Dá um Gosto ao ADN

Ermidas-Sado com uma nova unidade hoteleira

A “Casa da Avó Souzinha” de uma história de família nasce um hotel

A freguesia de Ermidas-Sado, concelho de Santiago do Cacém, vai ganhar uma nova unidade hoteleira. O novo projecto, explica a Câmara Municipal, “nasceu da vontade de uma jovem empreendedora que viu o potencial da antiga ‘Casa da Avó Souzinha’ e avançou com o sonho de a transformar num espaço diferenciador com muito carácter”. Localizado na Avenida Manuel Joaquim Pereira, o edifício vai ser totalmente recuperado mantendo a sua arquitectura original. A escolha do concelho de Santiago do Cacém para desenvolver o projeto pesou por um lado pelo património familiar, tão rico em história como arquitectónico, e por outro por Santiago do Cacém apresentar-se em franco crescimento, com uma costa invejável e um interior apetecível.
Antiga casa de família transformado em hotel 

“Ao dispor terá apartamentos para quem quiser mais privacidade e independência, suítes e quartos para apostar numa experiência mais familiar e de partilha”, revela a autarquia, adiantando que “os promotores pretendem ainda estabelecer parcerias para desenvolver actividades de promoção cultural, dos produtores locais e gastronómicas, actividades orgânicas e ao ar livre”. Os eventos, de resto, são igualmente uma área que pretendem desenvolver.
Pelo nome, “A Casa da Avó Souzinha” antecipa toda uma viagem a uma casa familiar, diz Margarida Salgado, bisneta e uma das promotoras do projecto, citada pela autarquia. “Esse é o nosso lema, que as pessoas se sintam em casa. Todo este projecto avança com base num conceito familiar matriarca, pois é de realçar a importância da minha bisavó. Necessitaríamos de 20 páginas para descrever as imensas histórias sobre esta senhora guerreira, ‘muito à frente’ da sua época, que enviuvou cedo, com quatro filhos (um deles o meu avô), e com toda a sua energia, garra e voz de comando geriu toda uma fábrica composta por homens conjuntamente com a mercearia”, diz a empresária.

Uma casa e uma mercearia
A casa actual foi construída em 1937, pela “Bisavó Souzinha”. No 1.º andar funcionava a casa de habitação e no rés-do-chão a mercearia onde, à moda antiga, se vendia um pouco de tudo. Também aqui funcionava o escritório de apoio à fábrica da cortiça, porque o principal negócio da família era a indústria corticeira, desactivada após os anos 70 do século passado.
O desafio foi lançado em Maio do ano passado, quando a mãe de Margarida Salgado num simples telefonema fez a pergunta, em modo de afirmação: “Vamos reabilitar a casa da Avó?”
“De facto era tudo o que eu e os meus irmãos mais queríamos ouvir, a mistura de sensações entre avançar para um novo desafio, remexer em toda uma história contada dezenas de vezes à lareira e voltar às origens fez-nos avançar com o objectivo de um pequeno turismo de aldeia”, confessa Margarida Salgado, admitindo que, de facto, o entusiasmo foi de tal ordem que acabou por resultar na aprovação de um hotel.
A obra irá dividir-se em três fases, estando prevista que a primeira possa ser concretizada até ao final deste ano. “Mas num edifício tão antigo a rapidez é inimiga da perfeição”, lembra a bisneta.
A escolha do concelho de Santiago do Cacém para desenvolver o projeto pesou por um lado pelo património familiar, tão rico em história como arquitectónico, e por outro por Santiago do Cacém apresentar-se em franco crescimento, com uma costa invejável e um interior apetecível.
“O potencial é enorme”, frisa Margarida Salgado, salientando ao mesmo tempo a agilidade da autarquia em todo o processo, “com respostas rápidas e ajuda na resolução de problemas”, o que “contribuiu” decisivamente para levar por diante o investimento no concelho.

Agência de Notícias com Câmara de Santiago do Cacém 
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Santa Casa ajuda Raríssimas na Moita

Misericórdia de Lisboa promete apoio financeiro “imediato” mas não avança valor

A Raríssimas, na Moita, vai contar com o apoio financeiro da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa para dar resposta às necessidades mais urgentes com que a instituição se depara atualmente. Em comunicado enviado às redações, a direção da Associação Nacional de Deficiências Mentais e Raras revela que estão a decorrer conversações entre a Raríssimas e a Santa Casa no sentido de estudar possíveis formas de cooperação entre as duas entidades. Um mês após a sua tomada de posse, no início de Fevereiro, a nova presidente, Margarida Laygue, apelou à ajuda dos portugueses, principalmente dos mecenas, para salvar a instituição. Recorde-se que apesar da polémica que envolveu a Raríssimas e que levou à destituição da antiga presidente, Paula Brito da Costa, a associação conseguiu garantir que todos os serviços de apoio a pessoas com doenças raras e respetivas famílias continuassem a funcionar. 
Apoio imediato pode salvar Casa do Marcos 

A Raríssimas - Associação Nacional de Deficiências Mentais e Raras, com sede na Moita, vai ter o apoio da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa para enfrentar as suas "necessidades mais urgentes e críticas", anunciou a instituição. A direção da Raríssimas "tem ativamente desenvolvido esforços no sentido de procurar, junto de organismos públicos e privados, soluções que viabilizem a continuidade e consolidação dos serviços" que presta, afirma a entidade em comunicado.
A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa é parceira da Raríssimas e já prestou a ajuda no passado. A sua decisão de atribuir um apoio financeiro (cuja soma não foi divulgada) à associação é, segundo a direção da Raríssimas, "o reconhecimento da importância do trabalho desenvolvido junto das pessoas com doenças raras e respetivas famílias".
Estão também a decorrer conversações entre a Raríssimas e a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa para o estudo de possíveis formas de cooperação entre as duas entidades, acrescenta a informação.
Paula Brito da Costa, fundadora da Raríssimas, demitiu-se da presidência e foi constituída arguida após uma reportagem da TVI em que se levantavam suspeitas sobre a sua gestão, nomeadamente a utilização de verbas da instituição para diversos gastos pessoais.

Casa dos Marcos esteve "em risco" 
Depois de alguma indefinição, Margarida Laygue acabou por ser eleita nova presidente da Raríssimas. Tomou posse no inicio deste ano e fez soar as campainhas: a debandada dos apoios, por causa do escândalo, podia pôr em causa a sobrevivência da instituição. Um alerta que já tinha sido feito pelo Presidente da República.
Em Dezembro do ano passado, Marcelo Rebelo de Sousa dizia, em declarações à Lusa, que “o pior que podia acontecer era que, de repente, houvesse uma rutura e que as grandes vítimas fossem as crianças” e que a investigação ao caso não podia “levar meses”, uma vez que isso poderia significar “eventualmente a morte de uma instituição”.
Marcelo Rebelo de Sousa chegou mesmo a visitar, quase em segredo, as crianças da Casa dos Marcos na véspera de Natal, para reforçar a importância de não abandonar a instituição que apoia cerca de 300 pessoas com doenças raras.

