assegura as ligações fluviais entre o Seixal, Montijo, Cacilhas e Trafaria/Porto Brandão e Lisboa, enquanto a Soflusa é responsável por ligar o Barreiro à capital.

Invasão ao barco das 8h30 
Os passageiros da Transtejo perderam a paciência e, esta terça-feira, invadiram o barco das 8h30 que iria fazer a ligação entre o Seixal e o Cais do Sodré, em Lisboa.
Com a ligação das 8h10 suprimida, ficou “muita gente à espera” no terminal do Seixal. “O barco seguinte ficou completamente lotado e as pessoas forçaram a entrada”, contou Horta Pinheiro, dirigente da comissão de utentes do Seixal.
“As pessoas tinham um horário para cumprir e ao não conseguirem entrar nos barcos tentaram forçar a entrada pela saída [do barco] e gerou-se a confusão”, relata. O excesso de passageiros a bordo levou a empresa a recusar-se a fazer a ligação e a embarcação só partiu uma hora depois do sucedido e após a intervenção da Polícia Marítima. 
A Transtejo chamou um outro barco para resolver temporariamente a situação. Contudo, Horta Pinheiro alerta que “o problema vai-se manter”.
“Não podemos continuar na situação de não temos barcos, é uma situação que se repete constantemente. As pessoas já estão em desespero, já não conseguem saber quando é que chegam aos seus empregos. Muitas começam a levar os carros particulares para a cidade”, conta o dirigente da comissão de utentes do Seixal.

CDS-PP Almada preocupado com os incidentes com utentes da Transtejo
A Concelhia do CDS-PP Almada manifestou "a mais profunda preocupação pelos incidentes registados" com utentes da Transtejo devido a supressão de barcos por parte da empresa.
"Devido há já conhecida falta de resposta e de meios adequados por parte da Transtejo, os utentes dos barcos em Cacilhas, segundo consta, ficaram prejudicados com a supressão de um dos navios que foi colmatar a falta de barcos no terminal do Seixal, onde só por sorte e com muita paciência por parte dos utentes, os incidentes não foram maiores", diz a concelhia do CDS-PP de Almada.
"Em Cacilhas, a multidão de utentes amontoava-se na estação enquanto um navio de transporte de passageiros ia em socorro do Seixal tentando minimizar os estragos", relatam os democratas-cristãos.
Para o CDS_PP, "os almadenses merecem mais respeito por parte de quem toma decisões, nomeadamente do poder político central que tem de obrigatoriamente de dar uma resposta com urgência e imediata para resolver este grave problema com o transporte fluvial".
"Os almadenses e os habitantes da margem sul não podem ser olhados como portugueses de segunda, pois o investimento num grande aglomerado de população em termos de transporte é cada vez mais deficiente prejudicando a mobilidade e as acessibilidades de quem quer ir estudar e trabalhar", conclui o comunicado do CDS-PP.
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D. Manuel Martins dá nome a largo em Setúbal

Cidade reconhece trabalho e obra do "Bispo Vermelho" 

O Largo D. Manuel Martins, em homenagem ao bispo emérito de Setúbal, foi inaugurado junto da Igreja de Nossa Senhora da Conceição, na Avenida Bento de Jesus Caraça, em Setúbal. Na cerimónia, que contou com as presenças do presidente da Junta de Freguesia de São Sebastião, Nuno Costa, do vigário geral da Diocese de Setúbal, José Lobato, e do pároco de Nossa Senhora da Conceição, Constantino Alves, entre outros, a presidente da Câmara Municipal, Maria das Dores Meira, sublinhou a justeza da homenagem a um homem que marcou a região.

