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segunda-feira, 20 de maio de 2019

Abertura da lagoa de Albufeira ao mar ainda sem data

APA garante ligar a lagoa ao mar antes da abertura da época balnear 

A Agência Portuguesa de Ambiente está a preparar a abertura da lagoa de Albufeira, em Sesimbra, ao mar, operação que está atrasada mais de um mês e que motivou já uma reclamação da Câmara de Sesimbra, na semana passada. A Agência Portuguesa de Ambiente diz que está a decorrer o concurso público para abertura da lagoa ao mar e fala em “normal arranque” da época balnear. A época balnear, nas praias de Sesimbra, começa no dia 30 de Maio. O atraso compromete a época balnear, adensa, diz a Câmara de Sesimbra, "o descontentamento de todos os que habitam e visitam a Lagoa de Albufeira, e coloca em causa o próprio ecossistema, as tradições históricas e culturais e o desenvolvimento económico deste território, muito assente no turismo".
Abertura devia ser sido realizada há um mês 

A Agência Portuguesa de Ambiente prevê a finalização do procedimento, e posterior contratualização, nas próximas semanas. Só depois disso há condições "para dar início aos trabalhos de abertura da lagoa, imediatamente após a fase de contratualização, de forma a garantir o normal arranque da época balnear", diz o organismo público. A obra será efetuada “em parceria com a Câmara de Sesimbra”.
A Agência Portuguesa de Ambiente reconhece que a abertura da lagoa ao mar é "determinante para a qualidade da água e para a viabilização das actividades humanas e económicas que aí se desenvolvem e que dependem da qualidade deste sistema natural” e acrescenta que essa importância “tem exigido a intervenção do organismo no âmbito da realização periódica de operações de abertura de uma barra de maré".
Na semana passada, a Câmara de Sesimbra referiu que a abertura da lagoa de Albufeira ao mar está com mais de um mês de atraso, relativamente ao habitual todos os anos, e que o estado da águas estagnadas ameaça o ambiente, a época balnear e a actividade económica, que depende muito do turismo.
A operação deve ser feita em finais de Março ou principio de Abril e, segundo a autarquia, nas últimas duas décadas, devido a “dificuldades e demoras dos organismos da Administração Central”, tem sido o município a intervir para “minimizar os prejuízos ambientais e económicos decorrentes das demoras”. A competência é do Ministério do Ambiente, e este ano, “depois de muitos contactos e insistência” por parte do município, o processo passou para a Agência Portuguesa de Ambiente, mas a meio de Maio, o trabalho ainda não foi feito, nem há previsão de abertura.
A autarquia diz ainda de que existe  uma “enorme desigualdade de tratamento” relativamente a outros sistemas lagunares, de norte a sul do país, onde é o Estado que desempenha essa função, e alerta para o agravar do problema, com o passar dos dias.
O atraso relativo ao procedimento de abertura compromete a época balnear, adensa, diz a Câmara, "o descontentamento de todos os que habitam e visitam a Lagoa de Albufeira, e coloca em causa o próprio ecossistema, as tradições históricas e culturais e o desenvolvimento económico deste território, muito assente no turismo".
A Câmara de Sesimbra tem acompanhado de perto o processo e insistido para a urgência da intervenção. "Apesar disso, continua a não existir um calendário de atuação por parte do Ministério do Ambiente e a Lagoa de Albufeira permanece fechada, com os impactes e danos no ecossistema que se avolumam e intensificam com o aumento da temperatura atmosférica".

Agência de Notícias 

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