Dá um Gosto ao ADN

Palmela volta a ter experiências com Sabor

A Fogaça e a devoção das gentes de Palmela abre os fins de semana gastronómicos

A Fogaça de Palmela, um bolo tradicional que tem por base massa de pão, inspira dois fins de semana gastronómicos em Janeiro. Não faltará um workshop com os segredos da confeção desta especialidade local. A Fogaça de Palmela tem honras de abertura do programa para 2020 da iniciativa “Palmela, Experiências com Sabor!”. Desta forma, nos fins de semana de 17 a 19 e de 24 a 26 de Janeiro, aquele bolo, historicamente associado às festas de Santo Amaro, vai inspirar as ementas de 14 restaurantes do concelho. Os Fins de Semana Gastronómicos temáticos são já uma imagem de marca do “Palmela - Experiências com Sabor!”. Queijo de Ovelha, a Sopa Caramela, a Fruta e o Vinho de Palmela, o Coelho à Moda de Palmela, o Moscatel de Setúbal e, este ano pela primeira vez, o Arroz Carolino do Sado são "petiscos" para degustar nos principais restaurantes do concelho até ao final do ano em Palmela, Pinhal Novo, Quinta do Anjo, Marateca e Poceirão. 
Gastronomia de Palmela em experiência todo o ano

Sugestões que nos pratos principais incidem, principalmente, no casamento da fogaça com o bacalhau (exemplo bacalhau com crosta de fogaça). Nas sobremesas as propostas são várias. Como exemplo, as peras com moscatel em cama de fogaça, o cheesecake de frutos vermelhos com base de Fogaça de Palmela.
A 25 de Janeiro, às 10 horas, o doceiro Nuno Gil, da Confraria Gastronómica de Palmela orienta um workshop sobre Fogaça de Palmela. A participação na atividade implica a inscrição prévia, através do e-mail turismo@cm-palmela.pt ou telefone 212 336 668.
A Fogaça de Palmela, tal como nos é explicado pelo gastrónomo Virgílio Gomes, incorpora, na sua confeção, massa de pão, açúcar amarelo, farinha, banha de porco, ovos, sumo e raspa de laranja, aguardente, canela e erva-doce.

A Fogaça e a devoção das gentes de Palmela
A história da Fogaça, um biscoito aromático, cujas receitas centenárias passam de geração em geração nas famílias palmelenses, está intimamente ligada à vivência das gentes da vila e à devoção a Santo Amaro.
No início do ano, a população confeccionava fogaças com formas diversas, desde os animais domésticos à fruta produzida nos pomares da região, passando por membros e órgãos do corpo humano, com o propósito de pedir saúde e protecção das colheitas e animais.
Estas fogaças eram, depois, cozidas nos fornos comunitários da vila e a 15 de Janeiro, Dia de Santo Amaro, eram levadas à Igreja de S. Pedro para a tradicional Bênção das Fogaças. Um ritual que acontece todos os anos.
Surpreendente em pratos principais ou realçada, na sua doçura, em sobremesas requintadas, a Fogaça de Palmela" mostra-se versátil e é presença incontornável nas mesas do concelho, em particular, nos momentos festivos, acompanhada de um cálice de Moscatel", realça a Câmara de Palmela.

Arroz Carolino do Sado é o "novo sabor" em 2020
O calendário de 2020 abre já em Janeiro com uma programação especial dedicada à Fogaça de Palmela. Os Fins de Semana Gastronómicos temáticos são já uma imagem de marca do “Palmela - Experiências com Sabor!”.
Ao longo deste ano, saboreie os melhores produtos que Palmela tem para oferecer. O calendário de 2020 do programa de promoção gastronómica “Palmela - Experiências com Sabor!” continua a divulgar os produtos locais de qualidade, este ano com uma novidade: os Fins de Semana Gastronómicos do Arroz Carolino do Sado, no mês do Natal.
Ao longo do ano, vão destacar produtos como a Fogaça de Palmela, o Queijo de Ovelha, a Sopa Caramela, a Fruta e o Vinho de Palmela, o Coelho à Moda de Palmela, o Moscatel de Setúbal e, este ano pela primeira vez, o Arroz Carolino do Sado.
Os Concursos de Sopa Caramela e de Doçaria de Palmela completam o conjunto de iniciativas a decorrer ao longo do ano.
O “Palmela - Experiências com Sabor!” foi lançado em 2010 pela Câmara de Palmela e pela Associação da Rota de Vinhos da Península de Setúbal, com o objetivo de "promover a notoriedade da marca turística Palmela como território associado à gastronomia, aos produtos locais de qualidade e às boas experiências que proporciona a quem o visita", explica a Câmara.
O programa aposta no trabalho de parceria com os agentes económicos do setor da restauração. Os eventos de promoção gastronómica realizados já resultaram, por exemplo, na criação de algumas centenas de sugestões, que são incluídas nas ementas regulares dos estabelecimentos aderentes.


Calendário 2020 do Palmela - Experiências com Sabor!

Especial Fogaça de Palmela 
17 a 19 e 24 a 26 de Janeiro | Estabelecimentos aderentes
Fins de Semana Gastronómicos da Fogaça de Palmela
25 de Janeiro | 10h00 | Casa Mãe da Rota de Vinhos, Palmela
Workshop de Fogaça de Palmela

14 a 16 e 21 a 23 de Fevereiro | Estabelecimentos aderentes
Fins de Semana Gastronómicos dos Enamorados

27 a 29 Março e 3 a 5 de Abril | Estabelecimentos aderentes
Fins de Semana Gastronómicos do Queijo de Ovelha

1 a 3 e 8 a 10 de Maio | Estabelecimentos aderentes
Fins de Semana Gastronómicos da Sopa Caramela

3 de Maio
Concurso de Sopa Caramela

12 a 14 e 19 a 21 de Junho | Estabelecimentos aderentes
Fins de Semana Gastronómicos do Petisco

17 a 19 e 24 a 26 de Julho | Estabelecimentos aderentes
Fins de Semana Gastronómicos da Fruta de Palmela

28 a 30 de Agosto e 4 a 6 de Setembro | Estabelecimentos aderentes
Fins de Semana Gastronómicos do Vinho de Palmela

2 a 4 e 9 a 11 de Outubro | Estabelecimentos aderentes
Fins de Semana Gastronómicos do Coelho à Moda de Palmela

6 a 8 e 13 a 15 de Novembro | Estabelecimentos aderentes
Fins de Semana Gastronómicos do Moscatel de Setúbal

8 de Novembro
Concurso de Doçaria de Palmela
4 a 6 e 11 a 13 de Dezembro | Estabelecimentos aderentes
Fins de Semana Gastronómicos do Arroz Carolino do Sado
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Circulo de Jazz Fest Setúbal arranca esta sexta-feira

Mário Laginha Trio abre ciclo dedicado ao Jazz até 25 de Janeiro 

A 9º edição do Circulo de Jazz Fest Setúbal, organizado pela Câmara Municipal, realiza-se de 17 a 25 de Janeiro de 2020 com Mário Laginha Trio, Carlos Bica & Azul, Mário Delgado & Carlos Barretto, entre muitos nomes reconhecidos no panorama do jazz. Mário Laginha Trio abre a 9ª edição do Circulo de Jazz Fest em Setúbal, no Fórum Municipal Luísa Todi, com um projeto ímpar na área do jazz. Mário Laginha no piano, Bernardo Moreira no contrabaixo e Alexandre Frazão na bateria propõem-se a realizar um concerto que se destaca pela diversidade, sugerindo ao público uma viagem em torno do jazz mais tradicional, registos mais mainstream ou world music.
Mario Laginha atua esta noite em Setúbal 

