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Deputados do PS querem ambulância em Alcácer do Sal

Socialistas questionam ministra da saúde por ambulância de Suporte Imediato de Vida

Os deputados do PS eleitos pelo círculo de Setúbal defenderam a colocação de uma ambulância de Suporte Imediato de Vida no Serviço de Urgência Básica de Alcácer do Sal, no litoral alentejano. Num requerimento enviado à ministra da Saúde, os deputados socialistas querem saber se Marta Temido reconhece a "importância de existir em Alcácer do Sal" uma ambulância de Suporte Imediato de Vida, alocada no Serviço de Urgência Básica local. 
Centro de saúde  local não tem ambulância 


Os deputados Ana Catarina Mendes, Eurídice Pereira, Paulo Trigo Pereira, Catarina Marcelino, Ivan Gonçalves, Sofia Araújo e André Batista querem ainda saber “para quando está prevista" uma viatura de Suporte Imediato de Vida em Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal.
Considerando que Alcácer do Sal é o segundo município com maior área territorial a nível nacional e “havendo uma significativa dispersão dos habitantes”, os sete eleitos do PS por Setúbal defenderam ser importante a existência de uma ambulância de Suporte Imediato de Vida naquele concelho do litoral alentejano.
Os pontos mais longínquos da área de abrangência da Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) distam do Hospital do Litoral Alentejano, em Santiago do Cacém, tanto a norte como a sul, cerca de 100 quilómetros”, indicam os deputados, considerando haver uma “lacuna” nos meios de socorro na zona.
A sul, no concelho de Odemira, distrito de Beja, “o socorro pré-hospitalar está assegurado pela Suporte Imediato de Vida de Odemira”, enquanto que, a norte, no concelho de Alcácer do Sal, distrito de Setúbal, ocorre uma lacuna de meios de socorro diferenciado”, alegam.
No requerimento, Eurídice Pereira, da Comissão Parlamentar de Saúde e coordenadora regional dos deputados do PS eleitos por Setúbal, refere um despacho publicado em Diário da República que define os meios que devem ser alocados aos Serviços de Urgência Médico Cirúrgica.
“O despacho publicado no Diário da República n.º 79, 2.ª série, de 23 de Abril, define que os Serviços de Urgência Médico-Cirúrgica devem integrar uma VMER e que os  Serviço de Urgência Básica devem integrar uma Suporte Imediato de Vida, o que não ocorre em Alcácer do Sal”, referem.
Os deputados socialistas consideram que "há justificadamente" uma "forte expectativa sobre a resolução deste problema a breve trecho” e concluem que “compete ao INEM, entre outros, disponibilizar o meio de emergência pré-hospitalar e ao diretor de serviço de urgência garantir a operacionalidade permanente do meio" de socorro.
A zona do litoral alentejano compreende os concelhos de Alcácer do Sal, Grândola, Santiago do Cacém, Sines e Odemira, com uma população que ronda os 100 mil habitantes.
A Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano conta com um Serviço de Urgência Médico Cirúrgica, em Santiago do Cacém, e dois  Serviço de Urgência Básica nos centros de saúde de Alcácer do Sal e de Odemira.

Agência de Notícias com Lusa 

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Rota revela vida dos golfinhos em Setúbal

Réplicas reais dos golfinhos do Sado em exibição na Herdade da Mourisca 

Uma exposição permanente sobre as várias fases da vida dos roazes do Sado foi inaugurada na Herdade da Mourisca, no âmbito das comemorações do Dia Nacional do Mar. “Na Rota dos Roazes”, organizada pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas e pela Câmara de Setúbal, é composta por réplicas de quatro golfinhos, em tamanho real, que revelam as etapas da vida dos roazes do Sado, instaladas junto do cemitério de cetáceos, no acesso ao Moinho de Maré da Mourisca. Os moldes originais, que estiveram patentes na Expo’98, tendo sido mais tarde cedidos pela Câmara  de Lisboa ao Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, foram recuperados pela artista plástica Isabel Curto Castan em resposta a um desafio lançado pela autarquia sadina.
Exposição foi inaugurada na sexta-feira 

“Deu-me um grande gozo desenvolver este projeto”, confessou a artista, na inauguração de exposição, que contou com a presença da presidente da Câmara de Setúbal, Maria das Dores Meira.
Isabel Castan idealizou uma mostra interativa, com “objetivos pedagógicos e de sensibilização ambiental, para que as pessoas percebam o que o lixo no mar pode causar aos animais”.
Cada molde, pintado e recuperado com recurso a materiais reutilizáveis, representa uma fase da vida do roaz do Sado, a começar pelo “Brinca Comigo”, que corresponde à infância.
Ao molde que representa a idade adulta, Isabel Castan deu o nome de “O Entrelaçado”, com o objetivo de despertar consciências para “o stress a que os animais estão sujeitos quando ficam presos nas redes e têm de lutar para sair”.
O terceiro molde, o “Fim do Caminho”, representa a morte do golfinho, enquanto o quarto, “Num mar de flores”, coberto de flores naturais e relva sintética reutilizada, remete para “uma fase mais mística, que é a ascensão do golfinho”.
Maria das Dores Meira confessou “enorme orgulho” por constatar que as parcerias entre instituições estão a transformar a cidade de Setúbal.
“Acima de tudo está a vontade de querer fazer. Assistimos a uma cidade que quis mudar e está a mudar, porque as instituições uniram-se, como é o caso da parceria entre a Câmara Municipal e o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, e as coisas estão a acontecer”.
A inauguração da exposição “Na Rota dos Roazes” incluiu um atelier sobre a vida marinha do Estuário do Sado, dinamizado pela Ocean Alive, com a participação de alunos de quatro estabelecimentos de ensino do concelho alentejano de Montemor-o-Novo.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 
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Montijo exige mais e melhores autocarros à TST

Utentes reclamaram "mais carreiras, mais horários" no concelho 

A comissão de utentes dos transportes públicos rodoviários do Montijo, concentrou-se junto à estação da empresa Transportes Sul do Tejo (TST) para reivindicar mais autocarros e horários no concelho.O protesto juntou mais de 60 pessoas. Os utentes reivindicaram mais carreiras e horários, melhor qualidade do material circulante e afirmaram o seu direito constitucional à mobilidade. Foi distribuído, pela organização, um abaixo-assinado que começará hoje a circular contendo as referidas reivindicações.  Foi também revelada a elaboração de um caderno, contendo as principais queixas e reclamações dos utentes, bem como sugestões para a melhoria do serviço prestado pela empresa a ser entregue à Administração dos TST em reunião a agendar. Em resposta, a empresa promete um reforço de carreiras em Dezembro. 
Mais de 60 pessoas juntaram-se este sábado 

