Dá um Gosto ao ADN

Carnaval de Sesimbra arranca já este fim de semana

Baile trapalhão e ensaio técnico das seis escolas de samba abrem a festa deste ano 

A Sociedade Musical Sesimbrense promove, este sábado, a partir das 23 horas, mais um Baile Trapalhão, uma velha tradição que marca o arranque dos festejos do Carnaval no concelho de Sesimbra. A animação musical está a cargo da banda Axé Maré, e de várias escolas de samba e grupos axé, que vão apresentar os respetivos enredos para os desfiles de Carnaval. No domingo à tarde, a marginal de Sesimbra recebe o ensaio técnico das seis escolas de samba e dos dois grupos de Axé, uma forma de aperfeiçoarem coreografias e passos de dança, afinarem vozes e instrumentos, para que tudo esteja a postos para os grandes desfiles de domingo e terça-feira, 3 e 5 de Março. Os festejos do Carnaval são uma das tradições mais enraizadas na comunidade sesimbrense, que constrói, todos os anos, um dos mais populares e belos carnavais do país. Para além dos desfiles principais, à beira-mar, o corso de palhaços e os bailes marcam esta grande festa que atrai milhares de visitantes.

O Baile Trapalhão desperta sempre muito entusiasmo, e junta centenas de foliões, muitos deles mascarados que, a cada ano, neste baile, “estreiam” fantasias de carnavais anteriores, ou apresentam novas indumentárias mais ou menos elaboradas, mas sempre apropriadas a uma quadra festiva que há muito tempo é vivida de forma especial pelos sesimbrenses.
Estão, pois, reunidos os ingredientes para mais uma noite de muita diversão. Basta aparecer com a fantasia apropriada, ou “à civil”, até porque a entrada é gratuita para todos.
Em Sesimbra, há o samba e o calor [se o tempo ajudar] do outro lado do Atlântico. E também haverá a maior concentração de palhaços do mundo. Esperam-se milhares de pessoas. É assim todos os anos. 
Com roupa reduzida, face chuva ou faça sol, Sesimbra samba com os grupos Saltaricos do Castelo, Bigodes de Rato, Batuque do Conde, Bota No Rego, Corvo de Prata, Trepa no Coqueiro, Unidos de Vila Zimbra, Tripa Cagueira e Tripa Mijona.
Este desfile de escolas de samba chama cada vez mais visitantes a Sesimbra sendo esta uma das principais festas a decorrer na vila durante todo o ano.
Nas sedes das associações, por esta altura, vive-se uma grande azáfama com os preparativos para os desfiles. Ensaios, construção de fantasias, decoração de viaturas e retoques nos fatos principais juntam centenas de voluntários de todas as idades, que dão todo o seu tempo livre à organização do Carnaval de Sesimbra, considerado um dos mais bonitos do país. "A dedicação destas pessoas é, sem dúvida, um dos principais motivos para o sucesso desta grande festa", explica a Câmara de Sesimbra. 
Mas não é só nas Escolas de Samba e grupos de Axé que se vive o Carnaval. Nas escolas e jardins-de-infância da rede pública e particular professores, auxiliares e alunos trabalham há muito nos fatos que vão apresentar no desfile das escolas, que reúne centenas de crianças de todo o concelho. Outro dos momentos dedicados aos mais novos é o Concurso de Máscaras, que, de ano para ano, surpreende pela originalidade dos fatos e, talvez por isso, conta cada vez com mais participantes.
As Cegadas, costume centenário das zonas rurais que o concelho de Sesimbra continua a preservar, são já uma imagem de marca desta época. Este ano o grupo de cegantes de…já tem estudadas e ensaiadas as sátiras que vai apresentar em vários pontos do concelho. O Enterro do Bacalhau, outra das tradições associadas ao Carnaval, voltará a fechar o programa.
Naturalmente que o Carnaval de Sesimbra já não pode prescindir do corso de palhaços, na segunda-feira, que já foi considerado o maior do mundo, e já chegou a juntar mais de três mil mascarados. Nesta altura, muitos dos foliões já preparam as suas fantasias para sair à rua no grande dia.
Nos últimos anos, a freguesia da Quinta do Conde junta-se também à festa com o Desfile Trapalhão, que reúne centenas de mascarados de todas as idades, que trazem para a rua muita alegria e um sentido de humor bastante apurado.
"O Carnaval de Sesimbra não fica completo sem os famosos bailes das coletividades, desde as semanas que antecedem o Carnaval, se reúnem mascarados para noites inesquecíveis de folia", lembra a autarquia. 
Consulte aqui o programa do Carnaval de Sesimbra deste ano. 

Agência de Notícias com Câmara de Sesimbra 
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Bombeiros Sapadores de Setúbal completaram 233 anos

A cidade tem uma das mais prestigiadas e qualificadas companhias de bombeiros do país 

A melhoria da qualidade do socorro em Setúbal e a elevada operacionalidade da Companhia de Bombeiros Sapadores de Setúbal foram destacadas, esta quinta-feira, na cerimónia comemorativa dos 233 anos da instituição. “Hoje celebramos a vida de uma das mais prestigiadas e qualificadas companhias de bombeiros de Portugal. São profissionais altamente qualificados, que nos fazem sentir mais seguros, mais tranquilos no nosso dia a dia”, saudou o vereador com o pelouro da Proteção Civil Municipal, Carlos Rabaçal, na sessão solene que se realizou no Paços do Concelho. O autarca vincou que a Câmara Municipal tem desenvolvido todos os esforços “para manter viva esta companhia de bombeiros, sempre com todo o sentido de responsabilidade que é exigível a quem tem de gerir recursos sempre escassos”.
Cidade agradece trabalho dos bombeiros 

O município investiu, nos últimos anos, na procura das soluções mais equilibradas para a gestão do sistema de proteção e socorro do concelho, “com coragem e responsabilidade” para promover a transformação que era “imprescindível”.
Esta aposta da autarquia, assim como “a dedicação e o profissionalismo de todos os elementos” da Companhia de Bombeiros Sapadores de Setúbal têm originado importantes mudanças, nomeadamente “mais eficácia na prestação de socorro e melhor racionalidade do investimento municipal neste setor”.
Carlos Rabaçal assegurou que a Câmara Municipal continuará a desenvolver e a melhorar a estratégia que tem conferido “maior qualidade ao dispositivo municipal de proteção civil”, meta para a qual contribuirá, igualmente, “a consolidação das mobilidades e a abertura de concurso para as restantes progressões”.
Carlos Rabaçal garantiu ainda o empenhamento do município noutras matérias importantes para a dignificação profissional dos bombeiros, nomeadamente a revisão do estatuto socioprofissional, atualmente em discussão entre autarquias e corpos de bombeiros e entre a Associação de Municípios Portugueses e o Governo.
“Acreditamos que, só graças a este profundo empenhamento do Executivo municipal e de todos os que integram esta companhia profissional, será possível continuar a fazer o caminho da valorização dos sapadores e uma continuada afirmação da Companhia de Bombeiros Sapadores de Setúbal no panorama da proteção civil nacional e internacional”. 

