Dá um Gosto ao ADN

Novo terminal de Sines cria mil empregos e acaba com surf

Avança o novo terminal, acabam as ondas em São Torpes


O novo terminal do Porto de Sines, o Vasco da Gama, criará mil novos postos de trabalho, de acordo com o estudo de impacte ambiental, divulgado pelo Jornal de Negócio. Do ponto de vista ambiental, o empreendimento é viável, mas terá um impacto negativo na praia de São Torpes, onde deverão acabar as ondas surfáveis. Para São Torpes, porém, o estudo propõe não só um programa de acompanhamento mas também medidas de compensação para as três escolas de surf que lá estão instaladas, que poderão ser indemnizações financeiras. Também seria possível, segundo o estudo, realizar avaliações para concluir “a eficácia da implementação de recifes artificiais ou outras intervenções que permitam aumentar o número de locais com condições para a prática de surf e outros desportos de ondas”.
Novo terminal acaba com as ondas na praia de São Torpes 

O novo terminal Vasco da Gama, no porto de Sines, vai criar mil postos de trabalho. O Estudo e Impacte Ambiental, em consulta pública até 19 de Junho, considera o projeto viável, apesar de indicar alguns impactos negativos, como a perda de ondas surfáveis, na praia de São Torpes, a erosão da linha de costa, a perda de qualidade da paisagem e impactos visuais, avançou o Negócios esta sexta-feira.
O Estudo e Impacte Ambiental considera que o projeto é “viável do ponto de vista ambiental”, pois vai gerar “em contrabalanço, um conjunto muito importante de impactos positivos permanentes, diretos e indiretos, em especial no ordenamento do território e na socio-economia”, cita o mesmo jornal. 
É o caso da criação de emprego e da dinamização da economia nacional. O documento propõe ainda um conjunto de medidas para atenuar os efeitos negativos que o projeto terá nas fases de construção e exploração.
No caso da degradação das condições de agitação do mar para a prática de surf em São Torpes, por exemplo, sugere que se melhorem as condições para a prática deste desporto nas praias de Sines. Além disso, propõe também a existência de um mecanismo de compensação para as três escolas de surf que existem naquela praia. 
A expansão do porto de Sines está em cima da mesa desde 2006. O concurso para o projeto do novo terminal avançará assim que a Agência Portuguesa do Ambiente emita a declaração de impacte ambiental. Estima-se que o custo da primeira fase se situe em 400 milhões de euros.
O Jornal de Negócios relembra que a ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, anunciou em março no Parlamento que o concurso para o projeto do novo terminal avançaria logo que a declaração de impacte ambiental fosse emitida.

Agência de Notícias
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Força Aérea sem pressa de sair do Montijo

"Não há qualquer atraso" quanto à saída da Força Aérea da base nº 6

O ministro da Defesa assegurou este domingo em Peniche que a Força Aérea só vai sair da base do Montijo, para onde está projectado o novo aeroporto de Lisboa, quando não estiver em causa a continuidade da sua operação. "Não há qualquer atraso" quanto à saída da Força Aérea da base do Montijo e "ainda não é possível estabelecer um calendário", afirmou à agência Lusa José Azeredo Lopes, à margem das comemorações do Dia Marinha. "A entrada de outros naquele espaço [base do Montijo] terá sempre de garantir que a Força Aérea continue a desenvolver a sua operação e essa é a garantia que temos de apresentar", justificou.
José Azeredo Lopes é ministro da Defesa Nacional

Para o ministro da Defesa, as decisões do Governo em relação ao aeroporto "andam a par" com as da Força Aérea, motivo pelo qual, sublinhou, "seria impensável que Portugal ficasse com uma Força Aérea sem operação", sem que estejam garantidas as condições para a Força Aérea operar noutro local.
O Diário de Notícias noticiou esta semana que a Força Aérea está preocupada com o atraso na execução do plano que propôs para retirar as suas esquadras da base do Montijo - onde está prevista a construção do novo aeroporto - onde vão haver limitações para as suas aeronaves logo que comecem aí as obras do aeroporto, previstas para 2019.
Em Março, a Força Aérea entregou ao ministro da Defesa uma proposta nesse sentido, para a qual ainda não houve uma decisão do Governo.
A concessionária do aeroporto, a ANA - Aeroportos de Portugal já submeteu o Estudo de Impacte Ambiental à Agência Portuguesa do Ambiente (APA), conforme avançado pelo Negócios. À APA caberá emitir um parecer final sobre os impactos ambientais.
Na quinta-feira, em declarações à agência Lusa, o ministro do Planeamento e das Infraestruturas manifestou-se confiante no sucesso do projecto, sublinhando que o Montijo "é a melhor opção".
"Este relatório não trouxe surpresas em relação ao que esperávamos. É uma infra-estrutura que já serve de pista de aterragem [militar] e que, neste caso, terá uma mudança no seu uso, passando a ter também uma utilização por civis", apontou o governante.
Sobre os alertas e sugestões deixadas por este estudo, Pedro Marques disse apenas que os impactos apontados "são limitados e capazes de ser mitigados".
Para o governante, a opção no Montijo "é a mais eficiente" e a que "melhor servirá" a região de Lisboa e o país.
"Estamos confiantes no desenvolvimento deste processo para que a região de Lisboa e o resto do país não fiquem limitados no crescimento do turismo e da actividade económica por este constrangimento do aeroporto de Lisboa", concluiu.

Agência de Notícias com  Lusa 
Foto: RUI MIGUEL PEDROSA/LUSA
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Almada critica falta de verbas para o Teatro

Inês de Medeiros considera "inconsciência absoluta" cortes à Companhia de Teatro de Almada

A presidente da Câmara de Almada, Inês de Medeiros, classificou este sábado de "uma inconsciência absoluta e de falta de noção" os cortes de financiamento da Direcção-Geral das Artes (DGArtes) à Companhia de Teatro de Almada. "Estamos a falar do Festival de Almada, o grande evento teatral do país", disse Inês de Medeiros à agência Lusa, acrescentando que este ano os apoios atribuídos à companhia sofreram o "maior corte", no montante de "110 mil euros", e que este é feito "a poucos meses" do início da 35.ª edição do festival, que se realizará, como habitualmente, de 4 a 18 de Julho. Apesar de ascencer a 312 mil euros o montante atribuído este ano pela DGArtes à Companhia de Teatro de Almada, no âmbito dos concursos do programa de apoio sustentado, a companhia vai receber menos 110 mil euros do que em 2017, segundo a autarca, e quase menos 88 mil euros do que em 2013.
Inês de Medeiros quer mais apoio do Estado para o teatro 

A autarca, eleita pelo Partido Socialista (PS), recorda que "mais de metade" da verba anual atribuída pela DGArtes à Companhia de Teatro de Almada vai para o Festival de Almada, que é "um dos melhores cartões-de-visita do concelho e do país".
A DGArtes "demite-se do financiamento do maior evento teatral do país", acusou Inês de Medeiros. "É preciso não ter nenhuma consciência, nem conhecimento. Até duvido da competência para se julgar, da parte de um júri, [ao] pôr em pé de igualdade [com a da Companhia de Teatro de Almada, que organiza] o maior evento teatral do país, [e portanto tem] mais programação" candidaturas "que têm apenas programação".
"Não estou a fazer nenhuma crítica aos teatros que têm apenas programação", prossegue Inês de Medeiros. "Agora, obviamente, não podem ser avaliados da mesma maneira. O Estado continua a não reconhecer o Festival de Almada como aquilo que ele é, o grande momento teatral, o grande festival internacional de teatro que temos em Portugal", sublinhou Inês de Medeiros.
A autarca lembrou que o certame tem um capital acumulado ao longo dos anos, fomenta relações com outros municípios, como o de Lisboa, promove a abertura para o exterior e promove a internacionalização da cultura portuguesa. "E tudo isto, em vez de ser protegido e salvaguardado, é quase condenado. O Teatro de Almada aparece como uma espécie de dinossauro, por ser sempre quem ganha mais [apoios]. Pois, será quem ganha mais, mas é certamente também quem mais faz", argumentou.

