Dá um Gosto ao ADN

Almada quer viver o Natal mais feliz do distrito

Humor, alegria, música e mercado amigo da terra marcam a programação que arranca este sábado 

O Feliz Almada, o programa de Natal da cidade, arranca este fim-de-semana na Praça da Liberdade, com videomapping, um carrossel e uma pista de gelo. Mas há mais propostas de actividades para ver e fazer até ao final de Dezembro, desde um Mercado de Natal Amigo da Terra até espectáculos gratuitos. Miguel Araújo, Aldina Duarte, António Zambujo, Diogo Piçarra, Murta, Carolina Deslandes e Pedro Abrunhosa já confirmaram presença. Além de concertos, terá ainda direito a espectáculos de comédia e a diversões para todas as idades. Miguel Esteves Cardoso, Gregório Duvivier e Ana Bola também passam no Natal "mais feliz" do distrito de Setúbal. O programa inclui ainda os tradicionais Natal no Solar, a iniciativa do Natal aos Reis em Coro, a Rua dos Presépios, entre muitas outras iniciativas que só terminam no primeiro dia de 2020, com Ana Bacalhau e Boss AC. 
Este sábado começa o Natal feliz de Almada 


Almada despede-se de 2019 com uma programação de Natal inédita e com várias surpresas que irão proporcionar a todos os que visitem a Praça da Liberdade, uma experiência única nesta época festiva. A cidade já decorada vê começar, neste sábado, 7 de Dezembro, o programa Feliz Almada, que regressa com um cartaz construído em exclusivo para todo o concelho. Nestes dias é fácil ficar sem desculpas para juntar a família e sair de casa.
O programa Feliz Almada arranca na Praça da Liberdade, com videomapping, um carrossel e uma pista de gelo, onde poderá praticar saltos e piruetas e demonstrar os seus dotes artísticos. No mesmo dia, pelas 21h30, o escritor português Miguel Esteves Cardoso e o humorista brasileiro Gregório Duvivier, ambos cronistas, juntam-se no Parque Urbano Comandante Júlio Ferraz para um espectáculo de entrada livre. Mas não vão ser os únicos.
Para não perder pitada, o melhor é apontar estes nomes e datas: Carlos Coutinho Vilhena (dia 13); Miguel Araújo e o Coro da Companhia de Música de Almada (dia 14); Aldina Duarte e António Zambujo (dia 19); Gospel Collective com Diogo Piçarra e Murta (dia 20); Ana Bola, Eduardo Madeira, António Raminhos e Guilherme Fonseca (dia 21); e Carolina Deslandes e Pedro Abrunhosa (dia 22).
Já a abertura do Mercado de Natal Amigo da Terra está marcada para 11 de Dezembro, pelas 17 horas, no centro da cidade. Graças a uma centena de artesãos de todo o país e instituições particulares de solidariedade social, encontrará inúmeras ideias para presentes solidários e amigos do ambiente, mas também um vasto conjunto de actividades, desde oficinas até showcookings e animação para toda a família.
Destaca-se ainda a programação para 31 de Dezembro, junto à Fragata D. Fernando II e Glória, em Cacilhas. A véspera de Ano Novo será celebrada ao som de Ana Bacalhau, a partir das 22h30, seguindo-se o tradicional fogo-de-artifício, que dará as boas-vindas a 2020, e um concerto de Boss AC, 30 minutos depois da meia noite.

Agência de Notícias  
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Câmara da Moita recebida na cidade basca de Pasaia

Tradições marítimas ligam a história dos dois municípios

Na sequência da participação da Associação Basca Albaola e de representantes do município de Pasaia no IV Encontro de Culturas Ribeirinhas, realizado em Outubro, no concelho da Moita, a Câmara Municipal foi convidada a visitar aquela localidade basca e a conhecer o importante trabalho ali realizado na preservação do património naval, bem como o trabalho preparatório do Festival Marítimo de Pasaia que, em 2020, terá Portugal como país convidado.
Rui Garcia recebido em Pasaia, no País Basco 

Esta visita decorreu no quadro da estreita colaboração que tem vindo a ser estabelecida entre as duas localidades, partindo do objetivo comum de preservação do património náutico e da construção naval.
O presidente da Câmara da Moita, Rui Garcia, foi recebido na quarta-feira, na sede do município de Pasaia, pela “Alcaldesa” Izaskun Gómez. A autarca basca ofereceu à Câmara da Moita uma gravura e várias publicações sobre a história local. Rui Garcia fez questão de retribuir com a oferta de uma publicação e de uma pintura relativa ao Cais da Moita.
Ambos os autarcas realçaram a importância da história e tradição marítima que une as suas regiões, ficando em aberto um trabalho conjunto, com a participação no Festival Marítimo de Pasaia e também no projeto Moita Património do Tejo.
Esta visita faz parte da colaboração estabelecida entre duas culturas marítimas até a próxima edição do Festival Marítimo de Pasaia, que será realizado em Maio de 2020. Isso foi afirmado pelo governador, referindo-se à relação criada por esse evento entre País Basco e Portugal, país convidado na programação em que já está trabalhando. 
Izaskun Gómez lembrou que Portugal tem "uma grande história e tradição ligada ao mar", algo que pode ser visto no evento do próximo ano.
No âmbito desta visita, a delegação portuguesa teve ainda oportunidade de conhecer o trabalho realizado na Factoria Maritima Vasca e o seu projeto de construção da réplica do galeão “San Juan”.

Agência de Notícias com Câmara da Moita 
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Montijo quer mais respostas sociais e solidariedade

Prioridades sociais apresentadas em Fórum Social esta semana

No dia 3 de Dezembro teve lugar a apresentação, no Fórum Social, do Diagnóstico Social do Montijo e do Plano de Desenvolvimento Social e de Saúde da Rede Social do Montijo para o biénio 2020-2022, que decorreu na Quinta do Saldanha. Recorde-se que o Diagnóstico Social do Montijo resulta da monitorização e avaliação da realidade social do todo o Concelho e servirá, também, para fundamentar candidaturas a programas de financiamento nas áreas e domínios identificados como prioritários. A autarquia quer mais "solidariedade" e que as "respostas sociais desta cidade façam parte do movimento contra o esquecimento e, sobretudo, contra a hipocrisia", afirmou Nuno Canta, presidente da autarquia montijense. 
Construir uma cidade mais solidaria e humanista 


O presidente da Câmara do Montijo sublinhou a importância da apresentação dos dois documentos chave para garantir uma estratégia, em parceria, na área social. “Não é aceitável que, perante a complexidade e o dramatismo dos problemas sociais contemporâneos, os valores da fraternidade continuem a ser negados por muitos. É preciso unir forças, despertar consciências e usar criatividade humana para responder aos desafios da dignidade da vida humana", disse Nuno Canta.
O autarca quer fazer de tudo para que "a solidariedade com o nosso semelhante e as respostas sociais desta cidade façam parte do movimento contra o esquecimento e, sobretudo, contra a hipocrisia", afirmou Nuno Canta.
A apresentação do plano esteve a cargo de Rui Godinho, investigador do Instituto de Estudos Sociais e Económicos. O encontro contou também com a presença de Natividade Coelho, diretora do Centro Distrital de Setúbal da Segurança Social e Coordenadora da Plataforma Supraconcelhia da Península de Setúbal e Ricardo Bernardes, vereador da Câmara do Montijo, responsável pelo pelouro de Desenvolvimento Social e Promoção da Saúde.
“Do ponto de vista do funcionamento e das metodologias de atuação assume se, como prioridade, a importância do diagnóstico dos problemas e da inventariação dos recursos disponíveis como forma de planificar as estratégias e as metodologias de intervenção. Daí a centralidade dos planos de desenvolvimento social como o que hoje apresentamos” afirmou Ricardo Bernardes.
“Planear para agir. Agir em parceria, estes foram e são os lemas que orientam a nossa atuação estratégica e a nossa visão de rede social” aludiu o autarca.
O Fórum contou com a apresentação e dinamização de Workshops (reflexão e Partilha) subordinados aos temas Saúde, Escola e Família e Migrantes dinamizados, respetivamente, por Miguel Lemos, diretor executivo do ACES Arco ribeirinho, Paula Póvoa, diretora do Agrupamento de Escolas Poeta Joaquim Serra e Ana Cardoso, do Centro de Estudos Sociais para a Intervenção Social.
Por sua vez o novo Plano de Desenvolvimento Social e de Saúde da Rede Social do Montijo, resulta da atualização do Diagnóstico Social, tendo como primordial objetivo desenvolver processos de concertação à escala concelhia, reforçando os mecanismos de articulação da Rede Social.