Agência de Notícias com Lusa 
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Espanhóis compram o Almada Forum por 406 milhões

Empresa do Santander investe no distrito de Setúbal 

O Centro comercial Almada Forum foi vendido à espanhola Merlin Properties por 406,7 milhões de euros, segundo a página de Internet desta empresa, que tem feito várias aquisições em Portugal. A intenção de a empresa espanhola comprar este 'shopping' à norte-americana Blackstone (gestora de fundos imobiliários) já tinha sido noticiada no início do ano e esta informação indica que foi agora concretizada. Segundo a Merlin Properties, o Almada Forum, inaugurado em 2002, tem uma superfície bruta arrendável de cerca de 82 mil metros quadrados, dos quais 22 mil metros são um supermercado Jumbo, da Auchan, que inclui 5500 lugares de estacionamento. Tem ainda centenas lojas e cinemas NOS. O Almada Forum recebe cerca 14,4 milhões de visitantes por ano e está próximo da ocupação total, com 98 por cento da área alugada. As receitas anuais do 'shopping' em rendas atingem 24 milhões de euros e a empresa vê possibilidade de crescimento.
Almada Forum volta a mudar de dono 

A Merlin, empresa controlada pelo banco Santander, comprou o centro comercial Almada Fórum à norte-americana Blackstone por 406,7 milhões de euros, indicou esta sexta-feira a empresa espanhola em comunicado.
O acordo para o negócio já tinha sido dado como iminente pela Bloomberg no início do ano, mas com um valor mais elevado: 450 milhões de euros.
No ano passado, foi noticiado o interesse dos franceses da Klépierre e dos mauricianos da Greenbay Properties em quatro centros comerciais detidos pela Blackstone em Portugal, incluindo o Almada Forum.
A Merlin Properties informa que a aquisição será financiada integralmente com fundos próprios.
Inaugurado em 2002, o Almada Forum conta com uma área comercial bruta de cerca de 82 mil metros quadrados, dos quais 22 mil metros quadrados são ocupados pelo supermercado Jumbo, do grupo Auchan, e tem cerca de 5.500 lugares de estacionamento.
Anualmente, o centro comercial da Margem Sul recebe mais de 14,4 milhões de visitantes e factura 24 milhões de euros anuais em rendas brutas. A Blackstone por 224 milhões de euros.
O CEO da Merlin Properties, Ismael Clemente, refere que "o Almada Forum é um exemplo de um activo excepcional que raramente se encontra no mercado. A preferência dos portugueses é pelos centros comerciais de qualidade. Apesar da concorrência dos canais online, o formato dos centros comerciais continua a crescer a um ritmo forte na Península Ibérica".
A Merlin tem investido em edifícios de escritórios em Lisboa, pretendendo fechar o ano com 140 mil metros quadrados na capital portuguesa. A sede da Novabase no Parque das Nações, o Monumental no Saldanha, uma das Torres de Lisboa e a Torre Zen no Parque das Nações fazem parte do seu portefólio.

Agência de Notícias com Lusa 
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Negociações voltam esta semana à Fábrica de Palmela

Trabalhadores da Autoeuropa querem domingos pagos a dobrar

Os trabalhadores da Autoeuropa aprovaram um caderno reivindicativo em que reclamam um aumento salarial de quatro por cento e o pagamento do trabalho ao domingo a 100 por cento, disse à agência Lusa o coordenador da Comissão de Trabalhadores. “Nos três plenários realizados houve apenas cinco votos contra e pouco mais de uma dezena de abstenções”, sublinhou Fausto Dionísio, acrescentando que os trabalhadores reclamam também a atribuição de um prémio de mil euros no início de 2019. “Este prémio será uma compensação pelo pagamento do trabalho ao domingo como um dia normal até final deste ano”, justificou o coordenador da Comissão de Trabalhadores.
Administração já conhece as exigências dos trabalhadores 

Fausto Dionísio lembrou que os trabalhadores da Autoeuropa vão ter de trabalhar ao domingo com a implementação dos novos horários de laboração contínua a partir do final de agosto e que a administração da empresa reconheceu não ter possibilidade de proceder a qualquer aumento das remunerações até final do ano em curso. Os trabalhadores esperam, no entanto, que a administração da fábrica os compense por este período, até final do ano, em que os domingos vão ser remunerados como um dia normal de trabalho, com um prémio de mil euros no início de 2019.
Os trabalhadores da fábrica de automóveis da Volkswagen em Palmela consideram que o trabalho aos sábados e aos domingos deve ser remunerado de forma igual, ou seja, defendem que o trabalho ao sábado e ao domingo deve ser pago a dobrar, valor que deverá ser acrescido de mais 25 por cento do prémio trimestral de produtividade, caso sejam cumpridos os objetivos da fábrica.
Além destas reivindicações, os trabalhadores da Autoeuropa defendem ainda a integração no quadro de pessoal, até Setembro de 2019, de mais 400 trabalhadores com contrato a termo, a garantia da empresa de que não fará nenhum despedimento coletivo durante a vigência do acordo, bem como a entrega extraordinária da quantia de 100 mil euros para o Fundo de Pensões, a dividir de forma igual por todos os trabalhadores aderentes.
O caderno reivindicativo aprovado esta quinta-feira pela esmagadora maioria dos funcionários da Autoeuropa deverá ser entregue à administração da empresa na próxima ronda negocial, que, segundo a Comissão de Trabalhadores, poderá ter lugar já na próxima terça-feira.

Agência de Notícias com Lusa  
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Incêndio em Pinhal Novo causou pânico na auto-estrada

Fogo florestal leva veículos a voltarem para trás em plena A12

Perto de uma centena de bombeiros, da península de Setúbal, e dois meios aéreos pesados combatem fogo numa zona de mato perto do Pinhal Novo. Fumo prejudica visibilidade dos condutores. O incêndio florestal já levou vários condutores a fazerem a inversão do sentido de marcha, entrando em contramão na auto-estrada, no sentido Palmela-Lisboa. Uma situação, entretanto, já resolvida pela GNR. A linha do Alentejo e Algarve esteve também encerrada. O incêndio já se encontra em fase de rescaldo.
Incêndio começou na Lagoa da Palha, este sábado 

O Trânsito na A12, perto do Pinhal Novo, no sentido Setúbal-Lisboa, foi interrompido na tarde deste sábado devido a uma massa densa de fumo originária de um incêndio em mato na Herdade de Rio Frio que impede a visibilidade dos automobilistas.
Mas a situação gerou momentos de pânico na auto-estrada, com imagens, divulgadas na CMTV, a mostrarem condutores a fazer inversão do sentido da marcha na autoestrada que liga a Ponte Vasco da Gama a Setúbal. Nas redes sociais, surgiram também vídeos que mostram os condutores a parar e a voltar para trás em plena auto-estrada. 
A Guarda Nacional Republicana já emitiu um comunicado onde pede aos automobilistas que "em casos semelhantes nunca os automobilistas devem abandonar as viaturas na via e, em caso algum, fazer o percurso em contramão". De acordo com a GNR "estes atos podem gerar pânico e impedir os trabalhos de socorro e o trabalho dos próprios bombeiros no local". 
Segundo os bombeiros do Pinhal Novo, o alerta chegou por volta das 16h10, para um fogo junto a Lagoa da Palha, no Pinhal Novo. No local estão ainda perto de uma centena de homens, acompanhados por 32 viaturas, e dois meios aéreos no combate ao fogo. De acordo com o comando geral da GNR, a A12 está transitável, encontrando-se apenas suspensa a circulação da faixa mais à direita no sentido Sul-Norte, devido ao fumo.
Esta situação leva ao acumular do trânsito, que já chega à zona da Marateca. A Autoestrada 12 chegou a estar cortada temporariamente, apenas para regularizar a circulação de viaturas em contramão – que representavam um grande perigo, mas não provocaram acidentes. 
O oficial de operações da Autoridade Nacional de Proteção Civil adiantou à agência Lusa que em causa está um incêndio em mato, na freguesia do Pinhal Novo que "tendo em consideração o combustível produziu uma massa densa de fumo" que, devido ao vento, atinge a A12.
Segundo a mesma fonte, devido à reduzida visibilidade, algumas pessoas deverão ter-se assustado e iniciaram inversão de marcha, tendo sido de imediato enviado para o local equipas da Brisa e da Brigada de Trânsito da GNR para "auxiliar nesta manobra".
Há vários focos de incêndio mas, de acordo com os bombeiros, "o incêndio está controlado".
 A referida autoestrada já reabriu. A linha de comboios, que liga o Algarve e o Alentejo a Pinhal Novo e Lisboa, esteve também encerrada. 