A iniciativa, que decorre nos dois últimos fins-de-semana do mês, tem início, dia 17, às 21h30, com a actuação de Mário Laginha Trio no Fórum Municipal Luísa Todi. Com Mário Laginha ao piano, Bernardo Moreira no contrabaixo e Alexandre Frazão na bateria, trata-se de "um projecto único que desafia os parâmetros do jazz", revela a Câmara de Setúbal numa nota à imprensa.
Ainda a 17, a noite continua na emblemática Sociedade Musical Capricho Setubalense, às 23 horas, com o quarteto composto por Rodrigo Amado, Ricardo Toscano, Hernâni Faustino e João Lencastre.
No segundo dia do festival, o projecto The Rite of Trio – com André Silva, Filipe Louro e Pedro Melo Alves – abre, às 21h30, a noite de concertos no Fórum Municipal Luísa Todi. Segue-se, uma hora depois, a actuação de André Rosinha Trio, em que João Paulo Esteves da Silva (piano), André Rosinha (contrabaixo) e Bruno Pedroso (bateria) "percorrem novos caminhos do jazz, com espaço para a improvisação".
A Big Band Júnior é outros dos projectos convidados a participar no festival. Dedicado aos mais novos, actua no dia 19, às 16 horas, no Fórum Municipal Luísa Todi.
O concerto de Mário Delgado (guitarra) e Carlos Barretto (contrabaixo) – dois músicos 'veteranos' e com "um percurso marcante no jazz português" – abre o segundo o fim-de-semana do festival. É no dia 24, às 21h30, no Cinema Charlot – Auditório Municipal. Segue-se, no mesmo espaço, a actuação do Desidério Lázaro Quarteto, a partir das 23 horas.
A concluir a programação desta edição do Círculo de Jazz Fest, Setúbal recebe pela primeira vez o reconhecido Carlos Bica e o seu trio Azul, composto ainda pelo alemão Frank Möbus (guitarra) e o norte-americano Jim Black (bateria). A actuação tem lugar às 21h30 no Cinema Charlot – Auditório Municipal.
Os bilhetes individuais para os concertos oscilam entre os dez e os 12 euros, sendo que, no dia 19, a entrada é gratuita para crianças até aos 14 anos. A autarquia informa que haverá ainda um passe que faculta o acesso a todos os concertos do Círculo de Jazz Fest 2020, à venda na Casa da Cultura por 25 euros.

Agência de Notícias 
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54 milhões para produzir mirtilos em Alcácer do Sal

Investimento cria 200 empregos directos e 2500 temporários 

A antiga fábrica da Torrinha, em Montalvo, no município de Alcácer do Sal, vai ser requalificada para integrar um investimento na produção biológica de mirtilos. A Carsol Fruit Portugal é a empresa por detrás do investimento que está estimado em 54 milhões de euros e que inclui os campos adquiridos e as plantações, assim como os edifícios, a área de plantação será de 400 hectares, sendo que entrarão em produção total no ano de 2025. Esta produção, completamente biológica, permitirá colher uma média de nove mil toneladas de mirtilo por ano, que se destinam essencialmente a exportação, mas também ao preenchimento das necessidades nacionais. Este investimento permitirá criar 200 postos de trabalho na região, estimando-se que no pico da campanha de mirtilo o número de postos de trabalho temporários ronde os 2500.
Mirtilos vão ser produzidos no Litoral Alentejano 

O concelho de Alcácer do Sal, vai realizar um investimento na área da produção biológica de mirtilos. Este investimento poderá potenciar o concelho como uma referência na produção deste fruto, contribuindo para tornar Portugal numa referência a nível internacional.
“Esta produção, completamente biológica, permitirá colher uma média de nove mil toneladas de mirtilos por ano, que se destinam essencialmente a exportação, mas também ao preenchimento das necessidades nacionais”, segundo a autarquia de Alcácer do Sal.
O investimento vai acontecer na antiga fábrica da Torrinha, em Montalvo, que será requalificada, segundo um comunicado da autarquia de Alcácer do Sal.
Trata-se de um investimento na ordem dos 54 milhões de euros realizado pela empresa Carsol Fruit Portugal, detida em partes iguais pela família do empresário Filipe de Botton e pela família Carrasco.
O valor de investimento neste projeto inclui a aquisição dos campos e plantações, além dos edifícios que irão servir para a refrigeração e embalamento do fruto.
A rega dos pomares de mirtilos será realizada pelo sistema gota-a-gota, com origem de água em 10 captações de água subterrânea, do tipo furo vertical e armazenamento a efectuar em três reservatórios.
No comunicado, a câmara municipal de Alcácer do Sal revela que até 2022 a área de plantação contará com 400 hectares, com o início da produção previsto para 2025. “Esta produção, completamente biológica, permitirá colher uma média de nove mil toneladas de mirtilos por ano, que se destinam essencialmente a exportação, mas também ao preenchimento das necessidades nacionais”, segundo a autarquia.
O município adianta que vão ser criados 200 postos de trabalho definitivos no concelho, mas que no pico da campanha do mirtilo, ou seja, na apanha do fruto, o número de empregos temporários pode chegar aos 2500.

Será o mirtilo o superalimento que cura todos os males?
Não, não é vermelho. Aliás o mirtilo distingue-se sobretudo pela sua forte tonalidade roxa, mas ainda assim é um dos 'frutos vermelhos' que maior destaque tem conquistado na nossa alimentação nos últimos tempos.
Além dos seus poderes antioxidantes e imunizantes contra várias doenças, o mirtilo é "um fruto com um teor calórico interessante do ponto de vista do controle de peso, tendo 57 kcal por 100g de alimento, rico em vitaminas C e K e beta – caroteno, um precursor da vitamina A", explica Filipa Teixeira Morgado.
E acrescenta a nutricionista: "Têm, como a maioria dos frutos vermelhos, um valor calórico pouco significativo, são ricos em diversas vitaminas, como já referido, ricos em compostos fenólicos (função) e carotenoides (que têm uma função antioxidante)".
O mirtilo é um arbusto baixo da família das Ericaceae, nativo da Europa e Ásia, onde abunda nos campos e nas cidades. É uma planta de inverno forte, com gelo e neve, que renasce na primavera e se enche de pequenos bagos azuis. O mirtilo também é conhecido como uva-do-monte ou arando.
A nutricionsita Filipa Teixeira Morgado enfatiza ainda que estes pequenos e poderosos frutos são ricos em antocianinas que, de acordo estudos recentes, demonstram ter benefícios na redução do risco de Doenças Cardiovasculares, recomendando-se, para este efeito, o consumo diário de 50 g a 100g de frutos vermelhos.

Por serem ricos em antioxidantes os mirtilos são:
Antimicrobianos e Anti – inflamatórios – podendo ajudar no alívio de sintomas relacionados com infeções do trato urinário, por exemplo, não sendo essa a sua principal função.;
Anticancerígenos e Anti – mutagénicos – existe já evidência científica relevante que demonstra o efeito anticancerígeno dos compostos fenólicos, em que os mirtilos são ricos, na prevenção de alguns tipos cancro;
Neuroprotetores – apresentam impacto na memória, aprendizagem e função cognitiva tendo efeitos em Doenças Neurodegenerativas, como por exemplo a Doença de Alzheimer.

Agência de Notícias
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Golfinhos e aves encontrados mortos em Setúbal

Morte de golfinhos no Sado está relacionada com "condições climatéricas extremas"

A Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra afastou esta tarde de quinta-feira qualquer responsabilidade dos trabalhos das dragagens no Sado na morte de quatro golfinhos costeiros em Dezembro, cujos cadáveres deram à costa nas praias entre o Carvalhal e Comporta. Nenhum dos golfinhos pertence à comunidade de roazes corvineiros residente no Estuário do Sado. O porto de Setúbal apoia-se em informação recebida pelo Instituto de Conservação das Naturezas e Florestas para apontar como causa da morte dos golfinhos costeiros "as condições climatéricas extremas que se verificavam à época. Em nenhum dos casos se verifica qualquer ligação às operações inerentes ao Projeto de Melhoria das Acessibilidades Marítimas ao Porto de Setúbal", adianta em comunicado a administração do porto.  A 13 de Janeiro foi avistado por pescadores, fora do Estuário do Sado, um outro golfinho morto, que não foi recolhido pelo que não se conhecem as causas da morte desconhecendo-se o seu paradeiro.

