Dá um Gosto ao ADN

Mini ciclo de música anima verão em Grândola

Rita Redshoes,  New Music Colletive e Paulo Gaspar e Amigos dão música no jardim 1º de Maio

O renovado Jardim 1º de Maio em Grândola é palco em Agosto de um mini ciclo de Música de Verão promovido pela Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense em parceria com o Município de Grândola e a Junta de Fregueisa de Grândola e Santa Margarida da Serra. “Música Velha conVida” começa já esta sexta-feira, dia 14, com um concerto com Rita Redshoes. Temas da Rita e grandes clássicos do jazz e pop mundiais, acompanhados pelas guitarras do Bruno Santos. Os New Music Colletive [a 15 de Agosto], Paulo Gaspar e Amigos [a 21 de Agosto] são outros dos convidados. A entrada é gratuita. 
Rita Redshoes abre mini ciclo de música 

Os NMC – New Music Colletive sobem ao palco no sábado à noite, 15 de Agosto. Os NMC apresentam um concerto e uma sonoridade que cruza a música moderna de várias origens, como o minimalismo, a clássica, o jazz ou rock, com a improvisação e a eletrónica, tendo como base música original do grupo.
A banda é constituída por André M. Santos - Guitarra e Composição / Lino Guerreiro - Saxofones, Flautas e Composição / João Pedro Silva - Saxofones / Pedro Santos - Acordeão e Gil Gonçalves - Tuba / Marco Fernandes – Percussão.
O Ciclo de Música termina a 21 de Agosto com Paulo Gaspar e Amigos que apresentam um tributo a Benny Goodman. O palco do Jardim 1º de Maio vai receber Paulo Gaspar no Clarinete, Jeffery Davis no Vobrafone, Óscar Graça no Piano e André Sousa Machado na Bateria. Neste concerto vão ser tocados grandes clássicos do seu repertório.
Os espectáculos com entrada gratuita cumprem as normas de segurança e higiene determinadas pela Direção-Geral da Saúde e é "obrigatório de máscara", diz a autarquia.

Agência de Notícias 
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Distrito de Setúbal quer levar duas maravilhas à semi-final

Festa da Atalaia já foi escolhida e as pinturas tradicionais em embarcações, na Moita, luta pela semi final no domingo 

A candidatura “Pinturas Tradicionais em Embarcações”, apresentada pelo município da Moita às 7 Maravilhas da Cultura Popular, foi a segunda mais votada na final regional de Setúbal e continua na corrida à eleição das 7 Maravilhas da Cultura Popular da RTP. Já no próximo domingo, 16 de Agosto, as “Pinturas Tradicionais em Embarcações” voltam a participar no programa, que será transmitido em direto de Porto de Mós, no distrito de Leiria. Se a candidatura do município da Moita for uma das mais votadas entre as mais de 20 candidaturas a concurso no dia 16 de Agosto, passará às meias finais que decorre no dia 23 de Agosto, em Salir, em Loulé, onde já está a candidatura da Festa em Honra de Nossa Senhora da Atalaia, do concelho do Montijo, a mais votada pelo público. 
Pinturas em embarcações é um património da região 


"As pinturas tradicionais conferem a cada embarcação um perfil inconfundível e único, tornando-as verdadeiros quadros vivos", diz a Câmara da Moita que candidatou esta arte secular às 7 Maravilhas da Cultura Popular. 
Motivos florais, paisagens rurais, tradições socioculturais, figuras religiosas, letras e números, enquadrados por cercaduras com desenhos geométricos são alguns dos elementos decorativos de inspiração popular que se podem encontrar nas embarcações, pintados numa técnica simples e espontânea. 
Os antigos marítimos e trabalhadores da construção naval das localidades ribeirinhas do Tejo defendem que a pintura decorativa das embarcações do estuário foi uma criação de dois construtores navais, naturais do concelho da Moita (Francisco Lopes e Manuel Fernandes Reimão, conhecido como o “Canário”.
"A arte popular das pinturas tradicionais que embeleza as embarcações do concelho da Moita, com flores, paisagens, cenas religiosas, tradições tauromáquicas, números e letras de cores garridas", conta com o professor Carvalho Rodrigues como padrinho.
Físico e professor Catedrático, Carvalho Rodrigues é conhecido como o “pai” do satélite espacial português e proprietário da Canoa do Tejo Ana Paula. Apaixonado pelas embarcações tradicionais do Tejo, é um defensor da preservação deste património único e foi um dos impulsionadores da criação da Marinha do Tejo.
"No dia 16 de Agosto, ligue 760 207 818 e garanta que as “Pinturas Tradicionais em Embarcações” prosseguem no concurso e são eleitas uma das 7 Maravilhas da Cultura Popular do nosso país", apela a autarquia. O custo da chamada é de 60 cêntimos+ iva - cada telefone tem direito a votação ilimitada - votação possível apenas com números de telefone portugueses.
Se a candidatura do município da Moita for uma das mais votadas entre as mais de 20 candidaturas a concurso no domingo, passará às meias finais que decorre no dia 23 de Agosto, no concelho de Loulé.

Festa em Honra de Nossa Senhora da Atalaia é maravilha do distrito 
O programa da final regional do distrito de Setúbal foi transmitido a 10 de Agosto, a partir da Praça da República, no Montijo. Ao longo do dia, as sete candidaturas distritais foram sendo apresentadas e, no final, a contagem de votos revelou que a Festa em Honra de Nossa Senhora da Atalaia foi a grande vencedora da final regional, seguindo agora para semifinal a realizar no dia 23 de agosto, em Salir, Loulé.
"O envolvimento de toda a comunidade e população não só do concelho do Montijo, mas dos concelhos vizinhos foi decisivo para alcançarmos este resultado. O nosso reconhecido agradecimento a todos aqueles que votaram e que apoiaram publicamente a candidatura, desde os representantes dos vários círios, à madrinha da candidatura, Elisabete Jacinto, Junta da União das Freguesias de Alto Estanqueiro-Jardia, Paróquia da Atalaia, Câmara de Palmela, Câmara de Alcochete, Junta de Freguesia de Alcochete e Junta de Freguesia do Castelo, em Sesimbra", disse a Câmara do Montijo.
O Município do Montijo candidatou a Festa em Honra de Nossa Senhora da Atalaia, ou Festa Grande, às 7 Maravilhas da Cultura Popular, "procurando valorizar e dar mais visibilidade a uma manifestação cultural que é das mais antigas do país e uma referência única na região". A candidatura teve o patrocínio da PopularFM e da ADN-Agência de Notícias que organizaram um grande debate sobre o passado, o presente e o futuro da festa, transmitido em direto na PopularFM a partir da Atalaia, com todas as entidades que organizam a festa bem como a realização de documentários visuais, produzidos pela ADN-Agência de Notícias, que tiveram mais de 18 mil visualizações.   
A Festa de Nossa Senhora da Atalaia decorre no último fim de semana de Agosto, na Atalaia, concelho do Montijo. Desconhece-se a data da primeira romaria pelo que a romaria dos Oficiais da Alfândega, em 1507 (motivada pela peste que grassou por Lisboa), é tida como o grande momento expansionista do Santuário de Nossa Senhora da Atalaia.
Ao longo dos séculos, esta romaria chegou a contar com cerca de oitenta confrarias e círios. Em 1823 eram trinta e quatro (o máximo conhecido, num só ano), hoje restam seis círios: o Círios dos Marítimos de Alcochete, que festeja na Páscoa e cinco outros Círios, pela Festa Grande: Azóia, [Sesimbra], Quinta do Anjo, Carregueira, Olhos de Água [Palmela] e Círio Novo [Montijo].
Inicialmente, os romeiros transportavam e colocavam junto ao altar do Santuário uma vela grossa, um círio, de onde resultou o nome dado às romarias organizadas. Hoje, transportam as bandeiras que identificam a sua proveniência e promessa por determinada povoação, localidade ou comunidade.
O Concurso Nacional 7 Maravilhas de Portugal tem como objetivo divulgar e comunicar os valores positivos de uma Identidade Nacional Forte, procurando evidenciar a vivência e reconhecimento do património cultural material e imaterial, elegendo o que de melhor Portugal tem, enfatizando as tradições associadas as várias regiões do país.
A edição de 2020 é dedicada à Cultura Popular, através da eleição das 7 Maravilhas do património cultural material e imaterial de Portugal. Tal como nas edições anteriores, a RTP é a televisão oficial. O projeto conta com o Alto Patrocínio de Sua Excelência o Presidente da República.

