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quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Marcelo visita sem-abrigo no distrito de Setúbal

Presidente da República quer corrigir assimetrias na região

Marcelo Rebelo de Sousa, esteve em Setúbal para se inteirar do trabalho realizado e das dificuldades existentes na área dos sem-abrigo.O chefe de Estado participou numa reunião de trabalho dos Núcleos de Planeamento e Intervenção Sem-Abrigo do Distrito de Setúbal, realizada na Casa da Baía, e visitou a Cáritas Diocesana de Setúbal e a Casa-Centro de Apoio ao Sem-Abrigo. O encontro, que serviu para o Presidente conhecer a realidade e as preocupações da situação dos sem-abrigo nos concelhos de Setúbal, Almada, Seixal e Barreiro e para avaliar os recursos da estratégia nacional disponíveis para uma resposta integrada, contou, igualmente, com as presenças da secretária de Estado da Segurança Social, Cláudia Joaquim, e de vereadores e técnicos municipais das quatro autarquias.
Marcelo com população sem-abrigo em Setúbal 

O Presidente da República agradeceu o esforço dos Núcleos de Planeamento e Intervenção Sem-Abrigo do distrito de Setúbal, assinalando que se trata de uma região sacrificada na atribuição de fundos europeus e com assimetrias que importa corrigir. "Queria agradecer aos municípios o que estão a fazer aqui em Setúbal, uma subárea da Área Metropolitana de Lisboa, que, de alguma maneira, é sacrificada pelo facto dos cálculos para efeitos de fundos europeus serem cálculos globais da Grande Lisboa. E isso nem sempre torna presente as desigualdades, as assimetrias que existem e que importa que sejam rapidamente corrigidas", disse o Presidente da República. 
Marcelo Rebelo de Sousa falava aos jornalistas após uma reunião de trabalho com os Núcleos de Planeamento e Intervenção Sem-Abrigo do distrito de Setúbal, em que sublinhou algumas especificidades dos sem-abrigo na região face ao que se verifica noutras zonas do país.
"Foi muito clara a ideia de que aqui o problema dos sem-abrigo se coloca de uma forma um pouco diferente daquela que aparece noutras áreas onde temos estado. Não há tanto - embora exista também - o sem-abrigo na rua. Há, sim, situações de sem-abrigo que não têm condições de um telhado condigno e que, portanto, acabam por percorrer caminhos muito diversos, que vão desde uma passagem precária pela estrutura hospitalar, por acolhimentos temporários, por circulação na Área Metropolitana como um todo ou por soluções de acolhimento em instituições por períodos muito superiores aos que estavam previstos nessas instituições", frisou o chefe de Estado.
No encontro, que decorreu na Casa da Baía, em Setúbal, participaram os presidentes das câmaras municipais de Setúbal, Almada, Barreiro e Seixal, e a secretária de Estado da Segurança Social, Cláudia Joaquim, que sublinhou a importância da colaboração das autarquias e de diversas instituições sociais numa resposta integrada ao problema dos sem-abrigo.
"Estivemos a fazer uma análise, essencialmente, sobre os Núcleos de Planeamento e Intervenção Sem-Abrigo destes quatro concelhos, que reflectirão, muito provavelmente, a realidade do distrito de Setúbal, que é uma realidade distinta de outras áreas do país no que se refere a esta problemática", declarou Cláudia Joaquim.
A secretária de Estado acrescentou que não seria possível obter bons resultados sem a colaboração das autarquias e das instituições sociais, "por muitas estratégias que se definissem".
O núcleo de Setúbal da Casa – Centro de Apoio ao Sem-Abrigo, a Vale de Acór, de Almada, e a Criar-t, Seixal, bem como elementos do Instituto de Segurança Social e a diretora do Centro Distrital de Segurança Social de Setúbal também participaram a reunião.

Agência de Notícias com Lusa 

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