“D. Manuel Martins fica para sempre na memória de todos os setubalenses e de todos os portugueses como o homem justo que sempre soube de que lado deveria estar, do lado dos mais desfavorecidos, do lado daqueles por quem sempre lutou, por quem sempre levantou a voz e por quem sempre estava disposto a sacrificar-se”, sublinhou a autarca de Setúbal.
O “bispo vermelho”, como foi apelidado, esteve, quando foi necessário, “no lado certo da história” e será recordado por características como “lucidez, humanismo, sentido de justiça e sentido de humor”.
Manuel Martins, primeiro bispo da Diocese de Setúbal, falecido em Setembro do ano passado, é evocado pela autarca como um “amigo de Setúbal que, no momento complexo em que se fez setubalense, soube ler o que ia na alma de gentes fustigadas pela dor da pobreza, da miséria, dos salários em atraso”, e, por isso “a cidade agradece-lhe o que por ela fez”.
A autarca acredita que a cidade não esquecerá o papel desempenhado “naqueles tempos difíceis”, nem o entusiasmo que D. Manuel Martins sentiu quando chegou a Setúbal e quis assumir ser um dos que “trabalham e lutam para que o homem seja mais homem, numa sociedade mais justa”, como ele próprio escreveu.
Maria das Dores Meira sublinha que “gravar o nome de um homem bom numa rua ou numa avenida é, sem dúvida, uma forma absolutamente digna de o homenagear”, assim como é uma “poderosa forma de recordar o que fez pela cidade em que viveu e trabalhou, pelo país onde nasceu ou de que se fez cidadão”.
A cerimónia de inauguração do Largo D. Manuel Martins contou, além de outros membros do Executivo municipal, com a participação de dezenas de populares, que prestaram, desta forma, homenagem ao primeiro bispo da Diocese de Setúbal, entre 1975 e 1998.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 
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Homenagem a alfaiate e músico no museu de Setúbal

Cidade homenageia pai do cantor Toy  

Uma exposição que junta fotografias e artefactos ligados à profissão de alfaiate foi inaugurada, no dia 8, no Museu do Trabalho Michel Giacometti, em Setúbal, em homenagem a António Ferrão. A mostra “António da Costa Ferrão – alfaiate e artista”, patente até 31 de Janeiro, revela memórias e histórias da vida de uma personagem multifacetada, costuradas entre artes. A inauguração, que contou com a presença do homenageado acompanhado da família, juntou perto de duas centenas de pessoas que assistiram a um programa que teve início com uma intervenção de boas-vindas da vereadora Eugénia Silveira, que ofereceu, igualmente, duas fotografias aos filhos de António da Costa Ferrão, Maria Leonor e o cantor Toy.
António acompanhado dos seus dois filhos 

As imagens antigas mostram, por um lado, a profissão de alfaiate, com António Ferrão ladeado da mulher e dos funcionários da alfaiataria que possuía num 1.º andar da Travessa do Postigo da Pedra, e, por outro lado, um dos conjuntos musicais a que o homenageado pertenceu.
A iniciativa contou, ainda, com um apontamento musical pelo cantor Toy, a que se seguiram declamação de poesia com José Raposo e uma intervenção do antigo alfaiate Vítor Gaspar, que desfiou memórias de tempos antigos.
A inauguração da mostra “António da Costa Ferrão – alfaiate e artista” terminou com uma atuação do Grupo de Cantares Populares e Tradições da Junta de Freguesia de São Sebastião.
António da Costa Ferrão, natural de Ançada, Mangualde, atualmente com 94 anos, iniciou-se no ofício de alfaiate aos 11, uma vez concluída a antiga 4.ª classe, profissão à qual se dedicou durante 75 anos, primeiro em Lisboa, cidade onde cumpriu o serviço militar, depois em Setúbal, onde chegou em 1951.
Fez-se sócio da Sociedade Musical Capricho Setubalense e da Sociedade Musical e Recreativa União Setubalense, onde aprendeu solfejo e tocou trompete nas respetivas bandas filarmónicas.
Dedicado de corpo e alma às suas artes, de dia era o alfaiate António Ferrão, à noite era o Ferrão músico, que tocava guitarra elétrica, violino, contrabaixo, banjo e viola-baixo acústica em conjuntos de bailes, orquestras e grupos de cantares.
A exposição patente no Museu do Trabalho Michel Giacometti resulta da doação do espólio relacionado com instrumentos de trabalho ligados à Alfaiataria Ferrão, feita pelos filhos.
“António da Costa Ferrão – alfaiate e artista”, organizada pela Câmara de Setúbal, pode ser visitada, até 31 de Janeiro, de terça a sexta-feira das 9h30 às 18 horas e ao sábado e domingo das 14 às 18 horas.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 
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Almada tem mercado amigo da terra e das pessoas