Agência de Notícias 
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Protocolo leva atividade ao EcoParque do Outão

Parque de campismo com atividades [tendencialmente] gratuitas 

A Câmara de Setúbal deliberou em reunião do executivo sobre um protocolo de colaboração com a empresa Floating Nature Lda, com vista à dinamização de atividades no Ecoparque do Outão, na Serra da Arrábida. O acordo estabelecido é, diz a autarquia sadina, "especialmente direcionado a crianças e jovens e tem como objetivo a dinamização de atividades náuticas e ao ar livre para usufruto dos utilizadores do Ecoparque do Outão".
Protocolo dá animação ao parque de campismo 

A Câmara  de Setúbal, concessionária do espaço, nos termos constantes de contrato celebrado com a Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra, assinala que a empresa Floating Nature “possui formação qualificada, conhecimento e experiência” para o desenvolvimento dos serviços pretendidos.
“As atividades a desenvolver no ecoparque serão realizadas nas épocas alta e média, com periodicidade bissemanal, salvo quando, por acordo, for entendido que a taxa de ocupação do parque não justifica a sua realização”, refere a proposta aprovada.
O documento indica ainda que a conceção e a execução das iniciativas a realizar “devem cumprir todas as normas legais e regulamentares aplicáveis”, cabendo à empresa ser titular das licenças e das autorizações que eventualmente sejam necessárias.
Em casos excecionais devidamente justificados, a participação dos utentes do parque nas atividades previstas pode depender do pagamento de um valor monetário a estabelecer em função da tipologia e do custo real das iniciativas em causa, sempre mediante acordo do município.
O protocolo estabelecido entre a Câmara de Setúbal e a empresa Floating Nature vigora até dia 31 de Maio de 2021, podendo renovar-se a vigência por períodos anuais.
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Palmela requalificou estrada de acesso à Autoeuropa

Concluída primeira fase da beneficiação da Circular Sul ao parque industrial 


Já está concluída a empreitada de beneficiação da Circular Sul à Autoeuropa - 1.ª fase, "um investimento municipal no valor de 174 mil euros", diz a Câmara de Palmela em comunicado. Esta é uma via estruturante que serve uma das maiores fábricas do país. A Câmara de Palmela sempre disse que esta estrada, na freguesia da Quinta do Anjo, e que serve o parque industrial, "é muito utilizada e que por ali passam diariamente milhares de veículos, incluindo muitas centenas de veículos pesados, que contribuem para uma degradação acelerada da via". A Câmara de Palmela já insistiu junto da Administração Central para se "encontrar soluções, nomedamente, no quadro do Plano Nacional de Investimentos, para a beneficiação de infraestruturas em zonas industriais e, em concreto, das Circulares Norte e Sul da Autoeuropa". 
Acesso à Autoeuropa foi requalificado 

A obra incluiu a reconstrução do pavimento de um troço da faixa dupla norte, situado entre a entrada principal da Autoeuropa e o acesso à ATEC, numa extensão total de 600 metros, "incluindo as faixas de aceleração e desaceleração que dão acesso a esta área empresarial. Contemplou ainda a reposição da sinalização horizontal e vertical", disse a autarquia.
Construída por ocasião da instalação do complexo industrial, a Circular Sul é "uma via muito movimentada, essencial para o acesso à Autoeuropa e ao parque de fornecedores, cujo piso apresenta várias irregularidades", explica a Câmara de Palmela.
Em Agosto do ano passado, o município de Palmela tinha já concluído a reabilitação de um troço entre a passagem superior sobre a linha de caminho de ferro e a Rotunda das Oliveiras (sentido Autoeuropa-Coina).
A intervenção, conta a autarquia, "abrangeu uma extensão de aproximadamente 500 metros e oito metros de largura. Correspondendo a um investimento de cerca de 100 mil euros, decorreu da necessidade de se intervir com urgência, para repor as condições de segurança no local".
A Câmara de Palmela já insistiu junto da Administração Central para se "encontrar soluções, nomedamente, no quadro do Plano Nacional de Investimentos, para a beneficiação de infraestruturas em zonas industriais e, em concreto, das Circulares Norte e Sul da Autoeuropa", diz o comunicado da autarquia palmelense.
De acordo com Álvaro Amaro, presidente da Câmara de Palmela, “a estrada foi feita há muitos anos e agora deixada no domínio público municipal sem qualquer negociação”, sendo que “o Governo tem no Plano Nacional de Investimentos a requalificação de outras zonas industriais semelhantes”.
Álvaro Amaro lembrou ainda que a estrada de acesso à Autoeuropa e ao Parque Industrial, onde trabalham cerca de 10 mil pessoas, 5.600 das quais na fábrica de automóveis da Autoeuropa, é muito utilizada e que por ali passam diariamente milhares de veículos, incluindo muitas centenas de veículos pesados, que contribuem para uma degradação acelerada daquela estrada.

Agência de Notícias 
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Montijo comemora 35.º aniversário da cidade

Inauguração da ciclovia Montijo-Pinhal Novo e a exposição “Através da Pele” em dia de aniversário

Montijo assinala o seu 35.º aniversário de elevação a cidade, no dia 14 de Agosto, a partir das 17 horas, com duas inaugurações: a ciclovia Montijo-Pinhal Novo e a exposição “Através da Pele”. Assim, na sexta-feira, às cinco da tarde, no Largo da Estação, será inaugurada a ciclovia Montijo-Pinhal Novo, construída na antiga linha de caminho-de-ferro, um investimento que ultrapassou os 726 mil euros, sendo que metade o investimento veio de fundos europeus. Às 18 horas, na Galeria Municipal do Montijo terá lugar a inauguração da exposição “Através da Pele”, do artista plástico italiano, Tony Cassanelli. O momento vai contar com a atuação do fadista montijense, Tiago Correia.
Montijo é cidade desde 1985 

Era uma das obras mais aguardadas nos últimos anos e agora, de forma oficial, a ligação do Montijo ao Pinhal Novo, por ciclovia, é agora uma realidade que pode aproximar os munícipes das duas localidades e apelar mais ao uso da bicicleta como meio de transporte inter-urbano.    
Esta foi, explica a Câmara do Montijo, "uma intervenção de alcance intermunicipal executada no âmbito do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano, decorrente de uma candidatura municipal ao POR Lisboa 2020. Um investimento no valor global de 726 mil 289 euros com financiamento europeu (50 por cento) de 363 mil 144 euros". 
Denominado de Montijo Ciclável, trata-se de "uma via destinada à utilização de ciclistas e, também, de peões, procurando promover a mobilidade quotidiana sustentável, com repercussão na proteção do ambiente e, consequentemente, na qualidade de vida das populações", diz a Câmara do Montijo. 
De momento o concelho já tem mais de 20 quilómetros de ciclovias, mas, muito em breve, poderá ficar com muitos mais, tantos são os projetos prestes a entrar em execução. A obra que será inaugurada liga o Montijo ao Pinhal Novo e terá uma extensão de quase dez quilómetros. “É uma obra bem aceite por toda a população que, apesar de ainda não estar concluída, já está a ser utilizada, seja por ciclistas seja por peões”, disse Nuno Canta, presidente da Câmara do Montijo. 
A ciclovia segue o caminho da antiga linha de caminho-de-ferro que ligava a estação do Pinhal Novo à estação do Montijo, será inaugurada às 17 horas. 

Tony Cassanelli expõe “Através da Pele”
Uma hora depois, na Galeria Municipal do Montijo terá lugar a inauguração da exposição “Através da Pele”, o artista plástico italiano, Tony Cassanelli. O momento vai contar com a atuação do fadista montijense, Tiago Correia. "Durante o evento e no cumprimento das recomendações da Direção-Geral da Saúde, é obrigatório o uso de máscara e o respeito pelo distanciamento social", lembra a autarquia.
O artista propõe uma exposição que nos convida a uma reflexão, como o título indica, sobre a pele, que diz, o autor, “ser o corpo da alma”. Pretende o autor, uma exposição imersiva, muito ao sabor desta nova “normalidade” que vivemos hoje, uma exposição que oferece momentos reflexivos, de introspeção pessoal, convidando as pessoas a “penetrar” no espaço que as rodeia.
Tony Cassanelli nasceu em Bari, Itália, em 1979. Já recebeu vários prémios, participa em diversas exposições coletivas e individuais, a sua obra está presente em coleções particulares em Itália, Suíça, Noruega, Estados Unidos e Portugal. Depois de percorrer o Mundo decidiu fixar-se em Portugal, mais precisamente no Montijo onde está a construir a sua casa e o seu ateliê.
Recorde-se que a vila do Montijo foi elevada a cidade no dia 14 de Agosto de 1985.

