Dá um Gosto ao ADN

Vitória de Setúbal vai dar música à quarentena

Clube organiza festival de música para ajudar instituições da região

"Em Abril Músicas Mil" é o nome do festival de música online promovido pela comunidade de serviço social e voluntariado criada pelo Vitória de Setúbal, com o objetivo de ajudar instituições da região durante a pandemia de covid-19. "Pretendemos apoiar diretamente pessoas carenciadas e ter um papel ativo junto da comunidade setubalense e vitoriana, com um forte sentido de responsabilidade social e humanitário", pode ler-se no site dos sadinos. Já antes, o clube disse estar disponível, caso exista essa necessidade, a constituir equipas para estar no terreno a apoiar a população durante a pandemia, disse o presidente Paulo Gomes. O dirigente lembrou também que as instalações do clube – Estádio do Bonfim, Pavilhão Antoine Velge e Complexo Desportivo da Várzea – fazem parte do Plano de Evacuação da cidade de Setúbal.
Jorge Nice abriu festival em casa do Vitória 


A apadrinhar a estreia do festival  esteve, esta quarta-feira, a partir das 21h30 horas, o artista Jorge Nice, que, a partir de casa, vai dar música na página de Facebook do Vitória.
"O festival online, que contará com artistas de Setúbal e vitorianos, tem como missão chegar ao máximo de pessoas e instituições. Com o mote 'Vamos Dar Música à Quarentena', serão emitidos concertos online em modo acústico ou redux dos mais variados artistas setubalenses, como Toy, Jorge Nice, Rui David, Piedade Fernandes, Irmãos Cabanas, Dj Monchique, Carla e Joana Lança, entre muitos outros", refere.
Os fundos angariados através de donativos, que deverão ser feitos por transferência bancária para o NIB: PT50004554504021913919855, servirão para ajudar entidades como a Cruz Vermelha, o Centro Comunitário de São Sebastião, o Centro Social de Palmela e o Centro de Apoio aos Sem Abrigo.

Bonfim e Pavilhão Antoine Velge ao serviço da cidade 
Já antes, o clube disse estar disponível, caso exista essa necessidade, a constituir equipas para estar no terreno a apoiar a população durante a pandemia de covid-19, disse o presidente Paulo Gomes. O dirigente lembrou também que as instalações do clube – Estádio do Bonfim, Pavilhão Antoine Velge e Complexo Desportivo da Várzea – fazem parte do Plano de Evacuação da cidade de Setúbal.
“O Pavilhão Antoine Velge já se encontra, desde o início, no Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil, e o Estádio do Bonfim, juntamente com a Várzea, também consta no Plano de evacuação da cidade como áreas de concentração de pessoas. O Vitória irá, se necessário, montar equipas para que na vertente social, juntamente com as entidades competentes e Câmara Municipal, possa estar no terreno e apoiar os setubalenses”, referiu Paulo Gomes.
No plano desportivo, Paulo Gomes revelou que o clube fez um esforço significativo para atenuar o impacto da paragem forçada da equipa profissional de futebol, que se encontra de quarentena há já três semanas.
“Os atletas, mesmo sem casos positivos, estão de quarentena, cumprindo o plano de treinos específicos que foram elaborados pelas respetivas equipas técnicas. No caso da equipa profissional, com a aquisição de materiais de treino e contribuição de um ginásio local, apetrechámos as casas dos jogadores para um melhor desempenho do plano traçado pela equipa técnica liderada por Julio Velázquez”, vincou.
O presidente do Vitória de Setúbal fez questão de deixar uma mensagem de ânimo aos vitorianos e aos setubalenses.
“Quero deixar uma mensagem de esperança e de união neste momento difícil, mas com a certeza de que a família vitoriana e os setubalenses estarão na linha da frente no combate a esta pandemia, executando todas as normas que estão aí à vista de todos”, disse.

Agência de Notícias


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Sesimbra interdita acesso a praias e parques do concelho

Autarquia fecha praias, parques, cria centros de acolhimento e doa material a lares e bombeiros

A Câmara de Sesimbra interditou os acessos a diversas praias do concelho no âmbito das medidas preventivas da propagação da pandemia de covid-19, anunciou a autarquia. Segundo uma nota de imprensa do município sesimbrense, está interdito o acesso às praias do Ribeiro de Cavalo, Moinho de Baixo (Meco), Foz, Bicas, Amieira, Marginal da Lagoa de Albufeira e Cabo Espichel, bem como a parques, jardins e polidesportivos, entre os quais o Parque da Vila, na Quinta do Conde e o acesso à avenida Marginal de Sesimbra. Noutra nota de imprensa a autarquia, que regista 11 pessoas infetadas com covid-19, anunciou que vai distribuir mais de duas mil máscaras, luvas, batas, fatos descartáveis e gel desinfetante à rede de lares privados, as IPSS e a corporação de bombeiros.  Em marcha está já a montagem de Centros de Acolhimento nas freguesias do Castelo e Quinta do Conde. 
Caminhos das praias foram fechados 

"Dada a continuidade de aglomeração de pessoas, contrariando as indicações das autoridades no combate à pandemia de covid-19, a Comissão Municipal de Proteção Civil de Sesimbra decidiu-se pelo encerramento de vários espaços ribeirinhos do concelho", disse a autarquia em nota enviada à ADN-Agência de Notícias.
Na reunião da Comissão Municipal de Proteção Civil, na terça-feira, o município tinha já decidido a interdição às zonas nascente e poente, junto ao muro da praia, áreas circundantes ao Santuário do Cabo Espichel, estrada do Centrão e Acesso à Praia do Ribeiro do Cavalo, praia do Moinho de Baixo (a partir da zona dos parques de estacionamento), praia das Bicas e Marginal da Lagoa de Albufeira, no troço entre a rotunda da Estrada dos Murtinhais e o estacionamento de acesso à Praia.
A autarquia decidiu também interditar o acesso à avenida Marginal, bem como a todos os parques, jardins e polidesportivos do concelho. Foram ainda interditados os acessos às praias da Foz e Amieira, bem como a parques, jardins e polidesportivos, entre os quais o Parque da Vila, na Quinta do Conde.
Em comunicado, o município faz saber que a Comissão Municipal de Proteção Civil está a fazer "um acompanhamento permanente da situação e tomará as medidas que considere adequadas em cada momento". 

Câmara doa máscaras, luvas e gel desinfetante a lares e bombeiros 
A Câmara de Sesimbra vai distribuir mais de duas mil máscaras, luvas, batas, fatos descartáveis e gel desinfetante. O stock de material foi adquirido pela autarquia junto de empresas, enquanto aguarda uma encomenda conjunta de todos os municípios da Área Metropolitana de Lisboa.
Até esta sexta-feira, a rede de lares privados, as IPSS e a corporação de bombeiros vão receber 2200 máscaras, 700 pares de luvas, 60 batas e fatos descartáveis, 50 pares de óculos e viseiras e cerca de 30 litros de gel desinfetante.
Em comunicado, a autarquia garante que é "a resposta às necessidades mais urgentes da população".
A Câmara de Sesimbra garante ainda estar em articulação com a Segurança Social, e a desenvolver contactos com todos os lares da Rede Solidária e Privada do concelho para identificação dos Planos de Contingência, número de utentes e de eventuais necessidades que possam surgir. 

Centros de acolhimento no Castelo e Quinta do Conde
Tal como acontece um pouco por todo o país, o Plano Operacional Municipal já está em marcha e já se deu início à montagem dos Centros de Acolhimento nas freguesias do Castelo e Quinta do Conde, que serão ativados em caso de necessidade de evacuação de uma instituição do concelho.
O Hotel do Mar e Hotel SPA Sesimbra disponibilizaram ainda 33 camas para qualquer necessidade.