Agência de Notícias com Câmara do Montijo 
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Caminhada mostra bairros renovados em Setúbal

Um milhão e meio de euros para requalificar bairros dos Pescadores e Grito do Povo

As obras de requalificação urbana dos bairros dos Pescadores e Grito do Povo, são inauguradas na tarde do dia 7 de Dezembro, em cerimónia que inclui uma caminhada com animação cultural pelas ruas daqueles bairros setubalenses. O investimento foi na ordem do milhão e meio de euros para reabilitação do espaço público e iluminação pública, renovação de infraestruturas urbanas, criação de espaços verdes e instalação de mobiliário.  “Tentámos no projeto encaixar a vontade da população, de acordo com as premissas iniciais da melhoria da qualidade de vida”, disse no lançamento da obra, o vereador da Câmara de Setúbal, Carlos Rabaçal. 
Bairros históricos estão a ser requalificados 

O momento comemorativo tem início às 15 horas, na Rua de São Pedro, no Bairro dos Pescadores, com a “Caminhada Setúbal Conserva”, a qual conta com a participação da presidente da Câmara de Setúbal, Maria das Dores Meira, a par de vereadores.
A caminhada reserva, ao longo do percurso pelas ruas dos bairros, um conjunto de apontamentos culturais de animação para a população com atuações de Bombo’Sapiens, da ESTuna e da Sociedade Filarmónica Perpétua Azeitonense, bem como um espetáculo de estátuas vivas.
Um dos destaques do programa realiza-se às 15h45, na Rua de Nossa Senhora no Carmo, no jardim junto do mural “Aqui Sou Livre”, para inauguração de uma escultura de homenagem à indústria conserveira e visita às intervenções de requalificação executadas no campo de jogos da EB 1 do Viso.
A “Caminhada Setúbal Conserva” culmina na Rua Grito do Povo, junto do mural “Grito dos Pescadores”, para uma intervenção da presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria das Dores Meira, a que se segue um lanche-convívio e um apontamento musical a cargo de Jorge Nice.
As obras de reabilitação urbana executadas nos bairros dos Pescadores e Grito do Povo resultam de uma candidatura apresentada pela Câmara de Setúbal a financiamento comunitário, com fundos canalizados através do Programa Operacional Regional de Lisboa – Portugal 2020.
A empreitada de “Requalificação Urbana do Bairro dos Pescadores e Grito do Povo”, um investimento global superior a dois milhões de euros, financiada com uma taxa de 50 por cento, foi dinamizada no âmbito do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano.
"A operação realizada nestes bairros permitiu a criação de zonas de lazer, de estadia e de circulação, assim como áreas de enquadramento, incluindo espaços verdes, que contribuem para uma maior versatilidade de usos do espaço público e em condições favoráveis de maior conforto urbano", diz a autarquia de Setúbal.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 
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Seixal quer estacionamento mais barato nas estações

"Mais uma medida de incentivo à utilização dos transportes públicos"

A Câmara do Seixal decidiu pedir uma intervenção do Governo para a redução dos custos de estacionamento junto às estações ferroviárias e fluviais do concelho para promover o uso do transporte público. O executivo municipal "exorta o Governo a intervir diretamente para reduzir os elevados preços praticados nos parques de estacionamento de apoio aos interfaces da Fertagus e da Transtejo", refere a tomada de posição aprovada em reunião pública nesta quarta-feira. Para esta autarquia comunista, a redução do preço do estacionamento junto às estações e a inclusão desse custo no passe social intermodal seria "mais uma medida de incentivo à utilização dos transportes públicos".
Seixal pressiona governo para diminuir valor dos parques 

Ao mesmo tempo, contribuiria para libertar estacionamento para os residentes das zonas localizadas nas imediações das estações.
O município reafirmou a sua "disponibilidade" para "contribuir para uma solução que concorra para a plena intermodalidade" nos transportes, depois de contribuir com um investimento anual de dois milhões de euros para o passe social, que entrou em vigor em Abril deste ano.
O executivo municipal saudou ainda a petição "parques de estacionamento gratuitos", lançada a 25 de Novembro pela Comissão de Utentes de Transportes do Concelho do Seixal.
Dados avançados pela autarquia revelam que a procura no comboio da Ponte 25 de Abril cresceu "de forma expressiva", subindo 34,53 por cento face a Novembro de 2018, ano em que a Fertagus transportou 21 milhões de passageiros.
Também a rodoviária Transportes Sul do Tejo registou um aumento na procura com mais 2,4 milhões de passageiros, entre Abril e Setembro deste ano, correspondendo a um crescimento de 400 mil utentes por mês e um crescimento médio de 14 por cento.
No mesmo período, a Transtejo/Soflusa teve um aumento na procura de cinco por cento face ao período homólogo de 2018, ano em que transportou cerca de 17,7 milhões de passageiros.
Tanto a Fertagus como a Transtejo exploram parques de estacionamento junto aos respetivos terminais, praticando "elevados preços", motivo pelo qual a ocupação dos lugares de estacionamento "é muito reduzida", alertou o município.
Por outro lado, "subsistem problemas de desinvestimento visíveis pela falta de manutenção dos próprios parques".
Apesar de haver negociações, as duas operadoras alegam a necessidade de arrecadar receita por via da exploração dos parques.

Agência de Notícias com Lusa 
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Mundo de olho nas boas práticas da Bela Vista, Setúbal

Hoje “há um grande orgulho em ser do bairro”

Uma comitiva da Associação Internacional das Cidades Educadoras visitou na manhã desta quarta-feira, o Bairro da Bela Vista para conhecer melhor esta zona de Setúbal, onde decorre um projeto municipal ao qual atribuiu um prémio de boas práticas. O Nosso Bairro, Nossa Cidade, programa municipal distinguido com o Prémio Cidades Educadoras 2018, mudou radicalmente o território constituído por Bela Vista, Forte da Bela Vista, Alameda das Palmeiras, Manteigadas e Quinta de Santo António. O prémio “Boas Práticas” da Associação Internacional das Cidades Educadoras, para o qual concorreram 62 candidaturas, de 49 cidades, 12 países e três continentes, veio reforçar ainda mais o "bom trabalho" que se faz nesses bairros sociais da cidade. 
Comunidade internacional visitou o bairro