Agência de Notícias 
Foto: Bombeiros de Pinhal Novo 
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Feira de Sant'Iago com cartaz forte em Setúbal

Manteigadas em festa de 21 de Julho a 5 de Agosto 

Matias Damásio, Fernando Daniel, Richie Campbel, Mão Morta, The Gift e os D.A.M.A são algumas das atrações musicais da Feira de Santiago, que começa este sábado e decorre até 5 de Agosto, nas Manteigadas, em Setúbal. O cantor angolano Matias Damásio é um dos primeiros a atuar, no domingo, dia 22 de Julho, no Palco Setúbal, por onde também vão passar os T4X1 (ex-Taxi), Fonzie, Emanuel, Gisela João e os The Gift, que encerram a Feira de Santiago no dia 5 de Agosto. Este ano dedicada aos "Vinhos da Península de Setúbal", a Feira de Santiago incluiu uma "wine sunset party" que terá lugar ao final da tarde de sábado, dia 28 de Julho, no Forte de S. Filipe. Trata-se de uma escolha que se insere na estratégia do município setubalense de afirmar o certame como um produto turístico, que já está a promover junto de diversos operadores na área do turismo. A gastronomia da região, artesanato, um espaço dedicado aos divertimentos tão apreciados pelos mais jovens, são outros motivos de interesse da feira que se realiza há mais de quatro séculos na capital do distrito de Setúbal.
Feira de Sant'Iago volta a ter um cartaz de muita qualidade 

“A nossa feira é a soma de muitas coisas”, destacou a presidente da Câmara Municipal Setúbal, Maria das Dores Meira, na sessão de apresentação do evento, “uma das maiores festas populares a sul do país” e que contabiliza“mais de 400 mil visitantes por edição”.A autarca sublinhou que a Feira de Sant’Iago “consegue sempre surpreender pela renovação e inovação que apresenta a quem a visita”, sendo que, em 2018, por exemplo, vai ser permitida a entrada de animais de companhia, mediante as regulamentações impostas por lei, terá uma diversão com um slide de 140 metros, uma roda-gigante com vista para a cidade e um serviço de aluguer de transportes elétricos individuais para deslocações no recinto.
A importância e dimensão que um evento como a Feira de Sant’Iago assume nos serviços da Câmara Municipal levou a que a autarquia, salientou Maria das Dores Meira, dedicasse especial atenção ao planeamento.
“Foi constituída uma equipa afeta à organização da Feira ao longo do ano, entendendo-a como prioritária no calendário de eventos do concelho. Também por isso, este evento está inscrito, a partir de agora, no Plano de Atividades do Gabinete de Turismo, sento entendido como um produto turístico a oferecer aos que nos visitam”.
A atratividade do certame está bem patente no número médio de visitantes a cada ano, mas também na procura da parte de feirantes e expositores.
Com cerca de 40 setores de atividade diferentes presentes no evento, “neste momento regista-se uma taxa de ocupação de cerca de cem por cento dos lugares disponibilizados no concurso, tendo, entretanto, e em face da procura, sido criados mais lugares para comercialização de vários tipos de artigos”.
A presente edição da Feira de Sant’Iago vai dedicar especial atenção ao público infantil, com mais diversões e atividades, como um circuito de arborismo e uma quinta pedagógica.
Tratando-se de um evento com mais de 400 anos de história, a tradição é igualmente enaltecida. Em 2018, Setúbal presta homenagem a uma figura local, o Zé dos Gatos, homem acarinhado pelos setubalenses, já falecido, e que o designer Zé Nova materializou em mascote desta edição, presente na zona da entrada principal do recinto e com a qual os visitantes vão poder tirar várias “zélfies”.
A Feira de Sant’Iago é, também, um Eco Evento Amarsul, que envolve a realização de várias atividades e ações de sensibilização para a proteção do meio ambiente.
A Feira de Santiago 2018 vai ainda contar com uma Roda Gigante, um super slide de 140 metros, uma quinta pedagógica, uma pista de BMX, insufláveis e um picadeiro, onde é possível andar de cavalo ou de pónei.
A inauguração oficial da Feira de Santiago 2018 está marcada para as 20:30 do próximo sábado, no Pavilhão Vinhos de Setúbal, com a presença da presidente do município, Maria das Dores Meira, e com o momento de animação "Era o vinho, meu bem, era o vinho", a cargo do Teatro de Animação de Setúbal.

Feira dedicada à promoção do vinho da região
Em representação da comissão de organização da Feira de Sant’Iago, Ana José Carvalho destacou, na apresentação, que o certame tem “programação diversificada e para todos os públicos e idades”.
A inauguração oficial da Feira de Sant’Iago 2018 está agendada para 21 de Julho, às 20h30, no Pavilhão Vinhos de Setúbal, durante a qual, além de uma intervenção da presidente da Câmara Municipal, há a animação pelo Teatro Animação de Setúbal “Era o vinho, meu bem, era o vinho”.
Em termos de espetáculos, o Palco Setúbal recebe as atuações de artistas de renome nacional e internacional, numa zona do recinto que está apetrechada com o apoio de bares e tasquinhas gastronómicas.
Para a Praça Mundo estão reservadas tasquinhas gastronómicas, dinamizadas pelo movimento associativo de Setúbal, e o Palco Mundo, onde se realizam espetáculos que refletem a riqueza multicultural do concelho.
A Praça do Bares é um espaço de gastronomia, por excelência, mas que também inclui animação musical.
O Palco dos Sentidos recebe as animações correspondentes ao Espaço dos Sentidos, destinado à exposição de atividades dinamizadas pelos serviços de cultura, juventude, desporto, inclusão social, bibliotecas e museus da Câmara Municipal.
No Palco Baco, paredes-meias com o Pavilhão Vinhos de Setúbal, realizam-se vários espetáculos de fado, mas também de cante alentejano.
A nível institucional, o Pavilhão Vinhos de Setúbal é uma criação da Câmara Municipal em colaboração com a Comissão Vitivinícola Regional da Península de Setúbal e com produtores de vinhos da península.
O espaço apresenta ao longo do certame uma exposição, apontamentos musicais, oficinas de artesanato, experiências interativas, provas de vinho e degustações.
Uma vasta área está reservada para as representações institucionais, onde são divulgados serviços da Câmara Municipal, bem como de empresas e instituições com representatividade local e nacional.
Com objetivo semelhante, os visitantes podem ficar a conhecer os espaços Freguesias de Setúbal, preenchido pelas cinco juntas de freguesia do concelho, Saúde, partilhado por instituições ligadas ao setor da saúde, e Solidariedade, destinado a campanhas de solidariedade e sensibilização por entidades sem fins lucrativos.