Agência de Notícias com Câmara de Sesimbra 

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Setúbal denuncia ausência da administração de saúde

Proteção Civil Distrital de Setúbal quer informação da ARS Lisboa e Vale do Tejo

A presidente da Comissão Distrital de Proteção Civil de Setúbal alertou, esta quinta-feira, a ministra da Saúde, Marta Temido, para as consequências da “ausência permanente” da representação da Administração Regional de Saúde nas respostas à pandemia de covid-19. Numa missiva dirigida à ministra, Maria das Dores Meira, que é presidente da Câmara de Setúbal, pede a Marta Temido que interceda no sentido de “ajudar a resolver uma situação” que considera “de falta de respeito, de todo inaceitável, que é a ausência permanente da representação da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo nesta Comissão Distrital”. Segundo a autarca, que falou em nome de todas as autarquias do distrito, "esta ausência limita a informação, assim como a latitude das decisões e da ação de resposta ao nível de todo o distrito, assim como a articulação de todos os atores que estão no terreno". Nas últimas 24 horas havia em todo o distrito de Setúbal [incluindo os quatro municípios do litoral alentejano] 347 pessoas infetadas com o novo coronavirus. 
Covid-19 fecha passeios na Arrábida a todos 

Na carta, a presidente da Comissão Distrital de Proteção Civil de Setúbal sublinha que o comportamento da representação da ARS de Lisboa e Vale do Tejo “contrasta com a posição correta e colaborativa da ARS Alentejo Litoral, assim como com a forma, a todos os títulos excecional, como o sistema de saúde está a responder nesta situação de emergência nacional a todos os portugueses, a partir da orientação, quer da administração, quer do Governo”.
Maria das Dores Meira adianta que a Comissão Distrital de Proteção Civil de Setúbal “tem vindo a desenvolver uma notável atividade com um profundo envolvimento no combate à pandemia” do novo coronavírus, “no quadro das orientações e medidas do estado de emergência, do Plano Distrital de Emergência, bem como de todas as diretivas emanadas até ao momento pela Direção-Geral da Saúde, em articulação com todos os municípios e restantes agentes de proteção civil”.
Este trabalho, diz a autarca, "envolve 25 entidades da área da Proteção Civil, da segurança, da saúde, da Segurança Social, os bombeiros, os municípios e outras entidades, exige uma correta e rápida articulação de todos, ao nível da informação, da decisão e ação no terreno”, salienta ainda a presidente da Comissão Distrital de Proteção Civil de Setúbal.
O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 940 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 47 mil. Dos casos de infeção, cerca de 180 mil são considerados curados.
Depois de surgir na China, em Dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde a declarar uma situação de pandemia.

Distrito com 347 casos registados
Lembre-se que e todo o distrito de Setúbal há 347 pessoas registadas com covid-19. Os concelhos de Almada e Seixal continuam a ser os mais afetados, com 86 e 85 pessoas infetadas respetivamente. Logo a seguir surgem o Barreiro, com 49, e Setúbal, com 33. A Moita com 29, Montijo com 21, Palmela e Sesimbra têm 11 doentes covid-19 e Alcochete com cinco casos fecham os números da Península de Setúbal. No litoral Alentejano [ainda do distrito sadino] continua a polémica. No boletim diário da Direção-Geral da Saúde afirma que em Grândola há três pessoas com o novo coronavírus, mas a autarquia informa que as pessoas infetadas são oito, disponibilizando a informação online e dando conta das freguesias onde as mesmas terão sido localizadas. Santiago do Cacém há seis pessoas identificadas e, em Sines, há quatro pessoas com teste positivo. Alcácer do Sal continua de fora das estatísticas oficiais. 
Portugal teve, nas últimas 24 horas, mais 22 mortos devido ao covid-19, chegando a um total de 209. Pela primeira vez em vários dias, sobe o número de recuperados, de 43 para 68 recuperados.
Em Portugal, segundo o balanço feito pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 209 mortes, mais 22 do que na quarta-feira e 9.034 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 783 em relação a terça-feira (+9,5 por cento).
Dos infetados, 1.042 estão internados, 240 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 68 doentes que já recuperaram.

Agência de Notícias com Lusa 
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Parque Autoeuropa em Palmela despede precários

Trabalhadores denunciam 300 despedimentos devido ao coronavírus

A Entidade coordenadora das Comissões de Trabalhadores do Parque Industrial da Autoeuropa, em Palmela, denunciou o “despedimento de mais de 300 trabalhadores precários” devido à pandemia da covid-19 e exigiu uma tomada de posição das empresas e do Governo. “Já foram despedidos mais de 300 trabalhadores temporários de diversas empresas do Parque Industrial da Autoeuropa e, de acordo com os dados que recolhemos, há muitos mais que estão na iminência de também serem despedidos”, disse Daniel Bernardino, Coordenador das Comissões de Trabalhadores do Parque Industrial da Autoeuropa.
Empresas mandam embora trabalhadores 

Em comunicado, a Entidade Coordenadora da Comissão de Trabalhadores do Parque Industrial da Autoeuropa também denuncia o “despedimento generalizado de trabalhadores com contrato temporário” e a “aplicação de lay-off em várias empresas”, desde o passado dia 16 de Março, e considera que as medidas anunciadas pelo Governo nos últimos dias não só não protegem os trabalhadores precários, como também penalizam mais os trabalhadores do que as empresas.
“As medidas tomadas pelo Governo, a aplicação de lay-off simplificado, penaliza mais trabalhadores e Segurança Social”, sublinha o comunicado, salientando que está prevista uma “isenção de impostos às empresas (Taxa Social Única)”, mas não para os trabalhadores (IRS), o que, na opinião da coordenadora, terá como consequência uma descapitalização da Segurança Social.
“Os trabalhadores são mais penalizados, pois mesmo recebendo 2/3 do ordenado, continuam a pagar os seus impostos, o que origina uma dupla penalização e respetiva perda acentuada de rendimento. Não é aceitável que a maior fatia do esforço financeiro recaia mais uma vez nos trabalhadores”, acrescenta a nota.

Autoeuropa pode reabrir a 20 de Abril 
A Autoeuropa, atualmente envolvida no esforço de produção de viseiras para fazer face à pandemia, planeia voltar às atividade de produção automóvel a 20 de Abril. De acordo com uma comunicação interna da empresa aos seus funcionários e parceiros, diz o magazine Motor24, que a fábrica da Autoeuropa, em Palmela, pretende “retomar a produção de veículos e restantes atividades da fábrica no dia 20 de Abril”.
Aquela comunicação detalha ainda que “as condições de arranque da fábrica, bem como qualquer alteração ao planeado, serão oportunamente comunicadas”, não havendo ainda mais detalhes sobres este ponto. Destaca, ainda, que até ao dia anterior ao reinício previsto da produção automóvel, serão mantidos todos os serviços mínimos, em adição ao fabrico de viseiras.
A Autoeuropa é a maior exportadora automóvel de Portugal, produzindo o Volkswagen T-Roc e Sharan e a SEAT Alhambra.

Agência de Notícias com Lusa 

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Distrito de Setúbal chegou aos 347 infetados pela covid-19

Novos casos sobem no dia que o Presidente da República renova Estado de Emergência

No distrito de Setúbal, a par do país, os números continuam a crescer. Esta quinta-feira há mais 27 pessoas doentes do que ontem.  Os concelhos de Almada e Seixal continuam a ser os mais afetados, com  86 e 85 pessoas infetadas  respetivamente.  Logo a seguir surgem o Barreiro, com 49, e Setúbal, com 33. A Moita com 29, Montijo com 21, Palmela e Sesimbra têm 11 doentes covid-19 e Alcochete com cinco casos fecham os números da Península de Setúbal. No litoral Alentejano [ainda do distrito sadino] continua a polémica. No boletim diário da Direção-Geral da Saúde afirma que em Grândola há três pessoas com o novo coronavírus, mas a autarquia informa que as pessoas infetadas são oito, disponibilizando a informação online e dando conta das freguesias onde as mesmas terão sido localizadas. Santiago do Cacém há seis pessoas identificadas e, em Sines, há quatro pessoas com teste positivo. Alcácer do Sal continua de fora das estatísticas oficiais. Portugal teve, nas últimas 24 horas, mais 22 mortos devido ao covid-19, chegando a um total de 209. Pela primeira vez em vários dias, sobe o número de recuperados, de 43 para 68 recuperados. O boletim epidemiológico da Direção Geral de Saúde, que recolhe dados até à meia-noite, refere que há agora 9034 infetados, mais 783 que na véspera. António Costa anunciou esta quinta-feira as decisões do Conselho de Ministros para os próximos 15 dias de estado de emergência. Medidas incluem a proibição de deslocações para fora do concelho de residência entre 9 e 13 de Abril.
Pandemia continua a crescer no distrito  