Agência de Notícias 
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Hospital de Setúbal averigua morte de mulher após parto

Vânia esteve três dias em trabalho de parto e não sobreviveu 

O Centro Hospitalar de Setúbal informou esta quarta-feira que abriu um processo para averiguar e esclarecer as circunstâncias da morte de Vânia Graúdo, uma utente que morreu após o nascimento do filho. O hospital afirma que a mulher "foi atendida de acordo com o estado da arte preconizado para a sua situação clínica", mas frisa que já foi aberto "um processo de averiguação para o cabal esclarecimento da situação". A administração do hospital de São Bernardo lamenta a morte da utente, que foi a enterrar na terça-feira no Pinhal Novo, e endereça as mais sentidas condolências à família". A família está  ponderar acusar o hospital de negligência médica.
Morte de grávida investigada pelo hospital 

Segundo avançou o Diário de Notícias, a mulher tinha 42 anos e estava grávida de 39 semanas quando deu entrada no Hospital de São Bernardo, em Setúbal, no primeiro dia de Agosto, para uma cesariana marcada.
No entanto, de acordo com  a família da mulher, em declarações ao mesmo jornal, a médica de serviço optou por realizar um parto normal, que só se concretizou 48 horas depois, a 3 de Agosto.
"A partir dos 40 é sempre uma gravidez de risco, mas a minha irmã esteve sempre bem, não tinha problemas de saúde", conta Paula Oliveira, irmã de Vânia. Primeiro ligaram-lhe a dizer que o Rafael tinha nascido, mas que do hospital diziam que tinha havido complicações graves durante o parto. Não passaram 15 minutos e o telefone tocou de novo. Vânia tinha morrido.
Ainda segundo o Diário de Notícias, a cunhada de Vânia, levou-a ao hospital naquele sábado. Diz que o papel que tinha para se apresentar às 8h30 da manhã não referia cesariana, mas que Vânia sempre garantiu que era assim que ia nascer o menino.
A médica terá optado por parto natural. O hospital de Setúbal afirma que "não estava prevista a realização de cesariana". E acrescenta: "Foi realizada a indução de trabalho de parto no dia 1 de Agosto, conforme planeado com a grávida em consulta de vigilância realizada em 29 de Julho."
Questionado sobre a razão de a equipa médica ter esperado mais de 48 horas para fazer o bebé nascer, o Hospital de São Bernardo confirmou, em declarações ao mesmo jornal, que a indução do parto foi iniciada no sábado, vindo o bebé a nascer apenas às 13h55 de segunda-feira. "Foi iniciada a indução de trabalho de parto às 17h45 de dia 1 de Agosto com a administração medicamentosa, e continuada no dia seguinte, segundo protocolo habitual, e cuja rapidez do efeito é variável de mulher para mulher. Durante todo este período a grávida e o bebé permaneceram monitorizados com CTG sem intercorrências, até um início de um quadro convulsivo súbito".
Segundo uma amiga de Vânia "ao que parece, ao fazer esforço, o útero 'caiu'. Ela ficou cheia de líquido amniótico que se espalhou pelo sangue. Se tivessem feito cesariana, ela não tinha feito esforço e estava hoje aqui, ao meu lado, com o filho". 
A irmã questiona-se por que entrou Vânia no hospital com a promessa de uma cesariana e os médicos insistiram num parto natural que só se realizou ao terceiro dia. E, se já havia referência ao excesso de líquido amniótico, por que razão essa informação não foi valorizada.
Perante os resultados da autópsia, a família decidirá o que fazer. Nesta terça-feira, Vânia foi a enterrar no Pinhal Novo e ainda é tempo de chorá-la. O Centro Hospitalar de Setúbal vai igualmente averiguar as circunstâncias do óbito, afirmando que "investiga sempre todas as situações de morte não expectável que ocorram".
O bebé, o Rafael, também ingeriu o líquido amniótico e passou os primeiros dias de vida com uma sonda. Está "clinicamente estável", afirma o hospital. Apesar de ter nascido com 3,040 kg, teve de ir para a incubadora, por ser um bebé sem mãe.  Toda a família de Vânia e de Jorge, o pai do bebé, está em choque.
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Metro tira descanso aos moradores de Almada

Petição online expõe problema e BE questiona governo sobre ruído provocado pelo metro 

Alguns moradores de Almada, perderam o sossego com a passagem do Metro Sul do Tejo. Queixam-se do ruído causado pelo ranger dos comboios nos carris e pelas buzinas usadas pelos maquinistas. Há uma petição na internet, que já conta com 1167 assinaturas, que pede uma solução ao Parlamento. Os munícipes referem que o Metro Sul do Tejo "não respeita os níveis de ruído em determinados percursos que atravessam zonas de maior constrangimento urbanístico". As zonas em questão mais afectadas são a Avenida 25 de Abril em Cacilhas e a zona da Ramalha onde inúmeros moradores se queixam que é "um caos o ruído e a vibração que se faz sentir dentro de suas casas e no ambiente exterior". Após a denúncia, o Bloco de Esquerda questionou os Ministérios das Infraestruturas e Ambiente sobre este problema e levou a questão a reunião pública da Câmara de Almada. Inês de Medeiros, presidente do município, informou que a autarquia já "procurou esclarecimentos junto da administração da Metro transportes do Sul e do Instituto de Mobilidade e Transportes e não obteve qualquer resposta". No ano passado, a concessionária do metro assegurou que está a cumprir a Declaração de Impacto Ambiental, embora lamente o incómodo provocado pelo ruído criado pela passagem dos comboios em algumas zonas da cidade. 
Barulho incomoda moradores 

O barulho numa rua próxima do centro de Almada é tal que a maioria das cerca das 125 famílias que ali residem já optou por colocar vidros duplos nas janelas. Muitas também decidiram pôr a casa à venda.
Os moradores lembram que tudo foi feito para evitar que o Metro passasse naquela zona, incluindo a apresentação de um plano alternativo, um morador recorda que "durante a noite o silêncio torna o barulho ensurdecedor. Conheço pessoas que nos primeiros tempos não foram capazes de aqui permanecer por causa do barulho". Outro morador sublinha que "o metro veio incomodar o sossego das pessoas", devido ao tocar das campainhas e ao simples passar das composições pelos carris, que se torna mais forte nas curvas existentes nas extremidades da rua.
O descanso para estes moradores dura apenas três horas, entre as duas e as  cinco da manhã, período em que os comboios não circulam entre Cacilhas e a Universidade, a única linha do Metro Sul do Tejo - projecto que custou 390 milhões de euros - que passa pelo meio de bairros de Almada.
No seguimento de inúmeras queixas sobre o ruído provocado pela passagem das composições do Metro Sul do Tejo, com relatos do incómodo que a vibração e o ruído provocam dentro das habitações que se encontram junto do eixo do metro e no espaço exterior circundante, e da petição pública dirigida à Assembleia da República descrevendo “uma situação insustentável, mesmo após várias queixas junto da empresa Metro Transportes do Sul e resposta dos mesmos que iriam envidar esforços no sentido de reduzir os impactos do ruído e vibração proveniente dos seus serviços, nada foi feito”, o Bloco de Esquerda questionou os Ministérios das Infraestruturas e Ambiente sobre este problema.
"Atendendo que o horário de funcionamento dos serviços do metro tem início às 5h30 e termina às 2h30, o intervalo de silêncio total é de apenas três horas, o que tem consequências preocupantes durante o período de descanso da grande maioria dos munícipes", diz à ADN-Agência de Notícias, o Bloco de Esquerda.
A vereadora do BE, Joana Mortágua, em reunião da Câmara de Almada questionou o executivo almadense sobre este problema. A presidente de Câmara, Inês de Medeiros, informou que a autarquia já procurou esclarecimentos junto da administração da Metro transportes do Sul e do Instituto de Mobilidade e Transportes e "não obteve qualquer resposta".
Para Joana Mortágua, este é um "problema importante que afeta a qualidade de vida dos cidadãos. Não é aceitável que a empresa concessionária de um serviço público de transportes e a entidade responsável pela fiscalização não tomem medidas para resolver o problema, ou pelo menos esclareçam a população sobre a causa do ruído".
O Bloco de Esquerda exige saber que "medidas serão adotadas pela tutela para garantir que as autarquias e populações serão devidamente esclarecidas sobre a origem do ruído e vibração causados pelo Metro Sul do Tejo", e que medidas "serão adotadas para mitigar os efeitos negativos da passagem das composições do metro na qualidade de vida das populações".