Sapadores de Setúbal em Espanha 
Não é por acaso, acrescentou, que a Companhia de Bombeiros Sapadores de Setúbal foi recentemente convidada a participar no exercício da Unidade Militar de Emergências de Espanha, a decorrer entre 1 e 5 de Abril, em Jaca, nos Pirenéus espanhóis.
Um convite que resulta da “elevada operacionalidade e da qualidade dos Bombeiros Sapadores de Setúbal” e também da aposta que “o poder municipal tem feito, na última década, nesta área”.
O estabelecimento de relações internacionais “intensas e profícuas” com instituições como a Unidade Militar de Emergências de Espanha e a Associação Espanhola da Luta contra o Fogo revela-se importante para os sapadores setubalenses, que, assim, ficam a conhecer outras experiências e têm a oportunidade de adquirir mais e melhores competências para o desempenho da “nobre e complexa missão que é o socorro”.
Os 233 anos de história em prol do socorro e a atividade operacional diferenciadora da companhia, nomeadamente dos grupos de intervenção química, de intervenção em meio aquático e de salvamento e resgate, foram realçados pelo comandante da Companhia de Bombeiros Sapadores de Setúbal, Paulo Lamego.
“Somos dignos de preservar o legado que os nossos antecessores nos deixaram. Fruto do vosso empenho hoje somos reconhecidos como uma unidade de excelência”, afirmou, dirigindo-se às várias gerações de bombeiros presentes na sessão solene das comemorações do 233.º aniversário da instituição.
As comemorações terminaram no quartel com uma visita à pintura das instalações, que está a ser realizada, desde Novembro, pelos bombeiros Pedro Jacinto, Rodolfo Batista e Hugo Alves, com tintas e materiais fornecidos pela Câmara Municipal.
A pintura da fachada do edifício, de bordeaux, “cor forte que dá presença ao quartel e combina com as cores utilizadas pela autarquia na pintura de outros equipamentos municipais, como a biblioteca e a Casa da Baía, está quase terminada”, relata Pedro Jacinto que conduziu a visita.
Falta agora pintar o interior, “com muito trabalho ainda pela frente” que os três bombeiros vão desempenhando quando estão no turno do dia, das oito às 20 horas.
No quartel, foi ainda possível admirar o trabalho realizado pelo chefe Grilo Marcos na recuperação de uma viatura histórica, que serviu de pano de fundo à foto de grupo tirada dantes do almoço convívio que encerrou as comemorações.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 
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Depósito de transformação de bivalves no Barreiro

Unidade de transformação de bivalves do Tejo nasce esta sexta-feira  

A primeira unidade para transformação e valorização de bivalves do país vai nascer no Barreiro e será lançada esta sexta-feira, num investimento superior a dois milhões de euros, informou o Ministério do Mar. O projeto prevê a criação no Lavradio de uma infra-estrutura para depósito, transformação e valorização de bivalves capturados nos concelhos do Barreiro, Seixal, Almada, Moita, Montijo e Alcochete. Um estudo revela existirem mais de 1700 mariscadores, cerca de 1500 dos quais em situação ilegal, que retiram do estuário do Tejo a maioria dos 19 mil quilos de amêijoa-japonesa por dia. A nova infraestrutura vai permitir, segundo o Ministério do Mar, "regular a apanha da amêijoa-japonesa no Estuário do Tejo", assim como a sua comercialização "em condições de adequada salubridade".

Há cerca de 1500 mariscadores ilegais no Tejo 

Em comunicado, a tutela revelou que o investimento total "está estimado em 2,36 milhões de euros", dos quais 1,34 milhões de euros se destinam à infraestrutura e 920 mil euros a equipamentos, além de uma comparticipação do MAR 2020, "de 1,05 milhões de euros". É já esta  sexta-feira, que a ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, vai presidir à cerimónia de assinatura do auto de consignação para a construção do depósito de transformação de bivalves, que se vai localizar na zona do Lavradio.
"A amêijoa é um recurso importante para um elevado número de apanhadores no Estuário do Tejo. Devido ao teor bacteriológico das águas do estuário do Tejo, os bivalves capturados só podem ser consumidos após cozedura ou transposição prolongada. Assim esta estrutura vai permitir organizar o depósito e transformação de bivalves do Rio Tejo, assegurando a necessária segurança alimentar", explicou.
A nova infraestrutura vai permitir também, segundo o Ministério do Mar, "regular a apanha da amêijoa-japonesa no Estuário do Tejo", assim como a sua comercialização "em condições de adequada salubridade".
De acordo com a tutela, a unidade será construída "numa parcela do domínio público", sob jurisdição do Porto de Lisboa e cedida ao Instituto Português do Mar e da Atmosfera, "pelo prazo de dez anos".
Já as instalações serão constituídas por três módulos: o depósito de bivalves vivos, a unidade de transformação e sistema de valorização de bivalves do Estuário do Tejo e uma unidade de depuração.
Segundo o Ministério do Mar, este será um "projeto integrado", com a participação do Instituto Português do Mar e da Atmosfera, da Direção-Geral dos Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos, da APL, da Docapesca - Portos e Lotas e com a colaboração da Câmara Municipal do Barreiro.
A criação da primeira central para depósito, transformação e valorização de bivalves do país, no Barreiro, foi anunciada em Junho por Ana Paula Vitorino.
Um pouco por todos os concelhos do estuário do Tejo é possível ver diariamente milhares de pessoas que se dedicam à apanha de amêijoa-japonesa, sendo para muitos o seu único meio de subsistência.
Um estudo de Maio de 2017 revelava existirem mais de 1700 mariscadores, cerca de 1500 dos quais em situação ilegal, que retiram do estuário do Tejo a maioria dos 19 mil quilos de amêijoa-japonesa por dia (dez mil pelos aparelhos de arrasto) num negócio na sua larga parte pirata que, em 2014, terá envolvido uma verba estimada entre os 10 e os 23 milhões de euros.
Segundo várias entidades, muito dessa ameijoa, cujo consumo sem cozedura industrial pode ser muito nocivo para a saúde, é vendida ilegalmente para restaurantes que depois a revendem ao público. Apesar de várias iniciativas, incluindo uma apertada vigilância, ninguém conseguiu até agora travar a apanha ilegal no estuário do Tejo.