Critérios de avaliação criticados 
Isto é tanto ou mais grave por a Companhia de Teatro de Almada estar num "beco sem saída", argumentou Inês de Medeiros, lembrando, a propósito, que houve uma altura em que a companhia podia candidatar o festival aos apoios de forma independente da programação regular da companhia, mas que passou entretanto a ter de englobar toda a actividade numa mesma candidatura. "Chegámos a este absurdo: para poderem candidatar o festival à parte, têm de criar uma estrutura nova; e se criarem uma estrutura nova, não podem concorrer, porque a estrutura tem menos de quatro anos", explicou.
"Isto é pôr a Companhia de Almada numa situação em que não tem para onde se virar", disse Inês de Medeiros, lembrando que o município "já a financia mais do que o próprio Estado".
Ao referir que se tem coibido de se pronunciar sobre os critérios que foram definidos para a atribuição de apoios e sobre as decisões do júri dos concursos, Inês de Medeiros afirmou, porém, que não pode deixar de expressar a sua "perplexidade e revolta" com alguns dos critérios e com a forma como a Companhia de Teatro de Almada foi avaliada.
Citou, a propósito, o critério de não contabilização do público e considerou "absurdo" que a companhia seja avaliada "exactamente com os mesmos critérios. como se não tivesse na sua candidatura o festival e a sua programação". "Das duas, uma: ou tiramos os montantes que lá estão para o festival, e a companhia praticamente não tem financiamento, mas nota-se bem que não é isso pelas apreciações do júri, que reconhece a qualidade da programação; ou então, se retira desse montante a programação da companhia, o festival é subfinanciado", argumentou.
Numa "lógica de meritocracia", Inês de Medeiros diz não compreender os montantes atribuídos à companhia dirigida por Rodrigo Francisco, uma vez que a estrutura tem um trabalho de muitos anos no sentido de criar um público fiel.
"Não é possível, é um contra-senso maior", referiu, alegando entender que "o Governo, enquanto Governo", pode aumentar as verbas, mas isso seria complicado, porque "seria desautorizar o júri ou os critérios utilizados para a atribuição de verbas". "É um sistema muitíssimo perverso, e tão mais perverso que a companhia é depois apresentada como uma das companhias com maior apoio, quando mais de metade da verba é para o festival", concluiu.

Agência de Notícias com  Lusa 
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Margem Sul sem ligações fluviais a 11 e 12 de Junho

Transtejo e Soflusa em greve nas vésperas do feriado de Lisboa 

Os trabalhadores da Transtejo e Soflusa decidiram em plenário, no final da semana passada, uma greve às horas extraordinárias, com efeitos imediatos, e a interrupção, de três horas por turno, ao serviço prestado nos dias 11 e 12 de Junho, vésperas do feriado de Lisboa. "A ideia que os trabalhadores têm é que [a greve] vai provocar um grande impacto, dado que os dias 11 e 12 são vésperas dos Santos Populares em Lisboa e que há um grande tráfego entre as duas margens", declarou à Lusa Paulo Lopes, dirigente da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações, após o plenário geral dos trabalhadores da Transtejo. Ressalvando que "esta foi uma proposta apresentada pelo plenário, nem foi uma proposta apresentada pelos sindicatos", o responsável do sindicato disse que as acções de luta agendadas foram motivas pela "paragem total da negociação do Acordo de Empresa", em que se pretende a valorização salarial dos trabalhadores da Transtejo. A greve vai afetar as ligações de Cacilhas, Montijo, Seixal, Trafaria e Barreiro à capital portuguesa. 
Greve foi marcada após plenários de trabalhadores 

Na perspectiva do sindicato, trata-se de concretizar o acordado em dezembro de 2016 e confirmado no acordo de maio de 2017 entre os sindicatos e o conselho de administração da Transtejo, nomeadamente "a integração de 50 por cento do prémio de assiduidade e da integração total do adicional de remuneração, além de se proceder a um aumento salarial que tenha em conta que os trabalhadores não são aumentados desde 2009".
Sobre o impacto do plenário no serviço regular prestado pela Transtejo, Paulo Lopes considerou que "não é significativo", explicando que a paralisação ocorreu durante "cerca de três horas" num período de menos afluência de passageiros.
O plenário geral de trabalhadores da Transtejo realizou-se na quinta-feira provocando perturbações nas ligações fluviais de Cacilhas, Montijo, Seixal e Trafaria.
Os trabalhadores da Soflusa, empresa de transporte fluvial que liga Barreiro e Lisboa, vão estar em greve a 12 de Junho, reivindicando desenvolvimentos na revisão do Acordo de Empresa.
"Os trabalhadores da Soflusa aprovaram nos plenários ontem [sexta-feira] realizados realizar uma greve no próximo dia 12 de Junho. Os trabalhadores reivindicam que haja o desenvolvimento do processo de negociação da revisão do Acordo de Empresa, com a concretização dos compromissos anteriormente assumidos e que haja o aumento dos salários na empresa", refere a Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações num comunicado divulgado este sábado.
Segundo aquela federação, a greve dos trabalhadores marítimos inicia-se "ao primeiro turno do dia 12 e fim no último turno da noite, que acontece já na manhã de dia 13", dos trabalhadores comerciais decorre entre as 8 horas de dia 12 e as 8 horas de dia 13, e a dos restantes trabalhadores acontece durante "todo o dia 12 de Junho".
A Soflusa faz a ligação entre o Barreiro e Lisboa, enquanto a Transtejo é a empresa responsável pelas ligações do Seixal, Montijo, Cacilhas e Trafaria/Porto Brandão à capital, pertencendo ambas ao grupo Transtejo.

As razões dos trabalhadores 
"Após três reuniões com o conselho de administração, tendo em vista a revisão do Acordo de Empresa, continuamos sem qualquer perspectiva de alguma conclusão viável, apesar de as estruturas sindicais terem apresentado diversas propostas com vista, designadamente, à valorização salarial dos trabalhadores da Transtejo e da Soflusa, por isso, vamos realizar plenários gerais de trabalhadores com paralisação", afirmou a Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações, em comunicado.
Às propostas sindicais, o conselho de administração da Transtejo e da Soflusa respondeu que, "não tendo sido publicada a Lei de Execução Orçamental, não está em condições de fazer qualquer proposta de aumentos salariais", informou o sindicato.
De acordo com o sindicato, a resposta das empresas Transtejo e Soflusa está a originar "uma situação de impasse, que levou os Órgãos Representativos dos Trabalhadores a apresentarem formalmente um protesto exigindo da empresa a clarificação da sua posição".
Apesar de estar marcada uma nova reunião para a próxima quarta-feira com o conselho de administração da Transtejo e da Soflusa, "torna-se necessário ouvir e informar os trabalhadores sobre a situação criada, pelo que se vai convocar um plenário geral, com paralisação da actividade".

Agência de Notícias com  Lusa 
Foto: MIGUEL A. LOPES/LUSA
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Feira Ar Puro começa hoje em Grândola

Autarquia aposta num programa diversificado para atrair mais visitantes 

A quarta edição da Feira ‘Ar Puro – caça, pesca e atividades ao ar livre’ realiza-se até 20 de Maio no Parque de Feiras e Exposições de Grândola. Com um extenso programa, o certame, procura ser uma montra das potencialidades do concelho. O certame que é dedicado à caça, pesca e atividades ao ar livre já vai na quarta edição e a organização entendeu este ano fazer “mexidas no calendário” e antecipar para o mês de Maio uma feira que se realizava em Outubro. “Alteramos a data porque a experiência anterior mostrou que era importante fazer esta feira num período em que não existissem atividades congéneres na região, como acontece em Outubro, relacionadas com esta temática”, justificou o presidente da Câmara de Grândola, António Figueira Mendes que acredita “ter encontrado uma data feliz” para a realização do evento.
Feira da caça, pesca e atividades ar livre arranca hoje 