Moradores sem sossego 

Sentindo-se lesados no seu bem-estar, os moradores referem que a "cidade foi servida com mobilidade mas também com uma ferrovia de grande carga industrial que não respeita o bem-estar dos moradores e o meio-ambiente com poluição sonora e vibração permanente. A Metro Transportes do Sul deve servir e respeitar os direitos dos munícipes, quer do ponto de vista habitacional ou na fruição do espaço público". 
Apontam criticas ainda aos maquinistas que acusam de não se "preocuparem com os moradores" e deslocam-se a "velocidades sempre superiores a 30km - limite imposto segundo o código de estrada em vários troços da cidade. Em zonas de maior declive e em pavimentos empedrados (estado de conservação duvidoso - desagregamento continuado) o ruído e a vibração são mais notórios", dizem os moradores. 
De acordo com a Legislação, as zonas mistas que tenham actividades ruidosas permanentes devem respeitar os critérios de exposição máxima e de incomodidade. As infra-estruturas de transporte têm de respeitar o critério de exposição máxima em áreas consideradas como sensíveis: as habitações não podem ficar expostas ao ruído ambiente exterior superior a 55 dB no período diurno e 45 dB no período nocturno. 

Relatório feito no ano passado diz que "está tudo bem" 
Os moradores da Rua Lopes Mendonça apresentaram no início do ano passado uma queixa à Inspecção-Geral do Ambiente e Ordenamento do Território, que originou a realização de uma inspecção. 
O relatório reconhece que em alguns dos locais monitorizados os níveis de ruído ultrapassam o estabelecido por lei, mas frisa que a situação ocorre mesmo quando o metro não está a circular, devendo-se ao trânsito rodoviário.
A Inspecção-Geral do Ambiente e Ordenamento do Território conclui assim que a actividade normal do metro "cumpre os requisitos legais aplicáveis a ruído", tendo em conta que quando os limites são ultrapassados "também o são na ausência do tráfego ferroviário".
Sobre a utilização de buzinas, o documento lembra que é "obrigatório o toque da campainha dos veículos quando duas composições se cruzam, de modo que os transeuntes sejam avisados da existência de um comboio encoberto".
Na altura, estes resultados não satisfez os moradores que contestaram o relatório. "Eu já aqui moro há 20 anos e sei bem o barulho que faziam os carros. O metro faz muito mais", garante um morador, dizendo preferir ter duas faixas de trânsito automóvel em cada sentido do que o metro à sua porta. 
A concessionária Metro Transportes do Sul assegurou no ano passado, por seu lado, que está a cumprir a Declaração de Impacto Ambiental, embora lamente o incómodo provocado pelo ruído criado pela passagem dos comboios em algumas zonas da cidade.
"É legítimo que se possam incomodar. É uma rua [Lopes Mendonça] relativamente estreita em que há uma proximidade grande entre a via e as fachadas das casas", declarou ma altura o presidente da Metro Sul do Tejo, José Luís Brandão, revelando, porém, que "não há muito a fazer".

Agência de Notícias 

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Alcochete requalifica escolas do Monte Novo e do Samouco

"Proporcionar melhores condições para quem aprende e para quem leciona"

O projeto de execução da ampliação da Escola Básica do Monte Novo em Alcochete e o procedimento de concurso público para a empreitada foram aprovados por unanimidade pelo executivo na reunião do executivo municipal. A intervenção contempla, de acordo com a autarquia, "a ampliação do topo noroeste do edifício existente, a criação de uma sala polivalente e refeitório com capacidade para 85 crianças". O investimento da autarquia é de quase 411 mil euros. A que se junta o investimento superior a um milhão de euros na requalificação e ampliação da Escola Básica do 1.º Ciclo do Samouco. Os dois projetos são um motivo de orgulho para o executivo que está a renovar o parque escolar do concelho desde 2019. A responsável da Educação, Maria de Fátima Soares diz que estes são "projetos dignos que nos honra" e que visa "proporcionar melhores condições para quem aprende e para quem leciona". 
Escola do Monte Novo vai ser ampliada 

A ampliação da Escola Básica do Monte Novo em Alcochete era uma das prioridades deste executivo. A intervenção contempla, diz a autarquia, "a ampliação do topo noroeste do edifício existente, a criação de uma sala polivalente e refeitório com capacidade para 85 crianças, com duas copas e várias arrecadações para produtos de limpeza e materiais de ensino". 
A requalificação inclui ainda a "construção de instalações sanitárias, incluindo para pessoas com mobilidade condicionada e contempla a construção de duas rampas de acesso, uma na entrada principal do recinto na rua Ruy de Sousa Vinagre e a outra no acesso principal ao edifício", explica a Câmara de Alcochete. 
A autarquia irá proceder também à construção de uma cobertura de proteção desde a entrada da escola ao edifício, com relocalização dos toldos de proteção existentes, e proceder à requalificação da área de recreio e do polidesportivo.
“A Escola do Monte Novo vai ser uma obra com marca e que irá perdurar na próxima década, com mais conforto, com novas condições não só para quem ensina, mas também para quem aprende”, referiu o presidente da câmara, Fernando Pinto. 
“Este é um projeto que nos orgulha muito, é muito importante para mim enquanto professora e vereadora da Educação”, sublinhou a vice-presidente do município - e responsável pela Educação -, Maria de Fátima Soares.
Recorde-se que a Escola Básica do Monte Novo foi alvo de uma primeira intervenção em 2019 em que foram investidos 150 mil euros + IVA em vários melhoramentos e que esta 2ª fase representa "um investimento de 410 mil 997 euros + IVA".  O prazo de execução da obra é de seis meses.

Mais de um milhão de investimento no Samouco 
Obras também vão começar na escola do Samouco. A câmara de Alcochete aprovou, por unanimidade, na reunião do executivo, o procedimento de concurso público para a "requalificação e ampliação da Escola Básica do 1.º Ciclo do Samouco com uma estimativa de custo de quase um milhão e 100 mil euros e um prazo de execução de oito meses", diz a autarquia ribeirinha em comunicado.
A Escola Básica do Samouco foi ampliada em 1961 e vai ser, diz a autarquia, "objeto de uma intervenção global com a reabilitação do edifício e das salas existentes e a construção de duas novas salas de aula, que permitirá ao estabelecimento de ensino ter uma capacidade máxima para 150 crianças". O edifício da cantina escolar também vai ser requalificado com o intuito de aumentar o número de lugares sentados.
“O Samouco não vai ficar para trás. A ampliação que se prevê na Escola Básica do Samouco e no Polidesportivo dá conta daquilo que é a nossa grande paixão, daquilo que é no fundo a educação” referiu Fernando Pinto, presidente da câmara de Alcochete.
O projeto constitui-se como "um motivo de orgulho" para o executivo que está a "renovar o parque escolar do concelho desde 2019". 
Maria de Fátima Soares afirmou na reunião pública que este é “um projeto digno que nos honra” e que visa proporcionar melhores condições para quem aprende e para quem leciona.
A intervenção inclui ainda a renovação das redes de eletricidade, de abastecimento de água e de águas residuais e será instalada uma rede de incêndios, as caixilharias das janelas em madeira serão substituídas por alumínio com vidro duplo e nas quatro salas de aula existentes será criada uma área para educação plástica com bancada e lavatório.
Serão ainda, explica a Câmara de Alcochete, "construídas novas instalações sanitárias, novos espaços de arrumação, biblioteca, sala para componente de apoio à família e nova sala de professores".
O espaço de recreio será "requalificado e serão implementadas medidas de melhoria das acessibilidades como a inclusão de elevador e rebaixamento de pisos e rampas", conta ainda a Câmara de Alcochete.

Agência de Notícias com Câmara de Alcochete 

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Barreiro não tem nitrato de amónio armazenado na Alkion

Publicação nas redes sociais dizia que há toneladas de nitrato de amónio armazenado. A notícia é falsa 

O nitrato de amónio, que as autoridades libanesas disseram ter causado a devastadora explosão de Beirute, é uma substância cristalina inodora que é geralmente usada como fertilizante e que tem sido a causa de inúmeras explosões industriais ao longo de décadas. Haverá em Portugal? Corre pelas redes sociais que  no "Barreiro há milhares de toneladas de amónio armazenadas nos tanques da Alkion". A mesma publicação afirma ainda que  há "um paiol situado na aproximação à pista da Base Aérea do Montijo. Apesar de todos os alertas, o Governo insiste no crime de construir um aeroporto na Base Aérea do Montijo", salienta-se na mensagem da publicação em causa. Confirma-se que há milhares de toneladas de nitrato de amónio armazenado no Barreiro? Não, a notícia, segundo o jornal o Polígrafo, é falso porque "as principais alegações dos conteúdos são factualmente imprecisas". Agência Portuguesa do Ambiente, Câmara do Barreiro e a empresa acusada já vieram negar qualquer armazenamento deste produto. E na verdade não há nada que prove, factualmente, o teor da publicação.
Notícia correu nas redes sociais mas sem fundo de verdade