Agência de Notícias com Lusa  
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Politécnico de Setúbal renova parceria com a SIC Esperança

Mais seis mil crianças vão aprender a programar com o projeto GEN10SS

O Instituto Politécnico de Setúbal assinou recentemente um protocolo com a SIC Esperança, que visa a implementação de uma nova fase do projeto GEN10S, formação em linguagem de programação Scratch que, desde 2017, já alcançou cerca de cinco mil alunos, dos 5.º e 6.º anos, de escolas de todo o País. Com este projeto, "propõe-se alcançar um universo de seis mil alunos de escolas de todo o país, ao longo dos próximos 20 meses", explica o Instituto Politécnico de Setúbal em comunicado. 
Projeto quer ensinar crianças a programar 

Resultante de uma parceria entre a SIC Esperança, a Google.org e a associação espanhola Ayuda en Acción, o projeto GEN10S contou desde a primeira hora com o apoio do Instituto Politécnico de Setúbal, através de uma equipa do Centro de Competências de Tecnologias da Informação e da Comunicação da Escola Superior de Educação, a quem coube a conceção e coordenação nacional do curso, que começou com uma fase piloto implementada em quatro escolas de Setúbal e Lisboa.
Nesta 2.ª edição, o projeto GEN10S, cujo principal propósito é promover a igualdade de oportunidades na área digital, reduzindo barreiras socioeconómicas e de género, "propõe-se alcançar um universo de seis mil alunos de escolas de todo o país, ao longo dos próximos 20 meses", explica o Instituto Politécnico de Setúbal em comunicado.
Numa era em que o digital assume cada vez maior importância, o exercício pleno da cidadania passa também, necessariamente, pelo domínio eficiente das novas tecnologias. Ao ensinar a programar, através da linguagem Scratch, o GEN10S está a contribuir para que "as crianças do 5º e 6º anos ganhem uma nova perceção sobre a tecnologia, demonstrando que, para além de consumidoras, podem também ser criadoras", sublinha o documento.
O projeto contempla igualmente a "formação de professores, iniciando-os na utilização de ferramentas e metodologias que podem contribuir para a adoção de formas inovadoras de ensino", conclui o  Instituto Politécnico de Setúbal.
"O projeto GEN10S nasceu para responder ao desafio tecnológico que estamos a viver e que não pode deixar ninguém de fora, sob pena de acentuar as barreiras socioeconómicas e de género. Ao proporcionar igualdade de oportunidades na área digital desde a infância, asseguramos uma maior integração social e uma educação mais inovadora e focada no futuro", afirmou Mercedes Balsemão, presidente da SIC Esperança.

Agência de Notícias 
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Barreiro investe na construção de um novo centro de saúde

Município disponível para assumir os custos de uma unidade de saúde no Alto Seixalinho

A Câmara do Barreiro anunciou estar disposta a investir na construção de um novo centro de saúde no Alto do Seixalinho, tendo aprovado uma candidatura a um protocolo de cooperação com a Administração Regional de Saúde. O Centro de Saúde do Alto do Seixalinho, que funcionava na avenida Bocage, no Barreiro, encerrou há cinco anos e, desde aí, a população da freguesia passou a ter de se deslocar para a Unidade de Saúde Familiar da Quinta da Lomba, criando alguns transtornos, segundo o município. "A autarquia está disposta a investir para resolver um problema dos barreirenses", garantiu o presidente do município, Frederico Rosa (PS), durante a reunião pública de câmara. A Comissão de Utentes dos Serviços Públicos do Barreiro, realiza na sexta-feira uma tribuna pública para reclamar um novo centro de saúde. 
Barreiro assume  construção de novo centro de saúde 

Nesse sentido, foi aprovada, com quatro votos a favor do PS e cinco abstenções, das quais quatro da CDU e uma do PSD, a candidatura a um protocolo de cooperação com a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo para a construção de uma nova unidade de saúde no Alto do Seixalinho.
Segundo Frederico Rosa, o município tomou esta decisão de fazer "um esforço extra" porque o Governo e a Administração Regional de Saúde [ARS] não consideram a construção deste centro de saúde como "prioritária".
De acordo com o autarca, os encargos para a construção da nova unidade serão definidos na candidatura que irão entregar, mas a previsão é que a câmara municipal comparticipe "a construção" e a ARS os "equipamentos e recursos".
Um terreno junto à urbanização da Escavadeira, no Alto do Seixalinho, com cerca de 1.600 metros quadrados, foi o local apresentado pelo executivo para a localização do novo centro de saúde, o que, segundo o vereador da Gestão Territorial, Rui Braga, "é suficiente, tem capacidade de crescimento e está perto de transportes".
Os vereadores da oposição abstiveram-se nesta votação, não por estarem contra a infraestrutura, mas sim porque o investimento é maioritariamente comparticipado pela autarquia.
Para o vereador Bruno Vitorino, que também é deputado no parlamento e presidente da Distrital de Setúbal do PSD, a construção de um centro de saúde "é uma obrigação da administração central e não das autarquias", mostrando-se disponível para reunir com membros do Governo para "tentar um contrato-programa".
Já o vereador da CDU Paulo André Fernandes referiu que "a construção de um centro de saúde deve ser maioritariamente suportada pela Administração Regional de Saúde e pelas verbas nacionais".
Rui Braga esclareceu que o município está disponível para assumir os custos de construção do equipamento porque quer "resolver o problema o mais rápido possível, para satisfazer as necessidades da população".
Na reunião de câmara também interveio Sara Ameixa, membro da Comissão de Utentes dos Serviços Públicos do Barreiro, que alertou para os "transtornos" da falta de um centro de saúde no Alto do Seixalinho, como a rede de transportes insuficiente, o elevado número de utentes na unidade da Quinta da Lomba e as dificuldades de mobilidade da população idosa, com baixos rendimentos.
Esta comissão realiza na sexta-feira uma tribuna pública para reclamar um novo centro de saúde, o que acontecerá pelas 11 horas, no terreno para onde esteve prevista a construção do centro de saúde do Alto do Seixalinho.

Agência de Notícias com Lusa 
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Moita candidata barcos típicos do Tejo a património mundial

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Alcácer do Sal quer arranjos na estrada da Comporta

Autarca pede intervenção na EN253 porque apresenta "níveis de insegurança muito elevados".

