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segunda-feira, 27 de maio de 2019

PS ganhou eleições europeias no distrito de Setúbal

Costa supera-se, Rio corre para baixo, BE agiganta-se, CDU e CDS-PP desabam e PAN surpreende

Com uma abstenção de 64,8 por cento, o PS foi o partido mais votado no distrito de Setúbal nas eleições europeias deste domingo, com 34,81 por cento dos votos, quando estão apurados os resultados das 55 freguesias, segundo os dados oficiais da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna. A CDU teve menos 45 mil votos do que os socialistas, arrecadou 17,1 por cento das opções de voto. O pior resultado de sempre dos comunistas no distrito de Setúbal. Com 11,9 por cento [30.704 votos], o Bloco de Esquerda foi a terceira força mais votada no distrito. Com 26 mil 726 votos, o PSD desceu para a quarta força politica (10,03 por cento). A surpresa foi o Pessoas Animais e Natureza que conseguiu 6,6 por cento [17 mil 51 votos], o que representa quase o dobro da votação no CDS-PP que já é a sexta força política no distrito. Nestas eleições apenas conseguiu 9813 votos (3,8 por cento).  No país, a vitória do PS, com uma vantagem de mais de 10 pontos percentuais sobre o PSD, o reforço do BE e a eleição de um eurodeputado do PAN marcaram a noite dos ganhadores das europeias em Portugal. Em sentido inverso, o PSD e o CDS-PP falharam os objetivos de aumentar a sua representação no Parlamento Europeu e a CDU perdeu mesmo pelo menos um eurodeputado. A abstenção atingiu um recorde. 
PS ganhou eleições europeias em Setúbal e no país 

O PS venceu claramente as eleições europeias no distrito de Setúbal. Os socialistas obtiveram 34,81 por cento, um resultado que permitiu aos socialistas ganhar um distrito que, em 2014, tinham perdido para a CDU. Se em 2014, os socialistas apenas tiveram 74 mil 212 votos, ontem o PS, distrito de onde o cabeça de lista, Pedro Marques, socialista é natural, [Montijo], conseguiu uns impressionantes 90 mil 67 votos. Em sentido inverso, os comunistas perderam mais de 30 mil votos em relação às eleições anteriores para o Parlamento Europeu, em 2014. O BE duplicou a votação. Passou de 15 mil 445 votos em 2014 para 30 mil 707. A direita que em 2014 concorreu em coligação e arrecadou 35 mil 861 votos. Este ano, a correr sozinhos, PSD e CDS-PP tiveram 36 mil 539 votos. O PAN subiu vertiginosamente de 5771 votos em 2014 para uns 17 mil 51 votos neste domingo.
O Livre e o Basta (1,9 por cento), Aliança (1,7 por cento), PCTP/MRPP (1,1 por cento), Nós Cidadãos (um por cento), PNR (0,7 por cento), Iniciativa Liberal (0,6 por cento), PURP (0,5 por cento) e PDR (0,4 por cento). Ainda assim, estes pequenos partidos, valeram em conjunto mais de vinte mil votos no distrito de Setúbal. A abstenção atingiu um recorde. 64,8 por cento. Em 2014, foi de 60,8.
Abstenção aumentou, mas houve mais portugueses a votar. Pode parecer confuso, mas apesar de a abstenção nestas eleições ser a mais alta de sempre e a terceira mais elevada da União Europeia (UE), nos 68,63 por cento (valor apurado à uma da manhã), o certo é que, domingo, foram mais portugueses às urnas face às Europeias de 2014. Sobretudo no estrangeiro. Contas feitas, registaram-se, àquela hora, mais 14 698 votantes.
A explicação está no facto de o número total de eleitores ter aumentado, face às últimas eleições, em mais de 1,1 milhões de votantes por via do recenseamento automático dos emigrantes. Nas eleições de 2014, estavam inscritos 244 986 portugueses residentes no estrangeiro, tendo votado apenas 2,09 por cento Com o recenseamento automático, aquele número subiu para os um milhão 431 mil 825 eleitores.
De acordo com os dados da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna, à meia-noite, um por cento dos emigrantes inscritos tinham votado. Contudo, em números absolutos, trata-se de um aumento de 137 por cento, com 12 136 votantes. Mesmo assim, há uma realidade que não muda. Portugal continua a ter das mais altas taxas de abstenção da UE.