A praia do Carvalhal, onde irão decorrer diversas atividades da “Ar Puro, Feira de Caça, Pesca e Atividades ao Ar Livre”, foi o local escolhido pelo Executivo Municipal para a apresentação do evento.
No encontro com os jornalistas, o presidente da Câmara de Grândola, António Figueira Mendes, referiu-se à importância do certame para a dinâmica da atividade do movimento associativo do concelho, afirmando que a Feira traduz um “novo modelo de organização privilegiando e baseando-se no forte envolvimento e colaboração das entidades e associações ligadas aos três segmentos da feira: atividades ar livre, caça e pesca”.
A Feira que vai decorrer de 18 a 20 de Maio, no Parque de Feiras e exposições de Grândola vai ter, em permanência no recinto, cerca de 50 stands de exposição e venda de artigos, um espaço dedicado à gastronomia regional, animação musical e apresenta ainda novidades, nomeadamente, o “Encontro de kayak” e a apresentação do Projeto “Mais Coelho” da Fencaça.
Novidade este ano é também a data de realização do certame que alterou de Outubro para Maio. Carina Batista, vereadora do Turismo, explicou que o Executivo decidiu realizar a 4ª edição da Feira em Maio para não concorrer com outras feiras similares que se realizam na nossa região. Com esta alteração de data e com o envolvimento cada vez maior de participantes, Carina Batista espera conseguir atingir o objetivo dos cinco mil visitantes e que a feira se torne num evento de referência, sobretudo do Litoral Alentejano.

Destaques do programa 
Se gosta de caça, o encontro de matilheiros (sábado, dia 19), o torneio de tiro aos pratos (domingo, dia 20), a corrida de galgos (sábado, dia 19), o concurso de podengos (domingo), ou a demonstração de cães de parar (sábado), pode bem ser uma das atividades que não vai querer perder. Para os amantes da pesca, a venda de artigos, a apresentação do projeto Frisk (sábado), os concursos de pesca de rio e de mar (sábado e domingo) e a demonstração de pesca com kayak (sábado), uma das novidades deste ano, podem servir de cartão de visita para se deslocar ao parque de feiras de Grândola. 
Mas os amantes das atividades ao ar livre têm aqui a oportunidade de participar ou assistir aos treinos de airsoft (sábado), provas de skate (domingo), passeios de BTT (sábado), workshops de fotografia de vida selvagem (sábado), passeios a cavalo (domingo), provas e workshops de geocaching (sábado e domingo), prova de Down Hill (domingo), campeonato de surf na praia do Carvalhal (sábado e domingo), 1ª corrida de Kitebuggy (sábado), aula de Acroyoga (sábado) ou ao meeting de bodyboard na praia do Carvalhal (sábado). 
“Acreditamos que com este programa qualquer pessoa que nos venha visitar durante estes três dias encontrará alguma atividade que a irá interessar e que permitirá aumentar o seu conhecimento sobre as ofertas que o município de Grândola proporciona”, destacou Carina Batista que, à semelhança do ano passado, tem como objetivo atingir a fasquia dos cinco mil visitantes. “É um número que ainda não conseguimos atingir mas acredito que vai ser possível alcançar os cinco mil visitantes” que se deslocam não só ao recinto como aos vários locais onde se vão realizar as atividades que serão espalhadas por várias freguesias do concelho. “Tentamos encontrar algum equilíbrio porque queremos que as pessoas visitem os stands e por isso dividimos as atividades entre o exterior e o recinto da feira”, explicou a autarca. 
Em permanência no recinto da feira, que este ano conta com cerca de 50 expositores, os visitantes poderão encontrar tasquinhas, animação musical, venda de artigos, exposições animação infantil, slide, parede de escalada e salto negativo.

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Setúbal impõe restrições no acesso às praias da Arrábida

Praias sem carros durante a época balnear 

“Arrábida sem carros” é o lema do plano da Câmara de Setúbal para melhorar as condições de acesso e segurança das praias da margem direita do rio Sado, que foi esta quinta-feira apresentado e que arranca dia 1 de Junho. “Este programa pretende implementar um serviço de transporte público de qualidade e limitar o acesso às praias em transporte individual, de forma a acabar com o caos e falta de condições de segurança no acesso às praias na serra da Arrábida”, disse à agência Lusa a presidente da Câmara de Setúbal, Maria das Dores Meira. De acordo com a autarca setubalense, está prevista a proibição de circulação de viaturas particulares entre a praia da Figueirinha e o Creiro a partir do dia 1 de Junho, primeiro dia da época balnear. O plano prevê também estacionamento pago na praia da Figueirinha, com preços que, na época alta, vão desde os 40 cêntimos por hora (80 cêntimos aos fins-de-semana e feriados) aos 6,50 euros por dia (9 euros aos fins-de-semana e feriados).
Praias da Arrábida livres de carros este verão 

A cobrança do estacionamento na Figueirinha, que deveria ter início já no próximo dia 1 de Junho, mas que só terá lugar no mês seguinte por questões legais, será uma das fontes de receita da autarquia para assegurar os investimentos necessários nos acessos e nas praias da Arrábida. De acordo com o previsto no programa “Arrábida sem carros”, durante a época balnear, no troço da EN379-1 compreendido entre a praia da Figueirinha e o portinho da Arrábida, só será permitida a circulação de viaturas de residentes, viaturas em serviço devidamente autorizadas, transportes públicos e viaturas de emergência e socorro.
A partir do primeiro dia do mês que vem haverá também um serviço de transporte público com carreiras regulares para a praia da Figueirinha, com partida do Centro Comercial Alegro, da estação da Rodoviária, na avenida 5 de outubro, e da estação dos caminhos-de-ferro, na Praça do Brasil, todas com o preço de 4,10 euros, ida e volta. Está igualmente assegurada uma carreira com partidas do parque do Morango, em Azeitão, de duas em duas horas.
Os utilizadores das carreiras para a praia da Figueirinha terão a possibilidade de estacionar gratuitamente as viaturas próprias no piso – 4 do Centro Comercial Alegro (600 lugares) e no Parque da Várzea (300 lugares), bem como em outras bolsas de estacionamento gratuito na cidade de Setúbal, ou no parque de estacionamento do Morango, em Brejos de Azeitão. Para as pessoas que preferem as praias de Galapos/Galapinhos e Creiro/Portinho da Arrábida, a autarquia garante ainda um serviço de vaivém gratuito, de 30 em 30 minutos, que irá funcionar entre a Figueirinha e a zona do Creiro.
O plano de intervenção para melhorar as condições de acesso às praias da Arrábida prevê ainda a possibilidade de os automobilistas deixarem as viaturas no parque de estacionamento cedido pela Secil, com capacidade para 300 viaturas, e de seguirem para a praia da Figueirinha num outro serviço de vaivém regular, com um custo de 1 euro, ida e volta. Quem preferir a praia da Albarquel, terá disponível um outro serviço de vaivém regular a partir da avenida Luísa Todi, que terá um custo de 1,40 euros, ida e volta.

Proibir o estacionamento abusivo de viaturas na berma da estrada

A par das restrições à circulação de automóveis na estrada de acesso às praias da Arrábida, a autarquia tem previsto um plano de investimento que ascende a cerca de um milhão de euros, na requalificação das praias da Albarquel, Figueirinha, Galapos/Galapinhos e Creiro/Portinho da Arrábida, bem como na reabilitação do Parque da Comenda e na realização de um estudo de hidrodinâmica marinha, vistoria de fundos e monitorização da qualidade da água.
Estes investimentos, que Maria das Dores Meira espera ter concluídos até final deste ano, incluem a instalação de sanitários em todas as praias que ainda não dispõem deste tipo de infraestrutura, como a praia do Creiro, e a construção de um pontão para permitir a atracagem de pequenas embarcações no portinho da Arrábida.
A autarquia pretende ainda proibir o estacionamento abusivo de viaturas na berma da estrada, situação que se tem repetido ano após ano, e que não só dificulta a circulação automóvel de transportes públicos, como põe em causa a passagem de viaturas de emergência e a possibilidade de acorrerem a qualquer situação de emergência ou de catástrofe.
Em 2017, a Câmara Municipal de Setúbal celebrou um protocolo com a Agência Portuguesa do Ambiente para a delegação de competências na gestão dos apoios e equipamentos de praias da Arrábida, a que se seguiu, em janeiro deste ano, a transferência da responsabilidade de gestão das estradas de acesso às praias da Figueirinha e do portinho da Arrábida, do Parque natural da Arrábida para o município, no período compreendido entre o dia 1 de Maio e 31 de Outubro.
A autarquia não só pretende requalificar aquela estrada de forma a inviabilizar o estacionamento nas bermas, como se propõe melhorar os “acessos em modos suaves”, ou seja, aproveitar as bermas para ligações pedonais e pistas cicláveis, melhorando ainda mais as condições de usufruto e de segurança das praias da Arrábida.