Em Portugal, compete à APA - Agência Portuguesa do Ambiente executar a diretiva Seveso que estabelece os critérios de prevenção e controlo de acidentes industriais relacionados com a libertação de substâncias perigosas. 
A última versão desta diretiva foi transposta pelo Decreto-Lei em 2015 que determina que sejam realizadas auditorias externas, credenciadas pela APA com uma periodicidade anual, "às empresas abrangidas pelo nível superior".
"Os adubos à base de nitrato de amónio podem ser considerados como substância perigosa, dependendo da concentração do próprio nitrato de amónio e, consequentemente, serem abrangidos pelo cumprimento das disposição deste Decreto-Lei, o qual se aplica às atividades quer de produção, quer de mero armazenamento", explicou a APA ao Polígrafo.
A Alkion, empresa referida na publicação sob análise, declara à APA as substâncias perigosas armazenadas e, segundo garante a própria APA, "não consta do atual inventário a presença de nitrato de amónio".
Esta garantia foi confirmada pela Câmara do Barreiro. A autarquia sublinha que em caso de "alteração significativa" de produtos armazenados e das suas quantidades "é obrigatório" iniciar um processo de licenciamento e autorização da Direção-Geral de Energia e Geologia. 
"A Câmara do Barreiro tem de ser consultada e detém poder de veto, tal como a Agência Portuguesa do Ambiente", sublinha a autarquia.
De acordo com a empresa ADP Fertilizantes, erradamente identificada como Nitratos de Amónio de Portugal na publicação, "em Portugal apenas se fabricam adubos à base de nitrato de amónio em grau fertilizante não classificados como perigosos". E segundo a APA, apenas a ADP Fertilizantes (unidades em Alverca e Lavradio) e uma sua empresa associada, a Sopac, é que produzem nitrato de amónio em grau fertilizante no país, estando igualmente abrangidas pelo diploma de 2015.
A Sopac é a empresa responsável pela produção de todos os adubos compostos, clássicos e específicos, comercializados pela ADP Fertilizantes.
Ao Polígrafo, fonte oficial do Ministério da Economia garante igualmente que "a ADP é a única fábrica em Portugal a produzir nitrato de amónio, mas não o nitrato de amónio técnico que originou a explosão em Beirute". 
O gabinete do ministro Pedro Siza Vieira assegura que, "em Portugal, ninguém produz esta substância".
Assim, garante o Polígrafo, "as principais alegações dos conteúdos são factualmente imprecisas; geralmente, esta opção corresponde às classificações 'falso' ou 'maioritariamente Falso' nos sites de verificadores de factos". 
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Requalificação do Santuário do Cabo Espichel em Sesimbra

Santuário vai ser cedido a privados para requalificação e instalação de um hotel

A requalificação do santuário do Cabo Espichel vai finalmente seguir para concurso público e no prazo máximo de cinco anos nasce ali uma unidade hoteleira que mudará a face deste local histórico situado no Parque Natural da Arrábida e pertencente ao concelho de Sesimbra. A Assembleia Municipal de Sesimbra aprovou, por unanimidade, por proposta da Câmara Municipal, a autorização de delegação de competências no Turismo de Portugal para a dinamização do procedimento para a concessão e exploração do Santuário de Nossa Senhora do Cabo Espichel, através de concurso público, a promover, no âmbito do Programa Revive. A concessão abrange, explica a autarquia liderada por Francisco Jesus, "a Ala Norte do Santuário, zona envolvente, e parte da área descoberta do prédio que integra o edifício da Casa da Água, cujo concedente é a Câmara Municipal, proprietária destes espaços". No concurso será também apresentada parte da Ala Sul, neste caso, por proposta da Confraria de Nossa Senhora do Cabo, que detém a propriedade desta área. A unidade hoteleira pode abrir portas em 2025 e fica a pagar uma renda de pelo menos 15 mil euros anuais.
Hotel irá nascer no Santuário do Cabo Espichel 

Isto significa que as antigas hospedarias do século XVIII ali existentes, e que hoje estão praticamente ao abandono, serão concedidas a uma entidade turística privada, portuguesa ou não, para que as recupere e transforme em unidade hoteleira, diz presidente da Câmara de Sesimbra, Francisco Jesus (eleito pela CDU). O terreiro central continuará a ser utilizado para atividades religiosas e pontualmente para atividades consideradas de âmbito cultural.
O objetivo, diz a autarquia em comunicado, é "afetar a exploração destes edifícios para fins turísticos como estabelecimento hoteleiro, alojamento local na modalidade de estabelecimento de hospedagem ou outro projeto de vocação turística, por um período de 50 anos, a contar da data de celebração do contrato entre a autarquia e o Turismo de Portugal, entidade a quem caberá elaboração e aprovação das peças do procedimento do concurso de concessão de exploração, e a abertura do concurso público".
No concurso do Revive será também apresentada parte da Ala Sul, neste caso, por proposta da Confraria de Nossa Senhora do Cabo, que detém a propriedade desta área.
"As obras de reabilitação e adaptação dos espaços para fins turísticos serão efetuadas pelo investidor que vier a ganhar o concurso público", destaca a autarquia.
O Santuário passou a integrar o Revive, no final de 2016, no âmbito de uma proposta feita pela secretaria de Estado do Turismo à Câmara Municipal, o que constituiu o "reconhecimento do papel determinante da autarquia na solução para a requalificação do conjunto arquitetónico do santuário, num momento em que já estava praticamente concluído o acordo com a Direção-geral do Tesouro e das Finanças para a aquisição da Ala Norte, por 321 mil euros, o que tornou possível chegar a esta solução, bom como da posse, por parte da autarquia, dos terrenos envolventes ao santuário, onde se inclui a Casa da Água", sublinha a Câmara de Sesimbra.
A aquisição da Ala Norte foi, de resto, "uma das faces do vasto trabalho" realizado nos últimos anos pela autarquia com vista à "valorização e reforço da atratividade do conjunto arquitetónico do santuário, materializado com um conjunto de intervenções, de onde se destacam, numa primeira fase, a instalação de iluminação no santuário, o arranjo do terreio, a pintura da Ermida da Memória ou o melhoramento das ligações pedonais e, mais recentemente, o restauro da Casa da Água, já concluído, ou a reabilitação da envolvente e do aqueduto, que estão em curso", conclui a autarquia de Sesimbra.

Passo importante para dar nova vida ao santuário 
O presidente do município já disse que esta não era a vontade inicial da autarquia mas mostra-se satisfeito com o facto de o processo dar um passo importante. Francisco Jesus reconhece que há promotores interessados em investir mas aguarda pelo desfecho do concurso, revelando que o Turismo de Portugal está “otimista” e “agradado com a solução”.
O autarca destaca ainda a importância da entidade, que impulsionou a negociação entre ambas as partes, e esclarece que a atuação da mesma nunca foi um motivo para a demora do processo.
Quando adquiriu a ala norte ao Estado, a Câmara de Sesimbra comprometeu-se a requalificar a parte exterior da ala sul, pertencente à Igreja. Caso o concurso público resulte em investimento por parte de terceiros e as fachadas sejam recuperadas, a autarquia irá reabilitar o interior da parcela que ficará ao serviço da Confraria. 
Se por ventura não surgirem interessados, a autarquia não fecha a porta a avançar apenas para um concurso para concessão da ala norte, sendo que neste cenário assumirá a requalificação inicialmente prevista.
O avançar das obras representa o “cumprir de um anseio de décadas da comunidade sesimbrense e da população mais religiosa de vários pontos do país”, afirmou o autarca. “O culto a Nossa Senhora do Cabo Espichel é dos mais antigos do país, teve uma enorme importância histórica, idêntica à do santuário de Fátima, mas muito anterior. É um culto que hoje continua a ter expressão”.
Se a requalificação do santuário só agora começa a ser preparada, a envolvente tem conhecido nos últimos sete anos diversas intervenções da autarquia local com financiamento da União Europeia, destacou Francisco Jesus. “Toda a zona está praticamente pronta a receber o que para todos nós é importante, que é a recuperação do próprio santuário”, conta o autarca.
O atual conjunto patrimonial no Cabo Espichel está classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1950. Teve obras parciais de restauro na década de 60, incluindo a partir de um projeto do arquiteto Keil do Amaral, e também no início dos anos 2000.
A história do santuário e a lenda da aparição da Virgem 
O conjunto arquitectónico do chamado Santuário de Nossa Senhora da Pedra Mua, implantado no extremo do Cabo Espichel, é sem dúvida o mais importante e caraterístico do concelho de Sesimbra. Há neste precioso agregado de edificações, desde a antiga Ermida da Memória à Igreja Seiscentista, desde os corpos rústicos das "hospedeiras" ao aqueduto e à "Casa da Água", uma unidade de valores gráficos que fez esquecer a disparidade de estilos. O culto de Nossa Senhora do Cabo perde-se na bruma dos tempos e é crível que anteriormente à sua veneração - a partir do Século XV - o Cabo Espichel fosse centro de peregrinações.
O actual culto remonta a cerca de 1410, ano em que teria sido descoberta na extremidade de Cabo Espichel a venerada imagem de Nossa Senhora do Cabo, por dois velhos da Caparica e de Alcabideche, que em sonhos coincidentes teriam sido avisados pelo Céu. Antes de 1701 - data da construção da actual igreja - o arraial era circundado de casas para os romeiros que não obedeciam a alinhamento especial, e que se dispunham em torno do primitivo templo.
A partir de 1715, a grande afluência de círios ao Cabo obrigou a que se construíssem hospedarias com sobrados e lojas.
A arcarias que corre ao lado de dois corpos consegue sem recorrer a arranjos construtivos de perfil erudito. A obra das hospedarias iniciou-se em 1715, mas só entre 1745 e 1760 foi ampliada para as dimensões actuais. 
A igreja actual remonta a 1701 e é da iniciativa real de D. Pedro II. Penetrando no templo através de um bom guarda-ventos de madeira do Brasil, vislumbramos a ampla e bem proporcionada nave, coberta por um tecto em madeira com uma composição a óleo que representa a Assunção da Virgem, esta é uma obra do pintor Lourenço da Cunha. 
Sobranceira à escarpas que afloram no extremo do Cabo Espichel, a poente da igreja e das hospedeiras, situa-se a Ermida da Memória, templo implantado precisamente no local onde a tradição diz ter-se dado a aparição da Virgem.