“Hoje, aqui, percebi o alcance e o peso deste programa. Estou bastante emocionada. Parabéns a cada um de vocês”, felicitou a secretária-geral da Associação Internacional das Cidades Educadoras, Marina Canals, perante um auditório com alguns dos rostos que colaboram e se envolvem, todos os dias, nesta ação inédita a nível nacional e europeu.
A visita da manhã de dia 4, com a participação de Joan Manuel del Pozo, professor da Universidade de Girona, Espanha, e antigo autarca, e de Angélica Sátiro, da Universidade de Barcelona, foi dinamizada no âmbito de um seminário para aferir o envolvimento do município com os princípios das Cidades Educadoras e os resultados alcançados.
O prémio “Boas Práticas” da Associação Internacional das Cidades Educadoras, para o qual concorreram 62 candidaturas, de 49 cidades, 12 países e três continentes, veio reforçar o Nosso Bairro, Nossa Cidade, criado em 2012, como um exemplo para a educação cidadã através da participação, resultado da iniciativa do município e do trabalho diário dos moradores.
Com os moradores a ter “um poder real” em todas as ações, acredita o vereador da Câmara Municipal de Setúbal responsável pelo projeto, Carlos Rabaçal, este território encontrou no trabalho comunitário uma alavanca para a melhoria do espaço público.
“Há uns anos, as pessoas tinham medo de vir cá e as crianças ficavam na rua durante as férias escolares”, partilhou Aline Martinho dos Santos, da Associação de Moradores Renascer do Forte.
Agora, todos dispõem de uma ação de ocupação de tempos livres durante o período de interrupção letiva da Páscoa, Natal e verão.
“Há um grande orgulho em ser do bairro”, sublinhou a jovem moradora do Forte da Bela Vista, constituído por blocos azuis, da cor do vizinho Sado.
“O programa inclui todas as gerações e grupos sociais. É o caso da Aline, que hoje é estudante universitária mas começou connosco nas Férias do Bairro. Era mais nova”, complementa o vereador Carlos Rabaçal.
O autarca reforçou que os cidadãos são os pilares da construção e do desenvolvimento deste programa municipal. “As instituições não mandam. Inserem-se no processo de discussão, avaliação e análise dos projetos. Dão a sua opinião e intervêm de acordo com a decisão dos moradores”.
A visita serviu para os residentes testemunharem o trabalho já realizado em várias áreas de atuação, do ambiente à cultura, da requalificação urbana a ações de cidadania e saúde, entre outras.
Durante o encontro, um vídeo, narrado pelo artista setubalense Toy, passou em revista alguns dos momentos altos do programa ao longo de sete anos, como obras de requalificação no edificado, as ações Férias no Bairro, as festas comunitárias, os diversos ateliers dinamizados e a galeria a céu aberto de graffiti patente na Alameda das Palmeiras.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 
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Sociedade Filarmónica Samouquense fez 100 anos

"100 anos a elevar com brio e dignidade o nome do Samouco e do concelho de Alcochete”

A Sociedade Filarmónica Progresso e Labor Samouquense, no Samouco, concelho de Alcochete, festejou no dia 1 de Dezembro o seu centésimo aniversário com a realização de uma sessão solene e de um concerto na sede da coletividade, num dia que ficou também marcado pelo descerramento do monumento em honra desta coletividade erigido pela Junta de Freguesia do Samouco. “Atingir esta idade com a juventude, qualidade, inovação e criatividade que todos reconhecemos a esta instituição não é certamente para todos, apenas e só para os melhores", sublinhou Fernando Pinto, presidente da Câmara de Alcochete. 
Uma banda que toca há 100 anos... 


No início do seu discurso, o presidente da Câmara de Alcochete, relembrou que este é "um dia particularmente feliz para esta casa, para a vila do Samouco e naturalmente para o nosso concelho. Celebramos com efusiva emoção e alegria o centésimo aniversário da Sociedade Filarmónica Progresso e Labor Samouquense, 100 anos de vida, 100 anos a elevar com brio e dignidade o nome do Samouco e do concelho”, afirmou Fernando Pinto.
“Atingir esta idade com a juventude, qualidade, inovação e criatividade que todos reconhecemos a esta instituição não é certamente para todos, apenas e só para os melhores. E esta vivacidade e dinamismo só é possível devido à determinação, vontade e esforço acrescido da população do Samouco e das sucessivas direções e restantes órgãos sociais, que envolvidos pelo espírito associativo e cívico, sempre trabalharam para ultrapassar as dificuldades e resolver problemas, projetando a Sociedade Filarmónica para o futuro”, acrescentou o autarca.
Para Fernando Pinto, “foi a soma do labor de todos os dias, ao longo destes 100 anos de existência, que transformou esta coletividade com um cariz identitário muito sui generis num valioso património cultural e numa referência local, nacional e internacional”.
O autarca elogiou a banda de música da sociedade destacando ser “do conhecimento de todos e grande motivo de orgulho as diversas participações da banda em festas populares, romarias religiosas, concertos, espetáculos tauromáquicos por todo o país e também na vizinha Espanha, onde há décadas abrilhanta as Festas de Nossa Senhora das Angústias, em Ayamonte”.

Uma sociedade que já é uma "embaixadora" do concelho 
“Na verdade, a banda da Sociedade Filarmónica Progresso e Labor Samouquense é uma verdadeira embaixadora não só da vila do Samouco, mas de todo o concelho de Alcochete, facto por todos reconhecido e que enquanto Presidente da Câmara, e em nome de todo o Executivo, muito agradeço”, prosseguiu, lembrando ainda “todas as atividades desenvolvidas para além da banda, desde o Coral até ao Hip-Hop, passando pelos bailes de Carnaval, o baile da Pinha e o já famoso e apetitoso Festival das Sopas”.
“Pelo seu enraizamento, as coletividades são lugares onde a dedicação à vida da comunidade se concretiza no seu quotidiano e esta não é exceção. É esta dedicação que importa, hoje e sempre, lembrar e enaltecer, a dedicação dos homens e mulheres que desde o dia 1 de Dezembro de 1919 sonharam e impulsionaram o crescimento desta casa”, sublinhou, elogiando também “o empenho da direção atual que durante este ano promoveu um programa de irrepreensível qualidade para celebrar digna e brilhantemente esta data tão importante”.
Fernando Pinto terminou a sua intervenção “renovando o compromisso deste Executivo no apoio ao movimento associativo em geral e a esta coletividade em particular” e destacou a “forma consciente, rigorosa e emocionada do Executivo Municipal na oferta de dois bombardinos que vão enriquecer o já vasto património e sobretudo proporcionar maiores condições artísticas à Banda e em especial aos respetivos executantes”.

Agência de Notícias com Câmara de Alcochete 
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Setúbal é exemplo de cidade educadora

Cidade é um modelo de desenvolvimento sustentável inspirado na educação 

Setúbal foi apontada como um concelho modelo em termos de governação local, no âmbito do modelo de cidade educadora, destinado à execução de um conjunto de políticas com valores positivos, envolvendo pessoas e instituições. “Para nós Setúbal é um exemplo de cidade educadora. E exemplo é o melhor veículo educador”, salientou Joan Manuel del Pozo, professor da Universidade de Girona, Espanha, e antigo autarca, no seminário “Cidades Educadoras e Governança Local”, realizado na Casa do Largo, com organização da Câmara de Setúbal. Para a presidente da autarquia, "a cidade enquanto espaço educativo onde se educa através de projetos e atividades, seja nas áreas da cultura, participação, ambiente, património ou da juventude, e que resulta do investimento em diversos equipamentos", sublinha Maria das Dores Meira. 
Seminário decorreu terça e quarta-feira em Setúbal 