O presidente da Câmara de Alcácer do Sal, distrito de Setúbal, pediu à Infra-estruturas de Portugal  a "construção urgente" das bermas na Estrada Nacional (EN) 253 que liga a cidade à Comporta, devido ao risco de acidentes. Em causa está a obra de "reparação do pavimento central", a cargo das Infra-estruturas de Portugal, na via que liga as localidades de Alcácer do Sal e Comporta no litoral alentejano, "concluída há cerca de três meses, sem contemplar as bermas", explicou esta quarta-feira à agência Lusa o presidente do município, Vítor Proença. Com uma extensão de 20 quilómetros e bastante afluência, o troço apresenta "níveis de insegurança muito elevados". Já se contabilizam mortes e vários acidentes nesta estrada.
Autarquia reclama investimento na via 

Segundo o autarca, apesar de a reparação do pavimento "ter sido positiva", o troço apresenta "riscos" para os condutores "que circulam numa estrada sem bermas".
"Numa extensão de cerca de 20 quilómetros, há raízes, pinheiros e zonas de areia nas bermas da estrada, que tem uma procura impressionante por parte dos automobilistas que se deparam com graves problemas", alertou Vítor Proença.
O pedido dirigido por escrito ao presidente da Infra-estruturas de Portugal, António Laranjo, surgiu após um acidente no final de Janeiro, envolvendo uma viatura pesada carregada com madeira que deixou o condutor em estado grave.
"No ano passado morreu uma família naquele troço e há menos de um mês um acidente, devido ao capotamento de uma viatura pesada que obrigou ao desencarceramento do condutor, serviu para recordar que a estrada apresenta níveis de insegurança muito elevados", afirmou.
Além de considerar "urgente" a construção das bermas naquele troço, o autarca solicitou igualmente a "elaboração de um projecto de execução" para uma futura intervenção na EN253, pois "o fluxo rodoviário é crescente atendendo à procura da zona e das praias da Comporta".
"Sabemos que esta situação não pode continuar até porque os bombeiros e a GNR são os primeiros a identificar um conjunto de problemas e os riscos que esta estrada constitui para muitas famílias, quer no período diurno quer nocturno", sublinhou o autarca.

Agência de Notícias com Lusa 
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Raptora de filha na Quinta do Conde presa na França

Mãe de 29 anos raptou a filha de oito anos, que estava à guarda da avó

Uma cidadã portuguesa foi detida em Nancy, França, por rapto da filha em 2016, quando a criança se encontrava à guarda da avó materna, na Quinta do Conde, por decisão judicial, anunciou esta quarta-feira a Polícia Judiciária de Setúbal que conduz a investigação. A criança, na altura com 8 anos, estava à guarda legal da avó e a mulher fugiu com a menina. Passou por vários países europeus e chegou a ameaçar fazer mal à filha caso a família não lhe desse dinheiro e não abdicasse da guarda da menina, escreve o Correio da Manhã. A mulher, que era alvo de um mandado de detenção europeu, encontra-se detida em França. Deverá ser extraditada para Portugal. A criança vai ser entregue à avó, que mantém a guarda legal.
Mulher raptou filha na Quinta do Conde 


O caso remonta a meados de 2016. Altura em que a mulher perdeu a guarda da filha para a própria mãe. A par da falta de condições financeiras, o tribunal analisou as perícias realizadas. A mulher revelou não ser capaz de cuidar de uma criança. Estava descompensada. No entanto, nunca aceitou que a avó materna da menina ficasse com a filha de oito anos. Apesar de viverem lado a lado, na Quinta do Conde, concelho de Sesimbra, a mulher acabou por fugir para fora do país.
Esteve três anos em fuga com a filha, ação que lhe valeu o crime de rapto. Apesar de ausente, esteve sempre em contacto com alguns amigos e com a mãe. Aliás, os contatos com a avó da filha eram sempre no sentido de coagir para que fosse a tribunal rejeitar a guarda atribuída.
Durante os três anos em que esteve desaparecida, a mulher e a filha passaram um logo período em Espanha. Mas terão sido vários os países por onde terão passado, maioritariamente de hotel em hotel.
Desde a fuga e até à detenção, a mulher "circulou por diversos países da Europa, mantendo contacto com a avó da criança, a quem tentou constranger a abdicar da guarda da mesma, sob pena de não a voltar a ver", acrescentou a PJ.
A polícia destacou ainda que esta detenção deu cumprimento a um mandado de detenção europeu emitido no âmbito de um inquérito a correr termos no Ministério Público de Sesimbra.
A detenção foi realizada pelo Departamento de Investigação Criminal de Setúbal em colaboração com as autoridades policiais da cidade francesa de Nancy.
De acordo com a PJ, a detida será presente às autoridades judiciárias francesas, "as quais decidirão sobre a sua futura extradição para Portugal".

Agência de Notícias com Lusa 
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Seixal é pólo de desenvolvimento da região

Concelho atrai investimento privado de qualidade


A Câmara do Seixal uma tomada de posição intitulada "Pela afirmação do Seixal como um dos principais pólos de desenvolvimento da Região e do País".  No documento são salientados os vários projetos e ações que a autarquia tem vindo a promover no âmbito do desenvolvimento do concelho e que irão incidir sobre a região e o país.  O presidente da Câmara do Seixal, Joaquim Santos referiu a este propósito que "a autarquia outrora foi berço para a construção das naus e caravelas que descobririam o mundo e hoje é terreno fértil para a inovação e qualidade de vida, procurando aliar o desenvolvimento económico à imprescindível sustentabilidade ambiental". 
Há cada vez mais empresas a apostar no Seixal 

Com o novo Plano Diretor Municipal foram praticamente duplicadas as áreas destinadas ao desenvolvimento económico, passando de 500 para 900 hectares, onde para além das áreas envolventes à Siderurgia Nacional em Paio Pires, merecem destaque o Pinhal das Freiras em Amora com 100 hectares, ou a Quinta das Lagoas em Corroios com mais de 40 hectares.
Joaquim Santos prevê que nos próximos meses entrem no concelho mais de mil milhões de euros de investimentos privados, nacionais e estrangeiros, no setor hoteleiro e turístico, mas também na indústria farmacêutica e em infraestruturas.
Exemplo desta situação foi a recente apresentação da empresa Hovione, que se virá instalar no concelho e criar centenas de postos de trabalho qualificado, bem como o anúncio da contratação de mais 100 trabalhadores para responder ao aumento de capacidade industrial da unidade fabril Siemens no concelho do Seixal.
O autarca acrescentou ainda que "também no quadro da intervenção urbana com vocação turística e na área envolvente à Baía, estamos a desenvolver projetos em toda a sua extensão, na frente ribeirinha do Seixal, na frente ribeirinha de Amora e na restinga da Ponta dos Corvos, procurando preservar o que de melhor temos – a autenticidade de um território único", como se pode verificar com a adjudicação em Dezembro último do primeiro empreendimento turístico de 4 estrelas da frente ribeirinha – o Hotel Mundet, um empreendimento turístico com 84 apartamentos, subordinado ao tema da cortiça, pela memória do espaço em que se insere, que terá um prazo de execução de 20 meses e um custo estimado de cerca de 7,5 milhões de euros". 
Joaquim Santos referiu também que "estão planeadas mais unidades hoteleiras para o município, o que irá dinamizar e atrair ainda mais turistas". Contudo, o presidente da autarquia deixou o alerta de que "é necessário concretizar projetos da responsabilidade do Estado Central, que são fatores de progresso e desenvolvimento social, fixação e criação de emprego, bem-estar e qualidade de vida para as populações, sendo também necessário que se salvaguardem os valores ambientais e de qualidade de vida das populações, bem como que se concretizem os projetos estruturantes fundamentais para a região e para o país".