Morte de golfinhos não tem a ver com dragagens 

“Face às notícias transmitidas recentemente, relativas à morte de 4 golfinhos no Estuário do Sado, vem a Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra, esclarecer que segundo informação recebida por parte do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas: Foi registado o arrojamento de quatro golfinhos oceânicos comuns, entre o Carvalhal e a Comporta, no final do mês de Dezembro, sendo que a morte destes mamíferos se prende com as condições climatéricas extremas que se verificavam à época”, começa por referir o comunicado.
“A 13 de Janeiro foi avistado por pescadores, fora do Estuário do Sado, um cetáceo morto, que não foi recolhido pelo que não se conhecem as causas da morte desconhecendo-se o seu paradeiro; Em nenhum dos casos se verifica qualquer ligação às operações inerentes ao Projeto de Melhoria das Acessibilidades Marítimas ao Porto de Setúbal”, acrescenta.
Recorde-se que a SOS animal utilizou as redes sociais para denunciar a morte de vários animais nos últimos dias no Rio Sado e convocou os partidos a investigar.
"No seguimento das preocupações manifestadas pela SOS Animal sobre as consequências devastadoras das dragagens do Sado no ecossistema local, tomámos conhecimento, através do nosso parceiro SOS Sado, de quatro golfinhos arrojados, mortos, entre Comporta - Carvalhal, sendo que três deles foram encontrados juntos. Hoje [dia 13] foi encontrado um quinto golfinho, morto, nas águas de Setúbal", escreveram no Facebook, acrescentando ainda que foram encontradas "gaivotas moribundas ou já mortas, na costa de Tróia".
Também a SOS Sado emitiu um comunicado a exigir às autoridades competentes "todos os esclarecimentos acerca dos contornos destas mortes", assim como "a garantia de que as mesmas não indiciam qualquer perigo para a saúde pública".
"Quanto às coincidências temporais destas ocorrências com o projeto de alargamento do Porto de Setúbal caberá às equipas de monitorização deste projeto o seu cabal esclarecimento", referiram ainda os ambientalistas.
Na quarta-feira, o Instituto de Conservação da Natureza e Florestas tinha esclarecido apenas que os animais encontrados mortos não eram golfinhos roazes e, por isso, não pertenciam à comunidade do Estuário do Sado.
Esta quinta-feira, a Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra realça ainda na mesma nota que “de acordo com o previsto na Declaração de Impacte Ambiental, desenvolveu um numeroso conjunto de estudos, tendo contratado especialistas de reconhecido mérito nestas matérias que trataram de forma exaustiva e científica todas as questões relativas aos impactes no ecossistema, seja ele na microfauna ou macrofauna existente no estuário. A execução da obra tem sido acompanhada pela implementação de um Plano de Monitorização que abrange diversos descritores, nomeadamente, valores ecológicos e conservação da natureza; qualidade da água e arqueologia e património”.

Bloco de Esquerda e PAN questionam governo 
O Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda apresentou esta quinta-feira ao governo através do Ministro do Ambiente e Ação Climática, um requerimento sobre arrojamento de cetáceos e aves mortas no Estuário do Sado e zonas contíguas.
"Desde o início das operações de dragagem no estuário do rio Sado, a 13 de Dezembro de 2019, foram relatados arrojamentos de cetáceos e avistadas aves mortas ou moribundas em áreas contíguas ao estuário", diz o Bloco,
Além dos cetáceos, a população e organizações locais relataram o aparecimento de aves mortas ou moribundas, sem lesões físicas visíveis. Estas aves foram avistadas nos bancos de areia localizados nas imediações do local no qual tem sido feita a deposição de dragados provenientes das operações da Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra. Existem também relatos de aves mortas ou moribundas em zonas da restinga do estuário do rio Sado, assim como nas praias da península de Tróia.
O Bloco de Esquerda pede esclarecimentos públicos ao Ministro do Ambiente e da Ação Climática sobre as causas de morte destes animais. "Existe a legítima preocupação da população e organizações locais de que as operações de dragagem no estuário do rio Sado possam estar a causar problemas graves de saúde pública através da morte destes animais, além dos já conhecidos impactes negativos nos ecossistemas marinho e estuarino locais", conclui o partido em nota enviada à ADN-Agência de Notícias.
No seguimento desses acontecimentos, o PAN questionou também o Ministro do Ambiente e Acção Climática, João Pedro Matos Fernandes, que tutela a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, sobre “as circunstâncias da morte destes animais, os números exactos de animais mortos, quem os recolheu e se estão a ser analisadas as verdadeiras causas destas ocorrências”.
Segundo um comunicado do partido, para além destas situações, o PAN tem “sido alertado por diversas associações ambientalistas para a alteração na coloração da água do rio, que poderá ser consequência do aumento de sedimentos em suspensão, os quais poderão afectar grandemente a qualidade da água do rio”.

Agência de Notícias 
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Assembleia Municipal aprova orçamento em Sesimbra

56 milhões de euros representa o maior ciclo de investimento no concelho

O Orçamento, as Grandes Opções do Plano e o Mapa de Pessoal foram aprovados pela Câmara e pela Assembleia Municipal de Sesimbra. São três instrumentos de política e gestão que têm em conta a realidade do concelho e o contexto económico nacional, e que, pelos objetivos e programas definidos, voltam, explica a Câmara de Sesimbra, "a demonstrar, de forma inequívoca, a preocupação do município na melhoria contínua dos serviços prestados, na saúde financeira e no rigor". Educação, saúde, habitação, limpeza e higiene urbana, abastecimento público, mobilidade, cultura, património, ambiente e sustentabilidade, e bem-estar animal, são as áreas estratégicas da autarquia para este ano. 
Sesimbra aprova orçamento de investimento 


Nestes documentos, a autarquia deixa refletido "o empenho em cumprir os compromissos assumidos, alguns dos quais relacionados com investimentos de enorme relevo para a comunidade, sobretudo nas áreas da educação, saúde, habitação, limpeza e higiene urbana, abastecimento público, mobilidade, cultura, património, ambiente e sustentabilidade, e bem-estar animal".
Assim, para 2020, o orçamento ronda os 56 milhões de euros, superando em pouco mais de um milhão de euros o de 2019, e em quase cinco milhões, o de 2018, mantendo-se, desta forma, na linha dos objetivos estratégicos definidos para o horizonte temporal 2017-2021, "significando um dos maiores ciclos de investimento no concelho", explica a autarquia em nota de imprensa.
No que respeita aos grandes investimentos e atividades previstas nas Grandes Opções do Plano, os valores ascendem a mais de 25 milhões de euros. Por sua vez, o investimento ronda os 16 milhões de euros, cerca de 1,4 milhões de euros acima do de 2019, e mais de 4 milhões em relação ao de 2018, o que traduz dinâmica, capacidade de planeamento, realização e visão de futuro.
Por áreas, "a educação representa mais de 20 por cento em termos globais, o que se deve, fundamentalmente, à ampliação da Escola Básica do Conde 2, e da Escola Navegador Rodrigues Soromenho. Neste último caso, a Câmara terá uma forte participação financeira, embora seja uma obra da responsabilidade da Administração Central", sublinha o documento.
A habitação terá também um dos maiores investimentos nos últimos anos, cerca de 2,5 milhões, devido, principalmente, "à construção do novo edifício de habitação do Bloco da Mata", realça o município.
Em matéria de cultura e património, a prioridade é a reabilitação da envolvente ao Santuário do Cabo Espichel e do aqueduto, a reabilitação da Capela de São Sebastião e a construção do Auditório da Quinta do Conde.

Unidade de Saúde vai avançar este ano
Em 2020, merece ainda destaque a construção da "nova Unidade de Saúde de Sesimbra, que também vai contar com um investimento significativo por parte do município, apesar de se tratar de uma obra da Administração Central", sublinha o documento.
De notar que a autarquia também "já assumiu o investimento com a requalificação da envolvente ao novo Edifício de Justiça, em Sampaio, embora esta intervenção ainda não esteja inscrita neste orçamento, aguardando-se o desenvolvimento do processo para a construção do equipamento, por parte do Ministério da Justiça".
A melhoria da rede de abastecimento de água, "a conclusão do Centro de Recolha Oficial de Animais de Companhia, na Aiana, a construção de percursos pedonais na freguesia do Castelo, no âmbito do Plano de Ação de Mobilidade Urbana Sustentável, e do HUB 10, na Quinta do Conde, o reforço dos meios de limpeza, o projeto porta-a-porta, a abertura do Parque Operacional na Quinta do Conde, a melhoria das condições de trabalho, e a dinamização de acontecimentos de âmbito desportivo, cultural e turístico, são outras das prioridades para 2020", diz a autarquia.
Para além disso, a Câmara Municipal "continuará atenta e empenhada na resolução de processos importantes para o bem-estar da população do concelho, como a Unidade de Saúde da Quinta do Conde, o novo Hospital do Seixal, o aterro no Zambujal, ou a construção do Lar do Centro Comunitário da Quinta do Conde".
Em traços gerais, "os documentos previsionais aprovados visam dar reposta às necessidades das populações e concretizar projetos essenciais para que Sesimbra seja, cada vez mais, um concelho com níveis elevados de qualidade de vida, onde vale a pena trabalhar, residir e desfrutar de tudo o que este território tem para oferecer", conclui a autarquia. 