"Foi criada uma comissão de utentes no Montijo em virtude de haver um forte descontentamento pela situação que a TST criou na cidade, porque as periferias estão pessimamente servidas de transportes", disse à Lusa Paulo Soares Jorge, membro da comissão.
Segundo o responsável, alguns bairros só têm "duas a três carreiras por dia", o que implica que as pessoas tenham que se "deslocar a pé" até ao centro da cidade e "só a partir daí é possível apanhar um autocarro para o trabalho".
Paulo Soares Jorge referiu que anteriormente já tinham sido entregues ao presidente da Câmara do Montijo, Nuno Canta (PS), dois abaixo-assinados, do qual resultou a promessa de "resolver a situação".
"A TST pretendeu melhorar o serviço, modificou algumas carreiras, inclusive deixou uma zona da cidade completamente sem transportes, portanto, tirou ainda", frisou.
Posteriormente, segundo o membro da comissão, "foi prometido o regresso à situação anterior", mas esta "já era má sem qualquer modificação".
Por esse motivo, foi criada a comissão de utentes, há cerca de duas semanas, com o objetivo de lutar por melhores condições de transporte no Montijo.
"No sábado foi a primeira concentração pública. Pretendemos fazer um abaixo-assinado que reúna o maior número de assinaturas possível e pretendemos marcar uma reunião tão breve quanto possível com a administração da TST, para expor as nossas queixas e sugestões. E mais tarde, consoante o número de assinaturas que conseguirmos recolher, o abaixo-assinado poderá subir à Assembleia da República", adiantou.
Paulo Soares Jorge avançou ainda que têm recebido "bastantes queixas", tanto na página de Facebook da comissão, como por correio eletrónico.
"Mais carreiras, mais horários!" e "A mobilidade é um direito!", foram estas as palavras de ordem mais ouvidas na concentração de utentes, junto à Estação dos TST de Montijo, promovida pela Comissão de Utentes de Transportes Públicos Rodoviários de Montijo, que juntou mais de 60 utentes dos Transportes Sul do Tejo.

Empresa promete reforço de carreiras em Dezembro 
Contactada pela agência Lusa, a administração da TST informou que não teve conhecimento formal desta concentração, nem das suas reivindicações, contudo, anunciou que a oferta deve aumentar em Dezembro.
"A Transportes Sul do Tejo não teve conhecimento formal da manifestação referida, nem dos temas que estão na sua origem. Porém, a transportadora está atenta à realidade da mobilidade na região e tem vindo a colaborar e a apresentar propostas à autoridade de mobilidade competente para ajustar a oferta à procura. Nesse sentido, a TST tem previsto um acréscimo da sua oferta a partir do início do próximo mês de Dezembro", referiu a administração da TST.

Agência de Notícias com Lusa 
Foto: CUTPRM

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Boas práticas em bairros valem prémio em Setúbal

Cidades Educadoras reconhece trabalho social na Bela Vista 

As boas práticas impulsionadas pelo programa municipal Nosso Bairro, Nossa Cidade, com ações de melhoria da qualidade de vida no território da Bela Vista, foram premiadas pela Associação Internacional de Cidades Educadoras. “Esta distinção reconhece o intenso trabalho feito nos maiores bairros de habitação pública municipal”, enalteceu a presidente da autarquia setubalense, Maria das Dores Meira, na atribuição do prémio “Boas Práticas” realizada no XV Congresso Internacional de Cidades Educadoras, que terminou no dia 16, no Centro de Congressos do Estoril, concelho de Cascais.
Projeto municipal volta a ser premiado 

A distinção do Nosso Bairro, Nossa Cidade, programa a decorrer desde 2012 em cinco bairros da zona da Bela Vista, reconhece o potencial educador do programa e enaltece o contributo para a transformação da cidade através da capacitação dos munícipes para a construção de uma comunidade com mais qualidade de vida.
A autarca reforçou que a aposta feita no programa municipal é traduzida “numa cidade educadora mais qualificada e mais justa”, até porque “a educação de qualidade não pode, nunca, ser desligada do acesso aos direitos humanos mais básicos, entre os quais se encontra o direito a uma habitação digna”.
Maria das Dores Meira acrescentou que o “Nosso Bairro” contribui “decisivamente para a criação de mais e melhores condições para que as crianças estudem e aprendam melhor, vivendo num ambiente urbano mais são, com mais oportunidades e sem discriminações injustas baseadas apenas no local onde vivem”.
O prémio, vincou, reconhece também o envolvimento de centenas de pessoas que habitam naqueles bairros setubalenses e que quiseram tomar nas próprias mãos o seu destino. “A mudança de perceções é, aliás, das maiores conquistas do Nosso Bairro, Nossa Cidade.”
A mudança alcançada é feita com a participação de moradores, que abdicam de tempos livres para, com o apoio técnico e financeiro da autarquia, pintar prédios, melhorar pátios e criar novas oportunidades, sejam projetos relacionados com a saúde, sejam iniciativas culturais ou obras de maior envergadura.
O programa municipal, que envolve residentes, serviços autárquicos e perto de trinta entidades sediadas no território, engloba os bairros da Bela Vista, da Alameda das Palmeiras, do Forte da Bela Vista, das Manteigadas e da Quinta de Santo António.
O Nosso Bairro, Nossa Cidade estabelece que as ações a realizar devem ser protagonizadas pelos moradores, gerando a participação das pessoas nas decisões que a elas e à sua comunidade dizem respeito, com o objetivo de promover a autonomia, a responsabilidade e o crescimento coletivo.
As pessoas, organizadas em grupos, participam nas decisões e também nas tarefas inerentes à execução das ações, numa lógica de formação de lideranças e de mobilização popular.

“Setúbal, Mais Cidade, Mais Rio”
Setúbal esteve ainda em foco no XV Congresso Internacional de Cidades Educadoras, iniciado no dia 13, com uma apresentação que partilhou a estratégia de regeneração urbanística dinamizada nos últimos anos no concelho.
O arquiteto Nuno Travassos, da equipa técnica municipal de urbanismo, deu a conhecer, numa intervenção realizada no dia 14, a estratégia “Setúbal, Mais Cidade, Mais Rio”, com um conjunto de orientações que apostam na consolidação, reabilitação e valorização da malha urbana edificada.
Durante o dia 15, esteve patente uma apresentação audiovisual com um conjunto de exemplos de educação para a cidadania, incluindo a iniciativa de requalificação assente no voluntariado Setúbal Mais Bonita, a embarcação pedagógica Maravilha do Sado, o espaço Casa da Avenida e o projeto Renovação do Projeto Museográfico do Museu do Trabalho Michel Giacometti.
A Associação Internacional das Cidades Educadoras, fundada em 1994, é uma entidade sem fins lucrativos, com sede em Barcelona, constituída por uma estrutura permanente de colaboração entre os governos comprometidos com a Carta das Cidades Educadoras.
Atualmente fazem parte da associação internacional 37 países e 497 municípios de todo o mundo, tendo o município de Setúbal aderido em setembro de 2012. Portugal, através da Rede Territorial Portuguesa das Cidades Educadoras, tem um total de 68 municípios aderentes.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 

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Moita promove interculturalidade e integração

Festival “Um Só Mundo pela Tolerância” até 17 de Novembro

O concelho da Moita acolhe, até 17 de Novembro, a primeira edição do Festival “Um Só Mundo pela Tolerância”, no âmbito do Plano Municipal para a Integração dos Migrantes. Na abertura do Festival, no Fórum Cultural José Manuel Figueiredo, o presidente da autarquia, Rui Garcia, salientou que, no concelho da Moita, “foi possível construir uma comunidade de diversas origens que se respeita mutuamente”. O Plano Municipal para a Integração dos Migrantes tem como objetivo "definir estratégias conjuntas, promotoras da integração da comunidade migrante que reside no concelho, valorizando o seu potencial para o desenvolvimento local", refere a autarquia.
Moita integra migrantes 

Rui Garcia lamentou que, atualmente, no mundo, cresçam “os fenómenos de intolerância em diversas regiões e contextos”. Não queremos seguir o caminho da intolerância”, referiu o autarca, enaltecendo o facto de o concelho conviver, desde há várias décadas, com migrações internas e externas, de diversas zonas do país e do mundo. “No nosso concelho, a junção de todos tem-se traduzido numa riqueza”, disse Rui Garcia.
O Alto-Comissário para as Migrações, Pedro Calado, elogiou o desenvolvimento de diversas iniciativas, no concelho da Moita, com vista à integração de migrantes e recordou que este concelho foi um dos pioneiros em Portugal a aderir ao Plano Municipal para a Integração dos Migrantes.
Pedro Calado congratulou-se por, em Portugal, haver “paz social e consenso político” relativamente aos temas da migração e dos refugiados. “Isto é precioso e é, cada vez mais, um bem raro”.
Salientando que “é localmente que acontece a integração”, saudou a Câmara da Moita por criar “os alicerces para continuar a responder com pontes e não com muros”.