Agência de Notícias com Câmara do Seixal 

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Jovens discutiram alterações climáticas em Setúbal

Estudantes contribuem para um melhor ambiente no futuro 

As alterações climáticas centram atenções na sessão do círculo eleitoral de Setúbal do Parlamento dos Jovens, com mais de meia centena de estudantes a debater, nesta terça-feira, soluções para reverter o aquecimento global. Na sessão de abertura do encontro, o vereador da Juventude da Câmara de Setúbal, Pedro Pina, sublinhou a importância do debate sobre o impacte “desastroso” das alterações climáticas. “Creio que o tema é político”, destacou o autarca, para depois acrescentar que muito daquilo que hoje é conhecido pode estar em causa. “Alguns dos hábitos que temos podem ser profundamente alterados num curto espaço de tempo”, sublinha o autarca. 
Jovens estiveram reunidos esta terça-feira 

Pedro Pina defendeu que a transformação e o desenvolvimento das sociedades começam agora. “Vocês não são o futuro. Vocês são o presente. O contributo de hoje é importante para decidir o hoje e não o amanhã”.
Responsabilidades e comportamentos que devem ser repensados para reverter o aquecimento global são ideias em reflexão na sessão do círculo eleitoral de Setúbal do Parlamento dos Jovens, programa da Assembleia da República organizado em colaboração com o Ministério da Educação e o Instituto Português do Desporto e da Juventude.
Ao longo do dia 19, 51 estudantes de 16 estabelecimentos de ensino estão na sessão regional do ensino secundário do Parlamento dos Jovens. A iniciativa, que procura despertar nos mais novos o gosto pela política, é este ano dedicada ao tema “Alterações Climáticas – Reverter o Aquecimento Global”.
Desde o início do ano letivo, mais de quatro centenas de escolas nacionais e estabelecimentos de ensino portugueses sediados fora do país debateram o tema e escolheram os seus representantes.
O deputado do PS na Assembleia da República Ivan da Costa Gonçalves, convidado na sessão do círculo eleitoral de Setúbal do Parlamento dos Jovens, sublinhou que um dos objetivos deste programa é “dar a conhecer um pouco melhor aquilo que é o trabalho dos deputados e o funcionamento do Parlamento”.
O político reforçou que a participação neste tipo de iniciativas “é muito importante para aproximar os jovens de algo que hoje é visto como sendo intrinsecamente negativo”, concretamente “a política no sentido abstrato”.
Já o delegado regional de educação de Lisboa e Vale do Tejo, Francisco Neves, considerou fundamental que os jovens desenvolvam “um conjunto de ideias” e se envolvam “numa reflexão conjunta em torno de problemas da sociedade atual”.
A diretora regional de Lisboa e Vale do Tejo do Instituto Português do Desporto e Juventude, Eduarda Marques, reconheceu o impacte positivo deste programa de promoção da cidadania.
“Estimula a participação cívica e política, promove o debate democrático e o respeito pela diversidade de opiniões”, apontou Eduarda Marques, para depois sublinhar a “contribuição dos jovens para a resolução de questões que afetam o presente e o futuro individual e coletivo”.
Nesta sessão, foram eleitos os deputados distritais que vão, a 20 e 21 de Maio, ao Palácio de São Bento, apresentar soluções para minimizar os efeitos das alterações climáticas.

Agência de Notícias com Câmara de Setúbal 
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ATL em Almada em risco de fechar por "falta de apoios"

 ATL sobrevive sem qualquer apoio institucional 

A Fábrica dos Sonhos, um ATL gratuito em Almada, está em risco de fechar "por falta de apoios", alertou esta terça-feira, a sua coordenadora. "A fábrica, verdade seja dita, sempre esteve em risco de fechar. Tem dois anos e sempre sobreviveu de 'crowdfunding'. Nunca conseguimos, até hoje, nenhum apoio financeiro institucional, governamental ou privado. Sobrevivemos através de empresas que nos ajudam pontualmente, mas acima de tudo, pela vontade das pessoas", disse à Lusa a coordenadora do ATL e da associação Cova do Mar. Alexandra Leal, além de fundadora, é a única voluntária do ATL, que conta com 46 inscrições neste ano letivo, mas nunca conseguiu financiamento para ajudar nas despesas diárias, como água, luz e a alimentação.
ATL ajuda famílias do Segundo Torrão 

"Com o novo executivo da Câmara de Almada tivemos recentemente uma reunião e em Janeiro tivemos a esperança que desse, mas alertaram-nos que o financiamento de apoio ao movimento associativo não apoia despesas correntes. Só que é nas despesas do dia-a-dia que precisamos de ajuda, para poder abrir a porta todos os dias, mas não há respostas públicas ou privadas", indicou.
Outra condicionante, segundo a coordenadora, é o ATL localizar-se dentro do bairro clandestino Segundo Torrão.
"Nós fazemos questão de estar à porta das crianças, mas há muitos financiamentos que não apoiam nada que esteja em território ilegal, ou seja, a fábrica teria que sair do bairro e ir para a periferia para receber apoios. Isso não faz sentido, nem é uma opção para nós, daí que, até agora, o nosso apoio seja o crowdfunding", explicou.
É através do grupo no Facebook "Cova do Mar - Voluntários", que Alexandra Leal angaria financiamento ou alguns dos bens necessários no momento, como comida, roupa ou material escolar.
"Por exemplo, em Janeiro pedimos gorros, cachecóis e luvas e conseguimos atingir para todos. Foi engraçado porque chegaram a vir da Assembleia da República, de uma voluntária que lá trabalha", avançou.
A brincadeira e a possibilidade de terem algumas atividades extra de forma gratuita, como aulas de dança ou de karaté, são importantes, contudo, esta associação dá todos os dias lanche às crianças e tem uma forte componente educativa.

O convite a Marcelo que nunca teve resposta 
"Tentei que sejam eles a gerir a fábrica, numa perspetiva de responsabilidade e que daqui a uns anos sejam eles os monitores. Há uma hora definida para o lanche, todos os dias elegemos um capitão e sub-capitão para cuidar da fábrica, há equipas para cuidar dos animais, das roupas e do material escolar. Eles gostam muito e quando chegam perguntam: Xana, há tarefas?", contou.
Segundo Alexandra Leal, se as famílias tivessem que pagar por estas atividades, "muitas das crianças não podiam vir".
No ano passado, a Fábrica dos Sonhos entregou uma petição com cerca de 1300 assinaturas para que o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, visite o bairro, mas ainda não receberam resposta.
O Segundo Torrão, situado perto da praia de São João, na freguesia da Trafaria, é um bairro clandestino onde vivem mais de três mil pessoas em habitações precárias.