Joan del Pozo falava num seminário que contou, na sessão de abertura, com intervenções da presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria das Dores Meira, e da secretária-geral da Associação Internacional das Cidades Educadoras, Marina Canals.
“Educar é ensinar, é transmitir conhecimentos”, mas é, igualmente, afirmou, “transmitir todo um conjunto de valores da vida, que têm a ver com as emoções e com os laços sociais que nos constituem como humanos”.
No início do seu discurso, Joan del Pozo abordou ainda a capacidade de melhoria permanente na área da educação.
“Em todo o momento, qualquer pessoa, em qualquer idade, pode ser melhorada em relação a si mesma e educada. Aquilo que caracteriza o ser humano é a sua educabilidade permanente”.
Por outro lado, “nascemos com uma precariedade extraordinária. Não há nada mais precário no universo do que um bebé humano. Para que essa precariedade seja superada é necessária uma alta sociabilização”.
Parafraseando o sociólogo polaco Zygmunt Bauman, Joan del Pozo falou da ideia de uma sociedade líquida, de uma época caracterizada pelo triunfo da fluidez, do preçário e do transitório.
“Essa liquidez quer dizer que os valores da vida fluem, vão-se, trocam-se. Vivemos num mundo de modas”, indicou, referindo-se à condição da sociedade em que vivemos, em todas as suas dimensões, tanto estruturais, como no plano material e económico, como na esfera da vida afetiva.
“Os valores educativos não estão na ordem do dia. Os valores competitivos, a agressividade, todos contra todos, sim”, questão que deve, considera, ser contrariada nos valores fundamentais das cidades educadoras.
“A educação é transversal. Somos todos sujeitos e atores de educação. Somos educáveis e educadores como indivíduos e como coletivos”, reiterou.

Os objetivos da autarquia para a educação 
Neste encontro, dinamizado com o objetivo de aferir o envolvimento do município com os princípios das Cidades Educadoras e os contributos alcançados para o crescimento de Setúbal nesse papel, Maria das Dores Meira fez questão de sublinhar os objetivos pragmáticos do presente mandato autárquico em matéria de educação.
“Entendemos a cidade enquanto espaço educativo onde se educa através de projetos e atividades, seja nas áreas da cultura, participação, ambiente, património ou da juventude, e que resulta do investimento em equipamentos culturais, desportivos, escolares, sociais ou da recuperação do património, entendido também como identidade e memória e preservação do ambiente”.
Os programas municipais “Ouvir a População, Construir o Futuro”, “Nosso Bairro, Nossa Cidade”, “Setúbal Mais Bonita”, a delegação de competências nas juntas de freguesias, o funcionamento do Gabinete de Participação Cidadã e dos conselhos municipais de Educação, Desporto, Segurança e Ação Social e o Fórum da Juventude foram mencionados como exemplos de boas práticas na área da participação.
Na esfera da inclusão e interculturalidade, o município promove ações como Setúbal, Cidade de Aprendizagem, o Setúbal, Etnias e Imigração, o Programa de Intervenção Territorial na Anunciada, o Grupo Envelheseres e o Desportivamente em (Re)Forma e o Grupo Concelhio da Deficiência.
Maria das Dores Meira apontou ainda o trabalho que é realizado na cidade ao nível da sustentabilidade.
É disso exemplo o Plano Municipal de Mobilidade, o Pacto de Autarcas, a histórica obra que constitui o Parque Urbano da Várzea e as bacias de retenção da Várzea e da Algodeia, o Centro Interpretativo do Roaz Corvineiro, o Moinho de Maré da Mourisca e a participação no Clube das Mais Belas Baías do Mundo.
“Em matéria de sustentabilidade temos, aliás, um vasto conjunto de ações que vale a pena referir, como a Arrábida Sem Carros, programa com que retirámos da serra milhares de viaturas no período balnear e devolvemos a todos os utentes daquele espaço a necessária segurança, ou, ainda, o Selo Verde, a Eco Escola e a Escola Azul”, enumerou ainda a autarca.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 
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Dragagens do Sado arrancam para a semana em Setúbal

Apesar dos protestos as obras no porto de Setúbal vão começar 

As dragagens no estuário do Sado no âmbito do projeto de melhoria das acessibilidades marítimas ao porto de Setúbal devem começar na semana de 9 a 15 de Dezembro, revelou terça-feira a administração portuária. A Administração dos portos de Setúbal e Sesimbra refere ainda que “tem estado particularmente atenta às preocupações manifestadas pelas associações de pescadores, com as quais está a trabalhar no sentido de encontrar uma solução que, assegurando o cumprimento da Declaração de Impacte Ambiental, salvaguarde os interesses da comunidade piscatória de Setúbal”. Para os pescadores, que estão contra as dragagens, a obra "terá fortes implicações para a biodiversidade das espécies piscícolas do rio Sado". 
Pescadores criticam dragagens no Sado 

“Os trabalhos relativos à primeira fase do projeto decorreram dentro da normalidade, encontrando-se praticamente concluídos, permitindo criar as condições para avançar com os trabalhos de dragagem na semana de 9 a 15 de Dezembro”, disse a Administração dos portos de Setúbal e Sesimbra, questionada sobre a data prevista para o início das dragagens.
Na resposta escrita a perguntas da agência Lusa, a Administração dos portos de Setúbal e Sesimbra adianta que, “dos 3,5 milhões de metros cúbicos de dragados, cerca de metade serão colocados no aterro a nascente do Terminal Ro-Ro e os restantes nos locais de deposição constantes da Declaração de Impacte Ambiental”.
A Administração dos portos de Setúbal e Sesimbra refere ainda que “tem estado particularmente atenta às preocupações manifestadas pelas associações de pescadores, com as quais está a trabalhar no sentido de encontrar uma solução que, assegurando o cumprimento da Declaração de Impacte Ambiental, salvaguarde os interesses da comunidade piscatória de Setúbal”. 
“Neste sentido os trabalhos de deposição dos sedimentos iniciar-se-ão pela zona do aterro a nascente do Terminal Ro-Ro”, lê-se na resposta.

Pescadores temem pelo pescado
Apesar da garantia do porto sadino de que continua empenhada em encontrar uma solução que salvaguarde os interesses dos pescadores, a Sesinal, Cooperativa de Pesca de Setúbal, Sesimbra e Sines, diz não ter conhecimento de qualquer alternativa à localização prevista na Declaração de Impacte Ambiental para a deposição de dragados, na zona da Restinga, perto de Tróia, zona que os pescadores dizem ser fundamental para a reprodução e captura de diversas espécies, bem como para o sustento de centenas de pescadores. 
“A Cooperativa de Pesca de Setúbal, Sesimbra e Sines, não pode aceitar os locais previstos para os despejos de dragados na fase A e B, na zona da Restinga, perto de Tróia, que terá fortes implicações para a biodiversidade das espécies piscícolas como o choco, linguado, raia, polvo, pregado, salmonete, sardinha e cavala, e que também põe em causa a navegabilidade das embarcações de pesca naquela zona”, disse à agência Lusa o presidente da Sesinal, Ricardo Santos.