TST com carreiras especiais para as Festas 
Um circuito de arborismo, com obstáculos de cordas, uma zona de jogos tradicionais, a Quinta Pedagógica Herdade da Gâmbia – O Lugar do Pernilongos, que divulga atividades típicas do campo, um espaço de adoção de animais de companhia, um picadeiro e a pista de BMX são outros dos muitos atrativos presentes na Feira de Sant’Iago 2018.
O recinto, de entrada livre, está aberto ao público de segunda a quinta-feira das 18 à uma da madrugada  na sexta-feira até às duas da manhã, ao sábado das 16  às duas da madrugada,  encerrando à uma hora da manhã ao domingo.
Além do parqueamento automóvel disponível, os visitantes podem utilizar o serviço de transportes público especificamente adaptado para o certame.
As carreiras 604 e 609 da TST têm o horário alargado durante o período da feira, tendo sido criadas as carreiras 651 e 652 especificamente para deslocações entre a cidade e o recinto.
A carreira 651 liga o evento ao Mercado do Livramento, enquanto a 652 estabelece a ligação com a zona da Varzinha. Estas duas carreiras têm um bilhete de bordo de apenas um euro por viagem.
Pessoas com mobilidade reduzida têm disponível um serviço especial de transporte, devendo os interessados recolher informações ou realizar marcações de veículo para acesso à zona da feira através do número 910 784 090, nos dias úteis, entre as 10 e as 19 horas.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 
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Verão ativo com Ciência Viva começou em Setúbal

Iniciativa vai percorrer todo o país até 4 de Agosto 

O programa Ciência Viva no Verão em Rede 2018, iniciativa com mais de 800 ações em todo o país, foi lançado no dia 18 de Julho, durante um passeio no rio Sado, a bordo da embarcação municipal Maravilha do Sado. “Está oficialmente aberta a Ciência Viva no Verão 2018”, declarou Rosalia Vargas, presidente da Agência Nacional Ciência Vida, promotora da iniciativa que se destina a aumentar a literacia científica da população portuguesa, ao proporcionar, em altura de férias, diversas atividades de comunicação de ciência um pouco por todo o país. A apresentação nacional do programa decorreu em pleno rio Sado, com a Serra da Arrábida como pano de fundo, num evento que contou a presença do ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor.
Ciência Viva atrai crianças este verão 

“Começar a edição deste ano no estuário do Sado, com a presença de diversos parceiros da Ciência Viva, como a Ocean Alive, profissionais da comunidade piscatória, a Câmara Municipal de Setúbal e o Instituto Politécnico de Setúbal demonstra bem a relevância deste evento”, sublinhou o governante.
Também Rosalia Vargas destaca a importância das parcerias num projeto que já conta com 22 anos, mas que continua a captar as atenções dos portugueses.
“Nos primeiros cinco minutos inscreveram-se 2.500 pessoas em diversas ações. Podemos dizer que há fans do Ciência Viva no Verão que aguardam com entusiasmo a abertura das inscrições, embora haja muitas atividades que não carecem de inscrição”.
Este ano, as atividades são maioritariamente dedicadas aos rios e à água, com o objetivo de “sensibilizar para os cuidados a ter na sua preservação”.
Uma das centenas de ações decorre a 4 de Agosto, numa parceria entre a Câmara de Setúbal e a associação Ocean Alive, a bordo do antigo galeão do sal Maravilha do Sado.
A embarcação, requalificada pela autarquia e transformada em equipamento direcionado para iniciativas pedagógicas e educativas, bem como de valorização de atividades relacionadas com o mar e com a preservação ambiental, recebeu, no último ano letivo, mais de 700 crianças em diversas ações de sensibilização.
“O que acontece a bordo desta embarcação é ciência viva. Queremos proporcionar às crianças a oportunidade de utilizar uma embarcação histórica na relação com o rio”, sublinha o vereador Pedro Pina.
“Há ervas e golfinhos - e que outros tesouros marinhos?” é o título da ação, com inscrições já esgotadas, a decorrer no dia 4, durante um passeio de barco em que os participantes, guiados por dois monitores, uma bióloga e uma pescadora, são convidados a conhecer o mundo submarino dos golfinhos do Sado com foco nas pradarias de ervas marinhas.
A iniciativa Ciência Viva no Verão, aberta a todos, pretende aproximar os cidadãos da ciência sob a forma de uma experiência direta, permitindo uma otimização de recursos e um contacto mais próximo com as populações.
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Festas de Sarilhos Grandes começam sexta-feira

Aldeia de Sarilhos em festa em honra de São Jorge 

As Festas de Sarilhos Grandes, no concelho do Montijo, arrancaram esta sexta-feira. Vão ser cinco dias de muita animação e alegria, com largadas de toiros, bailes, espetáculos de dança e de música, folclore, stand up comedy, o tradicional passeio da charanga Huga Huga pelo arraial e, claro, muitos comes e bebes. Naturalmente, que em destaque estarão as tradições religiosas com a missa solene em honra de São Jorge no dia 22 de Julho, às 10 da manhã e a procissão, no mesmo dia, pelas 18 horas que vai percorrer várias artérias da aldeia. Edna Pimenta, Bruna, a dupla João Neto e Leonardo e Ana Arrebentinha são as "figuras maiores" do cartaz das Festas de Sarilhos Grandes que prolongam até terça-feira, 24 de Julho.
Festas celebraram São Jorge em Sarilhos Grandes 

De 20 a 24 de Julho, a Freguesia de Sarilhos Grandes, no Montijo, festeja São Jorge. Durante os cinco dias de festa, há dezenas de atividades para todos os gostos: procissão, bailes, largadas, espetáculos musicais, dança e o famoso huga-huga.
As Festas em Honra de S. Jorge arrancam no dia 20 de Julho, às 21 horas. Nesse mesmo dia, o destaque é para o 2.ª Mostra de Folclore.
No dia 21 de Julho, a Banda da Academia Musical União e Trabalho de Sarilhos Grandes atua no Coreto, às 18 horas. À noite, às 22 horas, no Palco da Feira decorre o espetáculo Dança Comigo com grupos de dança do Montijo (Dance Fusion, Companhia Al Nawar, Mad G Wine, We Can Dance).
O domingo, dia 22 de Julho, fica marcado pelos momentos religiosos, com a missa solene em honra de São Jorge às 10 da manhã e a procissão às seis da tarde. A procissão em honra de São Jorge, percorre várias artérias da freguesia acompanhada pela Fanfarra dos Bombeiros Voluntários do Montijo, pela Banda Filarmónica da AMUT e por cavaleiros trajados à época de São Jorge.
No Palco da Feira, a noite termina com o espetáculo de Edna Pimenta, às 23 horas.
O penúltimo dia das Festas em honra de São Jorge, 23 de Julho, vai ter stand up comedy com Ana Arrebentinha, às 22h15, no Palco da Feira e no mesmo local, uma hora depois, o concerto com a cantora Bruna.
As Festas em honra de São Jorge vão finalizar no dia 24 de Julho, com o espetáculo de João Neto e Leonardo, às 23 horas, seguindo-se o fogo de artifício.
Nuno Canta, que vai inaugurar as Festas na sexta-feira, às 21 horas, lembra que estas festividades “são organizadas em nome dos sarilhenses e pretendem honrar as nossas tradições e cultura”, refere o presidente da Câmara do Montijo.
De acordo com o autarca do Montijo, as Festas de São Jorge "são um marco da cultura da nossa terra e têm a importância de juntar as pessoas e serem um elemento agregador da nossa maneira de viver e das nossas tradições”, acrescenta Nuno Canta, realçando o trabalho e a dedicação da Comissão de Festas de Sarilhos Grandes.