Agência de Notícias com Lusa 
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Barreiro discutiu futuro da Mata da Machada

Futuro do 'pulmão verde' da cidade na primeira linha de debate sobre ambiente

A Mata da Machada é identificada como um valor histórico e natural de elevada importância para a população do Barreiro. O “Seminário Life Biodiscoveries Machada: Que Futuro?” desvendou o que a Câmara do Barreiro pretende para este espaço, tendo por base a atracção de mais visitantes. José Paulo Rodrigues, vereador  responsável pela Sustentabilidade Ambiental da autarquia do Barreiro, explicou que, o trabalho que tem sido feito em prol da protecção da Mata da Machada. “Um caminho que tem tido como objetivo principal dar a conhecer a Mata da Machada e o Sapal do Rio Coina aos barreirenses, para que estes colaborem na proteção e preservação do seu património”.
Mata da Machada quer atrair mais visitantes 

José Paulo Rodrigues recordou ainda que o objetivo central é promover uma adesão cada vez maior por parte da população, tendo em conta a oferta que a Mata da Machada proporciona, como por exemplo, o “Reserva o Verão em Família”, os campos de férias, “Invasão ao Domingo” e “Reserva o Sábado”.
No decorrer do seminário foi ainda destacada a importância deste território. “Hoje, a Mata da Machada não é apenas um espaço natural e histórico, mas também um local onde as famílias se podem deslocar e passar bons momentos. Neste espaço de convívio com a natureza, desejamos que as pessoas, cada vez mais, o possam utilizar espontaneamente e onde sintam o apelo da proteção e da sustentabilidade”, sublinhou o vereador na abertura do seminário.
No parecer do vereador, reflexo desta aposta são também as acções de voluntariado do projeto Life Biodiscoveries que incrementam a qualidade dos ecossistemas da Reserva Natural Local.
A valoração económica da biodiversidade da Mata da Machada, assim como os seus respectivos recursos e serviços, tem sido alvo de análise, através de um estudo feito por inquéritos aos utilizadores do espaço.
No seguimento deste estudo, a Câmara do Barreiro considera que "os valores obtidos devem ser tidos em linha de conta em termos de políticas discutidas, financiamentos e no planeamento e ordenamento estratégico". 
A autarquia considera ainda que "estes valores fundamentais e essenciais para o equilíbrio urbano, uma vez que representam benefícios e serviços que a Reserva Natural Local confere aos barreirenses". 

O pulmão verde do Barreiro
Designa-se hoje Mata Nacional da Machada, a propriedade constituída pelo antigo Pinhal de Vale de Zebro e pela Quinta da Machada.
A Quinta da Machada pertencia ao “Convento de Nossa Senhora da Luz da Ordem de Cristo”, porém quando foram extintas as Ordens Religiosas em 1834 foi adquirida por um particular, sendo mais tarde aforada ao Estado que a anexou ao Pinhal de Vale de Zebro.
Encontra-se situada no centro da Península de Setúbal, entre as povoações de Coina, Palhais e Santo António da Charneca. Sujeita a Regime Florestal esta Mata encontra-se hoje, sob a gestão da Direcção Regional de Agricultura do Ribatejo e Oeste e ocupa uma área com cerca de 385,7 hectares.
Sendo a única área florestal de razoável dimensão do concelho do Barreiro, a Mata é considerada o “Pulmão da Cidade” e um local privilegiado para actividades de recreio e lazer, dispõe de um parque de merendas e diversos fontanários, para além de um Centro de Educação Ambiental e de uma rede de estradas e caminhos frequentemente utilizados para práticas desportivas, permitindo à população uma melhor qualidade de vida.
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Siemens vai contratar pessoal para fábrica em Corroios

Fábrica abriu 102 vagas e aumenta capacidade em 60 por cento 

A empresa alemã anunciou um reforço do investimento na fábrica de quadros eléctricos de Corroios, com um aumento de 60 por cento na capacidade de produção e a contratação de mais de 100 pessoas. A Siemens Portugal avança para a contratação de mais 102 pessoas para a unidade fabril que detém no concelho do Seixal. A contratação de novos trabalhadores tem como objetivo "potenciar um aumento da capacidade de produção de quadros elétricos industriais da multinacional alemã, que têm vindo a ser exportados de Portugal para os cinco continentes", diz a administração da empresa em Portugal. A fábrica de Corroios contribuiu para as exportações da filial portuguesa, exportando 85 por cento dos quadros elétricos que produziu.
Marca alemã reforça produção em Portugal 

Os quadros eléctricos de baixa tensão da Siemens, os Sivacon S8, são produzidos em Corroios, no Seixal, e exportados para 56 países, de todo o mundo. As 2000 unidades produzidas anualmente pelos 154 colaboradores não chegam para as encomendas, por isso o gigante alemão decidiu reforçar a capacidade produtiva da unidade, para o que se prepara para contratar mais 102 trabalhadores e aumentar os turnos.
O objectivo é aumentar a produção em 60 por cento, alcançando as 3200 unidades anuais, das quais 92 por cento terão como destino a exportação. 56 novos colaboradores já se juntaram às diferentes equipas, e mais 46 farão o mesmo ao longo do ano.
"Esta expansão deve-se ao aumento da procura deste tipo de quadros de baixa tensão, devido à qualidade destes equipamentos ‘Made in Europe’", explicou Pedro Pires de Miranda, presidente Executivo da Siemens Portugal. "Este selo é uma referência para as grandes empresas que não querem arriscar ter paragens no fornecimento de energia às suas instalações, por falhas técnicas".
Este responsável foi o anfitrião de uma visita às instalações efectuada pelo Primeiro-Ministro, António Costa, pelo Ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, e pelo Presidente da Câmara do Seixal, Joaquim Santos, que, nas suas intervenções, destacaram a aposta da empresa na formação especializada e a capacidade dos trabalhadores portugueses, em quem a nova aposta "vai ter um impacto local positivo, com a criação de 102 novos postos de trabalho", considerou Fernando Silva, director da divisão Energy Management da empresa. 
"Mas vai também contribuir para as exportações da empresa e do país, uma vez que esta unidade produz quase exclusivamente para o mercado internacional", sublinhou Fernando Silva. 