Por regiões, contata-se que o Norte tem agora 5338 doentes e 107 mortos. No Centro os números são de 1161 infetados e 55 vítimas mortais. Em Lisboa e Vale do Tejo há 2207 doentes e 44 mortos, enquanto que no Algarve se contabilizaram 164 portadores do vírus e três vítimas mortais. Açores, Madeira e Alentejo não têm vítimas a lamentar, sendo que registam, respetivamente, 57, 48 e 59 pessoas doentes. Os dados estatísticos referem ainda que há agora 68 pessoas que estão recuperadas do covid-19.
O secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, revelou esta quinta-feira, em conferência de imprensa, que a letalidade da covid-19 em pessoas acima dos 70 anos é de 9,2 por cento, referindo que a esmagadora maioria dos infectados são controlados a partir das residências. Quase 87 por cento das vítimas mortais são pessoas com mais de 70 anos.
“A taxa de letalidade global é de 2,3 por cento e a taxa de letalidade acima dos 70 anos é de 9,2 por cento. Dizer ainda que, em domicílio, estão 85,4 por cento dos doentes, 7715 pessoas. Numa altura em que se renova o estado de emergência no país, importa manter a malha apertada ao novo coronavírus. Quer através da contenção social – crucial nos próximos dias — quer robustecendo os mecanismos de resposta do sistema de saúde, capacitando-o para as novas fases da epidemia”, explicou o secretário de Estado da Saúde.

Novo Estado de emergência entra e vigor à meia noite 
Estes valores foram transmitidos no dia em que o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, revelou que o estado de emergência vai ser prolongado por mais duas semanas.
O primeiro-ministro, António Costa, anunciou esta quinta-feira as medidas que ficarão em vigor para os próximos 15 dias do prolongamento do estado de emergência devido à pandemia de coronavírus, a partir do dia 3 de Abril. Em declarações aos jornalistas sobre as decisões do Conselho de Ministros, Costa indicou que o Governo decidiu proibir os ajuntamentos de mais de cinco pessoas, salvo exceções de pessoas com famílias numerosas.
O chefe de Governo indicou também que o decreto proíbe deslocações para fora do concelho de residência no período da Páscoa, entre 9 e 13 de Abril. As únicas exceções a esta medida são os concelhos com descontinuidade territorial: Montijo, Vila Real Santo António e Oliveira de Azeméis. Para deslocações para fora do concelho de residência por motivos profissionais, será necessária uma declaração da autoridade patronal.
"O que nós pedimos às pessoas é que, durante aqueles cinco dias, limitem os seus movimentos dentro do seu concelho e dentro de certas exceções que existem e que se mantêm. É um esforço suplementar que é pedido, mas é um esforço essencial que todos façamos e cumpramos. Se todos o fizermos, seguramente contribuiremos para acelerar o fim desta pandemia", disse António Costa.
Neste mesmo período entre 9 e 13 de Abril, serão encerrados todos os aeroportos nacionais para o tráfego de passageiros, com o objetivo de evitar a propagação da covid-19. Ao mesmo tempo, António Costa indicou que não será imposta qualquer restrição a transportes públicos, com as medidas restritivas a dizerem respeito apenas a voos aéreos.
O primeiro-ministro anunciou ainda a isenção das taxas moderadoras para todos os doentes com o novo coronavírus, tanto na fase de diagnóstico como em tratamento, e a prorrogação do prazo para a limpeza das matas, que terminava a 15 de Abril.
António Costa anunciou também que as autoridades de saúde, como o Ministério da Saúde e a Direção-Geral de Saúde, irão definir países e territórios com especial incidência do vírus, de onde será obrigatória a consulta médica para evitar contaminações.

Empresas impedidas de despedir 
O primeiro-ministro afirmou também que a Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) poderá "suspender qualquer despedimento com indícios de ilegalidade", indicando que o período de resposta à pandemia da covid-19 tem levado a "abusos de aproveitamento da situação para despedimentos injustificados".
Costa também indicou medidas para a proteção de reclusos nas prisões, como a agilização de indultos por parte do Presidente da República e o perdão parcial a penas de prisão até dois anos - exceto a quem tenha cometido crimes de homicídio, violações, abuso de menores, crimes de violência doméstica, ou cometidos por titulares de cargos políticos ou elementos das forças armadas e magistrados. Está ainda previsto um regime de licenças precárias de 45 dias que, depois de terminado, pode ser antecipar a liberdade condicional.
O primeiro-ministro avisou também que não haverá qualquer limitação na lotação de automóveis, contradizendo fonte do executivo que, à Lusa, havia indicado que a lotação ficaria limitada a apenas duas pessoas a lotação em veículos ligeiros (três ocupantes permitidos em veículos com nove lugares).

Emergência imprescindível nesta fase 
Esta quinta-feira, no parlamento, o primeiro-ministro considerou "absolutamente imprescindível" a renovação do estado de emergência em Portugal por mais 15 dias para combater a pandemia da covid-19, advertindo que o contrário seria dar "um sinal errado" quando existem riscos acrescidos.
"Se há quinze dias era necessário decretar o estado de emergência, hoje é absolutamente imprescindível renová-lo. Não porque tenha sido por causa do estado de emergência que os portugueses demonstraram uma notável disciplina na autolimitação na sua capacidade de circulação, e não porque ao longo destes 15 dias não tenham acatado aquilo que são as limitações impostas - houve apenas 22 violações de confinamento e 11 violações da ordem de encerramento de estabelecimento", disse.
Para o primeiro-ministro, não renovar o estado de emergência "seria dar a mensagem errada quando há 15 dias se considerou essencial que o estado de emergência fosse decretado".
"Seria dar a entender que aquilo que há 15 dias era necessário, hoje deixou de o ser. Ora, não é verdade. Continua a ser até mais necessário. Conforme o tempo vai decorrendo o risco vai aumentando, desde logo do risco da própria fadiga da autocontenção", justificou.

Agência de Notícias 
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Silas doa material ao hospital Garcia de Orta em Almada

Ex-treinador do Sporting precisou de quatro dias para conseguir sete mil máscaras e 800 toucas

O ex-treinador do Sporting entregou, esta quarta-feira, cerca de sete mil máscaras de proteção e 800 toucas ao hospital Garcia de Orta, em Almada, para ajudar no combate à pandemia da covid-19. "O hospital Garcia de Orta diz muito obrigado ao treinador de futebol Silas que esteve no nosso hospital para entregar cerca de sete mil máscaras e 800 toucas para os profissionais dedicados à covid-19. Um treinador de futebol, exemplo de cidadão ativo e atento", refere o hospital numa mensagem divulgada nas redes sociais. Silas não fica por aqui e avança que, com o dinheiro que sobrou, vai adquirir tecido para produzir outros tipos de equipamento de proteção. 
Máscaras já chegaram a Almada esta quarta-feira 

O contacto com uma enfermeira amiga da mulher, com um pedido de ajuda, não deixou Silas indiferente e foi através de alguns contactos, e com o recurso às redes sociais Instagram e Twitter, que lançou o apelo para conseguir pelo menos cinco mil máscaras de proteção.
A campanha para angariar cinco mil máscaras de proteção, iniciada pelo ex-treinador, atingiu a sua meta apenas quatro dias depois. A chegada do material ao Hospital Garcia de Orta, no concelho de Almada, chegou esta quarta-feira aos profissionais do hospital de Almada.
O antigo treinador do Belenenses SAD e do Sporting deslocou-se esta quarta-feira ao hospital para fazer a entrega, que superou o objetivo inicial.
Nas redes sociais, Silas explicou que com o dinheiro angariado já "avançou também para a compra de tecido, de modo a que possam ser feitas batas, perneiras ou fatos para os profissionais de saúde".
O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, já infetou mais de 870 mil pessoas em todo o mundo, das quais cerca de 44 mil morreram. Dos casos de infeção, pelo menos 172.500 são considerados curados.
Almada é o concelho, a par do Seixal, com 79 doentes, é onde se registam mais doentes infetados com o novo coronavírus na península de Setúbal.