Plano para integrar populações migrantes no concelho 

De referir que o Plano Municipal para a Integração de Migrantes “Um Só Mundo”, cofinanciado pelo Fundo para o Asilo, a Migração e a Integração e com o Alto Comissariado para as Migrações, como entidade delegada, tem como objetivo "definir estratégias conjuntas, promotoras da integração da comunidade migrante que reside no concelho, valorizando o seu potencial para o desenvolvimento local", refere a autarquia.
O plano, cuja candidatura foi aprovada há um ano, vai decorrer durante 36 meses, sendo este o período definido para a sua construção e a implementação das medidas no terreno, numa iniciativa que vai contar com a colaboração de entidades parceiras como o Centro Social O Bom Samaritano, a Associação Cultural dos Imigrantes Moldavos, a Fundação Santa Rafaela Maria e a Associação de Solidariedade Cabo-verdiana dos Amigos da Margem Sul do Tejo.
"De modo a proceder a uma caracterização fidedigna e real sobre as condições de vida das pessoas migrantes no concelho da Moita, o diagnóstico irá focar diversas áreas", tais como a saúde, educação, acolhimento, racismo e discriminação ou urbanismo e habitação.
A autarquia, liderada por Rui Garcia, salienta que para a conceção do plano, é essencial acolher os contributos dos munícipes.
"É objetivo ouvir a comunidade migrante assim como a sociedade de acolhimento, de modo a compreender quais são as reais necessidades da comunidade migrante, assim como aceitar sugestões de medidas que possam ser implementadas, que contribuam para a integração dos migrantes que residem no concelho", defende a autarquia da Moita.

Programa: 
16 Novembro
15:00h - Mosaico Cultural | Intervenção Artística - Pátio TASSE, Quinta da Fonte da Prata
CLDS 3G Moita “Moita Intervir para Incluir”
Câmara Municipal da Moita
De modo a assinalar o Dia Internacional para a Tolerância, 16 de Novembro, foram convidados os jovens do Projeto TASSE e a CERCIMB para assistir a esta intervenção, entre as 15:00h e as 17:00h, que conta com animação musical a cargo dos participantes do Projeto TASSE.
21:00h - Peça de Teatro “Aquilo que Somos” - Auditório da Biblioteca Municipal Bento Jesus Caraça, Moita
Grupo de Teatro NTOPÉ
Inscrições e Transportes pmim@mail.cm-moita.pt | 210 891 000

17 Novembro | Mu(N)Danças
Atuações Musicais | Oficinas de Dança | Mostra de Artesanato | Gastronomia Daqui e Dali | Jogos com Tradição
Centro de Experimentação Artística - Vale da Amoreira
Programa
14h:00h - Abertura de portas
14:15h - Boas vindas
14:30h - Atuação Turma de Danças e Cantares Tradicionais Portugueses da UNISEM - Universidade Sénior da Moita
14:50h - Atuação Toca a Rufar
15:10h - Peça de Teatro “Watoo”
15:30h - Atuação MIORITA – Associação Cultural dos Imigrantes Moldavos
15:50h - Atuação Batucadeiras
16:10h - Atuação Bateria de Samba e Passistas da SFRUA “A Velhinha”
16:45h - Oficina de Dança 1 - Danças africanas “Os Pacificadores” e Oficina de Dança 2 - Batuque
17:15h - Oficina de Dança 1 - Funaná
18:00h - Encerramento

Agência de Notícias com Câmara da Moita 

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Precários do porto de Setúbal recusaram ser contratados

Governo atento à situação dos estivadores em greve 

A ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, disse, esta quinta-feira, que as duas empresas que operam no porto de Setúbal querem contratar 30 estivadores precários para os quadros, mas tal tem sido recusado pelos funcionários. "Existe uma questão relacionada com a precariedade em que os operadores já manifestaram a intenção de contratar, no porto de Setúbal, mais trinta funcionários. Até agora não tem sido possível porque não existem pessoas que queiram ser contratadas. Isto é: de passarem de precários para os quadros dos concessionários", revelou a ministra aos jornalistas. Condições de trabalho dos estivadores eventuais e consequências da paralisação para a economia da região geram consenso entre todas os partidos na Câmara de Setúbal.
Estivadores continuam sem trabalhar em Setúbal 

A precariedade laboral e a inexistência de um acordo coletivo de trabalho são as principais razões que estão na origem da indisponibilidade dos trabalhadores eventuais do porto de Setúbal para se apresentarem ao trabalho há mais de uma semana, desde 5 de Novembro.
Os operadores reconheceram que têm poucas pessoas nos quadros face àquilo que é o número total de pessoas que são necessárias para fazer a movimentação. Agora, numa primeira fase, propuseram-se a contratar mais trinta pessoas: dez para uma das empresas e vinte para a outra empresa de trabalho portuário”, sublinhou a ministra.
Questionada sobre a recusa destes trabalhadores em serem contratados se dever ao facto de exigirem a contratação coletiva, a governante respondeu que essa “não é uma matéria” do Governo, mas sim dos operadores privados que têm os seus próprios quadros, admitindo que a situação vivida no porto de Setúbal é a mais complicada.
O porto de Setúbal tem, num dos terminais, dez pessoas efetivas, quando normalmente utiliza bastante mais do que isso e, daí, os operadores terem-se disponibilizado, por necessidade, a contratar mais 30 pessoas. Espero que existam condições para que essas 30 pessoas que hoje são precárias possam avançar para um trabalho que lhes garanta condições de efetividade, que julgo que é o que todas as pessoas ambicionam”, reiterou a ministra.
Ana Paula Vitorino frisou que o Governo tem é de garantir que o porto funcione e que existam condições de trabalho adequadas.
O Governo tudo fará para que os portos nacionais continuem a desempenhar as funções para que existem, ainda mais numa centralidade que nós temos. Os portos nacionais são uma peça fundamental para a nossa economia e, de facto, nós faremos tudo para que se possam retomar as condições de normalidade”, justificou a governante.

Estivadores podem chegar de Aveiro e Lisboa
O Sindicato dos Estivadores acusou, esta quinta-feira, a ministra de pactuar com a tentativa "ilegal" de substituir trabalhadores eventuais do Porto de Setúbal, parados há mais de uma semana, por estivadores de Aveiro e Lisboa.
Questionada pelos jornalistas sobre esta prática na contratação de pessoal, Ana Paula Vitorino remeteu para a lei.
Faz parte da legislação laboral em que a única coisa que é necessária para que possam laborar é estarem certificados como estivadores. A legislação aplicável garante que qualquer pessoa esteja certificada e se for notificado o IMT [Instituto da Mobilidade e Transportes], pode exercer a profissão de estivador”, respondeu a ministra.
A paralisação no Porto de Setúbal já está a afetar algumas empresas, designadamente a Autoeuropa, que já atrasou a entrega de cerca de oito mil veículos que já deveriam ter saído de Setúbal para diferentes mercados de destino.