Agência de Notícias com Câmara do Montijo 
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Alcochete avança com investimentos no Passil

Escola básica do 1.º ciclo e do jardim-de-infância vão ser requalificados 

A Câmara de Alcochete vai proceder à requalificação da escola do ensino básico do 1.º ciclo, do jardim-de-infância e do parque infantil na localidade do Passil. Esta informação foi avançada pelo executivo municipal durante a reunião descentralizada, realizada no centro comunitário do Passil. Fernando Pinto, presidente da autarquia, anunciou o inicio das obras. “Vamos desenvolver as nossas primeiras obras no Passil, nomeadamente a requalificação do parque infantil, que vai ser totalmente remodelado” e as obras de“ requalificação da escola básica do 1.º ciclo e do jardim-de-infância do Passil,  o que certamente vai proporcionar condições superiores de estudo e de trabalho às crianças, auxiliares e docentes”, explicou o autarca. As obras nos dois estabelecimentos de ensino deverão estar concluídas no início do próximo ano letivo e inclui a aquisição de novo mobiliário escolar para os alunos.
Autarquia investe na  requalificação de escola 

No período de antes da ordem do dia, o presidente da câmara municipal manifestou o seu orgulho e regozijo por se encontrar de novo no Passil, “um local que durante a campanha eleitoral, despertou muita preocupação face às carências que o espaço tem, às condições de habitabilidade das pessoas e às condições das estruturas adjacentes às respetivas habitações”, preocupações que considerou ser extensivas a todo o povoado envolvente, nomeadamente o Terroal, Monte Laranjo, Rilvas e Barroca d´Alva, sublinhou Fernando Pinto.
“O Passil é um espaço que nos inspira a sermos melhores e a procurarmos o melhor que cada um tem para oferecer à comunidade, proporcionando-lhe um bem-estar diferente daquele que têm tido até aqui”, acrescentou o autarca.
O vereador com o pelouro das Obras Municipais, Pedro Lavrado, salientou que as obras na escola básica do 1.º ciclo e do jardim-de-infância do Passil, “vão trazer mais qualidade e conforto às crianças do Passil”.
Em relação aos estabelecimentos de ensino, o autarca referiu que as obras a realizar são: reparação do telhado da escola, que tem infiltrações, colocação de tecto falso em pladur na sala dos professores, casa-de-banho e corredores, reparação e pintura de portas e janelas, afagamento e envernizamento do chão em tacos de madeira, colocação de estores em pvc nas janelas e reparação dos existentes, remodelação da instalação elétrica com colocação de projetores LED, instalação de um novo sistema de deteção de incêndios, colocação de aparelhos de ar condicionado em todas as salas (incluindo no jardim-de-infância) e a pintura interior e exterior do edifício, incluindo os muros e reparação da vedação.
No exterior da escola será colocado um pavimento tipo pavê na zona frontal à escola para permitir que as crianças possam brincar no espaço atualmente em terra batida, serão reparados todos os equipamentos infantis junto ao jardim-de-infância e será colocado um novo equipamento no recreio, sendo de salientar que em todos os locais onde existem equipamentos lúdicos será colocado pavimento de borracha amortecedor de quedas.
Pedro Lavrado referiu que “depois da conclusão destas obras “será feita a reparação e manutenção do polidesportivo ao ar livre, anexo à escola, com reparação do pavimento, da rede e dos muros e colocação de novas balizas.

Parque infantil renovado 
Em relação ao parque infantil, o vereador explicou que a sua remodelação inclui a aplicação de um pavimento amortecedor de quedas em borracha na zona dos brinquedos, a colocação de alguns bancos de jardim com criação de uma zona de estar com pavimento em pavê, de novos equipamentos e de dois portões e o muro será reparado e pintado.
O vereador das Obras Municipais fez ainda um ponto de situação em relação ao furo de água na Fonte da Senhora, “que tem muita importância e é fundamental para o bem-estar da população do Passil”, salientando que estão a ser desenvolvidos os procedimentos para a sua execução por empreitada, sendo que a construção da estação elevatória será realizada por administração direta.
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Ação 'caça' beatas na Figueirinha em Setúbal

Voluntários tiraram nove litros de beatas da praia 

Perto de nove litros de beatas de cigarros foram recolhidas na manhã de dia 18 de Julho do areal da Praia da Figueirinha, em Setúbal, numa iniciativa de sensibilização ambiental dirigida aos veraneantes, no âmbito do Programa Bandeira Azul 2018. Um grupo de oito voluntários do Centro Jovem Tabor já percorre o areal à procura de beatas que, depois de recolhidas, colocam dentro de uma garrafa de plástico. Habituados a participar em programas de sensibilização ambiental, não precisam de ouvir muitas explicações por parte da coordenadora de atividades de educação ambiental da Associação Portuguesa de Lixo Marinho que dinamiza a 3.ª edição da “Caça às Beatas” em parceria com a Câmara de Setúbal.
Milhares de beatas foram tiradas do areal 

Flávia Silva recorda o objetivo e a importância da ação. “Vamos tentar tirar o máximo de beatas possível da Praia da Figueirinha. As beatas têm vários perigos associados, nomeadamente para as crianças que brincam na areia e para os animais, além de possuírem contaminantes que poluem a água”.
Devido às pequenas dimensões deste tipo de lixo, os equipamentos mecânicos que limpam as praias não conseguem apanhá-lo, pelo que “este tipo de ação é muito importante para sensibilizar os fumadores para não deixarem as beatas na areia”, diz a coordenadora de atividades de educação ambiental da Associação Portuguesa de Lixo Marinho.
Além dos rapazes do Centro Jovem Tabor, a responsável da coordenadora de atividades de educação ambiental da Associação Portuguesa de Lixo Marinho tenta captar voluntários entre os utentes que usufruem da Praia da Figueirinha, sobretudo crianças e jovens provenientes de diversas instituições de ensino.
“Bom dia! Querem participar numa campanha de recolha de beatas na praia?”, pergunta à monitora de um grupo que acaba de chegar.
Após explicar em que consiste a iniciativa, a monitora anui e os pequenos voluntários dividem-se em grupos e pegam numa garrafa e em sacos de plástico.
“Bia, encontrei mais duas!”, grita uma menina em direção à colega que segura a garrafa de plástico onde já se encontra uma boa quantidade de beatas.
O grupo está entusiasmado e compenetrado na tarefa que a pequena Bia lidera atentamente.
Por toda a praia há vários grupos a caçar beatas e um deles está muito adiantado em relação aos restantes. São jovens do Clube de Ténis de Setúbal que chegam com uma garrafa de plástico de 1,5 litros cheia de beatas que colocam no recipiente instalado para o efeito pela coordenadora de atividades de educação ambiental da Associação Portuguesa de Lixo Marinho.
O monitor, Rodrigo, esvazia a garrafa e grita triunfante: “terminámos!”
As crianças, entusiasmas, batem palmas e recebem um jogo didático por terem sido os primeiros a chegar.
“Parabéns! Agora vão todos à água lavar as mãos, está bem?”, indica Flávia.
Outros grupos vão chegando com as garrafas cheias e o recipiente da coordenadora de atividades de educação ambiental da Associação Portuguesa de Lixo Marinho já marca quase quatro litros de beatas recolhidas.