Agência de Notícias com Lusa 
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Novo centro de acolhimento temporário no Seixal

Autarquia entra em estado de emergência e fecha passeio ribeirinho entre a Amora e o Seixal

A Câmara do Seixal ativou o Plano Municipal de Emergência, que passou por encerra o passeio ribeirinho entre Amora e o Seixal e criação de um Centro de Acolhimento Temporário no Pavilhão Municipal da Torre da Marinha para vítimas da covid-19 que venham a necessitar de alojamento temporário, ou outras estruturas. O objetivo deste plano é “impor o cumprimento das restrições à circulação na via pública, a obrigatoriedade de isolamento e quarentena e o funcionamento dos serviços essenciais de apoio à população nas condições exigíveis para a mitigação de contágio”, disse a autarquia em comunicado enviado à ADN-Agência de Notícias. O Seixal, a par de Almada, é o concelho com mais casos positivos para o novo coronavírus. Tinha nesta quarta-feira, 79 casos confirmados e a tendência é para subir até Maio.  
Hospital de campanha na Torre da Marinha 

A autarquia justifica a decisão "tendo em conta a elevada previsibilidade de casos de infeção em lares de idosos e outras instituições de apoio social, assim como a necessidade de garantir a redução da circulação de pessoas na via pública, do cumprimento do afastamento social, do cumprimento do isolamento de casos suspeitos e a quarentena de casos confirmados de infeção; a necessidade de ser garantida a resposta aos doentes vítimas de infeção, sem recursos próprios, apoio familiar ou institucional". 
A instalação de centros de acolhimento temporário para doentes covid-19 que venham a necessitar de alojamento temporário, ou outras estruturas, também está agora assegurada. Há dezenas de camas disponíveis, como é possível ver na imagem partilhada pela autarquia.
Segundo a mesma nota, a ativação deste plano também se deve à “elevada previsibilidade de casos de infeção em lares de idosos e outras instituições de apoio social”.
O presidente da da Câmara Municipal do Seixal, Joaquim Santos, enviou um ofício ao governo a exigir a realização urgente de testes à covid-19 aos bombeiros, utentes e profissionais de lares de idosos, bem como à Unidade de Cuidados Continuados Integrados do concelho, para que “sejam despistados quaisquer focos de contaminação numa população de elevado risco”.

Alunos carenciados com refeições em casa 
Apesar destas medidas, a autarquia garante que “vai continuar a assegurar a prestação dos serviços públicos essenciais como o abastecimento público de água, o saneamento e a recolha de resíduos”. Foi também já iniciada a desinfecção de espaços públicos, abrangendo todas as freguesias, nomeadamente na envolvente dos centros de saúde, equipamentos e contentores de deposição de resíduos.
“Todo este trabalho só é possível graças ao empenho e disponibilidade de centenas de trabalhadores municipais que estão na linha da frente do combate a esta pandemia”, refere comunicado da autarquia.
Para além de assegurar apoio aos alunos de famílias mais carenciadas e à população idosa, com refeições gratuitas, e não só, a Câmara do Seixal acabou de aprovar um Plano de Operações Municipal da covid-19, que tem como objetivos “antecipar e preparar os meios e recursos no município para minimizar o impacto da pandemia no concelho do Seixal”.
Através deste plano municipal, será assegurado equipamento de proteção individual para os corpos de bombeiros do município, corporação do Seixal e a da Amora, “de forma a garantir a sua segurança e operacionalidade”, será ainda definido um Centro de Isolamento Municipal para bombeiros, assim como garantir a sustentação logística das operações, nomeadamente alimentação e alojamento.
Entre as várias medidas está a adoção preventivamente modelos de alternativos do funcionamento dos Corpos de Bombeiros, em caso de falta de elementos de comando ou de operacionais, e ainda definir a metodologia para o pedido de meios de reforço distritais (Grupos de Reforço) e a sua sustentação logística e operacional.
Alunos carenciados com comida em casa e proteção aos idosos
A autarquia vai apoiar as famílias com distribuição de refeições aos alunos do 1.º ciclo do escalão A. Uma decisão implementada deste ontem, e que se vai alargar a todas as famílias do escalão B. As refeições funcionam em regime de take-away e em descartáveis individuais para serem consumidas em casa.
A Câmara “pretende ser um factor de normalidade e estabilidade, mesmo sabendo que estamos numa situação difícil, em que muitos de nós terão de ficar em casa”, lembrou Joaquim Santos, presidente da Câmara do Seixal.
A autarquia ativação ainda três linhas de apoio para os idosos que careçam de receber refeições confeccionadas em casa, medicamentos e outros bens de primeira necessidade e uma linha de apoio psicológico.
Trata-se de um plano de apoio social desenvolvido em parceria com as juntas de freguesia e instituições sociais do concelho de forma a que a população idosa fique resguardada em casa.
Joaquim Santos deixou palavras de apreço aos trabalhadores das autarquias do Seixal, aos bombeiros do Seixal e de Amora e, particularmente, aos profissionais da Saúde, “que todos os dias nos ajudam para que possamos ultrapassar esta crise, preservando o mais possível a saúde de todos”. E concluiu: “estamos na linha da frente. Todos juntos vamos fazer frente a esta situação difícil e vamos vencer”.
Desde 17 de Março que está em vigor o alargamento da data limite de pagamento das faturas de água para 90 dias. Estes são contados a partir da data de emissão das faturas. Sendo que as já emitidas cujo prazo terminava no dia 17 de Março ou nos dias seguintes, vão ficar com as referências multibanco válidas por mais 40 dias.
A autarquia solicita ainda que, sempre que possível, a leitura do contador de água seja feita e enviada para os serviços municipais através do Balcão Digital da Água em cm-seixal.pt ou do telefone 800 500 210.

Agência de Notícias 
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Escola de Setúbal passa a ser novo centro de testes

Escola dos Arcos vai permitir "aliviar a pressão crescente" no hospital. Palmela e Sesimbra continuam sem centros de rastreio à covid-19

A Escola Básica 1 dos Arcos vai passar a ser um novo centro de testes à infeção de covid-19 no concelho de Setúbal, em complemento aos serviços do centro hospitalar da cidade, anunciou esta quarta-feira a autarquia.  Em comunicado, a Câmara de Setúbal explica que este reforço que tem sido acompanhado por diversas autoridades locais vai permitir "aliviar a pressão crescente" no hospital de Setúbal. Até à data, no concelho de Setúbal, os testes à infeção têm sido executados no Centro Hospitalar de Setúbal. Na medicina privada, existem alternativas no Hospital da Luz e no Laboratório Joaquim Chaves. Em Palmela, onde há três centros de saúde [um em Palmela e dois em Pinhal Novo] e Sesimbra continuam sem resposta para realizar testes de rastreio, tendo os seus munícipes que se deslocarem a Setúbal. Nestes três concelhos existem, pelo menos, 33 doentes com covid-19. 
Escola passa a fazer testes covid-19 à população 