Partidos de Setúbal unem-se na preocupação sobre paragem do porto
A paralisação que dura há mais de uma semana e que está a afastar dezenas de navios para outras escalas, preocupa os autarcas de todos os partidos eleitos para a Câmara de Setúbal.
O município aprovou por unanimidade, na ultima reunião pública, uma moção em que defende os estivadores precários e expressa preocupação pelas consequências que o protesto possa ter na economia, cujos efeitos são já visíveis sobretudo na impossibilidade da Autoeuropa escoar os automóveis que produz em Palmela.
A importância e urgência na resolução deste problema impõem-se pela forma como uma parte significativa do tecido económico da região Setúbal está a ser afectado, com especial incidência na indústria exportadora que utiliza o Porto de Setúbal”, refere o documento proposto pelo vereador do PSD e adoptado por CDU, que detém a maioria absoluta no executivo, e PS.
Os autarcas consideram que “não é benéfico” para a economia local e nacional a “existência de postos de trabalho onde situações de excepção na contratação se tornem situações de regra”, e defendem que “importa perceber o contexto que conduziu a esta situação, se se trata de uma imperfeição da lei ou de um eventual incumprimento da lei”.
A autarquia destaca os relatos dos estivadores que estão há dezenas de anos na condição de eventuais, circunstância que “retira ao trabalhador direitos, tais como subsídio de férias, subsídio de Natal, período de férias ou baixa médica”. E conclui que estas pessoas “merecem ver reconhecidos direitos que hoje se entendem como normais e comuns a todos, seja pelo cumprimento da lei ou se necessário pela sua alteração”.

Agência de Notícias com Lusa 
Foto: André Areias/Lusa 

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Hospital de Almada perdeu 40 por cento dos anestesistas

CDS-PP faz perguntas ao Governo sobre falta de anestesistas no Garcia de Orta

Numa pergunta enviada à Ministra da Saúde, os deputados do CDS-PP Nuno Magalhães, Isabel Galriça Neto e Teresa Caeiro querem saber que respostas tem o Ministério da Saúde para resolver, com urgência, a situação do Hospital Garcia de Orta, em Almada. O maior hospital do distrito de Setúbal, está sem capacidade para fazer cirurgias programadas por falta de  anestesistas e que esta situação está a criar sérios prejuízos a toda a atividade cirúrgica, incluindo a cirurgia de urgência e a cirurgia de ambulatório, esta última fechada há dois meses. "O problema arrasta-se há já alguns meses e já terá levado a administração do Hospital a solicitar ao Governo um regime de exceção por não conseguir atender os doentes em lista de espera", dizem os centristas. O hospital já confirmou que perdeu cerca de 40 por cento dos anestesistas nos últimos anos para o sector privado. 
Falta de anestesistas preocupa CDS-PP

O CDS-PP questionou o Governo sobre a falta de anestesistas no Hospital Garcia de Orta, em Almada, Setúbal, e as respostas do Ministério da Saúde, "com urgência", ao problema.
Na pergunta entregue no Parlamento, os deputados centristas pretendem que a nova ministra da Saúde confirme se a cirurgia de ambulatório no hospital está fechada há dois meses e se existe "o risco de um grande número de parturientes ter que ser transferido para Lisboa".
O CDS-PP questionou ainda se se confirma "a falta de capacidade para fazer cirurgias programadas, por falta de anestesistas, no Hospital Garcia de Orta".
"O problema arrasta-se há alguns meses e já terá levado a administração do hospital a solicitar ao Governo um regime de excepção por não conseguir atender os doentes em lista de espera", lê-se no texto da pergunta, assinado pelos deputados Nuno Magalhães, Isabel Galriça Neto e Teresa Caeiro.
O documento termina a perguntar quais as medidas que, "com urgência", o Governo prevê adoptar para resolver o problema no Garcia de Orta.

Hospital perdeu 13 anestesistas nos últimos anos 
Esta quarta-feira, o presidente do conselho de administração do Hospital Garcia de Orta revelou que perdeu cerca de 40 por cento dos anestesistas nos últimos anos para o sector privado, o que tem afectado as cirurgias.
"Existe uma necessidade extrema de anestesia. De facto, o hospital perdeu nos últimos anos cerca de 40 por cento dos recursos de anestesia. Perdeu estes recursos naturalmente porque não tem capacidade de competir com o sector privado para onde eles têm transitado de forma contínua e o ritmo de formação não tem sido suficiente para fazer face a estas substituições", avançou à agência Lusa Daniel Ferro.
Segundo o responsável, a falta de recursos humanos afecta a capacidade de realizar cirurgias e o segredo tem sido a "colaboração das pessoas, que se desdobram para fazer muitas vezes o trabalho de três ou quatro".
O principal problema, de acordo com o responsável, é a falta de regulação para impedir que um hospital público-privado faça recrutamento de anestesistas dos hospitais públicos.
A unidade hospitalar avançou, neste sentido, que perdeu 13 anestesistas nos últimos anos, o "mesmo número recrutado por dois hospitais público-privados da margem norte".
"É uma situação que conseguimos aguentar por um curto período de tempo, mas não num período dilatado e o apelo que nós temos feito é no sentido de esta situação ter resolução imediata", frisou o presidente do conselho de administração.
Daniel Ferro deixou, no entanto, uma palavra de tranquilidade para a população, afirmando que "nenhuma cirurgia urgente tem sido adiada ou não feita".
O presidente do Conselho Regional do Sul da Ordem dos Médicos, Alexandre Valentim Lourenço visitou nesta terça-feira esta unidade hospitalar da margem sul para "conhecer in loco as queixas que têm surgido sobre o funcionamento da urgência e dos problemas de anestesia".
Em declarações à Lusa, o responsável referiu que a falta de anestesistas nas equipas de urgência faz com que haja "repercussão nas cirurgias electivas e em toda a produção cirúrgica de todas as especialidades que dependem da anestesia".

Agência de Notícias com Lusa 
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Europa Nostra visita Convento de Jesus em Setúbal

Possibilidades de financiamento para as obras de requalificação

Uma comitiva da associação Europa Nostra visitou o Convento de Jesus , em Setúbal, para se inteirar do ponto de situação das obras de requalificação do monumento, incluído, em 2013, na lista dos sete mais ameaçados da Europa. A visita, que contou com a participação do presidente da Associação Portuguesa das Casas Antigas, Hugo O’Neill, proponente da candidatura do Convento de Jesus à Europa Nostra, insere-se no programa das reuniões de outono do conselho de administração da organização, que decorrerem na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, esta semana. No final da visita, a Europa Nostra foi recebida pela presidente da Câmara de Setúbal, Maria das Dores Meira.
Dirigentes visitam convento de Jesus 

O projeto Europa Nostra, apoiado pelo Banco Europeu de Investimento, integrou o Convento de Jesus, em Junho de 2013, numa lista restrita de sete monumentos europeus ameaçados pelo avançado estado de degradação, com o objetivo de definir possibilidades de financiamento para as obras de requalificação necessárias.
Os esforços desenvolvidos pela Câmara de Setúbal, que assumiu a liderança das obras, substituindo-se ao Estado, permitiram o avanço, em 2012, do restauro do núcleo museológico e do reforço estrutural da cobertura do monumento e do Coro Alto da Igreja de Jesus.
Os membros da Europa Nostra constataram no terreno o resultado destas intervenções, que permitiram travar a degradação do imóvel do século XV, classificado como Monumento Nacional desde 1910. A comitiva também se inteirou do ponto de situação da segunda fase das obras de restauro, que decorrem no Coro Alto e na Sala do Capítulo, bem como das intervenções que aguardam aprovação de candidaturas apresentadas pela autarquia a financiamentos comunitários.