Agência de Notícias 

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Grândola critica Governo pelos custos da remoção do amianto

Autarquia recusa que o Governo pague só metade da remoção do amianto

A Câmara de Grândola acusa o Governo de “se demitir das suas responsabilidades” sobre o plano de financiamento para a retirada de amianto das escolas ao assumir “apenas metade dos custos” da substituição das coberturas. Em comunicado, o município gerido pela CDU diz que recusa aceitar que o Governo “só pague 50 por cento da remoção do amianto” na Escola Secundária António Inácio da Cruz, em Grândola, onde existem sete salas de aula com 510 metros quadrados de fibrocimento com amianto”. Além da escola secundária, também a Escola Profissional de Desenvolvimento Rural de Grândola, “com 365 metros quadrados de amianto”, necessita de uma intervenção geral, mas “não foi incluída nesta listagem do Governo, sem qualquer justificação”, afirma a autarquia. 
Escola Secundária ainda tem amianto para retirar 

“Os alunos, professores, funcionários, encarregados de educação e população em geral merecem ser respeitados. A autarquia não pactua com as falsas informações do Governo no que diz respeito ao plano de financiamento para a retirada de amianto da Escola Secundária António Inácio da Cruz”, lê-se no comunicado.
Além desta escola, também a Escola Profissional de Desenvolvimento Rural de Grândola, “com 365 metros quadrados de amianto”, necessita de uma intervenção geral, mas “não foi incluída nesta listagem do Governo, sem qualquer justificação”, afirma a autarquia comunista.
O município lembra que, em Janeiro, endereçou um convite à secretária de Estado da Educação, Susana Amador, para uma visita aos dois estabelecimentos de ensino “com o intuito de dar a conhecer o estado lastimável em que se encontram e esclarecer quando e como pretendia o Governo resolver esta situação que se arrasta há décadas”.
No entanto, refere a autarquia, a pandemia de covid-19 adiou uma audiência no Ministério da Educação, em Lisboa, tendo no passado mês de Julho recebido uma comunicação da Direção Regional de Educação “a dar conta que a Escola Secundária António Inácio da Cruz tinha sido incluída na lista das escolas abrangidas para a retirada do amianto”.
“Para se realizar esta intervenção seria necessário a câmara estabelecer um protocolo com o Ministério da Educação, assumindo ser a dona da obra e aceitando receber 55 euros por metro quadrado para a realização dos trabalhos, valor claramente abaixo do valor de mercado e que não abrange os restantes encargos com a obra”, sublinha a autarquia do distrito de Setúbal.
Numa reunião, por videoconferência, em julho, com o chefe de gabinete da secretária de Estado da Educação “verificou-se que não existem projetos de intervenção, nem verba disponível para realizar as obras necessárias. Apenas estão disponíveis os cerca de 28 mil euros para a substituição do amianto na Escola Secundária António Inácio da Cruz”, diz o comunicado.
A autarquia defende “que se deve avançar com uma intervenção geral nas escolas, que inclua a retirada do amianto e resolva os graves problemas que diariamente prejudicam a comunidade educativa” e pede, a título de urgência, uma reunião com o ministro da Educação”.
“Vamos solicitar uma audiência com caráter de urgência, defendendo que se elabore, o mais breve possível, um projeto geral de requalificação da Escola Secundária António Inácio da Cruz e da Escola Profissional de Desenvolvimento Rural, bem como que se garanta o financiamento para a sua execução”, sublinha o comunicado da Câmara de Grândola.

Agência de Notícias 
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DGS e PCP discutem medidas sobre Avante no Seixal

Comunistas avançam para festa e DGS apenas decide medidas técnicas

O secretário de Estado da Saúde afirmou esta segunda-feira que qualquer decisão das autoridades de saúde sobre a festa do "Avante!", na quinta da Atalaia, no Seixal, será apenas técnica e que a Direção-Geral da Saúde e o PCP já começaram reuniões conjuntas. “A Direção-Geral da Saúde não toma decisões políticas, toma decisões técnicas”, declarou António Lacerda Sales, afirmando que começaram hoje reuniões de “caráter exclusivamente técnico” entre a autoridade de saúde e o partido sobre a realização da festa que marca tradicionalmente o regresso à atividade política dos comunistas depois do verão. Haverá “garantidamente um pressuposto: o cumprimento das regras sanitárias e das diretrizes da autoridade de saúde” em relação à pandemia da covid-19, salientou o governante. Os comunistas não estão a prever nenhuma limitação à lotação da festa [100 mil pessoas como os próprios adiantaram] e garantem que estão reunidas as condições de segurança e higiene. O PCP recusa críticas de irresponsabilidade e lembra que "alguns têm direito a fazer festas na Quinta do Lago e na Comporta". Segundo o PCP a Festa do Avante, entre ganhos e investimentos, teve um "saldo negativo de 564 mil euros no ano passado".
Criticas não demovem PCP de fazer o Avante 

A Direção-Geral de Saúde está a analisar as propostas do PCP para a realização da Festa do Avante! nos dias 4, 5 e 6 de Setembro, na quinta da Atalaia, Seixal. Rui Portugal, subdiretor-geral da Saúde, um dia depois da apresentação do evento, admitiu que podem ser necessários "ajustes" devido à pandemia. 
Na apresentação da edição de 2020 da Festa do Avante!, na terça-feira passada, Alexandre Araújo garantiu que a Direção-Geral da Saúde conhece "a lotação habitual da Festa do Avante", que "se aproxima dos 100 mil". 
Os comunistas não estão a prever nenhuma limitação à lotação da festa e garantem que estão reunidas as condições de segurança e higiene. O dirigente comunista realçou que este ano a festa vai realizar-se num "espaço muito amplo, mais aberto, com menos construção do que em anos anteriores, exatamente para permitir maior distanciamento entre as pessoas". 
O principal responsável pelo evento, Alexandre Araújo, membro do Secretariado do Comité Central do PCP, evitou adiantar números de bilhetes já vendidos, qualquer previsão de visitantes ou mesmo esclarecer se vai haver um limite à entrada de pessoas, numa conferência de imprensa nos terrenos da 44.ª edição do certame político-cultural comunista.
Na página oficial do PCP é possível encontrar resposta a algumas das questões que têm surgido por causa da pandemia. Os comunistas explicam, por exemplo, que a organização da festa está a ser feita em articulação com "as entidades competentes e avaliando a evolução da situação epidemiológica". 
Neste espaço, o PCP responde também às críticas daqueles que acusam o partido de irresponsabilidade. "Quando alguns têm direito a fazer festas na Quinta do Lago ou na Comporta, os trabalhadores são empurrados para transportes lotados para ir trabalhar, mas apenas para trabalhar. Para o PCP, o lazer, o convívio e a cultura não podem ser privilégios, têm de estar acessíveis a todos e é possível fazê-lo em segurança".
A Festa do Avante! vai realizar-se com várias mudanças devido à pandemia. A área disponível foi aumentada em 10 mil metros quadrados, passando agora o recinto total a ter 30 hectares, o número de palcos e iniciativas reduzido e a programação de teatro e cinema será feita ao ar livre.
Outra das garantias dada pelos responsáveis da festa é que a venda de bebidas alcoólicas vai respeitar as "regras em vigor".