"A realização dos testes obriga a triagem através da Linha Saúde24 e pelos médicos de família e, posteriormente, a uma marcação prévia para um número de telefone do Agrupamento dos Centros de Saúde da Arrábida - ACES Arrábida. Só depois deste procedimento é que os casos suspeitos são encaminhados para a Escola Básica dos Arcos", lê-se no comunicado.
A Câmara de Setúbal explica que através desta parceria vai disponibilizar instalações, água, eletricidade, telefone e rede de internet, bem como dois funcionários para atendimento e registo.
De acordo com a autarquia, os restantes municípios da área do ACES Arrábida [Palmela e Sesimbra, onde não há nenhum centro de rastreio à covid-19] cedem, cada um, dois funcionários administrativos e o ACES Arrábida garante a segurança e limpeza e desinfeção das instalações.
Já o laboratório contratado pela Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo para este efeito realiza as colheitas e os testes.
A realização dos testes obriga a triagem através da Linha Saúde24 e pelos médicos de família e, posteriormente, a uma marcação prévia para um número de telefone do ACES Arrábida. Só depois deste procedimento é que os casos suspeitos são encaminhados para a Escola Básica dos Arcos.
"Reforça-se a mensagem de que as pessoas que se dirigirem às instalações da escola não serão atendidas sem terem previamente executado o devido procedimento", diz a autarquia.
Até à data, no concelho de Setúbal, os testes à infeção têm sido executados no Centro Hospitalar de Setúbal. Na medicina privada, existem alternativas no Hospital da Luz e no Laboratório Joaquim Chaves. Em Palmela, onde há três centros de saúde [um em Palmela e dois em Pinhal Novo] e Sesimbra, continuam sem resposta de rastreio, tendo os seus munícipes que se deslocarem a Setúbal. Nestes três concelhos existem, pelo menos, 33 doentes com covid-19.
O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou perto de 866 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 43 mil. Dos casos de infeção, pelo menos 172.500 são considerados curados.
Depois de surgir na China, em Dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde a declarar uma situação de pandemia.
Em Portugal, segundo o balanço feito na quarta-feira pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 187 mortes, mais 27 do que na véspera e 8.251 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 808 em relação a terça-feira.
Dos infetados, 726 estão internados, 230 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 43 doentes que já recuperaram, um deles em Setúbal.

 Agência de Notícias com Lusa 

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Distrito de Setúbal ultrapassa os 300 doentes com covid-19

Pandemia chega a mais 38 pessoas do distrito nesta quarta-feira 

A Direção Geral de Saúde informou que nas últimas 24 horas o número de pessoas infetadas com Covid-19 no distrito de Setúbal passou de 277 para 313. No entanto, este valor pode, no entanto, ser maior (320), uma vez que no concelho de Grândola, segundo revela a câmara municipal, existem oito casos confirmados e não os três que são oficialmente divulgados. Os casos mais graves continuam a ser nos concelhos do Seixal e Almada, onde existem 79 pessoas com o novo coronavírus em cada concelho. Barreiro (38),  Setúbal (31) e Moita (29), continuam na linha da frente do contagio distrital. Montijo, com 19 doentes, Palmela e Sesimbra com 11 e cinco pessoas infetadas em Alcochete fecham os números da pandemia na península de Setúbal. No litoral alentejano, sul do distrito de Setúbal há discrepância de números em terras da vila morena, em Grândola. A Direção Geral de Saúde diz que há três casos e a autarquia local afirma que há oito doentes com covid-19. Santiago do Cacém há seis casos e em Sines tem quatro casos confirmados, mais um que o boletim diário indica. Alcácer do Sal continua sem nenhuma pessoa contagiada. Até esta quarta-feira foram registadas 187 mortes causadas por covid-19 (mais 27 do que na terça-feira) e um total de 8251 pessoas infectadas em Portugal, mais 808 do que na terça-feira. Os números foram divulgados no boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde, que atualiza os dados diariamente. 
Coronavírus continua a avançar pelo distrito 

Portugal existem agora 8251 casos confirmados de covid-19 - mais 10,9 por cento em relação a terça-feira - e 187 mortes, sendo que 27 óbitos foram registados nas últimas 24 horas. Os dados mais recentes da pandemia no nosso país foram divulgados esta quarta-feira (dia 1 de Abril) no boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde. 
Por regiões, contata-se que o Norte continua a ser aquela que inspira maiores preocupações. O número de pessoas que testaram positivo era nas últimas 24 horas de 4910, havendo a registar 95 mortos. Na zona Centro contavam-se 1043 doentes e 52 mortos. Em Lisboa o número de portadores do vírus já confirmados atingia os 1998, enquanto que as vítimas mortais eram 38. No Algarve contabilizavam-se 146 doentes e duas vítimas mortais.
Nos diversos hospitais do país há 726 pessoas internadas com a doença, sendo que 230 estão em unidades de cuidados intensivos.
Há 4957 pessoas que aguardam resultados das análises laboratoriais e mais de 20 mil estão em vigilância pelas autoridades de saúde, o que significa que recebem contactos regulares de profissionais por terem estado numa zona de risco ou por terem estado em contacto com alguém infetado.
Há 43 pessoas que recuperaram da doença, um número que se mantém há sete dias. O secretário de estado da Saúde, António Lacerda Sales, explicou, na terça-feira, que isto acontece por se tratar de um "doença de convalescença lenta" e por ser mais difícil ainda dar altas a quem está internado em casa, até porque têm de ser obtidos dois testes de despistagem negativos.​​​​
A Madeira tem 52 doentes, os Açores 48 e o Alentejo 54. Nestas zonas do país não há, por enquanto, o registo de qualquer morte.
Quanto à taxa de crescimento da doença, António Lacerda Sales, refere que ainda é cedo para análises mais profundas sobre a evolução da curva portuguesa.
Sobre isto, o primeiro ministrou declarou esta quarta-feira: "Os últimos dias dizem-nos que o ritmo de crescimento está menor, o que pode ser um bom sinal, mas este mês é perigosíssimo, em primeiro lugar porque há a Páscoa - um momento muito difícil para todos nós e temos de vivê-la este ano de uma forma radicalmente diferente daquela que estamos a viver", afirmou António Costa, no "Programa da Cristina", na SIC.

Governo requisita desempregados e estudantes
Face ao acréscimo diário dos números de doentes e de vítimas mortais, e sobretudo porque não existem pessoas suficientes para acudir a todos os que estão contaminados, o Governo decidiu esta quarta-feira de manhã ordenar a requisição, para trabalhos nos lares e hospitais do país, de todos os desempregados e parte dos jovens estudantes, sobretudo os que têm formação nas áreas da saúde e da assistência social.
O período de prestação obrigatória de cuidados por parte desta franja da população será, para já, de um mês, sendo que os desempregados irão auferir de um subsídio suplementar de 438 euros, enquanto aos restantes (estudantes) será pago um subsídio de 658 euros.

Agência de Notícias
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Porto de Setúbal com isenção de taxas durante quatro meses

Incentivo à recuperação de uma atividade de relevância económica em Setúbal e Sesimbra

A Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra vai isentar associações de pesca, clubes náuticos, restaurantes, lojas, empresas de mergulho, entre outros, do pagamento das taxas mensais enquanto estiverem parados devido à pandemia. Esta medida visa fazer face aos impactos económicos na sequência da pandemia de covid-19, representando, segundo comunicado da administração dos portos, “um incentivo à recuperação de uma atividade de relevância económica na região”. 
Isenção para recuperar economia do mar 

A administração dos portos de Setúbal e de Sesimbra vai isentar associações de pesca, clubes náuticos, restaurantes, bares, lojas, empresas de mergulho, apoios em terra dos operadores da marítimo-turística do pagamento das taxas mensais por quatro meses, enquanto os negócios se encontrarem encerrados ao público, ou até à sua reabertura se esta ocorrer antes deste período.
"Ciente das graves dificuldades sentidas pelos seus clientes, nomeadamente as associações de pesca, os clubes náuticos, restaurantes, bares, lojas, empresas de mergulho, apoios em terra dos operadores da marítimo-turística e outros, a administração dos portos de Setúbal e de Sesimbra aprovou a isenção de pagamento das taxas mensais, durante quatro meses, enquanto se encontrarem encerrados ao público, ou até à sua reabertura se esta ocorrer antes deste período", anunciou a entidade em comunicado.
Segundo acrescenta na mesma nota, "atendendo à importância dos portos de pesca de Setúbal e Sesimbra, e sendo este um dos setores onde se registam prejuízos significativos, a isenção das taxas mensais, durante quatro meses, representa um incentivo à recuperação de uma atividade de relevância económica na região".
O porto de Setúbal diz ainda estar convicto de que "com esta medida de elevado esforço financeiro, está a apoiar significativamente as empresas, associações e clubes suas clientes, dotando-as de uma maior capacidade para resistir durante este período e mais rapidamente recuperarem da presente queda dos seus níveis de atividade", lê-se na nota.