Agência de Notícias com Câmara de Sesimbra
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Turismo feliz pela opção do Montijo para novo aeroporto

Declarações de ministro são "muito positivas"

A Confederação do Turismo de Portugal considera "muito positivas" as declarações do ministro das Infraestruturas e Habitação, que afirmou que "não há tempo nem dinheiro para estudar novas localizações e que o Montijo é a melhor solução". No âmbito da apreciação na especialidade do Orçamento do Estado para 2020, as declarações de Pedro Nuno Santos vieram confirmar que o Governo está empenhado no dossiê do novo aeroporto, referindo que não há tempo nem dinheiro para estudar novas localizações e que o Montijo é a melhor solução", refere Francisco Calheiros, presidente da entidade, citado no comunicado divulgado nesta quarta-feira. A decisão final é conhecida na próxima terça-feira. 
ANA decide Aeroporto a 21 de Janeiro 

A Confederação do Turismo de Portugal "congratula-se com estas afirmações, que vão ao encontro do que temos vindo a defender, e esperamos que sejam sinónimo de que as obras vão avançar rapidamente", acrescenta o líder da organização.
O presidente da Confederação do Turismo de Portugal afirma que "é urgente dar início aos trabalhos no Montijo" e que, "se as obras do aeroporto não arrancarem este ano, o crescimento do turismo fica comprometido"."Não podemos esperar mais. Os estudos estão feitos, analisados e discutidos. É necessário passar à ação", defendeu.
Os patrões do turismo português consideram, assim, "muito positivas as recentes declarações" de Pedro Nuno Santos sobre o novo aeroporto.
Na terça-feira, 13 de Janeiro, Pedro Nuno Santos afirmou, no parlamento, que o novo aeroporto de Lisboa no Montijo "é crítico" para Portugal, considerando que não se tem o "direito de continuar a adiar o desenvolvimento do país".
"Para um país periférico como Portugal o investimento aeroportuário, o novo aeroporto na região de Lisboa, é determinante, é crítico para que o nosso povo possa viver melhor", afirmou o ministro numa audição parlamentar, no âmbito da apreciação na especialidade do Orçamento de Estado para 2020.
Pedro Nuno Santos salientou que o atual aeroporto de Lisboa não tem capacidade para receber todos os voos e que a localização da nova infraestrutura no Montijo é a solução.
"Não temos o direito de continuar a adiar o desenvolvimento do país", afirmou o governante, que salientou: "Todos os investimentos em infraestruturas têm impacto ambiental, que não haja ilusão nenhuma sobre isso".
O que é preciso "é garantir um equilíbrio" entre a preservação do ambiente e qualidade de vida, mas permitindo que o país continue a desenvolver-se, apontou o ministro, na sua intervenção inicial.
"Estamos já neste momento a perder dezenas de milhões de euros, centenas todos os dias, porque aeroporto de Lisboa não pode receber a quantidade de voos que procuram todos os dias" aquela infraestrutura, "são menos receitas, são menos empregos, perde o povo português", salientou.
A 8 de Janeiro de 2019, a ANA e o Estado assinaram o acordo para a expansão da capacidade aeroportuária de Lisboa, com um investimento de 1,15 mil milhões de euros até 2028 para aumentar o atual aeroporto de Lisboa (aeroporto Humberto Delgado) e transformar a base aérea do Montijo num novo aeroporto.
No dia 30 de Outubro, a Agência Portuguesa do Ambiente emitiu a proposta de Declaração de Impacto Ambiental relativa ao aeroporto do Montijo e respetivas acessibilidades, tendo a decisão sido "favorável condicionada".
A decisão final deverá ser conhecida na próxima terça-feira, dia 21 de Janeiro.

Agência de Notícias com Lusa 
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Glovo já está disponível na cidade de Setúbal

Pode encomendar choco frito para comer em casa ou bilhetes para um espetáculo no Luísa Todi 

A Glovo anuncia que acaba de chegar à capital do choco frito, Setúbal. Os restaurantes do bom peixe da cidade portuária estão agora disponíveis através da app da Glovo. Cerca de 91 mil setubalenses podem, a partir de agora, ter acesso a todos os petiscos da cidade, mas não só. Em destaque, entre os Local Heroes – o termo utilizado pela Glovo para denominar estabelecimentos populares entre os locais -, estão a Taberna 490 STB, assim Pizzaria La Milagrosa, Don Peppone, Burguesa Burger & Gin, Sushi class e Sushi-Come. As habituais cadeias McDonald’s, Pizza Hut e Subway estão naturalmente presentes na aplicação tal qual como acontece noutras cidades em que Glovo opera.
Cidade já recebe em casa a... Glovo 

Ricardo Batista, Country Manager da Glovo em Portugal salienta: “Estamos muito satisfeitos por comunicar mais uma expansão e chegar a Setúbal, uma cidade com propostas culturais e gastronómicas excepcionais, alinhadas com os nossos valores, e por oferecer aos setubalenses toda a variedade e qualidade a que os estabelecimentos desta terra nos habituaram, mas também outros serviços, tudo através da app”.
Se a ideia for usufruir de toda uma oferta cultural com que Setúbal sempre nos brindou e assistir a um dos espetáculos no Fórum Luísa Todi, ou até mesmo quando assistir a um jogo de futebol no Bonfim, pode pedir que a Glovo lhe trate de tudo, desde a compra dos bilhetes à entrega.
Se pensar em fazer uma almoçarada em casa com os amigos, não são necessárias deslocações para ter acesso aos produtos que lhe fazem falta, seja na sua mercearia preferida ou o parceiro da Glovo, o hipermercado Continente, mas também os famosos mariscos dos viveiros de Setúbal. Em terra de Bocage pode ainda querer provar as ostras, com a ajuda da Glovo, desde que o estabelecimento disponha de serviço de take-away.
A aplicação pretende, à semelhança do que acontece noutras cidades em que opera, ser um facilitador da vida no dia a dia e permitir que os utilizadores resolvam uma série de questões como a recolha de documentos, das chaves de casa esquecidas, flores ou um leite para o bebé.
A Glovo pretende mais uma vez ser um parceiro dos estabelecimentos de restauração que contribui para o aumento do negócio, tornando possível encomendar refeições de qualquer restaurante, mas também consolidar a posição de aliado em todas as situações, tendo em conta que é possível pedir qualquer coisa desde que esteja dentro das medidas que a Glovo pode transportar.
Os parceiros locais voltam mais uma vez a apostar na Glovo enquanto forma de chegar a mais utilizadores e a Glovo procura, com a ajuda destes estabelecimentos, corresponder à diversidade de gostos e necessidades de todos os setubalenses.
“Esta expansão dos serviços da Glovo em Portugal é demonstradora da enorme aposta que a Glovo está a fazer em país, mas também do potencial económico e gastronómico da região ”, conclui Ricardo Batista.
Em Portugal, a aplicação passa a estar presente em 24 cidades, nomeadamente em Amadora, Almada, Braga, Cascais, Coimbra, Covilhã, Faro, Funchal, Guimarães, Lisboa, Maia, Matosinhos, Oeiras, Porto, Ponta Delgada, Queluz, Rio Tinto, Sintra, Torres Vedras, Vila Nova de Gaia, Vila Real e agora Setúbal.

Agência de Notícias 
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“O Alfaiate” recorda a história em Pinhal Novo

Coleção de Vítor Gaspar no Foyer do Auditório Municipal até 28 de Fevereiro 

Até 28 de Fevereiro, visite a Exposição Temporária “O Alfaiate - uma coleção de Vítor Gaspar”, inaugurada no dia 10 de Janeiro, no Foyer do Auditório Municipal de Pinhal Novo, e fique a conhecer melhor a arte da alfaiataria e a coleção particular e história de vida deste alfaiate aposentado. Para o presidente da Câmara de Palmela, Álvaro Amaro, "é um privilégio começar o ano com o usufruto da partilha dos conhecimentos e vivências de Vítor Gaspar". O autarca realçou ainda a "importância de uma exposição desta natureza para vários públicos", desde os seniores aos alunos das escolas.
História da costura em exposição 

