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quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Luta por melhores condições em escola de Almada

Estudantes querem mais cacifos, melhor comida e mais funcionários

Os estudantes da Escola Secundária Fernão Mendes Pinto, em Almada, protestaram esta quarta-feira, por melhores condições na instituição, pela contratação de funcionários e melhor qualidade das refeições, informou hoje uma das alunas. “Este protesto vem na sequência de uma reunião geral de alunos, que aconteceu no dia 10, onde estiveram presentes mais de 350 estudantes, e onde foram discutidas as reivindicações e os problemas da escola”, explicou à agência Lusa a porta-voz da organização do protesto, Beatriz Mendes. A estudante avançou que a instituição de ensino precisa de obras, que “ainda há amianto por ser retirado”, que “há casas de banho encerradas por falta de verba” para as arranjar e que “há graves problemas com a canalização”.
Alunos manifestaram-se esta quarta-feira 

Queixam-se da falta de funcionários, que o edifício tem problemas estruturais e de canalização, havendo ainda amianto para retirar.
Mais de um mês depois do inicio das aulas, ainda há escolas a funcionar sem condições. É o caso da Escola Secundária Fernão Mendes Pinto, em Almada, onde os alunos estiveram em protesto, esta quarta-feira.
Concentraram-se à porta da escola com faixas a pedir cacifos e comida com mais qualidade no refeitório. "Há também o problema do subdimensionamento dos balneários. Muitas vezes há turmas que têm que dividir balneários que não têm tamanho para isso", diz Beatriz Mendes, porta-voz do protesto.
Já Tomás, outro dos alunos, fala da falta de funcionários, sobretudo no bar, onde só existe uma pessoa para atender os alunos. Relata que "a fila tem tendência a ser muito grande e nós temos um intervalo pequeno e muitas vezes não conseguimos lanchar".
Os estudantes dizem que a escola não tem obras há 40 anos. O edifício tem problemas estruturais, de canalização e ainda há amianto para retirar.
"Está cada vez pior, ao longo dos anos", constata Tomás, alertando para a necessidade de "obras nas casas de banho".
Outro dos problemas, segundo Beatriz Mendes, é a carência de funcionários.
“Por exemplo, a secretaria só funciona de manhã, o que torna quase impossível para muitos alunos tratarem dos seus assuntos. Além de outros serviços que não funcionam plenamente por falta de funcionários”, indicou.
A aluna defendeu que “a qualidade da comida não é como deveria ser”, os balneários de educação física têm que ser partilhados por duas turmas e “não têm tamanho, de todo, para isso”.
A Escola Fernão Mendes Pinto tem atualmente cerca de mil estudantes, mas, segundo a porta-voz, “este número é superior ao que a escola foi pensada para ter”.
Segundo Beatriz Mendes, existiu “uma grande adesão” a este protesto, inclusivamente de alunos de outras escolas do concelho.
“Nós sabemos que as condições na Fernão Mendes Pinto são as que são, mas também há muitos problemas noutras escolas e até há escolas com piores condições. E, por isso, eu penso que, por exemplo, os alunos da Anselmo de Andrade, que é uma secundária próxima, também saíram em protesto”.

Catarina Martins visitou escola na terça-feira 
A coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, visitou na terça-feira a Escola Secundária Fernão Mendes Pinto e advertiu que a instituição “não tem obras há 40 anos”, tendo principalmente problemas estruturais, ao nível da canalização e de roturas.
A líder bloquista alertou ainda para algumas condicionantes em relação à alimentação, como a quantidade da comida, que é a mesma para crianças com idades diferentes, e as más condições de trabalho, provenientes da contratação de empresas exteriores à escola para o serviço de cantina.
“Tive o prazer de conversar com alguns alunos, que vão fazer aqui uma manifestação a exigir obras na sua escola e têm toda a razão. Os estudantes do nosso país sentem muito a falta do investimento na educação”, defendeu Catarina Martins.
Para a coordenadora do BE, é importante, nesta altura que se debate o Orçamento de Estado para 2019, "que também se use o crescimento económico e a capacidade que o país tem hoje de ser maior que era no passado, para se fazer os investimentos necessários" na educação, nomeadamente em obras de requalificação em escolas "que há décadas não têm investimento".

Agência de Notícias com Lusa

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