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terça-feira, 30 de outubro de 2018

Médicos denunciam falhas nos dados clínicos no Barreiro

Sindicato pede demissão da administração do Centro Hospitalar 

O Sindicato dos Médicos da Zona Sul pediu esta segunda-feira a demissão do conselho de administração do hospital do Barreiro, por considerar que permitiu o acesso irregular a dados clínicos de doentes. O sindicato considera que "esta administração, que gera desconfiança, alarme social e permite o acesso a dados clínicos confidenciais a profissionais não credenciados para tal, não tem condições para manter as suas funções", informou em comunicado.
Divulgação de dados denunciado 


Para o Sindicato dos Médicos da Zona Sul, a postura do conselho de administração é marcada por uma atitude de "não assumir a responsabilidade", imputando "as culpas" aos médicos que trabalham na instituição e aos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde.Por este motivo, o sindicato pede agora "a demissão da administração" do Centro Hospitalar Barreiro Montijo, em defesa de um Serviço Nacional de Saúde, que "proteja os seus doentes e os seus trabalhadores".O sindicato apelou também à ministra da Saúde, Marta Simões, que atue rapidamente na resolução desta situação "intolerável", não permitindo que os responsáveis da gestão de instituições públicas "delapidem dinheiro dos contribuintes".
Além disso, alertou que deve ser apurada a alegada responsabilidade dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, pois, caso a perda de confidencialidade de dados tenha acontecido devido ao sistema informático, então "o caso do Centro Hospitalar Barreiro Montijo não será único".
O problema da confidencialidade dos dados clínicos dos doentes tratados no Centro Hospitalar do Barreiro Montijo foi levantado em Abril pelo Sindicato dos Médicos da Zona Sul, que dizia ter conhecimento de que profissionais não médicos acediam à aplicação informática com "perfil" médico.
Nessa altura, a administração do hospital garantia que cumpria todas as regras de acesso ao sistema, alertando que cabe a cada profissional de saúde não fornecer os seus dados a terceiros.
No entanto, este mês, a Comissão Nacional de Proteção de Dados aplicou uma coima no valor de 400 mil euros ao hospital do Barreiro, o qual está a preparar uma contestação judicial.

Agência de Notícias com Lusa

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