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segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Seixal atrai investimento de mil milhões diz autarquia

Concelho atrai neste momento residentes e investidores

Joaquim Santos, presidente da Câmara do Seixal, em entrevista ao Jornal Económico, revelou que o município vai ter o primeiro grande projeto industrial de arranque da “Lisbon South Bay” – o grande território que abarca os antigos terrenos industriais da Siderurgia, Quimigal e da Lisnave na Margem Sul, nos concelhos do Seixal, Barreiro e Almada. Um investimento de 200 milhões de euros de uma empresa nacional que irá criar 200 postos de trabalho. O autarca prevê que nos próximos meses entrem no concelho mais de mil milhões de euros de investimentos privados, nacionais e estrangeiros, no setor hoteleiro e turístico, mas também na indústria farmacêutica e em infraestruturas. 
Seixal espera novos investidores no concelho 


Em entrevista ao Jornal Económico, o autarca que lidera o concelho que esteve em destaque na última edição do SIL – Salão Imobiliário de Lisboa destaca que o "boom imobiliário e turístico, se está a refletir também no crescimento exponencial do alojamento local no concelho". 
O aumento da procura do mercado imobiliário tem-se feito sentir no concelho do Seixal, estando a surgir empreendimentos de elevada qualidade de construção, não só em áreas próximas da Baía do Seixal, como é o caso da Quinta da Trindade, como no interior do município, na proximidade de áreas mais naturalizadas, como são os casos dos empreendimentos da Quinta do Pinhão e do Monteverde.
"Até 2012, no núcleo urbano antigo do Seixal, os preços no imobiliário eram baixos, mas a partir do momento em que a Câmara começou a reabilitar e requalificar o casco histórico isso gerou forte interesse por parte dos privados e uma pressão sobre os preços. Agora é quase proibitivo comprar um edifício mesmo em muito mau estado no centro do Seixal. Pedem-se 1.200 euros/m2 por uma casa em ruína!", sublinha o autarca. 
No núcleo antigo do Seixal "40 por cento do edificado está ainda por reabilitar e ocupar. Na Arrentela e Amora, o caso é bem pior, estamos a falar porventura de 80 por cento do edificado", revela o presidente da Câmara. 

Há mais procura por prédios a reabilitar ou por construção nova?
"A grande procura é de pequenos investidores que querem criar hostels, gelatarias, restaurantes, bares, etc. Em particular nas zonas ribeirinhas, alguns dos quais em parceria com a Câmara. E essa corresponde à nossa visão: fazer da Baía a 'Praça Central' do Município. Será em torno dela que o Seixal terá o seu ‘ex-libris’ cultural, patrimonial e de vivência das populações", conta Joaquim Santos.
Depois existe "um segundo anel com um conjunto de novas urbanizações, de que a Quinta da Trindade, junto ao Centro de Estágios do Sport Lisboa e Benfica, é um exemplo, a qual está ainda em 40 por cento da sua construção. Outro empreendimento residencial de qualidade é o Seixal Baía que vai entrar numa segunda fase de desenvolvimento". 

Turistas "invadem" concelho 
Atualmente, é interessante constatar que o Seixal "vive uma nova dinâmica em termos sociais e habitacionais. Exemplo é o número de cidadãos estrangeiros que têm vindo a escolher o concelho para residir, em particular franceses e suecos, e que tem vindo a aumentar de ano para ano, por verem no concelho um território com grande qualidade de vida às portas de Lisboa", refere Joaquim Santos. 
A perspetiva é que o número de residentes estrangeiros venha a aumentar substancialmente nos próximos tempos, tendo em conta que "o município tem recebido a visita de inúmeras delegações estrangeiras que pretendem visitar o concelho tanto para residir como para investir", realça Joaquim Santos. 
 A participação do concelho em vários certames pelo país tem também levado a que muitos nos queiram visitar e conhecer. 
"O nosso clima, a nossa localização geográfica, a poucos minutos de Lisboa e em especial a nossa Baía do Seixal são grandes atrativos que têm feito com que muitos cidadãos estrangeiros escolham o Seixal e não outras localidades para residir. Desde o início de 2017, até à data atual, podemos falar da instalação de cerca de 200 novos agregados familiares estrangeiros, no Seixal, essencialmente, franceses, suecos e suíços", diz o autarca. 

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