Agência de Notícias com Lusa 
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Montijo lança Orçamento Participativo nas Escolas

Crianças dos 3 aos 10 anos vão escolher investimentos para as suas escolas 

Dos 3 aos 10 anos, todas as crianças, que frequentem os estabelecimentos de ensino pré-escolar e 1.º ciclo vão ter oportunidade de transmitir as suas ideias no Orçamento Participativo das Escolas do Município do Montijo 2019/2020. Esta iniciativa, diz a autarquia do Montijo, é "mais um contributo da Câmara Municipal para apoiar as escolas do município no desenvolvimento e implementação das suas estratégias de educação para a cidadania". 
Crianças decidem prioridades das escolas 

O projeto começa já este ano letivo, mas terá continuidade, em cada ano letivo, em todos os estabelecimentos de ensino pré-escolares e do 1.º ciclo do ensino básico do concelho uma vez que estes abrangem o leque de competências da autarquia e que os outros graus de ensino já têm orçamento participativo por parte do Ministério da educação.
O desenvolvimento e apresentação das propostas realizadas pelas crianças, com idades compreendidas entre os 3 e os 10 anos, terá lugar até ao dia 14 de Fevereiro. Depois de um período de divulgação e debate durante dez dias, as mesmas, serão votadas a 12 de Março do próximo ano.
Em reunião de câmara, a vice-presidente Maria Clara Silva, responsável pelo pelouro da educação afirmou que este projeto será "uma proposta de extrema importância na vivência das nossas escolas”. Acrescentando que “a cidadania é das questões que melhor devem ser trabalhadas pelas escolas”.
Maria Clara Silva afiançou que as normas do Orçamento Participativo das Escolas do Município do Montijo foram elaboradas “não por trabalhadores da autarquia, mas por um grupo de trabalho do Conselho Municipal de Educação, a que pertenciam os diretores dos agrupamentos de escolas e eu própria”. O documento teve em conta o Perfil do aluno, à saída da escolaridade obrigatória, um documento estratégico todo ele elaborado com a participação de todas as escolas do país”, disse.
“Queremos fomentar a discussão dos alunos, incentivando-os a pensar no que gostariam de ter e a lutar para o terem e isso só se consegue pela organização, pela defesa daquilo que se quer e pelo voto.” concluiu a vice-presidente.
A proposta foi votada por unanimidade.

Agência de Notícias com Câmara do Montijo 
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Sines lança glossário digital com "dizeres" antigos

Arriba, arriba, a armação fachou na 'língua esquecida' da cidade

A Câmara de Sines, no distrito de Setúbal, lançou um glossário digital com um total de 329 "dizeres" antigos da comunidade com o objetivo de valorizar as culturas e as tradições locais. O projeto 'Dizeres', promovido pelo Arquivo e Biblioteca Municipal, decorreu ao longo deste ano e permitiu recolher 625 unidades vocabulares, tendo sido selecionadas 329 expressões "consideradas significativas para as comunidades de Sines", no litoral alentejano. Este falar “reflete as vivências destas pessoas e a sua ligação a atividades como a pesca, agricultura, a estiva e a indústria da cortiça, entre outras”, explica a autarquia em comunicado. Expressões como vender o peixe à boca, sardinhar, arriar o calhau, esticar mais que um elástico, jogar ao não-te-irrites, cantiga de quarenta pontos escolhedora de rolhas, banho 29, greve verde, encher o bandulho ou ter bichos carpinteiros fazem parte da "língua esquecida" de Sines. 
Cidade recupera dizeres de outros tempos 

Trata-se de palavras utilizadas pela população que "nasceram de vivências muito específicas", trazidas para o concelho de Sines pelas comunidades algarvia, setubalense, minhota e cabo-verdiana ou pelos descendentes dos ílhavos, que estão a cair em desuso mas que o município quer preservar.
"Se não registarmos esse vocabulário, daqui a uns anos ninguém se vai lembrar que nós dizíamos que "íamos à praça" (mercado municipal) e que íamos "ouvir o chui" (sinal que andavam no leilão do peixe, durante a lota), porque as pessoas que usam estas expressões estão a desaparecer", sublinhou à agência Lusa Sandra Patrício, técnica do arquivo municipal.
No final da recolha, a equipa contabilizou mais de mil expressões, muitas delas comuns à região do Alentejo, outras "usadas como arcaísmo" ou "resultantes da vinda de outras populações do resto do país" para Sines.
No glossário constam palavras como "carrega", usada para definir o marítimo que descarrega o peixe, "caramujo" (molusco marítimo, conhecido noutras regiões por burrié e nome atribuído aos habitantes de Sines), "Larido" (zona rochosa onde há muito marisco), "barroca" (pequena porção de terra) ou "entrouxado" (mal vestido ou máscara de Carnaval).
"No final ficámos com 329 expressões que esperemos que aumentem com a publicação do glossário e outros membros da comunidade nos tragam outras palavras e expressões para podermos registar contextualizando cada um dos vocábulos para que as pessoas compreendam no futuro o que cada um dos termos significava", acrescentou.
O glossário digital, que a partir desta semana vai poder ser consultado na página 'online' do município, está dividido em três capítulos, "Mar", "Um pé na terra e um pé no Mar" e "Terra", representando as atividades desenvolvidas pela população local.
"O glossário vai aliar a imagem dos documentos de arquivo, que podem ilustrar esses dizeres, desde o início do século XX, obtidos não só pela atividade da câmara municipal como também pelo trabalho de recolha que o município tem desenvolvido junto dos membros da comunidade", explicou Sandra Patrício.
O glossário, que será no futuro publicado em papel, segundo a mesma técnica, é "um testemunho" daquilo que foi "a vida do concelho de Sines nos últimos 100 anos".
Além do glossário digital, o município está a promover também uma exposição sobre o projeto 'Dizeres', que está patente, até 8 de Dezembro no Centro de Artes de Sines, seguindo depois em itinerância pelo concelho.
O projeto 'Dizeres', que recebeu um apoio financeiro de 17 mil euros, foi cofinanciado pela 3.ª edição do programa Tradições da EDP e contou com a parceria da Biblioteca Municipal e o apoio científico da Universidade de Évora.

Agência de Notícias com Lusa 
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Novo Terminal Rodoviário de Setúbal já começou

Cidade passa a ter uma estação para autocarros e comboios num único lugar 

As obras para as novas infra-estruturas no Terminal Interface de Setúbal começaram esta semana e, em 2021, a Praça do Brasil, na cidade de Setúbal, terá nova centralidade. Um investimento superior a quatro milhões de euros, segundo contas da autarquia.  "O objetivo é congregar a intermodalidade na actual estação de comboios da Praça do Brasil, ao reunir, num único pólo, opções de transporte colectivo rodoviário e ferroviário que, actualmente, funcionam em locais distintos da cidade", diz a Câmara de Setúbal. O terminal terá ainda um parque de estacionamento subterrâneo para quase 120 carros. 
Obra começou esta terça-feira 

A empreitada do Terminal Interface de Setúbal, na Praça do Brasil, um investimento superior a quatro milhões de euros e que conta com apoio comunitário, foi consignada esta terça-feira e deverá estar concluída até ao início de 2021.
A intervenção consiste na construção do novo terminal rodoviário junto da estação ferroviária, um parque de estacionamento subterrâneo e respetivas áreas e infraestruturas de apoio.
"O objetivo é congregar a intermodalidade na atual estação de comboios da Praça do Brasil, ao reunir, num único polo, opções de transporte coletivo rodoviário e ferroviário e que, atualmente, funcionam em locais distintos da cidade", sublinha a autarquia.
As obras tiveram início com trabalhos preparatórios a decorrer até ao final do ano, traduzindo-se na instalação do estaleiro de obras, colocação de vedações, demolições de muros e transplantação de árvores para outros locais da cidade. O prazo de execução da empreitada tem conclusão prevista para Janeiro de 2021.
O terminal rodoviário a integrar o futuro interface de Setúbal terá uma área de quase 3500 metros quadrados, com capacidade para 14 autocarros.
"A nova infraestrutura de transportes setubalense recebe, também, um parque de estacionamento subterrâneo, a construir numa área de cerca de três mil metros quadrados, com lotação para 117 lugares, distribuídos por um único piso", revela a autarquia sadina.
O Terminal Interface de Setúbal, um investimento total de quatro milhões, 466 mil e 487,96 euros, tem uma comparticipação de fundos comunitários de 50 por cento sobre o valor elegível de dois milhões e 250 mil euros, resultado de uma candidatura ao Portugal 2020, no âmbito dos Planos Estratégicos de Desenvolvimento Urbano.
O projeto, designado de Interface de Setúbal, enquadra-se na estratégia de mobilidade para a cidade, consubstanciada no Plano de Mobilidade Sustentável e Transportes de Setúbal.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 
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Unidade de Saúde Familiar de Pinhal Novo sul já funciona