A inauguração contou com casa cheia, reunindo, para além de autarcas e técnicos municipais, vários participantes nos projetos “Clique Sem Idade” e “(A)Linhas - Costura Criativa Entre Gerações” e professores das Escolas Secundárias de Palmela e de Pinhal Novo. Vítor Gaspar partilhou com todos um pouco da sua história de vida e conduziu os convidados numa visita guiada à Exposição, deixando transparecer o amor que tem pelo seu ofício.
Vítor Gaspar nasceu em Setúbal, em 1934. Na Academia Maguidal, frequentou, em 1957, o curso de Corte de Vestuário de Homem e, no ano seguinte, concluiu, com distinção, o curso de Vestuário Género Alfaiate para Senhoras. Em 1958, em Setúbal, abriu a Alfaiataria Vítor Gaspar, conhecida como uma das melhores da cidade, que acabou por fechar as portas em 1989, numa altura em que o pronto-a-vestir desviou a clientela.
Em exposição no Auditório de Pinhal Novo, estão alguns instrumentos de trabalho que o alfaiate utilizava no seu dia a dia (tesoura, linha de alinhavar, livro de medidas, entre outros), tecidos, fatos que confecionou e fotos que retratam momentos importantes da sua vida. É também possível apreciar a coleção de telas “O Alfaiate através do tempo”, um trabalho recente de Vítor Gaspar que, aos 86 anos, decidiu também dedicar-se à pintura, retratando a evolução da sua profissão.
Ao mesmo tempo, a mostra pretende dar a conhecer a história da alfaiataria, da ascensão à queda, numa oportunidade para refletir sobre a indústria têxtil, os Direitos Humanos e a sustentabilidade. No Auditório, serão também exibidos documentários sobre estas temáticas, dirigidos a alunos do Ensino Secundário.
Organizada pela Câmara de Palmela e por Vítor Gaspar, com o apoio do Victoria & Albert Museum, a Exposição, de entrada gratuita, pode ser visitada de terça a sexta-feira, das 10 às 19 horas, e ao sábado, das 14 às 19 horas (encerra aos feriados).

Estendal de Memórias aguarda o seu contributo
"Aproveite a visita à Exposição e partilhe também os seus testemunhos, histórias e memórias sobre a moda, dos anos 50 aos dias de hoje, em prosa ou em poesia, no Estendal de Memórias - 'Histórias d’Entre a Moda'. Neste estendal improvisado, todos os interessados podem partilhar as suas memórias sobre o vestuário na infância e juventude, o vestuário de trabalho, de cerimónia ou dias de festa, o vestuário de praia, as costureiras, os alfaiates e o pronto-a-vestir, os cursos de costura, as primeiras revistas de moda, os blogues de moda, entre tantos outros temas", sublinha a Câmara de Palmela.
Esta iniciativa realiza-se no âmbito do projeto “(A)Linhas - Costura Criativa Entre Gerações”, desenvolvido pela autarquia, em articulação com as Escolas Secundárias de Palmela e de Pinhal Novo, desde Maio de 2019, e inserido nos Percursos em Rede para a Inclusão Ativa.

Agência de Notícias com Câmara de Palmela
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Carlos de Sousa anunciou candidatura à CM de Palmela

Ex-autarca CDU candidata-se como independente às eleições autárquicas de 2021

Liderou a Câmara de Palmela de 1994 a 2001, sempre em maioria, no seio do PCP. Saiu depois para conquistar a Câmara de Setúbal, o que conseguiu de 2001 a 2006, de onde saiu depois "em rota de colisão" com o partido. Depois de ter governado as câmaras de Palmela e Setúbal, Carlos Sousa retirou-se da política em rota de colisão com o PCP, do qual se desfilou. Agora está de volta para "conquistar" a Câmara de Palmela. Carlos de Sousa revelou esta terça-feira que vai recandidatar-se ao cargo como independente nas próximas eleições autárquicas, em 2021, 19 anos depois de ter liderado os destinos daquele concelho pelos comunistas... a quem agora quer ganhar. 
Carlos de Sousa está de regresso à politica local 

"Vou candidatar-me novamente a presidente da Câmara de Palmela, liderando um grupo independente de cidadãos", anuncia o antigo autarca eleito pela CDU, numa carta a que a agência Lusa teve acesso e que vai ser enviada esta semana à população do concelho pelo grupo de cidadãos independentes - Movimento de Cidadãos pelo Concelho de Palmela.
"Sou o mesmo homem, com a mesma energia e dinâmica, os mesmos sonhos, mas com mais experiência enquanto gestor e enquanto ser humano", acrescenta, na missiva, Carlos de Sousa, que, além de presidente da Câmara de Palmela (1994/2001), foi igualmente presidente da Câmara de Setúbal (2001/2006), cargo que acabou por abandonar pouco depois de ter sido reeleito para um segundo mandato, em rota de colisão com o próprio partido, o PCP, que, entretanto, também deixou.
A saída da Câmara de Setúbal, a 7 de Setembro de 2006, nunca foi explicada. Na altura, Carlos de Sousa confirmou que saiu "surpreendido com a decisão do partido. Não estava à espera”. A decisão foi tomada após um pedido do PCP, que resolveu aceitar tendo em conta a “coerência” com o que defendeu ao longo de 26 anos como autarca, referiu na altura.
O antigo autarca comunista revela ainda que, ao longo dos últimos 14 anos, desde que deixou o município de Setúbal, declinou vários convites para se recandidatar, como independente, à presidência das câmaras municipais de Palmela e Setúbal.

Atual presidente Centro Social de Palmela e do Centro Jovem Tabor
Residente no concelho de Palmela, Carlos de Sousa, de 68 anos, é, atualmente, presidente do Centro Social de Palmela e do Centro Jovem Tabor, em Setúbal.
Além da presidência dos dois municípios, Carlos de Sousa foi coordenador de dois planos de desenvolvimento regional – Plano Integrado de Desenvolvimento do Distrito de Setúbal e Plano Estratégico de Desenvolvimento da Península de Setúbal.
Já depois de se afastar do PCP, em 2006, Carlos de Sousa liderou vários projetos de desenvolvimento estratégico em Cabo Verde (2007-2010), em Angola (2013-2015) e Moçambique (2016).
Nas próximas eleições autárquicas, em 2021, Carlos de Sousa deverá ter como principal adversário o candidato designado pelo antigo partido, [tudo aponta para que seja o atual líder da autarquia, Álvaro Amaro]o PCP, principal força política da Coligação Democrática Unitária, que governa o concelho de Palmela, sem maioria. Aliás, os comunistas lideram os destinos desta autarquia, desde o 25 de Abril de 1974. Sempre com maioria absoluta que só "caiu" nas últimas eleições autárquicas, em que obteve apenas uma maioria relativa, face a crescimento do PS e ao aparecimento do Movimento Independente pela Mudança, liderado por José Calado que conquistou um lugar como vereador.

Agência de Notícias com Lusa 
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Setúbal prepara alunos para alterações climáticas

Campanha decorre até final do mês em escolas da cidade 

Um projeto que pretende consciencializar os alunos do ensino básico de Setúbal para a adoção de comportamentos que visem a adaptação e mitigação de riscos face às alterações climáticas arrancou, dia 13 de Janeiro, na Escola Básica de Aranguez. O projeto, intitulado “Mês dos Riscos e das Alterações Climáticas”, a decorrer até dia 31, divulga medidas de autoproteção necessárias perante catástrofes naturais, caso de cheias, incêndios, tempestades e ondas de calor, fenómenos que se vão tornar mais frequentes e intensos com as alterações climáticas.
Bombeiros participam na ação de sensibilização 

A iniciativa, repartida em sessões pedagógicas, tanto na Escola Básica de Aranguez, onde começou ontem, como na Escola Secundária Sebastião da Gama, conta com a participação de elementos do Serviço Municipal de Proteção Civil e Bombeiros, dinamizador do projeto, bem como do Centro Hospitalar de Setúbal, do Agrupamento de Centros de Saúde Arrábida, da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal e do Instituto Ricardo Jorge – Polo de Águas de Moura.
Ao longo das duas semanas, os alunos têm a oportunidade de visitar mais de uma dezena de bancas temáticas, que têm como finalidade sensibilizar para a importância da adoção de comportamentos essenciais para a adaptação e mitigação de riscos resultantes das atuais alterações climáticas registadas no planeta.
O projeto enquadra-se no programa municipal “Comunicação e Sensibilização em Cenário de Risco Associados às Alterações Climáticas”, convergente com a Estratégia Nacional de Adaptação às Alterações Climáticas, para gerar participação, divulgação e sensibilização junto da população do concelho sobre esta problemática.
O município de Setúbal encontra-se preparado com estratégia, planeamento e recursos tecnológicos e humanos, para dar resposta a potenciais riscos, trabalho que foi reconhecido pela Organização das Nações Unidas, em 2017, com a certificação de Setúbal como Cidade Resiliente.
O “Mês dos Riscos e das Alterações Climáticas” inclui, igualmente, a participação de elementos da Companhia de Bombeiros Sapadores de Setúbal e da Autoridade Marítima Nacional, através do Comando de Setúbal da Polícia Marítima.
No decurso desta ação de sensibilização, a Companhia de Bombeiros Sapadores de Setúbal e a Polícia Marítima participam, respetivamente, com uma viatura e uma mota de água com o objetivo de dar a conhecer o seu trabalho preventivo e reativo para os riscos coletivos e socorro de pessoas.
Para o último dia do projeto, 31 de Janeiro, está prevista a inauguração de um mural alusivo à temática das alterações climáticas, na Escola Básica de Aranguez, assinado por Smile, como é conhecido o street artist Ivo Santos.
O projeto “Comunicação e Sensibilização em Cenário de Risco Associados às Alterações Climáticas” tem financiamento europeu no âmbito do programa PO SEUR, através do Portugal 2020.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 
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Professora agredida por mãe de aluno em escola de Setúbal