Agência de Notícias com  Lusa 
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Alcochete apoia movimento associativo local

Filarmónicas apoiadas em mais de 15 mil euros 

Considerando o papel determinante do movimento associativo para o desenvolvimento local, na promoção de áreas como a cultura, o recreio e o desporto, a câmara de Alcochete aprovou, por unanimidade, na reunião de câmara descentralizada, que decorreu ontem, no quartel da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Alcochete, a celebração de contratos programa com três coletividades do concelho para o ano de 2018. Para que o movimento associativo local possa continuar a reforçar os elos de cidadania na comunidade local a autarquia celebra "estes contratos programa, que permitem atenuar e colmatar as dificuldades quotidianas sentidas pelas coletividades e asseguram a manutenção do seu funcionamento regular", diz Fernando Pinto, presidente da autarquia. 
Autarquia aprova verbas para o movimento associativo 

Neste sentido foram aprovados os contratos programa com as seguintes associações: a Sociedade Imparcial 15 de Janeiro de 1898 com a atribuição de uma comparticipação financeira no valor global de  8 mil 767 euros sendo que oito mil euros são uma comparticipação financeira direta, que visa apoiar a escola de música, a banda de música, o orfeão, o coro infanto/juvenil, a banda juvenil, além da realização de diferentes eventos tais como: comemorações do aniversário, festas de início e fim de ano letivo, festa de Natal, organização de concertos, participação em concertos e eventos para os quais sejam convidados, organização da IV edição do ciclo de masterclass, participação nas comemorações do 25 de Abril, manutenção da sede social, instrumentos e fardamento, ao que se junta um apoio logístico com o valor estimado de 767 euros em comparticipação indireta.
A Sociedade Filarmónica Progresso e Labor Samouquense com a atribuição de um apoio financeiro no valor de sete mil euros para apoiar a banda filarmónica, grupo coral, escola de musica nos diferentes eventos promovidos pela associação tais como: comemorações do Dia de São Brás, época de corridas no Campo Pequeno, festas populares de Samouco, fiestas de las Angustias, em Ayamonte, feira taurina de Abiul, comemorações do aniversário da coletividade, concerto de Natal, corridas de toiros, encontros de coros e demais eventos para que sejam convidados, participação nas comemorações do 25 de Abril, participação em eventos com as classes de zumba e hip-hop, fardamento e parque instrumental, apoio aos sócios e particulares.

Associações fundamentais para o concelho 

“São das coletividades mais antigas do concelho que desempenham um papel fundamental na promoção da cultura local em que a diferença de apoio financeiro existente está relacionada com a contratação de atividades (da Sociedade Imparcial 15 de Janeiro de 1898) para a autarquia, nomeadamente as comemorações do 15 de Janeiro, a participação da banda na BTL, entre outras atividades”, disse a vereadora Maria de Fátima Soares.
“Este ano conseguimos agendar na freguesia de Alcochete um concerto com a banda de música da Sociedade Filarmónica Progresso e Labor Samouquense, na semana da música, em outubro, algo que não acontece há muitos anos”, adiantou a vereadora com o pelouro do movimento associativo.
O Núcleo Sportinguista do Concelho de Alcochete com a atribuição de uma comparticipação financeira no valor global de 953 euros sendo 800 euros em comparticipação financeira direta, para apoiar a formação em futsal, participação nas comemorações do 25 de Abril e 1.º de Maio de 2018, churrasco sportinguista, comemorações do 23º aniversário, organização do V torneio de futsal, noite de São Martinho, visita à academia e ao Estádio Alvalade XXI, e apoio logístico com o valor estimado de 153,64 euros em comparticipação indireta.

Agência de Notícias com Câmara de Alcochete 
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Produtos biológicos em mercado em Setúbal

Promoção dos produtos locais no Largo José Afonso 

Produtos frescos de origem biológica e devidamente certificados estão disponíveis desde 17 de Maio, às quintas-feiras, no Mercado Biológico de Setúbal, no Largo José Afonso. Às primeiras horas da manhã já dezenas de pessoas, a maioria clientes habituais de outro mercado congénere que funcionava no Jardim do Quebedo, fazem compras e espreitam as bancadas dos sete produtores que aderiram à nova localização. Cebolas, batatas, acelgas, espinafres, ervilhas, cenouras, maçãs, morangos, alecrim e coentros, mel e plantas para fazer chá, entre muitos outros produtos, dão cor e uma nova dinâmica ao Largo José Afonso, às quintas-feiras. Melhores condições para quem vende e a centralidade do espaço, de mais fácil acesso para os consumidores, são as principais vantagens da mudança apontadas pela vereadora das Atividades Económicas da Câmara de Setúbal, Eugénia Silveira. 
Mercado Biológico mudou-se para o Largo José Afonso 

“O anterior mercado, no Jardim do Quebedo, já estava com pouca visibilidade e foram os próprios produtores que lançaram o desafio para se mudar a localização. Este espaço é o ideal. Passam por aqui muitas pessoas e é um local mais acessível”, diz a autarca.
Para já, o mercado é composto por sete produtores de hortofrutícolas, plantas aromáticas e medicinais, mas “tem potencialidade para crescer muito mais e está aberto a todos quantos queiram vir, com mais diversidade de produtos, desde que sejam de origem biológica”, sublinha Eugénia Silveira.
Depois de um périplo por todas as bancadas, a autarca “não podia estar mais satisfeita”, pois todos se encontram “felizes com o novo espaço” e referem“que já tiveram muitas pessoas a fazer compras, incluindo estrangeiros”.
João Pedro, 31 anos, está pela primeira vez com os seus produtos no Mercado Biológico de Setúbal e é o espelho das palavras da vereadora Eugénia Silveira. “Estou a gostar imenso. Este espaço é formidável. Já tive muitos clientes e outros apenas curiosos”.
Licenciado em Geologia, decidiu há cerca de um ano recuperar um antigo terreno de família, em Courela dos Pegos, no Pinhal Novo, para a agricultura e a escolha foi a produção de hortícolas de modo biológico.
Para o produto chegar em melhores condições ao cliente, prefere a venda direta em mercados como o de Setúbal e está confiante de que vai ser bom para o negócio.
“Penso que vai correr bem. Os colegas que já faziam o mercado no Quebedo incentivaram-nos a vir, dizem que é muito engraçado e que se consegue escoar muitos produtos”.