Corroios exporta 95 por centro da sua produção 
A fábrica de Corroios produz atualmente quadros elétricos modulares de média tensão do modelo Simosec, cuja produção foi transferida de Frankfurt para o concelho de Seixal. Estes quadros depois usados pelas empresas de infraestruturas e na área da distribuição de energia pelas pequenas e médias unidades industriais.
A Siemens já chegou a exportar 95 por cento da produção da fábrica de Corroios para mercados como a Alemanha, Angola, África do Sul, Austrália, Brasil, Coreia do Sul, Egito, Emirados Árabes Unidos e México.
A Siemens Portugal encerrou o ano fiscal de 2018, de Outubro de 2017 a final de Setembro de 2018, com um resultado líquido de 33,7 milhões de euros. O valor representa um crescimento de 120,6 por cento face ao ano anterior, com as vendas a registem um aumento de 6,6 por cento para 319 milhões de euros.
No que toca às exportações, a Siemens Portugal registou um aumento crescimento de 4,6 por cento para 122,8 milhões de euros, tendo exportado para 56 países. 
As exportações feitas incidiram sobre áreas como aplicações cloud, big data, análise de dados, cibersegurança, finanças, recursos humanos e imobiliário.

Agência de Notícias 


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Não às dragagens no Sado une cidade de Setúbal

Ambientalistas, empresários e pescadores unem-se para suspender obras 

Numa ação conjunta, o grupo de hotéis Pestana, a associação ambientalista ZERO, o movimento cívico SOS Sado, o Clube da Arrábida, a cooperativa de educação marinha Ocean Alive, a Associação Portuguesa de Empresas de Congressos, Animação Turística e Eventos e a Cooperativa de Pesca de Setúbal, Sesimbra e Sines lançaram, esta segunda-feira, uma petição pública a exigir a suspensão imediata das dragagens no rio Sado, para a ampliação dos acessos ao porto de Setúbal. A dragagem consiste na escavação do solo ou de rochas do fundo do rio, para aumentar a sua profundidade. David Nascimento, do SOS Sado, sublinha que esta ação conjunta mostra que há muitas as pessoas a contestar o projeto de dragagem: "Há um setor alargado da população que considera que este projeto, sobretudo nos moldes em que tem sido avançado, precisa de ser debatido e repensado".
Observação de golfinhos pode estar em risco 


A plataforma de entidades contesta o Projeto de Melhoria das Acessibilidades do porto de Setúbal. As entidades lamentam não terem sido ouvidas sobre o projeto e admitem inclusive recorrer à Comunidade Europeia.
Nesta segunda-feira, lançaram uma petição dirigida aos ministérios do Mar, do Ambiente e da Economia e à Secretaria de Estado do Turismo, que é também uma posição conjunta contra o projeto. Existem ainda duas providências cautelares no Tribunal Administrativo de Almada, depois de outra, interposta pela associação Clube Arrábida, ter sido rejeitada pelo Tribunal na sexta-feira.
"Vamos continuar a apoiar essas ações judiciais e procurar outras também. Foi aqui falada [a hipótese de] uma queixa à Comunidade Europeia que também será uma via que nós poderemos optar", disse Pedro Vieira, do Clube Arrábida.
Em conferência de imprensa, em Lisboa, algumas das entidades abordaram os impactos que a dragagem de areias para a expansão do Porto de Setúbal poderá ter no turismo, nas pescas e nas atividades turístico marítimas da região.
"O grande problema é que esta obra, se avança nos moldes em que está, os danos que vai causar são irreversíveis. Ao retirar-nos os 6,5 milhões de metros cúbicos de areia nas duas fases de dragagem, já não voltamos a por lá essa areia. E todo o dano que isso vai causar a montante e em cadeia será uma autêntica bola de neve. Portanto, o objetivo é parar o projeto como ele está definido neste momento", afirmou Pedro Vieira.
Pedro Vieira salientou, contudo, que ainda "há uma lista enorme de estudos que têm de ser apresentados à Agência Portuguesa do Ambiente [APA] e à comissão de acompanhamento para serem avaliados e só depois da avaliação desses estudos que estão pendentes é que poderá haver luz verde para avançar" com as dragagens.
David Nascimento, da SOS Sado, realçou que os representantes dos cidadãos contra as dragagens já foram recebidos em sede de comissão parlamentar, têm mantido "algum contacto esporádico com alguns grupos parlamentares", mas "há efetivamente alguma ausência de abertura para um diálogo mais esclarecedor e alargado para as consequências deste projeto".
"Exige-se do poder político uma resposta que, de uma vez por todas, nos esclareça sobre o que se pretende aqui, quais é que são os impactos e de que forma é que esses benefícios tão propalados efetivamente se concretizam, porque a informação não está concretizada", acrescentou David Nascimento.

Turismo e pesca também querem parar obra 

No mesmo sentido, Ricardo Santos, da Cooperativa de Pesca de Setúbal,Sesimbra e Sines, considerou que o projeto "é arrojado em várias vertentes, porque, em democracia deixou pouco diálogo a quem se quer opor".
"Nós só pescamos porque há lá peixe. Se os dragados forem para a zona de uma riquíssima biodiversidade de fundo e que, bem perto, tem uma reserva de juvenis, naturalmente que nos vai faltar o peixe", disse Ricardo Santos, realçando que "as legítimas pretensões" dos pescadores "é poder pescar em liberdade numa zona que é um legado histórico para a pesca".
José Saleiro, representante das empresas de turismo, realçou que existe "uma estratégia de desenvolvimento para a região baseada no turismo de natureza", tendo por base as três zonas protegidas da zona: a Reserva Natural do Estuário do Sado, o Parque Natural da Arrábida e o Parque Marinho Prof. Luiz Saldanha.
"Quando se avança com uma obra destas sem falar com ninguém, sem se consultar o turismo, sem se consultar a pesca, sem se consultar a comunidade civil, é de facto uma quebra grandíssima nessa estratégia e nós não conseguimos perceber, neste momento, para onde é que nós caminhamos, quer do ponto de vista turístico, quer da comunidade civil", afirmou.
A petição é assinada pela a associação de empresas de turismo da Associação Portuguesa de Empresas de Congressos, Animação Turística e Eventos, as associações ambientalistas ZERO e Clube da Arrábida, a ArtesanalPesca, o Clube da Arrábida, a Neptun Pearl, a cooperativa de educação marinha Ocean Alive, o Pestana Hotel Group, a Setúbal Pesca, a Cooperativa de Pescas de Setúbal, Sesimbra e Sines, a associação de cidadãos SOS Sado e a Vertigem Azul.