Docente e funcionária agredidas por mãe de aluno na Bela Vista 

A Polícia de Setúbal recebeu um alerta para uma agressão a uma docente na Escola da Bela Vista, Setúbal.  O incidente ocorreu por volta das 15h40 desta terça-feira. As autoridades concluíram que o aluno terá dito à mãe que tinha sido agredido pela professora, enquanto esta acabava com uma briga entre ele e outro aluno.
Incidente ocorreu ontem na Escola da Bela Vista 

A mãe de um aluno da Escola da Bela Vista, em Setúbal, agrediu uma docente e uma funcionária da escola, esta terça-feira, avançou o Jornal de Notícias.
Segundo a mesma publicação, as autoridades concluíram que o aluno terá dito à mãe que tinha sido agredido pela professora, enquanto esta acabava com uma briga entre ele e outro aluno, no recreio da escola, durante o período da manhã.
Ao saber da situação, a mãe do menor foi à escola e agrediu a professora com uma chapada. As pessoas que assistiram à situação tentaram impedi-la, no entanto, a mãe do aluno acabou por agredir outra funcionária da escola que a tentava deter. A professora teve de receber cuidados médicos no Hospital São Bernardo.
Quando as autoridades chegaram ao local, a mãe de um aluno já tinha abandonado a escola.

Agência de Notícias com Lusa 
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Europa pune Portugal por má investigação no Meco

Tribunal europeu condena o país por “investigação ineficaz” na tragédia durante praxe na praia do Meco

O Estado português foi condenado ao pagamento de uma indemnização ao pai de uma das vítimas da tragédia na praia do Meco, no concelho de Sesimbra, em que morreram seis alunos da Universidade Lusófona, depois de o Tribunal Europeu dos Direitos do Homem considerar que a investigação não respeitou a Convenção Europeia e foi, por isso, “ineficaz”. Segundo o tribunal, além de começar demasiado tarde, a investigação não assegurou a integridade das provas e não teve o cuidado de recolher, de forma imediata, testemunhos importantes. A Ministra da Justiça diz que o Estado Português pondera recorrer desta decisão do Tribunal Europeu. Francisca Van Dunen entende que não houve nenhuma referência a falha grave na investigação. Recorde-se que seis jovens morreram na praia do Meco, na madrugada de 15 de Dezembro de 2013, depois de serem arrastados por uma onda, quando participavam em atividades de praxe.
Tragédia matou seis jovens no Meco em 2013 

Devido a isso, condenou o Estado português a pagar uma indemnização de 13 mil euros a José Carlos Soares Campos, pai de Tiago Santos, jovem de 21 anos que foi arrastado por uma onda quando estava a ser praxado no areal do Meco, em 2013.
O queixoso recorreu ao Tribunal Europeu dos Direitos do Homem depois de os tribunais nacionais terem arquivado o caso com a alegação de que não foi cometido qualquer crime naquela noite. Na queixa apresentada, sustentou que a investigação às causas da morte dos seis alunos tinha sido ineficaz e que Portugal não dispunha de uma lei que regulasse as atividades relacionadas com a praxe.
Os sete juízes do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, entre os quais o português Paulo Pinto de Albuquerque, consideraram que José Carlos Soares Campos tinha razão.
“No caso Soares Campos v. Portugal, o Tribunal Europeu dos Direitos do Homem decidiu, unanimemente, que houve uma violação do aspeto processual do Artigo 2 (direito à vida) da Convenção Europeia dos Direitos Humanos e que não houve violação do aspeto substantivo do Artigo 2”, pode ler-se no documento, citado pelo semanário Expresso.
“O tribunal considerou que, em particular, a investigação criminal não satisfaz os requerimentos do Artigo 2 da Convenção. De notar que uma série de medidas urgentes poderiam ter sido ordenadas imediatamente após a tragédia”.

Análises forenses e reconstituição feitas demasiado tarde
Para estes magistrados, a casa onde os alunos estavam alojados "devia ter tido o acesso barrado a todas as pessoas que não estavam ligadas à investigação", o que teria impedido que esta fosse totalmente limpa, no dia 9 de Janeiro, dois dias antes do apartamento ter sido alvo de uma análise forense. O Tribunal Europeu dos Direitos do Homem ficou, aliás, "particularmente impressionado com o facto de J.G. [João Gouveia, o único sobrevivente da tragédia] e seus parentes, as famílias das vítimas e outras pessoas ter tido acesso irrestrito à casa".
"Considerando que a inspeção da cena de um incidente deve normalmente ser realizada o mais rapidamente possível, o exame forense da casa não ocorreu até 11 de Fevereiro de 2014. No entanto, os itens da casa e da praia de Meco continham informações importantes e sensíveis relativas às pessoas em questão. A apreensão desses itens para fins de investigação teria impedido qualquer interferência de vários indivíduos e a Polícia tinha de recuperá-los", critica a sentença.
Os juízes europeus defendem ainda que a roupa usada por João Gouveia, assim como o seu computador, "devia ter sido apreendida imediatamente e sujeita a análises, o que só aconteceu em 7 de Março de 2014". O mesmo devia ter acontecido com a reconstituição dos acontecimentos, que só teve lugar em 14 de Fevereiro de 2014.
"Não há explicação para as autoridades não terem interrogado imediatamente as pessoas presentes nas proximidades, incluindo os vizinhos e os responsáveis pela casa onde as vítimas estavam hospedadas. Essas pessoas só foram ouvidas entre 8 e 10 de Fevereiro de 2014, ou seja, um mês e meio após os eventos", critica o Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, que concluiu, portanto, que "a investigação criminal" à morte dos seis estudantes "não cumpriu os requisitos processuais" definidos na Convenção Europeia.

Governo admite recorrer da decisão
O Governo admitiu, esta terça-feira, que pode vir a recorrer da condenação do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem no caso de um dos estudantes da Universidade Lusófona que morreu na praia do Meco em Dezembro de 2013.
O Ministério da Justiça apontou fragilidades à condenação, numa nota enviada à Lusa. "Embora o Estado não tenha sido condenado na vertente substantiva da queixa, mas apenas na vertente processual e com referência à fase inicial da investigação, afigura-se contudo que as deficiências apontadas não foram devidamente enquadradas no conjunto geral de toda a investigação realizada, bem como no contexto do momento em que ocorreram, nem quanto às suas implicações no resultado do processo e na descoberta da verdade”, refere a nota do Governo.
“Deste modo, a possibilidade de requerer o reenvio do caso à 'Grande Chambre' [instância superior do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem], para reapreciação destes aspetos, não está excluída”, acrescenta a mesma nota.

Seis anos e poucas respostas 
Tudo aconteceu na noite de 15 de Dezembro de 2013 quando sete estudantes foram apanhados por uma grande onda no Meco. Apenas um (João Gouveia) conseguiu voltar à praia e sobreviver.
O corpo de Tiago Campos foi encontrado no dia seguinte da tragédia e, mais tarde, foi aberta uma investigação criminal para determinar as circunstâncias da mesma.
Seis anos volvidos desde a tragédia que chocou Portugal, as famílias de Catarina Soares, Andreia Revez, Carina Sanchez, Joana Barroso, Tiago André Campos e Pedro Tito Negrão continuam sem ter respostas sobre o que aconteceu naquela noite em que apenas um jovem sobreviveu, João Gouveia - um estudante mais velho que estava a organizar as praxes daquele grupo.
Na altura, o sobrevivente explicou que as seis vítimas estavam sentadas no areal, com as mãos amarradas com bolas de Natal, quando uma onda as levou. Perante este depoimento as famílias levaram várias questões que colocavam em causa a descrição do jovem e, até hoje, João Gouveia remeteu-se ao silêncio sobre o que se passou no Meco.
Após ter sido interposta uma ação contra o estudante que sobreviveu pelos pais das vítimas, em 2015, o processo acabou por ser arquivado pelo Tribunal de Setúbal, depois de ter sido considerado que não havia indícios ou provas de crime.
Em Janeiro de 2016, a decisão foi ainda sustentada pelo Tribunal da Relação de Évora, depois de as famílias terem pedido recurso. Ainda assim, os pais não baixaram os braços e as seis famílias avançaram com seis ações de responsabilidade civil, uma por cada jovem que morreu, contra João Gouveia e contra a Universidade Lusófona. Até hoje, aguardam o início deste julgamento.
Ao longo destes últimos seis anos, as famílias dos seis jovens nunca deixaram de lutar para que fossem apuradas as responsabilidades pelo que aconteceu. "Esta resposta do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem foi para eles uma vitória, mas não irão sossegar", disse o advogado das famílias.