Agência de Notícias 
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Hospital do Barreiro apela ao donativo de alimentos

Centro hospital que serve quatro concelhos quer donativo de alimentos e material de proteção 

O Centro Hospitalar do Barreiro Montijo dispõe dos equipamentos necessários, mas, a pensar na evolução da pandemia da covid-19, apelou nesta terça-feira ao donativo de bens alimentares e material médico, como máscaras, respiradores ou fatos de proteção. “Cientes da rápida evolução desta pandemia, provocada pela covid-19, e tendo em conta que o futuro é imprevisível", a administração que gere os hospitais do Barreiro e do Montijo "está a aceitar donativos de empresas ou particulares”, referiu a administração do hospital, num comunicado divulgado no seu site. Por enquanto têm os “equipamentos de protecção individual necessários à prestação de cuidados”, mas estão já a pensar no futuro. O hospital do Barreiro abrange a população do Barreiro, Moita, Montijo e Alcochete. Concelhos onde, até esta terça-feira, existia 77 doentes confirmados para o novo coronavírus. 
Vamos todos ajudar os hospital

No caso dos equipamentos, a unidade está a solicitar máscaras cirúrgicas, respiradores P2 e P3, luvas de nitrilo de punho alto, cogulas, cobre-botas, álcool a 70 graus, solução alcoólica para anti-sepsia das mãos com teor de etanol a 70 graus e fatos de protecção integral.
Neste sentido, a administração indicou que as empresas e os cidadãos interessados em fazer um donativo devem contactar primeiro por email os serviços de aprovisionamento (aprov@chbm.min-saude.pt) e de nutrição (nutricao@chbm.min-saude.pt), apelando a que “não se desloquem de imediato ao hospital”.
Segundo os dados do boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde, até à meia-noite desta terça-feia, o concelho do Barreiro contabiliza 37 casos confirmados de infecção pelo novo coronavírus, enquanto o distrito de Setúbal regista 282 casos positivos. No entanto, os casos distribuídos por concelho correspondem apenas a 78 por cento dos casos positivos em Portugal, podendo este número ser maior.
O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infectou mais de 791 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 38 mil.
Em Portugal, segundo o balanço feito nesta terça-feira pela Direcção-Geral da Saúde, registaram-se 160 mortes, mais 20 do que no dia anterior, e 7443 casos de infecções confirmadas, o que representa um aumento de 1035 em relação a segunda-feira.

Agência de Notícias com Lusa 
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Carnaval de Sines vai produzir máscaras para o hospital

Objetivo é produzir 5 mil máscaras e mil cógulas de proteção para o hospital do litoral alentejano


A associação do Carnaval de Sines, no distrito de Setúbal, vai produzir equipamentos de proteção individual para apoiar os profissionais de saúde do Hospital do Litoral Alentejano. De acordo com a associação, uma equipa de 30 voluntários vai produzir mil cógulas de proteção e cinco mil máscaras FFP1 (com filtro facial de partículas) que, na próxima semana, serão oferecidas ao hospital localizado no concelho de Santiago do Cacém. A ideia surgiu a partir de um apelo de uma enfermeira e neste momento "já conseguimos mobilizar cerca de 30 voluntários que vão trabalhar a partir de casa, adquirimos o tecido TNT de 80 gramas num investimento de cerca de 1500 euros, suportado pela instituição". É mais um exemplo, bonito e importante, que as pessoas do distrito de Setúbal deixam ao país, em tempos de pandemia mundial. 
Habituados ao Carnaval fazem agora máscaras de proteção

O presidente da associação do Carnaval de Sines, Rui Encarnação, explicou hoje à Lusa que “as costureiras vão começar a produzir, nas suas casas, os equipamentos ainda esta semana para oferecer ao hospital”.
“Já conseguimos mobilizar cerca de 30 voluntários que vão trabalhar a partir de casa. Adquirimos o tecido TNT de 80 gramas com o objetivo de produzir cinco mil máscaras e mil cógulas de proteção, num investimento de cerca de 1500 euros”, acrescentou.
Os “moldes de teste” para o equipamento de proteção individual dos profissionais de saúde “já foram aprovados pela administração do Hospital do Litoral Alentejano e aguardamos que o material chegue para começar a produzir, o que prevemos possa acontecer esta semana”, referiu.
Os voluntários “vão receber as caixas com o material em casa” e “cada um deles vai ficar encarregue de uma tarefa, sejam os cortes dos moldes, a costura, a colocação dos elásticos ou das bainhas, para conseguirmos uma linha de montagem mais rápida”, afirmou.
“Algumas das empresas que apoiam o nosso carnaval, por estarem a funcionar à porta fechada, disponibilizaram alguns dos seus funcionários para ajudarem nos moldes e outras partes da confeção”, relatou.
A associação de Carnaval de Sines, que está disponível para receber mais voluntários que se queiram juntar a esta causa, prevê alargar a iniciativa à corporação de bombeiros, proteção civil municipal e outras instituições do concelho.

Agência de Notícias com Lusa 
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Distrito de Setúbal tem 282 doentes covid-19

Almada, Seixal, Barreiro, Setúbal e Moita têm os piores resultados 

A propagação do covid-19 no distrito de Setúbal continua a subir. Nas últimas 24 horas, segundo revelou a Direção Geral de Saúde e de algumas autarquias que informam o número de infetados, , contaram-se 282 pessoas com a doença, mais 37 que na véspera. Tal como tem acontecido desde o início da pandemia, são os concelhos de Seixal e Almada aqueles em que se contam o maior número de infetados, sendo agora 71 em cada um. No Barreiro a situação também não melhorou, havendo a registar 37 infetados, enquanto que em Setúbal o número estacionou nos 25. Na Moita há 22 doentes registados, no Montijo são 14, em Palmela 11, em Sesimbra 10 e em Alcochete quatro. A sul do distrito, no litoral alentejano, Grândola têm oito casos confirmados, de acordo com a autarquia local, enquanto em Santiago do Cacém há seis casos e em Sines há quatro doentes. Apenas Alcácer do Sal volta a aparecer nenhum caso registados. Até esta terça-feira foram registadas 160 mortes causadas por covid-19 (mais 20 do que na segunda-feira) e um total de 7443 pessoas infectadas em Portugal, mais 1035 do que na segunda-feira. Há 627 pessoas internadas e 188 nos cuidados intensivos (mais 24 do que na segunda-feira). 
Cuide de si e fique em casa se puder 

A polémica do dia mora a sul do distrito. Segundo a Direção-Geral de Saúde no seu relatório diário de situação diz que apenas existem três casos confirmados, a câmara municipal anunciou, na segunda-feira, numa publicação na sua página de Facebook, que no concelho de Grândola já foram detetadas oito pessoas portadoras da doença.
Na mesma publicação, diz-se que existe um infetado na freguesia de Melides e sete na de Grândola e Santa Margarida da Serra. Não existem casos positivos no Carvalhal e em Azinheira dos Barros. "No concelho estarão ainda 43 pessoas sob vigilância", realça a autarquia.
O aumento de casos de Covid-19 no distrito de Setúbal acompanha, de resto, a situação nacional. As mais recentes estatísticas dizem que o número de infetados no país é agora de 7443, mais 1035 do que na véspera, o que corresponde a um aumento de 16,1 por cento. Também o número de mortos aumentou, tendo passado de 140 para 160 (aumento percentual de 14,3).
Há 627 pessoas internadas e 188 nos cuidados intensivos (mais 24 do que na segunda-feira). Há ainda 4610 pessoas a aguardar resultados laboratoriais. A maioria das vítimas mortais (84 por cento) tem mais de 80 anos. Por regiões constata-se que o Norte, com 4452 casos e 83 óbitos, continua a ser o local mais crítico. Na zona centro contam-se 911 doentes e 40 mortes, enquanto que em Lisboa e Vale do Tejo há 1799 casos positivos e 35 vítimas mortais. No Algarve as estatísticas apontam para 137 pessoas infetadas e duas mortes. Açores, Madeira e Alentejo não contam com qualquer vítima mortal.