Uma “luta continuada”
No final da ação, a contagem aponta para perto de nove litros de beatas recolhidas, o equivalente a seis garrafas de água de 1,5 litros, enquanto no ano passado os voluntários recolheram um total de 14 litros.
Apesar da redução de beatas recolhidas na Praia da Figueirinha, face à campanha realizada em 2017, o coordenador do Programa Nacional de Vigilância da Bandeira Azul, Paulo Gouveia, sublinha a importância de “insistir neste tipo de ações para passar a mensagem e tentar captar, sobretudo, os jovens, porque eles são o futuro”.
Trata-se de uma “luta continuada”, pois “apesar de as pessoas estarem cada vez mais conscientes, o lixo mantém-se e pode entrar na cadeia alimentar dos homens através do peixe”.
A “Caça às Beatas” integra as iniciativas de educação ambiental do programa da Bandeira Azul, este ano dedicado ao tema “O Mar que Respiramos”, tendo em conta os dados científicos que revelam que 50 por cento do dióxido de carbono lançado na atmosfera é absorvido pelos oceanos e que 70 por cento do oxigénio do planeta é produzido pelo plâncton marinho.
As exposições “Arrábida Lugar Sagrado” e “O Mar que Respiramos”, ambas patentes na Praia da Figueirinha, e o concurso de fotografia “Fotografias que partilhamos”, são outras ações contempladas no programa de sensibilização ambiental Bandeira Azul 2018, em Setúbal.
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Festival Músicas do Mundo começa hoje em Sines

Estado do mundo e fronteiras fechadas não facilitam organização do festival

O “estado do mundo”, com “fronteiras cada vez mais fechadas”, não facilitam a vida aos organizadores do Festival Músicas do Mundo, que regressa a Porto Covo, esta quinta-feira e ruma depois a Sines. “A boa música não escolhe géneros, nem escolhe fronteiras”, acredita Carlos Seixas, programador do festival, que, ao completar 20 edições, apresenta o maior alinhamento de sempre, com 59 concertos de 38 países e regiões, de todos os continentes, entre 19 e 28 de Julho (19 a 22, na aldeia de Porto Covo, e 23 a 28 de Julho, na cidade de Sines). Desengane-se quem pensa que à 20.ª edição tudo é mais fácil. No mundo de hoje, com “as grandes questões ligadas às migrações”, há até “mais dificuldades do que há uns anos”, compara Carlos Seixas.
FMM é um dos maiores festivais do país

“Continua a ser difícil trazer músicos” da Ásia, dos países árabes, de África para apresentar ao Ocidente, reconhece, assinalando a contradição entre vivermos hoje num mundo “mais pequeno, no sentido da informação que nos chega todos os dias”, mas num ambiente global de “fechamento”.
Perante este “estado do mundo”, o Festival Músicas do Mundo (FMM) opta por “abrir um caminho alternativo, viajar por outras latitudes, descobrir o que neste momento se tornou a música, cheia de influências, de transformações”. E fá-lo pela “qualidade” das chamadas músicas do mundo, mas também com a certeza de que “cultura é política”.
Recordando que muitos dos músicos que pisam o palco do FMM “não têm a 'chance' de mostrar aquilo que são e aquilo que fazem noutros festivais” e, mesmo nos seus países, enfrentam “dificuldades e riscos” para o fazer, Carlos Seixas assume que tenta, “cada vez mais”, que os artistas convidados “mostrem não só aquilo que a nível musical criam, mas também a sua própria vontade de mostrar e de sentir a sua identidade”.
A música “é um veículo daquilo que o artista do presente sente, tem sempre uma mensagem, essas mensagens às vezes são incompatíveis com a prática política que se exerce, quer nos seus países, quer também a nível mundial”, reflete.
O alinhamento deste ano “satisfaz” os organizadores, que seguem a filosofia de “mostrar aquilo que de novo se cria” na música. “O alinhamento deste ano, como desde o início, é um espelho dessa vontade, de ter não só uma continuidade, um percurso, mas também uma filiação, (…) mostrar aquilo que de mais brilhante se cria no mundo”, explicita Seixas.

“A diversidade de expressões culturais”
Porto Covo recebe hoje os primeiros espetáculos 
O Festival Músicas do Mundo – orçado em 780 mil euros e totalmente financiado pela Câmara Municipal de Sines, que recorre a apoios – reivindica um “caráter de serviço público”, revelado na gratuitidade de quase dois terços dos concertos.
Existe “uma vontade enorme de promover a cultural popular musical, (…) contribuir para a construção do imaginário futuro”, justifica Carlos Seixas, que atribui uma “identidade única” ao FMM, alheia a mudanças políticas. “Para se preservar a sua identidade, é necessário que o caminho continue livre”, frisa o programador.
“A música ao vivo, que hoje é uma poderosa e lucrativa indústria, tornou-se mais entretenimento do que propriamente um tipo de atividade”, observa Seixas, realçando que a cultura “é condição prévia ao respeito mútuo”.
Satisfeito por ver entrar alguma música do mundo nos festivais mais pop rock, o programador identifica “uma necessidade de que as fronteiras cada vez sejam mais abertas aos outros”.
A música reflete “a diversidade de expressões culturais”, contribui para “a transmissão de valores”, “reforça a integração, a coesão social, e ajuda sobretudo a criar um espaço para o diálogo”.
Entre o primeiro alinhamento e este que aí vem, 20 anos depois, foi só “uma questão de ser resiliente”, porque “a própria comunidade em Sines recebeu o festival com um espírito de pertença”, recorda Carlos Seixas.
“Sempre acreditei que o festival se tornasse num evento incontornável naquilo que se faz ao nível da música ao vivo em Portugal e até também na Europa”, vinca, prometendo que o Festival Músicas do Mundo “está para continuar”, enquanto houver “um mundo da música a descobrir”.

Agência de Notícias com Lusa
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Montijo explica medidas da reabilitação urbana

Autarquia quer trair novos habitantes para o centro da cidade 

No âmbito da sua política de reabilitação urbana, a Câmara do Montijo promoveu, esta quarta-feira, no auditório da Galeria Municipal, uma sessão de divulgação do IFRRU 2020 – Instrumento Financeiro para a Reabilitação e Revitalização Urbanas, com o objetivo de esclarecer os procedimentos administrativos sobre este instrumento, assim como detalhar a cooperação entre a câmara e os particulares ou empresas que pretendem reabilitar os seus imóveis. Durante o encontro, o presidente da Câmara do Montijo disse que "a estratégia municipal de reabilitação urbana “procura uma articulação entre os proprietários, através da reabilitação dos imóveis particulares, e a autarquia, por meio da requalificação do espaço público", sublinhou Nuno Canta. 
Autarquia quer reabilitar para atrair mais população 


O evento contou com as presenças do presidente da Câmara Municipal do Montijo, Nuno Canta, diretor de Serviços do Ordenamento do Território da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo, Carlos Pina, e da coordenadora da Estrutura de Gestão do IFRRU 2020, Teresa Mouro Ferreira.
O presidente da câmara afirmou a importância e o interesse da reabilitação urbana para “colmatar os vazios da cidade e atrair novos habitantes para o centro”, considerado ser essencial “não desperdiçar o IFRRU 2020, um instrumento que valoriza a política das cidades e apoia a regeneração urbana, procurando responder aos desafios da eficiência energética, da inclusão social e da valorização do património edificado”.
O autarca salientou, ainda, que a estratégia municipal de reabilitação urbana “procura uma articulação entre os proprietários, através da reabilitação dos imóveis particulares, e a autarquia, por meio da requalificação do espaço público.
Teresa Ferreira abordou detalhadamente o IFRRU 2020, instrumento financeiro criado “após se ter verificado uma lacuna no mercado financeiro, que não dispunha de financiamento específico para a reabilitação urbana”. Até 30 de junho, em todo o país, já tinham sido aprovados 18 contratos que representam um financiamento de 91 milhões de euros por parte do IFRRU.
O Instrumento Financeiro para a Reabilitação e Revitalização Urbanas disponibiliza empréstimos em condições mais favoráveis face às do mercado para a reabilitação integral de edifícios destinados à habitação, atividades económicas e equipamentos de utilização coletiva, mediante a apresentação de um único pedido de financiamento.
É aplicável na Área de Reabilitação Urbana delimitada pelo município e tem como objetivos revitalizar a cidade, apoiar a eficiência energética e revitalizar o espaço dedicado às comunidades desfavorecidas.