Projeto apresentado à Europa em Outubro 
Em Outubro, o ponto de situação das obras de requalificação do Convento de Jesus foi feito num encontro realizado em Nicósia, Chipre, à associação Europa Nostra. A delegação setubalense liderada por Hugo O’Neill, presidente da Associação Portuguesa das Casas Antigas, proponente da candidatura do Convento de Jesus à Europa Nostra, deu a conhecer, no final de Outubro, as intervenções já realizadas para travar a degradação do monumento do século XV, classificado como Monumento Nacional desde 1910.
Nessa altura, Hugo O’Neill abordou, igualmente, as fases do projeto que aguardam aprovação de fundos comunitários para avançarem, nomeadamente as terceira, quarta e quinta, que contemplam a recuperação das salas interiores do convento para se assumirem como núcleos museológicos, o restauro do restante edifício e a transformação do Balneário Paula Borba num edifício técnico de apoio.
O presidente da Associação Portuguesa das Casas Antigas fez ainda uma resenha histórica sobre a importância do Convento de Jesus, um dos monumentos mais representativos do estilo manuelino e onde, em 1494, D. João II ratificou o Tratado de Tordesilhas. 
Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 

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Pinhal Novo recebe mercado do vinho até 24 de Novembro

Palmela recorda Cidade Europeia do Vinho 2012 

O Mercado do Moscatel, provas de vinhos comentadas, harmonizações vínicas, workshops, showcooking e animações musicais integraram o programa do Festival do Moscatel, que decorreu durante o último fim de semana, no Cineteatro S. João, em Palmela. A iniciativa, organizada em parceria pela Câmara de Palmela e Associação da Rota de Vinhos da Península de Setúbal, teve como um dos pontos altos a Sessão Evocativa da Eleição de Palmela, Cidade Europeia do Vinho 2012 e contou com a visita da Presidente da Associação Internacional de Enoturismo, Ivane Favero.  Entre 17 e 24 de Novembro,  Mercado Municipal de Pinhal Novo recebe o Mercado dos Vinhos, proporcionando uma oportunidade para provar e adquirir os vinhos produzidos na região", diz a autarquia. A entrada é livre. 
Mercado do vinho realiza-se até dia 24 

O Mercado Municipal de Pinhal Novo recebe, nos dias 17 e 24 de Novembro, entre as nove e as 13 horas, o Mercado dos Vinhos, proporcionando uma oportunidade para provar e adquirir os vinhos produzidos na região. Com entrada livre, a iniciativa é organizada pela Câmara  de Palmela, em parceria com a Associação da Rota de Vinhos da Península de Setúbal.
O Mercado dos Vinhos contará com a presença, nos dois dias, da Adega ASL Tomé, da Quinta da Serralheira e da Sociedade Agrícola Ti Bento, contando ainda com a participação da Casa Agrícola Assis Lobo e da Casa Ermelinda Freitas, no dia 17, e da Adega de Palmela, no dia 24.
Os produtores vão dinamizar provas de vinhos e proporcionar aos visitantes promoções especiais ou oferta de brindes. A iniciativa é complementada com a venda de doçaria regional.
"O evento pretende promover os vinhos de qualidade da Península de Setúbal, numa altura em que se aproxima a época natalícia, atraindo novos públicos e consumidores. Ao mesmo tempo, visa dinamizar o Mercado Municipal de Pinhal Novo, enquanto espaço de excelência", explica a Câmara de Palmela em comunicado enviado à ADN-Agência de Noticias.

Palmela recebeu festival do Moscatel 
Um brinde comemorativo com Moscatel de Setúbal assinalou, de forma simbólica, no sábado à tarde, mais um aniversário da eleição de Palmela, Cidade Europeia do Vinho 2012, título atribuído pela Rede Europeia de Cidades do Vinho. 
Palmela foi a primeira Cidade Europeia do Vinho e o trabalho realizado ao longo de 2012 contribuiu fortemente para afirmar ainda mais a vocação vitivinícola do concelho. Ao todo, foi realizada, mais de uma centena de iniciativas (festivais e mostras de vinhos e produtos locais, fins de semana gastronómicos, jantares vínicos, cursos de provas, seminários e encontros académicos, entre outras). Desde então, o Município de Palmela procura recordar, de forma simbólica, esta distinção e as portas que abriu no que respeita ao trabalho nesta área.
No domingo, o Festival do Moscatel recebeu a visita de Ivane Favero, acompanhada pelo Secretário-geral da Associação de Municípios Portugueses do Vinho, José Arruda. Ivane Favero participou, ao longo do último fim de semana, em várias iniciativas comemorativas do Dia Europeu do Enoturismo, um pouco por todo o país, e passou também por Palmela, para brindar a esta efeméride.

Moscatel dá o mote aos próximos fins de semana gastronómicos
No âmbito do projeto municipal de promoção gastronómica “Palmela, Experiências com Sabor!”, os próximos Fins de Semana Gastronómicos são dedicados ao Moscatel de Setúbal. Nos dias 16, 17 e 18 de Novembro, serão 26 os estabelecimentos de restauração e bebidas do concelho a proporcionar experiências gastronómicas inovadoras, onde o Moscatel de Setúbal dá o mote na criação de pratos e sobremesas que combinam, na perfeição, com o outono.
Esta parceria entre a Câmara de Palmela e a Associação da Rota de Vinhos da Península de Setúbal continua a apostar na divulgação da gastronomia local e na dinamização do tecido económico do setor.
O programa “Palmela, Experiências com Sabor!” 2018 encerra nos dias 14,15,16, 21, 22 e 23 de Dezembro, com os Fins de Semana Gastronómicos Natalícios.

Agência de Notícias com Câmara de Palmela 


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Autoeuropa tem seis mil carros no porto de Setúbal

Estivadores querem "mais trabalho para mais pessoas"

A greve dos estivadores precários do Porto de Setúbal está a complicar a vida a várias empresas portuguesas, em especial à Autoeuropa, uma das maiores exportadoras nacionais que tem cerca de seis mil carros retidos e que arrisca ter que parar a produção. Um grupo de estivadores está em greve há cerca de uma semana, num protesto contra a Operestiva – Empresa de Trabalho Portuário de Setúbal, devido aos contratos precários que mantêm há vários anos. A paralisação está a afectar várias empresas exportadoras nacionais. A Autoeuropa já admite que pode ter que parar a produção, se não conseguir espaço para os carros para exportação que já se acumulam.
Greve dos estivadores pode parar Autoeuropa 