Avante deu prejuízo de mais meio milhão de euros em 2019 
O deputado do Partido Comunista António Filipe defendeu este domingo que a realização da Festa do Avante é um “ato de coragem” e “não de irresponsabilidade”.
“Quem conhece a Festa [do Avante] sabe que ela não se põe de pé em dois dias nem sequer num mês e assumir avançar sabendo que teriam de ser tomadas medidas sem precedentes foi um ato de coragem mas não de irresponsabilidade”, escreveu António Filipe, na sua página oficial do Facebook.
O deputado do PCP garante que “as preocupações de segurança sanitária nunca estiveram ausentes da ponderação sobre a realização da Festa” do Avante e diz que “basta verificar que as iniciativas realizadas pelo PCP têm tido esse cuidado”, como comícios ou sessões públicas. “Ao contrário de outras manifestações e ajuntamentos que não vejo a comunicação social de serviço criticar”, refere.
António Filipe sublinha ainda que “não é verdade que os festivais estejam proibidos”. “Eles podem ser feitos desde que sejam cumpridas as regras impostas pela Direção-Geral de Saúde. Que os promotores não queiram assumir essa responsabilidade é problema deles. Não venham é acusar o PCP de querer exceções. Até por que, como é notório, há festivais a serem realizados”, indica, referindo-se ao diploma promulgado no final de Maio que proíbe os festivais de verão até 30 de Setembro, mas abre uma exceção para festivais de “iniciativa política, religiosa e social”.
Assegura ainda que “quem pensar que o PCP quer realizar a Festa [do Avante] por razões financeiras conhece muito mal o PCP”. De acordo com as contas reveladas pelo partido liderado por Jerónimo de Sousa, no ano passado, a Festa do Avante teve um saldo negativo de 564 mil euros, incorporando “o investimento no terreno para a melhoria do acolhimento ao visitante”, apesar de ser a principal forma de angariamento de receitas do partido.
“Há quem diga que o PCP vai pagar caro por realizar a Festa. Pois vai. Mas não é por ser este ano. É por realizar a Festa todos os anos. É por existir e defender os direitos dos trabalhadores. O PCP paga sempre muito caro o facto de existir e de não desistir de existir e ser o que é. Compete-nos a nós, comunistas e outros democratas, não alimentar o coro desses credores”, conclui o deputado comunista.

DGS admite ‘ajustes’
A decisão da Direção-Geral da Saúde deverá ser conhecida em breve. Rui Portugal, subdiretor-geral da Saúde, disse, em conferência de imprensa, na quarta-feira, que "há um conjunto de critérios que estão a ser avaliados" e "certamente haverá possibilidade" de dialogar com "a comissão organizadora para eventuais ajustes relativamente às propostas que foram remetidas nos diferentes documentos no sentido de perceber qual é a forma de minimização de risco".
O responsável da Direção-Geral da Saúde lembrou que "todos os eventos têm as suas particularidades" e as decisões das autoridades de saúde são tomadas "caso a caso".
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Festa da Atalaia entre as 7 maravilhas da região e do país

Montijo recebe hoje as Maravilhas da Cultura Popular em direto na RTP

A Praça da República, no Montijo, será o palco da final regional das 7 Maravilhas da Cultura Popular. Nesta segunda-feira a partir das 10 horas, o programa da RTP estará, todo o dia em direto, do Montijo para eleger a finalista regional de Setúbal. E neste campo, o município do Montijo conta com o seu voto para levar até à final nacional a Festa em Honra de Nossa Senhora da Atalaia que, se festeja há mais de 500 anos. Apesar da erosão que os tempos inevitavelmente produzem nas tradições populares a Festa da Atalaia, com os seus rituais e a sua magia, tem ainda raízes muito profundas entre as populações camponesas do trajeto imaginário que se estende da Azóia [Sesimbra], à Quinta do Anjo, Pinhal Novo, Olhos de Água e Carregueira, Jardia e se prolonga pelo Alto Estanqueiro às regiões de Montijo, Alcochete e Pegões. A Câmara de Palmela [de onde chegam três cirios] apoia a candidatura. As Pinturas Tradicionais em Embarcações, a Romaria a Cavalo Moita - Viana do Alentejo e a Festa em Honra de Nossa Senhora da Boa Viagem, [todas do concelho da Moita], o Chapéu do Descarregador de Peixe, o Círio de Nossa Senhora do Rosário de Tróia e a Lenda de Nossa Senhora da Arrábida, em Setúbal, são outros dos finalistas do distrito de Setúbal. 
Festa da Atalaia é uma das mais antigas da região

A Câmara Municipal do Montijo candidatou a Festa em Honra de Nossa Senhora da Atalaia, ou Festa Grande, às 7 Maravilhas da Cultura Popular, procurando valorizar e dar mais visibilidade a uma manifestação cultural que é das mais antigas do país e uma referência única na região.
A candidatura passou as primeiras fases de seleção, sendo uma das 7 finalistas regionais (distrito de Setúbal). Até esta segunda-feira, as candidaturas estão a votação do público (através de linhas telefónicas). O número da Festa em Honra de Nossa Senhora da Atalaia é o 760 207 815. "Ligue e ajude-nos a chegar à final nacional das 7 Maravilhas da Cultura Popular!", salienta a Câmara do Montijo.
Elisabete Jacinto, uma das mais conhecidas figuras do desporto motorizado nacional, é a madrinha da nossa candidatura. Natural do Montijo, foi com satisfação que aceitou o convite para ser madrinha e faz questão de deixar um apelo ao voto: “este ano, a Festa em Honra de Nossa Senhora da Atalaia é candidata às 7 Maravilhas da Cultura Popular, mas para vencer precisamos do seu voto. Ligue e vote na centenária Festa em Honra de Nossa Senhora da Atalaia, uma das mais antigas romarias marianas portuguesas”.
A Festa de N.ª Sra da Atalaia decorre no último fim de semana de Agosto, na Atalaia, concelho do Montijo. Desconhece-se a data da primeira romaria pelo que a romaria dos Oficiais da Alfândega, em 1507 (motivada pela peste que grassou por Lisboa), é tida como o grande momento expansionista do Santuário de Nossa Senhora da Atalaia.
Ao longo dos séculos, esta romaria chegou a contar com cerca de oitenta confrarias e círios. Em 1823 eram trinta e quatro (o máximo conhecido, num só ano), hoje restam seis círios: o Círios dos Marítimos de Alcochete, que festeja na Páscoa e cinco outros Círios, pela Festa Grande: Azóia, Quinta do Anjo, Carregueira, Olhos de Água e Círio Novo.
"Inicialmente, os romeiros transportavam e colocavam junto ao altar do Santuário uma vela grossa, um círio, de onde resultou o nome dado às romarias organizadas. Hoje, transportam as bandeiras que identificam a sua proveniência e promessa por determinada povoação, localidade ou comunidade", conta a autarquia.
Palmela apoia Festa da Atalaia a Maravilha da Cultura Popular
Palmela apoia a candidatura da Festa em Honra de Nossa Senhora da Atalaia, no Montijo, às 7 Maravilhas da Cultura Popular. "Até 10 de Agosto, vote através do 760 207 815 e ajude esta manifestação cultural secular a chegar à final nacional do concurso", pede autarquia.
O concelho de Palmela tem uma particular importância histórica no contexto da romaria a Nossa Senhora da Atalaia. Anualmente, no último fim de semana de Agosto, três círios do concelho (Quinta do Anjo, Carregueira e Olhos de Água) realizam a romaria ao santuário, numa demonstração de fé, tradição e ligação secular da população à “Festa Grande”.
"A Câmara do Montijo candidatou a Festa em Honra de Nossa Senhora da Atalaia às 7 Maravilhas da Cultura Popular, procurando valorizar e dar mais visibilidade a uma manifestação cultural que é das mais antigas do país e uma referência única na região", diz a autarquia de Palmela. 
A candidatura passou as primeiras fases de seleção e é uma das sete finalistas regionais distrito de Setúbal. As Pinturas Tradicionais em Embarcações, a Romaria a Cavalo Moita - Viana do Alentejo e a Festa em Honra de Nossa Senhora da Boa Viagem, [todas do concelho da Moita] e o Chapéu do Descarregador de Peixe, o Círio de Nossa Senhora do Rosário de Tróia e a Lenda de Nossa Senhora da Arrábida, em Setúbal, são outros dos finalistas. 
O Concurso Nacional 7 Maravilhas de Portugal tem como objetivo divulgar e comunicar os valores positivos de uma Identidade Nacional Forte, procurando evidenciar a vivência e reconhecimento do património cultural material e imaterial, elegendo o que de melhor Portugal tem, enfatizando as tradições associadas as várias regiões do país.
A edição de 2020 é dedicada à Cultura Popular, através da eleição das 7 Maravilhas do património cultural material e imaterial de Portugal. Tal como nas edições anteriores, a RTP é a televisão oficial. O projeto conta com o Alto Patrocínio de Sua Excelência o Presidente da República.

