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terça-feira, 23 de outubro de 2018

SIC diz que o novo aeroporto do Montijo está em risco

Estudo de impacte ambiental é “confuso, genérico e com lacunas”

Está em curso um segundo estudo de impacte ambiental do aeroporto do Montijo, depois de o primeiro ter sido chumbado pela comissão de avaliação, revela uma investigação da SIC. A investigação da televisão de Carnaxide descobriu que foi recusado o Estudo de Impacto Ambiental apresentado na última primavera pela ANA, para a construção de um Aeroporto Complementar no Montijo. O estudo não conseguiu demonstrar a viabilidade ambiental do projeto. A Comissão de avaliação diz que o estudo tinha falta de qualidade, era confuso e apresentava lacunas. Não estava sequer em condições de ter uma consulta pública. A construção de um novo aeroporto está, assim de novo, num impasse. 
Estudo ambiental não garante aeroporto 

A 1 de Outubro, António Costa disse que o aeroporto do Montijo estava preso pelo estudo de impacte ambiental. De acordo com uma investigação da SIC, trata-se do segundo estudo que é feito para perceber o impacto ambiental que a construção deste aeroporto terá na zona envolvente, e tudo porque o primeiro foi classificado de “confuso, genérico e com lacunas” pela respetiva comissão de avaliação.
As conclusões do primeiro estudo de impacte ambiental no Estuário do Tejo mostram “desconformidade” na opinião da comissão de avaliação, que afirma ainda que este não tinha condições para ser colocado em consulta pública. Os fundamentos apresentados pela ANA Aeroportos para justificar a construção deste aeroporto foram recusados, entre outros motivos, porque o trabalho não mede os impactos do movimento dos aviões sobre as aves do estuário nem faz qualquer avaliação sobre a mortalidade das espécies, revela a SIC.
A comissão de avaliação garante ainda que as conclusões sobre o risco de impacto das aves nos aviões — únicas referidas no estudo –, não estão fundamentadas e explica que faltam na análise muitos elementos decisivos que, se existissem, poderiam alterar por completo as conclusões sobre o impacto do aeroporto do Montijo.
A SIC diz que o estudo é omisso nos impactos que os aviões têm sobre as aves e a sua mortalidade, sendo que aquele ponto do estuário do Tejo é um dos pontos mais importantes de paragem de aves de e para África. Não há também dados no documento que permitam avaliar os danos que as aves podem provocar nas aeronaves. É reforçado que as conclusões nestas matérias não estão fundamentadas.
Os especialistas nomeados para acompanhar o estudo alertam para a falta de consistência do documento, afirmando que muito ficou por estudar. Após esta avaliação, a ANA aceitou ser necessário aprofundar mais o estudo, reconhecendo a sua falta de qualidade. Prometeu, assim, uma versão mais completa e com mais ponderação, diz a SIC.
Para além disso, a comissão diz que também não foi medido o impacto da extensão da pista sobre o rio nem das obras que serão necessárias realizar para construir o aeroporto. A União Europeia disse que, há cerca de um ano e meio, alertou o Governo para a sensibilidade do local e exigiu um estudo dos impactos nas várias fases do projeto, mostrando interesse em acompanhar de perto todos os estudos.
A comissão de avaliação classificou o estudo de "confuso, genérico e com lacunas". Agora, está em curso um segundo estudo de impacto ambiental, sendo necessário recomeçar tudo desde o início.

Costa disse que a decisão era "irreversível" 
A 1 de Outubro, o primeiro-ministro António Costa afirmava que faltava apenas a decisão do estudo de impacto ambiental para que a construção no Montijo se tornasse irreversível.
O estudo depois de chumbado a 24 de Julho voltou à estaca zero, sendo que os pareceres técnicos usados anteriormente não podem ser usados no novo documento que já está a ser preparado.
Ao segundo estudo de impacto ambiental é exigido que aprofunde as matérias que ficaram apenas abordadas superficialmente no primeiro documento.
A ANA aceitou ser necessário desenvolver mais o estudo, reconhecendo a sua falta de qualidade. Prometeu, assim, uma versão mais completa e com mais ponderação.
Desta forma, o aeroporto no Montijo estará  mesmo em risco de... voltar à estaca zero.

Agência de Notícias 

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