Os estivadores precários do porto de Setúbal não trabalham há uma semana. Foi o tempo suficiente para se acumularem cerca de seis mil carros produzidos na fábrica da Autoeuropa que ainda não alcançaram o destino, Emden, na Alemanha, para serem a partir daí distribuídos para todo o mundo. A fábrica da Volkswagen diz que está perto de esgotar a sua capacidade de armazenar os carros que saem da linha em Palmela. No fim desta semana, alerta, poderá ter de suspender a produção.
"Já houve seis mil carros que não foram processados, que não se conseguiram pôr nos seus mercados de destino. Esta situação, a continuar, colocará em risco mais três mil carros. É a previsão que nós temos se a situação no porto de Setúbal não for resolvida", diz fonte oficial da empresa. "No limite, e esperamos que não se chegue a este limite, implica a paragem da fábrica por falta de capacidade para armazenar os carros que são produzidos, quer nos parques da fábrica, cais do porto de Setúbal e, excecionalmente, recorrendo à base aérea do Montijo".
A empresa está já a recorrer ao expediente extraordinário de colocar automóveis na Base Aérea nº6 do Montijo, depois do acordo alcançado este verão com a Força Aérea para garantir que tem espaço para armazenar os carros que aguardam homologação de motores face à nova norma de emissões WLTP. O acordo é apenas válido até este mês, com a Força Aérea a afetar uma área que, diz, dá garantia de não ser afetada a operacionalidade da estrutura e das missões que lhe são confiadas.
Não são apenas os carros da Autoeuropa que se acumulam. No cais estão ainda os contentores que deveriam ter sido movimentados numa semana de operações do terminal Sadoport, ao lado, e que viu os navios desviarem a marcha para outras paragens. A MacAndrews é um das empresas de armadores que tomaram essa decisão. Trabalha com alguns dos principais exportadores nacionais e confirma que das duas escalas que tinha planeado fazer em Setúbal na última semana não realizou nenhuma.
No website da empresa, está um aviso aos clientes, publicado na última quinta-feira. "O nosso navio Meandi ancorado em Setúbal desde a última sexta-feira saiu ontem sem completar todas as operações de carga. Além das atuais questões em Setúbal os nossos serviços também estão a sofrer o impacto da congestão no Porto de Leixões".

“Está tudo parado” no Porto de Setúbal

O Governo já anunciou que “a situação está a ser acompanhada pela ministra do Mar“. “Tem havido constantes diálogo e reuniões com os vários operadores portuários do Porto de Setúbal, mas também com outros de outros portos, no sentido de encontrar soluções para minimizar ao máximo os impactos das paralisações”, referiu à Lusa uma fonte do gabinete de Ana Paula Vitorino.
O presidente do Sindicato dos Estivadores do Centro e Sul, António Mariano, revelou que 90 por cento dos trabalhadores do porto de Setúbal são precários e que por isso, “está tudo parado” à espera que terminem as “manobras de intimidação”.
Segundo António Mariano, as empresas que contratam estes trabalhadores – cerca de 150 de acordo com os dados do Sindicato – estão a tentar fazer contratos com alguns deles, que são “ilegais em tempo de greve” e cujos termos são desconhecidos.
Os trabalhadores exigem assim o retomar das negociações com os sindicatos para um acordo colectivo de trabalho que garanta os seus direitos, já que em situação precária chegam a trabalhar 30 e 40 turnos por mês.
“Os trabalhadores estão fartos, muitos estão nesta situação há mais de 20 anos”, refere o sindicalista, notando que “estão a ser alvo de manobras de intimidação e coação” e “decidiram parar totalmente” desde 5 de Novembro.

"Mais trabalho para mais pessoas"
O impasse entre os estivadores e as empresas não tem solução à vista. A Operestiva terá proposto contratar 30 estivadores do grupo de 90. Um terá assinado, mas a maioria recusa.
Jorge Brito é há sete anos estivador em Setúbal. Frequentemente, é recrutado duas vezes por dia, uma por cada turno de oito horas que faz no porto. É um dos trabalhadores eventuais a quem terá sido oferecido vínculo a prazo e explica que a oferta não responde às reivindicações. Os estivadores assumem que nem todos podem ser contratados, mas querem um contrato coletivo de trabalho que estipule também garantias para os que permanecerão precários. A exigência é que uma parte do grupo - mais dos que os 30 propostos - seja contratada, mas possa prescindir do direito de realizar turnos adicionais a favor dos eventuais que ficarem.
"Basicamente, o que queremos é prescindir do direito às horas extraordinárias em prol de mais trabalho para mais pessoas. E é isso que eles não querem - mesmo essas pessoas continuando trabalhadores precários. A única diferença é que ganhavam o direito a fazerem um turno antes de os efetivos fazerem um turno extraordinário", explica o estivador.
Jorge Brito dá o exemplo do que poderiam ser condições aceitáveis: contratar 40 trabalhadores, reservar "uma pool de 20 eventuais" aos quais será dada a garantia de realizarem os turnos extra pedidos até aqui aos efetivos, ficando ainda um grupo de precários para satisfazer necessidades mais pontuais - como as do terminal Autoeuropa, com atividade menos regular.
Na segunda-feira, a Associação dos Agentes de Navegação de Portugal (Agepor) denunciou ainexistência de trabalho portuário nos terminais de contentores de Setúbal, sem que esteja decretada uma greve ao trabalho em horário normal, e pediu a intervenção do Ministério Público.
Os agentes de navegação notaram que apenas está decretada uma greve ao trabalho suplementar pelo Sindicato dos Estivadores e da Actividade Logística.
A par desta paralisação dos precários decorre uma greve ao trabalho suplementar, decretada pelos estivadores do Sindicato dos Estivadores e da Actividade Logística, até 1 de Janeiro de 2019, em defesa da liberdade de filiação sindical.
A greve em causa abrange os portos de Lisboa, Setúbal, Sines, Figueira da Foz, Leixões, Caniçal (Madeira), Ponta Delgada e Praia da Vitória (Açores).

Agência de Notícias


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CDU critica orçamento municipal do PS em Almada

"Orçamento da câmara para 2019 não tem estratégia" 

A CDU considera que o orçamento para o próximo ano da Câmara de Almada, liderada pelo PS, não tem estratégia, destacando a ausência de coesão nos projetos. "É um documento sem estratégia. Ao ler-se as Grandes Opções vê-se que há mais ambições e vazios do que, efetivamente, propostas e não há coesão nos projetos. É um documento vazio e nunca poderíamos mostrar apoio", disse o vereador da CDU, José Gonçalves. Para o vereador, as propostas de Orçamento e Grandes Opções do Plano para 2019 da Câmara de Almada, não são da autarquia, mas sim do PS. A câmara, presidida por Inês de Medeiros, afirmou que só poderá divulgar o Orçamento e as Grandes Opções do Plano do próximo ano após a aprovação pela Assembleia Municipal, o que deverá acontecer em reunião na próxima semana.
Orçamento é votado para a semana 

"O documento foi apresentado pela câmara municipal de forma tardia, não de forma global e sem ter permitido o contributo dos vereadores da oposição, o que é um caso inédito. Não é um bom contributo para o bom funcionamento democrático dos órgãos", declarou José Gonçalves à Agência Lusa.
De acordo com o vereador, o orçamento para 2019 tem um valor de 117 milhões de euros que, apesar de ser "um dos maiores de sempre", demonstra como "era falsa a indicação de instabilidade de recursos" por parte do executivo socialista.
Para o vereador, o aumento deve-se às receitas do Imposto Municipal sobre Transações Onerosas de Imóveis e do Imposto Municipal Sobre Imóveis (IMI), cujos valores vão manter-se no próximo ano.
"O IMI está em 0,36 por centoe nós propusemos 0,35 por cento, o que foi recusado pelo executivo", avançou.
Outro dos aspetos que mais preocupa a CDU é a elaboração de um novo Plano Diretor Municipal (PDM).
"É mesmo muito grave. Almada tem um processo de revisão do PDM já há alguns anos, que já está quase concluído, e o PS vem colocar a elaboração de um novo PDM. Mas quando questionado sobre isso, não explica os seus objetivos e o que pretende com um novo plano", apontou o autarca comunista.
Os bairros de génese ilegal são outro dos grandes problemas do concelho e continuam sem solução à vista no próximo ano, de acordo com José Gonçalves.