Município investiu para ver concretizada responsabilidade da Administração Central

Entrou em funcionamento semana passada, a tão aguardada Unidade de Saúde Familiar Pinhal Saúde, na zona sul de Pinhal Novo. De acordo com a informação facultada pelo Agrupamento de Centros de Saúde da Arrábida, este equipamento de saúde está preparado para servir 10 mil 904 utentes da freguesia de Pinhal Novo e funciona de segunda a sexta-feira, entre as oito da manhã e as oito da noite. A equipa é coordenada pela médica especialista em medicina geral e familiar Ana Mafalda Cunha e conta com seis médicos, seis enfermeiros, quatro assistentes técnicos e um assistente operacional. A inauguração oficial deve acontecer ainda durante este ano. 
Equipamento era reivindicado há duas décadas 

O edifício, localizado na Rua Manuel Veríssimo da Silva, está dimensionado para cerca de 15 mil e 200 utentes e dispõe de doze gabinetes de consulta, três de enfermagem e duas salas de tratamento, entre outras instalações.
A abertura desta nova Unidade de Saúde Familiar responde a "uma necessidade e a um anseio antigo, com mais de 20 anos, da população do maior aglomerado urbano do Concelho de Palmela", diz a autarquia em nota de imprensa. 
A construção esteve inscrita pela primeira vez no antigo PIDDAC (Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central) em 2002, ano em que o município de Palmela aprovou a desafetação do domínio público da parcela de terreno que viria a ser cedida para a instalação deste equipamento. 
"No entanto, não veio a concretizar-se nem nesse ano nem nos seguintes, apesar de terem sido conhecidos vários projetos e de a obra ter sido inscrita em PIDDAC por diversas vezes, sem seguimento", relembra a autarquia.

As lutas da população e dos autarcas 
A sociedade civil e as autarquias desdobraram-se em iniciativas políticas, entre moções, manifestações, reuniões e vigílias, no sentido de sensibilizar e reivindicar respostas urgentes para as graves necessidades das populações, face à insuficiência de instalações em Pinhal Novo, ao aumento demográfico registado na freguesia e à falta de médicos de família. 
"Indo muito além das suas competências, o município de Palmela disponibilizou-se para fazer parte da solução, no sentido de viabilizar rapidamente a construção da infraestrutura. O compromisso foi firmado oficialmente a 31 de Maio de 2016, com a assinatura do Contrato-Programa com o Ministério da Saúde e a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo para Instalação da Unidade de Saúde de Pinhal Novo", sublinha a autarquia.
A Câmara de Palmela produziu e viu aprovada a candidatura para cofinanciamento em "50 por cento pelo FEDER, no âmbito do Portugal 2020 (empreitada no valor de um milhão 251 mil 893 euros), pagou o projeto (no valor de 30.750 euros), desenvolveu todos os procedimentos com vista à construção, acompanhou e fiscalizou a obra, assegurou a ligação das infraestruturas e assume a conservação dos espaços exteriores", diz o mesmo documento.
Com a nova Unidade de Saúde Familiar já a funcionar e ao serviço da população, aguarda-se o agendamento da inauguração oficial por parte do Ministério da Saúde e da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo. O que deve acontecer ainda este mês. 
A vila conta agora com dois equipamentos de saúde. Na zona norte, o centro de Saúde na Rua Zeca Afonso e a sul, na zona da Quinta do Pinheiro,  na rua Manuel Veríssimo da Silva [um dos primeiros médicos da vila], a nova Unidade de Saúde Familiar.

Agência de Notícias com Câmara de Palmela 
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Almada pensa o futuro da escola pública

"Uma escola democrática é uma escola mais flexível" 

Casa cheia no Encontro + Leitura + Sucesso, que decorreu na Escola Básica e Secundária Professor Ruy Luis Gomes, no Laranjeiro, em Almada. Foram partilhadas práticas inovadoras em curso e apresentadas reflexões sobre o futuro da escola, por figuras de destaque como Sampaio da Nóvoa, embaixador de Portugal na Unesco e João Costa, secretário de Estado Adjunto da Educação. João Couvaneiro, vice-presidente da Câmara de Almada, fez a abertura deste encontro, sublinhando que “quem quer, faz. E quem se lança a construir uma escola diferente, faz”.
Educação esteve em discussão no Laranjeiro 

Neste dia e meio de trabalho, foram apresentadas novas práticas em curso no sistema educativo local, consideradas inovadoras e transformadoras, quer no desenvolvimento de competências para o exercício da cidadania, quer nos processos de aprendizagem e de avaliação.
“A escola é o lugar onde se aprende a pensar”, definiu António Sampaio da Nóvoa, embaixador de Portugal na Unesco, numa intervenção desinquietante, onde desafiou todos os presentes, professores e diretores de agrupamentos escolares, para pensar a partir de dentro nas “novas dinâmicas” da escola do futuro, sem perder de vista a ideia que “a escola é uma instituição insubstituível e um bem público”.
O secretário de Estado Adjunto da Educação, João Costa, encerrou este dia e meio de trabalho, defendendo que “o desafio que temos em mãos, com uma escola democrática é uma escola mais flexível, que não se limita a garantir acesso, mas cumpre a sua função de garantir sucesso”.
“Aprendemos muito uns com os outros”, sublinhou o vice-presidente da Câmara de Almada, no encerramento deste encontro, promovido pela autarquia, no âmbito do Plano Municipal de Promoção do Sucesso Educativo + Leitura + Sucesso, em colaboração com a Comunidade Educativa do Concelho.

Agência de Notícias com Câmara de Almada 
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Movimento contra opção Montijo com Greta Thunberg

Novo Aeroporto que é um "crime ambiental"

A Plataforma Cívica Aeroporto BA6 - Montijo Não! vai entregar uma carta a pedir o apoio da ativista ambiental sueca Greta Thunberg contra a construção do aeroporto no Montijo, considerando que é um "crime ambiental". "A multinacional VINCI (dona da ANA Aeroportos, que é a empresa portuguesa que gere todos os aeroportos em Portugal) e o Governo português escolheram construir um aeroporto no meio de uma das mais importantes Reservas Biogenéticas de Portugal, a Reserva Natural Internacional do Estuário do Tejo, o que vai causar a destruição deste ecossistema pleno de biodiversidade", refere uma carta que o movimento pretende entregar à ativista sueca, esta terça-feira. 
Greta entra na discussão do aeroporto do Montijo 

O documento acrescenta que pretendem "cometer um crime ambiental" num contexto de "emergência climática".
A plataforma cívica acrescenta que, segundo alguns cientistas, o local pode "ficar inundado a partir de 2050, devido ao aumento do nível do mar decorrente das alterações climáticas, uma vez que a estrutura do aeroporto se situará na margem do rio e parte da pista será construída diretamente em cima do rio na Reserva Natural do Estuário do Tejo".
"É nosso desejo que alertes os nossos governantes que a emergência climática é real e que não podemos destruir o nosso ambiente. O nosso singelo pedido é de que te juntes a nós nesta nossa luta de emergência climática que temos travado em Portugal e que chames a atenção dos nossos companheiros mundiais para juntos defendermos esta importante Reserva Natural, que é de todos nós", acrescenta o documento.
A ANA - Aeroportos de Portugal e o Estado assinaram a 8 de Janeiro o acordo para a expansão da capacidade aeroportuária de Lisboa, que prevê um investimento de 1,15 mil milhões de euros até 2028 e inclui a extensão da atual estrutura, Aeroporto Humberto Delgado (em Lisboa), e a transformação da base aérea do Montijo.
Neste momento está a decorrer até 20 de Dezembro o prazo para a ANA - Aeroportos de Portugal analisar as medidas de mitigação propostas na Declaração de Impacte Ambiental do futuro aeroporto do Montijo.
No dia 30 de Outubro, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) emitiu a proposta de Declaração de Impacte Ambiental relativa ao aeroporto do Montijo e respetivas acessibilidades, tendo a decisão sido "favorável condicionada", que prevê um pacote de medidas de minimização e compensação ambiental que ascende a cerca de 48 milhões de euros".
A ativista ambiental Greta Thunberg chega a Lisboa a bordo do veleiro La Vagabonde, sendo recebida pelo presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, estando ainda prevista uma conferência de imprensa no local.
A jovem vai viajar depois para Madrid para participar na cimeira sobre as Alterações Climáticas (COP25).