Promoção da agricultura biológica
Isabel Silva, proprietária da Biomimos, em Almada, é uma das produtoras que já vendiam em Setúbal no mercado de produtos biológicos e incentivou outras pessoas a virem para o novo espaço, incluindo uma produtora de pão.
“Quantas mais pessoas aqui estiverem a vender, melhor, pois há maior diversidade de produtos e mais dinâmica, logo chama mais clientes. Espero que a produtora de pão também venha, bem como outros produtores, porque é uma mais-valia para todos”.
No novo espaço, que considera “fantástico”, já recebeu muitos clientes habituais satisfeitos com a mudança e tem expectativas de que a adesão de novos consumidores vai ser boa, não apenas pela nova dinâmica do mercado, mas também porque “cada vez mais as pessoas têm consciência da importância de uma alimentação saudável”.
Foi essa procura que levou Maria Emília, com o marido, a fazer compras no Mercado Biológico de Setúbal.
“Soube da nova localização através do jornal e decidi vir. Os produtos até podem ser um pouco mais caros em relação aos não biológicos, mas não têm químicos, o que compensa em termos de benefícios para a saúde”.
Para os produtores Fábio, proprietário da empresa de agricultura biológica Jardim das 4 Estações, e Catarina, da Horta do Charco, está também em causa a sustentabilidade e a preservação ambiental.
“Esta é a agricultura do futuro, pois muitos dos produtos usados atualmente na produção agrícola serão proibidos e substituídos por outros mais sustentáveis”, sublinha Catarina.
O Mercado Biológico de Setúbal, iniciativa da Câmara Municipal, insere-se numa estratégia de promoção dos produtos locais provenientes da agricultura biológica, realizada através de práticas sustentáveis com benefícios para o ambiente e para a saúde humana.
O mercado funciona todas as quintas-feiras, no Largo José Afonso, das nove às 15 horas.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 
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Semana do Peixe-espada Preto em Sesimbra

Peixe-espada preto em festival gastronómico à beira mar

Sesimbra recebe a 13.ª Semana Gastronómica do Peixe-espada Preto entre os dias 26 de Maio e 3 de Junho. Durante esta semana, dezenas de restaurantes do concelho vão preparar as mais variadas receitas, das mais tradicionais às mais inovadoras, para dar a conhecer a diversidade de pratos que podem ser confecionados com peixe-espada preto. Guisado com batatas e ervilhas, grelhado à posta ou frito em filetes, estas são algumas das propostas gastronómicas disponíveis nos restaurantes aderentes, que utilizam apenas peixe-espada preto pescado pela frota do concelho. Para complementar estas sugestões, os chefes sesimbrenses vão também propor vinhos da região, em resultado da parceria com a Comissão Vitivinícola Regional da Península de Setúbal. 
Peixe Espada Preto é capturado nas águas de Sesimbra 

As águas profundas ao largo de Sesimbra oferecem à mesa dos restaurantes da vila piscatória um peixe de sabor delicado e de carne branquíssima. O peixe-espada preto é mote para semana gastronómica de 26 de Maio a 3 de Junho nos restaurantes daquele concelho.
Em Sesimbra, terra piscatória aninhada na cordilheira da Arrábida, o peixe-espada preto é espécie capturada há perto de três décadas nas águas profundas, a poucas milhas da costa. Quem lhe conhece a feição, a este peixe com mais de um metro de comprimento, sabe como a carne branca desmente em sabor e textura o cenho agreste do animal. Uma pesca local cujo produto é comercializado para o mercado nacional e internacional inteiro, em posta ou em filetes.
O Peixe-espada Preto é pescado há aproximadamente 30 anos em Sesimbra. Movimenta 15 embarcações e cerca de 300 pescadores, números que refletem a importância que tem na economia da região.
Este peixe apresenta um formato longo (pode chegar a medir 1.30 m), achatado, e com uma pele de cor escura. O seu lombo é branco e de textura macia.
Alguns barcos capturam-no quase diariamente a poucas milhas da Sesimbra, o que permite que chegue a terra muito fresco. Na lota a sua transformação é feita localmente e posteriormente é comercializado para o mercado nacional e internacional inteiro, em posta ou em filetes.
Em Sesimbra pode provar-se em quase todos os estabelecimentos de restauração. As formas mais tradicionais de confecção são guisado com batatas e ervilhas, grelhado à posta ou frito em filetes. A sua qualidade tem inspirado os restaurantes a apresentar receitas inovadoras e, hoje, é possível descobri-lo das mais diversas formas ao longo de todo o ano em Sesimbra.
É um património gastronómico que a autarquia quer preservar e, neste sentido, está a desenvolver o seu processo de certificação.
Várias dezenas de restaurantes do concelho responderam afirmativamente ao repto deixado pela autarquia.
Para complementar estas sugestões, os chefes sesimbrenses vão também propor vinhos da região, em resultado da parceria com a Comissão Vitivinícola Regional da Península de Setúbal.
O programa da iniciativa inclui ainda um show cooking e uma aula de culinária, ambos dinamizados pela Docapesca, e uma degustação de vinhos regionais, promovida pela Comissão Vitivinícola Regional da Península de Setúbal.

Agência de Notícias 
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Transtejo e Soflusa com interrupções até sexta-feira

Cacilhas, Montijo, Seixal, Trafaria e Barreiro com paragens para plenários de trabalhadores

As ligações fluviais de Cacilhas, Montijo, Seixal e Trafaria podem sofrer interrupções temporárias na quinta-feira, a partir das 13 horas e até às 19 horas, devido a um plenário geral dos trabalhadores da Transtejo, que reclamam aumentos salariais. Com as mesmas reivindicações, os trabalhadores da Soflusa marcaram um plenário geral para sexta-feira, prevendo-se a interrupção das carreiras do serviço regular da ligação fluvial Barreiro – Terreiro do Paço, entre as 13h25 e as 16h50. “Após três reuniões com o conselho de administração, tendo em vista a revisão do Acordo de Empresa, continuamos sem qualquer perspetiva de alguma conclusão viável, apesar de as estruturas sindicais terem apresentado diversas propostas com vista, designadamente, à valorização salarial dos trabalhadores da Transtejo e da Soflusa, por isso, vamos realizar plenários gerais de trabalhadores com paralisação”, afirmou a Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações em comunicado.
Plenários de trabalhadores "param" ligações a Lisboa 


Às propostas sindicais, o conselho de administração da Transtejo e da Soflusa respondeu que, “não tendo sido publicada a Lei de Execução Orçamental, não está em condições de fazer qualquer proposta de aumentos salariais”, informou o sindicato.
No caso da Transtejo, os sindicatos consideram que se trata de “concretizar o acordado em Dezembro de 2016 e confirmado no acordo de maio de 2017, ou seja, trata-se de concretizar a integração de 50% do prémio de assiduidade e da integração total do adicional de remuneração, além de se proceder a um aumento salarial que tenha em conta que os trabalhadores não são aumentados desde 2009”.
Relativamente à Soflusa, os sindicatos defendem que se trata de “concretizar a integração de 50 por cento do prémio de assiduidade e da integração total do Subsídio de Catamaran, além de se proceder a um aumento salarial, que tenha em conta que os trabalhadores não são aumentados desde 2009”, explicando que a medida foi acordada em dezembro de 2016 e confirmada no acordo de maio de 2017.
De acordo com a Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações, a resposta das empresas Transtejo e Soflusa está a originar “uma situação de impasse, que levou os Órgãos Representativos dos Trabalhadores  a apresentarem formalmente um protesto exigindo da empresa a clarificação da sua posição”.

Os horários sem barcos 
Apesar de estar marcada uma nova reunião para a próxima semana com o conselho de administração da Transtejo e da Soflusa, “torna-se necessário ouvir e informar os trabalhadores sobre a situação criada, pelo que se vai convocar um plenário geral, com paralisação da atividade”.
Na Transtejo, o plenário realiza-se na quinta-feira, entre as 14h30 e as 17h30, prevendo-se perturbações na ligação fluvial Cacilhas – Cais do Sodré, entre as 14h20 e as 17h50, na ligação Montijo – Cais do Sodré, entre as 13h30 e as 18h30, na ligação Seixal – Cais do Sodré, entre as 13 e as 18h15, e na ligação Trafaria - Porto Brandão – Belém, a partir das 13 até às 19 horas.
Na Soflusa, o plenário está agendado para sexta-feira, pelo que se prevê a interrupção das carreiras do serviço regular da ligação fluvial Barreiro – Terreiro do Paço, a partir das 13h10 até às 18h30.