CDU quer mais habitação social no concelho 
"Há uma expressiva carência de habitação e alguns problemas por resolver. O que se percebe agora é que 2018 foi um ano perdido do ponto de vista do realojamento e para 2019 não é apresentada uma estratégia para a abordagem destes problemas", declarou.
A este propósito, considera que os documentos deviam dizer o que vai ser feito ao nível da construção e reabilitação dos bairros do Segundo Torrão e Terras da Costa, frisou.
José Gonçalves saudou, contudo, as "boas perspetivas de futuro" da mobilidade na Área Metropolitana de Lisboa, com a criação de um passe social e de uma empresa única de transportes, mas salientou que "não é por isso que estão resolvidos os problemas em Almada".
Neste sentido, advertiu para a necessidade de uma "nova frota de transportes coletivos", não só rodoviários, mas também para os barcos da Transtejo, que estão "podres e não asseguram um padrão de normalidade".
Nesta temática, destacou ainda a importância para o concelho da "terceira travessia do Tejo", entre Barreiro e Chelas, e a abertura do nó da autoestrada 2 entre a Cruz de Pau e Corroios, no Seixal, o que "tiraria milhares de carros do centro/sul de Almada".
Questionada pela agência Lusa, a câmara, presidida por Inês de Medeiros, afirmou que só poderá divulgar o Orçamento e as Grandes Opções do Plano do próximo ano após a aprovação pela Assembleia Municipal, o que deverá acontecer em reunião na próxima semana.

Agência de Notícias com Lusa 

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Bombeiros de Alcochete comemoraram 70 anos

Comandante pede criação de uma equipa permanente de bombeiros no concelho

Setenta anos de história, heróis anónimos, sócios benfeitores e as ações solidárias que têm contribuído para uma melhor prestação de socorro à população de Alcochete foram recordados e enaltecidos na cerimónia que assinalou o 70.º aniversário da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Alcochete, uma data especial que contou com a presença do ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, e que ficará inscrita na história da corporação local. O comandante dos Bombeiros Voluntários de Alcochete, Paulo Vieira, considera “urgente” a criação de uma equipa permanente de bombeiros no concelho. Fernando Pinto, presidente da Câmara de Alcochete, também não foi alheio às necessidades apresentadas por aqueles que habitam naquela que considera ser “a sua segunda casa”.
Alcochete quer equipa de bombeiros permanentes 

Perante uma casa repleta de homens e mulheres que dedicam a sua vida ao voluntariado e à prestação de socorro, as palavras de agradecimento e reconhecimento foram transversais aos muitos discursos que se fizeram ouvir numa cerimónia que teve início precisamente com o batismo de duas viaturas, uma oferecida pela REN e outra adquirida pela própria associação.
Mas os atos solidários não se ficaram por aqui: a câmara municipal entregou dois desfibrilhadores automáticos, que vão possibilitar que todas as ambulâncias estejam dotadas destes equipamentos vitais na prestação de socorro; o grupo Libertas entregou um contributo monetário no valor de sete mil e 500 euros para reabilitação da sede que necessita de melhorias; o grupo local da Juventude Social Democrática ofereceu duas malas de primeiros socorros que vão permitir equipar duas ambulâncias e Fátima Vieira ofereceu cintos de retenção de crianças até então inexistentes nas ambulâncias.
Numa data de celebração foi igualmente honroso e motivo de orgulho para os “soldados da paz” de Alcochete poderem contar com a presença do ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, visto que há mais de duas décadas não contavam com a visita oficial de um governante.
A fechar o ciclo de intervenções oficiais, e depois de ouvir as reivindicações dos vários intervenientes na sessão, Eduardo Cabrita, destacou que depois de um ano 2017 dramático para a sociedade portuguesa, “o sistema de proteção civil e os bombeiros portugueses responderam de uma forma programada, dando o melhor de si àquela que é a necessidade de uma resposta cada vez mais qualificada a todo o tipo de riscos” e salientou que, este ano, a grande prioridade foi reforçar o apoio às estruturas de bombeiros com criação de equipas de intervenção permanente nos municípios com risco elevado de incêndio rural.
“Temos que nos preparar e reforçar a atenção à prevenção, à limpeza da floresta, aos riscos urbanos e industriais tão conhecidos aqui na nossa região. Trabalhar na autoproteção, na mobilização do voluntariado e na preparação, quando necessário, do combate. E por isso queremos reforçar o acesso dos bombeiros aos fundos europeus”, sublinhou o ministro da Administração Interna que elogiou ainda a mobilização de “500 efetivos em cerca de duas horas” da Península de Setúbal que, conjugando esforços com a restante Área Metropolitana de Lisboa, deram resposta em Monchique e ao incêndio que deflagrou logo depois em Cascais.

Autarquia quer  "melhorar as condições" aos bombeiros 
Com 62 elementos no quadro ativo, um milhão e meio de quilómetros percorridos, 7244 ocorrências e cerca de vinte mil horas de intervenções de serviços diversos, o comandante da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Alcochete, Paulo Vieira, afirmou que “o voluntariado não chega para dar resposta ao aumento dos pedidos diários de socorro”, num concelho em que se assumem como o único agente de proteção civil no que se refere ao socorro e considera “urgente” a criação de uma equipa permanente de bombeiros em Alcochete que assegure 24 horas de socorro apoiados pelos voluntários.
Paulo Vieira agradeceu ao presidente da Câmara de Alcochete “o carinho que tem demonstrado” com o corpo dos bombeiros e que é motivo de incentivo para toda a corporação e manifestou a necessidade de ter mais meios humanos permanentes para garantir que o socorro seja prestado.
“Quero marcar aqui hoje que têm um corpo de bombeiros que é respeitado, é reconhecido por inúmeras entidades e pessoas nos locais onde desempenhamos a nossa função e, muito embora ainda tenhamos muito para melhorar temos conseguido atingir o objetivo de socorrer e prestar o melhor serviço possível”, referiu o comandante que dedicou ainda muitas palavras de agradecimento e motivação à sua corporação.
Por sua vez, o presidente da câmara municipal, Fernando Pinto, também não foi alheio às necessidades apresentadas por aqueles que habitam naquela que considera ser “a sua segunda casa”.
“Compreendo e reconheço todas as necessidades já aqui invocadas, todas as carências que sinto nesta corporação porque esta é a minha segunda casa, esta é a minha segunda família. Desta forma é simples ser sensível às lacunas da associação que vamos preenchendo de acordo com as nossas condições quer financeiras, quer técnicas”, disse Fernando Pinto que prosseguiu referindo que esta é também uma causa deste executivo municipal que todos os dias trabalha no sentido de procurar “melhorar as condições destes homens e mulheres para que se sintam bem dentro destas instalações e que nada lhes falte quando saírem em socorro”.
“Não é uma tarefa fácil, no entanto, a qualidade dos serviços prestados pela nossa corporação e a sua dedicação e entrega à causa pública deixam-me sereno e tranquilo no desempenho e no exercício das minhas funções de presidente de câmara”, frisou Fernando Pinto nesta cerimónia em que se ouviram ainda intervenções dos representantes da Liga dos Bombeiros Portugueses, da Federação dos Bombeiros do Distrito de Setúbal e dos órgãos sociais da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Alcochete.