Agência de Notícias com Lusa 
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Sesimbra quer fechar aterro na Ribeiro de Cavalo

Empresa sem licença continua a trabalhar. Autarquia quer solução definitiva


A Câmara de Sesimbra enviou um ofício ao Inspetor-Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território a exigir que se cumpra de imediato a revogação total da licença de "exploração de resíduos inertes e o encerramento do aterro existente na zona do Ribeiro de Cavalo, bem como a implementação imediata das necessárias medidas de minimização de danos para o ambiente e para as pessoas", disse esta segunda-feira o assessor de imprensa da Câmara de Sesimbra, à ADN-Agência de Notícias. Perante a inacção das autoridades competentes, a autarquia exige às entidades competentes "que se cumpra de imediato a revogação total da licença de exploração de resíduos inertes e o encerramento do aterro".
População queixa-se dos maus cheiros frequentes 

Após a ocorrência, em Agosto deste ano, de um incêndio no aterro de Ribeiro de Cavalo, Zambujal de Cima, na freguesia do Castelo, em Sesimbra, a Câmara Municipal "começou a receber alertas regulares de moradores, que se queixavam de fumos e cheiro intenso provenientes do aterro", explica a autarquia num comunicado esta segunda-feira.
Nos meses seguintes, a Câmara de Sesimbra diligenciou inúmeros contactos junto Comissão de Coordenação de Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo e do Inspector-Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, que deram azo a acções de fiscalização por parte das entidades competentes.
A autarquia tomou recentemente "conhecimento de uma notificação, com data de 3 de Junho de 2019, do então presidente interino da Comissão de Coordenação de Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo", que revoga totalmente a licença de exploração de resíduos inertes da empresa Greenall Life, no referido aterro. A instituição exigia ainda a suspensão imediata da recepção de resíduos e a elaboração de planos de caracterização dos solos, de remoção dos resíduos contaminados e de selagem do aterro.
Apesar de todas as ocorrências e iniciativas, que se intensificaram ultimamente, a realidade é que, de acordo com a autarquia, "até ao momento, a empresa continua a laborar e não se conhecem quaisquer medidas adotadas para a minimização dos efeitos nocivos para o ambiente e para a saúde pública ou para dar cumprimento às exigências da Comissão de Coordenação de Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo".
Desta forma a Câmara de Sesimbra diz que  as "legítimas queixas e inquietações da população, que não deixaremos de ser portadores, não têm merecido o eco merecido para despoletar a resolução definitiva do problema por parte das entidades competentes". A autarquia promete "reivindicar que este caso, que põe em risco o ambiente, a saúde e a segurança das populações, se resolva o mais depressa possível". 

Agência de Notícias com Câmara de Sesimbra 
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Sines tem as indústrias mais poluentes do país

Centrais a carvão e a refinaria de petróleo são instalações que mais emitem dióxido de carbono

As centrais a carvão de Sines e Pego, em Abrantes, são as principais instalações emissoras de dióxido de carbono em Portugal, denunciou a associação ambientalista Zero, a propósito do início, na segunda-feira, da cimeira sobre Alterações Climáticas, em Madrid. De acordo com a Zero, as emissões destas centrais foram responsáveis por 15 por cento do total de emissões de dióxido de carbono-equivalente (medida internacional que expressa a quantidade de gases de efeito estufa como dióxido de carbono) registadas em Portugal em 2017. Na "lista negra" das empresas mais poluidoras do país está ainda a refinaria de petróleo de Sines, que ocupa o terceiro lugar do ‘ranking’. A Central de Ciclo Combinado da Tapada do Outeiro e a Cimpor, em Alhandra, são outras das empresas que mais contribuíram para o aumento das emissões de gases de efeito de estufa por cá. 
Central de Sines fecha em Setembro de 2023 

A situação mostra a urgência de substituir estas instalações por “centrais de ciclo combinado a gás natural”, numa primeira fase, e depois, “por fontes de energia limpa”, defende a associação em comunicado divulgado, sublinhando a importância da concretização do anúncio do Governo de encerrar todas as centrais que recorrem a carvão até 2030.
O primeiro-ministro anunciou em 26 de Outubro que o seu novo Governo está preparado para encerrar a central termoeléctrica do Pego, em Abrantes, no final de 2021 e fazer cessar a produção da central de Sines em Setembro de 2023.
A produção de eletricidade é responsável, em Portugal, segundo a Zero, por um quinto do total de emissões de gases, ocupando o topo da lista dos 10 maiores poluidores.
O terceiro lugar do ‘ranking’ é ocupado pela refinaria de petróleo de Sines, indústria que volta à lista, com o oitavo posto a ser ocupado pela refinaria do Porto.
A refinação de petróleo e “a produção de cimento com a quinta, sexta e nona posição, mostram como estes setores, a par da produção de eletricidade, são responsáveis por uma considerável percentagem de emissões no país”, aponta a Zero.
Embora não faça parte da lista das 10 instalações que emitem mais gases com efeito de estufa, a associação ambientalista alerta também para a poluição causada pela TAP.
De acordo com a associação, a empresa aumentou em 12,6 por cento as suas emissões de 2017 para 2018, mostrando uma tendência contrária às das unidades industriais que, apesar de mais poluentes, apresentaram reduções de emissões a partir de 2018.
“A Zero tem vindo a alertar para a subida de emissões no setor de aviação” já que, “apesar de não se tratar de uma unidade industrial, as companhias de aviação estão incluídas no comércio europeu de licenças de emissão”.
De acordo com a associação, a TAP ocupava, em 2017, a oitava posição entre os maiores emissores de gases, “com 1,2 milhões de toneladas de emissões de dióxido de carbono”.
Este valor representa um crescimento de “13 por cento para 1,4 milhões em 2018”, alertou, lembrando que “a aviação é um setor extremamente beneficiado pela isenção de impostos como o IVA (bilhetes e combustível) e imposto sobre os produtos petrolíferos , contrariando as reduções de emissões que outros setores apresentam”.
A Zero nota ainda, no mesmo comunicado, que, este ano, as emissões da produção de eletricidade “deverão sofrer uma forte redução”, com as emissões associadas ao uso do carvão a caírem para metade.
“Apesar de uma significativa redução da produção da grande hidroelétrica (barragens) na ordem dos 40 por cento e da manutenção da produção de outras fontes renováveis, o decréscimo de emissões nestes 10 meses do ano foi já de 3,5 milhões de toneladas de dióxido de carbono”, refere a Zero, citando dados das Redes Energéticas Nacionais das diferentes fontes de produção de eletricidade entre Janeiro e Outubro de 2019 e o período homólogo do ano passado.
“Com a queda de produção das duas centrais de carvão quase para metade, as emissões totais associadas à produção de eletricidade caíram aproximadamente 37 por cento”, congratula-se a associação ambientalista.
Esta diminuição, explica, resulta “da relação entre os preços do carvão e do gás natural”, mas sobretudo “do elevado preço das licenças de emissão de carbono no mercado europeu, acrescido da taxa nacional de carbono e do imposto sobre combustíveis fósseis que começaram a ser aplicados em 2018 de forma crescente”.