Agência de Notícias com Lusa
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Suspeitos de agressão ouvidos hoje no Tribunal do Barreiro

GNR fez 23 detenções, apreendeu cinco viaturas e recolheu 36 depoimentos

A GNR anunciou que efetuou 23 detenções, apreendeu cinco viaturas e recolheu depoimentos de 36 pessoas, entre jogadores, equipa técnica, funcionários e vigilantes ao serviço do Sporting, na sequência da invasão à academia do clube, em Alcochete. Durante a tarde de terça-feira, cerca de meia centena de elementos, de cara tapada, invadiram a Academia do Sporting e, depois de terem percorrido os relvados, chegaram ao balneário da equipa principal de futebol, agredindo vários jogadores, entre os quais Bas Dost, Acuña, Rui Patrício, William Carvalho, Battaglia e Misic e membros da equipa técnica. “No total, foram detidos 23 suspeitos, apreendidas 5 viaturas ligeiras, vários artigos relacionados com os crimes e recolhidos depoimentos de 36 pessoas, entre jogadores, equipa técnica, funcionários e vigilantes ao serviço do clube”, diz a GNR, em comunicado enviado às redações onde esclarece o que se passou no centro de estágios do clube. Os 23 detidos foram identificados e só esta quinta-feira vão começar a ser ouvidos, informou o tribunal do Barreiro.
Academia do Sporting foi invadida por cerca de 50 pessoas  


Na nota de esclarecimento, a Guarda Nacional Republicana informa que "foi informada pela Direção da Academia do Sporting Clube Portugal, que as instalações da Academia do clube, haviam sido invadidas por adeptos, que alegavam querer falar com os membros da equipa técnica e jogadores. Foi então solicitada a presença da GNR, em virtude dos elementos da empresa de segurança privada não conseguirem impedir a entrada dos referidos indivíduos naquelas instalações, que foi forçada sem qualquer tipo de consentimento ou autorização para tal. A GNR de imediato mobilizou patrulhas para o local".
Adianta ainda a força de segurança que por volta "das 17h15, a Direção do Clube voltou a contactar a GNR, a informar que os indivíduos que invadiram as instalações da Academia estavam encapuçados e que já teriam ameaçado, coagido e agredido fisicamente jogadores e elementos da equipa técnica da equipa principal".
As primeiras patrulhas "chegaram às instalações da Academia às 17h20, que reagindo de imediato montaram barreiras policiais nas estradas de acesso às imediações da Academia, no sentido de detetar e deter eventuais suspeitos".
"Momentos depois, foram detetadas três viaturas nas imediações, tendo uma delas quase abalroado a barragem montada e invertido a sua marcha, iniciando a fuga. Em ato contínuo, os militares iniciaram o seguimento das viaturas em fuga, tendo intercetado uma delas, abordado, revistado e detido cinco suspeitos. Poucos momentos depois, com a chegada de mais meios da GNR, foram intercetadas mais quatro viaturas nas imediações, tendo os militares detido mais 18 suspeitos.Simultaneamente, vários meios da GNR de Investigação Criminal iniciaram as necessárias diligências de preservação e recolha de prova, com recurso a especialistas forenses", continua a nota.
Por fim, a GNR esclarece que "os suspeitos foram levados para o Posto Territorial de Alcochete e as vítimas e testemunhas encaminhadas para o Destacamento Territorial do Montijo, onde foram identificados e recolhidos os depoimentos, respetivamente. No total, foram detidos 23 suspeitos, apreendidas 5 viaturas ligeiras, vários artigos relacionados com os crimes e recolhidos depoimentos de 36 pessoas, entre jogadores, equipa técnica, funcionários e vigilantes ao serviço do clube".
Para esta operação foi mobilizado "um efetivo de mais de 100 militares, do Comando Territorial de Setúbal, da Unidade de Intervenção e da Direção de Investigação Criminal, tendo ainda sido apoiada, em matéria de informação criminal, pela Polícia Judiciária de Setúbal e Polícia de Segurança Pública". 
“As investigações prosseguem no âmbito de um inquérito dirigido pelo Ministério Público do DIAP da Comarca de Lisboa (secção do Montijo), o qual tem sido coadjuvado pela GNR”, conclui a nota.

Suspeitos  indiciados por sequestro, ameaça agravada e terrorismo
O Ministério Público disse, esta quarta-feira, que os detidos pelas agressões a futebolistas do Sporting são suspeitos de práticas que podem configurar crimes de sequestro, ameaça agravada, ofensa à integridade física qualificada, e terrorismo, entre outros.
“Em causa estão factos suscetíveis de integrarem os crimes de introdução em lugar vedado ao público, ameaça agravada, ofensa à integridade física qualificada, sequestro, dano com violência, detenção de arma proibida agravado, incêndio florestal, resistência e coação sobre funcionário e também de um crime de terrorismo”, refere a nota do Ministério Público.
Por entender que aos arguidos, num total de 23 detenções, devem ser aplicadas medidas de coação mais gravosas do que o termo de identidade e residência, o Ministério Público apresentou os detidos a primeiro interrogatório judicial no Juízo de Instrução Criminal do Barreiro, onde desde esta quarta-feira à tarde estão a ser ouvidos.
A nota acrescenta que se está “indiciado que os detidos entraram, sem autorização, naquelas instalações onde se encontrava a equipa principal do SCP, tendo ameaçado e agredido jogadores e técnicos e causado estragos nos equipamentos bem como em diversas viaturas”.
“As investigações prosseguem no âmbito de um inquérito dirigido pelo Ministério Público do DIAP da Comarca de Lisboa (secção do Montijo), o qual tem sido coadjuvado pela GNR”, conclui a nota.
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CTA celebra 40 anos em Almada com exposição

Festival de Almada é evento único a preservar

Para assinalar os 40 anos no concelho, a Companhia de Teatro de Almada promove uma exposição no Teatro Municipal Joaquim Benite. No dia 12 de Maio foram apresentados os dois primeiros catálogos. A presidente da Câmara de Almada, Inês de Medeiros, esteve presente na apresentação dos primeiros catálogos da exposição Companhia de Teatro de Almada – 40 anos em Almada, que decorreu no Teatro Municipal Joaquim Benite, ocasião em que dirigiu um agradecimento pelo “trabalho extraordinário” desenvolvido pela Companhia de Teatro de Almada, ao longo destas quatro décadas, para com a cidade e a comunidade almadense.
Companhia de Teatro de Almada fez 40 anos 

“Todos nós vos somos devedores. Almada cresce - em democracia - em torno e com esta companhia de teatro”, assinalou a autarca, enaltecendo uma “arte militante” que soube construir uma relação próxima com a comunidade em que se insere.
“Se hoje se fala de Almada como cidade do teatro, este trabalho começou aqui”, sublinhou, numa cerimónia em que também intervieram o diretor artístico da Companhia de Teatro de Almada, Rodrigo Francisco, a atriz e encenadora Teresa Gafeira, uma das fundadoras da companhia, e o diretor financeiro, Carlos Galvão.
Realizada no âmbito da comemoração dos 40 anos de permanência da Companhia de Teatro de Almada na cidade de Almada, a exposição compreende quatro períodos do percurso da companhia, dos quais os dois primeiros – traduzidos nos catálogos agora apresentados – estão já patentes: da sua fundação, ainda em Campolide, em 1971, passando pela instalação em Almada, em 1978, até à vinda para o espaço que ocupa atualmente, no Teatro Municipal Joaquim Benite.
Inês de Medeiros voltou ainda a expressar publicamente, em nome da Câmara de Almada, a preocupação com a diminuição dos apoios por parte da Direção Geral das Artes ao Festival Internacional de Teatro de Almada, que a companhia realiza já na sua 35ª edição.
“O Festival Internacional de Almada é o grande evento de teatro do país e uma referência internacional”, sublinhou a autarca, reafirmando o compromisso de “afirmar, apoiar e reivindicar a importância deste evento único”.

