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quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Maçã Camoesa em destaque em Sesimbra

Concelho produz 14 toneladas de maçã tradicional 

A Moagem de Sampaio acolheu  a VI Mostra de Maçã Camoesa, que este ano deu também destaque à doçaria e ao pão caseiro de Sesimbra. Para além dos produtores de maçã, pastelarias e padarias do concelho, e dos habituais participantes na feira Sabores da Nossa Terra, que decorre aos fins-de-semana de manhã neste local, o certame reuniu vários artesãos e produtores de mel, plantas, rações e ferramentas, show cookings dedicados à maçã, ao pão e à farinha torrada, palestras, visitas a pomares e padarias e distribuição de pão e maçãs aos alunos do pré-escolar e 1º ciclo da rede pública do concelho, no âmbito das comemorações do Dia Mundial do Pão e da Alimentação, que se assinalaram a 16 de Outubro. Destaque ainda para a animação musical e para as atividades para os mais novos, que incluíram pinturas faciais e jogos, um comboio elétrico e um insuflável, que fizeram as delícias dos mais pequenos.
Maçã camoesa só nasce em Sesimbra 

"A Maçã Camoesa regista um número crescente de produtores e de árvores, que rondam atualmente as 1500, e uma produção anual na ordem das 14 toneladas", sublinhou o vereador José Polido na abertura da conferência Valorização dos Produtos Locais, que decorreu no Centro de Apoio à Incubação de Empresas de Sesimbra, e que contou com a presença do adjunto do secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Regional, António Rego, do Delegado Regional da Península de Setúbal da Direção Regional de Agricultura e Pescas de Lisboa e Vale do Tejo, Manuel Meireles, e da Diretora Executiva da Associação para o Desenvolvimento Rural da Península de Setúbal, Natália Henriques.
José Polido lembrou que o aumento da produção deste fruto "resulta de um trabalho conjunto iniciado há 13 anos", que envolve a Câmara de Sesimbra, Junta de Freguesia, entidades parceiras e produtores locais, e frisou que "é importante partir para outro patamar no que respeita à divulgação e valorização desta maçã", concluiu o autarca.  
A ideia foi partilhada pela presidente da Junta de Freguesia do Castelo, Maria Manuel Gomes, ao afirmar que "daqui para a frente a Maçã Camoesa tem condições para dar o salto, em termos de valorização, e que, tal como a Farinha Torrada, é um dos produtos que ajudam a diferenciar Sesimbra". 
António Rego apresentou a marca Tradicional.pt, criada para diferenciar e identificar no mercado os produtos agrícolas, géneros alimentícios e pratos preparados tradicionais, e o Estatuto da Pequena Agricultura Familiar, que pretende promover e valorizar a produção local e melhorar os respetivos circuitos de comercialização.

Levar a mação camoesa à escola 
Manuel Meireles, da Direção Regional de Agricultura e Pescas de Lisboa e Vale do Tejo, felicitou o trabalho desenvolvido em Sesimbra. "Neste concelho vive-se um ambiente especial, onde as coisas acontecem, por isso espero que estes produtos cheguem às cantinas das escolas", disse. 
Da parte da Associação para o Desenvolvimento Rural da Península de Setúbal, Natália Henriques informou que em breve vão ser publicados avisos com ações para financiar projetos para a agricultura e para o mar, e que a entidade que representa vai dinamizar, ao abrigo do projeto Orçamento Participativo Portugal, um conjunto de ações para promover e acrescentar valor às maçãs Camoesa de Sesimbra e Riscadinha de Palmela, que passam, por exemplo, por campanhas de marketing e de comunicação, pela participação em eventos e realização de workshops com produtores. 
A conferência encerrou com o testemunho de Ricardo Peralta sobre a sua experiência enquanto produtor de Maçã Camoesa. No final, o público degustou vários produtos regionais confecionados à base das maçãs Camoesa e Riscadinha.

A história de uma maçã unica 
Produzida na região da Azoia, próximo do Cabo Espichel, na freguesia do Castelo, a Maçã Camoesa distingue-se pela mancha avermelhada na face de maior incidência do sol, sobre um fundo amarelo, e pela polpa ácida, de cor branca e consistência firme. Embora seja colhida em Setembro, é comum ficar a amadurecer durante algumas semanas, para ser consumida durante o inverno. Carateriza-se pela consistência da polpa, por ser rica em ferro, e pela acidez, que diminui o seu grau de maturação. 
Para além desta particularidade, tem níveis de antioxidantes e polifenóis muito superiores aos das restantes, segundo um estudo realizado pelo professor Agostinho Carvalho, da Universidade Egas Moniz, do Monte de Caparica.
É por isso é recomendada a doentes anémicos e diabéticos. Para divulgar esta variedade de Sesimbra junto do público em geral e despertar o interesse de novos agricultores, contribuindo assim para aumentar a sua produção de modo tradicional, a Câmara Municipal, em parceria com a Junta de Freguesia do Castelo e Direção Regional de Agricultura e Pescas de Lisboa e Vale do Tejo, realiza desde 2013, no primeiro fim de semana de Outubro, uma mostra dedicada à Maçã Camoesa.
O certame tem atraído centenas de visitantes, revelando-se um enorme sucesso. "O público demonstra cada vez mais interesse por este tipo de produto e, sobretudo pelo contacto direto com os produtores, que desta forma conseguem manter a sua atividade e, consequentemente, preservar tradições ancestrais, que são um património imaterial de valor incalculável", diz a autarquia de Sesimbra ao ADN.
Em 2012, a Câmara  de Sesimbra passou a deter o direito exclusivo da marca Maçã Camoesa ou Férrea Azoia – Variedade Tradicional da Região de Sesimbra, no âmbito de uma candidatura apresentada pela autarquia ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial.

Agência de Notícias com Câmara de Sesimbra 

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