As prioridades da reabilitação urbana da cidade  
O município do Montijo delimitou uma Área de Reabilitação Urbana e aprovou uma Operação de Reabilitação Urbana territorialmente coincidente. A Área de Reabilitação Urbana da cidade do Montijo abrange o núcleo antigo da cidade e a expansão desta para nascente, incluindo as áreas de ocupação industrial subsequente à instalação do caminho de ferro, até ao Corredor Verde da Mundet, incorporando os bairros do Areias e do Afonsoeiro.
Para além do IFRRU 2020, os proprietários de imóveis inseridos na Área de Reabilitação Urbana da cidade do Montijo que pretendam proceder à sua reabilitação integral podem, ainda, beneficiar de incentivos fiscais e financeiros, como a isenção de Imposto Municipal sobre Imóveis ou a redução de taxas urbanísticas municipais.
No âmbito da sua estratégia de reabilitação do espaço público inserido na Área de Reabilitação Urbana, a Câmara  do Montijo tem vários projetos, como são exemplos a reabilitação da Ermida de Sto. António (já executada), a requalificação das Piscinas Municipais, a construção do Jardim das Nascentes e da Casa da Música Jorge Peixinho, o prolongamento do Passeio do Cais, a requalificação da Praça 1.º de Maio ou o ou o prolongamento da ciclovia até ao concelho de Palmela (freguesia de Pinhal Novo).

Agência de Notícias com Câmara do Montijo 
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Famílias de Fernão Ferro correm "risco elevado"

Parlamento recomenda criação de grupo de trabalho sobre reconversão urbanística 

O parlamento aprovou esta quarta-feira uma recomendação ao Governo para a criação de um grupo de trabalho no âmbito da reconversão urbanística na área de servidão militar do Depósito de Munições Nato de Lisboa, no Seixal. O texto apresentado pelo grupo parlamentar do PCP recebeu o voto contra do PSD, as abstenções do CDS-PP e do PAN e os votos favoráveis das restantes bancadas. Há dezenas de famílias a viver ilegalmente numa zona de "risco bastante elevado" na área de servidão militar em Fernão Ferro, no Seixal, junto ao Depósito de Munições Nato, segundo a Marinha e a associação de moradores. O diretor do Depósito de Munições Nato de Lisboa, Antunes Pereira, disse à agência Lusa, em Abril, que o manuseamento frequente de explosivos deixa as pessoas numa situação de "risco bastante elevado".
Moradores em "risco elevado" em zona do Depósito da Nato

O projeto de resolução do PCP recomenda ao Governo que crie um grupo de trabalho com vista à viabilização do processo de reconversão urbanística na área abrangida pela servidão militar do Depósito de Munições da NATO de Lisboa, na Quinta da Lobateira e Pinhal das Freiras e no Pinhal da Palmeira, na freguesia de Fernão Ferro, no concelho do Seixal.
De acordo com o texto, o grupo de trabalho deve ser constituído por representantes das associações de moradores e de proprietários, representantes dos órgãos das autarquias locais das áreas envolvidas e representantes do Ministério da Defesa e do Ministério do Ambiente, devendo entrar em funções no prazo de dois meses após a publicação da resolução em Diário da República.
Numa entrevista à agência Lusa, em Abril, o presidente da Associação de Proprietários de Pinhal de Freiras e Quinta da Lobateira explicava que os termos de referência da Unidade Operativa de Planeamento e Gestão obrigam a que a urbanização do espaço liberto da servidão militar faça a cedência de área para alojar as pessoas que vivem na área de servidão militar.
"Acho que realmente tem havido falhas graves na fiscalização. Embora tenha havido algumas demolições pontuais, foi insuficiente. As pessoas continuam a comprar e a construir porque os terrenos estão onerados e são vendidos muito mais baratos. Compram e passadas umas semanas começam a construir muros e paredes, continuam a construir", comentou Bernardino Milheiras, defendendo uma fiscalização militar mais eficaz.
Segundo o presidente da Associação de Proprietários de Pinhal de Freiras e Quinta da Lobateira, a infraestruturação que está a ser feita na zona fora da servidão militar, com a colocação de asfalto e serviços de saneamento básico, contribui para a "promoção imobiliária", apesar de todo o trabalho que é feito para "alertar as pessoas para o risco que correm".
"Ao fazermos a infraestruturação do espaço liberto da servidão militar os promotores imobiliários aproveitam para pôr na sua publicidade que a zona vai ser urbanizada e desta forma, por vezes, as pessoas são enganadas. A associação faz toda a informação possível para alertar as pessoas para que não construam porque estão a colocar em risco as suas próprias vidas", alertou. Atualmente vivem na área de servidão militar dezenas de famílias de forma ilegal, o que, segundo a Marinha Portuguesa, ramo das Forças Armadas responsável pelo Depósito de Munições Nato de Lisboa, as coloca numa situação de "risco elevado" devido ao "frequente manuseamento de explosivos".

Agência de Notícias com Lusa
Foto:  MIGUEL A. LOPES/LUSA
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Barreiro oferece manuais escolares a alunos do concelho

Alunos até aos 12º ano com apoio nos livros escolares 

O presidente da Câmara do Barreiro, Frederico Rosa, assinou um protocolo com os diretores dos agrupamentos de escolas do Concelho do Barreiro que permitirá a atribuição, no ano letivo 2018/2019, de dois manuais escolares a todos os alunos que estudam e residem no Concelho do Barreiro, a frequentar o 3º ciclo (7º ao 9º), ou o ensino secundário (10º ao 12º), nos estabelecimentos de ensino do Concelho. Sara Ferreira, vereadora responsável pela área da educação, apresentou a proposta de atribuição de manuais escolares para o ano lectivo de 2018/2019 e sublinhou a sua especial satisfação quanto a este tema. “Esta proposta é daquelas propostas que me dá especial gosto apresentar. Não só por ter sido uma promessa eleitoral nossa, mas também porque acreditamos que é uma medida que vai apoiar significativamente todas as famílias barreirenses”, disse. A proposta foi aprovada em Junho, em reunião de executivo, foi aprovada com cinco votos a favor, por parte dos eleitos do PS e PSD, e com quatro votos contra, por parte dos eleitos da CDU.