Agência de Notícias com Câmara de Almada 
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Feira de Projetos Educativos já abriu na Moita

Alunos do concelho mostram trabalhos do ano à comunidade 

Teve início, esta terça-feira, a XXI edição da Feira de Projetos Educativos do Concelho da Moita, no Pavilhão Municipal de Exposições, na Moita. A grande festa da comunidade educativa do concelho decorre até ao dia 18 de Maio. A abertura da feira contou com a atuação da Orquestra Tocá Rufar e com a presença de toda a Comissão Organizadora (Câmara da Moita,  Instituto das Comunidades Educativas, Juntas de Freguesia e Comunidade Educativa do Concelho). O presidente da Câmara da Moita, Rui Garcia, na sua intervenção de abertura, deu as boas vindas a todos e afirmou que “esta é uma festa que quer mostrar o trabalho das escolas do nosso concelho, da comunidade educativa e de todos os intervenientes da escola, desde as direções, aos professores, aos pais, aos alunos, todos têm o seu lugar nesta festa e a oportunidade de mostrar o trabalho que desenvolvem ao longo do ano, em parceria, naturalmente, com as autarquias, porque no nosso Portugal democrático, de Abril, é indissociável a importância que as autarquias têm na melhoria das condições das escolas do nosso país”.
Mostra decorre no Pavilhão de Exposições ate 18 de Maio 

Rui Garcia concluiu, referindo o que esta festa quer espelhar: um grande dinamismo e o futuro, porque é disso mesmo que se trata: não há futuro sem que os jovens estejam devidamente apetrechados e preparados para encontrar os melhores caminhos para o desenvolvimento do nosso país”, sublinhou o autarca.
Durante quatro dias, escolas de diferentes níveis de ensino e outras instituições com intervenção na área da Educação, como a Santa Casa da Misericórdia de Alhos Vedros, S. Energia, Bombeiros Voluntários do Concelho da Moita, PSP, GNR, associações de pais e de estudantes, Universidade Sénior da Moita, entre outras, mostram os seus projetos e partilham experiências.
O ex-libris do concelho da Moita – a embarcação municipal “O Boa Viagem” – está também representado nesta feira, com uma réplica que conta um pouco da sua história e convida para os passeios fluviais no Tejo que se iniciam neste mês de maio, prolongando-se até novembro.
Das iniciativas previstas para os quatro dias da feira, destacam-se as inúmeras atividades de palco, o desporto, atividades náuticas/canoagem na Caldeira da Moita, pequenos passeios nos cavalos da GNR e demonstrações da equipa cinotécnica da PSP.
As atividades agendadas para as tardes dos dias 16 e 17 vão estar reservadas às escolas que queiram participar e o programa é diversificado: Assembleia de Crianças, Fórum da Juventude, encontro com o escritor Carlos Canhoto para apresentação do livro “Pirilampo: O Velho Pescador de Estrelas”, concerto para bebés e crianças pela PSP e Workshop de Percussão.
A XXI Feira de Projetos Educativos vai estar aberta ao público nos dias 16 e 17, das nove às 12h30, e no dia 18, das nove às 12h30, das 14 às 17h30 e das 20h30 às 24 horas. .
Todos estão convidados para esta grande festa da comunidade educativa do concelho da Moita. A entrada é gratuita.
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Mostra de Vinhos em Fernando Pó foi um sucesso

Casa Ermelinda Freitas vence concurso de vinhos

A aldeia vinhateira de Fernando Pó, no concelho de Palmela, viveu três dias de animação e experiências em torno do universo vitivinícola, no âmbito da 23.ª Mostra de Vinhos. A gastronomia, as atividades enoturísticas, a música e, claro, os vinhos de qualidade produzidos no concelho de Palmela atraíram o público, que aceitou o convite para um fim de semana em meio rural, no coração da região vinícola da Península de Setúbal.
Mostra de Vinhos de Fernando Pó decorreu no fim de semana 

Entre os 28 tintos analisados, em prova cega, pela Câmara de Provadores da Comissão Vitivinícola Regional da Península de Setúbal, a Casa Ermelinda Freitas obteve a pontuação mais alta, vencendo o Concurso de Vinhos deste ano. A Adega Fernão Pó e o produtor Helder Manuel Cabete Palhoça conquistaram os 2.º e 3.º lugares, respetivamente. O Prémio Escolha do Público foi atribuído, este ano, a dois produtores: António José Nobre Sobral e Sociedade Agrícola Ti Bento.
A edição de 2018 da Mostra de Vinhos em Fernando Pó fica marcada, também, pela “estreia” do novo pavilhão multiusos da Associação Cultural e Recreativa de Fernando Pó, inaugurado no verão passado, fruto de uma candidatura municipal ao Portugal 2020, no âmbito do projeto Centro Rural Vinum. "Este investimento veio qualificar a mostra, dotando-a de novas condições de conforto e segurança para visitantes e expositores", explica a Câmara de Palmela.
Mais de duas décadas depois, a Mostra de Vinhos é "reconhecida como motor de uma nova dinâmica para a região, que passou da venda de vinho a granel ao desenvolvimento de marcas que têm, no seu portfolio, alguns dos melhores vinhos do mundo, e à criação de produtos enoturísticos que atraem novos públicos aos nossos 'jardins de vinhas' e acrescentam valor ao território", conclui a Câmara de Palmela.

Os 10 Melhores Vinhos do Ano
1.º Casa Ermelinda Freitas Vinhos, lda.
2.º Adega Fernão Pó
3.º Helder Manuel Cabete Palhoça
4.º Pedro Fernandes Monteiro
5.º Sociedade Agrícola Ti Bento
6.º J.B. Freitas Vinhos, Lda.
7.º Maria Alice Rato
8.º Sociedade Rotas Dupó
9.º Filipe Jorge Palhoça
10.º Marcolino Freitas & Filho

Prémio Escolha do Público: 
António José Nobre Sobral e Sociedade Agrícola Ti Bento

Agência de Notícias com Câmara de Palmela
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Apoios incentivam reabilitação urbana em Setúbal

Autarquia explicou as propostas do Instrumento Financeiro para a Reabilitação e Revitalização Urbanas

A importância do Instrumento Financeiro para a Reabilitação e Revitalização Urbanas para a revitalização das cidades, aliada ao crescimento sustentável, foi destacada nesta terça-feira, numa sessão realizada no Salão Nobre dos Paços do Concelho. Perante uma sala praticamente cheia, a presidente da Câmara de Setúbal, Maria das Dores Meira, garantiu que a autarquia “recebeu de braços abertos este programa de incentivo à reabilitação de edifícios degradados” e vai dar “o melhor acolhimento possível aos investidores e proprietários interessados em candidatarem-se”. O Instrumento Financeiro para a Reabilitação e Revitalização Urbanas 2020 reúne diversas fontes de financiamento, quer fundos europeus do Portugal 2020, quer fundos provenientes de outras entidades como o Banco Europeu de Investimento e o Banco de Desenvolvimento do Conselho da Europa, num total de 1400 milhões de euros com condições especiais de financiamento.
Setúbal atenta aos programas de reabilitação urbana 

O instrumento, dirigido a todos os centros urbanos do território nacional, destina-se à reabilitação integral de edifícios degradados localizados em áreas de reabilitação urbana definidas localmente pelos municípios.
Para o presidente da Associação de Construtores Proprietários de Setúbal, Álvaro Machado, este programa “poderá ajudar bastante os proprietários e contribuir para a revitalização dos centros urbanos, nomeadamente em Setúbal”.
A opinião é corroborada pelo presidente da Comissão Diretiva da Estrutura de Gestão do  IFRRU 2020 – Instrumento Financeiro para a Reabilitação e Revitalização Urbanas, Abel Mascarenhas, para quem Setúbal deve “assumir um papel importante no desígnio de criar cidades com futuro”, que é o principal objetivo do Instrumento Financeiro para a Reabilitação e Revitalização Urbanas 2020.
Na sessão pública organizada pela Câmara Municipal em parceria com a Associação de Construtores Proprietários de Setúbal, o responsável do Instrumento Financeiro para a Reabilitação e Revitalização Urbanas 2020 apresentou os principais objetivos deste instrumento que classificou como “o maior programa de incentivo à reabilitação lançado em Portugal”.
O IFRRU 2020 surgiu para “dar resposta às dificuldades de proprietários e investidores” na procura de financiamento para reabilitação de edifícios degradados e faz “uma aposta clara na facilidade de utilização do programa pelos cidadãos”.
Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística apresentados por Abel Mascarenhas existem em Setúbal 2820 edifícios que carecem de reabilitação.
Abel Mascarenhas lançou o repto aos proprietários para aproveitarem esta oportunidade única de financiamento. “O momento de apresentarem as candidaturas é agora.”
O IFRRU 2020 está disponível a entidades singulares e coletivas, públicas ou privadas, que, antes de avançarem com a candidatura aos financiamentos junto dos bancos que integram o programa, devem apresentar um pedido de parecer de enquadramento à Câmara Municipal.
“Só serão apoiados projetos que o município considere que se enquadram na estratégia de desenvolvimento sustentável municipal, bem como os que tenham certificado energético”, ressalvou Abel Mascarenhas.
Todas as informações sobre o IFRRU2020 – Instrumento Financeiro para a Reabilitação e Revitalização Urbanas podem ser consultadas no Portal da Habitação, nesta ligação.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal
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Jogadores do Sporting agredidos em Alcochete