Agência de Notícias 

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Almada reabriu espaço de atendimento municipal

Obras, mobilidade e urbanismo com novo atendimento depois de obras de requalificação

Após obras de requalificação, reabriu ao público, na última sexta-feira, o espaço de Atendimento Municipal de Obras, Mobilidade e Urbanismo da Câmara de Almada. Localizado na Av. D. Nuno Álvares Pereira, o espaço de atendimento municipal está a funcionar nos dias úteis, das nove às 15 horas. O atendimento presencial só é realizado mediante agendamento prévio, após o qual o cidadão ou munícipe irá receber um e-mail com a confirmação do dia e hora do atendimento.
Almada tem novo serviço de atendimento 

O acesso ao interior do espaço de atendimento só é feito após autorização dos funcionários. O uso de máscara é obrigatório, tal como o respeito pelas regras de distanciamento físico em vigor no atual estado de contingência.
Na última quinta-feira, a presidente da câmara, Inês de Medeiros, acompanhada pelas vereadoras Francisca Parreira e Teodolinda Silveira, e por vários técnicos e funcionários municipais, visitou o espaço, para uma simbólica cerimónia de inauguração.
Na ocasião, a vereadora Francisca Parreira que tem, entre outros, os Pelouros da Administração Urbanística, Planeamento Urbanístico e Atendimento ao Munícipe, afirmou que o objetivo é “ter um atendimento que sirva os munícipes, que dê respostas em tempo, através de um serviço de qualidade”.
Já a líder do executivo municipal, Inês de Medeiros, frisou que queremos “melhorar o atendimento ao público e os nossos serviços à população”, mas também “melhorar, consideravelmente, as condições de trabalho dos funcionários municipais”.
O atendimento presencial só é realizado mediante agendamento prévio, através do e-mail dep.adminurbanistica@cma.m-almada.pt, após o qual o cidadão ou munícipe irá receber um e-mail com a confirmação do dia e hora do atendimento.
Os pagamentos associados a todos os pedidos realizados, são feitos, exclusivamente, através de referência SIBS ou transferência bancária
A autarquia lembra que estas "medidas e regras de atendimento estão sujeitas a avaliação permanente, podendo ser alteradas, caso se justifique".

Agência de Notícias com Câmara de Almada 
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Surto em lar do Barreiro com 47 casos positivos

Situação está "controlada" e em "vigilância" no lar São José 

Um surto de covid-19 no Lar São José, no Barreiro, contabiliza 47 casos positivos e dois internamentos de idosos, mas a “situação está controlada”, disse este domingo o delegado de saúde adjunto regional de Lisboa e Vale do Tejo. O lar “tem neste momento 32 idosos positivos, num total de 80, e 15 funcionários [positivos], num total de 44. Estão dois idosos internados no Centro Hospitalar Barreiro-Montijo, que estão estáveis, os restantes estão assintomáticos”, afirmou Nuno Lopes. Sara de Oliveira, provedora da Santa Casa da Misericórdia do Barreiro, explicou que os primeiros três casos foram detetados na terça-feira e que, de imediato, foram agilizados os meios para a realização de testes a todos os utentes e funcionários.
Há 47 pessoas com covid-19 no Barreiro 

Este domingo, um idoso do grupo dos positivos “iniciou sintomas respiratórios e foi ao hospital”, tal como outro idoso do grupo dos negativos.
Segundo este responsável, os testes foram realizados na sexta-feira e os resultados conhecidos no sábado, tendo o lar ativado os planos de contingência, começando “a separação em três alas depois da visita da delegada de saúde coordenadora do Agrupamento de Centros de Saúde Arco Ribeirinho”.
“Os funcionários positivos estão em quarentena em casa. Os outros, de acordo com o plano de contingência, estão afetos às diferentes alas e estão a trabalhar. O lar está a ser muito bem acompanhado, tem vários positivos, mas não há casos graves e nenhum óbito. A situação está controlada”, concluiu.
Sara de Oliveira, provedora da Santa Casa da Misericórdia do Barreiro, explicou que os primeiros três casos foram detetados na terça-feira e que, de imediato, foram agilizados os meios para a realização de testes a todos os utentes e funcionários.
Na sexta-feira tínhamos todos os resultados, alguns testaram positivo outros testaram negativo", sublinhou, sem confirmar o número de casos.
A provedora afirmou que os utentes infetados foram isolados, admitindo dificuldades ao nível de espaço, nas instalações.
Separámos os utentes que testaram positivo, que estão isolados num piso e todos os outros tentamos acomodá-los no piso inferior", afirmou.
A responsável garantiu ainda que foram seguidas todas as recomendações da Direção-Geral da Saúde e que, a "monitorização continua a ser feita e várias vezes ao dia". Sara de Oliveira já pediu mais "enfermeiros" para o lar.
A pandemia de covid-19 já provocou mais de 727 mil mortos e infetou mais de 19,6 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
Em Portugal, morreram 1.756 pessoas das 52.668 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.
A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de Dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Agência de Notícias


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“Rota do Pitéu” chega a Setúbal e Azeitão este mês

Tapas em rota gastronómica pelos sabores da região em 18 estabelecimentos por 3,5 euros

Pitéus de influência tradicional sadina estão em destaque durante o mês de Agosto num novo evento gastronómico que conta com a participação de vários estabelecimentos de restauração do concelho de Setúbal especializados em petiscos. A “Rota do Pitéu”, evento gastronómico com o envolvimento de 18 estabelecimentos de restauração de Setúbal e Azeitão, recupera iguarias tradicionais da região com a apresentação diária de um petisco em cada um dos espaços aderentes, entre 10 e 31 de Agosto. Desfrute do verão com bons pitéus e em segurança. 
Rota da pitéu até fim de Agosto

O evento, da Câmara de Setúbal, é caracterizado pela "diversidade da oferta, que vai da degustação de petiscos tradicionais à apresentação de propostas inovadoras, com os pitéus, disponibilizados em dias específicos, a apresentarem o valor fixo de 3,5 euros durante o evento", explica a autarquia em nota de imprensa.
O certame começa no dia 10, com a 490 Taberna STB a propor croquetes de choco. No dia 11, a sugestão é de As Machadas, com miniespetadas de camarão e, a 12, o Bardo Taberna Medieval tem asinhas de frango com molho de ervas.
A “Rota do Pitéu” passa, no dia 13, pelo Botânica Tapas e Petisco, que da seleção de tapas da ementa habitual elegeu pimentos padron.
No dia 14, um sábado, todos os estabelecimentos aderentes apresentam o seu petisco em destaque para o certame.
A 15, a proposta do dia é moelas, pelo Café Arco Íris, o mesmo prato a apresentar a 16, pelo Café Europa.
No dia 17, o Corktale viaja até aos sabores da Suécia com a recomendação de batata sueca recheada com queijo da ilha e presunto.
No dia 18, o choco frito é rei na Flórida Cervejaria e, a 19, a sugestão é bifana com molho de moscatel, no Moscatel Setúbal Experience. A 20, é dia de provar a salada de ovas da Petisqueira Brandão.
No dia 21, sábado, uma vez mais todos os estabelecimentos aderentes ao evento apresentam o petisco em destaque por 3,5 euros. No dia seguinte, 22, a Petisqueira O Manuel dá a conhecer pataniscas de polvo.
No dia 23 a “Rota do Pitéu” passa pelo restaurante Pinga Amor, onde está em destaque o caracol e, a 24, na República Azeitão, com alheira para picar, com batata frita, pickles e azeitonas.
A 25 de Agosto é dia de provar anchovas em conserva e pão com manteiga num dos mais antigos espaços de restauração de Setúbal, a Taberna do Fernando dos Jornais.
A proposta para o dia 26 é a passagem pela Taberna do Largo para provar pataniscas de chouriço, enquanto a 27, na Tasca do Choco, há degustação de paté de choco, patanisca, rissol e empada de choco, com molho de choco e tostas.
No dia 28, por ser sábado, os estabelecimentos aderentes voltam a apresentar os petiscos em destaque no evento por 3,5 euros. A 29, é a vez de a Tasca do Galo dar a provar bifana com queijo no pão.
A viagem gastronómica da “Rota do Pitéu”, evento gastronómico organizado pela autarquia com "o objetivo de contribuir para alavancar a economia local da restauração, termina no dia 30 de Agosto com pires de camarão, aproximadamente 120 gr, na Tasca do Zé Maria", conclui a câmara sadina.
Consulte o roteiro completo da “Rota do Pitéu” aqui

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 
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