Agência de Notícias com Câmara de Alcochete 
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Governo atento às dragagens do Terminal do Barreiro

"Tecnologia permite acautelar riscos de dragagens no Tejo" 

O secretário de Estado do Ambiente disse que a tecnologia existente e os engenheiros portugueses são capazes de acautelar os riscos ambientais das dragagens no rio Tejo, necessárias para a construção do novo terminal de contentores no Barreiro. “O estudo [de impacto ambiental] identificou aquilo que eram os riscos, aquilo que são as medidas para lidar com esses riscos e há que fiscalizar, há que acompanhar, mas hoje em dia as tecnologias disponíveis permitem-nos fazer esse trabalho sem estar com a problemática do risco”, disse Carlos Martins, durante uma visita ao parque empresarial do Barreiro. Para o secretário de Estado, as pessoas “têm que se habituar a confiar mais nas capacidades técnicas da engenharia portuguesa”, as quais, defendeu, têm mostrado capacidade para fazer obras de grande envergadura e de as fazer bem ambientalmente.
Terminal obriga a dragagens no Tejo 


Segundo a associação Zero, em declarações à RTP na semana passada, a construção do terminal de contentores no Barreiro implica a retirada de 26 milhões de metros cúbicos de sedimentos do rio Tejo.
No entanto, Carlos Martins alertou que “não é a quantidade que traz risco ambiental”.
“Avaliando os riscos e gerindo os riscos, não é por a sua dimensão ser mais quantitativa ou menos quantitativa que o risco é mais elevado. Às vezes lidamos com quantidades imensas e não há risco nenhum ou risco zero, e outras vezes com quantidades pequenas podemos ter riscos maiores”, explicou.
Além disso, o governante lembrou que “uma boa parte” das areias serão reposicionadas, “o que quer dizer que não terão risco”, ou seja, que não têm na sua composição sedimentos químicos.
Em Setúbal, várias associações ambientalistas e munícipes têm-se manifestado contra as dragagens no rio Sado, que preveem a retirada de 6,5 milhões de metros cúbicos de areia, para alargamento e aprofundamento do canal de navegação do porto do concelho.
Neste sentido, Carlos Martins não afastou a hipótese de que o mesmo aconteça em relação às dragagens no rio Tejo, mas afirmou que a mudança é necessária.
“As pessoas às vezes acreditam que deixando tudo na mesma as coisas ficam mais confortáveis, mas o mundo é composto por mudança e muitas vezes temos é que fazer essa mudança, estudando bem, sabendo como é que devemos encarar os desafios que temos pela frente”, referiu.
O governante frisou também que não se pode fazer comparações entre coisas que “são muito estudadas” e “intuições”.
“Os portugueses têm muita tendência para achar, mas o ‘achismo’ não é a melhor maneira de abordar temas tão complexos”, defendeu.

Terminal vem mudar o Barreiro
Já o presidente da Câmara Municipal do Barreiro, Frederico Rosa, também presente na visita, disse à Lusa que o principal constrangimento do terminal de contentores já está resolvido, referindo-se à anterior localização prevista.
“Inicialmente tapava-nos a vista sobre Lisboa e isso para nós era inaceitável e conseguimos nesta consulta pública acomodar o terminal na zona industrial, compatibilizando-o também com a terceira travessia sobre o Tejo”, avançou.
A mudança paisagística tem sido apontada como um dos principais impactos negativos desta infraestrutura, mas Frederico Rosa realçou que está “bem acomodada na zona industrial” e que está a ser estudada uma “zona verde para minimizar o impacto da maquinaria”.
O presidente da câmara lembrou ainda que estas questões têm que ser vistas “num balanço” e que o terminal de contentores vai permitir a “fixação de empresas e emprego”.
O Estudo de Impacte Ambiental desta infraestrutura está em consulta pública até 7 de Dezembro, com um investimento previsto de 600 milhões de euros e a criação de 500 postos de trabalho.

Agência de Notícias com Lusa


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Governo confirma que aeroporto vai para o Montijo

Pedro Marques quer aeroporto complementar em 2022 

O ministro do Planeamento e das Infraestruturas renovou esta terça-feira, em Madrid, a intenção do aeroporto do Montijo começar a funcionar em 2022, para resolver os problemas de crescimento de 80 por cento no tráfico em Lisboa nos últimos cinco anos. A nossa perspetiva é que “a solução” para o aumento do tráfego “comece a ser implementada no próximo ano, […] estar concluída no ano 2021, para que possa estar disponível em 2022”, disse Pedro Marques no congresso da Associação Internacional de Transporte Aéreo que está a decorrer na capital espanhola.
Ministro garante aeroporto em 2022 

O responsável governamental revelou que o tráfico do aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, cresceu 80 por cento nos últimos cinco anos, continuando a haver uma “procura grande para os ‘slots’ (direito de pousar ou decolar em aeroportos congestionados) para os próximos verões”.
Num debate em que participou no congresso da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA no acrónimo inglês), Pedro Marques afirmou que a situação no aeroporto de Lisboa “não melhorou depois da privatização” da ANA, sugerindo que foi o crescimento do tráfego que levou aos problemas na capital portuguesa.
“Lamentei o facto de na altura da privatização da ANA [em 2012] não ter sido imediatamente decidido avançar com soluções, assim como as condições financeiras e ambientais dessa solução”, disse o ministro responsável pelas infraestruturas à agência Lusa.
Pedro Marques também lamentou que o país tenha debatido durante “décadas” sobre os problemas aeroportuários da região de Lisboa sem avançar para uma solução concreta.
“Não é assim que devíamos, provavelmente, decidir, mas foram as condições que nos deixaram”, disse o ministro numa alusão ao anterior Governo liderado por Pedro Passos Coelho que privatizou a ANA sem ter tomado uma decisão sobre o novo aeroporto.
Sem nomear os decisores políticos, Pedro Marques recordou que “a solução chegou a estar decidida [Governo de José Sócrates] e foi depois abandonada [executivo de Passos Coelho] para não se decidir coisa nenhuma em substituição. Para se deixar tudo para resolver ao atual Governo”.
O aeroporto complementar ao de Lisboa será no Montijo com a transformação do que é atualmente uma base militar em aeroporto civil e de forma a aumentar a capacidade desta infraestrutura.
O início das obras em 2019 no Montijo depende das negociações de uma solução financeira, em curso com a ANA, e da entrega de um estudo de impacto ambiental, por parte da APA (Agência Portuguesa do Ambiente).

Portugal e Espanha querem melhores ligações ferroviárias 
À margem do congresso da IATA sobre a situação dos aeroportos europeus, Pedro Marques esteve reunido com o seu homólogo espanhol, Jose Luis Ábalos, com quem preparou, entre outras questões, a cimeira bilateral entre os dois países que vai realizar-se em Valhadolid em 21 de Novembro próximo.
Os dois governos pretendem “desenvolver de forma coordenada as ligações ferroviárias entre os dois países, tendo ainda sido discutido o “reforço da coordenação” entre a CP - Comboios de Portugal e a homóloga Renfe, no quadro da liberalização europeia dos transportes ferroviários que começa em 1 de Janeiro próximo.
“A nossa abordagem, dentro das regras europeias, é a de favorecer a coordenação e não a concorrência desenfreada entre a CP e a Renfe”, concluiu Pedro Marques.

Agência de Notícias com Lusa 

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