Agência de Notícias 
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TST volta a ligar Palmela e Lisboa ao fim de semana

Idas e vindas à capital com "serviços mínimos" aos fim de semana para Pinhal Novo e Palmela

A empresa Transportes Sul do Tejo (TST) já repôs este fim de semana "os dois primeiros serviços da manhã e os dois últimos da tarde da carreira 565", que efetua a ligação entre Palmela e Lisboa, anunciou a Área Metropolitana de Lisboa. Esta carreira liga Palmela, Pinhal Novo e Lisboa pela Ponte Vasco da Gama, tinha sido suprimida deixando centenas de pessoas sem qualquer ligação à capital [Gare do Oriente] durante o fim de semana. Após os fortes protestos da autarquia e da Área Metropolitana de Lisboa, a TST voltou atrás e já "apresenta" serviços mínimos com oito ligações [quatro a partir de Palmela e outras quatro a partir da Gare do Oriente] aos sábados e domingos. A empresa justifica as supressões e alterações de horários com o aumento da procura, alicerçada no preço mais acessível dos passes Navegante, que permitem usar todos os transportes públicos por 40 euros.
 Palmela a Lisboa com oito ligações ao fim de semana 

"No sábado, as partidas de Palmela serão às 7h30, 9h30, 17h30 e 19h30. As partidas de Lisboa, por sua vez, ocorrerão às 8h30, 10h30, 18h30 e 20h30", refere em comunicado a Área Metropolitana de Lisboa.
Na mesma nota, a Área Metropolitana de Lisboa indica que, "no domingo, os autocarros partirão de Palmela às 7h30, 10h30, 17h30 e 19h30", enquanto "as saídas da Gare do Oriente, em Lisboa, serão às 08h30, 11h30, 18h30 e 20h30".
"A reposição da carreira 565 no ultimo fim de semana, que se junta à reposição efetiva das carreiras que ligavam a cidade de Lisboa ao Vale Amoreira, Almada e Samouco [via Montijo], anunciadas no dia 6 de Janeiro, vai ao encontro das necessidades dos utentes do serviço de transporte público, defendidas pela Área Metropolitana de Lisboa, em reunião com a empresa TST", continua o comunicado.
A Área Metropolitana de Lisboa salienta também que "a solução duradoura para esta carreira, e para um outro conjunto de modificações que ainda se verificam, será discutida, brevemente, em reuniões tripartidas entre a Área Metropolitana de Lisboa, os municípios envolvidos e os TST".
A Câmara de Palmela, recorde-se, demonstrou a sua total discordância face à medida, que "põe em causa o serviço público prestado à população e constitui um retrocesso no caminho trilhado em 2019, com o novo passe intermodal. Os objetivos continuam a ser o aumento e qualificação da oferta de transporte público rodoviário, pelo que se exige que sejam imediatamente repostas as carreiras e os horários agora alterados unilateralmente pela empresa". 

Falta de recursos humanos obriga a “esforço adicional acima do razoável”
Aos seus passageiros, os TST não ofereceram nenhuma justificação para as alterações nas carreiras. Ao jornal Público, a empresa justifica as supressões e alterações de horários com o aumento da procura, alicerçada no preço mais acessível dos passes Navegante, que permitem usar todos os transportes públicos da AML por 40 euros.
Confirmando o aumento da procura na ordem dos 24 por cento desde a introdução, em Abril, dos novos passes Navegante, a empresa refere que o crescimento foi suportado com um pedido aos colaboradores: “um esforço adicional acima do que seria razoável”. “Desta experiência resulta a constatação de uma insustentabilidade económica e humana”, sublinha a empresa.
“Surpreendentemente e pela via dos acordos alcançados pelos trabalhadores do sector público de transportes rodoviários assistimos a uma forte transferência de recursos humanos do sector privado para as empresas do sector público dotadas de maiores recursos”, continua a empresa, privatizada em 1995.
As alterações nas carreiras visam, no entender da empresa, privilegiar o “efeito de rede”, com a utilização dos serviços de comboio, barco e metro de superfície “bem como o reforço das carreiras intermunicipais”.
Como última nota, a empresa refere ainda que o volume de oferta é “claramente acima da oferta anterior ao PART [que introduziu os passes mais baratos]” e que, em conjunto com a Área Metropolitana de Lisboa, irá ser definido um “trabalho conjunto de análise dos impactos das importantes alterações da procura realizados”.

Agência de Notícias com Lusa 
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Almada reconhecida pela inclusão das pessoas LGBTI

Autarquia recebeu Prémio Arco-Íris pela promoção da igualdade de género 

A Câmara de Almada foi distinguida pela ILGA Portugal com o Prémio Arco-Íris, atribuído à autarquia pelo trabalho na promoção da igualdade de género e inclusão das pessoas LGBTI, através da campanha 'Tão Almada como Tu", integrado no Plano Municipal para a Igualdade de Género. Na cerimónia conduzida pela atriz Joana Barrios e pela comediante Beatriz Gosta foram também ser premiadas as juntas de freguesia de Campolide e da Misericórdia, ambas de Lisboa. Este prémio é uma “forma de reconhecimento e incentivo a personalidades e a instituições que, com o seu trabalho, se distinguiram na luta contra a discriminação em função da orientação sexual, identidade ou expressão de género e características sexuais, contribuindo para a afirmação dos direitos das pessoas LGBTI no nosso país”.
Almada com politicas para igualdade de género 

Câmara de Almada, Junta de Freguesia de Campolide e Junta de Freguesia da Misericórdia, foram reconhecidas "pelas ações e projetos em torno da visibilidade e inclusão das pessoas LGBTI, nomeadamente através das campanhas 'Tão Almada como Tu', 'Campolide é Igualdade' e envolvimento continuado da comunidade local e artística na luta pelo fim da homofobia, transfobia e bifobia, respetivamente", explicou a organização. 
A Câmara de Almada assinalou o Dia Municipal para a Igualdade com o lançamento da campanha de sensibilização pública 'Tão Almada como Tu'. Uma campanha de combate à discriminação pela orientação sexual, cor da pele, etnia ou faixa etária.
"Porque ainda há pessoas que, hoje em dia, são discriminadas pela sua cor de pele, etnia ou idade ou criticadas pela sua orientação sexual", disse a autarquia no lançamento da campanha, em Outubro.
"Uma campanha de sensibilização que vamos poder conhecer nas ruas do concelho e que nos alerta para a problemática de discriminação racial, étnica e etária e pela orientação sexual", sublinha a autarquia. 
Ana Vicente, Carina Semedo, Margarida Alonso, Porfírio Romão e Susana Silveira associaram-se a esta iniciativa, dando publicamente o rosto pelo combate à discriminação.
"A atualidade da temática da discriminação, nas suas diversas formas, merece a nossa atenção e vigilância. Todos somos responsáveis pela construção de uma sociedade onde as pessoas sejam livres e responsáveis. Iguais em direitos e oportunidades", disse ainda a Câmara dirigida pela socialista Inês de Medeiros.
Colaboraram nesta iniciativa a Associação Costume Colossal, Casa Qui-Associação de Solidariedade Social, Associação de Reformados e Pensionistas e Idosos do Laranjeiro/Feijó e a Santa Casa da Misericórdia de Almada.
Esta é uma iniciativa integrada no Plano Municipal para a Igualdade de Género.