Comprar, comer e divertir-se no centro da cidade em época natalícia

A Praça S. João Baptista vai ser centro de animação em tempo de Natal, em Almada. A organização diz que que as propostas e surpresas são muitas e a diversão é garantida. Dia 12 de Dezembro, a partir das 17 horas, abrem as portas da edição deste ano do Mercado de Natal Amigo da Terra, em Almada, com uma seleção de artigos de designers e artesãos de todo o País, mas com preocupações ecológicas e sociais. Aqui, até a embalagem conta, pelo que quem quiser oferecer um presente ecológico pode ir até à Oficina de Cultura, no centro da cidade de Almada, onde até 16 de Dezembro estão as propostas de 70 artesãos e marcas.
Mercado abre portas na quarta-feira 

O Mercado de Natal Amigo da Terra, em Almada, com uma selecção de artigos de designers e artesãos de todo o país, abre na próxima quarta-feira, às 17 horas,  na Oficina da Cultura e Praça S. João Baptista. Com preocupações ecológicas e sociais, onde até a embalagem conta, “é espaço a visitar para adquirir um presente mais amigo do ambiente”, desafia a organização.
Encontra, por exemplo, vestuário feito com matérias naturais, brinquedos de madeira, acessórios de moda, plantas, cosmética natural, kits para fazer a sua horta em casa ou ter a sua própria criação de cogumelos, casas-ninho e muito mais. Em muitas das bancas haverá presentes a partir de um euro.
No exterior, funcionam as tasquinhas, com esplanadas cheias de iguarias natalícias, além de concertos e animação e, ao longo dos cinco dias, há oficinas ecológicas: mais de 50 no total, todas gratuitas. Numas constroem-se presentes, dando vida nova a materiais, noutras fazem-se decorações de Natal mais ecológicas, mas também há quem ensine a fazer embrulhos com materiais naturais, sem recurso a agrafos, fita-colas ou laços, para baixar a pegada ecológica deste Natal. Não é necessária inscrição prévia, basta aparecer.
Na Praça São João Baptista, onde há uma extensão do Mercado de Natal Amigo da Terra, pode provar doçaria regional, vinho quente e pão acabado de fazer, mas também levar para casa alguns produtos frescos à venda e até sugestões de presentes. Há ainda showcookings com receitas saudáveis para o Natal e para o dia-a-dia, em várias aulas práticas de cozinha por especialistas.
Além de bandas, DJ sets e atuações dos grupos que participam no programa “Do Natal aos Reis em Coro”, estão previstas peças de teatro e animação de rua. 
Outro dos pontos de atracção deste mercado será a banca da associação Amor Rafeiro. Aqui vai ser possível adoptar um cão ou um gato, ou simplesmente adquiri propostas de presentes para os seus amigos de quatro patas.
Finalmente, no domingo, dia 16 de Dezembro, a autarquia desafia a vestir algum acessório natalício e participar no ciclopasseio solidário Dois Pedais, Mais Natais. Pode levar bens alimentares não-perecíveis (como enlatados, bolachas, cereais, arroz, e outros alimentos embalados) para entregar à Redfood de Almada, que os distribuirá por famílias carenciadas do concelho. O ponto de encontro é na Praça São João Baptista, às 15 horas.

Anselmo Ralph na passagem de ano em Cacilhas
Mais uma vez Cacilhas vai receber o Ano Novo em festa. Música e fogo-de-artifício, desta vez combinado entre a margem de Almada e a de Lisboa. Mas em Cacilhas, a festa promete, tem muita música e um mega fogo de artificio a dobrar, e não é preciso bilhetes nem entradas.
Em Almada, junto à Fragata D. Fernando II e Glória, em Cacilhas, o palco do evento de passagem de ano da autarquia recebe este ano Anselmo Raph, um dos grandes nomes da música angolana. Mas há mais motivos para marcar lugar junto ao Tejo.
A partir das 22h30, no último dia do ano, começa o espetáculo com os Rock em Stock, uma banda de covers que vai interpretar temas dos anos 80 e 90. Táxi, Sitiados, Quinta do Bill, Xutos e Pontapés, UHF, sem esquecer Jorge Palma ou Rui Veloso, vão ser revisitados, e esperam-se coros de vozes épicos.
Antes da meia-noite, o palco é dos bailarinos da Escola de Dança Next, vice-campeões do Mundo na categoria de Mega Crew Hip Hop Teams. Quando soarem as 12 badaladas é altura para o fogo de artifício, este ano sincronizado entre Almada e Lisboa, com um espetáculo a unir as duas margens do Tejo.
Depois, chega “A Única Mulher”, “Não Me Toca”, “Curtição” e muito mais, pela voz de Anselmo Ralph, madrugada dentro.

Agência de Notícias
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