Governo repudia violência na Academia do Sporting

Durante a tarde desta terça-feira, cerca de meia centena de indivíduos, de cara tapada, invadiram a Academia de Alcochete e, depois de terem percorrido os relvados, chegaram ao balneário da equipa principal do Sporting. O Ministério Público confirmou a existência de uma investigação sobre os incidentes ocorridos na Academia do Sporting, em Alcochete, onde 50 indivíduos de cara tapada entraram e agrediram futebolistas e elementos da equipa técnica. "O MP está a investigar os factos ocorridos em Alcochete", confirmou a fonte oficial da Procuradoria-Geral da República. A secretária de Estado Adjunta e da Administração Interna, Isabel Oneto, deu conta da detenção de 21 presumivelmente envolvidos nesta ocorrência. Jogadores e o treinador do Sporting dirigiram-se na noite desta terça-feira à esquadra da GNR do Montijo para prestar declarações e apresentar queixa, na sequência das agressões de que foram alvos na Academia de Alcochete durante a tarde. Todos os detidos vão ser presentes a um juiz de Instrução Criminal, quarta-feira de manhã, no Tribunal de Alcochete.

Academia do Sporting foi invadida por cerca de 50 pessoas 

Numa declaração conjunta da secretária de Estado Adjunta e da Administração Interna, Isabel Oneto, e o secretário de Estado da Juventude e do Desporto, João Paulo Rebelo, o Governo confirmou a detenção de 21 presumivelmente envolvidos.
"Há um repúdio veemente para com atos de violência, vandalismo criminosos como os que ocorreram esta tarde. Quero mostrar solidariedade para jogadores, técnicos e quem foi agredido", afirmou João Paulo Rebelo, recordando o título europeu de seleções conquistado em 2016 e o orgulho luso na modalidade.
Entretanto, fonte da GNR informou que as pessoas em causam foram intercetadas pelas autoridades na zona da Academia do Sporting, em Alcochete, e nas imediações, tendo sido encaminhados para o posto da GNR em Alcochete.
A equipa principal do Sporting cumpria o primeiro treino da semana, depois da derrota no terreno do Marítimo (2-1), que relegou a equipa para o terceiro lugar da I Liga, iniciando a preparação para a final da Taça de Portugal, no domingo, frente ao Desportivo das Aves.
"Estamos a poucos dias da final da Taça de Portugal e o Governo está, juntamente com a Federação Portuguesa de Futebol, a criar todas as condições para que se viva a festa do futebol, do desporto, o convívio das famílias e dos verdadeiros adeptos do futebol e do desporto. É uma missão do Governo, mas que deve ser assumido por todos. No domingo tem de haver uma demonstração clara que futebol é um orgulho nacional", frisou o secretário de Estado da Juventude e do Desporto.
A secretária de Estado Adjunta e da Administração Interna explicou a coordenação das forças de segurança para tomar conta da ocorrência, da qual resultaram 21 detidos.
"Houve a apreensão de viaturas e objetos de agressão, juntámos forças de segurança para tomarem conta da ocorrência e darem a resposta adequada. Continuamos a trabalhar no sentido de esclarecer esta situação e que não voltem a acontecer", sublinhou Isabel Oneto.
A GNR deteve pelo menos 21 pessoas, esta terça-feira, na sequência das agressões a jogadores, treinador e equipa técnica do Sporting, em Alcochete. Os detidos fazem parte da claque leonina Juve Leo. Todos os detidos vão ser presentes a um juiz de Instrução Criminal, quarta-feira de manhã, no Tribunal de Alcochete.

Terror na Academia 
Balneário ficou destruído e jogadores foram agredidos  
Cerca de 50 adeptos, de cara tapada, entraram esta tarde na Academia de Alcochete, onde a equipa faz o primeiro treino da semana de preparação para a final da Taça de Portugal.
Os referidos apoiantes da equipa leonina surgiram por volta das 17 horas e gritaram de imediato para os jornalistas para não filmarem, segundo relata a TVI. Chegaram de carro, deixaram os veículos no exterior da Academia e dirigiram-se de imediato à ala profissional do centro de estágios de Alcochete.
Enquanto a esmagora maioria dos adeptos seguiu para o interior da Academia, dois adeptos ficaram à porta, a certificar-se que os jornalistas não filmavam nada.
Passado cerca de dez minutos, os adeptos saíram da Academia, novamente de cara tapada.
A invasão provocou estragos vários no balneário da equipa, em Alcochete, conforme mostra um vídeo que passou na comunicação social. 
A GNR deslocou-se à Academia de Alcochete após as agressões. Os suspeitos saíram a pé, mas tinham carros nas imediações. A Guarda Nacional Republicana montou, entretanto, dois postos de controlo na estrada de acesso ao centro de treinos do Sporting e procedeu à detenção de adeptos, cerca das 19 horas de ontem. 
Bas Dost foi agredido na cabeça com um ferro e mais jogadores terão sido agredidos como Misic, Acuña e Battaglia. O treinador Jorge Jesus e os adjuntos Mário Monteiro e Raul José também terão sido alvo de agressão.
Márcio Sampaio, preparador físico do Sporting, manifestou-se nas redes sobre os incidentes da tarde de terça-feira na Academia de Alcochete, nos quais o próprio acabou ferido.
Numa mensagem para agradecer o apoio e a preocupação, o técnico disse estar bem e não querer falar sobre o "terror" vivido: "Estou bem felizmente. Não quero falar no autêntico terror que passámos na Academia, mas apenas dizer que estamos juntos e fortes".
Na mesma publicação, Márcio Sampaio agradeceu "às autoridades pelo que estão a fazer na Academia".
Também Frederico Varandas, médico dos leões, partilhou uma imagem de um leão a esconder a cara, demonstrando de certa forma um leão envergonhado.
Em comunicado, o Sporting confirmou as agressões. "Não podemos de forma alguma pactuar com atos de vandalismo e agressão a atletas, treinadores e staff do futebol profissional, nem com atitudes que configuram a prática de crime que em nada honram e enobrecem o Sporting Clube de Portugal", lê-se no texto.
A mulher de Rui Patrício, Vera Ribeiro, reagiu nas redes sociais. "Isto não são atos dignos de seres humanos", disse, apelando a que "quem orientou estes gestos que ponha a mão na consciência".

Jogadores e Jorge Jesus estiveram na GNR do Montijo
Jogadores e o treinador do Sporting dirigiram-se na noite desta terça-feira à esquadra da GNR do Montijo para prestar declarações e apresentar queixa, na sequência das agressões de que foram alvos na Academia de Alcochete durante a tarde.
Rúben Ribeiro, João Palhinha e Fábio Coentrão foram os primeiros jogadores a chegar. William Carvalho também lá terá estado e há imagens de Marcos Acuña, Rodrigo Battaglia e Mário Monteiro, preparador físico do plantel.
Bas Dost saiu das instalações da GNR por volta das 23h30, dizendo não falar, mas admitiu estar "tranquilo". Palhinha prestou curtas declarações à saída: "É um dia muito triste para todos".
Jorge Jesus e Rui Patrício também estiveram no posto, para onde se dirigiram depois de saírem de Alcochete. O treinador deixou o local pouco depois das 00h30, seguido por Mathieu, Salin, Coates, Bruno César e Bryan Ruiz. Abandonaram o local numa carrinha da GNR, tal como Rui Patrício, Piccini, Doumbia, Wendel e Nélson, treinador de guarda-redes, que saíram por volta das 00h50.
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