Lisboa lidera casos positivos mas é no norte que há mais casos 
A DGS admitiu nesta terça-feira que pode haver uma “dupla contagem” do número de casos de coronavírus registados por concelho por ser utilizada uma “metodologia mista”, que junta os casos reportados pelas administrações regionais de saúde (ARS) e pelo Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica.
Lisboa é agora o concelho com mais casos confirmados de covid-19: são 505. Segue-se o Porto, que, com a nova contagem, tem 462 casos confirmados; Vila Nova de Gaia com 338, Gondomar com 298, Maia com 293, Matosinhos com 273 e Braga com 220.
O número de pessoas que recuperaram da doença mantém-se inalterado há seis dias: são 43, o que é justificado por se tratar de uma “doença de convalescença lenta” e por ser mais difícil saber da recuperação de quem está a ser tratado em casa, explicou o secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales. Para se declarar oficialmente que uma pessoa está recuperada, são precisos dois testes negativos.

Agência de Notícias 
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Setúbal fecha acesso às praias e zona ribeirinha

Cidade endurece medidas para o recolher obrigatório a partir de quinta-feira 

A Câmara de Setúbal determinou o encerramento da zona ribeirinha da cidade e da estrada de acesso às praias, pela Serra da Arrábida, a partir da meia-noite de 2 de Abril, devido à pandemia da covid-19. O município, em comunicado enviado às redações, explicou que estas novas medidas no concelho, no âmbito da contenção da infeção e contaminação da covid-19, foram tomadas na reunião realizada esta segunda-feira, por videoconferência, da Comissão Municipal de Proteção Civil de Setúbal, com a participação de diversas entidades. A determinação da autarquia abrange o “encerramento da zona ribeirinha da cidade” e da “estrada de acesso às praias, pela Serra da Arrábida, aos acessos pedonais e a todo o tipo de veículos, pode ler-se no comunicado. Em Setúbal há 25 pessoas infectadas. 18 estão no hospital, seis pessoas estão em tratamento em casa e já há um recuperado. 
Zona Ribeirinha e praias vão ser encerradas 

Esta decisão, no âmbito do Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil de Setúbal, ativado pelo município desde o dia 12 deste mês, verifica-se na antiga Estrada Nacional (EN) 379-1, entre o Outão e o cruzamento com a EN 379 -1 (Pinheiro), nas avenidas Jaime Rebelo e José Mourinho e no Parque Urbano de Albarquel, bem como em todos os parques de merendas do concelho.
Excluídos desta proibição de circulação estão “os moradores, os trabalhadores na zona e os veículos devidamente autorizados”, ressalvou o município.
O objetivo destas novas medidas no concelho “é garantir o afastamento das pessoas neste período da Páscoa que se aproxima”, uma vez que, “têm tradicionalmente o hábito de se juntarem em parques e praias”, explicou o vereador com o pelouro da Proteção Civil na Câmara de Setúbal, Carlos Rabaçal, citado no comunicado.
“Pretendemos também garantir que as forças de segurança possam executar o seu trabalho de forma mais efetiva”, acrescentou o autarca.
O município referiu ainda já ter registado “102 pedidos até à data” no âmbito de uma linha que criou para “apoio à entrega domiciliária de bens alimentares e medicamentos à população de risco”, o que constitui “um alerta sobre um aumento crescente de pessoas em carências financeiras extremas”, durante esta pandemia.
O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, já infetou mais de 750 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 36 mil. Dos casos de infeção, pelo menos 148.500 são considerados curados.
Em Portugal, segundo o balanço feito esta segunda-feira pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 140 mortes e 6.408 casos de infeções confirmadas. Dos infetados, 571 estão internados, 164 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 43 doentes que já recuperaram. Em Setúbal há 25 pessoas infectadas. 18 estão no hospital, seis pessoas estão em tratamento em casa e já há um recuperado.

Agência de Notícias com Lusa
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Faurecia de Palmela aplica layoff e segura emprego

Empresa garante segurança aos trabalhadores

A Faurecia, empresa de componentes automóveis instalada no Parque Industrial da Autoeuropa, no concelho de Palmela, vai aplicar o `layoff´ a 178 trabalhadores, mas garante os 520 postos de trabalho da fábrica, apesar da pandemia covid-19, anunciou esta segunda-feira a Comissão de Trabalhadores. Segundo um comunicado da comissão, ao contrário do que deverá acontecer nas restantes unidades industriais da Faurecia em Portugal, a fábrica de Palmela, vai garantir "todos os postos de trabalho" e "está neste momento a tentar encontrar soluções para os trabalhadores temporários". 
Fábrica garante emprego a todos os funcionários 

Em declarações à agência Lusa, Daniel Bernardino, coordenador da Comissão de Trabalhadores, disse que a grande maioria dos colaboradores vai permanecer em casa até ao dia de 30 de Abril, contabilizando todos os dias de saldo que têm disponíveis, de descanso compensatório, férias de 2019 e `downdays´ (dias de não produção sem perda de rendimento) de 2019 e 2020.
Aos 178 trabalhadores que não têm dias disponíveis, será aplicado o decreto-lei aprovado pelo governo (layoff), no período de 31 de Março a 30 de Abril, sendo que para o cálculo dos 2/3 do salário ilíquido que cada trabalhador vai receber, será contabilizado o subsídio de turno.
Segundo Daniel Bernardino, está igualmente garantido que todos os trabalhadores terão "um mínimo de 15 dias de férias no ano de 2020, independentemente dos que já foram utilizados".
"Não foi o acordo ideal, mas reconhecemos que também houve um esforço da empresa para encontrar uma solução consensual, até porque a Faurecia poderia muito simplesmente aplicar o `layoff´ a todos os trabalhadores sem fazer qualquer negociação", disse o coordenador da Comissão de Trabalhadores.
O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 801.400  pessoas em todo o mundo, das quais morreram  38.714. Dos casos de infeção, pelo menos 172.657 são considerados curados.
Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 160 mortes, e 7443 casos de infeções confirmadas.
Dos infetados, 627 estão internados, 188 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 43 doentes que já recuperaram.
Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 2 de Março, encontra-se em estado de emergência até às 23h59 de 2 de Abril.
Além disso, o Governo declarou no dia 17 o estado de calamidade pública para o concelho de Ovar.
Há 245 casos confirmados, nesta segunda-feira, no distrito de Setúbal, pelo novo coronavírus na península de Setúbal e litoral alentejano, de acordo com os dados da Direção-Geral da Saúde e dados das [poucas] autarquias que divulgam os dados oficiais no seu território. A nível de concelhos, a leitura revela que os casos aumentaram, praticamente, em todos. O Seixal e Almada, com 71 ocorrências, são os locais mais problemáticos. Seguem-se Setúbal com 25, Barreiro tem 37, a Moita 22, o Montijo 14 e Sesimbra com 10 testes positivos. Depois surgem também Palmela, com onze, Grândola com 3 e Santiago do Cacém com seis, Sines com três e Alcochete com quatro pessoas em tratamento.