PS ganha em (quase) todo o país 
 Se em Setúbal o PS ganhou nos 13 municípios do distrito, no país os socialistas só perderam em Vila Real e na Madeira [para o PSD].  A vitória do PS, com uma vantagem de mais de 10 pontos percentuais sobre o PSD, o reforço do BE e a eleição de um eurodeputado do PAN marcaram a noite dos ganhadores das europeias em Portugal. Em sentido inverso, o PSD e o CDS-PP falharam os objetivos de aumentar a sua representação no Parlamento Europeu e a CDU perdeu mesmo pelo menos um eurodeputado.Outro dos perdedores da noite eleitoral foi António Marinho e Pinto, que nas europeias de 2014 conseguiu eleger dois eurodeputados para o seu partido de então, o MPT (Movimento Partido da Terra), mas agora fica fora do Parlamento Europeu.
A vitória eleitoral coube ao PS, com 33,38 por cento dos votos, cujo resultado extrapolado para legislativas deixa o partido longe de uma maioria absoluta, mas com uma vantagem de mais cerca de 10 pontos em relação ao segundo partido mais votado, o PSD, uma margem confortável para aspirar à manutenção do poder.
Uma vitória que o líder socialista, António Costa, classificou de "expressiva, clara e inequívoca".
Os resultados provisórios às 1h20 de segunda-feira, quando estavam apuradas todas as freguesias no território nacional, indicavam que PSD alcançava, percentualmente, o seu pior resultado de sempre, com 21,94 por cento, um 'score' inferior aos 24,3 por cento obtidos nas legislativas de 1976.
O CDS-PP alcançou também o seu pior resultado de sempre em europeias, com 6,19 por cento dos votos, mas manteve Nuno Melo no Parlamento Europeu.
A CDU foi outra das forças derrotadas da noite, ficando em quarto lugar com 6,88 por cento abaixo dos 6,9 por cento conseguidos nas legislativas de 1999 e dos 9,09 por cento das europeias de 2004.
O Bloco de Esquerda e o PAN foram dois vencedores da noite eleitoral, com os bloquistas a conseguirem eleger um segundo eurodeputado e a duplicar a votação de 2014, com cerca de 320 mil votos e 9,82%, consolidando-se como a terceira força mais votada nas europeias.
Já o PAN, o partido Pessoas-Animais-Natureza, surpreendeu ao conseguir eleger pela primeira vez um deputado ao Parlamento Europeu, com cerca de 5,08 por cento e 165 mil votos.
O eurodeputado eleito pelo partido Pessoas-Animais-Natureza nas eleições europeias deste domingo será integrado no grupo Verdes/Aliança Livre Europeia, anunciou o Parlamento Europeu.
Em reação, o líder do Partido Animais Natureza, André Silva, prometeu lutar pelo ambiente. "É a confirmação de um percurso que o partido tem feito desde 2011 e representa uma mudança na forma como nos relacionamos com o outro e os ecossistemas". "O PAN não é uma moda", afirmou André Silva. Derrotados da noite eleitoral foram também a Aliança, do ex-primeiro-ministro Pedro Santana Lopes, que falhou a eleição de Paulo Sande para Estrasburgo (1,86 por cento de votos) e a coligação Basta, do ex-social-democrata André Ventura, um partido da área considerada populista que ficou em nono lugar com 1,49 por cento, atrás do Livre de Rui Tavares (1,83 por cento).
Cerca da 1h20, já tinham sido apurados 99,72 por cento dos votos, faltando apurar os resultados em nove consulados. Faltavam ainda atribuir seis mandatos dos 21 que Portugal tem no Parlamento Europeu.

As reações dos partidos 
Nas reações, o presidente do PSD, Rui Rio, reconheceu que o partido falhou os objetivos para as eleições europeias, mas considerou que tem condições para conseguir “um bom resultado” e vencer as legislativas.
Assunção Cristas e Nuno Melo, do CDS-PP, assumiram também o falhanço dos objetivos. A líder centrista assumiu o resultado “aquém dos objetivos traçados”, afirmou ter compreendido “o sinal” que os eleitores lhe quiseram dar, embora afirmando a convicção de que o partido está “forte e unido”.
O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, admitiu que o resultado eleitoral da CDU foi "particularmente negativo" para os interesses dos trabalhadores, do povo e do país, reconhecendo a quebra face aos três eurodeputados eleitos em 2014.
A CDU tinha obtido há cinco anos o seu segundo melhor resultado de sempre em sufrágios europeus, sendo a terceira força política mais votada, com 12,7 por cento, e três mandatos conquistados.
Quanto à coordenadora do BE, Catarina Martins, qualificou de "extraordinário" o resultado do partido, considerando que estas eleições "reconfiguram o mapa político" e que "a disputa política está nos projetos que a esquerda tenha capacidade para apresentar".
Portugal elege 21 dos 751 eurodeputados ao Parlamento Europeu.

Agência de Notícias 

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