Cimeira do clima arranca hoje em Madrid 
Milhares de especialistas e decisores políticos reúnem-se esta semana em Madrid na 25.ª reunião da ONU sobre as alterações climáticas, a COP25.
As alterações climáticas são, segundo o secretário-geral da ONU, António Guterres, o maior problema da humanidade, e vão afetar dramaticamente o futuro se nada de substancial for feito.
As emissões de gases com efeito de estufa, que os países tentaram controlar no Acordo de Paris de 2015, mas que continuam a aumentar, estão já a afetar o clima e a natureza das mais diversas formas, segundo os cientistas.
Num evento lateral integrado no programa da COP25, que tem fim marcado para dia 12 de Dezembro, Portugal vai voltar a apresentar o seu Roteiro e o Pacto de Financiamento Sustentável, “assinado pelas 16 mais importantes instituições financeiras” nacionais, incluindo a banca, seguradoras e entidades reguladoras.
Para que Portugal produza tanto dióxido de carbono como o que as suas florestas têm capacidade para absorver “vai ter que se investir mais dois mil milhões de euros por ano do que seria expectável”, afirmou o ministro do Ambiente numa entrevista à Lusa divulgada no fim de semana indicando que 85 por cento desse dinheiro virá das famílias e das empresas.

Se nada for feito... o calor vai subir no planeta 
Em 2018, foram produzidas 55,7 gigatoneladas de dióxido de carbono no mundo, de acordo com Relatório sobre a Lacuna de Emissões de 2019, do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente divulgado na passada terça-feira. Para viabilizar o Acordo de Paris, seria preciso que a taxa de emissões começasse "imediatamente" a decrescer 7,6 por cento por ano, entre 2020 e 2030, quando na última década esta taxa tem estado a subir 1,5 por cento ao ano.
É preciso reduzir mais de cinco vezes a quantidade de emissões lançadas na atmosfera, sob pena de as ondas de calor e de as tempestades atingirem a Terra de forma irreversível. Se estas metas não forem ajustadas e cumpridas, a temperatura do planeta pode subir 3,2 graus centígrados neste século, deixando para trás o objetivo dos 1,5 graus.

Agência de Notícias com Lusa 
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Plataforma contra aeroporto no Montijo avança para tribunal

"Decidimos interpor algumas ações judiciais e apresentar uma queixa à Comissão Europeia”

A Plataforma Cívica Aeroporto BA6 – Montijo Não!, criada por cidadãos descontentes com a perspetiva de ver ser construído um aeroporto na Base Aérea n.º 6, no Montijo, prometeu recorrer à via judicial e inclusivamente apresentar uma queixa à Comissão Europeia. A revelação foi feita por José Encarnação, porta-voz do movimento, após reunião no Barreiro, designada a fazer um balanço da atividade e apresentar o ponto da situação referente ao aeroporto do Montijo, bem como perspetivar medidas e ações a levar a cabo a curto e médio prazo. José Encarnação garante que terão existido "algumas ilegalidades no contrato de concessão dos aeroportos nacionais" aos franceses da Vinci e confirmou a intenção da plataforma cívica de entregar "algumas providências cautelares na base do processo principal". O grupo promete manifestações ainda este mês no Samouco e Alcochete.  
Alguns querem aeroporto longe do Montijo 

O porta-voz da plataforma contra o novo aeroporto na Base Aérea n.º 6, no Montijo, José Encarnação, disse à Lusa que o movimento vai recorrer à via judicial e avançar com contestação em Dezembro e Janeiro.
A Plataforma Cívica Aeroporto BA6 — Montijo Não! reuniu-se este sábado no Barreiro, com o objetivo de fazer um balanço da atividade, bem como apresentar o ponto da situação referente ao aeroporto do Montijo e perspetivar medidas e ações a levar a cabo no curto e médio prazo.
“Decidimos interpor algumas ações judiciais e apresentar uma queixa à Comissão Europeia”, afirmou José Encarnação, em declarações à agência Lusa.
Sobre as ações em concreto, o responsável, que não quis por enquanto revelar pormenores, adiantou apenas que estas terão a ver “com algumas ilegalidades no contrato de concessão dos aeroportos nacionais” aos franceses da Vinci. E disse que a plataforma cívica pensa entregar “algumas providências cautelares na base do processo principal”.
Por outro lado, está também em estudo a possibilidade de recorrer à via jurídica para questionar o “respaldo legal das obras no atual Aeroporto Humberto Delgado”.
E ainda “apresentar uma queixa à Comissão Europeia”, porque “em todo este processo do novo aeroporto a União Europeia foi posta à margem e a localização é num sítio de importância comunitária”, salientou.
Além disso, defendeu, “este projeto é um péssimo contributo para o combate às alterações climáticas preconizado pela União Europeia”.

Protestos marcados para Samouco e Alcochete 
A plataforma foi constituída “no sentido de um debate sereno que serve de resolução dos problemas” que a construção do novo aeroporto pode suscitar, mas nesta última reunião decidiu avançar para “iniciativas de contestação popular, que podem passar por cordões humanos ou vigílias, a realizar já nestas duas primeiras semanas de Dezembro” nas zonas do Samouco, Montijo e Alcochete, precisamente aquelas em que as populações poderão ser mais afetadas caso a construção do novo aeroporto vá mesmo para a frente.
“E depois do dia 16 de Dezembro, e da entrega do novo Orçamento do Estado, e porque não queremos interferir no debate do mesmo, iremos avançar com uma iniciativa na Voz do Operário”, em Lisboa.
Após o ano novo, logo em Janeiro, “ficou também decidido avançar com uma iniciativa, mas esta de maior envergadura, em Lisboa, reunindo a margem norte e a margem sul” do Tejo, afirmou.
Porque “não são só os impactos negativos do novo aeroporto no Montijo que estão em questão, são também os impactos das obras de ampliação do atual aeroporto de Lisboa”, sublinhou José Encarnação em declarações à Lusa.
A “Plataforma Cívica Aeroporto BA6 — Montijo NÃO!” tinha contestado em Outubro o impacto negativo do novo aeroporto na zona protegida do estuário do Tejo e na saúde da população, durante uma audição na Assembleia da República.
“Pedimos um estudo das alternativas, partindo do princípio de que existem alternativas” à construção do aeroporto no Montijo, indicou na altura José Encarnação, no grupo de trabalho de concessão de audiências à Comissão parlamentar de Ambiente.
Vítor Silveira, piloto aéreo e também membro da plataforma cívica, clarificou que “17 quilómetros vão ser sobrevoados em baixa altitude e todas as implicações desses voos vão lá estar”, referindo-se aos “incómodos para a população e para o ambiente”.
“Os aviões vão passar no Barreiro e Baixa da Banheira sobre casas sem isolamento térmico, sonoro e envelhecidas”, explicou.
A ANA – Aeroportos de Portugal e o Estado assinaram em 8 de Janeiro o acordo para a expansão da capacidade aeroportuária de Lisboa, que prevê um investimento de 1,15 mil milhões de euros até 2028 e inclui a extensão da atual estrutura, Aeroporto Humberto Delgado (em Lisboa), e a transformação da base aérea do Montijo.
A 4 de Janeiro, o então ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, assegurou que serão cumpridas integralmente as eventuais medidas de mitigação que venham a ser definidas pelo estudo de impacto ambiental para o aeroporto complementar do Montijo.

Agência de Notícias com Lusa 
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