Prémios existem desde 2003 
Os Prémios Arco-Íris reconhecem, desde 2003, pessoas e instituições que se distinguem “na luta contra a discriminação em função da orientação sexual, da expressão e identidade de género e características sexuais” em Portugal, lê-se num comunicado da associação.
A lista de premiados conta com nomes como o humorista Diogo Faro, o músico Alex D’Alva Teixeira, a dupla Fado Bicha, as jornalistas Aline Flor, do Público, e Joana Martins, da RTP, e o Grupo Desportivo Estoril Praia.
O filme “Variações” de João Maia é também distinguido com o Prémio Arco-Íris, que a associação espera incentivar mais realizadores “a abordar a temática LGBTI de uma forma cada vez mais clara e abrangente, sem medos ou silêncios”.
Além dos Prémios Arco-Íris, a ILGA Portugal entregou no sábado  à noite o Prémio ex aequo, atribuído ao apresentador de televisão José Carlos Malato, e o Prémio AMPLOS ao Sector de Humanização do Instituto de Apoio à Criança.
A 17.ª edição da cerimónia, que decorreu  no Capitólio, em Lisboa, com atuações dos músicos Catarina Munhá e Hélio Morais, assinala os 10 anos da aprovação na Assembleia da República do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo.

Agência de Notícias
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Ministro diz que aeroporto do Montijo "é determinante"

Não se tem o "direito de continuar a adiar o desenvolvimento do país"

O ministro das Infraestruturas e da Habitação defendeu o avanço das obras de expansão do aeroporto de Lisboa, afirmando que esse atraso está a fazer o Estado “perder centenas de milhões de euros todos os dias”. Pedro Nuno Santos falou ainda no novo aeroporto do Montijo, que “está preso ao Estudo de Impacte Ambiental”, referindo que “o país precisa urgentemente” dessa infraestrutura. Referindo-se à construção do novo aeroporto, Pedro Nuno Santos diz que este “está preso apenas ao Estudo de Impacte Ambiental” e que “era importante perceber que o país derrota-se a si próprio” de cada vez que há “vontade em boicotar [este projeto] de diversas formas”. 
Portugal não pode continuar à espera do aeroporto 

O novo aeroporto do Montijo "é crítico" para Portugal, afirma o ministro das Infraestruturas e da Habitação. Pedro Nuno Santos considera que não se tem o "direito de continuar a adiar o desenvolvimento do país".
"Para um país periférico como Portugal o investimento aeroportuário, o novo aeroporto na região de Lisboa, é determinante, é crítico para que o nosso povo possa viver melhor", afirmou esta segunda-feira o ministro, numa audição conjunta nas comissões parlamentares de Orçamento e Finanças e de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação, no âmbito da apreciação na especialidade do Orçamento do Estado para 2020.
Pedro Nuno Santos salientou que o atual aeroporto de Lisboa não tem capacidade para receber todos os voos e que a localização da nova infraestrutura no Montijo é a solução.
"Não temos o direito de continuar a adiar o desenvolvimento do país", afirmou o governante, que salientou: "Todos os investimentos em infraestruturas têm impacto ambiental, que não haja ilusão nenhuma sobre isso".
O que é preciso "é garantir um equilíbrio" entre a preservação do ambiente e qualidade de vida, mas permitindo que o país continue a desenvolver-se, apontou o ministro, na sua intervenção inicial.
"Estamos já neste momento a perder dezenas de milhões de euros, centenas todos os dias, porque aeroporto de Lisboa não pode receber a quantidade de voos que procuram todos os dias" aquela infraestrutura, "são menos receitas, são menos empregos, perde o povo português", salientou.

Beja e Alverca “não são alternativas”
"Não temos tempo e direito para continuar a estudar" outras localizações, acrescentou, apontando estar convencido de que o Montijo é a melhor solução e não há tempo para estudar outros possíveis locais. “Não temos tempo e o direito de continuar a estudar localizações - já lá vão 17 nos últimos 50 anos - e estamos mais do que convencidos que esta é a melhor opção”, afirmou.
Nas palavras de Pedro Nuno Santos, a construção de um novo aeroporto em Alverca “está estudada” e, caso acontecesse, “só poderia ser uma única pista porque não podemos usar as duas ao mesmo tempo”. Beja também não é opção porque “mesmo com alta velocidade, fica longe de Lisboa, não é competitivo”. “Beja e Alverca não são alternativas, estão mais do que estudadas. Temos de parar com este desporto nacional de boicotar o novo aeroporto. Não queremos que o país perca mais tempo, receitas e turistas”, afirmou.
Para o ministro das Infraestruturas, “ninguém anda aqui a certificar aeroportos que não oferecem condições de segurança”.
A 8 de Janeiro de 2019, a ANA e o Estado assinaram o acordo para a expansão da capacidade aeroportuária de Lisboa, com um investimento de 1,15 mil milhões de euros até 2028 para aumentar o atual aeroporto de Lisboa (aeroporto Humberto Delgado) e transformar a base aérea do Montijo num novo aeroporto.

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Hospitais de Setúbal e Barreiro estão lotados

Urgências estão a ser deslocadas para Almada e para hospitais de Lisboa 

A sobrelotação das urgências dos hospitais de Setúbal e do Barreiro leva a que durante toda a tarde desta segunda-feira, os doentes transportados em ambulâncias sejam encaminhados para o Hospital Garcia de Orta, em Almada. Ao que foi possível apurar junto de corpos de bombeiros da região de Setúbal, já há casos de transportes de utentes para hospitais em Lisboa. O surto gripal tem entupido as urgências dos três principais hospitais da região. O hospital de Setúbal anunciou ainda que recebeu 68 novos médicos internos ainda em período de formação - 50 de Formação Geral (antigo ano comum) e os restantes 18 de formação especifica em diversas especialidades. Em Almada o corpo clínico foi também reforçado com 81 novos médicos. 
Gripe provoca caos nos hospitais da região 

No Hospital de São Bernardo, em Setúbal, a medida foi tomada às 19h30 de domingo. Esta segunda-feira, às 13 horas, foi a vez do Hospital de Nossa Senhora do Rosário, no Barreiro, decidir recusar a admissão de doentes em ambulâncias.
A notícia do Jornal de Notícias dizia ainda que as duas unidades hospitalares vão reavaliar a medida durante o fim da tarde e início da noite desta segunda-feira.
Em causa está um grande número de casos de doentes com sintomas gripais. A admissão de utentes é ponderada caso a caso, sendo que aqueles que inspiram maiores cuidados, como vítimas de acidentes de viação, são recebidos e atendidos nestes hospitais.

Setúbal com 68 novos médicos 
O Centro Hospitalar de Setúbal informou que recebeu 68 novos médicos internos ainda em período de formação - 50 de Formação Geral (antigo ano comum) e os restantes 18 de formação especifica em diversas especialidades.
Além dos 50 clínicos de Formação Geral, o Centro Hospitalar de Setúbal vai acolher médicos de formação específica em Cardiologia (um), Cirurgia (dois), Infecciologia (um), Gastroenterologia (um), Ginecologia (um), Medicina Interna (três), Nefrologia (um), Oncologia (um), Ortopedia (um), Patologia Clínica (um), Pediatria (dois), Pneumologia (um) e Psiquiatria (dois).
Em nota de imprensa, a diretora do Internato Médico do Centro Hospitalar de Setúbal, Susana Neves Marques, refere que "o Centro Hospitalar de Setúbal desde sempre apostou na formação médica, na pré-formação de alunos de medicina em várias valências e na formação pós-graduada na fase generalista do internato e na formação específica das várias especialidades".
A entrada de 68 novos médicos, todos ainda em formação, ocorre precisamente numa altura em que os serviços de urgência dos hospitais de Almada, do Barreiro e também do Centro Hospitalar de Setúbal se deparam com algumas dificuldades face a um aumento da procura provocado pelo tempo frio dos últimos dias.

Garcia de Orta também com novos clínicos 
O Hospital Garcia de Orta, em Almada, recebeu 81 médicos internos para formação, anunciou a unidade.
São 42 internos de formação geral e 39 de formação específica, que abrangem 25 especialidades, desde a anestesiologia e medicina nuclear até neurocirurgia, medicina interna, cardiologia, doenças infeciosas ou pediatria e reumatologia, entre outras.
"O acolhimento tem vindo a decorrer com normalidade e, nesta altura, já está feita a distribuição das rotações dos internos gerais, tendo sido também realizada a receção institucional destes jovens médicos, numa formação de integração no hospital", informa o Garcia de Orta.
O Internato Médico é composto pela formação geral (primeiro ano do internato onde o médico tem oportunidade de contactar com diversos serviços clínicos) e pela formação específica (período de especialização que poderá durar entre quatro e seis anos).

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