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quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Montijo não será aeroporto de baixo custo

ANA anuncia ligações pela Vasco da Gama e barcos de 15 em 15 minutos 

A ANA, Aeroportos de Portugal, afastou esta terça-feira a ideia de que o novo Aeroporto do Montijo é um aeroporto para companhias de baixo custo. O presidente da ANA, Thierry Ligonnière, a poucos dias de assinar o contrato com o Governo para a construção até 2022 do novo no distrito de Setúbal, confessou que o Montijo vai ser dedicado às companhias que operam sem necessidade de escalas. Assim, a TAP fica apenas a operar na Portela e, de acordo com Thierry Ligonnière, o Montijo está vocacionado para outro tipo de companhias e de rotas. A ANA diz ainda que a nova infraestrutura vai ter uma saída dedicada no final do tabuleiro da ponte Vasco da Gama e uma carreira fluvial que leva os passageiros em 15 minutos de Lisboa até ao novo aeroporto.
ANA mantêm prazo de abertura para 2022

O presidente executivo da ANA – Aeroportos de Portugal disse esta terça-feira, na sexta conferência franco-portuguesa que pretende "abrir o aeroporto do Montijo em 2022 já pensando nas evoluções tecnológicas dos próximos anos".
Thierry Ligonnière disse que o calendário que a ANA tem é para a abertura do futuro aeroporto complementar em 2022, estimando o investimento necessário em "centenas de milhões de euros", não revelando números concretos.
O responsável, que se escusou a prestar outros esclarecimentos aos jornalistas, designadamente quanto às negociações com o Estado, voltou a afirmar durante a conferência que o Montijo "não será um aeroporto low cost", mas sim "ponto a ponto".
"O ponto a ponto para as companhias que o desejem vai ficar no Montijo. O ponto a ponto é alguém que parte de um sítio na Europa e que chega a Lisboa como destino final, sem a necessidade de uma correspondência para um voo de longo curso", adianta.
"O papel do aeroporto Humberto Delgado como hub vai manter-se, atendendo às correspondências de voos da TAP", disse, acrescentando que o Montijo será assim para companhias para as quais Lisboa é o destino final.
Sobre as acessibilidades, Thierry Ligonnière explicou que a localização escolhida teve em consideração a distância, já que as companhias aéreas não queriam um aeroporto afastado da capital.
O CEO assinalou ainda que haverá duas principais acessibilidades, a ponte Vasco da Gama, que terá "saída específica e rápida" para o aeroporto, e o transporte fluvial, que permitirá aos turistas chegarem ao centro de Lisboa de barco, de 15 em 15 minutos. 

"Governo devia pôr Montijo a concurso já", diz a Ryanair 
O presidente executivo da Ryanair, Michael O'Leary, acusou esta terça-feira a ANA – Aeroportos de Portugal de estar a restringir a capacidade no Aeroporto de Lisboa e de continuar a "atrasar o Montijo", criticando o "monopólio" da empresa adquirida pela Vinci.
"O Governo devia pôr o Montijo a concurso", afirmou o responsável na conferência de imprensa onde apresentou 12 novas rotas em Portugal no Verão do próximo ano. Para Michael O'Leary, o Executivo devia entregar o aeroporto complementar de Lisboa a outra gestora aeroportuária, que pusesse o Montijo em concorrência com a Portela.
O responsável lamentou que o futuro aeroporto complementar da região de Lisboa continue atrasado e salientou que "não há razão para que o Montijo não possa abrir em 2019"".
"O desafio para a Portugal é que enquanto a ANA está a aumentar as taxas na Portela, Espanha está a baixar", frisou o CEO da Ryanair.
Michael O'Leary disse ainda não esperar que a Portela chegue aos 55 movimentos por hora, mas salientou que se chegar aos 45 movimentos por hora "isso permite ter mais 2 milhões de passageiros e 20 novas rotas".
"Abram o Montijo mais cedo e a Ryanair e outras companhias vão continuar a crescer aqui", disse.


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