Agência de Notícias com Lusa 
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Montijo investe na saúde e ajuda pessoas vulneráveis

Autarquia apoia Centro Hospitalar e pessoas mais vulneráveis do concelho

Na sequência da crise sanitária devido à Covid-19, o Gabinete de Crise da Câmara do Montijo decidiu a implementação de um conjunto de medidas na área da proteção civil e da saúde, mas igualmente de apoio social e económico, assumindo, nesta fase, "uma estratégia de apoio às pessoas e famílias mais vulneráveis do concelho, encontrando-se em avaliação medidas de recuperação e estímulo económico para aplicação em fase posterior, aquando da estabilização ou erradicação do surto provocado pelo novo coronavirus", diz a autarquia em comunicado. A autarquia pondera baixar o preço da água e já isentou o pagamento das rendas das casas de habitação social municipal e das concessões municipais em cafés e lojas até 30 de Junho. A autarquia vai ainda financiar os testes ao covid-19 em todos os lares do concelho. Montijo conta já com 14 casos positivos para o novo coronavírus.
Cidade prepara-se contra o covid-19

Um apoio financeiro “de 35 mil euros”, diz o presidente da Câmara, Nuno Canta, que preside também ao gabinete de crise, vai ser disponibilizado ao Centro Hospitalar Barreiro-Montijo para a realização de testes de despiste à covid-19 a todos os que acorram às urgências com sintomas da doença.
Material de desgaste rápido, como luvas, máscaras cirúrgicas e produtos de desinfecção hospitalar, é outra das acções de apoio que a edilidade vai levar a efeito, neste caso, para a unidade hospitalar do Montijo.
Já ao Centro de Saúde do Montijo, a autarquia sublinha que vai fornecer telemóveis “para que possa ser feito o acompanhamento diário dos doentes infectados que se encontram em convalescença nas suas residências”.
Foi, igualmente, adquirida uma tenda insuflável e 50 camas desdobráveis "para utilizar como hospital de campanha, tendo sido reforçados os equipamentos de proteção individual para os trabalhadores municipais dos serviços essenciais, proteção civil e bombeiros do concelho", refere a autarquia.
Em curso, lembra a Câmara Municipal, encontra-se “a desinfecção de ruas e locais exteriores abertos ao público (farmácias, centros de saúde, supermercados, entre outros), em articulação com as juntas de freguesia”.

Medidas de apoio social e económico
Ao nível do apoio social e económico, a autarquia vai proceder à isenção de rendas das casas de habitação social municipal até 30 de Junho, numa medida que, sublinha a Câmara do Montijo, "abrange 458 agregados familiares, num total aproximado de 1200 pessoas. Também foi concedida a isenção das concessões municipais (cafés e lojas) até 30 de Junho.
No apoio às micro, pequenas, médias empresas e ao comércio local "procedeu-se à isenção de taxas municipais nos próximos dois meses. Em ponderação encontra-se o apoio a famílias e empresas através da redução do preço da água", diz ainda a autarquia.
Foi criada uma Linha de Apoio Social gratuita, em articulação com as juntas de freguesia, "para que seja possível levar a medicação e as compras de supermercado aos seniores, doentes crónicos e outras pessoas mais vulneráveis", realça o comunicado da autarquia.
Para os alunos economicamente carenciados (escalão A da Ação Social Escolar), a autarquia continua a assegurar as refeições escolares e estão, igualmente, em funcionamento três escolas básicas para acolhimento dos filhos dos profissionais de saúde, de socorro, segurança e outros serviços essenciais.
O Gabinete de Crise da Câmara do Montijo "está em permanente avaliação destas e outras medidas, incluindo futuras medidas de recuperação e estímulo económico às famílias, pequenas e médias empresas e comércio local, a serem aplicadas no âmbito das competências municipais e após a fase de estabilização ou erradicação da covid-19".
Na atual fase do surto, o município do Montijo centra os seus esforços nas "respostas de saúde e proteção civil, bem como no apoio às famílias e pessoas social e economicamente vulneráveis, acreditando que o bom senso, a lucidez e o trabalho em conjunto são fundamentais para salvar a vida dos nossos vizinhos, pais e avós", conclui a autarquia.

Autarquia assegura testes em lares 
Nuno Canta, reuniu esta segunda-feira com os responsáveis das instituições de solidariedade social do concelho que têm lares de 3.ª idade ou residências seniores em funcionamento, para programar a realização de testes ao novo coronavírus aos utentes destes lares.
Participaram na reunião, a Santa Casa da Misericórdia do Montijo, a Santa Casa da Misericórdia de Canha, a União Mutualista Nossa Senhora da Conceição, a Associação Caminho do Bem Fazer e as Residências Montepio.
Ficou acordado que as instituições vão indicar o número de testes necessários em cada lar, tendo o presidente da câmara assegurado "o apoio financeiro a esta ação de saúde pública, que foi concertada com as autoridades de saúde pública locais e decorre das indicações da Direção Geral da Saúde que aconselhou a realização de testes ao novo coronavírus nos lares".

Agência de Notícias 
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Cascais ajuda Setúbal, Seixal, Alcochete e Sesimbra

Autarquia recebeu 10 toneladas de luvas, máscaras, fatos e viseiras e doou parte a municípios do distrito de Setúbal

A Câmara de Cascais recebeu, esta segunda-feira, 10 toneladas de luvas, máscaras, fatos e viseiras vindas da China. Grande parte é para doar a outros municípios da Área Metropolitana de Lisboa, enquanto não chegam outras encomendas. Uma grande parte é, segundo a revista Sábado, para entregar às Câmaras de Setúbal, Seixal, Sesimbra e Alcochete que aceitaram a oferta do autarca da margem Norte do Tejo. Ainda segundo a mesma publicação, o material foi doado através de um grupo de Whatsapp para pôr em contacto todos os presidentes de câmara da Área Metropolitana de Lisboa.
Cascais oferece equipamento ao distrito 

A presidente da Câmara de Setúbal, diz a Sábado, nem hesitou quando viu a mensagem de Whatsapp de Carlos Carreiras. O presidente da Câmara de Cascais estava a usar o grupo criado para pôr em contacto todos os presidentes de câmara da Área Metropolitana de Lisboa para oferecer o material de proteção que tanta falta tem feito nestes dias de combate à epidemia de covid-19.
Maria das Dores Meira aceitou logo a ajuda. E não foi a única: pelo menos, Seixal, Sesimbra e Alcochete vão aproveitar a generosidade do concelho de Cascais.
"Tem havido uma grande solidariedade", diz  a presidente da Câmara de Setúbal, que elogia o gesto de Carlos Carreiras e explica que a ideia será devolver a Cascais o material agora doado quando chegar "uma grande encomenda feita pela Área Metropolitana de Lisboa" que está previsto que chegue "entre dia 5 e 8 de Abril".
A chegada das encomendas de material de proteção, ventiladores e testes para detetar o novo coronavírus tem tido "uma logística muito difícil", como explicou à referida revista Carlos Carreiras, que decidiu aproveitar o facto de já ter recebido 20 toneladas de material na quinta-feira passada para agora partilhar esta nova encomenda com quem mais precisa na Área Metropolitana de Lisboa.
O material que chegou esta segunda-feira num avião russo percorreu 11 mil quilómetros para vir da cidade chinesa de Xiamen para o aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa. São 700 caixas com luvas, máscaras, fatos, viseiras e outros materiais de proteção.
"Gastámos um milhão de euros só nestas encomendas", referiu o presidente da Câmara de Cascais, que conta com um fundo de emergência de cinco milhões de euros e promete não olhar a despesas para fazer face à covid-19.
O problema para Cascais, assegura Carreiras, ainda nunca foi de dinheiro. "Um primeiro problema é haver disponibilidade, o segundo é a logística". E esses são problemas que o autarca espera ultrapassar para receber as encomendas de ventiladores e testes rápidos de deteção do novo coronavírus que também já fez.
Cascais tinha sido a primeira entidade portuguesa a receber uma encomenda deste tipo, na semana passada, um dia antes de chegar o avião com as primeiras encomendas feitas pelo Estado português.
"Esta segunda carga vai também reforçar o stock destes equipamentos [de proteção] aos profissionais de saúde, forças de segurança, proteção civil e dezenas de instituições sociais do concelho [de Cascais]", segundo se lê numa nota enviada pela autarquia liderada pelo social-democrata Carlos Carreiras e que, assim, divide com a proteção civil, forças de segurança e unidades de saúde dos concelhos de Setúbal, Seixal, Alcochete e Sesimbra.

Agência de Notícias 
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