Autarquia assina protocolo para ajudar os alunos 

Frederico Rosa agradeceu a todas as escolas e aos seus diretores pelo “envolvimento nesta medida emblemática e importante”. Estendeu os agradecimentos aos serviços da vereadora Sara Ferreira pela “forma como foi implementada”.
A autarca referiu que esta medida vai ser concretizada "ao nível do ensino público, através de subsídio aos sete agrupamentos de escolas, de acordo com os livros adquiridos, enquanto que no ensino particular os manuais vão ser adquiridos pela autarquia, em livrarias do concelho e entregues nos estabelecimentos", disse Sara Ferreira.
O presidente da Câmara do Barreiro, Frederico Rosa, mostrou-se orgulhoso pelo cumprimento da promessa feita aos barreirenses.
“Tenho muito orgulho em liderar uma equipa que cumpre as promessas feitas e honra os compromissos assumidos. Esta é uma medida que valoriza a aposta na educação das nossas gentes e que terá um impacto muito positivo no orçamento familiar de milhares de barreirenses”, sublinhou o autarca.
Já os eleitos da CDU votaram contra esta proposta, uma vez que consideram que esta deve ser uma obrigação do estado e não da autarquia local.
Por seu lado os diretores presentes agradeceram à autarquia por esta medida, em nome das escolas, dos encarregados de educação e dos alunos que irão beneficiar desta iniciativa.
Estiveram presentes os diretores dos agrupamentos de escolas Augusto Cabrita, Mariana Hortega, de Casquilhos, Luis Rino, de Santo André, Maria Arlete Cruz, e de Álvaro Velho, Luís Latas.
Os diretores das escolas públicas e do Colégio “Minerva” que não estiveram presentes irão assinar o documento à posteriori.
De acordo com o documento “são prioridades do Município do Barreiro, em articulação com as escolas do Concelho e comunidade educativa, entre outras, a igualdade no acesso ao ensino, a promoção do sucesso escolar dos alunos e o reforço da qualidade no sistema de educação, o Município do Barreiro tem como prioridade o apoio às famílias e o combate ao abandono e insucesso escolar”.
De referir que as candidaturas serão realizadas nos agrupamentos das escolas públicas e nas escolas privadas.

Agência de Notícias com Câmara do Barreiro 
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Apanha de bivalves no Tejo preocupa PSD

Social-democratas querem regulamentar esta atividade 

Os deputados do PSD do distrito de Setúbal questionaram o Governo sobre a apanha, transporte e comercialização dos bivalves no Estuário do Tejo, referindo que é necessário regulamentar esta atividade. Os social-democratas manifestaram a sua preocupação sobre um conjunto de problemas associados a esta atividade, com maior expressão nos concelhos de Alcochete, Moita, Montijo e Barreiro. “De acordo com informações oficias, esta zona do estuário do Tejo está classificada pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera, como classe sanitária C, o que significa que os bivalves só podem ser usados para transformação em unidade industrial, a altas temperaturas, ou destinados a transposição prolongada numa depuradora em meio natural, que não existe em Portugal”, refere o documento enviado à ADN-Agência de Notícias. 

Apanha de bivalves no Tejo cresce dia a dia 

Segundo o PSD, os indicadores revelam que os bivalves “estarão contaminados com índices elevados de E.coli que podem provocar intoxicação diarreica, fora os metais e metaloides tóxicos acumulados (zinco, chumbo, arsénio, mercúrio e níquel) por décadas de exploração industrial que desaguava no estuário”.
O deputado do PSD, Bruno Vitorino, refere que existe a informação de que os bivalves são atualmente “ensacados sem controlo sanitário e vendidos em Espanha”.
“Ganham selo de origem galega e entram legais no circuito comercial e alimentar. Ninguém tem informação sobre aqueles que entram diretamente no circuito comercial e alimentar sem qualquer controlo”, aponta Bruno Vitorino. O deputado do PSD adianta que, para além de todas as questões que põem em causa a saúde pública, existe um conjunto de outros problemas que têm vindo a público e que têm a ver com alegadas redes de exploração laboral e tráfico de pessoas.
“Muitos destes mariscadores são cidadãos estrangeiros e podem, supostamente, estar a ser vítimas destas eventuais redes”, defende. Bruno Vitorino alerta ainda que esta atividade torna as praias “sujas, poluídas e perigosas para quem as frequenta”, devido ao lixo e utensílios de apoio à atividade que ficam nos locais.
“Este é um problema nacional, mas com implicações regionais e locais muito grandes pois todas as questões afetam, e muito, a comunidade local”, sublinha o deputado. Os deputados do PSD querem saber se o Governo tem alguma resposta para estas questões e que medidas pensa tomar para “regulamentar a atividade, garantir o cumprimento da lei e a tranquilidade das populações”.
O Ministério do Mar anunciou em Março que o concurso público para a construção da Unidade de Depósito e Transformação de Bivalves no Barreiro, cujo projeto terá um valor global de 1,4 milhões de euros, já foi aberto. A criação da primeira central para depósito, transformação e valorização de bivalves do país, no Barreiro, tinha sido anunciada em Junho de 2017 por Ana Paula Vitorino.
“É crucial para o estuário do Tejo e para a comunidade de apanhadores, vasta, em que só uma parte tem licenças, e com bivalves com níveis elevados de contaminação. Esta será a primeira unidade em Portugal que pode transformar os bivalves para serem consumidos pelas pessoas e vai permitir também que a comunidade de apanhadores seja alargada”, afirmou na altura a ministra.

Agência de Notícias com Lusa 


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Autarquia aprova tomada de posição pelo hospital no Seixal

Governo deve tratar esta matéria de forma urgente 

A Câmara do Seixal aprovou, entre outros pontos, diversos contratos-programa e comparticipações financeiras e a tomada de posição “O hospital no Seixal tem mesmo de avançar!”. Durante a reunião foram aprovados diversos protocolos, contratos-programa e comparticipações financeiras, no valor total de cerca de 338 mil euros, a coletividades e associações do movimento associativo do concelho, nas diversas áreas de atuação, o que permitirá qualificar os seus equipamentos, potenciando também o desenvolvimento da sua atividade em prol da população. Destaque para a aprovação dos contratos-programa, com a respetiva comparticipação financeira, para apoiar os projetos e programas de continuidade, no ano de 2018, do movimento associativo cultural do concelho.
Seixal quer rapidez na construção do hospital 

Foi ainda deliberada a aprovação da abertura do concurso público para fornecimento de refeições em refeitórios escolares do 1º ciclo e jardins de infância da rede pública do concelho, com um valor base de cerca de  um milhão 696 mil e 500 euros.
Sobre este ponto, Jorge Gonçalves, vice-presidente da Câmara do Seixal, afirmou que “apesar de não ter qualquer apoio do Ministério da Educação, a autarquia assume a comparticipação das refeições dos alunos que frequentam o ensino pré-escolar e 1º ciclo do ensino básico da rede pública, durante o período de atividades extracurriculares, nos meses de Julho e primeira quinzena de Setembro”.
Durante a reunião de câmara foi aprovada a tomada de posição “O hospital no Seixal tem mesmo de avançar!”
No dia 29 de Junho, foi assinada uma adenda ao Acordo Estratégico de Colaboração para o Lançamento do Hospital no Seixal, entre a Câmara Municipal e a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, onde se concluíram todos os procedimentos necessários para a abertura do concurso público internacional para os projetos do futuro hospital.
Não obstante as preocupações da autarquia referentes a este projeto, e tendo em consideração a importância da construção urgente deste equipamento essencial para o reforço dos cuidados de saúde prestados à população, considera o município que a assinatura desta adenda "configura mais um passo no longo caminho de construção do hospital no Seixal e, por isso mesmo, é valorizada. O que não significa que não se continue a lutar para que o hospital no Seixal corresponda aquilo que foi estudado e projetado em 2002, por ser esse o modelo que melhor serve as necessidades das populações do concelho e da península de Setúbal", realça a tomada de posição.
Neste sentido, a autarquia reafirma a "necessidade urgente de construção do hospital no Seixal e exorta o Governo a tratar esta matéria de forma urgente, prioritária e participada, já com uma visão de futuro, de expansão, tendo em conta as necessidades já identificadas".
Sobre este tema, Jorge Gonçalves, vice-presidente da autarquia, “saúda a população e as comissões de utentes pelas constantes ações de luta e de reivindicação no sentido da construção do hospital no Seixal”, reforçando que “vale a pena lutar!”

Agência de Notícias com Câmara do Seixal 
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