Agência de Notícias com Lusa 

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Doçaria de Palmela mostra-se ao país nas 7 Maravilhas

Fogaça de Palmela vai estar em destaque no concurso mais doce do país 

Depois de já nos ter dado as “7 Maravilhas da Gastronomia”, em 2011 e as “7 Maravilhas à Mesa”, em 2018, o concurso que visa eleger os melhores entre os melhores de Portugal volta ao campo alimentar. Desta feita, em 2019, vamos ficar a conhecer quais são as maravilhas nos doces de Portugal. O doce que a avó fazia todos os natais, o que se criou em conventos e se manteve até aos nossos dias, aquela iguaria da terra que só se come na Páscoa, o gelado que só se faz no verão com fruta da época, o pudim à base da produção local, aquele docinho tradicional que só se encontra naquela zona do país, e especialmente as inovações que privilegiam o que a terra dá. A doçaria de Palmela é uma das primeiras seleccionadas, de entre a qual se destaca a Fogaça de Palmela, no conjunto de outras delícias contemporâneas. 

Fogaça de Palmela candidata às 7 maravilhas 

Após ter integrado o grupo das pré-finalistas na edição de 2018, o Concelho de Palmela, reconhecendo as suas raízes culturais fortemente ligadas à gastronomia e aos produtos locais de excelência, volta a apresentar candidatura à iniciativa, que este ano será dedicada exclusivamente à doçaria.
Assim, na sequência de uma participação de sucesso nas “7 Maravilhas à Mesa”, no ano transato, a qual envolveu os parceiros locais e trouxe grande visibilidade a produtos de excelência como o Queijo de Azeitão DOP, o Moscatel de Setúbal ou a Sopa Caramela, o "município aceitou o desafio da Organização para partilhar a doçaria tradicional do concelho, de entre a qual se destaca a Fogaça de Palmela, no conjunto de outras delícias contemporâneas", disse a autarquia de Palmela à ADN-Agência de Notícias. 
É destas memórias e sabores portugueses, um país de mestres pasteleiros, mas também de inovações doceiras que versa, em 2019, a eleição das “7 Maravilhas de Portugal”. A abordagem faz-se nesta oitava edição aos nossos doces.
As categorias a concurso serão: Doces de Território, Bolo de Pastelaria, Doce de Colher e Doce à Fatia, Biscoitos e Bolos Secos, Doces Festivos, Doces de Fruta e Mel e Doces de Inovação, sendo uma das apostas desta edição revelar novas propostas, que aliem criatividade e produtos endógenos, incentivando o empreendedorismo local.
Este ano, as candidaturas serão votadas por cada um dos distritos e regiões autónomas e a iniciativa volta a ter grande projeção televisiva, com intervenções e programas em horário nobre.
Até ao anúncio final dos vencedores, decorrerão eliminatórias regionais que reduzirão os candidatos dos distritos nacionais a concurso, seguindo-se duas meias-finais, a 24 e 31 de Agosto.
A 7 de Setembro, na “Gala Finalíssima”, transmitida em direto pela RTP 1, ficaremos a saber pelas vozes de Catarina Furtado e José Carlos Malato quais são os vencedores nas categorias a concurso.
Desde 2007, ano em que se realizou o primeiro concurso "7 Maravilhas de Portugal", foram eleitas as maravilhas do Património Histórico, do Património Histórico no Mundo, as maravilhas naturais, da gastronomia, as praias de Portugal, as aldeias portuguesas e, no ano de 2018, as maravilhas da mesa lusa.

Verdadeiro serviço público 
"Este programa é um serviço público, porque vai levar a RTP a todos os cantos do país", comenta Miguel Freitas, secretário de Estados das Florestas e do Desenvolvimento Rural, que olha para este concurso como "uma receita de sucesso".
Para além da preocupação com a cobertura de todo o território nacional, a apresentadora de televisão Catarina Furtado, uma das embaixadoras do projeto, lança o repto: "Acho que também há outro desafio que é pôr menos açúcar nos doces". Em declarações aos jornalistas no final da apresentação, o presidente das 7 Maravilhas indicou que esta questão estará contemplada no concurso através da participação da Associação Portuguesa dos Nutricionistas, um dos membros do júri de especialistas.
"Não perca e acompanhe-nos nas '7 Maravilhas Doces de Portugal', projeto que, ao longo dos próximos meses, vai dar a conhecer a doçaria nacional, contribuindo para a promoção turística dos territórios", diz a autarquia de Palmela.

Agência de Notícias


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Utentes reclamam um novo centro de saúde no Barreiro

Existem cerca de 18 mil utentes sem médico de família no concelho 


A Comissão de Utentes dos Serviços Públicos do Barreiro, organiza, na sexta-feira, uma tribuna pública para reclamar a construção de um novo centro de saúde no Alto do Seixalinho, foi anunciado esta segunda-feira. Aliado à sobrelotação do centro de saúde da Quinta da Lomba e à dificuldade de mobilidade dos utentes, a população e a comissão de utentes reivindicam um novo centro de saúde no Alto do Seixalinho, no concelho do Barreiro. Um dia antes, [quinta-feira, 22 de Fevereiro], a comissão reúne com o presidente da Câmara do Barreiro, Frederico Rosa e com a vereadora com o pelouro da saúde. 

 População reclama novo centro de saúde 

Em comunicado, a comissão explicou que após o encerramento da unidade de saúde na avenida do Bocage, a população do Alto do Seixalinho passou a ter que se deslocar para o centro de saúde da Quinta da Lomba, "o que tem causado diversos transtornos".
"A rede de transportes, entre outros factores, não é suficientemente eficiente. Além disso, a deslocação de um elevado número de utentes foi agravar o também já elevado número de utentes da Quinta da Lomba", explicou.
A par destas condicionantes, a comissão frisou que no Barreiro existem "cerca de 18 mil utentes sem médico de família", os quais, na maioria, são utentes "com um nível etário já elevado, com diversas dificuldades de mobilidade".
Por estes motivos, e defendendo que "a saúde é um direito", os utentes vão realizar uma tribuna pública para lutar por um novo centro de saúde no Alto do Seixalinho, o que acontecerá pelas 11 da manhã desta sexta-feira, no terreno junto ao supermercado Aldi, no Barreiro.
A comissão convidou a população e autarcas para estarem presentes neste movimento e informou que, após a tribuna, será descerrada uma lápide alusiva ao centro de saúde em acto simbólico.
A Comissão de Utentes dos Serviços Públicos do Barreiro já iniciou um conjunto de reuniões solicitadas aos responsáveis autárquicos do concelho, para alertar os actores políticos para a necessidade de construção do Centro de Saúde do Alto Seixalinho, serviço que funcionou até há cinco anos na Avenida do Bocage. 
Os dirigentes reuniram com o presidente da Assembleia Municipal do Barreiro, André Pinotes Batista. Confirmadas, segundo a comissão de utentes, estão já reuniões a manter com responsáveis do PSD e com o presidente da Câmara Municipal, Frederico Rosa, e a vereadora responsável pelo pelouro da saúde. O Bloco de Esquerda também já recebeu a comissão de utentes. 
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Cartão de Visita do Facebook

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